IVESA
INDÚSTRIA VEROLME S.A.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010
INDÚSTRIA VEROLME S/A - IVESA
Demonstrações financeiras
em 31 de dezembro de 2011 e 2010
Conteúdo
Relatório da administração
Relatório dos auditores independentes
Declaração dos diretores sobre as demonstrações financeiras
Declaração dos diretores sobre o parecer dos auditores independentes
Balanço patrimonial
Demonstração do resultado
Demonstração das mutações do patrimônio líquido
Demonstração do fluxo de caixa
Demonstração do valor adicionado
Notas explicativas às demonstrações financeiras
IVESA
INDÚSTRIA VEROLME S.A.
Sede: Rua da Alfândega, 90 - Sala 601- Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20.070-004
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores acionistas
Indústria Verolme S.A. - IVESA, submete à apreciação de V.Sas. em conformidade com as
disposições legais e estatutárias, o relatório da administração e as demonstrações financeiras
referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011, acompanhados do parecer dos
auditores independentes.
Como determina a Instrução CVM 381 de 14 de janeiro de 2003, informamos que estes mesmos
auditores não realizaram nenhum outro serviço além do acima referido.
A todos os que direta e indiretamente colaboraram com a Companhia, prestamos nossos
agradecimentos.
Rio de Janeiro, 19 de março de 2012.
A Administração
LOUDON BLOMQUIST – AUDITORES INDEPENDENTES
FILIAL
RIO DE JANEIRO–RJ – AV. PRES.VARGAS
509 - 3º ANDAR – CEP 20071-003
TELEFONE: (21) 2509-8658
FAX: (21) 2242-7212
[email protected]
MATRIZ
SÃO PAULO–SP – RUA SENADOR PAULO
EGIDIO, 72 CONJ. 1309 – CEP 01006-000
TELEFONE: (11) 3104-8303/3101-7782
FAX: (11) 3104-3420
[email protected]
ESCRITÓRIO
BRASÍLIA–DF – EDIFÍCIO CARIOCA
SCS – QUADRA 06 – BL. A CONJ. 402
CEP 70325-900
TELEFONE: (61) 3225-0120/3963-0705
[email protected]
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
Imos. Srs.
Diretores e Acionistas da
Indústria Verolme S.A. – IVESA
Rio de janeiro – RJ
1 - Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Indústria Verolme
S.A. - IVESA, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as
respectivas demonstrações de resultados, das mutações do patrimônio líquido (passivo a
descoberto) e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das
principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
2 - Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das
demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório
financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
3 - Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa opinião é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em
nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas
normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja
planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações
financeiras estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito de valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos
selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção
relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa
avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e
adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os
procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar
uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui,
também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das
estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das
demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa
opinião.
LOUDON BLOMQUIST – AUDITORES INDEPENDENTES
CRC-RJ-0064
4 – Base para opinião com ressalva
Conforme nota explicativa 2.5 (c), o deslinde dos processos judiciais de recuperação de créditos e
dos processos de execução de débitos determinará os ajustes sobre as demonstrações financeiras e o
patrimônio líquido da Companhia.
5 - Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas
Em nossa opinião, exceto quanto às circunstâncias mencionadas no parágrafo 4 acima, as
demonstrações financeiras individuais e consolidadas referidas no parágrafo 1, apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Indústria
Verolme S.A. – IVESA (passivo a descoberto) e de sua controlada em 31 de dezembro de 2011, o
desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as Normas Internacionais de Relatório
Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).
6 - Outros assuntos
6.1 - As demonstrações referidas no primeiro parágrafo foram preparadas de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil, as quais incluem as disposições da Lei das Sociedades por Ações e
normas e procedimentos contábeis emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e
Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, que estão em conformidade com as normas
aplicáveis a uma empresa em continuidade normal dos negócios, os quais pressupõem a realização
dos ativos, bem como a liquidação das obrigações no curso normal dos negócios. Essas
demonstrações financeiras não incorporam quaisquer ajustes contábeis que seriam necessários na
hipótese de uma descontinuidade operacional. A Administração da Companhia acredita que as
negociações do passivo financeiro com os credores, bem como o resultado positivo das ações
judiciais proposta por ela, possam reduzir o déficit de capital de giro. Na situação presente, a
continuidade operacional da Companhia depende do êxito dessas ações, das negociações com seus
credores e de aporte de capital de seus acionistas.
6.2 - Demonstrações do valor adicionado
Examinamos, também, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do valor
adicionado – DVA, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é
requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação
suplementar pelas Normas Internacionais de Relatório financeiro (IFRS) que não requerem a
apresentação dessas demonstrações. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos
procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente
apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras
tomadas em conjunto.
Rio de Janeiro,
19 de março de 2012.
LOUDON BLOMQUIST
AUDITORES INDEPENDENTES
CRC-RJ-0064-F/8
Noel Luiz Ferreira
Contador
CRC-RJ-23.317-T-SP-1458-S-RJ
IVESA
INDÚSTRIA VEROLME S.A.
Sede: Rua da Alfândega, 90 - Sala 601- Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20.070-004
Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras
Rio de Janeiro, 19 de março de 2012.
DECLARAÇÃO
Servimo-nos da presente para, em atenção ao disposto no Art. 25, inciso VI da Instrução CVM
nº 480, de 7 de dezembro de 2009, declarar que, na qualidade de diretores da Indústria Verolme
S.A. - IVESA, revisamos, discutimos e concordamos com as informações contidas nas
demonstrações financeiras da Indústria Verolme S.A. - IVESA Controladora e Consolidado,
referentes aos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010.
Permanecemos à inteira disposição para esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.
Atenciosamente,
Edmundo Lacerda Terra
Diretor Presidente e Diretor de Relações Com Investidores
Adalberto de Oliveira Vasques
Diretor
IVESA
INDÚSTRIA VEROLME S.A.
Sede: Rua da Alfândega, 90 - Sala 601- Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20.070-004
Declaração dos Diretores sobre o Parecer dos Auditores Independentes
Rio de Janeiro, 19 de março de 2012.
DECLARAÇÃO
Servimo-nos da presente para, em atenção ao disposto no Art. 25, inciso V da Instrução CVM
nº 480, de 7 de dezembro de 2009, declarar que, na qualidade de diretores da Indústria Verolme
S.A. - IVESA., nós revisamos, discutimos e concordamos com as opiniões expressas no
relatório dos auditores independentes (Loudon Blomquist) relativo às demonstrações financeiras
da Indústria Verolme S.A. - IVESA Controladora e Consolidado, referentes aos exercícios
sociais findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010.
Permanecemos à inteira disposição para esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.
Atenciosamente,
Edmundo Lacerda Terra
Diretor Presidente e Diretor de Relações Com Investidores
Adalberto de Oliveira Vasques
Diretor
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Balanço patrimonial
em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
Controladora
Ativo
Consolidado
2011
2010
2011
2010
2
47.870
6
30.954
2
47.870
6
30.954
759
1.417
759
1.417
13
13
13
13
48.644
32.390
48.644
32.390
Contas a receber
892.511
849.759
892.511
849.759
Créditos de IPI
178.903
178.903
178.903
178.903
1.372
1.372
1.372
1.372
65.645
88.283
65.646
88.294
Depósitos judiciais e empréstimos à Eletrobrás
5.611
5.068
5.666
5.123
Impostos a recuperar e outras contas a receber
49.134
41.805
49.134
41.805
1.193.176
1.165.190
1.193.232
1.165.256
3.702
3.703
-
-
300.818
321.052
307.165
327.398
452
452
452
452
1.498.148
1.490.397
1.500.849
1.493.106
1.546.792
1.522.787
1.549.493
1.525.496
Circulante:
Caixa e bancos
Contas a receber
Impostos a recuperar
Outras contas a receber
Não circulante:
Realizável a longo prazo:
Bens destinados à venda
Créditos com empresas ligadas
Investimentos
Imobilizado
Intangível
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Balanço patrimonial
em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
Controladora
Passivo
Consolidado
2011
2010
2011
2010
3.855
-
3.855
-
Circulante:
Emprestimo e financiamento
Salários, férias e encargos sociais
Contribuições e impostos a recolher
Obrigações a pagar
Adiantamentos de clientes
Provisão para contingências
3
4
301
302
31.821
11.129
32.262
11.570
9.926
9.926
9.926
9.926
91
91
91
91
15.114
15.114
15.114
15.114
60.810
36.264
61.549
37.003
245.353
4.091
245.353
4.091
1.653
3.621
-
1.975
Não circulante:
Contribuições e impostos a recolher
Créditos de empresas ligadas
Programa de recuperação fiscal - REFIS
-
318.150
-
318.150
1.502.552
1.364.158
1.502.611
1.364.217
5.673
5.808
5.673
5.808
1.755.231
1.695.828
1.753.637
1.694.241
-
-
3.556
3.556
Capital social realizado
334.244
334.244
334.244
334.244
Reserva de reavaliação
140.463
158.379
140.463
158.379
(743.956)
(701.928)
(743.956)
(701.927)
(269.249)
(209.305)
(269.249)
(209.304)
1.546.792
1.522.787
1.549.493
1.525.496
Obrigações a pagar
Receitas diferidas
Participação de acionistas não controladores
Patrimônio líquido (passivo a descoberto):
Prejuízos acumulados
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Demonstração do resultado
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais, exceto o lucro (prejuízo) por lote de mil ações)
Controladora
Consolidado
2011
2010
2011
2010
19.805
16.588
19.805
16.588
Impostos sobre vendas e serviços
(1.832)
(1.534)
(1.832)
(1.534)
Receita operacional líquida
17.973
15.054
17.973
15.054
Lucro bruto
17.973
15.054
17.973
15.054
(34.024)
(30.523)
(34.027)
(30.523)
(45)
(53)
(45)
(53)
Receita operacional bruta:
Arrendamento fabril
Despesas operacionais:
Administrativas e gerais
Honorários da diretoria e do
conselho de administração
Resultado da Equivalência Patrimonial
(1)
-
-
-
217.411
168
217.411
168
Resultado operacional
201.314
(15.354)
201.312
(15.354)
Despesas financeiras
(207.214)
(129.236)
(207.214)
(129.236)
41.039
54.332
41.039
54.332
35.139
(90.258)
35.137
(90.258)
-
-
2
-
35.139
(90.258)
35.139
(90.258)
18.869.826
18.869.826
1,86
(4,78)
Outras receitas operacionais
Receitas financeiras
Lucro (prejuízo) antes dos impostos
Participação de não controladores
Lucro (prejuízo) líquido do exercício
Quantidade de ações em circulação - mil
Lucro (prejuízo) líquido por lote de mil ações
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Demonstração das mutações do patrimônio líquido (passivo a descoberto)
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
Capital
social
Reserva de
Prejuízos
realizado
reavaliação
acumulados
334.244
160.789
(614.080)
(119.047)
Realização da reserva de reavaliação
-
(2.410)
2.410
-
Prejuízo líquido do exercício
-
-
(90.258)
(90.258)
334.244
158.379
(701.928)
(209.305)
Realização da reserva de reavaliação
-
(2.410)
2.410
-
Ajuste de exercício anterior
-
-
(95.083)
(95.083)
Lucro líquido do exercício
-
-
35.139
35.139
334.244
155.969
(759.462)
(269.249)
Saldos em 1º de janeiro de 2010
Saldos em 31 de dezembro de 2010
Saldos em 31 de dezembro de 2011
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
Total
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Demonstração do fluxo de caixa
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
Controladora
Consolidado
2011
2010
2011
2010
Lucro (prejuízo) do exercício
35.139
(90.258)
35.139
(90.258)
Depreciações e amortizações
20.233
21.166
20.233
21.166
1
-
-
-
Atividades operacionais:
Resultado Equivalencia Patrimonial
-
-
(2)
-
Ajuste de exercício anterior
Participação de não controladores
(95.083)
-
(95.083)
-
Juros provisionados
145.589
102.689
145.589
102.689
35.864
(3.567)
35.864
(3.567)
141.743
30.030
141.740
30.030
(37.030)
(94.569)
(37.027)
(94.569)
(6.671)
(211)
(6.671)
(211)
(544)
(42)
(544)
(42)
Contas a pagar
(32.769)
53.603
(32.769)
53.603
Contribuições sociais e impostos a pagar
(62.004)
8.830
(62.004)
8.830
(2.730)
2.351
(2.730)
2.351
(141.748)
(30.038)
(141.745)
(30.038)
(5)
(8)
(5)
(8)
Caixa e equivalente no início do exercício
6
14
6
14
Caixa e equivalente no final do exercício
1
6
1
6
(5)
(8)
(5)
(8)
Variação cambial
Caixa gerado nas operações
(Aumento) redução nos ativos:
Contas a receber
Impostos a recuperar
Outros ativos
Aumento (redução) em contas a pagar e despesas
provisionadas:
Outros exigíveis a longo prazo
Variações nos ativos e passivos
Aumento nas disponibilidades
de caixa e equivalentes
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Demonstração do valor adicionado
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
Controladora
Consolidado
2011
2010
2011
2010
19.805
16.588
19.805
16.588
(34.069)
(30.576)
(34.072)
(30.576)
(14.264)
(13.988)
(14.267)
(13.988)
(51.235)
74.736
(51.236)
74.736
1.832
1.534
1.832
1.534
35.139
(90.258)
35.139
(90.258)
-
-
(2)
-
(14.264)
(13.988)
(14.267)
(13.988)
Receitas:
Vendas de mercadorias, produtos e serviços
Insumos adquiridos de terceiros:
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
Valor adicionado a distribuir
Distribuição do valor adicionado:
Remuneração de capitais de terceiros
Impostos, taxas e contribuições
Lucro (prejuízo) líquido do exercício
Participação de não controladores
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
1 - Contexto operacional
As atividades da Companhia compreendem, basicamente, a construção, sob encomenda, de
navios, embarcações e plataformas para a exploração e produção de petróleo, atuando também
na área da reparação naval e na locação de imóveis.
2 - Resumo das principais prática contábeis
2.1 – Base de apresentação
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas e estão sendo
apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais incluem as
disposições da Lei das Sociedades por Ações e normas e procedimentos contábeis emitidos pela
Comissão de Valores Mobiliários – CVM e Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, que
estão de acordo com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo International
Accounting Standards Board – IASB.
A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de estimativas contábeis, baseadas em
fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da administração para determinação do
valor adequado a ser registrado nas referida demonstrações. A liquidação das transações
envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores divergentes dos registrados nas
demonstrações financeiras devido ao tratamento probabilístico inerente ao processo de
estimativa. A Companhia revisa suas estimativas e premissas pelo menos anualmente.
2.2 – Bases de consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações financeiras da Indústria
Verolme S.A. - IVESA e da empresa controlada Verolme Administração e Participações Ltda..
Os investimentos em empresas controladas e coligadas são contabilizados com base no método
da equivalência patrimonial, conforme CPC 18 (IAS 28), para fins de demonstrações financeiras
individuais da controladora.
Com base no método da equivalência patrimonial, os referidos investimentos são contabilizados
no balanço patrimonial ao custo, adicionado das mudanças após a aquisição da participação
societária nas controladas.
.2.
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
2.2 – Bases de consolidação - Continuação
As demonstrações financeiras da controlada são elaboradas para o mesmo período de
divulgação que o da Controladora. Quando necessário, são efetuados ajustes para que as
políticas contábeis estejam de acordo com as adotadas pela Controladora.
2.3 – Conversão de moeda estrangeira
As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em Reais (R$), que é a moeda
funcional da Companhia.
Ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são convertidos para a moeda
funcional usando-se a taxa de câmbio vigente na data dos respectivos balanços patrimoniais. Os
ganhos e perdas resultantes da diferença entre a conversão dos saldos ativos e passivos, em
moeda estrangeira, no encerramento do exercício, e a conversão inicial dos valores das
transações, são reconhecidos como receitas ou despesas financeiras no resultado.
2.4 – Instrumentos financeiros
a) Ativos financeiros
Os ativos financeiros da Companhia são classificados como ativos financeiros a valor justo por
meio do resultado (os mantidos para negociação e os designados assim no reconhecimento
inicial), investimentos e recebíveis, investimentos mantidos até o vencimento, ativos financeiros
disponíveis para venda.
Os ativos financeiros da Companhia incluem: caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de
partes relacionadas, títulos a receber de venda de imóveis, depósitos judiciais e outras contas a
receber.
b) Passivos financeiros
Os passivos financeiros da Companhia são classificados como passivos financeiros a valor justo
por meio do resultado. A Companhia determina a classificação dos seus passivos financeiros no
momento do seu reconhecimento inicial. No caso de empréstimos e financiamentos, são
acrescidos do custo da transação diretamente relacionado.
Os passivos financeiros da Companhia incluem: obrigações a pagar, fornecedores, contas a
pagar a partes relacionadas, e outras contas a pagar.
.3.
INDÚSTRIA VEROLME S.A. - IVESA
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
Os empréstimos e financiamentos sujeitos a juros são mensurados subsequentemente pelo custo
amortizado, utilizando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos e perdas são reconhecidos
na demonstração do resultado no momento da baixa dos passivos, bem como durante o processo
de amortização pelo método da taxa efetiva de juros.
2.5 – Caixa e equivalentes de caixa
(a) Caixa e equivalentes de caixa incluem saldos de caixa e saldos positivos junto às instituições
financeiras, nas datas dos balanços e com risco insignificante de mudança de seu valor de
mercado.
(b) A rubrica Crédito de IPI com sado contábil de R$ 178.903 mil, registrado no ativo não
circulante, refere-se ao processo de recuperação com decisão judicial transitado em julgado,
ainda não recuperado pela Companhia.
(c) Os saldos das sub-contas incluídos na rubrica Contas a Receber, no ativo não circulante, no
montante de R$ 549.360 mil, encontram-se vinculados aos processos judiciais com origem de
longa data, relativos à cobrança de diferenças de preços e outras avenças, referentes às
embarcações concluídas em exercícios anteriores.
A Companhia enquanto aguarda o deslinde dos processos de recuperação desses créditos,
decidiu por não constituir provisão para perdas no corrente exercício.
Em contrapartida, no passivo não circulante estão registrados sob a rubrica Obrigações a Pagar,
saldos relativos às obrigações decorrentes das operações de exercícios anteriores, no valor de
R$ 1.324.091, também objeto de ações judiciais de longo prazo, em andamento
2.6 – Outros investimentos
Representam investimentos em ações e/ou cotas de outras empresas e títulos diversos, que estão
registrados pelo custo de aquisição, líquidos de provisão para perdas.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
2.7 – Ativo imobilizado
Registrado ao custo de aquisição ou construção, deduzido da depreciação acumulada. A
depreciação acumulada é calculada com base nas taxas que levam em consideração a vida útil
efetiva dos bens.
No presente exercício, a Companhia procedeu à avaliação dos bens integrantes do imobilizado,
através de avaliadores independentes, de acordo com o item nº 9 do Pronunciamento Técnico
CPC nº 01, conforme demonstrado abaixo:
Máquinas, equipamentos e instalações industriais
416.794
Edificações
703.700
Terrenos e benfeitorias
326.300
Total
1.446.794
De acordo com os registros contábeis da Companhia em 31 de dezembro de 2011, o conjunto de
bens integrantes do ativo imobilizado, objeto da avaliação acima, monta em R$ 300.818 mil,
líquido de depreciação.
Dessa forma a Companhia não realizou nenhum ajuste de recuperação desse ativo.
No que se refere ao CPC nº 06 – Operações de Arrendamento Mercantil, os referidos bens do
ativo imobilizado arrendados a Polipar Gerenciamento e Administração Ltda./ Brasfels S.A.,
cujo prazo de contrato é de 30 anos, projeta uma receita futura de R$ 13.027 mil, para o
exercício de 2012.
Para os cinco exercícios seguintes (2013 a 2017) a receita projetada será de R$ 65.135 mil.
Para os demais exercícios (2018 a 2030), a receita total projetada será de R$ 158.494 mil.
Essas receitas são reajustadas com base no IGPM conforme contrato de arrendamento.
A projeção real dessas receitas depende da ação revisional ajuizada na 32ª Vara Cível do Rio
de Janeiro, ainda sem decisão.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
2.8 – Intangível
É avaliado ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e das perdas por redução
ao valor recuperável, quando aplicável.
2.9 – Empréstimos e financiamentos
As obrigações em moeda nacional são atualizadas pela variação monetária e pelas taxas efetivas
de juros, incorridos até as datas dos balanços, de acordo com os termos dos contratos
financeiros, deduzidas dos custos de transação incorridos na captação dos recursos. Os
financiamentos em moeda estrangeira são atualizados com base na taxa de câmbio vigente nas
datas dos balanços.
Todos os outros custos com empréstimos e financiamentos são reconhecidos no resultado do
período, quando incorridos.
2.10 – Ajuste a valor presente de ativos e passivos
Os ativos e passivos monetários de longo prazo são atualizados monetariamente e, portanto,
estão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor presente de ativos e passivos
monetários de curto prazo é calculado, e somente registrado, se considerado relevante em
relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Para fins de registro e determinação
de relevância, o ajuste a valor presente é calculado levando em consideração os fluxos de caixa
contratuais e a taxa de juros explícita, e em certos casos implícita, dos respectivos ativos e
passivos. Com base nas análises efetuadas e na melhor estimativa da Administração, a
Companhia concluiu que o ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários circulantes é
irrelevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto e, dessa forma, não
registrou nenhum ajuste.
2.11 – Demonstração do valor adicionado – DVA
Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua
distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia, conforme requerido
pela legislação societária brasileira, como parte de suas demonstrações financeiras e como
informação suplementar às demonstrações financeiras, pois não é uma demonstração prevista e
nem obrigatória conforme as IFRSs.
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Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
2.12 – Provisões para contigências
A Companhia possui diversos processos em andamento de natureza cível, tributária e
trabalhista, decorrentes do curso normal de seus negócios.
Para as contingências consideradas como perda provável pelos assessores jurídicos internos e
externos da Companhia, foram constituídas provisões em montante suficiente para cobrir as
eventuais perdas com os processos judiciais.
Essas provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais
como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais
identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
2.13 – Demonstrações dos fluxos de caixa
As demonstrações dos fluxos de caixa foram preparadas pelo método indireto e estão
apresentadas de acordo com o pronunciamento contábil CPC 03 (IAS-7) – Demonstração dos
Fluxos de Caixa pelo CPC.
3 - Investimentos
Controladora
Empresa controlada
Participações em outras empresas
Provisão para desvalorização
Consolidado
2011
2010
2011
2010
3.702
2.373
(2.373)
3.703
2.373
(2.373)
2.373
(2.373)
2.373
(2.373)
3.702
3.703
-
-
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Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
O investimento em controlada está representado por:
Verolme Administração
e Participações Ltda.
Total de quotas do capital social
Quotas adquiridas pela controladora
Participação no capital social ( % )
Patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2011
Valor da participação da controladora
Investimento em 31 de dezembro de 2011
Total em
2010
19.256.792
9.822.865
51,00
7.257
3.702
3.703
3.702
3.703
4 - Imobilizado Controladora
Controladora
2011
Tempo de
Custo
Vida Útil Corrigido
Terrenos
25 a 50
anos
Edificações
Máquinas, equipamentos e
instalações
5 a 15 anos
Móveis e utensílios
10 anos
Veículos/equipamento de
4,5 a 20
transportes
anos
Depreciação acumulada
2010
Reavaliação
Total
Total
371
-
371
371
98.146
172.785
270.931
270.931
173.504
13.547
270.978
1.684
444.482
15.231
444.482
15.231
18.664
304.232
37.524
482.971
56.188
787.203
56.188
787.203
(264.311)
(222.074)
(486.385)
(466.151)
39.921
260.897
300.818
321.052
.8.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
4a - Imobilizado Consolidado
Terrenos
Edificações
Máquinas, equipamentos e instalações
Móveis e utensílios
Veículos/equipamento de transportes
Tempo de
Vida Útil
25 a 50 anos
5 a 15 anos
10 anos
4,5 a 20 anos
Depreciação acumulada
5 - Transações com partes relacionadas
6.718
270.931
444.482
15.231
56.188
793.550
6.717
270.931
444.482
15.231
56.188
793.549
(486.385)
(466.151)
307.165
327.398
Controladora
Contas a
receber
2011
2010
Docas Investimentos S.A.
Sequip Participações S/A
Verolme Administração e Participações Ltda.
Sequip Investimentos S.A.
Outros
Consolidado
2011
2010
Contas
a pagar
2011
2010
52.793
12.084
756
__ 12
87.519
756
_ 8
1.653
___ -
1.646
1.975
65.645
88.283
1.653
3.621
6 - Capital social
O capital social autorizado é de 25 bilhões de ações. O total subscrito e integralizado está
representado por 11.655.966.411 ações ordinárias e 7.213.859.589 ações preferenciais, num
total de 18.869.826.000 ações escriturais e sem valor nominal.
As ações preferenciais não têm direito a voto, todavia têm prioridade no reembolso do capital,
sem prêmio, em caso de liquidação da Companhia e, ainda, têm direito a dividendos iguais aos
das ações ordinárias.
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Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
7 - Perspectivas operacionais
No exercício de 2011, a administração da Companhia acredita que o processo de negociações
com os credores, bem como o resultado dos processos em que é autora passem a auferir
resultados positivos, reduzindo o déficit de capital de giro, dentro da atual realidade econômicofinanceira da Companhia.
8 - Reserva de reavaliação
A reavaliação do ativo imobilizado foi feita com base em laudo de avaliação emitido por
empresa especializada, nomeada pela administração da Companhia como perito independente,
consoante os procedimentos estabelecidos na Deliberação CVM nº 206, de 29 de novembro de
1996. Todavia, a Companhia optou por manter o saldo da reserva de reavaliação existente em
31 de dezembro de 2007 para baixa proporcional à sua realização, em conformidade com a Lei
11638/07 e Medida Provisória 449/08.
9 - REFIS - Parcelamento - Lei nº 11.941/09
Em 28 de junho de 2011, foi consolidado o parcelamento dos saldos remanescentes dos débitos
no âmbito da PGFN e da Receita Federal, vencidos até 30 de novembro de 2008.
Em razão dessa consolidação, houve uma redução dos encargos de mora no montante de R$
151.591 mil, reconhecida no resultado do segundo trimestre do presente exercício, sendo R$
65.944 mil de abatimentos concedidos e de R$ 85.647 mil pela utilização de créditos fiscais
decorrentes dos prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social sobre o lucro líquido
acumulado até abril de 2009, nos valores de R$ 63.749 mil e R$ 21.898 mil, respectivamente.
No balanço patrimonial, os valores abaixo apresentados estão incluídos na rubrica contribuições
e impostos a recolher:
Circulante
21.068
Não circulante 242.933
*.*.*.*.*.*.*
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Demonstração Financeira Anual