Prefeitura Municipal de Horizonte
Secretaria da Saúde do Município
Relatório Anual de Gestão
2010
2
Administração Municipal
2009-2013
Manoel Gomes de Farias Neto
Prefeito
Francisco Geanes Gomes
Vice-Prefeito
Maria Dione Soares Felix
Secretaria de Educação
Rita de Cássia Martins Enéas
Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social
José Neto Maia
Secretaria de Administração
Francisco José de Sousa
Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente
Dário Rodrigues da Silva Júnior
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
Maria Velúsia Nogueira do Carmo
Secretaria de Finanças
Antônia Kátia de Oliveira Maia
Gabinete do Prefeito
Ricardo Dantas Sampaio
Secretaria de Infra-Estrutura
Jaime Ribeiro do Nascimento
Secretaria de Saúde
Vânia Maria Dutra Melo Sousa
Secretaria de Cultura
Carlos Eloy Cavalcante Lima
Secretaria de Esporte e Juventude
Antonio Carlos Gomes
Secretaria de Articulação Institucional e Política
3
Estrutura Administrativa da Secretaria de Saúde de Horizonte
C O N S E L H O M U N I C I P AL D E S AÚ D E
Jaime Ribeiro do Nascimento
S E C R E T AR I A M U N I C I P AL D E S AÚ D E
Jaime Ribeiro do Nascimento
COORDENADORIA DE CONTROLE, AVALIAÇÃO, REGULAÇÃO E AUDITORIA
Margareth Teles de Queiros
C O O R D E N AD O R I A AD M I N I S TR AT I V A E F I N AN C E I R A
Antonísia Alves Lacerda
C O O R D E N AD O R I A D O P R O G R AM A D E S AÚ D E D A F AM Í L I A
Francisca Célia Gomes de Araújo
V I G I L ÂN C I A E P I D E M I O LÓ G I C A
Kátia Rejane Ancelmo
C O O R D E N AD O R I A D E V I G I L ÂN C I A S AN I T ÁR I A E AM B I E N T AL
Pedro Alves Sobrinho
S AÚ D E B U C AL
Berta Augusta Faraday de Sousa
C E N TR AL D E AS S I S TÊ N C I A F AR M AC Ê U TI C A
Luiziane Alves Nogueira
N Ú C L E O D E AC O M P AN H AM E N TO D E P R O G R AM AS
Isabel Maria Nobre Vitorino
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE E MOBOLIZAÇÃO SOCIAL
Janaína Mota da Rocha
NÚCLEO DE CONTROLE DE ENDEMIAS
Antonio Célio de Carvalho
CENTRO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR
Geovanna Maria Sales Monteiro
HOSPITAL E MATERNIDADE VENÂNCIO RAIMUNDO DE SOUSA
Sérgio Horta Mattos- Diretoria Geral
Severino Alexandre Ferreira – Diretor Clínico
Maria das Graças de Sousa Mota – Diretoria Administrativa
Paulo César Coelho Cruz – Gerencia de Enfermagem
4
C o m p o s i ç ã o d o C on s e l h o M u n i ci p a l de S a ú d e
B i ê n i o J u n/ 2 0 0 9 - M a i / 2 0 1 1
n
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39
40
41
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43
44
45
46
47
48
Nome
Jaime Ribeiro do Nascimento
Geovanna Sales Monteiro
Pedro Guerôdes Assunção Nogueira
Murilo Paixão
Neuly Matos Falcão
Andréia Alves Assunção
Itaciana Carneiro Andrade
Roberta Ferreira dos Santos
Maria Lionice de Brito
Segmento
Repres
Governo
SESAH
Governo
SESAH
Governo
SEDUC
Governo
SEDUC
Governo
SASH
Governo
SASH
Governo
Gabinete
Governo
Gabinete
Governo
Gabinete
Governo
Gabinete
Sérgio Horta Mattos
Governo
HMRVS
Leila Gadelha Pires
Governo
HMRVS
Gisele Ribeiro Granjeiro
P. Saúde
N. Superior
José Auricélio Bernardo Cândido
P. Saúde
N. Superior
Francisco José Alves da Costa
P. Saúde
N. Superior
Alexandre Holanda Sabino
P. Saúde
N. Superior
Ângela Maria Souza R. Monteiro
P. Saúde
N. Médio
Lúcia Cleide da Silva Alves
P. Saúde
N. Médio
Vivia Maria Gonzaga Xavier
P. Saúde
N. Médio
Ruth Elisabeth Oliveira da Silva
P. Saúde
N. Médio
Erismar Araújo de Oliveira
P. Saúde
N. Elementar
Luiz Gonzaga Neto
P. Saúde
N. Elementar
Elizangela da Silva Oliveira
P. Saúde
N. Elementar
Antonio Feliciano dos Santos
P. Saúde
N. Elementar
Messias Rodrigues Crispim
Usuário
Entidades Religiosas
Anairton Santos Correa
Usuário
Entidades Religiosas
Antonio Dário Rodrigues Pinheiro
Usuário
Entidades Empresariais
Ediberto Rufino Barroso Junior
Usuário
Entidades Empresariais
Rejane Lopes Bezerra
Usuário
Sind. Trabalhadores
Waldenia Costa Nascimento
Usuário
Sind. Trabalhadores
Laércio Nogueira Lopes
Usuário
Assoc Comunitária
Usuário
Assoc Comunitária
Antonio Carlos de Lima Gomes
Usuário
Def. Físicos
Fábio Pereira Oliveira
Usuário
Def. Físicos
Rejani dos Santos Lima Nepomuceno
Usuário
Aningas
Arnaldo Rodrigues Pereira
Usuário
Aningas
Raimunda Rocha Lima
Usuário
Catolé
Isabel Batista Cruz
Usuário
Catolé
Maria Valdeli Fernandes
Usuário
Dourado
Maria Neise Teles
Usuário
Dourado
José Hamilton da Silva
Usuário
Queimadas
Francisco Manuel da Silva
Usuário
Queimadas
Adarilson Inácio
Usuário
SEDE
José Ferreira Maciel
Usuário
SEDE
Francisco Olimpio de Freire
Usuário
SEDE
Raimunda Silva Sousa (Nonata)
Usuário
SEDE
José Francisco da Silva
Usuário
SEDE
Maria Janieire da Costa
Usuário
SEDE
Notas: T - Titular, S - Suplente, P - Saúde - Profissionais de Saúde
Acento
T
S
T
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T
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T
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S
T
S
T
S
T
S
T
S
Entidade
SESAH
SESAH
SEDUC
SEDUC
SASH
SASH
GABINETE
SEAD
SEAD
HMVRS
HMVRS
NIVEL SUPERIOR
NIVEL SUPERIOR
NIVEL SUPERIOR
NIVEL SUPERIOR
NIVEL MÉDIO
NIVEL MÉDIO
NIVEL MÉDIO
NIVEL MÉDIO
NIVEL ELEMENTAR
NIVEL ELEMENTAR
NIVEL ELEMENTAR
NIVEL ELEMENTAR
Assembléia de Deus –
Igreja Adventista do 7º Dia
Estrela Supermercados
Coop Transp. Coletivos
Sind Trab da Agric Familiar
Sind Serv Púb Horizonte SAPROQUE - Queimadas
Deficiente
Deficiente
Aningas
Aningas
Catolé
Catolé
Dourado
Dourado
Queimadas
Queimadas
Planalto
Parque Diadema
Zumbi III
Mal Cozinhado
Gameleira
Rafael Santos
5
SUMÁRIO
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO MUNICÍPIO
1 APRESENTAÇÃO
2 ATENÇÃO INTEGRAL
2.1. Atenção Básica
2.1.1. Mobilização Social em Saúde
2.1.2. Estratégia Saúde da Família
O Programa de Saúde em Números
Avaliação da Qualidade da Atenção Básica
2.1.3. Atenção à Saúde da Criança
Mortalidade Infantil
Cuidados com Menores de 1 Ano
Imunização em Menores de 1 ano
2.1.4. Atenção à Saúde da Mulher
2.1.5. Atenção à Saúde do Adulto
Controle da Tuberculose e Hanseníase
Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis
2.2. Atenção em Saúde Mental
2.3. Atenção à Saúde do Trabalhador
2.4. Centro de Reabilitação Fisioterápica
2.5. Produção Ambulatorial Básica
2.6. Atenção especializada
Produção ambulatorial da rede de serviços
3. Atenção Hospitalar
Indicadores do HMVRS
Ações Realizadas
4. VIGILÂNCIA EM SAÚDE
4.1.Vigilância Sanitária
4.2. Vigilância Epidemiológica
Perfil dos Nascimentos
Perfil da Morbidade
Perfil da Mortalidade
5 GESTÃO DA SAÚDE
5.1. Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
5.2. Modernização Gerencial e qualificação das práticas de gestão
5.3. Gestão Participativa - Controle Social
5.4. Gestão de Recursos Financeiros
5.5. Transporte Sanitário
ANEXO 1 – Assistência Farmacêutica
ANEXO 2 – Projeto Luzes do Amanhã
Página
07
10
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61
61
67
67
70
76
82
82
83
84
85
88
90
94
6
Fontes de Informação
Número
1
2
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4
5
6
7
8
9
10
11
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18
19
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21
22
Descrição da Fonte
Mobilização Social – Janaína da Rocha Mota
Relatório de Acompanhamento do CARA – Margareth Teles de Queiroz
Sistema de Informação em Atenção Básica – SIAB
Relatório de Acompanhamento da Coordenação do Programa de Saúde da
Família
Sistema de Informação de Mortalidade – SIM
Sistema de Informação Hospitalar – SIHSUS
Programa Nacional de Imunização – PNI
Central de Abastecimento Farmacêutico – CAF Horizonte
SISPRENATAL - Sistema de Informação do Prenatal – Horizonte
Sistema de Informações Ambulatoriais – SIASUS
Sistema de Informação de Nascidos Vivos – SINASC
Relatório de Acompanhamento do Centro de Atenção Psicossocial - Emiliana
Relatório de Acompanhamento do Centro de Referencia à Saúde do
Trabalhador – CEREST Horizonte – Geovanna Sales Monteiro
Sistema de Informações sobre Diabetes e Hipertensão Arterial – HIPERDIA
Coordenação da Estratégia Saúde da Família Horizonte
Sistema de Informação de Agravos Notificáveis - SINAN
Relatório de Acompanhamento do Centro de Especialidades Odontológicas –
CEO Horizonte – Berta Augusta Faraday
Relatório de Acompanhamento do Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo
de Sousa – Leila Pires Lima
Relatório de Acompanhamento do Célula de Vigilância Sanitária de Horizonte
– Pedro Alves Sobrinho
Relatório de Acompanhamento do Núcleo de Vigilância Epidemiológica de
Horizonte – Kátia Rejane Anselmo
Centro Técnico da Secretaria de Saúde de Horizonte - CETEC
Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde - SIOPS
7
DADOS DE IDENTIFICACAO DO MUNICÍPIO
Dados Gerais
Horizonte é um município cearense da região nordeste do Brasil, localizado na região
metropolitana de Fortaleza. Fazendo limites ao norte com os municípios de Aquiraz e
Itaitinga, ao sul com o município de Pacajus, a leste com o município os municípios de
Cascavel e Pidoretama e a oeste com os municípios de Itaitinga e Guaiúba e ocupa as
seguintes coordenadas geográficas: latitude (S) 4º05’09’’ e longitude (Wgr) 38º39’05’’.
Localizado na região metropolitana de Fortaleza e a 42 km da capital cearense, o
município de Horizonte tem sua área geográfica de 159,97 km² , dividida em cinco distritos
sanitários: Aningas, Catolé, Dourado, Queimadas e a Sede de Horizonte.
Tem altitude de 68m do nível do mar e possui clima tropical quente sub-úmido e
tropical quente semi-árido brando com pluviosidade média anual de 780,7mm, sendo o
período de janeiro a maio o mais chuvoso, e uma temperatura média entre 26º a 28º.
A principal via de acesso ao município, que é considerado um dos principais pólos
industriais do Ceará, é a BR-116.
A população total está estimada em 55.186 habitantes (IBGE/2011).
Gráfico 1 - Número Total de Habitantes
2010
55.186
2009
54.362
52.488
2008
2007
46.981
2006
45.251
2005
43.507
40.078
2004
2003
38.567
2002
37.054
2001
35.695
33.790
2000
1999
Fonte: IBGE
27.761
Observa-se que a população de Horizonte cresceu 98,8% nos últimos 12 anos
8
ASPECTOS GERAIS
Horizonte está entre as cinco maiores potências econômicas do Estado. Além de todo
o compromisso da Prefeitura para atrair novos investimentos empresariais, o município,
devido a sua proximidade com Fortaleza, está em uma posição estratégica, o que facilita o
escoamento de toda produção. Atualmente, 35 empresas compõem o pólo industrial. Junto
com o comércio, geram 25 mil empregos diretos e produzem cerca de R$ 837 milhões (PIB
Municipal). Estas cifras põem o município como um dos mais prósperos do estado, com
crescimento anual de 63,3%, enquanto o Estado cresceu 13,7% no mesmo período.
A estrutura educacional do município oferece vagas para 12.874 alunos, onde estão
lotados pouco mais de 400 professores em 14 centros de educação infantil e 27 escolas. O
último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) ficou acima da média do
Estado, do Nordeste e do Brasil, alcançando 4,5 no Ensino Fundamental I e 3,9 no Ensino
Fundamental II. Cerca de 2.500 jovens tem acesso ao ensino regular médio em duas
instituições municipais. No ano de 2010 a administração municipal doou dois terrenos para a
instalação de dois campi universitários, dando um importante passo para ampliar as
oportunidades de formação profissional aos munícipes.
A política de assistência social conta com três Centros de Referencia de Assistência
Social (CRAS) que desenvolvem diversos programas de acompanhamento à famílias em
vulnerabilidade social. Estão cadastradas ao Projeto de Inclusão Produtiva e Empreendedora
de Horizonte 350 famílias. Cursos como Corte e Costuras e Informática preparam a mão de
obra local para sua inserção ao mercado de trabalho local.
Apesar da intensa industrialização do município e o do processo de urbanização, as
características geográficas e climáticas colaboram para o desenvolvimento da agricultura
familiar e de subsistência. Culturas fortes como a da mandioca e a do caju e de hortaliças
possibilitam renda para cerca de 550 agricultores regularmente registrados na Secretaria de
Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
As raízes do povo horizontino são resgatadas e cultuadas pela Secretaria da Cultura, onde são
desenvolvidos diversos projetos de resgate cultural e incentivo à cultura. Oferece cursos
gratuitos de dança e música, através do Centro Cultural Tasso Ribeiro Jereissati. O talento dos
jovens dançarinos tem fama internacional, conquistando prêmios em Cabo Verde e Hungria.
O incentivo ao esporte é uma marca de destaque da
administração. Com 14 ginásios poli esportivos espalhados
por todo território, possibilita a formação de escolinhas
futebol de salão, vôlei, basquete e handebol. Há ainda dois
grandes campos de futebol reconhecidos e credenciados pela
Federação Cearense de Futebol. O maior deles, Estádio
9
Horácio Domingos de Sousa (Domingão) tem capacidade para 10.500 pessoas acomodadas
conforme características oficiais. O time de Futebol de Salão conquistou em 2010 o
bicampeonato e o Time de Campo foi campeão da taça Padre Cícero, tendo chegado as
semifinais dos três últimos campeonatos estaduais, mesmo tempo em que conquistou vaga na
1ª divisão desta competição.
A estrutura física municipal passa por um momento de revitalização e reordenamento
urbano. O trecho de 9 Km da BR116 que corta o
município foi totalmente iluminado e 520 palmeiras
foram plantadas, complementando o projeto de
arborização. À pavimentação urbana foram acrescidos
260 mil m2 de pedras toscas. Foi construída a estátua
do padroeiro da cidade, São João Batista, constituindose no ícone municipal de maior expressão. A atual
administração também investiu em habitação através
da construção de 2.000 casas populares.
10
1 APRESENTAÇÃO
Este documento relata as atividades desenvolvidas pela Secretaria Municipal de
Saúde, no exercício 2010, atendendo a prerrogativa legal editada mediante os atos normativos
(Portarias do Gabinete do Ministro da Saúde) de n.º 399 de 22 de fevereiro de 2006 (institui o
Pacto pela Saúde), n.º699 de 30 de março de 2006 (regulamenta o Pacto pela Saúde e institui
o Termo de Compromisso de Gestão), n.º 3.085 de 1.º de dezembro de 2006 (Criação do
Sistema de Planejamento do SUS – PlanejaSUS), n.º 204 de 29 de janeiro de 2007
(regulamenta o financiamento e monitoramento do Pacto pela Saúde) e n.º 1.229 de 24 de
maio de 2007 (institui fluxo do Relatório de Gestão).
A despeito da obrigatoriedade legal, a Secretaria da Saúde do Município de Horizonte
- SESAU tem como iniciativa a transparência dos seus atos, a publicação dos resultados do
processo de trabalho da Gestão do Sistema Municipal, oportunizando também, a avaliação
quantitativa e qualitativa dos serviços ofertados.
Este instrumento representa uma prestação de contas favorecendo o exercício do
controle social.
Compõe este relatório uma descrição das atividades desenvolvidas relacionadas aos
eixos prioritários da Política Municipal de Saúde, divididos em: Atenção Integral à Saúde,
incorporando as ações da Atenção Básica, Atenção Especializada e Vigilância em Saúde; e
ainda, Gestão da Saúde, detalhando as questões relacionadas à força de trabalho, controle
social e gestão de recursos financeiros.
Compreende o foco dessa análise e reflexão, o alcance de resultados satisfatórios na
atenção integral à saúde dos cidadãos, na perspectiva que os procedimentos adotados pela
SESAU impliquem em reversão de problemas e impactem positivamente nos condicionantes
de vida e saúde da população de Horizonte (CE).
Prefeitura Municipal de Horizonte
11
Secretaria da Saúde do Município
2. ATENÇÃO INTEGRAL
2.1.Atenção Básica
2.1.1. Mobilização Social em Saúde1
A mobilização Social em Saúde visa o fortalecimento das ações de saúde. Desenvolve
atividades educacionais de promoção da saúde e de prevenção às doenças. Procura informar e
estimular as pessoas para a prática de hábitos saudáveis e alcançar níveis maiores de qualidade de
vida.
Conta com um espaço apropriado para o desenvolvimento das atividades deste setor, situado
na Av. Presidente Castelo Branco, 4598 Centro. Está equipado com computador e impressora laser
colorida e Nobreak, doados pela SESA (área técnica de atenção ao adolescente e jovem). \A
composição da equipe deste projeto tem uma assistente social, coordenadora do Projeto, e seis
mobilizadores e educadores sociais.
Em 2010 foram realizadas as ações de mobilização social em torno de datas comemorativas
destacadas no calendário da saúde (Ministério da Saúde) em apoio às equipes de saúde da família,
tais como: Dia Mundial do Hanseniano, Dia Mundial da Tuberculose, Dia Mundial da Saúde, Dia
Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão, Dia Nacional do Diabetes e Dia do Idoso (ver
mais detalhes em tabelas abaixo).
Algumas ações foram extensivas a outras unidades de saúde, sendo implementados tanto nas
Equipes de Saúde da Família, como no Centro de Atenção Psicossocial, Policlínica, Centro de
Especialidades Odontológicas, Fisioterapia e Hospital, em que realizamos mobilizações sociais em
torno das seguintes datas: Dia Mundial sem Tabaco, Dia Mundial de Luta contra AIDS e Semana
Mundial da Amamentação.
Formamos parcerias com outras Secretarias (SEDUC, SEDIS, SECULT, SEJUV),
instituições diversas (Bombeiros, Policia Militar, Rede Feminina Câncer) e Projeto Beija-Flor para
desenvolvimento de mobilizações relacionadas ao Dia Mundial de Erradicação do Trabalho Infantil,
Dia Nacional da Juventude e Dia Nacional de Combate ao Câncer.
O Projeto Espaço Jovem trabalha o protagonismo juvenil e se constitui em grupo de
adolescentes voluntários que organizam atividades diversas e relacionadas às Doenças Sexualmente
Transmissíveis e AIDS, no qual os jovens são protagonistas. São apoiados pela Secretaria de Saúde
de Horizonte através de monitores. São financiados pelo município e possuem local próprio e
especial denominado Centro de Apoio ao Jovem. O projeto é composto por 10 adolescentes
selecionados através de indicação das escolas municipais.
O Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) representa um marco na integração saúdeeducação e privilegia a escola como espaço para a articulação das políticas voltadas para
adolescentes e jovens, através da participação dos sujeitos desse processo: estudantes, famílias,
profissionais da educação e da saúde. O Projeto tem como objetivo trabalhar os temas relacionados
à saúde sexual e reprodutiva nas escolas, a partir de uma abordagem integrada de saúde e educação.
O SPE incentiva a promoção do protagonismo juvenil por meio de atividades que estimulem os
jovens e adolescentes atuarem como sujeitos transformadores da realidade a partir do ambiente
escolar e através da integração dos setores da Educação e da Saúde. As temáticas desenvolvidas
com os adolescentes relacionam-se a saúde sexual e reprodutiva, prevenção ao uso de drogas e da
violência, relações de gênero e diversidade sexual.
No ano de 2010 foram desenvolvidas diversas atividades do SPE. Outra ação importante foi
a Formação do Grupo de Mobilizadores Sociais nas unidades de saúde. O grupo está composto por
20 colaboradores que executam as atividades nas próprias unidades de saúde as quais pertencem e
que bimestralmente são capacitados em diversas temáticas de relevância municipal e estadual.
Prefeitura Municipal de Horizonte
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Secretaria da Saúde do Município
Ainda em 2010 foram elaborados diversos materiais educativos que abordam agravos de
relevância nacional e municipal. Foram confeccionados 3.000 folderes DST´s/AIDS, 5.000 folderes
Dengue, 01 Banner, 02 super faixas de lona, 03 faixas de tecido, 100 Kit Gestantes, 300 bonés, 300
blusas Dengue, 30 blusas mobilizadores, 50 blusas Espaço Jovem e SPE, 500 porta preservativos,
1000 chaveiros, 2000 folderes Conselho de Saúde, 3000 Folderes Trabalho Infantil. Todos voltados
para a realidade municipal com logomarca e linguagem direcionada ao público de Horizonte.
BLOG DA SAÚDE HORIZONTINA – A SAÚDE DE HORIZONTE CONECTADA
COM VOCÊ
www.nesmshorizonte.blogspot.com
O blog do Núcleo de Educação e Mobilização Social (NESMS) foi criado com o intuito de
informar e mobilizar a população da cidade de Horizonte para as questões que envolvem qualidade
de vida e saúde coletiva. Divulga os eventos promovidos pela Secretaria da Saúde
Contando com as inovações da era digital, foi cogitada a idéia de se criar um blog com uma
linguagem prática, direta e objetiva. Então no dia 07 de julho de 2010 foi feito a primeira postagem.
Aliado ao blog existe uma rede de informação na qual todos os trabalhadores da saúde e população
interessada podem participar através da postagem de notícias e informes de interesse da
comunidade. Hoje, já são registrados mais de três mil acessos. É também uma via de acesso para o
portal www.horizonte.ce.com.br (Site oficial do Município de Horizonte na web).
O blog é mediado pelo Colaborador, Educador e Mobilizador Social Fabio Sousa e pela
Assistente Social, coordenadora do NESMS de Horizonte, Janaina Mota. Abaixo está a Visão Geral
do Blog com níveis de acessos e algumas postagens.
Prefeitura Municipal de Horizonte
Secretaria da Saúde do Município
Exemplo de Postagens do Blog. Observa-se o conteúdo diversificado das postagens.
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Prefeitura Municipal de Horizonte
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Secretaria da Saúde do Município
2.1.2. Estratégia Saúde da Família 2, 3
Com o desenvolvimento da política de investimento no modelo assistencial pautado
nos níveis de complexidade a Estratégia de Saúde da Família foi absorvida
administrativamente pela Coordenadoria de Atenção Básica, envolvendo todas as ações de
promoção, prevenção e assistência no nível primário.
O plano municipal de saúde 2010-201 prever construir e equipar 04 novas unidades
Básicas de Saúde da Família, assim como a ampliar do número de equipes. Neste ano foram
construídas e equipadas 02 novas Unidades de Saúde da Família (Buenos Aires I e Vila
Nascimento) iniciada a construção de mais 02 outras Unidades que estão em fase de
conclusão (Diadema II e Dourado). Observou-se expansão do número de equipes da
Estratégia Saúde da Família, passando de 13 para 14, e a nomeação de novos 13 Agentes
comunitários de saúde.
EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS PELAS EQUIPES DE SAÚDE DA
FAMÍLIA NO PERIODO DE 2008 A 2010
Tabela 01: Produção de Serviços pelas Equipes de Saúde da Família. Horizonte, 2008 a 2010
Ano
Serviço realizado
2008
2009
2010
Consulta Médica
62.705
63.946
57.848
Atendimento em Puericultura
5.604
5.552
5.787
Atendimento Pré-natal
6.130
6.229
6.233
Atendimento Diabetes
4.213
3.943
4.286
Atendimento Hipertensão
15.686
14.665
14.518
Prevenção de Câncer Cervical e Uterino
4.133
4.288
4.154
Atendimento Individual Enfermeiro
40.337
39.738
40.560
Visita Médica
2.354
2.033
2.233
Visita do Enfermeiro
1.418
1.414
1.914
Visita do ACS
145.716
147.347
160.566
Com relação à produção de serviço, chama atenção o fato da diminuição das consultas
médicas, o que pode ser explicado pela dificuldade de contração desse profissional, ficando
assim sempre uma média de três equipes sem medico em algum mês do ano. Quanto às
consultas de enfermagem, observa-se acréscimo de 4,1% em relação a 2009. Já o número de
consultas em puericultura, cresceu 6,4% demonstrando melhoria na atenção às crianças nos
primeiros dois anos de vida.
A ampliação do número de equipes de saúde da família possibilitou ainda o aumento
de visitas realizadas por Agentes Comunitários de Saúde, (160.566 - 10%) se observou
aumento de visitas domiciliares de enfermeiros (1.914– 38% a mais) e de médicos (2.233 –
10%) indicando o fortalecimento da Estratégia de assistir ao paciente considerando suas
condições e garantindo maior acesso do usuário aos serviços de saúde do município.
Com o objetivo de qualificar e fortalecer a atenção básica o Plano Municipal de Saúde
estabeleceu como meta a implantação do Programa de Avaliação da Melhoria da Qualidade
da Atenção Básica – AMQ. O programa foi implantado em 04 das 14 equipes (Diadema,
Dourado, Vila Nascimento, Mal Cozinhado). As 04 equipes realizaram os dois momentos
avaliativos tendo sido constatado avanços em todas as dimensões avaliadas. Dentre nossas
maiores fragilidades estão às ações de promoção a saúde e participação social (em anexo
relatório de Desempenho conforme dimensões estabelecidas pelo AMQ)
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
14
Prefeitura Municipal de Horizonte
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Secretaria da Saúde do Município
Em relação à saúde bucal na atenção básica, houve também acréscimo de uma
unidade, passando a 10 Equipes de Saúde Bucal Modalidade I. Na Modalidade II,
permaneceram as 4 equipes já cadastradas. Cada equipe tem um consultório com estrutura
para serviços de restauração, exodontia, ações de prevenção (profilaxia e aplicação tópica de
flúor), e promoção de saúde. Registrou-se 109.627 procedimentos básicos individuais,
resultando em 2.334 tratamentos concluídos – incremento de 4% comparado ao ano anterior.
Tabela 02: Produção da Saúde Bucal das Equipes de Saúde da Família. Horizonte, 2010.
2008
2009
PROGRAMAS
2010
Escolares
Hipertensos e Diabéticos
Gestantes
Adolescente
Crescimento e Desenvolvimento
Visitas Domiciliares
1ª Consulta
Tratamento Completado
Educação em Saúde
Atendimentos
Procedimentos
2.606
1.250
1.032
634
30
5
6.318
2.317
540
35.136
70.655
Gráfico 02 – Tipos de Procedimentos em Saúde Bucal na Atenção Básica. Horizonte, 2010
16.000
14.000
12.000
10.000
cirurgia básica
dentística
prevenção
tratamento concluído
8.000
6.000
4.000
2.000
0
2010
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
15
Prefeitura Municipal de Horizonte
16
Secretaria da Saúde do Município
O PROGRAMA DE SÁUDE DA FAMÍLIA EM NÚMEROS
Tabela 02 – Total de Famílias Cadastradas. Horizonte (CE), 2010.
TOTAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS
JAN
Equipes de Saúde
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
862
931
945
941
ANINGAS
947
947
956
956
965
961
869
939
BUENOS AIRES
476
580
583
583
586
842
854
864
1.210 1.220 1.236 1.247 1.019 1.249 1.243 1.236 1.222 1.270 1.236 1.189
CATOLÉ
922
944
954
967
DIADEMA
986
987
999 1.011 1.011 1.008
994
993
1.205
1.145
1.228
1.227
DOURADO
1.224 1.220 1.238 1.238 1.099 1.117 1.096 1.121
1.517 1.476 1.482 1.485
GAMELEIRA
948
949
947
973
952
938
965
943
442
462
476
482
MAL COZINHADO
484
465
483
462
620
631
625
629
1.647 1.899 1.879 1.867 1.888 1.911 1.961 1.982 2.016 2.006 2.061 2.018
P. HORIZONTE
1.763 1.422 1.455 1.299 1.324 1.349 1.470 1.452 1.388 1.297 1.496 1.513
QUEIMADAS
1.843 1.833 1.846 1.662 1.388 1.646 1.668 1.671 1.673 1.634 1.664 1.677
RAF.SANTOS I
1.383 1.448 1.445 1.532 1.523 1.494 1.504 1.505 1.504 1.263 1.296 1.284
RAF.SANTOS II
1.657 1.627 1.627 1.736 1.362 1.431 1.381 1.405 1.173 1.482 1.429 1.210
ZUMBI I
1.407 1.374 1.380 1.503 1.460 1.459 1.469 1.447 1.447 1.451 1.481 1.478
ZUMBI II
1.638 1.580 1.509 1.103 1.054
ZUMBI III
987 1.208 1.266 1.264 1.511 1.534 1.550
TOTAL
16.634 16.430 16.517 16.110 16.083 16.674 17.110 17.187 16.920 17.411 17.600 17.408
O número de famílias acompanhadas pelas ESF se mostra em constante aumento,
acompanhando o crescimento da população. No ano de 2010 iniciamos uma reterritorialização
para distribuição mais equânime das famílias por equipes, assim como a implantação de novas
equipes. Conforme pode ser observado na tabela acima apresentada 09 das nossas 14 equipes
acompanham mais de 1000 famílias.
Tabela 03 – Total Geral de Consultas. Horizonte (CE), 2010.
Equipes de
Saúde
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
363
ANINGAS
B. AIRES
416
CATOLÉ
83
DIADEMA
412
DOURADO
560
GAMELEIRA
184
MAL COZ.
501
Pl. HORIZ.
QUEIMADAS 214
540
R.SANTOS I
407
R.SANTOS II
349
ZUMBI I
746
ZUMBI II
269
ZUMBI III
TOTAL
5.044
374
464
327
498
234
299
474
138
373
396
495
440
366
118
481
265
496
189
293
450
461
558
506
214
680
344
478
150
386
66
285
507
488
549
444
285
523
324
348
501
533
184
371
299
235
604
540
647
178
587
368
326
421
422
204
312
309
319
551
494
745
392
539
327
298
200
544
341
93
351
296
783
528
597
202
375
299
697
263
348
394
241
258
173
272
350
547
111
150
404
634
212
292
418
542
253
444
340
350
582
557
437
191
152
544
246
300
397
500
232
272
191
206
297
420
398
47
253
397
169
418
479
276
21
214
168
476
433
544
213
187
479
149
4.205
5.401
4.812
5.395
5.361
5.305
4.357
5.348
4.079
4.057
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
DEZ
523
528
252
15
241
160
343
485
393
207
318
462
264
4.191
16
Prefeitura Municipal de Horizonte
17
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 04 – Número de Atendimentos Individuais pelo Enfermeiro. Horizonte (CE), 2010.
Equipes de Saúde
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
TOTAL
JAN
456
FEV
249
MAR
349
ABR
272
384
346
256
385
111
406
261
285
234
226
279
316
275
450
223
528
91
350
160
254
191
158
225
-
318
506
306
459
127
440
106
341
220
214
253
227
419
461
268
268
151
551
235
267
187
237
386
324
MAI JUN
JUL
376
335
299
100
45
188
217
308
361
327
247
105
252
258
320
265
287
344
95
75
368
357
295
196
158
203
106
164
115
161
193
212
208
202
244
251
291
228
210
216
234
3.037 3.156 3.223
3.945 3.154 3.866 4.026
AGO
216
127
423
372
397
393
116
365
238
290
132
250
192
229
3.740
SET
256
54
343
106
239
274
89
377
221
183
240
232
256
223
3.093
OUT
355
201
372
401
289
311
141
445
212
225
156
197
192
191
3.688
NOV
287
218
413
338
298
269
170
466
162
284
252
233
183
126
3.699
DEZ
364
242
291
362
336
175
133
413
234
241
155
228
215
153
3.542
Tabela 05 – Número de Visitas Domiciliares Realizadas por Médicos. Horizonte (CE), 2010.
Equipes de Saúde
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
TOTAL
JAN
11
FEV
23
MAR
12
ABR
5
24
18
35
12
8
2
29
44
19
6
3
22
24
4
26
6
17
51
8
40
21
6
3
28
19
29
9
11
39
11
42
4
14
22
6
10
51
13
21
9
-
211
251
218
137
MAI
18
8
13
20
4
4
46
39
5
157
JUN
12
8
6
13
13
20
15
7
54
12
4
10
10
184
JUL
23
19
18
34
22
15
62
12
2
207
AGO
5
12
13
21
14
19
9
32
17
20
6
168
SET
5
20
13
27
32
19
23
7
29
18
6
13
6
218
OUT
8
8
16
24
26
10
19
6
17
12
12
23
3
184
NOV
10
7
26
5
9
9
21
23
8
19
137
DEZ
36
28
25
23
5
13
35
10
9
10
12
206
Tabela 06 – Total de Visitas Domiciliares Realizadas por Enfermeiros. Horizonte (CE), 2010.
Equipes de Saúde
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
TOTAL
JAN
15
FEV
11
MAR
14
ABR
5
10
26
20
22
9
12
1
12
11
7
14
8
18
13
5
14
2
12
10
16
20
6
9
5
12
28
11
4
4
10
11
17
13
3
10
14
9
17
8
16
20
10
11
11
14
3
5
8
167
141
151
137
MAI
18
10
12
15
14
8
30
10
24
6
10
7
6
170
JUN
12
15
6
24
12
21
4
12
8
7
6
12
12
151
JUL
14
26
15
6
17
12
16
8
8
16
10
8
6
162
AGO
4
26
21
25
8
16
8
22
12
5
3
10
10
12
182
SET
5
12
29
12
11
20
15
15
8
7
14
7
12
6
173
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
OUT
4
12
5
20
14
1
7
29
14
21
24
8
4
9
172
NOV
7
21
13
27
12
12
13
8
12
8
9
3
13
11
169
DEZ
6
10
8
34
17
11
2
12
14
7
15
4
7
3
150
17
Prefeitura Municipal de Horizonte
18
Secretaria da Saúde do Município
Avaliação da Melhoria da Qualidade – AMQ
RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2010- HORIZONTE
Tabela 07: PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- GESTOR
MUNICÍPIO
Implantação e Implementação da
Saúde da Família no Município
Integração de Rede de Serviços
Gestão do Trabalho
Fortalecimento da Coordenação
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
79
89
84
95
70
70
67
75
HORIZONTE
PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- COORDENADOR
MUNICÍPIO
HORIZONTE
Planejamento e
Integração
Acompanhamento das
Equipes
Gestão da Educação
Permanente
Gestão da Avaliação
Normatização
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
38
75
29
86
67
83
50
70
56
67
PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
UBSF
DIADEMA
GAMELEIRA
DOURADO
MAL COZINHADO
GERAL
Infra- estrutura e
Equipamentos da USF
Insumos, Imuno-biológicos e Medicamentos
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento Avaliativo
2º Momento Avaliativo
58
54
38
83
58
75
88
67
71
75
94
88
100
94
94
94
94
94
94
94
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
Prefeitura Municipal de Horizonte
19
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 08: PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO-EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA
ESF
Organização do Trabalho
em Saúde da Família
Acolhimento,
Humanização e
Responsabilização
Promoção da Saúde
Participação Comunitária
e Controle Social
Vig. I: Ações Gerais
da ESF
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
1º Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
33
33
38
48
38
76
76
67
76
74
25
75
50
83
58
83
75
75
75
77
00
05
05
24
08
33
33
19
24
27
00
00
00
00
00
00
00
25
25
12
33
50
58
42
46
58
67
83
58
67
DIADEMA
GAMELEIRA
DOURADO
MAL COZINHADO
GERAL
Tabela 09: PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA
Saúde de Crianças
ESF
DIADEMA
GAMELEIRA
DOURADO
MAL
COZINHADO
GERAL
Saúde de
Adolescentes
Saúde de Mulheres e
Homens
Saúde de Idosos
Vig. II: Doenças
Transmissíveis
Vig. III: Agravos com
Prevalência
Regionalizada
2º Momento
Avaliativo
1º
Momento
Avaliativo
2º
Momento
Avaliativo
1º
Momento
Avaliativo
2º
Momento
Avaliativo
1º
Momento
Avaliativo
2º
Momento
Avaliativo
1º
Momento
Avaliativo
2º
Momento
Avaliativo
1º
Momento
Avaliativo
2º Momento
Avaliativo
42
67
54
67
67
67
67
67
33
00
00
67
67
67
67
83
47
37
63
53
68
66
61
61
14
29
14
71
43
43
43
43
92
77
92
92
100
00
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
57
67
25
71
50
64
32
43
89
75
100
100
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
Prefeitura Municipal de Horizonte
20
Secretaria da Saúde do Município
2.1.3. Atenção à Saúde da Criança 2, 4, 5, 6, 7
Os cuidados com a infância foram priorizados para reduzir a mortalidade infantil,
controlando danos, riscos e agravos desde a gestação até o final da infância, através da
realização de ações contínuas, principalmente, enfatizando o acompanhamento cuidadoso do
crescimento e desenvolvimento da criança nas unidades de saúde.
Tabela 10 – Registro de Nascidos Vivos pelas ESF Horizonte (CE), 2010
NASCIDO VIVOS - Horizonte 2010
Equipes de Saúde
ANINGAS
BUENOS AIRES
CATOLÉ
DIADEMA
DOURADO
GAMELEIRA
MAL COZINHADO
P. HORIZONTE
QUEIMADAS
RAF.SANTOS I
RAF.SANTOS II
ZUMBI I
ZUMBI II
ZUMBI III
TOTAL
JAN FEV MAR ABR
2
9
5
1
5
6
8
11
3
7
9
7
4
4
3
6
75
8
2
5
7
2
2
6
6
4
2
4
4
61
6
8
8
2
1
6
15
5
4
5
4
4
73
8
4
7
7
3
5
4
7
8
5
2
3
64
MAI JUN
JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL
4
2
5
6
8
3
1
12
8
1
4
8
6
4
72
4
2
5
4
8
5
2
12
7
5
6
10
4
5
79
2
4
5
6
8
7
2
4
5
8
7
11
7
8
84
3
7
9
3
4
4
11
8
5
3
6
7
7
77
2
2
7
3
5
3
5
9
10
6
5
7
7
11
82
5
3
2
5
3
5
2
13
6
6
8
9
6
9
82
3
3
6
1
5
6
5
4
7
6
1
4
8
7
66
4
4
5
2
2
1
1
7
2
6
3
3
5
6
51
41
23
69
56
70
61
31
92
87
68
57
74
63
74
866
De acordo com o Sistema Informação de Nascidos vivos – SINASC, nasceram vivos
934 crianças de mães residentes no Município de Horizonte, nascidas em qualquer lugar do
Ceará ou mesmo nos outros estados do País. O Sistema de Informação da Atenção Básica –
SIAB conseguiu captar 866. Observa-se diferença de 68 crianças explicada por existir
população flutuante que informa residir em Horizonte no momento do parto, mas não retorna
após o parto ou passa uma temporada fora, dificultando identificação da criança pelos ACS.
Tabela 11 – Número de Crianças de 0 a 4 meses de idade. Horizonte (CE), 2010.
Equipes de Saúde
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
TOTAL
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
11
20
17
15
27
20
22
31
10
29
25
28
24
26
25
32
310
27
16
21
29
8
21
24
30
24
23
25
30
298
21
19
27
30
7
23
28
22
22
10
18
28
272
27
16
33
34
7
19
28
34
18
20
15
19
285
15
11
20
17
29
11
7
21
30
20
23
21
8
24
257
15
11
11
12
20
20
17
17
31
31
15
18
7
8
29
34
31
28
17
15
26
31
25
29
19
20
32
31
295 305
11
13
21
23
30
19
10
38
24
21
26
30
23
36
325
8
8
22
17
22
15
16
41
27
22
24
22
22
38
304
12
14
22
20
20
15
39
15
25
19
25
34
21
38
319
10
13
22
17
15
20
17
41
32
15
15
22
23
36
298
15
14
20
14
15
15
14
36
27
23
14
15
22
36
280
Tabela 12 – Percentual de Crianças em Aleitamento Exclusivo. Horizonte (CE), 2010.
20
Prefeitura Municipal de Horizonte
21
Secretaria da Saúde do Município
Equipes de Saúde
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
82
60
70
73
78
65
59
77
70
72
76
75
67
77
72
66
63
87
71
72
100
71
75
77
50
39
72
67
67
74
70
63
100
71
75
73
54
60
77
64
59
69
76
68
100
74
50
65
67
65
40
63
60
64
80
65
72
91
100
72
80
60
61
71
50
54
67
54
80
82
81
87
100
76
71
82
42
84
84
56
JUL AGO SET OUT NOV DEZ
91
67
80
82
71
89
87
76
54
80
64
76
80
61
54
61
90
91
67
79
80
71
67
71
81
60
70
75
75
75
95
94
73
73
81
76
93
68
83
73
86
66
82
64
86
90
50
93
87
72
96
58
88
73
86
71
90
61
82
76
87
75
94
61
94
67
67
64
74
61
80
64
85
79
93
80
71
69
52
65
64
66
72
89
Tabela 13: Evolução do Indicador de Aleitamento Materno exclusivo das crianças de 0 a 4
meses acompanhadas pelas ESF no período de 2008 a 2010
ANO
Indicadores
2008
2009
2010
Nº
%
Nº
%
Nº
%
Crianças de 0 a 4 meses acompanhadas
275 259 301 Crianças de 0 a 4 meses em Aleit. Exclusivo 202 73 187 72
219 73
Com o objetivo de orientar e apoiar as mães no período inicial do aleitamento
materno, dois projetos foram implantados a partir de agosto de 2010: Projeto de
acompanhamento domiciliar semanal pelos ACS, com o monitoramento dos Enfermeiros. E o
Projeto Mamãe eu Quero (espaço reservado para as gestantes e puérperas, para estimular o
aleitamento materno); Estas ações, além de apoiar o aleitamento exclusivo até o sexto mês,
favorecem a vigilância de sinais de risco de adoecer, permitindo o encaminhamento imediato
ao Enfermeiro para as providencias cabíveis a fim de contribuir para o crescimento e
desenvolvimento saudável das crianças.
MORTALIDADE INFANTIL
A mortalidade infantil é considerada um indicador sensível para avaliar as condições
de vida de uma população. Conhecer o perfil da mortalidade infantil possibilita a formular
estratégias para seu controle. O coeficiente de mortalidade infantil é a relação entre o número
de óbitos de crianças menor de um ano e o número de nascidos vivos em determinado local e
calculado na base de mil nascidos vivos. Em 2010 registramos 14 óbitos infantis, mesmo
numero dos anos 2009 e 2008. Importante salientar que todos os óbitos infantis foram
investigados em tempo oportuno, e analisados pelo Comitê de Mortalidade Materno e infantil
com a presença dos profissionais da ESF responsáveis pelo acompanhamento da gestante e
criança.
21
Prefeitura Municipal de Horizonte
22
Secretaria da Saúde do Município
TABELA 14: DE ÓBITOS MENORES DE 1 ANO / 2010
Data
óbito
sexo
Idade
cr.
Local
óbito
Local
nasc.
Causa
Idade
mãe
Peso
IG
GPO
PSF
Aleita
m.
Nº
cons.
PN
Instrução
mãe
Onde fez
PN.
Tipo
parto
18.01.10
M
6d
HIAS
HMVRS
24
2900g
39s
G3P2A1
ZUM 3
NÃO
07
1º GRAU
HORIZ
N
22.02.10
F
5m
HIAS
HMVRS
36
3270
39s
G8P6A2
QUEIM
SIM
03
1º GRAU
HORIZ.
N
21.02.10
06.04.10
F
F
1m
39d
HIAS
HGCC
HMVRS
HGCC
18
27
3405g
1000g
41s
27
G1P1A0
G2P1A1
RS 2
ZUM 2
SIM
SIM
09
04
2º GRAU
2º GRAU
HORIZ
HORIZ.
N
N
07.04.10
M
2d
HWA
HMVRS
Sepse/ infec.
neonatal
Sepse +
Encefalite
viral+IR
Pneomon.
Insuf.
Renal/infec
neonatal
Sepse/ infec.
neonatal
27
770g
28
31s
G4P4A0
RS 2
NÃO
00
2º GRAU
NÃO
REALIZ.
PN
N
05.05.10
F
4m
HIAS
H.Cascavel
20
6600
38s
G1P1A0
ZUM 1
NÃO
08
1º GRAU
HORIZ
C
17.05.10
F
Horas
HMVRS
38
735g
30s
G5P5A0
ZUM 2
NÃO
06
1º GRAU
HORIZ.
N
19. 06.10
06/08/10
M
F
6m
1d
HGCC
(trajeto)
HIAS
HGCC
FMO/
meningite
Anóxia
Perinatal
?
IR Prematur
18
23
9000
1235
G1P1A0
G1P1A0
ZUM 3
ZUM 2
NÃO
NAO
09
5
ANALF.
1º GRAU
HORIZ.
HORIZ
N
C
07/09/10
F
01d
MEAC
MEAC
28
2300
G5P5A0
CATO
NAO
06
1º GRAU
HORIZ
N
04/09/10
M
Horas
HMVRS
HMVRS
IR
Anoxia
neonatal
Anencef.
37s
30s
3d
38s
18
1520
G1P1A0
QUEIM
NÃO
04
1º GRAU
HORIZ
N
08.10.10
31. 10.10
M
F
1h
3m
HGF
HIAS
HGF
HMVRS
27
30
1615
3025
G1P1A0
G3P3A0
ZUM3
PLAN
NAO
MISTO
02
2º GRAU
1º GRAU
HORIZ
HORIZ
N
N
23.12.10
M
3m
DOMICIL
HMVRS
Premat.
Choque
cardiogên.
?
20
3600
3236s
31s
3742s
3742
G3P3A0
ZUM 2
NAO
06
1º. GRAU
HORIZ
C
12.04.11
M
5d
HGCC
HGCC
Insuf renal
23
1000
28
G1P1A0
ZUM 3
N
03
2º GRAU
HORIZ
N
HMVRS
HGCC
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
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Prefeitura Municipal de Horizonte
23
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 15: Série histórica da Mortalidade Infantil. Horizonte , 2000 a 2010
ANO
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
NASCIDOS VIVOS
706
729
710
746
756
802
819
852
957
976
934
OBITOS<1ANO
21
09
11
17
11
09
12
08
14
14
14
TMI
29,7
12,3
15,4
22,7
14,5
11,2
14,6
9,3
14,6
14.3
14,9
A Tabela abaixo mostra a distribuição dos óbitos ocorridos no período de (janeiro de
2008 a dezembro de 2010) nestas faixas etárias.
Tabela 16: Distribuição de Óbitos em menores de 1 ano por Faixa Etária. Horizonte, 2010
Ano
Faixas etárias
< 7 dias
7 a 28 dias
28 d a < 1 ano
Total
Neonatal
Neonatal
Pós Neonatal
Precoce
Tardio
2008
10
01
03
14
2009
11
00
03
14
2010
07
00
07
14
TOTAL
18
00
10
28
Cuidados com Menores de 1 ano Residentes em Horizonte
Quanto à morbidade hospitalar, houve uma redução de internações em menores de 1
ano, sendo registradas 161 em 2010 contra 191 realizadas em 2009.
Tabela 17: Causas de Internações Hospitalares de Menores de 1 Ano. Horizonte, 2008 a 2010.
Lista Morb CID-10
Algumas afecções do período perinatal
Doenças do aparelho respiratório
Algumas doenças infecciosas e parasitárias
Malformações Congênitas
Causas Externas
Demais Causas
Total
2008 2009 2010 Total
68
64
83
74
26
16
11
7
1 23
30
212 191
86
31
12
5
4
23
161
218
188
54
23
5
76
564
Observa-se um importante aumento de internações no período perinatal (até 7 dias
após o nascimento) provavelmente em decorrência de uma melhor assistência ao prenatal,
pois fetos com complicações, sem assistência adequada evoluiriam fatalmente para um
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abortamento. O nascimento delas exige então maior atenção médica. Nota-se também redução
nas demais causas apresentadas, cujos fatores determinantes podem, em geral, ser controlados
por melhor assistência na gravidez, parto e puerpério. Melhores análise, no entanto, devarão
ser feitas para identificar e qualificar as 4 internações por causas externas, onde 3 estão
relacionadas à traumatismo craniano e uma com fraturas em outros ossos dos membros. Tais
classificações podem estar relacionadas a negligência ou maus tratos.
Gráfico 3:
Taxa de Internação Hospitalar das Principais Causas em Menores de 1 ano.
Horizonte, 2008 na 2010
80,0
Internações por 1.000 crianças
70,0
60,0
50,0
40,0
30,0
20,0
10,0
0,0
2008
2009
Causas Perinatais
2010
Problemas Respiratórios
Doenças Infecciosas
A Taxa de Internação Hospitalar retrata a relação entre o número de internações por
1.000 crianças menores de um ano por período de estudo. Nos três últimos anos observa-se
redução nas internações por problemas respiratórios e doenças infecciosas, refletindo uma
melhor condição sanitária desta faixa etária.
Gráfico 04:
Proporção de Internamentos em menores de 1
ano por Causas Perinatais. Horizonte, 2010
Outras
Afecções;
37,2%
Transtornos
Respiratórios;
37,2%
Baixo Peso;
25,6%
Entre as causa perinatais, os transtornos respiratórios representam a principal causa de
internamentos hospitalares nesta faixa etária, seguido por baixo peso. Neste ano foram
registrados 85 nascimentos de crianças com peso abaixo de 2,5kg - 9 a mais que em 2009,
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Estas crianças são mais susceptíveis à complicações respiratórias, o que pode explicar a maior
necessidade de internações por esta causa em 2010.
Tabela 18: Peso ao Nascer de crianças. Horizonte, 2009 a 2010
Peso ao Nascer
2009 2010 Total
0g a 999g
1000g a 1499g
1500g a 2499g
2500g a 2999g
3000g a 3999g
4000g e mais
TOTAL
7
4
65
225
616
59
976
5
12
4
8
76
141
217
442
580 1.196
68
127
950 1.926
Tabela 19: Número de nascimentos segundo idade gestacional
Peso ao Nascer
Pretermo
Termo
Póstermo
TOTAL
2009 2010 Total
59
66
12
911 876
8
6
8
141
976 950 1.926
Imunização em menores de 1 ano
A meta operacional básica do Programa Nacional de Imunização é a vacinação de pelo
menos 95% das crianças menores de um ano, com todas as vacinas indicadas no esquema
básico. A vacinação deve ser oferecida na rotina dos serviços de saúde, sendo a estratégia
básica para o alcance da meta de imunizar o percentual acima citado. No caso da BCG,
destaca-se que a mesma possui uma meta de cobertura de 90% (PAVS).
Gráfico 05:
Cobertura vacinal em menores de 1 ano. Horizonte,
2006 a 2010
% Cobertura
120
100
80
60
40
2006
2007
2008
BCG (BCG)
Oral Contra Poliomielite (VOP)
Tetravalente (DTP/Hib) (TETRA)
2009
2010
Contra Hepatite B (HB)
Oral de Rotavírus Humano (RR)
Conforme se pode observar no gráfico acima, a cobertura vacinal em menores de 1
ano tem superado a meta estabelecida de 95%. No cálculo desta cobertura foram consideradas
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26
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as vacinas feitas em trabalho de rotina, em que este indicador pode expressar com maior
qualidade a qualidade de atenção das unidades de saúde.
Tabela 19 – Percentual de Crianças menores de 1 ano com vacinação em dia. Horizonte (CE),
2010.
Equipes de Saúde
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL AGO SET OUT NOV DEZ
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
100
100
100
100
96
100
100
100
100
96
98
96
100
97
100
99
92
98
100
100
100
100
100
100
98
100
99
99
98
100
100
100
100
100
100
98
100
100
98
99
96
100
100
100
100
100
98
96
98
99
100
98
100
100
78
96
98
100
100
100
98
98
93
91
100
93
100
96
99
96
95
100
100
98
100
100
57
99
100
98
100
95
100
96
90
100
100
100
100
97
100
99
100
93
100
90
98
97
100
100
100
100
100
98
98
100
100
100
100
95
100
98
90
100
97
100
99
96
60
100
100
99
100
88
100
98
100
100
100
88
100
99
100
74
100
96
100
96
88
94
95
100
100
100
100
66
95
98
100
86
100
95
95
98
100
97
98
100
100
95
100
98
100
93
Tabela 20: Cobertura Vacinal. Horizonte, 2010
Equipes de Saúde
BCG
Hepatite B
Poliomielite
Tetravalente
Rotavírus
Meta
956
Crianças
< 1 ano
Doses Aplicadas Cobertura
941
98,4%
1.019
106,6%
1.018
106,5%
1.026
107,3%
933
97,6%
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
26
Prefeitura Municipal de Horizonte
27
Secretaria da Saúde do Município
2.1.4. Atenção à Saúde da Mulher 6, 8, 9, 10, 11
As ações voltadas para a atenção à saúde da mulher visam mais do que prevenir doenças,
sobretudo, promover sua valorização em todos os aspectos, enfatizando o agir criativo, através do
estímulo a projetos terapêuticos eficientes, pactuando metas objetivas que atendam a demanda
advinda da comunidade. Nesse sentido a gestão tem dado ênfase às iniciativas relacionadas à saúde
sexual e reprodutiva, respeitando suas escolhas e promovendo medidas que garantam a assistência
específica em cada situação. No planejamento familiar o Município cobre 100% de suas unidades
com métodos contraceptivos diversificados, tais como pílulas, DIU, condons e injetáveis, para a
clientela de 10 a 49 anos.
Em relação ao prenatal1, a rede municipal disponibiliza consultas e exames para
acompanhamento do estado gestacional, garantindo também medicamentos para os principais
problemas em saúde que acometem as gestantes, como DST, anemias e hipertensão arterial.
Tabela 21 – Número de Gestantes cadastradas pelas ESF Horizonte (CE), 2010
Média
Equipes de Saúde
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
TOTAL
1
JAN FEV MAR ABR
15
18
31 33
38 34
47 42
39 34
9 13
43 48
44 40
54 36
26 28
34 47
32 30
44 45
456 448
18
22
31 32
39 35
40 39
38 26
15 15
47 47
45 36
37 33
24 29
45 42
33 38
47 24
459 418
MAI JUN
JUL AGO SET OUT NOV DEZ
18 18 18
12 11 10
23 28 36
33 30 27
31 25 31
33 25 24
14 12 15
42 58 58
36 40 40
32 32 33
33 35 35
42 38 35
39 39 48
29 36 38
417 427 448
23 25 25
9
6 20
37 32 39
23 21 19
32 26 27
22 27 21
13 23 26
52 48 44
27 36 35
38 34 41
36 40 28
34 38 33
41 47 46
40 40 43
427 443 447
25 25
18 14
36 36
20 17
28 28
21 22
28 29
61 59
39 48
41 44
31 32
37 46
47 42
40 36
472 478
Mensal
20,8
12,5
32,8
28,0
33,0
27,7
17,7
50,6
38,8
37,9
31,4
39,3
40,2
38,5
445,0
Dados extraídos do SISPRENATAL. Sujeito a alterações. Os dados desse sistema subestimam os indicadores pois limitam a entrada de dados
conforme os protocolos específicos de programação, não permitindo o registro de dados complementares fora dos prazos estabelecidos.
Prefeitura Municipal de Horizonte
28
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 22 – Percentual de Gestantes Menores de 20 anos Cadastradas pelas ESF Horizonte (CE),
2010
Média
Equipes de Saúde
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV
13
44
33
27 28
26 22
26
16
12
19
12
9
0 14
11
11
30
33
29
30
39
22 26
18 22
22
19
23
25
8
9
8
14 16
13 15
30
29
21
35
25
31
27
26 26
8 19
22
27
18
25
30
26
24
7
6
8 12
5
0
0
9
22
15
27
27 21
17 27
15
22
15
14
19
19
11
30 17
10 14
12
8
18
16
13
20
18
28 25
35 20
33
30
29
33
13
17
13
12 22
22 15
21
29
27
34
11
0
4
17 18
57 86
5
0
7
10
15
15
24
26 29
16 17
23
21
24
24
18
13
14
7 10
18 20
22
27
28
21
27
20
19
12
7
19 18
18
30
25
30
DEZ
Mensal
20
50
28
32
25
12
10
17
29
27
9
15
21
28
24
28
25
19
23
18
19
16
26
21
19
21
18
21
Tabela 23 – Percentual de Consultas de Pré-natal no Mês. Horizonte, 2010
Equipes de Saúde JAN
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
100
100
100
100
97
95
100
74
100
100
98
96
85
97
100
95
100
100
95
85
100
100
100
89
93
100
100
98
100
100
100
76
100
100
100
97
100
100
100
100
100
91
87
100
100
100
100
100
83
98
100
100
94
100
100
97
100
88
100
98
97
91
94
98
100
90
100
100
100
97
100
100
100
100
95
97
63
97
95
100
100
100
100
100
81
100
100
98
100
94
100
94
100
97
AGO SET OUT
100
100
100
96
87
100
100
100
100
89
97
88
97
100
100
100
100
100
100
100
96
100
89
88
92
95
100
97
100
95
100
95
96
100
92
100
100
90
92
100
100
88
NOV DEZ
100
83
97
95
100
62
100
100
100
90
97
95
100
97
100
93
100
100
93
100
100
100
100
93
91
100
100
97
Prefeitura Municipal de Horizonte
29
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 24 - Percentual de Prenatal com início no 1º Trimestre de Gestação. Horizonte, 2010
Equipes de Saúde JAN
PS ANINGAS
BUENOS AIRES
PS CATOLÉ
DIADEMA
PS DOURADO
PS GAMELEIRA
PS MAL COZINHADO
PS P. HORIZONTE
PS QUEIMADAS
PS RAF.SANTOS I
PS RAF.SANTOS II
PS ZUMBI I
PS ZUMBI II
PS ZUMBI III
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL AGO SET OUT NOV DEZ
80
83
83
95
77
87
100
92
100
79
93
91
88
88
100
79
91
97
83
91
100
90
100
94
86
91
100
82
93
95
77
84
100
83
100
100
87
98
100
81
87
88
72
85
100
81
100
100
93
95
92
92
100
83
78
97
77
94
100
74
94
91
97
85
100
90
89
82
86
87
92
92
100
88
90
91
63
82
92
97
89
80
80
100
74
92
100
84
85
94
89
77
98
97
87
89
92
96
97
86
92
87
81
84
89
94
95
95
92
100
84
86
92
100
17
92
78
85
90
79
100
100
92
80
79
84
93
95
92
91
100
90
93
82
95
93
92 100
94 79
86 89
85 88
89 82
90 95
89 92
87 92
100 100
90 84
97 97
95 80
96 100
92 89
Tabela 25: Evolução dos Indicadores relacionados á Média de Gestantes Acompanhadas p/ mês
pelas ESF no período de 2008 a 2010
ANO
Indicadores
2008
2009
2010
Nº
%
Nº
%
Nº
%
Gestantes acompanhadas
428
402
445
Gestantes c/ menos de 20 anos
90
21
82
20
93
21
Gestante c/ consulta de pré-natal no mês
415 99 385
97
428 97
Gestantes com pré-natal iniciado no 1ºsemestre
358 85 335
84
427 96
Como é possível observar no quadro acima desde 2008 os indicadores não apresentam
variações significativas, com exceção do prenatal iniciado no 1º trimestre da gravidez que apresenta
um avanço significativo, atestando melhoria na nossa capacidade de captar a gestante para o prénatal no tempo oportuno.
Tabela 26: Produção Ambulatorial por Grupo de Procedimento, segundo sexo feminino.
Horizonte, 2008 a 2010.
Grupo procedimento
2008
2009
2010
Procedimentos com finalidade diagnóstica
6.231
6.863
6.833
Procedimentos clínicos
14.729 25.314 27.783
Procedimentos cirúrgicos
80
56
105
Transplantes de órgãos, tecidos e células.
111
226
203
Medicamentos
29.818 18.999 19.291
Órteses, próteses e materiais especiais.
67
42
201
TOTAL
51.036 51.500 54.416
No âmbito da Atenção Ambulatorial, considerando todos os atendimentos registrados em
Boletim de Produção Diária Individual (BPA-I) e Autorizações de Procedimentos de Alta
Complexidade (APAC), observa-se um incremento de 88% em procedimentos clínicos e 31% em
procedimentos cirúrgicos. As necessidades especiais através do fornecimento de insumos em órtese,
próteses e materiais especial também evoluiu no período em estudo em 300%. Este resultado reflete
o aumento da atenção com a saúde da mulher.
Prefeitura Municipal de Horizonte
30
Secretaria da Saúde do Município
No que se refere ao controle do câncer de colo de útero e de mama, a rede municipal
desenvolve rotinas especificas para esse campo da atenção à saúde da mulher em todas as unidades
municipais de saúde, realizando coleta de material para exames preventivos, campanhas de estímulo
ao autocuidado e a garantia do tratamento para os casos em que se fizerem necessário. Nesse
sentido foram realizadas 4.203 coletas de material para exames citopatológicos, representando um
incremento entre 2009 e 2010 de 15%.
Tabela 30: Principais Procedimentos na Assistência à Saúde de Mulher. Horizonte, 2008 a 2010
Procedimentos Especiais
2008 2009 2010 Total
Mamografia Unilateral
38
93
14 145
Mamografia Bilateral para Rastreamento
5 207 212
Exame Citopatológico de Mama
1
20
9
30
Exames de Prevenção do Câncer de Colo
- 4.129 4.203 8.332
Fonte: SIA/SUS Datasus; Relatório de Produção CARA/SESAU/Horizonte
Pode-se observar que houve uma evolução considerável na oferta de exames de mamografia
para rastreamento. Isso decorreu da decisão gerencial de modificar a programação pactuada,
transferindo a realização dos exames para outra unidade de saúde, anteriormente em Cascavel e no
segundo semestre passou para o CRIO em Fortaleza.
Prefeitura Municipal de Horizonte
31
Secretaria da Saúde do Município
2.1.5. Atenção à Saúde do Adulto 10, 14, 15
A mudança do perfil de adoecimento e morte no Brasil, também se reflete na população
Horizontina, trazendo à tona a preocupação constante das autoridades sanitárias no controle de
doenças crônicas como a hipertensão e diabetes, causadoras de males como infarto e acidente
vascular cerebral – AVC. Porém, chama a atenção a crescente necessidade de atenção hospitalar
para pacientes vítimas de acidentes, traumas e violência.
Tabela 28: Morbidade Hospitalar em Adultos (20-64anos). Horizonte, 2008 a 2010
Lista Morborbidade (CID-10)
Causas Externas
Doenças do Aparelho Geniturinário
Doenças do Aparelho Digestivo
Procedimentos Especiais
Doenças da Pele
Doenças do Aparelho Respiratório
Algumas Doenças Infecciosas e Parasitárias
Neoplasias (tumores)
Doenças Sistema Ósseo
Transtornos Mentais
Doenças do Aparelho Circulatório
Demais Causas
Total
2008
53 20,2%
40 15,3%
37 14,1%
32 12,2%
4,6%
12
5,7%
15
6,5%
17
4,6%
12
2,3%
6
4,6%
12
3,8%
10
6,1%
16
262
2009
24,3%
68
14,6%
41
15,0%
42
12,5%
35
7,9%
22
8,2%
23
2,5%
7
5,4%
15
1,4%
4
1,8%
5
2,1%
6
4,3%
12
280
2010
27,3%
78
16,8%
48
14,7%
42
7,3%
21
5,2%
15
3,8%
11
5,2%
15
3,8%
11
4,2%
12
1,7%
5
1,7%
5
8,0%
23
286
Total
199
129
121
88
49
49
39
38
22
22
21
51
828
Fonte: www.datasus.gov.br
A tabela acima mostra as internações hospitalares de adultos entre 20 e 64 anos, residentes
em Horizonte e internados na rede hospitalar do SUS Municipal, Estadual ou Federal, no período de
2008 a 2010. Observa-se as causas externas como o maior motivo de internações com tendência
crescente, despertando a necessidade de buscar os determinantes e condicionantes deste tipo de
agravo e encaminhar propostas para um maior controle. As demais causas de internações parecem
não apresentar variação importante no período estudado. De um modo geral, esta faixa etária da
população não demanda maiores assistências, sobretudo onde as condições de vida são boas e o
serviço de saúde prioriza as atividades de promoção da saúde (ver tabela de programação da
Mobilização Social, pg 11).
Controle da Tuberculose e Hanseníase 2, 16
No tocante ao controle da tuberculose e hanseníase, tem-se envidado esforços para
desenvolver o diagnóstico precoce e tratamento de casos mediante acompanhamento das equipes de
saúde do Município.
Tabela 29: Casos de Tuberculose confirmados segundo situação de encerramento.
Horizonte, 2001 a 2010
Situação de
Encerramento
Em tratamento
Cura
Abandono
Óbito por tuberculose
Óbito por outras causas
Transferência
TOTAL
Fonte: www.datasus.com.br
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
1
17
3
21
6
5
1
1
13
2
15
2
2
1
22
1
22
6
2
31
2
19
4
1
2
2
30
13
2
1
16
12
1
13
2
19
1
2
1
5
30
1
22
1
1
25
15
1
16
Prefeitura Municipal de Horizonte
32
Secretaria da Saúde do Município
Analisando os dados gerados nos serviços da Atenção Básica para a Tuberculose,
identificou-se uma redução do número de casos novos, podendo ser visualizada através do
coeficiente de Prevalência que recuou de 4,8 para 3,3 casos por 10 mil habitantes, tomando-se como
base os anos de 2009 e 2010. Considerando a coorte de tratamento no período de ago/2009 a
jul/2010, havia em tratamento 18 pacientes e todos receberam alta por cura. Na coorte que iniciou
em jul/2010, foram detectados 7 novos casos e todos estão em tratamento supervisionado através da
Estratégia Saúde da Família.
Tabela: Casos de Hanseníase confirmados segundo situação de encerramento. Horizonte,
2001 a 2010
Situação de
Encerramento
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Em tratamento
Cura
Transf. para outro município
Óbito
Abandono
Trans. não especificada
TOTAL
5
1
6
5
1
6
5
1
6
7
1
6
14
5
1
6
9
3
12
2
2
10
2
1
13
5
2
3
10
5
5
Fonte: www.datasus.com.br
Quanto à Hanseníase, as ações desenvolvidas na rede apontam para resultados positivos. A
prevalência de 2009 foi de 10 casos, reduzindo para 6 em 2010. Isso representa uma taxa de
detecção de 1,1 por dez mil habitantes. Considerando a coorte de tratamento no período de jun/2009
a mai/2010, havia em tratamento 6 pacientes e todos receberam alta por cura. Na coorte que iniciou
em jun/2010, foram detectados 4 novos casos e todos estão em tratamento supervisionado através
da Estratégia Saúde da Família. Quanto ao diagnóstico precoce e a eficácia no tratamento,
observado através dos indicadores do Pacto pela Saúde, cuja meta é de pelo menos 85%, há três
anos o Município de Horizonte consegue atingir o máximo, com 100% curados.
Prevenção e Controle das doenças sexualmente transmissíveis e Aids 8, 10
Objetivando a prevenção das DST e da Aids tem-se investido, tanto em serviços
assistenciais de diagnóstico e tratamento, como também em campanhas de prevenção e promoção
de hábitos e comportamentos mais seguros. Para tanto, a SESAU disponibilizou 70.000
preservativos masculinos, junto às unidades de saúde e para realização de campanhas em eventos
previstos no calendário de atividades dos serviços.
No que se refere à detecção de casos, foram realizados 1.024 exames de VDRL e 35 testes
antiHIV e 81 exames de quantificação de RNA HIV no ano de 2010. Os casos positivos de DST e
Aids são tratados e acompanhados nas unidades básicas de saúde, garantindo-se a dispensação dos
medicamentos em conformidade com a pactuação com os níveis estadual e federal do SUS.
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2.2. Atenção em Saúde Mental 12
RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO - CAPS 2010
O CAPS é um serviço comunitário que tem como papel cuidar de pessoas que sofrem com
transtornos mentais, em especial dos transtornos severos e persistentes. Sua meta é a reinserção
social do usuário pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos cíveis e comunitários.
Buscando essa inserção e integração dos usuários do CAPS, faz-se necessário desenvolver um
espaço de acolhimento, aprendizagem e resgate da auto-estima por meio de oficinas, grupo de dança
trabalho corporal, para inserir o paciente no mercado de trabalho, na comunidade, no meio social.
A reintegração social exige criatividade e compromisso para fazer surgir um novo lugar
social aos que padecem de algum transtorno mental.
O CAPS de Horizonte, durante a sua trajetória, procurou organizar um serviço dentro dos
princípios da reforma psiquiátrica e diretrizes do SUS, desmistificando o conceito de loucura,
oferecendo outra perspectiva ao portador de transtorno mental na comunidade.
No ano de 2010, foram realizados 10.434 atendimentos da unidade, dentre eles:
Psiquiatra – 2.502
Clínico – 1.564
Enfermagem – 2.805
Psicologia – 1.684
Terapia ocupacional – 1.003
Assistente Social – 876
Registrou-se aumento no atendimento ambulatorial, demonstrando a aceitação do serviço
pela comunidade e o fortalecimento do sistema de referência e contra referência do município
através dos dados abaixo:
Tabela 31: Total de Pacientes Assistidos no CAPS. Horizonte, 2008 a 2010
ANO
QUANTIDADE DE PACIENTES
2008
271
2009
379
2010
435
Gráfico 06: Perfil Epidemiológico dos Pacientes Assistidos no CAPS. Horizonte, 2010
Retardo Mental
Moderado
8%
Transtorno
Depressivo
Recorrente
11%
Esquizofrenia
36%
Transtorno
Afetivo Bipolar
21%
Transtorno de
Ansiedade
24%
O atendimento Médico é baseado em consultas psiquiátricas e clinicas tendo como objetivo
diagnosticar doenças, acompanhar pacientes e avaliar seus resultados. Essas patologias registradas
no gráfico acima representam o número de atendimento durante o ano de 2010 por diagnóstico.
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Saliente-se de que o maior número de atendimentos em pacientes com esquizofrenia está
relacionado ao fluxo organizacional do CAPS, onde os registros estão organizados a partir do
número de atendimento por diagnóstico e não por paciente.
Foram realizadas 2.502 consultas com medico psiquiatra e 1.593 com medico clinico.
Ressalta-se que o CAPS têm cobertura de 40 horas do profissional medico o que propicia um
suporte mais eficaz nos casos de crise de pacientes portadores de transtornos mentais graves e
persistentes.
O trabalho da enfermeira no CAPS tem como objetivo planejar, programar, avaliar a
assistência de enfermagem, a cada paciente ou grupo de pacientes; criar e manter o ambiente
terapêutico voltada para a realização das diversas atividades do CAPS; atuar junto ao cliente, á
família e à equipe no atendimento de suas necessidades básicas para obtenção de uma saúde física e
mental. Desenvolve as seguintes funções: pré-consulta de triagem, dividindo essa atividade com
outros membros da equipe; consulta de enfermagem; organização e liderança de grupos
terapêuticos; palestras; orientações, coordenação e elaboração de trabalhos na área de saúde mental
para o CAPS, a família e a comunidade; organização e manutenção do serviço de enfermagem;
atendimento individual, grupal, eletivo ou de urgência.
A enfermeira também supervisiona a equipe de técnicos de enfermagem do CAPS. Esses
auxiliam os terapeutas nas atividades conforme o necessário na condução de seus grupos, são
responsáveis pelas atividades de administração de medicamento, assistência aos clientes na
realização das atividades da vida cotidiana (banhos, asseio das unhas, alimentação e verificação da
pressão arterial).
Dentre as atividades da equipe de enfermagem estão grupo de família, oficinas de videokê e
dança, grupo de mulheres e visitas domiciliares.
Grupo de mulheres é destinado às mulheres que apresentam sofrimento psíquico relacionado
às questões femininas, na intenção de promover um local de convivência aberto, onde seja facilitado
a expressão de sentimentos diversos visando a melhora da auto-estima, confiança e enfrentamento
de suas questões, auxiliando assim seu tratamento medicamentoso.
Tabela 32: Atividades desenvolvidas pela Enfermagem. Horizonte, 2008 a 2010
Atividade / Ano 2008 2009 2010
GRUPO DE FAMILIA
OFICINA DE VIDEOKÊ
OFICINA DE DANÇA
GRUPO DE MULHERES
VISITA DOMICILIAR
11
34
15
9
11
22
30
19
13
7
17
60
17
11
Terapeuta Ocupacional trata pacientes portadores de dificuldades e de limitações provocadas
por problemas orgânicos, emocionais e mentais. Realiza atividade física ou artísticas, com o
objetivo de favorecer a integração social e devolver ao paciente autonomia e condições possíveis
para lidar com a sua realidade. Busca recuperar a função humana, elevar o perfil das ações motoras
e mentais e reabilitar através das atividades.
Trabalha com déficits físicos, mentais(transtornos psíquicos e cognitivos) e sociais; com
tudo que ameace a funcionalidade do homem, para que este não seja excluído da sociedade, através
de atividades especificas para ajudar a alcançarem seu nível máximo de funcionalidade e
independência.
Avalia a funcionalidade, vida cotidiana, aspectos cognitivos e sociais, traça plano
terapêutico e intervém de acordo com as alterações observadas.
Utiliza atividade pré-selecionada com o objetivo especifico para intervir e alcançar o
esperado pela avaliação.
Atividades desenvolvidas pelo profissional dentro da unidade são:
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Grupo Vivência
É um grupo terapêutico destinado às pessoas com deficiência mental moderado e
comorbidade e psiquiátrica.
Explorar aspectos cognitivos e sociais e atividades da vida diária através de atividades
terapêuticas, selecionada e avaliada de acordo com as limitações dos usuários do grupo.
Atividades
Expressivas
Lúdicas
Dinâmica corporal
Socializante
Atividades da vida diária
Orientação familiar
Grupo Escoteiro
É um grupo terapêutico destinado às pessoas com limitações leves nas atividades da vida
diária de trabalho e prática, e transtorno mental.
Tem o objetivo de favorecer um espaço de aprendizado voltado ao crescimento pessoal e
profissional onde é explorado aspectos como: aptidão, treinamento profissional, habilidades
manuais, higiene pessoal, integração social, hábitos e bons costumes e atividade cognitiva
(resolutividade e abstração), de acordo com a limitação de cada participante.
Atividades
Vida diária
Expressiva
Manuais e aptidão
Treinamento profissional
Lúdica
Socializante
Orientação educativa
Grupo de Terapia Ocupacional
É um grupo terapêutico destinado aos usuários portadores de transtorno mental severo e
grave que apresentam quadro clínico estável e limitações na vida cotidiana.
Tem o objetivo de favorecer a integração pessoal e social através de atividades terapêuticas
tornando-as o mais possível dentro do ambiente familiar e social.
Atividades
Expressiva
Lúdicas
Expressão corporal
Educativa-saúde
Socializante
Atividades da vida diária
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Oficina terapêutica
É um espaço terapêutico destinado aos usuários portadores de transtorno mental a que
estejam com dificuldade de interseção no campo social e em desvantagem no mercado de trabalho.
Tem o objetivo de promover a autonomia dos usuários e os exercícios dos direitos,
facilitando a construção de laços sociais e desenvolvimento das potencialidades;
Inserção no mercado de trabalho;
Inclusão produtiva no meio familiar, social e comunitária.
Atividades
Oficina de crochê
Boneca de pano
Bijouteria
Pintura em tecido
Enfeites com EVA
Grupo da vitória
Realizado junto com a psicóloga
Grupo de idosos
Espaço terapêutico destinado aos usuários da terceira idade que apresenta sofrimento
psíquico relacionado ao processo de envelhecimento. Tem o objetivo de promover espaço aberto de
convivência facilitando a expressão dos sentimentos e emoções, melhorando a auto-estima e
confiança, com o intuito de integrar a vida social e familiar.
Atividades:
Expressivas
Socializantes
Condicionamento funcional
Expressão corporal
Laborativa
Dinâmica de grupo
Grupo operativo
O grupo de idosos é realizado conjuntamente com a assistente social da unidade. As
atividades desenvolvidas são planejadas anteriormente e avaliadas sistematicamente.
Tabela 33: Atividades desenvolvidas pela Terapia Ocupacional. Horizonte, 2008 a 2010
ATIVIDADES / Ano
2008 2009 2010
Grupo de terapia ocupacional
78
61
81
Grupo de idosos
24
18
21
Oficina terapêutica
56
50
44
Visita domiciliar
13
9
29
Grupo da vitória
50
52
42
Grupo vivência
50
40
51
Grupo escoteiro
25
29
24
Total de atividades
296 259 292
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Serviço Social
O Serviço Social na sua atuação possui como objetivo mais importante propiciar a conquista
de autonomia dos usuários, através do exercício do empoderamento (empowerment), que visa ao
incentivo à participação e à ocupação por parte dos usuários e familiares nos espaços que são
oferecidos, bem como a conquista de novos espaços. O Serviço Social faz-se parte essencial neste
processo, utilizando mecanismos que possam garantir a socialização da informação aos usuários.
Desta maneira, o exercício do empoderamento, tem como agente principal a socialização da
informação e a socialização do conhecimento adquirido, tanto por parte dos técnicos, quanto por
parte dos usuários. Trabalha-se o empoderamento a partir da perspectiva ativa de fortalecimento do
poder, participação, e organização dos usuários e familiares no próprio âmbito da produção de
cuidados em saúde mental, em serviços formais e em dispositivos autônomos de cuidado e suporte,
bem como em estratégias de defesa de direitos, de mudança de cultura relativa à doença e saúde
mental, e de militância social e política.
Desta forma, o exercício do empoderamento garante mecanismos de conquista da
autonomia, pois parte da lógica de que o indivíduo é um sujeito de direitos e com a capacidade de
analisar o que julga ser melhor para a sua vida.
O Assistente social tem a habilidade técnica de reconhecer as necessidades dos indivíduos e
propor formas de ação para integrá-los à sociedade ou para buscar o seu bem-estar social.
Dentro do CAPS de Horizonte o Assistente Social realiza as seguintes atividades:
Realiza anamnese social, estabelecendo planos de intervenção
Mobiliza o usuário e familiares para que estes participem de forma ativa do processo
de tratamento e reintegração social
Orienta o usuário e familiares quanto ao transtorno, aos cuidados, as regras da
unidade, as condições do tratamento, etc.
Realiza encaminhamentos externos
Orienta e encaminha quanto aos direitos trabalhistas, previdenciários e assistenciais
Articula e encaminha a rede sócio-comunitária
Participa de encaminhamentos a unidades hospitalares
Realiza visita domiciliar
Orienta e agiliza a aquisição de documentos e documentação necessária
Realiza parecer social quando solicitado pela justiça ou outros órgãos
O Assistente Social desenvolve outras atividades que promovem a saúde mental que não se
restringem a seu trabalho nuclear:
Elaboração de projeto terapêutico individual
Discussão de caso clínico
Atendimentos individuais (aconselhamento)
Atendimentos grupais
Triagem
Participação na elaboração de projetos e demais atividades dentro do serviço
Participação nas reuniões técnicas da equipe multidisciplinar
O Serviço Social no momento desenvolve as seguintes atividades de grupo:
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Grupo de Idosos
O Grupo de Idosos é realizado conjuntamente com a Terapeuta Ocupacional da unidade. As
atividades desenvolvidas são planejadas anteriormente aos encontros e avaliadas sistematicamente.
Grupo de Dependência Química
Espaço terapêutico que visa dar suporte as questões relacionadas ao uso problemático de
álcool e outras drogas. Procurando orientar quanto à doença, os sintomas, tratamento, apoio
psicológico e promoção da cidadania.
Atividades:
Dinâmicas de Grupo
Grupo Operativo
Trabalha com os Doze Passos do N.A
Grupo da Família
Espaço voltado para os familiares dos usuários do serviço.
Objetiva dar suporte aos familiares daqueles que são acompanhados no serviço,
possibilitando a troca de experiências e compartilhamento das vivencias, gerando espaço de apoio
mútuo entre os familiares, orientando quanto aos transtornos, suas características, manejo adequado,
assim como, busca promover o fortalecimento da participação e organização dos usuários e
familiares como estratégia de defesa de direitos e militância social e política.
Atividades:
Dinâmicas grupais
Grupo Operativo
Oficinas informativas
O grupo de família é conduzido pela Assistente Social e Enfermeira.
Terapia Comunitária
A TC é um instrumento que permite construir redes sociais solidárias de promoção de vida e
mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, famílias e das comunidades, procurando-se
suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo valorizando a herança cultural, bem como, o saber
produzido pela própria experiência de vida de cada um. A terapia comunitária acontece em formas
de roda de conversa em espaço aprazível e acolhedor.
Tabela 34: Atividades desenvolvidas pela Terapia Comunitária. Horizonte, 2008 a 2010
ATIVIDADES / ANO
2008 2009 2010
Grupo Família
11
11
9
Grupo de Dependência Química
39
22
13
Grupo de Idosos
25
18
12
Visita Domiciliar
39
50
41
Terapia Comunitária
10
TOTAL
114 101
85
Psicologia – É uma ciência que visa compreender as emoções, a forma de pensar e o
comportamento do ser humano. Busca o conhecimento e o desenvolvimento humano
individualmente e/ou em grupo.
Atuação da Psicologia no Serviço de Saúde Mental – O psicólogo é antes de tudo um
facilitador, pois trabalha no intuito de propiciar ao usuário um espaço para expor suas dúvidas, falar
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sobre si, trazer os seus medos, anseios e credos em relação à saúde-doença. Nesse sentido, trabalhase o estabelecimento do vínculo, a autoestima e a inserção social.
Atividades Desenvolvidas – Acolhimento, atendimento individual/psicoterapia, grupo
terapêutico, oficina terapêutica, visita domiciliar, elaboração de laudo técnico, discussão de casos
clínicos com a equipe técnicas, reunião técnicas, dentre outras.
Grupo da Vitória
Grupo formado em 2005 tendo o nome escolhido pelos próprios participantes. Os encontros
acontecem semanalmente e conta com a participação em média de 15 a 20 usuários.
O publico alvo é de pacientes psicóticos, nível cognitivo preservado e faixa etária entre 20 e
40 anos, grupo misto, com prevalência de escolaridade de Ensino Fundamental e Médio, alguns
com suporte familiar. Visa promover uma maior conscientização a respeito da doença, favorecendo
o exercício da cidadania e a sua inserção social.
→Atividades desenvolvidas

Escuta terapêutica;

Oficinas de TO;

Passeios culturais (CVT, Centro Cultural, etc);

Atividades de consciência corporal;

Atividades educativas;

Orientação nutricional (Acompanhamento com o nutricionista);

Encaminhamentos para atividades na comunidade (cursos de informática, música,
mecânica, pintor, serigrafia, etc);

Elaboração do jornal “O Grito da Vitória”.

Orientação familiar
A psicóloga é liberada pela secretaria de saúde para compor a equipe de Penas Alternativas
(Prestação de serviço à comunidade).
Ações dos Técnicos (Assistente Social, Pedágogo, Psicólogo) na Equipe de Penas
Alternativas:
1.
Avaliação psicossocial
2.
Credenciamento de instituições
3.
Apoio psicológico
4.
Fiscalização
5.
Elaboração e execução de projetos
6.
Visitas Domiciliares
7.
Controle Estatístico, dentre outras.
Tabela 35: Atividades desenvolvidas pela Psicologia. Horizonte, 2008 a 2010
ATIVIDADES / ANO
2008 2009 2010
GRUPO DA VITORIA
50
52
42
GRUPO DE DEPENDENCIA QUIMICA
39
22
13
VISITA DOMICILIAR
54
16
27
TOTAL
143
90
82
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Aspectos importantes merecem destaque no trabalho desenvolvido pela equipe, tais como:
Realização da Iª Conferência municipal de Saúde mental Intersetorial com forte adesão de
usuários, familiares e demais segmentos sociais, ressaltando que propostas aprovadas na
conferência local obtiveram aprovação na conferência nacional data:06/04/2010;
Participação da equipe e usuários na Conferência de Saúde Mental - Intersetorial
Microrregião em Quixadá e Conferência Estadual em Fortaleza em maio de 2010;
Implantação do Projeto Interiorização de penas e medidas alternativas das Comarcas de
Maranguape, Pacajus e Horizonte, promovida pela comarca de Fortaleza, através da Vara
de Execução de penas alternativas e Habeas Corpus. Realizada capacitação das equipes
multidisciplinares com a participação da psicóloga do CAPS.
Formação de um Técnico do CAPS como terapeuta comunitário, através de um curso de
360 horas, como estratégia de promoção e cuidado em saúde mental na comunidade em
agosto de 2010;
Atendimento a infância e adolescência, às quartas-feiras com o intuito de realizar um
diagnóstico para obtenção de serviço especializado em saúde mental para esse segmento
iniciou em novembro de 2010;
(Comemoração de datas festivas com a participação da comunidade: carnaval (bloco
Kiloucura), Dia da mulher, São João e Natal;
Campanha de prevenção ao suicídio, no “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio” através
de palestras nos postos de saúde e entrevistas nas rádios mangueiral de Horizonte, guarani
de Pacajus e TV da gente nos dias 09 e 10 de setembro de 2010;
Participação na semana interna de prevenção de acidente de trabalho (SIPAT) na Santana
Textiles nos dias 10 de novembro de 2010;
Passeio cultural com usuários e familiares no Teatro José Alencar em julho de 2010;
Participação no curso: Sofrimento Psíquico na Contemporaneidade promovido pelo
Instituto Wandik Ponte e UECE iniciado em setembro de 2010 com previsão de termino
para setembro de 2011;
Elaboração do projeto do CAPS AD (álcool e drogas) na intenção de pleitear esse
dispositivo de saúde para o município em julho de 2010;
Participação no I Seminário Cearense de Saúde Mental e Trabalho nos dias 25 e 26 de
novembro de 2010;
Participação no Fórum de Entidades Não Governamentais do Conselho Municipal de
Assistência social;
Aprovação pelo Ministério da Saúde do projeto arte, cultura e saúde mental para
implementação de atividades geradoras de renda e trabalho em novembro de 2010;
Manutenção da oficina terapêutica (oficina de crochê), com o auxilio de um monitor de
arte voluntário, proporcionando maior autonomia e independência na produção e
comercialização de produtos;
Ampliação de espaços de venda e exposição dos trabalhos artísticos da oficina de crochê;
Fortalecimento das parcerias (SEDIS, Secretaria de Agricultura e Supermercado Estrela);
Maior integração e desempenho dos usuários da oficina de dança com apresentação
artística no Festival de Talentos local e a I Mostra Cultural do Eusébio: “Tá todo mundo
louco por música... ôba”;
Parceria CAPS e CEO no atendimento odontológico a pacientes graves com inicio em
novembro de 2010;
Apresentação da oficina de crochê no I Encontro dos Centros de Atenção Psicossocial
UFC/SER III, na modalidade “pôster”, recebendo uma homenagem honrosa pela
coordenação do evento;
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Participação dos profissionais médicos do CAPS no Congresso Internacional de
Psiquiatria em outubro de 2010;
Participação no curso de Prevenção de Dependência Química promovida pelo Movimento
de Saúde Mental do Bom Jardim de julho à dezembro de 2010;
Acompanhamento sistemático dos usuários com transtornos mentais graves, evitando as
internações psiquiátricas;
Crescente atendimento ambulatorial, denotando aceitação do Serviço pela comunidade;
Maior adesão do usuário ao tratamento, propiciando estabilidade e diminuição de crises;
Atendimento aos reeducandos e encaminhamento para o cumprimento das penas
alternativas;
Continuidade dos encontros com familiares através de reuniões sistemáticas trabalhando a
problemática da Saúde Mental na família;
Utilização do CAPS para estágio em saúde mental dos alunos do curso profissionalizante
de técnicos de enfermagem do Liceu de Pacajus e Escola Técnica de Maracanaú com os
alunos de Itaitinga com inicio em maio de 2010;
Dificuldades Encontradas
Descontinuidade de encontros entre CAPS e as unidades de saúde;
Dificuldade em efetivar o matriciamento;
Investimento precário em educação continuada no profissional de saúde mental;
Necessidade de um espaço com equipe especializada voltada para as questões de saúde
mental para a infância e adolescência;
Dificuldade de inserir o usuário no mercado de trabalho, apesar das parcerias
construídas;
Dificuldade de desvincular o usuário com transtornos leves (ansiedade, sofrimentos
circunstanciais, etc.) de CAPS, devido à fragilidade da rede de saúde local e a falta de
equipamentos que dêem suporte a essa problemática;
Interrupção da Supervisão Clínico-Institucional pela impossibilidade de continuidade do
trabalho por parte do supervisor;
Falta de contratação de um monitor de arte permanente para compor a equipe do CAPS;
Elevada demanda de dependência química, necessitando de um serviço especializado
para acompanhamento e tratamento dos usuários.
Propostas para 2011
Solicitar investimento no profissional de saúde mental;
Solicitar atendimento especializado voltado ao publico infanto-juvenil (psicólogo
infantil, Psicopedagogo, outros);
Criação de um evento cultural que envolva experiências de outros municípios na área de
saúde mental;
Dar continuidade a supervisão Clinico- Institucional com a participação de um novo
supervisor;
Fomentar a discussão sobre drogas no município envolvendo os demais segmentos
sociais, através de um Fórum;
Pleitear o CAPS AD como dispositivo de saúde no tratamento da dependência química;
Permanecer investindo em ações de inserção dos usuários.
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INDICADORES DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES
Tabela 42: Total de Internamentos em Saúde Mental. Horizonte, 2008 a 2010
ATIVIDADES / ANO
2008 2009 2010
INTERNAÇOES PSIQUIATRICAS
13
9
16
INTERNAÇÕES EM HOSPITAL GERAL
0
2
5
TOTAL
13
11
21
No que se refere às internações hospitalares realizadas entre os anos de 2008 a 2010,
constatamos que houve um numero maior de internações em hospital geral no ano de 2010, o que
denota um melhor trabalho da equipe a respeito da desmistificação da loucura na rede de saúde do
município como preconiza a reforma psiquiátrica. Porem o numero de internações em hospital
psiquiátrico aumentou no ano de 2010 ocasionado por alguns fatores, tais como, a entrada de novos
usuários graves no serviço, a precariedade do suporte familiar e a baixa adesão ao tratamento.
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2.3. Atenção à Saúde do Trabalhador 13
Os gráficos abaixo constituem um relatório sobre as informações obtidas através do registro
de dados no Sistema Nacional de Notificações de Agravos – SINAN. A alimentação dos dados se
deve ao trabalho exaustivo nas unidades sentinelas e, principalmente, de busca ativa realizado pela
técnica de segurança do trabalho do CEREST Horizonte. A busca ativa se dá através de agentes
comunitários de saúde, investigações de acidentes de trânsito, visitas às delegacias,
Superintendência regional do trabalho e o Instituto Dr. José Frota.
Tabela 37: Notificações de Acidentes de Trabalho. Horizonte, 2010.
Notificações recebidas pela Rede Sentinela
2008
2009
2010
218
198
80
115
433
432
333
631
512
Discriminação
Descartadas
Confirmadas
Total
O aumento dos dados apresentados na tabela e gráficos representam o trabalho de
conscientização e treinamento feitos pelo CEREST Horizonte. Os números de casos confirmados
em aumento significam melhoria na coleta da informação.
Gráficos 07: Casos Notificados e Confirmados
Gráfico 08: Notificações de Agravos
relacionados ao Trabalho. 2008 a 20101
500
600
400
500
300
200
400
2008
300
2009
200
2010
100
0
2008
2009
100
2010
0
Descartadas
Notificações Recebidas pela Rede
Sentinela Horizonte 2008 - 2010
Confirmadas
Gráfico 09:
Representação Grafica das Notificações recebidas pela Rede
Sentinela de Horizonte segundo sexo 2008-2010
350
300
250
200
150
100
50
0
Mulheres
2008
2009
Confirmadas
Descartadas
Confirmadas
Descartadas
Confirmadas
Descartadas
Hom ens
2010
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Homens se acidentam mais que mulheres, isso é uma análise do processo histórico. Ainda
são os homens que são contratados em maior escala e se acidentam com mais facilidade.
Tabela 38: Notificações recebidas por Vínculo Trabalhista
2008
2009
2010
Discriminação Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas
Formal
150
53
139
299
58
291
Informal
56
25
48
79
21
106
Público
12
37
11
55
1
35
Total
218
115
198
433
80
432
Gráfico 10:
Representação Gráfica das Notificações recebidas pela Rede
Sentinela de Horizonte segundo Vínculo Trabalhista 2008 - 2010
350
300
250
200
150
100
50
0
Form al
Inform al
2008
2009
Confirmadas
Descartadas
Confirmadas
Descartadas
Confirmadas
Descartadas
Público
2010
Ainda não foi possível notificar todos os agravos no setor formal. Grande parte dos
acontecimentos está restrita ao ambiente da empresa sem que haja notificação oficial. Os dados
relacionados aos agravos e acidentes, em geral, são obtidos a partir dos registros da
Superintendência Regional do Trabalho. Dados mais completos poderiam ser obtidos do Instituto
Nacional de Seguridade Social – INSS, porém este não disponibiliza tais informações. Contudo
avanços já foram alcançados por meio do setor informal e do público, representando um grande
passo.
No gráfico e tabela abaixos observa-se a distribuição dos casos pelas unidades sentinelas. As
notificações vêm caindo nestas unidades e são recuperadas pelo CEREST, o que não devia estar
acontecendo, o inverso significaria que a rede SUS local está mobilizada e vigilante para os agravos
em saúde do trabalhador. Isso nos revela a fragilidade do SUS local em reconhecer, ou entender a
importância do trabalho como fator desencadeador de agravos e mortes, e o interesse para a saúde
coletiva.
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45
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Gráfico 11:
Representação Gráfica das Notificações recebidas pela Rede
Sentinela de Horizonte segundo Unidade Notificadora 2008 - 2010
2008
Confirmadas
Descartadas
Confirmadas
Descartadas
Confirmadas
Descartadas
350
300
250
200
150
100
50
0
2009
C A PS- Ho r iz o nt e
C ER EST - Ho r iz o nt e
F isio t er ap ia- Ho r iz o nt e
H.M .R .V .S.
2010
Tabela 39: Notificações recebidas por Agravos X Municípios
2010
Aquiraz Cascavel Chorozinho Eusébio Horizonte Itaitinga Ocara Pacajus Pindoretama
Discriminação
A. T. M. Biológico
0
4
0
3
12
1
2
1
0
A. T. Grave/Fatal
42
25
17
44
88
27
10
41
11
A. T. Infantil
0
0
0
0
0
0
0
0
0
CA. R. Trabalho
0
0
0
0
1
0
0
0
0
Dermatoses
0
3
0
0
0
0
0
0
0
I. Exógenas
2
0
0
2
3
2
0
3
1
LER/DORT
0
1
0
1
54
0
3
22
0
PAIR
0
0
0
0
0
0
0
1
0
T. Mental
0
0
0
0
5
0
0
0
0
Total
44
33
17
50
163
30
15
68
12
Discriminação
A.T. M. Biológico
A. T. Grave/Fatal
A. T. Infantil
CA. Trabalho
Dermatoses
I. Exógenas
LER/DORT
PAIR
T. Mental
Total
Tabela 40: Notificações recebidas por Agravo ou Doença
2008
2009
2010
Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas
0
24
0
33
0
23
201
61
193
244
80
301
0
2
0
2
0
5
0
0
0
0
0
1
0
0
0
1
0
0
0
1
0
9
0
16
16
23
4
131
0
81
0
0
0
2
0
1
1
4
1
11
0
4
218
115
198
433
80
432
As tabelas acima mostram os agravos mais freqüentes. Ressalte-se a subnotificação que
ainda impera. Estima-se que o número seja muito maior. Os acidentes são os mais fáceis de
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identificar por ser um evento agudo e pelo fato de que o protocolo de acidente de trabalho grave é o
mais simples de ser entendido. Os acidentes notificados no SUS são os graves, tais como mutilações
ou fatais e em crianças e adolescentes. Os acidentes de trabalho classificados como leves não
entram em registros oficiais. Porém, segundo o mapa de risco, dever-se-ia estar notificando em
igualdade numérica casos de LER/DORT. Como tem sido frenquente a subnotificação não é
possível observar a expectativa de tendência de aumento de casos mesmo que mínima. A grande
vitória é continuar a melhorar as informações coletadas e haver poucas notificações descartadas.
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 Atividades Realizadas em 2010
Tabela 41: Atividades desenvolvidas pelo CEREST. Horizonte, 2010
ATIVIDADE
PERÍODO LOCAL
PESSOAS
ATINGIDAS
ABRIL
Eusébio
2.000
1. CAMPANHA 28 de ABRIL Atividade de Rua
ABRIL
Horizonte
2.000
2. CAMPANHA 28 de ABRIL Atividade de Rua
Horizonte
1.000
3. Campanha 12 de Junho - Atividade JUNHO
na Praça
JUNHO
CRES
1.000
4. Distribuição do material das
campanhas nos municípios
2010
Horizonte
25
5. Avaliação de unidades sentinelas
Itaitinga
fisioterapeutas
para LER/DORT
6. Capacitação da Equipe
CURSO DE DERMATOSE OCUPACINAL
ESPECIALIZAÇÂO EM SAÚDE DO
TRABALHADOR
Agosto a
setembro
Início junho
de 2010
2010
Pacajus
Chorozinho
Ocara
Cascavel
Pindoretama
Aquiraz
Eusébio
CEREST Ceará
Escola de Saúde
Pública do Ceará
5 profissionais
3 profissionais
8. Atendimento Médico do Trabalho
2010
Eusébio
Horizonte
Pacajus
Cascavel
Horizonte
9. Visitas a estabelecimentos em
parceria com a Vigilância Sanitária
10. Formação da Câmara Técnica em
Saúde do Trabalhador
11. Curso de Formação Básica em
Saúde do Trabalhador para
articuladores Municipais
12. Participação dos técnicos em outros
Eventos
2010
Horizonte
Setembro
CRES
231
trabalhadores
atendidos
30
estabelecimentos
15 profissionais
2010
Horizonte
27 profissionais
2010
Em média 4
profissionais por
evento
13. Investigação de casos e realização
de Busca ativa
14. Realização de Oficinas de
Qualidade de vida
15. Repasse do Protocolo de Acidente
com Material Biológico
2010
Sobral
Quixeramobim
Juazeiro do Norte
Tianguá
Brasília
Fortaleza
Horizonte
Fortaleza
7. Participação em Palestras nas
Empresas
1.200
trabalhadores
Nov/Dez
2010
Eusébio
432
investigações
80 profissionais
Outubro 2010
Eusébio
50 profissionais
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Tabela 42: Caracterização das Atividades Realizadas pelo CEREST. Horizonte, 2010
ATIVIDADES REALIZADAS
Prevenção e promoção
Capacitação
Vigilância
Assistência
PERCENTUAL
80%
13%
7%
Tabela 43: Financiamento CEREST 2010
Saldo de 2009
RECEBIDO pelo
Recurso utilizado Saldo
MINISTÈRIO da
SAÚDE
330.000,00
254.280,24
383.439,66
307.719,90
1º TRI -8.703,18
2º TRI –
37.131,81
3º TRI –
166.415,30
4º TRI –
42.029,95
Total de
SALDO FINAL
Aplicação
Financeira
1º TRI -1.674,82
13.543,10
396.982,76
Aplicação financeira
2º TRI – 2.906,97
3º TRI – 4.334,95
4º TRI – 4.626,36
PERCENTUAL DO RECURSO UTILIZADO
62,25%
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2.4. CENTRO DE REABILITAÇÃO FUNCIONAL DE HORIZONTE
O Centro de Reabilitação Funcional tem como objetivo proporcionar ao usuário
melhor qualidade de vida, favorecendo a reabilitação funcional, recuperando sua mobilidade e
o reintegrado às suas funções diárias de trabalho e de vida.
O Centro de Reabilitação oferece atendimento nas áreas de: Fisioterapia, Terapia
Ocupacional e Fonoaudiologica.
Composição da Equipe:
● Fisioterapeuta: 04
● Fonoaudióloga: 01
● Terapeuta Ocupacional: 01
As patologias mais atendidas são: lombalgias, cervicalgias, fraturas, artrites, artroses,
fascites plantar, doenças respiratórias: bronquites, pneumonias, avc, pc, síndrome de down,
distúrbio fonológico, gagueira, disfonias, distúrbio de aprendizagem e alterações
miofuncionais orais, tendo como referencia as unidades básicas de saúde.
PROJETOS DESENVOLVIDOS PELO CENTRO DE REABILITAÇÃO:
1 – Luz do Amanhã
Objetivo: Oferecer aos pais um suporte de conhecimento teórico e pratico de estimulação da
criança especial em casa, ressaltando o apoio interdisciplinar que visa oferecer além de um
conhecimento especifico dos profissionais, favorecerem também um apoio psicossocial de
acordo com os anseios e dúvidas de cada pai, mãe ou cuidador.
- Encontros Mensais
- 64 pais ou cuidadores
2 – Qualidades de vida
Objetivo: Oferecer conhecimentos e conscientização sobre postura, alimentação e
comportamento, visando à importância na prevenção de doenças ocupacionais do trabalho.
Publico Alvo: Pessoas com diagnóstico de LER DORT e Lombalgias.
- participantes: 20
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Tabela 44: Produtividade Mensal por Especialidade. Centro de Reabilitação – Horizonte, 2010
QTD. DE ATEND.
QTD. DE PACIENTES
QTD DE AVALIAÇÕES
QTD DE ALTAS
QTD. DE ATEND.
QTD. DE PACIENTES
QTD DE AVALIAÇÕES
QTD DE ALTAS
QTD. DE ATEND.
QTD. DE PACIENTES
QTD DE AVALIAÇÕES
QTD DE ALTAS
JAN
1.771
272
72
57
JAN
Ferias
JAN
106
40
1
0
FEV
1415
230
49
30
FEV
113
48
8
0
FEV
FÉRIAS
MAR
2046
228
64
66
FISIOTERAPIA
ABR
MAI
JUN
1752
2060
2391
265
284
263
100
72
123
40
54
32
JUL
2984
349
121
30
AGO
4350
355
122
74
SET
2657
323
102
57
OUT
3174
302
104
34
NOV
30205
287
92
37
DEZ
3169
333
110
45
MAR
348
57
14
1
T. OCUPACIONAL
ABR
MAI
jun
281
513
436
70
76
76
9
13
11
2
2
4
JUL
395
91
3
3
AGO
441
66
6
1
SET
318
45
2
2
OUT
308
50
6
0
NOV
225
55
3
0
DEZ
259
55
1
1
MAR
108
49
8
1
FONOAUDIOLOGIA
ABR
MAI
JUN
134
141
231
68
72
82
10
7
23
2
5
16
JUL
278
98
22
23
AGO
249
65
21
2
SET
211
56
11
1
OUT
206
47
4
0
NOV
204
73
8
1
DEZ
218
79
4
0
TOTAL GERAL
TOTAL DEATEND.
TOTAL DE PACIENTES
TOTAL DE AVALIAÇÕES
TOTAL DE ALTAS
JAN
1.877
312
FEV
1528
270
MAR
2502
334
ABR
2167
403
MAI
2714
432
JUN
3058
421
JUL
3657
538
AGO
5040
4486
SET
4186
424
OUT
3688
399
NOV
3624
415
DEZ
3646
467
73
57
86
119
92
157
146
149
115
157
103
115
57
30
68
44
61
52
56
77
60
34
38
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Sugestão de Melhorias
- Mais Equipamentos para trabalho em grupo
- DVDs com filmes de orientação e prevenção de educação e saúde
- Equipamentos audiovisuais ( data show, maquina fotográfica ) para registro
- Equipamento de som com cd de relaxamento
- Colchonetes, bastões, bolas
- Cursos de capacitação profissional
- Confecção de folders para uso diário
- Confecção de banes
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2.5. Produção ambulatorial básica 10
Durante o exercício de 2010 a rede municipal realizou 751.159 procedimentos básicos,
representando um aumento de 9% em relação a 2009. Destaca-se nesse nível de atenção as
consultas médicas por habitante tendo atingido 1,12 consultas por hab/ano. Maiores detalhes estão
expostas no capítulo referente à Atenção Básica (pg. 11).
2.6. Atenção Especializada
Produção ambulatorial da rede de serviços 2, 10, 17.
O aumento nas consultas médicas básicas demanda uma resposta na atenção especializada,
destacando-se nesse grupo, procedimentos realizados na rede pública federal, estadual e municipal,
como também, de forma complementar, em serviços contratados da iniciativa privada.
Durante o ano de 2010, foram realizadas 15.856 consultas médicas especializadas pelo SUS
em Horizonte. Notou-se o incremento na oferta de Otorrinolaringologia em 13% e Urologia em 2%.
Gráfico 12: Número de Consultas realizadas por especialidade. Horizonte 2009 a 2010.
5.000
4.500
4.000
2009
3.500
2010
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
au
di
om
et
ria
de
in
go
lo
gi
st
a
Ex
am
e
O
to
rri
no
la
r
ar
di
ol
og
is
ta
C
st
a
ro
lo
gi
U
D
er
m
at
ol
og
is
ta
fta
lm
ol
og
is
ta
O
N
eu
ro
lo
gi
st
a
rto
pe
di
a
O
Pe
di
at
ria
G
in
ec
ol
og
is
ta
0
Gráfico 13:
Número de Consultas por Especialidade. Policlínica,
2010
Exame de audiometria
Otorrinolaringologista
Cardiologista
230
992
1.012
Dermatologista
1.155
Neurologista
1.159
Urologista
Oftalmologista
Ortopedia
Pediatria
Ginecologista
1.191
1.372
1.702
2.521
3.648
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3. Atenção Hospitalar 6, 10, 18
Entende-se por morbidade hospitalar o conjunto de informações obtidas de pacientes que
foram admitidos em unidade hospitalar para receberem algum tipo de assistência, cujos agravos o
doenças são classificadas segundo o Código Internacional de Doenças – CID10. No SUS, a
principal fonte de informação para a construção deste indicador é o Sistema de Informação
Hospitalar – SIH.
Os usuários do SUS podem ser atendidos, em suas necessidades de assistência
hospitalar, em toda a rede de hospitais públicos e conveniados, conforme uma programação de
referência. Os dados a seguir mostram o perfil das internações hospitalares de usuários
residentes em Horizonte segundo suas causas.
Taxa de Internação por 1.000hab. Horizonte, 2008 a 2010
Gráfico 14:
70,0
por 1.000 hab.
60,0
50,0
57,8
56,3
53,8
40,0
30,0
38,3
38,0
34,7
20,0
10,0
-
2008
2009
2010
Taxa Bruta de Internação por 1.000hab.
Taxa de Internação excluidos Gravidez, parto e perpério
Como pode ser observado, a Taxa de Internação Bruta, relação entre o número de
internações hospitalares e a população do ano, vem apresentando discreta redução. Com
relação à Taxa de Internação, excluídas aquelas relacionadas à gestação, ao parto e
puerpério, observa-se um declínio mais acentuado. Isto permite supor que a necessidade
de assistência hospitalar está em declínio, provavelmente pelo reflexo da melhoria da
qualidade de assistência na Atenção Básica, cuja cobertura em Horizonte é de 100% da
população.
Tabela 45 - Número Internações Hospitalares. Horizonte, 2010.
Lista Morbidade (CID-10)
2008
2009
2010 Total
Gravidez parto e puerpério
1.023
993 1.051 3.067
Doenças do aparelho respiratório
373
387
248 1.008
Causas Externas
191
240
277
708
Doenças do aparelho geniturinário
208
243
207
658
Doenças do aparelho digestivo
204
227
226
657
Doenças do aparelho circulatório
170
190
149
509
Algumas doenças infecciosas e parasitárias
227
133
132
492
Contatos com serviços de saúde
108
156
108
372
Neoplasias (tumores)
101
118
149
368
Demais Causas
429
374
420 1.223
Total
3.034 3.061 2.967 9.062
Fonte: SIH/SUS – 2010
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Quanto às causas de internação hospitalar de usuários residentes em Horizonte,
pode-se notar que as relacionadas à Gravidez, Parto e Puerpério são as principais razões
de internamentos nos últimos três anos. As doenças do Aparelho Respiratório
representam a segunda causa de internamentos, mas aquelas relacionadas com
acidentes, agressões e violências mostram-se com uma importante elevação, tendo
crescido 45% no período em estudo. As internações por problemas do Aparelho Cardíaco
mostram-se em declínio, corroborando com a suposição de que a melhoria da qualidade
da assistência na Atenção Básica pode ter relação com este resultado.
Indicadores do Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa - HMVRS
A assistência ofertada pelo Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa
tem característica de unidade mista, pois, além de realizar as atividades inerentes à sua
programação, também supre a necessidade de consultas em clínica médica através de
demanda espontânea. Isso ocorre devido ao elevado número de famílias em algumas
equipes de ESF e devido a ausência temporária de Profissionais na Rede Básica de
Saúde, a constante rotatividade de profissionais médicos nas unidades básicas de saúde
(UBASF),vem criando um lapso do atendimento rotineiro dessas unidades. Outro fator a
se considerar é o horário de oferta de serviços nas UBASF, entre 8 e 17 horas, muitas
vezes incompatível com os horários dos usuários empregados no postos de trabalho do
município (comércio, empresas industriais etc.). Nestes casos, os usuários terminam
procurando assistência médica após 18 Horas. Outro fator é a demanda representada por
trabalhadores empregados nas empresas de Horizonte e que são de outros municípios, e
de demandas de outros municípios.
Tabela 46. Série Histórica dos Atendimentos Médicos Realizados no HMVRS
Consultas Médicas
Urgência/Emergência
2007
52.508
2008
67.774
2009
76.400
2010
77.084
Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA).
Conforme se observa, a série histórica da Tabela 46 demonstra aumento de 12% do
número de atendimentos Médicos realizados nos de 2008 a 1010.
Tabela 47. Série Histórica das Consultas Médicas Especializadas no HMVRS
Consultas Médicas Especializadas
2007
2008
2009 2010
Cardiologista
523
25
830 1.284
Cirurgia Geral
1.326
1.167 1.102 1.601
Ortopedista e Traumatologista
2.875
3.848 3.615 6.202
Pneumologista
468
816
878
843
Total
5.192
5.856 6.425 9.613
Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA).
Observa-se na Tabela 47 um importante incremento na oferta de consultas
especializadas da ordem de 49,6%, sendo mais acentuada na demanda referente à
ortopedia.
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Tabela 48. Número de Exames para Apoio e Diagnóstico. HMVRS, 2007 a 2010.
Especificações
Ultra-sonografias
Raio X
Endoscopia
ECG
Exames Laboratoriais
Total
2007
2008
2009
2010
3.756
4.480
4.826
4.628
5.733
7.179
10.113
11.689
471
647
769
782
987
658
306
218
62.106
97.256
114.314
175.107
73.053
110.220
130.328
192.424
Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA).
Na Tabela 48 observa-se o aumento de 39 % do Raio X realizados nos de 2008
para 2010. Acredita-se que esse aumento ocorreu devido ao incremento do Serviço de
Revitalização em Traumatologia/Ortopedia (aquisição de novos equipamentos e aumento
de carga horária de traumatologistas e técnicos de Raio X). Em relação aos exames
laboratoriais foi registrado um aumento de 43% de 2008 a 2010 em função da aquisição
de novos equipamentos.
Tabela 49. Série Histórica das Cirurgias realizadas pelo Hospital e Maternidade Venâncio
Raimundo de Sousa
Centro Cirúrgico
2008
2009
2010
Pequenas Cirurgias
268
502
571
Cesariana
27
81
82
Laqueadura Tubária
44
61
27
Herniorrafias
18
80
82
Vasectomia
16
27
24
Postectomia
15
20
25
Outras cirurgias
11
4
Total
388
782
815
Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA).
Observa-se na Tabela 49 o aumento do número de cirurgias de 388 em 2008 para
815 em 2010, perfazendo um aumento de 52% no total geral das cirurgias realizadas.
Tabela 50. Série Histórica dos Partos, Nascidos Vivos e Nascidos Mortos. HMVRS, 2008 a 2010.
Ano
Nº Partos
Nº Nascidos
Nº Nascidos
Vivos
Mortos
2008
535
524
03
2009
582
570
02
2010
515
493
03
Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA).
Na Tabela 50 nota-se uma diminuição de 4 % do número de partos do ano de 2008
para 2010. Por conseqüência, uma redução de 6% dos nascidos vivos . Acreditamos que
esse fato se deu em função do trabalho realizado através ESF através da distribuição dos
métodos contraceptivos e orientações para as famílias.
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Secretaria da Saúde do Município
Cons. Med.
Especializada
Atend. Urgência
atenção Básica
Tabela 51: Consolidado de Atendimentos do Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa
nos anos de 2009 e 2010.
ESPECIFICAÇÃO
Atend. Urgência (ambulatório)
Atend. Emergência
Atend. c/ Observação
Atend. c/ Remoção (transferências)
Atend. Gineco-Obstetrícia
Total
Cirurgião Geral
Ortopedista e traumatologista
Pneumologista
Cardiologista
Ano/2009
60.105
10.247
4.349
1.699
3.022
79.422
1.102
3.615
878
Ano/2010
56.386
11.401
7.623
1.674
3.054
80.138
1.601
6.202
843
Centro Cirúrgico
Ultra-sonografia
Exames
Procedimentos
830
1.284
9.930
6.425
169
158
170
1.277
1.337
139
93
301
330
124
120
4.628
4.232
2.896
3.211
9.696
9.523
Exames Laboratoriais HMVRS
112.446
167.940
Exames Laboratoriais LACEM
365
2.677
Exames Laboratoriais CENJA
1.503
4.490
Raios-X
10.113
11.689
Endoscopia
769
782
ECG
306
218
125.502
187.796
Abdomem Superior
900
991
Aparelho Urinário
327
437
Bolsa Escrotal
45
44
Mamária Bilateral
266
269
Próstata Abdominal
46
85
Tireóide
121
157
Obstétrica
1.687
1.356
Pélvica
397
325
Transvaginal
1.026
963
TOTAL
4.815
4.628
Pequenas Cirurgias
502
571
Biopsias
16
37
Cesariana
81
82
Laqueadura Tubaria
61
27
Herniorafia
80
82
Vasectomia
27
24
Postectomia
20
25
TOTAL
787
848
Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA).
Total
Sonda Vesical
Clister
Sutura
Drenangem
Retirada de Pontos
Retirada de Corpo Estranho
Curativo
Atend. c/ imobilização (GESSO)
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Tabela 56 - Distribuição das principais causas de Transferências Gineco-obstétricas do
HMVRS - 2010
Causas de transferências gineco - obstétrica
Quantidade
Pré-eclampsia
111
Aborto
111
Amniorrex prematura
76
Trabalho de Parto prematuro
49
Cesárea anterior
44
Pós datismo
30
Sofrimento fetal
30
Parada de progressão
17
Oligoâmnio
17
Macrossomia
13
Outras causas ( gravid.ectópica, prolapso de cordão,
apresentação pélvica, taquicardia fetal e etc...)
52
Total Geral
550
Fonte: Controle e Avaliação através do Boletim de Produção Ambulatorial BPA).
Observa-se na Tabela 56 que a Pré-eclampsia e o Aborto representam juntas 40,3% dos
casos de transferências gineco-obstétricas, seguindo por amniorrex prematuro 14%, trabalho de
parto prematuro 9%,, outras causas 9,5%, cesariana anterior 8%, pós datismo 5,4%, sofrimento
fetal 5,4%, parada de progressão 3%, oliâmnio 3% e macrossomia 2,4%.
Gráfico 15. Distribuição dos Atendimentos Médicos
realizados no HMVRS, 2010.
56.386
60.000
50.000
40.000
30.000
20.000
11.401
7.623
1.674
10.000
0
Urgência
Emergência
Observação
Transferências
Fonte: Controle e Avaliação , através do Boletim de Produção Ambulatorial(BPA).
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Conforme se observa no Gráfico 01, os atendimentos médicos hospitalares de Urgência
representam 80% dos atendimentos, enquanto a Emergência representa 20%. Fato preocupante,
pois o Hospital é nível secundário e acaba atendendo uma demanda de responsabilidade da
Atenção Básica, comprometendo a qualidade do atendimento.
Gráfico 16 – Distribuição das Consultas realizadas por Especialidades no Hospital e
Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa, em 2010.
498
843
2010
1.601
6.202
0
1.000
Ortopedia
2.000
3.000
Cirurgião geral
4.000
5.000
Pneumologia
6.000
7.000
Cardiologia
Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial(BPA).
O gráfico 16 mostra o grande número de atendimentos em traumatologia/ortopedia
representa 60% dos atendimentos realizados pelos demais Especialistas.
Gráfico 17: Percentual de Exames Laboratoriais
realizados através do HMVRS em 2010.
2.677; 2%
4.490; 3%
167.940; 95%
HMVRS
LACEN
CENJA
Fonte: Controle e avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial
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No gráfico 17 observa-se que 95% dos exames são realizados no HMVRS, 2% são
realizados no LACEN e 3% no CENJA. Isso demonstra a capacidade do Laboratório Municipal em
atender as demandas surgidas das clínicas do Hospital.
Gráfico 18: Distribuição do Número de Internações do
HMVRS, segundo origem do paciente em 2010.
492
468
500
450
400
350
300
250
200
142
150
100
4
50
28
12
0
Pediatria
Clínica Médica
Horizonte
Obstetrícia
Outros Munic.
Fonte: Controle e Avaliação, através do Sistema de Informação Hospitalar (SIH).
O gráfico 18 demonstra que 97,2% das internações em pediatria são do município e
apenas 3% de outros municípios, 97,5% em clínica médica são de pessoas do próprio município;
na obstetrícia 94% representam as pacientes do município e 6% de outros municípios. De um
modo geral, estes percentuais estão compatíveis com limites aceitáveis de invasão e evasão de
usuários do SUS.
Gráfico 19: Distribuição das principais causas de Internações em Clínica
Médica em 2009 e 2010.
160
140
148
120
100
80
88
92
60
62
58
40
40
20
30
25
26
0
Pneumonias
Estafil/estrep.
2009
Pielonefrite
Diabetes
Mellitus
27
D. infec.intest.
2010
Fonte: Controle e avaliação, através do Sistema de informação Hospitalar (SIH).
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O gráfico 19 demonstra que a primeira causa de internação em clínica médica são as
pneumonias,seguindo por pielonefrite, depois as estafilococcias/estreptococcias, em seguida as
infecções intestinais e diabetes mellitus. Comparando-se os dois anos, observa-se uma acentuada
redução nas internações por pneumonias e por estafilococcias, põem um acréscimo naquelas
ocasionadas por pielonefrite.
Gráfico20:
06 -Número
Númerode
deAtendimentos
atendimentos de
de Urgência
Urgência/Emergência
em
Gráfico
e Emergência
em
gineco-obstétricas em 2010.
Gineco Obstetrícia. Horizonte, 2010
300
250
265
255
255
255
262
274
285
255
261
264
231
200
192
150
100
50
0
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Fonte: Controle e Avaliação através do Boletim de Produção Ambulatorial BPA).
No gráfico 20 observa-se uma redução do número de transferências obstétricas no mês de
fevereiro, os demais meses se mantém um número aproximado de transferências.
Gráfico 21. Distribuição dos atendimentos na Emergência do HMVRS, referente aos pacientes
vítimas de acidentes de transporte, em 2009 e 2010.
2009
Bicicleta
3%
2010
Biciclet
a
Carro
9%
7%
Moto
88%
carro
1%
Moto
92%
O gráfico 21 demonstra o aumento de 4% dos atendimentos de acidentes de transporte
causados por motociclistas, uma redução de 8% por carro e um aumento de 4% por bicicleta.
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Ações realizadas no HMVRS em 2010.
 Projeto Mamãe eu Quero (espaço reservado para as gestantes e puérperas, para
estimular o aleitamento materno);
 Curso Humaniza SUS (capacitação de 40 profissionais do HMVRS para garantir
um melhor atendimento aos usuários),
 Serviço de Revitalização em Traumatologia/ortopedia (aquisição de novos
equipamentos e aumento de carga horária de traumatologistas);
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4. VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Com o propósito de prevenir doenças crônicas não transmissíveis e prover a saúde da
população, a Secretaria Municipal de Saúde tem coordenado ações educativas interagindo com a
comunidade. Atua também através do estimulo à mudanças de atitudes e práticas no cotidiano das
pessoas, para torná-las mais saudáveis. Estas ações envolvem a prevenção e controle do tabagismo,
alimentação saudável, práticas corporais, controle das zoonoses, controle da qualidade da água e do
solo, entre outras.
4.1. Vigilância Sanitária 19
A vigilância sanitária, como parte integrante do SUS, é uma competência de caráter
prioritário por sua natureza preventiva, devendo atuar na melhoria de qualidade de vida da
população. Suas ações estão voltadas para a prevenção, diminuição e eliminação dos riscos à saúde
da população decorrentes do meio ambiente, da produção, da circulação de bens e da prestação de
serviços. Como política pública, não difere das outras e deve buscar o aperfeiçoamento através de
uma atuação eficaz, planejada, evitando a sobreposição de ações ou ausência delas. O processo de
planejamento adotado na Diretoria de Vigilância Sanitária de Horizonte baseia-se nas características
regionais, hábitos da população, e ainda, os meios de produção e seus fatores de risco. Desta forma,
a realização deste estudo possibilitou averiguar e analisar o quão transformador foi o plano de ação
para a gestão da vigilância sanitária em 2008, 2009, 2010.
Tabela 57: Tipo de Estabelecimento e Cadastramentos Realizados em 2010
ESTABELECIMENTOS
META
CADASTRADOS EM 2010
ACADEMIAS
AUTOPEÇAS
AMBULANTES
AMBULATÓRIO
AUTO ESCOLAS
BARES
BOMBONIERE
CEMITÉRIO
CASAS DE RAÇÃO
CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS
CLÍNICA ODONTOLÓGICA PARTICULAR
COMÉRCIO DE INFORMÁTICA
COMÉRCIO DE RAÇÃO
CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS PÚBLICOS
CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS PARTICULARES
CLÍNICA MÉDICA ODONTOLOGICA
LOJAS DE CONFECÇÃO
MERCANTIL
ESTÁDIOS DE FUTEBOL
DISTRIBUIDORA DE ALIMENTO
CLUBE
CHURRASCARIA
ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL
FÁBRICA DE CALÇADOS
PAPELARIA
03
04
18
01
03
22
06
02
05
01
03
20
05
11
03
01
04
13
04
01
01
03
01
01
02
03
04
18
01
03
22
06
02
05
01
03
20
05
11
03
01
04
13
04
01
01
03
01
01
02
61
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Secretaria da Saúde do Município
ESTABELECIMENTOS
OFICINA ELÉTRICA
FÁBRICA DE MÓVEIS
STÚDIO FOTOGRÁFICO
INDÚSTRIA DE PRODUTOS DE LIPEZA
POLPA DE FRUTAS
CONSTRUTORAS
ESCRITÓRIO DE ASSESSORIA
FACÇÃO
POSTOS DE SAÚDE
COM. VAREJISTA DE MAT ELETRICO
COM. VAREJISTA DE ARTIGOS USADOS
FÁBRICA DE BANCOS E ESTOFADOS P/VEÍCULO
COMÉSTICOS
REPRES. COMERCIAL
ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL
COLETA DE RESÍDUOS PERIGOSOS
COMERCIO DE SEMIJÓIAS
COM. VAREJISTA DE MADEIRAS
LOCADORA DE VÍDEO
COZINHAS INDUSTRIAIS
MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS
ARTIGOS PARA INFORMÁTICA
TATUAGENS
MANUTENÇÃO REDE TELECOMUNICAÇÃO
CRECHES
DEP. MATERIAL CONSTRUÇÃO
ESCOLAS PARTICULARES
ESCOLAS PÚBLICAS
FÁBRICA DE CONFECÇÃO
FÁBRICA DE CERVEJA
FARMÁCIAS
FRIGORÍFICOS
FUNERÁRIAS
GRANJAS CORTE
INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
INDÚSTRIAS EM GERAL
LABORATÓRIO CLÍNICO
LABORATÓRIO DE PRÓTESE DENTÁRIA
LABORATÓRIO FITOTERÁPICO
LANCHONETES
LAVANDERIAS
MATADOURO PÚBLICO
MERCANTIL
METALÚRGICA
OFICINA MECÂNICA
ÓTICAS
PANIFICADORAS
META
CADASTRADOS EM 2010
01
02
02
01
01
03
01
04
13
01
01
01
03
01
01
01
01
01
01
05
01
02
02
01
14
05
06
28
08
01
10
21
02
05
01
43
01
03
01
41
02
01
70
06
15
07
07
01
02
02
01
01
03
01
04
13
01
01
01
03
01
01
01
01
01
01
05
01
02
02
01
14
05
06
28
08
01
10
21
02
05
01
43
01
03
01
41
02
01
70
06
15
07
07
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Prefeitura Municipal de Horizonte
63
Secretaria da Saúde do Município
ESTABELECIMENTOS
PERMISSIONÁRIOS
POSTOS DE COMBUSTÍVEL
POUSADAS/MOTEL
RESTAURANTES
REVENDA DE ÁGUA MINERAL
SALÃO DE BELEZA
SORVETERIAS
TRANSPORTADORA
UNIDADES DE SAÚDE
TOTAL
META
CADASTRADOS EM 2010
40
06
02
10
03
29
02
01
19
599
40
06
02
10
03
29
02
01
19
504
INSPEÇÃO SANITÁRIA
Atividade desenvolvida por profissionais legalmente habilitados, com capacidade e
conhecimento para avaliar as condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos, serviços de
saúde, produtos, condições ambientais de valor sobre a situação observada, se dentro dos padrões
técnicos minimamente estabelecidos na legislação sanitária e, quando for o caso, a consequente
aplicação de medidas educativas ou mesmo punitivas previstas em lei (Lei Federal 6.437 DE 20 DE
AGOSTO DE 1977, DOU de 24/08/1977).
Tabela 58: Tipo de Estabelecimento e Inspeções Realizados em 2010
INSPEÇÕES
ESTABELECIMENTOS
META
REALIZADAS EM
2010
ACADEMIAS
03
03
ALIMENTOS
112
112
AUTO ESCOLAS
02
02
BARES
22
22
BOMBONIERE
05
05
CEMITÉRIO
02
01
CHAFARIZES
40
40
CLÍNICAS MÉDICAS
03
03
COMÉRCIO DE INFORMÁTICA
20
20
COMÉRCIO DE RAÇÃO
05
05
CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS PARTICULARES
03
03
COZINHAS INDUSTRIAIS
04
04
CRECHES
14
14
DEP. MATERIAL CONSTRUÇÃO
05
05
ESCOLAS PARTICULARES
06
ESCOLAS PÚBLICAS
28
28
FÁBRICA DE CONFECÇÃO
08
08
FARMÁCIAS
18
18
FRIGORÍFICOS
21
21
FUNERÁRIAS
02
02
GRANJAS
05
05
INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
01
01
INDÚSTRIAS EM GERAL
43
43
LABORATÓRIO CLÍNICO
01
01
63
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Secretaria da Saúde do Município
ESTABELECIMENTOS
LABORATÓRIO DE PRÓTESE DENTÁRIA
LABORATÓRIO FITOTERÁPICO
LANCHONETES
LAVANDERIAS
MATADOURO PÚBLICO
MERCANTIL
METALÚRGICA
OFICINA MECÂNICA
ÓTICAS
PANIFICADORAS
POSTOS DE COMBUSTÍVEL
POUSADAS
RESTAURANTES
REVENDA DE ÁGUA MINERAL
SALÃO DE BELEZA
SORVETERIAS
TRAILERS
TRANSPORTADORA
UNIDADES DE SAÚDE
TOTAL
META
03
01
41
02
01
15
06
15
07
07
06
02
10
03
29
03
08
01
19
552
INSPEÇÕES
REALIZADAS EM
2010
03
01
41
02
01
15
06
15
07
07
06
02
10
03
29
03
08
01
19
545
AÇÕES EDUCATIVAS
No período das festividades Carnavalescas foi promovido Capacitação de Boas Práticas de
Manipulação de Alimentos para todos os permissionários que iriam vender alimentos. Foram
entregues: panfleto com orientações educativas quanto a venda de produtos alimentícios, máscaras,
luvas e toucas descartáveis. A Capacitação e a entrega de material teve a finalidade de minimizar os
riscos de contaminações, buscando e aplicando a Segurança e Qualidade Alimentar sob o ponto de
vista higiênico-sanitário dos alimentos comercializados. A Capacitação contou com a participação
de 51 permissionários.
INVESTIGAÇÃO SANITÁRIA DE EVENTOS
Atividades desenvolvidas por profissionais com capacidade comprovada e credenciamento
legal, com objeto de avaliar os estabelecimentos, serviços de saúde, produtos, condições ambientais
e de trabalho implicando em expresso juízo de valor sobre a situação observada (se dentro dos
padrões técnicos minimamente estabelecidos na legislação sanitária). Quando for o caso, a
consequente aplicação de medidas educativas ou mesmo punitivas previstas na legislação.
64
Prefeitura Municipal de Horizonte
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Secretaria da Saúde do Município
Exemplos de situações a serem investigadas:
●Surtos de doenças transmitidas por alimentos;
●Intoxicação, reações adversas, e queixas técnicas;
●Doenças/acidentes de trabalho;
● Infecções hospitalares.
Tabela 59: Investigação Epidemiológica de Animais Agressores
AGRESSÃO POR OVINO
AGRESSÃO POR CANINO
AGRESSÃO POR FELINO
TOTAL
01
03
01
05
MONITORAMENTO DE PRODUTOS E OUTRAS SITUAÇÕES DE RISCOS
Ação programática desenvolvida de forma sistemática com o objetivo de proceder
acompanhamento, avaliação e controle de qualidade bem como dimensionar riscos e resultados em
relação à produtos e quaisquer situações de risco de interesse da Vigilância Sanitária.
Exemplos: Vigilância da qualidade da água para consumo humano (VIGIÁGUA).
Para o monitoramento da água realizamos atividades de coleta de água para análise
laboratorial. Estas amostras são coletadas de pontos de água da CAGECE (SAA), de chafarizes
(SAC) e cacimbas comunitárias (SAI).
Tabela 60: Coletas e Resultados de Exames Laboratoriais de Água Coletadas em 2010
Nº. DE AMOSTRAS
Nº. DE AMOSTRAS
PARÂMETRO
EXIGIDAS
REALIZADAS
BACTERIOLÓGICO
432
432
FISICO QUÍMICO
432
419
FLUOR
60
60
TOTAL ANO
924
911
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VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA ANIMAL
Gráfico 22: Cobertura Vacinal Antirrábica 2007 a 2009
92,7%
106,8%
2009
108,5%
111,0%
2008
Gatos
Cães
119,9%
2007
88,3%
Cobertura
Obs: No ano de 2010 não foi realizada campanha de vacinação por determinação do Ministério da
Saúde, que não forneceu vacinas em decorrência de falhas no sistema de produção.
Tabela 61: Liberação de Alvarás e Arrecadação Correspondente, 2010
VALOR EM R$
ANO 2010
META
EXPEDIDOS
ARRECADADO
ALVARÁS SANITÁRIOS
138
138
86.153,23
Tabela 62: Atendimento ao Público, 2010.
SOLICITAÇÕES / DENÚNCIAS
Coletas de sangue de animal para exame de leishmaniose
Sacrifícios de animais
Coleta de material para pesquisa de raiva animal
Distribuição de folders em ações educativas
Denúncia de esgoto a céu aberto
Denúncia de criação indevida de animais
Fossa estourada
Lixo denúncia
Investigação epidemiológica
Abatedouro de frango
Lanchonete
Meio ambiente
Granja avícola
Total
META
32
50
01 Evento
32
51
12
04
03
01
02
06
01
195
REALIZADO
32
50
01 Evento
32
51
12
04
03
01
02
06
01
195
Tabela 63: Cadastramento de Prescritores, 2010.
PRESCRITORES
META
REALIZADO
MÉDICOS
48
48
DENTISTAS
12
12
TOTAL
60
60
66
Prefeitura Municipal de Horizonte
67
Secretaria da Saúde do Município
4.2.Vigilância Epidemiológica 20
PERFIL DOS NASCIMENTOS
É função da vigilância epidemiológica fornecer orientação técnica permanente para os
profissionais de saúde que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de
controle de doenças e agravos, tornando disponíveis, para esse fim, informações atualizadas
sobre a ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam, numa
área geográfica ou população definida.
Por suposto, a vigilância epidemiológica também se constitui em importante
instrumento para o planejamento, organização e operacionalização dos serviços de saúde, bem
como a normatização das atividades técnicas correlatas.
A operacionalização da vigilância epidemiológica compreende um ciclo de funções
específicas e intercomplementares, desenvolvidas de modo contínuo, permitindo conhecer, a
cada momento, o comportamento da doença ou agravo selecionado como alvo das ações, de
forma que as medidas de intervenção pertinentes possam ser desencadeadas com oportunidade
e eficácia.
O cumprimento das funções de vigilância epidemiológica depende da disponibilidade
de dados que sirvam para subsidiar o processo de produção de informação para a ação. A
qualidade da informação depende, sobretudo, da adequada coleta de dados gerados no local
onde ocorre o evento sanitário (dado coletado).
O número de nascidos vivos constitui relevante informação para o campo da saúde
pública, pois possibilita a constituição de indicadores voltados para a avaliação de riscos à
saúde do segmento materno-infantil, a exemplo dos coeficientes de mortalidade infantil e
materna, nos quais representa o denominador. O Sinasc tem como instrumento padronizado
de coleta de dados a Declaração de Nascido Vivo (DN), cuja emissão é de competência
exclusiva do Ministério da Saúde. Deve ser preenchida nos hospitais e outras instituições de
saúde que realizam partos, e nos Cartórios de Registro Civil, na presença de duas
testemunhas, quando o nascimento ocorre em domicílio sem assistência de profissional de
saúde. Desde 1992 sua implantação ocorre de forma gradual.
Gráfico 23:
Nascimentos por Sexo e Taxa de Natalidade. Horizonte 1996 a
2010
600
0,025
0,020
400
0,015
300
0,010
200
0,005
100
0
0,000
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Masc
Fem
Taxa de Natalidade
Fonte: Secretaria da Saúde do Estado do Ceará/COPROM-NUIAS, dados até set/2010 sujeitos à revisão.
Tx Natalidade
Nascimentos
500
Prefeitura Municipal de Horizonte
68
Secretaria da Saúde do Município
O perfil dos nascimentos em Horizonte demonstra a paridade histórica entre
nascimentos de bebês do sexo masculino e feminino, não apresentando variações
significativas. Quanto à taxa de natalidade, relação entre a população e o número de nascidos
vivos por ano, observa-se declínio constante, mostrando a tendência de redução da velocidade
de crescimento populacional e conseqüente envelhecimento.
Gráfico 24:
Percentual de Nascimentos por Faixa Etária. Horizonte
1996 a 2010
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
10 a 14 anos
15 a 19 anos
20 a 34 anos
35 anos ou mais
Acompanhar os nascimentos relacionados à faixa etária da mãe possibilita acompanhar
melhor a saúde da mulher, garantindo maior qualidade de vida ao possibilitar a reprodução em
idade adequada e identificar grupos específicos de risco para garantir melhor assistência, tanto
na prevenção de gravidez indesejada ou inadequada em adolescentes e melhor assistência em
gravidez de mulheres com idade mais avençada. Na Série histórica acima observa-se a
discreta redução de gestantes adolescentes e acima de 35 anos, embora o ano de 2009 tenha
registrado um aumento relativo das gestantes abaixo de 14 anos.
Gráfico 25:
Tipo de Parto por Ano. Horizonte, 1996 a 2010
100,0%
90,0%
80,0%
70,0%
60,0%
50,0%
40,0%
30,0%
20,0%
10,0%
0,0%
1996
1998
2000
2002
Vaginal
2004
2006
2008
2010
Cesário
A Organização Mundial de Saúde recomenda que os partos cesarianos sejam
desestimulados, ampliando assim a proporção de partos normais. Assim evita-se inúmeros
riscos à saúde do Bebê e da Mãe, sobretudo por se caracterizar por um procedimento
Prefeitura Municipal de Horizonte
69
Secretaria da Saúde do Município
cirúrgico. Entretanto devem ser respeitadas as situações em que a recomendação médica
aponta para tal procedimento. Em Horizonte observa-se um aumento importante dos partos
cesarianos, culminando com quase 40% no último ano. Isto pode estar relacionado com o
baixo estímulo das mães em optarem por partos normais, sobretudo pelo senso comum de que
o trauma do parto para a mulher representa um sofrimento desnecessário. Torna-se então
importante o desenvolvimento de políticas públicas para o estímulo de partos normais.
Tabela 64: Partos de Gestantes Residentes por Municipio de Ocorrência
Município de Ocorrência
2009
%
2010
%
559 57,3%
489 51,5%
Horizonte
240 24,6%
364 38,3%
Fortaleza
145 14,9%
77
8,1%
Cascavel
19 1,9%
16
1,7%
Pacajus
13 1,3%
4
0,4%
Outros Municípios
TOTAL
976
950
Fonte: SESA CE/COPROM-NUIAS
A maior parte dos partos de gestantes de Horizonte é realizada no Hospital do
município, entretanto, ao se comparar os partos entre 2009 e 2010 é possível notar um
aumento importante de partos encaminhados à Fortaleza. Isto contribui para evasão de
benefícios pois, no período estudado, 10% dos partos foram normais realizados em Fortaleza,
quando estes ou parte deles, poderiam ter ocorrido no Hospital de Horizonte.
Tabela 65: Tipos de Parto Segundo Município de Ocorrência. Horizonte, 2009 e 2010.
Município de Ocorrência
a
Horizonte
Fortaleza
Cascavel
Pacajus
Maracanaú
Caucaia
Morada Nova
Russas
Itaitinga
Palhano
Tabuleiro do Norte
TOTAL
Vaginal
882
188
68
10
2
3
2
0
1
1
0
1.157
%
76,2%
16,2%
5,9%
0,9%
0,2%
0,3%
0,2%
0,0%
0,1%
0,1%
0,0%
Cesário
163
416
154
25
3
1
1
2
0
0
1
766
%
Total
%
21,3%
54,3%
20,1%
3,3%
0,4%
0,1%
0,1%
0,3%
0,0%
0,0%
0,1%
1.048
604
222
35
5
4
3
2
1
1
1
1.926
54,4%
31,4%
11,5%
1,8%
0,3%
0,2%
0,2%
0,1%
0,1%
0,1%
0,1%
Fonte: SESA CE/COPROM-NUIAS
Dos partos registrados em gestantes residentes em Horizonte entre 2009 e 2010, notase a predominância dos partos normais (60%), embora a proporção de partos cesarianos esteja
muito acima daquela sugerida pela Organização Mundial da Saúde e que está estabelecida
como meta (21%). Observa-se que entre os partos normais, 76% ocorrem em Horizonte,
enquanto 54,3% dos cesários são realizados em Fortaleza. Outro aspecto importante é a
proporção de partos normais realizados em municípios visinhos (Fortaleza, Cascavel e
Pacajus), que juntos atingem 23%. Torna-se conveniente identificar as razões deste fato para
garantir melhor acesso das parturientes ao serviços do município.
a Obs: em 3 Declarações de Nascidos Vivos preenchidas em Horizonte, não foram preenchido o campo Tipo de
Parto e não foram considerados na tabela acima
Prefeitura Municipal de Horizonte
70
Secretaria da Saúde do Município
PERFIL DA MORBIDADE
O SINAN, Sistema de Informação de Agravos Notificáveis, foi desenvolvido entre 1990
e 1993, visando sanar as dificuldades do Sistema de Notificação Compulsória de Doenças
(SNCD) e substituí-lo, tendo em vista o razoável grau de informatização disponível no país.
Foi concebido pelo Centro Nacional de Epidemiologia, com o apoio técnico do Datasus e da
Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para ser operado a partir das unidades de saúde,
considerando o objetivo de coletar e processar dados sobre agravos de notificação em todo o
território nacional, desde o nível local. Mesmo que o município não disponha de
microcomputadores em suas unidades, os instrumentos deste sistema são preenchidos neste
nível e o processamento eletrônico é feito nos níveis centrais das secretarias municipais de
saúde (SMS), regional ou secretarias estaduais (SES). É alimentado, principalmente, pela
notificação e investigação de casos de doenças e agravos constantes da lista nacional de
doenças de notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluir outros
problemas de saúde regionalmente importantes. No Sinan, a entrada de dados ocorre pela
utilização de alguns formulários padronizados.
No ano de 2010 foram registradas 319 notificações, das quais 288 se constituíram em
casos confirmados.
Tabela 66: Casos Notificados e Confirmados. Horizonte, 2009 - 2010
2009
2010
Agravos
Notificados Confirmados Notificados Confirmados
Acidente com Animais Peçonhentos
Atendimento Antirrábico
Dengue
Sarampo
Rubéola
Hepatite Viral
Malaria
Sífilis Congênita
Sífilis em Gestante
-
84
4
10
6
1
-
1
0
0
0
0
-
1
2
1
2
2
273
35
2
1
-
2
273
8
0
0
-
1
4
3
0
4
3
Gráfico 26: Casos de Atendimento Antirrábico Humano. Horizonte, 2007 a 2010
370
310
246
2007
2008
2009
273
2010
AARH
Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica
Há muitas interfaces entre a raiva humana e a animal. Na vigilância da raiva, os dados
epidemiológicos são essenciais tanto para os profissionais de saúde, para que seja tomada a
decisão de profilaxia de pós-exposição em tempo oportuno, como para os veterinários, que
devem adotar medidas de bloqueio de foco e controle animal. Assim, a integração entre
Prefeitura Municipal de Horizonte
71
Secretaria da Saúde do Município
assistência médica, Vigilância Sanitária e a Vigilância Epidemiológica são imprescindíveis
para o controle dessa zoonose. No município de Horizonte não foram registrados casos de
raiva humana nos últimos dez anos, no entanto o numero de notificações de agressões por
animais é alto, principalmente se comparado á outros agravos, porém em 2010 foi menor que
nos últimos 02 anos.
Gráfico 27: Acidentes com Animais Peçonhentos (APP). Horizonte, 2007 a 2010.
3
2
2
0
2007
2008
2009
2010
AAP
Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica
Em 2010 tivemos 01 acidente por picada de SERPENTE e 01 por ESCORPIÃO. Estes
pacientes foram encaminhados ao CEATOX, setor responsável por este tipo de atendimento
no Instituto Dr. José Frota – IJF para as devidas providências.
Gráfico 28: Casos de Dengue. Horizonte, 2000 a 2010.
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Dengue Clássico
310
38
56
3
259
306
47
103
1
8
Descartado
354
82
83
27
191
175
119
419
83
35
4
0
3
0
0
Dengue Complicação
2010
Fonte: http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/tabnet/tabnet?sinannet/dengue/bases/denguebrnet.def em 18/04/2011, 9h
Os sorotipos circulantes até o momento em Horizonte foram os sorotipos I e II. A
população mais atingida é predominantemente em adultos jovens, na faixa etária
economicamente ativa, o que para o município representa além do acometimento do
indivíduo, o prejuízo econômico, já que a maior parte dos habitantes se constitui na mão de
obra do pólo industrial instalado.
Ainda com relação ao controle da dengue, merece enaltecer o esforço e a dedicação da
equipe de controle de endemias, realizando 5 ciclos de tratamento e Levantamento de Índices
Amostral – LIA. Foram inspecionados 6.837 imóveis 23,6% do total existente (29.019). O
maior índice de infestação observado foi de 0,49. Considerando o ano inteiro, Foram
registrados 53 imóveis com a presença de larvas do mosquito, chegando-se a um Índice de
Infestação Geral de 0,78%. Vale salientar que a Organização Mundial de Saúde recomenda
Prefeitura Municipal de Horizonte
72
Secretaria da Saúde do Município
índices inferiores a 1% para considerar a área de baio risco para a ocorrência de epidemia de
dengue.
Com relação às localidades, observou-se uma maior concentração de infestação em
imóveis dos bairros Centro, Mangueiral, Zumbi e Parque Diadema, áreas de maior densidade
populacional do Município. Dentre os depósitos de água de maior importância na proliferação
do mosquito estão as sucatas, potes, baldes e tambores.
Gráfico 29: Índice de Infestação Predial por Levantamento de Índice Amostral (LIA).
Horizonte, 2010
0,45
0,4
0,35
0,3
0,25
1º
0,2
3º
0,1
4º
0,05
5º
0
ÍNDICE
Tabela 68:
2º
0,15
1º
2º
3º
4º
5º
0,12
0,2
0,2
0,19
0,4
Prefeitura Municipal de Horizonte
73
Secretaria da Saúde do Município
Gráfico 30:
DEPÓSITOS INFESTADOS DE MAIOR INCIDÊNCIA HORIZONTE, 2010
Sanitário
2
Tina
3
Pneu
3
Caixa D'água
3
Bandeja de Geladeira
3
Tanque
4
Cacimba
4
Tambor
7
Balde
7
Pote
Sucata
Gráfico 31:
9
15
Prefeitura Municipal de Horizonte
Secretaria da Saúde do Município
Além das atividades rotineiras de controle do vetor da dengue, realizada pela equipe
de profissionais do Núcleo de Controle de Endemias – NUEND, forma desenvolvidas as
seguintes ações especiais em 2010:
Tabela 68: Atividades Desenvolvidas em 2010
Ação
Quantidade
TELAMENTO
Caixas dágua
41
Cisternas
10
Tambores
25
PEIXAMENTO
Caixas dágua
5
Cacimba
5.230
Cisternas
185
Tambores
85
Total de peixes utilizados
22.020
RECOLHIMENMTO DE PNEUS
Total de Pneus Recolhidos
1.503
IMÓVEIS BORRIFADOS
255
74
Prefeitura Municipal de Horizonte
75
Secretaria da Saúde do Município
Outras Doenças de Notificação Compulsória
Gráfico 32:
1,60
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
Tx Incidência
1,40
1,20
1,00
0,80
0,60
0,40
0,20
0,00
Ano 2007
2008
2009
Casos
Casos de Sífilis Congênita e Taxa de Incidência. Horizonte
2007 a 2010
2010
Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica
Dentre outras DST a sífilis ocupa lugar importante por causar (em gestantes não
tratadas ou tratadas inadequadamente): malformações e óbitos fetais, abortos, partos
prematuros e inúmeras seqüelas ás crianças afetadas. Este agravo teve um aumento no número
de notificações de casos, com taxa de incidência chegando a 1,4 por 10.000 habitantes.
Tabela 69: Casos de Meningite por Ano 1º Sintomas e Faixa Etária. Horizonte, 2009-2010
Faixa Etária
<1 Ano
1-4a
5-14a
15-19
20-39
65-69
TOTAL
2009
2
1
1
1
1
2
8
2010
1
1
1
2
5
Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica
No que se refere às Meningites, houve registro de 5 casos, dos quais dois em adultos.
Em três dos casos a etiologia foi inespecífica enquanto nas duas outras foram de origem viral.
Prefeitura Municipal de Horizonte
76
Secretaria da Saúde do Município
PERFIL DA MORTALIDADE EM HORIZONTE
O SIM, Sistema de Informação de Mortalidade, constitui fonte principal de dados para o
registro de óbitos. Serve também como resgate de informação quando há falhas de registro de
casos no Sinan, quanto como fonte complementar, por também dispor de informações sobre
as características de pessoa, tempo e lugar, assistência prestada ao paciente, causas básicas e
associadas de óbito, extremamente relevantes e muito utilizadas no diagnóstico da situação de
saúde da população. As informações obtidas pela Declaração de Óbito possibilitam o
delineamento do perfil de morbidade de uma área, no que diz respeito às doenças mais letais e
às doenças crônicas não sujeitas à notificação compulsória, representando, praticamente, a
única fonte regular de dados. Para as doenças de notificação compulsória, a utilização
eficiente desta fonte de dados depende da verificação rotineira da presença desses agravos no
banco de dados do SIM. Deve-se também checar se as mesmas constam no Sinan, bem como
a evolução do caso para óbito.
Gráfico 33:
60.000
7
50.000
6
5
40.000
4
30.000
3
20.000
2
10.000
0
1
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Coeficiente de Mortalidade
População
Crescimento Populacional e Coeficiente Geral de Mortalidade em Horizonte
0
25382 26267 27008 27761 33790 35695 37054 3856740078 43507 45251 46981 52488 54362 55186
População
Coef. Geral de Mortalidade (por 1.000 hab) 4,6
População
5,3
3,7
5,5
4,2
3,6
3,3
3,9
3,7
3,8
3,7
3,9
6,1
5,3
4,9
Coef. Geral de Mortalidade (por 1.000 hab)
O Coeficiente Geral de Mortalidade (CGM) expressa a freqüência anual de mortes. É
influenciada pela estrutura da população quanto à idade e sexo. Taxas elevadas podem estar
associadas a baixas condições socioeconômicas ou refletir elevada proporção de pessoas
idosas na população. Entre os anos de 1996 a 2010, o Município de Horizonte experimentou
um crescimento populacional de 217%. Porém o CGM oscilou em torno de 4 óbitos por 1.000
habitantes ao ano, sendo o ano de 2002 o que apresentou menor coeficiente (3,3 óbitos por
1,000 habitantes) e o ano de 2008 o valor muito superior à média do período, com 6,1 óbitos
para cada 1.00 habitantes. Nos primeiros cinco anos, observa-se um Coeficiente relativamente
alto, considerando-se o tamanho da população, possivelmente influenciado pelas condições
sanitárias da época. Entre os anos de 2001 a 2007, este indicador mostrou-se estável e
demonstrou acentuada elevação nos anos seguintes. O Ano de 2010 terminou com um CGM
de 4,9/1.000hab, um pouco acima da média histórica do período.
Gráfico 34:
Prefeitura Municipal de Horizonte
77
Secretaria da Saúde do Município
Óbitos Segundo Causa Básica e Ano. Horizonte 1996 a 2010
80
70
60
Óbitos
50
40
30
20
10
0
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
Doenças do Aparelho Circulatório
Causas Externas (Violências e Acidentes)
Doenças do Aparelho Respiratório
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Causas Mal Definidas
Neoplasias (tumores)
Demais Causas
Fonte: DATASUS (até 2007) e NUIAS/SESA/CE (a partir de 2008)
Na análise mais apurada das causas de óbitos entre os anos de 1996 a 2010, observa-se
evolução crescente das mortes por doenças do aparelho circulatório, sobretudo após 2005.
Parte delas relacionadas ao aumento da longevidade populacional e outras à ampliação das
condições de sobrevivência dos doentes desta categoria. Já no final do período nota-se um
forte declínio, possivelmente relacionado à intensificação do controle da Hipertensão Arterial
através de ações educativas, estímulo à atividade física e maior esforço da Atenção Básica na
busca e acompanhamento de pacientes com este agravo. Já os óbitos causados por violências,
neoplasias e problemas respiratórios demonstram tendência a crescimento acentuado,
sinalizando para uma maior atenção voltada para a compreensão e controle dos fatores
determinantes e condicionantes associados a estas causas.
Prefeitura Municipal de Horizonte
78
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 70: Série Histórica dos Óbitos de Residentes por Causa Básica. Horizonte 1996 a 2010
Capítulo CID-10
Doenças do aparelho circulatório
Mal Definidas
Causas externas (Violências)
Neoplasias (tumores)
Doenças do aparelho respiratório
Algumas afecções originadas no período perinatal
Algumas doenças infecciosas e parasitárias
Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas
Doenças do aparelho digestivo
Doenças do sistema nervoso
Malformações Congênitas
Transtornos mentais e comportamentais
Doenças do aparelho geniturinário
Doenças da pele e do tecido subcutâneo
Doenças sangue órgãos hematopoiéticos
Gravidez, parto e puerpério
Doenças do Sistema Osteomuscular e Conjuntivo
TOTAL
Fontes: DATASUS (até 2007; NUIAS/SESA-CE (a partir de 2008)
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total
511
8
22
10
16
22
27
27
22
35
29
50
60
61
70
52
448
56
55
40
69
47
30
27
41
32
29
8
2
1
0
11
421
21
15
16
33
24
26
18
24
25
30
28
32
49
36
44
271
2
11
8
7
8
9
8
15
23
29
26
29
37
27
32
219
8
5
8
7
13
8
10
16
13
13
12
22
20
27
37
125
6
10
6
3
9
5
3
11
6
4
5
7
19
15
16
105
7
8
6
10
6
6
6
5
6
7
7
5
12
10
4
78
1
4
1
3
7
6
6
4
3
5
5
7
8
10
8
78
3
1
2
1
3
3
7
7
2
4
8
8
13
9
7
31
1
2
2
1
2
1
4
3
1
5
5
4
31
1
2
3
3
1
3
5
6
6
1
28
1
1
2
3
1
3
3
3
5
4
2
18
3
1
1
2
1
1
2
3
2
2
14
1
2
1
2
2
1
3
1
1
11
1
2
3
2
1
0
0
2
9
1
1
1
2
2
1
0
0
1
6
1
1
1
1
1
1
0
116 140 100 154 143 130 122 150 147 165 166 181 243 223 224 2.404
Prefeitura Municipal de Horizonte
79
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 71: Série Histórica dos Óbitos de Mulheres Residentes por Causa Básica. Horizonte 1996 a 2010
Capítulo CID-10
Doenças do aparelho circulatório
Mal definidas
Neoplasias (tumores)
Doenças do aparelho respiratório
Causas Externas
Algumas afecções originadas no período perinatal
Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas
Algumas doenças infecciosas e parasitárias
Doenças do aparelho digestivo
Malformação Congênita
Doenças do sistema nervoso
Doenças da pele e do tecido subcutâneo
Gravidez parto e puerpério
Doenças do aparelho geniturinário
Transtornos mentais e comportamentais
Doenças do Sangue
Doenças do Sistema Osteomuscular e Conjuntivo
Total
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total
2
21
1
5
1
2
1
1 1
-
1
-
-
-
11
5
5
10
12
11
13
18
12
19
28
23
14
29
16
17
11
20
12
10
2
1
5
4
2
3
4
4
4
14
14
9
12
4
3
3
8
5
5
9
7
6
6
9
2
2
5
2
4
1
2
2
6
5
3
5
3
2
5
2
1
3
1 2
3
2
1
2
5
2
5
3 1
4
4
6 2
2
5
4
4
3 2
2
1
1
3
2
1
1
3
3
1
1 3
1 1 1
1
1
1
1 2 1
1 1
1
1 1 2 2 1
2 1 1
2 -
36
63
33
53
52
1 55
47
63
59
56
1 58
68
26
0
21
11
9
9
6
5
7
4
2
2
0
1
2
0
33
0
12
12
7
5
4
6
5
4
3
1
0
2
1
0
14
4
14
17
7
7
5
1
2
0
3
1
1
2
0
1
219
180
123
110
58
50
44
43
30
15
14
10
9
7
5
3
0
105
1
96
0
79
3
923
Fontes: DATASUS (até 2007; NUIAS/SESA-CE (a partir de 2008)
Observa-se na Tabela XX que as Doenças do Aparelho Circulatório se caracterizam historicamente como a principal causa de óbito entre as
mulheres de Horizonte. As mortes decorrentes de Neoplasias parecem ter se acentuado após 2004. Talvez em parte por melhoria dos diagnósticos e
melhor definição de casos, pois as mortes por Causas Mal Definidas declinam no mesmo período. Chama a atenção também o incremento de óbitos por
doenças do aparelho respiratório, sobretudo nos três últimos anos, superando inclusive as mortes por doenças cardíacas no ano de 2010.
Prefeitura Municipal de Horizonte
80
Secretaria da Saúde do Município
Tabela 72: Série Histórica dos Óbitos de Homens Residentes por Causa Básica. Horizonte 1996 a 2010
Capítulo CID-10
Causas Externas
Doenças do aparelho circulatório
Mal definidas
Neoplasias (tumores)
Doenças do aparelho respiratório
Algumas afec originadas no período perinatal
Algumas doenças infecciosas e parasitárias
Doenças do aparelho digestivo
Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas
Transtornos mentais e comportamentais
Doenças do sistema nervoso
Malformação Congênita
Doenças do aparelho geniturinário
Doenças sangue
Doenças da pele e do tecido subcutâneo
Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo
TOTAL
1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
20
6
35
1
3
4
6
2
1
1
-
13
11
31
6
1
4
2
1
1
1
1
1
1
1 80
74
Fontes: DATASUS (até 2007; NUIAS/SESA-CE (a partir de 2008)
14
5
26
4
5
3
6
2
-
2 67
28
11
40
5
4
1
8
1
1
1
22
12
31
5
4
3
4
2
2
2
-
1 101
22
17
15
16
13
16
5
4
3
5
1
2
1
2
2
4
4
1
2
1 2 3
1
1
2 1
2 1 1 89
73
75
22
9
21
11
7
2
1
5
1
23
16
20
9
6
4
3
1
3
1 1 -
23
31
6
17
6
3
5
5
1
3
2
4 1
1 -
81
24
17
19
15
7
3
7
3
4
3
3
3 86
108
29
32
1
17
13
4
3
5
3
2
1
2
1
1 108 113
40
35
1
16
9
10
7
6
2
3
3
2
2
0
1
1
138
29
37
0
15
15
10
4
4
6
3
2
2
0
0
0
0
127
37
38
7
18
20
9
3
5
3
2
1
1
0
1
0
0
145
Total
363
291
267
148
108
63
62
48
33
23
17
16
11
8
4
3
1.465
Na tabela XY pode-se observar que a maior causa de morte entre os homens de Horizonte são aquelas relacionadas com acidentes, agressões e
outros tipos de violência. No período estudado parece ser esta causa a mais homogênea de todas asa causas,
Prefeitura Municipal de Horizonte
81
Secretaria da Saúde do Município
COEFICIENTES DE MORTALIDADE
Gráfico 35:
Coeficiente de Mortalidade Masculina pelas Principais Causa Básicas. Horizonte 1996 a 2010
2,5
Coef. por 1.000hab
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
Coef de Mort por Causas Externas (1.00hab)
Coef de Mort por Neoplasias (1.000hab)
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Coef de Mort por D do Ap. Circ.(1.000hab)
Coef de Mort por Doenças Ap Resp. (1.000hab)
Fonte: DATASUS (até 2007) e NUIAS/SESA/CE (a partir de 2008)
Gráfico 36:
Coeficiente de Mortalidade Feminina pelas Principais Causas Básicas. Horizonte, 1996 a
2010.
2,5
Coef. por 1.000hab
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Coef de Mort por Doenças do aparelho circulatório (1.00hab)
Coef de Mort por Neoplasias (1.000hab)
Coef de Mort por doenças Ap Resp (1.000hab)
Coef de Mort por Causas Externas (1.000hab)
2010
Fonte: DATASUS (até 2007) e NUIAS/SESA/CE (a partir de 2008)
Ao comparar os Coeficientes de Mortalidade por Sexo, observa-se relativa homogeneidade
histórica dos óbitos masculinos relacionados à causas externas (Acidentes, violências), muito
embora a mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório mostre-se alto e constante nos últimos
cinco anos. Já entre as mulheres, nota-se coeficientes menores, comprovando as estatísticas oficiais
quanto ao menor número de óbitos entre este gênero. Mostram-se com tendências crescentes os
óbitos por Doenças do Aparelho Circulatório e Respiratório. Dadas às constatações, é possível
supor que o Sistema de Saúde Local pode ter influenciado na redução de óbitos por doenças
cardíacas entre as mulheres através de melhor acesso aos serviços de atenção básica e especializada.
Por outro lado, merece atenção o perfil de óbitos entre os homens e o desenvolvimento de políticas
capazes de reverter as tendências de mortes neste gênero.
82
5. GESTÃO DA SAÚDE 21
5.1. Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
A atual gestão assumiu o desafio de inovar na Política de Gestão de Pessoas e dos
processos de trabalho na saúde. Desde os primeiros dias, buscou-se compreender os processos
de trabalho para estabelecer pactos de boa relação entre o ambiente de trabalho, os processos
de produção de serviços e a equipe de trabalhadores da saúde. Vem também apoiando o
Sindicato dos Servidores Públicos, sobretudo os da saúde na revisão do Plano de Cargos e
Carreiras. Encarou com sobriedade e intensa negociação todas as questões associadas às
demandas da classe trabalhadora do setor, tanto no campo coletivo quanto as demandas
decorrentes de situações particulares e individualizadas.
A criação do Comitê Técnico e Científico Dr. Carlile Lavor foi um passo importante
no incentivo a participação dos trabalhadores em eventos técnicos e científicos que
possibilitem a renovação dos conhecimentos profissionais. Composto por trabalhadores do
município com notório saber científico, com experiências no campo do ensino e pesquisa.
Inicialmente atuando como órgão consultivo, assumiu também o setor de Educação
Permanente, contribuindo para identificar lacunas de formação técnica.
Produção do Comitê:
- Ciclo de Debates
- Seminário de Fontes de Pesquisa Científica pela Internet.
- Liberações
- Participações em Eventos
83
5.2. Modernização Gerencial e qualificação das práticas de gestão
Nome do Projeto
Responsável
Detalhes
Acompanhamento
de Maria Inês Vasconcelos do Acompanhamento e monitoramento do
aleitamento materno através de visita
Aleitamento Materno em Amaral
semanal realizada pelos ACS. O
Crianças de 0 a 6 meses
trabalho é supervisionado diretamente
Comitê Técnico Científico Sérgio Horta Mattos
Dr. Carlile Lavor
Educação em Saúde na Maria Ângela Nogueira de
Melo
Escola
Farmácia Fitoterápica
Sergio Horta Mattos
Lian Gong
Raimundo Nonato Ferreira e
Danilo Martins
Luzes do Amanhã (Pg. 94)
Prêmio Município
Inovador 2011 - APRECE
Mãos que Brilham
Regina Benea
Márcia Andréa Carvalho
Núcleo de Educação em Janaína Mota da Rocha
Saúde e Mobilização Social
Registro Civil ao Nascer
Jaqcqueline Rocha
Saúde com Arte
Janaína Mota da Rocha
Saúde e Empresa: parceria Marcos
Carvalho
que dá certo
Venicios
de
pelos enfermeiros das e ESF
Órgão colegiado e consultivo, cujo
propósito é coordenar e estimular a
política de Educação Permanente,
produção científica e tecnológica no
âmbito da Saúde em Horizonte.
Promover adesão do adolescente para
os serviços oferecidos na unidade de
saúde através da ação educativa
realizada em parceria com a escola.
Ação restrita à Unidade de Saúde do
Mal Cozinhado
Manipulação e distribuição gratuita a
população de Horizonte de 15
diferentes tipos de medicamentos a
base
de
plantas
medicinais
(fitoterápicos)
de
comprovada
eficiência terapêutica.
Servidores das Unidades de Saúde –
Secretaria da Saúde, Centro de
Fisioterapia, e PSF; Hipertensos,
Diabéticos,
interessados
da
comunidade.
Informação e treinamento dos pais e
cuidadores sobre o desenvolvimento
integral da criança especial.
Espaço para trabalhar , desenvolver as
habilidades artísticas dos usuários e
familiares do CAPS
Projeto criado para estimular o
protagonismo juvenil, usando o teatro
como ação mobilizadora.
Estabelecer procedimentos para
garantir o Registro Civil de Nascimento
à todas as crianças nascidas no HMAS
antes da alta hospitalar.
Incentivar
a
cultura
da
responsabilização entre crianças e
adolescentes das escolas de ensino
fundamental e participação dos ACS,
utilizando a estratégia do teatro no
desenvolvimento de ações de
mobilização social relacionados aos
temas Dengue e DST´s/ AIDS.
Formar um grupo de multiplicadores
da saúde nas empresas privadas de
alcance do projeto, apoiando e
assessorando
tecnicamente
as
atividades preventivas implementadas.
84
5.3. Gestão Participativa - Controle Social
A atual gestão tem como uma das suas características o apoio e investimento no
processo democrático no âmbito de suas ações. No início de 2009 ano foram realizadas as
eleições para a renovação dos seus membros, cujo mandato já havia expirado a mais de um
ano. O processo se deu de forma transparente e democrática, onde cada segmento ali
representado foi convidado a participar de reunião. Nesses fóruns de segmentos foram
proferidas palestras sobre a importância do Conselho e o papel do Conselheiro como principal
espaço de efetivação da cidadania através no controle social. Foram eleitos 24 conselheiros
titulares e 24 suplentes. A partir da primeira reunião ordinária, o Secretário de Saúde foi eleito
presidente para um mandato de dois anos (2009-2011).
No ano de 2010 foram realizadas 12 reuniões ordinárias e 6 extraordinárias.
Foi iniciado o Curso de Formação de Conselheiros de Saúde com a participação
efetiva de 24 conselheiros, com o seguinte conteúdo programático:
Conteúdo
Os Conselheiros e suas Realidades
Os Problemas de Saúde da População e Políticas de Saúde
Sistema Único de Saúde e Controle Social
Participação e Controle Social
Planejamento em Saúde:
Agenda, Plano de Saúde e Quadro de Metas.
Planejamento em Saúde:
Orçamento, Financiamento e Prestação de Contas.
O controle das Políticas e Ações do SUS:
Mecanismos de Acompanhamento, Avaliação e Fiscalização.
Agenda do Conselho Municipal de Saúde de Horizonte
Avaliação do Curso
Encerramento
Prefeitura Municipal de Horizonte
Secretaria da Saúde do Município
5.4.Gestão de Recursos Financeiros 22
RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
DEMONSTRATIVO DA RECEITA DE IMPOSTOS LÍQUIDA E DAS DESPESAS PRÓPRIAS COM AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE
ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL
Exercício de 2010
Dados transmitidos em 29/03/2011 10:43:30
85
86
87
1 - Limite anual mínimo a ser cumprido no encerramento do exercício.
2- Esta linha apresentará valor somente no Relatório Resumido de Execução Orçamentária no encerramento do exercício.
3 - De acordo com o Manual Técnico do período, deverão ser registradas nesta coluna os valores de restos a pagar inscritos em 31 de dezembro, que foram considerados como aplicados na saúde.
4- Neste campo, deverão ser registrados os valores dos restos a pagar cancelados que tinham disponibilidade financeira no período anterior. Esse valor deverá ser compensado no exercício de referência,
aplicando-o em despesas com ações e serviços públicos de saúde, além do limite mínimo constitucional para o exercício de referência.
5-6 - Os dados informados ao SIOPS não contemplaram a despesa por fonte; assim, estes valores correspondem aos valores de receitas transferidas, não cabendo a informação por liquidação e/ou restos
a pagar não processados.
7- Durante o exercício, somente as despesas liquidadas são consideradas executadas. No encerramento do exercício, as despesas não liquidadas inscritas em restos a pagar não processados são também
consideradas executadas. Dessa forma, para maior transparência, as despesas executadas estão segregadas em:
a) Despesas liquidadas, consideradas aquelas em que houve a entrega do material ou serviço, nos termos do art. 63 da Lei 4.320/64;
b) Despesas empenhadas mas não liquidadas, inscritas em Restos a Pagar não processados, consideradas liquidadas no encerramento do exercício, por força do art.35, inciso II da Lei 4.320/64.
Prefeitura Municipal de Horizonte
88
Secretaria da Saúde do Município
5.5. Transporte Sanitário 2
O setor de Transporte da Secretaria de Saúde de Horizonte disponibiliza véículos para
atender pacientes que necessitam de remoções não caracterizadas como urgência e emergência.
Com isso, facilita o acesso aos serviços de consultas especializadas, procedimentos e cirurgias
realizadas nas unidades conveniadas com o SUS municipal localizados nos municípios vizinhos,
dentro do processo de Regionalização e obedece à pactuação de referência e contrarreferência.
Esse serviço realiza diariamente o transporte de 30 pacientes dos quais cerca de 10 são
acompanhantes, representando uma média de 800 ocorrências/mês, principalmente para atender
pacientes em tratamentos de fisioterapia, hemodiálise, quimioterapia, radioterapia, entre outros.
No Ano de 2010 foram transportadas 10.044 pessoas, das quais 64% eram pacientes e o
restante era acompanhante. Houve um incremento de transporte de pessoas na ordem de 30% e uma
redução de despensas com combustível de 4%. Isto demonstra a eficiência do setor em estabelecer
mecanismos de controle e otimização dos recursos disponibilizados, como controle mais austero de
rotas de transporte e de consumo de combustível.
Setor de Transporte em Números
Gráfico 37:
TOTAL DE PESSOAS TRANSPORTADAS
2010
2009
1400
QTDE PESSOAS
1200
1000
800
600
400
200
IL
AB
R
M
AI
O
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AG O
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JA
NE
IR
FE
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VE
RE
IR
O
M
AR
ÇO
0
MÊS
Em 2009 foram transportadas 7751 pessoas e em 2010 foram 10051 pessoas.
Prefeitura Municipal de Horizonte
89
Secretaria da Saúde do Município
Gráfico 38:
GASTO TOTAL COM COMBUSTÍVIES EM R$
DEZEMBRO DE 2010 SOMENTE ATÉ O DIA 27/12/2010.
35.000,00
30.000,00
25.000,00
R$
20.000,00
15.000,00
10.000,00
5.000,00
O
BR
O
N
D
O
EZ
EM
TU
B
VE
M
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R
RO
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SE
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2009
M
BR
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R
O
O
0,00
2010
Gráfico 39:
TOTAL DE KM RODADOS POR MÊS EM 2010
120.000
100.000
80.000
60.000
40.000
20.000
O
D
O
N
EZ
EM
R
VE
M
B
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A
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R
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O
0
Prefeitura Municipal de Horizonte
90
Secretaria da Saúde do Município
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
A Assistência Farmacêutica é estabelecida como prioridade na Política Nacional de
Medicamento do País tendo como objeto de trabalho a organização de ações e serviços relacionados ao
medicamento em suas diversas dimensões, tendo como objetivo final a promoção da saúde da
comunidade em geral, tendo o medicamento como meio de todas as ações desenvolvidas pela
Assistência Farmacêutica.
SELEÇÃO E PROGRAMAÇÃO DO ELENCO DE MEDICAMENTOS
A seleção dos medicamentos da lista básica é feita através da Coordenadoria de Assistência
Farmacêutica do Estado (COASF) tendo como referencia a Relação Nacional de Medicamentos
(RENAME) e assessoria especializada de profissionais da saúde, com intuito de atender problemas
comuns a nossa população.
Foram programados 136 itens dos 142 itens ofertados da lista selecionada pelo COASF para o
ano de 2010 através da Programação Pactuada Integrada – PPI.
A programação baseou-se no consumo histórico relativo ao ano de 2009, sendo priorizados os
programas: Hipertensão, Diabetes, Saúde Reprodutiva, Sexual e Saúde Mental e consultas aos
especialistas do município (Cardiologista, Ginecologista, Neurologista e Psiquiatra).
AQUISIÇÃO, ARMAZENAMENTO E CONTROLE DE ESTOQUE
A aquisição dos medicamentos da atenção básica é feita com recurso pactuado nas três esferas
governamentais, tendo como base população do IBGE 2009:
Origem
Valor per capta Valor Total
Municipal
R$1,58 R$ 85.891,96
Estadual
R$1,58
R$85.891,96
Federal
R$5,10 R$277.246,20
Total do Teto Financeiro Anual
R$449.030,12
A aquisição dos medicamentos da atenção secundária é feita com recurso pactuado com duas
esferas governamentais, tendo referência população do IBGE 2009:
Origem
Valor per capta Valor Total
Municipal
R$0,35 R$ 17.031,00
Estadual
R$0,50
R$24.330,00
Total do Teto Financeiro Anual
R$41.361,00
Recebemos os Imunobiológicos, Insulinas, medicamentos dos programas de Tuberculose e
Hanseníase, sendo fornecidos pelo Estado mensalmente mediante a apresentação dos mapas mensais
para Coordenadoria Regional de Saúde de Fortaleza (1ª CRES). A aquisição dos medicamentos e
material médico usados no Hospital e ambulatórios das Unidades de Saúde, também é feita
mensalmente através de licitação com modalidade Pregão. A cada três meses é repassada a cota de
medicamentos básicos da PPI.
Prefeitura Municipal de Horizonte
91
Secretaria da Saúde do Município
O fornecimento de contraceptivos é feito pelo Ministério da Saúde(MS), através da PPI e
também por convenio com a BEMFAM.
Distribuição de Insumos para Planejamento Familiar através do PSF:
TIPO DE CONTRACEPTIVO
Fornecedor / quantidade
Anticoncepcional Oral
10.651cartelas
Anticoncepcional Oral para mulheres amamentando
1.244cartelas
Anticoncepcional injetável mensal
MS504ampolas
BEMFAM1.772ampolas
Anticoncepcional injetável trimestral
MS 270ampolas
BEMFAM77ampolas
Dispositivo intra uterino - DIU
MS21unidades
BEMFAM17unidades
Preservativo masculino
MS 44.238unidades
BEMFAM23.600unidades
Todos esses produtos são conferidos e estocados, mantendo-se as condições ideais para manter
a qualidade dos produtos armazenados. O controle do estoque é feito através de ficha de prateleira e
pelo sistema informatizado, na qual se registra toda movimentação destes produtos, do recebimento ao
atendimento a unidade de saúde requisitante. Mensalmente é feito balanço dos itens estocados, a fim de
detectar possíveis falhas com o propósito de correção do erro em tempo hábil.
DISTRIBUIÇÃO
A distribuição de medicamentos da Cesta básica é feita mensalmente, lenavno-se em
consideração o perfil de consumo das 14 Equipes de PSF, instaladas em 11 Postos de Saúde e 2 postos
de apoio, mediante a avaliação criteriosa do mapa enviado. Nele se verifica as quantidades
anteriormente distribuídas, o consumo no período, o estoque existente e a validade destes produtos
armazenados na unidade de saúde. É importante salientar o atendimento extra mapa conforme
requisições enviadas.
O atendimento do Hospital Municipal Venâncio Raimundo de Sousa, também é mensal,
conforme solicitação enviada por esta unidade de saúde.
Atendemos mensalmente Centro de Fisioterapia, Centro de Atenção Psicosocial(CAPS),
Policlínica, Centro de Especialidades Odontológicas(CEO) e Clínica de Oftalmologia.
A Casa do Idoso, instituição não governamental conveniada com o SUS municipal também
recebe insumos desta Central de Abastecimento Farmacêutico.
O atendimento dos imunobiológicos e insulinas é feito semanalmente através de pedido das
unidades de saúde.
Após avaliação do pedido, os produtos são separados e a movimentação é registrada na ficha de
prateleira e no programa de controle de estoque informatizado. No ato do recebimento os itens são
conferidos pelo recebedor que assina as duas vias do documento comprovando o recebimento.
Prefeitura Municipal de Horizonte
92
Secretaria da Saúde do Município
ATENDIMENTO DE ROTINA AOS PACIENTES
Tuberculose e Hanseníase
Pacientes Diabéticos, com material para monitoramento da glicemia em casa
Pacientes da Saúde Mental (vindos da Psiquiatra, Neurologista e PSF)
Pacientes da Lista Especial, pacientes que necessitavam de medicamentos e material médico
não constantes na relação básica do município. Medicamentos de custo elevado na qual
impossibilita a continuidade do tratamento pelos usuários por se tratarem de pessoas carentes.
Atendimento da Saúde Mental:
-859 novos cadastros realizados, totalizando 6.224cadastros.
-Nº de receitas atendidas 14.921, sendo 5.903 do CAPS e 9.018 da Neurologia e PSF
Atendimento dos Pacientes da Lista Especial:
CARACTERÍSTICA ESPECIAL
Nº de pacientes com medicamento
Nº de pacientes com medicamento controlado
Nº de pacientes com material médico
Nº de pacientes com bolsa de colostomia
Nº de pacientes com fralda descartável
QUANTIDADE
30
11
19
6
55
Atendimento aos Pacientes Diabéticos:
- Glicosímetro e/ou fitas, lancetas e lancetador - 24 pacientes
Quantitativo Financeiro por Unidade de Saúde:
UNIDADE DE SAÚDE
PSF Aningas
PSF Buenos Aires I
PSF Cajueiro da Malhada
PSF Canavieira dos Pinheiros
PSF Catolé
PSF Dourado
PSF Diadema
PSF Vila Nascimento
PSF M. Cozinhado
PSF Planalto Horizonte
PSF Queimadas
PSF Rafael Santos
PSF Zumbi
CAPS
Centro de Fisioterapia
Casa do Idoso
Clínica de Oftalmologista
CEO
Policlínica
HMVRS
TETO FINANCEIRO
R$ 31.219,24
R$ 20.285,39
R$ 15.701,35
R$6.033,76
R$41.112,46
R$38.296,80
R$35.461,11
R$43.358,09
R$18.966,39
R$52.195,88
R$34.193,81
R$83.807,82
R$137.086,32
R$ 2.965,31
R$ 5.173,87
R$ 5.843,93
R$ 1.294,05
R$ 45.894,40
R$ 2.621,68
R$465.980,81
94
SECRETARIA DA SAÚDE
Projeto:
Responsável:
Horizonte – Mês/Ano Início
95
1. DADOS DOS MUNICÍPIOS
Nome do Município:
HORIZONTE
Responsável pela
JOSEFA MEDEIROS FARIAS
Inscrição:
Contatos:
Tel. (85) 3336-6077 Cel.(85) 87610281
E-mail: [email protected]
Fax. (85)3336-6020
2. IDENTIFICAÇÃO DA PRÁTICA
Nome da Prática:
Capacitação com Pais de Crianças Especiais
Área de Atuação da Prática:
( x ) Saúde
Coordenador da Prática:
Cargo que o coordenador da
prática ocupa na Prefeitura:
Contatos do coordenador da
prática:
Unidade da Prefeitura
Responsável pela prática:
Data do Início da Prática:
Tempo de funcionamento da
Prática:
Essa prática foi estabelecida por
meio de algum instrumento legal?
Se SIM, qual?
REGINA BENEA MOURA MENEZES
TERAPEUTA OCUPACIONAL
33366051 / 99244611
CENTRO DE REABILITAÇÃO FUNCIONAL
JANEIRO 2009
2 ANOS
PROJETO
3. DETALHAMENTO DA PRÁTICA
Faça uma breve descrição da
Realizar um trabalho de informação e treinamento dos
prática:
pais sobre o desenvolvimento integral da criança especial.
Qual o objetivo da prática:
Oferecer aos pais o suporte de conhecimento teórico e
prático de estimulação da criança especial em casa .
Favorecendo assim um apoio psicosocial de acordo com os
anseios e dúvidas de cada pai.
Quais são os principais problemas
que a prática busca resolver?
Como esses problemas foram
identificados?
Quais são as principais ações
desenvolvidas?
Descreva como ocorre a
participação da comunidade em
cada uma das etapas da prática.
Quais são os principais parceiros?
Quais as características do
público atendido pela prática?
Forneça informações quanto à
raça/cor, faixa etária, sexo e zona
Promover a continuidade da estimulação da criança em
casa
Esclarecer aos pais a respeito das patologias informando
sobre os sinais clínicos e principais dúvidas
Favorecer e facilitar a prática das Atividades de vida
diária (AVD`S).
Encontros mensais com os páis(Palestras educativas,
oficinas , dinâmicas de grupo), acompanhamento
individual e grupal.
Os pais são convidados a participar das atividades
mensais, onde são realizadas as capacitações englobando
aspectos técnicos e psicológicos.
Equipe do CAPS, NASF, Estratégia Saúde da Família
Pais ou responsáveis pelas crianças de 0 a 14 anos com
problemas neurológicos, residentes em Horizonte na área
rural e urbana.
96
de residência – urbana e rural –
desse público.
Quantas pessoas serão atendidas
por essa prática em 2011?
Descreva objetivamente que
benefícios esta prática trouxe para
as pessoas atendidas.
Com relação ao orçamento
destinado à prática, forneça as
informações de acordo com o
detalhamento do quadro:
Na sua avaliação o que essa
prática apresenta de novo, qual
seu diferencial?
Ela pode vir a resolver problemas
semelhantes em outros
municípios. Por quê?
Pais de 70 crianças
Relação terapeutas–pais-pacientes potencializada,
promovendo um melhor desenvolvimento integral da
criança em tratamento.
a) Realizado em 2010 – 7.000,00
b) Previsto em 2011 – 8.000,00
c) Recursos Públicos Municipais: 8.000,00
Preparação dos pais ou responsáveis para manuseio e
estimulação da criança em casa.
Pode. Desde que os profissionais sejam capacitados para
realizar o trabalho de estimulação junto aos pais.
97
Notícias
21/02/2011
Municípios inovadores recebem homenagem da Aprece
O encerramento da I Marcha Municipalista do Ceará, além de
ter sido uma oportunidade de debater questões relevantes para o
desenvolvimento dos municípios com o Governador Cid
Gomes, foi também um momento em que a Associação
homenageou os municípios vencedores do Prêmio Aprece
Município Inovador – 1ª edição. Com o objetivo de incentivar,
valorizar e dar visibilidade às práticas que contribuem
efetivamente para a solução dos problemas e desafios que
enfrentam as gestões municipais o prêmio reconheceu sete
políticas públicas municipais nas áreas de: Saúde, Educação, Cultura, Meio Ambiente,
Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Econômico.
No intuito de contemplar as práticas vencedoras, a Associação preparou um vídeo narrando cada
uma dessas iniciativas. Após esse momento, a presidente da Aprece, Eliene Brasileiro e o
governador Cid Gomes entregaram, nas mãos dos prefeitos presente, um troféu personalizado do
prêmio. Receberam a homenagem os prefeitos de: Barbalha, José Leite; Horizonte, Manoel Gomes
de Farias Neto e Tauá, Odilom Aguiar.
Durante a solenidade, Eliene Brasileiro garantiu que o referido prêmio deverá ser realizado
anualmente proporcionando visibilidade às melhores práticas de gestão, exaltando as políticas
públicas municipais e estimulando a troca de experiências exitosas entre os municípios.
Para contemplar os demais projetos, a Associação está organizando uma cartilha com todas as
iniciativas inscritas na 1ª edição do Prêmio. O lançamento deste banco de boas práticas será a
oportunidade em que os municípios vencedores apresentarão as seus projetos. Além de ser a
oportunidade de entregar o troféu aos prefeitos de Araripe, Germano Correia, e de Pacoti, Rômulo
Gomes, que não puderam comparecer ao encerramento da Marcha.
Projetos vencedores:
Os projetos vencedores foram: 1 - Categoria Desenvolvimento Social: Município de Araripe com o
Projeto Casa dos Conselhos; 2 - Categoria Desenvolvimento Econômico: Barbalha, com o Projeto
de Fortalecimento de Capacidade para o Desenvolvimento Humano Local; 3 - Categoria Cultura:
Pacoti, com o Projeto Escola de Arte e Cultura de Pacoti; 4 - Categoria Saúde: Horizonte, com o
Projeto de Capacitação com Pais de Crianças Especiais; 5 - Categoria Meio Ambiente: Tauá, com o
Projeto MetaReciclagem e Gestão Resíduos Tecnológicos numa conduta transformadora; 6 Categoria Desenvolvimento Agrário: Tauá, com o Projeto Reserva Estratégica de Alimentação
Animal; 7 - Categoria Educação: Tauá, com o Projeto Ambiente Virtual de Aprendizagem de Tauá.
Prefeitura Municipal de Horizonte
98
Secretaria da Saúde do Município
O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM SAUDE E MOBILIZAÇÃO SOCIAL EM NUMEROS
Indicadores
População informada sobre as ações de saúde.
Quantidade
29.408
Quantidade de ações de mobilização social relacionadas às datas comemorativas destacadas no calendário da saúde.
32
Numero de palestras para troca de informações sobre os serviços de saúde.
13
Quantidade de materiais educativos produzidos no município.
Quantidade de jornal informativo produzidos anualmente.
População atingida com as ações educativas relacionadas ao tabagismo.
12000
5000
Numero de atividades desenvolvidas com caráter educativo na prevenção ao tabagismo.
02
População atingida nas ações desenvolvidas pelo Projeto Espaço Jovem.
400
População atingida nas ações desenvolvidas pelo Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.
665
População atingida nas ações promocionais de caráter impactante.
7571
Número de ações realizadas no Plano de Ação de combate a Dengue.
População atingida nas ações contempladas no Plano de Ação de combate a Dengue.
53
10898
População atingida por empresas no Projeto Saúde e Empresa parceria que dá certo na prevenção a Dengue.
00
Quantidade de ações de educação continuada desenvolvidas na rede municipal de saúde;
00
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
98
Prefeitura Municipal de Horizonte
99
Secretaria da Saúde do Município
PROJETOS E AÇÕES DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL EM NUMEROS
RELATORIO GERAL DETALHADO – NESMS 2010
TEMA
DENGUE
AÇÃO
Exposição
itinerante
laboratório
Dengue.
QUANTIDADE
11
do
da
LOCAL
PUBLICO
ALVO/Nº
Rafael 728 usuários
Mal
RECURSOS
PARCERIAS
UTILIZADOS
Microscópio,
ESF
painel, ciclo do CAP´s
mosquito,
Escolas
maquetes.
Igreja 150 pessoas
Carro de som,
audio
visual,
barracas, painéis,
cartazes,ciclo do
mosquito.
ACS´s,
NUEND,
SEAGRI,
Comercio
Pe. da
Matriz.
Notebook.
Empresas
Posto
Santos,
Cozinhado,
Dourado,Catolé,
Cap´s,
Vl.
Nascimento,
Mangueiral, Esc.
Rda.Teixeira
e
Maria Luiza.
Mobilização
01
Nacional do Dia
D.
Praça da
Matriz.
Projeto Saúde e 04
Empresas parceria
que dá certo.
Codipa,Enzilav,
Troller, Big Gym.
Trabalhadores.
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
ACE,
SME,
local,
Igreja
99
Prefeitura Municipal de Horizonte
100
Secretaria da Saúde do Município
TEMA
DENGUE
AÇÃO
QUANTIDADE
LOCAL
PUBLICO
ALVO/Nº
250
RECURSOS
UTILIZADOS
Instrumento
Musical
Cartazes
PARCERIAS
Cortejo musical e 01
panfletagem nos
comércios.
Centro
Caminhada
escolares
Zumbi
Rafael Santos
250 jovens
Carro de som
Cartazes
Paineis
Folderes
Grupo
de
adolescentes
desbravadores
NUEND
Escolas
Municipais
PMH
CEREST
20 jovens
Audio visuais
15 profissionais
de saúde
Grupo
de
adolescentes
desbravadores
NUEND
Oficina
Capacitação
com 03
de 02
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
Comerciantes.
100
Prefeitura Municipal de Horizonte
101
Secretaria da Saúde do Município
TEMA
DST´S/AIDS
AÇÃO
QUANTIDADE
LOCAL
Oficinas
07
educativas Projeto
SPE (CH 16h/a)
Escolas:Maria
Regiana,
José
Eduardo,
Rda.
Teixeira, Ulisses
Guimarães, Fca.
Gadelha,
Jorge
Pereira e Maria
Luiza.
Reunião com o 02
grupo
gestor
municipal do SPE
NESMS
PUBLICO
ALVO/Nº
165
Professores
pertencentes
GGM/04
RECURSOS
PARCERIAS
UTILIZADOS
Guia de formação SME
do Projeto SPE
CVT
Blusas
ENFERMEIROS
CETEC
SESAH
Áudio visual
ao
-Carnaval
-Visitas
domiciliares
20
-Pré
carnaval- 01
bloco ensaca o
pirulito
- Bairros diversos
-Praça da igreja
matriz
Empregados
estabelecimentos
noturnos
170
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
-Transportepreservativo
-SESAH
-Adolescente
programa espaço
jovem
-serviço de som
preservativo
101
Prefeitura Municipal de Horizonte
102
Secretaria da Saúde do Município
TEMA
DST´S/ AIDS
AÇÃO
QUANTIDADE
04
-Praça de Eventos
PUBLICO
ALVO/Nº
10.000 Foliões
01
-Praça de Eventos
80 Foliões
03
-Schin, Santana,
Granja Haisa
-RDT,José
Eduardo,RDo
nogueira, Liceu
-5.000
-Preservativos
-363 alunos
-Evento
de 01evento
certificação
adolescente
espaço jovem
NESMS
10
-áudio visual
Filme,cartolina
dupla face, pincel
atômico, kit
mobi/dsts, AIDS
(MS)
Áudio visual
Lanche
Certificados
Participação na 02 oficinas
oficina
de
aconselhamento
“Eu
preciso
fazer o teste
HIV/AIDS”
ESP
1° CRES
02 Adolescentes
06 professores de
saúde-enfermeiro
-Distribuição de
preservativos
-Desfile bloco
saúde folia
-Apoio
as
atividades nas
empresas
- Dia mundial
de luta contra a
AIDS
08
LOCAL
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
RECURSOS
UTILIZADOS
-Preservativos e
abanadores
-Preservativos
Carro de som
PARCERIAS
ACS´S
ESF
EMPRESAS
ESCOLAS
-
102
Prefeitura Municipal de Horizonte
103
Secretaria da Saúde do Município
TEMA
DST/AIDS
AÇÃO
QUANTIDADE
LOCAL
PUBLICO
ALVO/Nº
Alunos do 8° ano
50 alunos
Projeto
de 08 oficinas
intervenção
Saúde Sexual e
reprodutiva
(SPE
Enfª:
Ângela)
Esc: Ulisses
Guimarães
Saúde
do 26 oficinas
adolescente
atividade
educação
em
saúde ( equipe
saúde
da
família)
Mobilização
12 oficinas
nacional
“Eu
preciso
fazer o teste de
AIDS”
Esc:RDT,
Jose 466 alunos
Eduardo, Ulisses
Guimarães, João
Antonio da Silva,
Maria
Regiana,
Fca:
Monteiro,
Olímpia Nogueira.
Esc: Jose Eduardo 500 alunos
Ulisses
Guimarães,
Fca
Gadelha
Jorge Pereira, Fca
Monteiro
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
RECURSOS
UTILIZADOS
-Album seriado
-Textos
-Papel madeira
-Pincel
Pelve feminina
Prótese peniana
Álbum seriado
PARCERIAS
NESMS
ESCOLAS
ESCOLAS
NESMS
Fazer
teste ESCOLAS
hiv/AIDS ( MS)
SESA
Cartolina
dupla
face,
pincel
atômico DVD.
103
Prefeitura Municipal de Horizonte
104
Secretaria da Saúde do Município
TEMA
ALEITAMENTO
MATERNO
INTERSETORIALIDADE
HANSENIASE
TEMA
AÇÃO
QUANTIDA
LOCAL
DE
-Projeto
de -13
Postos de
educação
em atividades
saúde
saúde na atenção
a gestante.
-Semana
Postos de
Municipal
de 22 unidades
saúde
Aleitamento
Materno
Postos de
-Semana Mundial 11 atividades saúde
do Aleitamento
-Participação nas Ver anexo
Ver anexo
ações:
olhar
cidadão, temática:
dengue, saúde do
adolescente,
saúde sexual e
reprodutiva.
-Dia Mundial/Nac 13
de combate a
Hanseníase
-Oficinas
01
Temáticas
AÇÃO
QUANTIDA
-Postos
saúde
-Cerest
LOCAL
PUBLICO
ALVO/Nº
216 gestantes
RECURSOS
UTILIZADOS
-álbum seriado
-Lanche
-áudio Visual
- Filme educativo
- 150 Kit´s
gestante
220 gestantes
PARCERIAS
NASF
NESMS
HMVRS
SME
SEDIS
PMH
201 gestantes
População
geral
em Ver anexo
Painéis
informativos
Folderes
Cartazes
Mudas de plantas
de -Usuário na sala -folders
de
espera/325
pessoas
-05 pacientes
-áudio visual
PUBLICO
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
RECURSOS
SME
SEAGRI
SEINFRA
SEDIS
ESCOLAS
COORD: PSF
COORD:
NUEMD
-Coord.;
TB/HANSEM
PARCERIAS
104
Prefeitura Municipal de Horizonte
105
Secretaria da Saúde do Município
DE
HANSENIASE
-Capacitação em 01
informação básica
sobre a doença e
tratamento
TUBERCULOSE
Dia Mundial de 13
combate a TB
Oficinas
01
temáticas
Capacitação
01
COMUNICAÇÃO EM
SAÚDE
NESMS
-Posto de saúde 260
-Cerest
03
-Nesms
12
Divulgação
dos
eventos no âmbito
da saúde em mídia
local e estadual:
-Rádio
-Blog
-Site
-jornal
ALVO/Nº
13 mobilizadores
-
08 inserções
32 psotagens
14 noticias
06 noticias
UTILIZADOS
Áudio visual
Folderes
-ACS´S
Áudio visual
Folderes
Áudio visual
Folderes
-
AD2M
PMH
SESAH
Fm Horizonte
Nesmshorizonte.blo
gspot.com
Horizonte.ce.gov.br
O Regional e Vento
Leste
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
105
TEMA
PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS
FORTALECIMENTO
GRUPO DE
MOBILIZADORES
SOCIAIS
PROJETO SAÚDE COM
ARTE
AÇÃO
QUANTIDA
LOCAL
DE
Participação do 04
Sede da igreja
evento
de
no bairro
mobilização
da
Rafael santos.
igreja de cristo
com tema saúde
bucal.
-Dia Nacional do 01
-Praça matriz
Agente de Saúde
de Horizonte
PUBLICO
ALVO/Nº
100
RECURSOS
UTILIZADOS
100 kit´s saúde
bucal
População em
geral
Capacitação com 03
grupo
de
mobilizadores
(aleitamento
materno dengue e
TB, Hanseniase).
Inscrição Saúde 01
com Arte
Espaço jovem
15
Lab: da dengue
Medição de
glicemia
Peça teatral
Brinquedoteca
Stands
informativos
Canais de
televisão
Vídeo educativo
Datashow
Note book
Diadema
Escola Maria
Luiza
10 alunos
PARCERIAS
Sec da saúde
Nesms
Psf
Nuemd
Coord: Psf
Agentes de saúde
Sec da saúde
Nesms
psf
Ficha de inscrição Escola
e divulgação em NESMS
salas de aula
Prefeitura Municipal de Horizonte
107
Secretaria da Saúde do Município
TEMA
PROJETO SAÚDE COM
ARTE
AÇÃO
QUANTIDA
LOCAL
PUBLICO
DE
ALVO/Nº
Ensaio da peça 04
Escola
11 alunos
cadeia das drogas
Raimunda
Duarte Teixeira
RECURSOS
UTILIZADOS
Textos xerocados
-oficina textual
01
-Ensaio da peça
com agentes de
saúde
07
Escola Maria
Luiza
11 alunos
Textos
Sede do
NESMS
10 agentes de
saúde
Material de
pesquisa sobre o
trabalho do agente
de saúde
Material
educativo
textos
PROJETO SAÚDE COM
ARTE
Ensaio da peça 04
ouça bem esse é o
canal.
NESMS
15 jovens
PROJETO SAÚDE COM
ARTE
Ensaio da peça
05
Entrevista com o
mosquito
da
dengue.
NESMS
08 pessoas
Textos
Cenários
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
PARCERIAS
Escola
E nesms
Nesms
Psf do Diadema
ACS
107
Prefeitura Municipal de Horizonte
108
Secretaria da Saúde do Município
TEMA
AÇÃO
EVENTOS CIENTIFICOS
Evento cientifico
-enfermagem
o
poder do cuidado
QUANTIDA
DE
01
LOCAL
Praça Igreja
Matriz
HAS/DIABETES
Palestra em sala 01
de espera
PSF Mal
Cozinhado
IMUNIZAÇÃO
Mobilização para
as campanhas de
vacinação.
-1° e 2° etapa 10
pólio
-H1N1
20
-1° e 2° etapa
pneumocócicas e 10
menigogócicas
Diversos
bairros
Zona rural
E urbana
PUBLICO
ALVO/Nº
120 usuários
RECURSOS
UTILIZADOS
Folders
32 usuários
Mama amiga
Folders
Álbum seriado
Sec da saúde
Nesms
Psf
-Mensagem
gravada
- carro de som
-panfletos
-cartazes
PMH
ESCOLAS
ESF
PNI
15.000
PARCERIAS
Psf
Nesms
20.000
10.000
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
108
BLOG A SAÚDE DE HORIZONTE CONECTADA COM VOCÊ
www.nesmshorizonte.blogspot.com
O blog do Núcleo de Educação e Mobilização Social (NESMS) foi criado com o
intuito de informar e mobilizar a população da cidade de Horizonte para as questões que
envolvem qualidade de vida e saúde coletiva. Divulga os eventos promovidos pela Secretaria
da Saúde
Contando com as inovações da era digital, foi cogitada a idéia de se criar um blog com
uma linguagem prática, direta e objetiva. Então no dia 07 de julho de 2010 foi feito a primeira
postagem. Aliado ao blog existe uma rede de informação na qual todos os trabalhadores da
saúde e população interessada podem participar através da postagem de notícias e informes de
interesse da comunidade. Hoje, já são registrados mais de três mil acessos. É também uma via
de acesso para o portal www.horizonte.ce.com.br (Site oficial do Município de Horizonte na
web).
O blog é mediado pelo Colaborador, Educador e Mobilizador Social Fabio Sousa e
pela Assistente Social, coordenadora do NESMS de Horizonte, Janaina Mota.
Prefeitura Municipal de Horizonte
110
Secretaria da Saúde do Município
Exemplo de Postagens do Blog. Observa-se o conteúdo diversificado das postagens.
Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050
E-mail: informá[email protected]
110
Download

Relatório Anual de Gestão 2010