Prefeitura Municipal de Horizonte Secretaria da Saúde do Município Relatório Anual de Gestão 2010 2 Administração Municipal 2009-2013 Manoel Gomes de Farias Neto Prefeito Francisco Geanes Gomes Vice-Prefeito Maria Dione Soares Felix Secretaria de Educação Rita de Cássia Martins Enéas Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social José Neto Maia Secretaria de Administração Francisco José de Sousa Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente Dário Rodrigues da Silva Júnior Secretaria de Desenvolvimento Econômico Maria Velúsia Nogueira do Carmo Secretaria de Finanças Antônia Kátia de Oliveira Maia Gabinete do Prefeito Ricardo Dantas Sampaio Secretaria de Infra-Estrutura Jaime Ribeiro do Nascimento Secretaria de Saúde Vânia Maria Dutra Melo Sousa Secretaria de Cultura Carlos Eloy Cavalcante Lima Secretaria de Esporte e Juventude Antonio Carlos Gomes Secretaria de Articulação Institucional e Política 3 Estrutura Administrativa da Secretaria de Saúde de Horizonte C O N S E L H O M U N I C I P AL D E S AÚ D E Jaime Ribeiro do Nascimento S E C R E T AR I A M U N I C I P AL D E S AÚ D E Jaime Ribeiro do Nascimento COORDENADORIA DE CONTROLE, AVALIAÇÃO, REGULAÇÃO E AUDITORIA Margareth Teles de Queiros C O O R D E N AD O R I A AD M I N I S TR AT I V A E F I N AN C E I R A Antonísia Alves Lacerda C O O R D E N AD O R I A D O P R O G R AM A D E S AÚ D E D A F AM Í L I A Francisca Célia Gomes de Araújo V I G I L ÂN C I A E P I D E M I O LÓ G I C A Kátia Rejane Ancelmo C O O R D E N AD O R I A D E V I G I L ÂN C I A S AN I T ÁR I A E AM B I E N T AL Pedro Alves Sobrinho S AÚ D E B U C AL Berta Augusta Faraday de Sousa C E N TR AL D E AS S I S TÊ N C I A F AR M AC Ê U TI C A Luiziane Alves Nogueira N Ú C L E O D E AC O M P AN H AM E N TO D E P R O G R AM AS Isabel Maria Nobre Vitorino NÚCLEO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE E MOBOLIZAÇÃO SOCIAL Janaína Mota da Rocha NÚCLEO DE CONTROLE DE ENDEMIAS Antonio Célio de Carvalho CENTRO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR Geovanna Maria Sales Monteiro HOSPITAL E MATERNIDADE VENÂNCIO RAIMUNDO DE SOUSA Sérgio Horta Mattos- Diretoria Geral Severino Alexandre Ferreira – Diretor Clínico Maria das Graças de Sousa Mota – Diretoria Administrativa Paulo César Coelho Cruz – Gerencia de Enfermagem 4 C o m p o s i ç ã o d o C on s e l h o M u n i ci p a l de S a ú d e B i ê n i o J u n/ 2 0 0 9 - M a i / 2 0 1 1 n 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 Nome Jaime Ribeiro do Nascimento Geovanna Sales Monteiro Pedro Guerôdes Assunção Nogueira Murilo Paixão Neuly Matos Falcão Andréia Alves Assunção Itaciana Carneiro Andrade Roberta Ferreira dos Santos Maria Lionice de Brito Segmento Repres Governo SESAH Governo SESAH Governo SEDUC Governo SEDUC Governo SASH Governo SASH Governo Gabinete Governo Gabinete Governo Gabinete Governo Gabinete Sérgio Horta Mattos Governo HMRVS Leila Gadelha Pires Governo HMRVS Gisele Ribeiro Granjeiro P. Saúde N. Superior José Auricélio Bernardo Cândido P. Saúde N. Superior Francisco José Alves da Costa P. Saúde N. Superior Alexandre Holanda Sabino P. Saúde N. Superior Ângela Maria Souza R. Monteiro P. Saúde N. Médio Lúcia Cleide da Silva Alves P. Saúde N. Médio Vivia Maria Gonzaga Xavier P. Saúde N. Médio Ruth Elisabeth Oliveira da Silva P. Saúde N. Médio Erismar Araújo de Oliveira P. Saúde N. Elementar Luiz Gonzaga Neto P. Saúde N. Elementar Elizangela da Silva Oliveira P. Saúde N. Elementar Antonio Feliciano dos Santos P. Saúde N. Elementar Messias Rodrigues Crispim Usuário Entidades Religiosas Anairton Santos Correa Usuário Entidades Religiosas Antonio Dário Rodrigues Pinheiro Usuário Entidades Empresariais Ediberto Rufino Barroso Junior Usuário Entidades Empresariais Rejane Lopes Bezerra Usuário Sind. Trabalhadores Waldenia Costa Nascimento Usuário Sind. Trabalhadores Laércio Nogueira Lopes Usuário Assoc Comunitária Usuário Assoc Comunitária Antonio Carlos de Lima Gomes Usuário Def. Físicos Fábio Pereira Oliveira Usuário Def. Físicos Rejani dos Santos Lima Nepomuceno Usuário Aningas Arnaldo Rodrigues Pereira Usuário Aningas Raimunda Rocha Lima Usuário Catolé Isabel Batista Cruz Usuário Catolé Maria Valdeli Fernandes Usuário Dourado Maria Neise Teles Usuário Dourado José Hamilton da Silva Usuário Queimadas Francisco Manuel da Silva Usuário Queimadas Adarilson Inácio Usuário SEDE José Ferreira Maciel Usuário SEDE Francisco Olimpio de Freire Usuário SEDE Raimunda Silva Sousa (Nonata) Usuário SEDE José Francisco da Silva Usuário SEDE Maria Janieire da Costa Usuário SEDE Notas: T - Titular, S - Suplente, P - Saúde - Profissionais de Saúde Acento T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S T S Entidade SESAH SESAH SEDUC SEDUC SASH SASH GABINETE SEAD SEAD HMVRS HMVRS NIVEL SUPERIOR NIVEL SUPERIOR NIVEL SUPERIOR NIVEL SUPERIOR NIVEL MÉDIO NIVEL MÉDIO NIVEL MÉDIO NIVEL MÉDIO NIVEL ELEMENTAR NIVEL ELEMENTAR NIVEL ELEMENTAR NIVEL ELEMENTAR Assembléia de Deus – Igreja Adventista do 7º Dia Estrela Supermercados Coop Transp. Coletivos Sind Trab da Agric Familiar Sind Serv Púb Horizonte SAPROQUE - Queimadas Deficiente Deficiente Aningas Aningas Catolé Catolé Dourado Dourado Queimadas Queimadas Planalto Parque Diadema Zumbi III Mal Cozinhado Gameleira Rafael Santos 5 SUMÁRIO DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO MUNICÍPIO 1 APRESENTAÇÃO 2 ATENÇÃO INTEGRAL 2.1. Atenção Básica 2.1.1. Mobilização Social em Saúde 2.1.2. Estratégia Saúde da Família O Programa de Saúde em Números Avaliação da Qualidade da Atenção Básica 2.1.3. Atenção à Saúde da Criança Mortalidade Infantil Cuidados com Menores de 1 Ano Imunização em Menores de 1 ano 2.1.4. Atenção à Saúde da Mulher 2.1.5. Atenção à Saúde do Adulto Controle da Tuberculose e Hanseníase Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis 2.2. Atenção em Saúde Mental 2.3. Atenção à Saúde do Trabalhador 2.4. Centro de Reabilitação Fisioterápica 2.5. Produção Ambulatorial Básica 2.6. Atenção especializada Produção ambulatorial da rede de serviços 3. Atenção Hospitalar Indicadores do HMVRS Ações Realizadas 4. VIGILÂNCIA EM SAÚDE 4.1.Vigilância Sanitária 4.2. Vigilância Epidemiológica Perfil dos Nascimentos Perfil da Morbidade Perfil da Mortalidade 5 GESTÃO DA SAÚDE 5.1. Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde 5.2. Modernização Gerencial e qualificação das práticas de gestão 5.3. Gestão Participativa - Controle Social 5.4. Gestão de Recursos Financeiros 5.5. Transporte Sanitário ANEXO 1 – Assistência Farmacêutica ANEXO 2 – Projeto Luzes do Amanhã Página 07 10 11 11 14 16 18 20 21 23 25 27 31 31 32 33 43 48 51 51 51 52 52 60 61 61 67 67 70 76 82 82 83 84 85 88 90 94 6 Fontes de Informação Número 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Descrição da Fonte Mobilização Social – Janaína da Rocha Mota Relatório de Acompanhamento do CARA – Margareth Teles de Queiroz Sistema de Informação em Atenção Básica – SIAB Relatório de Acompanhamento da Coordenação do Programa de Saúde da Família Sistema de Informação de Mortalidade – SIM Sistema de Informação Hospitalar – SIHSUS Programa Nacional de Imunização – PNI Central de Abastecimento Farmacêutico – CAF Horizonte SISPRENATAL - Sistema de Informação do Prenatal – Horizonte Sistema de Informações Ambulatoriais – SIASUS Sistema de Informação de Nascidos Vivos – SINASC Relatório de Acompanhamento do Centro de Atenção Psicossocial - Emiliana Relatório de Acompanhamento do Centro de Referencia à Saúde do Trabalhador – CEREST Horizonte – Geovanna Sales Monteiro Sistema de Informações sobre Diabetes e Hipertensão Arterial – HIPERDIA Coordenação da Estratégia Saúde da Família Horizonte Sistema de Informação de Agravos Notificáveis - SINAN Relatório de Acompanhamento do Centro de Especialidades Odontológicas – CEO Horizonte – Berta Augusta Faraday Relatório de Acompanhamento do Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa – Leila Pires Lima Relatório de Acompanhamento do Célula de Vigilância Sanitária de Horizonte – Pedro Alves Sobrinho Relatório de Acompanhamento do Núcleo de Vigilância Epidemiológica de Horizonte – Kátia Rejane Anselmo Centro Técnico da Secretaria de Saúde de Horizonte - CETEC Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde - SIOPS 7 DADOS DE IDENTIFICACAO DO MUNICÍPIO Dados Gerais Horizonte é um município cearense da região nordeste do Brasil, localizado na região metropolitana de Fortaleza. Fazendo limites ao norte com os municípios de Aquiraz e Itaitinga, ao sul com o município de Pacajus, a leste com o município os municípios de Cascavel e Pidoretama e a oeste com os municípios de Itaitinga e Guaiúba e ocupa as seguintes coordenadas geográficas: latitude (S) 4º05’09’’ e longitude (Wgr) 38º39’05’’. Localizado na região metropolitana de Fortaleza e a 42 km da capital cearense, o município de Horizonte tem sua área geográfica de 159,97 km² , dividida em cinco distritos sanitários: Aningas, Catolé, Dourado, Queimadas e a Sede de Horizonte. Tem altitude de 68m do nível do mar e possui clima tropical quente sub-úmido e tropical quente semi-árido brando com pluviosidade média anual de 780,7mm, sendo o período de janeiro a maio o mais chuvoso, e uma temperatura média entre 26º a 28º. A principal via de acesso ao município, que é considerado um dos principais pólos industriais do Ceará, é a BR-116. A população total está estimada em 55.186 habitantes (IBGE/2011). Gráfico 1 - Número Total de Habitantes 2010 55.186 2009 54.362 52.488 2008 2007 46.981 2006 45.251 2005 43.507 40.078 2004 2003 38.567 2002 37.054 2001 35.695 33.790 2000 1999 Fonte: IBGE 27.761 Observa-se que a população de Horizonte cresceu 98,8% nos últimos 12 anos 8 ASPECTOS GERAIS Horizonte está entre as cinco maiores potências econômicas do Estado. Além de todo o compromisso da Prefeitura para atrair novos investimentos empresariais, o município, devido a sua proximidade com Fortaleza, está em uma posição estratégica, o que facilita o escoamento de toda produção. Atualmente, 35 empresas compõem o pólo industrial. Junto com o comércio, geram 25 mil empregos diretos e produzem cerca de R$ 837 milhões (PIB Municipal). Estas cifras põem o município como um dos mais prósperos do estado, com crescimento anual de 63,3%, enquanto o Estado cresceu 13,7% no mesmo período. A estrutura educacional do município oferece vagas para 12.874 alunos, onde estão lotados pouco mais de 400 professores em 14 centros de educação infantil e 27 escolas. O último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) ficou acima da média do Estado, do Nordeste e do Brasil, alcançando 4,5 no Ensino Fundamental I e 3,9 no Ensino Fundamental II. Cerca de 2.500 jovens tem acesso ao ensino regular médio em duas instituições municipais. No ano de 2010 a administração municipal doou dois terrenos para a instalação de dois campi universitários, dando um importante passo para ampliar as oportunidades de formação profissional aos munícipes. A política de assistência social conta com três Centros de Referencia de Assistência Social (CRAS) que desenvolvem diversos programas de acompanhamento à famílias em vulnerabilidade social. Estão cadastradas ao Projeto de Inclusão Produtiva e Empreendedora de Horizonte 350 famílias. Cursos como Corte e Costuras e Informática preparam a mão de obra local para sua inserção ao mercado de trabalho local. Apesar da intensa industrialização do município e o do processo de urbanização, as características geográficas e climáticas colaboram para o desenvolvimento da agricultura familiar e de subsistência. Culturas fortes como a da mandioca e a do caju e de hortaliças possibilitam renda para cerca de 550 agricultores regularmente registrados na Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. As raízes do povo horizontino são resgatadas e cultuadas pela Secretaria da Cultura, onde são desenvolvidos diversos projetos de resgate cultural e incentivo à cultura. Oferece cursos gratuitos de dança e música, através do Centro Cultural Tasso Ribeiro Jereissati. O talento dos jovens dançarinos tem fama internacional, conquistando prêmios em Cabo Verde e Hungria. O incentivo ao esporte é uma marca de destaque da administração. Com 14 ginásios poli esportivos espalhados por todo território, possibilita a formação de escolinhas futebol de salão, vôlei, basquete e handebol. Há ainda dois grandes campos de futebol reconhecidos e credenciados pela Federação Cearense de Futebol. O maior deles, Estádio 9 Horácio Domingos de Sousa (Domingão) tem capacidade para 10.500 pessoas acomodadas conforme características oficiais. O time de Futebol de Salão conquistou em 2010 o bicampeonato e o Time de Campo foi campeão da taça Padre Cícero, tendo chegado as semifinais dos três últimos campeonatos estaduais, mesmo tempo em que conquistou vaga na 1ª divisão desta competição. A estrutura física municipal passa por um momento de revitalização e reordenamento urbano. O trecho de 9 Km da BR116 que corta o município foi totalmente iluminado e 520 palmeiras foram plantadas, complementando o projeto de arborização. À pavimentação urbana foram acrescidos 260 mil m2 de pedras toscas. Foi construída a estátua do padroeiro da cidade, São João Batista, constituindose no ícone municipal de maior expressão. A atual administração também investiu em habitação através da construção de 2.000 casas populares. 10 1 APRESENTAÇÃO Este documento relata as atividades desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde, no exercício 2010, atendendo a prerrogativa legal editada mediante os atos normativos (Portarias do Gabinete do Ministro da Saúde) de n.º 399 de 22 de fevereiro de 2006 (institui o Pacto pela Saúde), n.º699 de 30 de março de 2006 (regulamenta o Pacto pela Saúde e institui o Termo de Compromisso de Gestão), n.º 3.085 de 1.º de dezembro de 2006 (Criação do Sistema de Planejamento do SUS – PlanejaSUS), n.º 204 de 29 de janeiro de 2007 (regulamenta o financiamento e monitoramento do Pacto pela Saúde) e n.º 1.229 de 24 de maio de 2007 (institui fluxo do Relatório de Gestão). A despeito da obrigatoriedade legal, a Secretaria da Saúde do Município de Horizonte - SESAU tem como iniciativa a transparência dos seus atos, a publicação dos resultados do processo de trabalho da Gestão do Sistema Municipal, oportunizando também, a avaliação quantitativa e qualitativa dos serviços ofertados. Este instrumento representa uma prestação de contas favorecendo o exercício do controle social. Compõe este relatório uma descrição das atividades desenvolvidas relacionadas aos eixos prioritários da Política Municipal de Saúde, divididos em: Atenção Integral à Saúde, incorporando as ações da Atenção Básica, Atenção Especializada e Vigilância em Saúde; e ainda, Gestão da Saúde, detalhando as questões relacionadas à força de trabalho, controle social e gestão de recursos financeiros. Compreende o foco dessa análise e reflexão, o alcance de resultados satisfatórios na atenção integral à saúde dos cidadãos, na perspectiva que os procedimentos adotados pela SESAU impliquem em reversão de problemas e impactem positivamente nos condicionantes de vida e saúde da população de Horizonte (CE). Prefeitura Municipal de Horizonte 11 Secretaria da Saúde do Município 2. ATENÇÃO INTEGRAL 2.1.Atenção Básica 2.1.1. Mobilização Social em Saúde1 A mobilização Social em Saúde visa o fortalecimento das ações de saúde. Desenvolve atividades educacionais de promoção da saúde e de prevenção às doenças. Procura informar e estimular as pessoas para a prática de hábitos saudáveis e alcançar níveis maiores de qualidade de vida. Conta com um espaço apropriado para o desenvolvimento das atividades deste setor, situado na Av. Presidente Castelo Branco, 4598 Centro. Está equipado com computador e impressora laser colorida e Nobreak, doados pela SESA (área técnica de atenção ao adolescente e jovem). \A composição da equipe deste projeto tem uma assistente social, coordenadora do Projeto, e seis mobilizadores e educadores sociais. Em 2010 foram realizadas as ações de mobilização social em torno de datas comemorativas destacadas no calendário da saúde (Ministério da Saúde) em apoio às equipes de saúde da família, tais como: Dia Mundial do Hanseniano, Dia Mundial da Tuberculose, Dia Mundial da Saúde, Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão, Dia Nacional do Diabetes e Dia do Idoso (ver mais detalhes em tabelas abaixo). Algumas ações foram extensivas a outras unidades de saúde, sendo implementados tanto nas Equipes de Saúde da Família, como no Centro de Atenção Psicossocial, Policlínica, Centro de Especialidades Odontológicas, Fisioterapia e Hospital, em que realizamos mobilizações sociais em torno das seguintes datas: Dia Mundial sem Tabaco, Dia Mundial de Luta contra AIDS e Semana Mundial da Amamentação. Formamos parcerias com outras Secretarias (SEDUC, SEDIS, SECULT, SEJUV), instituições diversas (Bombeiros, Policia Militar, Rede Feminina Câncer) e Projeto Beija-Flor para desenvolvimento de mobilizações relacionadas ao Dia Mundial de Erradicação do Trabalho Infantil, Dia Nacional da Juventude e Dia Nacional de Combate ao Câncer. O Projeto Espaço Jovem trabalha o protagonismo juvenil e se constitui em grupo de adolescentes voluntários que organizam atividades diversas e relacionadas às Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, no qual os jovens são protagonistas. São apoiados pela Secretaria de Saúde de Horizonte através de monitores. São financiados pelo município e possuem local próprio e especial denominado Centro de Apoio ao Jovem. O projeto é composto por 10 adolescentes selecionados através de indicação das escolas municipais. O Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) representa um marco na integração saúdeeducação e privilegia a escola como espaço para a articulação das políticas voltadas para adolescentes e jovens, através da participação dos sujeitos desse processo: estudantes, famílias, profissionais da educação e da saúde. O Projeto tem como objetivo trabalhar os temas relacionados à saúde sexual e reprodutiva nas escolas, a partir de uma abordagem integrada de saúde e educação. O SPE incentiva a promoção do protagonismo juvenil por meio de atividades que estimulem os jovens e adolescentes atuarem como sujeitos transformadores da realidade a partir do ambiente escolar e através da integração dos setores da Educação e da Saúde. As temáticas desenvolvidas com os adolescentes relacionam-se a saúde sexual e reprodutiva, prevenção ao uso de drogas e da violência, relações de gênero e diversidade sexual. No ano de 2010 foram desenvolvidas diversas atividades do SPE. Outra ação importante foi a Formação do Grupo de Mobilizadores Sociais nas unidades de saúde. O grupo está composto por 20 colaboradores que executam as atividades nas próprias unidades de saúde as quais pertencem e que bimestralmente são capacitados em diversas temáticas de relevância municipal e estadual. Prefeitura Municipal de Horizonte 12 Secretaria da Saúde do Município Ainda em 2010 foram elaborados diversos materiais educativos que abordam agravos de relevância nacional e municipal. Foram confeccionados 3.000 folderes DST´s/AIDS, 5.000 folderes Dengue, 01 Banner, 02 super faixas de lona, 03 faixas de tecido, 100 Kit Gestantes, 300 bonés, 300 blusas Dengue, 30 blusas mobilizadores, 50 blusas Espaço Jovem e SPE, 500 porta preservativos, 1000 chaveiros, 2000 folderes Conselho de Saúde, 3000 Folderes Trabalho Infantil. Todos voltados para a realidade municipal com logomarca e linguagem direcionada ao público de Horizonte. BLOG DA SAÚDE HORIZONTINA – A SAÚDE DE HORIZONTE CONECTADA COM VOCÊ www.nesmshorizonte.blogspot.com O blog do Núcleo de Educação e Mobilização Social (NESMS) foi criado com o intuito de informar e mobilizar a população da cidade de Horizonte para as questões que envolvem qualidade de vida e saúde coletiva. Divulga os eventos promovidos pela Secretaria da Saúde Contando com as inovações da era digital, foi cogitada a idéia de se criar um blog com uma linguagem prática, direta e objetiva. Então no dia 07 de julho de 2010 foi feito a primeira postagem. Aliado ao blog existe uma rede de informação na qual todos os trabalhadores da saúde e população interessada podem participar através da postagem de notícias e informes de interesse da comunidade. Hoje, já são registrados mais de três mil acessos. É também uma via de acesso para o portal www.horizonte.ce.com.br (Site oficial do Município de Horizonte na web). O blog é mediado pelo Colaborador, Educador e Mobilizador Social Fabio Sousa e pela Assistente Social, coordenadora do NESMS de Horizonte, Janaina Mota. Abaixo está a Visão Geral do Blog com níveis de acessos e algumas postagens. Prefeitura Municipal de Horizonte Secretaria da Saúde do Município Exemplo de Postagens do Blog. Observa-se o conteúdo diversificado das postagens. 13 Prefeitura Municipal de Horizonte 14 Secretaria da Saúde do Município 2.1.2. Estratégia Saúde da Família 2, 3 Com o desenvolvimento da política de investimento no modelo assistencial pautado nos níveis de complexidade a Estratégia de Saúde da Família foi absorvida administrativamente pela Coordenadoria de Atenção Básica, envolvendo todas as ações de promoção, prevenção e assistência no nível primário. O plano municipal de saúde 2010-201 prever construir e equipar 04 novas unidades Básicas de Saúde da Família, assim como a ampliar do número de equipes. Neste ano foram construídas e equipadas 02 novas Unidades de Saúde da Família (Buenos Aires I e Vila Nascimento) iniciada a construção de mais 02 outras Unidades que estão em fase de conclusão (Diadema II e Dourado). Observou-se expansão do número de equipes da Estratégia Saúde da Família, passando de 13 para 14, e a nomeação de novos 13 Agentes comunitários de saúde. EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS PELAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO PERIODO DE 2008 A 2010 Tabela 01: Produção de Serviços pelas Equipes de Saúde da Família. Horizonte, 2008 a 2010 Ano Serviço realizado 2008 2009 2010 Consulta Médica 62.705 63.946 57.848 Atendimento em Puericultura 5.604 5.552 5.787 Atendimento Pré-natal 6.130 6.229 6.233 Atendimento Diabetes 4.213 3.943 4.286 Atendimento Hipertensão 15.686 14.665 14.518 Prevenção de Câncer Cervical e Uterino 4.133 4.288 4.154 Atendimento Individual Enfermeiro 40.337 39.738 40.560 Visita Médica 2.354 2.033 2.233 Visita do Enfermeiro 1.418 1.414 1.914 Visita do ACS 145.716 147.347 160.566 Com relação à produção de serviço, chama atenção o fato da diminuição das consultas médicas, o que pode ser explicado pela dificuldade de contração desse profissional, ficando assim sempre uma média de três equipes sem medico em algum mês do ano. Quanto às consultas de enfermagem, observa-se acréscimo de 4,1% em relação a 2009. Já o número de consultas em puericultura, cresceu 6,4% demonstrando melhoria na atenção às crianças nos primeiros dois anos de vida. A ampliação do número de equipes de saúde da família possibilitou ainda o aumento de visitas realizadas por Agentes Comunitários de Saúde, (160.566 - 10%) se observou aumento de visitas domiciliares de enfermeiros (1.914– 38% a mais) e de médicos (2.233 – 10%) indicando o fortalecimento da Estratégia de assistir ao paciente considerando suas condições e garantindo maior acesso do usuário aos serviços de saúde do município. Com o objetivo de qualificar e fortalecer a atenção básica o Plano Municipal de Saúde estabeleceu como meta a implantação do Programa de Avaliação da Melhoria da Qualidade da Atenção Básica – AMQ. O programa foi implantado em 04 das 14 equipes (Diadema, Dourado, Vila Nascimento, Mal Cozinhado). As 04 equipes realizaram os dois momentos avaliativos tendo sido constatado avanços em todas as dimensões avaliadas. Dentre nossas maiores fragilidades estão às ações de promoção a saúde e participação social (em anexo relatório de Desempenho conforme dimensões estabelecidas pelo AMQ) Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 14 Prefeitura Municipal de Horizonte 15 Secretaria da Saúde do Município Em relação à saúde bucal na atenção básica, houve também acréscimo de uma unidade, passando a 10 Equipes de Saúde Bucal Modalidade I. Na Modalidade II, permaneceram as 4 equipes já cadastradas. Cada equipe tem um consultório com estrutura para serviços de restauração, exodontia, ações de prevenção (profilaxia e aplicação tópica de flúor), e promoção de saúde. Registrou-se 109.627 procedimentos básicos individuais, resultando em 2.334 tratamentos concluídos – incremento de 4% comparado ao ano anterior. Tabela 02: Produção da Saúde Bucal das Equipes de Saúde da Família. Horizonte, 2010. 2008 2009 PROGRAMAS 2010 Escolares Hipertensos e Diabéticos Gestantes Adolescente Crescimento e Desenvolvimento Visitas Domiciliares 1ª Consulta Tratamento Completado Educação em Saúde Atendimentos Procedimentos 2.606 1.250 1.032 634 30 5 6.318 2.317 540 35.136 70.655 Gráfico 02 – Tipos de Procedimentos em Saúde Bucal na Atenção Básica. Horizonte, 2010 16.000 14.000 12.000 10.000 cirurgia básica dentística prevenção tratamento concluído 8.000 6.000 4.000 2.000 0 2010 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 15 Prefeitura Municipal de Horizonte 16 Secretaria da Saúde do Município O PROGRAMA DE SÁUDE DA FAMÍLIA EM NÚMEROS Tabela 02 – Total de Famílias Cadastradas. Horizonte (CE), 2010. TOTAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS JAN Equipes de Saúde FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 862 931 945 941 ANINGAS 947 947 956 956 965 961 869 939 BUENOS AIRES 476 580 583 583 586 842 854 864 1.210 1.220 1.236 1.247 1.019 1.249 1.243 1.236 1.222 1.270 1.236 1.189 CATOLÉ 922 944 954 967 DIADEMA 986 987 999 1.011 1.011 1.008 994 993 1.205 1.145 1.228 1.227 DOURADO 1.224 1.220 1.238 1.238 1.099 1.117 1.096 1.121 1.517 1.476 1.482 1.485 GAMELEIRA 948 949 947 973 952 938 965 943 442 462 476 482 MAL COZINHADO 484 465 483 462 620 631 625 629 1.647 1.899 1.879 1.867 1.888 1.911 1.961 1.982 2.016 2.006 2.061 2.018 P. HORIZONTE 1.763 1.422 1.455 1.299 1.324 1.349 1.470 1.452 1.388 1.297 1.496 1.513 QUEIMADAS 1.843 1.833 1.846 1.662 1.388 1.646 1.668 1.671 1.673 1.634 1.664 1.677 RAF.SANTOS I 1.383 1.448 1.445 1.532 1.523 1.494 1.504 1.505 1.504 1.263 1.296 1.284 RAF.SANTOS II 1.657 1.627 1.627 1.736 1.362 1.431 1.381 1.405 1.173 1.482 1.429 1.210 ZUMBI I 1.407 1.374 1.380 1.503 1.460 1.459 1.469 1.447 1.447 1.451 1.481 1.478 ZUMBI II 1.638 1.580 1.509 1.103 1.054 ZUMBI III 987 1.208 1.266 1.264 1.511 1.534 1.550 TOTAL 16.634 16.430 16.517 16.110 16.083 16.674 17.110 17.187 16.920 17.411 17.600 17.408 O número de famílias acompanhadas pelas ESF se mostra em constante aumento, acompanhando o crescimento da população. No ano de 2010 iniciamos uma reterritorialização para distribuição mais equânime das famílias por equipes, assim como a implantação de novas equipes. Conforme pode ser observado na tabela acima apresentada 09 das nossas 14 equipes acompanham mais de 1000 famílias. Tabela 03 – Total Geral de Consultas. Horizonte (CE), 2010. Equipes de Saúde JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV 363 ANINGAS B. AIRES 416 CATOLÉ 83 DIADEMA 412 DOURADO 560 GAMELEIRA 184 MAL COZ. 501 Pl. HORIZ. QUEIMADAS 214 540 R.SANTOS I 407 R.SANTOS II 349 ZUMBI I 746 ZUMBI II 269 ZUMBI III TOTAL 5.044 374 464 327 498 234 299 474 138 373 396 495 440 366 118 481 265 496 189 293 450 461 558 506 214 680 344 478 150 386 66 285 507 488 549 444 285 523 324 348 501 533 184 371 299 235 604 540 647 178 587 368 326 421 422 204 312 309 319 551 494 745 392 539 327 298 200 544 341 93 351 296 783 528 597 202 375 299 697 263 348 394 241 258 173 272 350 547 111 150 404 634 212 292 418 542 253 444 340 350 582 557 437 191 152 544 246 300 397 500 232 272 191 206 297 420 398 47 253 397 169 418 479 276 21 214 168 476 433 544 213 187 479 149 4.205 5.401 4.812 5.395 5.361 5.305 4.357 5.348 4.079 4.057 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 DEZ 523 528 252 15 241 160 343 485 393 207 318 462 264 4.191 16 Prefeitura Municipal de Horizonte 17 Secretaria da Saúde do Município Tabela 04 – Número de Atendimentos Individuais pelo Enfermeiro. Horizonte (CE), 2010. Equipes de Saúde PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III TOTAL JAN 456 FEV 249 MAR 349 ABR 272 384 346 256 385 111 406 261 285 234 226 279 316 275 450 223 528 91 350 160 254 191 158 225 - 318 506 306 459 127 440 106 341 220 214 253 227 419 461 268 268 151 551 235 267 187 237 386 324 MAI JUN JUL 376 335 299 100 45 188 217 308 361 327 247 105 252 258 320 265 287 344 95 75 368 357 295 196 158 203 106 164 115 161 193 212 208 202 244 251 291 228 210 216 234 3.037 3.156 3.223 3.945 3.154 3.866 4.026 AGO 216 127 423 372 397 393 116 365 238 290 132 250 192 229 3.740 SET 256 54 343 106 239 274 89 377 221 183 240 232 256 223 3.093 OUT 355 201 372 401 289 311 141 445 212 225 156 197 192 191 3.688 NOV 287 218 413 338 298 269 170 466 162 284 252 233 183 126 3.699 DEZ 364 242 291 362 336 175 133 413 234 241 155 228 215 153 3.542 Tabela 05 – Número de Visitas Domiciliares Realizadas por Médicos. Horizonte (CE), 2010. Equipes de Saúde PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III TOTAL JAN 11 FEV 23 MAR 12 ABR 5 24 18 35 12 8 2 29 44 19 6 3 22 24 4 26 6 17 51 8 40 21 6 3 28 19 29 9 11 39 11 42 4 14 22 6 10 51 13 21 9 - 211 251 218 137 MAI 18 8 13 20 4 4 46 39 5 157 JUN 12 8 6 13 13 20 15 7 54 12 4 10 10 184 JUL 23 19 18 34 22 15 62 12 2 207 AGO 5 12 13 21 14 19 9 32 17 20 6 168 SET 5 20 13 27 32 19 23 7 29 18 6 13 6 218 OUT 8 8 16 24 26 10 19 6 17 12 12 23 3 184 NOV 10 7 26 5 9 9 21 23 8 19 137 DEZ 36 28 25 23 5 13 35 10 9 10 12 206 Tabela 06 – Total de Visitas Domiciliares Realizadas por Enfermeiros. Horizonte (CE), 2010. Equipes de Saúde PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III TOTAL JAN 15 FEV 11 MAR 14 ABR 5 10 26 20 22 9 12 1 12 11 7 14 8 18 13 5 14 2 12 10 16 20 6 9 5 12 28 11 4 4 10 11 17 13 3 10 14 9 17 8 16 20 10 11 11 14 3 5 8 167 141 151 137 MAI 18 10 12 15 14 8 30 10 24 6 10 7 6 170 JUN 12 15 6 24 12 21 4 12 8 7 6 12 12 151 JUL 14 26 15 6 17 12 16 8 8 16 10 8 6 162 AGO 4 26 21 25 8 16 8 22 12 5 3 10 10 12 182 SET 5 12 29 12 11 20 15 15 8 7 14 7 12 6 173 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 OUT 4 12 5 20 14 1 7 29 14 21 24 8 4 9 172 NOV 7 21 13 27 12 12 13 8 12 8 9 3 13 11 169 DEZ 6 10 8 34 17 11 2 12 14 7 15 4 7 3 150 17 Prefeitura Municipal de Horizonte 18 Secretaria da Saúde do Município Avaliação da Melhoria da Qualidade – AMQ RELATÓRIO DE DESEMPENHO 2010- HORIZONTE Tabela 07: PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- GESTOR MUNICÍPIO Implantação e Implementação da Saúde da Família no Município Integração de Rede de Serviços Gestão do Trabalho Fortalecimento da Coordenação 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 79 89 84 95 70 70 67 75 HORIZONTE PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- COORDENADOR MUNICÍPIO HORIZONTE Planejamento e Integração Acompanhamento das Equipes Gestão da Educação Permanente Gestão da Avaliação Normatização 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 38 75 29 86 67 83 50 70 56 67 PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE UBSF DIADEMA GAMELEIRA DOURADO MAL COZINHADO GERAL Infra- estrutura e Equipamentos da USF Insumos, Imuno-biológicos e Medicamentos 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 58 54 38 83 58 75 88 67 71 75 94 88 100 94 94 94 94 94 94 94 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 Prefeitura Municipal de Horizonte 19 Secretaria da Saúde do Município Tabela 08: PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO-EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA ESF Organização do Trabalho em Saúde da Família Acolhimento, Humanização e Responsabilização Promoção da Saúde Participação Comunitária e Controle Social Vig. I: Ações Gerais da ESF 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 33 33 38 48 38 76 76 67 76 74 25 75 50 83 58 83 75 75 75 77 00 05 05 24 08 33 33 19 24 27 00 00 00 00 00 00 00 25 25 12 33 50 58 42 46 58 67 83 58 67 DIADEMA GAMELEIRA DOURADO MAL COZINHADO GERAL Tabela 09: PERCENTUAL DE RESPOSTA SIM POR DIMENSÃO E SUBDIMENSÃO- EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA Saúde de Crianças ESF DIADEMA GAMELEIRA DOURADO MAL COZINHADO GERAL Saúde de Adolescentes Saúde de Mulheres e Homens Saúde de Idosos Vig. II: Doenças Transmissíveis Vig. III: Agravos com Prevalência Regionalizada 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 1º Momento Avaliativo 2º Momento Avaliativo 42 67 54 67 67 67 67 67 33 00 00 67 67 67 67 83 47 37 63 53 68 66 61 61 14 29 14 71 43 43 43 43 92 77 92 92 100 00 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 57 67 25 71 50 64 32 43 89 75 100 100 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 Prefeitura Municipal de Horizonte 20 Secretaria da Saúde do Município 2.1.3. Atenção à Saúde da Criança 2, 4, 5, 6, 7 Os cuidados com a infância foram priorizados para reduzir a mortalidade infantil, controlando danos, riscos e agravos desde a gestação até o final da infância, através da realização de ações contínuas, principalmente, enfatizando o acompanhamento cuidadoso do crescimento e desenvolvimento da criança nas unidades de saúde. Tabela 10 – Registro de Nascidos Vivos pelas ESF Horizonte (CE), 2010 NASCIDO VIVOS - Horizonte 2010 Equipes de Saúde ANINGAS BUENOS AIRES CATOLÉ DIADEMA DOURADO GAMELEIRA MAL COZINHADO P. HORIZONTE QUEIMADAS RAF.SANTOS I RAF.SANTOS II ZUMBI I ZUMBI II ZUMBI III TOTAL JAN FEV MAR ABR 2 9 5 1 5 6 8 11 3 7 9 7 4 4 3 6 75 8 2 5 7 2 2 6 6 4 2 4 4 61 6 8 8 2 1 6 15 5 4 5 4 4 73 8 4 7 7 3 5 4 7 8 5 2 3 64 MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL 4 2 5 6 8 3 1 12 8 1 4 8 6 4 72 4 2 5 4 8 5 2 12 7 5 6 10 4 5 79 2 4 5 6 8 7 2 4 5 8 7 11 7 8 84 3 7 9 3 4 4 11 8 5 3 6 7 7 77 2 2 7 3 5 3 5 9 10 6 5 7 7 11 82 5 3 2 5 3 5 2 13 6 6 8 9 6 9 82 3 3 6 1 5 6 5 4 7 6 1 4 8 7 66 4 4 5 2 2 1 1 7 2 6 3 3 5 6 51 41 23 69 56 70 61 31 92 87 68 57 74 63 74 866 De acordo com o Sistema Informação de Nascidos vivos – SINASC, nasceram vivos 934 crianças de mães residentes no Município de Horizonte, nascidas em qualquer lugar do Ceará ou mesmo nos outros estados do País. O Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB conseguiu captar 866. Observa-se diferença de 68 crianças explicada por existir população flutuante que informa residir em Horizonte no momento do parto, mas não retorna após o parto ou passa uma temporada fora, dificultando identificação da criança pelos ACS. Tabela 11 – Número de Crianças de 0 a 4 meses de idade. Horizonte (CE), 2010. Equipes de Saúde PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III TOTAL JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 11 20 17 15 27 20 22 31 10 29 25 28 24 26 25 32 310 27 16 21 29 8 21 24 30 24 23 25 30 298 21 19 27 30 7 23 28 22 22 10 18 28 272 27 16 33 34 7 19 28 34 18 20 15 19 285 15 11 20 17 29 11 7 21 30 20 23 21 8 24 257 15 11 11 12 20 20 17 17 31 31 15 18 7 8 29 34 31 28 17 15 26 31 25 29 19 20 32 31 295 305 11 13 21 23 30 19 10 38 24 21 26 30 23 36 325 8 8 22 17 22 15 16 41 27 22 24 22 22 38 304 12 14 22 20 20 15 39 15 25 19 25 34 21 38 319 10 13 22 17 15 20 17 41 32 15 15 22 23 36 298 15 14 20 14 15 15 14 36 27 23 14 15 22 36 280 Tabela 12 – Percentual de Crianças em Aleitamento Exclusivo. Horizonte (CE), 2010. 20 Prefeitura Municipal de Horizonte 21 Secretaria da Saúde do Município Equipes de Saúde PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III JAN FEV MAR ABR MAI JUN 82 60 70 73 78 65 59 77 70 72 76 75 67 77 72 66 63 87 71 72 100 71 75 77 50 39 72 67 67 74 70 63 100 71 75 73 54 60 77 64 59 69 76 68 100 74 50 65 67 65 40 63 60 64 80 65 72 91 100 72 80 60 61 71 50 54 67 54 80 82 81 87 100 76 71 82 42 84 84 56 JUL AGO SET OUT NOV DEZ 91 67 80 82 71 89 87 76 54 80 64 76 80 61 54 61 90 91 67 79 80 71 67 71 81 60 70 75 75 75 95 94 73 73 81 76 93 68 83 73 86 66 82 64 86 90 50 93 87 72 96 58 88 73 86 71 90 61 82 76 87 75 94 61 94 67 67 64 74 61 80 64 85 79 93 80 71 69 52 65 64 66 72 89 Tabela 13: Evolução do Indicador de Aleitamento Materno exclusivo das crianças de 0 a 4 meses acompanhadas pelas ESF no período de 2008 a 2010 ANO Indicadores 2008 2009 2010 Nº % Nº % Nº % Crianças de 0 a 4 meses acompanhadas 275 259 301 Crianças de 0 a 4 meses em Aleit. Exclusivo 202 73 187 72 219 73 Com o objetivo de orientar e apoiar as mães no período inicial do aleitamento materno, dois projetos foram implantados a partir de agosto de 2010: Projeto de acompanhamento domiciliar semanal pelos ACS, com o monitoramento dos Enfermeiros. E o Projeto Mamãe eu Quero (espaço reservado para as gestantes e puérperas, para estimular o aleitamento materno); Estas ações, além de apoiar o aleitamento exclusivo até o sexto mês, favorecem a vigilância de sinais de risco de adoecer, permitindo o encaminhamento imediato ao Enfermeiro para as providencias cabíveis a fim de contribuir para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças. MORTALIDADE INFANTIL A mortalidade infantil é considerada um indicador sensível para avaliar as condições de vida de uma população. Conhecer o perfil da mortalidade infantil possibilita a formular estratégias para seu controle. O coeficiente de mortalidade infantil é a relação entre o número de óbitos de crianças menor de um ano e o número de nascidos vivos em determinado local e calculado na base de mil nascidos vivos. Em 2010 registramos 14 óbitos infantis, mesmo numero dos anos 2009 e 2008. Importante salientar que todos os óbitos infantis foram investigados em tempo oportuno, e analisados pelo Comitê de Mortalidade Materno e infantil com a presença dos profissionais da ESF responsáveis pelo acompanhamento da gestante e criança. 21 Prefeitura Municipal de Horizonte 22 Secretaria da Saúde do Município TABELA 14: DE ÓBITOS MENORES DE 1 ANO / 2010 Data óbito sexo Idade cr. Local óbito Local nasc. Causa Idade mãe Peso IG GPO PSF Aleita m. Nº cons. PN Instrução mãe Onde fez PN. Tipo parto 18.01.10 M 6d HIAS HMVRS 24 2900g 39s G3P2A1 ZUM 3 NÃO 07 1º GRAU HORIZ N 22.02.10 F 5m HIAS HMVRS 36 3270 39s G8P6A2 QUEIM SIM 03 1º GRAU HORIZ. N 21.02.10 06.04.10 F F 1m 39d HIAS HGCC HMVRS HGCC 18 27 3405g 1000g 41s 27 G1P1A0 G2P1A1 RS 2 ZUM 2 SIM SIM 09 04 2º GRAU 2º GRAU HORIZ HORIZ. N N 07.04.10 M 2d HWA HMVRS Sepse/ infec. neonatal Sepse + Encefalite viral+IR Pneomon. Insuf. Renal/infec neonatal Sepse/ infec. neonatal 27 770g 28 31s G4P4A0 RS 2 NÃO 00 2º GRAU NÃO REALIZ. PN N 05.05.10 F 4m HIAS H.Cascavel 20 6600 38s G1P1A0 ZUM 1 NÃO 08 1º GRAU HORIZ C 17.05.10 F Horas HMVRS 38 735g 30s G5P5A0 ZUM 2 NÃO 06 1º GRAU HORIZ. N 19. 06.10 06/08/10 M F 6m 1d HGCC (trajeto) HIAS HGCC FMO/ meningite Anóxia Perinatal ? IR Prematur 18 23 9000 1235 G1P1A0 G1P1A0 ZUM 3 ZUM 2 NÃO NAO 09 5 ANALF. 1º GRAU HORIZ. HORIZ N C 07/09/10 F 01d MEAC MEAC 28 2300 G5P5A0 CATO NAO 06 1º GRAU HORIZ N 04/09/10 M Horas HMVRS HMVRS IR Anoxia neonatal Anencef. 37s 30s 3d 38s 18 1520 G1P1A0 QUEIM NÃO 04 1º GRAU HORIZ N 08.10.10 31. 10.10 M F 1h 3m HGF HIAS HGF HMVRS 27 30 1615 3025 G1P1A0 G3P3A0 ZUM3 PLAN NAO MISTO 02 2º GRAU 1º GRAU HORIZ HORIZ N N 23.12.10 M 3m DOMICIL HMVRS Premat. Choque cardiogên. ? 20 3600 3236s 31s 3742s 3742 G3P3A0 ZUM 2 NAO 06 1º. GRAU HORIZ C 12.04.11 M 5d HGCC HGCC Insuf renal 23 1000 28 G1P1A0 ZUM 3 N 03 2º GRAU HORIZ N HMVRS HGCC Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 22 Prefeitura Municipal de Horizonte 23 Secretaria da Saúde do Município Tabela 15: Série histórica da Mortalidade Infantil. Horizonte , 2000 a 2010 ANO 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 NASCIDOS VIVOS 706 729 710 746 756 802 819 852 957 976 934 OBITOS<1ANO 21 09 11 17 11 09 12 08 14 14 14 TMI 29,7 12,3 15,4 22,7 14,5 11,2 14,6 9,3 14,6 14.3 14,9 A Tabela abaixo mostra a distribuição dos óbitos ocorridos no período de (janeiro de 2008 a dezembro de 2010) nestas faixas etárias. Tabela 16: Distribuição de Óbitos em menores de 1 ano por Faixa Etária. Horizonte, 2010 Ano Faixas etárias < 7 dias 7 a 28 dias 28 d a < 1 ano Total Neonatal Neonatal Pós Neonatal Precoce Tardio 2008 10 01 03 14 2009 11 00 03 14 2010 07 00 07 14 TOTAL 18 00 10 28 Cuidados com Menores de 1 ano Residentes em Horizonte Quanto à morbidade hospitalar, houve uma redução de internações em menores de 1 ano, sendo registradas 161 em 2010 contra 191 realizadas em 2009. Tabela 17: Causas de Internações Hospitalares de Menores de 1 Ano. Horizonte, 2008 a 2010. Lista Morb CID-10 Algumas afecções do período perinatal Doenças do aparelho respiratório Algumas doenças infecciosas e parasitárias Malformações Congênitas Causas Externas Demais Causas Total 2008 2009 2010 Total 68 64 83 74 26 16 11 7 1 23 30 212 191 86 31 12 5 4 23 161 218 188 54 23 5 76 564 Observa-se um importante aumento de internações no período perinatal (até 7 dias após o nascimento) provavelmente em decorrência de uma melhor assistência ao prenatal, pois fetos com complicações, sem assistência adequada evoluiriam fatalmente para um Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 23 Prefeitura Municipal de Horizonte 24 Secretaria da Saúde do Município abortamento. O nascimento delas exige então maior atenção médica. Nota-se também redução nas demais causas apresentadas, cujos fatores determinantes podem, em geral, ser controlados por melhor assistência na gravidez, parto e puerpério. Melhores análise, no entanto, devarão ser feitas para identificar e qualificar as 4 internações por causas externas, onde 3 estão relacionadas à traumatismo craniano e uma com fraturas em outros ossos dos membros. Tais classificações podem estar relacionadas a negligência ou maus tratos. Gráfico 3: Taxa de Internação Hospitalar das Principais Causas em Menores de 1 ano. Horizonte, 2008 na 2010 80,0 Internações por 1.000 crianças 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 2008 2009 Causas Perinatais 2010 Problemas Respiratórios Doenças Infecciosas A Taxa de Internação Hospitalar retrata a relação entre o número de internações por 1.000 crianças menores de um ano por período de estudo. Nos três últimos anos observa-se redução nas internações por problemas respiratórios e doenças infecciosas, refletindo uma melhor condição sanitária desta faixa etária. Gráfico 04: Proporção de Internamentos em menores de 1 ano por Causas Perinatais. Horizonte, 2010 Outras Afecções; 37,2% Transtornos Respiratórios; 37,2% Baixo Peso; 25,6% Entre as causa perinatais, os transtornos respiratórios representam a principal causa de internamentos hospitalares nesta faixa etária, seguido por baixo peso. Neste ano foram registrados 85 nascimentos de crianças com peso abaixo de 2,5kg - 9 a mais que em 2009, Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 24 Prefeitura Municipal de Horizonte 25 Secretaria da Saúde do Município Estas crianças são mais susceptíveis à complicações respiratórias, o que pode explicar a maior necessidade de internações por esta causa em 2010. Tabela 18: Peso ao Nascer de crianças. Horizonte, 2009 a 2010 Peso ao Nascer 2009 2010 Total 0g a 999g 1000g a 1499g 1500g a 2499g 2500g a 2999g 3000g a 3999g 4000g e mais TOTAL 7 4 65 225 616 59 976 5 12 4 8 76 141 217 442 580 1.196 68 127 950 1.926 Tabela 19: Número de nascimentos segundo idade gestacional Peso ao Nascer Pretermo Termo Póstermo TOTAL 2009 2010 Total 59 66 12 911 876 8 6 8 141 976 950 1.926 Imunização em menores de 1 ano A meta operacional básica do Programa Nacional de Imunização é a vacinação de pelo menos 95% das crianças menores de um ano, com todas as vacinas indicadas no esquema básico. A vacinação deve ser oferecida na rotina dos serviços de saúde, sendo a estratégia básica para o alcance da meta de imunizar o percentual acima citado. No caso da BCG, destaca-se que a mesma possui uma meta de cobertura de 90% (PAVS). Gráfico 05: Cobertura vacinal em menores de 1 ano. Horizonte, 2006 a 2010 % Cobertura 120 100 80 60 40 2006 2007 2008 BCG (BCG) Oral Contra Poliomielite (VOP) Tetravalente (DTP/Hib) (TETRA) 2009 2010 Contra Hepatite B (HB) Oral de Rotavírus Humano (RR) Conforme se pode observar no gráfico acima, a cobertura vacinal em menores de 1 ano tem superado a meta estabelecida de 95%. No cálculo desta cobertura foram consideradas Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 25 Prefeitura Municipal de Horizonte 26 Secretaria da Saúde do Município as vacinas feitas em trabalho de rotina, em que este indicador pode expressar com maior qualidade a qualidade de atenção das unidades de saúde. Tabela 19 – Percentual de Crianças menores de 1 ano com vacinação em dia. Horizonte (CE), 2010. Equipes de Saúde JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III 100 100 100 100 96 100 100 100 100 96 98 96 100 97 100 99 92 98 100 100 100 100 100 100 98 100 99 99 98 100 100 100 100 100 100 98 100 100 98 99 96 100 100 100 100 100 98 96 98 99 100 98 100 100 78 96 98 100 100 100 98 98 93 91 100 93 100 96 99 96 95 100 100 98 100 100 57 99 100 98 100 95 100 96 90 100 100 100 100 97 100 99 100 93 100 90 98 97 100 100 100 100 100 98 98 100 100 100 100 95 100 98 90 100 97 100 99 96 60 100 100 99 100 88 100 98 100 100 100 88 100 99 100 74 100 96 100 96 88 94 95 100 100 100 100 66 95 98 100 86 100 95 95 98 100 97 98 100 100 95 100 98 100 93 Tabela 20: Cobertura Vacinal. Horizonte, 2010 Equipes de Saúde BCG Hepatite B Poliomielite Tetravalente Rotavírus Meta 956 Crianças < 1 ano Doses Aplicadas Cobertura 941 98,4% 1.019 106,6% 1.018 106,5% 1.026 107,3% 933 97,6% Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 26 Prefeitura Municipal de Horizonte 27 Secretaria da Saúde do Município 2.1.4. Atenção à Saúde da Mulher 6, 8, 9, 10, 11 As ações voltadas para a atenção à saúde da mulher visam mais do que prevenir doenças, sobretudo, promover sua valorização em todos os aspectos, enfatizando o agir criativo, através do estímulo a projetos terapêuticos eficientes, pactuando metas objetivas que atendam a demanda advinda da comunidade. Nesse sentido a gestão tem dado ênfase às iniciativas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva, respeitando suas escolhas e promovendo medidas que garantam a assistência específica em cada situação. No planejamento familiar o Município cobre 100% de suas unidades com métodos contraceptivos diversificados, tais como pílulas, DIU, condons e injetáveis, para a clientela de 10 a 49 anos. Em relação ao prenatal1, a rede municipal disponibiliza consultas e exames para acompanhamento do estado gestacional, garantindo também medicamentos para os principais problemas em saúde que acometem as gestantes, como DST, anemias e hipertensão arterial. Tabela 21 – Número de Gestantes cadastradas pelas ESF Horizonte (CE), 2010 Média Equipes de Saúde PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III TOTAL 1 JAN FEV MAR ABR 15 18 31 33 38 34 47 42 39 34 9 13 43 48 44 40 54 36 26 28 34 47 32 30 44 45 456 448 18 22 31 32 39 35 40 39 38 26 15 15 47 47 45 36 37 33 24 29 45 42 33 38 47 24 459 418 MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 18 18 18 12 11 10 23 28 36 33 30 27 31 25 31 33 25 24 14 12 15 42 58 58 36 40 40 32 32 33 33 35 35 42 38 35 39 39 48 29 36 38 417 427 448 23 25 25 9 6 20 37 32 39 23 21 19 32 26 27 22 27 21 13 23 26 52 48 44 27 36 35 38 34 41 36 40 28 34 38 33 41 47 46 40 40 43 427 443 447 25 25 18 14 36 36 20 17 28 28 21 22 28 29 61 59 39 48 41 44 31 32 37 46 47 42 40 36 472 478 Mensal 20,8 12,5 32,8 28,0 33,0 27,7 17,7 50,6 38,8 37,9 31,4 39,3 40,2 38,5 445,0 Dados extraídos do SISPRENATAL. Sujeito a alterações. Os dados desse sistema subestimam os indicadores pois limitam a entrada de dados conforme os protocolos específicos de programação, não permitindo o registro de dados complementares fora dos prazos estabelecidos. Prefeitura Municipal de Horizonte 28 Secretaria da Saúde do Município Tabela 22 – Percentual de Gestantes Menores de 20 anos Cadastradas pelas ESF Horizonte (CE), 2010 Média Equipes de Saúde PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV 13 44 33 27 28 26 22 26 16 12 19 12 9 0 14 11 11 30 33 29 30 39 22 26 18 22 22 19 23 25 8 9 8 14 16 13 15 30 29 21 35 25 31 27 26 26 8 19 22 27 18 25 30 26 24 7 6 8 12 5 0 0 9 22 15 27 27 21 17 27 15 22 15 14 19 19 11 30 17 10 14 12 8 18 16 13 20 18 28 25 35 20 33 30 29 33 13 17 13 12 22 22 15 21 29 27 34 11 0 4 17 18 57 86 5 0 7 10 15 15 24 26 29 16 17 23 21 24 24 18 13 14 7 10 18 20 22 27 28 21 27 20 19 12 7 19 18 18 30 25 30 DEZ Mensal 20 50 28 32 25 12 10 17 29 27 9 15 21 28 24 28 25 19 23 18 19 16 26 21 19 21 18 21 Tabela 23 – Percentual de Consultas de Pré-natal no Mês. Horizonte, 2010 Equipes de Saúde JAN PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III FEV MAR ABR MAI JUN JUL 100 100 100 100 97 95 100 74 100 100 98 96 85 97 100 95 100 100 95 85 100 100 100 89 93 100 100 98 100 100 100 76 100 100 100 97 100 100 100 100 100 91 87 100 100 100 100 100 83 98 100 100 94 100 100 97 100 88 100 98 97 91 94 98 100 90 100 100 100 97 100 100 100 100 95 97 63 97 95 100 100 100 100 100 81 100 100 98 100 94 100 94 100 97 AGO SET OUT 100 100 100 96 87 100 100 100 100 89 97 88 97 100 100 100 100 100 100 100 96 100 89 88 92 95 100 97 100 95 100 95 96 100 92 100 100 90 92 100 100 88 NOV DEZ 100 83 97 95 100 62 100 100 100 90 97 95 100 97 100 93 100 100 93 100 100 100 100 93 91 100 100 97 Prefeitura Municipal de Horizonte 29 Secretaria da Saúde do Município Tabela 24 - Percentual de Prenatal com início no 1º Trimestre de Gestação. Horizonte, 2010 Equipes de Saúde JAN PS ANINGAS BUENOS AIRES PS CATOLÉ DIADEMA PS DOURADO PS GAMELEIRA PS MAL COZINHADO PS P. HORIZONTE PS QUEIMADAS PS RAF.SANTOS I PS RAF.SANTOS II PS ZUMBI I PS ZUMBI II PS ZUMBI III FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 80 83 83 95 77 87 100 92 100 79 93 91 88 88 100 79 91 97 83 91 100 90 100 94 86 91 100 82 93 95 77 84 100 83 100 100 87 98 100 81 87 88 72 85 100 81 100 100 93 95 92 92 100 83 78 97 77 94 100 74 94 91 97 85 100 90 89 82 86 87 92 92 100 88 90 91 63 82 92 97 89 80 80 100 74 92 100 84 85 94 89 77 98 97 87 89 92 96 97 86 92 87 81 84 89 94 95 95 92 100 84 86 92 100 17 92 78 85 90 79 100 100 92 80 79 84 93 95 92 91 100 90 93 82 95 93 92 100 94 79 86 89 85 88 89 82 90 95 89 92 87 92 100 100 90 84 97 97 95 80 96 100 92 89 Tabela 25: Evolução dos Indicadores relacionados á Média de Gestantes Acompanhadas p/ mês pelas ESF no período de 2008 a 2010 ANO Indicadores 2008 2009 2010 Nº % Nº % Nº % Gestantes acompanhadas 428 402 445 Gestantes c/ menos de 20 anos 90 21 82 20 93 21 Gestante c/ consulta de pré-natal no mês 415 99 385 97 428 97 Gestantes com pré-natal iniciado no 1ºsemestre 358 85 335 84 427 96 Como é possível observar no quadro acima desde 2008 os indicadores não apresentam variações significativas, com exceção do prenatal iniciado no 1º trimestre da gravidez que apresenta um avanço significativo, atestando melhoria na nossa capacidade de captar a gestante para o prénatal no tempo oportuno. Tabela 26: Produção Ambulatorial por Grupo de Procedimento, segundo sexo feminino. Horizonte, 2008 a 2010. Grupo procedimento 2008 2009 2010 Procedimentos com finalidade diagnóstica 6.231 6.863 6.833 Procedimentos clínicos 14.729 25.314 27.783 Procedimentos cirúrgicos 80 56 105 Transplantes de órgãos, tecidos e células. 111 226 203 Medicamentos 29.818 18.999 19.291 Órteses, próteses e materiais especiais. 67 42 201 TOTAL 51.036 51.500 54.416 No âmbito da Atenção Ambulatorial, considerando todos os atendimentos registrados em Boletim de Produção Diária Individual (BPA-I) e Autorizações de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), observa-se um incremento de 88% em procedimentos clínicos e 31% em procedimentos cirúrgicos. As necessidades especiais através do fornecimento de insumos em órtese, próteses e materiais especial também evoluiu no período em estudo em 300%. Este resultado reflete o aumento da atenção com a saúde da mulher. Prefeitura Municipal de Horizonte 30 Secretaria da Saúde do Município No que se refere ao controle do câncer de colo de útero e de mama, a rede municipal desenvolve rotinas especificas para esse campo da atenção à saúde da mulher em todas as unidades municipais de saúde, realizando coleta de material para exames preventivos, campanhas de estímulo ao autocuidado e a garantia do tratamento para os casos em que se fizerem necessário. Nesse sentido foram realizadas 4.203 coletas de material para exames citopatológicos, representando um incremento entre 2009 e 2010 de 15%. Tabela 30: Principais Procedimentos na Assistência à Saúde de Mulher. Horizonte, 2008 a 2010 Procedimentos Especiais 2008 2009 2010 Total Mamografia Unilateral 38 93 14 145 Mamografia Bilateral para Rastreamento 5 207 212 Exame Citopatológico de Mama 1 20 9 30 Exames de Prevenção do Câncer de Colo - 4.129 4.203 8.332 Fonte: SIA/SUS Datasus; Relatório de Produção CARA/SESAU/Horizonte Pode-se observar que houve uma evolução considerável na oferta de exames de mamografia para rastreamento. Isso decorreu da decisão gerencial de modificar a programação pactuada, transferindo a realização dos exames para outra unidade de saúde, anteriormente em Cascavel e no segundo semestre passou para o CRIO em Fortaleza. Prefeitura Municipal de Horizonte 31 Secretaria da Saúde do Município 2.1.5. Atenção à Saúde do Adulto 10, 14, 15 A mudança do perfil de adoecimento e morte no Brasil, também se reflete na população Horizontina, trazendo à tona a preocupação constante das autoridades sanitárias no controle de doenças crônicas como a hipertensão e diabetes, causadoras de males como infarto e acidente vascular cerebral – AVC. Porém, chama a atenção a crescente necessidade de atenção hospitalar para pacientes vítimas de acidentes, traumas e violência. Tabela 28: Morbidade Hospitalar em Adultos (20-64anos). Horizonte, 2008 a 2010 Lista Morborbidade (CID-10) Causas Externas Doenças do Aparelho Geniturinário Doenças do Aparelho Digestivo Procedimentos Especiais Doenças da Pele Doenças do Aparelho Respiratório Algumas Doenças Infecciosas e Parasitárias Neoplasias (tumores) Doenças Sistema Ósseo Transtornos Mentais Doenças do Aparelho Circulatório Demais Causas Total 2008 53 20,2% 40 15,3% 37 14,1% 32 12,2% 4,6% 12 5,7% 15 6,5% 17 4,6% 12 2,3% 6 4,6% 12 3,8% 10 6,1% 16 262 2009 24,3% 68 14,6% 41 15,0% 42 12,5% 35 7,9% 22 8,2% 23 2,5% 7 5,4% 15 1,4% 4 1,8% 5 2,1% 6 4,3% 12 280 2010 27,3% 78 16,8% 48 14,7% 42 7,3% 21 5,2% 15 3,8% 11 5,2% 15 3,8% 11 4,2% 12 1,7% 5 1,7% 5 8,0% 23 286 Total 199 129 121 88 49 49 39 38 22 22 21 51 828 Fonte: www.datasus.gov.br A tabela acima mostra as internações hospitalares de adultos entre 20 e 64 anos, residentes em Horizonte e internados na rede hospitalar do SUS Municipal, Estadual ou Federal, no período de 2008 a 2010. Observa-se as causas externas como o maior motivo de internações com tendência crescente, despertando a necessidade de buscar os determinantes e condicionantes deste tipo de agravo e encaminhar propostas para um maior controle. As demais causas de internações parecem não apresentar variação importante no período estudado. De um modo geral, esta faixa etária da população não demanda maiores assistências, sobretudo onde as condições de vida são boas e o serviço de saúde prioriza as atividades de promoção da saúde (ver tabela de programação da Mobilização Social, pg 11). Controle da Tuberculose e Hanseníase 2, 16 No tocante ao controle da tuberculose e hanseníase, tem-se envidado esforços para desenvolver o diagnóstico precoce e tratamento de casos mediante acompanhamento das equipes de saúde do Município. Tabela 29: Casos de Tuberculose confirmados segundo situação de encerramento. Horizonte, 2001 a 2010 Situação de Encerramento Em tratamento Cura Abandono Óbito por tuberculose Óbito por outras causas Transferência TOTAL Fonte: www.datasus.com.br 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 1 17 3 21 6 5 1 1 13 2 15 2 2 1 22 1 22 6 2 31 2 19 4 1 2 2 30 13 2 1 16 12 1 13 2 19 1 2 1 5 30 1 22 1 1 25 15 1 16 Prefeitura Municipal de Horizonte 32 Secretaria da Saúde do Município Analisando os dados gerados nos serviços da Atenção Básica para a Tuberculose, identificou-se uma redução do número de casos novos, podendo ser visualizada através do coeficiente de Prevalência que recuou de 4,8 para 3,3 casos por 10 mil habitantes, tomando-se como base os anos de 2009 e 2010. Considerando a coorte de tratamento no período de ago/2009 a jul/2010, havia em tratamento 18 pacientes e todos receberam alta por cura. Na coorte que iniciou em jul/2010, foram detectados 7 novos casos e todos estão em tratamento supervisionado através da Estratégia Saúde da Família. Tabela: Casos de Hanseníase confirmados segundo situação de encerramento. Horizonte, 2001 a 2010 Situação de Encerramento 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Em tratamento Cura Transf. para outro município Óbito Abandono Trans. não especificada TOTAL 5 1 6 5 1 6 5 1 6 7 1 6 14 5 1 6 9 3 12 2 2 10 2 1 13 5 2 3 10 5 5 Fonte: www.datasus.com.br Quanto à Hanseníase, as ações desenvolvidas na rede apontam para resultados positivos. A prevalência de 2009 foi de 10 casos, reduzindo para 6 em 2010. Isso representa uma taxa de detecção de 1,1 por dez mil habitantes. Considerando a coorte de tratamento no período de jun/2009 a mai/2010, havia em tratamento 6 pacientes e todos receberam alta por cura. Na coorte que iniciou em jun/2010, foram detectados 4 novos casos e todos estão em tratamento supervisionado através da Estratégia Saúde da Família. Quanto ao diagnóstico precoce e a eficácia no tratamento, observado através dos indicadores do Pacto pela Saúde, cuja meta é de pelo menos 85%, há três anos o Município de Horizonte consegue atingir o máximo, com 100% curados. Prevenção e Controle das doenças sexualmente transmissíveis e Aids 8, 10 Objetivando a prevenção das DST e da Aids tem-se investido, tanto em serviços assistenciais de diagnóstico e tratamento, como também em campanhas de prevenção e promoção de hábitos e comportamentos mais seguros. Para tanto, a SESAU disponibilizou 70.000 preservativos masculinos, junto às unidades de saúde e para realização de campanhas em eventos previstos no calendário de atividades dos serviços. No que se refere à detecção de casos, foram realizados 1.024 exames de VDRL e 35 testes antiHIV e 81 exames de quantificação de RNA HIV no ano de 2010. Os casos positivos de DST e Aids são tratados e acompanhados nas unidades básicas de saúde, garantindo-se a dispensação dos medicamentos em conformidade com a pactuação com os níveis estadual e federal do SUS. Prefeitura Municipal de Horizonte 33 Secretaria da Saúde do Município 2.2. Atenção em Saúde Mental 12 RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO - CAPS 2010 O CAPS é um serviço comunitário que tem como papel cuidar de pessoas que sofrem com transtornos mentais, em especial dos transtornos severos e persistentes. Sua meta é a reinserção social do usuário pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos cíveis e comunitários. Buscando essa inserção e integração dos usuários do CAPS, faz-se necessário desenvolver um espaço de acolhimento, aprendizagem e resgate da auto-estima por meio de oficinas, grupo de dança trabalho corporal, para inserir o paciente no mercado de trabalho, na comunidade, no meio social. A reintegração social exige criatividade e compromisso para fazer surgir um novo lugar social aos que padecem de algum transtorno mental. O CAPS de Horizonte, durante a sua trajetória, procurou organizar um serviço dentro dos princípios da reforma psiquiátrica e diretrizes do SUS, desmistificando o conceito de loucura, oferecendo outra perspectiva ao portador de transtorno mental na comunidade. No ano de 2010, foram realizados 10.434 atendimentos da unidade, dentre eles: Psiquiatra – 2.502 Clínico – 1.564 Enfermagem – 2.805 Psicologia – 1.684 Terapia ocupacional – 1.003 Assistente Social – 876 Registrou-se aumento no atendimento ambulatorial, demonstrando a aceitação do serviço pela comunidade e o fortalecimento do sistema de referência e contra referência do município através dos dados abaixo: Tabela 31: Total de Pacientes Assistidos no CAPS. Horizonte, 2008 a 2010 ANO QUANTIDADE DE PACIENTES 2008 271 2009 379 2010 435 Gráfico 06: Perfil Epidemiológico dos Pacientes Assistidos no CAPS. Horizonte, 2010 Retardo Mental Moderado 8% Transtorno Depressivo Recorrente 11% Esquizofrenia 36% Transtorno Afetivo Bipolar 21% Transtorno de Ansiedade 24% O atendimento Médico é baseado em consultas psiquiátricas e clinicas tendo como objetivo diagnosticar doenças, acompanhar pacientes e avaliar seus resultados. Essas patologias registradas no gráfico acima representam o número de atendimento durante o ano de 2010 por diagnóstico. 33 Prefeitura Municipal de Horizonte 34 Secretaria da Saúde do Município Saliente-se de que o maior número de atendimentos em pacientes com esquizofrenia está relacionado ao fluxo organizacional do CAPS, onde os registros estão organizados a partir do número de atendimento por diagnóstico e não por paciente. Foram realizadas 2.502 consultas com medico psiquiatra e 1.593 com medico clinico. Ressalta-se que o CAPS têm cobertura de 40 horas do profissional medico o que propicia um suporte mais eficaz nos casos de crise de pacientes portadores de transtornos mentais graves e persistentes. O trabalho da enfermeira no CAPS tem como objetivo planejar, programar, avaliar a assistência de enfermagem, a cada paciente ou grupo de pacientes; criar e manter o ambiente terapêutico voltada para a realização das diversas atividades do CAPS; atuar junto ao cliente, á família e à equipe no atendimento de suas necessidades básicas para obtenção de uma saúde física e mental. Desenvolve as seguintes funções: pré-consulta de triagem, dividindo essa atividade com outros membros da equipe; consulta de enfermagem; organização e liderança de grupos terapêuticos; palestras; orientações, coordenação e elaboração de trabalhos na área de saúde mental para o CAPS, a família e a comunidade; organização e manutenção do serviço de enfermagem; atendimento individual, grupal, eletivo ou de urgência. A enfermeira também supervisiona a equipe de técnicos de enfermagem do CAPS. Esses auxiliam os terapeutas nas atividades conforme o necessário na condução de seus grupos, são responsáveis pelas atividades de administração de medicamento, assistência aos clientes na realização das atividades da vida cotidiana (banhos, asseio das unhas, alimentação e verificação da pressão arterial). Dentre as atividades da equipe de enfermagem estão grupo de família, oficinas de videokê e dança, grupo de mulheres e visitas domiciliares. Grupo de mulheres é destinado às mulheres que apresentam sofrimento psíquico relacionado às questões femininas, na intenção de promover um local de convivência aberto, onde seja facilitado a expressão de sentimentos diversos visando a melhora da auto-estima, confiança e enfrentamento de suas questões, auxiliando assim seu tratamento medicamentoso. Tabela 32: Atividades desenvolvidas pela Enfermagem. Horizonte, 2008 a 2010 Atividade / Ano 2008 2009 2010 GRUPO DE FAMILIA OFICINA DE VIDEOKÊ OFICINA DE DANÇA GRUPO DE MULHERES VISITA DOMICILIAR 11 34 15 9 11 22 30 19 13 7 17 60 17 11 Terapeuta Ocupacional trata pacientes portadores de dificuldades e de limitações provocadas por problemas orgânicos, emocionais e mentais. Realiza atividade física ou artísticas, com o objetivo de favorecer a integração social e devolver ao paciente autonomia e condições possíveis para lidar com a sua realidade. Busca recuperar a função humana, elevar o perfil das ações motoras e mentais e reabilitar através das atividades. Trabalha com déficits físicos, mentais(transtornos psíquicos e cognitivos) e sociais; com tudo que ameace a funcionalidade do homem, para que este não seja excluído da sociedade, através de atividades especificas para ajudar a alcançarem seu nível máximo de funcionalidade e independência. Avalia a funcionalidade, vida cotidiana, aspectos cognitivos e sociais, traça plano terapêutico e intervém de acordo com as alterações observadas. Utiliza atividade pré-selecionada com o objetivo especifico para intervir e alcançar o esperado pela avaliação. Atividades desenvolvidas pelo profissional dentro da unidade são: 34 Prefeitura Municipal de Horizonte 35 Secretaria da Saúde do Município Grupo Vivência É um grupo terapêutico destinado às pessoas com deficiência mental moderado e comorbidade e psiquiátrica. Explorar aspectos cognitivos e sociais e atividades da vida diária através de atividades terapêuticas, selecionada e avaliada de acordo com as limitações dos usuários do grupo. Atividades Expressivas Lúdicas Dinâmica corporal Socializante Atividades da vida diária Orientação familiar Grupo Escoteiro É um grupo terapêutico destinado às pessoas com limitações leves nas atividades da vida diária de trabalho e prática, e transtorno mental. Tem o objetivo de favorecer um espaço de aprendizado voltado ao crescimento pessoal e profissional onde é explorado aspectos como: aptidão, treinamento profissional, habilidades manuais, higiene pessoal, integração social, hábitos e bons costumes e atividade cognitiva (resolutividade e abstração), de acordo com a limitação de cada participante. Atividades Vida diária Expressiva Manuais e aptidão Treinamento profissional Lúdica Socializante Orientação educativa Grupo de Terapia Ocupacional É um grupo terapêutico destinado aos usuários portadores de transtorno mental severo e grave que apresentam quadro clínico estável e limitações na vida cotidiana. Tem o objetivo de favorecer a integração pessoal e social através de atividades terapêuticas tornando-as o mais possível dentro do ambiente familiar e social. Atividades Expressiva Lúdicas Expressão corporal Educativa-saúde Socializante Atividades da vida diária 35 Prefeitura Municipal de Horizonte 36 Secretaria da Saúde do Município Oficina terapêutica É um espaço terapêutico destinado aos usuários portadores de transtorno mental a que estejam com dificuldade de interseção no campo social e em desvantagem no mercado de trabalho. Tem o objetivo de promover a autonomia dos usuários e os exercícios dos direitos, facilitando a construção de laços sociais e desenvolvimento das potencialidades; Inserção no mercado de trabalho; Inclusão produtiva no meio familiar, social e comunitária. Atividades Oficina de crochê Boneca de pano Bijouteria Pintura em tecido Enfeites com EVA Grupo da vitória Realizado junto com a psicóloga Grupo de idosos Espaço terapêutico destinado aos usuários da terceira idade que apresenta sofrimento psíquico relacionado ao processo de envelhecimento. Tem o objetivo de promover espaço aberto de convivência facilitando a expressão dos sentimentos e emoções, melhorando a auto-estima e confiança, com o intuito de integrar a vida social e familiar. Atividades: Expressivas Socializantes Condicionamento funcional Expressão corporal Laborativa Dinâmica de grupo Grupo operativo O grupo de idosos é realizado conjuntamente com a assistente social da unidade. As atividades desenvolvidas são planejadas anteriormente e avaliadas sistematicamente. Tabela 33: Atividades desenvolvidas pela Terapia Ocupacional. Horizonte, 2008 a 2010 ATIVIDADES / Ano 2008 2009 2010 Grupo de terapia ocupacional 78 61 81 Grupo de idosos 24 18 21 Oficina terapêutica 56 50 44 Visita domiciliar 13 9 29 Grupo da vitória 50 52 42 Grupo vivência 50 40 51 Grupo escoteiro 25 29 24 Total de atividades 296 259 292 36 Prefeitura Municipal de Horizonte 37 Secretaria da Saúde do Município Serviço Social O Serviço Social na sua atuação possui como objetivo mais importante propiciar a conquista de autonomia dos usuários, através do exercício do empoderamento (empowerment), que visa ao incentivo à participação e à ocupação por parte dos usuários e familiares nos espaços que são oferecidos, bem como a conquista de novos espaços. O Serviço Social faz-se parte essencial neste processo, utilizando mecanismos que possam garantir a socialização da informação aos usuários. Desta maneira, o exercício do empoderamento, tem como agente principal a socialização da informação e a socialização do conhecimento adquirido, tanto por parte dos técnicos, quanto por parte dos usuários. Trabalha-se o empoderamento a partir da perspectiva ativa de fortalecimento do poder, participação, e organização dos usuários e familiares no próprio âmbito da produção de cuidados em saúde mental, em serviços formais e em dispositivos autônomos de cuidado e suporte, bem como em estratégias de defesa de direitos, de mudança de cultura relativa à doença e saúde mental, e de militância social e política. Desta forma, o exercício do empoderamento garante mecanismos de conquista da autonomia, pois parte da lógica de que o indivíduo é um sujeito de direitos e com a capacidade de analisar o que julga ser melhor para a sua vida. O Assistente social tem a habilidade técnica de reconhecer as necessidades dos indivíduos e propor formas de ação para integrá-los à sociedade ou para buscar o seu bem-estar social. Dentro do CAPS de Horizonte o Assistente Social realiza as seguintes atividades: Realiza anamnese social, estabelecendo planos de intervenção Mobiliza o usuário e familiares para que estes participem de forma ativa do processo de tratamento e reintegração social Orienta o usuário e familiares quanto ao transtorno, aos cuidados, as regras da unidade, as condições do tratamento, etc. Realiza encaminhamentos externos Orienta e encaminha quanto aos direitos trabalhistas, previdenciários e assistenciais Articula e encaminha a rede sócio-comunitária Participa de encaminhamentos a unidades hospitalares Realiza visita domiciliar Orienta e agiliza a aquisição de documentos e documentação necessária Realiza parecer social quando solicitado pela justiça ou outros órgãos O Assistente Social desenvolve outras atividades que promovem a saúde mental que não se restringem a seu trabalho nuclear: Elaboração de projeto terapêutico individual Discussão de caso clínico Atendimentos individuais (aconselhamento) Atendimentos grupais Triagem Participação na elaboração de projetos e demais atividades dentro do serviço Participação nas reuniões técnicas da equipe multidisciplinar O Serviço Social no momento desenvolve as seguintes atividades de grupo: 37 Prefeitura Municipal de Horizonte 38 Secretaria da Saúde do Município Grupo de Idosos O Grupo de Idosos é realizado conjuntamente com a Terapeuta Ocupacional da unidade. As atividades desenvolvidas são planejadas anteriormente aos encontros e avaliadas sistematicamente. Grupo de Dependência Química Espaço terapêutico que visa dar suporte as questões relacionadas ao uso problemático de álcool e outras drogas. Procurando orientar quanto à doença, os sintomas, tratamento, apoio psicológico e promoção da cidadania. Atividades: Dinâmicas de Grupo Grupo Operativo Trabalha com os Doze Passos do N.A Grupo da Família Espaço voltado para os familiares dos usuários do serviço. Objetiva dar suporte aos familiares daqueles que são acompanhados no serviço, possibilitando a troca de experiências e compartilhamento das vivencias, gerando espaço de apoio mútuo entre os familiares, orientando quanto aos transtornos, suas características, manejo adequado, assim como, busca promover o fortalecimento da participação e organização dos usuários e familiares como estratégia de defesa de direitos e militância social e política. Atividades: Dinâmicas grupais Grupo Operativo Oficinas informativas O grupo de família é conduzido pela Assistente Social e Enfermeira. Terapia Comunitária A TC é um instrumento que permite construir redes sociais solidárias de promoção de vida e mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, famílias e das comunidades, procurando-se suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo valorizando a herança cultural, bem como, o saber produzido pela própria experiência de vida de cada um. A terapia comunitária acontece em formas de roda de conversa em espaço aprazível e acolhedor. Tabela 34: Atividades desenvolvidas pela Terapia Comunitária. Horizonte, 2008 a 2010 ATIVIDADES / ANO 2008 2009 2010 Grupo Família 11 11 9 Grupo de Dependência Química 39 22 13 Grupo de Idosos 25 18 12 Visita Domiciliar 39 50 41 Terapia Comunitária 10 TOTAL 114 101 85 Psicologia – É uma ciência que visa compreender as emoções, a forma de pensar e o comportamento do ser humano. Busca o conhecimento e o desenvolvimento humano individualmente e/ou em grupo. Atuação da Psicologia no Serviço de Saúde Mental – O psicólogo é antes de tudo um facilitador, pois trabalha no intuito de propiciar ao usuário um espaço para expor suas dúvidas, falar 38 Prefeitura Municipal de Horizonte 39 Secretaria da Saúde do Município sobre si, trazer os seus medos, anseios e credos em relação à saúde-doença. Nesse sentido, trabalhase o estabelecimento do vínculo, a autoestima e a inserção social. Atividades Desenvolvidas – Acolhimento, atendimento individual/psicoterapia, grupo terapêutico, oficina terapêutica, visita domiciliar, elaboração de laudo técnico, discussão de casos clínicos com a equipe técnicas, reunião técnicas, dentre outras. Grupo da Vitória Grupo formado em 2005 tendo o nome escolhido pelos próprios participantes. Os encontros acontecem semanalmente e conta com a participação em média de 15 a 20 usuários. O publico alvo é de pacientes psicóticos, nível cognitivo preservado e faixa etária entre 20 e 40 anos, grupo misto, com prevalência de escolaridade de Ensino Fundamental e Médio, alguns com suporte familiar. Visa promover uma maior conscientização a respeito da doença, favorecendo o exercício da cidadania e a sua inserção social. →Atividades desenvolvidas Escuta terapêutica; Oficinas de TO; Passeios culturais (CVT, Centro Cultural, etc); Atividades de consciência corporal; Atividades educativas; Orientação nutricional (Acompanhamento com o nutricionista); Encaminhamentos para atividades na comunidade (cursos de informática, música, mecânica, pintor, serigrafia, etc); Elaboração do jornal “O Grito da Vitória”. Orientação familiar A psicóloga é liberada pela secretaria de saúde para compor a equipe de Penas Alternativas (Prestação de serviço à comunidade). Ações dos Técnicos (Assistente Social, Pedágogo, Psicólogo) na Equipe de Penas Alternativas: 1. Avaliação psicossocial 2. Credenciamento de instituições 3. Apoio psicológico 4. Fiscalização 5. Elaboração e execução de projetos 6. Visitas Domiciliares 7. Controle Estatístico, dentre outras. Tabela 35: Atividades desenvolvidas pela Psicologia. Horizonte, 2008 a 2010 ATIVIDADES / ANO 2008 2009 2010 GRUPO DA VITORIA 50 52 42 GRUPO DE DEPENDENCIA QUIMICA 39 22 13 VISITA DOMICILIAR 54 16 27 TOTAL 143 90 82 39 Prefeitura Municipal de Horizonte 40 Secretaria da Saúde do Município Aspectos importantes merecem destaque no trabalho desenvolvido pela equipe, tais como: Realização da Iª Conferência municipal de Saúde mental Intersetorial com forte adesão de usuários, familiares e demais segmentos sociais, ressaltando que propostas aprovadas na conferência local obtiveram aprovação na conferência nacional data:06/04/2010; Participação da equipe e usuários na Conferência de Saúde Mental - Intersetorial Microrregião em Quixadá e Conferência Estadual em Fortaleza em maio de 2010; Implantação do Projeto Interiorização de penas e medidas alternativas das Comarcas de Maranguape, Pacajus e Horizonte, promovida pela comarca de Fortaleza, através da Vara de Execução de penas alternativas e Habeas Corpus. Realizada capacitação das equipes multidisciplinares com a participação da psicóloga do CAPS. Formação de um Técnico do CAPS como terapeuta comunitário, através de um curso de 360 horas, como estratégia de promoção e cuidado em saúde mental na comunidade em agosto de 2010; Atendimento a infância e adolescência, às quartas-feiras com o intuito de realizar um diagnóstico para obtenção de serviço especializado em saúde mental para esse segmento iniciou em novembro de 2010; (Comemoração de datas festivas com a participação da comunidade: carnaval (bloco Kiloucura), Dia da mulher, São João e Natal; Campanha de prevenção ao suicídio, no “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio” através de palestras nos postos de saúde e entrevistas nas rádios mangueiral de Horizonte, guarani de Pacajus e TV da gente nos dias 09 e 10 de setembro de 2010; Participação na semana interna de prevenção de acidente de trabalho (SIPAT) na Santana Textiles nos dias 10 de novembro de 2010; Passeio cultural com usuários e familiares no Teatro José Alencar em julho de 2010; Participação no curso: Sofrimento Psíquico na Contemporaneidade promovido pelo Instituto Wandik Ponte e UECE iniciado em setembro de 2010 com previsão de termino para setembro de 2011; Elaboração do projeto do CAPS AD (álcool e drogas) na intenção de pleitear esse dispositivo de saúde para o município em julho de 2010; Participação no I Seminário Cearense de Saúde Mental e Trabalho nos dias 25 e 26 de novembro de 2010; Participação no Fórum de Entidades Não Governamentais do Conselho Municipal de Assistência social; Aprovação pelo Ministério da Saúde do projeto arte, cultura e saúde mental para implementação de atividades geradoras de renda e trabalho em novembro de 2010; Manutenção da oficina terapêutica (oficina de crochê), com o auxilio de um monitor de arte voluntário, proporcionando maior autonomia e independência na produção e comercialização de produtos; Ampliação de espaços de venda e exposição dos trabalhos artísticos da oficina de crochê; Fortalecimento das parcerias (SEDIS, Secretaria de Agricultura e Supermercado Estrela); Maior integração e desempenho dos usuários da oficina de dança com apresentação artística no Festival de Talentos local e a I Mostra Cultural do Eusébio: “Tá todo mundo louco por música... ôba”; Parceria CAPS e CEO no atendimento odontológico a pacientes graves com inicio em novembro de 2010; Apresentação da oficina de crochê no I Encontro dos Centros de Atenção Psicossocial UFC/SER III, na modalidade “pôster”, recebendo uma homenagem honrosa pela coordenação do evento; 40 Prefeitura Municipal de Horizonte 41 Secretaria da Saúde do Município Participação dos profissionais médicos do CAPS no Congresso Internacional de Psiquiatria em outubro de 2010; Participação no curso de Prevenção de Dependência Química promovida pelo Movimento de Saúde Mental do Bom Jardim de julho à dezembro de 2010; Acompanhamento sistemático dos usuários com transtornos mentais graves, evitando as internações psiquiátricas; Crescente atendimento ambulatorial, denotando aceitação do Serviço pela comunidade; Maior adesão do usuário ao tratamento, propiciando estabilidade e diminuição de crises; Atendimento aos reeducandos e encaminhamento para o cumprimento das penas alternativas; Continuidade dos encontros com familiares através de reuniões sistemáticas trabalhando a problemática da Saúde Mental na família; Utilização do CAPS para estágio em saúde mental dos alunos do curso profissionalizante de técnicos de enfermagem do Liceu de Pacajus e Escola Técnica de Maracanaú com os alunos de Itaitinga com inicio em maio de 2010; Dificuldades Encontradas Descontinuidade de encontros entre CAPS e as unidades de saúde; Dificuldade em efetivar o matriciamento; Investimento precário em educação continuada no profissional de saúde mental; Necessidade de um espaço com equipe especializada voltada para as questões de saúde mental para a infância e adolescência; Dificuldade de inserir o usuário no mercado de trabalho, apesar das parcerias construídas; Dificuldade de desvincular o usuário com transtornos leves (ansiedade, sofrimentos circunstanciais, etc.) de CAPS, devido à fragilidade da rede de saúde local e a falta de equipamentos que dêem suporte a essa problemática; Interrupção da Supervisão Clínico-Institucional pela impossibilidade de continuidade do trabalho por parte do supervisor; Falta de contratação de um monitor de arte permanente para compor a equipe do CAPS; Elevada demanda de dependência química, necessitando de um serviço especializado para acompanhamento e tratamento dos usuários. Propostas para 2011 Solicitar investimento no profissional de saúde mental; Solicitar atendimento especializado voltado ao publico infanto-juvenil (psicólogo infantil, Psicopedagogo, outros); Criação de um evento cultural que envolva experiências de outros municípios na área de saúde mental; Dar continuidade a supervisão Clinico- Institucional com a participação de um novo supervisor; Fomentar a discussão sobre drogas no município envolvendo os demais segmentos sociais, através de um Fórum; Pleitear o CAPS AD como dispositivo de saúde no tratamento da dependência química; Permanecer investindo em ações de inserção dos usuários. 41 Prefeitura Municipal de Horizonte 42 Secretaria da Saúde do Município INDICADORES DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES Tabela 42: Total de Internamentos em Saúde Mental. Horizonte, 2008 a 2010 ATIVIDADES / ANO 2008 2009 2010 INTERNAÇOES PSIQUIATRICAS 13 9 16 INTERNAÇÕES EM HOSPITAL GERAL 0 2 5 TOTAL 13 11 21 No que se refere às internações hospitalares realizadas entre os anos de 2008 a 2010, constatamos que houve um numero maior de internações em hospital geral no ano de 2010, o que denota um melhor trabalho da equipe a respeito da desmistificação da loucura na rede de saúde do município como preconiza a reforma psiquiátrica. Porem o numero de internações em hospital psiquiátrico aumentou no ano de 2010 ocasionado por alguns fatores, tais como, a entrada de novos usuários graves no serviço, a precariedade do suporte familiar e a baixa adesão ao tratamento. 42 Prefeitura Municipal de Horizonte 43 Secretaria da Saúde do Município 2.3. Atenção à Saúde do Trabalhador 13 Os gráficos abaixo constituem um relatório sobre as informações obtidas através do registro de dados no Sistema Nacional de Notificações de Agravos – SINAN. A alimentação dos dados se deve ao trabalho exaustivo nas unidades sentinelas e, principalmente, de busca ativa realizado pela técnica de segurança do trabalho do CEREST Horizonte. A busca ativa se dá através de agentes comunitários de saúde, investigações de acidentes de trânsito, visitas às delegacias, Superintendência regional do trabalho e o Instituto Dr. José Frota. Tabela 37: Notificações de Acidentes de Trabalho. Horizonte, 2010. Notificações recebidas pela Rede Sentinela 2008 2009 2010 218 198 80 115 433 432 333 631 512 Discriminação Descartadas Confirmadas Total O aumento dos dados apresentados na tabela e gráficos representam o trabalho de conscientização e treinamento feitos pelo CEREST Horizonte. Os números de casos confirmados em aumento significam melhoria na coleta da informação. Gráficos 07: Casos Notificados e Confirmados Gráfico 08: Notificações de Agravos relacionados ao Trabalho. 2008 a 20101 500 600 400 500 300 200 400 2008 300 2009 200 2010 100 0 2008 2009 100 2010 0 Descartadas Notificações Recebidas pela Rede Sentinela Horizonte 2008 - 2010 Confirmadas Gráfico 09: Representação Grafica das Notificações recebidas pela Rede Sentinela de Horizonte segundo sexo 2008-2010 350 300 250 200 150 100 50 0 Mulheres 2008 2009 Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Hom ens 2010 Prefeitura Municipal de Horizonte 44 Secretaria da Saúde do Município Homens se acidentam mais que mulheres, isso é uma análise do processo histórico. Ainda são os homens que são contratados em maior escala e se acidentam com mais facilidade. Tabela 38: Notificações recebidas por Vínculo Trabalhista 2008 2009 2010 Discriminação Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Formal 150 53 139 299 58 291 Informal 56 25 48 79 21 106 Público 12 37 11 55 1 35 Total 218 115 198 433 80 432 Gráfico 10: Representação Gráfica das Notificações recebidas pela Rede Sentinela de Horizonte segundo Vínculo Trabalhista 2008 - 2010 350 300 250 200 150 100 50 0 Form al Inform al 2008 2009 Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Público 2010 Ainda não foi possível notificar todos os agravos no setor formal. Grande parte dos acontecimentos está restrita ao ambiente da empresa sem que haja notificação oficial. Os dados relacionados aos agravos e acidentes, em geral, são obtidos a partir dos registros da Superintendência Regional do Trabalho. Dados mais completos poderiam ser obtidos do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, porém este não disponibiliza tais informações. Contudo avanços já foram alcançados por meio do setor informal e do público, representando um grande passo. No gráfico e tabela abaixos observa-se a distribuição dos casos pelas unidades sentinelas. As notificações vêm caindo nestas unidades e são recuperadas pelo CEREST, o que não devia estar acontecendo, o inverso significaria que a rede SUS local está mobilizada e vigilante para os agravos em saúde do trabalhador. Isso nos revela a fragilidade do SUS local em reconhecer, ou entender a importância do trabalho como fator desencadeador de agravos e mortes, e o interesse para a saúde coletiva. Prefeitura Municipal de Horizonte 45 Secretaria da Saúde do Município Gráfico 11: Representação Gráfica das Notificações recebidas pela Rede Sentinela de Horizonte segundo Unidade Notificadora 2008 - 2010 2008 Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas 350 300 250 200 150 100 50 0 2009 C A PS- Ho r iz o nt e C ER EST - Ho r iz o nt e F isio t er ap ia- Ho r iz o nt e H.M .R .V .S. 2010 Tabela 39: Notificações recebidas por Agravos X Municípios 2010 Aquiraz Cascavel Chorozinho Eusébio Horizonte Itaitinga Ocara Pacajus Pindoretama Discriminação A. T. M. Biológico 0 4 0 3 12 1 2 1 0 A. T. Grave/Fatal 42 25 17 44 88 27 10 41 11 A. T. Infantil 0 0 0 0 0 0 0 0 0 CA. R. Trabalho 0 0 0 0 1 0 0 0 0 Dermatoses 0 3 0 0 0 0 0 0 0 I. Exógenas 2 0 0 2 3 2 0 3 1 LER/DORT 0 1 0 1 54 0 3 22 0 PAIR 0 0 0 0 0 0 0 1 0 T. Mental 0 0 0 0 5 0 0 0 0 Total 44 33 17 50 163 30 15 68 12 Discriminação A.T. M. Biológico A. T. Grave/Fatal A. T. Infantil CA. Trabalho Dermatoses I. Exógenas LER/DORT PAIR T. Mental Total Tabela 40: Notificações recebidas por Agravo ou Doença 2008 2009 2010 Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas Descartadas Confirmadas 0 24 0 33 0 23 201 61 193 244 80 301 0 2 0 2 0 5 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 9 0 16 16 23 4 131 0 81 0 0 0 2 0 1 1 4 1 11 0 4 218 115 198 433 80 432 As tabelas acima mostram os agravos mais freqüentes. Ressalte-se a subnotificação que ainda impera. Estima-se que o número seja muito maior. Os acidentes são os mais fáceis de Prefeitura Municipal de Horizonte 46 Secretaria da Saúde do Município identificar por ser um evento agudo e pelo fato de que o protocolo de acidente de trabalho grave é o mais simples de ser entendido. Os acidentes notificados no SUS são os graves, tais como mutilações ou fatais e em crianças e adolescentes. Os acidentes de trabalho classificados como leves não entram em registros oficiais. Porém, segundo o mapa de risco, dever-se-ia estar notificando em igualdade numérica casos de LER/DORT. Como tem sido frenquente a subnotificação não é possível observar a expectativa de tendência de aumento de casos mesmo que mínima. A grande vitória é continuar a melhorar as informações coletadas e haver poucas notificações descartadas. Prefeitura Municipal de Horizonte 47 Secretaria da Saúde do Município Atividades Realizadas em 2010 Tabela 41: Atividades desenvolvidas pelo CEREST. Horizonte, 2010 ATIVIDADE PERÍODO LOCAL PESSOAS ATINGIDAS ABRIL Eusébio 2.000 1. CAMPANHA 28 de ABRIL Atividade de Rua ABRIL Horizonte 2.000 2. CAMPANHA 28 de ABRIL Atividade de Rua Horizonte 1.000 3. Campanha 12 de Junho - Atividade JUNHO na Praça JUNHO CRES 1.000 4. Distribuição do material das campanhas nos municípios 2010 Horizonte 25 5. Avaliação de unidades sentinelas Itaitinga fisioterapeutas para LER/DORT 6. Capacitação da Equipe CURSO DE DERMATOSE OCUPACINAL ESPECIALIZAÇÂO EM SAÚDE DO TRABALHADOR Agosto a setembro Início junho de 2010 2010 Pacajus Chorozinho Ocara Cascavel Pindoretama Aquiraz Eusébio CEREST Ceará Escola de Saúde Pública do Ceará 5 profissionais 3 profissionais 8. Atendimento Médico do Trabalho 2010 Eusébio Horizonte Pacajus Cascavel Horizonte 9. Visitas a estabelecimentos em parceria com a Vigilância Sanitária 10. Formação da Câmara Técnica em Saúde do Trabalhador 11. Curso de Formação Básica em Saúde do Trabalhador para articuladores Municipais 12. Participação dos técnicos em outros Eventos 2010 Horizonte Setembro CRES 231 trabalhadores atendidos 30 estabelecimentos 15 profissionais 2010 Horizonte 27 profissionais 2010 Em média 4 profissionais por evento 13. Investigação de casos e realização de Busca ativa 14. Realização de Oficinas de Qualidade de vida 15. Repasse do Protocolo de Acidente com Material Biológico 2010 Sobral Quixeramobim Juazeiro do Norte Tianguá Brasília Fortaleza Horizonte Fortaleza 7. Participação em Palestras nas Empresas 1.200 trabalhadores Nov/Dez 2010 Eusébio 432 investigações 80 profissionais Outubro 2010 Eusébio 50 profissionais Prefeitura Municipal de Horizonte 48 Secretaria da Saúde do Município Tabela 42: Caracterização das Atividades Realizadas pelo CEREST. Horizonte, 2010 ATIVIDADES REALIZADAS Prevenção e promoção Capacitação Vigilância Assistência PERCENTUAL 80% 13% 7% Tabela 43: Financiamento CEREST 2010 Saldo de 2009 RECEBIDO pelo Recurso utilizado Saldo MINISTÈRIO da SAÚDE 330.000,00 254.280,24 383.439,66 307.719,90 1º TRI -8.703,18 2º TRI – 37.131,81 3º TRI – 166.415,30 4º TRI – 42.029,95 Total de SALDO FINAL Aplicação Financeira 1º TRI -1.674,82 13.543,10 396.982,76 Aplicação financeira 2º TRI – 2.906,97 3º TRI – 4.334,95 4º TRI – 4.626,36 PERCENTUAL DO RECURSO UTILIZADO 62,25% Prefeitura Municipal de Horizonte 48 Secretaria da Saúde do Município 2.4. CENTRO DE REABILITAÇÃO FUNCIONAL DE HORIZONTE O Centro de Reabilitação Funcional tem como objetivo proporcionar ao usuário melhor qualidade de vida, favorecendo a reabilitação funcional, recuperando sua mobilidade e o reintegrado às suas funções diárias de trabalho e de vida. O Centro de Reabilitação oferece atendimento nas áreas de: Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologica. Composição da Equipe: ● Fisioterapeuta: 04 ● Fonoaudióloga: 01 ● Terapeuta Ocupacional: 01 As patologias mais atendidas são: lombalgias, cervicalgias, fraturas, artrites, artroses, fascites plantar, doenças respiratórias: bronquites, pneumonias, avc, pc, síndrome de down, distúrbio fonológico, gagueira, disfonias, distúrbio de aprendizagem e alterações miofuncionais orais, tendo como referencia as unidades básicas de saúde. PROJETOS DESENVOLVIDOS PELO CENTRO DE REABILITAÇÃO: 1 – Luz do Amanhã Objetivo: Oferecer aos pais um suporte de conhecimento teórico e pratico de estimulação da criança especial em casa, ressaltando o apoio interdisciplinar que visa oferecer além de um conhecimento especifico dos profissionais, favorecerem também um apoio psicossocial de acordo com os anseios e dúvidas de cada pai, mãe ou cuidador. - Encontros Mensais - 64 pais ou cuidadores 2 – Qualidades de vida Objetivo: Oferecer conhecimentos e conscientização sobre postura, alimentação e comportamento, visando à importância na prevenção de doenças ocupacionais do trabalho. Publico Alvo: Pessoas com diagnóstico de LER DORT e Lombalgias. - participantes: 20 48 Prefeitura Municipal de Horizonte Secretaria da Saúde do Município Tabela 44: Produtividade Mensal por Especialidade. Centro de Reabilitação – Horizonte, 2010 QTD. DE ATEND. QTD. DE PACIENTES QTD DE AVALIAÇÕES QTD DE ALTAS QTD. DE ATEND. QTD. DE PACIENTES QTD DE AVALIAÇÕES QTD DE ALTAS QTD. DE ATEND. QTD. DE PACIENTES QTD DE AVALIAÇÕES QTD DE ALTAS JAN 1.771 272 72 57 JAN Ferias JAN 106 40 1 0 FEV 1415 230 49 30 FEV 113 48 8 0 FEV FÉRIAS MAR 2046 228 64 66 FISIOTERAPIA ABR MAI JUN 1752 2060 2391 265 284 263 100 72 123 40 54 32 JUL 2984 349 121 30 AGO 4350 355 122 74 SET 2657 323 102 57 OUT 3174 302 104 34 NOV 30205 287 92 37 DEZ 3169 333 110 45 MAR 348 57 14 1 T. OCUPACIONAL ABR MAI jun 281 513 436 70 76 76 9 13 11 2 2 4 JUL 395 91 3 3 AGO 441 66 6 1 SET 318 45 2 2 OUT 308 50 6 0 NOV 225 55 3 0 DEZ 259 55 1 1 MAR 108 49 8 1 FONOAUDIOLOGIA ABR MAI JUN 134 141 231 68 72 82 10 7 23 2 5 16 JUL 278 98 22 23 AGO 249 65 21 2 SET 211 56 11 1 OUT 206 47 4 0 NOV 204 73 8 1 DEZ 218 79 4 0 TOTAL GERAL TOTAL DEATEND. TOTAL DE PACIENTES TOTAL DE AVALIAÇÕES TOTAL DE ALTAS JAN 1.877 312 FEV 1528 270 MAR 2502 334 ABR 2167 403 MAI 2714 432 JUN 3058 421 JUL 3657 538 AGO 5040 4486 SET 4186 424 OUT 3688 399 NOV 3624 415 DEZ 3646 467 73 57 86 119 92 157 146 149 115 157 103 115 57 30 68 44 61 52 56 77 60 34 38 46 Prefeitura Municipal de Horizonte 50 Secretaria da Saúde do Município Sugestão de Melhorias - Mais Equipamentos para trabalho em grupo - DVDs com filmes de orientação e prevenção de educação e saúde - Equipamentos audiovisuais ( data show, maquina fotográfica ) para registro - Equipamento de som com cd de relaxamento - Colchonetes, bastões, bolas - Cursos de capacitação profissional - Confecção de folders para uso diário - Confecção de banes 50 Prefeitura Municipal de Horizonte 51 Secretaria da Saúde do Município 2.5. Produção ambulatorial básica 10 Durante o exercício de 2010 a rede municipal realizou 751.159 procedimentos básicos, representando um aumento de 9% em relação a 2009. Destaca-se nesse nível de atenção as consultas médicas por habitante tendo atingido 1,12 consultas por hab/ano. Maiores detalhes estão expostas no capítulo referente à Atenção Básica (pg. 11). 2.6. Atenção Especializada Produção ambulatorial da rede de serviços 2, 10, 17. O aumento nas consultas médicas básicas demanda uma resposta na atenção especializada, destacando-se nesse grupo, procedimentos realizados na rede pública federal, estadual e municipal, como também, de forma complementar, em serviços contratados da iniciativa privada. Durante o ano de 2010, foram realizadas 15.856 consultas médicas especializadas pelo SUS em Horizonte. Notou-se o incremento na oferta de Otorrinolaringologia em 13% e Urologia em 2%. Gráfico 12: Número de Consultas realizadas por especialidade. Horizonte 2009 a 2010. 5.000 4.500 4.000 2009 3.500 2010 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 au di om et ria de in go lo gi st a Ex am e O to rri no la r ar di ol og is ta C st a ro lo gi U D er m at ol og is ta fta lm ol og is ta O N eu ro lo gi st a rto pe di a O Pe di at ria G in ec ol og is ta 0 Gráfico 13: Número de Consultas por Especialidade. Policlínica, 2010 Exame de audiometria Otorrinolaringologista Cardiologista 230 992 1.012 Dermatologista 1.155 Neurologista 1.159 Urologista Oftalmologista Ortopedia Pediatria Ginecologista 1.191 1.372 1.702 2.521 3.648 Prefeitura Municipal de Horizonte 52 Secretaria da Saúde do Município 3. Atenção Hospitalar 6, 10, 18 Entende-se por morbidade hospitalar o conjunto de informações obtidas de pacientes que foram admitidos em unidade hospitalar para receberem algum tipo de assistência, cujos agravos o doenças são classificadas segundo o Código Internacional de Doenças – CID10. No SUS, a principal fonte de informação para a construção deste indicador é o Sistema de Informação Hospitalar – SIH. Os usuários do SUS podem ser atendidos, em suas necessidades de assistência hospitalar, em toda a rede de hospitais públicos e conveniados, conforme uma programação de referência. Os dados a seguir mostram o perfil das internações hospitalares de usuários residentes em Horizonte segundo suas causas. Taxa de Internação por 1.000hab. Horizonte, 2008 a 2010 Gráfico 14: 70,0 por 1.000 hab. 60,0 50,0 57,8 56,3 53,8 40,0 30,0 38,3 38,0 34,7 20,0 10,0 - 2008 2009 2010 Taxa Bruta de Internação por 1.000hab. Taxa de Internação excluidos Gravidez, parto e perpério Como pode ser observado, a Taxa de Internação Bruta, relação entre o número de internações hospitalares e a população do ano, vem apresentando discreta redução. Com relação à Taxa de Internação, excluídas aquelas relacionadas à gestação, ao parto e puerpério, observa-se um declínio mais acentuado. Isto permite supor que a necessidade de assistência hospitalar está em declínio, provavelmente pelo reflexo da melhoria da qualidade de assistência na Atenção Básica, cuja cobertura em Horizonte é de 100% da população. Tabela 45 - Número Internações Hospitalares. Horizonte, 2010. Lista Morbidade (CID-10) 2008 2009 2010 Total Gravidez parto e puerpério 1.023 993 1.051 3.067 Doenças do aparelho respiratório 373 387 248 1.008 Causas Externas 191 240 277 708 Doenças do aparelho geniturinário 208 243 207 658 Doenças do aparelho digestivo 204 227 226 657 Doenças do aparelho circulatório 170 190 149 509 Algumas doenças infecciosas e parasitárias 227 133 132 492 Contatos com serviços de saúde 108 156 108 372 Neoplasias (tumores) 101 118 149 368 Demais Causas 429 374 420 1.223 Total 3.034 3.061 2.967 9.062 Fonte: SIH/SUS – 2010 Prefeitura Municipal de Horizonte 53 Secretaria da Saúde do Município Quanto às causas de internação hospitalar de usuários residentes em Horizonte, pode-se notar que as relacionadas à Gravidez, Parto e Puerpério são as principais razões de internamentos nos últimos três anos. As doenças do Aparelho Respiratório representam a segunda causa de internamentos, mas aquelas relacionadas com acidentes, agressões e violências mostram-se com uma importante elevação, tendo crescido 45% no período em estudo. As internações por problemas do Aparelho Cardíaco mostram-se em declínio, corroborando com a suposição de que a melhoria da qualidade da assistência na Atenção Básica pode ter relação com este resultado. Indicadores do Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa - HMVRS A assistência ofertada pelo Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa tem característica de unidade mista, pois, além de realizar as atividades inerentes à sua programação, também supre a necessidade de consultas em clínica médica através de demanda espontânea. Isso ocorre devido ao elevado número de famílias em algumas equipes de ESF e devido a ausência temporária de Profissionais na Rede Básica de Saúde, a constante rotatividade de profissionais médicos nas unidades básicas de saúde (UBASF),vem criando um lapso do atendimento rotineiro dessas unidades. Outro fator a se considerar é o horário de oferta de serviços nas UBASF, entre 8 e 17 horas, muitas vezes incompatível com os horários dos usuários empregados no postos de trabalho do município (comércio, empresas industriais etc.). Nestes casos, os usuários terminam procurando assistência médica após 18 Horas. Outro fator é a demanda representada por trabalhadores empregados nas empresas de Horizonte e que são de outros municípios, e de demandas de outros municípios. Tabela 46. Série Histórica dos Atendimentos Médicos Realizados no HMVRS Consultas Médicas Urgência/Emergência 2007 52.508 2008 67.774 2009 76.400 2010 77.084 Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA). Conforme se observa, a série histórica da Tabela 46 demonstra aumento de 12% do número de atendimentos Médicos realizados nos de 2008 a 1010. Tabela 47. Série Histórica das Consultas Médicas Especializadas no HMVRS Consultas Médicas Especializadas 2007 2008 2009 2010 Cardiologista 523 25 830 1.284 Cirurgia Geral 1.326 1.167 1.102 1.601 Ortopedista e Traumatologista 2.875 3.848 3.615 6.202 Pneumologista 468 816 878 843 Total 5.192 5.856 6.425 9.613 Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA). Observa-se na Tabela 47 um importante incremento na oferta de consultas especializadas da ordem de 49,6%, sendo mais acentuada na demanda referente à ortopedia. Prefeitura Municipal de Horizonte 54 Secretaria da Saúde do Município Tabela 48. Número de Exames para Apoio e Diagnóstico. HMVRS, 2007 a 2010. Especificações Ultra-sonografias Raio X Endoscopia ECG Exames Laboratoriais Total 2007 2008 2009 2010 3.756 4.480 4.826 4.628 5.733 7.179 10.113 11.689 471 647 769 782 987 658 306 218 62.106 97.256 114.314 175.107 73.053 110.220 130.328 192.424 Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA). Na Tabela 48 observa-se o aumento de 39 % do Raio X realizados nos de 2008 para 2010. Acredita-se que esse aumento ocorreu devido ao incremento do Serviço de Revitalização em Traumatologia/Ortopedia (aquisição de novos equipamentos e aumento de carga horária de traumatologistas e técnicos de Raio X). Em relação aos exames laboratoriais foi registrado um aumento de 43% de 2008 a 2010 em função da aquisição de novos equipamentos. Tabela 49. Série Histórica das Cirurgias realizadas pelo Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa Centro Cirúrgico 2008 2009 2010 Pequenas Cirurgias 268 502 571 Cesariana 27 81 82 Laqueadura Tubária 44 61 27 Herniorrafias 18 80 82 Vasectomia 16 27 24 Postectomia 15 20 25 Outras cirurgias 11 4 Total 388 782 815 Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA). Observa-se na Tabela 49 o aumento do número de cirurgias de 388 em 2008 para 815 em 2010, perfazendo um aumento de 52% no total geral das cirurgias realizadas. Tabela 50. Série Histórica dos Partos, Nascidos Vivos e Nascidos Mortos. HMVRS, 2008 a 2010. Ano Nº Partos Nº Nascidos Nº Nascidos Vivos Mortos 2008 535 524 03 2009 582 570 02 2010 515 493 03 Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA). Na Tabela 50 nota-se uma diminuição de 4 % do número de partos do ano de 2008 para 2010. Por conseqüência, uma redução de 6% dos nascidos vivos . Acreditamos que esse fato se deu em função do trabalho realizado através ESF através da distribuição dos métodos contraceptivos e orientações para as famílias. Prefeitura Municipal de Horizonte 55 Secretaria da Saúde do Município Cons. Med. Especializada Atend. Urgência atenção Básica Tabela 51: Consolidado de Atendimentos do Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa nos anos de 2009 e 2010. ESPECIFICAÇÃO Atend. Urgência (ambulatório) Atend. Emergência Atend. c/ Observação Atend. c/ Remoção (transferências) Atend. Gineco-Obstetrícia Total Cirurgião Geral Ortopedista e traumatologista Pneumologista Cardiologista Ano/2009 60.105 10.247 4.349 1.699 3.022 79.422 1.102 3.615 878 Ano/2010 56.386 11.401 7.623 1.674 3.054 80.138 1.601 6.202 843 Centro Cirúrgico Ultra-sonografia Exames Procedimentos 830 1.284 9.930 6.425 169 158 170 1.277 1.337 139 93 301 330 124 120 4.628 4.232 2.896 3.211 9.696 9.523 Exames Laboratoriais HMVRS 112.446 167.940 Exames Laboratoriais LACEM 365 2.677 Exames Laboratoriais CENJA 1.503 4.490 Raios-X 10.113 11.689 Endoscopia 769 782 ECG 306 218 125.502 187.796 Abdomem Superior 900 991 Aparelho Urinário 327 437 Bolsa Escrotal 45 44 Mamária Bilateral 266 269 Próstata Abdominal 46 85 Tireóide 121 157 Obstétrica 1.687 1.356 Pélvica 397 325 Transvaginal 1.026 963 TOTAL 4.815 4.628 Pequenas Cirurgias 502 571 Biopsias 16 37 Cesariana 81 82 Laqueadura Tubaria 61 27 Herniorafia 80 82 Vasectomia 27 24 Postectomia 20 25 TOTAL 787 848 Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial (BPA). Total Sonda Vesical Clister Sutura Drenangem Retirada de Pontos Retirada de Corpo Estranho Curativo Atend. c/ imobilização (GESSO) Prefeitura Municipal de Horizonte 56 Secretaria da Saúde do Município Tabela 56 - Distribuição das principais causas de Transferências Gineco-obstétricas do HMVRS - 2010 Causas de transferências gineco - obstétrica Quantidade Pré-eclampsia 111 Aborto 111 Amniorrex prematura 76 Trabalho de Parto prematuro 49 Cesárea anterior 44 Pós datismo 30 Sofrimento fetal 30 Parada de progressão 17 Oligoâmnio 17 Macrossomia 13 Outras causas ( gravid.ectópica, prolapso de cordão, apresentação pélvica, taquicardia fetal e etc...) 52 Total Geral 550 Fonte: Controle e Avaliação através do Boletim de Produção Ambulatorial BPA). Observa-se na Tabela 56 que a Pré-eclampsia e o Aborto representam juntas 40,3% dos casos de transferências gineco-obstétricas, seguindo por amniorrex prematuro 14%, trabalho de parto prematuro 9%,, outras causas 9,5%, cesariana anterior 8%, pós datismo 5,4%, sofrimento fetal 5,4%, parada de progressão 3%, oliâmnio 3% e macrossomia 2,4%. Gráfico 15. Distribuição dos Atendimentos Médicos realizados no HMVRS, 2010. 56.386 60.000 50.000 40.000 30.000 20.000 11.401 7.623 1.674 10.000 0 Urgência Emergência Observação Transferências Fonte: Controle e Avaliação , através do Boletim de Produção Ambulatorial(BPA). Prefeitura Municipal de Horizonte 57 Secretaria da Saúde do Município Conforme se observa no Gráfico 01, os atendimentos médicos hospitalares de Urgência representam 80% dos atendimentos, enquanto a Emergência representa 20%. Fato preocupante, pois o Hospital é nível secundário e acaba atendendo uma demanda de responsabilidade da Atenção Básica, comprometendo a qualidade do atendimento. Gráfico 16 – Distribuição das Consultas realizadas por Especialidades no Hospital e Maternidade Venâncio Raimundo de Sousa, em 2010. 498 843 2010 1.601 6.202 0 1.000 Ortopedia 2.000 3.000 Cirurgião geral 4.000 5.000 Pneumologia 6.000 7.000 Cardiologia Fonte: Controle e Avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial(BPA). O gráfico 16 mostra o grande número de atendimentos em traumatologia/ortopedia representa 60% dos atendimentos realizados pelos demais Especialistas. Gráfico 17: Percentual de Exames Laboratoriais realizados através do HMVRS em 2010. 2.677; 2% 4.490; 3% 167.940; 95% HMVRS LACEN CENJA Fonte: Controle e avaliação, através do Boletim de Produção Ambulatorial Prefeitura Municipal de Horizonte 58 Secretaria da Saúde do Município No gráfico 17 observa-se que 95% dos exames são realizados no HMVRS, 2% são realizados no LACEN e 3% no CENJA. Isso demonstra a capacidade do Laboratório Municipal em atender as demandas surgidas das clínicas do Hospital. Gráfico 18: Distribuição do Número de Internações do HMVRS, segundo origem do paciente em 2010. 492 468 500 450 400 350 300 250 200 142 150 100 4 50 28 12 0 Pediatria Clínica Médica Horizonte Obstetrícia Outros Munic. Fonte: Controle e Avaliação, através do Sistema de Informação Hospitalar (SIH). O gráfico 18 demonstra que 97,2% das internações em pediatria são do município e apenas 3% de outros municípios, 97,5% em clínica médica são de pessoas do próprio município; na obstetrícia 94% representam as pacientes do município e 6% de outros municípios. De um modo geral, estes percentuais estão compatíveis com limites aceitáveis de invasão e evasão de usuários do SUS. Gráfico 19: Distribuição das principais causas de Internações em Clínica Médica em 2009 e 2010. 160 140 148 120 100 80 88 92 60 62 58 40 40 20 30 25 26 0 Pneumonias Estafil/estrep. 2009 Pielonefrite Diabetes Mellitus 27 D. infec.intest. 2010 Fonte: Controle e avaliação, através do Sistema de informação Hospitalar (SIH). Prefeitura Municipal de Horizonte 59 Secretaria da Saúde do Município O gráfico 19 demonstra que a primeira causa de internação em clínica médica são as pneumonias,seguindo por pielonefrite, depois as estafilococcias/estreptococcias, em seguida as infecções intestinais e diabetes mellitus. Comparando-se os dois anos, observa-se uma acentuada redução nas internações por pneumonias e por estafilococcias, põem um acréscimo naquelas ocasionadas por pielonefrite. Gráfico20: 06 -Número Númerode deAtendimentos atendimentos de de Urgência Urgência/Emergência em Gráfico e Emergência em gineco-obstétricas em 2010. Gineco Obstetrícia. Horizonte, 2010 300 250 265 255 255 255 262 274 285 255 261 264 231 200 192 150 100 50 0 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Fonte: Controle e Avaliação através do Boletim de Produção Ambulatorial BPA). No gráfico 20 observa-se uma redução do número de transferências obstétricas no mês de fevereiro, os demais meses se mantém um número aproximado de transferências. Gráfico 21. Distribuição dos atendimentos na Emergência do HMVRS, referente aos pacientes vítimas de acidentes de transporte, em 2009 e 2010. 2009 Bicicleta 3% 2010 Biciclet a Carro 9% 7% Moto 88% carro 1% Moto 92% O gráfico 21 demonstra o aumento de 4% dos atendimentos de acidentes de transporte causados por motociclistas, uma redução de 8% por carro e um aumento de 4% por bicicleta. Prefeitura Municipal de Horizonte 60 Secretaria da Saúde do Município Ações realizadas no HMVRS em 2010. Projeto Mamãe eu Quero (espaço reservado para as gestantes e puérperas, para estimular o aleitamento materno); Curso Humaniza SUS (capacitação de 40 profissionais do HMVRS para garantir um melhor atendimento aos usuários), Serviço de Revitalização em Traumatologia/ortopedia (aquisição de novos equipamentos e aumento de carga horária de traumatologistas); Prefeitura Municipal de Horizonte 61 Secretaria da Saúde do Município 4. VIGILÂNCIA EM SAÚDE Com o propósito de prevenir doenças crônicas não transmissíveis e prover a saúde da população, a Secretaria Municipal de Saúde tem coordenado ações educativas interagindo com a comunidade. Atua também através do estimulo à mudanças de atitudes e práticas no cotidiano das pessoas, para torná-las mais saudáveis. Estas ações envolvem a prevenção e controle do tabagismo, alimentação saudável, práticas corporais, controle das zoonoses, controle da qualidade da água e do solo, entre outras. 4.1. Vigilância Sanitária 19 A vigilância sanitária, como parte integrante do SUS, é uma competência de caráter prioritário por sua natureza preventiva, devendo atuar na melhoria de qualidade de vida da população. Suas ações estão voltadas para a prevenção, diminuição e eliminação dos riscos à saúde da população decorrentes do meio ambiente, da produção, da circulação de bens e da prestação de serviços. Como política pública, não difere das outras e deve buscar o aperfeiçoamento através de uma atuação eficaz, planejada, evitando a sobreposição de ações ou ausência delas. O processo de planejamento adotado na Diretoria de Vigilância Sanitária de Horizonte baseia-se nas características regionais, hábitos da população, e ainda, os meios de produção e seus fatores de risco. Desta forma, a realização deste estudo possibilitou averiguar e analisar o quão transformador foi o plano de ação para a gestão da vigilância sanitária em 2008, 2009, 2010. Tabela 57: Tipo de Estabelecimento e Cadastramentos Realizados em 2010 ESTABELECIMENTOS META CADASTRADOS EM 2010 ACADEMIAS AUTOPEÇAS AMBULANTES AMBULATÓRIO AUTO ESCOLAS BARES BOMBONIERE CEMITÉRIO CASAS DE RAÇÃO CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS CLÍNICA ODONTOLÓGICA PARTICULAR COMÉRCIO DE INFORMÁTICA COMÉRCIO DE RAÇÃO CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS PÚBLICOS CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS PARTICULARES CLÍNICA MÉDICA ODONTOLOGICA LOJAS DE CONFECÇÃO MERCANTIL ESTÁDIOS DE FUTEBOL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTO CLUBE CHURRASCARIA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL FÁBRICA DE CALÇADOS PAPELARIA 03 04 18 01 03 22 06 02 05 01 03 20 05 11 03 01 04 13 04 01 01 03 01 01 02 03 04 18 01 03 22 06 02 05 01 03 20 05 11 03 01 04 13 04 01 01 03 01 01 02 61 Prefeitura Municipal de Horizonte 62 Secretaria da Saúde do Município ESTABELECIMENTOS OFICINA ELÉTRICA FÁBRICA DE MÓVEIS STÚDIO FOTOGRÁFICO INDÚSTRIA DE PRODUTOS DE LIPEZA POLPA DE FRUTAS CONSTRUTORAS ESCRITÓRIO DE ASSESSORIA FACÇÃO POSTOS DE SAÚDE COM. VAREJISTA DE MAT ELETRICO COM. VAREJISTA DE ARTIGOS USADOS FÁBRICA DE BANCOS E ESTOFADOS P/VEÍCULO COMÉSTICOS REPRES. COMERCIAL ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL COLETA DE RESÍDUOS PERIGOSOS COMERCIO DE SEMIJÓIAS COM. VAREJISTA DE MADEIRAS LOCADORA DE VÍDEO COZINHAS INDUSTRIAIS MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS ARTIGOS PARA INFORMÁTICA TATUAGENS MANUTENÇÃO REDE TELECOMUNICAÇÃO CRECHES DEP. MATERIAL CONSTRUÇÃO ESCOLAS PARTICULARES ESCOLAS PÚBLICAS FÁBRICA DE CONFECÇÃO FÁBRICA DE CERVEJA FARMÁCIAS FRIGORÍFICOS FUNERÁRIAS GRANJAS CORTE INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS INDÚSTRIAS EM GERAL LABORATÓRIO CLÍNICO LABORATÓRIO DE PRÓTESE DENTÁRIA LABORATÓRIO FITOTERÁPICO LANCHONETES LAVANDERIAS MATADOURO PÚBLICO MERCANTIL METALÚRGICA OFICINA MECÂNICA ÓTICAS PANIFICADORAS META CADASTRADOS EM 2010 01 02 02 01 01 03 01 04 13 01 01 01 03 01 01 01 01 01 01 05 01 02 02 01 14 05 06 28 08 01 10 21 02 05 01 43 01 03 01 41 02 01 70 06 15 07 07 01 02 02 01 01 03 01 04 13 01 01 01 03 01 01 01 01 01 01 05 01 02 02 01 14 05 06 28 08 01 10 21 02 05 01 43 01 03 01 41 02 01 70 06 15 07 07 62 Prefeitura Municipal de Horizonte 63 Secretaria da Saúde do Município ESTABELECIMENTOS PERMISSIONÁRIOS POSTOS DE COMBUSTÍVEL POUSADAS/MOTEL RESTAURANTES REVENDA DE ÁGUA MINERAL SALÃO DE BELEZA SORVETERIAS TRANSPORTADORA UNIDADES DE SAÚDE TOTAL META CADASTRADOS EM 2010 40 06 02 10 03 29 02 01 19 599 40 06 02 10 03 29 02 01 19 504 INSPEÇÃO SANITÁRIA Atividade desenvolvida por profissionais legalmente habilitados, com capacidade e conhecimento para avaliar as condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos, serviços de saúde, produtos, condições ambientais de valor sobre a situação observada, se dentro dos padrões técnicos minimamente estabelecidos na legislação sanitária e, quando for o caso, a consequente aplicação de medidas educativas ou mesmo punitivas previstas em lei (Lei Federal 6.437 DE 20 DE AGOSTO DE 1977, DOU de 24/08/1977). Tabela 58: Tipo de Estabelecimento e Inspeções Realizados em 2010 INSPEÇÕES ESTABELECIMENTOS META REALIZADAS EM 2010 ACADEMIAS 03 03 ALIMENTOS 112 112 AUTO ESCOLAS 02 02 BARES 22 22 BOMBONIERE 05 05 CEMITÉRIO 02 01 CHAFARIZES 40 40 CLÍNICAS MÉDICAS 03 03 COMÉRCIO DE INFORMÁTICA 20 20 COMÉRCIO DE RAÇÃO 05 05 CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS PARTICULARES 03 03 COZINHAS INDUSTRIAIS 04 04 CRECHES 14 14 DEP. MATERIAL CONSTRUÇÃO 05 05 ESCOLAS PARTICULARES 06 ESCOLAS PÚBLICAS 28 28 FÁBRICA DE CONFECÇÃO 08 08 FARMÁCIAS 18 18 FRIGORÍFICOS 21 21 FUNERÁRIAS 02 02 GRANJAS 05 05 INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS 01 01 INDÚSTRIAS EM GERAL 43 43 LABORATÓRIO CLÍNICO 01 01 63 Prefeitura Municipal de Horizonte 64 Secretaria da Saúde do Município ESTABELECIMENTOS LABORATÓRIO DE PRÓTESE DENTÁRIA LABORATÓRIO FITOTERÁPICO LANCHONETES LAVANDERIAS MATADOURO PÚBLICO MERCANTIL METALÚRGICA OFICINA MECÂNICA ÓTICAS PANIFICADORAS POSTOS DE COMBUSTÍVEL POUSADAS RESTAURANTES REVENDA DE ÁGUA MINERAL SALÃO DE BELEZA SORVETERIAS TRAILERS TRANSPORTADORA UNIDADES DE SAÚDE TOTAL META 03 01 41 02 01 15 06 15 07 07 06 02 10 03 29 03 08 01 19 552 INSPEÇÕES REALIZADAS EM 2010 03 01 41 02 01 15 06 15 07 07 06 02 10 03 29 03 08 01 19 545 AÇÕES EDUCATIVAS No período das festividades Carnavalescas foi promovido Capacitação de Boas Práticas de Manipulação de Alimentos para todos os permissionários que iriam vender alimentos. Foram entregues: panfleto com orientações educativas quanto a venda de produtos alimentícios, máscaras, luvas e toucas descartáveis. A Capacitação e a entrega de material teve a finalidade de minimizar os riscos de contaminações, buscando e aplicando a Segurança e Qualidade Alimentar sob o ponto de vista higiênico-sanitário dos alimentos comercializados. A Capacitação contou com a participação de 51 permissionários. INVESTIGAÇÃO SANITÁRIA DE EVENTOS Atividades desenvolvidas por profissionais com capacidade comprovada e credenciamento legal, com objeto de avaliar os estabelecimentos, serviços de saúde, produtos, condições ambientais e de trabalho implicando em expresso juízo de valor sobre a situação observada (se dentro dos padrões técnicos minimamente estabelecidos na legislação sanitária). Quando for o caso, a consequente aplicação de medidas educativas ou mesmo punitivas previstas na legislação. 64 Prefeitura Municipal de Horizonte 65 Secretaria da Saúde do Município Exemplos de situações a serem investigadas: ●Surtos de doenças transmitidas por alimentos; ●Intoxicação, reações adversas, e queixas técnicas; ●Doenças/acidentes de trabalho; ● Infecções hospitalares. Tabela 59: Investigação Epidemiológica de Animais Agressores AGRESSÃO POR OVINO AGRESSÃO POR CANINO AGRESSÃO POR FELINO TOTAL 01 03 01 05 MONITORAMENTO DE PRODUTOS E OUTRAS SITUAÇÕES DE RISCOS Ação programática desenvolvida de forma sistemática com o objetivo de proceder acompanhamento, avaliação e controle de qualidade bem como dimensionar riscos e resultados em relação à produtos e quaisquer situações de risco de interesse da Vigilância Sanitária. Exemplos: Vigilância da qualidade da água para consumo humano (VIGIÁGUA). Para o monitoramento da água realizamos atividades de coleta de água para análise laboratorial. Estas amostras são coletadas de pontos de água da CAGECE (SAA), de chafarizes (SAC) e cacimbas comunitárias (SAI). Tabela 60: Coletas e Resultados de Exames Laboratoriais de Água Coletadas em 2010 Nº. DE AMOSTRAS Nº. DE AMOSTRAS PARÂMETRO EXIGIDAS REALIZADAS BACTERIOLÓGICO 432 432 FISICO QUÍMICO 432 419 FLUOR 60 60 TOTAL ANO 924 911 65 Prefeitura Municipal de Horizonte 66 Secretaria da Saúde do Município VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA ANIMAL Gráfico 22: Cobertura Vacinal Antirrábica 2007 a 2009 92,7% 106,8% 2009 108,5% 111,0% 2008 Gatos Cães 119,9% 2007 88,3% Cobertura Obs: No ano de 2010 não foi realizada campanha de vacinação por determinação do Ministério da Saúde, que não forneceu vacinas em decorrência de falhas no sistema de produção. Tabela 61: Liberação de Alvarás e Arrecadação Correspondente, 2010 VALOR EM R$ ANO 2010 META EXPEDIDOS ARRECADADO ALVARÁS SANITÁRIOS 138 138 86.153,23 Tabela 62: Atendimento ao Público, 2010. SOLICITAÇÕES / DENÚNCIAS Coletas de sangue de animal para exame de leishmaniose Sacrifícios de animais Coleta de material para pesquisa de raiva animal Distribuição de folders em ações educativas Denúncia de esgoto a céu aberto Denúncia de criação indevida de animais Fossa estourada Lixo denúncia Investigação epidemiológica Abatedouro de frango Lanchonete Meio ambiente Granja avícola Total META 32 50 01 Evento 32 51 12 04 03 01 02 06 01 195 REALIZADO 32 50 01 Evento 32 51 12 04 03 01 02 06 01 195 Tabela 63: Cadastramento de Prescritores, 2010. PRESCRITORES META REALIZADO MÉDICOS 48 48 DENTISTAS 12 12 TOTAL 60 60 66 Prefeitura Municipal de Horizonte 67 Secretaria da Saúde do Município 4.2.Vigilância Epidemiológica 20 PERFIL DOS NASCIMENTOS É função da vigilância epidemiológica fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de saúde que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos, tornando disponíveis, para esse fim, informações atualizadas sobre a ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam, numa área geográfica ou população definida. Por suposto, a vigilância epidemiológica também se constitui em importante instrumento para o planejamento, organização e operacionalização dos serviços de saúde, bem como a normatização das atividades técnicas correlatas. A operacionalização da vigilância epidemiológica compreende um ciclo de funções específicas e intercomplementares, desenvolvidas de modo contínuo, permitindo conhecer, a cada momento, o comportamento da doença ou agravo selecionado como alvo das ações, de forma que as medidas de intervenção pertinentes possam ser desencadeadas com oportunidade e eficácia. O cumprimento das funções de vigilância epidemiológica depende da disponibilidade de dados que sirvam para subsidiar o processo de produção de informação para a ação. A qualidade da informação depende, sobretudo, da adequada coleta de dados gerados no local onde ocorre o evento sanitário (dado coletado). O número de nascidos vivos constitui relevante informação para o campo da saúde pública, pois possibilita a constituição de indicadores voltados para a avaliação de riscos à saúde do segmento materno-infantil, a exemplo dos coeficientes de mortalidade infantil e materna, nos quais representa o denominador. O Sinasc tem como instrumento padronizado de coleta de dados a Declaração de Nascido Vivo (DN), cuja emissão é de competência exclusiva do Ministério da Saúde. Deve ser preenchida nos hospitais e outras instituições de saúde que realizam partos, e nos Cartórios de Registro Civil, na presença de duas testemunhas, quando o nascimento ocorre em domicílio sem assistência de profissional de saúde. Desde 1992 sua implantação ocorre de forma gradual. Gráfico 23: Nascimentos por Sexo e Taxa de Natalidade. Horizonte 1996 a 2010 600 0,025 0,020 400 0,015 300 0,010 200 0,005 100 0 0,000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Masc Fem Taxa de Natalidade Fonte: Secretaria da Saúde do Estado do Ceará/COPROM-NUIAS, dados até set/2010 sujeitos à revisão. Tx Natalidade Nascimentos 500 Prefeitura Municipal de Horizonte 68 Secretaria da Saúde do Município O perfil dos nascimentos em Horizonte demonstra a paridade histórica entre nascimentos de bebês do sexo masculino e feminino, não apresentando variações significativas. Quanto à taxa de natalidade, relação entre a população e o número de nascidos vivos por ano, observa-se declínio constante, mostrando a tendência de redução da velocidade de crescimento populacional e conseqüente envelhecimento. Gráfico 24: Percentual de Nascimentos por Faixa Etária. Horizonte 1996 a 2010 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 10 a 14 anos 15 a 19 anos 20 a 34 anos 35 anos ou mais Acompanhar os nascimentos relacionados à faixa etária da mãe possibilita acompanhar melhor a saúde da mulher, garantindo maior qualidade de vida ao possibilitar a reprodução em idade adequada e identificar grupos específicos de risco para garantir melhor assistência, tanto na prevenção de gravidez indesejada ou inadequada em adolescentes e melhor assistência em gravidez de mulheres com idade mais avençada. Na Série histórica acima observa-se a discreta redução de gestantes adolescentes e acima de 35 anos, embora o ano de 2009 tenha registrado um aumento relativo das gestantes abaixo de 14 anos. Gráfico 25: Tipo de Parto por Ano. Horizonte, 1996 a 2010 100,0% 90,0% 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% 1996 1998 2000 2002 Vaginal 2004 2006 2008 2010 Cesário A Organização Mundial de Saúde recomenda que os partos cesarianos sejam desestimulados, ampliando assim a proporção de partos normais. Assim evita-se inúmeros riscos à saúde do Bebê e da Mãe, sobretudo por se caracterizar por um procedimento Prefeitura Municipal de Horizonte 69 Secretaria da Saúde do Município cirúrgico. Entretanto devem ser respeitadas as situações em que a recomendação médica aponta para tal procedimento. Em Horizonte observa-se um aumento importante dos partos cesarianos, culminando com quase 40% no último ano. Isto pode estar relacionado com o baixo estímulo das mães em optarem por partos normais, sobretudo pelo senso comum de que o trauma do parto para a mulher representa um sofrimento desnecessário. Torna-se então importante o desenvolvimento de políticas públicas para o estímulo de partos normais. Tabela 64: Partos de Gestantes Residentes por Municipio de Ocorrência Município de Ocorrência 2009 % 2010 % 559 57,3% 489 51,5% Horizonte 240 24,6% 364 38,3% Fortaleza 145 14,9% 77 8,1% Cascavel 19 1,9% 16 1,7% Pacajus 13 1,3% 4 0,4% Outros Municípios TOTAL 976 950 Fonte: SESA CE/COPROM-NUIAS A maior parte dos partos de gestantes de Horizonte é realizada no Hospital do município, entretanto, ao se comparar os partos entre 2009 e 2010 é possível notar um aumento importante de partos encaminhados à Fortaleza. Isto contribui para evasão de benefícios pois, no período estudado, 10% dos partos foram normais realizados em Fortaleza, quando estes ou parte deles, poderiam ter ocorrido no Hospital de Horizonte. Tabela 65: Tipos de Parto Segundo Município de Ocorrência. Horizonte, 2009 e 2010. Município de Ocorrência a Horizonte Fortaleza Cascavel Pacajus Maracanaú Caucaia Morada Nova Russas Itaitinga Palhano Tabuleiro do Norte TOTAL Vaginal 882 188 68 10 2 3 2 0 1 1 0 1.157 % 76,2% 16,2% 5,9% 0,9% 0,2% 0,3% 0,2% 0,0% 0,1% 0,1% 0,0% Cesário 163 416 154 25 3 1 1 2 0 0 1 766 % Total % 21,3% 54,3% 20,1% 3,3% 0,4% 0,1% 0,1% 0,3% 0,0% 0,0% 0,1% 1.048 604 222 35 5 4 3 2 1 1 1 1.926 54,4% 31,4% 11,5% 1,8% 0,3% 0,2% 0,2% 0,1% 0,1% 0,1% 0,1% Fonte: SESA CE/COPROM-NUIAS Dos partos registrados em gestantes residentes em Horizonte entre 2009 e 2010, notase a predominância dos partos normais (60%), embora a proporção de partos cesarianos esteja muito acima daquela sugerida pela Organização Mundial da Saúde e que está estabelecida como meta (21%). Observa-se que entre os partos normais, 76% ocorrem em Horizonte, enquanto 54,3% dos cesários são realizados em Fortaleza. Outro aspecto importante é a proporção de partos normais realizados em municípios visinhos (Fortaleza, Cascavel e Pacajus), que juntos atingem 23%. Torna-se conveniente identificar as razões deste fato para garantir melhor acesso das parturientes ao serviços do município. a Obs: em 3 Declarações de Nascidos Vivos preenchidas em Horizonte, não foram preenchido o campo Tipo de Parto e não foram considerados na tabela acima Prefeitura Municipal de Horizonte 70 Secretaria da Saúde do Município PERFIL DA MORBIDADE O SINAN, Sistema de Informação de Agravos Notificáveis, foi desenvolvido entre 1990 e 1993, visando sanar as dificuldades do Sistema de Notificação Compulsória de Doenças (SNCD) e substituí-lo, tendo em vista o razoável grau de informatização disponível no país. Foi concebido pelo Centro Nacional de Epidemiologia, com o apoio técnico do Datasus e da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para ser operado a partir das unidades de saúde, considerando o objetivo de coletar e processar dados sobre agravos de notificação em todo o território nacional, desde o nível local. Mesmo que o município não disponha de microcomputadores em suas unidades, os instrumentos deste sistema são preenchidos neste nível e o processamento eletrônico é feito nos níveis centrais das secretarias municipais de saúde (SMS), regional ou secretarias estaduais (SES). É alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos constantes da lista nacional de doenças de notificação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluir outros problemas de saúde regionalmente importantes. No Sinan, a entrada de dados ocorre pela utilização de alguns formulários padronizados. No ano de 2010 foram registradas 319 notificações, das quais 288 se constituíram em casos confirmados. Tabela 66: Casos Notificados e Confirmados. Horizonte, 2009 - 2010 2009 2010 Agravos Notificados Confirmados Notificados Confirmados Acidente com Animais Peçonhentos Atendimento Antirrábico Dengue Sarampo Rubéola Hepatite Viral Malaria Sífilis Congênita Sífilis em Gestante - 84 4 10 6 1 - 1 0 0 0 0 - 1 2 1 2 2 273 35 2 1 - 2 273 8 0 0 - 1 4 3 0 4 3 Gráfico 26: Casos de Atendimento Antirrábico Humano. Horizonte, 2007 a 2010 370 310 246 2007 2008 2009 273 2010 AARH Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica Há muitas interfaces entre a raiva humana e a animal. Na vigilância da raiva, os dados epidemiológicos são essenciais tanto para os profissionais de saúde, para que seja tomada a decisão de profilaxia de pós-exposição em tempo oportuno, como para os veterinários, que devem adotar medidas de bloqueio de foco e controle animal. Assim, a integração entre Prefeitura Municipal de Horizonte 71 Secretaria da Saúde do Município assistência médica, Vigilância Sanitária e a Vigilância Epidemiológica são imprescindíveis para o controle dessa zoonose. No município de Horizonte não foram registrados casos de raiva humana nos últimos dez anos, no entanto o numero de notificações de agressões por animais é alto, principalmente se comparado á outros agravos, porém em 2010 foi menor que nos últimos 02 anos. Gráfico 27: Acidentes com Animais Peçonhentos (APP). Horizonte, 2007 a 2010. 3 2 2 0 2007 2008 2009 2010 AAP Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica Em 2010 tivemos 01 acidente por picada de SERPENTE e 01 por ESCORPIÃO. Estes pacientes foram encaminhados ao CEATOX, setor responsável por este tipo de atendimento no Instituto Dr. José Frota – IJF para as devidas providências. Gráfico 28: Casos de Dengue. Horizonte, 2000 a 2010. 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Dengue Clássico 310 38 56 3 259 306 47 103 1 8 Descartado 354 82 83 27 191 175 119 419 83 35 4 0 3 0 0 Dengue Complicação 2010 Fonte: http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/tabnet/tabnet?sinannet/dengue/bases/denguebrnet.def em 18/04/2011, 9h Os sorotipos circulantes até o momento em Horizonte foram os sorotipos I e II. A população mais atingida é predominantemente em adultos jovens, na faixa etária economicamente ativa, o que para o município representa além do acometimento do indivíduo, o prejuízo econômico, já que a maior parte dos habitantes se constitui na mão de obra do pólo industrial instalado. Ainda com relação ao controle da dengue, merece enaltecer o esforço e a dedicação da equipe de controle de endemias, realizando 5 ciclos de tratamento e Levantamento de Índices Amostral – LIA. Foram inspecionados 6.837 imóveis 23,6% do total existente (29.019). O maior índice de infestação observado foi de 0,49. Considerando o ano inteiro, Foram registrados 53 imóveis com a presença de larvas do mosquito, chegando-se a um Índice de Infestação Geral de 0,78%. Vale salientar que a Organização Mundial de Saúde recomenda Prefeitura Municipal de Horizonte 72 Secretaria da Saúde do Município índices inferiores a 1% para considerar a área de baio risco para a ocorrência de epidemia de dengue. Com relação às localidades, observou-se uma maior concentração de infestação em imóveis dos bairros Centro, Mangueiral, Zumbi e Parque Diadema, áreas de maior densidade populacional do Município. Dentre os depósitos de água de maior importância na proliferação do mosquito estão as sucatas, potes, baldes e tambores. Gráfico 29: Índice de Infestação Predial por Levantamento de Índice Amostral (LIA). Horizonte, 2010 0,45 0,4 0,35 0,3 0,25 1º 0,2 3º 0,1 4º 0,05 5º 0 ÍNDICE Tabela 68: 2º 0,15 1º 2º 3º 4º 5º 0,12 0,2 0,2 0,19 0,4 Prefeitura Municipal de Horizonte 73 Secretaria da Saúde do Município Gráfico 30: DEPÓSITOS INFESTADOS DE MAIOR INCIDÊNCIA HORIZONTE, 2010 Sanitário 2 Tina 3 Pneu 3 Caixa D'água 3 Bandeja de Geladeira 3 Tanque 4 Cacimba 4 Tambor 7 Balde 7 Pote Sucata Gráfico 31: 9 15 Prefeitura Municipal de Horizonte Secretaria da Saúde do Município Além das atividades rotineiras de controle do vetor da dengue, realizada pela equipe de profissionais do Núcleo de Controle de Endemias – NUEND, forma desenvolvidas as seguintes ações especiais em 2010: Tabela 68: Atividades Desenvolvidas em 2010 Ação Quantidade TELAMENTO Caixas dágua 41 Cisternas 10 Tambores 25 PEIXAMENTO Caixas dágua 5 Cacimba 5.230 Cisternas 185 Tambores 85 Total de peixes utilizados 22.020 RECOLHIMENMTO DE PNEUS Total de Pneus Recolhidos 1.503 IMÓVEIS BORRIFADOS 255 74 Prefeitura Municipal de Horizonte 75 Secretaria da Saúde do Município Outras Doenças de Notificação Compulsória Gráfico 32: 1,60 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 Tx Incidência 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00 Ano 2007 2008 2009 Casos Casos de Sífilis Congênita e Taxa de Incidência. Horizonte 2007 a 2010 2010 Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica Dentre outras DST a sífilis ocupa lugar importante por causar (em gestantes não tratadas ou tratadas inadequadamente): malformações e óbitos fetais, abortos, partos prematuros e inúmeras seqüelas ás crianças afetadas. Este agravo teve um aumento no número de notificações de casos, com taxa de incidência chegando a 1,4 por 10.000 habitantes. Tabela 69: Casos de Meningite por Ano 1º Sintomas e Faixa Etária. Horizonte, 2009-2010 Faixa Etária <1 Ano 1-4a 5-14a 15-19 20-39 65-69 TOTAL 2009 2 1 1 1 1 2 8 2010 1 1 1 2 5 Fonte: SINANW / Equipe de Vigilância Epidemiológica No que se refere às Meningites, houve registro de 5 casos, dos quais dois em adultos. Em três dos casos a etiologia foi inespecífica enquanto nas duas outras foram de origem viral. Prefeitura Municipal de Horizonte 76 Secretaria da Saúde do Município PERFIL DA MORTALIDADE EM HORIZONTE O SIM, Sistema de Informação de Mortalidade, constitui fonte principal de dados para o registro de óbitos. Serve também como resgate de informação quando há falhas de registro de casos no Sinan, quanto como fonte complementar, por também dispor de informações sobre as características de pessoa, tempo e lugar, assistência prestada ao paciente, causas básicas e associadas de óbito, extremamente relevantes e muito utilizadas no diagnóstico da situação de saúde da população. As informações obtidas pela Declaração de Óbito possibilitam o delineamento do perfil de morbidade de uma área, no que diz respeito às doenças mais letais e às doenças crônicas não sujeitas à notificação compulsória, representando, praticamente, a única fonte regular de dados. Para as doenças de notificação compulsória, a utilização eficiente desta fonte de dados depende da verificação rotineira da presença desses agravos no banco de dados do SIM. Deve-se também checar se as mesmas constam no Sinan, bem como a evolução do caso para óbito. Gráfico 33: 60.000 7 50.000 6 5 40.000 4 30.000 3 20.000 2 10.000 0 1 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Coeficiente de Mortalidade População Crescimento Populacional e Coeficiente Geral de Mortalidade em Horizonte 0 25382 26267 27008 27761 33790 35695 37054 3856740078 43507 45251 46981 52488 54362 55186 População Coef. Geral de Mortalidade (por 1.000 hab) 4,6 População 5,3 3,7 5,5 4,2 3,6 3,3 3,9 3,7 3,8 3,7 3,9 6,1 5,3 4,9 Coef. Geral de Mortalidade (por 1.000 hab) O Coeficiente Geral de Mortalidade (CGM) expressa a freqüência anual de mortes. É influenciada pela estrutura da população quanto à idade e sexo. Taxas elevadas podem estar associadas a baixas condições socioeconômicas ou refletir elevada proporção de pessoas idosas na população. Entre os anos de 1996 a 2010, o Município de Horizonte experimentou um crescimento populacional de 217%. Porém o CGM oscilou em torno de 4 óbitos por 1.000 habitantes ao ano, sendo o ano de 2002 o que apresentou menor coeficiente (3,3 óbitos por 1,000 habitantes) e o ano de 2008 o valor muito superior à média do período, com 6,1 óbitos para cada 1.00 habitantes. Nos primeiros cinco anos, observa-se um Coeficiente relativamente alto, considerando-se o tamanho da população, possivelmente influenciado pelas condições sanitárias da época. Entre os anos de 2001 a 2007, este indicador mostrou-se estável e demonstrou acentuada elevação nos anos seguintes. O Ano de 2010 terminou com um CGM de 4,9/1.000hab, um pouco acima da média histórica do período. Gráfico 34: Prefeitura Municipal de Horizonte 77 Secretaria da Saúde do Município Óbitos Segundo Causa Básica e Ano. Horizonte 1996 a 2010 80 70 60 Óbitos 50 40 30 20 10 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Doenças do Aparelho Circulatório Causas Externas (Violências e Acidentes) Doenças do Aparelho Respiratório 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Causas Mal Definidas Neoplasias (tumores) Demais Causas Fonte: DATASUS (até 2007) e NUIAS/SESA/CE (a partir de 2008) Na análise mais apurada das causas de óbitos entre os anos de 1996 a 2010, observa-se evolução crescente das mortes por doenças do aparelho circulatório, sobretudo após 2005. Parte delas relacionadas ao aumento da longevidade populacional e outras à ampliação das condições de sobrevivência dos doentes desta categoria. Já no final do período nota-se um forte declínio, possivelmente relacionado à intensificação do controle da Hipertensão Arterial através de ações educativas, estímulo à atividade física e maior esforço da Atenção Básica na busca e acompanhamento de pacientes com este agravo. Já os óbitos causados por violências, neoplasias e problemas respiratórios demonstram tendência a crescimento acentuado, sinalizando para uma maior atenção voltada para a compreensão e controle dos fatores determinantes e condicionantes associados a estas causas. Prefeitura Municipal de Horizonte 78 Secretaria da Saúde do Município Tabela 70: Série Histórica dos Óbitos de Residentes por Causa Básica. Horizonte 1996 a 2010 Capítulo CID-10 Doenças do aparelho circulatório Mal Definidas Causas externas (Violências) Neoplasias (tumores) Doenças do aparelho respiratório Algumas afecções originadas no período perinatal Algumas doenças infecciosas e parasitárias Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas Doenças do aparelho digestivo Doenças do sistema nervoso Malformações Congênitas Transtornos mentais e comportamentais Doenças do aparelho geniturinário Doenças da pele e do tecido subcutâneo Doenças sangue órgãos hematopoiéticos Gravidez, parto e puerpério Doenças do Sistema Osteomuscular e Conjuntivo TOTAL Fontes: DATASUS (até 2007; NUIAS/SESA-CE (a partir de 2008) 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 511 8 22 10 16 22 27 27 22 35 29 50 60 61 70 52 448 56 55 40 69 47 30 27 41 32 29 8 2 1 0 11 421 21 15 16 33 24 26 18 24 25 30 28 32 49 36 44 271 2 11 8 7 8 9 8 15 23 29 26 29 37 27 32 219 8 5 8 7 13 8 10 16 13 13 12 22 20 27 37 125 6 10 6 3 9 5 3 11 6 4 5 7 19 15 16 105 7 8 6 10 6 6 6 5 6 7 7 5 12 10 4 78 1 4 1 3 7 6 6 4 3 5 5 7 8 10 8 78 3 1 2 1 3 3 7 7 2 4 8 8 13 9 7 31 1 2 2 1 2 1 4 3 1 5 5 4 31 1 2 3 3 1 3 5 6 6 1 28 1 1 2 3 1 3 3 3 5 4 2 18 3 1 1 2 1 1 2 3 2 2 14 1 2 1 2 2 1 3 1 1 11 1 2 3 2 1 0 0 2 9 1 1 1 2 2 1 0 0 1 6 1 1 1 1 1 1 0 116 140 100 154 143 130 122 150 147 165 166 181 243 223 224 2.404 Prefeitura Municipal de Horizonte 79 Secretaria da Saúde do Município Tabela 71: Série Histórica dos Óbitos de Mulheres Residentes por Causa Básica. Horizonte 1996 a 2010 Capítulo CID-10 Doenças do aparelho circulatório Mal definidas Neoplasias (tumores) Doenças do aparelho respiratório Causas Externas Algumas afecções originadas no período perinatal Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas Algumas doenças infecciosas e parasitárias Doenças do aparelho digestivo Malformação Congênita Doenças do sistema nervoso Doenças da pele e do tecido subcutâneo Gravidez parto e puerpério Doenças do aparelho geniturinário Transtornos mentais e comportamentais Doenças do Sangue Doenças do Sistema Osteomuscular e Conjuntivo Total 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 2 21 1 5 1 2 1 1 1 - 1 - - - 11 5 5 10 12 11 13 18 12 19 28 23 14 29 16 17 11 20 12 10 2 1 5 4 2 3 4 4 4 14 14 9 12 4 3 3 8 5 5 9 7 6 6 9 2 2 5 2 4 1 2 2 6 5 3 5 3 2 5 2 1 3 1 2 3 2 1 2 5 2 5 3 1 4 4 6 2 2 5 4 4 3 2 2 1 1 3 2 1 1 3 3 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 2 2 1 2 1 1 2 - 36 63 33 53 52 1 55 47 63 59 56 1 58 68 26 0 21 11 9 9 6 5 7 4 2 2 0 1 2 0 33 0 12 12 7 5 4 6 5 4 3 1 0 2 1 0 14 4 14 17 7 7 5 1 2 0 3 1 1 2 0 1 219 180 123 110 58 50 44 43 30 15 14 10 9 7 5 3 0 105 1 96 0 79 3 923 Fontes: DATASUS (até 2007; NUIAS/SESA-CE (a partir de 2008) Observa-se na Tabela XX que as Doenças do Aparelho Circulatório se caracterizam historicamente como a principal causa de óbito entre as mulheres de Horizonte. As mortes decorrentes de Neoplasias parecem ter se acentuado após 2004. Talvez em parte por melhoria dos diagnósticos e melhor definição de casos, pois as mortes por Causas Mal Definidas declinam no mesmo período. Chama a atenção também o incremento de óbitos por doenças do aparelho respiratório, sobretudo nos três últimos anos, superando inclusive as mortes por doenças cardíacas no ano de 2010. Prefeitura Municipal de Horizonte 80 Secretaria da Saúde do Município Tabela 72: Série Histórica dos Óbitos de Homens Residentes por Causa Básica. Horizonte 1996 a 2010 Capítulo CID-10 Causas Externas Doenças do aparelho circulatório Mal definidas Neoplasias (tumores) Doenças do aparelho respiratório Algumas afec originadas no período perinatal Algumas doenças infecciosas e parasitárias Doenças do aparelho digestivo Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas Transtornos mentais e comportamentais Doenças do sistema nervoso Malformação Congênita Doenças do aparelho geniturinário Doenças sangue Doenças da pele e do tecido subcutâneo Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo TOTAL 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 20 6 35 1 3 4 6 2 1 1 - 13 11 31 6 1 4 2 1 1 1 1 1 1 1 80 74 Fontes: DATASUS (até 2007; NUIAS/SESA-CE (a partir de 2008) 14 5 26 4 5 3 6 2 - 2 67 28 11 40 5 4 1 8 1 1 1 22 12 31 5 4 3 4 2 2 2 - 1 101 22 17 15 16 13 16 5 4 3 5 1 2 1 2 2 4 4 1 2 1 2 3 1 1 2 1 2 1 1 89 73 75 22 9 21 11 7 2 1 5 1 23 16 20 9 6 4 3 1 3 1 1 - 23 31 6 17 6 3 5 5 1 3 2 4 1 1 - 81 24 17 19 15 7 3 7 3 4 3 3 3 86 108 29 32 1 17 13 4 3 5 3 2 1 2 1 1 108 113 40 35 1 16 9 10 7 6 2 3 3 2 2 0 1 1 138 29 37 0 15 15 10 4 4 6 3 2 2 0 0 0 0 127 37 38 7 18 20 9 3 5 3 2 1 1 0 1 0 0 145 Total 363 291 267 148 108 63 62 48 33 23 17 16 11 8 4 3 1.465 Na tabela XY pode-se observar que a maior causa de morte entre os homens de Horizonte são aquelas relacionadas com acidentes, agressões e outros tipos de violência. No período estudado parece ser esta causa a mais homogênea de todas asa causas, Prefeitura Municipal de Horizonte 81 Secretaria da Saúde do Município COEFICIENTES DE MORTALIDADE Gráfico 35: Coeficiente de Mortalidade Masculina pelas Principais Causa Básicas. Horizonte 1996 a 2010 2,5 Coef. por 1.000hab 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Coef de Mort por Causas Externas (1.00hab) Coef de Mort por Neoplasias (1.000hab) 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Coef de Mort por D do Ap. Circ.(1.000hab) Coef de Mort por Doenças Ap Resp. (1.000hab) Fonte: DATASUS (até 2007) e NUIAS/SESA/CE (a partir de 2008) Gráfico 36: Coeficiente de Mortalidade Feminina pelas Principais Causas Básicas. Horizonte, 1996 a 2010. 2,5 Coef. por 1.000hab 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Coef de Mort por Doenças do aparelho circulatório (1.00hab) Coef de Mort por Neoplasias (1.000hab) Coef de Mort por doenças Ap Resp (1.000hab) Coef de Mort por Causas Externas (1.000hab) 2010 Fonte: DATASUS (até 2007) e NUIAS/SESA/CE (a partir de 2008) Ao comparar os Coeficientes de Mortalidade por Sexo, observa-se relativa homogeneidade histórica dos óbitos masculinos relacionados à causas externas (Acidentes, violências), muito embora a mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório mostre-se alto e constante nos últimos cinco anos. Já entre as mulheres, nota-se coeficientes menores, comprovando as estatísticas oficiais quanto ao menor número de óbitos entre este gênero. Mostram-se com tendências crescentes os óbitos por Doenças do Aparelho Circulatório e Respiratório. Dadas às constatações, é possível supor que o Sistema de Saúde Local pode ter influenciado na redução de óbitos por doenças cardíacas entre as mulheres através de melhor acesso aos serviços de atenção básica e especializada. Por outro lado, merece atenção o perfil de óbitos entre os homens e o desenvolvimento de políticas capazes de reverter as tendências de mortes neste gênero. 82 5. GESTÃO DA SAÚDE 21 5.1. Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde A atual gestão assumiu o desafio de inovar na Política de Gestão de Pessoas e dos processos de trabalho na saúde. Desde os primeiros dias, buscou-se compreender os processos de trabalho para estabelecer pactos de boa relação entre o ambiente de trabalho, os processos de produção de serviços e a equipe de trabalhadores da saúde. Vem também apoiando o Sindicato dos Servidores Públicos, sobretudo os da saúde na revisão do Plano de Cargos e Carreiras. Encarou com sobriedade e intensa negociação todas as questões associadas às demandas da classe trabalhadora do setor, tanto no campo coletivo quanto as demandas decorrentes de situações particulares e individualizadas. A criação do Comitê Técnico e Científico Dr. Carlile Lavor foi um passo importante no incentivo a participação dos trabalhadores em eventos técnicos e científicos que possibilitem a renovação dos conhecimentos profissionais. Composto por trabalhadores do município com notório saber científico, com experiências no campo do ensino e pesquisa. Inicialmente atuando como órgão consultivo, assumiu também o setor de Educação Permanente, contribuindo para identificar lacunas de formação técnica. Produção do Comitê: - Ciclo de Debates - Seminário de Fontes de Pesquisa Científica pela Internet. - Liberações - Participações em Eventos 83 5.2. Modernização Gerencial e qualificação das práticas de gestão Nome do Projeto Responsável Detalhes Acompanhamento de Maria Inês Vasconcelos do Acompanhamento e monitoramento do aleitamento materno através de visita Aleitamento Materno em Amaral semanal realizada pelos ACS. O Crianças de 0 a 6 meses trabalho é supervisionado diretamente Comitê Técnico Científico Sérgio Horta Mattos Dr. Carlile Lavor Educação em Saúde na Maria Ângela Nogueira de Melo Escola Farmácia Fitoterápica Sergio Horta Mattos Lian Gong Raimundo Nonato Ferreira e Danilo Martins Luzes do Amanhã (Pg. 94) Prêmio Município Inovador 2011 - APRECE Mãos que Brilham Regina Benea Márcia Andréa Carvalho Núcleo de Educação em Janaína Mota da Rocha Saúde e Mobilização Social Registro Civil ao Nascer Jaqcqueline Rocha Saúde com Arte Janaína Mota da Rocha Saúde e Empresa: parceria Marcos Carvalho que dá certo Venicios de pelos enfermeiros das e ESF Órgão colegiado e consultivo, cujo propósito é coordenar e estimular a política de Educação Permanente, produção científica e tecnológica no âmbito da Saúde em Horizonte. Promover adesão do adolescente para os serviços oferecidos na unidade de saúde através da ação educativa realizada em parceria com a escola. Ação restrita à Unidade de Saúde do Mal Cozinhado Manipulação e distribuição gratuita a população de Horizonte de 15 diferentes tipos de medicamentos a base de plantas medicinais (fitoterápicos) de comprovada eficiência terapêutica. Servidores das Unidades de Saúde – Secretaria da Saúde, Centro de Fisioterapia, e PSF; Hipertensos, Diabéticos, interessados da comunidade. Informação e treinamento dos pais e cuidadores sobre o desenvolvimento integral da criança especial. Espaço para trabalhar , desenvolver as habilidades artísticas dos usuários e familiares do CAPS Projeto criado para estimular o protagonismo juvenil, usando o teatro como ação mobilizadora. Estabelecer procedimentos para garantir o Registro Civil de Nascimento à todas as crianças nascidas no HMAS antes da alta hospitalar. Incentivar a cultura da responsabilização entre crianças e adolescentes das escolas de ensino fundamental e participação dos ACS, utilizando a estratégia do teatro no desenvolvimento de ações de mobilização social relacionados aos temas Dengue e DST´s/ AIDS. Formar um grupo de multiplicadores da saúde nas empresas privadas de alcance do projeto, apoiando e assessorando tecnicamente as atividades preventivas implementadas. 84 5.3. Gestão Participativa - Controle Social A atual gestão tem como uma das suas características o apoio e investimento no processo democrático no âmbito de suas ações. No início de 2009 ano foram realizadas as eleições para a renovação dos seus membros, cujo mandato já havia expirado a mais de um ano. O processo se deu de forma transparente e democrática, onde cada segmento ali representado foi convidado a participar de reunião. Nesses fóruns de segmentos foram proferidas palestras sobre a importância do Conselho e o papel do Conselheiro como principal espaço de efetivação da cidadania através no controle social. Foram eleitos 24 conselheiros titulares e 24 suplentes. A partir da primeira reunião ordinária, o Secretário de Saúde foi eleito presidente para um mandato de dois anos (2009-2011). No ano de 2010 foram realizadas 12 reuniões ordinárias e 6 extraordinárias. Foi iniciado o Curso de Formação de Conselheiros de Saúde com a participação efetiva de 24 conselheiros, com o seguinte conteúdo programático: Conteúdo Os Conselheiros e suas Realidades Os Problemas de Saúde da População e Políticas de Saúde Sistema Único de Saúde e Controle Social Participação e Controle Social Planejamento em Saúde: Agenda, Plano de Saúde e Quadro de Metas. Planejamento em Saúde: Orçamento, Financiamento e Prestação de Contas. O controle das Políticas e Ações do SUS: Mecanismos de Acompanhamento, Avaliação e Fiscalização. Agenda do Conselho Municipal de Saúde de Horizonte Avaliação do Curso Encerramento Prefeitura Municipal de Horizonte Secretaria da Saúde do Município 5.4.Gestão de Recursos Financeiros 22 RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DEMONSTRATIVO DA RECEITA DE IMPOSTOS LÍQUIDA E DAS DESPESAS PRÓPRIAS COM AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL Exercício de 2010 Dados transmitidos em 29/03/2011 10:43:30 85 86 87 1 - Limite anual mínimo a ser cumprido no encerramento do exercício. 2- Esta linha apresentará valor somente no Relatório Resumido de Execução Orçamentária no encerramento do exercício. 3 - De acordo com o Manual Técnico do período, deverão ser registradas nesta coluna os valores de restos a pagar inscritos em 31 de dezembro, que foram considerados como aplicados na saúde. 4- Neste campo, deverão ser registrados os valores dos restos a pagar cancelados que tinham disponibilidade financeira no período anterior. Esse valor deverá ser compensado no exercício de referência, aplicando-o em despesas com ações e serviços públicos de saúde, além do limite mínimo constitucional para o exercício de referência. 5-6 - Os dados informados ao SIOPS não contemplaram a despesa por fonte; assim, estes valores correspondem aos valores de receitas transferidas, não cabendo a informação por liquidação e/ou restos a pagar não processados. 7- Durante o exercício, somente as despesas liquidadas são consideradas executadas. No encerramento do exercício, as despesas não liquidadas inscritas em restos a pagar não processados são também consideradas executadas. Dessa forma, para maior transparência, as despesas executadas estão segregadas em: a) Despesas liquidadas, consideradas aquelas em que houve a entrega do material ou serviço, nos termos do art. 63 da Lei 4.320/64; b) Despesas empenhadas mas não liquidadas, inscritas em Restos a Pagar não processados, consideradas liquidadas no encerramento do exercício, por força do art.35, inciso II da Lei 4.320/64. Prefeitura Municipal de Horizonte 88 Secretaria da Saúde do Município 5.5. Transporte Sanitário 2 O setor de Transporte da Secretaria de Saúde de Horizonte disponibiliza véículos para atender pacientes que necessitam de remoções não caracterizadas como urgência e emergência. Com isso, facilita o acesso aos serviços de consultas especializadas, procedimentos e cirurgias realizadas nas unidades conveniadas com o SUS municipal localizados nos municípios vizinhos, dentro do processo de Regionalização e obedece à pactuação de referência e contrarreferência. Esse serviço realiza diariamente o transporte de 30 pacientes dos quais cerca de 10 são acompanhantes, representando uma média de 800 ocorrências/mês, principalmente para atender pacientes em tratamentos de fisioterapia, hemodiálise, quimioterapia, radioterapia, entre outros. No Ano de 2010 foram transportadas 10.044 pessoas, das quais 64% eram pacientes e o restante era acompanhante. Houve um incremento de transporte de pessoas na ordem de 30% e uma redução de despensas com combustível de 4%. Isto demonstra a eficiência do setor em estabelecer mecanismos de controle e otimização dos recursos disponibilizados, como controle mais austero de rotas de transporte e de consumo de combustível. Setor de Transporte em Números Gráfico 37: TOTAL DE PESSOAS TRANSPORTADAS 2010 2009 1400 QTDE PESSOAS 1200 1000 800 600 400 200 IL AB R M AI O JU NH O JU LH AG O O ST SE O TE M BR O O U TU BR N O O VE M BR D EZ O EM BR O JA NE IR FE O VE RE IR O M AR ÇO 0 MÊS Em 2009 foram transportadas 7751 pessoas e em 2010 foram 10051 pessoas. Prefeitura Municipal de Horizonte 89 Secretaria da Saúde do Município Gráfico 38: GASTO TOTAL COM COMBUSTÍVIES EM R$ DEZEMBRO DE 2010 SOMENTE ATÉ O DIA 27/12/2010. 35.000,00 30.000,00 25.000,00 R$ 20.000,00 15.000,00 10.000,00 5.000,00 O BR O N D O EZ EM TU B VE M B R RO O O SE U TE O S AG 2009 M BR TO O JU LH O H IO JU N M A AB M A R IL O RÇ EI R R FE VE JA N EI R O O 0,00 2010 Gráfico 39: TOTAL DE KM RODADOS POR MÊS EM 2010 120.000 100.000 80.000 60.000 40.000 20.000 O D O N EZ EM R VE M B TU U O BR O O R B R M B TE SE G A O O ST O O LH JU O JU N H IO M A IL A B R O Ç R M A EI R R FE VE JA N EI R O O 0 Prefeitura Municipal de Horizonte 90 Secretaria da Saúde do Município ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA A Assistência Farmacêutica é estabelecida como prioridade na Política Nacional de Medicamento do País tendo como objeto de trabalho a organização de ações e serviços relacionados ao medicamento em suas diversas dimensões, tendo como objetivo final a promoção da saúde da comunidade em geral, tendo o medicamento como meio de todas as ações desenvolvidas pela Assistência Farmacêutica. SELEÇÃO E PROGRAMAÇÃO DO ELENCO DE MEDICAMENTOS A seleção dos medicamentos da lista básica é feita através da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica do Estado (COASF) tendo como referencia a Relação Nacional de Medicamentos (RENAME) e assessoria especializada de profissionais da saúde, com intuito de atender problemas comuns a nossa população. Foram programados 136 itens dos 142 itens ofertados da lista selecionada pelo COASF para o ano de 2010 através da Programação Pactuada Integrada – PPI. A programação baseou-se no consumo histórico relativo ao ano de 2009, sendo priorizados os programas: Hipertensão, Diabetes, Saúde Reprodutiva, Sexual e Saúde Mental e consultas aos especialistas do município (Cardiologista, Ginecologista, Neurologista e Psiquiatra). AQUISIÇÃO, ARMAZENAMENTO E CONTROLE DE ESTOQUE A aquisição dos medicamentos da atenção básica é feita com recurso pactuado nas três esferas governamentais, tendo como base população do IBGE 2009: Origem Valor per capta Valor Total Municipal R$1,58 R$ 85.891,96 Estadual R$1,58 R$85.891,96 Federal R$5,10 R$277.246,20 Total do Teto Financeiro Anual R$449.030,12 A aquisição dos medicamentos da atenção secundária é feita com recurso pactuado com duas esferas governamentais, tendo referência população do IBGE 2009: Origem Valor per capta Valor Total Municipal R$0,35 R$ 17.031,00 Estadual R$0,50 R$24.330,00 Total do Teto Financeiro Anual R$41.361,00 Recebemos os Imunobiológicos, Insulinas, medicamentos dos programas de Tuberculose e Hanseníase, sendo fornecidos pelo Estado mensalmente mediante a apresentação dos mapas mensais para Coordenadoria Regional de Saúde de Fortaleza (1ª CRES). A aquisição dos medicamentos e material médico usados no Hospital e ambulatórios das Unidades de Saúde, também é feita mensalmente através de licitação com modalidade Pregão. A cada três meses é repassada a cota de medicamentos básicos da PPI. Prefeitura Municipal de Horizonte 91 Secretaria da Saúde do Município O fornecimento de contraceptivos é feito pelo Ministério da Saúde(MS), através da PPI e também por convenio com a BEMFAM. Distribuição de Insumos para Planejamento Familiar através do PSF: TIPO DE CONTRACEPTIVO Fornecedor / quantidade Anticoncepcional Oral 10.651cartelas Anticoncepcional Oral para mulheres amamentando 1.244cartelas Anticoncepcional injetável mensal MS504ampolas BEMFAM1.772ampolas Anticoncepcional injetável trimestral MS 270ampolas BEMFAM77ampolas Dispositivo intra uterino - DIU MS21unidades BEMFAM17unidades Preservativo masculino MS 44.238unidades BEMFAM23.600unidades Todos esses produtos são conferidos e estocados, mantendo-se as condições ideais para manter a qualidade dos produtos armazenados. O controle do estoque é feito através de ficha de prateleira e pelo sistema informatizado, na qual se registra toda movimentação destes produtos, do recebimento ao atendimento a unidade de saúde requisitante. Mensalmente é feito balanço dos itens estocados, a fim de detectar possíveis falhas com o propósito de correção do erro em tempo hábil. DISTRIBUIÇÃO A distribuição de medicamentos da Cesta básica é feita mensalmente, lenavno-se em consideração o perfil de consumo das 14 Equipes de PSF, instaladas em 11 Postos de Saúde e 2 postos de apoio, mediante a avaliação criteriosa do mapa enviado. Nele se verifica as quantidades anteriormente distribuídas, o consumo no período, o estoque existente e a validade destes produtos armazenados na unidade de saúde. É importante salientar o atendimento extra mapa conforme requisições enviadas. O atendimento do Hospital Municipal Venâncio Raimundo de Sousa, também é mensal, conforme solicitação enviada por esta unidade de saúde. Atendemos mensalmente Centro de Fisioterapia, Centro de Atenção Psicosocial(CAPS), Policlínica, Centro de Especialidades Odontológicas(CEO) e Clínica de Oftalmologia. A Casa do Idoso, instituição não governamental conveniada com o SUS municipal também recebe insumos desta Central de Abastecimento Farmacêutico. O atendimento dos imunobiológicos e insulinas é feito semanalmente através de pedido das unidades de saúde. Após avaliação do pedido, os produtos são separados e a movimentação é registrada na ficha de prateleira e no programa de controle de estoque informatizado. No ato do recebimento os itens são conferidos pelo recebedor que assina as duas vias do documento comprovando o recebimento. Prefeitura Municipal de Horizonte 92 Secretaria da Saúde do Município ATENDIMENTO DE ROTINA AOS PACIENTES Tuberculose e Hanseníase Pacientes Diabéticos, com material para monitoramento da glicemia em casa Pacientes da Saúde Mental (vindos da Psiquiatra, Neurologista e PSF) Pacientes da Lista Especial, pacientes que necessitavam de medicamentos e material médico não constantes na relação básica do município. Medicamentos de custo elevado na qual impossibilita a continuidade do tratamento pelos usuários por se tratarem de pessoas carentes. Atendimento da Saúde Mental: -859 novos cadastros realizados, totalizando 6.224cadastros. -Nº de receitas atendidas 14.921, sendo 5.903 do CAPS e 9.018 da Neurologia e PSF Atendimento dos Pacientes da Lista Especial: CARACTERÍSTICA ESPECIAL Nº de pacientes com medicamento Nº de pacientes com medicamento controlado Nº de pacientes com material médico Nº de pacientes com bolsa de colostomia Nº de pacientes com fralda descartável QUANTIDADE 30 11 19 6 55 Atendimento aos Pacientes Diabéticos: - Glicosímetro e/ou fitas, lancetas e lancetador - 24 pacientes Quantitativo Financeiro por Unidade de Saúde: UNIDADE DE SAÚDE PSF Aningas PSF Buenos Aires I PSF Cajueiro da Malhada PSF Canavieira dos Pinheiros PSF Catolé PSF Dourado PSF Diadema PSF Vila Nascimento PSF M. Cozinhado PSF Planalto Horizonte PSF Queimadas PSF Rafael Santos PSF Zumbi CAPS Centro de Fisioterapia Casa do Idoso Clínica de Oftalmologista CEO Policlínica HMVRS TETO FINANCEIRO R$ 31.219,24 R$ 20.285,39 R$ 15.701,35 R$6.033,76 R$41.112,46 R$38.296,80 R$35.461,11 R$43.358,09 R$18.966,39 R$52.195,88 R$34.193,81 R$83.807,82 R$137.086,32 R$ 2.965,31 R$ 5.173,87 R$ 5.843,93 R$ 1.294,05 R$ 45.894,40 R$ 2.621,68 R$465.980,81 94 SECRETARIA DA SAÚDE Projeto: Responsável: Horizonte – Mês/Ano Início 95 1. DADOS DOS MUNICÍPIOS Nome do Município: HORIZONTE Responsável pela JOSEFA MEDEIROS FARIAS Inscrição: Contatos: Tel. (85) 3336-6077 Cel.(85) 87610281 E-mail: [email protected] Fax. (85)3336-6020 2. IDENTIFICAÇÃO DA PRÁTICA Nome da Prática: Capacitação com Pais de Crianças Especiais Área de Atuação da Prática: ( x ) Saúde Coordenador da Prática: Cargo que o coordenador da prática ocupa na Prefeitura: Contatos do coordenador da prática: Unidade da Prefeitura Responsável pela prática: Data do Início da Prática: Tempo de funcionamento da Prática: Essa prática foi estabelecida por meio de algum instrumento legal? Se SIM, qual? REGINA BENEA MOURA MENEZES TERAPEUTA OCUPACIONAL 33366051 / 99244611 CENTRO DE REABILITAÇÃO FUNCIONAL JANEIRO 2009 2 ANOS PROJETO 3. DETALHAMENTO DA PRÁTICA Faça uma breve descrição da Realizar um trabalho de informação e treinamento dos prática: pais sobre o desenvolvimento integral da criança especial. Qual o objetivo da prática: Oferecer aos pais o suporte de conhecimento teórico e prático de estimulação da criança especial em casa . Favorecendo assim um apoio psicosocial de acordo com os anseios e dúvidas de cada pai. Quais são os principais problemas que a prática busca resolver? Como esses problemas foram identificados? Quais são as principais ações desenvolvidas? Descreva como ocorre a participação da comunidade em cada uma das etapas da prática. Quais são os principais parceiros? Quais as características do público atendido pela prática? Forneça informações quanto à raça/cor, faixa etária, sexo e zona Promover a continuidade da estimulação da criança em casa Esclarecer aos pais a respeito das patologias informando sobre os sinais clínicos e principais dúvidas Favorecer e facilitar a prática das Atividades de vida diária (AVD`S). Encontros mensais com os páis(Palestras educativas, oficinas , dinâmicas de grupo), acompanhamento individual e grupal. Os pais são convidados a participar das atividades mensais, onde são realizadas as capacitações englobando aspectos técnicos e psicológicos. Equipe do CAPS, NASF, Estratégia Saúde da Família Pais ou responsáveis pelas crianças de 0 a 14 anos com problemas neurológicos, residentes em Horizonte na área rural e urbana. 96 de residência – urbana e rural – desse público. Quantas pessoas serão atendidas por essa prática em 2011? Descreva objetivamente que benefícios esta prática trouxe para as pessoas atendidas. Com relação ao orçamento destinado à prática, forneça as informações de acordo com o detalhamento do quadro: Na sua avaliação o que essa prática apresenta de novo, qual seu diferencial? Ela pode vir a resolver problemas semelhantes em outros municípios. Por quê? Pais de 70 crianças Relação terapeutas–pais-pacientes potencializada, promovendo um melhor desenvolvimento integral da criança em tratamento. a) Realizado em 2010 – 7.000,00 b) Previsto em 2011 – 8.000,00 c) Recursos Públicos Municipais: 8.000,00 Preparação dos pais ou responsáveis para manuseio e estimulação da criança em casa. Pode. Desde que os profissionais sejam capacitados para realizar o trabalho de estimulação junto aos pais. 97 Notícias 21/02/2011 Municípios inovadores recebem homenagem da Aprece O encerramento da I Marcha Municipalista do Ceará, além de ter sido uma oportunidade de debater questões relevantes para o desenvolvimento dos municípios com o Governador Cid Gomes, foi também um momento em que a Associação homenageou os municípios vencedores do Prêmio Aprece Município Inovador – 1ª edição. Com o objetivo de incentivar, valorizar e dar visibilidade às práticas que contribuem efetivamente para a solução dos problemas e desafios que enfrentam as gestões municipais o prêmio reconheceu sete políticas públicas municipais nas áreas de: Saúde, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Econômico. No intuito de contemplar as práticas vencedoras, a Associação preparou um vídeo narrando cada uma dessas iniciativas. Após esse momento, a presidente da Aprece, Eliene Brasileiro e o governador Cid Gomes entregaram, nas mãos dos prefeitos presente, um troféu personalizado do prêmio. Receberam a homenagem os prefeitos de: Barbalha, José Leite; Horizonte, Manoel Gomes de Farias Neto e Tauá, Odilom Aguiar. Durante a solenidade, Eliene Brasileiro garantiu que o referido prêmio deverá ser realizado anualmente proporcionando visibilidade às melhores práticas de gestão, exaltando as políticas públicas municipais e estimulando a troca de experiências exitosas entre os municípios. Para contemplar os demais projetos, a Associação está organizando uma cartilha com todas as iniciativas inscritas na 1ª edição do Prêmio. O lançamento deste banco de boas práticas será a oportunidade em que os municípios vencedores apresentarão as seus projetos. Além de ser a oportunidade de entregar o troféu aos prefeitos de Araripe, Germano Correia, e de Pacoti, Rômulo Gomes, que não puderam comparecer ao encerramento da Marcha. Projetos vencedores: Os projetos vencedores foram: 1 - Categoria Desenvolvimento Social: Município de Araripe com o Projeto Casa dos Conselhos; 2 - Categoria Desenvolvimento Econômico: Barbalha, com o Projeto de Fortalecimento de Capacidade para o Desenvolvimento Humano Local; 3 - Categoria Cultura: Pacoti, com o Projeto Escola de Arte e Cultura de Pacoti; 4 - Categoria Saúde: Horizonte, com o Projeto de Capacitação com Pais de Crianças Especiais; 5 - Categoria Meio Ambiente: Tauá, com o Projeto MetaReciclagem e Gestão Resíduos Tecnológicos numa conduta transformadora; 6 Categoria Desenvolvimento Agrário: Tauá, com o Projeto Reserva Estratégica de Alimentação Animal; 7 - Categoria Educação: Tauá, com o Projeto Ambiente Virtual de Aprendizagem de Tauá. Prefeitura Municipal de Horizonte 98 Secretaria da Saúde do Município O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM SAUDE E MOBILIZAÇÃO SOCIAL EM NUMEROS Indicadores População informada sobre as ações de saúde. Quantidade 29.408 Quantidade de ações de mobilização social relacionadas às datas comemorativas destacadas no calendário da saúde. 32 Numero de palestras para troca de informações sobre os serviços de saúde. 13 Quantidade de materiais educativos produzidos no município. Quantidade de jornal informativo produzidos anualmente. População atingida com as ações educativas relacionadas ao tabagismo. 12000 5000 Numero de atividades desenvolvidas com caráter educativo na prevenção ao tabagismo. 02 População atingida nas ações desenvolvidas pelo Projeto Espaço Jovem. 400 População atingida nas ações desenvolvidas pelo Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas. 665 População atingida nas ações promocionais de caráter impactante. 7571 Número de ações realizadas no Plano de Ação de combate a Dengue. População atingida nas ações contempladas no Plano de Ação de combate a Dengue. 53 10898 População atingida por empresas no Projeto Saúde e Empresa parceria que dá certo na prevenção a Dengue. 00 Quantidade de ações de educação continuada desenvolvidas na rede municipal de saúde; 00 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] 98 Prefeitura Municipal de Horizonte 99 Secretaria da Saúde do Município PROJETOS E AÇÕES DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL EM NUMEROS RELATORIO GERAL DETALHADO – NESMS 2010 TEMA DENGUE AÇÃO Exposição itinerante laboratório Dengue. QUANTIDADE 11 do da LOCAL PUBLICO ALVO/Nº Rafael 728 usuários Mal RECURSOS PARCERIAS UTILIZADOS Microscópio, ESF painel, ciclo do CAP´s mosquito, Escolas maquetes. Igreja 150 pessoas Carro de som, audio visual, barracas, painéis, cartazes,ciclo do mosquito. ACS´s, NUEND, SEAGRI, Comercio Pe. da Matriz. Notebook. Empresas Posto Santos, Cozinhado, Dourado,Catolé, Cap´s, Vl. Nascimento, Mangueiral, Esc. Rda.Teixeira e Maria Luiza. Mobilização 01 Nacional do Dia D. Praça da Matriz. Projeto Saúde e 04 Empresas parceria que dá certo. Codipa,Enzilav, Troller, Big Gym. Trabalhadores. Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] ACE, SME, local, Igreja 99 Prefeitura Municipal de Horizonte 100 Secretaria da Saúde do Município TEMA DENGUE AÇÃO QUANTIDADE LOCAL PUBLICO ALVO/Nº 250 RECURSOS UTILIZADOS Instrumento Musical Cartazes PARCERIAS Cortejo musical e 01 panfletagem nos comércios. Centro Caminhada escolares Zumbi Rafael Santos 250 jovens Carro de som Cartazes Paineis Folderes Grupo de adolescentes desbravadores NUEND Escolas Municipais PMH CEREST 20 jovens Audio visuais 15 profissionais de saúde Grupo de adolescentes desbravadores NUEND Oficina Capacitação com 03 de 02 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] Comerciantes. 100 Prefeitura Municipal de Horizonte 101 Secretaria da Saúde do Município TEMA DST´S/AIDS AÇÃO QUANTIDADE LOCAL Oficinas 07 educativas Projeto SPE (CH 16h/a) Escolas:Maria Regiana, José Eduardo, Rda. Teixeira, Ulisses Guimarães, Fca. Gadelha, Jorge Pereira e Maria Luiza. Reunião com o 02 grupo gestor municipal do SPE NESMS PUBLICO ALVO/Nº 165 Professores pertencentes GGM/04 RECURSOS PARCERIAS UTILIZADOS Guia de formação SME do Projeto SPE CVT Blusas ENFERMEIROS CETEC SESAH Áudio visual ao -Carnaval -Visitas domiciliares 20 -Pré carnaval- 01 bloco ensaca o pirulito - Bairros diversos -Praça da igreja matriz Empregados estabelecimentos noturnos 170 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] -Transportepreservativo -SESAH -Adolescente programa espaço jovem -serviço de som preservativo 101 Prefeitura Municipal de Horizonte 102 Secretaria da Saúde do Município TEMA DST´S/ AIDS AÇÃO QUANTIDADE 04 -Praça de Eventos PUBLICO ALVO/Nº 10.000 Foliões 01 -Praça de Eventos 80 Foliões 03 -Schin, Santana, Granja Haisa -RDT,José Eduardo,RDo nogueira, Liceu -5.000 -Preservativos -363 alunos -Evento de 01evento certificação adolescente espaço jovem NESMS 10 -áudio visual Filme,cartolina dupla face, pincel atômico, kit mobi/dsts, AIDS (MS) Áudio visual Lanche Certificados Participação na 02 oficinas oficina de aconselhamento “Eu preciso fazer o teste HIV/AIDS” ESP 1° CRES 02 Adolescentes 06 professores de saúde-enfermeiro -Distribuição de preservativos -Desfile bloco saúde folia -Apoio as atividades nas empresas - Dia mundial de luta contra a AIDS 08 LOCAL Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] RECURSOS UTILIZADOS -Preservativos e abanadores -Preservativos Carro de som PARCERIAS ACS´S ESF EMPRESAS ESCOLAS - 102 Prefeitura Municipal de Horizonte 103 Secretaria da Saúde do Município TEMA DST/AIDS AÇÃO QUANTIDADE LOCAL PUBLICO ALVO/Nº Alunos do 8° ano 50 alunos Projeto de 08 oficinas intervenção Saúde Sexual e reprodutiva (SPE Enfª: Ângela) Esc: Ulisses Guimarães Saúde do 26 oficinas adolescente atividade educação em saúde ( equipe saúde da família) Mobilização 12 oficinas nacional “Eu preciso fazer o teste de AIDS” Esc:RDT, Jose 466 alunos Eduardo, Ulisses Guimarães, João Antonio da Silva, Maria Regiana, Fca: Monteiro, Olímpia Nogueira. Esc: Jose Eduardo 500 alunos Ulisses Guimarães, Fca Gadelha Jorge Pereira, Fca Monteiro Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] RECURSOS UTILIZADOS -Album seriado -Textos -Papel madeira -Pincel Pelve feminina Prótese peniana Álbum seriado PARCERIAS NESMS ESCOLAS ESCOLAS NESMS Fazer teste ESCOLAS hiv/AIDS ( MS) SESA Cartolina dupla face, pincel atômico DVD. 103 Prefeitura Municipal de Horizonte 104 Secretaria da Saúde do Município TEMA ALEITAMENTO MATERNO INTERSETORIALIDADE HANSENIASE TEMA AÇÃO QUANTIDA LOCAL DE -Projeto de -13 Postos de educação em atividades saúde saúde na atenção a gestante. -Semana Postos de Municipal de 22 unidades saúde Aleitamento Materno Postos de -Semana Mundial 11 atividades saúde do Aleitamento -Participação nas Ver anexo Ver anexo ações: olhar cidadão, temática: dengue, saúde do adolescente, saúde sexual e reprodutiva. -Dia Mundial/Nac 13 de combate a Hanseníase -Oficinas 01 Temáticas AÇÃO QUANTIDA -Postos saúde -Cerest LOCAL PUBLICO ALVO/Nº 216 gestantes RECURSOS UTILIZADOS -álbum seriado -Lanche -áudio Visual - Filme educativo - 150 Kit´s gestante 220 gestantes PARCERIAS NASF NESMS HMVRS SME SEDIS PMH 201 gestantes População geral em Ver anexo Painéis informativos Folderes Cartazes Mudas de plantas de -Usuário na sala -folders de espera/325 pessoas -05 pacientes -áudio visual PUBLICO Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] RECURSOS SME SEAGRI SEINFRA SEDIS ESCOLAS COORD: PSF COORD: NUEMD -Coord.; TB/HANSEM PARCERIAS 104 Prefeitura Municipal de Horizonte 105 Secretaria da Saúde do Município DE HANSENIASE -Capacitação em 01 informação básica sobre a doença e tratamento TUBERCULOSE Dia Mundial de 13 combate a TB Oficinas 01 temáticas Capacitação 01 COMUNICAÇÃO EM SAÚDE NESMS -Posto de saúde 260 -Cerest 03 -Nesms 12 Divulgação dos eventos no âmbito da saúde em mídia local e estadual: -Rádio -Blog -Site -jornal ALVO/Nº 13 mobilizadores - 08 inserções 32 psotagens 14 noticias 06 noticias UTILIZADOS Áudio visual Folderes -ACS´S Áudio visual Folderes Áudio visual Folderes - AD2M PMH SESAH Fm Horizonte Nesmshorizonte.blo gspot.com Horizonte.ce.gov.br O Regional e Vento Leste Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] 105 TEMA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS FORTALECIMENTO GRUPO DE MOBILIZADORES SOCIAIS PROJETO SAÚDE COM ARTE AÇÃO QUANTIDA LOCAL DE Participação do 04 Sede da igreja evento de no bairro mobilização da Rafael santos. igreja de cristo com tema saúde bucal. -Dia Nacional do 01 -Praça matriz Agente de Saúde de Horizonte PUBLICO ALVO/Nº 100 RECURSOS UTILIZADOS 100 kit´s saúde bucal População em geral Capacitação com 03 grupo de mobilizadores (aleitamento materno dengue e TB, Hanseniase). Inscrição Saúde 01 com Arte Espaço jovem 15 Lab: da dengue Medição de glicemia Peça teatral Brinquedoteca Stands informativos Canais de televisão Vídeo educativo Datashow Note book Diadema Escola Maria Luiza 10 alunos PARCERIAS Sec da saúde Nesms Psf Nuemd Coord: Psf Agentes de saúde Sec da saúde Nesms psf Ficha de inscrição Escola e divulgação em NESMS salas de aula Prefeitura Municipal de Horizonte 107 Secretaria da Saúde do Município TEMA PROJETO SAÚDE COM ARTE AÇÃO QUANTIDA LOCAL PUBLICO DE ALVO/Nº Ensaio da peça 04 Escola 11 alunos cadeia das drogas Raimunda Duarte Teixeira RECURSOS UTILIZADOS Textos xerocados -oficina textual 01 -Ensaio da peça com agentes de saúde 07 Escola Maria Luiza 11 alunos Textos Sede do NESMS 10 agentes de saúde Material de pesquisa sobre o trabalho do agente de saúde Material educativo textos PROJETO SAÚDE COM ARTE Ensaio da peça 04 ouça bem esse é o canal. NESMS 15 jovens PROJETO SAÚDE COM ARTE Ensaio da peça 05 Entrevista com o mosquito da dengue. NESMS 08 pessoas Textos Cenários Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] PARCERIAS Escola E nesms Nesms Psf do Diadema ACS 107 Prefeitura Municipal de Horizonte 108 Secretaria da Saúde do Município TEMA AÇÃO EVENTOS CIENTIFICOS Evento cientifico -enfermagem o poder do cuidado QUANTIDA DE 01 LOCAL Praça Igreja Matriz HAS/DIABETES Palestra em sala 01 de espera PSF Mal Cozinhado IMUNIZAÇÃO Mobilização para as campanhas de vacinação. -1° e 2° etapa 10 pólio -H1N1 20 -1° e 2° etapa pneumocócicas e 10 menigogócicas Diversos bairros Zona rural E urbana PUBLICO ALVO/Nº 120 usuários RECURSOS UTILIZADOS Folders 32 usuários Mama amiga Folders Álbum seriado Sec da saúde Nesms Psf -Mensagem gravada - carro de som -panfletos -cartazes PMH ESCOLAS ESF PNI 15.000 PARCERIAS Psf Nesms 20.000 10.000 Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] 108 BLOG A SAÚDE DE HORIZONTE CONECTADA COM VOCÊ www.nesmshorizonte.blogspot.com O blog do Núcleo de Educação e Mobilização Social (NESMS) foi criado com o intuito de informar e mobilizar a população da cidade de Horizonte para as questões que envolvem qualidade de vida e saúde coletiva. Divulga os eventos promovidos pela Secretaria da Saúde Contando com as inovações da era digital, foi cogitada a idéia de se criar um blog com uma linguagem prática, direta e objetiva. Então no dia 07 de julho de 2010 foi feito a primeira postagem. Aliado ao blog existe uma rede de informação na qual todos os trabalhadores da saúde e população interessada podem participar através da postagem de notícias e informes de interesse da comunidade. Hoje, já são registrados mais de três mil acessos. É também uma via de acesso para o portal www.horizonte.ce.com.br (Site oficial do Município de Horizonte na web). O blog é mediado pelo Colaborador, Educador e Mobilizador Social Fabio Sousa e pela Assistente Social, coordenadora do NESMS de Horizonte, Janaina Mota. Prefeitura Municipal de Horizonte 110 Secretaria da Saúde do Município Exemplo de Postagens do Blog. Observa-se o conteúdo diversificado das postagens. Av: Juvenal de Castro, Nº 435 – Centro – Horizonte – CE. Fone/FAX: (0xx85) 336-6050 E-mail: informá[email protected] 110