Nível de Intraempreendedorismo dos Dirigentes da
Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
Luciana Aparecida Nunes*
*Centro de Ciências Sociais e Aplicadas – Universidade Comunitária da Região de
Chapecó (UNOCHAPECÓ)
Caixa Postal 1141 – 89809-000 – Chapecó – SC – Brasil
[email protected]
Abstract. The objective of this study is to assess the level of intrapreneurship the
managements of the Universidade Comunitária da Região de Chapecó – UNOCHAPECÓ,
to this, the test involved 52 managements. The research is characterized in two ways, how
descriptive with regard to the purposes, related as defining characteristics intrapreneus,
and as a case study with respect to the means, as applied to managements from
UNOCHAPECÓ. A descriptive survey of the possible characteristics intrapreneus, which
are framed in four groups: needs, skills, knowledge and values. The managements of the
UNOCHAPECÓ presented a level of intrapreneurship the 80%, this level is classified as
level of STANDARD intrapreneurship. The instrument of data collection used was an
adaptation of the model Uriarte (2000). This instrument consisted of closed questions,
containing 50 items with two alternatives each. This is divided into two parts, the first
refers to the characterization of the management, and the second part looks at the actual
test. Data analysis was performed using tabs, using the program Excel.
Key-words: Intrapreneurship; Characteristics Intrapreneus; Classification Levels of
INTRAEMPREENDEDORISMO.
Resumo. O objetivo deste estudo é avaliar o nível de Intraempreendedorismo dos
dirigentes da Universidade Comunitária Regional de Chapecó - UNOCHAPECÓ, para
isto, participaram do teste 52 dirigentes. A pesquisa caracteriza-se em duas formas, como
estudo de caso com relação aos meios, pois o estudo foi realizado na UNOCHAPECÓ, e
como pesquisa descritiva com relação aos fins, pois descreve as características
intraempreendedoras. A pesquisa descritiva possibilitou o levantamento das
características intraempreendedoras, as quais são enquadradas em quatro grupos,
sendo: necessidades, habilidades, conhecimentos e valores.
Os dirigentes
UNOCHAPECÓ apresentaram um nível de intraempreendedorismo de 80%, este nível é
classificado como nível PADRÃO de intraempreendedorismo. O instrumento de coleta de
dados utilizado foi uma adaptação do modelo de Uriarte (2000). O referido instrumento foi
composto por perguntas fechadas, contendo 50 itens e com duas alternativas cada. Este
é dividido em duas partes, a primeira se refere a caracterização do dirigente, e a segunda
parte contempla o teste propriamente dito. A análise dos dados foi realizada por meio de
tabulações, utilizando o programa excel.
Palavras-chave: Intraempreendedorismo; Características Intraempreendedoras;
Classificação dos níveis de Intraempreendedorismo.
1 Introdução
As mudanças ocorridas nas últimas décadas, no contexto social e empresarial tem
modificado radicalmente o papel que o ser humano desempenha nas organizações. Esta
evolução se dá ao fato do trabalho ter mudado de característica, ou seja, cada vez mais
se valoriza o trabalho realizado com o cérebro do que o feito com as mãos.
Pinchot e Pellman (2004), descrevem esse processo de mudança do trabalho como
uma transição do modelo de trabalho, da era industrial para a era da informação.
Como contrapartida a estas mudanças, as organizações devem responder
rapidamente, de modo a garantir sua permanência no mercado, que por sua vez
diariamente torna-se mais competitivo. De modo geral, as organizações estão valorizando
cada vez mais o aspecto intelectual de seus colaboradores, tentando despertar-lhes o
espírito
empreendedor,
formando
aquilo
que
tem
se
denominado
de
intraempreendedorismo.
O Intraempreendedorismo também é conhecido como empreendedorismo
corporativo ou empreendedor interno, ambos se referem a uma nova filosofia de trabalho,
onde a capacidade individual de cada colaborador é desenvolvida.
De acordo com Pinchot III (apud Fischborn, 2004), o intrapreneur ou
intraempreendedor é uma pessoa que atua dentro da organização como um
empreendedor, ora desenvolvendo novos projetos, produtos e serviços, ora introduzindo
inovação e melhorias nos já existentes.
Neste sentido, há preocupações com relação ao capital humano no sentido de que
tenham vontade e capacidade de inovar, oferecendo sugestões e novas idéias.
Para estimular e desenvolver o espírito empreendedor, algumas empresas estão
investindo em programas de desenvolvimento para seus colaboradores. O principal
desafio destas empresas está em oferecer motivação para que os colaboradores possam
desenvolver comportamentos intraempreendedores.
Segundo Pinchot e Pellman (2004), na década de 80, nas empresas dos Estados
Unidos foram propostas uma série de argumentos e conceitos indicando que um
profissional não precisaria necessariamente sair de seu emprego para se tornar
empreendedor, iniciando assim, uma discussão sobre a importância de se criar
mecanismos visando à formatação da mentalidade dos colaboradores de uma
organização, alertando a comunidade empresarial de que a criação de um mecanismo
que possa desenvolver e aprimorar conhecimentos e comportamentos poderia se tornar
numa valiosa forma de retenção de talentos.
Todas estas transformações também ocorrem nas Instituições de Ensino Superior.
O cenário do ensino superior tem mudado radicalmente nos últimos anos, sendo que a
criação e a manutenção de vantagens competitivas têm se tornado um elemento
fundamental para continuar atuante neste mercado. Esta é a realidade da Universidade
Comunitária Regional de Chapecó – UNOCHAPECÓ, que por sua vez necessita adotar
práticas intraempreendedoras em seu quadro de gestores, a fim de gerar inovação e ter
vantagem competitiva para com seus concorrentes.
Assim, este estudo buscou identificar o nível de intraempreendedorismo dos
dirigentes da UNOCHAPECO, utilizando como instrumento de coleta de dados uma
adaptação do modelo de Uriarte (2000). Tendo como objetivo deste artigo é avaliar o nível
de intraempreendedorismo dos dirigentes da UNOCHAPECO.
2 REVISÃO DA LITERATURA
2.1 O Empreendedorismo
O empreendedorismo é um movimento gerado por pessoas que se tornam
empreendedoras, seja criando novos produtos/serviços ou inovando os já existentes
dentro das organizações. É um termo já antigo, utilizado para designar o movimento do
empreendedor.
Com relação à origem do termo empreendedorismo, Cruz (2005), ressalta que por
volta de 1765, o termo começou a ser utilizado na França, para designar pessoas
proprietárias de terras e trabalhadores assalariados.
Dolabela (1999), define o empreendedorismo como um neologismo derivado da
livre tradução da palavra entrepreneurship, a qual é utilizada para designar os estudos
relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, levando em consideração ainda seu
sistema de atividades, seu universo de atuação.
Algumas definições para o empreendedorismo estão ligadas à agregação de valor,
a geração de riquezas, ou seja, relacionadas com o aumento de rendas.
Nesta linha de pensamento, Bom Angelo (2003) discorre que o empreendedorismo
é a criação de valor por pessoas e organizações trabalhando juntas, visando a
implementação de idéias por meio da aplicação da criatividade, capacidade de
transformação.
Alguns autores afirmam que o empreendedorismo é um movimento que
proporcionar a geração de empregos, aceleram a economia, e contemplam a todos os
setores econômicos.
É o que enfatiza Dolabela (2002), afirmando que o conceito de empreendedorismo
nasceu especificamente voltado para a criação de empresas, com ênfase para o
planejamento das atividades do empreendedor na empresa. Atualmente, o autor vê o
empreendedorismo em qualquer atividade, seja no serviço público, no terceiro setor, até
nas atividades pessoais de cada indivíduo, ou em seus relacionamentos familiares.
Na definição de Hisrich e Peters (2004, p. 579), o empreendedorismo é o “processo
de criar algo novo e assumir os riscos e compensações.”
Para Costa, Cericatto e Melo (2007), o termo empreendedorismo atualmente é
associado a políticas de combate ao desemprego, pois aborda as mudanças advindas
com a globalização.
Em suma, o empreendedorismo é um movimento resultante da ação
empreendedora de uma pessoa ou de uma nação, esta ação pode resultar em geração de
empregos, criação de renda e aumento da economia. Alguns autores definem o
empreendedorismo como um movimento gerador de riquezas e renda. Neste sentido, é
importante analisar qual é o papel desempenhado pelo empreendedorismo em relação ao
desenvolvimento econômico.
2.2 O empreendedor
O empreendedor é o agente que faz com que o movimento do empreendedorismo
se concretize. Neste tópico será apresentado algumas definições referente à sua origem e
sobre quem é o empreendedor. Uma das origens do termo é trazida por Dornelas (2005),
enfatizando que o termo empreendedor (entrepreneur) teve origem francesa, e designa
aquele que assume riscos e começa algo novo.
Para analisar a origem do empreendedor, pode-se iniciar com uma ordem
cronológica, Dornelas (2005) afirma que na Idade Média, o termo empreendedor era
utilizado para definir aquele que gerenciava projetos de produção. No século XVIII, uma
das principais características do empreendedor teve destaque, a de assumir riscos, pois
nesta época o empreendedor estabelecia um acordo contratual com o governo na
realização de serviços ou no fornecimento de produtos. Ainda neste período, houve a
diferenciação do capitalista e do empreendedor, onde Thomas Edison, realizava suas
pesquisas referentes a eletricidade e química com o auxílio de investidores que
financiavam seus experimentos. Durante os séculos XIX e XX, ocorreu que
empreendedores eram confundidos com administradores e gerentes, e isso ainda ocorre
atualmente.
Dolabela (1999), define o empreendedor como sendo alguém capaz de
desenvolver uma visão, mas não só. Eles tem o poder de persuadir terceiros, sócios,
colaboradores, investidores, de maneira a convencê-los de que sua visão poderá levar
todos a uma situação confortável no futuro. O empreendedor é alguém que acredita que
pode colocar a sorte a seu favor, por entender que ela é produto do trabalho duro.
Na visão de Dolabela (2003), o conceito de empreendedor está relacionado com
atividades humanas, pois segundo o autor, o conceito de empreendedor nasceu na
empresa, mas é válido para todas as atividades humanas.
Dornelas (2006), define os empreendedores como sendo pessoas que fazem a
diferença, que não se contentam com a mesmice e procuram deixar sua marca, criando
oportunidades e inovando em seus negócios.
Desde as primeiras definições do termo empreendedor, uma delas se refere ao
indivíduo que assumia riscos, com o passar do tempo estes riscos passaram a ser
moderados, ou seja, o empreendedor assume riscos moderados com o intuito de
maximizar as oportunidades gerando inovação em processos. Os autores da atualidade
conceituam o empreendedor como sendo parte integrante do processo empresarial, ou
seja, pessoas que criam novos empreendimentos ou inovam os já existentes. O que se
sabe é que existem vários tipos de empreendedores, estes tipos serão definidos com
base no setor em que o empreendedor irá atuar, ou em seus traços de personalidade.
2.3 O Intraempreendedor
O intraempreendedor é parte integrante de uma organização, ou seja, o ele é o
colaborador que faz a diferença no ambiente organizacional, é citado por alguns autores
como o empreendedor corporativo, ou o empreendedor interno, mas independente das
diferentes nomenclaturas do intraempreendedor, pode-se afirmar que é a pessoa que age
em um ambiente organizacional com características empreendedoras.
Do contrário do que se imagina que o termo intraempreendedor é algo novo, Bom
Angelo (2003), enfatiza que este termo não é novo, ele esteve presente em momentos
cruciais da história das civilizações, mas, na atualidade ele se tornou um tabu para a
maioria das corporações modernas. Este termo somente foi inserido em nossos
dicionários há cerca de 15 (quinze) anos.
De acordo com Bateman e Snell (1998), os empreendedores internos enfatizam a
inovação, eles trabalham em empresas estabelecidas, para desenvolver novos produtos
ou serviços que lhes permitam colher os benefícios da inovação.
Os empreendedores possuem visão sistêmica da organização como um todo, e a
enxergam de cima para baixo, o intraempreendedor também vêem a organização como
um todo, eles estão muitas vezes lá no chão de fábrica, ou no comando de equipes, ou
seja, são eles que impulsionam a organização na busca dos resultados.
Essas semelhanças entre os empreendedores e os intraempreendedores podem
ser chamadas de características que ambos possuem em comum, neste sentido, pode-se
afirmar que as características tanto do empreendedor como do intraempreendedor são as
mesmas.
2.4 Características Intraempreendedoras
São as características que definem e determinam diferenças de personalidade,
sendo as características as principais responsáveis por criar um perfil, ou seja, o perfil
intraempreendedor é formado por pessoas que possuem um conjunto de características
intraempreendedoras. Neste sentido, este tópico apresentará algumas características
consideradas por alguns autores como sendo intraempreendedoras.
Para Cruz (2005), desde o início uma das primeiras definições acerca das
características empreendedoras se referiam à propensão ao risco. Em 1934, Schumpeter
descrevia a inovação e a iniciativa como características empreendedoras. Em 1961,
McClelland afirmava que além de correr riscos, o empreendedor possuía características
referentes a necessidade de realização. Após uma década, Hornaday e About inserem as
necessidades de autonomia, agressão, poder, reconhecimento, inovação, independência.
Em complemento às necessidades, Welsh e White em 1981, fazem uma abordagem às
necessidade de controle e também ressaltam que o empreendedor é corredor de riscos
moderados. Por fim, Dunkelberg e Copper, em 1982, destacam que o empreendedor é
orientado ao crescimento, profissionalização e independência.
Conforme Bom Angelo (2003), a característica destacada pela maioria dos
intraempreendedoras é a agitação, os considerando “agitados”,
além dessa
característica, o autor enfatiza que os intraempreendedores jamais se contentam em
apenas executar projetos, ou seja, eles preferem opinar e dar sugestões sobre tal, não
bastando somente realizar alguma tarefa a eles delegada. São também pessoas criativas
e comprometidas com a inovação.
Na visão de Pinchot e Pellman (2004), o fator-chave do intraempreendedor é que
ao imaginarem opções, eles descobrem oportunidades ocultas. E Tal pensamento é uma
obsessão e o que garante o sucesso dos intraempreendedores.
Para Martinelli (2003), as características que diferenciam os funcionários
empreendedores são:
● Possuem Visão Sistêmica: além de analisar o seu departamento conseguem visualizar
a organização como um todo. Atribuem valor a seu trabalho, acreditam no negócio com a
sensação de esta experiência vale a pena.
● Possuem capacidade de implementar suas idéias: seus projetos possuem início, meio e
fim. Além de terem boas idéias, as colocam em prática. São persistentes, dedicam-se
muito em seus projetos. Possuem capacidade de tomada de decisão conseguindo êxito
nos obstáculos que surgem.
● São pró-ativos e se antecipam ao futuro: realizam tarefas antes que seja solicitada.
Conseguem fazer o que está além do pré-estabelecido.
Na visão de Uriarte (2000), as características dos intraempreendedores são:
► possui necessidade de aprovação, de ser reconhecido, de ser respeitado pelos amigos
e pela família;
► correm riscos calculados;
► possuem conhecimento na área comercial, com relação a: distribuição do produto,
marketing, pesquisa de mercado e definição de novos produtos;
► esta sempre em busca de conhecimento, formação completar, que muitas vezes não
tem relação aparente com o projeto a qual está desenvolvendo;
► é criativo e avalia as oportunidades;
► utiliza de todos os meios de comunicação para adquirir informações;
► valoriza a ordem, a limpeza, a organização e sua própria maneira de vestir-se;
► possui auto-realização em seu trabalho;
► necessita de liberdade para expressar sua criatividade e de impor seu próprio ritmo de
trabalho;
► possui habilidade de comunicação persuasiva, e de resolução de problemas;
► é um sonhador, está sempre imaginando novos projetos, tendo idéias criativas;
► habilidade de motivação e decisão;
► possui valores intelectuais, com o intuito de definir o papel da criatividade na empresa;
Uriarte (2000), define as características intraempreendedoras em 4 grupos, e
quando esmiuçadas se transformas em características específicas:
Quadro 01: Características intraempreendedoras:
Grupos
Características
Necessidades
−Necessidade de Aprovação;
−Auto-preservação;
−Auto-realização;
−Necessidade de Independência;
−De desenvolvimento pessoal;
−Necessidade de vínculos
Habilidades
−Habilidade para avaliar oportunidades e pensamento criativo;
−Para adquirir informações;
−De comunicação persuasiva;
−De resolução de problemas
−De identificação de novas oportunidades;
−De negociação;
−Habilidade para atingir metas;
−Habilidade de motivação e decisão
Conhecimentos
−Conhecimento/experiência na área comercial;
−Conhecimento/formação complementar;
−Conhecimento/escolaridade;
−Conhecimento/vivência com situações novas;
−Conhecimentos sobre aspectos técnicos relacionados ao
trabalho;
−Conhecimento/experiência em outras empresas
Valores
−Valores estéticos;
−Valores intelectuais;
−Valores existenciais;
−Valores morais;
−Valores religiosos
Fonte: Uriarte (2000).
De acordo com Bom Angelo (2003), o profissional com perfil intraempreendedor
este cada vez mais valorizado, pois o ambiente empresarial atualmente exige
qualificação, criatividade e inovação das pessoas. Pessoas com este perfil terão um
diferencial competitivo, que para as empresas se tornará mais importante de que ativos
físicos e capital financeiro.
O autor ainda afirma que não é fácil reconhecer o perfil intraempreendedor das
pessoas, isso envolve uma análise complexa de certos aspectos, alguns práticos e outros
subjetivos. Mas uma organização só será capaz de adquirir ou transformar pessoas com
espírito intraempreendedor se ela propiciar um ambiente adequado para tal, onde os
colaboradores tenham liberdade de expressão.
Neste sentido, alguns autores sugerem a adoção de algumas medidas e práticas
para houver a disseminação do intraempreenderismo na organização.
2.5 O desenvolvimento do intraempreendedorismo nas organizações
Pelo fato do intraempreendedorismo trazer muitos benefícios para as organizações,
estas cada vez despertam interesse em adequar seu ambiente de trabalho com o intuito
de promover a disseminação da prática intraempreendedora internamente, advinda do
espírito intraempreendedor de seus colaboradores.
De acordo com Bom Angelo (2003), as organizações que pretendem incentivar a
prática do empreendedorismo, primeiramente, devem mensurar o desafio representado
pela nova prática, e depois identificar suas competências e suas vulnerabilidades.
Percebe-se que as organizações que incentivam o intraempreendedorismo podem
obter ganhos, tanto na capacidade de comunicação e troca de informações dentro da
organização, como na motivação dos funcionários a exporem suas idéias e participarem
ativamente das mudanças organizacionais.
Segundo Pinchot e Pellman (2004), em uma empresa que possui cultura
intraempreendedora, a maioria dos empregados são considerados profissionais do
conhecimento, eles desenvolvem novos projetos para atender à demanda da estrutura
organizacional. Estes profissionais não estão subordinados a um chefe flexível, mas sim
ao fornecimento de serviços intelectuais.
Percebe-se que não basta uma chefia flexível, para que a cultura
intraempreendedora seja disseminada nas organizações, mas sim, realizar integração
com seus colaboradores, que por sua vez, precisam saber que são parte integrante da
organização. Esta, precisa evidenciar a importância que cada colaborador representa e
assim promover a disseminação da cultura intraempreendedora.
Para Bom Angelo (2003), a disseminação da cultura intraempreendedora na
organização, é necessário a adição de algumas iniciativas, ou seja, a cultura
organizacional deve respeitar as diferenças inclusive as de opinião de todas as pessoas,
todas as informações devem estar disponíveis a todos, deve-se procurar diminuir a
hierarquia estabelecendo estruturas horizontalizadas e para qualquer tipo de inovação,
deve-se premiar os responsáveis demonstrando seu interesse pela inovação. Com estas
ações, pode-se disseminar a cultura intraempreendedora no clima organizacional.
3 METODOLOGIA
3.1 Dados da pesquisa
Para se alcançar o nível de intraempreendedorismo dos dirigentes da
UNOCHAPECÓ, foram aplicados questionários, estes foram uma adaptação do modelo
de Uriarte (2000), o mesmo continha um teste com 50 itens, este apresentava duas
alternativas, sendo somente uma a condizente com a característica intraempreendora.
Para cada questão são atribuídos pesos diferenciados, dependendo das
características. Para as questões referentes às necessidades e habilidades, o peso
atribuído foi igual a 2, para as características referentes aos conhecimentos o peso foi 1 e
para as características relacionadas aos valores, o peso foi de 0,5.
O respondente poderia marcar somente uma das duas alternativas, para cada
alternativa considerada correta havia o seu significado psicológico. Os respondente que
obtivessem o maior número de respostas corretas obteria o maior percentual
intraempreendedor, por exemplo:
Um respondente que acertasse 36 dos 50 itens, logo teria um nível de
intraempreendedorismo de 72%, este resultado é obtido da seguinte fórmula:
X = (100 * N) / 50
Onde: X = porcentagem de perfil intraempreendedor
N = número de itens com características intraempreendedoras (acertos)
100 = porcentagem total
50 = número total de itens
Logo após a obtenção do percentual intraempreendedor, este é enquadrado na
tabela de classificação dos resultados:
Tabela 01: Enquadramento dos resultados:
Índice
Até 60%
Classificação
Baixo
Comentários
A Instituição poderá oferecer cursos, palestras,
treinamentos e debates sobre o assunto para
aprimorar as características consideradas fracas
no que tange ao intraempreendedorismo.
Entre 61% e Padrão
80%
Com esta classificação, o dirigente tem boas
chances, de se tornar um intraempreendedor,
neste nível, ainda existem algumas características
que podem ser trabalhadas no que tange ao
intraempreendedorismo.
Acima de 80% Alto
O dirigente que se enquadra nesta classificação
já é um intraempreendedor.
Fonte: Somogg, ( Apud URIARTE, 2000).
Ainda utilizando como base o exemplo anterior, o respondente com o percentual
intraempreendedor
de
72%,
se
classifica
como
nível
PADRÃO
de
intraempreendedorismo. O que significa que o respondente tem boas chances de se
tornar um intraempreendedor, neste nível, ainda existem algumas características que
podem ser trabalhadas no que tange ao intraempreendedorismo.
Quanto a população estudada, esta se refere a todos os dirigentes da
UNOCHAPECÓ, o que de acordo com o Setor Pessoal da Instituição totalizou 76
dirigentes, a amostra utilizada foi o senso. Dos 76 questionários enviados, retornaram 52
respondidos, estes foram tabulados e analisados objetivando o alcance do nível de
intraempreendedorismo dos dirigentes da UNOCHAPECÓ.
4 RESULTADOS
Esta seção está estruturada de acordo com os objetivos do estudo. O quadro 1
demonstra em média o nível de intraempreendedorismo, a partir das respostas dos
dirigentes para cada questão.
Quadro 1: Nível de Intraempreendedorismo dos dirigentes da UNOCHAPECÓ:
Fonte: Pesquisa realizada com dirigentes da UNOCHAPECÓ.
Este quadro apresenta de maneira detalhada a quantidade de resposta corretas e
incorretas à cada questão, e o peso atribuído a cada uma dependendo de sua
característica, sendo detalhados na metodologia.
Em média, o nível de intraempreendedorismo dos dirigentes da UNOCHAPECÓ foi
de 80%, o que significa que com esta classificação, os dirigentes tem boas chances de se
tornarem intraempreendedores, neste nível, ainda existem algumas características que
podem ser trabalhadas no que tange ao intraempreendedorismo.
Conforme dados obtidos com a pesquisa, constatou-se que para o nível de
intraempreendedorismo até 60% é considerado BAIXO, não houve nenhum dirigente com
este percentual. Já entre 61% a 80%, que por sua vez é classificado como PADRÃO,
houveram 22 dirigentes, e para a classificação mais elevada, ou seja, com ALTO nível de
intraempreendedorismo foram 30 dirigentes.
As características intraempreendedoras são divididas em quatro grupos, sendo:
necessidades, habilidades, conhecimentos e valores.
4.1 Estudo das Características Intraempreendedoras
As características intraempreendedoras são divididas em quatro grupos, sendo:
necessidades, habilidades, conhecimentos e valores. Cada questão do teste era baseada
em uma característica intraempreendedora, assim, pode-se analisar as respostas dos
dirigentes enquadrando ás características.
4.1.1 Necessidades
As necessidades é um grande grupo de características formada por: necessidade
de aprovação, de auto-preservação, de auto-realização, necessidade de independência,
de desenvolvimento pessoal e necessidades de vínculos. No gráfico 01, pode-se analisar
as respostas corretas e incorretas dos dirigentes da UNOCHAPECÓ com relação a cada
necessidade.
Gráfico 01: Relação das respostas referente às Necessidades:
27
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30
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Fonte: Pesquisa realizada com dirigentes da UNOCHAPECÓ.
Os resultados da pesquisa demonstram que os dirigentes da Unochapecó em geral
tendem a sentir maior propensão para necessidades de vínculos e de desenvolvimento
pessoal, com um total de acertos de 49 e 47 respectivamente. Outras necessidades
destacada pelo teste, foi relacionadas à necessidade de auto-realização, com 44 acertos,
e a necessidade de aprovação com 40 acertos.
Em média, com relação as características referentes às necessidades, os
dirigentes da UNOCHAPECÓ atingiram o nível de intraempreendedorismo de 76%.
Com este percentual, pode-se afirmar que os dirigentes da UNOCHAPECÓ
precisam trabalhar suas características intraempreendedoras relacionadas ás
necessidades.
4.1.2 Habilidades
As características intraempreendedoras referentes às habilidades são: habilidade
para avaliação de oportunidades, de aquisição de informações, de resolução de
problemas, de identificação de novas oportunidades, habilidade de negociação, de atingir
metas e habilidade de motivação e decisão.
Gráfico 02: Relação das respostas referente às Habilidades:
60
51
49
50
49
44
45
40
38
40
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Fonte: Pesquisa realizada com dirigentes da UNOCHAPECÓ.
Os resutados da pesquisa demonstram que as habilidades mais representativas
dos dirigentes foram relacionadas às habilidade para aquisição de informações com 51
acertos e as habilidades para identificação e avaliação de novas oportunidades, ambas
com 49 acertos.
Além destas, outras habilidades obtiveram um número considerável de acertos,
sendo a habilidade de negociação com 45 acertos e a habilidade para resolução de
problemas com 44 acertos.
Em geral, as características referentes às habilidades atingiram o percentual
intraempreendedor de 87%, que foi o maior percentual dentre as demais características.
4.1.3 Conhecimentos
As características intraempreendedoras relacionadas aos conhecimentos, as quais
são: conhecimento na área comercial, conhecimento/formação complementar,
escolaridade, vivências com situações novas, conhecimentos sobre aspectos técnicos
relacionados ao trabalho, e experiência em outras empresas. As respostas corretas e
incorretas de cada característica relacionada aos conhecimentos são apresentadas no
gráfico 03.
Gráfico 03: Relação das respostas referente aos Conhecimentos:
60
51
50
50
40
27
27
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Ex p e r
25
t os t é
30
45
41
Fonte: Pesquisa realizada com dirigentes da UNOCHAPECÓ.
Percebe-se que os conhecimentos mais apresentados pelos dirigentes foram
relacionados à vivências com situações novas alcançando 51 acertos e os de formação
complementar com 50 acertos.
Outros conhecimentos representativos foram com relação a aspectos técnicos
relacionados ao trabalho com 45 acertos e o de escolaridade com 41 acertos.
Os menos representativos foram relacionados à experiência em outras empresas
com 27 acertos e conhecimentos na área comercial com 25 acertos.
As características referentes aos conhecimentos alcançaram em média um
percentual intraempreendedor de 77%.
4.1.4 Valores
Por fim, com relação às características vinculadas aos valores, que são: valores
estéticos, intelectuais, existenciais, morais e valores religiosos. Os resultados estão
descritos no gráfico 04.
Gráfico 04: Relação das respostas referente aos Valores:
60
50
52
48
50
42
37
40
30
20
15
10
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Fonte: Pesquisa realizada com dirigentes da UNOCHAPECÓ.
Constatou-se que os valores mais representativos foram os valores existenciais
com 52 acertos, os valores religiosos com 50 acertos e os valores intelectuais com 48
acertos.
Os que apresentaram menos representatividade foram os valores estéticos,
totalizando 42 acertos.
Outro parâmetro a ser analisado é com relação aos valores morais, que obteve
mais respostas incorretas do que corretas, sendo 37 e 15 respectivamente.
As características relacionadas aos valores obtiveram uma média 80% de
percentual intraempreendedor.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo evidenciou as características intraempreendedoras, estas são
relacionadas a quatro grupos: necessidades, habilidades, conhecimentos e valores. As
características relacionadas às necessidades são: necessidades de aprovação, autopreservação, auto-realização, de independência, de desenvolvimento pessoal e
necessidade de vínculos. As referentes às habilidades são: habilidade para avaliar
oportunidades e pensamento criativo, para adquirir informações, de comunicação
persuasiva, resolução de problemas, identificação de novas oportunidades, de
negociação, para atingir metas e habilidade de motivação e decisão. As características
relacionadas aos conhecimentos são: conhecimento/experiência na área comercial,
conhecimento/formação
complementar,
conhecimento/escolaridade,
conhecimento/vivência com situações novas, conhecimentos sobre aspectos técnicos
relacionados com o negócio, e conhecimento/experiência em outras empresas. Por fim,
as características intraempreendedoras que se referem aos valores, são: valores
estéticos, intelectuais, existenciais, morais e valores religiosos.
Os
dirigentes
da
UNOCHAPECÓ
apresentaram
um
índice
de
intraempreendedorismo maior para as características relacionadas às habilidades, ou
seja, 87%, o que significa dizer que os dirigentes da UNOCHAPECÓ são direcionados a
identificar e avaliar as oportunidades que surgem com criatividade, possuem habilidades
para aquisição informações, eles solucionam problemas, possuem comunicação
persuasiva, são ótimos negociadores, são direcionados a atingirem metas com muita
motivação de decisão. Além das características relacionadas às habilidades, outras
características obtiveram destaque devido ao percentual alcançado, que se refere aos
valores, com percentual de 80%. Para as características intraempreendedoras
relacionadas ás necessidades e aos conhecimentos, os percentuais foram de 76% e 77%
respectivamente.
Em geral, os dirigentes da UNOCHAPECÓ alcançaram um nível de
intraempreendedorismo de 80%, pois, 30 dirigentes se enquadraram neste percentual.
Com relação aos demais percentuais, nenhum dirigente obteve percentual de até 60%, já
nos percentuais de 61 a 80% foram 22 dirigentes. Este nível é classificado como
PADRÃO, o que significa que com este percentual intraempreendedor os dirigentes têm
boas chances de se tornarem intraempreendedores, neste nível, ainda existem algumas
características que podem ser trabalhadas.
Assim sendo, com o intuito de aprimorar as características intraempreendedoras
dos dirigentes da UNOCHAPECÓ que necessitam de aprimoramento, sugere-se para a
Instituição a adoção de uma cultura intraempreendedora, para a disseminação desta
cultura é necessário inserção de algumas iniciativas, neste sentido, Bom Angelo (2003),
sugere algumas: a cultura organizacional deve respeitar as diferenças inclusive as de
opinião de todas as pessoas, todas as informações devem estar disponíveis a todos,
deve-se procurar diminuir a hierarquia estabelecendo estruturas horizontalizadas e para
qualquer tipo de inovação, deve-se premiar os responsáveis demonstrando seu interesse
pela inovação. Com estas ações, pode-se disseminar a cultura intraempreendedora no
clima organizacional.
Como sugestão inicial, sugere-se à UNOCHAPECÓ uma analise das
características intraempreendedoras considerada fracas apresentadas pelos dirigentes,
logo após, buscar treinamentos, cursos e palestras que possibilitem o aprimoramento
destas características.
6 REFERÊNCIAS
BATEMAN, Thomas S.; SNELL, Scott A. Administração: construindo vantagem
competitiva. 1º ed. São Paulo: Atlas, 1998.
BOM ANGELO, Eduardo. Empreendedor Corporativo: A nova postura de quem faz a
diferença. 4ª ed. Rio de Janeiro: Elseiver, 2003.
DOLABELA, Fernando. Oficina do Empreendedor: A metodologia de ensino que ajuda a
transformar conhecimento em riqueza. 6ª ed. São Paulo: Cultura, 1999.
____________. Empreendedorismo a Viagem do Sonho: Como se preparar para ser
um empreendedor. Brasília: Agência de Educação para o Desenvolvimento, 2002.
____________. Empreendedorismo: uma forma de ser: saiba o que
empreendedores individuais e empreendedores coletivos. Brasília: AED, 2003.
são
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios.
2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Campus, 2005.
____________. Como fazer a diferença. 05 de setembro de 2006. Disponível em
<http//www.josedornelas.com.br/artigos/como-fazer-a-diferenca> Acesso em 18 de
outubro de 2008.
COSTA, Alexandre Marino; CERICATTO, Domingo. MELO, Pedro Antonio de.
Empreendedorismo Corporativo: Uma nova estratégia para a inovação em
organizações contemporâneas. Revista de Negócios: Blumenau, outubro/dezembro 2007.
CRUZ, Carlos Fernando. Os motivos que dificultam a ação empreendedora conforme
o ciclo de vida das organizações. Um estudo de caso: Pramp´s Lanchonete. 2005. 126f.
Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, 2005.
FISCHBORN. Marci Lucia. Empreendedorismo nas Instituições de Ensino Superior
do Estado de Santa Catarina, Brasil. 2004, 162 f. Dissertação (Mestrado em
Administração) – Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, 2004.
HISRICH, Robert D. PETERS, Michael P. Empreendedorismo. 5ª ed. Porto Alegre:
Bookman, 2004.
MARTINELLI,
Joacir.
Perfil
empreendedor
dentro
Intraempreendedorismo. Jornal Gazeta do Povo, 22 junho de 2003.
das
empresas
PINCHOT, Gifford; PELLMAN, Ron. Intraempreendedorismo na Prática: um guia de
inovação nos negócios. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elseivier, 2004.
URIARTE, Luiz Ricardo. Identificação do Perfil Intraempreendedor. 2000, 139 f.
Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000.
APÊNDICE 1: Questionário Aplicado em dirigentes da UNOCHAPECÓ
Universidade Comunitária Regional de Chapecó
Centro de Ciências Sociais e Aplicadas.
Curso: Administração
Objetivo: Avaliar o nível de Intraempreendedorismo dos dirigentes da Universidade
Comunitária Regional de Chapecó – UNOCHAPECÓ.
Professor Orientador: Adm. Paulo Roberto Pit
Acadêmica: Luciana Aparecida Nunes
Telefone: (49) 3328-5861, (49) 8401-6957 e Comercial 3321-8030
Questionário adaptado de Uriarte, (2000).
O presente questionário será utilizado como uma ferramenta para analisar o
nível de intraempreendedorismo dos dirigentes da Unochapecó.
De acordo com Pinchot III (apud Fischborn 2004), o intrapreneur ou
intraempreendedor é uma pessoa que atua dentro das organizações como um
empreendedor, desenvolvendo novos projetos, produtos e serviços ou introduzindo
inovações e melhorias em processos.
1 Caracterização do dirigente:
1.1 – Idade
( ) De 20 a 26 anos
( ) De 27 a 35 anos
( ) De 36 a 45 anos
( ) Acima de 45 anos
1.2 – Sexo
( ) Feminino
( ) Masculino
1.3 – A quanto tempo você está na Instituição?
( ) De 1 a 3 anos
( ) De 3 a 6 anos
( ) De 6 a 10 anos
( ) Acima de 10 anos
1.4 – Você se considera um intraempreendedor no desempenho da sua função?
( ) Sim
( ) Não
2 Características intraempreendedoras no âmbito profissional:
Assinale abaixo a resposta que melhor represente a sua opinião
ou sua forma de atuação no exercício da sua função na Unochapecó,
sendo que somente uma alternativa de cada questão deve ser marcada.
É importante que todas as questões sejam respondidas, de modo a não
inviabilizar o aproveitamento do questionário.
2.1
a) Desejo conquistar uma boa posição na sociedade, aumentar o meu status e o
meu prestígio.
b) Não me importo em conquistar uma boa posição na sociedade, aumentar o meu
status e o meu prestígio.
2.2
a) Não me importo com segurança em relação ao emprego.
b) Necessito de segurança em relação ao emprego.
2.3
a) Tenho mais habilidades na área política.
b) Tenho mais habilidade para a venda e comercialização de idéias, produtos e
serviços.
2.4
a) Acredito ser importante a obtenção de novos conhecimentos, mesmo que não
tenham relação direta com as minhas atividades.
b) Acredito ser importante a aquisição de novos conhecimentos somente quando
tiverem relação direta com as minhas atividades.
2.5
a) Acho importante avaliar as oportunidades que surgem.
b) Acho importante não perder nenhuma oportunidade.
2.6
a) Acredito que devo investir forte em um único meio de obtenção de informações,
porém poderoso.
b) Acredito que quanto mais meios tiver para obter informações, melhor.
2.7
a) Penso que o modo como me visto nada tem a ver com a minha atuação
profissional.
b) Penso que me vestir bem ajuda na minha atuação profissional.
2.8
a) Sinto satisfação no meu trabalho.
b) Meu trabalho não dá satisfação.
2.9
a) Não necessito de liberdade para desenvolver meu trabalho.
b) Necessito de liberdade para desenvolver meu trabalho.
2.10
a) Não me importo em trabalhar sob diferentes ritmos de trabalho.
b) Necessito de liberdade para impor meu próprio ritmo de trabalho.
2.11
a) Posso aprender e aperfeiçoar os meus conhecimentos enquanto realizo as
minha atividades.
b) Preciso conhecer muito bem as atividades que irei desenvolver.
2.12
a) Não possuo formação adequada para o desenvolvimento do meu trabalho
b) Tenho a formação necessária para desenvolver meu trabalho.
2.13
a) Acredito que quanto menos situações novas eu tiver que enfrentar, melhor.
b) Acredito que quanto mais situações novas eu tiver que enfrentar, melhor.
2.14
a) Acredito não ser importante convencer as pessoas a se associarem a minha
ideia, basta acreditar que dará certo.
b) Acredito ser importante convencer as pessoas a se associarem a minha ideia.
2.15
a) Resolvo problemas adaptando soluções existentes.
b) Peço soluções a outras pessoas para resolver problemas.
2.16
a) A minha titulação não contribuirá para o aumento da criatividade e da inovação
na Unochapecó.
b) A minha titulação contribuirá, entre outras coisas, para o aumento da
criatividade e da inovação na Unochapecó.
2.17
a) Sou sonhador e leal às minhas metas.
b) Sou muito pragmático e leal às minhas metas.
2.18
a) Gosto de aprender continuamente e sou inovador.
b) Aprendo para ficar atualizado.
2.19
a) Tenho maior conhecimento técnico sobre o trabalho a ser desenvolvido do que
conhecimento em gestão.
b) Tenho maior conhecimento em gestão do que conhecimento técnico sobre o
trabalho a ser desenvolvido.
2.20
a) Já trabalhei em outras Instituições porém em áreas distintas da minha atual
função, ou nunca trabalhei em outras Instituições.
b) Já trabalhei em outras Instituições, na mesma área que trabalho atualmente.
2.21
a) Acho importante estar sempre identificando novas oportunidades.
b) Acho importante primeiro terminar o trabalho atual para, então, identificar uma
novas oportunidades.
2.22
a) A negociação deve ser rápida e objetiva.
b) A negociação deve ser segura e convincente.
2.23
a) No que tange minha pessoa, acho importante para o meu trabalho: saúde,
alimentação e lazer.
b) No que tange minha pessoa, não acho importante para o meu trabalho: saúde,
alimentação e lazer.
2.24
a) Sempre sigo minha ética profissional, e isso não interfere meu trabalho.
b) Sempre sigo minha ética profissional, e isso, às vezes, interfere meu trabalho.
2.25
a) Sou orientado para metas, porém, necessito de suporte e motivação.
b) Sou orientado para metas, sou auto-confiante e auto-motivado.
2.26
a) Me importo com o reconhecimento pessoal.
b) Não me importo com o reconhecimento pessoal, eu próprio me satisfazendo já é
o suficiente.
2.27
a) Gosto de correr riscos, desde que sejam calculados.
b) Gosto de ter estabilidade.
2.28
a) Não sei trabalhar com pesquisa de mercado e com a definição de estratégias
para a venda dos serviços da Instituição.
b) Sei trabalhar com pesquisa de mercado e definição de estratégias para a venda
dos serviços da Instituição.
2.29
a) O surgimento de um novo projeto ou necessidade da Instituição é motivo para
um estudo complementar.
b) O surgimento de um novo projeto ou necessidade da Instituição é motivo para
uma nova contratação.
2.30
a) Analiso os pontos positivos e negativos das oportunidades que surgem.
b) Não analiso novas oportunidades, apenas as perco.
2.31
a) Internet é muito útil somente se meu trabalho for no campo tecnológico.
b) Internet é muito útil para mim, independente do trabalho a desenvolver.
2.32
a) A organização da Instituição e da minha casa não tem relação.
b) A organização da minha casa tem relação com a organização da Instituição.
2.33
a) Não tenho religião ou minha religião e meu trabalho andam juntos, sem se
chocarem.
b) Minha religião vem antes de meu trabalho, mesmo que o afete.
2.34
a) Em meu trabalho, não repasso minhas ideias para as outras pessoas.
b) Em meu trabalho, repasso minhas idéias aos meus superiores ou demais
pessoas, para poder transformá-las em realidade.
2.35
a) Gosto de ter regras na minha vida profissional.
b) Gosto de flexibilidade em minha vida profissional e gosto de liberdade no meu
horário de trabalho.
2.36
a) Necessito colocar à prova minhas capacidades intelectuais e físicas, para
maximizar meu próprio potencial.
b) Não necessito colocar à prova minhas capacidades intelectuais e físicas.
2.37
a) Acredito que quanto mais alto o nível de titulação, melhor.
b) Acredito que, acima de um certo nível de titulação, devo usar o bom senso para
não me tornar o “dono da verdade”.
2.38
a) Não gosto de mudanças, pois podem ser perigosas.
b) Gosto de mudanças, pois contribuem para minha vida.
2.39
a) Para implementar novos projetos e ideias é vital a disponibilidade de recursos
financeiros.
b) Para implementar novos projetos e ideias é vital a capacidade de comunicação
e convencimento das pessoas.
2.40
a) Resolvo problemas gerando soluções novas, radicais.
b) Deixo os problemas para resolver depois.
2.41
a) No desempenho de minha função, não tenho preocupações com o que acontece
com o meio ambiente.
b) Em meu trabalho independente de minha função, tenho preocupações com o
que acontece com o meio ambiente.
2.42
a) Me disponho executar qualquer tarefa, vinculada ao meu trabalho, mesmo que
não seja de minha responsabilidade direta.
b) Não assumo tarefas que não são da minha responsabilidade.
2.43
a) A Unochapecó é um ótimo lugar para desenvolver novas habilidades e
conhecimentos.
b) A Unochapecó não é um lugar apropriado para desenvolver novas habilidades e
conhecimentos.
2.44
a) Proponho-me a conhecer o máximo possível sobre o trabalho a ser
desenvolvido.
b) Proponho-me a conhecer o necessário sobre o trabalho a ser desenvolvido.
2.45
a) Tenho mais conhecimento teórico do que prático sobre as atividades que
desenvolvo.
b) Tenho mais conhecimento prático do que teórico sobre as atividades que
desenvolvo.
2.46
a) Acho mais importante ter uma visão da Unochapecó, numa perspectiva atual e
futura.
b) Acho mais importante ter uma visão da Unochapecó, numa perspectiva passada
e atual.
2.47
a) Tenho pouca habilidade de negociação.
b) Adquiri a habilidade de negociação pela experiência.
2.48
a) A maneira como vivo no dia a dia tem muito a ver com a minha postura dentro
da Instituição.
b) A maneira como vivo no dia a dia não tem muito a ver com a minha postura
dentro da Instituição.
2.49
a) Para o meu trabalho os valores morais impostos pela sociedade são mais
importantes do que os adquiridos com a minha família.
b) Para o meu trabalho os valores morais adquiridos com a minha família são mais
importantes do que os impostos pela sociedade.
OBS: (valores morais referem-se à doutrina, princípios e normas do procedimento
humano).
2.50
a) Prefiro discutir o problema com os meus superiores para que eles tomem as
decisões.
b) Não tenho medo de tomar decisões.
Muito obrigada!
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Nível de Intraempreendedorismo dos Dirigentes da