Curso de Engenharia Mecânica - Automação de Sistemas CONCEITUAÇÃO DO PROJETO DE UM MINICOLETOR COMPACTADOR DE RESÍDUOS DOMICILIARES PARA REGIÕES DE DIFÍCIL ACESSO. Marco Antonio Correa César Itatiba – São Paulo – Brasil Dezembro de 2004 ii Curso de Engenharia Mecânica - Automação de Sistemas CONCEITUAÇÃO DO PROJETO DE UM MINICOLETOR COMPACTADOR DE RESÍDUOS DOMICILIARES PARA REGIÕES DE DIFÍCIL ACESSO. Marco Antonio Correa César Monografia apresentada à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Engenharia Mecânica – Automação de Sistemas da Universidade São Francisco, sob a orientação do Prof. Dr Fernando César Gentile, como exigência parcial para conclusão do curso de graduação. Orientador: Prof. Dr.. Fernando César Gentile Co-orientador: Engº. Benhur Alexandre de Abreu Itatiba – São Paulo – Brasil Julho de 2004 iii CONCEITUAÇÃO DO PROJETO DE UM MINICOLETOR COMPACTADOR DE RESÍDUOS DOMICILIARES PARA REGIÕES DE DIFÍCIL ACESSO. Marco Antonio Correa Cesar Monografia defendida e aprovada em 1 de dezembro de 2004 pela Banca Examinadora assim constituída: Prof Dr Fernando César Gentile USF – Universidade São Francisco – Itatiba – SP. Prof Ms Paulo Eduardo Silveira USF – Universidade São Francisco – Itatiba – SP. Prof Dr Guilherme Bezzon USF – Universidade São Francisco – Itatiba – SP. iv (Epígrafe opcional) “A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original” “Albert Einstein” v A meus pais Sr. César e Dona Therezinha, que nunca duvidaram de minha capacidade e esperança por realizar este sonho. A minha amada esposa Alessandra, que sempre acreditou e apoiou sendo paciente e amorosa dando-me condições de seguir em frente com meu sonho. Aos meus queridos amigos, que em nenhum instante deixaram de apoiar, incentivar e acreditar que este momento chegaria. E chegamos juntos. Sou eternamente grato a todos. vi .Agradecimentos Agradeço primeiramente ao Professor Dr. Fernando César Gentile, meu orientador, que acreditou e incentivou-me para a conclusão deste trabalho, face aos inúmeros percalços do trajeto. Agradeço também ao Co-Orientador Benhur Alexandre de Abreu, um amigo e companheiro de percurso e de discussões profícuas, dentro e fora do contexto deste trabalho, agraciando-me incontáveis vezes com sua paciência, conhecimento e amizade. Algumas discussões e vários “entendimentos” não teriam sido possíveis sem a colaboração dos amigos Gilson Teixeira de Godoy e José Roberto Camargo Eu agradeço fraternalmente a todos. vii Sumário Lista de Figuras ........................................................................................................ix Lista de Tabelas .........................................................................................................x Resumo ....................................................................................................................xii 1 Introdução............................................................................................................1 1.1 Objetivo ...........................................................................................................1 1.2 Justificativa......................................................................................................2 2 Revisão Bibliográfica..........................................................................................3 2.1 Coleta de Lixo .................................................................................................4 2.1.1 A Coleta nos Municípios............................................................................4 Concessão...........................................................................................5 Terceirização .......................................................................................5 Consórcio ............................................................................................5 2.2 Definição de Lixo e Resíduo Sólido.................................................................6 2.3 Classificação dos Resíduos Sólidos................................................................6 2.4 Características de Resíduo Sólido ..................................................................8 2.4.1 Características Físicas ..............................................................................8 2.5 Influência das Características dos Resíduos Sólidos no Planejamento do Sistema de Limpeza Urbana ..................................................................................10 2.6 Outros Fatores que Influenciam as Características dos Resíduos Sólidos.. . 11 2.7 Coleta de Resíduo Sólido na Favela ............................................................. 12 3 Estudo do Minicoletor Compactador............................................................... 14 3.1 Especificação Técnica .................................................................................. 15 3.1.1 Veículo - Chassi VUC..............................................................................15 3.1.2 Coletor Compactador de Alta Performance e Suas Características de Coleta.. ................................................................................................................18 3.2 Escopo do Projeto do Minicoletor Compactador ........................................... 21 3.2.1 Estudo do Peso do Minicoletor Através de Material de Fabricação ...........21 Estudo Da Caixa Container ..........................................................................21 Base da Caixa Container........................................................................ 22 Laterais da Caixa Container ................................................................... 22 Teto da Caixa Container......................................................................... 23 Tampa Traseira da Caixa Container....................................................... 23 Outros Itens da Caixa Container ............................................................ 24 Estudo Da Caixa Prensa ..............................................................................24 Laterais da Caixa da Prensa .................................................................. 25 Composição da Caixa da Prensa ........................................................... 25 Prensa .................................................................................................... 26 viii 3.3 Estudo do Sistema de Eletro-Hidráulico do Minicoletor................................. 28 Unidade Hidráulica ..................................................................................28 Cilindros Compactadores ........................................................................28 Cilindros de Basculamento......................................................................28 Outros Elementos....................................................................................28 3.4 Características do Implemento...................................................................... 29 3.4.1 Funcionais ...............................................................................................29 Potência ..................................................................................................29 Desempenho ...........................................................................................29 Segurança no Trânsito ............................................................................29 Transporte/versatilidade ..........................................................................29 Vedação ..................................................................................................29 3.4.2 Operacionais ...........................................................................................30 Durabilidade ............................................................................................30 Confiabilidade..........................................................................................29 3.4.3 Construtivas ............................................................................................30 Peso Máximo...........................................................................................30 Dimensões ..............................................................................................31 4 Metodologia Utilizada ....................................................................................... 33 5 Conclusão ..........................................................................................................35 5.1 Contribuições ................................................................................................ 35 5.2 Extensões...................................................................................................... 36 Referências Bibliográficas ..................................................................................... 37 ix Lista de Figuras Figura 3.1 Dados técnicos do VW7110, dimensões em mm. ....................................17 Figura 3.2 vista traseira do Fórmula 4000 fabricação Equitran .................................18 Figura 3.3 seqüência da compactação da carga: três primeiras fases .....................19 Figura 3.4 Basculamento de um container de 1.6 m³ ................................................19 Figura 3.5 seqüência da operação de basculamento superior ..................................20 Figura 3.6 Equipamento Satélite do fabricante Usimeca (A) basculando (B) em um coletor compactador ..................................................................................................20 Figura 3.7 Figura esquemática do Mini-coletor Compactador ainda sem encarroçamento .........................................................................................................27 Figura 3.8 Figura esquemática do Minicoletor Compactador sobre o Chassi VW-7110 simulando a coleta e a descarga ...............................................................................32 x Lista de Tabelas Tabela 2.1 Representação tabular de geração per capita de resíduos soídos domiciliares .................................................................................................................8 Tabela 2.2 Representação Tabular da influência do lixo na caracterização de operação da coleta ....................................................................................................10 Tabela 2.3 Representação Tabular dos fatores que influenciam as características dos resíduos ..............................................................................................................11 Tabela 3.1 Representação Tabular das formas de coleta de resíduo domiciliar de resíduos sólidos em favelas ......................................................................................14 Tabela 3.2 Representação Tabular dos chassis nacional disponíveis para o encarroçamento do minicoletor compactador ...........................................................16 Tabela 3.3 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem a base da caixa container .....................................................................................................22 Tabela 3.4 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem as Laterais da caixa container .......................................................................................22 Tabela 3.5 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem o teto da caixa container .....................................................................................................23 Tabela 3.6 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem a tampa traseira da caixa container ........................................................................................23 Tabela 3.7 Representação Tabular dos pesos de outros itens que compõem a base da caixa container .....................................................................................................24 Tabela 3.8 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem as laterais da caixa prensa .............................................................................................25 Tabela 3.9 Representação Tabular dos pesos dos elementos de composição da caixa prensa ..............................................................................................................25 Tabela 3.10 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem a prensa da caixa prensa .............................................................................................26 Tabela 3.11 Representação Tabular da composição dos pesos da caixa prensa e da caixa container ..........................................................................................................26 Tabela 3.12 Representação Tabular dos pesos dos elementos de composição da caixa prensa e caixa container após aplicação da solda ..........................................27 xi Tabela 3.13 Representação Tabular das melhores configurações para encarroçamento do minicoletor sobre os chassis listados ........................................30 Tabela 3.14 Representação Tabular dos resultados e disposições do minicoletor compactador sobre o chassi especificado .................................................................31 xii Resumo Esta monografia apresenta o estudo do minicoletor compactador para coleta de resíduos sólidos domiciliares em locais de difícil acesso como favelas. O estudo proposto, discute a viabilização de um projeto que atenda a logística de coleta em favelas diminuindo o número de viagens através da mecanização de um equipamento compactador, permitindo maior performance do equipamento e tornando viável o investimento para este tipo de operação de coleta em favelas PALAVRAS-CHAVE: Minicoletor Compactador Abstract This monograph … KEY WORDS: 1 INTRODUÇÃO A conceituação de um coletor compactador de resíduos domiciliares em regiões de difícil acesso parte da premissa de que locais como favelas são grande geradores de resíduos e não recebem a coleta regular devido a dificuldade de acesso dos coletores compactadores de grande performance ou grande porte. A proposta do projeto propicia a integração entre a universidade e a empresa através da troca de experiências e conhecimentos possibilitando o retorno a sociedade aplicado diretamente em uma questões tão relevantes que são as favelas e o lixo. A motivação está na possibilidade de um atendimento imediato à sociedade de baixa renda com a melhoria significativa da qualidade de vida através de um ambiente mais higienizado, possibilitando mais saúde pela eliminação de lixo e suas conseqüências está também no incentivo da Universidade São Francisco apoiando de forma irrestrita e no interesse da sociedade em obter soluções para o problema apresentado. 1.1 Objetivos Desenvolver conceitualmente o Minicoletor Compactador de resíduos sólidos domiciliares para coleta em favelas. 2 1.2 Justificativa O projeto conceitual do mini-coletor destina-se ao atendimento social em regiões de baixa renda e normalmente muito carente. O mini-coletor surge da observação técnica da coleta de resíduos sólidos domiciliares nas mais diversas operações de coleta onde as dimensões de conjunto chassi-coletor são dificultadores no deslocamento do equipamento e no volume transportado. A falta de coleta mecanizada e logisticamente planejada contribui para a cultura de abandono do lixo nas ruas, no leito de rio que correm por entre a favela, aterramento do lixo nos fundos de quintais propiciando a proliferação de doenças e contaminação do solo. Com base no exposto julgamos relevante a conceituação, desenvolvimento e implantação do projeto de mecanização da coleta em favelas através do mini-coletor compactador, ficando a cargo deste estudo a conceituação. Para que a coleta tenha performance ideal, deve-se aliar a relação volume/carga com tempo de coleta, ou seja, o minicoletor deverá fazer a coleta na favela pelo seu interior obtendo o maior volume compactado e leva-lo até o acesso mais interno possível de outro coletor compactador de alta performance e descarregar na “boca” de carga do mesmo. Desta forma o mini-coletor consegue operar dentro da favela e transferir a carga para o coletor compactador de alta performance e assim promover o transporte e descarga do resíduo sólidos domiciliares da fevela no aterro sanitário. 3 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA O esforço deste trabalho visa atender a situações e aplicações de tecnologia integrando o meio acadêmico, a empresa e a comunidade através da relação focada. O interesse reside na dificuldade de atendimento as camadas menos favorecidas através de ações provenientes da coleta de resíduo domiciliar observadas em favelas e regiões de difícil acesso para veículos de médio e grande porte. Podendo estender-se para aplicação em regiões turísticas e centros comerciais que também se vêem prejudicadas em função de acesso complicado por equipamentos de coleta industrial de grande porte. Com o apoio da Universidade São Francisco através do departamento de Ciências Exatas do curso de Engenharia Mecânica – Automação de Sistemas é proposto um estudo focado nas aplicações de coleta de resíduo em favelas, local considerado de difícil acesso, com equipamento de alta performance. 4 2.1 Coleta de Lixo 2.1.1 A Coleta de Lixo nos Municípios Um dos principais desafios dos municípios é a Gestão do Resíduo Sólido considerado por muitos como o grande desafio dos muncípios ao lado de educação, saúde e segurança. Muitos estudiosos garantem que a geração de resíduos sólidos está ligado diretamente ao desenvolvimento do município. Desta forma torna-se fundamental o estudo sobre a demanda atual e futura em função do desenvolvimentos do município motivados pelo crescimento da industria, comércio, serviço, agronegócio e o turismo. Como citação, será feita menção das formas de coleta municipais para efeito ilustrativo, pois este é o cerne do estudo. A Constituição Federal, em seu art. 30, inciso V [1], dispõe sobre a competência dos municípios em "organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o transporte coletivo, que tem caráter essencial", desta forma, a coleta pode ser feita diretamente pelo Município [2]: * através de uma empresa pública específica, departamento da prefeitura (departamento de limpeza pública) ou autarquia com a função única ou não de limpeza pública; * através de uma empresa de economia mista criada para desempenhar especificamente essa função. Independentemente disso, os serviços podem ser ainda objeto de concessão ou terceirizados junto à iniciativa privada. As concessões e terceirizações podem ser globais ou parciais, envolvendo um ou mais segmentos das operações de limpeza urbana. Existe ainda a possibilidade de consórcio com outros municípios, especialmente nas soluções para a destinação final dos resíduos. 5 A destinação final dos resíduos podem assumir as seguintes formas [2]: Concessão Na concessão, a concessionária planeja, organiza, executa e coordena o serviço, podendo inclusive terceirizar operações e arrecadar os pagamentos referentes à sua remuneração, diretamente junto ao usuário/beneficiário dos serviços. As concessões em geral são objeto de contratos a longo termo que possam garantir o retorno dos investimentos aplicados no sistema. Mas a grande dificuldade está nas poucas garantias que as concessionárias recebem quanto à arrecadação e o pagamento dos seus serviços e na fragilidade dos municípios em preparar os editais de concessão, conhecer custos e fiscalizar serviços. Terceirização A terceirização consolida o conceito próprio da administração pública, qual seja, de exercer as funções prioritárias de planejamento, coordenação e fiscalização, podendo deixar às empresas privadas a operação propriamente dita. É importante lembrar que a terceirização de serviços pode ser manifestada em diversas escalas, desde a contratação de empresas bem estruturadas com especialidade em determinado segmento operacional tais como as operações nos aterros sanitários, até a contratação de microempresas ou trabalhadores autônomos, que possam promover, por exemplo, coleta com transporte de tração animal ou a operação manual de aterros de pequeno porte. Consórcio O consórcio caracteriza-se como um acordo entre municípios com o objetivo de alcançar metas comuns previamente estabelecidas. Para tanto, sejam recursos humanos ou financeiros dos municípios integrantes, são reunidos sob a forma de um consórcio a fim de viabilizar a implantação de ação, programa ou projeto desejado. 6 2.2 Definição de Lixo e Resíduos Sólidos A definição mais comum de lixo “é tudo o que não presta mais”. Pesquisando o Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda temos a definição de resíduo como "lixo é tudo aquilo que não se quer mais e se joga fora; coisas inúteis, velhas e sem valor"[3]. A Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT [4] define o lixo como os "restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo-se apresentar no estado sólido, semi-sólido ou líquido , desde que não seja passível de tratamento convencional". 2.3 Classificação dos Resíduos Sólidos São várias as maneiras de se classificar os resíduos sólidos. As mais comuns são quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente e quanto à natureza ou origem.[2] Desta forma, entende-se como substâncias ou produtos semi-sólidos todos aqueles com teor de umidade inferior a 85% e são válidos somente para resíduos industriais perigosos. Quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente, a classificação é feita de acordo com a NBR 10.005 da ABNT [5]. Os resíduos sólidos podem ser classificados em Classe III ou Não-Inertes, pois são os resíduos que podem apresentar características de biodegradabilidade ou solubilidade, com possibilidade de acarretar riscos à saúde ou ao meio ambiente, não se enquadrando nas classificações de resíduos Classe I (Perigosos) ou Classe II (Não-inertes). Quanto à natureza ou origem, é o principal elemento para a caracterização dos resíduos sólidos. Segundo este critério, os diferentes tipos de lixo podem ser agrupados em: lixo doméstico ou residencial, lixo comercial, lixo público, lixo domiciliar especial, entulho de obras, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, pneus, lixo de fontes especiais, lixo industrial, lixo radioativo, lixo de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários, lixo agrícola e resíduos de serviços de saúde. 7 Serão destacados os tipos de resíduos que fazem parte deste estudo efetivamente. O lixo domestico ou residencial, são os resíduos gerados nas atividades diárias em casas, apartamentos, condomínios e demais edificações residenciais. O lixo comercial, são os resíduos gerados em estabelecimentos comerciais, cujas características dependem da atividade ali desenvolvida. Nas atividades de limpeza urbana, os tipos "doméstico" e "comercial" constituem o chamado "lixo domiciliar", que, junto com o lixo público, representam a maior parcela dos resíduos sólidos produzidos nas cidades. O grupo de lixo comercial, assim como os entulhos de obras, pode ser dividido em subgrupos chamados de "pequenos geradores" e "grandes geradores". O regulamento de limpeza urbana do município poderá definir precisamente os subgrupos de pequenos e grandes geradores. Pode-se adotar como parâmetro: Pequeno Gerador de Resíduos Comerciais é o estabelecimento que gera até 120 litros de lixo por dia. Grande Gerador de Resíduos Comerciais é o estabelecimento que gera um volume de resíduos superior a esse limite. Analogamente, pequeno gerador de entulho de obras é a pessoa física ou jurídica que gera até 1.000kg ou 50 sacos de 30 litros por dia, enquanto grande gerador de entulho é aquele que gera um volume diário de resíduos acima disso. Geralmente, o limite estabelecido na definição de pequenos e grandes geradores de lixo deve corresponder à quantidade média de resíduos gerados diariamente em uma residência particular com cinco moradores. Num sistema de limpeza urbana, é importante que sejam criados os subgrupos de "pequenos" e "grandes" geradores, uma vez que a coleta dos resíduos dos grandes geradores pode ser tarifada e, portanto, se transformar em fonte de receita adicional para sustentação econômica do sistema. É importante identificar o grande gerador para que este tenha seu lixo coletado e transportado por empresa particular credenciada pela prefeitura. Esta prática diminui o custo da coleta para o Município em cerca de 10 a 20%. 8 2.4 Características dos Resíduos Sólidos As características do lixo podem variar em função de aspectos sociais, econômicos, culturais, geográficos e climáticos, ou seja, os mesmos fatores que também diferenciam as comunidades entre si e as próprias cidades. A análise do lixo pode ser realizada segundo suas características físicas, químicas e biológicas. 2.4.1 Características Físicas De acordo com a NBR 10.004 da ABNT[5], os resíduos sólidos podem ser classificados em: geração per capita, composição gravimétrica, peso específico aparente, teor de umidade e compressividade. A "geração per capita" relaciona a quantidade de resíduos urbanos gerada diariamente e o número de habitantes de determinada região. Muitos técnicos consideram de 0,5 a 0,8kg/hab./dia como a faixa de variação média para o Brasil. Na ausência de dados mais precisos, a geração per capita pode ser estimada através da Tabela 2.1. É muito comum os técnicos relacionar a geração de resíduos sólidos somente ao domiciliar (doméstico + comercial) desconsiderando como resíduos urbanos (domiciliar + público + entulhos e até de saúde e serviços de saúde). Tabela 2.1 Representação tabular de geração per capita de resíduos soídos domiciliares [2]. Faixas mais utilizadas da geração per capita Tamanho da cidade População urbana (habitantes) Geração per capita (kg/hab./dia) Pequena Até 30 mil 0,50 Média De 30 mil a 500 mil De 0,50 a 0,80 Grande De 500 mil a 5 milhões De 0,80 a 1,00 Megalópole Acima de 5 milhões Acima de 1,00 9 A composição gravimétrica traduz o percentual de cada componente em relação ao peso total da amostra de lixo analisada. Entretanto, muitos técnicos tendem a simplificar, considerando apenas alguns componentes, tais como papel/papelão; plásticos; vidros; metais; matéria orgânica e outros. Esse tipo de composição simplificada, embora possa ser usado no dimensionamento de uma usina de compostagem e de outras unidades de um sistema de limpeza urbana, não se presta, por exemplo, a um estudo preciso de reciclagem ou de coleta seletiva, já que o mercado de plásticos rígidos é bem diferente do mercado de plásticos maleáveis, assim como os mercados de ferrosos e nãoferrosos. A escolha dos componentes da composição gravimétrica é função direta do tipo de estudo que se pretende realizar e deve ser cuidadosamente feita para não acarretar distorções. Peso específico aparente é o peso do lixo solto em função do volume ocupado livremente, sem qualquer compactação, expresso em kg/m3 . Sua determinação é fundamental para o dimensionamento de equipamentos e instalações. Na ausência de dados mais precisos, podem-se utilizar os valores de 230kg/m3 para o peso específico do lixo domiciliar, de 280kg/m3 para o peso específico dos resíduos de serviços de saúde e de 1.300kg/m3 para o peso específico de entulho de obras. Teor de umidade representa a quantidade de água presente no lixo, medida em percentual do seu peso. Este parâmetro se altera em função das estações do ano e da incidência de chuvas, podendo-se estimar um teor de umidade variando em torno de 40 a 60%. Compressividade é o grau de compactação ou a redução do volume que uma massa de lixo pode sofrer quando compactada. Submetido a uma pressão de 4kg/cm², o volume do lixo pode ser reduzido de um terço (1/3) a um quarto (1/4) do seu volume original. 10 2.5 Influência das Características dos Resíduos Sólidos no Planejamento do Sistema de Limpeza Urbana A Tabela 2.2 ilustra a influência das características apresentadas sobre o planejamento de um sistema de limpeza urbana ou sobre o projeto de determinadas unidades que compõem tal sistema. Tabela 2.2 Representação Tabular da influência do lixo na caracterização de operação da coleta [2]. Influência das características do lixo na limpeza urbana Características Geração per capita Importância Fundamental para se poder projetar as quantidades de resíduos a coletar e a dispor. Importante no dimensionamento de veículos. Elemento básico para a determinação da taxa de coleta, bem como para o correto dimensionamento de todas as unidades que compõem o Sistema de Limpeza Urbana. Composição gravimétrica Indica a possibilidade de aproveitamento das frações recicláveis para comercialização e da matéria orgânica para a produção decomposto orgânico. Quando realizada por regiões da cidade, ajuda a se efetuar um cálculo mais justo da tarifa de coleta e destinação final. Peso específico aparente Fundamental para o correto dimensionamento da frota de coleta, Teor de umidade Tem influência direta sobre a velocidade de decomposição da matéria assim como de contêineres e caçambas estacionárias. orgânica no processo de compostagem. Influencia diretamente o poder calorífico e o peso específico aparente do lixo, concorrendo de forma indireta para o correto dimensionamento de incineradores e usinas de compostagem. Influencia diretamente o cálculo da produção de chorume e o correto dimensionamento do sistema de coleta de percolados Compreesividade Muito importante para o dimensionamento de veículos coletores, estações de transferência com compactação e caçambas compactadoras estacionárias. 11 2.6 Outros Fatores que Influenciam as Características dos Resíduos Sólidos. Tabela 2.3 Representação Tabular dos fatores que influenciam as características dos resíduos [2]. Fatores que influenciam as características dos resíduos Fatores Influência 1- Climáticos Chuvas aumento do teor de umidade Outono aumento do teor de folhas Verão aumento do teor de embalagens de bebidas (latas, vidros e plásticos rígidos) 2- Épocas especiais Carnaval aumento do teor de embalagens de bebidas (latas, vidros e plásticos rígidos) Natal/Ano Novo/Páscoa aumento de embalagens (papel/papelão,plásticos maleáveis e metais) aumento de matéria orgânica Dia dos Pais/Mães aumento de embalagens (papel/papelão e plásticos maleáveis e metais) Férias escolares esvaziamento de áreas da cidade em locais não turísticos aumento populacional em locais turísticos 3- Demográficos População urbana quanto maior a população urbana, maior a geração per capita 4- Socioeconômicos Nível cultural quanto maior o nível cultural, maior a incidência de materiais recicláveis e menor a incidência de matéria orgânica Nível educacional quanto maior o nível educacional, menor a incidência de matéria orgânica Poder aquisitivo quanto maior o poder aquisitivo, maior a incidência de materiais recicláveis e menor a incidência de matéria orgânica Poder aquisitivo (no mês) maior consumo de supérfluos perto do recebimento do salário (fim e início do mês) Poder aquisitivo (na semana) maior consumo de supérfluos no fim de semana Desenvolvimento tecnológico introdução de materiais cada vez mais leves, reduzindo o valor do peso específico aparente dos resíduos Lançamento de novos produtos aumento de embalagens Promoções de lojas comerciais aumento de embalagens Campanhas ambientais redução de materiais não-biodegradáveis (plásticos) e aumento de materiais recicláveis e/ou biodegradáveis (papéis, metais e vidros) 12 Deve-se tomar cuidados especiais com os valores que traduzem as características dos resíduos sólidos, pois em épocas de chuvas intensas (aumento do teor de umidade no lixo), festas como carnaval (aumento do percentual de alumínio através de latas de cerveja e de refrigerantes) ou eventos sazonais (aumentos de papel e copos descartáveis), o aumento na geração de resíduos sólidos é relevante e deve fazer parte de um planejamento estruturado. Os feriados e período de férias escolares influenciarão a quantidade de lixo gerada em cidades turísticas. Os principais fatores que exercem forte influência sobre as características dos resíduos estão listados na Tabela 2.3. 2.7 Coleta de Resíduos Sólidos em Favelas As favelas são uma dura realidade nos grandes centros urbanos, além da conhecida situação social e econômica, sua geração de resíduos sólidos também é muito preocupante. Baseado nos fatores geradores de resíduos sócioeconômicos e demográficos, as favelas caracterizam-se como geradoras de resíduos significativos e possuem características peculiares de coleta, como: •dificuldade de acesso para caminhão coletor compactador; •acondicionamento do lixo precário ou inexistente; •tendência dos moradores a livrar-se dos resíduos logo que gerados. A dificuldade natural de acesso á coleta, devido ao crescimento desordenado e sem planejamento, o que contribui para um panorama comumente encontrado de acumulo de lixo a céu aberto, com graves conseqüências para a saúde pública, para o meio ambiente. Estudos e práticas de coleta em favelas sugerem que sejam feitas através de veículos especiais de pequeno porte para contornar as dificuldades de acesso nas vielas, em geral estreitas ou íngremes, devem-se utilizar veículos especiais, de pequena largura, boa capacidade de manobra e capacidade de vencer aclives: 13 microtratores ou tratores agrícolas rebocando carretas ou pequenos veículos coletores, com ou sem compactação. Com esta forma de coleta, pode-se estacionar na entrada da favela ou local de fácil acesso do coletor compactador de grande porte e o veículo especial de coleta faz o percurso interno á favela e retorna ao coletor compactador descarregando no mesmo. Após esta operação repetidas vezes, o coletor compactador poderá encaminhar-se para o aterro sanitário para fazer a descarga. Outras discussões são relevantes a operação de coleta em favelas, no entanto este trabalho tem como objetivo estudar e discutir o minicoletor compactador para locais de difícil acesso. Portanto, temas como a conteinização dos resíduos em favelas, aplicação de garis comunitários e outros assuntos inerentes não são tema de discussão deste trabalho[2]. 14 3 ESTUDO DO MINICOLETOR COMPACTDOR O interesse pelo estudo de um equipamento de coleta de resíduos sólidos especificamente em favelas vem do convívio com o mercado de coleta de resíduos sólidos e da experiência do dia-a-dia de fabricante de implementos rodoviários com ênfase em coletor compactador de lixo. Por observação e convívio com os problemas das prefeituras, empresas públicas e empresas privadas de coleta de lixo em favelas, decidiu-se aprofundar o estudo sobre um minicoletor compactador para recolher os resíduos sólidos no interior da favela descarrega-lo em um coletor compactador de grande capacidade permitindo acelerar o processo de coleta e garantir que um maior número de residências sejam atendidas. As empresas de coleta utilizam-se de algumas formas de coleta no interior de favelas como as indicadas na tabela 3.1. Tabela 3.1 Representação Tabular das formas de coleta de resíduo domiciliar de resíduos sólidos em favelas [6],[7]. Pratica de coleta Resultados Obtidos Coleta a pé pelo gari com Processo extremamente lento e dispendioso, pois necessita o containers de 120, 240 e maior número de garis e a grandes distâncias torna-se 360 litros ineficiente. O transbordo para o caminhão é através de lifters (equipamento que báscula o container plástico de duas e/ou quatro rodas para dentro do coletor compactador). Coleta com camionetes de Mais rápido que o processo de garis, porém alguns locais a caçamba aberta camionete não consegue passar devido a falta de vias. O transbordo para o caminhão é manual. A carga não é compactada o que não permite maior performance de coleta. Coleta por minitrator de Pouco melhor que a camionete devido atração 4x4, porém o tração 4x2 e tracionando carreta Coleta por Minibasculante 4x4 transbordo é manual e mantém a característica de não possuir compactação da carga. equipamento VUC (veículo urbano de carga) equipado com implemento basculante para 6m3, com basculamento mecanizado sem compactação. 15 Os coletores compactadores usados atualmente na coleta pública possuem capacidade de carga de 12 a 20 m³ instalados em chassis com PBT (Peso Bruto Total: peso do chassi + peso da carroceriade + carga)17 ton e 23 ton e com largura superior a 2,5 m. É necessário que caminhões menores e mais ágeis, VUC’s realizem a coleta de lixo nos locais de difícil acesso. O resíduo recolhido no interior da favela deve ser transbordado para os coletores compactadores, pois além da necessidade de levar o lixo aos aterros, existem motivos logísticos para compactação. Normalmente, um coletor compactador de alta performance faz compactação em quatro vezes o volume original, logo um coletor de 15 m3 recebe um volume expandido de 60 m3. Partindo do sistema de coleta convencional no interior de favelas sem compactação, com volume de coleta de 5m³ seriam necessárias 12 viagens para o enchimento total do coletor de alta performance. Com o sistema de compactação proposto o mesmo volume coletado será feito em 8 viagens. Obtém-se um ganho de 33,33% na coleta. Em termos práticos, economiza-se combustível, mão-de-obra e tempo de operação, permitindo a reorganização da logística de coleta. 3.1 Especificação Técnica 3.1.1 Veículo – Chassi VUC Boa relação entre capacidade de carga e facilidade em manobras, ou seja, um chassi ágil com boa capacidade de carga e preferencialmente tração 4x4. Veículos urbanos, chamados VUC, normalmente possuem tração 4x2. Desta forma a boa relação de marcha e potência de motor torna-se fundamental. O mercado brasileiro conta com alguns chassis considerados VUC´s com características distintas. Desta forma alguns critérios são adotados para a escolha do chassi: capacidade de Carga, potência e dimensões. A tabela 3.2 apresenta os chassis disponíveis no mercado brasileiro para aplicação do mini-coletor compactador de estudo. 16 Tabela 3.2 Representação Tabular dos chassis nacional disponíveis para o encarroçamento do minicoletor compactador [8],[9],[10],[11],[12]. Montadora Marca/Modelo PBT (Kg) Peso Chassi Largura Carga Útil + (Kg) (mm) Carroceria Volkswagen 7110 6900 2900 2144 4000 8120 7700 2900 2144 4800 8150 8150 2930 2144 5220 C-815 7700 3020 2109 4680 F-350 4500 2820 2023 2110 F-4000 6800 2390 2023 3980 Daily 35-10 4000 1190 2000 2810 Daily 49-12 5200 2390 2000 2810 Kia Bongo K2700 3100 1530 1750 1570 Mercedes- Accelo 715C 7000 2620 2160 4380 Benz Accelo 915C 9000 3120 2160 5880 Ford Iveco Será utilizado o chassi VW-7110 da montadora Volkswagen de fabricação nacional para ilustrar a condição inicial do chassi antes de implementar o equipamento operacional mini-coletor compactador. Este chassi é mostrado na figura 3.1. 17 Figura 3.1 Dados técnicos do VW7110, dimensões em mm. Toma-se como ponto de partida o estudo de um equipamento compactador para coleta de resíduos sólido em favela que atenda as necessidades mais importantes da coleta nestes locais. Entre elas, o acesso difícil por equipamentos coletores compactadores de grande porte, aplicações de minibasculantes auxiliam no trabalho de coleta e descarga, mas não são eficientes pelo fato de não possuírem compactação na coleta e mesmo o emprego de veículos inadequados. O minicoletor deve possuir a compactação do resíduo e posterior descarga em outro coletor compactador, deve possuir acesso lateral facilitado para que os garis façam a coleta e depositem na praça de carga do minicoletor. 18 O projeto deve ter total compatibilidade com o coletor compactador de resíduos sólidos existentes no mercado já que todos obedecem a uma característica dimensional. 3.1.2 Coletor Compactador de Alta Performance e Suas Características de Coleta. O Coletor Compactador é composto basicamente de compartimento de carga (Furgão), compartimento de compactação (Traseira), opcionalmente um dispositivo inferior para basculamento de container de 1,2 a 1,6 m³ [6],[7] e/ou dispositivo superior para basculamento de caçambas de 3 a 5 m³ [6],[7] e/ou lifter para containeres plásticos [6],[7],[13]. Todos os movimentos de compactação, descarga e outros são promovidos pelo sistema hidráulico, comandados manual ou eletronicamente. A figura 3.2 mostra o sistema de compactação, localizado na traseira, que é composto de painel fixo, painel transportador acionado por dois cilindros e painel de compactação também movimentado por dois cilindros. O processo de compactação, ilustrado na figura 3-3 é efetuado num ciclo de quatro fases semi-automáticas com parada intermediária de segurança [1]. Figura 3.2 Vista traseira do coletor compactador de 20m3[7] 19 Figura 3.3 Seqüência da compactação da carga de coletor compactador: três primeiras fases [7] A figura 3.4 mostra o dispositivo inferior de basculamento de containers, que consiste em estrutura instalada na traseira capaz de bascular containers metálicos de 1,2 a 1,6 m³, comandada por alavanca auxiliar instalada seqüencialmente aos comandos de compactação. A descarga de volumes maiores que o limite de 1.6 m³ deve ser feita em estágios. Figura 3.4 Basculamento de um container de 1.6 m³[7]. Existe também a possibilidade de basculamento de caçambas de 3 a 5 m³. Com uma estrutura instalada sobre o furgão com cabo de aço, cilindro e roldanas, é possível içar caçambas conforme mencionado anteriormente, o comando é efetuado através de alavanca auxiliar montada próximo às alavancas de compactação. Para 20 maior estabilidade do caminhão, são afixadas nas laterais da traseira duas “patolas” semi-telescópicas. A operação é ilustrada na figura 3.5. Figura 3.5 Seqüência da operação de basculamento superior [7]. Outro fabricante de coletor compactador[6], possui um mini-coletor para regiões de difícil acesso denominado Satélite montado sobre o chassi Bongo da montadora Kia [11]. Satélite sobre o Bongo Basculamento Equipamento sem compactação, apenas compactador um minibasculante do de Satélite 15m3 de em coletor fabricação também da Usimeca Figura 3.6 Mini-coletor basculando em um coletor compactador[6],[11]. A boca de carga é região onde é colocado o resíduo sólido para posterior compactação. O volume médio da boca de carga dos coletores compactadores brasileiros é de 1,75 m3. Com esta condição dimensional a descarga do minicoletor 21 compactador ou a transferência de carga do minicoletor compactador para o coletor compactador, será gradual e em 4 etapas aproximadamente. A altura da boca de carga do coletor compactador é de 1050 mm e a largura interna é de 2000 mm. Desta forma poderemos limitar a largura máxima externa do minicoletor compactador na posição de descarga em 1700 mm de largura e altura máxima para descarga de 1200 mm. 3.2 Escopo do Projeto do Minicoletor Compactador O equipamento será composto por duas partes acopladas por solda mig/mag sendo a parte de compactação denominada de boca de carga “Caixa da Prensa” e o container de acondicionamento, região de acomodação do resíduo sólido compactado “Caixa Container”. Para a obtenção do peso do minicoletor torna-se importante subdividir os elementos de cada parte da Caixa Prensa e do Caixa Container. Pretende-se obter um coletor compactador com 5,0 m3 de volume. Partindo da figura geométrica retangular como seção da caixa container do mini-coletor para dimensionamento inicial externo seja de 2000 mm de altura por 1662 mm de largura e por 2000 mm de comprimento. O volume interno total no container de acondicionamento será de 4,75 m3. O volume na prensa é dimensionado em 400 mm de comprimento, 600 mm de altura e 1662 mm de largura obtendo um volume de 0,373 m3. O volume total é de 5,123 m3 (4,75 m3 + 0,373 m3). Com base nos valores obtidos, dá-se seqüência ao estudo de fabricação de cada elemento do projeto. 3.2.1 Estudo do Peso do Minicoletor Através de Material de Fabricação Estudo da Caixa Container O container é divido em Base, Teto, Laterais e Tampa Traseira [14],[15],[16],[17],[18]. 22 Base da Caixa Container A base é composta de 5 elementos e subconjuntos descritos na tabela 3.3. Tabela 3.3 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem a base da caixa container [14],[15],[16],[17],[18]. Item Qtde Descrição Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 1 1 Chapa do Assoalho 65,80 65,80 2 3 Travessa Inferior 10,25 61,50 3 1 Perfil Inferior 12,85 12,85 4 6 Tampa da travessa inferior 0,16 0,96 5 2 Logarinas completas 35,00 70,00 Total 211,11 Laterais da Caixa Container As laterais são compostas de 2 elementos e subconjuntos descritos na tabela 3.4. Tabela 3.4 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem as Laterais da caixa container [14],[15],[16],[17],[18]. Item Qtde Descrição Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 1 2 Chapas da lateral 74,4 148,80 2 2 Perfil Reforço da lateral 17,74 35,48 Total 184,28 23 Teto da Caixa Container O teto é composto de 2 elementos e subconjuntos descritos na tabela 3.5. Tabela 3.5 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem o teto da caixa container [14],[15],[16],[17],[18]. Item Qtde Descrição Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 1 1 Chapa do teto 34,36 34,36 2 1 Reforço de teto 10,0 10,00 Total 44,36 Tampa Traseira da Caixa Container A Tampa Traseira é compostas de 3 elementos e subconjuntos descritos na tabela 3.6. Tabela 3.6 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem a tampa traseira da caixa container [14],[15],[16],[17],[18]. Item Qtde Descrição Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 1 1 Quadro 44,36 44,36 2 1 Chapa da Tampa Traseira 39,30 39,30 3 2 Fechamento lateral 10,00 10,00 Total 93,66 24 Outros Itens da Caixa Container Outros itens que compõem a caixa container e que não são elementos diretos da base, laterais e teto. São elementos de travamento e de composição da estrutura. tabela 3.7. Tabela 3.7 Representação Tabular dos pesos de outros itens que compõem a base da caixa container [14],[15],[16],[17],[18]. Item 1 Qtde 3 Descrição Quadros de travamento da Caixa Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 44,36 88,72 20,22 20,22 3,8 7,6 3,5 7,0 Total 103,54 Container 2 1 Fechamento Frontal Superior 3 2 Fechamento Frontal Inferior 4 2 Mancais de Articulação da Tampa Traseira Peso Total da Caixa Container em termos de material de fabricação 636,95 Kg Chapas #14 Laminada a Quente SAE 1020 Tubos Retanguares Estudo da Caixa Prensa O conjunto Caixa da Prensa é dividido em Laterais, Assoalho, Fechamento Frontal, Tampa de Inspeção, Rampa de Carga e Prensa [14],[15],[16],[17],[18]. 25 Laterais da Caixa da Prensa As laterais são compostas de 5 elementos e subconjuntos descritos na tabela 3.8. Tabela 3.8 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem as laterais da caixa prensa [14],[15],[16],[17],[18]. Item Qtde Descrição Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 1 2 Chapa de Fechamento 47,24 94,48 2 2 Perfil Superior 11,07 22,14 3 2 Perfil Inferior 11,07 22,14 4 2 Perfil Vertical 11,07 22,14 5 2 Reforço 10,00 20,00 Total 180,90 Composição da Caixa da Prensa Elementos e subconjuntos descritos na tabela 3.9. Tabela 3.9 Representação Tabular dos pesos dos elementos de composição da caixa prensa [14],[15],[16],[17],[18]. Item Qtde Descrição Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 1 1 Fechamento Frontal Superior 10,32 10,32 2 1 Tampa de Inspeção 17,85 17,85 3 1 Rampa da Boca de Carga 33,31 33,31 4 1 Assoalho 34,50 34,50 Total 95,98 26 Prensa Elementos e subconjuntos descritos na tabela 3.10. Tabela 3.10 Representação Tabular dos pesos dos elementos que compõem a prensa da caixa prensa [14],[15],[16],[17],[18]. Item Qtde Descrição Peso Unit. Peso total (Kg) (Kg) 1 4 Mancais dos cilindros 3,90 15,60 2 1 Chapa 1 26,00 26,00 3 1 Chapa 2 21,20 21,20 4 2 Chapa 3 12,24 24,48 5 4 Chapa 4 18,90 18,90 Total 106,18 Peso Total da Caixa Prensa em termos de material de fabricação 382,16 Kg Chapas Laminada a Quente SAE 1020 #14 Chapa Laminada a Frio SAE 1020 #1/8” Chapa Grossa SAE 1020 #2” Tabela 3.11 Representação Tabular da composição dos pesos da caixa prensa e da caixa container [14],[15],[16],[17],[18]. Descrição Pesos (Kg) Peso Total da Caixa Container em termos de material de fabricação 636,95 Peso Total da Caixa Prensa em termos de material de fabricação 382,16 Peso Total (Soma do peso da caixa container e da caixa prensa) 1.019,11 Conforme dados fornecidos pelos fabricantes de equipamentos [7], considerase que o peso total dos materiais fabricados, derivados de chapas soldados, 27 equivale entre 15% e 20% do total do material. Ou seja, acrescenta-se ao peso total de material de fabricação 20% considerando como solda. Tabela 3.12 Representação Tabular dos pesos dos elementos de composição da caixa prensa e caixa container após aplicação da solda. Peso do material fabricado (chaparia+tubos) Peso material acrescido pela solda Total (Peso material + solda) 1.019,11 203,82 1.222,93 Figura 3.7 Figura esquemática do Mini-coletor Compactador ainda sem encarroçamento. 28 3.3 Estudo do Sistema de Acionamento Eletro-Hidráulico do Mini-coletor. O funcionamento do sistema de compactação e basculamento será constituído de elementos hidráulicos, cilindros e comando, acionados através de uma unidade eletro-hidráulica. Cada ação do minicoletor compactador será comandada por uma válvula direcional de dupla ação por alavanca. Por tanto, o operador pode operar a compactação através da válvula direcional sem obter interferência do circuito de basculamento e vice versa. Pode até operar conjuntamente, mas não obterá boa performance devido a distribuição do fluxo hidráulico sem priorização. Não estamos levando em consideração o estado lógico por se tratar de uma operação simples e de baixo risco. Os principais elementos são: Unidade Eletro-Hidráulica Alimentação 12V, Motor elétrico de 3KW Bomba Hidráulica de 11,3 cm3/rotação, Filtro de Retorno e Sucção, Válvula Direcional de acionamento manual, reservatório hidráulico de 60 litros. Cilindros de Compactação Dupla ação com uma haste, rótulas nos olhais da camisa e da haste Cilindro de Basculamento Dupla ação com uma haste, rótulas nos olhais da camisa e da haste Outros Elementos Elementos como tubulação rígida (tubo hidráulico) e flexível (conjunto de mangueiras), conexões e demais elementos serão discriminados no momento da montagem hidráulica que não consta neste estudo. 29 3.4 Características do Implemento (Equipamento Especificações Técnicas) 3.4.1 Funcionais Potência O acionamento eletro-hidráulico deve movimentar tanto a prensa quanto o equipamento de modo uniforme e que permita um descarregamento em estágios, já que o volume limite de compactação é de 1,6m³ por operação. O equipamento deve ter capacidade mínima de 5m3 não compactados e 7,5 m3 compactados. O acionamento deve suportar o peso máximo do equipamento mais a carga. Desempenho O projeto deve ter total compatibilidade com os coletores compactadores de alta performance disponíveis no mercado. Deve também possibilitar, com poucas modificações, a sua montagem sobre outros chassis de PBT semelhantes. Segurança no Trânsito O equipamento deve obedecer a todas as normas de transito. Transporte/Versatilidade O caminhão deve ter facilidade de acesso a vias maiores que 2.5m possivelmente de terra e mal planejadas. Vedação O minicoletor compactador deve possuir sistema de vedação contra vazamento de líquidos (chorume) na tampa traseira e na tampa de inspeção e manutenção dos cilindros de compactação. 30 3.4.2 Operacionais Durabilidade Segundo a exigência de mercado, a durabilidade deve ser de 5 anos levando em consideração os devidos cuidados de manutenção[6],[7]. Confiabilidade O mercado fornece garantia de 6 meses para todos os seus produtos. Neste período não deve ocorrer nenhuma falha que paralise o funcionamento do equipamento [6],[7]. 3.4.3 Construtivas Peso máximo Para definir as características de peso devemos levar em conta três fatores: chassi, carroceria e carga útil. A expectativa de carga do mini-coletor compactador é 3.000 Kg em um volume compactado de 5m3 que expandido equivale a 7,5m3. Para a escolha do chassi mais adequado deve-se considerar o PBT, custo e capacidade de mobilidade em operação. Selecionamos 5 chassis que podem receber o mini-coletor compactador conforme mostra a tabela 3.13. Tabela 3.13 Representação Tabular das melhores configurações para encarroçamento do minicoletor sobre os chassis listados [9],[10],[11],[12]. Montadora Marca/Modelo PBT (Kg) Peso Chassi Carga Útil + (Kg) PBT Real Carroceria Volkswagen 7110 6900 2900 4000 6920 Ford C-815 7700 3020 4680 7040 F-4000 6800 2390 3980 6410 Iveco Daily 49-12* 5200 2390 2810 6410 Mercedes- Accelo 715C 7000 2620 4380 6640 Benz * Deve-se reforçar o conjunto de molas. 31 A tabela 3.14 mostra as melhores configurações para encarroçamento do minicoletor compactador sobre os chassis das montadoras Volkswagen, Ford, Iveco-Fiat e Mercedes-Benz. Tabela 3.14 Representação Tabular dos resultados e disposições do minicoletor compactador sobre o chassi especificado. Lixo Expandido 2.000 Kg 400 (Kg/ m3) x 5 (m3) Lixo Compactado – Carga Útil 3.000 Kg 400 (Kg/ m3) x 7,5 (m3) Ganho de compactação de 50% Carroceria (Estimado) 1.225 Kg Carga Útil + Carrocería (Estimado) 3.000 Kg + 1.225 Kg = 4.225 Kg PBT (Estimado) – VW 7110 2.900 Kg + 3.000 Kg + 1.225 Kg = 7.125 Kg Chassi + Carga Útil + Carrocería PBT (Estimado) – Ford C-815 3.020 Kg + 3.000 Kg + 1.225 Kg = 7.245 Kg Chassi + Carga Útil + Carrocería PBT (Estimado) – Ford F-4000 2.390 Kg + 3.000 Kg + 1.225 Kg = 6.615 Kg Chassi + Carga Útil + Carrocería PBT (Estimado) – Iveco Daily 49-12 2.390 Kg + 3.000 Kg + 1.225 Kg = 6.615 Kg Chassi + Carga Útil + Carrocería PBT (Estimado) – MBB Accelo 715C 2.620 Kg + 3.000 Kg + 1.225 Kg = 6.845 Kg Chassi + Carga Útil + Carrocería Dimensões As dimensões de altura e comprimento serão limitadas pelo chassi, e a largura principalmente pela boca de carga do coletor que mede 2.040mm. O equipamento proposto possui dimensões para a caixa container, região destinada para compactação. Desta forma a largura da caixa fica em 1.662 mm, de modo a 32 deixar uma margem de manobra de 138 mm de cada lado para o motorista do caminhão. As dimensões internas da caixa container que dimensionam a capacidade de carga são 1750 mm de altura, 1555 mm de largura e 1740 mm de comprimento perfazendo um volume de 4,745 m3 ou 4,750 m3 e 0,373 m3 totalizando (4,75 m3 + 0,373 m3) 5,123 m3. A Figura 3.8 mostra a montagem, o encarroçamento do mini-coletor compactador sobre o chassi VW-7110. A configuração mostra-se bem equilibrada e bem distribuída. Com o auxílio de cálculo de distribuição de carga, pode-se verificar a posição do CG (centro de gravidade) do conjunto sem carga (CG1) e com carga (CG2). Estas informações serão fundamentais no momento de definir os ajustes de encarroçamento e escolha definitiva do(s) chassi(s). O chassi WV-7110 foi escolhido para representar esquematicamente a montagem chassi-equipamento devido as boas condições de montagem (dimensões de chassi), relação PBT e pela experiência de encarroçamento deste chassi com outros tipos de equipamento para coleta de resíduo. Figura 3.8 Figura esquemática do Mini-coletor Compactador sobre o Chassi VW-7110 simulando a coleta e a descarga. 33 4. METODOLOGIA UTILIZADA Os cálculos apresentados nas tabelas listadas na seção Lista de Tabelas, página x, tabelas 3.3 à tabela 3.10, apresentam os resultados dos cálculos da massa total do minicoletor compactador. Os resultados dos cálculos apresentados foram subdivididos em dois grande grupos, Prensa e Caixa Container. Para ambos a metodologia empregada foi a mesma. Partiu-se do cálculo de massa de cada componente empregado na construção do equipamento. A equação do cálculo da massa para o material, defini-se pelo volume do material multiplicado pela densidade específica do mesmo. Para a obtenção do cálculo em Kg deve-se dividir o resultado por 1.000.000. P = (V x ρ)/106 P = massa total V = Volume total da peça (subconjunto). ρ = Densidade específica do material. Para aço 1020 utiliza-se o valor de 7,85. O resultado desta expressão é dado em Kg. Esta expressão é comumente empregada para o cálculo de massa de qualquer material antes mesmo de tê-lo para fabricação. Em cada desenho desenvolvido é destacado a massa calculada. Exemplo: Uma chapa quadrada de 1m e de 2mm de espessura. P = [(1.000 x 1.000 x 0.002) x 7,85]/ 106 P = 15,70 Kg. Para tubos industriais ou tubos mecânicos utilizamos os valores das tabelas comerciais para o cálculo. A tabela [16] apresenta a massa do material especificado em milímetros suas dimensões externas na seção para tubos de seção retangular ou em polegadas para tubos de seção circular. Ambos apresentam a massa por metro de barra, ou seja, em função da medida de 34 comprimento multiplicado pelo valor obtido na tabela obtém-se a massa da peça desejada. Exemplo: Tubo 60 x 40 com 2.750 mm Dados da tabela Century [16]: medida 2.000 mm e massa de 18,20 Kg Utilizando regra de três, temos: 2.000 mm ---- 18,20 Kg 2.750 mm ---- massa Kg Obtém-se que a massa da barra desejada é de 25,025 Kg. Com estas duas formas de cálculo de massa obtém-se todas as massas estimadas para esta etapa do estudo conceitual do minicoletor compactador 35 5 CONCLUSÃO O estudo de conceituação do projeto do mini-coletor compactador de resíduo domiciliar para regiões de difícil acesso, em favelas, tem características técnicas e comerciais suficientes para atender as empresas de coleta de resíduo sólido e também as comunidades em que o equipamento for empregado. Os estudos apontam para uma melhora de performance na logística de coleta uma grandeza de 33,33% sobre os sistemas de coleta já implementados, ou seja, sistemas de coleta sem compactação. O aprofundamento dos estudos no capítulo 3 apresentará as necessidades para a constituição do sistema hidráulico que promoverá a compactação e o basculamento do equipamento. Poder-se-á aumentar ou diminuir a taxa de compactação em função da disposição hidráulica, através relação Força aplicada pelos cilindros e da Geometria através da área da seção da prensa que promove a compactação. Ou seja, tem-se a possibilidade de tornar o equipamento mais robusto com maior capacidade de carga ou menos robusto com menor capacidade de carga. Ambas possibilidades estão ligadas diretamente com a capacidade de compactação do minicoletor. 4.1Contribuições As características técnicas propostas são de simples aplicação e podem produzir excelentes resultados se aplicado corretamente, gerando economia e alta performance na operação de coleta. A característica social do projeto estará estabelecida quando empregada em função de uma coleta eficiente e atingindo os pontos mais longínquos propiciando uma melhor qualidade de vida aos moradores da comunidade da favela. 36 4.2 Extensões Como proposta de continuidade deste estudo, caberá aos responsáveis afinar os itens técnicos e definir os itens de energia hidráulica (cilindros hidráulicos, tubulação rígida e flexível, conexões e demais elementos) e de montagem e caldeiraria (conceito de trava e abertura da porta traseira, sistema de basculamento, fechamento interno do sistema de prensa, etc.) e de definição do chassi. Após a definição dos elementos hidráulicos e demais componentes para montagem e pintura, será possível concluir os custos de fabricação do minicoletor compactador. Com todas as variáveis em mãos é possível reconfigurar o equipamento de forma a compor os custos de fabricação levando em consideração a aceitação por parte do mercado quanto ao valor de venda de cada unidade. 37 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988 [2] Endereço eletrônico da Web-Resol Instituto para a Democratização das Informações sobre o Saneamento Básico e Meio Ambiente.: http://www.resol.com.br [3] Ferreira, Aurélio B.H. Minidicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira S.A.p295, 1985. [4] ABNT – NBR 10.004 / Set. – Definição de Resíduo, 1987. [5] ABNT - NBR 10.005 / Set. – Classificação de Resíduos, 1987. [6] Endereço eletrônico da Equitran Tecnologia em Equipamentos para Transportes Ltda.: http://www.equitran.com.br [7] Endereço Eletrônico da Usimeca - Usina Mecânica Carioca Ltda.: http://www.usimeca.com.br [8] Manual de Beneficiamento e Diretrizes de Implementação Caminhões Volkswagen, Copyright 1997, 1998. Volkswagen do Brasil e Cyberldeas Comunicação Ltda. [9] Endereço eletrônico da montadora Ford e catálogos eletrônicos: http://www.ford.com.br [10] Endereço eletrônico da montadora Iveco do grupo Fiat e catálogos eletrônicos: http://www.iveco-fiat.com.br 38 [11] Endereço eletrônico da montadora Kia Motors e catálogo eletrônico: http://www.kia.com.br [12] Endereço eletrônico da montadora Mercedes-Benz e catálogo eletrônico: http://www.mercedes-benz.com.br [13] Endereço Eletrônico do CEMRE (Compromisso Empresarial para a Reciclagem): http://www.cempre.com.br [14] Pereira, Celso Pinto Morais, Introdução à Resistência dos Materiais, Apostila Técnica, Departamento de Mecânica Aplica da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá– UNESP, 1989. [15] Crnkovic, Sergio João, Elementos de Máquinas, Apostila Técnica, Departamento de Mecânica Aplica da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá– UNESP, 1989. [16] Catálogo Técnico da Century Produtos Siderúrgicos Ltda., Century Tubos, Tabela de Pesos e Medidas, 2004. [17] Catálogo Técnico Tubos Mecânicos Sem Costura, Imefer Industrial e Mercantil de Ferragens Ltda, 2004. [18] Catálogo Técnico de Perfils de aço Formados à Frio, Perfilam S.A Indústria de Perfilados, 2004.