XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. GESTÃO DE RESÍDUOS: MECANISMO DE OBTENÇÃO DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Bruna Andrade Machado (UNESP) [email protected] Tatiene Martins Coelho (UNESP) [email protected] Rosani de Castro (UNESP) [email protected] Rosane Aparecida Gomes Battistelle (UNESP) [email protected] Com a industrialização, o mundo vivenciou um intenso processo da urbanização. Tal processo repercutiu em um aumento significativo das populações urbanas e colaborou para o desenvolvimento de vários problemas, dentre eles o aumento da geraçãão de resíduos e a necessidade de destiná-los. A solução imediata adotada pelos gestores foi a de destinar os materiais resultados de atividades humanas e processos industriais para áreas distantes, escondendo-os da população. Mas, as regiões foram se expandindo e hoje se encontram bem próximas a esses locais, tendo muitas vezes os incorporado. Como resultados imediatos, encontramos a propagação de doenças, causadas pelo baixo controle sanitário desses locais e o freqüente acesso por pessoas carentes (que retiram seu sustento dessas regiões), um odor desagradável nas proximidades, o risco de se atingir rios e lençóis freáticos, dentre outros. Ocorre que a industrialização só vem aumentando e estimulando constantemente o consumo, refletindo em um crescimento exponencial do material gerado e descartado. Observando catástrofes que vêm atingindo cidades (como as enchentes) a população passou a se sentir responsável e a exigir um posicionamento ambientalmente correto das empresas e do governo, os quais vem reagindo, ainda que de forma tímida. Buscando traçar o passado e a atualidade da Gestão de Resíduos é que este artigo fora desenvolvido. O presente artigo caracteriza a gestão de resíduos como um mecanismo de obtenção de preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável, apresentando o traçado da gestão de resíduos do passado à atualidade com a aprovação da Nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. Palavras-chaves: Gestão de Resíduos, Coleta, Reciclagem XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. 1. Introdução Neste século, o mundo está passando por um processo de revalorização ambiental, onde procura-se resgatar a essência frente às relações sociedade/natureza, uma vez que o processo de industrialização, atualmente realizado, explora violentamente os recursos naturais, causando efeitos danosos para a natureza e o homem, trazendo um crescimento sem limites em que o desenvolvimento os domina (MACHADO et al., 2006). Ainda no século passado, entre os anos 60/70, notou-se que os recursos naturais eram esgotáveis e o crescimento insustentável, surgindo a necessidade de escolher novos valores e normas (idem). As ações adotadas no começo da Revolução Industrial, principalmente em relação à geração e descarte do lixo gerado, começaram a ser repensadas. Segundo Fadini e Fadini (2001) a primeira ação tomada pelos governos, logo após a Revolução Industrial, foi a de tratar o lixo como um problema que devesse ser escondido da sociedade, passando a depositá-lo em locais distantes. Esses locais, no entanto, foram rapidamente alcançados e até mesmo incorporados em decorrência da explosão urbana, um reflexo do próprio desenvolvimento industrial, sendo notório o despreparo das cidades em acompanhá-lo. Os resultados dessas ações foram claros e imediatos, além de resultarem em uma aproximação da sociedade e aumentarem os problemas com saneamento básico e riscos de contaminação, os locais de disposição tornaram-se cada vez mais escassos. Ângulo et al. (2010) explicam que a industrialização e as novas tecnologias refletem no aumento da população regional, bem como, no consumo e na geração de resíduos, já que, segundo Abreu e Palhares (2006), a atual economia incentiva o consumo exagerado como forma de manterem vivas as indústrias que operam com tanta eficiência e produtividade, uma vez que a inovação estabelece tempos menores de vida útil aos produtos, induzindo o consumidor a substituir os antigos por outros mais modernos, independentemente do fato de estarem ou não funcionando (XAVIER et al., 2010; ABREU e PALHARES, 2006). Para Siqueira e Moraes (2009, p. 2118): [...] os efeitos de uma postura exploradora e consumista sobre o ambiente podem ser desastrosos, (...) quando os estímulos para o consumo e as necessidades não são originados dentro de cada indivíduo, mas de fora, é normal que se desconheçam os limites das ações, ou que haja uma não responsabilização dos agentes com relação aos seus atos. Quanto mais for produzido, mais a pessoa que deseja manter o seu prestígio precisa adquirir. Em contrapartida, as mídias apresentam as catástrofes que vêem ocorrendo ao longo desses anos, atentando-se ao fato de que muitas são resultados não apenas de questões naturais (chuvas, terremotos), como também reflexos das ações humanas; do descarte de resíduos em vias públicas que obstruem as áreas de escoamento; do uso de gases que afetam a camada de ozônio e auxiliam no aquecimento global; dentre outros. Esses apelos têm responsabilizado a sociedade, estimulando-a a apresentar um comportamento sustentável, exigindo o mesmo das indústrias e do governo, o que, segundo Oliveira et al. (2003), vêm incentivando a busca de menores impactos ambientais, uma vez que as mesmas se tornaram alvo de expectativas quanto às responsabilidades para com a sociedade, como agentes que dispõem de recursos financeiros e tecnológicos para uma atuação mais ágil, decisiva e direta na solução dos problemas ambientais e sociais (HINZ et al., 2006). 2 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Além de buscar pela redução do impacto inerente aos processos, as empresas passaram a desenvolver a logística reversa de seus produtos estimulados pela legislação (Lei Federal nº 9.9741). A logística reversa implica na criação de valor a um produto, útil ou não ao proprietário original (LEITE, 2003 apud AITA e RUPPENTHAL, 2008). Em termos gerais, trata-se do processo de “retorno de produtos, redução na fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de materiais, disposição de resíduos, reforma, reparação e remanufatura” (STOCK, 1998 apud PEREIRA et al., 2008). Essas ações visam minimizar o descarte inadequado, a diminuição do uso de materiais virgens (muitas vezes provenientes de recursos não-renováveis) e ao desenvolvimento de novas oportunidades de inclusão social, através da intensificação do setor de coleta e reciclagem de material. Para que esses objetivos sejam atingidos, deve-se haver uma gestão de resíduos adequada que envolva governo, indústrias e a sociedade. Ometto et al. (2006 apud CARDOSO et al., 2007) também afirma que as empresas brasileiras têm se tornado cada vez mais responsáveis por todo o ciclo de vida de seus produtos, motivadas pela consolidação da legislação ambiental e pelo aumento da consciência ecológica dos consumidores, bem como do mercado. Barata et al. (2007) reafirma a idéia de que as empresas estão buscando se engajar ambientalmente de forma que em 2001 haviam apenas 120 empresas certificadas pela ISO 14001 no Brasil, contra 570 empresas certificadas já em 2007. Tal certificação implica no desenvolvimento de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que contribui para a eco-eficiência das empresas, induzindo-as a realizar a gestão de seus resíduos, reduzindo o consumo de recursos e a poluição (idem). O artigo busca caracterizar a gestão de resíduos como um mecanismo de obtenção de preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável, apresentando o traçado da gestão de resíduos do passado à atualidade com a aprovação da Nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. 2. A Gestão de Resíduos como mecanismo de obtenção de preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável 2.1 Gestão de Resíduos A gestão de resíduos é um conjunto de atividades que busca minimizar os impactos causados pela geração e descarte dos resíduos através da redução de sua geração, do reuso, reciclagem, compostagem, incineração dos resíduos ou da adequada disposição dos rejeitos. Antes de se adentrar no mundo da Gestão dos Resíduos, deve-se realizar uma distinção entre lixo e resíduo. Para Grimberg (2005) os resíduos sólidos são restos de alimentos, embalagens descartadas e objetos sem utilidade para seu detentor que, quando misturados, tornam-se lixo por não possuírem serventia a nenhuma outra pessoa ou processo. A nomenclatura mais atual para esses resíduos que não possuem mais utilidade (por inviabilidade econômica ou tecnológica de seu reaproveitamento) é rejeito. Carolina Souza (ABREU e PALHARES, 2006) resume em poucas palavras o significado de lixo “é tudo aquilo que não serve para mais nada e para mais ninguém”. São diversas as classificações adotadas para os resíduos, dentre as mais conhecidas e aplicadas encontram-se as apresentadas no quadro 1. 3 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Resíduos Característica Estado Físico Origem Classificação Poluentes atmosféricos (Gasoso), Efluentes Líquidos (Líquido) e Resíduos Sólidos (Sólido) (CONAMA, 2002). Domiciliares, de limpeza urbana, de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, dos serviços públicos de saneamento básico, industriais, de serviços de saúde, da construção civil, agrossilvopastoris, de serviços de transportes, de mineração (PNRS, 2010). Periculosidade Perigosos, não perigosos. (PNRS, 2010) ou Classe I (Perigosos), Classe II A (Não perigosos e não inertes) e Classe II B (Inertes) (ABNT, 2004). Estrutura Física Seco ou Molhado (GELMI, 2009), Seco/Reciclável ou Úmido / Orgânico (IBAM, 2010). Composição Química Orgânico ou Inorgânico (GELMI, 2009). Quadro 1 – Classificação de resíduos Fonte: Adaptado de CONAMA, 2002; PNRS, 2010; ABNT, 2004; GELMI (2009); IBAM (2010). Segundo Massukado (2004), provavelmente, a classificação mais empregada é quanto sua origem, pois indica a quem cabe a responsabilidade pelo seu gerenciamento, tal como apresentada na quadro 2. Gerenciamento de Resíduos Origem Responsável Domiciliares Prefeitura Públicos (de limpeza urbana e de saneamento básico) Prefeitura Comerciais Prefeitura * Industriais Gerador Serviços de saúde Gerador Construção civil Gerador Agrossilvopastoris Gerador Serviços de transporte Gerador Mineração Gerador * de acordo com a legislação municipal a prefeitura é co-responsável, atendendo, no máximo, 50 kg diários. Quadro 2 – Responsabilidade do gerenciamento de resíduos de acordo com sua origem Fonte: Adaptado de Fadini e Fadini (2001). Os resíduos sólidos coletados nos municípios do Brasil contam, em sua composição, com grande quantidade de matéria orgânica, superior a 50% em peso (ROCHA et al., 2008). A matéria orgânica quando não tratada ou disposta corretamente se torna a principal fonte de poluição dos resíduos sólidos, gerando efluentes líquidos (chorume) e gasosos (biogás) que poluem recursos hídricos e a atmosfera (idem). 4 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Além de ser realizada pelo setor público, a gestão dos resíduos – a qual, segundo Firjan (2006), constitui-se das etapas: Geração (fontes), Caracterização, Manuseio, Acondicionamento, Armazenamento, Coleta, Transporte, Reuso/reciclagem, Tratamento, Destinação final – vem sendo adotada por algumas empresas através do conceito de logística reversa, gerenciando tanto os recursos consumidos em suas atividades como o retorno de seus produtos ao atingirem sua vida útil. Algumas das etapas da gestão de resíduos, a fim de caracterizar a importância de se realizar tal logística, principalmente na área de embalagens de bebidas são apresentadas a seguir. 2.2.2 Acondicionamento e Armazenamento É a etapa subseqüente à geração e descarte do resíduo (que até então era um produto ou embalagem). São diversas as formas de se acondicionar os resíduos (caixas, tambores, sacos plásticos). Segundo IBAM (2001), acondicionar os resíduos é prepará-los para a coleta de forma sanitariamente adequada (limpos) e em recipientes adequados à quantidade e ao tipo. Em alguns locais, onde a coleta não é diária ou o volume é baixo para ser descartado, torna-se necessário o armazenamento do material, o qual, conforme Massukado (2004), ocorre em recipientes maiores e comumente com tampa, evitando a proliferação de moscas e diminuindo o odor. Dentro da gestão de resíduos, são responsabilidades do cidadão acondicionar e armazenar seus resíduos. 2.3 Acondicionamento e armazenamento De acordo com Moreira (1996) a responsabilidade pela prestação dos serviços de saneamento básico e limpeza pública sempre se situou na esfera municipal - mesmo antes da Constituição Federal de 1988, que reafirmou tal competência. Caldeira (2009) cita que, de acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico (PNSB) – 2000, a maioria dos municípios mineiros recebe serviços de limpeza urbana e de coleta de RSU da prefeitura, os quais são frequentemente cobrados junto ao IPTU. O autor revela ainda que a cobertura do serviço apresenta uma correlação direta com a emancipação política do município, sendo que municípios recém-emancipados (até 4 anos) possuem, em média, cerca de 66% de cobertura de coleta de RSU, enquanto municípios com mais de 65 anos de emancipação, está coberto em aproximadamente 86% de sua população. Na esfera nacional encontramos uma realidade bastante semelhante, onde os índices de coleta de RSU já ultrapassam os 80% (ABRELPE, 2010). Nota-se, ainda, que os locais mais desenvolvidos são aqueles que possuem maiores índices de coleta, estando a região nordeste bem abaixo da média nacional (Tabela 1). Região 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Norte 85,33 85,33 88,12 88,67 66,71 69,07 71,28 73,56 78,70 80,12 Nordeste 63,87 63,87 65,69 66,96 66,73 67,86 68,68 69,5 73,45 75,37 Centro-Oeste 82,86 82,86 84,06 84,00 83,94 84,37 85,16 85,96 90,36 89,15 Sudeste 90,09 90,09 91,06 91,29 91,43 91,52 91,78 92,04 96,23 95,33 5 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Sul 80,84 80,84 81,33 81,99 82,24 82,51 83,01 83,51 90,49 90,74 BRASIL 80,87 80,87 82,15 82,71 81,48 82,06 82,68 83,30 87,94 88,15 Tabela 1 – Índice Evolutivo da Coleta de RSU no Brasil Fonte: ABRELPE, (2010) Além da coleta tradicional de RSU, em alguns municípios (cerca de 56%, segundo a ABRELPE, 2010), a coleta seletiva é realizada, apesar de não ser a única solução para a problemática dos resíduos sólidos, tem um papel fundamental, promovendo o hábito da separação do lixo na fonte geradora para o seu aproveitamento, a educação ambiental voltada para a redução do consumo supérfluo e do desperdício, a prevenção e controle das doenças decorrentes da gestão inadequada do lixo, a geração de emprego e renda (inclusão social), a melhoria da qualidade da matéria orgânica para a compostagem, a economia de recursos naturais e a valorização de bens econômicos (materiais recicláveis) (JACOBI e BESEN, 2006). Figura 1 – Porcentagem de municípios, por região, com coleta seletiva em 2009 Fonte: ABRELPE, (2010) Na maioria das cidades onde existe o sistema, os roteiros da coleta seletiva são realizados semanalmente, utilizando-se caminhões do tipo carroceria aberta (IBAM, 2001). Essas iniciativas, no entanto, nem sempre suprem as necessidades dos municípios, não atingindo toda sua extensão, nem captando grande parte do volume gerado. Para aumentar o volume de material coletado e separado, e assim viabilizar a gestão dos resíduos sólidos, o incentivo às associações e cooperativas de coletores de rua é de fundamental importância, sendo os coletores de rua os responsáveis pela maior parcela de material recuperado e transformado em matéria-prima para as indústrias recicladoras em todo o país (LOBATO e LIMA, 2010). 6 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. 2.2.3 Coleta e Transporte De acordo com Jacobi e Besen (2006), após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, e a consolidação dos compromissos assumidos na Agenda 21, novas prioridades foram incorporadas à gestão de resíduos sólidos no Brasil. Os três Rs (Reduzir, Reusar e Reciclar) fora introduzido e, hoje em dia, novos conceitos foram incorporados a este, Silva (2009) apresenta um quarto R (Recuperar). Tal princípio busca estimular a redução do consumo de recursos, o reaproveitamento dos produtos, a transformação em insumos e sua recuperação energética. Como se pode notar, a aplicação desses conceitos na ordem que se apresentam parece de difícil realização, uma vez que a economia atual prega exatamente o oposto à redução do consumo (FURNIVAL, 2006). Assim, alguns autores como Nunesmaia (2002) apontam o fato de estarmos atacando primeiramente os efeitos (Reciclar e Reusar) para depois cuidarmos das causas (Reduzir). Isso pois, são necessárias mudanças de comportamento às quais só conseguirão ser conquistadas através de uma política de comunicação e educação ambiental eficiente. Atualmente as destinações mais usuais dos resíduos sólidos são: a) Reciclagem: Reciclar resíduos é transformá-los em produtos com valor agregado. (PACHECO et al., 2003), é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. (LIMA et al., 2009) b) Reuso: O produto pode ser utilizado mais de uma vez, independente da função ser a mesma que este exercia ou não. As embalagens retornáveis encaixam-se nesta definição, uma vez que após serem devolvidas, estas passam por processo de higienização retornando ao seu ciclo. c) Remanufatura: Através de um processo industrial que consiste: na desmontagem do produto usado, na limpeza de suas peças, na reparação ou substituição de peças danificadas, testes de qualidade do produto, updating (no caso de produtos eletro-eletrônico) e remontagem um produto é restaurado devendo apresentar perfeitas condições de funcionamento, iguais a de um produto novo. d) Incineração: De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento, Recuperação e Disposição de Resíduos Especiais - ABETRE, a incineração é um processo de decomposição térmica, onde há redução de peso, do volume e das características de periculosidade dos resíduos, com a consequente eliminação da matéria orgânica e características de patogenicidade (capacidade de transmissão de doenças) por meio da combustão controlada. A redução de volume é geralmente superior a 90% e em peso, superior a 75%. e) Compostagem: Uma das mais difundidas formas de tratamento de resíduos sólidos orgânicos é a compostagem. A compostagem é um processo natural de decomposição biológica de materiais orgânicos, de origem animal ou vegetal, pela ação de microrganismos. Para que o processo ocorra não é necessária a adição de qualquer componente físico ou químico à massa do lixo. A compostagem pode ser aeróbia ou anaeróbia, em função da presença ou não de oxigênio no processo. O processo de compostagem aeróbio, que é o mais utilizado no tratamento de resíduos orgânicos, tem como produto final o composto orgânico, um material rico em húmus e nutrientes minerais e que pode ser utilizado na agricultura como recondicionador de solo, com algum potencial fertilizante (ROCHA et al., 2008). 2.2.4 Destinação 7 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE, 2010), uma comparação realizada entre 2008 e 2009 levou à constatação positiva de que houve um crescimento na adequação da disposição final dos RSU coletados no Brasil, o que indica uma evolução dessa atividade. A comparação torna-se ainda mais relevante quando utiliza-se os dados do IBGE (2002, apud POLAZ e TEIXEIRA, 2009), onde, do total de municípios, 63,6% despejam seus resíduos em lixões, 18,4% em aterros controlados e apenas 13,8% utilizam aterros sanitários. No entanto, 43,2% dos resíduos coletados no país ainda são destinados de maneira inadequada, pois aterros controlados pouco se diferenciam de lixões. Os resíduos sólidos podem ser dispostos nos seguintes locais: Lixão: a maior ameaça às populações de baixa renda, situando-se nas periferias. Neste espaço, o lixo é depositado deliberadamente a céu aberto e não recebe nenhuma forma de tratamento. Segundo Abreu e Palhares (2006), muitas pessoas encontram no lixão, o seu sustento coletando restos de materiais para venderem e até mesmo restos de comida para se alimentarem. Aterro Controlado: uma área especialmente preparada para receber o lixo. Possui o solo impermeabilizado evitando a contaminação pelo chorume que é, junto ao gás metano, escoado para um sistema de canalização, tratado e transformado em energia. Os materiais depositados em aterros controlados são triados, retirando-se o material reciclado. As camadas de lixo são sobrepostas por terra para evitar a presença de vetores. Aterro Sanitário: funciona como intermediário entre o aterro sanitário e o lixão (LIMA et al., 2009). O lixão é depositado e sobreposto por camadas de terra a fim de diminuir o odor e a presença de animais. Segundo ABRELPE (2010), no ano de 2009: 56,8% dos resíduos sólidos no Brasil foram dispostos em Aterros Sanitários, 23,9% destinados à Aterros Controlados e os demais 19,3% foram encaminhados para Lixões sem nenhuma forma de tratamento. 2.3 Logística Reversa de Pós-Consumo Diante da problemática dos resíduos dispostos no meio ambiente, a logística reversa surge no ambiente empresarial como uma ferramenta auxiliar no contexto ambiental. A importância da logística reversa está atrelada às razões econômicas, governamentais, sociais e de responsabilidade corporativa (COSTA e VALLE, 2006). Sendo assim, todos os envolvidos direta ou indiretamente na cadeia produtiva de embalagens devem se conscientizar quanto à importância da preservação do meio ambiente e dos ganhos que todos os envolvidos podem obter, sejam eles, econômicos, sociais ou de imagem corporativa. Para Ferreira et al.. (2008), a logística reversa está ligada ao ciclo de vida do produto, pois, do ponto de vista logístico, o produto passa por várias etapas de “vida” que conseqüentemente não terminam quando é entregue ao cliente, até porque esse produto pode se danificar ou apenas não funcionar mais. Como conseqüência, eles devem ser retornados ao seu ponto de origem, fechando assim o fluxo reverso. Ainda de acordo com o mesmo autor, o processo de logística reversa é dividido em duas áreas, totalmente independentes, diferenciadas pelas etapas e pelo ciclo de vida dos produtos; essas áreas são denominadas de logística reversa de pós-venda e pós-consumo. A logística reversa de pós-consumo trata dos bens no final de sua vida útil, dos bens usados com possibilidade de reutilização (embalagens) e dos resíduos industriais. Para Santos et al. (2006), a aplicação da logística reversa de pós-consumo pode trazer resultados positivos 8 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. relacionados à imagem corporativa de uma organização, pois é uma demonstração efetiva de que a organização está buscando atuar com responsabilidade ambiental e, conseqüentemente, com responsabilidade social, trazendo também a possibilidade de sustentabilidade no fornecimento de insumos. O fluxo logístico reverso deve ser sustentável, pois esse processo trata de questões muito mais amplas que simples devoluções. Os materiais envolvidos nesse processo podem ser devolvidos ao fornecedor, revendidos, recondicionados, reciclados ou, simplesmente, descartados e substituídos. 2.4 O gerenciamento das embalagens pós-consumo Dentre as diversas sugestões de melhoria na gestão dos resíduos, encontra-se a de Cardoso (2007), que propõe que sejam tomadas medidas que contemplem, prioritariamente, produtos com alta tecnologia agregada e curtos ciclos de vida, Em outras palavras, este recomenda, o incentivo de políticas ambientais que considerem o gerenciamento ambiental de produtos pósconsumo que apresentam, um alto grau de descartabilidade, característica básica das embalagens. As embalagens protegem os produtos, permitindo sua conservação, transporte e comercialização (CEMPRE, 2002), sendo elemento fundamental, uma vez que isola o produto de fatores que implicariam na perda de sua qualidade, de microorganismos e da umidade (JULIOTI e CASTRO, 2010). Por ser de fundamental importância para produtos alimentares, sua eliminação ou redução tornam-se impraticáveis (CEMPRE, 2002). Desta forma, a reciclagem destes itens que são, na maioria das vezes, constituídos de: metal, plástico, papel, vidro ou de uma mistura de materiais (embalagens cartonadas), e portanto recicláveis (PAULA e FERREIRA, 2007), torna-se imprescindível, ainda mais em uma realidade em que o consumo anual ultrapassa 3,6 milhões de toneladas, conforme dados apresentados na tabela 2. PRODUTOS CONSUMO DE EMBALAGENS (TONELADAS) Flexíveis Metais Papel Plásticos Vidro TOTAL ALIMENTÍCIO Carnes e Vegetais 33.809 190.919 34.252 157.521 90.825 506.327 Cereais e Farinhas 59.203 22.772 102.598 104.001 - 288.573 Confeitaria e doces 28.211 61.079 94.853 76.238 17.674 278.055 268.653 182.820 60.175 196.683 69.420 777.752 8.292 243.964 13.246 19.274 573.173 857.939 104.551 143.552 18.047 531.286 153.675 951.112 144 9.698 38.376 13.272 - 61.490 25.586 16.144 75.921 141.039 92.504 351.193 Laticínios e Gorduras BEBIDAS Bebidas Alcoólicas Bebidas Não Alcoólicas NÃO ALIMENTÍCIO Elétrico e Automotivo Higiene e Beleza 9 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Lazer e Pessoal Limpeza Caseira Química e agricultura TOTAL 15.255 - 136.294 3.597 - 155.146 7.422 25.690 80.411 187.242 - 300.765 18.558 222.652 213.327 237.381 956 692.875 569.673 1.119.290 867.502 1.667.535 998.227 5.222.226 Tabela 1 - Consumo de Embalagens no Brasil 2009 Fonte: Brazil Pack, (2009) Das 3,6 milhões de toneladas de embalagens utilizadas no setor alimentício, cerca de 50% é consumida pelo setor de bebidas. Um valor bastante significativo ainda mais ao se verificar a facilidade com que essas embalagens poderiam ser manuseadas após seu consumo, uma vez que a diversidade de material (PET; metais: alumínio e aço, vidro e cartonada – “longa vida”) é muito pequena e o grau de reciclabilidade dessas embalagens encontra-se em um patamar elevado no que se diz respeito às garrafas PET e às latas de alumínio, conforme demonstrado na tabela 3. Embalagem Lata de alumínio Aço PET Vidro Longa Vida 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 85,0% 43,0% 33,0% 42,0% 15,0% 86,5% 45,0% 35,0% 44,0% 15,0% 89,0% 47,0% 40,0% 45,0% 19,0% 95,7% 49,0% 48,0% 45,0% 22,1% 96,2% 29,0% 47,0% 46,0% 23,0% 94,4% 28,2% 51,3% 46,0% 24,2% 96,5% 49,0% 53,5% 47,0% 25,5% Tabela 2 - Índice de Reciclagem das Embalagens de Bebida Fonte: ABRALATA, 2009 Algumas das dificuldades em se realizar políticas voltadas a esse segmento são: descentralização dos locais de consumo e, portanto, da coleta; inexistência de um canal de logística reversa adequado; alto volume de ocupação e uma baixa densidade do produto; baixo valor agregado ao resíduo. Encontra-se então um setor que deve ser explorado, seguindo modelos internacionais como os aplicados nos EUA e Alemanha ou através de novos modelos que incentivem o retorno dos materiais, fechando seu ciclo através da sinergia entre governo, empresas e sociedade. 4. Considerações Finais A perspectiva de exaustão dos recursos naturais com conseqüências desastrosas para a espécie humana levou as organizações a adotarem a gestão de resíduos como forma de manter sua competitividade e uma boa imagem institucional perante seus consumidores. Em oposição ao que muitos céticos acreditam, a gestão de resíduos não traz apenas ganhos ambientais, como também econômicos e sociais para as empresas, uma vez que esta reduz seus custos com a aquisição de matéria-prima, podendo ainda receber pelo material gerado, como também cria um ambiente mais agradável, onde os funcionários se sentem cada dia mais importante por contribuírem de forma direta com o desenvolvimento de seu país. 10 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Cada resíduo tem seu ciclo de vida diferenciado e por isso necessita de técnicas distintas para o seu reaproveitamento. Dentre as inúmeras vantagens e motivações para implantação do processo de reciclagem, algumas são mais consideradas, como: redução da quantidade de resíduos, preservação do meio ambiente, melhoria da qualidade ambiental, geração de empregos, valorização de materiais, redução dos custos operacionais, obtenção de receita. A descartabilidade dos produtos demonstra o potencial da logística reversa, que nos canais de pós-consumo apresentam grandes oportunidades de reaproveitamento e limpeza do canal, além a administração das devoluções. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem – ABRE (2010) o Brasil, mesmo comparado a países desenvolvidos, apresenta elevados índices de reciclagem: a reciclagem do vidro, em 2006 correspondeu a 46% de suas embalagens; em 2003, 45% do total do vidro que circulou no mercado nacional foi reciclado. Em 2004, 33% do papel que circulou no país retornou à produção através da reciclagem. Ainda de acordo com a ABRE (2010), a embalagem longa vida tem uma taxa de reciclagem mundial pós-consumo de 16%, sendo que o Brasil em 2003 teve um índice de 20%. O Brasil também recicla cerca de 70% de todo o aço produzido anualmente e em 2003, 47% das latas de aço consumidas no Brasil passou pelo processo. Em 2005, o país reciclou aproximadamente 9,4 bilhões de latas de alumínio (127,60 mil toneladas), correspondendo a 96% da produção nacional. Quanto aos plásticos rígidos e filmes, no Brasil são reciclados 16,5%, sendo aproximadamente 200 mil toneladas/ano, sendo o 4º país na reciclagem mecânica de plásticos. Com o crescimento do consumo no país, aumenta-se a produção e a necessidade de integração entre empresa – consumidor – meio ambiente. Tais exigências podem vir em forma de legislações ambientais mais severas, maiores exigências do consumidor pelo produto, visão futurista dos empresários, entre outros e a implantação da logística reversa na pós-venda pode atender objetivos puramente comerciais, como competitividade dos serviços, fidelizaçao de clientes, bem como os relacionados às legislações ambientais e a própria preocupação com a imagem corporativa. Neste contexto, fica evidente a relação existente entre a gestão de resíduos como mecanismo de obtenção de preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável. Bibliografia ABREU, L. B., PALHARES, M. C. O Destino do Lixo. Rio de Janeiro – RJ: PUC, 2006. AITA, J. A. A.; RUPPENTHAL, J. E. Logística reversa: a Preocupação com o Pós-consumo.ENEGEP Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Rio de Janeiro - RJ: 13 a 16 de outubro de 2008. Anais... XVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. 2008. ÂNGULO, S. C.; ZORDAN, S. E.; JOHN, V. M. 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