X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 DIFICULDADES NA LINGUAGEM E INTERPRETAÇÃO DA SIMBOLOGIA MATEMÁTICA COMO OBSTÁCULO NO ENSINO E APRENDIZADO DE MATEMÁTICA Vangela Azevedo dos Santos Universidade Federal do Tocantins [email protected] José Ricardo e Souza Mafra Universidade Federal do Tocantins [email protected] Resumo: Seja a linguagem o meio pelo qual as pessoas utilizam para se comunicar, a Matemática, tem uma linguagem própria. Linguagem esta que muitas vezes corresponde a um obstáculo no seu próprio ensino-aprendizagem. Este trabalho tem por objetivo principal averiguar a existência de dificuldades quanto à linguagem e simbologia matemática nos alunos do primeiro período de licenciatura em Matemática, de forma a advertir quanto à necessidade do uso da escrita e interpretações de textos, sejam eles matemática ou não. Tal iniciativa vem como forma de possibilitar o aprimoramento de conceitos matemáticos através de propostas que visem minimizar tais obstáculos. Para isso foi elaborada uma avaliação diagnostica, constituída por cinco questões, sendo que as quatro primeiras correspondiam a questões de nível fundamental e a quinta era um espaço para os graduandos deixarem suas considerações quanto às dificuldades no desenvolvimento das demais. Os resultados preliminares apontam que as limitações dos avaliados estão além de interpretação dos enunciados de questões, com também à própria manipulação algébrica. Palavras chave: Interpretação Matemática; Linguagem Simbólica; Escrita; Leitura. APRESENTAÇÃO Uma das grandes dificuldades no ensino e aprendizagem de Matemática esta na linguagem e simbologia que precisa ser utilizada para que os alunos consigam aprender e compreender a mesma. Este aspecto, na maioria dos casos, impede que sejam desenvolvidas as operações algébricas, de uma forma satisfatória, principalmente as que necessitam de interpretações, possibilitando que os alunos realizar manipulações automáticas, muitas vezes sem qualquer significado. Pretende-se com este, verificar a existência de dificuldades e limitações quanto à linguagem e a simbologia matemática nos alunos do primeiro período do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Tocantins, Campus Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Pôster 1 X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 Araguaína/TO, relacionados a algumas noções básicas, conceitos e termos interpretativos relacionados à matemática. Esta verificação foi realizada a partir da aplicação de uma avaliação diagnóstica, constituída por cinco questões, sendo que as quatro primeiras foram elaboradas de forma a identificar possíveis déficits conceituais e a quinta questão espaço para comentários sobre as questões anteriores. As informações presentes neste poderão servir como referencial de base para um trabalho mais meticuloso, de tentar minimizar obstáculos referentes à interpretação de enunciados matemáticos, tal como indica a própria simbologia típica da matemática. Esta iniciativa poderá indicar ainda uma tendência futura em impedir (ou pelo menos reduzir) estes obstáculos, a partir de ações a serem desenvolvidas, com objetivos de que o ensinoaprendizagem seja de fato satisfatório no curso de Licenciatura em Matemática, Campus de Araguaína/TO. DA LINGUAGEM A SIMBOLOGIA: ALGUNS EMPECILHOS NO ENSINO APRENDIZAGEM EM MATEMÁTICA A todo instante estamos convivendo com várias formas de linguagem seja ela artística, corporal, coloquial, culta, gráficas, onde cada uma tem suas próprias características e, como aponta Lorenzato (2008, p.43), “A matemática também possui uma linguagem própria que se apresenta com seus termos, símbolos, tabelas, gráficos, entre outros.” Desde o momento que se teve a necessidade da utilização da linguagem matemática, ela vem se modificando, mediante as necessidades de cada época. E a História da Matemática nos confirma isso. Não foi com facilidade que os matemáticos conseguiram transcrever a linguagem “popular” para a matemática, o que também foi recíproco da matemática para o “popular”. Sendo que esta realidade em relação o dificuldade de transcrição é presente tanto nas escolas como nas instituições formadoras. Atualmente a linguagem matemática é diferenciada, por tender a ser resumida, precisa, possuindo regras, expressões, símbolos e vocábulos próprios. Ressalvando que antes era regida pela retórica, perpassando pela linguagem sincopada e hoje se apresenta em linguagem simbólica. Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Pôster 2 X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 Tanto no Ensino Básico como Ensino Superior é de grande necessidade que os alunos desenvolvam competências e habilidades para o desempenho de atividades matemáticas, daí a necessidade de compreenderem os símbolos e simbologia utilizada na mesma. Consequentemente a interpretação e escrita de textos matemáticos (demonstrações, problemas, gráficos, etc.), como é explicitado por Santos (2005), Jaramillo, Freitas e Nacarato (2005), pois estes meios fornecem elementos satisfatórios para que facilitem o seu entendimento, pois a matemática, tem um estilo que o diferencia de qualquer outro texto. Constituído a partir de uma gramática própria, a Lógica Matemática, e explicitado com os recursos de linguagem artificial, no sentido de ser constituído por símbolos que pretensamente dispensa semântica, o texto matemática é apresentacional no sentido de ocultar os caminhos de elaboração das argumentações nele expostas. (BICUDO, 2006, p. 55) Um dos grandes empecilhos para o aprendizado de matemática, tanto no ensino básico como superior, está na dificuldade que os alunos tem para interpretar, pois, ao ler, por exemplo, o enunciado de um problema, não compreendem o que, o mesmo pede. Em muitos casos, por não saberem o significado das palavras empregadas, ou pelo próprio hábito de simplesmente fazerem manipulações algébricas sem nenhuma significação. Estes em sua maioria apresentam enormes carências quando se trata do ato de ler, pois aparentemente só levam em consideração as decodificações de símbolos, sem qualquer sentido e não analisam o que estão lendo, ou seja, “sabem ler, mas não sabem interpretar”. [...] é comum, em provas e avaliações, os alunos responderem uma questão, com acerto, mas sem correspondência com o que foi solicitado. Pergunta-se, por exemplo, - quais as influências observadas... esperando-se, obviamente, a enunciação das influencias; a resposta, muitas vezes, a ponta a que se referem essas influencias e não - quais são -. Ora, por mais correta que seja a resposta, não responde ao que foi solicitado. (ANDRADE, 2009, p. 3, grifo do autor) É interessante ressaltar que problemas com relação à interpretação de textos, enunciados de questões não se restringe somente ou ensino de Matemática, mas nas ciências como um tudo, perpassando limites do ensino básico ao ensino superior. Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Pôster 3 X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 CONSIDERAÇÃO SOBRE O INSTRUMENTO METODOLÓGICO UTILIZADO: AVALIAÇÃO DIAGNOSTICA Com o auxilio de um instrumento metodológico de “cunho aberto”, o qual foi denominado Avaliação Diagnóstica, fomos na busca de informações tendo em vista a obtenção de respostas ao nosso objetivo principal. Tal instrumento foi elaborado para atender as necessidades e especificidades desta investigação, pois segundo Andrade (2009, p.133) “[...] os instrumentos de uma pesquisa são exclusivos dela, pois atendem às necessidades daquele caso particular. A cada pesquisa que se pretende realizar procede-se à construção dos instrumentos adequados.” Aplicada a 26 (vinte e seis) alunos do primeiro período de licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Tocantins, Campus de Araguaína, a avaliação diagnóstica teve como objetivo principal, verificar e compreender as dificuldades com relação à escrita e compreensão de textos matemáticos ou usados no seu ensino. Este instrumento foi constituído por cinco questões de nível básico, em que “o público alvo” da pesquisa não precisava se identificar, entretanto deveriam informar o ano de termino de ensino médio, ou se possuíam alguma formação acadêmica, informando, a data de conclusão. A primeira questão foi organizada de forma que os graduandos reconhecessem e retirassem palavras utilizadas e empregadas na linguagem matemática cotidiana a partir do Poema “Transitando I: A morte da circunferência” de Vergani (2003, p. 77). Esta questão tinha como objetivo averiguar se os graduandos conheciam todas as palavras matemáticas presentes no mesmo. Em complemento, a segunda questão era para conceituar as palavras encontradas na questão anterior, de forma a observar se tinham domínio dos conceitos das palavras retiradas, preferencialmente o significado etimológico e/ou conceitual das mesmas. A questão três foi composta por duas alternativas (identificadas por i e ii) retiradas de Andrini (2002), para que pudessem escreve o registro simbólico e resolver as questões em seguida. Na questão quatro, foi proposto aos graduandos em Matemática reduzir às sentenças a forma escrita (discursiva), para verificar se dominavam tais encaminhamentos, e a última, espaço para discorrer sobre as dificuldades encontradas na resolução das Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Pôster 4 X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 demais. Estes encaminhamentos diluídos no instrumento avaliativo, portanto, poderiam apontar aspectos relacionados com os aspectos de registros escritos e as possíveis limitações implícitas nestes registros. Em síntese a avaliação diagnostica foi elaborada, de forma a diagnosticar possíveis carências conceituais dos graduandos avaliados. Sendo a mesma composta por texto com “palavras Matemáticas”, problemas que os instigassem a utilizar operações algébricas para resolvê-los, sentenças para verificar se os mesmos tinham conhecimentos ou não sobre símbolos matemáticos. Além disso, possibilitou a oportunidade de encontrarem significado textual, no que pudessem transcrever em forma discursiva e matemática, finalizando com suas considerações sobre as dificuldades que encontraram em desenvolver as demais questões. A ANÁLISE DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E ALGUNS RESULTADOS PRELIMINARES Para que se pudesse analisar o total de 26 (vinte seis) questionários aplicados, os respondentes foram identificados com letra do alfabeto. Com relação às respostas das questões, os registros evidenciados mostram a percepção das dificuldades, apresentadas pelos alunos, tanto de cunho conceitual como operacional, tendo em vista a pretensão de verificar se conseguiam interpretar as questões. Na primeira questão os números de acertos variaram de seis a vinte, sendo que o número de palavras existentes era superior a vinte e cinco. Além de terem retirado palavras que não possuem conotação ou significado matemático, tais como: rodam, submisso, dentre outras. Na segunda questão pode ser observado que foram poucos (cinco) os que conseguiram conceituar mais de dez palavras satisfatoriamente ou mesmo aproximar do significado das palavras, sendo que seis não responderam. Podemos ressaltar então que: [...] Embora seja inegável que a matemática tem um significado especifico e funções características, diretamente relacionados com ele, parece muito difícil compreenderem-se ambos, significado e funções, sem o contraponto proporcionado pela Língua Materna. [...] a Matemática e a Língua Materna representam elementos fundamentais e Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Pôster 5 X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 complementares, que constituem condição de possibilidade do conhecimento, e qualquer setor, mas que não podem ser plenamente compreendidos quando considerados de maneira isolado. (MACHADO, 1993, p.83) Ou seja, para que os graduandos desenvolvam habilidades e competências necessárias para o ensino de Matemática é pertinente que os mesmos tenham conhecimentos prévios quanto a outras áreas de conhecimentos, especificamente as que trabalham com leituras e interpretações tal como aponta Fonseca e Cardoso (2005). Até mesmo o uso de dicionários em aula se torna relevante, pois este instrumento fornece um bom encaminhamento para o esclarecimento e significado de termos, possibilitando uma compreensão maior do que se esta lendo, como pode ser percebido na fala do “respondente B – Na segunda questão eu encontrei um pouco de dificuldade, pois não sabia o significado de todas as palavras”. Em relação à questão três, apesar de conter questões do sétimo ano do ensino fundamental não responderam, aparentemente não entenderam o que era pedido e ao invés de tentarem montarem as equações, somente tentaram marcar as alternativas, sendo que o objetivo maior não era a resposta correta, mas a própria interpretação das questões. E um dos avaliados (responde J) afirma: “À dificuldade de interpretação”. Tal consideração indica uma limitação muito forte em de termos da interpretação de textos matemáticos. Foram poucos os que responderam a questão quatro satisfatoriamente, mesmo ao cometer alguns erros conceituais, somente três entenderam o que estava sendo enunciado. Do total de 26(vinte e seis) graduandos, cinco não responderam o questionários e os demais responderam de forma insatisfatória, pois aparentemente não entenderam a questão ou não sabiam, tal como afirma o respondente J: “não cheguei a ver essa matéria no ensino Médio”. Já a quinta questão foi o espaço para discorrem sobre as dificuldades encontradas, pois como afirma Powell e Bairral (2006, p. 27) “A escrita ajuda os alunos não só a adquirirem um vocabulário rico como também a usarem-no no contexto da sua compreensão matemática”. A questão possibilitou que se compreendessem os motivos pelos quais os mesmos não conseguiram desenvolver suficientemente com um grau maior de acertos as demais questões propostas. Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Pôster 6 X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 Observando as dificuldades que os alunos apresentam com relação à escrita e interpretação de textos para resolução de problemas ou mesmo, conceitos matemáticos, temos que o resultado obtido pode mostrar que os alunos do primeiro período de licenciatura em Matemática demonstram dificuldades básicas quanto a noções e conceitos elementares de matemática. Uma das causas possivelmente deve estar relacionado, [...] primeiramente à barreira da linguagem escrita e da não apropriação deste tipo de textos, da não apropriação do “contrato” que se estabelece entre escritor e leitor; a segunda é que os alunos enfrentam os problemas matemáticos com bastante discriminação causada, principalmente, pelo conhecimento de problemas típicos, os únicos normalmente trabalhados nas escolas. (RABELO, 2002, p. 26) Estes resultados preliminares permitirão encaminhamentos futuros, tais como uma investigação com uma amostra maior dos graduandos do curso de licenciatura em Matemática da UFT campus Araguaína/TO, ou seja, graduandos do primeiro, do quarto período e os formandos, como forma de verificação do perfil dos mesmos, quando a dificuldades de interpretação. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para que os futuros professores saiam com suporte teórico que os subsidies, para melhor atuar na educação, é necessário não somente os professores dos graduandos tentarem sanar as dificuldades ou ausências conceituais nos mesmos, mas que os próprios apresentem uma parcela de contribuição maior, no sentido de estarem se fundamentando cada vez mais. No caso específico do Curso de Matemática, em Araguaína/TO este estudo deixa claro e visível o quanto as limitações dos ingressos no curso é real, pois o incentivo ao exercício de escrita e interpretação de textos matemáticos praticamente não existe na Educação Básica o que por si só já eleva o obstáculo ao aprendizado da Matemática Superior como um desafio muito grande a ser superado. Não é recente a preocupação da Educação Matemática quanto às dificuldades que os alunos possuem e desenvolvem durante sua vivência escolar, em relação ao ensino e a aprendizagem de matemática. Quando estas se estendem aos cursos de formação torna-se necessário que se procure uma forma de saná-las. Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Pôster 7 X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador – BA, 7 a 9 de Julho de 2010 Especificamente para o Curso de Matemática, em Araguaína/TO, as informações analisadas neste estudo mostram o quanto é importante que professores das diferentes disciplinas do curso de Licenciatura em Matemática forneçam espaços, em termos de encaminhamentos metodológicos, para o exercício da leitura, interpretação e escrita de textos matemáticos, tal como, Powell e Bairral (2006) e Santos (2005) defendem. Outras ações importantes e que devem ser efetivadas é a proposição, junto ao colegiado do curso de Matemática, de mini-cursos, oficinas ou cursos de extensão, dentre outras e que levem em consideração a redução dos agravantes detectados neste estudo introdutório. Outras opções envolvem o trabalho com glossário de simbologia matemática, utilizando o dicionário, a medida que surjam a necessidade, objetivando a redução destas dificuldades. Espera-se que com este trabalho os leitores, meditem sobre a necessidade de leituras e compreensão as linguagem e simbologia no que se refere o conhecimento matemático, pois segundo Carvalho (1991, p. 22) “É importante que, num curso de formação de professores, se reflita sobre a linguagem matemática, as técnicas operatórias, o cálculo metal e a resolução de problemas.” de forma a trabalhar em prol do desenvolvimento de conhecimentos e competências pertinentes a própria formação de profissionais, com senso crítico interpretativo e dentre outros. REFERÊNCIAS ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009. ANDRINI, A. Novo Praticando Matemática. São Paulo. Editora do Brasil, 2002. BICUDO, M.A.V. Filosofia da Educação Matemática. 3. ed. 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