UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS NATÁLIA SOFIA REICHERT A UTILIZAÇÃO DA CONTABILIDADE GERENCIAL COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO NAS MICROS EMPRESAS COMERCIAIS. (Trabalho de Conclusão de Curso) IJUÍ, RS 2013 NATÁLIA SOFIA REICHERT A UTILIZAÇÃO DA CONTABILIDADE GERENCIAL COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO NAS MICROS EMPRESAS COMERCIAIS. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Curso de Ciências Contábeis da UNIJUI, para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Profa. Orientadora: Eusélia Paveglio Vieira Ijuí, Julho de 2013 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Comparativo entre contabilidade financeira e contabilidade gerencial ................... 17 Quadro 2: Fórmulas para o Cálculo do Mark-up ...................................................................... 27 Quadro 3: Fórmula para o Cálculo da Margem de Contribuição Unitária e Total ................... 28 Quadro 4: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio contábil ................................................ 30 Quadro 5: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio financeiro............................................. 30 Quadro 6: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio econômico ........................................... 30 Quadro 7: Fórmula de cálculo da margem de segurança.......................................................... 31 Quadro 8: Fórmula de cálculo da liquidez corrente ................................................................. 33 Quadro 9: Fórmula de calculo do índice de liquidez seca ....................................................... 34 Quadro 10: fórmula para o cálculo da liquidez imediata.......................................................... 34 Quadro 11: fórmula para o cálculo do índice de liquidez geral................................................ 35 Quadro 12: fórmula para cálculo do índice de endividamento ................................................. 35 Quadro 13: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de recebimentos ................. 36 Quadro 14: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de pagamento ..................... 36 Quadro 15: fórmula para o cálculo do giro do estoque ............................................................ 37 Quadro 16: fórmula para o cálculo do giro do ativo................................................................. 37 Quadro 17: fórmula para o cálculo da margem líquida ............................................................ 38 Quadro 18: fórmula para o cálculo da rentabilidade do ativo total .......................................... 38 Quadro 19: fórmula para o cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido ............................ 39 Quadro 20: fórmula para o cálculo do grau de alavancagem financeira .................................. 39 Quadro 21: fórmula do cálculo de retorno do investimento ..................................................... 39 Quadro 22: Custo de Aquisição dos Produtos .......................................................................... 49 Quadro 23: Cálculo da Média de Compras por Mês ................................................................ 50 Quadro 24: Cálculo da Média de Vendas por Mês ................................................................... 51 Quadro 25: Receita dos Produtos em estudo ............................................................................ 52 Quadro 26: Custos com Salários e Encargos Trabalhistas ....................................................... 54 Quadro 27: Custos com Depreciação Mensal........................................................................... 54 Quadro 28: Despesas Mensais da Loja ..................................................................................... 55 Quadro 29: Mark-up Preço de Venda Orientativo.................................................................... 57 Quadro 30: Mark-up Preço de Venda Mínimo ......................................................................... 58 Quadro 31: Cálculo Preço de Venda Mínimo e Preço de Venda Orientativo .......................... 59 Quadro 32: Preço de Venda Praticado e o Preço de Venda Orientativo .................................. 61 Quadro 33: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Praticado ................ 64 Quadro 34: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Orientativo............. 66 Quadro 35: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Praticado ................................................ 70 Quadro 36: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Orientativo ............................................. 72 Quadro 37: Comparativo do PE do PV Praticado e o PV Orientativo ..................................... 73 Quadro 38: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Praticado ....................... 75 Quadro 39: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Orientativo .................... 76 Quadro 40: Resultado com Base no Preço de Venda Praticado ............................................... 79 Quadro 41: Resultado com Base no Preço de Venda Orientativo ............................................ 80 Quadro 42: Comparativo entre Resultado no PV Orientativo e no PV Praticado .................... 81 Quadro 43: Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012 .......................................................... 81 Quadro 44: Demonstração do Resultado do Exercício de Dezembro de 2012 ........................ 82 Quadro 45: Índice de Liquidez Corrente .................................................................................. 83 Quadro 46: Índice de Liquidez Seca......................................................................................... 83 Quadro 47: Índice de Liquidez Imediata .................................................................................. 84 Quadro 48: Índice de Liquidez Geral ....................................................................................... 84 Quadro 49: Indicador de Endividamento.................................................................................. 85 Quadro 50: Prazo Médio de Recebimento ................................................................................ 85 Quadro 51: Prazo Médio de Pagamento ................................................................................... 86 Quadro 52: Giro de Estoque ..................................................................................................... 86 Quadro 53: Giro do Ativo......................................................................................................... 86 Quadro 54: Margem Líquida .................................................................................................... 87 Quadro 55: Rentabilidade do Ativo Total ................................................................................ 87 Quadro 56: Rentabilidade do Patrimônio Líquido ................................................................... 88 Quadro 57: Grau de Alavancagem Financeira ......................................................................... 88 Quadro 58: Retorno Operacional do Investimento ................................................................... 89 Quadro 59: Subsistema de Compras ......................................................................................... 91 Quadro 60: Subsistema de Estoques ......................................................................................... 92 Quadro 61: Subsistema de Vendas ........................................................................................... 92 Quadro 62: Subsistema Financeiro – Contas a Pagar ............................................................... 93 Quadro 63: Subsistema Financeiro – Contas a Receber ........................................................... 94 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Despesas Mensais da Empresa ................................................................................ 56 Gráfico 2: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec. Fem. ............. 62 Gráfico 3: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec. Masc. ............ 62 Gráfico 4: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Fem. .......... 62 Gráfico 5: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Masc. ......... 63 Gráfico 6: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo na Cama, Mesa e banho ... 63 Gráfico 7: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções Femininas. ................................................................................................................................ 68 Gráfico 8: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções Masculinas. ............................................................................................................................... 68 Gráfico 9: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Femininos. ................................................................................................................................ 69 Gráfico 10: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Masculinos. ............................................................................................................................... 69 Gráfico 11: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo na Cama, Mesa e Banho ..................................................................................................................................... 69 Gráfico 12: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções Femininas ................................................................................................................................. 77 Gráfico 13: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções Masculinas. ............................................................................................................................... 77 Gráfico 14: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados Femininos ................................................................................................................................. 78 Gráfico 15: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados Masculinos ................................................................................................................................ 78 Gráfico 16: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo da Cama, Mesa e Banho ........................................................................................................................................ 78 SUMÁRIO LISTA DE QUADROS............................................................................................................. 6 LISTA DE GRÁFICOS ........................................................................................................... 8 RESUMO................................................................................................................................... 6 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 7 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ............................................................................ 9 1.1 Área do Conhecimento Contemplada ........................................................................... 9 1.2 Caracterização da Organização .................................................................................... 9 1.3 Problematização da Temática em Estudo ................................................................... 10 1.4 Objetivos .................................................................................................................... 11 1.4.1 Objetivo Geral ............................................................................................................ 11 1.4.2 Objetivos Específicos ................................................................................................. 11 1.5 Justificativa................................................................................................................. 11 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................... 13 2.1 Contabilidade.............................................................................................................. 13 2.1.1 Conceito...................................................................................................................... 13 2.1.2 Finalidade ................................................................................................................... 14 2.1.3 Campos de Atuação .................................................................................................... 14 2.2 Contabilidade Gerencial ............................................................................................. 15 2.2.1 Conceito...................................................................................................................... 15 2.2.2 Aplicação e Finalidade ............................................................................................... 16 2.2.3 Contabilidade Gerencial e Contabilidade Financeira ................................................. 17 2.2.4 O Papel do Contador Gerencial .................................................................................. 18 2.3 Contabilidade de Custos ............................................................................................. 19 2.3.1 Conceito e Finalidade ................................................................................................. 19 2.3.2 Custos na Atividade Comercial .................................................................................. 20 2.3.2.1 Custos Relativos à Aquisição das Mercadorias .......................................................... 21 2.3.2.2 Despesas Relativas À Venda De Mercadorias ........................................................... 22 2.3.3 Os Componentes Fixos do Custo no Comércio.......................................................... 22 2.3.3.1 Despesas ..................................................................................................................... 22 2.3.3.2 Depreciação ................................................................................................................ 23 2.3.3.3 Custo com Pessoal ...................................................................................................... 24 2.3.4 O Sistema de Custeio Variável Aplicado no Comércio ............................................. 24 2.3.5 Formação do Preço de Venda ..................................................................................... 25 2.3.5.1 Análise Custo, Volume e Resultado ........................................................................... 27 2.3.5.2 Margem de Contribuição ............................................................................................ 28 2.3.5.3 Ponto de Equilíbrio..................................................................................................... 29 2.3.5.4 Margem de Segurança ................................................................................................ 31 2.4 Análise de Indicadores Econômico-Financeiros como Instrumento da Avaliação de Desempenho ............................................................................................................................. 32 2.4.1 Indicadores de Capacidade de Pagamento ................................................................. 32 2.4.2 Indicadores de Atividade ............................................................................................ 35 2.4.3 Indicadores de Rentabilidade ..................................................................................... 37 2.5 Sistema de Informações Gerenciais ........................................................................... 40 2.5.1 Níveis do Sistema de Informações Gerenciais ........................................................... 41 2.5.2 Tecnologia da Informação .......................................................................................... 42 2.5.3 Qualidade da Informação ........................................................................................... 43 3 METODOLOGIA DO TRABALHO ................................................................................. 45 3.1 Classificação da Pesquisa ........................................................................................... 45 3.2 Coleta de Dados.......................................................................................................... 47 3.3 Analise e Interpretação dos Dados ............................................................................. 48 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS ........................................................................................ 49 4.1 Apresentação da Empresa .......................................................................................... 49 4.2 Custo de Aquisição das Mercadorias ......................................................................... 49 4.3 Faturamento Mensal dos Produtos em Estudo ........................................................... 51 4.4 Apuração das Despesas Mensais da Empresa ............................................................ 53 4.4.1 Custo com Salários e Encargos Sociais Trabalhistas ................................................. 53 4.4.2 Custos com Depreciação ............................................................................................ 54 4.4.3 Levantamento das Despesas Mensais da Empresa ..................................................... 55 4.5 Apuração da Margem de Contribuição dos Produtos em Estudo ............................... 56 4.5.1 Mark-Up Preço de Venda Orientativo e Preço de Venda Mínimo............................. 57 4.5.2 Formação do Preço de Venda ..................................................................................... 59 4.5.3 Comparativo entre Preço de Venda Praticado eo Preço de Venda Orientativo ......... 60 4.5.4 Margem de Contribuição Unitária (Mcu) e Margem de Contribuição Total (Mct) ... 63 4.6 Cálculo do Ponto de Equilíbrio (Pe)........................................................................... 70 4.7 Cálculo da Margem de Segurança Operacional (Mso) .............................................. 74 4.8 Analise do Custo, Volume e Resultado ...................................................................... 78 4.9 Cálculo e Análise dos Indicadores Econômico-Financeiros ...................................... 81 4.9.1 Indicadores de Capacidade de Pagamento ................................................................. 82 4.9.2 Indicadores de Atividade ............................................................................................ 85 4.9.3 Indicadores de Rentabilidade ..................................................................................... 87 4.10 Sistema de Informações Gerenciais (Sig) .................................................................. 89 4.10.1 Informações Gerenciais .............................................................................................. 89 4.10.2 Níveis e Periodicidade das Informações .................................................................... 90 CONCLUSÃO......................................................................................................................... 95 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 97 6 RESUMO O presente trabalho foi desenvolvido na área da contabilidade gerencial e seu potencial na gestão de pequenas empresas comerciais, ou seja, as empresas possuem novas exigências, resultantes da globalização e da velocidade das informações. Essas exigências são supridas pela contabilidade gerencial, que fornece as informações para a gestão, direção e controle das organizações em tempo hábil. Este trabalho buscou auxiliar a empresa em estudo, fornecendo informações da contabilidade gerencial que são úteis para a empresa na tomada de decisão, assim como buscou demonstrar que as informações gerenciais são realmente relevantes, e contribuem para a melhor gestão de um comércio. Desta forma, buscou-se saber quais informações da contabilidade gerencial são realmente relevantes para a gestão de uma micro empresa do comércio varejista do vestuário e calçados. Assim sendo, o objetivo deste, foi o de apurar as informações gerenciais que são determinantes e qualifiquem a gestão de pequenas empresas comerciais. Consta no texto a realização de uma pesquisa bibliográfica sobre contabilidade gerencial, indicadores de gestão; da identificação das informações gerenciais aplicadas à empresa comercial; da aplicação dos indicadores gerenciais de custos; da avaliação dos indicadores das demonstrações contábeis; da elaboração das informações do sistema de informações de contabilidade gerencial. A metodologia utilizada foi uma pesquisa aplicada exploratória utilizando-se de entrevista despadronizada na coleta dos dados. Em fim compreendeu-se que a contabilidade gerencial é um instrumento imprescindível para a sobrevivência, competitividade permanência de qualquer empresa no mercado, independentemente do porte que possuem. Palavras-chave Contabilidade Gerencial; Tomada de Decisão; Informação Gerencial; Custos; Análises. 7 INTRODUÇÃO A contabilidade Gerencial é um ramo da contabilidade que se preocupa em fornecer informações contábeis úteis, que subsidiem a administração das organizações na tomada de decisão. As informações fornecidas pela contabilidade gerencial são utilizadas para o planejamento, direção e controle das empresas, que utilizaram essas informações da melhor forma possível para aperfeiçoar seus recursos. Ela disponibiliza informações para os usuários internos, em todos os níveis de hierarquia da organização, por meio do sistema de informações contábeis gerenciais, ou seja, a contabilidade gerencial é uma ferramenta que auxilia os empresários, gestores, gerentes, proprietários a tomar decisões de forma adequada, fornecendo subsídio para que a empresa permaneça no mercado, gerando empregos e riquezas. A contabilidade gerencial fornece os fatos contábeis e a sua quantificação para que os gestores estabeleçam diretrizes para acompanhar o cotidiano empresarial. Ela controla os insumos, fornece informações específicas, relevantes e adequadas para cada segmento hierárquico da organização. A contabilidade gerencial utiliza diversas ferramentas dentre elas estão a contabilidade de custos, indicadores de desempenho das demonstrações contábeis, os sistemas de informações contábeis. Neste sentido a contabilidade de custos é uma das principais ferramentas da contabilidade gerencial, ela fornece indicadores de auxílio ao controle e tomada de decisões, além de possibilitar a formação dos preços de venda dos diferentes produtos. A contabilidade de custos utiliza os sistemas e métodos de custeio, análise de custo, volume e resultado, margem de contribuição, ponto de equilíbrio, margem de segurança operacional, markup, sistemas de informações contábeis. Os indicadores de desempenho das demonstrações contábeis fornecem as informações por meio da análise dos indicadores econômico-financeiros, como indicadores de capacidade de pagamento, indicadores de rentabilidade, entre outros, para avaliar situação em que a organização se encontra. Os sistemas de informações contábeis auxiliam na definição dos rumos, na fixação de estratégias e políticas, na avaliação e decisão de alternativas ou resultados. Ele fornece informações com qualidade total, para as pessoas certas, informações contábeis úteis, necessárias e em tempo hábil. Está voltado para a coleta, armazenamento, processamento e apresentação das informações que serão utilizadas no planejamento, orçamento, contabilidade, controle e outros processos gerenciais. 8 Baseado no exposto, o objetivo deste estudo se constitui em identificar quais informações geradas pela contabilidade gerencial são relevantes para a gestão de uma micro empresa do comércio varejista do vestuário e calçados, proporcionando uma contabilidade gerencial que auxilie a gestão, servindo de base para a tomada de decisão. O presente relatório demonstra em seu primeiro capítulo a área de conhecimento contemplada, a caracterização da organização, a problematização do tema, os objetivos e a justificativa desta pesquisa. No segundo capítulo, está contida a revisão bibliográfica, envolvendo o tema abordado no estudo, definições, fórmulas, que foram a base conceitual para o desenvolvimento do estudo aplicado. Em seguida, no terceiro capítulo apresenta-se a metodologia do trabalho que contem a classificação da pesquisa, universo e amostra, a coleta de dados, a análise e interpretação dos dados. Na sequência, o quarto capítulo do estudo apresenta a análise dos resultados, com a apresentação da empresa, a apuração do custo de aquisição e do faturamento dos produtos em estudo, bem como a apuração e levantamento das despesas mensais da empresa, os custos com salários, encargos sociais e com depreciação, a partir destes dados apurou-se a margem de contribuição unitária e total, o mark-up preço de venda orientativo e praticado, o cálculo do ponto de equilíbrio e da margem de segurança operacional. Na sequência realizou-se a apuração e análise dos resultados, dos indicadores econômico-financeiros, sendo eles os indicadores de capacidade de pagamento e de atividade, e os indicadores de rentabilidade. Posteriormente realizou-se o levantamento do sistema de informações gerenciais na empresa em estudo. Para finalizar, consta neste relatório a conclusão deste estudo seguido das referências bibliográficas utilizadas na sua realização. 9 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO Neste capítulo consta a parte inicial do estudo, onde foi definido a área, o tema, problema, objetivo e a justificativa de sua realização. 1.1 Área do Conhecimento Contemplada A Contabilidade, sendo uma Ciência Social, tem como objetivo evidenciar e mensurar a evolução do patrimônio das organizações. Ela fornece informações que auxiliam os diversos usuários, tanto internos quanto externos, na gestão, planejamento e controle das entidades. Dentre as diversas áreas de atuação do profissional contábil, a contabilidade gerencial, a partir dos dados da contabilidade financeira, é uma das que processa informações que são substanciais para a tomada de decisões por parte dos gestores da organização. Neste sentido, o presente trabalho será desenvolvido na área da contabilidade gerencial e seu potencial na gestão de pequenas empresas comerciais. 1.2 Caracterização da Organização A empresa em estudo é um comércio varejista de artigos do vestuário e calçados, que esta no mercado há 39 anos, localizada no centro da uma pequena cidade da região celeiro, que possui aproximadamente 14 mil habitantes, oferecendo aos clientes além de artigos do vestuário e calçados, artigos esportivos, de cama, mesa e banho, aluguéis de roupas para festas. Seu público alvo vai do infantil ao adulto, com ênfase nos artigos do vestuário adulto, atingindo todas as classes, mas com maior incidência na classe média, agricultores e aposentados. Tem como concorrentes redes de lojas. O prédio em que a empresa esta instalada é próprio, além do filho e a esposa do proprietário, a empresa conta com três funcionárias. O serviço de contabilidade é terceirizado, ainda, a empresa é uma empresa individual, que pelo seu faturamento anual em torno de R$ 429.000,00, a empresa está enquadrada no regime tributário Simples Nacional, de acordo com a Lei Complementar nº123, de 14/12/2006, e que é aplicável às Microempresas e as Empresas de Pequeno Porte, a partir de 01/07/2007. 10 1.3Problematização da Temática em Estudo A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio, fornecendo informações fidedignas e tempestivas sobre a composição e variações deste patrimônio. A contabilidade se aperfeiçoou com o surgimento do comércio, pois este passou sentir a necessidade de um controle do patrimônio mais eficaz, eficiente e detalhado. Um dos aspectos em que se percebe uma grande evolução foi quando a contabilidade ultrapassa a perspectiva do controle e passa também a fornecer informações e simulações para decisões futuras. Já a finalidade da contabilidade gerencial é servir de instrumento de gestão, gerando informações úteis, que subsidiem os gestores na tomada de decisão. A contabilidade gerencial se tornou uma ferramenta indispensável para a sobrevivência das empresas, pois ela tem como enfoque o planejamento, o controle e a tomada de decisão. A contabilidade gerencial é uma ferramenta que auxilia o micro e pequeno empresário a tomar decisões de forma adequada, fornecendo subsídios para que a empresa permaneça no mercado, gerando empregos e riquezas. Como exemplo, o empresário poderá se tornar mais competitivo, utilizando a gestão de custos e a formação de preços, indicadores estes, fornecidos pela contabilidade gerencial. As micros e pequenas empresas são de fundamental importância para a geração de renda e empregos no país. Elas são a maioria e contribuem de maneira significativa para o aumento do produto interno bruto (PIB) do Brasil. Segundo informações de consultores do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), elas representam a 98% do número de empresas no Brasil. Apesar desta importância, é um fato a grande taxa de mortalidade de micro e pequenas empresas nos primeiros anos. Esta mortalidade é decorrente da falta de conhecimento por parte do empresário, e pela falta de assessória por parte dos profissionais contábeis. As micros e pequenas empresas na sua maioria são familiares, e os dirigentes são os próprios empresários, que não possuem conhecimento sobre técnicas de gestão. Neste sentido, hoje se vive na era da informação, e ela exige do profissional contábil uma postura voltada para a gestão e gerenciamento, e não mais apenas para atender ao fisco ou mensurar o passado. De acordo com Marion (2003, p.24) “observamos com certa frequência que varias empresas, principalmente as pequenas, têm falido ou enfrentam sérios problemas de sobrevivência”, sendo apontados como motivos pelos empresários a alta carga tributaria, falta de recursos, os juros altos, entre outros. Mas as dificuldades enfrentadas pelas 11 empresas são causadas pela má gerência na tomada de decisões sem respaldo e dados confiáveis. O comércio em estudo não possui sistema de custos, indicadores gerenciais e de desempenho, e nem um sistema de informações contábeis gerenciais. A empresa é gerenciada pelo filho e esposa do proprietário, que utilizam-se de dados simples e sem aprofundamento, como a receitas e despesas. O presente trabalho buscou demonstrar que as informações gerenciais são realmente relevantes, e contribuem para a melhor gestão de um comércio. Diante do exposto, questiona-se: Quais as informações da contabilidade gerencial são relevantes para a gestão de uma micro empresa do comércio varejista do vestuário e calçados? 1.4 Objetivos 1.4.1 Objetivo Geral Apurar as informações gerenciais que são determinantes e qualifiquem a gestão de pequenas empresas comerciais. 1.4.2 Objetivos Específicos - Realizar uma pesquisa bibliográfica sobre contabilidade gerencial, indicadores de gestão; - Identificar as informações gerenciais aplicadas à empresa comercial; - Aplicar os indicadores gerenciais de custos; - Avaliar os indicadores das demonstrações contábeis; - Elaborar as informações do sistema de informações de contabilidade gerencial. 1.5 Justificativa As empresas possuem novas exigências, resultantes da globalização e da velocidade das informações. Essas exigências são supridas pela contabilidade gerencial, que fornece as informações para a gestão, direção e controle das organizações em tempo hábil, para que essas informações se tornem instrumentos que auxiliarão as empresas a se tornarem competitivas e permanentes. 12 Este trabalho buscou auxiliar a empresa em estudo, fornecendo informações da contabilidade gerencial que são úteis para a empresa na tomada de decisão. Essas informações possibilitam ao empresário ter uma visão da real situação em que a empresa se encontra, e utilizar-se das informações geradas para gerenciar de forma precisa e adequada. Para a universidade e para o Curso de Ciências Contábeis o presente estudo é importante, podendo servir de fonte de pesquisa e estímulo a quem se interessar pela Ciência Contábil; ou áreas afins. O desenvolvimento deste estudo, para mim enquanto concluinte do Curso de Ciências Contábeis, proporcionou um maior conhecimento e um domínio mais consistente da contabilidade gerencial, e a sua utilização nas empresas, o que auxilia no mercado de trabalho. 13 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Neste capítulo apresenta-se a revisão bibliográfica, que contém conceitos de diversos autores sobre o tema abordado neste estudo, com o objetivo de aprofundar e proporcionar um maior entendimento sobre esta área do conhecimento. Este capítulo envolve a contabilidade gerencial que contempla a contabilidade de custos, a análise de indicadores financeiros e o sistema de informações contábeis. 2.1 Contabilidade A contabilidade surgiu da necessidade, que os homens primitivos tinham de registrar controlar tudo que tinham. Ela evoluiu junto com a civilização, o controle passou de primitivo, rudimentar e simples, feito com desenhos ou talhas em pedras, para registros sistematizados, no papel. Aprimorou-se com o surgimento do comércio e da indústria, utilizando métodos de escrituração e fundamentos teóricos. De acordo com Franco (1997, p.19) A contabilidade, desde seu aparecimento como conjunto ordenado de conhecimentos, com objeto e finalidade definidos, tem sido considerada como arte, como técnica ou como ciência, de acordo com a orientação seguida pelos doutrinadores ao enquadrá-la no elenco das espécies do saber humano. A seguir apresentam-se um estudo bibliográfico sobre Contabilidade, enfatizando o conceito, finalidade e campos de atuação. 2.1.1 Conceito Entendemos que a contabilidade é a ciência social que estuda, controla e observa o patrimônio das empresas nos aspectos qualitativo e quantitativo. Conforme Basso (2005, p. 23) a contabilidade foi Concebida para tratar do controle do patrimônio e estudar sua composição, suas variações, e estados, e sendo o patrimônio algo pertencente ao homem, que, por sua vez, vive, age e interage forma pessoal ou coletiva na sociedade por ele construída, a contabilidade é enquadrada como uma ciência social, mais especificamente no grupo das ciências econômicas e administrativas, que se utiliza de técnicas específicas para se tornar útil e cumprir com as finalidades para que foi concebida. 14 A contabilidade fornece informações que auxiliam os diversos usuários, tanto internos quanto externos, na gestão, planejamento e controle das entidades. De acordo com Franco (1997, p. 21) contabilidade É a ciência que estuda os fenômenos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a classificação, a demonstração expositiva, a analise e a interpretação desses fatos, com o fim de oferecer informações e orientação – necessárias à tomada de decisões –sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial. Neste sentido, a Ciência Contábil fornece informações detalhadas do patrimônio, e suas variações, que permitem que os gestores tomem decisões com eficiência e a eficácia, tornando os processos ágeis e seguros para a tomada de decisão. 2.1.2 Finalidade A contabilidade tem finalidade de controlar o patrimônio das empresas, fornecendo informações fidedignas e tempestivas sobre a composição e variações do patrimônio destas. Segundo Basso (2005, p. 24) “A finalidade fundamental da contabilidade é gerar informações de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento”. Ela fornece informações sobre o passado, presente e futuro das entidades. O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio das entidades, e em torno deste são focadas as ações do profissional contábil. Conforme Franco (1997, p. 22) A finalidade da contabilidade é, pois, controlar os fenômenos ocorridos no patrimônio de uma entidade, através do registro, da classificação, da demonstração expositiva, da análise e interpretação dos fatos nele ocorridos, objetivando fornecer informações e orientação – necessárias a tomada de decisões – sobre sua composição e variações bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial. Enfim, a contabilidade é de extrema e fundamental importância para a empresa, pois, fornece informações sobre a saúde financeira, para que a tomada de decisões leve há continuidade da mesma. 2.1.3 Campos de Atuação A contabilidade é ciência muito ampla, possui um campo e um ramo de atuação numeroso. De acordo com Basso (2005, p.27) 15 Tendo como objeto o patrimônio, pode-se afirmar que o campo da contabilidade é o mais amplo possível, pois onde existir um patrimônio definido e perfeitamente delimitado, pode-se também estar aí se definindo um campo de aplicação da contabilidade. Cada campo tem um tipo de patrimônio, que exige um ramo diferente da contabilidade que o caracterize, portanto o campo de atuação da contabilidade está dentro de toda e qualquer entidade com ou sem fins lucrativos. Os principais ramos de atuação da contabilidade são: a contabilidade comercial, industrial, pública, bancária, rural, cooperativas, seguradoras, fundações, entidades sem fins lucrativos, construtoras, hospitais, condomínios, entre outras. A contabilidade gerencial é de fundamental importância para o andamento e crescimento destes ramos, pois ela fornece as informações necessárias para a tomada de decisões. 2.2 Contabilidade Gerencial A contabilidade gerencial se tornou um instrumento indispensável para a gestão, manutenção e continuidade das empresas, pois gera informações confiáveis, relevantes e em tempo hábil, servindo de base a tomada de decisões. Tem como enfoque o planejamento, controle e a tomada de decisão. 2.2.1 Conceito A contabilidade gerencial é uma ferramenta de auxílio ao empresário, que fornece subsídios que possibilitam a correta tomada de decisões por parte do gestor da organização. Surgiu da necessidade de se possuir informações úteis, relevantes e tempestivas. Para Padoveze (2010, p.21) A contabilidade gerencial se caracteriza por ser uma área contábil autônoma, pelo tratamento dado à informação contábil, enfocando planejamento, controle e tomada de decisão, e por seu caráter integrativo dentro de um sistema de informação contábil. Ela faz uso de temas, técnicas e procedimentos de outras disciplinas, áreas e campos, ou seja, ela reúne os conhecimentos da contabilidade financeira com varias outras áreas, que são de suma importância para um bom gerenciamento. Conforme Padoveze (1997, p.28) “o objetivo da contabilidade gerencial é enfocar todos os temas escolhidos dessas disciplinas no processo de administração, no processo integrado de tomada de decisões”. 16 A contabilidade gerencial é o uso da contabilidade como instrumento de gestão. De acordo com Vieira (2012, p.2) “A contabilidade gerencial agrega valor ao processo decisório da organização, possibilitando um melhor gerenciamento e produzindo informações operacionais e financeiras conforme a necessidade da organização”. Ela controla os insumos, fornece informações específicas, relevantes e adequadas para cada segmento hierárquico da organização. Esta voltada para a administração da empresa, fornecendo os fatos contábeis e a sua quantificação para que os gestores possam tomar decisões relevantes e em tempo hábil, estabelece diretrizes para que o empresário acompanhe o cotidiano empresarial. De acordo com Iudícibus (1993, p. 15) A contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir informações que se “encaixem” de maneira valida e efetiva no modelo decisório do administrador. [...] todo procedimento, técnica, informação ou relatório contábil, feitos “sob medida” para que a administração os utilize na tomada de decisões entre alternativas conflitantes, ou na avaliação de desempenho, recai na contabilidade gerencial. Por tanto, observa-se que a contabilidade gerencial é de suma importância para processo de gestão e gerenciamento de uma organização, por ser a base correta e confiável para a tomada de decisão adequada. 2.2.2 Aplicação e Finalidade As informações geradas pela contabilidade gerencial são utilizadas pelos usuários internos, para a tomada de decisão, para o planejamento e controle, bem como para a obtenção do desempenho de funcionários e do desempenho econômico dos setores ou departamentos da organização, e para avaliar o impacto e o sucesso de seus produtos e processos. De acordo com Warren, Reeve & Fess (2003, p. 3) as informações da contabilidade gerencial “incluem dados históricos e estimados usados pela administração na condução de operações diárias, no planejamento de operações futuras e no desenvolvimento de estratégias de negócios integradas”. A contabilidade gerencial serve de instrumento de gestão, gerando informações úteis, que subsidiem os gestores na tomada de decisão. A principal finalidade da contabilidade gerencial segundo Vieira (2012, p. 2) “é ser instrumento de gestão, e gerar informações úteis para a administração da organização, auxiliando os gestores no processo decisório”. Já a 17 preocupação especifica da contabilidade gerencial segundo Hansen & Mowen (2001, p. 28) é “com a forma como informações sobre custos e outras informações financeiras e nãofinanceiras devem ser usadas para o planejamento, controle e tomadas de decisão”. Observa-se que a contabilidade gerencial produz informações para os níveis operacional, tático e estratégico, pois estas informações servirão de base para a tomada de decisões de acordo com o cotidiano e as necessidades da empresa. A contabilidade gerencial é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência das empresas, pois ela tem como enfoque o planejamento, controle e tomada de decisão. 2.2.3 Contabilidade Gerencial e Contabilidade Financeira A contabilidade gerencial e a contabilidade financeira são ramos da contabilidade que possuem semelhanças, mas possuem objetivos e finalidades diferentes. A contabilidade gerencial utiliza as informações geradas pela contabilidade financeira. A contabilidade financeira produz informações tanto para os usuários internos, quanto externos – como acionistas, bancos, fornecedores, governo – já a contabilidade gerencial produz informações somente para os usuários internos, que são os diretores, gerentes, gestores, administradores. De acordo com Padoveze (2010, p. 38) A contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de informações para os administradores – isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela direção e controle de suas operações. A contabilidade gerencial pode ser contrastada com a contabilidade financeira, que é relacionada com o fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão fora da organização. O mesmo autor traz um quadro comparativo entre a contabilidade gerencial e a financeira, apresentado a seguir: Quadro 1: Comparativo entre contabilidade financeira e contabilidade gerencial Fator Contabilidade Financeira Contabilidade Gerencial Usuários dos relatórios Externos e internos Internos Objetivo dos relatórios Facilitar a análise financeira para as Objetivo necessidades dos usuários externos planejamento, controle, avaliação de especial de facilitar o desempenho e tomada de decisão internamente Forma dos relatórios Balanço Patrimonial, Demonstração Orçamentos, contabilidade dos Resultados, Demonstração das responsabilidade, Origens e Aplicações de Recursos e desempenho, relatórios relatórios de por de custo, 18 Frequência dos relatórios Demonstração das Mutações do relatórios especiais não rotineiros para Patrimônio Líquido facilitar a tomada de decisão Anual, trimestral e ocasionalmente Quando necessário pela administração mensal Custos ou valores utilizados Primariamente históricos (passado) Históricos e esperados (previstos) Bases de mensuração usadas Moeda corrente Várias bases (moeda corrente, moeda estrangeira – moeda forte, medidas, para quantificar os dados físicas, índices, etc.) Restrições nas informações Princípios Contábeis Geralmente Nenhuma restrição, exceto as fornecidas Aceitos determinadas pela administração Arcabouço teórico e técnico Ciência Contábil Utilização pesada de outras disciplinas, como economia, finanças, estatística, pesquisa operacional e comportamento organizacional Características informação fornecida da Deve ser objetiva (sem víeis), Deve ser relevante e a tempo, podendo verificável, relevante e a tempo ser subjetiva, possuindo menos verificabilidade e menos precisão Perspectiva dos relatórios Orientação histórica Orientada para o futuro para facilitar o planejamento, controle e avaliação de desempenho antes do fato (para impor metas), acoplada com uma orientação histórica para avaliar os resultados reais (para o controle posterior do fato) Fonte: Padoveze (2010, p.38) Apesar das diferenças demonstradas, a contabilidade gerencial cada vez mais vem fornecendo informações também para os usuários externos com clientes e fornecedores. 2.2.4 O Papel do Contador Gerencial O profissional da contabilidade cada vez mais vem sentido a necessidade de exercer o papel de contador gerencial ou controller. Este tem a função de acessória, apoio e supervisão da administração e dos departamentos, garantindo que a informação tenha utilidade para determinada pessoa, em tempo hábil. Um contador gerencial de acordo com Iudícibus (1993, p. 17) deve Saber tratar, refinar e apresentar de maneira clara, resumida e operacional, dados esparsos contidos nos registros da contabilidade financeira, de custos etc., bem como 19 juntar tais informações com outros conhecimentos não especificamente ligados à área contábil, para suprir a administração em seu processo decisório. Ou seja, um contador gerencial deve possuir a capacidade de analisar o ambiente da organização com uma visão ampla, unindo a contabilidade gerencial com outras áreas de conhecimento científico, para fornecer informações claras e que supram as necessidades da administração no processo de tomada de decisões. 2.3 Contabilidade de Custos A contabilidade de custos surgiu durante a Revolução Industrial, quando as indústrias sentiram a necessidade de possuir informações mais precisas, como controlar os custos das fábricas e a avaliação dos estoques. Com a expansão dos mercados, o aumento da concorrência, a globalização e a competição a contabilidade de custos foi evoluindo e se tronou um instrumento essencial para a sobrevivência das organizações. É um ramo da contabilidade que deriva da contabilidade financeira e da contabilidade geral, que se destina a geração de informações contábeis, como preço mínimo e orientativo de venda, que auxiliarão os diversos níveis gerenciais da empresa na tomada de decisões. Desta forma no decorrer deste trabalho serão abordadas as ferramentas da contabilidade de custos com enfoque no gerenciamento de um comércio. 2.3.1 Conceito e Finalidade A contabilidade de custos fornece o preço orientativo de venda para geração da margem de lucro desejada, o apontamento do preço mínimo de venda que pode ser praticado, e apura a quantidade mínima de venda da empresa em cada período. Hansen & Mowen (2001, p. 770) conceituam a contabilidade de custos como “um subsistema de gestão de custos que se preocupa com a determinação do custo de produtos, serviços, projetos, atividades e outros objetos que podem ser de interesse dos gestores”. Para o adequado entendimento da contabilidade de custos, deve-se definir o significado de custo, gasto e despesa. Gastos são todos os valores desembolsados pela empresa, segundo Wernke (2011, p. 26) gastos são “as ocorrências nas quais a administração da empresa despende recursos ou contrai uma obrigação (dívida) perante terceiros (fornecedores, bancos etc.) para obter algum 20 bem ou serviço que necessite para suas operações cotidianas”. Eles podem ser classificados em despesas, custos, insumos, investimentos, perdas e desperdícios. Custos é o preço ou os gastos, pagos ou efetuados para se obter ou produzir um bem ou serviço. De acordo com Franco (1997, p. 44) Nas empresas industriais, o custo compreende o preço pago pela matéria prima consumida, pela mão-de-obra aplicada e por demais gastos com a produção. Nas empresas comerciais, o custo inclui o preço de compra da mercadoria, assim como todos os gastos decorrentes da atividade comercial, ou seja, da compra e venda dessa mercadoria. Nas empresas de prestação de serviços [...] o custo compreende os gastos decorrentes dessa prestação de serviços, incluindo a remuneração do capital aplicado [...]. Despesas são valores, bens ou serviços consumidos voluntariamente para a obtenção de receitas. De acordo com Wernke (2008, p. 12) as despesas “expressam o valor de bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas, de forma voluntaria”. Complementando Vieira (2011, p. 6) as despesas são “itens que reduzem o Patrimônio da empresa e tem características de repassar sacrifícios no processo de obtenção de receitas”. Neste sentido, pode-se dizer que a contabilidade de custos é uma ferramenta indispensável para a contabilidade gerencial, pois ela gera informações que auxiliam os diferentes níveis da organização na tomada de decisões. 2.3.2 Custos na Atividade Comercial A principal distinção entre o comércio e a indústria conforme Bomfim & Passarelli (2008, p.160) “consiste no fato de que o comércio é intermediário e a indústria é transformadora”. O comércio tem como caracterização a atividade intermediaria, ou seja, compra e revende mercadorias, sem a alteração das mesmas. Segundo Iudícibus (1993, p.103) “Na linguagem comercial, custo significa quanto foi gasto para adquirir certo bem, objeto, propriedade ou serviço”. Tem como objetivo o lucro, e seus custos são todos os valores gastos em decorrência da aquisição de mercadorias. De acordo com Wernke (2011, p. 27) como custos no comercio “devem ser classificados apenas os valores diretamente ligados ao custo de aquisição da mercadoria a ser revendida”. Assim, conforme Bomfim & Passarelli (2008, p. 160) Na atividade comercial o preço de aquisição do produto influi direta e poderosamente no preço de venda, constituindo o aspecto básico do custo total da 21 mercadoria, apenas acrescido pelos valores provenientes das despesas diretamente relacionadas com a atividade comercial e pelo Mark-up. A atividade comercial trabalha com diversos produtos, em consequência disto deve possuir diferentes margens de contribuição, a contabilidade de custos é quem ira fornecer informações das margens de contribuição, o custo da mercadoria, e consequentemente o lucro que será obtido com cada um dos produtos. 2.3.2.1 Custos Relativos à Aquisição das Mercadorias Todos os gastos incorridos desde a compra da mercadoria no fornecedor ate a sua disponibilidade pra empresa são seus custos. De acordo com Wernke (2008, p. 128) “todos os esforços despendidos para a aquisição das mercadorias, materiais ou serviços até o memento da sua utilização participam do custo de compra”. Os custos relativos a aquisição de mercadorias no comércio são variáveis diretos. Conforme Bomfim & Passarelli (2008, p. 161) O custo de compra de mercadorias é determinado pelo preço de fatura, deduzido dos descontos, abatimentos e bonificações obtidos na sua compra e acrescidos de todas as despesas incorridas até a sua entrada no armazém ou depósito (seguros, transportes, comissões de compra e outras). Ainda de acordo com Bertó & Beulke (2006, p.43): A fórmula do custo da mercadoria tem então a seguinte configuração atual: (+) Valor básico atual da mercadoria do fornecedor; (+) Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI), quando houver essa incidência; (+) Frete, seguros, taxas, etc., quando ocorrerem e forem pagos pelo comprador; (-) ICMS recuperável da compra (quando não for substituto). Na hipótese do ICMS substituto, esse estará automaticamente agregado ao valor básico atual da mercadoria. ____________________________________________________________________ (=) Custo da mercadoria adquirida Desta forma, conclui-se que os custos relativos à aquisição das mercadorias no comércio são todos valores pagos pelas mercadorias, mais os impostos incidentes sobre as compras, mais o frete incidente sobre as compras e em algumas situações poderá ainda incidir seguros e taxas relativos à compra da mercadoria. 22 2.3.2.2 Despesas Relativas à Venda de Mercadorias Conforme Bertó & Beulke (2006, p. 43) As despesas relativas à venda de mercadorias, como o próprio nome indica, referemse às despesas incorridas no ato da venda. Constituem custos variáveis diretos de venda: as despesas financeiras de giro, as despesas diretas com vendas e as despesas tributárias diretas. Então, para que a comercialização do produto aconteça, incorrem-se custos, esses são chamados de despesas relativas à venda de mercadorias. Ainda de acordo com Bomfim & Passarelli (2008, p. 162) “as despesas de vendas (custo de comercialização) são aquelas decorrentes das vendas de mercadorias, tais como comissões de vendas, descontos ou bonificações concedidas, manutenção de veículos de transporte, despachos etc”. 2.3.3 Os Componentes Fixos do Custo no Comércio Os componentes fixos do custo no comércio são todos aqueles custos necessários para que a empresa funcione. Referem-se aos gastos que a empresa necessita para manter seu funcionamento, independente do volume de vendas. Os componentes fixos do custo para Bertó & Beulke (2006, p. 45) “na sua essência, são as despesas de estrutura de funcionamento relativas à recepção, à estocagem, às movimentações internas, às vendas, como também, em muitos casos, as pertinentes ao recebimento do numerário referente à venda”. Os custos fixos não variam em função da venda, pois mesmo que não ocorrer a comercialização os custos fixos permanecem inalterados. Ainda segundo Bertó & Beulke (2006, p.46) A rigor, despesas fixas existem em todas as áreas das organizações comerciais. São despesas necessárias ao funcionamento da estrutura, e a sua ocorrência está mais atrelada à um período de tempo do que ao volume de vendas. Constituem exemplos típicos das despesas fixas os aluguéis (em sua forma convencional), os seguros, os honorários administrativos, a depreciação etc. Os componentes fixos do custo no comércio se classificam em despesas operacionais e administrativas, depreciação e custo com pessoal. 2.3.3.1 Despesas Despesas são os gastos que ocorrem em função das atividades da empresa, ou seja, são aquelas despesas necessárias ao funcionamento e manutenção da empresa. Portanto, qualquer 23 gasto que não envolver a aquisição de mercadorias, é classificado como despesa, ocorre em função da manutenção das atividades na empresa. Compreendem exclusivamente as atividades administrativas e operacionais não relacionadas com a aquisição de mercadorias. De acordo com Bertó & Beulke (2006, p. 46) Despesas operacionais são todas as despesas incorridas para dar, direta ou indiretamente, sustentação estrutural com vistas à realização das operações inerentes ao alcance dos objetivos das organizações comerciais (fundamentalmente a compra e a venda de mercadorias). No comércio ao contrário de outros setores da economia, essas despesas são fixas. As despesas administrativas compreendem todas as despesas relativas à atividade de administrar a organização comercial no seu mais amplo sentido. Essas despesas, em sua maioria, costumam ter uma natureza fixa em qualquer setor da economia. Enfim, as despesas operacionais são as despesas necessárias à atividade e manutenção da empresa, já as despesas administrativas são aquelas realizadas pela administração da empresa, necessárias para cumprir suas atividades. 2.3.3.2 Depreciação A depreciação é o desgaste de um bem do ativo imobilizado da empresa, devido ao seu uso ou obsolescência, este bem possui uma vida útil, esta deve ser considera, bem como o valor residual do bem. Na definição dada por Franco (1997, p.176) “a depreciação – perda de valor de um bem em virtude de seu uso ou da ação do tempo – é fenômeno natural no patrimônio e deve ser contabilizada periodicamente”. Ela visa reconhecer a desvalorização dos bens do Ativo Imobilizado, e efetua mensalmente o lançamento do valor depreciável como despesa. A depreciação ocorrerá segundo Basso (2005, p.226) “quando corresponder à perda de valor dos direitos que tem por objeto bens físicos, sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência”. Segundo o Concelho Regional de Contabilidade (2012), as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas (NBC T) 19.5 e NBC T 16.9 “Depreciação é a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência”. Portanto a depreciação é considerada uma despesa, pois representa o desgaste dos bens do ativo imobilizado da empresa pelo uso, ação do tempo ou obsolescência, exigindo-se a renovação ou reposição dos mesmos. 24 2.3.3.3 Custo com Pessoal Os custos com pessoal ou mão de obra, representam um valor significativo nos custos de uma empresa. Os custos com pessoal é o valor relativo aos salários, encargos e todas as vantagens e benefícios concedidas aos funcionários, ou seja, são compostos pelos salários, encargos legais e provisões - férias, 1/3 sobre as férias e 13º salário. Na definição de Padoveze (2003, p. 130): Considera-se como custo da mão de obra, além do salário, todos os encargos ligados à manutenção dos recursos humanos na empresa, sejam esses encargos de caráter fiscal, previdenciário, legal, social ou espontâneo, desde que tenham um caráter de generalidade, isto é sejam obrigatórios ou de acesso a todos os funcionários da empresa [grifo do autor]. No comércio o custo com mão de obra ou pessoal são considerados despesas administrativas ou de vendas. Assim pode-se dizer que os custos com mão de obra são aqueles relativos ao pagamento de salário e encargos sociais do pessoal, ou seja, é a soma do salário com as demais vantagens adquiridas pelo empregado em função do contrato de trabalho. 2.3.4 O sistema de Custeio Variável Aplicado no Comércio Cada organização deve escolher o sistema de custeio que melhor se adapta as suas necessidades. Os sistemas de custeio conforme Bruni e Famá (2004, p. 34) “referem-se às formas como os custos são registrados e transferidos internamente dentro da entidade”. O sistema de custeio variável, também conhecido como por custeio direto ou custeio marginal, ele atribui aos produtos somente os custos que variam com o volume que será vendido. Esse método de custeio no Brasil não é aceito pela legislação e não atende aos princípios fundamentais de contabilidade, sendo utilizado somente para fins gerenciais, ele considera apenas os custos variáveis dos produtos vendidos enquanto os custos fixos são considerados como despesas no encerramento do resultado do período. Na definição de Crepaldi (1998, p. 120) O sistema de custeio direto é útil para a tomada de decisões administrativas ligadas a fixação de preços, decisão de compra ou fabricação, determinação do mix de produtos e, ainda, para possibilitar a determinação imediata do comportamento dos lucros em face das oscilações de vendas. 25 Para Wernke (2008, p. 29) A premissa básica do custeio direto é a de que somente os custos claramente identificados com os produtos ou serviços vendidos (chamados de diretos ou variáveis) devem ser apropriados. Os demais custos necessários para manter a capacidade instalada (indiretos ou fixos) devem ser desconsiderados em termos de custo do produto. O custeio variável é extremamente importante para a tomada de decisão gerencial, pois auxilia no processo de tomada de decisões sobre preços, margem de contribuição, auxílio no controle dos custos periódicos e fixos da empresa, bem como na análise do custo x volume x lucro. Já o sistema de custeio por absorção segundo Wernke (2008, p. 20) Este é o método mais tradicional de custeio e é empregado quando se deseja atribuir um valor de custos ao produto, atribuindo-lhe também uma parte dos custos indiretos. Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos produtos, de forma direta ou indireta mediante critérios de rateios. Ele é aceito pela legislação brasileira e internacional e atende aos princípios fundamentais de contabilidade. No entanto, é visto por alguns autores com restrição, pois eleva o custo de alguns produtos, pelo fato de alocar além dos custos variáveis também os custos fixos. 2.3.5 Formação do Preço de Venda A formação do preço de venda de um produto é de suma importância para a empresa, pois o preço garante a competitividade, cobre os custos da empresa, gera a margem de lucro desejada. Para a correta eficaz e eficiente formações do preço de venda deve-se realizar uma análise completa dos custos envolvidos no produto. De acordo com Wernke (2011, p.45) A adequada determinação dos preços de venda é questão fundamental à sobrevivência e crescimento das empresas, independente do porte ou área de atuação, tendo em vista a preferência cada vez maior pelo quesito “preço” como fator preponderante na decisão de compra dos clientes. Segundo Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.40) A formação do preço de venda de uma mercadoria deve ser bem estudada, pois várias questões deverão ser analisadas: o preço no mercado, as políticas da empresa, os prazos de pagamentos, a existência de produtos similares no mercado, a qualidade dos produtos, as exigências governamentais e os custos, permitindo ainda, um lucro para a empresa. Dessa forma, o empresário deve dar atenção especial a formação do 26 preço de venda, pois este deve ser suficiente para cobrir os custos, as despesas e deixar sobras sob a forma de lucro, não esquecendo de adequar-se ao mercado. São muitos os fatores que orientam a formação do preço de venda, segundo Bruni e Famá (2004, p. 322) “Três processos distintos podem ser empregados na definição de preços e costumam basear-se nos custos, no consumidor ou na concorrência”. Existem vários métodos para a formação do preço de venda, mas o Mark-up é o mais utilizado. Este método calcula o preço de venda de determinado produto, acrescentando um percentual sobre o custo do produto, que contem as despesas variáveis e a margem de lucro desejada. Segundo Bomfim e Passarelli (2008, p.504) “a maneira mais utilizada, na área comercial, de determinar o preço de um produto baseia-se no princípio do mark-up (sobremarcação) - o preço é determinado adicionando-se uma margem de lucro ao custo do produto”. Conforme Padoveze (2003, p. 314) O conceito de Mark-up, que traduzimos como multiplicador sobre os custos, é uma metodologia para se calcular preços de venda de forma rápida, a partir do custo por absorção de cada produto. (...) A partir do custo por absorção de cada produto, aplica-se um multiplicador, de tal forma que os demais elementos formadores de preço de venda sejam adicionados ao custo, a partir desse multiplicador. Complementando, de acordo com Wernke (2008, p.130) A taxa de marcação ou Mark-up é um índice aplicado sobre o custo de um bem ou serviço para formação do preço de venda. Tem por finalidade cobrir os fatores, como tributação sobre vendas (ICMS, IPI, PIS, Cofins ou Simples), percentuais incidentes sobre o preço de venda (comissões sobre vendas, franquias, comissão da administradora do cartão de crédito etc.), despesas administrativas fixas, despesas de vendas fixas, custos indiretos de produção fixos e margem de lucro. De acordo com Bruni & Famá (2004, p.341) “o mark-up pode ser calculado de duas formas: multiplicador – mais usual, [...], e o divisor – menos usual, [...]. A seguir apresentam-se as fórmulas para o cálculo do mark-up multiplicador e do mark-up divisor: 27 Quadro 2: Formulas para o Cálculo do Mark-up Mark-up multiplicador Mark-up = Preço de Venda ou Mark-up = Custo 1 1- soma das taxas percentuais Mark-up divisor Mark-up = 100 – soma das taxas percentuais 100 Onde: soma das taxas percentuais = soma dos valores expressos em percentuais que influenciam no processo de formação de preços, como percentual de lucro desejado, taxa percentual de despesas diversas, etc. [grifo do autor] Fonte: Vieira (2011, p.36) Ao aplicar o mark-up, se obtêm o preço de venda orientativo, que para ser aplicado deve levar em consideração o preço praticado pelo mercado e o aceito pelo consumidor. Portanto o mark-up se bem elaborado se torna uma ferramenta indispensável a concorrência e gestão da empresa. 2.3.5.1 Análise Custo, Volume e Resultado A análise do custo, volume, resultado/lucro (CVR) fornece informações que possibilitará ao gestor tomar decisões de forma rápida, precisa, e fidedignas da situação da empresa. Através dela avaliam-se as variações ocorridas nas receitas, conforme o volume de vendas e nos custos. Conforme Bomfim e Passarelli (2008, p. 273) A análise do custo, volume e lucro é relativa à forma pela qual os lucros e gastos se alteram com a mudança do volume. Ela examina o impacto nos lucros de alterações nos custos variáveis, custos e despesas fixas, preço de venda, volume e diversidade de produtos, e dessa forma, ajuda no processo de planejamento. Para Wernke (2008, p. 41) “as análises custo/volume/lucro são modelos que visam demonstrar, de forma gráfica ou matemática, as inter-relações existentes entre as vendas, os custos (fixos ou variáveis), o nível de atividade desenvolvido e o lucro alcançado ou desejado”. A análise do CVL é utiliza-se de varias ferramentas como a margem de contribuição unitária e total, o ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro, e a margem de segurança operacional. Segundo Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.43) “essas ferramentas são muito importantes porque facilitam o entendimento da real situação do empreendimento, 28 demonstrando por meio de números e gráficos as relações entre as vendas, os custos fixos e variáveis, o nível de atividade desenvolvido e o lucro alcançado ou que se deseja alcançar”. Portanto, a análise do custo, volume, lucro é um instrumento de suma importância para a gestão, pois fornece informações como, por exemplo, a quantidade mínima de vendas que a empresa precisa alcançar para cobrir os custos e as despesas e não ter prejuízo. 2.3.5.2 Margem de Contribuição A diferença entre o preço de venda e os custos e despesas variáveis é à margem de contribuição. Ela é um indicador que contribui para a formação do unitário e total lucro dos produtos vendidos. De acordo com Wernke (2008, p.42) “a margem, de contribuição é o valor resultante da venda de uma unidade, após deduzidos os custos e despesas variáveis associados ao produto comercializado. Tal valor contribuirá para pagar os custos fixos da empresa e gerar lucro”. A margem de contribuição para Padoveze (2010, p. 376): Representa o lucro variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade de produto. Significa que em cada unidade vendida a empresa lucrará determinado valor. Multiplicando-se pelo total vendido, teremos a contribuição marginal do produto para a empresa. Padoveze (2010, p. 377) acrescenta: Margem de contribuição é margem bruta obtida pela venda de um produto que excede seus custos variáveis unitários. Em outras palavras, a margem de contribuição é o mesmo que o lucro variável unitário, ou seja, preço de venda unitário do produto deduzido dos custos e despesas variáveis necessários para produzir e vender o produto. Ela pode ser unitária ou total, estando apresentada a seguir a formula para o cálculo destas: Quadro 3:Formula para o Cálculo da Margem de Contribuição Unitária e Total MCu = PVu – CVu – DVu Onde: MCu = margem de contribuição unitária; PVu = preço de venda unitário; CVu = custo variável unitário; DVu = despesa variável unitária; MCT = margem de contribuição total Fonte: adaptado de Vieira (2011, p.39) MCT = MCu x Quantidade Vendida 29 Wernke (2008, p.44) relaciona as seguintes vantagens e desvantagens da margem de contribuição a) É um instrumento para avaliar a viabilidade de aceitação de pedidos em condições especiais. Por exemplo: quando existem restrições de matéria-prima ou horas de trabalho disponíveis ou por preços e quantidades diferentes dos praticados; b) Ajudam a administração a decidir que produtos devem merecer maior esforço de venda ou colocados em planos secundários ou simplesmente tolerados pelos benefícios de vendas que possam trazer a outros produtos; c) São essenciais para auxiliar os administradores a decidirem se um segmento produtivo (ou de comercialização) deve ser abandonado ou não; d) Podem ser usadas para avaliar alternativas quanto a reduções de preços, descontos especiais, campanhas publicitárias especiais e uso de prêmios para aumentar o volume de vendas. As decisões desse tipo são determinadas por uma comparação dos custos adicionais, visando ao aumento da receita de venda. Quanto maior for o índice de margem de contribuição, melhor é a oportunidade de promover vendas. Quanto mais baixo o índice, maior será o aumento do volume de vendas necessário para recuperar os compromissos de promover vendas adicionais; e) A margem de contribuição auxilia os gerentes a entenderem a relação entre custos, volume, preços e lucros, fundamentando tecnicamente as decisões de venda; f) Basear o cálculo dos preços de venda somente com dados da margem de contribuição pode resultar em valores que não cubram todos os custos necessários para manter as atividades a longo prazo; g) É útil para a tomada de decisões de curto prazo, mas pode levar o administrador a menosprezar a importância dos custos fixos. Enfim, A margem de contribuição é um termo que faz parte do método de custeio variável e é de extrema importância para as decisões de curto prazo, para a contabilidade de custos e para a tomada de decisões gerenciais, como políticas de incremento, quantidades e preços dos produtos. 2.3.5.3 Ponto de Equilíbrio O ponto de equilíbrio estabelece a quantidade mínima que a empresa deve vender, para pagar os seus custos e não ter prejuízo, ou seja, seu resultado é nulo, sem lucro ou prejuízo. O ponto de equilíbrio segundo Wernke (2008, p. 49) “representa o nível de vendas em que a empresa opera sem lucro ou prejuízo. Ou seja, o número de unidades vendidas no ponto de equilíbrio é suficiente para a empresa pagar seus custos fixos e variáveis, sem gerar lucro”. Para Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.44) o ponto de equilíbrio é uma ferramenta Importantíssima porque em função dela se saberá qual o volume de atividade é o suficiente para que a empresa não tenha prejuízo, além de identificar qual o nível de vendas que deve ser atingido para que a empresa alcance o lucro desejado. Deve ficar claro, contudo, que o número de unidades vendidas, exatamente no ponto de 30 equilíbrio, é o suficiente para que a empresa pague seus custos fixos e variáveis, no entanto sem gerar lucro. Existem três tipos de cálculo do ponto de equilíbrio, que são o ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro. O que determina qual cálculo será utilizado são as necessidades da empresa e dos gestores. De acordo com Bornia (2002, p. 79) A diferença fundamental entre os três pontos de equilíbrio são os custos e despesas fixas a serem considerados em cada caso. No ponto de equilíbrio contábil são levados em conta todos os custos e despesas contábeis relacionados com o funcionamento da empresa. Já no ponto de equilíbrio econômico, são também incluídos nos custos e despesas fixos considerados todos os custos de oportunidades referentes ao capital próprio, ao possível aluguel das edificações (caso a empresa seja proprietária) e a outros itens do gênero. No caso do ponto de equilíbrio financeiro, os custos considerados são apenas os custos desembolsados que realmente oneram financeiramente a empresa. Na sequência estão apresentadas as fórmulas para os cálculos dos pontos de equilíbrios: Quadro 4: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio contábil Despesas e Custos Fixos da Loja ($) PEC (unid.) = ----------------------------------------------Margem de Contribuição Unitária ($) Fonte: Wernke (2011, p. 113) Quadro 5: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio financeiro Despesas e Custos fixos ($) – Depreciações ($) + Dívidas do Período ($) PEFin. (unid.) = ----------------------------------------------------------------------------------------Margem de Contribuição Unitária ($) Fonte: Wernke (2011, p. 115) Quadro 6: Fórmula de calculo do ponto de equilíbrio econômico Despesas e Custos Fixos da Loja ($) + Lucro Desejado ($) PE Econ. (unid.) = --------------------------------------------------------------------------Margem de Contribuição Unitária ($) Fonte: Wernke (2011, p. 116) 31 Ainda, para Padoveze (2003, p. 281) Denominamos ponto de equilíbrio o volume de atividade operacional em que o total da margem de contribuição da quantidade vendida/produzida se iguala aos custos e despesas fixas. Em outras palavras, o ponto de equilíbrio mostra o nível de atividade ou volume operacional, quando a receita total das vendas se iguala ao somatório dos custos variáveis totais mais os custos e as despesas fixas. Assim, o ponto de equilíbrio evidencia os parâmetros que mostram a capacidade mínima em que a empresa deve operar para não ter prejuízo, mesmo que à custa de um lucro zero. Desta forma, conclui-se que o ponto de equilíbrio é um instrumento importante de gestão, que auxilia na análise do custo, volume e lucro, evidenciando a real situação da empresa, para que as decisões sejam as melhores possíveis. 2.3.5.4 Margem de Segurança A margem de segurança fornece o volume de vendas que a empresa esta operando acima do ponto de equilíbrio, ou seja, quanto maior for a margem de segurança maiores são as chances de a empresa obter lucro. De acordo com Bruni & Famá (2004, p. 262) “a margem de segurança consiste na quantia ou índice das vendas que excedem o ponto de equilíbrio da empresa. Representa o quanto as vendas podem cair sem que a empresa incorra em prejuízo, podendo ser expressa em quantidade, valor ou percentual”. Ainda conforme Padoveze (2003, p.290) “a margem de segurança pode ser definida como o volume de vendas que excede às vendas calculadas no ponto de equilíbrio. O volume de vendas excedente para se analisar a margem de segurança, pode ser tanto o valor das vendas orçadas, como o valor real das vendas”. A fórmula do cálculo da margem de segurança esta apresentada a seguir: Quadro 7: Fórmula de cálculo da margem de segurança Margem de Segurança (MS) = Vendas reais/orçadas ( - ) vendas no PE Fonte: Padoveze (2003, p.291) Então, quanto maior for a margem de segurança, maiores os chances da empresa ter lucros, e menores os riscos de prejuízo. 32 2.4 Análise de Indicadores Econômico-Financeiros como Instrumento da Avaliação de Desempenho Os indicadores econômico-financeiros segundo Padoveze (2010, p.213) “são cálculos matemáticos efetuados a partir do balanço patrimonial e da demonstração de resultados, procurando números que ajudem no processo de clarificação do entendimento da situação da empresa, em seus aspectos, patrimoniais, financeiros e de rentabilidade”. Eles atendem aos interesses internos dos gestores, mas também a interesses externos, como o de investidores e financiadores. Esses indicadores podem de acordo com Basso (2011, p.2) “ser obtidos através da elaboração (cálculos) de coeficientes, quocientes ou índices, obtidos através de relações que se estabelecem entre duas grandezas”. Para Matarazzo (2003, p. 147) “a característica fundamental dos índices é fornecer visão ampla da situação econômica ou financeira da empresa”. Conforme Iudícibus (2010, p. 92) O uso de quocientes tem como finalidade principal permitir o analista extrair tendências e comparar os quocientes com padrões preestabelecidos. A finalidade da análise é, mais do que retratar o que aconteceu no passado, fornecer algumas bases para inferir o que poderá acontecer no futuro. Portanto, a análise dos indicadores econômico-financeiros auxiliará o gestor da empresa na tomada de decisões, fornecendo a real situação da empresa, ou seja, uma visão da presente situação da empresa, e prevendo situações futuras. A partir dela buscam-se soluções para os problemas da empresa, ou novas oportunidades de crescimento. 2.4.1 Indicadores de Capacidade de Pagamento Os Indicadores de capacidade de pagamento como o nome já diz, demonstram a capacidade que a empresa possui de pagar as suas dividas. Podem ser chamados de indicadores, índices, quocientes ou coeficientes de liquidez. Segundo Basso (2011, p.3) “pela liquidez, busca-se saber das condições que uma entidade qualquer tem de liquidar seus compromissos no vencimento com suas disponibilidades, seus devedores e seus estoques, isto é, sem se desfazer do seu ativo permanente”. Para Assaf Neto (2002, p. 171) “os indicadores de liquidez evidenciam a situação financeira de uma empresa frente a seus diversos compromissos financeiros”. 33 Existem diversos indicadores para o estudo da capacidade de pagamento, o presente estudo é composto pelos cálculos de liquidez corrente, liquidez seca, liquidez imediata, liquidez geral e endividamento. O cálculo da liquidez corrente ou circulante, objetiva verificar a capacidade que a empresa possui de pagar as suas dividas de curto prazo. Segundo Iudícibus (2010, p. 94) “este quociente relaciona quantos reais dispomos, imediatamente disponíveis e conversíveis em curto prazo em dinheiro, com relação às dívidas de curto prazo. É um índice muito divulgado e frequentemente considerado como o melhor indicador da situação de liquidez da empresa”. Para Assaf Neto (2002, p.172) “a liquidez corrente indica o quanto existe de ativo circulante para cada $ 1 de dívida a curto prazo”. O cálculo da liquidez corrente é dado pela fórmula: Quadro 8: Fórmula de cálculo da liquidez corrente Ativo Circulante Liquidez Corrente = Passivo Circulante Fonte: Assaf Neto (2002, p. 172) Quanto maior for o resultado do índice de liquidez corrente, melhor será situação da empresa com relação à quitação das suas dívidas no curto prazo. Conforme Padoveze (2010, p. 217) “sempre superior a 1,00, sendo classificado como ótimo a partir de 1,50”. Já para Basso (2011, p. 5): Sob o ponto de vista financeiro, um coeficiente de liquidez circulante favorável ou positivo deverá ser sempre superior a 2,0; isto é, o ativo circulante deverá ser no mínimo duas vezes maior que o passivo circulante, pois as dívidas significam compromissos certos, ao passo que os devedores, outros créditos e os estoques precisam primeiro ser convertidos em disponibilidades, para posteriormente poderem quitar dívidas; portanto, necessita-se de uma dupla garantia para as dívidas de curto prazo. O indicador de liquidez seca assim como a liquidez corrente tem o objetivo de demonstrar a capacidade de pagamento da empresa, mas considera somente o caixa, bancos e os valores a receber em curto prazo. É um indicador mais rigoroso e conservador, que da maiores garantias aos financiadores de capital, segundo Iudícibus (2010, p. 96). Esta é uma variante muito adequada para se avaliar conservadoramente a situação de liquidez da empresa. Eliminando-se os estoques do numerador, estamos eliminando uma fonte de incerteza. [...]. Em certas situações pode-se traduzir um quociente bastante conservador, visto a alta rotatividade dos estoques. 34 Para Basso (2011, p. 6), “o coeficiente de liquidez seca não poderá ser inferior a 1,0, caso contrário, evidenciará que a entidade não terá condições de liquidar suas dívidas sem vender seus estoques ou desfazer-se de elementos de seu ativo permanente”. Já segundo Padoveze (2010, p. 218), “não há referencial claro para este indicador”. Ainda, conforme opinião do autor, “para empresas comerciais esse indicador poderia chegar até 0,50 e ser considerado normal, desde que também os estoques formem liquidez corrente acima de 1,00”. O cálculo da liquidez seca é dado a seguir: Quadro 9: Fórmula de cálculo do índice de liquidez seca Ativo Circulante (-) Estoques Liquidez Seca =------------------------------------------Passivo Circulante Fonte: Padoveze (2010, p. 217) O indicador de liquidez imediata considera somente as disponibilidades, ou seja, caixa e bancos, para analisar a capacidade de pagamento da empresa. A liquidez imediata para Assaf Neto (2002, p. 172) “revela a porcentagem das dívidas a curto prazo (circulante) em condições de serem liquidadas imediatamente. Esse quociente é normalmente baixo pelo pouco interesse das empresas em manter recursos monetários em caixa, ativo operacional de reduzida rentabilidade”. O cálculo da liquidez imediata é apresentado a seguir: Quadro 10: fórmula para o cálculo da liquidez imediata Disponível Liquidez Imediata = Passivo Circulante Fonte: Assaf Neto (2002, p. 172) O indicador de liquidez geral considera além dos valores de curto prazo, os valores de longo prazo para analisar a capacidade de pagamento que a empresa possui. Conforme Silva (2008, p. 283) “o índice de liquidez geral indica quanto a empresa possui em dinheiro, bens e direitos realizáveis a curto e longo prazo, para fazer face às suas dívidas totais”. Para Padoveze (2010, p. 219) “não há referencial para esse indicador. Alguns entendem que é interessante ser acima de 1,00, mas cremos que não deve ser necessária essa interpretação”. Já para Basso (2011, p. 7) 35 Para maior tranquilidade financeira da Entidade, o coeficiente de liquidez geral não deve ser inferior a 1,5, isto é, a empresa necessita possuir no mínimo uma vez e meia em disponibilidades, estoques e valores a receber de curto e longo prazo para cada uma vez de dívidas de curto e longo prazo, caso contrário poderá no futuro prejudicar os demais índices de liquidez. A fórmula para o cálculo do índice de liquidez geral é demonstrada em sequência: Quadro 11: fórmula para o cálculo do índice de liquidez geral Ativo Circulante (+) Realizável a Longo Prazo Liquidez Geral = -----------------------------------------------------------------Passivo Circulante (+) Exigível a Longo Prazo Fonte: Padoveze (2010, p. 219) Por fim, o indicador de endividamento indica segundo Iudícibus (2010, p. 97) “a relação de dependência da empresa com relação ao capital de terceiros”. Conforme Padoveze (2010, p. 220) “mostra quanto a empresa tem de capital próprio – patrimônio líquido - para garantir as dívidas contratadas para o giro e de financiamentos”. O cálculo do endividamento é dado a seguir: Quadro 12: fórmula para cálculo do índice de endividamento Passivo Circulante (+) Exigível a Longo Prazo Endividamento = ---------------------------------------------------------------------Patrimônio Líquido Fonte: Padoveze (2010, p. 220) Como parâmetro de comparação, pode-se, de acordo com Padoveze (2010, p. 220) “um ponto referencial é que este indicador deva ser sempre inferior a 1,00. Indicadores superiores a 1,00 podem sugerir excesso de endividamento da empresa através dos empréstimos e financiamentos já contratados”. 2.4.2 Indicadores de Atividade Os indicadores de atividade busca demonstrar como esta o ciclo operacional da empresa. Representam segundo Iudícibus (2010, p. 100) “representam a velocidade com que elementos patrimoniais de relevo se renovam durante determinado período de tempo. Por sua natureza têm seus resultados normalmente representados em dias, meses períodos maiores, 36 fracionários de um ano”. Ou seja, analisa o tempo (velocidade) em que a empresa recebe as vendas, paga as contas e renova o seu estoque. Conforme Assaf Neto (2002, p. 180) “os indicadores de atividade operacional são mais dinâmicos e permitem que seja analisado o desempenho operacional da empresa e suas necessidades de investimento em giro”. Dentre os indicadores, pode-se citar o prazo médio de recebimentos, o prazo médio de pagamento, o giro do estoque e o giro do ativo. Os indicadores de prazo médio de recebimentos ou cobranças visam demonstrar o tempo que a empresa leva para receber os créditos fornecidos aos clientes. Segundo Assaf (2002, p. 181) “calcula o tempo médio em receber o produto vendido, ou seja, quanto tempo a empresa espera para receber as vendas realizadas”. Ainda conforme Basso (2011, p. 22) “quanto menos tempo levar para receber os créditos e quanto maior a folga entre receber e pagar, melhor é a situação das duplicatas a receber da empresa”. O cálculo do prazo médio de recebimentos é dado pela fórmula: Quadro 13: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de recebimentos Clientes (Duplicatas a Receber) x 360 dias Prazo médio de recebimento = -----------------------------------------------------------Receita Operacional Bruta Fonte: Padoveze (2010, p. 221) Os indicadores de prazo médio de pagamentos, como o nome já diz tem a finalidade de demonstrar o tempo que a empresa leva para pagar os seus fornecedores/compras. De acordo com Basso (2011, p. 23) “quanto maior o prazo de pagamento em relação aos de recebimentos, melhor é a situação das duplicatas a pagar”. O cálculo do prazo médio de pagamentos é apresentado a seguir: Quadro 14: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de pagamento Fornecedores (Duplicatas a Pagar) x 360 dias Prazo médio de pagamento = ----------------------------------------------------------------Compras Brutas de Mercadorias e Serviços Fonte: Padoveze (2010, p. 223) 37 O giro do estoque representa o tempo que a mercadoria permanece dentro da empresa até ser totalmente vendida. Conforme Basso (2011, p. 21) “quanto mais cedo ou vezes ele ‘girar’, melhor será sua qualidade”. Para se achar os dias que o estoque leva para girar, utilizase a fórmula a seguir: Quadro 15: fórmula para o cálculo do giro do estoque Custo dos Produtos Vendidos Giro do Estoque = ------------------------------------------------Estoques Totais Fonte: Padoveze (2010, p. 224) O giro do ativo conforme Iudícibus (2010, p. 103) “expressa quantas vezes o ativo ‘girou’ ou se renovou pelas vendas”. Ainda para o autor “existe um grande interesse da empresa em vender bastante com relação ao valor do ativo. Quanto maior o ‘giro’ do ativo pelas vendas, maiores as chances de cobrir as despesas com uma boa margem de lucro”. A seguir está demonstrada a fórmula para o cálculo do giro do ativo: Quadro 16: fórmula para o cálculo do giro do ativo Receita Operacional Líquida Giro do Ativo = --------------------------------------------Ativo Total Fonte: Padoveze (2010, p. 225) 2.4.3 Indicadores de Rentabilidade Os indicadores de rentabilidade medem se a empresa esta sendo lucrativa ou não, ou seja, se ela esta retornando o capital nela investido. Segundo Matarazzo (2003, p. 175) “os índices deste grupo mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quanto renderam os investimentos e, portanto, qual o grau de êxito econômico da empresa”. Dentre os vários indicadores de rentabilidade existentes, serão apresentados neste estudo, a margem líquida, a rentabilidade do ativo total, a rentabilidade do patrimônio líquido, alavancagem financeira e o retorno do investimento. A margem líquida ou margem operacional demonstra quanto foi o lucro liquido da empresa com as vendas. Segundo Matarazzo (2003, p. 177) “indica quanto a empresa obtém 38 de lucro para cada $ 100 vendidos”. Ainda conforme Iudícibus (2010, p. 106) “este quociente, apesar dos esforços para melhorá-lo, comprimindo despesas e aumentando a eficiência, apresenta-se baixo ou alto de acordo com o empreendimento”. O cálculo é apresentado na sequência: Quadro 17: fórmula para o cálculo da margem líquida Lucro Líquido Margem Líquida = ---------------------------- x 100 Vendas Líquidas Fonte: adaptado de Matarazzo (2003, p. 177) A rentabilidade do ativo total nas palavras de Matarazzo (2003, p. 179) Mostra quanto a empresa obteve de lucro líquido em relação ao ativo. É uma medida do potencial de geração de lucro da parte da empresa. Não é exatamente uma medida de rentabilidade do capital [...], mas uma medida da capacidade da empresa em gerar lucro líquido e assim poder capitalizar-se. É ainda uma medida do desempenho comparativo da empresa ano a ano. O cálculo é dado a seguir: Quadro 18: fórmula para o cálculo da rentabilidade do ativo total Lucro Líquido após Imposto de Renda Rentabilidade do Ativo Total = -------------------------------------------------------- x 100 Ativo Total Fonte: Padoveze (2010, p. 227) A rentabilidade do patrimônio líquido demonstra a remuneração que a empresa gerou para seu capital próprio. Segundo Padoveze (2010, p. 229) “representa o quanto foi a rentabilidade do capital que os sócios da empresa investiram no empreendimento”. Conforme Matarazzo (2003, p. 181) O papel do índice de rentabilidade do patrimônio líquido é mostrar qual a taxa de rendimento do capital próprio. Essa taxa pode ser comparada com a de outros rendimentos alternativos no mercado, como caderneta de poupança, CDBs, letras de câmbio, ações, aluguéis, fundos de investimento, etc. Com isso se pode avaliar se a empresa oferece rentabilidade superior ou inferior a essas opções. A seguir, a fórmula para o cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido: 39 Quadro 19: fórmula para o cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido Lucro Líquido após Imposto de Renda Rentabilidade do Patrimônio Líquido = ------------------------------------------------------ x 100 Patrimônio Líquido final Fonte: Padoveze (2010, p. 227) A alavancagem financeira é definida por Assaf Neto (2002, p. 122) “como a capacidade que os recursos de terceiros apresentam de elevar os resultados líquidos dos proprietários”. A fórmula do grau de alavancagem financeira é apresentado a seguir: Quadro 20: fórmula para o cálculo do grau de alavancagem financeira Grau de Lucro Operacional Alavancagem (GAF) = Financeira Lucro Operacional – Despesas Financeiras LOP = LOP – DF Fonte: Assaf Neto (2002, p. 123) Retorno do investimento (ROI) como o nome já diz, é o retorno gerado pelo investimento. Segundo Matarazzo (2003, p. 393) Toda empresa utiliza recursos representados por capitais investidos. Toda empresa busca gerar lucro para remunerar esses capitais. Para medir a eficiência da empresa em atender a esse objetivo (gerar lucro), apura-se a chamada taxa de retorno sobre investimento através da divisão do lucro pelo investimento. Para Assaf Neto (2002, p. 211) o investimento Refere-se ao valor do ativo total excluído daqueles passivos considerados inerentes à atividade da empresa como salários, fornecedores, impostos, e assim por diante. É o montante que a empresa efetivamente investiu em seu negócio, buscando deliberadamente esses recursos no mercado financeiro (empréstimos e financiamentos) e junto aos proprietários (sócios/acionistas). Conforme Iudícibus (2010, p. 107) o retorno do investimento “é provavelmente, o mais importante quociente individual de toda análise de balanços”. O cálculo da ROI é demonstrado a seguir: Quadro 21: fórmula do cálculo de retorno do investimento Lucro Operacional ROI = Investimento Fonte: Assaf Neto (2002, p. 2130 40 2.5 Sistema de Informações Gerenciais Os sistemas de informações gerenciais é uma importante ferramenta no processo de tomada de decisão. Com o acelerado crescimento das empresas, os níveis operacionais e estratégicos veem se distanciando, e o sistema de informações gerenciais busca, fornecer informações úteis e em tempo hábil, com maior legitimidade para subsidiar as decisões. Então a contabilidade gerencial utiliza-se do sistema de informações gerenciais para apoiar o processo de tomada de decisão e controle, ou seja, uma informação direcionada para as pessoas certas e no momento certo proporciona um bom andamento da empresa. Para uma melhor compreensão do que são sistemas de informações gerenciais faz-se necessário entender o significado de sistemas e de informações. Os sistemas representam em uma organização o conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros, que juntos atuam em função de determinado objetivo e função. Para Bio (1996, p. 18) “considera-se sistema um conjunto de elementos interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo”. Já, conforme Cassarro (1999, p. 25) “sistema é um conjunto de funções logicamente estruturadas, com a finalidade de atender a determinados objetivos”. Ainda, segundo Oliveira (1993, p. 23) “sistema é um conjunto de partes integrantes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função”. Segundo Padoveze (1997, p. 36) Os sistemas classificam-se em sistemas abertos e fechados. Os sistemas fechados não interagem com o ambiente externo, enquanto que os sistemas abertos caracterizam-se pela interação com o ambiente externo, suas entidades e variáveis. [...]. A empresa é um sistema aberto, bem como os sistemas de informações, pois há um processo de interação com o ambiente. Para se definir informação é preciso distingui-la de dado. Para Oliveira (1993, p. 34) “dado é qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação” e “informação é o dado trabalhado que permite ao executivo tomar decisões”. Portanto, informação é resultante da analise e processamento dos dados coletados. Neste contexto, pode-se definir sistemas de informação gerencial segundo Padoveze (1997, p.36) “como um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento de dados e tradução em 41 informações, para com seu produto, permitir às organizações o cumprimento de seus objetivos principais”. Ou seja, ele auxilia o controle e tomada de decisões, pois é um conjunto de recursos voltados à análise de informações. Os sistemas podem ser classificados em dois grupos principais: sistemas de apoio às operações e sistemas de apoio à gestão (BIO, 1996, p. 34). Os sistemas de apoio às operações segundo Bio (1996, p. 34) “são tipicamente sistemas processadores de transações, ou seja, são redes de procedimentos rotineiros que servem para o processamento de transações recorrentes”. Ainda para o mesmo autor “os sistemas de apoio à gestão não são orientados para o processamento de transações rotineiras, mas existem especificamente para auxiliar processos decisórios”. Tendo em vista que o crescimento do volume de informações que as empresas possuem, os sistemas de informações gerenciais se tornam indispensável, pois fornecem informações seguras e precisas, que dão sustentação para as tomadas de decisões por parte dos gestores. 2.5.1 Níveis do Sistema de Informações Gerenciais O sistema de informações gerenciais, para cumprir sua função de auxilio ao planejamento, controle e tomada de decisão, deve atender aos diversos níveis hierárquicos existentes na organização, cada tipo de usuário tem necessidade de informações especificas. Segundo Vieira (2011, p. 19) “em todos os níveis da hierarquia organizacional se faz necessário a tomada de decisão, diferenciando em suas complexidades e riscos”. Vieira (2011, p.19) ainda cita que “na abordagem do sistema de informação gerencial, podem se distinguir em três níveis de poder, com diferentes características: nível estratégico, nível tático e nível operacional”. A seguir, esta demonstrada à representação dos níveis de influência do sistema de informações gerenciais (SIG) em uma organização: 42 Figura 1: Níveis de influência do SIG Estratégico (SIE) Tático (SIT) Operacional (SIO) Fonte: Oliveira (1993, p. 134) De acordo com Oliveira (1993, p.133) os níveis de influência do sistema de informações gerenciais são: a) Nível estratégico, que considera a interação entre as informações do ambiente empresarial (estão fora da empresa) e as informações internas da empresa. Correspondente ao SIE – Sistema de Informações Estratégicas. b) Nível tático, que considera a aglutinação de informações de uma área de resultado e não da empresa como um todo. Corresponde ao SIT – Sistema de Informações Táticas. c) Nível Operacional, que considera a formalização, principalmente através de documentos escritos das várias informações estabelecidas. Corresponde ao SIO – Sistema de Informações Operacionais. Os três níveis do sistema de informações gerenciais (SIG) possuem características diferentes, mas que proporcionam uma interligação entre o planejamento estratégico, tático e operacional. A definição de cada um dos tipos de planejamentos é dada segundo Oliveira (1993, p. 135): Planejamento estratégico é a metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela empresa, visando a maior interação com o ambiente. Planejamentos tático é a metodologia gerencial que tem por finalidade otimizar uma situação futura desejada de determinada área da empresa. Planejamento operacional é a formalização das metodologias de desenvolvimento e de implementação de resultados específicos a serem alcançados pelas áreas funcionais da empresa. Neste contexto, para que seja garantida a efetividade e sucesso de um SIG, é importante que os níveis e o planejamento de cada atividade sejam adequados as suas necessidades, ou seja, é preciso planejamento, para que as informações produzidas sejam concisas e atendam as necessidades dos usuários de cada nível hierárquico da organização. 2.5.2 Tecnologia da Informação A tecnologia da informação (TI) é um recurso que facilita as atividades da organização, por fornecer informações rápidas e confiáveis que auxiliarão a empresa a atingir 43 os objetivos específicos traçados, dando suporte para a tomada de decisão. Ela se tornou um fator essencial para o aperfeiçoamento e a competitividade das empresas. Segundo Padoveze (1998, p. 42) “a tecnologia da informação é todo o conjunto tecnológico à disposição das empresas para efetivar seu subsistema de informação”. O mesmo autor relata que: O conceito de TI – Tecnologia de Informação entende que a informação (seus sistemas, recursos etc.) deve fazer parte de uma estrutura em nível estratégico das empresas. A informação não deve limitar-se a administrar os recursos internos, mas ultrapassar as fronteiras da empresa e integrar-se sistematicamente com fornecedores, clientes etc., sendo portanto, a TI fator chave de competitividade. (PADOVEZE, 1998, p.43) Já de acordo com Cruz (2009, p. 26) “A Tecnologia da informação é todo e qualquer dispositivo que tenha capacidade para tratar dados ou informações, tanto de forma sistêmica como esporádica, quer esteja aplicada no produto, quer esteja aplicada no processo”. Ainda para o mesmo autor “qualquer tecnologia da informação deve dar ao usuário o controle efetivo da informação, além de simplificar a operacionalidade de sua atividade” (CRUZ, 2009, p.26). Portanto, a TI é responsável pelo processamento dos dados e informações, de forma rápida e segura, ou seja, ela é determinante para o sucesso de uma organização, pois auxilia a tomada de decisões proporcionando para a empresa um diferencial frente à concorrência. 2.5.3 Qualidade da Informação A qualidade da informação é essencial para que a organização tenha uma gestão eficaz e eficiente, pois fornece segurança para as tomada de decisões. Uma informação com qualidade é fornecida em tempo hábil, é detalhada, relevante, confiável, precisa, acessível, clara, e atende as necessidades dos seus diversos usuários. Oliveira (1993, p. 114) classifica os níveis de qualidade de informação em: a) Qualidade ilusória, quando a informação procura apenas satisfazer o executivo decisor sem atender à qualidade de conformação com aspectos realísticos. Neste caso, o executivo decisor está sendo iludido e a tendência é que ele se exclua do SIG. b) Qualidade insatisfatória, que é a mais problemática de todas, pois proporciona insatisfação ao executivo decisor, bem como está baseada em uma insuficiência de conformação. É o tipo da informação que “não serve para nada”. c) Qualidade técnica, quando a informação apresenta uma qualidade de conformação, ou seja, determinado nível de suficiência, mas proporciona uma insatisfação para o executivo decisor. Portanto corresponde a uma informação inadequada às necessidades específicas do executivo decisor. 44 d) Qualidade total, quando a informação atende às necessidades específicas do executivo decisor, ou seja, proporciona elevada satisfação, bem como tem elevada qualidade de conformação, ou seja, tem suficiência em sua estrutura lógica. Neste contexto a qualidade da informação é fundamental para a manutenção de bom um sistema de informações gerenciais, ou seja, ela é fundamental para o gestor da empresa que ira utilizá-la para tomar as decisões. 45 3 METODOLOGIA DO TRABALHO O conjunto de métodos e procedimentos utilizados no trabalho chama-se metodologia. Segundo Gil (2008, p. 27) “pode-se definir método como caminho para se chegar a determinado fim”. A metodologia é uma forma de se conduzir a pesquisa, é uma forma diferente de fazer as coisas para propósitos diferentes, ela apresenta a classificação e os instrumentos utilizados na coleta e análise da pesquisa. 3.1 Classificação da Pesquisa Na sequência estão apresentadas a classificação da pesquisa quanto a sua natureza, seus objetivos e seus procedimentos técnicos. Do ponto de vista da natureza a pesquisa pode ser básica ou aplicada, sendo esta caracterizada como aplicada. De acordo com Gil (2008, p. 46) a pesquisa aplicada “tem como característica fundamental o interesse na aplicação, utilização e consequências praticas dos conhecimentos”. Ela tem como objetivo a aplicação prática dos conhecimentos, envolvendo verdades e interesses locais, ou seja, Investiga, comprova ou rejeita hipóteses sugeridas. A pesquisa do ponto de vista de seus objetivos podem se classificar como exploratória e descritiva. Explorar significa reunir o maior conhecimento possível sobre o assunto e incorporar características inéditas. Para Gil (2008, p. 46) “As pesquisas exploratórias tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos, ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores”. A pesquisa exploratória busca aprofundar o assunto tornando-o mais claro, concentrando-se em esclarecer ou explorar algo. De acordo com Beuren (2004) a pesquisa descritiva configura-se como um estudo intermediário entre a pesquisa exploratória, que é mais preliminar, e a explicativa, que é mais aprofundada. Descrever entre outros aspectos significa identificar, relatar e comparar. O objetivo da pesquisa descritiva para Gil (2008, p. 47) é “a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”. Uma das principais características da pesquisa descritiva é a da utilização de técnicas padronizadas de coletas de dados. Quanto à forma de abordagem do problema a pesquisa pode ser qualitativa ou quantitativa. O presente estudo se classifica como qualitativo, este se caracteriza por ser descritivo, não empregar métodos estatísticos, é uma analise mais profunda do estudo. 46 Segundo Beuren (2004, p.92) “A abordagem qualitativa visa destacar características não observadas por meio de um estudo quantitativo, haja vista a superficialidade deste ultimo”. A pesquisa qualitativa tem como foco principal o processo e seu significado. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos a pesquisa se caracteriza como bibliográfica, documental, levantamento e estudo de caso. A pesquisa bibliográfica tem natureza teórica, ou seja, é elaborada a partir de materiais já publicados. De acordo com Lakatos e Marconi (1991, p. 158) “A pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados, revestidos de importância, por serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes relacionados com o tema”. Ela tem como objetivo recolher previamente informações e conhecimentos sobre a hipótese que se quer experimentar, ou sobre problema para o qual se busca respostas. A pesquisa documental é muito parecida com a pesquisa bibliográfica, sendo a sua principal diferencia a natureza das fontes utilizadas. Segundo Beuren (2004, p.89) “Sua notabilidade é justificada no momento em que se podem organizar informações que se encontram dispersas, conferindo-lhes uma nova importância como fonte de consulta”. As fontes que a pesquisa documental utiliza, são fontes primárias, oriundas de documentos, escritos ou não. A pesquisa de levantamento é utilizada em estudos descritivos e explicativos. De acordo com Gil (2008, p. 74), as pesquisas de levantamento Se caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida, mediante analise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados coletados. O levantamento tem como principais vantagens o conhecimento direto da realidade, a economia e rapidez e a quantificação, mas apresenta limitações como ênfase nos aspectos perspectivos, pouca profundidade no estudo da estrutura e dos processos sociais e limitada apresentação do processo de mudança. A pesquisa do tipo estudo de caso serve para aprofundar os conhecimentos sobre determinado caso especifico. O estudo de caso segundo Gil (2008, p. 76) “é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos”. O estudo de caso pode ser utilizado tanto em pesquisas exploratórias, quanto descritivas e explicativas. Ele apresenta algumas desvantagens como falta de rigor metodológico, dificuldade de generalização e o tempo destinado a pesquisa. 47 Este estudo se caracterizou como estudo de caso, portanto não possui universo e amostra, analisando apenas a micro empresa comercial. 3.2 Coleta de Dados Os dados utilizados para responder o problema da pesquisa são informados no plano de coleta de dados. Neste todas as fontes documentais são analisadas minuciosamente. Nesta pesquisa os dados foram obtidos da empresa em estudo por meio de entrevistas com o proprietário, relatórios e documentos internos, tais como notas de despesas, entradas e saídas, entre outros documentos que o pesquisador possui acesso por meio do empresário e da contabilidade. Após coleta de dados, realizou-se os cálculos de custos, preços, margem de contribuição, ponto de equilíbrio, margem de segurança operacional dos produtos que a empresa comercializa. Também foram utilizados os demonstrativos contábeis para a realização da analise das demonstrações contábeis, e por fim, realizou-se um levantamento de informações que são úteis para a gestão da empresa. A área abordada no presente trabalho é a contabilidade gerencial, para a coleta de dados foram utilizados os instrumentos de observação, entrevista, pesquisa documental. A observação contribui para a comprovação dos dados, ela consiste em ver, ouvir e examinar os fatos e fenômenos que estão sendo investigados. Segundo Beuren (2004, p. 129) “A principal vantagem da observação é a percepção direta e sem intermediação dos fatos, que reduzem sensivelmente a subjetividade que permeia o processo de investigação”. Existem vários tipos de observação, mas as utilizadas nesta pesquisa são a observação sistemática, não participante, individual e na vida real. Na observação sistemática o pesquisador não participa dos fatos, apenas presencia, e registra os dados a mediada que eles acontecem, descrevendo precisa e detalhadamente os fatos. A entrevista visa buscar, através de dialogo ou interrogatório, dados para a pesquisa. De acordo com Lakatos e Marconi (1991, p. 195) “A entrevista é um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional”. As entrevistas realizadas foram despadronizadas, com o auxilio de um roteiro previamente elaborado, que possibilitam maior flexibilidade e amplitude para as respostas as questões levantadas. 48 A pesquisa documental ou de fontes primárias foram obtidas através das demonstrações contábeis, relatórios internos, notas fiscais de entradas e de saídas, despesas, entre outros. 3.3 Análise e Interpretação dos Dados A análise e a interpretação dos dados ocorrem após a coleta e organização dos mesmos. Segundo Beuren (2004, p. 136) Quando se fala em analisar dados, espera-se que o estudante consiga sumariar os dados coletados para transformá-los em informações que sustentem um raciocínio conclusivo sobre o problema proposto no trabalho monográfico. Já na fase de interpretação dos dados, devera haver uma correlação dos dados coletados com a base teórica que sustentou a pesquisa. Nesta pesquisa, a área em estudo é a contabilidade gerencial como instrumento de auxilio de uma empresa do comércio varejista do vestuário e calçados, realizou-se a consolidação teórica e os levantamentos dos dados necessários ao desenvolvimento da pesquisa. O pesquisador durante a análise e interpretação dos dados, utilizou-sedo material coletado para a obtenção das respostas ao problema proposto no estudo. 49 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS A partir do que foi exposto, o objetivo deste trabalho é demonstrar o quanto as informações gerenciais são realmente relevantes e contribuem para a melhor gestão de um comércio varejista de artigos do vestuário e calçados. Em vista disso, estão apresentados na sequência a aplicação dos principais instrumentos da contabilidade gerencial, envolvendo custos, analise das demonstrações e sistema de informações gerenciais no decorrer do período de janeiro a dezembro de 2012. 4.1 Apresentação da Empresa A empresa em estudo é um comércio varejista de artigos do vestuário e calçados, que esta no mercado há 39 anos, localizada no centro da uma pequena cidade da região celeiro, além do filho e a esposa do proprietário, a empresa conta com três funcionárias. O serviço de contabilidade é terceirizado, ainda, a empresa é uma empresa individual, e está enquadrada no regime tributário Simples Nacional. 4.2 Custo de Aquisição das Mercadorias Para a realização do presente estudo, foram selecionados os produtos que apresentavam maior representatividade na venda da empresa, sendo selecionados cinco produtos por categoria. A seguir apresenta-se os produtos em estudo e os seus respectivos custos,os quais servem de base para as análises posteriores, demonstrados no quadro 22,com a composição dos produtos em estudo e seus respectivos custos de aquisição, e o quadro 23, com o cálculo da média de compras efetuadas por mês. Quadro 22: Custo de Aquisição dos Produtos Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans FemSkinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans MascTrad Valor NF ICMS Fretes/Seguros IPI Custo de Aquisição 66,88 18,90 36,50 28,90 29,90 3,34 0,95 1,45 1,50 - - 70,22 19,85 36,50 30,35 31,40 61,88 3,09 - - 64,97 50 Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho 40,78 23,94 29,99 29,99 2,04 1,20 1,50 1,50 - - 42,82 25,14 31,49 31,49 47,99 23,86 45,34 49,52 49,71 2,40 1,19 2,27 2,48 2,49 - - 50,39 25,05 47,61 52,00 52,20 49,95 50,72 39,80 39,80 47,57 2,50 2,54 1,99 1,99 2,38 - - 52,45 53,26 41,79 41,79 49,95 51,55 26,51 46,11 57,98 8,94 2,58 1,33 2,31 2,90 0,45 - - 54,13 27,84 48,42 60,88 9,39 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa O custo de aquisição das mercadorias selecionadas foi obtido por meio do valor que consta nas notas fiscais de compra, com o acréscimo dos respectivos impostos devidos, que no caso da empresa em estudo é o ICMS, ou seja, as mercadorias adquiridas fora do Rio Grande do Sul terão na composição do seu custo acréscimo de 5%referente ao diferencial de alíquota do ICMS, já os produtos adquiridos dentro do estado não terão acréscimo de ICMS para cálculo do custo, sendo está é uma empresa optante do Simples Nacional na categoria de EPP. Analisando-se o quadro nota-se que não há valores dos fretes/seguros, pois estes são pagos pelos fornecedores e nem valores de IPI. Quadro 23: Cálculo da Média de Compras por Mês Meses janeiro/12 fevereiro/12 março/12 abril/12 maio/12 junho/12 julho/12 agosto/12 setembro/12 outubro/12 Compras de mercadorias % 8.044,19 21.451,92 24.808,75 23.562,77 19.905,29 6.773,38 22.936,57 21.676,24 30.056,77 4 11 13 12 10 4 12 11 16 51 novembro/12 dezembro/12 Total Meses Média/Mês 7.088,76 3.660,34 189.964,98 12 15.830,42 4 2 100 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Analisando-se as compras efetuadas no período de janeiro a dezembro de 2012, notase disparidades relevantes entre os diversos meses do ano, ou seja, apresentam um percentual de concentração maior nos meses de março com 11% do total das compras, abril com 13% e maio com 12%, seguidos dos meses de agosto, setembro e outubro, com 12%, 11% e 16% respectivamente. Esta analise mostra um padrão de trimestres com elevação do valor das compras, intercalados com bimestres de queda nos mesmos. A empresa em estudo apresentou uma media mês de compras destes produtos em estudo de R$ 15.830,42. Essa disparidade é devido aos meses com menor percentual, que foram janeiro, fevereiro, julho, novembro e dezembro, esses meses são meses de fim de estação, onde as empresas fornecedoras já estão com produtos para a próxima estação. 4.3Faturamento Mensal dos Produtos em Estudo Para o presente estudo de caso, foram analisados os vinte e cinco produtos mais vendidos da loja, sendo cinco produtos de cada linha. As linhas selecionadas foram as confecções feminina e masculina, calçados feminino e masculino, e cama, mesa e banho. Na sequência apresenta-se o quadro 24comcálculo da média de vendas efetuadas por mês, e o quadro 25com a receita dos produtos em estudo do período de janeiro a dezembro de 2012. Quadro 24: Cálculo da Média de Vendas por Mês Meses janeiro/12 fevereiro/12 março/12 abril/12 maio/12 junho/12 julho/12 agosto/12 setembro/12 outubro/12 novembro/12 Faturamento % 16.396,48 17.664,60 21.983,68 21.640,12 40.805,64 30.568,16 34.132,40 27.065,58 49.987,26 36.871,44 39.235,50 4 4 5 5 10 7 8 6 12 9 9 52 dezembro/12 Total Meses Média/Mês 92.696,04 429.046,90 12 35.753,91 22 100 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa A empresa apresentou um faturamento em torno de R$ 429.046,90, no período em estudo, o que resulta em uma media mensal de vendas de R$ 35.753,91. Assim como as compras nota-se que as vendas apresentam oscilações nos meses apresentados, tendo as maiores representatividades nos meses de maio setembro e dezembro, com picos de vendas em torno de 10%, 12% e 22% respectivamente, isso devido as estações do ano. Já nos primeiros quatro meses do ano nota-se, a menor concentração de vendas, sendo em janeiro e fevereiro 4% do total das vendas, e em março e abril 5% do total das vendas. Quadro 25: Receita dos Produtos em estudo Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Quant vend/mês Preço de venda Receita total 15 20 15 10 8 140,45 39,69 73,00 60,69 62,79 2.106,72 793,80 1.095,00 606,90 502,32 15 12 20 13 10 129,95 85,64 50,27 62,98 62,98 1.949,22 1.027,66 1.005,48 818,73 629,79 8 20 12 10 13 100,78 50,11 95,21 103,99 104,39 806,23 1.002,12 1.142,57 1.039,92 1.357,08 15 8 20 5 12 104,90 106,51 83,58 83,58 99,90 1.573,43 852,10 1.671,60 417,90 1.198,76 8 14 6 4 108,26 55,67 96,83 121,76 866,04 779,39 580,99 487,03 53 Toalha Banho Receita total dos produtos em estudo Total do faturamento mensal da loja % Receitas dos produtos em estudo 15 18,77 281,61 24.592,38 35.753,91 68,78 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa O quadro 25 apresentou o faturamento mensal por produto estudado, bem como o faturamento total dos produtos vendidos por mês, que foi de R$ 24.592,38, deste, 21% é da confecção feminina, 22% da confecção masculina, 22% dos calçados femininos, 23% dos calçados masculinos e 12% da cama, mesa e banho. Sendo os produtos com maior representatividade no faturamento mensal a Calça Jeans feminina e masculina, ambas com 9% e 8% respectivamente. Nota-se que a representatividade dos produtos em estudo com relação ao faturamento total, foi de 68,78%, ou seja, os produtos em estudo representam pouco mais da metade do faturamento mensal da empresa. Para a realização dos cálculos e da análise dos indicadores de custos que compreendem a margem de contribuição, o ponto de equilíbrio e a margem de segurança operacional, foi utilizado o faturamento mensal dos produtos em estudo. 4.4 Apuração das Despesas Mensais da Empresa A apuração das despesas mensais da empresa é composta por três partes, sendo a primeira as despesas com pessoal, que contem o custo com salários e encargos sociais trabalhistas, a segunda contem o as despesas com depreciação, que são compostas pelo cálculo da depreciação mensal do imobilizado da empresa, e a terceira é composta pelas despesas da loja, que são o levantamento das despesas operacionais da empresa. 4.4.1 Custo com Salários e Encargos Sociais Trabalhistas As despesas com pessoal foram calculadas a partir do salário base dos funcionários, acrescidos dos encargos sociais trabalhistas obrigatórios por parte da empresa. A empresa conta com três funcionarias que exercem as funções de vendedoras, sendo que o caixa e a administração ficam por conta do filho e esposa do proprietário da empresa. O quadro a seguir demonstra os salários e os encargos de cada funcionário individualmente: 54 Quadro 26: Custos com Salários e Encargos Trabalhistas Funcionários Salários ATS (2%) (=) Sub-total 13º salário férias 1/3 férias (=) Subtotal INSS (0,00% - Simples Nacional) FGTS (8%) Previsões (7%) Total Vend1 735,00 735,00 61,25 61,25 20,42 857,50 68,60 60,03 917,53 Vend2 735,00 735,00 61,25 61,25 20,42 857,50 68,60 60,03 917,53 Vend3 735,00 735,00 61,25 61,25 20,42 857,50 68,60 60,03 917,53 2.752,58 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa No quadro anterior pode-se observar o custo mensal e total que a loja tem com cada um dos vendedores no decorrer do ano de 2012. Por ser uma empresa optante pelo Simples Nacional, não há inclusão do recolhimento de INSS, pois o mesmo compõem as despesas com impostos. Percebe-se a incidência da provisão de 13º salário, férias e 1/3 de férias, bem como FGTS e previsões. O montante mensal gasto, com salários e encargos sociais é de R$ 2.752,58, e será usado para compor as despesas totais mensais da empresa. 4.4.2 Custos com Depreciação O cálculo do custo com depreciação mensal considerou apenas balcões e prateleiras e o prédio em que a empresa esta instalada, as maquinas e computadores, não foram considerados, pois não possuem mais valores a depreciar, e nem valores de mercado significativos. O quadro 27 apresentado na sequencia demonstra o que foi exposto: Quadro 27: Custos com Depreciação Mensal Depreciação Específica da Loja Balcões - Prateleiras Prédio Valor Valor residual 5% e 10% Valor a depreciar Taxa Valor depreciação depreciação mensal mensal 3.000,00 150,00 2.850,00 0,83 23,75 300.000,00 30.000,00 270.000,00 0,33 900,00 Total Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa 923,75 55 Observou-se uma depreciação mensal da empresa no valor de R$ 923,75. Para o cálculo da depreciação considerou-se valor residual de 5% para balcões e prateleiras e 10% para o prédio, sendo que as taxas anuais de depreciação utilizada foram de 10% para os moveis e utensílios, e 4% para o prédio. O alto valor da depreciação mensal deve-se a depreciação do prédio. 4.4.3 Levantamento das Despesas Mensais da Empresa Para a realização do cálculo das despesas mensais da empresa, buscou-se informações com o proprietário da empresa e com a contabilidade. Levantou-se os gastos totais que a empresa possui durante o período de um mês, e obteve-se comparativo com a receita dos produtos em estudo, resultando no total de despesas mensais conforme o quadro 28 demonstra a seguir: Quadro 28: Despesas Mensais da Loja Despesas Pró-labore proprietário Depreciação específica da loja Juros ACI Seguros Água Luz Telefone Propaganda Honorários contábeis Embalagens Salários e encargos IPTU Material de expediente Material de limpeza Despesas bancárias Total Faturamento Médio Loja/mês % Despesas s/ faturamento % Despesas dos produtos em estudo Valores em R$ 3.000,00 923,75 1.500,00 80,00 300,00 40,00 180,00 150,00 220,00 520,00 230,00 2.752,58 200,00 30,00 15,00 43,00 10.184,33 35.753,91 28,48 7.005,02 Valores em % 29,46% 9,07% 14,73% 0,79% 2,95% 0,39% 1,77% 1,47% 2,16% 5,11% 2,26% 27,03% 1,96% 0,29% 0,15% 0,42% 100 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Constatou-se, na analise do quadro 28, que as despesas mensais totais da empresa são R$ 10.184,33. As despesas dos produtos em estudo R$ 35.753,91 representam um percentual de28,48% do total das receitas dos produtos estudados. Observou-se que apenas quatro destas 56 despesas representam mais de 80% do total das despesas, sendo elas as despesas com o prólabore, as despesas com salários e encargos, as despesas de juros referentes a empréstimos bancários e as despesas com depreciação. O gráfico a seguir auxilia na melhor apresentação do já exposto anteriormente. 0% Despesas Mensais da Empresa 2% 0% Pró-labore proprietario 0% Depreciação específica da loja Juros ACI 29% 27% Seguros Água Luz Telefone Propaganda Honorários contábeis 2% 9% 5% Embalagens Salários e encargos 2% 15% 1% 2% 0% 3% 1% IPTU Material de expediente Material de limpeza Despesas bancárias Gráfico 1: Despesas Mensais da Empresa Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa O gráfico 1 evidencia o exposto no quadro 28, ou seja, é um espelho da relação das despesas efetuadas no mês pela empresa, demonstrando que as despesas que tem maior representatividade são o pró-labore representando 29,46% do total das despesas, as despesas com salários e encargos perfazendo 27,03% do total das despesas, as despesas de juros referentes a empréstimos bancários representando 14,73% dos totais das despesas, e as despesas com depreciação que representam 9,74% do seu total. 4.5 Apuração da Margem de Contribuição dos Produtos em Estudo A margem de contribuição proporciona à empresa a evidenciação de quanto cada produto proporciona de margem para empresa por unidade e no total, ou seja, é o valor que sobra de cada unidade vendida, após cobrir os custos e despesas variáveis. Desta margem criada é necessário descontar os custos e despesas fixas para obter o resultado, ou seja, o lucro 57 ou prejuízo. Ela é um instrumento gerencial muito importante, pois se bem elaborado se torna uma ferramenta indispensável a concorrência e gestão da empresa. O calculo da margem é obtido por meio do preço de venda do produto subtraído dos custos e despesas variáveis (impostos, taxas). O presente estudo demonstrou o valor do custo de aquisição, as despesas variáveis dos produtos, e o preço praticado pela empresa. Para saber se a loja esta praticando os preços adequados, que cobrem os custos e despesas incorridos e geram a margem de lucro desejado é preciso calcular o preço de venda orientativo por meio do calculo do Mark-up. 4.5.1 Mark-up Preço de Venda Orientativo e Preço de Venda Mínimo Existem vários métodos para a formação do preço de venda, mas o Mark-up é o mais utilizado. Este método calcula o preço de venda de determinado produto, acrescentando um percentual sobre o custo do produto, que contem as despesas variáveis e a margem de lucro desejada. O cálculo do mark-up pode ser feito de duas formas, o mark-up divisor e o mark-up multiplicador, sendo que os dois são apresentados no estudo, considerando o percentual do Simples Nacional referente a faixa de receita da empresa em estudo, o percentual das despesas mensais e a margem de lucro desejada para cada produto. Ao aplicar o mark-up, se obtêm o preço de venda orientativo e o preço de venda mínimo, este ultimo sem margem de lucro, que para ser aplicado deve levar em consideração o preço praticado pelo mercado e o aceito pelo consumidor. Portanto o mark-up se bem elaborado se torna uma ferramenta indispensável a concorrência e gestão da empresa. O quadro 29, demonstrado a seguir, revela o índice para o cálculo do preço de venda orientativo, que leva em conta a margem de lucro desejada pela empresa. Quadro 29: Mark-up Preço de Venda Orientativo Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Simples Despesas Cartão Margem Lucro Soma Mark-up Divisor Mark-up Multiplicador 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 20 25 20 25 20 52,99 57,99 52,99 57,99 52,99 0,4701 0,4201 0,4701 0,4201 0,4701 2,1274 2,3806 2,1274 2,3806 2,1274 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 0 0 0 20 20 25 52,99 52,99 57,99 0,4701 0,4701 0,4201 2,1274 2,1274 2,3806 58 Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho 4,51 4,51 28,48 28,48 0 0 15 15 47,99 47,99 0,5201 0,5201 1,9229 1,9229 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 20 20 15 20 15 52,99 52,99 47,99 52,99 47,99 0,4701 0,4701 0,5201 0,4701 0,5201 2,1274 2,1274 1,9229 2,1274 1,9229 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 15 20 20 20 15 47,99 52,99 52,99 52,99 47,99 0,5201 0,4701 0,4701 0,4701 0,5201 1,9229 2,1274 2,1274 2,1274 1,9229 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 20 20 20 20 15 52,99 52,99 52,99 52,99 47,99 0,4701 0,4701 0,4701 0,4701 0,5201 2,1274 2,1274 2,1274 2,1274 1,9229 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Conforme o visualizado no quadro 29, obteve-se os índices do mark-up multiplicador e divisor, onde que, para seus cálculos considerou-se margens de lucros diferentes de 25%, 20% e 15% para os produtos em estudo, baseado nas informações desejadas pela empresa. Ainda, conforme o quadro seguinte, consta o índice do mark-up multiplicador e divisor sem a margem de lucro, que servirão de base para o cálculo do preço de venda mínimo. Quadro 30: Mark-up Preço de Venda Mínimo Mercadorias Simples Despesas Cartão Margem Lucro Soma Mark-up Divisor Mark-up Multiplicador Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 32,99 32,99 32,99 32,99 32,99 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 32,99 32,99 32,99 32,99 32,99 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 4,51 28,48 0 0 32,99 0,6701 1,4924 59 Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 0 0 0 32,99 32,99 32,99 32,99 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 32,99 32,99 32,99 32,99 32,99 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 4,51 4,51 4,51 4,51 4,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 32,99 32,99 32,99 32,99 32,99 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 1,4924 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa O quadro 30 demonstra o cálculo do Mark-up, que auxiliou no calculo do preço de venda mínimo, ou seja, o preço que a empresa poderá praticar que cobrirá apenas seus custos e despesas, sem gerar lucro para a empresa. 4.5.2 Formação do Preço de Venda A partir dos índices do Mark-upjá demonstrados anteriormente, calculou-se o preço de venda orientativo, que considera o lucro desejado pela empresa, e o preço de venda mínimo, que não considera margem de lucro em seu cálculo, dos produtos em estudo. Esse cálculo é obtido através da divisão do custo de aquisição pelo Mark-up. Quadro 31: Cálculo Preço de Venda Mínimo e Preço de Venda Orientativo Mercadorias Custo de Aquisição PV Custo de PV Mark-up Orientativo Aquisição Mark-up Mínimo Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta 70,22 19,85 36,50 30,35 31,40 0,4701 0,4201 0,4701 0,4201 0,4701 149,40 47,24 77,65 72,24 66,79 70,22 19,85 36,50 30,35 31,40 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 104,80 29,62 54,47 45,29 46,85 64,97 42,82 25,14 31,49 31,49 0,4701 0,4701 0,4201 0,5201 0,5201 138,23 91,09 59,84 60,55 60,55 64,97 42,82 25,14 31,49 31,49 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 96,97 63,90 37,51 47,00 47,00 60 Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho 50,39 25,05 47,61 52,00 52,20 0,4701 0,4701 0,5201 0,4701 0,5201 107,20 53,30 91,54 110,62 100,37 50,39 25,05 47,61 52,00 52,20 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 75,20 37,39 71,05 77,60 77,90 52,45 53,26 41,79 41,79 49,95 0,5201 0,4701 0,4701 0,4701 0,5201 100,85 113,30 88,90 88,90 96,04 52,45 53,26 41,79 41,79 49,95 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 78,27 79,48 62,37 62,37 74,54 54,13 27,84 48,42 60,88 9,39 0,4701 0,4701 0,4701 0,4701 0,5201 115,15 59,22 103,00 129,51 18,05 54,13 27,84 48,42 60,88 9,39 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 0,6701 80,78 41,54 72,26 90,86 14,01 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Conforme o observado no quadro anterior, que os produtos com margem de lucro de 20% apresentaram variações maiores de preços na comparação do orientativo para o mínimo. Os produtos que apresentaram maior variação na comparação foram a calça jeans feminina com R$ 44,59, a calça jeans masculina com R$ 41,26, a sandália e o sapato femininos com R$ 32,00 e R$ 33,02 respectivamente, o sapato masculino com R$ 33,82, o edredom, a colcha e o cobertor com R$ 34,37, R$30,74 e R$ 38,66 respectivamente. Essas variações ocorreram devido o custo dos produtos, quanto maior é o custo maior é a variação encontrada na comparação do preço de venda mínimo com o orientativo. 4.5.3 Comparativo entre Preço de Venda Praticado e o Preço de Venda Orientativo Seguindo o exposto no item anterior comparou-se o preço de venda praticado pela empresa e o preço de venda orientativo, que foi calculado a partir do mark-up. O preço orientativo é o preço ideal que a empresa precisaria praticar, para obter o lucro que deseja. A seguir esta demonstrada esta comparação. 61 Quadro 32: Preço de Venda Praticado e o Preço de Venda Orientativo Mercadorias PV Mínimo PV Praticado PV Orientativo Diferença Percentual Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho 104,80 29,62 54,47 45,29 46,85 140,45 39,69 73,00 60,69 62,79 149,40 47,24 77,65 72,24 66,79 8,95 7,55 4,65 11,55 4,00 6,37% 19,03% 6,37% 19,03% 6,37% 96,97 63,90 37,51 47,00 47,00 129,95 85,64 50,27 62,98 62,98 138,23 91,09 59,84 60,55 60,55 8,28 5,46 9,57 (2,43) (2,43) 6,37% 6,37% 19,03% -3,86% -3,86% 75,20 37,39 71,05 77,60 77,90 100,78 50,11 95,21 103,99 104,39 107,20 53,30 91,54 110,62 100,37 6,42 3,19 (3,67) 6,62 (4,03) 6,37% 6,37% -3,86% 6,37% -3,86% 78,27 79,48 62,37 62,37 74,54 104,90 106,51 83,58 83,58 99,90 100,85 113,30 88,90 88,90 96,04 (4,05) 6,79 5,32 5,32 (3,85) -3,86% 6,37% 6,37% 6,37% -3,86% 80,78 41,54 72,26 90,86 14,01 108,26 55,67 96,83 121,76 18,77 115,15 59,22 103,00 129,51 18,05 6,90 3,55 6,17 7,76 (0,72) 6,37% 6,37% 6,37% 6,37% -3,86% Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Analisando-se o comparativo apresentado no quadro anterior, obtêm-se a diferença em percentual do preço de venda praticado para o orientativo. Verificou-se que a empresa esta operando acima do preço de venda mínimo nos 25 produtos em estudo, mas abaixo do preço orientativo em quase todos os produtos, com exceção de sete produtos onde a empresa esta praticando um preço de venda 3,86% maior que o preço de veda orientativo, estes produtos são as camisas manga curta e longa masculinas, a sapatilha e o tênis feminino, o tênis e o tênis futsal masculino e a toalha de banho. Portanto conclui-se que a empresa não esta obtendo o lucro desejado nos demais produtos. Pode-se visualizar de uma melhor forma estas diferenças, separadas com os gráficos apresentado a seguir: 62 Confecção Feminina 160,00 140,00 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 - PV Praticado PV Orientativo PV Minímo Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Gráfico 2: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções Femininas Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Confecção Masculina 160,00 140,00 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 - PV Praticado PV Orientativo PV Minímo Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga Camisa manga longa curta Gráfico 3: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções Masculinas Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Calçados Femininos 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 - PV Praticado PV Orientativo PV Minímo Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Gráfico 4: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Femininos Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa 63 Calçados Masculinos 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 - PV Praticado PV Orientativo PV Minímo Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Gráfico 5: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Masculinos Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Cama, Mesa e Banho 140,00 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 - PV Praticado PV Orientativo PV Minímo Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Gráfico 6: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativona Cama, Mesa e banho Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Com o auxilio dos gráficos foi possível uma melhor visualização da diferença dos preços de venda mínimo, praticado e orientativo, constatando-se que a empresa esta operando acima do preço mínimo, mas abaixo em 18 produtos do preço de venda orientativo, ou seja, não esta obtendo o lucro desejado nestes produtos. 4.5.4 Margem de Contribuição Unitária (MCU) e Margem de Contribuição Total(MCT) A margem de contribuição é um termo que faz parte do método de custeio variável e é de extrema importância para as decisões de curto prazo, para a contabilidade de custos e para a tomada de decisões gerenciais, como políticas de incremento, quantidades e preços dos produtos. Ela pode ser unitária ou total, e é obtida por meio da diferença entre o preço de venda e os custos e despesas variáveis. Nesse estudo de caso apuraram-se as margens de contribuição unitária e total de cada produto, bem como o resultado que estes representam para a empresa. 64 Conforme já demonstrado anteriormente, o preço de venda praticado pela empresa na maioria dos produtos estudados está abaixo do preço de venda orientativo, que considerou as margens de lucro desejadas pela empresa (25%, 20% e 15%). A seguir pode-se visualizar os resultados das margens de contribuição unitária e total do preço de venda praticado e orientativo dos produtos em estudo. Quadro 33: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Praticado Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Preço de Venda Custo de Aquisição Simples Cartão MCU MCU % Volume Vendas 140,45 39,69 73,00 60,69 62,79 70,22 19,85 36,50 30,35 31,40 6,33 1,79 3,29 2,74 2,83 - 63,89 18,05 33,21 27,61 28,56 45,49 45,49 45,49 45,49 45,49 15 20 15 10 8 129,95 85,64 50,27 62,98 62,98 64,97 42,82 25,14 31,49 31,49 5,86 3,86 2,27 2,84 2,84 - 59,11 38,96 22,87 28,65 28,65 45,49 45,49 45,49 45,49 45,49 15 12 20 13 10 100,78 50,11 95,21 103,99 104,39 50,39 25,05 47,61 52,00 52,20 4,55 2,26 4,29 4,69 4,71 - 45,84 22,79 43,31 47,31 47,49 45,49 45,49 45,49 45,49 45,49 8 20 12 10 13 104,90 106,51 83,58 83,58 99,90 52,45 53,26 41,79 41,79 49,95 4,73 4,80 3,77 3,77 4,51 - 47,72 48,45 38,02 38,02 45,44 45,49 45,49 45,49 45,49 45,49 15 8 20 5 12 108,26 55,67 96,83 121,76 18,77 54,13 27,84 48,42 60,88 9,39 4,88 2,51 4,37 5,49 0,85 - 49,25 25,32 44,05 55,39 8,54 45,49 45,49 45,49 45,49 45,49 8 14 6 4 15 MC Total MCT % Despesas % Despesas 958,35 3,90 28,48 40,01 Resultado liquido 23,88 Result em % 17,01 Faturamento Bruto 2.106,72 65 Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho 361,10 498,12 276,08 228,51 1,47 2,03 1,12 0,93 28,48 28,48 28,48 28,48 11,31 20,79 17,29 17,89 6,75 12,41 10,32 10,68 17,01 17,01 17,01 17,01 793,80 1.095,00 606,90 502,32 886,70 467,48 457,39 372,44 286,49 3,61 1,90 1,86 1,51 1,16 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 37,02 24,39 14,32 17,94 17,94 22,10 14,56 8,55 10,71 10,71 17,01 17,01 17,01 17,01 17,01 1.949,22 1.027,66 1.005,48 818,73 629,79 366,75 455,86 519,75 473,06 617,34 1,49 1,85 2,11 1,92 2,51 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 28,71 14,27 27,12 29,62 29,74 17,14 8,52 16,19 17,68 17,75 17,01 17,01 17,01 17,01 17,01 806,23 1.002,12 1.142,57 1.039,92 1.357,08 715,75 387,62 760,41 190,10 545,32 2,91 1,58 3,09 0,77 2,22 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 29,88 30,34 23,81 23,81 28,46 17,84 18,11 14,21 14,21 16,99 17,01 17,01 17,01 17,01 17,01 1.573,43 852,10 1.671,60 417,90 1.198,76 393,96 354,55 264,29 221,55 128,10 11.187,08 1,60 1,44 1,07 0,90 0,52 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 30,84 15,86 27,58 34,68 5,35 18,41 9,47 16,47 20,71 3,19 17,01 17,01 17,01 17,01 17,01 866,04 779,39 580,99 487,03 281,61 24.592,38 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Observando-se o quadro 33, verifica-se em relação à margem de contribuição unitária que todos os produtos estudados apresentam um percentual de 45,49%, o que revela que a empresa esta praticando um único percentual, que aplica sobre o custo para definir o preço de venda dos produtos. Com ralação a margem de contribuição total nota-se que o produto com maior margem total é a calça jeans feminina com R$ 958,35, seguida da calça jeans masculina com R$ 886,70, sendo que os dois produtos são os que apresentam os maiores custos, preços de venda e tem uma das maiores quantidades vendidas. Ambos apresentam os maiores percentuais de margem de contribuição total, sendo 3,90% da calça jeans feminina e 3,61% da calça jeans masculina, outro produto que se destacou em percentual foi o chinelo masculino com 3,09%, devido ao seu volume de vendas, custo e preço. 66 Já os produtos que apresentaram menores percentuais foram a toalha de banho com 0,52%, devido ao seu baixo preço de venda, o cobertor com 0,90%, a sandália masculina com 0,77% e o short feminino com 0,93%, ambos devido a quantidade vendida.Com relação ao resultado, o produto que mais se destacou, foi a calça jeans feminina com um resultado liquido de R$ 23,88. Na analise geral percebe-se que a empresa não esta calculando o preço de venda corretamente o que gerou um resultado em percentual igual para todos os produtos. Já com os preços de venda orientativos, demonstrados a seguir, as seguintes margens de contribuição unitária, total e os resultados dos produtos. Quadro 34: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Orientativo Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Preço de Venda Custo de Aquisição Simples Cartão 149,40 47,24 77,65 72,24 66,79 70,22 19,85 36,50 30,35 31,40 6,74 2,13 3,50 3,26 3,01 - 72,43 25,27 37,65 38,64 32,38 48,48 53,48 48,48 53,48 48,48 15 20 15 10 8 138,23 91,09 59,84 60,55 60,55 64,97 42,82 25,14 31,49 31,49 6,23 4,11 2,70 2,73 2,73 - 67,02 44,17 32,01 26,33 26,33 48,48 48,48 53,48 43,48 43,48 15 12 20 13 10 107,20 53,30 91,54 110,62 100,37 50,39 25,05 47,61 52,00 52,20 4,83 2,40 4,13 4,99 4,53 - 51,97 25,84 39,81 53,63 43,64 48,48 48,48 43,48 48,48 43,48 8 20 12 10 13 100,85 113,30 88,90 88,90 96,04 52,45 53,26 41,79 41,79 49,95 4,55 5,11 4,01 4,01 4,33 - 43,85 54,93 43,10 43,10 41,76 43,48 48,48 48,48 48,48 43,48 15 8 20 5 12 115,15 59,22 103,00 129,51 18,05 54,13 27,84 48,42 60,88 9,39 5,19 2,67 4,65 5,84 0,81 - 55,83 28,71 49,94 62,79 7,85 48,48 48,48 48,48 48,48 43,48 8 14 6 4 15 MCU MCU % Volume Vendas 67 Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho MC Total MCT % Despesas % Despesas Resultado liquido Result em % 1.086,50 505,36 564,73 386,38 259,06 4,22 1,96 2,19 1,50 1,01 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 42,55 13,46 22,12 20,58 19,02 29,88 11,81 15,53 18,06 13,36 20,00 25,00 20,00 25,00 20,00 2.240,93 944,88 1.164,76 722,41 534,32 1.005,28 530,00 640,13 342,29 263,30 3,90 2,06 2,49 1,33 1,02 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 39,37 25,95 17,05 17,25 17,25 27,65 18,22 14,96 9,08 9,08 20,00 20,00 25,00 15,00 15,00 2.073,40 1.093,12 1.196,84 787,15 605,50 415,80 516,83 477,68 536,32 567,36 1,61 2,01 1,86 2,08 2,20 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 30,54 15,18 26,08 31,51 28,59 21,44 10,66 13,73 22,12 15,05 20,00 20,00 15,00 20,00 15,00 857,59 1.065,96 1.098,51 1.106,17 1.304,75 657,81 439,45 862,10 215,52 501,17 2,55 1,71 3,35 0,84 1,95 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 28,73 32,27 25,32 25,32 27,36 15,13 22,66 17,78 17,78 14,41 15,00 20,00 20,00 20,00 15,00 1.512,75 906,38 1.778,09 444,52 1.152,54 446,64 401,96 299,63 251,18 117,73 1,73 1,56 1,16 0,98 0,46 28,48 28,48 28,48 28,48 28,48 32,80 16,87 29,34 36,89 5,14 23,03 11,84 20,60 25,90 2,71 20,00 20,00 20,00 20,00 15,00 921,21 829,05 618,00 518,06 270,75 12.290,22 Faturamento Bruto 25.747,63 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Analisando-se o quadro 34, com relação a margem de contribuição unitária, observouse que ela varia entre 43,48%, 48,48% e 53,48%, isto em decorrência das margens de lucro que correspondem a 15%, 20% e 25%. Com relação a margem de contribuição total, percebe-se assim como na MCT do preço de venda praticado, os produtos com maior margens são a calça jeans feminina com R$ 1.086,50, a calça jeans masculina com R$ 1.005,28, e o chinelo masculino com R$ 862,10, apresentando os respectivos percentuais de 4,22%, 3,90% e 3,35, isto devido ao custo, preço de venda, volume de vendas e a margem de lucro de 20% dos três produtos. Ainda os produtos que apresentaram menores margens de contribuição total foram os mesmos do preço de venda praticado, com exceção do short feminino, a toalha de banho com 68 0,46% e R$ 117,73, devido seu baixo custo, preço de venda e margem de lucro, a sandália masculina com 0,84% e R$ 215,52, devido ao volume de vendas e a margem de lucro, o cobertor com 0,98% e R$ 251,18. O resultado liquido dos produtos demonstrou o já exposto anteriormente, sendo os produtos que deixam maior resultado a calça jeans feminina com R$29,88.Concluímos que a empresa não esta aplicando o Mark-up, o que resulta em preços de venda abaixo da margem de contribuição adequada, trabalhando com preços abaixo do ideal para a empresa se manter e gerar o lucro desejado, ou seja, se a empresa aplicar o preço de venda orientativo aumentara o seu faturamento bruto em R$ 1.155,25 e o seu resultado liquido em R$ 774,08. Para uma melhor visualização do que já exposto, os gráficos a seguir demonstram a comparação entre a margem de contribuição total do preço de venda mínimo, praticado e orientativo de cada linha de produtos. Confecção Feminina 1.200,00 1.000,00 800,00 600,00 400,00 200,00 - MCT Praticado MCT Orientativo MCT Minimo Calça Jeans Blusa básica Blusa artemis Fem Skinny Vestido Short fem ind. Gráfico 7: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec. Fem. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Confecção Masculina 1.200,00 1.000,00 800,00 600,00 400,00 200,00 - MCT Praticado MCT Orientativo MCT Minimo Calça Jeans Bermuda Camiseta Masc Trad Jeans Masc Camisa manga longa Camisa manga curta Gráfico 8: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec. Masc. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa 69 Calçados Femininos 700,00 600,00 500,00 400,00 300,00 200,00 100,00 - MCT Praticado MCT Orientativo MCT Minimo Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Gráfico 9: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Fem. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Calçados Masculinos 1.000,00 800,00 600,00 MCT Praticado 400,00 MCT Orientativo 200,00 MCT Minimo Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Gráfico 10: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Masc. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Cama, Mesa e Banho 500,00 400,00 300,00 MCT Praticado MCT Orientativo MCT Minimo 200,00 100,00 Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Gráfico 11: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo na Cama, Mesa e Banho Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa 70 4.6 Cálculo do Ponto de Equilíbrio (PE) O ponto de equilíbrio estabelece a quantidade mínima que a empresa necessita vender, para pagar os seus custos e não ter prejuízo, ou seja, seu resultado é nulo, sem lucro ou prejuízo. Em seguida está demonstrado o cálculo do ponto de equilíbrio baseado no preço praticado e orientativo, e o comparativo entre os dois. Quadro 35: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Praticado Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Total Quant % Particip Vend Vendas MCU MC Média PE Total PE Unit PE em R$ MCU PE Montante Vendas 15 20 15 10 8 4,87 6,49 4,87 3,25 2,60 63,89 18,05 33,21 27,61 28,56 3,11 1,17 1,62 0,90 0,74 9 13 9 6 5 600,09 226,11 311,91 172,87 143,08 1.319,17 497,05 685,66 380,02 314,54 15 12 20 13 10 4,87 3,90 6,49 4,22 3,25 59,11 38,96 22,87 28,65 28,65 2,88 1,52 1,49 1,21 0,93 9 8 13 8 6 555,23 292,72 286,41 233,21 179,39 1.220,54 643,49 629,60 512,66 394,36 8 20 12 10 13 2,60 6,49 3,90 3,25 4,22 45,84 22,79 43,31 47,31 47,49 1,19 1,48 1,69 1,54 2,00 5 13 8 6 8 229,65 285,45 325,45 296,22 386,56 504,84 627,50 715,44 651,17 849,77 15 8 20 5 12 4,87 2,60 6,49 1,62 3,90 47,72 48,45 38,02 38,02 45,44 2,32 1,26 2,47 0,62 1,77 9 5 13 3 8 448,18 242,72 476,15 119,04 341,46 985,23 533,56 1.046,71 261,68 750,63 2,60 49,25 4,55 25,32 1,95 44,05 1,30 55,39 4,87 8,54 100 956,51 1,28 1,15 0,86 0,72 0,42 36,32 5 9 4 3 9 193 246,69 222,01 165,49 138,73 80,22 7.005,02 542,29 488,03 363,80 304,97 176,34 15.399,03 8 14 6 4 15 308 193 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa O quadro 35 demonstra o percentual de participação de cada produto nas vendas, destacando-se quatro produtos que juntos representam 25,97% das vendas, sendo estes, a 71 blusa básica feminina, camiseta masculina, chinelo feminino e masculino, ambos com 6,49% de participação nas vendas. Os produtos com menor participação na quantidade vendida são o cobertor com 1,30%, a sandália masculina com 1,62% e a colcha com 1,95%, participando apenas com 4,87% das vendas. A margem de contribuição média é calculada a partir da multiplicação da MCU (já calculada anteriormente), pelo percentual de participação das vendas, sendo que no presente estudo a margem de contribuição media total foi de R$ 36,32, sendo que deste, R$ 12,79 são correspondentes a cindo produtos, destacando-se com relevância a calça jeans feminina e masculina, o tênis feminino e masculino e o chinelo masculino, com R$ 3,11, R$ 2,88, R$ 2,00, R$ 2,32 e R$ 2,47 respectivamente. Já os produtos com menor margem media são a toalha de banho com R$ 0,42, a sandália masculina com R$ 0,62, o cobertor com R$ 0,72, o short feminino com R$ 0,74 e a colcha com R$ 0,86. Para que a empresa comece a gerar lucro, após cobrir seus custos e despesas, devera vender 193 unidades, que é o seu ponto de equilíbrio total. O ponto de equilíbrio unitário é obtido através da multiplicação do ponto de equilíbrio total pelo percentual de participação nas vendas de cada produto, portando no presente estudo os produtos que tem uma maior participação percentual nas vendas são os que apresentam os maiores pontos de equilíbrio unitário. Sendo que apenas quatro produtos correspondem a 26,96% das unidades a serem vendidas, ou seja, os produtos blusa básica feminina, camiseta masculina, chinelo feminino e masculino somados representam 52 un. A menor quantidade no ponto de equilíbrio foi de 3 un nos produtos sandália masculina e cobertor, seguindo-se da colcha que apresentou 4 un. Os demais produtos apresentaram ponto de equilíbrio unitário entre 5 un e 9 un. Ao multiplicarmos a margem de contribuição unitária pela quantidade no ponto de equilíbrio obtemos o ponto de equilíbrio em reais, que no presente estudo foi de R$ 7.005,02, sendo que deste, R$ 2.079,64 são correspondentes a apenas quatro produtos, estes principais produtos são a calça jeans feminina com R$ 600,09, a calça jeans masculina com R$ 555,23, o chinelo masculino com R$ 476,15, e o tênis masculino com R$ 448,18, ou seja estes quatro produtos representam 29,69% do ponto de equilíbrio em reais. Os produtos com menor ponto de equilíbrio em reais são a toalha de banho com R$ 80,82, a sandália masculina com R$ 119,04, o cobertor com R$ 138,73, e o short feminino com R$ 143,08, representando apenas 6,87% deste. Para a obtenção do ponto de equilíbrio do montante de vendas, multiplicou-se o preço de venda pela quantidade no ponto de equilíbrio, e assim obteve-se um ponto de equilíbrio do montante de vendas de R$ 15.399,03, sendo este composto com maior representatividade pela 72 calça jeans feminina, a calça jeans masculina, e o chinelo masculino, representando 23,29% do ponto de equilíbrio do montante das vendas. Isso decorre do fato de que esses produtos possuem uma quantidade no ponto de equilíbrio alta, que combinada ao preço de venda elevado, resulta em uma quantidade maior a ser vendida em reais para obter-se o ponto de equilíbrio. Na sequência demonstra-se o cálculo do ponto de equilíbrio baseado no preço de venda orientativo. Quadro 36: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Orientativo Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Total % Quant Particip Vend Vendas MCU MC Média PE Total PE Unit PE em R$ MCU PE Montante Vendas 15 20 15 10 8 4,87 6,49 4,87 3,25 2,60 72,43 25,27 37,65 38,64 32,38 3,53 1,64 1,83 1,25 0,84 9 11 9 6 5 619,27 288,04 321,88 220,22 147,66 1.200,76 452,44 624,11 345,91 286,31 15 12 20 13 10 4,87 3,90 6,49 4,22 3,25 67,02 44,17 32,01 26,33 26,33 3,26 1,72 2,08 1,11 0,85 9 7 11 7 6 572,97 302,08 364,85 195,09 150,07 1.110,99 585,73 573,09 466,65 358,96 8 20 12 10 13 2,60 6,49 3,90 3,25 4,22 51,97 25,84 39,81 53,63 43,64 1,35 1,68 1,55 1,74 1,84 5 11 7 6 7 236,99 294,57 272,26 305,68 323,38 459,53 571,18 651,23 592,72 773,49 15 8 20 5 12 4,87 2,60 6,49 1,62 3,90 43,85 54,93 43,10 43,10 41,76 2,14 1,43 2,80 0,70 1,63 9 5 11 3 7 374,93 250,47 491,37 122,84 285,65 896,80 485,67 952,76 238,19 683,26 8 14 6 4 15 308 2,60 4,55 1,95 1,30 4,87 100 55,83 28,71 49,94 62,79 7,85 1.049,00 1,45 1,31 0,97 0,82 0,38 39,90 5 8 3 2 9 176 254,57 229,10 170,78 143,16 67,10 7.005,02 493,61 444,23 331,14 277,59 160,51 14.016,84 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa 176 73 Observa-se no quadro 36, que a quantidade vendida, bem como o percentual de participação nas vendas são iguais ao quadro 35, demonstrado anteriormente. Os valores começam a mudar a partir da margem de contribuição untaria, sendo que esta mostrou-se diferente em todos os produtos estudados, em decorrência da mudança do preço de venda praticado para o orientativo, causando assim uma diferença na margem de contribuição media, que no presente estudo foi de R$ 39,90. Os produtos que compõem a margem média com maior representatividade são, assim como no preço de venda praticado, a calça jeans feminina com R$ 3,53, a calça jeans masculina com R$ 3,26, o chinelo masculino com R$ 2,80, o tênis masculino com R$ 2,14 e a camiseta masculina com R$2,08, correspondendo a 34,59% da margem media. O ponto de equilíbrio total foi de 176 un, diminuindo 16un com relação a preço de venda praticado, em decorrência disto, o ponto de equilíbrio unitário também diminuiu em alguns produtos, sendo que quatro produtos mais expressivos a blusa básica feminina, a camiseta masculina e o chinelo feminino e masculino, ambos com 11 un respectivamente, e representam 25% das unidades do ponto de equilíbrio. Com relação ao ponto de equilíbrio em reais total, percebe-se que este não sofreu alterações, isto devido as despesas mensais serem as mesmas. Já com relação ao ponto de equilíbrio em reais por produto, notou-se que ouve alterações, mas que os produtos mais expressivos no montante continuam praticamente os mesmos, a calça jeans feminina e masculina, o tênis masculino, com exceção do chinelo masculino. Ainda, com relação ao ponto de equilíbrio do montante das vendas, contatou-se que o mesmo foi de R$ 14.016,84, sendo deste a maior expressão dos produtos calça jeans feminina e masculina e o chinelo masculino, que representaram 23,29% do ponto de equilíbrio do montante das vendas. O quadro a seguir apresenta de forma mais ilustrativa as variações ocorridas entre o ponto de equilíbrio do preço de venda praticado para o orientativo. Quadro 37: Comparativo do PE do PV Praticado e o PV Orientativo Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina PE un PE un Praticado Orientativo Diferença 9 13 9 6 5 9 11 9 6 5 2 - PE Mont PE Mont Vendas Patic Vendas Orient Diferença 1.319,17 497,05 685,66 380,02 314,54 1.200,76 452,44 624,11 345,91 286,31 118,41 44,61 61,54 34,11 28,23 74 Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho 9 8 13 8 6 9 7 11 7 6 1 2 1 - 1.220,54 643,49 629,60 512,66 394,36 1.110,99 585,73 573,09 466,65 358,96 109,55 57,76 56,51 46,02 35,40 5 13 8 6 8 5 11 7 6 7 2 1 1 504,84 627,50 715,44 651,17 849,77 459,53 571,18 651,23 592,72 773,49 45,31 56,32 64,22 58,45 76,27 9 5 13 3 8 9 5 11 3 7 2 1 985,23 533,56 1.046,71 261,68 750,63 896,80 485,67 952,76 238,19 683,26 88,43 47,89 93,95 23,49 67,38 5 9 4 3 9 194 5 8 3 2 9 178 1 1 1 16 542,29 488,03 363,80 304,97 176,34 15.399,03 493,61 444,23 331,14 277,59 160,51 14.016,84 48,67 43,80 32,65 27,37 15,83 1.382,19 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa As principais diferenças notadas neste comparativo são a diminuição de 16un no ponto de equilíbrio do preço de venda orientativo com relação ao praticado, e a diminuição de R$ 1.382,19 com relação ao ponto de equilíbrio do montante das vendas do praticado para o orientativo. Isto ocorre em função da diferença de preços praticados e orientativos, os quais impactam diretamente na margem de contribuição gerada. Considerando-se os produtos individualmente nota-se, que o produto que sofreu maior diminuição foi a calça jeans feminina com R$ 118,41, e os produtos blusa básica feminina, camiseta masculina, chinelo feminino e masculino, com uma redução de 2un cada. 4.7 Cálculo da Margem de Segurança Operacional (MSO) A margem de segurança fornece o volume de vendas que a empresa esta operando acima do ponto de equilíbrio, ou seja, quanto maior for a margem de segurança maiores são as chances de a empresa obter lucro. 75 Ela é obtida por meio da diminuição do volume de vendas da quantidade no ponto de equilíbrio, já calculado anteriormente, ou seja, as unidades vendidas acima do ponto de equilíbrio ate o limite do volume de vendas é a margem de segurança operacional. Em decorrência disto, o presente estudo calculou a margem de segurança operacional baseada no preço de venda praticado pela empresa o no preço de venda orientativo. Quadro 38: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Praticado Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Quantidade Vendida Quantidade no PE MSO em Unid MSO em % 15 20 15 10 8 9 13 9 6 5 6 7 6 4 3 37,38 37,38 37,38 37,38 37,38 15 12 20 13 10 9 8 13 8 6 6 4 7 5 4 37,38 37,38 37,38 37,38 37,38 8 20 12 10 13 5 13 8 6 8 3 7 4 4 5 37,38 37,38 37,38 37,38 37,38 15 8 20 5 12 9 5 13 3 8 6 3 7 2 4 37,38 37,38 37,38 37,38 37,38 8 14 6 4 15 5 9 4 3 9 3 5 2 1 6 37,38 37,38 37,38 37,38 37,38 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa O quadro 38 expõe a margem de segurança operacional em unidades e em percentual, que no caso da empresa não se apresenta de forma satisfatória, sendo que os produtos estão apresentando margens de 1 un a 7 un. Esse quadro mostra uma situação não ideal, pois a empresa esta operando com uma margem de segurança baixa, se ocorrem diminuições do 76 volume de vendas por motivos que a empresa não pode controlar, a empresa terá poucas unidades de segurança, e poderá começar a operar com prejuízos. Em termos percentuais a margem de segurança em todos os produtos foi de 37,38% de margem, que como já dito antes,não é o ideal, e decorre do fato de o ponto de equilíbrio ser elevado em função das despesas da empresa representam 28,48% do faturamento. A seguir apresenta-se o quadro 39 com a margem de segurança operacional calculada a partir do preço de venda orientativo. Quadro 39: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Orientativo Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Quantidade Vendida Quantidade no PE MSO em Unid MSO em % 15 20 15 10 8 9 11 9 6 5 6 9 6 4 3 43,00 43,00 43,00 43,00 43,00 15 12 20 13 10 9 7 11 7 6 6 5 9 6 4 43,00 43,00 43,00 43,00 43,00 8 20 12 10 13 5 11 7 6 7 3 9 5 4 6 43,00 43,00 43,00 43,00 43,00 15 8 20 5 12 9 5 11 3 7 6 3 9 2 5 43,00 43,00 43,00 43,00 43,00 8 14 6 4 15 5 8 3 2 9 3 6 3 2 6 43,00 43,00 43,00 43,00 43,00 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa A margem de segurança operacional do preço de venda orientativo apresentada acima, demonstra em relação a MSO do preço de venda praticado um aumento nas quantidades, 77 ficando entre 2 un e 9 um, o que é o ideal para a empresa. O seu percentual ficou em 43%, o que repassa segurança para a empresa. Comparando-se a margem de segurança operacional do preço de venda praticado com a do preço de venda orientativo, obtivemos uma diferença de 5,62 pontos percentuais. Os gráficos a seguir elucidaram o já exposto ate o momento. Confecção Feminina 10 8 6 4 Praticado 2 Orientativo 0 Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Gráfico 12: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções Fem. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Confecção Masculina 10 8 6 4 Praticado 2 Orientativo 0 Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Gráfico 13: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções Masc. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Calçados Femininos 10 8 6 Praticado 4 Orientativo 2 0 Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis 78 Gráfico 14: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados Fem. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Calçados Masculinos 10 8 6 Praticado 4 Orientativo 2 0 Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Gráfico 15: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados Masc. Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Cama, Mesa e Banho 7 6 5 4 3 2 1 0 Praticado Orientativo Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Gráfico 16: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo da Cama, Mesa e Banho Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Percebeu-se em todos os gráficos uma variação não muito acentuada com relação a margem de segurança operacional do preço de venda praticado para o preço de venda orientativo, devido aos percentuais já citados anteriormente. Mostrou que a empresa não esta com uma margem de segurança satisfatória, e não esta praticando os preços adequados na maioria dos produtos em estudo. 4.8 Análise do Custo, Volume e Resultado A análise do resultado dos produtos estudados é realizada a partir das vendas efetuadas, dos custos incorridos (variáveis e fixos) e do lucro ou prejuízo que cada produto 79 alcançou. Foi constatado na empresa, conforme demonstrado no quadro 40 o resultado dos produtos em estudo por linha e o resultado total, de acordo com o preço de venda praticado e orientativo. Quadro 40: Resultado com Base no Preço de Venda Praticado Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Receita Total Custo Aquisição Impostos MCT Despesas Fixas Resultado Result % 2.106,72 793,80 1.095,00 606,90 502,32 1.053,36 396,90 547,50 303,45 251,16 76,05 28,66 39,53 21,91 18,13 977,31 368,24 507,97 281,54 233,03 600,09 226,11 311,91 172,87 143,08 377,22 142,13 196,07 108,67 89,94 17,91 17,91 17,91 17,91 17,91 1.949,22 1.027,66 1.005,48 818,73 629,79 974,61 513,83 502,74 409,36 314,90 70,37 37,10 36,30 29,56 22,74 904,24 476,73 466,44 379,81 292,16 555,23 292,72 286,41 233,21 179,39 349,02 184,01 180,04 146,60 112,77 17,91 17,91 17,91 17,91 17,91 806,23 1.002,12 1.142,57 1.039,92 1.357,08 403,12 501,06 571,28 519,96 678,54 29,10 36,18 41,25 37,54 48,99 374,01 464,88 530,04 482,42 629,55 229,65 285,45 325,45 296,22 386,56 144,36 179,43 204,58 186,20 242,99 17,91 17,91 17,91 17,91 17,91 1.573,43 852,10 1.671,60 417,90 1.198,76 786,71 426,05 835,80 208,95 599,38 56,80 30,76 60,34 15,09 43,28 729,91 395,29 775,46 193,86 556,11 448,18 242,72 476,15 119,04 341,46 281,73 152,57 299,31 74,83 214,64 17,91 17,91 17,91 17,91 17,91 31,26 28,14 20,97 17,58 10,17 887,79 401,76 361,56 269,52 225,93 130,64 11.408,41 246,69 222,01 165,49 138,73 80,22 7.005,02 155,07 139,55 104,03 87,21 50,42 4.403,39 17,91 17,91 17,91 17,91 17,91 447,64 866,04 433,02 779,39 389,70 580,99 290,49 487,03 243,52 281,61 140,81 24.592,38 12.296,19 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Ao analisarmos o quadro 40, constatou-se que todos os produtos apresentam o mesmo percentual de resultado liquido de 17,91%. Em geral o resultado da empresa se mostra satisfatório R$ 4.403,39, mas não o ideal, demonstrando que a empresa não esta praticando os preços adequados, e por consequência não esta obtendo o lucro desejado, e esta trabalhando 80 com uma margem de segurança baixa, o que é ariscado, pois ela em qualquer evento que altere o volume de vendas negativamente gerara prejuízos para a empresa. A seguir apresenta-se o quadro 41 com o resultado obtido a partir do preço de venda orientativo. Quadro 41: Resultado com Base no Preço de Venda Orientativo Mercadorias Confecção Feminina Calça Jeans Fem Skinny Blusa básica Blusa artemis Vestido Short fem ind. Confecção Masculina Calça Jeans Masc Trad Bermuda Jeans Masc Camiseta Camisa manga longa Camisa manga curta Calçados Femininos Sandália Chinelo Sapatilha Sapato Tênis Calçados Masculinos Tênis Sapato Chinelo Sandália Tênis Futsal Cama, Mesa e Banho Edredom Jogo lençol Colcha Cobertor Toalha Banho Receita Total Custo Aquisição Impostos MCT Despesas Fixas Resultado Result % 2.240,93 944,88 1.164,76 722,41 534,32 1.053,36 396,90 547,50 303,45 251,16 80,90 34,11 42,05 26,08 19,29 1.106,67 513,87 575,21 392,88 263,87 638,32 269,14 331,78 205,77 152,20 468,35 244,72 243,43 187,10 111,67 20,90 25,90 20,90 25,90 20,90 2.073,40 1.093,12 1.196,84 787,15 605,50 974,61 513,83 502,74 409,36 314,90 74,85 39,46 43,21 28,42 21,86 1.023,94 539,83 650,90 349,37 268,75 590,60 311,37 340,91 224,22 172,47 433,34 228,46 309,98 125,16 96,28 20,90 20,90 25,90 15,90 15,90 857,59 1.065,96 1.098,51 1.106,17 1.304,75 403,12 501,06 571,28 519,96 678,54 30,96 38,48 39,66 39,93 47,10 423,52 526,42 487,57 546,28 579,11 244,28 303,63 312,90 315,09 371,65 179,24 222,79 174,66 231,19 207,46 20,90 20,90 15,90 20,90 15,90 1.512,75 906,38 1.778,09 444,52 1.152,54 786,71 426,05 835,80 208,95 599,38 54,61 32,72 64,19 16,05 41,61 671,43 447,61 878,10 219,53 511,55 430,90 258,18 506,48 126,62 328,29 240,53 189,43 371,62 92,91 183,25 15,90 20,90 20,90 20,90 15,90 33,26 454,94 29,93 409,42 22,31 305,20 18,70 255,84 9,77 120,17 929,49 12.521,95 262,40 236,15 176,03 147,57 77,12 7.334,09 192,53 173,27 129,16 108,27 43,05 5.187,86 20,90 20,90 20,90 20,90 15,90 502,50 921,21 433,02 829,05 389,70 618,00 290,49 518,06 243,52 270,75 140,81 25.747,63 12.296,19 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Na analise do resultado com base no preço de venda orientativo, pode-se observar que se a empresa aplicar estes valores aumentara o seu lucro em R$ 784,48, ou seja, passara de um resultado de R$ 4.403,39 para R$ 5.187,86. O exposto anteriormente pode ser melhor visualizado no quadro a seguir 81 Quadro 42: Comparativo entre Resultado no PV Orientativo e no PV Praticado PV Orientativo PV Praticado Diferença Receita Total 25.747,63 24.592,38 1.155,25 Custo Margem Despesas Resultado Aquisição Impostos Contribuição Fixas Resultado % 12.296,19 929,49 12.521,95 7.334,09 5.187,86 20,10 12.296,19 887,79 11.408,41 7.005,02 4.403,39 17,91 41,70 1.113,54 329,07 784,48 2,19 Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa A Empresa além do já exposto anteriormente, obterá um aumento de resultados de 2,19 pontos percentuais, ou seja, obterá o lucro desejado. 4.9 Cálculo e Análise dos Indicadores Econômico-Financeiros A análise dos indicadores econômico-financeiros é instrumento da contabilidade gerencial que tem como finalidade produzir informações relevantes à tomada de decisões gerenciais, fornecendo uma visão ampla da situação econômica e financeira da empresa. A partir dela buscam-se soluções para os problemas da empresa, ou novas oportunidades de crescimento. Para a realização dos cálculos destes indicadores buscou-se dados junto à contabilidade através do Balanço e da Demonstração do Resultado do Exercício. Quadro 43: Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012 Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012 Exercício Exercício 2012 ATIVO 718.297,02 PASSIVO ATIVO CIRCULANTE 415.297,02 PASSIVO CIRCULANTE DISPONIVEL 10.815,68 FORNECEDORES Bens Numéricos 10.649,93 Fornecedores Diversos Caixa 10.649,93 OBRIGAÇÕES Bancos Conta Movimento 165,75 Obrigações Fiscais Caixa Econômica Federal 165,75 Simples Nacional a Recolher CLIENTES 257.428,14 Obrigações Sociais e Trabalhistas Duplicatas a Receber 257.428,14 Salários a Pagar APLICAÇÕES FINANCEIRAS 154,05 INSS a Recolher Aplicações Caixa Econômica Federal 154,05 FGTS a Recolher ESTOQUES 146.899,15 PASSIVO NÃO CIRCULANTE Mercadorias para Revenda 146.899,15 EXIGIVEL A LONGO PRAZO ATIVO NÃO CIRCULANTE 303.000,00 Empréstimos e Financiamentos IMOBILIZADO 303.000,00 Empréstimos Caixa Econômica Federal Moveis e Utensílios 3.000,00 Empréstimos Sicredi Prédio 300.000,00 PATRIMONIO LIQUIDO CAPITAL SOCIAL Capital Social Subscrito LUCROS OU PREJUIZOS ACUMULADOS Lucros Acumulados 718.297,02 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa 2012 274.076,85 186.730,26 180.466,73 180.466,73 6.263,53 3.346,33 3.346,33 2.917,20 2.205,00 506,40 205,80 87.346,59 87.346,59 87.346,59 24.639,86 62.706,73 444.220,17 36.000,00 36.000,00 408.220,17 408.220,17 718.297,02 82 Quadro 44: Demonstração do Resultado do Exercício de Dezembro de 2012 Demonstração do Resultado do Exercício de Dezembro de 2012 Receita Operacional Bruta Venda de Mercadorias Deduções (-) Simples (=) Receita Operacional Liquida (-) Custo das Mercadorias Vendidas (=) Resultado Operacional Bruto (-) Despesas Operacionais Pró-labore proprietário Depreciação específica da loja Juros ACI Seguros Água Luz Telefone Propaganda Honorários contábeis Embalagens Salários e encargos IPTU Material de expediente Material de limpeza Despesas bancárias (+) Receitas Financeiras Descontos Recebidos (=) Resultado Operacional Liquido Saldo 429.046,90 429.046,90 19.350,02 19.350,02 409.696,88 189.964,98 219.731,90 122.211,90 36.000,00 11.085,00 18.000,00 960,00 3.600,00 480,00 2.160,00 1.800,00 2.640,00 6.240,00 2.760,00 33.030,90 2.400,00 360,00 180,00 516,00 2.803,33 2.803,33 100.323,33 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa A partir dos dados obtidos no Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012 e da Demonstração do Resultado do Exercício de dezembro de 2012, conforme pode-se visualizar nos quadros 43 e 44 foram realizados os cálculos dos indicadores de capacidade de pagamento, de atividade e de rentabilidade. 4.9.1 Indicadores de Capacidade de Pagamento Os Indicadores de capacidade de pagamento como o nome já diz, demonstram a capacidade que a empresa possui para pagar as suas dividas. Podem ser chamados de indicadores, índices, quocientes ou coeficientes de liquidez. Existem diversos indicadores para o estudo da capacidade de pagamento, o presente estudo é composto pelos cálculos de liquidez corrente, liquidez seca, liquidez imediata, liquidez geral e endividamento, demonstrados na sequencia. 83 O cálculo da liquidez corrente ou circulante apresentado no quadro 45, objetiva verificar a capacidade que a empresa possui de pagar as suas dividas de curto prazo. Quanto maior for o resultado do índice de liquidez corrente, melhor será situação da empresa com relação à quitação das suas dívidas no curto prazo. Quadro 45: Índice de Liquidez Corrente Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante Liquidez Corrente = 415.297,02 / 186.730,26 = 2,22 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Observando-se o quadro anterior, constatou-se que o índice de liquidez corrente é de 2,22, o que evidencia que a empresa esta em uma situação favorável com relação à quitação das suas dívidas no curto prazo junto a terceiros, pois para R$ 2,22 que receber paga R$ 1,00 e sobram R$ 1,22 que poderão ser investidos na empresa. Porém é importante salientar que o ativo circulante é composto pelas disponibilidades, valores a receber (clientes) em curto prazo, aplicações financeiras e estoques. Salientando-se que os clientes representam 61,99% e os estoques representam 35,37% do ativo circulante, o que poderá trazer problemas de ordem financeira para a empresa a curto prazo, pois a conversão dos clientes e estoques em dinheiro é mais lenta que os demais itens que compõe o ativo circulante. Por sua vez, o índice de liquidez seca tem o objetivo de demonstrar a capacidade de pagamento da empresa, mas considera somente o caixa, banco se os valores a receber em curto prazo. O cálculo da liquidez seca é dado no quadro a seguir: Quadro 46: Índice de Liquidez Seca Liquidez Seca = (Ativo Circulante – Estoques) / Passivo Circulante Liquidez Seca = (415.297,02 – 146.899,15) / 186.730,26 = 1,44 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa O índice demonstrado no quadro anterior tem a finalidade de verificar a capacidade de pagamento da empresa excluindo os estoques, que foi de 1,44, sendo considerado bom, pois e empresa tem condições de quitar todas suas dívidas de curto prazo, apenas com os valores das disponibilidades e valores a receber em curto prazo, tendo seu estoques livre de dividas, ou seja, para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo com terceiros(passivo circulante) a empresa dispõe de R$ 1,44 de bens e direitos de curto prazo. 84 O indicador de liquidez imediata considera somente as disponibilidades (caixa e bancos), para analisara a capacidade de pagamento da empresa, ou seja, os valores que a empresa dispõe para liquidar imediatamente as dívidas de curto prazo. O índice de liquidez imediata poderá ser observado no quadro 47. Quadro 47: Índice de Liquidez Imediata Liquidez Imediata = Disponibilidades / Passivo Circulante Liquidez Imediata = 10.815,68 / 186.730,26 = 0,06 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa O índice de liquidez imediata da empresa apresentou-se em 0,06, o que demonstra que quanto maior melhor é a posição de liquidez imediata; assim, pode-se dizer que o indicador 0,06 fica numa posição intermediária, mas mesmo assim satisfatório, pois os valores disponíveis devem ser aplicados em ativos de rendimento maior que a simples remuneração de contas correntes bancárias. Já o índice de liquidez geral considera além dos valores de curto prazo, os valores de longo prazo para analisar a capacidade de pagamento que a empresa possui. Para a empresa em estudo, conforme se pode observar no quadro 48, este índice é de 1,52. Quadro 48: Índice de Liquidez Geral Liquidez Geral = (AC + Realizável a Longo Prazo) / (PC + Exigível a Longo Prazo) Liquidez Geral = 415.297,02 / (186.730,26 + 87.346,59) = 1,52 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Considera-se o índice encontrado de 1,52 bom, uma vez que para R$ 1,00 de dividas totais ( curto e longo prazos) com terceiros, há R$1,52 de bens e direitos de curto e longo prazos, ou seja para cada R$1,00 que paga sobram R$0,52. Observando-se que no caso da empresa não existem valores a receber no Realizável a Longo Prazo. O indicador de endividamento da empresa busca demonstrar a dependência que a mesma possui com relação a capitais de terceiros, ou seja, é a posição do capital próprio com relação ao capital de terceiros. Conforme o quadro 49 observa-se o endividamento da empresa. 85 Quadro 49: Indicador de Endividamento Endividamento = (PC + Exigível a Longo Prazo) / Patrimônio Líquido Endividamento = (186.730,26 + 87.346,59) / 444.220,17 = 0,62 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Conforme o quadro anterior, o endividamento da empresa foi de 0,62, o que demonstra uma boa situação da empresa, pois utiliza mais o seu capital próprio do que o capital obtido através de terceiros. 4.9.2 Indicadores de Atividade Os indicadores de atividade busca demonstrar como esta o ciclo operacional da empresa. Ou seja, analisa o tempo (velocidade) em que a empresa recebe as vendas, paga as contas e renova o seu estoque. Dentre os indicadores, pode-se citar o prazo médio de recebimentos, o prazo médio de pagamento, o giro do estoque e o giro do ativo, que serão demonstrados na sequencia. O prazo médio de recebimento revela demonstrar o tempo que a empresa leva para receber os créditos fornecidos aos clientes. O prazo médio de recebimentos esta apresentado no quadro 50. Quadro 50: Prazo Médio de Recebimento Prazo Médio de Recebimento = (Clientes * 360) / Receita Operacional Bruta Prazo Médio de Recebimento = (257.428,14 * 360) / 429.046,90 = 216 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Conforme observa-se no quadro 50, para a empresa em estudo o prazo médio de recebimento é de 252 dias, ou seja, para a empresa receber todas as suas vendas a prazo leva em torno de 216 dias, o que é um prazo muito extenso, mas leva-se em conta que 60% das vendas efetuadas pela empresa são a prazo, e a maioria é parcelada em torno de 12 vezes, o que daria um prazo médio de 180 dias, o que demonstra que a empresa apresenta um prazo bem superior, ou seja 72 dias acima da média. O prazo médio de pagamentos tem a finalidade de demonstrar o tempo que a empresa leva para pagar os seus fornecedores/compras, ou seja, quantos dias a empresa leva para pagar suas compras. 86 Quadro 51: Prazo Médio de Pagamento Prazo Médio de Pagamento = (Fornecedores * 360) / Compras Brutas de Mercadorias) Prazo Médio de Pagamento = (180.466,73 * 360) / (146.899,15 + 189.964,98) = 193 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Quanto maior for o prazo de pagamento em relação ao prazo de recebimento melhor é a situação financeira da empresa, pois assim serão os fornecedores que estarão financiando a empresa. Neste caso, como pode se observar no quadro 51, o prazo médio de pagamento foi de 193 dias, ou seja, a empresa leva em torno de 193 dias para pagar as suas compras a prazo, o que analisado isoladamente é um prazo longo, sendo ótimo para a empresa, mas como o prazo de recebimento é 23 dias maior que o prazo de recebimento, ou seja, quem financia as atividades é a própria empresa. O giro do estoque representa o tempo que a mercadoria permanece dentro da empresa ate ser totalmente vendida, ou seja, quantas vezes o estoque girou ou se renovou por conta das vendas. O giro de estoque da empresa em estudo apresenta-se no quadro 52. Quadro 52: Giro de Estoque Giro de Estoque = Custos das Mercadorias Vendidas / Estoques Totais Giro de Estoque = 189.964,98 / (146.899,15 + 189.964,98) = 0,56 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Conforme o visualizado no quadro anterior, o giro do estoque da empresa é de 0,56, o que é insatisfatório, pois a empresa permanece com o mesmo estoque por muito tempo, isto é devido a grande variedade de produtos exigidos para atender as necessidades especificas de cada cliente. Por sua vez o giro do ativo demonstra quantas vezes o ativo se renovou pelas vendas, o giro do ativo da empresa ficou em torno de 0,57, conforme o exposto a seguir Quadro 53: Giro do Ativo Giro do Ativo = Receita Operacional Líquida / Ativo Total Giro do Ativo = 409.696,88 / 718.297,02 = 0,57 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa 87 O giro do ativo da empresa não se mostrou satisfatório, ficando em 0,57, o que um resultado muito inferior ao ideal, ou seja, para cada R$1,00 investido a empresa vendeu apenas R$0,57, sendo isto preocupante, pois as chances da empresa cobrir as despesas e gerar uma boa margem de lucro são menores. 4.9.3 Indicadores de Rentabilidade Os indicadores de rentabilidade medem se a empresa esta sendo lucrativa ou não, ou seja, se ela esta retornando o capital nela investido. Os indicadores da margem líquida, a rentabilidade do ativo total, a rentabilidade do patrimônio líquido, alavancagem financeira e o retorno do investimento serão apresentados a seguir. A margem líquida ou margem operacional demonstra quanto foi o lucro liquido da empresa com as vendas, ou seja, é a apuração da lucratividade da empresa. A margem líquida deste estudo esta apresentada a seguir: Quadro 54: Margem Líquida Margem Líquida = (Lucro Líquido / Vendas Líquidas) x 100 Margem Líquida = (100.323,33 / 409.696,88) x 100 = 24,49% Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Na empresa em estudo, conforme o visualizado no quadro 54, a margem líquida é de 24,49%, sendo esta satisfatória, pois a cada R$ 100,00 vendidos a empresa obtém uma margem líquida de R$ 24,49, demonstrando que o ramo de negócios da empresa possui uma boa margem de lucratividade. A rentabilidade do ativo total, objetiva demonstrar o quanto de lucro líquido a empresa obtém em relação ao seu ativo total. Conforme se observa na sequencia: Quadro 55: Rentabilidade do Ativo Total Rentabilidade do Ativo Total = (LL após o imposto de renda / Ativo Total) x 100 Rentabilidade do Ativo Total = (100.323,33 / 718.297,02) x 100 = 13,97% Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa 88 O quadro 55 demonstrou que a rentabilidade do ativo da empresa foi de 13,97%, não é o ideal, mas é aceitável, pois a cada R$ 100,00 investidos no ativo a empresa obteve R$ 13,97 de lucro líquido. A rentabilidade do patrimônio líquido demonstra a remuneração que a empresa gerou para seu capital próprio, ou seja, a taxa de retorno sobre o capital próprio. A rentabilidade do patrimônio líquido é de 22,58% na empresa em estudo, conforme se pode visualizar no quadro 56. Quadro 56: Rentabilidade do Patrimônio Líquido Rentabilidade do Patrimônio Líquido = (LL após o imposto de renda / PL final) x 100 Rentabilidade do Patrimônio Líquido = (100.323,33 / 444.220,17) x 100 = 22,58% Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa A rentabilidade demonstrada pela empresa foi de 22,58%, o que comparada com demais taxas de rendimentos existentes no Brasil, foi relativamente satisfatória, pois remunera o capital que o sócio investiu na empresa, com valor acima dos valores de caderneta de poupança, CDBs, letras de câmbio, ações, aluguéis, fundos de investimento, etc. Já, o grau de alavancagem financeira (GAF) da empresa em estudo esta demonstrado no quadro 57. Quadro 57: Grau de Alavancagem Financeira GAF = Lucro Operacional / (Lucro Operacional – Despesas Financeiras) GAF = 100.323,33 / (100.323,33–18.000,00) = 1,22 Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa O grau de alavancagem financeira da empresa foi de 1,22, considerando a despesa financeira de R$ 18.000,00, o lucro da empresa apresentaria uma redução de 2%. Nota-se que como não há comparativo com o custo do Capital Próprio, se a empresa tivesse optado pelo incremento de recursos próprios, não teria o custo financeiro e o indicador seria 1,00, ou seja, não geraria custo e o lucro líquido seria maior no montante do custo financeiro. Por sua vez, o retorno operacional do investimento (ROI)é o retorno gerado pelos investimentos efetuados pela empresa em seu negocio, este inclui tanto os investimentos captados junto ao proprietário quanto os captados junto a terceiros.No caso da empresa em estudo, conforme demonstrado no quadro 58, o ROI foi de 0,81%. 89 Quadro 58: Retorno Operacional do Investimento ROI = Lucro Operacional / Investimento ROI = 100.323,33 / (36.000,00 + 87.346,59) = 0,81% Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa Segundo o observado no quadro anterior o retorno operacional do investimento da empresa é de 0,81%, o que é considerado um valor muito baixo, demonstrando que a empresa retorna muito pouco dos investimentos efetuados em seu negocio. 4.10 Sistema de Informações Gerenciais (SIG) O sistema de informações gerenciais busca, fornecer informações úteis e em tempo hábil, com maior legitimidade para subsidiar as decisões, ou seja,é uma importante ferramenta no processo de tomada de decisão, que fornece informações úteis e em tempo hábil, com maior legitimidade para subsidiar as decisões. 4.10.1 Informações Gerenciais O sistema de informações gerenciais fornece informações para os diferentes níveis de usuários, pois cada um possui necessidades informacionais especificas, sendo estruturados em nível estratégico, tático e operacional. A empresa em estudo não possui nenhum sistema de informações que forneça a informação em tempo hábil e de forma correta para embasar as decisões gerenciais. Este estudo propõem um sistema de informações adequado as necessidades da empresa, sugerindo-se um sistema de informações que englobe e integre os subsistemas de compras; vendas; estoques; financeiro (contas a pagar e a receber), pois com as informações fornecidas por esses subsistemas as decisões serão tomadas de forma correta para uma boa gestão. O sistema de informações proposto para essa organização deve transformar os muitos dados existentes, em informações realmente relevantes para o gerenciamento do negocio. O sistema de informações sugerido para a empresa se estruturado da seguinte maneira: 90 Figura 2: Modelo de Sistema de Informações Retroalimentação Compras Dados Estoques Vendas Financeiro Processamento/ Transformação Informações/ Relatórios Retroalimentação Controle / Avaliação / Decisão Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Este sistema proposto, mesmo sendo um modelo simples, básico, atende perfeitamente as exceptivas e necessidades informacionais da empresa, possibilitando uma correta gestão da organização, ou seja, fornece informações fidedignas e em tempo hábil para que as decisões sejam tomadas corretamente. O sistema proposto suprira as deficiências que a empresa apresenta quanto a velocidade das informações dos clientes, estoques e obrigações a pagar, pois no momento a empresa não possui praticamente nenhum controle informatizado sobre esses grupos, sendo imprescindível a implementação de softwares, capazes de fornecer relatórios com informações relevantes, de qualidade e essenciais para as atividades da organização. 4.10.2 Níveis e Periodicidade das Informações Os níveis da organização (estratégico, tático e operacional) necessitam de informações que são fornecidas pelo sistema de informações gerenciais, pois cada um deles possui 91 necessidades e periodicidades diferentes. Apresenta-se na sequencia os subsistemas propostos para a empresa, identificando a qual nível de influencia e a que periodicidade se destina cada informação. Na empresa em estudo os níveis estratégico e tático são executados pelo filho do proprietário, que exerce a função de gerencia, coordenação, etc. O nível operacional é exercido pela esposa do proprietário e pelas funcionarias, mas em geral a o filho e a esposa do proprietário centralizam todos os níveis, realizando pouquíssimo planejamento, sendo que as praticamente todas as atividades da empresa acabam passando por eles, sem haver um controle realmente efetivo, eficaz e eficiente. Devido a falta de um SIG o trabalho dos dois é muito lento, em muitas vezes duplicado, e não produz as informações que realmente seriam relevantes para a tomada de decisão, auxiliando a organização a atingir o nível ideal de funcionamento. O subsistema de compras deve fornecer relatórios capazes de subsidiar as tomadas de decisão com relação ao custo da mercadoria comprada, as compras realizadas dentro e fora do estado, o melhor período para efetuar as compras, os fornecedores mais rápidos, com melhor preço, etc. No quadro a seguir está demonstrado os relatórios sugeridos, bem como os níveis de demanda, a periodicidade em que devem ser emitidos. Quadro 59: Subsistema de Compras Subsistema de Compras Informações Geradas Compras de Mercadorias Compras por Fornecedor Compras por Produtos Compras por Natureza da Operação Compras por Data Custo das Compras Volume de Compras - A Vista - A Prazo Volume de Compras - Dentro do Estado - Fora do estado Devoluções de Compras e Motivos Operacional X Destino das Informações Níveis Periodicidade Tático/Estratégico Periodicidade X Mensal X Mensal X Diário X Semanal X Mensal X Diário Semanal X Diário X Diário X Mensal Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Como já exposto anteriormente os níveis tático e estratégico são praticamente os mesmos, pois são exercidos pelas mesmas pessoas. Com a observação do quadro anterior nota-se que todos os relatórios passam pelo nível tático/estratégico, com periodicidades 92 diárias, semanais e mensais. Todos os relatórios propostos são de fundamental importância para as tomadas de decisões, mas desatacamos o relatório do custo das compras e o relatório das compras efetuadas dentro e fora do estado, que auxiliaram no processo de formação do preço de venda. O subsistema do estoque deve demonstrar a rotatividade das mercadorias em estoque, auxiliando nas decisões de quando e quanto comprar. Esse subsistema é alimentado pelos subsistemas de compras e de vendas, demonstrando as entradas e saídas de mercadorias, bem como as reposições a serem feitas. Quadro 60: Subsistema de Estoques Subsistema de Estoques Informações Geradas Total dos Estoques por Produto Total dos Estoques por Linha Rotatividade dos Estoques Estoque Mínimo por Produto Relatório de Perdas Saldo Final Estoques Operacional X X Destino das Informações Níveis Periodicidade Tático/Estratégico Periodicidade Diário X Quinzenal Diário X Quinzenal X Mensal X Semanal X Mensal X Mensal Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa O quadro anterior demonstra os relatórios propostos para os estoques, sendo que a maior incidência de relatórios se para o nível tático/estratégico, que trabalha diretamente com as mercadorias em estoque, a periodicidade proposta para os relatórios no nível operacional é a diária. Para o nível tático/estratégico a periodicidade proposta foi a quinzenal e mensal, com exceção do estoque mínimo que por ser de extrema importância, para a realização de novos pedidos de mercadoria, apresentou uma periodicidade semanal. Todos os relatórios de estoques passam pelo nível tático/estratégico, pois este necessita de controle permanente do que entra e sai dos estoques, necessita de informações para poder avaliar a situação dos estoques. As vendas compõem outro subsistema, este tem a finalidade de orientar os gestores quanto à tomada de decisão mais acertada com relação aos produtos merecem maiores investimentos, pois estão deixando boas margens para empresa, ou que produto não esta satisfazendo as expectativas esperadas, entre outros. No quadro 61, esta demonstrando os relatórios propostos para o subsistema de vendas da empresa em estudo. Quadro 61: Subsistema de Vendas 93 Subsistema de Vendas Informações Geradas Operacional Total do Faturamento Vendas por Produto Volume de Vendas - A Vista - A Prazo Devoluções de Vendas e Motivos X Relatório da Margem de Contribuição - Total - Por Produto Destino das Informações Níveis Periodicidade Tático/Estratégico Periodicidade X Mensal X Semanal Diário X Diário X Semanal X Diário Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa No subsistema de vendas, assim com nos demais subsistemas os relatórios estão concentrados para o nível tático/estratégico, sendo fornecidos com frequência diária, para os relatórios de volume de vendas e de margem de contribuição; semanal para os relatórios de vendas por produto e devoluções de vendas (motivos); e mensal para o relatório do total do faturamento. Para o nível operacional apenas o relatório de devoluções de vendas e motivos aparece com periodicidade diária. O relatório de volume de vendas, tanto a vista quanto a prazo, é de suma importância para o gestor, pois interfere diretamente no fluo de caixa da empresa, ainda destaca-se a importância do relatório da margem de contribuição que fornecera ao gestor a informação sobre qual produto é mais vendido, deixa mais resultado para empresa, e assim possibilitará a tomada de decisão com relação a politica de vendas da empresa. Portanto os subsistemas de compras, estoques e vendas formam um tripé que demonstra ao gestor o quanto ele deve comprar, o que possui e o que deve manter em estoque, a capacidade de vendas da empresa, entre outros. Por fim o ultimo subsistema é o financeiro, este abrange as contas a pagar e a receber da empresa. Ele é de fundamental importância para a saúde econômica/financeira da empresa, pois é uma das bases utilizadas na projeção do fluxo de caixa da mesma. Os quadros a seguir demonstram as contas a pagar e receber da empresa, que como já visto compõem o subsistema financeiro. Quadro 62: Subsistema Financeiro – Contas a Pagar Subsistema Financeiro - Contas a Pagar Informações Geradas Por Vencimento Destino das Informações Níveis Operacional Periodicidade Tático/Estratégico Periodicidade X Diário 94 Por Fornecedor Por Período Despesas Operacionais Despesas com Pessoal Despesas Tributarias X X X X X Diário Diário Mensal Mensal Mensal Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Os relatórios para o subsistema financeiro-contas a pagar são competência do nível tático/estratégico e apresentam periodicidade diária para os relatórios por vencimento, por fornecedor e por período, sendo os demais relatórios apresentados com frequência mensal. Eles fornecem as obrigações que a empresa possui com fornecedores, as despesas tributárias e operacionais, em decorrência disto é imprescindível que estes relatórios sejam diários para evitar possíveis juros e multas em função de atraso nos pagamentos. Quadro 63: Subsistema Financeiro – Contas a Receber Subsistema Financeiro - Contas a Receber Informações Geradas Por Vencimento Por Situação Por Período Índice de Inadimplência Operacional Destino das Informações Níveis Periodicidade Tático/Estratégico X X X X Periodicidade Diário Diário Diário Mensal Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa Por fim o subsistema financeiro-contas a receber apresentou, assim como as contas a pagar, relatórios para o nível tático/estratégico, com frequência diária por vencimento, por situação e por período. Estes relatórios demonstram o que a empresa tem para receber de terceiros, clientes, auxiliando o gestor no controle de cobranças dos clientes, na previsão das receitas, com a inadimplência dos clientes da empresa, e na projeção de inadimplentes para os próximos períodos. 95 CONCLUSÃO A contabilidade gerencial se tornou um instrumento substancial para a sobrevivência, competitividade e permanência das empresas no mercado, independente do seu porte, isto devido as informações geradas que são utilizadas para o planejamento, direção e tomada de decisões. Ela gera informações que servem de base solida e confiável para a tomada de decisões, ou seja, elas são adequadas, úteis, essenciais, indispensáveis e fornecidas em tempo hábil para subsidiar a tomada de decisões corretas por parte dos gestores. A contabilidade gerencial se utiliza de diversos instrumentos como a contabilidade de custos, os indicadores econômicofinanceiros e os sistemas de informações contábeis. A presente pesquisa objetivou a apuração das informações relevantes e aplicação da contabilidade gerencial em uma empresa do comercio varejista de artigos do vestuário e calçados, através da revisão bibliográfica sobre contabilidade gerencial e indicadores de gestão, da identificação das informações gerenciais aplicadas a empresa, da aplicação dos indicadores gerenciais de custos, avaliação dos indicadores das demonstrações contábeis e da elaboração do sistema de informações. Desta forma, inicialmente realizou-se o levantamento dos indicadores de custos, com a identificação dos principais produtos da empresa, bem como a mediado faturamento e das compras mensais, os custos de aquisição dos produtos, e preço de venda e receita destes produtos, que de mostrou que a empresa possui um bom faturamento, mas que pode melhorar na maioria dos produtos. Em seguida efetuou-se a apuração das despesas mensais da empresa, como as despesas com salários e encargos e depreciação. A partir dos dados obtidos, realizouse a apuração do Mark-up, da margem de contribuição, do ponto de equilíbrio e da margem de segurança operacional. Por fim, com base nessas informações efetuou-se a apuração do resultado global e por produto, bem como a analise do custo, volume e resultado. Observou-se durante o estudo aplicado que os resultados obtidos a partir do preço de venda praticado pela empresa são bons, mas podem melhorar muito se tornando satisfatórios se a empresa passar a aplicar o preço de venda orientativo, que demonstrou resultados melhores, ou seja, deixam mais margem de contribuição tanto unitária quanto total, um ponto de equilíbrio e uma margem de segurança adequados a empresa. Cabe salientar que a empresa esta trabalhando com preço de venda acima do mínimo calculado no estudo, mas abaixo do ideal, ela também apresenta uma percentual relativamente auto de despesas, o que acaba 96 diminuindo os resultados, ainda a empresa esta trabalhando com uma margem de segurança baixa o que pode gerar problemas a qualquer variação incontrolada do mercado. A partir das informações obtidas no Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do exercício do ano de 2012, efetuou-se o calculo e posterior analise dos indicadores econômico-financeiros, apurando-se os indicadores de capacidade de pagamento, de atividade e de rentabilidade. Constatou-se na análise dos indicadores econômico-financeiros que os indicadores de capacidade de pagamento se mostraram satisfatórios com exceção do indicador de liquidez imediata, devido a falta de interesse da empresa em manter valores disponíveis autos. Já com relação aos indicadores de atividade não tivemos o mesmo resultado satisfatório, devido ao grande parte das vendas serem efetuadas a prazo e a empresa manter um estoque elevado de produtos, destacou-se o prazo médio de pagamento que no caso da empresa é muito bom, devido ao tempo de mercado que ele possui conseguindo prazos bem prolongados para o pagamento das compras. Ainda os indicadores de rentabilidade apresentaram disparidades, alguns se mostraram satisfatórios, outros nem tanto, mas no geral a empresa apresenta resultados razoáveis, deixando margem liquida, remunerando o ativo e o patrimônio líquido. Na sequencia foi proposta a implementação de um sistema de informações gerenciais, que fornecera informações uteis, com qualidade, necessárias para a tomada de decisão em tempo hábil. O sistema proposto levantou e sistematizou as informações necessárias, transformado esses informações em relatórios que são apresentados as pessoas certas no momento certo. Por fim o presente trabalho foi de suma importância para a formação da acadêmica, possibilitando a conciliação da teoria com a prática em uma empresa, e para o aprimoramento do conhecimento da contabilidade gerencial. Também possibilitou a percepção de que na pratica as coisas são muito diferentes do aprendido na teoria, sendo que a realidade das empresas da região é de empresas sem organização, controles e instrumentos de gestão, as atividades são realizadas de acordo com as necessidades e a partir da percepção/intuição dos gestores que quase sempre são os proprietários das empresas. Em fim compreendeu-se que a contabilidade gerencial é um instrumento imprescindível para a sobrevivência, competitividade permanência de qualquer empresa no mercado, sendo micro, pequena, media ou grande empresa. 97 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços: um enfoque econômicofinanceiro.7.ed., São Paulo: Editora Atlas, 2002. BASSO, Irani Paulo. 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