UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
NATÁLIA SOFIA REICHERT
A UTILIZAÇÃO DA CONTABILIDADE GERENCIAL COMO
INSTRUMENTO DE GESTÃO NAS MICROS
EMPRESAS COMERCIAIS.
(Trabalho de Conclusão de Curso)
IJUÍ, RS
2013
NATÁLIA SOFIA REICHERT
A UTILIZAÇÃO DA CONTABILIDADE GERENCIAL COMO
INSTRUMENTO DE GESTÃO NAS MICROS
EMPRESAS COMERCIAIS.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Curso de
Ciências Contábeis da UNIJUI, para obtenção do título de
Bacharel em Ciências Contábeis.
Profa. Orientadora: Eusélia Paveglio Vieira
Ijuí, Julho de 2013
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Comparativo entre contabilidade financeira e contabilidade gerencial ................... 17
Quadro 2: Fórmulas para o Cálculo do Mark-up ...................................................................... 27
Quadro 3: Fórmula para o Cálculo da Margem de Contribuição Unitária e Total ................... 28
Quadro 4: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio contábil ................................................ 30
Quadro 5: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio financeiro............................................. 30
Quadro 6: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio econômico ........................................... 30
Quadro 7: Fórmula de cálculo da margem de segurança.......................................................... 31
Quadro 8: Fórmula de cálculo da liquidez corrente ................................................................. 33
Quadro 9: Fórmula de calculo do índice de liquidez seca ....................................................... 34
Quadro 10: fórmula para o cálculo da liquidez imediata.......................................................... 34
Quadro 11: fórmula para o cálculo do índice de liquidez geral................................................ 35
Quadro 12: fórmula para cálculo do índice de endividamento ................................................. 35
Quadro 13: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de recebimentos ................. 36
Quadro 14: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de pagamento ..................... 36
Quadro 15: fórmula para o cálculo do giro do estoque ............................................................ 37
Quadro 16: fórmula para o cálculo do giro do ativo................................................................. 37
Quadro 17: fórmula para o cálculo da margem líquida ............................................................ 38
Quadro 18: fórmula para o cálculo da rentabilidade do ativo total .......................................... 38
Quadro 19: fórmula para o cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido ............................ 39
Quadro 20: fórmula para o cálculo do grau de alavancagem financeira .................................. 39
Quadro 21: fórmula do cálculo de retorno do investimento ..................................................... 39
Quadro 22: Custo de Aquisição dos Produtos .......................................................................... 49
Quadro 23: Cálculo da Média de Compras por Mês ................................................................ 50
Quadro 24: Cálculo da Média de Vendas por Mês ................................................................... 51
Quadro 25: Receita dos Produtos em estudo ............................................................................ 52
Quadro 26: Custos com Salários e Encargos Trabalhistas ....................................................... 54
Quadro 27: Custos com Depreciação Mensal........................................................................... 54
Quadro 28: Despesas Mensais da Loja ..................................................................................... 55
Quadro 29: Mark-up Preço de Venda Orientativo.................................................................... 57
Quadro 30: Mark-up Preço de Venda Mínimo ......................................................................... 58
Quadro 31: Cálculo Preço de Venda Mínimo e Preço de Venda Orientativo .......................... 59
Quadro 32: Preço de Venda Praticado e o Preço de Venda Orientativo .................................. 61
Quadro 33: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Praticado ................ 64
Quadro 34: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Orientativo............. 66
Quadro 35: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Praticado ................................................ 70
Quadro 36: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Orientativo ............................................. 72
Quadro 37: Comparativo do PE do PV Praticado e o PV Orientativo ..................................... 73
Quadro 38: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Praticado ....................... 75
Quadro 39: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Orientativo .................... 76
Quadro 40: Resultado com Base no Preço de Venda Praticado ............................................... 79
Quadro 41: Resultado com Base no Preço de Venda Orientativo ............................................ 80
Quadro 42: Comparativo entre Resultado no PV Orientativo e no PV Praticado .................... 81
Quadro 43: Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012 .......................................................... 81
Quadro 44: Demonstração do Resultado do Exercício de Dezembro de 2012 ........................ 82
Quadro 45: Índice de Liquidez Corrente .................................................................................. 83
Quadro 46: Índice de Liquidez Seca......................................................................................... 83
Quadro 47: Índice de Liquidez Imediata .................................................................................. 84
Quadro 48: Índice de Liquidez Geral ....................................................................................... 84
Quadro 49: Indicador de Endividamento.................................................................................. 85
Quadro 50: Prazo Médio de Recebimento ................................................................................ 85
Quadro 51: Prazo Médio de Pagamento ................................................................................... 86
Quadro 52: Giro de Estoque ..................................................................................................... 86
Quadro 53: Giro do Ativo......................................................................................................... 86
Quadro 54: Margem Líquida .................................................................................................... 87
Quadro 55: Rentabilidade do Ativo Total ................................................................................ 87
Quadro 56: Rentabilidade do Patrimônio Líquido ................................................................... 88
Quadro 57: Grau de Alavancagem Financeira ......................................................................... 88
Quadro 58: Retorno Operacional do Investimento ................................................................... 89
Quadro 59: Subsistema de Compras ......................................................................................... 91
Quadro 60: Subsistema de Estoques ......................................................................................... 92
Quadro 61: Subsistema de Vendas ........................................................................................... 92
Quadro 62: Subsistema Financeiro – Contas a Pagar ............................................................... 93
Quadro 63: Subsistema Financeiro – Contas a Receber ........................................................... 94
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1: Despesas Mensais da Empresa ................................................................................ 56
Gráfico 2: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec. Fem. ............. 62
Gráfico 3: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec. Masc. ............ 62
Gráfico 4: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Fem. .......... 62
Gráfico 5: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Masc. ......... 63
Gráfico 6: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo na Cama, Mesa e banho ... 63
Gráfico 7: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções
Femininas. ................................................................................................................................ 68
Gráfico 8: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções
Masculinas. ............................................................................................................................... 68
Gráfico 9: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados
Femininos. ................................................................................................................................ 69
Gráfico 10: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados
Masculinos. ............................................................................................................................... 69
Gráfico 11: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo na Cama, Mesa
e Banho ..................................................................................................................................... 69
Gráfico 12: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções
Femininas ................................................................................................................................. 77
Gráfico 13: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções
Masculinas. ............................................................................................................................... 77
Gráfico 14: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados
Femininos ................................................................................................................................. 78
Gráfico 15: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados
Masculinos ................................................................................................................................ 78
Gráfico 16: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo da Cama, Mesa e
Banho ........................................................................................................................................ 78
SUMÁRIO
LISTA DE QUADROS............................................................................................................. 6
LISTA DE GRÁFICOS ........................................................................................................... 8
RESUMO................................................................................................................................... 6
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 7
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ............................................................................ 9
1.1
Área do Conhecimento Contemplada ........................................................................... 9
1.2
Caracterização da Organização .................................................................................... 9
1.3
Problematização da Temática em Estudo ................................................................... 10
1.4
Objetivos .................................................................................................................... 11
1.4.1
Objetivo Geral ............................................................................................................ 11
1.4.2
Objetivos Específicos ................................................................................................. 11
1.5
Justificativa................................................................................................................. 11
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................... 13
2.1
Contabilidade.............................................................................................................. 13
2.1.1
Conceito...................................................................................................................... 13
2.1.2
Finalidade ................................................................................................................... 14
2.1.3
Campos de Atuação .................................................................................................... 14
2.2
Contabilidade Gerencial ............................................................................................. 15
2.2.1
Conceito...................................................................................................................... 15
2.2.2
Aplicação e Finalidade ............................................................................................... 16
2.2.3
Contabilidade Gerencial e Contabilidade Financeira ................................................. 17
2.2.4
O Papel do Contador Gerencial .................................................................................. 18
2.3
Contabilidade de Custos ............................................................................................. 19
2.3.1
Conceito e Finalidade ................................................................................................. 19
2.3.2
Custos na Atividade Comercial .................................................................................. 20
2.3.2.1 Custos Relativos à Aquisição das Mercadorias .......................................................... 21
2.3.2.2 Despesas Relativas À Venda De Mercadorias ........................................................... 22
2.3.3
Os Componentes Fixos do Custo no Comércio.......................................................... 22
2.3.3.1 Despesas ..................................................................................................................... 22
2.3.3.2 Depreciação ................................................................................................................ 23
2.3.3.3 Custo com Pessoal ...................................................................................................... 24
2.3.4
O Sistema de Custeio Variável Aplicado no Comércio ............................................. 24
2.3.5
Formação do Preço de Venda ..................................................................................... 25
2.3.5.1 Análise Custo, Volume e Resultado ........................................................................... 27
2.3.5.2 Margem de Contribuição ............................................................................................ 28
2.3.5.3 Ponto de Equilíbrio..................................................................................................... 29
2.3.5.4 Margem de Segurança ................................................................................................ 31
2.4
Análise de Indicadores Econômico-Financeiros como Instrumento da Avaliação de
Desempenho ............................................................................................................................. 32
2.4.1
Indicadores de Capacidade de Pagamento ................................................................. 32
2.4.2
Indicadores de Atividade ............................................................................................ 35
2.4.3
Indicadores de Rentabilidade ..................................................................................... 37
2.5
Sistema de Informações Gerenciais ........................................................................... 40
2.5.1
Níveis do Sistema de Informações Gerenciais ........................................................... 41
2.5.2
Tecnologia da Informação .......................................................................................... 42
2.5.3
Qualidade da Informação ........................................................................................... 43
3 METODOLOGIA DO TRABALHO ................................................................................. 45
3.1
Classificação da Pesquisa ........................................................................................... 45
3.2
Coleta de Dados.......................................................................................................... 47
3.3
Analise e Interpretação dos Dados ............................................................................. 48
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS ........................................................................................ 49
4.1
Apresentação da Empresa .......................................................................................... 49
4.2
Custo de Aquisição das Mercadorias ......................................................................... 49
4.3
Faturamento Mensal dos Produtos em Estudo ........................................................... 51
4.4
Apuração das Despesas Mensais da Empresa ............................................................ 53
4.4.1
Custo com Salários e Encargos Sociais Trabalhistas ................................................. 53
4.4.2
Custos com Depreciação ............................................................................................ 54
4.4.3
Levantamento das Despesas Mensais da Empresa ..................................................... 55
4.5
Apuração da Margem de Contribuição dos Produtos em Estudo ............................... 56
4.5.1
Mark-Up Preço de Venda Orientativo e Preço de Venda Mínimo............................. 57
4.5.2
Formação do Preço de Venda ..................................................................................... 59
4.5.3
Comparativo entre Preço de Venda Praticado eo Preço de Venda Orientativo ......... 60
4.5.4
Margem de Contribuição Unitária (Mcu) e Margem de Contribuição Total (Mct) ... 63
4.6
Cálculo do Ponto de Equilíbrio (Pe)........................................................................... 70
4.7
Cálculo da Margem de Segurança Operacional (Mso) .............................................. 74
4.8
Analise do Custo, Volume e Resultado ...................................................................... 78
4.9
Cálculo e Análise dos Indicadores Econômico-Financeiros ...................................... 81
4.9.1
Indicadores de Capacidade de Pagamento ................................................................. 82
4.9.2
Indicadores de Atividade ............................................................................................ 85
4.9.3
Indicadores de Rentabilidade ..................................................................................... 87
4.10
Sistema de Informações Gerenciais (Sig) .................................................................. 89
4.10.1
Informações Gerenciais .............................................................................................. 89
4.10.2
Níveis e Periodicidade das Informações .................................................................... 90
CONCLUSÃO......................................................................................................................... 95
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 97
6
RESUMO
O presente trabalho foi desenvolvido na área da contabilidade gerencial e seu potencial
na gestão de pequenas empresas comerciais, ou seja, as empresas possuem novas exigências,
resultantes da globalização e da velocidade das informações. Essas exigências são supridas
pela contabilidade gerencial, que fornece as informações para a gestão, direção e controle das
organizações em tempo hábil. Este trabalho buscou auxiliar a empresa em estudo, fornecendo
informações da contabilidade gerencial que são úteis para a empresa na tomada de decisão,
assim como buscou demonstrar que as informações gerenciais são realmente relevantes, e
contribuem para a melhor gestão de um comércio. Desta forma, buscou-se saber quais
informações da contabilidade gerencial são realmente relevantes para a gestão de uma micro
empresa do comércio varejista do vestuário e calçados. Assim sendo, o objetivo deste, foi o de
apurar as informações gerenciais que são determinantes e qualifiquem a gestão de pequenas
empresas comerciais. Consta no texto a realização de uma pesquisa bibliográfica sobre
contabilidade gerencial, indicadores de gestão; da identificação das informações gerenciais
aplicadas à empresa comercial; da aplicação dos indicadores gerenciais de custos; da
avaliação dos indicadores das demonstrações contábeis; da elaboração das informações do
sistema de informações de contabilidade gerencial. A metodologia utilizada foi uma pesquisa
aplicada exploratória utilizando-se de entrevista despadronizada na coleta dos dados. Em fim
compreendeu-se que a contabilidade gerencial é um instrumento imprescindível para a
sobrevivência,
competitividade
permanência
de
qualquer
empresa
no
mercado,
independentemente do porte que possuem.
Palavras-chave
Contabilidade Gerencial; Tomada de Decisão; Informação Gerencial; Custos; Análises.
7
INTRODUÇÃO
A contabilidade Gerencial é um ramo da contabilidade que se preocupa em fornecer
informações contábeis úteis, que subsidiem a administração das organizações na tomada de
decisão. As informações fornecidas pela contabilidade gerencial são utilizadas para o
planejamento, direção e controle das empresas, que utilizaram essas informações da melhor
forma possível para aperfeiçoar seus recursos.
Ela disponibiliza informações para os usuários internos, em todos os níveis de
hierarquia da organização, por meio do sistema de informações contábeis gerenciais, ou seja,
a contabilidade gerencial é uma ferramenta que auxilia os empresários, gestores, gerentes,
proprietários a tomar decisões de forma adequada, fornecendo subsídio para que a empresa
permaneça no mercado, gerando empregos e riquezas.
A contabilidade gerencial fornece os fatos contábeis e a sua quantificação para que os
gestores estabeleçam diretrizes para acompanhar o cotidiano empresarial. Ela controla os
insumos, fornece informações específicas, relevantes e adequadas para cada segmento
hierárquico da organização. A contabilidade gerencial utiliza diversas ferramentas dentre elas
estão a contabilidade de custos, indicadores de desempenho das demonstrações contábeis, os
sistemas de informações contábeis.
Neste sentido a contabilidade de custos é uma das principais ferramentas da
contabilidade gerencial, ela fornece indicadores de auxílio ao controle e tomada de decisões,
além de possibilitar a formação dos preços de venda dos diferentes produtos. A contabilidade
de custos utiliza os sistemas e métodos de custeio, análise de custo, volume e resultado,
margem de contribuição, ponto de equilíbrio, margem de segurança operacional, markup,
sistemas de informações contábeis.
Os indicadores de desempenho das demonstrações contábeis fornecem as informações
por meio da análise dos indicadores econômico-financeiros, como indicadores de capacidade
de pagamento, indicadores de rentabilidade, entre outros, para avaliar situação em que a
organização se encontra.
Os sistemas de informações contábeis auxiliam na definição dos rumos, na fixação de
estratégias e políticas, na avaliação e decisão de alternativas ou resultados. Ele fornece
informações com qualidade total, para as pessoas certas, informações contábeis úteis,
necessárias e em tempo hábil. Está voltado para a coleta, armazenamento, processamento e
apresentação das informações que serão utilizadas no planejamento, orçamento,
contabilidade, controle e outros processos gerenciais.
8
Baseado no exposto, o objetivo deste estudo se constitui em identificar quais
informações geradas pela contabilidade gerencial são relevantes para a gestão de uma micro
empresa do comércio varejista do vestuário e calçados, proporcionando uma contabilidade
gerencial que auxilie a gestão, servindo de base para a tomada de decisão.
O presente relatório demonstra em seu primeiro capítulo a área de conhecimento
contemplada, a caracterização da organização, a problematização do tema, os objetivos e a
justificativa desta pesquisa.
No segundo capítulo, está contida a revisão bibliográfica, envolvendo o tema abordado
no estudo, definições, fórmulas, que foram a base conceitual para o desenvolvimento do
estudo aplicado.
Em seguida, no terceiro capítulo apresenta-se a metodologia do trabalho que contem a
classificação da pesquisa, universo e amostra, a coleta de dados, a análise e interpretação dos
dados.
Na sequência, o quarto capítulo do estudo apresenta a análise dos resultados, com a
apresentação da empresa, a apuração do custo de aquisição e do faturamento dos produtos em
estudo, bem como a apuração e levantamento das despesas mensais da empresa, os custos
com salários, encargos sociais e com depreciação, a partir destes dados apurou-se a margem
de contribuição unitária e total, o mark-up preço de venda orientativo e praticado, o cálculo do
ponto de equilíbrio e da margem de segurança operacional. Na sequência realizou-se a
apuração e análise dos resultados, dos indicadores econômico-financeiros, sendo eles os
indicadores de capacidade de pagamento e de atividade, e os indicadores de rentabilidade.
Posteriormente realizou-se o levantamento do sistema de informações gerenciais na empresa
em estudo.
Para finalizar, consta neste relatório a conclusão deste estudo seguido das referências
bibliográficas utilizadas na sua realização.
9
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO
Neste capítulo consta a parte inicial do estudo, onde foi definido a área, o tema,
problema, objetivo e a justificativa de sua realização.
1.1 Área do Conhecimento Contemplada
A Contabilidade, sendo uma Ciência Social, tem como objetivo evidenciar e mensurar
a evolução do patrimônio das organizações. Ela fornece informações que auxiliam os diversos
usuários, tanto internos quanto externos, na gestão, planejamento e controle das entidades.
Dentre as diversas áreas de atuação do profissional contábil, a contabilidade gerencial,
a partir dos dados da contabilidade financeira, é uma das que processa informações que são
substanciais para a tomada de decisões por parte dos gestores da organização.
Neste sentido, o presente trabalho será desenvolvido na área da contabilidade gerencial
e seu potencial na gestão de pequenas empresas comerciais.
1.2 Caracterização da Organização
A empresa em estudo é um comércio varejista de artigos do vestuário e calçados, que
esta no mercado há 39 anos, localizada no centro da uma pequena cidade da região celeiro,
que possui aproximadamente 14 mil habitantes, oferecendo aos clientes além de artigos do
vestuário e calçados, artigos esportivos, de cama, mesa e banho, aluguéis de roupas para
festas.
Seu público alvo vai do infantil ao adulto, com ênfase nos artigos do vestuário adulto,
atingindo todas as classes, mas com maior incidência na classe média, agricultores e
aposentados. Tem como concorrentes redes de lojas.
O prédio em que a empresa esta instalada é próprio, além do filho e a esposa do
proprietário, a empresa conta com três funcionárias. O serviço de contabilidade é terceirizado,
ainda, a empresa é uma empresa individual, que pelo seu faturamento anual em torno de R$
429.000,00, a empresa está enquadrada no regime tributário Simples Nacional, de acordo com
a Lei Complementar nº123, de 14/12/2006, e que é aplicável às Microempresas e as Empresas
de Pequeno Porte, a partir de 01/07/2007.
10
1.3Problematização da Temática em Estudo
A finalidade da contabilidade é controlar o patrimônio, fornecendo informações
fidedignas e tempestivas sobre a composição e variações deste patrimônio.
A contabilidade se aperfeiçoou com o surgimento do comércio, pois este passou sentir
a necessidade de um controle do patrimônio mais eficaz, eficiente e detalhado. Um dos
aspectos em que se percebe uma grande evolução foi quando a contabilidade ultrapassa a
perspectiva do controle e passa também a fornecer informações e simulações para decisões
futuras.
Já a finalidade da contabilidade gerencial é servir de instrumento de gestão, gerando
informações úteis, que subsidiem os gestores na tomada de decisão. A contabilidade gerencial
se tornou uma ferramenta indispensável para a sobrevivência das empresas, pois ela tem como
enfoque o planejamento, o controle e a tomada de decisão.
A contabilidade gerencial é uma ferramenta que auxilia o micro e pequeno empresário
a tomar decisões de forma adequada, fornecendo subsídios para que a empresa permaneça no
mercado, gerando empregos e riquezas. Como exemplo, o empresário poderá se tornar mais
competitivo, utilizando a gestão de custos e a formação de preços, indicadores estes,
fornecidos pela contabilidade gerencial.
As micros e pequenas empresas são de fundamental importância para a geração de
renda e empregos no país. Elas são a maioria e contribuem de maneira significativa para o
aumento do produto interno bruto (PIB) do Brasil. Segundo informações de consultores do
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), elas representam a
98% do número de empresas no Brasil.
Apesar desta importância, é um fato a grande taxa de mortalidade de micro e pequenas
empresas nos primeiros anos. Esta mortalidade é decorrente da falta de conhecimento por
parte do empresário, e pela falta de assessória por parte dos profissionais contábeis. As micros
e pequenas empresas na sua maioria são familiares, e os dirigentes são os próprios
empresários, que não possuem conhecimento sobre técnicas de gestão.
Neste sentido, hoje se vive na era da informação, e ela exige do profissional contábil
uma postura voltada para a gestão e gerenciamento, e não mais apenas para atender ao fisco
ou mensurar o passado. De acordo com Marion (2003, p.24) “observamos com certa
frequência que varias empresas, principalmente as pequenas, têm falido ou enfrentam sérios
problemas de sobrevivência”, sendo apontados como motivos pelos empresários a alta carga
tributaria, falta de recursos, os juros altos, entre outros. Mas as dificuldades enfrentadas pelas
11
empresas são causadas pela má gerência na tomada de decisões sem respaldo e dados
confiáveis.
O comércio em estudo não possui sistema de custos, indicadores gerenciais e de
desempenho, e nem um sistema de informações contábeis gerenciais. A empresa é gerenciada
pelo filho e esposa do proprietário, que utilizam-se de dados simples e sem aprofundamento,
como a receitas e despesas. O presente trabalho buscou demonstrar que as informações
gerenciais são realmente relevantes, e contribuem para a melhor gestão de um comércio.
Diante do exposto, questiona-se: Quais as informações da contabilidade gerencial são
relevantes para a gestão de uma micro empresa do comércio varejista do vestuário e calçados?
1.4 Objetivos
1.4.1 Objetivo Geral
Apurar as informações gerenciais que são determinantes e qualifiquem a gestão de
pequenas empresas comerciais.
1.4.2 Objetivos Específicos
- Realizar uma pesquisa bibliográfica sobre contabilidade gerencial, indicadores de
gestão;
- Identificar as informações gerenciais aplicadas à empresa comercial;
- Aplicar os indicadores gerenciais de custos;
- Avaliar os indicadores das demonstrações contábeis;
- Elaborar as informações do sistema de informações de contabilidade gerencial.
1.5 Justificativa
As empresas possuem novas exigências, resultantes da globalização e da velocidade
das informações. Essas exigências são supridas pela contabilidade gerencial, que fornece as
informações para a gestão, direção e controle das organizações em tempo hábil, para que
essas informações se tornem instrumentos que auxiliarão as empresas a se tornarem
competitivas e permanentes.
12
Este trabalho buscou auxiliar a empresa em estudo, fornecendo informações da
contabilidade gerencial que são úteis para a empresa na tomada de decisão. Essas informações
possibilitam ao empresário ter uma visão da real situação em que a empresa se encontra, e
utilizar-se das informações geradas para gerenciar de forma precisa e adequada.
Para a universidade e para o Curso de Ciências Contábeis o presente estudo é
importante, podendo servir de fonte de pesquisa e estímulo a quem se interessar pela Ciência
Contábil; ou áreas afins.
O desenvolvimento deste estudo, para mim enquanto concluinte do Curso de Ciências
Contábeis, proporcionou um maior conhecimento e um domínio mais consistente da
contabilidade gerencial, e a sua utilização nas empresas, o que auxilia no mercado de trabalho.
13
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Neste capítulo apresenta-se a revisão bibliográfica, que contém conceitos de diversos
autores sobre o tema abordado neste estudo, com o objetivo de aprofundar e proporcionar um
maior entendimento sobre esta área do conhecimento. Este capítulo envolve a contabilidade
gerencial que contempla a contabilidade de custos, a análise de indicadores financeiros e o
sistema de informações contábeis.
2.1 Contabilidade
A contabilidade surgiu da necessidade, que os homens primitivos tinham de registrar
controlar tudo que tinham. Ela evoluiu junto com a civilização, o controle passou de
primitivo, rudimentar e simples, feito com desenhos ou talhas em pedras, para registros
sistematizados, no papel. Aprimorou-se com o surgimento do comércio e da indústria,
utilizando métodos de escrituração e fundamentos teóricos. De acordo com Franco (1997,
p.19)
A contabilidade, desde seu aparecimento como conjunto ordenado de
conhecimentos, com objeto e finalidade definidos, tem sido considerada como arte,
como técnica ou como ciência, de acordo com a orientação seguida pelos
doutrinadores ao enquadrá-la no elenco das espécies do saber humano.
A seguir apresentam-se um estudo bibliográfico sobre Contabilidade, enfatizando o
conceito, finalidade e campos de atuação.
2.1.1 Conceito
Entendemos que a contabilidade é a ciência social que estuda, controla e observa o
patrimônio das empresas nos aspectos qualitativo e quantitativo. Conforme Basso (2005, p.
23) a contabilidade foi
Concebida para tratar do controle do patrimônio e estudar sua composição, suas
variações, e estados, e sendo o patrimônio algo pertencente ao homem, que, por sua
vez, vive, age e interage forma pessoal ou coletiva na sociedade por ele construída, a
contabilidade é enquadrada como uma ciência social, mais especificamente no grupo
das ciências econômicas e administrativas, que se utiliza de técnicas específicas para
se tornar útil e cumprir com as finalidades para que foi concebida.
14
A contabilidade fornece informações que auxiliam os diversos usuários, tanto internos
quanto externos, na gestão, planejamento e controle das entidades. De acordo com Franco
(1997, p. 21) contabilidade
É a ciência que estuda os fenômenos ocorridos no patrimônio das entidades,
mediante o registro, a classificação, a demonstração expositiva, a analise e a
interpretação desses fatos, com o fim de oferecer informações e orientação –
necessárias à tomada de decisões –sobre a composição do patrimônio, suas variações
e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.
Neste sentido, a Ciência Contábil fornece informações detalhadas do patrimônio, e
suas variações, que permitem que os gestores tomem decisões com eficiência e a eficácia,
tornando os processos ágeis e seguros para a tomada de decisão.
2.1.2 Finalidade
A contabilidade tem finalidade de controlar o patrimônio das empresas, fornecendo
informações fidedignas e tempestivas sobre a composição e variações do patrimônio destas.
Segundo Basso (2005, p. 24) “A finalidade fundamental da contabilidade é gerar informações
de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o
planejamento”. Ela fornece informações sobre o passado, presente e futuro das entidades.
O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio das entidades, e em torno deste são
focadas as ações do profissional contábil. Conforme Franco (1997, p. 22)
A finalidade da contabilidade é, pois, controlar os fenômenos ocorridos no
patrimônio de uma entidade, através do registro, da classificação, da demonstração
expositiva, da análise e interpretação dos fatos nele ocorridos, objetivando fornecer
informações e orientação – necessárias a tomada de decisões – sobre sua
composição e variações bem como sobre o resultado econômico decorrente da
gestão da riqueza patrimonial.
Enfim, a contabilidade é de extrema e fundamental importância para a empresa, pois,
fornece informações sobre a saúde financeira, para que a tomada de decisões leve há
continuidade da mesma.
2.1.3 Campos de Atuação
A contabilidade é ciência muito ampla, possui um campo e um ramo de atuação
numeroso. De acordo com Basso (2005, p.27)
15
Tendo como objeto o patrimônio, pode-se afirmar que o campo da contabilidade é o
mais amplo possível, pois onde existir um patrimônio definido e perfeitamente
delimitado, pode-se também estar aí se definindo um campo de aplicação da
contabilidade.
Cada campo tem um tipo de patrimônio, que exige um ramo diferente da
contabilidade que o caracterize, portanto o campo de atuação da contabilidade está dentro de
toda e qualquer entidade com ou sem fins lucrativos.
Os principais ramos de atuação da contabilidade são: a contabilidade comercial,
industrial, pública, bancária, rural, cooperativas, seguradoras, fundações, entidades sem fins
lucrativos, construtoras, hospitais, condomínios, entre outras. A contabilidade gerencial é de
fundamental importância para o andamento e crescimento destes ramos, pois ela fornece as
informações necessárias para a tomada de decisões.
2.2 Contabilidade Gerencial
A contabilidade gerencial se tornou um instrumento indispensável para a gestão,
manutenção e continuidade das empresas, pois gera informações confiáveis, relevantes e em
tempo hábil, servindo de base a tomada de decisões. Tem como enfoque o planejamento,
controle e a tomada de decisão.
2.2.1 Conceito
A contabilidade gerencial é uma ferramenta de auxílio ao empresário, que fornece
subsídios que possibilitam a correta tomada de decisões por parte do gestor da organização.
Surgiu da necessidade de se possuir informações úteis, relevantes e tempestivas. Para
Padoveze (2010, p.21)
A contabilidade gerencial se caracteriza por ser uma área contábil autônoma, pelo
tratamento dado à informação contábil, enfocando planejamento, controle e tomada
de decisão, e por seu caráter integrativo dentro de um sistema de informação
contábil.
Ela faz uso de temas, técnicas e procedimentos de outras disciplinas, áreas e campos,
ou seja, ela reúne os conhecimentos da contabilidade financeira com varias outras áreas, que
são de suma importância para um bom gerenciamento. Conforme Padoveze (1997, p.28) “o
objetivo da contabilidade gerencial é enfocar todos os temas escolhidos dessas disciplinas no
processo de administração, no processo integrado de tomada de decisões”.
16
A contabilidade gerencial é o uso da contabilidade como instrumento de gestão. De
acordo com Vieira (2012, p.2) “A contabilidade gerencial agrega valor ao processo decisório
da organização, possibilitando um melhor gerenciamento e produzindo informações
operacionais e financeiras conforme a necessidade da organização”. Ela controla os insumos,
fornece informações específicas, relevantes e adequadas para cada segmento hierárquico da
organização.
Esta voltada para a administração da empresa, fornecendo os fatos contábeis e a sua
quantificação para que os gestores possam tomar decisões relevantes e em tempo hábil,
estabelece diretrizes para que o empresário acompanhe o cotidiano empresarial. De acordo
com Iudícibus (1993, p. 15)
A contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e
exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir informações
que se “encaixem” de maneira valida e efetiva no modelo decisório do
administrador. [...] todo procedimento, técnica, informação ou relatório contábil,
feitos “sob medida” para que a administração os utilize na tomada de decisões entre
alternativas conflitantes, ou na avaliação de desempenho, recai na contabilidade
gerencial.
Por tanto, observa-se que a contabilidade gerencial é de suma importância para
processo de gestão e gerenciamento de uma organização, por ser a base correta e confiável
para a tomada de decisão adequada.
2.2.2 Aplicação e Finalidade
As informações geradas pela contabilidade gerencial são utilizadas pelos usuários
internos, para a tomada de decisão, para o planejamento e controle, bem como para a
obtenção do desempenho de funcionários e do desempenho econômico dos setores ou
departamentos da organização, e para avaliar o impacto e o sucesso de seus produtos e
processos.
De acordo com Warren, Reeve & Fess (2003, p. 3) as informações da contabilidade
gerencial “incluem dados históricos e estimados usados pela administração na condução de
operações diárias, no planejamento de operações futuras e no desenvolvimento de estratégias
de negócios integradas”.
A contabilidade gerencial serve de instrumento de gestão, gerando informações úteis,
que subsidiem os gestores na tomada de decisão. A principal finalidade da contabilidade
gerencial segundo Vieira (2012, p. 2) “é ser instrumento de gestão, e gerar informações úteis
para a administração da organização, auxiliando os gestores no processo decisório”. Já a
17
preocupação especifica da contabilidade gerencial segundo Hansen & Mowen (2001, p. 28) é
“com a forma como informações sobre custos e outras informações financeiras e nãofinanceiras devem ser usadas para o planejamento, controle e tomadas de decisão”.
Observa-se que a contabilidade gerencial produz informações para os níveis
operacional, tático e estratégico, pois estas informações servirão de base para a tomada de
decisões de acordo com o cotidiano e as necessidades da empresa. A contabilidade gerencial é
uma ferramenta indispensável para a sobrevivência das empresas, pois ela tem como enfoque
o planejamento, controle e tomada de decisão.
2.2.3 Contabilidade Gerencial e Contabilidade Financeira
A contabilidade gerencial e a contabilidade financeira são ramos da contabilidade que
possuem semelhanças, mas possuem objetivos e finalidades diferentes. A contabilidade
gerencial utiliza as informações geradas pela contabilidade financeira. A contabilidade
financeira produz informações tanto para os usuários internos, quanto externos – como
acionistas, bancos, fornecedores, governo – já a contabilidade gerencial produz informações
somente para os usuários internos, que são os diretores, gerentes, gestores, administradores.
De acordo com Padoveze (2010, p. 38)
A contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de informações para os
administradores – isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são
responsáveis pela direção e controle de suas operações. A contabilidade gerencial
pode ser contrastada com a contabilidade financeira, que é relacionada com o
fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão fora da
organização.
O mesmo autor traz um quadro comparativo entre a contabilidade gerencial e a
financeira, apresentado a seguir:
Quadro 1: Comparativo entre contabilidade financeira e contabilidade gerencial
Fator
Contabilidade Financeira
Contabilidade Gerencial
Usuários dos relatórios
Externos e internos
Internos
Objetivo dos relatórios
Facilitar a análise financeira para as
Objetivo
necessidades dos usuários externos
planejamento, controle, avaliação de
especial
de
facilitar
o
desempenho e tomada de decisão
internamente
Forma dos relatórios
Balanço Patrimonial, Demonstração
Orçamentos,
contabilidade
dos Resultados, Demonstração das
responsabilidade,
Origens e Aplicações de Recursos e
desempenho,
relatórios
relatórios
de
por
de
custo,
18
Frequência dos relatórios
Demonstração das Mutações do
relatórios especiais não rotineiros para
Patrimônio Líquido
facilitar a tomada de decisão
Anual, trimestral e ocasionalmente
Quando necessário pela administração
mensal
Custos ou valores utilizados
Primariamente históricos (passado)
Históricos e esperados (previstos)
Bases de mensuração usadas
Moeda corrente
Várias bases (moeda corrente, moeda
estrangeira – moeda forte, medidas,
para quantificar os dados
físicas, índices, etc.)
Restrições nas informações
Princípios Contábeis Geralmente
Nenhuma
restrição,
exceto
as
fornecidas
Aceitos
determinadas pela administração
Arcabouço teórico e técnico
Ciência Contábil
Utilização pesada de outras disciplinas,
como economia, finanças, estatística,
pesquisa operacional e comportamento
organizacional
Características
informação fornecida
da
Deve ser objetiva (sem víeis),
Deve ser relevante e a tempo, podendo
verificável, relevante e a tempo
ser
subjetiva,
possuindo
menos
verificabilidade e menos precisão
Perspectiva dos relatórios
Orientação histórica
Orientada para o futuro para facilitar o
planejamento, controle e avaliação de
desempenho antes do fato (para impor
metas), acoplada com uma orientação
histórica para avaliar os resultados reais
(para o controle posterior do fato)
Fonte: Padoveze (2010, p.38)
Apesar das diferenças demonstradas, a contabilidade gerencial cada vez mais vem
fornecendo informações também para os usuários externos com clientes e fornecedores.
2.2.4 O Papel do Contador Gerencial
O profissional da contabilidade cada vez mais vem sentido a necessidade de exercer o
papel de contador gerencial ou controller.
Este tem a função de acessória, apoio e
supervisão da administração e dos departamentos, garantindo que a informação tenha
utilidade para determinada pessoa, em tempo hábil. Um contador gerencial de acordo com
Iudícibus (1993, p. 17) deve
Saber tratar, refinar e apresentar de maneira clara, resumida e operacional, dados
esparsos contidos nos registros da contabilidade financeira, de custos etc., bem como
19
juntar tais informações com outros conhecimentos não especificamente ligados à
área contábil, para suprir a administração em seu processo decisório.
Ou seja, um contador gerencial deve possuir a capacidade de analisar o ambiente da
organização com uma visão ampla, unindo a contabilidade gerencial com outras áreas de
conhecimento científico, para fornecer informações claras e que supram as necessidades da
administração no processo de tomada de decisões.
2.3 Contabilidade de Custos
A contabilidade de custos surgiu durante a Revolução Industrial, quando as indústrias
sentiram a necessidade de possuir informações mais precisas, como controlar os custos das
fábricas e a avaliação dos estoques. Com a expansão dos mercados, o aumento da
concorrência, a globalização e a competição a contabilidade de custos foi evoluindo e se
tronou um instrumento essencial para a sobrevivência das organizações.
É um ramo da contabilidade que deriva da contabilidade financeira e da contabilidade
geral, que se destina a geração de informações contábeis, como preço mínimo e orientativo de
venda, que auxiliarão os diversos níveis gerenciais da empresa na tomada de decisões. Desta
forma no decorrer deste trabalho serão abordadas as ferramentas da contabilidade de custos
com enfoque no gerenciamento de um comércio.
2.3.1 Conceito e Finalidade
A contabilidade de custos fornece o preço orientativo de venda para geração da
margem de lucro desejada, o apontamento do preço mínimo de venda que pode ser praticado,
e apura a quantidade mínima de venda da empresa em cada período.
Hansen & Mowen (2001, p. 770) conceituam a contabilidade de custos como “um
subsistema de gestão de custos que se preocupa com a determinação do custo de produtos,
serviços, projetos, atividades e outros objetos que podem ser de interesse dos gestores”.
Para o adequado entendimento da contabilidade de custos, deve-se definir o
significado de custo, gasto e despesa.
Gastos são todos os valores desembolsados pela empresa, segundo Wernke (2011, p.
26) gastos são “as ocorrências nas quais a administração da empresa despende recursos ou
contrai uma obrigação (dívida) perante terceiros (fornecedores, bancos etc.) para obter algum
20
bem ou serviço que necessite para suas operações cotidianas”. Eles podem ser classificados
em despesas, custos, insumos, investimentos, perdas e desperdícios.
Custos é o preço ou os gastos, pagos ou efetuados para se obter ou produzir um bem
ou serviço. De acordo com Franco (1997, p. 44)
Nas empresas industriais, o custo compreende o preço pago pela matéria prima
consumida, pela mão-de-obra aplicada e por demais gastos com a produção. Nas
empresas comerciais, o custo inclui o preço de compra da mercadoria, assim como
todos os gastos decorrentes da atividade comercial, ou seja, da compra e venda dessa
mercadoria. Nas empresas de prestação de serviços [...] o custo compreende os
gastos decorrentes dessa prestação de serviços, incluindo a remuneração do capital
aplicado [...].
Despesas são valores, bens ou serviços consumidos voluntariamente para a obtenção
de receitas. De acordo com Wernke (2008, p. 12) as despesas “expressam o valor de bens ou
serviços consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas, de forma
voluntaria”. Complementando Vieira (2011, p. 6) as despesas são “itens que reduzem o
Patrimônio da empresa e tem características de repassar sacrifícios no processo de obtenção
de receitas”.
Neste sentido, pode-se dizer que a contabilidade de custos é uma ferramenta
indispensável para a contabilidade gerencial, pois ela gera informações que auxiliam os
diferentes níveis da organização na tomada de decisões.
2.3.2 Custos na Atividade Comercial
A principal distinção entre o comércio e a indústria conforme Bomfim & Passarelli
(2008, p.160) “consiste no fato de que o comércio é intermediário e a indústria é
transformadora”. O comércio tem como caracterização a atividade intermediaria, ou seja,
compra e revende mercadorias, sem a alteração das mesmas.
Segundo Iudícibus (1993, p.103) “Na linguagem comercial, custo significa quanto foi
gasto para adquirir certo bem, objeto, propriedade ou serviço”. Tem como objetivo o lucro, e
seus custos são todos os valores gastos em decorrência da aquisição de mercadorias.
De acordo com Wernke (2011, p. 27) como custos no comercio “devem ser
classificados apenas os valores diretamente ligados ao custo de aquisição da mercadoria a ser
revendida”.
Assim, conforme Bomfim & Passarelli (2008, p. 160)
Na atividade comercial o preço de aquisição do produto influi direta e
poderosamente no preço de venda, constituindo o aspecto básico do custo total da
21
mercadoria, apenas acrescido pelos valores provenientes das despesas diretamente
relacionadas com a atividade comercial e pelo Mark-up.
A atividade comercial trabalha com diversos produtos, em consequência disto deve
possuir diferentes margens de contribuição, a contabilidade de custos é quem ira fornecer
informações das margens de contribuição, o custo da mercadoria, e consequentemente o lucro
que será obtido com cada um dos produtos.
2.3.2.1 Custos Relativos à Aquisição das Mercadorias
Todos os gastos incorridos desde a compra da mercadoria no fornecedor ate a sua
disponibilidade pra empresa são seus custos. De acordo com Wernke (2008, p. 128) “todos os
esforços despendidos para a aquisição das mercadorias, materiais ou serviços até o memento
da sua utilização participam do custo de compra”.
Os custos relativos a aquisição de mercadorias no comércio são variáveis diretos.
Conforme Bomfim & Passarelli (2008, p. 161)
O custo de compra de mercadorias é determinado pelo preço de fatura, deduzido dos
descontos, abatimentos e bonificações obtidos na sua compra e acrescidos de todas
as despesas incorridas até a sua entrada no armazém ou depósito (seguros,
transportes, comissões de compra e outras).
Ainda de acordo com Bertó & Beulke (2006, p.43):
A fórmula do custo da mercadoria tem então a seguinte configuração atual:
(+) Valor básico atual da mercadoria do fornecedor;
(+) Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI), quando houver essa incidência;
(+) Frete, seguros, taxas, etc., quando ocorrerem e forem pagos pelo comprador;
(-) ICMS recuperável da compra (quando não for substituto). Na hipótese do ICMS
substituto, esse estará automaticamente agregado ao valor básico atual da
mercadoria.
____________________________________________________________________
(=) Custo da mercadoria adquirida
Desta forma, conclui-se que os custos relativos à aquisição das mercadorias no
comércio são todos valores pagos pelas mercadorias, mais os impostos incidentes sobre as
compras, mais o frete incidente sobre as compras e em algumas situações poderá ainda incidir
seguros e taxas relativos à compra da mercadoria.
22
2.3.2.2 Despesas Relativas à Venda de Mercadorias
Conforme Bertó & Beulke (2006, p. 43)
As despesas relativas à venda de mercadorias, como o próprio nome indica, referemse às despesas incorridas no ato da venda. Constituem custos variáveis diretos de
venda: as despesas financeiras de giro, as despesas diretas com vendas e as despesas
tributárias diretas.
Então, para que a comercialização do produto aconteça, incorrem-se custos, esses são
chamados de despesas relativas à venda de mercadorias. Ainda de acordo com Bomfim &
Passarelli (2008, p. 162) “as despesas de vendas (custo de comercialização) são aquelas
decorrentes das vendas de mercadorias, tais como comissões de vendas, descontos ou
bonificações concedidas, manutenção de veículos de transporte, despachos etc”.
2.3.3 Os Componentes Fixos do Custo no Comércio
Os componentes fixos do custo no comércio são todos aqueles custos necessários para
que a empresa funcione. Referem-se aos gastos que a empresa necessita para manter seu
funcionamento, independente do volume de vendas. Os componentes fixos do custo para
Bertó & Beulke (2006, p. 45) “na sua essência, são as despesas de estrutura de funcionamento
relativas à recepção, à estocagem, às movimentações internas, às vendas, como também, em
muitos casos, as pertinentes ao recebimento do numerário referente à venda”.
Os custos fixos não variam em função da venda, pois mesmo que não ocorrer a
comercialização os custos fixos permanecem inalterados. Ainda segundo Bertó & Beulke
(2006, p.46)
A rigor, despesas fixas existem em todas as áreas das organizações comerciais. São
despesas necessárias ao funcionamento da estrutura, e a sua ocorrência está mais
atrelada à um período de tempo do que ao volume de vendas. Constituem exemplos
típicos das despesas fixas os aluguéis (em sua forma convencional), os seguros, os
honorários administrativos, a depreciação etc.
Os componentes fixos do custo no comércio se classificam em despesas operacionais e
administrativas, depreciação e custo com pessoal.
2.3.3.1 Despesas
Despesas são os gastos que ocorrem em função das atividades da empresa, ou seja, são
aquelas despesas necessárias ao funcionamento e manutenção da empresa. Portanto, qualquer
23
gasto que não envolver a aquisição de mercadorias, é classificado como despesa, ocorre em
função da manutenção das atividades na empresa.
Compreendem exclusivamente as atividades administrativas e operacionais não
relacionadas com a aquisição de mercadorias.
De acordo com Bertó & Beulke (2006, p. 46)
Despesas operacionais são todas as despesas incorridas para dar, direta ou
indiretamente, sustentação estrutural com vistas à realização das operações inerentes
ao alcance dos objetivos das organizações comerciais (fundamentalmente a compra
e a venda de mercadorias). No comércio ao contrário de outros setores da economia,
essas despesas são fixas. As despesas administrativas compreendem todas as
despesas relativas à atividade de administrar a organização comercial no seu mais
amplo sentido. Essas despesas, em sua maioria, costumam ter uma natureza fixa em
qualquer setor da economia.
Enfim, as despesas operacionais são as despesas necessárias à atividade e manutenção
da empresa, já as despesas administrativas são aquelas realizadas pela administração da
empresa, necessárias para cumprir suas atividades.
2.3.3.2 Depreciação
A depreciação é o desgaste de um bem do ativo imobilizado da empresa, devido ao seu
uso ou obsolescência, este bem possui uma vida útil, esta deve ser considera, bem como o
valor residual do bem. Na definição dada por Franco (1997, p.176) “a depreciação – perda de
valor de um bem em virtude de seu uso ou da ação do tempo – é fenômeno natural no
patrimônio e deve ser contabilizada periodicamente”.
Ela visa reconhecer a desvalorização dos bens do Ativo Imobilizado, e efetua
mensalmente o lançamento do valor depreciável como despesa. A depreciação ocorrerá
segundo Basso (2005, p.226) “quando corresponder à perda de valor dos direitos que tem por
objeto bens físicos, sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência”.
Segundo o Concelho Regional de Contabilidade (2012), as Normas Brasileiras de
Contabilidade Técnicas (NBC T) 19.5 e NBC T 16.9 “Depreciação é a redução do valor dos
bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência”.
Portanto a depreciação é considerada uma despesa, pois representa o desgaste dos bens
do ativo imobilizado da empresa pelo uso, ação do tempo ou obsolescência, exigindo-se a
renovação ou reposição dos mesmos.
24
2.3.3.3 Custo com Pessoal
Os custos com pessoal ou mão de obra, representam um valor significativo nos custos
de uma empresa. Os custos com pessoal é o valor relativo aos salários, encargos e todas as
vantagens e benefícios concedidas aos funcionários, ou seja, são compostos pelos salários,
encargos legais e provisões - férias, 1/3 sobre as férias e 13º salário.
Na definição de Padoveze (2003, p. 130):
Considera-se como custo da mão de obra, além do salário, todos os encargos ligados
à manutenção dos recursos humanos na empresa, sejam esses encargos de caráter
fiscal, previdenciário, legal, social ou espontâneo, desde que tenham um caráter de
generalidade, isto é sejam obrigatórios ou de acesso a todos os funcionários da
empresa [grifo do autor].
No comércio o custo com mão de obra ou pessoal são considerados despesas
administrativas ou de vendas. Assim pode-se dizer que os custos com mão de obra são
aqueles relativos ao pagamento de salário e encargos sociais do pessoal, ou seja, é a soma do
salário com as demais vantagens adquiridas pelo empregado em função do contrato de
trabalho.
2.3.4 O sistema de Custeio Variável Aplicado no Comércio
Cada organização deve escolher o sistema de custeio que melhor se adapta as suas
necessidades. Os sistemas de custeio conforme Bruni e Famá (2004, p. 34) “referem-se às
formas como os custos são registrados e transferidos internamente dentro da entidade”.
O sistema de custeio variável, também conhecido como por custeio direto ou custeio
marginal, ele atribui aos produtos somente os custos que variam com o volume que será
vendido. Esse método de custeio no Brasil não é aceito pela legislação e não atende aos
princípios fundamentais de contabilidade, sendo utilizado somente para fins gerenciais, ele
considera apenas os custos variáveis dos produtos vendidos enquanto os custos fixos são
considerados como despesas no encerramento do resultado do período.
Na definição de Crepaldi (1998, p. 120)
O sistema de custeio direto é útil para a tomada de decisões administrativas ligadas a
fixação de preços, decisão de compra ou fabricação, determinação do mix de
produtos e, ainda, para possibilitar a determinação imediata do comportamento dos
lucros em face das oscilações de vendas.
25
Para Wernke (2008, p. 29)
A premissa básica do custeio direto é a de que somente os custos claramente
identificados com os produtos ou serviços vendidos (chamados de diretos ou
variáveis) devem ser apropriados. Os demais custos necessários para manter a
capacidade instalada (indiretos ou fixos) devem ser desconsiderados em termos de
custo do produto.
O custeio variável é extremamente importante para a tomada de decisão gerencial, pois
auxilia no processo de tomada de decisões sobre preços, margem de contribuição, auxílio no
controle dos custos periódicos e fixos da empresa, bem como na análise do custo x volume x
lucro.
Já o sistema de custeio por absorção segundo Wernke (2008, p. 20)
Este é o método mais tradicional de custeio e é empregado quando se deseja atribuir
um valor de custos ao produto, atribuindo-lhe também uma parte dos custos
indiretos. Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos produtos, de
forma direta ou indireta mediante critérios de rateios.
Ele é aceito pela legislação brasileira e internacional e atende aos princípios
fundamentais de contabilidade. No entanto, é visto por alguns autores com restrição, pois
eleva o custo de alguns produtos, pelo fato de alocar além dos custos variáveis também os
custos fixos.
2.3.5 Formação do Preço de Venda
A formação do preço de venda de um produto é de suma importância para a empresa,
pois o preço garante a competitividade, cobre os custos da empresa, gera a margem de lucro
desejada. Para a correta eficaz e eficiente formações do preço de venda deve-se realizar uma
análise completa dos custos envolvidos no produto.
De acordo com Wernke (2011, p.45)
A adequada determinação dos preços de venda é questão fundamental à
sobrevivência e crescimento das empresas, independente do porte ou área de
atuação, tendo em vista a preferência cada vez maior pelo quesito “preço” como
fator preponderante na decisão de compra dos clientes.
Segundo Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.40)
A formação do preço de venda de uma mercadoria deve ser bem estudada, pois
várias questões deverão ser analisadas: o preço no mercado, as políticas da empresa,
os prazos de pagamentos, a existência de produtos similares no mercado, a qualidade
dos produtos, as exigências governamentais e os custos, permitindo ainda, um lucro
para a empresa. Dessa forma, o empresário deve dar atenção especial a formação do
26
preço de venda, pois este deve ser suficiente para cobrir os custos, as despesas e
deixar sobras sob a forma de lucro, não esquecendo de adequar-se ao mercado.
São muitos os fatores que orientam a formação do preço de venda, segundo Bruni e
Famá (2004, p. 322) “Três processos distintos podem ser empregados na definição de preços e
costumam basear-se nos custos, no consumidor ou na concorrência”.
Existem vários métodos para a formação do preço de venda, mas o Mark-up é o mais
utilizado. Este método calcula o preço de venda de determinado produto, acrescentando um
percentual sobre o custo do produto, que contem as despesas variáveis e a margem de lucro
desejada.
Segundo Bomfim e Passarelli (2008, p.504) “a maneira mais utilizada, na área
comercial, de determinar o preço de um produto baseia-se no princípio do mark-up
(sobremarcação) - o preço é determinado adicionando-se uma margem de lucro ao custo do
produto”.
Conforme Padoveze (2003, p. 314)
O conceito de Mark-up, que traduzimos como multiplicador sobre os custos, é uma
metodologia para se calcular preços de venda de forma rápida, a partir do custo por
absorção de cada produto. (...) A partir do custo por absorção de cada produto,
aplica-se um multiplicador, de tal forma que os demais elementos formadores de
preço de venda sejam adicionados ao custo, a partir desse multiplicador.
Complementando, de acordo com Wernke (2008, p.130)
A taxa de marcação ou Mark-up é um índice aplicado sobre o custo de um bem ou
serviço para formação do preço de venda. Tem por finalidade cobrir os fatores,
como tributação sobre vendas (ICMS, IPI, PIS, Cofins ou Simples), percentuais
incidentes sobre o preço de venda (comissões sobre vendas, franquias, comissão da
administradora do cartão de crédito etc.), despesas administrativas fixas, despesas de
vendas fixas, custos indiretos de produção fixos e margem de lucro.
De acordo com Bruni & Famá (2004, p.341) “o mark-up pode ser calculado de duas
formas: multiplicador – mais usual, [...], e o divisor – menos usual, [...].
A seguir apresentam-se as fórmulas para o cálculo do mark-up multiplicador e do
mark-up divisor:
27
Quadro 2: Formulas para o Cálculo do Mark-up
Mark-up multiplicador
Mark-up = Preço de Venda
ou
Mark-up =
Custo
1
1- soma das taxas percentuais
Mark-up divisor
Mark-up = 100 – soma das taxas percentuais
100
Onde: soma das taxas percentuais = soma dos valores expressos em percentuais que influenciam no processo de
formação de preços, como percentual de lucro desejado, taxa percentual de despesas diversas, etc. [grifo do
autor]
Fonte: Vieira (2011, p.36)
Ao aplicar o mark-up, se obtêm o preço de venda orientativo, que para ser aplicado
deve levar em consideração o preço praticado pelo mercado e o aceito pelo consumidor.
Portanto o mark-up se bem elaborado se torna uma ferramenta indispensável a concorrência e
gestão da empresa.
2.3.5.1 Análise Custo, Volume e Resultado
A análise do custo, volume, resultado/lucro (CVR) fornece informações que
possibilitará ao gestor tomar decisões de forma rápida, precisa, e fidedignas da situação da
empresa. Através dela avaliam-se as variações ocorridas nas receitas, conforme o volume de
vendas e nos custos.
Conforme Bomfim e Passarelli (2008, p. 273)
A análise do custo, volume e lucro é relativa à forma pela qual os lucros e gastos se
alteram com a mudança do volume. Ela examina o impacto nos lucros de alterações
nos custos variáveis, custos e despesas fixas, preço de venda, volume e diversidade
de produtos, e dessa forma, ajuda no processo de planejamento.
Para Wernke (2008, p. 41) “as análises custo/volume/lucro são modelos que visam
demonstrar, de forma gráfica ou matemática, as inter-relações existentes entre as vendas, os
custos (fixos ou variáveis), o nível de atividade desenvolvido e o lucro alcançado ou
desejado”.
A análise do CVL é utiliza-se de varias ferramentas como a margem de contribuição
unitária e total, o ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro, e a margem de
segurança operacional. Segundo Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.43) “essas ferramentas são
muito importantes porque facilitam o entendimento da real situação do empreendimento,
28
demonstrando por meio de números e gráficos as relações entre as vendas, os custos fixos e
variáveis, o nível de atividade desenvolvido e o lucro alcançado ou que se deseja alcançar”.
Portanto, a análise do custo, volume, lucro é um instrumento de suma importância para
a gestão, pois fornece informações como, por exemplo, a quantidade mínima de vendas que a
empresa precisa alcançar para cobrir os custos e as despesas e não ter prejuízo.
2.3.5.2 Margem de Contribuição
A diferença entre o preço de venda e os custos e despesas variáveis é à margem de
contribuição. Ela é um indicador que contribui para a formação do unitário e total lucro dos
produtos vendidos. De acordo com Wernke (2008, p.42) “a margem, de contribuição é o valor
resultante da venda de uma unidade, após deduzidos os custos e despesas variáveis associados
ao produto comercializado. Tal valor contribuirá para pagar os custos fixos da empresa e gerar
lucro”.
A margem de contribuição para Padoveze (2010, p. 376):
Representa o lucro variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto
e os custos e despesas variáveis por unidade de produto. Significa que em cada
unidade vendida a empresa lucrará determinado valor. Multiplicando-se pelo total
vendido, teremos a contribuição marginal do produto para a empresa.
Padoveze (2010, p. 377) acrescenta:
Margem de contribuição é margem bruta obtida pela venda de um produto que
excede seus custos variáveis unitários. Em outras palavras, a margem de
contribuição é o mesmo que o lucro variável unitário, ou seja, preço de venda
unitário do produto deduzido dos custos e despesas variáveis necessários para
produzir e vender o produto.
Ela pode ser unitária ou total, estando apresentada a seguir a formula para o cálculo
destas:
Quadro 3:Formula para o Cálculo da Margem de Contribuição Unitária e Total
MCu = PVu – CVu – DVu
Onde:
MCu = margem de contribuição unitária;
PVu = preço de venda unitário;
CVu = custo variável unitário;
DVu = despesa variável unitária;
MCT = margem de contribuição total
Fonte: adaptado de Vieira (2011, p.39)
MCT = MCu x Quantidade Vendida
29
Wernke (2008, p.44) relaciona as seguintes vantagens e desvantagens da margem de
contribuição
a) É um instrumento para avaliar a viabilidade de aceitação de pedidos em condições
especiais. Por exemplo: quando existem restrições de matéria-prima ou horas de
trabalho disponíveis ou por preços e quantidades diferentes dos praticados;
b) Ajudam a administração a decidir que produtos devem merecer maior esforço de
venda ou colocados em planos secundários ou simplesmente tolerados pelos
benefícios de vendas que possam trazer a outros produtos;
c) São essenciais para auxiliar os administradores a decidirem se um segmento
produtivo (ou de comercialização) deve ser abandonado ou não;
d) Podem ser usadas para avaliar alternativas quanto a reduções de preços, descontos
especiais, campanhas publicitárias especiais e uso de prêmios para aumentar o
volume de vendas. As decisões desse tipo são determinadas por uma comparação
dos custos adicionais, visando ao aumento da receita de venda. Quanto maior for o
índice de margem de contribuição, melhor é a oportunidade de promover vendas.
Quanto mais baixo o índice, maior será o aumento do volume de vendas necessário
para recuperar os compromissos de promover vendas adicionais;
e) A margem de contribuição auxilia os gerentes a entenderem a relação entre
custos, volume, preços e lucros, fundamentando tecnicamente as decisões de venda;
f) Basear o cálculo dos preços de venda somente com dados da margem de
contribuição pode resultar em valores que não cubram todos os custos necessários
para manter as atividades a longo prazo;
g) É útil para a tomada de decisões de curto prazo, mas pode levar o administrador a
menosprezar a importância dos custos fixos.
Enfim, A margem de contribuição é um termo que faz parte do método de custeio
variável e é de extrema importância para as decisões de curto prazo, para a contabilidade de
custos e para a tomada de decisões gerenciais, como políticas de incremento, quantidades e
preços dos produtos.
2.3.5.3 Ponto de Equilíbrio
O ponto de equilíbrio estabelece a quantidade mínima que a empresa deve vender,
para pagar os seus custos e não ter prejuízo, ou seja, seu resultado é nulo, sem lucro ou
prejuízo. O ponto de equilíbrio segundo Wernke (2008, p. 49) “representa o nível de vendas
em que a empresa opera sem lucro ou prejuízo. Ou seja, o número de unidades vendidas no
ponto de equilíbrio é suficiente para a empresa pagar seus custos fixos e variáveis, sem gerar
lucro”.
Para Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.44) o ponto de equilíbrio é uma ferramenta
Importantíssima porque em função dela se saberá qual o volume de atividade é o
suficiente para que a empresa não tenha prejuízo, além de identificar qual o nível de
vendas que deve ser atingido para que a empresa alcance o lucro desejado. Deve
ficar claro, contudo, que o número de unidades vendidas, exatamente no ponto de
30
equilíbrio, é o suficiente para que a empresa pague seus custos fixos e variáveis, no
entanto sem gerar lucro.
Existem três tipos de cálculo do ponto de equilíbrio, que são o ponto de equilíbrio
contábil, econômico e financeiro. O que determina qual cálculo será utilizado são as
necessidades da empresa e dos gestores. De acordo com Bornia (2002, p. 79)
A diferença fundamental entre os três pontos de equilíbrio são os custos e despesas
fixas a serem considerados em cada caso. No ponto de equilíbrio contábil são
levados em conta todos os custos e despesas contábeis relacionados com o
funcionamento da empresa. Já no ponto de equilíbrio econômico, são também
incluídos nos custos e despesas fixos considerados todos os custos de oportunidades
referentes ao capital próprio, ao possível aluguel das edificações (caso a empresa
seja proprietária) e a outros itens do gênero. No caso do ponto de equilíbrio
financeiro, os custos considerados são apenas os custos desembolsados que
realmente oneram financeiramente a empresa.
Na sequência estão apresentadas as fórmulas para os cálculos dos pontos de
equilíbrios:
Quadro 4: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio contábil
Despesas e Custos Fixos da Loja ($)
PEC (unid.) = ----------------------------------------------Margem de Contribuição Unitária ($)
Fonte: Wernke (2011, p. 113)
Quadro 5: Fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio financeiro
Despesas e Custos fixos ($) – Depreciações ($) + Dívidas do Período ($)
PEFin. (unid.) = ----------------------------------------------------------------------------------------Margem de Contribuição Unitária ($)
Fonte: Wernke (2011, p. 115)
Quadro 6: Fórmula de calculo do ponto de equilíbrio econômico
Despesas e Custos Fixos da Loja ($) + Lucro Desejado ($)
PE Econ. (unid.) = --------------------------------------------------------------------------Margem de Contribuição Unitária ($)
Fonte: Wernke (2011, p. 116)
31
Ainda, para Padoveze (2003, p. 281)
Denominamos ponto de equilíbrio o volume de atividade operacional em que o total
da margem de contribuição da quantidade vendida/produzida se iguala aos custos e
despesas fixas. Em outras palavras, o ponto de equilíbrio mostra o nível de atividade
ou volume operacional, quando a receita total das vendas se iguala ao somatório dos
custos variáveis totais mais os custos e as despesas fixas. Assim, o ponto de
equilíbrio evidencia os parâmetros que mostram a capacidade mínima em que a
empresa deve operar para não ter prejuízo, mesmo que à custa de um lucro zero.
Desta forma, conclui-se que o ponto de equilíbrio é um instrumento importante de
gestão, que auxilia na análise do custo, volume e lucro, evidenciando a real situação da
empresa, para que as decisões sejam as melhores possíveis.
2.3.5.4 Margem de Segurança
A margem de segurança fornece o volume de vendas que a empresa esta operando
acima do ponto de equilíbrio, ou seja, quanto maior for a margem de segurança maiores são as
chances de a empresa obter lucro.
De acordo com Bruni & Famá (2004, p. 262) “a margem de segurança consiste na
quantia ou índice das vendas que excedem o ponto de equilíbrio da empresa. Representa o
quanto as vendas podem cair sem que a empresa incorra em prejuízo, podendo ser expressa
em quantidade, valor ou percentual”.
Ainda conforme Padoveze (2003, p.290) “a margem de segurança pode ser definida
como o volume de vendas que excede às vendas calculadas no ponto de equilíbrio. O volume
de vendas excedente para se analisar a margem de segurança, pode ser tanto o valor das
vendas orçadas, como o valor real das vendas”.
A fórmula do cálculo da margem de segurança esta apresentada a seguir:
Quadro 7: Fórmula de cálculo da margem de segurança
Margem de Segurança (MS) = Vendas reais/orçadas ( - ) vendas no PE
Fonte: Padoveze (2003, p.291)
Então, quanto maior for a margem de segurança, maiores os chances da empresa ter
lucros, e menores os riscos de prejuízo.
32
2.4 Análise de Indicadores Econômico-Financeiros como Instrumento da Avaliação de
Desempenho
Os indicadores econômico-financeiros segundo Padoveze (2010, p.213) “são cálculos
matemáticos efetuados a partir do balanço patrimonial e da demonstração de resultados,
procurando números que ajudem no processo de clarificação do entendimento da situação da
empresa, em seus aspectos, patrimoniais, financeiros e de rentabilidade”. Eles atendem aos
interesses internos dos gestores, mas também a interesses externos, como o de investidores e
financiadores.
Esses indicadores podem de acordo com Basso (2011, p.2) “ser obtidos através da
elaboração (cálculos) de coeficientes, quocientes ou índices, obtidos através de relações que
se estabelecem entre duas grandezas”. Para Matarazzo (2003, p. 147) “a característica
fundamental dos índices é fornecer visão ampla da situação econômica ou financeira da
empresa”.
Conforme Iudícibus (2010, p. 92)
O uso de quocientes tem como finalidade principal permitir o analista extrair
tendências e comparar os quocientes com padrões preestabelecidos. A finalidade da
análise é, mais do que retratar o que aconteceu no passado, fornecer algumas bases
para inferir o que poderá acontecer no futuro.
Portanto, a análise dos indicadores econômico-financeiros auxiliará o gestor da
empresa na tomada de decisões, fornecendo a real situação da empresa, ou seja, uma visão da
presente situação da empresa, e prevendo situações futuras. A partir dela buscam-se soluções
para os problemas da empresa, ou novas oportunidades de crescimento.
2.4.1 Indicadores de Capacidade de Pagamento
Os Indicadores de capacidade de pagamento como o nome já diz, demonstram a
capacidade que a empresa possui de pagar as suas dividas. Podem ser chamados de
indicadores, índices, quocientes ou coeficientes de liquidez.
Segundo Basso (2011, p.3) “pela liquidez, busca-se saber das condições que uma
entidade qualquer tem de liquidar seus compromissos no vencimento com suas
disponibilidades, seus devedores e seus estoques, isto é, sem se desfazer do seu ativo
permanente”. Para Assaf Neto (2002, p. 171) “os indicadores de liquidez evidenciam a
situação financeira de uma empresa frente a seus diversos compromissos financeiros”.
33
Existem diversos indicadores para o estudo da capacidade de pagamento, o presente
estudo é composto pelos cálculos de liquidez corrente, liquidez seca, liquidez imediata,
liquidez geral e endividamento.
O cálculo da liquidez corrente ou circulante, objetiva verificar a capacidade que a
empresa possui de pagar as suas dividas de curto prazo. Segundo Iudícibus (2010, p. 94) “este
quociente relaciona quantos reais dispomos, imediatamente disponíveis e conversíveis em
curto prazo em dinheiro, com relação às dívidas de curto prazo. É um índice muito divulgado
e frequentemente considerado como o melhor indicador da situação de liquidez da empresa”.
Para Assaf Neto (2002, p.172) “a liquidez corrente indica o quanto existe de ativo
circulante para cada $ 1 de dívida a curto prazo”. O cálculo da liquidez corrente é dado pela
fórmula:
Quadro 8: Fórmula de cálculo da liquidez corrente
Ativo Circulante
Liquidez Corrente =
Passivo Circulante
Fonte: Assaf Neto (2002, p. 172)
Quanto maior for o resultado do índice de liquidez corrente, melhor será situação da
empresa com relação à quitação das suas dívidas no curto prazo. Conforme Padoveze (2010,
p. 217) “sempre superior a 1,00, sendo classificado como ótimo a partir de 1,50”. Já para
Basso (2011, p. 5):
Sob o ponto de vista financeiro, um coeficiente de liquidez circulante favorável ou
positivo deverá ser sempre superior a 2,0; isto é, o ativo circulante deverá ser no
mínimo duas vezes maior que o passivo circulante, pois as dívidas significam
compromissos certos, ao passo que os devedores, outros créditos e os estoques
precisam primeiro ser convertidos em disponibilidades, para posteriormente
poderem quitar dívidas; portanto, necessita-se de uma dupla garantia para as dívidas
de curto prazo.
O indicador de liquidez seca assim como a liquidez corrente tem o objetivo de
demonstrar a capacidade de pagamento da empresa, mas considera somente o caixa, bancos e
os valores a receber em curto prazo. É um indicador mais rigoroso e conservador, que da
maiores garantias aos financiadores de capital, segundo Iudícibus (2010, p. 96).
Esta é uma variante muito adequada para se avaliar conservadoramente a situação de
liquidez da empresa. Eliminando-se os estoques do numerador, estamos eliminando
uma fonte de incerteza. [...]. Em certas situações pode-se traduzir um quociente
bastante conservador, visto a alta rotatividade dos estoques.
34
Para Basso (2011, p. 6), “o coeficiente de liquidez seca não poderá ser inferior a 1,0,
caso contrário, evidenciará que a entidade não terá condições de liquidar suas dívidas sem
vender seus estoques ou desfazer-se de elementos de seu ativo permanente”.
Já segundo Padoveze (2010, p. 218), “não há referencial claro para este indicador”.
Ainda, conforme opinião do autor, “para empresas comerciais esse indicador poderia chegar
até 0,50 e ser considerado normal, desde que também os estoques formem liquidez corrente
acima de 1,00”. O cálculo da liquidez seca é dado a seguir:
Quadro 9: Fórmula de cálculo do índice de liquidez seca
Ativo Circulante (-) Estoques
Liquidez Seca =------------------------------------------Passivo Circulante
Fonte: Padoveze (2010, p. 217)
O indicador de liquidez imediata considera somente as disponibilidades, ou seja, caixa
e bancos, para analisar a capacidade de pagamento da empresa. A liquidez imediata para
Assaf Neto (2002, p. 172) “revela a porcentagem das dívidas a curto prazo (circulante) em
condições de serem liquidadas imediatamente. Esse quociente é normalmente baixo pelo
pouco interesse das empresas em manter recursos monetários em caixa, ativo operacional de
reduzida rentabilidade”. O cálculo da liquidez imediata é apresentado a seguir:
Quadro 10: fórmula para o cálculo da liquidez imediata
Disponível
Liquidez Imediata =
Passivo Circulante
Fonte: Assaf Neto (2002, p. 172)
O indicador de liquidez geral considera além dos valores de curto prazo, os valores de
longo prazo para analisar a capacidade de pagamento que a empresa possui. Conforme Silva
(2008, p. 283) “o índice de liquidez geral indica quanto a empresa possui em dinheiro, bens e
direitos realizáveis a curto e longo prazo, para fazer face às suas dívidas totais”.
Para Padoveze (2010, p. 219) “não há referencial para esse indicador. Alguns
entendem que é interessante ser acima de 1,00, mas cremos que não deve ser necessária essa
interpretação”. Já para Basso (2011, p. 7)
35
Para maior tranquilidade financeira da Entidade, o coeficiente de liquidez geral não
deve ser inferior a 1,5, isto é, a empresa necessita possuir no mínimo uma vez e
meia em disponibilidades, estoques e valores a receber de curto e longo prazo para
cada uma vez de dívidas de curto e longo prazo, caso contrário poderá no futuro
prejudicar os demais índices de liquidez.
A fórmula para o cálculo do índice de liquidez geral é demonstrada em sequência:
Quadro 11: fórmula para o cálculo do índice de liquidez geral
Ativo Circulante (+) Realizável a Longo Prazo
Liquidez Geral = -----------------------------------------------------------------Passivo Circulante (+) Exigível a Longo Prazo
Fonte: Padoveze (2010, p. 219)
Por fim, o indicador de endividamento indica segundo Iudícibus (2010, p. 97) “a
relação de dependência da empresa com relação ao capital de terceiros”. Conforme Padoveze
(2010, p. 220) “mostra quanto a empresa tem de capital próprio – patrimônio líquido - para
garantir as dívidas contratadas para o giro e de financiamentos”. O cálculo do endividamento
é dado a seguir:
Quadro 12: fórmula para cálculo do índice de endividamento
Passivo Circulante (+) Exigível a Longo Prazo
Endividamento = ---------------------------------------------------------------------Patrimônio Líquido
Fonte: Padoveze (2010, p. 220)
Como parâmetro de comparação, pode-se, de acordo com Padoveze (2010, p. 220)
“um ponto referencial é que este indicador deva ser sempre inferior a 1,00. Indicadores
superiores a 1,00 podem sugerir excesso de endividamento da empresa através dos
empréstimos e financiamentos já contratados”.
2.4.2 Indicadores de Atividade
Os indicadores de atividade busca demonstrar como esta o ciclo operacional da
empresa. Representam segundo Iudícibus (2010, p. 100) “representam a velocidade com que
elementos patrimoniais de relevo se renovam durante determinado período de tempo. Por sua
natureza têm seus resultados normalmente representados em dias, meses períodos maiores,
36
fracionários de um ano”. Ou seja, analisa o tempo (velocidade) em que a empresa recebe as
vendas, paga as contas e renova o seu estoque.
Conforme Assaf Neto (2002, p. 180) “os indicadores de atividade operacional são
mais dinâmicos e permitem que seja analisado o desempenho operacional da empresa e suas
necessidades de investimento em giro”. Dentre os indicadores, pode-se citar o prazo médio de
recebimentos, o prazo médio de pagamento, o giro do estoque e o giro do ativo.
Os indicadores de prazo médio de recebimentos ou cobranças visam demonstrar o
tempo que a empresa leva para receber os créditos fornecidos aos clientes. Segundo Assaf
(2002, p. 181) “calcula o tempo médio em receber o produto vendido, ou seja, quanto tempo a
empresa espera para receber as vendas realizadas”.
Ainda conforme Basso (2011, p. 22) “quanto menos tempo levar para receber os
créditos e quanto maior a folga entre receber e pagar, melhor é a situação das duplicatas a
receber da empresa”.
O cálculo do prazo médio de recebimentos é dado pela fórmula:
Quadro 13: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de recebimentos
Clientes (Duplicatas a Receber) x 360 dias
Prazo médio de recebimento = -----------------------------------------------------------Receita Operacional Bruta
Fonte: Padoveze (2010, p. 221)
Os indicadores de prazo médio de pagamentos, como o nome já diz tem a finalidade
de demonstrar o tempo que a empresa leva para pagar os seus fornecedores/compras. De
acordo com Basso (2011, p. 23) “quanto maior o prazo de pagamento em relação aos de
recebimentos, melhor é a situação das duplicatas a pagar”. O cálculo do prazo médio de
pagamentos é apresentado a seguir:
Quadro 14: fórmula para o cálculo do indicador de prazo médio de pagamento
Fornecedores (Duplicatas a Pagar) x 360 dias
Prazo médio de pagamento = ----------------------------------------------------------------Compras Brutas de Mercadorias e Serviços
Fonte: Padoveze (2010, p. 223)
37
O giro do estoque representa o tempo que a mercadoria permanece dentro da empresa
até ser totalmente vendida. Conforme Basso (2011, p. 21) “quanto mais cedo ou vezes ele
‘girar’, melhor será sua qualidade”. Para se achar os dias que o estoque leva para girar, utilizase a fórmula a seguir:
Quadro 15: fórmula para o cálculo do giro do estoque
Custo dos Produtos Vendidos
Giro do Estoque = ------------------------------------------------Estoques Totais
Fonte: Padoveze (2010, p. 224)
O giro do ativo conforme Iudícibus (2010, p. 103) “expressa quantas vezes o ativo
‘girou’ ou se renovou pelas vendas”. Ainda para o autor “existe um grande interesse da
empresa em vender bastante com relação ao valor do ativo. Quanto maior o ‘giro’ do ativo
pelas vendas, maiores as chances de cobrir as despesas com uma boa margem de lucro”.
A seguir está demonstrada a fórmula para o cálculo do giro do ativo:
Quadro 16: fórmula para o cálculo do giro do ativo
Receita Operacional Líquida
Giro do Ativo = --------------------------------------------Ativo Total
Fonte: Padoveze (2010, p. 225)
2.4.3 Indicadores de Rentabilidade
Os indicadores de rentabilidade medem se a empresa esta sendo lucrativa ou não, ou
seja, se ela esta retornando o capital nela investido. Segundo Matarazzo (2003, p. 175) “os
índices deste grupo mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quanto
renderam os investimentos e, portanto, qual o grau de êxito econômico da empresa”.
Dentre os vários indicadores de rentabilidade existentes, serão apresentados neste
estudo, a margem líquida, a rentabilidade do ativo total, a rentabilidade do patrimônio líquido,
alavancagem financeira e o retorno do investimento.
A margem líquida ou margem operacional demonstra quanto foi o lucro liquido da
empresa com as vendas. Segundo Matarazzo (2003, p. 177) “indica quanto a empresa obtém
38
de lucro para cada $ 100 vendidos”. Ainda conforme Iudícibus (2010, p. 106) “este quociente,
apesar dos esforços para melhorá-lo, comprimindo despesas e aumentando a eficiência,
apresenta-se baixo ou alto de acordo com o empreendimento”. O cálculo é apresentado na
sequência:
Quadro 17: fórmula para o cálculo da margem líquida
Lucro Líquido
Margem Líquida = ---------------------------- x 100
Vendas Líquidas
Fonte: adaptado de Matarazzo (2003, p. 177)
A rentabilidade do ativo total nas palavras de Matarazzo (2003, p. 179)
Mostra quanto a empresa obteve de lucro líquido em relação ao ativo. É uma medida
do potencial de geração de lucro da parte da empresa. Não é exatamente uma medida
de rentabilidade do capital [...], mas uma medida da capacidade da empresa em gerar
lucro líquido e assim poder capitalizar-se. É ainda uma medida do desempenho
comparativo da empresa ano a ano.
O cálculo é dado a seguir:
Quadro 18: fórmula para o cálculo da rentabilidade do ativo total
Lucro Líquido após Imposto de Renda
Rentabilidade do Ativo Total = -------------------------------------------------------- x 100
Ativo Total
Fonte: Padoveze (2010, p. 227)
A rentabilidade do patrimônio líquido demonstra a remuneração que a empresa gerou
para seu capital próprio. Segundo Padoveze (2010, p. 229) “representa o quanto foi a
rentabilidade do capital que os sócios da empresa investiram no empreendimento”. Conforme
Matarazzo (2003, p. 181)
O papel do índice de rentabilidade do patrimônio líquido é mostrar qual a taxa de
rendimento do capital próprio. Essa taxa pode ser comparada com a de outros
rendimentos alternativos no mercado, como caderneta de poupança, CDBs, letras de
câmbio, ações, aluguéis, fundos de investimento, etc. Com isso se pode avaliar se a
empresa oferece rentabilidade superior ou inferior a essas opções.
A seguir, a fórmula para o cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido:
39
Quadro 19: fórmula para o cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido
Lucro Líquido após Imposto de Renda
Rentabilidade do Patrimônio Líquido = ------------------------------------------------------ x 100
Patrimônio Líquido final
Fonte: Padoveze (2010, p. 227)
A alavancagem financeira é definida por Assaf Neto (2002, p. 122) “como a
capacidade que os recursos de terceiros apresentam de elevar os resultados líquidos dos
proprietários”. A fórmula do grau de alavancagem financeira é apresentado a seguir:
Quadro 20: fórmula para o cálculo do grau de alavancagem financeira
Grau de
Lucro Operacional
Alavancagem (GAF) =
Financeira
Lucro Operacional – Despesas Financeiras
LOP
=
LOP – DF
Fonte: Assaf Neto (2002, p. 123)
Retorno do investimento (ROI) como o nome já diz, é o retorno gerado pelo
investimento. Segundo Matarazzo (2003, p. 393)
Toda empresa utiliza recursos representados por capitais investidos. Toda empresa
busca gerar lucro para remunerar esses capitais. Para medir a eficiência da empresa
em atender a esse objetivo (gerar lucro), apura-se a chamada taxa de retorno sobre
investimento através da divisão do lucro pelo investimento.
Para Assaf Neto (2002, p. 211) o investimento
Refere-se ao valor do ativo total excluído daqueles passivos considerados inerentes à
atividade da empresa como salários, fornecedores, impostos, e assim por diante. É o
montante que a empresa efetivamente investiu em seu negócio, buscando
deliberadamente esses recursos no mercado financeiro (empréstimos e
financiamentos) e junto aos proprietários (sócios/acionistas).
Conforme Iudícibus (2010, p. 107) o retorno do investimento “é provavelmente, o
mais importante quociente individual de toda análise de balanços”. O cálculo da ROI é
demonstrado a seguir:
Quadro 21: fórmula do cálculo de retorno do investimento
Lucro Operacional
ROI =
Investimento
Fonte: Assaf Neto (2002, p. 2130
40
2.5 Sistema de Informações Gerenciais
Os sistemas de informações gerenciais é uma importante ferramenta no processo de
tomada de decisão. Com o acelerado crescimento das empresas, os níveis operacionais e
estratégicos veem se distanciando, e o sistema de informações gerenciais busca, fornecer
informações úteis e em tempo hábil, com maior legitimidade para subsidiar as decisões.
Então a contabilidade gerencial utiliza-se do sistema de informações gerenciais para
apoiar o processo de tomada de decisão e controle, ou seja, uma informação direcionada para
as pessoas certas e no momento certo proporciona um bom andamento da empresa.
Para uma melhor compreensão do que são sistemas de informações gerenciais faz-se
necessário entender o significado de sistemas e de informações.
Os sistemas representam em uma organização o conjunto de recursos humanos,
materiais, tecnológicos e financeiros, que juntos atuam em função de determinado objetivo e
função. Para Bio (1996, p. 18) “considera-se sistema um conjunto de elementos
interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário
e complexo”.
Já, conforme Cassarro (1999, p. 25) “sistema é um conjunto de funções logicamente
estruturadas, com a finalidade de atender a determinados objetivos”.
Ainda, segundo Oliveira (1993, p. 23) “sistema é um conjunto de partes integrantes e
interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e
efetuam determinada função”.
Segundo Padoveze (1997, p. 36)
Os sistemas classificam-se em sistemas abertos e fechados. Os sistemas fechados
não interagem com o ambiente externo, enquanto que os sistemas abertos
caracterizam-se pela interação com o ambiente externo, suas entidades e variáveis.
[...]. A empresa é um sistema aberto, bem como os sistemas de informações, pois há
um processo de interação com o ambiente.
Para se definir informação é preciso distingui-la de dado. Para Oliveira (1993, p. 34)
“dado é qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma
compreensão de determinado fato ou situação” e “informação é o dado trabalhado que permite
ao executivo tomar decisões”. Portanto, informação é resultante da analise e processamento
dos dados coletados.
Neste contexto, pode-se definir sistemas de informação gerencial segundo Padoveze
(1997, p.36) “como um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros
agregados segundo uma sequência lógica para o processamento de dados e tradução em
41
informações, para com seu produto, permitir às organizações o cumprimento de seus objetivos
principais”. Ou seja, ele auxilia o controle e tomada de decisões, pois é um conjunto de
recursos voltados à análise de informações.
Os sistemas podem ser classificados em dois grupos principais: sistemas de apoio às
operações e sistemas de apoio à gestão (BIO, 1996, p. 34).
Os sistemas de apoio às operações segundo Bio (1996, p. 34) “são tipicamente
sistemas processadores de transações, ou seja, são redes de procedimentos rotineiros que
servem para o processamento de transações recorrentes”. Ainda para o mesmo autor “os
sistemas de apoio à gestão não são orientados para o processamento de transações rotineiras,
mas existem especificamente para auxiliar processos decisórios”.
Tendo em vista que o crescimento do volume de informações que as empresas
possuem, os sistemas de informações gerenciais se tornam indispensável, pois fornecem
informações seguras e precisas, que dão sustentação para as tomadas de decisões por parte dos
gestores.
2.5.1 Níveis do Sistema de Informações Gerenciais
O sistema de informações gerenciais, para cumprir sua função de auxilio ao
planejamento, controle e tomada de decisão, deve atender aos diversos níveis hierárquicos
existentes na organização, cada tipo de usuário tem necessidade de informações especificas.
Segundo Vieira (2011, p. 19) “em todos os níveis da hierarquia organizacional se faz
necessário a tomada de decisão, diferenciando em suas complexidades e riscos”. Vieira (2011,
p.19) ainda cita que “na abordagem do sistema de informação gerencial, podem se distinguir
em três níveis de poder, com diferentes características: nível estratégico, nível tático e nível
operacional”.
A seguir, esta demonstrada à representação dos níveis de influência do sistema de
informações gerenciais (SIG) em uma organização:
42
Figura 1: Níveis de influência do SIG
Estratégico (SIE)
Tático (SIT)
Operacional (SIO)
Fonte: Oliveira (1993, p. 134)
De acordo com Oliveira (1993, p.133) os níveis de influência do sistema de
informações gerenciais são:
a) Nível estratégico, que considera a interação entre as informações do ambiente
empresarial (estão fora da empresa) e as informações internas da empresa.
Correspondente ao SIE – Sistema de Informações Estratégicas.
b) Nível tático, que considera a aglutinação de informações de uma área de resultado
e não da empresa como um todo. Corresponde ao SIT – Sistema de Informações
Táticas.
c) Nível Operacional, que considera a formalização, principalmente através de
documentos escritos das várias informações estabelecidas. Corresponde ao SIO –
Sistema de Informações Operacionais.
Os três níveis do sistema de informações gerenciais (SIG) possuem características
diferentes, mas que proporcionam uma interligação entre o planejamento estratégico, tático e
operacional. A definição de cada um dos tipos de planejamentos é dada segundo Oliveira
(1993, p. 135):
Planejamento estratégico é a metodologia gerencial que permite estabelecer a
direção a ser seguida pela empresa, visando a maior interação com o ambiente.
Planejamentos tático é a metodologia gerencial que tem por finalidade otimizar uma
situação futura desejada de determinada área da empresa.
Planejamento operacional é a formalização das metodologias de desenvolvimento e
de implementação de resultados específicos a serem alcançados pelas áreas
funcionais da empresa.
Neste contexto, para que seja garantida a efetividade e sucesso de um SIG, é
importante que os níveis e o planejamento de cada atividade sejam adequados as suas
necessidades, ou seja, é preciso planejamento, para que as informações produzidas sejam
concisas e atendam as necessidades dos usuários de cada nível hierárquico da organização.
2.5.2 Tecnologia da Informação
A tecnologia da informação (TI) é um recurso que facilita as atividades da
organização, por fornecer informações rápidas e confiáveis que auxiliarão a empresa a atingir
43
os objetivos específicos traçados, dando suporte para a tomada de decisão. Ela se tornou um
fator essencial para o aperfeiçoamento e a competitividade das empresas.
Segundo Padoveze (1998, p. 42) “a tecnologia da informação é todo o conjunto
tecnológico à disposição das empresas para efetivar seu subsistema de informação”. O mesmo
autor relata que:
O conceito de TI – Tecnologia de Informação entende que a informação (seus
sistemas, recursos etc.) deve fazer parte de uma estrutura em nível estratégico das
empresas. A informação não deve limitar-se a administrar os recursos internos, mas
ultrapassar as fronteiras da empresa e integrar-se sistematicamente com
fornecedores, clientes etc., sendo portanto, a TI fator chave de competitividade.
(PADOVEZE, 1998, p.43)
Já de acordo com Cruz (2009, p. 26) “A Tecnologia da informação é todo e qualquer
dispositivo que tenha capacidade para tratar dados ou informações, tanto de forma sistêmica
como esporádica, quer esteja aplicada no produto, quer esteja aplicada no processo”. Ainda
para o mesmo autor “qualquer tecnologia da informação deve dar ao usuário o controle
efetivo da informação, além de simplificar a operacionalidade de sua atividade” (CRUZ,
2009, p.26).
Portanto, a TI é responsável pelo processamento dos dados e informações, de forma
rápida e segura, ou seja, ela é determinante para o sucesso de uma organização, pois auxilia a
tomada de decisões proporcionando para a empresa um diferencial frente à concorrência.
2.5.3 Qualidade da Informação
A qualidade da informação é essencial para que a organização tenha uma gestão eficaz
e eficiente, pois fornece segurança para as tomada de decisões. Uma informação com
qualidade é fornecida em tempo hábil, é detalhada, relevante, confiável, precisa, acessível,
clara, e atende as necessidades dos seus diversos usuários.
Oliveira (1993, p. 114) classifica os níveis de qualidade de informação em:
a) Qualidade ilusória, quando a informação procura apenas satisfazer o executivo
decisor sem atender à qualidade de conformação com aspectos realísticos. Neste
caso, o executivo decisor está sendo iludido e a tendência é que ele se exclua do
SIG.
b) Qualidade insatisfatória, que é a mais problemática de todas, pois proporciona
insatisfação ao executivo decisor, bem como está baseada em uma insuficiência de
conformação. É o tipo da informação que “não serve para nada”.
c) Qualidade técnica, quando a informação apresenta uma qualidade de
conformação, ou seja, determinado nível de suficiência, mas proporciona uma
insatisfação para o executivo decisor. Portanto corresponde a uma informação
inadequada às necessidades específicas do executivo decisor.
44
d) Qualidade total, quando a informação atende às necessidades específicas do
executivo decisor, ou seja, proporciona elevada satisfação, bem como tem elevada
qualidade de conformação, ou seja, tem suficiência em sua estrutura lógica.
Neste contexto a qualidade da informação é fundamental para a manutenção de bom
um sistema de informações gerenciais, ou seja, ela é fundamental para o gestor da empresa
que ira utilizá-la para tomar as decisões.
45
3 METODOLOGIA DO TRABALHO
O conjunto de métodos e procedimentos utilizados no trabalho chama-se metodologia.
Segundo Gil (2008, p. 27) “pode-se definir método como caminho para se chegar a
determinado fim”. A metodologia é uma forma de se conduzir a pesquisa, é uma forma
diferente de fazer as coisas para propósitos diferentes, ela apresenta a classificação e os
instrumentos utilizados na coleta e análise da pesquisa.
3.1 Classificação da Pesquisa
Na sequência estão apresentadas a classificação da pesquisa quanto a sua natureza,
seus objetivos e seus procedimentos técnicos.
Do ponto de vista da natureza a pesquisa pode ser básica ou aplicada, sendo esta
caracterizada como aplicada. De acordo com Gil (2008, p. 46) a pesquisa aplicada “tem como
característica fundamental o interesse na aplicação, utilização e consequências praticas dos
conhecimentos”. Ela tem como objetivo a aplicação prática dos conhecimentos, envolvendo
verdades e interesses locais, ou seja, Investiga, comprova ou rejeita hipóteses sugeridas.
A pesquisa do ponto de vista de seus objetivos podem se classificar como exploratória
e descritiva. Explorar significa reunir o maior conhecimento possível sobre o assunto e
incorporar características inéditas. Para Gil (2008, p. 46) “As pesquisas exploratórias tem
como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, tendo em
vista a formulação de problemas mais precisos, ou hipóteses pesquisáveis para estudos
posteriores”. A pesquisa exploratória busca aprofundar o assunto tornando-o mais claro,
concentrando-se em esclarecer ou explorar algo.
De acordo com Beuren (2004) a pesquisa descritiva configura-se como um estudo
intermediário entre a pesquisa exploratória, que é mais preliminar, e a explicativa, que é mais
aprofundada. Descrever entre outros aspectos significa identificar, relatar e comparar. O
objetivo da pesquisa descritiva para Gil (2008, p. 47) é “a descrição das características de
determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”. Uma
das principais características da pesquisa descritiva é a da utilização de técnicas padronizadas
de coletas de dados.
Quanto à forma de abordagem do problema a pesquisa pode ser qualitativa ou
quantitativa. O presente estudo se classifica como qualitativo, este se caracteriza por ser
descritivo, não empregar métodos estatísticos, é uma analise mais profunda do estudo.
46
Segundo Beuren (2004, p.92) “A abordagem qualitativa visa destacar características não
observadas por meio de um estudo quantitativo, haja vista a superficialidade deste ultimo”. A
pesquisa qualitativa tem como foco principal o processo e seu significado.
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos a pesquisa se caracteriza como
bibliográfica, documental, levantamento e estudo de caso. A pesquisa bibliográfica tem
natureza teórica, ou seja, é elaborada a partir de materiais já publicados. De acordo com
Lakatos e Marconi (1991, p. 158) “A pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os
principais trabalhos já realizados, revestidos de importância, por serem capazes de fornecer
dados atuais e relevantes relacionados com o tema”. Ela tem como objetivo recolher
previamente informações e conhecimentos sobre a hipótese que se quer experimentar, ou
sobre problema para o qual se busca respostas.
A pesquisa documental é muito parecida com a pesquisa bibliográfica, sendo a sua
principal diferencia a natureza das fontes utilizadas. Segundo Beuren (2004, p.89) “Sua
notabilidade é justificada no momento em que se podem organizar informações que se
encontram dispersas, conferindo-lhes uma nova importância como fonte de consulta”. As
fontes que a pesquisa documental utiliza, são fontes primárias, oriundas de documentos,
escritos ou não.
A pesquisa de levantamento é utilizada em estudos descritivos e explicativos. De
acordo com Gil (2008, p. 74), as pesquisas de levantamento
Se caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja
conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo
significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida, mediante
analise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados coletados.
O levantamento tem como principais vantagens o conhecimento direto da realidade, a
economia e rapidez e a quantificação, mas apresenta limitações como ênfase nos aspectos
perspectivos, pouca profundidade no estudo da estrutura e dos processos sociais e limitada
apresentação do processo de mudança.
A pesquisa do tipo estudo de caso serve para aprofundar os conhecimentos sobre
determinado caso especifico. O estudo de caso segundo Gil (2008, p. 76) “é caracterizado
pelo estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos”. O estudo de caso pode ser
utilizado tanto em pesquisas exploratórias, quanto descritivas e explicativas. Ele apresenta
algumas desvantagens como falta de rigor metodológico, dificuldade de generalização e o
tempo destinado a pesquisa.
47
Este estudo se caracterizou como estudo de caso, portanto não possui universo e
amostra, analisando apenas a micro empresa comercial.
3.2 Coleta de Dados
Os dados utilizados para responder o problema da pesquisa são informados no plano
de coleta de dados. Neste todas as fontes documentais são analisadas minuciosamente.
Nesta pesquisa os dados foram obtidos da empresa em estudo por meio de entrevistas
com o proprietário, relatórios e documentos internos, tais como notas de despesas, entradas e
saídas, entre outros documentos que o pesquisador possui acesso por meio do empresário e da
contabilidade. Após coleta de dados, realizou-se os cálculos de custos, preços, margem de
contribuição, ponto de equilíbrio, margem de segurança operacional dos produtos que a
empresa comercializa. Também foram utilizados os demonstrativos contábeis para a
realização da analise das demonstrações contábeis, e por fim, realizou-se um levantamento de
informações que são úteis para a gestão da empresa.
A área abordada no presente trabalho é a contabilidade gerencial, para a coleta de
dados foram utilizados os instrumentos de observação, entrevista, pesquisa documental.
A observação contribui para a comprovação dos dados, ela consiste em ver, ouvir e
examinar os fatos e fenômenos que estão sendo investigados. Segundo Beuren (2004, p. 129)
“A principal vantagem da observação é a percepção direta e sem intermediação dos fatos, que
reduzem sensivelmente a subjetividade que permeia o processo de investigação”. Existem
vários tipos de observação, mas as utilizadas nesta pesquisa são a observação sistemática, não
participante, individual e na vida real.
Na observação sistemática o pesquisador não participa dos fatos, apenas presencia, e
registra os dados a mediada que eles acontecem, descrevendo precisa e detalhadamente os
fatos.
A entrevista visa buscar, através de dialogo ou interrogatório, dados para a pesquisa.
De acordo com Lakatos e Marconi (1991, p. 195) “A entrevista é um encontro entre duas
pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto,
mediante uma conversação de natureza profissional”. As entrevistas realizadas foram
despadronizadas, com o auxilio de um roteiro previamente elaborado, que possibilitam maior
flexibilidade e amplitude para as respostas as questões levantadas.
48
A pesquisa documental ou de fontes primárias foram obtidas através das
demonstrações contábeis, relatórios internos, notas fiscais de entradas e de saídas, despesas,
entre outros.
3.3 Análise e Interpretação dos Dados
A análise e a interpretação dos dados ocorrem após a coleta e organização dos mesmos.
Segundo Beuren (2004, p. 136)
Quando se fala em analisar dados, espera-se que o estudante consiga sumariar os
dados coletados para transformá-los em informações que sustentem um raciocínio
conclusivo sobre o problema proposto no trabalho monográfico. Já na fase de
interpretação dos dados, devera haver uma correlação dos dados coletados com a
base teórica que sustentou a pesquisa.
Nesta pesquisa, a área em estudo é a contabilidade gerencial como instrumento de
auxilio de uma empresa do comércio varejista do vestuário e calçados, realizou-se a
consolidação teórica e os levantamentos dos dados necessários ao desenvolvimento da
pesquisa. O pesquisador durante a análise e interpretação dos dados, utilizou-sedo material
coletado para a obtenção das respostas ao problema proposto no estudo.
49
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
A partir do que foi exposto, o objetivo deste trabalho é demonstrar o quanto as
informações gerenciais são realmente relevantes e contribuem para a melhor gestão de um
comércio varejista de artigos do vestuário e calçados. Em vista disso, estão apresentados na
sequência a aplicação dos principais instrumentos da contabilidade gerencial, envolvendo
custos, analise das demonstrações e sistema de informações gerenciais no decorrer do período
de janeiro a dezembro de 2012.
4.1 Apresentação da Empresa
A empresa em estudo é um comércio varejista de artigos do vestuário e calçados, que
esta no mercado há 39 anos, localizada no centro da uma pequena cidade da região celeiro,
além do filho e a esposa do proprietário, a empresa conta com três funcionárias. O serviço de
contabilidade é terceirizado, ainda, a empresa é uma empresa individual, e está enquadrada
no regime tributário Simples Nacional.
4.2 Custo de Aquisição das Mercadorias
Para a realização do presente estudo, foram selecionados os produtos que
apresentavam maior representatividade na venda da empresa, sendo selecionados cinco
produtos por categoria. A seguir apresenta-se os produtos em estudo e os seus respectivos
custos,os quais servem de base para as análises posteriores, demonstrados no quadro 22,com a
composição dos produtos em estudo e seus respectivos custos de aquisição, e o quadro 23,
com o cálculo da média de compras efetuadas por mês.
Quadro 22: Custo de Aquisição dos Produtos
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans FemSkinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans MascTrad
Valor NF
ICMS
Fretes/Seguros
IPI
Custo de Aquisição
66,88
18,90
36,50
28,90
29,90
3,34
0,95
1,45
1,50
-
-
70,22
19,85
36,50
30,35
31,40
61,88
3,09
-
-
64,97
50
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
40,78
23,94
29,99
29,99
2,04
1,20
1,50
1,50
-
-
42,82
25,14
31,49
31,49
47,99
23,86
45,34
49,52
49,71
2,40
1,19
2,27
2,48
2,49
-
-
50,39
25,05
47,61
52,00
52,20
49,95
50,72
39,80
39,80
47,57
2,50
2,54
1,99
1,99
2,38
-
-
52,45
53,26
41,79
41,79
49,95
51,55
26,51
46,11
57,98
8,94
2,58
1,33
2,31
2,90
0,45
-
-
54,13
27,84
48,42
60,88
9,39
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
O custo de aquisição das mercadorias selecionadas foi obtido por meio do valor que
consta nas notas fiscais de compra, com o acréscimo dos respectivos impostos devidos, que
no caso da empresa em estudo é o ICMS, ou seja, as mercadorias adquiridas fora do Rio
Grande do Sul terão na composição do seu custo acréscimo de 5%referente ao diferencial de
alíquota do ICMS, já os produtos adquiridos dentro do estado não terão acréscimo de ICMS
para cálculo do custo, sendo está é uma empresa optante do Simples Nacional na categoria de
EPP. Analisando-se o quadro nota-se que não há valores dos fretes/seguros, pois estes são
pagos pelos fornecedores e nem valores de IPI.
Quadro 23: Cálculo da Média de Compras por Mês
Meses
janeiro/12
fevereiro/12
março/12
abril/12
maio/12
junho/12
julho/12
agosto/12
setembro/12
outubro/12
Compras de mercadorias
%
8.044,19
21.451,92
24.808,75
23.562,77
19.905,29
6.773,38
22.936,57
21.676,24
30.056,77
4
11
13
12
10
4
12
11
16
51
novembro/12
dezembro/12
Total
Meses
Média/Mês
7.088,76
3.660,34
189.964,98
12
15.830,42
4
2
100
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Analisando-se as compras efetuadas no período de janeiro a dezembro de 2012, notase disparidades relevantes entre os diversos meses do ano, ou seja, apresentam um percentual
de concentração maior nos meses de março com 11% do total das compras, abril com 13% e
maio com 12%, seguidos dos meses de agosto, setembro e outubro, com 12%, 11% e 16%
respectivamente. Esta analise mostra um padrão de trimestres com elevação do valor das
compras, intercalados com bimestres de queda nos mesmos. A empresa em estudo apresentou
uma media mês de compras destes produtos em estudo de R$ 15.830,42. Essa disparidade é
devido aos meses com menor percentual, que foram janeiro, fevereiro, julho, novembro e
dezembro, esses meses são meses de fim de estação, onde as empresas fornecedoras já estão
com produtos para a próxima estação.
4.3Faturamento Mensal dos Produtos em Estudo
Para o presente estudo de caso, foram analisados os vinte e cinco produtos mais
vendidos da loja, sendo cinco produtos de cada linha. As linhas selecionadas foram as
confecções feminina e masculina, calçados feminino e masculino, e cama, mesa e banho. Na
sequência apresenta-se o quadro 24comcálculo da média de vendas efetuadas por mês, e o
quadro 25com a receita dos produtos em estudo do período de janeiro a dezembro de 2012.
Quadro 24: Cálculo da Média de Vendas por Mês
Meses
janeiro/12
fevereiro/12
março/12
abril/12
maio/12
junho/12
julho/12
agosto/12
setembro/12
outubro/12
novembro/12
Faturamento
%
16.396,48
17.664,60
21.983,68
21.640,12
40.805,64
30.568,16
34.132,40
27.065,58
49.987,26
36.871,44
39.235,50
4
4
5
5
10
7
8
6
12
9
9
52
dezembro/12
Total
Meses
Média/Mês
92.696,04
429.046,90
12
35.753,91
22
100
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
A empresa apresentou um faturamento em torno de R$ 429.046,90, no período em
estudo, o que resulta em uma media mensal de vendas de R$ 35.753,91. Assim como as
compras nota-se que as vendas apresentam oscilações nos meses apresentados, tendo as
maiores representatividades nos meses de maio setembro e dezembro, com picos de vendas
em torno de 10%, 12% e 22% respectivamente, isso devido as estações do ano. Já nos
primeiros quatro meses do ano nota-se, a menor concentração de vendas, sendo em janeiro e
fevereiro 4% do total das vendas, e em março e abril 5% do total das vendas.
Quadro 25: Receita dos Produtos em estudo
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Quant vend/mês
Preço de venda
Receita total
15
20
15
10
8
140,45
39,69
73,00
60,69
62,79
2.106,72
793,80
1.095,00
606,90
502,32
15
12
20
13
10
129,95
85,64
50,27
62,98
62,98
1.949,22
1.027,66
1.005,48
818,73
629,79
8
20
12
10
13
100,78
50,11
95,21
103,99
104,39
806,23
1.002,12
1.142,57
1.039,92
1.357,08
15
8
20
5
12
104,90
106,51
83,58
83,58
99,90
1.573,43
852,10
1.671,60
417,90
1.198,76
8
14
6
4
108,26
55,67
96,83
121,76
866,04
779,39
580,99
487,03
53
Toalha Banho
Receita total dos produtos em estudo
Total do faturamento mensal da loja
% Receitas dos produtos em estudo
15
18,77
281,61
24.592,38
35.753,91
68,78
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
O quadro 25 apresentou o faturamento mensal por produto estudado, bem como o
faturamento total dos produtos vendidos por mês, que foi de R$ 24.592,38, deste, 21% é da
confecção feminina, 22% da confecção masculina, 22% dos calçados femininos, 23% dos
calçados masculinos e 12% da cama, mesa e banho. Sendo os produtos com maior
representatividade no faturamento mensal a Calça Jeans feminina e masculina, ambas com 9%
e 8% respectivamente. Nota-se que a representatividade dos produtos em estudo com relação
ao faturamento total, foi de 68,78%, ou seja, os produtos em estudo representam pouco mais
da metade do faturamento mensal da empresa.
Para a realização dos cálculos e da análise dos indicadores de custos que
compreendem a margem de contribuição, o ponto de equilíbrio e a margem de segurança
operacional, foi utilizado o faturamento mensal dos produtos em estudo.
4.4 Apuração das Despesas Mensais da Empresa
A apuração das despesas mensais da empresa é composta por três partes, sendo a
primeira as despesas com pessoal, que contem o custo com salários e encargos sociais
trabalhistas, a segunda contem o as despesas com depreciação, que são compostas pelo
cálculo da depreciação mensal do imobilizado da empresa, e a terceira é composta pelas
despesas da loja, que são o levantamento das despesas operacionais da empresa.
4.4.1 Custo com Salários e Encargos Sociais Trabalhistas
As despesas com pessoal foram calculadas a partir do salário base dos funcionários,
acrescidos dos encargos sociais trabalhistas obrigatórios por parte da empresa. A empresa
conta com três funcionarias que exercem as funções de vendedoras, sendo que o caixa e a
administração ficam por conta do filho e esposa do proprietário da empresa. O quadro a seguir
demonstra os salários e os encargos de cada funcionário individualmente:
54
Quadro 26: Custos com Salários e Encargos Trabalhistas
Funcionários
Salários
ATS (2%)
(=) Sub-total
13º salário
férias
1/3 férias
(=) Subtotal
INSS (0,00% - Simples Nacional)
FGTS (8%)
Previsões (7%)
Total
Vend1
735,00
735,00
61,25
61,25
20,42
857,50
68,60
60,03
917,53
Vend2
735,00
735,00
61,25
61,25
20,42
857,50
68,60
60,03
917,53
Vend3
735,00
735,00
61,25
61,25
20,42
857,50
68,60
60,03
917,53
2.752,58
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
No quadro anterior pode-se observar o custo mensal e total que a loja tem com cada
um dos vendedores no decorrer do ano de 2012. Por ser uma empresa optante pelo Simples
Nacional, não há inclusão do recolhimento de INSS, pois o mesmo compõem as despesas com
impostos. Percebe-se a incidência da provisão de 13º salário, férias e 1/3 de férias, bem como
FGTS e previsões. O montante mensal gasto, com salários e encargos sociais é de R$
2.752,58, e será usado para compor as despesas totais mensais da empresa.
4.4.2 Custos com Depreciação
O cálculo do custo com depreciação mensal considerou apenas balcões e prateleiras e
o prédio em que a empresa esta instalada, as maquinas e computadores, não foram
considerados, pois não possuem mais valores a depreciar, e nem valores de mercado
significativos. O quadro 27 apresentado na sequencia demonstra o que foi exposto:
Quadro 27: Custos com Depreciação Mensal
Depreciação Específica da
Loja
Balcões - Prateleiras
Prédio
Valor
Valor
residual 5% e
10%
Valor a
depreciar
Taxa
Valor
depreciação depreciação
mensal
mensal
3.000,00
150,00
2.850,00
0,83
23,75
300.000,00
30.000,00
270.000,00
0,33
900,00
Total
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
923,75
55
Observou-se uma depreciação mensal da empresa no valor de R$ 923,75. Para o
cálculo da depreciação considerou-se valor residual de 5% para balcões e prateleiras e 10%
para o prédio, sendo que as taxas anuais de depreciação utilizada foram de 10% para os
moveis e utensílios, e 4% para o prédio. O alto valor da depreciação mensal deve-se a
depreciação do prédio.
4.4.3 Levantamento das Despesas Mensais da Empresa
Para a realização do cálculo das despesas mensais da empresa, buscou-se informações
com o proprietário da empresa e com a contabilidade. Levantou-se os gastos totais que a
empresa possui durante o período de um mês, e obteve-se comparativo com a receita dos
produtos em estudo, resultando no total de despesas mensais conforme o quadro 28 demonstra
a seguir:
Quadro 28: Despesas Mensais da Loja
Despesas
Pró-labore proprietário
Depreciação específica da loja
Juros
ACI
Seguros
Água
Luz
Telefone
Propaganda
Honorários contábeis
Embalagens
Salários e encargos
IPTU
Material de expediente
Material de limpeza
Despesas bancárias
Total
Faturamento Médio Loja/mês
% Despesas s/ faturamento
% Despesas dos produtos em estudo
Valores em R$
3.000,00
923,75
1.500,00
80,00
300,00
40,00
180,00
150,00
220,00
520,00
230,00
2.752,58
200,00
30,00
15,00
43,00
10.184,33
35.753,91
28,48
7.005,02
Valores em %
29,46%
9,07%
14,73%
0,79%
2,95%
0,39%
1,77%
1,47%
2,16%
5,11%
2,26%
27,03%
1,96%
0,29%
0,15%
0,42%
100
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Constatou-se, na analise do quadro 28, que as despesas mensais totais da empresa são
R$ 10.184,33. As despesas dos produtos em estudo R$ 35.753,91 representam um percentual
de28,48% do total das receitas dos produtos estudados. Observou-se que apenas quatro destas
56
despesas representam mais de 80% do total das despesas, sendo elas as despesas com o prólabore, as despesas com salários e encargos, as despesas de juros referentes a empréstimos
bancários e as despesas com depreciação. O gráfico a seguir auxilia na melhor apresentação
do já exposto anteriormente.
0%
Despesas Mensais da Empresa
2%
0%
Pró-labore proprietario
0%
Depreciação específica da loja
Juros
ACI
29%
27%
Seguros
Água
Luz
Telefone
Propaganda
Honorários contábeis
2%
9%
5%
Embalagens
Salários e encargos
2%
15%
1%
2%
0%
3%
1%
IPTU
Material de expediente
Material de limpeza
Despesas bancárias
Gráfico 1: Despesas Mensais da Empresa
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
O gráfico 1 evidencia o exposto no quadro 28, ou seja, é um espelho da relação das
despesas efetuadas no mês pela empresa, demonstrando que as despesas que tem maior
representatividade são o pró-labore representando 29,46% do total das despesas, as despesas
com salários e encargos perfazendo 27,03% do total das despesas, as despesas de juros
referentes a empréstimos bancários representando 14,73% dos totais das despesas, e as
despesas com depreciação que representam 9,74% do seu total.
4.5 Apuração da Margem de Contribuição dos Produtos em Estudo
A margem de contribuição proporciona à empresa a evidenciação de quanto cada
produto proporciona de margem para empresa por unidade e no total, ou seja, é o valor que
sobra de cada unidade vendida, após cobrir os custos e despesas variáveis. Desta margem
criada é necessário descontar os custos e despesas fixas para obter o resultado, ou seja, o lucro
57
ou prejuízo. Ela é um instrumento gerencial muito importante, pois se bem elaborado se torna
uma ferramenta indispensável a concorrência e gestão da empresa.
O calculo da margem é obtido por meio do preço de venda do produto subtraído dos
custos e despesas variáveis (impostos, taxas). O presente estudo demonstrou o valor do custo
de aquisição, as despesas variáveis dos produtos, e o preço praticado pela empresa. Para saber
se a loja esta praticando os preços adequados, que cobrem os custos e despesas incorridos e
geram a margem de lucro desejado é preciso calcular o preço de venda orientativo por meio
do calculo do Mark-up.
4.5.1 Mark-up Preço de Venda Orientativo e Preço de Venda Mínimo
Existem vários métodos para a formação do preço de venda, mas o Mark-up é o mais
utilizado. Este método calcula o preço de venda de determinado produto, acrescentando um
percentual sobre o custo do produto, que contem as despesas variáveis e a margem de lucro
desejada. O cálculo do mark-up pode ser feito de duas formas, o mark-up divisor e o mark-up
multiplicador, sendo que os dois são apresentados no estudo, considerando o percentual do
Simples Nacional referente a faixa de receita da empresa em estudo, o percentual das despesas
mensais e a margem de lucro desejada para cada produto.
Ao aplicar o mark-up, se obtêm o preço de venda orientativo e o preço de venda
mínimo, este ultimo sem margem de lucro, que para ser aplicado deve levar em consideração
o preço praticado pelo mercado e o aceito pelo consumidor. Portanto o mark-up se bem
elaborado se torna uma ferramenta indispensável a concorrência e gestão da empresa. O
quadro 29, demonstrado a seguir, revela o índice para o cálculo do preço de venda orientativo,
que leva em conta a margem de lucro desejada pela empresa.
Quadro 29: Mark-up Preço de Venda Orientativo
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Simples
Despesas Cartão
Margem
Lucro
Soma
Mark-up
Divisor
Mark-up
Multiplicador
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
20
25
20
25
20
52,99
57,99
52,99
57,99
52,99
0,4701
0,4201
0,4701
0,4201
0,4701
2,1274
2,3806
2,1274
2,3806
2,1274
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
0
0
0
20
20
25
52,99
52,99
57,99
0,4701
0,4701
0,4201
2,1274
2,1274
2,3806
58
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
4,51
4,51
28,48
28,48
0
0
15
15
47,99
47,99
0,5201
0,5201
1,9229
1,9229
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
20
20
15
20
15
52,99
52,99
47,99
52,99
47,99
0,4701
0,4701
0,5201
0,4701
0,5201
2,1274
2,1274
1,9229
2,1274
1,9229
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
15
20
20
20
15
47,99
52,99
52,99
52,99
47,99
0,5201
0,4701
0,4701
0,4701
0,5201
1,9229
2,1274
2,1274
2,1274
1,9229
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
20
20
20
20
15
52,99
52,99
52,99
52,99
47,99
0,4701
0,4701
0,4701
0,4701
0,5201
2,1274
2,1274
2,1274
2,1274
1,9229
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Conforme o visualizado no quadro 29, obteve-se os índices do mark-up multiplicador
e divisor, onde que, para seus cálculos considerou-se margens de lucros diferentes de 25%,
20% e 15% para os produtos em estudo, baseado nas informações desejadas pela empresa.
Ainda, conforme o quadro seguinte, consta o índice do mark-up multiplicador e
divisor sem a margem de lucro, que servirão de base para o cálculo do preço de venda
mínimo.
Quadro 30: Mark-up Preço de Venda Mínimo
Mercadorias
Simples
Despesas Cartão
Margem
Lucro
Soma
Mark-up
Divisor
Mark-up
Multiplicador
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
32,99
32,99
32,99
32,99
32,99
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
32,99
32,99
32,99
32,99
32,99
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
4,51
28,48
0
0
32,99
0,6701
1,4924
59
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
0
0
0
32,99
32,99
32,99
32,99
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
32,99
32,99
32,99
32,99
32,99
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
4,51
4,51
4,51
4,51
4,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
32,99
32,99
32,99
32,99
32,99
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
1,4924
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
O quadro 30 demonstra o cálculo do Mark-up, que auxiliou no calculo do preço de
venda mínimo, ou seja, o preço que a empresa poderá praticar que cobrirá apenas seus custos
e despesas, sem gerar lucro para a empresa.
4.5.2 Formação do Preço de Venda
A partir dos índices do Mark-upjá demonstrados anteriormente, calculou-se o preço de
venda orientativo, que considera o lucro desejado pela empresa, e o preço de venda mínimo,
que não considera margem de lucro em seu cálculo, dos produtos em estudo. Esse cálculo é
obtido através da divisão do custo de aquisição pelo Mark-up.
Quadro 31: Cálculo Preço de Venda Mínimo e Preço de Venda Orientativo
Mercadorias
Custo de
Aquisição
PV
Custo de
PV
Mark-up Orientativo Aquisição Mark-up Mínimo
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
70,22
19,85
36,50
30,35
31,40
0,4701
0,4201
0,4701
0,4201
0,4701
149,40
47,24
77,65
72,24
66,79
70,22
19,85
36,50
30,35
31,40
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
104,80
29,62
54,47
45,29
46,85
64,97
42,82
25,14
31,49
31,49
0,4701
0,4701
0,4201
0,5201
0,5201
138,23
91,09
59,84
60,55
60,55
64,97
42,82
25,14
31,49
31,49
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
96,97
63,90
37,51
47,00
47,00
60
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
50,39
25,05
47,61
52,00
52,20
0,4701
0,4701
0,5201
0,4701
0,5201
107,20
53,30
91,54
110,62
100,37
50,39
25,05
47,61
52,00
52,20
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
75,20
37,39
71,05
77,60
77,90
52,45
53,26
41,79
41,79
49,95
0,5201
0,4701
0,4701
0,4701
0,5201
100,85
113,30
88,90
88,90
96,04
52,45
53,26
41,79
41,79
49,95
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
78,27
79,48
62,37
62,37
74,54
54,13
27,84
48,42
60,88
9,39
0,4701
0,4701
0,4701
0,4701
0,5201
115,15
59,22
103,00
129,51
18,05
54,13
27,84
48,42
60,88
9,39
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
0,6701
80,78
41,54
72,26
90,86
14,01
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Conforme o observado no quadro anterior, que os produtos com margem de lucro de
20% apresentaram variações maiores de preços na comparação do orientativo para o mínimo.
Os produtos que apresentaram maior variação na comparação foram a calça jeans feminina
com R$ 44,59, a calça jeans masculina com R$ 41,26, a sandália e o sapato femininos com R$
32,00 e R$ 33,02 respectivamente, o sapato masculino com R$ 33,82, o edredom, a colcha e o
cobertor com R$ 34,37, R$30,74 e R$ 38,66 respectivamente. Essas variações ocorreram
devido o custo dos produtos, quanto maior é o custo maior é a variação encontrada na
comparação do preço de venda mínimo com o orientativo.
4.5.3 Comparativo entre Preço de Venda Praticado e o Preço de Venda Orientativo
Seguindo o exposto no item anterior comparou-se o preço de venda praticado pela
empresa e o preço de venda orientativo, que foi calculado a partir do mark-up. O preço
orientativo é o preço ideal que a empresa precisaria praticar, para obter o lucro que deseja. A
seguir esta demonstrada esta comparação.
61
Quadro 32: Preço de Venda Praticado e o Preço de Venda Orientativo
Mercadorias
PV Mínimo
PV Praticado PV Orientativo
Diferença Percentual
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
104,80
29,62
54,47
45,29
46,85
140,45
39,69
73,00
60,69
62,79
149,40
47,24
77,65
72,24
66,79
8,95
7,55
4,65
11,55
4,00
6,37%
19,03%
6,37%
19,03%
6,37%
96,97
63,90
37,51
47,00
47,00
129,95
85,64
50,27
62,98
62,98
138,23
91,09
59,84
60,55
60,55
8,28
5,46
9,57
(2,43)
(2,43)
6,37%
6,37%
19,03%
-3,86%
-3,86%
75,20
37,39
71,05
77,60
77,90
100,78
50,11
95,21
103,99
104,39
107,20
53,30
91,54
110,62
100,37
6,42
3,19
(3,67)
6,62
(4,03)
6,37%
6,37%
-3,86%
6,37%
-3,86%
78,27
79,48
62,37
62,37
74,54
104,90
106,51
83,58
83,58
99,90
100,85
113,30
88,90
88,90
96,04
(4,05)
6,79
5,32
5,32
(3,85)
-3,86%
6,37%
6,37%
6,37%
-3,86%
80,78
41,54
72,26
90,86
14,01
108,26
55,67
96,83
121,76
18,77
115,15
59,22
103,00
129,51
18,05
6,90
3,55
6,17
7,76
(0,72)
6,37%
6,37%
6,37%
6,37%
-3,86%
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Analisando-se o comparativo apresentado no quadro anterior, obtêm-se a diferença em
percentual do preço de venda praticado para o orientativo. Verificou-se que a empresa esta
operando acima do preço de venda mínimo nos 25 produtos em estudo, mas abaixo do preço
orientativo em quase todos os produtos, com exceção de sete produtos onde a empresa esta
praticando um preço de venda 3,86% maior que o preço de veda orientativo, estes produtos
são as camisas manga curta e longa masculinas, a sapatilha e o tênis feminino, o tênis e o tênis
futsal masculino e a toalha de banho. Portanto conclui-se que a empresa não esta obtendo o
lucro desejado nos demais produtos. Pode-se visualizar de uma melhor forma estas diferenças,
separadas com os gráficos apresentado a seguir:
62
Confecção Feminina
160,00
140,00
120,00
100,00
80,00
60,00
40,00
20,00
-
PV Praticado
PV Orientativo
PV Minímo
Calça Jeans
Fem Skinny
Blusa básica Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Gráfico 2: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções Femininas
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Confecção Masculina
160,00
140,00
120,00
100,00
80,00
60,00
40,00
20,00
-
PV Praticado
PV Orientativo
PV Minímo
Calça Jeans
Masc Trad
Bermuda
Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga Camisa manga
longa
curta
Gráfico 3: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confecções Masculinas
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Calçados Femininos
120,00
100,00
80,00
60,00
40,00
20,00
-
PV Praticado
PV Orientativo
PV Minímo
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Gráfico 4: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Femininos
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
63
Calçados Masculinos
120,00
100,00
80,00
60,00
40,00
20,00
-
PV Praticado
PV Orientativo
PV Minímo
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Gráfico 5: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados Masculinos
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Cama, Mesa e Banho
140,00
120,00
100,00
80,00
60,00
40,00
20,00
-
PV Praticado
PV Orientativo
PV Minímo
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Gráfico 6: Comparativo dos PV Mínimo, Praticado e Orientativona Cama, Mesa e banho
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Com o auxilio dos gráficos foi possível uma melhor visualização da diferença dos
preços de venda mínimo, praticado e orientativo, constatando-se que a empresa esta operando
acima do preço mínimo, mas abaixo em 18 produtos do preço de venda orientativo, ou seja,
não esta obtendo o lucro desejado nestes produtos.
4.5.4 Margem de Contribuição Unitária (MCU) e Margem de Contribuição Total(MCT)
A margem de contribuição é um termo que faz parte do método de custeio variável e é
de extrema importância para as decisões de curto prazo, para a contabilidade de custos e para
a tomada de decisões gerenciais, como políticas de incremento, quantidades e preços dos
produtos. Ela pode ser unitária ou total, e é obtida por meio da diferença entre o preço de
venda e os custos e despesas variáveis. Nesse estudo de caso apuraram-se as margens de
contribuição unitária e total de cada produto, bem como o resultado que estes representam
para a empresa.
64
Conforme já demonstrado anteriormente, o preço de venda praticado pela empresa na
maioria dos produtos estudados está abaixo do preço de venda orientativo, que considerou as
margens de lucro desejadas pela empresa (25%, 20% e 15%). A seguir pode-se visualizar os
resultados das margens de contribuição unitária e total do preço de venda praticado e
orientativo dos produtos em estudo.
Quadro 33: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Praticado
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Preço de
Venda
Custo de
Aquisição
Simples
Cartão
MCU
MCU %
Volume
Vendas
140,45
39,69
73,00
60,69
62,79
70,22
19,85
36,50
30,35
31,40
6,33
1,79
3,29
2,74
2,83
-
63,89
18,05
33,21
27,61
28,56
45,49
45,49
45,49
45,49
45,49
15
20
15
10
8
129,95
85,64
50,27
62,98
62,98
64,97
42,82
25,14
31,49
31,49
5,86
3,86
2,27
2,84
2,84
-
59,11
38,96
22,87
28,65
28,65
45,49
45,49
45,49
45,49
45,49
15
12
20
13
10
100,78
50,11
95,21
103,99
104,39
50,39
25,05
47,61
52,00
52,20
4,55
2,26
4,29
4,69
4,71
-
45,84
22,79
43,31
47,31
47,49
45,49
45,49
45,49
45,49
45,49
8
20
12
10
13
104,90
106,51
83,58
83,58
99,90
52,45
53,26
41,79
41,79
49,95
4,73
4,80
3,77
3,77
4,51
-
47,72
48,45
38,02
38,02
45,44
45,49
45,49
45,49
45,49
45,49
15
8
20
5
12
108,26
55,67
96,83
121,76
18,77
54,13
27,84
48,42
60,88
9,39
4,88
2,51
4,37
5,49
0,85
-
49,25
25,32
44,05
55,39
8,54
45,49
45,49
45,49
45,49
45,49
8
14
6
4
15
MC Total
MCT
%
Despesas
%
Despesas
958,35
3,90
28,48
40,01
Resultado
liquido
23,88
Result
em %
17,01
Faturamento
Bruto
2.106,72
65
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
361,10
498,12
276,08
228,51
1,47
2,03
1,12
0,93
28,48
28,48
28,48
28,48
11,31
20,79
17,29
17,89
6,75
12,41
10,32
10,68
17,01
17,01
17,01
17,01
793,80
1.095,00
606,90
502,32
886,70
467,48
457,39
372,44
286,49
3,61
1,90
1,86
1,51
1,16
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
37,02
24,39
14,32
17,94
17,94
22,10
14,56
8,55
10,71
10,71
17,01
17,01
17,01
17,01
17,01
1.949,22
1.027,66
1.005,48
818,73
629,79
366,75
455,86
519,75
473,06
617,34
1,49
1,85
2,11
1,92
2,51
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
28,71
14,27
27,12
29,62
29,74
17,14
8,52
16,19
17,68
17,75
17,01
17,01
17,01
17,01
17,01
806,23
1.002,12
1.142,57
1.039,92
1.357,08
715,75
387,62
760,41
190,10
545,32
2,91
1,58
3,09
0,77
2,22
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
29,88
30,34
23,81
23,81
28,46
17,84
18,11
14,21
14,21
16,99
17,01
17,01
17,01
17,01
17,01
1.573,43
852,10
1.671,60
417,90
1.198,76
393,96
354,55
264,29
221,55
128,10
11.187,08
1,60
1,44
1,07
0,90
0,52
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
30,84
15,86
27,58
34,68
5,35
18,41
9,47
16,47
20,71
3,19
17,01
17,01
17,01
17,01
17,01
866,04
779,39
580,99
487,03
281,61
24.592,38
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Observando-se o quadro 33, verifica-se em relação à margem de contribuição unitária
que todos os produtos estudados apresentam um percentual de 45,49%, o que revela que a
empresa esta praticando um único percentual, que aplica sobre o custo para definir o preço de
venda dos produtos.
Com ralação a margem de contribuição total nota-se que o produto com maior margem
total é a calça jeans feminina com R$ 958,35, seguida da calça jeans masculina com R$
886,70, sendo que os dois produtos são os que apresentam os maiores custos, preços de venda
e tem uma das maiores quantidades vendidas. Ambos apresentam os maiores percentuais de
margem de contribuição total, sendo 3,90% da calça jeans feminina e 3,61% da calça jeans
masculina, outro produto que se destacou em percentual foi o chinelo masculino com 3,09%,
devido ao seu volume de vendas, custo e preço.
66
Já os produtos que apresentaram menores percentuais foram a toalha de banho com
0,52%, devido ao seu baixo preço de venda, o cobertor com 0,90%, a sandália masculina com
0,77% e o short feminino com 0,93%, ambos devido a quantidade vendida.Com relação ao
resultado, o produto que mais se destacou, foi a calça jeans feminina com um resultado
liquido de R$ 23,88. Na analise geral percebe-se que a empresa não esta calculando o preço
de venda corretamente o que gerou um resultado em percentual igual para todos os produtos.
Já com os preços de venda orientativos, demonstrados a seguir, as seguintes margens
de contribuição unitária, total e os resultados dos produtos.
Quadro 34: MCU, MCT e Resultado dos produtos com Preço de Venda Orientativo
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Preço de
Venda
Custo de
Aquisição
Simples
Cartão
149,40
47,24
77,65
72,24
66,79
70,22
19,85
36,50
30,35
31,40
6,74
2,13
3,50
3,26
3,01
-
72,43
25,27
37,65
38,64
32,38
48,48
53,48
48,48
53,48
48,48
15
20
15
10
8
138,23
91,09
59,84
60,55
60,55
64,97
42,82
25,14
31,49
31,49
6,23
4,11
2,70
2,73
2,73
-
67,02
44,17
32,01
26,33
26,33
48,48
48,48
53,48
43,48
43,48
15
12
20
13
10
107,20
53,30
91,54
110,62
100,37
50,39
25,05
47,61
52,00
52,20
4,83
2,40
4,13
4,99
4,53
-
51,97
25,84
39,81
53,63
43,64
48,48
48,48
43,48
48,48
43,48
8
20
12
10
13
100,85
113,30
88,90
88,90
96,04
52,45
53,26
41,79
41,79
49,95
4,55
5,11
4,01
4,01
4,33
-
43,85
54,93
43,10
43,10
41,76
43,48
48,48
48,48
48,48
43,48
15
8
20
5
12
115,15
59,22
103,00
129,51
18,05
54,13
27,84
48,42
60,88
9,39
5,19
2,67
4,65
5,84
0,81
-
55,83
28,71
49,94
62,79
7,85
48,48
48,48
48,48
48,48
43,48
8
14
6
4
15
MCU
MCU %
Volume
Vendas
67
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
MC Total
MCT
%
Despesas
%
Despesas
Resultado
liquido
Result
em %
1.086,50
505,36
564,73
386,38
259,06
4,22
1,96
2,19
1,50
1,01
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
42,55
13,46
22,12
20,58
19,02
29,88
11,81
15,53
18,06
13,36
20,00
25,00
20,00
25,00
20,00
2.240,93
944,88
1.164,76
722,41
534,32
1.005,28
530,00
640,13
342,29
263,30
3,90
2,06
2,49
1,33
1,02
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
39,37
25,95
17,05
17,25
17,25
27,65
18,22
14,96
9,08
9,08
20,00
20,00
25,00
15,00
15,00
2.073,40
1.093,12
1.196,84
787,15
605,50
415,80
516,83
477,68
536,32
567,36
1,61
2,01
1,86
2,08
2,20
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
30,54
15,18
26,08
31,51
28,59
21,44
10,66
13,73
22,12
15,05
20,00
20,00
15,00
20,00
15,00
857,59
1.065,96
1.098,51
1.106,17
1.304,75
657,81
439,45
862,10
215,52
501,17
2,55
1,71
3,35
0,84
1,95
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
28,73
32,27
25,32
25,32
27,36
15,13
22,66
17,78
17,78
14,41
15,00
20,00
20,00
20,00
15,00
1.512,75
906,38
1.778,09
444,52
1.152,54
446,64
401,96
299,63
251,18
117,73
1,73
1,56
1,16
0,98
0,46
28,48
28,48
28,48
28,48
28,48
32,80
16,87
29,34
36,89
5,14
23,03
11,84
20,60
25,90
2,71
20,00
20,00
20,00
20,00
15,00
921,21
829,05
618,00
518,06
270,75
12.290,22
Faturamento
Bruto
25.747,63
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Analisando-se o quadro 34, com relação a margem de contribuição unitária, observouse que ela varia entre 43,48%, 48,48% e 53,48%, isto em decorrência das margens de lucro
que correspondem a 15%, 20% e 25%.
Com relação a margem de contribuição total, percebe-se assim como na MCT do
preço de venda praticado, os produtos com maior margens são a calça jeans feminina com R$
1.086,50, a calça jeans masculina com R$ 1.005,28, e o chinelo masculino com R$ 862,10,
apresentando os respectivos percentuais de 4,22%, 3,90% e 3,35, isto devido ao custo, preço
de venda, volume de vendas e a margem de lucro de 20% dos três produtos.
Ainda os produtos que apresentaram menores margens de contribuição total foram os
mesmos do preço de venda praticado, com exceção do short feminino, a toalha de banho com
68
0,46% e R$ 117,73, devido seu baixo custo, preço de venda e margem de lucro, a sandália
masculina com 0,84% e R$ 215,52, devido ao volume de vendas e a margem de lucro, o
cobertor com 0,98% e R$ 251,18.
O resultado liquido dos produtos demonstrou o já exposto anteriormente, sendo os
produtos que deixam maior resultado a calça jeans feminina com R$29,88.Concluímos que a
empresa não esta aplicando o Mark-up, o que resulta em preços de venda abaixo da margem
de contribuição adequada, trabalhando com preços abaixo do ideal para a empresa se manter e
gerar o lucro desejado, ou seja, se a empresa aplicar o preço de venda orientativo aumentara o
seu faturamento bruto em R$ 1.155,25 e o seu resultado liquido em R$ 774,08.
Para uma melhor visualização do que já exposto, os gráficos a seguir demonstram a
comparação entre a margem de contribuição total do preço de venda mínimo, praticado e
orientativo de cada linha de produtos.
Confecção Feminina
1.200,00
1.000,00
800,00
600,00
400,00
200,00
-
MCT Praticado
MCT Orientativo
MCT Minimo
Calça Jeans Blusa básica Blusa artemis
Fem Skinny
Vestido
Short fem
ind.
Gráfico 7: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec. Fem.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Confecção Masculina
1.200,00
1.000,00
800,00
600,00
400,00
200,00
-
MCT Praticado
MCT Orientativo
MCT Minimo
Calça Jeans Bermuda Camiseta
Masc Trad Jeans Masc
Camisa
manga
longa
Camisa
manga curta
Gráfico 8: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nas Confec.
Masc.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
69
Calçados Femininos
700,00
600,00
500,00
400,00
300,00
200,00
100,00
-
MCT Praticado
MCT Orientativo
MCT Minimo
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Gráfico 9: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados
Fem.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Calçados Masculinos
1.000,00
800,00
600,00
MCT Praticado
400,00
MCT Orientativo
200,00
MCT Minimo
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Gráfico 10: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo nos Calçados
Masc.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Cama, Mesa e Banho
500,00
400,00
300,00
MCT Praticado
MCT Orientativo
MCT Minimo
200,00
100,00
Edredom Jogo lençol
Colcha
Cobertor Toalha Banho
Gráfico 11: Comparativo entre MCT do PV Mínimo, Praticado e Orientativo na Cama, Mesa
e Banho
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
70
4.6 Cálculo do Ponto de Equilíbrio (PE)
O ponto de equilíbrio estabelece a quantidade mínima que a empresa necessita vender,
para pagar os seus custos e não ter prejuízo, ou seja, seu resultado é nulo, sem lucro ou
prejuízo. Em seguida está demonstrado o cálculo do ponto de equilíbrio baseado no preço
praticado e orientativo, e o comparativo entre os dois.
Quadro 35: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Praticado
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Total
Quant % Particip
Vend
Vendas
MCU
MC
Média
PE
Total
PE
Unit
PE em
R$ MCU
PE Montante
Vendas
15
20
15
10
8
4,87
6,49
4,87
3,25
2,60
63,89
18,05
33,21
27,61
28,56
3,11
1,17
1,62
0,90
0,74
9
13
9
6
5
600,09
226,11
311,91
172,87
143,08
1.319,17
497,05
685,66
380,02
314,54
15
12
20
13
10
4,87
3,90
6,49
4,22
3,25
59,11
38,96
22,87
28,65
28,65
2,88
1,52
1,49
1,21
0,93
9
8
13
8
6
555,23
292,72
286,41
233,21
179,39
1.220,54
643,49
629,60
512,66
394,36
8
20
12
10
13
2,60
6,49
3,90
3,25
4,22
45,84
22,79
43,31
47,31
47,49
1,19
1,48
1,69
1,54
2,00
5
13
8
6
8
229,65
285,45
325,45
296,22
386,56
504,84
627,50
715,44
651,17
849,77
15
8
20
5
12
4,87
2,60
6,49
1,62
3,90
47,72
48,45
38,02
38,02
45,44
2,32
1,26
2,47
0,62
1,77
9
5
13
3
8
448,18
242,72
476,15
119,04
341,46
985,23
533,56
1.046,71
261,68
750,63
2,60 49,25
4,55 25,32
1,95 44,05
1,30 55,39
4,87
8,54
100 956,51
1,28
1,15
0,86
0,72
0,42
36,32
5
9
4
3
9
193
246,69
222,01
165,49
138,73
80,22
7.005,02
542,29
488,03
363,80
304,97
176,34
15.399,03
8
14
6
4
15
308
193
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
O quadro 35 demonstra o percentual de participação de cada produto nas vendas,
destacando-se quatro produtos que juntos representam 25,97% das vendas, sendo estes, a
71
blusa básica feminina, camiseta masculina, chinelo feminino e masculino, ambos com 6,49%
de participação nas vendas. Os produtos com menor participação na quantidade vendida são o
cobertor com 1,30%, a sandália masculina com 1,62% e a colcha com 1,95%, participando
apenas com 4,87% das vendas.
A margem de contribuição média é calculada a partir da multiplicação da MCU (já
calculada anteriormente), pelo percentual de participação das vendas, sendo que no presente
estudo a margem de contribuição media total foi de R$ 36,32, sendo que deste, R$ 12,79 são
correspondentes a cindo produtos, destacando-se com relevância a calça jeans feminina e
masculina, o tênis feminino e masculino e o chinelo masculino, com R$ 3,11, R$ 2,88, R$
2,00, R$ 2,32 e R$ 2,47 respectivamente. Já os produtos com menor margem media são a
toalha de banho com R$ 0,42, a sandália masculina com R$ 0,62, o cobertor com R$ 0,72, o
short feminino com R$ 0,74 e a colcha com R$ 0,86.
Para que a empresa comece a gerar lucro, após cobrir seus custos e despesas, devera
vender 193 unidades, que é o seu ponto de equilíbrio total. O ponto de equilíbrio unitário é
obtido através da multiplicação do ponto de equilíbrio total pelo percentual de participação
nas vendas de cada produto, portando no presente estudo os produtos que tem uma maior
participação percentual nas vendas são os que apresentam os maiores pontos de equilíbrio
unitário. Sendo que apenas quatro produtos correspondem a 26,96% das unidades a serem
vendidas, ou seja, os produtos blusa básica feminina, camiseta masculina, chinelo feminino e
masculino somados representam 52 un. A menor quantidade no ponto de equilíbrio foi de 3
un nos produtos sandália masculina e cobertor, seguindo-se da colcha que apresentou 4 un. Os
demais produtos apresentaram ponto de equilíbrio unitário entre 5 un e 9 un.
Ao multiplicarmos a margem de contribuição unitária pela quantidade no ponto de
equilíbrio obtemos o ponto de equilíbrio em reais, que no presente estudo foi de R$ 7.005,02,
sendo que deste, R$ 2.079,64 são correspondentes a apenas quatro produtos, estes principais
produtos são a calça jeans feminina com R$ 600,09, a calça jeans masculina com R$ 555,23,
o chinelo masculino com R$ 476,15, e o tênis masculino com R$ 448,18, ou seja estes quatro
produtos representam 29,69% do ponto de equilíbrio em reais. Os produtos com menor ponto
de equilíbrio em reais são a toalha de banho com R$ 80,82, a sandália masculina com R$
119,04, o cobertor com R$ 138,73, e o short feminino com R$ 143,08, representando apenas
6,87% deste.
Para a obtenção do ponto de equilíbrio do montante de vendas, multiplicou-se o preço
de venda pela quantidade no ponto de equilíbrio, e assim obteve-se um ponto de equilíbrio do
montante de vendas de R$ 15.399,03, sendo este composto com maior representatividade pela
72
calça jeans feminina, a calça jeans masculina, e o chinelo masculino, representando 23,29%
do ponto de equilíbrio do montante das vendas. Isso decorre do fato de que esses produtos
possuem uma quantidade no ponto de equilíbrio alta, que combinada ao preço de venda
elevado, resulta em uma quantidade maior a ser vendida em reais para obter-se o ponto de
equilíbrio.
Na sequência demonstra-se o cálculo do ponto de equilíbrio baseado no preço de
venda orientativo.
Quadro 36: Ponto de Equilíbrio do Preço de Venda Orientativo
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Total
%
Quant Particip
Vend Vendas
MCU
MC
Média
PE
Total
PE
Unit
PE em R$
MCU
PE Montante
Vendas
15
20
15
10
8
4,87
6,49
4,87
3,25
2,60
72,43
25,27
37,65
38,64
32,38
3,53
1,64
1,83
1,25
0,84
9
11
9
6
5
619,27
288,04
321,88
220,22
147,66
1.200,76
452,44
624,11
345,91
286,31
15
12
20
13
10
4,87
3,90
6,49
4,22
3,25
67,02
44,17
32,01
26,33
26,33
3,26
1,72
2,08
1,11
0,85
9
7
11
7
6
572,97
302,08
364,85
195,09
150,07
1.110,99
585,73
573,09
466,65
358,96
8
20
12
10
13
2,60
6,49
3,90
3,25
4,22
51,97
25,84
39,81
53,63
43,64
1,35
1,68
1,55
1,74
1,84
5
11
7
6
7
236,99
294,57
272,26
305,68
323,38
459,53
571,18
651,23
592,72
773,49
15
8
20
5
12
4,87
2,60
6,49
1,62
3,90
43,85
54,93
43,10
43,10
41,76
2,14
1,43
2,80
0,70
1,63
9
5
11
3
7
374,93
250,47
491,37
122,84
285,65
896,80
485,67
952,76
238,19
683,26
8
14
6
4
15
308
2,60
4,55
1,95
1,30
4,87
100
55,83
28,71
49,94
62,79
7,85
1.049,00
1,45
1,31
0,97
0,82
0,38
39,90
5
8
3
2
9
176
254,57
229,10
170,78
143,16
67,10
7.005,02
493,61
444,23
331,14
277,59
160,51
14.016,84
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
176
73
Observa-se no quadro 36, que a quantidade vendida, bem como o percentual de
participação nas vendas são iguais ao quadro 35, demonstrado anteriormente. Os valores
começam a mudar a partir da margem de contribuição untaria, sendo que esta mostrou-se
diferente em todos os produtos estudados, em decorrência da mudança do preço de venda
praticado para o orientativo, causando assim uma diferença na margem de contribuição
media, que no presente estudo foi de R$ 39,90. Os produtos que compõem a margem média
com maior representatividade são, assim como no preço de venda praticado, a calça jeans
feminina com R$ 3,53, a calça jeans masculina com R$ 3,26, o chinelo masculino com R$
2,80, o tênis masculino com R$ 2,14 e a camiseta masculina com R$2,08, correspondendo a
34,59% da margem media.
O ponto de equilíbrio total foi de 176 un, diminuindo 16un com relação a preço de
venda praticado, em decorrência disto, o ponto de equilíbrio unitário também diminuiu em
alguns produtos, sendo que quatro produtos mais expressivos a blusa básica feminina, a
camiseta masculina e o chinelo feminino e masculino, ambos com 11 un respectivamente, e
representam 25% das unidades do ponto de equilíbrio.
Com relação ao ponto de equilíbrio em reais total, percebe-se que este não sofreu
alterações, isto devido as despesas mensais serem as mesmas. Já com relação ao ponto de
equilíbrio em reais por produto, notou-se que ouve alterações, mas que os produtos mais
expressivos no montante continuam praticamente os mesmos, a calça jeans feminina e
masculina, o tênis masculino, com exceção do chinelo masculino.
Ainda, com relação ao ponto de equilíbrio do montante das vendas, contatou-se que o
mesmo foi de R$ 14.016,84, sendo deste a maior expressão dos produtos calça jeans feminina
e masculina e o chinelo masculino, que representaram 23,29% do ponto de equilíbrio do
montante das vendas. O quadro a seguir apresenta de forma mais ilustrativa as variações
ocorridas entre o ponto de equilíbrio do preço de venda praticado para o orientativo.
Quadro 37: Comparativo do PE do PV Praticado e o PV Orientativo
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
PE un
PE un
Praticado Orientativo Diferença
9
13
9
6
5
9
11
9
6
5
2
-
PE
Mont PE
Mont
Vendas Patic Vendas Orient Diferença
1.319,17
497,05
685,66
380,02
314,54
1.200,76
452,44
624,11
345,91
286,31
118,41
44,61
61,54
34,11
28,23
74
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
9
8
13
8
6
9
7
11
7
6
1
2
1
-
1.220,54
643,49
629,60
512,66
394,36
1.110,99
585,73
573,09
466,65
358,96
109,55
57,76
56,51
46,02
35,40
5
13
8
6
8
5
11
7
6
7
2
1
1
504,84
627,50
715,44
651,17
849,77
459,53
571,18
651,23
592,72
773,49
45,31
56,32
64,22
58,45
76,27
9
5
13
3
8
9
5
11
3
7
2
1
985,23
533,56
1.046,71
261,68
750,63
896,80
485,67
952,76
238,19
683,26
88,43
47,89
93,95
23,49
67,38
5
9
4
3
9
194
5
8
3
2
9
178
1
1
1
16
542,29
488,03
363,80
304,97
176,34
15.399,03
493,61
444,23
331,14
277,59
160,51
14.016,84
48,67
43,80
32,65
27,37
15,83
1.382,19
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
As principais diferenças notadas neste comparativo são a diminuição de 16un no ponto
de equilíbrio do preço de venda orientativo com relação ao praticado, e a diminuição de R$
1.382,19 com relação ao ponto de equilíbrio do montante das vendas do praticado para o
orientativo. Isto ocorre em função da diferença de preços praticados e orientativos, os quais
impactam diretamente na margem de contribuição gerada. Considerando-se os produtos
individualmente nota-se, que o produto que sofreu maior diminuição foi a calça jeans
feminina com R$ 118,41, e os produtos blusa básica feminina, camiseta masculina, chinelo
feminino e masculino, com uma redução de 2un cada.
4.7 Cálculo da Margem de Segurança Operacional (MSO)
A margem de segurança fornece o volume de vendas que a empresa esta operando
acima do ponto de equilíbrio, ou seja, quanto maior for a margem de segurança maiores são as
chances de a empresa obter lucro.
75
Ela é obtida por meio da diminuição do volume de vendas da quantidade no ponto de
equilíbrio, já calculado anteriormente, ou seja, as unidades vendidas acima do ponto de
equilíbrio ate o limite do volume de vendas é a margem de segurança operacional.
Em decorrência disto, o presente estudo calculou a margem de segurança operacional
baseada no preço de venda praticado pela empresa o no preço de venda orientativo.
Quadro 38: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Praticado
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Quantidade Vendida Quantidade no PE MSO em Unid MSO em %
15
20
15
10
8
9
13
9
6
5
6
7
6
4
3
37,38
37,38
37,38
37,38
37,38
15
12
20
13
10
9
8
13
8
6
6
4
7
5
4
37,38
37,38
37,38
37,38
37,38
8
20
12
10
13
5
13
8
6
8
3
7
4
4
5
37,38
37,38
37,38
37,38
37,38
15
8
20
5
12
9
5
13
3
8
6
3
7
2
4
37,38
37,38
37,38
37,38
37,38
8
14
6
4
15
5
9
4
3
9
3
5
2
1
6
37,38
37,38
37,38
37,38
37,38
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
O quadro 38 expõe a margem de segurança operacional em unidades e em percentual,
que no caso da empresa não se apresenta de forma satisfatória, sendo que os produtos estão
apresentando margens de 1 un a 7 un. Esse quadro mostra uma situação não ideal, pois a
empresa esta operando com uma margem de segurança baixa, se ocorrem diminuições do
76
volume de vendas por motivos que a empresa não pode controlar, a empresa terá poucas
unidades de segurança, e poderá começar a operar com prejuízos.
Em termos percentuais a margem de segurança em todos os produtos foi de 37,38% de
margem, que como já dito antes,não é o ideal, e decorre do fato de o ponto de equilíbrio ser
elevado em função das despesas da empresa representam 28,48% do faturamento.
A seguir apresenta-se o quadro 39 com a margem de segurança operacional calculada
a partir do preço de venda orientativo.
Quadro 39: Margem de Segurança Operacional do Preço de Venda Orientativo
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Quantidade Vendida Quantidade no PE MSO em Unid MSO em %
15
20
15
10
8
9
11
9
6
5
6
9
6
4
3
43,00
43,00
43,00
43,00
43,00
15
12
20
13
10
9
7
11
7
6
6
5
9
6
4
43,00
43,00
43,00
43,00
43,00
8
20
12
10
13
5
11
7
6
7
3
9
5
4
6
43,00
43,00
43,00
43,00
43,00
15
8
20
5
12
9
5
11
3
7
6
3
9
2
5
43,00
43,00
43,00
43,00
43,00
8
14
6
4
15
5
8
3
2
9
3
6
3
2
6
43,00
43,00
43,00
43,00
43,00
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
A margem de segurança operacional do preço de venda orientativo apresentada acima,
demonstra em relação a MSO do preço de venda praticado um aumento nas quantidades,
77
ficando entre 2 un e 9 um, o que é o ideal para a empresa. O seu percentual ficou em 43%, o
que repassa segurança para a empresa.
Comparando-se a margem de segurança operacional do preço de venda praticado com
a do preço de venda orientativo, obtivemos uma diferença de 5,62 pontos percentuais. Os
gráficos a seguir elucidaram o já exposto ate o momento.
Confecção Feminina
10
8
6
4
Praticado
2
Orientativo
0
Calça Jeans Fem
Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Gráfico 12: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções Fem.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Confecção Masculina
10
8
6
4
Praticado
2
Orientativo
0
Calça Jeans
Masc Trad
Bermuda Jeans
Masc
Camiseta
Camisa manga
longa
Camisa manga
curta
Gráfico 13: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo das Confecções Masc.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Calçados Femininos
10
8
6
Praticado
4
Orientativo
2
0
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
78
Gráfico 14: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados Fem.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Calçados Masculinos
10
8
6
Praticado
4
Orientativo
2
0
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Gráfico 15: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo dos Calçados Masc.
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Cama, Mesa e Banho
7
6
5
4
3
2
1
0
Praticado
Orientativo
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Gráfico 16: Comparativo entre MSO PV Praticado e o PV Orientativo da Cama, Mesa e
Banho
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Percebeu-se em todos os gráficos uma variação não muito acentuada com relação a
margem de segurança operacional do preço de venda praticado para o preço de venda
orientativo, devido aos percentuais já citados anteriormente. Mostrou que a empresa não esta
com uma margem de segurança satisfatória, e não esta praticando os preços adequados na
maioria dos produtos em estudo.
4.8 Análise do Custo, Volume e Resultado
A análise do resultado dos produtos estudados é realizada a partir das vendas
efetuadas, dos custos incorridos (variáveis e fixos) e do lucro ou prejuízo que cada produto
79
alcançou. Foi constatado na empresa, conforme demonstrado no quadro 40 o resultado dos
produtos em estudo por linha e o resultado total, de acordo com o preço de venda praticado e
orientativo.
Quadro 40: Resultado com Base no Preço de Venda Praticado
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Receita
Total
Custo
Aquisição Impostos
MCT
Despesas
Fixas
Resultado
Result
%
2.106,72
793,80
1.095,00
606,90
502,32
1.053,36
396,90
547,50
303,45
251,16
76,05
28,66
39,53
21,91
18,13
977,31
368,24
507,97
281,54
233,03
600,09
226,11
311,91
172,87
143,08
377,22
142,13
196,07
108,67
89,94
17,91
17,91
17,91
17,91
17,91
1.949,22
1.027,66
1.005,48
818,73
629,79
974,61
513,83
502,74
409,36
314,90
70,37
37,10
36,30
29,56
22,74
904,24
476,73
466,44
379,81
292,16
555,23
292,72
286,41
233,21
179,39
349,02
184,01
180,04
146,60
112,77
17,91
17,91
17,91
17,91
17,91
806,23
1.002,12
1.142,57
1.039,92
1.357,08
403,12
501,06
571,28
519,96
678,54
29,10
36,18
41,25
37,54
48,99
374,01
464,88
530,04
482,42
629,55
229,65
285,45
325,45
296,22
386,56
144,36
179,43
204,58
186,20
242,99
17,91
17,91
17,91
17,91
17,91
1.573,43
852,10
1.671,60
417,90
1.198,76
786,71
426,05
835,80
208,95
599,38
56,80
30,76
60,34
15,09
43,28
729,91
395,29
775,46
193,86
556,11
448,18
242,72
476,15
119,04
341,46
281,73
152,57
299,31
74,83
214,64
17,91
17,91
17,91
17,91
17,91
31,26
28,14
20,97
17,58
10,17
887,79
401,76
361,56
269,52
225,93
130,64
11.408,41
246,69
222,01
165,49
138,73
80,22
7.005,02
155,07
139,55
104,03
87,21
50,42
4.403,39
17,91
17,91
17,91
17,91
17,91
447,64
866,04
433,02
779,39
389,70
580,99
290,49
487,03
243,52
281,61
140,81
24.592,38 12.296,19
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Ao analisarmos o quadro 40, constatou-se que todos os produtos apresentam o mesmo
percentual de resultado liquido de 17,91%. Em geral o resultado da empresa se mostra
satisfatório R$ 4.403,39, mas não o ideal, demonstrando que a empresa não esta praticando os
preços adequados, e por consequência não esta obtendo o lucro desejado, e esta trabalhando
80
com uma margem de segurança baixa, o que é ariscado, pois ela em qualquer evento que
altere o volume de vendas negativamente gerara prejuízos para a empresa.
A seguir apresenta-se o quadro 41 com o resultado obtido a partir do preço de venda
orientativo.
Quadro 41: Resultado com Base no Preço de Venda Orientativo
Mercadorias
Confecção Feminina
Calça Jeans Fem Skinny
Blusa básica
Blusa artemis
Vestido
Short fem ind.
Confecção Masculina
Calça Jeans Masc Trad
Bermuda Jeans Masc
Camiseta
Camisa manga longa
Camisa manga curta
Calçados Femininos
Sandália
Chinelo
Sapatilha
Sapato
Tênis
Calçados Masculinos
Tênis
Sapato
Chinelo
Sandália
Tênis Futsal
Cama, Mesa e Banho
Edredom
Jogo lençol
Colcha
Cobertor
Toalha Banho
Receita
Total
Custo
Aquisição Impostos
MCT
Despesas
Fixas
Resultado
Result
%
2.240,93
944,88
1.164,76
722,41
534,32
1.053,36
396,90
547,50
303,45
251,16
80,90
34,11
42,05
26,08
19,29
1.106,67
513,87
575,21
392,88
263,87
638,32
269,14
331,78
205,77
152,20
468,35
244,72
243,43
187,10
111,67
20,90
25,90
20,90
25,90
20,90
2.073,40
1.093,12
1.196,84
787,15
605,50
974,61
513,83
502,74
409,36
314,90
74,85
39,46
43,21
28,42
21,86
1.023,94
539,83
650,90
349,37
268,75
590,60
311,37
340,91
224,22
172,47
433,34
228,46
309,98
125,16
96,28
20,90
20,90
25,90
15,90
15,90
857,59
1.065,96
1.098,51
1.106,17
1.304,75
403,12
501,06
571,28
519,96
678,54
30,96
38,48
39,66
39,93
47,10
423,52
526,42
487,57
546,28
579,11
244,28
303,63
312,90
315,09
371,65
179,24
222,79
174,66
231,19
207,46
20,90
20,90
15,90
20,90
15,90
1.512,75
906,38
1.778,09
444,52
1.152,54
786,71
426,05
835,80
208,95
599,38
54,61
32,72
64,19
16,05
41,61
671,43
447,61
878,10
219,53
511,55
430,90
258,18
506,48
126,62
328,29
240,53
189,43
371,62
92,91
183,25
15,90
20,90
20,90
20,90
15,90
33,26
454,94
29,93
409,42
22,31
305,20
18,70
255,84
9,77
120,17
929,49 12.521,95
262,40
236,15
176,03
147,57
77,12
7.334,09
192,53
173,27
129,16
108,27
43,05
5.187,86
20,90
20,90
20,90
20,90
15,90
502,50
921,21
433,02
829,05
389,70
618,00
290,49
518,06
243,52
270,75
140,81
25.747,63 12.296,19
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Na analise do resultado com base no preço de venda orientativo, pode-se
observar que se a empresa aplicar estes valores aumentara o seu lucro em R$ 784,48, ou seja,
passara de um resultado de R$ 4.403,39 para R$ 5.187,86. O exposto anteriormente pode ser
melhor visualizado no quadro a seguir
81
Quadro 42: Comparativo entre Resultado no PV Orientativo e no PV Praticado
PV Orientativo
PV Praticado
Diferença
Receita
Total
25.747,63
24.592,38
1.155,25
Custo
Margem
Despesas
Resultado
Aquisição Impostos Contribuição
Fixas
Resultado
%
12.296,19
929,49
12.521,95
7.334,09
5.187,86
20,10
12.296,19
887,79
11.408,41
7.005,02
4.403,39
17,91
41,70
1.113,54
329,07
784,48
2,19
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
A Empresa além do já exposto anteriormente, obterá um aumento de resultados de
2,19 pontos percentuais, ou seja, obterá o lucro desejado.
4.9 Cálculo e Análise dos Indicadores Econômico-Financeiros
A análise dos indicadores econômico-financeiros é instrumento da contabilidade
gerencial que tem como finalidade produzir informações relevantes à tomada de decisões
gerenciais, fornecendo uma visão ampla da situação econômica e financeira da empresa. A
partir dela buscam-se soluções para os problemas da empresa, ou novas oportunidades de
crescimento. Para a realização dos cálculos destes indicadores buscou-se dados junto à
contabilidade através do Balanço e da Demonstração do Resultado do Exercício.
Quadro 43: Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012
Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012
Exercício
Exercício
2012
ATIVO
718.297,02 PASSIVO
ATIVO CIRCULANTE
415.297,02 PASSIVO CIRCULANTE
DISPONIVEL
10.815,68 FORNECEDORES
Bens Numéricos
10.649,93 Fornecedores Diversos
Caixa
10.649,93 OBRIGAÇÕES
Bancos Conta Movimento
165,75 Obrigações Fiscais
Caixa Econômica Federal
165,75 Simples Nacional a Recolher
CLIENTES
257.428,14 Obrigações Sociais e Trabalhistas
Duplicatas a Receber
257.428,14 Salários a Pagar
APLICAÇÕES FINANCEIRAS
154,05 INSS a Recolher
Aplicações
Caixa
Econômica
Federal
154,05 FGTS a Recolher
ESTOQUES
146.899,15 PASSIVO NÃO CIRCULANTE
Mercadorias para Revenda
146.899,15 EXIGIVEL A LONGO PRAZO
ATIVO NÃO CIRCULANTE
303.000,00 Empréstimos e Financiamentos
IMOBILIZADO
303.000,00 Empréstimos Caixa Econômica Federal
Moveis e Utensílios
3.000,00 Empréstimos Sicredi
Prédio
300.000,00 PATRIMONIO LIQUIDO
CAPITAL SOCIAL
Capital Social Subscrito
LUCROS
OU
PREJUIZOS
ACUMULADOS
Lucros Acumulados
718.297,02
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
2012
274.076,85
186.730,26
180.466,73
180.466,73
6.263,53
3.346,33
3.346,33
2.917,20
2.205,00
506,40
205,80
87.346,59
87.346,59
87.346,59
24.639,86
62.706,73
444.220,17
36.000,00
36.000,00
408.220,17
408.220,17
718.297,02
82
Quadro 44: Demonstração do Resultado do Exercício de Dezembro de 2012
Demonstração do Resultado do Exercício de Dezembro de 2012
Receita Operacional Bruta
Venda de Mercadorias
Deduções
(-) Simples
(=) Receita Operacional Liquida
(-) Custo das Mercadorias Vendidas
(=) Resultado Operacional Bruto
(-) Despesas Operacionais
Pró-labore proprietário
Depreciação específica da loja
Juros
ACI
Seguros
Água
Luz
Telefone
Propaganda
Honorários contábeis
Embalagens
Salários e encargos
IPTU
Material de expediente
Material de limpeza
Despesas bancárias
(+) Receitas Financeiras
Descontos Recebidos
(=) Resultado Operacional Liquido
Saldo
429.046,90
429.046,90
19.350,02
19.350,02
409.696,88
189.964,98
219.731,90
122.211,90
36.000,00
11.085,00
18.000,00
960,00
3.600,00
480,00
2.160,00
1.800,00
2.640,00
6.240,00
2.760,00
33.030,90
2.400,00
360,00
180,00
516,00
2.803,33
2.803,33
100.323,33
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
A partir dos dados obtidos no Balanço Patrimonial de Dezembro de 2012 e da
Demonstração do Resultado do Exercício de dezembro de 2012, conforme pode-se visualizar
nos quadros 43 e 44 foram realizados os cálculos dos indicadores de capacidade de
pagamento, de atividade e de rentabilidade.
4.9.1 Indicadores de Capacidade de Pagamento
Os Indicadores de capacidade de pagamento como o nome já diz, demonstram a
capacidade que a empresa possui para pagar as suas dividas. Podem ser chamados de
indicadores, índices, quocientes ou coeficientes de liquidez. Existem diversos indicadores
para o estudo da capacidade de pagamento, o presente estudo é composto pelos cálculos de
liquidez corrente, liquidez seca, liquidez imediata, liquidez geral e endividamento,
demonstrados na sequencia.
83
O cálculo da liquidez corrente ou circulante apresentado no quadro 45, objetiva
verificar a capacidade que a empresa possui de pagar as suas dividas de curto prazo. Quanto
maior for o resultado do índice de liquidez corrente, melhor será situação da empresa com
relação à quitação das suas dívidas no curto prazo.
Quadro 45: Índice de Liquidez Corrente
Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante
Liquidez Corrente = 415.297,02 / 186.730,26 = 2,22
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Observando-se o quadro anterior, constatou-se que o índice de liquidez corrente é de
2,22, o que evidencia que a empresa esta em uma situação favorável com relação à quitação
das suas dívidas no curto prazo junto a terceiros, pois para R$ 2,22 que receber paga R$ 1,00
e sobram R$ 1,22 que poderão ser investidos na empresa. Porém é importante salientar que o
ativo circulante é composto pelas disponibilidades, valores a receber (clientes) em curto
prazo, aplicações financeiras e estoques. Salientando-se que os clientes representam 61,99% e
os estoques representam 35,37% do ativo circulante, o que poderá trazer problemas de ordem
financeira para a empresa a curto prazo, pois a conversão dos clientes e estoques em dinheiro
é mais lenta que os demais itens que compõe o ativo circulante.
Por sua vez, o índice de liquidez seca tem o objetivo de demonstrar a capacidade de
pagamento da empresa, mas considera somente o caixa, banco se os valores a receber em
curto prazo. O cálculo da liquidez seca é dado no quadro a seguir:
Quadro 46: Índice de Liquidez Seca
Liquidez Seca = (Ativo Circulante – Estoques) / Passivo Circulante
Liquidez Seca = (415.297,02 – 146.899,15) / 186.730,26 = 1,44
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
O índice demonstrado no quadro anterior tem a finalidade de verificar a capacidade de
pagamento da empresa excluindo os estoques, que foi de 1,44, sendo considerado bom, pois e
empresa tem condições de quitar todas suas dívidas de curto prazo, apenas com os valores das
disponibilidades e valores a receber em curto prazo, tendo seu estoques livre de dividas, ou
seja, para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo com terceiros(passivo circulante) a empresa
dispõe de R$ 1,44 de bens e direitos de curto prazo.
84
O indicador de liquidez imediata considera somente as disponibilidades (caixa e
bancos), para analisara a capacidade de pagamento da empresa, ou seja, os valores que a
empresa dispõe para liquidar imediatamente as dívidas de curto prazo. O índice de liquidez
imediata poderá ser observado no quadro 47.
Quadro 47: Índice de Liquidez Imediata
Liquidez Imediata = Disponibilidades / Passivo Circulante
Liquidez Imediata = 10.815,68 / 186.730,26 = 0,06
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
O índice de liquidez imediata da empresa apresentou-se em 0,06, o que demonstra que
quanto maior melhor é a posição de liquidez imediata; assim, pode-se dizer que o indicador
0,06 fica numa posição intermediária, mas mesmo assim satisfatório, pois os valores
disponíveis devem ser aplicados em ativos de rendimento maior que a simples remuneração
de contas correntes bancárias.
Já o índice de liquidez geral considera além dos valores de curto prazo, os valores de
longo prazo para analisar a capacidade de pagamento que a empresa possui. Para a empresa
em estudo, conforme se pode observar no quadro 48, este índice é de 1,52.
Quadro 48: Índice de Liquidez Geral
Liquidez Geral = (AC + Realizável a Longo Prazo) / (PC + Exigível a Longo Prazo)
Liquidez Geral = 415.297,02 / (186.730,26 + 87.346,59) = 1,52
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Considera-se o índice encontrado de 1,52 bom, uma vez que para R$ 1,00 de dividas
totais ( curto e longo prazos) com terceiros, há R$1,52 de bens e direitos de curto e longo
prazos, ou seja para cada R$1,00 que paga sobram R$0,52. Observando-se que no caso da
empresa não existem valores a receber no Realizável a Longo Prazo.
O indicador de endividamento da empresa busca demonstrar a dependência que a
mesma possui com relação a capitais de terceiros, ou seja, é a posição do capital próprio com
relação ao capital de terceiros. Conforme o quadro 49 observa-se o endividamento da
empresa.
85
Quadro 49: Indicador de Endividamento
Endividamento = (PC + Exigível a Longo Prazo) / Patrimônio Líquido
Endividamento = (186.730,26 + 87.346,59) / 444.220,17 = 0,62
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Conforme o quadro anterior, o endividamento da empresa foi de 0,62, o que demonstra
uma boa situação da empresa, pois utiliza mais o seu capital próprio do que o capital obtido
através de terceiros.
4.9.2 Indicadores de Atividade
Os indicadores de atividade busca demonstrar como esta o ciclo operacional da
empresa. Ou seja, analisa o tempo (velocidade) em que a empresa recebe as vendas, paga as
contas e renova o seu estoque. Dentre os indicadores, pode-se citar o prazo médio de
recebimentos, o prazo médio de pagamento, o giro do estoque e o giro do ativo, que serão
demonstrados na sequencia.
O prazo médio de recebimento revela demonstrar o tempo que a empresa leva para
receber os créditos fornecidos aos clientes. O prazo médio de recebimentos esta apresentado
no quadro 50.
Quadro 50: Prazo Médio de Recebimento
Prazo Médio de Recebimento = (Clientes * 360) / Receita Operacional Bruta
Prazo Médio de Recebimento = (257.428,14 * 360) / 429.046,90 = 216
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Conforme observa-se no quadro 50, para a empresa em estudo o prazo médio de
recebimento é de 252 dias, ou seja, para a empresa receber todas as suas vendas a prazo leva
em torno de 216 dias, o que é um prazo muito extenso, mas leva-se em conta que 60% das
vendas efetuadas pela empresa são a prazo, e a maioria é parcelada em torno de 12 vezes, o
que daria um prazo médio de 180 dias, o que demonstra que a empresa apresenta um prazo
bem superior, ou seja 72 dias acima da média.
O prazo médio de pagamentos tem a finalidade de demonstrar o tempo que a empresa
leva para pagar os seus fornecedores/compras, ou seja, quantos dias a empresa leva para pagar
suas compras.
86
Quadro 51: Prazo Médio de Pagamento
Prazo Médio de Pagamento = (Fornecedores * 360) / Compras Brutas de Mercadorias)
Prazo Médio de Pagamento = (180.466,73 * 360) / (146.899,15 + 189.964,98) = 193
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Quanto maior for o prazo de pagamento em relação ao prazo de recebimento melhor é
a situação financeira da empresa, pois assim serão os fornecedores que estarão financiando a
empresa. Neste caso, como pode se observar no quadro 51, o prazo médio de pagamento foi
de 193 dias, ou seja, a empresa leva em torno de 193 dias para pagar as suas compras a prazo,
o que analisado isoladamente é um prazo longo, sendo ótimo para a empresa, mas como o
prazo de recebimento é 23 dias maior que o prazo de recebimento, ou seja, quem financia as
atividades é a própria empresa.
O giro do estoque representa o tempo que a mercadoria permanece dentro da empresa
ate ser totalmente vendida, ou seja, quantas vezes o estoque girou ou se renovou por conta das
vendas. O giro de estoque da empresa em estudo apresenta-se no quadro 52.
Quadro 52: Giro de Estoque
Giro de Estoque = Custos das Mercadorias Vendidas / Estoques Totais
Giro de Estoque = 189.964,98 / (146.899,15 + 189.964,98) = 0,56
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Conforme o visualizado no quadro anterior, o giro do estoque da empresa é de 0,56, o
que é insatisfatório, pois a empresa permanece com o mesmo estoque por muito tempo, isto é
devido a grande variedade de produtos exigidos para atender as necessidades especificas de
cada cliente.
Por sua vez o giro do ativo demonstra quantas vezes o ativo se renovou pelas vendas,
o giro do ativo da empresa ficou em torno de 0,57, conforme o exposto a seguir
Quadro 53: Giro do Ativo
Giro do Ativo = Receita Operacional Líquida / Ativo Total
Giro do Ativo = 409.696,88 / 718.297,02 = 0,57
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
87
O giro do ativo da empresa não se mostrou satisfatório, ficando em 0,57, o que um
resultado muito inferior ao ideal, ou seja, para cada R$1,00 investido a empresa vendeu
apenas R$0,57, sendo isto preocupante, pois as chances da empresa cobrir as despesas e gerar
uma boa margem de lucro são menores.
4.9.3 Indicadores de Rentabilidade
Os indicadores de rentabilidade medem se a empresa esta sendo lucrativa ou não, ou
seja, se ela esta retornando o capital nela investido. Os indicadores da margem líquida, a
rentabilidade do ativo total, a rentabilidade do patrimônio líquido, alavancagem financeira e o
retorno do investimento serão apresentados a seguir.
A margem líquida ou margem operacional demonstra quanto foi o lucro liquido da
empresa com as vendas, ou seja, é a apuração da lucratividade da empresa. A margem líquida
deste estudo esta apresentada a seguir:
Quadro 54: Margem Líquida
Margem Líquida = (Lucro Líquido / Vendas Líquidas) x 100
Margem Líquida = (100.323,33 / 409.696,88) x 100 = 24,49%
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Na empresa em estudo, conforme o visualizado no quadro 54, a margem líquida é de
24,49%, sendo esta satisfatória, pois a cada R$ 100,00 vendidos a empresa obtém uma
margem líquida de R$ 24,49, demonstrando que o ramo de negócios da empresa possui uma
boa margem de lucratividade.
A rentabilidade do ativo total, objetiva demonstrar o quanto de lucro líquido a empresa
obtém em relação ao seu ativo total. Conforme se observa na sequencia:
Quadro 55: Rentabilidade do Ativo Total
Rentabilidade do Ativo Total = (LL após o imposto de renda / Ativo Total) x 100
Rentabilidade do Ativo Total = (100.323,33 / 718.297,02) x 100 = 13,97%
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
88
O quadro 55 demonstrou que a rentabilidade do ativo da empresa foi de 13,97%, não é
o ideal, mas é aceitável, pois a cada R$ 100,00 investidos no ativo a empresa obteve R$ 13,97
de lucro líquido.
A rentabilidade do patrimônio líquido demonstra a remuneração que a empresa gerou
para seu capital próprio, ou seja, a taxa de retorno sobre o capital próprio. A rentabilidade do
patrimônio líquido é de 22,58% na empresa em estudo, conforme se pode visualizar no
quadro 56.
Quadro 56: Rentabilidade do Patrimônio Líquido
Rentabilidade do Patrimônio Líquido = (LL após o imposto de renda / PL final) x 100
Rentabilidade do Patrimônio Líquido = (100.323,33 / 444.220,17) x 100 = 22,58%
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
A rentabilidade demonstrada pela empresa foi de 22,58%, o que comparada com
demais taxas de rendimentos existentes no Brasil, foi relativamente satisfatória, pois remunera
o capital que o sócio investiu na empresa, com valor acima dos valores de caderneta de
poupança, CDBs, letras de câmbio, ações, aluguéis, fundos de investimento, etc.
Já, o grau de alavancagem financeira (GAF) da empresa em estudo esta demonstrado
no quadro 57.
Quadro 57: Grau de Alavancagem Financeira
GAF = Lucro Operacional / (Lucro Operacional – Despesas Financeiras)
GAF = 100.323,33 / (100.323,33–18.000,00) = 1,22
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
O grau de alavancagem financeira da empresa foi de 1,22, considerando a despesa
financeira de R$ 18.000,00, o lucro da empresa apresentaria uma redução de 2%. Nota-se que
como não há comparativo com o custo do Capital Próprio, se a empresa tivesse optado pelo
incremento de recursos próprios, não teria o custo financeiro e o indicador seria 1,00, ou seja,
não geraria custo e o lucro líquido seria maior no montante do custo financeiro.
Por sua vez, o retorno operacional do investimento (ROI)é o retorno gerado pelos
investimentos efetuados pela empresa em seu negocio, este inclui tanto os investimentos
captados junto ao proprietário quanto os captados junto a terceiros.No caso da empresa em
estudo, conforme demonstrado no quadro 58, o ROI foi de 0,81%.
89
Quadro 58: Retorno Operacional do Investimento
ROI = Lucro Operacional / Investimento
ROI = 100.323,33 / (36.000,00 + 87.346,59) = 0,81%
Fonte: Dados conforme pesquisa a documentos contábeis na empresa
Segundo o observado no quadro anterior o retorno operacional do investimento da
empresa é de 0,81%, o que é considerado um valor muito baixo, demonstrando que a empresa
retorna muito pouco dos investimentos efetuados em seu negocio.
4.10 Sistema de Informações Gerenciais (SIG)
O sistema de informações gerenciais busca, fornecer informações úteis e em tempo
hábil, com maior legitimidade para subsidiar as decisões, ou seja,é uma importante ferramenta
no processo de tomada de decisão, que fornece informações úteis e em tempo hábil, com
maior legitimidade para subsidiar as decisões.
4.10.1 Informações Gerenciais
O sistema de informações gerenciais fornece informações para os diferentes níveis de
usuários, pois cada um possui necessidades informacionais especificas, sendo estruturados em
nível estratégico, tático e operacional. A empresa em estudo não possui nenhum sistema de
informações que forneça a informação em tempo hábil e de forma correta para embasar as
decisões gerenciais.
Este estudo propõem um sistema de informações adequado as necessidades da
empresa, sugerindo-se um sistema de informações que englobe e integre os subsistemas de
compras; vendas; estoques; financeiro (contas a pagar e a receber), pois com as informações
fornecidas por esses subsistemas as decisões serão tomadas de forma correta para uma boa
gestão.
O sistema de informações proposto para essa organização deve transformar os muitos
dados existentes, em informações realmente relevantes para o gerenciamento do negocio. O
sistema de informações sugerido para a empresa se estruturado da seguinte maneira:
90
Figura 2: Modelo de Sistema de Informações
Retroalimentação
Compras
Dados
Estoques
Vendas
Financeiro
Processamento/
Transformação
Informações/
Relatórios
Retroalimentação
Controle /
Avaliação /
Decisão
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Este sistema proposto, mesmo sendo um modelo simples, básico, atende perfeitamente
as exceptivas e necessidades informacionais da empresa, possibilitando uma correta gestão da
organização, ou seja, fornece informações fidedignas e em tempo hábil para que as decisões
sejam tomadas corretamente.
O sistema proposto suprira as deficiências que a empresa apresenta quanto a
velocidade das informações dos clientes, estoques e obrigações a pagar, pois no momento a
empresa não possui praticamente nenhum controle informatizado sobre esses grupos, sendo
imprescindível a implementação de softwares, capazes de fornecer relatórios com
informações relevantes, de qualidade e essenciais para as atividades da organização.
4.10.2 Níveis e Periodicidade das Informações
Os níveis da organização (estratégico, tático e operacional) necessitam de informações
que são fornecidas pelo sistema de informações gerenciais, pois cada um deles possui
91
necessidades e periodicidades diferentes. Apresenta-se na sequencia os subsistemas propostos
para a empresa, identificando a qual nível de influencia e a que periodicidade se destina cada
informação.
Na empresa em estudo os níveis estratégico e tático são executados pelo filho do
proprietário, que exerce a função de gerencia, coordenação, etc. O nível operacional é
exercido pela esposa do proprietário e pelas funcionarias, mas em geral a o filho e a esposa do
proprietário centralizam todos os níveis, realizando pouquíssimo planejamento, sendo que as
praticamente todas as atividades da empresa acabam passando por eles, sem haver um
controle realmente efetivo, eficaz e eficiente. Devido a falta de um SIG o trabalho dos dois é
muito lento, em muitas vezes duplicado, e não produz as informações que realmente seriam
relevantes para a tomada de decisão, auxiliando a organização a atingir o nível ideal de
funcionamento.
O subsistema de compras deve fornecer relatórios capazes de subsidiar as tomadas de
decisão com relação ao custo da mercadoria comprada, as compras realizadas dentro e fora do
estado, o melhor período para efetuar as compras, os fornecedores mais rápidos, com melhor
preço, etc. No quadro a seguir está demonstrado os relatórios sugeridos, bem como os níveis
de demanda, a periodicidade em que devem ser emitidos.
Quadro 59: Subsistema de Compras
Subsistema de Compras
Informações Geradas
Compras de Mercadorias
Compras por Fornecedor
Compras por Produtos
Compras por Natureza da Operação
Compras por Data
Custo das Compras
Volume de Compras
- A Vista
- A Prazo
Volume de Compras
- Dentro do Estado
- Fora do estado
Devoluções de Compras e Motivos
Operacional
X
Destino das Informações
Níveis
Periodicidade Tático/Estratégico Periodicidade
X
Mensal
X
Mensal
X
Diário
X
Semanal
X
Mensal
X
Diário
Semanal
X
Diário
X
Diário
X
Mensal
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Como já exposto anteriormente os níveis tático e estratégico são praticamente os
mesmos, pois são exercidos pelas mesmas pessoas. Com a observação do quadro anterior
nota-se que todos os relatórios passam pelo nível tático/estratégico, com periodicidades
92
diárias, semanais e mensais. Todos os relatórios propostos são de fundamental importância
para as tomadas de decisões, mas desatacamos o relatório do custo das compras e o relatório
das compras efetuadas dentro e fora do estado, que auxiliaram no processo de formação do
preço de venda.
O subsistema do estoque deve demonstrar a rotatividade das mercadorias em estoque,
auxiliando nas decisões de quando e quanto comprar. Esse subsistema é alimentado pelos
subsistemas de compras e de vendas, demonstrando as entradas e saídas de mercadorias, bem
como as reposições a serem feitas.
Quadro 60: Subsistema de Estoques
Subsistema de Estoques
Informações Geradas
Total dos Estoques por Produto
Total dos Estoques por Linha
Rotatividade dos Estoques
Estoque Mínimo por Produto
Relatório de Perdas
Saldo Final Estoques
Operacional
X
X
Destino das Informações
Níveis
Periodicidade
Tático/Estratégico Periodicidade
Diário
X
Quinzenal
Diário
X
Quinzenal
X
Mensal
X
Semanal
X
Mensal
X
Mensal
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
O quadro anterior demonstra os relatórios propostos para os estoques, sendo que a
maior incidência de relatórios se para o nível tático/estratégico, que trabalha diretamente com
as mercadorias em estoque, a periodicidade proposta para os relatórios no nível operacional é
a diária. Para o nível tático/estratégico a periodicidade proposta foi a quinzenal e mensal, com
exceção do estoque mínimo que por ser de extrema importância, para a realização de novos
pedidos de mercadoria, apresentou uma periodicidade semanal. Todos os relatórios de
estoques passam pelo nível tático/estratégico, pois este necessita de controle permanente do
que entra e sai dos estoques, necessita de informações para poder avaliar a situação dos
estoques.
As vendas compõem outro subsistema, este tem a finalidade de orientar os gestores
quanto à tomada de decisão mais acertada com relação aos produtos merecem maiores
investimentos, pois estão deixando boas margens para empresa, ou que produto não esta
satisfazendo as expectativas esperadas, entre outros. No quadro 61, esta demonstrando os
relatórios propostos para o subsistema de vendas da empresa em estudo.
Quadro 61: Subsistema de Vendas
93
Subsistema de Vendas
Informações Geradas
Operacional
Total do Faturamento
Vendas por Produto
Volume de Vendas
- A Vista
- A Prazo
Devoluções de Vendas e Motivos
X
Relatório da Margem de
Contribuição
- Total
- Por Produto
Destino das Informações
Níveis
Periodicidade
Tático/Estratégico Periodicidade
X
Mensal
X
Semanal
Diário
X
Diário
X
Semanal
X
Diário
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
No subsistema de vendas, assim com nos demais subsistemas os relatórios estão
concentrados para o nível tático/estratégico, sendo fornecidos com frequência diária, para os
relatórios de volume de vendas e de margem de contribuição; semanal para os relatórios de
vendas por produto e devoluções de vendas (motivos); e mensal para o relatório do total do
faturamento. Para o nível operacional apenas o relatório de devoluções de vendas e motivos
aparece com periodicidade diária.
O relatório de volume de vendas, tanto a vista quanto a prazo, é de suma importância
para o gestor, pois interfere diretamente no fluo de caixa da empresa, ainda destaca-se a
importância do relatório da margem de contribuição que fornecera ao gestor a informação
sobre qual produto é mais vendido, deixa mais resultado para empresa, e assim possibilitará a
tomada de decisão com relação a politica de vendas da empresa.
Portanto os subsistemas de compras, estoques e vendas formam um tripé que
demonstra ao gestor o quanto ele deve comprar, o que possui e o que deve manter em estoque,
a capacidade de vendas da empresa, entre outros.
Por fim o ultimo subsistema é o financeiro, este abrange as contas a pagar e a receber
da empresa. Ele é de fundamental importância para a saúde econômica/financeira da empresa,
pois é uma das bases utilizadas na projeção do fluxo de caixa da mesma. Os quadros a seguir
demonstram as contas a pagar e receber da empresa, que como já visto compõem o
subsistema financeiro.
Quadro 62: Subsistema Financeiro – Contas a Pagar
Subsistema Financeiro - Contas a Pagar
Informações Geradas
Por Vencimento
Destino das Informações
Níveis
Operacional Periodicidade Tático/Estratégico Periodicidade
X
Diário
94
Por Fornecedor
Por Período
Despesas Operacionais
Despesas com Pessoal
Despesas Tributarias
X
X
X
X
X
Diário
Diário
Mensal
Mensal
Mensal
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Os relatórios para o subsistema financeiro-contas a pagar são competência do nível
tático/estratégico e apresentam periodicidade diária para os relatórios por vencimento, por
fornecedor e por período, sendo os demais relatórios apresentados com frequência mensal.
Eles fornecem as obrigações que a empresa possui com fornecedores, as despesas tributárias e
operacionais, em decorrência disto é imprescindível que estes relatórios sejam diários para
evitar possíveis juros e multas em função de atraso nos pagamentos.
Quadro 63: Subsistema Financeiro – Contas a Receber
Subsistema Financeiro - Contas a
Receber
Informações Geradas
Por Vencimento
Por Situação
Por Período
Índice de Inadimplência
Operacional
Destino das Informações
Níveis
Periodicidade Tático/Estratégico
X
X
X
X
Periodicidade
Diário
Diário
Diário
Mensal
Fonte: Dados conforme pesquisa na empresa
Por fim o subsistema financeiro-contas a receber apresentou, assim como as contas a
pagar, relatórios para o nível tático/estratégico, com frequência diária por vencimento, por
situação e por período. Estes relatórios demonstram o que a empresa tem para receber de
terceiros, clientes, auxiliando o gestor no controle de cobranças dos clientes, na previsão das
receitas, com a inadimplência dos clientes da empresa, e na projeção de inadimplentes para os
próximos períodos.
95
CONCLUSÃO
A contabilidade gerencial se tornou um instrumento substancial para a sobrevivência,
competitividade e permanência das empresas no mercado, independente do seu porte, isto
devido as informações geradas que são utilizadas para o planejamento, direção e tomada de
decisões.
Ela gera informações que servem de base solida e confiável para a tomada de decisões,
ou seja, elas são adequadas, úteis, essenciais, indispensáveis e fornecidas em tempo hábil para
subsidiar a tomada de decisões corretas por parte dos gestores. A contabilidade gerencial se
utiliza de diversos instrumentos como a contabilidade de custos, os indicadores econômicofinanceiros e os sistemas de informações contábeis.
A presente pesquisa objetivou a apuração das informações relevantes e aplicação da
contabilidade gerencial em uma empresa do comercio varejista de artigos do vestuário e
calçados, através da revisão bibliográfica sobre contabilidade gerencial e indicadores de
gestão, da identificação das informações gerenciais aplicadas a empresa, da aplicação dos
indicadores gerenciais de custos, avaliação dos indicadores das demonstrações contábeis e da
elaboração do sistema de informações.
Desta forma, inicialmente realizou-se o levantamento dos indicadores de custos, com a
identificação dos principais produtos da empresa, bem como a mediado faturamento e das
compras mensais, os custos de aquisição dos produtos, e preço de venda e receita destes
produtos, que de mostrou que a empresa possui um bom faturamento, mas que pode melhorar
na maioria dos produtos. Em seguida efetuou-se a apuração das despesas mensais da empresa,
como as despesas com salários e encargos e depreciação. A partir dos dados obtidos, realizouse a apuração do Mark-up, da margem de contribuição, do ponto de equilíbrio e da margem de
segurança operacional. Por fim, com base nessas informações efetuou-se a apuração do
resultado global e por produto, bem como a analise do custo, volume e resultado.
Observou-se durante o estudo aplicado que os resultados obtidos a partir do preço de
venda praticado pela empresa são bons, mas podem melhorar muito se tornando satisfatórios
se a empresa passar a aplicar o preço de venda orientativo, que demonstrou resultados
melhores, ou seja, deixam mais margem de contribuição tanto unitária quanto total, um ponto
de equilíbrio e uma margem de segurança adequados a empresa. Cabe salientar que a empresa
esta trabalhando com preço de venda acima do mínimo calculado no estudo, mas abaixo do
ideal, ela também apresenta uma percentual relativamente auto de despesas, o que acaba
96
diminuindo os resultados, ainda a empresa esta trabalhando com uma margem de segurança
baixa o que pode gerar problemas a qualquer variação incontrolada do mercado.
A partir das informações obtidas no Balanço Patrimonial e na Demonstração do
Resultado do exercício do ano de 2012, efetuou-se o calculo e posterior analise dos
indicadores econômico-financeiros, apurando-se os indicadores de capacidade de pagamento,
de atividade e de rentabilidade.
Constatou-se na análise dos indicadores econômico-financeiros que os indicadores de
capacidade de pagamento se mostraram satisfatórios com exceção do indicador de liquidez
imediata, devido a falta de interesse da empresa em manter valores disponíveis autos. Já com
relação aos indicadores de atividade não tivemos o mesmo resultado satisfatório, devido ao
grande parte das vendas serem efetuadas a prazo e a empresa manter um estoque elevado de
produtos, destacou-se o prazo médio de pagamento que no caso da empresa é muito bom,
devido ao tempo de mercado que ele possui conseguindo prazos bem prolongados para o
pagamento das compras. Ainda os indicadores de rentabilidade apresentaram disparidades,
alguns se mostraram satisfatórios, outros nem tanto, mas no geral a empresa apresenta
resultados razoáveis, deixando margem liquida, remunerando o ativo e o patrimônio líquido.
Na sequencia foi proposta a implementação de um sistema de informações gerenciais,
que fornecera informações uteis, com qualidade, necessárias para a tomada de decisão em
tempo hábil. O sistema proposto levantou e sistematizou as informações necessárias,
transformado esses informações em relatórios que são apresentados as pessoas certas no
momento certo.
Por fim o presente trabalho foi de suma importância para a formação da acadêmica,
possibilitando a conciliação da teoria com a prática em uma empresa, e para o aprimoramento
do conhecimento da contabilidade gerencial. Também possibilitou a percepção de que na
pratica as coisas são muito diferentes do aprendido na teoria, sendo que a realidade das
empresas da região é de empresas sem organização, controles e instrumentos de gestão, as
atividades são realizadas de acordo com as necessidades e a partir da percepção/intuição dos
gestores que quase sempre são os proprietários das empresas. Em fim compreendeu-se que a
contabilidade
gerencial
é
um
instrumento
imprescindível
para
a
sobrevivência,
competitividade permanência de qualquer empresa no mercado, sendo micro, pequena, media
ou grande empresa.
97
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