PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ ESCOLA POLITÉCNICA ENGENHARIA ELÉTRICA - TELECOMUNICAÇÕES JULIANA MARIA ALVES MENDES NABIL HANNOUCHE FILHO ESTAÇÃO METEOROLÓGICA MÓVEL CURITIBA 2013 JULIANA MARIA ALVES MENDES NABIL HANNOUCHE FILHO ESTAÇÃO METEOROLÓGICA MÓVEL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, como requisito parcial à obtenção do título de Engenheiro Eletricista. Orientador: Professor Mestre Valter Klein Junior CURITIBA 2013 Página reservada para ficha catalográfica que deve ser confeccionada após apresentação e alterações sugeridas pela banca examinadora. Deve ser impressa no verso da folha de rosto. A Biblioteca da PUCPR oferece o serviço gratuitamente. Para solicitar, necessário enviar o trabalho para o email [email protected] Em até 48h a ficha será encaminhada para o email do solicitante. JULIANA MARIA ALVES MENDES NABIL HANNOUCHE FILHO ESTAÇÃO METEOROLÓGICA MÓVEL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, como requisito parcial à obtenção do título de Engenheiro Eletricista. COMISSÃO EXAMINADORA _____________________________________ James Alexandre Baraniuk (Professor Doutor) _____________________________________ Valter Klein Junior (Orientador Professor Mestre) _____________________________________ Ivan Jorge Chueiri (Co-Orientador Professor Mestre) Curitiba, 02 de dezembro de 2013. Dedicamos a Deus e as nossas famílias. AGRADECIMENTOS Aluna Juliana Maria Alves Mendes Meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que de alguma forma doaram um pouco de si para que a conclusão deste trabalho se tornasse possível. A Deus, que iluminou o meu caminho durante esta caminhada; Aos nossos professores orientadores, pelo auxílio, disponibilidade e dedicação em nos ajudar e mostrar sempre o melhor caminho; Aos meus pais, irmãos e família, que mesmo longe sempre estiveram do meu lado; Aos meus amigos que muitas vezes foram a minha família, me ajudando a segurar a barra, e por último, e não menos importante, ao meu amigo de projeto Nabil, sem você nada disso seria possível. Aluno Nabil Hannouche Filho Primeiramente agradeço a Deus por sempre estar ao meu lado me dando força para sempre seguir em frente com meu objetivo. Por segundo, gostaria de agradecer toda minha família e todos os amigos que participaram da minha vida nesse ano tão importante para minha formação acadêmica. Meu agradecimento especial para nosso orientador e nosso co-orientador que sempre estiveram a nossa disposição nos mostrando o melhor caminho a ser tomado perante alguma dificuldade ao longo desse ano. É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve. (Vitor Hugo, 1845) RESUMO Atualmente as condições climáticas vêm sendo um assunto de destaque mundial que está gerando preocupação para o ser humano. A população, a medida do possível, está cada vez mais ciente que é preciso zelar de forma responsável pelo meio ambiente. A cada dia que passa muitos estudiosos do assunto estão realizando pesquisas acerca dos efeitos das ações do ser humano sobre o clima do planeta. O Brasil possui um órgão responsável por realizar pesquisas espaciais que se chama INPE, no qual, possui um centro de previsão do tempo e estudos climáticos (CPTEC) com alta tecnologia. No mundo, países tentam realizar acordos se comprometendo, por exemplo, com a diminuição de emissão de CO2 no meio ambiente. Assim a necessidade de coletar e estudar dados tem uma grande importância no desenvolvimento do ser humano. Levando esses fatores em consideração, tem-se como objetivo deste projeto a construção de três estações meteorológicas móveis que capturam medidas referentes à velocidade do vento, temperatura ambiente, umidade relativa do ar, ruído ambiente e precipitação, transmitindo via rádio as informações para uma estação controladora que tratará os dados. A mesma enviará as informações a um dispositivo final e o usuário poderá obter um levantamento dos dados de certa região, visando facilitar a análise e ação sobre pontos críticos. Palavras-chave: Condições climáticas. Meio Ambiente. Estações meteorológicas. Medição de Microclima. ABSTRACT Currently the weather conditions have been a subject of global prominence that is causing preoccupation for humans. The population is conscious that we need to take care of a responsible environmental. Every day that passes many researchers of the subject are conducting research about the effects of human actions on the global climate. Brazil has an institute responsible for performing spatial research called INPE, in which has a center for weather and climate studies (CPTEC) with high technology. In the world, countries are trying to perform arrangements, for example, with reduction of CO2 emissions in the environment. So, it`s important to collect and study data because this information will be important in the development of the human. Taking these factors into consideration, it has been the objective of this project to build three mobile weather stations that capture measurements related to wind speed, temperature, relative humidity, rainfall and ambient noise and then transmitting those information via radio to a station controller that process the data. The controller station will send the information to an end device and the will have a relation report from a certain region in order to facilitate analysis and action on critical issues. Keywords: Weather conditions. Environment. Weather stations. Measurement of microclimate. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Diagrama de Blocos com representação do projeto ................................. 20 Figura 2 - Diagrama de funcionamento do projeto .................................................... 21 Figura 3 - Sinal Analógico ......................................................................................... 22 Figura 4 - Sinal Digital ............................................................................................... 22 Figura 5 - Rolamento dentado do mouse .................................................................. 23 Figura 6 - Ventoinha do cooler .................................................................................. 24 Figura 7 - Cooler comercial ....................................................................................... 24 Figura 8 - Cooler comercial desmontado .................................................................. 25 Figura 9 - Cooler sem estruturas internas ................................................................. 25 Figura 10 - Cooler final sem estruturas internas........................................................ 25 Figura 11 - Diodo Emissor - LED............................................................................... 26 Figura 12 - Diodo Receptor - Fotodiodo .................................................................... 26 Figura 13 - Representação do Resistor ..................................................................... 27 Figura 14 - Aspecto Físico do Resistor ..................................................................... 27 Figura 15 - Representação e Aspecto do Transistor ................................................. 28 Figura 16 - Esquemático do Sensor de Vento ........................................................... 29 Figura 17 - DTT11 ..................................................................................................... 31 Tabela 1 - Características Elétricas DHT11 .............................................................. 31 Figura 18 - Termistor do Tipo NTC............................................................................ 32 Figura 19 - Comportamento de um termistor do tipo NTC e PTC. ............................ 32 Figura 20 - Sensor de umidade HR202 ..................................................................... 33 Figura 21 - Ligações elétricas do Sensor de Temperatura e Umidade ..................... 33 Figura 22 - Circuito do sensor de temperatura e umidade ........................................ 34 Figura 23 - Comportamento geral do DHT11 ............................................................ 35 Figura 24 - Comportamento do MCU ........................................................................ 35 Figura 25 – Representação um dos bits com valor zero ........................................... 36 Figura 26 - Representação dois dos bits com valores um ......................................... 36 Figura 27 - Aspecto Físico do Capacitor ................................................................... 37 Figura 28 - Representação do Capacitor .................................................................. 38 Figura 29 - Aspecto Físico do Amplificador Operacional ........................................... 38 Figura 30 - Representação do Amplificador Operacional .......................................... 39 Figura 31 - Configuração do Amp-Op ....................................................................... 39 Figura 32 - Microfone de eletreto .............................................................................. 40 Figura 33 - Estrutura Interna do Microfone de Eletreto ............................................. 41 Figura 34 - Circuito do sensor de ruído ..................................................................... 42 Figura 35 - Circuito do Sensor de Chuva .................................................................. 43 Figura 36 - Comportamento do Sensor de Chuva - Seco ......................................... 44 Figura 37 - Comportamento do Sensor de Chuva - Molhado .................................... 44 Figura 38 – Estrutura do Protocolo Bluetooth............................................................ 46 Figura 39 - Configuração das Conexões Bluetooth ................................................... 47 Figura 40 - Módulos Zigbee....................................................................................... 48 Figura 41 - Comparação entre os principais padrões de redes sem fio. ................... 49 Figura 42 - Topologias .............................................................................................. 50 Figura 43 - Protocolos de Rede que utilizam a plataforma Zigbee ............................ 51 Tabela 2 - Diferenças entre Bluetooth e Zigbee ........................................................ 52 Figura 44 - Aplicação Bluetooth ................................................................................ 53 Figura 45 - Aplicação Zigbee..................................................................................... 53 Figura 46 - Pacote de Dados Transmitidos e Recebidos .......................................... 54 Figura 47 - Configuração Zigbee ............................................................................... 54 Figura 48 - Software X-CTU ...................................................................................... 55 Figura 49 - Shield Arduino ......................................................................................... 56 Figura 50 - Protocolo desenvolvido ........................................................................... 57 Figura 51- Microcontrolador Atmega 16 .................................................................... 59 Figura 52 - Placa de desenvolvimento ...................................................................... 60 Figura 53 - Bitbang .................................................................................................... 61 Figura 54 - Período do Pulso..................................................................................... 61 Figura 55 - Formato do Pacote de Comunicação ...................................................... 62 Figura 56 - Cenário para teste do Sensor de Vento .................................................. 63 Figura 57 - Gráfico Velocidade x Distância ............................................................... 63 Figura 58 - Cenário de teste do Sensor de Temperatura .......................................... 64 Figura 59 - Gráfico da Temperatura .......................................................................... 65 Figura 60 - Cenário de Teste do Sensor de Umidade ............................................... 66 Figura 61 - Gráfico da Umidade x Umidade + Temperatura...................................... 66 Figura 62 - Cenário Teste do Sensor de Ruído ......................................................... 67 Figura 63 - Gráfico do comportamento do Sensor de Ruído ..................................... 68 Figura 64 - Gráfico do Estado x Tensão (V) .............................................................. 69 Tabela 3 - Variáveis de Compensação de Software ................................................. 70 Figura 65 - Produto Oregon....................................................................................... 71 Figura 66 - Produto Laboratorio de Garagem............................................................ 72 Figura 67 - Estações Meteorológicas Instaladas ....................................................... 73 Figura 68 - Mapa de áreas de monitoramento 1 ....................................................... 73 Figura 69 - Mapa de áreas de monitoramento 2 ....................................................... 74 Figura 70 - Mapa de áreas de monitoramento 3 ....................................................... 74 Figura 72 - Análise FMEA ....................................................................................... 105 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Características Elétricas DHT11 .............................................................. 31 Tabela 2 - Diferenças entre Bluetooth e Zigbee ........................................................ 52 Tabela 3 - Variáveis de Compensação de Software ................................................. 70 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais CPU Central Processor Unit MIPS Million Instructions per Second GPRS Geral Packet Radio Service GSM Groupe Special Mobile SMS Short Message Service MHz Mega Hertz FMEA Failure Model and Effect Analysis ITD Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento PWM Pulse Width Modulation INMET Instituto Nacional de Meteorologia IAPAR Instituto Agronômico do Paraná SIMEPAR Instituto Tecnológico (antiga sigla de Sistema Meteorológico do Paraná) LED Light-Emitting Diode PTC Positive Temperature Coeficient NTC Negative Temperature Coeficient MCU Microcontroller MPU Microprocessor CC Corrente Contínua CA Corrente Alternada A/D Analógico / Digital m/s Metros por segundo Km/h Quilômetros por hora PVC Cloreto de Polivinila LST Laboratório de Sistemas Térmicos RSSF Redes de Sensores Sem-Fio PUCPR Pontifícia Universidade Católica do Paraná WPANS Wireless Personal Area Network IEEE Institute of Electrical and Electronics Engineers MAC Medium Access Control FFD Full Function Device RFD Reduce Function Device API Application Programming Interface DH Destino Alto DB Destino Baixo PAN ID Personal Area Network Identification TCP Transmission Control Protocol EEPROM Erasable Programmable Read-Only Memory SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 18 1.1 OBJETIVOS ................................................................................................. 18 1.1.1 Objetivo Geral ............................................................................................. 18 1.1.2 Objetivos Específicos ................................................................................ 19 1.1.3 Justificativa ................................................................................................. 19 2 METODOLOGIA........................................................................................... 19 3 TECNOLOGIAS UTILIZADAS ..................................................................... 21 3.1 SENSOR DE VENTO ................................................................................... 23 3.1.1 Cooler .......................................................................................................... 23 3.1.2 Diodo Emissor de luz (LED) ....................................................................... 26 3.1.3 Diodo Receptor de luz (Fotodiodo) ........................................................... 26 3.1.4 Resistores ................................................................................................... 27 3.1.5 Transistor .................................................................................................... 28 3.1.6 Hardware ..................................................................................................... 28 3.1.7 Software ...................................................................................................... 29 3.2 SENSOR DE TEMPERATURA E UMIDADE ............................................... 30 3.2.1 Elementos sensores ................................................................................... 32 3.2.1.1 Termistor do Tipo NTC ................................................................................. 32 3.2.1.2 HR202 .......................................................................................................... 33 3.2.2 Hardware ..................................................................................................... 33 3.2.3 Software ...................................................................................................... 34 3.3 SENSOR DE RUÍDO .................................................................................... 37 3.3.1 Capacitores ................................................................................................. 37 3.3.2 Resistores ................................................................................................... 38 3.3.3 Amplificador Operacional .......................................................................... 38 3.3.4 Microfone de eletreto ................................................................................. 40 3.3.5 Hardware ..................................................................................................... 41 3.3.6 Software ...................................................................................................... 42 3.4 SENSOR DE PRECIPITAÇÃO .................................................................... 43 3.4.1 Resistores ................................................................................................... 43 3.4.2 Hardware ..................................................................................................... 43 3.4.3 Software ...................................................................................................... 45 3.5 REDE DE SENSORES SEM FIO ................................................................. 45 3.5.1 Bluetooth ..................................................................................................... 46 3.5.2 Zigbee .......................................................................................................... 47 3.5.3 Bluetooth x Zigbee ..................................................................................... 51 3.6 REDE SEM FIO UTILIZADA ........................................................................ 53 3.6.1 Shield Xbee ................................................................................................. 55 3.6.2 PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO ............................................................ 56 3.7 MICROCONTROLADOR ............................................................................. 58 3.7.1 Memória EEPROM ...................................................................................... 60 3.8 BIT BANG .................................................................................................... 61 4 PROCEDIMENTOS DE TESTES E VALIDAÇÃO DO PROJETO ............... 62 4.1 TESTE DO SENSOR DE VENTO ................................................................ 62 4.2 TESTE DO SENSOR DE TEMPERATURA ................................................. 64 4.3 TESTE DO SENSOR DE UMIDADE ............................................................ 65 4.4 TESTE DO SENSOR DE RUÍDO ................................................................. 67 4.5 TESTE DO SENSOR DE PRECIPITAÇÃO .................................................. 68 4.6 AJUSTE DE MEDIDAS ................................................................................ 69 5 ANALISE DE RISCO.................................................................................... 70 6 PROJETOS SIMILARES E ESTUDO DE MERCADO ................................. 70 7 REFERÊNCIAS DE ESTAÇÕES EXISTENTES .......................................... 72 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 75 9 TRABALHOS FUTUROS ............................................................................. 75 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 77 ANEXO A - HARDWARE SENSOR DE VENTO ...................................................... 79 ANEXO B - SOFTWARE SENSOR DE VENTO ....................................................... 80 ANEXO C - HARDWARE SENSOR DE TEMPERATURA E UMIDADE .................. 82 ANEXO D - SOFTWARE SENSOR DE TEMPERATURA E UMIDADE ................... 83 ANEXO E – HARDWARE SENSOR DE RUIDO ...................................................... 84 ANEXO F – SOFTWARE SENSOR DE RUIDO ....................................................... 85 ANEXO G – HARDWARE SENSOR DE PRECIPITAÇÃO ...................................... 87 ANEXO H – SOFTWARE SENSOR DE PRECIPITAÇÃO........................................ 88 ANEXO I – HARDWARE CONSOLIDADO (TEMPERATURA, UMIDADE E VENTO) 90 ANEXO J – SOFTWARE DE RECEPÇÃO ............................................................... 91 ANEXO K – SOFTWARE PROTOCOLO ZIGBEE – ESTAÇÃO CONCENTRADORA 93 ANEXO L – SOFTWARE EEPROM ......................................................................... 96 ANEXO M – SOFTWARE SERIAL ........................................................................... 97 ANEXO N – SOFTWARE BITBANG ........................................................................ 98 ANEXO O – ANEMOMETRO.................................................................................... 99 ANEXO P – TERMOPAR .......................................................................................... 99 ANEXO Q- CALORÍMETRO ................................................................................... 100 ANEXO R – DECIBELÍMETRO .............................................................................. 100 ANEXO S – GERADOR DE AUDIO ....................................................................... 101 ANEXO T – AFERIÇÃO .......................................................................................... 102 ANEXO U – IMPRESSÃO....................................................................................... 103 ANEXO V – ANÁLISE FMEA ................................................................................. 105 ANEXO X – SOFTWARE ESTAÇÃO METEREOLOGICA ..................................... 106 ANEXO Z – SOFTWARE ESTAÇÃO CONCENTRADORA ................................... 109 18 1 INTRODUÇÃO Com a crescente preocupação e busca de informações acerca do meio ambiente em que estamos inseridos, o monitoramento ambiental tem sido um fator extremamente importante para a sociedade, pois é através dele que se pode conhecer melhor as causas e as soluções para os impactos ambientais. O monitoramento ambiental é um processo no qual envolve coleta de dados, estudos e acompanhamento de variáveis ambientais com o objetivo de identificar os fenômenos que ocorrem e avaliar as influências desses fenômenos em determinado momento ou ao longo do tempo. Esse controle permite ainda, compreender melhor a relação das ações do homem com o meio ambiente, e auxiliar na definição de políticas ambientais. Muitas vezes o monitoramento é feito em vários locais, o que acaba constituindo uma rede de monitoração. Essa rede pode estar dividida em locais, regionais e até internacionais, a qual permite ter um conhecimento maior sobre a área de abrangência a fim de proporcionar um planejamento ambiental melhor. Um exemplo a ser considerado é a monitoração dos níveis de ruído de uma avenida movimentada em horários de maior concentração de automóveis, com intuito de levantar a quantidade media de automóveis passantes e assim definir dados inerentes à emissão de CO2 pelos automóveis nos horários de maior concentração. Com isso o projeto da estação meteorológica surge para gerar soluções voltadas para a área de pesquisa, a fim de proporcionar ao pesquisador uma base de dados relevantes à sua pesquisa tais como temperatura ambiente, velocidade do vento, umidade relativa do ar, ruído ambiente e precipitação. 1.1 OBJETIVOS 1.1.1 Objetivo Geral Estudar e prototipar três estações meteorológicas móveis as quais funcionam como uma rede de monitoramento, coletando dados do ambiente e enviando-os a uma central, a qual enviará as informações a um dispositivo final que ficará responsável por armazenar e organizar os dados. 19 1.1.2 Objetivos Específicos O propósito desse projeto é estabelecer uma comunicação entre estações meteorológicas móveis e uma central, que coletará os dados de temperatura ambiente, umidade relativa do ar, velocidade do vento, níveis de ruído ambiente e precipitação a fim de que um dispositivo final conectado a essa central possa ter acesso a esses dados e utiliza-los da maneira que achar conveniente. Serão utilizados sensores capazes de realizar as medições necessárias, rádios para a comunicação das estações com a central e porta serial para a comunicação da central com o dispositivo final. Essas medições serão úteis uma vez que poderá se obter informações acerca do meio ambiente em que as estações estão inseridas. Será possível saber, com as medidas de umidade e vento, por exemplo, se irá chover. 1.1.3 Justificativa O monitoramento ambiental, que é uma técnica de observação e medição de parâmetros do meio ambiente, é muito utilizado hoje em dia visto que a preocupação com o uso correto dos recursos naturais está em constante análise. Com essa técnica pode-se conhecer o estado de preservação e as tendências qualitativas e quantitativas dos recursos naturais, bem como as influências exercidas pelas atividades humanas e por fatores naturais sobre o meio ambiente. Desta forma, o resultado dessa análise poderá colaborar com medidas futuras de planejamento, controle, recuperação, preservação e conservação do ambiente estudado. Com isso, o projeto visa à entrega dos dados para profissionais que utilizam das informações coletadas em suas pesquisas e trabalho. Proporciona também uma oportunidade de aplicar os conhecimentos obtidos ao longo do curso de graduação de forma a colaborar com o meio ambiente. 2 METODOLOGIA Como o objetivo deste projeto envolve a criação de três estações meteorológicas, se faz necessário dividir o estudo em blocos, conforme mostrado na figura 1, com suas respectivas funções que posteriormente irão trabalhar em conjunto. 20 Figura 1 - Diagrama de Blocos com representação do projeto *Fonte: Os autores, 2013. Foram realizados estudos de todos os componentes eletrônicos que fizeram parte dos circuitos dos sensores visando uma maior confiabilidade do resultado. Houve também a necessidade de realizar testes de parâmetro para comprovar que o circuito confeccionado estava realmente produzindo o sinal de saída desejado. Para realizar os testes foi necessário um levantamento de aparelhos de medições já existentes no mercado. Depois de selecionados foi possível comparar os resultados obtidos na saída de ambos os circuitos. Após obtenção de todos os dados referentes aos sensores, os mesmos foram enviados a um microcontrolador que fez o tratamento das informações. O envio das informações medidas pelos sensores ocorre através de um módulo de transmissão sem fio. Por sua vez, a estação concentradora possui um módulo de recepção sem fio para coletar os dados enviados pelas três estações meteorológicas. Outra função da estação concentradora é enviar os dados recebidos, via transmissão serial, ao dispositivo final, que é o computador. 21 As informações coletadas nas três estações meteorológicas ficam disponíveis, ao final de todo processo, no computador para suas respectivas análises ou estudos necessários de certa região. Abaixo, na figura 2, encontra-se um diagrama do conceito de funcionamento da comunicação entre as estações. Figura 2 - Diagrama de funcionamento do projeto *Fonte: Os autores, 2013. 3 TECNOLOGIAS UTILIZADAS Um sensor pode ser definido como um dispositivo que recebe e responde com sinais elétricos a um estímulo ou sinal. O desenvolvimento de sensores e a sua aplicação trouxe como consequência inúmeras vantagens ou comodidades para a vida moderna. Apesar de ser imensa a variedade de sensores eletrônicos, eles podem ser divididos basicamente em dois tipos: sensores analógicos e sensores digitais. Essa divisão é feita de acordo com a forma a qual o componente responde à variação da grandeza que está sendo monitorada. Os sensores analógicos são os elementos que em suas saídas fornecem diferenças de potenciais. Segundo Thomazini (2005, p. 18), Esse tipo de sensor pode assumir qualquer valor no seu sinal de saída ao longo do tempo, desde que esteja dentro da sua faixa de operação. Algumas das grandezas físicas que podem assumir qualquer valor ao longo do tempo são: pressão, temperatura, velocidade, umidade, vazão, força, ângulo, distância, torque, luminosidade. Essas variáveis são mensuradas por elementos sensíveis com circuitos eletrônicos não digitais. 22 A figura 3 mostra a variação de uma grandeza física de forma analógica. Figura 3 - Sinal Analógico *Fonte: Os autores, 2013. Já os sensores digitais baseiam-se em níveis de tensão bem definidos. Conforme Thomazini (2005, p. 18), Esse tipo de sensor pode assumir apenas dois valores no seu sinal de saída ao longo do tempo, que podem ser interpretados como zero ou um. Não existem naturalmente grandezas físicas que assumam esses valores, mas eles são assim mostrados ao sistema de controle após serem convertidos pelo circuito eletrônico do transdutor. É utilizado, por exemplo, em detecção de passagem de objetos, encoders na determinação de distância ou velocidade, etc. A figura 4 mostra a variação de uma grandeza física de forma digital. Figura 4 - Sinal Digital *Fonte: Os autores, 2013. 23 Ao contrário de um sensor analógico, onde os valores possíveis são teoricamente infinitos, um sensor digital poderá apenas alternar entre certos estados bem definidos, não sendo possível haver um valor intermediário entre eles. No projeto, foram utilizados sensores do tipo analógico, como por exemplo, o de ruído ambiente e o de precipitação, e sensores do tipo digital, como o de temperatura, umidade e vento, para o monitoramento do ambiente, os quais serão descritos nos itens a seguir. 3.1 SENSOR DE VENTO Um anemômetro é um instrumento utilizado para a medição da velocidade do vento. Para agregar ao projeto, um sensor de vento foi construído para servir como um anemômetro, capaz de medir a velocidade do vento a qualquer instante. Para isso, nos itens a seguir serão apresentados os componentes, o software e o hardware utilizados. 3.1.1 Cooler O cooler foi o acessório utilizado para fazer a coleta das correntes de vento que estão presentes no ambiente. A ideia inicial para a confecção do sensor seria utilizar apenas a ventoinha de um cooler comercial e acoplar o eixo dessa peça a um rolamento dentado utilizado em mouses com esferas, conforme mostrado nas figuras 5 e 6, porém houve uma dificuldade de fixação dos dois eixos, uma vez que não garantiam o equilíbrio da peça. Figura 5 - Rolamento dentado do mouse * Fonte: Os autores, 2013. 24 Figura 6 - Ventoinha do cooler * Fonte: Os autores, 2013. A solução adotada foi utilizar um cooler de mercado mostrados nas figuras 7 e 8, porem sem suas estruturas internas, tais como bobina e materiais que, através do campo magnético gerado não o deixava ter um giro livre e solto. Depois de retirado todo esse material, como mostrado na figura 9, a ventoinha foi acoplada novamente a estrutura anterior e assim foi obtido um cooler com boa rotação a qualquer corrente de vento, conforme a figura 10 abaixo. Figura 7 - Cooler comercial * Fonte: Os autores, 2013. 25 Figura 8 - Cooler comercial desmontado * Fonte: Os autores, 2013. Figura 9 - Cooler sem estruturas internas * Fonte: Os autores, 2013. Figura 10 - Cooler final sem estruturas internas * Fonte: Os autores, 2013. 26 3.1.2 Diodo Emissor de luz (LED) O diodo emissor de luz infravermelho ou LED, mostrado na figura 11, é um tipo especial de diodo semicondutor que emite luz quando é polarizado diretamente. Figura 11 - Diodo Emissor - LED * Fonte: Os autores, 2013. A circulação de corrente no diodo se processa pela liberação de portadores livres na estrutura dos cristais, o deslocamento de portadores de banda de condução provoca a liberação de energia (liberação de fótons) em forma de luz. Por esse motivo, quando o LED é polarizado diretamente ele entra em condução e permite a circulação da corrente. Existem diodos LEDs que emitem luz infravermelha. Estes LEDs funcionam como os outros, porém a olho nu não se pode observar o feixe de fótons infravermelho. No projeto foram utilizados LEDs de luz infravermelha. 3.1.3 Diodo Receptor de luz (Fotodiodo) O diodo receptor de luz, ou fotodiodo, mostrado na figura 12, é um dispositivo formado por uma junção entre dois semicondutores de características diferentes (junção p-n). Esse dispositivo tem a propriedade de variar a sua resistência elétrica em função da intensidade da luz (número de fótons) que incidem na junção. Na ausência de luz, o fotodiodo conduz a corrente elétrica em um único sentido, apresentando uma resistência elétrica muito elevada no sentido oposto. Quando a luz incide na junção, a resistência no sentido oposto ao fluxo normal cai abruptamente, o que permite um fluxo de corrente nos dois sentidos. O aumento da corrente permite detectar a luz incidente e pode ser relacionada com a intensidade luminosa que atinge a junção. Figura 12 - Diodo Receptor - Fotodiodo * Fonte: Os autores, 2013. 27 3.1.4 Resistores Os resistores são elementos que transformam energia elétrica em energia térmica (efeito joule), e apresentam resistência à passagem de corrente elétrica. Basicamente são representados como na figura 13 e possuem aspecto físico parecido com a figura 14. Figura 13 - Representação do Resistor * Fonte: Os autores, 2013. Figura 14 - Aspecto Físico do Resistor * Fonte: https://dlnmh9ip6v2uc.cloudfront.net/assets/c/4/a/9/d/515c7a2bce395f653d000002.png, acessado em 2013. Sua resistência, que é sua capacidade de se opor à corrente elétrica, pode ser definida como uma função da tensão e da corrente, como mostra a equação (1) abaixo, onde R refere-se à resistência, V refere-se à tensão, e i refere-se à corrente. R V i (1) 28 3.1.5 Transistor Segundo Tooley (2008), O transistor consiste de uma partícula de material semicondutor, como o silício, a qual foi agregada uma pequena porção de um tipo de determinada impureza, como o germânio. Esta impureza faz com o que o material passe a conduzir corrente de forma semelhante a um condutor verdadeiro, com baixíssima resistência elétrica, ou a impedir completamente sua passagem, como um isolante, dependendo das circunstâncias. A este dispositivo são ligados três terminais que recebem o nome de base, coletor e emissor, nos circuitos eletrônicos o mesmo é representado pelo símbolo exibido na figura 15. Figura 15 - Representação e Aspecto do Transistor * Fonte: http://elk.informatik.fh-augsburg.de/da/da-31/DA/Abbildungen/AbbildungenZeichnungen/BC558B.gif, acessado em 2013. Nos circuitos digitais seu funcionamento é muito simples. Emissor e coletor são conectados em série a um circuito elétrico que pode ou não ser alimentado por uma corrente. A base é ligada a outro ponto do circuito cuja finalidade é controlar o estado do transistor. Quando uma tensão elétrica é aplicada à base, o transistor funciona como condutor, permitindo que uma corrente elétrica flua entre emissor e coletor e alimente o circuito ao qual está ligado. Quando a tensão aplicada à base é nula, o transistor se comporta como um isolante, impedindo o fluxo da corrente e cortando a alimentação do circuito. 3.1.6 Hardware O esquemático do circuito do sensor de vento pode ser visto na figura 16 e funciona conforme a incidência de luz no FOTO-DIODO. Quando não possui luz entre o LED e o FOTO-DIODO (a aleta do cooler está bloqueando a passagem da 29 luz), o receptor possui uma resistência alta e seu terminal se comporta como um circuito-aberto. Como o Resistor R2 está ligado diretamente à alimentação, a base do transistor recebe nível lógico alto e o conjunto coletor/emissor funciona como um curto-circuito. Com isso, o nível na saída (OUT) é zero, pois está ligada diretamente ao polo negativo do circuito. Quando existe luz entre o LED e o FOTO-DIODO (a aleta do cooler não está bloqueando a passagem da luz), o receptor possui uma resistência baixa e seu terminal se comporta como um curto-circuito. Como a corrente do circuito tende a passar por esse sempre, pois não encontra resistência à sua passagem, a base do transistor recebe nível lógico baixo e o conjunto coletor/emissor funciona como um circuito-aberto. Com isso, o nível na saída (OUT) é um, pois essa está ligada diretamente ao resistor e ao polo positivo do circuito. Figura 16 - Esquemático do Sensor de Vento * Fonte: Os autores, 2013. A saída do circuito foi acoplada ao microprocessador e através do software implementado realiza as funções necessárias para o correto funcionamento do sensor de vento. No anexo A encontra-se o hardware da placa de circuito impresso para esse sensor. 3.1.7 Software O software implementado foi desenvolvido em linguagem C e realiza a interpretação do sinal de saída do hardware. Como foi explicada anteriormente, a saída do circuito é um trem de pulsos digital. 30 O código utiliza de propriedades do próprio microcontrolador, que faz a contagem de quantas vezes por segundo a aleta do cooler realiza um giro. Abaixo serão descritas algumas funções mais relevantes do software deste sensor. O código completo encontra-se no anexo B. A função principal “ISR(TIMER0_OVF_vect)” é um contador. O registrador TCNT0 seta a interrupção a cada milissegundo, então a cada tempo de interrupção a variável “contams” soma um. Se essa variável chegar a mil (o que equivale a um segundo), a variável “pulsos” recebe TCNT1 (que é o valor de saída do circuito que está ligado no pino do microcontrolador), TCNT1 é zerado e a variável “contams” também é zerada, começando assim uma nova contagem dentro de um segundo. Como o valor de “pulsos” está em rotações por segundo e diz respeito a apenas uma aleta do cooler, o software utiliza a equação (2) para encontrar o valor de rotações por minuto, onde “pulsos” indica o número de rotações por segundo, “60” à conversão de segundos para minutos e “nº aletas” o número de aletas do cooler. pulsos * 60 n º aletas RPM (2) Calculado isso, o próximo passo é transformar a quantidade de rotações por minuto em metros por segundo (m/s), para isso a equação utilizada é a equação (3), onde “d(cm)” indica o diâmetro do cooler em cm, “ *d(cm)” a circunferência do cooler e “RPM/60” o número de rotações por segundo. VENTO RPM * d ( cm ) * 60 (3) A partir daí, o código transforma a variável “VENTO”, que é o valor da velocidade do vento em metros por segundo (m/s) em quilômetros por hora (km/h) multiplicando o mesmo por 3,6, que é o fator de conversão. 3.2 SENSOR DE TEMPERATURA E UMIDADE O objetivo do sensor de temperatura e umidade é coletar esses dados de forma confiável para agregar ainda mais aos outros dados do projeto. Para suprir essa necessidade, foi utilizado um módulo coletor já existente no mercado. O módulo escolhido pertence à família DHT, e pode ser visto na figura 17. 31 Figura 17 – DHT 11 *Fonte: *Fonte: DHT11 Humidity & Temperature Sensor Datasheet, http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf O DHT11 é um sensor de temperatura e umidade com saída digital que fornece as medidas de maneira eficiente, porem com margens de erro de 2 a 5%. O elemento sensor de temperatura é um termistor do tipo NTC e o sensor de umidade é do tipo HR202. O circuito interno faz a leitura dos sensores e se comunica a um microcontrolador através de um sinal serial. Abaixo se encontra representado por meio da tabela 1 as principais características elétricas do sensor DHT11. Tabela 1 - Características Elétricas DHT11 Condições Mínimo Típico Máximo Tensão Corrente Contínua 3V 5V 5.5V Corrente Medida 0.5mA 2.5mA Média 0.2mA 1mA Repouso 100uA 150uA Segundo 1 Período de amostragem *Fonte: DHT11 Humidity & Temperature Sensor Datasheet, http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf Para que o sensor comece a funcionar e retornar os dados referentes à temperatura ambiente e umidade relativa, um protocolo padrão fornecido pelo fabricante através de seu manual de funcionamento precisa ser seguido. A seguir estarão descritos os elementos sensores, o software e o hardware implementados. 32 3.2.1 Elementos sensores 3.2.1.1 Termistor do Tipo NTC Figura 18 - Termistor do Tipo NTC *Fonte: http://image.made-in-china.com/2f0j00JvytjoCKisgZ/Varistor-Ntc-Thermistor-PTCThermistor.jpg, acessado em 2013. O termistor é um dispositivo elétrico que tem a sua resistência elétrica alterada termicamente, ou seja, apresentam um valor de resistência elétrica para cada temperatura. Existem dois tipos de termistores, o tipo PTC, que aumenta sua resistência elétrica com o aumento da temperatura, e o tipo NTC visto na figura 18, que diminui sua resistência elétrica com o aumento da temperatura. Na figura 19 esta representada o comportamento das suas resistências em função do aumento da temperatura nos dois tipos de termistores. Figura 19 - Comportamento de um termistor do tipo NTC e PTC. *Fonte: Circuitos Eletrônicos: Fundamentos e Aplicações, Mike Tooley, pág. 28. 33 3.2.1.2 HR202 O sensor de umidade HR202 é um dispositivo resistivo sensível à umidade. Possui uma variação de 20 a 95% e precisão de 5% para mais ou para menos. Ele é composto de trilhas metálicas, como pode ser visto na figura 20. Figura 20 - Sensor de umidade HR202 *Fonte: Resistive humidity sensor, Model: HR202 Datasheet, https://d9cq1vhji0gn4.cloudfront.net/blog/wp-content/uploads/wpsc/downloadables/HR202Datasheet.pdf 3.2.2 Hardware Para o correto funcionamento do sensor, foi confeccionada uma placa de circuito impresso que respeita as ligações elétricas informadas no manual do fabricante, conforme a figura 21. Figura 21 - Ligações elétricas do Sensor de Temperatura e Umidade *Fonte: DHT11 Humidity & Temperature Sensor Datasheet, http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf 34 Como o módulo já vem em forma de circuito integrado, foi necessário apenas inserir um resistor de pull-up na sua conexão com o microcontrolador a fim de evitar a flutuação de tensão na entrada do circuito. O circuito correspondente ao hardware que foi confeccionado pode ser visto na figura 22 e seus pinos podem ser entendidos da seguinte forma: “GND” é a alimentação negativa do sensor; “GND out” é o pino comum de GND do sistema sensor microcontrolador; “5V”: é a alimentação positiva do sensor, e; “OUT” é o terminal que fornece o trem de pulsos que é interpretado pelo microcontrolador. Figura 22 - Circuito do sensor de temperatura e umidade *Fonte: Os autores, 2013. No anexo C encontra-se o hardware da placa de circuito impresso para esse sensor. 3.2.3 Software O processo de comunicação entre o microcontrolador e o sensor DHT11 começa quando o microcontrolador envia um sinal inicial solicitando os dados de temperatura e umidade. O sensor então muda seu estado de baixo consumo para o modo de execução, esperando pelo sinal inicial completo do microcontrolador. Ao perceber que o sinal foi recebido completamente, o sensor envia um sinal de resposta de 40 bits ao microcontrolador, que inclui as informações de umidade relativa e de temperatura. Uma vez que a informação foi coletada e enviada, o sensor retorna ao seu estado de baixo consumo e não funcionará mais até que o microcontrolador solicite os dados novamente. Na figura 23, esse comportamento pode ser mais bem entendido. 35 Figura 23 - Comportamento geral do DHT11 *Fonte: DHT11 Humidity & Temperature Sensor Datasheet, http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf Quando a comunicação entre o microcontrolador e o DHT11 começa, o código implementado no MCU muda o nível de tensão de alto para baixo e espera pelo menos 18 milissegundos (ms) para garantir que o sensor detecte esse sinal. Então o microcontrolador muda o nível de tensão para alto e espera de 20 a 40 microssegundos (us) pela resposta do sensor. Uma vez que o DHT11 detecta o sinal inicial, ele enviará ao microcontrolador um sinal de baixa tensão, a qual dura 80 microssegundos (us). Então o código do DHT11 muda o nível de tensão de baixo para alto e espera 80 microssegundos (us) para a preparação do envio do dado. Quando o sensor está no nível baixo de tensão, após todos esses tempos, significa que o sensor esta enviando o sinal de resposta. Uma vez que isso ocorre, ele vai para o nível alto de tensão e o mantém durante 80 microssegundos (us) e prepara para a transmissão. Todos esses passos podem ser vistos na figura 24 a seguir. Figura 24 - Comportamento do MCU *Fonte: DHT11 Humidity & Temperature Sensor Datasheet, http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf 36 Quando o DHT11 está enviando os dados ao microcontrolador, cada bit do dado começa com 50 microssegundos (us) de nível de tensão baixo e o comprimento seguinte do nível alto de tensão determina se o bit é zero ou um; Se o comprimento for de 26 a 28 microssegundos (us), significa que o bit é zero, como mostra a figura 25. Figura 25 – Representação um dos bits com valor zero *Fonte: DHT11 Humidity & Temperature Sensor Datasheet, http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf Se o comprimento for de 70 microssegundos (us), significa que o bit é um, como mostra a figura 26. Figura 26 - Representação dois dos bits com valores um *Fonte: DHT11 Humidity & Temperature Sensor Datasheet, http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf 37 O dado retornado pelo sensor de temperatura e umidade possui 40 bits e estão divididos sequencialmente da seguinte maneira: 8 bits referem-se ao valor inteiro da umidade, 8 bits referem-se ao valor decimal da umidade, 8 bits referem-se ao valor inteiro da temperatura, 8 bits referem-se ao valor decimal da temperatura e os últimos 8 bits referem-se à verificação, chamado de checksum, que é uma confirmação ao microcontrolador de que todos os dados anteriores foram entregues corretamente. Todo esse protocolo padrão para a comunicação entre o sensor e o microcontrolador foi desenvolvido em linguagem C. Todas as funções do algoritmo junto com imagens do seu funcionamento encontram-se no anexo D. 3.3 SENSOR DE RUÍDO O ruído nada mais é do que qualquer tipo de som que pode causar sensação de desconforto e está presente no dia-a-dia dos seres humanos. Por exemplo, uma avenida movimentada com carros buzinando e guardas apitando. É sabido que a exposição em excesso a esses ruídos pode causar problemas de saúde ou piorálos, além de gerar impactos na qualidade de vida das pessoas. Com o intuito de buscar possíveis soluções para contornar esse tipo de problema que tanto incomoda a sociedade, ao projeto foi adicionado o sensor de ruído, que é responsável por capturar os sinais ruidosos mais intensos do ambiente. Para isso, nos itens a seguir serão apresentados os componentes, o software e o hardware utilizados. 3.3.1 Capacitores Figura 27 - Aspecto Físico do Capacitor * Fonte: http://www.eletronicadidatica.com.br/componentes/capacitor/capacitores.png 38 Os capacitores, mostrados na figura 27 de várias formas diferentes, são dispositivos com capacidade de armazenar energia elétrica em forma de campo elétrico. São constituídos de duas peças condutoras que são chamadas de armaduras. Entre essas, existe um material dielétrico, que é uma substância isolante que possui alta capacidade de resistência ao fluxo de corrente elétrica, sendo possível aproximar essas placas sem o risco de que ocorra a descarga do campo armazenado. Esses elementos são representados como a figura 28. Figura 28 - Representação do Capacitor * Fonte: Os autores Sua capacitância, que é a quantidade de energia que o dispositivo pode armazenar, pode ser definida como uma função do quociente entre a quantidade de carga e a diferença de potencial, como mostra a equação (4), onde “C” refere-se à capacitância; “Q” refere-se à quantidade de carga e “V” refere-se à diferença de potencial. C Q (4) V 3.3.2 Resistores Ver sessão 3.1.4. 3.3.3 Amplificador Operacional Figura 29 - Aspecto Físico do Amplificador Operacional *Fonte: http://www.wvshare.com/img/photos/LM324N-TI_l.jpg, acessado em 2013. 39 Segundo Sadiku (2013), um amplificador operacional, como mostrado na figura 29, é um circuito integrado utilizado em um grande número de aplicações, dentre elas controle de processos, amplificação, regulação de sistemas, operações lineares e não lineares e filtragem. A figura 30 representa seu símbolo. Figura 30 - Representação do Amplificador Operacional *Fonte: Os autores, 2013. Esse dispositivo é composto por duas entradas (uma inversora (-) e outra não inversora (+)) e uma saída. Sua saída é proporcional à diferença de tensão entre as suas entradas, como mostra a equação (5), onde “V0” é a tensão de saída, “Av” é o ganho do circuito, e “Vi” é a tensão de entrada. V 0 Av * Vi (5) O amp-op pode ter várias configurações, porém no projeto esse dispositivo foi utilizado como um amplificador inversor. Para configurá-lo dessa forma, é preciso liga-lo a duas resistências, como pode ser visto na figura 31. Esse tipo de configuração faz com que a saída seja uma réplica amplificada do sinal de entrada, com um ganho de R7/R4, mas com a fase invertida, como a equação (6) apresentada, o que no projeto é essencial, para que o microfone obtenha um ganho de tensão. Figura 31 - Configuração do Amp-Op *Fonte: Os autores, 2013. Vo R7 R4 Vin (6) 40 3.3.4 Microfone de eletreto Figura 32 - Microfone de eletreto *Fonte: http://hobbyeletro.blogspot.com.br/2012/02/interruptor-acionado-por-palmas.html acessado em 2013 O microfone de eletreto, conforme mostrado na figura 32, principal componente do circuito, é um dispositivo de tamanho bastante reduzido e extremamente sensível, que auxilia no processo de captação do ruído ambiente que o projeto previu. O microfone de eletreto possui um diafragma, conforme a figura 33, que é uma película fina e flexível, que vibra quando as ondas incidem sobre ela. O modo como essa vibração é convertida em um sinal elétrico caracteriza o tipo de microfone. Além do diafragma, no microfone de eletreto existe uma pequena placa de metal, as quais juntas formam um capacitor. A vibração do diafragma faz com o que a distancia entre elas varie e, consequentemente a capacitância. Como a carga do capacitor se mantém constante, a tensão entre o diafragma e a placa varia, conforme fórmula apresentada na sessão 3.3.1. O sinal elétrico resultante dessa variação de tensão reproduz a vibração do diafragma, a qual pode ser amplificada e reproduzida através do autofalante. A diferença do microfone de eletreto para o capacitivo é que o seu diafragma possui uma fina película de eletreto, um material que quando eletrizado, mantém sua carga constante. Isso permite que esses microfones operem com tensões mais baixas, não sendo necessário alimentá-lo com algumas dezenas de Volts, como no caso dos capacitivos. Além disso, para eliminar os problemas de impedância e capacitância nos terminais do microfone, esse, conta internamente com um transistor. Por esse motivo os microfones de eletreto necessitam de alimentação para funcionarem e possuem polaridade definida, não sendo possível seu funcionamento caso sejam invertidos. 41 Figura 33 - Estrutura Interna do Microfone de Eletreto *Fonte: Os autores, 2013. 3.3.5 Hardware O sensor de ruído utilizado no projeto foi elaborado a partir de elementos passivos tais como resistores capacitores, e o elemento ativo amplificador operacional, além do microfone de eletreto para a captação do ruído, como pode ser visto na figura 34. Para a utilização do microfone de eletreto, devido ao transistor interno (ver sessão 3.3.4), é necessária uma fonte de alimentação. A fim de limitar a corrente entre a alimentação e o microfone, foi necessário utilizar um resistor (R1). Como o terminal positivo do microfone será ligado ao receptor do sinal, que também estará ligado à alimentação (através do resistor), se fez necessário o uso de um capacitor (C1) a fim de separar o sinal CC (que alimenta o circuito), do sinal CA (o sinal variável que será gerado pelo microfone). Para realizar a interligação do microfone a um amplificador, se fez necessário adequar a tensão de repouso desse sinal quando nenhum som é captado pelo microfone. O sinal gerado pelo microfone, quando algum som é captado, é alternado e a sua tensão varia acima e abaixo da tensão de repouso. Como o conversor A/D não pode ler tensões negativas foi necessário grampear o sinal da entrada fornecendo um sinal de repouso acima do zero, permitindo que o valor mínimo do sinal alterado fosse zero. O divisor de tensão formado por R2 e R3 serve para fixar a tensão de repouso em 2,5V. Como o sinal na saída desse circuito é baixo, fez-se necessário a utilização de um amplificador afim de que a diferença entre os sinais de um som forte e fraco, captados pelo microfone, ficasse mais clara. Para isso foi utilizado um amplificador operacional, que 42 juntamente com os resistores R4 e R7 está configurado de modo inversor, conforme descrito na sessão 3.3.3. Os resistores R5 e R6 desempenham papel semelhante aos resistores R2 e R3, porém fixam a tensão na entrada não inversora. Um filtro passa-alta ainda é colocado na saída do circuito para que apenas sinais acima de 20Hz possam ser utilizados como dados para o monitoramento. A partir daí, o circuito é acoplado a um conversor A/D que está associado ao microcontrolador, e serve para a análise dos dados. Figura 34 - Circuito do sensor de ruído *Fonte: Os autores, 2013. No anexo E encontra-se o hardware da placa de circuito impresso para esse sensor. 3.3.6 Software O software implementado foi desenvolvido em linguagem C e realiza a interpretação do sinal de saída do hardware. Como esse sinal é analógico, o software utiliza-se de uma rotina que serve para amostrar o mesmo. Essa rotina funciona como um comparador entre uma variável chamada “max”, e a outra variável chamada “conversao”. A variável “conversao” refere-se ao sinal que é lido na saída do hardware, enquanto que a variável “max” refere-se ao valor que será comparado. A rotina lê o sinal de saída (“conversão”) e opera diante da condição de que se essa variável for maior que a variável “max”, a variável “max” recebe o valor da variável “conversão”. Para garantir que em um intervalo de tempo o numero de amostras seja suficiente para constituir o sinal de saída original, essa rotina é executada 50 vezes. Dessa forma, a variável “max” terá sempre o valor máximo que foi lido, garantindo assim o maior valor dentro de um intervalo de tempo, que 43 corresponde ao valor de tensão que o microfone está captando. O código completo encontra-se no anexo F. 3.4 SENSOR DE PRECIPITAÇÃO Um sensor de precipitação ou pluviômetro é um instrumento destinado a medir a precipitação (chuva). Esse tipo de sensor é parte extremamente complementar aos dispositivos de monitoramento ambiental, pois informa ao usuário as características referentes à chuva, como por exemplo, qual será a probabilidade de chover naquela região. No projeto, o objetivo principal é simplesmente proporcionar ao usuário a informação referente à chuva: se está acontecendo ou não. Abaixo serão descritos os componentes utilizados, bem como o hardware e o software implementados. 3.4.1 Resistores Ver sessão 3.1.4. 3.4.2 Hardware O circuito baseia-se em uma placa de circuito impresso em forma de trilhas metálicas e perfurada, acompanhadas de um resistor de pull-up, como pode ser visto na figura 35. Figura 35 - Circuito do Sensor de Chuva *Fonte: Os autores, 2013. 44 Quando as trilhas metálicas estão secas, devido ao resistor de pull-up, a resistência entre elas é muito grande, o que pode ser considerado um circuito aberto, como pode ser visto na figura 36, resultando no sinal de saída próximo ao valor do sinal de entrada, que é 5V. Figura 36 - Comportamento do Sensor de Chuva - Seco *Fonte: Os autores, 2013. Quando as trilhas se molham, a resistência entre elas diminui. As trilhas fecham entre si um curto-circuito, como pode ser visto na figura 37, resultando no sinal de saída próximo a 0V. Como a água não é um excelente condutor, mesmo que as trilhas estejam completamente imersas nela, o sinal de saída nunca chegará a 0V. Figura 37 - Comportamento do Sensor de Chuva - Molhado *Fonte: Os autores, 2013. 45 Com isso, o objetivo do sensor de chuva pode ser concluído, uma vez que na presença ou ausência de água, seu nível de tensão na saída é alterado. Essa saída é ligada no conversor A/D do microcontrolador, que tratará informações necessárias. No anexo G encontra-se o hardware da placa de circuito impresso para esse sensor. 3.4.3 Software O software implementado foi desenvolvido em linguagem C e realiza a interpretação do sinal de saída do hardware. Como esse sinal é analógico, o software se encarrega de ler e interpretar o mesmo. Uma rotina de coleta de dados foi implementada para que a cada milissegundo, o microcontrolador leia o sinal de saída do hardware e se some. Essa rotina é executada 64 vezes para que se tenha uma melhor resolução do resultado. A partir daí, o software converte esse valor em tensão e se encarrega de verificar em qual estado está inserido o valor obtido através da rotina. Se for entre 1,5 e 3,0V, significa que está chovendo; Se for entre 3,1 e 4,5, significa que pode estar chovendo, e finalmente se a tensão estiver entre 4,51V e 5,0V significa que não está chovendo. O código completo encontra-se no anexo H. Para consolidar os hardwares existentes no projeto, vários estudos foram feitos a fim de construir uma placa única com todos, porém muita dificuldade foi encontrada devido à grande quantidade de trilhas existentes. Somente os sensores de temperatura, umidade e vento puderam ser consolidados em um único hardware, o qual se encontra anexo I. 3.5 REDE DE SENSORES SEM FIO As redes de sensores sem fio (RSSF) tem sido um tema de bastante relevância e estudo no ambiente acadêmico e no âmbito comercial. As RSSFs têm como característica um sistema constituído de diversos nós, que representam uma estação de coleta e transmissão de dados. Os elementos de comunicação responsáveis pelo envio de dados geralmente são os responsáveis por gargalos na otimização do projeto. Para que isso não ocorra tem-se a necessidade que a comunicação seja feita por circuitos exatamente calibrados e bem dimensionados. Conforme Raghavendra (2004), as redes de sensores sem fio podem operar durante 46 largos períodos sem a intervenção humana, sendo que esse tempo depende da quantidade de energia de cada sensor. Portanto pode-se concluir que projetos bem elaborados estendem sua durabilidade. Dentre as tecnologias utilizadas para confeccionar uma rede com essas características pode-se citar o bluetooth e zigbee, das quais são as mais utilizadas hoje. 3.5.1 Bluetooth O Bluetooth é um padrão global de comunicação sem fio e de baixo consumo de energia que permite a transmissão de informações entre dois equipamentos. Esse protocolo foi projetado para ser utilizado no mundo todo e por essa razão utiliza a faixa de frequência chamada de ISM (Industrial, Cientifica, Médica), operando na faixa de frequência de 2.4 GHZ até 2.5GHZ. Por essa faixa de frequência ser aberta para uso de outros protocolos o Bluetooth utiliza uma técnica de divisão da frequência em canais, chamado FH-CDMA. Os dispositivos da rede realizam o salto de canais em um curto espaço de tempo, gerando assim, uma pequena largura de banda, diminuindo sensivelmente as chances de interferência. De acordo Emerson (2008), no Bluetooth pode-se utilizar até 79 frequências dentro da faixa ISM, cada uma distanciada da outra por 1 MHZ. A estrutura do protocolo Bluetooth consiste em três grupos lógicos. Eles são separados em grupo de protocolos de transporte, grupo de protocolos de middleware e o grupo de aplicação. Pode-se notar essa topologia na figura 38. Figura 38 – Estrutura do Protocolo Bluetooth *Fonte 2: Tese de mestrado Ferdinando Monsignore Sensoriamento de ambiente utilizando padrão Zigbee 47 A camada de transporte tem a função de localizar outros dispositivos e gerenciar links físicos e lógicos para as camadas superiores. Esse grupo de protocolo suporta tanto comunicação síncrona quanto assíncrona. A camada de middleware é responsável por possuir protocolos de terceiros e padrões industriais. Permitindo assim que haja uma integração de uma aplicação já existente ou nova com a plataforma Bluetooth. A camada de aplicação consiste das próprias aplicações que utilizam links dessa tecnologia. Estas podem incluir aplicações legadas ou aplicações orientadas a Bluetooth. A confecção da rede é baseada na topologia mestre e escravo. Portanto o dispositivo que realiza a conexão é chamado de mestre e os demais são considerados os escravos. Existe uma limitação referente ao número máximo de dispositivos conectados na rede. Esse número é de sete escravos e um mestre. Esta conexão é chamada de piconet, na qual só existe um canal de comunicação entre escravos e mestre. Para expandir a rede de conexão Bluetooth utilizam conexões do tipo scatternet que de acordo com Rafael Antônio (2008), a scatternet representa a união de várias piconets independentes e não sincronizadas que podem se sobrepor ou existir em uma mesma área. Na figura 39 pode se verificar a configuração das conexões Bluetooth. Figura 39 - Configuração das Conexões Bluetooth *Fonte: Tese de Mestrado Rafael Antônio Asatiany, Evolução das Redes sem fio. 3.5.2 Zigbee O padrão Zigbee foi criado em 2004 por um grupo empresarial chamado Zigbee Alliance. Este grupo empresarial é formado por várias grandes empresas, por exemplo: Motorola, Philips, Agere System dentre outras. Este modelo foi desenvolvido com intuito de permitir a comunicação sem fio de baixo consumo de 48 energia e possibilitar um controle seguro da rede com aplicações de monitoramento. Na figura 40 podem-se verificar alguns módulos Zigbee. Figura 40 - Módulos Zigbee *Fonte: http://www.rogercom.com/index.htm, acessado em 2013. O Zigbee utiliza o padrão 802.15.4 no qual opera em bandas de frequências livres, situadas nas faixas de 915 MHZ (América), 868 MHZ (Europa) e 2.4 GHZ (Global). As redes compostas por essa tecnologia oferece uma excelente imunidade contra interferências e possui a capacidade de hospedar milhares de dispositivos, chegando até 65.000. As taxas de transferências de dados podem variar de 20 kbps a 250 kpbs dependendo do modelo do dispositivo. Segundo Dantas (2010), zigbee é uma especificação para redes sem fio pessoais (WPANS) baseado acima das camadas do modelo 802.15.4 do IEEE onde implementa principalmente as tarefas de segurança e roteamento enquanto o padrão 802.15.4 implementa as camadas físicas do dispositivo com também as camadas de MAC. O protocolo em questão é destinado a aplicações industriais, residencial, automação predial dentre outras aplicações, portanto, o fator velocidade não é critico numa implementação. Apesar dessas aplicações não precisarem de elevadas taxa de dados, cada cenário tem que trabalhar com uma taxa mínima para desempenhar sua função. Na figura 41, se encontra uma comparação do alcance versus taxa de dados das tecnologias sem fio que estão no mercado hoje. 49 Figura 41 - Comparação entre os principais padrões de redes sem fio. *Fonte: Hearst Electronic Products (2013). O Zigbee foi concebido para prover interoperabilidade entre dois dispositivos produzidos por fabricantes diferentes. Isso significa que existe a possibilidade de utilizar módulos Zigbee de diferentes fabricantes em uma rede, desde que utilizem o padrão do protocolo para tal. Os dispositivos de rede que utilizam a plataforma Zigbee são divididos em dois segmentos de rede, o que possuem função completa (FFD) e os que possuem função reduzida (RFD). O primeiro é apto a funcionar como coordenador da rede ou desempenhar função de roteador. Geralmente são mais complexos e possuem um poder computacional elevado. Já o segundo são equipamentos mais simples eletronicamente e atuam apenas como dispositivo final. Sua simplicidade tem como vantagem um consumo de energia melhor. As classes lógicas dos dispositivos que utilizam a plataforma Zigbee podem, de acordo com sua função na rede, ser classificados como coordenador, dispositivo final ou roteador. O coordenador é responsável pela criação e manutenção da rede. É um dispositivo que sempre permanece ativo. O roteador é responsável pela distribuição dos dados para a rede por isso possuem uma complexidade eletrônica maior. São utilizados em redes com topologia de cluster ou malha. O dispositivo final é o elemento mais simples eletronicamente, portanto o mais barato na rede. Passam o maior tempo inativo realizando outras atividades e são ativos apenas para o transporte ou recebimento das informações. 50 A camada de rede do Zigbee pode possuir três topologias e dentre elas as mais usuais são as formações em arvore, malha e estrela. Estrela: Essa topologia possui apenas um coordenador central e possui como vantagem uma grande economia de energia. O ponto negativo dessa formação é o curto alcance e a dependência voltada apenas a um coordenador. Malha (mesh): Essa topologia é muito flexível, pois o pacote de dados pode percorrer diversos caminhos visando sempre o caminho mais curto. Apresenta também uma maior segurança e escalabilidade. A desvantagem dessa formação é que continua presa a apenas um coordenador. Arvore (cluster): tem-se como característica uma topologia hibrida, combinando o melhor das configurações Estrela e Malha. Possui mais que um coordenador e o número de roteadores aumentam significativamente, sendo assim, melhorando a segurança e alcance da rede. A figura 42 possui exemplo ilustrado das topologias. Figura 42 - Topologias *Fonte: http://www.gta.ufrj.br/grad/07_1/zigbee/topologias.html A pilha de protocolos das redes que utilizam a plataforma Zigbee é divida em cinco campos, conforme mostrado na figura 43. 51 Figura 43 - Protocolos de Rede que utilizam a plataforma Zigbee *Fonte: http://www.teleco.com.br/pdf/Tutorialzigbee.zip>, acessado em 2013. PHY: Camada física responsável por acomodar as necessidades de interfaces de baixo custo, disponibilizando níveis elevados de integração. Nessa camada é utilizada uma técnica de transmissão chamada Direct Sequence Spread (DSS) que tem como objetivo simplificar os equipamentos que compõem a rede. MAC: Camada projetada com intuito de reduzir a complexidade e permitir topologias múltiplas. Isso é considerado um ganho no quesito de gerencia de energia, não sendo necessários modos de operações complexos. Rede (NWK): Tem como objetivo desenvolver soluções de custo-desempenho das aplicações através de algoritmos que permitem a implementação da pilha de protocolo. Segurança (SSP): O objetivo dessa camada é fornecer serviços de segurança através de trocas de chaves que garantem a comunicação. Suporte a Aplicação: Responsável pelo envio de informações para diferentes dispositivos da rede. Aplicação/Perfil: Camada responsável pelo uso das aplicações geradas pelo cliente. 3.5.3 Bluetooth x Zigbee Esta seção trata-se de uma comparação entre as duas tecnologias comumente utilizadas em redes sem fio. A primeira e mais relevante diferença está no fato da aplicação delas. O Bluetooth é mais apropriado na sincronização de computadores, dispositivos móveis, 52 impressoras, mouse sem fio. Enquanto o Zigbee é mais adequado para as aplicações de monitoramento, sensores, automação. As duas tecnologias possuem diferenças no que se refere a características eletrônicas, conforme a tabela 2 abaixo. Tabela 2 - Diferenças entre Bluetooth e Zigbee Bluetooth Zigbee 1Mbps-3Mbps 250Kbps Corrente de Transmissão 40mA 30mA Corrente em Standby 200uA 3uA <100KB >32KB Tempo de Acesso a Rede 3s 30ms Tempo de Transição de Escravos (Dormindo para Ativo) 3s 30ms 2ms 15ms 1m-100m 1m-100m+ Número de Dispositivos 8 65535 Consumo de Bateria *Fonte: Os autores, 2013. Dias Anos Taxa de Transferência Memória Tempo de Acesso ao Canal Alcance Conforme se pode notar o Bluetooth é uma tecnologia que possui uma taxa de transferência na ordem dos megabytes por segundo e seu consumo de energia é relativamente grande. Outro fator importante a se destacar é o fato da rede suportar apenas oito dispositivos. Isso faz com que sua aplicação seja focada em sistemas menores. Por outro lado, o Zigbee possui taxas de transmissão na ordem de kilobytes por segundo e seu consumo de energia é baixo. Sendo assim a durabilidade da bateria é da ordem de anos. Um fato interessante a salientar é a expressiva capacidade de dispositivos em uma topologia. Um item interessante a ser destacado é a realidade de mercado das duas tecnologias. A mais usada é o Bluetooth por estar ligada a equipamentos que são de necessidade humana hoje. Como por exemplo, computadores, tablets, celulares. Além disso, a tecnologia está presente em no dia-dia da população desde 1999, enquanto o Zigbee foi lançado em meados de 2003. Apesar de o Zigbee ser uma tecnologia voltada para área de automação, a cada dia que passa ele vem conquistando mercado, até mesmo onde o Bluetooth é líder. Abaixo nas figuras 44 e 45 estão representados normalmente. mercados aonde as tecnologias citadas atuam 53 Figura 44 - Aplicação Bluetooth *Fonte: Tese de mestrado Rafael Antônio Asatiany. Evolução das Redes sem fio. Figura 45 - Aplicação Zigbee *Fonte: Tese de mestrado Rafael Antônio Asatiany. Evolução das Redes sem fio. 3.6 REDE SEM FIO UTILIZADA Para o projeto da estação meteorológica móvel foi escolhido, com o intuito de realizar a transmissão e recepção dos dados, a tecnologia Zigbee. Na seção anterior foram descritas algumas características e aplicações dessa tecnologia e pode-se 54 notar que é as especificações se enquadram nas propriedades do projeto desenvolvido. Os módulos Zigbee possuem dois modos de operação, o modo transparente e o modo API. O primeiro se destaca pela facilidade de uso e leveza. Funciona da mesma forma que uma comunicação serial RS232 padrão, porém utilizando o ar como meio. Já o segundo modo tem como característica uma solução mais complexa e mais completa. No modo API os dados transmitidos e recebidos estão contidos em forma de pacotes, conforme figura 46 abaixo. Figura 46 - Pacote de Dados Transmitidos e Recebidos *Fonte: http://www.rogercom.com/index.htm, acessado em 2013. O modo escolhido para o contexto do projeto foi o transparente. Por ser uma aplicação mais simplificada o desenvolvimento de um protocolo via firmware se fez necessário. Mais adiante será explicado seu funcionado A topologia de rede escolhida foi a estrela, que representa canais de comunicação apenas entre as estações meteorológicas e a estação concentradora. A figura 47 possui um exemplo do tipo de configuração aplicada no projeto. Figura 47 - Configuração Zigbee *Fonte: http://www.rogercom.com/index.htm, acessado em 2013. Para realizar a configuração dos módulos utilizados na implantação da rede foi utilizado o software livre da empresa Digi chamado X-CTU. O programa fornece 55 de uma forma simplificada todos os recursos que podem ser configurados no módulo Xbee. A seguir na figura 48 encontra-se uma ilustração do software. Figura 48 - Software X-CTU *Fonte: Os autores, 2013. Todo módulo Xbee possui um número de serie que faz menção ao endereço MAC das placas de redes que são utilizadas em computadores. É através dessa numeração que é feito o endereçamento dos módulos. No módulo concentrador os campos DH e DL são configurados com zero e FFFF respectivamente. Já nos dispositivos finais os campos DH e DL são preenchidos com o endereço alto e endereço baixo do módulo concentrador que no projeto são 13A 200 e 409F70823 respectivamente. Todos os dispositivos da rede precisam ter o mesmo PAN ID, que funciona como identificador da rede. Caso um módulo não possua essa numeração igual ele estará incapacitado de realizar a comunicação. 3.6.1 Shield Xbee Os módulos Xbee são tradicionalmente alimentados com uma tensão de 3,3 volts. Para realizar um ajuste de tensão e garantir uma maior segurança para os dispositivos foi utilizado um shield produzido pela empresa Arduino. Esse 56 equipamento garante que surtos de tensão e correntes não danifiquem o rádio e ao mesmo tempo realiza os ajustes necessários para que o módulo seja acoplado a placa de circuito impresso principal. Abaixo na figura 49 encontra-se uma figura ilustrativa do equipamento. Figura 49 - Shield Arduino *Fonte: Os autores, 2013. 3.6.2 PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO Conforme dito na seção 3.6 foi configurado nos módulos Xbee o modo de operação transparente e devido sua simplicidade foi desenvolvido um protocolo de comunicação para garantir a troca segura e sincronizada de dados. O código desenvolvido para realizar a transmissão e recepção de pacotes foi baseado no funcionamento do protocolo de redes TCP (Protocolo de Controle de Transmissão), porém mais simplificado. A ideia do firmware é garantir que a solicitação de dados, feita pela estação concentradora, seja sincronizada e pontual. Isso quer dizer que a estação concentradora irá primeiramente criar um canal de comunicação entre a estação que ela deseja conversar e depois de criado a conexão começara a realizar troca de pacotes para obtenção dos dados. Vale a pena destacar que todo pacote trocado entre as estações dependem de uma sincronização previa, o que representa, como por exemplo, a informação da velocidade do vento só será transmitida após a estação concentradora solicitar o dado em questão e a estação meteorológica correspondente confirmar o recebimento do pedido e só assim envia-lo. Agindo dessa forma é garantida sempre a sincronização dos módulos envolvidos e que a informação será transmitida de forma ordenada, lembrando muito a aplicação do 57 protocolo TCP. Na figura 50 pode-se verificar o funcionamento mais detalhado do protocolo desenvolvido. Figura 50 - Protocolo desenvolvido *Fonte: Os autores, 2013. Esse procedimento é realizado na solicitação dos dados referentes a velocidade do vento, temperatura ambiente, umidade relativa do ar, ruído ambiente e precipitação. O protocolo leva em torno de quarenta segundos para obter todos os cincos dados de uma determinada estação meteorológica. Considerando que a rede possui três estações implementadas, é possível obter informações atualizadas, a cada um minuto e meio aproximadamente, de ambientes totalmente distintos. Portanto um banco de informações bastante significante é criado pode ser utilizado em diversos estudos ou aplicações. O firmware completo e comentado está no anexo J e K, onde esta descrito todo o desenvolvimento e técnica utilizada tanto para transmissão quanto para recepção dos dados. 58 3.7 MICROCONTROLADOR Segundo BAER (2013), microcontroladores são dispositivos eletrônicos que possuem em sua estrutura um sistema computacional completo, ou seja, possuem CPU, memória, sistemas de clock, portas de E/S (entrada/saída), além de outros possíveis periféricos integrados em um mesmo componente. Um microcontrolador se diferencia do computador, justamente por acoplar todos os periféricos em um único chip, uma vez que o computador precisa do processador para realizar as suas funções. Atualmente os microcontroladores vêm sendo cada vez mais utilizados em circuitos e equipamentos eletrônicos, uma vez que esses possuem cada vez mais tamanhos e formas reduzidas, são baratas e consomem pouca energia se comparados a microprocessadores convencionais. Esse componente permite a correção de erros mais facilmente no equipamento, pois é programável e não necessita de correção física para resolver o problema. É muito útil na área de automação residencial, controle de produtos e periféricos, como sistemas de controle de motores, controles remotos, máquinas de escritórios, brinquedos, etc. Por se tratarem de dispositivos com objetivos específicos, os microcontroladores são muito eficazes para as aplicações que esse projeto prevê. Nesse caso, será utilizado o microprocessador da família Atmel, o Atmega 16, mostrado na figura 51, que é um microcontrolador de 8 bits de baixa potência com base na arquitetura RISC AVR, que executa instruções em um único ciclo de clock, alcançando aproximadamente 1 MIPS por MHz, permitindo o projetista do sistema otimizar o consumo de energia em função da velocidade de processamento. 59 Figura 51- Microcontrolador Atmega 16 *Fonte: http://datasheet.seekic.com/ImageFile/ATM/Atmel_ATMEGA16-16AU80373.jpg, acessado em 2013 O microcontrolador Atmega 16 será responsável por acoplar todos os sensores do projeto e também o rádio que será utilizado para a comunicação dos sensores com a central, definindo assim uma estação meteorológica. Também será utilizado na estação central com objetivo de compressão dos dados para o envio ao dispositivo final. Uma placa de desenvolvimento contendo o microcontrolador Atmega16 e todos os recursos já citados nos itens anteriores foi utilizada em todas as estações meteorológicas e na estação concentradora. A ilustração da placa encontra-se na figura 52 abaixo. 60 Figura 52 - Placa de desenvolvimento *Fonte: Kit Microcontrolador, Vilson Mognon e Ivan Chueiri. 3.7.1 Memória EEPROM As memórias EEPROM têm como principal característica a capacidade de permitir que dados sejam regravados no dispositivo. O Atmega16 possui uma memória EEPROM interna com capacidade de armazenamento de 512 bytes e com uma possibilidade tanto de escrita quando de apagar dados de pelo menos cem mil vezes. A memória está inclusa em uma parte importante do firmware, pois é nela que são gravados todos os dados calculados e quando a estação concentradora solicita uma comunicação os mesmo dados são lidos da memória EEPROM e enviados via rádio. O tamanho dela é relativamente bom, visto que os dados calculados são do tipo inteiro, nos quais correspondem a 4 bytes. Portanto não é necessário se preocupar com a capacidade de armazenamento. No anexo L encontra-se o firmware desenvolvido e comentado utilizado para gravação e leitura na memória EEPROM. 61 3.8 BIT BANG Bit Bang é uma técnica de programação para criar uma comunicação serial no formato RS 232, no anexo M encontra-se biblioteca de leitura escrita serial. Trata-se de uma criação de toda a série de pulsos via firmware em vez de utilizar um hardware. Houve a necessidade de realizar esse procedimento, pois a plataforma utilizada no projeto possui apenas uma porta serial, na qual está acoplada ao módulo Zigbee. Portanto para garantir a comunicação da estação concentradora com o computador é necessário emular um pino de transmissão. Abaixo na figura 53 está representado o cenário descrito e o porquê da necessidade. Figura 53 - Bitbang *Fonte: Os autores, 2013. O ajuste da velocidade de transmissão é realizado através de tempos de atraso que garantem o correto tempo de bit. Portanto para alcançar uma taxa de transmissão de 9600 bits por segundos é necessário que o período de cada pulso seja 104 micros segundo, conforme figura 54. O anexo N possui o código completo e comentado das técnicas implementadas. Figura 54 - Período do Pulso *Fonte: Os autores, 2013. 62 Portanto cada espaço de tempo foi configurado via firmware para possuir tamanho de 104 microssegundos. Abaixo, na figura 55, segue o formato do pacote que foi reproduzido para haver a comunicação serial emulado. Figura 55 - Formato do Pacote de Comunicação *Fonte:Construção De Um Sistema Eletrônico De Monitoramento De Consumo De Água Residencial, Bruno Coutinho Fernandes. 4 PROCEDIMENTOS DE TESTES E VALIDAÇÃO DO PROJETO Cada sensor foi testado separadamente, para isso, foram utilizados vários equipamentos específicos para atender a cada aferição. O único sensor que não precisou de equipamento para a aferição foi o sensor de precipitação, porem vários testes foram elaborados para garantir o conhecimento acerca de seu comportamento. Os testes foram feitos mais de uma vez, a fim de mostrar que a aferição feita para cada sensor está coerente e provar que os sensores construídos podem servir de maneira segura para a coleta dos dados de temperatura, umidade, velocidade do vento e precipitação. Abaixo serão descritos os equipamentos, os procedimentos e os resultados obtidos com todos os testes. 4.1 TESTE DO SENSOR DE VENTO Para a aferição do sensor de vento, o equipamento utilizado para fazer a comparação foi um anemômetro, como mostrado no anexo O, o qual é utilizado para fornecer a velocidade do vento tanto em m/s quanto km/h. Para esse teste, foi simulada uma câmara de ar, onde o vento constante era gerado por um secador de cabelos e era injetado em um cano de PVC de vários tamanhos que servia para simular várias distâncias. O anemômetro foi colocado ao lado do sensor e os dados 63 foram coletados. A figura 56 mostra detalhadamente o cenário montado, onde “d” indica a distância variável entre a fonte de vento e o sensor/anemômetro. Figura 56 - Cenário para teste do Sensor de Vento *Fonte: Os autores, 2013. A figura 57 mostra o gráfico das medidas das velocidades (em km/h) coletadas com o anemômetro e com o sensor de vento em função das distâncias. Figura 57 - Gráfico Velocidade x Distância *Fonte: Os autores, 2013. Com isso, pode-se verificar que o sensor de vento possui comportamento semelhante ao do anemômetro, uma vez que para cada variação de velocidade do anemômetro, o sensor de vento varia da mesma forma. A discrepância de valores entre os dois, pode se dar devido ao cooler do sensor e o cooler do anemômetro serem diferentes. Por mais que o utilizado no projeto tivesse um giro leve e solto, o giro do anemômetro é bem mais leve e solto, mas isso levaria a um estudo mais afundo do caso. 64 4.2 TESTE DO SENSOR DE TEMPERATURA Para a aferição do sensor de temperatura, o equipamento utilizado para fazer a comparação foi um termopar, mostrado no anexo P, que são sensores de temperatura simples e de baixo custo porem muito utilizados em processos de medições de temperatura. O teste realizado foi constituído de uma cúpula, onde alocava os sensores de temperatura e o termopar ao lado de um resistor que era aquecido através de uma fonte com uma tensão fixa. Com a tensão fixa, a temperatura do resistor era alterada devido a variação da corrente. Com isso foi possível acompanhar o aquecimento do resistor, que serviu para simular a variação da temperatura, e coletar os dados do termopar juntamente com os do sensor de temperatura. A figura 58 mostra o cenário utilizado para a medição. Figura 58 - Cenário de teste do Sensor de Temperatura *Fonte: Os autores, 2013. 65 A figura 59 mostra o gráfico da variação da temperatura entre o termopar e o sensor de temperatura coletados durante os testes. Figura 59 - Gráfico da Temperatura *Fonte: Os autores, 2013. Com isso, pode-se verificar que o sensor de temperatura tem comportamento semelhante ao do termopar, uma vez que a variação do sensor corresponde à variação do termopar. A diferença de medidas entre o sensor e o termopar se deve ao fato do software implementado não utilizar duas casas decimais do sensor de temperatura, enquanto que o termopar utiliza, fornecendo um sinal com dez vezes mais precisão. 4.3 TESTE DO SENSOR DE UMIDADE Para a aferição do sensor de umidade, contamos com a colaboração do laboratório presente na PUCPR, o LST. Esse laboratório conta com um equipamento chamado calorímetro, mostrado no anexo Q, que é uma câmara que permite simular e monitorar um ambiente com condições controladas de umidade e temperatura. O teste realizado era constituído da câmara, que permitia definir níveis de umidade e compará-los com os níveis do sensor construído. A figura 60 mostra o cenário utilizado. A câmara se encarrega de refrigerar ou aquecer o ambiente de acordo com o valor que é colocado, para umidade esse valor pode variar entre 10 e 95% e para temperatura pode variar entre -10 e 60º Celsius. 66 Figura 60 - Cenário de Teste do Sensor de Umidade *Fonte: Os autores, 2013. Além do valor desejado é possível saber qual o nível de umidade da câmara, com isso foi possível levantar a curva de resposta entre a câmara e o sensor de umidade construído. A figura 61 mostra o gráfico da umidade medida com o sensor e a atingida com a câmara em função da umidade desejada. Figura 61 - Gráfico da Umidade x Umidade + Temperatura *Fonte: Os autores, 2013. Com isso, pode-se verificar que o sensor de umidade possui comportamento semelhante ao comportamento da câmara, garantindo assim a capacidade do sensor. A discrepância mínima entre os dois sensores se deu pelo fato do sensor construído estar distante do sensor da câmara e pela câmara ser grande, o que dificulta uma aferição com maior precisão. 67 4.4 TESTE DO SENSOR DE RUÍDO Para a aferição do sensor de ruído, o equipamento utilizado foi o decibelímetro, mostrado no anexo R, projetado para medir níveis de pressão sonora. Porém como o sensor construído retorna níveis de tensão e o decibelímetro níveis de potência, foi decidido que um cenário característico seria elaborado a fim de que o ruído do ambiente pudesse ser controlado em níveis de potência. A partir daí a curva de comportamento do sensor de ruído sob o cenário pode ser extraída e comparada com a curva de comportamento do decibelímetro sob o mesmo cenário. O cenário elaborado, como mostrado na figura 62, consiste da utilização de um gerador de som, mostrado no anexo S, o qual gera sinais de várias frequências, juntamente com um amplificador e um autofalante acoplados na sua saída. Na frente do autofalante ficam o sensor de temperatura construído e o decibelímetro, para que esses tenham a mesma fonte de entrada de ruído. Figura 62 - Cenário Teste do Sensor de Ruído *Fonte: Os autores, 2013. A figura 63 mostra o gráfico do nível sonoro do decibelímetro (em dB) e o nível sonoro do sensor de ruído com um fator de correlação em função da frequência (em Hz). Esse fator de correlação serve para que a comparação entre o decibelímetro e o sensor de ruído possa ser validada. 68 Figura 63 - Gráfico do comportamento do Sensor de Ruído *Fonte: Os autores, 2013. Com isso, pode-se afirmar que o sensor construído responderá de forma semelhante ao decibelímetro, indicando quaisquer níveis sonoros, porém diferentemente do decibelímetro, o sensor construído retorna níveis de tensão. 4.5 TESTE DO SENSOR DE PRECIPITAÇÃO Para a aferição do sensor de precipitação não foram utilizados equipamentos, uma vez que o objetivo do mesmo é informar ao usuário se está, se não está ou se pode estar chovendo. Portanto, vários testes foram realizados a fim de estabelecer os limites de tensão para cada estado, o qual é mostrado na figura 64. 69 Figura 64 - Gráfico do Estado x Tensão (V) *Fonte: Os autores, 2013. Com isso, o comportamento do sensor de precipitação pode ser estabelecido. As tensões que correspondem ao intervalo de 1,5V a 3,0V fazem referência ao estado um, o qual sinaliza que está chovendo. As tensões que estão no intervalo de 3,1V a 4,5V fazem referência ao estado dois, o qual sinaliza que pode estar chovendo. E finalmente, os níveis de tensões entre 4,51V e 5,0V fazem referência ao estado três, o qual sinaliza que não está chovendo. Como já foi dito na sessão 3.4, o sensor não chega ao nível de tensão igual a zero, uma vez que a água não conduz de maneira excelente, por esse motivo a tensão inicial do sensor é 1,5V. 4.6 AJUSTE DE MEDIDAS Para alguns sensores foi necessário realizar um ajuste a fim de que a resposta dos testes dos mesmos ficasse muito próxima da resposta dos equipamentos utilizados para a comparação. Uma vez que os ajustes via hardware iriam demandar muito tempo, uma compensação via software permitiu que esse objetivo fosse alcançado. A tabela 3 abaixo mostra os valores das variáveis que o software de cada sensor utilizou. 70 Tabela 3 - Variáveis de Compensação de Software Sensor Temperatura Umidade Vento Variável 1,049 1,2 3,99 *Fonte: Os autores, 2013. Esses valores foram retirados dos testes feitos de cada sensor e são multiplicadas à resposta final desses. No anexo T pode-se ver o código desenvolvido implementado desse ajuste e no anexo U o firmware da impressão serial. 5 ANALISE DE RISCO As principais falhas que podiam ocorrer, segundo a análise FMEA do anexo V, estavam relacionadas com a falta de manutenção preventiva das estações meteorológicas e da estação concentradora. Como pode ser observado no estudo realizado, vários itens possuem uma severidade alta, porém somente alguns itens ocorrem com maior frequência e são essencialmente esses que necessitaram de uma atenção redobrada na confecção do projeto. Realizando a manutenção necessária e levando em conta alguns aspectos específicos de cada equipamento, esses cuidados fazem com que a durabilidade e a segurança das informações tanto coletadas quanto transmitidas estejam em uma margem de erro totalmente aceitável. 6 PROJETOS SIMILARES E ESTUDO DE MERCADO Um estudo foi realizado para averiguar se o projeto proposto já havia sido realizado por algum outro pesquisador/aluno. É sabido que alguns projetos similares já foram desenvolvidos, na referencia bibliográfica foram inseridos alguns. Além disso, um estudo de mercado foi realizado e dois produtos que realizam as mesmas medidas do projeto proposto foram encontrados, porém com tamanho relativamente grande perante o que foi confeccionado. Abaixo nas figuras 65 e 66 encontram-se exemplo de estações meteorológicas no mercado. 71 Figura 65 - Produto Oregon *Fonte: http://www.oregonscientific.com.br/index.php/previsao-do-tempo/estacao profissional/wmr928nx.html, acessado em 2013. A estação meteorológica da Oregon utiliza comunicação sem fio e possui um link ethernet. Dentre suas medições podem-se citar: velocidade do vento, temperatura, umidade relativa, pressão atmosférica, direção do vento, temperatura dos golpes do vento, precipitação, índice de precipitação. Um fato interessante a se destacar é seu dispositivo móvel que possui todas as informações acopladas e de fácil acesso. O preço da estação meteorológica está em torno de R$ 2.000,00. 72 Figura 66 - Produto Laboratorio de Garagem *Fonte: http://www.labdegaragem.org/loja/index.php/34-sensores/estac-o-meteorologica.html, acessado em 2013. O produto do labdegaragem é uma estação meteorológica que visa a obtenção dos dados de velocidade do vento, direção do vento e nível pluviométrico. Trata-se de uma estação mais simples em relação ao produto da Oregon, porém se enquadra em várias aplicações dos dias de hoje. Todos os sensores possuem uma interface RJ45 vinculada a eles para a obtenção dos dados lidos. O preço dela está em torno de R$ 400,00. 7 REFERÊNCIAS DE ESTAÇÕES EXISTENTES Com o estudo feito acerca das estações meteorológicas existentes, é possível perceber que elas são de grande porte e possuem algumas das seguintes funcionalidades: Temperatura do ar, precipitação, umidade relativa do ar, radiação solar, velocidade e direção dos ventos. A figura 67 mostra dois exemplos de estações implantadas. 73 Figura 67 - Estações Meteorológicas Instaladas *Fonte: http://dadosmeteorologicos.files.wordpress.com/2008/10/estacao-met1.jpg?w=300&h=225 e http://jornalvozdonorte.blogspot.com.br/2008/10/estao-meteorolgica-automtica-ser.html, acessados em 2013. É possível também relacionar as várias regiões em que as principais entidades responsáveis pelas estações meteorológicas estão implantadas, como pode ser visto nas figuras 68, 69 e 70. Figura 68 - Mapa de áreas de monitoramento 1 *Fonte: INMET, 2013 74 Figura 69 - Mapa de áreas de monitoramento 2 *Fonte: IAPAR, 2013 Figura 70 - Mapa de áreas de monitoramento 3 *Fonte: SIMEPAR, 2013 Com isso pode-se perceber a importância de uma estação meteorológica móvel de pequeno porte, uma vez que essa possibilitará o estudo de microclimas em variadas regiões, até mesmo em fazendas onde há plantio e cultivo, pois facilitará a vida do agricultor, prevendo as condições do clima exatamente sobre sua região, contribuindo assim para que o mesmo possa se prevenir das ameaças trazidas com o tempo, por exemplo, geadas. 75 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS Esse trabalho propôs a confecção de uma rede de sensores sem fio utilizando a tecnologia Zigbee para aplicações diversas, o qual foi desenvolvido com sucesso. As redes de sensores sem fio possuem uma gama grande e significativa de aplicações. Podem-se citar aplicações na medicina, industrial, agricultura, meteorologia. Diante desse cenário essas redes estão cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia e rádios, de baixo consumo, como o Zigbee veem ganhando uma expressiva força no mercado. No ponto de vista dos sensores, seu desenvolvimento se deu com sucesso, uma vez que todos funcionaram e atenderam aos objetivos esperados. A maior dificuldade encontrada tem a ver com a construção de uma placa com todos os sensores, o que seria excelente para a aplicação, pois o hardware ficaria mais otimizado. Todas as aferições realizadas com sensores já existentes comprovam que os sensores construídos possuem comportamento muito semelhante aos sensores comerciais, o que prova que esses estão prontos para serem inseridos no mercado. No que se refere ao desenvolvimento da rede do projeto foi desenvolvida com sucesso, pode-se verificar o firmware desenvolvido para as estações meteorológicas e para a estação concentradora nos anexo X e anexo Z. O maior desafio encontrado foi no que se refere ao primeiro shield utilizado. O mesmo não fornecia a corrente necessária para alimentar o pino de comunicação da placa de desenvolvimento e ao trocar o hardware os resultados foram alcançados. Testes realizados em laboratórios foram feitos e o módulo xbee se mostrou bem eficiente no que se refere ao alcance, porem quando os mesmos não estão em visada direta com a estação concentradora pode-se notar que há uma significativa perca de pacotes e interferindo no funcionamento do programa. 9 TRABALHOS FUTUROS Como trabalhos futuros pode-se dividir essa seção em duas partes, hardware e software. Sobre o hardware, melhorias nos sensores poderiam ser feitas se o tempo de estudo e construção dos mesmos fosse maior. Como o sensor de vento só capta ventos de uma única direção, outro tipo de sensor poderia ser construído para 76 que ventos de todas as direções pudessem ser analisados. No sensor de ruído, se outro dispositivo de captação mais eficiente fosse utilizado, o sensor construído poderia obter dados em um alcance maior. O sensor de temperatura e umidade, não é um dos melhores existentes no mercado, por ser barato e de fácil acesso, uma melhoria significativa existia nos dados coletados se o sensor fosse substituído. O sensor de chuva, poderia utilizar de técnicas mais avançadas para se obter informações acerca da precipitação da chuva. No que diz a respeito de software uma melhoria no tempo de processamento pode trazer bons benefícios ao projeto. Junto com isso, a criação de uma rede do tipo mesh faria com que a região monitorada seja aumentada. Isso faria com que as aplicações sejam expandidas. Outra melhoria seria implantar um sistema GSM na estação concentradora visando ter esses dados prontos para serem lidos em dispositivos móveis, assim aumentando sua gama de aplicação. 77 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RAGHAVENDRA, C.S., Wireless Sensor Networks,Segunda Edição , Editora Kindle, 2004. DATASHEET. Atmel Atmega16. Disponível em: <http://datasheet.seekic.com/ImageFile/ATM/Atmel_ATMEGA16-16AU80373.jpg > Acessado em: 10 abr. 2013 MICRO4YOU. Sensor DHT11. Disponível em: <http://www.micro4you.com/files/sensor/DHT11.pdf> Acessado em: 15 abr. 2013 DX. Deal Extreme. Disponível em: <http://dx.com/p/6490-dht11-humidity- temperature-sensor-module-blue-152776> Acessado em: 22 abri. 2013 LABPLAN. Rede de sensores sem fio de baixo custo para monitoramento ambiental Disponível em: <http://www.labplan.ufsc.br/congressos/CBA2010/Artigos/66285_1.pdf> Acesso em: 24 abr. 2013 CTPEC. Sobre o CTPEC. Disponível em: <http://www.cptec.inpe.br/sobreocptec.shtml>. Acesso em: 24 abr. 2013. INMET. Nota técnica rede estações. Disponível em: <http://www.inmet.gov.br/portal/css/content/topo_iframe/pdf/Nota_TecnicaRede_estacoes_INMET.pdf >. Acesso em: 24 abr. 2013. HOBBY ELETRO. Interruptor Acionado Por Palmas. Disponível em: <http://hobbyeletro.blogspot.com.br/2012/02/interruptor-acionado-por-palmas.html >. Acesso em: 23 abr. 2013. 78 JEAN, Baer. Arquitetura de Microprocessadores: Do Simples Pipeline ao Multiprocessador em Chip, Quinta Edição, Editora LTC , 2013. IEEE computer society. IEEE Standard802.15.4. Wirless Medium Acess Control (MAC) and Physical Layer (PHY) Specifications for Low-Rate Wireless Personal Area Networks(WPANs). Disponivel http://standards.ieee.org/getieee802/download/802.15.4a-2007.pdf em: Acesso em 23/06/2013 > Acesso em: 20 jun. 2013. MALAFAYA, Hugo, et al., Sensorização sem fios sobre ZigBee e IEEE 802.15.4, Nona Edição,Editora Aurora, 2009. CAPES. Criação e Gestão de Sessões Colaborativas em Redes de Sensores sem fio. Disponível em: <http://digituma.uma.pt/bitstream/10400.13/326/1/MestradoFilipeSantos.pdf >. Acesso em: 20 jun. 2013. TICEDUCA. ESTAÇÃO METEREOLOGICA AUTOMATICA Disponível em: < http://ticeducajunior.ie.ul.pt/wp-content/themes/edge/atas/Projetos_TIC/15.pdf >. Acesso em: 20 jun. 2013. USP. PROJETO DE UMA ESTAÇÃO METEREOLOGICA COM TRANSMISSÃO DE DADOS SEM FIO Disponível em: http://www.tcc.sc.usp.br/tce/disponiveis/18/18042100/tce-14052010-095755/ < >. Acesso em: 20 jun. 2013. TOOLEY, Mike, Circuitos Eletrônicos: Fundamentos e Aplicações, Terceira Edição , Editora Campus , 2008 HUGO,Vitor , Odes e Poesias Diversas, Edição Original , 1821 SADIKU, Matthew N. O. , ALEXANDER, Charles K. , Fundamentos de Circuitos Elétricos, Quinta Edição, Editora Bookmark, 2013. 79 ANEXO A - Hardware sensor de vento Figura 71 - Hardware do sensor de vento *Fonte: Os autores, 2013 80 ANEXO B - SOFTWARE SENSOR DE VENTO 81 82 ANEXO C - HARDWARE SENSOR DE TEMPERATURA E UMIDADE Figura 72 - Hardware do sensor de temperatura e umidade *Fonte: Os autores, 2013 83 ANEXO D - SOFTWARE SENSOR DE TEMPERATURA E UMIDADE 84 ANEXO E – HARDWARE SENSOR DE RUIDO Figura 73 - Hardware do sensor de ruído *Fonte: Os autores, 2013 85 ANEXO F – SOFTWARE SENSOR DE RUIDO 86 87 ANEXO G – HARDWARE SENSOR DE PRECIPITAÇÃO Figura 74 - Hardware do sensor de precipitação *Fonte: Os autores, 2013 88 ANEXO H – SOFTWARE SENSOR DE PRECIPITAÇÃO 89 90 ANEXO I – HARDWARE CONSOLIDADO (TEMPERATURA, UMIDADE E VENTO) Figura 75 - Hardware consolidado - Sensores de temperatura, umidade e vento *Fonte: Os autores, 2013 91 ANEXO J – SOFTWARE DE RECEPÇÃO 92 93 ANEXO K – SOFTWARE PROTOCOLO ZIGBEE – ESTAÇÃO CONCENTRADORA 94 95 96 ANEXO L – SOFTWARE EEPROM 97 ANEXO M – SOFTWARE SERIAL 98 ANEXO N – SOFTWARE BITBANG 99 ANEXO O – ANEMOMETRO Figura 76 - Anemômetro * Fonte: Os autores, 2013. ANEXO P – TERMOPAR Figura 77 – Termopar *Fonte: Os autores, 2013. 100 ANEXO Q- CALORÍMETRO Figura 78 - Calorímetro (Câmara de monitoramento) *Fonte: http://www2.pucpr.br/educacao/lst/images/equipamentos/foto_04.JPG, acessado em 2013. ANEXO R – DECIBELÍMETRO Figura 79 - Decibelímetro *Fonte: http://img2.mlstatic.com/decibelimetro-digital-msl-1352-c_MLB-O-4437349309_062013.jpg, acessado em 2013. 101 ANEXO S – GERADOR DE AUDIO Figura 80 - Gerador de Áudio *Fonte: Os autores, 2013. 102 ANEXO T – AFERIÇÃO 103 ANEXO U – IMPRESSÃO 104 105 ANEXO V – ANÁLISE FMEA Figura 81 - Análise FMEA *Fonte: Os autores, 2013. 106 ANEXO X – SOFTWARE ESTAÇÃO METEREOLOGICA 107 108 109 ANEXO Z – SOFTWARE ESTAÇÃO CONCENTRADORA 110