A revista para o iniciante em linux!
2014 | Nº 1 | Free
Rede social Linuxers
Conheça uma rede
social exclusiva para
usuários Linux!
OpenMandriva
Conheça a evolução
do Mandriva
desenvolvido pela
comunidade.
A nova inclusão Digital
Artigo interessante
sobre como deveria
ser os centros de
inclusão digital.
LIBERTE-SE DO WINDOWS COM O KUBUNTU
Aplicativos incríveis para substituir o Windows de vez do seu computador
"Desenvolvida com a ajuda de voluntários e com
Software Livre, seja livre para piratear!"
hello Word
O por que e o para quem?
O desafio da primeira edição.
Para ser bem honesto não considero esta a primeira
edição da revista. No ano de 2012 eu escrevi duas
edições de uma revista com o mesmo foco, na época,
chamada de "Tecnologia Livre". Ainda é possível
encontrar no google as duas edições.
Logo depois engavetei este projeto já que surgiram
diversas revistas de excelente qualidade na internet
para download. Estas revistas evoluiram muito o que
é muito positivo para o software livre, o único
problema é que nenhuma delas focou-se no usuário
iniciante.
"No usuário que não é técnico de computador, que
não é programador ou que tão pouco sabe o que é
software livre ou Opensource."
Por este motivo retornei para a escrivaninha e desta
vez tenho certeza que este projeto vai se consolidar
em um "programa" e rodar sozinho à partir desta
edição.
Espero que esta revista seja simples o suficiente para
que o leitor novato em Linux guarde-a em seu disco
rigido e a utilize como consulta para seu dia a dia.
Claro que ela terá que evoluir muito, mas
por favor, perdoe o trabalho de um
homem só na diagramação.
E no
principio...
Quatro empresas
resolvem desenvolver um
sistema operacional de
grande porte.
Este sistema não foi
concluido, porém, alguns
dos engenheiros
continuaram
desenvolvendo este
sistema e ele consolidouse em um padrão de
segurança e estabilidade.
Este sistema era caro e as
pessoas não tinham
acesso ao seu código.
Mas uma revolução
começou em 1991 com
um cara lá da Finlândia
que seguindo a base
deste grande sistema
divulgou sua versão
totalmente livre na web.
Este sistema hoje opera
em milhares de
computadores ao redor
do mundo e você é um
cara de muita sorte se
possui ele em seu
computador.
Seja bem vindo ao mundo
GNU/Linux!
Juliano Ramos (grubelilo)
[email protected]
Rede social para usuários Linux e
amantes dos softwares de
código aberto, Cadastre-se:
www.rede.tux4.com.br
/HOME/TUX
Ranking de popularidade do último ano:
5º Fedora
1º Mint
6º OpenSuse
2º Ubuntu
7º PCLinuxOS
3º Debian
8º ArchLinux
4º Mageia
A EVOLUÇÃO
DO SISTEMA OPERACIONAL
GNU/LINUX
O nome Linux, surgiu da mistura de Linus +
Unix. Linus é o nome do criador do Linux,
Linus Torvalds e Unix, é o nome de um
sistema operacional de grande porte, no
qual contaremos sua história agora, para que
você entenda melhor a do Linux: A origem
do Unix tem ligação com o sistema
operacional Multics, projetado na década de
1960.
Esse projeto era realizado pelo
Massachusets Institute of Technology
(conhecido como MIT), pela General Eletric
(GE) e pelos laboratórios Bell (Bell Labs) e
American Telephone Telegraph (AT&T). A
intenção era de que o Multics tivesse
características de tempo compartilhado
(vários usuários compartilhando os recursos
de um único computador), sendo assim, o
sistema mais arrojado da época.
Em 1969, já existia uma versão do Multics
rodando num computador GE645. Ken
Thompsom, era um pesquisador do Multics e
trabalhava na Bell Labs. No entanto, a
empresa se retirou do projeto tempos
depois, mas ele continuou seus estudos no
sistema; desde então, sua ideia não era
continuar no Multics original e sim criar algo
menor, mas que conservasse as ideias
básicas do sistema. A partir daí, começou a
saga do sistema Unix. Brian Kernighan,
também pesquisador da Bell Labs, foi quem
deu esse nome.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 2
Em 1973, outro pesquisador da Bell
Labs, Dennis Ritchie, rescreveu todo o
sistema Unix numa linguagem de alto
nível, chamada C, desenvolvida por ele
mesmo. Por causa disso, o sistema
passou a ter grande aceitação por
usuários externos à Bell Labs.
Entre 1977 e 1981, a AT&T, alterou o
Unix, fazendo algumas mudanças
particulares e lançou o System III. Em
1983, após mais uma série de
modificações, foi lançado o conhecido
Unix System IV, que passou a ser
vendido. Até hoje esse sistema é usado
no mercado, tornando-se o padrão
internacional do Unix. Esse sistema é
comercializado por empresas como
IBM, HP, Sun, etc. O Unix, é um sistema
operacional muito caro e é usado em
computadores poderosos por diversas
multinacionais.
/home/tux
Mas, qual a relação entre o Unix e o Linux, ou
melhor, entre o Unix e Linus Torvalds? Para
responder essa pergunta, é necessário falar de
outro sistema operacional, o Minix. O Minix é uma
versão do Unix,porém, gratuita e com o código
fonte disponível. Isso significa que qualquer
programador experiente pode fazer alterações
nele. Ele foi criado originalmente para uso
educacional, para quem quisesse estudar o Unix
em casa. No entanto, vale citar que ele foi escrito
do "zero" e apesar de ser uma versão do Unix, não
contém nenhum código da AT&T e por isso pode
ser distribuído gratuitamente. A partir daí, "entra
em cena", Linus Torvalds.
Ele era um estudante de Ciências da Computação
da Universidade de Helsinki, na Filândia. E em
1991, por hobby, Linus decide desenvolver um
sistema mais poderoso que o Minix. No mesmo
ano, ele disponibilizou a versão do kernel (núcleo
dos sistemas peracionais) 0.02 e continuou
trabalhando até que em 1994, quando
disponibilizou a versão 1.0. Até o momento em
que este artigo estava sendo escrito, a versão
atual do kernel do linux é o 2.6.26. O Linux é um
sistema operacional livre, e é uma reimplementação das especificações POSIX
(padronização da IEEE, Instituto de Engenharia
Elétrica e Eletrônica) para sistemas com extensões
System V e BSD. Isso significa que o Linux, é bem
parecido com Unix, mas não vem do mesmo lugar e
foi escrito de outra forma.
GNU/Linux?
ou simplesmente
GNU é um sistema operacional tipo Unix
idealizado por Richard Stallman. Este
sistema operacional começou em 1984
quando Stallman teve a ideologia de criar
um sistema operacional completamente
livre. Em 1991 o sistema operacional GNU
já possuia diversos programadores e
softwares, porém, necessitava de um
núcleo ("kernel").
Este impasse foi resolvido adotando o
Kernel Linux de Linus Torvalds aos
softwares GNUs.Desde então algumas
pessoas adotam o termo GNU/Linux para
creditar os softwares GNU que estão no
núcleo Linux.
Linux?
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 3
/home/tux
O que é uma distribuição de
GNU/Linux?
As distribuições mais conhecidas.
Uma distribuição ou distro Linux é um
sistema operacional Unix-Like que inclui o
Kernel Linux e outros softwares de
aplicação, formando um conjunto.
Como grande parte destes softwares são
aplicações que em primórdio foram
criadas para o sistema operacional GNU é
conveniente que recebam o nome de
distribuição GNU/Linux. Algumas distros
são mantidas por organizações
comerciais, como a Red Hat, Ubuntu, Suse
e Mandriva, outras são mantidas pela
comunidade como o Debian e o Gentoo.
São mais de trezentas distribuições de
Gnu/Linux embora cerca de vinte sejam
conhecidas.
A ilustração ao lado exemplifica muito
bem o que é uma distribuição de
Gnu/Linux. Ela é um pacote de software
que inclui os aplicativos e o Kernel que é
o responsável pelo controle dos Devices
(dispositivos).
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 4
/home/tux
O que significa “ramificação”?
Algo ramificado é nada mais nada menos do que algo derivado..
Nessa matéria vamos falar das ramificações Ubuntu, ou seja,
distribuições com kernel-linux que “derivam” da
distribuição “Linux Ubuntu”, a final esta edição da revista tem
um grande foco na distribuição Ubuntu.
Filipe Cordeiro,
Estudante Linux.
[email protected]
Filipe tem apenas dois
meses usando o
Gnu/Linux. Mas sua
força de vonte em
ajudar o próximo,
garantiu para ele um
espaço aqui na
Revista Tux For You.
Assim como as distribuições, as ramificações tem seus alvos
e interesses, algumas são idealizadas no interesse de
servidor, outras com interesse em desktop, pro melhor uso
no padrão de cada usuário, mas por quem são idealizadas as
ramificações ubuntu? Pela Gnu? Pela GPL? Pelo próprio Linus
Torvalds? Não! Por usuários que começaram assim como você
leitor! Curiosos->Estudantes->Profissionais->Criadores de
suas próprias distribuições e ramificações!
Olha só que legal, então quer dizer que se eu me esforçar em
“compilações” eu poderei um dia criar minha própria
distribuição? Sim! Mas temos que saber o que é e como
compilar um kernel-linux, lá na frente publicaremos sobre
isso.
Já sabemos como surgiram as ramificações e o que são
ramificações ubuntu, mas quais são algumas delas? E como
posso obter alguma delas?
Nesse link estão algumas ramificações ubuntu:
Kubuntu - www.kubuntu.org/getkubuntu/download
Edubuntu – www.edubuntu.org/download
Xubuntu - www.xubuntu.org/getxubuntu/
Lubuntu – www.lubuntu.net/tags/lubuntu-1304
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 5
Rede Social
linuxer
De acordo com a enciclopédia Livre,
Wikipédia:
"Rede social é uma composta por pessoas
ou organizações, conectadas por um ou
vários tipos de relações, que partilham
valores e objetivos comuns. Uma das
características fundamentais na definição
das redes é a sua abertura e porosidade,
possibilitando relacionamentos
horizontais e não hierárquicos entre os
participantes."
Observe o trecho:
"Que partilha de valores e objetivos
comuns."
Assim é a rede Tux 4 You, uma rede
Assumidamente de usuários Linux
(Linuxers) que partilha estes valores e
objetivos. Compartilho aqui algumas
perguntas que recebi de usuários sobre a
rede Tux 4 You:
O que você acha das outras redes com
foco no software livre, exemplo: Linux
Sociall?
Eu tenho cadastro na Linux Sociall
(http://www.linuxsociall.com/) curto a
rede. Ela é baseada em Buddypress e eu
participo do fórum Buddypress ajudando
novos desenvolvedores na criação de
plugins. Tenho uma rede social que foi a
primeira que criei usando esta tecnologia
(http://lcenter.com.br/linux/) Acabei
descontinuando o projeto, ele está lá, mas
não tem novidades :-)
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 6
O problema do Buddypress na minha
visão é que não tem uma interface
polida e tem a página de atividade
global. Eu não curto isto.
Gosto do padrão de navegabilidade do
Facebook e uso isto na Tux 4 you:
"Você só recebe atualizações das
pessoas que você adicionou ao seu
circulo de amigos."
Na minha visão a página global
(Atividade) que mostra o que todos
postam, pode até parecer algo mais
aberto, mas não funciona muito bem.
Já que as páginas a começam a ficar
carregadas de todo tipo de informação
(útil e não). Eu Curto programação e
servidores Linux, não tenho muito
interesse em ver atualizações de Jogos
para Linux ou Designer. Por isto,
procuro amigos que possuam este
mesmo perfil e assim consigo lapidar
minha time-line. Não que eu não
adicionarei alguém que não tenha este
perfil, mas terei o direito de escolher.
Assim funciona a rede Tux for you.
Você só recebe atualizações de quem
você escolher adicionar. A página de
atividade global foi excluida.
Por que a rede se parece com o
Facebook?
Bons artistas copiam, Grandes artistas
roubam.
Para quem conhece um pouco de
informática, esta frase expressa bem
o por quê fiz a opção de uma interface
identica similar ao do Facebook
(phpfox ou invés do Buddypress). Ela
funciona, isto os números não deixam
mentir.
Então, por quê não ficar no FB?
Pôr que desejava algo exclusivo ao
nosso público. O público de usuários
apaixonados pôr software livre e
amantes do sistema operacional
Gnu/Linux além de ser algo de
Brasileiro para Brasileiros. Existe uma
vasta demanda de usuários que não
usam o FB e outros que não gostam da
postura da corporação com seus
usuários. Eu sou deste segundo grupo.
Você possui um perfil no FB?
Utilizo a plataforma do Facebook
como uma ferramenta de marketing
para divulgar a rede Tux 4 You - Já faz
um tempo que venho buscando
alternativas e tenho certeza que este
projeto será minha libertação.
Estou convencendo meus amigos para
migrarem para a Tux 4 You e também
convidando novos amigos pelas
comunidades de software livre e linux
do FB.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 7
Não sou uma alternativa ao facebook.
Ele está consolidado e fuciona; mas
ele abrange todo o tipo de pessoa e
não tem um "objetivo comum" como a
rede Tux 4 You.
Nossa rede social será de Hackers,
iniciantes, programadores,
webdesigners, técnicos em hardware
e o público usuário de software livre.
Vai rolar videos de auto-ajuda,
bichinhos fofinhos, frases biblicas,
videos engraçados e todas estas
coisas que os usuarios postam no FB,
mas sempre o foco será:
"Elevar o usuário em conhecimento
das ferramentas da tecnologia da
informação e o compartilhamento
destas informações, software livre e
em especial o sistema operacional
Linux"
ALEXANDRE@TUX4YOU:~$
Tudo começou em 2009, quanto eu
trabalhava como técnico em uma loja de
informática, quando meu gerente me
apresentou a distribuição Ubuntu. Achei
interessante ver um outro sistema
operacional (até então tinha experiência e
conhecimento apenas em sistemas
opeacionais da Microsoft). Decidi instalar
em meu computador mas não durou dois
dias. Na primeira dificuldade retornei para o
meu sistema anterior. Em 2010 mudei de
emprego e comecei a trabalhar no Hospital
Universitário de Juiz de Fora. A princípio o
mesmo tipo de serviço, suporte a usuários,
manutenção de computadores e
impressoras.
Como eu sempre fui interessado em novas
tecnologias, coloquei em minha cabeça que
eu ia aprender GNU/Linux de qualquer
maneira, foi então que removi meu sistema
operacional e instalei a distribuição Ubuntu
novamente. Após conseguir dar meus
primeiros passos no sistema, decidi ir
pesquisando mais e mais sobre o que esse
novo universo poderia me oferecer.
Certo dia no Hospital, recebemos uma
parque de aproximadamente 165
computadores novinhos. Havia apenas um
problema, eles não tinha licença. Foi então
que propus um desafio, “vamos colocar
Linux em tudo”. A princípio, essa minha
sugestão causou um pouco de polêmica,
mas não no final das contas, consegui o
apoio da chefia. Nessa época, conhecia um
rapaz que fazia o mesmo curso de
graduação que eu, seu nome é Tales e hoje
somos grandes amigos. Tem um grande
conhecimento no mundo Linux e precisava
de um estágio para a conclusão da
graduação.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 8
"Minha primeira certificação de Linux"
Foi então que o chamei para ser meu
estagiário e desenvolvermos uma
solução Linux para os computadores
que não tinha licença. Meses depois,
ainda no Hospital, conheci uma outra
pessoa também cheia de experiência
na área Linux. Ao conversarmos um
pouco sobre o Sistema, Fabiano havia
me dito sobre as certificações que já
havia conquistado. Como o projeto deu
certo e tinha sido aprovado pela
população do Hospital, me interessei
ainda mais pelo sistema e decidi me
profissionalizar na área.
Pesquisei sobre cursos para
certificações e no meio de 2012
comecei a fazer um curso online
preparatório para a LPIC-1. Ao fim do
curso, havia adquirido muito
conhecimento, mas acreditava que
ainda não era o necessário para a
certificação. Continuei os estudos
sozinho em casa, vendo vídeos,
tutoriais, pesquisando e anotando
minhas descobertas.Até que no fim de
2012 comecei um outro curso
preparatório para a certificação. Neste
curso fiquei sabendo de uma parceria
da CompTIA juntamente com LPI, que
ao fazer uma certificação CompTIA
chamada CompTIA Linux +, teria direito
também de obter a LPIC-1 e por sua vez
a Suse CLA, uma outra parceria entre a
SUSE e a LPI. Ou seja era uma programa
de 3x1, três certificações pelo preço de
uma.
No início de 2013, agendei meu
primeiro exame, o LX0-101. Como eu
estava de férias da faculdade, pude me
dadicar bastante aos estudos voltados
para a certificação.
ALEXANDRE@TUX4YOU:~$
Dia 28 de Fevereiro fui ao Rio de Janeiro
realizar meu exame. Com muito nervoso
tensão, cheguei no local do exame e me
identifiquei na recepção. Então me levaram
para uma sala onde eram realizados os
exames. A sala parecia uma lan house
pequena com aproximadamente seis
computadores. Ao observar a sala, percebi
que a mesma era super monitorada, com
câmeras por todas as partes.
Após matar toda minha curiosidade com o
local e todo o ambiente onde eu estava, me
concentrei e dei início ao exame. Era um
total de 60 questões algumas de multiplas
escolhas e outras abertas. Tinha apenas 90
minutos para responder todas as questões.
Logo na primeira pergunta, me desesperei,
era sobre um assunto que eu nunca tinha
ouvido falar, e o para piorar era uma
questão aberta. Marquei para revisá-la no
final e continuei fazendo o exame. Após
terminar o exame, estava muito nervoso
novamente pois sabia que havia a
possibilidade de não passar pois haviam
muitas perguntas complicadas e que na
hora geraram alguma dúvida sobre a
resposta. Apareceu na tela um questionário
sócio-econômico sobre o motivo de me
interessar pela certificação dentre outras
coisas.
Ao final desse quationário aparece um
diálogo na tela escrito assim “Verificando
sua pontuação”, essa frase deve ter ficado
uns 40 segundos na tela, mas pareciam
horas e o resultado não aparecia na tela.
Até que aparece uma outra tela como o
relatório do exame e minha aprovação no
primeiro exame. Fiquei muito feliz, pois
havia estudado bastante e tinha aberto
mão de algumas coisas para me dedicar aos
estudos.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 9
"Minha primeira certificação de Linux"
A partir de então, continuei estudando
em casa e fazendo simulados on line.
Comprei um livro voltado para a
certificação e me baseei por ele para
minha preparação para o LX0-102.
Agendei o exame para dia 17 de
Janeiro de 2014. E mais uma vez fui
para o Rio de Janeiro. Dessa vez eu
estava mais confiante, um pouco
nervoso, mas apenas com o horário.
Cheguei no local do exame e logo já o
iniciei. As primeiras 10 questões foram
supertranquilas, pois havia estutado ao
máximo sobre o assunto. Houveram
algumas questões um pouco complexas
mas dessa vez eu já sabia que a
certificação seria minha.
Ao terminar o exame, novamente
apareceu o quationário sócioeconômico e em seguida minha nota
final com uma pontuação melhor que
no primeiro exame. Com muita alegreia
e uma sensação de missão cumprida,
recebi os cumprimentos do pessoal da
instituição onde prestei os exames e
voltei para minha cidade Juiz de Fora.
Hoje sou um Profissional Linux
Certificado pela Linux Professional
Institute, ComTIA e SUSE.
Alexandre Martins (16/07/1988)
Estudante no curso de Análise de
Sistemas da Universidade Salgado de
Oliveira (UNIVERSO) Técnico em
Informática pelo IFET, Estagiário em
desenvolvimento Java na empresa
Stefanini IT Solutions.
Analista de Suporte na empresa
Monkeys IT Solutions.
[email protected]
A Nova Inclusão Digital: Incluir Para a
Sociedade da Informação e do
Conhecimento.
Houve no passado, uma grande ansiedade
para prover as populações com projetos de
inclusão digital e dar maior visibilidade as
gestões em todos os níveis, que em um
governo havia diversas iniciativas de
inclusão digital em diferentes órgãos,
secretarias ou ministérios. Unificar estas
políticas sempre foi um problema, pois os
conflitos e indisposições entre gestores
causavam desconforto entre as instâncias
governamentais e a tentativa de corrigir
um erro causado pela ausência de uma
política pública de inclusão digital ampla,
unificada e institucionalizada deu espaço a
pulverização com desperdícios de recursos
públicos.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 10
Como se não bastasse esta
pulverização que não fortalece os
programas, muitos gestores, que não
tem uma clara visão social de uma
economia periférica e excludente, que
infelizmente ainda persiste nas bordas
e favelas das grandes cidades e no
meio rural, ainda dizem que não é mais
necessário inclusão digital. É só olhar
para as pesquisas que veremos
importantes avanços, mas percebemos
também ainda grandes parcelas da
população longe de chegar ao ponto
ideal de equilíbrio.
Se pegarmos os 11,1 milhões de
famílias, 48,9 milhões pessoas que
ainda dependem do programa bolsa
família e outro maior contingente que
ainda depende apenas do salário
mínimo.
Segundo o censo do IBGE de 2010, mais de
115 milhões de brasileiros, quase 60% da
população brasileira (32,2 milhões de um
total de 54 milhões dos domicílios
ocupados), vive com menos de um salário
mínimo de renda mensal per capita.
Em torno de 50 milhões de pessoas (15,8
milhões de domicílios) vivem com até meio
salário mínimo de renda mensal. Outras
16,2 milhões de pessoas vivem com menos
de R$ 70 por mês e quase cinco milhões de
pessoas não têm renda alguma. Diante
desta realidade temos que responder as
seguintes perguntas:
A renda destas famílias é capaz de manter
um computador conectado, considerando o
alto preço ou a ausência de banda larga em
muitas áreas e regiões do Brasil?
Em locais que já há provimento de banda
larga e as pessoas tem renda suficiente
para ter um computador conectado, elas
conseguem aproveitar todos os benefícios
destas tecnologias a seu favor e da sua
comunidade sem mediação e articulação?
Para estas pessoas felizmente foi talvez
resolvido o problema da fome e parte
delas até de moradia, ou seja, as
necessidades básicas de sobrevivência,
mas ainda estão distante de Participar
ativamente dos benefícios ou
oportunidades desta sociedade da
informação. Por isso ainda precisam não só
de disponibilização de equipamentos e
acessos a internet, mas também de
desenvolver a prática da cidadania e
cultura digital de forma ativa e estratégica,
a consciência crítica e política, bem como
participar em rede das discussões e
demandas sociais comunitárias que as
envolve e como aproveitar o potencial das
novas tecnologias para o desenvolvimento
local, profissional, cultural, educacional e
integrado de forma colaborativa e
integrada.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 11
Desta forma seriam beneficiadas com
os resultados que possa romper com a
reprodução da pobreza através do
empreendedorismo e autonomia na
comunidade onde estão inseridas.
Sempre digo que o problema da
pobreza contemporânea no Brasil, não
é só pobreza material, mas também de
pobreza intelectual, pelo falta do
desenvolvimento da consciência crítica
e política dos cidadãos, que ao meu
ver, leva à baixa participação social e
política na democracia e nas
discussões dos seus próprios
interesses. Precisamos de movimentos
que possam incentivar nos cidadãos a
fome positiva. A fome da participação
nos espaços democráticos e coletivos
para a construção conjunta de uma
nova realidade social.
Em todo estes contexto, percebemos
que a inclusão digital tem um papel
extremamente importante, pois
através das ferramentas livres e
abertas e das redes, temos inserção
em todos os campos da atividade
humana, política e social, e uma vez
bem planejada, gerida, participativa e
mediada representa uma revolução
silenciosa com grandes impactos na
inclusão social.
Ao finalizar este pensamento me
lembro de várias ideias, que sempre
estamos sugerindo a gestores, e
aqueles que tem poder de decisão,
mas infelizmente elas caem no silêncio
fatal da cansada burocracia e falta de
prioridades nos orçamentos públicos
para coisas inovadoras. Falo sempre da
ideia dos quarteirões digital como
solução bem focada e localizada para
estimular o desenvolvimento local
através da identificação de
competências, inteligências e
oportunidades criativas para solução
de problemas para cada micro
território de um bairro ou região de
uma metrópole.
Nesta ideia, o laboratório digital
comunitário, estaria em um espaço amplo
e bem equipado com rede sem fio (fibra
ótica), Um armário com 20 notebooks
armazenados nas 20 gavetas com 20
tomadas para carregamentos de bateria. O
salão principal seria usado para qualquer
reunião comunitária ou debate de
questões locais ou municipais que
afetassem aquela comunidade, nos
horários de oficinas ou outras atividade
técnicas, os notebooks seriam colocados
sobre a mesa para uso. (sala multiuso)
Portadores de Celulares, tablet, e outros
dispositivos móveis poderiam ser usados
na sala anexa como uso livre em horários
determinados.
Os usuários poderiam também trazer seus
próprios equipamentos para instalação, de
softwares e aplicativos livres e utilização
em oficinas mais avançadas.
Este laboratório estaria bem localizado em
uma região mais centralizada do Bairro e
atenderia os grupos de diversos
quarteirões do entorno, funcionando como
uma base de apoio tecnológico e formação
de rede local, que integraria
posteriormente a outros centros,
formando assim diversos nós das redes. Os
grupos ou cidadãos destas micro redes que
se destacassem e demandassem uma
formação mais ampliada se integrariam a
um laboratório central mais avançado.
A composição dos cadastrados neste
quarteirão digital, seriam assim divididas:
Crianças de 8 a 12 anos.
Adolescentes e jovens de 13 a 19 anos
Adultos de 20 a 40 anos
Adultos de 41 a 60 anos
Terceira idade de 61 anos acima.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 12
Grupos de famílias considerando todas
as idades de um domicilio.(integração)
Escolas públicas e privadas (integração
na educação)
Depois do estudo básico para todos os
grupos, estes grupos de formação
seriam subdivididos segundo seus
interesses e necessidades. Concluída
esta formação, iniciaríamos o
cadastramento de um novo quarteirão.
Este cadastramento ou inscrição seria
feito de casa em casa, com todos os
componentes das famílias, até fechar
todo o quarteirão. Lembrando que em
alguns momentos, algumas atividades
seriam realizadas em uma família, ou
em um espaço dentro do próprio
quarteirão, incluindo até instalação de
softwares e aplicativos livres nos
computadores pessoais das famílias,
com sua autorização ou pela adesão ao
projeto. Implantação de banda larga
para todos seria um dos objetivos.
Um agente de suporte técnico
especializado e treinado em
administração em Linux da comunidade
local, faria o atendimento técnico das
famílias que aderissem ao sistema,
cobrando uma pequena taxa por visita.
Um grupo de pessoas escolhido pelo
próprio quarteirão, formaria um comitê
consultivo, que se reuniria em períodos
determinados para avaliar o projeto e
sugerir melhorias e novas correções e
atualizações.
O projeto teria participação de
voluntários, agentes formadores,
universidades, prefeitura, Ongs,
pesquisadores, e aporte financeiro de
patrocinadores e dos 3 níveis de
governo através dos seus órgãos afins.
Teria também um fundo financeiro
comunitário, aberto a doações de qualquer
cidadão da comunidade e do mundo para
uma reserva, prevendo a continuidade,
quando cessassem os recursos públicos ou
pela mudança de governantes que que
porventura não viessem a reconhecer o
programa.
Esta é uma das ideias para que a inclusão
digital seja uma programa revolucionário
em qualquer região, principalmente nas
áreas mais densas e carentes de baixo
desenvolvimento sócio econômico.
Estas idéias foram inspiradas nos modos
de atuação do programa saúde da família,
mas de forma mais abrangentes e voltada
a inclusão digital plena. Há também
influência da ideia de escola aberta e
escola comunitária. A informação, a
formação e o conhecimento não deve estar
limitado as paredes de um salão, mas ir
para as ruas praças e casas, onde está a
diversidade.
Considero que o atendimento e articulação
demarcado por território faz uma
aproximação estreita e produtiva com a
comunidade, promovendo um
envolvimento maior dos cidadãos e um
despertar para a prática da cidadania plena
e conscientização social e comunitária
tendo como meio as tecnologias da
informação e comunicação.
Estes são os principais diferenciais em
relação aos antigos projetos de
implantação de telecentros, e até mesmo
em relação as cidades digitais, pois vai até
a população, onde ela está, muitas vezes
até resgatando pessoas do comodismo e
da inércia e despertando-as para uma nova
realidade possível, de acordo com cada
característica, cada habilidade, cada
necessidade, cada talento ou inteligência,
adormecidos em um aglomerado de
pessoas preocupadas com a sobrevivência
de cada dia.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 13
Destas e outras ideias, poderemos
trazer para a prática o que descreve o
Prof. Ladislau Dowbor neste artigo:
http://dowbor.org/blog/wpcontent/uploads/2014/06/Dowbor_20
05_Politicas-nacionais-de-apoioa_12148.pdf Ou o a concretização do
pensamento do sociólogo Manuel
Castels em seus livros e artigos sobre a
sociedade em rede.
Biografia:
Jesulino Alves, Nasceu em 11 de Junho
de 1964 na zona Rural do Municipio de
Caculé, Bahia a 750 Km de Salvador no
sertão do sudoeste Bahiano, e
Semiárido Nordestino. Ainda
adolescente participou da implantação
da Escola Familia Agrícola. (pedagogia
da Alternãncia) Participou da Fundação
do Sindicato dos Trabalhadores Rurais
de Caculé e das comunidades Eclesiais
de base no campo. Veio Para São Paulo
1985 e depois de trabalhar como
operário, trabalhou na implantação e
coordenação de telecentros
comunitários em bairros da zona leste
de São Paulo e Cidade Tiradentes.
Também participou de projetos
comunitários patrocinados pela
petrobrás. É ativista do Software livre
e da inclusão digital e membro da oscip
Coletivo Digital.
Website:
http://softwarelivre.org/mslguarulhos
Código Aberto X Código Fechado: Qual o
mais Seguro?
Estimados leitores, essa pergunta é a que
eu mais ouço em todos esses anos de
palestras e debates sobre segurança da
informação. Creio que essa dúvida sempre
se inicia com a afirmação: O código aberto
perde sua segurança por poder ser
visualizado por qualquer um que deseja
explorá-lo e o código fechado sai em
vantagem pois seu código não é visto por
qualquer um. Com vistas sobre essa
discussão, me senti estimulado a escrever
sobre segurança no Código Aberto X
Código fechado, pois geralmente esse
debate acontece em bares e pequenas
rodas em eventos de software livre, em
sua grande maioria acaba em nada. Isso
porque muitas vezes os defensores de
cada um dos lados toma isso de forma
‘religiosa’, apoiando-se em suas crenças e
não em suas reais fundamentações
teóricas. A análise desse assunto é
delicada, principalmente por causa de
alguns xiitas defensores de ambos os
lados. Neste artigo eu quis abordar o
assunto com total idoneidade para
preservar a idéia e não a predileção!
Esse tema ganhou mais força após a
divulgação da vulnerabilidade chamada de
Heartbleed. Para os que não sabem, essa
vulnerabilidade é um bug severo na
popular biblioteca de criptografia
chamada OpenSSL (Código aberto). A falha
permite roubo de informação protegida
pelas criptografias nos protocolos
SSL/TLS, esta que é de comum uso para
segurança na internet.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 14
Os protocolos SSL/TLS fornecem
comunicação segura e privacidade em
conexões de internet, muito utilizados
em aplicações web, email, mensageiros
instantâneos (IM) e redes de
comunicação privadas (VPNs).
Este bug permite que qualquer pessoa
na internet seja capaz de ler uma parte
da memória RAM dos sistemas
protegidos pelo OpenSSL. Assim
comprometendo as chaves de
identificação que os serviços utilizam
para criptografar o tráfego, este que
pode conter usuários, senhas e o
conteúdo enviado pelo usuário. Isso
permite que invasores que estão
monitorando sua comunicação, sejam
capazes de roubar suas informações
que estariam criptografadas
inicialmente.
O que não é visto nos artigos sobre
essa vulnerabilidade é que ela foi
corrigida em pouco tempo, antes
mesmo da notícia chegar aos
utilizadores dos sistemas e outros
serviços suportados pelo OpenSSL. Já
os sistemas proprietários demoraram
um pouco mais para resolver, sendo
que alguns ainda não conseguiram
achar uma solução. Da mesma forma
ocorreu com o caso de um problema
descoberto na implementação TCP/IP
de qualquer sistema operacional, em
1996. A correção para Linux(Código
Aberto) foi publicada em 20 minutos,
enquanto que para outros
sistemas(Código Fechado) demorou 2
dias úteis.
Há dezenas de outros casos semelhantes a
estes dois, mas o que devemos observar é
que o sistema operacional GNU/Linux é
utilizado por milhões de usuários pelo
mundo, assim então têm uma equipe de
desenvolvimento e programadores muito
mair que outros sistemas e programas.
Devemos nos atentar que utilizar
softwares de código aberto também não é
garantia de que você estará seguro, até
porque não existe nenhum
sistema/software 100% seguro!
Analisando o código fechado temos um
lado forte a seu favor que é a garantia que
não teremos pessoas pelo mundo todo
vasculhando e analisando o código em
busca de falhas e vulnerabilidades para
assim explorá-las. Dessa forma o código
fechado tem uma ligeira vantagem sobre
essa obscuridade. Um exemplo disso é a
Borland que liberou o código do Interbase:
eles esqueceram de remover um trecho do
código que abria um backdoor de
administração, dessa forma, foi descoberto
e removido assim que outros começaram a
olhar seu código fonte. Esse motivo foi de
muita vergonha para a Borland que é uma
grande empresa.
Um aspecto diferente a ser observado é
pela quantidade de desenvolvedores que
tem acesso ao código do software. Se
poucas pessoas revisam o código, a chance
de um erro estar inserido neste código é
muito maior do que quando há diversos
revisores. Podemos observar isso na
evolução da criptografia no mundo onde
no inicio de sua utilização substitui-se as
letras do alfabeto avançando três casas,
assim o autor da cifragem trocava cada
letra por outra situada a três posições à
frente no alfabeto. Esse algoritmo foi
responsável por enganar muitos inimigos
do Império Romano; no entanto, após ter
sido descoberta a chave, como todas,
perdeu sua funcionalidade.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 15
Depois de diversas possibilidades de
substituição serem descobertas
evoluiu-se então para a cifra, que é um
ou mais algoritmos que cifram e
decifram um texto. A operação do
algoritmo costuma ter como
parâmetro uma chave criptográfica. Tal
parâmetro costuma ser secreto
(conhecido somente pelos
comunicantes). A cifra pode ser
conhecida, mas não a chave; assim
como se entende o mecanismo de uma
fechadura comum, mas não se pode
abrir a porta sem uma chave real.
Dessa forma a cifra podia ser testada,
por diversos estudiosos, como
matemáticos e criptográficos da época,
para então verificar o quão seguro era
para ser utilizada. Fazendo uma
analogia, o código por ser aberto pode
passar por diversos desenvolvedores e
dessa forma podendo ser testados e
então apontar suas falhas e
vulnerabilidades.
Uma quantidade ilimitada de ferramentas
de segurança que tem uma grande equipe
de desenvolvedores/revisores dos seus
códigos pode ser listada como por exemplo:
OpenSSL, SELinux, PKI, IPTables entre
outros. Essas soluções vão tanto do
antivírus ao SIEM (correlacionador de
eventos), portanto o cansado argumento de
que não há confiança no código aberto não
é mais válido e além disso, resultados de
testes como o realizado por diversas
empresas, que colocou os firewalls
gratuitos de código aberto na frente das
soluções pagas para Windows, têm servido
para consolidar a argumentação favorável a
uma estrutura de segurança em código
aberto.
A ausência da pressão do ‘time to market’,
as soluções desenvolvidas pela comunidade
poderiam se focar exclusivamente na
qualidade e não precisam se preocupar em
manter um modelo de negócios viável. Por
terem sido criadas por paixão – contando
com estudantes e acadêmicos destacados –
as ferramentas não teriam as brechas
causadas pela pressa.
Podemos verificar então que tanto o
código aberto quanto o código fechado,
tem diversas vantagens e desvantagens
que se confrontam diretamente, mas
como observado o código aberto tem
uma vantagem inicial que é a
possibilidade de ser revisado por diversos
programadores e pessoas que
contribuem pra seu desenvolvimento,
ainda mais com o advento da internet e o
compartilhamento do conhecimento e
além disso se o desenvolvedor original
não desejar corrigir, você pode
simplesmente alterar o código para seu
uso e divulgar para comunidade o que foi
realizado, assim ajudando a disseminar
duas das liberdades que estão listadas na
ideologia do Software Livre.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 16
Se isso ocorre em um software de
código fechado os utilizadores ficariam
simplesmente aguardando o ‘dono’ do
código alterar se ele assim achar
necessário, isso se alguém descobrisse
a falha. Essa é a famosa `prisão` é a tão
falada no meio dos defensores do
código aberto e um dos argumentos
mais fortes para adoção desta
vertente. É obvio que as empresas de
segurança de grande porte vão
defender o seu modelo em relação ao
da concorrência em código aberto. Da
mesmo modo, está clara a larga
utilização das ferramentas
desenvolvidas com código aberto no
universo corporativo.
Independente da escolha do Lado A ou
do Lado B, o mais crucial como fatore
crítico de sucesso é buscar sempre
softwares com códigos que são bastante
auditados, já que a discussão é software
seguro. Verificar a quantidade de
contribuidores no desenvolvimento
deste código e principalmente visar a
interoperabilidade, a disponibilidade, a
integridade e a confidencialidade dos
softwares utilizados em seu parque
computacional, é o foco prioritário para
assim atingir o conceito básico da
segurança da informação e
comunicações.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 17
Autor
Alcyon Junior, evangelizador do
software livre, é Consultor de
Segurança Cibernética das Nações
Unidas, Professor na Univesidade
Católica de Brasília e mantenedor do
Portal TIC http://portaltic.com.
Possui três graduações em Tecnologia
de Informação, com ênfase em redes
de computador. Certificado em ISFS
ISO/IEC 27002, CNAP, LPIC-1 e Macfee
Vulnerability Manager. Pós-graduado
em Redes de Computador pela CISCO e
MBA em Governança de TI. Mestre em
Gestão do Conhecimento e da
Tecnologia da Informação com ênfase
em Segurança Cibernética pela
Universidade Católica de Brasília.
www.elosolidario.org.br
O Elo solidário é uma organização
Comunitária que tem como objetivo:
Promover a Cidadania e o Desenvolvimento
Social.
Venha fazer parte deste
elo de solidariedade:
www.elosolidario.org.br
Guia - Pós Instalação Ubuntu 14.04 LTS
Você acabou de instalar o novo Ubuntu e
tem dúvida de o que fazer para torná-lo
ainda mais simples para um usuário
padrão. Neste pequeno tutorial pretendo
ajudá-lo com estas dúvidas comuns aos
iniciantes.
O primeiro passo é "Atualizar todo o
sistema". Para isto clique no botão de
inicio do ubuntu e digite na caixa de
pesquisa:
Atualizador de Programas
Com este programa você conseguirá
atualizar o Ubuntu caso haja alguma
atualização, basta aguardar o procura
procurar as atualizações e clicar e
"instalar", digite a sua senha de usuário e
confirme, agora é só aguardar.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 19
Aceleração 3D e Algumas placas Wifi
necessitam de um "Driver adicional".
Como estes pacotes de programas
geralmente não são livres é necessário
sua instalação.
Clique no menu de inicio do ubuntu e
digite: "Drivers adicionais".
Aceleração 3D e Algumas placas Wifi
necessitam de um "Driver adicional".
Como estes pacotes de programas
geralmente não são livres é
necessário sua instalação.
Clique no menu de inicio do ubuntu e
digite: "Drivers adicionais".
Clique no driver "Se aparecer" e
"Aplicar alterações" - Aguarde o
download do driver e sua instalação
que é automatizada.
Codecs de Audio e Vídeo
Para que você consiga escutar suas músicas
em Mp3, acessar o site do youtube (que
requer o flash), visualizar videos em quase
todos os formatos é necessário instalar um
pacote de codecs.
Abra a central de programas do Ubuntu
linux e pesquise:
ubuntu-restricted-extras
Faça sua instalação. Procure também:
libavcodec-extra
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 20
Skype para linux?
Acessar Internet
Banking
Sim. A Microsoft mantém um pacote de
instalação do Skype para ubuntu. Basta
Para acessar Internet Banking geralmente
acessar o site: http://www.skype.com/pt- é necessário que você habilite o plugin do
br/download-skype/skype-for-computer/ Java da Oracle. Vamos fazer isto pelo
terminal de comandos, de modo indolor
E fazer download do pacote de instalação eu prometo :-). Clique no menu de inicio
.deb
do ubuntu e digite - Terminal - Abra-o:
Recomenda-se fazer o download do
pacote: Ubuntu 12.04 Multiarch.
Após o download, dê dois cliques no
arquivo, digite sua senha e aguarde a
instalação.
Navegador Chrome
Para quem curte este navegador, os
procedimentos são simplórios como os
da instalação do skype. Acesse o site:
https://www.google.com/intl/ptBR/chrome/browser/
Faça download do pacote .deb (Escolha
a arquitetura .32 bits ou .64bits) Dê
dois cliques no arquivo após a
instalação digite sua senha e aguarde.
No terminal de comando digite um
comando por vez e aperte <enter>
sudo add-apt-repository
ppa:webupd8team/java
sudo apt-get update
sudo apt-get install oracle-java8-installer
ubuntu-restricted-extras libavcodec-extra
Toda edição testaremos em
uma semana uma distribuição
de Gnu/Linux. Desta vez
testamos o novissímo
OpenMandriva.
Se você nunca viu estes box do Sistema
Operacional Conectiva Linux à venda nas
casas bahia ou em qualquer outro lugar
não se preocupe, eles não estão mais a
venda já faz algum tempo.
A Conectiva foi uma companhia fundada
em 28 de Agosto de 1995 em Curitiba,
Paraná, Brasil, por um grupo de amigos,
juntamente com Arnaldo Carvalho de
Melo, que foi um pioneiro em
distribuições Linux e softwares livres no
Brasil e em toda a América Latina.
Além da distribuição Linux para o mercado
da América Latina, a Conectiva
desenvolveu uma série de produtos e
outros serviços direcionados ao mercado
de utilitários para softwares livres,
incluindo livros, manuais, e softwares
adicionais como o Linux Tools e suporte a
toda a América Latina através de seus
centros de serviços e parceiros.
Mas a Conectiva vendia box com sua
distribuição de Linux? Sim. Não existe
nenhuma proibição do software livre à
respeito de vender o sistema. O que não
pode é você negar de distribuir o código
fonte do sistema.
O Código fonte é a receita de bolo e
ela estava presente no box vendido
pela conectiva. Então eles cobravam na
verdade pela caixinha com manual e o
trabalho de compilação e suporte do
sistema incluso.
Em Janeiro de 2005 a Brasileira
Conectiva foi vendida para a empresa
Alemã MandrakeSoft pelo valor de
1.79 milhões de Euros, no mês de abril
deste mesmo ano a MandrakeSoft
mudou o nome da empresa para
Mandriva.
A Mandriva desenvolve uma
distribuição de Gnu/Linux com o
mesmo nome da compana (Mandriva
Linux).
Em 2010 a Mandriva começou a
apresentar problemas financeiros e
rumores pipocaram na web informando
que a empresa estaria em leilão.
O fato é que a situação da empresa
assustou os usuários do sistema
operacional Mandriva Linux.
Uma parte da diretoria e de
programadores que se afastaram da
compania criaram uma alternativa para a
comunidade de usuários do Mandriva
Linux chamada de Mageia Linux.
https://www.mageia.org/pt-br/
Atualmente a empresa Mandriva continua
ativa e se recuperando financeiramente e
agora ela apoia um projeto livre chamado
"OpenMandriva".
O OpenMandriva utiliza o sistema de
pacotes RPM (Red Hat Package Manager)
um sistema simples de instalação de
pacotes. A interface padrão do sistema é o
KDE, ambiente estável e bonito.
Minhas considerações:
O OpenMandriva é rápido, simples de
se utilizar e muito focado no usuário
iniciante.
O seu painel de configurações lembra
um pouco o painel de controle do
Windows o que ajuda aos usuários
que estão migrando deste sistema
operacional.
No entanto; O OpenMandriva utiliza
o gerenciador de pacotes RPM o que
dificulta a instalação de diversos
aplicativos que ultimamente são
feitos pensando-se no Ubuntu (.deb).
Uma novidade no OpenMandriva é o
OpenMandriva Welcome que ajuda
usuários inciantes na instalação de
programas e configuraçao do sistema.
A ferramente é intuitiva e ajuda o usuário
por exemplo à instalar o Skype ou
configurar uma impressora.
Nos meus testes o "Welcome" falhou na
instalação do VirtualBox e do Flash Player;
acredito que por quê eu utilizava a versão
de 64 bits.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 24
Durante minha semana de uso nesta
distribuição tive diversos erros de
dependência de bibliotecas para a
instalação de diversos aplicativos o
que me faz pensar se ele esta pronto
para o usuário migratório do
windows. Nesta coluna da revista
testaremos durante uma semana uma
distribuição de Gnu/Linux com a ótica
de um usuário iniciante. (Evitaremos
à utilização de linha de comando)
para a resolução dos problemas.
Assim saberemos qual distribuição de
Gnu/Linux é mais user-friendly e de
certo modo o ajudaremos na escolha
de sua distribuição.
Liberte-se do Windows com o kubuntu
Guia para iniciantes
Kubuntu é uma variante do Ubuntu que
utiliza o KDE como interface padrão ao
invés do Unity usado no Ubuntu.
Neste artigo vou abordar o Kubuntu como
uma opção ao Microsoft Windows pela
similaridade gráfica da interface gráfica
KDE com o Windows 7, que deve, assustar
menos o usuário novato do que o Unity
com sua barra lateral e menu de tela cheia.
Ubuntu 14.04 padrão Unity
Download do Kubuntu:
http://www.kubuntu.org/getkubuntu
O Kubuntu 14.04 é LTS (Long Term
Support) o que significa que a versão
de desktop terá suporte pôr 3 anos e a
versão para servidores terá suporte
para 5 anos. Após o download que tem
a extensão de arquivo .iso grave pelo
seu windows clicando com o botão
direito do mouse e escolhendo a opção
(Gravador de imagem do windows).
Após gravar o DVD reinicie o seu
computador. Lembre-se de configurar a
ordem de boot de sua BIOS para iniciar
pelo DVD-ROM. Se não souber fazer
isto, recomendo:
http://www.hardware.com.br/guias/m
ontagem-manutencao-micros/opcoesboot.html
Kubuntu 14.04 padrão KDE
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 26
Na primeira etapa após o inicio pelo DVDRom você deve escolher o idioma e clicar
em "instalar Kubuntu".
A próxima Fase é a verificação de espaço
de instalação. Sendo que você pode deixar
o seu antigo sistema operacional rodando
em dual boot com o Kubuntu. Não será
nosso caso, faremos a instalação de um
único sistema operacional na máquina
portanto e necessário que você faça
backup de seus arquivos como musicas e
fotos. Aqui nessa tela basta selecionar :
Instalar esse programa de terceiros
Instalar atualizações enquanto instala.
E clicar em continuar no
canto inferior direito da tela:
A próxima fase será a de instalação. Como
se lê ali, existem duas formas de
instalação:
Assistido, usar o disco inteiro ou Manual
Utilizaremos a primeira "Assistido" que
como você pode ver na imagem já veio
selecionada portanto é só clicar mais uma
vez no canto inferior direito da tela em:
Instalar Agora
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 27
Aqui escolheremos o nosso fuso horário.
Se você já optou antes em língua
português-BR ela já vem com a opção São
Paulo selecionada portanto basta clicar
novamente no canto inferior direito em
continuar.
Após esta etapa configure o teclado
conforme imagem acima. Perceba que toda
a instalação já te da as opções marcadas
em uso geral bastando você clicar em
continuar. É importante que você leia, sem
duvida, aqui o nosso caso de escolha de
teclado. Quase todos os teclado seguem
esse padrão caso esse não seja o seu caso
escolha seu modelo de tecladoe clique em
continuar.
A próxima etapa será de configuração de
nome do usuário do sistema e cópia dos
arquivos, após reiniciar o sistema retire o
DVD e aguarde a inicialização pelo HD.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 28
Área de Trabalho Comum
Se você curte a àrea de Trabalho com
ícones, seguindo o estilo do Windows 7,
clique com o botão direito e vá em
"Configurações da area de trabalho" - Em
Leiaute coloque na opção: Pasta.
Veja imagem ao lado.
Lançador simples ou não.
Clique com o botão direito no menu
iniciar - K na barra de tarefas e
selecione "Mudar para estilo clássico
de menu" para quem curte um menu
mais no estilo do Windows 98. Faça o
mesmo se deseja retornar ao menu
padrão do kde 4.
Cadê o Painel de controle?
Clique no menu iniciar k - Computador - Configuração do sistema
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 29
Resolução do Monitor
Como as ferramentas deste painel de
configuração são simples e intuitivas,
vamos abordar somente as mais
comuns para os usuários iniciantes.
Na opção tela e monitor você pode
alterar a resolução do seu monitor.
Gerenciamento de Energia
Nesta opção você faz os ajustes de
energia para seu notebook. Você pode
configurar o brilho da tela, tempo para
a suspensão do sistema e o que fazer
quando baixar a tampa do laptop.
Mensageiro do Facebook e Google
Esta é uma opção interessante para
quem possui muitos amigos nestas
redes. O Kubuntu já possui um serviço
de chat integrado. Escolha a opção
"Mensageiro instantaneo e VOIP" e
clique em adicionar contas.
Após configurar suas contas, você terá
um ícone na barra de tarefas próximo
do volume. Por padrão você vai estar
desconectado, basta abrir o serviço
clicando no ícone e depois colocar
como conectado. Conforme mostra a
imagem ao lado.
Tux 4 You - A revista do iniciante em Linux | 30
Ouvindo suas músicas em grande estilo
O Kubuntu vem com o player de música
Amarok que permite além de tocar seus
arquivos .mp3 e .ogg saber informações
adicionais sobre o artista, o albúm e a
música além de exibir as letras.
Configurando o Wikipédia
Configurando o local das Músicas
Caso esteja em inglês (Padrão) clique
no ícone abaixo:
Ao executar sua música você pode
acompanhar informações sobre a
banda no wikipédia.
O primeiro passo ao abrir o Amarok é
configurar as pastas e subpastas que
possuimos com as músicas.
Clique no menu superior - Configurações Configurar Amarok
Depois clique em "Coleção Local"
Escolha sua pasta com as músicas, clique
em aplicar e ok. (Aguarde)
Configurações de idioma do Wikipédia
- Selecione português.
Instalando aplicativos:
Clique no menu iniciar K - Computador Descobridor do Muon (Central de
aplicativos).
O software é intuitivo:
Clique em uma sessão (Exemplo:
Acessórios), escolha o aplicativo e clique
em instalar.
As dicas de pós instalação do Ubuntu 14.04
que estão nesta revista na página 19 servem perfeitamente para o Kubuntu.
O Kubuntu já vem com diversos aplicativos
para o usuário doméstico como o
Libreoffice (Pacote Office) e o Firefox
(Navegador WEB), vamos porém conhecer
alguns aplicativos que você pode instalar
pelo Muon e que são fantásticos.
Começaremos pelo Jogo "0 a.d"
acompanhe na próxima página.
0 A.D é um jogo de estratégia em tempo
real que lembra a franquia "Age of
Empires" no entanto 0 A.D é opensource.
O game começou a ser desenvolvido em
2001 com a colaboração de várias ideias
diferentes. A primeira ideia foi um pedido
fã elaborado por um grupo de "gamers,
chamado Tonto Clan", Eles compilaram um
design para um remake do Age oF empires:
The Rise Of Rome e enviaram para os
desenvolvedores da Ensemble Studio que
não curtiram a ideia pois estavam focado
em um jogo de mitologia (Age of
Mythology) Ainda bem :-)
A segunda ideia surgiu de uma equipe de
modding chamada Widfire Games, eles
completaram um Mod grande para o Age
of empires II: The Age of Kings (AOK)
chamado "Roma At War" buscando
expandir o sucesso eles começaram a
desenvolver um outro MOD em uma escala
maior mas descobriram que não podiam
mudar muitas caracteristicas do motor
AoK (De código proprietário), levando-os a
olhar para o desenvolvimento de um jogo
autônomo.
Por último, mas não menos importante,
um projeto de modding fantasia, mais
tarde chamado de The Last Alliance (TLA),
começou a estudar a criação de sua própria
modificação, e também estava interessado
na possibilidade de criar um jogo
independente com o seu próprio motor.
"Um dos melhores jogos
de código aberto para
linux sem dúvida".
Embora num primeiro momento, estes
três grupos interagiram de forma
independente sobre o fórum de Age of
Kings heaven, um fansite AoK, eles
unificaram suas idéias para o conceito
de um freeware, motor de jogo
independente para apoiar 0 AD e TLA,
no inverno de 2001/2002. Jason
"Wijitmaker" Bispo, de 23 anos de
idade, de Edwall, Washington, assumiu
a liderança e iria continuar a gerenciar
o projeto para os próximos 6 anos.
Até 2009 o jogo seguia seu
desenvolvimento com o código
fechado. Com a falta de
programadores o jogo estava seguindo
um processo lento de desenvolvimento
e rumava ao fracasso.
Mas em julho de 2009 o projeto tornouse aberto com a licença GPL. Muita
coisa tem evoluido no game desde
então e recomendo que você conheça!
Conheça novos sistemas operacionais
através de virtualização.
Se você está curtindo o mundo linux e
queria instalar diversas distribuições
Gnu/Linux para saber com qual você
melhor se identifica, nada melhor, que o
virtualbox. Ele é amigável e simples.
O sistema hospedeiro pode ser instalado
em Windows, Linux e Mac Os. No caso do
kubuntu você encontra ele na central de
aplicativos. A virtualização é um grande
negócio em servidores para aumentar a
eficiência do hardware, e é um dos blocos
de fundação da "tecnologias nas nuvens".
Nesta era de hardware poderoso, a
virtualização é barata e abre um vasto
mundo de possibilidades. Eu uso o
VirtualBox para manter várias instâncias
de desenvolvimento e para que eu possa
experimentar livremente e explodir coisas
sem se preocupar em perder qualquer
coisa. Quanto mais poderoso o seu
sistema, melhor, porque você estará
executando vários sistemas operacionais
ao mesmo tempo, então, invista em
memória RAM e um processador com
vários núcleos.
O meu equipamento de uso é um
notebook samsung - Core i5 com 4GB de
RAM (pouco) mas funciona tranquilo para
virtualizar uma distribuição de linux.
A instalação de um sistema operacional
convidado é fácil. Primeiro faça
download de uma imagem ISO de
instalação da maneira usual. Abra o
VirtualBox e clique no botão azul
bonito. Você verá uma janela como na
ao lado. Basta preencher as
informações e clicar em Avançar. Na
próxima tela você irá alocar memória.
Virtualbox, por qualquer motivo,
recomenda 512 MB, o que não é
suficiente para a maioria das
instalações. Se você está instalando
uma distribuição (servidores), sem
gráficos é o suficiente, mas se você
quer gráficos, então coloque mais,
como se você estivesse fazendo uma
instalação autônoma.
Eu estou dando 4GB para o CentOS.
Esta memória não estarão disponíveis
para o meu sistema host (Kubuntu),
quando CentOS está em execução.
Nas próximas duas telas você irá criar um
novo disco rígido virtual no formato VDI
(imagem de disco VirtualBox). Na próxima
tela, você tem que escolher um arquivo de
disco rígido fixo ou alocada
dinamicamente. A de tamanho fixo irá
proporcionar um desempenho um pouco
mais rápido, ao custo de ocupar o espaço
de armazenamento não utilizado.
Após estas configurações você irá retornar
ao painel de controle principal do
VirtualBox, onde você pode clicar no botão
Iniciar.
Clone
Depois de ter criado sua imagem de
virtualização você pode cloná-la. Você
tem uma escolha de um clone
completo ou um Clone Linked.
A Clone completa é uma cópia
completa e independente, que você
pode se movimentar e realizar
experiências terríveis sem afetar a
imagem original. A Clone Linked
compartilha arquivos com o original.
Sabe quando você não sabe se instalar
algo pode ser destrutivo ao sistema?
Clone antes, teste. :-)
Exportar VM
Este é o meu recurso favorito: criar
uma VM de uma certa maneira,
exportá-lo como um dispositivo, e
então ele pode ser facilmente
importado por outros usuários em seus
próprios sistemas VirtualBox.
Lembre-se de clicar em "Armazenamento"
ou Storage se sua versão estiver em Inglês
e configuar o disco (drive) para iniciar pela
sua imagem ISO.
E isso é tudo que você precisa fazer para
uma instalação básica novo sistema
operacional. Uma coisa que muitas vezes
assusta o iniciante é a captura do mouse:
para liberá-lo da janela do VM, mantenha
pressionada a tecla Ctrl direita.
Você pode configurar isso em Arquivo>
Preferências, em seu painel de controle
VirtualBox principal.
Aplicativos excelentes para Linux
A principío o título era "Os melhores
aplicativos para linux" mas antes mesmo
de começar a escrever sobre, foi tanta
discórdia que o melhor a se fazer foi mudar
o título.
Editor de imagem
Isto por quê o que pode ser "Melhor para
mim, pode não ser para você" e como o
Linux possui geralmente diversas opções
só me restou escrever : Aplicativos
excelentes para linux.
Manipulador de fotos
Suite escritório
Escolher o LibreOffice é algo fácil. Ele é o
padrão para praticamente todas as
distribuições Linux. Sua compatibilidade
com o Microsoft Office torna ele uma boa
escolha para usuários que necessitam
trocar documentos com seus colegas de
trabalho que usam esta plaforma
proprietária.
Player de música
Este foi um cara complicado de escolher.
Realizei até uma enquete na rede social
Tux 4 You, que ficou em empate.
Eu curto o Amarok no qual já escrevi aqui,
por quê já vem com o plugin de "letras" e
"wikipédia"; porém, se estiver utilizando o
Gnome ou unity eu não recomendo, pois
ele é basicamente escrito para KDE e
apesar de funcionar em outros ambientes,
será necessário instalar diversas
bibliotecas do KDE o que tornará o player
pesado em outro ambiente.
O GIMP já se consolidou com o melhor
editor de imagem para Linux e eu não
poderia mudar este status.
Showtell - É o padrãopara o Fedora e
Ubuntu, e lida com fotos RAW assim
como JPEG.
Eletambém tem um bom conjunto de
recursos básicos de edição para cortar,
se livrar de olhos vermelhos em fotos,
etc...
Cliente de e-mail
Thunderbird:
Eu utilizo muito clientes de e-mail, já
passei pelo K-mail (padrão do Kubuntu)
evolution, entre outros. Mas o
Thunderbird é fácil e simples, além
disto, é multiplataforma e você sempre
poderá configurar tudo em qualquer
lugar do mesmo modo.
Gravar CDs
Meu coração fica dividido neste ponto.
Então vou colocar os dois em minha
lista (Brasero e K3B).
Baixar músicas
Amule - mesmo que eMule, limewire e
Frostwire. Tenho conseguido muita
coisa com o Amule. Então fico com ele.
Vídeos- Filmes
Faz algum tempo que não paro para
assistir algo no computador. Mas fico
com o VLC pelo suporte à legendas.
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http://www.linuxtotal.org
Considerações Finais:
Sempre agradeço em todos os meus trabalhos minha esposa e minha filha. Para
realizar esta simples edição de 40 páginas, tive que abrir mão de algum tempo que
poderia estar aproveitando com elas, mas elas me apoiam, sabem que adoro
compartilhar conhecimento sobre Linux e opensource; então: Fernanda e Giovanna,
amo vocês!
Sobre esta revista; ela não vai continuar mais neste formato (PDF); os planos seguiram
outro caminho, mas se você gostou devo acalmá-lo: A próxima edição será mais
dinâmica e eletrônica - Com vídeo-aula e muito mais. Aguardem.
Estou procurando colaboradores para este próximo trabalho que será o "Olhar digital"
do software livre. Se você curtiu a ideia, procure pôr mim na rede social Tux 4 You.
www.rede.tux4.com.br - grubelilo.
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