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Informativo mensal para os EMPREGADOS da cemig
A energia dos
quatro elementos
Crescimento da Sustentabilidade
Grupo Cemig
Encarte 60 anos
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POnto a ponto
Valor de mercado
especial
Aniversário
comunidade
Ligações clandestinas
energia vital
Viagem
Saiba mais sobre este indicador
60 anos da Cemig
Identificação de fraudes
Empregado conta sobre aventura
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da redação
Curtas sobre a Empresa
grupo cemig
Conheça a Axxiom
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Segurança do trabalho
Simulador de acidentes
gente nossa
Colecionador de bottons
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memória
Conheça histórias sobre JK
Anúncio
Aniversário da Cemig
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Ser Sustentável
Crescimento da Sustentabilidade
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T
E
Informativo mensal para os empregados
Redação:
Ilustração:
da Cemig
Adelle Soares, Henry Bernardo, Renata Ellera,
Henry Bernardo, Rafael Marques
Editado pela Superintendência de Comunicação
Roosevelt Rodrigo, Sandramara Damasceno
e Weisvisthértini Barbosa
Empresarial (CE) – Correspondência interna:
e Tatiana Rezende
Diagramação:
SA/19/A2 – Fone: (31) 3506 2760
Estagiários:
Interface Comunicação Empresarial
Editor Responsável:
Alexandre Diniz, Isabela Souza e Rafaella Barboza
Impressão: Gráfica 101
João Batista Pereira - Reg. No 6159 – MTE
Apoio: Comitê de Comunicação da Cemig e Equipe
Tiragem: 10 mil exemplares
Coordenação de edição:
Comunicação e Imagem da RC
Terezinha Crêspo de Rezende, Paulo Tarso Rezende
Fotos:
Tobias, Sandramara Damasceno e Tatiana Rezende
Eugênio Paccelli, Ronaldo Guimarães e colaboradores
Filiado à:
Da Redação
XX Sendi será em outubro
No mês de outubro, entre os dias 22 e 26, será realizada
a vigésima edição do Seminário Nacional de Distribuição
de Energia Elétrica - Sendi. O evento, que acontece a
cada dois anos, é considerado o mais importante do setor,
promovendo troca de experiências e conhecimento entre as
concessionárias e renomados palestrantes internacionais.
O seminário, realizado esse ano no Rio de Janeiro, é
também oportunidade para divulgar os trabalhos técnicos
das empresas.
Novo Centro Integrado de Medição da Cemig
Com o objetivo de aperfeiçoar os procedimentos de faturamento e perdas e contribuir para a operação e o planejamento do sistema elétrico, a Cemig instalou o Centro Integrado de Medição – CIM. Dentre outras ações, o CIM é
capaz de monitorar a leitura do medidor, a programação de
corte e religamento e até mesmo identificar fraudes e interferências indevidas. Foram investidos R$ 12 milhões para
trazer à Empresa mais qualidade e agilidade na prestação
de serviço à sociedade.
Três anos de Premiar
Em 2009, a Cemig criou o Programa Especial de Manejo
Integrado de Árvores e Redes – Premiar, com objetivo de
implantar políticas e ações que visam o manejo inteligente da arborização urbana. Durante esses três anos, foram
percorridos mais de 4.000 km e realizadas 259.636 vistorias. Por meio de ações face a face, feitas por agentes de
comunicação que percorrem as áreas onde há retirada de
árvores ou plantio, o Premiar busca a mudança de cultura no que diz respeito à arborização urbana. Para 2012, o
Programa pretende consolidar ainda mais suas ações e se
expandir para Contagem.
Os quatro
elementos
EDITORIA
Há 60 anos, a Cemig gera energia para Minas e para o Brasil. No princípio, a Água se fez luz e força para iluminar e impulsionar o progresso
do nosso estado. Por meio da construção de usinas hidrelétricas, a
Empresa expandiu o sistema elétrico e conseguiu gerar energia de
qualidade aos seus consumidores.
O Sol, amigo da água, viu, pelos nossos olhos, que também poderia
gerar energia para nosso conforto. Poderia aquecer a água e armazenar em baterias a força necessária para acender muitas lâmpadas. E,
assim, fez-se nova parceria.
Por um sopro suave, lembrou-nos o Vento que também tinha condições de contribuir com sua força. Eólica foi a terceira energia a entrar
no circuito, na rede, no sistema de transmissão. Geração limpa, perene, sustentável.
O quarto elemento esteve desde o princípio da criação, em 1952. O
elemento Humano, com o calor das mãos que se apertaram e o brilho
das mentes que construíram nossa Empresa e a fizeram líder do setor.
A energia dos empregados e colaboradores harmonizou todos os elementos para produzir muita energia, garantindo progresso e abrindo
as portas para o futuro e para o mundo.
O conjunto dessas energias fez a Cemig chegar aos 60 anos com muito estilo. Sem deixar as raízes de Minas, tornou-se global atuando não
apenas em todo no Brasil, mas também no Chile e com acionistas
espalhados em 40 países.
Neste mês de comemorações, o Energia da Gente também traz
uma novidade: sua nova logomarca, com fonte moderna, cantos
retos e geométricos. Balões de diálogos estilizados foram incorporados à marca.
A cor também passou por modificações. O contorno verde escuro
ou o verde cítrico dão destaque à marca sobre qualquer fundo ou cor,
independentemente da capa do jornal.
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03
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onto a ponto
Valor de Mercado
“Estar, em 2020, entre os dois maiores grupos de
energia do Brasil em valor de mercado, com presença relevante nas Américas e líder mundial em
sustentabilidade do setor”. Esta é a visão de futuro da Cemig, que tem o valor de mercado como
seu principal indicador.
Nesta entrevista, o superintendente de Relações
com Investidores (RI), Antônio Carlos Velez Braga, conta um pouco sobre o valor de mercado, importante indicador para a Empresa.
Energia da Gente - Por que o valor de mercado foi escolhido
como indicador da visão de futuro?
Velez - Ele foi escolhido porque reforça a identidade corporativa de grupo empresarial com várias empresas em diversos negócios. Também é amplo o suficiente para abranger
os negócios da Empresa: geração, transmissão, distribuição, comercialização e serviços em energia elétrica; telecomunicações; exploração e distribuição de gás.
EG - Qual o significado de Valor de Mercado?
Velez - Valor de Mercado é o resultado do preço das ações
de uma companhia multiplicado pela totalidade de suas
ações disponíveis no mercado. No caso da Cemig, esta
métrica é composta pela soma dos preços das ações preferenciais e ordinárias, multiplicados por suas respectivas
quantidades.
Além disso, ele reflete o valor que o mercado atribui à Empresa num determinado momento, considerando os ativos
e a geração de caixa, bem como suas expectativas quanto
aos resultados futuros. Quanto melhor forem os desempenhos - atual e esperado - melhor a Empresa será precificada
no mercado investidor, aumentando o seu valor de mercado e, consequentemente, o preço de suas ações.
EG - Qual é a importância desse indicador?
Velez - Ele é importante porque o indicador “Valor de Mercado” é de fácil apuração e comparabilidade. Normalmente, quando ocorrem oscilações no mercado, todas as empresas comparáveis são afetadas de certa forma.
EG - Como a Empresa estava classificada em relação ao seu valor de mercado à época do estabelecimento da visão, em 2009?
Velez - Naquela época, a Cemig estava em quarto lugar
atrás de Petrobras, OGX Petróleo e Gás e Eletrobrás. Seu
valor era de R$ 17.875 milhões. A Empresa estava à frente
da CPFL, Tractebel e Copel.
No ano de 2009, estávamos na quarta colocação em valor
de mercado, com números bem abaixo dos três primeiros
colocados.
04
EG - E agora, como está o posicionamento da Empresa?
Velez - Atualmente, a Cemig está posicionada entre as
maiores no ranking da bolsa de valores brasileira. É a maior
empresa de energia elétrica do país e está em terceiro lugar no setor de energia, apenas atrás de Petrobras e OGX
Petróleo e Gás.
Hoje, estamos com números bastante superiores aos
nossos concorrentes diretos: CPFL, Eletrobras e Tractebel. Esta evolução mostra que o mercado tem reconhecido a estratégia da Cemig e os seus resultados como positivos, acreditando no bom desempenho, atual e futuro,
da Companhia.
Novidade na UniverCemig
Os alunos do treinamento de Direção Defensiva da UniverCemig encontrarão uma novidade durante as aulas. Em
atendimento a IS-12 - Autorização para Conduzir Veículos da
Empresa e para proporcionar ao participante um curso diferenciado, com técnicas modernas sobre direção defensiva,
eficaz e responsável, a Universidade Corporativa adquiriu
um modelo de simulador de capotagem.
Durante a aula prática no simulador, os alunos são treinados
a retirarem o cinto e a sair do veículo capotado, em duas
posições (de cabeça para baixo e tombado para o lado), de
forma correta e segura.
segurança do trabalh
O
Curso
Integrante do Eixo Energia e Sustentabilidade, da Escola de
Cultura e Sustentabilidade da UniverCemig, o curso foi preparado para todos os empregados efetivos, contratados,
estagiários, entre outros, que necessitarem conduzir veículos da Empresa. Até o final do ano, a UniverCemig pretende atender a uma demanda de 900 pessoas treinadas. Em
cinco anos, a meta é capacitar 7 mil.
Segundo o instrutor técnico, Anderson Rodrigues, da Gerência de Educação Corporativa e Gestão do Conhecimento (RH/EC), o simulador foi adquirido com o objetivo de
proporcionar ao participante do treinamento a sensação
de um capotamento e verificar, na prática, a eficácia do
cinto de segurança, para fins de conscientização quanto
ao uso do dispositivo, além de ensinar manobras para a
retirada do cinto, que exige alguns cuidados quando o carro
está capotado.
“O simulador foi concebido a partir da necessidade de se
melhorar o curso de direção defensiva já existente e que
vinha sendo ministrado pelo SEST/SENAT, com conteúdo
100% teórico. Conforme os resultados das avaliações de
eficácia de treinamento, foi detectada a necessidade de
melhoria do curso. Diante do fato, foi feito um desenho
instrucional, com base nos dados estatísticos da Empresa,
e adaptando-o à nossa realidade. A elaboração de pistas
específicas para o treinamento e construção do simulador
são uns dos exemplos de adequação”, declara.
Eu curto compartilhar
Durante aula prática, alunos são treinados a retirarem
o cinto e sair do veículo
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃ
O
05
E
SPECIAL
60 anos
Sessenta anos de conquistas, vitórias e reconhecimento mundial.
Desde a sua criação, em 1952, a Cemig gera energia de qualidade
para os mineiros. Ao assumir o Governo de Minas Gerais, em janeiro de 1951, Juscelino Kubitscheck, baseou-se no binômio ‘Energia e
Transporte’, para promover o crescimento da economia de Minas. E,
entre os seus ideais, estava a criação de uma empresa elétrica no Estado. Originalmente denominada Centrais Elétricas de Minas Gerais
S.A., a Cemig se tornou realidade em 22 de maio de 1952. Em 1960,
a Empresa já atendia a 80 mil consumidores de 51 cidades mineiras.
Hoje, a Cemig é responsável pelo atendimento de cerca de 33 milhões
de pessoas em 805 municípios de Minas Gerais e Rio de Janeiro (com
a inclusão da Light) e pela gestão da maior rede de distribuição de
energia elétrica da América do Sul, com mais de 460 mil quilômetros
de extensão. Além disso, a Empresa atua fora do país, com a construção de uma linha de transmissão Charrúa, localizada em Nueva Temuco, no Chile, que entrou em operação em 2010. Este ano, a Cemig
alcançou a posição de maior grupo do setor de energia elétrica em
valor de mercado na América Latina: 31 bilhões.
Água
Após a sua criação, a Empresa partiu para as providências práticas. A
sua preocupação inicial era a geração de energia, e Minas Gerais oferecia o primordial para propagar o desenvolvimento industrial do Estado
e iluminar as cidades: água. A abundância desse recurso natural foi
indispensável para gerar energia limpa a todos os seus consumidores. Com a construção das usinas hidrelétricas, que usam a força das
águas e têm a vantagem de não poluir o meio ambiente, o objetivo
principal começou a ser alcançado. A Cemig era conhecida como ‘fábrica de usinas’.
As três primeiras usinas hidrelétricas construídas foram: Tronqueiras,
Itutinga e Salto Grande – todas elas inauguradas entre os anos de 1955
e 1956. Já na década de 60, a Cemig se destacou no setor elétrico
com a construção da primeira grande usina, Três Marias. Localizada
no rio São Francisco, a 270 quilômetros de Belo Horizonte, a usina foi
construída em tempo recorde para produzir energia abundante e barata, com capacidade atual de 396MW. É considerado, também, como
o primeiro reservatório de uso múltiplo do Brasil, pois provê geração
Hoje, 98% da energia gerada da Cemig provêm das suas 56
usinas hidrelétricas, com capacidade instalada de 6978,7 MW
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Salto Grande foi uma das três primeiras usinas
construídas pela Cemig, e inaugurada em 1956
de energia, dá navegabilidade ao rio e promove controle das cheias,
um conjunto de benefícios para todo o vale do Rio São Francisco. Em
1978, é inaugurada a maior usina da Cemig: São Simão, no rio Paranaíba, com capacidade instalada de 1.710MW. Em setembro de 1984,
32 anos após a sua criação, a Cemig se transforma em Companhia
Energética de Minas Gerais.
Monitoramento dos Reservatórios
A Cemig não se esquece das comunidades ribeirinhas, isto é, aquelas
pessoas que moram no entorno das usinas. A Empresa se esforça no
controle das cheias, e sempre atua para minimizar o efeito das águas
com o monitoramento dos reservatórios.
Navegando em boas águas
Assim como a água é destinada à energia, também oferece entretenimento, sonhos e oportunidades por meio da navegação. É assim
que a Cemig esbanja sucesso por meio de uma entre tantas ações
sustentáveis: o Projeto Versol. Lançado em fevereiro de 2010, o Projeto
ensina crianças e jovens a velejar no belo Lago de Três Marias, o Doce
Mar de Minas, e tem como base três programas educacionais: iniciação esportiva, educação complementar e iniciação profissionalizante.
Com aulas práticas e teóricas de natação, velo e remo, o Versol atende
a 180 jovens e crianças, entre 9 e 24 anos, matriculados no sistema
público de ensino.
Sol
Como a Cemig sempre preocupou-se com a crescente demanda
de eletricidade a um número cada vez maior de consumidores, ela
começou a explorar outras fontes de energia potencialmente sustentáveis. Dessa vez, o Sol, amigo da água, e principal fonte de energia
da Terra, também está sendo utilizado para gerar energia elétrica de
matriz renovável.
de realizações
E, mais uma vez, a Cemig pensa longe: está implantando a segunda
usina solar fotovoltaica conectada à rede de transmissão da América
Latina. A nova tecnologia converte a radiação solar diretamente em
eletricidade. A expectativa é que o projeto abra portas para o domínio
da tecnologia e consequente utilização de energia limpa, proveniente de uma fonte inesgotável. A usina, instalada em Sete Lagoas, na
Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem capacidade de 3 MW,
pode iluminar mais de mil famílias, e foi viabilizada dentro de um amplo
projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Cemig, que visa o
estudo da tecnologia solar na geração de energia elétrica.
O Parque de Praias de Parajuru foi a primeira usina eólica da Cemig no
Ceará.Inaugurado em agosto de 2009, está localizado no município
de Beberibe, a 103 quilômetros de Fortaleza, com extensão de 325
hectares e 19 aerogeradores, e 28,8 MW de capacidade instalada.
Praia do Morgado e Volta do Rio, localizados no município de Acaraú,
a 260 quilômetros de Fortaleza, foram implantados em 2010, com capacidade instalada de 28,8MW e 42,4MW, respectivamente. Juntos,
os três parques eólicos cearenses possuem capacidade instalada de
99,6 MW. Os recursos da Energimp e da Cemig nos empreendimentos totalizam R$ 550 milhões.
Segundo o gerente de Alternativas Energéticas, Marco Aurélio Dumont Porto, o objetivo principal é internalizar na Cemig e no setor elétrico brasileiro a expertise necessária para tornar, no futuro, esse tipo
de geração viável e benéfica para a Empresa, para o setor e para a
sociedade brasileira, já que a energia solar é uma alternativa viável para
manutenção de uma matriz energética limpa. A perspectiva é que a
usina entre em operação em junho deste ano.
Pessoas
Entretanto, nada disso seria possível se não houvesse a participação e
colaboração daqueles que se empenham e dedicam para construir e
elevar a Cemig à sua atual importância: empresa ética nos negócios,
com grande estabilidade financeira, compromissada com os seus
clientes, sustentável e reconhecida internacionalmente. Há também
aqueles que já fizeram muito pela Empresa, como é o caso do Sr.
Waldir Dias Duarte, de 81 anos, exemplo de calor humano que ajudou
a impulsionar a Empresa.
Vento
Assim como a água e o sol, o vento também mostra que é eficiente
quando se trata de gerar e transmitir energia, já que é considerado
uma das mais promissoras fontes naturais de energia, principalmente
porque é renovável, ou seja, não se esgota.
Desde 1994, a Cemig já se preocupa em investir em fontes de energia
renováveis, não é à toa que foi a primeira empresa a operar uma usina
eólica conectada ao sistema elétrico nacional, com a construção da
Usina do Morro do Camelinho, no município de Gouveia, na região
central de Minas Gerais, a 240km ao norte de Belo Horizonte, e considerado um dos sítios eólicos mais promissores de Minas.
Anos depois, a Cemig continua alçando o seu objetivo de buscar
fontes de energia renováveis e produção de energia limpa para
continuar como líder mundial em sustentabilidade. Exemplo disso
são as recentes aquisições da Empresa, em parceria com a Energimp, multinacional argentina líder latino-americana em energias
renováveis, com três Parques Eólicos no Ceará, que já se encontram em operação.
Parque eólico de Praias de Parajuru foi a primeira das
três mais recentes aquisições da Cemig no Ceará
Um dos primeiros empregados da Cemig, com matrícula de número 506, ele iniciou os seus trabalhos em junho de 1954 e
encerrou a primeira etapa das atividades em 1996. No entanto,
a prestação de serviços à Empresa continuou até 2006. Waldir conta como teve a oportunidade de trabalhar na Cemig. “Eu
trabalhava numa empresa que estava quebrando. No ônibus,
durante o trajeto, encontrei com um colega de faculdade. Falei
sobre a minha situação e ele me disse para ir na Cemig. Fui apresentado ao seu chefe, e fiquei trabalhando como experiência durante um mês e depois fui contratado. As coisas foram surgindo
naturalmente”, conta.
Sr. Waldir sempre trabalhou no departamento de engenharia civil, com
projetos hidrelétricos, e tem orgulho da profissão que seguiu. Atuou
na construção da Usina de Salto Grande, e fez projeto de usinas menores, como Itutinga e Cajuru. “O importante do trabalho é gostar do
que se faz. Praticamente só trabalhei aqui na Cemig, e tudo o que eu
tenho e construí, eu devo a esta Empresa”, conclui.
Sr. Waldir (ao centro), comemorando seus 80 anos, com os
colegas da Cemig
07
m
Cartas de JK
emória
Ele nos ensinou todos os verbos de ação, na gramática da
grandeza, do civismo, do afeto. Aqueles verbos que designam a ação sofrida ou praticada pelo sujeito. E aprendemos,
especialmente, a conjunção do pretérito. O que, em se tratando de JK, só podia ser perfeito.
escrever durante os vôos, pois também era a oportunidade que
tinha. “O período que ele mais escreveu foi durante o exílio. Tenho cartas belíssimas. Para mim, uma das mais importantes foi
uma para seu cunhado, Júlio Soares, na passagem de ano. Ele
estava em Nova York, sozinho, e sentia falta da família”, conta.
JK é sinonimo de grandes feitos. Ele foi um dos primeiros a
desenvolver uma engenharia econômico-financeira no país.
Desenhou o modelo empresarial da Cemig, quando da sua
constituição, à época em que atuava como governador de
Minas. Transportou para o Governo Federal o conceito de
holding, termo que utilizou com sabedoria para aplicar no
desenvolvimento de outros projetos de energia elétrica. E,
como todos nós sabemos, por meio de um bilhete, criou a
Centrais Elétricas de Minas Gerais.
De Nova York também, em 1970, por meio de uma carta,
ele deu de presente um Opala cinza ao Geraldo, que foi seu
motorista durante 36 anos. Segundo Serafim, ao começar a
ler a carta, Geraldo se emocionou e pediu para outra pessoa
continuar a leitura. “Ao final, com os olhos molhados, ele
recebeu um envelope com as chaves”, relata.
Mas, o que não sabemos é que Juscelino gostava realmente
de escrever. Serafim Jardim, amigo e editor da revista Casa
de Juscelino, conta que o que ele mais gostava de fazer era
S
ER SUSTENTÁVEL
Fonte: Revista da Casa de Juscelino
Seis décadas de desenvolvimento sustentável
Sustentabilidade pode ser definida como um modelo amplo de ações que satisfaça as necessidades das gerações
atuais, sem comprometer o futuro das próximas gerações.
De tão usado nos dias de hoje, o termo pode até parecer
antigo. Muito pelo contrário. Formulado em meados do
ano 2000, o conceito mais recente da palavra veio
justamente para considerar que, no mundo
atual, só seríamos capazes de desenvolver
nossas atividades se enxergássemos as
coisas de maneira conjunta, considerando aspectos econômicos, sociais
e ambientais.
Na Cemig, as práticas relativas à
sustentabilidade já são realidade
antes mesmo da criação do seu
significado mais formal. Ao longo
dessas seis décadas de atuação,
a Empresa coleciona exemplos de
projetos e iniciativas bem sucedidas.
“Em uma época em que esse conceito
começava a se formar, a Cemig já estava
envolvida com isso. Desde a nossa fundação, sempre preocupamos com questões relacionadas principalmente com o meio ambiente e
o desenvolvimento social do Estado de Minas Gerais”, comenta o superintendente de Sustentabilidade Empresarial
(SE), Luiz Augusto Barcellos.
08
Inúmeras cartas foram enviadas aos amigos no período do
exílio, conforme conta Serafim. “Ora falava do futuro da política brasileira, ora falava da saudade e da esperança que ele
tinha do correio trazer notícias dos amigos.”
Segundo ele, o que mais evoluiu em relação ao tema foi a
integração das três dimensões que compõem a sustentabilidade. “O social, o econômico e o ambiental andam juntos hoje na Empresa. Os projetos são feitos de uma forma
muito mais integrada. A necessidade de se estabelecer e
encontrar esse equilíbrio entre as três foi a grande
mudança ao longo dos 60 anos”, disse.
Mas se existem exemplos dentro da Cemig que tornam essas práticas viáveis
e bem sucedidas, esses exemplos são
os empregados! “O papel dos empregados foi e é fundamental. Eles
certamente são uma das chaves do
nosso sucesso”, afirma Luiz Augusto.
Exemplos como os Parques Eólicos no
Nordeste, a Usina Solar de Sete Lagoas e o Programa Peixe Vivo mostram a
vocação da Cemig para o tema. Há mais
de 15 anos participando de índices conceituados de sustentabilidade, ela entra nessa
nova década de vida preparada para os novos
desafios: “Acho que a Empresa chega aos 60 anos
como uma Companhia que conseguiu incorporar no seu
dia-a-dia o que temos de mais moderno em termos de práticas
sustentáveis. E creio que o futuro está justamente ligado a você
integrar essas práticas em uma só”, finalizou Luiz Augusto.
Combate às perdas de energia elétrica
COMUNIDAD
E
Graças a atuação da Gerência de Gestão e Controle das Perdas da
Distribuição (PR/PE) e parceiros do Grupo de Trabalho de Prevenção e
Combate às Perdas Comerciais, os donos de uma indústria de plástico
de Belo Horizonte foram autuados de forma inédita, no início de 2012,
após detecção de furto de eletricidade.
Em conjunto com a Polícia Civil, após avaliação pericial e inspeção na
presença dos proprietários, a irregularidade foi constatada. Os representantes foram autuados em flagrante pelo crime, nos termos do
artigo 155, §3º, do Código Penal Brasileiro e poderão ser condenados à
pena de até oito anos de prisão. O caso foi sinalizado por meio de uma
nova tecnologia da Cemig a partir das informações do Centro Integrado de Medição (CIM).
Inaugurado na capital em abril deste ano, o CIM monitora de forma
instantânea as grandezas elétricas, além do faturamento dos clientes
e as possíveis perdas comerciais. Atualmente, 8 mil consumidores de
Media Tensão são monitorados com previsão de mais 4 mil até o final
de 2012.
Atuação
A PR/PE atua tanto na gestão das perdas técnicas, inerentes ao sistema elétrico na distribuição de energia, quanto das não técnicas ou comerciais. “São implementadas ações que buscam reduzir as ligações
clandestinas, os chamados “gatos”, utilizando software de inteligência
que seleciona alvos para inspeções em unidades consumidoras com
suspeitas de irregularidades”, explica o gerente Marco Antônio de Almeida. Há ainda a prospecção de novas tecnologias para auxiliar as inspeções em campo, como também o cálculo e cobrança do consumo
indevido aos clientes.
De acordo com Marco, a PR/PE atua também em conjunto com o
Programa Conviver para conscientizar as comunidades com ligações
A nova tecnologia utilizada pelo CIM auxilia no combate
às fraudes de energia elétrica
clandestinas a consumirem energia de forma inteligente. “Atualmente,
são 163 mil consumidores carentes com ligações clandestinas em 48
localidades no estado”, conta.
“Além do risco de acidentes pelas ligações clandestinas, o furto também acarreta aumento da tarifa e queda da qualidade de energia, tanto
para a população em geral quanto para o fraudador. Criminalizamos
81 pessoas em 2011 e em 2012 já temos 24, de acordo com o Código
Penal. Prevenir as irregularidades e combatê-las é questão de cidadania”, destaca.
Resultado
Como resultados significativos das ações realizadas pela Cemig
no controle das fraudes, destaque para o aumento da energia média recuperada por inspeção, que de 2007 para 2011 passou de R$
206 para R$ 860. O índice de acerto nas inspeções na ordem de
53% em 2011proporcionou um incremento da receita de R$ 35
milhões, montante que resulta das 107 mil inspeções de combate
às irregularidades.
Conheça a Axxiom Soluções Tecnológicas S.A
Nesta edição do Energia da Gente, vamos apresentar a Axxiom Soluções Tecnológicas S.A. A empresa faz parte do Grupo Cemig desde
sua criação, em 2007, e trabalha para fornecer soluções em engenharia e tecnologia da informação para empresas de energia e água.
Seu foco é o desenvolvimento e manutenção de sistemas de gestão e integração. Suas ações são divididas entre duas importantes
empresas do setor elétrico brasileiro, a Cemig e a Light, com
participações de 49% e 51%,
respectivamente. A empresa
possui, também, ampla experiência em projetos de Pesquisa
e Desenvolvimento.
Ivan Oliveira: a inovação
é um dos focos para 2012
“O acompanhamento e análise
dos processos operacionais de
algumas das principais empre-
GRUPO CEMI
G
sas de energia do País, aliados a um esforço estruturado e permanente
de inovação e evolução tecnológica, formam a base do conhecimento
necessário à empresa para desenvolver soluções e benefícios de alto
valor agregado”, explica o presidente Ivan Oliveira.
Com crescimento acima da média para a área de TI, a empresa tem
praticamente dobrado de tamanho a cada ano, seja em faturamento
(R$ 20 milhões em 2011) ou em colaboradores (cerca de 240).
Segundo Ivan Oliveira, em 2011, os esforços realizados pela Axxiom
para a ampliação dos negócios resultaram em um crescimento de
127% comparado a 2010. Em médio prazo, a empresa deve manter
foco em atender a Cemig e a Light, cujas demandas devem compor
80% das receitas totais até 2015. Para este ano, o faturamento previsto é de R$ 40 milhões, um crescimento de 100% em comparação
a 2011. “A perspectiva é de que a Axxiom esteja na área de inovação:
empresa de tecnologia precisa ser inovadora”, destaca o presidente.
09
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Bottons: uma paixão
ENTE NOSSA
“Não coleciono broches, coleciono bottons”, com essa frase o técnico de Planejamento de Suprimentos da Gerência de Planejamento
do Suprimento, Cadastro e Gestão do Mercado Fornecedor (MS/
PG), Luiz Fernando da Silva, iniciou uma conversa para contar sobre
seu hobbie e sua mania.
O início da coleção foi na Cemig, ao “herdar” um chapéu com vários bottons de uma colega de trabalho que se aposentou. E até
hoje, cerca de dez anos depois, sua coleção continua de vento em
popa. “Os primeiros bottons foram de fornecedores atendidos pela
colega da mesma gerência,
que trabalhava com cadastro
de fornecedores”, conta.
Sua coleção, juntamente,
com seus desenhos
g
ENTE NOSSA
Com mais de 1.000 bottons,
o empregado esclarece que a
maioria foi presente. “Os colegas da Cemig que conhecem
a coleção estão sempre me
presenteando com bottons.
Além disso, a família também
ajuda: meu sobrinho trouxe 58
bottons conseguidos durante
o período que morou em Lon-
Luiz Fernando diz que consegue memorizar todos. “É impressionante! O último que ganhei, uma bandeira do Brasil, ficou na memória.
Ele já se perdeu em andanças por aí. Dá uma tristeza”, lamenta Luiz
Fernando.
Exposição
Hoje, Luiz Fernando expõe seus bottons em um bar de um amigo,
já que não cabem em seu apartamento. “Os bottons estão em um
quadro que, até pouco tempo atrás, ficavam na Cemig e eram motivo de curiosidade das pessoas que visitavam a gerência”, conta.
Eles são organizados por motivos: bandeiras, internacional, políticos,
fornecedores, times de futebol, religiosos, entre outros. “Acredito
que ela deva ser dividida com as pessoas. Por isso, faço questão que
fique exposta”, ressalta.
Para ele, a coleção, que mistura hobbie e mania, não é apenas de
bottons, mas possui um valor emocional guardado na história de
cada um deles. São mais de 1.000 histórias e lembranças penduradas na parede.
Paixão, personalidade e dança
Quem não se encanta ao ver um dançarino que domina sua
arte? Agora, quem não admira o bailar de uma dançarina flamenca, que sapateia sobre o chão sem agredi-lo, que balança suas saias com ousadia, graça e sensualidade? Mas
melhor que assistir deve ser a sensação de quem tem o
prazer de experimentar. A empregada Elisa Maria de Souza
Rosa, da Gerência de Coordenação da Gestão da Distribuição (CD/CG), que trocou a dança do ventre pelo flamenco,
vive a satisfação de ter seu trabalho reconhecido em um
grupo profissional.
Técnica de gestão na Cemig há cinco anos e dançarina flamenca
há 10, Elisa teve o primeiro contato com a arte na Praça da Liberdade. No mesmo dia, ela procurou a escola que lá se apresentou
e não teve jeito... Foi amor ao primeiro experimento! “Resolvi
espiar o que era aquela intensidade de baile, canto e música.
Espiei, sapateei e fiquei! Abandonei a leveza da dança do ventre
pelo vigor do Flamenco”, conta com entusiasmo a empregada,
que encontrou na forte energia da dança flamenca mais assertividade e harmônica com sua personalidade.
Elisa explica que a dança permite mais consciência corporal e
rítmica, além de reforçar a concentração. “Mantenho mente e
corpo em harmonia. Foi-me (e ainda o é) recanto certeiro para
me sentir bem ou ainda melhor.”
10
dres”. Alguns deles foram também presentes de desconhecidos, já
que o empregado não tem a menor vergonha de pedir quando vê
um botton que o agrada em alguém na rua.
A dançarina acredita que a arte, em geral, faz lembrar a necessidade de expressar o que está na alma. “A dança permite, além
da interação com o outro, antes e, principalmente, um reencontro consigo mesmo. Mais que uma atividade física, é uma atividade espiritual. É lindo para quem o vê, inspirador para quem o
sente, inebriante para quem o é”!
Reconhecimento
Hoje, Elisa é integrante da Companhia Ballet Flamenco Soleá e
enche a boca para falar que o momento mais marcante em sua
trajetória como dançarina foi quando aconteceu o convite para
participar do grupo. “Não há
nada mais delicioso do que
ser reconhecido por exercer
bem uma paixão”!
Um sonho relacionado à
dança: “conhecer a Espanha,
mais precisamente a região
da Andaluzia, berço dessa vigorosa arte que é o Flamenco. E também poder sentir
um pouco do ar das tabernas
de Granada e as cores de Sevilla... iOlé”!
Corpo e mente em harmonia
A caminho do céu
energia vita
Sobre duas rodas e com as emoções à flor da pele, o analista de Gestão Administrativa da Assessoria de Planejamento (PG), Rômulo Provetti, conheceu seis países da América do Sul e agora conta aos leitores
do Energia da Gente, com suas próprias palavras, a inesquecível experiência. O texto a seguir foi redigido pelo empregado e editado pela
Superintendência de Comunicação Empresarial (CE).
“Desde que entrei na Empresa, em 1987, uso motocicletas para ir e vir
ao trabalho. A partir de 2007, comecei a me aventurar por lugares mais
distantes... Realizei diversas viagens dentro do Brasil, principalmente
nas regiões Sul e Sudeste.
Havia cerca de oito meses desde que comecei planejar esta viagem.
Tracei um roteiro para percorrer as estradas brasileiras em direção ao
Norte. No Peru, subiria a Cordilheira dos Andes, passando por Altiplano Andino durante vários dias, Machu Picchu e Lago Titicaca. Depois
entraria na Bolívia e chegaria ao Salar de Uyuni, o principal destino da
aventura. Também iria para o Deserto do Atacama. O retorno ao Brasil
seria pelo Sul.
Estava tudo pronto: férias marcadas, roteiro traçado, bagagem definida, moto pronta, família conformada e amigos convidados quando
o destino parece colocar mais uma dificuldade para testar minha determinação. Sofri uma queda boba, em baixa velocidade, fruto da falta
de atenção. Apesar da moto ficar apenas com leves arranhões, ao me
apoiar no chão, fraturei um dos ossos da mão direita, um dos que mais
uso para acelerar a moto. Imagine minha decepção e contrariedade ao
ouvir o médico dizer que precisaria cancelar a viagem, pois ficaria com
o braço imobilizado por 40 dias.
Mas estes sentimentos duraram pouco e não me deixei levar pela depressão. Depois de uma semana com o braço imobilizado retornei ao
médico para comunicá-lo minha partida no final de semana seguinte,
mesmo que desistisse no meio do caminho.
Para minha alegria, um dos meus amigos confirmou sua ida comigo e
as coisas entravam nos eixos novamente! Saímos de Belo Horizonte
no dia marcado percorrendo as estradas de Minas Gerais rumo à Goiás,
Mato Grosso, Rondônia e Acre. Passamos por excelentes estradas e
outras muito ruins.
Quando atravessamos a fronteira do Brasil com o Peru, e vimos que
a Floresta Amazônica no país vizinho é mais conservada que a nossa.
No segundo dia, subimos os Andes por uma estrada maravilhosa, com
paisagens deslumbrantes e muitas curvas.
Realidade e ilusão se misturam
Reta final
Conhecemos Cuzco, Machu Picchu, o Lago Titicaca e os Uros, povo
pré-Inca, que vive há centenas de anos em ilhas flutuantes no meio
do gigante lago que fica na divisa do Peru com a Bolívia. Entramos na
Bolívia e enfrentamos o trânsito caótico de La Paz.
Chegamos finalmente em Uyuni, nosso destino final, e não nos decepcionamos. É o lugar mais fantástico que já vi na minha vida, com
uma paisagem extraordinária. Encontramos com pessoas de todas as
partes do planeta que também se maravilhavam com o que viam. A
planície salgada estava coberta com cerca de 10 cm de água transparente, formando um espelho que sumia no infinito e refletia o azul
do céu aberto sobre nós. As nuvens cobriam as montanhas ao longe,
algumas nevadas. Quanto mais ao seu centro, o Salar ficava mais bonito e insólito.
Com frequência minha mente se confundia com a ilusão de que as
coisas flutuavam ou que havia um abismo à frente, sensação gerada
pelo espelho d’água. O silêncio só era quebrado pelo meu pensamento questionando se eu estava acordado ou sonhando ou pelos nossos
passos atravessando a fina camada de água para apoiar os pés na superfície salgada e branca. Ao entardecer, o vento frio não nos impediu
de ver uma explosão de cores intensas... Azul, vermelho e laranja cobriam o horizonte na medida em que o sol descia e tentava atravessar
as nuvens da chuva que caía ao longe.
Deserto
Depois da experiência fantástica e inesquecível era hora de voltar à
estrada com nossas motos e sentir a realidade daquele país de estradas esburacadas e até sem asfalto. Mas vencemos esta etapa e
chegamos ao local mais árido do mundo: Deserto do Atacama, onde
choveu torrencialmente. Por duas vezes tivemos que atravessar rios de
lama. Chegamos em San Pedro de Atacama, cidade que estava alagada, portanto, tivemos que cancelar todos os passeios programados. A
situação, conforme os moradores locais, nunca fora vista antes.
A sensação de vitória, o entusiasmo e a autoestima estavam elevados
à máxima potência depois de 27 dias na estrada. Percorremos 11.524
km, por seis países. Vimos algumas das mais fantásticas paisagens
do mundo e enfrentamos muitos desafios para realizar a mais incrível
viagem das nossas vidas.”
Rômulo, em Machu Picchu
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A energia dos quatro elementos