Antonio Fontana Filho (1980-2007)
Marisa Souza Pinto Fontana
ANO 90 • Socorro, 16 de outubro de 2011 • nº 4704
R$ 1,20
Capela da Matriz, Socorro 1920
Dia 16 de outubro de 1921.
A cidade de Socorro tinha 92
anos de fundação quando nasceu este jornal, desfraldando a
bandeira “Por Socorro”. Com
4 páginas e algumas dezenas de
exemplares, começamos a escrever a história de Socorro.
Passamos pela Crise de 29, registramos a Revolução de 32, revelamos nossos heróis na II Guerra
Mundial e sobrevivemos às ditaduras. Relatamos as enchentes,
inclusive a de 1970, que levou
parte do acervo de nosso jornal.
Passamos por 25 prefeitos. Re-
sistimos às dificuldades financeiras e vimos Socorro, o Brasil e o
mundo se transformarem. E mudamos também! Hoje apresentamos a todos um novo jornal!
Sobre nossos ombros pesa a
responsabilidade de uma gloriosa tradição e respeito à família
socorrense. Neste dia especial,
renovamos nossa promessa
de continuar oferecendo um
jornal verdadeiro, fiel à notícia, e que leve a melhor informação da cidade de Socorro.
Você, leitor, divida conosco esta
conquista!
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Socorro, 26 de abril de 2013
90 anos
Muitos diretores ajudaram a escrever a
História do Jornal O Município
Da redação
Alante Lorenzetti
Antonio Benjamim Lorenzetti (Bejo)
Alfredo Ferragutti
Francisco Comito
Felício Vita Jr
Imir Baladi
Como paladino da imprensa interiorana, Alante Lorenzetti, falecido em 14 de março de 1949,
fundou vários jornais nesta cidade, entre eles o “Mogiana” e
o “Comércio de Socorro”. Com
a paralisação deste último, suas
atividades não esmoreceram,
pois logo mais fundava outro órgão. Era o “Município” que surgia, em outubro de 1921, com
redação à Rua José Bonifácio,
nº 53/55.
No ano de 1928 o jornal passava para as mãos de José Isidro
de Toledo, tendo como redator
o socorrense Ernesto Tardelli e
transferindo-se a redação para a
rua 13 de Maio, nº 291.
Três anos depois, o “Município”
era adquirido por Alfredo Ferragutti e Antonio Benjamin Lorenzetti, conhecido como Bejo, sendo que pouco tempo após, este
último se retirava da sociedade,
falecendo no ano de 1947.
Funcionou como redator de
1931 a 1932 o farmacêutico
José Picarelli.
Em 11 de agosto de 1946, este
órgão era vendido para novos
proprietários, que organizaram
a Empresa “O Município” Limitada, constituída por Mario
de Oliveira Araújo, Felício Vita
Junior, Imir Baladi, Antonio
Gonçalves Dantas, José Franco
Craveiro e Francisco Comito,
este último retirando-se algum
tempo depois.
A Empresa “O Município Ltda”
– além de jornal, estendeu suas
atividades ao comércio de papelaria, livraria, tipografia, artigos
para presentes, eletrodomésticos
etc., constituindo-se na maior
casa do ramo na cidade, inclusive com majestosa sede própria,
em pleno centro comercial.
Com a transferência dessas atividades comerciais a terceiros,
exceto o jornal que lhe deu origem, as oficinas do “Município”
passaram a funcionar na residência do seu diretor, prof. Imir
Baladi, combativo jornalista que
o dirigiu por mais de 34 anos,
com invejável capacidade.
A atuação dessa Folha na vida
da cidade foi sempre da maior
importância.
Além da posição de destaque
de seus diretores nas variadas
instituições locais, beneficentes
ou recreativas, três deles foram
vereadores à Câmara Municipal
local, simultaneamente, a saber:
José Franco Craveiro, Dr. Mario
de Oliveira Araujo (presidente)
e Imir Baladi, que também foi
prefeito no período de 1970 a
1975.
Durante esse período, a espo-
sa do então chefe do executivo
profª. Cacilda Valente Baladi
passou a dirigir O Município.
Com circulação ininterrupta,
constituiu-se sempre em uma
bandeira altaneira desfraldada gloriosamente por Socorro
e sua gente, não importando a
mão que a empunhasse.
Grandes e inesquecíveis edições
circularam desde a sua fundação. Em 1956, o jornal publicou uma edição comemorativa
ao aniversário da cidade, com
56 páginas e, no ano seguinte,
outra com 52 páginas e em 3
cores. Foram as duas maiores
edições em número de páginas
já publicadas pelo jornal.
Assim, O Município prosseguiu
anos afora, porque o apoio e os
aplausos recebidos foram o incentivo para os dias futuros.
Em 1970, um acidente marca a
história do jornal. A cidade de
Socorro passou pela maior enchente dos últimos tempos e O
Município, que possuía um arquivo completo, com todos seus
exemplares encadernados, teve a
maior parte deles destruídos. Foram perdidos mais de 30 anos da
história do jornal e importantes
registros da cidade.
Do chumbo
ao teclado: a
modernização
Em abril de 1980, o jornal de
6 páginas e tiragem de 280
exemplares, distribuído somente
para assinantes, é adquirido por
Antonio Fontana Filho, que
promove uma série de ações
e investimentos que vieram a
revolucionar este jornal. Casouse com Marisa de Souza Pinto
Fontana, com quem dividiu
os anos de direção. Inicia-se,
também, uma forte campanha
para novos assinantes.
Da modesta e acanhada salinha
da Rua Etore Mantovani, em
1985, as oficinas, recepção, escritório e redação passaram para
novo endereço, na esquina da
Rua José Bonifácio. Desta vez,
já em chão próprio. Em seguida,
expandiu para o endereço onde
se encontra até hoje, no nº 121
da mesma rua, onde antes funcionava uma serralheria.
Ali se encontravam as oficinas
do O Município lotadas de máquinas indispensáveis, adquiridas corajosamente pela equipe
Antonio Gonçalves Dantas
Mario de Oliveira Araújo
José Franco Craveiro
Antonio Fontana Filho
Marisa de Souza Pinto Fontana
Marisa Souza Pinto Fontana
de Antonio Fontana Filho que,
autodidata, aprendia a mexer sozinho nas máquinas. A ousadia
também lhe rendeu quase a perda de um dedo, ficando cravada
a cicatriz. Uma nova e possante
Linotipo e uma grande impressora, que possibilitavam o novo tamanho do jornal, ali trabalhavam
diariamente horas a fio, engolindo
artigos, crônicas, anúncios, boletins, talões de notas, programas,
enfim, impressos em geral.
Houve uma modernização no
sistema de impressão, que passa
de composição tipográfica para o
linotipo. Naquela época, a “roupagem” que ostentou durante 64
anos ficou para trás, com projeto
gráfico assinado pela artista plástica Pitida Pereto e Edmur Godoy.
Não obstante o grave período de
recessão econômica enfrentado
na época, O Município seguiu
em frente. Em 1990, os primeiros computadores chegaram à
nossa redação, trazidos pelo próprio diretor Antonio Fontana Filho, do Paraguai. Naquela época,
o Brasil estava fechado à importação e, desta maneira, O Município começou a ser informatizado, abandonando as máquinas
pesadas e, em 11/02/1992, o
chumbo começa a fazer parte do
passado na história do jornal e a
impressão mecânica foi deixada
de lado.
Já na era da informática, foram
desenvolvidos novos projetos para
agilizar o trabalho jornalístico. A
utilização dos computadores permitiu maior dedicação à criação,
deixando de lado a composição.
Com os computadores, o jornal
conseguiu maior controle sobre a
qualidade de seu trabalho. Surgiram as páginas coloridas, novos e
modernos programas para diagramação e publicidade e a impressão
passou a ser terceirizada, para modernos parques gráficos da região.
Por mais de uma década, o Jornal O Município contou com a
valorosa colaboração e revisão
da professora Tarsila Picarelli.
No ano 2000, O Município já
contava com uma tiragem de
4000 exemplares, distribuídos
em Socorro, fortemente em
toda zona rural e em cidades vizinhas. Em 2007, vítima de um
câncer fulminante, Antonio Fontana Filho falece, aos 50 anos e
O Município veste-se de luto,
circulando com sua capa em
preto e branco. Posteriormente,
sua esposa se afasta da empresa,
sendo eleita a primeira mulher
prefeita de Socorro. A empresa
então, passa em sociedade para
as filhas Ellen, Marisa e Beatriz,
ficando a direção a cargo da filha jornalista Marisa.
Em todo esse tempo, também erramos. Porém, como já dizia seu
primeiro editorial, em 1921, “não
nos elevamos ao píncaro da infallibilidade. Absolutamente! Poderemos errar. Mas si errarmos,
esses erros não poderão toldar o
nosso programma em sua essencia. Esses erros, si existirem, serão
mais filhos da vontade de acertar
do que da má fé e da perfídia”.
Chegando à sua edição nº 4704,
hoje são 5850 exemplares distribuídos toda sexta-feira para nossos mais fiéis e cativos leitores.
90 anos depois de sua fundação,
acreditamos não termos desmerecido a sua gloriosa trajetória.
Continuamos fazendo do O Município uma trincheira avançada
na defesa dos interesses de Socorro. Sob nossos ombros pesa a
responsabilidade desta tradição e
haveremos de ser dignos dela, defendendo os nossos ideais e sempre respeitando a ideologia alheia.
Obrigado a todos que nos ajudaram chegar até aqui!
O Município: de década em década
Socorro, 26 de abril de 2013
3
GALERIA O MUNICíPIO
1
2
3
5
4
6
7
1 • Equipe do jornal, na antiga
oficina, localizada na esquina
da Rua José Bonifácio. 2 • A
enchente de 1970 devasta Socorro e junto leva boa parte dos
arquivos do jornal, que funcionava como loja, onde hoje é a
Pernambucanas. 3 • O Sistema de composição manual de
escrita ainda perdurou até os
anos 80. Na foto, Pacote, Pico
e Ricardo. 4 • Saem as máquinas e chegam os computadores:
O Município passa a ser informatizado. 5 • Em 1982, a chegada das máquinas Linotipos
revolucionam O Município.
Em destaque, a funcionária
Sonia. 6 • A compra da grande
impressora Eickoff possibilitou um formato maior ao jornal. Elias era o impressor.
7 • No parque gráfico dos anos
80, Aluane (Lé) comandava a
impressora automática Helga.
8 • Visita dos alunos da escola Trenzinho. 9 • Treinamento
dos funcionários do jornal para
o novo projeto gráfico, desenvolvido pelo publicitário Luiz
Otávio e os designers Ibsen
Fernando e Danilo Pasa.
8
9
ESPECIAL
O Município comemora, na edição nº 1306, seu 27º aniversário
Maria Tereza Ferraz do Carmo
Da redação
Nesta edição em que O Município comemora seus 90 anos, esta
coluna retrata o que foi publicado no 27º aniversário do jornal, em 17 de outubro de 1948.
Naquela época, o jornal ainda comemorava sua fundação no dia
21/10/1921, pois não havia nenhum
registro que comprovasse a data exata do primeiro jornal. A edição nº 01,
de 16/10/1921, só chegou ao jornal
nos anos 80, por meio de uma doação. E, assim, foi feita a retificação
da data exata da fundação do jornal.
SOCORRO É ISTO!
Imir
De etapa em etapa, chega o “O
Municipio” ao seu 27.o aniversário
de existência. De cabeça erguida e
consciência tranquila. Certo de estar cumprindo o seu dever. Sempre
a defender o povo. Sempre a batalhar por suas aspirações. Sempre
a bater-se pelas causa bôas e elevadas. Sem jamais curvar-se aos
poderosos do dia. Sem conhecer o
que seja a bajulação. Independente.
Altivo. Imparcial. Olhos fitos em futuro brilhante. Indiferente às pagas
e às recompensas. Com o lema da
Honra e da Dignidade. Com o ideal
de bem servir. Ésta a sua bandeira,
que vem desfraldando com imparidez desde que passou a pertencer á
“Empresa O Municipio Ltda”. Visando sempre, acima da retribuição
material, que não raro abastarda, o
prêmio moral, que sempre enobrece.
Vale o jornal, pelas ideias que semeia. Pelos principios que defende.
Pelo programa que adota. Pela atitude que assume.
Uns só pensam nas moedas, que
compram até consciências. Mercenários, sonham com o vil metal e
por êle tudo fazem. Move-os o ideal
de bem servir a si próprios. Transigem dia a dia, hora a hora, para a
venda de sua opinião. Se é que têm
opinião.
Outros adotam atitude diferente.
Em tudo e por tudo. É porque os
guiam homens de outro estofo. Conhecedores das palavras Coerencia, Renúncia e Patriotismo.
Mercê de Deus, esta folha se enfileira entre aqueles que são dignos
do honroso nome de “JORNAL”.
Afirmam-no, melhor que estas palavras, o apoio que recebe. A simpatia que desfruta. As amizades
que possui. O prestígio que goza.
Tais e tantos, que o incentivam a
prosseguir nessa trajetoria. A caminhar de triunfo em triunfo, em
busca de triunfos maiores. Tantos
e tamanhos, que os homens de bôa
vontade, apontando as coisas boas
desta terra, tambem se lembram do
“O Municipio” para com orgulho
exclamar:
Socorro, é isto!
Abaixo, a nota alviçareira.
Novo banco
O Banco Nacional de Minas Gerais
– S. A. – com sede em Belo Horizonte, inaugurou ontem a sua filial,
no moderno predio n.o 126, da rua
13 de Maio.
Otimamente instalado, esse estabelecimento bancario que tem como
gerente o snr. José Vicente Ramalho
Junior, figura bastante relacionada
em nosso meio, por certo terá suas
atividades inteiramente coroadas
de exito.
Esse novo melhoramento para
Socorro vem atestar a crescente
vitalidade por que passa a nossa
cidade em todos os seus setores.
Ao lado, a importância de estar sendo construído o Hotel Progresso,
de propriedade da Cia. Progresso
de Socorro S/A, para cuja construção o povo subscreveu a quantia de
Cr.$ 1.5000.000,00 com bela planta
elaborada pelo engenheiro dr. B.
Mendes e, sem o qual, Socorro não
poderia crescer como estância hidromineral. A previsão de inauguração é para agosto de 1949, contendo
54 quartos e apartamentos.
Outras notícias políticas e sociais,
encontram-se nas demais páginas
do jornal.
4
Socorro, 26 de abril de 2013
opinião
Com 29 anos, já participei
de 1744 edições. Se Deus me
permitir, pretendo fazer outras
milhares.
No mês de novembro de 2011 vou completar 29 anos de jornal.
Jamais pensei que este trabalho duraria tanto tempo, pois foi o meu
primeiro serviço com registro, apesar de trabalhar desde os 13 anos
em uma padaria, de domingo a domingo.
Entrei no jornal O Município, no dia 1º de novembro de 1982, uma
segunda-feira, e no outro dia era o feriado de Finados, coisa que
eu nunca tive em meu primeiro serviço. O primeiro jornal que eu
ajudei, ou atrapalhei na montagem, foi o nº 2956, que circulou no dia
6 de novembro de 1982 e a manchete era: “Estranha agressividade”
que retratava a agressão a pedradas, sofrida por elementos de
um partido, quando se dirigiam para o bairro Moraes, para um
comício. Integrantes do outro partido, que faziam comício no bairro
Camanducaia, foram os responsáveis pelo ocorrido.
Quando o jornal O Município completar seus 90 anos, eu terei
participado de nada menos do que 1.744 edições e, se Deus permitir,
pretendo, ainda, fazer outras milhares.
Dizer o que o jornal O Município significa na minha vida é uma tarefa
um tanto difícil e gratificante, pois nele entrei ainda adolescente e,
hoje, sou chefe de família. A minha esposa, eu conheci em uma festa
de confraternização de final de ano do jornal.
Tenho muito a agradecer ao meu trabalho, local em que desfruto
da amizade da família dos proprietários, dos funcionários e seus
familiares, e de muitas pessoas que, graças ao jornal, eu tive o
prazer de conhecer.
Para a cidade, o jornal é um órgão de muita importância, porque é
por intermédio dele que pudemos acompanhar as principais notícias
de Socorro durante os 90 anos e acredito que seja a única fonte para
pesquisas de alunos e demais interessados.
Apesar de não conhecer a maioria de seus ex-proprietários, acredito,
também, que todos eram apaixonados pelo jornal, fator que levou O
Município a chegar aos 90 anos. Acredito que muitas vezes, o jornal
circulava por amor no que está fazendo, não pensando só no lucro.
Outro fator importante é a imparcialidade, não tendo cunho social,
político ou religioso.
Para você trabalhar feliz, você tem de gostar do que faz. E é o meu
caso, pois me preocupo igual ou até mais do que seu proprietário,
para que o jornal seja cada vez mais perfeito. Também tenho a
felicidade de trabalhar com pessoas maravilhosas: Marisa, dona
Elza, Lé, Elias, Tereza, Buiu, Stela, Fernando, Jéssica, Rogério
e Geraldo, formando uma verdadeira família dentro do emprego,
tentando ajudar uns aos outros, não só no jornal, mas, se for o caso
em outros problemas que estejam ao nosso alcance.
Também nestes 29 anos passaram por este jornal, pessoas que,
a maioria delas, tenho o prazer de desfrutar de sua amizade até
hoje. Se não me falhar a memória são elas: Luizão, Claudinho (in
memorian), Dito Trivelato, William, Sonia, Márcia, Vanda, Juninho,
Baitaca, Artioli, Adilsinho (in memorian), Preto, Pico, Kiko, Peroca,
Eduardo, Marquinho Alexandroni, Ricardo, Herlan, Eliana, Sílvia,
Regina, Sinval, Jorge, Dulce, Felipe, Douglas, Marcia e Marcio.
Aconteceram muitas mudanças nestes quase 30 anos de serviço;
algumas mudanças radicais e outras menos, mas nada que nos
assustasse, pois sabíamos da capacidade de nossos diretores e de
seus funcionários.
Uma vida de trabalho e
conhecimentos
Há 29 anos trabalho no jornal O Município, o que significa para mim
uma vida de trabalho e conhecimentos, onde tive a oportunidade de
conhecer e trabalhar com Antonio Fontana Filho, que para mim foi
meu segundo pai e com quem aprendi muito.
Para a cidade, o jornal O Município, significa um veículo de
informação com credibilidade e responsabilidade nos seus artigos,
levando o melhor da informação ao povo socorrense, chegando
aos 90 anos com muito sucesso. Gosto de trabalhar no Jornal O
Município porque, nos 29 anos de trabalho, tive a oportunidade de
conhecer pessoas incríveis e aprender, trabalhar, respeitar a todos.
As mudanças que vieram com o passar dos tempos: no começo da
minha época e dos meus colegas de trabalho, tudo era diferente: a
composição do jornal era em linotipo (chumbo); as fotos eram em
clichê, que eram enviadas por sedex, para São Paulo; os títulos do
jornal eram feitos em composição manual; a impressão, em uma
máquina local na qual eu exercia a função de impressor; as páginas
eram somente em preto e branco; hoje, com tudo informatizado,
ficou mais fácil e rápido, temos páginas coloridas e em preto e
branco. Parabéns ao nosso querido jornal O Município!
Elias Ap. Tibúrcio
Gerente.
Competência, credibilidade
e aceitação
Trabalho no jornal desde janeiro de 2007, e identifico-me muito
com este trabalho, pois trazemos muitas informações importantes
para todos da cidade de Socorro, além de participar diretamente na
divulgação de empresas, com ótimos resultados para as mesmas.
O jornal significa muito para minha meta profissional, é nele que
posso expor meus trabalhos, tenho total liberdade para contribuir
com idéias e opiniões, um ótimo ambiente de trabalho, estrutura
e apoio para desenvolver meus serviços e, principalmente, por
trabalhar com pessoas competentes e dinâmicas.
Fico muito feliz de fazer parte dessa equipe, pela credibilidade
das notícias, matérias, conteúdos e principalmente pela satisfação
dos nossos anunciantes. Vejo aqui a oportunidade de crescer
profissionalmente como designer gráfico.
Sem dúvida o jornal chegou aos 90 anos, pela competência dos seus
diretores e colaboradores e, também, pela credibilidade e aceitação
da população e dos seus anunciantes, por isso agradecemos a todos
pelo apoio recebido durante todos esses anos.
As mudanças
Para mim, a mudança mais drástica aconteceu no início dos anos 90,
quando passamos da linotipo para a então tão desconhecida era da
informática. Acabamos o ano de 91 trabalhando com lima, martelo e
chave de fenda e voltamos em 92, trabalhando com computador.
Vale lembrar que, nessa época, tivemos a valiosa colaboração do
incansável Maurício Sacrini, que trabalhava em São Paulo e à noite e
de madrugada nos ajudava, tornando a tarefa um pouco mais fácil.
Outra mudança, essa a mais complicada, foi no ano de 2007, quando
repentinamente perdemos o nosso alicerce (ficamos com medo da
casa cair), ou seja, a morte de nosso patrão, Antonio Fontana Filho,
mas, com muita garra, inteligência e capacidade e certamente com
uma “ajudinha” divina do nosso Buka, a filha Marisa, com apenas
24 de idade, tomou a frente e a casa não caiu, ou melhor, está cada
vez crescendo mais.
Espero que o jornal passe por muitas mudanças (sempre para
melhor, é claro) e, se Deus quiser, que eu possa participar ainda, de
muitas delas.
Para finalizar, quero deixar meu agradecimento aos diretores e
funcionários por me aturarem por todo este tempo e, apesar da
língua portuguesa ser rica em palavras, agora, no momento, não
consigo achar a palavra certa para mostrar a minha satisfação em
trabalhar no jornal O Município. Então, como um bom brasileiro e
socorrense, o meu muito obrigado!
Marcos Ferreira Forão Pacote.
Diagramador, editor de esportes
Rogério Cunha
Designer Gráfico
Uma família honesta
Eu, Antonio Geraldo de Mello, faço parte do quadro de funcionários
do jornal O Município há dois anos. O jornal O Município significa
muito para mim, pois me abriu um horizonte de conhecimentos e
orgulho-me de trabalhar num jornal de grande credibilidade. Prova
essa é que está na praça, fazendo jus a seus 90 anos de existência,
como o jornal mais lido na cidade.
Agradeço por ter tido essa oportunidade e pela confiança depositada
em mim, por eu fazer parte desta família honesta, que só pensa em
publicar verdades, respeitando todos os leitores desta cidade.
E, para finalizar, espero ainda estar aqui no centenário, com a família
do jornal O Município.
Uma lição de vida
Minha jornada no Jornal O Município começou mais ou menos em
1974, quando eu tinha 11 anos e estudava na EEPSG Narciso Pieroni.
O prof. Imir Baladi, que era amigo da minha família, me convidou para
trabalhar, como entregador de jornal. No começo fiquei meio assustado,
pois eu conhecia a oficina do jornal porque eu e meus amigos jogávamos
bola ao lado, na casa do sr. Dimas Silveira Costa, na época, diretor
do Narciso, e de vez em quando a bola caía lá dentro. Eu ia buscar e
observava os funcionários trabalhando, sem entender nada.
Aceitei o emprego, e logo me deram uma bicicletinha azul, com
uma cestinha na garupa, onde eu colocava os jornais e com um
mapa das ruas e os nomes dos assinantes saía para entregar. Eram
mais ou menos uns 230 jornais, o que levava a manhã inteira, já que
os assinantes ficavam espalhados pela cidade inteira.
Passaram-se 1 ou 2 anos e comecei a trabalhar na oficina do jornal,
juntamente com a Sonia, Luis Carlos e Imaculada, fazendo a
composição das matérias, naquela época manualmente, letra por
letra, o que dava o maior trabalho, principalmente na época do frio, o
que nos obrigava a colocar uma mesa no quintal, para aproveitar o sol.
A impressão também era manual e o jornal circulava com 4 páginas,
obviamente em preto e branco. Fiquei trabalhando lá até o ano de
1978.
Em 1979, Antonio Fontana Filho que tinha comprado a gráfica do sr.
Rogério Jacob, ficou sabendo que eu havia trabalhado no jornal, por
intermédio do Luis Carlos Fortunato, e me convidou pra trabalhar,
pois um de seus funcionários iria sair; sem pensar muito, aceitei de
pronto, trabalhando em meio período, porque eu estava estudando
naquela época.
Terminando o estudo, sem ter condições de pagar uma faculdade,
optei por seguir a carreira de tipógrafo. Assim fui registrado e
comecei a trabalhar em período integral, aprendendo devagar os
macetes desta nobre profissão.
Muitas histórias cruzaram esta jornada, passamos por várias
mudanças de endereços e cada uma era uma aventura, pois tínhamos
que arrastar as máquinas pelas ruas em cima de roletes, o que era uma
atração para a vizinhança: paravam todos para ver os maquinários,
estranhos para eles, e superpesados, o que costumava nos deixar em
“cacos”, no final do dia.
Também passamos por várias enchentes, a maior dela em 1983,
quando nossa oficina ficou debaixo de um metro de água, dando
muito trabalho, pois tínhamos que retirar os motores das máquinas e
subir os papéis em plataformas, para não molhar; deixávamos nossas
casas e nos preocupávamos mais com a oficina da gráfica.
Cada máquina que o Buka comprava, era um Deus nos acuda, porque
eu sabia que teria que ficar ao lado dele para aprender a manusear, já
que a mesma vinha sem qualquer técnico de fora, e era aí que o Buka
dava um show, pois ele, além de patrão, também era mecânico.
O funcionário mais antigo do Buka resolveu abrir seu próprio
negócio, deixando a gráfica num dilema: será que conseguiríamos
tocar o negócio sem ele? Foi aí que aprendi mais uma coisa com o
Buka, quando ele me disse: “ninguém é insubstituível” e, com muito
esforço e dedicação, fomos em frente, e estamos no ramo até hoje.
Quando o Buka resolveu comprar o jornal do prof. Imir Baladi,
achamos que ele era louco, pois sabíamos que ele não entendia nada
do assunto, mas queimamos a língua, pois ele transformou aquele
tablóide em jornal de verdade.
Logo ele teve a iniciativa de sair da composição manual e comprar
uma Linotipo, que teoricamente deixaria nossa vida mais fácil. Engano
nosso, pois até aprendermos a mexer com aquela geringonça, tomamos
o maior baile, passamos finais de semana inteiros trancados na redação,
fuçando na máquina, mas valeu a pena, pois, depois, ficamos craques
no manuseio. Tomamos alguns sustos, algumas queimaduras pelo
corpo, provocadas pelo chumbo e algumas roupas rasgadas.
No começo da década de 90, o Buka resolveu inovar de vez. Fez várias
viagens ao Paraguai para comprar equipamentos e informatizar o jornal;
com muita perseverança e esforço, ele conseguiu o que parecia impossível,
transformou o Jornal O Município em um dos melhores jornais da região.
Pastamos muito no começo, pois ninguém ensinou a gente; o
Buka ralou muito, pesquisou, foi atrás de aprender como se fazia
e conseguiu as técnicas empregadas até hoje, salientando sempre
que todos nós aprendemos tudo na raça, sem fazer qualquer curso
de informática.
Para dar continuidade ao serviço, a filha Marisinha formou-se em
jornalismo e começou a trabalhar em conjunto com o pai, na direção
do jornal, trazendo um ponto de vista moderno, mas, muitas vezes, não
aceito, pois o Buka gostava das coisas do seu jeito. Entretanto, entravam
em comum acordo e as coisas saiam perfeitamente em ordem.
Já em 2007, com o falecimento do Buka, temíamos que a Marisinha não
conseguisse dar continuidade ao trabalho, pois a pressão era muito grande
sobre ela; mas, mais uma vez, estávamos errados, ela não só deu conta do
recado, como cada vez mais está modernizando esse nosso querido jornal.
Para finalizar, após mais ou menos 35 anos de casa, só tenho que
agradecer ao Jornal O Município e aos seus proprietários, com quem
eu tive o prazer de trabalhar: prof. Imir Baladi, Antonio Fontana Filho
(Buka), sua esposa Marisa de Souza Pinto Fontana e, atualmente, a
filha Marisinha, pois tudo que sou devo a vocês, porque antes de ser
conhecido por ALUANE JOSÉ PEREIRA (Lé), sou mais conhecido
por ALUANE ou LÉ do JORNAL, o que me dá mais responsabilidade
ainda, fazendo de tudo pra honrar esse nome. Muito obrigado!
Antonio Geraldo
de Mello
Aluane José Pereira – Lé
Motorista
Impressor e editor de imagem.
Socorro, 26 de abril de 2013
O Município entrou na
minha vida
Poucos jornais chegam ao
nonagésimo ano!
“Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu
compromisso com a verdade e com a informação”. Foi com estas
palavras que iniciei o juramento do jornalista, a profissão a qual
abracei e me formei. Porém, até o momento do juramento, tive que
passar por muitas etapas até chegar à conclusão de que ser jornalista
era o que realmente eu queria.
Como em qualquer outra profissão, a prática é a melhor ferramenta
para se profissionalizar e ter a certeza de que a escolha feita foi a
melhor. O jornal O Município foi quem me abriu as portas e me deu a
oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendi na faculdade.
Com dois anos de curso tive a chance de passar um mês, durante
as férias, fazendo um estágio no jornal, acompanhando todo o
processo de elaboração deste semanário. Desde a escolha das
pautas, a preparação para as reportagens, tratamento de fotos,
diagramação…
Depois de formada voltei a morar em Socorro e, mais uma vez, o O
Município entrou na minha vida. Recebi a proposta para trabalhar no
jornal como profissional. Foi minha grande oportunidade de provar
a mim mesma que meus quatro anos de estudo não foram em vão.
Neste um ano e três meses que estou aqui já tive a oportunidade de
aprender muito e não apenas as tarefas funcionais, como escrever,
fotografar, diagramar e revisar, mas também tirei muitas lições das
quais levarei para sempre e tenho a certeza de que ainda há muito
que aprender.
Uma das coisas mais essenciais que aprendi aqui foi a importância
do trabalho em grupo. Costumamos dizer que cada jornal finalizado
é como um filho que nasce toda sexta-feira, resultado de uma
semana inteira de trabalho.
E foram estes colegas que, desde o início, me deram força, dicas e
me auxiliaram no que eu precisava. Colegas que se tornaram amigos,
com os quais sei que ainda posso contar sempre que precisar.
Outra coisa interessante que um jornalista pode vivenciar são as
surpresas do dia-a-dia de uma profissão na qual não existe rotina.
Quando saímos para as reportagens, aprendemos o que de mais
interessante tem em nossa profissão: a proximidade com as pessoas.
Conheci muita gente neste primeiro ano e isto foi fundamental para
eu crescer tanto profissional como pessoalmente. Pude acompanhar
tanto momentos de conquistas (entrega dos apartamentos do CDHU
e vitórias em campeonatos), como momentos de mais dificuldades
(enchentes de janeiro ou a perda de um ente querido).
É graças ao jornal O Município que estou tendo a oportunidade
de vivenciar tudo o que a profissão de jornalista pode oferecer.
Desde o início foi quem me abriu as portas e me deu as ferramentas
necessárias para crescer cada vez mais.
São estes os motivos que me fazem levantar todos os dias para vir
trabalhar: os amigos, o amor a esta profissão e, principalmente, a
gratidão que tenho por este semanário. E, para finalizar, gostaria de
citar um fato que ocorreu quando eu tinha 14 anos e não canso de
me lembrar:
Estava andando pela rua junto com o meu avô Celestino, quando
nos encontramos com o diretor do jornal na época, o saudoso Buka.
Ao vê-lo, meu avô disse a ele sobre minha vontade de ser jornalista
e logo ele respondeu: “Será uma grande jornalista! E com certeza
virá trabalhar no meu jornal”.
Infelizmente não tive o prazer de trabalhar com ele, mas, coincidência
ou não, aqui estou e aqui pretendo ficar por mais um bom tempo,
ganhando mais experiências e trabalhando sempre com a verdade e
a informação.
Comecei a trabalhar em O Município, no ano de 1998, como free
lance, ajudando em pesquisas, reportagens especiais e na revisão.
Saía do meu emprego às 17 horas e vinha para o jornal, onde ficava
com o Buka, para ajudar no que fosse necessário, até mais ou menos
as 21 horas, às vezes mais cedo, outras, mais tarde. Houve dias em
que trabalhávamos, eu, Buka e Marisa, lá na casa deles... Com uma
cervejinha, na sexta-feira, porque ninguém é de ferro!
Brincadeiras à parte, quando saí do meu outro emprego, em 2006, passei
a integrar o elenco dos funcionários, em horário integral. Aumentou
o número de horas e aumentou a responsabilidade, mas foi um alívio
viver o jornalismo na sua essência: reunião de pauta, corrida atrás de
reportagens, fotos, fechamento... Essa parafernália corre nas veias,
junto com o sangue e faz bem à alma, mesmo quando é cansativo.
Aprendi a amar O Município, como sei que os funcionários mais
antigos, e os mais novos, amam.
É muito bom ver como a direção, tanto dos pais, anteriormente, como a da
jovem jornalista Marisinha, atualmente, cuida do jornal: com ética, com
amor ao que faz, com superação de dificuldades, com companheirismo.
Gosto do que faço. Gosto do jornal. E sinto-me parte dele,
contribuindo com ele, neste importante aniversário de 90 anos.
Poucos jornais chegam ao nonagésimo ano! É um orgulho fazer
parte desta festa, fazer parte desta edição histórica!
Que venham os próximos anos... Quem sabe, na comemoração de um
século de existência, eu possa dizer mais. O Município, eu te amo!
Maria Tereza Ferraz
do Carmo
Jornalista, formada pela PUC/SP, em
1985, e revisora.
Quem quer crescer
anuncia aqui
O jornal O Município significa muito pra mim, é um serviço bom
que me favorece muito, mesmo quando às vezes as pessoas não
entendem que tenho que ser um pouco duro com eles.
Para a cidade significa crescimentos lucrativos. Veja bem, quem
tem comércio, qual é o seu objetivo de crescer na cidade? É fazendo
propaganda, não é? O Município abre espaço para quem realmente quer
crescer no seu trabalho, no seu empreendimento, divulgar o que faz.
Este jornal chegou aos 90 anos, por ser um jornal de alta qualidade,
um jornal do povo, um jornal que jamais foi esquecido pelo povo
socorrense, pois, a cada ano que passa, vem aumentando cada vez
mais o número de leitores.
Gosto muito de trabalhar neste jornal. Afinal de contas, as pessoas
com quem eu trabalho é como se fossem da minha própria família e
isso faz com que a gente se sinta bem!
Stela Calafiori
Valdir Xavier - Buiu
Jornalista
Cobrança e Distribuição
A competência de toda uma
equipe
Há quase um ano trabalho no jornal O Município e para mim o jornal
significa um progresso, tanto pessoal quanto no profissional. A
cidade também progride junto, com todas as informações e notícias
que o jornal O Município traz. O jornal chega aos seus 90 anos pela
competência dos que trabalharam e trabalham aqui, sempre com
muita dedicação e amor pelo que fazem. O espaço que me deram
aqui foi de grande importância para mim. Também aqui, conheci
pessoas maravilhosas que, agora, fazem parte do meu dia-a-dia e
de minha vida.
Parabéns, jornal O Município, pelos 90 anos!
Jéssica Straci
Digitadora
Novidades do dia-a-dia
Fui admitido em janeiro de 2008 e o jornal tornou-se a minha segunda
família, e é onde eu me realizo, fazendo aquilo que gosto, em um
meio de comunicação e órgão imparcial que leva a noticia até o
cidadão, chegando aos 90 anos por sua competência e credibilidade.
Gosto de trabalhar aqui, porque me sinto bem, gosto do que faço,
a diretora e os colegas são legais. Neste trabalho conheci muitas
pessoas e, na entrega do jornal, conheci melhor nossa cidade, suas
ruas e bairros. Também conheci melhor as cidades de Lindóia e
Águas de Lindóia, que fazem partem do meu roteiro.
No jornal fui estimulado a voltar aos estudos, para alcançar meus
objetivos e crescer pessoalmente e profissionalmente. Recebo incentivo e ajuda para melhorar e encarar novos desafios.
Enfim, gosto do que faço, gosto das pessoas que trabalham comigo e
gosto das novidades que surgem no dia-a-dia. Estou muito feliz!
Fernando Salomão
Atendimento e Distribuição
Jornal O Município – edição
comemorativa 90 anos (1921
a 2011)
O Jornal é um MCS - meio de comunicação social importante. Sua
função é “informar, transmitir a herança cultural, oferecer opções de
lazer e denunciar tudo o que prejudica a sociedade, principalmente
as classes sociais dependentes e subalternas” (Osmar de Oliveira
Soares – SEPAC – Serviço à Pastoral da Comunicação)
Cumpre-me falar hoje sobre um dos jornais da nossa cidade – O
Município – noventa anos de existência junto ao povo, informando,
transmitindo cultura, orientando ações e saúde, colaborando com
a história do município, proporcionando opções de lazer, enfim,
oferecendo ao público leitor o que de melhor é possível, dentro de
um espaço de tempo organizado. O Município é um órgão semanal,
social, imparcial, que procura cumprir à risca o seu propósito de
fundação.
É um informativo por excelência. Traz em suas páginas assuntos
sobre: sociedade, educação, religião, saúde, esportes, eventos,
classificados.
Para mim, o jornal interiorano é como cartilha do povo que, de
maneira simples, comunicativa, leva a todos o “abc” dos fatos numa
linguagem acessível a todas as culturas, do menos ao mais letrado,
abrangendo todas as classes sociais.
Tarefa de vulto para os (as) jornalistas, que são profissionais que
dão sua força de trabalho, sem a suficiente autonomia para decidir o
que publicar e como publicar.
O jornalista é ainda o profissional que põe seu talento a serviço da
comunidade, atento ao desenrolar de fatos propulsores de notícias
a serem veiculadas no dia-a-dia da sociedade, ávida do noticioso
acontecido ou a acontecer.
O Município conta com jornalistas, que desempenham com garra
a tarefa que se lhes impõe, sendo uma delas a responsável pela
continuidade do jornal que viu-se, num repente, sem o seu diretorproprietário. Hoje, a Marisinha continua a tarefa do pai (in memorian)
e da mãe, Marisa, que no seu cargo de prefeita, procura exercer uma
política administrativa que visa ao bem-estar do seu povo.
Ao lado de funcionários dedicados e hábeis nas suas funções
jornalísticas, passei a colaborar com a organização do jornal em
1996, no seu 75º aniversário, fazendo pesquisas para a história
e escrevendo textos sobre festas e comemorações. As edições
especiais foram e ainda são valiosas e nelas, quanto eles deram de si
para que fossem bem recebidas pelo público!
Este jornal completa, a 16 de outubro de 2011, seus 90 anos de
ininterrupta existência, com o esforço e a dedicação de seus diretores
e funcionários de todas as épocas.
Hoje ele continua na sua linha, no seu propósito de bem-servir a um
público ávido pelos acontecimentos da cidade que está no âmago
de seu coração.
Mudanças houve. Aliás, tudo o que tem vida sempre se altera com o
passar do tempo. Não ficou de fora o jornal: “ Cadê o tanque grande
no comprimento e estreito na largura?”
Cadê o saguão alegre das máquinas, onde se sentiam as passadas
cadenciadas do “Buka” e o “barulhento” Lé (Aluane) a fabricar
panfletos, recibos etc., em que as máquinas executavam as cantigas
onomatopéias em ritmo, que eu procurava “traduzir”: quero-pão,
quero-pão, tô-fraco, tô-fraco, tô-fraco, sô feliz, sô feliz, sô feliz.”
Cadê o estafante trabalho das impressoras, substituídos pelo
impressionante progresso da informática? Cadê?!
Tenho lembranças boas da Soninha (Sônia), que atuou anos no O
Município, desde o proprietário Imir Baladi; lembranças do Valdemar
que diz satisfeito “vi as meninas Ellen, Marisa e Bia crescerem”…
Meus agradecimentos ao Marcos, Elias, Aluane, Rogério, Valdir,
Fernando, sempre solícitos em minhas precisões e que parecem
trabalhar com a satisfação e orgulho, como de quem constrói uma
catedral. Gostam do que fazem.
Parabéns à Marisinha que, corajosa, se fez a continuadora
responsável pelo jornal.
Parabéns às jornalistas que integram muito bem a composição do
jornal, com matérias de interesse geral, Maria Tereza e Stela Calafiori.
Parabéns a Jéssica, uma ternura, que frente ao computador desempenha
bem a tarefa que lhe confiam. Parabéns aos colaboradores, aos
assinantes, aos anunciantes, que fazem parte deste jornal.
Hoje e sempre, é preciso que a imprensa seja séria, responsável,
confiável nas suas notícias pois ela presta importantes serviços
à sociedade. Parabéns ao “O Município” e a toda sua família
jornalística!
Elza Martha Fontana
Pesquisadora e Revisora
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Socorro, 26 de abril de 2013
MEMÓRIA FOTOGRÁFICA - especial
Nesta coluna especial, de 90 anos, deixamos registrada uma breve homenagem
em imagens, algumas inéditas, outras não, da personagem principal de toda essa
história: a cidade de Socorro!
O Jardim da Cadeia, assim era chamado por rodear a cadeia, na década de 30, já tendo ao fundo a torre da Igreja Matriz, construída pelo padre Antonio Sampaio.
Jardim
de Baixo
Ao lado, o mesmo Jardim da Cadeia, do “outro lado”, com seu lago e ponte, de onde se podia observar os pequenos peixes
coloridos, que faziam a alegria das crianças.
Em 20 de agosto de 1943, a fachada do Mercado Municipal, hoje Centro Cultural e Turístico, tendo ao
lado o palacete de Alfredo Carvalho Pinto, hoje Conservatório Municipal de Música.
Mercado
Municipal
Av. Dr. Rebouças, com destaque para a Estação Ferroviária e antiga fábrica de louças
Fábrica de louças
Em 9 de junho de 1936, concentração de “carros de boi” em frente à Estação Ferroviária, que lá estavam para carregar ou descarregar mercadorias
para a zona rural, na maioria das vezes.
Destaque
da época
Adeus
Mogyana!
Última viagem do trem da Mogyana, partindo da
Ponte da Av. Dr Rebouças, foi a primeira
Estação Ferroviária, em 1966. Nesse dia, muita
ponte de concreto do estado de São Paulo,
gente chorou e lamentou o fato que causou uma
grande lacuna na cidade.
construída em 1909, pela Cia. Mogyana.
O início da Rua General Glicério, em 30 de março de 1946, onde hoje
1946
se encontra a agência do Banco de Brasil Palácio das Águias, no terreno
ao lado do casarão Valter Barguini, muito bem conservado por suas
descendentes, até hoje.
Asilo
O Asilo dos Velhos, quando iniciou suas atividades, na grande casa
construída em um sítio no bairro São Sebastião, para abrigar e cuidar
dos idosos sem família.
Prédio
dos 40
Início das obras do “Prédio dos 40”, o primeiro
arranha-céu de Socorro, construído ao lado do Paço
Municipal, o Palácio das Águias.
Socorro, 26 de abril de 2013
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MEMÓRIA FOTOGRÁFICA - especial
Ruas do
centro
Rua Marechal Floriano Peixoto, a
partir do cruzamento com
a Rua Gal. Glicério
Jardim de Baixo, hoje Praça 9 de Julho, ou Praça do Fórum, com o coreto que foi palco de muitas retretas e namoros, o qual foi restaurado
e colocado na praça, ao lado da delegacia.
Rua 13 de Maio, a partir do cruzamento com a Rua José Ângelo Calafiori, onde hoje estão a Lojas Cem e Banco Itaú
Praça Nove
de Julho
Rua Campos Salles, a partir do cruzamento com a Av. Dr. Rebouças, onde hoje é o Auto-Posto Impacto.
Rua José Ângelo Calafiori, a partir da esquina com a Rua 13 de Maio, onde se vê o casarão Calafiori,
Ainda de terra, a Rua Padre Antonio Sampaio, com o sobrado de Mario Mantovani em primeiro plano,
Rua XV de Novembro, trecho em que é ladeada pelo Jardim da Cadeia e Jardim de Baixo, quando
hoje Lojas Cem
avistando-se, ao alto, a atual Policlínicas, a Casa Paroquial e, em destaque, a Igreja Matriz
ainda não estava asfaltada, mas já era porta de entrada para o Centro da cidade
Rua Dr. Luiz Pizza, a partir da Rua Lourenço Tafner.
Rua Campos Salles, a partir do Socorro Hotel, hoje Banco do Brasil.
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Socorro, 26 de abril de 2013
MEMÓRIA FOTOGRÁFICA - especial
Socorro em 1932
Vista panorâmica de Socorro, em 1932, com o cemitério e as primeiras casas da Vila São Vicente, em primeiro plano, a Av. Coronel Germano e, ao alto, a Santa Casa de Misericórdia e o campo de futebol da Vila São Luiz,
hoje Associação Atlética Socorrense
Casarão da Praça
Em 1931, o casarão de Anacleto Camargo, hoje da família de Alcindo de Oliveira Santos, ao lado
do Hotel do Commércio, ex-residência do Cel. Olímpio Gonçalves dos Reis, hoje o Clube XV.
Praça Matriz
Montagem de uma comemoração realizada na Praça da Matriz, destacando-se, ao alto, o prédio da Cadeia, à esquerda,
e o Paço Municipal, à direita.
Nosso hospital
Vista do Hospital Dr. Renato Silva, já com a Maternidade construída, podendo-se ver, em primeiro plano, residências da Rua Carlos Norberto, o atual Vlad Hotel e, mais ao fundo, o casarão da
família Pereira, hoje um edifício residencial.
Praça da Matriz, onde crianças e adultos se concentravam, destacando-se a Casa Paroquial e o casarão de Alcindo de Oliveira Santos.
Ponte Pênsil
Onde hoje está a passarela do Salão Paroquial,
ficava a ponte pênsil, que balançava na passagem
dos pedestre
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Esp. 90 Anos 1 - O Município de Socorro