Antonio Fontana Filho (1980-2007) Marisa Souza Pinto Fontana ANO 90 • Socorro, 16 de outubro de 2011 • nº 4704 R$ 1,20 Capela da Matriz, Socorro 1920 Dia 16 de outubro de 1921. A cidade de Socorro tinha 92 anos de fundação quando nasceu este jornal, desfraldando a bandeira “Por Socorro”. Com 4 páginas e algumas dezenas de exemplares, começamos a escrever a história de Socorro. Passamos pela Crise de 29, registramos a Revolução de 32, revelamos nossos heróis na II Guerra Mundial e sobrevivemos às ditaduras. Relatamos as enchentes, inclusive a de 1970, que levou parte do acervo de nosso jornal. Passamos por 25 prefeitos. Re- sistimos às dificuldades financeiras e vimos Socorro, o Brasil e o mundo se transformarem. E mudamos também! Hoje apresentamos a todos um novo jornal! Sobre nossos ombros pesa a responsabilidade de uma gloriosa tradição e respeito à família socorrense. Neste dia especial, renovamos nossa promessa de continuar oferecendo um jornal verdadeiro, fiel à notícia, e que leve a melhor informação da cidade de Socorro. Você, leitor, divida conosco esta conquista! 2 Socorro, 26 de abril de 2013 90 anos Muitos diretores ajudaram a escrever a História do Jornal O Município Da redação Alante Lorenzetti Antonio Benjamim Lorenzetti (Bejo) Alfredo Ferragutti Francisco Comito Felício Vita Jr Imir Baladi Como paladino da imprensa interiorana, Alante Lorenzetti, falecido em 14 de março de 1949, fundou vários jornais nesta cidade, entre eles o “Mogiana” e o “Comércio de Socorro”. Com a paralisação deste último, suas atividades não esmoreceram, pois logo mais fundava outro órgão. Era o “Município” que surgia, em outubro de 1921, com redação à Rua José Bonifácio, nº 53/55. No ano de 1928 o jornal passava para as mãos de José Isidro de Toledo, tendo como redator o socorrense Ernesto Tardelli e transferindo-se a redação para a rua 13 de Maio, nº 291. Três anos depois, o “Município” era adquirido por Alfredo Ferragutti e Antonio Benjamin Lorenzetti, conhecido como Bejo, sendo que pouco tempo após, este último se retirava da sociedade, falecendo no ano de 1947. Funcionou como redator de 1931 a 1932 o farmacêutico José Picarelli. Em 11 de agosto de 1946, este órgão era vendido para novos proprietários, que organizaram a Empresa “O Município” Limitada, constituída por Mario de Oliveira Araújo, Felício Vita Junior, Imir Baladi, Antonio Gonçalves Dantas, José Franco Craveiro e Francisco Comito, este último retirando-se algum tempo depois. A Empresa “O Município Ltda” – além de jornal, estendeu suas atividades ao comércio de papelaria, livraria, tipografia, artigos para presentes, eletrodomésticos etc., constituindo-se na maior casa do ramo na cidade, inclusive com majestosa sede própria, em pleno centro comercial. Com a transferência dessas atividades comerciais a terceiros, exceto o jornal que lhe deu origem, as oficinas do “Município” passaram a funcionar na residência do seu diretor, prof. Imir Baladi, combativo jornalista que o dirigiu por mais de 34 anos, com invejável capacidade. A atuação dessa Folha na vida da cidade foi sempre da maior importância. Além da posição de destaque de seus diretores nas variadas instituições locais, beneficentes ou recreativas, três deles foram vereadores à Câmara Municipal local, simultaneamente, a saber: José Franco Craveiro, Dr. Mario de Oliveira Araujo (presidente) e Imir Baladi, que também foi prefeito no período de 1970 a 1975. Durante esse período, a espo- sa do então chefe do executivo profª. Cacilda Valente Baladi passou a dirigir O Município. Com circulação ininterrupta, constituiu-se sempre em uma bandeira altaneira desfraldada gloriosamente por Socorro e sua gente, não importando a mão que a empunhasse. Grandes e inesquecíveis edições circularam desde a sua fundação. Em 1956, o jornal publicou uma edição comemorativa ao aniversário da cidade, com 56 páginas e, no ano seguinte, outra com 52 páginas e em 3 cores. Foram as duas maiores edições em número de páginas já publicadas pelo jornal. Assim, O Município prosseguiu anos afora, porque o apoio e os aplausos recebidos foram o incentivo para os dias futuros. Em 1970, um acidente marca a história do jornal. A cidade de Socorro passou pela maior enchente dos últimos tempos e O Município, que possuía um arquivo completo, com todos seus exemplares encadernados, teve a maior parte deles destruídos. Foram perdidos mais de 30 anos da história do jornal e importantes registros da cidade. Do chumbo ao teclado: a modernização Em abril de 1980, o jornal de 6 páginas e tiragem de 280 exemplares, distribuído somente para assinantes, é adquirido por Antonio Fontana Filho, que promove uma série de ações e investimentos que vieram a revolucionar este jornal. Casouse com Marisa de Souza Pinto Fontana, com quem dividiu os anos de direção. Inicia-se, também, uma forte campanha para novos assinantes. Da modesta e acanhada salinha da Rua Etore Mantovani, em 1985, as oficinas, recepção, escritório e redação passaram para novo endereço, na esquina da Rua José Bonifácio. Desta vez, já em chão próprio. Em seguida, expandiu para o endereço onde se encontra até hoje, no nº 121 da mesma rua, onde antes funcionava uma serralheria. Ali se encontravam as oficinas do O Município lotadas de máquinas indispensáveis, adquiridas corajosamente pela equipe Antonio Gonçalves Dantas Mario de Oliveira Araújo José Franco Craveiro Antonio Fontana Filho Marisa de Souza Pinto Fontana Marisa Souza Pinto Fontana de Antonio Fontana Filho que, autodidata, aprendia a mexer sozinho nas máquinas. A ousadia também lhe rendeu quase a perda de um dedo, ficando cravada a cicatriz. Uma nova e possante Linotipo e uma grande impressora, que possibilitavam o novo tamanho do jornal, ali trabalhavam diariamente horas a fio, engolindo artigos, crônicas, anúncios, boletins, talões de notas, programas, enfim, impressos em geral. Houve uma modernização no sistema de impressão, que passa de composição tipográfica para o linotipo. Naquela época, a “roupagem” que ostentou durante 64 anos ficou para trás, com projeto gráfico assinado pela artista plástica Pitida Pereto e Edmur Godoy. Não obstante o grave período de recessão econômica enfrentado na época, O Município seguiu em frente. Em 1990, os primeiros computadores chegaram à nossa redação, trazidos pelo próprio diretor Antonio Fontana Filho, do Paraguai. Naquela época, o Brasil estava fechado à importação e, desta maneira, O Município começou a ser informatizado, abandonando as máquinas pesadas e, em 11/02/1992, o chumbo começa a fazer parte do passado na história do jornal e a impressão mecânica foi deixada de lado. Já na era da informática, foram desenvolvidos novos projetos para agilizar o trabalho jornalístico. A utilização dos computadores permitiu maior dedicação à criação, deixando de lado a composição. Com os computadores, o jornal conseguiu maior controle sobre a qualidade de seu trabalho. Surgiram as páginas coloridas, novos e modernos programas para diagramação e publicidade e a impressão passou a ser terceirizada, para modernos parques gráficos da região. Por mais de uma década, o Jornal O Município contou com a valorosa colaboração e revisão da professora Tarsila Picarelli. No ano 2000, O Município já contava com uma tiragem de 4000 exemplares, distribuídos em Socorro, fortemente em toda zona rural e em cidades vizinhas. Em 2007, vítima de um câncer fulminante, Antonio Fontana Filho falece, aos 50 anos e O Município veste-se de luto, circulando com sua capa em preto e branco. Posteriormente, sua esposa se afasta da empresa, sendo eleita a primeira mulher prefeita de Socorro. A empresa então, passa em sociedade para as filhas Ellen, Marisa e Beatriz, ficando a direção a cargo da filha jornalista Marisa. Em todo esse tempo, também erramos. Porém, como já dizia seu primeiro editorial, em 1921, “não nos elevamos ao píncaro da infallibilidade. Absolutamente! Poderemos errar. Mas si errarmos, esses erros não poderão toldar o nosso programma em sua essencia. Esses erros, si existirem, serão mais filhos da vontade de acertar do que da má fé e da perfídia”. Chegando à sua edição nº 4704, hoje são 5850 exemplares distribuídos toda sexta-feira para nossos mais fiéis e cativos leitores. 90 anos depois de sua fundação, acreditamos não termos desmerecido a sua gloriosa trajetória. Continuamos fazendo do O Município uma trincheira avançada na defesa dos interesses de Socorro. Sob nossos ombros pesa a responsabilidade desta tradição e haveremos de ser dignos dela, defendendo os nossos ideais e sempre respeitando a ideologia alheia. Obrigado a todos que nos ajudaram chegar até aqui! O Município: de década em década Socorro, 26 de abril de 2013 3 GALERIA O MUNICíPIO 1 2 3 5 4 6 7 1 • Equipe do jornal, na antiga oficina, localizada na esquina da Rua José Bonifácio. 2 • A enchente de 1970 devasta Socorro e junto leva boa parte dos arquivos do jornal, que funcionava como loja, onde hoje é a Pernambucanas. 3 • O Sistema de composição manual de escrita ainda perdurou até os anos 80. Na foto, Pacote, Pico e Ricardo. 4 • Saem as máquinas e chegam os computadores: O Município passa a ser informatizado. 5 • Em 1982, a chegada das máquinas Linotipos revolucionam O Município. Em destaque, a funcionária Sonia. 6 • A compra da grande impressora Eickoff possibilitou um formato maior ao jornal. Elias era o impressor. 7 • No parque gráfico dos anos 80, Aluane (Lé) comandava a impressora automática Helga. 8 • Visita dos alunos da escola Trenzinho. 9 • Treinamento dos funcionários do jornal para o novo projeto gráfico, desenvolvido pelo publicitário Luiz Otávio e os designers Ibsen Fernando e Danilo Pasa. 8 9 ESPECIAL O Município comemora, na edição nº 1306, seu 27º aniversário Maria Tereza Ferraz do Carmo Da redação Nesta edição em que O Município comemora seus 90 anos, esta coluna retrata o que foi publicado no 27º aniversário do jornal, em 17 de outubro de 1948. Naquela época, o jornal ainda comemorava sua fundação no dia 21/10/1921, pois não havia nenhum registro que comprovasse a data exata do primeiro jornal. A edição nº 01, de 16/10/1921, só chegou ao jornal nos anos 80, por meio de uma doação. E, assim, foi feita a retificação da data exata da fundação do jornal. SOCORRO É ISTO! Imir De etapa em etapa, chega o “O Municipio” ao seu 27.o aniversário de existência. De cabeça erguida e consciência tranquila. Certo de estar cumprindo o seu dever. Sempre a defender o povo. Sempre a batalhar por suas aspirações. Sempre a bater-se pelas causa bôas e elevadas. Sem jamais curvar-se aos poderosos do dia. Sem conhecer o que seja a bajulação. Independente. Altivo. Imparcial. Olhos fitos em futuro brilhante. Indiferente às pagas e às recompensas. Com o lema da Honra e da Dignidade. Com o ideal de bem servir. Ésta a sua bandeira, que vem desfraldando com imparidez desde que passou a pertencer á “Empresa O Municipio Ltda”. Visando sempre, acima da retribuição material, que não raro abastarda, o prêmio moral, que sempre enobrece. Vale o jornal, pelas ideias que semeia. Pelos principios que defende. Pelo programa que adota. Pela atitude que assume. Uns só pensam nas moedas, que compram até consciências. Mercenários, sonham com o vil metal e por êle tudo fazem. Move-os o ideal de bem servir a si próprios. Transigem dia a dia, hora a hora, para a venda de sua opinião. Se é que têm opinião. Outros adotam atitude diferente. Em tudo e por tudo. É porque os guiam homens de outro estofo. Conhecedores das palavras Coerencia, Renúncia e Patriotismo. Mercê de Deus, esta folha se enfileira entre aqueles que são dignos do honroso nome de “JORNAL”. Afirmam-no, melhor que estas palavras, o apoio que recebe. A simpatia que desfruta. As amizades que possui. O prestígio que goza. Tais e tantos, que o incentivam a prosseguir nessa trajetoria. A caminhar de triunfo em triunfo, em busca de triunfos maiores. Tantos e tamanhos, que os homens de bôa vontade, apontando as coisas boas desta terra, tambem se lembram do “O Municipio” para com orgulho exclamar: Socorro, é isto! Abaixo, a nota alviçareira. Novo banco O Banco Nacional de Minas Gerais – S. A. – com sede em Belo Horizonte, inaugurou ontem a sua filial, no moderno predio n.o 126, da rua 13 de Maio. Otimamente instalado, esse estabelecimento bancario que tem como gerente o snr. José Vicente Ramalho Junior, figura bastante relacionada em nosso meio, por certo terá suas atividades inteiramente coroadas de exito. Esse novo melhoramento para Socorro vem atestar a crescente vitalidade por que passa a nossa cidade em todos os seus setores. Ao lado, a importância de estar sendo construído o Hotel Progresso, de propriedade da Cia. Progresso de Socorro S/A, para cuja construção o povo subscreveu a quantia de Cr.$ 1.5000.000,00 com bela planta elaborada pelo engenheiro dr. B. Mendes e, sem o qual, Socorro não poderia crescer como estância hidromineral. A previsão de inauguração é para agosto de 1949, contendo 54 quartos e apartamentos. Outras notícias políticas e sociais, encontram-se nas demais páginas do jornal. 4 Socorro, 26 de abril de 2013 opinião Com 29 anos, já participei de 1744 edições. Se Deus me permitir, pretendo fazer outras milhares. No mês de novembro de 2011 vou completar 29 anos de jornal. Jamais pensei que este trabalho duraria tanto tempo, pois foi o meu primeiro serviço com registro, apesar de trabalhar desde os 13 anos em uma padaria, de domingo a domingo. Entrei no jornal O Município, no dia 1º de novembro de 1982, uma segunda-feira, e no outro dia era o feriado de Finados, coisa que eu nunca tive em meu primeiro serviço. O primeiro jornal que eu ajudei, ou atrapalhei na montagem, foi o nº 2956, que circulou no dia 6 de novembro de 1982 e a manchete era: “Estranha agressividade” que retratava a agressão a pedradas, sofrida por elementos de um partido, quando se dirigiam para o bairro Moraes, para um comício. Integrantes do outro partido, que faziam comício no bairro Camanducaia, foram os responsáveis pelo ocorrido. Quando o jornal O Município completar seus 90 anos, eu terei participado de nada menos do que 1.744 edições e, se Deus permitir, pretendo, ainda, fazer outras milhares. Dizer o que o jornal O Município significa na minha vida é uma tarefa um tanto difícil e gratificante, pois nele entrei ainda adolescente e, hoje, sou chefe de família. A minha esposa, eu conheci em uma festa de confraternização de final de ano do jornal. Tenho muito a agradecer ao meu trabalho, local em que desfruto da amizade da família dos proprietários, dos funcionários e seus familiares, e de muitas pessoas que, graças ao jornal, eu tive o prazer de conhecer. Para a cidade, o jornal é um órgão de muita importância, porque é por intermédio dele que pudemos acompanhar as principais notícias de Socorro durante os 90 anos e acredito que seja a única fonte para pesquisas de alunos e demais interessados. Apesar de não conhecer a maioria de seus ex-proprietários, acredito, também, que todos eram apaixonados pelo jornal, fator que levou O Município a chegar aos 90 anos. Acredito que muitas vezes, o jornal circulava por amor no que está fazendo, não pensando só no lucro. Outro fator importante é a imparcialidade, não tendo cunho social, político ou religioso. Para você trabalhar feliz, você tem de gostar do que faz. E é o meu caso, pois me preocupo igual ou até mais do que seu proprietário, para que o jornal seja cada vez mais perfeito. Também tenho a felicidade de trabalhar com pessoas maravilhosas: Marisa, dona Elza, Lé, Elias, Tereza, Buiu, Stela, Fernando, Jéssica, Rogério e Geraldo, formando uma verdadeira família dentro do emprego, tentando ajudar uns aos outros, não só no jornal, mas, se for o caso em outros problemas que estejam ao nosso alcance. Também nestes 29 anos passaram por este jornal, pessoas que, a maioria delas, tenho o prazer de desfrutar de sua amizade até hoje. Se não me falhar a memória são elas: Luizão, Claudinho (in memorian), Dito Trivelato, William, Sonia, Márcia, Vanda, Juninho, Baitaca, Artioli, Adilsinho (in memorian), Preto, Pico, Kiko, Peroca, Eduardo, Marquinho Alexandroni, Ricardo, Herlan, Eliana, Sílvia, Regina, Sinval, Jorge, Dulce, Felipe, Douglas, Marcia e Marcio. Aconteceram muitas mudanças nestes quase 30 anos de serviço; algumas mudanças radicais e outras menos, mas nada que nos assustasse, pois sabíamos da capacidade de nossos diretores e de seus funcionários. Uma vida de trabalho e conhecimentos Há 29 anos trabalho no jornal O Município, o que significa para mim uma vida de trabalho e conhecimentos, onde tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com Antonio Fontana Filho, que para mim foi meu segundo pai e com quem aprendi muito. Para a cidade, o jornal O Município, significa um veículo de informação com credibilidade e responsabilidade nos seus artigos, levando o melhor da informação ao povo socorrense, chegando aos 90 anos com muito sucesso. Gosto de trabalhar no Jornal O Município porque, nos 29 anos de trabalho, tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e aprender, trabalhar, respeitar a todos. As mudanças que vieram com o passar dos tempos: no começo da minha época e dos meus colegas de trabalho, tudo era diferente: a composição do jornal era em linotipo (chumbo); as fotos eram em clichê, que eram enviadas por sedex, para São Paulo; os títulos do jornal eram feitos em composição manual; a impressão, em uma máquina local na qual eu exercia a função de impressor; as páginas eram somente em preto e branco; hoje, com tudo informatizado, ficou mais fácil e rápido, temos páginas coloridas e em preto e branco. Parabéns ao nosso querido jornal O Município! Elias Ap. Tibúrcio Gerente. Competência, credibilidade e aceitação Trabalho no jornal desde janeiro de 2007, e identifico-me muito com este trabalho, pois trazemos muitas informações importantes para todos da cidade de Socorro, além de participar diretamente na divulgação de empresas, com ótimos resultados para as mesmas. O jornal significa muito para minha meta profissional, é nele que posso expor meus trabalhos, tenho total liberdade para contribuir com idéias e opiniões, um ótimo ambiente de trabalho, estrutura e apoio para desenvolver meus serviços e, principalmente, por trabalhar com pessoas competentes e dinâmicas. Fico muito feliz de fazer parte dessa equipe, pela credibilidade das notícias, matérias, conteúdos e principalmente pela satisfação dos nossos anunciantes. Vejo aqui a oportunidade de crescer profissionalmente como designer gráfico. Sem dúvida o jornal chegou aos 90 anos, pela competência dos seus diretores e colaboradores e, também, pela credibilidade e aceitação da população e dos seus anunciantes, por isso agradecemos a todos pelo apoio recebido durante todos esses anos. As mudanças Para mim, a mudança mais drástica aconteceu no início dos anos 90, quando passamos da linotipo para a então tão desconhecida era da informática. Acabamos o ano de 91 trabalhando com lima, martelo e chave de fenda e voltamos em 92, trabalhando com computador. Vale lembrar que, nessa época, tivemos a valiosa colaboração do incansável Maurício Sacrini, que trabalhava em São Paulo e à noite e de madrugada nos ajudava, tornando a tarefa um pouco mais fácil. Outra mudança, essa a mais complicada, foi no ano de 2007, quando repentinamente perdemos o nosso alicerce (ficamos com medo da casa cair), ou seja, a morte de nosso patrão, Antonio Fontana Filho, mas, com muita garra, inteligência e capacidade e certamente com uma “ajudinha” divina do nosso Buka, a filha Marisa, com apenas 24 de idade, tomou a frente e a casa não caiu, ou melhor, está cada vez crescendo mais. Espero que o jornal passe por muitas mudanças (sempre para melhor, é claro) e, se Deus quiser, que eu possa participar ainda, de muitas delas. Para finalizar, quero deixar meu agradecimento aos diretores e funcionários por me aturarem por todo este tempo e, apesar da língua portuguesa ser rica em palavras, agora, no momento, não consigo achar a palavra certa para mostrar a minha satisfação em trabalhar no jornal O Município. Então, como um bom brasileiro e socorrense, o meu muito obrigado! Marcos Ferreira Forão Pacote. Diagramador, editor de esportes Rogério Cunha Designer Gráfico Uma família honesta Eu, Antonio Geraldo de Mello, faço parte do quadro de funcionários do jornal O Município há dois anos. O jornal O Município significa muito para mim, pois me abriu um horizonte de conhecimentos e orgulho-me de trabalhar num jornal de grande credibilidade. Prova essa é que está na praça, fazendo jus a seus 90 anos de existência, como o jornal mais lido na cidade. Agradeço por ter tido essa oportunidade e pela confiança depositada em mim, por eu fazer parte desta família honesta, que só pensa em publicar verdades, respeitando todos os leitores desta cidade. E, para finalizar, espero ainda estar aqui no centenário, com a família do jornal O Município. Uma lição de vida Minha jornada no Jornal O Município começou mais ou menos em 1974, quando eu tinha 11 anos e estudava na EEPSG Narciso Pieroni. O prof. Imir Baladi, que era amigo da minha família, me convidou para trabalhar, como entregador de jornal. No começo fiquei meio assustado, pois eu conhecia a oficina do jornal porque eu e meus amigos jogávamos bola ao lado, na casa do sr. Dimas Silveira Costa, na época, diretor do Narciso, e de vez em quando a bola caía lá dentro. Eu ia buscar e observava os funcionários trabalhando, sem entender nada. Aceitei o emprego, e logo me deram uma bicicletinha azul, com uma cestinha na garupa, onde eu colocava os jornais e com um mapa das ruas e os nomes dos assinantes saía para entregar. Eram mais ou menos uns 230 jornais, o que levava a manhã inteira, já que os assinantes ficavam espalhados pela cidade inteira. Passaram-se 1 ou 2 anos e comecei a trabalhar na oficina do jornal, juntamente com a Sonia, Luis Carlos e Imaculada, fazendo a composição das matérias, naquela época manualmente, letra por letra, o que dava o maior trabalho, principalmente na época do frio, o que nos obrigava a colocar uma mesa no quintal, para aproveitar o sol. A impressão também era manual e o jornal circulava com 4 páginas, obviamente em preto e branco. Fiquei trabalhando lá até o ano de 1978. Em 1979, Antonio Fontana Filho que tinha comprado a gráfica do sr. Rogério Jacob, ficou sabendo que eu havia trabalhado no jornal, por intermédio do Luis Carlos Fortunato, e me convidou pra trabalhar, pois um de seus funcionários iria sair; sem pensar muito, aceitei de pronto, trabalhando em meio período, porque eu estava estudando naquela época. Terminando o estudo, sem ter condições de pagar uma faculdade, optei por seguir a carreira de tipógrafo. Assim fui registrado e comecei a trabalhar em período integral, aprendendo devagar os macetes desta nobre profissão. Muitas histórias cruzaram esta jornada, passamos por várias mudanças de endereços e cada uma era uma aventura, pois tínhamos que arrastar as máquinas pelas ruas em cima de roletes, o que era uma atração para a vizinhança: paravam todos para ver os maquinários, estranhos para eles, e superpesados, o que costumava nos deixar em “cacos”, no final do dia. Também passamos por várias enchentes, a maior dela em 1983, quando nossa oficina ficou debaixo de um metro de água, dando muito trabalho, pois tínhamos que retirar os motores das máquinas e subir os papéis em plataformas, para não molhar; deixávamos nossas casas e nos preocupávamos mais com a oficina da gráfica. Cada máquina que o Buka comprava, era um Deus nos acuda, porque eu sabia que teria que ficar ao lado dele para aprender a manusear, já que a mesma vinha sem qualquer técnico de fora, e era aí que o Buka dava um show, pois ele, além de patrão, também era mecânico. O funcionário mais antigo do Buka resolveu abrir seu próprio negócio, deixando a gráfica num dilema: será que conseguiríamos tocar o negócio sem ele? Foi aí que aprendi mais uma coisa com o Buka, quando ele me disse: “ninguém é insubstituível” e, com muito esforço e dedicação, fomos em frente, e estamos no ramo até hoje. Quando o Buka resolveu comprar o jornal do prof. Imir Baladi, achamos que ele era louco, pois sabíamos que ele não entendia nada do assunto, mas queimamos a língua, pois ele transformou aquele tablóide em jornal de verdade. Logo ele teve a iniciativa de sair da composição manual e comprar uma Linotipo, que teoricamente deixaria nossa vida mais fácil. Engano nosso, pois até aprendermos a mexer com aquela geringonça, tomamos o maior baile, passamos finais de semana inteiros trancados na redação, fuçando na máquina, mas valeu a pena, pois, depois, ficamos craques no manuseio. Tomamos alguns sustos, algumas queimaduras pelo corpo, provocadas pelo chumbo e algumas roupas rasgadas. No começo da década de 90, o Buka resolveu inovar de vez. Fez várias viagens ao Paraguai para comprar equipamentos e informatizar o jornal; com muita perseverança e esforço, ele conseguiu o que parecia impossível, transformou o Jornal O Município em um dos melhores jornais da região. Pastamos muito no começo, pois ninguém ensinou a gente; o Buka ralou muito, pesquisou, foi atrás de aprender como se fazia e conseguiu as técnicas empregadas até hoje, salientando sempre que todos nós aprendemos tudo na raça, sem fazer qualquer curso de informática. Para dar continuidade ao serviço, a filha Marisinha formou-se em jornalismo e começou a trabalhar em conjunto com o pai, na direção do jornal, trazendo um ponto de vista moderno, mas, muitas vezes, não aceito, pois o Buka gostava das coisas do seu jeito. Entretanto, entravam em comum acordo e as coisas saiam perfeitamente em ordem. Já em 2007, com o falecimento do Buka, temíamos que a Marisinha não conseguisse dar continuidade ao trabalho, pois a pressão era muito grande sobre ela; mas, mais uma vez, estávamos errados, ela não só deu conta do recado, como cada vez mais está modernizando esse nosso querido jornal. Para finalizar, após mais ou menos 35 anos de casa, só tenho que agradecer ao Jornal O Município e aos seus proprietários, com quem eu tive o prazer de trabalhar: prof. Imir Baladi, Antonio Fontana Filho (Buka), sua esposa Marisa de Souza Pinto Fontana e, atualmente, a filha Marisinha, pois tudo que sou devo a vocês, porque antes de ser conhecido por ALUANE JOSÉ PEREIRA (Lé), sou mais conhecido por ALUANE ou LÉ do JORNAL, o que me dá mais responsabilidade ainda, fazendo de tudo pra honrar esse nome. Muito obrigado! Antonio Geraldo de Mello Aluane José Pereira – Lé Motorista Impressor e editor de imagem. Socorro, 26 de abril de 2013 O Município entrou na minha vida Poucos jornais chegam ao nonagésimo ano! “Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação”. Foi com estas palavras que iniciei o juramento do jornalista, a profissão a qual abracei e me formei. Porém, até o momento do juramento, tive que passar por muitas etapas até chegar à conclusão de que ser jornalista era o que realmente eu queria. Como em qualquer outra profissão, a prática é a melhor ferramenta para se profissionalizar e ter a certeza de que a escolha feita foi a melhor. O jornal O Município foi quem me abriu as portas e me deu a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendi na faculdade. Com dois anos de curso tive a chance de passar um mês, durante as férias, fazendo um estágio no jornal, acompanhando todo o processo de elaboração deste semanário. Desde a escolha das pautas, a preparação para as reportagens, tratamento de fotos, diagramação… Depois de formada voltei a morar em Socorro e, mais uma vez, o O Município entrou na minha vida. Recebi a proposta para trabalhar no jornal como profissional. Foi minha grande oportunidade de provar a mim mesma que meus quatro anos de estudo não foram em vão. Neste um ano e três meses que estou aqui já tive a oportunidade de aprender muito e não apenas as tarefas funcionais, como escrever, fotografar, diagramar e revisar, mas também tirei muitas lições das quais levarei para sempre e tenho a certeza de que ainda há muito que aprender. Uma das coisas mais essenciais que aprendi aqui foi a importância do trabalho em grupo. Costumamos dizer que cada jornal finalizado é como um filho que nasce toda sexta-feira, resultado de uma semana inteira de trabalho. E foram estes colegas que, desde o início, me deram força, dicas e me auxiliaram no que eu precisava. Colegas que se tornaram amigos, com os quais sei que ainda posso contar sempre que precisar. Outra coisa interessante que um jornalista pode vivenciar são as surpresas do dia-a-dia de uma profissão na qual não existe rotina. Quando saímos para as reportagens, aprendemos o que de mais interessante tem em nossa profissão: a proximidade com as pessoas. Conheci muita gente neste primeiro ano e isto foi fundamental para eu crescer tanto profissional como pessoalmente. Pude acompanhar tanto momentos de conquistas (entrega dos apartamentos do CDHU e vitórias em campeonatos), como momentos de mais dificuldades (enchentes de janeiro ou a perda de um ente querido). É graças ao jornal O Município que estou tendo a oportunidade de vivenciar tudo o que a profissão de jornalista pode oferecer. Desde o início foi quem me abriu as portas e me deu as ferramentas necessárias para crescer cada vez mais. São estes os motivos que me fazem levantar todos os dias para vir trabalhar: os amigos, o amor a esta profissão e, principalmente, a gratidão que tenho por este semanário. E, para finalizar, gostaria de citar um fato que ocorreu quando eu tinha 14 anos e não canso de me lembrar: Estava andando pela rua junto com o meu avô Celestino, quando nos encontramos com o diretor do jornal na época, o saudoso Buka. Ao vê-lo, meu avô disse a ele sobre minha vontade de ser jornalista e logo ele respondeu: “Será uma grande jornalista! E com certeza virá trabalhar no meu jornal”. Infelizmente não tive o prazer de trabalhar com ele, mas, coincidência ou não, aqui estou e aqui pretendo ficar por mais um bom tempo, ganhando mais experiências e trabalhando sempre com a verdade e a informação. Comecei a trabalhar em O Município, no ano de 1998, como free lance, ajudando em pesquisas, reportagens especiais e na revisão. Saía do meu emprego às 17 horas e vinha para o jornal, onde ficava com o Buka, para ajudar no que fosse necessário, até mais ou menos as 21 horas, às vezes mais cedo, outras, mais tarde. Houve dias em que trabalhávamos, eu, Buka e Marisa, lá na casa deles... Com uma cervejinha, na sexta-feira, porque ninguém é de ferro! Brincadeiras à parte, quando saí do meu outro emprego, em 2006, passei a integrar o elenco dos funcionários, em horário integral. Aumentou o número de horas e aumentou a responsabilidade, mas foi um alívio viver o jornalismo na sua essência: reunião de pauta, corrida atrás de reportagens, fotos, fechamento... Essa parafernália corre nas veias, junto com o sangue e faz bem à alma, mesmo quando é cansativo. Aprendi a amar O Município, como sei que os funcionários mais antigos, e os mais novos, amam. É muito bom ver como a direção, tanto dos pais, anteriormente, como a da jovem jornalista Marisinha, atualmente, cuida do jornal: com ética, com amor ao que faz, com superação de dificuldades, com companheirismo. Gosto do que faço. Gosto do jornal. E sinto-me parte dele, contribuindo com ele, neste importante aniversário de 90 anos. Poucos jornais chegam ao nonagésimo ano! É um orgulho fazer parte desta festa, fazer parte desta edição histórica! Que venham os próximos anos... Quem sabe, na comemoração de um século de existência, eu possa dizer mais. O Município, eu te amo! Maria Tereza Ferraz do Carmo Jornalista, formada pela PUC/SP, em 1985, e revisora. Quem quer crescer anuncia aqui O jornal O Município significa muito pra mim, é um serviço bom que me favorece muito, mesmo quando às vezes as pessoas não entendem que tenho que ser um pouco duro com eles. Para a cidade significa crescimentos lucrativos. Veja bem, quem tem comércio, qual é o seu objetivo de crescer na cidade? É fazendo propaganda, não é? O Município abre espaço para quem realmente quer crescer no seu trabalho, no seu empreendimento, divulgar o que faz. Este jornal chegou aos 90 anos, por ser um jornal de alta qualidade, um jornal do povo, um jornal que jamais foi esquecido pelo povo socorrense, pois, a cada ano que passa, vem aumentando cada vez mais o número de leitores. Gosto muito de trabalhar neste jornal. Afinal de contas, as pessoas com quem eu trabalho é como se fossem da minha própria família e isso faz com que a gente se sinta bem! Stela Calafiori Valdir Xavier - Buiu Jornalista Cobrança e Distribuição A competência de toda uma equipe Há quase um ano trabalho no jornal O Município e para mim o jornal significa um progresso, tanto pessoal quanto no profissional. A cidade também progride junto, com todas as informações e notícias que o jornal O Município traz. O jornal chega aos seus 90 anos pela competência dos que trabalharam e trabalham aqui, sempre com muita dedicação e amor pelo que fazem. O espaço que me deram aqui foi de grande importância para mim. Também aqui, conheci pessoas maravilhosas que, agora, fazem parte do meu dia-a-dia e de minha vida. Parabéns, jornal O Município, pelos 90 anos! Jéssica Straci Digitadora Novidades do dia-a-dia Fui admitido em janeiro de 2008 e o jornal tornou-se a minha segunda família, e é onde eu me realizo, fazendo aquilo que gosto, em um meio de comunicação e órgão imparcial que leva a noticia até o cidadão, chegando aos 90 anos por sua competência e credibilidade. Gosto de trabalhar aqui, porque me sinto bem, gosto do que faço, a diretora e os colegas são legais. Neste trabalho conheci muitas pessoas e, na entrega do jornal, conheci melhor nossa cidade, suas ruas e bairros. Também conheci melhor as cidades de Lindóia e Águas de Lindóia, que fazem partem do meu roteiro. No jornal fui estimulado a voltar aos estudos, para alcançar meus objetivos e crescer pessoalmente e profissionalmente. Recebo incentivo e ajuda para melhorar e encarar novos desafios. Enfim, gosto do que faço, gosto das pessoas que trabalham comigo e gosto das novidades que surgem no dia-a-dia. Estou muito feliz! Fernando Salomão Atendimento e Distribuição Jornal O Município – edição comemorativa 90 anos (1921 a 2011) O Jornal é um MCS - meio de comunicação social importante. Sua função é “informar, transmitir a herança cultural, oferecer opções de lazer e denunciar tudo o que prejudica a sociedade, principalmente as classes sociais dependentes e subalternas” (Osmar de Oliveira Soares – SEPAC – Serviço à Pastoral da Comunicação) Cumpre-me falar hoje sobre um dos jornais da nossa cidade – O Município – noventa anos de existência junto ao povo, informando, transmitindo cultura, orientando ações e saúde, colaborando com a história do município, proporcionando opções de lazer, enfim, oferecendo ao público leitor o que de melhor é possível, dentro de um espaço de tempo organizado. O Município é um órgão semanal, social, imparcial, que procura cumprir à risca o seu propósito de fundação. É um informativo por excelência. Traz em suas páginas assuntos sobre: sociedade, educação, religião, saúde, esportes, eventos, classificados. Para mim, o jornal interiorano é como cartilha do povo que, de maneira simples, comunicativa, leva a todos o “abc” dos fatos numa linguagem acessível a todas as culturas, do menos ao mais letrado, abrangendo todas as classes sociais. Tarefa de vulto para os (as) jornalistas, que são profissionais que dão sua força de trabalho, sem a suficiente autonomia para decidir o que publicar e como publicar. O jornalista é ainda o profissional que põe seu talento a serviço da comunidade, atento ao desenrolar de fatos propulsores de notícias a serem veiculadas no dia-a-dia da sociedade, ávida do noticioso acontecido ou a acontecer. O Município conta com jornalistas, que desempenham com garra a tarefa que se lhes impõe, sendo uma delas a responsável pela continuidade do jornal que viu-se, num repente, sem o seu diretorproprietário. Hoje, a Marisinha continua a tarefa do pai (in memorian) e da mãe, Marisa, que no seu cargo de prefeita, procura exercer uma política administrativa que visa ao bem-estar do seu povo. Ao lado de funcionários dedicados e hábeis nas suas funções jornalísticas, passei a colaborar com a organização do jornal em 1996, no seu 75º aniversário, fazendo pesquisas para a história e escrevendo textos sobre festas e comemorações. As edições especiais foram e ainda são valiosas e nelas, quanto eles deram de si para que fossem bem recebidas pelo público! Este jornal completa, a 16 de outubro de 2011, seus 90 anos de ininterrupta existência, com o esforço e a dedicação de seus diretores e funcionários de todas as épocas. Hoje ele continua na sua linha, no seu propósito de bem-servir a um público ávido pelos acontecimentos da cidade que está no âmago de seu coração. Mudanças houve. Aliás, tudo o que tem vida sempre se altera com o passar do tempo. Não ficou de fora o jornal: “ Cadê o tanque grande no comprimento e estreito na largura?” Cadê o saguão alegre das máquinas, onde se sentiam as passadas cadenciadas do “Buka” e o “barulhento” Lé (Aluane) a fabricar panfletos, recibos etc., em que as máquinas executavam as cantigas onomatopéias em ritmo, que eu procurava “traduzir”: quero-pão, quero-pão, tô-fraco, tô-fraco, tô-fraco, sô feliz, sô feliz, sô feliz.” Cadê o estafante trabalho das impressoras, substituídos pelo impressionante progresso da informática? Cadê?! Tenho lembranças boas da Soninha (Sônia), que atuou anos no O Município, desde o proprietário Imir Baladi; lembranças do Valdemar que diz satisfeito “vi as meninas Ellen, Marisa e Bia crescerem”… Meus agradecimentos ao Marcos, Elias, Aluane, Rogério, Valdir, Fernando, sempre solícitos em minhas precisões e que parecem trabalhar com a satisfação e orgulho, como de quem constrói uma catedral. Gostam do que fazem. Parabéns à Marisinha que, corajosa, se fez a continuadora responsável pelo jornal. Parabéns às jornalistas que integram muito bem a composição do jornal, com matérias de interesse geral, Maria Tereza e Stela Calafiori. Parabéns a Jéssica, uma ternura, que frente ao computador desempenha bem a tarefa que lhe confiam. Parabéns aos colaboradores, aos assinantes, aos anunciantes, que fazem parte deste jornal. Hoje e sempre, é preciso que a imprensa seja séria, responsável, confiável nas suas notícias pois ela presta importantes serviços à sociedade. Parabéns ao “O Município” e a toda sua família jornalística! Elza Martha Fontana Pesquisadora e Revisora 5 6 Socorro, 26 de abril de 2013 MEMÓRIA FOTOGRÁFICA - especial Nesta coluna especial, de 90 anos, deixamos registrada uma breve homenagem em imagens, algumas inéditas, outras não, da personagem principal de toda essa história: a cidade de Socorro! O Jardim da Cadeia, assim era chamado por rodear a cadeia, na década de 30, já tendo ao fundo a torre da Igreja Matriz, construída pelo padre Antonio Sampaio. Jardim de Baixo Ao lado, o mesmo Jardim da Cadeia, do “outro lado”, com seu lago e ponte, de onde se podia observar os pequenos peixes coloridos, que faziam a alegria das crianças. Em 20 de agosto de 1943, a fachada do Mercado Municipal, hoje Centro Cultural e Turístico, tendo ao lado o palacete de Alfredo Carvalho Pinto, hoje Conservatório Municipal de Música. Mercado Municipal Av. Dr. Rebouças, com destaque para a Estação Ferroviária e antiga fábrica de louças Fábrica de louças Em 9 de junho de 1936, concentração de “carros de boi” em frente à Estação Ferroviária, que lá estavam para carregar ou descarregar mercadorias para a zona rural, na maioria das vezes. Destaque da época Adeus Mogyana! Última viagem do trem da Mogyana, partindo da Ponte da Av. Dr Rebouças, foi a primeira Estação Ferroviária, em 1966. Nesse dia, muita ponte de concreto do estado de São Paulo, gente chorou e lamentou o fato que causou uma grande lacuna na cidade. construída em 1909, pela Cia. Mogyana. O início da Rua General Glicério, em 30 de março de 1946, onde hoje 1946 se encontra a agência do Banco de Brasil Palácio das Águias, no terreno ao lado do casarão Valter Barguini, muito bem conservado por suas descendentes, até hoje. Asilo O Asilo dos Velhos, quando iniciou suas atividades, na grande casa construída em um sítio no bairro São Sebastião, para abrigar e cuidar dos idosos sem família. Prédio dos 40 Início das obras do “Prédio dos 40”, o primeiro arranha-céu de Socorro, construído ao lado do Paço Municipal, o Palácio das Águias. Socorro, 26 de abril de 2013 7 MEMÓRIA FOTOGRÁFICA - especial Ruas do centro Rua Marechal Floriano Peixoto, a partir do cruzamento com a Rua Gal. Glicério Jardim de Baixo, hoje Praça 9 de Julho, ou Praça do Fórum, com o coreto que foi palco de muitas retretas e namoros, o qual foi restaurado e colocado na praça, ao lado da delegacia. Rua 13 de Maio, a partir do cruzamento com a Rua José Ângelo Calafiori, onde hoje estão a Lojas Cem e Banco Itaú Praça Nove de Julho Rua Campos Salles, a partir do cruzamento com a Av. Dr. Rebouças, onde hoje é o Auto-Posto Impacto. Rua José Ângelo Calafiori, a partir da esquina com a Rua 13 de Maio, onde se vê o casarão Calafiori, Ainda de terra, a Rua Padre Antonio Sampaio, com o sobrado de Mario Mantovani em primeiro plano, Rua XV de Novembro, trecho em que é ladeada pelo Jardim da Cadeia e Jardim de Baixo, quando hoje Lojas Cem avistando-se, ao alto, a atual Policlínicas, a Casa Paroquial e, em destaque, a Igreja Matriz ainda não estava asfaltada, mas já era porta de entrada para o Centro da cidade Rua Dr. Luiz Pizza, a partir da Rua Lourenço Tafner. Rua Campos Salles, a partir do Socorro Hotel, hoje Banco do Brasil. 8 Socorro, 26 de abril de 2013 MEMÓRIA FOTOGRÁFICA - especial Socorro em 1932 Vista panorâmica de Socorro, em 1932, com o cemitério e as primeiras casas da Vila São Vicente, em primeiro plano, a Av. Coronel Germano e, ao alto, a Santa Casa de Misericórdia e o campo de futebol da Vila São Luiz, hoje Associação Atlética Socorrense Casarão da Praça Em 1931, o casarão de Anacleto Camargo, hoje da família de Alcindo de Oliveira Santos, ao lado do Hotel do Commércio, ex-residência do Cel. Olímpio Gonçalves dos Reis, hoje o Clube XV. Praça Matriz Montagem de uma comemoração realizada na Praça da Matriz, destacando-se, ao alto, o prédio da Cadeia, à esquerda, e o Paço Municipal, à direita. Nosso hospital Vista do Hospital Dr. Renato Silva, já com a Maternidade construída, podendo-se ver, em primeiro plano, residências da Rua Carlos Norberto, o atual Vlad Hotel e, mais ao fundo, o casarão da família Pereira, hoje um edifício residencial. Praça da Matriz, onde crianças e adultos se concentravam, destacando-se a Casa Paroquial e o casarão de Alcindo de Oliveira Santos. Ponte Pênsil Onde hoje está a passarela do Salão Paroquial, ficava a ponte pênsil, que balançava na passagem dos pedestre