BALLET GULBENKIAN PROGRAMA 02 :. JANEIRO TEMPORADA 2004: 2005 www.musica.gulbenkian.pt · temporada gulbenkian de música e dança TEMPORADA 2004: 2005 02 02 03 PROGRAMA 02 ‘ JANEIRO Espectáculo para maiores de 6 anos .: .: Não é permitido tirar fotografias nem realizar quaisquer outros registos de som e/ou imagem durante os espectáculos. :. A qualidade dos espectáculos poderá ser gravemente prejudicada por ruídos que perturbem a concentração dos bailarinos e afectem a audição musical. .: Fundação Calouste Gulbenkian Em caso de atraso, só poderá tomar o seu lugar após a conclusão de cada uma das obras em programa, de acordo com as instruções dos arrumadores da sala. Mantenha desligado o alarme do seu relógio, pager ou telemóvell durante todo o espectáculo. .: Programas sujeitos a alterações sem aviso prévio. Serviço de Música Director Luís Pereira Leal Consultor Carlos de Pontes Leça Prélude à L’Aprés Midi d’un Faune :. Marie Chouinard Directores adjuntos Rui Vieira Nery Miguel Sobral Cid Director Artístico Paulo Ribeiro BALLET GULBENKIAN director artístico: bailarinos: estagiários: coreógrafos convidados: ensaiadores: professor de dança convidado: assistentes da direcção artística: pianistas:técnivo paramédico:directora de produção: assistente de produção: director de cena/coordenador técnico: assistente das direcções de cena e de produção: mestra de guarda-roupa: assistente de guarda roupa: costureiras: tintureira: chefe da equipa de maquinistas:equipa de maquinistas: chefe das equipas de electricistas e de audiovisuais: electricistas: operadores de audiovisuais Ensaios :. Ballet Gulbenkian 04 Bailarinos Mayra Becker São Castro Mónica Gomes Barbara Griggi Sofia Inácio Wubkje Kuindersma Laura Marín Cláudia Nóvoa Ana Cláudia Ribeiro Sylvia Rijmer Sandra Rosado Teresa Alves da Silva Ann de Vos Lindanor Xavier Jordi Alguacil Allan Falieri Bernardo Gama Bruno Guilloré Hillel Kogan Danilo Mazzota Carlos Prado Rui Reis Romeu Runa Nelson Smith Jermaine Maurice Spivey Estagiários Pedro Mendes Iolanda Rodrigues Ana Sendas Rodrigo Vieira Coreógrafos convidados Regina Van Berkel Rui Lopes Graça Hervé Robbe Ensaiadores Vítor Garcia Pascale Mosselmans Professor de Dança convidado Daniela Graça Assistentes da Direcção Artística João Costa Margarida Abadesso Chefe da Equipa de Maquinistas de Cena Alfredo Figueiredo Pianistas João Paulo Soares Humberto Ruaz Equipa de Maquinistas de Cena João Gonçalves Fernando Madeira Américo Matias Vitor Pereira Leonel Picareta Ricardo Rosa Luís Santos Carlos Silva José Silva Luís Torres Técnico Paramédico José Ziegler Raimundo Directora de Produção Isabel Ayres Assistente de Produção Cristina Braga Director de Cena/ Coordenador Técnico João Frango Assistente das Direcções de Cena e de Produção Ilídio Araújo Mestra de Guarda-Roupa Florinda Basílio Assistentes de Guarda-Roupa Deodata Saião Mª Eugénia Tomás Costureiras Josefina Revez Mª Eugénia Tomás Chefe das Equipas de Electricistas de Cena e de Audiovisuais Clemente Cuba Electricistas de Cena Luís Alonso Luís Fradique João Galvão João Marcelo Fernando Nobre Operadores de Audiovisuais Pedro Antunes Paulo Baía Jorge Gonçalves José Gouveia Tiago Jónatas Jorge Martins 05 :: :. :. DIRECTOR ARTÍSTICO BALLET GULBENKIAN 06 O Ballet Gulbenkian foi fundado em 1965, e até 1969 a direcção artística foi confiada ao coreógrafo britânico Walter Gore. Sob a sua direcção, o agrupamento adquiriu e consolidou um autêntico profissionalismo. Tendo em atenção as carências então existentes no meio balético português, o Ballet Gulbenkian chamou a si a responsabilidade de, a par de novas criações coreográficas, apresentar diversos bailados do reportório tradicional. Exerceu assim uma acção divulgadora desse reportório junto de vastos sectores de público que de outro modo não teriam oportunidade de o apreciar ao vivo. Sob a direcção artística do coreógrafo croata Milko Sparemblek (1970-75), o Ballet Gulbenkian volta-se decididamente para a dança moderna, continuando, no entanto, a repor alguns clássicos, sendo o próprio Sparemblek responsável por inúmeras criações para o reportório. Entre 1977 e 1996, o cargo de director artístico foi exercido pelo bailarino e professor português Jorge Salavisa. Acentuou-se, ao longo desses anos, a orientação estética da Companhia segundo uma linha de contemporaneidade sem submissão a uma directriz monolítica, antes pelo contrário, com abertura a escolas e estilos muito diversos. Salavisa encorajou a revelação e apoiou o desenvolvimento da carreira de coreógrafos nacionais, fomentando, ainda, a formação de bailarinos portugueses através de cursos especiais anexos ao Ballet Gulbenkian. Entre Março de 1996 e Julho de 2003, a direcção artística foi da responsabilidade da professora brasileira Iracity Cardoso. Sem prejuízo da orientação preexistente, o reportório do Ballet Gulbenkian incorporou outras linguagens coreográficas, sempre preservando a actualização, diversidade e aposta em obras que pudessem explorar as características específicas dum conjunto de bailarinos experiente, versátil e maduro. Desde Setembro de 2003, o coreógrafo Paulo Ribeiro vem assumindo o cargo de Director Artístico da Companhia. Entre os coreógrafos a quem o Ballet Gulbenkian tem confiado a criação de novos trabalhos, ao longo dos mais de trinta e cinco anos da sua existência, destacam-se três portugueses, quer pelo número de bailados coreografados quer pela importância tida no desenvolvimento da identidade e estilo da Companhia: Carlos Trincheiras, Vasco Wellenkamp e Olga Roriz. A par deles, e pela assiduidade com que têm colaborado nos anos mais recentes, caberá ainda referir os nomes de Paulo Ribeiro e Rui Horta. No que se refere a coreógrafos estrangeiros de renome internacional, John Buttler, Lar Lubovitch, Birgit Cullberg, Hans Van Manen, Maurice Béjart, Christopher Bruce, Louis Falco, Jirí Kylián, Nacho Duato, Paul Taylor, Mats Ek, Ohad Naharin, William Forsythe, Itzik Galili, Mauro Bigonzetti, Didy Veldman e Marie Chouinard são alguns dos autores cujas obras têm sido dançadas pela Companhia. Entretanto, consciente das suas responsabilidades no sentido de contribuir para a consolidação de uma arte de raiz portuguesa, o Ballet Gulbenkian tem contado, também, com a frequente e importante colaboração de compositores musicais e artistas plásticos portugueses. Desde 1982, diversos bailados do reportório foram gravados pela RTP, tendo alguns deles sido mostrados internacionalmente. Para além das habituais temporadas em Lisboa, o Ballet Gulbenkian efectua, anualmente, digressões por várias cidades portuguesas. A nível internacional a Companhia foi chamada, desde a sua criação, a actuar, com reconhecido êxito, em metrópoles como Londres, Paris, Nova Iorque, Bruxelas, Amesterdão, Madrid, Barcelona e São Paulo, e festivais internacionais em Marselha, Suíça (STEPS), Kuopio, Recklinghausen, Weimar, Haia (Holland Dance Festival), Wiesbaden, Cannes, Aixen-Provence, Taormina, Lodz, Turim (TorinoDanza), Budapeste, Innsbruck, Memphis (EUA), Macau, Bregenz e Joinville, bem como noutras cidades europeias e africanas. PAULO RIBEIRO Natural de Lisboa, Paulo Ribeiro, antes de se afirmar como coreógrafo, fez carreira como bailarino em várias companhias na Bélgica e em França. A sua estreia no domínio da criação coreográfica deuse em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi co-fundador, e que o levou à participação em diversos concursos naquela cidade, obtendo em 1984 o prémio de Humor e em 1985 o 2º prémio de Dança Contemporânea, ambos no Concurso Volinine. De regresso a Portugal em 1988, começa por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian, para os quais cria, respectivamente, Taquicárdia ( Prémio Revelação do jornal “Sete” em 1988) e Ad Vitam. Com o solo Modo de utilização, interpretado por si próprio, representa Portugal no Festival Europália 91 em Bruxelas. A sua carreira de coreógrafo expande-se no plano internacional a partir de 1991, com a criação de obras para companhias de renome: Nederlands Dans Theater II (Encantados de servi-lo e Waiting for Volupia), Nederlands Dans Theater III (New Age); Ballet de Genève (Une Histoire de Passion); Centre Chorégraphique de Nevers, Bourgogne (Le Cygne Renversé). Para o Ballet Gulbenkian criará ainda: Inquilinos, Quatro Árias de Ópera (em colaboração com Clara Andermatt, João Fiadeiro e Vera Mantero) e Comédia Off -1. Entretanto, Paulo Ribeiro foi galardoado em 1994 com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pela obra Dançar Cabo Verde, encomenda de Lisboa 94 - Capital Europeia de Cultura, realizada conjuntamente com Clara Andermatt. E em 1995 funda a Companhia Paulo Ribeiro, subsidiada pelo Ministério da Cultura, para a qual tem vindo regularmente a criar coreografias: Sábado 2, Rumor de deuses, Azul Esmeralda, Memórias de Pedra - Tempo Caído, Orock, Ao Vivo, Comédia Off -2, Tristes Europeus - Jouisissez sans entraves e Silicone Não. O trabalho com a sua própria companhia permitiu-lhe desenvolver melhor a sua linguagem pessoal como coreógrafo. A obra Rumor de deuses foi distinguida em 1996 com os prémios de “Circulação Nacional” atribuído pelo Instituto Português do Bailado e da Dança, e “Circulação Internacional” atribuído pelo Centro Cultural de Courtrai, ambos inseridos no âmbito do concurso “Mudanças 96”. Paulo Ribeiro tem recebido ainda vários outros prémios relevantes: “Prix d’Auteur” nos V Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine Saint-Denis, (França); “New Coreography Award” atribuído pelo Bonnie Bird Fund-Laban Centre (Grã-Bretanha), “Prix d’Interpretation Collective” atribuído pela ADAMI (França); Prémio Bordalo da Casa da Imprensa (2001). Em acumulação com o seu trabalho de coreógrafo, Paulo Ribeiro desempenhou entre 1998 e 2003 o cargo de Director Geral e de Programação do Teatro Viriato/CRAE (Centro Regional das Artes do Espectáculo das Beiras), que obteve em 1999 o Prémio Almada do Instituto Português das Artes do Espectáculo, pela actividade desenvolvida na área da Dança. Em Setembro de 2002 foi indigitado Director Artístico do Ballet Gulbenkian, cargo que assumiu no início de Setembro de 2003. White foi a sua mais recente criação para a companhia que agora dirige. 07 .: 01 .: 06 02.: White :. Paulo Ribeiro .: 04 05 :. :: 03 10 :. 08 09 .: 07 .: 11 09 :. 14 :. BAILARINOS 12 :. mayra becker : são castro : mónica gomes : barbara griggi : sofia inácio : wubkje Kuindersma : laura marín : claudia nóvoa : ana cláudia ribeiro : sylvia rijmer : sandra rosado : teresa alves da silva : ann de vos : lindanor xavier : jordi alguacil : allan fallieri : bernardo gama : bruno guilloré : hillel kogan : danilo mazzota : carlos prado : rui reis : romeu runa: nelson smith : jermaine maurice spivey : pedro mendes : iolanda rodrigues : ana sendas : rodrigo vieira :. 16 .: 15 :: 19 08 :. 1 3 :: 17 .: .: 18 .: 22 20 :: 21 :: 01:.Mayra Becker 15:. Jordi Alguacil 26:. Pedro Mendes 02:.São Castro 16:. Allan Falieri 27:. Iolanda Rodrigues 03:.Mónica Gomes 17:. Bernardo Gama 28:. Ana Sendas 04:.Barbara Griggi 18:. Bruno Guilloré 29:. Rodrigo Vieira 05:.Sofia Inácio 19:. Hillel Kogan 06:.Wubkje Kuindersma 20:. Danilo Mazzota 07:.Laura Marín 21:. Carlos Prado 08:.Cláudia Nóvoa 22:. Rui Reis 09:.Ana Cláudia Ribeiro 23:. Romeu Runa 10:.Sylvia Rijmer 24:. Nelson Smith 11:.Sandra Rosado 25:. Jermaine Maurice Spivey 12:.Teresa Alves da Silva :. 23 13:.Ann De Vos 14:.Lindanor Xavier .: 24 27 :: 29 :. >> .: 26 :: 28 Estagiários _ (26).(27).(28).(29) 25 :. ????????? :. Rui Lopes Graça 02 P R O G R A M A 02 10 11 U JANEIRO ‘ 2005 Grande Auditório Gulbenkian [Lisboa] 19 :. Quarta .: 21h00 20 :. Quinta .: 21h00 21 :. Sexta .: 21h00 22 :. Sábado .: 16h00 e 21h00 Viriato Teatro Municipal [Viseu] 28 :. Sexta .: 21h30 29 :. Sábado .: 21h30 FEVEREIRO ‘ 2005 Cine-Teatro Curvo Semedo [Montemor-o-Novo] 5 :. Sábado .: 21h30 QUASE intervalo PERGUNTA SEM RESPOSTA intervalo A CLOSER VIEW 12 QUASE 13 Rui Lopes Graça :. Coreografia Pedro Paixão e Fernando Ribeiro (Moonspell) :. Arranjos e Música Original Vera Castro :. Espaço Cénico e Figurinos Jorge Ribeiro :. Desenho de Luzes Estreia absoluta pelo Ballet Gulbenkian, no Grande Auditório Gulbenkian, a 19 de Janeiro de 2005. Agradecimentos: Inês Costa Graça Daniela Costa Ana Paula Guimarães Rui Lopes Graça .: :. 14 PERGUNTA SEM RESPOSTA Hervé Robbe :. Coreografia e Figurinos Andrea Cera :. Música Original* Laurent Matignon :. Desenho de Luzes Estreia absoluta pelo Ballet Gulbenkian, no Grande Auditório Gulbenkian, a 19 de Janeiro de 2005. (*) A música de Andrea Cera, criada expressamente para Pergunta sem resposta de Hervé Robbe, insere-se num projecto alargado de pesquisa, em colaboração com o IRCAM (Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique). Hervé Robbe 15 PERGUNTA SEM RESPOSTA Diz-se que o bater de asas de uma borboleta pode ser a origem de enormes cataclismos. 17 Tudo começa, então, por um primeiro gesto. Mas alguma coisa já fora produzida, algo de tão ténue, que um detector de sismos não poderá apreender esta ligeira vibração. O que se joga neste corredor, neste espaço transitório? Uma sucessão de reencontros, de impactos com tonalidades mutantes e singulares. Uma encantação de corpos que se projectam num fluxo de movimentos esparsos, ou se inclinam perante o peso da espera. Há qualquer coisa de obsessivo, de sublime e de assustador, no fluxo e refluxo da onda. É a mesma coisa para a récita dos corpos que se repete e portanto se apaga com uma esplêndida e insustentável leveza. Então que escolher? O peso ou a leveza? :. Hervé Robbe 16 18 A CLOSER VIEW 19 Regina Van Berkel :. Coreografia e Figurinos Eleni Karaindrou :. Música Dietmar Janeck :. Projecção, Cenografia e Desenho de Luzes Estreia absoluta pelo Ballet Gulbenkian, no Grande Auditório Gulbenkian, a 19 de Janeiro de 2005. Regina Van Berkel :. BIOGRAFIAS regina van berkel : rui lopes graça : hervé robbe : andrea cera : moonspell : vera castro : dietmar janeck : laurent matignon : jorge ribeiro : daniela graça : vitor garcia : pascalle mosselmans .: 20 Regina van Berkel, de nacionalidade holandesa, conhecida pelo seu virtuosismo enquanto bailarina do Ballet Frankfurt sob a direcção artística de William Forsythe, efectuou a sua formação em dança no Nederlands Dans Theater, com Ivan Kramar, e na Rotterdamse Dansaacademie, na Holanda. Em 1992, foi distinguida com o Prémio de Incentivo atribuído pela Fundação Dancers Fund’79. No mesmo ano recebeu uma bolsa de estudo para complementar a sua formação em Nova Iorque. Pouco tempo depois ingressou no elenco do Ballet Frankfurt onde permaneceu durante sete anos. Em 1998, a convite do Festival de Dança da Holanda, coreografou um solo com o qual venceu o Silver Dance Award do Júri de Dança VSCD. Desde então tem trabalhado como coreógrafa independente em variados projectos e com diversas companhias como a Freiburg Ballett ‘Pretty Ugly’, a Tanz Ensemble Cathy Sharp e o Nederlands Dans Theater I. Da sua primeira colaboração com o Ballet Gulbenkian resulta a closer view. .: Rui Lopes Graça iniciou os seus estudos de dança como bolseiro da escola do Ballet Gulbenkian e do Centro de Formação Profissional da Companhia Nacional de Bailado. Em 1985, ingressou no elenco desta companhia e, em 1996, tornou-se bailarino solista. Dançou grande parte do repertório da CNB, em bailados clássicos e contemporâneos. Em Julho de 1999, participou no Curso Internacional para Coreógrafos e Compositores da Universidade de Bretton Hall, em Inglaterra, dirigido por Robert Cohan, Nigel Osborne, Ivan Kramar e Gale Law. Fez assistência e direcção de espectáculos e eventos como “Noites de Queluz”, entre 1988 e 1990, “Festa de Rua” englobado no Festival Europália – Bélgica, e “Embaixada da Juventude à Expo 92”, em Sevilha. Desde 1996, tem coreografado para a Companhia Nacional de Bailado, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, The Curve Foundation Dance Company, na Escócia, Escola Superior de Dança e Conservatório Nacional. Coreografou também para a Expo’98, Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, Centro Cultural de Belém e festivais internacionais nos EUA e Turquia. Em 2004, funda a Companhia Rui Lopes Graça, cuja estreia se realizou no Teatro Camões, em 17 de Setembro, com o espectáculo Antídoto, em colaboração com o escritor José Luís Peixoto. Actualmente, é também coreógrafo convidado da CNB. Quase será a sua primeira criação para o Ballet Gulbenkian. .: Hervé Robbe nasceu em Lille, França, no ano de 1961. Iniciou a sua carreira de intérprete dançando reportório neoclássico. Mais tarde, colaborou com variados coreógrafos contemporâneos. Hervé Robbe concebe a sua companhia como um lugar de permutas. É assim que se associa a outros artistas plásticos, a compositores e a videastas. A sua qualidade como coreógrafo é manifestamente a de renovar constantemente a sua escrita coreográfica enquanto as suas peças propõem articulações em torno de problemáticas ligadas à percepção do corpo, do espaço cénico e da sua hierarquização. Tem coreografado como convidado para companhias tão importantes como o Ballet Rambert, a Batsheva Dance Company e o Ballet da Ópera Nacional de Lyon. Em 1999, foi nomeado director do Centro Coreográfico Nacional do Havre Haute-Normandie. No seio desta nova estrutura criou os projectos Polaroïd, Origami, recreou Factory, Permis de construire – Avis de démolition, In between – Yellow suite, Des horizons perdus e <<REW. Pergunta sem resposta é a sua primeira criação para o Ballet Gulbenkian. 21 BIOGRAFIAS .: Andrea Cera nasceu em Vicenza, no ano de 1969. Após estudos de piano, de composição, no Conservatório de Pádua, e de informática musical, no IRCAM, em Paris, enveredou pela actividade de compositor, executando-a de forma assaz ecléctica. Entre outros, tem colaborado com o IRCAM, Hervé Robbe, a Nouvelle Cuisine Big Band, Christian e Gilles Boustani, Aldo Lee, Niktus, a companhia teatral La Piccionaia, e muitas outras entidades artísticas em Itália. Em 2002/2003, a sua instalação Innig pour 24 haut-parleurs dans un couloir esteve em exibição no Centro Pompidou de Paris, no âmbito de uma exposição sobre Roland Barthes. Em 2004, esteve em residência em Fresnoy, onde realizou NightRun, uma instalação interactiva baseada nos gritos dos visitantes, e apresentou no Festival Primavera das Artes, no Mónaco, uma peça ao ar livre para uma Big Band: MIDIfreaks Corridor Catapulte. A composição preparada para a criação de Hervé Robbe para o Ballet Gulbenkian, baseia-se na captação informática da voz e do gesto dançado. Andrea Cera vive em Malo, uma pequena localidade próxima da cidade italiana de Vicenza, e lecciona no Conservatório de Pádua. 22 © Paulo Moreira .: Moonspell é o nome de uma banda musical formada em 1992. Oriundos da periferia de Lisboa, tornaram-se num dos nomes mais importantes dos cenários do Rock e Metal portugueses, com a particularidade de serem o grupo deste género gozando de maior reconhecimento internacional. As suas digressões internacionais pela Europa, Estados Unidos e América Latina, levaram-nos a cidades como Moscovo, Santiago do Chile ou Nova Iorque. Dos sete discos editados, três são considerados “disco de prata” pela vendas superiores a dez mil unidades. O seu último trabalho foi realizado em colaboração com o escritor José Luís Peixoto. Os Moonspell preparam o seu primeiro DVD. A música de Quase, coreografado por Rui Lopes Graça, constitui a sua primeira composição expressamente criada para um trabalho de dança contemporânea. .: Vera Castro é licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. É professora da Escola Superior de Teatro e Cinema. Na área da pintura, participou em várias exposições, estando representada em colecções particulares, na do Ministério da Cultura e na da Casa da Cerca. Como cenógrafa e figurinista, trabalhou em teatro e ópera com os encenadores Ricardo Pais, José Wallenstein, Paulo Ferreira de Castro, João Lourenço, Ana Tamen, Jorge Listopad, Rogério de Carvalho, Mário Feliciano, Gastão Cruz, Nuno Carinhas, João Canijo, Filipe LaFéria, Adolfo Gutkin, Rui Mendes, Miguel Guilherme, Alberto Lopes, Paulo Filipe e Tim Carol. Na área da dança colaborou com os coreógrafos Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Né Barros e Rui Lopes Graça. No contexto da Europália esteve presente em Bruxelas, com a ópera Amor de Perdição, e fez parte do número dedicado a Portugal da revista Althernatives Théâtrales. Em 1989, participou na Exposição de Cenografia da BUC, em 1994, na exposição Vinte Anos de Teatro Independente, na Fundação Calouste Gulbenkian e, em 1999, na exposição Objectos Comunicantes, no âmbito da Experimenta Design 99. Esteve, ainda, representada na exposição de divulgação da moda portuguesa, organizada pelo ICEP, em Paris. Em 1988, foi nomeada, pela Secretaria de Estado da Cultura, para o Prémio Garrett para a melhor cenografia pelo seu trabalho em Três Irmãs, no Teatro da Cornucópia. Em 1993, foi distinguida, pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, com o prémio para a melhor cenografia, pelo espectáculo Estrelas na Manhã, e com o prémio Sete de Ouro para os melhores figurinos de 1992, da mesma peça e de A Gaivota. .: Dietmar Janeck desenvolveu a sua carreira de fotógrafo, após uma intensa carreira como bailarino em diversas companhias na Holanda e Alemanha. Para além das suas instalações de fotografia e projecções e de publicações sobre fotografia, desenhou luzes e projecções para coreografias de Regina van Berkel, em companhias como o Ballett Freiburg Pretty Ugly, o Cathy Sharp Tanz Ensemble, o Nederlands Dans Theater I, e para produções próprias, em conjunto com a mesma coreógrafa e realizadas para o Künstlerhaus Mousonturn, em Frankfurt, na Alemanha, o Choreographisches Zentrum NRW, em Essen, também na Alemanha, e o Holland Dance Festival, na cidade holandesa de Haia. 23 .: 24 Jorge Ribeiro iniciou a sua formação no TEUC, Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, enquanto frequentava a Licenciatura em Engenharia Electrotécnica na mesma Universidade. Concebeu o desenho de luzes para mais de setenta espectáculos de teatro, dança, ópera e música trabalhando com encenadores, coreógrafos, músicos e maestros como Rogério de Carvalho, Manuel Sardinha, Ricardo Pais, António Jorge, Carlos do Rosário, Gastão Cruz, Paula Rocha, Miguel Guilherme, Natalia Luiza, Ana Tamen, Elsa Valentim, António Durães, José Carretas, Paulo Filipe, João Grosso, José Neves, Rui Madeira, Miguel Loureiro, Carla Bolito, Rafaela Santos, José Wallenstein, Luís Osório, Joana Providência, Vera Mantero, Rui Lopes Graça, Vânea Gala, Vitalina Sousa, Nuno Rebelo, Albrecht Loops, John Mauceri, João Paulo Santos e Stefan Asbury. Estes trabalhos foram produzidos ou apresentados nas mais importantes salas de espectáculo do País, entre as quais se destacam o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional S. João, a Culturgest, o Centro Cultural de Belém e o Grande Auditório Gulbenkian. Jorge Ribeiro foi Chefe do Gabinete Técnico do Teatro Académico de Gil Vicente, Director Técnico do Teatro Nacional S. João e de Coimbra – Capital Nacional da Cultura 2003. Desenvolveu a actividade de docente junto de diversas entidades, colaborando com o Programa FOCO de formação de professores, com a Academia Contemporânea do Espectáculo do Porto e com outras instituições de ensino. ENSAIADORES BIOGRAFIAS .: Vítor Garcia nasceu em Lisboa onde começou a sua formação profissional. Foi bolseiro em Bruxelas, Londres e Nova Iorque, destacando o seu trabalho com professores como Marion Lane, Jane Kosminsky, Tom Koch, Carolyn Carlson, Christine Wright e Maggie Black. Como bailarino trabalhou com diversas companhias e sob a direcção de individualidades como Rui Horta, Mark Haim, Paulo Ribeiro, Joachim Schlömer, Michael Schumacher, Amanda Miller, Paul Selwyn Norton, Truus Bronkhorst e Katie Duck. Enquanto professor e ensaiador tem colaborado com companhias europeias como o Batsheva Dance Company, Ballet du Grand Théâtre de Genève, Ballet Frankfurt, Freiburg Ballet/Pretty Ugly, Última Vez (Wim Vanderkeybus), Park Studio, Dance Works, Charleroidanses, Ballet Nürnberg e Ballet der Komicher Oper Berlin, entre outros. Entre 1993 e 1999, foi cofundador e co-director artístico, com Michael Schumacher e Tom Koch, do Group Schwuppdiwupp. Foi galardoado com o prémio de interpretação ADAMI, no Festival Bagnolet em 1994, enquanto membro da companhia Pretty Ugly. Exerce, desde Agosto de 1999, as funções de ensaiador do Ballet Gulbenkian, tendo sido responsável pela direcção de ensaios de obras de coreógrafos como Ohad Naharin, Didy Veldman, Vera Mantero, Olga Roriz, Mauro Bigonzetti, Itzik Galili, Jirí Kylián, Clara Andermatt e Henrique Rodovalho, entre outros. .: .: Daniela Graça realizou os seus estudos de dança na Academia Brasiliense de Ballet e na Tanzschule der Staatsoper Hamburg, dirigida por John Neumeier. Dançou, enquanto solista do grupo Brasiliense de Ballet, obras como Giselle e Quebra Nozes. Integrou os elencos da Companhia de Dança de Lisboa, sob a direcção de Mark Haim, e do Rotterdamse Dansgroep, na Holanda, dirigido por Kathy Goschalk. Durante este período, dançou em peças de Igal Perry, Amanda Miller, Rui Horta, Merce Cunningham e Ton Simons, entre outros. Desde 1992, trabalha como independente com diversos coreógrafos contemporâneos, entre os quais destaca Anouk van Dijk. Coreografou e produziu seus próprios espectáculos, nomeadamente o solo Anakrousis, que apresentou na Holanda, Itália e Inglaterra. Trabalhou com Peter Sellars nas produções El Nino e Biblical Pieces, tendo colaborado com os coreógrafos Donald Bird e Mark Morris. Daniela Graça lecciona regularmente no Henny Jurriens Stichting Amsterdam, bem como em variadas companhias na Holanda, na Bélgica e na Alemanha, como a Galili Dance, Dansgroep Kristina de Chatel, DansWorks Rotterdam, Raz, Charleroi Dance, Ultima Vez e Theater Ulm. Foi durante sete anos professora da Amsterdamse Hoogschool Vor Het Kunsten, sendo frequentemente convidada pela Rotterdamse Dansacademie. Com Tom Koch, Daniela Graça deu vários workshops sobre técnica Alexander. Pascale Mosselmans nasceu em Paris, iniciou a sua formação profissional no Conservatoire de la Danse de Grenoble, prosseguindo-a na Académie Princesse Grace de Mónaco. A sua primeira experiência como profissional ocorreu no Ballet Theatre Français de Nancy, e em 1985 ingressou no elenco do Nederlands Dans Theatre I. Entre 1990 e 2003 foi bailarina do Ballet Gulbenkian onde atingiu a categoria de primeira bailarina. Ao longo da sua carreira tem trabalhado com inúmeros professores e coreógrafos como Paulo Ribeiro, Rui Horta, Olga Roriz, Vasco Wellenkamp, Gagik Ismailian, Didy Veldman, Stijn Celis, Ohad Naharin, Jirí Kylián, Hans van Manen e Itzik Galili, entre muitos outros. Paralelamente, tem criado figurinos para várias obras de Gagik Ismailian. Ensinou make-up e desenho de figurinos na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal. Em Setembro de 2001 iniciou, em paralelo com as suas responsabilidades como bailarina, uma colaboração como ensaiadora da Companhia, cargo que assumiu de modo pleno em Setembro de 2003. 25 Le Sacre du Printemps :. Marie Chouinard BALLET GULBENKIAN PRÓXIMOS ESPECTÁCULOS 03 26 PROGRAMA 03 MARÇO :. ABRIL 2005 MARÇO ‘ 2005 .: Grande Auditório Gulbenkian [Lisboa, Portugal] 16 :. Quarta .: 21h00 17 :. Quinta .: 21h00 18 :. Sexta .: 21h00 19 :. Sábado .: 16h00 e 21h00 ABRIL ‘ 2005 :. Teatro Garcia de Resende [Évora, Portugal] 1 :. Sexta .: 21h30 2 :. Sábado .: 21h30 .: Teatro Aveirense [Aveiro, Portugal] 8 :. Sexta .: 21h30 9 :. Sábado .: 21h30 Le Sacre du Printemps Marie Chouinard :. Igor Stravinsky Nova Coreografia de Paulo Ribeiro [título a anunciar] * Paulo Ribeiro :. John Cage, interpretada ao vivo pelo grupo Drumming * Estreia mundial 27 JANEIRO ‘ 2005 21 :. Sexta .: 19h00 22 :. Sábado .: 19h00 24 :. Segunda .: 19h00 Auditório Dois Gulbenkian Grande Auditório da Culturgest CICLO DE MÚSICA DE CÂMARA ORQUESTRA GULBENKIAN 28 PRÓXIMOS CONCERTOS 3º Workshop Gulbenkian para Jovens Compositores TEMPORADA GULBENKIAN DE MÚSICA E DANÇA Orquestra Gulbenkian Guillaume Bourgogne :. Maestro 2004:2005 Quarteto Borodin Ruben Aharonian :. Violino Andrei Abramenkov :. Violino Igor Naidin :. Viola Valentin Berlinsky :. Violoncelo Franz Schubert Obras de Carlos Miguel Marques, Rui Penha, Luiz Soldado, Vasco Mendonça, Bruno Soeiro, Jaime Reis, Teresa Ferreira Gentil, Patrícia Almeida, César Oliveira, Bruno Gabirro, Arnold Schönberg, Anton Webern Quarteto para Cordas Nº 13, em Lá menor, D.804, Rosamunde Quarteto para Cordas Nº 12, em Dó menor, D.703, Quartettsatz (1 Andamento) Quarteto para Cordas Nº 14, em Ré menor, D.810, A Morte e a Donzela 23 :. Domingo .: 21h00 25 :. Terça .: 19h00 Coliseu dos recreios Grande Auditório Gulbenkian CICLO GRANDES ORQUESTRAS MUNDIAIS CICLO DE MÚSICA DE CÂMARA Orquestra Filarmónica de São Petersburgo Yuri Temirkanov :. Maestro Elisso Virsaladze :. Piano Carl Maria von Weber Abertura da ópera Euryanthe Robert Schumann Concerto para Piano, em Lá menor, op.54 Igor Stravinsky A Sagração da Primavera Quarteto Borodin Ruben Aharonian :. Violino Andrei Abramenkov :. Violino Igor Naidin :. Viola Valentin Berlinsky :. Violoncelo Michael Collins :. Maestro Wolfgang Amadeus Mozart Quarteto para Cordas, em Dó Maior, K.465, As dissonâncias Quinteto para Clarinete e Cordas, em Lá Maior, K.581 Quarteto para Cordas, em Ré menor, K.421 29 à venda nas lojas gulbenkian FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN SERVIÇO DE MÚSICA Calendário 2005 _ Ballet Gulbenkian Coordenação Geral .: João Costa Design :: Coyote designers Fotografia :. Alceu Bett | Amir Sfair Filho | Agência Espetaculum [Fotografias de capa, Paulo Ribeiro, Mónica Gomes, Barbara Griggi, Sofia Inácio, Wubkje Kuindersma, Cláudia Nóvoa, Sylvia Rijmer, Ann De Vos, Jordi Alguacil, Allan Falieri, Bernardo Gama, Bruno Guilloré, Danilo Mazzota, Rui Reis, Romeu Runa, Nelson Smith, Jermaine Maurice Spivey, Pedro Mendes, Iolanda Rodrigues, Vítor Garcia, Pascale Mosselmans, a closer view, Quase, Pergunta sem resposta, páginas dos próximos espectáculos] :. Rodrigo César [Fotografias de Mayra Becker, Laura Marín, Ana Cláudia Ribeiro, Sandra Rosado, Lindanor Xavier, Hillel Kogan, Carlos Prado] Pré-impressão e Impressão .: Guide Artes Gráficas Tiragem :: 1400 exemplares Preço :: ¤ 2.50 Apoio à divulgação: Le Sacre du Printemps :. Marie Chouinard 30 Av. de Berna, 45 A 1067-001 Lisboa Tel :. 21 782 30 00 | Fax :. 21 782 30 41 www.musica.gulbenkian.pt [email protected] Serviço de Música .: www.musica.gulbenkian.pt