DO ALTAR CRISTÃO , A EVOLUÇÃO ATÉ À FIXAÇÃO DO MODELO PELA REFORMA CATÓLICA 1 INTRODUÇÃO “A nossa tarefa comum já não é descrever e classificar os fenómenos, mas averiguar funções e significado.” Rudolf Wittkower O altar é um ponto de ligação entre o humano e o divino, pelo que, o lugar que ocupa no templo se situa, concreta e simbolicamente, no sancta sanctorum, o Santo dos santos. Assumindo-se, por excelência, como objecto litúrgico o altar é, igualmente, uma obra de arte. O conceito sagrado que lhe é inerente concretiza-se através do mais belo e mais precioso, num espaço próprio e com um conjunto de elementos destinados à liturgia, numa dupla ocorrência: por um lado, a criação artística levada ao sublime, traduzindo os parâmetros estilísticos, culturais e técnicos da época e do lugar; por outro lado, a obrigação imperiosa de se adequar ao fim a que se destina. Isto significa que o objecto irá reflectir o melhor da produção artística dentro das regras da sua funcionalidade. Esta dualidade - entre a excelência e a parametrização - imprimem ao estudo da arte religiosa e sacra um valor acrescido no âmbito da definição de tipologias, na medida em que provocam a depuração e a síntese dos conceitos e técnicas que lhes estão subjacentes. Na realidade, o objecto litúrgico provém da apropriação de tipos profanos. Trata-se de peças de uso comum que, mercê de algumas transformações, ingressaram no serviço do culto, enquanto outras convergiam directamente para o espaço religioso, 2 transportando para o cerimonial as práticas da vida civil - da mesa ao altar; da taça ao cálice; do prato à patena; do saleiro à píxide; da bacia e gomil ao serviço de lavabo; de componentes da baixela doméstica à salva e galhetas para o vinho e a água; de elementos com funções essencialmente decorativas ou de aparato a componentes obrigatórios no arranjo do espaço destinado à eucaristia, como os candelabros, as jarras, os atris ou as toalhas e os revestimentos de altar. O estudo de um objecto litúrgico, porque a qualidade estética se não sobrepõe à sua justificação primordial como utensílio, implica um estudo que ultrapasse a sua classificação como peça artística, partindo de abordagens relacionadas com a descrição histórica, estilística, material e iconográfica para o aprofundamento de outros níveis que permitam a compreensão integral da peça. A identificação da autoria, ou o registo preciso do momento único em que o objecto foi criado, fazendo deste um elemento exclusivo, a partir do qual se podem estabelecer relações e formular resultados concretos, são processos correntes na historiografia da arte, na medida em que realizam a apreensão de novos dados necessários ao avanço científico. Porém, no caso dos objectos cuja imanência primordial não seja de ordem estética - e, portanto, reveladora de um gesto criador diferenciado -, mas cujo fabrico revela um sistema cultural unitário com objectivos definidos, compreendidos e aceites pelo grupo a que se destinam, estas não são questões fulcrais: em relação ao utensílio de uso comum ou não se colocam ou surgem de forma ambígua, no âmbito da antropologia; no caso do objecto litúrgico, a abordagem não se confina aos processos inerentes à sua realização material. Tal como tem vindo a suceder na actual historiografia da arte, encarada globalmente, é sobretudo no campo das expressões religiosas e sacras que mais imperiosa se torna a pesquisa das suas intencionalidades. O estudo de um objecto litúrgico converge para os seus aspectos formais e de conteúdo, bem como para a criatividade colectiva que lhe esteve na origem e os objectivos que o determinaram. Não se aceita mais a ideia de dependência unilateral e de causalidade de um fenómeno em relação a outro, sendo praticamente consensual o conceito de inter-relação mútua entre as várias ocorrências que compõem a realidade, tornando-a mais dinâmica e, em certo sentido, imprevisível, mas simultaneamente mais espontânea. O elemento determinante não é apenas o ponto que se encontrava no início da cadeia causal, tal como os positivistas previam; tudo pode interferir e ser agente de mudança neste processo 3 evolutivo que, assim, se abre a múltiplas perspectivas. No campo da historiografia da arte, estas concepções provocam alterações metodológicas, alargando o campo da pesquisa. No domínio mais específico do objecto litúrgico, na medida em que se conjugam funções práticas, religiosas e simbólicas, a investigação passa necessariamente por campos relacionados com a teologia e a forma como esta justifica o complexo cerimonial do culto. Da mesa situada no centro do templo à progressiva ocultação do sacrifício, que progressivamente se assume e define como mistério, remetendo o altar para zonas cada vez periféricas até ao fundo da abside, há um longo caminho a percorrer, justificado e definido por normas litúrgicas e materializado através de elementos arquitectónicos e decorativos que as traduziam. Para compreender aquelas condicionantes, far-se-á uma abordagem acerca da especificidade da liturgia neste espaço peninsular, periférico, aqui registando a importância da acção de S. Martinho de Dume e das reuniões conciliares de Braga, nas quais se estabelece definitivamente a necessidade de ocultação e intocabilidade. Assim, procurando no espaço português metropolitano, peças em que se observem traços desta evolução, permitindo referir a presença de ciborium, transennæ, ou iconostasis, como elementos que destacam, enquadram e delimitam o espaço sagrado junto ao altar, abordaremos os casos da Basílica paleocristã de Torre da Palma, em que o altar ainda ocupa um lugar central, à Catedral da Egitânia e à Igreja de S. Gião, em que aquele se desloca para o interior da ousia, ou de S. Frutuoso de Montélios em que a própria estrutura arquitectónica quebra a sua visibilidade. Na viragem do primeiro milénio, há novas condicionantes que provocam o redimensionamento e reestruturação do espaço interno das igrejas, com profundas alterações a nível da cabeceira. O culto das relíquias e o ideal de peregrinação provocam novos ritmos na sua utilização e outras exigências. Os imperativos do culto implicaram depois a ocorrência de altares secundários, pervertendo o conceito de lugar teofânico único e irrepetível, coincidindo ainda com a adopção da liturgia romana, o que se referirá a propósito da observação da Sé Velha de Coimbra. Regista-se, então, o conceito de altarmor, o principal numa igreja em relação aos que lhe são secundários, ou central em relação aos secundários. Mas também provocou o aparecimento de novas soluções como e espaço do deambulatório, mesmo em igrejas monásticas, como a da Abadia de Santa Maria de Alcobaça. 4 A próxima grande mudança no espaço do altar ocorre em finais da Idade Média, com a preponderância da iconografia que ganha novas dimensões nas construções retabulares. Se, até então, as representações icónicas eram sóbrias e sublimes, cingidas ao essencial, como se regista em Nossa Senhora de Negrelos ou na antiga matriz de Vila Verde, a decoração torna-se cada vez mais imperiosa, com as cenas religiosas a inscreverem-se em estruturas arquitectónicas imponentes, quase a impor-se sobre os temas representados, como no retábulo-mor da Sé Velha. Prossegue-se com a identificação de novos elementos que, do humano ao quotidiano, se lhe vão associar: a presença dos doadores que surgem no retábulo da Igreja do Mosteiro de S. Marcos, em Tentúgal; o tratamento da narrativa religiosa como cenas de género, autênticos documentos da moda do traje e dos ambientes, que se observa nas pinturas provenientes da capela-mor da Igreja do Convento de Jesus em Setúbal. A época das reformas, protestante e católica, foi um período de grande inquietação e interrogação acerca da manifestação religiosa, do seu universo visível, da imagem e da liturgia. Se anteriormente já muito pouco poderia ser considerado fruto do acaso e do instinto, a partir de agora tudo será consequência de uma reflexão consciente e intencional. Daí que, ao pretendermos efectuar o estudo do altar cristão e ao ser necessário fixá-lo num momento específico, o tenhamos escolhido precisamente nesta altura, em que as persistências do passado têm de ser confirmadas pela atitude reflectida do presente. Coincide, ainda, esta época com o eclodir do pensamento crítico acerca da arte renascentista, que se afirmara como uma profunda ruptura em relação à estética medieval e cujas marcas persistirão na criação artística dos tempos vindouros, e a ocorrência dos primeiros desvios propositados em relação às ordens clássicas. Se na época anterior prevalecera a forma, a produção maneirista privilegia o significado e a função, aproximando-se dos ideais tridentinos e pondo-se ao seu serviço. Define-se, por esta altura, a capacidade significativa, identificando intenções e funcionalidade. Por seu turno, a Companhia de Jesus, após uma participação a todos os níveis notória no Concílio de Trento, assumiu-se, no seu seguimento, como um veículo activo e empenhado das normas reformadoras, particularmente no âmbito da renovação teológica e litúrgica, bem como das exigências que esta impunha aos empreendimentos arquitectónicos e à sua decoração plástica e iconográfica. Além disso, o crescimento 5 interno da Companhia, possibilitando uma intervenção ímpar na actividade apostólica, não só na Europa, como nos novos continentes que a Igreja procurava conquistar para a cristandade, levou à racionalização de conceitos próprios no âmbito da arte religiosa, os quais, foram igualmente adoptados pelas outras ordens reformadas, embora estas o tenham feito com menos impacto. Conduzindo-nos esta constatação à abordagem de uma igreja jesuítica, a escolha teria de recair, se não na primeira a ser construída pela Companhia em Portugal, então na igreja da sua casa professa, a principal da província portuguesa. Para o estudo do altar e capela-mor da Igreja de S. Roque, como referência de um modelo que, na sequência de uma longa evolução desde a época paleocristã, se fixa durante a Reforma católica, a referência primordial será a Igreja de Jesus, em Roma, sobretudo no que concerne à sua estrutura arquitectónica, com a presença do tabernáculo e de suportes para a exposição solene do Santíssimo. O objectivo predominante é realizar a análise descritiva das peças, através do estudo do historial, do seu estado material, da caracterização das disposições e volumetrias, e da análise compositiva, estilística e iconográfica. Ao focalizá-las como objecto de estudo, passam a constituir um modelo convergente da sua série nos eixos diacrónico e sincrónico. Esta alegação determina a metodologia do seu estudo. A abordagem histórica do altar, enquanto operação descritiva, permitirá reter as invariáveis, isto é, as suas características comuns e inalteráveis, a fim de expor o seu postulado; mas, em simultâneo, recuperar os elementos acessórios correspondentes a necessidades pontuais e institucionalizações circunscritas, ainda que significativas. Este processo implica a decomposição do conteúdo, explorando cada uma das unidades por si, sem perder o seu carácter complementar em função do seu significado global. Porém, o fulcro deste processo é delinear as relações espaciais do altar com o templo, ou seja, apresentar o seu percurso desde o centro, um ponto nuclear no cruzamento dos eixos da igreja, à periferia, ao fundo da abside, cuja localização é definida e confirmada pelo Concílio de Trento. Esta forma de afastamento, porém, não impede a intenção absoluta e determinante de comunicar. A função comunicativa do altar é perceptível, de forma difusa, através dos seus componentes decorativos, entre o sóbrio e o excesso, o simples e o complexo, a visível e 6 o oculto, no sentido da norma e dos seus desvios. Tem, já como intérprete e referente de um contexto geral, a qualidade significante que geralmente se recusa às artes desprovidas de iconografia. Porém, na sequência de atitudes anteriores, que serão reformuladas pelo Concílio de Trento, como reforço à sua intenção catequética, o altar enquadra na sua estrutura formal, representações temáticas, em que a comunicação é primordial no âmbito das intencionalidades. Cabe, agora, discernir a intenção das imagens, a forma como se processa a comunicação directa que a iconografia, dos finais da Idade Média à época das Reforma católica, procura efectuar; mais uma vez, se assume a necessária comparação com os modelos de pintura retabular anteriores, a fim de apreender as convenções culturais desta época, e quais as intenções implícitas que levaram à selecção dos temas e das características das representações iconográficas; e, a partir daí, analisar a forma como a imagem se articula com a estrutura do altar. A compilação destes elementos, que decorre de tarefas de síntese, justifica-se pelo objectivo de apreender o significado do objecto, os conceitos que o sustentam e a forma como estes evoluíram e foram traduzidos materialmente. No âmbito em que decorrem - o mundo ocidental de tradição cristã - eles são universais e, como tal, constituem-se em código subjacente a uma linguagem comum. Em qualquer investigação haverá sempre falência de perspectivas, porque nenhuma obra se poderá considerar fechada, com tudo o que aqui se depreende de completo e definitivo. Cada objecto é um universo único e específico e cada ponto de vista, cada ângulo de observação, é parcial e redutor. O altar cristão, numa perspectiva geral, não é um tema inédito, mas tem sido levado a cabo essencialmente por eclesiásticos, em que se destacam os trabalhos de síntese, não especificamente em relação ao altar mas às alfaias litúrgicas na sua globalidade, de René Aigrain, Fernand Cabrol, Henri Leclerc, Martimort e Mário Righetti, cuja preocupação dominante é a componente litúrgica, em detrimento dos seus aspectos artísticos. Idêntico trabalho de síntese foi elaborado, em português, pelo Cónego Manuel de Aguiar Barreiros. Todos estes autores dão notícia da evolução do altar e das normas litúrgicas que condicionaram o seu devir histórico; aquilo que neste trabalho se pretende é avaliar de que forma as abordagens genéricas que realizam se aplicam ao caso particular do espaço metropolitano português. Registamos, contudo, que Justino Maciel e Carlos Alberto Ferreira de Almeida recorrem a 7 informações teológicas e litúrgicas para a compreensão da arte religiosa das época paleocristã e da alta Idade Média. Estas permissas determinam a metodologia a seguir: identificando, nas linhas que a historiografia de arte tem vindo a propor, os métodos que mais favorecem o objectivo concreto do estudo e optar por um procedimento dialéctico. Esta maleabilidade, continuamente sujeita a crítica, poderá facilitar a reintegração do objecto na sua situação histórica real e o restabelecimento das normas e condicionantes a que esteve sujeito. A via que se propõe é, pois, a fusão de vários métodos de pesquisa, tendo em vista uma abordagem histórica adequada ao objecto, mas respondendo igualmente ao interesse e modo de agir do sujeito que o estuda. A proposta dominante deste trabalho é enveredar por uma via interdisciplinar que acudirá sobretudo à história da arte e da religião, à teologia e à liturgia. Talvez se demonstre que a leitura coerente de um objecto ligado ao culto se não pode fazer sem o concurso destas matérias, ou que, pelo menos, estas proporcionam novos desafios e proveitos na cognição dos temas de arte religiosa. 8 CONCLUSÃO O altar foi definido, num registo de símbolo universal, como centro do mundo, lugar teofânico e eixo de comunicação entre a esfera concreta da natureza, em que o homem se integra, e o mundo sobrenatural dos deuses, que procura alcançar. Sendo o lugar onde se realiza o sacrifício, é receptáculo da presença divina. Res sacra. O percurso do altar cristão e seus adjacentes, as relações estruturais estabelecidas no espaço da igreja, efectuou, entre os primeiros tempos paleocristãos e as propostas da reforma católica, um trajecto entre o centro e a periferia, o visível e o oculto: passou do transepto, sob o cruzeiro (o ponto fulcral que acentuava a teofania, ou a comunicação entre o céu e a terra, o universo humano e o divino), para o fundo da abside, embora esta se aproximasse da nave onde se reunia a assembleia; em simultâneo, o mistério da transubstanciação, que, de início, se realizava na sequência da reunião agápica junto aos fiéis e, logo após, com o sacerdote virado de frente, permitindo-lhes testemunhar o mistério celebrado, passou a ser um momento oculto, não só pela nova orientação do ritual, de costas para a nave, como pela adição de obstáculos visuais que o escondiam, mesmo quando o realçavam. Além disso a mesa simples e de pequenas dimensões transformou-se numa superfície oblonga, integrada numa estrutura que englobava frontais, relicários, tabernáculo e retábulos e de um cada vez mais numeroso conjunto de alfaias em exposição. Estes são os dados materiais que informam o objecto e o permitem caracterizar do ponto de vista da arquitectura e da ornamentação. Contudo, constatando que a 141 evolução que observávamos não era meramente estilística ou técnica, nem derivava do arbítrio dos arquitectos e artistas, que, aliás, na maioria dos casos, são entidades desconhecidas, o objectivo a que nos propusemos foi a pesquisa das suas razões e intencionalidades, isto é, o sentido subjacente às mudanças que marcam as várias fases daquela evolução. Dado que o objecto de estudo se insere no universo específico do cristianismo, formulámos a hipótese de encontrar essas razões no domínio da teologia e das imposições litúrgicas desta religião, mais do que nos contextos político, social, cultural e artístico em que as várias peças eram criadas e em função dos quais são habitualmente estudadas. Isto não significa, porém, que menosprezássemos estas condicionantes. Foram elas, aliás, determinantes da primeira grande alteração sofrida pela mesa de altar, na passagem de alfaia móvel e com características domésticas, a objecto sagrado, fixo e pétreo. Esta mudança só foi possível com a tolerância de Constantino e teve a sua primeira ocorrência nas grandes basílicas construídas por ordem do Imperador. Contudo, já então a forma e a matéria da mesa de altar derivavam de um conceito teológico, que a ligava ao próprio Cristo, assumido como rochedo espiritual, e à realidade do Seu sacrifício. Foi com esta ideia, recolhida em S. Paulo, que justificámos o altar como um bloco de pedra erguido sobre as relíquias de um mártir, o confessor da fé que se oferecera a si mesmo em insigne sacrifício. Não eram, por isso, permitidos quaisquer artifícios ou ornamentações, que nada acrescentariam à sua essência. Ressalvámos, porém, que em toda esta época de transição persistia, ainda, a herança pagã dos sacrifícios públicos em honra dos deuses, pelo que o altar se situava no centro do templo e recuperava, como cobertura, o cibório, um elemento de dignificação imperial. Tal como, então, a cadeira episcopal era efectivamente um trono, como atributo de autoridade e poder. Pudemos confirmar, em todos os templos referidos até à Contra-Reforma, que o altar se orientava a nascente. A celebração fazia-se no mesmo sentido, conforme se fixou na liturgia ocidental. Verificámos, de acordo com a tradição patrística, que associava Cristo ao sol nascente, ter ocorrido, também aqui, uma transferência de valores do mundo pagão. A primeira luz do dia participava na liturgia, através da fresta aberta na parede testeira da ousia, inundando o altar e o sancta sanctorum, o “santo dos santos”, face à 142 penumbra que envolvia a assembleia. A caminhada que os fiéis realizavam no interior da igreja era, do ponto de vista simbólico, um percurso salvífico das trevas do ocidente à luz do oriente, ou seja, da morte para a vida. Não obstante, esta contaminação entre os símbolos políticos e religiosos começou a diluir-se, ou aqueles ganharam novos significados com o desenvolvimento da patrística e os cânones saídos das reuniões conciliares, como passo a passo pudemos testemunhar. Quando o cristianismo iniciou o processo de definição litúrgica, absorveu o conceito de sagrado, elevado e distante. Os universos humano e divino podem ser paralelos, mas este será sempre e inevitavelmente superior àquele. Depreendemo-lo, desde logo, através da leitura dos cânones dos primeiros Concílios de Braga, durante o século VI, justificando algumas práticas arquitectónicas que se observaram nas centúrias seguintes. Houve que estabelecer regras que marcassem a separação entre ambos, as quais tiveram a sua expressão, no âmbito do comportamento, através dos rituais e, no aspecto material da construção dos edifícios religiosos, através da sua arquitectura. Isto significa, como vimos, que, neste caso, as normas litúrgicas se aliavam às contingências técnicas, do visigótico e moçarabe ao românico, nomeadamente através da necessidade de colunas para suportar as coberturas e que, simultaneamente, dividiam o espaço interno das igrejas. Ao ritual correspondia uma linguagem predefinida de palavras, gestos e relações entre o clero, hierarquicamente estabelecido, e a assembleia de fiéis, também estruturada por níveis e categorias. Pelo que constatámos que, à arquitectura das igrejas, correspondia, na alta Idade Média, um espaço marcado, com separações internas confirmadas por pilastras e cancelas, como as que vimos no espólio visigótico de Sines. Ao mesmo tempo, a iconostase, de que em Portugal a igreja de S. Gião tem o único exemplo conhecido, separava e ocultava o sancta sanctorum, o espaço entre todos mais sagrado do altar, o qual começava a recuar no interior da abside. A mesa de altar vivia ainda da essencial ligação ao sangue derramado pelos confessores da fé; contudo, a difusão do culto implicou o transporte de relíquias, fragmentos dos corpos ou elementos que os tivessem contactado, para as igrejas que se erguiam em espaços onde aquele elo não era possível de forma directa. A compensação entre o todo e a sua parte, entre a carga simbólica do sítio onde ocorreu o sacrifício e a 143 perda decorrente da sua deslocação, foi materializada através dos receptáculos preciosos onde se guardavam as relíquias, Numa aparente transferência de valores entre o contentor e seu conteúdo, ambos, relicários e relíquias, constituíam o tesouro da igreja e, como tal, começaram a ser exibidos sobre o altar. Pudemos, então, analisar o fenómeno de elevatio in altum, cuja ocorrência permanece na nossa linguagem vulgar, ao designar o processo de canonização como «subida aos altares». São sinais externos que, embora testemunhassem um sacrifício pela fé e, como tal, pretendessem funcionar como estímulo à piedade, evidenciavam a riqueza da sua face material e inseriam o brilho e a cor dos metais, pedras preciosas e esmaltes na mesa essencial. Introduziu-se, neste universo, um novo sentido visual, de que os retábulos e os frontais se constituíram como adjacentes, sempre em materiais tão ricos e sumptuosos quanto possível, por serem os mais convenientes à mesa onde se dá o encontro do mundo terrestre com o celeste e onde o divino se concretiza no mistério da Eucaristia. Comprovámos esta preocupação através da leitura das benfeitorias de D. Miguel Salomão à Sé de Coimbra, dotando o altar de alfaias em metais e pedras preciosos. Tudo isto permite-nos concluir a ocorrência de uma relação dinâmica entre o espaço arquitectónico, que se desenvolve em torno do sancta sanctorum, criando uma estrutura envolvente que o afasta e oculta, e os acessórios decorativos, cuja função é sobretudo apelativa, a nível sensorial e espiritual. Esta dualidade surge-nos, aliás, como imanente a todos os sistemas de culto: o sagrado está para lá do que é visível, mas desvenda-se em contínuas manifestações da sua magnitude, força e esplendor. Referimos que a elevação das relíquias de «sob» a «sobre» o altar passou pela necessidade de tocar-lhes e, com isso, participar do divino e recolher uma parcela do seu poder. As mais insignes de entre elas constituem pólos de atracção. Tal como Jerusalém, o verdadeiro centro do mundo, de que todos os altares são imagem, os locais onde existem tornam-se centros de peregrinação, obrigando a reestruturar o espaço interno da igreja. Em Portugal, encontrámos o eco do culto às relíquias de S. Tiago, cuja popularidade recrudesce a partir do séc. XI, na Sé Velha de Coimbra, onde se verificou a influência de Cluny, a ordem inspiradora das igrejas que se integravam no Caminho de Compostela, mas recolhemos a referência ao deambulatório, na igreja da abadia de 144 Alcobaça, embora fosse um espaço monacal. O deambulatório inseria-se no percurso da procissão em torno das relíquias presentes no altar, permitindo contornar lateralmente a igreja, sem interferir nos rituais que decorram na nave central e no presbitério. Observámos, ainda, que o espaço destinado ao clero, cada vez mais numeroso, passa a marcar a separação entre os leigos e o sancta sanctorum, como terreno intermédio, física e simbolicamente, permitindo retirar os obstáculos, que, nas épocas anteriores, haviam definido o espaço interno do templo, ou diluir a sua funcionalidade original. Não foi esta, porém, a maior ou mais determinante alteração provocada pelo crescente número de padres, em torno do conceito de altar. A necessidade de praticar um culto individual passava pela celebração de missas privadas, cuja ocorrência, em Sés com numeroso cabido, ou igrejas de comunidades vastas, excedia a capacidade de celebração sobre um único altar, dando origem ao costume de os leigos patrocinarem capelas e, com isso, obterem graças divinas. Aconteceu, desta forma, aquilo que entendemos como a perversão do conceito inicial de altar, como centro do mundo e pólo de comunicação com o sagrado, logo irrepetível. Em qualquer lugar onde se erguesse um altar, este era concebido como único, à imagem do seu arquétipo universal, mas mantinha-se como o ponto central do templo. A associação, ao altar-mor, de outros que lhe são secundários repete, noutra escala, esta mesma relação que, a partir do século X, passa a ser uma constante nos templos cristãos. O primeiro altar-mor que observámos, para constatar este facto, foi o da Sé Velha de Coimbra, na mesma época em que se adoptava, já em espaço português, a liturgia romana. Entretanto, a aposição de novos elementos, primeiro dos relicários e, logo após, dos retábulos, à face posterior do altar, aliado ao peso físico e visual que estes implicavam, obrigou o recuo da mesa para o fundo da abside. Entre o altar e a parede testeira, começou a generalizar-se o costume de erguer um degrau a servir de contraforte à estrutura retabular, que assim se desenvolvia em altura, preenchendo a verticalidade das igrejas góticas e obrigando ao redimensionamento da mensa, que se alongou no sentido do comprimento. Sobre aquele suporte, ou banqueta, pôde, então, fixar-se a cruz processional, ladeada por um conjunto de castiçais. Isto permite-nos concluir que, no momento em que 145 a presença do retábulo inviabilizava a função das frestas que se abriam nas antigas ousias, a utilização das velas repunha presença e o simbolismo da luz sobre o altar. Paralelo a todos estes processos de mudança, ocorria a problemática em torno da imagem e da sua presença junto ao altar. Referimos que Cristo, como entidade corpórea, justificou a utilização de ícones e outros sinais visíveis como referência, descrição ou elucidação das cenas, mistérios e dogmas da religião. A sua execução decorre num registo da representação do sagrado; contudo, os seus autores, por muito inspirados, são homens. Daqui surge que, como constatámos, consoante a sensibilidade e cultura de cada momento ou grupo, muda a perspectiva em torno do que pode ou não pode ser representado, e de que forma o será. A entidade divina era representada nas basílicas paleocristãs; mas essas imagens, se as houve na Península Ibérica, não deixaram vestígios. O que se observa é, ao longo da Alta Idade Média, uma atitude de reserva face às representações icónicas. Observámos, dessa época, em elementos integrados na arquitectura das ousias, decorações geométricas, certamente coloridas, com introdução de elementos vegetalistas e de animais, estes geralmente com conotações simbólicas; e, no século XII, citámos o pensamento de Bernardo de Claraval, também contrário à representação de cenas ou imagens religiosas, assumindo que a decoração dos espaços sagrados destinados ao clero pode incorrer no perigo de os afastar da espiritualidade, mas ressalvando a sua utilidade pedagógica e de incitação à piedade para os não iniciados. A interpretação de alguns dos seus textos permitiu-nos compreender a nudez e claridade do presbiterium da igreja de Alcobaça, como um espaço despojado condigno da humildade e grandeza de Cristo. A figuração humana, no espaço do altar, está associada aos retábulos e, aqui, como ficou registado através das várias peças que interpretámos, passa de um espírito de contenção, que impedia a presença de elementos acessórios e supérfluos ou composições de cenários imaginados, à intencionalidade de humanizar a representação do divino, como ocorreu na época renascentista, em que os motivos religiosos se transformaram em cenas de género e o homem com o seu quotidiano, imiscuindo-se nelas, invadiram o espaço sagrado. 146 A inversão de valores que esta prática denunciava foi um dos pontos polémicos a marcar a reunião do Concílio de Trento, tendo sido objecto de análise na sua XXV Sessão; outro dos pontos relacionados com o altar e seus adjacentes foi a questão em torno da presença de Cristo na Eucaristia confirmada na XXII Sessão. Através da leitura do texto produzido em cada uma das sessões, definimos as grandes alterações que irão informar o altar da Igreja reformada: a presença do sacrário sobre a mesa, que, do ponto de vista material, se transforma em estreita prateleira de suporte, embora do ponto de vista simbólico, continue necessariamente a ser o local do sacrifício; a introdução, na estrutura retabular de uma estrutura de aparato para a exposição do Santíssimo; a contenção das imagens, reproduzindo as cenas e figuras com sobriedade, ainda que procurando evidenciar atitudes de espiritualidade que convidassem à piedade popular. Para ilustrar o novo modelo de altar, observámos o altar-mor da igreja jesuítica de S. Roque, em Lisboa. Este, porém, tinha ainda como suporte o pensamento ligado à Companhia e que procurámos interpretar segundo o texto das Constituições e dos Exercícios Espirituais. Nestes textos, esclarecemos o valor que os jesuítas atribuíam, à percepção sensorial, sobretudo o suporte que a imagem lhes oferecia à reflexão sobre temas religiosos e à oração. Sem que tivéssemos por objectivo abordar as questões relativas à existência ou não de um estilo jesuítico, pudemos concluir que a preocupação da Companhia em atingir a uniformidade, também no que concerne à arquitectura, utilizando meios que à época eram complexos, mas inovadores, derivava do sedentarismo proposto aos membros e da consequente necessidade de encontrar um elo de união entre todos. A interpretação do espaço do altar-mor de S. Roque permitiu concluir: a importância da exaltação eucarística, que incluía no espaço central do retábulo, um sacrário monumental e a câmara com o trono para a exposição do Santíssimo; a importância pedagógica das imagens, introduzindo um ciclo de imagens a ser exibido no retábulo, sendo cada painel apresentado de acordo com a época litúrgica, ilustrando-a e servindo de referência à reflexão sobre os temas religiosos propostos pelas pregações; também, através das imagens, a difusão do ideal jesuíta, cujos fundadores são uma presença constante nos retábulos da Companhia; a simplificação da mesa de altar, definitivamente um suporte agarrado ao fundo, embora a cabeceira seja pouco profunda, ou seja, fazendo com que todo o espaço se aproxime dos fiéis. 147 Ao longo de todo o trabalho, foi-nos possível confirmar a premissa inicial: o estudo de uma alfaia litúrgica, seus adjacentes e relações com o espaço envolvente deriva do pensamento teológico que lhe é subjacente. Para a sua abordagem, consultámos documentos, cuja utilização é inédita na historiografia da arte: mesmo quando referidos, são-no de forma abstracta, sem permitir o confronto real entre o que determinam e a forma como são aplicados. Procurámos, por isso, transcrever os textos coevos, pela primeira vez reunidos com este objectivo e que justificam as soluções materiais e artísticas que, em cada época, informam o altar ou os objectos com ele relacionados. As contingências técnicas e culturais estão necessariamente presentes; porém, estas correm num tempo mais rápido do que o das ideias e determinações religiosas, produzidas, por definição, após prolongada reflexão dos seus emissores. Daí, também, que a fixação dos modelos se evidencie de forma mais clara e duradoura, permitindo constatar os parâmetros uniformes e persistentes das peças, mas simultaneamente realçando os momentos de ruptura e as ideias que os condicionaram. Em tudo, se revela a funcionalidade de cada elemento e, com esta, a sua intenção, porque todas as peças, os seus materiais, formas, volumes ou decorações, se adequam aos objectivos específicos do ritual. Ou seja: o estudo de uma alfaia litúrgica adquire novas hipóteses de interpretação, permitindo averiguar mais amplamente o seu verdadeiro significado se, às práticas correntes da historiografia da arte, lhes anexarmos uma abordagem pela teologia e pela observação das práticas litúrgicas a que destinam. 148 BIBLIOGRAFIA Fontes eclesiásticas BERNARDO, S. – Obras Completas. Ed. preparada pela Conferencia Regional Española de Abades Cistercienses. Madrid: La Editorial Católica, 1983. Vol. I. (Biblioteca de Autores Cristianos; 440) Edição bilingue latim-espanhol. BOROMEO, Carlo – Instructiones Fabricae et Suppellectilis Ecclesiasticae. BAROCHI, P. – Trattati d’Arte del Cinquecento: tra Meneirismo e Controriforma. Bari: Laterza, 1962, 3º vol., p. 1-113. BORROMEO, S. 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Vd. cathedra cancela (cancelas), 59, 61, 133, 138 candelabro(candelabros), 3, 30, 44, 123 capsa, 28 cataractae, 24 cathedra, 22, 23, 29 charola, 77, 118, 123 chorus, 58 cibório, 26, 73, 83, 137 ciborium, 4, 26, 50, 51. Vd. cibório confessium, 20, 21, 22, 24 coro, 29, 54, 58, 65, 70, 77, 120. Vd. chorus cortina (cortinas), 29, 61, 75, 83, 97, 99, 108 cruzeiro, 20, 22, 54, 68, 69, 80, 81, 82, 85, 132, 136 deambulatório, 4, 77, 80, 91, 92, 93, 94, 95, 139. Vd. deambulatorium deambulatorium, 77 extra chorum, 58 fenestella confessionis, 24 fresta (frestas), 24, 64-66, 93, 97, 137, 140 frontal (frontais), 26, 83, 97, 122, 136, 139 frontal, 83, 97, 122 Vd. antipendia iconostase, 63, 69-71, 138 Vd. iconostasis iconostasis, 4, 29, 54, 58, 59 janua confessionis, 24 lypsanotheca, 25 martyrium (martyria), 20, 21, 57 mensa, 16, 26, 28, 29, 43, 44, 46, 72, 82, 140 oblatas, 16, 28, 46 ostiarium, 61 ousia, 4, 83, 96, 97, 98, 99, 137 presbyterium, 22, 93, 94 refrigerium, 17 relicário (relicários), 27, 29, 83, 84, 136, 138, 140 relíquia (relíquias), 4, 13, 17, 19, 20, 24, 25, 27-30, 36, 52-54, 56, 57, 68, 77, 83, 84, 87, 88, 95, 116, 117, 131, 137-139 retábulo (retábulos), 4, 30-32, 40, 43-45, 81, 83, 88, 96, 98-107, 118, 121-129, 133136, 139, 140-142, 149, 154. Vd. retro tabula retro tabula, 31 sacrário, 45, 104, 121, 122, 129, 141, 142. sacras, 3, 34, 43 sancta sanctorum, 2, 61, 64, 73, 137, 138, 139. sanctuarium altaris, 57, 58 santuário, 34, 56, 57, 64, 65, 66, 68, 70, 71, 77, 82, 91, 93, 94, 103, 105, 121 Vd. santuarium altaris sepulcrum, 25, 87 tabernáculo, 6, 12, 42, 43, 44, 45, 134, 135, 136 teia, 121, 132 transenna (transennæ), 4, 50, 57-59, 73 transepto, 21, 23, 54, 69, 77, 80, 82, 91, 93, 94, 120, 121, 131, 136 trave triunfal, 73, 74 tribadion, 16 urna, 24, 28, 29 velas, 30, 81, 135, 140 vitral (vitrais), 32, 89, 91, 94, 96 165 Índice Introdução ......................................................................................................... 2 O Altar Cristão ...................................................................................................10 Simbologia..................................................................................................... 11 Conceito ........................................................................................................ 14 Evolução do Altar Cristão até ao Concílio de Trento .........................................16 O Altar Primitivo .......................................................................................... 17 Da mesa agápica ao altar eucarístico .....................................................................................17 A ligação do altar às relíquias dos mártires, confessores da fé.......................................19 O Altar das Primeiras Basílicas ..................................................................... 22 Localização e orientação ...........................................................................................................22 Forma e estrutura........................................................................................................................25 O Altar Retabular da Idade Média à Renascença .......................................... 29 “Elevatio in altum”: As relíquias sobre o altar........................................................................29 O retábulo e o culto da imagem ............................................................................................32 O Altar da Igreja Reformada ......................................................................... 38 A XXV Sessão do Concílio de Trento e a função da imagem......................................38 O papel apologético da imagem no retábulo tridentino .................................................43 A estrutura do altar tabernáculo..............................................................................................45 O Altar Cristão em Espaço Português até à Reforma Católica...........................49 O altar na basílica paleocristã........................................................................ 50 Basílica de Torre de Palma.......................................................................................................51 O altar na arte e na liturgia no tempo de S. Martinho de Dume .................... 55 A Basílica de S. Martinho, em Dume....................................................................................55 Reuniões conciliares ....................................................................................................................58 A liturgia visigótica-moçárabe e o espaço hierarquizado da igreja................. 62 Arquitectura...................................................................................................................................64 Catedral da Egitânia ...................................................................................................................65 Santuário de S. Frutuoso de Montélios.................................................................................68 166 Igreja de S. Gião, Nazaré..........................................................................................................71 Mobiliário litúrgico: Núcleo pacence (Beja e Sines)...........................................................73 O Aparecimento do Altar-Mor ...................................................................... 78 O altar-mor nas igrejas de peregrinação segundo o modelo de Cluny.......................78 Sé Velha de Coimbra.................................................................................................................81 O espaço da antiga capela-mor.........................................................................................84 O actual altar: recuperação de um pé de altar coevo..................................................87 O altar-mor no espaço monástico de Cister.......................................................................90 Abadia de Santa Maria, em Alcobaça ...................................................................................95 O Retábulo e a Iconografia Sobre o Altar...................................................... 99 Pintura da parede testeira da ousia.........................................................................................99 Iconografias paralelas nos grandes retábulos góticos.................................................... 101 A presença dos doadores no altar....................................................................................... 105 A representação do quotidiano no espaço do divino ................................................... 108 O Altar da Reforma Católica ............................................................................ 113 Aplicação dos Modelos Tridentinos pela Companhia de Jesus .................... 114 Altar-Mor da Igreja de S. Roque .................................................................. 119 Historial....................................................................................................................................... 119 Localização e Orientação....................................................................................................... 122 Descrição da Peça.................................................................................................................... 124 Análise formal e compositiva.......................................................................................... 124 Análise estilística................................................................................................................... 128 Análise iconográfica............................................................................................................ 130 Funcionalidade Litúrgica................................................................................................... 135 Conclusão ....................................................................................................... 141 Bibliografia .................................................................................................. 149 Abreviaturas ................................................................................................ 164 Índice Remissivo ......................................................................................... 165 Índice ..............................................................................................................166 167