QUARTA-FEIRA 22 ABRIL 2015 www.imobiliario.publico.pt
SUPLEMENTO COMERCIAL
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ESTE MÊS TODOS
OS CAMINHOS
VÃO DAR A
BONS NEGÓCIOS
Lisboa e Porto vencem
na corrida ao Prémio Nacional
de Reabilitação Urbana
TIAGO PINHO
Já são conhecidos os sete projetos eleitos na 3ª edição do Prémio Nacional de Reabilitação
Urbana, cuja corrida foi este ano claramente liderada pelas regiões de Lisboa e do Porto p8-9
TIAGO PINHO
Semana da
Reabilitação
Urbana 2015
encerra com
balanço “muito
positivo”
Já chegou ao fim
mais uma edição da
Semana da Reabilitação
Urbana em Lisboa,
que terminou com
um balanço “muito
positivo”, disse o diretor
daquele que é o maior
evento de reabilitação
urbana em Portugal p03
Conferências
animaram
Semana da
Reabilitação
Urbana
Conheça as conclusões
das sessões de debate
que decorreram na
Sociedade de Geografia
de Lisboa p4-15
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Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente
87c9b342-28ae-4427-badb-1b56a9b2ce17
02 Opinião IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015
Estabilidade como
condição para
investimentos seguros
Luís Lima
A
Reunião da Primavera
da
Confederação
da Construção e do
Imobiliário de Língua
Oficial
Portuguesa
(CIMLOP), recentemente realizada em São Paulo, no Brasil (da
Primavera e não do Outono que se
vive agora no Brasil, pois a designação destas reuniões é a referente ao país que detém a presidência
e que de momento é Portugal), a
Reunião da Primavera da CIMLOP
revelou a todos quantos nela participaram um Brasil a viver um
outono político e social.
Há instabilidade política, social e
económica ao ponto de se falar na
possibilidade de ser pedida a destituição (impeachment) da Presidente Dilma Rousseff, uma instabilidade que se adivinhava desde o final
do primeiro mandato da presidente
e uma instabilidade reforçada pelas opiniões da directora do FMI,
a desvalorizar o desempenho do
Brasil como país emergente.
Este ambiente pouco primaveril,
este ambiente outonal em transição
para um Inverno rigoroso abre a
possibilidade de muitos investidores brasileiros, incluindo alguns
luso-descendentes, poderem ser
tentados a investir no estrangeiro,
nomeadamente em mercados, como o imobiliário português, que
têm vindo a mostrar-se como um
mercado seguro de valorização
crescente. Num espaço global ou
num espaço como o da lusofonia
isto pode acontecer quase com naturalidade.
Citando ainda opiniões independentes como a do economista-chefe
do Fundo Monetário Internacional,
Olivier Blanchard, para quem o
Brasil tem crédito de confiança no
que ao ajuste fiscal e ao combate
da inflação diz respeito, sublinho a
constatação de que continua a haver um obstáculo ao investimento
e ao crescimento ancorado numa
corrupção para alguns endémica.
Não será só por isto que se verifica no Brasil um crescente interesse pelos investimentos no exterior, nomeadamente no imobiliário português, mas isto ajuda a
explicar esta exportação de capital
brasileiro à procura de mercados
seguros para os investimentos que
qualquer investidor quer aplicar
com segurança mínima e retorno
garantidos.
Tudo isto esteve, implícito ou expresso, nas reflexões desenvolvidas
em São Paulo, na Reunião da Primavera da CIMLOP, encontro que
contou, como convidados da comitiva portuguesa a que tive a honra
de presidir, com a significativa presença do Dr. Leite Maia, administrador do banco Santander Totta, e
do Engº Jorge Madeira, Diretor de
Negócio Imobiliário da Caixa Geral
de Depósitos, ambos testemunhas
qualificadas desta realidade.
Tudo isto esteve também, implícito ou expresso, nas conversas que
dominaram a recepção que o Cônsul Geral de Portugal em São Paulo, Dr. Paulo Lourenço, ofereceu à
comitiva portuguesa da CIMLOP,
bem como num encontro empresarial, organizado pelo FIABCI Brasil, onde o interesse por mercados
imobiliários externos por parte de
investidores brasileiros foi evidente, ou na Conferência sobre o imobiliário na lusofonia que o SECOVI
- SP, uma das maiores associações
empresariais do sector na América
Latina e o anfitrião da Reunião da
CIMLOP, organizou.
A comprovar que no Brasil, como
em Portugal, a estabilidade é condição para o investimento.
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção
e do Imobiliário de Língua
Oficial Portuguesa
[email protected]
Nova lei dos alvarás:
mas que lei é esta?
Reis Campos
N
uma Semana em que Por que se prescinde do cumpria atenção esteve cen- mento de requisitos de ordem ecotrada na Reabilitação nómica e financeira, em empresas
Urbana e quando, cujo alvará não ultrapasse a classe
uma vez mais, ficou dois?
vincada a importância transverEstas são algumas das questões
sal que esta representa para as para as quais não conseguimos obatividades da Construção e do ter resposta, em especial se tiverImobiliário, para o Comércio e mos em conta que a regulamentapara o Turismo, é, no mínimo, ção do acesso e permanência na
contraditório que o Setor seja con- atividade da construção assenta
frontado com uma Lei, aprovada em princípios já instituídos há, pelo
em Assembleia da República, de- menos, mais de 30 anos e que não
sajustada da realidade dos seus são, necessariamente, postos em
destinatários.
causa pela transposição da referida
Refiro-me à nova Lei dos Alvarás, norma comunitária, a qual consagra
cujas alterações, a pretexto da livre exceções, designadamente quando
entrada e exercício da atividade das há razões de interesse público que
empresas comunitárias no nosso o justificam. Ora, até hoje, com as
País, foram impostas pela Troika. sucessivas Leis dos Alvarás, preSe o que se pretende é a transpo- tendeu-se garantir a segurança e a
sição da Diretiva n.º 2006/123/CE proteção dos consumidores, a cre– a chamada “Diretiva Serviços” –, dibilidade e a responsabilização das
tal não pode ser feito sem olhar às empresas de construção e o recoespecificidades do setor da constru- nhecimento da sua habilitação para
ção e, sobretudo, às consequências o exercício desta atividade. Este é
que irá provocar.
um aspeto seriamente atingido com
Clandestinidade, concorrência a eliminação, como já referi, das cadesleal e sinistralidade laboral po- tegorias e das subcategorias dos alderão ser potenciadas por uma Lei varás de obras particulares, as quais
que é desadequada face às necessi- definem a tipologia dos trabalhos
dades do merque a empresa
cado, fruto da
pode executar,
desregulação
deixando o
“... o alvará, que
e da maior indono de obra
deveria funcionar
certeza e inseparticular, de
como verdadeiro
gurança que
poder avaliar
introduz, sopreviamente se
“Bilhete de Identidade”
bretudo, nas
a empresa que
das empresas (...)
obras particuvai contratar
é claramente posto
lares.
tem conheciQual é a ramento e capaem causa.”
zão que justicidade técnica
fica um maior
adequada para
grau de exigência quando está em a execução da obra em concreto.
causa a realização de uma obra púOu seja, o alvará, que deveria funblica? Por que motivo se distinguem cionar como verdadeiro “Bilhete de
as condições de ingresso e perma- Identidade” das empresas, na menência na atividade consoante se dida em que deverá refletir a sua
trate de uma empresa que se dedi- real qualificação e ser um “espelho”
que ao mercado de obras públicas das competências das empresas, é
ou ao mercado de obras particula- claramente posto em causa.
res? Qual o sentido da eliminação Presidente da Confederação
das categorias e das subcategorias Portuguesa da Construção
dos alvarás de obras particulares? e do Imobiliário
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IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015 Reabilitação Urbana 03
Semana da Reabilitação Urbana
2015 encerra com balanço
“muito positivo”
K&A
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MORADIA NA QUINTA DO LAGO - ALGARVE
Chegou ao fim mais uma edição da Semana da Reabilitação Urbana em
Lisboa, que terminou com um balanço “muito positivo”, disse o diretor
daquele que é o maior evento de reabilitação urbana em Portugal
SEMANA DA REABILITAÇÃO URBANA | TIAGO PINHO
Ana Tavares
MORADIA NA BOAVISTA - PORTO
A Sociedade de Geografia de Lisboa teve sempre casa cheia
da vez e com muita convicção, a esta
festa de reabilitação urbana. A conferência que organizámos, no belíssimo salão da Sociedade de Geografia,
contou com uma plateia cheia e com
um painel de oradores diversificado
e de primeira qualidade. Cada um
dos intervenientes falou da sua experiência pessoal na reabilitação nos
vários setores, mas todos demonstraram que, mais do que uma opção
politicamente correta, a reabilitação
urbana rejuvenesce o tecido da cidade, cria oportunidades e estimula a
economia”.
Já para Pedro Carreira, Diretor Comercial do Grupo SANJOSE, o evento
“foi, sem dúvida, um instrumento
privilegiado no estímulo e desenvolvimento do segmento de reabilitação
urbana, favorecendo a aquisição de
conhecimentos, proporcionando
e promovendo a interligação entre
profissionais da área, facilitando
também a sociabilidade”. Tal como
esta empresa, que foi sponsor da Semana, também o Montepio Gestão
de Activos, que se associou da mesma forma, traça um retrato positivo
do evento. “As sessões técnicas da
Semana da Reabilitação Urbana, ao
tratarem temas de interesse para os
diferentes intervenientes, conseguiram mobilizar um elevado número
de participantes interessados em
conhecer mais sobre uma área da
construção que mobiliza consensos,
que está a crescer, mas que também
necessita de conhecer os principais
constrangimentos que importa eliminar para garantir a sustentabilidade do investimento”, diz Fernando
Santo, Administrador-delegado da
Montepio Gestão de Activos Imobiliários, empresa responsável pela
gestão do património imobiliário
do Grupo Montepio.
Eventos mobilizadores
Organizada pela parceria Vida Imobiliária/Promevi, a II Semana da Reabilitação Urbana Lisboa acolheu
cerca de 3.100 pessoas no ciclo de
Conferências, no qual estiveram
presentes mais de 105 oradores em
11 sessões. Além disso, na área das
conferências marcaram presença,
de forma permanente, 23 empresas
e entidades. Nos eventos paralelos,
a afluência também foi muito positiva, com destaque para os passeios
pedestres da reabilitação urbana
LisNova-LisVelha, os passeios por
barco Reabilitação by Boat ou o Archikidz, o workshop de arquitetura
para crianças, os quais trouxeram
mais 450 pessoas à Semana. A organização destaca ainda o Prémio
Nacional da Reabilitação Urbana,
um dos pontos altos da iniciativa e
que foi entregue no dia 15, reunindo mais de 200 pessoas no Palácio
nacional de Queluz. A II Semana da
Reabilitação Urbana Lisboa contou
com o apoio da Câmara Municipal de
Lisboa, que se associou ao evento de
forma abrangente. No setor empresarial, associaram-se a Schmitt+Sohn
Elevadores, Secil, e Ecociaf; o Montepio, Weber, Sanitana, Grupo Sanjose,
Cari Construtores, Constru, CBRE,
Cushman & Wakefield, Osvaldo Matos e Luz e Som. Nos patrocínios institucionais alinharam a Santa Casa
da Misericórdia de Lisboa, o InCi, o
IHRU, o LNEC, a ALP e a ATIC.
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Mais de quatro milhares de pessoas
participaram na 2ª edição da Semana
da Reabilitação Urbana em Lisboa,
que decorreu entre os dias 13 e 19
de abril, na Sociedade de Geografia
de Lisboa. No total, foram mais de
duas dezenas de iniciativas dinamizadas ao longo desta semana entre
a agenda central de conferências e
sessões que teve lugar no espaço da
Sociedade de Geografia e o conjunto
de eventos paralelos que decorreram
quer neste edifício quer em diversos
outros pontos da cidade de Lisboa.
O conjunto das iniciativas foram dinamizadas por um leque alargado
de entidades e incluíram conferências, exposições, apresentações,
workshops, passeios ou atribuição
de prémios. Para Arturo Malingre,
Diretor da Semana da Reabilitação
Urbana, o balanço não poderia ser
mais animador. “A afluência e adesão
das pessoas, quer na área profissional quer de turistas e visitantes do
público em geral, é muito positiva”,
mostrando que se trata de um evento “agregador, com impacto quer a
nível social quer a nível profissional
e institucional”. Além disso, o responsável frisa que se trata já de “um
evento consolidado na agenda da
própria cidade e de todas as entidades relacionadas com a reabilitação
urbana”, que “investem e concentram energias nesta Semana como
um momento incontornável para a
sua atuação neste setor”.
As palavras do Diretor da Semana da Reabilitação Urbana encontram confirmação nos comentários
dos parceiros que se associaram ao
evento. Em declarações ao Público
Imobiliário, Miguel Franco, Administrador da Schmitt+Sohn Elevadores,
comenta que “se trata de um evento
que é por si só um promotor da reabilitação urbana e ao qual não queremos deixar de marcar presença,
apoiando desde a primeira edição.
A iniciativa tem a particularidade de
juntar os vários públicos e intervenientes e comprova que será através
do vetor da reabilitação urbana que
poderemos, enquanto sociedade,
concretizar a regeneração infraestrutural, social e cultural das nossas
cidades”, conclui.
Para Eric van Leuven, Managing
Partner da Cushman & Wakefield, a
consultora “associou-se, pela segun-
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04 Reabilitação Urbana IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015
2015 será ano chave para mercado
de arrendamento
Numa altura em que o mercado de arrendamento e o de compra de casa começam a coexistir como alternativas
válidas para o acesso à habitação, especialistas consideram que 2015 será um ano de “grande teste” para o primeiro
Susana Correia
Esta foi a principal conclusão da
conferência “O arrendamento como base de uma sociedade mais dinâmica”, que teve lugar na tarde de
14 de abril, integrada no programa
da Semana da Reabilitação Urbana
Lisboa 2015.
As palavras cabem a Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário (Ci), que foi um dos intervenientes nesta sessão organizada pela
Associação Lisbonense de Proprietários (ALP). Para este especialista,
“2015 vai ser um grande teste para
o mercado de arrendamento”, pois
“começa agora a acontecer uma situação nova que desconhecíamos
até à data, que é a coexistência de
dois mercados com capacidade de
oferecer uma alternativa no âmbito
residencial (arrendamento vs compra), a qual sucede àquela fase em
que milhares de portugueses foram
de investidores à força”.
Na opinião do presidente da
ALP, Luís Menezes Leitão, “devemos investir nos imóveis para arrendamento e é preciso abandonar
de vez o paradigma de regresso à
compra de casa. Mas isso só é possível através da criação de um regime de arrendamento estável e,
sem isso, é praticamente impossível
conseguirmos uma reabilitação urbana forte”.
Também na perspetiva do presidente do Instituto da Habitação
e da Reabilitação Urbana (IHRU),
Vítor Reis, igualmente presente na
sessão, “as famílias não têm poder
de compra para voltar ao modelo
antigo da compra de casa, pois as
condições do mercado são absolutamente distintas”. O responsável
IHRU frisou ainda que a alteração
da estrutura demográfica em Portugal é também “extremamente importante para perceber que tipo de
oferta queremos criar no setor da
habitação”. Vítor Reis traçou ainda
o historial de políticas públicas dos
últimos trinta anos, as quais conduziram a que o arrendamento
deixasse de ser a principal opção
das famílias portuguesas no acesso
à habitação. Os dados avançados
recentemente por um estudo desenvolvido por esta entidade mostram que arrendar casa tinha um
peso de mais de 60% na década de
1960, que foi diminuindo até aos
atuais 26%. Uma situação que, na
sua perspetiva “representa uma rutura profunda daquilo que é a capacidade da nossa sociedade em
criar alternativas para as famílias
portuguesas”. Além disso, é ainda
crucial não esquecer que não é possível criarmos um mercado forte de
reabilitação urbana sem a dinamização do mercado de arrendamento urbano, defendeu Vítor Reis.
Mas para se consolidar, “o arrendamento ainda precisa de medidas
de estímulo muito fortes”, frisou,
por seu turno Ricardo Guimarães,
da Ci. Com base nos dados apurados no âmbito do SIR – Sistema de
Informação Residencial, gerido e
desenvolvido por esta entidade, o
especialista notou que o arrendamento é um mercado que se desen-
volve a dois ritmos, uma vez que
“está bastante segmentado, e nem
tudo se contagia reciprocamente”.
Além disso, observa, “hoje para
quem pode, ainda é muito mais
barato comprar do que arrendar”,
pelo que “há vários investidores
que estão a testar esta atividade
de compra e venda”.
O novo regime Excecional da Reabilitação Urbana também esteve
em análise, tendo sido alvo de críticas positivas. Tanto que, na opinião
do presidente da ALP, Luís Menezes
Leitão, deveria “ser definitivo e não
excecional”, pois “se o Estado reconhece que há várias exigências
que não são necessárias, então deveria aboli-las definitivamente”,
lembrando que este diploma só
irá vigorar por sete anos.
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06 Oportunidades IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015
Norte regista aumento de procura
por imóveis mais caros
Concelhos como Valongo ou Gondomar, na região Norte, estão a registar uma maior procura por imóveis de valor
mais elevado, comentam os mediadores que trabalham nestes mercados
FERNANDO SOARES
Mercado
Carla Correia, das agências ERA de
Rio Tinto e de Gondomar, nota o
mercado imobiliário destas duas cidades “muito mais dinâmico” neste
primeiro trimestre do ano face ao
mesmo período do ano passado,
revelando que nas vendas realizadas nestes primeiros três meses de
2015 “aumentou muito a procura
por imóveis mais caros”. Em sintonia com esta análise está Germano
Moura, Broker da Remax Plus, que
atua nos concelhos de Valongo,
Gondomar e Maia. Também na sua
opinião, há “uma maior procura
de imóveis de valor mais elevado”,
sendo este um dos fatores na base
do crescimento do mercado imobiliário e das vendas da agência, que
subiram cerca de 80% no primeiro
trimestre de 2015 face ao mesmo trimestre do ano passado. A par deste
fator, o facto dos investidores procurarem “rentabilizar neste mercado o seu dinheiro, os imóveis da
banca e alguns negócios na área de
imóveis para comércio” têm, na sua
opinião, também “sustentado este
crescimento” da atividade. Quanto
ao mercado, “tem vindo a melhorar progressivamente desde meados
do último ano”, impulsionado ainda
pela “maior confiança das pessoas
na situação económica do país e pela maior vontade dos bancos em regressar a este segmento de negócio,
com condições de crédito bastante
melhores do que as registadas num
passado recente”, comenta ainda
Germano Moura.
A perspetiva de quem detém
imóveis na zona Norte também está em linha com aquela de quem é
responsável pela comercialização.
Para Nuno Marçal, responsável de
Vendas – Grandes Imóveis Norte da
Direção de Negócio Imobiliário do
Millennium bcp, Banco que tem atualmente em curso uma campanha
de vendas em diversos concelhos
da região norte, este mercado está
a evoluir positivamente quer nos
segmentos não residenciais quer
na habitação, na qual o segmento
de valor mais elevado tem registado,
também na sua opinião, uma maior
procura. “Vemos o setor comercial
a crescer, havendo claramente uma
melhoria da procura nos segmentos
de armazéns, mas também na habitação de elevado valor”, comenta
Gondomar é o concelho com maior representatividade na campanha Mês das Oportunidades
na região Norte
No total da
região Norte,
a campanha Mês
das Oportunidades,
do Millennium bcp,
contempla cerca
de 100 imóveis nos
concelhos de Paredes,
Gondomar, Valongo,
Penafiel, Paredes
de Coura, Braga e
Bragança, numa
carteira que tem um
valor de campanha de
7,9 milhões de euros
e em que a habitação
tem um peso de 51%
e os segmentos não
residenciais de 49%.
em declarações ao Público Imobiliário.
No segmento habitacional, Nuno
Marçal frisa que o “o mercado está
dinâmico, embalado pela retoma da
economia e pela descida dos juros
no crédito”, o que, na sua perspetiva, tem tido um “evidente reflexo
no aumento da procura e alguma
pressão no aumento dos preços”.
Já nos segmentos não residenciais
– como podem ser os casos do imobiliário comercial, de escritórios ou
industrial -, no “Norte, no que se refere a grandes imóveis, sentimos o
retomar de interesse por parte das
empresas e empresários em nome
individual em adquirir novos espaços e inclusive em investirem na
aquisição para colocação no mercado de arrendamento”, diz.
Quanto à evolução do mercado,
Carla Correia espera que seja “positiva”, uma vez que “o crédito bancário se abriu e os spreads baixaram”,
pelo que “temos tudo para aumentar muito as vendas”, considera. Na
perspetiva de Germano Moura, na
Remax Plus espera-se um 2º trimestre em linha com o que aconteceu
no 1º, com a consolidação do “crescimento nos mesmos níveis”. “De
momento, a carteira de negócios é
favorável e tudo indica que possamos, inclusive, duplicar as vendas”.
“Dependemos de fatores externos,
importantes para o negócio e que
podem alterar esta visão”, admite
este profissional, mas “caso a situação do país se mantenha estável e
imune aos problemas externos que
nos podem afetar, creio ser possível
alcançar estes números”, conclui.
Boas perspetivas
para as vendas
Face a este cenário, Nuno Marçal
mostra-se otimista quanto aos resultados obtidos pelo Banco nesta
região em termos de vendas imobiliárias. “Os nossos resultados estão
a acompanhar a tendência do aumento nas vendas e de melhoria nos
valores de transação”, diz. No que
se refere à campanha atualmente
em curso nesta região – o Mês das
Oportunidades -, “pensamos assim
duplicar os resultados das vendas no
segmento habitacional e aumentar
consideravelmente os resultados
nos outros ativos”. Na sua opinião,
“o ainda maior enfoque da equipa
comercial do Banco, bem como a
melhoria da dinâmica das regiões
onde está a decorrer a ação, deverá
provocar um acelerar das vendas.
Quanto à habitação, o mercado reage mais positivamente a este tipo
de campanhas, com aumento significativo de contactos e pedidos de
visitas a imóveis”, sublinha Nuno
Marçal.
Também Germano Moura, cuja
agência é parceira do Banco nesta
campanha, afirma ter “grandes expectativas”, já que nestas ações “os
clientes podem usufruir de melhores preços e condições de financiamento. São fatores importantíssimos
que podem influenciar a decisão de
comprar”, defende, acrescentando
que “é disto que as pessoas necessitam. É uma forma de despertar e
animar este mercado”. Carla Correia, igualmente parceira da iniciativa, espera mesmo “vender todos os
imóveis da minha zona” abrangidos
pela campanha.
No total da região Norte, estão em
causa cerca de 100 imóveis detidos
pelo Banco nos concelhos de Paredes, Gondomar, Valongo, Penafiel,
Paredes de Coura, Braga e Bragança,
numa carteira que tem um valor de
campanha de 7,9 milhões de euros
e em que a habitação tem um peso de 51% e os segmentos não residenciais de 49%. Esta é uma das
quatro zonas abrangidas pela 2ª
edição deste ano do Mês das Oportunidades, uma ação lançada pelo
Banco há cerca de três anos com o
objetivo de acelerar vendas imobiliárias. Durante o período em que a
campanha está patente, os imóveis
abrangidos apresentam “valores de
oportunidade”, podendo os mesmos ainda beneficiar de descontos
adicionais tendo em conta o prazo
de formalização da compra. Neste
caso, a campanha decorre até 31 de
maio e se o imóvel adquirido durante a mesma for escriturado até 30 de
junho, o comprador poderá usufruir
de um desconto de 10% em caso de
se tratar de um imóvel de uso não
habitacional e de 5% em caso de ser
habitação.
IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015 Oportunidades 07
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Habitação
Gondomar e Valongo registaram quebras de preços em 2014
O Índice Confidencial Imobiliário (ICi), apurado para os concelhos de
Gondomar e Valongo, apontou para uma descida dos preços em 2014 face
ao ano anterior, observando-se, no 4º trimestre de 2014, taxas de variação
homólogas de -1,5% e -1,1%, respetivamente.
Já no concelho de Paredes o índice registou, no 4º trimestre de 2014, uma
variação homóloga positiva, que se cifrou em 2,6%.
Índice Confidencial Habitação
Gondomar
(2005=100)
105
Valores
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Concelho: Gondomar
Freguesia: Fânzeres e São Pedro
da Cova
Localização:Rua da Igreja, 171, r/c
Esq.º
Área: 90 m²
Ano: 2011
Classe Energética: C
100
95
90
85
1.º trim. 2006
4.º Trim. 2014
Valongo
(2005=100)
APARTAMENTO T2
Ref.ª: 61306
Preço: € 57.000
Concelho: Gondomar
Freguesia: Fânzeres e São Pedro
da Cova
Localização: Rua Arlindo Vieira
Sá, 198, 3.º Dt.º
Área: 83 m²
Ano: 1998
Classe Energética: C
105
100
95
90
85
1.º trim. 2006
4.º Trim. 2014
Paredes
APARTAMENTO T3
Ref.ª: 62279
Preço: € 66.000
Concelho: Valongo
Freguesia: Ermesinde
Localização: Rua Bento Jesus
Caraça, 79, 3.º Dto
Área: 106 m²
Ano: 1981
Classe Energética: D
(2005=100)
100
95
90
85
80
1.º trim. 2006
Fonte: Ci/LardoceLar.com
4.º Trim. 2014
APARTAMENTO T2
Ref.ª: 61071
Preço: € 84.000
Concelho: Valongo
Freguesia: Valongo
Localização: Rua Eng.º Duarte
Pacheco, 2641, 1.º Dt.º Tr
Área: 101 m²
Ano: 2000
Classe Energética: C
*Acresce 10% de desconto sobre o preço de catálogo para imóveis não residenciais e 5% de desconto nos
imóveis residenciais escriturados até 30 de junho de 2015.
08 Prémio Nacional de Reabilitação Urbana IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015
Lisboa e Porto vencem na corrida ao Prém
Já são conhecidos os sete projetos eleitos na 3ª edição do Prémio
Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU), cuja corrida foi este ano
claramente liderada pelas regiões de Lisboa e do Porto
Vencedores do Prémio Nacional de
PNRU | TIAGO PINHO
HABITAÇÃO
Palácio dos Condes
de Murça
Os vencedores da edição de 2015, júri e representantes dos sponsors na cerimónia realizada no Palácio
Nacional de Queluz
Susana Correia
Num ano em que foram validadas
51 candidaturas oriundas de 17 cidades portuguesas – um número
recorde, de acordo com a organização – as zonas de Lisboa e Porto
voltam mais uma vez a destacar-se.
Só na capital do país encontramse os grandes vencedores em três
categorias: Melhor Intervenção
Residencial – atribuído ao Palácio
dos Condes de Murça, em Santos -,
“Melhor Intervenção com Impacto
Social” e “Melhor Intervenção Cidade de Lisboa” – ambos atribuídos
ao projeto do Sítio do Fado na Casa
da Severa, na Mouraria –, além do
projeto distinguido com a Menção
Honrosa para a Melhor Eficiência
Energética, o Edifício São Tomé, no
Castelo. Ali perto, em Sintra, pode ser visitado o Salão Nobre do
Palácio da Pena, que arrecadou a
Menção de Honra para a Melhor Intervenção de Restauro. Rumando a
norte, chegamos ao Porto onde podemos visitar o Hotel Vincci Porto,
que arrecadou o PNRU na categoria
de Melhor Intervenção Turística e,
se andarmos mais um pouco até
Matosinhos, encontraremos junto
à praia as Antigas Oficinas do Porto de Leixões, galardoadas com o
prémio para a Melhor Intervenção
de Comércio & Serviços. Junto ao
rio, na Invicta, encontra-se a 1872
– Riverhouse, que levou para casa
a Menção de Honra para a Melhor
Intervenção com Menos de 1.000
m².
A escolha dos vencedores esteve totalmente a cargo do painel do
júri, constituído pelo economista
e professor catedrático Augusto
Mateus, os arquitetos João Pedro
Falcão de Campos e João Carlos
Santos, este último subdiretor geral da Direção Geral do Património
Cultural; e os engenheiros Vasco
Peixoto de Freitas, professor catedrático e uma das figuras académicas mais conceituadas nesta área
da reabilitação urbana; e Manuel
Reis Campos, líder da CPCI e da
AICCOPN.
A entrega dos prémios decorreu
no Palácio Nacional de Queluz na
noite de 15 de abril, numa cerimónia que reuniu mais de 200 convidados. Um momento especial,
como referiu na ocasião o secretário de Estado do Ordenamento
do Território e Conservação da
Natureza, Miguel de Castro Neto,
que salientou a importância desta
iniciativa para promover e divulgar
“os projetos que são verdadeiros
casos de sucesso e exemplos de boas práticas e da utilização de ma-
teriais e soluções inovadoras neste
campo da reabilitação urbana em
Portugal”.
Organizado pela Vida Imobiliária
e pela Promevi, o PNRU merece o
apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde a sua primeira edição, em 2013. Mas este ano
granjeou novos parceiros de peso,
que vêm uma vez mais atestar a
confiança que o mercado atribui
a este galardão, nomeadamente
o Alto Patrocínio do Governo de
Portugal, através da Secretaria de
Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza;
bem como com dois novos apoios
institucionais de peso: o da Ordem
dos Arquitectos e o da União das
Misericórdias Portuguesas, que se
juntam assim ao InCI, à CPCI e à
AHP.
De periodicidade anual, este prémio conta também com o apoio de
várias empresas portuguesas que
estão a apostar forte no setor, nomeadamente com os patrocínios
platina da Schmitt+Sohn Elevadores, da Aguirre Newman, da Adene e da Caixa Geral de Depósitos,
e com os patrocínios ouro da Revigrés e da Sanitana. O Público é
o Jornal Oficial, e a Luz e Som é
parceira da organização no apoio
cenográfico.
Localizado em Santos, Lisboa,
o Palácio dos Condes de
Murça foi eleito a “Melhor
Intervenção Residencial”
no PNRU, com o júri a
premiar este projeto de
desenvolvido pela dupla
de arquitetos portugueses
Frederico Valsassina e Manuel
Aires Mateus que foram
contratados pela GNBGA (em
representação dos fundos de
investimento imobiliário NB
Reconversão Urbana II e Lisbon
Urban) para com o seu traço
criar um novo condomínio que
desse nova vida ao centenário
Palácio os Condes Murça (a
sua origem remonta ao século
XVII) que existia no local, e
que fazia parte do Inventário
Municipal do Património e do
Núcleo Histórico da Madragoa.
O resultado está à vista, graças
à empreitada executada pelo
grupo Alves Ribeiro e que
ficou totalmente concluída
em outubro passado, tendo
sido ali criado um condomínio
residencial com 3.612 m²
distribuídos por três pisos.
Enquanto o piso térreo se
destina a espaços comerciais,
nos pisos superiores do
palácio foram criados cinco
apartamentos com tipologias
do T3 ao T6.
IMPACTO SOCIAL
E CIDADE DE LISBOA
Sítio do Fado
na Casa da Severa
Em pleno coração de Lisboa,
no histórico e tradicional bairro
da Mouraria, o Sítio do Fado da
Casa da Severa foi duplamente
premiado nesta noite de festa,
levando para casa o prémio na
categoria de “Impacto Social”,
mas também o galardão atribuído
anualmente à cidade anfitriã do
PNRU, neste caso a Lisboa onde
estava a decorrer a Semana da
Reabilitação Urbana. Promovida
pela Câmara Municipal de Lisboa,
esta intervenção desenhada
pelo arquiteto José Adrião
reconverteu um edifício de
habitação no Largo da Severa
numa nova âncora cultural e de
IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015 Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 09
mio Nacional de Reabilitação Urbana
Reabilitação Urbana 2015
lazer, funcionando ali o segundo
polo do Museu do Fado desde a
conclusão do projeto, em 2013.
A execução da obra esteve a
cargo das empresas ARADA e
Manindústria que, embora tenha
contemplado a demolição do
interior, preservou o seu exterior,
mantendo a sua identidade.
TURISMO
Hotel Vincci Porto
Seguindo para Norte, o prémio
na categoria de “Melhor Uso
Turístico” distinguiu o recéminaugurado Hotel Vincci Porto,
em Massarelos, que finalmente
abriu as suas portas no passado
mês de fevereiro e que resulta
da requalificação do antigo
edifício da “Frigorífico do
Peixe / Bolsa do Pescado”.
Um exemplo de perseverança
dos promotores que há muito
apostam na reabilitação urbana
pois, como explicou o arquiteto
José Carlos Cruz no momento
em que recebeu o galardão, este
foi um projeto que demorou 14
anos até poder ver a luz do dia.
Promovida pela Falopim Hotéis,
este projeto foi concebido de
modo a preservar a identidade do
edifício, mantendo os elementos
que mais identificam a sua traça
arquitetónica original, que
remonta aos anos 30. A obra ficou
concluída em novembro de 2014
e foi executada pela Lucios.
sua reabilitação, a partir de
um projeto do arquiteto André
Espinho, ficou concluída em
março 2014 e foi promovida
pela LAKSHMI, que confiou
a execução da empreitada à
Sociedade de Construções
Gouviga.
SERVIÇOS
& COMÉRCIO
Antigas Oficinas
do Porto de Leixões
MENÇÃO MELHOR
REABILITAÇÃO
ABAIXO 1.000 m
1872 – Riverhouse
O Prémio para a melhor
intervenção na categoria de
“Comércio & Serviços” foi para
ali perto, mais concretamente
para o projeto da reabilitação
das Antigas Oficinas do Porto
de Leixões, em Leça da Palmeira
(Matosinhos). Promovido pela
Administração dos Portos do
Douro e Leixões, esta intervenção
foi projetada pelo arquiteto
Adalberto Dias e executada
pela António Alves Ribeiro &
Filhos e veio dar nova vida a este
conjunto de edifícios desativados
no final do século XX. Este
projeto insere-se no âmbito do
Plano Geral de Reabilitação de
todo o património edificado do
complexo portuário de Leixões,
constituindo uma das suas
primeiras fases. Acolhe agora
uma cantina, restaurante e bar
para os funcionários, além de
um ginásio com piscina de água
salgada.
MENÇÃO MELHOR
RESTAURO
Salão Nobre do
Palácio da Pena
A Menção de Honra para
a Melhor Intervenção de
Restauro consagrou o trabalho
desenvolvido pela equipa técnica
da Parques de Sintra – Monte da
Lua no Salão Nobre do Palácio
da Pena, que ficou concluído em
janeiro do ano passado e que
devolveu o esplendor do passado
a este que é o compartimento
de maior dimensão em todo o
Palácio Nacional da Pena, em
Sintra. O restauro decorreu entre
2011 e 2014 e contemplou desde
intervenções na arquitetura, às
artes decorativas, mobiliário,
peças artísticas e a reabilitação e
modernização de infraestruturas.
MENÇÃO SOLUÇÃO
EFICIÊNCIA
ENERGÉTICA
Edifício São Tomé
A Menção de Honra no âmbito
da Melhor Eficiência Energética
distinguiu o Edifício São Tomé,
localizado em pleno casco
histórico da capital portuguesa
e inserido na área de proteção
da Igreja do Menino de Deus.
De uso residencial, este edifício
apresenta traços de duas épocas
distintas: uma pré-pombalina,
entre o piso zero e o primeiro
piso, e outra pós-pombalina,
no segundo piso e sótão. A
Por fim, mas não por último,
foi ainda atribuída a Menção
de Honra para a Melhor
Intervenção com uma Área de
Menos de 1.000 m² ao 1872River House, localizado na rua
dos Bacalhoeiros, no Porto.
Datado do século XVIII este
edifício tem a particularidade
de ocupar um lote de apenas 72
m² mas desenvolver-se em seis
pisos acima do solo. O imóvel
encontrava-se totalmente
devoluto e, por isso, a Teantea
desafiou a arquiteta Adriana
Floret, da Floret Oficina de
Arquitetura, a realizar um projeto
que permitisse a sua reabilitação
e reconversão numa nova
unidade de alojamento turístico.
O resultado está à vista desde
maio de 2014, data em que ficou
concluída a obra, a cargo da
Weeplan.
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Santa Casa da Misericórdia de Lisboa APOIA
ALTO PATROCÍNIO:
ver vencedores em:
www.premio.vidaimobiliaria.com
APOIO:
PATROCÍNIO PLATINA:
PATROCÍNIO OURO:
JORNAL OFICIAL:
10 Reabilitação Urbana IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015
Reabilitação urbana tem de passar pela
criação de cidades mais inteligentes
Para o Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Lopes, a reabilitação é fundamental mas, tem de ser
acompanhada pela “construção de uma cidade inteligente, essencial para mitigar os problemas da expansão urbana”
Susana Correia
“A requalificação das cidades portuguesas está contemplada no Portugal
2020, e é uma oportunidade que não
podemos perder”, afirmou o Bastonário, chamando a atenção para a
necessidade da integração de vários
sistemas tecnológicos também no
âmbito da reabilitação urbana. Num
processo para o qual “a engenharia
não só é determinante, como sem ela
não há a possibilidade de construir
uma verdadeira política de cidades e
de cidadania de futuro, muito menos
de cidades inteligentes”.
Até porque, diz Carlos Matias
Ramos, “todos sabemos que as cidades são espaços de problemas,
de desafios e de oportunidades,
lembrando que “as urbes são responsáveis por 60% do consumo
de energia e por 75% da produção
de CO2 a nível mundial”. Números
que, mais do que impressionar, são
indicadores da “necessidade de se
desenvolverem estratégias sustentáveis para as cidades do futuro, as
quais também devem ser pensadas
para minimizar as desigualdades
e a exclusão social. As smart cities
surgem precisamente para a satisfação destes objetivos, definindo uma
cidade que consegue integrar e gerir da melhor forma todas as suas
componentes essenciais e que estão
interligadas entre si, nomeadamente
ao nível das infraestruturas, da economia, ambiente, energia, tecnologia, saúde, segurança, cultura, egovernance… São, no fundo cidades
abertas a soluções inovadoras e ao
desenvolvimento tecnológico, estimulando o seu desenvolvimento e
SEMANA DA REABILITAÇÃO URBANA | TIAGO PINHO
promovendo também a cidadania.”
O engenheiro falava na abertura
da conferência “Solos, reabilitação
e periferias” organizada pela Confidencial Imobiliário (Ci) em parceria com a Ordem dos Engenheiros
(OE) e a Ordem dos Arquitectos (OA)
no âmbito da II Semana da Reabili-
No dia 15 à
tarde, o tema
debatido
foi “Solos,
Reabilitação
e Periferias”
tação Urbana de Lisboa, durante a
tarde de 15 de abril; num evento que
contou também com a participação
do secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação
da Natureza, Miguel de Castro Neto.
O governante aproveitou a ocasião
para lembrar as principais linhas que
orientam a reforma do ordenamento
do território em curso em curso, e
que conduziu entre outras novidades
à aprovação de novo regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial que foi concebido “para que
haja conformidade entre os planos
municipais e intermunicipais, e uma
maior coordenação entre municípios
de modo a permitir ganhos de escala
e um aumento das sinergias”.
Além disso, acrescentou Miguel
de Castro Neto, está também a ser
desenvolvida uma nova estratégia de
cidades sustentáveis no âmbito do
Portugal 2020, numa altura em que
estas continuam a ganhar cada vez
mais importância e já concentram
cerca de dois terços da população.
“Esta proposta está atualmente em
fase de consulta pública”, revelou o
governante.
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PALÁCIO DOS CONDES DE MURÇA
MELHOR INTERVENÇÃO DE USO RESIDENCIAL
* FOTOGRAFIAS DE RICARDO OLIVEIRA ALVES
12 Reabilitação Urbana IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015
Reabilitação reacende interesse
pela instalação de negócios no centro
A reabilitação urbana está a reacender o interesse das empresas pelo centro de Lisboa, dinamizando uma procura
de espaços comerciais e de escritórios que, em muitos casos, começa a ter dificuldade em ser satisfeita
Susana Correia
Abre-se assim uma janela de oportunidade que não está a passar ao lado
de grandes promotores imobiliários
nacionais e internacionais, como é
o caso da Perella Weinberg que recentemente realizou o seu primeiro
investimento no mercado português
ao adquirir vários edifícios num dos
mais desejados quarteirões de Lisboa,
que une a rua Rosa Araújo à avenida
da Liberdade. O responsável da empresa em Portugal, Aniceto Viegas,
apresentou o projeto que a Perella ali
vai desenvolver, o empreendimento
Liberdade 203 e garante que este será uma peça chave para revitalizar
“como nunca” a rua Rosa Araújo, “incluindo-a enquanto parte da avenida
da Liberdade” e assegurando a ligação desta artéria com a rua Castilho.
Lembrando que “o comércio pode ser um motor sustentável para
a reabilitação urbana”, Luís Rocha
Antunes, partner e diretor de investimento da consultora Cushman &
Wakefield, frisou a importância que
a revisão da Lei das Rendas teve para
desenvolver novamente o comércio
de rua. Mas, lembrou que apesar deste despertar de interesse “é importante que se perceba que os padrões
de consumo se alteraram, e isso implica uma substituição de stock”. Algo que não deve passar apenas pelo
lançamento de novos projetos, mas
também pela criação de “uma estratégia de gestão de comércio de rua,
específica e bem pensada. Temos de
perceber quem são os proprietários
que já lá estão, e que até agora ainda
não tiveram a oportunidade de reabilitar os seus ativos”. Mas, antes, “é
TURISMO DE LISBOA/WWW.VISITLISBOA.COM
tempo de encontrar o racional económico que faça com que isto tudo
funcione”. O responsável da Cushman & Wakefield mencionou ainda os exemplos do movimento que
hoje se verifica na Baixa de Lisboa
ou na avenida da Liberdade, onde
“só nos últimos anos registámos 35
aberturas, ou seja, o dobro do que
se registou nos dez anos anteriores”.
A Baixa
voltou a
ser uma
aposta para
o comércio
de rua
Ambos falavam no âmbito da conferência “Empreendedorismo e Comércio, motores da reabilitação de
Lisboa”, organizada pela consultora
Cushman & Wakefield no âmbito da
Semana da Reabilitação Urbana de
Lisboa, na manhã da passada quinta-feira, 16 de abril. A sessão contou
também com o input de Carlos Oliveira, partner e diretor da área de
escritórios daquela consultora, que
destacou a falta de oferta no centro da cidade para a procura que as
maiores empresas conduzem, nomeadamente “áreas passíveis de
expansão na horizontal, de maior
dimensão e com infraestruturas e
serviços modernos integrados”. Este
responsável reconhece que “as coisas melhoraram um pouco no último ano, mas muitas das empresas
que podem pagar as rendas praticadas no centro das cidades acabam
por não encontrar espaços de escritórios que correspondam à sua procura”. E, na sua opinião, pelo menos
para já “a reabilitação urbana ainda
não oferece muitas oportunidades
para as empresas se estabelecerem
em zonas centrais de Lisboa”, pelo
que faz falta o lançamento de nova
oferta neste âmbito.
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IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015 Reabilitação Urbana 13
era.pt
“Lisboa mudou muito
nos últimos 8 anos”
O balanço foi deixado por Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo
da Câmara de Lisboa, na conferência “Lisboa e o Desafio
da Sustentabilidade na Reabilitação Urbana”
CML
Ana Tavares
“Em 2006 estávamos no auge do
abandono e dos edifícios devolutos, da desertificação da Baixa”,
começou por relembrar o autarca
nesta sessão que fechou o ciclo de
conferências da Semana da Reabilitação Urbana Lisboa 2015. E hoje,
nota Manuel Salgado, “as pessoas
apropriaram-se da cidade. O espaço
público voltou a ser o ponto de encontro e socialização. A população
residente estabilizou e o número
de famílias já cresceu”. Além disso,
“a população flutuante (turistas e
estudantes) aumentou muito”, tal
como o emprego, dado que “grandes empresas voltaram à cidade”.
Mas acima de tudo, “os lisboetas
ganharam autoestima em relação
à sua cidade”. Por isso, o balanço
não poderia deixar de ser positivo:
“Lisboa mudou muito nos últimos
8 anos, para se tornar numa cidade
melhor para habitar, trabalhar e visitar”, disse o Vereador.
Para que a relação da cidade com
os seus habitantes e turistas mudasse contribuiu, na opinião do Vereador, todo o trabalho realizado pela
autarquia no espaço público, que
tem sido o foco do investimento
autárquico na reabilitação urbana,
a par da criação de medidas de incentivo ao investimento privado. A
Os Agentes ERA são autênticas máquinas, rápidas e eficazes,
a descobrir as casas certas para as pessoas certas. E as razões
são matemáticas. Cada Agência ERA tem uma equipa com cerca
de 10 Agentes que subdividem entre si a zona geográfica onde
estão localizados, o que elimina a concorrência interna e permite
um conhecimento aprofundado bairro a bairro, casa a casa.
No universo das Agências ERA são mais de 2000 máquinas a
trabalhar em interdependência e com uma formação profissional
contínua que garante especializaçãoem todas as etapas da
compra e venda de uma casa. Escolha a rua onde quer a sua
casa e fale com um Agente ERA, ele não vai descansar enquanto
não lhe der uma resposta, com a eficácia de uma máquina.
Manuel Salgado, Vereador do Urbanismo da Câmara Municipal
de Lisboa
frente de rio, nomeadamente nas
zonas da Baixa, Praça do Comércio
e Ribeira das Naus, é uma das que
melhor reflete esta nova realidade,
mas a perspetiva é contagiar todo
o tecido urbano. “Preocupamo-nos
com o alastramento destas medidas
à cidade toda”, referia Manuel Salgado, acrescentando que “ainda há
muito por fazer” e que “termos a
cidade que ambicionamos é um projeto de longo-prazo”. Relativamente
ao futuro, Manuel Salgado referiuse àquilo que chamou de “triângulo
virtuoso” e que consistiria na capta-
ção de mais pessoas a habitar a fruir
da cidade, mais emprego que fixem
essas pessoas e a oferta de melhor
cidade quer como resultado quer
como motivador para a potenciar
os outros dois fatores. “Melhorar a
cidade como espaço melhor para
trabalhar, fixar jovens, tornar a cidade mais atrativa para o turismo,
apostar nas start ups para promover o emprego jovens, atrair grandes empresas para a cidade, tornar
a cidade mais verde, mais saudável e
mais eficiente nos serviços que presta ao cidadão”, especificou.
Santa Casa requalifica Mitra para usos sociais
SCML
No âmbito desta conferência,
as arquitetas Rute Ribeiro e
Maria Amorim Cruz, da Santa
Casa da Misericórdia de
Lisboa (SCML) apresentaram
o projeto de reabilitação do
antigo Albergue da Mitra,
que prevê a intervenção nos
edifícios e quinta envolvente
nas traseiras do Palácio da
Mitra, na zona de Marvila, em
Lisboa. No total, a área de
intervenção abrange cerca
de dois hectares, numa área
edificada de cerca de 10.000
m2, e prevê um investimento
inicial de 5 milhões de euros,
passando a acolher um Pólo de
Inovação Social. A “nova Mitra”
vai estar aberta 24 horas por
dia, englobando várias “Naus”,
projetos destinados a acolher e
integrar utentes, entre os quais
se contam um restaurante,
residências, oficinas, uma
creche ou uma lavandaria, no
total de 11 pavilhões e uma
galeria técnica que se “abrem
para a sociedade”. Será um
“espaço de todos e para todos,
aberto à comunidade, pronto a
receber, tratar, cuidar e acolher
24 horas por dia, nos 365 dias
do ano”, dizia Pedro Santana
Lopes, Provedor da SCML na
apresentação pública deste
projeto, em setembro passado.
A reabilitação da fachada, a
origem das águas, a autonomia
energética e a monitorização
deste projeto foram aspetos
abordados pelas duas arquitetas
na sua apresentação integrada
nesta conferência. “Somos
ambiciosos e queremos relançar
a Mitra para a sociedade”,
afirmaram, salientando as
responsabilidades da Santa
Casa da Misericórdia de Lisboa,
na reabilitação e conservação
do seu património.
14 Reabilitação Urbana IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015
Preço dos imóveis devem
crescer de forma sustentável
O crescimento do próprio setor imobiliário e a atração de investimento estrangeiro podem ficar comprometidos
se os preços não evoluírem de forma sustentada, defendem os investidores e os promotores imobiliários
Susana Correia
No penúltimo dia (16 abril) da agenda
central de conferências da Semana
da Reabilitação Urbana, investidores
e promotores imobiliários deixaram
o alerta: o mercado imobiliário vive hoje um melhor momento, mas
o crescimento dos preços deve ser
sustentado, caso contrário poderá comprometer-se o crescimento
sustentável do setor a longo prazo
e minar a atração de investimento
estrangeiro para o nosso país.
Para José Almeida Guerra, administrador da Rockbuilding, “é preciso que reflitamos sobre estes temas
não no sentido de minar esta fonte
de crescimento do mercado, mas sim
para que em conjunto possamos fazer a melhor gestão deste bom momento e evitar os erros cometidos
no passado”, dizia este especialista
na mediação do debate em torno do
“fantasma” da criação de uma bolha
imobiliária em Lisboa motivada pelo
acentuado crescimento da procura
conduzida por estrangeiros ao longo
dos últimos meses.
Pedro Vicente, da Level Constellation, defende que deveria haver “um
maior cuidado na gestão da forma
como estão a evoluir os preços, pois
é preciso que isso aconteça de forma
sustentável”.”Embora o investimento esteja a crescer, não podemos querer ganhar tudo num curto espaço de
tempo, pois isso acarretará graves
custos para o mercado no futuro”,
ressalva.
Reconhecendo que a subida dos
preços que tem vindo a acontecer para os produtos concluídos no mercado de reabilitação de Lisboa, Paulo
Silva – que acumula a presidência da
ACAI (Associação dos Consultores e
Avaliadores Imobiliários) com o cargo de managing partner da consultora Aguirre Newman em Portugal
– lembrou contudo que “esses preços
inflacionados estão a ser praticados
porque há alguém que aceita pagálos”. Feita a ressalva, o responsável
afirma contudo não acreditar que
tais valores sejam sustentáveis no
longo prazo e que, caso essa seja uma
situação que alastre poderá ser prejudicial. “Atualmente estão a ser vendidos produtos residenciais a preços de
7.000 a 10.000 euros por m², que na
maioria dos casos são valores que não
irão refletir a realidade da evolução
do nosso mercado no longo prazo”.
Pedro Vicente, por seu turno,
considera que “o que se passa hoje
em torno dos preços em Lisboa já
começa a ser um tema muito sensível”, embora seja “cedo para falarmos já da existência de uma bolha”.
Mas na sua opinião é preciso refletir
sobre “o que se vai passar, dentro de
alguns anos, no parque habitacional
que estamos agora a vender rapidamente graças a este empurrão dado
pelo mercado estrangeiro?”. “Num
mercado que como o nosso estava
muito sequioso de procura, é normal que se verifique alguma euforia
quando acontece um aumento expo-
nencial da procura de investidores
capitalizados como tem acontecido nos últimos dois anos e que isso
possa originar uma subida de preços.
Contudo, o que se verifica é que os
preços em Lisboa foram bastante inflacionados muito rapidamente, por
vezes mudam no espaço de poucas
semanas, o que é insustentável e irá
fazer com que a prazo tenham de ser
registadas perdas de valias”.
Procura interna precisa-se
Especialista no mercado de reabilitação na Baixa de Lisboa, onde já
investe há vários anos, Luis Correa
de Barros, administrador da Habitat
Invest e do Five Stars – FEII, considera contudo que “já existe alguma
bolha de preços em Lisboa, pois os
preços têm aumentado muito rapidamente de forma algo artificial,
A sessão foi organizada
Associação Portuguesa
dos Promotores e
Investidores Imobiliários
e pela Associação
Portuguesa dos Fundos
de Investimento
Pensões e Património
isto é, falamos de um movimento
de evolução de preços sustentado
quase exclusivamente pela procura
estrangeira, uma vez que o mercado
interno continua muito débil”. E, isso
é uma questão a ter em conta pois,
lembrou, “a economia nacional tem
de se fortalecer” ou “caso contrário
continuaremos a ter uma procura
interna quase inexistente, e esta é
essencial para o bom funcionamento
de qualquer mercado”.
Sob o tema “Os investidores, protagonistas na reabilitação urbana”,
esta sessão foi organizada Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) e pela
Associação Portuguesa dos Fundos
de Investimento Pensões e Património (APFIPP) e gerou interesse entre
representantes de várias alas do setor imobiliário, desde promotores a
grandes investidores, pequenos proprietários e consultores, arquitetos,
fiscalistas e juristas, entre muitos
outros profissionais ligados à engenharia, arquitetura, finanças ou construção. Conhecer as mudanças que
têm sido operadas ao nível fiscal e
legal, e que abriram portas à criação
de novos veículos de investimento
que podem ser colocados ao serviço
da promoção imobiliária para reabilitação urbana, foi outro dos pontos
de atração desta conferência
TIAGO PINHO
No dia 16 à tarde foi a vez de promotores e investidores debaterem a reabilitação urbana
IMOBILIÁRIO 22 ABRIL 2015 Reabilitação Urbana 15
Lisboa: Áreas de reabilitação urbana
são as mais atrativas para os turistas
Na última manhã da agenda de conferências da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa
a relação da reabilitação urbana com o turismo esteve em destaque na Sociedade de Geografia de Lisboa
Ana Tavares
Sob o mote “O cluster turismo e a reabilitação urbana”, a sessão da manhã
de dia 17 de abril, organizada pela
CBRE e pela Neoturis, contou com a
presença de vários atores do panorama turístico atual. O turismo enquanto um dos elementos fundamentais à
reabilitação urbana, especialmente
em Lisboa, esteve no centro das atenções, com Cristina Siza Vieira, presidente da direção executiva da AHP,
a relembrar desde logo que ”quando falamos de reabilitação, estamos
sempre a falar em turismo”. Na sua
opinião, denota-se mesmo “uma
grande concentração do interesse turístico em zonas mais tradicionais”.
E também Eduardo Abreu, partner
da Neoturis, frisou que as áreas de
maior atratividade turística na cidade
de Lisboa são precisamente as áreas de reabilitação urbana”. Tal pode ser já visto na oferta de tipos de
alojamento alternativos à hotelaria
tradicional. Por exemplo, as cerca de
5.000 camas disponibilizadas através
do Airbnb em Lisboa estão bastante
concentradas na zona do Marquês de
Pombal, em direção ao Rio, e ainda
na zona da Baixa-Chiado, de acordo
com dados apresentados por Eduardo Abreu. O mesmo responsável
avançou ainda que existem em Lisboa atualmente 35.000 camas de
hotelaria dita convencional e outras
3.000 camas de hostels. Para Cristina
Siza Vieira, é necessário, contudo,
haver “planeamento na reabilitação
urbana, o tempo em que se faz e os
vários usos da cidade”, cabendo às
autarquias “criar os instrumentos
fiscais e o planeamento”. E o setor
TURISMO DE LISBOA
que representa – a hotelaria -, considera “fundamental a intervenção
no espaço público, a recuperação de
equipamentos de índole cultural, que
incitem a revisitação na cidade”.
A diversidade da oferta, precisamente focada no surgimento de
formas de alojamento alternativas,
colocou a questão da concorrência
entre os novos e os antigos forma-
A zona
ribeirinha tem
sido uma dos
principais
alvos da
reabilitação
urbana em
Lisboa
tos de hotelaria, discutida durante
esta conferência. Rodrigo Machaz,
da Memmo Hotels, acredita que “é
tudo oferta hoteleira, apesar de a
legislação não ser a mesma. Admito que é fundamental juntarmonos e falar a uma só voz”. Para
este responsável, “a hotelaria tem
é de ser atual. Se o tradicional for
óptimo, óptimo, mas tem é de ser
atual. O que os hostels e os apartamentos têm feito bem é pegar na
tradição e na cultura de Lisboa”.
Nuno Gomes de Pinho, da Lisbon
Air Apartments, partilha da mesma
opinião, e acredita que “faz sentido
que se caminhe para um maior nível
de taxação, regras, legislação. O debate da hotelaria tem de ser também
aberto aos hostels. As preocupações
são muito as mesmas e é interessante
começarmos a participar no debate”.
Cristina Siza Vieira fechou o painel
da manhã e sobre aquela que pareceu ser a questão mais polémica da
manhã, a legislação dos alojamentos,
comentou que a “roupagem legislativa atual é curta. O que vai acontecer
é que vão acontecer coisas novas no
quadro legal, já que anda a reboque
da vida, permitindo que a reabilitação continue a acontecer”.
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LOTE TERRENO AV. INDEPENDENCIA
DAS COLÓNIAS SETÚBAL
PRÉDIO PRAÇA ALMIRANTE REIS,
nº 14 SETÚBAL
PRÉDIO RUA DOS COMBATENTES DA
GRANDE GUERRA Nº 52 SETÚBAL
PRÉDIO RUA DA TEBAIDA, Nº9
SETÚBAL
VENDE-SE
VENDE-SE
VENDE-SE
VENDE-SE
Localizado em zona habitacional
na Freguesia de São Julião,
Setúbal.
Área do lote 990 m2 (aprox.)
Localizado em zona habitacional,
Freguesia São Julião, Setúbal.
Área do lote 147 m2 (aprox.)
Localizado em zona habitacional,Freguesia Nossa Senhora Anunciada, Setúbal.
Área do lote 1.468 m2 (aprox.)
Localizado em zona habitacional,
Freguesia São Sebastião,
Setúbal.
Área do lote 3.560 M2 (aprox.)
Certificação Energética: Isento
Propostas em envelope fechado até 18 de
Maio de 2015.
Documentação/informações disponíveis:
www.estamo.pt/
Telef.: 217 915 010 e 217 915 015.
Certificação Energética: SCE82459129
Propostas em envelope fechado até 18 de
Maio de 2015.
Documentação/informações disponíveis:
www.estamo.pt/
Telef.: 217 915 010 e 217 915 015.
Certificação Energética: SCE102488427
Propostas em envelope fechado até 18 de
Maio de 2015.
Documentação/informações disponíveis:
www.estamo.pt/
Telef.: 217 915 010 e 217 915 015.
Certificação Energética:
CE100691724/SCE100694424/SCE10069
5021
Propostas em envelope fechado até 18 de
Maio de 2015. Documentação/informações
disponíveis: www.estamo.pt/
Telef.: 217 915 010 e 217 915 015.
EM VENDA
A leitura deste anúncio não prescinde a consulta do nosso site relativo a este imóvel. A empresa reserva o direito de não vender a propriedade caso as condições oferecidas não correspondam aos seus interesses. É da exclusiva responsabilidade dos concorrentes a recolha de todos os elementos de informação
que reputem necessários ou convenientes para a eventual apresentação de propostas designadamente, a efetivação de todas as diligências e a obtenção de todas as informações junto das entidades oficiais competentes, sobre o imóvel, não tendo a Estamo - Participações Imobiliárias, S.A
nenhuma responsabilidade nesta matéria e não podendo ser invocada contra ela para nenhum efeito, a eventual insuficiência ou falta de diligencias ou informações disponíveis.
Propostas em envelope fechado c/ protocolo ou correio registado com aviso receção até às 17h00 do próximo dia 18/05/2015 para: Av. Defensores de Chaves, 6 - 4.º andar, 1049-063 Lisboa. mais informações:
[email protected] / [email protected]
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CIMLOP
Confederação da Construção e do Imobiliário de Lingua Oficial Portuguesa
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SÃO PAULO RECEBE REUNIÃO
DE PRIMAVERA DA CIMLOP
Cônsul Geral de Portugal, Dr. Paulo Lourenço, recebeu a comitiva portuguesa presente na cidade
e aplaudiu a promoção de parcerias e sinergias.
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A reunião da Primavera da Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial de
Portuguesa (CIMLOP), num calendário que se rege pelo hemisfério do país que detém a presidência - actualmente Portugal - teve lugar nos passados dias 13 a 15, na cidade de São Paulo,
em pleno outono brasileiro, e integrou uma conferência sobre a tributação no imobiliário em
países lusófonos, com representantes de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique, organizada pelo SECOVI-SP, os anfitriões do encontro e a maior organização do sector imobiliário na
América-latina.
PUBLIREPORTAGEM
A crescente procura brasileira no imobiliário português justificou a presença, na comitiva portuguesa, do Dr. Leite Maia, administrador do Banco Santander Totta, e do Eng. Jorge Madeira,
Diretor de Negócio Imobiliário da Caixa Geral de Depósitos, ambos interessados em aprofundar o conhecimento da dimensão da procura que os investidores brasileiros manifestam pelo
mercado imobiliário português.
Este foi o tema forte da recepção à comitiva portuguesa que ocorreu no Consulado Geral de
Portugal, onde o Dr. Paulo Lourenço, Cônsul de Portugal, salientou o trabalho desenvolvido de
promoção de sinergias e de parcerias entre os vários mercados da lusofonia, confirmando
também o interesse crescente dos cidadãos brasileiros no imobiliário português.
Na oportunidade, o Presidente da CIMLOP, Luís Lima, reconheceu que alguma instabilidade política, social e económica que está a marcar o Brasil favorecerá, aos olhos de muitos
brasileiros e luso-descendentes, “o mercado imobiliário português como porto seguro para
investimentos”, revelando que tinha antevisto este potencial quando, há um ano, tinha equacionado esta situação, numa outra viagem ao Brasil.
“A confirmação desta realidade por parte do Senhor Cônsul Geral de Portugal em São Paulo,
Dr. Paulo Lourenço, que desempenha um trabalho de excelência na promoção de Portugal, é
mais uma prova da importância do esforço que desenvolvemos em promover o vasto mercado imobiliário da lusofonia”, disse Luis Lima que também participou, a convite do FIABCI
Brasil e como presidente da FIABCI Portugal, num encontro empresarial sobre os mercados
imobiliários lusófonos.
LEGENDAS
1 – Recepção no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, pelo Senhor Cônsul Geral de Portugal,
Dr. Paulo Lourenço.
Da esq. para a direita: José Leite Maia, Administrador do Banco Santander Totta; Cônsul Geral de
Portugal em São Paulo, Paulo Lourenço; Luís Lima, Presidente da CIMLOP; Romeu Chap Chap,
Presidente da Assembleia-Geral da CIMLOP; Jorge Madeira, Diretor de Negócio Imobiliário da Caixa
Geral de Depósitos e Reinaldo Teixeira, administrador da Preditur
2 – Encontro de Primavera da CIMLOP 2015 teve lugar e São Paulo, Brasil
3 Da esq. para a drt.: Basílio Jafet, Presidente da FIABCI Brasil; Luís Lima, Presidente da CIMLOP e
FIABCI Portugal e Cláudio Bernardes, Presidente do SECOVI
4 – A FIABCI Brasil promoveu um Encontro Empresarial sobre o tema “O mercado imobiliário de
Portugal e demais países de língua oficial portuguesa”.
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Lisboa e Porto vencem na corrida ao Prémio