Nº 18 - Junho de 2005 TURISMO LISBOA de Portugal é o segundo destino internacional dos espanhóis Bernardo Trindade prolonga contratualização Tempos de espera baixam no Aeroporto de Lisboa Monarch Scheduled inicia ligação Londres - Lisboa Índice LISBOA 1497 NO INTERIOR Maio de 2005 Índice EDITORIAL, POR PEDRO PINTO ............................................................. NOTICIÁRIO NACIONAL ........................................................................ NOTICIÁRIO INTERNACIONAL ............................................................... OBSERVATÓRIO ........................................... ENTREVISTA ................................................................................................ Boletim Interno ................................................................................ MARKET PLACE ......................................................................................... A FECHAR, POR VÍTOR COSTA ............................................................. Portugal é o segundo destino internacional dos espanhóis Destaques A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA 21 Portugal é o segundo destino das viagens internacionais dos espanhóis para a Europa, a seguir a França, tendo registado no ano passado um aumento da procura em 18,2 por cento, revelou o Instituto de Estudios Turisticos (IET), da Secretaria de Estado espanhola de Turismo e Comércio. 33 Pág. 4 6 11 17 38 42 50 VISÕES por Mário P. Gonçalves, Luís Vale e Ana Zanatti Portugal acolhe Dia Mundial do Turismo em 2006 Portugal será palco, em 2006, das comemorações oficiais do Dia Mundial do Turismo (27 de Setembro) levadas a cabo pela OMT, organização que discutiu, em Coimbra, o futuro do turismo de cidade na Europa. Pág. 11 Em reunião de trabalho Turismo de Lisboa apresenta preocupações ao Secretário de Estado do Turismo O Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, e os dirigentes da Associação de Turismo de Lisboa, Pedro Pinto,Vítor Costa, Carlos Ornelas Monteiro, Luis Alves de Sousa e Francisco Sá Nogueira, realizaram no passado dia 15 de Junho uma reunião de trabalho na sede do Turismo de Lisboa. Na reunião foram apresentadas e discutidas as principais questões que preocupam o Turismo de Lisboa, que é também responsável pela promoção externa da Região Bernardo Trindade afirmou a de Lisboa, enquanto Agência Regional de necessidade de dar continuidade ao Promoção Turística. actual modelo de contratualização A reunião centrou-se no balanço da promoção turística da contratualização e do seu modelo, tendo-se concluído pelas vantagens da presente solução de parceria e descentralização da promoção turística, a qual deverá ter continuidade, não obstante ser necessário aprofundar e corrigir alguns aspectos. O empenho na melhoria das acessibilidades que servem a Região de Lisboa, nomeadamente através de um aeroporto para voos low-cost, mereceu o consenso dos presentes. Outro dos assuntos que mereceu consenso foi a necessidade de elevar a qualidade de alguns serviços prestados aos turistas, como é o caso do transporte por táxi, principalmente a partir do Aeroporto. A ATL afirmou ainda a importância da captação de eventos impactantes, que funcionem como âncora para a atracção de turistas a Lisboa e que permitam o aumento da sua competitividade face a outras capitais europeias, tendo apresentado um dossier relativo a uma eventual candidatura ao Forum Universal das Culturas. Por fim, foram afloradas questões como a simplificação de obtenção de vistos para turistas que pretendam visitar Portugal, a continuação do Programa de Intervenções para a Qualificação do Turismo (PIQTUR) e a necessidade de reunir, a curto prazo, o órgão responsável pela concertação das linhas estratégicas da promoção turística. Entrevista com Vítor Filipe O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens revelou que as suas grandes preocupações se prendem com as questões da gestão aeroportuária e com o melhoramento do aeroporto da Portela. 3 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Espanha Portugal é o segundo destino internacional dos espanhóis Portugal é o segundo destino das viagens internacionais dos espanhóis para a Europa, a seguir a França, tendo registado no ano passado um aumento da procura em 18,2 por cento, revelou o Instituto de Estudios Turisticos (IET), da Secretaria de Estado espanhola de Turismo e Comércio. 4 Portugal concentrou 12,6 por cento do total das viagens ao estrangeiro, enquanto a França representou 19,3 por cento. Depois seguem a Itália (8,5 por cento), Andorra (8,4 por cento), o Reino Unido (7,6 por cento). A preponderância de França e Portugal decorre da tendência dominante que é a das viagens para destinos europeus (75,5% do total) e nomeadamente nos países que fazem fronteira com Espanha. O principal meio de transporte utilizado pelos residentes em Espanha nas suas deslocações turísticas em 2004 foi o automóvel, usado em 73,6 por cento das viagens, o que representa um aumento de 6,3 por cento comparativamente a 2003, seguido do avião que concentrou 12,2 por cento do total, um aumento de 19,5 por cento. Este forte aumento das viagens em avião deve-se, principalmente, ao crescimento das viagens ao estrangeiro. Na Europa, entre os países discriminados pelo IET, só Alemanha e Reino Unido tiveram taxas de crescimento superiores à de Portugal. As maiores taxas de crescimento, porém, verificam-se para os países do Norte de África e da América Latina. No ano passado, o número de viagens dos espanhóis para a América Latina (República Dominicana, Colômbia, México e Cuba) aumentou 58,6% face a 2003, para um total de 493.026, ou seja, 10,7% das viagens internacionais dos espanhóis. África registou um crescimento de 38,8%, para 382.682 (8,3% do total), com Marrocos, que por si só representa 5% das viagens internacionais dos espanhóis, a apresentar um aumento em 57,2%, para 231.874. COMBOIO DE ALTA VELOCIDADE TIRA LUGAR AO AVIÃO O avião continua a ser o meio de transporte mais utilizado nas viagens de negócios nas regiões espanholas onde existem linhas de comboio de alta de velocidade. No entanto, este meio de transporte tem vindo, aos poucos, a tirar lugar à utilização do avião, refere um estudo do Diners Club Internacional sobre “A Radiografia do viajante espanhol em 2004”. A ponte aérea Madrid-Barcelona continuou a ser, no ano passado, o itinerário realizado com mais frequência pelos empresários, a representar 25 por cento do total dos trajectos dentro de Espanha, enquanto os voos entre Madrid e Bilbao concentraram 6 por cento e Madrid-Valência 4 por cento. No que respeita aos voos internacionais, o primeiro destino foi Madrid-Paris, seguido de Madrid-Lisboa e Madrid-Bruxelas. No entanto, a Diners Club assinala que o comboio de alta velocidade está a tirar quota de mercado às transportadoras aéreas, nos trajectos que opera, como é o caso de Madrid-Sevilha e Madrid-Zaragoza. O estudo da Diners Club refere ainda que as companhias aéreas espanholas perderam, durante o ano passado, mais de 85 por cento da sua quota de mercado no trajecto Madrid-Zaragoza devido à introdução da linha de alta velocidade entre as duas capitais. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA O principal meio de transporte utilizado pelos residentes em Espanha nas suas deslocações turísticas em 2004 foi o automóvel. HOTELARIA EM ESPANHA PERDE RENTABILIDADE Madrid é o principal mercado emissor Os principais destinos as viagens internas foram a Andaluzia (8,8 milhões), a Comunidade Valenciana (5,6 milhões), a Catalunha (5,5 milhões), Castela e Leão (3,9 milhões) e a Comunidade de Madrid (2,8 milhões). Segundo o IET, os residentes de Madrid são os que realizam mais viagens ao estrangeiro, seguidos dos habitantes da Catalunha (9,2 milhões) e da Andaluzia (6,7 milhões). O estudo abarca a totalidade das viagens turísticas (mais de três noites) dos espanhóis que no ano de 2004 ascenderam a 47,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 5 por cento face ao ano anterior, 90,2% das quais internas, com um crescimento de 3,8% face a 2003. Para o total de viagens internas e internacionais com reservas antecipadas (19,28 milhões, ou 40,9% do total), o IET conclui que 12,2% foram com reservas por agência de viagens, com um aumento face a 2003 em 20,5%, para 5,7 milhões. As reservas directas, embora em maior percentagem (18,7% do total), cresceram de forma mais moderada (12%, para 8,8 milhões). Em contrapartida, caiu o peso da compra de pacotes turísticos, para 8,8%, já que esta modalidade registou uma quebra de 18,8% face a 2003, para 4,145 milhões. O alojamento mais utilizado foi a casa de familiares ou amigos (37,8 por cento). No entanto, as viagens com alojamento em hotel tem vindo a aumentar nos últimos anos, 7,7 por cento, contra 3,9. Nas deslocações ao estrangeiro 54,1 por cento dos espanhóis utilizou o hotel, enquanto apenas 27,3 por cento hospedou-se num estabelecimento hoteleiro nas viagens dentro de Espanha. Os principais motivos das viagens foram o lazer e as férias (67,9 por cento), seguindose visitas a familiares e amigos. No conjunto das viagens de lazer e férias, a praia e a montanha foram escolhidos por cerca de 50 por cento dos espanhóis, enquanto apenas 18,4 por cento escolheram o turismo cultural e 3,2 por cento a prática desportiva. O sector hoteleiro em Espanha vai ter que enfrentar pelo menos mais dois anos de perda de rentabilidade, devido ao excesso de oferta existente, segundo o secretário-geral da Confederação Espanhola de Hotéis e Alojamentos Turísticos. Este responsável, que falava num seminário sobre o mercado imobiliário aplicado ao sector hoteleiro, disse que a actual situação é comparável àquela que foi vivida em Barcelona logo após os Jogos Olímpicos de 1992, em que o excesso de oferta levou vários anos a superar. O mesmo responsável chamou a atenção também para a proliferação de hotéis com Spa, tendo apontado o dedo a este tipo de oferta, que nem sempre é aquela que é indicada nas brochuras. Referiu igualmente que o desenvolvimento do segmento de golfe está a ter um período de baixa, apesar de ser um produto que representa um extraordinário valor-acrescentado para os projectos de imobiliária turística e continua a ter grandes possibilidades de crescimento. 5 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Editorial Queremos mais Numa altura em que se vivem algumas expectativas relativamente ao desempenho turístico da Região de Lisboa nos meses de Verão, um ano após o Euro 2004, decidimos apostar na comunicação publicitária e lançámos uma campanha internacional sob o slogan “Lisboa. Experiência Pessoal”. Visamos apelar à visita de inúmeros estrangeiros de mercados tão significativos como Espanha, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Benelux, países nórdicos e, 6 até mesmo, Estados Unidos da América. Investimos 2,5 milhões de euros nesta campanha, a pensar que queremos mais e melhores turistas. Até ao final do Verão, marcaremos presença em prestigiados jornais e revistas, tal como o Times, o Paris Match e o El Mundo, em rádios espanholas e em sites de viagens. Naturalmente, a maior fatia do investimento cabe ao nosso país vizinho, mercado para o qual Portugal é o segundo destino internacional, segundo um estudo recente da Secretaria de Estado espanhola de Turismo e Comércio. Ainda é cedo para podermos fazer previsões certeiras sobre a performance turística desta estação que agora começou, mas certo é que o Verão já chegou e Lisboa está em Festa. Acabámos de realizar as tradicionais comemorações do nosso santo padroeiro e a festa vai prolongar-se até Setembro, com a realização de uma série de eventos culturais, como concertos, teatro, música e dança, entre os quais o Festival do Fado e o África Festival, a pensar nos lisboetas e em quem nos visita. Pedro Pinto Presidente do Turismo de Lisboa “ Investimos 2,5 milhões de euros nesta campanha, a pensar que queremos mais e melhores turistas. “ 7 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Tempos de espera baixam no Aeroporto de Lisboa Os tempos de espera no Aeroporto de Lisboa já estão a baixar. Reduzir para 50 minutos o tempo máximo de ligação entre os voos é um dos objectivos dos programas de melhoria da qualidade de serviços nos seus aeroportos, que a ANA está a implementar. 88 A ANA - Aeroportos de Portugal SA, em colaboração com a Roland Berger, consultor especializado, está a implementar programas de melhoria da qualidade de serviço nos seus aeroportos, com repercussões mais significativas em Lisboa. O projecto assenta em três programas de acção prioritários: melhor processamento de passageiros e bagagens em Lisboa, estabelecimento de acordos de níveis de serviço com os vários intervenientes aeroportuários (companhias aéreas, handlers, etc), e a criação de um sistema de monitorização da qualidade de serviço. As medições realizadas no aeroporto de Lisboa, em Agosto e Setembro de 2004, indicam que o tempo de transferência de passageiros pode atingir 68 minutos e o de bagagens pode ultrapassar os 80 minutos. A ANA vai atribuir prémios não monetários às companhias aéreas que demonstrem maior pontualidade. 2 milhões para nova zona de bagagens em transferência O objectivo da ANA é reduzir o tempo máximo de ligação entre voos para 50 minutos, para o que estão em curso uma série de acções. A mais significativa é a construção de uma zona de apoio ao processamento de bagagens em transferência, com capacidade para 1200 bagagens por hora, num investimento de dois milhões de euros. A nova zona de bagagens ficará situado junto à plataforma central do aeroporto, onde os principais voos com ligações deverão estacionar. O início do funcionamento desta instalação está previsto para o Verão deste ano. Já concluídos estão os balcões de atendimento preferencial para passageiros em transferência no controlo de passaporte pelo SEF, a utilização da Porta 14A para desembarque exclusivo de passageiros com origem em países Schengen, e a colocação de novos monitores de informação de voos. Refira-se que o uso exclusivo da Porta 14A para desembarque de passageiros do Espaço Schengen já diminuiu em 50 % o tempo de transferência destes passageiros, de 26 para 13 minutos, beneficiando também as transferências Schengen/Não Schengen, de 35 para 19 minutos. Do mesmo modo, o novo canal exclusivo para passageiros em transferência reduziu em 50 % o tempo médio de espera na fila do SEF, de 11 para 5 minutos, com a espera máxima a baixar de 24 para 11 minutos. Quanto à actualização da sinalética do aeroporto de Lisboa, a cargo de uma empresa alemã, tem finalização prevista para Setembro. Em análise estão ainda medidas como o uso de autocarros de desembarque separados para passageiros em transferência, centralização dos pórticos de raio X (para Junho), ou a instalação de dois canais de embarque nalgumas portas de embarque. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA A actualização da sinalética do aeroporto de Lisboa, a cargo de uma empresa alemã, tem finalização prevista para Setembro. Incentivos à pontualidade das companhias Neste quadro, a ANA anunciou que vai distinguir as companhias aéreas mais pontuais nos aeroportos que gere. Já a partir do final desta temporada de Verão IATA, que termina no final de Outubro, a empresa vai atribuir prémios não monetários às companhias aéreas que demonstrem maior pontualidade. A notícia foi dada por Rui Veres, vogal do conselho de administração da ANA, na conferência de imprensa de divulgação dos programas de melhoria de qualidade dos Aeroportos ANA. O prémio para a companhia mais pontual será atribuído duas vezes por ano, a cada temporada IATA de Verão (Abril-Outubro) e de Inverno (Novembro-Março). No Aeroporto de Lisboa haverá lugar a dois prémios, para voos de longo curso e para voos de médio curso (menos de 3000 milhas). Para se habilitarem ao prémio as companhias deverão realizar dois ou mais voos por semana, em média, durante o período em estudo. Para a atribuição do prémio será calculada a percentagem de voos com atrasos ou adiantamentos superiores a 15 minutos à partida e à chegada. Aeroporto de Lisboa deverá crescer 5 por cento O Aeroporto de Lisboa deverá registar este ano um crescimento de 5%, revelou o seu director Francisco Severino, numa conferência de imprensa onde o administrador da ANA, Rui Veres, estimou que o número de passageiros atinja 12 milhões de passageiros, “muito próximo” do limite da capacidade. As taxas de crescimento registadas até ao momento, “antecipam uma procura que poderá ultrapassar as perspectivas de crescimento”, afirmou Francisco Severino, acrescentando contudo ser “um pouco prematuro” especular sobre o progresso dos números. Segundo o director do aeroporto, a infra-estrutura está “muito próximo” de atingir o limite de capacidade e da saturação (?) do que os outros aeroportos nacionais. A maior pressão da procura incidirá nos dois próximos anos já que, segundo Francisco Severino, as obras de expansão do aeroporto da Portela deverão começar a facilitar o escoamento do tráfego já em 2007, estimando-se que em 2009 o aeroporto tenha capacidade para receber cerca de 16 milhões de passageiros, um tráfego que a administração da ANA considera só será atingido em 2015/2016. Para 2010 as estimativas apontam que o número de passageiros esteja entre os 13 e os 14 milhões. “Depois dependerá muito da evolução do tráfego”, conclui Francisco Severino. 9 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Número dos passageiros low cost a crescer Vueling começou a voar entre Lisboa e Barcelona 10 O número de passageiros das companhias low cost no aeroporto de Lisboa pode crescer até 5,5% em 2005, afirmou Nuno Costa, responsável pelo departamento de Marketing do Aeroporto de Lisboa. Num ano em que o Aeroporto de Lisboa recebe um número recorde de companhias aéreas “43 regulares, para 76 destinos e 38 charters para 39 destinos”, o aeroporto de Lisboa poderá ainda registar uma evolução no crescimento das low cost. De acordo com Nuno Costa, citado pela Ambitur Online,“as companhias low cost têm crescido muito no aeroporto”, mas ainda têm “um peso relativamente pequeno” com cerca de “4% dos passageiros e 3% dos movimentos”. O Aeroporto de Lisboa começou a receber voos de companhias low-cost em 1998 com a extinta Go. Em 2002 a Virgin Express inicia os seus voos para a capital portuguesa, e em 2003 o mercado alarga-se para German Wings; Snow Flake; Germânia Express e Aer Lingus. Actualmente, do Aeroporto de Lisboa, existem ligações de low-cost com as companhias “Aer Lingus para Dublin; a Monarch para Londres; Air Berlin para Palma de Maiorca, ligando depois a toda a sua rede de voos; a SAS Braathens para Oslo, 3 vezes por semana; a CentralWings que é a low cost da LOT , 3 vezes por semana para Varsóvia; a Virgin Express que voa 2 vezes por dia para Bruxelas; a German Wings que voa diariamente para Polónia e seis vezes por semana para Estugarda e a Vueling” que começou a voar diariamente para Barcelona desde o dia 16 de Maio. Estas operações perfazem 112 voos por semana e cerca de “16.800 lugares para os destinos Dublin; Londres; Palma de Maiorca; Oslo;Varsóvia; Colônia; Estugarda; Bruxelas e Barcelona”, conforme indicou aquele responsável. A companhia low cost Vueling iniciou, no passado dia 16 de Maio uma operação entre Lisboa e Barcelona. O voo é realizado diariamente num Airbus 320 com capacidade para 180 lugares, com horário de chegada a Lisboa pelas 19h15 e partida para Barcelona às 20h25. Com esta nova operação regular, cuja assistência no Aeroporto de Lisboa é assegurada pela Groundforce, passaram a ser quatro as companhias a ligar directamente a capital portuguesa a Barcelona. O preço dos bilhetes é a partir de 30 euros por trajecto, sem taxas incluídas, mas a companhia lançou uma promoção com 40 mil bilhetes a partir de 10 euros, sem taxas. Esta companhia, criada em 2004 e com base em Barcelona, pretende operar para as principais capitais europeias e para o mediterrâneo ocidental, voando actualmente para 13 destinos: Bilbao, Bruxelas, Ibiza, Lisboa, Madrid, Málaga, Milão, Menorca, Palma, Paris, Roma, Sevilha e Valência. Dispõe de uma frota de cinco Airbus 320. 2005 o ano em que o Aeroporto de Lisboa recebe um número recorde de companhias aéreas low cost. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Noticiário Portugal acolhe Dia Mundial do Turismo em 2006 Portugal será palco, em 2006, das comemorações oficiais do Dia Mundial do Turismo (27 de Setembro) levadas a cabo pela OMT, organização que discutiu, em Coimbra, o futuro do turismo de cidade na Europa. Portugal vai acolher as comemorações do Dia Mundial do Turismo (27 de Setembro) em 2006, foi anunciado em Coimbra, no âmbito da 43ª reunião da Comissão para a Europa da Organização Mundial de Turismo (OMT). Pedro de Almeida, representante de Portugal junto da OMT, revelou em conferência de imprensa que o tema das comemorações, aprovado no decurso da reunião, é o “Turismo como factor de enriquecimento”. De acordo com Pedro de Almeida, a decisão de ser Portugal a organizar as comemorações em 2006 foi obtida por consenso. Além de Portugal, nesta fase final da candidatura também a Sérvia-Montenegro aspirava a acolher as celebrações. O representante de Portugal junto da OMT esclareceu ainda que o tema tem a ver com a visão do turismo como “uma actividade enriquecedora, em sentido amplo”. “O turismo é uma actividade multidimensional, toca em várias áreas, usa recursos ambientais, culturais, patrimoniais, paisagísticos. Evita conflitos, gera segurança, é uma indústria da paz”, afirmou. O representante de Portugal junto da OMT adiantou que o programa e o local das comemorações ainda vão ser definidos. Todos os anos, a OMT escolhe, por região, o país anfitrião das comemorações do Dia Mundial do Turismo. O secretário-geral da OMT, Francesco Frangialli, explicou na conferência de imprensa que o tema, tem a ver com o facto de o turismo constituir uma fonte de riqueza, não só material, mas cultural, social e humana. Também presente na conferência de imprensa, Luigi Cabrini, representante regional para a Europa da OMT, salientou que este continente vai continuar “muito competitivo” em termos turísticos, mas deve apostar no binómio qualidade/preço. 11 Turismo de cidade debatido em Coimbra A importância do Turismo para a economia portuguesa foi salientada pelo secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, como “um dos mais competitivos e com maior potencial de expansão, representando 1/6 das exportações de bens e serviços nacionais”, aquando do recente seminário técnico sobre “O Futuro do Turismo de Cidade na Europa”, que teve lugar em Coimbra, por ocasião da 43ª reunião da Comissão para a Europa da Organização Mundial de Turismo (OMT). O secretário de Estado do Turismo pretende ver consagrada a língua portuguesa como idioma de trabalho da OMT e, congratulouse com a escolha de Portugal para acolher, em 2006, as celebrações do Dia Mundial do Turismo manifestando o empenho do governo, entre outras iniciativas, nas candidaturas de Portugal à vice-presidência da Comissão para a Europa e ao conselho executivo da OMT (mandato 2005-2009) e na candidatura da Região Autónoma da Madeira à representação dos membros-associados no Conselho Executivo da OMT. O secretário - geral da OMT, Francesco Frangialli declarou que o turismo deve registar em 2005 um aumento de 5%, mas alertou para “incertezas”, tendo em conta os acontecimento dos últimos anos pelo que há que ter em conta a “segurança, o desenvolvimento e o respeito pelos direitos humanos como alguns dos princípios essenciais para o turismo”, tendo, no entanto, alertado para o facto de se tratar apenas de previsões da OMT que poderão ou não vir a concretizar-se, uma vez que, conforme acentuou, a actividade turística mundial vive, cada vez mais, num clima de incertezas com o qual os destinos turísticos e os governos deverão aprender a conviver. “As experiências dos últimos anos deixaram uma mensagem clara: a indústria do turismo deve estar sempre preparada para enfrentar acontecimentos inesperados, choques e desastres”, comentou a propósito, para referir os acontecimentos que afectaram o turismo nos últimos anos, como o 11 de Setembro, a pneumonia atípica, a guerra no Iraque e as catástrofes naturais na Ásia. O secretário-geral da OMT aproveitou também a sua intervenção para dar as boas vindas aos novos membros da OMT - Letónia e Lituânia - e disse que em breve vão ser admitidos Timor-Leste, Papua-Nova Guiné e a Bielorrússia. Acrescentou ainda que as Bahamas vão voltar a ser membro, o Reino Unido quer aderir até ao final do ano e os EUA talvez regressem já no próximo ano. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Senhora da Guia avança com hotel em Angola 12 A empresa Ornelas Monteiro, proprietária do Hotel Senhora da Guia, em Cascais, vai avançar com a construção de um hotel de cinco estrelas, com 150 quartos, na Baixa de Luanda, anunciou o seu administrador, em conferência de IImprensa. Tratase de um investimento conjunto com parceiros angolanos, num total de 30 milhões de euros, para um hotel de cinco estrelas com 150 quartos. De acordo com Carlos Ornelas, “o projecto já tem o terreno, está na fase de estudos arquitectónicos e de licenciamento de obras. A construção deverá ser iniciada em meados de 2006 e o hotel deverá entrar em operação em 2007”. Carlos Ornelas explicou a internacionalização da marca Senhora da Guia para Angola como uma decisão natural, alegando razões familiares e as oportunidades de negócio para a hotelaria neste país. “Há 12 anos que vou a Luanda e conheço bem a cidade. É um mercado novo, com défice grande de hotéis, sobretudo para o segmento corporate, com taxas de ocupação muito boas, um país onde já não há guerra, que está em crescimento, e que tem oportunidades de hotelaria que na Europa não se encontram”, declarou. A empresa Ornelas Monteiro, Actividades Turísticas - que tem ainda participação no Hotel Sabóia, no Monte Estoril, está também a fazer prospecção no mercado nacional, nomeadamente em Lisboa, embora ainda não tenha “surgido a oportunidade de negócio”. 2,5 milhões de euros em renovações A estalagem de cinco estrelas Senhora da Guia, em Cascais, investiu, numa primeira fase de remodelações, 1,5 milhões de euros, sendo que quando a fase seguinte estiver terminada o valor total será de 2,5 milhões. Desta forma, nesta etapa procedeu-se à redução do número de quartos, criação de um health center, ampliação do restaurante, remodelação dos acessos públicos e colocação de Internet de banda larga nos quartos e áreas públicas. Segundo Carlos Ornelas Monteiro, director-geral da unidade, “este é um hotel que iniciou a sua actividade com 18 quartos há 22 anos e que foi tendo um crescimento sustentado ao longo deste tempo”. No entanto, atendendo às exigências do mercado, faltava-lhe algumas infra-estruturas primordiais. Numa segunda fase, que decorrerá até 2007, está prevista a construção de um bar de apoio à piscina, arranjo da envolvente do hotel e continuação da remodelação de quartos. Carlos Ornelas adiantou, na a Conferência de Imprensa, que a Senhora da Guia foi convidada a integrar a “Great Hotels of the World”, central de reservas de prestígio internacional, parceria que considera importante “tanto para a unidade como para a região, dado que demonstra que a nossa hotelaria tem reconhecimento no estrangeiro, potenciando mais e novos clientes”. No ano passado, a Senhora da Guia contou com uma taxa de ocupação de 60%, tendo o seu volume de negócios atingido 1,8 milhões de euros. Entretanto, para este ano o seu administrador perspectiva alguma quebra devido ao facto de algumas áreas da unidade terem sido encerradas para obras. Cartaz sobre Portugal ganha prémio O cartaz editado pelo Instituto de Turismo de Portugal sob o tema “Inspiração” ganhou o grande prémio do Salão do Cartaz Turístico de Cholet, após inscrição pela delegação do ICEP em França. Tratou-se da 11ª edição do evento, organizado todos os dois anos pelo “Office de Tourisme” de Cholet, com o patrocínio da federação dos “Offices de Tourisme et Syndicats d’Initiative”. Para a edição do corrente ano foramrecebidos a concurso cerca de 300 cartazes. Sector de Restauração e Bebidas contra subida do IVA A FERECA, em representação das empresas do sector da restauração e bebidas manifesta-se contra o facto de o Governo estar a preparar-se para eliminar a taxa intermédia do IVA de 12%, passando a alimentação e bebidas fora do lar para uma taxa de IVA entre os 19 e os 21%. De acordo com comunicado daquela federação, “esta eventual medida que traria graves consequências a curto prazo, com impacto a vários níveis, que tornarse-iam inaceitáveis”: O sector da restauração e bebidas, que representa actualmente mais de 400 mil postos de trabalho, anunciou em Fevereiro deste ano o provável encerramento de milhares de empresas. Na base está o cenário de ruptura do tecido empresarial devido à pior crise dos últimos 30 anos. Assim, a mesa fonte indica ainda que “um acréscimo no preço de venda dos produtos finais, derivado do eventual aumento do IVA, vai diminuir drasticamente o consumo, e com ele a diminuição das receitas do Estado, oriundas do IVA”. E acrescenta que “este facto foi comprovado entre 1992 e 1995, quando este imposto passou de 8% para 17%, e causou o desacelerar da actividade económica, a retracção do consumo e do investimento, e um aumento do desemprego e da inflação”. Recorda, por outro lado que “a inevitável falência das empresas lança milhares de pessoas no desemprego, o que não só diminui várias receitas públicas, tais como as receitas de IRS e da taxa de segurança social, bem como aumenta a despesa do Estado em subsídios de desemprego”. Em carta enviada ao Primeiro-Ministro, o sector da restauração e bebidas propõe “que se analise seriamente as consequências de um eventual aumento cego da já injusta taxa do IVA, e que acolha favoravelmente as propostas concretas, para aumento das receitas”. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Noticiário Nacional Visões Mudanças nos institutos públicos As novas chefias dos institutos públicos. IAPMEI, ICEP, Instituto do Turismo de Portugal (ITP), Instituto Nacional de Formação Turística (INFTUR) e Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), nomeadas no passado dia 12 de Maio pelo Conselho de Ministros, já tomaram posse. O ex-secretário de Estado do Turismo, Jaime Serrão Andrez, é o novo presidente do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento e José Carlos Athaíde dos Remédios Furtado é o vice-presidente. Para a presidência e vice-presidência do ICEP foram nomeados João Manuel Veríssimo Marques da Cruz e Orlando Pinto Madeira Carrasco, respectivamente. Este último acumula com as funções de presidente do ITP (Instituto do Turismo de Portugal), enquanto Hélder Raimundo mantém a coordenação sectorial do PRIME para o turismo. Orlando Carrasco tem como vogais no ITP Frederico de Freitas Costa e Maria José Catarino, que se mantém no cargo. Madalena Torres, responsável pela definição da nova identidade de promoção externa do turismo português sai da administração do ITP. Relativamente ao INFTUR, assume a pasta Jorge Umbelino, tendo como vogais Maria Teresa Lourenço e Silva Leal Ferreira. Recorde-se que Marques da Cruz abandonou o cargo de CEO (presidente executivo) da transportadora aérea Air Luxor para assumir a presidência do ICEP. Para a direcção do ICEP foi ainda nomeada Maria Teresa Quintela Pinto Bessa Pereira de Moura. As competências delegadas em Marques da Cruz no cargo de CEO passam a ser assumidas pelo presidente da transportadora, Paulo Mirpuri, segundo um comunicado da Air Luxor. Marques da Cruz exercia funções de CEO na Air Luxor desde Agosto de 2003, altura em que era quadro da TAP. O comunicado da administração da empresa sublinha “a forma exemplar” como. Marques da Cruz exerceu as suas funções e “deseja-lhe as maiores felicidades no desempenho do novo cargo”. Ao contrário dos novos presidentes do ICEP e do IAPMEI, os novos titulares do ITP e do Inftur já eram da “casa”. Orlando Carrasco vem do Fundo de Turismo, onde trabalha há oito anos, e Jorge Umbelino foi professor da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril e fazia parte da rede de instituições educativas do Instituto de Formação Turística. Starwood vende Sheraton de Lisboa e um hotel em Dallas A Starwood Hotels & Resorts Worldwide acaba de vender o Sheraton Lisboa Hotel & Towers, unidade de 376 quartos, à Sociedade de Construções Marope S.A, anunciou a companhia. A Sheraton irá continuar a fazer a gestão do hotel, que a empresa proprietária está a planear renovar. Além disso, a Starwood e a sua parceira Hines venderam a unidade hoteleira de 432 quartos, Westin Galleria em Dallas, Texas, à “Galleria Investors”, um investimento apoiado pela UBS Realty Investors LLC. A Westin irá continuar a gerir o hotel para os novos proprietários que planeiam uma renovação completa da propriedade. O valor da transação destes dois hotéis rondou os 42 milhões de euros. Mário Pereira Gonçalves Presidente da ARESP Quais as medidas concretas que a ARESP vai tomar, no sentido de promover a comercialização de medicamentos de venda livre nos estabelecimentos de restauração e bebidas? A ARESP, na defesa dos interesses dos seus associados, assume-se claramente favorável à comercialização dos medicamentos de venda livre, noutros locais que não as farmácias. A realidade inequívoca de que este sector representa a maior rede nacional de pontos de venda, em contacto diário com todas as populações, não deixa espaço para as persistentes posturas dogmáticas face à liberalização dos medicamentos de venda livre. Até porque esta medida não é inédita, já existe a comercialização de medicamentos de venda livre fora das farmácias noutros países, e o seu sucesso tem sido revelado pela contínua satisfação dos seus intervenientes – empresário e consumidor. Acreditamos que um viajante enjoado, a circular numa auto-estrada, se revê melhor a adquirir a sua medicação nos nossos estabelecimentos, do que junto dos óleos lubrificantes. Porque estamos obrigados a lidar com a saúde pública, com rigorosas regras de higiene e segurança alimentar, a ARESP não tem dúvidas sobre a capacidade do sector em servir de forma, criteriosa e segura, os seus consumidores, em concorrência com outras actividades emergentes. A ARESP, Instituição de Utilidade Pública, tem como uma das suas linhas de orientação e actuação a responsabilidade social. O licenciamento e o funcionamento destes estabelecimentos estão sujeitos a rigorosas medidas de controlo de saúde pública, higiene e segurança alimentar, através da legislação de sistemas de auto-controlo e boas práticas. Estamos a preparar o impacto desta medida. Uma vez que os contornos da liberalização, bem como os critérios para as candidaturas ainda não são conhecidos, é cedo para avançarmos com iniciativas concretas. Aguardamos a publicação da legislação específica, cuja regulamentação, obviamente, muitos estabelecimentos do nosso sector não vão estar interessados em cumprir, ou não reunirão condições nesse sentido. 13 13 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Segundo o INE Viagens turísticas dos nacionais aumentaram em 2004 14 No ano de 2004, as viagens turísticas do total, respectivamente). Já por motivos realizadas pelos residentes registaram um profissionais/negócios, o número de turistas aumento em termos homólogos de 22,2%, do sexo masculino é superior ao feminino, enquanto as dormidas apresentaram um representando 58,4% do total. acréscimo de 15,1% em comparação com o Por idade dos turistas, verificou-se ano anterior, segundo dados revelados pelo que os cidadãos nacionais com idades INE. compreendidas entre os 25 aos 64 anos Nas visitas familiares e amigos a região de evidenciaram uma maior propensão a viajar Lisboa concentrou 27,5% das dormidas e por motivos de lazer, recreio e férias e visita para lazer a região preferida pelos nacionais a familiares e amigos. continuou a ser o Algarve, com 30,5% das dormidas. Mais gastos no ano passado Em 2004, segundo a mesma fonte, efectuaram pelo menos uma viagem por Segundo o INE, em 2004, os residentes em motivo de lazer, recreio e férias, 2 872,8 Portugal tenderam a gastar mais nas viagens milhares de portugueses, correspondendo de negócios que em viagens de lazer. A a 32,4% da população residente com despesa média por viagem atingiu valores 15 ou mais anos. A visita a familiares e mais elevados nos motivos profissionais/ amigos foi o motivo de viagem de 1 401,2 negócios e lazer, recreio e férias, milhares de cidadãos nacionais, enquanto atingindo os 168,1 euros e 158,8 euros, que 400,2 milhares viajaram por motivos respectivamente, nas viagens em Portugal e profissionais/negócios, representando 15,8% os 588,5 euros e 697,3 euros nas viagens ao e 4,5% da população com 15 ou mais anos, estrangeiro», acrescenta o relatório do INE. respectivamente. Nas viagens realizadas para visitar familiares Uma percentagem significativa (76,4%) dos e amigos os valores dos gastos foram os portugueses que viajaram por motivo de mais baixos, sendo que a despesa média lazer, realizou viagens com a duração de por viagem foi de 63,8 euros em Portugal e quatro ou mais noites, enquanto que entre 649,2 euros no estrangeiro. aqueles que viajaram para visitar familiares e Os valores mais elevados para a despesa média diária dos turistas ocorreram nas amigos esta percentagem foi de 51,8%. O mês de Agosto foi o que verificou o viagens por motivos profissionais/negócios, maior número de viagens, correspondendo tendo atingido os 49,1 euros em Portugal e 70,4 euros no estrangeiro. Seguiu-se a 15,1% do total das viagens turísticas o motivo lazer, recreio e férias, com realizadas no ano de 2004. Já as visitas 28,7 euros em Portugal e 80,2 euros no a familiares e amigos ocorreram em estrangeiro. maior número no mês de Dezembro, correspondendo a 16,5% do total das Portugal viagens por este motivo, enquanto as o primeiro destino viagens por motivos profissionais/negócios Cartaz sobre Portugal ganha é prémio repartiram-se de forma relativamente O principal destino das viagens turísticas homogénea por todos os meses do ano, O cartaz editado pelo Instituto de Turismo de Portugal sob o tema “Inspiração” realizadas em 2004 foi Portugal (87,8%), apenas apresentando uma ligeira quebra nos ganhou o grande prémio do Salão do Cartaz Turístico de Cholet, após inscrição pela tendo as viagens ao estrangeiro meses de Agosto e Dezembro, segundo os delegação do ICEP em França. representado os restantes 12,2%. As dados agora revelados pelo INE Tratou-se da 11ª edição do evento, organizado todos os dois anos pelo “Office de viagens que envolveram deslocações ao No que diz respeito às características Tourisme” de Cholet, com o patrocínio da federação dos “Offices de Tourisme et estrangeiro obtiveram maior expressão sócio-demográficas, verificou-se uma Syndicats d’Initiative”. nos motivos profissionais/negócios e lazer, maior proporção da população do sexo Para a edição do corrente ano foramrecebidos a concurso cerca de 300 cartazes. representando 22,9% e 13,7% do total de feminino a viajar por motivos de lazer e cada motivo, respectivamente. visita a familiares e amigos (52,0% e 58,8% Nas visitas familiares e amigos a região de Lisboa concentrou 27,5% das dormidas dos portugueses que realizaram viagens turísticas durante o ano passado. Nas viagens ao estrangeiro verificou-se uma nítida preferência pelos países da União Europeia, com uma proporção de 73,6% do total destas viagens, tendo a Zona Euro concentrado 61,7%. Os principais destinos foram a Espanha (34,0%), o Reino Unido (5,1%) e a França (4,4%). Considerando o meio de transporte, foi nítida a preferência pelo automóvel, utilizado em 75,5% das viagens realizadas, seguindo-se o avião (11,9%) e o autocarro (8,0%), enquanto nas viagens ao estrangeiro foi clara a preferência pelo avião (58,4%). No ano de 2004, cerca de metade das viagens realizadas (49,9%), foram organizadas directamente pelo turista, enquanto que 43,3% das viagens não beneficiaram de qualquer tipo de marcação. Apenas 6,8% foram realizadas com recurso a agência de viagens/operador turístico, que evidenciou maior importância nos motivos profissionais/negócios (12,6% do total do motivo) e lazer (7,9%). As dormidas em território nacional, repartiram-se preferencialmente pelas regiões Centro, concentrando 24,4%, Norte, com 18,2%, Algarve e Lisboa, ambas com 16,5%. Como tradicionalmente, os meses de Julho e Agosto originaram o maior número de dormidas representando, respectivamente, 20,2% e 24,8% do total das dormidas realizadas pelos nacionais fora da sua residência habitual. Também de acordo com os dados do INE, o meio de alojamento mais utilizado pelos residentes foi o alojamento turístico privado, que concentrou 75,7% do total das dormidas, das quais 61,5% ocorreram em alojamento privado gratuito. No ano de 2004, os residentes em Portugal originaram 65 293,4 milhares de dormidas fora da sua residência habitual, correspondendo a um crescimento de 15,1% em comparação com o ano de 2003. Os estabelecimentos hoteleiros apenas totalizaram 13,1% do total das dormidas dos nacionais, enquanto que para as dormidas de estrangeiros, este meio de alojamento representou 44,1% do total de dormidas A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Noticiário Nacional TAP promove destino Portugal com Convention Plus Com a sua integração na Star Alliance, desde meados de Março, a TAP passou a participar do Convention Plus, dispondo, assim, de um bom instrumento para dar continuidade à sua aposta estratégica de promoção no exterior das vantagens e virtualidades de Portugal enquanto destino preferencial para a organização de congressos e eventos. O Convention Plus é um produto da Star Alliance, cujo objectivo é facilitar a realização de congressos internacionais, seja no plano da organização seja no da participação em eventos. Tratando-se de um produto que opera com base na vasta rede da aliança, possibilitando o acesso às redes e aos horários das 17 companhias-membros, a Star Alliance beneficia assim de um posicionamento privilegiado que lhe permite, através do estabelecimento de vantajosas parcerias com as entidades organizadoras de congressos e eventos, oferecer aos seus participantes uma cobertura aérea a nível mundial e também um atractivo plano de descontos. Neste quadro, e participando a TAP do Convention Plus, a empresa dispõe agora de condições ideais para a divulgação da qualidade do destino Portugal, podendo, deste modo, captar a organização de um cada vez maior número de eventos no nosso país. Costa Azul comemora 20 anos No dia 4 de Maio de 1985, por vontade do poder local, a Portaria n° 251/85 criou um projecto e lançou uma marca. O projecto tem o nome de Região de Turismo. A marca é a Costa Azul: duas palavras que sintetizam o essencial dos seus recursos, dos seus produtos e da sua oferta. Vinte anos depois, a região “reedita o projecto de um organismo que a partir da diversidade de uma geografia com treze municípios constrói a promoção e a divulgação turística de um território de invulgar paisagem natural, património construído e eventos apelativos”, conforme refere o seu presidente, Eufrázio Filipe. A Costa Azul é um dos principais destinos turísticos do país que se afirma na dinâmica de parcerias com os sectores público, privado e associativo, com criatividade e respeito pelas tradições populares. Ao comemorar os seus 20 anos, a Costa Azul renova um olhar sobre o que a diferencia, lançando um folheto promocional em português onde são retratados os diversos produtos turísticos que a região oferece, como património cultural, gastronomia, golfe, eventos, culturais, turismo activo, sol e mar, congressos e reuniões, bem como a sua hotelaria. 15 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Noticiário Nacional 16 Parque EXPO com resultados positivos em 2004 Portugal em 4º lugar no ranking da revista Meetings & Incentive Travel Oceanário de Lisboa e o Pavilhão apresentaram, em 2004, lucros de 571 mil euros e da ordem de um milhão de euros, respectivamente. O relatório “Trends and Spends Survey”, publicado anualmente pela revista Meetings & Incentive Travel apresenta Portugal no 4º lugar dos destinos mais procurados em 2004 no sector de Turismo de Negócios. O estudo deste ano indica ainda que mais de cinquenta dos operadores e agências inglesas do Reino Unido estão activamente à procura de novos fornecedores para conferências, eventos e reuniões em todo o mundo. A Parque EXPO 98 SA registou em 2004 um resultado positivo de cerca de 4 milhões de euros, o que representa uma melhoria de cerca de 8 milhões de euros relativamente ao ano anterior, que tinha registado um prejuízo de valor equivalente. O Relatório e Contas de 2004 foi aprovado na Assembleia-Geral da empresa que se realizou no passado dia 27 de Maio. Ao longo do mandato do Conselho de Administração presidido pelo José Bracinha Vieira, que agora chega ao fim, procedeu-se igualmente à redução sustentada do endividamento remunerado que se situa agora nos 472 milhões de euros, quando há três anos era da ordem dos 700 milhões. Durante o mandato do triénio 2002/2004, a Parque EXPO 98 SA redimensionou a sua estrutura organizacional, agora orientada para o negócio e privilegiando a gestão por projectos, a recentragem do core business na renovação urbana e requalificação ambiental (a Parque EXPO é a única empresa portuguesa certificada nestas actividades) a prospecção de novas oportunidades e a entrada em projectos em Portugal e no estrangeiro, em parceria com entidades públicas e privadas. Lisboa é ponto de partida para filme espanhol A produtora galega, que produziu a película “Mar a Dentro”, galardoado em Março em Hollywood com o Oscar para o melhor filme estrangeiro, iniciou no Hotel Tivoli em Lisboa um filme que divulgará de forma inédita o destino Lisboa. O projecto do “Hotel Tivoli”, um filme de Antón Reixa, está a ser rodado na cidade de Lisboa e nas instalações do Hotel Tivoli da Avenida da Liberdade, contando com a participação dos actores Gines Garcia Millán, Martim Gomes e Vítor Norte, entre outros. Este, que será o primeiro filme rodado em HD (alta definição) em Portugal é uma comédia de amor, um filme baseado no itinerário aleatório de um isqueiro “Hotéis Tivoli” que extraviado, de personagem em personagem, percorre a partir de Lisboa diferentes paragens e testemunha surpreendentes histórias. Para que tal fosse possível os Hotéis Tivoli fizeram um acordo de patrocínio com a produtora de cinema espanhola Filmanova e a sua associada em Portugal, Animatógrafo II, apostando deste modo no sucesso deste filme que divulgará de forma inédita a marca Tivoli Hotels e o destino Lisboa pelo mundo fora. O filme foi apresentado, recentemente, à imprensa portuguesa e espanhola, com as presenças do realizador Antón Reixa, o co-productor português António da Cunha Telles (Animatografo II) e o actor Gines Garcia Millan. Em baixo:Vitor Norte e Martim Gomes TOP 10 Destinos de curta distância por país (número de noites reservadas em 2004) 1. Espanha 45.113 2. França 24.327 3. Itália 17.523 4. Portugal 12.602 5. Alemanha 11.580 6. Áustria 7. República da Irlanda 6.518 8. Holanda 6.119 9. Mónaco 5.588 Suíça 5.493 10. 7.491 Selo português ganha medalha de ouro Portugal ganhou a medalha de ouro Olympia Prize. Esta distinção foi atribuída pelo júri internacional de conhecidos filatelistas, artistas, jornalistas e membros do Comité Olímpico Internacional (COI), que honraram os melhores selos dos Jogos Olímpicos de 2004. O selo mostra um atleta a ultrapassar o varão no salto em altura. A medalha de prata coube ao selo da Ucrânia, que ilustra os Jogos da Antiguidade, enquanto a de bronze foi para a Austrália, que apresenta o início de uma corrida. O selo de Singapura recebeu uma distinção pela originalidade, mostrando atletas gravados em prata. Os prémios serão recebidos durante a 117ª assembleia-geral do COI, a decorrer a 7 de Julho, em Singapura. Internacional Viagens em low cost fazem aumentar estadia média dos turistas O responsável pelo turismo na província de Granada, António Martínez Caler, afirmou que as viagens nas companhias aéreas low cost fizeram aumentar para sete dias a estadia média dos turistas, contra o que se podia pensar, em princípio, quando essas transportadoras começaram a servir aquela região espanhola. Martínez Caler indicou que várias companhias áreas low cost têm vindo a manifestar interesse em voar Granada”, pelo que explicou que o Patronato de Turismo defende “a chegada de voos de baixo preço a Granada”. Por outro lado, adiantou que “não vamos assinar mais nenhum convénio porque, economicamente não podemos suportar acordos com todas as companhias que querem voar para a cidade”. Neste sentido, aquele responsável referiu que a Monarch, que acaba de iniciar um voo para o aeroporto de Granada, promete transportar 50 mil novos turistas, que a juntar aos 90 mil da Ryanair, o número de visitantes para a cidade deverá ascender este ano aos 140 mil. Por outro lado, declarou que a Ryanair tem intenção de estabelecer voos para Gerona, pelo que se planeia a possibilidade de criar uma ponte aérea com a província catalã. O vice-presidente do Patronato de Turismo de Granada realçou, por seu turno, que “96 por cento dos turistas que chegam em voos low cost internacionais pernoitam na província de Granada, dos quais 25 por cento escolhem hotéis de gama alta, pelo que perde peso a tese inicial em que alguns duvidavam do tipo de turista que chegaria através desses voos”. E concluiu que, por esse facto, “as taxas de ocupação hoteleira aumentaram entre cinco e 10 por cento”. Motores de busca em grande escala nas viagens Quando muitos pensavam que já não havia lugar para outro “player” no sector das viagens e do turismo, outro grupo surge e impõe-se agressivamente no mercado. É o caso dos motores de busca da Internet. Primeiro surgiram as agências de viagens on-line, mas agora os detentores do mercado são motores de busca como o Kayak, o Mobissimo ou o Yahoo!, que permitem ao consumidor encontrar preços de viagens bastante mais baixos. Segundo a Hitwise, a percentagem de mercado de visitas em quatro dos principais motores de busca de viagens aumentou 304% de Outubro de 2004 até Abril deste ano, enquanto que a sua contribuição com visitas para o Hitwise Travel Agencies incrementou 250% nesse mesmo período. Ainda durante os meses em análise, a percentagem de visitas às cinco grande agências de viagens Expedia, Travelocity, Orbitz,Yahoo!, Travel e CheapTickets cresceu 11,3%, ao passo que a sua contribuição na visita às agências de viagens desceu de 65,3% para 62,2%. “A existência de informações exactas sobre preços baixos é viral e pesquisável na Internet, sendo que a enorme quantia de vendas efectuada por este meio permite ao consumidor estabelecer uma comparação alargada, factor que já acontecia manualmente entre as múltiplas agências de viagens e sites fornecedores de viagens”, afirmou Bill Tancer, vice-presidente do departamento de Pesquisa da Hitwise. “Se o objectivo dos motores de busca de viagens for encontrar preços baixos de forma eficiente, é possível que estes venham a inserir-se rapidamente e com êxito no sector da venda de viagens”, referiu também. Entre os motores de busca existentes, o Kayak.com veio mostrar o grande desenvolvimento da sua quota de mercado, com visitas a subirem 6,019% entre Outubro de 2004 e Abril deste ano. No entanto, outros motores de busca também estão a ganhar peso no sector: o Yahoo! aumentou 659%; o Mobissimo subiu 350%, e o Cheapflights teve um incremento de 56%. 17 Internacional Lisboa vista de fora Contraste, harmonia e variedade para todos os gostos 18 “Dolce vita a Lisboa” é o título de uma reportagem de moda de dezasseis páginas publicada na revista italiana Gulliver, onde o destaque vai para o rio Tejo, Bairro Alto e Docas. Também na revista espanhola Crecer Feliz, Lisboa é sugestão para uma viagem em família. “Lisboa en familia” é o título de um artigo que ocupa duas páginas na edição de 15 de Maio no jornal espanhol Diário de Sevilha, no suplemento de Domingo. De acordo com o seu autor, os principais factores que contribuem que a capital portuguesa seja um destino preferencial dos turistas espanhóis são a sua proximidade, o facto de ainda não ter preços demasiado altos e o excelente tratamento oferecido pelos seus habitantes. O autor destaca ainda a serra de Sintra, os golfinhos de Setúbal e o Parque das Nações como uma oferta excelente para famílias com crianças pequenas. Na revista espanhola Cambio 16 a grande diversidade da região de Lisboa, com lugares tão díspares e especiais, fazem com que a região ofereça aos seus visitantes contraste, harmonia e variedade para todos os gostos. Em inglês, The Sunday Times Travel Magazine, a região de Lisboa é sugestão para viagens de curta duração. “New Life for Lisbon”é o título de um artigo publicado na edição de Abril da Orient Express Magazine. Terminando em alemão, na publicação Der Feinschmecker, o destaque vai para os tradicionais cafés e pastelarias em Lisboa, como A Brasileira, a Antiga Fábrica dos Pastéis de Belém, Pastelaria Suiça, Versailles e Nicola entre outros. Gullivar Reportagem de moda na cidade de Lisboa Diário de Sevilha Região de Lisboa com destino para turistas espanhóis Cambio 16 Região de Lisboa oferece contraste, harmonia e variedade aos seus visitantes Crecer Feliz Lisboa como sugestão de viagem em família Lisboa passa por um grande “boom” Novos hotéis estão a ser construídos, velho edifícios estão a ser renovados ou já sofreram remodelações, artérias melhoradas e vários projectos para atrair turistas estão a caminho. É assim que o jornalista Alison Diwnie, da “Sun Media”, do Canadá, mostra Lisboa, para conferir que a cidade está a passar por um grande “boom”. “Recentemente, o número de quartos nos hotéis na histórica capital de Portugal conheceu um aumento de 25%, tendo atraído mais turistas que qualquer outra cidade do país, e é um destino de férias top na Europa”, descreve o jornalista, acrescentando que Lisboa tem muito para oferecer: preços mais baixos do que em muitos lugares europeus, clima moderado quase todo o ano, comida e bebidas excelentes, e é uma cidade segura”. Alison Diwnie fala das fachadas dos prédios de Lisboa, com os seus balcões, revelando um tipo de Arquitectura única, e dos seus telhados vermelhos, que transmitem à cidade uma marca muito especial. A vista do Castelo de S. Jorge, “uma fortaleza do século XII, é uma deslumbrante panorâmica sobre a cidade” e aconselha “de visita obrigatória”. Der Feinschmecker Cafés e pastelarias tradicionais em Lisboa 19 Oriente Express Magazine Lisboa em reportagem na publicação inglesa The Sunday Times Travel Magazine Região de Lisboa como sugestão para city breaks A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Internacional Bairro Alto e Chiado em destaque no “The New York Times” “O potencial de Lisboa é mais evidente no Chiado e no Bairro Alto”. É assim que o jornalista Pavia Rosati, do “The New York Times” inicia o seu artigo sobre Lisboa, realçando as suas artérias estreitas, com cada vez maior número de bares, restaurantes e refinadas lojas, e convidando os seus leitores a descobrirem as áreas que rodeiam a Rua da Misericórdia e a emblemática Praça Luís de Camões, no caminho que sobe a partir do Rio Tejo. “Calce sapatos confortáveis pois as várias colinas que pequenos caminhos fazem desta cidade um passeio revigorante”. Para Pavia Rosati, a zona do Chiado é o melhor local para compras exclusivas, desde as porcelanas Vista Alegre, no Largo do Chiado, até à pela roupa de cama e linhos vindos de Paris, na Rua Garrett, passando por excelentes cadeias do lojas portuguesas e estrangeiras com roupa e acessórios de moda para homem e mulher. “As lojas da Calçada do Sacramento oferecem uma visão do passado. Manuscrito Histórico, loja de um só piso, debaixo de um tecto arqueado, é um achado de manuscritos, impressões e maravilhosas primeiras edições”. O charme dos cafés do Bairro Alto e Chiado não passam despercebidos ao jornalista. “Se precisar de um café revigorante no meio do passeio, poderá parar na “Brasileira”, na rua Garrett 120, local de encontro favorito de escritores e intelectuais, desde o século XVII. Está sempre cheio, é histórico e charmoso”. Refere-se também aos mais modernos. “Um tecto feito em vitral colorido, arte rotativa, exibições e pãezinhos são as maiores atracções do recém aberto Café Vertigo (Travessa do Carmo), local favorito dos novos literários. No Heróis (Calcada do Sacramento), um bar e restaurante de dois andares, elegante e requintado, não deixe de provar o seu requisitado licor.Vale a pena jantar no Paladar, na Calçada do Duque, onde servem especialidades mediterrânicas, numa sala de jantar escura e sensual, e no íntimo Café Buenos Aires”. 20 13 de Maio em Fátima com direito a notícia na Reuters Região de Lisboa: O coração escondido de Portugal As celebrações do 13 de Maio no Santuário de Fátima e o número recorde de peregrinos cristãos que se deslocaram este ano a pé para aquele lugar de culto, deu direito a notícia na Agência Reuters. O repórter dá conta que cerca de 30 mil pessoas de todos os pontos do país andaram durante vários dias até ao Santuário de Fátima, o que constituiu este ano um recorde. A notícia da Reuters conta a história dos três pastorinhos que presenciaram as seis aparições de Nossa Senhora de Fátima, destacando o terceiro segredo de Fátima, que se relaciona com a tentativa de assassinato do Pala João Paulo II, a 13 de Maio de 1981. Peter Woodman, da Belfast Telegraph, o coração escondido de Portugal é Lisboa e toda a sua zona envolvente. A partir do seu hotel, o luxuoso Lapa Place, fez longas caminhadas pela cidade, até ao Rio Tejo. “Tem que se estar em forma para palmilhar, pois Lisboa está construída sobre uma série de colinas, melhor percorridas por elevados e eléctricos”. E descobriu o Bairro Alto, a sua vida nocturna e os excelentes locais para jantar, os emblemáticos cafés do Chiado, bem como todas as suas modernas lojas. Deambulou pelo Parque das Nações e visitou a sua principal atracção, o Oceanário. A última paragem foi no Estoril, uma “uma vila quase apagada pela vila vizinha de Cascais, mas que é mais sossegada e tem uma praia mais convidativa.O jornalista afirma a certa altura do seu texto que “o terramoto desbastou a cidade em 1755, mas das ruínas cresceu uma nova cidade, que ainda atrai os ricos e famosos”. Nesta sua deslocação, Peter Woodman, percorreu praticamente todo o país, desde a cidade Património Mundial (Évora), a Coimbra e Figueira da Foz. OBSERVATÓRIO O mês de Maio na amostra fixa da hotelaria full service da Região de Lisboa pautou-se por perdas relativamente significativas em todos os indicadores face a 2004 revelando, inclusivamente, um desempenho ligeiramente inferior ao verificado em 2003. As quebras na ocupação mensal, em conjunto com baixas no nível médio de preços praticados, produziram descidas fortes nos resultados económicos, cifradas em 15,7% no RevPAR (Preço Médio por Quarto Disponível) e em 13,4% nas Vendas Totais por Quarto Disponível. Este comportamento mensal veio agravar a situação negativa nos acumulados, situando igualmente o desempenho desde o início do ano ao nível do registado em 2003. Tal facto, a repetir-se em Junho, trará os números índice, que mensalmente publicamos, para valores inferiores a 1000, isto é, para desempenhos inferiores ao ano de 2003, uma vez que o efeito excepcionalmente positivo obtido em função do mês do Euro 2004 deixará de se fazer sentir. De igual modo, a verificação do cumprimento dos objectivos delineados para 2006, traduzir-se-á na aferição de valores reais que se situarão a um nível inferior ao percurso linear cumpridor desses mesmos objectivos e, com efeito, tal já se verificou em Maio para o indicador Vendas Totais por Quarto Disponível. No Golfe, o número de voltas realizadas também diminuiu em Maio, embora ligeiramente, em virtude de uma menor afluência de jogadores sócios. Tal facto foi, contudo, compensado por uma subida ligeira no green fee e nas receitas totais por volta. Em termos acumulados, o bom desempenho anual manteve-se. ANÁLISES DESTA EDIÇÃO AEROPORTOS E CRUZEIROS REGIÃO DE LISBOA HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA HOTELARIA DO ESTORIL HOTELARIA DA COSTA AZUL HOTELARIA DE LEIRIA / FÁTIMA HOTELARIA DO OESTE ÍNDICES POR REGIÃO E OBJECTIVOS 2006 LOW COST INFOGOLFE ÍNDICE LISBOA (VTQD-96) 1700 1605 1600 1533 1529 1497 1500 1432 1400 1358 1341 1300 1288 1200 1100 1081 1000 1003 900 Jan 97 Jan 98 Jan 99 Jan 00 Jan 01 Jan 02 Jan 03 Jan 04 Jan 05 Índice Lisboa (VTQD-96): 1497 Este índice é baseado no valor médio de Vendas Totais por Quarto Disponível do ano de 1996, ano zero da InfoGest Lisboa Cidade Jan 06 21 OBSERVATÓRIO AEROPORTOS & CRUZEIROS AEROPORTOS CRESCIMENTO DE PASSAGEIROS EM MAIO DE ACORDO COM A TENDÊNCIA ANUAL O movimento de passageiros comerciais no aeroporto de Lisboa registou uma variação homóloga positiva em Maio de 6,8%. Com este desempenho mensal, o acumulado do ano reforçouse ligeiramente, apresentando agora um crescimento de 5,8% face a 2004. No número de voos, a variação homóloga em Maio, não deixando de ser positiva (+1,1%), foi inferior à tendência dos últimos 5 meses (+2,2%). Relativamente aos movimentos de passageiros nos outros aeroportos principais, é de notar uma ligeira desaceleração no Porto (o acumulado passou a situar-se nos +4,5% de variação) e um crescimento ligeiro na Madeira, que diminuiu as perdas acumuladas para valores próximos de zero (-0,3%). Em Faro, a variação mensal manteve-se estável face aos acumulados, que evidenciam nesta altura um crescimento de 2,8%. TRÁFEGO COMERCIAL EM MAIO 2005 NÚMERO DE VOOS Maio 2005 NÚMERO DE PASSAGEIROS Acumulado 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 Maio 2005 Acumulado 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 Lisboa 10.503 1,1% 48.780 2,2% 973.246 6,8% 4.201.949 5,8% Porto 3.819 3,4% 17.455 4,5% 258.694 1,1% 1.130.123 7,7% Faro 3.555 2,6% 11.104 2,8% 502.599 2,5% 1.470.521 1,0% P.Delgada 1.015 3,9% 4.102 7,0% 76.739 7,0% 303.605 7,0% S. Maria 178 38,0% 750 15,9% 8.722 81,3% 34.447 22,2% Horta 391 4,0% 1.613 0,1% 15.736 -0,9% 62.986 -4,4% Flores 118 1,7% 428 -2,3% 3.216 14,2% 11.088 10,0% 2.085 1,9% 9.520 -0,3% 195.385 -1,6% 929.917 -0,8% 578 5,7% 2.196 0,4% 12.860 7,6% 53.973 -8,2% Funchal Porto Santo Total 22.242 95.948 2.047.197 8.198.609 Fonte: ANA Aeroportos CRUZEIROS CRESCIMENTO EM 2005 DEVE-SE AO TURNAROUND Nos primeiros cinco meses de 2005, o crescimento de 4,4% no volume total de passageiros deveMOVIMENTO DE CRUZEIROS NO PORTO DE LISBOA -se fundamentalmente à evolução positiva dos passageiros embarcados Maio ACUMULADO ANUAL e desembarcados em Lisboa. Estes 2004 2005 Var% 2004 2005 Var% cresceram 22,8% no mesmo período, enquanto o volume de indivíduos em Nº de navios 54 52 -3,7% 99 94 -5,1% trânsito manteve-se muito próximo do Nº Passageiros Totais 42.683 44.566 4,4% 77.233 80.628 4,4% registado em 2004 (+0,1%), fruto de uma recuperação neste último mês. Em Tournaround 5.776 5.898 2,1% 14.552 17.867 22,8% O número de escalas de navios em Em trânsito 36.907 38.668 4,8% 62.681 62.761 0,1% Lisboa continua a ser ligeiramente inferior ao do ano passado. Fonte: Administração Porto de Lisboa MÉDIAS GERAIS EM MAIO 2005 Ocupação Quarto em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 68,7% 73,6% 66,1% -10,1% #### 67,7% 71,8% 68,9% -4,0% ##### 60,8% 65,3% 56,8% -13,0% -7,8% Síntese 66,5% 71,1% 65,5% Acumulado de Janeiro a Maio ### 54,3% 55,0% 53,3% -3,1% #### 52,5% 54,5% 53,5% -1,8% ##### 45,7% 48,5% 46,0% -5,2% -3,0% Síntese 51,6% 53,4% 51,8% Preço Médio por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 48,81 48,35 48,79 0,9% #### 68,54 72,34 65,52 -9,4% ##### 168,84 203,78 179,80 -11,8% -8,5% Síntese 81,49 88,44 80,94 Acumulado de Janeiro a Maio ### 43,72 43,68 43,29 -0,9% #### 62,50 64,05 60,40 -5,7% ##### 144,93 157,36 138,65 -11,9% -5,9% Síntese 71,99 74,52 70,15 Preço Médio por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 33,52 35,58 32,27 -9,3% #### 46,40 51,96 45,17 -13,1% ##### 102,67 133,11 102,13 -23,3% -15,7% Síntese 54,23 62,88 53,03 Acumulado de Janeiro a Maio ### 23,75 24,01 23,06 -3,9% #### 32,79 34,90 32,32 -7,4% ##### 66,18 76,28 63,73 -16,4% -8,7% Síntese 37,14 39,81 36,34 Vendas Totais por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 72,36 71,05 67,30 -5,3% #### 102,57 108,99 98,85 -9,3% ##### 294,35 331,75 320,03 -3,5% -6,0% Síntese 129,77 137,17 128,95 Acumulado de Janeiro a Maio ### 65,39 64,66 62,71 -3,0% #### 96,65 99,29 93,44 -5,9% ##### 268,88 281,88 258,63 -8,2% -4,8% Síntese 119,01 121,49 115,70 Vendas Totais por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 49,69 52,29 44,52 -14,9% #### 69,43 78,28 68,15 -12,9% ##### 179,00 216,70 181,77 -16,1% -13,4% Síntese 86,36 97,52 84,50 Acumulado de Janeiro a Maio ### 35,52 35,55 33,42 -6,0% #### 50,71 54,10 50,00 -7,6% ##### 122,79 136,64 118,88 -13,0% -7,7% Síntese 61,39 64,91 59,94 VALORES INFERIORES A 2004 É natural que sendo os resultados individuais das zonas onde se recolhem dados semelhantes a 2003, os globais da Região reflictam essa realidade. Com efeito, os resultados apurados quase na sua generalidade, sendo penalizadores em relação aos homólogos de 2004, são-no também em relação a 2003. A única excepção situa-se no preço médio por quarto vendido dos três estrelas, que apresentam, por uma margem mínima, um valor mensal superior a 2004. Se o Verão não for muito bom, será possível que estes comportamentos se mantenham, dado que temos pela frente 2 meses que em 2004 marcaram de forma muito forte a operação em algumas zonas da região. Mas será mais razoável esperar afluências hoteleiras regulares, pelo que os próximos meses ainda aproximarão mais os valores de 2005 aos valores de 2003 do que aos valores registados 2004. MAIO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO 17,0% 23 65,5% Síntese 96,1% 42,4% 56,8% ##### 77,6% 35,8% 68,9% #### 93,2% 17,0% 66,1% ### 96,1% 0% PREÇO POR QUARTO VENDIDO 20% 40% 60% 80% 100% 6,03 80,94 53,03 Síntese 297,35 206,59 112,81 56,41 179,80 ##### 102,13 ##### 297,35 206,59 35,54 18,33 65,52 #### 45,17 #### 131,42 102,63 26,68 48,79 70,13 ### 0 50 100 6,03 32,27 ### 59,61 150 200 250 300 350 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO 0 50 100 150 200 7,63 128,95 623,59 84,50 Síntese 463,98 183,56 112,75 320,03 ##### 181,77 ##### 623,59 60,87 98,85 #### 463,98 31,96 68,15 #### 326,82 133,29 35,53 67,30 97,09 ### 0 100 250 VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 35,53 Síntese 120% PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL 26,68 Síntese 7,63 44,52 71,97 ### 200 300 400 500 600 700 0 100 200 300 400 500 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - REGIÃO DE LISBOA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 13 29 Quartos Amostra Fixa 2193 5005 Camas Amostra Fixa 4154 10107 Maio de 2005 ### Total 35 77 3290 10488 6619 20880 OBSERVATÓRIO REGIÃO DE LISBOA Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. OBSERVATÓRIO HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA MÉDIAS GERAIS EM MAIO 2005 Ocupação Quarto em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 93,3% 91,6% 85,3% -4,6% 83,1% #### 71,0% 74,3% 74,1% -0,2% 70,1% ##### 60,7% 64,8% 57,3% -11,5% 57,3% -5,0% 70,2% Síntese 72,5% 75,4% 71,7% Acumulado de Janeiro a Maio ### 74,4% 73,7% 70,3% -4,6% 68,6% #### 55,1% 58,7% 59,3% 1,0% 57,2% ##### 45,5% 50,1% 46,8% -6,6% 48,3% -3,0% 57,7% Síntese 56,1% 59,6% 57,8% Preço Médio por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 51,25 53,36 50,97 -4,5% 57,14 #### 73,27 81,65 72,82 -10,8% 70,09 ##### 166,58 207,75 177,19 -14,7% 159,29 -12,9% 83,44 Síntese 91,71 104,97 91,46 Acumulado de Janeiro a Maio ### 46,90 47,03 45,63 -3,0% 49,09 #### 68,44 70,38 66,85 -5,0% 65,86 ##### 143,30 159,50 139,65 -12,4% 127,76 -7,4% 73,48 Síntese 81,13 85,70 79,38 Preço Médio por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 47,82 48,89 43,49 -11,1% 47,47 #### 52,03 60,62 53,94 -11,0% 49,14 ##### 101,15 134,66 101,59 -24,6% 91,29 -17,2% 58,55 Síntese 66,49 79,20 65,57 Acumulado de Janeiro a Maio ### 34,89 34,67 32,08 -7,5% 33,66 #### 37,70 41,30 39,64 -4,0% 37,70 ##### 65,20 79,85 65,30 -18,2% 61,67 -10,2% 42,40 Síntese 45,55 51,08 45,89 Vendas Totais por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 70,70 73,07 68,30 -6,5% 74,20 #### 103,83 115,52 104,44 -9,6% 99,71 ##### 273,03 316,54 275,56 -12,9% 245,28 -12,1% 120,29 Síntese 139,11 153,43 134,92 Acumulado de Janeiro a Maio ### 65,71 64,83 62,39 -3,8% 64,45 #### 98,94 103,61 98,13 -5,3% 95,42 ##### 250,41 266,89 239,32 -10,3% 218,21 -6,7% 111,14 Síntese 127,46 132,80 123,85 Vendas Totais por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 xL ### 65,96 66,96 58,27 -13,0% 61,64 #### 73,73 85,78 77,37 -9,8% 69,91 ##### 165,79 205,16 157,99 -23,0% 140,58 -16,4% 84,41 Síntese 100,85 115,76 96,72 Acumulado de Janeiro a Maio ### 48,89 47,79 43,86 -8,2% 44,20 #### 54,50 60,80 58,19 -4,3% 54,62 ##### 113,93 133,61 111,90 -16,2% 105,33 -9,5% 64,13 Síntese 71,56 79,16 71,60 SITUAÇÃO AO NÍVEL DE 2003 Todos os indicadores calculados em Maio são inferiores ao ano anterior. Quer os valores mensais quer os acumulados são mais baixos, salvo num único caso onde o acumulado da ocupação nos 4 estrelas, em Maio, ainda é ligeiramente superior a 2004. Se a este cenário juntarmos o facto de que os próximos meses, nomeadamente Junho e Julho, terem sido meses muito fortes em 2004, não só não deverá ser possível atingir valores equiparáveis este ano, como o afastamento tenderá a aprofundar-se. Se olharmos para os homólogos de 2003, os acumulados de preços e vendas totais, que reflectem nos nossos indicadores preços correntes, apresentam este ano valores sempre inferiores por quarto vendido e semelhantes nos indicadores por quarto disponível, isto apenas por efeito de uma pequena diferença positiva na ocupação. A situação actual está, portanto, ao nível de 2003. MAIO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS LX XL OCUPAÇÃO 71,7% 95,0% 98,2% 45,6% 57,3% 57,3% ##### 70,1% 70,1% 65,3% 74,1% #### 50,3% 70,1% #### 93,0% 79,1% 85,3% 93,6% ### 0% 20% 40% 60% 80% 100% 94,1% 65,5% 83,1% ### 98,2% 0% 20% 40% Maio de 2005 ### Total 9 26 1183 5294 2419 10535 Maio de 2005 ### Total 20 52 2059 8798 4122 17279 60% 80% 100% 120% PREÇO POR QUARTO VENDIDO 43,31 43,31 91,46 Síntese 83,44 Síntese 297,35 297,35 122,54 106,37 177,19 ##### 159,29 ##### 297,35 297,35 50,46 72,82 #### 49,27 70,09 #### 115,83 115,83 43,31 50,97 66,49 ### 0 50 43,31 57,14 ### 97,37 100 150 200 250 300 350 0 50 100 150 200 250 300 350 PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL 34,33 32,62 65,57 Síntese 173,04 58,55 Síntese 173,04 75,28 62,74 101,59 ##### 91,29 ##### 173,04 173,04 34,50 32,62 53,94 #### 49,14 #### 102,63 102,63 35,67 43,49 59,61 ### 0 50 35,43 47,47 ### 90,26 100 150 200 0 50 100 150 200 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO 57,83 57,29 134,92 Síntese 120,29 Síntese 478,91 478,91 183,56 152,20 275,56 ##### 245,28 ##### 478,91 478,91 76,23 104,44 147,83 #### 57,83 68,30 79,92 ### 0 100 59,66 99,71 147,83 #### 57,29 74,20 122,58 ### 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600 VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 47,19 45,92 96,72 Síntese 271,64 84,41 Síntese 271,64 112,75 86,86 157,99 ##### 140,58 ##### 271,64 52,12 77,37 #### 271,64 46,22 69,91 #### 127,05 AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE XL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 8 24 Quartos Amostra Fixa 2046 4693 Camas Amostra Fixa 3848 9309 70,2% Síntese 45,6% ##### AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 6 11 Quartos Amostra Fixa 1551 2560 Camas Amostra Fixa 2986 5130 41,6% 45,6% Síntese 127,05 47,19 58,27 71,97 ### 0 50 100 46,99 61,64 ### 113,37 150 200 250 300 0 50 100 150 200 250 300 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados A amostra Lx Cidade tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. A amostra xLtem como base o Universo de Hotéis da Zona, é fixa e é composta por Hotéis Full Service e Residênciais, independentemente da sua data de abertura. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. MÉDIAS GERAIS EM MAIO 2005 Ocupação Quarto em Maio 2005 ### 69,1% #### 62,8% ##### 59,1% Síntese 64,2% Acumulado de Janeiro a Maio ### 48,1% #### 47,3% ##### 38,1% Síntese 46,3% Preço Médio por Quarto Vendido em Maio 2005 ### 50,16 #### 58,93 ##### 192,10 Síntese 72,96 Acumulado de Janeiro a Maio ### 44,75 #### 52,78 ##### 156,17 Síntese 61,98 Preço Médio por Quarto Disponível em Maio 2005 ### 34,64 #### 36,98 ##### 113,45 Síntese 46,82 Acumulado de Janeiro a Maio ### 21,53 #### 24,94 ##### 59,51 Síntese 28,67 Vendas Totais por Quarto Vendido em Maio 2005 ### 69,13 #### 91,79 ##### 447,08 Síntese 129,47 Acumulado de Janeiro a Maio ### 64,11 #### 89,51 ##### 329,41 Síntese 108,81 Vendas Totais por Quarto Disponível em Maio 2005 ### 47,74 #### 57,60 ##### 264,03 Síntese 83,09 Acumulado de Janeiro a Maio ### 30,85 #### 42,30 ##### 125,53 Síntese 50,34 AMOSTRA NOVA NÃO PERMITE COMPARAÇÃO Os indicadores do Estoril este ano não têm termo de comparação dado que foi construída uma amostra nova de raiz. Isso impede-nos de avaliar directamente o respectivo desempenho em termos evolutivos e de resultados. Contudo, ao observar-se uma uniformidade de comportamento em outras áreas limítrofes e no conjunto da RT, é de esperar uma equiparação de resultados no Estoril em relação à restante região. MAIO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO 40,5% Síntese 64,2% ##### 53,5% 59,1% 87,0% 68,5% 50,3% 62,8% #### 77,3% 46,7% 69,1% ### 85,2% 0% PREÇO POR QUARTO VENDIDO 20% 40% 60% 46,82 Síntese 205,09 141,76 166,22 88,78 192,10 205,09 ##### 113,45 ##### 141,76 36,79 22,40 #### 58,93 ### 33,00 50,16 60,23 36,98 46,70 #### 80,67 50 17,05 34,64 45,73 ### 100 150 200 250 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO 0 20 40 60 80 100 398,53 184,37 343,93 447,08 ##### 264,03 ##### 398,53 546,88 62,29 91,79 129,92 100 37,80 57,60 75,01 #### 44,27 69,13 81,93 0 160 83,09 Síntese 546,88 ### 140 21,48 129,47 #### 120 VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 44,27 Síntese 100% 16,44 72,96 0 80% PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL 29,38 Síntese 21,48 47,74 63,32 ### 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - ESTORIL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) ##### #### Hotéis Amostra Fixa 3 6 Quartos Amostra Fixa 188 969 Camas Amostra Fixa 373 2038 Maio de 2005 ### Total 6 15 479 1636 953 3364 OBSERVATÓRIO HOTELARIA DO ESTORIL Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. 25 OBSERVATÓRIO HOTELARIA DA COSTA AZUL MÉDIAS GERAIS EM MAIO 2005 Ocupação Quarto em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 51,4% 46,6% 35,9% -22,9% #### 42,2% 44,3% 40,9% -7,5% -13,8% Síntese 45,9% 45,2% 39,0% Acumulado de Janeiro a Maio ### 37,2% 35,5% 33,2% -6,5% #### 35,8% 33,6% 32,6% -3,1% -4,6% Síntese 36,4% 34,4% 32,8% INDICADORES EM TENDÊNCIA DE PERDA A Costa Azul não foge ao cenário global que se apresenta à operação hoteleira da Região. Os indicadores estudados apresentam quase genericamente uma tendência de perda relativamente a 2004. Os 3 estrelas apresentam alguns indicadores positivos que, no entanto, não chegam para impedir uma situação negativa no conjunto. Também ao analisar a correspondência com 2003, a comparação é penalizadora. É regra quase universal que os valores mensais de 2003 são superiores aos deste ano, colocando a operação em valores muito baixos. Tal não deixa de ser preocupante, uma vez que o mesmo fenómeno se estende, regra geral, aos valores acumulados. Preço Médio por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 40,11 36,99 41,84 13,1% #### 59,25 57,80 51,67 -10,6% -2,0% Síntese 50,60 49,14 48,15 Acumulado de Janeiro a Maio ### 41,36 39,73 41,65 4,9% #### 52,76 52,05 49,83 -4,3% -0,6% Síntese 48,05 46,91 46,61 Preço Médio por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 20,61 17,23 15,02 -12,8% #### 25,02 25,59 21,15 -17,3% -15,5% Síntese 23,24 22,21 18,77 Acumulado de Janeiro a Maio ### 15,38 14,10 13,83 -2,0% #### 18,90 17,51 16,24 -7,3% -5,2% Síntese 17,47 16,13 15,30 MAIO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO 0,00% 39,0% Síntese 77,0% 12,1% 40,9% #### Vendas Totais por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 51,91 52,47 59,00 12,4% #### 89,51 87,29 84,04 -3,7% 3,1% Síntese 72,52 72,80 75,06 Acumulado de Janeiro a Maio ### 54,66 54,44 58,27 7,0% #### 84,23 81,47 76,15 -6,5% -1,5% Síntese 72,02 70,20 69,12 64,8% 12,2% 35,9% ### 74,3% 0% PREÇO POR QUARTO VENDIDO 40% 60% 80% 0,00 48,15 Síntese 18,77 Síntese 42,57 63,01 5,24 51,67 #### 21,15 #### 61,99 39,61 15,21 4,94 41,48 ### 15,02 ### 52,18 0 10 20 30 40 50 60 38,52 70 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO 0 10 20 30 40 0,00 75,06 Síntese 29,26 Síntese 104,92 67,57 5,86 24,74 84,04 #### 34,40 #### 67,57 104,92 6,00 19,39 59,00 68,49 ### 20 40 60 80 21,19 ### 51,13 100 120 0 10 20 30 40 50 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - COSTA AZUL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa #### 6 989 2078 Maio de 2005 ### Total 7 13 630 1619 1406 3484 50 VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 1,00 0 100% PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL 1,00 22,08 Vendas Totais por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 26,67 24,43 21,19 -13,3% #### 37,79 38,64 34,40 -11,0% -11,1% Síntese 33,30 32,90 29,26 Acumulado de Janeiro a Maio ### 20,32 19,32 19,34 0,1% #### 30,17 27,41 24,82 -9,5% -6,0% Síntese 26,19 24,14 22,69 20% Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. 60 70 80 MÉDIAS GERAIS EM MAIO 2005 Ocupação Quarto em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 59,0% 68,6% 57,8% -15,8% Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 43,2% 47,1% 43,8% -7,0% Preço Médio por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 46,61 43,68 53,66 22,8% Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 43,73 42,23 44,34 5,0% RECUPERAÇÃO NOS PREÇOS Mesmo com a ocupação em valores muito inferiores a Maio de 2004, é interessante notar que os preços praticados foram superiores no mês e recuperaram nos acumulados sem que, contudo, o mesmo se tenha passado nas vendas totais. De resto, este mês na zona parece ter tido um comportamento algo diferenciado do resto da região, afastando-se positivamente dos valores praticados em 2004 e 2003 na maioria dos indicadores. Considerando o cenário global da região, este comportamento é de realçar. OBSERVATÓRIO HOTELARIA LEIRIA/FÁTIMA Preço Médio por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 27,50 29,98 31,01 3,4% Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 18,90 19,87 19,41 -2,3% Vendas Totais por Quarto Vendido em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 72,67 65,34 68,78 5,3% Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 67,57 63,87 61,84 -3,2% MAIO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO 27 20,9% ### Vendas Totais por Quarto Disponível em Maio 2003 2004 2005 Variação 05/04 ### 42,88 44,86 39,74 -11,4% Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 29,20 30,06 27,07 -9,9% 57,8% 84,6% 0% PREÇO POR QUARTO VENDIDO 20% 40% 60% 80% 100% PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL 39,03 8,16 ### ### 53,66 31,01 65,27 0 10 20 30 40 50 60 46,94 70 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO 0 10 20 30 40 VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 47,92 10,84 ### ### 68,78 39,74 80,80 0 20 40 50 60 80 58,88 100 0 10 20 30 40 50 60 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - LEIRIA/FÁTIMA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa Maio de 2005 ### 9 599 1116 A amostra de Leiria/Fátima tem como base o Universo de hotéis Full Service da zona, é fixa e composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - a dimensão oficial das unidade segundo números publicados pela DGT; - a totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - as receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - as receitas totais da operação, sem IVA; sem receitas extraordinárias ou de operações financeiras. 70 OBSERVATÓRIO HOTELARIA OESTE MÉDIAS GERAIS EM MAIO 2005 Ocupação Quarto em Maio 2005 Síntese 38,6% Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 35,1% INDICADORES REFORÇAM ACUMULADOS Todos os indicadores da zona reforçam os acumulados. Este comportamento linear é o único que se pode extrapolar dos resultados obtidos, dado que também no Oeste é o primeiro ano em que se recolhem dados e, como tal, não é possível comparar homologamente. De resto, é natural que o cenário evolutivo seja semelhante ao da região, onde os resultados apontam mais para uma aproximação ao desempenho de 2003 do que ao de 2004. Preço Médio por Quarto Vendido em Maio 2005 Síntese 58,80 Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 53,27 Preço Médio por Quarto Disponível em Maio 2005 Síntese 22,69 Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 18,70 Vendas Totais por Quarto Vendido em Maio 2005 Síntese 113,93 Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 106,79 MAIO 2005 VALORES MÁXIMOS, MÉDIOS E MÍNIMOS MENSAIS OCUPAÇÃO 8,5% ### Vendas Totais por Quarto Disponível em Maio 2005 Síntese 43,96 Acumulado de Janeiro a Maio Síntese 37,48 38,6% 64,2% 0% PREÇO POR QUARTO VENDIDO 20% 30% 40% 50% 60% 3,10 ### 58,80 22,69 142,99 0 20 40 60 80 100 120 140 56,55 160 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO 0 10 20 30 40 50 3,27 ### ### 113,93 43,96 345,25 50 100 150 200 250 300 350 400 133,34 0 20 40 60 80 100 120 140 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - OESTE (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa Maio de 2005 Síntese 13 980 1951 60 VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 36,60 0 70% PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL 27,15 ### 10% Esta amostra tem como base o Universo da hotelaria do Oeste, é fixa e foi formada com base numa proposta da respectiva Região de Turismo. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. 160 OBJECTIVOS 2006 Leiria/Fátima com uma subida no Índice de Preços médios é a única excepção a um cenário de perdas generalizadas. De acordo com os valores obtidos nas zonas que compõem a região, atendendo a que na sua maioria os valores atingidos são da ordem dos valores alcançados em 2003, é natural que a generalidade destes gráficos tenha uma curva descendente. Nos objectivos, para lá da manutenção de valores positivos mas em queda quase constante na ocupação e nos preços médios, é de realçar o facto de o valor real das Vendas totais ter ficado este mês aquém do objectivo linear traçado. O valor em si será presentemente muito semelhante ao valor dinâmico de uma subida linear. Contudo, o percurso descendente dos últimos meses, a manter-se, tornará necessária uma recuperação dos valores a uma taxa de crescimento superior à inicialmente prevista para o indicador. OBSERVATÓRIO ÍNDICES POR REGIÃO VALORES DE OCUPAÇÃO LISBOA CIDADE 58,00% 1175 1150 1125 57,50% Dez 2005 Jan 2005 Dez 2004 1025 Jan 2004 1050 Dez 2003 1075 Jan 2003 1100 57,00% 56.50% 1000 Oc-Lx 975 PMQV-Lx 950 56.00% VTQD-Lx 925 Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1039 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1080 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1087 55.50% Dez 2003 Dez 2004 Dez 2005 Dez 2006 O Objectivo para Maio de 2005 era de: 55,87% O valor atingido foi de: 56,90% - 1,81% acima do objectivo ESTORIL E SINTRA 1150 1125 VALORES DE PREÇO MÉDIO QUARTO VENDIDO - ADR 1100 1075 Dez 2005 Jan 2005 Dez 2004 Jan 2004 1000 Dez 2003 1025 Jan 2003 1050 29 86.00 975 84.00 82.00 Oc-Lx 950 PMQV-Lx 925 80.00 VTQD-Lx 900 78.00 Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 977 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1099 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1073 76.00 74.00 Dez 2003 COSTA AZUL 1075 Dez 2006 Dez 2005 Jan 2005 Dez 2004 Jan 2004 Dez 2003 Jan 2003 1050 1000 Dez 2005 Objectivo para Maio de 2005 era de: 79,87 €. O valor atingido foi de: 81,98 € 2,57% acima do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,31 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,20 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 4,6%. 1100 1025 Dez 2004 Oc-Lx 975 VALORES DE VENDAS TOTAIS QUARTO DISPONÍVEL PMQV-Lx VTQD-Lx 950 76.50 Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 985 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1057 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1037 75.50 74.50 73.50 72.50 71.50 LEIRIA E FÁTIMA 70.50 69.50 1110 1100 68.50 1090 67.50 1080 1070 66.50 1060 Dez 2003 1050 Dez 2004 Dez 2005 Dez 2006 1040 Dez 2005 Jan 2005 Dez 2004 Jan 2004 1010 Dez 2003 1020 Jan 2003 1030 1000 990 980 Oc-Lx PMQV-Lx VTQD-Lx 970 Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1011 Índice PMQV/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1092 Índice VTQD/LX (1000, Média de 2003) - Valor em Maio de 2005: 1015 Todos os índices são a média móvel a 12 meses em função dos resultados acumulados do ano 2003. Objectivo para Maio de 2005 era de: 71,55 €. O valor atingido foi de: 71,48 € - 0,10% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,28 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 0,28 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 7,5%. Percurso linear para atingir o objectivo. Valor inicial de Dez de 2003 Percurso real, valores mensais com base nos últimos doze meses Percurso linear para atingir o objectivo partindo do valor real actual Cada valor corresponde à média móvel a 12 meses do indicador no mês de referência. OBSERVATÓRIO LIGAÇÕES AÉREAS LOW COST NÚMERO DE VOOS SEMANAIS LOW COST A proliferação de ligações aéreas de baixo custo na Europa é um dos fenómenos que recentemente mais tem trazido discussões à temática do transporte aéreo e, consequentemente, à actividade turística. Num trabalho, que este artigo resume, pretendeu-se fazer uma análise possível sobre as companhias que, teoricamente, praticam este tipo de tarifas aéreas nas ligações que mantêm entre diversos pontos da Europa e a cidade de Lisboa, em dois períodos distintos (Maio e Setembro de 2005). 6 (Vueling) Barcelona Oslo 3 (SAS Braathens) 14 (Virgin Express) Bruxelas Dublin Varsóvia 3 (Aer Lingus) 3 (Central Wings) Berlim (via PMI) 7 (Air Berlin) Palma Maiorca 7 (Air Berlin) Estugarda 6 (German Wings) 7 (German Wings) Colónia / Bona Para a época de Verão IATA 2005, foram identificadas 11 rotas com voos directos “low cost”, unindo Lisboa a outras tantas cidades europeias (ver gráfico). Copenhaga Amesterdão 5 (Maersk Air) 2 (Transavia) 7 (Monarch) Londres - Gatwick PREÇOS MÉDIOS Os preços médios obtidos para voos a realizar em Maio e, portanto, a uma distância mais curta da data de reserva são, regra geral, superiores aos encontrados para Setembro. Tal figura-se normal, uma vez que os preços dos voos exigidos pelas companhias dependem positivamente do nível de procura por esses mesmos voos. A Vueling, companhia a operar desde Barcelona, é a companhia a apresentar preços médios mais reduzidos, sejam eles em Maio ou em Setembro. Neste caso, uma viagem de ida e volta Barcelona-Lisboa custaria em média, com taxas incluídas, 104 euros em Maio e 86 euros em Setembro, se tivesse sido reservada em finais de Abril, via website da companhia. No mesmo indicador, seguem-se a Monarch a operar desde Londres (161 euros em Maio e 120 euros em Setembro) e a Air Berlin na ligação a Palma de Maiorca (178 euros e 133 euros), sendo talvez apenas estas as companhias a realmente oferecer tarifas “low cost” numa base regular. Pode, contudo, no caso de outras companhias, haver períodos em que as tarifas são extremamente baixas, o que acontece é que tal não sucede de forma regular. As restantes companhias apresentam preços médios de ida mais volta numa classe de valores entre os 200 euros e os 255 euros, com taxas incluídas, o que são preços não muito inferiores (às vezes até superiores) aos obtidos para as companhias tradicionais. PREÇO MÉDIO IDA + PREÇO MÉDIO VOLTA - TAXAS INC. PREÇO MÉDIO IDA + PREÇO MÉDIO VOLTA - TAXAS INC. (19 DE MAIO A 1 DE JUNHO) (10 A 17 DE SETEMBRO) Barcelona 104,70 € Barcelona 236,27 € Oslo Varsóvia Palma Maiorca Varsóvia 361,33 € 178,83 € 221,31 € Colónia / Bona 254,38 € Copenhaga 223,77 € Amesterdão Londres - Gatwick 160,91 € 162,61 € 266,33 € Berlim (via PMI) Palma Maiorca 229,77 € Estugarda 196,82 € Dublin 199,76 € Berlim (via PMI) 233,91 € Bruxelas 226,82 € Dublin 358,05 € Oslo 247,28 € Bruxelas 86,20 € 133,00 € 207,67 € Estugarda 215,14 € Colónia / Bona 239,00 € Copenhaga 223,77 € Amesterdão Londres - Gatwick 119,95 € OBSERVATÓRIO LISBOA 2005 COMPARAÇÃO COM MADRID E BARCELONA Na maioria dos casos, as companhias aéreas “low cost” a operarem rotas para Lisboa, fazem-no igualmente para Madrid e Barcelona. DIFERENÇAS DE PREÇOS MÉDIOS IDA MAIS VOLTA FACE A LISBOA Companhia Transavia Maersk Air German Wings Air Berlin Central Wings Aer Lingus Virgin Express SAS Braathens Vueling Cidade Amsterdão Copenhaga Colónia/Bona Estugarda Palma Maiorca Berlim Berlim (via PMI) Varsóvia Dublin Bruxelas Oslo Barcelona Maio Barcelona Madrid -34,03 € -4,61 € -5,93 € +47,98 € -50,00 € -151,67 € -50,00 € -30,76 € +18,98 € -63,40 € +94,86 € -55,40 € -57,52 € -25,76 € +0,98 € -69,17 € -225,83 € -70,00 € -21,69 € -71,21 € -236,27 € -3,54 € Setembro Barcelona Madrid -57,90 € -35,90 € -48,34 € -54,49 € -35,00 € -143,33 € -15,00 € -5,48 € -12,94 € -38,25 € 0,72 € -81,23 € -80,96 € -85,34 € -92,09 € -63,33 € -191,67 € -38,33 € -39,61 € -80,83 € -358,05 € -19,63 € Neste aspecto, verifica-se que quer Madrid, quer Barcelona apresentam preços mais competitivos face a Lisboa, quer no mês de Maio, quer em Setembro. Neste último mês, a uma maior distância entre a reserva e a realização da viagem, a competitividade é ainda maior. Face à inexistência de voos directos entre Berlim e Lisboa, podia-se viajar em Maio da capital alemã para Barcelona por menos 150 euros, em média, e para Madrid por menos 225 euros! Mesmo em situações “iguais”, de voos directos para as três cidades, Lisboa parece ficar a perder. Lisboa só apresenta vantagens de preço face a Barcelona nas ligações a Estugarda, Dublin e Oslo, mas somente nas viagens a realizar em Maio, pois, em Setembro, os preços médios encontrados para Barcelona e Madrid são inferiores aos de Lisboa em todos as ligações. NOTA Como aspecto muito importante à partida para este estudo, teve-se em consideração que os preços neste tipo de ligações aéreas sofrem grandes flutuações, dependendo isso de a quanto tempo se está entre as datas de observação dos preços e da realização do voo e, igualmente, do número de lugares reservados nesse voo à data da observação. Por conseguinte, os preços foram observados no período de tempo mais curto possível, para minimizar os efeitos dessas mesmas flutuações (de 28 de Abril a 3 de Maio) e para dois períodos de realização dos voos: o primeiro – 19 de Maio a 1 de Junho e o segundo período de 10 a 17 de Setembro, a cerca de 5 meses de distância, onde as flutuações de preços se fazem sentir a uma escala muito menor, e que permitem aferir as políticas de preços das companhias a mais longo prazo. 31 31 OBSERVATÓRIO INFOGOLFE 2005 2004 Variação Volt. Possível 74 470 72 702 2,4% Ocupação em Maio Sócio 39,7% 10 379 13,9% 43,0% 12 021 16,5% -13,7% Não Sócio 19 103 25,7% 19 096 26,3% 0,0% Resultados em Maio por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 2005 22,95 35,52 36,97 2004 22,42 36,70 34,67 Variação 2,3% -3,2% 6,6% 2005 2004 Variação Ocupação de Janeiro a Maio Volt. Possível Total Sócio 342 052 139 998 40,9% 49 436 14,5% 300 384 124 089 41,3% 49 205 16,4% 13,9% 12,8% 0,5% Não Sócio 90 326 26,4% 74 658 24,9% 21,0% Resultados de Janeiro a Maio por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 2005 22,30 34,56 37,97 2004 20,29 33,72 36,78 Variação 9,9% 2,5% 3,2% Total 29 569 31 254 -5,4% OCUPAÇÃO MANTÉM-SE COM VALORES POSITIVOS VOLTAS POR CAMPO EM MAIO NÚMERO DE VOLTAS POR MÊS Dez 44,01 VnSR Realizadas Nov Possíveis Out Set A Ocupação total desceu ligeiramente este mês, relativamente a Maio de 2003, devido à fraca afluência de sócios. Com efeito estes apresentaram uma quebra mensal, ainda que o valor acumulado se tenha mantido positivo. De resto, os valores positivos nas ocupações são uma constante desde o início do ano, em alguns meses de forma bem marcada, pelo que, genericamente, os valores acumulados se mantêm em bons patamares nestes primeiros 5 meses de 2005. Os valores económicos acompanham este cenário, apresentando uma ligeira quebra em Maio, sem contudo inverter os resultados acumulados. Há boas perspectivas de evolução neste aspecto dado que, também aqui, se mantêm os comportamentos desde o início do ano. 23,91 VSR Ago Jul Jun 68,13 VR Mai Abr Mar 171,5 VP 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Maio de 2005 Campos Amostra Fixa 9 buracos 18 buracos 4 13 2 12 50,0% 92,3% Total 17 14 82,4% Dez LEGENDA: VP/Dia VR/Dia VSR/Dia VnSR/Dia Voltas possíveis, por dia Voltas realizadas, por dia Voltas de sócios realizadas, por dia Voltas de não sócios realizadas, por dia 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 Dez R/Sócios R/n Sócios Nov Nov Out Out Set Set Ago Ago Jul Jul Jun Jun Mai Mai Abr Abr Mar Mar Fev Fev Jan Jan 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 NÚMERO DE VOLTAS EM POR NACIONALIDADE 0.7 0.8 0.9 1 0 10 20 30 40 50 60 Nº DE VOLTAS ACUMULADO EM MAIO % POR NACIONALIDADES MAIO 2.501 Esc 20,4% Out 10,8% 1.420 Esc 378 EUA 500 Bx F Campos de Golfe disponíveis na Região de Lisboa (9 e 18 buracos). Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - capacidade máxima de saídas indicadas pelos campos para o mês; - número de saídas e nacionalidades fornecidos pelos campos; - receitas de Fee, sem IVA; - receitas Totais, sem IVA. 180 PERCENTAGEM ABSOLUTA SÓCIO/NSÓCIO RECEITA POR VOLTA REALIZADA Out COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA Fev Jan EUA 1,5% 196 Bx 2,9% F 1,0% D 3,7% 637 D 243 E IR E 1,2% 754 GB 5.875 P 6.360 1 10 100 1.000 10.000 P 35,2% IR 2,0% GB 21,2% P-Portugal; GB-Grã-Bretanha; IR-Irlanda; E-Espanha; D-Alemanha; F-França; Bx-Benelux; EUA-Estados Unidos; Esc-Escandinávia; Out-Outras Nações. UMA PUBLICAÇÃO DO TURISMO DE LISBOA • EDIÇÃO E PRODUÇÃO LPMCom Tel. 21 031 27 00 - Fax 21 031 28 99 e-mail: [email protected] • www.visitlisboa.com A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Entrevista Entrevista A prioridade é melhorar o aeroporto As questões da gestão aeroportuárias são, neste momento, as grandes preocupações do Presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT). O melhoramento do aeroporto da Portela é, segundo nos revelou, a principal prioridade para a cidade de Lisboa. A revisão da Lei das Agências de Viagens é uma das duas preocupações centrais da APAVT. Na sua opinião que iniciativas legislativas deveriam ser tomadas em função dos interesses do sector? De facto, a Lei das Agências de Viagem é uma preocupação não só da APAVT como de muitas outras entidades do sector. Neste momento assistimos a muitas entidades a exercerem actividades que deveriam ser da exclusividade das agências de viagens e não o são, como por exemplo, as empresas de organização de congressos e as empresas de animação turística. Face a esta variedade de empresas que giram neste sector as questões principais que levantamos são: no caso de haver algum problema quem é que vai responder perante os consumidores? Que seguros são feitos? Que responsabilidades têm essas empresas? Quais os seus capitais sociais? E por aí em diante. A existência destas empresas, que muitas vezes nem têm alvará, é muito prejudicial não só para as agências de viagem, como para o próprio consumidor. Há uma panóplia de actividades que têm que ser reguladas e, na nossa opinião, a melhor forma de o fazer é enquadrá-las na Lei das Agências de Viagens, levando essas entidades a licenciarem-se como agências de viagens. É nossa intenção que, na próxima Lei das Agências de Viagens, tal medida fique contemplada. Vítor Filipe Presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo E quanto à fiscalidade? Quanto à fiscalidade tivemos agora um novo aumento do IVA que nos pode tirar alguma competitividade. De qualquer forma, percebemos que o país atravessa uma situação difícil e todos vamos ter que nos sacrificar para reverter este problema que é o défice das contas públicas. A criação da entidade coordenadora do transporte aéreo é uma luta que se tem mantido ao longo de vários executivos. Com a criação desta entidade quais seriam os benefícios directos para as agências de viagens? Antes de mais, as agências de viagens devem fazer parte dessa entidade, uma vez que são as grandes responsáveis pelos movimentos dos aeroportos, quer em termos de turismo receptivo – grande parte dos turistas que nos visitam são acompanhados por agências de viagens – quer em termos de outgoing – já que emitimos cerca de 90% dos bilhetes de avião em Portugal. No entanto, nunca nos é pedida a nossa opinião relativamente à gestão aeroportuária, o que não faz sentido, porque as agências de viagens têm uma palavra muito importante a dizer. Não nos podemos esquecer de um homem que foi o grande impulsionador da ATL e do seu sucesso, o Comendador Rui Horta, um agente de viagens. Qual é, então, a vossa posição face à gestão aeroportuária? Em relação aos aeroportos eu estranho muito as posições que têm sido tomadas, nomeadamente, por algumas pessoas da Associação Turismo Lisboa (ATL), relativamente à questão de rapidamente ser criado um aeroporto para as lowcost. Na nossa opinião, isso não faz sentido nenhum. A ATL deveria estar preocupada, em primeiro lugar, em ter um aeroporto decente em Lisboa, que não tem. O aeroporto da Portela não serve os interesses dos turistas nem dos passageiros. É um aeroporto que está desfasado no tempo e que precisa ser renovado rapidamente. E essa deveria ser uma das grandes preocupações da ATL. Sendo Lisboa, a 5ª cidade do mundo que recebe mais Congressos e Incentivos, o seu público é maioritariamente este e, estes passageiros não viajam em low-cost, viajam em companhias aéreas de carreiras regulares. E o aeroporto de Lisboa é, de facto, um dos maiores problemas que temos em Lisboa. Não consideramos que os problemas do aeroporto de Lisboa sejam da responsabilidade da ANA. Sabemos que a ANA tem feito um esforço grande no sentido de melhorar o aeroporto mas, quem tutela a ANA é o governo e o governo é que tem que dar meios à ANA para que ela possa avançar com um bom aeroporto para Lisboa, que não existe, apesar de alguns pequenos melhoramentos que têm sido feitos nos últimos tempos. 33 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Entrevista Entrevista A ANA tem feito um esforço grande no sentido de melhorar o aeroporto mas, quem tutela a ANA é o governo é ele que tem que dar meios à ANA para que ela possa avançar com um bom aeroporto para Lisboa. 34 E qual a vossa opinião, face à deslocalização do aeroporto da Portela? Quanto ao problema da deslocalização do aeroporto de Lisboa, recordo-me que durante a presidência do Dr. João Soares, o próprio foi da opinião que este aeroporto está muito bem onde está e pode durar muitos anos no mesmo local. Como medida imperativa vemos a necessidade de um acordo com as entidades militares, no sentido de as mesmas retirarem da Portela a área militar, dado que este aeroporto deve ser exclusivamente civil. Numa segunda fase, então, poderemos vir a considerar a construção de um aeroporto alternativo, mas só numa segunda fase e não já. Os investimentos prioritários devem ser canalizados para a melhoria do aeroporto da Portela. Esse aeroporto secundário poderia então receber, além das famosas low-cost, os charters, que também precisam de um aeroporto alternativo com taxas aéreas mais reduzidas. Neste caso, não só os charters que vêm de outros destinos para Lisboa, como também os de agências de viagens nacionais. Além disso, esse aeroporto secundário poderia ainda servir como terminal de carga aérea, mais uma das áreas que poderia ser retirada do aeroporto da Portela. Consideramos que, com a implementação destas medidas talvez conseguíssemos alargar o tempo de funcionamento do aeroporto da Portela por mais 30 ou 40 anos. Já que falamos de low-cost, qual considera ser o impacto da representatividade, cada vez maior, destas companhias no universo turístico e, nomeadamente nas agências de viagens? Penso que há um impacto relativamente pequeno. Senão vejamos, no Algarve, por exemplo, os hoteleiros já assumiram que ainda não notaram as melhorias que as companhias low-cost trouxeram, principalmente, porque estas têm servido para quem tem habitação no Algarve. E, pelo que sei, no Porto a situação é a mesma, havendo até unidades hoteleiras que não receberam ainda um único cliente proveniente de uma low-cost. Penso que as low-cost são úteis, no entanto, não nos vão resolver problema nenhum. Neste momento parece que há muita gente que acha que as low-cost são a salvação do turismo nacional e, nós achamos precisamente o contrário. Podem, de facto, trazer algum valor acrescentado, sempre são mais passageiros que nos visitam, mas não vão salvar ninguém. Se a nossa aposta é num turismo de qualidade, não vão ser os passageiros low-cost a trazer esse turismo. O diálogo com as companhias aéreas é um dos actuais objectivos da APAVT. Desde o início da vigência do seu cargo, qual a análise que faz desse relacionamento? Em relação às companhias aéreas nacionais, como a TAP, a Portugália, a AirLuxor, a SATA, e alguns companhias aéreas estrangeiras, como a Varig, podemos dizer que o relacionamento foi excelente e conseguimos arranjar plataformas que nos levaram a um patamar óptimo, em que ambas as partes beneficiam. Em relação a outras companhias que ainda têm uma posição majestosa e ainda se escudam muito nos velhos regulamentos monopolistas da IATA, com essas o diálogo é nulo. Mas, os resultados estão à vista e são bastante diferentes entre as companhias nacionais e as companhias que ainda vivem catalizadas nesses regulamentos da IATA. O futuro do país passa pelo turismo Dos principais serviços prestados pela APAVT, a Formação Profissional, ocupa um grande destaque. Com o fim dos subsídios à formação, quais as opções da APAVT para continuar a contribuir para a melhoria da formação dos profissionais do sector das agências de viagem e turismo? Neste momento temos formada a sociedade APAVT Form e vamos continuar a manter a formação, porque é esse caminho que nos pode distinguir e tornar as agências de viagens em empresas de excelência e isso só é possível de existirem quadros bem formados, pessoas bem capacitadas e que prestem um bom serviço aos consumidores. É certamente uma das apostas que vamos manter e vamos deixar tudo preparado. No final deste ano termino o meu mandato, quer por questões estatutárias, quer porque considero que se deve dar lugar a novas pessoas, mas vamos deixar tudo preparado para que se possa continuar a fazer boa e muita formação. Agora, naturalmente, as empresas têm que perceber que também vão ter que gastar algum dinheiro em formação mas não me parece difícil que isso aconteça. Outro ponto central da vossa actividade passa pelo congresso anual que vai já contar com a sua XXXI edição. Quais as novidades para este ano? Este ano, o congresso vai decorrer de 26 de Novembro a 1 de Dezembro, em Maputo. Decidimos manter o mesmo formato, pelo menos ainda este ano, e o tema vai ser “Turismo, Cooperação e Desenvolvimento”. O tem surgiu porque, sendo o congresso em Maputo, vamos abordar as questões da cooperação entre Portugal e os Países Lusófonos. Por sua vez, a questão do desenvolvimento surgiu pela importância que o turismo tem para o desenvolvimento dos povos e, neste caso, do povo português e do povo moçambicano. Quer se queira, quer não, o futuro do nosso país tem que passar pelo turismo. O turismo não pode ser deslocalizado e temos potencialidades tão grandes, neste sector, que se continuarmos a não dar a importância devida ao turismo, não sei qual será a indústria de aposta que possa ser o motor da nossa economia. Qual a sua opinião sobre a Associação Turismo de Lisboa? A ATL tem feito um excelente trabalho desde que foi criada e não nos podemos esquecer de um homem que foi o grande impulsionador da ATL e do seu sucesso, o Comendador Rui Horta, um agente de viagens. Para percebermos exactamente a importância da ATL devemos comparar o que era, há uns anos, a promoção da nossa cidade e o que ela é hoje, depois de ter sido criada a associação. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA 35 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Visões Luís Vale, Secretário-geral da Carris 36 Quais os novos projectos do Museu da Carris? A Carris, com o apoio do seu museu, vai publicar uma edição intitulada a História da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S.A.. Já em desenvolvimento, este é o mais recente projecto que vem testemunhar a importância que a Carris assumiu na cidade de Lisboa e, em Portugal, ao longo dos seus 133 anos de existência. A coordenação de todo o processo de elaboração, redacção e edição está a cargo da Academia Portuguesa da História e o lançamento do primeiro volume está previsto para Dezembro deste ano, sendo os segundo e terceiro volumes publicados durante o ano de 2006. Mas além deste novo projecto a Carris e o seu museu têm desenvolvido muitos outros que, pela sua relevância, não podem deixar de ser mencionados. Referimo-nos, concretamente, à abertura da nova Loja do Museu; ao restauro do autocarro nº. 109; e à inauguração do pólo temático de exposição “A Tipografia”, os quais, cada um à sua maneira, representam um valioso contributo para o enriquecimento do espólio do museu e da sua exposição permanente. Salienta-se, também, a cooperação que se estabeleceu com a Carristur, empresa do grupo que explora os circuitos comerciais, no sentido de, por um lado, acrescentar uma novidade aos seus circuitos – a visita ao Museu da Carris – e, por outro, incrementar o número de visitas do museu. Nos últimos quatro meses, no âmbito deste projecto conjunto, visitaram o museu cerca de 1.000 visitantes, sobretudo estrangeiros. A introdução, desde o passado mês de Maio, do sistema de visitas áudio-guiadas, é outra das novidades. Este sistema veio melhorar a qualidade das visitas ao museu, permitindo ao visitante, através de um pequeno aparelho portátil, facultado para o efeito, aceder à informação disponível sobre qualquer objecto em exposição. Dando continuidade à introdução de novas práticas, encontrase, também, a decorrer um processo de digitalização de cerca de 7.000 fotografias do arquivo fotográfico do museu, passando os seus visitantes a dispor, desde o mês de Julho, de métodos de trabalho mais expeditos na pesquisa e estudo das respectivas imagens. Finalmente, regista-se ainda, o trabalho conjunto que tem sido desenvolvido em 2005, com vista à participação do Museu da Carris no vasto e ambicioso projecto, que se encontra em curso, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, com vista à constituição do Museu dos Transportes na antiga estação de eléctricos da Carris, entretanto desactivada, no Arco de Cego. Pensamos, por tudo isto, que o Museu da Carris merece uma visita. Região de Lisboa lança campanha publicitária para atrair turistas O Turismo de Lisboa acaba de lançar uma campanha publicitária internacional, sob o slogan “Lisboa, Experiência Pessoal” em diversos países europeus e nos Estados Unidos da América. Com um investimento total de 2,5 milhões de euros, a campanha contempla anúncios de imprensa e de rádio e banners em sites de viagens, apresentando a Região de Lisboa como um destino turístico com uma ampla diversidade de produtos. Monumentos e cultura, praias e montanhas, desporto e diversão, história e modernidade são apenas uma pequena parte do que se pode encontrar na Região e cada visita a Lisboa é uma experiência pessoal e única. O maior investimento publicitário da Região de Lisboa será feito no mercado espanhol com mais de 80 inserções em rádio e 54 em publicações de Madrid, País Basco, Galiza, Extremadura, Catalunha e Andaluzia, feitas em duas vagas: de Junho a Julho e de Outubro a Dezembro. Na imprensa espanhola, a campanha da Região de Lisboa estará presente nos jornais El País, El Mundo, 20 Minutos, Metro, La Vanguardia, El Periódico, La Voz de Galícia, Correo Español e Hoy de Extremadura, e nas revistas Viajes National Geographic, Viajeros,Viajar, De Viajes e Lunas de Miel y otros viajes para dos. Os anúncios de Lisboa serão transmitidos em duas cadeias de rádio nacionais espanholas: Onda Cero e Cadena Ser. No Reino Unido, em França e Itália, a campanha decorrerá nos meses de Junho e Julho e será divulgada em meios tão prestigiados como o Times,Telegraph Magazine, Daily Mail, Le Nouvel Observateur, Paris Match, Telerama, L’Express, Le Figaro Mag, Il Venerdi, La Repubblica delle Donne,Viaggi di Repubblica, Donna Moderna, Panorama e Corrierie Magazine. A campanha na Alemanha, que se estende até Outubro/Novembro, será anunciada em revistas especializadas, femininas e life style, como a Abenteuer & Reisen, GEO Saison, GEO Special, Freundin e Instyle. Ao nível da internet, o Turismo de Lisboa aposta naqueles mercados e ainda na Holanda, Suécia, Suíça, Dinamarca, Noruega e Estados Unidos da América, marcando presença em sites tão populares como o yahoo, edreams e last minute. A par desta campanha publicitária, a Associação de Turismo de Lisboa vai investir na participação em feiras internacionais e na realização de workshops com jornalistas e operadores turísticos, nos quais pretende valorizar os city breaks, o touring por toda a região, o turismo de negócios e o golfe enquanto produtos turísticos da região. 37 Boletim Interno @ Feedback O problema dos graffitis 38 A minha mulher e eu passámos alguns dias em Lisboa. A nossa viagem ficou estragada pela montanha de graffitis por todo o lado. Não havia maneira de fugir deles – inclusive no centro da cidade. O graffiti é um problema em toda a Europa, mas em Lisboa atinge-nos no rosto. As autoridades deveriam conduzir uma operação de limpeza, de contrário, os turistas afastar-se-ão no futuro. Infelizmente, parece que os residentes aceitaram a situação. Recentemente visitei Milão e deparei que muitos dos edifícios estavam marcados, o que mais parecia uma cidade do Terceiro Mundo. Gostaria que Lisboa não seguisse o mesmo caminho. Sinceramente, Risdon Nicholls, UK Encontro Internacional de Design no Lisboa Welcome Center O Lisboa Welcome Center foi um dos espaços que acolheu o II Encontro Internacional de Design do IADE, que decorreu em Maio último. Durante esse período a cidade foi palco de debate entre os criativos mais influentes do mundo. Estiveram representados 39 países dos diversos continentes, num total de 318 inscritos. Paralelamente, decorreu também, no Lisboa Welcome Center, a conferência de Primavera da Cumulus, a associação europeia mais importante no domínio da arte e do design. TL apoia divulgação do 9º Arraial Pride O Turismo de Lisboa apoiou a divulgação do 9º Arraial Pride 2005, através, nomeadamente, de flash de divulgação em video-painéis e de notícias nas nossas publicações. À semelhança do que aconteceu em 2003 e 2004, o Arraial Pride realizou-se com o apoio da CML e da EGEAC, no Parque do Calhau (Sete Rios/ Monsanto). Numa cidade simultaneamente típica e cosmopolita como é Lisboa, o Arraial Pride assume importância turística particular, por contribuir para a diversidade de oferta cultural, lúdica e social, factores importantes para a consolidação da nossa capital como um destino atractivo para visitantes, tanto portugueses como estrangeiros. DIÁRIO DE BORDO DOS ÓRGÃOS SOCIAIS REUNIÃO DA DIRECÇÃO DO TURISMO DE LISBOA DE 6 DE JUNHO • Aeroporto • Campanhas publicitárias em Espanha, França, Itália, Alemanha e Inglaterra • Acordos com companhias de aviação; • Renovação do protocolo com a CML; • Revisão das comparticipações das Regiões de Turismo no Plano Promocional; • Primeira alteração orçamental • PAE’s de Golfe: Costa Azul Golfe e Estoril e Sintra Golfe NOVOS SÓCIOS ADMITIDOS • Heritage Av Liberdade Hotel Hotel 4* • Pensão Residencial Canadá Outros estabelecimentos hoteleiros • Restaurante Típico O Madeirense Restaurante • Eleven Restaurante • Restaurante Paris Restaurante • Sogapal – Artes Gráficas Fornecedor de serviços • Oficina Criativa, Comunicação e Design, Lda. Fornecedor de serviços • AHESM – Associação dos Hoteleiros do Estoril, Sintra e Mafra Cartões de Lisboa A fotógrafa internacional Ingrid Rasmussen, que realizou para o Turismo de Lisboa o novo portfolio de fotografias no âmbito do novo sistema de identidade está a utilizar parte desse espólio para apresentação do seu trabalho. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Com apoio do Turismo de Lisboa Monarch Scheduled já liga Londres a Lisboa O primeiro serviço diário da “low cost” Monarch Scheduled entre Londres (Gatwick) e Lisboa teve lugar no passado dia 19 de Maio. 39 Para comemorar a data, o Airbus A320, com capacidade para 180 passageiros, teve direito ao tradicional baptismo no aeroporto de Lisboa, tendo, posteriormente, partido para a capital inglesa, realizando, assim, o seu 1º voo oficial. Chegou a Lisboa transportando 132 pessoas e regressou a Londres com 90. Os serviços aéreos “low cost”, que têm vindo a permitir o acesso a milhões de novos viajantes por toda a Europa, foram anteriormente negados àqueles que desejavam viajar entre Londres e Lisboa. A Monarch veio alterar esta situação, quando em Janeiro anunciou o seu novo serviço e o colocou à venda. Desde aí, as vendas dispararam pois os passageiros já não têm de pagar preços exorbitantes para viajar entre as duas cidades. As tarifas que a Monarch Scheduled está a praticar nesta linha são a partir de 25 euros, ida sem taxas incluídas. Os preços incluem a oferta de jornais diários e um refrescante serviço de toalhas quentes. Os lugares podem ser prémarcados, a fim de evitar os incómodos de último minuto. A Monarch Scheduled põe à disposição um variado leque de refeições quentes e frias a partir de 4 euros. Os passageiros frequentes também são recompensados com inúmeros benefícios, através do programa de passageiro frequente - Vantage Club. Jonathan Crick, director de Vendas e Marketing da Monarch Scheduled referiu que “este serviço não só é excelente para o turismo de Lisboa, uma vez que são esperados no primeiro ano mais 50 mil visitantes na região, mas também é vantajoso para os passageiros de negócio, turistas, estudantes e fãs do desporto que querem visitar a capital inglesa. Estou certo de que, esta fórmula low cost de elevada qualidade, será um enorme sucesso em Lisboa.” Jonathan Crick declarou que o objectivo é atingir um load-factor superior a 80% neste voo, mostrando-se animado em relação às reservas já efectuadas: “Dispomos de cerca de 130 mil lugares durante o ano, 60 mil durante o período de Verão, e neste momento já vendemos um terço destes”, declarou, adiantando ainda que “se o Verão correr bem, e tudo indica que sim, o nosso objectivo é aumentar a frequência do voo assim que possível”. A low-cost Monarch Scheduled é a marca de serviço regular da charter Monarch Airlines. Com uma frota de 19 aviões Airbus e 8 Boeing, opera a partir de quatro bases em Inglaterra: Birmingham, Londres-Luton, Londres-Gatwick e Manchester. Faro, Sul de Espanha, Gibraltar, Canárias e Baleares são os seus principais destinos, a que se junta ainda Nápoles. Boletim Interno A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA P r o m o ç ã o PLANO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DA REGIÃO DE LISBOA - Maio de 2005 MULTIPRODUTOS Parcerias com Operadores Turísticos MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de parcerias em curso com diversos operadores estratégicos nos mercados prioritários para o destino Lisboa. Produção e envio de materiais promocionais da Região de Lisboa. ITÁLIA Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de brochura anual do operador ELEPHANT & CASTLE. Produção, inserção e envio de materiais da Região de Lisboa. REINO UNIDO Estabelecimento e acompanhamento de parceria para a promoção da Região Lisboa no website / portal do operador OTC - Online Travel Coorporation. Produção e envio de materiais. ALEMANHA Acompanhamento de parceria, produção e envio de materiais gráficos da Região de Lisboa, para a brochura “Städt erleben – Winter 2005/06” do operador TUI. FRANÇA Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de brochura de Inverno 2005/ 06 do operador MUNDICOLOR. Produção, inserção e envio de materiais da Região de Lisboa. FRANÇA Acompanhamento de parceria e envio de materiais gráficos da Região de Lisboa, para a brochura “Les Wee-ends Hiver 2005/06” do operador JET TOURS. 40 Fam Trips com o Trade (2 visitas – 20 participantes) JAPÃO “Japão” em colaboração com o ICEP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Templários, Oeste, Cidade de Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 7 elementos. ITÁLIA “Atitur n.º 2” em colaboração com a Full Services Portugal. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Sintra, Cascais e Estoril). Presentes 13 elementos. Press Trips (11 visitas – 85 participantes) BRASIL “Sabores de Viagem“ em colaboração com o ICEP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Leiria/Fátima, Oeste, Cascais, Estoril e Cidade de Lisboa). Presentes 2 elementos. BÉLGICA “Think West“ em colaboração com o ICEP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Costa Azul, Ericeira, Sintra, Cascais e Cidade de Lisboa). Presentes 7 elementos. BRASIL “Abrajet”. Directo. Programa realizado na Cidade de Lisboa e Estoril. Presentes 34 elementos. COLECTIVA “AMIGOS” Programa realizado na Região de Lisboa (Costa Azul, Cidade de Lisboa, Estoril, Cascais, Sintra, Oeste). Presentes 23 elementos dos seguintes meios de comunicação: França: “Le Telegramme de Brest”; “Flavour”; “Campuis Mag”; Itália: “On the Road”; “Trend Avantgarde” – Espanha:”Woman”; “Viajar de La Vanguardia”; “Fortuna Sport Life”; “Metero Madrid”; “Mujer 21” – Alemanha: “Berliner Zeitung”; “PTA in der Apotheke”; “Suedwest Presse” – Benelux: “Libelle”; “Infortravel”; “Steps Magazine”. FESTROIA Directo. Programa realizado na Costa Azul. Presentes 8 elementos dos seguintes meios de comunicação: Itália – “Opinione Liberale”; “Corriere del Ticino”; “La Rivista”; “Il Mattino” – Reino Unido: “BBC News” – Espanha: “Euromovies” – Benelux: “Signs Media”; Film@televisie – Alemanha: “Die Welt”; “Das Sonntagsblatt”. EUA Press Trip “Robb Report”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa, Estoril e Sintra. Presente 1 elemento. ITÁLIA “Viaggi di Repubblica”. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Ribatejo, Leiria, Fátima e Templários). Presentes 2 elementos. FRANÇA “MARIE CLAIRE”. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presente 1 elemento. ALEMANHA “Tauchen” em colaboração com o ICEP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa e Oeste). Presentes 2 elementos. ALEMANHA “Bettina Hagen”. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Sintra e Oeste). Presente 1 elemento. EUA “Journey to Planet Earth” em colaboração com o ICEP. O programa da visita foi realizado na Região de Lisboa (Cidade de Lisboa, Estoril, Cascais e Sintra). Presentes 4 elementos. CITY BREAKS Parcerias com Operadores Turísticos MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de parcerias em curso com diversos operadores estratégicos nos mercados prioritários para a Região de Lisboa. Produção e envio de materiais promocionais da Região de Lisboa. ALEMANHA Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de brochura de Inverno 2005/ 06 do operador TUI – DE. Produção e envio de materiais da Região de Lisboa. FRANÇA/BENELUX Estabelecimento de parceria para a promoção de Lisboa na produção da brochura anual do Operador TRANSEUROPE. Apoio a vendas com a produção de flyer durante o próximo Inverno. BENELUX Estabelecimento de parceria para a promoção de Lisboa no website do operador HOLIDAYLINE. ALEMANHA PLANOS COMPLEMENTARES. Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de brochura de Verão 2006 e Inverno 2006/07, entre a Costa do Estoril e os operadores DERTOUR, ADAC e NECKERMANN. Press Trips (15 visitas – 46 participantes) REINO UNIDO “Sunday Magazine“. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. REINO UNIDO “Carol Wright”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. FINLÂNDIA VI Jornalistas Finlandeses – Em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 7 elementos. ESPANHA “CHIC”. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. FRANÇA “TLM” TV. Em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade Lisboa. Presentes 5 elementos. FRANÇA “Préfèrences Magazine”. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. ESPANHA “Gala”. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 5 elementos. ESPANHA “Yo Dona”. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. Colectiva “MTV” Em colaboração com o ITP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 8 elementos de França; 5 do Reino Unido e 6 da Holanda. ESPANHA “Arquitectura e Design”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. ESPANHA “Viajar – Rota do Bacalhau”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. ESPANHA “Portugal Joven”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 8 elementos. ESPANHA “El Mundo”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. EUA “Art of the Times” em colaboração com o ICEP. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presente 1 elemento. ITÁLIA “Viaggi e Sapori”. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. Fam Trips com o Trade (3 visitas – 34 participantes) BÉLGICA “Reunião em Lisboa dos promotores da Star Alliance“ em colaboração com o ICEP. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 11 elementos. RÚSSIA “Quinta Tours”, em colaboração com o associado Citur. Programa realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 10 elementos. ITÁLIA “Atitur n.º1” em colaboração com a Full Services Portugal. O programa da visita foi realizado na Cidade de Lisboa. Presentes 13 elementos. GOLFE REINO UNIDO “The Lisbon Golf Festival 2005“ em colaboração directa com a Teamfrith (organizadora do evento). Programa realizado na Região de Lisboa (Costa Azul, Oeste, Sintra, Cascais e Estoril). Apoio logístico ao evento. TURISMO DE NEGÓCIOS Participação em feiras e workshops EMIF The European Meeting Industry Fair - 11 e 12 Maio. Esta feira realizou-se pelo 4º ano consecutivo e pela primeira vez teve um pavilhão inteiro reservado. Em 2005 duplicou a sua área de exposição e aumentou em 40% o seu número de expositores. Contou com mais de 500 expositores e mais de 40 países. Esta é a maior Feira Profissional do Benelux na área MICE. Estiveram presentes 8 membros associados do Turismo de Lisboa. SALES BLITZ Reino Unido – 23- 27 de Maio. Realizamos pelo segundo ano consecutivo uma semana de visitas porta a porta no Reino Unido em colaboração com Moulden Marketing. No total participaram 5 associados acompanhados por LCB. Os participantes foram divididos em dois grupos assim realizando 18 visitas por grupo durante a semana. Press Trips (1 visita – 6 participantes) HOLANDA Equipa MTV. Organização e acompanhamento em colaboração com ITP. Estiveram presentes 6 participantes. Programa realizado incluindo visita ao festival Superbock/Superrock , cidade de Lisboa e Costa da Caparica. Fam Trips (1 visitas – 5 participantes) ESPANHA Patrocínio e acompanhamento de jantar. Estiveram presentes 5 representantes da agência Iberoservice ao convite da agência Algarve Tours. Programa realizado na cidade de Lisboa, Estoril e Sintra e Algarve. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA 41 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Visões Ana Zanatti, actriz Qual a sua opinião sobre o turismo e os turistas que nos visitam? 42 Pouco sei dos turistas que nos visitam ou do tipo de turismo que Lisboa recebe. Mas sei o que Lisboa tem para lhes oferecer, embora esteja longe de poder gabar-se dos bons tratos que merecia… No meu coração continua a Lisboa das floristas que soltam pombos no Rossio saídos dos cravos e das margaridas, dos versos dispersos pelas calçadas que o Bocage apanhava para recriar à mesa do Nicola. A Lisboa do O’Neill, do Cesário ou do Pessoa que rima com ela e lhe chamou “o meu lar”. A dona dos páteos e das tascas onde o vinho escorre entre dois fados. Lisboa Antiga, Lisboa Moderna, sempre representada pelas “chefes de quadro” nos velhos palcos das revistas do Parque Mayer. A Lisboa dos eléctricos e dos metros com azulejos do Resende e da Vieira, do CCB, do Lux e da Bica. Lisboa não se encolhe. Estica. Lisboa, também do Almada, que às vezes me parece desalmada de tanto a delapidarem e se quererem aproveitar dela. Atenta, oiço histórias antigas de mouros, judeus, marinheiros, varinas e aristocratas que ela me conta em pedras seculares. Como se fosse uma avó. Dão-me as saudades se me afasto dela.Vestida de ocres e rosas, é como gosto mais de vê-la e à noite, perdemo-nos juntas em tradições boémias. Nunca me deixa só. De madrugada adormeço-lhe no ombro onde às vezes rio outras vezes choro. Lisboa é uma Senhora que adoro. Actividades dos Associados Hotel Britania recupera atmosfera dos anos 40 O Hotel Britania, integrado nos Hoteis Heritage Lisboa, acaba de concluir os trabalhos de restauro que darão de novo vida ao hotel que marcou, como símbolo de modernidade e qualidade, o turismo português nos anos 40. Em tempos denominado Hotel do Império, o Hotel Britania, projectado pelo arquitecto Cassiano Branco, surpreendeu pela estrutura imponente, pelo conforto que proporcionava e pela decoração de linhas art déco que lhe davam um toque de modernidade e o tornavam numa referência única no turismo nacional. Sessenta anos após a sua construção, o Hotel Britania retorna às origens, graças aos trabalhos de restauro desenvolvidos, tanto no que diz respeito ao chão como ao mobiliário, e que lhe devolvem a sua linguagem modernista/art déco. Foi recuperado o mosaico de cortiça de motivos geométricos, responsável pela criação de um ambiente de conforto, segurança e bem-estar. Relativamente ao mobiliário foi realizada uma revitalização ao nível da pureza das linhas originais, tendo o Hotel Britania apostado sempre na qualidade dos materiais utilizados. Todo o trabalho de restauro foi realizado com base na memória descritiva do projecto de Cassiano Branco, bem como nas fotografias publicadas na imprensa dos anos 40. Com esta remodelação, foi dado um importante passo em direcção à reconstituição do Hotel do Império: da sua origem, do seu espírito e do seu carácter único no panorama hoteleiro português. Desta forma, aliam-se, neste local, tradição e modernidade, numa interessante mescla entre os tons e a ambiência dos anos quarenta e as tecnologias dos nossos dias. Em 1997, já tinha decorrido uma outra fase de restauro do Hotel Britania, que incidiu essencialmente sobre a arquitectura do edifício. Esses trabalhos de recuperação mereceram uma menção honrosa no âmbito do Prémio Municipal Eugénio dos Santos. Turim Europa Hotel já abriu O Grupo hoteleiro Turim Hotéis, acaba de abrir a sua segunda unidade em Lisboa. Trata-se do Turim Europa Hotel, de quatro estrelas. Situado no centro de Lisboa, a poucos passos da Praça Duque de Saldanha, das estações de Metro de Picoas e Parque, além de ser uma zona comercial por excelência, contando com vários Centros Comerciais, com destaque para o El Corte Inglés, será por certo um hotel de excelência para o cliente que se desloca a Lisboa, em negócios ou em lazer. Pela sua dimensão, contando com apenas 100 quartos, equipados com as mais recentes tecnologias, decorados com gosto e requinte, modernos e funcionais ao mesmo tempo, o cliente encontrará no seu interior um conjunto de mais valias que o destacarão no seio da hotelaria de cidade. A unidade dispõe ainda de um completo de serviço de bar/coffee-shop, salas polivalentes, business centre, salão social e garagem privativa. Os hóspedes podem ainda usufruir das facilidades instaladas no Turim Lisboa Hotel, a poucos passos do novo hotel. O novo hotel é dirigido por Ricardo Martins, tendo como director Comercial/Marketing, Luís Santos. São ainda quadros do Turim Europa Rui Henriques, chefe de Recepção, Sandra Silva, assistente da Direcção Comercial, Bruno Lima, assistente de direcção, Carla Cunha, governanta geral, João Geraldes, Chefe de Cozinha e Ricardo Lacueva, chefe de Manutenção. A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Market Place Hotel Bairro Alto oferece diversos pacotes especiais Tony Ramos no Hotel Dom Pedro Lisboa O actor brasileiro, Tony Ramos esteve em Lisboa numa acção de promoção da nova série televisiva “Mad Maria”, onde é protagonista. O Hotel Dom Pedro Lisboa foi o eleito desta celebridade brasileira, pela sua qualidade, serviço profissional e discrição. O Grupo Dom Pedro Hotels desenvolve estreitas ligações com o Brasil onde projecta a construção de um resort turístico. Hotéis Real lançam promoção Os Hotéis Real Portugal oferecem um desconto de 25% sobre as tarifas de balcão nas estadias a usufruir durante os fins-de-semana de Verão. Esta promoção denominada “Neste Verão, 1/4 Real é seu”, é válida de 1 de Julho a 31 de Agosto de 2005. As unidades hoteleiras do grupo que participam nesta promoção são o Hotel Real Palácio, o Hotel Real Parque, Hotel Real Residência, em Lisboa, e o Hotel Real Oeiras. Lisboa Marriott Hotel apoia Centro de Alojamento de Tercena O Lisboa Marriott Hotel juntamente com o Jardim Zoológico, desenvolveu uma actividade que visa apoiar, nas mais diversas formas o Centro de Alojamento de Tercena. O objectivo é proporcionar o maior conforto, dignidade e a alegria que merecem as 30 crianças que vivem nessa instituição de solidariedade. Para tal, criou-se um programa de apoio através de donativos, formação profissional e emprego para os adolescentes. Para os mais pequenos estão programadas visitas educacionais e almoços no Jardim Zoológico. Uma das mais recentes unidades hoteleiras de Lisboa, o Hotel Bairro Alto, que abriu as suas portas em Maio último, acaba de lançar uma série de programas especiais. O pacote de fim-de-semana, com validade até 31 de Dezembro de 2005, inclui duas noites de alojamento, pequeno-almoço, recepção VIP, bebida de boas vindas e um almoço de domingo, sem bebidas, ao preço de 350 euros em quarto individual e 400 euros em quarto duplo. Com validade até 31 de Agosto próximo, o Bairro Alto dispõe também de um pacote “Relax”, que inclui três noites de alojamento, pequeno-almoço, transfers do aeroporto para o hotel e viceversa, acolhimento VIP, bebida de boas vindas e oferta de um jantar, bem como uma hora de massagem gratuita. Tudo ao preço de 585 euros em quarto individual e 675 euros em duplo. Para descobrir o Bairro Alto, o hotel oferece ainda um pacote especial, válido até 31 de Agosto. Esta promoção especial inclui três noites de alojamento, pequeno-almoço, transfers, acolhimento VIP, bebida de boas vindas, oferta de um jantar e três horas de passeio a pé com guia. Este programa custa 66º euros em alojamento em quarto individual e 750 euros em duplo. O hotel está localizado no coração do Bairro Alto, em pleno centro histórico, cultural e comercial de Lisboa. Este luxuoso “boutique” Hotel é ideal para pessoas em negócios ou lazer. Com uma imagem contemporânea enquadrada no estilo clássico português, dispõe de 55 quartos e suites que se harmonizam com a mais avançada tecnologia (acesso à Internet em sistema Wi-Fi, quartos com TV LCD/DVD). O romantismo do Restaurante Flores, o divertimento do Garret Café Bar, a comodidade da sala de reuniões e o relaxe do centro de fitness são algumas das facilidades que o Bairro Alto Hotel oferece. Destacam-se ainda o parque de estacionamento subterrâneo e os bons acessos ao hotel, com a proximidade de eléctricos, autocarros e metro para toda a cidade. No entanto, a grande aposta do Bairro Alto Hotel é, sem dúvida, o atendimento personalizado. Hotel Real Palácio acolhe seminário Geotur O Hotel Real Palácio e a Geotur associaram-se numa parceria e desenvolveram o seminário “Heaven by Geotur” dedicado a clientes corporate. Esta acção procurou dar uma nova perspectiva sobre a forma como as viagens e eventos de incentivos podem ser uma alternativa na promoção e gestão dos recursos humanos, para atingir os resultados de marketing com budgets mais baixos. No início do evento foi servido um original cocktail pautado por um fondue de chocolate e pelo som de um saxofonista que passeou entre os convidados enquanto tocava. De seguida, os presentes assistiram ao seminário da Geotur durante o qual tiveram lugar massagens, body painting, técnicas de relaxamento e as intervenções de responsáveis de empresas que já desenvolveram iniciativas em conjunto com a Geotur. A noite terminou com um jantar volante servido no páteo do restaurante Guarda Real onde os protagonistas foram os cozinheiros da equipa do Real Palácio que deliciaram os convidados com um show cooking de pastas, tapas e marisco. O show cooking foi uma acção inédita no hotel e que virá a acontecer muitas mais vezes graças à parceria estabelecida entre o hotel e a empresa que representa a marca Gaggenau em Portugal e que forneceu todos os equipamentos necessários. 43 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Hotéis Tivoli apostam na comunicação online Restaurante Terreiro do Paço com nova carta de Verão No âmbito de uma estratégia pioneira do grupo hotéis Tivoli para a exploração da vertente de comunicação e vendas online, foi recentemente implementada uma nova plataforma de gestão de conteúdos integral para a internet: o Web.Content.Net da Webdote.com. Reconhecendo a necessidade de dinâmica global na gestão do portal e seus conteúdos, de forma a agilizar a comunicação com os seus diversos públicos, os hotéis Tivoli apostaram fortemente na comunicação online. Através deste sistema, os hotéis Tivoli têm agora autonomia para praticar uma gestão integral online do seu portal e das páginas de todos os hotéis, podendo igualmente criar novos sites e diferentes versões em múltiplas línguas. Para além destas funcionalidades, esta plataforma permite a gestão descentralizada por parte de cada um dos hotéis integrantes do portal, através de vários níveis de acesso e sistema de workflow. Este sistema possibilita ainda a aprovação e edição dos conteúdos através do departamento de Comunicação do grupo. Esta plataforma foi desenhada à medida dos hotéis Tivoli, utilizando as tecnologias mais recentes: Net framework da Microsoft e SQL server. Através da implementação desta nova ferramenta, os hotéis Tivoli preparam-se para o futuro próximo, com a possibilidade de acesso aos seus conteúdos através de outros dispositivos, tais como web tv e terminais móveis. Actualmente, com uma média de 5.000 visitantes por dia, o portal dos hotéis Tivoli obedece simultaneamente a duas lógicas de comunicação. Por um lado venda (reservas) on line e promoção de grupo, orientada pelos interesses do público, nas áreas de lazer, viagens de negócio, conferências, banquetes e golfe, por outro, a promoção de cada unidade, disponibilizando essa oferta através de 12 sites, representando cada site um hotel que pode, desta forma, promover os seus serviços e aumentar exponencialmente as vendas, antecipando-se às exigências do mercado. 44 Tardes de Verão no Pestana Palace A Casa do Lago do Pestana Palace reabriu para todos os que escolherem tomar uma refeição leve ou simplesmente uma bebida, ao som da música seleccionada para tornar ainda mais aprazíveis as acolhedoras tardes de Verão na capita. Aberta das 10 horas às 22 horas, a partir das 17 horas a Casa do Lago oferece, entre outras iguarias, petiscos típicos portugueses, sanduíches, gelados caseiros e bebidas nutritivas ao som de música cubana e espanhola, ao vivo. A Casa do Lago terá uma animação diferente, com aulas de aeróbica e ginástica, entre outras surpresas. “Noites do Castelo” regressam à Pousada de Setúbal A Pousada de S. Filipe, em Setúbal, volta a repetir o êxito das “Noites do Castelo”, pelo terceiro ano consecutivo. Estas noites temáticas são um encontro emocionante, onde é possível assistir a um Torneio Medieval, no qual cavaleiros disputarão, entre si, renhidos combates e realizar visitas guiadas aos subterrâneos do Forte, onde prisioneiros agrilhoados clamam por misericórdia, entre outras misteriosas surpresas. Este ano, as Noites do Castelo começaram já em Junho e ao longo de quatro noites, até 27 de Agosto, o Castelo de S. Filipe convida os seus visitantes a recuar no tempo até ao séc. XV, onde poderão também saborear as iguarias típicas da época. Ao longo de toda a noite, a animação será preenchida por divertidos bobos e malabaristas que irão surpreender os visitantes ao som da música popular medieval.As “Noites do Castelo” têm um preço de entrada de 42 euros por pessoa, valor que inclui jantar e toda a animação, sendo que as crianças, até aos 10 anos só pagam 20 euros. O Restaurante Terreiro do Paço apresenta uma série de sugestões muito frescas, recheadas de leves e saborosos pratos, na sua nova carta de Verão. Para almoçar ou jantar debaixo das arcadas, que este ano comemoram 250 anos, o restaurante propõe, entre outros, Gaspacho de tomate com pasta de azeitonas e orégãos, Carpaccio de tomate com requeijão, azeitonas e manjericão, salada verde com ervas aromáticas, cubos de pão torrado e ovo estrelado, Mero, atum e camarão grelhado, sopa de meloa com gelado de nata e hortelã, e tarte de maçã reineta com canela e gelado de baunilha. “Água e Sal” com Sushi Bar O restaurante Água e Sal oferece agora um Sushi Bar às terças e quartas-feiras ao jantar. Da ementa constam Uramaki (sushi com arroz por fora), NY (salmão, abacate, sésamo), Camarão (camarão, pepino sésamo), Peixe branco (peixe do dia, pepino sésamo), Hoso Maki (sushi com alga por fora), Kapa maki (pepino), Teka maki (atum e pepino), Sake maki (salmão e pepino), Salmon skin (pele de salmão cozinhada com molho de soja e açúcar e manga), Futo maki (kampyo, abacate, cogumelos shitake, queijo creme, cenoura, camarão), Niguiri Sushi (sushi sem alga), Salmão, atum, peixe branco, Salmão, atum, peixe branco, camarão, bem como sopa de Miso e saké. “Armazém Grill” no Armazém F O Armazém F, em Lisboa, acaba de inaugurar um novo espaço, o “Armazém Grill” onde é servido um delicioso rodízio de carnes brasileiras, com a opção de rodízio vegetariano para os não adeptos do tradicional churrasco brasileiro. O local oferece uma vista maravilhosa, de frente para o Rio Tejo,Tudo isto por 15,90 Euros por pessoa e com música ao vivo. O espaço está aberto para jantares de terça a domingo das 19h00 às 00h30 e para almoços apenas aos sábados e domingos. Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Unidades hoteleiras de Leiria Fátima com campanha promocional INFTUR comemora 40 anos O INFTUR – Instituto de Formação Turística, celebrou o seu 40º aniversário com uma cerimónia oficial realizada no Palácio do Freixo, na cidade do Porto, que contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade e do seu presidente do Conselho de Administração, Jorge Umbelino. Actualmente o INFTUR tutela 5 escolas de Hotelaria e Turismo, no Porto, Coimbra, Lisboa, Estoril Algarve e 7 núcleos escolares, localizados em Mirandela, Lamego, Santa Maria da feira, Fundão, Santarém, Setúbal e Portimão, detendo igualmente o Espaço INFTUR Alentejo, localizado em Portalegre, onde desde o princípio do ano foi autonomizada a Formação Contínua para a Região Alentejo. A curto prazo serão inaugurados os novos núcleos escolares de Setúbal e de Vila Real de Santo António. Várias unidades hoteleiras da Região de Turismo Leiria/Fátima estão a promover uma campanha promocional, que se estende até Dezembro deste ano. Esta campanha, lançada na Feira de Viagens Mundo Abreu 2005, que decorreu simultaneamente em Lisboa e Porto, e denominada “Deixe-se seduzir pelo mundo da Região de Turismo Leiria/Fátima”, oferece 20% de redução numa noite, sobre o preço de venda ao balcão. As unidades hoteleiras participantes são de Alcobaça, Batalha, Fátima, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. RT dos Templários lança novo CD -ROM A Região de Turismo dos Templários lançou, recentemente, o CD-ROM “No Rasto dos Tesouros Templários”, uma proposta de fim-de-semana de descoberta dos enigmas do Código da Vinci. Este passeio permite viajar pelos testemunhos Templários, de espaço em espaço, de monumento em monumento, de paisagem em paisagem, terminando no Teatro no Convento de Cristo com a peça “O nome da Rosa” de Umberto Eco. O lançamento deste novo material promocional contou com o apoio do IPPAR, do Convento de Cristo e da Media Primer. …e lança novo site Região de Turismo do Oeste promove os seus campos de golfe O novo site do INFTUR, completamente renovado e com novas funcionalidades já está online. Em www.inftur.pt, os profissionais do sector encontram todas as informações sobre os cursos de formação contínua do Instituto, podendo efectuar as suas préinscrições online. Além de informações sobre todas as escolas da rede do INFTUR (inclusive as que estão em construção), este site disponibiliza igualmente dados sobre a certificação dos profissionais do sector, informações sobre a formação inicial, um espaço de receitas das escolas, os concursos promovidos por esta entidade, assim como estatísticas e, a breve trecho, estudos realizados pelo departamento de Estudos do Instituto. Reservado está igualmente um espaço onde se poderá encontrar legislação referente ao sector A Região de Turismo do Oeste juntamente com os seus campos de golfe esteve presenteno 1º London Golf Show, uma feira de golfe que obteve enorme êxito de visitantes. O Golf Show apresentou 400 expositores e alcançou na sua primeira edição 60 mil visitantes, todos ávidos de informações deste produto. O Oeste oferece actualmente 5 campos de golfe e dois novos estão já em construção. A RTO fez-se representar, igualmente, na grande Feira de Bordéus e na Expovacaciones em Bilbao que decorreu até ao passado dia 16 de Maio. Entretanto, foram recebidos na Região de Turismo vários operadores turísticos, O primeiro fim-de-semana de Maio foi destinado ao “Mundo Abreu”, grande feira de viagens que teve lugar na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico.Vários Países foram convidados a estarem presentes, sobretudo os que trabalham com as propostas da Abreu. Peter Zampaglione é Chefe de Cozinha do Penha Longa Hotel & Golf Resort Peter Zampaglione é o novo Chefe de Cozinha do recém reinaugurado Penha Longa Hotel & Resort, após grandes obras de remodelação. O Chefe Zampaglione trouxe consigo um vasto conhecimento e experiência, bem como os sabores da terra e do mar. Nestas novas funções Peter Zampaglione é o Chefe Executivo, gerindo todos os aspectos relacionados com a arte culinária do resort. Alexandra Outeiro assume Direcção Comercial da Accor Alexandra Outeiro acaba de assumir a direcção comercial da Accor, sendo responsável pelas marcas Sofitel, Mercure, Novotel e Ibis. Com 18 anos de experiência no sector hoteleiro, o seu percurso profissional foi desenvolvido no Grupo SanaHotels, onde desempenhou funções entre 1993 e 2005, e no Grupo Sheraton, onde esteve entre 1988 e 1993. Alexandra Outeiro possui o bacharelato em Línguas e Administração pelo Instituto Superior de Línguas Aplicadas (ISLA), o Curso Técnico de Venda e Negociação do SAME (Sheraton Activeness and Management Efectiveness) e frequentou o Goethe Institut. Vitor Cópio é o novo director do Corinthia Alfa Hotel Vitor Cópio é o novo director residente do Corinthia Alfa Hotel, em Lisboa. Este profissional iniciou a sua carreira em 1998 na Junta de Turismo da Costa do Estoril, como técnico de Turismo. Na hotelaria iniciou-se aos 25 anos, como promotor comercial para o segmento Corporate, no Corinthia Alfa Hotel em Lisboa, em 2002 toma a responsabilidade de Chefe de Vendas na mesma àrea e, em 2003, assume a Direcção Geral do Corinthia em Santarém Hotel, desafio que aceitou de imediato, quando a cadeia lhe propôs esta nova responsabilidade. É licenciado em Gestão Hoteleira, pela Universidade Internacional. Após obras de remodelação global, o Corinthia Alfa Hotel reabriu há cerca de um ano com 517 quartos dos quais se destacam 130 quartos executivos e 25 suites de luxo e ainda uma suite presidencial, oferecendo também, no 24.º piso, um requintado serviço para o segmento business no Executive Club. O Corinthia Alfa Hotel passou a ter o maior centro de congressos numa unidade hoteleira na cidade de Lisboa, com capacidade até 1400 pessoas, num espaço multifuncional, possuindo ainda um total de 17 salas de várias dimensões para encontros profissionais e sociais. 45 Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Agenda Jardim Zoológico lança revista interna O Jardim Zoológico acaba de lançar a primeira edição da sua revista interna, que visa informar e exaltar o papel do Zoo na preservação e conservação de espécies, na investigação científica e na educação e respeito pela vida animal. Com distribuição gratuita e periodicidade semestral, a “Jardim Zoológico” dirige-se aos clientes, fornecedores e amigos do Zoo e ainda a hotéis e agências de viagens. A revista apresenta várias rubricas como a “Notícias Zoológicas”, a “Notícias do Mundo”, a “Zoo Dinâmico” e a “Educação”. 250 mil visitantes no Castelo de S. Jorge 46 O Castelo de S. Jorge recebeu cerca de 250 000 visitantes de Jan. a Abr. de 2005. O novo sistema de ingressos, permitiu apurar o número de visitantes e conhecer a sua nacionalidade. Portugueses (26,96%), ingleses (24,31%) e espanhóis (17,45%) foram as nacionalidades que registaram maior número de visitantes. Alemães (10,59%), franceses (8,38%) e visitantes de outras nacionalidades (7,96%) completam o quadro de visitantes. O Castelo de S. Jorge está aberto 365 dias por ano e oferece um Centro de Acolhimento – Bilheteira, um Centro de Interpretação da Cidade – Olisipónia, as Salas Ogival, das Colunas e Cisterna e a Câmara Escura (Torre de Ulisses), permite a realização de Circuitos Temáticos, visitas guiadas e serviços educativos, tem zonas de lazer, um Núcleo Museológico (em preparação) bem como Restaurante e Cafetaria e ainda dispõe de equipamento técnico para apoio aos eventos. O ingresso custa 3 euros. Neste Verão, a esplanada Miradouro do Jogo da Bola, convida-o a saborear um copo de ginja, desfrutando de uma vista sobre Óbidos. Localizado em pleno coração da vila medieval, junto ao parque cinegético, a esplanada está aberta todos os dias das 10 às 2 horas da madrugada. Feira de Artesanato até ao final de Agosto A Feira de Artesanato do Estoril estará aberta ao público até ao próximo dia 28 de Agosto. Com 42 anos de existência, a Feira mantém o propósito de servir de palco ao encontro do público com as mais variadas manifestações de arte popular nacional. O certame reúne todos os anos mais de uma centena de artesãos, vindos de todas as regiões do país, que trabalham ao vivo, modelando o barro, pintando azulejos, afagando a madeira, tecendo a lã ou o linho, exibindo as técnicas e instrumentos ancestrais. Porque a identidade cultural de uma região também passa pela gastronomia, o público poderá saborear inúmeros pratos da gastronomia regional portuguesa. A feira aposta ainda na animação, com espectáculos de danças folclóricas e de música popular de domingo a quinta; à sexta há noites de fado e o sábado está reservado para concertos musicais. Este ano, a Feira conta com uma importante novidade: um espaço infantil, onde as crianças podem contactar com alguns animais de quinta, fazerem jogos e brincarem em ateliers. Para entrar no recinto da Feira os adultos pagam 1 euro, de segunda a quinta-feira, enquanto nas sextas, sábados, domingos e feriados a entrada custa 2 euros. As pessoas com mais de 65 anos pagam 50 cêntimos e 1 euro, respectivamente e, para as crianças até aos 12 anos é grátis. Alunos da FBAUL expõem fotografias No âmbito do programa paralelo da Bienal LisboaPhoto 2005, está patente ao público, na Galeria da Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, uma exposição de fotografia com o título “Percursos - Olhares de sete estudantes da Faculdade de Belas-Artes”. A mostra poderá ser vista até ao próximo dia 30 de Agosto, entre as 15 e as 20.00 horas. Culturgest promove “O Teatro é feito por pessoas” A Culturgest está a promover, até ao dia 6 de Julho, um ciclo de conferências sobre “O Teatro é feito por pessoas”, dirigido por Jorge Silva Melo. São ao todo cinco aulas sobre os saberes do teatro e a sua oportunidade. Museu da Pólvora Negra apoia escolas O Museu da Pólvora Negra, em Oeiras, tem levado a cabo várias iniciativas ligadas às escolas. O projecto “A Escola no Museu”, cujo público-alvo são os professores, tem como objectivos coordenar as temáticas do museu com os objectivos escolares para os diferentes anos, para preparação da visita dialogada. Destaque também para o projecto “O Museu vai à Escola/A Escola vai ao Museu”, que visa despertar a curiosidade e o interesse dos alunos pelo espaço a visitar. Este museu desenvolve ainda outras acções, nomeadamente “Manual Pedagógico e Mapa Explosivo”, que proporciona a livre exploração do Museu da Pólvora Negra e do seu espaço envolvente às crianças dos 6 aos 12 anos, bem como “Visitas dialogadas” que visam estimular à descoberta, observação daquela que foi uma das principais unidades fabris de pólvora do nosso país. Market Place A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Festival de Sintra até 30 de Julho Exposição sobre o fado na Galeria Valbom “O Fado Português” – (Malhoa e os Modernistas) é o título de uma exposição de João Vieira que está patente ao público até ao próximo dia 30 de Julho, na Galeria Valbom. Nesta exposição João Vieira manipula as imagens de pinturas de museu, entra dentro dos seus corpos de pintura, refá-las mais livres e mais pintadas, luxuriantes de cior e de luz, atravessadas pela gestualidade do encontro. “Portugal visto por artistas estrangeiros” em Paris Uma mostra de 52 fotografias da Colecção da Caixa Geral de Depósitos sobre o tema “Portugal visto por artistas estrangeiros” pode ser vista até ao dia 17 de Julho no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris. Esta exposição conta também com obras de 4 fotógrafos portugueses - Gérard Castello-Lopes, Paulo Nozolino, José Manuel Rodrigues e Alberto Carneiro, profissionais que passaram largos anos fora de Portugal. Nesta exposição, estão reunidos os olhares de 26 fotógrafos - de Cartier-Bresson a Callahan, passando por Sarah Moon, Boubat, CastelloLopes e Nozolino - que, sob as mais diversas perspectivas, nos mostram a sua visão de Portugal. Mundicenter promove exposição “Crianças na Lua” No Amoreiras Shopping Center irá decorrer a exposição “Crianças na Lua”, promovida pelo Grupo Mundicenter, em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). Os visitantes poderão apreciar, entre outras coisas, réplicas de módulos espaciais, à escala real, réplicas de foguetões e naves espaciais, fatos de astronauta, bem como um conjunto de artefactos ligados a esta temática. A exposição irá percorrer, até Outubro, todos os Shoppings Mundicenter. Para além do Amoreiras, também no Oeiras Parque, Odivelas Parque, Olivais Shopping e Braga Parque. O Festival de Sintra, dedicado ao piano, encerra no dia 30 de Julho com a actuação da Compagnia Aterballetto, de Itália, no Centro Cultural Olga Cadaval. Alexander Gurning (piano), actua na Quinta da Piedade no dia 2 de Julho, enquanto no dia 3 é a vez do pianista Sérgio Tiempo no Parque de Monserrate. No dia 7 Sequeira Costa (piano) apresenta-se no Palácio Nacional de Queluz e nos dias 8 e 9 será a vez da Compañia Nacional de Danza, de Espanha, no Centro Cultural Olga Cadaval. O programa do Festival inclui também actuações de Ann Murray (meiosoprano) e Graham Johnson (piano), no dia 12 de Julho no Palácio Nacional de Queluz, do Scottish Dance Theatre, da Escócia, Centro Cultural Olga Cadaval. A Quinta da Regaleira recebe, no dia 16, o Quarteto Tacet, enquanto no dia 17 de Julho, o público poderá assistir à apresentação de Mauricio Vallina (piano), no Palácio Nacional da Pena. Nos dias 22 e 23 de Julho a Companhia de Dança Ester Carrasco, de Espanha dará um espectáculo no Centro Cultural Olga Cadaval, enquanto Eleonora Karpukhova (piano) apresenta-se no Palácio Nacional de Sintra, no dia 28. Visitas Temáticas ao Convento de Mafra O Convento de Mafra leva a cabo, nos segundos e terceiros sábados de cada mês, e até Setembro, visitas temáticas especiais denominadas “Por caminhos nunca dantes percorridos”. O objectivo deste programa é dar a conhecer mais de perto este Palácio/ Convento de que nos fala José Saramago, um dos mais significativos monumentos barrocos em Portugal. Estas visitas foram pensadas especialmente para famílias, e os circuitos temáticos foram pensados para grupos de apenas 20 pessoas. A visita “Por caminhos nunca dantes percorridos”, é um percurso especial dentro do monumento, abrangendo áreas que normalmente não são visitáveis pelo público em geral tais como, os corredores dos órgãos, o zimbório, os mecanismos de içar, os lampadários da Basílica, todas elas guiadas por técnicos superiores do P.N.M. Exposição “Leveza: reanimar a filigrana “Leveza: reanimar a filigrana“ é o título de uma exposição que está patente ao pública, até ao próximo mês de Agosto, no Museu Nacional de Etnografia, em Lisboa. Nesta mostra, fruto de colaboração entre o Museu Nacional de Etnologia, a ESAD e o Museu do Ouro de Travassos, foram ainda incorporados alguns objectos da colecção de ourivesaria do Museu, do Museu do Ouro de Travassos e da C. M. de Póvoa de Lanhoso, nomeadamente instrumentos de trabalho relacionados com o processo de fabrico de peças em filigrana. O objectivo da exposição e deste projecto conjunto é impulsionar a produção dos ourives da Póvoa de Lanhoso, e mostrar que Portugal tem raízes e futuro nesta área.Vários convidados, joalheiros e designers portugueses e estrangeiros, estabelecendo contactos à distância, juntaram-se a este projecto, trazendo novos e diferentes contributos. Museu das Comunicações tem nova exposição permanente O Museu das Comunicações, no âmbito das comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações, inaugurou a sua nova exposição permanente, dedicada ao tema “História das Telecomunicações”. Esta exposição única assenta na exibição de peças e elementos iconográficos, pela primeira vez reunidos no mesmo espaço, representativos do saber e da tecnologia nesta área do engenho humano – as telecomunicações – e que retrata a sua história no nosso país. Trata-se de uma viagem no tempo vertiginoso da evolução das telecomunicações, que começa com a telegrafia visual. A exposição conta com o apoio da RTP que disponibilizou dois estúdios, um de televisão e outro de rádio, que permitirão a realização de ateliers, quer para os mais jovens, quer para estudantes universitários. Conta ainda, com o apoio da Ana – Aeroportos de Portugal. 47 A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Hotel Palácio Estoril comemora 75 anos No dia 30 de Agosto, o Palácio Estoril Hotel & Golf vai celebrar 75 anos. Para comemorar o evento vão ser levadas a cabo diversas actividades e acções de promoção deste que é considerado um ex-libris da região do Estoril e cuja a história coincide com a História do mundo. 48 Setenta e cinco anos depois da abertura, o Hotel Palácio Estoril é um exemplo singular de resistência aos tempos modernos, permanecendo intocável nas suas características de grande “Palace” situado num local privilegiado, mas com serviço irrepreensível, uma manutenção constante e uma actualização adequada. A história do Palácio Estoril confunde realidade com ficção: atravessou uma guerra mundial e uma revolução nacional, foi palco de momentos altos em épocas áureas e serviu de refúgio aos maiores líderes europeus em épocas de crise, albergou espiões e foi lugar de filmagens – como a de James Bond, o célebre agente secreto 007, no filme “Ao Serviço de Sua Majestade” - e é hoje um dos locais mais disputados em Portugal, para cenário de filmes publicitários, de editoriais de moda e de entrevistas a grandes estrelas. Desde a estadia em lua-de-mel, ainda no ano de 1930, do príncipe Takamatsu, irmão do Imperador Hirohito do Japão, desde esse ano zero, que o Palácio foi a casa escolhida para a estada em Portugal de inúmeros reis, príncipes, estrelas de cinema, da música e da televisão, escritores, coleccionadores, políticos e empresários. Nos anos 40 e 50 foram os membros das famílias reais espanhola, italiana, francesa, búlgara, albanesa e romena, nos anos 60 foram os milionários, os actores e as figuras do jet set então emergente, nos anos 70 e 80 regressaram muitas das estrelas de sempre e, no final do século XX, o Palácio continuou a receber membros da realeza europeia, artistas do music-hall, campeões de automobilismo, actores e desportistas. Do Livro de Honra, dos álbuns de fotografias e das fichas de clientes do Hotel Palácio constam testemunhos valiosos: da rainha Vitória Eugénia de Espanha e de toda a família real espanhola, dos príncipes Grace e Rainier do Mónaco, de Antoine de SaintExupéry ou Graham Greene, de Joan Baez ou Madeleine Albright, apenas para citar alguns das centenas de hóspedes famosos que escolheram o Palácio no Estoril. Foram marcos da vida do Hotel as festas de casamento da princesa Maria Gabriela de Sabóia, em 1955, e da infanta Pilar de Espanha, em 1967. Projectado no início do século XX pelo arquitecto francês Henry Martinet, ao jeito de outros lugares de culto europeus como Biarritz, o Palácio do Estoril não envelheceu conseguindo atravessar o século, sempre com a mestria dos maiores e melhores – quem hoje, em 2005, frequentar os salões e o terraço, percorrer o jardim que rodeia a piscina e se instalar num dos magníficos quartos virados ao pôr-do-sol na baía de Cascais, acreditará que a beleza e a qualidade são intemporais, se houver quem se ocupe delas através do tempo. O Palácio Estoril continua a ser preservado com profissionalismo pelos seus actuais proprietários e estimado com carinho pelos seus hóspedes que, em gerações sucessivas, não prescindem dele. Aniversário cheio de surpresas Para apresentar a unidade hoteleira e as acções de divulgação que serão realizadas ao longo deste período, o Hotel promoveu um open day para dar a conhecer as facilidades que disponibiliza aos seus clientes, como as salas e salões de reuniões, conferências e eventos bem como um conjunto de remodelações, que passaram pelos quartos, fachada e parque de automóveis. Uma das acções de promoção do hotel será o lançamento de um livro que Manual Ai Quintas, ex-director do Palácio Estoril, está a realizar e que se espera lançado por altura da data do aniversário. Outras actividades serão uma grande recepção no dia do aniversário, várias acções internas para festejar com os colaboradores, que são os principais intervenientes; além de uma grande divulgação de marketing destinada ao público. 49 A F e c h a r A REVISTA DO TURISMO DE LISBOA Um TURISMO LISBOA de Revista dirigida aos associados do Turismo de Lisboa, empresários, decisores e estudiosos da indústria turística. Director Vítor Costa [email protected] TURISMO DE LISBOA Tel: 21 031 27 00 Fax: 21 031 28 99 www.visitlisboa.com [email protected] • Editor 50 Edifício Lisboa Oriente, Avenida Infante D. Henrique, 333 H Escritório 49 • 1800-282 Lisboa Tel. 21 850 81 10 - Fax 21 853 04 26 Email: [email protected] Secretariado ANA PAULA PAIS [email protected] Powered by Boston Media Director de Marketing e Publicidade JORGE FOLHADELA DE LEMOS [email protected] Tel.: 96 801 22 30 Tel.: 21 850 81 10 • FAX: 21 853 04 26 Tiragem 2500 exemplares Periodicidade Mensal Impressão RPO Depósito Legal 206156/04 Isento de registo no ICS ao abrigo do artigo 9º da Lei de Imprensa nº2/99 de 13 de Janeiro Sistema transparente Com a mudança de poder político a nível governamental é natural que os novos responsáveis pretendam “fazer a avaliação” dos processos em curso e “introduzir as correcções que se justifiquem”. Com a entrada de novos responsáveis para os Institutos públicos compreende-se que se proceda à análise dos programas e consequentes reajustamentos. Com o aproximar das eleições autárquicas é justo que os actuais eleitos pretendam avaliar o trabalho desenvolvido e a das opções tomadas. Vem tudo isto a propósito das contas que as Agências Regionais de Promoção Turística têm que prestar aos seus “accionistas” ou parceiros públicos. Para além destas, as ARPT’s também têm que prestar contas aos seus associados privados que, por sua vez, não constituem um grupo de interesses homogéneo, mas antes muito diversificado. E esta é, sem dúvida, uma das principais virtualidades do sistema da “contratualização” da promoção turística: os Planos Regionais têm que definir objectivos e índices para a sua avaliação, caracterizar, calendarizar e orçamentar acções; as Agências têm que apresentar e discutir Planos, Orçamentos, Relatórios e Contas às suas Direcções e Assembleias Gerais público/privadas, discutir e implementar as acções com o ITP e o ICEP, apresentar relatórios e contas mensais trimestrais e anuais, mandar realizar e pagar auditorias de execução e financeiras e estar sempre disponíveis para dar contas aos seus associados e parceiros, ao ITP, ao NEPT e ao CEPT. Ainda bem que assim é. Este sistema só reforça a transparência e o grau de exigência. Resta esperar que não haja concessões a estes princípios. Alguns indicadores interessantes Na sequência de um trabalho pedido por um associado tivemos oportunidade de comparar a evolução de alguns indicadores entre 2001 e 2004. Trata-se de um período bastante negativo para o Turismo, afectado por crises económicas prolongadas nalguns mercados emissores, agravadas pelos preços do petróleo, pela cotação do Euro e por outros fenómenos; por graves acontecimentos políticos como a guerra do Iraque e o terrorismo global, os atentados nos EUA, em Bali e em Madrid; por fenómenos naturais como o tsunami na Ásia. Simultaneamente, este período também se caracteriza pelo desenvolvimento de factores que indiciam um novo paradigma do Turismo, em especial pelo facto de este se tornar uma necessidade básica de camadas cada vez mais vastas da população mundial e, por isso, resistir relativamente incólume a estes fenómenos e, também, pelo poder cada vez maior que os consumidores detêm e que podem exercer com um mero “clique”. O espectacular desenvolvimento da Internet e as companhias Low Cost são, porventura, os fenómenos mais marcantes deste novo paradigma, mas outros estão na calha. A comparação feita mostra a grande evolução verificada neste período e, também, que a actividade turística resistiu relativamente bem às dificuldades. Divulgaremos mais tarde alguns dos resultados deste exercício. Para já, apenas um indicador, que nos anima bastante: em 2001 o grau de satisfação dos turistas que visitaram a Cidade de Lisboa foi, numa escala de 1 a 10, de 8,23. Em 2004, esse indicador foi de 9,43. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS ASSOCIADOS DO TURISMO DE LISBOA • Assinatura anual 24 euros Vítor Costa Director-Geral do Turismo de Lisboa