i Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Sociologia Programa de Pós-graduação em Sociologia Justiça para todos: os Juizados Especiais Criminais e a violência de gênero Wânia Pasinato Izumino Tese apresentada ao Programa de PósGraduação em Sociologia, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor em Sociologia. Orientador: Prof. Dr. Sérgio França Adorno de Abreu São Paulo 2003 ii Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Sociologia Programa de Pós-graduação em Sociologia Justiça para todos: os Juizados Especiais Criminais e a violência de gênero Wânia Pasinato Izumino São Paulo 2003 iii Para Waldir, meu pai (in memorian) Para Dulce, minha mãe, por sua força e amor pela vida. Para Beatriz e Júlia, minhas filhas pelo sentido que dão para minha vida. iv Agradecimentos Os cinco anos que separam meu ingresso no doutorado e a conclusão desta tese foram marcados por profundas e importantes mudanças em minha vida pessoal e profissional. O percurso que percorri até aqui me levou à conclusão de que os caminhos para a prevenção, erradicação da violência e, consequentemente, do gozo de uma vida livre de discriminação de gênero passam pela educação. Trata-se de um processo lento, complicado e que começa por cada um de nós, na identificação dos estereótipos e preconceitos a partir dos quais fomos educados e que muitas vezes, mesmo sem nos darmos conta, acabamos reproduzindo. Por isto inicio essas notas de agradecimento por minhas filhas, Beatriz e Júlia. Elas são meu motor. São a constante provocação para questionar estes estereótipos e querer lutar sempre por um mundo mais igualitário. A elas agradeço também por terem estado ali, com seu apoio incondicional e terem compreendido, cada uma à sua maneira, o quanto este trabalho representa para mim. Existem muitas pessoas que precisam ser mencionadas neste momento. Cada uma delas contribuiu de um jeito especial para que eu me sentisse estimulada a prosseguir. Sérgio Adorno, meu orientador, para quem desejo expressar meu carinho e respeito por sua trajetória intelectual. Desde o mestrado Sérgio mostrou não ser apenas um orientador, mas alguém aberto ao diálogo. No doutorado, nosso diálogo começou com seu primeiro voto de confiança, quando aceitou orientar-me no projeto de pesquisa que eu gostaria de desenvolver. Durante a pesquisa, nas poucas vezes em que nos sentamos como orientador e orientanda, e no NEV/USP em nossas reuniões de trabalho, ouviu minhas dúvidas e inquietações e, mais do que soluções ou respostas prontas devolveu-me estímulo para pensar questões e problemas que deveriam ser pesquisados e solucionados. Prof. Dr. Sedi Hirano, que fez do seminário de projetos do Programa de Pós-Graduação um espaço de diálogo e respeito e todos os colegas do seminário pela amável argüição. Prof. Dr. Antônio Flávio Pierucci pela rara oportunidade de leitura dos clássicos em seu curso sobre Max Weber. Profª Drª Silvia Pimentel e Profª. Drª. Eva Blay pelo diálogo iniciado por ocasião do exame de qualificação. No Núcleo de Estudos da Violência (NEV) não posso deixar de nomear algumas pessoas, pois foi ali que cresci como pesquisadora. Paulo Sérgio Pinheiro e Nancy Cardia coordenadores, Jucília e Fernando na secretaria, Adriana, Helder, Renato Faria, Mariana Raupp, Cássia Garcia, Otávio Alburquerque, Diego Valentin, João Marcelo Gomes, Ricardo Ferreira da Rosa; Cristiane Lamin e Helena Bartolomeu, pesquisadores com quem compartilho momentos de ansiedade e de descontração, além de tantos outros pesquisadores que trabalham no NEV ou já passaram por ali e seguiram traçando trajetórias distintas, mas deixaram boas lembranças. A partir do NEV tiveram início muitos contatos, e alguns me levaram para outras trilhas onde muitos amigos surgiram: Cecília MacDowell dos Santos é uma dessas pessoas por quem tenho v enorme respeito e um carinho muito grande; Valéria Pandjiarjian por manter-me informada sobre a violência de gênero no mundo e Marcelo Giacaglia, que me deu apoio em momentos de apuro e com infinita paciência ajudou-me a tornar as tarefas cotidianas de pesquisa mais administráveis. Os amigos queridos Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, Eduardo Brito, Gustavo Gomes, Helena Singer, Iolanda Évora, Marcelo Justo, Mônica Rique, Sandra Regina Corrêa, Sérgia Maria dos Santos, Igor Victorino. Para Mario Baldini não tenho como agradecer. Além do carinho de sempre, pacientemente diagramou o texto final desta tese. Paula Poncioni é uma irmã que ganhei durante o doutorado. Nos últimos três anos compartilhamos nossas teses, nossas vidas e cada minuto de ansiedade nos últimos meses de redação do trabalho. Moisés Baptista que além de cuidar da digitação de boa parte do material da pesquisa, ensinou-me que a vida não é só trabalho. Devo agradecer particularmente às Delegadas Dra. Márcia Salgado – da Assessoria Técnica das DDMs, Dra. Maria Cristina Mazzarello, Dra. Maria Helena Nascimento e Dra. Rosali Lopes, titulares das delegacias onde realizei a pesquisa, além de todas as escrivãs, investigadoras e investigadores que receberam a mim e a meus auxiliares de pesquisa com atenção e respeito por nosso trabalho. Agradeço também aos Juizes titulares dos JECrim visitados e funcionários dos cartórios por facilitarem a coleta das informações que necessitava. A Angela Meirelles, Ingrid Andrade e Carlos Henrique Ferreira, meus assistentes de pesquisa na fase de coleta de dados nas Delegacias. Hélio, Tatiana, Alessander e Bete que cuidaram da revisão do texto e das traduções. AO CNPq pelos primeiros meses de bolsa, a FAPESP pela bolsa e pelo apoio financeiro para a realização da pesquisa e impressão da tese. Carlos, meu irmão, minhas tias Wilman e Wanderci pelo carinho e conforto que apenas eles sabem dar. E meus pais, a quem dedico este trabalho porque eles são minha referência fundamental. vi Resumo Diante das mudanças instituídas na realidade jurídica brasileira a partir da Lei 9099/95, que criou os Juizados Especiais Criminais, o objetivo desta pesquisa compreende avaliar a aplicação desta legislação nos casos de violência de gênero. A pesquisa contemplou os registros policiais realizados em 3 Delegacias de Defesa da Mulher localizadas no Município de São Paulo, entre os anos de 1996 a 1999. Foram abordados apenas casos em que agressões e ameaças ocorreram entre casais em relações atuais ou passadas. A aplicação da lei 9099 vem sendo diagnosticada como fator de descriminalização e re-privatização da violência contra a mulher. Aparentemente, contrariando estas conclusões, o período de implantação dos Juizados coincide com o crescimento no número de registros policiais registrados nas DDMs, sugerindo que delegacias e juizados se constituíram em importantes espaços de “fortalecimento” (empowerment) das mulheres em situação de violência. Analisando as idas e vindas das mulheres que registram mais de uma ocorrência nas DDMs, argumenta-se que a decisão de recorrer à polícia e a capacidade legal de manifestação no decorrer do processo revelam um modo de exercício do poder pelas mulheres. Pretende-se demonstrar que o novo modelo alternativo à justiça tradicional e convencional responde às expectativas de mulheres vítimas de violência e revela um outro tipo de vínculo entre gênero, conflitos e Justiça. Palavras-chave: Delegacias de Defesa da Mulher; Juizados Especiais Criminais; Relações de Gênero; Violência contra a mulher; São Paulo, capital. vii Abstract In the light of the recent changes introduced on the Brazilian legal scenario by the Law 9099/95, that created the Special Criminal Courts, this research aims to evaluate the application of this new legislation on gender violence cases. This study analyzed police records collected between 1996 and 1999 in three Police Stations for Women (DDMs, from the Portuguese "Delegacia de Defesa da Mulher") located in the Sao Paulo district. It focussed on cases in which the aggressions and treats occurred in actual or past marital and engagement relationships. The application of Law 9099 has been diagnosed as a factor of criminally disqualifying the offence against women and reclaiming it as private issue. Apparently contradicting these conclusions, we observed an increased number of cases registered in the Police Stations for Women in the period that the Special Criminal Courts were installed, suggesting that these Police Stations and specialized courts have become an important tool for empowerment of women under violence situations. Analyzing the comings and goings of women that register more than one occurrence on the Police Stations for Women, DDMs, it is argued that the decision to turn to the police and the Legal System in the course of the process reveals a form of women exercising power. We attempt here to demonstrate that this new alternative model to the traditional and conventional Legal System respond to the women victims of violence expectations and reveal a new kind of relationship between gender, conflict resolution and the Legal System. Key Words: Police Stations for Women; Special Criminal Courts; Gender Relations; violence against women; Sao Paulo, Capital. viii Sumário INTRODUÇÃO: VIOLÊNCIA DE GÊNERO E JUSTIÇA CRIMINAL NO BRASIL Introdução Organização do trabalho PARTE 1 – DAS QUESTÕES ATUAIS DA SOCIOLOGIA ÀS ESPECIFICIDADES DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO 1 2 17 22 CAPÍTULO 1 QUESTÕES ATUAIS DA SOCIOLOGIA SOBRE DIREITO E JUSTIÇA CRIMINAL Sociologia do Direito de Max Weber O Sistema de Justiça e a Sociologia dos Tribunais Cultura jurídica e a pirâmide de litigiosidade Administração da Justiça Acesso à Justiça CAPÍTULO 2 DAS QUESTÕES GERAIS SOBRE JUSTIÇA E DIREITO ÀS ESPECIFICIDADES DE GÊNERO As especificidades de gênero Sistema de Justiça e especificidades de gênero Direito e especificidades de gênero Cultura jurídica, pirâmide da litigiosidade e as especificidades de gênero 45 46 48 50 52 PARTE 2 – GÊNERO, MULHERES E VIOLÊNCIA NO BRASIL 60 23 24 29 34 37 41 CAPÍTULO 1 QUAL VIOLÊNCIA? Qual violência? Violência Doméstica, Violência Familiar ou violência conjugal? Violência de Gênero CAPÍTULO 2 GÊNERO E VIOLÊNCIA Gênero e os estudos sobre mulheres no Brasil Gênero como constitutivo das relações sociais Gênero como forma primária de significação de poder 77 85 86 88 PARTE 3 - DELEGACIAS DE DEFESA DA MULHER E A LEI 9099/95: CIDADANIA, GÊNERO E ACESSO À JUSTIÇA 95 CAPÍTULO 1 DELEGACIAS DE DEFESA DA MULHER: ONDE COMEÇA A HISTÓRIA As Delegacias de Defesa da Mulher e violência contra a mulher. A construção de um duplo objeto Histórico das Delegacias de Defesa da Mulher As Delegacias de Defesa da Mulher no contexto jurídico da Lei 9099/95 CAPÍTULO 2 OS CAMINHOS INSTITUCIONAIS PARA A CRIMINALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Definição do Universo Espaço-Temporal Perfil socioeconômico da população residente nas regiões selecionadas 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (3ª DDM) – Zona Oeste Instalações e condições de funcionamento Abrangência e características socioeconômicas da população 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (5ª DDM) – Zona Leste 61 65 67 74 96 100 108 115 123 123 128 128 128 130 139 ix Instalações e condições de funcionamento Abrangência e características socioeconômicas da população 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (6ª DDM) – Zona Sul Instalações e condições de funcionamento Abrangência e características socioeconômicas da população A pesquisa de campo: diagnóstico sobre o movimento de ocorrências policiais nas Delegacias de Defesa da Mulher selecionadas Delegacias de Defesa da Mulher, Juizados Especiais Criminais e a violência de gênero: perfil das ocorrências no contexto da Lei 9099/95. Os tipos de violência e os diferentes relacionamentos na violência contra a mulher Violência nas relações conjugais e de namoro CAPÍTULO 3 Um perfil da violência de gênero Violência contra a mulher: quem são os envolvidos? Perfil das Ocorrências PARTE 4 – JUSTIÇA PARA TODOS: OS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS E A VIOLÊNCIA DE GÊNERO. CAPÍTULO 1 LEI 9099/95: A Experiência Brasileira de Informalização e Ampliação do Acesso à Justiça Histórico dos Debates: dos Juizados de Pequenas Causas à Lei 9099/95 Competência e procedimentos da Legislação CAPÍTULO 2 Os Juizados Especiais Criminais: uma perspectiva socio-jurídica Justiça para todos Juizados Especiais Criminais e a Violência de Gênero CAPÍTULO 3 Legislação Específica sobre Violência de Gênero: ter ou não ter? Eis a questão. Contexto Internacional Contexto Nacional CAPÍTULO 4 Justiça para todos: Juizados Especiais Criminais e a violência de gênero Motivos para as agressões e justificativas para as queixas? A recorrência da queixa As idas e vindas A pesquisa nos Juizados Especiais Criminais A recorrência da queixa: suas conexões e desfechos Gênero, conflito e Justiça. 139 143 151 151 154 163 173 175 184 194 195 212 234 235 240 242 246 246 259 266 267 273 280 281 286 292 295 298 310 CONSIDERAÇÕES FINAIS 319 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 328 ANEXO – 1 - ROTEIRO DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 339 ANEXO – 2 - TABELAS : DISTRIBUIÇÃO DOS CASOS EM QUE FORAM IDENTIFICADOS RECORRÊNCIA DA QUEIXA 362 ANEXO – 3 368 x Índice de Quadros, Mapas, Gráficos e Tabelas Quadro 1 Número de delegacias de polícia, distritos municipais e população segundo a região e as seccionais de polícia Mapa 1 Localização das Delegacias de Defesa da Mulher. Área de abrangência segundo a divisão dos distritos policiais Gráfico 1: População por distrito censitário e ano Região Oeste, Município de São Paulo, 1996 e 2000 Gráfico 2: Distribuição das taxas de crescimento segundo o distrito censitário Região Oeste, Município de São Paulo 1996 e 2000 Gráfico 3: Distribuição da População segundo o sexo Município de São Paulo e Região Oeste 1996 e 2000 (%) Tabela 1: População Residente segundo o sexo e a faixa etária Região Oeste 1996 e 2000 Gráfico 4: Escolaridade do chefe de família segundo o número de anos Município de São Paulo, Região Oeste 2000 (%) Tabela 2: Escolaridade do chefe de família segundo o número de anos Região Oeste e Distritos Censitários 2000 (%) Gráfico 5: População segundo a classe de rendimento Município de São Paulo, Região Oeste 2000 (%) Tabela 3: População segundo a classe de rendimento Região Oeste, Distritos Censitários 2000 (%) Gráfico 6: População por distrito censitário Região Leste, 1996 e 2000 Gráfico 7: Taxas de crescimento da população por distrito censitário Região Leste, 1996 e 2000 Gráfico 8: Distribuição da População segundo o sexo Município de São Paulo e Região Leste, 1996 e 2000 (%) Tabela 4: População Residente segundo o sexo e a faixa etária Município de São Paulo, Região Leste. 1996 e 2000 Gráfico 9: Escolaridade do chefe de família segundo o número de anos Município de São Paulo, Região Leste 2000 (%) Tabela 5: Escolaridade do chefe de família segundo o número de anos Região Leste e Distritos Censitários 2000 (%) Gráfico 10: População segundo a classe de rendimento Município de São Paulo, Região Leste 2000 (%) 125 127 131 131 132 133 135 135 136 137 144 144 145 146 147 148 149 xi Tabela 6: População segundo a classe de rendimento Região Leste, Distritos Censitários 2000 (%) Gráfico 11: População residente por distrito censitário Região Sul, 1996 e 2000 (%) Gráfico 12: Taxas de crescimento segundo o distrito censitário Município, Região e distritos censitários Região Sul, 1996 e 2000 (%) Gráfico 13: Distribuição da população segundo o sexo Município, Região Sul, 1996 e 2000 (%) Tabela 7: População residente segundo o sexo e a faixa etária Região Sul, 1996 e 2000 Gráfico 14: Escolaridade do chefe de família segundo o número de anos Município de São Paulo, Região Sul 2000(%) Tabela 8: escolaridade do chefe de família segundo o número de anos Região Sul e Distritos Censitários 2000 (%) Gráfico 15: População segundo a classe de rendimento Município de São Paulo, Região Sul 2000 (%) Tabela 9: População segundo a classe de rendimento Região Sul, Distritos Censitários 2000 (%) Tabela 10: Movimento de Registros Policiais, segundo a origem do registro e sua distribuição por ano. Município de São Paulo – 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996-1999 Quadro 2: crimes e contravenções penais cuja apuração criminal é feita através dos trâmites da lei 9099/95 Tabela 11: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o tipo de relacionamento entre vítima e autor das agressões, por ano e delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996-1999 Tabela 12: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o sexo das vítimas e dos autores Total de registros envolvendo outros tipos de relacionamento Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996-1999 Tabela 13: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o tipo de relação entre vítimas e autores Total de registros envolvendo outros tipos de relacionamento Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996-1999 Tabela 14: Taxas de crescimento da população (mulheres acima de 15 anos); do total de termos circunstanciados e de ocorrências envolvendo relacionamento conjugal distribuídas por DDM (%) Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996; 1999 e 2000 Tabela 15: total de ocorrências envolvendo relacionamento conjugal/ namoro, por ano e delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 150 155 155 156 157 159 160 160 161 168 170 176 177 178 183 xii 1996-1999 Natureza das ocorrências Tabela 16: Distribuição dos termos circunstanciados segundo a natureza das ocorrências. Totais de registro por delegacia. Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996-1999 Tabela 17: Distribuição a amostra segundo o tipo de relacionamento, por delegacia Ocorrências envolvendo relacionamento conjugal/namoro. Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 18: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o perfil socioeconômico das vítimas, por delegacia. Total de casos por delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 19: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o perfil socioeconômico dos agressores, por delegacia Total de casos por delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 20: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o tipo de relacionamento entre vítimas e autores, tempo de união, tempo de separação e nº de filhos, por delegacia Total de casos por delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 21: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o local de ocorrência, dia da semana e período do dia em que as agressões ocorreram, por delegacia Total de casos por delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 22: Distribuição dos termos circunstanciados segundo a natureza das agressões e sua gravidade, por delegacia Total de casos por delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 23: Distribuição dos termos circunstanciados selecionados para a amostra, segundo a presença de fatores precipitantes, por delegacia Total de casos por delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Quadro 3: Legislação Específica sobre Violência Contra a Mulher, Familiar ou Intrafamiliar vigentes em países da América Latina Tabela 24: Distribuição dos termos circunstanciados segundo o relato de agressões anteriores Total de registros por delegacia Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 25: Distribuição dos termos circunstanciados em que ocorreram agressões anteriores, segundo as providências que foram tomadas pela vítima Total de registros por delegacia. Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 Tabela 26: Totais de vítimas que realizaram mais de um registro policial; total de registros gerados e total de registros por delegacias. Município de São Paulo - 3ª DDM (Oeste), 5ª DDM (Leste) e 6ª DDM (Sul) 1996 a 1999 185 188 194 197 206 212 215 217 224 268 283 284 293 xiii Gráfico 16 : Distribuição dos casos segundo o tipo de decisão (%) Gráfico 17: Distribuição das decisões segundo o grupo de ocorrências Casos que envolveram casais que permaneceram juntos Gráfico 18: Distribuição das decisões segundo o grupo de ocorrências Casos que envolveram casais que se separaram na segunda agressão Gráfico 19: A segunda agressão ocorreu antes de se obter a primeira decisão? Total de casos em que houve recorrência da queixa 299 305 306 308