Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 GÊNERO DRAMÁTICO, UM ESPETÁCULO LITERÁRIO: ESTUDO DA PEÇA A CANTORA CARECA SOB ESTA PERSPECTIVA Patrícia da Silva Oliveira (G – CLCA - UENP/CJ) [email protected] Viviane Araujo Alves da Costa Pereira (Orientadora – CLCA - UENP/CJ) [email protected] Introdução O estudo de peças literárias sempre causou muita polêmica no mundo artístico-crítico, alguns teóricos insistem em defender a literatura plena da obra, já outros o teatro como a verdade absoluta, mas também há vários críticos que admitem a dependência de ambos, como partes influentes na realização da peça. Críticos como Massaud Moisés e Anatol Rosenfeld, ao abordarem gêneros literários, deram enfoque ao gênero dramático, tanto em seu caráter literário quanto teatral, mas enquanto o primeiro deu privilégio ao literário, Rosenfeld preferiu abordar melhor a encenação. No entanto, ambos assumiram “as duas dimensões”, como foi definida por Sônia Pascolati no capitulo “Operadores de leitura do texto dramático”, em que afirma que “diferentemente dos demais gêneros, o estudo do gênero dramático implica uma dupla dimensão: o estudo do texto, o que chamamos literatura dramática, e o estudo do espetáculo, a outra face do fenômeno teatral” (PASCOLATI, 2005, p. 74). Quando se está diante de uma peça a ser encenada, esta assume então face “puramente” teatral, mas quando esta mesma peça é destinada à leitura, sua esfera passa a assumir um único caráter, o literário. Porém, mesmo com a prevalência de uma sobre a outra, as faces da peça nunca perdem totalmente referências entre si. Por este motivo, deve-se, ao analisar uma peça de teatro, ainda que seja por um único foco, ter ciência de que ela possui dois, que são imprescindíveis para a sua compreensão como objeto artístico. Massaud Moisés enfatiza que “o teatro caracteriza-se por sua ambigüidade, por um hibridismo, que deve ser levado em conta sempre que analisamos uma peça” (MOISÉS, 1972, p. 29). Se pensarmos bem, a literatura e o teatro sempre foram unidos fortemente por algo muito maior chamado Arte. Como arte, possuem função de humanização, de mostrar ao ser 847 Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 humano o que é ser humano. Tanto ao ler quanto ao assistir uma peça de teatro, nos deparamos com a vida humana sendo representada. Há muitas diferenças da forma como isto ocorre, mas a função é a mesma, a imitação da vida, da vida humana. Como o filósofo Aristóteles afirma na Poética, o poeta, ou mais amplamente o escritor literário, tem a mesma meta que um pintor: Imitador, como o pintor ou qualquer outro artista plástico, o poeta necessariamente imita sempre por uma de três maneiras: ou reproduz os originais tais como eram ou são, ou como os dizem e eles parecem, ou como deviam ser. Isso se exprime numa linguagem em que há termos raros, metáforas e muita modificação de palavras, pois consentimos isso aos poetas. (ARISTÓLELES, 1997, p. 24) Por conta disso, é possível identificar vários tipos de arte que partem de uma mesma visão de fatos, ações e sentimentos humanos. Uma pintura pode ser comparada a um livro, um poema, uma música, que tenha a mesma idéia pintada no quadro. Não há necessidade de que seja uma história construída da mesma forma para se fazer ligações de semelhanças ou contrariedade, pois não é a forma que está sendo discutida, mas sim a idéia que ela apresenta. E como toda obra de arte reflete seu tempo, esta certamente possuirá várias formas de expressar o mesmo tempo e suas características. Com a peça de Ionesco acontece exatamente isto: escrita no período de perturbação mundial, num tempo pouco posterior ao fim da Segunda Guerra Mundial, o romeno-francês, disposto a aprender inglês, aprende a ser dramaturgo, e escreve a sua peça inicial, A Cantora Careca, que revela certo “abalo e destruição” que a comunicação sofreu, definida pelo critico Martin Esslin como umas das pertencentes e pioneiras do Teatro do Absurdo. Eugène Ionesco não aceita com muita amabilidade esta denominação, assim como também não aceita a de teatro de vanguarda. Ao falar sobre sua peça, diz ter construído um tipo de anti-peça, uma espécie de “paródia de uma peça”, e além disso, pensara também ter escrito “uma tragédia da linguagem”, até o momento em que a peça foi encenada e isto não foi exatamente o que observou no público, que riu unanimemente enquanto ele esperava um “choque”, uma repulsa daquele tipo de vida sendo representado. Ionesco fala sobre isto em seu texto critico La tragédie du langage, do qual traduzimos o seguinte trecho: “Imaginava ter escrito qualquer coisa como a tragédia da linguagem!... Quando foi encenada, fiquei quase surpreso ao ouvir os espectadores rirem, pois a tomavam (e a tomam sempre) como algo alegre, considerando que era realmente uma comédia, até mesmo uma farsa.” (IONESCO, 2006, p. 248). Já nesse 848 Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 momento, podemos perceber o valor de uma peça enquanto espetáculo, pois só quando esta foi encenada se percebeu a real recepção do público quanto a ela. A peça foi encenada pela primeira vez em 1950, mesmo ano de sua publicação, no Thèâtre des Noctambules, no mês de maio. Não teve uma boa recepção crítica, apenas dois críticos falaram bem da peça na época. A companhia responsável pela primeira representação foi a de Nicolas Bataille, com a encenação do próprio diretor. O critico que nomeia o Teatro do Absurdo, Martin Esslin, comenta que a peça sofreu com a falta de público e com a reprovação da crítica. No entanto, para Ionesco, tratava-se de algo novo, de ver encenado o texto que nascera literatura, como pode ser notado no trecho a seguir: Não se pode resistir ao desejo de fazer aparecer, no palco, personagens que são ao mesmo tempo reais e imaginários. Não se pode resistir a fazê-los falar, fazê-los viver em frente a nossos olhos. Encarnar fantasmas, dar-lhes vida, é uma aventura prodigiosa, insubstituível, a ponto de sentir-me eu mesmo transtornado, nos ensaios de minha primeira peça, ao ver moverem-se no palco personagens que haviam saído de mim mesmo. Fiquei assustado. [...] (IONESCO apud ESSLIN, 1968, p. 126). Percebemos assim que o próprio autor da peça A Cantora Careca, que muitas vezes se disse constrangido pelo teatro, admitiu a relevância das artes cênicas para a consolidação da peça. Ionesco, dramaturgo por acaso, escreveu para a literatura, pensando no teatro. O grupo de dramaturgos do Absurdo, ao qual Ionesco desmente pertencer, dizendo que seu teatro é o théâtre de dérision, seguiu uma linha inovadora de se pensar no teatro, pois para ele as peças deveriam tanto no tema quanto na forma representar certo pensamento estético. E ao pensarmos exatamente na forma, pensamos no teatro enquanto espetáculo e não apenas como texto literário. Estes autores certamente influenciaram, e muito, os tipos de teatro atuais, que ultrapassam os limites do palco e dialogam até mesmo com o público. A Cantora Careca, anunciada como anti-peça, unia tragédia e comédia na sua “receita”, assim como também era peça por manter os elementos do drama e, ao mesmo tempo, uma espécie de anti-teatro por contrariar alguns aspectos do teatro tradicional. A peça gerada de uma tentativa frustrante de aprender a língua inglesa tornou-se forte representante do movimento do Absurdo. Léonard Pronko expressa a importância deste novo tipo de teatro: Cinquenta anos de exposição às novas formas de abordar a pintura, a poesia e a música, duas guerras mundiais, a vulgarização de uma filosofia do absurdo, talvez 849 Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 tenham amortecido a resistência a um teatro que, pela primeira vez, reflete o espírito moderno tanto no fundo quanto na forma.1 (PRONKO, 1963, p. 33) Passados 60 anos após a criação da peça, ainda se faz coerente nos dias de hoje, porém naquela época o absurdo devia-se às guerras mundiais e à massificação do pensamento, enquanto nos nossos dias, deve-se ao estilo de vida, que torna o ser humano totalmente sem tempo para eventuais diálogos e faz com que as relações fiquem cada vez mais mecânicas, e também a massificação ao pensarmos em tecnologias. Lembramos que a internet é o meio de comunicação que possui um vastíssimo arquivo de informações, no entanto os sites mais utilizados são de relacionamentos e afins. Isto demonstra o quanto a relação real está sendo afetada. Há pessoas que nem sequer reparam nas pessoas de seu convívio diário, movidas por atos involuntários, cumprimentam, conversam, mas nem por isso deixam de ser estranhas umas às outras. Em A Cantora Careca, há uma cena que representa esta fragilidade e inexistência dos relacionamentos, mostrando que peça de Ionesco está mais atual do que nunca. Trata-se da Cena 4, o reencontro do casal Martin que, após longo diálogo de identificação, descobrem-se marido e mulher: SR MARTIN: Que curioso!... Meu lugar era o número 3, perto da janela, minha cara senhora. SRA. MARTIN: Oh meu Deus , que curioso e que estranho, meu lugar era o número 6, perto da janela, em frente ao senhor, meu caro senhor. SR MARTIN: Oh, meu Deus, que curioso e que coincidência!...Nós estávamos então frente a frente, minha cara senhora! É aí que devemos ter-nos visto! SRA. MARTIN: Que curioso! É possível mas eu não me lembro, meu senhor! (IONESCO, 19, p. 49-50). Esta é uma das cenas mais importantes da peça, por representar muito bem o conceito de absurdo, além de conter uma forte comicidade. O momento que representa o reencontro do casal Martin, assemelha-se a um número circense, os personagens acabam parecendo palhaços com as suas falas que dão dicas, causam momentos de tensão e, no entanto, terminam na mesma, sem que haja comunicação efetiva ou avanço na direção de um entendimento entre as personagens. Embora o texto em si já tenha uma carga cômica, ela acontecerá melhor no 1 “Cinquante années d'exposition à de nouvelles manières d'aborder la peinture, la poésie et la musique, deux guerres mondiales, la vulgarisation d'une philosophie de l'absurde, ont peut-être amorti la résistance à un théâtre qui, pour la première fois, reflète l'esprit moderne et dans le fond et dans la forme” (tradução nossa). 850 Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 palco, até mesmo pelo jogo de cena entre os atores, retomando o efeito do jogo cômico dos palhaços, a que aludimos acima. Análise dos elementos literários e cênicos em A Cantora Careca Trechos da peça que representem os elementos cênicos e literários serão analisados, no decorrer deste artigo, a fim de afirmar a obra como espetáculo teatral e texto literário. Como o texto dramático se diferencia dos demais por não possuir um foco narrativo, ou seja, o narrador ou o eu-lírico, a presença de uma voz que apresenta a história está nas rubricas ou indicações de cenas, que através do cenário ou até mesmo dos personagens, vão construindo a história. Vejamos o exemplo da rubrica inicial: Interior burguês inglês, com poltronas inglesas. Uma noitada inglesa. O Sr.Smith, um inglês, em sua poltrona e com chinelos ingleses, fuma seu cachimbo inglês e lê um jornal inglês, perto de uma lareira inglesa. Usa óculos ingleses, um bigodinho grisalho, inglês. A seu lado, numa outra poltrona inglesa, a Sra. Smith, uma inglesa, remenda meias inglesas. Um longo momento de silêncio inglês. O relógio inglês bate dezessete badaladas inglesas. (IONESCO, 1993, p. 9. grifos nossos) Esta rubrica, que se encontra anterior à primeira cena da peça, nos introduz as características tanto do cenário quanto dos personagens, funcionando, pois, como indicação de cena ao diretor da peça. No entanto, possui um caráter literário muito mais significante, já que percebemos a repetição dos adjetivos variantes da palavra “inglês”. Pensando em palco, não seria possível de se realizar tal indicação em sua plenitude, pois como seria um “silêncio inglês”? A “rubrica inglesa” só será apreciada verdadeiramente pelo leitor, a platéia de teatro que não conheça o texto escrito não poderia supor que a cena vista teria tanta repetição. Vejamos, a seguir, alguns exemplos de como o silêncio aparece nas didascálias da peça A cantora careca. Logo na Cena 01, temos a seguinte indicação: “Um outro momento de silêncio. O relógio bate sete vezes. Silêncio. O relógio bate três vezes. Silêncio. O relógio não bate nenhuma vez” (IONESCO, 1993, p. 19. grifos nossos). Construção análoga é encontrada na Cena 07: “Um longo silêncio constrangido no princípio, depois outros silêncios e hesitações na sequência” (Idem, p. 62). Na mesma cena, o diálogo entre Sr. e Sra. Smith aparece pontuado igualmente pelo silêncio: “SR. SMITH: Hum. Silêncio. SRA. SMITH: Hum. Silêncio.” (Idem). 851 Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 O caso destas rubricas é o mesmo: a presença do substantivo silêncio, que será encontrado também em outras partes da peça. Este fato possui sentido ambíguo, entretanto os trechos selecionados possuem um caráter mais cênico do que propriamente literário. Isto se explica por conta da própria palavra. Enquanto no palco o silêncio acontece em sua plena realidade, afinal os personagens, após momentos de diálogo, se calam de fato, e isto reafirma o poder do personagem sobre a palavra, que tanto falando quanto calado, possui grande significância para a peça, no texto literário ocorre de maneira superficial, já que há uma necessidade de indicar o momento de silêncio. Nesse sentido, Anatol Rosenfeld afirma que no palco o personagem já fala antes de pronunciar a primeira palavra. O silêncio do grande ator pode ser mais eloqüente do que centenas de palavras, enquanto na literatura o próprio silêncio tem de ser mediado por palavras. (ROSENFELD, 1992, p. 25-26) Nas rubricas da cena final, na qual a linguagem já aparece em estado de desconstrução mais extremada, é possível apontar a diferença existente entre as indicações de cena, que fazem parte do âmbito literário da peça, vista aqui como texto, e o caráter de encenação da obra. Assim, as rubricas são bastante claras, indicativas da organização do espetáculo, enquanto as falas das personagens, a que o espectador terá acesso, não apresentam lógica, mas apenas um ritmo próprio. [...] Sente-se que há um nervosismo. As batidas do relógio também são mais nervosas. As réplicas que se seguem devem ser ditas, primeiro, num tom glacial, hostil. A hostilidade e o nervosismo irão crescendo. No fim desta cena, os quatro personagens deverão estar de pé, bem perto uns dos outros, gritando suas réplicas, punhos erguidos, prontos a se atirarem uns sobre os outros. (IONESCO,1993, p. 147) As palavras cessam bruscamente. De novo, luz. O Sr. e a Sra. Martin estão sentados como os Smith no inicio da peça. A peça recomeça com os Martin, que dizem exatamente as mesmas falas dos Smith na primeira cena, enquanto a cortina se fecha lentamente. (IONESCO,1993, p. 148) As últimas rubricas demonstram o quanto o texto desta peça é teatral. No momento da leitura, o leitor tem que criar cenas em seu psíquico porque esta ação denota uma história sendo narrada, enquanto que para a platéia, a história está se mostrando naquele exato momento. Cada gesto, expressão, palavra ou mesmo o silêncio dos atores, neste momento personagens, produzem o sentido da peça. A rubrica que finaliza a peça contem o que é chamado de configuração circular, ou seja, o fim da peça é a mesma cena do inicio. A peça 852 Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 inicia-se novamente enquanto espetáculo, já no texto literário é o leitor que terá que imaginar ou nem mesmo o fará, ficando apenas com o efeito de “final inacabado”. Assim, a platéia terá vantagem maior através da concretude das indicações de cena. Considerações finais A pesquisa sobre a peça mais conhecida do dramaturgo Eugène Ionesco permitiu compreender ambas as facetas do gênero dramático. Viu-se a obra tanto com um olhar literário quanto teatral, inclusive se levarmos em consideração as análises anteriores, sobre a presença da tragédia e da comédia e também dos elementos dramáticos tradicionais e das características de vanguarda, e por último, esta análise dos aspectos literários e cênicos. Isto nos faz perceber que uma peça de teatro é um objeto de rigorosa abordagem, principalmente quando pensamos em personagens. Sendo assim, reconhecemos que o gênero dramático ao ser estudado, implica tanto uma analise literária assim como teatral. Referências bibliográficas: ABEL, Lionel. Metateatro: Uma visão nova da forma dramática. Tradução de Bárbara Heliodora. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1968. ARISTÓTELES. A poética clássica. Tradução de Jaime Bruna. 7. ed. São Paulo: Cultrix, 1997. CAMUS, Albert. O mito de Sísifo. Tradução de Mauro Gama. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1989. ESSLIN, Martin. O teatro do absurdo. Tradução de Bárbara Heliodora. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1968. IONESCO, Eugène. A cantora careca. Tradução de Maria Lúcia Pereira. Campinas: Papirus, 1993. IONESCO, Eugène. “La tragédie du langage”. In: Notes et contre-notes. Paris: Gallimard, 2006. Col. Folio. Tradução nossa. MOISES, Massaud. A criação literária (Prosa). São Paulo: Editora Cultrix, 1978. MOISES, Massaud. Guia prático de análise literária. São Paulo: Cultrix, 1972. 853 Anais do VII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216 PASCOLATI, Sônia A. V. “Operadores de leitura do texto dramático”. In: BONNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana. Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. 2. ed. Maringá: Eduem, 2005. PRONKO, Léonard C. Théatre d’avant-garde: Beckett, Ionesco et le théatre expérimental en France. Tradução do inglês Marie-Jeanne Lefèvre. Paris: Denoël, 1963. ROSENFELD, Anatol. “O fenômeno teatral”. In: Texto/Contexto. São Paulo, Perspectiva, 1992. SAMUEL, Rogel. Manual de Teoria Literária. 5ª ed. Petrópolis :Vozes,1996. TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda Européia e Modernismo brasileiro: apresentação dos principais poemas, manifestos, prefácios e conferências vanguardistas, de 1857 até hoje. 10. ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1987. ZANOTO, Sérgio Augusto. A cantora careca: um marco inicial no Teatro do Absurdo. Dissertação de Mestrado. Assis: Unesp, 1987 Para citar este artigo: OLIVEIRA, Patrícia da Silva. Gênero dramático, um espetáculo literário: estudo da peça A Cantora Careca sob esta perspectiva. In: VII SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SÓLETRAS - Estudos Linguísticos e Literários. 2010. Anais... UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná – Centro de Letras, Comunicação e Artes. Jacarezinho, 2010. ISSN – 18089216. p. 847 – 854. 854