Dança / Teatro
7 e 8 Maio ’09
La Danseuse
Malade
De Boris Charmatz
Com Jeanne Balibar e Boris Charmatz
© Fred Kihn
Coreografia Boris Charmatz Interpretação Jeanne Balibar, Boris Charmatz
Textos Tatsumi Hijikata Tradução Patrick De Vos Luzes Yves Godin Som Olivier Renouf
Operação de som Jacques Marcuse Performance com capacete concebida e transmitida por Gwendoline Robin
Cenografia Alexandre Diaz / Dominique Bernard Direcção técnica Frédéric Vannieuwenhuyse
Construção do cenário ARTEFACT
Com a ajuda de Françoise Meslé para Jacana Wildlife Studio Produção e administração Sandra
Neuveut com assistência de Cécile Tonizzo Produção association edna; Musée de la
danse / CCNRB Co–produção Le Théâtre de la Ville Paris / Festival d’automne à Paris.
Co-produção conjunta de CNDC Centre national de danse contemporaine Angers
e Nouveau Théâtre d’Angers centre dramatique national des Pays de la Loire, no
contexto do seu programa de residências de dança e teatro, La Ménagerie de Verre-Paris, deSingel – Antuérpia Apoios ADC Genève-Suíça, Dampfzentrale Bern-Suíça, Gessnerallee Zurich – Suíça, Tanzquartier Wien-Áustria e Cultures France.
Musée de la danse / Centre Chorégraphique National de Rennes et de Bretagne –
Direcção: Boris Charmatz. Associação subsidiada por Ministère de la Culture et de
la Communication (Direction Régionale des Affaires Culturelles / Bretagne), Ville de
Rennes, Conseil régional de Bretagne e Conseil général d’Ille-et-Vilaine. Cultures
France apoia regularmente as digressões do Musée de la danse.
Agradecimentos especiais Marie-Thérèse Allier, Frédéric Bélier-Garcia, Lalou Benamirouche,
Patrice Blais e Raoul Demans, Patrick De Vos, Myriam De Clopper, Marie Collin,
Parcidio Gonçalvez, Emmanuelle Huynh e toda a equipa do CNDC d’Angers, Sima
Khatami, Isabelle Launay, Aldo Lee, Frédéric Lormeaux, Barbara Manzetti, M. Marlhin
(société DPI), Takashi Morishita, Romain Slocombe, Jean-Philippe Varin, Gérard
Violette. Estreia 24 de Setembro de 2008 no CNDC d’Angers
Com a gentil autorização do Buto Sôzô Shigen, Tóquio
Qui 7, Sex 8 de Maio · Grande Auditório · 21h30
Dur. 1h10 · M12 · Espectáculo falado em francês, com legendas em português
Não sei se gosto do Hijikata. Acredito na
vontade de transmitir os seus escritos,
que transmitem eles próprios a sua
dança. A sua dança, o seu butô, as suas
inquietações, são legíveis nos terrenos
movediços, nos sentimentos de derrota,
«esta cabeça de bebé no fundo da
minha miséria», que ele derrama sobre o
papel. O que nos poupa talvez radicalmente a necessidade de fazer, refazer, a
sua dança.
«Embora satisfeitos de termos cabeça
e quatro membros, digamos mesmo
assim que gostaríamos de ser impotentes, que bem gostaríamos de uma vez
por todas de ter nascido impotentes;
porque só quando nos vem este desejo
é que se realiza enfim o primeiro passo
de dança.»
Não que seja motivo de vergonha
tentar refazer o butô [há-de haver de
certeza um butô ainda por inventar: o
rebutô?! – repulsivo (rebutant, em francês) deveria ser o novo butô…].
Mas a minha ideia é não fazer butô a
partir destes textos alucinantes, porque
eles têm já o butô em si próprios. A
miséria, a lama, a deformidade, as tripas,
está lá tudo… O trabalho acontecerá por
baixo e ao lado. Exumaremos o pensamento de um artista imenso de forma
que nos deixe totalmente entregues às
nossas próprias extravagâncias.
Que a força dos seus escritos, que
devem ser como que dados a ler, nos
deixe livres mesmo no gesto de os transmitir. Não nos inspiremos em Hijikata,
não fabriquemos um espectáculo que
decorra dos seus escritos, não façamos
verdadeiramente «uma encenação».
Brandimos uma bandeirola de braço
estendido, mas mesmo assim eles são
capazes de nos pingar em cima, de
derramar as suas imundícies. Talvez seja
por isso que eu não sei se sou capaz
de gostar de Hijikata: ele parece sujo,
morto, impotente, virgem e obsceno.
Boris Charmatz
O butô, sem o fazer.
Gérard Mayen
In Journal du Théâtre de la Ville – Paris
Nº 164, 12 a 16 de Novembro de 2008,
Festival d’Automne à Paris.
O inverso dos corpos performáticos
da dança
No início de Agosto de 2008, no
momento de falarmos de La Danseuse
Malade, Boris Charmatz e Jeanne Balibar
ainda não tinham começado a trabalhar
em estúdio. Nesta fase, o projecto da
peça assenta, sobretudo, em estudos e
em intenções. Tem-se uma noção mais
clara do que não se quer que ela seja do
que do contrário.
Para já, o título. La Danseuse Malade.
O inverso dos corpos performáticos
da dança. Reencontramos o Boris
Charmatz que se empenha em deslocar
o seu imenso saber sobre esta arte. Ele
desmonta a lógica das convenções.
Apodera-se delas segundo eixos jamais
experimentados. Inventa dispositivos
para o encontro de gestos e de espíritos
indagadores.
La Danseuse Malade, obra poética
de Tatsumi Hijikata.
La Danseuse Malade é o título de uma
longa obra poética de Tatsumi Hijikata,
bailarino fundador do butô, «dança das
trevas», ou melhor, «dança do corpo
obscuro». Mas Hijikata foi buscar este
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título a Mishima. Mas os textos que
Charmatz utiliza, se é verdade que são
de Hijikata, não são exactamente estes.
Etc.
De deslocação em deslocação, o
coreógrafo amplia o campo de possibilidades: «A Jeanne Balibar não é bailarina.
Eu próprio não tenho experiência do
butô. Trabalhamos sobre fragmentos,
talvez desconhecendo o mais importante. Pois bem, tiremos partido disso.
Libertemo-nos dessa tradição de
transmissão da dança através do corpo
a corpo, de mestre a discípulo, do modo
reverenciador de uma linhagem».
de uma peça a criar, ela disputa as trevas
no interior do meu corpo, devora-o mais
do que seria desejável.»
Seria um trio com Hijikata
Em cena, não se tratará de pegar nestes
textos palavra a palavra, de encarnálos, de procurar o movimento acertado
que lhes subjaz. Nem de inventar a sua
encenação: «Trata-se antes de deixar
que uma dramaturgia se auto gere.
Trata-se de fabricar um veículo para o
pensamento e o corpo de Hijikata, que
estão nestes textos. Quando os lemos,
quando os pomos na boca, o corpo não
pode ficar indemne. Estes textos escorrem para cima de nós, ensopam-nos».
Tentemos manter-nos à tona.
Não é de estranhar que a imagem
do veículo se encontre directamente
em cena. Lembremo-nos da fantástica
máquina para coreografia de corpos
inertes que orquestrava a peça Regi*.
Talvez reencontremos também o tema
do cão, animal esgalgado, apedrejado
pela miudagem, tripas de fora, vagueando entre as linhas de Hijikata. Etc.
Todos estes elementos deverão permitir aos artistas colocarem-se na sua relação com o texto. Mais do que um dueto
entre Boris Charmatz e Jeanne Balibar,
haveria um trio com Hijikata, através das
suas palavras, que fazem estar junto mas
não juntam; que reúnem no limite, no
tormento, na dilaceração.
Textos desconhecidos
Assim, La Danseuse Malade nasce da leitura de textos do artista japonês. Textos
desconhecidos, não traduzidos em
línguas ocidentais, a não ser em francês
(mas não publicados) pelo excepcional e apaixonado investigador Patrick
De Vos. Textos consumidos por tantas
tensões do inconsciente, do obscuro, da
parte maldita, da repulsa do sexo e das
origens, como foi a dança de Hijikata.
Boris Charmatz insiste: «Não são textos
sobre o corpo, ou a dança, ou o butô. De
facto o próprio corpo, a dança e o pensamento de Hijikata vivem directamente
nestes textos.»
Faz-nos partilhar alguns extractos:
«Tudo isto para dizer que estes gestos
mortos que trago no corpo, gostaria de
os fazer morrer de novo como se morressem de vez. No meu corpo os mortos
podem voltar a morrer todas as vezes
que quiserem. Aliás, se eu não sei nada
da morte, ela conhece-me bem. Estou
sempre a dizer isto, mas é verdade que
albergo uma irmã mais velha no meu
corpo. Quando estou na efervescência
Dever-se-ia falar antes de teatro?
Quando era mais jovem, Jeanne Balibar
interessou-se pela dança, praticou-a.
Mas o seu par não gosta que nos detenhamos nesse pormenor, receando um
afunilamento. Deveríamos antes falar de
teatro?
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«Dança ou teatro, francamente, não
é a questão. É verdade que a Jeanne é
actriz e que há muitos textos no espectáculo. Dançamos pouco. Pode-se portanto
falar de teatro. Mas a dança está nos
textos. E ao transportá-los nós deixamos
actuar aquilo que nos faz mover.»
Daí o tipo de qualidade que Boris
Charmatz gostou de descobrir na actriz:
«Em termos de movimento ela faz um
grande trabalho sobre o inconsciente,
sobre o abandono. Ela tem uma ondulação de alga em face destes textos em
que entrevejo como que o fantasma de
uma bailarina, uma coisa que vagueia,
espectral.»
antes de abraçar a minha tarefa durante
dias infindáveis. Longe deste peito e da
sua dolorosa convalescença, oferecia a
mim próprio banhos de sol nos teatros.
Nas prateleiras de uma casa mortuária,
insinuou-se um olhar sobre a geração
actual, aquela cuja alma não seria capaz
de viver em caso algum apenas dos bens
recebidos em herança. Calcorreando
meticulosamente Tóquio – onde não está
forçosamente extinta esta geração que
com as mãos concebeu os olhos – cheguei aos materiais. Que só tive depois
que juntar no meio de uma juventude
ocupada aqui a roçar-se num atelier
de galvanização, acocorada ali numa
garagem. Olho para as mãos. Liberta-se
delas um movimento de partículas mal
desbastadas. A coluna vertebral inclina‑se ligeiramente para a frente. Uma
dança desce-lhe pela ladeira. Para um
olhar infeliz pode-se mudar de gelatina.
Cabeças ardentes. A vingança reprimida de um mamilo baixou um pouco
a cabeça; é preciso que o material seja
antes de mais um amante. Aproximo-me.
O odor estabelece entre mim e os
rapazes um equilíbrio quase ascético; de
modo geral, todos estes corpos excessivamente esticados, como as varetas
de um guarda-chuva que criam uma
barreira ao que cai, todos esses corpos
enviesados, quebradiços, insensibilizados
pelo sofrimento, dão de muitas maneiras
prioridade a linhas quase decalcadas
dos seus vinte anos, em vez e no lugar
de todas as figuras sedutoras. Na imensa
Tóquio há corpos a morrer.»
Gérard Mayen
* Na peça Regi, de Boris Charmatz, há
um guindaste que tem protagonismo
sobretudo na parte inicial da peça, em
que se move de forma coreografada
para se libertar das fitas que o prendem
às paredes do palco, e que seguidamente organiza a cena transportando
e colocando os corpos inertes de Boris
Charmatz e Raimund Hoghe.
«O corpo é a minha oficina; e o meu
ofício, conhecido como dança, é uma
tarefa de restauro do humano.»
Tatsumi Hijikata
«Cercado de nus fulgurantes, o criador
de dança emagrece furiosamente. Ao
imergir as suas costelas descarnadas no
canal dos esgotos, o meu peito ficou atulhado de resíduos do tempo. Para prevenir a ferrugem, untei-o copiosamente
Tatsumi Hijikata
Excerto de Material interior
A partir da tradução francesa
de Patrick De Vos
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© Fred Kihn
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o erotismo, a violência e os tabus da
sociedade moderna.
Nos anos 70, através da colaboração
com Yôko Ashikawa, sistematiza as
suas ideias e a sua técnica: partindo da
ideia de que o corpo é depositário de
uma memória colectiva, volta-se cada
vez mais para as referências japonesas,
explorando em particular os gestos da
vida quotidiana dos anos 20 e 30 em
Tôhoku, a sua região de origem.
Tatsumi Hijikata (1928-1986)
Bailarino e coreógrafo japonês, considerado o pai do butô. Nascido em Akita
(Tôhoku), no Norte do Japão, estuda
dança moderna a partir de 1947 com
Katsuko Masumura. Em 1952 estuda, em
Tóquio, várias formas de dança: ballet
moderno com Mitsuko Audo, no Unique
Ballet Theater, dança jazz, danças
sociais, dança espanhola. No final dos
anos 50, inicia uma estreita colaboração
com Kazuo Ôno, que tinha visto dançar
desde 1945 e cuja dança o impressiona
muito. Com o filho deste último, Yoshito
Ôno, cria e dança, em 1959, Kinji (Os
Amores proibidos), peça considerada
o acto de nascimento do butô, uma
espécie de happening com imolação de
um galo.
Começando por chamar às suas
colaborações Dance Experience, adoptam em 1961 o nome Ankoku Butô Ha
(Escola do butô negro) para designar
o grupo aberto que se forma à sua
volta, até que Hijikata constitui, em
1970, uma companhia mais formal sob o
nome Hangidaitôkan (Dança do corpo
consumido). O seu trabalho caracteriza‑se por uma resistência ao modernismo,
em particular ao excesso de promessas
que o caracterizam: onde o modernismo
procura valorizar o «mais» e o «melhor»,
Hijikata explora o «menos» e o «menor»;
substitui a busca da força pela da fraqueza; prefere a retracção à expansão.
Nos anos 60, rodeado dos escritores
Yukio Mishima e Tatsuhiko Shibusawa,
do artista plástico Natsuyuki Nakanishi
e do fotografo Eikô Hosoe, inspira-se na
literatura francesa (Genet, Lautréamont,
Sade) e no surrealismo, abordando
Boris Charmatz
Boris Charmatz, co-fundador da associação edna em 1992, criou, com Dimitri
Chamblas, o notável dueto A bras le
corps. Obteve o Prémio de Autor dos
Rencontres chorégraphiques internationales de Seine-Saint-Denis com
Aatt enen tionon (1996). Até 2006, cria
uma série de peças que fazem época,
entre as quais Con forts Fleuve (1999)
e Regi (2006), esta em colaboração
com Raimund Hoghe. Paralelamente,
prossegue a sua actividade de intérprete
(Odile Duboc, Fanny de Chaillé, e, mais
recentemente, Pierre Alféri e Meg Stuart)
e de improvisador (com Saul Williams,
Archie Shepp, Han Bennink ou ainda
Médéric Collignon).
Desenvolve projectos atípicos, nomeadamente Bocal, no quadro de uma residência no Centre national de la danse
à Pantin, escola nómada e efémera,
que reúne uma quinzena de estudantes
de horizontes diversos (2003-2004).
Professor convidado na Universität der
Künste (Berlim), colabora na elaboração
de um novo curso de dança que vê a
luz do dia em 2007. Nesse mesmo ano,
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Boris Charmatz realiza uma curta-metragem, Une lente introduction, baseada
em Herses (une lente introduction), dez
anos após a criação desta peça.
Assinou um livro conjuntamente com
Isabelle Launay: Entretenir/à propos
d’une danse contemporaine (co-edição
Centre national de la danse/Les Presses
du Réel/2003) e prepara Je suis une
école, a editar proximamente.
A 1 de Janeiro de 2009 Boris
Charmatz sucedeu à coreógrafa
Catherine Diverrés na direcção do
Centre chorégraphique national de
Rennes et de Bretagne.
soupe (1997) e Le stade de Wimbledon
(2001) de Mathieu Amalric, Fin août,
début septembre (1998), Clean (2004)
d’Olivier Assayas, Saltimbank (2003) de
Jean Claude Biette e Va Savoir (2001)
e Ne touchez pas la hache (2006) de
Jacques Rivette, ou ainda Sagan de
Diane Kurys (2008).
A partir de 2003 enceta uma carreira
de cantora. Dá voz às composições de
Rudolphe Burger e assina com Pierre
Alféri uma parte dos textos para um
primeiro álbum intitulado Paramour,
seguido três anos mais tarde de Slalom
Dame. Vários dos arranjos deste último
são de Dominique A e de Fred Poulet.
O encontro entre Jeanne Balibar
e Boris Charmatz dá-se em 2005 no
âmbito do projecto en Micronésie de
Pierre Alféri.
Jeanne Balibar
Jeanne Balibar, estudante no Cours
Florent e depois no Conservatório de
Paris, entra na Comédie-Française em
1993. No mesmo ano sobe ao palco
pela primeira vez no Festival d’Avignon,
interpretando o papel de Elvira em
Dom João. Depois de deixar a Comédie
Française, em 1997, interpreta, entre
outras, Lady Macbeth em Macbeth
(1997), Prouhèze em Le Soulier de Satin
(2003), Helena em O Tio Vania (2004),
colaborando com Joel Jouanneau,
Julie Brochen, Olivier Py, Jean-François
Peyret, ou ainda, em Berlim, com Martin
Wutke.
A partir de 1992, Jeanne Balibar torna‑se rapidamente uma figura cimeira do
cinema de autor. Uma quarentena de
filmes marca o seu percurso. Citemos,
entre eles: Comment je me suis disputé…
(ma vie sexuelle) (1996) de Arnaud
Desplechin, Dieu Seul me voit (1998),
J’ai horreur de l’amour (1997), Mange ta
Yves Godin
Yves Godin começa por colaborar nos
anos 90 em projectos de vários coreógrafos (Hervé Robbe, George Appaix,
Fattoumi Lamoureux), abordando um
vasto campo de experiências estéticas. Trabalha depois com numerosos
coreógrafos, músicos e artistas visuais
(nomeadamente Alain Michard, Kasper
Toeplitz, Rachid Ouramdane, Julie
Nioche, Emmanuelle Huynh, Boris
Charmatz, Claude Wampler, Ingrid Van
Wantoch Rekowski, Christian Sébille,
Maria Donata d’Urso, Jeniffer Lacey
& Nádia Lauro, Alain Buffard, Vincent
Dupont).
Os seus processos de trabalho
baseiam-se na ideia de uma luz que não
dependa da dança, da música ou do
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texto, mas que possa ecoar as outras
componentes do acto cénico, laborando
em volta de dois eixos principais: a
percepção do espaço e do tempo, e o
estabelecimento de ligações em rede
com as outras naturezas em presença
(corpos, sons, pensamento, tempo).
Actualmente colabora principalmente
com Vincent Dupont e Boris Charmatz.
Paralelamente elabora ambientes cenográficos e de luz no campo das artes
plásticas.
Gwendoline Robin
Gwendoline Robin, artista performer
belga, é diplomada em Artes Plásticas
pela École Nationale Supérieure en Arts
Visuels – La Cambre, de Bruxelas. Desde
1977, realiza instalações e performances em torno do corpo, do espaço de
materiais explosivos, como uma forma
de declinação de diálogos com o perigo
e com a poesia do fogo. Colabora nomeadamente com o compositor e músico
americano Garrett List, a coreógrafa
Marian Del Valle e o jornalista científico Alexandre Wajnberg. É professora,
desde 2004, na Académie des Beaux‑Arts de Tournai onde ensina introdução
à performance. Simultaneamente realiza
edições de artista e vídeos, como First
Allert (1999) e Les Nuits de Gwendoline
(2001) apresentado a convite de Ann‑Veonica Janssens em Curating the
Library, no DeSingel, em Antuérpia
(2004).
Em 2007 é artista associada das
Hallles de Schaerbeeck e participa nos
Dimanches de la Danse. No mesmo ano,
a Médiatine expõe uma selecção dos
seus trabalhos e publica uma monografia da artista, Arts 00+7, com um texto
de Tânia Nasieski.
Em 2008, a sua dedicação à
Performance-Art leva-a a associar-se
à equipa de programação artística do
Festival Momemtum#4.
Olivier Renouf
Olivier Renouf, formado em psicologia,
e depois bailarino, interessa-se pela
criação sonora ao frequentar aulas de
música electroacústica no Conservatório
Superior de Música e Dança de Paris.
Colaborou e colabora com os coreógrafos George Appaix, Boris Charmatz,
Paço Decina, Odile Duboc, o grupo
Dunes, Alain Michard, Mathilde Monnier,
Emmanuelle Huynh, Martine Pisani e
com os encenadores Hubert Colas, Sege
Hureau, Daniel Janneteau, François‑Michel Pesenti, Christian Schiaretti.
Participa na criação de instalações
multimédia com o grupo Dunes o Hall
de la chanson, e concebe os ambientes
sonoros para museus e exposições. Na
associação edna colabora com Boris
Charmatz em Aatt enen tionon em 1996,
Herses (une lente introduction) em
1997, Con forts fleuve em 1999, héatre‑élévision em 2002 e Quintette cercle
em 2006.
9
Próximo espectáculo
Camerata
Metropolitana
Maestro Pedro Neves
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Concerto comentado por
Alexandre Delgado
Música Dom 10 Maio
Grande Auditório · 11h00 · Dur. 1h15 · M6
Pedro Neves Maestro
Camerata da Metropolitana
Programa
Anton Webern (1883-1945)
Langsamer Satz (1905)
Transcrição de Gerard Schwarz
Edvard Grieg (1843-1907)
Do Tempo de Holdberg, Suite para
Cordas (1884-1885)
I. Prelúdio: Allegro vivace;
II. Sarabanda: Andante;
III. Gavota: Allegretto - Museta: Poco più
mosso - Gavota;
IV. Ária: Andante religioso;
V. Rigodão: Allegro con brio
Intervalo
Samuel Barber (1910-1981)
Adagio para Cordas (1935-1936)
Benjamin Britten (1913-1976)
Simple Symphony (1934)
I. Boisterous Bourrée;
II. Playful Pizzicato;
III. Sentimental Saraband;
IV. Frolicsome Finale
O programa deste concerto foi alterado
por motivo de doença do maestro e
violinista Augustin Dumay.
Os portadores de bilhete para o espectáculo
têm acesso ao parque de estacionamento da Caixa Geral de Depósitos.
Conselho de Administração
Presidente
António Maldonado
Gonelha
Administradores
Miguel Lobo Antunes
Margarida Ferraz
Assessores
Dança
Gil Mendo
Teatro
Francisco Frazão
Arte Contemporânea
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Serviço Educativo
Raquel Ribeiro dos Santos
Pietra Fraga
Carmo Rolo
Comunicação
Filipe Folhadela Moreira
Filipa Ferro estagiária
Patrícia Paixão estagiária
Publicações
Marta Cardoso
Rosário Sousa Machado
Actividades Comerciais
Catarina Carmona
Serviços Administrativos e Financeiros
Cristina Ribeiro
Paulo Silva
Direcção Técnica
Eugénio Sena
Bilheteira
Manuela Fialho
Edgar Andrade
Recepção
Teresa Figueiredo
Sofia Fernandes
Auxiliar Administrativo
Nuno Cunha
Colecção de Arte
da Caixa Geral de Depósitos
Isabel Corte-Real
Valter Manhoso
Direcção de Cena e Luzes
Horácio Fernandes
Direcção de Produção
Margarida Mota
Assistente de direcção cenotécnica
José Manuel Rodrigues
Produção e Secretariado
Patrícia Blázquez
Mariana Cardoso
de Lemos
Jorge Epifânio
Audiovisuais
Américo Firmino
coordenador
Paulo Abrantes
chefe de áudio
Tiago Bernardo
Exposições
Coordenação de Produção
Mário Valente
Produção e Montagem
António Sequeira Lopes
Produção
Paula Tavares dos Santos
Montagem
Fernando Teixeira
Culturgest Porto
Susana Sameiro
Frente de Casa
Rute Sousa
Iluminação de Cena
Fernando Ricardo chefe
Nuno Alves
Maquinaria de Cena
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Técnico Auxiliar
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