JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS Castelo Branco TAXA PAGA Protocolos Informações Autorizado a circular em invólucro fechado de plástico Autorização/Autorization Nº. 001 - DE 00162002/DCI - Pode abrir-se para verificação postal BOLETIM PERIÓDICO - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS SÓCIOS Ensinar e aprender com as Tecnologias de informação e comunicação (TIC) pág. 8 As Bibliotecas Escolares e a sua importância no processo ensino-aprendizagem página 9 página 22 Notas de um relator Campanha Páscoa Progama pagina 18 A Comunicação é um acto essencial... página 23 David Justino escreve: página 26 "No silêncio somos todos iguais" pág. 24 Destacável Versão integral do Decreto-Lei nº 35/2003, de 27 de Fevereiro páginas 16 e 17 2 15 3 19 4 20 6 21 6 23 9 24 12 25 14 25 OPINIÃO A esperança é a última... Rui Nelson Salvado* I nicia-se agora um novo ciclo político. Faço, por isso, votos que seja francamente bem mais auspicioso que os anteriores, para o País em geral e a Educação em particular. Cansado de (falsas) promessas, a vida ensina-me (diariamente) a não elevar muito a fasquia das expectativas… até porque a "crise" é crónica e os ciclos eleitorais são curtos… O que eu sei é que Portugal, no que diz respeito ao desenvolvimento, encontra-se classificado no último lugar, logo após o Chipre!!! (a Grécia já era). Mas estamos nos primeiros classificados no número de vítimas de acidentes rodoviários, analfabetismo (de todas as formas), abandono escolar precoce, infectados com o vírus da sida, vítimas de depressão… e não digo mais senão fico ainda mais deprimido e contribuo activamente para o aumento do número… Conheci uma pessoa que, quando alguém se queixava da situação, dizia que o que lhe valia no meio de todas as desgraças, era que a sua mulher seria a última a morrer. Quando lhe perguntavam a razão, respondia que era simplesmente porque se chamava Esperança e esta é, como se sabe, a última… Mas como, por mero acaso, não conheço ninguém com este nome, nem isso posso dizer… Todavia, como bom português (que sou) conservo-a secretamente (cada vez mais em parte incerta) e ainda não perdi a esperança de, num dia de (bastante) nevoeiro, descortinar D. Sebastião, ou o que dele resta… E se o não vir eu, que o vejam o meu filho ou os filhos dele! *Vice-Presidente da Direcção SECRETARIADO REGIONAL DE AVEIRO SUL RANKINGS… que poderes? Margarida Ferrão* F oi publicado recentemente o novo livro de David Justino, intitulado “No Silêncio somos todos Iguais”. Na sua obra, o ex-ministro faz uma reflexão sobre o desempenho das escolas secundárias, baseada na análise dos resultados dos rankings - uma classificação feita com base nos resultados dos exames nacionais do 12º ano nos últimos 5 anos. Para D. Justino, escolas de elite e mais poderosas financeiramente, não são sinónimo de melhor classificação, pois ao analisar resultados de escolas mais isoladas e carenciadas financeiramente, o próprio concluiu que, também estas, têm progredido nas suas classificações chegando até a obter bons resultados. O ex-ministro defende ainda que a dimensão das turmas, a relação entre professor aluno e o custo por aluno “não são factores determinantes para os resultados.” Como docente e fazendo parte de todo este complexo e delicado problema educativo, não posso deixar de sentir algumas dúvidas e reticências face a conclusões, a meu ver, intencionais e pouco objectivas. Penso ser importante 2 sepleu que estes resultados sejam divulgados publicamente, mas há que o fazer de uma forma cautelosa evitando considerar estes números como um valor absoluto em si, sem ter em conta factores que os influenciam preponderantemente. Os resultados de uma escola têm de ser avaliados ao longo de períodos de tempo suficientemente extensos para poder corrigir, estatisticamente resultados por vezes “desviantes”. As alegadas subidas e descidas de determinadas escolas têm um significado muito relativo: uma turma muito boa apresenta um resultado excelente num determinado ano que porventura só virá a repetir-se alguns anos depois. Há que relativizar, portanto, o facto de uma escola estar num determinado ano em 1º lugar, e no outro em 10º, por exemplo. Outro aspecto a ter em conta é a grande amplitude entre médias de alunos melhores e médias de alunos menos bons. Esta disparidade é notória principalmente entre zonas mais favorecidas e menos favorecidas, mas também em zonas de desenvolvimento semelhante, ou seja, aqueles alunos mais interessados e em- penhados nas suas candidaturas ao ensino superior têm melhorado ano após ano, os seus resultados face aos outros. Cada aluno está inserido num contexto, num envolvimento social, que como sabemos, afecta o seu desempenho e o seu nível de empenho. Qualquer docente constata que alunos provenientes de bairros problemáticos, de classes mais desfavorecidas, têm à partida, mais dificuldades de aprendizagem, menos interesse e empenho do que alunos provenientes de meios sociais mais desenvolvidos quer monetária quer intelectualmente, ou seja, há uma grande discrepância nas médias, que por sua vez se traduz numa dispersão de resultados, que não dependem apenas, como defende D. Justino, da qualidade de ensino e da qualidade do corpo docente: “o que importa realmente para os bons resultados das escolas é a organização, liderança, qualificação e motivação dos professores.” Motivação… palavra à qual também não fico indiferente e que neste momento no ranking sentimental de cada docente deve ocupar seguramente o último lugar… Se, por um lado, o conhecimento público dos resultados dos rankings pode ser um factor incentivador à melhoria do desempenho das escolas, por outro lado, e ao contrário do que afirma o ex-ministro, estas avaliações podem ser motivo de selecção, exclusão e insucesso dos alunos: nas escolas privadas os resultados têm obrigatoriamente de ser bons, pois são, na sua maioria frequentadas por alunos de algum poder económico (selecção automática pelo valor da propina), que por si só irão garantir um bom resultado dessas escolas. O interesse na divulgação dos resultados torna-se então evidente e mais acentuado nestas escolas. Por conseguinte, comparações entre escolas públicas e privadas podem levarnos a conclusões precipitadas. Os resultados das escolas, na minha opinião, não são mais do que resultados educativos que, para atingir melhorias têm que ser sujeitos a várias intervenções, que contemplem vários agentes e com alguma estabilidade temporal. * Secretariado - Aveiro Sul SECRETARIADO REGIONAL DE BARLAVENTO ALGARVIO “Abertura da Sede ” N a última reunião descentraliza da, uma das expressões mais utilizadas durante as intervenções foi “A Família SEPLEU”. Apraz-nos dizer que, como membros dessa “Família”, ficamos felizes e muito motivados para o desenvolvimento de um projecto onde todos os elementos funcionam com um grande rigor e profissionalismo. É com todo este rigor, profissionalismo e entusiasmo que a equipa do Secretariado Regional do Barlavento Algarvio trabalha diariamente, para esclarecer e apoiar todos os colegas que estão no terreno. Esse trabalho tem sido reconhecido pelos que são nossos sócios e, muitas vezes até pelos que não são e que, em último recurso recorrem aos nossos serviços. Daí, advém o crescimento que este Secretariado tem registado, em apenas cinco anos de existência no Barlavento Algarvio. Com o crescimento do nosso Secretariado, aumentaram também as nossas responsabilidades. Como consequência do reconhecimento do trabalho realizado pelo SEPLEU – Secretariado Regional do Barlavento Algarvio e para tornar possível uma maior proximidade entre o SEPLEU Rua Coronel Figueiredo Edifício Lagoa Parque, lj 19 Rua Coronel Figueiredo 8400 Lagoa Rua 25 de Abril Millenium Rua Afonso Costa Montepio Geral BPI Portimão N125 BV Lagoa Elefante Azul Cartório Notarial Lagoa Mapa da Sede do Secretariado Regional do Barlavento Algarvio W N S N125 E Faro Alcantarilha e os seus sócios, houve necessidade de abrir uma Sede Regional na Zona do Barlavento Algarvio. O local escolhido para a instalação da sede, foi a bonita cidade de Lagoa. A sede encontra-se num local bastante acessível, uma vez que se situa numa das ruas principais da cidade, onde se encontram todos os serviços de apoio à comunidade (bancos, correios, farmácias, etc.). A morada encontra-se no mapa apresentado a seguir, junto ao logótipo do SEPLEU e o novo número de telefone/ fax é 282 381 175. Informamos, também, que o Secretariado Regional do Barlavento Algarvio tem um novo e-mail: [email protected]. Aproveitamos para agradecer a todos os sócios a confiança que depositaram em nós e, informar que continuaremos a trabalhar afincadamente para continuarmos a corresponder às vossas expectativas, ficando a aguardar a vossa visita na nossa sede, que está aberta a partir do mês de Janeiro de 2005, onde poderão contar com o nosso total apoio. * Secretariado Regional do Barlavento Algarvio “Ano Lectivo 2004/2005” António da Palma Simões * TEMA Senão vai a bem, vai a bem! Indisciplina na Escola No seguimento da sua política educativo/formativa, o SEPLEU – Secretariado Regional do Barlavento Algarvio, vai mais uma vez organizar ao longo deste ano lectivo uma série de Seminários sobre os mais diversos temas, como podemos ver na tabela. FORMADOR DATA HORÁRIO 20/01/05 - Portimão 9h30 às 12h30 21/01/05 - Loulé e das 14h às 16h Mestre Daniel Rijo 21/04/05 - Albufeira Música bem temperada Dr. Pedro Cunha Das 9h30 às ??h 22/04/05 - Aljezur (*) Sistemas de Aprendizagem Através da Web O Professor e a Educação Sexual na Escola Dr. Rui Carvalho 22/02/05 - Albufeira Das 9h às 13 horas 03/03/05 - Faro (*) Dr. Manuel Freitas Gomes Das 9h30 às ??h 04/03/05 - Albufeira 08/06/05 - Portimão Estudo Acompanhado Mestre Carlos Silvestre Das 9h30 às ??h 09/06/05 - Loulé (*) A Saúde na escola e no Enfª Maria João Monteiro 05/05/05 - Portimão Jardim-de-infância Enfª Isabel Moreira 06/05/05 - Loulé Dificuldades de Das 9h30 às ??h Loulé (*) Mestre Victor Cruz Aprendizagem (Parte 2) Das 9h30 às ??h Portimão (*) O Computador Loulé (*) Dr. Lagarto e a Música na Escola * Datas a confirmar Das 9h30 às ??h Portimão (*) Este novo ciclo formativo, iniciou-se nos passados dia 2 e 3 de Dezembro, com a realização de um seminário subordinado ao tema “Gestão do Stress” que se enquadra perfeitamente no sentimento geral da classe docente gerado pelo arranque bastante atribulado deste ano lectivo. O seminário foi ministrado pela Dra. Ana Afonso Marques, Licenciada em Antropologia, pela Universidade Nova de Lisboa em 1991 e Pós-Graduada em Comportamento Organizacional, pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada em 1996. Este seminário realizou-se em dois locais distintos. No dia 2 de Dezembro, decorreu no auditório da Biblioteca Municipal “Sophia de Mello Breyner”, na cidade de Loulé e contou com a presença de mais de uma centena de professores dos vários níveis de ensino. No dia 3 do mesmo mês, o mesmo decorreu nos Cinemas de Portimão e contou com a presença de nove dezenas de participantes. Podemos concluir que a generalidade dos participantes gostou não só do tema do seminário, mas também da forma como foi apresentado e conduzido. O SEPLEU – Secretariado Regional do Barlavento Algarvio agradece a todos os participantes, a forma como se empenharam na realização das tarefas propostas pela Dra. Ana Afonso Marques. * Secretariado do Barlavento Algarvio sepleu 3 SECRETARIADO REGIONAL DE BEJA Participação: uma síntese inevitável P articipação é, hoje, uma palavra que está na ordem do dia. A valoração da palavra etimologicamente latina – participatiõne – é hoje um imperativo ético no quadro do sistema democrático: a participação é – pelos menos discursivamente – entendida como direito e como condição de cidadania. Palavra-chave, “omnipresente nos discursos político, normativo e pedagógico” é “utilizada em muitos e diferentes contextos, com objectivos diversos a que correspondem práticas diversas” (Lima). Enquanto elemento conceptual na teoria das organizações, participação, assume – e sujeita-se – a significações e interpretações variadas sendo, muitas vezes, convocada como “a panaceia para resolver os problemas das organizações” (Alves Pinto). Na perspectiva de Galego (1993) participar é garantir o direito de todos acederem à capacidade de intervir no projecto da sua existência, sendo uma condição de cidadania e apresentandose na nossa sociedade contemporânea, como um direito fundamental ligado à natureza da educação. À amplitude e especificidade diferenciadora desta definição agregamos o seu carácter mais instrumental dizendo, como o faz Lima (1992) que a participação deve “constituir uma prática, um exercício que se repete” e desse modo enfatiza-se o poder que os indivíduos têm numa qualquer decisão projectando, através dessa prática, a dimensão social e política da sua intervenção a qual expressa, necessariamente, o sistema de valores e de interesses que enformam os seus projectos pessoais e profissionais. Baseada na mobilização dos actores para a acção a participação inscreve-se nas redes de relações e interacções sociais – quer formais quer informais – que se criam e desenvolvem no contexto das organizações. Esta realidade implica que ao falar de participação se concentre, igualmente, o olhar sobre a racionalidade dos comportamentos dos actores sociais nas organizações. Assim, e na linha do pensamento crozieriano “participar é perder a liberdade, é perder a situação confortável de crítico, é também enfrentar o risco de se empenhar emocionalmente, é finalmente prestar-se à limitação de outrem, à limitação do grupo ou de unidade às decisões das quais participa”, de onde se, por um lado, a participação releva da concepção de democracia (possibilitando a cada indivíduo a sua intervenção directa no processo de tomada de decisões na base de critérios estabelecidos) e, consequentemente, constitui-se como elemento privilegiado de realização da democracia; por outro, a admissão de que a participação envolve riscos leva, 4 sepleu necessariamente, à adopção – de um A intervenção de todos contribui para ponto de vista estratégico – de uma o enriquecimento mútuo dos participanconcepção que, embora valorizando e tes; a aceitação e estima dos membros reconhecendo a importância da partici- do grupo reduz os conflitos; o aceitar verno) representa um fenómeno compação, integre outras concepções que diversos papéis na participação aumenta plexo e polifacetado e, consequentequestionem a pertinência, a oportuni- o estímulo, a solidariedade e a responsa- mente, o pensamento unívoco sobre as dade e as vantagens da participação do bilidade; a qualidade de trabalho desen- suas vantagens, benefícios e eficácia ponto de vista dos diferentes actores. volvido é melhorada; a maior rapidez na deve ser ultrapassado. De igual modo, Trata-se, portanto, de considerar a não- formulação de planos e o impulso à dedi- de um ponto de vista sociológico, e, nos participação como uma orientação pos- cação de objectivos comuns são os ele- regimes democráticos, a participação sível. mentos da listagem apresentada por Pa- não pode estar sujeita, exclusivamenParticipação e não-participação são lácios respeitante às vantagens da parti- te, à consideração dos princípios norelementos de um quadro conceptual po- cipação, enquanto que enumera, igual- mativos consagrados uma vez que ela só lifacetado a ter em conta na análise das mente, quatro desvantagens, a saber: os existe, verdadeiramente, como prátiorganizações e entendidos como extre- processos de tomada de decisão são mais ca, de onde uma focalização unilateral mos de um continuum que, embora em lentos; o tempo concedido aos trabalha- conduz a visões unitárias e monolíticas posições opostas podem coexistir num dores para tarefas de planificação e dis- das organizações incidindo sobre os obdado contexto sendo a distância que os cussão tem um custo adicional e o risco jectivos oficialmente perseguidos pela separa, de um ponto de vista teórico, de desvios pode causar situações impos- instituição escolar e esquecendo quer as preenchida por diferentes formas e tas e falta de disciplina participativa estratégias individuais dos actores quer a consideração de outros espaços de modalidades de participação. (Palácios). Sob um ponto de vista empírico estas Num outro registo discursivo, porque intervenção e orientações que não as de duas abordagens teóricas, enfatizando enquadrado num outro campo das Ciênci- ordem institucional. E são estes espaços diferentes níveis de participação baliza- as da Educação, concretamente no da de intervenção (nomeadamente os esdos em critérios claramente enuncia- organização e gestão das escolas, o tema paços de autonomia) a par das dimendos, afiguram-se como pertinentes en- da participação é, igualmente, um dos sões estratégicas dos actores, que lequanto instrumentos analíticos da esco- temas mais abordados na agenda das vam alguns investigadores a não dispensar a análise das dimensões da parla portuguesa. mudanças da administração escolar. Por sua vez, outros autores, entenTrata-se de questionar os mitos cons- ticipação e da não participação. dem a participação enquanto expressão truídos em torno da participação e de de modalidades de intervenção, de onde enfatizar o facto de que a participação Fátima Palma - Secretariado Regional de Beja as formas de estar ou de intervir nas nas organizações (na decisão e no goorganizações – em especial nas escolas – dependem da conjugaACÇÕES DE FORMAÇÃO REALIZADAS ATÉ À PRESENTE DATA ção, por um lado, das leituras que os actores fazem da organização ACÇÃO DIA LOCAL e, por outro, dos seus projectos pessoais, dos constrangimentos do “Se não vai a bem, vai a bem! Auditório do Instituto 22 de Outubro de 2004 sistema de acção e, Indisciplina na Escola” Politécnico de Beja consequentemente, das margens de liber“Nós todos três” 26 de Novembro de 2004 Salão do INATEL em Beja dade utilizadas, ou seja, das estratégias Escola Secundária de “O Estanho no Natal” 26 de Novembro de 2004 dos diferentes autores. Moura A participação – entendida em sentido Escola Básica 2,3 de amplo – enquanto for“O Estanho no Natal” 2 de Dezembro de 2004 Moura ma de interacção pode ser vista como respos“A Música e o Computador na Auditório da Biblioteca ta à satisfação ou des21 de Dezembro de 2004 Escola” Municipal de Beja contentamento dos indivíduos. Escola Do 1º Ciclo de É, em suma, a raci“Ideias para o Carnaval” 17 de Janeiro de 2005 Almodôvar onalidade estratégica dos actores que determina a sua forma de participação. Por sua vez, este enfoque remete-nos para uma outra abordagem agregada à problemática da participação que se prende com o que alguns autores conceptualizam como as vantagens e as desvantagens da participação. “Ideias para o Carnaval” 18 de Janeiro de 2005 Escola Secundária de Castro Verde “Ideias para o Carnaval” 21 de Janeiro de 2005 Escola Secundária de Moura “Ideias para o Carnaval” 24 de Janeiro de 2005 Escola Secundária de Moura “Power point apresentação em multimédia” 2 de Fevereiro de 2005 Escola E.B.2,3 S Dr. João de Brito - Almodôvar SECRETARIADO REGIONAL DE BEJA Reflexão sobre a profissão de docente Q uem hoje pretende entrar na profissão de docente depois de acabar o curso numa Escola Superior de Educação ou Universidade e querendo exercer tal actividade, tem dificuldade em realizar esse objectivo. No início do ano lectivo de 2003/2004, a previsão do desemprego dos professores era de 28 mil. Actualmente a previsão é superior a 30 mil. Em Outubro de 2004, das listas publicadas no último concurso, existiam cerca de 40 mil professores excluídos, para o preenchimento de cerca de dez mil horários vagos. E é infelizmente crescente esta realidade. Para além da dificuldade inicial de acesso à profissão esta apresenta constantes desafios que decorrem da adequação da actividade, à satisfação das necessidades de uma sociedade em constante mudança. Esta situação provoca nos professores a existência de níveis elevados de insatisfação e mal-estar. As exigências que hoje se colocam, decorrentes do Estado de Direito Democrático, e que se concretizam através de uma maior abertura das instituições à participação dos cidadãos, expõem cada vez mais a Escola e os professores, que em consequência se sentem pressionados pela sociedade. Simultaneamente este importante “paradigma” tem o insuficiente apoio das estruturas do Ministério da Educação. Dir-se-á que aquilo que nos entra, como fluxo democrático, pela porta da Escola sai, pela janela, varrendo a intenção formal. No que se refere à questão da parti- cipação, a nossa Constituição é sobejamente exigente. Diz-nos que a nossa República é um Estado de Direito Democrático, que tem por objectivo o aprofundamento da democracia participativa, que os professores e alunos têm o direito de participar na gestão democrática das escolas e que a Administração Pública deverá ser estruturada de modo a assegurar a participação dos interessados na sua gestão efectiva. O Princípio Democrático como prin- cípio estruturante na nossa sociedade, só se concretiza verificados os níveis de participação em todos os sectores da sociedade. Não basta a democracia representativa. Ao exigir dos docentes tais níveis de participação, o próprio Ministério não promove, a tempo, as inadiáveis questões de estabilidade profissional, de colocação, de reconhecimento social, etc. O que provoca, ao longo dos anos, manifestações de insatisfação, reflecti- das em fadiga, exaustão, ansiedade, medo, stress, absentismo e desejo de abandono. A sociedade está em constante mudança. Precisamos de inovar a escola e a profissão docente face aos desafios actuais. Tal será possível com o envolvimento cada vez maior dos parceiros educativos e com a intervenção eficaz dos poderes central e local adequando as exigências formais às questões funcionais. Secretariado Regional de Beja V Seminário de Formação Pessoal e Social “Educar e Ensinar - Uma Perspectiva de Desenvolvimento Profissional” O Secretário Regional de Beja representando o SEPLEU participou no V Seminário de Formação Pessoal e Social intitulado “Educar e Ensinar Uma Perspectiva de Desenvolvimento Profissional” realizado no dia 6 de Janeiro de 2005 no Auditório do Instituto Politécnico de Beja pela Escola Superior de Educação de Beja, como orador, no 2º painel subordinando ao tema “Problemáticas da Profissão Docente”. Abordaram-se as diferentes problemáticas com que a profissão docente se depara, procurando conhecer as melhores estratégias de resolução de problemas educativos. sepleu 5 SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGA NORTE Actividades do secretariado de Braga Norte para os 2º e 3º períodos João Horta* Para o segundo e terceiro períodos do Ano Lectivo 2004/2005, o Secretariado de Braga Norte do S.E.P.L.E.U. agendou as seguintes actividades: · Dia 18 de Fevereiro de 2005, pelas 9.30h, no Auditório Municipal Galécia, em Braga, Seminário “Distúrbios Exteriorizados do Comportamento: Hiperactividade e Défice de Atenção e Comportamento Oposicional” , cuja prelectora é a Dr.ª Maria João Couto. · Dia 15 de Abril de 2005, pelas 9.30h, no Auditório Municipal Galécia, em Braga, Seminário “Música Bem temperada” com o Dr. Pedro Cunha. · Dia 29 de Abril de 2005, Seminário “Educação e Expressão Física-Motora”, com a Dr.ª Bela Afonso, destinado a professores do 1º Ciclo do Ensino Básico. · Dia 5 de Maio de 2005, pelas 9.30h, no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, o seminário “Contar Histórias”, com o Dr. Evaldo Barros. · No final do Ano lectivo teremos o Dia do Sócio do SEPLEU, em data a designar. As reuniões sindicais estão previstas para as datas e locais seguintes: - Dia 3 de Março de 2005, pelas 10.30h, na Escola EB 2/3 de Pico de Regalados - Dia 12 de Abril de 2005, pelas 10.30h, na Escola EB 2/3 de Prado - Dia 10 de Maio de 2005, pelas 10.30h, na Escola EB 2/3 de Apúlia pelas 10.30h - Dia 7 de Junho de 2005, pelas 10.30h, na Escola EB 2/3 de Lamaçães Qualquer informação adicional ou esclarecimento é favor contactar o Secretariado Regional de Braga Norte na Avenida General Norton de Matos, n.º 50 – 2.º - sala 6, pelo telefone 253217184, telm. 967264167 e por Email [email protected] *Secretário Regional de Braga Norte SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGA SUL Rui Barroso* A A Educação e a Política de mãos dadas! lgo de errado se passa com os vários partidos políticos! (não sou de nenhum partido – sou “inteiro” - e lutarei sempre pelos meus interesses, pois são os interesses de muitos da minha classe – a classe docente). Em ano de Eleições, embora estas tenham sido convocadas pela dissolução do governo por parte do Presidente da República em Dezembro último, ainda não vi nem li, por parte dos vários partidos políticos candidatos ao poder, um programa que vise uma alteração às políticas seguidas pelos anteriores governos, no que concerne à educação. Neste momento (hoje é dia 28 de Janeiro de 2005 e as eleições são a 20 de Fevereiro) já era altura de estarem elaboradas e/ou apresentadas propostas concretas por parte dos vários partidos políticos nesse âmbito. Será por terem sido apanhados de surpresa?! Por favor! A dissolução foi em Dezembro. Passado um mês e tal ainda não tiveram tempo para escrever umas linhas sobre o que pretendem, com tantas “cabeças pensantes” que têm nas Vossas fileiras com provas dadas na educação? E quem estava no poder? Não tinha um rumo traçado?! Se não tinha, o que estiveram a fazer? Se tinha, onde estão as linhas orientadoras? Muito pouco têm falado sobre o que pretendem para o futuro do ensino em Portugal e quais as alterações que se propõem fazer para que o país consiga 6 sepleu sair do fundo da tabela dos vários estudos realizados a nível internacional. Deste modo, deixo aqui algumas perguntas que gostaria de ver esclarecidas por parte dos vários candidatos ao governo. 1. Que fazer com os alunos do ensino especial? É urgente um diploma que defina as orientações para estes alunos. Não é só para os que têm Necessidades Educativas Especiais é também para os que têm Dificuldades de Aprendizagem e os Sobredotados. Não se esqueçam da escola inclusiva e a declaração de Salamanca. 2. O que pretendem fazer para combater a violência e roubos nas escolas? Manter o modelo actual, que é burocrático, moroso, ineficaz, ou alterar, de modo a reforçar o papel e a autoridade do professor. 3. Que tipo de avaliação pretendem para os professores? Manter o actual modelo ou alterá-lo? Se o vão alterar como vão fazer? Com que critérios? Quem fará essa avaliação? 4. Que medidas pretendem introduzir no ensino para melhorar as nossas provas a nível internacional como a da OCDE e PISA? 5. Que medidas pretendem introduzir para articular os vários níveis de ensino: básico, secundário e superior? 6. Que medidas pretendem introduzir para a progressão na carreira dos docentes? Esta será com base no actual modelo ou com base noutro? Se é noutro modelo quais as directrizes? Será pelo grau académico (muitos dos docentes já são Mestres e Doutores), pelo nível de ensino (como era antigamente) ou pela avaliação feita a estes docentes? 7. Que sistema de avaliação pretendem para articular nos vários níveis de ensino? A actual, com exames ou outra sem exames? Exames a algumas disciplinas ou a todas? Com que critérios de avaliação? Descritiva, de 1 a 5, e de 0 a 20 ou outra? 8. Se pretendem introduzir alguma reforma curricular? Se sim, como vão fazer? Vão ouvir todos os parceiros (pais, alunos, professores, sindicatos, instituições de defesa do ambiente e outras, professores das ciências da educação, especialistas e o poder político) ou só alguns como tem sido? 9. Como pretendem estabilizar o corpo docente nas escolas? Vão abrir mais vagas nos Quadros de Escola (se a própria ministra reconhece que estes estão subvalorizados) ou vai continuar tudo com está? 10. Como pretendem combater o abandono escolar? Vão criar mais cursos profissionais ou manter os alunos no ensino regular onde, para muitos, o que ali aprendem de nada lhes vai ser útil na vida activa. 11. Que soluções têm para os milha- res de professores profissionalizados que se formaram e não têm emprego? 12. Como pretendem alterar as práticas lectivas? Mantendo a actual formação de professores ou alterá-la de modo a que estes possam tirar cursos de graduação (especializações, mestrados e doutoramentos) em instituições superiores de qualidade. Vão, ou não, avaliar os cursos ministrados nas muitas instituições superiores. Se vão, como o vão fazer? É necessário fechar muitos dos cursos de formação de professores e abrir cursos de Especialização, Mestrados e Doutoramentos, de modo a que se alterem práticas lectivas com os estudos recentes e a classe docente tenha mais formação. 13. Como pretendem reorganizar os vários grupos docentes? 14. Qual o modelo de organização escolar? Continuar com agrupamentos de escolas verticais ou outro? 15. Como pretendem que seja feita a gestão escolar? Por eleição entre pares? Colegial? Unipessoal? Por nomeação? Outro? Qual? Por gestores ou por docentes com especialização na matéria? 16. Que modelo de financiamento defendem? O actual ou outro? 17. O calendário escolar será para manter com está (neste momento o préescolar é prejudicado em relação aos outros níveis de ensino) ou é para uniformizar o calendário para todos os ní- SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGA SUL veis? 18. Para quando a introdução do último ano do pré-escolar como ensino obrigatório? 19. Pretendem atribuir benefícios fiscais aos docentes (na despesa com o combustível e automóvel ou no aluguer de uma segunda casa) que têm que se deslocar, muitas vezes centenas de quilómetros, para leccionar? 20. Como vão fazer com Bolonha? Já está a bater à porta! Há que reorganizar todo o sistema de ensino superior. Apesar de algumas instituições superiores já se terem adiantado é da responsabilidade do governo a sua normalização. 21. Os manuais escolares serão ava- liados por equipas competentes e continuará tudo como está? Dando oportunidade a que surjam alguns com erros científicos, ortográficos entre outros, cabendo aos professores a tarefa de escolher, de entre uma quantidade enorme de manuais, aquele que vão adoptar para a escola. Não seria mais fácil haver uma equipa especializada na matéria que propusesse o que pretendiam nos manuais e que depois analisa-se os manuais propostos pelas editoras e desse o aval, ou não, ao manual apresentado, ficando depois a escolha ao critério dos professores da escola. 22. Vão continuar a fechar escolas do 1º ciclo de locais isolados e com poucos alunos levando à “morte social e cultural” dessas aldeias? Vão continuar a deslocar todas essas crianças para os grandes centros, alguns deles a muitos quilómetros de distância de casa? Ou vão reorganizar o sistema, abrindo cursos de alfabetização, nessas escolas de aldeia, para as pessoas mais idosas aprenderem a ler e escrever, acabando deste modo, com o alto nível de analfabetos nessa classe ou estão à espera que eles morram para que o nível de analfabetos desça? Estas são algumas das questões que gostaria de ver esclarecidas mas não vejo forma, nem vontade por parte dos actuais partidos, em modificar o que está. Se até 19 de Fevereiro não me forem esclarecidas ou apresentado um programa digno, de vontade politica, que pretenda alterar algumas destas situações só me resta o manifesto no dia 20, não na rua, com bandeiras e a gritar alto. Vou Votar sim mas em branco, porque a educação é o papel mais importante no futuro de um país, pois dela dependem os futuros ministros, doutores, advogados, engenheiros, técnicos de informática, pedreiros, etc. e sem uma formação digna não há país que resista. * Secretário Regional de Braga Sul Seminários 2.º Período 25 Fevereiro 2005 4 Março 2005 8 Março 2005 9 Horas 9 Horas 9 Horas AUDITÓRIO DA ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE FAFE AUDITÓRIO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VIZELA AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GUIMARÃES Dra. Fátima Marinho Dr. Pedro Cunha Prof. Doutor João Lopes Sócios: Grátis Não Sócios: 7,5 € e 10 € (Problemas de Comportamento) FICHA DE INSCRIÇÃO NO SEMINÁRIO:___________________________________________________________________ Nome:____________________________________________ Sócio n.º ________ Não Sócio Morada ________________________________________________CP _________ Loc._______________ Tel: _____________ Situação Profissional: ___________________ Nível de Ensino _________________ Estabelecimento de Ensino ___________________________ Tel: __________________ Junto envio cheque nº ________________, do Banco __________, no valor de _________________________ _____________________________ para pagamento de inscrição, endossado ao SEPLEU Sec. Reg. Braga Sul. Inscrições limitadas, aceites até três dias antes e por ordem de chegada. Caso não receba qualquer comunicação em contrário, tal significa que a sua inscrição foi aceite. Será entregue o certificado de frequência e o respectivo recibo. Esta ficha pode ser fotocopiada. Dispensa de serviço ao abrigo do Despacho Normativo n.º 185/92, de 18 de Setembro, devendo ser requerida ao respectivo superior hierárquico com, pelo menos, 5 dias de antecedência. É Favor Afixar no Placar e/ou Dar Conhecimento aos Docentes sepleu 7 SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGA SUL Designação Local Data e horário Auditório da Biblioteca 28 de Abril Municipal de V. N. Famalicão 09.00 h “ Problemas afectivos Auditório do Hotel Villa 06 de Maio - infância e puberdade “ Guimarães 09.00 h “Contar Histórias” Formadores Dr. Evaldo Barros Dr.Paulo Passos 19 ou 20 de Maio Taipas “Criar, jogar e aprender” 09.00/13.00 h Dr. Joaquim Montez (local a confirmar) 14.30/17.00 h Álvaro Silva* Ensinar e aprender com as tecnologias de informação e comunicação (TIC) Actualmente as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico possuem equipamentos TIC em número muito razoável. O equipamento de menor expressão tem a ver geralmente com o audiovisual (videogravador) e alguns periféricos, mas existe uma cobertura total em computador e computador com ligação à Internet. Vivese uma realidade muito diferente da existente até há poucos anos (década de 90). Embora a realidade nos mostre que há algumas diferenças significativas entre escolas ao nível da quantidade de equipamentos, que há pouca diversidade e insuficiência de software educativo (sobretudo), também se pode afirmar, em termos gerais, que se operou um autêntico “choque tecnológico”, desde logo, quando se verifica que todas as escolas estão equipadas com computador, a maioria com características multimédia e que todas as escolas têm ligação à Internet, através de rede RDIS. É de realçar o facto da maioria das escolas terem endereço de correio electrónico e que algumas, ainda que em número diminuto (mas em número crescente), possuírem página na Internet. Nesta dinâmica deve ser valorizado o contributo decisivo que tiveram os projectos Internet na Escola, o Ciência Viva e o Nónio Século XXI. Contudo, possuir equipamentos não é razão suficiente para a sua utilização. Em muitos casos a utilização não é feita de modo frequente, seja na preparação das aulas, seja (sobretudo) na sala com os alunos. Continua a existir um número elevado de professores que não se sente à vontade em trabalhar as TIC. Esta situação é agravada pela existência de alguns aspectos adversos, destacandose o elevado número de professores que não possuem conhecimentos suficientes para utilizarem de forma adequada, pedagógica e comunicacional, o computador, o vídeo e, principalmente, a Internet; a falta de coordenação/integra- 8 sepleu ção das TIC nos três níveis de desenvolvimento de um Projecto (Projecto Educativo, Projecto Curricular de Escola e Projecto Curricular de Turma) e ainda a existência de um número significativo de docentes que desconhece a maioria dos programas utilitários que acompanham o pacote do Microsoft Office. Uma vez que os meios existem, a maior utilização das TIC passa obrigatoriamente pela aposta na formação. A formação constitui uma das principais preocupações dos professores e a sua falta é um dos obstáculos à utilização de qualquer inovação pedagógica. Os professores lançam um desafio a si próprios ao valorizarem a via da autoformação e da formação contínua, mas também às instituições que têm responsabilidades na formação inicial e contínua. Esta formação deveria atender à tipologia muito unitária da rede escolar (situação que se verifica em escolas do interior do país) e equacionar a possibilidade das TIC funcionarem como potenciador de trabalho cooperativo intraescola e inter-escolas. Em muitos estudos realizados em Portugal e no estrangeiro os professores têm manifestado apetência e o interesse em aprenderem mais sobre aplicações das TIC na aprendizagem, ao mesmo tempo também manifestam atitudes positivas na sua utilização. Para além disso existem indicadores positivos sobre a adesão a programas e projectos em Tecnologias de Informação e Comunicação bem como a existe a intenção de muitas escolas em voltar a concorrer a projectos nesta área. Muitos docentes consideram estas tecnologias como possuindo potencialidades lúdicas, motivacionais e cognitivas. Todos estes indicadores são sinais de que se mostram receptivos em integrá-las nas práticas de ensino e de aprendizagem. É assim que uma forte aposta na formação contínua de qualidade é considerada uma situação altamente promotora da utilização das TIC. A iniciativa deve partir dos professores em Conselho Pedagógico ou Conselho de Docentes e posteriormente proposta aos Centros de Formação. As actuais condições de equipamento das escolas do 1º Ciclo (cada vez melhores) proporcionadas por diversos projectos e programas, conjugados com a existência de um regime de monodocência; a crescente penetração das TIC nos lares tornando-se parte integrante do quotidiano dos mais jovens; o carácter transdisciplinar das TIC (Decreto-Lei nº6/2001) e as possibilidades de utilização transversal constituem factores que se conjugam para facilitar a integração das Tecnologias de Informação e Comunicação na sala de aula. A utilização das TIC assenta: em medidas legislativas; na aposta da Comunidade Europeia na construção da Sociedade da Informação; em correntes psicológicas, constituindo actualmente as teorias construtivistas o paradigma de referência e no sucesso social das mesmas, pelo que a escola só tem a ganhar com a integração das TIC, sob pena de ser irremediavelmente ultrapassada pela evolução tecnológica. Este argumento não é suficiente para a sua utilização, os professores e a sociedade em geral têm legitimidade para se questionarem se a utilização das TIC apresenta vantagens pedagógicas. Uma leitura atenta de estudos realizados um pouco por todo o mundo revela a existência de vantagens em várias aéreas, desde a língua portuguesa (por exemplo na aprendizagem da leitura e da escrita) até à matemática. * Mestre em Formação Psicológica de Professores - Dirigente do SEPLEU - Braga Sul SE M “ r” SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGANÇA Concurso 2005/2006. Como irá decorrer?... O concurso de professores para o ano lectivo 2005/2006 inicia-se no próximo dia 14 de Fevereiro, com uma primeira inscrição obrigatória, seguida da candidatura electrónica. Após o terramoto do concurso do ano passado, cujas réplicas se sucederam sem fim… E ninguém se responsabilizou, visto que não passou de um fenómeno da natureza…A senhora Ministra vem, agora assegurar que estão criadas todas as con- dições para que o próximo ano lectivo comece imperturbavelmente, e que assume toda a responsabilidade em relação ao actual processo. O novo sistema abrangeu perto de 740 mil euros, entre o desenvolvimento de todo o processo e o investimento em material informático de forma a criar uma base de dados dos docentes até agora inexistente. Afinal onde estão os dados do concurso anterior? Ainda dizem que temos que poupar! Como é do conhecimento de todos, o decreto-lei nº 35/2003, que regulamenta o concurso de professores, no seu artigo 8º, ponto 3 refere: “O concurso é aberto durante o mês de Janeiro, pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação…”, é bem claro, quanto ao início do processo. Neste momento já lá vai um mês! Quanto às restantes datas do concurso, teremos as primeiras listas provisórias em Maio, as defini- tivas em Julho e as de colocação definitiva na terceira semana de Agosto. Como será possível fazer a afectação e o destacamento, de maneira a que todos os docentes sejam, atempadamente colocados nas escolas, com o primeiro resultado a sair em fins de Agosto?!! Finalmente, uma simples e modesta questão: Vai tudo correr bem? Ver para crer. Rita Pereira - Secretariado de Bragança As Bibliotecas Escolares e a sua importância no processo ensino-aprendizagem N a sociedade de informação em que, actualmente, estamos inse ridos, pretende-se que a escola moderna dê instrumentos aos alunos para a entrada no mundo da informação. E não existe aprendizagem sem pedagogias operativas, ou seja, só se aprende a fazer, fazendo; só se acede à informação através do trabalho de pesquisa. E qual o melhor local, na escola, para o fazer? Obviamente, a biblioteca. Por isso este espaço que, no âmbito legislativo tem a sua importância bem vincada, carece, na escola real, de uma efectiva valorização, pois se assim não fosse, as orientações da política administrativa frisariam muito bem que o seu acesso devia abranger todo o universo educativo e isto não acontece, demonstrando que, apesar das teorizações feitas nesse sentido, a biblioteca escolar continua a ser um “anexo” e não um centro vital de aprendizagem. Numa fase inicial, quando a escola tinha como primeira e exclusiva função transmitir conhecimentos, a biblioteca escolar, nas palavras de António Calixto, “…era então um apêndice, um enfeite, um pequeno luxo a que os liceus se podiam dar para que algum aluno, eventualmente mais desejoso de entrar no quadro de honra, pudesse aumentar um pouco os conhecimentos transmitidos pelo professor na aula.” Longe está agora esta maneira de encarar o ensino. O desenvolvimento das novas tecnologias afectou todos os sectores da actividade humana e, naturalmente, teve reflexos a nível da concepção de ensino e, consequentemente, da biblioteca escolar. Presentemente, o que é desejável é que o aluno edifique o seu próprio conhecimento e que o professor lhe vá facultando os meios e o vá orientando, ou seja, que o aluno interiorize conhecimentos de pesquisa que lhe permitam uma aprendizagem contínua. Assim, o conceito de biblioteca escolar tornou-se mais lato, deixou de ser “uma caixa de livros”, ou ajustando à realidade da época, deixou de ser uma série de livros em “estantes-fortaleza” hermeticamente fechadas. A biblioteca deve ser, então, um centro activo de aprendizagem, onde professores e alunos interagem numa incessante procura de conhecimento, de lazer, de respostas, mas também de “dúvidas” que suscitam novas procuras. A corroborar estes esquissos que temos vindo a fazer, deixamos aqui uma definição (retirada de um grande universo) elaborada por um estudioso do âmbito de bibliotecas escolares: “…a biblioteca escolar mostra-se como um espaço educativo de transcendental importância para o processo de ensino-aprendizagem, já que desde uma concepção moderna da mesma, a biblioteca escolar é o grande Centro de Recursos que põe à disposição de professores e alunos recursos de tipos diversificados, necessários para o desenvolvimento desse processo. (…) Assim, a biblioteca escolar cumpre o triplo objectivo de informar, formar e entreter para ajudar a criação de homens e mulheres livres, participativos, autónomos, responsáveis, críticos, plenamente integrados na construção da sociedade e do mundo em que vivem. No mundo desigual em que vivemos, a biblioteca escolar cumpre um quarto objectivo, pois pressupõe um recurso indispensável para a luta contra as desigualdades ao permitir a todos um igual acesso à cultura, à informação, à arte, ao entretenimento, e, por conseguinte, à formação.” Um pouco de história… Em Portugal, as bibliotecas escolares começam a generalizar-se nas instituições de ensino durante o Estado Novo, mais precisamente a partir de 1948, ainda que, em documentos legais, apareçam referências à criação de bibliotecas no ensino primário em textos que remontam a 1867. Inicialmente, mas já com carácter obrigatório, as bibliotecas são implementadas nos Liceus, ficando excluídos os ensinos Primário e Técnico de então. Concomitantemente com a sua implementação, foram estabelecidos, criteriosamente, os fundos que as deveriam constituir, assim como se estabeleceram directivas para a escolha do professor responsável, que deveria pertencer compulsivamente aos oitavo, nono ou décimo grupos, ou seja, grupos de docência da área de Letras, que o ministério considerava como os mais vocacionados para gerir uma biblioteca. Este panorama manteve-se até aos anos setenta. Por esta data e com as reformas implementadas, nos finais dos anos sessenta, nomeadamente a de Veiga Simão, as bibliotecas, um pouco posteriormente, vão sofrer as consequências dessas mudanças de políticas educativas, quanto mais não seja a nível legislativo. Datam desta época, as primeiras tentativas de reestruturação das bibliotecas escolares. Foi ainda durante esse decénio que a Direcção-Geral do Ensino Secundário lançou uma série de cursos para os professores responsáveis. Em simultâneo com esta medida ministerial, outras entidades propuseram-se coadjuvar a reorganização das bibliotecas escolares, designadamente, a Associação de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas. Nas “Medidas de emergência sobre o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa”, emitida em 1987, reconhece-se a importância da biblioteca escolar como um recurso para “aprender a gostar de ler” e também como um meio indispensável para “aprender a aprender”, pois, actualmente, deve ser o aluno o construtor do seu conhecimento e o professor apenas um orientador ou um facilitador desse processo. A lei supracitada preconiza o seguinte: “1. Serão criadas bibliotecas em todos os estabelecimentos de ensino que ainda não as possuam e implementadas medidas para assegurar a permanente actualização e o enriquecimento bibliográfico de todas as bibliotecas escolares. 2. As bibliotecas escolares serão apetrechadas com os livros indispensáveis ao desenvolvimento cultural e ao ensino-aprendizagem da língua materna e adequadas à idade dos alunos, cabendo ao Ministério da Educação e Cultura criar as condições de acesso e de orientação dos alunos relativamente à leitura.” O que postula esta lei emitida pelo Ministério da Educação é bastante elucidativo sobre o papel que a biblioteca escolar deve ocupar na escola e na aprendizagem da língua materna, no entanto, para quem lidar com a realidade escolar todos os dias, esses princípios, que deveriam ser básicos e fundamentais, são, infelizmente, uma mera utopia. A biblioteca escolar raramente funciona como um espaço fundamental. Em primeiro lugar, e de forma incompreensível, se observarmos aquilo que reza a legislação, a maior parte das escolas não possui, de raiz, um espaço especifico para a instalação da biblioteca. Dentro deste horizonte, e atendendo à sensibilidade dos órgãos de gestão das escolas, são, por vezes, aproveitadas sepleu 9 SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGANÇA salas de aula normal como espaço para a biblioteca. No entanto, aparecem casos diversos. Por exemplo, existem escolas construídas muito após a década de oitenta, nas quais existem lugares específicos para a instalação de bibliotecas escolares, mas, quando as escolas pretendem candidatar-se à Rede de Bibliotecas Escolares são imediatamente excluídas porque o espaço não comporta as dimensões necessárias. Em segundo lugar, e ainda vigorando a circular expedida em 1951, geralmente, no princípio do ano, são atribuídas duas horas semanais a um professor, usualmente para completar horário, e não é tida em linha de conta se o professor em questão possui qualquer apetência ou qualquer vocação para este tipo de trabalho, tal como não se tem em atenção se o dito possui qualquer conhecimento na área da biblioteconomia. Assim, o que ordinariamente acontece é que essas duas horas, incontestavelmente insuficientes para fazer um trabalho sistemático e sério, vão ser gastas de forma, geralmente, infrutífera. Para além disso, uma grande parte dos conselhos executivos parece dar pouca importância a este espaço, já que, na maioria dos casos, a nomeação do professor responsável pelas biblioteca fazse, como dissemos anteriormente, para completar horários, mas também, para preencher horários de professores que têm dificuldades em gerir os alunos dentro da sala de aula e, por isso, como na biblioteca “não fazem nada”, é menos uma preocupação para a gestão; ou por pessoas que possuem já uma certa idade ou têm problemas de saúde, ou, ainda, porque existem professores que, em determinado ano lectivo, pedem a supressão da componente lectiva, por problemas de saúde e são, assim, encaminhados para o serviço de biblioteca, pois este é considerado um serviço leve. Ainda dentro do pessoal delegado para a biblioteca escolar, para além do professor responsável ou coordenador, existe um funcionário que se ocupa da biblioteca, mas a par dessa ocupação, o funcionário tem a seu cargo, na maioria dos casos, a execução de outras tarefas. É então vulgar encontrar, durante grande parte do tempo, a biblioteca fechada, porque o funcionário é chamado a cumprir funções “mais importantes”. Em terceiro lugar, as bibliotecas escolares não possuem um orçamento próprio. A compra de livros e materiais nãolivro para a biblioteca está sujeita à rubrica “Investimentos – Maquinaria e Equipamento”, ou seja, a par de uma série de maquinaria e materiais de desgaste; tornando compreensível que quase a totalidade dos materiais das bibli- otecas escolares provenha de doações, nomeadamente de editoras, e seja constituída, quase na totalidade, por manuais escolares, pois nunca existe verba suficiente para comprar livros e, portanto, as aquisições para as bibliotecas são sempre subsidiárias. Este quadro negro de uma grande parte das bibliotecas escolares do nosso país, leva-nos a inferir que muito do que foi feito em termos legislativos e mesmo em termos de formação não passou apenas disso, melhor dizendo, não passou à prática. É necessário, portanto, repensar o papel das bibliotecas e sensibilizar professores, alunos e funcionários para as suas potencialidades a nível de ensino e por em prática os princípios teóricos dos textos legais que preceituam uma prática pedagógica apoiada na autonomia e na pesquisa. Ana Lúcia Costa - Secretariado Regional de Bragança Educação/Formação: Carlos Silvestre* Que mais dizer deste País, a não ser que tenhamos esperança!!! A pós um ano de intenso trabalho, enormes dores de cabeça e muitas frustrações (por, nem sempre, termos podido ajudar quem precisava) eis que nos encontramos à porta de mais um ano de concursos para os docentes. Se o ano que passou foi tão desleal, por parte do ME, para com todos nós, este ano é, sem dúvida, o ano da esperança num futuro melhor, tanto na educação/formação como para todos os sectores da vida portuguesa. A questão da deslealdade, atrás referida, tem a ver, entre outras coisas e para além de tudo quanto já foi dito e escrito, com o facto de estarmos a começar um novo ciclo de concursos e ainda termos pendentes centenas, para não dizer milhares, de reclamações por satisfazer em favor dos colegas reclamantes lesados, isto porque nos têm chegado provas de que as respostas dadas nem sempre foram justas e, como tal, continuam a prejudicar ostensivamente (tan- to monetariamente, como em tempo de serviço) imensos colegas que, agora, só terão hipótese de resolver a injustiça e deslealdade, criada pelos incompetentes, arrogantes e prepotentes pensadores do sistema de concursos para 2004/ 2005, nas barras do tribunal. Porém, importa lembrar e alertar esses colegas que vivemos em Portugal, um país que como já escrevi antes, não paga indemnizações a ninguém e mesmo que haja culpados, são ou os computadores, ou a arraia-miúda. Às altas esferas, nada lhes acontece. Portanto, se querem partir para a luta, preparem-se para um grande desgaste físico, psicológico e financeiro para enfrentar um sistema judicial, que muitos especialistas na área (eu não sou), dizem estar caduco e ser totalmente injusto. Normalmente, nestes casos, a justiça é morosa e tarda em não se fazer ouvir, pois as pessoas desistem. O Estado que temos sabe disto e, talvez por isso, está-se pouco importando para os recursos que, sabemos, já se encontram em tribunal. Enfim, o problema de Portugal, continua, na minha humilde opinião e não só, no facto de nunca se ter feito uma aposta séria e de proporções descomunais na educação/formação do povo português. Se, desde o primeiro momento que começámos a ser subsídio-dependentes da UE, tivéssemos começado a gastar mais na educação/formação do que noutras áreas, teríamos hoje um povo muito mais autónomo, consciente dos seus deveres e direitos, um povo a saber pensar, reflectir, a saber o que quer e onde grassariam VALORES como a liberdade, a democracia, a rectidão, a justiça, a igualdade, a solidariedade, a cooperação, o companheirismo, a verdade, a moral, a ética, o bem…aspectos que resultariam, na minha opinião, numa economia capaz de se desenvolver de forma integrada e sustentada, pois um povo que sabe por e para onde navega encontra sempre o seu porto de abrigo. Infelizmente, este parágrafo utópico que acabo de escrever tem, no reverso da moeda, algo que é real e nada utópico. Pois, hoje, o que prolifera em Portugal e em muitos outros países desta sociedade Global e hipócrita, é aquilo a que eu chamo de cultura dos NÃO-VALORES. Esta cultura é traduzida em ofensas ideológicas, verbais e por vezes físicas e expressa por atitudes de inveja, de prepotência, de arrogância, de crueldade, de guerra, de selvajaria, de barbárie, de atingir os fins sem olhar a meios ou pessoas, enfim, aquilo que, infelizmente, os homens bons e de bons costumes conhecem… Amigos, mas nem tudo está perdido, ainda temos as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, a quem queria dar os parabéns pela forma brilhante, sem atropelos e respeitadora da condução dos concursos. Pensando alto, talvez a regionalização, que não quisemos ter, tivesse sido a solução. * Secretário Regional de Bragança Educação pré-escolar Um “Bouc Emissaire” Sandrine Araújo* N os últimos tempos, uma fase da escolaridade tem caído no esquecimento. Embora muito útil, parece que o Ministério da Educação não acredita nos seus benefícios. Estamos a falar do ensino pré-escolar, do jardim-de-infância. Quem já teve turmas de 1º ano sabe dar valor ao trabalho desempenhado pelos Educadores. Este trabalho é flagrante quando se 10 sepleu tem alunos que frequentaram esse nível de ensino e outros que não o frequentaram. Uma criança que frequentou o Jardim de Infância conhece as cores, sabe situar-se no espaço, tem um vocabulário mais rico, é mais sociável... Saber isto tudo pode parecer pouco, mas representa um grande avanço para o professor do 1º ano pois, vai facilitar o trabalho da propedêutica e pode avan- çar assim com o programa. Portanto, o ensino pré-escolar é muito útil e necessário, então porque não o tornar obrigatório? Numa altura em que tanto se fala de insucesso escolar, tornar o ensino pré-escolar obrigatório, de certeza viria resolver problemas. Ao iniciarem mais cedo a actividade escolar, qualquer problema de desenvolvimento, qualquer dificuldade que tivessem as crianças seriam logo detectados. O aluno é ajudado, apoiado mais cedo o que permite que, em muitos casos, se resolvam os problemas. Muitas vezes, quando os problemas só são detectados no 1º ciclo, torna-se muito mais difícil resolvê-los. Outro problema da não obrigatoriedade desse nível de ensino é que não há tanto envolvimento por parte das autarquias. Por exemplo, e isto verifica-se princi- SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGANÇA palmente nos meios desertificados como o são vários concelhos do distrito de Bragança, enquanto que o Município assegura o transporte das crianças do 1º ciclo que vivem em aldeias onde já fechou a escola para a escola mais próxima, nem sempre o faz no caso de crianças em idade pré-escolar. Como não é um ensino obrigatório, não tem tantas obrigações. Assim, temos aldeias próximas umas das outras com pouquíssimas crianças (às vezes, 1!) as quais muitas vezes, não têm com quem brincar. Porque é que não são agrupadas as crianças de várias aldeias e transportadas para o Jardim mais próximo (ou até criado de raiz)? Porque os Municípios não são obrigados a tal, tudo depende da sensibilidade de cada presidente. Essa solução criaria mais postos de trabalho, lutava-se contra o insucesso escolar, favorecia-se a sociabilização das crianças... Bem, todos esses argumentos, e muitos mais não parecem suficientes porque o Ministério, mais uma vez, não aceitou a nossa proposta de tornar o ensino pré-escolar obrigatório. Provavelmente olharão demasiado ao factor económico, esquecendo-se que as crianças de hoje são os homens de amanhã e que vale a pena investir nelas, num ensino digno, com boas condições e com mais meios. Outro problema com o qual vivem os Educadores de há dois anos para cá, é a questão do calendário escolar. Para quem não sabe, nas pausas do Natal e da Páscoa, os Jardins só fecham 5 dias e no verão, os educadores têm de trabalhar com as crianças até 10-15 de Julho. Este calendário diferenciado surgiu há uns dois anos, quando David Justino era Ministro da Educação. Porquê? Porque alguém se lembrou que em 1979 tinha sido publicada uma lei que diferenciava o calendário do ensino básico e secundário do pré-escolar. Assim, e apesar de todos os esforços feitos pelo nosso sindicato (manifestações, abaixo-assinados...), o Sr. Justino acho por bem não revogar essa lei, tudo porque achava que “Os educadores só brincam com os meninos, não precisam de tantas “férias”.”, é triste mas ele realmente afirmou isto! Arrogante e ignorante são dois adjectivos que o qualificam perfeitamente. Também se deu a justificação que os educadores, não fazendo avaliações, deviam ficar mais dias com os meninos. Só que isto não se verifica, todos os educadores avaliam os seus alunos, e na passada pausa do Natal, em vários agrupamentos do nosso distrito, eles tiveram reuniões de avaliação. Então, porque não têm direito ao mesmo calendário que os outros níveis de ensino? Noutros países bem mais avançados a nível educativo (aliás, pelos vistos, todos os países da actual CE estão mais avançados que nós a todos os níveis, mas essa é outra questão), todos os alunos têm as férias ao mesmo tempo. Porque é que crianças de 3, 4 e 5 anos devem ir para a escola quando os outros mais velhos estão de férias? Será que não se cansam tanto? Outra “desculpa” que deu o Sr. Justino era que se tinha de dar apoio aos pais dos meninos, proporcionando-lhes assim um local onde deixar os filhos. Será que não se lembrou que quase todos os educadores também são pais e mães. O que fazem eles com os filhos que frequentam outros níveis de ensino? Deixam-nos ficar sozinhos em casa? Muitas vezes, acabam por faltar, recorrendo a atestados, consultas, art. 102º... Quando é que o Ministério vai abrir os olhos? A maior parte dos Jardins estão fechados nos dias em que as outras escolas também o estão. Então, o que foi que se resolveu? Nada, os pais continuam a não saber onde deixar os filhos (embora esta situação não se verifique no nosso distrito onde há sempre uma vizinha, uma avó ou tia que fique com a criança). Havendo muitos Educadores desempregados, porque é que o Ministério não se lembrou de os contratar para desenvolver actividades com as crianças durante essas pausas e após o horário lectivo (sempre é melhor ser uma pessoa formada na área da educação a trabalhar com elas do que um auxiliar de acção educativa). Provavelmente o já falado factor económico! Resolviam-se tantos problemas se o governo abrisse os cordões da bolsa! Muito mais haveria para dizer, mas fica aqui a nossa promessa. A luta por um calendário único e por um ensino pré-escolar obrigatório não acabou, continuaremos a exigir isto e também melhores condições de trabalho para todos, mais respeito pela nossa profissão, mais apoios... Muito em breve teremos uma nova equipa ministerial e esperemos que seja melhor do que as duas anteriores (não vai ser difícil, pois não?!). Esperemos que sejam pessoas com mais sensibilidade para os problemas da educação e que saibam ouvir os sindicatos, pois afinal os sindicatos são a voz dos docentes. Nós temos noção daquilo que está mal no ensino, pois contactamos com professores todos os dias. Tudo faremos para dignificar o ensino e os professores. Com desejos tardios de um bom ano 2005, desejamos a todos boa sorte para os concursos e esperemos que tudo corra melhor que o ano passado. * Secretariado Regional de Bragança Gato escaldado da água fria tem medo.... Cândido Zoio* M ais uma vez o meu artigo irá focar o interesse do momento, os concursos de pessoal docente do continente. Digo mais uma vez, porque infelizmente é um assunto cada vez mais actual. O que se passou com os concursos de pessoal docente, no ano 2004/05, e que todos nós somos testemunha como por exemplo: erros grosseiros nas listas, colocações incorrectas etc.… infelizmente só acontecem num país como Portugal. Pois, depois de tantos erros até agora, ainda não foram apuradas as responsabilidades políticas ou outras. Assim continuaremos sempre na cauda da Europa. Mas, não podemos continuar a pensar no passado, este deve antes servir de correcção para o futuro modificandoo, para que, o que correu mal, não só em procedimentos como também em posturas e atitudes arrogantes por parte dos nossos governantes, não se voltem a repetir. Infelizmente, noto que, nada disto acontece em Portugal, nada do que saiu de novo em termos de legislação sobre concursos foi devidamente divulgado por parte do ME, tendo os Sindicatos que O substituir nesta tarefa. Cumpre-me aliás referir que em relação a esta matéria, o SEPLEU está de consciência tranquila, pois nas suas Reuniões Sindicais tem rebatido todas as informações sobre este tema. Os concursos continuam a ser a grande dor de cabeça de todos os docentes, noto isso nas Reuniões Sindicais, ou, quando abordo e sou abordado por colegas cheios de dúvidas nas ra dos concursos, (só um aparte; datas estas que confirmam o desnorte deste Ministério, pois são contrárias às que estavam já agendadas) deveria antes criar equipas de informação que no terreno, informassem todos os agrupamentos de escola, e retirassem qual- JANEIRO escolas, quando me questionam constantemente sobre este tema. Por vezes, eu próprio que já “devorei” toda a legislação (Decretos-Lei 35/2003, 18/2004 e 20/2005) tenho dúvidas, aliás, penso que até a própria ministra as tem. Como podem então os docentes, que estão mais preocupados em remediar o ano lectivo 2004/05, que como sabemos começou catastroficamente não as ter? O que mais me “dói”, é também, a falta de respeito por parte destes governantes em relação a toda a classe docente. Pois a senhora ministra, em vez de convocar conferências de imprensa para anunciar datas prováveis para a abertu- quer dúvida para não se cometerem os erros grosseiros do passado. Só me resta continuar a afirmar que devemos estar atentos e com a maior serenidade possível relativamente a estes concursos, que em meu entender, podiam ser os mais justos de que há memória pela filosofia adjacente ao seu conteúdo (candidatura única para todos os docentes de todos os níveis) no entanto, sem uma correcta aplicação da lei qualquer uma é injusta. Resta-me desejar que o ditado popular: “o que nasce torto tarde ou nunca se endireita” seja contrariado. Despacho Normativo 1/ 2005 - Avaliação das aprendizagens e competências aos alunos dos três ciclos do ensino básico Despacho Normativo 8/ 2005 - Altera os n.os 1 e 4 do Despacho Normativo n.º 18592 Decreto-Lei n.º 20/2005 – Altera o D.L. 35/2003 de 27/ 02 * Secretariado Regional de Bragança sepleu 11 SECRETARIADO REGIONAL DE BRAGANÇA Surpresas… N o dia em que escrevo estas palavras, e sem que ninguém esperasse, leio um resumo de uma conferência de imprensa da Sra. Ministra da Educação, em que são adiantadas datas para concurso de 2005/2006, dando também ténues luzes de como o processo de candidatura irá decorrer. Lembrei-me logo da surpresa que foi também o anúncio das colocações referentes ao pretérito concurso, quando com alguma pompa e vaidade, a Sra. Ministra, depois de ter anunciado que as colocações seriam feitas à mão, tirou um coelho da cartola, fazendo publicar afinal colocações com recurso a meios informáticos, antes da data que havia anunciado para a sua apresentação. Só que estas colocações foram uma mentira, uma confusão e um ultraje para todos os professores. Que grande tiro no pé! Agora e depois de tanto tempo sem qualquer informação sobre os concursos, e temendo que as coisas voltem a correr mal, até porque, por lei, o concurso deveria ser durante o mês de Janeiro, são anunciadas datas e formas de procedimento do concurso para 2005/2006. Anuncia-se igualmente que, através do site da D.G.R.H.E., os professores já poderão aceder a uma demonstração do formulário de inscrição. Fui ver. Clic daqui, clic dali e, de facto, lá estava a dita demonstração. Mas para que serve esta demonstração? Para treinar e praticar o nome do candidato e os seus dados pessoais? Não vejo a pertinência. Isso, já todos sabem! O complicado não é a inscrição. O que seria útil, era a disponibilização de simulações da totalidade do formulário, para que se fizessem ensaios pertinentes, permitindo assim a familiarização com eventuais novidades, que precisamente por terem esse carácter, necessitam ser praticadas e treinadas com tempo, servindo também para que se testasse a tal estrutura que o Ministério afirma ter montado, para assegurar que tudo corra bem. Com esta forma de actuar, é de temer e até esperar, atendendo a factos recentes, que a Sra. Ministra e a sua equipa, estejam a usar as mesmas armas com que antes deram tiros nos próprios pés, e, mais grave ainda, enganaram, desrespeitaram e atormentaram milhares de professores. No entanto, os professores são gente boa e rezam para que os pés da equipa ministerial e demais responsáveis pelo concurso, resultem ilesos, até porque, se assim for, e em princípio, eles próprios serão os beneficiados. BANG, BANG, PUM, PUM…a ver vamos, onde os tiros vão parar! Rui Pereira - Secretariado Regional de Bragança SECRETARIADO REGIONAL DE CASTELO BRANCO Vítor Oliveira* M ais uma vez aqui estou para escrever sobre algo que interes se a toda a nossa classe docente, como sabemos os novos concursos estão à porta (ou quase), mas ao mesmo tempo temos também aí as eleições legislativas, como sabemos os concursos têm algumas coisas novas pelas quais o nosso sindicato sempre se bateu, para além das prioridades terem sido alteradas, temos agora como principal novidade o facto de os alunos estagiários poderem concorrer já neste concurso, o que sendo justo não deixa de ser curioso, porque até ao momento ainda não sabemos como irão ser orde- Esperemos que os ministros que aí vêm … nados, no entanto, pensámos nós, deverão ser ordenados por idade apresentando depois em épocas de reclamações o certificado de habilitações com a respectiva nota final do curso que os colocará depois nos seus devidos lugares, enfim esperemos que tudo corra pelo melhor e que desta vez não haja enganos, pelo menos do género dos que houve o ano passado. Quanto às eleições, que se avizinham esperemos que tragam uma maior justiça para a nossa classe docente independentemente do partido que agarre o poleiro, isto porque como nós sabemos, para além das injustiças de que somos alvo com as colocações bem longe de casa, continuamos a ver não ser atribuída aquilo porque sempre nos batemos ou seja a possibilidade de despesas com deslocações e arrendamentos de casas (em caso de deslocação do seio familiar) serem colocadas em sede de IRS, para além de deverem ser considerados acidentes em serviço todos aqueles que ocorram no trajecto casa escola e vice-versa. Esperemos que os Ministros que aí vêm, nomeadamente o 1º Ministro, o Ministro das Finanças e o da Educação se lembrem de nós Professores e Educadores e nos concedam aquilo que é da mais elementar justiça e que atrás referimos. Esperemos também que o Ministro da Educação seja de uma vez por todas uma pessoa que saiba do que fala e para quem fala e que não se esqueça daqueles que são o primeiro motor para o desenvolvimento do país, porque sem nós Professores e Educadores jamais se conseguirá o desenvolvimento que se quer para o país, isto sem esquecer claro está os Encarregados de Educação que se ajudarem a Educar os seus Educandos com posições cívicas, em muito contribuirão para o desenvolvimento da Educação e do país. * Secretariado Regional de Castelo Branco Que futuro? José Sebastião* E stamos a pouco menos de um mês de eleições e com elas, por ventura, uma mudança de orientação política do governo. O que se assistiu nos últimos três anos em termos políticos e económicos foi no mínimo caricato. Aumentaram-se os impostos, congelaram-se os salários por dois anos… e resultado prático em termos de défice orçamental? Nenhum! Porque as mordomias e reformas milionárias continuaram impune e desavergonhadamente a ser 12 sepleu concedidas a alguns que, de alma e coração se dedicaram a “servir o povo português”. Com o aproximar do dia 20 de Fevereiro renasce a esperança, por vezes é só mesmo a esperança, de que algo mude. Claro que não se avizinham tempos áureos. A tão propalada recuperação económica não é mais que uma quimera eleitoralista para com truques e subterfúgios levar o bom povo português, sempre crédulo, a reeleger os figurantes. Mas o povo, que se sentiu apunhalado pelas costas, sentiu a incubadora a balançar e o leite a azedar não se vai deixar enganar e quiçá fará a justiça que é merecida. Aproxima-se, também, o momento do concurso do pessoal docente e, até ao momento em que escrevo estas linhas, ainda não saiu o aviso de abertura. Será que este ano irá tudo correr sem problemas? Espero que sim. Os educadores e professores merecem-no. Depois de um concurso, como o do ano anterior, que ficará para ser comptado durante anos é de toda a conveniência que este corra célere e não paute pelas exclusões e colocações atabalhoadas. Destes dois momentos resta-nos, a nós docentes, aguardar e verificar se de alguma forma houve alterações para melhor ou não. Eu, depois destes anos todos, virei céptico… farei como S. Tomé ver para crer! * Secretário Regional de Castelo Branco SECRETARIADO REGIONAL DE CASTELO BRANCO Formação em Musicoterapia Ana Cavalheiro* Isabel Ferreira* O SEPLEU - Secretariado Regional de Castelo Branco e a APMT Associação Portuguesa de Musicoterapia realizaram em parceria, um Workshop em Proença-a-Nova. Para quem não sabe a APMT é uma associação recente, sem fins lucrativos que procura auxiliar crianças difíceis ou com problemas em contexto escolar. Segundo a Dra. Teresa Leite, presidente da APMT, entende-se por criança difícil, “aquela cuja a patologia torna o seu comportamento difícil de gerir em contexto de sala de aula e desencadeia dinâmicas de relacionamento onde professores e técnicos facilmente se encontram em situação de resistência na relação”. Um dos potenciais terapêuticos da música está relacionado com o facto de as actividades musicais oferecerem ao grupo um leque alargado de tarefas ajustadas a cada criança, de acordo com o seu grau de funcionamento e com as suas características afectivas e comportamentais. Este Workshop veio apresentar ideias sobre este tipo de crianças e as suas dinâmicas afectivas e relacionais, para em seguida serem realizadas actividades musicais e de expressão criativa. Neste sentido, os vários intervenientes (que vieram de todo o país), exploraram as várias possibilidades de integração da criança difícil e de resposta do técnico a situações de interacção “difícil”. Neste encontro de Musicoterapia, a canção foi também abordada nos seus diferentes aspectos: lúdico, poético, mu- sical, rítmico e dinâmico, buscando a suas ligações com o processo musico terapêutico e as suas repercussões no indivíduo, no seu relacionamento emocional, na relação com o outro e com o próprio. Entre outros oradores, esteve presente o Dr. Jorge Felício, nosso sócio e também nosso formador, que abordou a importância das canções na terapêutica de “crianças problema”. Segundo Jorge Felício “a agressividade pode esconder uma carência emocional da criança, como por exemplo, a necessidade de afecto, de toque, e de calor humano, sentimentos que a criança não dispõe, porque em algumas famílias este é um comportamento anti-social”. Sabe-se também que o comportamento agressivo é extremamente complexo, e neste Workshop, tentou-se iniciar os participantes para a compreensão desta temática. Deve-se também ter o cuidado de não fazer nenhuma avaliação precipitada, dado que existem doenças que podem favorecer ou manifestar atitudes hostis nas crianças. Jorge Felício lembra ainda “que a agressividade reflecte sempre um pedido de socorro, atenção ou ajuda”. Avisam-se todos os educadores interessados no aprofundamento desta temática que os contactos da APMT são: Apartado nº 621496-999 Algés E-mail:[email protected] Telemóvel - 93 32 342 678 * Secretariado Regional de Castelo Branco Quer ser dirigente Sindical? Manifesto Eleitoral Ah! Isso é que é boa vida! – ou - é só tachos, eu também queria! Ou ainda – Vocês não fazem nada! Pois é estas são algumas das frases que nós, dirigentes sindicais do SEPLEU temos de ouvir, e depois falam, falam e não dizem nada e concerteza que ficamos chateados. Ora então ser dirigente sindical é muito mais do que estar entre quatro paredes “sem fazer nada”, aliás passa-se muito mais tempo fora das quatro paredes do que dentro delas. Isto porque para além de tudo o mais o dirigente sindical do SEPLEU, sai de manhã de sua casa, pega no seu lindo carrinho e percorre esses caminhos de Portugal visitando colegas em todas as escolas do país. “Ah! Mas pagam-vos as despesas! Assim também eu!” Infelizmente enganam-se somos um sindicato independente, vivemos só das quotas dos sócios e não de ajudas de partidos políticos ou centrais sindicais. Nós estamos, como deviam estar todos em pé de igualdade, como os colegas que estão a leccionar nas escolas e que tal como nós também não têm qualquer ajuda de custo. Talvez quando as despesas dos professores puderem ser coloca- das no IRS aí nós possamos fazê-lo também. E que belas estradas! Desculpem, caminhos que nós temos, alguns nem para os animais são bons, agora imaginem para os pneus e amortecedores! A única coisa que nos impele a nunca desistir é podermos ver a satisfação dos colegas nestes locais colocados quando nos vêm aparecer na sua escola, porque alguém vai ter com eles e ouvimos com frequência: “São do SEPLEU? Até que enfim um sindicato aqui!” Elucidativo do que fazemos não é?” Regressados a “casa”, resta o trabalho na sede, legislação, contencioso, preparar formações, reuniões... Não há horários, os nossos sócios assim o exigem, e ainda bem, é por eles que existimos e é para eles que trabalhamos. É preciso gostar e acreditar no que se faz para que não se ouçam essas coisa e fiquemos sem resposta, sim porque quem cala consente. Afinal ser dirigente sindical é trabalhar e não passear... Pelos sócios, por nós e pelos professores e educadores deste País! Patrícia Silva e Luís Carronda Secretariado Regional de Castelo Branco Estamos perante mais um ciclo eleitoral, ou seja, dão-se temporariamente tréguas à tão famigerada crise/déficit financeiro, que nos traz a todos de tanga. Durante este tempo, é possível voltar a sonhar. E acreditem, é bom sonhar, pois, tal como dizia A. GEDEÃO: “É sempre que um homem sonha que o mundo pula e avança”. · Assim, nós professores, podem sonhar... que vamos ter um concurso, mais justo e eficaz no processamento das colocações. · Que neste a no de 2005, afinal iremos ter direito a 2,2% na reposição do poder de compra quiçá... alguma revalorização intermédia do mesmo. · Podemos sonhar... com mais disponibilidade dos nossos governantes para diálogos com os professores, ou, seus representantes legais. · Podemos sonhar... com a inclusão dos 5 anos de idade do pré-escolar, como escolaridade obrigatória. · Podemos sonhar... com o alargamento da rede pré-escolar. · Podemos sonhar... com a revogação do Despacho nº 19310/02, que veio diferenciar o calendário do pré-escolar dos outros níveis de ensino. · Podemos sonhar... que as despesas de deslocação dos docentes para o exercício da sua actividade profissional, possam ser dedutíveis em sede de IRS. · Podemos sonhar... que os docen- tes contratados, tenham direito à estabilidade pessoal e profissional, tornando-se possível à sua inclusão no QZP, a partir dos 3 anos de serviço. · Podemos SONHAR... em reconhecimento público, da importância que temos como agentes educativos. Pois como dizia E. KANT: “a Educação é o desenvolvimento no homem de toda a perfeição de que a sua natureza é capaz”. E ainda como diz F. PESSOA: “... Mas, o melhor do mundo, são as crianças...” Madalena Cruz - Secretariado Regional de Castelo Branco sepleu 13 SECRETARIADO REGIONAL DE COIMBRA Educar… Educar… Educar! Maria Antónia Gonçalves* E stamos no início de mais um ano civil e, com ele, chegam mais uns aumentos de preços, mais umas despesas, mais umas preocupações… As famílias são atacadas, diariamente, com informações assustadoras sobre o estado do país e, mesmo sem querer, ninguém consegue alhear-se daquilo que parece ser o anúncio de uma catástrofe governativa. Mas, apesar de tudo, é preciso ter esperança, pois sem esperança não é possível pensar em futuro. E agarramo-nos a qualquer coisa que funcione como tábua de salvação, neste quase “naufrágio colectivo”. Para nós, pais e educadores, é mais fácil: trabalhamos com uma “matéria-prima” que nos ajuda a caminhar em frente, que nos questiona constantemente, que apela à nossa força e à nossa criatividade e que, portanto, não nos deixa parar nem cruzar os braços. O nosso papel é educar a todo momento, enquanto pais, enquanto educadores e enquanto membros de uma sociedade que, por vezes, parece andar um pouco à deriva. Contudo, a nossa função de educadores é tanto mais difícil quanto mais fortes, poderosas e apelativas são as alternativas a que as nossas crianças e jovens têm acesso actualmente. Então temos que lutar contra essas alternativas: desmistificamos a publicidade, suavizamos os serviços informativos, aprendemos a jogar consola ou videogames e fazemos com que se tornem actividades familiares. Mas, algumas vezes, fraquejamos perante situações como aquela com que me deparei quando, há dias, assisti, num qualquer Telejornal, a uma notícia que comentava os altíssimos vencimentos auferidos por um treinador de futebol, à qual se seguia uma reportagem sobre a fome no Mundo. Nesta última notícia, os telespectadores eram informados de que, mais ou menos em cada três segundos, morria uma pessoa com fome, ao mesmo tempo que iam assistindo a inúmeras imagens chocantes mas bem elucidativas da enorme miséria que se vive em alguns países. Tudo isto faria saltar as lágrimas, mesmo ao telespectador menos sensível, mas se associarmos as duas notícias sentiremos até alguma revolta e mágoa perante as injustiças e desigualdades sociais que existem no Mundo. Ora, frequentemente, também as nossas crianças assistem a estas notícias. Que ideias se formarão, então, nas suas cabecinhas e qual será o modelo de sociedade que se vai construindo nas suas mentes ainda em formação? Esta parece-me ser uma questão deveras preocupante. Não devemos esquecer que a melhor educação é a que se dá com exemplos. Mas os bons exemplos escasseiam ou passam despercebidos. É necessário, portanto, que estejamos sempre atentos e sempre activos para apelar a todos os sentidos das nossas crianças e, sobretudo, para lhes ajudar a desenvolver um espírito crítico que lhes permita avaliar as situações e retirar delas as lições adequadas. A caminhada educativa é difícil, mas seguiremos em frente com força e determinação. E o SEPLEU Coimbra está disponível para acompanhar os docentes que necessitem de esclarecimentos ou de ajuda ao longo da sua caminhada profissional. *Secretariado Regional de Coimbra SEPLEU - Um espaço de formação/reflexão O SEPLEU Coimbra deu início a este novo ano de 2005 com mais um momento de formação. Desta vez, desafiámos os colegas da região de Coimbra para se deslocarem até à Casa Municipal da Cultura e assistirem ao Seminário de Formação subordinado ao tema “Educação e Família”. Este seminário contou com a orientação do Exmº Senhor Professor Doutor Fernando Regateiro, Professor Catedrático e investigador na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, na área da Genética, que, paralelamente, tem tido uma participação muito importante nos meandros da educação ao desempenhar cargos como Conselheiro do Conselho Nacional de Educação, Coordenador da 1ª e da 5ª Comissões Permanentes, Juiz Social do Tribunal de Família e Menores de Coimbra e Presidente do Conselho Executivo da Confederação Nacional das Associações de Pais. O Senhor Professor proporcionounos um interessante momento de reflexão em que foram abordados aspectos muito importantes sobre a indispensável relação entre a escola e a família, uma vez que são estas as instituições que fornecem aos jovens os modelos sociais que, mais tarde, serão por eles adoptados. Ressalvou a importância do ambiente educativo onde a criança vai construindo o seu conhecimento, e reforçou a ideia de que uma educação “completa” não é só conhecimento: a escola dá, ao jovem, a dimensão do conhecimento, mas a dimensão 14 sepleu da educação, embora não devendo ser descurada na escola, deve ser, sobretudo, veiculada pela família, em casa. As pessoas não podem ser só eruditas, têm que ser, também, educadas. Referiu também que os professores são sempre, para as crianças, um modelo educativo, mas que só é modelo aquele em quem a criança confia e a quem respeita. Por isso, é muito importante que os professores estabeleçam com os seus alunos uma relação recíproca de respeito e intimidade. A dimensão da educação atinge-se por modelos; modelos a seguir, ou modelos a rejeitar. Educa-se para que, através desse processo educativo, os jovens mudem as suas atitudes e comportamentos, ou os sustentem. O processo educativo assume-se como concluído quando os nossos alunos passam à acção, pondo em prática os princípios e valores que lhes foram transmitidos, aos quais acrescentaram o seu juízo crítico. Num segundo momento deste Seminário, deu-se lugar ao debate e os participantes foram partilhando as suas experiências, ao mesmo tempo que solicitavam conselhos ou opiniões para situações pontuais relacionadas com a participação das famílias na escola. O SEPLEU Coimbra tem já agendados outros momentos de formação, sendo o próximo no dia 28 de Fevereiro, relacionado com a Educação Especial e intitulado “A identificação de necessidades educativas de carácter prolongado”. Contamos com a presença dos colegas! Secretariado Regional de Coimbra SECRETARIADO REGIONAL DE COIMBRA Coimbra… finalmente! Elisa Cavaleiro* C oimbra é, por excelência, a capi tal da cultura em Portugal (ou deveria ser), já que o facto de aqui existir uma das mais antigas universidades europeias, consagra esta cidade como culta e inovadora. No entanto, Coimbra é também altamente conservadora, não deixando muito espaço de manobra para as coisas novas que aparecem. E o SEPLEU, em Coimbra, é uma inovação. Não pelo facto de ser um Sindicato de Professores (mais um como muitos dizem), mas porque preconiza uma ideia jovem de trabalhar, de formar docentes, de ajudar colegas, de ter uma independência de marca que é diferente do que está implantado… Abrimos portas ao público no passa- do dia 17 de Janeiro e inaugurámos a sede no dia 28 de Janeiro. Foi a concretização de um sonho com alguns anos. Passou do sonho a realidade. Sabemos que temos muito trabalho pela frente e que não vai ser fácil a luta com Centrais Sindicais com 30 anos. Mas, mesmo assim, não vamos desistir… * Secretária Regional de Coimbra SECRETARIADO REGIONAL DE GUARDA A Descoberta de novas sensações Risos, sorrisos, incertezas, angústias, medos… Medos de não ser capaz. Vamos tentar… O melhor é começar De pastas nas mãos, mas que sensação Um passo em frente, outro para atrás Afinal até somos capazes. De porta em porta, que fazer? Meter a cassete…e aguardar Um sorriso, um olá, … uma surpresa… Vamos continuar, não podemos parar. Mas afinal o que isto tem a ver com Educação? Vamos à descoberta! Nós somos,… O que queremos… Paramos! Reflectimos. Sentimos… Questionamos Começamos a dialogar e as surpresas acontecem. Coisas interessantes, espaços novos, pessoas, contactos, solicitações… Meu Deus… que azáfama! Hoje, temos que ir aqui Amanhã, além Não nos podemos esquecer de… Ainda falta alguma coisa? Já não me lembro. O melhor é apontar E isto começa a animar A agenda depressa está cheia e na nossa cabeça surge um turbilhão de ideias… Podemos fazer isto e aquilo… Mas o melhor é acalmar Vamos devagar Não queremos tropeçar. Secretariado Regional da Guarda- Fernanda Serra; Filomena Rodrigues Aproxima-se mais uma vez o Concurso... Aproxima-se mais uma vez o concurso de recrutamento de Docentes previsto para início de Março. Como sempre o SEPLEU tem realizado reuniões sindicais por vários concelhos do nosso Distrito com o objectivo de esclarecer dúvidas e anseios relativos a este concurso. Durante o período em que decorre o concurso o Secretariado Regional da Guarda irá estar aberto das 9h00 às 18h00, ininterruptamente de modo a que todos os sócios, que assim o entendam, se possam deslocar à sede regional para concorrer. Como sempre, contem connosco! A Secretária Regional MÊS FEVEREIRO DIA 14 TIPO TEMA Semin “Dislexia: ário intervenção pedagógica” PRELECTOR(A) FORMADOR (A) 3/4 Fórum Posturas Dr.ª Helena Serra 2 Fórum “Educação: de todos e para todos” A Confirmar Normativo 185.º/92 Vários e consequências” MAIO OBS. Despacho “Educação Especial: MARÇO LOCAL Cine Teatro Despacho Jardim Normativo Seia 185.º/92 Despacho Vários A confirmar Normativo 185.º/92 sepleu 15 SECRETARIADO REGIONAL DE GUARDA Um fenómeno chamado: Desertificação do Interior Maria da Conceição Saraiva Figueiredo* A População Portuguesa à seme lhança da população em toda a terra não está distribuída de igual modo por todas as regiões. Como é do conhecimento geral a população concentra-se na região da grande Lisboa, Porto e Litoral, verificando-se que apenas cinco distritos têm crescimento positivo: Braga, Porto, Aveiro, Lisboa e Setúbal, encontrando-se o interior cada vez mais despovoado. Este fenómeno, ou melhor, esta assimetria entre o litoral e o interior teve inicio nos anos 40/50 e mantém-se até aos dias de hoje, com tendência a piorar, pois como todos sabemos os responsáveis do nosso país pouco ou nada têm feito para a contrariar. Os factores são vários: a fraca oferta de trabalho, pois temos nesta região um baixo índice de indústrias capazes de fixar a sua população; factores físicos como um clima rigoroso e um relevo acidentado que não facilitam a abertura de uma boa rede viária. Ninguém melhor que os professores conhece esta realidade, pois vivem-na de perto. Foram eles os primeiros a dar conta dessa desertificação quando as crianças lhe começaram a faltar nas salas de aula; quando começaram a ter de se deslocar para mais longe porque a escola onde habitualmente lecciona- vam fechou; quando, ao elaborarem os seus projectos a dificuldade lhes bateu à porta, pois estes já não eram para um grupo de crianças mas muitas vezes para uma, para duas ou poucas mais. Pois é, ninguém melhor que os professores sentem na “carne” a falta de população no interior. Só eles sabem o quanto custa ver todos os anos um tão grande número de escolas a fechar, só eles sabem o quanto custa dar aulas a apenas uma ou duas crianças. E os contratados? Como ficam os contratados com tanta escola a fechar? Será justo que colegas com vários anos de serviço, que dedicaram parte da sua existência a esta causa tão nobre que é o de EDUCAR, sofram as consequências deste fenómeno que ninguém tem vontade de contrariar? É verdade que pedagogicamente não é favorável que estas escolas continuem abertas, não o é para o docente e muito menos para os seus alunos. Quem já teve esta experiência sabe o quanto é desmotivador, “cansativo” e até monótono dar aulas nestas circunstâncias. E para as crianças? Onde fica a socialização? Onde ficam as trocas de experiências? A disputa saudável? As brincadeiras de grupo? Etc. Mas não nos podemos esquecer que a geografia desta região, e a má rede rodoviária não ajuda à deslocação destas crianças para outras localidades. Falamos de crianças de tenra idade que passariam a sair de casa de madrugada e entrar com o “cantar dos galos”. Será justo para elas, empurrá-las para um ritmo idêntico ao já existente nas grandes cidades e que tanto condenamos? E onde ficam os laços com a família? O convívio saudável que ainda se vê no interior do país, entre avós e netos e que tanto apregoamos ser enriquecedor? Mas, pela experiência que tenho das muitas escolas do distrito onde vou, o que me parece é que os “Senhores Sabem Tudo” deste País apenas estão interessados em fechar as escolas por causa do lado económico e não pelos motivos atrás referidos. O que vejo, é que desenraízam as crianças do seu meio, atiram-nas para outro, mas não se preocupam muito com as condições em que o fazem. Todos sabemos em que circunstâncias transportam as nossas crianças, já para não falar dos Complementos de Apoio à família e A.T.L., poderia até apresentar-vos casos concretos destas situações, mas não vale a pena, pois são tantos e infelizmente os professores conhecemnos bem, até porque o difícil é encontrar escolas que os não tenham. Na minha insignificante opinião, penso que os Senhores Sabem Tudo deste País, primeiro deviam criar condições condignas e só depois pensar e empurrar as nossas crianças e os nossos professores para condições que em nada dignificam o país e que em nada ajudam a educar. Antes de fechar uma escola deveriam avaliar todos os prós e contras provenientes desse acto, abrir A.T.L. ou Componentes de Apoio à Família é relativamente fácil, abri-los em boas condições físicas e humanas, com pessoal qualificado é bem mais difícil e moroso. Mas será que esses Senhores sabem avaliar? Penso que não, já que nada se avalia neste país! Por isso termino o meu humilde artigo, que mais não é de que um alerta para tão grave assunto, e correndo o risco de que fiquem a pensar que eu sou apologista de turmas de um ou dois alunos o que não é verdade, dando um conselho aos responsáveis deste país: Peçam aos professores que lhes ensinem, porque eles sim, sabem muito bem fazer uma avaliação do que quer que seja e estou em crer que se lhe fosse dada oportunidade, saberiam como solucionar este problema minimizando os factores negativos para as crianças e para os professores. *Secretariado Regional da Guarda Notas de um relator A 24 de Janeiro de 2005, o SEPLEU, levou a efeito, na Guarda, um seminário com o tema:”Prevenção pela educação: Comportamentos de Risco e Doenças Infecto-contagiosas”. Os diversos painéis evoluíram por temas como: - “Prevenção em Meio Escolar”; - “Animabué – Projecto de Prevenção Primária da Toxicodependência”; - “Promoção da Saúde na Escola”; - “Consumos Abusivos e Dependências”; - “Viver e Conviver com HIV/SIDA”, e - “Estilos de vida e Doenças Infectocontagiosas”. A riqueza da aposta nos referidos painéis garantiu que se tratassem as questões com pendor técnico e simultaneamente, se dessem a conhecer projectos e actividades que envolvem/eram a sociedade. Nunca é demais aprofundar e actualizar os conhecimentos, mas percorrer noções e relativizar o senso comum é uma das tarefas primordiais para que os professores, nomeadamente, se compatibilizem com o papel que podem assumir no actual estado, não só do conhecimento, mas também, das possibilidades de ver e interpretar o que se pretende com a prevenção. Temos que, numa primeira análise do problema “Tomar conhecimento”: do que se trata, como fazer, para quê fazer e com quem actuar. 18 sepleu Tomar conhecimento, só por si, não chega. É preciso clarificar situações, atitudes, motivações, valores e comportamentos que dêem força e se adeqúem a cada um de forma a encontrarem os equilíbrios e a poderem viver de acordo consigo mesmo. Mas as acções, os conteúdos os métodos têm significados que necessitam ser avaliados e depois recentrados, porque a vida colectiva dos jovens é um permanente refazer e reencontrar, só assim se percebe que os adultos, e ainda mais os professores, se actualizem permanentemente para fazer face a uma sociedade carregada de complexidades, riscos e paradoxos que têm nos jovens um terreno de profunda instabilidade em que a aprendizagem e o fazer, progridem de forma alucinante, colocando aos adultos sérias questões que não podem ser rígidas nem fixas. É, pois, fundamental que a acção permanente seja ancorada na possibilidade de estudo das melhores técnicas e métodos, para que as mensagens sejam captadas e percebidas. É fundamental adquirir comportamentos saudáveis, mas é tão fundamental como isso que, se não mascarem as questões com “moralismos” mas que haja abertura e capacidade para se debaterem todas as “coisas”, sejam elas quais forem, e que sejam capazes de se ouvir e ter argumentos para que se possam elucidar sobre as vantagens de umas opções em detrimento de outras. Os jovens, não “comem” tudo o que se lhes dá e têm necessidade de perceber, não as receitas, mas as possibilidades que se lhes abrem no horizonte. Os comportamentos saudáveis não se receitam vivem-se e se houver contradições e eles se aperceberem que “ …muito bem prega Frei Tomás, mas fazei o que ele diz e não o que ele faz…”. Então podemos estar a esvaziar as mensagens de tal forma, que o objectivo atingido, pode ser exactamente o contrário do desejado. Falar de droga, sexo, alimentação, desporto, tabagismo ou alcoolismo…, não é propriamente fácil, enquanto houver suspeitas ou incongruências. Enquanto o adulto, seja pai, ou professor, se colocar de fora e não conseguir contagiá-los para a discussão e para a procura de formas harmoniosas de se relacionarem e serem capazes de aprender a aceitar opiniões, mas também a poderem dizer não ao que não lhes interessa. É uma missão muito difícil, aquela que se nos depara com os jovens e não só, mas está nas nossas mãos procurar e descobrir permanentemente o que fazer para partilhar com eles a busca dos comportamentos que mais lhes propiciem a sua eterna busca da felicidade, não nos demitamos por isso. É, também com encontros desta natureza, que os adultos aprendem, desenvolvem e se reciclam para serem mais actuantes e estarem mais preparados para os desafios que todos os dias se lhes colocam enquanto professores, pais e cidadãos. João Rota SECRETARIADO REGIONAL DE GUARDA Concursos 2005/2006… O que no espera?! Cláudia Costa* Graça Oliveira* A pós um ano lectivo imensamente conturbado como foi o anterior, ao nível dos concursos para Professores/Educadores, aliado à conjuntura global em que o nosso País se encontra, urge pôr na mesa uma questão inevitável: O que nos espera????? Esta questão, por sua vez, pode ainda desdobrar-se em muitas outras, senão vejamos: - Quando irá realmente decorrer o concurso? Fevereiro???? Março???? - Irá ser um concurso exclusivamente informático? - E o sistema informático, irá ele próprio, funcionar? - O que irá acontecer depois das eleições? Terão alguma influência no concurso? - Continuarão a existir injustiças na colocação de Docentes???? De facto, estas questões são, nem mais nem menos, que uma catadupa de preocupações que vivem com cada um de nós, docentes sedentos de “um lugar ao sol” onde possamos exercer o nosso “cursozito”, que nos custou tanto a obter e que queremos pôr em prática com muita vontade e dedicação. Para isso, basta que se cumpram os prazos, que o sistema informático funcione, que se procedam a colocações correctas e justas e, sobretudo, que não se alterem constantemente as “regras do jogo” , brincando com pessoas que representam os alicerces na construção do futuro deste País. Que o concurso que se avizinha não seja um “tsunami” de dúvidas e de injustiças, mas sim um “oásis” no deserto da Educação. *Secretariado Regional da Guarda O PROFESSOR E A EDUCAÇÃO SEXUAL Enfrentar, educar Dentro de nós Um sentido encontrar Confrontar a realidade Atravessar um longo caminho Com uma estrutura verdadeira Alcançar a diferença nos afectos Ouvindo, no falar, o sentir. Se o falar honesto Evoca a correcta descoberta Examinar o passado impõe-se Único percurso até ao futuro Avaliar para compreender mudanças Largando a ternura no Amor Cristina Cruz - Secretariado Regional da Guarda SECRETARIADO REGIONAL DE LEIRIA Escola, Professores e cidadania A Escola como espaço privilegiado para a educação de cidadãos aten tos e participativos, deverá na interacção dos seus protagonistas viver deliberadamente processos de mudança que permitam a construção de uma nova cidadania, visando não só a preparação de indivíduos intervenientes na vida do seu País, da Europa e simultaneamente capazes de compreender o seu papel de cidadãos no Mundo. Os professores poderão desempenhar um papel fundamental nessa construção, não só pela sua vivência experienciada e reflexiva, mas também através do desenvolvimento de projectos que poderão ajudar a encontrar novos desenhos curriculares potenciadores de novas práticas que permitam aos futuros cidadãos aceder a competências capazes de desencadear comportamentos individuais e colectivos responsáveis e coerentes com o desenvolvimento e a construção de uma sociedade sustentada e sustentável. Hoje parece ser consensual afirmar o papel fundamental da Educação na formação de cidadãos capazes de empreender a construção deste tipo de cidadania múltipla, capaz de integrar a aldeia global deste novo século. A escola assume-se assim como um espaço privilegiado de Educação para a Cidadania, sendo mesmo considerada uma necessidade comum por todos os agentes da comunidade educativa – Escola, Professores, Pais e Ministério da Educação – apresentando-se como crucial para a formação de identidades pessoais e colectivas dentro de um projecto de educação que se pretende global. Os jovens são a cada momento confrontados com escolhas contraditórias entre valores e contravalores e para as quais se encontram desprovidos de competência crítica capaz de os ajudar a discernir e a eleger livre e responsavelmente essas escolhas. A Lei de Bases do Sistema Educativo no seu artigo 7.º define os objectivos do ensino básico valorizando a dimensão sócio-moral em sete das suas alíneas, acentuando os valores democráticos do tipo: tolerância, respeito pelos outros, participação na comunidade, espírito crítico, criatividade, autonomia, solidariedade e liberdade. No entanto nem sempre a construção destes valores nos espaços educativos, tem vindo a ser prática efectiva. A nova reorganização curricular, ao incluir a Educação para a Cidadania como área transdisciplinar, parece vir assim apontar para o desenvolvimento de um conjunto de competências que o Relatório Delors define como os quatro pilares da educação: «Aprender a viver conjuntamente», «Aprender a conhecer», «Aprender a fazer» e «Aprender a ser». O Decreto Lei n.º 6/2001 de 18 de Janeiro, estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão curricular do ensino básico, definindo a Educação para a Cidadania como área curricular não disciplinar que pretende atravessar de forma transversal todas as outras áreas do currículo. Esta área visa essencialmente o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos, considerando ser um elo fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes na escola e na sociedade. Esta área curricular ao não se concretizar numa só disciplina, pretende atravessar todos os saberes, passando por todas as situações vividas no espaço educativo. Parece tratar-se de ambientalizar para a cidadania e de impregnar todo o currículo, não a compartimentando apenas numa área específica. ACÇÕES DE FORMAÇÃO PROGRAMADAS ACÇÃO Ano Lectivo 2004/2005 2.º Período FORMADOR LOCAL DATA Escola Inclusiva e (In)sucesso Escolar Vítor Cruz LEIRIA Auditório do ISLA 25/02/2005 Dificuldades de Aprendizagem Vítor Cruz POMBAL Auditório do Teatro-Cine 04/03/2005 As Emoções e Sentimentos na Aprendizagem Paulo Moreira CALDAS DA RAINHA Auditório da Biblioteca da Câmara Municipal 11/03/2005 sepleu 19 SECRETARIADO REGIONAL DE PORTALEGRE Use e abuse... Quem de nós, no decorrer da sua prática docente, não sentiu falta de em determinado momento dar mais relevância às suas palavras, através de uma imagem em particular, de um pequeno filme mais elucidativo, ou de uma pequena ficha de consolidação da matéria leccionada? Pois é, professor prevenido procuraria previamente as ditas imagens, aquele filme especial e prepararia as fichas com antecedência, levando posteriormente para a sala, o projector, a televisão e o vídeo. Mas…. E se tudo isso fosse desnecessário??? Com a vulgarização dos meios informáticos, e a sua implementação nas escolas, a sua utilização pelos professores tem dado origem a novas práticas, por ventura mais interessantes, mas sem dúvida mais ricas, do ponto de vista pedagógico. A tecnologia informática presente na maioria das escolas, permite hoje em dia, a qualquer docente de qualquer ní- vel, aceder a um sem número de conteúdos, que podem ser usados em tempo real e assim, passível de serem utilizados a qualquer momento por professores que desejem/possam tornar a sua acção mais motivadora para os seus alunos. Não querendo alongar todas as considerações que este tema suscita, penso que é útil divulgar a existência desses conteúdos ou "centros" de recursos, a fim de que todos os colegas que têm essa pos-sibilidade usem e abusem dos meios ao nosso dispor e que apenas estão à distância de um simples clique! O site abaixo indicado http:// www.recursoseb1.com/portal/ será sobejamente conhecido por alguns, mas não tanto por outros, e é por isso que faço aqui uma breve descrição dos materiais aqui disponíveis e eventuais aplicações. Numa vertente mais técnica pode-se dizer que o site tem uma boa navegabilidade, sendo rápida a transição entre páginas. A sua apresentação gráfica é muito boa, pois tem uma estrutura simples, mas agradável à vista, dando primazia à disposição dos conteúdos em detrimento de um grafismo mais elaborado. Na página de apresentação, o Menu no lado esquerdo da página, permite acesso imediato a Notícias, Links muito bons com mais recursos educativos, Perguntas Frequentes sobre o funcionamento da página, um Fórum dedicado a variadíssimas questões ligadas à Educação, e mais importante, um Arquivo de Ficheiros, que mais não é que uma enorme lista de recursos, separados por categorias e por anos, abrangendo todas as áreas curriculares e não curriculares, do Primeiro Ciclo. Todas as fichas podem ser descarregadas para os nossos computadores, possibilitando a sua edição e assim a sua adaptação à realidade de cada turma/ escola. De referir que o material disponibili- zado nesta página, provém do dinamizador da página e de colaboradores que participam neste centro de recursos virtual. Saliente-se ainda que qualquer professor, mediante contacto prévio com o responsável pela página pode tornar-se colaborador e assim contribuir para a evolução que a mesma tem tido de há alguns anos a esta parte. Sugiro de seguida um outro site, que prima pela sua excelente apresentação gráfica, mas que tem como senão alguma lentidão da navegação entre as páginas que a constituem: http:// www.junior.te.pt/servlets/Home. Trata-se de um projecto desenvolvido pela Texto Editora, e que direcciona os seus conteúdos para o Jardim-deInfância, Primeiro e Segundo Ciclos. O site tem uma interface muito atractiva e disponibiliza recursos tão variados como sendo, a confecção de uma pizza ou a elaboração de um moinho de vento, passando pela apresentação/ construção de histórias, jogos, concursos e curiosidades, entre outros elementos, que fazem deste site. Sem dúvida uma paragem obrigatória para os Docentes dos Ciclos acima referidos bem como os Papás e Mamãs interessados em participar numa aprendizagem interactiva. Outros sites a visitar: http://www.1papacaio.com.br/ site brasileiro com muitas actividades. http://www.crayola.com./ - site em inglês muito completo. http://www.clipart4schools.com/ 5 milhões de desenhos e animações. Secretariado de Portalegre Gostaríamos que esta banda desenhada não passasse de mera ficção. Queremos acreditar de novo nos concursos. Mas porque será que não conseguimos? ESPERAMOS EM FEVEREIRO MAIS DO QUE ISTO!!! Que Bode Espiatório o ou a Sr. (a) Ministra irá arranjar desta vez??? 20 sepleu FIM …? FIM …? SECRETARIADO REGIONAL DE PORTALEGRE Exames do 9º ano… um contra senso… Os exames nacionais do 9º ano a Português e Matemática continuam a ser um propósito do Ministério da Educação para este ano. Diz o Despacho Normativo nº 1/2005 que “a avaliação incide sobre as aprendizagens e competências definidas no currículo nacional para as diversas áreas e disciplinas de cada ciclo…” e que os alunos com toda a certeza para o Ministério, as terão feito. Mas como quem sabe do convento é quem lá vive dentro, o professor sabe que a instabilidade com que este ano lectivo começou, leva aos atrasos na matéria ou ao apressado leccionar da mesma, para que se consiga que os alunos possam ir a exame com o mínimo de condições. Ora se o objectivo do já referido despacho é que os exames de fim de ciclo permitam o “reajustamento dos projectos curriculares de escola e de turma, nomeadamente quanto à selecção de metodologias e recursos, em função das necessidades educativas dos alunos” e “certificar as diversas aprendizagens e competências adquiridas pelo aluno, no final de cada ciclo…” que aferição se pode fazer de um ano conturbado no seu início, em que o primeiro período se resumiu efectivamente a mês e meio de aulas, uma vez que pelo atraso na colocação dos professores as mudanças ou a falta dos mesmos era a realidade existente. Este foi um ano excepcional (esperamos) e que por isso excepcionalmente não deveria ter os referidos exames do 9º ano. Esta é uma medida claramente prejudicial aos alunos. Neste ano, esta é uma medida claramente irresponsável por parte do Ministério da Educação. Este é claramente um ministério que mais uma vez não nos serve. Esta é claramente uma teimosia ministerial que como muitas outras levará ao descrédito do trabalho do professor. Secretariado de Portalegre CONCURSOS DECRETO-LEI n.º 20/2005 Quando é que deixamos de ser marionetas nas mãos dos Senhores das leis? Quando é que veremos legislar em prol da educação sem que as medidas economicistas falem mais alto? Quando seremos tratados com o respeito que merecemos? Mais uma vez não vimos no novo Decreto-lei 20/2005 que altera o 35/2003 as nossas preocupações solucionadas. • A abertura de lugares de quadro nas escolas, tendo em conta as necessidades das mesmas, continua por legislar. • A vinculação dos docentes com 3 anos de serviço completos, continua por legislar. • Os mecanismos de um prévio e verdadeiro controlo aos pedidos de destacamento por condições específicas, para que quem realmente necessita possa a eles ter direito, continua por esclarecer. • Os professores de técnicas especiais continuam a ser colocados pela oferta de escola. Não terão direito à estabilidade? • Os famosos incentivos à fixação de docentes em zonas desfavorecidas, consagrados no Estatuto da Carreira Docente, continuam por regulamentar. E agora que a campanha eleitoral começou, é preocupante verificar que ainda nenhum candidato falou sobre educação. Nenhum candidato referenciou, nem mesmo com promessas, um suposto programa reforma ou não, para este desprotegido sector da sociedade portuguesa. Secretariado de Portalegre SECRETARIADO REGIONAL DO PORTO O gosto de ser professor Ao trocarmos impressões sobre o tema que iríamos abordar neste jornal, reflectimos sobre o clima que temos vindo a sentir nas escolas que visitamos: uma completa descrença nas instituições que nos lideram e a dúvida que permanece... “O que virá a seguir?”. E então pensamos: “Mas os Professores continuam a fazer o seu trabalho!”. É isso mesmo! Os Professores continuam a ser Professores... e também continuam deslocados das suas famílias... e também continuam a percorrer distâncias diárias enormes para se deslocarem ao seu local de trabalho... e também continuam a preparar as suas aulas... e também continuam a dar resposta às solicitações dos seus alunos... e também continuam a ouvir e a tentar solucionar os problemas das famílias dos seus alunos... e também continuam a promover e a desenvolver os projectos das suas escolas... e também... e também... Estamos convictas que isto só é possível porque os nossos profissionais da Educação acreditam que ainda vale a pena, apesar de todas as dificuldades com que se deparam desde o momento em que decidiram enveredar por tão importante carreira. Senão vejamos: é sobejamente conhecida e reconhecida a importância, para a estabilidade das crianças e jovens, da continuidade de um projecto educativo, que só poderá ser bem sucedido se se mantiver a coerência e a orientação da equipa que o criou e realizou. A realidade é bem diferente e os quadros das escolas continuam com um número de Professores inferior ao que seria necessário para alcançar tal situação, obrigando estes a uma vida nómada e sem condições, contribuindo para o stress que se vai generalizando na classe docente. Mas os Professores continuam... Por outro lado temos as nossas escolas onde, muitas vezes, quase pedem milagres aos seus docentes, desde falta de conforto nas salas de aula onde as condições de temperatura são extremas, falta de material didáctico, falta de vigilância e de pessoal auxiliar (obrigando os Professores a desempenhar funções que não são da sua competência)... e, cada vez mais frequen- sepleu 21 SECRETARIADO REGIONAL DO PORTO temente, indisciplina e falta de educação. Mas os Professores continuam... Quanto aos concursos, estes têmse revelado quase um obstáculo, com inúmeras barreiras, onde são poucos os que chegam ao fim ilesos. Se acrescentarmos, ainda, as constantes mu- danças de rumo das linhas programáticas, das orientações metodológicas, dos critérios de avaliação e das exigências burocráticas das escolas, vemos que a Classe Docente tem sido saco sem fundo para as directivas ministeriais. Mas os Professores continuam... E continuam porquê? Continuam porque o seu profissionalismo, a sua dignidade e o seu empenho são valores orientadores no trabalho que desenvolvem, com perseverança e sacrifício mas, acima de tudo, com amor. Em jeito de conclusão, gostaríamos de deixar uma mensagem de confiança no futuro, onde a união entre docentes e uma perfeita articulação entre os diferentes níveis de aprendizagem seriam a chave para uma verdadeira dignificação da Carreira Docente... porque É BOM SER PROFESSOR! riais de apoio, como mapas de todo o género (científico naturais, geográficos etc.), jogos de desenvolvimento cognitivo, tecnológicos, materiais desportivos… enfim esses materiais que nem sequer fazem parte das contas e orçamentos do Estado. Já para não falar na ausência de espaços para a prática desportiva nas Escolas do pré-escolar e 1º Ciclo, e em muitas escolas de 2º e 3º Ciclo e Secundário, e talvez por aqui consigamos explicar o ainda pobre desenvolvimento desportivo em que vivemos, basta olhar para os resultados nos Jogos Olímpicos e olhar comparativamente os nossos com os da vizinha Espanha... Depois, é muito fácil apontar o dedo ao estado da Educação e dos resultados do País em si… e a culpa claro quase sempre vai para quem no meio de isto tudo, ainda se esforça para que as coisas andem para a frente, e depois, o professor, é que ainda por cima é tomado por incompetente! Enfim! Coisas da vida. Vamos acreditar que agora a nível governamental irá haver uma real preocupação pela Educação, que a coisa vai ter novos aliados, e avançará um pouquinho mais. Mas voltando ao tema inicial os concursos 2005/06, irão viver-se momen- tos de angústia e pressão certamente, tal como se viveram no ano passado, e nós SEPLEU Porto queremos aqui afirmar que estamos mais uma vez ao lado da classe docente, e ao dispor dos nossos sócios na ajuda possível e impossível para que mais uma vez tudo possa correr pelo melhor nestes concursos, salvaguardando sempre os interesses dos nossos associados. Assim, vamos continuar a visitar escolas pelo grande Porto e Tâmega, e realizaremos também algumas reuniões Sindicais (ver quadro anexo) para não só darmo-nos a conhecer como Sindicato mas sobretudo para que possamos esclarecer dúvidas que possam existir sobre os concursos 2005/2006. A todos os Sócios que queiram concorrer ou fazer a sua inscrição nos concursos deste ano no nosso secretariado regional no Porto basta aparecerem e estamos à sua inteira disposição (das 9h e 30m às 13h e das 14h às 17h e 30m) para que possa concorrer sem receios ou dúvidas. Estaremos atentos para poder chamar a atenção para as dificuldades da nossa realidade educacional. Somos e seremos sempre um aliado de toda a Classe docente. Mónica Aroso e Susana Braz Secretariado Regional do Porto No SEPLEU Porto estamos atentos J á todos nós temos consciência que organizar um processo de concur sos para docentes poderá não ser tarefa fácil… Agora aquilo que ainda não sabemos é como irá correr ao certo este ano. Tudo aponta para que sejam evitados os erros do ano transacto, pelo menos foi-nos assegurado que estaríamos na presença de um processo de concurso inteligente e retocado, tendo em conta as principais lacunas detectadas em concursos anteriores. Vivemos em momentos difíceis no nosso País, é um facto, mas também é um facto que a crise toca a todos a nível mundial. Parece-me claro que a política de desinvestimento no sector da Educação, levada a cabo nos últimos anos não será o factor mais eficaz e estratégico para a correcção da dívida pública vivida. Assim, parece-me também claro que só investindo na Educação, poderá o País crescer em níveis de desenvolvimento educacional sustentado e pressupostamente, crescerem também os níveis de qualificação profissional o que levará hipoteticamente a um maior desenvolvimento económico. Muito se houve falar por aí que os políticos não resolvem os problemas reais de Portugal, e eu pergunto será a Educação um real problema do País? No meu entender sim, embora não seja a opinião da generalidade da classe política. Não vou aqui falar nos diferentes índices de salários ou regalias ao nível Europeu, mas sim que façamos uma reflexão juntos sobre a realidade Educativa. Ao nível dos recursos materiais por exemplo, parecem-me antiquadas as escolas do pré – escolar, 1º Ciclo, E.B. 2/ 3 e Secundárias, de uma forma geral estamos na presença de Escolas frias, desgastadas pelo tempo e com péssimos acessos às mesmas dentro e mesmo fora das próprias Escolas, sabemos disto, porque andamos no “terreno” de Escola em Escola vemos as realidades in loco e ouvimos as queixas dos nossos colegas. Ainda há dias soube de um caso de uma colega que por ter um pátio irregular no recreio da Escola caiu estatelada no chão, cheio de lama e pedras… imaginem o estado desta nossa amiga que nesse mesmo dia não foi dar aulas e teve mesmo de recorrer aos meios clínicos por sua própria conta. Não faço a mínima ideia se a Escola tem seguro e se a colega requereu dele… O que sei é que ela caiu e ficou com as nódoas negras. Talvez esta história espelhe de facto o estado da Educação do País, mas falo também da quase inexistência de mate- Miguel Pires Cabral Secretariado Regional do Porto ACORDO COMERCIAL ENTRE ¾ ¾ ¾ eo O presente Acordo Comercial estabelecido entre a AUTOCENTER – Serviços, Acessórios e Peças para Viaturas, S.A. e o SEPLEU, será válido para a nacional de lojas IMPÉRIO AUTOCENTER, e vigorará segundo os parâmetros estabelecidos e descritos nos quadros seguintes; 1. Validade: 1.Fevereiro de 2005 a 31 de Janeiro de 2006 2. Prazo Pagamento: • Vendas a Dinheiro (pagamento contra entrega de mercadoria) 3. Descontos Factura; 1. PROMOCIONAL CHEQUE DESCONTO; Exclusivo para os sócios com cartões identificativos da Associação que tenha assinado o Protocolo de cooperação, ao associado que efectue compras de mercadorias ou serviços de valor mínimo de 50• (cinquenta euros), ser-lhe-á devolvido um CHEQUE DESCONTO de 10% (dez por cento do valor liquido das mercadorias ou serviços) para desconto em compras futuras com data limite 31.12.2005. Para que tenha direito a este Cheque Desconto, o beneficiário deverá solicitar no balcão onde procede á compra, do prospecto de requisição (RSF), enviando para a morada neste mencionada, e onde deverá constar obrigatoriamente os seguintes dados: · Nome e morada do Associado; · Nº. De cartão e respectiva validade; · Menção ao documento de compra; Os serviços centrais da Imperio AUTOCENTER, após confirmação dos dados e respectiva validade, enviarão para a morada mencionada o CHEQUE DESCONTO com a importância a que o cliente tem direito. Braga, 17 de Janeiro de 2005 22 sepleu Amo E V F Pa Mec Mão- (*) Os descontos mencionados, são válidos nas classes de pneus para viaturas Ligeiras, comerciais van e jeep /4x4, e sobre as tabelas oficiais de P.V.P. ou Produtor/Importador. No caso das marcas do grupo Michelin, a tabela usada para tal efeito será a “lista de preços” de facturação da marca. SEMINÁRIO NO INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO A Comunicação é um acto essencial... “A comunicação é um acto essencial, por vezes tão difícil de pôr em prática, que se torna uma arte a aprender e/ou a desenvolver” A comunicação é a base de toda a relação humana. É através da co municação que o ser humano expressa e partilha as suas experiências com os seus congéneres. Nas relações familiares, profissionais, de amizade, amorosas saber comunicar é fundamental para estabelecer relações harmoniosas e frutuosas. “Saber comunicar é um dos caminhos para atingir objectivos.” A comunicação humana deverá ser encarada como uma verdadeira arte que deve ser estudada e aperfeiçoada para que haja uma correcta compreensão da mensagem. Isto poderá ser conseguido através de uma correcta utilização de técnicas de apresentação e do correcto domínio da linguagem verbal e não verbal. Não existe nenhum local específico onde aprendamos a comunicar. Na escola, local onde por excelência se deveria aprender a comunicar, este processo não ocorre de forma muito específica. A maioria das vezes a aprendizagem dos alunos é feita seguindo um sistema de pergunta-resposta, existindo pouco tempo e disponibilidade para espaços de debate, reflexão e partilha, que poderiam proporcionar óptimos momentos para se aprender a ouvir, a compreender, a partilhar, a criar relações… Muitas vezes são os professores que não dominam convenientemente os mecanismos que regem a comunicação, ou porque não têm tempo para pensar nisso, ou porque simplesmente a importância do saber comunicar não lhes foi transmitido na formação inicial. Para quem ensina saber comunicar é imprescindível. Este é, sem dúvida, um dos recursos essenciais para estimular no espírito dos alunos a motivação para ser, para estar, para saber, para aprender e, como é óbvio, para comunicar. Existem cinco motivos básicos para o acto de comunicar: informar, persuadir, instruir, distrair, inspirar; estes motivos deverão ser uma referência para quem pretende comunicar algo. “O professor que insiste nos factos aborrecidos (para instruir) mas que se Maria Júlia Guerra esquece de juntar factos de interesse humano (para distrair) não desperta nos alunos o desejo de aprender (inspirar).” Para os profissionais ligados à educação, saber comunicar, torna-se de facto indispensável nas relações com toda a comunidade educativa envolvente. Por conseguinte, os professores devem ter a preocupação de saber comunicar adequadamente com os diferentes públicos que os rodeiam, fazendo-o com clareza e de forma assertiva para que a sua mensagem seja correctamente compreendida aprendendo, ao mesmo tempo, a serem mais construtivos na relação com os outros. Foi a pensar na importância que o saber comunicar tem na prática pedagógica dos docentes e na pouca formação contínua que existe nesta área, que o Centro de Formação do SEPLEU realizou um seminário sobre “Técnicas de Comunicação Oral e Apresentações em Público” dirigido a Educadores de Infância, Professores e outros profissionais ligados à educação. Os objectivos deste seminário tiveram como finalidade “contribuir para uma melhor compreensão e aceitação da mensagem através da correcta utilização das técnicas de apresentação do tema e do perfeito domínio da linguagem verbal e não verbal e dotar os participantes de capacidades comportamentais e comunicacionais, que lhes permitam comunicar com sucesso e de uma forma profissional em público”. Este seminário foi organizado em colaboração com o IAEC – Instituto Americano de Estudos e Comunicação. O IAEC é uma entidade formadora, que entre outras actividades, concebe e realiza planos de formação e cursos em diversos domínios do saber. O referido evento realizou-se no dia 25 de Fevereiro de 2005 no Centro de Congressos do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, tendo sido orientado pela oradora Maria Júlia Guerra, cujo currículo apresenta uma vasta experiência na área da comunicação: locutora, entrevistadora, repórter, apresentadora de espectáculos, produtora e realizadora de um departamento de programas, trabalhou na Rádio Renas- cença, Emissora Nacional e RDP e, que com a sua simpatia, o seu dinamismo e a sua grande capacidade de comunicar conduziu de forma brilhante esta palestra para um público de 180 participantes. No final deste seminário o feed-back dos participantes foi conhecido através do preenchimento de uma ficha anónima onde manifestaram a sua opinião sobre a formação decorrida. O feed-back foi bastante positivo no que respeita aos conteúdos abordados, os quais foram ao encontro das necessidades de formação dos participantes, felicitando a formadora e o Centro de Formação pela organização de um evento com um tema tão pertinente e importante para um melhor desempenho da prática pedagógica e, ao mesmo tempo, tão esquecido na formação inicial e contínua dos docentes. Gostaríamos de partilhar com os nossos leitores algumas das observações feitas pelos participantes. E acreditem que foram bastantes! “Este seminário veio enriquecer os meus conhecimentos acerca da comunicação e suas formas. Achei-o muito positivo.” “Gostei imenso da forma como a Dr.ª Maria Júlia Guerra apresentou e se exprimiu ao longo de toda a conferência, tornou-a interessante e simplificou algo bastante complexo.” “Esta temática deveria ser abordada obrigatoriamente nas escolas superiores de educação. O que não aconteceu no meu curso.” “Considero que este tipo de acções deviam ser feitas com mais frequência para ajudar o professor a crescer e a amadurecer. Gostei bastante do trabalho exposto pela Dr.ª Maria Júlia.” “Gostei imenso deste seminário, a interacção simples, alegre, divertida, dinâmica da formadora com o público, a sua simpatia, argumentação. Muito obrigado pelo interesse para com os vossos associados.” “Pessoalmente, considero estas iniciativas muito importantes, pois por norma as formações são sempre muito teóricas e esta ao invés, ajuda-nos na nossa vida pessoal, profissional e soci- al. Gostei bastante.” “É muito importante que pessoas com um TÃO GRANDE SER como a Dr.ª Júlia possam partilhar esse SER com os outros e nomeadamente com este público que trabalha todos os dias com o público.” “Excelente intervenção da formadora! É, de facto, uma verdadeira entendida sobre o tema. Parabéns!” “Conteúdos muito pertinentes para professores.” “Este tipo de acções deviam ser mais regulares e, quem sabe, extensíveis a grupos de alunos.” “Considero indispensáveis estas acções (seminários). Esperemos que possam haver mais. Descobrimos o quanto temos ainda por aprender. Foi excelente este seminário.” “Adorei o seminário não só pelo seu conteúdo como pela forma fascinante da pessoa que o apresentou. Parabéns Dr.ª Maria Júlia Guerra.” “Este seminário fez com que reflectíssemos o nosso dia-a-dia, abrindo-nos os horizontes na forma de comunicarmos com os outros de uma forma simples, mas principalmente correcta. São estes seminários que nos fazem falta para a nossa vida quotidiana.” “Foi muito interessante para mim. Sugeria que houvesse mais seminários deste tipo ao longo do ano lectivo.” “Agradeço à Dr.ª Júlia por esta formação e do modo como conduziu a mesma. Também o meu obrigado ao SEPLEU por esta oportunidade.” O Centro de Formação do SEPLEU também agradece ao IAEC e à formadora Maria Júlia Guerra o seu grande contributo na orientação deste seminário e o privilégio que nos deu ao partilhar com todos os presentes o seu saber, as suas experiências e a sua simpatia. Agradecemos, igualmente, a presença de todos os participantes, a qual é imprescindível para que a formação contínua dos docentes seja uma realidade! Ana Maria Neves Calvário Centro de Formação do SEPLEU SECRETARIADO REGIONAL DE VILA REAL Qe’s vs Qzp’s – uma guerra incompreensível! S e abrirmos qualquer fórum ligado à Educação deparamos com um au têntico “bate-bocas” entre professores do Quadro. Facilmente se depreende, até para um leigo na matéria, que se está a formar uma cisão entre professores do Quadro de Zona Pedagógica e os Quadro de Escola. Este conflito tem a sua origem no concurso de afectação no qual o destacamento, dito “normal”, dos Quadro de Escola é relegado para as últimas prioridades. Em termos práticos, isto traduzse na impossibilidade da maior parte desses docentes poderem beneficiar de mobilidade para se aproximarem de casa. A alternativa que lhes é teoricamente apresentada – concorrer a QZP - até seria uma boa solução se, para isso, se dignassem abrir vagas para tal. Atenção, não pretendo tomar partido de nenhum campo nesta “guerra” que, de meu ponto de vista, não tem razão de ser. Não se trata aqui de defender uns ou condenar outros. Trata-se de chamar à razão toda a classe docente e acentuar a importância de nos unirmos em vez de nos dividirmos, numa situação tão delicada como é a nossa. A situação dos QE’s é, de facto, injusta, principalmente para aqueles que foram obrigados a concorrer para Quadro de Escola quando já se encontravam no Quadro de Zona que pretendiam. Pelo menos para estes, o Ministério deveria apresentar uma solução, pois, não tiveram escolha. E se, durante alguns anos ainda beneficiaram do destacamento, agora vêem-se obrigados a leccionar a centenas de quilómetros de casa, opção que foram obrigados a tomar. Não devemos esquecer que a solução de uns pode não invalidar ou comprometer a situação dos outros. Penso que se deveria pensar numa alternativa exequível para os QE’s sem para isso, prejudicar os docentes do QZP. Enquanto mantivermos “guerrilhas” entre nós, nunca iremos obter a tão desejada UNIÃO que, (e sobre isso todos concordamos), tanta falta faz à classe docente. E, já agora, para quem ficou com dúvidas sobre a isenção do meu discurso… sou professora do Quadro de Zona Pedagógica. Natália Fumega Secretariado de Vila Real sepleu 23 SECRETARIADO REGIONAL DE VILA REAL “Linguagem e Comunicação – Decorações de Natal” O Secretariado Regional de Vila Real levou a cabo no passado mês de Novembro o seminário “Linguagem e Comunicação – Decorações de Natal”, com a Formadora Dr.ª Fernanda Martins, nossa associada, que, com a sua simpatia e espontaneidade, conduziu uma turma de 36 Educadores e Professores. Estes participaram com alegria e curiosidade em manusear os materiais dispostos nas mesas e, por sua vez, experimentaram técnicas que estimulam a comunicação e criatividade, para exteriorizar na sala de aula aos formandos do correspondente nível etário. Este seminário, realizado em vésperas das actividades de Natal levadas a cabo nas escolas, teve muita adesão por parte dos Educadores. Desta forma, para podermos dar resposta às sucessivas inscrições que chegavam ao secretariado de Vila Real, a formadora permitiu que se formassem três turmas. Assim, realizaram-se mais dois seminários a 7 e a 10 de Dezembro, na Escola Camilo Castelo Branco, onde nos foi gentilmente cedido uma sala por parte do Dr. Fernando e Dr. Ventura, presidente e vice-presidente do Conselho Executivo da Escola. Cristina Diogo - Secretariado de Vila Real SECRETARIADO REGIONAL DO PORTO NORTE David Justino escreve: “No silêncio somos todos iguais” E ncontrava-me eu a ler o Jornal Publico na quinta-feira dia 20 de Janeiro, quando ao passar os olhos pelas págs. “Sociedade” chamou-me a atenção um artigo escrito por Bárbara Wong sobre um livro editado por David Justino, no qual incluía uma pequena entrevista… Falava essencialmente das “conclusões” que Sr. ex-ministro chegou após o estudo dos “rankings” das escolas a partir dos exames do 12º ano. Não pude deixar de simpatizar com a ideia de ver alguém a analisar dados concretos acerca do “produto” do nosso ensino, e resolvi continuar a leitura de forma mais atenta. Confesso que fiquei surpreso com algumas conclusões que passo a comentar: 1. A partir dos resultados dos exames do 12º ano – é possível derrubar alguns mitos, como o determinismo social. Estranho este facto, pois como é que teve acesso à conta bancária dos alunos (pais)???? Ou será que nas zonas pobres apenas existem pobres??? 2. O ex-ministro faz uma análise dos “rankings” desde 2000 e tenta combater a ideia de que só os alunos de classes altas, que estudam no ensino privado, têm os melhores resultados. Estudar no ensino privado está apenas ao alcance dos alunos de classe alta??? É uma regra: Classe alta – ensino privado? Não será a lógica do ensino privado também a criação de vagas no ensino? Ou será que só existem numa lógia de oferecer melhor ensino? 3. “À medida que se observam as regiões mais desfavorecidas, a qualidade do ensino privado aproxima-se do público, quando não é inferior” Confesso que esta conclusão me deu vontade de desistir da minha leitura. Então, quer dizer que nos locais mais desfavorecidos, as escolas privadas (ditas das classes altas) diminuem a qualidade do seu ensino. Por outras palavras entendo que: nas escolas privadas em regiões favorecidas estão iguais ou superiores em termos de qualidade de ensino, e nas regiões desfavorecidas o ensino privado é igual ou pior???? Então significa que o ensino privado (das classes altas) varia em qualidade dependen- 24 sepleu temente do meio???? Conclusão: será que o meio então não é um determinismo social???? Que nó!!!!! Bem… adiante…. 4. Contra a tese de que escolas mais fracas e com piores notas possam ser vitimas de discriminação social. Sem comentários… 5. O que diferencia as Escolas: Qualidade de gestão do projecto educativo, o seu corpo docente, e os ambientes de liderança e organização educativa e não a “lógica de diferenciação de classes sociais ou estatuto público ou privado” dos estabelecimentos de ensino. Sobre esta conclusão que mais me parece do foro pessoal, entendo que não se baseou de forma nenhuma apenas nos dados dos “Rankings”, mas os três factores parecem-me razoavelmente aceitáveis por todos, seja de facto privado ou publico… mas afinal qual é o objectivo desta conclusão? 6. O autor procura provar que as turmas pequenas não são necessariamente as que obtém notas mais altas (nas escolas do fim da tabela a dimensão média das turmas é inferior à nacional). Concluo eu, com este facto, que a análise do produto nada tem ver com a análise do processo… mas enfim! Mesmo sabendo que o estudo não comparou notas verso indivíduos incluídos em turmas grande ou pequenas, mas sim que compara resultados com zonas onde o rácio professor/alunos é menor ou maior…. Estatística. Boa sorte para procurar provar… Confessor que gostaria, isso sim, de ver o resultado da análise da relação do número de alunos por turma e o número de alunos que entram na faculdade ou terminam o secundário. 7. Não é preciso muito dinheiro para conseguir mais resultados – as mais caras têm-nas mais modestos. Acima de tudo é preciso melhor gestão., defende. Incrível como é possível falar tanto e não apresentar nenhuma ideia de gestão…. Que a qualidade de gestão é um factor fundamental para o desenvolvimento dos resultados e dos processos, todos nós sabemos… e para sua admiração nenhum de nós passou horas a olhar para o “ranking”. Agora diga-nos Sr. David Justino, como sugere melhorar a gestão das escolas? Pegar, como disse, nos bons exemplos e apresentar às diferentes comunidades escolares? Existe a palavra “sistematização” que obriga a atenção de conhecermos o meio onde vamos apresentar uma proposta de uma gestão de sucesso…para que seja eficaz, como sabe, ou será que criar uma formação específica para professores (porque são eles que conhecem o meio escolar), sob a forma, por exemplo, de uma pós-graduação não será solução geral para a gestão das escolas? Como disse e bem: “As melhores Escolas são as mais bem geridas”, estou de acordo, e para seu espanto digo-o com maior autoridade, porque estou lá e convivo com quem também lá anda, mas em nenhuma escola vi o milagre da multiplicação da qualidade e dos resultados sem investimento ou ajudas de parceiros, instituições, pais, alunos, serviços e acima de tudo do empenho de docentes, que como sabe depende, esse sim, de vários factores onde tenho a liberdade de incluir o número de alunos por turma, existência de equipamentos didáctico/pedagógicos informáticos, um número suficiente de auxiliares da acção educativa entre outros… 8. Retrato do Sistema Educativo é negativo: há desorganização e má afectação dos recursos públicos”. Finalmente! Estou de total acordo. Será esta uma forma de dizer… também por minha culpa? 9. “Sem resolver esse entrave (8) dificilmente se poderá empreender a reformada educação em Portugal.” Entre outros, é um factor decididamente importante! Mas pergunto-me: será que tirou esta conclusão dos Rankings? 10. A estabilidade e a qualificação do corpo docente são factores positivos para obter melhores resultados. Palmas para o Sr. ex-ministro! 11. Estavam a pensar no seu mandato como ministro a introdução no estatuto de carreira docente benefícios para professores que ficassem na mesma escola. Justino, por favor volte, está perdoado! Agora, gostava de saber mais sobre esses benefícios (subsídios de Fixação do Pessoal docente?) e em que escolas! 12. Os estabelecimentos de ensino deveriam poder formar os seus próprios docentes. Entendo que os alunos e professores têm bastantes vantagens neste tipo de medidas, principalmente se o tipo de formação tivesse directamente a ver com a realidade de cada instituição. Salvaguardando o direito dos docentes de poderem frequentar outras formações quem entendam necessárias para desempenho das suas funções. Após ler este artigo, confesso que o nome do livro é bem sugestivo. Vou ler para tentar mudar de opinião. Miguel Esteves - Secretariado do Porto Norte “A Música e o computador na escola” No dia 29 de Novembro de 2004, o Secretariado Regional de Porto Norte realizou uma acção de formação no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim sobre o tema: “A musica e o computador na Escola”, contando com a presença do formador o professor António Alberto Lagarto, a quem agradecemos desde já a sua magnifica apresentação, factor fundamental para o sucesso de toda a organização. Entendemos a acção como “uma aposta ganha” na promoção de formações que visem novos temas, novas perspectivas fundamentais na evolução de um ensino que todos desejamos melhor. Secretariado do Porto Norte SECRETARIADO REGIONAL DE SANTARÉM NORTE Actividades Desenvolvidas O SECRETARIADO REGIONAL DE SANTARÉM NORTE no 2º Período iniciou as suas actividades com Reuniões Sindicais nos cinco locais habituais. Nestas Reuniões abordámos assuntos tais como: Caderno Reivindicativo do SEPLEU, Panorama Educati- vo Actual, Concursos 2005 – Revisão do Decreto-Lei 35/2003, análise da Legislação publicada e outras informações. Mais uma vez as Reuniões foram bastante participadas. Ao nível da Formação Contínua de Professores pretendemos oferecer aos Docentes diversidade nos temas e nos locais de realização das Acções de Formação, apostando cada vez mais na qualidade dos Formadores. Para o 2º Período, apresentamos 4 temas actuais e de grande interesse para toda a classe docente. Esperamos que o balanço seja positivo ficando a promessa de voltarmos no 3º Período, com novas e “radicais” Acções de Formação. Obrigado por participar nas nossas actividades. O Secretariado de Santarém Norte SECRETARIADO REGIONAL DE VISEU A formação contínua no Secretariado Regional de Viseu O Secretariado Regional de Viseu, no seu programa de Acções de Formação/Seminários, levou a efeito, no passado dia trinta de Novembro, um Seminário subordinado ao tema “A voz do professor como instrumento de trabalho: maus hábitos/estratégias”. Teve como prelectora a Dr. Assunção Matos, licenciada e formadora na área da Terapia da Fala, exercendo funções no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação dos Hospitais da Universidade de Coimbra, e aconteceu no auditório da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Viseu, destinando-se a Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico e Secundário e todos os profissionais ligados à Educa- ção. Perante uma larga audiência de educadores e professores – 184 participantes -, a Dr.ª Assunção Matos desenvolveu com brilhantismo o tema da acção, revelando ter um excelente poder de comunicação, com o qual prendeu a atenção de todos os presentes. Durante a primeira parte, foram focadas variadíssimas noções de Saúde Vocal e Etiologias mais frequentes, seguindo-se um debate bastante participado, que ajudou a esclarecer as dúvidas dos presentes. No final, o feedback recolhido junto dos participantes foi, como vem sendo hábito nos seminários do SEPLEU, extremamente positivo. A formação tem como objectivo a valorização profissional e pessoal de todos os formandos e estamos certos que esse objectivo foi alcançado com este seminário. O Secretariado Regional do SEPLEU sente-se agradado por tão expressiva e activa participação dos docentes e pelo reconhecimento e agrado generalizados. Agradecemos a todos a sua presença, especialmente à Dra. Assunção Matos, pela sua simpatia e profissionalismo. A formação é uma área de acção que faz parte do quotidiano sindical, por isso estão já agendados mais dois seminários para este segundo período, variando nas temáticas abordadas e nos locais da sua realização. Os temas escolhidos são “Escola inclusiva e (in)sucesso escolar”, da autoria do Mestre Vítor Manuel Cruz, e “O professor e a educação sexual na escola”, a cargo do Dr. Manuel Freitas Gomes. O primeiro seminário acontecerá em Viseu, a dezoito de Fevereiro, o segundo em Lamego, no dia vinte e oito do mesmo mês. Na selecção dos locais prevaleceu a ideia da descentralização, na escolha dos temas procurámos suprir necessidades dos professores. Mais formação acontecerá no terceiro período lectivo, sempre com a garantia de qualidade do SEPLEU. José António Fernandes; Margarida Carvalhais; Anabela Correia; Pedro Oliveira; Luís Braguês - Secretariado Regional de Viseu Quando as catástrofes acontecem Margarida Carvalhais* Quando as catástrofes acontecem, as crianças são sempre quem mais sofrem. Restam-nos organizações como a UNICEF, que mantêm a esperança a quem tudo perdeu, a vida aos que julgam que para eles tudo já acabou. São exemplo para nós, que perdemos muito tempo com o particular e com o supérfluo. Junto comunicado da UNICEF. “Não há melhor forma de ajudar as crianças a recuperar algum sentido de normalidade do que fazê-las regressar à escola”. Vamos também nós regressar à escola, cumprir a nossa missão com este exemplo de humanidade. *Secretariado Regional de Viseu Centenas de Escolas destruídas pelo Tsunami A UNICEF diz que o regresso das crianças à escola é fundamental para o processo de recuperação Nova Iorque, 14 de Janeiro 2005 – Em algumas zonas afectadas pelo tsunami do Índico, as crianças começaram esta semana a regressar à escola, apesar da catástrofe ter destruído ou causado danos em mais de mil instalações escolares e ter morto milhares de professores. Na Indonésia, o país mais atingido, as estimativas preliminares do governo sobre o número de escolas seriamente danificadas ou destruídas varia entre os 765 e 1151. No Sri Lanka, 51 escolas foram totalmente arrasadas e 100 parcialmente danificadas. Nas Maldivas, há 44 escolas destruídas ou com danos – uma elevada percentagem do total. Muito mais reduzido foi o impacte do tsunami no sistema educativo da Tailândia, onde menos de 30 escolas sofreram danos e muito poucas ficaram destruídas. O regresso das crianças à escola é essencial para a sua recuperação, afir- ma a UNICEF, mesmo que para tal se recorra à montagem de tendas ou a outro tipo de instalações provisórias. “Não há melhor forma de ajudar as crianças a recuperar algum sentido de normalidade do que fazê-las regressar à escola,” afirmou a Directora Executiva da UNICEF, Carol Bellamy. “Um ambiente de aprendizagem permite às crianças voltarem a ser crianças, e proporcionalhes um espaço tranquilo para poderem afastar-se do pesadelo por que passaram. Quando se consegue abrir uma escola numa zona de catástrofe, há um sentimento de esperança entre as pessoas, incluindo os pais.” Escolarizar as crianças e mantê-las na escola é essencial não apenas em situações de emergência, mas para garantir a todas elas uma melhor qualidade de vida, referiu Carol Bellamy. Este desastre representa um retrocesso para países que estavam a fazer progressos na área da educação básica para todas as crianças. Quanto mais depressa regressarem à escola, menor será esse sepleu 25 SECRETARIADO REGIONAL DE VISEU retrocesso, afirmou. Enquanto na Índia e na Tailândia, as escolas oficiais abriram esta semana após o habitual interregno sazonal, os governos do Sri Lanka, das Maldivas e da Indonésia pretendem reabrir as escolas das zonas mais atingidas nos dias 20, 25 e 26 de Janeiro respectivamente. (algumas escolas no Sri Lanka já reabriram) Perto de Banda Aceh, duas escolas apoiadas pela UNICEF começaram a funcionar na segunda-feira para 408 alunos. Segundo o pessoal da UNICEF no terreno foram os próprios pais que pediram que a escola reabrisse o mais depressa possível. “A abertura destas escolas é um sinal muito importante para que as pessoas acreditem que a vida pode recomeçar”, referiu Carol Bellamy. Na província de Aceh, a UNICEF tem vindo fornecer várias toneladas de materiais educativos, nos quais se incluem: 2.000 tendas para serem utilizadas como salas de aula, 2.000 kits-escola (com material didáctico para 50 alunos) e 2.000 kits recreativos (com jogos e equipamento desportivo também para 50 crianças). Estes materiais vão apoiar mais de 100.000 crianças em idade escolar e 4.000 professores nas zonas afectadas de Aceh. A UNICEF está também a colaborar com o governo Indonésio no recruta- mento e formação de 2.000 novos professores e na recuperação psicológica dos que sobreviveram ao tsunami. Segundo as autoridades de Aceh, 1.592 professores morreram ou são dados como desaparecidos. No Sri Lanka, onde algumas (poucas) escolas reabriram na passada segundafeira, a destruição dos edifícios escolares afectou 71.928 crianças e 2.673 professores. Para além disso, cerca de 240 escolas estão ainda a ser utilizadas como abrigo temporário de famílias deslocadas. A UNICEF está a apoiar o Ministério da Educação do Sri Lanka através do fornecimento de equipamento e material escolar, livros e textos de apoio para professores para que todas as crianças regressem a um ambiente de aprendizagem no dia 20 de Janeiro, tal como foi anteriormente anunciado por responsáveis ministeriais. A UNICEF já distribuiu 500 kits-escola que serão usados por 40.000 crianças. Está prevista para hoje ou amanhã a chegada a Colombo de mais 3.200 kits, que seguirão de imediato para os locais previstos. A UNICEF mobilizou centenas de voluntários das comunidades locais para remover os destroços das escolas e deu ajuda financeira para a difusão de anúncios destinados a informar as famílias de que as crianças podem frequentar a escola sem uniforme e certidão de nascimento. Carol Bellamy referiu que o retomar da escolaridade não significa que todas as crianças regressem de imediato à escola. Na Índia, onde apenas uma das escolas dos distritos afectados não abriu, a percentagem de alunos é de apenas 30%. Nas poucas escolas que reabriram no Sri Lanka, a taxa de frequência é de 50%. “A baixa frequência é devida ao facto de muitas crianças terem morrido ou ficado feridas, e também porque alguns pais, que perderam tanto, ainda não estão preparados para confiar os filhos ao cuidado de outras pessoas,” afirmou a Directora da UNICEF. “Estes pais precisam de ter a certeza de que os filhos estão seguros na escola, e que têm o apoio e assistência necessários para cresceram e se ornarem mais fortes. O nosso trabalho visa criar um ambiente o mais positivo possível para que as crianças regressem à escola.” Na Índia, onde as autoridades nacionais e locais lideraram um esforço humanitário intenso e rápido, a UNICEF tem estado a desempenhar um papel de apoio, nomeadamente na distribuição de materiais escolares e equipamento para desporto, na reconstrução de bibliotecas, organização de actividades recreativas para crianças e formação de professores no sentido de os tornar aptos a identificar sinais de trauma e a dar algum apoio emocional. Na Tailândia, onde a maioria das escolas reabriu no dia 4 de Janeiro, a UNICEF tem estado a apoiar as famílias das zonas costeiras, através do fornecimento de utensílios de cozinha, material e livros escolares, uniformes, equipamento de recreio e desporto, e a apoiar a construção de escolas provisórias nas zonas mais atingidas. Nas Maldivas, a UNICEF está a dar assistência ao governo na construção de 73 salas de aula temporárias para que os alunos possa retomar o ensino no dia 25 de Janeiro. E está também a dar apoio ao trabalho de limpeza das instalações escolares e instalação de sanitários. Até à data, já foram fornecidos mais de 150 kits-escola e kits recreativos. Em todos os países afectados pelo tsunami, a UNICEF trabalha para que as escolas ajudem os pais e as crianças. “Quanto mais as escolas puderem satisfazer as necessidades das crianças – no que toca a alimentação, uniformes, livros escolares e apoio psicológico – mais aliviaremos o fardo das famílias, permitindo-lhes que se dediquem à reconstrução das suas próprias vidas,” afirmou. “As escolas são frequentemente o centro de uma comunidade, pelo que o esforço para as pôr de pé e a funcionar tem um enorme impacte no processo de recuperação a longo prazo. Para muitas pessoas que sofrem e estão angustiadas, o bulício de um recreio é o melhor dos remédios.” Informações actualizadas em www.unicef.org Para mais informação, é favor contactar Comité Português para a Unicef: Madalena Grilo, Tel: 21 317 75 00/ 11, TM 91 403 00 13 [email protected] http://www.newsmarket.com/unicef/ 26 sepleu ALGARVE ALUGUER DE AUTOMÓVEIS AUTO PRUDENTE – RENT-A-CAR Estrada de Sta. Eulália, Ed. Ondas do Mar, loja nº 1 e 2 8200-000 ALBUFEIRA Tel. 289 542 160 Fax. 289 542 256 Site. www.auto-prudente.com E-mail. [email protected] Desconto de 10% que será acumulado com as promoções estabelecidas INFORMÁTICA PRINTERTAPE / MS RECICLAGENS Arcadas de São João, loja T 8200-000 ALBUFEIRA Tel/Fax. 289 513 577 E-mail. [email protected] Desconto de 10% INFOREGIMENTO – INFORMÁTICA, LDA Aldeia Azul, lote 1, loja M Brejos - Montechoro 8200-000 ALBUFEIRA Tel/Fax. 289 501 606 Site. www.inforegimento.com E-mail. 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Exceptuam-se os artigos em campanha e/ou promoção SALÃO MOZART – Anselmo Vaz e Filhos, Lda Av. Da Liberdade, 68-72 4710-250 BRAGA Tel. 253 273 547 Fax. 253 615 398 Desconto de 15% nos seus produtos, exceptuando-se produtos com preços de promoção 10% na escola de música - aulas HOTELARIA SERVIÇOS MÉDICOS CASA DO CAVACADOURO TURISMO RURAL Lugar do Cavacadouro Moimenta TERRAS DE BOURO Desconto de 15% a pronto pagamento ou crédito clássico, mediante apresentação do cartão de sócio CLÍNICA PEDIÁTRICA DE BRAGA Rua Sá de Miranda, 248 BRAGA Desconto de 15% nos serviços prestados a associados e/ou respectivo cônjuge SERVIÇOS MÉDICOS BRAGANÇA PSIFALA – Centro de Psicologia e Terapia da Fala Rua Cidade do Porto, Edifício Olympus II, 1 – loja 1 4705-084 BRAGA Desconto de 10% no valor de cada consulta, nos serviços prestados a associados e/ou respectivo cônjuge ou filhos, devendo apresentar credencial ou cartão de sócio do SEPLEU BRAGA SUL PAPELARIA LIVRARIA E PAPELARIA SÓPAPEL Av. das Amoreiras, nº292 5370-204 MIRANDELA Tel. 278 261 259 Fax. 278 265 329 Desconto de 10% em artigos escolares; de escritório; produtos de higiene e limpeza e de mobiliário de escritório 5% em livros escolares mediante a apresentação do respectivo cartão de sócio do SEPLEU PRONTO-A-VESTIR AUTOMÓVEL ESCOLA DE CONDUÇÃO – S. GUALTER Rua Teixeira de Pascoais, 375 – r/c 4800-073 GUIMARÃES Desconto de 10% em qualquer tipo de serviço prestado, aos associados e/ ou respectivo cônjuge GINÁSIOS ACADEMIA CORPOACTIVO Rua Teixeira de Pascoais, 759 4800-073 GUIMARÃES Tel. 253 51 62 95 Desconto de 20% em qualquer tipo de programa, mediante apresentação do cartão de sócio dentro da validade 10% ao seu agregado familiar KATIUSKA MODA Av. das Amoreiras, nº252 5370-000 MIRANDELA Tel. 278 265 163 Telm. 91 687 00 75 Desconto de 5%, excepto em períodos de saldos/promoções SAPATARIAS SAPATARIA NOVA IMAGEM Av. das Amoreiras, nº252 r/c Esq. 5370-204 MIRANDELA Tel. 278 248 700 Desconto de 5% excepto em época de promoções e saldos VÁRIOS LOUÇÃO & PRIOR, LDA Rua Clemente Meneres, 72 5370-000 MIRANDELA Telm. 96 862 62 61 Desconto de 25% nos serviços de Agência Funerária 3% em material informático 10% em papelaria e centro de cópias CASTELO BRANCO São considerados sem efeitos os seguintes Protocolos: · Academia Ryttmus · Artemísia – Belas Artes LIVRARIAS LIVRARIAS LYON Av. Cidade do Zhuhai, 175, nº 16, cave 1 6000-077 CASTELO BRANCO Tel. 272 328 780 Desconto de 10% RESTAURANTES LUZOPIZZA Largo Dr. José António Almeida 6250-000 BELMONTE Tel. 275 913 928 e Rua João de Deus, nº 17 – loja B 6200-000 TEIXOSO Tel. 275 921 928 e Rua Dr. Sobral, nº 15-17 6260-000 MANTEIGAS Tel. 275 982 928 Desconto de 10% SERVIÇOS MÉDICOS CENTRO DE ENFERMAGEM NOSSA SRA. DA PIEDADE Rua Dr. Rafeiro, 6 A – r/c 6000-219 CASTELO BRANCO Tel. 272 342 556 Telm. 96 491 72 46 Desconto de 10% em todos os serviços mediante apresentação do cartão de sócio do SEPLEU e a pronto pagamento HOTELARIA RESIDÊNCIA COIMBRA Rua das Azeiteiras, nº 55 3000-000 COIMBRA Desconto de 10% salvaguardando a disponibilidade SABIR HOTÉIS, LDA Composto pelas seguintes unidades hoteleiras: HOTEL WELLINGTON HOTEL APARTAMENTO ATLÂNTICO HOTEL APARTAMENTO SOTTO MAYOR Rua das Lusíadas 3080-096 FIGUEIRA DA FOZ Desconto de 20% excepto nas épocas de Carnaval, Páscoa, Passagem de Ano e mês de Agosto ESTALAGEM QUINTA DO VISO Quinta do Viso 3220-000 MIRANDA DO CORVO Tel. 239 530 400 Fax. 239 530 409 Desconto de 15% sepleu 27 REGALIAS SOCIAIS COIMBRA AUTOMÓVEL SALITUR – Aluguer e Comércio de Automóveis, S. A. SEDE Quinta do Simão – Apartado 3001 3801-903 AVEIRO Tel. 234 303 070 Fax. 234 303 071 E-mail: [email protected] FILIAIS Rua Cândido dos Reis, 23 B Apartado 3001 3801-903 AVEIRO Tel. 234 371 897 / 234 424 105 Fax. 234 371 898 Rua Padre Estêvão Cabral Edifício Tricana, loja 5 – r/c 3317-317 COIMBRA Tel. 239 820 594 / 239 838 983 Fax. 239 838 986 Rua 23, 867 r/c 4500-277 ESPINHO Tel. 227 318 540 Fax. 227 318 541 Av. 25 de Abril Edif. Atlântico 3080-086 FIGUEIRA DA FOZ Tel. 233 420 330 / 233 420 111 Fax. 233 420 036 Rua Batalha Reis, 107 6300-668 GUARDA Tel. 271 230 075 / 271 224 155 Fax. 271 224 152 Av. Eng. Arantes Oliveira, 933 A Edif. Altamira 3700-161 S. JOÃO DA MADEIRA Tel. 256 834 005 / 256 835 899 Fax. 256 834 006 Rua Dr. José Gomes da Cruz, 91 3060-673 TOCHA Tel. 231 443 123 / 231 442 952 Fax. 231 442 961 Av. Capitão Silva pereira, 57 - r/c 3500-208 VISEU Tel. 232 428 280 / 232 426 990 Fax. 232 426 989 Desconto: Tarifa T20 com pagamento directo balcão. Consultar as condições e tabelas disponíveis nas sucursais SALITUR, SEPLEU sede e Secretariado Regional de Coimbra Ceira dos Vales 3200-074 LOUSÃ Tel. 239 996 480 Fax. 239 996 478 Telm. 96 332 38 05 Site: www.quintal-turismorural.web.pt www.wonderfulland.com/quintal E-mail: [email protected] Desconto de 10%. Organizam pacotes que incluem desde passeios a desportos mais ou menos radicais na Serra da Lousã com gastronomia, cultura e natureza como suportes. Estes pacotes são efectuados à medida. LAVANDARIAS PASEC Desconto de 5% só em trabalhos executados na lavandaria PAPELARIA MARTHAS PAPELARIA Praça do Comércio, 22 - 26 3000-116 COIMBRA Tel. 239 820 193 Fax. 239 838 732 Desconto de 10%, excepto em promoções e/ou pagamento por Multibanco. Estes descontos só são válidos na loja da Praça Velha em Coimbra SERVIÇOS MÉDICOS CENTRO DE CARDIOLOGIA DE COIMBRA Av. Fernão de Magalhães, 619sala 1 – 19/21 Edifício Mondego 3000-178 COIMBRA Tel. 239 833 035 Desconto de 17% nos seus produtos e serviços, em pronto pagamento aos sócios do SEPLEU, desde que titulares do cartão de sócio e referente a todos os exames, que não estejam já convencionados GUARDA ARTIGOS DESPORTIVOS PRIMEIRA LIGA – Artigos Desportivos, Lda. Av. bombeiros Voluntários, lote das Camélias, 1 FRB 6270-000 SEIA e Rua Visconde Valongo, nº11 6270-582 SEIA Tel. 238 315 457 Desconto de 10% AUTOMÓVEL HOTEL S. PAULO Rua Prof. Antunes Varela, 3 3400-133 OLIVEIRA DO HOSPITAL Tel. 238 609 000 Fax. 238 608 001 Desconto de 10% QUINTAL DE ALÉM DO RIBEIRO – TURISMO RURAL, LDA 28 sepleu SEIAUTO PNEUS, LDA Zona Industrial de Seia, Apartado 166 6270-000 SEIA Desconto de 5% a 35%. Os descontos não são válidos nas promoções. Na montagem de 4 pneus tem desconto de 10% no alinhamento de direcção. NEVES & BANDEIRA, LDA Zona Industrial de Oliveira do Hospital, Vale de Vaz e Seia 3350-000 VILA NOVA DE POIARES Tel. 239 420 902 Desconto de 10% em peças MEGAPE, S.A. SEDE: Av. de Sta. Iria – Edifício Megape 2685 STA. IRIA DA AZÓIA Tel. 21 953 52 50 Fax. 21 956 33 23 SEIA: Zona Industrial Tel. 238 312 690 Fax. 238 315 396 LISBOA: Largo Andaluz, 15 A/C Tel. 21 314 37 45 Fax. 21 315 74 80 CACÉM: Alto da Bela Vista – Edifício Megape Tel. 21 426 12 04 Fax. 21 426 21 48 Desconto entre 10% a 38% em marcas de pneus ligeiros Nos restantes serviços consultar as tabelas disponíveis no SEPLEU sede e Secretariado Regional da Guarda DECORAÇÃO MOLDURARTE Av. Bombeiros Voluntários, Ub. Das Camélias B1, r/c Esq. 6270-425 SEIA Tel. 238 084 480/1/2 Fax. 238 084 489 Telm. 91 928 89 59 Site. www.moldurarte.net E-mail. [email protected] Desconto de 5% até 25• 10% superior a 25•, extensível a cônjuge e filhos dos sócios do SEPLEU AZEVINHO – Comércio de artigos para o lar, Lda. Av. luís de Camões, Edifício Jardim II, r/c D centro 6270-000 SEIA Desconto de 5%, oferece 10% em compras igual ou superior a 500• UTILDECOR – Lurdes Esteves Decorações, lda Rua da Liberdade, 25/29, Edifício Patrice II 6270-000 SEIA Tel. 238 311 082 Desconto de 7%, excepto em artigos com promoção ELECTRÓNICA INFORDOMUS – Produtos e serviços Técnicos de Electrónica, Lda Avenida Bombeiros Voluntários Urbaniz. Camélias, lote 2 r/c Dto. 6270-000 SEIA Tel. 238 317 430 Desconto de 15% FOTOGRAFIA FOTO - FLASH Largo da Fisel 6270-000 SEIA Desconto de 10% excepto reportagens fotográficas VISOR – SOC. ESTÚDIOS FOTOGRÁFICOS, LDA Av. 1 de Maio, 31 6270-479 SEIA Site. www.visor.pt Desconto de 3 a 5% nos seus produtos 10% nos serviços Descontos referenciados somente para o balcão HOTELARIA O LEITÂO – CAFÉ RESTAURANTE E RESIDENCIAL, LDA Av. 1º de Maio – Apartado 2049 6270-000 SEIA Tel. 238 313 697/ 238 311 723 Fax. 238 311 723 Telm. 91 723 89 85 Desconto de 10% só com apresentação do cartão de sócio INFORMÁTICA INFORCINCO, LDA Guarda Gare GUARDA Desconto de 10% em todo o material com excepção dos livros escolares SEIATRÓNICA – COMPUTADORES, LDA Largo Marques da Silva, Edifício Monte Branco, 1º SEIA Desconto de 5% MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO T.V. SEIA – Reparações e Comércio de Electrodomésticos, Lda. Rua do mercado, bloco B AGLOPORT – Aglomerados em madeira Parque Industrial, lote 1 e 2 GUARDA Desconto de 5% em encomendas inferiores a 500• e 8% em encomendas superiores a 500• desde que portadores do respectivo cartão de sócio Cave 6270-506 SEIA Tel. 238 312 618 Desconto de 5% excepto produtos SONY ou eventuais campanhas, bem como reparações V. S. VIDRARIA SENENSE, LDA Largo Santa Rita, 7 6270-492 SEIA Desconto de 10% em vidro cortado e molduras ELECTRÓDOMÉSTICOS REGALIAS SOCIAIS MUSEUS MUSEU NACIONAL DO PÃO Quinta Fonte do Marrão 6270-909 SEIA Tel. 238 310 760/ 61/62 Fax. 238 310 769 Oferta de um pão na mercearia mediante a apresentação do bilhete de entrada e do cartão de sócio NOIVAS PALCO DE SONHOS Av. Luís Vaz de Camões, Edif. Jardim, 1 – R/c C/ Dto. 6270-484 SEIA Desconto de 5% 10% nos vestidos de noiva ÓPTICAS NEVIÓPTICA DE SEIA, LDA Av. 1º de Maio, Edif. Europa – loja 2 6270-479 SEIA Desconto de 15% em óculos completos 15% em armação + lentes, líquidos + lentes de contacto 5% só lentes 10% em óculos de sol MORAIS CORREIA – CENTRO ÓPTICO Rua do Ameal, 16 A 3400-101 OLIVEIRA DO HOSPITAL e Rua D. João Saraiva, nº 2 6270-506 SEIA Desconto de 15% PERFUMARIA OICIR, LDA Rua 1º de Maio, lote 2 r/c Esq. SEIA e Rua capitão Silva pereira, 76 r/c 3500-206 VISEU Tel. 232 488 840 Desconto de 10% LOJA ANITA Rua Visconde do Banho, nº 7 SATÃO LAMAS – FERREIRA D’ AVES Desconto de 10-15%. Não será válido o desconto em época de saldos LINGERIE LUCHA SEIA Desconto de 5% em todos os artigos RESTAURANTES RESTAURANTE FAROL Largo da Câmara, 6 6270-494 SEIA Tel./ Fax. 238 312 123 Desconto de 10% nos serviços de refeições, serviços de casamentos, baptizados, recepções. Excluem-se os serviços prestados ao balcão SAPATARIAS SAPATARIA LÍDER Av. Dr. José Augusto capelo, 44 3430-056 CARREGAL DO SAL Tel. 238 311 827 Desconto de 10%. Também em SEIA e OLIVEIRA DO HOSPITAL SAPATARIA GIGI Rua da Liberdade, 35 6270-000 SEIA Tel. 238 311 923 Desconto de 10% excepto em saldos e reparações de calçado TWENTY FOUR BOUTIQUE Praça da República, 24 6270-000 SEIA Desconto de 5% FARRAPO Av. Luís Vaz de Camões, Ed. Jardim III – r/c SEIA VILA NOVA DE TAZÉM Desconto de 10-15%. Não será válido o desconto em época de saldos VIAGENS E TURISMO ANAFI – VIAGENS E TURISMO, LDA Av. Cidade de Safed, nº 1 B – r/ c 6300-537 GUARDA Tel. 271 223 884 Fax. 271 223 917 Desconto de 3%, excepto em passagens aéreas LEIRIA ARTIGOS PARA O LAR LOJA MILITA Centro Comercial Maringá, loja 102 2400-000 LEIRIA Tel. 244 834 955 Desconto de 10% excepto saldos e promoções DECORAÇÃO SUSAN’ARTE LOJA 1: Rua das Portas Verdes Centro Comercial Cristal Atrium, loja 28, 1º Piso 2430-309 MARINHA GRANDE Tel. 244 550 217 LOJA 2: Rua Aníball Bettencourt, nº 15 S. Pedro de Moel 2430-000 MARINHA GRANDE Desconto de 10% excepto promoções EDUCAÇÃO SERVIÇOS MÉDICOS CLÍNICA MÉDICA DENTÁRIA DE SEIA Ed. Solar I 6270-000 SEIA Desconto entre os 10% e os 20% dos valores habitualmente praticados na clínica. As consultas serão precedidas de marcação prévia PRONTO-A-VESTIR GALERIAS GEMINUS – Comércio de Confecções, lda Tel. 238 603 403 OLIVEIRA DO HOSPITAL Tel. 238 313 239 SEIA Tel. 238 491 559 GOUVEIA Desconto de 10% GINÁSIOS CLÍNICA DENTÁRIA BÁRBARA PESSOA MENDES, Soc. Unipessoal, Lda. Av. 1º de Maio, lote 22 6270-000 SEIA Desconto entre 10% a 15% dos valores habitualmente praticados na clínica, a cônjuges, filhos e associados do SEPLEU. HEMAVI – Centro de Enfermagem de Seia, Lda. Rua 1º de Maio, r/c Dto. 6270-000 SEIA Tel./ Fax. 238 312 425 Desconto de 10% extensivo a cônjuges e filhos dos associados do SEPLEU. Prestação de serviços de enfermagem especializada no centro ou domicílio e artigos ortopédicos (camas; cadeira de rodas; bicicletas de manutenção; canadianas, etc.) MAIS LÍNGUAS – CENTRO DE LÍNGUAS E EXPLICAÇÔES, LDA Av. Eng.º Adelino Amaro da Costa, lt 2, 4º andar, porta 1 2415-367 LEIRIA Tel. 244 826 118 Desconto de 10% NOTA MÁXIMA, LDA Av. Dr. J. Henriques Vareda, nº 22 – 2º Dto. 2430-000 MARINHA GRANDE Tel. 244 503685 Desconto de 10%, extensível ao agregado familiar desde que devidamente identificado FOTOGRAFIA FOTO EUROPA Largo da Igreja, nº 7 2430-000 MARINHA GRANDE Tel. 244 503 126 e Centro Comercial São Francisco, loja 10 2400-000 LEIRIA Tel.244 826 995 Desconto de 10% 5% em máquinas fotográficas digitais HEALTH CLUB CORPO LIVRE Rua de Ourém Ed. Comercial Nova Leiria Nova Leiria 2410-010 LEIRIA Tel. 244 811 562 Desconto de 20% única e exclusivamente no horário da manhã e é sobre a mensalidade MATERIAL DIDÁCTICO ENIGMAS EDUCATIVOS Rua Anzebino Cruz Saraiva, nº 288 2400-098 LEIRIA Tel. 244 814 560 Desconto de 10% MOBILIÁRIO MÓVEIS NOÉ, LDA - ARTIPINHOS SEDE: Rua Principal, 72 Pilado 2430-471 MARINHA GRANDE FILIAL: Av. Dr. José Henriques Vareda, Edif. Parque Sol, 14 – Loja F 2430-307 MARINHA GRANDE Tel. 244 551 812/ 244 566 101 Desconto de 10% excepto promoções OURIVESARIAS OURIVESARIA DIAMOND BEN Rua Dr. Correia Mateus, loja 31 2400-127 LEIRIA Tel. 244 838 477 Telm. 93 645 99 58 Desconto de 10%, excepto SWATCH e FLIC FLAC; promoções Anéis de curso -> 25% RESTAURANTES PARKTIME Parque Mártires do Colonialismo 2430-000 MARINHA GRANDE Tel. 244 566 105 Desconto de 10% em consumo individual superior a 7,5• LISBOA HOTELARIA HÓTEIS HERITAGE (H. Britania, Lisboa Plaza, As Janelas Verdes) Tv. Salitre,5 1269 - 066 LISBOA Tel. 213 218 200; Fax. 213 471 630 Quarto INDIVIDUAL ou DUPLO Standard Superior Hotel Britania • 95 •115 Hotel Lisboa Plaza • 95 • 115 As Janelas Verdes • 120 • 145 ( IVA incluído) - Oferta de Pequeno Almoço Americano Buffet ou Continental no quarto - Estacionamento Automóvel gratuito - Acesso gratuito a Wireless de banda larga em todas as zonas públicas Preços em vigor até 28.02.06 sepleu 29 REGALIAS SOCIAIS MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA VIAGENS E TURISMO MEDICINA ALTERNATIVA SANTARÉM NORTE CONSULMIND - Mediação Imobiliária, Lda. ALEGRETUR Rua do Comércio, 43 7300-160 PORTALEGRE Tel. 245 204 240 Fax. 245 208 393 E-mail. [email protected] Desconto de 3% nas férias/viagens quer de catálogo, quer de promoções, de qualquer operador com quem a Alegretur tenha relações comerciais; pagamentos de serviços em dinheiro ou cheque e extensivo ao agregado familiar; este desconto não é válido na aquisição de bilhetes de avião, autocarro, comboio, entradas em espectáculos ou viagens de grupo CTOG – CENTRO DE TERAPIAS ORIENTAIS DE GONDOMAR Rua 25 de Abril, 450 – lj. E r/c 4420-353 S. COSME - GONDOMAR Tel. 22 467 20 34 Telm. 91 633 05 94 E-mail: [email protected] Desconto de 20% com oferta da 1ª consulta ARTIGOS DESPORTIVOS Escritório Lisboa: Av. António Augusto de Aguiar, N.º 24, 5º DTO 1050-016 LISBOA Tel. Lisboa: 213163281 / 937740400/ 1/2/3/4 Fax. Lisboa: 213163289 Escritório Porto: Rua Formosa, N.º 253, 3º Dto. 4000-251 PORTO Loja Alcochete: Av. 5 de Outubro, N.º 120-122 2890-011 Alcochete Web: www.consulmind.com E-mail: [email protected] Descontos: Cheque oferta de • 500,00 para qualquer utilização Melhores condições de financiamento e rapidez de aprovação Simulações e avaliação para crédito sem custos até à aprovação do crédito. Apoio jurídico e tratamento processual completo e gratuito PORTALEGRE ARTIGOS PARA O LAR REI DOS BARATEIROS Sebastião Bravinho, Lda Rua da Cadeia, nº 1 7350-000 ELVAS Desconto de 10% ELECTRODOMÉSTICOS ELECTROCLIMA António Manuel Nora Cachola Rua D. João de Portugal, 38 - A 7370-020 CAMPO MAIOR Tel./Fax. 268 689 596 Desconto de 5% em ar condicionado 10% em aquecimento central HOTELARIA NABEIROTEL – Gestão Hoteleira, Lda. HOTEL SANTA BEATRIZ Av. combatentes da Grande Guerra 7370-079 CAMPO MAIOR Tel. 268 680 040 Fax. 268 688 109 Desconto de 10% - 15% em quarto single/duplo 10• por refeição ( com bebida de garrafa inclusive) Casamentos: preço por pessoa 80• PRONTO-A-VESTIR PRÓ-BEBÉ Sebastião Bravinho, Lda Rua da Cadeia, nº 7 7350-000 ELVAS Desconto de 10% 30 sepleu PORTO COMÉRCIO DE BAZAR NANUCHE, LDA Centro Comercial Mafavis, loja 40 4420-210 GONDOMAR Tel. 22 464 43 13 Desconto de 3% DECORAÇÃO DECORAÇÃO ROSA AUGUSTA Rua Monte Crasto, 48 4420-210 GONDOMAR Tel. 22 464 27 57 Telm. 93 556 96 37 Desconto de 10% excepto época de saldos O LAR Centro Comercial Mafavis, loja 54 4420-210 GONDOMAR Tel. 22 463 11 65 Desconto de 10% FLORISTA FLORISTA PETIT JARDIN Rua Monte Crasto Centro Comercial Mafavis, loja 64 4420-210 GONDOMAR Tel. 22 483 97 46 Desconto de 5% FOTOGRAFIA FOTO TOZÉ Rua Monte Crasto, 48 Centro Comercial Mafavis, loja 21 4420-210 GONDOMAR Tel. 22 464 40 29 Desconto de 5% GINÁSIOS GINÁSIO GINTÓNICO Rua Dr. Francisco Sá Carneiro, nº 283 4420-000 GONDOMAR Tel. 22 464 63 43 Telm. 91 213 68 64 Desconto de 50% a associados do SEPLEU 20% a cônjuges e filhos dos associados ÓPTICAS CENTRO ÓPTICO DE GONDOMAR, LDA Rua Monte Crasto, 48 – loja 30 4420-210 GONDOMAR Tel. 22 464 20 83 Telm. 93 723 00 00 Desconto de 10% excepto óculos de sol PRONTO-A-VESTIR LAÇO DE TERNURA - LINGERIE Rua 25 de Abril, 333 – loja 53 4420-356 GONDOMAR Tel. 22 464 40 19 Desconto de 10% não incluindo pagamento com VISA SERVIÇOS MÉDICOS CLÍNICA DE S. COSME DE GONDOMAR, LDA Rua 5 de Outubro, 1 4420-000 GONDOMAR Tel. 22 466 31 00 Fax. 22 483 79 23 Telm. 93 23223 26 Desconto de 15%. Tabelas para consulta disponíveis no SEPLEU sede e Secretariado do Porto COOPERATIVA DE SOLIDARIEDADE SOCIAL DO POVO PORTUENSE, C.R.L. Rua do Paraíso, 217 – 1º 4000-000 PORTO Tel. 22 205 70 82 Fax. 22 203 89 43 Desconto: Para se inscreverem como sócios da cooperativa, os sócios do SEPLEU apenas terão de pagar as três primeiras quotas no valor de 6 a 2• ficando isentos do pagamento da inscrição e caderneta. Os sócios do SEPLEU ficam, de imediato, com direito às regalias que a cooperativa oferece a todos os associados, nomeadamente descontos: Serviços Médicos; Exames Complementares de Diagnóstico; Cartão de Médico ao Domicílio; Atestado de Robustez; Desconto em material óptico; Receituário Médico do Sistema Nacional de Saúde e ADSE; Consultas Jurídicas; Biblioteca e Auxílio de Cooperação. Os cônjuges e filhos dos associados beneficiarão dos descontos acima mencionados. MUNIQUE Rua Nossa Senhora da Conceição, nº 5 2200-392 ABRANTES Tel. 241 362 425 e Rua Luís de Camões, 19 2200-421 ABRANTES Tel. 241 371 102 Desconto de 10% mediante pronto pagamento ROLISPORT – ARTIGOS DESPORTIVOS, LDA Rua Marquês de Pombal, 55 2300-510 TOMAR Tel. 249 321 696 Desconto de 10% não acumulável com outros descontos. Não se efectuam descontos em época de saldos e promoções DECORAÇÃO FLOREL Rua do Montepio, nº 16B ABRANTES Tel. 241 372 703 Desconto de 10% até 500•, a partir deste valor desconto de 5% FLORISTA FLORISTA JARDIM Rua Alexandre Herculano, nº 28 2200-000 ABRANTES Tel. 241 362 695 Telm. 96 115 29 46 Desconto de 10% GINÁSIOS ONDA FÍSICA Rua Forno do Grilo, nº 17 2330-160 ENTRONCAMENTO Tel. 249 710 020 Desconto de 10% PERFUMARIAS PERFUMARIA SILVA Rua José Estêvão, nº 1 2200-000 ABRANTES Tel. 241 360 060 / 61 Desconto de 15% PRODUTOS NATURAIS ESSENCIAL MEDITERRÂNEO Centro Comercial Templários, lj 76 2300-431 TOMAR Tel. 249 321 043 Desconto de 10% REGALIAS SOCIAIS PRONTO-A-VESTIR BEL AND JAC Rua da Saudade, nº 30 D ALCANENA Tel. 249 891 542 Desconto de 10% excepto artigos em promoção e saldos RULYNA, LDA Rua Açude Real, nº 0.01 2350-000 TORRES NOVAS Telm. 96 639 69 94 Desconto de 10% excepto nos períodos de descontos ou saldos LOJA CHICO Rua Dr. Bernardino Machado, 1 2200-379 ABRANTES Tel. 241 372 106 Desconto de 15% mediante pronto pagamento ABRANFESTA, LDA Tapada do Chafariz, lote 2 – r/c Dto. 2200-407 ABRANTES Tel. 241 372 106 Desconto de 15% mediante pronto pagamento TREVO REAL Centro Comercial Millenium, loja 1.16 e 1.8 2200-000 ABRANTES Tel. 241 371 560 Telm. 93 693 63 61 Desconto de 10% mediante pronto pagamento CONDORCET P.E.de MORAIS, SUCRS, LDA Rua Alexandre Herculano, nº 12 2200-374 ABRANTES Tel. 241 362 123 Desconto de 10% mediante pronto pagamento O RABANETE Rua Amorim Rosa, nº 49 2300-451 TOMAR Tel. 249 321 258 Desconto de 10% mediante pronto pagamento, à excepção de pagamento VISA e época de saldos XISQUATRO Rua Serpa Pinto, nº 126 2300-592 TOMAR Tel. 249 323 342 Desconto de 15% mediante pronto pagamento, não acumulável em saldos e promoções SAPATARIAS SAPATARIA RUI Rua Marquês de Pombal, nº 26 2300-000 TOMAR Tel. 249 313 233 Desconto de 10% não acumulável com outros descontos e promoções EMPORIO GALLI - SAPATARIA Centro Comercial Millenium, nº 13 2200-281 ABRANTES Tel./ Fax. 241 363 884 Desconto de 10% mediante pronto pagamento SAPATARIA PASSOS Av. 25 de Abril, nº 14 2200-299 ABRANTES Tel. 241 362 849 Desconto de 10% mediante pronto pagamento PATRÍCIA SAPATOS Rua Nossa Senhora da Conceição, nº 13/40 2200-000 ABRANTES Tel. 241 363 593 Desconto de 10% mediante pronto pagamento SANTARÉM SUL CENTRO DE CÓPIAS COPIMODEL, LDA Av. Madre Andaluz, nº 10 A SANTARÉM Tel. 243 391 950 Desconto de 10%, mas não se aplica aos trabalhos de computador LIVRARIAS AUTO CANCELAS, COMÉRCIO DE ESCAPES, LDA Ex-Estrada Stº Estêvão (junto rotunda do Continente) 3510-192 VISEU Tel. 232 411 918 / 232 422 432 e Rua João Mendes, 63 A/B 3500-142 VISEU Desconto de 30% na venda de escapes, com montagem gratuita 20% nos catalisadores 20% na montagem dos pneus, com oferta do alinhamento da direcção DECORAÇÃO BAZAR FATY Largo do Rossio, nº 98 3530-000 MANGUALDE Tel. 232 622 060 Desconto de 10%, excepto promoções e pagamentos com Multibanco MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA JOÃO SOUSA – MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA, UNIPESSOAL, LDA Rua Miguel Bombarda, 23 – sala 4 3510-000 VISEU Tel. 232 435 218 Telm. 91 976 52 86 Tratamento de documentação com Bancos, Registos e marcações de escrituras, processos de compra e venda de todo tipo de imóveis 3% sobre o valor total de venda de imóveis PRONTO-A-VESTIR PRONTOA-VESTIR FATY Largo do Rossio, nº 100 3530-000 MANGUALDE Tel. 232 622 060 Desconto de 10%, excepto saldos, promoções e pagamentos com Multibanco PUBLICIDADE LIVRARIA COSTA Rua Capelo e Ivens, nº 86 2000-039 SANTARÉM Tel. 243 325 179 Desconto de 10%, manuais escolares, impressos e produtos C.T.T. não têm qualquer desconto SAPATARIAS SAPATARIA 2 M Rua Cidade de Lisboa, lote 214, nº 9 São Domingos - SANTARÉM Tel. 243 372 009 Desconto de 10%, não acumulável com saldos ou outras promoções HOTELARIA HOTEL PRÍNCIPE PERFEITO Bairro da Misericórdia, Cabanões 3500-895 VISEU Tel. 232 469 200 Fax: 232 469 210 Email: [email protected] Site. www.hotelprincipeperfeito.pt Desconto de 30% no alojamento INFORMÁTICA 232 PUBLICIDADE Rua Chão do Paço, lt 2 – r/c Esq. 3510-005 VISEU Desconto de 20% RENT-A-CAR SALITUR – Aluguer e Comércio de Automóveis, Lda Rua Capitão Silva Pereira, 57 r/c 3500 VISEU Tel. 232 428 280 Desconto: Tarifa especial (código T20). Válido para Coimbra, Viseu, Aveiro e Guarda, localidades onde a Salitur tem delegações. RESTAURANTES TORRES VEDRAS ARTIGOS PARA O LAR CASA ESTEVEIRA Rua 9 de Abril, nº 13/ 13A 2560-301 TORRES VEDRAS Tel./ Fax. 261 322 192 Desconto de 10% MOLDURAS MIU Rua Bispo Targa, 1D – loja 3 2560-007 A-DOS-CUNHADOS Tel./ Fax. 261 982 013 Desconto de 10%, atribuído na execução de qualquer trabalho, excepto na venda de telas VISEU AUTOMÓVEL RECAUCHUTAGEM VIRIATO, LDA Av. Dr. António José de Almeida, 305 VISEU Tel. 232 411 140 Desconto de 20% a 40%, excepto promoções WSIS – Tecnologias e sistemas de Informática, Lda. Rua Prof. Dr. Veiga Simão, r/c Dto. 3530-205 MANGUALDE Tel. 232 184 211 Site. www.wsis.pt Desconto de 5%, excepto portáteis KERNEL SOLUÇÕES INFORMÁTICAS, UNI.LDA Quinta da Ramalhosa, Lt. 52 – r/c Dto. VISEU Tel. 232 441 651 Desconto de 8%, não acumulável com outras campanhas promocionais RESTAURANTE RECTA DO CAÇADOR Recta do Caçador Caçador 3500-000 VISEU Tel. 232 478 830 Desconto de 10% SERVIÇOS MÉDICOS SAMS – Centro – Posto Clínico de Viseu Rua N. Srª. de Fátima 3510-094 VISEU Tel. 232430670 Desconto: Consultas de especialidade – 36,50 •; Consultas de clínica geral – 30 •. Documentos necessários para emissão de cartão: declaração de sócio do SEPLEU; fotocópia de BI, nº de Contribuinte e cartão da ADSE. VITIVINICULTURA ASSISTÊNCIA B3 - INFORMÁTICA Estrada Velha de Abraveses, lote 2, fracção B/C VISEU Tel. 232 452 039 Desconto de 8%, não inclui promoções QUINTA DOS PENASSAIS Quinta dos Penassais S. João de Lourosa 3500-000 VISEU Tel. 232 460 235 Desconto de 30%, excepto vinhos a granel sepleu 31 Oi... Srª Ministra Pedro Gil* V DÉBITO DIRECTO amos ter mais uma senhora à frente dos destinos Caro(a) colega da educação, neste país à beira da desgraça, Vimos por este meio informar que a partir do dia 27 do corrente mês, em virtude das plantado. Professora Doutorada com Agregação em Socioloalterações salariais da função pública, o valor a debitar na sua conta será alterado de gia pelo ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), presidente do Conselho acordo com a tabela em anexo. Científico do ISCTE, doutorada em Sociologia, exEm caso de dúvidas ou para eventuais esclarecimentos contacte-nos. presidente do Observatório das Ciências e das Tecnologias, a nova ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, é ainda autora de obras como “Os engenheiros em Portugal” e “A Sociologia das Profissões”, para além de vários artigos da especialidade. Vencimentos de Quotas QUOTAS - 2005 À governante é lançado o desafio de resolver 2005 (0,6%) alguns dos problemas mais delicados em matéria educativa, como o abandono e o insucesso escolar. É mais “alguém” ligado ao Ensino Superior provaEscalões Índices Euros Euros velmente com poucos conhecimentos da realidade Período Probatório educativa dos Ensinos Básico e Secundário. Já como Secretário de Estado da Educação, temos Bacharéis 89 747,74 € 4,49 € Valter Lemos, cujo nome terá sido sugerido por “alguns” para o lugar agora ocupado por Maria de 1º ESCALÃO 112 940,98 € 5,65 € Lurdes Rodrigues. Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco tem trabalhado muito de perto com o Minis2º ESCALÃO 125 1.050,20 € 6,30 € tério da Educação. Um professor do ensino superior Período Probatório que fez carreira a ensinar como se dão aulas, no ensino não superior. Um representante ao mais alto Licenciados 126 1.058,60 € 6,35 € nível do que é a concepção de ensino/aprendizagem veiculada pelas Escolas Superiores de Educação. 3º ESCALÃO 151 1.268,64 € 7,61 € Trabalhou na estruturação do sistema educativo macaense e nas vertentes educativas da avaliação. Trabalhou de perto com alguns ministros como Rober4º ESCALÃO 167 1.403,07 € 8,42 € to Carneiro e Marçal Grilo. Geralmente quando mudam os Governos vêm as promessas de grandes reformas e de grandes paixões. 5º ESCALÃO 188 1.579,50 € 9,48 € A nós principalmente interessam-nos, as ligadas à educação. 6º ESCALÃO 205 1.722,33 € 10,33 € Pena é, que a oposição não governe e que o governo não seja oposição. Todos nós temos plena consciência da necessida7º ESCALÃO 218 1.831,55 € 10,99 € de de acabar com um sistema educativo que fomenta a irresponsabilidade, o desperdício de recursos, promovendo a mediocridade generalizada. Criam-se e 8º ESCALÃO 245 2.058,40 € 12,35 € suspendem-se reformas. Alteram-se os concursos e a meio dos mesmos alteram-se as regras do “jogo”. Não 9º ESCALÃO 299 2.512,08 € 15,07 € se testam devidamente as tecnologias que os envolvem, e daí o descalabro total. A colocação de professores no ano lectivo de 2004/2005 demonstrou-nos 10º ESCALÃO 340 2.856,54 € 17,14 € isso. Os interesses instalados ramificam-se e aquilo que está mal, muitas vezes, permanece ainda pior. Os alunos são cada vez menos e nos últimos anos, o ensino básico perdeu cerca de meio milhão de alunos, e nos anos próximos perspectiva-se uma redução ainda maior. O número de professores, apesar da diminuição do número de alunos, não parou de aumentar nos últimos anos. Também os docentes com “Horário Zero” são cada vez mais e se existe um excesso de professores, também é verdade que em muitas escolas eles continuam a faltar, ou continuam a existir turmas com um elevado número de alunos. Desde sempre o SEPLEU defendeu a redução do rácio professor-aluno, mas os números (diga-se euros) falam mais alto… Gasta-se imenso dinheiro com a Educação em Portugal, em média, muito mais que na União Europeia. Os gastos com o funcionamento corrente do sistema tem crescido de forma contínua para suportarem a ineficiência do próprio sistema. Os serviços centrais e regionais do Ministério da Educação não funcionam da forma mais adequada. O país está pejado em mestres e doutores, mas ainda assim as instituições do ensino superior continuam a debitar “resmas” de candidatos a docentes que terminam todos os anos no desemprego, dada a escassez de alunos. Onde está a coragem política para encerrar cursos sem saída profissional? Depois temos a tão badalada autonomia das escolas que não funciona como deveria, na maioria dos casos. O insucesso escolar tende a aumentar, devido ao aumento do número de alunos filhos de imigrantes. O abandono escolar é outra realidade – qual escolaridade obrigatória, qual quê? As taxas de abandono escolar nos ensinos básico e secundário são as mais elevadas da UE. Outro drama é a violência nas escolas, principalmente as agressões a educadores / professores e a funcionários. A insegurança não para de aumentar. A média da população da União Europeia que tem o 12º ano de escolaridade, é de 40%. Em Portugal esse número baixa catastroficamente para 20%. Ficha Técnica Isto significa que o número de alunos que frequentam Instituições do Ensino Superior é cada vez menor. Perante todo este panorama que é o nosso, e não o dos nossos vizinhos castelhanos, senhora Ministra, Senhor(es) Secretário(s) de Estado da Educação, façam qualquer coisa Sede Nacional: Av. de Paris, nº 4 - 3º Esq. 1000 - 228 Lisboa de positivo, mesmo sendo nós o país da cauda da Europa. Tel.: 21 843 89 00 Fax: 21 843 89 09 E-mail: [email protected] http://www. sepleu.pt Milagres não esperamos, mas aguardamos, ser tratados com respeito… Propriedade : Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Claro que perante todo este desvario os docentes não se podem demitir das suas Superiores de Educação e Universidades responsabilidades no sistema. Director : Pedro Nunes Ladeira Gil A culpa nem sempre é só dos outros…temos também de ser críticos e construtivos! Coordenação : Rui Nelson Salvado * Oi, Senhora Ministra… Redacção e Composição : Gabinete de Imprensa do SEPLEU Impressão: Jornal reconquista Zona Industrial - Castelo Branco Tiragem: 18.000 exemplares Nota: Onde se lê “Oi” traduza-se por : faça qualquer, coisa - olá – temos esperança - nós estamos aqui… *Presidente da Direcção Este suplemento faz parte integrante do Jornal SEPLEU Versão integral do Decreto-Lei nº 35/2003, de 27 de Fevereiro Republicado em 19 de Janeiro de 2005 CAPÍTULO I Disposições gerais SECÇÃO I Objecto e âmbito do concurso Artigo 1.º Objecto 1 - O presente diploma regula o concurso para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. 2 - O concurso referido no número anterior constitui o processo normal e obrigatório de selecção e recrutamento do pessoal docente aí identificado. 3 - O presente diploma regula ainda o processo de recrutamento para o exercício transitório de funções docentes, através de contrato administrativo, nos termos dos nºs 2 e 4 do artigo 33º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei nº 139-A/ 90, de 28 de Abril. Artigo 2.º Âmbito pessoal Os processos de selecção e recrutamento que constituem objecto do presente diploma abrangem os educadores de infância e os professores dos 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, quer pertencentes aos quadros de pessoal docente dos estabelecimentos de educação ou de ensino públicos, quer, desde que portadores de qualificação profissional para a docência ou portadores de habilitação própria para a docência com mais de seis anos de tempo de serviço docente, não pertencentes a esses quadros. Artigo 3.º Âmbito material 1 - O presente diploma aplica-se à generalidade das funções docentes. 2 - Exceptuam-se do disposto no número anterior as seguintes funções docentes, que constituem objecto de diplomas próprios: a) Regência de disciplinas tecnológicas, artísticas, vocacionais e de aplicação ou que constituam inovação pedagógica; b) Ensino de português no estrangeiro; c) Educação e ensino especial e outras vertentes de apoio especializado existentes em cada momento. Artigo 4.º Âmbito territorial O presente diploma aplica-se a todo o território nacional, sem prejuízo das especificidades dos processos de selecção e recrutamento do pessoal docente das Regiões Autónomas. Artigo 5.º Quadros de pessoal docente 1 - Os quadros de pessoal docente dos estabelecimentos de educação ou de ensino públicos estruturam-se em quadros de escola e quadros de zona pedagógica. 2 - Os quadros de escola destinam-se a satisfazer as necessidades permanentes dos estabelecimentos de educação ou de ensino. 3 - Os quadros de zona pedagógica destinam-se a assegurar a satisfação de necessidades não permanentes dos estabelecimentos de educação ou de ensino, a substituição de docentes de quadros de escola, as actividades de educação extraescolar, o apoio a estabelecimentos de educação ou de ensino que ministrem áreas curriculares específicas ou manifestem exigências educativas especiais, bem como a garantir a promoção do sucesso educativo. 4 - A revisão dos quadros de pessoal docente é feita nos termos do artigo 28º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário. SECÇÃO II Natureza e objectivos do concurso Artigo 6.º Natureza e objectivos 1 - O concurso do pessoal docente pode revestir a natureza de: a) Concurso interno ou concurso externo; b) Concurso de provimento ou concurso de afectação. 2 - O concurso interno é aberto a docentes pertencentes aos quadros de escola ou aos quadros de zona pedagógica. 3 - O concurso externo é aberto a indivíduos detentores de qualificação profissional para a docência, certificada pelo Ministério da Educação para o nível, grau de ensino ou grupo de docência a que se candidatam, bem como a indivíduos portadores de habilitação própria para a docência com mais de seis anos de tempo de serviço docente. 4 - O concurso de provimento visa o preenchimento de vagas existentes nos quadros de escola e nos quadros de zona pedagógica. 5 - O concurso de provimento constitui ainda um instrumento de mobilidade dos docentes entre os quadros de escola e os quadros de zona pedagógica ou entre os diferentes quadros de escola ou os diferentes quadros de zona pedagógica. 6 - O concurso de afectação visa a colocação nos estabelecimentos de educação ou de ensino de uma determinada zona dos docentes integrados no quadro de zona pedagógica respectivo. Artigo 7.º Satisfação especial de necessidades de docentes 1 - Quando a satisfação das necessidades do sistema educativo o exija, pode, por despacho do Ministro da Educação, fundamentado na existência de grupos de docência carenciados ou na ausência de formação inicial qualificada, ser autorizada, mediada a participação das organizações sindicais, a oposição a concurso externo de indivíduos que, não sendo detentores de qualificação profissional para a docência, são detentores de habilitação própria para a docência para os grupos carenciados ou para os grupos onde não exista formação inicial qualificada. 2 - O pessoal docente vinculado que seja detentor das habilitações próprias referidas no número anterior pode candidatar-se ao concurso externo aí referido. SECÇÃO III Procedimentos do concurso Artigo 8.º Abertura do concurso 1 - A abertura de concursos obedece ao princípio da unidade, traduzido na apresentação de uma única candidatura, aplicável a todos os níveis e graus de ensino e a todos os momentos do concurso. 2 - A vigência do concurso é anual. 3 - O concurso de é aberto durante o mês de Janeiro, pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, mediante aviso publicado no Diário da República, 2ª série, e divulgado em órgão de imprensa de expansão nacional através de anúncio que contenha referência ao Diário da República em que o referido aviso se encontra publicado. 4 -O concurso é aberto por um prazo mínimo de oito dias para efeitos de candidatura, a qual pode ser precedida por uma fase de inscrição, nos termos definidos no aviso de abertura, a realizar durante um prazo mínimo de cinco dias. 5 -Do aviso de abertura do concurso constam as seguintes menções: a) Tipo de concurso e referência à legislação aplicável; b) Requisitos gerais e específicos de admissão a concurso; c) Número e local de lugares a prover; d) Entidade a quem deve ser apresentada a candidatura, com indicação do respectivo endereço, dos documentos a juntar e das demais indicações necessárias à correcta formalização da candidatura; e) Local de publicitação das listas de candidatos e da consequente lista de colocações; f) Identificação e local de disponibilização do formulário de candidatura; g) Menção, no concurso externo, para ingresso na função pública, da quota de emprego a preencher por pessoas com deficiência. 6 – Do aviso de abertura pode constar a obrigatoriedade de utilização de formulários electrónicos. Artigo 9.º Candidatura 1 - A candidatura ao concurso é apresentada através de formulário adequado, modelo da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, organizado de forma a recolher a seguinte informação obrigatória: I sepleu a) Elementos legais de identificação do candidato; b) Prioridade em que o candidato concorre; c) Elementos necessários à ordenação do candidato; d) Formulação das preferências por estabelecimentos de educação ou de ensino, concelhos ou quadros de zona pedagógica, de acordo com a codificação estabelecida no aviso de abertura do concurso, nos termos do nº 2 do artigo 12º; e) Manifestação da intenção de oposição ao destacamento por condições específicas e elementos necessários à apreciação da candidatura; f) Manifestação da intenção de continuar em concurso para efeitos de destacamento; g) Manifestação da intenção de continuar em concurso para efeitos de contrato, em caso de não obtenção de colocação; h) Formulação, para efeitos do contrato referido na alínea anterior, das preferências por horários, de acordo com o estabelecido no aviso de abertura de concurso, nos termos dos nºs 5 e 6 do artigo 12º. 2 - Os elementos constantes do formulário devem ser comprovados mediante fotocópia simples dos adequados documentos. 3 - Os elementos constantes do processo individual do candidato, existente no estabelecimento de educação ou de ensino, são certificados pelo órgão de gestão respectivo. 4 - O tempo de serviço declarado no boletim de candidatura é apurado de acordo com o registo biográfico do candidato e contado até ao dia 31 de Agosto imediatamente anterior à data de abertura do concurso, devendo ser confirmado pelo órgão de gestão do estabelecimento de educação ou de ensino onde aquele exerce funções, tendo em consideração a última lista de antiguidade publicada ou, para os candidatos provenientes do ensino particular e cooperativo, nos termos dos Decretos-Leis nºs 553/80, de 21 de Novembro, e 169/85, de 20 de Maio. 5 - A falta de habilitação determina a nulidade da colocação e da nomeação, a declarar pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação. 1 - Os candidatos ao concurso interno são ordenados nas seguintes prioridades: a) 1ª prioridade: docentes com nomeação definitiva em lugar de quadro; b) 2ª prioridade: docentes portadores de qualificação profissional com nomeação provisória em lugar de quadro; c) 3ª prioridade: docentes portadores de habilitação própria com nomeação provisória em lugar de quadro; d) 4ª prioridade: docentes com nomeação definitiva em lugar de quadro que pretendem transitar de nível, grau de ensino ou grupo de docência e sejam portadores de habilitação profissional adequada, nos termos do artigo 72º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário. 2 - Os candidatos ao concurso externo são ordenados na sequência da última prioridade referente ao concurso interno nas seguintes prioridades: a) 1ª prioridade: indivíduos qualificados profissionalmente para o nível, grau de ensino e grupo de docência a que se candidatam, que tenham prestado num dos dois anos lectivos imediatamente anteriores ao concurso funções em estabelecimentos de educação ou de ensino públicos; b) 2ª prioridade: indivíduos qualificados profissionalmente para o nível, grau de ensino e grupo de docência a que se candidatam; c) 3ª prioridade: pessoal docente vinculado detentor de habilitação própria para os grupos de docência carenciados ou para os grupos onde não exista formação inicial qualificada a que se candidatam, nos termos do nº 2 do artigo 7º; d) 4ª prioridade: indivíduos portadores de habilitação própria para o nível, grau de ensino e grupo de docência a que se candidatam, com mais de seis anos de tempo de serviço docente; e) 5ª prioridade: indivíduos detentores de habilitação própria para os grupos de docência carenciados ou para os grupos onde não exista formação inicial qualificada, a que se candidatam, nos termos do nº 1 do artigo 7º. Artigo 10.º Limitações à apresentação de candidaturas Artigo 14.º Graduação dos candidatos detentores de qualificação profissional para a docência 1 - Os candidatos ao concurso interno não podem ser opositores, em simultâneo, ao nível de ensino ou grupo de docência em que se encontram vinculados e à transição de nível de ensino. 2 - Os candidatos ao concurso externo não podem ser opositores a mais de dois níveis, a mais de um nível e grupo de docência ou a mais de dois grupos de docência. Artigo 11.º Preenchimento do formulário de candidatura 1 - O formulário de candidatura deve ser preenchido de acordo com as respectivas instruções, sob pena de ser considerado irregularmente preenchido. 2 - Os candidatos que preencham irregularmente o respectivo formulário de candidatura ou que não apresentem os necessários elementos de prova figurarão nas listas provisórias de candidatos excluídos. Artigo 12.º Preferências 1 - Os candidatos manifestam as suas preferências, por ordem decrescente de prioridade, por estabelecimentos de educação ou de ensino, por concelhos e por quadros de zona pedagógica. 2 - Na manifestação das suas preferências os candidatos devem indicar os códigos referidos nas alíneas seguintes, podendo quer alternar as preferências dessas alíneas, quer conjugar as preferências contidas em cada uma delas: a) Códigos de estabelecimentos de educação ou de ensino, no máximo de 75; b) Códigos de concelhos, no máximo de 50; c) Códigos de quadros de zona pedagógica, no máximo dos quadros existentes. 3 - Quando os candidatos indicarem códigos de concelhos, considera-se que manifestam igual preferência por todos os estabelecimentos de educação ou de ensino de cada um desses concelhos, excepto pela escola de vinculação do candidato, que se considera excluída da preferência. 4 - Para efeitos da contratação, quando os candidatos tiverem indicado código de quadro de zona pedagógica considera-se que são candidatos a todos os estabelecimentos de educação ou de ensino integrados no âmbito geográfico do quadro de zona pedagógica indicado. 5 - Para efeitos da contratação, os candidatos podem, respeitados os limites fixados no n.º 2, manifestar as preferências para cada um dos intervalos previstos nas alíneas seguintes: a) Horário completo; b) Horário entre dezoito e vinte uma horas; c) Horário entre doze e dezassete horas; d) Horário entre oito e onze horas; e) Horário até sete horas. 6 – Para efeitos de contratação podem ainda os candidatos, respeitados os limites mencionados no nº 2, manifestar as suas preferências quanto à duração previsível do contrato, nos termos previstos nas alíneas seguintes: a) Contratos a celebrar durante o primeiro período lectivo, com termo a 31 de Agosto; b) Contratos de duração temporária. Artigo 13.º Prioridades na ordenação dos candidatos 1 - A graduação dos candidatos detentores de qualificação profissional para a docência é determinada nos termos das alíneas seguintes: a) Pela soma da classificação profissional, expressa numa escala de 0 a 20, obtida de acordo com a legislação em vigor à data da sua obtenção, com a parcela N x 1 valor, em que N é o quociente da divisão, com arredondamento à milésima, por 365 do número de dias de serviço docente ou equiparado, contado a partir do dia 1 de Setembro do ano civil em que o docente obteve qualificação profissional para a educação pré-escolar, para o 1º ciclo do ensino básico ou para o grupo de docência a que é opositor até ao dia 31 de Agosto do ano imediatamente anterior à data da abertura do concurso; b) À soma da classificação profissional com a parcela N x 1, nos termos da alínea anterior, é adicionada a parcela n x 0,5 valores, em que n é o quociente da divisão, com arredondamento à milésima, por 365 do número de dias de serviço docente ou equiparado prestados anteriormente à obtenção de qualificação profissional; c) Os docentes que, complementarmente à formação profissional inicial, tenham concluído um dos cursos identificados nos despachos referidos nos nºs 2 e 3 do artigo 55º ou no nº 4 do artigo 56º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário podem optar, para efeitos de graduação profissional, entre a classificação profissional relativa à formação inicial ou a classificação conjunta da formação inicial e daquele curso; d) Para efeitos do disposto na parte final da alínea anterior e sempre que não tenha sido atribuída classificação final ponderada, esta é encontrada através da fórmula seguinte, cujo quociente é arredondado à décima mais próxima: (3CP + 2C)/5 em que CP corresponde à classificação profissional obtida na formação inicial e C corresponde à classificação obtida no curso a que a mesma alínea se refere. 2 - Considera-se tempo de serviço aquele que é o prestado como educador de infância ou professor dos ensinos básico ou secundário, sem prejuízo do disposto nos artigos 36º, 37º e 38º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário. Artigo 15.º Graduação de candidatos com habilitação própria para a docência 1 - A graduação de candidatos detentores de habilitação própria para a docência é determinada pela soma da classificação académica, expressa na escala de 0 a 20, com a parcela N x 1 valor, em que N é o quociente da divisão, com arredondamento à milésima, por 365 do número de dias de serviço docente ou equiparado avaliado com menção de Satisfaz, contado nos termos do regime geral da função pública, prestado até ao dia 31 de Agosto do ano imediatamente anterior à data de abertura de concurso. 2 - Na determinação da classificação académica observa-se o seguinte: a) Quando a habilitação própria exigir, para além de um curso de média final, a aprovação em cadeiras ad hoc, a classificação académica é calculada através da fórmula seguinte, com aproximação às décimas: M = (M (índice c) + M (índice a))/2 em que M corresponde à classificação académica, M(índice c) corresponde à média final do curso e M (índice a) corresponde à média das classificações das cadeiras ad hoc, calculada até às décimas; b) Quando a habilitação própria envolver a aprovação em mais de um curso, a classificação académica é a média aritmética, aproximada às décimas, das sepleu II classificações desses cursos; c) Quando a habilitação própria exigir a posse de um curso como via de acesso, a classificação é a do curso exigido no respectivo escalão de habilitações. 3 - O tempo de serviço considerado como condição necessária para aquisição de habilitação própria para os 2º e 3º ciclos do ensino básico ou para o ensino secundário não é considerado para efeitos de graduação nos termos deste artigo. Artigo 16.º Ordenação de candidatos 1 - A ordenação de candidatos detentores de qualificação profissional para a docência faz-se, dentro dos critérios de prioridade fixados no artigo 13º, por ordem decrescente da respectiva graduação. 2 - A ordenação de candidatos detentores de habilitação própria para a docência fazse por ordem decrescente da respectiva graduação, de acordo com as normas em vigor sobre habilitações próprias. 3 - Em caso de igualdade na graduação, a ordenação dos candidatos respeita as preferências seguintes: a) Candidatos com classificação profissional ou académica mais elevada; b) Candidatos com maior idade. Artigo 17.º Listas provisórias 1 - Terminada a verificação dos requisitos de admissão a concurso, são elaboradas as listas provisórias de candidatos admitidos e ordenados e de candidatos excluídos, as quais são publicitadas por aviso publicado no Diário da República, 2ª série. 2 - Dos elementos constantes das listas provisórias, bem como da transposição informática dos elementos que o candidato registou no seu formulário de candidatura expressos nos verbetes distribuídos pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação aos estabelecimentos de educação ou de ensino, cabe reclamação, no prazo de cinco dias a contar do dia imediato ao da publicitação das listas. 3 - A reclamação é apresentada no local onde foi entregue a candidatura, em formulário próprio da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, disponível nas escolas e na Internet. 4 - Considera-se, para todos os efeitos, que a não apresentação de reclamação equivale à aceitação de todos os elementos referidos no nº 2. 5 - Os candidatos cujas reclamações forem indeferidas são notificados desse indeferimento no prazo de 30 dias a contar do termo do prazo para apresentação das reclamações. 6 - As reclamações dos candidatos que não forem notificados nos termos do número anterior consideram-se deferidas. 7 - São admitidas desistências do concurso, ou de parte das preferências manifestadas, desde que os respectivos pedidos dêem entrada na Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação até ao termo do prazo para as reclamações, não sendo, porém, admitidas quaisquer outras alterações às preferências inicialmente manifestadas. foram colocados, prevista no nº 1 do artigo anterior, devem os candidatos manifestar, junto do órgão directivo desse estabelecimento, a aceitação da colocação, mediante declaração datada e assinada com o seguinte teor: «Nome ..., bilhete de identidade nº ..., declara aceitar a colocação obtida no concurso de educadores / professores para o ano escolar de ..., no estabelecimento ... / no quadro de zona pedagógica ...» 2 - Os docentes dos quadros de zona pedagógica que não tenham sido afectos a estabelecimentos de educação ou de ensino cumprem o disposto no número anterior junto da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação. 3 - Os candidatos colocados por nomeação em quadro de escola, na sequência do concurso externo, devem cumprir o disposto no nº 1 no prazo de oito dias seguintes à publicitação da lista definitiva de colocações. 4 -Nas situações referidas nos nºs 2 e 3 ou quando a apresentação não puder ser presencial podem os candidatos optar pelo envio, até ao último dia do prazo, da declaração de aceitação através de correio registado com aviso de recepção. 5 - A declaração relativa à colocação em lugar de quadro de zona pedagógica ou quando a apresentação não puder ser presencial deve ser remetida à Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação ou ao respectivo estabelecimento de educação ou de ensino, consoante os casos, até ao 1º dia útil do mês de Setembro. 6 - Da recepção da declaração referida nos números anteriores é emitido o correspondente recibo comprovativo, servindo para o mesmo efeito o aviso de recepção previsto no nº 4. 7 - O não cumprimento dos deveres de apresentação e aceitação é considerado, para todos os efeitos legais, como não aceitação da colocação, determinando a: a) Anulação da colocação obtida; b) Exoneração do lugar em que o docente esteja provido; c) Impossibilidade de, no respectivo ano escolar e no subsequente, o docente ser colocado em exercício de funções docentes em estabelecimento de educação ou de ensino público. 8 - O disposto no número anterior pode ser relevado pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação mediante requerimento devidamente fundamentado por razões de obtenção de colocação em lugares docentes nas Regiões Autónomas ou por alteração significativa das circunstâncias pessoais e familiares do candidato. Artigo 21.º Obrigações dos docentes dos quadros de zona pedagógica 1 - Os docentes providos em lugares dos quadros de zona pedagógica devem obrigatoriamente aceitar o serviço educativo que lhes for distribuído em qualquer estabelecimento de educação ou de ensino integrado no âmbito territorial desse quadro, por afectação ou por recondução, nos termos do presente diploma. 2 -O não cumprimento da obrigação estatuída no número anterior determina a aplicação do disposto nos nºs 7 e 8 do artigo anterior. 3 - Os professores dos quadros de zona pedagógica devem obrigatoriamente apresentar a candidatura prevista no nº 1 do artigo 9º, contendo os elementos identificados nas alíneas a) e c) da mesma disposição, para efeitos de graduação, ainda que não pretendam ser opositores ao concurso interno. CAPÍTULO II Artigo 18.º Listas definitivas Necessidades permanentes das escolas SECÇÃO I 1 - Esgotado o prazo de notificação referido no nº 5 do artigo anterior, as listas provisórias convertem-se em definitivas, contendo as alterações decorrentes das reclamações julgadas procedentes e das provenientes das desistências. 2 - O preenchimento das vagas e dos horários respeita as preferências identificadas no presente diploma e a lista definitiva de ordenação e manifesta-se através de listas de colocações, as quais dão origem igualmente a listas graduadas de candidatos não colocados, publicitadas nos termos do aviso de abertura do concurso. 3 - As listas definitivas de ordenação, de exclusão, de colocação e de candidatos não colocados são homologadas pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação, sendo as de ordenação e de exclusão publicitada por aviso publicado no Diário da República, 2ª série. 4 - Das listas definitivas de colocação, de ordenação e de exclusão cabe recurso hierárquico, sem efeito suspensivo, a interpor, no prazo de oito dias, para o membro do Governo competente. Dotação de quadros Artigo 19.º Apresentação 1 -Os candidatos colocados por transferência, nomeação, afectação ou destacamento devem apresentar-se, no 1º dia útil do mês de Setembro, no estabelecimento de educação ou de ensino onde foram colocados. 2 - Nos casos em que a apresentação, por motivo de férias, maternidade, doença ou outro motivo previsto na lei, não puder ser presencial, deve o candidato colocado, no 1º dia útil do mês de Setembro, por si ou por interposta pessoa, comunicar o facto ao estabelecimento de educação ou de ensino, com apresentação, no prazo de cinco dias, do respectivo documento comprovativo, designadamente atestado médico. Artigo 20.º Aceitação 1 - Aquando da apresentação no estabelecimento de educação ou de ensino onde III sepleu Artigo 22.º Quadros de escola 1 - Para os efeitos decorrentes dos concursos, os lugares de quadro de escola vagos são publicitados no respectivo aviso de abertura. 2 - Os lugares de quadro de escola vagos são calculados anualmente, de acordo com o disposto nos números seguintes. 3 - A dotação dos quadros de educadores de infância dos estabelecimentos de educação pré-escolar é fixada de acordo com a frequência de cada sala dos jardinsde-infância, nos termos da legislação aplicável. 4 - A dotação dos quadros de professores das escolas do 1º ciclo do ensino básico é fixada de acordo com as normas de constituição de turmas, as quais são estatuídas por despacho do Ministro da Educação, mediada a participação das organizações sindicais. 5 - A dotação dos quadros de professores dos estabelecimentos de ensino dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário resulta do somatório dos lugares referidos nas alíneas seguintes: a) Lugares dos quadros que se encontrem providos; b) Lugares dos quadros sem titular; c) Lugares correspondentes a horários completos existentes no início do ano escolar em que se realiza o concurso e ainda os resultantes das variações das matrículas; d) Lugares correspondentes a horários completos existentes em novas escolas, a entrar na rede no ano escolar a que o concurso respeita. 6 -A existência de horários completos no mesmo estabelecimento de educação ou de ensino, para o mesmo nível e grupo de docência, que sejam preenchidos em regime de destacamento ou de afectação por mais de quatro anos seguidos origina a abertura da vaga correspondente. 7 - As vagas correspondentes a lugares de quadro já providos em anteriores concursos e que excedam as necessidades reais do estabelecimento de educação ou de ensino são extintas quando vagarem. Artigo 23.º Quadros de zona pedagógica 1 - A dimensão geográfica dos quadros de zona pedagógica é fixada por portaria do Ministro da Educação, mediada a participação das organizações sindicais. 2 - A dotação de lugares dos quadros de zona pedagógica é fixada por portaria conjunta dos Ministros das Finanças e da Educação ou por portaria do Ministro da Educação, consoante dessa alteração resulte ou não aumento dos valores totais globais. 3 - A dotação dos lugares específicos para a educação e o ensino especial, para a educação extra-escolar e para outras vertentes de apoio especializado, definida por grau ou nível de ensino, é fixada nos termos do número anterior. Artigo 24.º Recuperação de vagas 1 - Os concursos realizam-se com recuperação automática de vagas, de modo que cada candidato não seja ultrapassado em qualquer das suas preferências por outro candidato com menor graduação na mesma prioridade. 2 - As vagas referidas no nº 7 do artigo 22º são publicitadas no aviso de abertura como vagas negativas do respectivo estabelecimento de educação ou de ensino ou de quadro de zona pedagógica, não podendo ser objecto de recuperação. 3 - De acordo com o estabelecido no n.º 1, cada candidato pode indicar, de entre as suas preferências, os estabelecimentos de educação ou de ensino e ou os quadros de zona pedagógica em que pretende ser colocados, independentemente de neles haver lugares vagos à data da abertura do concurso. SECÇÃO II Concurso interno Artigo 25.º Lugares a concurso Para efeitos de concurso interno, são considerados todos os lugares vagos e os resultantes da recuperação automática dos quadros de escola e de zona pedagógica, sem prejuízo do disposto no nº 2 do artigo anterior. Artigo 26.º Candidatos 1 - Podem ser opositores ao concurso interno os docentes providos em lugar dos quadros de escola ou de zona pedagógica que pretendam ser transferidos para outro quadro. 2 -Os docentes dos quadros na situação de licença sem vencimento de longa duração podem candidatar-se ao concurso interno, desde que tenham requerido o regresso ao quadro de origem até ao final do mês de Setembro do ano lectivo anterior àquele em que pretendem regressar e tenham sido informados de inexistência de vaga. (salvaguarda informática para estas situações uma vez que vão ao interno e externo) Artigo 27.º Nomeação por transferência Os docentes que mudam de quadro através de concurso interno consideram-se nomeados por transferência. SECÇÃO III Concurso externo Artigo 28.º Lugares a concurso Para efeitos de concurso externo, são considerados todos os lugares dos quadros dos estabelecimentos de educação ou de ensino e de zona pedagógica não preenchidos pelo concurso interno. Artigo 29.º Candidatos Podem ser opositores ao concurso externo os candidatos referidos no nº 3 do artigo 6º e no artigo 7º. CAPÍTULO III Necessidades residuais SECÇÃO I Identificação e suprimento das necessidades residuais Artigo 30. Necessidades residuais 1 - As necessidades residuais de pessoal docente, incluindo as das escolas profissionais públicas nas componentes de formação sócio-cultural e científica, são recolhidas pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, mediante proposta dos órgãos de gestão dos estabelecimentos de educação ou de ensino ou de agrupamentos, estruturada em horários, completos ou incompletos, disponíveis, devendo os órgãos de gestão, sempre que se verifique a necessidade de um horário referente apenas a uma disciplina de um grupo de docência bidisciplinar, indicar em simultâneo com o horário a disciplina concreta pretendida. 2 - O processo e a data de recolha das necessidades referidas no número anterior são definidos por despacho do Ministro da Educação, em termos de garantir a correcta utilização dos recursos humanos docentes, nomeadamente através do eficaz completamento de horários dos professores já colocados nos estabelecimentos de educação ou de ensino ou nos agrupamentos ou mediante a atribuição de serviço extraordinário dentro dos limites fixados. 3 - O preenchimento dos horários é efectuado através de destacamento, afectação ou contratação, ou através de destacamento e afectação no caso das escolas profissionais públicas, pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, de acordo com uma periodicidade pré-definida, com excepção das situações em que esse preenchimento se possa fazer por oferta de escola, nos termos do nº 1 do artigo 44º. 4 - São colocados em regime de destacamento: a) Os docentes que se encontrem providos em quadro de estabelecimentos de educação ou de ensino nos quais se verifique em cada ano lectivo a ausência de serviço educativo que lhes possa ser distribuído, nos termos do regime do destacamento por ausência de serviço previsto no presente diploma; b) Os docentes que requeiram o destacamento por condições específicas, nos termos previstos no presente diploma; c) Os docentes que se apresentem ao concurso de destacamento, nos termos previstos no presente diploma. 5 - São colocados em regime de afectação os docentes providos em lugar de quadro de zona pedagógica, incluindo os que não tenham, nos termos do presente diploma, obtido recondução. 6 - São colocados em regime de contrato administrativo de serviço docente os candidatos que, em sede de concurso externo, não obtiveram colocação nos quadros. 7 - O preenchimento dos horários é feito, sucessivamente, de acordo com a seguinte ordem: a) Destacamento dos docentes previstos na alínea a) do nº 4; b) Afectação dos docentes previstos no nº 5; c) Destacamento dos docentes previstos na alínea b) do nº 4; d) Destacamento dos docentes previstos na alínea c) do nº 4; e) Contratação dos docentes previstos no nº 6. 8 - O destacamento previsto na alínea a) do número anterior realiza-se antes da mobilidade prevista nas alíneas b), c) e d) da mesma disposição; os destacamentos das alíneas c) e d), bem como a afectação prevista na alínea b), realizam-se, simultaneamente, de forma a possibilitar a recuperação de horários, sendo, contudo, respeitadas as prioridades referidas. SECÇÃO II Destacamento por ausência de serviço educativo Artigo 31.º Destacamento por ausência de serviço 1 - O destacamento por ausência de serviço pode ocorrer relativamente aos docentes que se encontrem nalguma das seguintes situações: a) Providos em lugar dos quadros de estabelecimentos de educação ou de ensino que tenham sido objecto de extinção, fusão ou reestruturação e não tenham sido transferidos por ausência de serviço nos termos do presente diploma; b) Colocados em estabelecimentos de educação ou de ensino nos quais se verifique, em cada ano lectivo, a ausência de serviço educativo que lhes possa ser distribuído. 2 - Os destacamentos previstos no presente artigo têm a duração de um ano escolar. Artigo 32.º Procedimento 1 - Compete ao director-geral dos Recursos Humanos da Educação efectivar o destacamento por ausência de serviço, a pedido do docente ou por iniciativa da administração, para satisfação de necessidades residuais, em horários correspondentes à componente lectiva dos docentes a destacar. 2 -O destacamento por ausência de serviço efectiva-se dando preferência aos candidatos voluntários, com respeito pela sua graduação profissional, por ordem decrescente da mesma, seguindo-se os candidatos não voluntários, com respeito pela sua graduação profissional, por ordem crescente da mesma. 3 - Para efeitos de destacamento voluntário, podem os docentes manifestar as suas preferências de acordo com o disposto no artigo 12º 4 - Quando o destacamento for efectuado por conveniência da administração, é exigido o acordo do docente, desde que resulte para este mudança do município de origem ou de residência; se o lugar de origem ou a residência do docente se situar na área dos municípios de Lisboa ou do Porto ou na área dos municípios enunciados no número seguinte, o destacamento faz-se para lugares neles situados, independentemente do acordo do interessado. 5 - Para efeitos do número anterior, consideram-se, relativamente a Lisboa, os municípios de Amadora, Odivelas, Vila Franca de Xira, Loures, Cascais, Sintra, Oeiras, Almada, Seixal, Barreiro, Montijo e Alcochete e, relativamente ao Porto, os de Matosinhos, Maia, Gondomar, Valongo e Vila Nova de Gaia. 6 - O processo de destacamento por ausência de serviço dos docentes dos quadros sepleu IV de estabelecimentos de educação ou de ensino é desencadeado pela direcção executiva da escola, mediante a identificação dos docentes, de acordo com as seguintes regras: a) Havendo no estabelecimento de educação ou de ensino mais docentes interessados no destacamento do que os que seja necessário colocar, os candidatos são indicados por ordem decrescente da sua graduação profissional; b) Havendo no estabelecimento de educação ou de ensino um número insuficiente de docentes interessados no destacamento, os docentes a colocar são indicados respeitando a ordem crescente da sua graduação profissional. 7 - No caso dos educadores de infância e dos professores do 1º ciclo do ensino básico de estabelecimentos de educação não agrupados, a indicação prevista no número anterior compete às direcções regionais de educação. 8 - Da decisão de destacamento cabe recurso hierárquico para o membro do Governo competente, sem efeito suspensivo, no prazo de cinco dias. com as suas preferências, os estabelecimentos de educação ou de ensino. 3 – Após a apresentação ao concurso nos termos mencionados no número anterior são publicitadas, através da Internet, as listas provisórias dos candidatos admitidos e excluídos. 4 – Das listas provisórias cabe reclamação no prazo de cinco dias a contar da data da sua publicitação. 5 -Considera-se, para todos os efeitos, que a não apresentação de reclamação equivale à aceitação da decisão referida no nº 3. 6 - A lista de colocação, homologada pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação, é publicitada na Internet. 7 - Da lista de colocação cabe recurso hierárquico, sem efeito suspensivo, a interpor, no prazo de oito dias para o membro do Governo competente. SECÇÃO III Afectação Destacamento por condições específicas Artigo 35º Concurso de afectação Artigo 33.º Requisitos 1 - Os docentes dos quadros de estabelecimentos de educação ou de ensino e dos quadros de zona pedagógica podem manifestar a intenção de oposição ao destacamento por condições específicas para estabelecimento de educação ou de ensino diverso daquele em que se encontram providos, desde que: a) Sejam portadores de doença incapacitante ou tenham a seu cargo o cônjuge ou descendente com doença incapacitante, nos termos do despacho conjunto A-179/ 89-XI, de 12 de Setembro, publicado no Diário da República, 2ª série, nº 219, de 22 de Setembro de 1989; b) Sejam portadores de doença ou deficiência que exija tratamento e apoio específico, ou apenas um deles, que só possam ser assegurados fora da localidade do estabelecimento de educação ou de ensino em que se encontrem colocados ou que dificulte a locomoção, exigindo meios auxiliares de locomoção; c) Tenham a seu cargo o cônjuge, ascendente ou descendente portadores de doença ou deficiência nos termos mencionados na alínea b) que exija um constante e especial apoio a prestar em determinada localidade. 2 – Para efeitos de ordenação e colocação os docentes são ordenados e colocados de acordo com as seguintes prioridades: a) 1ª prioridade: docentes nas situações previstas na alínea a) do nº anterior; b) 2ª prioridade: docentes nas situações previstas na alínea b) do nº anterior; c) 3ª prioridade: docentes nas situações previstas na alínea c) do nº anterior. 3 - Os opositores ao concurso externo que se encontrem numa das situações previstas nas alíneas a), b) ou c) do nº 1 podem igualmente manifestar a intenção de serem opositores ao destacamento por condições específicas, o qual dependerá necessariamente da obtenção de lugar de quadro de escola ou quadro de zona pedagógica. 4 – O destacamento por condições específicas é feito por um ano escolar. 5 - Só é permitido o destacamento para o exercício de funções docentes em horários declarados vagos para todo o ano lectivo. 6 - Para efeitos exclusivos do concurso, podem ser ocupados horários com componente lectiva igual ou superior a dezoito horas semanais, caso em que, justificando-o o horário atribuído e permitindo-o a componente lectiva do docente, se deverá proceder ao completamento dos mesmos. 7 - Podem ainda ser ocupados horários com componente lectiva inferior a dezoito horas desde que a componente lectiva do docente, determinada nos termos do artigo 79º do ECD, seja igual ou inferior ao horário declarado. Artigo 34.º Instrução do processo 1 – Os opositores ao concurso que pretendam ser destacados por condições específicas devem manifestar essa intenção nos termos previstos na alínea e) do nº 1 do artigo 9º. 2 – A candidatura deve ser instruída com relatório médico que ateste e comprove a situação de doença ou deficiência. 3 – Nos casos previstos nas alíneas b) e c) do nº 1 do artigo anterior o candidato deve ainda apresentar declaração passada por estabelecimento hospitalar, público ou privado, da qual deve obrigatoriamente constar menção à impossibilidade do tratamento ou apoio a prestar serem efectuados em outra localidade. 4 – Nos casos previstos na alínea c) do nº 1 do artigo anterior, deve ainda o candidato juntar declaração sob compromisso de honra de verificação da situação aí referida. 5 – Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, podem os docentes destacados por condições específicas ser submetidos a junta médica para comprovação das declarações prestadas. Artigo 34º - A A Manifestação de preferências 1 - O concurso anual de destacamento por condições específicas é aberto pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação pelo prazo de cinco dias contados a partir do 1º dia útil subsequente à publicitação da lista definitiva de colocação dos concursos interno e externo. 2 – A apresentação a concurso de destacamento por condições específicas é feita mediante o preenchimento de formulário adequado, de modelo da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, no qual os professores ordenam, de acordo V sepleu SECÇÃO IV 1 - Os docentes providos em lugares de quadro de zona pedagógica têm, sem prejuízo da recondução a que haja lugar nos termos do presente diploma, de apresentar-se anualmente ao concurso de afectação. 2 - O concurso anual de afectação é aberto pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação pelo prazo de cinco dias contados a partir do 1º dia útil subsequente à publicitação da lista definitiva de colocação dos concursos interno e externo. Artigo 36º Apresentação a concurso de afectação 1 - A apresentação a concurso de afectação é feita mediante o preenchimento de formulário adequado, de modelo da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, no qual os professores ordenam, de acordo com as suas preferências, os estabelecimentos de educação ou de ensino da área geográfica do quadro de zona pedagógica a que se encontram vinculados. 2 - Quando a candidatura não esgote a totalidade dos estabelecimentos de educação ou de ensino, considera-se que manifesta igual preferência por todos os restantes estabelecimentos. 3 - No concurso de afectação, os candidatos mantêm a posição relativa de ordenação da lista do concurso interno ou externo. 4 - A formalização da candidatura é feita nos termos do aviso de abertura. 5 - A não apresentação a concurso determina a aplicação do disposto no nº 7 do artigo 20º. Artigo 37.º Lista de afectação 1 - Os verbetes, contendo a transcrição informática das preferências manifestadas, são enviados às escolas ou sedes de agrupamento, que os farão chegar aos interessados. 2 -Dos elementos constantes dos verbetes cabe reclamação, no prazo de cinco dias a contar do dia imediato ao da comunicação à escola ou sede de agrupamento. 3 - Para todos os efeitos, considera-se que a não apresentação de reclamação equivale à aceitação tácita dos elementos constantes dos verbetes. 4 - A reclamação é apresentada no local onde foi entregue o formulário de manifestação de preferências. 5 - Os candidatos cujas reclamações forem indeferidas são notificados desse indeferimento no prazo de 30 dias a contar do termo do prazo para apresentação das reclamações. 6 - As reclamações dos candidatos que não forem notificados nos termos do número anterior consideram-se deferidas. 7 - O resultado das reclamações é publicitado na Internet pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação. 8 – O disposto nos números anteriores não é aplicável quando se verifique a situação prevista no nº 6 do artigo 8º. 9 -A lista de afectação, homologada pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação, é publicitada na Internet. 10 -Da lista de afectação cabe recurso hierárquico, sem efeito suspensivo, a interpor, no prazo de oito dias para o membro do Governo competente. Artigo 38 Concretização da afectação 1 - A afectação é feita por um ano escolar, considerando, para cada quadro de zona pedagógica e cada grupo de docência, os horários integrantes de cada um dos seguintes intervalos: a) Horário completo; b) Horário entre dezoito e vinte uma horas; c) Horário entre doze e dezassete horas; d) Horário entre oito e onze horas; e) Horário até sete horas. 2 – Os docentes são colocados por ordem de graduação nos horários referidos nas alíneas a) a c) do número anterior, de acordo com as preferências de escolas por si manifestadas, ou, não sendo isso possível, nos horários sobrantes, por ordem decrescente de dimensão. 3 - Os docentes providos em lugar de quadro de zona pedagógica devem apresentarse no 1º dia útil do mês de Setembro no estabelecimento de educação ou de ensino onde forem afectos, sem prejuízo da aplicação do disposto no nº 2 do artigo 19º a que haja lugar. 4 -Os docentes que em 1 de Setembro não tenham ainda sido afectos, são, para efeitos administrativos, colocados pela direcção regional de educação respectiva no estabelecimento de educação ou de ensino que for indicado, integrado no âmbito territorial do quadro de zona pedagógica a que pertencem. 5 - Os docentes referidos no número anterior podem ser afectos nos termos dos números 1 e 2, ou podem assegurar, no estabelecimento de educação ou de ensino integrado no âmbito territorial do quadro de zona pedagógica a que pertencem que for indicado pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, a solicitação da respectiva direcção regional de educação, o serviço que, de acordo com os objectivos definidos no n.º 1 do artigo 27.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, lhes for atribuído, em ambos os casos determinando a actualização da lista graduada de candidatos não colocados. Artigo 39.º Recondução 1 - A recondução é feita por períodos sucessivos de um ano, até ao máximo de três anos, incluído o primeiro ano de afectação. 2 - Os docentes podem assinalar no formulário para manifestação de preferências para afectação, previsto no nº 1 do artigo 36º, a intenção de continuidade de funções na escola a que foram afectos no ano anterior, sendo colocados prioritariamente, caso exista horário livre na escola; no caso de não existir esse horário livre, integrarão a lista de ordenação para afectação. 3 - Os interessados devem fazer acompanhar o formulário de uma declaração do órgão de direcção do estabelecimento de educação ou de ensino ou do agrupamento, confirmando o exercício de funções nessa escola no ano anterior. 4 - A lista das reconduções é homologada pelo director-geral de Recursos Humanos da Educação. SECÇÃO V Destacamento Artigo 40.º Concurso de destacamento 1 - Os docentes providos em lugares de quadro de escola que tenham sido opositores a concurso podem apresentar-se ao concurso de destacamento, sendo ordenados e colocados de acordo com as seguintes prioridades: a) 1ª prioridade: docentes cujo cônjuge ou equiparado seja funcionário ou agente e que, ao abrigo da preferência conjugal, requeiram a sua colocação nos termos do artigo 41º; b) 2ª prioridade: docentes não incluídos na alínea anterior. 2 - O concurso anual de destacamento é aberto pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, onde as respectivas preferências são manifestadas, pelo prazo de cinco dias contados a partir do 1º dia útil subsequente à publicitação da lista definitiva de colocação dos concursos interno e externo. 3 - O destacamento é feito por um ano escolar. 4 - A apresentação a concurso de destacamento é feita mediante o preenchimento de formulário adequado, de modelo da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, no qual os professores ordenam, para efeitos de destacamento, de acordo com as suas preferências, os estabelecimentos de educação ou de ensino. 5 - No concurso de destacamento os candidatos mantêm a posição relativa de ordenação da lista do concurso interno e externo. 6 - Para efeitos exclusivos do concurso, o destacamento pode ocorrer para horários de componente lectiva igual ou superior a dezoito horas semanais, caso em que, justificando-o o horário atribuído e permitindo-o a componente lectiva do docente, se deverá proceder ao completamento dos mesmos. Artigo 41.º Destacamento por preferência conjugal 1 - Para efeitos de destacamento ao abrigo da preferência conjugal, consideramse funcionários ou agentes os indivíduos que se encontrem providos em lugares do quadro ou contratados em regime de contrato administrativo de provimento em órgãos ou serviços e organismos da administração central, regional ou local, incluindo das Forças Armadas, bem como os aposentados que à data da sua aposentação se encontravam em qualquer das situações referidas e, ainda, os docentes que, de acordo com a lista definitiva de colocações, tenham adquirido direito ao primeiro provimento como docentes do quadro. 2 - Independentemente de ambos os cônjuges serem docentes de quadro de escola, apenas um deles pode solicitar a sua colocação ao abrigo da preferência conjugal. 3 -Os candidatos a destacamento ao abrigo da preferência conjugal apresentam, conjuntamente com o formulário referido no nº 4 do artigo anterior, declaração, sob compromisso de honra, que contenha os seguintes elementos informativos: a) Estado civil, com identificação do cônjuge ou equiparado; b) Identificação e localização do serviço público onde o cônjuge ou equiparado presta funções, com indicação da natureza do respectivo vínculo. 4 - Para efeitos de destacamento ao abrigo da preferência conjugal, os candidatos podem concorrer aos estabelecimentos de educação ou de ensino do concelho onde se situa a residência familiar ou o local onde o cônjuge exerça ou venha a exercer a sua actividade profissional no ano escolar a que o concurso respeita, não podendo o número de estabelecimentos indicados exceder 50 nem corresponderem a nenhum estabelecimento de educação ou de ensino do concelho onde se situa aquele a cujo quadro o docente pertence ou em que tenha obtido direito a provimento. 5 - Sempre que, à data de abertura do concurso, não seja possível determinar o local onde o cônjuge relativamente ao qual se pretende exercer a preferência conjugal venha a desempenhar a sua actividade profissional no ano escolar a que o concurso respeita, a colocação ao abrigo do disposto no presente artigo apenas pode ser solicitada para o local de residência deste. 6 - O candidato não pode concorrer simultaneamente a estabelecimento de educação ou de ensino do concelho onde se situa a residência familiar e onde o cônjuge venha a exercer a sua actividade profissional durante todo o ano lectivo a que o concurso respeita. 7 - Os docentes que tenham adquirido direito ao primeiro provimento com nomeação definitiva, mediante lista de colocações, podem beneficiar do direito à colocação ao abrigo da preferência conjugal. Artigo 42.º Lista de destacamento 1 - Os verbetes, contendo a transcrição informática das preferências manifestadas, são enviados às escolas ou sedes de agrupamento, que os farão chegar aos interessados. 2 -Dos elementos constantes dos verbetes cabe reclamação, no prazo de cinco dias a contar do dia imediato ao da comunicação à escola ou sede de agrupamento. 3 - Para todos os efeitos, considera-se que a não apresentação de reclamação equivale à aceitação dos elementos constantes dos verbetes. 4 - A reclamação é apresentada no local onde foi entregue o formulário de manifestação de preferências. 5 - Os candidatos cujas reclamações forem indeferidas são notificados desse indeferimento no prazo de 30 dias a contar do termo do prazo para apresentação das reclamações. 6 - As reclamações dos candidatos que não forem notificados nos termos do número anterior consideram-se deferidas. 7 – O disposto nos números anteriores não é aplicável quando se verifique a situação prevista no nº 6 do artigo 8º. 8 - A lista de destacamento, homologada pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação, é publicitada na Internet. 9 - Da lista de destacamento cabe recurso hierárquico, sem efeito suspensivo, a interpor, no prazo de oito dias para o membro do Governo competente. SECÇÃO VI Contrato Artigo 43.º Contratação 1 – Os horários disponíveis após a afectação e os destacamentos são preenchidos por candidatos que, em sede de concurso externo, não obtiveram colocação nos quadros. 2 - Para efeitos de contratação ciclíca são ordenados numa 6ª prioridade, após as prioridades definidas no artigo 13º, os indivíduos que no ano lectivo anterior àquele a que respeita o concurso tenham adquirido habilitação profissional, os quais formalizam a respectiva candidatura nos termos estabelecidos no aviso de abertura. 3 – Para efeitos de contratação cíclica são considerados horários de todos os intervalos previstos nº 5 do artigo 12º. 4 - A Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação elabora a lista de colocação para efeitos da contratação, sendo essa lista homologada pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação. 5 - A ordenação na lista de colocação tem necessariamente em conta a ordenação dos candidatos não colocados no concurso externo, bem como as manifestações de preferências e de vontade referidas nas alíneas f), g) e h) do nº 1 do artigo 9º, sendo que, nos casos de horários referentes apenas a uma disciplina de um grupo bidisciplinar, a colocação é feita de entre os docentes com a componente científica adequada ao horário solicitado. 6 - A lista de colocação é publicitada na Internet por um prazo de cinco dias. 7 - Da lista de colocação cabe recurso hierárquico, sem efeito suspensivo, a interpor no prazo de oito dias para o membro do Governo competente. 8 - A aceitação da colocação faz-se no prazo de quarenta e oito horas, correspondentes aos dois primeiros dias úteis seguintes ao da publicitação da respectiva lista. 9 - A não aceitação no prazo previsto no número anterior determina o impedimento de prestar serviço nesse ano escolar em qualquer estabelecimento de educação ou de ensino público. Artigo 44.º Oferta de escola 1 - As necessidades residuais de pessoal docente que não puderem ser supridas nos termos dos artigos anteriores são-no por contratação resultante de oferta de escola, considerando-se não supridas as necessidades quando se tenha esgotado a lista definitiva de ordenação no respectivo grupo de docência ou disciplina ou quando se trate de horários de substituição temporária ou inferiores a seis horas, desde que, em qualquer destas duas situações, tenham estes horários sido sepleu VI recusados por duas vezes. 2 -Compete ao órgão de gestão dos estabelecimentos de educação ou de ensino ou dos agrupamentos de escolas ou, no caso dos jardins-de-infância e das escolas do 1º ciclo do ensino básico não agrupados, às direcções regionais de educação proceder a uma oferta de emprego, que tem como destinatários os indivíduos possuidores, no momento dessa oferta, das aptidões e dos requisitos gerais, especiais e habilitacionais exigidos para o exercício da função docente. 3 - Os órgãos de gestão referidos no número anterior devem enviar atempadamente à respectiva direcção regional de educação, que a remeterá à Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, informação sobre os horários objecto da oferta de emprego e a data de início da oferta de escola. 4 - Cada direcção regional de educação publicita através da Internet a lista de ofertas das escolas da respectiva área territorial pelo prazo de cinco dias a contar do envio pelas escolas. CAPÍTULO IV Transferência por ausência de serviço Artigo 45.º Transferência 1 - Compete ao director-geral dos Recursos Humanos da Educação efectivar a transferência por ausência de serviço docente dos docentes dos quadros de estabelecimentos de educação ou de ensino que venham a ser objecto de extinção, fusão ou reestruturação. 2 - A transferência pode ocorrer para quadro de escola ou para quadro de zona pedagógica, desde que, neste caso, haja acordo do interessado. 3 - As transferências por ausência de serviço efectivam-se em momento anterior ao concurso. 4 - Os docentes transferidos nos termos do presente artigo não podem candidatarse ao concurso interno correspondente ao ano escolar em que a transferência produz efeitos. 5 - O docente transferido nos termos do presente artigo pode requerer o regresso à escola de origem, desde que nesta se verifique, no prazo de dois anos após a transferência, a ocorrência de uma vaga no mesmo nível de ensino e grupo de docência. Artigo 46.º Identificação dos docentes a transferir 1 - A identificação dos docentes a transferir por ausência de serviço obedece às seguintes regras: a) Havendo no estabelecimento de educação ou de ensino mais docentes interessados na transferência do que os que seja necessário transferir, os candidatos são indicados por ordem decrescente da sua graduação profissional; b) Havendo no estabelecimento de educação ou de ensino um número insuficiente de docentes interessados na transferência, os docentes a transferir são indicados respeitando a ordem crescente da sua graduação profissional. 2 - No caso dos educadores de infância e dos professores do 1º ciclo do ensino básico de estabelecimentos não agrupados, a indicação prevista no número anterior compete à direcção regional de educação respectiva. equivale à aceitação de todos os elementos referidos no nº 2. 5 - Os candidatos cujas reclamações forem indeferidas são notificados desse indeferimento, no prazo de 15 dias a contar do termo do prazo para apresentação das reclamações. 6 - As reclamações dos candidatos que não forem notificados nos termos do número anterior consideram-se deferidas. Artigo 49.º Lista definitiva 1 - Esgotado o prazo de reclamação referido no nº 2 do artigo anterior, as listas provisórias convertem-se em definitivas, contendo as alterações decorrentes das reclamações julgadas procedentes e das provenientes das desistências. 2 - As listas definitivas são homologadas pelo director-geral dos Recursos Humanos da Educação. 3 - As listas definitivas são publicitadas por aviso publicado no Diário da República, 2ª série. 4 - Das listas definitivas de transferência cabe recurso hierárquico, sem efeito suspensivo, a interpor no prazo de oito dias para o membro do Governo competente. CAPÍTULO V Disposições finais Artigo 50.º Quadro único e quadro geral Para efeitos do presente diploma, consideram-se titulares de quadro de escola os educadores de infância do quadro único e os professores do 1º ciclo do ensino básico do quadro geral. Artigo 51.º Transferência entre quadro de escola e quadro de zona pedagógica Os docentes titulares de quadro de escola com nomeação definitiva que, nos termos do presente diploma, obtenham lugar em quadro de zona pedagógica mantêm, sem prejuízo das obrigações inerentes à pertença a este quadro, os direitos anteriormente adquiridos. Artigo 52.º Falsas declarações Às falsas declarações e às falsas confirmações de elementos informativos necessários à instrução dos processos previstos no presente diploma é aplicável o disposto nos nºs 7 e 8 do artigo 20º, sem prejuízo dos procedimentos disciplinar e criminal a que haja lugar, nos termos da lei. Artigo 53.º Profissionalização em serviço 1 - Para efeitos de transferência por ausência de serviço podem os docentes manifestar as suas preferências de acordo com o disposto no artigo 12º. 2 - Quando a transferência for efectuada por conveniência da administração, é exigido o acordo do docente, desde que resulte para este mudança do município de origem ou de residência; se o lugar de origem ou a residência do docente se situar na área dos municípios de Lisboa ou do Porto ou na área dos municípios enunciados no número seguinte, a transferência faz-se para lugares neles situados, independentemente do acordo do interessado. 3 - Para efeitos do número anterior, consideram-se, relativamente a Lisboa, os municípios de Amadora, Odivelas, Vila Franca de Xira, Loures, Cascais, Sintra, Oeiras, Almada, Seixal, Barreiro, Montijo e Alcochete e, relativamente ao Porto, os de Matosinhos, Maia, Gondomar, Valongo e Vila Nova de Gaia. 1 - O disposto no Decreto-Lei nº 287/88, de 19 de Agosto, aplica-se aos professores colocados nos termos do presente diploma. 2 - Os docentes do quadro com nomeação provisória que, chamados para a realização da profissionalização em serviço, a não puderam realizar por se encontrarem nalguma das seguintes situações fazem a sua profissionalização quando cessar essa situação: a) Prestação de serviço militar obrigatório; b) Exercício de qualquer cargo previsto no Decreto-Lei nº 901/76, de 31 de Dezembro; c) Licença sem vencimento prevista no Decreto-Lei nº 519-E1/79, de 29 de Dezembro; d) Exercício de funções em organizações internacionais; e) Exercício de funções como cooperantes. 3 - Para efeitos do concurso, considera-se que os docentes referidos no número anterior terminaram a sua profissionalização na data em que a teriam concluído se não se tivesse verificado as referidas situações e se tivessem demorado exactamente o mesmo tempo em profissionalização. Artigo 48.º Lista provisória de docentes a transferir Artigo 54.º Educação moral e religiosa católica 1 - Identificados e graduados os docentes a transferir por ausência de serviço, a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação publicita, nos estabelecimentos de educação ou de ensino e através da Internet, a lista provisória de ordenação e colocação, dando preferência aos candidatos voluntários, com respeito pela sua graduação profissional, por ordem decrescente da mesma, seguindo-se os candidatos não voluntários, com respeito pela sua graduação profissional, por ordem crescente da mesma. 2 - Dos elementos constantes da lista provisória, bem como dos expressos nos verbetes distribuídos pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação aos estabelecimentos de educação ou de ensino, cabe reclamação no prazo de cinco dias a contar do dia imediato ao da publicitação das listas. 3 - A reclamação é apresentada no local onde foi entregue a candidatura, em formulário próprio da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, disponível nas escolas e na Internet. 4 - Para todos os efeitos, considera-se que a não apresentação de reclamação Mantém-se em vigor o Decreto-Lei nº 407/89, de 18 de Novembro, devendo entender-se que todas as remissões nele feitas para o Decreto-Lei nº 18/88, de 21 de Janeiro, o passam a ser para as disposições correspondentes do presente diploma. Artigo 47.º Manifestação de preferências VII sepleu Artigo 55.º Reconversão Os docentes, em particular os que possam ser abrangidos pelo destacamento ou transferência por ausência de serviço, nos termos do presente diploma, podem ser reconvertidos, através de complementos de formação, para o exercício de novas funções docentes, nos termos previstos em regulamentação própria, mediada a participação das organizações sindicais. Artigo 56.º Outras formas de mobilidade A mobilidade prevista nos artigos 67º e 68º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário deve estar concluída e comunicada às escolas até 31 de Maio de cada ano. Artigo 57.º Vigência A regra de anualidade do concurso prevista no nº 2 do artigo 8º pode ser alterada, por decreto-lei, considerando os interesses e a estabilidade do funcionamento do sistema educativo, mediada a participação das organizações sindicais. Artigo 58.º Prazos 1 - À contagem dos prazos prevista no presente diploma aplica-se o disposto no nº 1 do artigo 72º do Código do Procedimento Administrativo. 2 - Aos prazos fixados no presente diploma acrescem as seguintes dilações: a) 5 dias seguidos, se os interessados residirem ou se encontrarem nas Regiões Autónomas; b) 15 dias seguidos, se os interessados residirem ou se encontrarem em país estrangeiro. Comissão para a Reintegração dos Servidores Civis do Estado, que não sejam profissionalizados, é a soma da classificação académica com a parcela N x 1 valor, em que N é o quociente da divisão, com arredondamento à milésima, por 365 do número de dias de serviço docente ou equiparado avaliado com menção de Satisfaz contados a partir do dia 1 de Setembro do ano em que foram considerados reintegrados até ao dia 31 de Agosto imediatamente anterior ao concurso. 3 - A graduação profissional dos professores dos quadros com nomeação definitiva que adquiriram a categoria de efectivo ao abrigo do disposto no nº 2 do artigo 1º do Decreto-Lei nº 150-A/85, de 8 de Maio, na redacção dada pela Lei nº 8/86, de 15 de Abril, que não sejam profissionalizados, é a soma da classificação académica com a parcela N x 1, valor, em que N é o quociente da divisão, com arredondamento à milésima, por 365 do número de dias de serviço docente ou equiparado avaliado com menção de Satisfaz contados a partir do dia 1 de Setembro de 1985 até ao dia 31 de Agosto imediatamente anterior ao concurso. 4 - Os docentes com habilitação suficiente, integrados excepcionalmente nos quadros de escola e de zona pedagógica e que se encontrem a realizar o complemento de formação, concorrem em 4.ª prioridade para efeitos do nº 1 do artigo 13º do presente diploma. Artigo 64.º Ordenamento da rede escolar O artigo 22º do Decreto-Lei nº 412/80, de 27 de Setembro, e os artigos 69º a 71º do Decreto-Lei nº 35/88, de 4 de Fevereiro, mantêm-se em vigor até à revisão das disposições sobre o reordenamento e reajustamento anual da rede escolar. Artigo 59.º Legislação subsidiária Em tudo o que não estiver regulado no presente diploma é aplicável o regime geral de recrutamento da função pública. Artigo 65.º Correspondência de serviços CAPÍTULO VI Disposições Transitórias Enquanto não for publicado o decreto regulamentar previsto no nº 1 do artigo 35º do Decreto-Lei nº 208/2002, de 17 de Outubro, relativo à Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, as referências feitas no presente diploma a este serviço consideram-se feitas à Direcção-Geral da Administração Educativa. Artigo 60º Candidatura especial ao concurso externo Artigo 66.º Produção de efeitos Até à revisão dos actuais grupos de docência, os candidatos ao concurso externo com qualificação profissional para leccionar os grupos de docência 05, 07 e 08 podem ser opositores aos três grupos. 1 - O presente diploma é aplicável aos concursos relativos ao ano escolar de 20042005 e aos posteriores. 2 - Relativamente ao ano escolar de 2003-2004 é extinto o concurso da fase regional, previsto no artigo 67º do Decreto-Lei nº 18/88, de 21 de Janeiro, passando a segunda parte do concurso regulado pelo mesmo diploma a abranger horários completos e horários incompletos. 3 - Verificada a previsão do número anterior, os candidatos da 6ª, 10ª e 11ª prioridades do Decreto-Lei nº 18/88, de 21 de Janeiro, podem fazer as suas opções de acordo com as preferências referidas no n.º 5 do artigo 12.º 4 - Os docentes profissionalizados em 2003 podem candidatar-se à segunda parte do concurso a que se refere o nº 2, na 6ª prioridade prevista no artigo 42º do DecretoLei nº 18/88, de 21 de Janeiro. 5 - No ano escolar de 2003-2004, para acorrer a necessidades transitórias de preenchimento de lugares referidos no artigo 58º do Decreto-Lei nº 35/88, de 4 de Fevereiro, observam-se as seguintes regras: a) Para efeitos do disposto no artigo 79º do Decreto-Lei nº 35/88, de 4 de Fevereiro, os candidatos devem entregar a declaração de disponibilidade de colocação nos últimos três dias úteis de Agosto de 2003; b) O prazo de decisão de reclamação previsto no nº 3 do artigo 80º do Decreto-Lei nº 35/88, de 4 de Fevereiro, é de quatro dias; c) Para efeitos do disposto no nº 4 do artigo 80º do Decreto-Lei nº 35/88, de 4 de Fevereiro, logo que esteja concluída a afectação de todos os docentes do quadro distrital de vinculação respectivo, os candidatos serão colocados consoante a sua ordenação e as preferências manifestadas para efeitos de celebração do respectivo contrato. 6 - O concurso de transição previsto no artigo 61º realiza-se em 2003. Artigo 61.º Quadros de zona pedagógica 1 - Os quadros distritais de vinculação de educadores de infância e de professores do 1º ciclo do ensino básico, criados pelo Decreto-Lei nº 35/88, de 4 de Fevereiro, passam a designar-se por quadros de zona pedagógica. 2 - A adequação do âmbito geográfico dos quadros distritais de vinculação aos quadros de zona pedagógica é feita por portaria, mediada a participação das organizações sindicais. 3 - As direcções regionais de educação devem proceder à transição para os quadros de zona pedagógica dos docentes providos à data nos quadros distritais de vinculação, mediante concurso a realizar em data prévia à realização do concurso para selecção e recrutamento de pessoal docente e regulado pela portaria referida no número anterior. 4 - A transição efectua-se de acordo com a manifestação de preferências e com a graduação profissional. 5 - A lista provisória de transição, da qual consta a graduação profissional de cada candidato, é afixada nas direcções regionais de educação. 6 - A lista provisória converte-se em definitiva decorridos cinco dias contados a partir da data da afixação e decididas as reclamações apresentadas. 7 - A lista definitiva é homologada pelo competente director regional da Educação e publicitada mediante aviso publicado no Diário da República, 2ª série. 8 - Da lista definitiva cabe recurso hierárquico, sem efeito suspensivo, a interpor, no prazo de oito dias, para o membro do Governo competente. Artigo 67.º Norma revogatória Artigo 62.º Candidatos portadores de habilitação própria para a docência São revogados: 1 - Até ao concurso para o ano lectivo de 2007-2008, inclusive, poderão candidatarse aos concursos para o preenchimento de lugares dos quadros indivíduos portadores de habilitação própria para a docência. 2 - Os candidatos referidos no número anterior são ordenados imediatamente antes da alínea e) do nº 2 do artigo 13º. Artigo 63.º Situações específicas de graduação profissional 1 - Para os educadores de infância e professores do 1º ciclo do ensino básico é ainda considerado, para efeitos de graduação profissional, como tempo após a profissionalização o tempo de frequência, com aproveitamento, respectivamente, do curso de promoção a educador de infância e dos cursos geral e especial das escolas de magistério primário, ao abrigo do Decreto-Lei nº 111/76, de 7 de Fevereiro. 2 - A graduação profissional dos professores reintegrados nos quadros com nomeação definitiva que adquiriram a categoria de efectivo sob proposta da a) O Decreto-Lei n.º 18/88, de 21 de Janeiro; b) O Decreto-Lei n.º 35/88, de 4 de Fevereiro, com excepção do seu artigo 75.º; c) O artigo 123.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139A/90, de 28 de Abril; d) O Decreto-Lei n.º 384/93, de 18 de Novembro, com excepção dos seus artigos 1.º e 14.º; e) O Decreto-Lei n.º 43-A/97, de 17 de Fevereiro; f) O Despacho Normativo n.º 77/88, de 19 de Agosto, publicado no Diário da República, 1.ª série, de 3 de Setembro de 1988; g) O Despacho Normativo n.º 95/89, de 12 de Outubro, publicado no Diário da República, 1.ª série, de 13 de Outubro de 1989; h) O despacho n.º 37/ME/94, de 11 de Julho, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 182, de 8 de Agosto de 1994. sepleu VIII