PROCESSOS DE TRANSPORTE E PRODUÇÃO DE JEANS • O algodão é colhido no Kazaquistão ou India e enviado para a Turquia • Na Turquia ele é transformado em fio e enviado a Taiwan (4800 km) • Em Taiwan o fio é colorido com um corante azul fabricado na Alemanha (15000 km) A CADEIA DE SUPRIMENTOS SUSTENTÁVEL • O fio colorido em Taiwan é transformado em tecido na Polônia (27000 km) • O tecido é cortado na França junta-se os botões e metais vindos da Itália e são enviados para as Filipinas (28600 km) • Nas Filipinas o tecido é costurado e os botões colocados (42300 km) • O jeans é gasto com pedra de polimento na Grécia (54000 km) • O Jeans é vendido na Alemanha, e após o uso é doado para instituições de caridade (56300 km) Esta seção foi baseada na palestra proferida pela Prof. Ana Paula Barbosa-Póvoa, Ph.D. do Instituto Superior Técnico - Portugal no MBA em Gestão de Sistemas Logísticos - UFPR em Fevereiro de 2011 José Eduardo Pécora Jr • Na Holanda as roupas são selecionadas (57100 km) • E enviadas para a Africa como ajuda humanitária (64000 km) Fonte: http://www.globalisierung-online.de/CD_Demo/modul_jeans/index.php 1 AS CADEIAS DE SUPRIMENTO SÃO SUSTENTÁVEIS? José Eduardo Pécora Jr 2 AS CADEIAS DE SUPRIMENTO SÃO SUSTENTÁVEIS? Processos'de'Transporte'e'Produção'de'Jeans •INPUTS dos processos industriais levam ao desaparecimento dos recusos naturais •≥ 8.000 litros de água •Insecticidas, pesticidas e fertilizantes para o cultivo do algodão. •Petróleo, Minérios, etc •OUTPUTS dos processos industriais causam mudanças no Clima •Grande consumo energético em todos os processo •Resíduos, CO2, etc... •Frequentemente más condições de trabalho (e.g. cancro, doenças de pele....) •Globalização ... levou à criação de Cadeias de Abastecimento cada vez mais complexas e menos controláveis •Regularmente trabalho infantil é detectado nas Cadeia de Suprimento José Eduardo Pécora Jr •Cadeias de Abastecimento tem associados problemas logísticos, ambientais e sociais 3 José Eduardo Pécora Jr 4 O QUE FAZER ????? CADEIAS DE ABASTECIMENTO E A SUSTENTABILIDADE ... • Ampliar o paradigma tradicional das cadeias de abastecimento, onde os custos e os níveis de serviço eram as principais preocupações; • Olhar para as cadeias de abastecimento ampliadas onde não são apenas considerados aspectos económicos mas também ambientais e sociais; © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR 5 COMO TORNAR AS CADEIAS DE ABASTECIMENTO SUSTENTÁVEIS ? José Eduardo Pécora Jr COMO TORNAR AS CADEIAS DE ABASTECIMENTO SUSTENTÁVEIS ? •Medidas Orientadas às Saídas (Output) •Medidas Orientadas a Produção •Medidas de Output criadas por Regulamentos/Leis •Integração de Processos © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr 6 © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR 7 José Eduardo Pécora Jr 8 COMO TORNAR AS CADEIAS DE ABASTECIMENTO SUSTENTÁVEIS ? COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? •Requisitos Externos •Medidas Orientadas aos Produtos •Como evoluem Obrigações/Objectivos? •Como evoluem os preços das matérias-primas? •Que produtos pretenderão os clientes? •Os Clientes estão dispostos a pagar mais por “Produtos Sustentáveis”? •Os Clientes aceitarão produtos inovadores ? © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR 9 COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? José Eduardo Pécora Jr 10 COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? • Requisitos Externos – o que envolvem ? • Muitos parâmetros (sociais, macro-, microeconômico, ambientais) •Modelar o Ciclo de Vida do Produtos •Que fluxos de materiais existem neste ciclo ? • Interdependências múltiplas • Impactos de longo prazo, feedback-loops, atrasos entre causas-efeitos •Que métodos de produção e reciclagem podem ser usados? • A fronteira do sistema tem de ser bem definida •Que materiais (secundários) podem ser usados? • Métodos: •Como adaptar os processos existentes para incorporar materiais no fim de vida ? • Modelos Econométricos • Modelos de Systems Dynamics. © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR 11 José Eduardo Pécora Jr 12 COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? • Modelar o Ciclo de Vida dos Produtos – o que envolve ? • Projeto de produtos reutilizáveis • Modelar processos interligados e dinâmicos •Avaliação dos Fluxos das Cadeias de Abastecimento • Simulação / Optimização de processos •Que impactos económicos, ambientais e sociais resultam dos fluxos de materiais? • Cálculo de alternativas de produtos e processos • Métodos: •Quais as melhores alternativas: Produtos alternativos/ design de produtos/ processos produtivos / materiais /redes? • Activity Analysis • Petri-Nets • Equações diferenciais • Simulação • Optimização . © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR 13 COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? José Eduardo Pécora Jr 14 COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? • Avaliação dos Fluxos das Cadeias de Abastecimento - o que envolvem ? • Avaliação de múltiplos critérios (económico, social, ambiental •Coordenação da Cadeia de Abastecimento • Calculo dos impactes associados •Que objectivos têm os diferentes actores das cadeias de abastecimento ? • Selecção das melhores alternativas • Optimizar os fluxos e rotas •Estes objectivos coincidem ou são contraditórios • Métodos: •Qual a melhor solução para cada actor/para a Cadeia Global? • Análise do Ciclo de Vida • Análise de Custos • Análise Multi-Criterio • Optimização Multi-objectivo © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR 15 José Eduardo Pécora Jr 16 COMO É QUE AS CADEIAS DE ABASTECIMENTO SUSTENTÁVEIS SE PODEM TORNAR UMA REALIDADE? COMO GERENCIAR CADEIAS DE SUPRIMENTO SUSTENTÁVEIS ? • Coordenação da Cadeia de Abastecimento – o que envolve ? • A Pegada Ecológica de todas as actividades da cadeia de abastecimento devem ser contempladas desde o desenvolvimento de produtos até à produção, armazenamento, distribuição, utilização e recuperação • Consideração dos múltiplos actores e objectivos • Desenvolvimento de contratos para coordenação da Cadeia • Optimizar as receitas e a partilha de risco • Investir em tecnologias, operações e estruturas logísticas sustentáveis. • Métodos: • Integrar as decisões associadas ao ciclo de vida dos produtos, desde o desenvolvimento até à recuperação. • Modelos Analíticos • Teoria de Jogos • Decisão Distribuída • Projectar, planear e operar as estruturas logísticas considerando a minimização do consumo de energia global e a maximização dos impactos positivos no ambientes e na vida social • Optimização Multi-objectivo • Garantir a Coordenação da Cadeia de Abastecimento • Modelos de Agentes © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR 17 José Eduardo Pécora Jr PEGADA ECOLÓGICA 18 CADEIAS DE SUPRIMENTOS FECHADAS Emissões e efluentes •Ciclo fechado na Fase de produção Matériasprimas Distribuição e Varejo Fabricação Processamento Uso •Materiais Obsoletos e consumíveis, e.g. óleo Lubrificante usado em processos industriais, paletes e containeres de transporet interno em fim de vida útil. DESCARTE •Refugo da Produção: refiles e sobras de papel, aço, chapas outros. Coleta e Triagem •Produtos defeituosos Emissões e efluentes José Eduardo Pécora Jr 19 José Eduardo Pécora Jr 20 CADEIAS DE SUPRIMENTOS FECHADAS CADEIAS DE SUPRIMENTOS FECHADAS •Ciclo fechado na Fase de distribuição •Devoluções ou retornos comerciais •Ciclo fechado na Fase de uso •Entregas erradas •Itens que deverão voltar aos seus próprios donos ao final do ciclo, como itensque sofrem recall ou itens que estão sob garantia, que devem ser reparados e retornados aos usuários. •Recalls •Contêineres de distribuição •Produtos em final de leasing José Eduardo Pécora Jr 21 José Eduardo Pécora Jr REDES REVERSAS CENTRALIZADAS OU DESCENTRALIZADAS Rede Reversa Eficiente Produtos com baixa taxa de perda de valor no tempo Adequado 22 REDE REVERSA EFICIENTE Rede Reversa de Resposta Rápida Reuso Produto Devolvido Inadequado Retoque Unidade de Teste e triagem centralizada ... Refugo Produtos com alta taxa de perda de valor no tempo José Eduardo Pécora Jr Inadequado Adequado 23 José Eduardo Pécora Jr 24 REDE REVERSA DE RESPOSTA RÁPIDA DESAFIO FINAL Reuso / Retoque Produto Devolvido Construir'Cadeias'de'Abastecimento' Sustentáveis'que'contribuam'para'o Reparo Leve Unidade de Teste e triagem centralizada Reparo com troca Canibalização Refugo Triple'Bo=om'Line Teste e triagem preliminar descentralizados © Ana Paula Barbosa – Póvoa, MBA GSL UPFR José Eduardo Pécora Jr 25 José Eduardo Pécora Jr 26