FACULDADE BOA VIAGEM CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS Iran de Oliveira Lima Júnior PREÇO DE TRANSFERÊNCIA NA CONTABILIDADE POR RESPONSABILIDADE COMO PARTE INTEGRANTE DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: Estudo na Empresa Target Sistemas Recife, 2014 Iran de Oliveira Lima Júnior PREÇO DE TRANSFERÊNCIA NA CONTABILIDADE POR RESPONSABILIDADE COMO PARTE INTEGRANTE DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: Estudo na Empresa Target Sistemas Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Boa Viagem, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador: Prof. Gláucio Pereira Maciel, Ms. Recife, 2014 Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade Boa Viagem, Recife/PE L732pLima Júnior, Iran de Oliveira. Preço de transferência na contabilidade por responsabilidade como parte integrante da avaliação de desempenho: estudo na empresa Target Sistemas / Iran de Oliveira Lima Júnior. – Recife: FBV | Devry, 2014. 57 f. : il. Orientador(a) : Glaucio Pereira Maciel. Trabalho de Conclusão de Curso (Contábeis) -- Faculdade Boa Viagem | Devry. Inclui apêndice. 1. Contabilidade. 2. Responsabilidade. 3. Preço transferência I. Título. CDU 657[14.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 TERMO DE RESPONSABILIDADE Por este termo, eu, abaixo assinado, assumo a inteira responsabilidade de autoria de conteúdo deste Trabalho de Conclusão de Curso, estando ciente das sanções legais previstas referentes ao plágio (art. 3 da Lei 9.610/98 e art. 184 do Código Penal Brasileiro). Portanto, ficam, a instituição e o orientador isentos de qualquer ação negligente de minha parte, pela veracidade e originalidade desta obra. Recife, 25 de junho de 2014. _____________________________ Iran de Oliveira Lima Júnior TERMO DE APROVAÇÃO PREÇO DE TRANSFERÊNCIA NA CONTABILIDADE POR RESPONSABILIDADE COMO PARTE INTEGRANTE DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: Estudo na Empresa Target Sistemas Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso Ciências Contábeis da Faculdade Boa Viagem pelo aluno Iran de Oliveira Lima Júnior, sob a orientação do Professor Gláucio Pereira Maciel, Ms, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Data da aprovação: 02/ 07 / 2014 BANCA EXAMINADORA Gláucio Pereira Maciel, Mestre, Faculdade Boa Viagem (Orientador) Ivson Luis dos Santos, Mestre, Faculdade Boa Viagem “Dedico a meu filho Heitor e minha esposa Luciana que me deram força para seguir em frente, aos meus pais Iran de Oliveira Lima e Ana Maria Heitor Lima, que sempre trabalharam para que seus filhos alcançassem este momento.” AGRADECIMENTOS Aos Gestores da Empresa Target Sistemas, pois sem a colaboração deles esse trabalho não teria sido realizado. Ao Mestre e Amigo Glaucio Maciel, que colaborou com sua atenciosa orientação e pacientemente transmitiu os seus conhecimentos, fazendo sempre observações pertinentes que levou a ver os assuntos tratados por uma nova ótica. Aos professores que gentilmente contribuíram em minha formação. Aos meus familiares e amigos que por muitas vezes abdicaram de minha presença e que incentivaram a estudar e não desistir dos meus ideais. E a todas as pessoas que direta ou indiretamente participaram da realização desta monografia. "Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver" Dalai Lama RESUMO Este trabalho teve como objetivo geral identificar os principais aspectos percebidos por gestores de uma empresa de tecnologia da informação relativos ao preço de transferência pela adoção da contabilidade por responsabilidade no processo de avaliação. A abordagem metodológica considerou um estudo exploratório, fundamentado em um estudo de caso cujas análises consideraram dados quantitativos e qualitativos. Os dados foram coletados através de formulário eletrônico no formato de questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas. Foram enviados questionários à 21 gestores divididos em dois tipos de unidades. As análises efetuadas consideraram estatística descritiva para a base quantitativa e princípios de Bardin para a base qualitativa. Dentre os principais achados destacam-se os fatos que uma parte relevante dos entrevistados desconhecem os aspectos relativos ao tema como abordagens da contabilidade por responsabilidade, preço de transferência e a influência deste na avaliação de desempenho. Foi observado também que a empresa pesquisada não adota políticas que colaborem para adoção da contabilidade por responsabilidade como modelo de avaliação pela organização. Este estudo não questionou a viabilidade ou não de outros modelos existentes. A partir dos dados apresentados foi possível observar uma tendência sobre a necessidade preliminar de difundir os conhecimentos relativos aos temas abordados para que em outra etapa seja possível a adoção da contabilidade por responsabilidade em um melhor nível de qualidade permitindo assim que esta possa ajudar na avaliação de desempenho como apresentado e aceita pela empresa como modelo a ser usado. Palavras Chaves: Contabilidade. Responsabilidade. Preço Transferência. Avaliação. Desempenho. ABSTRACT This work had as main objective to identify the main aspects perceived by managers relating to the transfer price by the adoption of accounting for responsibility in the assessment process, and considered an enterprise in information technology sector. The methodological approach considered an exploratory study, based on a case study which analyzes considered quantitative and qualitative data. The data were collected through electronic form designed as structured questionnaire format which adopted open and closed questions. Questionnaires were sent to 21 managers working into two types of units in researched company. Analyses considered descriptive statistics for quantitative basis and principles of Bardin for qualitative basis. Among the main findings was detected that a significant part of respondents are unaware of the aspects of the theme such approaches accounting for accountability, transfer price and their influence on performance evaluation. It was observed that the company researched also have not using policies that collaborate for adoption by accounting liability as assessed by the organization model. This study did not question the feasibility or otherwise of other existing models. From the presented data it was possible to observe a trend on the preliminary need to disseminate the knowledge of the topics covered in another step to the adoption of accounting for liability in a better level of quality allowing possible so this can help in the evaluation of performance as presented and accepted by the company as a model to be used. Keywords: Accounting. Responsibility. Price Transfer. Evaluation. Performance. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Fluxograma do sistema de gestão econômica por atividades .................................. 17 Figura 2 - Esquema objetivos da avaliação de desempenho .................................................... 27 Figura 3 - Exemplo da aplicação do modelo de preço de transferência ................................... 28 Figura 4 - Gráfico gênero ......................................................................................................... 32 Figura 5 - Gráfico maior titulação ............................................................................................ 33 Figura 6 - Gráfico tempo de atuação no cargo ......................................................................... 35 Figura 7 - Gráfico faixa etária .................................................................................................. 36 Figura 8 - Gráfico modelo de gestão adotado pela empresa..................................................... 38 Figura 9 - Gráfico preço de transferência adotada pela empresa ............................................. 39 Figura 10 - Gráfico autonomia sobre gastos ............................................................................. 40 Figura 11 - Gráfico autonomia de receitas ............................................................................... 41 Figura 12 - Gráfico autonomia de investimentos ..................................................................... 42 Figura 13 - Gráfico comparação da autonomia ........................................................................ 43 Figura 14 - Gráfico sobre existência de relatórios de avaliação ............................................... 44 Figura 15 - Gráfico nível de conhecimento sobre contabilidade por responsabilidade............ 45 Figura 16 - Gráfico nível conhecimento sobre o que preço transferência ................................ 46 Figura 17 - Gráfico nível conhecimento sobre preço transferência adotado ............................ 47 Figura 18 - Gráfico de qual tipo de preço de transferência deve ser adotado .......................... 48 Figura 19 - Gráfico se preço transferência usado na tomada decisão e avaliação.................... 49 Figura 20 - Gráfico influência preço transferência na avaliação desempenho ......................... 50 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Gestores x Questionário enviados x Questionários recepcionados ......................... 29 Tabela 2 - Gestores x Gênero ................................................................................................... 32 Tabela 3 - Gestores x Maior titulação ...................................................................................... 33 Tabela 4 - Gestores x Tempo atuação no cargo........................................................................ 34 Tabela 5 - Gestores x Faixa etária ............................................................................................ 35 Tabela 6 - Gestores x Modelo de gestão adotado pela empresa ............................................... 37 Tabela 7 - Gestores x Percepção preço transferência adotado empresa ................................... 38 Tabela 8 - Gestores x Nível autonomia sobre gastos................................................................ 40 Tabela 9 - Gestores x Nível autonomia sobre as receitas ......................................................... 41 Tabela 10 - Gestores x Nível autonomia sobre os investimentos ............................................. 42 Tabela 11 - Gestores x Existem relatórios de avaliação ........................................................... 43 Tabela 12 - Gestores x Nível conhecimento contabilidade responsabilidade .......................... 45 Tabela 13 - Gestores x Nível conhecimento sobre preço de transferência............................... 46 Tabela 14 - Gestores x Nível de conhecimento preço de transferência adotado na empresa ... 47 Tabela 15 - Gestores x Percepção do preço transferência a ser adotado .................................. 48 Tabela 16 - Gestores x Preço transferência usado na avaliação ............................................... 49 Tabela 17 - Gestores x Influência do preço de transferência no resultado ............................... 50 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Categoria Relatórios ............................................................................................... 44 Quadro 2 - Categoria de parâmetros a serem considerados para avaliação de resultado ......... 51 Quadro 3 - Categoria sobre as políticas para formação do preço de transferência .................. 51 LISTA DE ABREVIATURAS UNET SIG BI Unidade de Negócio Empresa Target Sistema de Gestão Integrado Business Intelligence SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 14 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA .................................................................................. 15 1.2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 15 1.2.1 Objetivo Geral ................................................................................................... 15 1.2.2 Objetivos Específicos........................................................................................ 15 1.3 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA........................................................................... 16 2.1 CONTABILIDADE POR RESPONSABILIDADE ................................................. 17 2.2 PRINCIPAIS MÉTODOS DE FIXAÇÃO DE PREÇO DE TRANSFERÊNCIA .... 22 2.2.1 Preços Negociados ............................................................................................ 23 2.2.2 Preços Baseados no Custo ................................................................................ 24 2.2.3 Preços Baseados no Mercado............................................................................ 25 2.3 AVALIANDO O DESEMPENHO DAS UNIDADES DE NEGÓCIO .................... 26 3 METODOLOGIA........................................................................................................... 29 3.1 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS ............................................................. 29 3.1.1 Amostra ............................................................................................................. 29 3.1.2 Instrumento de Coleta de Dados ....................................................................... 29 4 ESTUDO DA EMPRESA TARGET SISTEMAS ....................................................... 31 4.1 DADOS DOS GESTORES....................................................................................... 31 4.1.1 Perfil dos Entrevistados .................................................................................... 31 4.1.2 Percepção dos Gestores..................................................................................... 37 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................... 52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 53 APÊNDICES ........................................................................................................................... 54 14 1 INTRODUÇÃO A atual dinâmica apresentada no ambiente empresarial tem levado as organizações a procurarem ferramentas que possam auxiliar na melhoria dos processos. Outro ponto importante procurado é entendimento de técnicas e procedimentos que podem ajudar na mensuração dos seus resultados, como também das suas subunidades (filiais/departamentos) e da participação destas no resultado global. A necessidade de responder rapidamente a fatores externos também tem contribuído para que as organizações escolham uma modelo estrutural que possa atender a esta demanda, e assim aumentar a competitividade. Todavia, sabe-se que a organização é um organismo composto por partes interdependentes que entre si geram ligações e processos que permeiam os resultados a serem obtidos por essas relações. Como ferramenta integrante deste universo, o Gestor é uma peça importante dentro deste processo, e as suas percepções podem de maneira significativa influenciar o rumo das decisões e concomitantemente no resultado. O entendimento destas percepções por si só já norteiam a análise, contudo busca-se entender a influência da variável preço de transferência no processo decisório da organização sendo esta uma pequena parcela que compõe a grande arte chamada gestão empresarial. Dessa forma é preciso considerar como cada parte contribui na empresa, não sendo possível a avaliação apenas do todo. A escolha do tema foi baseado inicialmente pela inquietação da descoberta no meio acadêmico acerca do que viria a ser Contabilidade por Responsabilidade, e que durante este período os diversos estudos disciplinares relacionados levaram a busca do entendimento deste assunto, remetendo a sua aplicabilidade no meio corporativo. Para tanto se fez necessário buscar entender como se encontravam as percepções dos gestores e o conhecimento dos fatores imbricados no tema. Inicialmente para entender como se processa este mecanismo foram apresentados neste estudo os conceitos sobre estrutura de decisão, suas vantagens ou desvantagens baseadas em autores como Horngren, Hansen, Foster, Datar, Garrison, Noreen, Padoveze e outros nomes para delinear um pensamento sólido sobre a aplicabilidade de técnicas a respeito da Contabilidade por Responsabilidade de forma a ser utilizada como ferramenta de ajuda para gestão, através do entendimento da visão de gestores de diversas áreas do conhecimento que atuam dentro de um ambiente empresarial. Em seguida, no tópico Metodologia, foi discorrido sobre os métodos e instrumentos utilizados para a realização deste trabalho. 15 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA As organizações buscam cada vez mais a otimização dos seus processos através do melhor entendimento dos resultados obtidos por suas unidades de negócios e das partes integrantes que as formam. Para que seja possível o funcionamento destas engrenagens é preciso conhecer as variáveis que podem influenciar de maneira significativa nas decisões e como se processam as avaliações e percepções destas partes. Na busca do entendimento sobre o efeito da variável preço de transferência na avaliação de gestores e como este assunto é visto por eles é que nasce a questão principal deste estudo: Quais os principais aspectos percebidos por gestores de uma empresa de tecnologia da informação relativos ao preço de transferência pela adoção da contabilidade por responsabilidade no processo de avaliação? Outras questões poderão surgir ao longo deste trabalho para dar suporte e conjuntamente as repostas obtidas servirão como ajuda na fundamentação da importância do estudo realizado. 1.2 OBJETIVOS 1.2.1 Objetivo Geral Identificar os principais aspectos percebidos por gestores de uma empresa de tecnologia da informação relativos ao preço de transferência pela adoção da contabilidade por responsabilidade no processo de avaliação. 1.2.2 Objetivos Específicos - Investigar literatura sobre preço de transferência e contabilidade por responsabilidade; - Identificar conhecimentos dos Gestores sobre o tema; - Identificar se a contabilidade por responsabilidade é usada como ferramenta de auxílio para avaliação dos Gestores; e - Analisar conhecimentos dos Gestores sobre o tema. 16 1.3 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA Por se tratar de tema ainda pouco discutido tanto no meio acadêmico como no meio profissional. Do ponto de vista científico, consiste sua relevância para difusão do tema ainda pouco pesquisado contribuindo assim pela apresentação de dados que poderão ser utilizados em trabalhos futuros, especialmente os conceitos que venham ajudar na implementação por parte de gestores das abordagens da Contabilidade por Responsabilidade para melhorias nos controles e o seu uso como uma ferramenta de auxílio na avaliação em conjunto com outras metodologias. E por fim, para empresas, é necessário para que através da melhorias de seus controles internos possam torná-las ainda mais competitivas garantindo assim seu crescimento, sua existência e o valor adicionado a sociedade como um todo. 17 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 CONTABILIDADE POR RESPONSABILIDADE A Contabilidade por Responsabilidade também denominada de contabilidade divisional pode ser usada como ferramenta de auxílio para gestores dos diversos níveis da organização através de várias técnicas, este pensamento é apresentado por Padoveze (2010) quando conceitua a contabilidade por responsabilidade ou divisional como um conjunto de conceitos contábeis gerencias utilizados para identificar, mensurar, decidir e obter informações para os gestores dentro da organização. Padoveze (2010) ainda destaca que o resultado global da empresa é constituído do somatório dos processos advindos de partes menores existentes na organização o que ele chama de somatório do resultado de cada atividade. O fluxo apresentado na Figura 1 demonstra a contribuição do resultado de cada transação, ou seja, o somatório destas partes no resultado global da empresa. Padoveze (2010, p.275) descreve que “a eficácia e o maior resultado de cada transação redundarão na eficácia de toda empresa.” Figura 1 - Fluxograma do sistema de gestão econômica por atividades Fonte: Padoveze (2010, p.275) A estruturação da contabilidade por responsabilidade apresenta alguns modelos que podem ser implementados na visão de Padoveze: 1. Contabilidade divisional pelo conceito de Centros de Lucros ou Resultados, onde cada centro de lucro é uma unidade organizacional que congrega vários departamentos, que, por sua vez, podem congregar mais de uma atividade. 2. Contabilidade divisional pelo conceito de Divisões, onde cada divisão representa, por exemplo, uma fábrica ou uma filial ou um grande departamento. 18 3. Contabilidade de divisional pelo conceito de Unidades de Negócios, onde cada unidade pode congregar várias divisões ou fábricas que produzem ou filiais que revendem produtos similares. 4. Contabilidade divisional pelo conceito de Atividades, onde o foco está em apurar o resultado de cada atividade do fluxo operacional e administrativo da empresa. (PADOVEZE, 2010, p.276) A contabilidade por responsabilidade necessita de um estrutura que permita avaliar o desempenho de cada atividade, desta forma, o desempenho dos gestores e o resultado da empresa. Padoveze (2010) diz que a “avaliação de resultados está ligada à mensuração de margem de contribuição gerada pelos produtos e a avalição de desempenho está ligada à responsabilidade de um gestor”, desta forma pode-se entender a importância do controle das atividades sobe sua responsabilidade, sendo imperativo a descentralização da gestão para que assim os gestores possam ter avaliado o seu desempenho. Segundo Hansen e Mowen(2001) as tomadas de decisões em empresas com diversos centros de responsabilidades acabam por adotar uma das duas abordagens na tomada de decisão: centralizada ou descentralizada. Na primeira as decisões são tomadas pelo alto escalão e implementadas pelos níveis inferiores de gestão, e na segunda abordagem permitem que as decisões sejam tomadas e implementadas pelos gestores dos níveis inferiores, desta forma descentralizando a autoridade na tomada de decisão. Horngren, Foster e Datar (2000) corroboram quando falam em restrições e liberdade de decisões dos gestores de níveis inferiores, que na centralizada tem restrição máxima e liberdade mínima, e na descentralizada tem-se o comportamento inverso, ou seja, restrição mínima e liberdade máxima. Para a implementação da contabilidade por responsabilidade no sistema empresa é preciso entender o funcionamento do modelo de tomada de decisão, o que remete naturalmente a perguntar e responder a simples questionamentos: Qual o modelo as empresas preferem adotar? Quais os efeitos na adoção de um ou de outrem modelo de tomada de decisão, ou seja, os prós (vantagens) e os contras (desvantagens) destes modelos? Através de alguns autores busca-se responder os questionamento feitos para o entendimento da implementação da contabilidade divisional, segundo Hansen e Mowen (2001), enumeram em sete as razões que levam as empresas a preferirem abordagem da tomada de decisão descentralizada: Melhor Acesso à Informação Local. A qualidade das decisões é afetada pela qualidade das informações disponíveis. Os gestores do nível inferior, que estão em contato com as condições operacionais intermediárias (por exemplo, a força e a natureza da concorrência local, a natureza da força da mão-de-obra local, e assim 19 por diante), têm melhor acesso às informações locais. Como resultado, os gestores locais estão, muitas vezes, na posição de tomarem decisões melhores. [...] Limitações Cognitivas. Mesmo que as informações estivessem de alguma forma disponíveis à gestão central, esses gestores teriam um outro problema. Em uma organização grande e complexa, que opera em diversos mercados com centenas ou milhares de produtos diferentes, não existe uma única pessoa que tenha toda a perícia ou treinamento necessário para processar e usar as informações. Limitações cognitivas significam que ainda assim seriam necessários indivíduos com habilidades especializadas. [...] Resposta em Tempo Mais Oportuno. Em um ambiente centralizado, é necessário tempo para transmitir a informação local ao escritório central, e para transmitir a decisão de volta para unidade de local. Essas duas transmissões causam atrasos e aumentam o potencial para falha na comunicação, diminuição e eficácia da resposta. Em uma organização descentralizada, onde o gestor local toma as decisões e as implementa, esse problema não existe. Focalização da Gestão Central. A natureza da pirâmide hierárquica é que os gestores do nível superior têm responsabilidade e poderes mais amplos. Ao descentralizar as decisões operacionais, a gestão central fica livre para se conectar no planejamento e na tomada de decisão estratégica. A sobrevivência a longo prazo da organização deve ser mais importante do que as operações diárias para gestão central. Treinamento e Avaliação. Uma organização tem sempre a necessidade de gestores bem treinados para substituir os gestores do nível superior que se aposentem ou que se mudem para aproveitar outras oportunidades. Ao descentralizar, os gestores do nível inferior têm a oportunidade de tomarem decisões assim como implementa-las. [...] Motivação. Ao dar aos gestores locais a liberdade de tomar decisões, algumas de suas necessidades de nível mais alto (auto-estima e auto-realização) estão sendo satisfeitos. Maiores responsabilidades podem produzir satisfação no emprego e motivar o gestor local a se esforçar mais. Pode-se esperar mais iniciativa e mais criatividade. É claro que a extensão na qual os benefícios da motivação podem ser realizados, depende, em alto grau, de como os gestores são avaliados e recompensados por seus desempenhos. Competição Realçada. Em uma empresa altamente centralizada, as grandes margens de lucro no geral tendem a mascarar as ineficiências dentro das várias subdivisões. Uma abordagem descentralizada permite que a empresa determine a contribuição de cada divisão na formação do resultado e exponha cada divisão às forças do mercado. (HANSEN; MOWEN, 2001, p.318) Horngren, Foster e Datar (2000) também abordam as vantagens da descentralização enfatizando também a capacidade de resposta por estarem mais próximos; decisões mais rápidas por terem como essência a liberdade na tomada de decisão; aumento na motivação por ter autonomia e exercer sua iniciativa; ajuda ao desenvolvimento e aprendizagem gerencial por levar o Gestor a ampliar seus conhecimentos através de erros e acertos na tomada de decisão; aprimoramento da visão dos gerentes por estarem focados em gerir sua unidade de negócio e desta forma podem se ajustar mais facilmente ao aparecimento de novas oportunidades. Um ponto destacado por Atkinkson et al. (2000, p.613) é que "a centralização 20 é mais cabível nas empresas que se adaptam melhor em ambientes estáveis", desta forma a velocidade de respostas a mudanças no ambiente tem o papel importante na escolha por centralizar ou descentralizar as decisões. Afirma ainda que existem graus de descentralização, que são influenciados pelo nível de confiança nos funcionários, estando estes conectados de forma diretamente proporcional. Para que exista uma descentralização eficiente são necessárias três condições, escreve o autor: 1 Devem ser dadas aos funcionários (e eles têm de aceitar) a autoridade e a responsabilidade para tomar decisões. 2 Os funcionários devem ter treinamento e habilidades para aceitar a responsabilidade da tomada de decisão. 3 A empresa deve ter um sistema para guiar e coordenar as atividades dos tomadores de decisão descentralizadas. (ATKINKSON ET AL., 2000, p.614) Todavia, nenhum processo contempla apenas vantagens, tendo como contrapartida alguns pontos: 1. Leva a uma decisão não-ótima (também chamada de incongruente), a qual aparece quando o benefício para uma subunidade é mais do que contrabalançada pelo custo ou pela perda de benefícios para a organização como um todo. Esse custo aparece porque a alta administração desistiu de algum controle sobre a tomada de decisão. A decisão não-ótima pode ocorrer (1) quando há falta de harmonia ou congruência entre as metas gerais da organização, as metas da subunidade e as metas individuais dos gestores, ou (2) quando nenhuma orientação é dada aos gerentes da subunidade quanto aos efeitos das suas decisões sobre as demais partes da organização. A decisão não-ótima é mais provável de acontecer quando as subunidades são altamente interdependentes, ou seja, quando o produto final de uma é material direto de outra. 2. Duplicação de atividades. Algumas subunidades individuais podem empreender a mesma atividade, separadamente. Se uma organização for altamente descentralizada, pode haver, por exemplo, duplicação das funções de apoio (contabilidade, relação com os empregados e fiscal). A centralização dessas funções ajuda a consolidar, tornar eficientes e reduzir essas atividades. 3. Redução da lealdade para com a organização como um todo. Os gerentes das subunidades individuais podem considerar os gerentes das outras subunidades elementos externos e, consequentemente, podem não estar dispostos a compartilhar informações importantes ou prestar ajuda quando outra subunidade enfrenta uma emergência. 4. Aumento dos custos das informações. Os gerentes podem desperdiçar muito tempo negociando os preços de produtos ou serviços internos transferidos entre subunidades. (HORNGREN; FOSTER; DATAR, 2000, p.638) 21 Garrison e Noreen (2001, p.386) afirmam que "embora a maioria das organizações esteja entre estes extremos, há cada vez mais tendência à descentralização", referindo-se aos extremos entre a centralização e descentralização. Esta afirmativa pode estar relacionada com o peso das vantagens em relação as desvantagens. Os níveis de descentralização podem ser verificados a partir do nível de responsabilidade atribuída ao gestor através da configuração adotada na estrutura organizacional dos modelos de centros de responsabilidade. Esta estrutura chamada de centro de responsabilidade definida por Hansen e Mowen(2001) como sendo uma parte segmentada da empresa onde a gestão das atividades de forma especifica é atribuída ao gestor a sua responsabilidade. Existem quatro tipos de centros responsabilidades definidos pelos autores: 1. Centro de custo: Um centro de responsabilidade no qual o gestor é responsável apenas pelos custos. 2. Centro de receita: Um centro de responsabilidade no qual o gestor é responsável apenas pelas vendas. 3. Centro de resultado: Um centro de responsabilidade no qual o gestor é responsável pelas receitas e pelos custos. 4. Centro de investimentos: Um centro de responsabilidade no qual o gestor é responsável pelas receitas, pelos custos e pelos investimentos. (HANSEN;MOWEN, 2001, p.317) Hansen e Mowen (2001) enfatizam a importância de se observar que as decisões tomadas em um área de empresa podem vir a afetar outros centros de responsabilidade, mesmo o gestor sendo responsável apenas pelas suas atividades. Percebe-se então que estas decisões tomadas de forma isolada podem de uma forma geral acabar gerando custos para outros centros chegando a inviabilizar todo uma operação. Atkinkson et al.(2000) em sua avaliação sobre os centros de responsabilidade ressaltam que fica subtendido junto das classificações dos centros de custos o conceito de controlabilidade, denominando este de "princípio de controlabilidade" onde reafirma a responsabilidade do gestor apenas sobre ganhos e gastos do centro de responsabilidade que foi nomeado e que devem ser expurgados da avaliação de desempenho os ganhos e gastos que forem controlados por pessoas externas. Atkinkson et al.(2000) ressaltam que embora seja atrativo existe uma dificuldade na aplicação deste princípio, pois muitos destes ganhos ou gastos estão conjuntamente atrelados a outros centros de responsabilidade. 22 2.2 PRINCIPAIS MÉTODOS DE FIXAÇÃO DE PREÇO DE TRANSFERÊNCIA Um grande desafio para as empresas é conseguir determinar o valor justo para atender de forma justa aos diversos centro de responsabilidade envolvidos. Esta valoração é conhecida como preço de transferência, e apresentada por Atkinkson et al. (2000, p.633) como “o conjunto de regras que uma empresa usa para distribuir a receita arrecadada, entre os centros de responsabilidade.”. O preço de transferência interno é a forma de atribuir valores aos produtos de uma unidade de negócio para outra, tornando possível mensurar o desempenho destas unidades, já que em uma unidade o que é receita em outra será custo. Garrison e Noreen (2001, p.403) corroboram quando dizem que o “Preço de transferência é o preço cobrado quando um segmento da companhia fornece bens e serviços a outro segmento”. Deve-se salientar com base nestes conceitos, que neste processo não existe nenhum efeito na lucratividade global da empresa já que esta transferência ocorre entre segmentos da mesma companhia, mas sim, uma afetação na lucratividade aparente do segmento. Continuando nesta linha de pensamento de afetação da lucratividade do segmento busca-se entender: quais as formas de determinação deste valor? Segundo Garrison e Noreen (2001), as empresas na determinação do valor dessa transferência podem escolher entre três abordagens: 1. Permitir que os gerentes envolvidos na transferência negociem seu próprio preço. 2. Estabelecer os preços pelo custo utilizado: a. Custo variável. b. Custo pleno (absorção). 3. Estabelecer os preços em função dos preços de mercado. (GARRISON; NOREEN, 2001, p.402) Estas abordagens são comumente encontradas em diversos autores como Atkinkson et al. (2000) e Horngren, Foster e Datar (2000). Estes últimos relacionam estas três abordagens com mais detalhes, descrevendo-as como: 1. Preços de transferência baseados no mercado. A administração de topo pode optar por utilizar o preço de um produto ou serviço semelhante divulgado, digamos, em um jornal comercial e, também, selecionar, para preço interno, o preço que um subunidade cobra dos clientes externos. 2. Preços de transferência baseados no custo. A administração de topo pode optar por um preço de transferência baseado nos custos de produção do bem em questão, entre eles, por exemplo, os custos variáveis de fabricação, os custos de fabricação (absorção) e os custos plenos dos produtos. Os “custos plenos do produto” abrangem todos os custos de produção, bem como os das demais atividades (P&D, design, 23 marketing, distribuição e atendimento ao cliente). Os custos utilizados nos preços de transferência baseados no custo podem ser reais ou orçados. 3. Preços de transferência negociados. Em alguns casos, as subunidades de uma companhia são livres para negociar o preço de transferência entre si e em seguida decidir se compram e vendem internamente ou se negociam com outras partes. Nessas negociações, as subunidades pode utilizar informações de custos e de preços de mercado, mas não é obrigatório que o preço de transferência escolhido tenha relação específica com o custo ou com o preço de mercado. Os preços de transferência negociados são frequentemente empregados quando os preços de mercado são instáveis e as alterações ocorrem constantemente. Os preços de transferência negociado é o resultado de um processo de acordo entre as divisões que vendem e as que compram. (HORNGREN; FOSTER; DATAR, 2000, p.639) Para os gestores, conhecer os principais modelos de determinação utilizados na valoração do preço de transferência torna-se essencial diante da busca do melhor desempenho. Aspectos devem ser percebidos pela adoção de um ou de outrem modelo e assim acabar evitando problemas na determinação do valor justo de transferência levando a um gestor de um centro de responsabilidade tentar se beneficiar de outro por estar em uma posição mais favorável. Para Figueiredo e Caggiano (2008, p.227) existem critérios a serem satisfeitos: 1. Deve promover uma convergência de metas dentro da organização, harmonizando os interesses de cada divisão com os interesses da organização como um todo, evitando que os gestores divisionais otimizem os lucros de suas divisões através de políticas prejudicais ao resto ao resto da organização. 2. Deve tornar possível o cálculo do desempenho divisional para os seguintes propósitos: a) fazer predições para finalidade de tomada de decisão; b) calcular o desempenho gerencial; e c) avaliar a contribuição da divisão do lucro da empresa. 3. Deve assegurar que a autonomia de cada divisão seja respeitando e que seus lucros não sejam dependentes de ações de outras divisões. 2.2.1 Preços Negociados A valoração do preço de transferência negociado é o reflexo do acerto entre os centros de responsabilidades que pode ser entendido através de uma pequena afirmação feita Garrison e Noreen (2001, p.404) que definem como sendo está uma negociação de preço “acertado entre a divisão que compra e a divisão que vende”, e que afirmam ainda que para o funcionamento deste processo se faz necessário que os preços estejam compreendidos em um valor mínimo e máximo em que os mesmos chamam de “faixa de preços aceitáveis de 24 transferência”, ou seja, um valor negociado que possa atender de forma justa a ambas unidades de negócios. Um dos pontos levantados por Garrison e Noreen (2001) que este tipo de precificação é coerente com manutenção da ideia da descentralização a partir do instante que a autonomia dos gestores é mantida pelo fato de poderem controlar os preços pela livre negociação. Esta perspectiva reflete também o conceito de controlabilidade referenciada por Atkinson et al (2000, p.638) quando “uma vez que cada divisão é, no final das contas, responsável pelo preço de transferência que negociam”, todavia, é importante salientar que este tipo de negociação pode não refletir em vantagem econômica devido as interferências inerentes ao poder e habilidade de negociação do gestor de uma das unidades de negócios, isto pode ser entendido quando Garrison e Noreen (2001, p.407) escrevem que “A dificuldade é que nem todos os gerentes compreendem o negócio ou são cooperativos”, refletindo muitas vezes em impasses entre os gestores, e pela afirmação de Padoveze (2010,p.216) quando diz que “Se o gestor de um dos dois lados for mais hábil que o outro, poderá haver um acordo de preço que também não seja adequado para a empresa”, tornando-se um problema em potencial sobre a negociação. 2.2.2 Preços Baseados no Custo A transferência baseada no custo é usada conforme Atkinkson et al. (2000, p.635) quando “um bem ou serviço transferido não tem o seu valor de mercado definido, uma alternativa a se considerar [...]”, ou seja, na impossibilidade de se determinar o valor de mercado de um bem tem-se uma outra forma de mensuração. A aplicabilidade do preço com base no custo, ainda que relativamente seja simples, de acordo com afirmativa Garrison e Noreen (2001, p.407). Os autores ainda apresentam alguns problemas quando da utilização desta precificação, quando descrevem: Em primeiro lugar, o emprego do custo – particularmente o custo pleno – como preço de transferência pode levar a más decisões, e assim, à subotimização. Segundo, se o custo for empregado como preço de transferência, a divisão vendedora jamais apresentará lucro em uma transferência interna. A única divisão que apresenta lucro é a divisão que faz a venda final ao cliente. O terceiro problema é que os preços baseados nos custos não proporcionam incentivos para o controle dos custos. Se os custos de uma divisão forem simplesmente repassados à divisão seguinte, haverá pouco incentivo para se trabalhar para reduzi-los. 25 Descreve ainda Atkinkson et al. (2000, p.635) que alguns valores são mais comuns: custo variável, custo variável mais algum percentual de mark-up sobre o custo variável, custo fixo e custo fixo mais algum percentual de mark-up sobre o custo fixo. Em contrapartida Atkinkson et al. faz uma ressalva quando diz que os economistas discutem sobre o uso de outra forma de valor que não baseada em um custo marginal podem conduzir aos gestores ao nível de valor não ótimo para suas transações causando assim perdas econômicas. 2.2.3 Preços Baseados no Mercado Segundo Atkinkson et al. (2000) os preços baseados no mercado representam a melhor forma de precificação para transferência entre os centros de responsabilidades por promoverem uma estimativa independente de produtos e serviços. Esta afirmativa também é condescendida por Figueiredo e Caggiano (2008, p. 227) e descrevem ainda que o “preço de mercado evidencia melhor o valor adicionado ao produto do que um preço baseado no custo, pois incorpora um elemento de lucro.” Para Horngren, Foster e Datar (2000) existem condições para que a utilização do preço de transferência baseado no mercado leve a decisões que chamaram de “ótimas”, são elas: (1) o mercado intermediário é perfeitamente competitivo (2) é mínima a interdependência entre as subunidades (3) não há custos e benefícios adicionais para a corporação como um todo em razão da utilização do mercado em vez da transação interna. (HORNGREN; FOSTER; DATAR, 2000, p.642) Estes três aspectos podem ser entendidos segundo os autores como sendo (1) a existência de um mercado onde os preços são equivalentes no processo de aquisição e alienação, e que ainda não sofram distorções devido a fatores externos. (2) As unidades demandantes não podem ter influência significativa sobre a determinação dos preços sobre unidade ofertante. (3) quando da utilização do preço de mercado as unidades devem atender com coerência os objetivos globais em detrimentos dos individuais. 26 2.3 AVALIANDO O DESEMPENHO DAS UNIDADES DE NEGÓCIO Para que se possa falar sobre Avaliação de Desempenho é preciso ter o entendimento do que representa cada palavra separadamente, segundo Padoveze (2010, p.268) por desempenho “entende-se a realização de uma atividade ou de um conjunto de atividades” e por avaliação o termo “refere-se ao ato ou efeito de atribuir valor, sendo que o valor pode ser entendido num sentido qualitativo (mérito, importância) e num sentido quantitativo (mensuração)”, assim pode ser percebido o seu significado completo como sendo a verificação de mérito ou importância da realização de uma ou mais atividades por parte da unidade de negócio ou das partes que a compõem (gestores, colaboradores) sendo esta avaliação usada na tomada de decisão. Padoveze (2010, p.269) ainda faz a separação entre avaliação de Resultado e Desempenho, descrevendo que a segunda “está ligada à responsabilidade de um gestor por uma área dentro da empresa, ou da mesma empresa como um todo”. Padoveze (2010) apresenta as decorrências na avalição de desempenho quando observada sobre a ótica econômica: • • • separar os resultados financeiro das operações, avaliando separadamente os resultados na condição de operações como se fossem transacionadas a vista dos efeitos financeiros das transações efetuadas a prazo; avaliar o resultado alcançado em relação aos investimentos existentes para operacionalizar as atividades sob a responsabilidade dos gestor; considerar na avaliação de desempenho que as condições operacionais foram totalmente atendidas (prazos, qualidade, eficiência na utilização dos recursos, etc.). (PADOVEZE; 2010, p.270) A avaliação de desempenho serve como base de decisões referente a fatores relacionados aos gestores como descrevem Horngren, Foster e Datar (2000) que o desempenho dos gestores é usado como medida para cálculos das verbas como também para ponderação da evolução funcional na organização. Outro aspecto relacionado a desempenho no que diz respeito a avaliação da subunidade enfatizada por Horngren, Foster e Datar (2000, p.660) é que “deveria ser pré-requisito para alocação de recursos dentro da organização”, ou seja, as destinações de recursos devem estar vinculadas ao bom desempenho alcançado pelas unidades de negócio. Esta avaliação necessita de informações que sirvam como base integrante para tomada de decisão e servindo para aumento de fatores motivacionais no atingimento das metas da organização segundo Horngren, Foster e Datar (2000). 27 A migração na forma como as organizações passam a utilizar a avaliação de desempenho das unidades e dos gestores com finalidades diferentes, na era industrial com o caráter punitivo e na era do conhecimento para auxiliar na melhoria de desempenho podem ser visualizadas segundo demostrado por Oliveira, Perez Jr e Silva (2007) na Figura 2 a seguir: Figura 2 - Esquema objetivos da avaliação de desempenho Fonte: Oliveira, Perez Jr e Silva (2007, p.169) Estes mesmo objetivos da era do conhecimento são relacionados de forma mais detalhada por Figueiredo e Caggiano: 1. Calcular a eficiência com que as responsabilidades assumidas pelos gestores têm sido desempenhadas. 2. Identificar as áreas onde ações corretivas devem ser implementadas. 3. Assegurar que os gestores estão motivados ao cumprimento dos objetivos da organização. 4. Possibilitar uma comparação entre o desempenho dos diferentes setores da organização e descobrir as áreas onde melhorias devem ser objetivadas. (FIGUEIREDO; CAGGIANO; 2006, p.283). Figueiredo e Caggiano (2006, p.240) definem “avaliação do desempenho gerencial baseado no lucro divisional requer que o preço de transferência seja calculado de maneira que reflita verdadeiramente o valor adicionado ao produto pelo centro vendedor” desta forma esta poderá ter valores coerentes na influência desta variável no resultado das unidades de negócio. Caso este valores sofram grandes distorções podem influenciar de forma positiva para centro vendedor e de forma negativa para centro comprador e vice-versa como destacam os autores. Segundo Catelli (1999, 421) o “valor dos produtos e serviços transacionados entre as unidades deveria refletir o valor do benefício possível de ser auferido na melhor alternativa econômica de obtenção dos bens e serviços demandados”, ou seja, e escolha do valor a ser transferido entre as unidades de negócio que possibilite um aumento no resultado. A seguir 28 esta exemplificado na Figura 3 como se processam as transferências destes valores entre os departamentos de acordo com o melhor valor ou seja a melhor oportunidade. Figura 3 - Exemplo da aplicação do modelo de preço de transferência Fonte: Catelli (1999, p.422) Conforme valores apresentados na Figura 3 acima pode ser observado que o setor de compras tem um custo de $ 50 na obtenção do produto a ser transferido para setor de produção que tem como melhor custo de oportunidade ofertado o valor de $ 80 (A3) nas alternativas apresentadas por Compras que por sua vez passa a ser este valor a receita obtida na transferência para este setor. Este procedimento também é visto na transferência entre produção e vendas. Para Catelli (1999, 423) este é um conceito verdadeiro quando “além de existirem alternativas diferentes para obtenção de recursos, essas alternativas estejam ao alcance dos gestores, dentro de seus limites de autoridade e responsabilidade” denotando assim a necessidade do total controle das decisões por parte dos gestores. 29 3 METODOLOGIA 3.1 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS Esta pesquisa é de cunho exploratório baseado em Gil (2010, p.27) quando diz que este tipo de pesquisa “têm como propósito proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou construir hipóteses” o que evidencia a necessidade de conhecer o ambiente estudado, sendo adotada uma abordagem de estudo de caso cujos métodos de análises consideram estatística descritiva para os dados quantitativos e princípios de Bardin para os dados qualitativos. 3.1.1 Amostra Foram coletados dados junto a uma empresa desenvolvedora e implantadora de softwares, onde a amostra compreendeu 21 gestores, divididos da seguinte forma: 8 gestores das unidades de negócios (UNET) e 13 gestores da fábrica de softwares. Tabela 1 - Gestores x Questionário enviados x Questionários recepcionados GESTORES UNET ÁREA Total Questionários QUESTIONÁRIOS ENVIADOS RECEPCIONADOS 8 7 13 10 21 17 % 87,50 76,90 81,00 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Apesar de terem sido remetidos instrumentos de coleta para 100% dos gestores, 17 responderam o questionário (81%) não sendo possível por este motivo considerar censo do universo de pesquisa devido à falta de resposta de 4 gestores. 3.1.2 Instrumento de Coleta de Dados O instrumento de coleta adotado foi questionário estruturado composto de perguntas abertas e fechadas. Este instrumento foi elaborado digitalmente através do Google Docs 30 (software em ambiente de nuvem), com aplicação através de browser, não tendo sido necessária aplicação presencial. Foi garantido aos pesquisados o total sigilo, visto que o instrumento de pesquisa não identifica o respondente, apenas aponta o dia e hora do preenchimento do instrumento de coleta. 31 4 ESTUDO DA EMPRESA TARGET SISTEMAS A Target Sistemas, empresa que atua no mercado a quase duas décadas no desenvolvimento de soluções voltadas a atender o setor de distribuição. Hoje a Target é constituída por um núcleo composto de oito unidades de negócios denominadas de UNET que estão presente em alguns dos grandes centros de forma a atender todas regiões do país, e uma outro núcleo denominado fábrica de software com sede na capital de São Paulo que é composta por quatro áreas de vanguarda (desenvolvimento), área comercial, área de comunicação, área de qualidade, área gestão de pessoal, área administrativa e mercado. A empresa apresenta um modelo de gestão compartilhada entre estes dois núcleos devido ao formato utilizado pela alta administração onde a gestão da UNET é feita por seu líder associado, contudo, estes mesmos líderes são avaliados e cobrados pelo desempenho apresentado ao longo de cada ano e as unidades de negócios pagam pela utilização de serviços e produtos advindos da fábrica de softwares. O entendimento de como se processa os aspectos percebidos por estes gestores sobre como se baseiam a formação e a valoração destes preços de transferência de forma a influenciar o desempenho da unidade de negócio sob sua gestão. Estes aspectos podem por muitos não serem conhecidos na sua forma teórica, mas todavia podem estar sendo evidenciados na prática. 4.1 DADOS DOS GESTORES Os dados foram analisados com base nos questionários enviados para o e-mail corporativo dos gestores utilizando a ferramenta Google Docs para criação do questionário eletrônico. Os resultados obtidos foram condensados e analisados conforme as informações apresentadas pelas entrevistas realizadas com os Gestores. 4.1.1 Perfil dos Entrevistados Os dados apresentados são concernentes ao perfil dos entrevistados obtidos nos questionário de entrevista (Apêndice A). Na Tabela 2 são apresentados os valores referentes a distribuição de gênero dos gestores da empresa. 32 Tabela 2 - Gestores x Gênero GESTORES UNET ÁREA 7 9 0 1 7 10 GÊNERO Masculino Feminino Total Gestores TOTAL GÊNERO 16 1 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Com base nos dados apresentados na Figura 4 é possível observar que os cargos de gestão são ocupados em sua maioria por gestores do gênero masculino o que representa aproximadamente 94% da amostra e os 6% restantes são ocupados por gestores do gênero feminino. A representatividade do gênero feminino ainda está longe do que possa ser considerado ideal que seria 50% no que tange a busca da igualdade entre os gêneros. Figura 4 - Gráfico gênero GÊNERO Masculino Feminino 6% 94% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. A contratação de pessoas do gênero feminino para cargos que outrora não eram ocupados por mulheres pode contribuir para que exista uma mudança significativa no quadro apresentado atualmente, aumentando assim a participação das mulheres no nível de primeiro escalão da empresa. 33 Dentro da pesquisa o quesito referente a identificar o grau de escolaridade (maior titulação) dos gestores apresentou dados conforme demonstrado na Tabela 3 a seguir: Tabela 3 - Gestores x Maior titulação GESTORES UNET ÁREA 0 0 0 0 5 6 2 4 0 0 0 0 7 10 MAIOR TITULAÇÃO Ensino médio Superior incompleto Superior completo Especialização Mestrado Doutorado Total Gestores TOTAL MAIOR TITULAÇÃO 0 0 11 6 0 0 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. De acordo com a Figura 5 referente a distribuição de maior titulação, os entrevistados apresentam no mínimo curso superior completo já que não foram apresentados valores nas categorias anteriores. Figura 5 - Gráfico maior titulação MAIOR TITULAÇÃO Ensino médio Superior incompleto Superior completo Especialização Mestrado Doutorado 0% 0% 0% 35% 65% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Os valores apresentados foram os seguintes: superior completo representa aproximadamente 65% e o restante tem o nível de especialização perfazendo um percentual de 35%, sendo ainda possível observar que nenhum gestor apresenta mestrado ou doutorado. 34 Diante do apresentado verifica-se a princípio que existe uma preocupação da empresa com o nível de qualificação para ocupação de cargos de gestão. De acordo com informações colhidas na companhia, as quais revelaram a existência de projetos que buscam incentivar a constante qualificação visando a melhoria de processos, o crescimento profissional e intelectual de seus colaboradores. No formulário de entrevista buscou-se ainda saber sobre o tempo de atuação no cargo de gestão conforme os dados apresentados na Tabela 4 seguinte: Tabela 4 - Gestores x Tempo atuação no cargo FAIXA TEMPO ATUAÇÃO Menos de 1 ano De 01 - 05 anos De 06 - 10 anos Mais de 10 anos Total Gestores GESTORES UNET ÁREA 0 1 6 6 1 2 0 1 7 10 TOTAL FAIXA TEMPO 1 12 3 1 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Os dados estão condensados levando em consideração a soma de todos os gestores independente de sua característica sendo estes apresentados na Figura 6 onde percebe-se que existe uma concentração na faixa de 01 – 05 anos com percentual aproximado de 70% o que denota que os gestores são relativamente novos no cargo de gestão nesta empresa. Levando em consideração que a empresa também é relativamente nova com apenas duas décadas de formação e que de acordo com informações obtidas através do recursos humanos, existiram mudanças recentes na composição do quadro de gestão com a saída de vários gestores com expressivo tempo de casa devido à grande procura por profissionais experientes pelo mercado de tecnologia e pela busca de novos desafios por parte dos colaboradores, questões estas colhidas durante o processo de desligamento destes profissionais. Este é um aspecto importante que deve considerado pela alta gestão quando se analisa a nível de gestão o impacto nocivo que pode ser provocado pela perda desta memória viva, contudo foram apontados 18% referente a faixa entre 6 – 10 anos o que garante parte deste legado esteja preservado. As faixas com menores percentuais são as de Menos de 1 ano e Mais de 10 anos que igualmente tiveram 6%. 35 Figura 6 - Gráfico tempo de atuação no cargo T E M P O D E AT UA Ç Ã O N O C A R G O Menos de 1 ano De 01 - 05 anos De 06 - 10 anos Mais de 10 anos 6% 6% 18% 70% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Outro quesito abordado para composição do perfil dos gestores da organização foram condensados na Tabela 5 a seguir e que apesenta os dados referente a faixa etária deste grupo. Tabela 5 - Gestores x Faixa etária FAIXA ETÁRIA Até 25 anos De 26 - 30 anos De 31 - 35 anos De 36 - 40 anos De 41 - 45 anos Mais de 45 anos Total Gestores GESTORES UNET ÁREA 0 0 5 2 1 5 1 1 0 2 0 0 7 10 TOTAL FAIXA ETÁRIA 0 7 6 2 2 0 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Como observado os gestores também apresentam uma grande concentração nas faixas abaixo dos 35 anos inclusive, permitindo denotar que a empresa tem um quadro em pleno desenvolvimento das atividades administrativas onde podem ser encontrados fatores como dinamismo, espírito inovador, energia e maturidade, contudo estes fatores não podem ser vinculados a idade embora sejam facilmente encontrados em determinadas fases da vida. 36 A Figura 7 apresenta a configuração da faixa com o seguintes proporções: aproximadamente 76% dos gestores estão entre 26 -30 anos (41%) e 31-35 anos (35%), a primeira composta grande parte por gestores de UNET fato este que pode estar relacionado aos novos desafios e a perspectivas de uma ascensão profissional apresentadas pela abertura de novas unidades nos últimos anos em diferentes regiões do país. Essas transformações em contrapartida podem não configurar um atrativo para faixa etária mais elevada devido a muitos já terem uma estabilidade em sua vida pessoal, profissional e financeira. Os gestores de área estão inseridos em um ambiente que não proporciona tantas mudanças por estarem concentrados na fábrica de software. Fazendo uma análise deste perfil (gestores de área) é possível observar que estes encontram-se em sua maioria nas faixas acima dos 30 anos. São apresentados os seguintes valores nas outras faixas: 41-45 anos (12%) e acima de 45 (12%) que somadas compõem os 24% do restante da amostra. Figura 7 - Gráfico faixa etária FA I X A E TÁ R I A Até 25 anos De 26 - 30 anos De 31 - 35 anos De 36 - 40 anos De 41 - 45 anos Mais de 45 anos 0% 0% 12% 12% 41% 35% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Esta primeira parte do questionário buscou tratar o perfil quanto as características de gênero, idade, grau de escolaridade e tempo de atuação no cargo. A segunda parte busca fazer uma análise das percepções dos gestores sobre fatores inerentes aos conhecimentos relativos a contabilidade por responsabilidade. 37 4.1.2 Percepção dos Gestores A Tabela 6 apresenta a percepção dos gestores sobre o modelo de gestão seguido pela empresa. Inicialmente pode ser observado que nos dados apresentados não existe uma homogeneidade de qual conceito de gestão está presente na organização. Esta divisão pode ter sido influenciada pela presença de modo individual ou até pela combinação de fatores como: o desconhecimento das características básicas de cada modelo e os limites que diferenciam um formato de um modelo de outro ou a falta de disseminação pelo alto escalão de qual padrão é adotado ou pela não aplicação do modelo divulgado, levando a um possível equívoco de opinião por parte dos gestores. Sabe-se entretanto da dificuldade de implementação de um modelo puro levando muitas vezes dependendo do grau de autonomia ou dependência a impressão descentralização ou centralização respectivamente ou ainda um combinado destes. Tabela 6 - Gestores x Modelo de gestão adotado pela empresa MODELO GESTÃO Centralizada Descentralizada Participativa Misto Total Gestores GESTORES UNET ÁREA 0 3 4 4 3 2 0 1 7 10 TOTAL MODELO GESTÃO 3 8 5 1 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. A representação vista na Figura 8 demostra que a maioria dos gestores têm a percepção que a empresa utiliza o modelo de gestão descentralizado com 47% do total da amostra. A centralização da gestão é percebida por apenas 18% dos gestores e ainda temos que parte dos gestores apresentaram na alternativa “outros” mais dois componentes que juntos totalizaram 35%, destes 29% declararam que o modelo adotado é o participativo configurando que as decisões são tomadas em conjunto e 6 % disseram se tratar do modelo denominado de misto denotando que algumas decisões são tomadas de forma centralizadas e outras descentralizadas. 38 Figura 8 - Gráfico modelo de gestão adotado pela empresa M O D E L O D E G E S TÃ O Centralizada Descentralizada Participativa Misto Outro 47% 35% 29% 6% 18% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Contudo é possível evidenciar em um primeiro momento que o modelo participativo pouco se sustenta em sua proposição já que a maioria dos integrantes do nível de gestão não conseguem visualizar este como sendo o modelo base de tomada de decisão dentro da organização. Todavia as informações colhidas com integrantes da empresa sobre a habitualidade de reuniões para alinhamento de metas, estratégias e consultas relativas a gastos, receitas e investimentos das unidades de negócio entre os seus pares e a alta gestão da organização, ou seja as decisões são tomadas em conjunto configurando desta forma o sentimento de gestão participativa por alguns. Outro ponto com resultado inconsonante esta apresentado na Tabela 7 referente a pergunta feita aos gestores sobre como é baseado o preço de transferência entre as unidades de negócios conforme disposição a seguir: Tabela 7 - Gestores x Percepção preço transferência adotado empresa TIPO PREÇO TRANSFERÊNCIA Baseado no Custo Baseado no Mercado Negociado Total Gestores GESTORES UNET ÁREA 2 6 1 3 4 1 7 10 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. TOTAL TIPO PREÇO TRANSFERÊNCIA 8 4 5 17 39 Considerado por 47% dos gestores que o preço aplicado nas operações internas pela organização é baseado no custo, não sendo uma posição unanime já que 24% afirmam que este é baseado no mercado e os 29% restantes asseveraram que o preço adotado tem como base a negociação entre as partes, este valores podem ser visualizados na Figura 9 a seguir: Figura 9 - Gráfico preço de transferência adotada pela empresa TIPO PREÇO TRANSFERÊNCIA Baseado no Custo Baseado no Mercado Negociado 29% 47% 24% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Esta divergência de opinião remete a considerar que não existe uma política bem definida dentro da empresa em relação a maneira como se procedem as transferências entre as unidades de negócios e as áreas da fábrica de softwares. Os próximos quesitos tratam da autonomia por parte dos gestores relativas aos Gastos, Receitas e Investimentos. Esta analise pode corroborar para balizar se a opinião do modelo de gestão adotado pele organização é sustentado pela forma como os gestores tem o domínio de cada operação. A Tabela 8 apresenta os valores referente nível de autonomia sobre decisões de gastos por parte dos gestores. Observa-se que os dados apresentam que os gestores não têm o controle total dos gastos não permitindo que sejam responsabilizados integralmente por esta categoria devido a não influência direta ou indireta de sua aplicação. 40 Tabela 8 - Gestores x Nível autonomia sobre gastos GESTORES UNET ÁREA 0 2 6 8 1 0 7 10 NÍVEL AUTONOMIA Nenhuma Autonomia Autonomia Parcial Autonomia Total Total Gestores TOTAL NÍVEL AUTONOMIA 2 14 1 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Como pode ser visto na Figura 10, partes dos gestores responderam ter o entendimento que existe autonomia parcial sobre os gastos em um percentual bem expressivo de 82% o que não ajuda a afirmação anterior do modelo adotado seja o descentralizado, já que de maneira geral este modelo necessita que o gestor tenha o controle total das despesas quando remetido a centro de resultado. Figura 10 - Gráfico autonomia sobre gastos AUTONOMIA GASTOS Nenhuma Autonomia Autonomia Parcial 6% Autonomia Total 12% 82% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Os outros valores obtidos estão configurados em 12% para nenhuma autonomia e a total com apenas 6%. Os gestores de unidade de negócio afirmaram ter no mínimo controle parcial sobre as decisões de gastos sobre sua responsabilidade e os de área esta no máximo. Quanto ao nível de controle das receitas foram apurados os valores descritos na Tabela 9, onde condensa o maior percentual na alternativa denominada de autonomia parcial. 41 Tabela 9 - Gestores x Nível autonomia sobre as receitas GESTORES UNET ÁREA 0 3 4 7 3 0 7 10 NÍVEL AUTONOMIA Nenhuma Autonomia Autonomia Parcial Autonomia Total Total Gestores TOTAL NÍVEL AUTONOMIA 3 11 3 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Na Figura 11 pode ser visto que esta alternativa apresenta 65% do total dos entrevistados em conformidade com o quesito anterior referente a gastos. Os outros valores encontram-se bem próximos com 17% e 18% para as alternativas de nenhuma autonomia ou total respectivamente. Comparando os valores dos gastos e receitas referente a autonomia total é possível perceber um aumento por parte dos gestores de UNET por estes estarem ligados as receitas advindas de clientes. Figura 11 - Gráfico autonomia de receitas A U T O N O M I A R E C E I TA S Nenhuma Autonomia Autonomia Parcial 18% Autonomia Total 17% 65% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Quanto ao quesito autonomia nos investimentos os gestores responderam conforme condensado na Tabela 10 a seguir: 42 Tabela 10 - Gestores x Nível autonomia sobre os investimentos GESTORES UNET ÁREA 0 1 7 9 0 0 7 10 NÍVEL AUTONOMIA Nenhuma Autonomia Autonomia Parcial Autonomia Total Total Gestores TOTAL NÍVEL AUTONOMIA 1 16 0 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Apenas duas das alternativas apresentadas aos gestores foram relacionadas tendo o maior percentual selecionado por 94% dos gestores como sendo autonomia parcial para investimentos contra 6% para nenhuma autonomia. Neste item foi consenso que nenhum dos gestores tem autonomia total para investimento. Esta disposição pode ser visualizada na Figura 12 abaixo. Figura 12 - Gráfico autonomia de investimentos AUTONOMIA INVESTIMENTOS Nenhuma Autonomia Autonomia Parcial Autonomia Total 0% 6% 94% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Relacionando os aspectos apresentados sobre a autonomia dos gestores sobre decisões de gastos, receitas e investimentos pode-se perceber na Figura 13 que os mesmo em sua maioria responderam que tinham autonomia parcial verificada nos três níveis o percentual de no mínimo 65% tomando como base a alternativa receita. 43 Figura 13 - Gráfico comparação da autonomia Autonomia Parcial Nenhuma Autonomia Autonomia Total INVESTIMENTOS RECEITAS GASTOS 0% 20% 40% 60% 80% 100% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Este resultado pode estar imbricado com o quesito modelo de gestão representado na Figura 8 da página 38. Observa-se que o modelo participativo foi o segundo em representatividade com o valor de 29% o que indica que o gestor está presente nos três níveis de decisões da empresa mas não tem autonomia total e nem tão pouco nenhuma autonomia. Uma ferramenta importante no processo de avalição são os relatórios utilizados como referência na avalição de resultado e desempenho das várias áreas da organização. Quando perguntados se existem relatórios que evidenciavam tais informações os gestores responderam conforme apresentado na Tabela 11 a seguir: Tabela 11 - Gestores x Existem relatórios de avaliação EXISTE RELATÓRIO SIM NÃO Total Gestores GESTORES UNET ÁREA 5 7 2 3 7 10 TOTAL EXISTE RELATÓRIO 12 5 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Estes valores apontaram que 71% dos gestores afirmaram existir relatórios que tinham como finalidade a avaliação de resultado como pode ser observado na Figura 14, no entanto 29% disseram desconhecer a existência de relatórios para esta finalidade 44 Figura 14 - Gráfico sobre existência de relatórios de avaliação E X I S T Ê N C I A D E R E L AT Ó R I O S C O M I N F O R M A Ç Õ E S D E AVA L I A Ç Ã O SIM NÃO 29% 71% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Entretanto foram relacionados alguns dos relatórios que são utilizados na empresa para avaliar os resultados e obter algumas medidas de qualidade, são eles voltados a aspectos Orçamentários, Planejamento e Resultado conforme categorizado na Quadro 1 a seguir: Quadro 1 - Categoria Relatórios CATEGORIA RELATÓRIO Orçamentário Planejamento Resultado DESCRIÇÃO Previsto x Realizado Receita x Despesa Indicadores de Metas Margem Rentabilidade (absoluta e relativa (%)) Indicadores CMA (Corpo, Mente e Alma) Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. O Indicador CMA (Corpo, Mente e Alma) é um denominação dada pela empresa ao conjunto de indicadores de atendimento ao cliente, tempo de atendimento, média de quantidade de ocorrências por mês. Os gestores quando perguntados sobre o nível de seus conhecimento relativo ao tema contabilidade por responsabilidade classificaram em sua maioria que estavam entre ruim e regular conforme pode ser visto na Tabela 12 apresentada abaixo. 45 Tabela 12 - Gestores x Nível conhecimento contabilidade responsabilidade GESTORES UNET ÁREA 3 5 3 4 1 1 0 0 7 10 NÍVEL CONHECIMENTO Ruim / Muito pouco Regular / Mais ou Menos Bom / Bastante Ótimo / Muito Total Gestores TOTAL NÍVEL CONHECIMENTO 8 7 2 0 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Embora os gestores de maneira geral possuírem o grau de escolaridade (maior titulação) entre superior e especialização, e muitos deles estarem diretamente ligado aos clientes na implantação de produtos como SIG e BI percebe-se que é um assunto pouco explorado como ferramenta de gestão. Na Figura 15 é possível observar que 12% afirmaram ter um bom conhecimento sobre o assunto sendo um percentual muito pequeno se comparado com os 88% restantes divididos em ruim com 47% e regular com 41%. Figura 15 - Gráfico nível de conhecimento sobre contabilidade por responsabilidade C O N TA B I L I DA D E R E S P O N S A B I L I DA D E Ruim / Muito pouco Bom / Bastante 0% Regular / Mais ou Menos Ótimo / Muito 12% 47% 41% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. As informações da Tabela 13 referem-se ao nível de conhecimento dos gestores sobre o conceito de preço de transferência entre as unidades de negócios e as áreas. Observa-se que a maioria dos gestores também têm o seu nível de informação sobre o assunto situado entre ruim e regular. 46 Tabela 13 - Gestores x Nível conhecimento sobre preço de transferência GESTORES UNET ÁREA 3 7 2 3 2 0 0 0 7 10 NÍVEL CONHECIMENTO Ruim / Muito pouco Regular / Mais ou Menos Bom / Bastante Ótimo / Muito Total Gestores TOTAL NÍVEL CONHECIMENTO 10 5 2 0 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Os gestores igualmente aos dados apresentados sobre contabilidade por responsabilidade tiveram suas proporções bem parecidas conforme pode ser visto na Figura 16 onde os gestores que afirmaram ter conhecimento bom totalizaram 12% e entre ruim e regular apresentaram 88% deste total existiu um aumento nos que afirmaram ter o nível de conhecimento ruim com 59%. Figura 16 - Gráfico nível conhecimento sobre o que preço transferência N Í V E L C O N H E C I M E N TO P R E Ç O TRANSFERÊNCIA Ruim / Muito pouco Bom / Bastante Regular / Mais ou Menos Ótimo / Muito 0% 12% 29% 59% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Importante ressaltar que não foram apresentados valores para o nível de conhecimento ótimo para o quesito contabilidade por responsabilidade e o conceito de preço de transferência. Sobre o nível de conhecimento relativo ao preço de transferência que é adotado na empresa os gestores em suas respostas apresentaram valores que evidenciam um maior domínio neste quesito quando avaliado a migração de nível ruim para os níveis acima 47 concentrando este aumento principalmente entre bom e ótimo ocorrendo principalmente nos gestores de UNET onde foram apresentados valores na alternativa ótimo. Percebe-se também que estes deslocamentos foram apresentados nos gestores de área, entretanto para este segmento nenhum deles afirmou ter conhecimento ótimo sobre os assunto. Os valores estão demonstrados na Tabela 14 evidenciam as afirmativas dos gestores. Tabela 14 - Gestores x Nível de conhecimento preço de transferência adotado na empresa GESTORES UNET ÁREA 0 5 3 3 2 2 2 0 7 10 NÍVEL CONHECIMENTO Ruim / Muito pouco Regular / Mais ou Menos Bom / Bastante Ótimo / Muito Total TOTAL NÍVEL CONHECIMENTO 5 6 4 2 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. O nível de conhecimento entre bom e ótimo apontado pelos gestores representam 36% do total, no entanto quando foram perguntados sobre seus conhecimentos referente ao conceito preço de transferência não apontaram tão expressiva posição. A Figura 17 apresentada a seguir demonstra uma melhor distribuição dos valores com 12% para ótimo, 24% para bom, 35% para regular e 29% para ruim. Figura 17 - Gráfico nível conhecimento sobre preço transferência adotado N Í V E L C O N H E C I M E N TO P R E C O T R A N S F E R Ê N C I A A D O TA D O Ruim / Muito pouco Bom / Bastante Regular / Mais ou Menos Ótimo / Muito 12% 29% 24% 35% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. 48 Estas percepções sobre o preço adotado estão vinculadas aos custos transferidos de um modo geral sem a devida alocação entre a fábrica de softwares e as UNET. Na prática estas transferências usualmente tem como base a negociação dos valores ou com base nos custos como pode ser visto nos dados apresentados na Tabela 15 a seguir: Tabela 15 - Gestores x Percepção do preço transferência a ser adotado TIPO PREÇO TRANSFERÊNCIA Baseado no Custo Baseado no Mercado Negociado Total Gestores GESTORES UNET ÁREA 2 4 1 2 4 4 7 10 TOTAL TIPO PREÇO TRANSFERÊNCIA 6 3 8 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Observando o comportamento apresentado na Figura 18 verifica-se que na visão dos gestores o modo adoção do preço de transferência que deve ser é o negociado com 47% das afirmativas de acordo com o resultado apresentado sendo seguido por 35% para preços de transferência baseados no custo. Em uma proporção menor, 18% dos gestores optaram pelo preço baseado no mercado. Figura 18 - Gráfico de qual tipo de preço de transferência deve ser adotado TIPO PREÇO DE TRANSFERÊNCIA D E V E S E R A D O TA D O Baseado no Custo Baseado no Mercado Negociado 35% 47% 18% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Quando perguntados se os preços de transferência eram usados como base para avaliação de desempenho os valores com maior concentração estão entre as opções nunca e 49 raramente o que leva ao entendimento que não é dada importância a esta variável dentro da organização. Tabela 16 - Gestores x Preço transferência usado na avaliação AVALIAÇÃO DESEMPENHO Nunca Raramente Eventualmente Frequentemente Sempre Total Gestores GESTORES UNET ÁREA 2 5 1 3 3 0 1 2 0 0 7 10 TOTAL USADO AVALIAÇÃO 7 4 3 3 0 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. A Figura 19 demonstra a distribuição relativa a este questionamento que 64% informaram que nunca ou raramente respectivamente com 41% e 23% observaram que o preço de transferência faz parte da análise de desempenho ou seja usado como referência na tomada de decisão. Em contrapartida alguns gestores afirmaram que eventualmente e frequentemente apresentaram 18% para cada alternativa indicando que a variável em algum momento é utilizada. Figura 19 - Gráfico se preço transferência usado na tomada decisão e avaliação PREÇO TRANSFERÊNCIA É USADO NA T O M A D A D E C I S Ã O E AVA L I A Ç Ã O Nunca Raramente Eventualmente Frequentemente 0% 18% 41% 18% 23% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Sempre 50 Acompanhado a análise a percepção dos gestores sobre a influência corrobora quando os dados expostos estão condensados nas proposições de nenhuma influência ou com influência parcial conforme pode ser visualizado na Tabela 17. Tabela 17 - Gestores x Influência do preço de transferência no resultado GESTORES UNET ÁREA 4 5 3 4 0 1 7 10 INFLUÊNCIA NO RESULTADO Nenhuma Influência Influência Parcial Influência Total Total Gestores TOTAL INFLUÊNCIA NO RESULTADO 9 7 1 17 Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Importante avaliar os dados apresentados na Figura 20 sobre duas óticas. A primeira em relação a influência do preço de transferência sobre o resultado que de maneira geral não repercute diferença no sentido econômico, no entanto em termos de avaliação pode apresentar algum efeito e em uma segunda avaliação toma-se como base este resultado dos centros avaliados no que concerne a avaliação de desempenho dos gestores. No entendimento da maioria dos gestores não existe influência na avaliação estes representados por 53% do total. Figura 20 - Gráfico influência preço transferência na avaliação desempenho INFLUÊNCIA DO PREÇO TRANSFERÊNCIA NA AVA L I A Ç Ã O D E D E S E M P E N H O Nenhuma Influência Influência Parcial Influência Total 6% 41% 53% Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. 51 Foram computados ainda 41% que disseram que o preço de transferência tinha influência parcial na avaliação e 6% influência total. Os aspectos que devem ser observados de acordo com as aspirações dos gestores sobre os parâmetro a serem considerados para avaliação de resultado estão vinculados a procedimentos de planejamento estratégico quando afirmam a necessidade da utilização de indicadores voltados a captação de novos clientes, avaliação de regiões estratégicas. Outras afirmativas estão relacionadas a avaliação pela ótica orçamentaria avaliando as questões de previstos x realizados, este valores foram categorizados conforme demonstrado no Quadro 2. Quadro 2 - Categoria de parâmetros a serem considerados para avaliação de resultado CATEGORIA DESCRIÇÃO PARÂMETROS Orçamentário Previsto x Realizado (Receita/Despesa) Indicadores de Metas Novos Clientes Porte dos Clientes Região Estratégica Margem Vendas Indicadores CMA (Corpo, Mente e Alma) Planejamento Resultado Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Alguns destes aspectos foram relacionados também quando os gestores foram questionados sobre as políticas para formação do preço de transferência conforme pode ser visto no Quadro 3 a seguir: Quadro 3 - Categoria sobre as políticas para formação do preço de transferência CATEGORIA Orçamentário Planejamento Resultado DESCRIÇÃO PARÂMETROS Previsto x Realizado (Receita/Despesa) Indicadores de Metas Alinhamento do planejamento estratégico Custo do projeto versus valor cobrado pelo projeto. Fonte: Elaboração própria do autor com base no questionário aplicado, 2014. Importante salientar que a maioria dos gestores não opinaram neste quesito. 52 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho teve como tema Preço de Transferência na Contabilidade por Responsabilidade como parte Integrante da Avaliação de Desempenho: Estudo na Empresa Target Sistemas. No decorrer do estudo foram abordados teorias desenvolvidas por estudiosos que serviram como lastro para responder os objetivos apresentados. A apuração e análise dos dados foram feitas através dos métodos adotados que consideraram estatística descritiva para os dados quantitativos e princípios de Bardin para os dados qualitativos. Ao final da pesquisa foram atendidas as indagações sobre as percepções dos gestores na medida que de posse dos dados coletados os objetivos foram sendo elucidados, sendo possível identificar e avaliar que os conhecimentos sobre preço de transferência na adoção da contabilidade por responsabilidade não eram de domínio dos gestores. Ainda foi possível perceber que a empresa não apresenta uma estrutura de decisão necessária para atender a aplicabilidade da contabilidade por responsabilidade para avaliação dos gestores pela adoção deste processo na organização. Concluindo, os gestores desconhecem os aspectos relativos ao tema como abordagens da contabilidade por responsabilidade, preço de transferência e a influência deste na avaliação de desempenho e concomitantemente percebe-se que a empresa não adota políticas que colaborem para adoção da contabilidade por responsabilidade como modelo de avaliação pela organização, não sendo questionado neste estudo a viabilidade ou não de outros modelos existentes. A partir destas percepções é possível observar uma tendência sobre a necessidade preliminar de difundir os conhecimentos relativos aos temas abordados para que em outra etapa seja possível a adoção da contabilidade por responsabilidade em um melhor nível de qualidade permitindo assim que esta possa ajudar na avaliação de desempenho como apresentado e aceita pela empresa como modelo a ser usado. 53 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ATKINSON, Anthony A. [et al.]. Contabilidade gerencial. 1.ed. São Paulo:Atlas,2000. CATELLI, Armando. Controladoria: uma abordagem da gestão econômica – GECON / Armando Catelli (coordenador). 1.ed. São Paulo: Atlas, 1999. FIGUEIREDO, Sandra. CAGGIANO, Paulo Cesar. Controladoria: Teoria e prática. 3.ed. São Paulo: Atlas, 2006. GARRISON, Ray H.; NOREEN, Eric W. Contabilidade gerencial. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001. GIL, Antonio Carlos; Como elaborar projetos de pesquisa. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2010. HANSEN, Don R.; MOWEN, Maryanne M. Gestão de Custos: contabilidade e controle. Tradução Robert Brian Taylor; Revisão técnica Elias Pereira; 1.ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001. HORNGREN, Charles T.; FOSTER, George; DATAR, S. M. Contabilidade de custos. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000. OLIVEIRA, Luis Martins de; PEREZ JR., José Hernandes; SILVA, Carlos Alberto dos Santos. Controladoria estratégica. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2007. PADOVEZE, Clóvis Luís; Contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil / Clóvis Luíz Padoveze; 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 54 APÊNDICES APÊNDICE A – Questionário de coleta de dados Q1 - CONTABILIDADE TRANSFERÊNCIA POR RESPONSABILIDADE - PREÇO DE Caro Gestor, Estamos convidando-o para participar da nossa pesquisa sigilosa cujo os dados não serão divulgados. Queremos saber os principais aspectos percebidos por gestores de uma empresa de tecnologia da informação relativos ao preço de transferência pela adoção da contabilidade por responsabilidade, pois acreditamos que o conhecimento desta ferramenta é fundamental para melhoria no desempenho empresarial. Assim, visando subsidiar trabalho acadêmico (PREÇO DE TRANSFERÊNCIA NA CONTABILIDADE POR RESPONSABILIDADE COMO PARTE INTEGRANTE DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: Estudo na Empresa Target Sistemas), gostaríamos de contar com sua sincera participação nesta pesquisa. Quanto às suas informações, informamos-lhe que é nosso compromisso manter sigilo absoluto sobre dados individualizados sendo objeto de análise apenas a consolidação estatística geral da organização como um todo. Recordamos que não é preciso se identificar. *Obrigatório 1) Favor informar seu gênero * o Masculino o Feminino 2) Qual seu grau de escolaridade? * o Ensino médio o Superior incompleto o Superior completo o Especialização o Mestrado o Doutorado 3) Qual seu cargo na empresa? * 55 o Gestor de unidade de negócios o Gestor de área 4) Há quanto tempo você atua neste cargo? * o Menos de 1 ano o De 01 - 05 anos o De 06 - 10 anos o Mais de 10 anos 5) Em que faixa etária você se enquadra? * o Até 25 anos o De 26 - 30 anos o De 31 - 35 anos o De 36 - 40 anos o De 41 - 45 anos o Mais de 45 anos 6) De acordo com sua percepção na Target Sistemas é adotado o modelo de gestão Centralizada, Descentralizada ou Outro(especifique)? * o Centralizada o Descentralizada o Outro: 7) De acordo com sua percepção na Target Sistemas qual o Preço de Transferência adotado entre as unidades de negócio? * o Baseado no Custo o Baseado no Mercado o Negociado 8) De acordo com a sua percepção na Target Sistemas qual nível de autonomia sobre as decisões de Gastos de suas unidades de negócio? * o Nenhuma o Parcial o Total 56 9) De acordo com a sua percepção na Target Sistemas qual o nível de autonomia sobre as decisões de Receitas de suas unidades de negócio? * o Nenhuma o Parcial o Total 10) De acordo com a sua percepção na Target Sistemas qual o nível de autonomia sobre as decisões de Investimentos de suas unidades de negócio? * o Nenhuma o Parcial o Total 11) De acordo com a sua percepção na Target Sistemas existem relatórios que evidenciam os resultados por Unidade de Negócio. * o Não o Sim 12) Caso existam, quais as principais informações contidas nestes relatórios? 13) Gestor, como classificaria seu nível de conhecimento em relação ao que vem a ser Contabilidade por Responsabilidade. * o Ruim / Muito pouco o Regular / Mais ou Menos o Bom / Bastante o Ótimo / Muito 14) Gestor, como classificaria seu nível de conhecimento em relação ao que vem a ser Preço de Transferência de Produtos/Serviços entre unidades de negócio. * o Ruim / Muito pouco o Regular / Mais ou Menos o Bom / Bastante o Ótimo / Muito 15) Gestor, como classificaria o nível de conhecimento em relação aos preços adotados nos Produtos/Serviços transferidos para sua unidade de negócio? * 57 o Ruim / Muito pouco o Regular / Mais ou Menos o Bom / Bastante o Ótimo / Muito 16) De acordo com sua percepção qual o Preço de Transferência deve ser adotado entre as unidades de negócio? * o Baseado no Custo o Baseado no Mercado o Negociado 17) De acordo com sua percepção o Preço de Transferência é levado em consideração para tomada de decisão e avaliação de desempenho. * o Nunca o Raramente o Eventualmente o Frequentemente o Sempre 18) De acordo com sua percepção qual a influência do Preço de Transferência no resultado usado como parâmetro de avaliação? * o Nenhuma o Parcial o Total 19) De acordo com sua percepção quais aspectos devem ser observados na avaliação de resultado das unidades de negócio? * 20) De acordo com sua percepção qual(ais) política(s) deve(m) ser adotada(s) na formação do Preço de Transferência entre as unidades de negócio? *