Produto: JT - SP - 12 - 15/10/02 2% 5% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 12A 90% 95% 98% 100% PB 2% 5% 10% 15% Produto: JT - SP - 12 - 15/10/02 20% 30% 40% Composite 50% 60% 70% 80% 85% 90% 95% 98% 100% COR 12A - Composite %HermesFileInfo:12-A:20021015: Mundo caderno A 12 jornal da tarde terça-feira, 15 de outubro de 2002 Família vai à busca de brasileiro em Bali Mônica Watake, mulher do massagista Alexandre Watake, de 33 anos, que há dois meses trabalha em Bali e desde o dia do atentado não dá notícias à família, não pensa em outra hipótese senão a de que ele está vivo – ferido, talvez. Ela viaja hoje para o Japão para acompanhar de perto as buscas Miro de Souza/Zero Hora MARC TAWIL Jornal da Tarde A massagista terapeuta Mônica Watake ficou sabendo do atentado em Bali, na Indonésia, na manhã de domingo, como muitos brasileiros. No seu caso, porém, a tragédia – que vitimou 189 pessoas e feriu outras 309, na noite de sábado, – atingiu-a de forma pessoal. Mônica é casada com o também massagista Alexandre Watake, de 33 anos, que há dois meses trabalha na ilha. Desde o ataque, está desaparecido. “Meu irmão telefonou às 7h de domingo, avisando que o Alexandre tinha saído por volta de 21h com o pessoal do Exército Brasileiro – parte do contingente baseado no Timor Leste, que estava de licença em Bali. Disse que o pessoal fora encontrado, mas que um sargento gaúcho e meu marido, não.” Mônica não sabe dizer o que passou pela sua cabeça. “A primeira coisa que vem é um vazio. A gente só chora. Até ontem, eu não consiguiria falar com você. Hoje, estou anestesiada”, afirma a massagista, que não consegue dormir desde domingo. Ávida por informações, ela liga a tevê de cinco em cinco minutos para saber das notícias. A destruição causada na movimentada rua Legian assusta Mônica, que prefere ouvir as notícias a vê-las. Mesmo assim, está otimista. “Ele pode até estar ferido, mas tenho certeza de que ele está vivo”, garante. Na manhã de hoje ela embarca para o Japão, para acompanhar de perto as buscas. Sua irmã, que mora naquele país, viajou ontem para Bali para tentar encontrar Alexandre. O massagista está fora do País há quase três anos, e sua volta para o Brasil está prevista para novembro. “Na última vez que nos falamos, sexta-feira à noite, ele dizia estar superfeliz porque estava na hora de voltar e conhecer nosso filho” – o pequeno Felipe, que completou 2 anos dias atrás. Felipe ainda estava na barriga da mãe quan- do Alexandre aceitou proposta para trabalhar em Osaka. “Ele só conhece o pai por fotos”, conta Mônica, olhando para a criança que invade o quarto, sorridente. “Ele não entende muito o que está acontecendo. Só pede para trazer o pai.” Quase de forma tímida, Mônica baixa o olhos ao falar do marido. “O que posso dizer sobre o Alexandre...é muito brincalhão, adora fazer amizades. Ele é especial para mim. Nós nos conhecemos no Japão, em Shizuoka, quando trabalhávamos como dekasseguis. Foi assim por seis anos”, lembra. Reprodução/Arquivo pessoal O sargento Marco Antônio Farias, lotado no Timor Leste, estava de licença em Bali na noite do atentado Itamaraty ajudou prontamente AP/STR Até o início da noite de ontem, o Itamaraty aguardava mais informações da Embaixada brasileira em Jacarta sobre o paradeiro de Alexandre Watake e do sargento gaúcho Marco Antônio Farias, baseado no Timor Leste, e que estava de licença na ilha. Nenhum deles constava das listas dos mortos identificados ou dos feridos internados em hospitais da ilha. Desde o domingo, os Watake mantêm contato permanente com os representantes brasileiros na Indonésia. “O pessoal do Itamaraty me ajudou muito para eu receber o visto para o Japão no mesmo dia. Deixaram até um telefone à minha disposição”, revela Mônica. A reportagem do JT conversou também com a irmã de Alexandre, Cristina. Ela confirmou que ele costumava viajar bastante pela ilha nos dois meses desde que foi contatado pelo resort. A mulher do massagista desaparecido confirmou que Silvânia Takada, outra brasileira que chegou a ser dada pelo Itamaraty como desaparecida, está sã e salva. Massagista, ela trabalha com Alexandre no resort e conversou por telefone com Mônica, a quem informou que o brasileiro saiu na noite do ataque com o mesmo grupo de militares no qual estava o sargento Farias. Turista britânica repousa no hospital de Depansar, em Bali: boates estavam lotadas de estrangeiros Alexandre atende a paciente em São Paulo: massagista está há mais de dois anos fora do País No Sul, parentes e amigos em vigília pelo sargento ELDER OGLIARI JT/AE A segunda-feira foi mais um dia de angústia para familiares e amigos do terceiro-sargento Marco Antônio Farias, em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre. Sem notícias do filho de 27 anos, desaparecido desde o atentado de sábado à noite em Bali, os pais evitaram a imprensa enquanto recebiam apoio de uma equipe, incluindo um médico, destacada pelo coronel Ivan Carlos Weber Rosas, comandante do 19º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz). Testemunha da desgastante espera da familiares e colegas, o coronel Rosas ainda acredita que Farias possa ser encontrado entre os feridos não-identificados nos hospitais. “Mantemos a esperança de tê-lo de volta vivo”, afirmou durante a tarde, após falar com o comando do Exército, em Brasília. Segundo o coronel, no último contato com a família, por e-mail, na sexta-feira, Farias mostrava-se animado com a viagem que fazia a Bali, com outros nove militares brasileiros, aproveitando a folga de uma semana no posto de controle de fronteira de Batugade, no Timor Leste. O soldado Martin Luther Agner, de 22 anos, residente em Novo Hamburgo, vizinho a São Leopoldo, foi ferido no atentado, mas teve alta domingo. Ele teria sido o último colega a ver Farias, nas proximidades de uma das casas noturnas atingidas pelas bombas. Os outros oito militares brasileiros que estavam em Bali escaparam ilesos. O sargento Farias é um dos 19 voluntários do 19º BIMtz que partiram no dia 16 de junho para a segunda missão de militares gaúchos no Timor Leste, da qual também participam 51 homens do 3º Batalhão de Polícia do Exército (PE), de Porto Alegre. Eles substituíram um grupamento da PE do Distrito Federal na força de paz da ONU na ex-colônia portuguesa e têm volta marcada para 8 de dezembro. No Timor Leste, os militares brasileiros atuam em duas frentes. Um grupo de 51 homens está na capital, Díli, na segurança de prédios públicos, organização do trânsito e proteção às autoridades. Outros 19 controlam um posto de fronteira com o Timor Oeste, que faz parte da Indonésia. Acesse: www.jt.com.br ncie Anu do ornal no J Barco do JT e fale c om um da. Para an unc e de v i d iar, p a d i l consu roc qu a m e ure o midor que investe muit sua 25/10 , no JT. Fec Dia ha m ento 0. : 14/10. Material: 18/1 agênc 3. ia ou ligue: 3856-203