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jornal da tarde
terça-feira, 15 de outubro de 2002
Família vai à busca de brasileiro em Bali
Mônica Watake, mulher do massagista Alexandre Watake, de 33 anos, que há dois meses trabalha em Bali e desde o dia do atentado não dá notícias à
família, não pensa em outra hipótese senão a de que ele está vivo – ferido, talvez. Ela viaja hoje para o Japão para acompanhar de perto as buscas
Miro de Souza/Zero Hora
MARC TAWIL
Jornal da Tarde
A massagista terapeuta Mônica
Watake ficou sabendo do atentado
em Bali, na Indonésia, na manhã
de domingo, como muitos brasileiros. No seu caso, porém, a tragédia
– que vitimou 189 pessoas e feriu
outras 309, na noite de sábado, –
atingiu-a de forma pessoal. Mônica
é casada com o também massagista Alexandre Watake, de 33 anos,
que há dois meses trabalha na ilha.
Desde o ataque, está desaparecido.
“Meu irmão telefonou às 7h de
domingo, avisando que o Alexandre tinha saído por volta de 21h
com o pessoal do Exército Brasileiro – parte do contingente baseado
no Timor Leste, que estava de licença em Bali. Disse que o pessoal fora
encontrado, mas que um sargento
gaúcho e meu marido, não.”
Mônica não sabe dizer o que
passou pela sua cabeça. “A primeira coisa que vem é um vazio. A gente só chora. Até ontem, eu não consiguiria falar com você. Hoje, estou
anestesiada”, afirma a massagista,
que não consegue dormir desde
domingo. Ávida por informações,
ela liga a tevê de cinco em cinco minutos para saber das notícias. A
destruição causada na movimentada rua Legian assusta Mônica, que
prefere ouvir as notícias a vê-las.
Mesmo assim, está otimista.
“Ele pode até estar ferido, mas tenho certeza de que ele está vivo”,
garante. Na manhã de hoje ela embarca para o Japão, para acompanhar de perto as buscas. Sua irmã,
que mora naquele país, viajou ontem para Bali para tentar encontrar Alexandre.
O massagista está fora do País
há quase três anos, e sua volta para
o Brasil está prevista para novembro. “Na última vez que nos falamos, sexta-feira à noite, ele dizia
estar superfeliz porque estava na
hora de voltar e conhecer nosso filho” – o pequeno Felipe, que completou 2 anos dias atrás. Felipe ainda estava na barriga da mãe quan-
do Alexandre aceitou proposta para trabalhar em Osaka. “Ele só conhece o pai por fotos”, conta Mônica, olhando para a criança que invade o quarto, sorridente. “Ele não entende muito o que está acontecendo. Só pede para trazer o pai.”
Quase de forma tímida, Mônica
baixa o olhos ao falar do marido.
“O que posso dizer sobre o Alexandre...é muito brincalhão, adora fazer amizades. Ele é especial para
mim. Nós nos conhecemos no Japão, em Shizuoka, quando trabalhávamos como dekasseguis. Foi assim por seis anos”, lembra.
Reprodução/Arquivo pessoal
O sargento Marco Antônio
Farias, lotado no Timor Leste,
estava de licença em Bali na
noite do atentado
Itamaraty
ajudou prontamente
AP/STR
Até o início da noite de ontem, o
Itamaraty aguardava mais informações da Embaixada brasileira em Jacarta sobre o paradeiro de Alexandre Watake e do sargento gaúcho
Marco Antônio Farias, baseado no
Timor Leste, e que estava de licença na ilha. Nenhum deles constava
das listas dos mortos identificados
ou dos feridos internados em hospitais da ilha. Desde o domingo, os
Watake mantêm contato permanente com os representantes brasileiros na Indonésia.
“O pessoal do Itamaraty me ajudou muito para eu receber o visto
para o Japão no mesmo dia. Deixaram até um telefone à minha disposição”, revela Mônica.
A reportagem do JT conversou
também com a irmã de Alexandre,
Cristina. Ela confirmou que ele costumava viajar bastante pela ilha
nos dois meses desde que foi contatado pelo resort. A mulher do massagista desaparecido confirmou
que Silvânia Takada, outra brasileira que chegou a ser dada pelo Itamaraty como desaparecida, está sã
e salva. Massagista, ela trabalha
com Alexandre no resort e conversou por telefone com Mônica, a
quem informou que o brasileiro
saiu na noite do ataque com o mesmo grupo de militares no qual estava o sargento Farias.
Turista britânica repousa no
hospital de Depansar, em Bali:
boates estavam lotadas de
estrangeiros
Alexandre atende a paciente em São Paulo: massagista está há mais de dois anos fora do País
No Sul, parentes e amigos em vigília pelo sargento
ELDER OGLIARI
JT/AE
A segunda-feira foi mais um dia
de angústia para familiares e
amigos do terceiro-sargento
Marco Antônio Farias, em São
Leopoldo, na região metropolitana
de Porto Alegre. Sem notícias do
filho de 27 anos, desaparecido
desde o atentado de sábado à noite
em Bali, os pais evitaram a
imprensa enquanto recebiam
apoio de uma equipe, incluindo
um médico, destacada pelo
coronel Ivan Carlos Weber Rosas,
comandante do 19º Batalhão de
Infantaria Motorizada (BIMtz).
Testemunha da desgastante
espera da familiares e colegas, o
coronel Rosas ainda acredita que
Farias possa ser encontrado entre
os feridos não-identificados nos
hospitais. “Mantemos a esperança
de tê-lo de volta vivo”, afirmou
durante a tarde, após falar com o
comando do Exército, em Brasília.
Segundo o coronel, no último
contato com a família, por e-mail,
na sexta-feira, Farias mostrava-se
animado com a viagem que fazia a
Bali, com outros nove militares
brasileiros, aproveitando a folga de
uma semana no posto de controle
de fronteira de Batugade, no Timor
Leste. O soldado Martin Luther
Agner, de 22 anos, residente em
Novo Hamburgo, vizinho a São
Leopoldo, foi ferido no atentado,
mas teve alta domingo. Ele teria
sido o último colega a ver Farias,
nas proximidades de uma das
casas noturnas atingidas pelas
bombas. Os outros oito militares
brasileiros que estavam em Bali
escaparam ilesos.
O sargento Farias é um dos 19
voluntários do 19º BIMtz que
partiram no dia 16 de junho para a
segunda missão de militares
gaúchos no Timor Leste, da qual
também participam 51 homens do
3º Batalhão de Polícia do Exército
(PE), de Porto Alegre. Eles
substituíram um grupamento da
PE do Distrito Federal na força de
paz da ONU na ex-colônia
portuguesa e têm volta marcada
para 8 de dezembro.
No Timor Leste, os militares
brasileiros atuam em duas frentes.
Um grupo de 51 homens está na
capital, Díli, na segurança de
prédios públicos, organização do
trânsito e proteção às autoridades.
Outros 19 controlam um posto de
fronteira com o Timor Oeste, que
faz parte da Indonésia.
Acesse: www.jt.com.br
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