PRODUÇÃO
Fase
O que é exatamente a
fase? Muitas pessoas
não me perguntam “o
que é esta tal da
fase?” A maioria das
pessoas que está
começando em um
estúdio não consegue
entender muito bem o
que é um sinal e a
relação de fase entre
eles. A maioria das
pessoas não
consegue identificar
de primeira se um
sinal está fora de fase,
mas qualquer pessoa
que escutar um sinal
fora de fase
imediatamente
comparado com um
sinal em fase saberá
dizer que existe uma
diferença muito
grande entre os dois,
e com certeza dirá que
o som em fase é
melhor, mais forte,
mais nítido e com
mais corpo.
Ricardo Mendes é produtor musical, formado
pelo Guitar Institute of Technology, autor do
método Guitarra - Harmonia, Técnica e
Improvisação, e professor da EM&T.
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Q
uando a maioria das pessoas usa
o termo “fora de fase”, na verdade, está falando de uma situação de inversão de fase, onde a polaridade está invertida em 180º. Na verdade, fora de fase pode ser qualquer
grau, de 1º a 359º, mas é bem comum
dentro de um estúdio a expressão “fora
de fase” estar se referindo a uma situação de 180º.
Veja como os sinais são como um no
espelho do outro, mas esta não é uma
situação de 180º, porque eles não estão
exatamente um embaixo do outro. Estão com a polaridade invertida (por isso
uma parece estar de cabaça para baixo), mas estão defasados entre si (há
uma distância entre o tempo inicial de
cada um).
Problemas de fase são bem mais comuns de acontecerem em um estúdio do
que imaginamos. Alguns cabos XLR podem estar soldados com os conectores
invertidos, alguns equipamentos antigos
com conexão XLR tem o “hot” soldado
no pino 3 ao invés do pino 2 (este é o pa-
drão hoje em dia). Até um mau contato
pode deixar o sinal passar, mas inverter a
fase também... Isso sem falar nas captações com mais de um microfone.
Os problemas de fase podem estar
até nos seus alto-falantes. Faça um teste da seguinte maneira: coloque um
som de bumbo para tocar. Se o seu sistema está apropriadamente em fase, o
alto falante irá se mover para fora. Mas
se o sistema estiver com a fase invertida, o alto falante irá se mover para
dentro. A diferença é sutil, quase imperceptível, mas ela existe, e tem um
efeito cumulativo em vários canais de
uma música. Se os seus alto falantes estiverem pulando para dentro ao invés
de para fora, não se desespere, basta
inverter o cabo das caixas de som. Se
for conexão com plugs, tem que ressoldar, se for o fio desencapado é só trocar
uma ponta pela outra. Para checar se
um sinal está mantendo a sua integridade na fase, é muito simples. Coloque
os sinais em mono. Se o som diminuir
ou perder grave, é porque está fora de
fase. Alguns tipos de sons (especialmente os mais graves) são mais fáceis
de identificar se estão fora de fase, outros já são mais sutis, como o som de
voz, por exemplo.
Não deixe problemas de fase para
amanhã. Conserte-os logo. Eles podem
Os problemas de fase podem estar até nos seus altofalantes. Faça um teste da seguinte maneira:
coloque um som de bumbo para tocar. Se o seu
sistema está apropriadamente em fase, o alto
falante irá se mover para fora
PRODUÇÃO
afetar muito a qualidade final do seu trabalho. A maioria dos reparos é fácil. Se a
saída balanceada de algum equipamento seu estiver fora de fase, reverta o “hot”
pelo “neutro” do cabo ou do conector
XLR. Com cabos, a mesma coisa. Se você
tiver um processador antigo (alguns deles dão problemas de fase), experimente
inverter a fase no canal da mesa onde o
output do processador está endereçado e
veja, ou melhor, ouça se soa melhor com
a fase invertida.
Outro ponto importante onde a fase
tem que ser checada: na captação com
mais de um microfone. Vamos falar sobre um caso extremamente comum: a
captação de um violão acústico. É bem
comum a técnica de usar dois microfones condensadores, porém um de cápsula larga para enfatizar os sons mais
graves do violão e um de cápsula fina
para enfatizar os sons mais agudos. Mas
se você combiná-los em mono, irá perceber que em algumas faixas de freqüência haverá um reforço no som, e
em outras haverá um cancelamento
causando uma perda no som. Neste
caso, será necessário um ajuste na posição dos microfones até que o cancelamento seja o menor possível. Para checar a fase, coloque os dois microfones
em mono. Algumas vezes um som fora
de fase pode até soar bem em estéreo,
mas em mono fatalmente haverá uma
perda. Mas se o som estiver muito fora
de fase, talvez a solução não seja reajustar os microfones, mas sim apenas
inverter a fase de um deles. O botão de
inversão de fase tem o seguinte símbolo: Ø. Normalmente uma das duas posições vai soar bem melhor do que a
outra. Se isso não acontecer é porque
você deve estar com um problema de
fase perto de 90º. Isso significa que talvez seja melhor então dar uma reajustada na posição dos microfones. Mas se
quase ninguém escuta música em
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mono hoje em dia, por que se preocupar com o som em mono? Bem, o som
que sai da TV ainda é na maioria esmagadora dos aparelhos mono. Mesmo
quando se tem aparelhos estéreos, a maioria das transmissões é em mono. Mesmo
em um aparelho de som estéreo, o som
que sai de cada caixa de som se mistura
no ar antes de chegar a você “monoizando” pelo menos um pouquinho o som.
O único lugar onde existe um estéreo
verdadeiro é no headphone.
Para checar a fase, insira qualquer
plug-in que tenha uma chave reversora
de fase, marcada pelo sinal Ø. Solo os
dois canais em questão em mono e acio-
Se houver ganho,
deixe o canal com a
fase invertida. Uma
vez que você tiver
certeza que a fase
pode ser invertida,
você pode aplicar
algum plug-in
ne a chave. Veja se há perda ou ganho de
som. Se houver ganho, deixe o canal
com a fase invertida. Uma vez que você
tiver certeza que a fase pode ser invertida,
você pode aplicar algum plug-in e processar o sinal invertendo a fase daquele canal para poder liberar os plug-ins e dar
mais poder de processamento a sua CPU
para usar plug-ins em outras funções.
O cancelamento de fase, que pode
nos causar calafrios ou noites de insônia,
pode ser também um poderoso aliado.
Por exemplo, se você estiver trabalhando
em uma situação de poucos canais onde
uma bateria foi reduzida para dois canais. Normalmente, o pan de uma bateria é distribuído da seguinte maneira:
Bumbo e caixa no centro
Overheads totalmente um para a esquerda e o outro para a direita;
Tons abertos proporcionalmente no
pan, mas nenhum exatamente no centro;
Hi-hat todo para a esquerda ou todo
para a direita.
A bateria está muito boa, mas caso
você ache que o bumbo e a caixa estão
um pouco altos demais, como baixar se
eles já estão pré-mixados? A solução está
no cancelamento de fase. Copie estes
dois canais para mais outros dois canais e
inverta a fase deles. Coloque os faders
deste novos canais no mínimo e vá aumentando lentamente. À medida que
você vai aumentando os faders, você vai
cancelando o sinal do centro, isto é, você
vai diminuindo o som do que estiver no
centro, ou seja, o bumbo e a caixa.
A fase é realmente um fator sutil,
mas que pode causar grandes estragos
se não for levada em consideração. Eu
sei que tempo é uma coisa que quase
ninguém tem neste início de milênio,
mas o dia em que você tiver um pouquinho, acredite, vale a pena checar a
integridade da fase do seu sistema.
Você nunca sabe muito bem onde estão
dormindo os fantasmas que habitam o
interior das suas máquinas. Pode ser
que aquele som magro de baixo ou
aquele bumbo sem pressão que você
tem que empurrar toneladas de equalização e nunca fica bom seja um problema de fase, que pode estar em algum lugar entre a microfonação e os
seus alto-falantes, passando, é claro,
por todos os cabos do estúdio.
Afinal, se você não checar a fase do
seu sistema, pode ser que alguém saia por
aí dizendo que seu estúdio não anda
numa fase muito boa...
Abraços e até o mês que vem.
e-mail para esta coluna:
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PRODUÇÃO MUSICAL
O que é preciso para se
tornar um produtor musical
Falamos nas colunas
anteriores sobre as
diferenças entre
produtor musical e
produtor de música
eletrônica, e sobre o
sucesso. Desta vez,
quero ajudar a
responder a uma
pergunta que me
fazem com freqüência:
o que é preciso fazer
para se tornar um
produtor musical?
Ticiano Paludo é produtor musical, publicitário,
músico, compositor e sound designer http://
www.pontowav.com.br/hotsite
[email protected]
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N
a verdade, não existe um único caminho para que isso ocorra, porém,
existe uma verdade universal que
deve ser respeitada: alguém que possui
pouca experiência – salvo raríssimos casos –
não terá condições de assumir esse papel.
Eu levei muito tempo até me sentir em condições de assinar como produtor musical,
pois não me sentia habilitado nem capaz
para tanto. Ocorre uma confusão generalizada no mercado e a esmagadora maioria
dos artistas iniciantes (principalmente as
bandas de rock) confunde o papel do produtor musical com o do manager (empresário do artista). Por isso, volta e meia me liga
alguém e diz: “Oi, você é produtor musical,
não é? Ah, que ótimo. Então é o seguinte,
preciso que arrume uns shows para a minha
banda, pode ser?” No início, eu precisava
contar até cem, mas depois de um tempo
(e não foi um tempo muito longo), comecei a me questionar por que isso ocorria. E
me dei conta de que o grande público desconhece quem está por trás dos grandes artistas. Eu costumo dizer que o artista é o
queridinho do público e o produtor o
queridinho do artista.
Para não dizer que todos os produtores
são anônimos, podemos destacar alguns
exemplos: George Martin (produtor dos
Beatles e para mim o maior de todos os
tempos) e Quincy Jones (saiu inclusive
um DVD sobre ele, que estava sendo vendido em bancas de revista). No mercado
nacional, destaco Liminha (que tocava
nos Mutantes e tem uma produção bem
representativa e de extremo bom gosto),
Rogério Duprat (que ficou conhecido pe-
los trabalhos realizados com os Mutantes),
Tom Capone (que faleceu em um acidente de moto nos EUA não faz muito
tempo) e Rick Bonadio (que tem sido
bem comentado atualmente por trabalhos
na praia do rock). Gosto muito do Caldato
pelo maravilhoso trabalho que desenvolve
com Marcelo D2 (A Procura da Batida
Perfeita é uma de minhas referências) e
do Apollo9 pelos trabalhos realizados nos
álbuns do Otto e Cibelle (outra fonte de
informação para minhas produções).
De qualquer modo, a maioria dos produtores nunca se preocupou muito em
elaborar estratégias promocionais sobre a
sua carreira para o grande público. Acho
isso errado. Por isso, faz seis anos que me
dedico a isso e incentivo meus colegas a
fazerem o mesmo. Claro que o foco principal é o artista, sempre será, mas muitas
vezes um produtor pode dar uma virada
brusca no som e, conseqüentemente, levar
o trabalho para o estrelato ou para o buraco.
Eu jamais gostei muito do Detonautas, por
exemplo, mas ouvindo o seu álbum recente
(Psicodeliamorsexo&distorção ), que foi produzido pelo Edu K (um gaúcho que considero um gênio, tanto como artista como
produtor), mudei radicalmente de idéia.
Acho que a banda amadureceu muito e o
disco está excelente e arrisco dizer que boa
parte se deve ao “Toque de Midas” que o
produtor colocou ali.
Mas, voltando à pergunta inicial, sob
minha ótica, normalmente os produtores
musicais são seres que, antes de qualquer coisa, respiram música, comem música e vivem música. E estão sempre len-
PRODUÇÃO MUSICAL
do e estudando sobre tudo que envolve o
universo musical, equipamentos e mercado. Se você não gosta de ler, nem tente. É comum o produtor já ter tocado por
um longo período de tempo em bandas
(ou mesmo ter desenvolvido uma carreira de artista-solo – eu, por exemplo, comecei a tocar em 1987) e conhecer a
fundo um conjunto de elementos: teoria
musical, boas noções sobre gravação,
como funciona a dinâmica dentro do estúdio, composição, arranjo, técnicas de
mixagem e microfonação, softwares, linguagem MIDI, psicologia, marketing,
publicidade e mercado. Às vezes, o produtor não domina totalmente as técnicas
de gravação, mas sabe exatamente como
deseja que as coisas soem no trabalho.
Sabe o timbre de guitarra que deseja, a
quantidade de efeitos que quer ou não
colocar na voz, os tipos de instrumento
que pretende usar numa faixa, o concei-
Claro que o foco
principal é o artista,
sempre será, mas muitas
vezes um produtor pode
dar uma virada brusca no
som e levar o trabalho
para o estrelato ou
para o buraco
to que um álbum deve ter, enfim, uma
série de fatores que no final das contas
deverão resolver a seguinte equação: o
que desejam o artista, o mercado e o público. É sempre aconselhável trabalhar
em conjunto com um bom técnico de
gravação ou engenheiro de som para garantir que cheguemos ao resultado espe-
rado sem problemas, distorções indesejadas ou dores de cabeça.
Equacionar esses elementos não é tarefa fácil. Para sugerir algo, o produtor
deve estar sempre aberto a novidades.
Por exemplo, para sugerir o uso de uma
cuíca, ele deve saber como soa uma
cuíca, se é melhor samplear ou chamar
um músico para tocar, qual a extensão
que o instrumento pode alcançar, sua
tessitura, etc. Acho que a coisa mais difícil é imprimir a sua marca nos trabalhos
sem torná-los idênticos e repetir fórmulas
(pois cada artista é único, assim como
cada álbum e faixa) e ao mesmo tempo
preservar a essência do artista. Se você
repetir fórmulas, fará trabalhos previsíveis e enfadonhos. E jamais esqueça:
você não está produzindo o SEU disco e
sim o disco do ARTISTA. Muitas vezes
(e isso é bem comum) o próprio artista
desconhece qual a sua verdadeira essên-
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PRODUÇÃO MUSICAL
cia e cabe ao produtor o papel de explorar
e clarear as idéias e os caminhos. É muito
mais comum do que se imagina o artista
se sentir inseguro e incapaz e nessa hora o
lado psicólogo do produtor deve estar
pronto para agir. Senão, toda essa insegurança será passada à gravação e, pode
apostar, o público sente isso mesmo! O
artista também pode ter medo de ousar
(quando é necessário) ou exagerar (quando deve ser dosado).
Além da falta de investimento em
marketing e divulgação, existe uma série
de “picaretas” que se intitulam produtores e ajudam a confundir o mercado:
donos de estúdio, leitores curiosos de
manuais de mesas e periféricos, ouvintes
que acham que são produtores, a gente
encontra de tudo. Acho que o tipo que
mais me irrita é aquele que compra uma
série de equipamentos caríssimos e utiliza seus “brinquedinhos” como argumento de venda, como se isso bastasse para
produzir um trabalho de qualidade. O
mais importante é o elemento humano
aliado ao bom gosto, conhecimento, técnica e muito trabalho braçal. Claro que
quanto melhor o pré, a mesa, os mics,
melhor tende a ficar o resultado. Mas já
gravei muita guitarra em linha e tirei um
som muito melhor do que um suposto
produtor que gravou no melhor amp
valvulado do mercado. Até porque, o
público não sabe a diferença entre uma
guitarra gravada em linha ou microfonada com amps valvulados. Ele só reage de um jeito quando ouve o nosso trabalho: gosta ou não gosta, compra ou não
compra, escuta ou desliga.
Mas e como você faz para ganhar experiência? A melhor saída é antes de
qualquer coisa ouvir muita música e de
estilos bem variados. Mas não ouvir somente com o ouvido do público, ouvir
com ouvido de produtor. Isto significa
tentar identificar o que está acontecendo em todos os aspectos: mixagens, pla-
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nos de estéreo, como os elementos estão
distribuídos na faixa, timbres e efeitos
utilizados, interpretação dos músicos, arranjos vocais e também ouvir com o ouvido do público comum, isto é, observar
que emoção a faixa passa, quais suas referências, qual a estética que foi adotada, enfim, se colocar em todos os papéis
(o do artista, do público, do técnico, do
produtor que fez aquele trabalho) e elaborar uma imagem mental do trabalho tanto
na sua totalidade como nas suas especificidades. Acho legal pensar de onde o
trabalho partiu para chegar naquele resultado final. E, inclusive, avaliar se atingiu os
objetivos (nem sempre isso ocorre).
Mas e como você
faz para ganhar
experiência? A melhor
saída é, antes de
qualquer coisa,
ouvir muita música
e de estilos
bem variados
Se você é amigo de músicos ou de
bandas, proponha-se a fazer a produção
de seus trabalhos. No início, faça a um
preço de custo ou até de graça, se for o
caso. Na verdade, você não estará trabalhando de graça e sim construindo a sua
carreira e adquirindo experiência. Porque quando um artista for procurar você,
a primeira coisa que ele vai querer é ouvir o que você já produziu. Por melhor
que seja o seu papo e o seu argumento de
venda, seus trabalhos é que vão falar por
você. Uma técnica que utilizo com freqüência é mostrar como estava o artista
antes de passar por mim (mostrando demos, por exemplo) e como ficou depois
que eu assumi a produção.
Uma coisa que não deve ser esquecida
é que não se pode produzir tudo. Procure se
especializar em um estilo ou em um grupo
de estilos com os quais você se identifique.
É difícil o cara mandar bem na produção
de um pagode e de um heavy metal, simultaneamente. E quando for mostrar exemplos para o seu cliente, procure exemplos
próximos à sonoridade que ele busca. Não
adianta mostrar uma produção de metal
para um artista de MPB ou uma dance
music para um roqueiro conservador. As
pessoas vão, no final das contas, procurar
você pela sua seriedade, comprometimento, idéias inovadoras que pode acrescentar
e pela sua sonoridade. Assim como o artista
deve buscar uma identidade, o mesmo é
necessário ao produtor musical.
E como dica final: jamais aceite uma
produção apenas pela grana, por melhor e
mais tentadora que ela seja. Sempre que
alguém me procura, primeiro eu vou ouvir
o trabalho para ver se me interessa, se acredito naquele artista e se acho que vale a
pena. Só depois, se achar que vale a pena,
passo um orçamento, pois quando tudo estiver finalizado é o meu nome que vai estar
assinado ali e o nosso nome não tem preço!
Leva-se uma vida para construir um nome
e cinco minutos para destruí-lo com um
trabalho equivocado. Pense bem nisso!
Como última dica, para quem gosta de
rock, recomendo a audição do novo disco
da banda Rosa Tattooada (www.rosatattooada.com.br) chamado Rendez-Vous
que foi produzido por Beat Barea e Vini
Tonello (para mim, um dos melhores produtores de rock da atualidade no Brasil). É
um álbum maduro e impressionante e vale
a audição. Quem gosta de Kiss não vai se
arrepender! E não esqueça: ouça muita
música, leia revistas como a Backstage e
estude SEMPRE!!!
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O que é exatamente a fase? Muitas pessoas não me