abastecimento 45 • mai/jun 2014
a revista do varejo de vizinhança
Edição 45 | mai/jun 2014 | ano 8 | R$ 13,90 | www.revistaabastecimento.com.br
Capa: varejo em alta | entrevista: luiz antônio machado | pesquisa
Maré
boa
Pequeno e médio varejo
foram os formatos que
mais cresceram dentro do
mercado de consumo em
2013, e, de acordo com os
especialistas, continuarão em
expansão nos próximos anos
entrevista
Com inteligência, é
possível atrair mais
público ao ponto
de venda, aposta
o economista Luiz
Alberto Machado
pesquisa
Saiba quais são
os cinco maiores
atacadistas
distribuidores
do seu Estado
Mercedes Mosquera, do
Madrid Supermercados,
em São Paulo: modelo
de loja conquista
mais consumidores
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sumario
s u m á r i o
10 Sua opinião
Espaço para o leitor
12 Portal
O que você encontra na versão eletrônica da revista na internet
14 Produtos
foto: anderson souza
As novidades nas gôndolas do varejo
34 de olho na copa
Dicas para vender mais antes, durante e depois do campeonato
36 fique por dentro
Maior evento do futebol mundial exige preparação do lojista
Abastecimento 45
58 opinião
Varejo se apoia no trabalho para ter desempenho positivo
62 Negócios
Notícias sobre a economia e a cadeia de abastecimento
64 Em foco
Modalidades de punição na lesão aos direitos do consumidor
66 Ponto Final
Colin Kavanagh, da Pernod Ricard, e os planos da companhia
16
evento
anderson souza
As novidades para o mercado de consumo na Feira da Apas
que recebeu mais de 500 expositores e 68 mil visitantes
22
entrevista
O economista Luiz Alberto Machado defende as ideias originais,
a inteligência, a criatividade e a diferenciação no ponto de venda
28
CAPA
Atendimento, mix ajustado e rapidez fazem com que o pequeno
e o médio varejo cresçam acima dos outros formatos de lojas
38
pesquisa
Conheça os cinco maiores atacadistas distribuidores brasileiros,
que se destacaram pelo bom atendimento aos clientes
50
massas, caldos e molhos
Boa exposição e bom gerenciamento do mix de
produtos fazem com que as categorias cresçam no inverno
54
mundo infantil
sxc
Mamadeiras, chupetas, fraldas e itens de higiene ajudam a
movimentar a loja e a realizar negócios no estabelecimento
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Editora Brasileira do Comércio
Rua Apeninos, 1.126 | 04104-021 | São Paulo - SP
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Portal newtrade
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carta ao leitor
c a r t a a o l e i t o r
No topo do consumo
N
esta edição, trazemos na matéria de capa uma notícia boa e
positiva, que certamente irá agradar a muita gente. O pequeno e médio varejo, nosso principal público leitor, está crescendo
acima dos outros canais e modelos. E não é apenas por ouvir dizer que
estou afirmando isso, pois foi uma conclusão a que a Nielsen, a mais
conceituada empresa de pesquisa do setor de abastecimento, chegou
com seu importante levantamento. Esse e outros resultados fazem parte
do principal assunto que abordamos. Em especial, procuramos esclarecer os empresários a respeito de como devem se preparar para atender o
consumidor, o que lhes convém oferecer de mix e quais as perspectivas
que podem ter para os próximos anos. Imperdível! Na entrevista especial, você irá saber o que é economia criativa, conceito que começa a
chamar a atenção do setor no País. Luiz Alberto Machado, especialista
no assunto e economista, e um dos nomes que se destacam na abordagem desse tema no País, explica como essa nova visão da economia
pode ajudá-lo a crescer, faturar e aparecer em tempos em que a disputa
pelos clientes é feita palmo a palmo. A entrevista, realizada pela nossa
repórter Rúbia Evangelinellis, também poderá ser conferida na íntegra
no Portal Newtrade. E com a Copa do Mundo chegando, não poderíamos deixar de publicar uma matéria com dicas sobre como você deve se
preparar nos dias que antecedem o maior evento futebolístico mundial.
Se ainda não se preparou, leia a matéria e mãos à obra para engrossar
o faturamento. Trazemos os cinco maiores atacadistas de cada Estado
segundo o Ranking ABAD/Nielsen 2014 (ano-base 2013) para você
ficar por dentro e ser bem atendido. Apresentamos uma breve cobertura
da Feira Apas, que aconteceu na capital paulista, de 5 a 7 de maio, trazendo informações sobre alguns dos muitos lançamentos apresentados.
Para finalizar, quero lembrar que a Editora Brasileira do Comércio,
que edita a revista ABASTECIMENTO, completa 30 anos em 2014.
Uma trajetória marcada por diversas publicações, que retratam o desenvolvimento do comércio, motivo de muito orgulho para todos nós. Por
isto, na capa de nossas publicações lançamos um selo comemorativo ao
período e já nos preparamos para diversas novidades. Aguarde e junte-se
a nós neste marco. Boa leitura e até a próxima edição!
Relacionamento
Leitores/assinaturas/circulação
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CLAUDIA RIVOIRO
Diretora-editorial
jan/fev 2014
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ricardo bakker
Esta revista é destinada a proprietários, sócios e gerentes de pequenas
e médias lojas do varejo independente, mercados com até dez checkouts.
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o p i n i ã o
ABASTECIMENTO 44 smar/abr 2014
s u a
A REVISTA DO VAREJO DE VIZINHANÇA
Edição 44 | mar/abr 2014 | ano 8 | R$ 13,90 | www.revistaabastecimento.com.br
Leio sempre as matérias e tento aplicar as que são adaptáveis ao nosso
negócio.
Cid José Nascimento – Fortaleza/CE
Gosto muito da revista e, sempre que possível, aproveito as sugestões
e as dicas em nosso negócio. A Revista é uma excelente ferramenta de
pesquisas permanentes.
Flávio de Pádua – Batatais/SP
GESTÃO
EFICIENTE
CAPA: GESTÃO EFICIENTE| ENTREVISTA: MARCO ANTÔNIO TANNÚS | COPA DO MUNDO
Perguntamos aos nossos leitores quais os seus temas preferidos, aqueles que gostariam de ler sempre em todas as edições.
Confira abaixo algumas respostas, e obrigada a todos os que
participaram da enquete.
Claudia Rivoiro – diretora de Redação
Medidas
simples e
práticas que
aumentam a
rentabilidade
do negócio em
pouco tempo
ENTREVISTA
Marco Antônio
Tannús, do
Martins, fala
sobre Trade
Marketing
na empresa
COPA DO
MUNDO
Dez dicas
eficientes
para trabalhar
o mix durante
o evento
José Eduardo
de Carvalho, do
Supermercado Violeta:
lições seguidas à
risca possibilitaram
crescimento
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Abastecimento 44
mar/abr de 2014
Todas as matérias são ótimas, é injusto votar em apenas uma.
Marico Utiyama – Ubatuba/SP
Gosto das matérias que abordam mix e layout.
Nazareno Alves – Criciúma/SC
Gosto muito das matérias que abordam logística e comércio em geral.
Marcos Sebastiane – Campo Novo/RS
Aprecio muito as matérias que tratam de tendências, marcas e produtos
que estão em alta no mercado.
Gelso Tofolo – Santo Ângelo/RS
Aproveitamos muito as sugestões que a revista traz, por exemplo as de
como trabalhar o mix, como tirar melhor proveito comercial e como
aumentar o faturamento. São vários os assuntos importantes. Espero
que continuem assim.
José Carlos Schulte – Ijuí/RS
Ações de merchandising e tendências de mercado.
Fabrício Ucles – Marília/SP
Matérias sazonais e coisas que podem ser aplicadas ao ponto de venda.
Valdir José Ribeiro – Sertãozinho/SP
Tecnologia, lançamentos e mercado.
João Batista Santos – Marília/SP
Muito boa a edição passada, especialmente o artigo de capa
“Gestão Eficiente”. Realmente são medidas simples e práticas,
mas que podem contribuir muito para o resultado dos
pequenos supermercados.
João Maria Goulart Dubus – São Paulo/SP
Quero agradecê-los e lhes dar parabéns pela matéria de Capa da edição
passada. Ficou simplesmente o máximo! Estive em alguns eventos de
pequenos varejistas no Nordeste e no Sul e todos comentaram. Sucesso.
Fátima Merlin, diretora-executiva da Connect Shopper
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sua opiniaoNOVO.indd 10
fale com a gente
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Mostre a sua empresa e o seu mix de
produtos aos varejistas do setor mercearil
de todo o Brasil anunciando na revista
ABASTECIMENTO e no site www.
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contato com o Departamento Comercial da
EBC por carta, pelo fax (11) 5572-5335,
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com.br. Com a sua participação, faremos
da AB uma revista cada vez mais útil para o
mercado varejista.
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portal
p o r t a l
Abilio Diniz se desliga
do Pão de Açúcar
+acessadas
Produtores de vinhos e espumantes
brasileiros como Alexandre
Miolo (foto), da Vinícola Miolo,
apresentaram as perspectivas
para este ano, além de novidades,
durante a 18a edição da ExpoVinis,
evento realizado em abril na cidade
de São Paulo. Confira o vídeo.
reprodução
O programa Fique Por Dentro
apresentou as principais novidades
da APAS 2014, feira de negócios
para o varejo que reúne mais
de 500 expositores nacionais e
internacionais. Assista neste vídeo
novidades de grandes indústrias
como a Globalbev representada
por sua diretora de Marketing,
Renata Barreto.
reprodução
divulgação
O empresário
vendeu, em leilão
na BMF&Bovespa,
todas as ações
preferenciais
do Grupo Pão
de Açúcar que
estavam em
seu nome como
pessoa física.
Foram vendidos
cerca de 7,9
milhões de papéis Abilio: do Pão de Açúcar ao Carrefour
preferenciais
(sem direito a voto). Segundo informações
da BMF&Bovespa, os papéis vendidos
somam 821 milhões de reais. Logo depois, o
empresário tornou-se o acionista minoritário
mais importante do grupo francês Carrefour,
com 1% de participação acionária na empresa.
As notícias campeãs de acesso do portal newtrade em abril
Atacado
Varejo
Tecnologia
fotos: divulgação
Indústria
Mondelez une
operações com
dona da Pilão
A companhia, que herdou a
operação mundial de doces,
biscoitos e cafés da Kraft
Foods, anunciou a união das
suas operações de café com
as da holandesa D.E Master
Blenders 1753. A nova empresa, que terá faturamento
anual de 7 bilhões de dólares, vai se chamar Jacobs
Douwe Egberts, e dará à
Mondelez, no Brasil, acesso
a marcas que estão entre
as líderes do setor, entre as
quais a Café do Ponto.
Makro lidera
ranking do
setor
O Makro Atacadista fica com
a primeira colocação do setor, fato que se repete há pelo
menos cinco anos. De acordo
com o Ranking ABAD/Nielsen 2014, ano-base 2013, o
Makro apresentou um crescimento de 9,8% em 2013
em relação ao ano anterior,
atingindo um faturamento de
7,43 bilhões de reais. Em segundo e terceiro lugar ficaram
Martins (primeiro colocado no
modelo atacado de entrega)
e Profarma, respectivamente.
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Padaria faz
entregas com
drones
A Pão To Go, franquia de
padarias drive-thru, iniciou a
implantação de drones, veículos aéreos não tripulados
e controlados remotamente,
para a entrega dos produtos.
Por essa comodidade – afinal,
com os drones, os clientes
não precisam sair de casa e
pegar fila –, a empresa planeja
cobrar uma taxa adicional de
2 reais. De acordo com Tom
Ricetti, criador da Pão To Go,
o investimento na compra do
drone foi de 6 mil reais.
Leitora de
imagem chega
ao Brasil
A Toledo do Brasil, empresa especializada em
pesagem, lança a nova
leitora biótica com balança
da Datalogic, a Magellan
9800i, que promete agilizar
a passagem do consumidor pelo caixa. Além de
fazer a leitura dos códigos
1D e 2D em todos os planos, ela também produz
uma confirmação audiovisual para processo rápido
e ininterrupto, o que a diferencia das demais leitoras.
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BOZZANO_AN_TRADE_205X275MM.indd 1
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produtos
p r o d u t o s
Praticidade
Cuidados práticos
Proporcionar um brilho instantâneo aos sapatos de couro, sem precisar polir ou lustrar.
Esta é a promessa do Nugget Esponja, disponível nas versões Incolor, Preto e Marrom. De
fácil aplicação – basta remover o pó dos sapatos e aplicar o produto diretamente em um
único sentido – o novo formato chega como
uma opção ainda mais prática para o tratamento dos calçados e itens de couro. “Recomendamos que a categoria seja exposta nas
proximidades do lustra-móveis no ponto de
venda, sempre nas prateleiras superiores da
gôndola”, diz Caroline Jansen, gerente de Trade Marketing da Reckitt Benckiser.
Doces
Tamanho extra
Marshmallows com recheio líquido e extragrande são as últimas novidades da Florestal.
Trata-se de um doce no formato Twist, com
aproximadamente 27 cm de comprimento,
desenvolvido no sabor Baunilha e nas cores
branca, amarela, laranja e rosa. “São porções
individuais, com código de barras, apropriadas
para comercialização em checkouts e balcões
de varejo”, destaca Adriano Orso, gerente de
Marketing da empresa. “Além disso, é uma
alternativa de consumo por ocasião, contribuindo para o avanço na comercialização da
categoria, que é crescente no País.”
Fotos: divulgação
Em pó
Solução prática
A La Violetera relança no mercado sua
versão em pó do Leite de Coco. De acordo com Kleber Rorkoski, gerente nacional
de Vendas da La Violetera, um dos grandes diferenciais do produto em pó está
relacionado à sua validade, ao contrário
do que ocorre no leite de coco engarrafado, que dura apenas dois dias depois
de aberto. “O produto deve ser exposto
junto às versões líquidas, em prateleira na
altura dos olhos do consumidor, por causa da necessidade de ele entender o uso
e as vantagens do produto”, ressalta o
executivo. “Também pode ser explorado
junto às áreas de sobremesas, peixes e
hortifrútis por conta de sua grande praticidade e de sua versatilidade.”
Vapor
Praticidade em alta
A tradicional receita de bacalhau ficou ainda mais prática para os consumidores. Isso porque a
Vapza, indústria produtora de alimentos cozidos a vapor e embalados a vácuo, lança no mercado o Bacalhau Cozido com Batatas. Com 100% de rendimento, a embalagem individual, de
400 g, é composta por 50% de bacalhau e 50% de batatas fatiadas, podendo ser conservado
sem refrigeração por até 12 meses. “O varejista pode tirar melhor proveito do produto realizando
a exposição juntamente com outros ingredientes, que complementam o prato, como o arroz
integral e o grão-de-bico”, explica Andressa Miranda, responsável pelo Marketing da Vapza.
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produtos
p r o d u t o s
Limpeza
Cheirinho conhecido
A marca Omo apresenta uma novidade para as
consumidoras que buscam, além de remoção de
manchas, roupas mais perfumadas. A nova linha
de OMO Multiação com um Toque de Comfort
chega com perfumes exclusivos: Aloe Vera, Energy e Original em pó de 900 g ou 1,8 kg e nas
versões líquidas de 1L e 3L no Original e apenas
3L para o Energy. Para Yasmine Antacli, gerente de Marketing da marca, o lojista deve expor
o produto juntamente com OMO Multiação
na gôndola, sempre
ao lado dos similares. “A maior oportunidade é buscar
expor em pontos extras juntamente com
amaciante Comfort
para aproveitar a
sinergia e aumentar
o tíquete médio da
categoria”, diz.
Candies
Intensidade cinco
Halls, marca da Mondelez, acaba de lançar o
Halls Prata, novo sabor considerado de intensidade Power 5, pois a ele é atribuído o grau mais
elevado no quesito refrescância. “Identificamos
a oportunidade de reforçar nossa presença e
acreditamos que o produto se tornará um dos
nossos sabores mais vendidos, junto ao Extra
Forte, ao Cereja e ao Morango”, revela Nathalia
Tercero, gerente de Marketing da marca. Para
impactar os varejistas e, consequentemente, o
consumidor final, a empresa desenvolveu materiais inéditos de ponto de venda, como um display com os três sabores carros-chefes: Halls
Prata, Preto Forte e Cereja.
Infantil I
Delícia gelada
A marca Skimoni traz ao Brasil os
picolés da marca Hello Kitty, que
vêm personalizados com o rosto e o
laço da personagem. No total, são
quatro sabores especiais: Framboesa com Baunilha, Algodão-Doce,
Morango com Leite Condensado, e
Chocolate ao Leite com Chocolate
Branco. César Souza, diretor-geral
da empresa, fala sobre as estratégias de divulgação do produto.
“Para alguns de nossos clientes
mais antigos, distribuímos freezers
personalizados com decalque da
Hello Kitty. Para os demais varejistas, entregamos cartazes personalizados com o formato do rosto da
personagem e adesivos para aplicarem no freezer onde serão conservados os sorvetes”, diz.
Infantil II
Caixas cantantes
Fabricante de cosméticos e
produtos de higiene voltados
exclusivamente para o público infanto-juvenil, a Phisalia
lança uma nova linha de produtos que pretendem divertir
o banho da garotada. As Caixas Cantantes da marca Trá
Lá Lá Kids, que chegam em
edição limitada, têm o formato de uma caixa de som e
vêm equipadas com um chip
com sensor de luz que toca
uma canção exclusiva toda
vez que o objeto é levantado.
“Indicamos ao varejo uma exposição baseada no agrupamento dos itens por marca,
pois os consumidores preferem assim, já que conseguem identificar rapidamente todos os produtos”, diz
Eduardo Amiralian, diretor-executivo da Phisalia.
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evento
Gôndola
renovada
anderson sousa
e v e n t o
A trigésima edição da Feira da
Apas reuniu grandes marcas
e muitos lançamentos para
o mercado de consumo
Por Andréia Martins
M
ais de 500 marcas expositoras se tornaram o centro das atenções durante a
segunda semana de maio. Do dia 5 ao
dia 8 deste mês, aconteceu em São Paulo o maior
evento do setor supermercadista da América Latina, a Feira Apas. O encontro recebeu 68 mil visitantes entre empresários varejistas e executivos do
setor vindos de todas as regiões do País, e também
do exterior, e foi palco de grandes oportunidades
de negócios, que, juntos, somaram 5,8 bilhões de
reais em transações entre visitantes e expositores. Em sua 30a edição, a Convenção Anual promovida pela Apas – Associação Paulista de Supermer-
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cados apresenta o tema “Confiança – Fundamento do Time Campeão”. “No ano em que o Brasil
vai sediar a Copa do Mundo de Futebol, não teríamos um tema mais propício. Atitudes realizadas
em equipe podem construir uma relação sólida
entre o varejo e o consumidor”, explica João Galassi, presidente da Associação. Durante o encontro com a imprensa, foram
apresentados dados sobre o setor, revelados pelo
presidente da Apas na presença de Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados, e João Carlos de Oliveira, presidente
da GS1 Brasil-Associação Brasileira de Automação. A projeção de crescimento para o Estado de
São Paulo é animadora. A Associação estima que
ocorrerá um faturamento de 92 bilhões de reais
para o modelo supermercadista, contra 79,9 bilhões de reais em 2013, além da criação de 25 mil
novas vagas de emprego. “O modelo desenvolve o
quadro de funcionários com a mesma aceleração
do setor automobilístico”, afirma Galassi. Panorama do varejo
No ano passado, os modelos de varejo que
mais cresceram no País foram o atacarejo (13,8%),
os minimercados (11,3%) e o farma (10,4%). Supermercados e hipermercados corresponderam a
9,3% e 5,5%, respectivamente. “O desempenho
do modelo supermercadista é favorável mesmo
diante desse cenário econômico”, avalia Galassi.
O estudo, realizado pela consultoria Nielsen,
também aponta mudanças no comportamento
do consumidor. O shopper tem como prioridade
manter seu bem-estar, isto é, busca por produtos
que o satisfaçam, busca por uma boa relação custo/benefício e pela redução do número de idas
ao ponto de venda, e troca marcas tradicionais
por opções mais baratas e por itens com embalagens mais econômicas. “A frequência de compras
anual passou de 170 em 2012 para 156 no ano
passado”, diz o presidente da Apas, destacando a
necessidade de se aprimorar o atendimento e de
se introduzir diferenciais no ponto de venda para
cativar e fidelizar cada vez mais os consumidores.
Lançamentos
Conhecida como vitrine de novidades para o
segundo semestre do ano, o encontro reuniu grandes indústrias, as quais apresentaram suas marcas
– que você irá conferir nas próximas páginas – e
que o levarão a conhecer esses novos produtos,
rótulos e sabores. Confira!
mai/jun 2014
15.05.14 11:32:22
Alimentação balanceada
A Triunfo, marca de biscoitos da Arcor, apresentou as versões Cranberry
e Cacau com Cereais. A novidade se destina a mulheres entre 25 e 45
anos e tem como proposta oferecer uma refeição balanceada. “Em 2014,
aumentamos a linha introduzindo novidades no mercado de produtos
saudáveis, e apresentando outros lançamentos em guloseimas e
chocolates”, explica Loredana Mariotto, diretora de Marketing da Arcor.
Biscoito fino
Para produzir a barra recheada Twist TOP Sense e os cookies Twist Sense
Premium, a Dauper fez um investimento de 5 milhões de reais e importou
máquinas de última geração. “Conseguimos unir duas massas e um recheio
em um único produto. Isso é inovador no mercado brasileiro e estamos
confiantes em que esses lançamentos irão surpreender os consumidores”,
avalia Raul Matos, diretor-comercial da empresa. As novidades são
produzidas a partir de uma combinação de massas de Baunilha e de
Chocolate e recheadas com Creme de Chocolate com Avelã.
Massas resfriadas
A Forno de Minas amplia seu portfólio e apresenta ao mercado a linha de massas frescas
congeladas Mamma d’Alva. “Aproveitamos o evento para apresentar nossa linha de massas
frescas congeladas que vão impulsionar ainda mais o segmento de alimentos semiprontos”,
explica Vicente Camiloti, diretor de Vendas da companhia. Para o lançamento da linha, a
Forno de Minas investiu mais de 20 milhões de reais. As massas deverão estar nas gôndolas
já a partir deste mês, comercializadas em bandejas de 300 g.
Suco de uva
A Ebba – Empresa Brasileira
de Bebidas e Alimentos
apresentou novos sabores
e embalagens de Maguary.
Um dos destaques é a linha
Maguary Seleção, suco de
uva tinto premium produzido
na Região Sul. “É uma
bebida à base de uva, porém
mais encorpada e forte, que
chega em embalagem PET
e também em lata. Por ter
embalagem de plástico, não
é um item que quebra com
facilidade, como a garrafa de
vidro, e é mais fácil para ser
transportada”, comenta Lílian
Yokota, gerente de Categoria
da empresa.
Vinho e vinagre
A Castelo Alimentos, indústria
do segmento de vinagres
e temperos, levou para
a Apas 2014 novidades
gourmet. Durante a
maior feira do setor
supermercadista, a empresa
lançou o Vinagre de Vinho
Tinto Cabernet Sauvignon
Castelo, cuja variedade
dá origem a um vinagre
encorpado, denso e com
marcante fundo aromático, e
dotado de sabor adocicado
e frutado, típico do vinho
dessa uva, de acidez suave.
A novidade é ideal para o
preparo de carnes vermelhas,
assados e ensopados.
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evento
e v e n t o
Verde e amarelo
A Fini apresentou uma série de
lançamentos em seu estande
durante os quatro dias de Feira
Apas. Um dos destaques foi a
linha alusiva à Copa do Mundo
que acontece em junho no Brasil.
“Nesse clima brasileiro, a marca
entra em campo com a edição
limitada de balas de gelatina
inspiradas nos personagens da
Cartoon Network, com embalagem
especial Copatoon. A surpresa
boa é que a novidade vem com
uma bola colecionável, chegando
a 10 modelos diferentes”,
comenta Andréa Vasconcelos,
coordenadora de Marketing da Fini.
Iogurte saudável
Com quase 60 anos de mercado, a Piracanjuba, que
pertence à companhia Laticínios Bela Vista, teve como
grande destaque a linha de iogurtes do tipo Grego,
que não precisam de refrigeração, além de três opções
da bebida láctea à base de linhaça. “O consumidor
quer, cada vez mais, encontrar produtos saudáveis e o
pequeno varejo tem espaço para isso. Porções individuais
são mais consumidas nesse modelo de ponto de venda”,
revela César Helou, diretor-presidente da Bela Vista.
Rápido e prático
Protagonista da nova campanha publicitária do Grupo 3Corações, a solução multibebidas
TRES traz praticidade para o mercado de doses únicas. “O projeto foi realizado em quatro
anos. Sentimos a necessidade de explorar o mercado de monodoses, que em outros países
já está muito desenvolvido”, explica Paulo Guerchfeld, diretor de Marketing da 3Corações.
Nos modelos Modo, Gesto e Serv, a novidade chega com mais de 12 sabores de cápsulas,
entre cafés espressos, filtrados, cappuccinos, chás e outras bebidas quentes.
Mistura para bolo
Para comemorar as festas juninas em grande estilo, a
Yoki apresentou suas novidades durante a Feira Apas,
em especial sua pipoca
para micro-ondas, a
Pop & Pronto. Além do
produto, que chega com
embalagem diferenciada,
a empresa aposta na
marca Yoki Betty Crocker,
linha de mistura para
sobremesas que chega
ao mercado nacional em
oito versões, como bolos
tradicionais nos sabores
Laranja, Chocolate
e Baunilha, além de
misturas especiais,
como Brownie, Petit
Gateau e Cookie.
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Linha de vassouras
A Bettanin apresenta uma linha completa de
vassouras Noviça. De acordo com Thabata
Lima, gerente de Marketing da companhia, a
marca é a mais lembrada em seu segmento.
“Por isso, percorremos o mercado brasileiro
escutando as demandas das consumidoras
com o objetivo de aprimorar o desempenho
do produto, e o
resultado
foi o novo
posicionamento
da Noviça”, avalia
a executiva. A
linha foi ampliada
e ganhou soluções
para todos os tipos de
pisos, e por isso ela conta
agora com seis tipos
de vassoura.
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15.05.14 11:32:50
15/04/2014 - 12:04
A EMBALAGEM E NOVA.
A CACHACA E A MESMA:
A MAIS VENDIDA NO BRASIL.
Com rótulo mais bonito, um dosador que evita
o desperdício, uma tampa fácil de abrir
e mais higiênica, a 51 ficou melhor para você,
para os donos de bar e para os clientes.
Mas, o mais importante é que, mesmo
com uma embalagem mais moderna,
a qualidade da cachaça continua igualzinha.
Porque valores existem para você poder mudar
e continuar sempre o mesmo.
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AFK-51-AN
NOVA EMBALAGEM-205X275-19880-055.indd
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16/04/2014
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12:08 PM
evento
e v e n t o
Formato e nome
A D.E Master Blenders apresentou suas novas embalagens e também a versão
descafeinada, com nome e aparência novos da marca Pilão. O Pilão Aroma Decaf agora é
o Pilão Descafeinado na cor azul, que remete a produto com redução do teor de cafeína. O
produto estará disponível na versão de 250 g. “Para nós, este é um ano muito importante
para a retomada de um vigoroso crescimento e a expansão geográfica da marca Pilão.
Estamos muito otimistas com o que virá, e temos a certeza de que estamos no caminho
certo”, afirma Ricardo Souza, diretor de Marketing da D.E Master Blenders 1753.
Embalagem inovadora
Leite Moça, líder de mercado e sinônimo de
categoria, anuncia a chegada de sua nova
lata, em formato slim e sistema Abre Fácil,
características que chegam ao produto a pedido
de seus consumidores. A novidade estará nas
prateleiras de todo o País a partir deste mês e
retoma uma antiga
tradição: as receitas no
rótulo. “O novo formato
da lata – que traz a
mesma quantidade
de produto (395 g) – é
mais moderno e mais
ergonômico, tornando
a embalagem mais fácil
de ser manuseada”,
comenta Abner
Bezerra, gerente de
Produtos Lácteos
da Nestlé.
Queijos importados
Com mais de 18 anos de atuação no mercado, a
Allfood importa e distribui mais de 300 produtos,
que incluem queijos, frios, azeites, vinhos e
chocolates. Na visão de Luciano Almendary,
presidente da empresa, a Feira Apas proporciona
aos empresários oportunidades para fechar bons
negócios. “Aproveitamos para lançar produtos de
marcas consagradas e, seguindo a nossa linha de
fracionados, traremos ao mercado produtos únicos”,
afirma. Durante o
evento, foram
apresentadas
as linhas
de queijo
francesas
Fourme
d’Ambert e Bleu
Remberter.
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Água de coco
A Ducoco, uma das principais empresas do setor no País, lança
a linha Ducoco Kids, que traz suco de frutas com água de coco.
“São quatro sabores que têm como diferencial a eliminação de
conservantes e corantes artificiais. Pensamos em apresentar
um produto saudável para o público infantil”, ressalta Daniela
Guizelini, gerente de Marketing da empresa. Além de saudável,
a cada embalagem vendida de Ducoco Kids, parte da renda
será revertida em projetos do WWF-Brasil, organização não
governamental comprometida com a conservação da natureza.
Bem-estar
A Juxx lançou o Antiox, suco
com grande capacidade
antioxidante, e a Família Blueberry,
composta pelo saboroso suco de
blueberry nas versões Tradicional
e Zero. Os antioxidantes são
substâncias que evitam a
formação de radicais livres,
responsáveis pelo envelhecimento
celular do organismo e o
desenvolvimento de diversas
doenças. “Reunimos todo o
conhecimento nutricional da Juxx
para criar o Antiox. Além de seu
sabor delicioso e inigualável, a
bebida é altamente favorável à
saúde”, explica Edson Mazeto,
diretor-executivo da empresa.
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15.05.14 11:33:01
Mix de produtos
A Jasmine Alimentos apresenta
uma série de novos produtos.
Há 24 anos no mercado, a
marca lançou itens das linhas
Beabá, Funcionallis, Superfrutas,
Gourmet Integral, Arroz com
Quinoa Orgânico e BioV Arroz
+ Ca em Pó. A empresa
paranaense escolheu o maior
encontro supermercadista da
América Latina para divulgar
suas novidades por se tratar do
seu principal canal de vendas.
Ao todo, a Jasmine tem no seu
portfólio 150 produtos.
Pack promocional
Elaborado à base de malte e destilado em tonéis
de carvalho europeus, o Olden Walck conta com
controle de qualidade em seu processo produtivo
e chega ao varejo com um brinde: junto com
a bebida, o consumidor recebe um copo para
fazer o seu próprio drinque. “É uma maneira de
destacar o produto na gôndola e de mostrar um
diferencial ao consumidor. Com valor acessível, a
novidade vai ser distribuída no pequeno e médio
varejo e terá ação de merchandising nos pontos
de venda”, afirma Julio Anzoategui, gerente de
Operações da 101 do Brasil.
Limpeza caseira
A Química Amparo apresentou a nova geração da
marca Perfex, agora com uma linha completa para
limpeza caseira. “A marca deixa de ser apenas um
produto e se torna uma linha. Vem responder ao
desejo da consumidora de chegar ao ponto de venda
e encontrar opções de produtos sob o mesmo nome”,
revela Robinson Formigon, gerente de Trade Marketing
da companhia. O executivo também ressalta a
importância de o pequeno varejo poder contar com
opções de itens para limpeza caseira, uma vez que a
consumidora procura esse tipo de produto em pontos
de venda próximos ao lar.
Doce cremoso
Para os amantes da tradicional Paçoquita, a
Santa Helena incorporou um novo item ao
seu portfólio: o famoso doce de amendoim
ganhou versão em formato em creme. Livre
de colesterol, o produto apresenta grande
quantidade de proteína, e inclui vitamina E. De
acordo com Luís Bertella, diretor-comercial da
Santa Helena, a Copa do Mundo e as festas
juninas alavancarão as vendas da companhia
em 35%. “Somente
para este período,
foram investidos
aproximadamente
500 mil reais
em promoção,
exposição e
materiais de
merchandising”,
ressalta o executivo.
Bebida infantil
A PróAtiva Alimentos apresenta a linha de sucos 100% integrais
e de água de coco verde da Galinha Pintadinha. Nos sabores
Maçã, Uva, Laranja, Maçã com Morango, e Maçã com Uva, a
linha também introduz a Água de Coco Verde. Em embalagens da
Tetra Pak de 200 ml, a novidade é 100% pura, e não tem adição
de açúcar e conservantes. De acordo com Benni Cejkinski,
diretor da PróAtiva Alimentos, o lançamento atende à crescente
demanda dos consumidores por produtos integrais e saudáveis.
“Aliamos a imagem cativante da Galinha Pintadinha a um produto
com 100% de fruta, em uma embalagem segura”, afirma Benni.
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e n t r e v i s t a
Invista na
economia
criativa
fotos: Anderson souza
Luiz Alberto Machado, Economista
A grande sacada da nova visão de mercado é
apostar em ideias originais, usando os recursos
disponíveis nos bairros e nas cidades para
chamar a atenção dos consumidores, mas
com inteligência e diferenciação
por Rúbia Evangelinellis
E
m tempos em que a disputa pelos clientes
é feita palmo a palmo, a economia criativa
pode ser a chave para o desenvolvimento
do varejo, especialmente em regiões que buscam
fórmulas para crescer, aparecer e faturar. Especialista no assunto, o economista Luiz Alberto
Machado, de 58 anos, explica que o segredo está
em combinar ideias originais com os recursos
disponíveis, criando um atendimento diferenciado. O conceito chama a atenção, em particular, por ser democrático, prontamente acessível,
pois tem como matérias-primas a criatividade e
a inteligência, e por não requerer a necessidade
de se mexer no caixa do estabelecimento para
bancar alguma promoção. Entre os exemplos
de sucesso, o especialista cita as ações da TAM
Linhas Aéreas, companhia que costuma fazer
corpo a corpo com os clientes e que inovou ao
estender o tapete vermelho aos passageiros na
década de 1990. Essa visão econômica também
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entrevista.indd 22
sugere que se procure avaliar a região em que se
atua e que se observe o que ela tem como pontos
fortes, inclusive na cultura ou no lazer, e que se
use isso como chamariz para os clientes. Além
disso, Machado avalia os rumos da economia,
pede que se volte a atenção para os indicadores,
principalmente aqueles que medem a inflação, e
acredita que 2014 será um ano que o governo vai
empurrar com a barriga, em razão das eleições.
Machado, que é mestre em Criatividade e Inovação pela Universidade Fernando Pessoa, em
Portugal, vice-diretor da Faculdade de Economia
da Faap – Fundação Armando Álvares Penteado
e vice-presidente do Cofecon – Conselho Federal
de Economia, explica esse novo conceito e como
aplicá-lo no dia a dia, o que esperar da economia
em 2014, das eleições presidenciais, dos resultados práticos que decorrerão do fato de o Brasil
sediar a Copa do Mundo de Futebol e da falta de
novas lideranças.
Machado: atenção
para os índices,
principalmente para
aqueles que medem
a inflação
mai/jun 2013
15.05.14 16:50:49
O que é a economia criativa?
É uma nova linha de pesquisa focada na confluência da teoria econômica e dos múltiplos
recursos da criatividade. Na visão abrangente
do economista inglês John Howkins, uma cidade criativa é aquela dotada de atrativos fortes o suficiente para chamar as pessoas e movimentar a economia, como Orlando, com
seus parques temáticos, e Las Vegas, com seus
cassinos. Para o canadense Richard Florida,
de visão mais sociológica, as cidades criativas
precisam ter talento, tecnologia e tolerância.
São locais conhecidos pelos seus centros de
conhecimento e de pesquisas, e porque não
fazem restrições às pessoas e às empresas de
qualquer natureza, nem discriminam diferentes etnias ou diferentes opções sexuais e
religiosas. Na perspectiva de Florida, o modelo de cidade criativa é San Francisco, que
tem o Vale do Silício, universidades importantes e diversas tribos, enquanto Orlando e
Las Vegas ficam abaixo dela no ranking das
criativas, pois são muito focadas e não oferecem espaço para quem gosta de interagir
com a natureza, praticar exercícios, etc.
Quais são, a seu ver, bons exemplos
de cidades criativas brasileiras?
Temos a pequena Parintins, famosa pela festa
dos bois (Caprichoso e Garantido), com duração de sete dias. O evento gera grande força
econômica local e para o Estado do Amazonas. Lá você encontra pessoas que produzem
fantasias e adereços para grandes escolas dos
outros Estados, e os dois grandes blocos, Caprichoso e Garantido, cujas alas se apresentam
em eventos corporativos, artísticos e em outras
comemorações por todo o Brasil. Isso gera receita local durante o ano todo. Algo parecido
ocorre com festas juninas de Caruaru/PE e de
Campina Grande/PB. Mas, olhando por outro
ângulo, constatamos que São Paulo também
é um exemplo extraordinário de cidade criativa, rica em equipamentos e atividades. Quem
vem ao Brasil passa pela capital paulista, seja
porque é centro de negócios seja pelo interesse em conhecer uma cidade dinâmica, de
gastronomia extraordinária, eventos culturais,
museus, casas de shows, etc. São Paulo tem
trabalhado bem essa questão, com estímulos
a eventos internacionais, como Fashion Week,
e turismo de negócios.
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e n t r e v i s t a
Luiz Alberto Machado, Economista
O varejo independente pode instalar
um ambiente criativo para compras?
Sim, é preciso criar diferenciais que fidelizam os clientes, que fujam da rotina, e que
surpreendam e atraiam as pessoas. A TAM
(Linhas Aéreas) é um modelo de atendimento. A empresa atrai passageiros de maneira
inovadora desde a década de 1990, quando recepcionava o passageiro com o tapete
vermelho, lançando também um programa
simplificado de fidelidade, com a sala de espera diferenciada e outras ações que fizeram
com que os usuários se sentissem bem em
um tipo de atividade que não tinha muitas
variações, como a aviação comercial. É possível pensar em atitudes criativas focadas na
pré-venda, no atendimento e no pós-venda.
Outro caso de sucesso é a Disney, para a
qual há indicadores mostrando que quase
75% das pessoas retornam aos seus parques. Aquilo é um mundo mágico, fascina
crianças e adultos, toda a família. A direção
sempre renova as atrações e os brinquedos.
E, na saída, há lojinhas que vendem chaveiros, camisetas, etc. Isso foi uma mudança
fantástica no mundo do varejo.
As ações devem estar focadas
na cultura e no entretenimento?
Não, mas eu costumo dizer que é um dinheiro que se gasta contente, que resulta em
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entrevista.indd 24
Montreal (foto), capital
do Canadá, paga
a conta dos Jogos
Olímpicos de 1976 até
os dias atuais, afirma
o economista
A Copa pode estimular
a economia criativa?
Embora seja um evento disputado pelas
nações, que enxergam nela a oportunidade
de atrair mais turistas e negócios, nem todos os países que foram sedes de Copa e de
Olímpiadas conseguiram lucrar. A Alemanha e a Espanha foram bem-sucedidas, mas
a maioria paga um preço alto porque cria
elefantes brancos, gasta muito para atender
às exigências dos organizadores (Fifa e Comitê Internacional) e não sabe o que fazer,
como aconteceu com a África do Sul, a Grécia, a China e o Canadá (Montreal paga a
conta até hoje). Acho que esse tipo de evento, muito caro, não voltará a ser realizado
em países pobres. Quem vai investir pesado
precisa pensar no retorno. O varejo pode e
deve se beneficiar desse momento.
Fábio R. pozzebom/ABr
A aproximação com os clientes ajuda
o pequeno varejo a investir na
economia criativa?
O pequeno varejista, com o relacionamento
mais próximo que tem com os clientes, muitos dos quais são seus vizinhos, tem facilidade para pensar em fórmulas criativas que
lhe permitam chamar o público. A Disney
reúne elementos importantes, como a fantasia e o cinema, elementos que estimulam
até mesmo o consumo por impulso, e tem
lojas autorizadas espalhadas pelo mundo
inteiro. Outro exemplo é o Cirque du Soleil,
que não para de evoluir e de se renovar. Os
organizadores não perdem a oportunidade
de surpreender, de encantar e de fazer mais
negócios. Na saída, as lojas ficam lotadas de
gente comprando DVDs, CDs, a bolinha do
mágico, etc. É o varejo se alimentando da
economia criativa de forma extraordinária.
lembranças agradáveis. Outro exemplo é a
Oktoberfest, de Blumenau. Inicialmente, a
festa era de três dias e hoje tem duração de
três semanas. A festa retrata a cultura alemã
e consegue atrair visitantes até para outros
pontos turísticos de Santa Catarina durante
a sua realização, como o parque Beto Carrero e praias. É um período de movimento
muito grande para o comércio.
mai/jun 2013
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e n t r e v i s t a
Luiz Alberto Machado, Economista
Qual é a preocupação?
Ela está em saber o que será feito com as arenas de Manaus/AM, Cuiabá/MT e Natal/RN.
Nessas capitais, não há clubes de futebol de
tradição e o público médio do campeonato
inteiro pode encher o estádio em um jogo.
Nessa situação, nem economia criativa dá
jeito. A África do Sul já decidiu derrubar
alguns estádios, e outros foram transformados em sedes de eventos, e até mesmo de
casamentos. O fato é que não foram feitos
para isso. Uma arena bem pensada não é
só para ser palco de partida de futebol. Um
modelo, que nem será usado nos jogos da
Copa, é o do Palmeiras, espaço apontado
por arquitetos do mundo todo como um
grande projeto, e que deverá ser usado mais
para outros eventos além do futebol.
Como o varejo deve se
apresentar na Copa?
Grandes cidades, como São Paulo, com problemas de trânsito e de mobilidade, tornaram-se aglomerados de núcleos, com tudo
próximo, espaço para esportes, shoppings,
etc. Muita gente que fica uma semana na cidade nem sai da região. Ou seja, a ideia é
aproveitar o momento e a restrição de tempo para aumentar a rentabilidade. É preciso
olhar para os lados.
O consumidor quer...
Segurança, comodidade e mais qualidade.
No caso do Brasil, com o crescimento do
poder de compra e o surgimento de uma
nova classe média, a exigência aumentou.
O novo consumidor busca produtos com o
mesmo padrão daqueles aos quais sempre
aspirou. Com dizem por aí, antes contava o
“ser”, depois passou a contar o “ter”, e agora
o que conta é o “aparecer”. As pessoas querem se expor, querem ser vistas.
A economia preocupa?
Não acho que a situação esteja fora de controle. Há mais de 20 anos, tínhamos uma
inflação de 50% ao mês, e hoje se fala em
6,5% ao ano, o que é muito melhor. Porém,
deveríamos estar mirando no centro da
meta, ou seja, em 4,5%. O problema é que,
nos últimos três anos, estamos beirando
6% ou 6,5%, o que pode mudar a margem
superior para 8%, e assim, se surgir algum
problema, ele poderia criar uma espiral perigosa. Mas não vejo risco de descontrole
imediato, embora também não acredite que
em 2014 virão a ser feitos os ajustes necessários, impopulares, uma vez que este é um
ano eleitoral, de empurrar com a barriga.
“O pequeno varejista, com o relacionamento
mais próximo que tem com os clientes,
muitos dos quais são seus vizinhos, tem
facilidade para pensar em fórmulas criativas
que lhe permitam chamar o público ”
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O que são medidas amargas?
São as medidas que ajudam a conter os gastos da máquina pública. Não tem cabimento manter 39 ministérios com um bando
de gente. Como a carga tributária está alta,
é preciso encontrar meios de custear essas
despesas. A manutenção disso impede a
liberação de recursos para investimentos,
que estão abaixo da média de países com
renda equivalente à brasileira. Hoje, fala-se
em um crescimento pífio da economia, de
mai/jun 2013
15.05.14 16:56:03
O que se pode esperar para 2015?
Independentemente de quem vença a eleição para presidente, o candidato terá de
enxugar a máquina e tomar outras medidas firmes. Se não fizer isso assim que
tomar posse, depois não fará. Temos uma
combinação dos capitais político e econômico, o que dá cacife político aos eleitos,
e que vai se desgastando à medida que o
tempo passa. Por isso, as medidas precisam ser anunciadas logo que eles assumam. É possível fazer investimentos em
políticas públicas, que não têm retorno
imediato, mas que são necessárias. Pessoas das mais variadas tendências políticas
apontam a educação como base para a
mudança, mas nenhum investimento em
educação dá resultado no dia seguinte.
Quais são as chances de reeleição
da presidente Dilma Rousseff?
Meses atrás eu apostava mais na reeleição
de Dilma, mas ainda acho que ela é a favorita. Há, no entanto, uma série de fatores com
que a presidente precisa se preocupar, como
as resistências dentro do PT, do empresariado e de parte da base aliada. As manifestações de protesto mostram que as pessoas
estão cansadas, querem coisas diferentes,
embora seja um movimento mais das classes média e alta, e não de descamisados.
O movimento pode aumentar, até mesmo
porque a Copa gera uma visibilidade fantástica. Se o Brasil for eliminado no começo do
torneio, será terrível para a Dilma.
Como o empresário pode se blindar?
A grande maioria dos empresários acompanha, e deve continuar acompanhando,
o nível de inadimplência, a evolução das
taxas de juros e a inflação. O problema
está na dúvida em relação à concessão do
crédito. O que se teme é que a rigorosidade na análise de crédito pode levar à perda
das vendas para a concorrência. É um olho
no cliente e outro na gestão do caixa. Acho
que o pequeno varejo está amadurecendo e
que a situação não está a ponto de explodir.
Fábio R. pozzebom/ABr
2% ou 2,5%, mas o País tem potencial para
alcançar uma marca muito melhor se tiver
recursos para investir.
Nosso grau de endividamento não é uma
bolha especulativa, mas não pode passar
muito disso. Depois da crise internacional
de 2009, acendeu-se o sinal amarelo. O fato
é que, com ou sem Dilma, não é possível
mais pensar em crescer com crédito irrestrito e estímulo setorial sem critérios, do tipo
“agora vou beneficiar a indústria automobilística”, depois de beneficiar a linha branca.
Isso não é política econômica, é medida do
tipo “apaga incêndio”.
Falta liderança para o empresariado?
Faltam lideranças políticas e empresariais
no Brasil. Como acadêmico, acredito que as
universidades têm parte da culpa, pois, embora se preocupassem em formar profissionais para servirem segmentos específicos da
economia, relaxaram na formação de grandes líderes, empreendedores e gestores, que
poderiam desempenhar papéis importantes.
Não vejo mais a presença de líderes como
Antônio Ermírio de Moraes (do Grupo Votorantim) e Mario Amato, que presidiu a
Fiesp – Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo. Hoje, não sei mais quais são
os grandes empresários brasileiros.
Acesse www.newtrade.com.br e assista à
entrevista com Luiz Alberto Machado na íntegra
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As manifestações pelo
Brasil mostram que as
pessoas querem algo
diferente, aponta o
especialista
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capa
c a pp aa
divulgação
anderson souza
A empresária Mercedes Mosquera (no destaque) e a inauguração da segunda loja do Madrid Supermercados, no bairro do Paraíso, em São Paulo
Na rota do
crescimento
Facilidade e rapidez para as compras e mix
ajustado à vontade do consumidor fazem
das lojas de vizinhança a vedete do varejo
Por Rúbia Evangelinellis
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consumo capa.indd 28
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O
pequeno e médio varejo estão em alta.
Pesquisa realizada pela Nielsen mostra
que os estabelecimentos com até 2 mil
metros quadrados apresentaram crescimento
de 12,2% em 2013, enquanto, no mesmo período, o mercado de consumo aumentou 10,2%,
somando 379,4 bilhões de reais em negócios.
Para especialistas e comerciantes, vários fatores colaboraram para a boa maré, como o fato
de os consumidores preferirem ir ao mercado
perto de casa, a comodidade, a segurança, o
atendimento diferenciado, a intensificação da
tendência de se realizar compras fracionadas e
até mesmo a expansão mais acentuada da economia no interior do Brasil, onde há predominância desse tipo de comércio.
“O interior cresce e alavanca os negócios dos
pequenos varejistas. Com isso, as lojas (desse
porte) passam a oferecer um sortimento maior,
independentemente de onde estão instaladas. É
lógico que os grandes centros continuam evoluindo, porém menos que outras regiões”, explica Olegário Araújo, diretor de Atendimento
ao Atacado e Varejo da Nielsen. Apesar da boa
fase, acrescenta o especialista, o comerciante
precisa manter constante atenção voltada para
o mix de produtos, de modo que ele permaneça
adequado aos desejos de consumo dos clientes
e conserve preços competitivos, principalmente
agora que alguns lares fazem ajustes no orçamento para preservar seus padrões de compra
adquiridos nos últimos anos. “Já podemos ver
indícios de que algumas famílias, a fim de se
protegerem da inflação, reduziram seu número
de idas a lanchonetes e restaurantes, voltando a
se alimentar em casa. Também procuram preços
mais competitivos e reduzem o número de idas
ao mercado para evitar as compras por impulso.
Outros cuidados que estão tomando incluem a
compra de pacotes menores de biscoitos e de
chocolate, e também a opção por marcas mais
baratas”, diz Araújo.
Roberto Nascimento, professor de Varejo
da ESPM – Escola Superior de Propaganda e
Marketing, é categórico ao afirmar que o pequeno e médio varejo estão organizados e entrarão em um círculo virtuoso no qual vários
aspectos os favorecem em relação às grandes
redes, que, segundo ele, não têm presença representativa nesses modelos de negócios.
O especialista aposta no fato de que as lojas de vizinhança independentes estão prontas
Se as lojas de vizinhança tivessem
um papel na bolsa de valores, eu
certamente investiria sem medo
Roberto Nascimento, professor de Varejo da ESPM – Escola
Superior de Propaganda e Marketing
O pequeno e
médio varejo
foram destaques
no mercado de
consumo no
ano passado,
de acordo
com a Nielsen,
crescendo
acima de outros
modelos. A
comodidade e
o atendimento
diferenciado
contribuem para
esse crescimento
para decolar ainda mais e prevê que ocorrerá
uma alta de 15% neste ano. “A seta dos negócios está apontada para cima. Acredito que
haverá crescimento contínuo, pelo menos até
2016. Olha, se as lojas de vizinhança tivessem
um papel na bolsa de valores, eu certamente
investiria sem medo. Quem conhece o consumidor brasileiro é o varejo brasileiro”, diz.
O consultor explica que os pequenos varejistas estão colhendo os frutos de trabalhos realizados nos últimos anos. “Entendo que eles
se sentiram pressionados com a chegada do
Walmart na década de 1990. Mas se estruturaram e foram beneficiados pela estabilidade
econômica. No entanto, agora são as grandes
redes que se encontram em uma situação complicada e chegam a contratar especialistas para
entender a dinâmica das lojas de bairro. No
atual cenário, o fato é que o pequeno não olha
para as redes de varejo e conta com o apoio de
grandes fornecedores, que se aproximaram das
lojas independentes e colaboraram para a melhoria dos estabelecimentos, inclusive em relação aos preços praticados”, diz Nascimento.
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capa
c a p a
Para Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP
– Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo, o aumento do consumo no varejo de vizinhança vem se consolidando há alguns anos. “A tendência confirma
a disposição do consumidor para buscar por
esse tipo de estabelecimento por várias razões,
que incluem pequenas diferenças de preços,
maneiras de evitar o trânsito e a violência, e
sensação de bem-estar por reconhecer que essa
forma de varejo é, em certos aspectos, como
que uma extensão da sua casa, ao passo que no
hipermercado o ambiente é impessoal e exige
que se faça um esforço maior para ir até ele, e,
mesmo assim, nem sempre se encontra nele o
que se quer. Tanto é que as grandes redes investem em lojas de vizinhança, como recurso
para atrair consumidores. E elas também crescem nas pequenas cidades”, explica.
Carrer lembra que a rede inglesa varejista
Tesco investe com sucesso no modelo de loja
de bairro. “O cliente busca o atendimento olho
no olho, um atendimento mais pessoal, e busca também facilidade de acesso, mesmo que
para isso precise pagar um pouco mais pelas
O varejista
precisa manter
constante
atenção voltada
para o mix de
produtos, de
modo que ele
permaneça
adequado
aos desejos
de consumo
dos clientes e
conserve preços
competitivos com
a concorrência
Exemplo do Madrid
As grandes
redes investem
em lojas de
vizinhança,
como recurso
para atrair
consumidores
Gustavo Carrer,
consultor do
Sebrae-SP
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mercadorias. Ele prefere um ambiente aonde
possa ir várias vezes por semana e onde sinta o conforto de estar em um local conhecido,
no qual possa encontrar tudo de que precisa.”
O mix ideal precisa destacar itens frescos para
consumo imediato. Para Carrer, é importante
que se tenha gestão de categoria, mas, além
disso, também é importante investir em itens
artesanais, como lasanha oferecida com preços
melhores. “Eu compro em uma loja de bairro
na qual a pessoa que me atende sabe o que
eu, minha mulher e meus filhos gostam. A loja
ideal é aquela onde o cliente tem a certeza de
que encontrou de tudo, independentemente
do seu tamanho”, conclui.
A partir de uma experiência obtida em 42
anos de varejo, o Madrid Supermercados, agora sim com um número de lojas que justifica o
plural do nome, acaba de inaugurar a segunda
loja, na região do Paraíso, bairro da cidade de
São Paulo. A filial foi aberta em janeiro, e é
compacta e eficiente, pois tem 500 metros quadrados de área de vendas, seis checkouts e um
mix de sete mil itens. Recebe cerca de mil clientes por dia. A nova unidade, embora já mostre
robustez, ainda é acompanhada de perto pelos
seus proprietários, como um bebê que precisa
aprender a andar com as próprias pernas. “Fico
aqui três dias da semana e dois na outra unidade. Embora eu acredite na força da loja de vizinhança, e tenha experiência com esse modelo
de negócio, mantendo um sortimento acima
da média, preciso entender as necessidades dos
novos clientes e fazer ajustes no mix. Nos dois
pontos de venda, o Madrid recebe um público
de classe A e de diferentes perfis, mas também
exige qualidade de produtos diferenciados”,
assegura Mercedes Mosquera, responsável pela
área operacional e que divide a direção com a
irmã, Maria del Carmem Mosquera Carrascosa, diretora-financeira.
No novo ponto de venda, o Madrid recebe um público jovem, que consome pratos
prontos, salgados e comidinhas de fácil preparo para se adaptar às exigências do dia a dia.
Também não podem faltar bebidas isotônicas
e produtos indicados para quem pratica atividades físicas. “Eles querem pratos prontos e
saudáveis, como produtos sem lactose, saladas
lavadas e itens da linha zero”, acrescenta Mer-
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cedes, que até hoje escuta os conselhos do pai,
Emílio Mosquera Gonzalez, espanhol que atuava como desossador de carnes antes de abrir
o negócio da família, inicialmente como casa
de carnes, em 1957, para depois se enveredar
no varejo de vizinhança, em 1972. “Ele é detalhista e sempre fez tudo com muita dedicação,
empenho e amor. Não é à toa que com 83 anos
ainda visite a loja, cumprimente as pessoas e
cuide para que tudo esteja em perfeita ordem
de funcionamento”, diz Mercedes.
Porém, como em time que está ganhando
não se mexe, o Madrid levou na bagagem o
desenho de uma estrutura que lhe possibilitou conquistar uma freguesia fiel na vizinhança da primeira loja, instalada na divisa
dos bairros Santa Cecília e Higienópolis, na
capital paulista, e que atende um público
seleto. Um dos charmes do estabelecimento
é sua adega, que abriga 900 rótulos de vinhos, enquanto a nova unidade conta com
300 marcas de bebidas. A loja-mãe tem 11
checkouts, recebe três mil clientes diariamente e conta com um sortimento de 18 mil
itens cadastrados, sendo 14 mil ativos.
Retrato do consumidor
Os consumidores estão mais focados na racionalização das
compras, considerando tempo e dinheiro, ou seja, buscam
melhor atendimento e querem experimentar novos produtos.
•7
4% dos entrevistados procuram promoções, têm pressa
para fazer as compras e reduziram o número de idas aos
mercados. O brasileiro está mais organizado, econômico e
preocupado
•M
ais de 70% dos pesquisados não fazem listas de compras
e, para ganhar tempo, fazem suas pesquisas de preço com
antecipação
•6
1% dos entrevistados declararam que têm orçamento
limitado e costumam comparar preços, inclusive pela internet
•5
1% das donas de casa preferem fazer as compras sozinhas,
enquanto 23% preferem fazê-las com seus companheiros,
como casais, ou com a família, e permanecem mais tempo no
estabelecimento
•5
2% dos entrevistados compram pratos prontos e 61%
alimentos congelados, enquanto 25% buscam esses
alimentos em supermercados ou hipermercados
Fonte: Kantar WorldPanel
As lojas do Barra
Mais, no interior
paulista, ajudarão a
empresa a crescer
8% neste ano
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capa
c a p a
Expansão pelo interior
O Barracão Supermercado, de Bauru/SP,
que começou, há 23 anos, com 225 metros
quadrados de área de vendas e atende a cidade
e adjacências, e hoje ocupa uma área de cerca
de 3 mil metros quadrados de área de vendas,
tem 30 checkouts, mix de até 21 mil itens e tíquete médio de 55 reais, está em processo de
plena expansão.
As filiais seguem o modelo das lojas de
bairro. A primeira delas foi inaugurada em
5 de novembro passado, foi batizada de Barra Mais, tem quatro checkouts e 250 metros
quadrados de área de vendas. Tem 3.500 itens
e é mais voltada para o autosserviço, recebendo 18 mil clientes por mês. Em 26 de maio,
duas outras unidades irão entrar em operação
com a bandeira do grupo na cidade em Jaú/
SP. Elas terão a marca Barracão, irão operar de
12 a 15 checkouts, e suas compras para abastecimento serão comandadas pela central de
distribuição da empresa. Nos locais, funcionarão confeitaria e padaria próprias, com um
atendimento de balcão que oferecerá um sortimento de 10 a 12 mil itens.
Neste ano, a empresa prevê que terá cresci-
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Os fatos de o
varejista atender
os clientes com
olho no olho e
de o consumidor
poder ir várias
vezes por semana
à mesma loja,
onde pode
encontrar todos
os produtos dos
quais ele precisa,
são alguns dos
fatores que fazem
o sucesso da loja
de vizinhança
mento de 8% a 10% no faturamento. Em 2013,
a empresa apresentou alta de 11% no seu volume de negócios. “Estamos em fase de evolução e apresentando aos fornecedores o nosso
projeto, batizado Decola Barracão”, explica o
diretor Fernando Luiz da Silva.
Segundo informou, na loja pequena, as
gôndolas são refrigeradas e não se oferece serviços de balcão de corte de carne e de hortifrútis, o que gera economia, principalmente
em mão de obra (há hoje 12 funcionários), e
garante maior rentabilidade, segundo o executivo. Mas, por outro lado, o estabelecimento oferece pão quente e confeitaria (terceirizada). Ele fica em uma região movimentada
de Bauru, tem ar-condicionado e atende um
público que se estende da classe E à B. O tíquete de compras varia de 19 reais a 25 reais e
registra a compra de lanches, bebidas geladas,
miudezas e ingredientes para almoço rápido. “Antes, funcionava no local um mercado
abandonado, decadente. Agora oferecemos
carne e hortifrutigranjeiros embalados, com
ar de frescor”, garante Silva
Em constante avaliação, o Barra Mais serve
de base para a abertura de duas lojas no mes-
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O Emporium tem
lojas em bairros
nobres da capital
paulista e busca
atender os clientes
das classes A e
B, que preferem
compras menores
e frequentes
mo padrão, previstas para este ano. “Estamos
avaliando alguns pontos. Percebemos o movimento de abertura dessas lojas pelas grandes redes e também queremos ter o nosso
espaço. O mercado nos leva a isso. Acredito
que é mais fácil atender o consumidor, saber
o que ele quer. Estamos atentos a isso. Tanto que deixamos formulários nos checkouts
para que os clientes nos deem sugestões”,
acrescenta Silva.
Emporium
Com seis lojas na capital paulista, em bairros nobres da zona sul (Moema, Itaim e Vila
Nova Conceição), o Emporium São Paulo
preserva desde o lançamento de sua primeira unidade, há 23 anos, o aspecto de loja de
vizinhança, bem arrumada e bem sortida. O
sócio Marcos Maluf, que divide o comando
com o amigo de infância Juliano Hannud
desde quando ambos eram recém-graduados
pela FGV – Fundação Getulio Vargas, não tem
dúvidas de que esse modelo de negócio é vencedor. “Principalmente em São Paulo, onde
o tráfego é muito intenso (o que pesa para
se deslocar até unidades mais distantes), os
Com a
interiorização
da economia
brasileira, as
lojas menores
e médias são
beneficiadas e
buscam ampliar
o sortimento de
produtos para
atender um
público mais
informado e
exigente, que
busca itens de
melhor qualidade
apartamentos são menores, as pessoas moram perto do trabalho e querem comodidade. Com isso, aumenta o número de compras
menores, porém mais frequentes. Vejo os
mesmos clientes todos os dias na loja, muitos
estão de passagem, vêm a pé ou estão voltando para casa”, diz.
Com o aumento do número de idas ao mercado, segundo Maluf, os consumidores gastam
mais, pois são mais suscetíveis às compras por
impulso: “Se eles fizessem só uma compra, gastariam menos. Nos bairros em que atendemos
as classes A e B, não vejo clientes que evitam ir
às lojas por economia. Acredito que se o público que atendemos tiver de fazer economia,
ele pode até reduzir o número de compras de
roupas em shoppings, como camisa e calçados
na faixa de mil reais. Quem ganha 20 mil reais
ou 50 mil reais por mês não reduz gastos em
mercado. Isso pode acontecer na periferia.”
O Emporium tem duas lojas de 1.800 metros quadrados de área de vendas, duas de 900
metros quadrados e mais duas de 500 metros
quadrados (estas atuam mais como conveniência). O tíquete médio de vendas é de 70 reais. Marcos Maluf toca o negócio tendo como
concorrência a bandeira Pão de Açúcar, do
Grupo de mesmo nome, com unidades localizadas bem perto das suas. “Como nós, o Pão
de Açúcar sempre teve lojas de bairro. Concorremos com ele desde o início. Aprendemos a
lidar com o comércio tendo ele ao lado. O que
não pode faltar é o produto que o cliente procura, ainda que seja de baixo giro. Oferecemos
uma variedade que supera as de outros mercados. Temos 80 tipos de azeites, 120 marcas
de cervejas, e sete ou oito marcas de macarrão
importado”, acrescenta.
Hoje, a Emporium tem 700 funcionários,
experimentou um crescimento de 10% em
2013 e espera repetir a dose de evolução neste ano. O segredo? Oferecer tratamento e mix
diferenciados, sendo que esse último inclui 15
mil itens nas lojas maiores (por onde passam
3.500 fregueses por dia) e 10 mil nas menores
(que recebem 1.800 clientes diariamente).
Maluf não acredita que haja informalidade no varejo independente, pelo menos nos
centros de São Paulo. “Não vejo como isso
poderia acontecer. Pode imaginar como as
pessoas iriam pagar suas compras com cartão?”, conclui.
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deolhonacopa
d e o l h o n a C O P A
Em contagem regressiva para o maior evento do
futebol mundial, o comércio pode utilizar táticas
para driblar o meio de campo e acertar o gol
por Andréia Martins e Mari Cavalcante
À
s vésperas da Copa do Mundo, o varejo
brasileiro prepara-se para fazer um gol
de placa. Com início em 12 de junho,
as doze cidades que sediarão os jogos deverão atrair milhares de torcedores para o evento, além da atração que ocorre normalmente
nos locais turísticos já frequentados por turistas. A corrida contra o relógio já começou
e o comerciante precisa estar preparado e posicionado na linha de frente para responder
de maneira satisfatória às expectativas dos
consumidores nacionais e internacionais.
Entre junho e julho, o varejo estará trajando roupas verdes e amarelas, cores que deverão alavancar as vendas no período com artigos e produtos sazonais ligados ao futebol.
Confira, na última matéria da série “De Olho
na Copa”, curiosidades e dicas sobre o evento futebolístico mais assistido e prestigiado
em todo o mundo.
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wikimedia
Escalação
do varejo
Dicas para marcar
um golaço nas vendas
Um mês antes
Com 30 dias de antecedência, comece a traduzir para o inglês as seções
e catálogos de produtos em sua loja.
“Espalhe cartazes com as categorias
em inglês e espanhol para facilitar
a busca pelo consumidor que virá
de outros países”, aconselha Marcos
de Sousa, consultor de mercado. É
nesse período que chegam ao varejo os produtos mais consumidos no
período: itens descartáveis, pipocas,
snacks, balas, refrigerantes, cervejas,
sucos prontos e amendoins.
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15 dias antes
“Devemos aproveitar ao máximo o
clima de Copa”, avalia Sousa. Roupas
nas cores verde e amarela deverão ser
o novo uniforme da equipe de funcionários. Caso a sua cidade seja sede
de jogos, use também as cores das
bandeiras do outro time. “Quando
viajamos para outro País e encontramos a bandeira brasileira em algum
estabelecimento, nos identificamos
e olhamos com mais atenção para
o local”, observa o consultor. Faça
uma campanha de vendas internamente, com metas e premiações para
estimular os balconistas, os caixas e
outros colaboradores.
Durante a Copa
Uma gôndola bem abastecida é
palavra de ordem. Por conta disso, o
trabalho dos promotores não pode
parar. No dia do aquecimento das
vendas, mantenha os funcionários
alinhados e atentos à saída de produtos. Crie ilhas com as categorias mais
procuradas. Isso facilitará o trabalho
de reposição e, principalmente, o
atendimento ao cliente.
Você sabia?
disputa por uma boa colocação no mercado não é capaz
A
de acabar com a paixão pelo futebol. Ainda bem! E quem
não quer ficar por dentro das curiosidades da Copa desde
o primeiro jogo, que foi realizado em 1930?
escritor e historiador Airton Fontenele, de 87 anos, é
O
apaixonado por futebol. Com sete livros publicados sobre
a Copa do Mundo, Fontenele traz na ponta da língua os
mais variados episódios. “Um dos piores momentos da
Seleção Brasileira foi perder a Copa do Mundo dentro
de casa, no Maracanã, em 1950, para o Uruguai.
Até hoje, nossos tradicionais rivais fazem gozação
com o chamado ‘Maracanazo’”, lembra.
pesar da polêmica envolvendo o campeonato mundial,
A
o escritor acredita que a Copa será importante para o
Brasil. “Trata-se do maior evento mundial, ao lado dos
Jogos Olímpicos, colocando em evidência nosso País
e a sua economia, além de solucionar problemas de
infraestrutura urbanos e de gerar empregos”, afirma.
Fontenele conta ao portal Newtrade os bastidores dos
jogos desde a primeira Copa.
Craques
O mais jovem campeão do mundo: Pelé, com 17 anos
jogador com idade mais avançada a disputar
O
uma Copa: Albert Roger Milla, de Camarões, aos 42 anos
único craque a disputar três finais de Copas
O
do Mundo (1994, 1998 e 2002): Cafu
E quem não se lembra deles?
Após o evento
Se você perceber que alguns produtos ficarão parados na gôndola,
deixe os preços mais competitivos. Sobrou? Foque em promoções.
“Aposte, por exemplo, em pacotes de
três unidades. ‘Leve três, pague dois’”,
sugere Sousa. O melhor período para
vender os itens estagnados estendese até duas semanas após o evento.
Uma vez passado o período, use os
produtos como brinde para grandes
compras ou promoções especiais.
s comerciais da Copa, principalmente suas músicas, não
O
costumam ser esquecidos. Uma campanha bem elaborada
pode alavancar as vendas e ganhar o coração da torcida.
Fontenele destaca os seguintes filmes:
opa de 1994: Campanha da Cerveja Brahma “Torcida
C
Número 1”, com o seguinte slogan: “Mais um Gol, Brasil!”
opa de 2014: Campanha da Nike com as estrelas da
C
Seleção Brasileira: Neymar, Felipão, Thiago Silva,
David Luiz, Bernard, com o seguinte slogan: “Ouse Ser
brasileiro – Ninguém Joga como a Gente.”
Mascotes
les não poderiam ficar de fora da seleção
E
de curiosidades. Desde a Copa de 1966, a Fifa
passou a usar mascotes em Copas do Mundo.
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fique por dentro
f i q u e
p o r
d e n t r o
Flávio Costa, consultor empresarial
A Copa do Mundo no varejo
Oportunidade única pode render fluxo maior de movimento nas
lojas, mas é preciso estar preparado para garantir boas vendas
E
ntre os dias 12 de junho e 13 de julho deste
ano, o Brasil será palco do maior evento de
futebol do planeta, pois estaremos sediando a 20a edição da Copa do Mundo de futebol,
evento que, com certeza, atrairá olhares do mundo inteiro para o nosso País. Em particular, teremos turistas brasileiros e estrangeiros circulando
pelas capitais que sediarão os jogos. De acordo
com a Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo, o número de turistas estrangeiros no Brasil
só no período da Copa chegará a 600 mil, com
uma estimativa de desembolso de 18,35 bilhões
de reais, montante que, conforme se estima, será
gasto pelo turista brasileiro. No período da Copa,
teremos uma injeção de aproximadamente 25,2
bilhões de reais, dinheiro esse que acabará movimentando outros setores. Para que se tenha uma
ideia, esse valor corresponde a 17,8% do que é
injetado no mercado com o décimo terceiro salário, e que é pago para os trabalhadores de carteira
assinada, os aposentados e os pensionistas, o que
geralmente ocorre nos meses de novembro e dezembro. Isso sem falar nos empregos que serão
gerados. De acordo com Ministério dos Esportes,
a Copa do Mundo deverá gerar 700 mil empregos no País, sendo que 380 mil postos de trabalho foram criados para a preparação do evento
e 220 mil serão criados durante a realização do
mundial. Esses dados apresentados pelo ministro foram retirados de um estudo encomendado
pelo governo federal com o propósito de medir
o impacto econômico que um evento desse porte
exercerá no País.
A abertura da Copa do Mundo ocorrerá em
São Paulo, em 12 de junho, com o jogo Brasil
X Croácia. Além desse jogo, a cidade receberá,
em 23 de junho, o jogo da seleção da Holanda
contra a seleção do Chile. Sendo assim, cogita-se
na possibilidade de se decretar feriado municipal nesses dias para melhorar a mobilidade dos
torcedores que irão assistir aos jogos no estádio
Itaquerão, feriado esse que poderia afetar direta-
36 www.revistaabastecimento.com.br
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mente o comércio do município.
Durante o período dos jogos da Copa,
foque
nos
produtos
disponibilizados
pela indústria e cujas embalagens tenham
relação
com o tema do mundial de futebol. Aliás, a maioria das indústrias está levando o foco das suas embalagens para a
seleção brasileira. Algumas marcas de produtos são patrocinadoras oficiais da CBF –
Confederação Brasileira de Futebol. Por isso, é
compreensível que alguns clientes deem preferência a esses itens.
De acordo com André
Medeiros, consultor de Com a loja bem
Treinamento da Oceano abastecida, e as
Azul T&D, é importan- estratégias
te que o gestor reúna a
de atendimento e
equipe e motive os code vendas, bem
laboradores para que
prestem um atendimen- como os horários de
to ágil e cortês nos mo- funcionamento, claros
mentos que antecedem para colaboradores
a realização dos jogos da e clientes durante os
seleção brasileira. Basta jogos da nossa seleção,
apenas esclarecer esses o que resta para o lojista
colaboradores de que é torcer para conseguir
em todo esse período de boas vendas e fazer
pico, algumas categorias com que tudo ocorra
merecem atenção espe- como o planejado
cial e requerem agilização tanto na oferta como
na reposição.
O varejista também precisa estar atento ao
comportamento desse consumidor torcedor,
preparando sua loja para recebê-lo e cuidando
para que ele ache tudo de que necessita quando
precisar se abastecer antes dos jogos. Na primeira
fase, o Brasil jogará em 12 de junho, às 17 horas,
em 17 de junho, às 16 horas, e em 23 de junho,
Mande sua
também às 17 horas.
pergunta para o consultor
Por isso, programe-se e informe seus clientes pelo e-mail: redacao@
sobre o funcionamento da loja. Faça isso recor- ebceditora.com.br
.
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fique por dentro
f i q u e
p o r
d e n t r o
Flávio Costa, consultor empresarial
rendo ao famoso boca a boca e espalhando cartazes pela loja. Deixe-a
bem abastecida, reservando pontos
de destaque para produtos como
cerveja e outras bebidas alcoólicas,
refrigerantes e sucos, carnes, carvão,
pipocas e doces. Também não deixe de destacar qualquer promoção
vinculada ao evento e que esteja
circulando na mídia. Se possível,
faça suas próprias promoções. Eis
uma dica: Procure um parceiro para
dividir essa ideia e, juntos, proponham uma ação local com alguns
produtos, como concursos culturais, que, por exemplo, ofereçam,
como brinde para o ganhador, uma
camiseta da seleção brasileira. Utilize esse tipo de ação para vender
itens que não estejam diretamente
ligados ao consumo dos produtos
listados acima. Com isso, você fará
com que o cliente aumente o seu tíquete médio e tenha fluxo por toda
a loja privilegiando assim todas as
categorias ao atrair a atenção do
consumidor para as mais rentáveis.
Desse modo, fica mais fácil gerar
caixa e encontrar um parceiro que
tope fazer a campanha.
Com a loja bem abastecida, e
as estratégias de atendimento e de
vendas, bem como os horários de
funcionamento, claros para colaboradores e clientes durante os jogos
da nossa seleção, o que resta para o
lojista é torcer para conseguir boas
vendas e fazer com que tudo ocorra
como o planejado. Sendo assim, só
me resta desejar à seleção brasileira
boa sorte em seus jogos e a vocês,
lojistas, ótimas vendas.
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pesquisa
p e s q u i s a
Guia de N
campeões
Com base no Ranking ABAD/
Nielsen 2014, destacamos a seguir,
pelo segundo ano consecutivo, os
cinco maiores atacadistas de cada
Estado brasileiro. Nesta edição,
o destaque foi o investimento na
equipe de vendas para um bom
atendimento aos clientes
Anderson souza
Da Redação
o ano passado, publicamos pela primeira vez na ABASTECIMENTO informações
sobre os cinco maiores atacadistas de cada
Estado brasileiro com base no Ranking ABAD/
Nielsen 2014, sendo que o estudo existe há 20 anos
e prima pela sua idoneidade e credibilidade. Como
a repercussão foi positiva, vamos repetir nas páginas seguintes informações que certamente servirão
como um guia sobre os melhores parceiros. O levantamento, cujo ano-base foi 2013, contou com
488 respondentes, que revelaram as estratégias a
que recorrem para continuar a oferecer um bom
serviço ao seu cliente, o varejista de vizinhança.
Olegário Araújo, diretor de Atendimento
ao Atacado e Varejo da Nielsen e um dos responsáveis pela avaliação do Ranking, ressaltou
que a democratização do consumo beneficia
o setor atacadista por causa do papel que ele
desempenha.”Quem leva as mercadorias para as
diversas regiões do Brasil, principalmente as do
seu interior, com frações ajustadas a elas, é o setor atacadista distribuidor”, explica.
A pesquisa também mostrou quais são os
compradores do setor. Noventa e cinco por cento do varejo de vizinhança, que tem de um a
quatro checkouts e responde por 70,7 bilhões
de reais no consumo brasileiro, se abastece no
setor. E mais: por canal de vendas, o atacado da
Distribuição com Entrega e o de Balcão são os
preferidos do varejo alimentar independente.
Quem leva as mercadorias
para as diversas regiões do
Brasil, principalmente as do
seu interior, com frações
ajustadas a elas, é o setor
atacadista distribuidor
Olegário Araújo, diretor de Atendimento
ao Atacado e Varejo da Nielsen
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maiores atacadistas tabela maior.indd 38
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Faturamento (reais)
acre
2013
75.889.686,99
62.936.839,69
Karina Distribuidora
61.380.000,00
70.107.000,00
Frios Vilhena
48.126.120,00
43.356.926,00
Takigawa
25.341.053,41
23.571.877,72
Frigoacre
12.219.798,33
11.470.683,18
Ecoacre
2012
“Também investimos no treinamento da equipe de vendas e
no setor de tecnologia da informação, além de ampliarmos a
estrutura de armazenagem”, Pedro Neves, proprietário da Ecoacre
Faturamento (reais)
alagoas
2013
Andrade Distribuidor
266.581.230,89
238.070.965,21
Vieira Distribuidor
175.373.884,02
154.584.458,75
Novo Brasil
110.559.975,00
104.138.456,00
Distribuidora Sorriso
99.029.401,13
88.630.170,52
Asa Branca
2012
324.519.199,00
353.140.207,00
A Asa Branca se manteve na liderança no Estado de Alagoas, atuando
basicamente no Nordeste, contando com 823 funcionários
e 253 vendedores para manter o seu padrão de funcionamento.
Faturamento (reais)
amazonas
2013
2012
Di Felícia
151.529.731,44
132.467.406,10
Big Amigão
109.113.140,96
102.098.329,50
Bonna Vitta
87.232.283,92
85.242.564,70
MM Distribuidora
15.426.667,97
13.220.477,17
Mercantil Nova Era
534.575.300,67
619.606.911,00
“Focamos no bom atendimento ao cliente e na melhoria da execução
no ponto de venda, mas a abertura da segunda loja de cash&carry nos
proporcionou um grande impulso”, Luiz Gastaldi Júnior, proprietário da Mercantil Nova Era
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maiores atacadistas tabela maior.indd 39
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pesquisa
p e s q u i s a
Faturamento (reais)
amapá
2013
2012
Comercial Norte
37.061.872,05
34.093.759,47
Armazém Fortaleza
34.567.456,23
33.438.795,59
Distribuidora Timbiras
31.231.798,17
27.565.200,20
Armazém Santa Maria
29.070.117,39
18.346.964,35
89.720.563,14
Armazém Brasil
78.939.167,85
A Armazém Brasil se manteve na liderança registrando um
crescimento, no ano passado, de 13,7%, comprovando que a
estratégia que vem sendo adotada tem dado resultados positivos.
Faturamento (reais)
bahia
2013
644.364.255,00
572.416.057,00
Codical
298.232.273,05
253.371.807,72
Distribuidora São Roque
213.493.356,00
176.638.350,00
Mix Ideal
201.918.945,00
195.394.799,00
Dimacol
187.566.637,02
146.737.337,47
Atacadão Atakarejo
2012
Atacadão Atakarejo, que atua predominantemente no
Nordeste, cresceu no ano passado 12,6% e contou com 1.542
funcionários para se manter na liderança no Estado baiano.
Faturamento (reais)
ceará
2013
Comercial Ibiapina
255.755.738,00
238.126.074,00
RB Distribuidora
215.979.733,00
172.183.664,00
J. A. Distribuidora
177.683.466,00
161.914.742,00
Jotujé Distribuidora
139.891.252,74
123.149.682,33
439.571.307,00
DAG
2012
386.414.971,00
“A empresa, além de treinar a sua equipe de vendas, propôs metas mais
concisas e incentivos mais atraentes para o desenvolvimento do setor varejista,
o que resultou em crescimento”, Tarsila Soares, coordenadora de Marketing da DAG Distribuidora
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pesquisa
p e s q u i s a
Faturamento (reais)
distrito federal
2013
2012
Disdal Distribuidora
165.861.701,00
159.823.300,00
Base Atacadista
161.675.089,00
143.827.004,55
Nova Amazonas
139.516.000,00
137.063.297,14
Garra Distribuição
136.176.039,00
105.089.175,00
Condor Atacadista
264.811.291,21
224.209.336,90
A Condor Atacadista define-se como uma referência para a construção civil
em geral. Oferece mais de nove mil itens, divididos em 11 segmentos, que
atendem às necessidades tanto dos revendedores como das construtoras.
Faturamento (reais)
espírito santo
2013
2012
Millenium Comercial
116.951.579,49
113.299.020,64
Metalosa
89.002.179,27
79.720.525,11
Elsons
79.542.529,65
58.035.013,24
Abrevo do Brasil
79.276.259,52
60.502.374,17
578.998.272,84
Unilider
498.606.175,30
“Ampliamos nossa carteira de clientes e o volume de itens que oferecemos com a
conquista de novos fornecedores, como o Hypermarcas. Atendemos desde o pequeno
até o grande varejo e as drogarias”, Marcelo Castro, gerente-administrativo-financeiro da Abrevo do Brasil
Faturamento (reais)
goiás
2013
Real Distribuidora
635.102.679,00
540.476.937,00
V. V. A. Distribuidora
30.000.000,00
28.000.000,00
Fonte Distribuidora
29.071.000,00
24.640.000,00
Aportt
26.450.000,00
23.280.000,00
1.035.720.826,96
JC Distribuição
2012
919.446.818,55
A Fonte Distribuidora, que fornece produtos para food service, investiu na
capacitação dos funcionários dos clientes (balconistas e equipe de cozinha) e no
reforço da equipe de promotores-padeiros para aumentar o filão dos seus negócios.
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Faturamento (reais)
maranhão
2013
2012
Armazém Rio Piranhas
219.846.990,03
212.384.395,07
Centro Elétrico
201.492.593,00
189.560.421,00
Distribuidora Medeiros
128.264.122,44
103.505.700,81
Doces São Luiz
64.611.870,30
43.129.665,07
Fribal Franchising
326.205.065,81
373.635.577,45
A Doces São Luiz duplicou a sua frota de caminhões, hoje com 16 veículos, ampliou
o seu depósito para 3 mil metros quadrados e aumentou a sua equipe de vendedores
alcançando um crescimento de 49,8% em 2013 em comparação com 2012.
Faturamento (reais)
minas gerais
2013
2012
Tambasa
1.853.000.000,00
1.585.000.000,00
Megafort Distribuidora
1.288.354.641,56
1.268.022.408,38
Grupo Vila Nova
916.891.384,00
808.802.000,00
Bartofil Distribuidora
662.889.093,76
524.291.427,08
Martins
4.395.450.757,00
3.812.008.768,00
“Acompanhamos tendências de crescimento por região, canal e categoria,
e também desenvolvemos parcerias com institutos de pesquisas para saber
o que os clientes querem”, Walter Faria, CEO do Sistema Integrado Martins
Faturamento (reais)
mato grosso do sul
2013
Bornholdt
73.238.057,45
78.652.254,62
Mecari Distribuidora Ltda.
60.934.790,59
51.847.920,81
Dismart
25.092.134,19
24.438.921,15
JDF
8.298.492,03
9.742.627,55
Javali Distribuidora
118.040.750,11
2012
99.691.263,57
Em julho de 2013, a Javali Distribuidora inaugurou uma unidade em Recife/PE, que
atenderá o Estado de Pernambuco. A empresa atua no segmento de linhas elétricas,
injeção eletrônica, linhas de suspensão, acessórios e ar-condicionado veicular.
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pesquisa
p e s q u i s a
Faturamento (reais)
mato grosso
2013
2012
Casa Domingos
97.723.197,06
82.279.709,51
SE Distribuidora
86.512.739,83
78.743.438,00
Sorpan
82.194.012,32
69.890.162,59
Atacado Mendonça
61.823.519,86
48.344.735,43
131.040.282,75
Norte Sul Real
105.814.522,67
A Norte Sul Real Distribuidora iniciou suas atividades em janeiro
de 2010, oferecendo, com seu mix de produtos, mais de 4.000 itens.
A empresa conta hoje com mais de 200 colaboradores.
Faturamento (reais)
pará
2013
2012
Belém Alimentos
256.628.768,35
213.824.931,58
Armazém
139.983.972,85
122.883.403,44
Okajima Distribuidora
96.607.330,42
85.788.269,71
Spal Distribuidora
32.622.336,30
19.727.040,65
392.082.893,00
Dismelo
336.590.000,00
Desde a sua fundação, a Dismelo fez ampliações em sua estrutura para atender
melhor os seus clientes. Com mais de 700 funcionários e uma história que ultrapassou
25 anos, a empresa se mantém focada no segmento de cosméticos e higiene pessoal.
Faturamento (reais)
paraíba
2013
Nordece
540.980.180,00
501.765.100,00
Nordil
149.467.216,00
126.734.512,00
Almeida Distribuidor
135.000.000,00
128.750.981,00
Armazém Galdino
124.260.399,69
117.267.852,57
809.116.437,10
Atacadão Rio do Peixe
2012
713.211.056,48
O Atacadão Rio do Peixe se mantém na liderança
no Estado da Paraíba e registrou um crescimento
de 13,4% no ano passado em comparação com 2012.
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A REVISTA DO VAREJO DE VIZINHANÇA
A edição de Julho/Agosto
mostrará tudo o que o
pequeno e médio varejista
precisam saber para crescer
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Edicão: 46
Fechamento: 30/06
Material: 02/07
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pesquisa
p e s q u i s a
Faturamento (reais)
pernambuco
2013
2012
KarneKeijo Food Service
510.164.821,00
457.492.915,09
Compare Distribuidora Ltda.
495.298.789,00
542.505.641,00
Recife Mercantil Distribuidora
275.454.329,11
243.846.914,74
Raça Distribuição
233.719.829,15
201.514.230,97
704.703.241,29
Multi Distribuidora
608.446.773,85
A Multi Distribuidora se manteve na liderança no Estado de Pernambuco, focada
no trabalho de atendimento ao pequeno varejo. Para tanto, conta com quase 1.700
colaboradores, entre funcionários e vendedores, para garantir a qualidade do serviço.
Faturamento (reais)
piauí
2013
2012
Grupo Jorge Batista
392.441.608,19
326.050.609,71
Distribuidora Jorge Batista
196.359.446,00
188.019.770,00
P. da Silva
148.650.000,00
148.650.000,00
J. Monte Center
92.000.000,00
88.000.000,00
437.078.744,44
Carvalho Atacado
390.186.294,40
“Investimos em merchandising. Contratamos novas coordenadoras e capacitamos
as promotoras, além de aumentar o tamanho da frota, o que fez com que a logística
ganhasse mais eficiência”, Fábio José do Nascimento, gerente de Marketing do Grupo Jorge Batista
Faturamento (reais)
paraná
2013
Pennacchi
276.553.365,00
271.380.804,00
Júlio Stampa
168.298.999,25
141.315.041,71
CBN Distribuidora
127.655.686,94
79.054.735,48
Copralon
112.152.707,03
96.019.865,00
813.000.000,00
Cantu Alimentos
2012
761.000.000,00
A Júlio Stampa Representações Comerciais, com sede em
São José dos Pinhais/PR, cresceu 19% em 2013 trabalhando
exclusivamente com os produtos da Nestlé, o que faz desde 1996.
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Faturamento (reais)
rio de janeiro
2013
2012
Zamboni
904.738.869,00
873.735.167,00
Garcia Atacadista
340.617.509,50
318.886.641,17
CDI Barra
194.700.000,00
176.000.000,00
Vila de Arouca
138.594.910,00
115.979.943,90
Profarma
3.562.473.000,00
3.454.471.000,00
“Com a aquisição da Casa Saba Brasil Drogarias (rede Drogasmil
Farmalife) e da rede Drogarias Tamoio também passamos a atuar
no varejo farmacêutico”, Max Fischer, diretor da Profarma
Faturamento (reais)
rio grande do norte
2013
2012
Distribuidora Serido
160.404.213,29
133.806.405,76
CDA Distribuidora
119.918.763,58
100.225.267,57
Casa Norte Atacado
89.853.865,56
83.569.300,24
Progresso Atacado
75.058.308,00
69.600.000,00
Riograndense Distribuidora
266.063.888,54
245.907.828,67
A Riograndense Distribuidora se manteve na liderança no
Rio Grande do Norte contabilizando um crescimento de
8,2% em 2013 em comparação com o ano anterior.
Faturamento (reais)
rondônia
2013
Frios Aurora
62.807.800,00
60.387.639,83
Friron
44.550.119,33
41.092.722,17
Hortigran
23.746.180,00
19.637.449,00
Casa do Padeiro
15.325.256,00
16.527.517,00
Distribuidora Coimbra
635.656.661,00
2012
591.532.120,00
“Passamos a trabalhar com um maior número de fornecedores e
melhoramos nossa parte de logística e entrega, que ficou muito mais
eficiente”, Márcio Aurélio Gonçalves Ferreira, diretor-comercial da Distribuidora Coimbra
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pesquisa
p e s q u i s a
Faturamento (reais)
roraima
2013
2012
Fribom
15.901.033,95
18.967.057,67
Distribuidora Cavalcante
10.595.563,90
19.499.215,29
Atacadão Matheus
9.956.936,30
9.507.494,97
Fal Distribuidora
8.356.093,31
8.593.100,24
26.289.189,12
Parima Distribuidora
25.563.096,70
A Distribuidora Cavalcante se mantém entre as cinco principais
empresas do setor em Roraima com o objetivo de ser referência
no segmento de distribuição do mercado estadual.
Faturamento (reais)
rio grande do sul
2013
2012
Oniz Distribuidora
359.637.433,73
331.147.851,43
Unidasul
301.249.885,00
270.291.389,00
Fritz & Frida
224.361.124,00
200.769.305,00
Disjoi
161.769.486,00
136.098.857,00
Dimed
640.178.498,00
586.400.636,00
“Em 2013, atualizamos toda a nossa equipe comercial
introduzindo um novo sistema de vendas e adotando o
uso de novos tablets”, José Turmina, diretor da Oniz Distribuidora
Faturamento (reais)
santa catarina
2013
Distribuidora Sardagna
238.888.066,49
195.000.000,00
Atacado Joinville
231.693.322,00
195.106.714,00
Dmüller
182.290.091,10
184.907.311,12
Embrast Embalagens
74.800.951,35
57.518.319,47
393.335.627,94
Oesa
2012
296.986.544,11
A Oesa cresceu 32% no ano passado em comparação
com 2012. Com esse resultado, manteve-se no primeiro
lugar do Ranking no Estado de Santa Catarina.
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Faturamento (reais)
sergipe
2013
2012
Megga
90.703.383,00
72.748.022,00
Distribuidora Grandes Marcas
77.000.000,00
69.600.000,00
Edivaldo Embalagens
37.755.897,41
29.619.985,91
Embalacenter
27.395.772,45
25.069.962,19
Fasouto
106.601.226,00
95.491.205,00
O faturamento da Edivaldo Embalagens cresceu 27,5% no ano passado.
Ela atribui essa alta principalmente ao fortalecimento da parceria com os
clientes já existentes e à implantação de mais uma equipe de vendas.
Faturamento (reais)
são paulo
2013
2012
Cerealista Maranhão
669.422.642,48
607.535.296,00
Atacado Bate Forte
642.551.715,00
583.285.050,00
Distribuidora Ikeda
260.839.980,87
225.381.239,06
Disploki
217.151.937,00
186.543.232,00
Makro
7.434.308.480,00
6.773.494.043,00
“Procuramos realizar ações direcionadas para tentar obter um melhor nível
de eficiência dentro do nosso cadastro de clientes e ano a ano estamos
conseguindo isso ”, Marco Heitor Pacheco de Mello, diretor de Vendas e Logística da Maranhão Distribuição
Faturamento (reais)
tocantins
2013
Destaque do Norte
58.981.865,00
54.530.280,00
Doces Palmas
45.766.042,25
55.275.086,56
Palmed
15.627.686,00
13.303.754,00
Climax Kosmetik
15.151.397,84
14.384.475,92
Caramori Filho Distribuidora
81.691.231,97
2012
81.057.157,52
A Caramori Filho Distribuição, com sede em Paraíso do Tocantins, apesar
de ter apenas pouco mais de dez anos de existência, já atende todo o Estado
e também conta com representantes no sul do Pará e sul do Maranhão.
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massascaldosemolhoss
m a s s a s ,
c a l d o s
e
m o l h o s
Espaço
garantido
Categorias já consolidadas no varejo
nacional têm espaço para comportar o
aumento do número de vendas graças
à sinergia e à inovação de produtos
sxc
Por Andréia Martins
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divulgação
A
umentar o número de vendas de produtos consumidos em grande escala pode
parecer difícil, mas, se esses produtos
são massas, molhos e caldos, o incremento é
garantido. Consumido em 99% dos lares brasileiros, o macarrão – a massa mais popular no
Brasil – movimentou 4,22 bilhões de reais no
ano passado, registrando um crescimento de
13% em comparação com o faturamento que
teve em 2012, como informa a Abima – Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados, em
parceria com a consultoria Nielsen. De acordo com esse estudo, nos últimos cinco anos,
o faturamento do setor teve um acréscimo de
18% em vendas. “Nesse período, o segmento
de massas frescas foi o que mais se destacou”,
afirma Cláudio Zanão, presidente da Associação. Esse mercado cresceu 50%, seguido pelo
de massas instantâneas, com 29%. Para 2014, a
perspectiva é mais tímida, mas, mesmo assim,
é positiva. “Neste ano, esperamos algo mais
real, como 4%, no máximo”, avalia Zanão.
Aqui, aproveitar a sinergia entre as categorias
de molhos e de caldos é uma ótima alternativa
para aumentar a exposição e a venda casada.
Ano a ano, o Brasil permanece como terceiro maior consumidor mundial de macarrão,
com 1,205 milhão de toneladas anuais, atrás
dos Estados Unidos e da Itália, esta em primeiro lugar. Para se ter uma ideia, o consumo
em 2013 foi de 6 kg per capita no País. “Por se
tratar de um produto sem consumo sazonal,
as vendas são lineares durante o ano”, explica
o presidente da Abima. Isso quer dizer que
se a categoria for bem trabalhada e se a sua
loja contar com consumidores fiéis, as prateleiras correspondentes ao macarrão deverão
ser abastecidas constantemente. “Há mais de
60 formatos, 150 fabricantes e 300 marcas no
País”, informa Zanão. Para quem tem pouco
espaço na gôndola, a dica é apostar nos formatos de espaguete, parafuso e pene.
O gerenciamento dessa categoria precisa
ser feito por meio da definição de volume e
do comportamento do cliente da loja. Deve-se
levar em consideração o cuidado com valores,
a avaliação de um preço correto e a exploração dos melhores espaços, com a exposição
de inovações e com cortes diferenciados, de
maior valor agregado. “O aumento do número de vendas de itens correlatos é uma grande
O aumento do número de
vendas de itens correlatos
é uma grande oportunidade
para o varejista
Eliana Lopes, diretora de
Marketing da M.Dias Branco
Dica
A exposição de
massas sempre
deve ser feita
por fabricante,
apresentando
toda a
variedade para
o consumidor
dentro de uma
mesma marca.
Os itens de
maior volume
e frequência
devem ser
expostos abaixo
da linha dos
olhos, dando
oportunidade
para o varejista
explorar os
melhores
espaços com
novos cortes e
segmentos
oportunidade para o varejista”, avalia Eliana
Lopes, diretora de Marketing da M.Dias Branco, líder de mercado na categoria de massas e
biscoitos no País. Fabricante das marcas Adria,
Isabela e Basilar, a empresa somou, nos três
primeiros meses deste ano, 85,9 mil toneladas
em volume de vendas de massas. “O resultado
corresponde a uma alta de 4,5% em relação
ao mesmo período de 2013”, ressalta Eliana.
A participação de mercado da M.Dias Branco é
de 29% nesse setor.
Rentável para a indústria, a categoria representa 65% do faturamento total da Selmi, fabricante das marcas Galo e Renata. Neste ano,
a empresa espera atingir 21% de crescimento
nesse mercado com lançamentos e inovações
na categoria. “Ao examinarmos essas estimativas, podemos constatar o quanto esse mercado
vem crescendo e ganhando, cada vez mais, espaço na mesa do consumidor brasileiro”, diz
Davi Nogueira, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Selmi. Em 2012, essa expectativa
foi relativamente menor por causa do aumento do preço da farinha de trigo. “Atualmente,
nossa perspectiva é mais positiva, aumentando
também a competitividade”, ressalta.
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massascaldosemolhoss
m a s s a s ,
c a l d o s
e
m o l h o s
Para ampliar a presença de suas marcas na
mesa do consumidor, a Selmi tem planos de
investimento em capilaridade nos Estados de
Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, “além
de intensificar sua atuação na Região Nordeste,
onde é grande o potencial de aumento do número de vendas nesses mercados”, avalia Nogueira. Por conta disso, a empresa está investindo intensamente no aumento e na ampliação
do número de pontos de venda. Atualmente,
há 265 distribuidores, que atingem cerca de
100 mil pontos de venda. A intenção da Selmi
é aumentar, em dois anos, para 400 mil o número de unidades de varejo atendidas, e acrescentar mais 70 parceiros de distribuição.
Para dar liga
O cenário para o mercado de molhos é de
crescimento em todas as regiões brasileiras, pois
os consumidores buscam, cada vez mais, acrescentar qualidade e sabores aos seus alimentos.
De acordo com o gosto do freguês, o alimento
pode ser adquirido em rótulos e embalagens de
vidro, papel cartonado e
sachê. No ano passado,
Dica
o mercado, que tem o
tomate como principal
Para atrair
o olhar do
matéria-prima, cresceu
cliente,
6,8% em volume e 15%
invista na
em faturamento, aponta
exposição de
a consultoria Nielsen.
molhos junto
“Trata-se de um mercaa categorias
do maduro, pois está
correlatas,
presente em 85% dos
nas quais
lares. Mesmo assim, há
ele pode
grande oportunidade de
ser
utilizado
aumento da frequência
no preparo,
de compra”, comenta
como massas,
Daniela Arantes, gerencongelados,
te de Marketing Food &
carnes,
Ingredients da Bunge. A
peixes,
executiva revela que sua
pães, queijo
empresa tem a expectaralado, vinhos
tiva de que o crescimene azeites.
to da categoria para este
Aumente a
ano atingirá 7%. “O obexposição
jetivo da Bunge é crescer
das opções
acima disso com as marsaborizadas,
cas Salsaretti, Cajamar e
que são os
Primor”, salienta.
itens mais
rentáveis
Reiterando a boa fase
do setor, a Cargill acre-
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Vitrine
Saiba quais são as principais novidades em massas,
molhos e caldos das fabricantes citadas nesta matéria
para o segundo semestre de 2014.
• A M.Dias Branco apresenta novidades em três marcas.
A Adria lançou recentemente três novos cortes da
linha de grano duro Adria Grano D’Oro (Gnocchi,
Penne Birigate e Stortelli). Por sua vez, a Basilar,
marca de massas líder em vendas no interior de São
Paulo, acaba de ampliar sua linha de Sêmola feita com
farinha de trigo especial. Os novos cortes Penne Duplo
Riscado, Tortilhone, Nhoque e Baveti, chegam para
diversificar e completar a linha, que agora conta com
16 opções de formatos. A Isabela, marca de massas
e biscoitos da Região Sul, lançou Liggero!, macarrão
de preparo rápido – fica pronto em quatro minutos
no micro-ondas –, nos Estados do Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e Paraná.
• O recente lançamento de Vono fica por conta da linha
Vono Turma da Mônica, que agrega mais três produtos
ao portfólio da marca, ampliando assim a participação
da Ajinomoto no mercado de sopas industrializadas.
Para este inverno, a empresa também aposta em dois
novos sabores da linha regular, sendo eles Caldo Verde
e Creme de Ervilha. De acordo com a empresa, esses
novos sabores foram campões de pedidos por meio
do SAC da Ajinomoto.
• Protagonizado pelo personagem infantil Ben10, o
macarrão Renata Divertix da Selmi é elaborado com
espinafre desidratado e vem com cortes temáticos em
diversos formatos, como bola, camisa e chuteira. Por
sua vez, a marca Renata Superiore apresenta a Massa
Caseira Talharim 2, que vem em duas versões: Grano
Duro e Integral. A linha também oferece a Lasanha
Integral, fonte de fibras e pré-cozida, que pode ir
diretamente ao forno a gás ou ao micro-ondas.
• O extrato de tomate Elefante está lançando uma edição
limitada em comemoração pela Copa do Mundo, sediada
no Brasil pela segunda vez, com embalagens decoradas.
O produto chega ao ponto de venda em duas versões de
latas comemorativas em formatos de 130 g e 340 g. As
embalagens estilizadas estarão nos pontos de venda em
meados de abril e ficarão disponíveis enquanto durarem
os estoques. Depois do uso, as latas estilizadas podem
ser utilizadas como porta-lápis, vasos para flores ou
para o fim que o consumidor desejar.
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dita que o mercado de molhos está em expansão no País, uma vez que as indústrias estão
buscando constantemente novas alternativas
de embalagens e sabores. As marcas que se
acham sob o guarda-chuva da empresa estão
entre as dez mais consumidas no País, e se
encontram presentes em 70% dos lares brasileiros, segundo um recente estudo divulgado pela Kantar WorldPanel. “É uma categoria
muito importante para a Cargill, e estamos
investindo constantemente nos últimos anos
para oferecer ao consumidor os melhores
produtos”, afirma Tatiana Zambon, gerente
de Projetos Tomato Business da Cargill, dona
da marca Elefante, líder no segmento de extratos de tomate, com 37,4% em participação
de mercado, segundo a Nielsen.
O negócio de
sopas é um
dos pilares do
crescimento
da empresa
no varejo
brasileiro e
pretendemos
ampliar cada
vez mais
nossa atuação
nessa área
Adriana Moucherek,
gerente de Marketing
da marca Vono
Pó mágico
divulgação
Presente em mais de 17 milhões de lares
brasileiros, o mercado de sopas instantâneas
é muito extenso. O varejo das Regiões Sul e
Sudeste tem os fatores climáticos a seu favor,
pois as vendas da categoria estão diretamen-
sxc
Dica
Sopas: grande oportunidade de vendas no inverno
Pães e torradas
são categorias
de compra
planejada e que
combinam com
sopa. Com elas
é possível atrair
o consumidor.
Além disso, a
exposição de
variedades é
fundamental, pois
o consumidor
gosta de
diversidade e
busca novidades.
Por ser uma
categoria
sazonal, a
exposição de
pontos extras é
fundamental.
Por isso, o
caixa pode ser
aproveitado
principalmente
no fim de tarde
te ligadas a baixas temperaturas. Em números, os quatro meses mais fortes do inverno
(que se estendem de junho a setembro) são
responsáveis por 45% a 50% das vendas do
produto no ano, de acordo com a Ajinomoto, fabricante da marca Vono. “Por exemplo,
o volume dos meses de junho e julho representa praticamente o dobro dos volumes vendidos em dezembro e janeiro. Nas demais
regiões, a sazonalidade não é tão grande, mas
o consumo de sopa industrializada é ainda
menor”, avalia Adriana Moucherek, gerente
de Marketing da marca Vono.
A empresa conquistou uma sólida posição
na categoria, sendo atualmente líder no segmento de sopas individuais com 68% de presença de mercado, conforme informam dados
Nielsen. “O negócio de sopas é um dos pilares
do crescimento da empresa no varejo brasileiro e pretendemos ampliar cada vez mais nossa
atuação nessa área”, revela Adriana. As perspectivas de crescimento para a marca em 2014
estão em torno de 20% do faturamento. “Temos boas perspectivas para o futuro, pois o seu
potencial de mercado ainda é grande, visto que
a categoria de sopas individuais está presente
em apenas 10% dos lares brasileiros”, ressalta
a executiva.
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mundoinfantil
M u n d o
i n f a n t i l
Viva o
neném!
Mercado de produtos voltados
para crianças de poucos meses
de vida ajuda a movimentar as
gôndolas dos varejistas
Por Vivian Ortiz
fotolia
54 www.revistaabastecimento.com.br
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A
cada hora nascem 321 bebês no Brasil,
isto é, 5,36 deles por minuto ou um
a cada 11,2 segundos, de acordo com
dados obtidos pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com tanta gente
nova chegando, nada mais natural do que os
pequenos e médios varejistas investirem nesse
mercado, que também apresenta outra grande
vantagem: ao contrário da sazonalidade que
ocorre no setor de brinquedos, itens como
mamadeiras e chupetas sempre precisam ser
repostos, em qualquer ocasião, no decorrer
do ano. “Pais, avós e tios não economizam
na hora de satisfazer as crianças, e estão muito mais antenados, favorecendo as pequenas
empresas que enxergam no cenário inúmeras
possibilidades para investir”, avalia Paulo Pelegrini, consultor de Vendas e coordenador da
feira CBME – Children Baby Maternity Expo,
que será realizada de 26 a 28 de agosto em São
Paulo/SP. Para o varejista dar certo no segmento, Pelegrini aposta na especialização por nichos de mercado.
“Esse modelo de negócios está dando certo em várias empresas, que englobam, em um
mesmo espaço, a puericultura leve – por exemplo, mamadeira e chupeta – e a pesada, que
abrange os mobiliários, carrinhos, cadeiras de
automóvel e demais produtos, por exemplo,
cosméticos, higiene, brinquedos, moda bebê,
móveis e enxoval”, explica. O executivo também destaca que, atualmente, há uma intensa
demanda em relação a produtos de puericultura leve, visto que o mercado nacional está
recebendo várias marcas novas, que antes só
podiam ser encontradas na Europa e nos Estados Unidos. “Exatamente por isso, o sucesso
só vem quando o empresário acompanha o
mercado e se atualiza a respeito das novidades
do setor, fazendo assim a composição certa de
produtos para o seu público-alvo, além de desenvolver um diferencial em relação aos concorrentes”, ressalta.
Com presença expressiva no segmento de
chupetas, a marca Lillo aposta no crescimento
do mercado de produtos infantis graças à sua
entrada em novas categorias, como lingeries
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15.05.14 10:55:32
fotolia
para grávidas e cosméticos, mas sem deixar a
puericultura leve. “Também vamos lançar novos modelos de chupetas e mamadeiras, além
de iniciar a expansão do nosso portfólio com
a inclusão da nova Extra Air Design, que tem
um formato todo diferenciado e exclusivo”,
ressalta Rosana Fiorelli, gerente de Marketing
Sênior da Lillo. De acordo com a executiva, os
consumidores dessa categoria querem opções
disponibilizadas de maneira organizada e de
fácil compreensão. Nesse cenário, criar um espaço na loja voltado para o bebê pode alavancar as vendas, pois gera compra por impulso e
centraliza todos os itens da categoria. “Diversidade de marcas e produtos, como puericultura
leve, fralda, higiene e leite, também potencializa os negócios, pois o consumidor atual quer
ter um amplo leque de opções para concentrar
toda a sua compra em um mesmo lugar”, diz.
Rose Nakata, gerente de Marketing da Kuka
Produtos Infantis, também apoia a criação de
um espaço para bebês, destacando que o local
4
bilhões de reais
foi o quanto
o mercado
de fraldas
descartáveis
somou, no ano
passado, com
a venda de
6,4 bilhões de
unidades, de
acordo com
dados obtidos
pela consultoria
Nielsen
precisa estar sempre limpo e bem organizado.
“Se a mãe encontrar o contrário disso, ela ficará receosa e não levará nada, pois são itens
que costumam ir parar na boca da criança”,
destaca. E o que não pode faltar nas gôndolas
para promover as vendas e fidelizar o cliente
do pequeno e médio varejo? A empresa aposta
em chupeta, mamadeira e bico de reposição,
pois os compradores sempre vão precisar desse
tipo de produto no decorrer do crescimento da
criança. “Para estimular as vendas por impulso, também é interessante oferecer itens que
complementam produtos básicos, como prendedor, capa de chupeta e escova limpadora de
mamadeira”, ressalta.
Bumbum sequinho
O mercado total de fraldas descartáveis somou, no ano passado, quatro bilhões de reais
com a venda de 6,4 bilhões de unidades, de
acordo com dados obtidos pela consultoria
Nielsen. Nesse período, houve um crescimento
de 5% em volume e 15% em valor em comparação com 2012. A Hypermarcas está presente
na categoria infantil com quatro marcas: Pom
Pom, Cremer Disney, Sapeka e Dermil Camomila. Jurema Aguiar, diretora de Marketing da
divisão de Higiene Infantil da empresa, ressalta que, no caso das fraldas, os atributos mais
valorizados pelos consumidores são absorção,
proteção e conforto do bebê, proteção contra
vazamento e uma boa relação custo/benefício.
Segundo a executiva, o grande desafio com
que o pequeno e o médio varejista se defrontam é o de conseguirem trabalhar corretamente
o mix de produtos da categoria, que, a cada ano,
ganha lançamentos e novidades. “O ideal é garantir que uma marca tenha todas as opções de
tamanhos para fidelizar o comprador. Segmentar
a gôndola segundo um gradiente de qualidade e
preço também facilita a organização do PDV”,
destaca. Dependendo do tamanho da loja, a
exposição pode ser feita com as
marcas na vertical para gerar
visibilidade da marca como
um todo e facilitar a escolha do produto.
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mundoinfantil
M u n d o
i n f a n t i l
Diversidade
de marcas
e produtos,
como
puericultura
leve, fralda,
higiene e
leite, também
potencializa os
negócios
divulgação
Rosana Fiorelli, gerente
de Marketing Sênior
da Lillo
VENDA MAIS
Dados fornecidos pelo Invent – Instituto Nacional de Vendas
e Trade Marketing indicam que uma família de classe média
brasileira gasta mais de 60 mil reais por ano para custear as
despesas com filhos até os quatro anos de idade. Aproveite
essa oportunidade com as seguintes dicas:
• Informe-se melhor sobre cada produto e suas indicações
de uso, pois as mamães de primeira viagem são mais
vulneráveis e estão mais sedentas por informações.
• Itens com maior volume de vendas, ou seja, que têm
maior giro, devem ficar expostos, de preferência, no fim do
corredor, justamente para o consumidor ter oportunidade de
olhar outros itens antes de chegar ao alvo da compra.
• Crie uma ambientação para essa categoria, mesmo que
seja na própria gôndola, pois espaços exclusivos e bem
sinalizados ajudam a efetivar as vendas.
• As mães também buscam marcas de qualidade e bons
preços. Por isso, embalagens promocionais, como fraldas
grátis, também são um atrativo dessa categoria.
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Dirceu Forti Filho, CEO das Fraldas Capricho, avalia que a opção do consumidor pelo
menor preço nesse segmento ainda é muito
forte no Brasil. No entanto, o executivo acredita
que os pequenos e médios varejistas precisam
começar a focar as suas vendas em produtos
de maior valor agregado, “que trazem margem
tanto para a indústria como para o varejo, satisfazendo melhor o consumidor”. Focando
nesse mercado, a empresa, para dar seu pontapé inicial em seu novo plano estratégico, está
lançando a linha Capricho Bummis, composta
por fraldas descartáveis infantis com todos os
atributos e benefícios do produto de qualidade
superior, e com a vantagem de ter um custo até
10% inferior ao da marca líder.
“Nosso intuito é oferecer um produto com
a mesma qualidade das marcas líderes de mercado, mas com um preço mais em conta para o
consumidor”, explica o CEO da empresa, que
também trabalha com fraldas descartáveis, lenços e toalhas umedecidas. Para ajudar o varejista a promover a venda do produto, a Capricho
trabalha com o envio ou a distribuição gratuita
ao potencial consumidor de amostras de produtos para a divulgação de marcas que dão mais
rentabilidade para a loja. “Também oferecemos
materiais para PDV e promoções com prêmios,
que sempre dão excelentes resultados”, destaca.
Pele cheirosa
No caso dos produtos de higiene infantil,
itens como xampus, cremes e pomadas para
prevenir assaduras, lenços, toalhas umedecidas
e sabonetes (líquidos ou em barra) não saem
da lista de compra de qualquer mamãe. Adriana Amiralian, diretora de Marketing da Phisalia, empresa que atua no mercado de higiene
pessoal, perfumaria e cosméticos para bebês
com as linhas Trá Lá Lá Baby e Lukinha, ressalta a importância de o ponto de venda conhecer o perfil de seu consumidor, colocando uma
sinalização adequada e exclusiva para a categoria, além de programar um sortimento que
atenda a essas necessidades. “A layoutização
da gôndola com motivos que comuniquem ao
consumidor o objetivo do espaço é essencial
para que os pais se encontrem na loja e realizem essa compra”, destaca a executiva.
Leandro Silveira, diretor-industrial da Cottonbaby, empresa especializada no segmento
de higiene, avalia que, com o aumento do po-
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Pais, avós e tios não
economizam na hora de
satisfazer as crianças, e
estão muito mais antenados
favorecendo as pequenas
empresas que enxergam
no cenário inúmeras
possibilidades para investir
Paulo Pelegrini, consultor de Vendas
e coordenador da feira CBME –
Children Baby Maternity Expo
tencial financeiro da classe média, a população
está usando produtos que não usava antes. “A
empresa que coloca seus produtos com um valor competitivo, mas com qualidade superior,
certamente será bem-sucedida em 2014”, aposta. Produtora de itens como lenço umedecido,
algodão e hastes flexíveis, a Cottonbaby procura orientar os varejistas para que mantenham
os produtos de maneira que facilite a compra
pela mãe do recém-nascido.
“Como elas têm pouco tempo livre, tudo
o que chama a atenção ajuda na hora da
venda, alimentando a compra por impulso,
como embalagem, posicionamento, cores
do produto ou atrativo visual daquele ponto de venda específico”, avalia. Entre os últimos lançamentos da empresa estão as toalhas umedecidas Cottonbaby Premium, cuja
composição inclui Dexpantenol, a mesma
substância de cremes preventivos de assaduras, e uma haste flexível de segurança. “Nela,
a ponta apresenta um formato especial que
impede o ingresso total do produto na orelha
do bebê, evitando assim possíveis ferimentos
no canal do ouvido”, explica.
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opiniao
divulgação
o p i n i ã o
álvaro furtado, presidente do Sincovaga
Otimismo é artigo em falta
Para atingir um bom crescimento, o segmento deve se apoiar no
trabalho para recuperar o desempenho que teve em 2013
H
á produtos em falta nos supermerca- em comparação com o mesmo mês de 2013. O
dos, tanto por causa da estiagem como motivo seria o “efeito calendário”, uma vez que
da sazonalidade. Um dia desses alguém neste ano a Páscoa, segundo evento mais imporme perguntou por que a couve-manteiga havia tante para o setor, foi comemorada em abril.
Esses números nos levam a crer que tanto
desaparecido das gôndolas. Culpa da falta de
chuvas, presumo. Mas se há uma coisa difícil para comerciantes como para consumidores há
de se encontrar no comércio varejista de gêne- uma queda do índice de confiança das pessoas
ros alimentícios nos últimos tempos é otimis- em relação ao futuro. As circunstâncias conjunmo. Caso se tratasse de um hortifrúti, eu diria turais presentes, com inflação, juros e endividamento em alta, contas
que o sentimento posipúblicas em desequilíbrio
tivo que costuma mover
Tanto para comerciantes
e renda com menor ritmo
o setor tem sido atacade aumento, impedem
do por inúmeras pragas, como para consumidores
que se tenha expectativas
além da falta de chuva, há uma queda do índice
mais otimistas para 2014. A
ou melhor, de incentivos de confiança das pessoas
em relação ao futuro (...)
confiança do consumidor
vindos “lá de cima”.
– e, por consequência, sua
Essa percepção já vi- E como não se vislumbra
intenção de consumo – já
rou realidade em núme- nenhuma alteração na
espelham a apreensão pelo
ros, como o índice de política econômica,
futuro, principalmente em
confiança do empresário definição eleitoral, o que
decorrência das fortes altas
do comércio, divulgado nos resta é a esperança
observadas nos alimentos,
recentemente pela Fecoas quais exercem impacto
mercio-SP – Federação do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Esta- direto sobre o orçamento doméstico.
O segmento, último a sofrer com a retração
do de São Paulo, o qual, em abril, caiu 1,66%
em relação a março. A queda ocorreu pelo ter- dos consumidores, também obteve em março
um crescimento de vendas, mas que não deveceiro mês consecutivo.
Do lado do consumidor, a FGV – Fundação rá se sustentar, pois a Páscoa não conseguirá,
Getulio Vargas divulgou o ICC (Índice de Con- sozinha, recuperar o desempenho que teve no
fiança do Consumidor), que também apresen- ano passado. Assim como a chuva tão esperada
tou queda de 0,8% em abril. É preciso citar que nos campos, o segmento também espera receo ICC é dividido em dois indicadores: o Índice ber um incentivo “do alto”, que responda pelo
de Situação Atual (ISA) e o Índice de Expecta- nome de “reforma” (seja ela tributária, política,
tiva (IE). Nenhum dos dois oferece um hori- sindical, trabalhista ou previdenciária). E como
não se vislumbra nenhuma alteração na política
zonte positivo.
Voltando o olhar para o nosso setor, a Abras – econômica, e que tampouco se consiga enxergar
Associação Brasileira de Supermercados divulgou algo novo até a definição eleitoral, o que nos
que a queda nas vendas em março foi de 7,82% resta é a esperança e, é claro, o trabalho.
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artigo alvaro.indd 58
.
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2.100
1.700
500
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Higiene, Beleza, Limpeza doméstica,
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n e g ó c i o s
daniel pera
por RÚBIA EVANGELINELLIS
Nova loja: investimento de 35 milhões de reais para construção
Expansão
Makro abre unidade no interior paulista
O Makro expandiu sua atuação na região da Grande São
Paulo e inaugurou, no início de maio, sua loja em Sorocaba, interior paulista. Situada na parte norte da cidade, ela
recebeu um investimento de 35 milhões de reais para a sua
construção e instalação. O estabelecimento já abre com
estoque de mercadorias suficiente para atender cerca de
15 mil clientes profissionais cadastrados. O novo empreendimento deverá gerar 250 empregos diretos e indiretos.
Esse será o 29o estabelecimento da rede no Estado de São
Paulo e o 79o do País.
16,74%
Otimismo
Copa pode ajudar o varejo
Mais de um terço dos empresários do varejo
restrito espera que seu nível de atividade seja
afetado positivamente pela Copa do Mundo. É
o que apurou um quesito especial da Sondagem do Comércio da FGV – Fundação Getulio
Vargas. Entre os segmentos mais “empolgados” estão os hipermercados e os supermercados, bem como os setores de alimentos,
bebidas, fumo, combustíveis e lubrificantes. Na
média do varejo restrito, 38,4% das empresas
disseram que a influência do evento será positiva. Outros 28,5% afirmaram que o impacto
será negativo, enquanto 30,3% avaliaram que
a Copa não trará mudanças para a atividade
varejista. No caso dos hipermercados e supermercados, 51,5% dos comerciantes esperam
que a realização da Copa do Mundo terá uma
influência positiva, enquanto apenas 8,4%
preveem um impacto negativo na atividade.
Segundo Aloísio Campelo, superintendenteadjunto de Ciclos Econômicos da FGV, esse
otimismo tem ajudado a sustentar a confiança
no segmento.
62 www.revistaabastecimento.com.br
Negocios.indd 62
foi o crescimento porcentual das vendas
no varejo farmacêutico no primeiro
trimestre de 2014 em comparação
com igual período do ano passado,
segundo dados divulgados pela
Abrafarma – Associação Brasileira
de Redes de Farmácias e Drogarias.
Entre janeiro e março, as vendas no
setor somaram 7,4 bilhões de reais.
As vendas cujo número mais cresceu
foram as de itens de higiene e beleza
Nova loja
St Marche chega à Zona Leste de São Paulo
O Grupo St Marche, que já conta com 15 lojas próprias,
incluindo o Empório Santa Maria, inaugurou a sua primeira
unidade na Zona Leste, na capital paulista. Com 922 m²
de área de vendas, o novo espaço irá comercializar cerca de 10 mil itens. Mais que isso, pois se empenhará em
divulgar o conceito do Grupo de “fazer supermercado na
época atual”, passando por uma curadoria dos produtos
oferecidos e priorizando a proximidade com o cliente. O
novo supermercado da rede está localizado na Rua Antônio Alves Barril, próximo à Avenida Salim Farah Maluf.
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15.05.14 10:45:42
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artigo
divulgação
a r t i g o
Andrea Santos*
Responsabilidade
da cadeia de abastecimento
Código de Defesa do Consumidor prevê três modalidades de
punições nos casos de lesão ao direito de quem consome
A
defesa do consumidor tem como desti- ção total ou parcial de estabelecimento, a obra
natários todos os participantes da cadeia ou atividade, e a intervenção administrativa, inde abastecimento, entre os quais as in- clusive a imposição de contrapropaganda.
dústrias, os fornecedores de bens de consumo,
Para cada uma dessas sanções, há uma
os atacadistas, os distribuidores, os varejistas e o graduação da multa que obriga o aplicador a
consumidor. O objetivo essencial do Código de seguir os seguintes critérios: a) gravidade da
Defesa do Consumidor consiste em satisfazer o infração; b) vantagem auferida; e c) condição
direito do consumidor tentando, para isso, coi- econômica do fornecedor.
bir a lesão ou a ameaça aos seus direitos.
Além disso, a multa deve ser instituída em
Nesse cenário, surgem as responsabilidades e montante nunca inferior a duzentas e nunpunições para os envolvidos, nos casos de lesão ca superior a três milhões de vezes o valor da
ao direito dos consumidores, cujas sanções po- Unidade Fiscal de Referência (UFIR), ou índice
dem ser aplicadas a qualquer player do mercado equivalente que venha a substituí-lo.
na medida em que o Código estabelece o conceiHá também as chamadas sanções por vício,
to de responsabilidade solidária.
quando forem constatados vícios de quantidaNesse sentido, deve-se desde ou de qualidade por inadeSanções podem ser
tacar o Artigo 56 do estatuto
quação ou insegurança do proque enumera as sanções que aplicadas a qualquer
duto ou serviço. Nesses casos,
podem ser aplicadas pelas player na medida
elas serão aplicadas consoante
autoridades
administrativas em que o Código
estabelecido no Artigo 58 da lei
quando da infração aos direi- estabelece o conceito
em comento.
tos do consumidor, onde se de responsabilidade
Assim sendo, a tutela das
observa a distinção de três mo- solidária
situações capazes de lesar didalidades de sanções:
reitos nas relações de consumo
1. Sanções pecuniárias, as quais estão repre- pautou-se nos parâmetros da especialização (tisentadas pela cominação da multa e cuja aplica- pificação de condutas relacionadas às obrigações
ção se dá quando do inadimplemento dos deve- fixadas pelo Código de Defesa do Consumidor),
res de consumo.
da harmonização (com as normas penais já exis2. Sanções objetivas, que se pode asseverar tentes), da punição (dadas situações em que a
estarem presentes sempre que o caso concreto aplicação de sanções administrativas ou indenienvolver bens ou serviços colocados no merca- zações civis restariam insuficientes), da prevendo de consumo, constituindo, pois, a apreen- ção (de novos delitos), e da efetividade (das norsão, a inutilização, a cassação do registro (junto mas de natureza civil e administrativa elencadas
ao órgão competente), a proibição de fabrica- no Código de Defesa do Consumidor).
ção ou a suspensão de fornecimento de produÉ esse conjunto de regras que deve pautar as
tos ou serviços.
atitudes das empresas no sentido de prevenirem
3. Sanções subjetivas, que se referem à ativi- eventuais infrações, estabelecendo métodos predade empresarial ou estatal dos fornecedores de ventivos e códigos de conduta.
bens ou serviços e compreendem a suspensão
temporária da atividade, a revogação da concessão ou permissão de uso, a cassação de licença *Andrea Santos é advogada especialista em Direito Criminal e
do estabelecimento ou de atividade, a interdi- Ambiental e sócia titular da Crespo & Santos Advocacia Criminal
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ponto final
p o n t o f i n a l
Colin Kavanagh
Um brinde
ao sucesso
Pernod Ricard pretende levar
suas marcas para a mídia digital e
reforçar sua atuação no varejo
Por Andréia Martins
O
Kavanagh:
desenvolvimento do
portfólio conta com
clientes varejistas
Brasil pode não ser um dos maiores
mercados atuais da Pernod Ricard,
mas uma coisa é certa: está a caminho de se tornar um deles. Com marcante
presença em 70 países, a empresa francesa se
sustenta em três pilares para desenvolver seu
portfólio no mercado brasileiro. A fabricante
das famosas marcas Absolut, Chivas e Orloff
pretende levar suas marcas para a mídia digital, aumentar o nível de criatividade de suas
campanhas e, principalmente, reforçar seu
relacionamento com o varejo. “Seu segmento
mais dinâmico é o de vodca. Absolut é um
ícone em nosso portfólio e, por conta disso,
temos muito a fazer com nossos clientes varejistas. Eles vão nos ajudar a desenvolver a
categoria”, explica Colin Kavanagh, diretor de
Marketing da Pernod Ricard Brasil.
Como está a operação no Brasil?
Em um momento interessante. O consumo
no Brasil está se desenvolvendo nos últimos
anos. No mercado de bebidas alcoólicas, de
acordo com pesquisas realizadas pela consultoria Nielsen, há uma queda no nível de
consumação. Porém, por ter um portfólio
rico em marcas importantes nas categorias
de vodca e uísque, a Pernod Ricard encontra
grandes oportunidades no cenário nacional
para desenvolver os seus negócios.
Qual bebida o brasileiro quer consumir?
Sem dúvida é o uísque. A categoria de destilados é muito importante e tem produzido bons resultados na linha premium. Os
brasileiros estão consumindo marcas mais
caras e, aproveitando essa tendência, as marcas Chivas e Ballantines, bem como a recémlançada Jameson, são apresentadas como
oportunidades nesse mercado.
E a vodca?
É o segmento mais dinâmico. A Absolut
também é considerada uma bebida premium, um ícone em nosso portfólio. Hoje,
ela detém 17% desse mercado. Temos muito
a fazer com nossos clientes varejistas.
Qual é o principal cliente da empresa?
Na categoria de destilados, o canal mais importante é o atacadista. Cerca de 60% desse
mercado passa por esse setor, mas estamos
desenvolvendo muito bem o mercado varejista regional, principalmente com as marcas
premium.
reprodução/newtrade
Quais são as estratégias que serão introduzidas no Brasil em 2014?
Vamos nos basear em três pilares. Pretendemos levar nossas marcas para a mídia digital,
aumentar o nível de criatividade das campanhas e, principalmente, reforçar nosso relacionamento com o varejo. Teremos várias
novidades durante o ano, linhas que ainda
mantemos em sigilo. Vamos reforçar nosso
relacionamento com os varejistas.
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