INFORMATIVO MENSAL JUN.2014 Preço de Liquidação das Diferenças PLD Médio JUN/2014 PLD Médio Anual - Seco x Úmido 700,00 800 PLD TETO = 822,83 600,00 700 600 R$/MWh 500,00 R$/MWh 400,00 300,00 500 400 300 200,00 200 100,00 100 0,00 SUDESTE SUL NORDESTE - NORTE 2.000 2.001 2.002 2.003 2.004 2.005 2.006 2.007 2.008 2.009 2.010 2.011 2.012 2.013 2.014 MÉDIA SEMANA 1 01/jun a 06/jun SEMANA 2 07/jun a 13/jun SEMANA 3 14/jun a 20/jun SEMANA 4 21/jun a 27/jun SEMANA 5 28/jun a 04/jul ANUAL PLD Histórico 800,00 R$/MWh 700,00 600,00 500,00 400,00 300,00 200,00 100,00 NORTE JUN MAI FEV 2013 NORDESTE ABR JAN MAR DEZ OUT NOV JUL SET AGO JUN MAI FEV ABR MAR JAN DEZ SET OUT NOV JUL AGO JUN MAI FEV ABR MAR JAN 0,00 2012 ÚMIDO Comentários: O primeiro gráfico sobre PLD apresenta a evolução semanal do índice e ao fundo a média mensal de cada submercado. Assim como vem acontecendo desde fevereiro, este mês também ocorreu descolamento de preço entre as regiões. Quando comparado ao mês anterior, pode-se notar uma redução de quase R$ 400 no valor do PLD médio dos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, no Sul cerca de R$600. Já no submercado Norte houve um aumento de mais de R$80. O gráfico acima mostra que o PLD médio anual de 2014 já é o maior da história marcando pela primeira vez a casa dos R$700/MWh. 900,00 MÉDIA SECO Ultima atualização: 30/06/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br 2014 SUL SUDESTE Intercâmbio de Energia entre Submercados Valores em MWméd. Média de: 01/06/2014 a 30/06/2014 CARGA = 4.993 G. HIDRO = 4.710 G. TERMO = 1.940 Norte Isolado CARGA = 9.175 Norte G. HIDRO = 3.332 G. TERMO = 3.423 NE AC/RO G. EÓLICA = 713 1.657 1.707 SE/CO 8.891 CARGA = 34.514 G. HIDRO = 14.631 3.037 G. TERMO = 8.005 CARGA = 10.112 Uruguai e Argentina 0 Sul G. HIDRO = 11.698 G. TERMO = 1.202 G. EÓLICA = 249 Fonte: www.ons.com.br pag. 1 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL JUN.2014 Reservatórios 2.009 2.014 2.010 2.013 2.014 2.009 2.010 2.011 2.012 2.013 dez dez nov mar set 2.012 2.014 nov 20% out 20% 2.011 2.013 set 30% ago 30% jul 40% mar 40% fev 50% jan 50% dez 60% out 60% ago 70% jul 70% jun 80% mai 80% abr 90% fev 90% jan 100% 2.010 2.012 Nível de Armazenamento - NORTE (%) Nível de Armazenamento - NORDESTE (%) 100% 2.009 2.011 nov dez nov 2.013 jun 2.012 mai 2.011 abr 2.010 set mar 2.009 out 20% set 20% ago 30% jul 30% jun 40% mai 40% mar 50% fev 50% jan 60% out 60% ago 70% jul 70% jun 80% mai 80% abr 90% fev 90% jan 100% abr Nível de Armazenamento - SUL (%) Nível de Armazenamento - SE/CO (%) 100% 2.014 ARMAZENAMENTO [%] Nível de Armazenamento - SIN (%) 100% 90% SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN VERIFICADO EM 2014 36,33% 94,75% 36,54% 91,66% 43,16% VERIFICADO EM 2013 63,92% 81,87% 46,52% 93,54% 63,48% DIFERENÇA (2014-2013) -27,6% 12,9% -10,0% -1,9% -20,3% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 2.008 2.009 2.010 2.011 2.012 2.013 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 20% 2.014 Comentários: O nível de armazenamento nos subsistemas indica a quantidade de água nas bacias hidrográficas com possível aproveitamento energético. Em relação ao mês passado, houve diminuição dos níveis nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Norte e Nordeste, já no Sul houve aumento dos níveis dos reservatórios devido as fortes chuvas que atingiram a região. Em comparação com 2013, apenas no Sul houve aumento no nível do reservatório, com o SIN apresentando uma diferença de 20,3%. Ultima atualização: 30/06/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br pag. 2 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL JUN.2014 Energia Natural Afluente ENA - SE/CO (MWméd) ENA - SUL (MWméd) 40.000 93.000 83.000 35.000 73.000 63.000 30.000 MÉDIA MENSAL 102,66% 25.000 53.000 43.000 33.000 MÉDIA MENSAL 420,08% 23.000 20.000 13.000 15.000 MÉD SEMANAL MLT PREV ONS - PMO REALIZADA MÉD SEMANAL ENA - NORDESTE (MWméd) MLT 29/6 27/6 25/6 23/6 21/6 19/6 17/6 15/6 13/6 11/6 9/6 7/6 5/6 3/6 1/6 29/6 27/6 25/6 23/6 21/6 19/6 17/6 15/6 13/6 9/6 REALIZADA 11/6 7/6 5/6 3/6 1/6 3.000 PREV ONS - PMO ENA - NORTE (MWméd) 7.000 8.500 6.000 7.500 5.000 6.500 4.000 5.500 3.000 4.500 MÉDIA MENSAL 95,60% MÉD SEMANAL MLT PREV ONS - PMO REALIZADA ENA - SIN (MWméd) MÉD SEMANAL MLT 29/6 27/6 25/6 23/6 21/6 19/6 17/6 15/6 13/6 11/6 9/6 7/6 5/6 1/6 29/6 27/6 25/6 23/6 21/6 19/6 17/6 15/6 13/6 11/6 3/6 REALIZADA 9/6 2.500 7/6 1.000 5/6 3.500 1/6 2.000 3/6 MÉDIA MENSAL 42,58% PREV ONS - PMO ENERGIA NATURAL AFLUENTE - ENA 130.000 120.000 110.000 SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN MÉDIA DO MÊS (MWmed) 26.100 40.781 2.059 4.328 73.270 MLT (MWmed) 25.423 9.708 4.837 4.528 44.496 MÉDIA DO MÊS (%) 102,66% 420,08% 42,58% 96,60% 164,67% 100.000 90.000 80.000 70.000 60.000 MÉDIA MENSAL 164,67% 50.000 40.000 REALIZADA MÉD SEMANAL MLT PREV ONS - PMO 29/6 27/6 25/6 23/6 21/6 19/6 17/6 15/6 13/6 11/6 9/6 7/6 5/6 3/6 1/6 30.000 Comentários: A Energia Natural Afluente representa a chuva que recompõe os volumes dos reservatórios para a produção da eletricidade. O mês de junho registrou volume de chuvas muito alta na região Sul, cerca de 4 vezes acima do esperado para esse mês. Na comparação com os últimos 84 anos, o Sudeste/Centro-Oeste teve o 56º pior mês de junho, Nordeste o pior já o Norte o 43º melhor e o Sul registrou o junho mais chuvoso. O SIN, muito influenciado por este resultado, registrou o 2º melhor mês de junho em valor de ENA. Ultima atualização: 30/06/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br pag. 3 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL JUN.2014 Carga EVOLUÇÃO DA CARGA - SUL (%) EVOLUÇÃO DA CARGA - SUDESTE (%) 13.500 43.000 41.000 12.500 39.000 11.500 37.000 10.500 35.000 33.000 9.500 31.000 8.500 29.000 2011 2012 2013 2010 2014 EVOLUÇÃO DA CARGA - NORDESTE (%) 2011 2012 2013 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 2010 jan 7.500 27.000 2014 EVOLUÇÃO DA CARGA - NORTE (%) 10.500 5.400 5.200 10.000 5.000 9.500 4.800 4.600 9.000 4.400 8.500 4.200 4.000 8.000 3.800 7.500 3.600 2010 2011 2012 2013 2014 2010 2011 2012 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev 3.400 jan dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 7.000 2013 2014 EVOLUÇÃO DA CARGA [MWméd] EVOLUÇÃO DA CARGA - SIN (%) 75.000 70.000 SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN VERIFICADA EM JUN/2014 34.325 10.031 9.140 4.979 58.475 VERIFICADA EM MAI/2014 35.600 10.068 9.550 5.152 60.370 VERIFICADA EM JUN/2013 34.366 9.983 8.915 4.008 57.273 DESVIO JUN/2014 - MAI/2014 -3,58% -0,37% -4,29% -3,35% -3,14% DESVIO JUN/2014 - JUN/2013 -0,12% 0,48% 2,53% 24,22% 2,10% 65.000 60.000 55.000 50.000 2010 2011 2012 2013 dez nov out set ago jul jun mai abr mar fev jan 45.000 2014 Comentários: Se comparado ao mês passado, todos os submercados, muito influenciados pela queda na temperatura, e pela copa do mundo, apresentaram redução de carga, com o SIN resultando em uma diminuição de pouco mais de 3%. Já se comparado ao mesmo período do ano passado, o SIN registrou um acréscimo médio de 2,1%, principalmente devido ao crescimento da carga do Norte e Nordeste. O Submercado Sudeste/Centro-Oeste foi o único que apresentou uma pequena redução de carga para o ano de 2013. Ultima atualização: 30/06/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br pag. 4 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466 INFORMATIVO MENSAL JUN.2014 Geração 0 0% 4.671 11% 3.328 8% 0 0% GERAÇÃO - HIDRO [MWm] GERAÇÃO - TERMO [MWm] 1.936 13% 8.862 20% 5.613 38% ITAIPU ANGRA SUDESTE SUDESTE SUL 11.621 27% 14.555 34% 6.028 41% 1.190 8% NORDESTE SUL NORDESTE NORTE ACRE - RONDONIA ACRE - RONDONIA 0 0% GERAÇÃO - EÓLICA [MWm] 250 26% 4.671 8% GERAÇÃO TOTAL POR SUBMERCADO [MWm] 9.655 17% SUL SUDESTE 31.380 53% 13.061 22% 714 74% SUL NORDESTE NORTE NORDESTE ACRE - RONDONIA (SE) GERAÇÃO POR FONTE [MWméd] SUBMERCADO SE/CO S NE N SIN % HIDRO 23.417 11.621 3.328 4.671 43.037 73,2% TERMO 7.963 1.190 5.613 - 14.766 25,1% EÓLICA - 250 714 - 964 1,6% TOTAL 31.380 13.061 9.655 4.671 58.766 100,0% Considerações Comentários: Os gráficos acima apresentam o comportamento da geração média no mês de abril de 2014. A metodologia de despacho utilizada pelo ONS foi semelhante à dos últimos meses em que cerca de ¼ de geração para atender o consumo foi proveniente de usinas térmicas. Merece destaque a geração eólica que registrou um aumento de aproximadamente 500 MWmédios cerca de 0,5% da geração utilizada no período. Ultima atualização: 30/06/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br Ultima atualização: 28/02/2014 Fonte dos dados: www.ons.com.br O governo refez os cálculos do custo que as distribuidoras terão com a compra de energia das térmicas até o fim do ano e trabalha com dois cenários. Se o custo da eletricidade no mercado de curto prazo continuar oscilando entre R$ 300 e R$ 400, como nas últimas semanas, serão necessários mais R$ 5 bilhões para cobrir essas despesas. Mas se o custo da energia voltar a oscilar entre R$ 700 e R$ 800, a despesa sobe para R$ 9 bilhões até dezembro, além dos R$ 12,4 bilhões que já foram calculados de janeiro a abril. A forte queda dos preços da energia elétrica neste mês alivia, mas não coloca um ponto final na crise energética do país. Isso porque, para garantir a segurança do abastecimento, o Operador Nacional do Sistema (ONS) mantém ligadas térmicas “por fora da ordem de mérito”, ou acima do Preço da Liquidação das Diferenças (PLD), o preço no mercado de curto prazo (spot). São usinas que geram um megawatt-hora mais caro do que preços em vigor e que, em tese, se fossem seguidos os modelos computacionais, já poderiam ser desligadas. Depois das distribuidoras de energia e das geradoras hidrelétricas, agora são as termelétricas que correm o risco de registrar rombos financeiros por causa da explosão do preço de energia no mercado de curto prazo (spot). Levantamento inédito feito pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, com coautoria do ex-diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, mostra que a combinação entre o elevado preço spot de energia e o acionamento contínuo das térmicas está fazendo com que os custos de operação dessas usinas eliminem, e em alguns casos superem, os ganhos obtidos por elas. Dez anos depois de entrar em vigor, o modelo do sistema elétrico brasileiro voltou ao debate eleitoral. Em uma das piores secas já vistas no País, o conjunto de hidrelétricas responsável por 67% da geração mostra capacidade de armazenagem limitada, resultado da decisão de construir usinas a fio d’água, sem reservatórios. Dos 20 mil megawatts de usinas hidrelétricas com entrada em operação entre 2013 e 2018, apenas 1% tem represas, segundo o Operador Nacional do Sistema. A necessidade de acionar as térmicas movidas a combustíveis derivados de petróleo e carvão obrigou o governo a ajudar com 20 bilhões de reais as distribuidoras para evitar o repasse imediato aos consumidores. pag. 5 www.sealenergy.com.br Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 18º andar – São Paulo – SP TEL: 11 3728-4444 FAX: 11 3728-4466