DEVOCIONÁRIO DE SANTA FILOMENA
Devocionário de Santa Filomena
Segundo S. João Maria Vianney, Madre Maria Luisa de Jesus,
Pe. Paulo H. O'Sulivan e outros autores
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O descobrimento das Relíquias
Foi em 24 de maio de 1802 que os escavadores encontraram nas Catacumbas de Santa Priscila uma sepultura que nunca tinha sido violada. Tudo se
encontrava exatamente como estivera há muitos séculos atrás. Viam-se três
placas com a seguinte inscrição: PAX TE CUM FI LUMENA (a paz seja contigo,
Filomena).
Cinco emblemas em pintura adornavam essas placas: o primeiro era uma
âncora que, pela sua semelhança com a cruz, tornara-se um símbolo de esperança para os primeiros cristãos. Era também, nesse tempo, emblema de
martírio, porque prendiam âncoras ao pescoço de alguns dos cristãos confessos quando os atiravam ao mar. Possivelmente Santa Filomena foi lançada
no Rio Tibre.
O segundo emblema encontrado eram duas setas, uma apontada para cima,
outra voltada para baixo. Isto deveria indicar, também, a espécie de morte
sofrida pela Mártir, porque alguns cristãos eram executados com setas.
O terceiro era uma lança, que deveria ter semelhante significado.
O quarto era uma palma, emblema de triunfo da Mártir.
O quinto e último era um lírio, símbolo da pureza.
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Ao abrir-se, o túmulo, encontraram-se relíquias de uma Virgem Mártir, com
um vaso do seu sangue ressequido e resguardado em âmbulas, conforme era
costume nas sepulturas de mártires cristãos.
Essas relíquias foram minuciosamente examinadas por entidades competentes, entre os quais doutores, cirurgiões e teólogos. Reconheceu-se que o
crânio tinha sido fraturado. Os ossos aparentavam ser de uma menina e os
doutores presumiram que ela deveria ter doze a treze anos de idade.
Contudo, aquela descoberta era o início de mais um misterioso desígnio de
Deus. Iniciava-se ali a história de uma das mais belas devoções de nossos
tempos e, sobretudo, profícua em extraordinárias graças, milagres extraordinários e conversões espetaculares, a partir da trasladação das relíquias
para Mugnano, Itália, em 1805, pelo bom padre D. Francisco di Lucia.
Durante o trajeto das Relíquias até a exposição para veneração na pequena
paróquia de Pe. Francisco, curas e eventos sobrenaturais impressionantes
aconteceram, tais como cegos que voltaram a enxergar, aleijados que voltaram a andar, agonizantes que recobraram a saúde, além de outros fenômenos inexplicáveis.
Dir-se-ia que a Providência ocultara essa devoção para os dias em que os
bens mais preciosos da alma mais estivessem ameaçados pelas forças da
mal, porque Santa Filomena ressurge em nossa época como admirável e
providencial exemplo de Humildade, Fé e Pureza virginal.
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É digno de nota lembrar que S. João Maria Vianney, o Santo Cura D’Ars, modelo de sacerdote declarado recentemente pelo Santo Padre Bento XVI,
consagrou-se por voto especial a Santa Filomena e logo se tornou evidente
uma intimidade maravilhosa entre o bom cura e aquela a quem considerava
a sua Celeste Padroeira. A Santa aparecia-lhe, conversava com ele, e tudo lhe
concedia satisfazendo as suas preces. Ele, tratava-a pelos mais carinhosos
nomes; e ela comprazia-se em lhe prodigalizar as mais assombrosas graças.
A revelação sobrenatural da vida de Santa Filomena
No entanto, além de seu nome, que significa “amiga ou filha da luz”, pouco
se sabia sobre a história pessoal de Santa Filomena anteriormente ao descobrimento de suas relíquias nas catacumbas.
Alguns de seus devotos mais fervorosos, animados pela terna solicitude com
que a sua querida Santa atendia-lhes as preces em Mugnano, ardentemente
lhe suplicaram que os elucidasse sobre quem ela era e o que sofrera por
Jesus Cristo. Estas ansiosas preces foram atendidas, e a Santa revelou a três
pessoas diferentes, que viviam afastadas e absolutamente desconhecidas
umas das outras, a história da sua vida e os pormenores do seu martírio.
Estas revelações, de caráter privado ou feitas a particulares, eram todavia,
surpreendentes, e não apresentavam pequena soma de probabilidades humanas. Serem idênticas e terem sido feitas a três pessoas, entre si desconhecidas, é coincidência extraordinária que lhes dá grande valor.
Dentre essas três revelações, citamos a de Madre Maria Luisa de Jesus, Superiora Geral da Congregação das Dores de Maria, que morreu em odor de
santidade no ano de 1875.
História da vida de Santa Filomena
Assim revelou a própria Santinha à Madre Maria Luisa:
— "Minha querida irmã, eu era filha do rei de um pequeno estado grego.
Minha mãe também era de sangue real. Como não tinham descendência,
meus pais ofereciam constantemente sacrifícios e preces aos seus falsos
deuses para alcançarem a graça de um filho. Estava nesse tempo com a nossa família um doutor romano, chamado Públio, agora santo da Corte Celeste,
apesar de não ter sido mártir. Impressionado com a cegueira espiritual dos
seus soberanos e comovido com a mágoa que eles manifestavam, foi inspi-
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rado pelo Espírito Santo a falar-lhes da nossa fé e afirmar-lhes que as suas
orações seriam ouvidas se eles abraçassem a Religião Cristã.
O seu eloquente fervor penetrou o coração de meus pais e ao mesmo tempo
o espírito de ambos foi iluminado pela graça divina. Depois de madura deliberação receberam finalmente o Santo Sacramento do Batismo.
Nasci no princípio do ano seguinte; a 10 de janeiro, e chamaram-me Lumena
ou Luz, porque nascera sob a luz da fé a que meus pais votavam agora ardente devoção.
Deram-me ao batismo o nome de Filomena, isto é, amiga da Luz que me
iluminou a alma pela graça desse Sacramento.
A Divina Providência permitiu que o epitáfio do meu sarcófago fosse exarado
neste verdadeiro sentido, apesar dos intérpretes não terem percebido que
esse era o pensamento exato no espírito daqueles que primeiramente o escreveram.
Meus pais dedicavam-me a maior afeição possível, e meu pai não podia conformar-se com a ideia de me ter fora das suas vistas.
Por esse motivo, quando eu contava treze anos, acompanhei-os a Roma. Esta
viagem foi efetuada em consequência da declaração de guerra que injustamente nos foi feita pelo soberbo e poderoso Imperador Romano.
Reconhecendo a sua fraqueza, meu pobre pai partiu para Roma, na esperança de obter a paz com o Imperador. Minha mãe e eu acompanhámo-lo e
estivemos presentes na audiência que o tirano lhe concedeu.
Que extraordinário destino, o que me esperava! Enquanto meu pai calorosamente advogava a sua causa, tentando defender-se, o Imperador, lançando-me furtivos olhares cintilantes, respondeu:
— Não te assustes mais; podes estar absolutamente descansado que não há
motivo para ansiedade. Em vez de te atacar, porei as forças do Império ao
teu dispor, com a condição de que me darás em casamento a mão da tua
encantadora filha Filomena.
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Meus pais concordaram plenamente com a proposta e, ao regressarmos à
nossa pousada, tentaram convencer-me de que eu, na verdade, me deveria
considerar felicíssima como Imperatriz de Roma.
Recusei a proposta sem um momento de hesitação e declarei-lhes que já me
havia tornado Esposa de Jesus Cristo, por um voto de castidade, quando
tinha doze anos.
Meu pai, então, por todos os meios diligenciou provar-me que uma criança
da minha idade não podia dispor de si própria como lhe aprouvesse; e invocou toda a sua autoridade para me obrigar a obedecer. Mas o meu Divino
Esposo deu-me a necessária coragem para permanecer firme na minha resolução.
Quando o Imperador foi informado da minha resposta, considerou-a mero
pretexto para lhe sermos desleais. E disse a meu pai:
— Tragam-me aqui a Princesa Filomena, e eu verei se posso convencê-la ou
não.
Meu pai foi-me buscar, mas vendo que a minha resolução era inabalável, ele
e minha mãe, ambos se lançaram aos meu pés suplicando-me que mudasse
de propósito.
— Filha! — exclamavam eles — tem dó de teus pais, tem piedade do nosso
reino!
Eu respondi que os meus pais e o meu reino eram o céu. Deus e a minha
Virgindade estavam, para mim, acima de tudo mais.
No entanto, não pudemos deixar de obedecer ao Imperador, apresentandonos no palácio. Ele, primeiro, usou de toda a espécie de promessas e de
lisonjas para me induzir a aceitar o casamento; mas tudo foi em vão. Depois,
recorreu a ameaças, mas sem melhor resultado. Por fim, num acesso de
desespero, impelido pelo demónio da luxúria, ordenou que eu fosse atirada
para um cárcere, nos subterrâneos do palácio imperial. Aí, amarraram-me os
pés e as mãos e carregaram-me de cadeias, na esperança de assim me constrangerem a casar com aquele homem em cuja alma só imperava o espírito
das trevas.
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Todos os dias ele vinha renovar os seus galanteios. Aliviavam-me de ferros,
de modo que eu podia tomar um pouco de pão e água; mas o Imperador, ao
ver que os seus esforços eram inúteis, mandava que se me repetissem as torturas. Durante todo este tempo o meu Divino Esposo me amparou. Constantemente eu me encomendava a Jesus e à sua Mãe Bendita.
Passavam-se estas cenas havia trinta e sete dias, quando a Rainha do Céu me
apareceu, aureolada por uma luz deslumbrante e sustendo nos braços o seu
Divino Filho. — "Minha filha — disse-me Ela — continuarás ainda mais três
dias neste cárcere, e depois, ao quadragésimo dia do teu cativeiro, abandonarás este lugar de tormento".
Ao ouvir estas palavras animadoras, o meu coração pulsou de alegria.
Mas a Bendita Mãe de Deus continuou: — "Quando o abandonares sofrerás
ainda cruéis torturas por amor a Meu Filho".
Esta nova revelação deixou-me apavorada, e cheguei a experimentar a sensação de que já me assaltavam as terríveis agonias da morte.
— "Coragem, querida filha! — acrescentou a Rainha do Céu — querida acima
de todas porque tens o meu nome e o nome de Meu Filho. Tu chamas-te
Lumena ou Luz. Meu Filho, teu Esposo, chama-se Luz, Estrela, Sol. E eu também, não me chamo igualmente, Aurora, Estrela, Lua, Sol? Eu serei o teu
amparo. Agora é o período transitório da fraqueza e da humilhação humana;
porém, quando chegar a hora do julgamento, então receberás a graça da
divina força. Além do teu Anjo da Guarda, terás a teu lado o Arcanjo Gabriel,
cujo nome significa "A força do Senhor". Quando eu estava na Terra, era ele
o meu protetor: eu agora o mandarei àquela que é a minha mais querida
filha".
Estas palavras tranquilizadoras reanimaram a minha coragem, e a visão desapareceu, deixando na masmorra perfume celeste.
O Imperador, perdendo a esperança de me fazer ceder aos seus desejos,
recorreu às maiores torturas, com o fim de me aterrorizar e assim conseguir
que eu quebrasse o meu voto feito a Deus. Ordenou que eu fosse amarrada
a uma coluna e cruelmente açoitada, acompanhando-se ainda o bárbaro
suplício de horríveis blasfêmias.
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Dizia o tirano: — "Visto que é tão persistente em preferir um malfeitor, condenado à morte pelos seus próprios compatriotas, a um imperador como eu,
sofra ela o castigo merecido".
Vendo que, apesar de eu estar toda numa chaga, a minha resolução continuava inalterável, mandou que tornassem a levar-me para a prisão, onde deveria agonizar e morrer.
Estava eu lançando o meu pensamento para além da morte, esperando descansar no seio do meu Esposo, quando me apareceram dois anjos resplandecentes e derramaram um bálsamo celestial sobre as minhas feridas. Estava
curada.
Na manhã seguinte o Imperador ficou assombrado ao saber a notícia. Vendome ainda mais forte e mais bela que nunca esforçou-se por me convencer de
que eu recebera aquele benefício de Júpiter, que para mim destinava a coroa
imperial.
O Espírito Santo inspirou-me e refutei aquele sofisma, ao mesmo tempo que
resisti às blandícias do Imperador.
Louco de raiva, deu ordem para que me prendessem ao pescoço uma âncora
de ferro e me lançassem ao Tibre. Mas Jesus, para mostrar o seu poder e
confundir os falsos deuses, mais uma vez mandou em meu auxílio os seus
dois anjos que cortaram a corda; e a âncora caiu no fundo do rio, onde ficou
encravada no lodo.
Trouxeram-me então para a margem, sem que uma gota de água tivesse
tocado nas minhas roupas.
Este milagre converteu um grande número dos que o presenciaram.
Diocleciano, mais obstinadamente cego que Faraó, declarou então que eu
devia ser feiticeira e ordenou que me trespassassem de setas. Ao ter notícia
deste novo milagre, o Imperador ficou de tal maneira enfurecido, que ordenou a repetição da tortura até que a morte sobreviesse enfim; mas as
setas recusaram-se a partir dos arcos. Diocleciano insistia em que semelhante fato era determinado por um poder mágico e, na esperança de que esse
encantamento se aniquilasse diante do fogo, deu ordem para que as setas
fossem aquecidas numa fornalha até ficarem rubras. Mas este expediente foi
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de nulo efeito. O meu Divino Esposo livrou-me desse tormento voltando as
setas contra os besteiros, seis dos quais foram mortos.
Este último milagre deu lugar a outras conversões e o povo começou a manifestar grave descontentamento e a mostrar reverência pela nossa bendita fé.
Receando mais sérias consequências, o tirano ordenou então que eu fosse
decapitada.
A minha alma gloriosa e triunfante, ascendeu ao Céu, onde recebi a coroa da
virgindade, que mereci por tão grande número de vitórias. Foi às três horas
da tarde, de 10 de Agosto, numa sexta-feira.
Eis aqui as razões por que Nosso Senhor quis que o meu corpo fosse reconduzido para Mugnano em 10 de Agosto e por que Ele operou tantos milagres
nessa ocasião".
Novena a Santa Filomena, Virgem e Mártir
Composta pelo Cura d'Ars, São João Batista Maria Vianney
Esta novena é composta por:
1- Oração a Santa Filomena,
2- Meditação diária (abaixo),
3- Saudação a Santa Filomena, e
4- Ladainha de Santa Filomena.
Oração à Santa Filomena
Oh! gloriosa Virgem e Mártir Santa Filomena, que do Céu onde reinais vos
comprazeis em fazer cair sobre a Terra benefícios sem conta, eis-me aqui
prostrado a vossos pés para implorar-vos socorro para minhas necessidades
que tanto me afligem, vós que sois tão poderosa junto a Jesus, como provam
os inumeráveis prodígios que se operam por toda parte onde sois invocada e
honrada.
Alegro-me ao ver-vos tão grande, tão pura, tão santa, tão gloriosamente
recompensada no céu e na terra.
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Atraído por vossos exemplos à prática de sólidas virtudes e cheio de esperança à vista das recompensas concedidas aos vossos merecimentos, eu me
proponho de vos imitar pela fuga do pecado e pelo perfeito cumprimento
dos mandamentos do Senhor.
Ajudai-me, pois, oh! Grande e poderosa Santinha, nesta hora tão angustiante
em que me encontro, alcançando-me a graça... e sobretudo uma pureza
inviolável, uma fortaleza capaz de resistir a todas as tentações, uma generosidade de que não recuse a Deus nenhum sacrifício e um amor forte como a
morte pela fé em Jesus Cristo, uma grande devoção e amor a Maria Santíssima e ao Santo Padre, e ainda a graça de viver santamente a fé para um dia
estar contigo no céu por toda a eternidade.
(Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória).
Meditação
para
o
Primeiro
Dia
1Considerai
que
Santa
Filomena
foi
virgem..
Virgem
em
meio
ao
mundo...
Virgem
não
obstante
a
perseguição...
Virgem
até
a
morte...
Que
modelo!
Posso
contemplá-la
sem
confusão?...
Qual
será
o
remédio?...
2- Humilhai-vos muitas vezes pelo que vos confundiu, considerando a sua
pureza
virginal.
3- Assisti à Santa Missa em sua honra e visitai uma imagem sua, se vos for
fácil.
Meditação para o Segundo Dia
1- Considerai que Santa Filomena foi e não deixou de ser virgem...
Porque soube mortificar os corruptos desejos da carne..., conservar, no uso
dos sentidos, a modéstia de Jesus Cristo... , conservar-se afastada de um
mundo enganador e das ocasiões perigosas...
Será que a imitastes em tudo isso?
Quais as fontes das vossas tentações... das vossas fraquezas... das vossas
inquietações... das vossas quedas... Procurai analisá-las.
2- Fugi do que vos causou dano, praticai o que tivestes a desgraça de negligenciar relativamente à castidade.
Meditação para o Terceiro Dia
1- Considerai que Santa Filomena conservou e aumentou o amor pela Virgindade com a oração, fonte abundante da vida sobrenatural... com os Sacra-
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mentos, pelos quais a alma se leva no Sangue de Jesus Cristo e se alimenta
com o Sagrado Corpo, germe divino da virgindade cristã... com a lembrança
de que seus membros eram os membros do Corpo de Jesus Cristo e de que
seu corpo era templo do Espírito Santo...
Não tendes porventura os mesmos meios?...
Que uso deles fazeis?...
2- Redobrai de fervor em todas as vossas orações...
Dizei de quando em quando a vós mesmos: meus membros são os de Jesus
Cristo... o templo do Espírito Santo.
Meditação para o Quarto Dia
1- Considerai que Santa Filomena foi Mártir... que teve de sofrer... sofrer
muito... sofrer até a morte, e que mostrou nesses tormentos uma insuperável paciência...
Estão em vós indissoluvelmente ligados o sofrimento e a paciência...
Muitas vezes tendes que sofrer... que sofrer pouco... jamais que morrer em
consequência.
Donde provém tanta debilidade?...
Não quereis talvez dar-lhe remédio?...
Que meios escolheis, portanto?
2- Sofrer com paciência as poucas dores, contrariedades e penas que aprouver ao Senhor enviar-nos neste dia. Para se obter uma graça difícil é necessário estar em estado de graça através de uma confissão bem feita ao sacerdote e, se for possível, comungar nove dias em honra de Santa Filomena. Outro
meio eficaz é a vigília.
Meditação para o Quinto Dia
1- Considerai que Santa Filomena sofreu o martírio por Jesus Cristo...
Queriam arrebatar-lhe a fé... queriam fazer com que violasse os votos de seu
Batismo... induzi-la a seguir os exemplos dos idólatras ou dos apóstatas.
E que desejam de vós, em tantas ocasiões, o demônio, o mundo, a carne e o
vosso próprio coração, senão semelhantes infidelidades?...
Estas se reduzem à ofensa a Deus...
Não são talvez os vãos temores que vos fazem faltar agora aos vossos deveres e trair a vossa fé?...
Oh! Deus, que vergonhosa tibieza!
Recuperai finalmente a coragem.
2- Vencei algum respeito humano...
Dizei de quando em quando a vós mesmos:
É melhor agradar a Deus que aos homens.
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Meditação para o Sexto Dia
1- Considerai que Santa Filomena, morrendo por Jesus Cristo, teve de pôr em
prática esta máxima do Salvador:
"Aquele que ama mais o Pai, a mãe, o Filho ou a filha e a própria vida que a
Mim, não é digno de Mim" (Mt 10,38-39)...
Ela não hesitou...
Tudo sacrificou, conquanto o sangue e a natureza erguessem a sua voz; em
ocasiões menos difíceis, mostrar-nos-íamos dignos de Cristo?
Se nos aparecer alguma vez uma escolha entre Deus e as criaturas, entre a
graça e a natureza, entre o amor de Deus e as afeições às criaturas, a quem
daremos a preferência?...
Oh!, não mais desçamos no futuro, da nossa dignidade de Filhos de Deus e
de discípulos de Jesus Cristo.
2- Esforcemo-nos neste dia por não agradar senão a Deus ou às criaturas
somente por Deus.
Meditação para o Sétimo Dia
1- Considerai que Santa Filomena, morrendo por Jesus Cristo, teve de tolerar
as zombarias, os sarcasmos, os ultrajes de seus perseguidores, de seus algozes e da maior parte dos espectadores de seu suplício...
Ela não foi menos generosa, menos constante, menos alegre na confissão
pública de sua fé...
Se o mundo vos der a beber em semelhante cálice, tereis bastante coragem
para tragar-lhe a amargura com iguais sentimentos?
Oh!, que importam as suas burlas, os seus desprezos, as suas mais injustas e
mais sanguinolentas perseguições?...
Pode jamais ser desonrado aquele que por Deus é honrado?
Não temais... Segui o vosso caminho...
Ele terminará na posse da glória eterna.
2- Não deixeis que se perturbe o vosso coração se vos disserem alguma palavra desabrida, grosseira, mordaz, ofensiva, etc.
Meditação para o Oitavo Dia
1- Considerai que Santa Filomena, morrendo por amor de Jesus Cristo a todas as coisas deste mundo abjeto, entrou no gozo da vida eterna.
Sim, estou certa, dizia em seu coração, de que o Supremo Juiz me concederá,
em troca dos bens passageiros que sacrifico por Seu amor, a coroa de justiça
que me prometeu.
Ela morre... e ei-la no tabernáculo de Deus, com os Santos a seguir o Cordeiro...
São estes os pensamentos que procuro ter quando me acho diante de algum
sacrifício?...
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Que impressão causam a minha alma os sacrifícios?
Para que lado fazem cair a balança?... Ah! os Santos para tudo possuir, tudo
diziam, perdiam tudo... e que direi eu?
2-Façamos neste dia algum sacrifício voluntário... Façamos prontamente e de
boa vontade os que estão unidos aos nossos deveres, etc.
Meditação para o Nono Dia
1- Considerai que Santa Filomena, depois de tudo haver sacrificado neste
miserável mundo por amor a Jesus Cristo, d'Ele recebeu, mesmo neste mundo, mais do cêntuplo de quanto havia dado.
Quanta reputação!
Quanto poder!
Quanta glória!
Quanta grandeza humilhada a seus pés!
Que numerosa afluência de peregrinos a seus diversos santuários!
Quantas festas em sua honra!
Que testemunhos de veneração lhe são tributados!
Assim exatamente cumpre Deus as suas promessas.
Oh!, se com igual fidelidade guardássemos as nossas para com Ele!...
Mas privando-O de Sua glória, não viremos talvez a privar-nos também de
tantos méritos e favores, seja neste mundo seja no outro?...
Coragem, portanto.
Sede fiéis, para que Deus o seja convosco.
2- Fazei hoje alguma obra de misericórdia em honra de Santa Filomena.
Disponde-vos por uma boa confissão a receber dignamente Nosso Senhor
Jesus Cristo.
Saudação a Santa Filomena
Composta pela Serva de Deus Irmã Maria Luísa de Jesus, oração muito poderosa e querida a Santa Filomena.
Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a
Deus pelos justos, para que se conservem em sua justiça e cresçam diariamente de virtude em virtude.
Creio em Deus Pai...
Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a
Deus pelos pecadores, para que se convertam e vivam a vida da graça.
Creio em Deus Pai...
Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a
Deus pelos heréticos e infiéis, para que venham à verdadeira Igreja e sirvam
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ao Senhor em espírito e verdade.
Creio em Deus Pai...
Glória ao Pai... (três vezes, à Santíssima Trindade, em ação de graças pelos
favores concedidos a tão ilustre Virgem Mártir heroína do Evangelho).
Uma Salve Rainha (à Virgem das Dores, para agradecer-lhe a suprema fortaleza que lhe alcançou nos seus múltiplos e cruéis martírios).
Rezar o credo.
Ladainha à Santa Filomena
Composta pelo Cura d'Ars, São João Batista Maria Vianney
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho de Deus, Redentor do Mundo que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha das Virgens, rogai por nós.
Santa Filomena, cheia de abundantes graças desde o berço,
Santa Filomena, fiel imitadora de Maria,
Santa Filomena, modelo das Virgens,
Santa Filomena, templo da perfeita humildade,
Santa Filomena, abrasada no zelo da glória de Deus,
Santa Filomena, vítima do amor de Jesus,
Santa Filomena, exemplo de força e de perseverança,
Santa Filomena, espelho das mais heroicas virtudes,
Santa Filomena, firme e intrépida em face dos tormentos,
Santa Filomena, flagelada como o vosso Divino Esposo,
Santa Filomena, que preferistes as humilhações da morte aos esplendores do
trono,
Santa Filomena, que convertestes as testemunhas do vosso martírio,
Santa Filomena, que cansastes o furor dos algozes,
Santa Filomena, protetora dos inocentes,
Santa Filomena, padroeira da juventude,
Santa Filomena, asilo dos desgraçados,
Santa Filomena, saúde dos doentes e enfermos,
Santa Filomena, nova luz da Igreja peregrinante,
Santa Filomena, que confundia a impiedade do século,
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Santa Filomena, cujo nome é glorioso no Céu e formidável para o inferno,
Santa Filomena, ilustre pelos mais esplêndidos milagres,
Santa Filomena, poderosa junto de Deus,
Santa Filomena, que reinais na glória,
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, santa Filomena.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
Oração:
Nós Vos suplicamos, Senhor, que nos concedais o perdão dos nossos pecados pela intercessão de Santa Filomena, Virgem Mártir, que foi sempre agradável aos vossos olhos pela sua eminente castidade e exercício de todas as
virtudes.
Santa Filomena, rogai por nós. (3 vezes)
Oração Final para todos os dias
Oh! Deus, que entre os outros milagres do Vosso poder, também ao sexo
frágil destes a vitória do martírio, concedei propício que nós, celebrando o
natalício de Santa Filomena, Vossa Virgem e Mártir, pelos seus exemplos,
cheguemos por ela a Vós.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.
Coroinha de Santa Filomena
A Coroinha de Santa Filomena é um pequeno rosário formado por contas
brancas e vermelhas.
Reza-se assim:
Em honra da Santíssima Trindade, por cuja glória Santa Filomena deu a vida.
Um Credo... (na medalha)
Três Pai-nosso (nas contas brancas)
Em louvor dos treze anos em que viveu na terra a Virgem Mártir.
Treze Ave-Marias (nas contas vermelhas)
A cada Ave-Maria acrescenta-se a jaculatória:
Santa Filomena, pelo sangue que derramastes por amor a Jesus Cristo,
alcançai-me a graça que vos peço.
Santa Filomena, pelo Vosso amor por Jesus e Maria, rogai por nós.
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Termina-se a coroinha na medalha triangular, com a oração a Santa Filomena:
Oração:
Oh! gloriosa Princesa da Corte Celestial, Santa Filomena, prostrado diante de
vós, rememorando as vossas virtudes e prodígios, minha alma engrandece ao
Senhor que operou em vós tamanha maravilha de santidade.
Querida Protetora, vinde em meu auxílio para conduzir-me pelos caminhos
da virtude, para ser minha fortaleza em face do inimigo infernal, para me
trazer do Coração de Jesus a riqueza dos auxílios divinos que são pra este
devoto a saúde, a paz do coração, a solução de minhas dificuldades, o bemestar de minha família e o consolo em toda tribulação.
Milagrosa Santa Filomena, em Vós confio! Amém.
Novena a Santa Filomena
Rezar por nove dias seguidos:
Oh! Grande Santa Filomena, virgem e mártir, realizadora de maravilhas de
nossa era, dão as mais fervorosas graças a Deus pelos dons milagrosos outorgados a Vós, e vos suplico concedei-me uma parte das graças e benções
das quais vos haveis sido o canal para tantas almas.
Pela heroica fortaleza com a qual confrontastes a fúria de tiranos e o desgosto dos poderosos antes que desviasse de vossa aliança com o Rei do Céu,
obtende para mim pureza de corpo e alma, pureza de coração e desejo,
pureza de pensamento e afeto.
Por vossa paciência sob sofrimentos multiplicados, obtende para mim uma
aceitação submissa de todas as aflições que possa comprazer a Deus enviarme e como vós escapastes milagrosamente ilesa das águas do Tibre, no qual
fostes arrojada por ordem de vosso perseguidor, assim também eu possa
passar através das águas da tribulação sem detrimento a minha alma.
Além destes favores, obtende para mim, Oh! Esposa fiel de Jesus, a necessidade particular que ardentemente vos recomendo neste momento.
Oh! Virgem pura e mártir santa, dignai dirigir um olhar de piedade desde o
Céu sobre vosso devoto servo, consolai-me na aflição, assisti-me no perigo,
sobre tudo vinde em meu auxílio na hora de minha morte.
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Guardai os interesses da Igreja de Deus, rezai por sua exaltação e prosperidade, a extensão da Fé, pelo Soberano Pontífice, pelo clero, pela perseverança do justo, a conversão dos pecadores, e o sufrágio das almas do Purgatório,
especialmente meus entes queridos.
Oh! Grande Santa, cujo triunfo celebramos na terra, intercedei por mim,
para que um dia possa contemplar a coroa de Glória outorgada a vós no Céu
e bendizer a Quem liberalmente recompensa por toda a eternidade os sofrimentos suportados por Seu amor durante esta curta vida. Amém.
Oração
Oh! Puríssima virgem, gloriosa mártir Santa Filomena, a quem Deus em Seu
poder eterno parece ter revelado ao mundo nestes dias desastrosos para
reviver a fé, sustentar a esperança e inflamar a caridade em almas cristãs.
Contemplai-me prostrado a vossos pés. Dignai-vos, Oh! virgem cheia de
bondade e virtude,receber minhas humildes orações e obter para mim essa
pureza pela qual sacrificastes os prazeres mais atrativos do mundo, essa
fortaleza de alma que vos fez resistir aos mais terríveis ataques e esse ardente amor por nosso Senhor Jesus Cristo que os mais temidos tormentos não
puderam extinguir em vós.
Assim que, imitando-vos nesta vida, possamos algum dia estar convosco no
Céu. Amém.
Santa Filomena, patrona dos Filhos de Maria, rogai por nós.
Oração de Súplica
Prostrado ante vossos pés, oh! Grande e gloriosa Santa, venho apresentar
minha fervorosa oração;
Acolhei benignamente e obtende-me as graças que me são necessárias.
Tenho um coração atribulado.
Sinto fortes os golpes da dor, a desventura me oprime.
Recorro, pois, a vosso auxílio.
Ajudai-me e olhai minha oração.
Santa Filomena, rogai por mim.
Glória ao Pai.
Fatigado e sem consolo, privado de esperança, sozinho e oprimido pelas
tribulações, espero ser por Vós atendido.
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Santa Filomena, rogai por mim.
Glória ao Pai.
Reconheço que foram meus grandes pecados a causa de tantas desventuras.
Obtende-me de Jesus o pedido e abrasai-me em seu santo amor.
Santa Filomena, rogai por mim.
Glória ao Pai.
Vê quantas graças me são necessárias e não me abandoneis.
Vós que sois tão poderosa junto a Deus afastai de mim a tristeza e a desolação, dai paz a minha alma, protegei-me dos perigos e livrai-me dos castigos
do pecado;
Abençoai a minha casa, a minha família, a teus fiéis devotos e alcançai-me a
graça que necessito (mencionar a graça).
Gloriosa Santa Filomena, não me abandones e rogai por mim.
Glória ao Pai.
Por vossos sofrimentos, alcançai-me de Deus a Misericórdia. Amém.
Oração pelos filhos:
Oh! Santa Filomena, eu coloco meus filhos sob teu cuidado. Ilustre Virgem,
que tão cuidadosamente compreendida a excelência de pureza, a manter a
sua alma pura e santa, aos olhos de Deus. Santa jovem solteira, que o compreenderam plenamente o infinito valor da vida eterna e os tesouros passageiros temporais de riquezas e poder, instruir meus filhos no valor das coisas
espirituais. Auxiliá-los na criação de ricos tesouros no celeiro do Céu, onde a
sua riqueza não pode ser destruídas, nem roubadas.
Corajosa Mártir, que morreu em tormento, em vez de ofender a Deus TodoPoderoso, ensine os meus filhos um verdadeiro horror do pecado e o amor
pela verdade virtude. Eu imploro-te, Santa Filomena, para obter-lhes a coragem de sofrer perseguições e torturas corajosamente, em vez de negar a
Deus Todo-Poderoso.
Peço estes favores com total confiança, Santa Filomena, porque eu sei que
Deus, vos concedeu este poder de intercessão e tenho a certeza que vós
nunca se recusais a ouvir a oração de uma mãe que imploras ajuda para
salvação eterna do seu filho. Amém.
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Terço de Santa Filomena
O terço é feito com três contas brancas e treze vermelhas.
Início:
Sobre a medalha dizer:
Credo para pedir a graça da fé.
Nas contas brancas:
Três Pai-nosso em honra das três Pessoas da Santíssima Trindade, em ação
de graças para todos os favores obtidos por meio de sua intercessão.
Nas contas vermelhas:
Salve, Santa Filomena santa, a quem eu reconheço, depois de Maria, como
minha protetora com o Esposo divino, intercedei por mim agora e na hora
da minha morte.
Santa Filomena, filha amada de Jesus e de Maria, rogai por nós que recorremos a vós. Amém.
Oração Final:
Salve, Oh! Ilustre Santa Filomena, que tão corajosamente derramou seu
sangue por Cristo! Eu bendigo ao Senhor por todas as graças que Ele vos
agraciou durante a vossa vida, e especialmente na vossa morte. Louvo e
glorifico pela honra e poder com o qual Ele tem vos coroado, e eu vos imploro por obter as graças de Deus que peço por vossa intercessão.
O Cordão de Santa Filomena
São João Batista Maria Vianney, o Cura d'Ars, foi o maior difusor do uso do
Cordão de Santa Filomena. O Papa Leão XIII aprovou o uso do Cordão em
1893 e concedeu indulgências a todos os que o usarem e rezarem esta oração:
Ó Santa Filomena, Virgem e Mártir, rogai por nós para que, por meio de
vossa poderosa intercessão, possamos obter a pureza de alma e de coração,
que conduz ao perfeito amor de Deus.
Para lucrar as indulgências plenárias com o Cordão é preciso confessar-se,
comungar, e visitar alguma igreja ou um doente, rezando pelas intenções do
Papa.
Qualquer pessoa pode fazer o Cordão de Santa Filomena, que deve ser feito
(crochê) com fios de linho ou lã ou de algodão (linha Clea, Anne). Em suas
extremidades, de um lado, o Cordão tem dois nós, e na outra 3 nós, simbolizando a Santíssima Trindade e as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os
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fios devem ter quantidades mais ou menos iguais em cores branco e vermelho. O branco simboliza a virgindade de Santa Filomena, e o vermelho seu
martírio.
A faculdade para benzer os cordões de Santa Filomena foi dada aos Padres
de São Vicente de Paulo, mas atualmente qualquer padre pode benzê-lo
validamente. A oração oficial da bênção do Cordão é:
S- "Senhor Jesus, concedei que todos os que usem este cordão mereçam ser
preservados de qualquer perigo e recebam a saúde da alma e do corpo."
O cordão deve ser usado na cintura, sob a roupa, e se possível não ser retirado. Se não for possível usá-lo na cintura, pode-se usá-lo no braço ou na perna.
O Óleo de Santa Filomena
Esse óleo milagroso é retirado de qualquer lamparina que esteja iluminando
uma imagem ou estampa de Santa Filomena, para passar no local da enfermidade.
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Fontes de consulta:
- Santa Filomena a Grande Milagrosa, E.D.M., 1958. Tipografia Inglesa. The
Catholic Printing Press. Lisboa, Portugal. (Nihil obstat Mons. Lafaiette).
- Movimento Rosário Permanente
http://rosariopermanente.leiame.net/devocoes/stafilomena/stafilomenaoracoes.html
- Santa Filomena - http://philomena.it/
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