TERCEIRO RECENSEAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO E HABITAÇÃO DE 2009
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA
Reprodução autorizada, excepto para fins comerciais, com indicação de fontes
bibliográficos
DIRECÇÂO
Carlos Mendes da Costa – Director Geral
Bessa Vitor da Silva – Director de Serviços das Estatísticas Demográficas e Sociais;
Coordenador e Director Técnico do RGPH
Roberto Vieira – Director de Serviços das Estatísticas Económicas e Financeiras
Braima Manafá- Director de Serviços de Planificação, Coordenação e Difusão
Simão Semedo – Chefe de serviços da Informática
Leonildo Gomes – Chefe de repartição da Administração e Finanças
Ficha técnica
Titulo
Tiragem
Migrações
Edição 500 exemplares
Editor
Desenho Gráfico
Instituto Nacional de Estatística
Osvaldo Cristo João Mendes
Av. Amílcar Cabral, Largo de Pindjiguiti,
Assistência técnica e financeira
CP Nº 6, Bissau
UNFPA, PNUD, ABC,BGE
Tel. (00245) 320 45 94;
Fax: (00245) 320 48 88
E-mail: inec@mail.gtelecom.gw
Web: w.w.w.stat-guinebissau.com
1
NOTA AOS UTILIZADORES
Os quadros estatísticos que se apresentam nesta publicação referem-se à população
recenseada no período censitário. Pois, os resultados do inquérito pós-censitário mostraram
que houve uma omissão de 4.6%. Nos efectivos que se apresentam não estão integradas
estas omissões, pelo que se recomenda que, para qualquer uso e para ter uma população
exacta, se procedam à integração dessas populações omitidas.
O quadro em baixo indica as taxas de ponderação que podem ser utilizadas para a
correcção dos efectivos e que só podem ser aplicadas às regiões. Por razões ligadas a
metodologia do inquérito pós censitário, a utilização destas taxas de ponderação para
corrigir os efectivos a níveis geográficos inferior a região (Sector ou localidades), podem
não garantir resultados fiáveis. Neste âmbito, não é aconselhável a utilização das taxas de
ponderação de cada região, para calcular as populações residentes nos sectores ou
tabancas.
POPULACAO CORRIGIDA POR INQUERITO POS CENSITARIA
Région
Tombali
Quinara
Oio
Biombo
B. Bijagos
Bafatá
Gabú
Cacheu
SAB
Total
Taxa de omissão
0,0398318517
0,0432469366
0,0397058722
0,0412259176
0,0429609157
0,0444410898
0,0467199505
0,0382454945
0,0609730971
0,0468554540
Taxa de ponderação
1,0398318517
1,0432469366
1,0397058722
1,0412259176
1,0429609157
1,0444410898
1,0467199505
1,0382454945
1,0609730971
1,0468554540
População residente nos
agregados familiares
91.089
60.777
215.259
93.039
32.424
200.884
205.608
185.053
365.097
1.449.230
População residente Corrigida
nos agregados familaires
94.717
63.405
223.806
96.875
33.817
209.812
215.214
192.130
387.358
1.517.134
População residente
nos agregados
População residente
colectivos (*)
total
222
205
838
245
746
195
316
378
551
3696
94.939
63.610
224.644
97.120
34.563
210.007
215.530
192.508
387.909
1.520.830
(*) Orfanatos e casas religiosas
Os efectivos aqui publicados são os indivíduos recenseados em 15 de Março de 2009, e os
ajustes efectuados tiveram em conta as taxas de omissões observadas em cada região.
Neste sentido, deve-se ter em conta a taxa de crescimento natural quando se pretender
realizar as possíveis projecções demográficas da população.
NB:
Neste trabalho foi considerado somente a população não corrigida residente
nos agregados familiares que consiste num total de 1.449.230 pessoas.
2
SIGLAS E ABREVIATURAS
CEDEAO: Comunidade de Estados para o Desenvolvimento da África Ocidental
DENARP: Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza
FCFA:
Franco da Comunidade Financeira Africana
INE:
Instituto Nacional de Estatística
ND:
Não definida
ODM:
Objectivos do Desenvolvimento do Milénio
PIB:
Produto Interno Bruto
PMA:
Países Menos Avançados
PNUD:
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
RGPH:
Recenseamento Geral da População e Habitação
SAB:
Sector Autónomo de Bissau
3
ÍNDICE
SIGLAS E ABREVIATURAS
3
LISTA DE QUADROS
LISTA DE GRÁFICOS
5
6
RESUMO ________________________________________________________________ 7
INTRODUÇAO ____________________________________________________________ 8
I. CONTEXTO DE ESTUDO________________________________________________ 10
1.1. Físico-Geográfico __________________________________________________ 10
1.2. Contexto Histórico e Político
11
1.4. Contexto Sócio-Cultural _____________________________________________ 12
1.4. Contexto socio-económico __________________________________________ 13
II. CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS __________________________________ 15
2.1. Escolha dos Métodos de Análise _____________________________________ 15
2.2 Índices Utilizados na Análise ___________________ Erro! Indicador não definido.
2.3. Conceitos e Definições ______________________________________________ 18
III. PRINCIPAIS RESULTADOS ______________________ Erro! Indicador não definido.
3.1. Migrações Internas ____________________________ Erro! Indicador não definido.
3.1.1. Método da “Migração Duração de Vida” _________ Erro! Indicador não definido.
3.1.2. Método da Última Migração_________________________________________ 26
3.2. Migrações Internacionais ____________________________________________ 30
3.2.1. Imigração Internacional ____________________________________________ 30
3.2.2. Emigração Internacional ___________________________________________ 43
IV. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES __________________________________ 48
BIBLIOGRAFIA __________________________________________________________ 50
A N E X O _______________________________________________________________ 51
4
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Repartição dos Residentes Nativos da Guiné-Bissau, das Saídas e
Entradas por Região.
Quadro 2: Matriz do Saldo Migratório entre as Regiões nos Últimos Cinco Anos
(Método Migração Duração de Vida)
Quadro 3: Índices de entrada, de saída, da migração líquida e de eficácia por
Região (Método Migração Duração de Vida
Quadro 4: Classificação das Regiões segundo o Grau de Atracção e de Repulsão
(Método Migração Duração de Vida)
Quadro 5: Repartição dos Residentes, das Entradas e Saídas por Região
Quadro 6: Matriz do Saldo Migratório entre as Regiões nos últimos cinco anos
(Método Última Migração)
Quadro 7: Índice de Entrada, de saída, da migração líquida e de eficácia por
Região (Método Última Migração)
Quadro 8: Classificação das Regiões segundo o Grau de Atracção e de Repulsão
(Método Última Migração)
Quadro 9: Repartição dos Imigrantes “Duração de Vida” segundo sexo por
Nacionalidade
Quadro 10: Repartição dos imigrantes de quatro anos ou mais segundo
nacionalidade por nível de instrução
Quadro 11: Estrutura por sexo e idade dos imigrantes por nacionalidade
Quadro 12: Relação de masculinidade para os imigrantes "duração de vida" por
nacionalidade
Quadro 13: Repartição dos Imigrantes “Última Migração” segundo sexo por
nacionalidade
Quadro 14: Estrutura por sexo e idade dos imigrantes por nacionalidade
Quadro 15: Relação de masculinidade para os imigrantes "método da última
migração" por nacionalidade
Quadro 16: Emigrantes segundo ano de partida por país de destino
Quadro 17: Estrutura por sexo e idade dos emigrantes e relação de masculinidade
Quadro 18: Emigrantes Guineenses Segundo o Grau de Parentesco com o CAF
por sexo
5
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1:
Repartição dos residentes das entradas e saídas por Região
Gráfico 2:
Repartição dos residentes das entradas e saída por região nos
últimos cinco anos
Gráfico 3:
Repartição dos imigrantes “duração de vida” por Região
Grafico 4:
Repartição dos imigrantes por nacionalidade, segundo o sexo
Gráfico 5:
Repartição dos imigrantes de nacionalidade guineense, segundo
país de nascimento ou de residência anterior
Gráfico 6:
Repartição dos imigrantes de nacionalidade estrangeira, segundo
a região de acolhimento ou de residência actual
Grafico 7:
Repartição dos imigrantes de quatro anos ou mais segundo
nacionalidade por nível de instrução
Grafico 8:
Repartição dos imigrantes de quatro anos ou mais segundo
por nível de instrução por grupo etário
Grafico 9:
Estrutura da População Migrante nos últimos cinco anos
Gráfico 10:
Relação de masculinidade para os imigrantes "duração de vida" por
nacionalidade
Grafico 11:
Repartição dos imigrantes por nacionalidade, segundo o sexo
Gráfico 12:
Relação de masculinidade para os imigrantes segundo método “ultima
migração” por nacionalidade
Gráfico 13:
Repartição dos emigrantes, segundo o país de destino nos últimos
cinco anos
Gráfico 14:
Repartição dos Emigrantes, Segundo o Grau de Parentesco com o
CAF
6
RESUMO
As migrações nacionais e internacionais, cujas diferentes motivações dependem
das realidades e dos costumes reinantes nas regiões de origem, são fenómenos
que ocorrem em todos os países e em todas as épocas, por isso o seu estudo
periódico torna-se cada vez mais imprescindível para subsidiar várias políticas de
desenvolvimento socioeconómicas, quer nacionais, quer internacionais.
Segundo os resultados do III Recenseamento Geral da População e Habitação,
realizado em Março de 2009 (III RGPH/2009), o total dos residentes nativos, das
saídas e entradas por regiões, é de 1403611 pessoas (96,9% do total das pessoas
recenseadas), das quais 247463 efectivos representam entradas e o mesmo
número para as saídas, ou seja, 17,6% do total dos residentes nativos.
A maioria das saídas é proveniente da Região de Oio. Com efeito, ela fornece
19,1% do total dos efectivos de saídas, seguida da Região de Cacheu com 17,3%.
O Sector Autónomo de Bissau – SAB, considerada a Região mais populosa de
todas, apresenta um número inferior de efectivos que saíram para as outras regiões,
correspondendo apenas 12,3% do conjunto dos migrantes. Com relação às regiões
de destino dos migrantes, o SAB ocupa a primeira posição, com entradas de
efectivos equivalentes a 56,5%, seguida das Regiões de Cacheu e Biombo, com
8,4% e 8,2% respectivamente. As Regiões de Tombali e Bolama/Bijagós encontramse nas últimas posições, com apenas 2,9 e 2,1% das entradas respectivamente.
A população residente na Guiné-Bissau, nascida ou com residência anterior no
estrangeiro é de 37230 pessoas, das quais, 56,2% são do sexo masculino e 43,2%
pertencem ao sexo feminino. Esta população imigrante “duração de vida” representa
apenas 2,6% da população total recenseadas.
Entre os que declararam a nacionalidade, a maioria é guineense, ou seja, 96%. As
que declararam a nacionalidade estrangeira representam apenas 4% do total da
população imigrante nos últimos cinco anos, valor ligeiramente superior ao “metodo
duração de vida” (3,5%).
.
7
INTRODUÇÃO
Segundo a história, as migrações existem desde o primeiro momento de formação
das sociedades humanas, Sempre foram registadas movimentações dos homens
em diversas direcções, ora fugindo de perigos, calamidades, e catástrofes que
ameaçavam a sua existência, ora procurando as melhores condições de vida.
A maioria das razões que caracterizaram as migrações dos nossos longínquos
antepassados, podem ser ainda hoje, a motivação principal dos modernos fluxos
migratórios. No caso da Guiné-Bissau, como é evidente, uma parte significativa da
sua população, continua numa movimentação constante em busca de melhores
condições de vida, e em muitos casos à procura da própria sobrevivência.
Esta movimentação foi mais evidenciada na última década do século XX e no
decurso da primeira década do século XXI, período em que tem-se verificado uma
grande evolução do movimento migratório em todos os países da África Ocidental. A
referida evolução pode ser interpretada, em primeiro lugar, como resultados da
globalização e em segundo, como efeitos imediatos das medidas políticas e
económicas adoptadas pelos Estados Membros da Comunidade Económica dos
Estados da África Ocidental - CEDEAO, através de assinaturas, ao mais alto nível
de protocolos referentes à livre circulação de pessoas, de bens e de capitais, no
espaço comunitário. Por outro lado, pode-se acrescentar ainda outros factores
determinantes dessa mesma evolução migratória, tais como: Conflitos de ordem
étnica, religiosa ou política; guerras civis (como é o caso do conflito político-militar
1998-1999, ocorrido na Guiné-Bissau).
Assim, as questões relacionadas com as migrações começaram a constituir uma
preocupação do Governo da Guiné-Bissau, que para além de criar instituições
especializadas para os assuntos dos migrantes, está interessado em aprofundar o
conhecimento sobre o real fluxo migratório. Neste contexto e no quadro do
cumprimento da sua imprescindível missão de recolha, tratamento, análise e difusão
de dados, o Instituto Nacional de Estatística (INE), achou importante e pertinente a
introdução, no questionário do III Recenseamento Geral da População e Habitação
2009 (RGGPH/2009), as seguintes perguntas que servem para medir o fenómeno
migratório: a) Alguém deste Agregado Familiar emigrou para o estrangeiro nos
8
últimos 5 anos (desde Março de 2004)? (VI.); b) Qual é a sua nacionalidade? (P.8);
c) Qual é o sector ou país do seu nascimento? (P.10); d) Qual é o sector ou país da
sua residência anterior? (P.11) e) Há quantos anos vive neste sector? (P.12), etc.
(ver Questionário em Anexo). Estas perguntas, realmente, permitem estimar as
migrações recentes e determinar os movimentos relativos à migração interna e à
migração internacional.
Este trabalho de análise temático sobre as migrações, estritamente baseado nos
resultados definitivos do III RGPH 2009, está dividido em 4 capítulos: O primeiro
apresenta uma breve descrição dos contextos: Físico-Geográfico; Histórico e
Político; Sócio-Cultural e Económico; o segundo, refere-se sobretudo aos conceitos
e definições incluindo os métodos de análise; o terceiro analisa os principais
resultados, destacando as migrações interna e internacional, através dos métodos
de “migração duração de vida” e da “última migração” e, finalmente, o quarto
apresenta as conclusões e recomendações.
Convém também realçar que as informações serão analisadas somente ao nível das
regiões. Os sectores administrativos incluindo as secções e tabancas como
unidades geográficas de base serão excluídos.
9
I. CONTEXTO DE ESTUDO
Como foi referido na introdução, este capítulo trata-se de descrever contextos em
que se realizou o fluxo migratório na Guiné-Bissau, tendo sempre em conta os
factores físico-geográfico, histórico e político, sócio-cultural e económico, que duma
forma ou outra influenciaram os movimentos das populações, quer interna, quer
externamente.
1.1 Contexto Físico-Geográfico
A República da Guiné-Bissau fica situada na costa ocidental da África, abrangendo
uma superfície total de 36.125 Km². Ela faz fronteira com a República do Senegal ao
Norte, a República da Guiné ao Leste e Sul e ao Oeste com o Oceano Atlântico. A
fronteira com os dois países vizinhos é um corredor propício para a movimentação
das pessoas em duas direcções: interna e externa.
O país compreende uma parte continental e uma outra insular formada pelo
Arquipélago dos Bijagós, atravessado por uma rede muito densa de rios (Cacheu,
Mansoa, Geba, Corubal e Tombali). A superfície é muito plana com apenas algumas
elevações no leste do país – refere-se as Colinas de Boé cuja maior montanha
atinge os 300 metros de altitude.
Localizada entre o Equador e o Trópico de Câncer, a Guiné-Bissau tem um clima
tropical com uma temperatura média de 27°c, apresentando fraca amplitude durante
o ano segundo as regiões. O país tem um período de seis meses de chuvas. As
precipitações crescem do nordeste ao sul, atingindo, entre 1200 mm e 2400 mm por
ano. Nos últimos anos tem havido baixa regularidade das precipitações tendo
provocado insuficiências na evolução da produção agrícola. Esta situação aliada à
fraca infra-estruturação e ao baixo nível em termos de equipamentos rurais estará
na origem da baixa produtividade do sector agrário e naturalmente do êxodo rural
nas camadas juvenis, deixando o meio rural com alto défice de mão-de-obra.
10
1.2 Contexto Histórico e Político
Durante a época colonial e sobretudo no período da Luta Armada de Libertação
Nacional, a migração foi uma alternativa para muitos guineenses, quer em termos
de procura de refúgios, quer em termos de busca de melhores condições de vida.
Também, o conflito político-militar que assolou o país entre 1998 e 1999, criou uma
situação de permanente incerteza quer ao nível político-institucional, quer ao nível
sócio-económico. Pode-se afirmar sem vacilação que, desde então, o país jamais
conseguiu superar as instabilidades em todo o sentido, tendo como um dos
resultados imediatos, o aumento do fluxo migratório, devido aos efeitos negativos
gerados durante e após o referido conflito.
Os seguintes dados realçam esta afimação: Entre 1999 e 2009, o país foi governado
com base na instabilidade político-institucional, confirmada pela constante mudança
de Governos. Por exemplo, durante dez anos, a Guiné-Bissau conheceu três
Presidentes da República democraticamente eleitos e afastado do poder pelos
militares (1999, 2003 e 2009) e dois Presidentes da República indigitados para
conduzir a Transição (1999 e 2003). No mesmo período, foram nomeados onze (11)
Primeiros-Ministros, dos quais apenas três (3) nomeações foram efectuadas com
base nos resultados eleitorais e em conformidade com a Constituição da República.
As restantes oito (8) foram simples indigitações, quer por militares, quer por
iniciativas presidenciais. Fazendo as contas, temos um (1) Primeiro-Ministro por ano
entre 1999 e 2009.
Perante esta situação os problemas económicos e sociais agravaram-se o que
originou muitas movimentações, sobretudo das camadas mais desfavorecidas das
populações do meio rural em direcção aos centros urbanos em busca de melhores
condições de vida, sem falar dos indivíduos que optaram pela emigração, quer por
motivos políticos, quer por razões económicas. Por outro lado, dada a incapacidade
dos agentes económicos nacionais, o país acolheu muitos imigrantes como
operadores económicos (comerciantes sobretudo) e outros tantos sem profissões
declaradas.
11
Preocupado com a evolução da migração, os sucessivos Governos, para além de
incluírem nos respectivos programas de governação, as questões relativas à
problemática das migrações, aprovaram acções concretas de apoio ao emigrante
sob tutela do Instituto de Apoio ao Emigrante, criado nos anos 1990.
1.3 Contexto Sócio-Cultural
Os indicadores sociais da Guiné-Bissau encontram-se entre os mais baixos, mesmo
no seio dos países menos avançados (PMA). A título de exemplo, o país ocupa 173º
lugar entre os 182 países classificados, segundo o Relatório de Desenvolvimento
Humano publicado pelo PNUD em 2009. No mesmo ano, a esperança de vida
situou-se em 47 anos. Até a altura da realização do III Recenseamento Geral da
População e Habitação, pode-se dizer que o país dificilmente conseguirá alcançar,
pelo menos um dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio – ODM, em
2015.
Com uma população total de 1.449.230 habitantes e uma taxa de crescimento anual
de 2,5%, segundo os resultados do III RGPH/2009, a Guiné-Bissau conta com uma
das mais elevadas taxas de mortalidade no mundo. As taxas de mortalidade infantil
e de infanto-juvenil, por exemplo, que, respectivamente, eram de 124 e 203 por mil
nados vivos em 2000, subiram respectivamente para 138 e 223 em 2006. Por sua
vez, a taxa líquida de escolarização do nível primário, continua abaixo dos 60% a
nível nacional. Com relação ao acesso à água potável, os dados disponíveis,
indicam que quase 60% (59,9%) dos Agregados Familiares têm acesso à água
potável.
As fracas realizações em termos de melhoramento do nível de vida das populações,
sem falar da ausência total ou da insuficiência de estruturas de coordenação e de
protecção civil, também podem estar na origem da movimentação das populações
em busca de melhores condições de vida, quer no interior do país, quer no exterior.
Por outro lado, os laços étnicos e culturais que unem a maioria das etnias da GuinéBissau com as suas congéneres dos países vizinhos podem ser de facto elementos
de forte contribuição no aumento do fluxo migratório.
12
1.4 Contexto Económico
A situação explicitamente descrita no contexto político, teve os seus impactos
negativos na resolução dos problemas económicos. A Guiné-Bissau, há muito
tempo, está dependente de um único produto de exportação – a castanha de caju.
Na verdade, o país vive uma vulnerabilidade económica devido a sua elevada
dependência da agricultura (cerca de 60% do PIB) e, especialmente a sua única
fileira de caju, a principal fonte de receitas de exportação e parte significativa da
receita pública. O caju representa mais de 90% das exportações totais e cerca de
17% das receitas do Estado. Daí a vulnerabilidade da economia face à conjuntura
internacional.
O sector privado é fraco e consiste principalmente em actividades informais, sem
capacidade para gerar novos empregos. Em 2009, haviam apenas 75 empresas
registadas entre as mais de 8000 recenseadas, e o acesso aos serviços bancários é
limitado a cerca de 3% da população. As deficiências no ambiente empresarial,
incluindo as relacionadas com a grave escassez em infra-estrutura básica (energia,
transportes, etc.) e baixa capacidade de suporte do sector público, constituem o
maior obstáculo ao desenvolvimento económico da Guiné-Bissau.
Esta fragilidade aliada a uma redução drástica da ajuda pública ao desenvolvimento,
nos últimos anos, colocou o país numa situação bastante difícil e sem sinal de
melhoria a médio prazo. Também os efeitos da crise financeira internacional
contribuíram na redução gradual das transferências/remessas dos emigrantes para
o país, já que, segundo o Relatório de Seguimento do Documento de Estratégia
Nacional de Redução da Pobreza, DENARP, 2009, as mesmas acusaram uma
redução de 15,8 biliões de FCFA em 2007 para 14,8 biliões em 2008 e tendências
para 11,0 biliões em 2009.
O baixo nível de investimento (embora com uma melhoria significativa nos últimos
anos: 24,1% do PIB, em média, entre 2006 e 2008, contra 13,06% do PIB entre
2001 e 2003), está longe de cobrir as necessidades para a reabilitação das infraestruturas destruídas pelo conflito armado de 1998-1999, e fortalecer e/ou
modernizar o aparelho de produção e apoiar a competitividade da economia.
13
Esta situação caracterizada pela falta de oportunidades de emprego, obrigou uma
parte significativa de profissionais, na sua maioria jovens, a enveredar pelo caminho
da migração, como uma das vias de acesso rápido ao mercado de trabalho no
exterior.
A fraca capacidade de gerar empregos e auto-empregos ou de desenvolver
actividades geradoras de rendimento nos sectores ou regiões de origem, estará na
origem do aumento do êxodo rural nos últimos anos.
14
II CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS
Como qualquer trabalho, a melhor forma de demonstrar a sua fiabilidade, é explicar
duma forma detalhada e explícita, os procedimentos metodológicos utilizados, quer
para a recolha de dados no terreno, quer para o tratamento e análise das
informações.
Assim, em termos de procedimentos metodológicos utilizados, a análise foi
realizada em função dos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de
Estatística (INE), com base nos resultados definitivos do III RGPH/2009.
Estes procedimentos metodológicos foram baseados em:
2.1 Escolha dos métodos de análise
Migração Interna
Para este trabalho e com base nos resultados do III RGPH/2009, foram escolhidos
os métodos da migração duração de vida e da última migração.
Método migração duração de vida: Baseia-se no cruzamento das informações
referentes ao Local de Nascimento (Sector ou País de Nascimento, III
RGPH/2009) e da última migração (Região de recenseamento, RGPH/2009). São
considerados migrantes “duração de vida”, todas as pessoas que nasceram numa
região (P.10), mas que foram recenseadas noutra (G 01) diferente da região de
nascimento. Estes migrantes são entradas em relação a região de recenseamento e
são saídas em relação a região de nascimento. Os não migrantes são todos os
residentes nascidos na região de recenseamento (G 01).
Método da última migração: Baseia-se no cruzamento das informações relativas
ao local de residência anterior (P.11) e local de residência no momento de censo (G
01). É considerado migrante toda a pessoa recenseada como residente numa região
(G 01) diferente da residência anterior (P.11). Os não migrantes são pessoas que
declararam residência anterior (P.11) igual a região de recenseamento (G 01). Os
15
migrantes são as entradas em relação a região de recenseamento e saídas em
relação a região de residência anterior.
Como comanda a teoria, não há método com perfeição a 100%. Por isso, não se
pode esconder certas inconveniências, por exemplo:
Vantagens e Limitações
Método migração duração de vida: a) uma pessoa pode ter feito várias migrações
e, finalmente voltar a residir na região de nascimento antes do censo; b) a região de
residência pode ser declarada como região de nascimento para as pessoas que
residem na região há muitos anos, c) entre a data de nascimento da pessoa e a do
recenseamento, poderá haver alterações nos limites administrativos ou mudanças
de nome (exemplo: Depois de 1979, o Sector de Quebo, que fazia parte da Região
de Quinara, passou a pertencer a Regiâo Tombali e, também a actual Região de
Biombo era integrada na Região de Bissau (até 1979), etc.).
Método da última migração: Da mesma maneira, o inconveniente a destacar neste
método reside sobretudo na necessidade de se recorrer a duas perguntas para
finalmente determinar a última migração (P.11 e P.12 (qual é sector ou país da sua
residência anterior? E há quantos anos você vive neste sector?)). A resposta à
pergunta sobre duração de residência tem tendência a ser números arredondados e
a não resposta pode ser numerosa.
2.2 Índices utilizados na análise
Com a intenção de identificar as regiões fornecedoras de migrantes, foram
examinados os fluxos em números absolutos e como estes números são
influenciados pelo tamanho das populações alvos, foram calculados os índices de
entrada e de saída e os de migração líquida e de eficácia que permitem classificar
as regiões segundo o seu grau de atracção e de repulsão.

Entradas numa região A são todas as pessoas recenseadas na região A
provenientes de outras regiões;
16

Saídas de uma região A são todas as pessoas nascidas na região A e
residentes noutras regiões.
Índice de Saída: É a relação entre o número de saídas de uma região e a soma de
saídas e não migrantes da referida região.
Índice de Saída = Saídas / (Saídas + Não Migrantes
Este índice exprime a atracção que o exterior exerce sobre a população da referida
região. Isto é, a probabilidade de saída dos nativos da região (método de migração
“duração de vida”), ou a probabilidade de saída dos residentes da região (método da
última migração). O seu complemento à unidade corresponde ao índice de
retenção ou proporção dos não migrantes.
Índice de Entrada: É a relação entre o número de entrada numa região e o total
dos residentes da referida região.
Índice de Entrada = Entradas / Residentes
Para a migração “duração de vida”, o denominador corresponde ao conjunto dos
residentes da região que nasceram na região (no país). Para a “última migração”,
trata-se de residentes da região que não residiram anteriormente no exterior.
Saldo Migratório: É a diferença entre as entradas desta região e as suas saídas.
Saldo Migratório = Entradas - Saídas
Índice de Migração Líquida: É a relação entre o saldo migratório de uma região e
a sua população média. Esta população média é igual à soma de saídas da região
com os não migrantes da região e a metade do seu saldo migratório. Para a
presente análise, o cálculo de Índice da Migração Líquida, foi reportado o Saldo
Migratório da região à população residente recenseada, em vez da população
média, tendo em conta que o III RGPH/2009 foi realizado entre 15 e 30 de Março.
17
Índice de Migração Líquida = Saldo Migratório / População Média
Índice de Eficácia: É a relação entre o saldo migratório de uma região e o total dos
migrantes da mesma região (entradas + saídas). Neste trabalho, o Índice de
Eficácia, foi reportado o Saldo Migratório da Região ao conjunto dos seus migrantes
(entradas + saídas). Esta relação traduz o ganho ou perda da Região em termos de
mudanças migratórias, conforme for positivo ou negativo.
Índice de Eficácia = Saldo Migratório / (Entradas + Saídas)
Este índice mostra o efeito da migração dos efectivos da população total. Pode
tomar valores compreendidos entre zero (0) o que significa que as entradas foram
iguais às saídas, ou 1, o que significa que houve somente entradas ou saídas.
Emigração Internacional
Como foi descrito atrás, com o III RGPH/2009, pretendeu-se também analisar
questões ligadas a emigração internacional, ou seja, as saídas efectuadas pelas
pessoas residentes nos Agregados Familiares nos últimos cinco (5) anos para o
exterior da Guiné-Bissau. Por outro lado, pretendeu-se também analisar a amplitude
do fenómeno para o período compreendido entre Março de 2004 e Março de 2009,
identificar os países de destino, o sexo e a idade das pessoas na época da
emigração.
2.3 Conceitos e Definições
Tratando-se de um estudo que abrange toda a população recenseada, ou seja,
todas as pessoas residentes nos Agregados Familiares, os seguintes conceitos
serão utilizados para efeitos de análise.
Local de Destino ou de Chegada: É a Região para onde se efectuou a entrada;
Local de Origem ou de Partida: É a Região a partir da qual se efectuou a saída;
18
Local de Nascimento: É a Região ou país, onde nasceu a pessoa recenseada;
Emigrante: É uma pessoa que efectuou uma migração, de uma região a outra. É
considerado emigrante em relação a sua antiga residência;
Emigrante Internacional: É uma pessoa não recenseada na Guiné-Bissau, mas
que residia no país e, que partiu para o exterior nos últimos cinco anos;
Migração: Refere-se aos deslocamentos de pessoas que se afastam de suas
residências habituais. Estes deslocamentos podem ser pacíficos, beligerantes,
voluntários ou involuntários. A Migração pode ser interna e externa (migração
internacional), segundo o espaço; definitiva ou temporaria, segundo a duração etc.
Ela pode ser motivada pela busca de melhores condições de vida para o individuo e
sua família, pela disparidade de renda entre as regiões do país, etc.
Migração Interna: consiste em determinar os movimentos efectuados entre as
regiões administrativas do país, isto é, medir as entradas e as saídas de uma região
a outra e determinar os saldos migratórios;
Migração Internacional: refere-se as pessoas nascidas no estrangeiro ou com
residência anterior no estrangeiro e que, foram recenseados na Guiné-Bissau e, aos
Guineenses que se dirigiram em direcção ao exterior nos últimos cinco anos;
Migração Recente: refere-se à migração realizada nos últimos cinco anos;
Imigrante: pessoa que efectuou uma migração, de uma região a outra. É
considerado migrante em relação a sua nova residência;
Migrante: toda a pessoa que tenha efectuado pelo menos uma migração durante
um determinado período de referencia;
Não Migrante: pessoa residente e recenseada no mesmo local do seu nascimento
ou pessoa cuja residência anterior é igual à sua residência actual;
19
Fluxo Migratório: É o número total de deslocações efectuadas durante um
determinado período de tempo de referência a partir de um local de origem comum
em direcção a um local de destino comum: Na prática este conceito designa um
conjunto de migrantes provenientes de um local comum e que se dirigem a um local
d destino comum;
Migrante Internacional: É uma pessoa nascida no estrangeiro ou com residência
no estrangeiro e recenseada numa região da Guiné-Bissau. Um migrante
internacional pode ser um estrangeiro ou um Guineense que realizou a migração de
retorno;
Nativos: Refere-se a todas as pessoas que nasceram na referida região, e,
Residentes Nativos: são todas as pessoas que residem no seu conselho de
nascimento.
20
III PRINCIPAIS RESULTADOS
3.1 Migrações Internas
3.1.1 Método Migração “Duração de Vida”
As Migrações entre Regiões
A análise das migrações entre as regiões consiste em medir as entradas e saídas
de uma região a outra e determinar os saldos migratórios para cada região. Esta
análise assenta-se na relação estabelecida entre a região de residência no
momento do censo e a de nascimento. Neste caso, a região de partida é igual a de
nascimento e a de destino corresponde a de residência no momento do censo. Não
foram considerados o número total das migrações e nem os seus diferentes
movimentos. Foram identificados somente as regiões de partida e de chegada dos
fluxos migratórios incluindo a sua quantificação.
As Regiões de Partida e de Destino
Do total das pessoas residentes na Guiné-Bissau, no momento do III RGPH/2009,
2,7% nasceram no estrangeiro e 0,39% não declararam o local de nascimento
(estes efectivos não foram considerados em análise). Ver Quadro A1 do Anexo. A
determinação das regiões de partida e de destino basear-se-á nas proporções de
saídas e entradas, que nos permite ter uma ideia sobre o fenómeno, apesar de não
se considerar o tamanho das populações.
O Quadro nº 1 apresenta a repartição dos residentes nativos, das saídas e entradas
por regiões, num total de 1403611 pessoas (96,9% do total das pessoas
recenseadas), das quais 247463 efectivos representam entradas e o mesmo
número para as saídas, ou seja, 17,6% do total dos residentes nativos. A maioria
das saídas é proveniente da Região de Oio. Com efeito, ela fornece 19,1% do total
dos efectivos de saídas, seguida da Região de Cacheu com 17,3%. O Sector
Autónomo de Bissau – SAB, considerada a Região mais populosa de todas,
apresenta um número inferior de efectivos que saíram para as outras regiões,
correspondendo apenas 12,3% do conjunto dos migrantes.
21
Com relação às regiões de destino dos migrantes, o SAB ocupa a primeira posição,
com entradas de efectivos equivalentes a 56,5%, seguida das Regiões de Cacheu e
Biombo, com 8,4% e 8,2% respectivamente. As Regiões de Tombali e
Bolama/Bijagós encontram-se nas últimas posições, com apenas 2,9 e 2,1% das
entradas respectivamente.
Quadro 1:
Repartição dos Residentes Nativos da Guiné-Bissau,
das Saídas e Entradas por Região
Residente Nativo
Entradas
Saídas
Região
Total
Tombali
Quinara
Oio
Biombo
Bolama/Bijagós
Bafatá
Gabú
Cacheu
SAB
Número
%
1403611 100,0
102064
7,3
64918
4,6
243951 17,4
94134
6,7
37390
2,7
211151 15,0
215320 15,3
200596 14,3
234087 16,7
Efectivo
%
247463 100,0
7269
2,9
11055
4,5
15730
6,4
20398
8,2
5217
2,1
18068
7,3
9217
3,7
20686
8,4
139823 56,5
Efectivo
%
247463 100,0
21401
8,6
16256
6,6
47290 19,1
22748
9,2
11010
4,4
31386 12,7
24045
9,7
42904 17,3
30423 12,3
Graficamente, as posições das regiões podem ser ilustradas como segue:
Gráfico 1:
Repartição dos residentes das entradas e saídas por região
22
Matriz do Saldo Migratório entre as Regiões
O quadro nº 2 apresenta a matriz do Saldo Migratório entre as regiões, elaborada a
partir do cruzamento das informações referentes à região de nascimento e região de
residência no momento do censo das pessoas recenseadas. Do mesmo pode-se
observar que apenas o SAB apresenta Saldo Migratório positivo. Todas as outras
oito (8) regiões apresentam Saldo Migratório negativo com o SAB. A Região de Oio,
com a excepção de Quinara, tem o Saldo Migratório negativo com todas as outras
regiões. A Região de Bolama/Bijagós tem Saldo Migratório negativo com todas as
regiões com a excepção das Regiões de Biombo e Oio.
Importa realçar que o SAB, que é a Capital e maior Cidade do país é a Região com
maior Saldo Migratório (109400). Por sua vez, a Região de Oio, situada no norte do
país apresenta o menor Saldo Migratório (-31560).
Neste caso, o SAB é a Região de destino de maior preferência dos migrantes,
ocupando o lugar cimeiro, em termos de recebimento dos efectivos, com 56,5% de
entradas (Gráfico 1), seguida pelas regiões de Cacheu e Biombo com 8,4% e 8,2%
respectivamente. Relativamente as saídas, as regiões de Oio e Cacheu são os
maiores fornecedores de migrantes com 19,1% e 17,3% respectivamente
Quadro 2:
Matriz do Saldo Migratório entre as Regiões nos Últimos Cinco Anos (Método Migração
Duração de Vida)
Região de
Nascimento
Região de Residência no Momento do Censo
Tombali Quinara
Tombali
Quinara
2488
-2488
Oio
Biombo
Bolama
Bafata
Gabu
Cacheu
SAB
TOTAL
-299
565
-87
518
99
-98
10946
14132
6
113
-94
99
36
-277
7806
5201
Oio
299
-6
Biombo
-565
-113
-2120
Bolama
87
94
-42
-685
Bafata
-518
-99
-979
411
-90
Gabu
-99
-36
-364
892
-44
1823
Cacheu
98
277
-4618
773
-67
577
-10946
-14132
-7806
-5201
-23144
-31560
-6539
-2350
-6138
-5793
-16993
-13318
SAB
Saldo Migratorio
2120
23
42
979
364
4618
23144
31560
685
-411
-892
-773
6539
2350
90
44
67
6138
5793
-1823
-577
16993
13318
909
11747
14828
26087
22218
109400
-909
-11747 -26087
-14828 -22218
109400
Classificação das Regiões segundo o Grau de Atracção e de Repulsão
As regiões podem ser classificadas como atractivas ou repulsivas, dependendo dos
valores dos índices de migração líquida e de eficácia de entrada e saída. Esta
classificação permite conhecer a dinâmica migratória existente entre as regiões
administrativas do país.
Por exemplo, uma região é classificada como “mais atractiva” quando o seu
posicionamento seja à direita do zero, isto é, quanto maior for o valor dos seus
índices de entrada. Por sua vez, uma região é considerada “mais repulsiva” quando
o seu posicionamento seja acima do zero, indicando valores altos dos seus índices
de saída.
Pode-se constatar que o SAB apresenta maior fluxo de migrantes internos. Ao
observar os índices de Migração Líquida, verifica-se que realmente esta região é
fortemente atractiva (46,7%).
Para além da forte atracção, o SAB distingue-se também pelo seu elevado Índice de
Eficácia de 64,3%, o que significa um ganho positivo de 64 migrantes para 100
migrantes (entradas + saídas) que atravessam a fronteira do seu território
administrativo.
Todas as outras regiões são repulsivas porque apresentam Índices de Migração
Líquida negativos, embora com valores diferentes, variando de -2,5% para Biombo a
-15,5% para Bolama-Bijagós.
A mesma situação é verificada em relação a Índices de Eficácia, onde a variação
começa de -5,4% para Região de Biombo e vai atingindo -50,1% para a Região de
Oio, o que significa uma perda de efectivos migrantes para 100 migrantes na
proporção de 5 migrantes para Biombo e 50 para Oio.
Assim, observando o Quadro 3, pode-se chegar a mesma conclusão.
24
Quadro 3:
Índices de entrada, de saída, da migração líquida e de eficácia por região
Índices (%)
Regiões
Residentes
Nativos
Total
1403611
Entradas Saídas Migr.Líq.
247463 247463
Entrada
Saída
0
17,6
17,6
Migr.Líq.
Eficácia
Tombali
102064
7269
21401
-14132
7,1
18,4
-13,8
-49,3
Quinara
64918
11055
16256
-5201
17,0
23,2
-8,0
-19,0
243951
15730
47290
-31560
6,4
17,2
-12,9
-50,1
Biombo
94134
20398
22748
-2350
21,7
23,6
-2,5
-5,4
Bolama/Bijagós
37390
5217
11010
-5793
14,0
25,5
-15,5
-35,7
Bafatá
211151
18068
31386
-13318
8,6
14,0
-6,3
-26,9
Gabú
215320
9217
24045
-14828
4,3
10,4
-6,9
-44,6
Cacheu
200596
20686
42904
-22218
10,3
19,3
-11,1
-34,9
SAB
234087
139823
30423
109400
59,7
24,4
46,7
64,3
Oio
O posicionamento de cada região (Quadro 4) corresponde exactamente o seu grau
de atracção e/ou de repulsão.
Quadro 4:
Classificação das regiões segundo o grau de atracção e de repulsão
(Método Duração de Vida)
Repulsão
Baixa
Atracção
Baixa
Bolama
Normal
Alta
Tombali
Oio
Gabú
Normal
Alta
Bissau
Biombo
25
3.1.2 Método da Última Migração
As Migrações entre Regiões
Neste sub-capítulo a abordagem consiste no estabelecimento de relação entre a
região de residência no momento do censo e a de residência anterior. Assim, a
região de partida é a última residência e a de chegada é a residência das pessoas
no momento do censo.
O quadro A2 do anexo, apresenta a população residente segundo a região de
recenseamento e local de residência anterior.
Entre as pessoas recenseadas na Guiné-Bissau no momento do censo, 2,5%
declararam ter residência anterior no estrangeiro. Não foram considerados na
análise os efectivos de sem resposta a esta questão que representa menos de um
porcento.
As Regiões de Partida e de Chegada
O total dos migrantes (entradas e saídas) entre as regiões com relação ao total das
pessoas recenseadas, corresponde a uma proporção de 29,5% (calculada em
relação à população que declarou ter residência anterior na Guiné-Bissau). Ver
Quadro nº 5.
Considerando a repartição dos imigrantes em números relativos, constata-se que a
maioria é proveniente da Região de Cacheu. Desta Região saíram 24% do total,
seguida das Regiões de Oio e Bafatá que contribuíram com 17,7% e 11,8%
respectivamente. As regiões de menor contribuição, em termos de saída de
efectivos, são as Regiões de Quinara e Bolama/Bijagós com 6,1% e 4,1% de
efectivos respectivamente.
Com relação ao acolhimento dos imigrantes, constata-se do mesmo quadro que o
SAB é a principal região acolhedora dos migrantes com um total de 58,3%, seguida
das Regiões de Cacheu (8,9%) e Biombo (7,4%). As Regiões de Bolama/Bijagós,
Tombali e Gabú ocupam as últimas posições em termos de entradas de efectivos:
1,8%, 2,9% e 3,5% respectivamente.
26
Quadro 5:
Repartição dos Residentes, das Entradas e Saídas por Região
Região
Residência Anterior
Número
Total
%
1449230 100,0
Entradas
Efectivo
Saídas
%
Efectivo
%
204875
100,0
223075
100,0
Tombali
98919
6,8
6033
2,9
17975
8,1
Quinara
63668
4,4
9722
4,7
13589
6,1
233451
16,1
11790
5,8
39523
17,7
Biombo
94491
6,5
15209
7,4
18164
8,1
Bolama/Bijagós
35907
2,5
3785
1,8
9090
4,1
Bafatá
210438
14,5
13647
6,7
26281
11,8
Gabú
214133
14,8
7136
3,5
19840
8,9
Cacheu
192242
13,3
18200
8,9
53574
24,0
SAB
250073
17,3
119353
58,3
25039
11,2
Oio
Convém referir que o SAB, apesar de ser a Região mais populosa e de registar a
maior entrada de efectivos de migrantes (Gráfico 2), somente contribuiu com apenas
11,2% em termos de saídas, o que dizer que, para cada uma (1) pessoa que sai
para uma outra região, entram cinco (5) em seu lugar.
Gráfico 2:
Repartição dos residentes das entradas e saídas
por região nos últimos cinco anos
27
Matriz do Saldo Migratório entre Regiões
A matriz apresentada no Quadro nº 6, demostra claramente que, somente o SAB
apresenta Saldo Migratório positivo. Todas as oito (8) regiões têm Saldo Migratório
positivo em relação a região de Oio. Com a excepção das Regiões de Biombo e
Oio, todas as outras Regiões têm Saldo Migratório positivo com relação a Região de
Bolama/Bijagós. Cacheu é a Região com Saldo Migratório mais baixo em relação a
SAB (-21122 pessoas).
Quadro 6:
Matriz do Saldo Migratório entre as Regiões nos últimos cinco anos
(Método Última Migração)
Região de
Região de Residência no momento do Censo
Residência
anterior
Tombali Quinara
Tombali
2243
Oio
Biombo Bolama Bafata
Gabu
Cacheu
SAB
TOTAL
-303
431
-110
465
30
-55
9241
11942
-17
90
-99
40
-71
-249
6416
3867
1982
16
972
251
3928
20264
27733
264
-400
-733
-432
6759
2955
56
45
37
5238
5305
-1005
-125
14897
12634
844
10377
12704
21122
17174
Quinara
-2243
Oio
303
17
Biombo
-431
-90
-1982
Bolama
110
99
-16
-264
Bafata
-465
-40
-972
400
-56
Gabu
-30
71
-251
733
-45
1005
Cacheu
55
249
-3928
432
-37
125
-844
SAB
-9241
-6416
-20264
-6759
-5238
-14897
-10377
-21122
-11942
-3867
-27733
-2955
-5305
-12634
-12704
-17174
Saldo
Migratorio
-94314
94314
Classificações das regiões segundo o Grau de Atracção e de Repulsão
Para classificar as regiões segundo o grau de atracção e de repulsão, foram fixados
os mesmos critérios, apresentados na análise anterior, para os Índices de Entrada e
Saída.
No Quadro 7, pode-se constatar que a região de maior fluxo migratório interno,
continua sendo o SAB, que apresenta o maior valor de Índices de Migração Líquida,
28
o que lhe confere a classificação de região de fortemente atracção (37,7%).
Também, para além da forte atracção, esta região surge outra vez com o mais
elevado Índice de Eficácia (65,3%), o que significa um ganho positivo de 65
migrantes para 100 migrantes (entradas + saídas) que atravessam o limite da sua
fronteira.
Também o referido quadro confirma a situação apresentada na análise anterior, ou
seja, todas as oito (8) regiões são repulsivas pelo facto de apresentarem Índices de
Migração Líquida negativos, embora com valores diferentes, variando de -3,1% para
Biombo a -18,4% para Cacheu.
Observa-se a mesma tendência em relação a Índices de Eficácia, onde a variação
começa de -8,9% para a região de Biombo e vai atingindo -54,0% para a Região de
Oio, o que significa uma perda de efectivos migrantes para 100 migrantes na
proporção de 9 migrantes para Biombo e 54 para Oio. Também, a região SAB,
continua sendo fortemente atractivo, com Índices de Migração Líquida de 37,7% e
de Eficácia de 65,3%.
Quadro 7:
Índice de Entrada, de saída, da migração líquida e de eficácia por região
Região
Migração
Residência
Índices (%)
Anterior
Entrada Saída
Líquida
Entrada Saída
Migr.Líq. Eficácia
Total
1449230
204875
223075
-18200
14,1
15,2
-1,3
-4,3
Tombali
98919
6033
17975
-11942
6,1
16,2
-12,1
-49,7
Quinara
63668
9722
13589
-3867
15,3
20,1
-6,1
-16,6
Oio
233451
11790
39523
-27733
5,1
15,1
-11,9
-54,0
Biombo
94491
15209
18164
-2955
16,1
18,6
-3,1
-8,9
Bolama/Bij. 35907
3785
9090
-5305
10,5
22,1
-14,8
-41,2
Bafatá
210438
13647
26281
-12634
6,5
11,8
-6,0
-31,6
Gabú
214133
7136
19840
-12704
3,3
8,7
-5,9
-47,1
Cacheu
192242
18200
53574
-35374
9,5
23,5
-18,4
-49,3
SAB
250073
119353
25039
94314
47,7
16,1
37,7
65,3
29
O quadro 8 resultante da interpretação dos valores descritos no quadro 7, indica a
localização das regiões segundo o seu grau de atracção e/ou de repulsão.
Quadro 8:
Classificação das regiões segundo o grau de atracção e de repulsão
Repulsão
Baixa
Atracção
Baixa
Normal
Bolama
Alta
Tombali
Oio
Gabú
Normal
Alta
Bissau
3.2 Migrações Internacionais
A análise das migrações internacionais consiste em medir as entradas efectuadas
pelas pessoas nascidas no estrangeiro ou com residência anterior no estrangeiro
que foram recenseadas na Guiné-Bissau e as partidas dos residentes na GuinéBissau em direcção ao exterior nos últimos cinco anos, ou seja, nos últimos cinco
anos. O total de não resposta não foi objecto de análise.
3.2.1 Imigração Internacional
Método da Migração “Duração de Vida”
Os imigrantes internacionais “duração de vida”, são considerados neste trabalho
como residentes na Guiné-Bissau que nasceram ou tiveram residência anterior no
estrangeiro. Pretende-se determinar a amplitude do fenómeno, identificar as
30
proveniências, as regiões de fixação de residência e analisar a estrutura por sexo e
idade.
Volume, Proveniência, Região de Residência Actual e Nacionalidade
A população residente na Guiné-Bissau, nascida ou com residência anterior no
estrangeiro é de 37230 pessoas, das quais, 56,2% são do sexo masculino e 43,2%
pertencem ao sexo feminino (Quadro nº 10). Esta população imigrante “duração de
vida” representa apenas 2,6% da população total recenseada.
Em termos de repartição destas pessoas segundo as regiões de residência actual, a
maioria encontra-se nas regiões de maiores centros urbanos, mais desenvolvidas
em termos de infra-estruturas económicas e equipamentos sociais e com melhores
oportunidades de negócios e de realização sócio profissional através de emprego e
auto-emprego ou nas regiões fronteiriças. Assim, o SAB é o maior centro de
concentração dos imigrantes, com 49,1% do total, seguido das Regiões de Cacheu
e de Gabú com 18,5% e 10,3% respectivamente. As regiões de menor concentração
dos imigrantes são as de Bolama/Bijagós (0,8%), Biombo (1,8%) e Quinara (2,2%).
Gráfico 3:
Repartição dos imigrantes “duração de vida” por região
31
Em termos de declaração de nacionalidade (Quadro 9), a maioria, num total de
96,5%, declarou a nacionalidade guineense, contra um efectivo de apenas 3,5% que
declarou a nacionalidade estrangeira.
Quadro 9:
Repartição
dos
Imigrantes
“Duração
de
Vida”
segundo
sexo
por
Nacionalidade
Sexo
Total
Nacionalidade
Efectivos
Masculino
%
Efectivos
Feminino
%
Efectivo
%
Total
37230 100,0
20929 100,0
16301 100,0
Guineense
Estrangeira
35914
1316
19942
987
15972
329
96,5
3,5
95,3
4,7
98,0
2,0
Quanto à proporção das mulheres com nacionalidade estrangeira, ela é muito baixa
que a dos homens (25% contra 75%), enquanto que a das que declararam a
nacionalidade guineense, esta proporção é ligeiramente mais baixa que a dos
homens (44,5% contra 55,5%).
Gráfico 4:
Repartição dos imigrantes por nacionalidade, segundo o sexo
32
Com relação ao país de nascimento ou de residência anterior dos imigrantes de
nacionalidade guineense, pode-se afirmar que quase metade das 35914 pessoas,
nasceram ou tiveram residência anterior na República da Guiné (49,1%), seguida da
República do Senegal (35,8%) (Gráfico 5) .
Os provenientes dos dois países totalizam 84,9% dos efectivos. As restantes 15,1%
são repartidas entre os outros países africanos e o resto do mundo, com destaque
para Gâmbia (5,8%), Mauritânia (2,3%), Portugal (1,8%), Mali (1,3%), Nigéria (1,1%)
e outros (2,8%).
Gráfico 5:
Repartição dos imigrantes de nacionalidade guineense,
segundo país de nascimento ou de residência anterior
A maioria dos imigrantes de nacionalidade estrangeira constituída por 64,3% dos
efectivos, reside no SAB. A segunda região com mais efectivos é a Região de
Tombali com um total de 14,0%. As duas regiões totalizam 78,3%. Os restantes
efectivos (21,7%) são repartidos entre as outras regiões, sendo Oio e Biombo, as
que receberam menos imigrantes de nacionalidade estrangeira.
33
Gráfico 6:
Repartição dos imigrantes de nacionalidade estrangeira, segundo a região de
acolhimento ou de residência actual
Com relação ao país de nascimento, os números confirmam a predominância do
Continente Africano. 73,4% dos efectivos nasceram ou tiveram a residência anterior
nos seguintes três países da África Ocidental: Guiné com 32,6%, seguida de
Mauritânia com 21,5% e Senegal na terceira posição com 19,3%. Os restantes
26,6% dos imigrantes de nacionalidade estrangeira são provenientes dos restantes
países africanos (Nigéria, Gâmbia, Mali, etc), da Europa (Portugal, França, etc), do
Continente Americano (Brasil, Estados Unidos) e da Ásia (Líbano, India, etc).
Nível de Instrução segundo Nacionalidade
A maioria dos migrantes duração de vida (62,5%) não declarou o seu nível de
instrução. Estes efectivos não foram considerados na análise. Entre os que
declararam o nível de instrução (Quadro 10), mais de metade (53,6%), concluiu com
sucesso, o Ensino Básico. Na segunda posição, aparece o Ensino Secundário com
32,6% das pessoas que concluíram com sucesso este nível de ensino. Na terceira
posição, aparece o Ensino Universitário com 5,2% dos efectivos. Os níveis de
Ensino Médio e Profissional foram atingidos por 2,2% e 1,6% dos imigrantes
respectivamente. Um total de 4,8 declarou Sem Nível de Instrução.
34
Quadro 10 :
Repartição dos imigrantes de quatro anos ou mais segundo
nacionalidade por nível de instrução
Nível de Instrução
Total
Sem Nível
Ensino Básico
Ensino Secundário
Ensino Profissional
Ensino Médio
Ensino Universitário
Total
Efectivos %
6179
294
3314
2017
101
133
320
Nacionalidade
Guineense
Efectivos %
Estrangeira
Efectivos %
5847
288
3196
1903
92
119
249
332
6
118
114
9
14
71
100
4,8
53,6
32,6
1,6
2,2
5,2
100
4,9
54,7
32,5
1,6
2
4,3
100
1,8
35,5
34,3
2,7
4,2
21,4
No que se refere a nacionalidade, pode-se concluir que quase não existe diferença
entre a percentagem do efectivo total e a percentagem do efectivo guineense que
declararam o nível de instrução em todos os níveis de ensino. Apenas nota-se
diferença entre a percentagem do efectivo da nacionalidade estrangeira com relação
a percentagem total.
No gráfico 7, ficou confirmado que a maioria dos efectivos, tanto da nacionalidade
guineense, assim como da nacionalidade estrangeira, concluíram o ensino básico e
o ensino secundário. A percentagem mais baixa verifica-se nos níveis de ensino
médio e profissional para ambas nacionalidades.
Com relação ao ensino universitário, o efectivo da nacionalidade estrangeira
apresenta maior nível de instrução, com 21,4%, enquanto que, apenas 4,3% do
efectivo da nacionalidade guineense concluiu este nível de ensino.
35
Gráfico 7:
Repartição dos imigrantes de quatro anos ou mais segundo
nacionalidade por nível de instrução
Em termos de estrutura por grupos etários (Gráfico 8), nota-se, por exemplo que o
número de efectivos que concluíram com sucesso o ensino básico começa a
aumentar a partir do grupo etário 5-9 anos (10,2%) e vai subindo até ao grupo etário
15-19 anos (18,6) e começa outra vez a baixar até atingir 2,1% para o grupo etário
45-49 anos. Todos os outros níveis obedeceram a mesma tendência.
Por exemplo, entre os imigrantes que declararam terem concluído, com sucesso, o
ensino secundário, começa a aumentar a partir do grupo 10-14 anos (1,5%) e vai
subindo até ao grupo etário 25-29 (24,8%) e começa outra vez a baixar até atingir
1,7% para o grupo etário 50-54 anos.
Também os efectivos imigrantes sem nível de ensino vai aumentando a partir do
grupo etário 0-4 anos até atingir 58,8% no grupo etário 5-9 anos e começa a descer
bruscamente para os valores inferiores a unidade a partir do grupo etário 40-44
anos.
36
Gráfico 8:
Repartição dos imigrantes de quatro anos ou mais segundo
por nível de instrução por grupo etário
Estrutura por sexo e idade segundo Nacionalidade
A estrutura apresentada tanto no Gráfico 9, assim como no Quadro 11, demonstra
que os imigrantes “duração de vida” apresentam uma estrutura relativamente jovem,
em que os menores de 30 anos correspondem a 56,5% e os maiores de 30 anos
representam 43,5%.
Existe quase a mesma repartição por idade para a nacionalidade guineense: 56,9 %
representam os efectivos menores de 30 anos contra 43,1% dos maiores de 30
anos de idade.
Com relação à nacionalidade estrangeira, observa-se o inverso desta proporção, ou
seja, 46,9% dos efectivos têm menos de 30 anos de idade e os maiores de 30 anos
de idade representam 53,1%.
37
Gráfico 9: Estrutura da População Migrante nos últimos cinco anos
Quadro 11:
Estrutura por sexo e idade dos imigrantes por nacionalidade
Sexo e
Grupos Etários
Total
0-9
10-19'
20-29
30-39
40-49
50-59
60+
Masculino
0-9
10-19'
20-29
30-39
40-49
50-59
60+
Feminino
0-9
10-19'
20-29
30-39
40-49
50-59
60+
Total
Efectivos
37230
3238
6587
11220
8141
4383
1976
1584
20929
1569
2942
5884
5378
2953
1267
879
16301
1669
3645
5336
2763
1430
709
705
%
100
8,7
17,7
30,1
21,9
11,8
5,3
4,3
100
7,5
14,1
28,1
25,7
14,1
6,1
4,2
100
10,2
22,4
32,7
16,9
8,8
4,3
4,3
Nacionalidade
Guineense
Estrangeira
Efectivos
%
Efectivos
%
35914
100
1316
100
3182
8,9
56
4,3
6436
17,9
151
11,5
10810
30,1
410
31,2
7782
21,7
359
27,3
4182
11,6
201
15,3
1886
5,3
90
6,8
1537
4,3
47
3,6
19942
100
987
100
1544
7,7
25
2,5
2863
14,4
79
8,0
5569
27,9
315
31,9
5088
25,5
290
29,4
2785
14,0
168
17,0
1194
6,0
73
7,4
844
4,2
35
3,5
15972
100
329
100
1638
10,3
31
9,4
3573
22,4
72
21,9
5241
32,8
95
28,9
2694
16,9
69
21,0
1397
8,7
33
10,0
692
4,3
17
5,2
693
4,3
12
3,6
38
A partir do quadro nº 11, foi possível calcular a relação de masculinidade
apresentada no Quadro nº 12, que indica que a nível nacional, os migrantes
“duração de vida” são maioritariamente do sexo masculino, salvo nos grupos dos 09 e 10-19 anos. Ao nível das nacionalidades, as mulheres da nacionalidade
guineense, também superam os homens nos grupos etários dos 0-9 anos e 10-19
anos e no que concerne a nacionalidade estrangeira, esta diferença somente é
verificada, apenas, no grupo etário dos 0-9 anos, em que as mulheres são
maioritárias. Por exenplo, os homens da nacionalidade estrangeira começam a
superar as mulheres a partir do grupo etário de 10-19 anos (109,7) e, que vai
marcando grande diferença até atingir o ponto máximo no grupo etário 40-49 (509,1)
e volta a diminuir até atingir valores quase o dobro (291,7) no etário 60+.
Quadro 12:
Relação de masculinidade para os imigrantes "duração de vida" por
nacionalidade
Grupos de
Idade
Total
Guineense
Estrangeira
Total
128,4
124,9
300,0
0-9
94,0
94,3
80,6
10-19'
80,7
80,1
109,7
20-29
110,3
106,3
331,6
30-39
194,6
188,9
420,3
40-49
206,5
199,4
509,1
50-59
178,7
172,5
429,4
60 +
124,7
121,8
291,7
O Gráfico 10, mostra esta grande disparidade entre sexos e nacionalidades.
Convém referir que não se nota diferença entre a nacionalidade guineensee e o total
das nacionalidades.
Gráfico 10: Relação de masculinidade para os imigrantes "duração de vida"
por nacionalidade
39
Método da última migração
Volume, proveniência, regiões de residência actual e nacionalidade
Com o “Método da Última Migração”, pretende-se estudar as tendências mais
recentes da imigração nos últimos cinco anos. Segundo este método, os imigrantes
internacionais são as pessoas que residiam no estrangeiro antes de fixarem
residência na Guiné-Bissau. Assim, a tendência mais recente da migração
demonstra que um efectivo de 16479 pessoas recenseadas fixou residência na
Guiné-Bissau nos últimos cinco anos, entre os quais, 56% correspondem ao sexo
masculino e 44% ao sexo feminino. Este efectivo representa apenas 1,1% da
população total recenseada do país.
Entre os que declararam a nacionalidade, a maioria é guineense, ou seja, 96%. As
que declararam a nacionalidade estrangeira representam apenas 4% do total da
população imigrante nos últimos cinco anos, valor ligeiramente superior ao “metodo
duração de vida” (3,5%). A maioria dos efectivos pertence ao sexo masculino
qualquer que seja a nacionalidade (Quadro 13).
Quadro 13:
Repartição dos Imigrantes “Última Migração” segundo sexo por Nacionalidade
Sexo
Total
Nacionalidade
Efectivos
Masculino
%
Efectivos
Feminino
%
Efectivo
%
Total
16479 100,0
9216 100,0
7263 100,0
Guineense
15822
96,0
8752
95,0
7070
97,3
Estrangeira
657
4,0
464
5,0
193
2,7
Estrutura por sexo e idade dos imigrantes segundo nacionalidade
Observando a estrutura apresentada no quadro 14, facilmente se pode concluir que
os imigrantes “última migração” apresentam uma estrutura bastante jovem, em que
40
os menores de 30 anos são maioritários com 72,5% contra uma minoria de 27,5%
nos grupos etários maiores de 30 anos.
Ao nível das nacionalidades, esta proporção é de 73% contra 27% para a
nacionalidade guineense e 60,8% contra 39,2% para a nacionalidade estrangeira.
Quadro 14:
Estrutura por sexo e idade dos imigrantes por nacionalidade
Sexo
E
Grupos Etários
Total
0-9
10-19'
20-29
30-39
40-49
50-59
60+
Masculino
0-9
10-19'
20-29
30-39
40-49
50-59
60+
Feminino
0-9
10-19'
20-29
30-39
40-49
50-59
60+
Total
Efectivos
16479
2735
3785
5424
2717
1079
421
269
9216
1332
1641
3041
1964
795
264
144
7263
1403
2144
2383
753
284
157
125
%
100
16,6
23,0
32,9
16,5
6,5
2,6
1,6
100,0
14,5
17,8
33,0
21,3
8,6
2,9
1,6
100,0
19,3
29,5
32,8
10,4
3,9
2,2
1,7
Nacionalidade
Guineense
Efectivos
%
15822
100
2684
17,0
3678
23,2
5183
32,8
2567
16,2
1007
6,4
394
2,5
261
1,6
8752
100,0
1312
15,0
1586
18,1
2858
32,7
1846
21,1
733
8,4
244
2,8
139
1,6
7070
100,0
1372
19,4
2092
29,6
2325
32,9
721
10,2
274
3,9
150
2,1
122
1,7
Estrangeira
Efectivos
657
51
107
241
150
72
27
8
464
20
55
183
118
62
20
5
193
31
52
58
32
10
7
3
%
100
7,8
16,3
36,7
22,8
11,0
4,1
1,2
100,0
4,3
11,9
39,4
25,4
13,4
4,3
1,1
100,0
16,1
26,9
30,1
16,6
5,2
3,6
1,6
Por outro lado, o Gráfico 11 mostra a disparidade entre sexos. Tanto ao nível
nacional (total), assim como ao nível das nacionalidades, os homens superam as
mulheres, ou seja, no total, os homens representam 55,9% contra 44,1% mulheres.
Com relação as nacionalidades, os homens da nacionalidade guineense
representam 55,3% e mulheres 44,7%, enquanto que, a nacionalidade estrangeira é
composta por 70,6% homens e 29,4% mulheres.
41
Gráfico 11:
Repartição dos imigrantes por nacionalidade, segundo o sexo
Os valores dos efectivos dos imigrantes “método da última migração” descritos no
Quadro nº 14 permitiram o cáculo dos valores da relação de masculinidade
apresentada no Quadro nº 15, cujos dados proporcionaram o gráfico nº 12 que
demonstra a disparidade entre sexos na maioria dos grupos etários, quer ao nível
global, quer ao nível das nacionalidades. Por exemplo, globalmente, indica que a
nível nacional, os migrantes “método da última migração” são maioritariamente do
sexo masculino, salvo nos grupos dos 0-9 anos e 10-19 anos para o total e
nacionalidade guineense e salvo no grupo 0-9 anos para a nacionalidade
estrangeira, ou seja, ao nível das nacionalidades, as mulheres da nacionalidade
guineense superam os homens nos grupos etários dos 0-9 anos e 10-19 anos e no
que concerne a nacionalidade estrangeira, esta diferença somente é verificada no
grupo etário dos 0-9 anos, em que as mulheres são maioritárias.
Quadro 15:
Relação de masculinidade para os imigrantes "método da última migração"
por nacionalidade
Grupos de
Idade
Total
0-9
10-19'
20-29
30-39
40-49
50-59
60 +
Total
126,9
94,9
76,5
127,6
260,8
279,9
168,2
115,2
42
Guineense
123,8
95,6
75,8
122,9
256,0
267,5
162,7
113,9
Estrangeira
240,4
64,5
105,8
315,5
368,8
620,0
285,7
166,7
No gráfico 12, pode-se observar que a disparidade é mais notável na nacionalidade
estrangeira, que vai aumentando do grupo etário 10-19 anos (105,8) até atingir o
ponto máximo no grupo etário 40-49 (620,0) e volta a diminuir até atingir 166,7 no
etário 60+.
Gráfico 12:
Relação de masculinidade para os imigrantes segundo método “ultima
migração” por nacionalidade
3.2.2 Emigração Internacional
A emigração internacional é medida a partir das respostas obtidas através do Chefe
do Agregado Familiar (CAF) ou seus representantes supostamente familiares.
As questões referentes à emigração internacional, referem-se à idade e sexo da
pessoa na época da emigração, ao país de destino e ano de partida,
correspondendo apenas aos movimentos efectuados nos últimos cinco anos, ou
seja, desde Março de 2004.
43
Volume, país de destino e ano de partida
O volume dos emigrantes nos últimos cinco anos corresponde a um total de 186865
pessoas. Deste total, apenas 14132 declararam o país de destino e ano de partida.
O total de não resposta é de 172733. Este número não foi objecto de anális (Quadro
16). Do mesmo quadro, pode-se verificar que os fluxos de partida para o exterior
têm aumentado anualmente, passando de 11,2% em 2004 para 32,7% em 2008,
ano de maior intensidade do total das partidas. O fluxo dos primeiros meses de
2009, ano do censo, corresponde a 7,1% o que, a partida, dá uma indicação sobre a
mesma tendência de aumento.
No que se refere ao país de destino, verifica-se que Portugal é o principal
acolhedor dos emigrantes guineenses (24,8%), seguidos pelo Senegal
(22,6%) e Cabo Verde (20,1%). Os três países totalizam 67,5% dos efectivos
que partiram para o exterior entre 2004 e primeiros meses de 2009. Os
restantes 32,5% dirigiram-se aos outros países, com destaque para a
Espanha (6,8%), Gâmbia (6,6%).
Quadro n°16:
Emigrantes segundo ano de partida por país de destino (últimos cinco anos)
País de
Destino
Total
Senegal
Gâmbia
Guiné
Cabo Verde
Brasil
Portugal
França
Espanha
Mauritânia
Outros Países
Não Resposta
Total
186865
3261
971
200
2867
173
3581
224
990
187
1141
173270
2004
1584
271
78
24
251
17
426
41
201
31
147
97
2005
1771
355
124
20
307
22
482
37
145
27
145
107
Ano de Partida
2006
2007
2269
2888
477
649
185
215
27
44
394
570
29
24
574
741
36
34
203
170
24
35
188
231
132
175
2008
4617
1129
255
60
1143
49
1092
47
198
53
329
262
2009 Não Resposta
1003
172733
308
72
77
37
15
10
178
24
31
1
190
76
25
4
46
27
14
3
69
32
50
172447
Importa realçar que um pouco mais de metade (50,6%) de partidas foram para os
quatro países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental –
44
CEDEAO, a saber, Senegal (22,6%), Cabo Verde (20,1%), Gâmbia (6,6%) e Guiné
(1,3%).
Gráfico 13: Repartição dos emigrantes,
segundo o país de destino nos últimos cinco anos
Estrutura por sexo e idade
Entre os emigrantes que declararam a idade, a maioria eram jovens com idade
compreendida entre 15-39 anos (70,0%), sendo 82,9% correspondem ao sexo
masculino e 17,1% ao sexo feminino. As pessoas idosas com 60 anos ou mais
representam apenas 1,0% do total (Quadro nº 17).
Embora o RGPH/2009 não contempla nenhuma questão sobre motivo de
emigração, presume-se que estes indivíduos idosos emigraram por motivo de
reagrupamento familiar, tendo em conta que uma pessoa desta idade dificilmente
poderá encontrar emprego no exterior. Problema de saúde pode ser também um
outro motivo possível para esta idade. Por exemplo, entre as pessoas idosas que
conseguiram Junta Médica para tratamento no exterior, algumas delas resolveram
ficar devido a necessidade de controlo periódico ou mesmo de tratamento
ambulatório para certos caros.
45
Dando um golpe de vista ao quadro nº 17, rapidamente se pode notar que em
termos de relações de masculinidade, o número de homens é bastante superior ao
das mulheres em todos os grupos etários.
Quadro n° 17:
Estrutura por sexo e idade dos emigrantes e relação de masculinidade
Grupo
Etário
Total
0-4
5-9
10 -14
15 - 19
20 - 24
25 - 29
30 - 34
35 - 39
40 - 44
45 - 49
50 - 54
55 - 59
60 +
Total
% Masculino %
13700 100,0
11143 100,0
434
3,2
301
2,7
562
4,1
398
3,6
865
6,3
662
5,9
1902 13,9
1470 13,2
2716 19,8
2223 19,9
3051 22,3
2581 23,2
1697 12,4
1451 13,0
1180
8,6
1013
9,1
570
4,2
476
4,3
343
2,5
279
2,5
165
1,2
129
1,2
78
0,6
61
0,5
137
1,0
99
0,9
Sexo
Feminino % Relação de Masculinidade
2557 100,0
435,8
133
5,2
226,3
164
6,4
242,7
203
7,9
326,1
432 16,9
340,3
493 19,3
450,9
470 18,4
549,1
246
9,6
589,8
167
6,5
606,6
94
3,7
506,4
64
2,5
435,9
36
1,4
358,3
17
0,7
358,8
38
1,5
260,5
Relação de Parentesco com Chefe do Agregado Familiar
Em termos de relação de parentesco com o Cfefe do Agregado Familiar (CAF),
entre os 186865 emigrantes guineenses recenseados, apenas 13638 individuos
declararam a relação de parentesco com o CAF. Os restantes 173227 não
declararam nenhum grau de parentesco com o CAF. este número não foi
considerado na análise. Por outro lado, entre os que declararam a relação de
parentesco com o CAF, apenas 13270, declararam o sexo, sendo 81% do sexo
masculino e 19% do sexo feminino.
Observando atentamente o Quadro 18 e o Gráfico 14, nota-se que os filhos solteiros
representam 48,4% e os irmãos, 22,6%. Os dois grupos constituem o grosso do
efectivo dos emigrantes guineenses, totalizando 71%. Na terceira posição surgem
os sobrinhos com 8,7% seguidos de cônjuges com 8,1%, ambos totalizam 16,8% do
total dos emigrantes. Os restantes 12,2% são repartidos entres filhos não solteiros,
genro/nora, pai/mãe, sogros, primos, cunhados, avós, netos, tios, outros parentes e
não parentes.
46
Quadro 18
Emigrantes Guineenses Segundo o Grau de Parentesco com o CAF por sexo
Sexo
Relação de Parentesco
Total
Cônjuge
Filho(a) solteiro(a)
Filho(a) nao solteiro(a)
Sobrinho(a)
Genro/Nora
Pai/Mae
Sogro(a)
Irmao(a)
Primo(a)
Cunhado(a)
Avos
Neto(a)
Tio(a)
Outros parentes
Nao parente
Total
13270
1080
6426
16
1159
30
155
20
3002
300
348
18
389
108
135
84
%
100
8,1
48,4
0,1
8,7
0,2
1,2
0,2
22,6
2,3
2,6
0,1
2,9
0,8
1,0
0,6
Masculino
10750
872
5219
15
908
13
90
13
2667
252
216
7
231
86
96
65
%
81,0
80,7
81,2
93,8
78,3
43,3
58,1
65,0
88,8
84,0
62,1
38,9
59,4
79,6
71,1
77,4
Feminino
2520
208
1207
1
251
17
65
7
335
48
132
11
158
22
39
19
%
19,0
19,3
18,8
6,3
21,7
56,7
41,9
35,0
11,2
16,0
37,9
61,1
40,6
20,4
28,9
22,6
O gráfico 14 visualiza duma forma pormenorizada a repartição desta relação
familiar.
Gráfico 14:
Repartição dos Emigrantes, Segundo o Grau de Parentesco com o CAF
47
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
O III Recenseamento Geral da População e Habitação realizado em Março de 2009
(III RGPH/2009) disponibilizou dados imprescindíveis para o estudo das migrações,
sobretudo, das migrações internas. As informações recolhidas, tratadas e
analisadas permitem:
a) estudar o fluxo migratório das pessoas segundo as regiões de partida e/ou de
destino;
b) analisar as características mais relevantes dos efectivos migrantes;
c) avaliar a contribuição da migração no crescimento demográfico de cada
Região do País, etc..
É importante realçar, que o fluxo migratório é analisado ao nível das Regiões como
Unidade Geográfica de Base (os Sectores e as Tabancas não foram incluídas na
presente análise).
Através dos dados disponibilizados, pode-se concluir que o Sector Autónomo de
Bissau, a Capital do País, é a principal Região acolhedora dos migrantes nos
últimos cinco anos, o que deixa transparecer o efeito da existência de melhores
condições de vida, tais como maiores oportunidades de negócio, de emprego e de
formação profissional. Desta forma o SAB destaca-se como a mais atractiva entre
as Regiões do País. Por sua vez, as Regiões de Bolama/Bijagós e de Tombali foram
as que acolheram menos efectivos dos migrantes no mesmo período, sendo assim
consideradas as mais repulsivas de todas.
Se esta tendência de mobilidade interna em direcção ao SAB continuar, poderá
ocasionar, a médio e longo prazos, o crescimento descontrolado desta Região e
consequentemente o despovoamento das outras, sobretudo das duas referenciadas
no parágrafo anterior. Por isso torna-se urgente a implementação de políticas e
planos de desenvolvimento regional com o objectivo de criar condições que possam
proporcionar a retenção razoável dos residentes nativos nas respectivas regiões,
mediante a disponibilização de infraestruturas económicas e sociais de maior
acesso possível.
Com relação à migração internacional, pode-se referir que ela não possui grande
expressão no país nos últimos cinco anos. Por exemplo, a população residente na
Guiné-Bissau, nascida ou com residência anterior no estrangeiro representa uma
insignificante percentagem da população total recenseada do país.
No que concerne a emigração internacional, é de realçar que nos últimos cinco
anos, os resultados indicam que as saídas dos residentes em direcção ao exterior
48
representam um pouco mais da décima parte do total da população recenseada.
Porém, um número insignificante desta percentagem é que declarou o país de
destino e ano de partida. O total de não resposta é muitíssimo elevado e como este
contingente não foi não foi objecto de análise, torna-se bastante difícil fazer uma
avaliação mais exaustiva dos seus destinos, entre outras características da
emigração internacional.
Também, convém realçar que o maior fluxo de partida para o exterior verificou-se no
ano 2008. O fluxo dos primeiros meses de 2009, ano do censo, também dá uma
indicação sobre a mesma tendência de aumento.
A maioria dos estrangeiros é oriunda dos países da Comunidade Económica dos
Estados da África Ocidental, com destaque para as Repúblicas da Guiné e do
Senegal. Os dois países vizinhos totalizam mais de oitenta por cento dos imigrantes
estrangeiros.
Dado a necessidade de aprofundamento da análise do fenómeno migratório, no
contexto guineense, é imprescindível recomendar a realização de estudos de caso
para o apuramento de factores determinantes dos fluxos migratórios e suas
implicações no crescimento demográfico e na disparidade económica de cada
Região do País. Por outro lado, esses estudos podem fornecer outros dados
relativos aos principais determinantes e consequências da migração externa entre
outros elementos que motivam as saídas e entradas dos efectivos migrantes no
período em análise.
49
BIBLIOGRAFIA
Instituto Nacional de Estatística, Migrações, RGPH 2000, Cabo Verde
Instituto Nacional de Estatística, Migrações, RGPH 2001, São Tomé e Principe
INE, Dados do III RGPH/2009, Guiné-Bissau
Diversos artigos avulsos sobre migrações, 2001 – 2009.
50
ANEXO
51
Table 13.
Imigrantes Internacionais
Residencia Anterior
REGIÃO
52
Table 13.
Imigrantes Internacionais
Total
Sénégal
Mali
Niger
Nigéria
Cote d'Ivoire
Togo
Bénin
Gambie
Burkina Faso
Guinée
Sierra Léone
Libéria
Ghana
Cap Vert
Angola
Sao Tomé e
Principe
Moçambique
Brasil
Portugal
Timor Leste
France
Espagne
USA / Canada
Mauritania
Chine
Italia
Russia
India
Liban
Outro Africa
Magreb
America Central
Outro America do
Sul
Outro Europa
Outro Medio
Oriente
Outro Asia
Oceania
Caribe
Total
Tombali Quinara Oio Biombo B Bijagos Bafatá
Gabú Cacheu SAB
37230
2140
857 2231
684
315
2025
3748
6733 18497
12849
185
77 1247
275
107
589
596
4852
4921
489
21
11
7
5
13
62
51
14
305
134
13
7
27
0
0
18
18
1
50
400
3
2
10
10
1
5
18
9
342
107
1
0
0
5
1
7
5
8
80
44
0
0
1
0
0
3
4
2
34
16
0
0
2
0
0
2
4
0
8
2106
36
36 226
43
8
154
152
595
856
47
0
1
0
0
0
2
1
2
41
17628
1762
609 616
271
146
992
2672
1036
9524
279
42
55
7
2
6
15
11
6
135
76
1
0
2
0
0
2
9
1
61
81
5
0
1
0
0
0
3
7
65
234
0
0
5
7
1
5
6
9
201
49
1
0
0
1
2
4
3
0
38
21
13
134
659
0
125
48
37
1092
38
27
96
11
41
61
24
10
1
0
6
5
0
0
1
0
47
0
0
0
0
0
1
0
1
0
0
4
1
0
0
0
0
52
0
1
0
0
0
1
0
0
0
0
0
16
0
3
5
0
46
4
1
2
0
0
0
2
0
1
0
1
20
0
1
0
1
16
0
1
0
0
15
0
2
0
1
0
9
0
0
14
1
0
1
0
2
0
0
0
1
0
0
0
0
5
13
0
1
0
1
128
3
2
0
0
0
3
2
3
1
0
14
20
0
4
4
2
130
6
0
1
0
0
0
0
0
1
1
14
17
0
48
3
10
74
3
5
0
0
0
1
0
1
16
12
81
567
0
54
34
23
598
22
15
93
11
26
54
18
5
1
148
0
8
0
0
0
0
0
4
0
1
0
4
0
9
0
4
1
118
14
9
1
81
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
3
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
3
0
2
0
7
13
7
1
67
53
Residencia Anterior
Total
Sénégal
Mali
Niger
Nigéria
Cote d'Ivoire
Togo
Bénin
Gambie
Burkina Faso
Guinée
Sierra Léone
Libéria
Ghana
Cap Vert
Angola
Sao Tomé e
Principe
Moçambique
Brasil
Portugal
Timor Leste
France
Espagne
USA / Canada
Mauritania
Chine
Italia
Russia
India
Liban
Outro Africa
Magreb
America Central
Outro America do
Sul
Outro Europa
Outro Medio
Oriente
Outro Asia
Oceania
Caribe
Total
Tombali Quinara Oio
37230
2140
857 2231
12849
185
77 1247
489
21
11
7
134
13
7
27
400
3
2
10
107
1
0
0
44
0
0
1
16
0
0
2
2106
36
36 226
47
0
1
0
17628
1762
609 616
279
42
55
7
76
1
0
2
81
5
0
1
234
0
0
5
49
1
0
0
REGIÃO
Biombo B Bijagos Bafatá
Gabú Cacheu SAB
684
315
2025
3748
6733 18497
275
107
589
596
4852
4921
5
13
62
51
14
305
0
0
18
18
1
50
10
1
5
18
9
342
5
1
7
5
8
80
0
0
3
4
2
34
0
0
2
4
0
8
43
8
154
152
595
856
0
0
2
1
2
41
271
146
992
2672
1036
9524
2
6
15
11
6
135
0
0
2
9
1
61
0
0
0
3
7
65
7
1
5
6
9
201
1
2
4
3
0
38
21
13
134
659
0
125
48
37
1092
38
27
96
11
41
61
24
10
1
0
6
5
0
0
1
0
47
0
0
0
0
0
1
0
1
0
0
4
1
0
0
0
0
52
0
1
0
0
0
1
0
0
0
0
0
16
0
3
5
0
46
4
1
2
0
0
0
2
0
1
0
1
20
0
1
0
1
16
0
1
0
0
15
0
2
0
1
0
9
0
0
14
1
0
1
0
2
0
0
0
1
0
0
0
0
5
13
0
1
0
1
128
3
2
0
0
0
3
2
3
1
0
14
20
0
4
4
2
130
6
0
1
0
0
0
0
0
1
1
14
17
0
48
3
10
74
3
5
0
0
0
1
0
1
16
12
81
567
0
54
34
23
598
22
15
93
11
26
54
18
5
1
148
0
8
0
0
0
0
0
4
0
1
0
4
0
9
0
4
1
118
14
9
1
81
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
3
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
3
0
2
0
7
13
7
1
67
54
Residencia Anterior
Total
Sénégal
Mali
Niger
Nigéria
Cote d'Ivoire
Togo
Bénin
Gambie
Burkina Faso
Guinée
Sierra Léone
Libéria
Ghana
Cap Vert
Angola
Sao Tomé e Principe
Moçambique
Brasil
Portugal
Timor Leste
France
Espagne
USA / Canada
Mauritania
Chine
Italia
Russia
India
Liban
Outro Africa
Magreb
America Central
Outro America do Sul
Outro Europa
Outro Medio Oriente
Outro Asia
Oceania
Caribe
Table 13A.
Imigrantes internacionais de nacionalidade estrangeiras
REGIÃO
Total Tombali Quinara Oio Biombo B Bijagos Bafatá Gabú Cacheu SAB
1316
185
58 17
20
27
31
52
80 846
254
0
1
1
0
15
2
2
32 201
17
0
0
0
0
0
1
0
0 16
7
1
0
0
0
0
0
0
0
6
51
0
0
0
0
0
0
0
0 51
5
0
0
0
0
0
0
0
1
4
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
0
0
0
0
0
3
20
0
1
1
0
0
0
1
1 16
2
0
0
0
0
0
0
0
0
2
429
171
42
2
2
1
3
14
19 175
13
1
0
0
0
2
0
0
0 10
3
0
0
0
0
0
0
0
0
3
6
0
0
0
0
0
0
0
0
6
12
0
0
0
0
0
0
0
2 10
9
0
0
0
0
0
0
0
0
9
2
0
0
0
0
0
0
0
0
2
3
0
0
0
0
0
0
0
0
3
34
0
2
0
0
2
0
3
7 20
38
0
0
0
0
0
2
0
0 36
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
11
0
0
0
0
6
0
1
0
4
7
0
0
0
0
0
0
0
0
7
7
0
0
0
0
0
0
2
1
4
283
10
12
8
1
0
23
29
13 187
9
0
0
4
0
0
0
0
2
3
6
0
0
1
1
1
0
0
0
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7
0
0
0
0
0
0
0
0
7
23
0
0
0
11
0
0
0
0 12
17
0
0
0
0
0
0
0
0 17
1
0
0
0
0
0
0
0
0
1
2
1
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
25
1
0
0
2
0
0
0
0 22
2
0
0
0
0
0
0
0
0
2
4
0
0
0
0
0
0
0
2
2
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4
0
0
0
3
0
0
0
0
1
55
Quadro Ax:
Emigrantes segundo ano de partida por país de destino (últimos cinco anos)
Ano de Partida
País de Destino
Total
Total
2004
2005
2006
2007
2008
2009
NR
186865
1584
1771
2269
2888
4617
3261
271
355
477
649
1129
308
72
Mali
46
8
5
9
10
10
3
1
Níger
18
3
2
4
3
5
0
1
Nigéria
20
3
5
2
4
4
2
0
Costa do Marfim
46
8
10
7
5
13
0
3
Togo
20
3
4
2
3
7
1
0
Senegal
Benin
1003 172733
9
0
0
1
0
4
0
4
971
78
124
185
215
255
77
37
16
4
1
1
2
7
0
1
200
24
20
27
44
60
15
10
Serra Leoa
12
0
3
1
3
4
1
0
Libéria
17
4
4
3
3
3
0
0
Ghana
5
1
2
0
0
2
0
0
2867
251
307
394
570
1143
178
24
Gâmbia
Burkina Faso
Guiné
Cabo Verde
Angola
307
28
29
50
81
91
19
9
Sao Tomé e Principe
3
0
2
0
0
0
1
0
Moçambique
9
1
2
1
1
4
0
0
173
17
22
29
24
49
31
1
3581
426
482
574
741
1092
190
76
2
0
0
1
0
1
0
0
França
224
41
37
36
34
47
25
4
Espanha
990
201
145
203
170
198
46
27
Brasil
Portugal
Timor Leste
EUA/Canada
32
12
2
6
7
4
0
1
187
31
27
24
35
53
14
3
China
14
1
1
4
3
4
0
1
Itália
73
10
5
13
11
26
7
1
Rússia
Mauritânia
28
1
4
5
9
7
1
1
Índia
0
0
0
0
0
0
0
0
Líbano
3
1
0
1
0
1
0
0
39
1
8
3
15
10
1
1
106
17
15
9
16
35
14
0
2
0
1
0
1
0
0
0
21
2
3
2
6
7
0
1
264
39
34
57
43
68
16
7
13
0
2
0
3
5
3
0
4
0
1
2
1
0
0
0
Outros África
Magrebe Árabe
América Central
Outros America do
Sul
Outros Europa
Outro Medio Oriente
Outro Ásia
56
Oceania
4
0
0
2
1
1
0
0
Caribe
8
0
0
2
0
6
0
0
173270
97
107
132
175
262
NR (Não Resposta)
50 172447
Anexo 30:
1. É obrigatório o fornecimento dos dados estatísticos solicitados pelos funcionários ou agentes credenciados para a recolha directa nos termos
dos n.º 1 e 2 do art.º 25 da Lei Base SEN, bem como a exibição dos livros e documentos pertinentes por eles solicitados que for legalmente
obrigatório.
2. Nos termos do art.º. 7 º, da lei Base do Sistema Estatístico Nacional, todos os dados estatísticos individuais recolhidos por órgãos produtores
de estatísticas oficiais do SEN, são de natureza estritamente confidencial.
III0 RECENSEAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO E HABITAÇÃO
I. IDENTIFICAÇÃO GEOGRÁFICA
REPUBLICA DA GUINÉ-BISSAU
MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DO PLANO E INTEGRAÇÃO REGIONAL
SECRETARIA DE ESTADO DO PLANO
57
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICAS “INE”
DEPARTAMENTO CENTRAL DE RECENCEAMENTO
G 01. REGIÃO: ________________________________
G 02. SECTOR: ______________________________
G 03. MEIO (1 - Urbano ou 2 - Rural)__________________
G 04 CIDADE: ______________________________
G 05. DR:
QUEST. N0
G 06. ESTA
0 - Familiar;
Se for uma continuação marcar aqui
___ ___
de
UNIDADE DE ALOJAMENTO É :
4 - Educação (Internato)
8 - Trabalho (Estaleiro);
1 - Hotel;
5 - Assistência Social (orfanato);
9– Outro Colectivo
2- Hospital, Clínica (Saúde);
6 – Religioso;
(especificar):___________________________
3- Caserna (Quartel);
7 – Prisão;
G 07.BAIRRO/TABANCA/ACAMPAMENTO: ___________________________________________________________
(Se se tratar de bairro de uma tabanca, escrever o nome da tabanca e o nome do bairro entre parênteses)
NOME DO CHEFE DO AGREGADO FAMILIAR: _____________________________________________________________________
RESUMO RECAPITULATIVO
TOTAL DOS
SEXO
RECENSEADOS NO
SITUAÇÃO DE RESIDENCIA
MASCULINO
FEMININO
1. RP - RESIDENTE PRESENTE
2. RA - RESIDENTE AUSENTE
3. PNR - PRESENTE NÃO RESIDENTE
4. POPULAÇÃO POR DIREITO (RP+RA)=> (1+2)
5. POPULAÇÃO EFECTIVA (RP+PNR)=> (1+3)
RESERVADO AO CONTROLO
58
AMBOS OS SEXOS
AGREGADO
C.1. FEITO PELO INQUIRIDOR: ___________________________
C.2. VISTO PELO CONTROLADOR: ________________________
NOME
NOME
2009
_______
D
M
A
D
C.3.CODIFICADO POR: _________________________________
_______
M
D
M
NOME
2009
______
A
C.4. DIGITADO POR: _________________________________
NOME
_______
2009
_______
A
D
_______
M
2009
A
II. CARACTERISTICAS DA HABITAÇÃO:
H 01
TIPO DE CONSTRUÇÃO DESTA UNIDADE DE ALOJAMENTO
FAMILIAR
H 09
EXISTE INSTALAÇÃO SANITÁRIA NESTA UNIDADE DE
ALOJAMENTO?
|____|
1 - Sim
1. Alojamento Definitivo
|____|
2 – Não, utiliza do vizinho - H 11
2. Alojamento Precário
H 02
3 – Não Tem----------------- H 13
QUANTAS DIVISÕES EXISTEM NESTA UNIDADE DE ALOJAMENTO?
H 10
QUANTAS INSTALAÇÕES SANITÁRIAS EXISTEM NESTA UNIDADE DE
ALOJAMENTO? (Se 9 instalações ou mais, registrar 9)
(Considedar apenas as divisões utilizada para dormir)
|____|
|____|____|
H 03.
ESTA UNIDADE DE ALOJAMENTO É:
H 11
TIPO DA INSTALAÇÃO SANITARIA OU RETRETE:
|____|
1 – Arrendada à entidade Publica
1 - Uso exclusivo com Dispositivo de Descarga
2 – Arrendada à entidade Privada
2 - Uso exclusivo sem Dispositivo de Descarga
3 – Ocupado pelo Proprietário
|____|
3 - Uso partilhado com Dispositivo de Descarga
4 – Cedida/ Emprestada
4 - Uso partilhado sem Dispositivo de Descarga
5 – Outro
H 04
QUAL É O MATERIAL PREDOMINANTEMENTE
UTILIZADO NO PAVIMENTO DESTA UNIDADE DE
ALOJAMENTO?
H 12
QUAL É O TIPO DE ESGOTO UTILIZADO NESTA UNIDADE DE
ALOJAMENTO?
|____|
1 - Rede publica
1 - Mosaico
59
2 - Cimento
H 05
|____|
2 - Fossa Fechada (Séptica
3 - Terra Batida
3 - Fossa Aberta (retrete)
4- Outro
4- Outro
QUAL É O MATERIAL PREDOMINANTEMENTE
UTILIZADO NAS PAREDES EXTERIORES DESTA
UNIDADE DE ALOJAMENTO?
H 13
O LIXO DESTA UNIDADE DE ALOJAMENTO É:
1 - Coletado por serviço de limpeza
1 - Pedra
2 - Colocado em tanque de lixo
2 - Tijolo
3 - Queimado ou Enterrado no quintal
3 - Bloco de Cimento
4 - Adobe Reforçado
|____|
4 - Vazado em terreno livre ou rua
|____|
5- Outro
5 - Adobe/ Taipe
6 - Kirintim com Lama
7- Outro
H 06
QUAL É O MATERIAL PREDOMINANTEMENTE
UTILIZADO NA COBERTURA DESTA UNIDADE DE
ALOJAMENTO?
1 - Telha
2 - Fibrocimento
3 - Zinco
H 14
QUAL É O COMBUSTÍVEL MAIS USADO PARA COZINHAR?
1 - Lenha
2 - Carvão.
|____|
4 - Palha
3 – Gás
5- Outro
4 – Petroleo
|____|
5- Outro
H. 07
QUAL É A PRINCIPAL FORMA DE ABASTECIMENTO DE
AGUA PARA BEBER UTILIZADA NESTA UNIDADE DE
ALOJAMENTO?
H 15
QUAL É A PRINCIPAL FORMA DE ILUMINAÇÃO UTILIZADA NESTA
UNIDADE DE ALOJAMENTO?
1 - Canalizada em pelo menos numa divisão
2 - Canalizada no quintal
Elétrica:
3 - Canalizada fora da casa
4 - Furo
11 - Rede Publica
|____|
12 - Gerador particular no domicilio
5 - Fonte
13 - Gerador do vizinho
6- Agúa engarafada
14 - Gerador de empresa ou serviço
7- Outro
60
|____|
H 08
15 - Painel solar
QUAL É A PRINCIPAL FORMA DE ABASTECIMENTO DE
AGUA UTILIZADA NESTA UNIDADE DE ALOJAMENTO?
1 – Canalizada em pelo menos numa divisão
Não Elétrica:
2 - Canalizada no quintal
21 - Vela
3 – Canalizada fora da casa
4 - Furo
22 – Gasóleo/ Petróleo
|____|
5 - Fonte
23 – Gaz
6 – Rio/ Lagoa
24- Outro
|____|
7- Outro
III. EQUIPAMENTOS: NESTA UNIDADE DE ALOJAMENTO EXISTEM ESTES BENS/MEIOS DE CONFORTO?
H 16. FILTRO DE ÁGUA ………………………………… 1 - SIM
H 17. ARCA/FRIGORIFICO ……………………...……… 1 - SIM
H 18. RADIO ……………………………..……………… 1 - SIM
2 - NÃO
H 21. TELEMÓVEL………………………………… 1 - SIM
2 - NÃO
H 22. TELEFONE FIXO …………………………… 1 - SIM
2 - NÃO
2 – NÃO
2 - NÃO
H 23. BICICLETA ………………………………… 1 - SIM
H 19. GERADOR………………………………….……… 1 - SIM
2 – NÃO
H 20. TELEVISOR……..…………………………….…… 1 - SIM
2 - NÃO
H 24. MOTORIZADA ………………………….… 1 - SIM
H 25. AUTOMOVEL……………………………… 1 - SIM
2 – NÃO
2 – NÃO
2 – NÃO
IV. LISTE AS PESSOAS PERTENCENTES A ESTE AGREGADO FAMILIAR QUE MORRERAM
NOS ÚLTIMOS 12 MESES de 01/03/2008 a 28/02/2009
Idade ao Falecer
N
0
M 01
Nome
Sexo
(em anos
Completos)
M 02
M 03
M 04
Se for Mulher de 12 e mais anos,
será que ela faleceu numa das
seguintes condições?
M 05
1 – Durante a Gravidez,
1 - M
2 – Durante o Parto,
1
|___|___|___|
2 - F
3 – Até 45 dias depois do parto,
4 – Fora destas condições
1 – Durante a Gravidez,
2
61
1 - M
2 – Durante o Parto,
|___|___|___|
2 - F
3 – Até 45 dias depois do parto,
4 – Fora destas condições
1 – Durante a Gravidez,
1 - M
2 – Durante o Parto,
3
|___|___|___|
2 - F
3 – Até 45 dias depois do parto,
4 – Fora destas condições
1 – Durante a Gravidez,
1 - M
2 – Durante o Parto,
4
|___|___|___|
2 - F
3 – Até 45 dias depois do parto,
4 – Fora destas condições
1 – Durante a Gravidez,
1 - M
2 – Durante o Parto,
5
|___|___|___|
2 - F
3 – Até 45 dias depois do parto,
4 – Fora destas condições
V. LISTE AS CRIANÇAS NASCIDAS NESTE AGREGADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES (de 01/03/2008 a 28/02/2009)
N
0
N 01
Nome da Criança
Sexo
Data de Nascimento
Nome da Mãe
Nº Mãe
N 02
N 03
N 04
N 05
N 06
1 - M
|__|__|/|__|__|/|
200|__|
1
2 - F
(D D / M M / A A A A)
|__|__|/|__|__|/|
200|__|
1 - M
2
2 - F
(D D / M M / A A A A)
|__|__|/|__|__|/|
200|__|
1 - M
3
2 - F
4
(D D / M M / A A A A)
|__|__|/|__|__|/|
200|__|
1 - M
62
5
2 - F
(D D / M M / A A A A)
1 - M
|__|__|/|__|__|/|
200|__|
2 - F
(D D / M M / A A A A)
VI. ALGUEM DESTE AGREGADO FAMILIAR EMIGROU PARA O ESTRANGEIRO NOS ÚLTIMOS 5 ANOS
(DESDE MARÇO DE 2004)
N
Idade ao Emigrar
0
Nome
Sexo
(em anos Completos)
E 01
E 02
E 03
E 04
Relação de
parentesco
País de Residencia
Ano de Partida
E 05
E 06
E 07
1 - M
|___|___|___|
1
200|___|
2 - F
|___|___|
|___|___|
1 - M
|___|___|___|
2
200|___|
2 - F
|___|___|
|___|___|
1 - M
|___|___|___|
3
200|___|
2 - F
|___|___|
|___|___|
1 - M
|___|___|___|
4
200|___|
2 - F
|___|___|
|___|___|
1 - M
200|___|
|___|___|___|
5
2 - F
|___|___|
LISTA DOS MEMBROS DO AGRAGADO FAMILIAR
N.º
Nome da pessoa
Sexo
63
|___|___|
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
64
35
36
37
38
39
40
41
65
P.1. N.º de ordem da pessoa _________
P.2. Nome completo _____________________________________________________________________
TODOS OS RECENSEADOS
P.3
Qual é a sua Religiao?
1- Masculino
Sexo:
P.4
P.14
_____________________
2- Feminino
Qual é a sua relação de parentesco com o Chefe do Agregado?
P.15
|___|___|
Qual é o principal Dialecto falado?
______________________________
_____________________
|___|___|
P.5
Qual é data do seu nascimento?
P.16
Mês |___|___| ; Ano |___|___|___|___|
P.6
|___|___|
Questao sobre as Linguas Faladas
(1). Fala Crioulo?
1 - SIM
2 - NÃO
(2). Fala Portugues?
1 - SIM
2 - NÃO
(3). Fala Francês?
1 - SIM
2 - NÃO
(4). Fala Inglês?
1 - SIM
2 - NÃO
(5). Fala Espanhol?
1 - SIM
2 - NÃO
(6). Fala Russo?
1 - SIM
2 - NÃO
Qual é a sua idade presumida?
(Esta pergunta sera feita quando a pessoa não saba a data do
nascimento)
|___|___|___|
(Em anos completos)
P.7
Qual é a sua situação de Residência?
1- Residente presente
2- Residente ausente
3- Presente não residente Passe a pessoa seguinte
(7). Fala uma outra Língua?
1 - SIM ______________________;
TODOS OS RESIDENTES
P.8
RESIDENTES COM 6 E MAIS ANOS
Qual é a sua nacionalidade?
________________________
2 – NÃO
P.17
Sabe Ler e Escrever?
|___|___|
1 - Sim
66
2 – Não
P.9
Qual é a sua Etnia?
_____________________
P.18
Frequenta/Frequentou um estabelecimento de ensino?
|___|___|
1 - Frequento,
Qual é o sector ou Pais do seu Nascimento?
2 - Frequentei,
P.10
_______________________
|___|___|___|
3 - Nunca Frequentei.
Qual é o Sector ou Pais da sua Residencia Anterior?
P.19
Qual é a classe mais elavada que concluiu com sucesso?
P.11
__________________________
00 - quando esta a estudar a 1ª Classe, ou Frequentou
|___|___|
e não conclui a 1ª Classe
Ha quantos anos voce vive neste sector?
01 -1- Classes  P. 21,
P.12
|___|___|
|___|___|
21-2- Ensino Profissional,
P.13
Tem alguma Deficiência?
31-33-Ensino Médio,
1 - Sim
41-47- Universitário
2 – Não  P.14
P.20
Qual é a Deficiência?
Qual é a Causa?
_______________
______________
|___|___|
|___|___|
Qual é a Deficiencia?
Qual é a Causa?
_______________
______________
Qual é a sua área de Formação?
P.13.1
P.13.2
_________________________________________________
|___|___|___|
P.21
Qual é a sua condicao perante o trabalho, na semana de 23 -28
fevereiro?
|___|
|___|___|
1- Ocupado  P. 23,
|___|___|
67
2- Desempregado que ja trabalhou
P.22
3- Domestico
P.13.3
Qual é a Deficiência?
Qual é a Causa?
_______________
______________
4- Desempregado que nunca trabalhou
5- Estudante/Aluno,
|___|___|
|___|___|
6- Reformado
7- Incapacitado
P. 26
0- Outro
P.22
Na semana de 23 -28 fevereiro, trabalhou/ajudou numa das seguintes
actividades?
RESIDENTES COM 12 E MAIS ANOS
P.26 Qual é o seu Estado Civil?
1- Agriculrura/Pesca,
1-. Solteiro (a),  P. 29
2- Criacão de anaimais,
2-. Casado (a),
3- Producão e venda de algum produto,
3-. Viuvo (a
4- Prestacão de Servicos,
4-. Divorciado (a),
5- Nao realizou nada
P. 26
5-. Separado (a),
P.23
Qual foi a sua principal ocupacão na semana de 23 -28 fevereiro
perante o trabalho ou da ultima vez que trabalhou?
P.27
____________________________________________
Qual é a natureza da sua última união?
1- Civil e religioso,
2-Somente Civil,
|___|___|___|
P.24
3- Somente religioso
Indique a sua situacao no trabalho na semana de 23 -28 fevereiro ou da
ultima vez que trabalhou.
4- Tradicional Monogamia,
5- Tradicional Poligamia,
68
6- União de facto
1- Administracao Publica, Org. de Soberania,
2-. Empresa Parapublica,
3-. Empresa Privada,
4-. Sector Informal,
5-. Conta Propria
6-. Patrao/empregador,
7-. Associacao/Cooperativa,
8-. Trabalho familiar sem remuneração
9-. Aprendiz sem remuneração,
0- Outro
P.25
Qual é a actividade economica da Empresa ou Entidade onde trabalhou
na semana de 23 -28 fevereiro, ou da ultima vez que trabalhou?
P.28
Quantos anos tinha a quando do seu primeiro Casamento?
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SOMENTE PARA MULHERES RESIDENTES COM IDADE ENTRE 12 E MAIS ANOS
P.29
Teve um parto na sua vida?
P.33
Dos filhos que nasceram vivos, quantos morreram?
1 - Sim
2 – Não  FIM da entrevista
P.30
P.31
Até a data presente, quantos Partos ja Teve?
|___|___|
Dos partos que teve, quantos Filhos nasceram vivos?
P.34
Masculino
|___|___|
Feminino
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Total
|___|___|
Qual é o mes e o ano do nascimento do ultimo filho nascido
vivo?
Se nenhum,  FIM da entrevista
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Mês
Masculino
|___|___|
P.35
69
Ano
Qual é o sexo do ultimo filho nascido vivo?
Feminino
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1 - Masculino
2 – Feminino
Total
P.32
|___|___|
P.36
Esse filho ainda esta vivo?
Dos filhos que nasceram vivos, quantos ainda estão vivos?
1 - Sim  FIM da entrevista
2 – Não
Masculino
|___|___|
Feminino
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P.37
Qual é o mes e o ano do falecimento do ultimo filho nascido
vivo?
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Mês
Total
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99-. Não sabe
70
Ano
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INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA