CARACTERIZAÇÃO DA HISTÓRIA HOJE: UMA ABORDAGEM HISTORIOGRÁFICA
Sarah Iurkiv Gomes Tibes Ribeiro(*)
A crise do mundo dos historiadores nasce dos limites e das incertezas da nova
história, do desencanto dos homens face às durezas da história vivida.
Jacques Le Goff
Este ensaio tenciona refletir sobre algumas "modificações" que a historiografia
vinculada à matriz annaliste vem sofrendo, particularmente a partir do final da década de
1980. Tais alterações seriam, segundo alguns autores, resultantes ou necessárias em
virtude da crise paradigmática que assola as ciências sociais, levando em conta a
relevância deste campo do saber no forjar do arcabouço teórico-metodológico da
chamada Nova História, desde suas primeiras gerações. Desta forma, historiadores do
presente pretensamente fiéis aos Annales, teriam ficado numa situação de carência de
referenciais, obrigando-se a uma reavaliação crítica de suas posições com relação aos
pressupostos tradicionais de seus pais fundadores. Visa-se portanto, a proceder a uma
modesta reflexão sobre os elementos que supostamente seriam responsáveis por essa
"revisão teórico-metodológica" que perpassa a Escola dos Annales na última década, e a
subseqüente modificação de temas, métodos e escalas de abordagem por parte dos
historiadores vinculados à mesma.
Para dar conta de tal escopo partiu-se de um apanhado breve sobre alguns
elementos teóricos centrais nos primórdios da revista, com o intuito de informar e situar
eventuais alterações ou permanências relativas a estes, passíveis de percepção na
produção de profissionais que de uma forma ou outra se posicionam como herdeiros de
Bloch, Febvre e Braudel.
Em 1929, Marc Bloch e Lucien Febvre fundam a Revue Annales d’histoire
économique et sociale, inaugurando uma fase nova e absolutamente sem precedentes no
campo da história e historiografia. Seu principal alvo de combate será a história política
que se fazia na época, de influência positivista, caráter "diplomático", narrativa e factual.
Marc Bloch na sua Apologie pour l’Histoire, obra na qual explicita o que compreende
como história e a forma pela qual o historiador deve fazer o seu trabalho, ou seja, o
método, dentre outras questões, clama por uma história-problema, profunda e total. Esta
história seria alcançada pela formulação de perguntas pertinentes por parte do
pesquisador, a partir das quais ele questionaria o passado, através da aliança com as
ciências sociais.
A história total ou global é para Bloch a única que pode reivindicar o estatuto de
verdadeira, e, como mencionado, poderá se construir através da colaboração recíproca
com as ciências sociais. Considere-se que a intenção de abordar aspectos relativos à vida
dos homens em sociedade, que transcendessem a esfera política stricto sensu, exigiria
métodos e técnicas de investigação e análise dos quais a história absolutamente não
dispunha, tornando portanto fundamental essa "aliança a serviço da história", com o
intuito de incorporar metodologias compatíveis para investigar novos temas e objetos.
Além disso, altera-se substancialmente a noção de temporalidade. A ênfase será
dada à longa duração, ou ao tempo longo, do movimento que é sucessão sem mudança.
José Carlos Reis(1) considera que Marc Bloch será o primeiro dos "novos historiadores"
por ter inserido a dimensão da permanência na história. Rompe com a noção de tempo
histórico tradicional, na qual o acontecimento imediato ocupa lugar central. Embora não
apague o evento de sua obra, sob influência de Durkheim, tratá-lo-á enquanto elemento
de uma série, e desta forma como um dos sinais reveladores da estrutura, ocupando
assim posição secundária. O tempo vivido é pensado estruturalmente, e aquele do
inconsciente coletivo impõe-se ao tempo da consciência individual, o que implicará
mudanças de objetos, fontes, problemáticas e interlocutores. Esta tendência, conquanto
seja formulada por Bloch, terá como sistematizador principal Fernand Braudel, que propõe
três níveis de temporalidade distintos, dentre os quais, o tempo "quase imóvel" das
estruturas, que ocupa posição de destaque. Muito embora não exclua o evento de sua
formulação, situa-o num nível distinto e de menor importância com relação ao anterior.
Bloch e Febvre são responsáveis por um legado que acabará por se tornar
hegemônico em termos de produção de conhecimento histórico, e, nos postos
acadêmicos em França, marcadamente a partir da chamada segunda geração dos
Annales, cujo máximo expoente foi Fernand Braudel. Este, a partir de 1968, deixa de ser
o único responsável pela direção da Revista, cercando-se então de jovens historiadores,
como Jacques Le Goff, Le Roy Ladurie, Robert Mandrou, Jacques Revel dentre outros.
Em 1975 a VIª Seção da E.P.H.E., torna-se a École des Hautes Études en Sciences
Sociales, com status de universidade e apta a conferir diplomas, ressaltando-se que a
disciplina histórica ocupa um lugar central na Instituição, perceptível pelos quadros que a
compõem, na sua maior parte de historiadores, que permanecem centralizando o poder
intelectual na França.(2)
Os decênios de 1950/60, fase em que Braudel deteve um poder quase absoluto
no interior dos Annales, estando só a frente da direção da Revista, é o período em que se
assiste ao apogeu dos estruturalismos, quer seja na sua vertente antropológica,
funcionalista, ou de certas abordagens marxistas. É a época da euforia do quantitativismo
como metodologia para análise de fontes históricas, concomitante com os avanços
substanciais na área da informática. Na França, a sofisticação metodológica acabará por
levar à extrema especialização da disciplina histórica com ênfase na longa duração.
A década de 1960 assiste à explosão de vários conflitos sociais, envolvendo
múltiplos segmentos, os quais pela sua expressão e alcance não poderão ser ignorados
pelos intelectuais da época. A partir do final desse decênio e nos que seguem, na esteira
das transformações que se processam, os estruturalismos passariam por uma grande
crise, quer seja o braudeliano, marxista ou funcionalista. Considere-se que segmentos da
própria sociedade, em estado de franca ebulição, deram mostras efetivas de que
comportamentos e realidades sociais não poderiam ficar confinados a modelos
preestabelecidos. Idéia que finalmente parece ter sido apreendida por aqueles intelectuais
que comumente se arvoram à função de pensar a vida dos seres humanos em grupo. Da
mesma maneira indaga-se sobre a eficácia dos métodos quantitativos para a análise de
fontes históricas, percebendo que se tal metodologia tem o mérito de permitir o estudo
dos homens comuns, trazendo as massas para o domínio do trabalho do historiador, em
contrapartida ao desconsiderar indivíduos, tomando-os tão somente como elementos de
uma série, acabam por retirar-lhes a face humana, individual.
Ressalte-se que a recepção da crise que põe em questão os paradigmas
científicos é muito diferenciada pelos historiadores da época. Não se vai discorrer aqui
sobre as posturas genericamente designadas como "giro lingüístico". Esta opção deve-se
à discordância teórica com relação a um segmento que diante das circunstâncias acima
descritas acaba por reduzir a história a uma expressão literária, já que parece
compreender a falência dos estruturalismos como a débâcle de uma forma de
conhecimento que se desenvolve no Ocidente desde o século XVI. Desconsidera-se
assim, segundo esta perspectiva, que Marc Bloch, por exemplo, epígono dos Annales,
pelos idos de 1940 já comentava sobre a atmosfera mental do seu tempo, propiciada
pelos avanços no campo das ciências exatas, que leva à alteração, ou melhor, à
flexibilização da própria concepção de ciência.
A atenção deste ensaio estará voltada para aqueles profissionais da história que,
malgrado as incertezas que grassam, permanecem entendendo que o saber histórico é
passível de ser apreendido como ciência, e no bojo da carência de referenciais buscam
alternativas teóricas e metodológicas para a construção do mesmo. Toma lugar então a
terceira geração dos Annales ou Nouvelle Nouvelle Histoire(3), fase de avaliação e
reelaboração teórico-metodológica, ou seja, quando os novos historiadores são
compelidos a "mudar de pele sob o sopro do vento da história"(4); todavia, é uma época
de significativa pujança em termos de produção, além da permanência da hegemonia nos
postos acadêmicos.
O conhecimento histórico efetivamente produzido nesse período acaba por
colocar em risco aspectos tidos como centrais para a tradição annaliste. A
interdisciplinariedade levada a efeito, em vez de propiciar o alcance de uma história geral
e globalizante, acaba pelo contrário por fazê-la fragmentar-se em múltiplos objetos,
muitas vezes sem qualquer relação com a totalidade. Além disso, se a aproximação com
os cientistas sociais tornou possível e producente o diálogo com os mesmos, dificultou ou
até impossibilitou a comunicação entre os historiadores, em virtude da diversidade de
concepções e multiplicidade de temas e perspectivas de abordagem. É a história em
migalhas de François Dosse(5). O interesse por acontecimentos imediatos, bem como por
personagens individuais, reaparece, além da preocupação com o aspecto literário da
escrita da história.
Em contrapartida, Jacques Le Goff(6) afirma que se está vivenciando um dos
grandes e marcantes momentos da disciplina histórica, ou seja, depois de uma primeira
mutação, que na antiguidade fez a história passar do mito coletivo à procura de um
conhecimento desinteressado da pura verdade, ocorre nas décadas de 1970/80 uma
segunda mutação, quando os historiadores paulatinamente tomaram consciência de que
tudo é digno de história, desde a mais minúscula das tribos, o mais insignificante dos
gestos, a personagem mais modesta, ampliando assim ao infinito o domínio desses
profissionais. Resulta daí uma "história bulímica", sobre a qual Le Goff está a inquirir se
seria capaz de pensar e estruturar a realidade na sua totalidade. Questiona também sobre
a possibilidade de alcançar-se uma coerência, uma logicidade no discurso histórico, quer
seja, uma síntese. Ao que se poderia responder com uma formulação do próprio
historiador mencionado, quer seja, que as histórias plurais situam-se dentro de um
domínio histórico cujo horizonte continua sendo o da globalidade, que não é mais
buscada principalmente na síntese, mas em objetos, ou melhor, temas de investigação e
reflexão histórica de caráter globalizante.
Tendo em vista a alteração substancial dos procedimentos, objetos e problemas
característicos da Terceira Geração, indaga-se sobre sua filiação e coerência no que
tange às primeiras gerações, e, mais do que isto, de que forma e através de que
elementos se estabeleceria a continuidade desta última fase da Revista relativamente às
suas antecessoras. Dúvidas que procedem não apenas de adversários da Nouvelle
Nouvelle Histoire, mas partem principalmente do interior da corporação dos novos
historiadores. O que se evidencia pelo esforço empreendido pelos colaboradores dos
Annales a partir de 1988, quando parecem tencionar implementar um processo de revisão
de sua situação atual e de avaliação das características essenciais da produção
historiográfica contemporânea vinculada à Revista, enfatizando a necessidade de reflexão
sobre a mesma, na busca de estabelecer sua coerência com relação ao projeto fundador
legado por Bloch, Febvre e Braudel.
Esta reavaliação passa por aspectos que sustentaram todo o projeto da Escola
dos Annales. A proposta de transição para uma "nova fase" consta no editorial da Revista
n. 2, de março/abril de 1988. Segundo o editorial será possível transcender esta fase de
incertezas a partir de alguns procedimentos. Antes de tudo, refletir sobre a continuidade
ou ruptura do que tem sido produzido pelos historiadores annalistes, no que diz respeito
ao programa fundador, repensando as escalas e/ou dimensões de objetos e temas de
pesquisa, as características da escrita da história, além da avaliação de possíveis novas
alianças interdisciplinares a serem feitas, sem descartar as já existentes.(7)
Repensar a interdisciplinariedade também é apreendido como fundamental.
Considere-se que, na prática, a aliança com outros campos do conhecimento, levou a
história à extrema fragmentação, além de terem-se esgotado os modelos explicativos das
ciências sociais, que durante muito tempo lhes forneceram suporte teórico-metodológico.
As alternativas para esta questão variam desde posições que vêem a prática
interdisciplinar como salutar, desde que o historiador não perca sua identidade, melhor
dizendo, a partir de uma "adesão crítica" ao "ponto de vista" das ciências sociais. Por
outro lado pontifica-se o eventual ressurgimento de uma filosofia da consciência que teria
como características essenciais a recusa a determinismos sociais e condicionamentos
coletivos, além de trazer à tona a ação consciente dos sujeitos em relação/interação em
situações determinadas. Nesta perspectiva a dimensão política da atividade humana
recupera sua posição central.
Pode-se traduzir o dilema da Nouvelle Histoire nos seguintes termos: ou se
mantém sob influência das ciências sociais em crise ou se aproxima dessa filosofia da
consciência renascente, ou talvez combine as duas possibilidades. Reis afirma que o
horizonte do conhecimento social não está claro, os desdobramentos destas incertezas
ainda estão por vir, e aponta um aspecto elementar: os historiadores concordarão em
dialogar com a filosofia, considerando o rechaço desses pela disciplina, uma das raízes
fundadoras dos Annales?(8) Ao que o referido autor clama por Febvre, que não rejeitava
tal possibilidade em absoluto:
Dois espíritos, bem entendido: o filosófico e o histórico. Dois espíritos irredutíveis.
Mas, não se trata de reduzi-los um ao outro. Trata-se de fazer com que, permanecendo
um e outro em suas posições, eles não ignorem o vizinho ao ponto de lhe permanecer
hostil ou estranho.(9)
Roger Chartier, embora concorde com as possibilidades frutíferas do diálogo entre
história e filosofia, não acredita no retorno de uma filosofia da consciência, pontificando
que essas mutações estão ligadas a um distanciamento dos princípios de inteligibilidade,
que comandavam a nova história desde a sua origem(10), ou seja, questões como
totalidade social, globalidade, recorte territorial, longa duração, ênfase na perspectiva
social, são progressivamente abandonadas dando espaço para novas concepções.
A revisão de posição a que os Annales foram obrigados deve-se sobretudo,
segundo Reis(11), ao fato de que na década de 1980 tudo aquilo que eles reprimiram ao
longo de sessenta anos voltou com mais força embora sob novas formas, citando-se aqui
a narrativa, a biografia e o evento.
No caso da narrativa, deve-se dizer que seu suposto "ressurgimento" obteve
bastante repercussão após o artigo de Laurence Stone, o Retorno da Narrativa ou
Reflexões sobre uma Nova Velha História. Repercussão esta, na grande parte das vezes,
de caráter negativo. Será deveras criticado (Hobsbawn, Ginzburg, etc.) por estar
propondo o retorno de uma narrativa tradicional, quando na verdade deixa claro no artigo
citado que não é este seu objetivo. Quando expõe suas idéias sobre uma narrativa
contemporânea, enfatiza a presença e a necessidade da análise, pautada em problemas
e argumentos, dando relevo ao aspecto formal, ou literário do texto histórico. Além do
que, propõe a abordagem de "pessoas comuns", onde a investigação de uma
personagem ou acontecimento exótico seria pensada a partir da inserção deste ou dessa
na historicidade do seu tempo, e como forma de compreensão de um contexto
determinado.
A biografia, por seu lado, não deverá ser muito difícil de ser assimilada, visto que
muitos historiadores vinculados à Revista desde seu início produziram estudos de caráter
biográfico, inclusive Lucien Febvre. Para Levi Giovanni(12) este gênero tem o mérito de
pôr em relevo o problema das relações entre a história e as ciências sociais, ou seja os
limites da liberdade e da racionalidade humanas. Há também que mencionar que esse
gênero historiográfico nos dias atuais pouco se assemelha com aquelas de conotação
laudatória elaboradas até o início deste século, considerando ainda que no presente temse uma variada tipologia de biografias, desde as prosopográficas até individuais, que,
longe de restringirem-se aos personagens eventualmente em foco, permitem a
reconstrução dos quadros sociais ou contextos nos quais atuaram os sujeitos, denotando
sua exemplaridade ou singularidade com relação à historicidade do seu tempo.
E quanto ao evento? Pode-se afirmar que apesar dos radicalismos de alguns
novos historiadores – cite-se Le Roy Ladurie com sua "história imóvel" – o evento não é,
no entanto, completamente estranho aos Annales. O conceito de longa duração, por
exemplo, proposto por Braudel, integra o evento. Obliterar, deixar de lado o evento seria
excluir a experiência vivida na temporalidade. O desafio para a Nouvelle Histoire seria
pensar o evento sem recair nas filosofias da história. Reis considera que retornar ao
evento, parece-nos, é retornar a Braudel.(13)
Compreende-se que a avaliação empreendida pelos Annales denota sua postura
aberta, a ausência de dogmatismos, e o fato de repensar conceitos caros à tradição
annaliste não significaria transformar-se em outra coisa, diferente daquilo que sempre foi.
Ao contrário, o mundo se modifica, e o retorno do sujeito, do evento, da narração, das
nações, da história política, da biografia, que se pensava banidos dos domínios da
história, realmente estão, porque aqueles que "ressurgem" pouco têm a ver com os alvos
dos combates dos fundadores dos Annales. Acredita-se que a preocupação com os
aspectos referidos encontra respaldo nas proposições das primeiras gerações, desde que
não se assumam interpretações sectárias. Tem-se hoje na história portanto uma
pluralidade de sujeitos produtores de "jogadas", de "eventos", que só poderiam ser
apreendidos pela "narração"(14), elementos que estão de volta pelos limites ou perigos
postos pelo esquecimento dos processos pelos quais o novo advém. Dosse sintetiza bem
essa questão:
a história da escola dos Annales não é uma história imóvel. Bem ao contrário, ela
se adapta com sucesso às mutações sucessivas de nossa sociedade no decorrer do
século XX e resiste com a mesma vitalidade aos assaltos das ciências sociais vizinhas e
concorrentes.(15)
Notas
(*) Professora Assistente do Curso de História, vinculado ao Centro de Ciências
Humanas, Educação e Letras, Campus Universitário de Marechal Cândido Rondon.
Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE. Mestre em História IberoAmericana pela PUC/RS. Doutoranda em História do Brasil – PUC/RS. Elaboração de
Tese de Doutoramento voltada para o estudo de populações indígenas no Oeste do
Paraná.
(1) REIS, José Carlos. Annales: A renovação da história. Ouro Preto, UFOP, 1996.
(2) Id.
(3) Como os historiadores ligados aos Annales se autodenominam, visando a marcar a
continuidade e sua especificidade com relação às gerações anteriores designadas como
Nouvelle Histoire.
(4) REIS, op.cit, pp. 82
(5) DOSSE, François. A história em migalhas: dos Annales à nova história. São
Paulo/Campinas, Ensaio/Ed. UNICAMP, 1992.
(6) LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas, Ed. UNICAMP, 1996.
(7) REIS, op.cit.
(8) Id.
(9) FEBVRE, Lucien. Combats pour l’Histoire. Paris, Armand Colin, 1965. Citado por
REIS, op.cit.
(10) CHARTIER, Roger. Le monde comme représentation. In: Annales ESC, n. 6, Paris,
Armand Colin, 1989. Citado por REIS, op.cit.
(11) REIS, op.cit.
(12) GIOVANNI, Levi. Les usages de la biographie. In: Annales ESC, n. 6, Paris,
Armand Colin,1989. Citado por REIS, op.cit.
(13) REIS, op.cit., pp. 114.
(14) REIS, op.cit.
(15) DOSSE, op.cit., pp. 249.
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