Nova contribuição à
ornitologia do Chaco brasileiro
(Mato Grosso do Sul, Brasil)
Fernando Costa Straube1,4, Alberto
Urben-Filho1,5, Maria Antonietta
Castro Pivatto2,6, Alessandro Pacheco
Nunes3,7, Walfrido Moraes Tomás3,8
“La etimología de este nombre, Chaco,
indica la multitud de naciones que pueblan
esta región. Cuando salen a cazar los indios y juntan de varias partes las vicuñas y
guanacos, aquella muchedumbre se llama
chacu, en lengua quechua...”. (Pedro Lozano, Século 18; apud. Aguilar, 2005)
INTRODUÇÃO
Para Walter (1986), o chaco consiste da
parte mais ocidental do "Zonobioma da região tropical úmido-árida de chuvas estivais e de florestas de folhas caducas"; é
uma enorme planície situada entre o Planalto Central do Brasil e as montanhas da
pré-cordilheira andina, tendo como limite
sul a transição com os campos sulinos (pampas). Com quase 750 km de largura em média, estende-se do sul da Bolívia à toda a metade ocidental do Paraguai, englobando extensa área do centro-norte da Argentina
(Walter, 1986) e, em poucos quilômetros
quadrados nos arredores de Porto Murtinho, no extremo sudoeste do Mato Grosso
do Sul (Prado, 1993a, b; Prado & Gibbs,
1993).
Neste município fronteiriço há o que parece ser um remanescente oriental daquele
complexo de paisagens denominado Gran
Chaco (Riveros, 2005), sendo contornado
pela faixa de vegetação de cerrado e mata
decídua do leste da Bolívia (Departamento
de Santa Cruz), que se estende por todo o
contorno nordeste do Paraguai (principalmente nos departamentos de Alto Paraguay
e Concepción). Na zona marginal à fronteira brasileira, o chaco propriamente dito segue adjacente a essa faixa, desde o sudeste
da Bolívia até o restante do Paraguai ocidental.
Toda essa área foi palco de inúmeros episódios políticos e sociais envolvendo esses
países. Foram dezenas de expedições exploratórias e militares - desde 1521 com
Urubu-rei Sarcoramphus papa. Foto Cassiano Zaparoli Zaniboni
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Aleixo Garcia - em geral visando a colonização local, a abertura de caminhos que possibilitassem o contacto entre as então grandes cidades, captura de índios, descobertas
de tesouros, etc. Por parte dos missionários
jesuítas, o interesse era o de catequizar os
povos lá estabelecidos e, como um todo, pode-se afirmar que todos esses personagens
contribuíram de alguma forma para o conhecimento da história natural da região
(Costa, 1999; Aguilar, 2005).
Entretanto, a pequena porção deste bioma reconhecido para o território brasileiro
foi objeto de raras contribuições ornitológicas, sendo possível destacar a de Laubmann (1935) para a foz do Rio Apa e, principalmente, Pacheco & Bauer (1994), baseada em uma grande coleção obtida pelo naturalista alemão Adolf Schneider na localidade de Porto Quebracho, adicionada de registros complementares.
Em revisão abrangente, Tubélis & Tomas (2003) também mencionam espécies
para a região, embora todas elas sejam originárias do próprio artigo de Pacheco & Bauer (1994), mais algumas adições citadas
por Grant (1911a, b, c). Ao contrário da
margem brasileira do Rio Paraguai nessa
região, há considerável material sobre a
avifauna mencionado por autores como
Salvadori (1895, 1899, 1900a, 1900b),
Grant (1911a, b, c), Laubmann (1930,
1933a, 1933b, 1939a, 1939b) e mesmo revisores como Hayes (1995). Bem da verdade, esse extenso e importante bioma do
centro da América do Sul foi motivo de inúmeras investigações ornitológicas, em especial o clássico que culminou com a obra
basilar: "A zoogeographic analysis of the
southamerican Chaco avifauna" (Short,
1975).
Com o intuito de compilar as espécies até
então citadas para a pequena e pouco conhecida paisagem de chaco no Brasil - e adjacências - bem como adicionar novas informações oriundas de uma viagem de pesquisa realizada pelo autores entre 2005 e
2006 é que realizou-se esse estudo, também dirigido a certas atualizações toponímicas e comentários acerca da conservação local.
FIGURA 1. Situação geral da área de estudo e sua localização, no extremo sudoeste do Mato Grosso
do Sul e áreas fronteiriças com o Paraguai, com indicação das cidades mais importantes dos arredores.
desta forma, admitir um caráter abrangente
que inclui outros tipos de hábitats regionais, respeitando-se o caráter controverso dos
biomas que tangenciam o chaco brasileiro
e mesmo o complexo mosaico de paisagens
observada nesta região sul-matogrossense.
Essa área compreende parte da bacia hidrográfica do Rio Paraguai e toda a metade
final da bacia do Rio Apa, sendo esses dois
acidentes fluviais a linha demarcatória da
fronteira entre o Brasil e o Paraguai (Straube, 2003).
Sob este contexto, consideramos todas
as espécies citadas na literatura para localidades situadas no interior do quadrante definido. Não foram reavaliadas as identificações de espécimes envolvidos nas publicações, de forma que eventuais questionamentos baseiam-se exclusivamente no conhecimento moderno das distribuições, muitas vezes com amparo de outras obras de referência. A única exceção foi feita para a coleção Adolf Schneider, depositada no Museu Nacional (UFRJ) do Rio de Janeiro, cuMÉTODOS
jas identificações foram aferidas diretaA área considerada para esse estudo, si- mente nos espécimes respectivos.
tua-se no extremo sudoeste do Estado do
As citações consideradas são apenas as
Mato Grosso do Sul, incluindo as imedia- originais, cabendo comentários a compilações da República do Paraguai, desde que ções (Tubélis & Tomas, 2003) apenas quaninseridas no perímetro definido pelas lati- do houvesse discrepâncias quanto às locatudes de 21°00' a 22°30'S e 57°00' a lidades ou identificações apresentadas.
58°30'W (Figura 1). Esses limites foram deAs localidades consideradas neste estufinidos com maneira puramente didática, do (Tabela 1; Figura 2) foram de dois tipos:
uma vez que não obedecem as linhas con- associadas a registros mencionados na litefusamente transicionais das vegetações ratura ou representando nosso próprio eschaquenhas naquela região. Preferiu-se, forço de campo (vide abaixo), totalmente
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dedicado a locais situados no município de
Porto Murtinho:
1. FAZENDA BRAUNAL (22°06'S,
57°44'W, alt. 89 m): uma das várias fazendas (Oriente, Sorriso, Braunal e Reata) ao
longo da estrada vicinal à MS-467 que dá
acesso à cidade de Porto Murtinho. A paisagem predominante é de vegetação arbustiva xerófila (savana gramíneo-lenhosa),
com solos pedregosos e bromélias espinhosas no solo; essa aparência entremeiase com pastos, florestas estacionais decíduas e carandazais (savana parque estépica), comumente composto por outras espécies arbóreas (savana estépica florestada).
Período: 11 a 13 de outubro de 2005 (FCS,
AUF); esforço amostral: 13 horas.
2. RIACHO SANGA FUNDA (22°04'S,
57°34'W, alt. 104 m): riacho de leito arenoso (na época totalmente seco), na rodovia
MS-467, a cerca de 10 km do pesqueiro do
Cachoeirão do Apa. A paisagem predominante é de floresta ciliar (floresta estacional semidecidual aluvial), permanentemente verde e várzeas adjacentes a ela, contendo pastos e vegetação arbustiva xerófila
(savana gramíneo-lenhosa), campos de
inundação e, nas pequenas elevações, floresta estacional decidual. Período: 11 a 12
de outubro de 2005 (FCS, AUF); esforço
amostral: 10 horas.
3. FAZENDA PORTO CONCEIÇÃO
(21°28'S, 57°55'W, alt. 84 m): fazenda de
TABELA 1. Toponímia da área de estudo, tendo em parênteses a respectiva numeração
coincidente com o mapa apresentado na figura 2 (q.v.). As coordenadas geográficas e altitudes das localidades 1 a 13 baseiam-se em Google Earth (Google, 2006); as demais foram obtidas in situ com GPS. *. Não foi possível resgatar a localização precisa; a indicação em mapa é provisória; **. denominação sugerida, pela falta de indicação nominal (vide abaixo).
propriedade do então prefeito de Porto Murtinho, sr. Nelson Cintra, cujos pontos de observação incluem a margem do rio Paraguai defronte à sede e imediações do Morro
Pão de Açúcar. As paisagem local inclui extensos carandazais (savana parque estépica) e áreas inundadas (sistema edáfico de
primeira ocupação) mas também vegetação arbustiva xerófila (savana gramíneo lenhosa), floresta estacional decidual (nas encostas das pequenas elevações locais) e fitofisionomias mistas, especialmente com espécies arbóreas que adentram nos carandazais (savana estépica arborizada). Período:
14 a 16 de outubro de 2005 (FCS, AUF,
MACP) e 6 de setembro de 2006 (APN,
WMT); esforço amostral: 23 + 4 horas, respectivamente.
4. RIO TARUMÃ, RODOVIA MS-195
(21°32'S, 57°49'W; alt. 80 m): vários pontos amostrais, distanciados por 10-15 km
da sede municipal de Porto Murtinho, ao
longo da estrada que dá acesso à Fazenda
Porto Conceição. A paisagem local é dominada por carandazais (savana parque estépica), várzeas com pastos e campos de inundação (savanas gramíneio lenhosas) e, ao
longo das elevações próximas, há floresta
estacional decidual. Período: 5 e 6 de setembro de 2006 (APN, WMT); esforço
amostral: 6 horas.
RESULTADOS
FIGURA 2. Localidades consideradas no presente estudo, sendo os círculos em verde referentes a informações de literatura e os círculos em vermelho as localidades de registro em
campo. Legenda: 1. Colonia Risso, 2. 14 de Mayo, 3. Puerto Francia, 4. Puerto Pagani, 5. Puerto Maria, 6. Fuerte Olimpo, 7. Cerro Concurencia, 8. Porto Medano, 9. Pão de Açúcar, 10.
Foz do Rio Apa, 11. Porto Quebracho, 12. Porto Murtinho, 13. Firme, 14. Fazenda Braunal,
15. Riacho Sanga Funda, 16. Fazenda Porto Conceição, 17. Rio Tarumã, Rodovia MS-195.
1. Riqueza de espécies
A riqueza de espécies verificadas para a
área de estudo ainda deve ser considerada
preliminar, especialmente enquanto estudos de avifaunas não sejam realizados com
dedicação sistematizada para essa região
(cf. Tubélis & Tomas, 2003; Pivatto et al.,
2006). O contexto indicado na Figura 2
mostra claramente que o conhecimento da
avifauna concentra-se muito mais ao longo
dos rios Paraguai e Apa, com pouco esforço
amostral no "interior", para o qual apenas
uma localidade (Firme, seg. Pacheco & Bauer, 1994) foi visitada e com poucas espécies registradas.
Até o presente constam assinaladas 282
espécies para a região estudada, dentre as
quais, oito não foram registradas no território brasileiro sob esse contexto geográfico:
Ictinia plumbea, Falco rufigularis,
Pyrrhura frontalis, Eleothreptus anomalus, Hirundinea ferruginea, Contopus cinereus e Pachyramphus validus. Em nada representam tais ausências, porém, que não
por simples efeito de subamostragem, uma
vez que todos esses táxons são distribuídos
por várias outras regiões do Brasil, inclusive na borda pantaneira (Tubélis & Tomas,
2003).
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Dentre as aves colecionadas ou observadas por autores anteriores (vide Anexo), não foi possível reencontrar 55 espécies; por outro lado, foi possível adicionar 36 novos táxons para a lista geral.
Essa diferença pode ser interpretada como subamostragem decorrente de épocas de visita distintas (efeito climático),
métodos de registro (coleta de exemplares versus constatação visual/auditiva),
pontualidade ou raridade natural de algumas espécies ou mesmo outros detalhes
ainda não bem conhecidos na região, envolvendo extinções locais e colonizações recentes.
Cabe lembrar que, em uma de nossas visitas, o ambiente estava exageradamente seco devido à total ausência de precipitação,
situação estendida até meados de dezembro de 2005 (M.Milano, in litt., 2005). Isso
provavelmente causou a inviabilidade de
obter contacto com certos táxons aquáticos
como Amazonetta brasiliensis, Nycticorax
nycticorax, Phimosus infuscatus e vários
outros, todos eles bastante freqüentes em
toda a planície do Pantanal.
Essa limitação não foi somente notada
em certas aves migratórias, bem amostradas anteriormente (p.ex. Bartramia longicauda, Tringa solitaria, T.flavipes, T. melanoleuca), porém não reencontradas. Ficou - de fato - muito clara no caso de um
único indivíduo de Chloroceryle americana observado na região do Rio Sanga Funda, córrego que se encontrava com o leito
totalmente seco, apenas com algumas poucas poças de água remanescente. Ali havia
uma pobre fauna de invertebrados aquáticos, inclusive crustáceos aparentemente
moribundos pela condição exageradamente eutrofizada da água. É provável que
espécies piscívoras (como Ceryle torquatus) tivessem se deslocado para regiões
mais propícias à sobrevivência, tal como
procedem as espécies desta família (Sick,
1997). Esse riacho, de fato, apresentava
inúmeras paisagens marginais que, em períodos de maior pluviosidade devem ser
destacadamente importantes para a avifauna, como por exemplo bancos de areias e
extensas várzeas, ora com vegetação ripária, ora com pastagens ou campos de inundação.
Para outras espécies é possível que a raridade natural fosse o limitante para a discrepância observada, uma vez que um dos coletores que atuou na região (A.Schneider)
permaneceu por vários meses em Porto Quebracho e nossa estada nas adjacências
compreendeu somente alguns poucos dias;
são exemplos de espécies não encontradas
por nós: Neochen jubata, Sarcoramphus
papa e Spizaetus ornatus, dentre várias outras.
FIGURA 3. Riqueza de espécies constatadas na área de estudo, de acordo com um
sistema matricial de quadrículas latlong de 15' de latitude por 15'de longitude.
Considerando-se que a maior parte da
área de estudo situa-se nos limites do Pantanal proposto por Tubélis & Tomas (2003),
cabe menção destacada a Nothura boraquira, Spizaetus tyrannus, Aramides ypecaha,
Primolius maracana, Lurocalis semitorquatus, Nonnula rubecula, Myiopagis caniceps e Platyrinchus mystaceus por se tratarem de importantes menções adicionais à
composição avifaunística pantaneira.
Da mesma forma, consideram-se oportunas as constatações de alguns táxons conhecidos no Pantanal por poucos registros
(n < 4 localidades); alguns desses registros
referem-se a espécies obviamente comuns
em grande parte do Brasil, entretanto, constituem-se de informações relevantes ao conhecimento de suas distribuições regionais: Buteo nitidus, Parabuteo unicinctus, Micrastur ruficollis, Heliomaster furcifer,
Thamnophilus caerulescens, Hylocryptus
rectirostris, Leptopogon amaurocephalus,
Myiopagis viridicata, Syristes sibilator,
Molothrus rufoaxillaris e Euphonia violacea (vide Tubélis & Tomas, 2003; Donatelli, 2005; Nunes et al., em prep.).
2. Da necessidade de continuidade ao
inventário da avifauna
Embora razoavelmente amparado por
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uma ampla e criteriosa revisão (Tubélis &
Tomas, 2003), a avifauna do Pantanal ainda carece de informações setorizadas sobre
riquezas em diversas regiões, algumas delas especialmente vastas. O chaco brasileiro, embora de pequenas dimensões, por si
só já justificaria esforços continuados e sistemáticos de inventários de longo tempo,
inclusive envolvendo documentação por
espécimes (vide tópicos sobre a problemática local em Tubélis & Tomas, 2003b).
Isso é notável se considerarmos a grande
quantidade de táxons que ocorrem, com razoável freqüência, nos países limítrofes como o Paraguai, a Bolívia e a Argentina e
não constatados em território brasileiro,
possivelmente como decorrência do pequeno esforço amostral nessa área fronteiriça.
Um breve esboço, baseado nos dados
aqui acumulados e aferidos, permite a construção da Figura 3, indicando o número de
espécies constatadas até então em cada quadrícula de latlong, em adoção ao sistema
utilizado por Straube & Urben-Filho
(2001). Parece óbvio que todo o conhecimento avifaunístico local resume-se a cinco quadrículas (dentre 36), situadas ao longo do Rio Paraguai e trecho final do Rio
Apa.
3. Discussão toponímica, I: Alfredo Borelli
Uma das mais relevantes contribuições
ao conhecimento da avifauna da região
aqui estudada - e de todo o vale do rio Paraguai - deve-se a Tommaso Salvadori
(1835-1923), um verdadeiro ícone da
Ornitologia neotropical pelo esforço dedicado à pesquisa das aves. É de Salvadori a
mais importante revisão da coleção Alfredo Borelli, obtida entre junho de 1893 e janeiro de 1894 em vários pontos da Argentina (províncias de Tucumán e Salta), Paraguai (ao longo do rio Paraguai) e Brasil (estado do Mato Grosso do Sul) (v. Salvadori,
1895, 1899, 1900a, 1900b). Esse estudioso era curador de aves do Museu de História Natural de Turim (Itália), durante a direção do afamado Filippo de Filippi e, graças à sua presença nessa instituição é que
os espécimes colhidos na referida expedição puderam ser analisados e divulgados
(Elter, 1986).
Dentre o material colecionado por Borelli, há algumas questões passíveis de
discussão, em particular alusivas às localidades de coleta e interpretações geográficas de autores subseqüentes. Três
exemplares de três espécies (Myiopsitta
monachus, Melanerpes cactorum e
Tyrannus savana) foram coletados na localidade grafada como "Catorce de Mayo" por Paynter (1989:8), que a localizou
em "2023/5808 [...] ca. 100 m, right bank
upper Río Paraguay [...] below Puerto Bahía Negra", considerando a omissão da
"Puerto" como a grafia preferível. Essa
localização (ligeiramente diferente daquela apresentada por Hayes (1995:214)
é incorreta nesse caso, tendo-se em vista
a indicação original, em Salvadori
(1895:15): "14 maggio, presso il Rio
Apa, Paraguay".
O Rio Apa, de fato, está a mais de 170 km
ao sul do ponto indicado por Paynter
(1989) e Hayes (1995), causando uma discrepância indesejável, em especial levando-se em conta os limites tênues da vegetação do chaco naquela região. Um topônimo
"14 de Mayo", portanto homônimo, está
efetivamente situado no ponto indicado
por esses dois autores, mas não corresponde - pelos motivos acima indicados - àquele
visitado por Borelli.
No texto introdutório, Salvadori descreve: "...le località dell'alto Paraguay, oltre
a Concepcion, sono Baranquera la novia e
Bahia Negra nel Chaco Paraguay, Puerto
Pagani, Puerto Francia, 14 Maggio e Colonia Risso vicino al Rio Apa...", levando a
crer que as duas primeiras localidades seriam mais a norte (já no chaco paraguaio) e
as quatro demais, mais aproximadas ao rio
Apa.
Efetivamente, a localidade denominada
"Puerto Pagani" ("not located" por Paynter, 1989 e Hayes, 1995), situa-se no rio Paraguai (portanto no Distrito de San Lázaro,
Departamento de Concepción) a cerca de
60 km ao sul da foz do rio Apa (vide Salvadori, 1895:6 sob "Porto Pagani, Rio Apa").
Esse é um indicativo de que todas as quatro
localidades visitadas por Borelli situam-se
em grande proximidade geográfica.
Parece que Borelli, quando de suas coletas nas proximidades do Rio Apa, instalou
sua base logística na Colônia Risso e dali visitou rapidamente outros pontos adjacentes, onde obteve alguns poucos espécimes.
De fato, das 86 espécies obtidas nessa área,
75 são exclusivamente provenientes da citada colônia e 11 foram coletadas apenas nos
demais topônimos, com somente 7 espécies coincidentes. Essas informações mostram também que as visitas a outros pontos
próximos à Colônia Risso visavam complementar a sua coleção com aves não encontradas ali.
Consta, ainda, que esses locais visitados
por Borelli nada mais eram do que portos
destinados à conexão fluvial com Assunção pelo rio Paraguai, de onde se embarcavam balsas transportadoras de cal, situação
atualmente verificada apenas em Puerto
Risso (Infonorte, 2006).
4. Discussão toponímica, II: Emil Kaempfer
Embora a presença do naturalista alemão
Emil Kaempfer seja mencionada para um
certo "Rio Tereré" ("Tereré, Rio"), homônimo daquele situado nas adjacências de
Porto Murtinho, bem como dois (?) outros
sítios próximos ("São Francisco (ranch)" e
"São Francisco Tereré") (Naumburg,
1935:467-468), o traçado de seu itinerário
e o confronto de datas mostra que se trata
de outra região daquela enfocada neste estudo. Isso pode ser verificado pela sua visita à
cidade de Amambaí e, alguns dias depois,
rumo ao interior do Paraguai, perto das atuais cidades de Pedro Juan Caballero e Capitán Bado.
Mesmo Paynter & Traylor (1991:633)
equivocam-se no verbete "Tereré, Rio":
"Small tributary on eastern side of upper
Rio Paraguay [...], with its mouth 40 km N
of Pôrto Murtinho [...], southwestern Mato
Grosso do Sul".
A localidade de Campanário, não localizada por Naumburg (1936:467 - nota de rodapé) ("not located; in map as Campeiro"),
situa-se nessa região (e não onde está indicada no mapa 2), precisamente nas coordenadas de 24°47'06"S e 55°04'02"W (altitude de 415 m).
Esse ponto, visitado por Kaempfer, nada
mais era do que uma das sedes da Compa-
nhia Mate Laranjeira (a outra sede era em
Guaíra, no oeste do Paraná), que apresentava tanta relevância no contexto regional no
início do Século 20 que o próprio presidente Getúlio Vargas - alguns anos depois - teria solicitado sua emancipação como município. Atualmente é uma fazenda-empresa,
dedicada à pecuária e pertence ao município de Laguna Carapã (Guillen, 1991; Albanez, 2003).
Tubélis & Tomas (2003) não mencionam
o artigo e tampouco as localidades e informações alusivas a eles não são aproveitadas, certamente por já terem identificado o
equívoco; pelo contrário, Pacheco & Bauer
(1992) baseados no mapa da Naumburg,
consideram-nas em seu estudo como pertencentes àquela região.
Todas essas localidades visitadas por Kaempfer, indicam que sua peregrinação pelo
Mato Grosso do Sul foi incipiente ou quase
tangencial, por uma linha de direção noroeste entre o Rio Paraná (na latitude da cidade paranaense de Guaíra) e Ponta Porã (Mato Grosso do Sul). Naturalmente, com base
nisso, faz sentido a dúvida de Naumburg
(1935) quanto às altitudes desses pontos,
sobre as quais refere-se textualmente:
"Altitudes seems too high but given by collector".
5. Discussão toponímica, III: Hans Krieg
Na sua terceira expedição à América do
Sul (1931), a equipe liderada por Hans Krieg visitou pelo menos 15 localidades da parte meridional deste continente, obtendo importante acervo, atualmente depositado no
Museu de Munique (Alemanha). Quando
de sua estada nas localidades paraguaias de
Puerto Satre e Estrella, o grupo aproveitou
para investigar a desembocadura do Rio
Apa, em sua margem brasileira, onde obteve um total de 34 exemplares. As datas de visita, puderam ser resgatadas da fonte original (Laubmann, 1935), como apenas dois dias intercalados: 23 e 31 de agosto de 1931.
Apesar desta clara indicação geográfica,
o topônimo não foi nominado, permanecendo inclusive no Ornithological Gazetteer of Brazil (Paynter & Traylor, 1991:23)
como parte do verbete "Rio Apa", com a indicação "...near mouth on Brazilian side of
the river, across from Puerto Sastre". Por
esse motivo, e pela falta de um nome mais
adequado para a localidade nos mapas consultados, pleiteamos aqui o uso da denominação "Foz do Rio Apa", para fins de localização de registros.
6. Porto Quebracho: reavaliação
Uma das mais importantes coleções de
peles oriundas do sudoeste do Mato Grosso
do Sul e de todo esse estado, é proveniente
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das atividades de Adolf Schneider na localidade de Porto Quebracho e mantida no
Museu Nacional (UFRJ) do Rio de Janeiro.
Segundo os revisores deste material (Pacheco & Bauer, 1994, 1995), os espécimes
teriam sido colhidos entre agosto e dezembro de 1941, quando o naturalista residiu
nessa localidade, pouco antes de retornar
definitivamente à Alemanha.
Infelizmente, são poucos os espécimes
que apresentam-se com seus rótulos originais (a coleção foi tombada apenas por volta de 1959 e grande maioria dos exemplares tiveram seus rótulos substituídos) (Pacheco & Bauer, 1994) e, desta forma, são raros os que apresentam informações importantes como data de coleta. Todo o intervalo preenchido por esse material (MN22038 a 22052, MN-22074 a 22245, MN22401 a 22712, com alguns números saltados) aponta para uma coleção com cerca de
490 espécimes (ou aproximadamente 530,
segundo Pacheco & Bauer, 1994).
A coleção Schneider parece ser, na realidade, ainda maior do que tem se pensado.
Além de indícios de que o naturalista tivesse enviado exemplares para o exterior (Pacheco & Bauer, 1994), ainda há uma outra
série no acervo do Museu Nacional (MN23476 a 23493 e MN-23598 a 23627) que,
aparentemente não foi analisada, ainda que
conste apenas - como localidade de coleta "Matto Grosso". Por não apresentarem
identificação no livro de registros daquela
instituição, tais exemplares não puderam
ser manuseados. Ainda que a dúvida sobre
a origem desses espécimes seja definitiva,
há grande possibilidade de que tenham sido efetivamente colhidos em Porto Quebracho, haja vista os vários indicativos da
biografia do naturalista (Pacheco & Bauer,
1995), bem como do pequeno período em
que permaneceu no Brasil (1939 a 1942)
(Pacheco & Bauer, 1994).
Espécies erroneamente identificadas no
livro-tombo do Museu Nacional também
puderam ser reavaliadas, como no caso de
"Erolia fuscicollis" (MN-22637) e "Erolia
bairdii" (MN-22446 e 22684); essas três peles são, na realidade, Calidris melanotos,
tal como outros dois espécimes, esses corretamente determinados (MN-22106 e
22108). Tubélis & Tomas (2003:25), que
consideraram tais espécimes, citam para a
coleção de Porto Quebracho apenas C.fuscicollis e Calidris alba, identificações essas que devem ser transferidas para C.melanotos e Phalaropus tricolor (vide acima)
respectivamente.
7. Conceitos biogeográficos e a conservação do Chaco brasileiro
O chaco como um todo apresenta apenas
uma espécie e cinco subespécies endêmi-
cas, resultado de uma história de instabilidade climática (em particular ligada aos ciclos pluviométricos), que favoreceu mudanças sucessivas de paisagens, resultando
em uma avifauna derivada recentemente
(Short, 1975). Graças a isso é notável a influência de outros biomas marginais, como
o Cerrado, a região mesopotâmica argentina e mesmo outras eco-regiões distanciadas, como as matas do oeste da Amazônia e
a Caatinga (Short, 1975).
A avifauna de nossa área de estudo, não
apresenta - até o momento - nenhum táxon
endêmico do chaco. Há, contudo, um grupo interessante com distribuição bastante
restrita ao chaco e arredores (Short, 1975),
das quais pelo menos quatro ocorrem no
chaco brasileiro: Ortalis canicollis, Nandayus nenday, Campephilus leucopogon e
Paroaria capitata. Na realidade, todas essas espécies apresentam-se muito bem distribuídas por toda a porção meridional do
Pantanal e, em um caso (Paroaria capitata), mostrando nítida expansão de distribuição para áreas mais meridionais (Accordi,
2003).
Tal como se sucede para os componentes
florísticos (Hueck, 1955; Adámoli, 1986;
Prado, 1993a, b; Prado & Gibbs, 1993; Silva et al., 2000; Aguilar, 2005), os limites
brasileiros do chaco são fortemente "invadidos" por aves dessas outras vegetações
não-chaquenhas.
Com o Bioma do Cerrado, a composição
de avifauna concorda em grande parte, em
especial nos padrões de distribuição, mas
também na preferência pelos vários tipos fitofisionômicos. Os chamados "bosques chiquitanos", por exemplo, são uma variação
extrema a oeste das matas secas de ocorrência no Brasil Central e também no Planalto da Bodoquena (Pivatto et al., 2006),
desta forma pertencentes ao bioma do Cerrado. Neste caso em particular podemos citar Thamnophilus sticturus e Campylorhynchus turdinus unicolor (vide Vasconcelos & Hoffmann, 206).
A pequena área de chaco no Brasil pouco
reflete da real condição mesológica desse
bioma em outros lugares de situação mais
ocidental. Por se localizar em área limítrofe, ali a pluviosidade é a máxima verificada
para essa região, superando os 1.000 mm
anuais, que contrastam com os valores inferiores a 700 mm do norte da Argentina; outras características que alteram-se, diminuindo gradativamente no sentido lesteoeste, são a disponibilidade e permanência
de água no solo e a representação de áreas
abertas campestres (Riveros, 2005), paisagens essas que são substituídas aos poucos
por vegetações mais arbóreas, com espécies de aparência xeromórfica. Fica claro, como aliás é admitido em todos os tratados
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alusivos a esse assunto (Prado, 1993a, b;
Prado & Gibbs, 1993), que se trata de um
complexo de paisagens semi-áridas, que
tem como extremo oriental exatamente naquela área de Porto Murtinho porém, já
com forte contacto com o Pantanal e demais áreas do cerrado.
Todo esse sistema de informações, associado ao verdadeiro mosaico de paisagens
tão bem conhecido em toda a depressão do
Rio Paraguai (Silva et al., 2000), leva a vários problemas de ordem conceitual, que podem ter desmembramentos no cenário da
conservação.
A pequena representatividade do chaco
em território brasileiro e, ainda assim, a inexistência de argumentos ornitológicos para
incluí-lo como um bioma particular no Brasil, torna forçosa uma pergunta: Onde se enquadra o chaco, para fins de conservação?
Parece evidente, sob o ponto de vista ornitológico, que deveria ser incluído no complexo do Cerrado e Pantanal, uma vez que
com ele se aproxima significativamente na
composição de avifauna, ainda que apresentando distinções de cunho florístico e fitofisonômico. A ausência de endemismos
do chaco (Short, 1975) e a presença de pelo
menos uma espécie endêmica do bioma do
Cerrado (Saltator atricollis) (Silva,
1995a,b,c), são argumentos bastante razoáveis para tanto, como precaução para
que essa interessante vegetação não acabe
omitida em planos de conservação; a mesma opinião é mantida em outras propostas,
inclusive oficiais (MMA, 1999, 2002).
Bem da verdade, toda essa região merece
uma revisão urgente de terminologia fitogeográfica, tendo-se em vista outros problemas ocorridos no passado (p.ex. Planalto da Bodoquena incluso na Mata Atlântica, vide Pivatto et al., 2006), alguns deles
persistindo até os dias de hoje (p.ex. definição dos "bosques chiquitanos", vide Vasconcelos & Hoffmann, 2006).
Uma argumentação mais decisiva em
prol da conservação de biodiversidade local utilizando-se a avifauna, pode ser obtida pela presença de espécies de interesse
conservacionista. Na área de estudo foram
identificadas 4 espécies globalmente ameaçadas (duas com status vulnerável; duas near-threatened, segundo IUCN, 2006) ou nacionalmente (uma em risco/EN, uma vulnerável/VU e uma near-threatened/NT, segundo MMA, 2003).
Na Tabela 2, que sumariza essas informações, também estão consideradas as espécies protegidas nos dois estados limítrofes
que dispõem dessa legislação (Paraná e São
Paulo), como forma de suprir parte da carência desse instrumento no Estado do Mato
Grosso do Sul e mesmo de ressaltar a importância de uma conservação trans-estadual.
TABELA 2. Espécies de interesse
conservacionista, ocorrentes na região do
chaco brasileiro. Legenda: âmbito
internacional (INT): IUCN (2006); BL,
Birdlife International (2006); âmbito
federal (FED): MMA, Ministério do Meio
Ambiente (MMA, 2003); âmbito
trans-estadual (TrEST): PR, Paraná; SP,
São Paulo. Status (entre parênteses): PE,
provavelmente extinta; CP, criticamente
em perigo; EP, em perigo; VU, vulnerável.
O total verificado (seis espécies de interesse global e/ou nacional) desponta como argumentação razoável para a proteção da biodiversidade regional, preferencialmente pela criação de unidades de con-
servação. Essa sugestão baseia-se tanto
na necessidade de salvaguarda da única representação deste tipo fitogeográfico em
todo o território brasileiro, quanto pelo estado de conservação ainda razoável observado em diversos pontos visitados. Definição de áreas protegidas poderiam, inclusive, também contemplar as já seriamente ameaçadas florestas estacionais decíduas que, na parte mais central de sua
ocorrência, foram quase que completamente erradicadas.
Tal proposta torna-se ainda mais robusta se considerarmos que todas as espécies
de aves ameaçadas ou sob algum risco iminente habitam - obrigatoria ou facultativamente - as paisagens de campos e cerrados, hábitats tradicionalmente negligenciados na política conservacionista nacional.
Adicionalmente, merece destaque Alectrurus risora, tiranídeo largamente distribuído pela América do Sul meridional,
embora conhecido apenas em poucas localidades, todas centradas no sul do Paraguai e norte da Argentina (onde apenas
três populações encontram-se em áreas
protegidas) (Di Giácomo & Di Giácomo,
2004); no Brasil, até o presente, parece
não encontrar proteção em nenhuma unidade de conservação em território brasileiro (Birdlife International, 2006), considerando-se sua provável distribuição
atual.
AGRADECIMENTOS: A Fundação
Neotrópica do Brasil (Bonito, MS), por intermédio de Márcia Brambilla e Ângela
Pellin, financiou parte desse estudo, como parte das pesquisas no Corredor de Biodiversidade Miranda - Serra da Bodoquena (Conservação Internacional do Brasil) (FCS, AUF). A Embrapa Pantanal (Corumbá, MS) apoiou parte da logística das
viagens, bem como várias outras iniciativas (APN, WMT). Somos gratos aos responsáveis pelas fazendas Braunal, Reata
e Porto Conceição (srs. Isidro, Salvador e
José Jara), pela hospitalidade e facilidades logísticas durante nossa estada. Ao sr.
Nelson Cintra, prefeito de Porto Murtinho, em nome da secretária municipal de
Meio-Ambiente (sra. Sônia Maria Ferreira), pelas facilidades para a utilização e
hospitalidade na Fazenda Porto Conceição. Vitor de Q.Piacentini, Luiz Fernando
de A.Figueiredo, José Fernando Pacheco,
Dante R.C. Buzzetti, Iury Accordi, Jan
K.Mähler Júnior, Ronaldo Costa, Marcelo F.Vasconcelos, Ana Paulo Giorgi, Dione Serripieri, Frederik Brammer contribuíram significativamente com informações adicionais, localização de literatura
indispensável e nas várias discussões que
culminaram com a publicação deste estudo. Somos gratos também a Marcos A.Raposo e Dante M.Teixeira pela permissão
para consulta do acervo do Museu Nacional (UFRJ) e agradável acolhida naquela
instituição; essa gratidão é extensiva a Jorge B.Nacinovic que, além da recepção,
ainda nos brindou com suas já tradicionais "aulas" sobre a biologia e classificação
dos não-Passeriformes, disciplina em que
se tornou referência nacional.
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1. Mülleriana: Sociedade Fritz Müller de
Ciências Naturais, Caixa Postal 19093,
CEP 81531-980, Curitiba-PR, Brasil; 2.
Instituto das Águas da Serra da Bodoquena. Rua Pilad Rebuá, 1186, CEP 79290000; Bonito-MS. Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, Universidade para o Desenvolvimento do Estado
e da Região do Pantanal, Rua Ceará 333
Campo Grande, MS CEP 79003-010; 3.
Embrapa Pantanal, Laboratório de Vida
Selvagem, Rua 21 de Setembro 1880, Caixa Postal 109, CEP 79320-900, CorumbáM S , B r a s i l . E m a i l s : 4 . u r [email protected]; 5. neocrex@ mulleriana.org.br; 6. tietta.pivatto@gmail.
com; 7. [email protected]; 8. tomasw@
cpcp.embrapa.br.
ANEXO. Lista de espécies registradas na região sudoeste do Mato Grosso do Sul, de acordo com a literatura, museus e em campo.
Legenda: PARAGUAI: CR, Colônia Risso (1: Salvadori, 1895; 2: Grant, 1911); LS, outras localidades de Salvadori (1895): a, Catorce
de Mayo; b, Puerto Francia; c, Puerto Pagani; LG, localidades de Grant (1911): d, Puerto Maria; e, Fuerte Olimpo; f, Cerro Concurencia;
g, Puerto Medano. BRASIL: PA, Pão de Açúcar (x: Grant, 1911); FA, Foz do Rio Apa (x: Laubmann, 1935); PQ, Porto Quebracho (1:
Pacheco & Bauer, 1994; [2]. compilação de Tubelis & Tomas, 2003; [3]. este estudo, reanálise dos espécimes no MN); PM, Porto
Murtinho (1: Grant, 1911; 2: Pacheco & Bauer, 1994); Fi, Firme (1: Pacheco & Bauer, 1994); FB, Fazenda Braunal (este estudo); SF,
Riacho Sanga Funda (este estudo); PC, Fazenda Porto Conceição (este estudo); RT, Rio Tarumã, Rodovia MS-195 (este estudo).
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ANEXO FOTOGRÁFICO
Paisagens do Chaco brasileiro
(Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul)
FIGURA 3. Aspecto da vegetação chaquenha (Fazenda Braunal),
indicando caráter caducifólio, microfilia e espinescência em solo pedregoso.
FIGURA 4. Fragmento de paisagem pantaneira no chaco brasileiro: um paratudal,
composto quase que exclusivamente pelo paratudo Tabebuia aurea (Fazenda Braunal).
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FIGURA 5. Mata chaquenha alterada pelo pisoteio do gado,
mas preservando a fisionomia xérica, com sub-bosque
dominado pela Bromelia sp. (Fazenda Braunal).
FIGURA 6. Aechmea sp., uma das espécies que
compõem o sub-bosque quase impenetrável
da mata chaquenha (Fazenda Braunal).
FIGURA 7. Vale do Rio Apa, quando em período de grande estiagem, na região fronteiriça Brasil
(direita da foto = margem esquerda)/Paraguai (esquerda da foto = margem direita), indicando as matas de galeria,
eventualmente dominadas por bambuzais; lugar de Vanellus cayanus e Aramides ypecaha (Fazenda Braunal).
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FIGURA 8. Típica paisagem semi-florestal no chaco brasileiro,
mostrando vegetação caducifólia (em período de estiagem) e solo pedregoso.
FIGURA 9. Paisagem marginal a um córrego temporário, formada por estratos herbáceo e arbóreo
nitidamente distingüíveis; hábitat de Xolmis velatus, Mimus triurus e Paroaria dominicana (Riacho Sanga Funda).
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FIGURA 10. Ponte sobre o Riacho Sanga
Funda (Rodovia MS-467), indicando a
vegetação ciliar, sempre verde, com
presença de Scheelea phalerata (acuri).
FIGURA 11. Riacho Sanga Funda,
neste período totalmente seco,
indicando o leito arenoso, onde
ocasionalmente ainda restavam
pequenas poças de água eutrofizada;
hábitat de Pilherodius pileatus,
Nonnula rubecula, Hylocryptus
rectirostris, Leptopogon amaurocephalus
e Platyrinchus mystaceus.
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FIGURA 12. Mata chaquenha na rodovia MS-467, próximidades da localidade de Cachoeirão do Apa.
FIGURA 13. Rio Apa, em momento de estiagem, nas proximidades da foz do Rio Perdido.
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FIGURA 14. Elevações comuns na orografia local, mostrando em primeiro plano um pasto seco pela estiagem e, ao fundo, a
floresta estacional decidual, ou mata seca, quase que totalmente desnuda de folhas (proximidades do Riacho Sanga Funda).
FIGURA 15. Carandazal (Copernicia alba), cercado por pasto alterado e pela floresta estacional decidual, na época
ainda verde (compare com a figura anterior); ambiente de Poospiza melanoleuca (Fazenda Porto Conceição).
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FIGURA 16. Savana estépica florestada: carandazal invadido por
espécies arbóreas; lugar de Inezia inornata e Phaeomyias murina.
FIGURA 17. Carandazal com espécies arbóreas (Fazenda Porto Conceição).
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FIGURA 18. Rio Paraguai, região fronteiriça Brasil/Paraguai; lugar de Phaetusa simplex,
Sternula superciliaris e Theristicus caerulescens (Fazenda Porto Conceição).
FIGURA 19. Exemplo de gradiente orográfico, na chamada região do Fecho dos Morros, tendo as
encostas cobertas por floresta estacional, seguida por carandazais e áreas permanentemente inundadas.
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FIGURA 20. O morro Pão de Acúçar, clássica localidade de coleta, que se trata de
uma elevação destacada na região do Fecho dos Morros (Fazenda Porto Conceição).
FIGURA 21. Depressão de relevo permanentemente inundada, com formação de lagoas e vegetação aquática, circundada por carandazais;
hábitat de Tigrisoma lineatum, Donacobius atricapilla, Agelasticus cyanopus e Amblyramphus holosericeus (Fazenda Porto Conceição).
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a. FAZENDA BRAUNAL, com o Rio Apa à direita.
b. RIACHO SANGA FUNDA, com o Rio Apa à esquerda.
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c. FAZENDA PORTO CONCEIÇÃO (e Morro Pão de Açúcar) com o Rio Paraguai à esquerda.
d. RIO TARUMÃ, na Rodovia MS-195.
FIGURA 22. Imagens de satélite capturadas pelo Google Earth (Google, 2006), indicando os sítios de pesquisa em campo.
Atualidades Ornitológicas Nº 134 - Novembro/Dezembro 2006 - www.ao.com.br
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Nova contribuição à ornitologia do Chaco brasileiro (Mato Grosso