DESENHO TÉCNICO
Aula 3
GEOMETRIA DESCRITIVA
A Geometria Descritiva surgiu no século XVII. É uma ciência que estuda os
métodos de representação gráfica das figuras espaciais sobre um plano.
Resolve problemas como: construção de vistas, obtenção das verdadeiras
grandezas de cada face do objeto através de métodos descritivos e também
a construção de protótipos do objeto representado. A geometria descritiva
foi criada por Gaspard Monge

PLANO DE PROJEÇÃO: é o plano sobre o qual se projeta uma figura.
PLANO VERTICAL DE PROJEÇÃO: em Geometria Descritiva, é o plano onde
incidem os raios projetantes horizontais, neste plano aparece a projeção
vertical do objeto, também chamada de vista frontal.
PLANO HORIZONTAL DE PROJEÇÃO: em Geometria Descritiva, é o plano
onde incidem os raios projetantes verticais, neste plano aparece a projeção
horizontal do objeto, que é também chamada de vista superior.
Figura: disponível em http://www.mat.uel.br/geometrica/geome/portouese/portal/gd/gd-4t.htm
PLANO DE PROJEÇÃO
 Somente podemos desenhar aquilo que
se vê ou se imagina e estes dependem
muito do ponto onde nos posicionamos
(referencial).
Se nos posicionamos defronte ao carro, ao
tentarmos representar o que vemos,
teremos uma visão do carro. Já se nos
posicionamos ao lado do carro, sua
representação será muito diferente.
PLANO DE PROJEÇÃO
 Assim também ocorre com o desenho
técnico. Porém se quisermos mandar um
desenho de uma peça para um fornecedor
ou para outra seção da empresa, temos
que usar um método que nos permita
explicar a peça só pelo desenho, sem ter
que ir junto para mostrar o nosso ponto de
vista, de como queremos mostrar a peça
ou de como a enxergamos.
PLANO DE PROJEÇÃO
 Para isto existem as projeções
ortográficas. São ortográficas, pois os
planos onde representaremos as peças
são ortogonais entre si (Que formam ângulos retos). Os
desenhos ortográficos fornecem vistas
separadas de face da peça, que são
agrupadas de maneira padrão para
funcionar como uma linguagem universal.
PLANO DE PROJEÇÃO
 Sempre
que
desejamos
fazer
uma
representação plana de um objeto, baseados na
visualização de um objeto, intuitivamente
notamos que posições particulares nos dão
certos detalhes e simplificam o desenho. Se
prestarmos atenção, notaremos que estas
posições são perpendiculares ao objeto.
Assim podemos apenas desenhar o contorno e
detalhes de uma face do objeto, como as
crianças desenham os objetos. Este é um
processo natural.
PLANO DE PROJEÇÃO
 Ao nos posicionarmos perpendicularmente a
uma face, às outras faces desaparecem de
nossa visão e isto simplifica a representação.
Porém esta representação sozinha não pode dar
todos os detalhes do objeto. Precisamos nos
posicionar perpendicularmente à três faces de
modos a poder retratar o objeto por inteiro.
Ou podemos nos afastar do objeto de uma
distância suficientemente grande para que
desapareçam os efeitos perspectivos e
possamos perceber o objeto inteiro.
PLANO DE PROJEÇÃO
 As
projeções
ortográficas,
são
realizadas em planos perpendiculares
entre si. Assim em cada plano
desenhamos uma vista do objeto, com sua
face paralela ao plano em questão.
 Desta forma temos as faces projetadas
no plano em verdadeira dimensão.
DESENHO TÉCNICO - VISTAS
ORTOGRÁFICAS
 Vistas Ortográficas são imagens sobre planos de projeção que
resultam de projeções cilíndricas ortogonais a esses planos
feitos por um observador situado em um ponto impróprio.
 Existem três tipos de vistas ortográficas: vistas principais,
vistas auxiliares, vistas seccionais. Devem ser executadas tantas
vistas quantas forem necessárias à caracterização de fabricação
ou de montagem.
 Vistas principais
 Vistas auxiliares
 Vistas seccionais
VISTAS SECCIONAIS E AUXILIARES
 Vistas Seccionais são obtidas quando se supõe um objeto cortado
por um plano secante; é removida a parte interposta entre o plano
secante e o observador; são empregadas para mostrar detalhes
internos não revelados claramente em vistas normais; existem dois
tipos:
 Corte e Seção.
 Vistas Auxiliares são vistas ortográficas obtidas quando se faz a
mudança de planos de projeção; dependendo da nova posição do
plano de projeção pode-se obter dois tipos de vistas auxiliares:
 Primárias (são obtidas quando o novo plano de projeção é paralelo ao plano
da face com que se quer obter a Verdadeira Grandeza, e perpendicular a um dos
planos de projeção).
 Secundárias (são obtidas quando o novo plano de projeção é obliquo a todos
os planos de projeção do cubo).
VISTAS PRINCIPAIS
 Vistas principais são as vistas ortográficas obtidas quando se
projeta um objeto ortogonalmente nas seis faces do cubo;
existem seis vistas principais:
 Vista Frontal
 Vista Posterior
 Vista Lateral Direita
 Vista Lateral Esquerda
 Vista Superior
 Vista Inferior
VISTAS PRINCIPAIS
 Projeção ortográfica
 A representação no primeiro diedro é dada pela projeção das
vistas no plano vertical e horizontal.
Símbolo de projeção
no primeiro diedro
VISTAS PRINCIPAIS
 Projeção ortográfica
 A representação no terceiro diedro é dada pelo desenho das
vistas no plano vertical e horizontal, como se os planos vertical e horizontais
fossem formados por superfícies transparentes a frente do objeto.
Símbolo de projeção
no terceiro diedro
Vista Inferior
VISTAS PRINCIPAIS
 A ABNT, na NB-8, capítulo 8
(representação gráfica) estabelece que:
 As vistas principais são obtidas sobre
seis planos, dispostos dois a dois segundo
orientação perpendiculares entre si,
formando o paralelepípedo de referência.
 A localização do plano de projeção será
atrás do objeto (primeiro diedro) ou entre este e
o observador (terceiro diedro).
VISTAS PRINCIPAIS
 Como as seis vistas são semelhantes duas a duas, na prática, suprimimos
a vista inferior, a lateral direita e a posterior, representado apenas três: a
vista frontal, a lateral esquerda e a superior. A vista mais importante
de um objeto deve ser utilizada como vista frontal, geralmente esta vista
representa o objeto na posição de utilização.
Na figura abaixo vemos as projeções de um objeto em perspectiva. Na
prática, porém, as projeções são apresentadas como planos de projeção
rebatidos sobre um mesmo plano.
Vista frontal (VF)
Vista superior (VS)
Vista lateral Esquerda (VLE)
CONSTRUÇÃO DAS VISTAS
PRINCIPAIS
1. Dimensões do objeto
2. Regra do alinhamento
3. Regra das figuras
contíguas
4. Regra da configuração
CONSTRUÇÃO DAS VISTAS
PRINCIPAIS
1. Dimensões do objeto
2. Regra do alinhamento
As projeções de um mesmo elemento do objeto nas vistas
adjacentes devem ficar no mesmo alinhamento, ou seja, na
mesma linha de chamada, conforme mostra a figura ao
lado:
3. Regra das figuras
contíguas (Próxima, parecida)
A representação de figuras contíguas na mesma vista
indica necessariamente faces que não estão no mesmo
plano, veja exemplo ao lado.
4. Regra da configuração
Uma face plana de objeto projeta-se com a sua
configuração se a face é inclinada ou paralela ao plano e
como uma reta se for perpendicular ao plano, como mostra
a figura ao lado.
VISTAS PRINCIPAIS
Cabe ao desenhista / projetista a escolha das vistas mais
apropriadas para representar melhor o objeto. Precisamos pelo
menos duas vista ortográficas para representar as três
dimensões: comprimento, largura e altura em um papel
bidimensional. Em casos de peças bem simples uma vista
apenas pode representar a peça, tal como um círculo
representando um rolamento. Mas o mesmo círculo pode
representar uma peça cilíndrica. Neste caso basta uma nota
explicativa e a dúvida fica desfeita. Na maioria dos casos
precisamos fazer pelo menos duas vistas para evitar
ambigüidade.
VISTAS PRINCIPAIS
Casos
TÉCNICAS DE PROJEÇÃO
A representação que fazemos das
peças em desenho técnico é linear
plana, ou seja, usamos linhas
desenhadas num plano para
representar características lineares
das peças tridimensionais. Para isto
projetamos ortogonalmente um
objeto sobre um plano traçando
retas projetantes paralelas à
direção P, que é perpendicular ao
plano de projeção. Veja figura:
P
TÉCNICAS DE PROJEÇÃO
Estas
retas
projetantes
ao
interceptar o plano de projeção
determinam a vista ortográfica do
objeto. Assim uma linha na
projeção ortográfica representa
uma aresta ou um contorno
aparente do objeto. Vide figura :
TÉCNICAS DE PROJEÇÃO
Linhas invisíveis - quando temos arestas ou contornos
que ficam ocultos para uma determinada posição de
observação, estas são representadas por linhas
interrompidas ou tracejadas. Assim evitamos ter que
fazer mais uma vista oposta na mesma direção.
EXEMPLO 1
h
h
Vista de frente
Vista superior
Vista lateral esquerda
Problema Proposto
Problema Proposto - Resolvendo
Vista de frente
Vista superior
Vista lateral esquerda
Problema Proposto - Resolvido
Vista de frente
Vista superior
Vista lateral esquerda
PROJEÇÕES
Exercício:
Vamos praticar, é a melhor forma de
aprender. Faça os exercícios propostos
no do caderno de exercícios.
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