ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
DOCÊNCIA NO PONTO ALTO DO ESTÁGIO: IMPLICAÇÕES E DESAFIOS DE FORMAÇÃO
Givaldo Santos Sena (UFS)1
Eliana Sampaio Romão (UFS)2
INTRODUÇÃO
A prática amparada pela LDB (1º do Art. 2º da Lei nº 11.788 de setembro de 2008) que é o
estágio definido como pré-requisito no projeto pedagógico do curso para aprovação e obtenção do
diploma. Em todo país, portanto, todos os cursos de formação de professor contempla em seus
currículos, a obrigatoriedade desta prática que se encerra ora com relatórios reflexivos, artigos,
portfólios ou cartas pedagógicas. Poucos ex-estagiários, todavia, saem dessa experiência que se
robustece com a experiência do Pibid envolvidos com a causa e determinado a produzir e publicar
suas constatações. Isso posto o presente Artigo é fruto do projeto de pesquisa da Monografia que
nasceu no período de estágio, especificamente, no Estágio Supervisionado III, sob as provocações da
professora da matéria frente o grau de exigência de realizar, sem que ainda estivesse credenciado
para a tarefa de ensinar. Sabe-se, todavia, que nenhum professor está adequadamente em algum
momento, menos, ainda, o/a aluno/a frente a obrigatoriedade de iniciação à docência. Dela ninguém
escapa. Depois que o estagiário assume a condição da prática de aula “nunca mais é o mesmo”. Há,
no entanto, muito que se fazer. Entre fazeres e saberes, inúmeras inquietações emergem
engendradas com queixas e desafios enfrentados pelo/a estagiário/a. Particularmente, no que tange
ao momento da docência/regência. Parece relevante para uma boa formação educacional a
experiência do/a estagiário/a e a reflexão deste em relação às dificuldades e as queixas nos Estágios
Supervisionados I, II, III, IV e Pibid/Pedagogia. E já que a escola como instituição democrática é
responsável pelo o processo de mudança da sociedade, parece ser o mais adequado lugar para
formar cidadão, a fim de proporcionar uma formação adequada, independente de suas dificuldades
e desafios, conforme o que determina a LDB vigente, ao versar, em seu artigo 205 o “direito de
educação para todos”.
“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
1 Autor: Graduado em Pedagogia (UFS), Campus de Itabaiana. Experiências em Pibid/Pedagogia (UFS), Campus de
Itabaiana. E-mail: givaldoifs@gmail.com
2 Coautora: Doutora em Educação, Prof.ª Adjunta da Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Educação/Itabaiana
(DEDI) e do Núcleo de pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe/UFS. E-mail:
elianaromao@uol.com.br
1
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho” (BRASIL, 1998, p. 19).
Dentre as maiores dificuldades enfrentadas pelos alunos e alunas nos estágios, destacam-se
as condições precárias de espaço físico. O estagiário e a estagiária se veem perplexos. As dificuldades
são muitas, as queixas são diárias, pois se o professor, mesmo diplomado, nunca está preparado,
essa realidade torna-se mais complicada para o estagiário que se encontra em pleno processo de
formação, como endossa o autor:
Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado, mas
consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Esta é a diferença
entre o inacabado e o ser determinado. A diferença entre o inacabado que não se
sabe como tal e o inacabado que histórica e socialmente alcançou a possibilidade
de saber-se inacabado. Gosto de ser gente porque, como tal, percebo afinal que a
construção de minha presença no mundo, que não se faz no isolamento, isenta da
influência das forças sociais, que não se compreende fora da tensão entre o que
herdo geneticamente e o que herdo social, cultural e historicamente, tem muito a
ver comigo mesmo. (FREIRE,1996, p. 53)
O estagiário e a estagiária, na condição de sujeitos inacabados, se encontram perplexos
com os problemas em sala de aula. Os professores têm reclamado muito das condições de trabalho
na escola. A escola pública não dispõe de tudo que o professor precisa para atender aos alunos e a
toda comunidade escolar. Falta o estímulo do professor devido à falta de material didático adequado
para o trabalho em sala de aula. O autor enfatiza que:
Cabe reconhecer que a razão da escolha da prática pedagógica do professor como
objeto de investigação visa justamente buscar uma explicação mais real de todo
esse movimento, no intuito de lograr uma contribuição mais efetiva ao mesmo. Ao
proceder a caminhada da investigação, todavia, essas bandeiras começaram a
adquirir dimensões antes não percebidas, a ponto de, agora, sofrerem um
questionamento não quanto ao seu mérito, mas quanto aos seus fundamentos.
(WENZEL, 1994, p. 95)
O presente artigo tem como objetivo pensar, a partir das queixas frequentes da docência nos
estágios dos formandos e formandas em Pedagogia da Universidade Federal de Sergipe, Campus
Professor Alberto Carvalho, em Itabaiana, os efeitos do estágio na formação do professor,
associando-a com a realidade circundante a partir de uma análise reflexiva dos estagiários e
observando a atuação desta instituição e do docente. Pois, é um trabalho muito significativo para
minha formação. Traz também uma breve discussão que abrange vários aspectos da instituição,
educadores e família no processo de ensino aprendizagem dos alunos na regência nas escolas. Como
explica Freire:
2
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
“A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de
algo, como pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como
sinal de atenção que sugere alerta faz parte integrante do fenômeno vital. Não
haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente
impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que
fazemos”. (FREIRE 1996, p. 32)
Muitos alunos e alunas reconhecem sua importância e as contribuições para formação do
professor na sociedade. É direito de todo formando estagiar em qualquer escola da rede pública, mas
tem “alguns professores” que não aceitam estagiários em suas turmas de ensino. Esse fato se
delineia como um impasse, pois todo professor, porém precisou um dia estagiar em alguma escola e
turma de algum professor, mas tem professor que não reconhece que os estagiários precisam de
uma turma para aplicar sua prática e congregá-la à teoria. Por isso, os estagiários têm enfrentado
muitos problemas para aplicar a prática, porque a escola não oferece um suporte, e a Universidade
também não se responsabiliza com as tarefas que os alunos vão desenvolver. Isso, por seu turno,
deixa os estagiários tensos sem saber o que aplicar com os alunos, levando-os a fazerem o que
podem mediante as possibilidades limitadas, por isso devem-se repensar práticas que de alguma
forma viabilize este processo. A realização de regência no estágio deve ser mais valorizada na
formação de professor. Nesse sentido, tem como indagação principal: Quais as queixas, espantos e
dificuldades enfrentados na regência pelos os alunos e alunas na formação de professor nos estágios
no interior da escola e como são enfrentadas por esses (as) estagiários (as)?
DESENVOLVIMENTO
Na maioria das vezes, portanto, os estagiários ficam sem saber o que fazer frente ao
desafio de ensinar, posto que estão inseridos numa situação pioneira. O estagiário prepara uma aula,
mas quando vai aplicar tudo acontece de outra maneira, porque durante as aulas, ocorrem vários
imprevistos e situações que o desmotiva, mas os professores sempre tentam apaziguar, afirmando
que os estagiários não precisam se preocupar, porque os desafios são muitos e, na maioria das vezes,
os conteúdos não dão para serem trabalhados durante o ano. As indagações são muitas, e os
desafios são multiplicados.
Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a
sua própria produção ou a sua construção. Quando entro em sala de aula devo
estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a
suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a
de ensinar e não a de transferir conhecimento. (FREIRE, 1996, p. 47),
3
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
Freire (1996) reforça que: “ensinar não é transferir conhecimento, mas mediar a relação
do/a discente juntamente com o saber e o conhecimento, para que ele possa desenvolver suas
habilidades e construir caminhos que lhe proporcione o aprendizado. O conhecimento o aluno se
constrói com o passar do tempo. Nesse sentido, vale mencionar que as questões da docência no
ponto alto do estágio e formação de professor remetem alguns pesquisadores aos fenômenos
sociais, revelando que o estágio é muito importante para o graduando e graduanda em fase de
formação”.
TRILHA METODOLÓGICA: PESQUISA PARTICIPATIVA.
A pesquisa foi desenvolvida através de uma abordagem qualitativa, que designa captar
informações de fenômenos educacionais, bem como da realidade dos estágios de acordo com André
(1995) e Ludike (1998) captar informações de fenômenos educacionais. Assim, para realização de
meu trabalho utilizei a pesquisa de campo que considero mais simplificativa pelo fato de utilizar
técnicas fundamentais para a coleta de dados. Nesta pesquisa foi empregado o método interrogativo
chave para o processo de ponderação dos dados e fatos presentes durante os procedimentos
básicos. Projeto do tipo pesquisa-ção, porque eu também vivi as experiências de estágios, cujo
objeto de investigação é mais amplo a fim de que venha servir de análise na realidade da regência no
estágio supervisionado III.
Para obter os resultados, serviram de sujeitos os (as) alunos (as) de Pedagogia do estágio
supervisionado III em escolas públicas de Itabaiana, a universidade e as escolas credenciadas para
estágios. Foram aplicados questionários com alunos (as) formandos do curso de Pedagogia que já
têm experiências e conhecimentos de regência nos estágios. Os instrumentos utilizados na referida
pesquisa para a coleta de dados foram os questionários na turma de Pedagogia do 10º período da
Universidade Federal de Sergipe, Campus de Itabaiana. Recolheu-se através do interrogativo do
informante os dados da pesquisa sobre a docência no estágio, e como eles enfrentaram as
inquietações, as queixas e os desafios na educação depois do estágio nos dias atuais, como reforçam
as autoras:
[...] quando se dá conta de que é observável, abrase-se um caminho para
questionamentos e novas hipóteses. De forma inteiramente complementar, a
entrevista de explicitação permite a verbalização da maneira como o estagiário
trata a informação que obtém na classe, tornando possível, por essa transposição
em palavras, uma tomada de consciência que, em contrapartida, modificará sua
ação pedagógica posterior”. (MURAD e GRUMAN, 2001, p. 130)
4
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
O segundo instrumento tem importância fundamental nas ciências, porque eu estou incluso
na pesquisa, sendo por meio dela que depende o valor de todos os outros processos, fato que exige
condições físicas intelectuais.
Análise dos dados é um processo fundamental na pesquisa, e esta tem um caráter
quantitativo e qualitativo, sendo que, os dados do problema em questão foram analisados. Desse
modo, criamos códigos para relacionar as análises em estudo. Os dados estatísticos e descritos, serão
apresentados e têm como objetivo uma reflexão crítica sobre o estágio.
“Ninguém conclui as horas de estágio ileso. Na passagem dos estagiários pela
escola constatam-se ricas possibilidades de estudo, de conhecimento, de
compreensão da docência e, enfim, da complexidade do ofício do professor. O
estágio representa mais do que uma vivência breve da atividade de ensino, mais do
que o cumprimento de exigências burocráticas, mais do que o confronto entre
teoria e prática ou elo e, até, o diálogo entre a universidade e a instituição escolar.
Revela-se, numa outra perspectiva, o estágio como uma práxis que tem como
móbile a iniciação científica aliada a iniciação do trabalho docente, ou seja, uma
experiência, porque experimenta e vive a prática, ainda que inicial, do trabalho
docente com seu cheiro, suas rugas, suas tensões”. (ROMÃO... [et al.], 2013, p. 28)
Os autores explicam que os (as) estagiários (as) depois que concluem o estágio não são
mais os mesmos. Vale ressaltar que na passagem dos (as) estudantes pela escola constatam-se ricas
possibilidades de estudo, de experiências, de um olhar crítico e numa compreensão melhor sobre a
docência.
DIFICULDADES/QUEIXAS
* Condições precárias de espaço físico - O estagiário e a estagiária se veem perplexos.
* Inexperiência ou despreparo – Vale dizer que se é certo que nem mesmo o professor,
mesmo diplomado, nunca está preparado, essa realidade torna-se mais complicada para o estagiário
que se encontra em pleno processo de formação.
* O estagiário, muitas das vezes, é mal aproveitado na escola - o tempo que fica na
secretaria, é um desperdício e, o professor “modelo”, nem sempre é um modelo a ser seguido...
* É difícil lidar com as tensões - muitos ficam tensos e sem saber o que aplicar para os
alunos em sala de aula, mas a maioria tem feito seus trabalhos na escola pelo plano do professor que
nem sempre serve de referência;
“Essas tensões vêm fazendo parte do movimento de renovação pedagógica das
últimas décadas e vêm fazendo parte da construção de um novo perfil de docente.
Podemos lembrar as vinculações buscadas entre conhecimentos escolares e
cidadania e a luta pela inclusão social e cultural, pela igualdade e diversidade. Há
5
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
manifestações muito ricas na tentativa de abrir os conteúdos de nossa docência”
(ARROUYO, 2009, p. 78).
* Hora H – (regência). Foi fácil constatar que o momento de maior dificuldade para a
maioria das entrevistadas, é na hora da regência, embora superadas na medida que a relação com as
criança ia se constituindo. De acordo com o balanço dos dados, a afirmação seguinte revela que:
“As maiores dificuldades foram na regência, pois não se sentiram à vontade para
assumir uma turma”. (ex-estagiária pedagogia, 2013/1)
* Alguns dos professores parecem nem gostar de crianças e até do que fazem.
A FORMAÇÃO DE PROFESSOR: QUEIXAS E INDAGAÇÕES.
Este item descrevem-se as queixas, desafios, indagações, colocações e sugestões das
entrevistas através dos questionários aplicados com graduandos de pedagogia. Com base nos
estudos apresentados na Fundamentação Teórica, apresentadas neste item a análise dos dados
coletados e os resultados obtidos neste estudo. Como o autor reforça:
Há necessidade de se reverem” legalmente as determinações sobre os estágios, no
sentido de se recuperar a sua realização; impedindo o velho teatro: alunos fingindo
que aprendem professores fingindo que ensinam, todos aplaudindo sem saber qual
é o autor da peça. As bilheterias estão se esvaziando, e a peça insiste em ficar em
cartaz, sem as devidas reformulações. (PICONEZ apud SOUZA, 2006, p. 71)
Observa-se que o autor está criticando a forma que o professor trabalha em sala de
aula, alunos fingem que aprendem e professor finge que ensina algo que pude perceber na escola
nos estágios I, II, III e IV e também no PIBID/Pedagogia que a maioria diz “vocês que estão se
formando para serem professores se preparem, porque em sala de aula não é tudo que os
professores formadores dizem, na universidade a coisa é bem diferente, palavras que na maioria das
vezes deixa o estagiário desanimado, mas o professor deve pesquisar sempre para se aperfeiçoar
cada vez mais na vida profissional, principalmente o estagiário em fase de formação”, Como endossa
o autor:
A emergência dessas investigações para a formação docente vem se consolidando
no espaço acadêmico, ao reafirmar o papel da pesquisa tanto em relação à
formação de professores quanto ao desenvolvimento pessoal e profissional,
articulando-se com categorias teóricas no campo dos saberes docentes, repertórios
de conhecimento, da identidade e da história de vida como dispositivo de
formação inicial e continuada, implicando outras compreensões sobre a prática e o
lugar que ocupa a prática no espaço de formação, por indicarem pressupostos
teóricos diferentes daqueles defendidos pela racionalidade técnica como viés único
e como verdade absoluta para a formação. (SOUZA, 2006, p. 156)
6
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
Segundo o autor, o estagiário na prática de ensino regência deve investigar todo o espaço
escolar e buscar alternativas que lhe proporcione para uma formação pessoal e profissional de
qualidade, não deve esquecer que as ideias teóricas não devem caminhar juntas no desenvolvimento
e aprendizado do estagiário. A formação inicial e continuada é uma técnica que o professor deve
carregar sempre em sua vida profissional. O estagiário deve falar de suas narrativas de vida no
estágio como algo de bom proveito, mas a maioria reclama que é cansativo fazer um relatório sobre
tudo que observou e aplicou em sala de aula. Dessa forma, o estágio marca uma etapa muito
importante na vida do graduando, Como reforça o autor:
A percepção construída sobre o trabalho de estágio como sendo cansativo, mas
enriquecedor e oportuno aparece com regularidade nas narrativas, por tomar a
escrita como base das atividades desenvolvidas. O processo de escrita da narrativa
remete o sujeito a viver, enquanto ator e autor, sua singularidade, a partir do
investimento em sua interioridade e no conhecimento de si que as atividades de
pesquisa e de registros sobre si a escrita da trajetória de escolarização ou do diário
de formação suscitam, enquanto atividades formadoras que antecedem e que
marcam o estágio. (SOUZA, 2006, p. 158).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa tratou das queixas, inquietações e desafios de estágio das graduandas de
Pedagogia da Universidade Federal de Sergipe. Apesar de muitos problemas e dificuldades para
realização da pesquisa conseguir fazer as entrevistas sobre estágio supervisionado III com a maioria
das alunas selecionadas. O Estágio Supervisionado III foi uma prática muito importante para minha
formação. Podemos perceber que a prática de estágio na Escola é de grande importância para o
desenvolvimento do graduando, e fornece aos estagiários experiências para uma formação
profissional de qualidade. Outrossim, no Estágio Supervisionado III, me senti muito bem acolhido
pela equipe diretiva, professores e alunos, fui bem recebido e fiz tudo que pude durante todas as
atividades. Portanto, através do estágio Supervisionado III durante as observações e as práticas, foi
fundamental para se preparar para enfrentar uma sala de aula e perceber sua importância para o
desenvolvimento do processo educativo, fornecendo habilidades, experiências indescritíveis de tudo
que podemos ver e fazer em uma sala de aula.
Considera-se que a pesquisa realizada na Universidade Federal de Sergipe Campus de
Itabaiana, trouxe resultados significativos acerca das dificuldades, queixas, inquietações, implicações
e desafios encontrados pelas graduandas no processo de formação através do Estágio
Supervisionado III entre as quais destaca-se aqui algumas: A experiência obtida com o trabalho foi
gratificante e relevante em vários aspectos educacionais. Os questionamentos servirão como
7
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
conhecimentos para minha formação docente.
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
Foi possível analisar que todo o processo de
aprendizagem está articulado com a visão de cada sujeito, a aprendizagem se dá no decorrer do
tempo.
Portanto, este trabalho trouxe de forma gratificante e valiosa através dos estudos teóricos
e das práticas do estágio do PIBID/Pedagogia que apliquei na escola nos anos iniciais do ensino
fundamental menor, experiências de vida.
Para mim, com essa pesquisa foi possível compreender que para o graduando e graduanda
ter resultado na formação é preciso desde início da formação uma base de qualidade que desperte o
gosto e o interesse pela formação e afirmação no magistério.
E, Mais que isso, a certeza que vale a pena ser professor.
REFERÊNCIAS
ADA, Augusta Celestino Bezerra, NASCIMENTO, Marilene Batista da Cruz, SANTANA, Edineide... [et
al]. A Questão da prática e da teoria na formação do professor / organização. – Fortaleza: Edições
UFC, 2012.
ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Etnografia da prática escolar. – Campinas, SP: Papirus, 1995.
– (Série Prática Pedagógica).
ARROYO, Miguel G. O ofício do Mestre: Imagens e auto-imagens. Petrópolis: RJ: Vozes, 2000.
ARROYO, Miguel G. Ofício de Mestre: Imagens e auto-imagens / Miguel G. Arroyo. 11. ed. –
Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
BARREIRO, Iraíde Marques de Freitas, 1952 – prática de ensino e estágio supervisionado na
formação de professores / Iraíde Marques de Freitas Barreiro, Raimunda Abou Gebran. - São Paulo :
Avercamp, 2006.
BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), Lei de Diretrizes e Bases da Educação: lei n.
9.394/96 / Ester Grossi, apresentação. – Rio de Janeiro: DP&A editora, 1998.
CUNHA, Maria Isabel da. O bom professor e sua prática / Maria Isabel da Cunha- Campinas, SP :
Papirus, 1989. (coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes... [et al]; Piconez, Stela C. Bertholo. A prática de ensino e o estágio
supervisionado / Ivani Catarina Arantes Fazenda ... [et al.]; Stela C. Bertholo Piconez (coord) –
Campinas, SP : Papirus, 1991. – (coleção magistério. Formação e trabalho pedagógico)
FILHO,
Luiz
Lopes
Diniz.
Define
o
conceito
de
educação
bancária.
www.escolasempartido.org/artigos/382-paulo-freire-e-a-educacao-bancaria-ideologizada. Acesso em
25/09/2013 às 22h53min.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa / Paulo Freire. - São
Paulo: Paz e Terra, 1996 (coleção leitura).
8
ANAIS DO VI FÓRUM IDENTIDADES E ALTERIDADES E
II CONGRESSO NACIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
ISSN 2176-7033
28 a 30 de novembro de 2013
UFS–Itabaiana/SE, Brasil.
LUDKE, Menga e ANDRÉ, Marli E.D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas, São Paulo:
EPU, 1986. Editora, 1998.
MASETTO, Marcos Tarciso. Didática: a aula centro. 4ª edição. São Paulo: Editora FTD, 1997. P.78-85.
MOYSÉS, Lúcia M. O desafio de saber ensinar / Lúcia M. Moysés – Campinas, SP: Papirus; Niterói; Rio
de Janeiro: Editora da Universidade Federal Fluminense, 1994.
PAQUAY, Léopold, PERRENOUD, Philippe, ALTET, Marguerite, Charlier, Évelyne; trad. MURAD,
Fátima e GRUMAN, Eunice. Formando professores profissionais: Quais Competências. – 2. ed. rev. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.
PIMENTA, Selma Garrido, 1943. O estágio na formação de professores: unidade teoria e prática? /
Selma Garrido Pimenta.- 10.ed.- São Paulo : Cortez, 2011.
ROMÃO, Eliana. A relação educativa: por meio de falas, fios e cartas / Eliana Romão. – Maceió:
EDUFAL, 2008.
ROMÃO, Eliana Sampaio, NUNES, César, CARVALHO, José Ricardo e SANTOS, Eliana Franscisca...[et
al.]. Educação, docência e memória: dessa(fios) para a formação de professores. In: ROMÃO... (et
al) (org): , César Nunes, José Ricardo Carvalho e Eliana Franscisca do Santos – Campinas, SP: librum
Editora, 2013.
SAVIANI, Demerval, 1944- Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações / Dermeval Saviani. –
3. Ed. – São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1992. – (Coleção polêmicas do nosso tempo; v.40).
SOUZA, Elizeu Clementino de. O conhecimento de si: Estágio e narrativas de formação de
professores / Elizeu Clementino de Souza. – Rio de Janeiro: DP&A; Salvador, BA: UNEB, 2006.
SOUZA, Elizeu Clementino de. “Vim aqui para ficar com os “comigos de mim”: estágio, narrativas e
formação docente. In; SUSSEKIND, Maria Luiza; GARCIA, Alexandra (orgs.). Universidade- Escola.
Diálogo e formação de professores. Petrópolis, RJ: De Petrus et Alii; Rio de Janeiro: Faperj, 2011. P.
79-98.
SITE, pesquisado: Cartilha_lei_estágio. Editora Eletrônica e Impressão. PGE Parque Gráfico- TEM.
Editoração Eletrônica. Ribeirópolis 14 de dezembro de 2013, hora: 00:26.
VALLADARES, Maria Terezinha Rosa. Vivências em Zonas de Fronteiras... as narrativas se fazem
travessias... (Um estudo com narrativas e com os cotidianos no estágio curricular da licenciatura de
Geografia na UFES). 2009. 277 f. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-Graduação em
Educação, Universidade Federal do Espirito Santo- UFES: Vitória/ES, 2009.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. A aventura de formar professores/Ilma Passos Alencastro Veiga. –
Campinas, SP: Papirus, 2009.- (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
WENZEL, Renato Luiz. Professor: Agente da educação? / Renato Luiz Wenzel. .. Campinas, SP:
Papirus, 1994. ..(Coleção magistério, formação e trabalho pedagógico).
9
Download

DOCÊNCIA NO PONTO ALTO DO ESTÁGIO: IMPLICAÇÕES E DESAFIOS DE FORMAÇÃO