A RAZÃO
OUTUBRO / 2014
PÁGINA 9
Artigos
Procedimento
correto em
nosso viver
A impermanência
das coisas e dos seres
LEOPOLDINO PENNA
Militante da Casa-Chefe
Encarnados no planeta
Terra, sendo espírito e ma téria organizada, desfrutando condições para desenvolver atributos e o saber
estabelecidos em plano astral, no aprendizado com
outros seres por escolha,
podemos ser permanentemente felizes ou estar felizes periodicamente.
Não podemos esquecer
os preciosos ensinamentos
proporcionados pela doutrina
racionalista cristã. Em essência somos todos irmãos encarnados, buscando a correção de erros, muitos co me tidos em encarnações pre téritas, forma de evoluir espiritualmente, aqui estamos
cumprindo o determinado
ainda em plano astral.
Sem exceção, todos estamos sujeitos a cometer erros.
Assim, nosso presente vivenciar é campo fértil para que,
pelo estudo, bom pensar, raciocínio, meditação, e com
justiça, honestidade, tolerância e outros atributos, possamos, de forma simples e
correta, usar o nosso livrearbítrio nas difusas situações
apresentadas no cotidiano.
Afaste dos pensamentos a
hipocrisia, não seja crítico
ou sensor. Dê o melhor,
não espere que aconteça
partindo de outros.
Não perca tempo, che gou a hora, este é o momento, ao encontrar uma pessoa
amiga ou ainda que desconhecida, sorria, mas que seja
um sorriso sincero, puro sentimento fraternal, seja atencioso, tenha amigos, valorize
suas amizades, seja gentil,
franco, transmita termos
meigos, e perceberá o valor
que não sabia possuir. Quando erramos – e como erramos! – as reprimidas saudáveis devem ser objeto de
atenção, para que não se
repitam os erros.
Valorize bons predicados,
utilize palavras com o poder
de transmitir o que possuímos, com atenção, amor,
doação, coragem até com
bravura e confiança no que
somos e no que podemos
transformar.
São gestos e atitudes que
proporcionarão diferenças
realmente sujeitas ao estudo
e análise, esclarecendo que
somos todos irmãos, sejamos
corajosos dando o primeiro
passo, outros o farão criando corrente que se interligarão, recebendo gentilezas,
ousadia, atos de amor, fortalecendo laços de sadia
amizade e compreensão, gerando pura energia espiritual. Afaste dos pensamentos
a hipocrisia, não seja crítico
ou sensor. Dê o melhor, não
espere que aconteça partindo de outros.
Peça desculpas por atitudes erradas, não se ache
melhor ou pior do que ninguém, somos espíritos res ponsáveis pela nossa própria
evolução com aprendizado
neste planeta.
Assim, fazemos parte do
Grande Foco, indiferente de
credos, perfeição, apenas sujeitos às leis comuns e naturais que regem o Universo e
às quais tudo está sujeito,
creia em nossa existência,
creia no próximo.
Nosso altear evolutivo
poderá produzir ou redundar
no porvir feliz permanente
ou estar feliz por momentos
na encarnação atual.
CARUSO SAMEL
Escritor, militante da Filial Butantã,
São Paulo (SP)
Na vida tudo passa.
Maria Cottas
Na vida nada é permanente.
Princípio budista
stes dois princípios –
na vida tudo passa e na
vida nada é permanente – são na verdade uma só
verdade observável por qualquer pessoa mais ou menos
atenta aos acontecimentos
terrenos e aos procedimentos
humanos. Dizendo de outra
forma, com exceção do espírito, que tem vida eterna, tudo está submetido ao princípio da impermanência, tudo
se deteriora e se extingue, tema deste nosso artigo. Na
verdade, mudança é outra
palavra para ‘vida’; ‘viver’
significa ‘mudar’, ou melhor,
evoluir.
Sem qualquer sombra de
dúvida, a única coisa que
realmente podemos dizer
que temos é o momento presente que nos abre a porta
para múltiplos pensamentos
e ações, ambos submetidos
ao instituto do livre-arbítrio
da vontade humana.
Apesar da importância
aparente das coisas da vida,
são elas que nos dão suporte
para a nossa evolução espiritual. Quando conseguimos
aprender realmente com as
coisas da vida, com cada coisa que nos acontece, estamos
evoluindo, e muito.
Para as coisas materiais
a impermanência é a regra;
só é permanente e atua continuamente o processo de
E
mudanças. Tudo está em
cons tante transformação,
mutação e evolução. Como a
impermanência influencia todo o ambiente terrestre e a
vida de todos os seres, tudo
no plano terreno tem prazo
de validade. A impermanência em nossa existência faz
parte de nossa condição humana. Para isso, basta observar quantas mudanças se verificam tanto em nossa vida
como na vida de nossos semelhantes, enfim, de todos
os seres vivos.
Com exceção do
espírito, que tem vida
eterna, tudo está
submetido ao princípio
da impermanência, tudo
se deteriora e se extingue.
O espírito encarnado, durante sua trajetória evolutiva
aqui na Terra, normalmente
passa por quatro fases: infância, juventude, maturidade e
velhice. Em cada fase ele
tem muito que aprender e
também muito que ensinar
mediante troca de experiências com as pessoas com
quem convive. E é através
desse constante aprendizado
que o espírito evolui, até que
chega o momento de sua desencarnação. Mas nem tudo
são flores. Pois é através dessa sua trajetória que ele tem
a oportunidade de observar e
aprender a necessidade de
largar as dúvidas, os apegos
e o medo, experimentando o
desapego, a coragem de viver,
a aceitação das verdades e a
renúncia à mentira, aos maus
hábitos e vícios de toda espécie, inclusive os de ordem
moral.
A atração do mundo material nos coloca frente a
frente com múltiplas opções,
em que nos sentimos permanentemente em luta com
nossa mente cheia de desejos
e apegos que nos causam
frustrações, dores e sofrimentos. Ao longo de nossas
vidas, nossas vivências vão
consolidando-se e transformam-se em padrões mentais,
que se opõem insistentemente às mudanças. Daí, a repetitividade de nossos pensamentos, sentimentos e hábitos arraigados e de nossas
ações que se tornam difíceis
de mudar. Tudo bem quando
tais padrões sejam fortalecedores, mas que em sendo
destrutivos nos causam muito mal. Eles constituem os
assim chamados conflitos interiores dos psicólogos, muitas vezes cristalizados como
verdadeiros traumas, difíceis
de serem removidos.
Livre-arbítrio. Por que
será que nos apegamos tanto
aos padrões negativos e
maus hábitos e às atitudes
destrutivas, que são as verdadeiras causas de nossos
sofrimentos? A resposta é
uma só: porque usamos mal
o nosso livre-arbítrio, por
não estarmos conscientes de
nossos deveres enquanto seres encarnados na Terra para
promovermos a nossa evolução. Precisamos despertar
para a espiritualidade, para
o entendimento que vem de
dentro de nós mesmo s.
Quando aprendermos a pensar construtivamente e mudar as nossas atitudes para a
prática do bem, poderemos
eliminar a maior parte de
nossos sofrimentos e nos desapegar das posses das coisas
terrenas. Aí, então sim, estaremos dando largos passos
em prol de nossa espiritualidade. E isso nos levará a
uma vida mais equilibrada e
saudável.
Ao pensar e refletir sobre as metamorfoses do
mun do físico e nas lições
que a vida nos dá, vamos começar a aceitar que nosso
corpo físico, através das
transformações celulares por
que passa ao longo das quatro fases da vida humana,
começa a se deteriorar e a
envelhecer tão logo nasce.
As grandes mudanças
em nossas vidas têm que
ser produzidas por nós
mesmos mediante vontade
firme e convicção em
nossas crenças e valores.
Cumprem-se, assim, as
leis naturais e imutáveis que
tudo regem com relação à
composição e decomposição
da matéria, já do conhecimento de Antoine Lavoisier
(1743 – 1794) que se expressou da seguinte maneira “Na
natureza nada se perde nada
se cria, tudo se transforma”.
É a plena confirmação do
princípio budista da impermanência, que encerra, de
fato, uma grande lição que
nos ensina a não nos apegarmos aos bens e posses terrenos, porque, ao final, nem o
nosso próprio corpo nos pertence. Tudo que se faz se
desfaz, tudo que nasce se extingue no seu devido tempo.
Dai podermos afirmar que
“na vida, tudo passa” (Maria
Cottas) ou que “nada vida
nada é permanente” (princípio Budista). E não sendo
permanente, tudo é provisório e nos pertence só provisoriamente, enquanto vivermos a nossa limitante vida
terrena.
É certo que estamos, enquanto seres encarnados, sujeitos a inúmeras vicissitudes
que nos levam a enfrentar
mudanças inesperadas. Muitas delas nos pegam de surpresa e devemos ter paciência e compreensão para aceitá-las, pois decorrem de leis
naturais e imutáveis, delas
tirando o melhor proveito
para o nosso crescimento espiritual. Mas, as grandes mudanças em nossas vidas têm
que ser produzidas por nós
mesmos mediante vontade
firme e convicção inabalável
em nossas crenças e valores.
Chegará, para cada um
de nós, o tempo certo para
compreendermos a enorme
importância do princípio da
impermanência que nos levará, também, a compreender
que o sofrimento é sempre
uma oportunidade para despertarmos para a espiritualidade e reforçarmos nossas
convicções. Essa sabedoria
nos levará ao esclarecimento
das coisas sérias da vida, frase esta tão querida de
Antonio Cottas, o consolidador do Racionalismo Cristão.
Com esse esclarecimento, estaremos aprendendo com as
lições que a vida nos oferece
para eliminarmos as nossas
mazelas e aprimorarmos as
nossas virtudes, leve o tempo
que levar, pois só a verdade
libertará o espírito humano
da necessidade de continuar
passando por inúmeras encarnações e sofrimentos no
plano terreno. E, enfim,
compreender que a morte
não existe!
PRC13
LEITURA
FUNDAMENTAL
Para que a disciplina
seja rigorosamente cumprida nas casas racionalistas cristãs, todo militante precisa inteirar-se
do conteúdo da 13ª edição do Livro Prática do
Racionalismo
Cristão
(PRC13). O livro, em papel ou na versão digital
(CD), pode ser adquirido
nas filiais e correspondentes do Racionalismo Cristão e na Casa-Chefe, pelo e-mail casachefe@racionalism
ocristao.org ou pelo telefone 021-2117-2102 ou diretamente.
Diante da importância de todo militante tomar conhecimento desta obra, ela está disponível nos sites do
Racionalismo Cristão, para ser baixada gratuitamente.
A natureza na visão humanista
de Luiz de Mattos
Vibrações da
Inteligência
Universal
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