Ano VIII - Número 92 - Setembro de 2014
WWW.PAROQUIASANTATERESINHA.COM.BR
em ação
Cidadania
Votar com fé
é preciso
12
E agora?
A tecnologia em
nossas vidas
11
Animal!
A tecnologia em
nossos pets
14
Palavra de amigo
É tempo
de escolher
7
Eleições: momento
de exercer a cidadania
e transmitir valores
Editorial
Chuva de rosas
Nosso amigo
Ayrton, que toda a paróquia conhece, costuma brincar com seu próprio tamanho dizendo que é candidato a um cargo público com
o slogan “dos males o menor”. Sempre rimos dessa brincadeira, mas
cabe aqui uma reflexão: temos mesmo que politicamente conviver
com o mal, mesmo que seja o menor de todos? Somos presa de uma
sensação de que a política é algo que só serve para que pessoas sem
caráter busquem através dela enriquecer e conseguir vantagens pessoais, mas será que é assim mesmo? Será que não existem candidatos
aptos a promover mudanças sociais calcadas em valores cristãos e éticos, dentro de uma moral não excludente dos mais desfavorecidos?
Naturalmente que existem, mas percebamos que se não votarmos
nesses candidatos, que adianta eles existirem? Ninguém está nos cargos executivos ou legislativos porque simplesmente se colocou lá. Nós
é que os colocamos lá, através do nosso voto, e por isso que na hora
de votarmos, é necessário que busquemos em nossa fé cristã a inspiração para buscar candidatos de perfil que sirvam ao nosso propósito
de construir uma sociedade mais fraterna e solidária. E é justamente
sobre esse paralelo entre fé e exercício de nossas obrigações civis que
nosso amigo Aloísio trata em sua coluna CIDADANIA na página 12.
Precisamos sim aprender a votar melhor, precisamos aprender a escolher melhor nossos representantes, como nos alerta Pe. Estevão na
PALAVRA DE AMIGO da página 7. E a Igreja pode auxiliar-nos nesse
aprendizado, com orientações, trazendo informações e promovendo
debates para que conheçamos as propostas dos candidatos que mais
se coadunam com nossos princípios, e vamos conhecer um pouco
mais disso tudo, lendo a matéria das páginas centrais. E a principal
força motriz de mudanças na sociedade, essa força espetacular chamada juventude, onde é que entra nessa história? Ela pode e deve usar
de toda sua energia e vontade de um mundo melhor, entendendo e
exercitando melhor seu valor político, como lembra nosso amigo o SC
Rogério de Oliveira, na entrevista da última página. Enfim, as eleições
acontecem somente em outubro com o advento do primeiro turno,
mas escolhemos desde esta edição de setembro trazer este assunto
para que você possa ter tempo suficiente para ler, refletir e participar
mais consciente do exercício de sua cidadania na escolha daqueles
que poderão conduzir nossa sociedade à comunhão e fraternidade
ideais. Boa leitura a todos e até o mês que vem.
SC Carlos R. Minozzi
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Expediente
em ação
Santa Teresinha Em Ação
Publicação da Paróquia Santa Teresinha – Arquidiocese de São Paulo – Região Episcopal Santana
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2 • Santa Teresinha em Ação
Uma graça marcada
para sempre!
A
companhia de Santa Teresinha é forte e
constante em cada momento da vida de Angélica Santos. Ela mesma conta as provações
e a forma que encontrou de agradecer à intercessão
de Santa Teresinha:
“Só em ver essas fotos meu coração se aquece!... Lembro do cheiro daquele lugar... A rosa colhida no jardim do Carmelo está (sequinha) aqui
comigo!”, conta Angélica, emocionada.
“Minha história de devoção a Santa Teresinha
não contempla um fato específico, mas o reconhecimento de sua intercessão em um período muito
difícil da minha vida.
Sempre morei na Zona Sul de São Paulo mas
quando me casei, vim morar em Santana, e estava
afastada das práticas religiosas. Em seguida meu
marido foi diagnosticado com Síndrome do Pânico!
A doença dele evoluiu e ele teve de se submeter ao
uso de medicamentos fortíssimos e à uma licença
médica de mais de 40 dias!
Foi aí que comecei a frequentar a Paróquia de
Santa Teresinha! Eu tinha apenas 27 anos e nenhuma intimidade com Deus! Mas precisava de ajuda...
Então participava das missas aos domingos e ia à
Horários das Missas
Segundas-feiras, às 16h30 e 19h30
De terça a sexta, às 8h e 19h30
Aos sábados, às 8h e às 16h
Aos domingos, às 7h30, 9h30, 11h, 18h
e 19h30
Adoração: todas as quintas, 8h e 19h30 e,
nas primeiras sextas do mês, às 7h30
igreja outras tantas vezes quanto sentisse vontade,
e ficava lá sozinha, rezando, chorando.
Ao final de uma missa, foi nos dado o recado de
que um grupo para Crisma estaria se formando. Eu
senti como que um chamado, e fiz minha inscrição
naquele momento! Algumas semanas depois as
reuniões se iniciaram e eu era a mais velha de um
grupo de mais de 100 jovens.
Em 2006, após três anos e meio do início das dificuldades, nosso casamento se desfez! Voltei a morar com minha mãe, passei dois meses muito triste
e quis me suicidar! Mas Santa Teresinha nunca me
deixou e mesmo distante, continuei frequentando
sua paróquia! Me descobri forte, capaz, vencedora.
Me reencontrei! E sempre devotei minhas conquistas à essa linda santinha!
Decidi então externar meu reconhecimento às
bênçãos de Santa Teresinha tatuando uma “Chuva
de Rosas” em minhas costas e as bênçãos nunca
mais pararam! Desde 2010 me organizo de forma
a conhecer novos lugares ao redor do mundo e no
mês passado encontrei AS MAIS LINDAS ROSAS
QUE JÁ VI!. Sim, eu estive ao lado dela em Lisieux!
Mas ela continua para sempre dentro de mim!”
Horário da secretaria:
De segunda à sexta,
das 8h às 12h e das
13h às 19h30
Aos sábados, das 8h ao
12h e das 13h às 18h
Tel. (11) 2979-8161
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e outros 6 apoiadores
palavra do pastor
Testemunha de Jesus Cristo...!
No dia 02 de setembro,
completei dois anos na missão
em São Paulo como discípulo
missionário, auxiliando Dom
Odilo no pastoreio do Povo de
Deus, preferencialmente na
Região Episcopal Santana.
P
or ocasião de minha vinda para
São Paulo, Dom Odilo me presenteou com o 11º Plano de Pastoral
da Arquidiocese de São Paulo. Iniciei
logo a leitura e, já nas primeiras páginas,
encontrei uma pergunta que dá o norte
de toda a nossa ação pastoral: “qual é o
primeiro objetivo da presença da Igreja
em São Paulo? Tantas poderiam ser as
respostas, mas uma delas é a principal:
A Igreja está aqui para ser testemunha
de Jesus Cristo e do Evangelho do Reino
de Deus na grande cidade de São Paulo”
(11º Plano de Pastoral, p. 5).
Fiquei encantado com o texto, porque
veio à mente o encontro de Jesus com os
discípulos, por ocasião da sua gloriosa
ascensão, quando Ele disse: ‘Recebereis
uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas... até os confins da terra’ (At 1,8).
Os Apóstolos fizeram desse mandato de
Jesus o centro de todo o seu ministério e
sua vida, razão pela qual São Paulo chega a dizer: “anunciar o Evangelho não é
título de glória para mim; pelo contrário,
é uma necessidade que me foi imposta.
Ai de mim se eu não evangelizar”.
A Igreja está aqui para ser testemunha
de Jesus Cristo e do Evangelho do Reino
de Deus na grande cidade de São Paulo
O entusiasmo com o Plano de Pastoral não foi só de momento, mas permanece até agora porque tenho me
esforçado juntamente com vocês, discípulos missionários, em ser testemunha
de Jesus Cristo à luz das orientações e
propostas pastorais contidas no Plano.
O Senhor me chamou para cooperar na
missão da Igreja em São Paulo para que
a missão avance, segundo o caminho
desta Igreja, sua história, sua tradição
e os projetos de evangelização construídos à luz da fé, do diálogo e da participação ativa dos Pastores com os leigos
e leigas.
Não pensei em nenhum momento
em testemunhar Jesus à luz de outras
propostas pastorais ou a partir de um
projeto pessoal, porque ser testemunha
de Jesus não é tarefa opcional, mas parte integrante da minha identidade cristã; é a extensão testemunhal da vocação
recebida (Cf. DA 144).
Além disso, testemunhar Jesus Cristo à luz do Plano de Pastoral evita-se a
dispersão de uma preciosa força missionária e faz com que o nosso testemunho
seja mais credível, ganhe mais vigor e
eficácia, seja mais pé no chão, capaz de
iluminar a realidade paroquial, social e
cultural em que vivemos.
Você, que também é chamado a ser
testemunha de Jesus na Comunidade
Paroquial, junte-se a nós e pense a pastoral, as atividades, a catequese, a liturgia, a formação à luz do nosso Plano de
Pastoral. Vamos, juntos, construir uma
ação pastoral forte para que a missão
cresça e Jesus seja sempre mais amado
e adorado.
Dom Sergio de Deus Borges
Vigário Episcopal para a Região Santana
facebook.com/sergio.borges.56211
Palavra do pároco
O tempo passa
Tempus fugit, diziam os latinos. É
mesmo assim: o tempo corre, foge,
passa depressa. E, se não temos
atenção, acabamos sendo envolvidos
no turbilhão e não nos damos conta
do que acontece ao redor
P
ara estarmos atentos ao passar do
tempo, às coisas que nos circundam,
lembremos algumas coisas boas que
nos traz o mês de setembro, ainda há pouco
iniciado. Comecemos com a recordação de
que em breve estaremos celebrando a nossa padroeira, santa Teresinha. Logo mais
iniciaremos a novena, mais um pouco será
o dia da festa. Claro, o melhor da festa é prepará-la bem, e é isto o que faremos.
Setembro também traz à memória a
Bíblia, uma vez que a Igreja do Brasil con-
sagra ao livro sagrado este mês. Santa Teresinha disse, certa vez, que gostaria de ser
sacerdote, só para ter um contato mais assíduo e profundo com a Sagrada Escritura.
Ela mesma sabia de cor trechos inteiros da
Palavra, e os citava frequentemente, como
o comprovam os seus escritos.
Duas festividades litúrgicas ocorrem
neste período. Uma, a festa da Exaltação da
Santa Cruz. Para nós, cristãos, a cruz não é
sinônimo de dor e sofrimento, mas de vitória, de redenção. Celebrar a Cruz de Nosso
Senhor reforça em cada um a certeza de
que, se sofremos com Ele, com Ele venceremos.
Sempre intimamente ligada aos mistérios do Redentor, ao celebrarmos do lenho
sagrado logo temos diante dos nossos olhos
Maria Santíssima, Mãe sempre firme e forte
Para nós, cristãos, a cruz não é sinônimo de
dor e sofrimento, mas de vitória, de redenção
ao lado da Cruz. Não por acaso, à festa da
Exaltação da Cruz segue-se a festa de Nossa
Senhora das Dores. A Mãe e o Filho, sempre
unidos, sempre nos apontando a estrada a
seguir.
Lembrança feliz igualmente deste momento é a chegada da primavera. O renascimento da natureza, a beleza das flores e
frutos, o desabrochar da vida: tudo nos leva
a louvar e bendizer o Senhor.
Aproveitemos então o tempo que nos é
dado, vivamos intensamente todas e cada
uma das circunstâncias que nos são oferecidas e cresçamos na comunhão com Deus
e com os irmãos.
Um abraço carinhoso a todos
Pe. Camilo P. da Silva, sdb
Pároco
www.facebook.com/cpsdb
Santa Teresinha em Ação • 3
Sacramentos
O Sacramento da Eucaristia
S
ão Francisco de Sales costumava
dizer que a Eucaristia “é o sol dos
exercícios espirituais.” Séculos depois, o Concílio Vaticano II definiu a Eucaristia como a “fonte e ápice de toda a
vida cristã.” Tudo na Igreja está ligado a
este sacramento, porque ele contém todo
o bem espiritual (= tesouro) da Igreja, a
saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa.
Este sacramento conclui a iniciação cristã. É uma pena que alguns cristãos levam a sério, no sentido da palavra, esta
conclusão. Param aqui. Pensam que ao
participarem da catequese de primeira
eucaristia recebem o “diploma de cristãos” e não precisam mais fazer nada,
nem participar de mais nada.
Existe tanta riqueza na Eucaristia que
este sacramento exprime-se em diversos
nomes. Vejamos: chamamos de Eucaristia porque é ação de graças a Deus. Ceia
do Senhor, pois trata-se da ceia que o Se-
nhor fez com seus discípulos na véspera
de sua paixão. Fração do Pão, porque todos comem de um único pão partido, o
Cristo. E assim entramos em comunhão
com ele e formamos um só corpo. Assembleia eucarística, porque a Eucaristia é celebrada na assembleia dos fieis, expressão
visível da Igreja. Memorial da Paixão e da
Ressurreição do Senhor. Santo Sacrifício,
porque atualiza o único sacrifício de Cristo Salvador e inclui a oferenda da Igreja.
Santa e divina Liturgia, porque toda a liturgia da Igreja encontra o seu centro e a
sua expressão na celebração deste sacramento. Fala-se também em Santíssimo
Sacramento. Comunhão, porque é por
este sacramento que nos unimos a Cristo
que nos torna participantes do seu Corpo
e do seu Sangue para formarmos um só
corpo. Finalmente, Santa Missa, porque
a liturgia na qual se celebrou o mistério
da salvação termina com o envio dos fiéis
para que cumpram a vontade de Deus na
vida cotidiana.
Todos os sacramentos são realizados
através de sinais. Os sinais da Eucaristia
são o pão e o vinho, os quais, pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo se tornam o Corpo e o Sangue
de Cristo. Na última ceia, Jesus tomou o
pão e disse: “tomai e comei, isto é o meu
Corpo que será entregue por vós.” Em seguida, pegou o cálice com vinho e disse:
“Tomai e bebei, este é o cálice do meu
Sangue, o sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para a remissão dos pecados. Fazei
isto em Memória de mim.”
O que acontece quando participamos
da Eucaristia? Em primeiro lugar, aumenta a nossa união com Cristo. O que o
alimento material produz em nossa vida
corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual.
Em segundo lugar, a Comunhão separanos do pecado. Jesus disse que o sangue
foi derramado para a remissão dos pecados. Em terceiro lugar, nós, como Igreja,
nos unimos mais intimamente a Cristo,
pois somos o corpo místico de Cristo e
precisamos ficar unidos. A Eucaristia nos
ajuda e nos dá forças para isso. Em quarto lugar a Eucaristia nos compromete
com os pobres. Precisamos reconhecer
Cristo nos mais pobres.
A Eucaristia sustenta as nossas forças
ao longo da peregrinação desta vida e
faz-nos desejar a vida eterna e nos une já
à Igreja do céu, à Santa Virgem Maria e a
todos os santos.
Pe. Tarcízio P. Odelli
Secretário Inspetorial de Porto Alegre
facebook.com/tarciziopaulo
CATEQUESE FAMILIAR PARA 1a EUCARISTIA
É na família cristã que a criança ou o jovem
obtém os exemplos do verdadeiro amor, que lhes
darão condições de desenvolver todas as possibilidades de crescimento e amadurecimento na
fé, com pais bem preparados dispostos a transmitir seus conhecimentos adquiridos a partir da
experiência de Cristo em suas vidas. É aí que en-
4 • Santa Teresinha em Ação
tra a Catequese Familiar com seu fundamento, levar
o Cristo para as famílias fazendo com que a família
assuma como “igreja doméstica” a catequese dos filhos, levar o ministério da catequese aos pais no ambiente familiar, dando um novo impulso em sua fé. É
a Igreja indo ao encontro da família, visitando o ser
humano em seu espaço sagrado, o lar, sendo assim
uma catequese que privilegia a “igreja doméstica”,
envolvendo a família nas atividades catequéticas.
Esta proposta oferecida pelo ministério da catequese familiar, nos seus diversos ambientes e lugares, criando condições e inserindo nos corações de
seus filhos o sentido primeiro da fraternidade é que
vai ao futuro servir de alicerce na construção de uma
sociedade mais justa, tornando-os verdadeiros missionários e discípulos de Jesus.
De acordo com o Diretório Nacional de Catequese, “é na família onde encontramos os fundamentos
para construção da personalidade do ser humano
[...]” (CNBB, 84, p. 186).
Atendendo fielmente a esses fundamentos é que
a Paróquia Santa Teresinha oferece a todos uma verdadeira Catequese Familiar para a 1ª Eucaristia, não
se restringindo somente aos ensinamentos cristãos
à criança e os resultados obtidos ao longo de tantos anos dessa Pastoral atestam que essa catequese
Os irmãos Lucas (acima) e Felipe (ao lado) tomam sua
primeira comunhão, dada a eles por Pe. Chico
é também a porta que se abre para que muitas
famílias retornem ao convívio da Igreja.
Coordenação da Pastoral
de Catequese Familiar
Estreia 2014
O que é a Caridade?
Queridos irmãos (ãs), paz!
Continuemos caminhando com
Dom Bosco! Em nosso diálogo,
encontramo-nos desta vez com
a CARIDADE. Centro e síntese da
espiritualidade salesiana!
A
perspectiva da caridade como
amor, completando a tríade junto
a Eros e Agaphe, tem no cristianismo sua máxima “Amar ao próximo como
a si mesmo”, esse ensinamento, atribuído
a Jesus Cristo, serve para qualificar o ato
de caridade como uma atitude antes de
tudo, altruísta. O papa Bento XVI, em sua
primeira encíclica, explicou que:
“O amor — caritas — será sempre necessário, mesmo na sociedade mais justa.
Não há qualquer ordenamento estatal
justo que possa tornar supérfluo o serviço do amor. Quem quer desfazer-se do
amor, prepara-se para se desfazer do homem enquanto homem. Sempre haverá
sofrimento que necessita de consolação
e ajuda. Haverá sempre solidão. Existirão
sempre também situações de necessidade material, para as quais é indispensável
uma ajuda na linha de um amor concreto
ao próximo. Um Estado, que queira prover
a tudo e tudo açambarque, torna-se no fim
de contas uma instância burocrática, que
não pode assegurar o essencial de que o
homem sofredor — todo o homem — tem
necessidade: a amorosa dedicação pessoal. Não precisamos de um Estado que
regule e domine tudo, mas de um Estado
que generosamente reconheça e apoie,
segundo o princípio de subsidiariedade,
as iniciativas que nascem das diversas forças sociais e conjugam espontaneidade
e proximidade aos homens carecidos de
ajuda.”
Assim, a caridade, não é, necessariamente, uma ação de entrega material.
É antes disso a demonstração de que o
amor entre pares, à irmandade, é uma
condição “sine qua non” para a existência
da própria humanidade, essa reconheci-
da não só como um ajuntamento de seres humanos, mas como a sublimação de
nossa condição existencial, a nossa utopia
de comunidade.
Vamos ao Evangelho? Sim! E o que
vemos ali? Vemos Jesus e suas ações...
Vemos a Deus e o seu amor sem fim! A
caridade é mais que uma virtude, tal qual
emerge uma disposição para o “esforço”.
É mais do que uma medida da nossa capacidade de dar coisas. É um coração que
realiza pelo bem do outro! É parte da natureza inata do ser humano, é a percepção
de que o outro, sofrendo, reproduz a nossa
miséria, e nosso ato de amor ajuda a aplacar a nossa finitude.
Quando lemos através da vida de
Dom Bosco que, ele “não deu passo, não
pronunciou palavra, nada empreendeu
que não visasse à salvação da juventude”,
constatamos que a sua vida inteira foi movida por esta “força” de amor, cuja expressão mais límpida foi à síntese de sua vida,
toda consagrada a Deus e aos jovens. A
caridade é, portanto, a parte fundamental
do espirito salesiano. É amor que conduz
cada ação realizada. É a atualização da entrega salvadora de Jesus a nós. É acolhida
àqueles que necessitam do meu amor. É
ao mesmo tempo: Gratuidade e gratidão!
É generosidade que não se mede com
qualquer “régua”, se não, com a “régua’ do
coração! E aqui, São João Bosco é mestre,
quando afirma que, do “coração humano,
o dono é Deus!”
Até o nosso próximo encontro, e até lá,
sejam as nossas ações um sinal do amor
de Deus no amor que colocamos em cada
coisa que fazemos! Assim seja!
Abraços, com afeto salesiano,
P. Alexandre Luís de Oliveira – SDB
Diretor da comunidade salesiana
de Lorena - SP
facebook.com/alexandre.luisdeoliveira
Família salesiana
Alberto Marvelli – exemplo de
leigo na missão salesiana
N
o último final de semana de agosto foi celebrado a importância do papel leigo em nossas
igrejas, fato esse que me motivou a falar de um
grande modelo da nossa Família Salesiana: Alberto
Marvelli (1918-1946). Há dez anos, no dia 5 de setembro, foi beatificado o membro do Oratório Salesiano
de Rimimi (Itália), cujo exemplo de leigo engajado
demonstra o quanto se pode fazer pela missão de
evangelização da juventude. Logo ao entrar no oratório, Marvelli se mostra sempre disponível, torna-se
catequista e animador: o braço direito dos Salesianos;
gosta de esportes e pratica de tudo. Estudante de engenharia em Bolonha, participa ativamente da FUCI
(Federação Universitária Católica Italiana), permanecendo fiel, com sacrifício, à eucaristia quotidiana.
Forma-se em 1942 e começa a trabalhar na Fiat de Turim. Faz o serviço militar em Trieste e consegue levar
muitos de seus companheiros à Eucaristia.
Durante a segunda guerra mundial torna-se apóstolo entre os refugiados e uma verdadeira providência
para os pobres. Depois da entrada dos aliados em Ri-
mini, é nomeado assessor municipal junto ao ofício de
alojamentos e reconstrução e engenheiro responsável
pela engenharia civil: “Os pobres passem por primeiro - dizia -, os outros podem esperar”. Aceita participar
das eleições nas listas da Democracia Cristã. É reconhecido por todos como cristão empenhado, mas não
faccioso, tanto que um adversário comunista dirá: “O
meu partido pode até perder. Basta que o engenheiro
Marvelli se torne prefeito”. O bispo nomeou-o presidente dos laureados católicos.
Imaginemos o quanto a juventude seria beneficiada por pessoas como nosso beato que tanto viveu o
carisma salesiano fora dos muros da Igreja. Esse é um
dos seus mais belos ensinamentos, utilizar da própria
vida e atitudes como meio de levar o Evangelho no
ambiente em que frequenta. Sigamos o seu exemplo,
sendo sal e luz na vida de quem nos encontra, independente do local em que estejamos.
Dc. Rafael Galvão Barbosa, sdb
facebook.com/rafael.galvaobarbosa
Santa Teresinha em Ação • 5
CF 2014
Ainda persiste a escravidão
Caros amigos e amigas,
a Palavra de Deus, celebrada com
mais centralidade, neste mês, nos
ajuda a abordar a realidade da vida,
nosso chão sagrado
T
ive uns dias de Retiro, e me deparei
com Jesus Bom Pastor, sentindo falta de uma ovelha, no meio de uma
centena. Ele sai em busca dela, e na minha contemplação, vejo Jesus, não só encontrando a ovelha que se distanciou mas
encontrando um rebanho inteiro perdido,
que migrou em busca de outras pastagens,
pois onde este rebanho estava não havia
liberdade; o ambiente era hostil e as ovelhas corriam perigo. ”Felicidade” era uma
palavra remota, talvez referência de um lugar desejado, mas ainda não encontrado.
Essa realidade hoje é o fenômeno migratório, ou mobilidade humana. Migrantes e imigrantes partem em busca de sobrevivência, de trabalho, de dias melhores
para suas famílias, porém, devido à situação ilegal, encontram quem explora a mão
de obra barata e escrava.
O tráfico de pessoas e o trabalho escravo estão interligados. Encontram-se presentes em países pobres e ricos, vitimando
homens e mulheres, jovens e adultos. O
trabalho escravo alimenta, de forma criminosa, a economia capitalista em todos
os continentes.
No Brasil, o trabalho escravo ocorre
no meio rural e nas cidades. As situações
encontradas são diversas: retenção de
documentos pelos contratantes, como a
carteira de trabalho e a cédula de iden-
tidade, impedimento do direito de ir e
vir dos trabalhadores, dívidas assumidas
com o “coiote” desde o local de origem,
privação da liberdade, jornada de trabalho extensa, com produtividade exaustiva, trabalho degradante em locais sujos,
sem ventilação, perigosos, com fiação
elétrica improvisada, máquinas sem proteção adequadas e sem equipamentos de
proteção.
Em São Paulo, o setor têxtil, principalmente, está inserido neste contexto de
precariedade, havendo famílias inteiras
em situações de exploração e de trabalho
escravo, envolvendo pessoas de diferentes
nacionalidades. Muitas vezes os próprios
imigrantes empregam outros imigrantes
em condições de violação de direitos para
conseguir serviços terceirizados, forman-
do uma cadeia de exploração já que essas
empresas não se preocupam com as condições de trabalho, mas com o produto de
baixo custo que recebem.
Essas informações são divulgadas pelo
CAMI - Centro de Apoio e Pastoral do Migrante, que também atua entre os imigrantes na cidade de São Paulo.
Trabalho é Dignidade, é pão na mesa, é
teto para morar.
Que Cristo Bom Pastor conte conosco
para alertar e cuidar dos nossos irmãos e
irmãs que buscam a dignidade do trabalho
nesta cidade de mil raças e povos. Amém!
Ir. Ana Beatriz Freitas de Mattos (FMA)
anabeat.mattos@bol.com.br
Centro de apoio ao imigrante já atendeu
mais de 50 mil casos em 8 anos de história
O
CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante,
localizado em São Paulo, tem feito um excelente
de trabalho de apoio e ajuda ao imigrante. Para
se ter uma ideia do tamanho dessa ajuda, desde 2005,
ano que foi fundado, até agora, foram mais de 50 mil imigrantes ajudados pelo centro. O CAMI foi lançado pelo
SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes.
De acordo com Carmem Hilari, responsável pela comunicação do CAMI, basicamente, os imigrantes que
procuram o centro o fazem para ter suporte no que diz
6 • Santa Teresinha em Ação
respeito à regularização migratória e, também, buscam
ajuda com assessoria jurídica. Todo este trabalho é feito
de forma gratuita.
“Atendemos uma média de 20 imigrantes por dia
e, na maioria das vezes, nos procuram para se regularizarem ou precisam de alguma ajuda jurídica”, afirma
Carmem. Ainda segundo ela, essa ajuda jurídica não é
apenas para resolver problemas trabalhistas mas, em
muitos casos, também é para orientar e ajudar em relação a violência doméstica, trabalho escravo, etc. No
ranking das nacionalidades mais
atendidas, boliviana, paraguaia e
peruana.
Para quem ainda não conhece,
o Centro de Apoio e Pastoral do Migrante também promove encontros
de formação para cidadania sobre
saúde, educação, liderança, arte e
teatro e tráfico de pessoas. Capacita
e articula trabalho social com agentes multiplicadores de base que
são lideranças nas comunidades
de imigrantes na Grande São Paulo
que visitam diariamente as oficinas
de costura com intuito de conscientizar e orientar as condições de trabalho, saúde, residência e formalização fiscal das oficinas de costura.
Neste ano, o CAMI implementou mais um serviço: dois
pontos de atendimento móvel para trâmites documentais de imigrantes que não conseguem se deslocar até a
sede do CAMI; um funciona todos os domingos na Praça Kantuta (espaço de grande concentração de imigrantes) e um outro que circula nas comunidades.
Fora todo trabalho de atendimento no centro mesmo, o CAMI também atua, fortemente, com ações públicas para melhorar e facilitar a vida do imigrante no
país, desenvolvendo campanhas junto a fóruns parlamentares, redes de imigrantes, MERCOSUL social e
participativo, de forma a ampliar os direitos dos imigrantes e assegurar assistência e acompanhamento às
vítimas de trabalho escravo, tráfico de pessoas e de todo
tipo de exploração.
“Nossa metodologia de trabalho consiste em ir
aonde o imigrante está, nas suas comunidades com
ações desenvolvidas e acompanhadas por uma equipe
de imigrantes de diferentes nacionalidades que trabalham conosco”, finaliza Carmem.
DENUNCIE O
TRABALHO ESCRAVO
CAMI - Centro de Apoio e Pastoral do Migrante
(11) 2694-5428
www.camimigrantes.com.br
Palavra de amigo
Aprendendo a escolher
Olá meus irmãos e amigos, Paz a todos!
O mês de setembro é tradicionalmente
dedicado à Palavra de Deus
Na história do Povo de Deus a partir do Antigo Testamento, Ele
se revela e instrui seu Povo para aprender a reconhecer Sua Presença e “escolher” a Sua vontade como indicação do melhor para a
vida desse Povo. Aprender a escolher faz parte de aprender a viver.
Observando a história humana, constatamos que esse aprendizado é o mais difícil: o bem ou o mal; o certo ou o errado; o bom ou
o ruim; o novo ou o antigo; a nossa vontade ou a Vontade de Deus...
Todos esses dilemas nos colocam diante de uma capacidade que é
presente somente no ser humano em toda a criação: o uso da inteligência, da razão para que as escolhas sejam as que devemos fazer
e produzam um resultado satisfatório para nós, um bem para todos.
Portanto nossas escolhas não podem, de forma alguma, atender somente a nossa pequena compreensão. Grandes males na história
foram produzidos por conta de escolhas “particulares”; indo mais
longe: os males pessoais são produzidos devido a escolhas assim
que trazem amarguras, ressentimentos, mágoas, divisões, agres-
sões, violências, dependências que nos atingem todos os dias e durante muito tempo.
Escolher ser cristão é ser cidadão do Reino dos Céus que começa a acontecer aqui na terra. Nossas escolhas “na terra” devem levar
em consideração consequências que podem produzir.
Estamos em tempo de “eleições” que deriva de “electio = escolha ; eligere = escolher, selecionar”.
Como na vida não podemos fazer escolhas sozinhos, apenas
para atender nossas expectativas pessoais, levemos em consideração a voz, a necessidade, o conhecimento, a experiência, a história
de outras pessoas que como nós buscam o Bem Maior para todos.
Que o Espírito Santo seja nosso maior conselheiro em todos esses momentos.
Boas escolhas para você e para todos nós. Deus te abençoe com
a Paz, o Amor de Jesus e com a Alegria de Maria.
Pe. Estevão Ferreira
Assessor eclesiástico para a
Pastoral Familiar na Região Santana
http://programapalavradeamigo.blogspot.com.br
Ouça Pe. Estevão
diariamente
às 14h00 no
programa "Palavra
de Amigo" na
Rádio 9 de Julho
- AM 1600 e aos
sábados às 19h00
no programa
"Tocando em
Frente" com
orientações
sobre dependência
química a
familiares e
usuários.
Caminho de emaús
Nossa vocação
Toda vocação cristã se resume num ato
de colaboração com a obra divina, mas é
o próprio Deus que faz com que sejamos
dignos dessa vocação e nos capacita para o
cumprimento da missão
I
sto se evidencia na própria Palavra de Jesus: “sem
mim, nada podeis fazer.” A graça de Deus envolve o
cristão como o ar que ele respira e por isso toda atividade cristã nasce e se desenvolve na oração onde Deus
ouve o apelo por capacitação e insere Sua graça para
tornar a obra eficaz. .
Em síntese: ao apelo divino o homem responde com
seu “sim” e a partir de então dá sua colaboração ao Senhor. Mas, onde encontrará força, coragem e discernimento para nada recusar, nada excluir de tudo aquilo
que o Senhor colocar em seu caminho no cenário do
mundo como meio de santificação: doença, sacrifício,
doação, injustiça? Só na comunhão entre a vontade do
homem e a graça de Deus essa necessidade será atingida. Não há como se tornar colaborador da obra divina sem contar com a participação e a Graça do próprio
Deus. Precisamos nos convencer disso, pois está claro
que toda tentativa em alcançar a santidade fracassa
quando contamos unicamente com nosso esforço.
Só com a concessão da Graça as virtudes e boas
obras deixam de serem apenas sonhos e projetos para
se tornar realidade e alcançar o coroamento da gloria. Tendo isto como fato nos cabe agir com dedicação
e oração. É neste contexto que todo trabalho com fim tros cristãos para que intercedam com suas orações para
espiritual, individual ou coletivo, todo plano de ação, o êxito da missão. A principio a missão parece ser só nostodo planejamento e atividades nas diversas linhas de sa ou de um grupo, mas que na realidade, pelo mistério
pastoral necessitam de recolhimento, preparo espiritu- da Igreja, atinge também aquele que intercede.
al e clamor junto ao Pai para que envie o Espírito Santo
que atenderá aos apelos e dará a devida orientação. O Paulo Henriques
simples ativismo não encontra eco e nem resposta, pois www.doce.palavra@hotmail.com
não se encontra nele a graça operante e sem ela o resul- www.facebook.com/paulo.henriques.3192
tado é pífio.
Compreende-se aqui como oração o deixar-se levar num apelo confiante e espírito
atento à sua resposta. A moção divina interior
irá permitir examinar atentamente a origem e
o curso das ações, desejos e intenções a que
Missão
Visão
nos propomos comparando-as as do próprio
Senhor Jesus e dos santos que o imitaram. Este
Foco
processo não deixa de se assemelhar aquele
de discernimento de que falava e praticava
Santo Inácio de Loiola. Como resultado iremos aprender e permitir aceitar de bom grado as normas que a tradição e a lei da Igreja
adquiriu à luz de uma experiência secular da
Vocação
assistência do Espírito Santo.
Para que o resultado de um plano seja agraVisão de mundo
Visão de mundo
dável a Deus, cabe também apelar junto a ou-
Santa Teresinha em Ação • 7
Precisamos falar de política.
E aí, está afim?
Assessoria de imprensa da cnbb
Destaque
N
ão adianta adiar. Precisamos falar de eleições e, por mais que
muita gente ache um assunto
chato, que gera briga e discórdia, a política tem de ser tratada com muita seriedade. Afinal, é ela que conduz uma nação. Mas, como se engajar? Como curtir
a política sendo que o exemplo não é
bom? Como se inteirar e ter esperança?
Para os especialistas, é aí que está o X
da questão. A política está tão desgastada no Brasil que já virou motivo de
piada e, pior ainda, é tida como “sem
futuro”, sem jeito, sem noção.
Apesar de todas adversidades, a
Igreja, como parte fundamental de uma
sociedade, precisa se pronunciar. E é
por isso que desde o começo do segundo semestre, a Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB) que fica
em Brasília, no centro do poder do país,
tem se movimentado. No último dia 29
de agosto, lançou um documento falando sobre a importância do engajamento
e da participação dos fiéis no processo
eleitoral.
“A CNBB entende que é responsabilidade de todo cidadão, participar,
conscientemente, da escolha de seus
representantes. Para os cristãos tal escolha deve ser iluminada pela fé e pelo
amor cristãos, os quais exigem a universalização do acesso às condições
necessárias para a vida digna de filhos
de Deus. Afinal, “ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para
a intimidade secreta das pessoas, sem
qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde
das instituições da sociedade civil, sem
nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Uma
fé autêntica – que nunca é cômoda nem
individualista – comporta sempre um
8 • Santa Teresinha em Ação
Elza Fiuza/ABR
Pode ser chato para muitos, mas ela está em todo lugar. Para a Igreja, é papel
de todo cristão votar com consciência e sabedoria. Que tal um exercício?
Bispos da CNBB lançam documentos a fim de alertar fiéis
profundo desejo de mudar o mundo,
transmitir valores, deixar a terra um
pouco melhor depois da nossa passagem por ela”.
Movimento para uma
reforma política democrática
Além dessa mensagem, disponível para downloud no site da CNBB
(www.cnbb.org.br) os bispos têm feito
reuniões e convocado os órgãos necessários para que juntos possam discutir
a questão. E, de acordo com Dom Joaquim Giovani Mol, bispo auxiliar de
Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e
a Educação, uma reforma política se faz
necessário. Para tanto, convoca todos
os cristãos a participar de um abaixo
-assinado, pedindo que, não só durante
a semana da Pátria, que aconteceu de
1 a 7 de setembro, mas durante todo
o mês, procure participar dessa ação
da Igreja. “Essa semana da Pátria teve
um significado especial, já que a Igreja
se mobilizou para juntar assinaturas e
conseguir, por meio do diálogo e participação do povo, pedir ao Congresso e
aos órgãos competentes que repensem
a nossa política. Todos nós sabemos
que uma reforma política democrática
se faz necessária e é neste linha que a
CNBB acredita. O povo precisa se engajar mais e cumprir o seu dever de cidadão”, afirma Dom Joaquim.
O projeto de lei de iniciativa popular
Todos nós sabemos
que uma reforma
política democrática
se faz necessária e
é nesta linha que a
CNBB acredita
pela Reforma Política e Eleições Limpas
é organizado por uma Coalizão de cem
entidades, entre elas a CNBB, Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
(MCCE).
A proposta, protocolada no Congresso Nacional com o número 6.316
de 2013, tem o objetivo de afastar das
eleições a influência do poder econômico sobre as candidaturas, proibindo
o financiamento das campanhas com
dinheiro privado; alterar o sistema eleitoral, implementando eleição em dois
turnos, sendo o primeiro para escolha
de uma proposta e o segundo para eleição da pessoa que a colocará em prática; fortalecer a participação das mulheres e demais grupos subrepresentados;
além da regulamentação do artigo 14
da Constituição Federal, para intensificar os mecanismos de participação popular, como Projeto de Lei de Iniciativa
Popular, do Plebiscito e do Referendo,
mesclando a democracia representativa
com a democracia participativa.
A outra iniciativa, promovida por
centenas de movimentos sociais, busca
a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte para mudar o sistema
político no Brasil. O plebiscito popular
serve para pressionar as instâncias governamentais a convocar um Plebiscito
Oficial para ouvir a população sobre a
convocação da Constituinte.
Movimento das Dioceses
E, por iniciativa e pedido da CNBB,
as dioceses pelo país vêm orientando
as paróquias e comunidades. A diocese
de São Paulo, por exemplo, lançou, no
último dia 29/08, uma Orientação para
as Comunidades Católicas do Estado de
São Paulo. Dentre outras orientações, a
carta diz que é preciso verificar se o candidato tem ficha limpa, a importância
de não votar em candidatos assumidamente corruptos, se possível dar o voto
ao candidato comprometido e etc. O documento também orienta às paróquias
Dia 16 de setembro, promovido pela CNBB,
acontecerá um debate com os presidenciáveis,
transmitido pela TV Aparecida
A religião não deve ser usada
como “cabresto político”
a não fazer das missas um ato eleitoral.
“Os templos e lugares de culto, bem
como os eventos religiosos, não devem
ser usados para a propaganda eleitoral
partidária (cf Lei 9504, art. 37 §4º). A
Igreja Católica Apostólica Romana valoriza a liberdade de consciência e as escolhas autônomas dos cidadãos. A religião não deve ser usada como “cabresto
político” e as comunidades da Igreja não
devem ser transformadas em “currais
eleitorais”.
Tal como a Arquidiocese de São Paulo, outras espalhadas pelo país também
divulgaram suas orientações, de modo
que todos trabalham com o discurso alinhado.
Debate dos presidenciáveis na
TV Aparecida
Para se ter uma ideia, no último dia
22 de agosto, dom Damasceno Assis
participou de uma reunião com os representantes dos partidos onde ficou
acertado que, no próximo dia 16 de setembro, em Aparecida, acontecerá um
debate com os candidatos à presidência
da república. A maioria e os mais cotados ao cargo confirmaram presença. O
debate será transmitido pela TV Aparecida.
Para o evento, foram convidados
mais de 350 bispos da CNBB, que irão
colaborar com sugestão de perguntas
que poderão ser incluídas no debate. No
primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da Conferência dos
Bispos, em ordem já definida por sorteio
na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos
para resposta.
Já no segundo bloco do debate, os
candidatos irão responder a perguntas
propostas pelos bispos indicados pela
CNBB, sobre temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro
bloco, os convidados responderão a
perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate
entre os candidatos à presidência do
Brasil. O último bloco será dedicado às
considerações finais dos convidados.
Santa Teresinha em Ação • 9
Que Delícia!
Recebeu um convite?
Leve uma quiche e agrade!
Q
uiche é um tipo de torta feita com recheio à
base de ovos e creme de leite ao qual se adicionam pedacinhos de toucinho defumado, e que
não leva cobertura.
Embora seja atualmente um prato da culinária
francesa, sua origem é alemã. Com pedaços de queijo, temos a quiche Lorraine e com cebolas, a quiche
alsaciana. Também a culinária atual permite muitos
outros sabores (não nomeados ainda) com a adição
de alho poró, champignon, espinafre e mesmo de um
peixe como o salmão ou bacalhau.
O bom de agradar levando para uma reunião de
amigos é que pode ser servida à temperatura ambiente e acompanha tanto pratos doces (em um chá
ou lanche da tarde), ou salgados – como uma carne
assada ou peixe assado em uma salada verde em uma
refeição mais leve. Versátil e deliciosa!
Nesta edição, vou dar uma receita que criei a partir do corte de calorías e gorduras na receita original,
assim agradamos ao paladar e à saúde. Utilizei coberturas de alho poró em uma delas e outra de cogumelos com cenouras e tomatinhos cereja.
Quiche de
alho poró
Para a massa:
1 rolo de massa folhada
congelada (descongelar como
instruções do fabricante);
abrir a massa e forrar a forma.
Para o recheio:
1 ricota média, 1 ovo, 1 dente
de alho picado, sal, pimenta,
leite o quanto baste para
formar um creme Bater tudo
no liquidificador.
Colocar o creme sobre a
massa e cobrir com uma unidade de alho poró cortado em rodelas e temperado com azeite e
pimenta.
Por cima de tudo, colocar queijo ralado (mussarela light, minas padrão ou ricota defumada)
Asse em forno a 180 graus até dourar o queijo, tire do forno, deixe esfriar e enfeite com pimenta
de bico (não arde).
Lembre-se de todas as outras opções de coberturas para substituir o alho poró e faça sucesso!
Rosângela Melatto, chef de cozinha
quedelicia@paroquiasantateresinha.com.br
facebook.com/rosangela.melatto
Bom apetite!
Experiência Vicentina
De pai para filho
Você sabia que o Gil Antonio
Ferreira Junior, presidente da
Conferência Margarida Maria
Alacoque, além de herdar o nome
do pai, herdou também a vocação
vicentina?
N
este mês, tive o privilégio de entrevistar e conhecer mais profundamente a trajetória do Gil pela Sociedade de São Vicente de Paulo.
Em seu coração, sempre houve um
anseio de dedicar parte do tempo ao
próximo. A semente foi plantada pelo
seu pai, Gil Antonio Ferreira (in memoriam), que foi vicentino por muitos anos,
10 • Santa Teresinha em Ação
desde a juventude. E a semente foi regada, cresceu e deu frutos ao ver os grupos
atuantes na igreja, na época da catequese dos filhos, pois ficou encantado com
pessoas que atuavam na comunidade.
Foi aclamado em setembro de 1998 e
eleito como presidente em maio de 2012.
O que o motiva a ser Confrade por
tanto tempo? São vários motivos: seriedade e confiança do trabalho vicentino, acompanhamento das famílias
em visitas semanais, o objetivo (e esperança) em promover socialmente a
família. Ultrapassa o assistencialismo.
Além disso, os casos de sucesso o
convencem que a caminhada precisa
continuar. É resultado do desprendimento de cada um e da certeza que é
possível fazer a diferença.
Nem sempre é alcançado o objetivo proposto inicialmente. O compromisso é sério e o desafio sem limites.
Gil, como todo vicentino, participa da
vida das pessoas que pedem socorro,
sendo imprescindível a dedicação e
esforço para mudar a situação da família. Elas têm que querer e fazer parte delas.
Como mensagem final, Gil comenta que Frederico Ozanam sonhou em
transformar o mundo em uma grande
rede de caridade. “Por isso, caro leitor,
junte-se a nós, nos ajude nessa caminhada. Venha conhecer esse trabalho
que, além de ser muito organizado,
digno e nobre, é, sem dúvida, uma
oportunidade para você dedicar parte
do seu tempo para com o próximo”.
As reuniões semanais ocorrem de
segunda-feira, logo após a missa das
19h30.
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus
Cristo! Para Sempre Seja Louvado!
Renata Sayuri Habiro
Consócia Vicentina
facebook.com/renata.habiro
E agora?
E Agora? On ou off?
O mundo está mudando cada vez
mais rápido,vivemos uma era em
que as grandes transformações
acontecem a mais de 100.000kB
por segundo
E
stamos compartilhando individualidade ao invés de solidariedade?
Antes vivíamos conectados mais às
pessoas, à natureza,às coisas que nos eram
importantes. Hoje, estamos conectados à
Internet. ON ou OFF ? De que lado devemos estar?
A internet trouxe uma profunda mudança de comportamento na nossa sociedade.
Como ferramenta de trabalho, trouxe
agilidade, facilidade e rapidez. Algumas
pessoas não mais precisam se deslocar
para trabalhar, seja no escritório ou em
casa, consultam sites que lhes aportam
informações valiosas.
Na aprendizagem, influiu de maneira
muito positiva, trazendo conhecimento
de forma prática e global. O tempo que
era usado para deslocar-se até bibliotecas
ou mesmo buscar em livros, agora é bem
aproveitado obtendo maior número de informações em menor tempo. A variedade
e qualidade dos textos e fotos enriquecem
a pesquisa.
Surpreendentes são as transformações
ocorridas no mundo a partir da revolução
digital. A tecnologia abriu um fluxo praticamente ininterrupto de informações e
apresentou ao homem novas formas de
interação, refinando a maneira de trabalhar, estudar e pesquisar.
A possibilidade de estar conectado a
amigos em ocasiões em que isso seria impossível por se estar no trabalho ou do outro lado do mundo , é um importante fator
de atração. Compartilhar um momento
sem dividir o mesmo espaço físico é um
sinal da desterritorialização das relações,
promovida pela revolução digital, criando
um novo modelo de sociabilização.
Porém o alerta surge quando a pessoa
se torna tão dependente da internet, que
passa a ser como um vício da qual não tem
consciência, e não consegue nem quer se
libertar. Muitas vezes, a pessoa só consegue se relacionar através da internet.
Como avaliação algumas questões
favorecem a reflexão acerca dessa dependência:
1. Não há para o indivíduo atividade
mais importante que estar conectado, e
isso domina seus pensamentos, sentimentos e conduta.
2. Modificação do humor.
3. Tolerância: aumenta cada vez mais o
tempo que fica conectado.
4. Síndrome de abstinência: efeitos negativos quando se diminui ou interrompe
o tempo que fica conectado.
5. Conflito: entre o indivíduo e o que o
rodeia; com outras atividades como trabalho ou estudo; intrapsíquico – dentro do
próprio individuo.
6. Recaída: tendência a voltar aos padrões anteriores, após algum tempo de
abstinência.
J.C. 36 anos, depois de muito sofrimento e algumas perdas reconheceu sua
dependência e procurou ajuda no Ambulatório de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo que oferece o “ Grupo de
Dependência de Internet”.
Tenhamos sempre em mente a importância do EQUILÍBRIO para tudo na
nossa vida, e assim a internet será uma
ferramenta que bem utilizada traz alegria
e complementa as relações pessoais.
Rose Meire de Oliveira
Psicóloga
eagora@paroquiasantateresinha.com.br
facebook.com/Rose.rsgo
E a família, como vai?
Força, Jovens Casais!
“Minha casa está firme junto a
Deus, pois sua aliança comigo é
para sempre, em tudo ordenada
e bem segura. Ele fará prosperar
meus desejos de salvação.”
(II Samuel 23, 5)
O
início do casamento é uma época árdua. Mesmo que os dois já se
conheçam e namorem há muito
tempo, assimilar e harmonizar comportamentos exige comprometimento, renúncia e muito amor. No matrimônio,
dimensão sacramentada do casamento,
o casal recebe um dom específico disponível para sempre: “Esta graça própria
do sacramento do Matrimónio destinase a aperfeiçoar o amor dos cônjuges e
a fortalecer a sua unidade indissolúvel.
Por meio desta graça, eles auxiliam-se
mutuamente para chegarem à santidade pela vida conjugal e pela procriação e
educação dos filhos. Cristo é a fonte desta
graça. Assim como outrora Deus veio ao
encontro do seu povo com uma aliança
de amor e fidelidade, assim agora o Salvador dos homens e Esposo da Igreja vem
ao encontro dos esposos cristãos com
o sacramento do Matrimónio. Fica com
eles, dá-lhes a coragem de O seguirem tomando sobre si a sua cruz, de se levantarem depois das quedas, de se perdoarem
mutuamente, de levarem o fardo um do
outro, de serem submissos um ao outro
no temor de Cristo (Ef 5,21) e de se amarem com um amor sobrenatural, delicado
e fecundo.” (Catecismo da Igreja Católica,
1641 e 1642)
Nesta fase da vida do casal, faz muito
bem a procura incessante pelo desenvolvimento de sua espiritualidade. E isto é
muito mais fácil quando se é ajudado. Este
é o objetivo dos grupos de Jovens Casais. A
partir de um encontro inicial, que na nossa paróquia este ano acontecerá em 14 de
setembro, eles se reúnem periodicamente
conforme a disponibilidade dos casais,
discutem temas ligados à sua vida cotidiana, se fortalecem na fé e desenvolvem
uma espiritualidade humana, de “pé no
chão”, aprendendo a confiar cada vez mais
naquele que tudo pode e que comparou o
amor à sua Igreja com o amor esponsal.
E para os casais com mais tempo de
estrada, a Pastoral Familiar vai oferecer
um encontro nos dias 1 e 2 de novembro.
Reserve esta data e aguarde as notícias e
instruções para inscrição que serão divulgadas em breve.
Luiz Fernando e Ana Filomena
familia@paroquiasantateresinha.com.br
facebook.com/anafilomenag
facebook.com/lzgarcialz
Santa Teresinha em Ação • 11
Cidadania
A coerência entre a fé e o nosso voto
V
amos falar de eleições, porém de uma forma
diferente. Primeiramente vamos lembrar
Cazuza:
“A tua piscina tá cheia de ratos.
Tuas ideias não correspondem aos fatos”
Gostaríamos de colocar este refrão da musica “O tempo não para” como reflexão na seguinte
perspectiva: Como anda nossa coerência político
-eleitoral? Será que votamos de acordo com a fé
que professamos?
Devemos ter o cuidado de examinar quais as teses que cada candidato defende, verificando aquelas que convergem para nossa fé.
Não se trata aqui de votar apenas em candidatos
oriundos dessa ou daquela corrente religiosa, mas
votar naqueles que defendem os mesmos preceitos
e ideais contidos nos ensinamentos de Cristo. Para
citar apenas alguns: A defesa da vida, da família, a
opção pelos mais necessitados.
Ainda citando Cazuza:
“Pois aquele garoto.
Que ia mudar o mundo.
Mudar o mundo.
Agora assiste a tudo.
Em cima do muro.
Em cima do muro! “
Novamente gostaríamos que examinar este trecho da musica “Ideologia”, refletindo sobre nossa
apatia politica. Na verdade nossa sociedade tende
a tornar os sonhos de mudança em “coisa de jo-
vens”. E na medida em que vamos ficando “mais
experientes”, vamos deixando de lado a busca de
melhorias sociais. Com o passar do tempo passamos a nos concentrar no nosso próprio crescimento social.
Em junho de 2013, muitas pessoas foram às
ruas protestar, sinalizando nossa insatisfação com
a situação do país, mas o ânimo inicial se perdeu
com o tempo. Na verdade vivemos períodos de “soluços” nos quais protestamos, rugimos com leões e
depois como felinos enjaulados voltamos a dormir.
Foi assim no inicio dos anos 90 com os “caras
pintadas”, foi assim agora em 2013.
Além disso, outros interesses pegam carona nos
movimentos por mudança, buscando evidenciar
suas demandas, ou simplesmente partindo para o
“quebra-quebra”, como no caso dos “Black Blocs”.
Isto tudo resulta em uma ideia de que a politica
se resume a votar nas eleições. Poucas são as pessoas que de fato acompanham os candidatos que
votaram nas ultimas eleições e que podem dizer se
estes realmente cumpriram o que prometeram ou
se locupletaram do poder.
Devemos fazer um exame de consciência, tal
como fazemos no sacramento da reconciliação,
buscando votar com nossa consciência e coerentes
com a nossa fé. E a partir de então acompanhar os
eleitos, cobrando deles o que prometeram.
Aloísio Oliveira
Advogado
facebook.com/aloisio.oliveira.54
A Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB) setor Sul II acaba de
lançar uma CARTILHA DE ORIENTAÇÃO POLÍTICA para as eleições 2014.
O objetivo da cartilha produzida é
contribuir para a formação política das
pessoas, motivá-las à participação no
processo político e fornecer critérios
para orientar os cidadãos nas eleições
deste ano.
Ela é voltada para os grupos das comunidades: grupo de jovens, de oração, de
estudo, de reflexão, e até mesmo associação de moradores.
É elaborada numa linguagem simples, traz indicações básicas sobre o universo
da política a partir do olhar da Igreja Católica, reúne informações sobre o sistema
político brasileiro e também sobre as eleições que teremos neste ano.
É vendida pelo valor unitário de R$ 0,80 (número mínimo de pedidos: 100 unidades) no site www.cnbbs2.org.br mas pode também ter seu conteúdo baixado em
http://paroquiasantateresinha.com.br/eleicoes2014.
12 • Santa Teresinha em Ação
Fala, Francisco!
“...de pecadores que eram, acabaram se
tornando corruptos. É muito difícil que
um corrupto consigavoltar atrás. O pecador
sim, porque o Senhor é misericordioso e
nos espera a todos. Mas o corrupto vive
obstinado com as suas coisas, e eles eram
corruptos. Era por isso que se justificavam,
porque Jesus, com a sua simplicidade,
incomodava”.
Homilia feita no Vaticano, para cerca de
500 parlamentares italianos em 27 de
março de 2014
Juventude
“ A palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do
que qualquer espada de dois gumes.”
Hebreus 4:12
Mês da Biblía, a palavra
de Deus na juventude
Estamos iniciando o mês da Bíblia, mês este mais
do que especial para a fé cristã. Apesar de se comemorar o dia da Bíblia no último domingo de
setembro, somos convidados por Deus a contemplar as tantas maravilhas que a sagrada escritura
nos tem a ensinar. Por meio desse, tomamos conhecimento da palavra de Deus e tudo aquilo que
Ele quer para o seu povo.
Muitos jovens ainda têm certa dificuldade de entender a importância da palavra de Deus. Para
simplificar, ela é o caminho de felicidade. Tudo
que foi dito por Deus tem um propósito, Ele nos
quer felizes e de bem com o caminho da fé. Para
entender mais sobre os planos e as maravilhas
que Ele te reserva, ler sobre é essencial!
Se permita! Apesar da correria e das dificuldades, reserve um tempo para aquilo que verdadeiramente alimenta a vida. Experimente entender
os ensinamentos do pai para seguir um caminho
do bem e entender verdadeiramente o amor que
Ele possui por cada um de nós. Busque conhecer
esse caminho! Procure na palavra a comunicação
essencial com o Deus que se revela e acolha tudo
aquilo que Ele precisa nos ensinar.
Ao serem perguntados sobre qual passagem da
bíblia mais lhes tocavam o coração, alguns jovens
responderam:
“Cada palavra de Deus é comprovada, e ele é um escudo para
quem nele se abriga.”
Provérbios 30 :5
FOCO, FORÇA E FÉ!
Setembro é o mês da Bíblia, sabemos
que nossos queridos jovens tomam a
Bíblia como incentivo no decorrer do
cotidiano, a fim de que se refugiem nas
palavras de nosso Pai do céu, e assim,
trilhando o caminho da FÉ!
“Alegre-se jovem, na sua mocidade!
Seja feliz o seu coração nos dias de sua
juventude! Siga por onde seu coração
mandar, até aonde sua vista alcançar, mas
saiba que por todas essas coisas Deus o trará
o julgamento.”
(Eclesiastes 11:9)
SER JOVEM !
Ser jovem é estar em constante preparação, é o
tempo de questionar, arriscar, e principalmente:
SUPERAR-SE ! Em Eclesiastes aparecem duas
ordens, sim ordens de nosso querido Pai,
“Alegre-se e Siga”, ser guiado pelas palavras
d’Ele faz dos jovens mais perseverantes e
confiantes na trilha da vida. Confia à mocidade
que têm o livre arbítrio para tomar qualquer
decisão diante de nossos desejos, mas que tudo
aquilo que for plantado com nosso coração, será
colhido com a nossa razão, pois toda ação gera
uma reação. Que vocês, nossos amados jovens,
estejam sempre em paz e sintam-se abraçados
com o amor de Cristo !
#VIVAOHOJE!
Santa Teresinha em Ação • 13
Envelhescência
Doença renal crônica: atenção para os sinais
Hipertensão, diabetes, obesidade
e tabagismo são fatores de risco
para a doença renal crônica, um
terror para os idosos
U
m estudo realizado pelo Instituto
de Assistência Médica ao Servidor
Público Estadual (Iamspe) indica
que 65% dos idosos atendidos no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE)
possuem Doença Renal Crônica (DRC),
perda progressiva e irreversível das funções renais. Apesar da pesquisa ter sido
feita com pacientes do hospital, essa é
uma realidade brasileira.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 10% da população adulta
tem algum grau de perda de função renal. Esse percentual pode chegar a 30%
ou 50% nos idosos.
“É evidente que o risco do aparecimento aumenta substancialmente com
o envelhecimento”, afirma o nefrologista
Daniel Rinaldi.
Anualmente, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) realiza uma
campanha cujo objetivo é a prevenção. Em 2014, o tema do Dia Mundial
do Rim, celebrado em 13 de março,
foi “1 em 10. O Rim envelhece, assim
como nós”.
A ideia central das ações é de conscientização dos idosos. “Há fatores de
risco como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, tabagismo
e histórico familiar de doença renal. É
necessário estar sempre atento”, destaca o especialista.
Segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS), considerando a população brasileira maior de 18 anos, mais
de 20% têm hipertensão arterial, 8%
têm diabetes, 18% são fumantes e 50%
apresentam excesso de peso, fatos que
influenciam na prevalência da doença.
A incidência de mortalidade de
pacientes com DRC é por doença cardiovascular.
10% da população adulta tem algum
grau de perda de função renal que pode
chegar a 30% ou 50% nos idosos
Animal!
Tecnologia animal
C
om o mercado de smartphones em expansão, até
os animais de estimação estão virando foco para
a criação de novos aplicativos que visam facilitar
a criação, os cuidados e a atenção dos donos com seus
pets. Dá para monitorar de longe o seu pet através de
webcans espalhadas pela casa. Aplicativos no formato de redes sociais para cães e donos, que permitem a
criação de perfis, fornecendo informações sobre raças
e até “marcando território” através do GPS mostrando outros usuários que visitaram a área em um raio de
200 metros. Aplicativos que servem de agenda do pet
lembrando as tarefas cotidianas, como visita ao veterinário e horário de remédios, com alarmes sonoros
e compartilhamento de informações para notificar o
resto da família sobre a agenda. Aplicativos que auxiliam na saúde do seu animal desde uma enorme lista
de plantas que podem ser venenosas ajudando a diminuir os riscos de intoxicação até vídeos, ilustrações
e artigos mostrando passo a passo o que você deverá
fazer em casos de emergência ou para cuidar melhor
14 • Santa Teresinha em Ação
da saúde e do conforto dos pets. Para a parte de lazer com seu pet existem aplicativos que informam a
previsão do tempo antes dos passeios e outros que
ensinam truques através de tutoriais, com vídeos e fotos, que
mostram como ensinar e praticar truques simples, como “sentar” e “deitar”, até algo
mais circense. Os esportistas poderão ficar em forma
junto ao seu pet rastreando em tempo real a rota de
suas caminhadas, o tempo, distância, velocidade e
calorias gastas podendo ainda compartilhar fotos e
dados de referências geográficas e salvar mapas com
o percurso de seus caminhos preferidos. Existem aplicativos curiosos como os que reproduzem sons para
chamar o cachorro e até mesmo o Dog Translator uma
forma divertida de traduzir o que seu cão diz. Para gatos existem jogos onde surgem criaturas em toda tela
que fazem barulho e aceleram. Visite uma loja de aplicativos e divirta-se com seus pets.
Raquel Raimondo
Médica veterinária
facebook.com/raquel.raimondo
Acontece
Pastoral Familiar promove
Semana da Família. Veja em
http://goo.gl/tFQbt4
Paróquia participa da Romaria
Salesiana. Veja em http://goo.
gl/KdSaQ0
Tríduo e Festa de Dom Bosco
em http://goo.gl/Ikba0m
Vocação é serviço que você vê
em http://goo.gl/vQrZ82
Novena e Festa de Santa Teresinha
“Somos chamados a ser anunciadores do Evangelho”
De 22 a 30 de setembro
Novena
Dias 28 de setembro e
5 de outubro
Celebrações festivas
Dias 20, 21, 27 e 28
Quermesse com
grandioso Bingo no dia 27
Dia 1o de outubro
8h - Missa
10h - Celebração com colégios
12h - Missa
15h - Missa dos enfermos
e idosos
19h30 - Procissão solene
e festiva
20h - Missa solene
Santa Teresinha em Ação • 15
entrevista
Por Daya Lima
Juventude e política mudam o mundo
A
pesar de parecer um tema chato, é muito necessário. Veja a entrevista que fizemos com
Rogério Oliveira, Salesiano Cooperador de São
Paulo, de 41 anos. Ele foi assessor da Pastoral da Juventude do Estado de SP entre 2011 e 2014 e é autor do
livro “Pastoral da Juventude - E a Igreja se fez jovem”
pelas Paulinas. Certamente, um entendedor sobre o
assunto.
A vivência nos grupos
juvenis precisa ser um
espaço de conversa sobre
a realidade humana,
política e social
Santa Teresinha em Ação - Na sua opinião, é importante o jovem ser politizado? Porque?
Rogério Oliveira - Primeiramente, é preciso olhar para
as duas ideias da pergunta: politização e juventude.
De uma forma geral, é fundamental que toda pessoa
seja politizada. Isto aponta a necessidade de que, nas
relações políticas, as pessoas participem da vida social
com plena cidadania. Neste sentido, é preciso que não
sejamos ingênuos. Toda sociedade se fundamenta a
partir dos grupos mais articulados e organizados. É
preciso saber como as engrenagens da sociedade funcionam e se relacionam para poder intervir. Quanto
à segunda ideia da pergunta, temos a ideia de jovem.
Juventude não é um grupo de pessoas com as mesmas
características, porém, é conhecido por nós o potencial transformador das juventudes, bem como o conceito comum de que esta é uma fase da vida cercada
por incertezas e experimentações. Por isto acredito
que sim, é importante que o jovem seja politizado para
que, sabedor das ferramentas disponíveis, possa usar
do seu potencial e da sua vontade de transformação,
atuando em grupo, para que a sociedade possa ser
mais justa e solidária.
“casa” serve de modelo para toda nossa vida fora dela.
Uma segunda atitude é o debate das ideias na época
de eleição: o que é importante valorizar numa candidatura, para que servem os cargos X, Y, Z, onde buscar
informações sobre o passado dos candidatos e sobre o
programa dos partidos, quem investe nestas candidaturas, que promessas são possíveis de serem realizadas. Uma terceira atitude é dentro da própria dinâmica
da comunidade. Ter clareza sobre as escolhas das lideranças dos nossos grupos pastorais e de movimentos.
Uma quarta atitude é referente à vivência nos grupos
juvenis. Eles precisam ser espaços de conversa sobre a
realidade humana, política e social.
STA - E de que forma a juventude da Igreja pode contribuir para a política em si?
RO - Há um pensamento recorrente, e não só entre os
jovens, de que a política é algo sujo e que não é saudável nos aproximarmos da sujeira. Este é um conceito
que precisa ser combatido. A presença do cristão no
meio social é urgente e necessária. Há valores evangélicos nos quais acreditamos que estão sendo desrespeitados e a mudança desta situação só irá ocorrer
pelas vias políticas. Portadores que somos da mesma
missão que Jesus, é preciso que mostremos às pessoas
que um outro mundo é possível, através de nossas palavras e, principalmente, de nossas atitudes.
STA - Você acha que a Igreja tem um papel fundamental
em mostrar como votar correto?
RO - Creio que uma atitude fundamental é a de sempre valorizar as relações éticas. Isto vale tanto para
que as comunidades cristãs não busquem apoio em
políticos envolvidos em corrupção. O que vivemos em
16 • Santa Teresinha em Ação
STA - O que um jovem cristão tem de levar em conta na
hora de escolher o seu candidato?
RO - Para os cargos executivos (presidente, governador
ou prefeito), eu recomendaria que fosse visto quem é
que apoia esta candidatura. Nesta hora, pessoalmente,
analisaria o histórico dos partidos. Para os cargos legislativos (senador, deputados, vereador) vale uma análise semelhante, mas com outra finalidade. Os partidos
fazem coligação e em razão do quociente eleitoral, as
coligações mais votadas elegem mais legisladores. Isto
significa que se votamos num candidato do partido A
que está coligado com o partido B, podemos estar ajudando a eleger candidatos deste último também. Analise também o passado do seu candidato. Ele é “ficha
-limpa”? E por último, não é recomendável votar em
candidatos ou partidos cujas plataformas de governo
ou bandeiras políticas não estejam condizentes com
os valores da ética, da vida humana, da participação
popular.
STA - De que forma ele pode se informar das considerações da Igreja?
RO - Sempre antes das eleições, a CNBB lança algumas
considerações sobre o evento. É sempre bom estar
atento a elas. Estas análises estão disponíveis no site
da instituição e servem de debate para os nossos grupos paroquiais e comunitários.
STA - Você vê futuro nessa juventude de hoje no que se
refere ao engajamento político?
É importante que o
jovem seja politizado para
que possa usar seu potencial
e mudar a sociedade
RO - Certamente. Afinal, como eu disse antes, há várias juventudes. E sempre existirão os mais engajados
e os que não querem saber. A tendência da maioria das
pessoas é achar que estes últimos são a cara única da
juventude. Não o são.
STA - Deixe uma mensagem para os jovens da paróquia
Santa Teresinha.
RO - Não existe fator de conversão mais poderoso que
o poder do testemunho. A nossa causa, como jovens
cristãos, é a mesma de Jesus. Seu pedido a nós foi de
levar a Boa Notícia aos quatro cantos do mundo. São
Francisco de Assis nos deixou uma frase memorável
neste sentido: “Pregue o Evangelho o tempo todo. Se
necessário, use palavras”. Divulguemos a Boa Notícia
de Jesus, que veio ao mundo para que todos tivessem
vida e vida em abundância. E que nosso testemunho
possa ser dado preferencialmente de forma grupal.
Assim ele terá mais força e coerência. Grande abraço
a todos e todas.
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Eleições: momento de exercer a cidadania e transmitir valores