ARTE
EDUCAÇÃO INFANTIL
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LIVRO DE
FUNDAMENTAÇÃO
ANUAL
MATERIAL DO PROFESSOR
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Stock.Xchng
Arte na
Educação Infantil
Livro de
Fundamentação
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Arte na Educação Infantil
Livro de Fundamentação
Autoria
Coordenação de Editoração
Lúcia Baleche Cruz
Eliana Pereira Quaresma
Editora Opet
Editoração
Direção Geral
Fabiana Edições
Maria Cristina Swiatovski
Ilustrações
Gerência de Produtos
Jefferson Schnaider
Gilberto Soares dos Santos
Coordenação Editorial
Anna Carolina Mendes Curto
Iconografia
Amanda dos Santos
Assistente Editorial
Revisão Corporativa
Cristiane Marthendal de Oliveira
Dyanne de Souza Lopes
Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)
(Mônica Catani M. de Souza , CRB-9/807, PR, Brasil)
C957 Cruz, Lúcia Adriana Baleche.
Arte na educação infantil : livro de fundamentação / Lúcia
Adriana Balleche Cruz. — Curitiba : Opet, 2014. 40 p. : il.
ISBN 978-85-8010-560-5
1. Artes – Educação infantil. I. Título.
CDU 74
Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial,
em quaisquer meios, sem prévia autorização por escrito da Editora Opet.
Editoração, Impressão e Comercialização: Editora Gráfica Opet • Av. Des. Hugo Simas, 1220 • CEP 80520-250
Curitiba-PR • Tel.: (41) 3017 0111 • Fax: (41) 3017 0100 • 0800 41 0034
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Livro de Fundamentação
Coleção de Arte para
Professores da
Educação Infantil
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Sumário
• Apresentação ................................................................................................................... 4
• Princípios Norteadores da Coleção .............................................................................. 5
• Objetivos da Coleção . .................................................................................................... 6
Objetivos Gerais .............................................................................................................. 6
Objetivos Específicos . .................................................................................................... 6
• Possibilidades Avaliativas .............................................................................................. 6
• Quadro Geral de Conteúdos para Artes ...................................................................... 7
• Orientações Didáticas .................................................................................................. 14
Unidade 1 – Propostas para crianças de três anos........................................................14
Unidade 2 – Propostas para crianças de quatro anos..................................................29
Unidade 3 – Propostas para crianças de cinco anos.....................................................45
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Apresentação
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
O livro de fundamentação da Arte na Educação Infantil foi elaborado
para ampliar e aprofundar os conhecimentos a respeito das sugestões das
Práticas Pedagógicas da obra por meio de biografias dos artistas, listagem
de conteúdos e habilidades, sugestões de leituras e ampliações para que o
trabalho com a Arte seja uma experiência rica e prazerosa para as crianças e
você professor.
Radius Images/Radius Images/Latinstock
Bom trabalho!
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Princípios Norteadores da Coleção
De acordo com o inciso II do Artigo 7.º das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil
(DCNEIs) – Resolução n.º 5 de 17 de dezembro de 2009 – as propostas pedagógicas das instituições de
Educação Infantil devem assumir “a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e cuidado das crianças com as famílias”.
As atividades da obra estão de acordo com os Arts. 6.º e 9.º das Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil (DCNEIs), que estabelecem o seguinte:
Art. 6.º As propostas pedagógicas de Educação Infantil devem respeitar os seguintes princípios:
I – Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem
comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades.
II – Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à
ordem democrática.
III – Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de
expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A obra Arte na Educação Infantil foi elaborada com base nos documentos oficiais que fundamentam
a Educação Infantil no Brasil, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEIs),
os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil (PNQEIs) e os Referenciais Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil – que apresentam os âmbitos de Formação Pessoal e Social (eixos
Identidade e Autonomia) e Conhecimento do Mundo (eixos Movimento, Artes Visuais, Música, Linguagem
Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Relações Matemáticas).
[...]
Art. 9.º As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação
Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que:
I – promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla,
expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança;
II – favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo
domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical;
[...]
Parágrafo único – As creches e pré-escolas, na elaboração da proposta curricular,
de acordo com suas características, identidade institucional, escolhas coletivas e particularidades pedagógicas, estabelecerão modos de integração dessas
experiências.
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Objetivos da Coleção
Objetivos Gerais
• Ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e materiais,
explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato
com formas diversas de expressão artística.
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
• Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.
• Interessar-se pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas
(regionais, nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato, ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura;
• Produzir trabalhos de arte ao utilizar a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, da construção e desenvolver o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo.
Objetivos Específicos
• Favorecer o desenvolvimento infantil, nos aspectos motor, intelectual e socioemocional.
• Promover a ampliação das experiências e dos conhecimentos infantis, estimulando o interesse da
criança pelo processo de transformação da natureza e pela dinâmica da vida social.
• Proporcionar o desenvolvimento do raciocínio e permitir à criança descobrir e elaborar hipóteses.
• Oferecer oportunidades de fortalecimento da autoestima e de construção da identidade.
• Construir uma forma privilegiada de aprender, na qual o ambiente lúdico envolva criativamente a
criança no processo educativo.
• Valorizar o trabalho cooperativo, possibilitando a divisão de responsabilidades e funções, para que as
crianças atuem dessa forma também na sociedade.
• Enfatizar o início da vida social, segurança e independência em um ambiente afetivo e acolhedor, no
qual a criança sinta prazer em aprender.
Possibilidades Avaliativas
A avaliação na Educação Infantil, assim como nos demais níveis escolares, se destina a obter informações e subsídios capazes de favorecer o desenvolvimento integral dos educandos e a progressão das aprendizagens – as aquisições dos alunos. Nesse sentido, avaliar não é apenas medir, comparar ou julgar. Muito
mais do que isso, a avaliação deve possibilitar a reflexão sobre as bagagens de saberes de que cada aluno
dispõe, cuida da dimensão cognitiva e da afetiva, assim como apresenta uma importância cultural, social e
política fundamental no fazer educativo.
Para validar esse processo formal de avaliação na escola de Educação Infantil, usamos como referência
as orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – n.° 9.394 de 1996), do documento oficial do
Ministério de Educação – o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998) e as contribuições
de HOFFMANN (2002), KRAMER (1989) e PERRENOUD (2000) sobre a abordagem formativa da avaliação.
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Quadro Geral de Conteúdos para Arte
Atividades para faixa etária de 3 a 5 anos
PROPOSTA
CONTEÚDOS
Hora de lambuzar as mãos
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação de pintura rupestre
Percepção visual
Expressão oral
Reconhecimento de pintura rupestre
Técnica: carimbar a mão embebida em tinta e mão em negativo
Grafite. Nas paredes vou
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Keith Haring
Reconhecimento do grafite como arte
Percepção visual e tátil
Técnica: pintura em plano vertical com giz de cera ou tinta
guache
Azul da cor do mar, azul Klein
•
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Yves Klein
Reconhecimento da cor Azul Klein
Experimentação sensorial com a cor azul
Apreciação da cor como elemento expressivo
Percepção visual e tátil
Técnicas: pintura com rolinhos e pintura com sal grosso
Escultura! Vamos passarear...
• Leitura e apreciação da obra de Rogério Dias
• Compreensão do conceito de tridimensional
• Diferenciação do conceito de bidimensional e tridimensional por
meio da comparação entre pintura e escultura
• Expressão oral
• Reconhecimento de elementos naturais como matéria-prima
• Técnica: elaboração de obra tridimensional com elementos
naturais
Vermelho. Cor quente. Calor!
Picolé de pintar...
•
•
•
•
•
•
pintar!
I
3 anos
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
UNIDADE
Leitura e apreciação da obra de Marc Chagall
Apreciação da cor como elemento expressivo
Experimentação sensorial com cores quentes
Identificação de objetos na cor vermelha
Percepção de temperatura
Técnica: pintura com “picolé de tinta”
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
UNIDADE
PROPOSTA
CONTEÚDOS
Casas para montar
•
•
•
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Alfredo Volpi
Percepção dos elementos da linguagem visual – cor e forma
Expressão oral
Reflexão sobre diversos tipos de moradia
Interpretação da música A casa, de Vinicius de Moraes
Reconhecimento de forma geométricas
Construção com o brinquedo tijolinho
Técnica: pintura com têmpera
A cidade iluminada
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Antonio Bandeira
Relação entre os temas casa e cidade
Reconhecimento da pintura gestual
Exploração dos movimentos corporais na realização da pintura
Técnica: pintura gestual com tinta guache diluída
Casas do império
• Leitura e apreciação da obra de Jean-Baptiste Debret
• Percepção de diferentes épocas na comparação de obras com a
mesma temática
• Percepção visual
• Características sociais da época imperial
• Técnica: aquarela, recorte e colagem
Casas coloridas
•
•
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Arcangelo Ianelli
Reconhecimento de formas geométricas na arte
Reconhecimento de cores
Expressão oral
Percepção visual e tátil
Registro de obra de arte
Técnica: pintura e composição com blocos de madeira
Casas no morro
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Djanira da Mota e Silva
Reconhecimento e diferenciação entre cores frias e cores quentes
Percepção de elementos horizontais
Expressão oral
Técnica: recorte e colagem
Chuva de papel. Mosaicos...
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação de mosaico
Manipulação de papéis
Coordenação motora fina
Expressão oral
Técnica: mosaico por meio de colagem de papéis rasgados
I
3 anos
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PROPOSTA
CONTEÚDOS
Bolhas de sabão coloridas!
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Wassily Kandinsky
Identificação das formas concêntricas das bolhas de sabão
Percepção sensorial e visual por meio do lúdico
Técnica: pintura por meio de bolhas de sabão coloridas com
anilina
Naná!
•
•
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Niki de Saint Phalle
Apreciação da forma como elemento expressivo
Expressão oral
Percepção visual e sensorial
Estimulação da motricidade por meio da manipulação de massa
Reconhecimento de formas arredondadas
Técnica: modelagem com massa de sal e pintura com tinta
guache
Frottage – A Grande Floresta
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Max Ernst
Percepção tátil
Identificação de texturas
Expressão oral
Técnica: decalque de objetos de diferentes texturas com giz de
cera
Simetria
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Rubem Valentim
Percepção de simetria na obra analisada
Realização de pinturas simétricas
Percepção de formas espontâneas formadas com a técnica
Técnica: pintura com tinta guache em papel dobrado ao meio
posteriormente
Estalos coloridos
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Jackson Pollock
Percepção visual
Imitação da técnica de pintura dripping
Técnica: pintura com estalos molhados em tinta guache
A arte das linhas
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Raoul Dufy
Percepção visual
Pintura livre com linhas de diferentes formas
Técnica I: desenho de linhas livres com lápis preto
Técnica II: pintura de linhas livres com carimbos de espuma e
garrafinhas com tinta guache
I
3 anos
II
4 anos
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
UNIDADE
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
UNIDADE
PROPOSTA
CONTEÚDOS
A serpente
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de J. Borges
Identificação da técnica da xilogravura
Expressão oral
Percepção visual
Técnica: impressão com tinta guache sobre papel com matriz de
papelão
Autorretrato ou retrato
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de van Gogh
Diferenciação dos conceitos de retrato e autorretrato
Identificação de características pessoais
Expressão oral
Técnica: elaboração de autorretrato e retrato de colegas, com
lápis, lápis de cor ou canetas, por meio da observação de fotos e
reflexo no espelho
O bicho
•
•
•
•
Cavalinho azul
•
•
•
•
•
•
A grande onda
• Leitura e apreciação da obra de K. Hokusai
• Visualização dos elementos da linguagem visual
• Técnica: repetição de formas por meio de impressão com rolinhos de papelão
II
4 anos
Leitura e apreciação da obra de Lygia Clark
Percepção visual
Conceituação de objeto
Percepção da possibilidade de intervenção do espectador na
obra por meio de manipulação
• Expressão oral
• Técnica: composição com recortes de cartolina fixados com fita
adesiva, simulando uma escultura
Leitura e apreciação da obra de Franz Marc
Uso não convencional da cor na arte
Percepção de emoções provocadas pela cor
Identificação de preferências
Expressão oral
Técnica: elaboração de máscaras de papelão previamente pintado com tinta guache
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PROPOSTA
CONTEÚDOS
Onde está o cachorro?
•
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Pierre Bonnard
Reconhecimento de cores e formas
Coordenação motora
Expressão oral
Percepção visual e atenção
Técnica: dobradura
Caminhos para pintar
•
•
•
•
•
Apreciação da obra de Paul Klee
Reconhecimento de formas geométricas
Percepção tátil
Noção espacial
Técnica: pintura com as partes do corpo utilizando tinta caseira
Casa de Dolores. Mosaico
• Leitura e apreciação da obra de Diego Rivera
• Percepção visual e tátil
• Técnica: mosaico com EVA Colorido
Pintar, repintar e despintar
•
•
•
•
•
•
•
•
Espelhos de papel
• Leitura e apreciação da obra de Vik Muniz
• Coordenação motora fina
• Técnica: recorte, com as mãos, de revistas e papéis e colagem
com cola de farinha
Meu rosto, meu corpo, meu
jeito
• Leitura e apreciação da obra de Tarsila do Amaral
• Reconhecimento da diversidade de expressões nas representações humanas criadas pela artista
• Respeito ao outro e às diferenças entre as pessoas
• Reconhecimento de características e identidade
• Expressão oral
• Técnica: complementação da própria silhueta com desenhos das
partes do rosto e do corpo
II
4 anos
III
5 anos
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
UNIDADE
Leitura e apreciação da obra de Vincent van Gogh
Percepção de luminosidade na obra estudada
Percepção do movimento visual produzido pelas pinceladas
Percepção tátil
Expressão oral
Reconhecimento do vidro como suporte para pintura
Reconhecimento de transparência e opacidade
Técnica: pintura sobre vidro com rolinho, pincel ou esponja e
tinta guache
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
UNIDADE
PROPOSTA
CONTEÚDOS
Vamos pintar
•
•
•
•
•
•
Impressões geométricas
•
•
•
•
•
•
Tarsila do Amaral, as linhas e
formas geométricas
•
•
•
•
•
Arabescos de Klimt
• Leitura e apreciação da obra de Gustav Klimt
• Percepção de linha espiral como tratamento gráfico, dos arabescos e das formas geométricas
• Reconhecimento dos tipos de linhas
• Identificação de padrões de repetição das linhas
• Técnica: criação coletiva a partir de intervenções em partes fotocopiadas da obra original
O peixe colorido
•
•
•
•
•
Cores primárias e secundárias
• Identificação de cores primárias e secundárias
• Exploração de mistura de cores
• Técnica: criação de formas sobre papéis previamente pintados
com tinta guache de cores obtidas a partir de misturas
III
5 anos
Leitura e apreciação estética da obra de Henri Matisse
Reconhecimento de características do movimento fauvista
Percepção visual e tátil
Expressão oral
Identificação de temas marinhos
Técnica: pintura com os dedos e tinta guache
Leitura e apreciação da obra de Piet Mondrian
Reconhecimento de figuras geométricas
Percepção visual
Expressão oral
Releitura da obra de Mondrian
Técnica I: impressão com tinta guache de objetos do cotidiano no
papel
• Técnica II: contorno de formas geométricas no papel e pintura
com lápis de cor
Leitura e apreciação da obra de Tarsila do Amaral
Reconhecimento de linhas e formas geométricas
Percepção visual
Expressão oral
Técnica: composição por meio de colagem de formas geométricas recortadas em papel
Leitura e apreciação da obra de Aldemir Martins
Conceituação de cores primárias e secundárias
Exploração da mistura de cores
Expressão oral
Técnica: composição com colagem de formas em cores primárias
sobre desenho feito a lápis
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PROPOSTA
CONTEÚDOS
Brincar de pião
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Candido Portinari
Percepção visual
Expressão oral
Contextualização do título da obra
Técnica: dobradura de folhas de jornal para confecção de pião e
chapéu
Pintar ao ar livre
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Claude Monet
Percepção da cor-luz nos objetos e na natureza
Percepção das alterações da cor e da luz no ambiente
Técnica: pintura do mesmo ambiente em diferentes horários do
dia
Circo de pontinhos
•
•
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Georges Seurat
Identificação da técnica do pontilhismo
Percepção da mistura de cores
Percepção de luz e sombra
Expressão oral
Coordenação motora fina
Técnica: pintura com cotonetes e tinta guache, inspirada no
pontilhismo
Aula de balé
•
•
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de Edgar Degas
Percepção visual
Expressão corporal
Expressão oral
Identificação da dança como temática artística
Técnica: pintura com tinta guache diluída sobre folha de papel
branco previamente desenhada com giz de cera branco, para
revelação dos movimentos do giz no papel
Abaeté
•
•
•
•
Leitura e apreciação da obra de José Pancetti
Identificação de cores primárias e secundárias
Representação da figura humana de costas
Técnica: desenho de características faciais com lápis, lápis de cor,
giz de cera e canetas hidrográficas
III
5 anos
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
UNIDADE
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Orientações Didáticas
A seguir, apresentamos as orientações didáticas com propostas para o desenvolvimento das atividades, possíveis variações e complementações do ponto de
vista teórico e prático.
Unidade I
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Propostas para crianças de três anos
HORA DE LAMBUZAR AS MÃOS
Cueva de las Manos (7350 a.C.), Santa Cruz, Argentina.
Primeiras expressões humanas de cultura e cooperação. Arte rupestre.
Conteúdos
• Leitura e apreciação de pintura rupestre
• Percepção visual
• Expressão oral
• Reconhecimento de pintura rupestre
• Técnica: carimbar a mão embebida em tinta e mão em negativo
Sobre o artista
A Pré-História é um dos períodos mais fascinantes da humanidade, quando,
antes da escrita, o homem se expressou por meio de pinturas simples. O naturalismo é a característica principal do Período Paleolítico Superior, em que o artista
retratava apenas o que via.
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GRAFITE. NAS PAREDES VOU PINTAR!
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
HARING, Keith. Mural na Igreja de Santo Antonio, em Pisa, Itália (1989).
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Keith Haring
• Reconhecimento do grafite como arte
• Percepção visual e tátil
• Técnica: pintura em plano vertical com giz de cera ou tinta guache
Sobre o artista
O primeiro artista com formação acadêmica e profissional a usar o grafite foi
Keith Haring (1958-1990), em Nova Iorque. Começou a desenhar com giz branco
nas estações do metrô nos espaços reservados à publicidade. Suas composições
eram simples e repletas de figuras estilizadas e seus personagens mais conhecidos são o Bebê Radiante, Cachorro Latindo, Espaçonaves Zunindo e Televisão Alada.
Haring queria que seu trabalho fosse o mais acessível possível.
AZUL DA COR DO MAR, AZUL KLEIN
KLEIN, Yves. Pigmentos e fixadores sintéticos sobre papel e tela
(ANT 63), 1960, 153 x 209 cm.
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Yves Klein
• Reconhecimento da cor Azul Klein
• Experimentação sensorial com a cor azul
• Apreciação da cor como elemento expressivo
• Percepção visual e tátil
• Técnica: pintura com rolinhos e pintura com sal grosso
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Sobre o artista
Yves Klein (1928-1962) inventou um azul brilhante que chamou de Azul Klein
Internacional (cuja sigla, em inglês, é IKB). Ele achava que as pessoas que olhassem
para essa cor limpariam a mente e pensariam com mais clareza. Klein morreu aos
34 anos, de infarto, mas deixou uma obra extensa e revolucionária.
ESCULTURA! VAMOS PASSAREAR...
DIAS, Rogério. Escultura de pássaro.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Rogério Dias
• Compreensão do conceito de tridimensional
• Diferenciação do conceito de bidimensional e tridimensional por meio da
comparação entre pintura e escultura
• Expressão oral
• Reconhecimento de elementos naturais como matéria-prima
• Técnica: elaboração de obra tridimensional com elementos naturais
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Sobre o artista
Rogério Dias (1945) é um grande pintor, escultor, designer
gráfico, cartunista, ator, decorador e ilustrador e sua carreira
é marcada pela pesquisa na área de arte. Antes de dedicar-se exclusivamente à pintura, passou pela escultura, colagem,
fotografia e por experimentações na gravura, abordando temas
como rostos e corpos femininos, sempre abusando das cores.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Na década de 1980, começou a retratar naturezas-mortas,
sempre associadas com pássaros, os quais passaram a ser tema
recorrente em sua obra, até se tornarem o elemento central.
Realizou diversas exposições individuais e coletivas e participou e foi premiado em salões de artes plásticas. É um dos artistas mais premiados do Salão de Arte do Paraná.
Sugestão de leitura
IAVELBERG, Rosa. O Desenho Cultivado da Criança: prática e formação de educadores,
2. ed. Porto Alegre: Zouk Editora, 2008.
O livro aborda o desenho da criança como reprodução do seu mundo, como
marca própria.
VERMELHO. COR QUENTE. CALOR! PICOLÉ DE PINTAR...
CHAGALL, Marc. Flores em fundo vermelho. 1970.
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Marc Chagall
• Apreciação da cor como elemento expressivo
• Experimentação sensorial com cores quentes
• Identificação de objetos na cor vermelha
• Percepção de temperatura
• Técnica: pintura com “picolé de tinta”
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Sobre o artista
Marc Chagall (1887-1985) foi um imigrante russo que viveu a maior parte da
vida na França, mas nunca deixou de sentir saudades da sua terra natal; foi pintor,
gravador e vitralista e sua obra reflete sua história pessoal e sua personalidade.
No âmbito da arte contemporânea, marcada pelo formalismo e pela abstração, a pintura de Chagall se destaca pela importância que tem nela o elemento
temático, de fundo onírico, que, por sua vez, reflete as profundas raízes afetivas e
culturais do artista. Sua obra, moderna, assimilou todas as conquistas formais da
arte contemporânea.
CASAS PARA MONTAR
VOLPI, Alfredo. Sem Título, década de 1950. Têmpera sobre tela, 73,1 x 116,2 cm.
Coleção particular.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Alfredo Volpi
• Percepção dos elementos da linguagem visual – cor e forma
• Expressão oral
• Reflexão sobre diversos tipos de moradia
• Interpretação da música A casa, de Vinicius de Moraes
• Reconhecimento de forma geométricas
• Construção com o brinquedo tijolinho
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• Técnica: pintura com têmpera
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Sobre o artista
Alfredo Volpi (1896-1988) nasceu em Lucca, na
Itália, mas veio para o Brasil com os pais quando tinha
apenas 18 meses de idade e viveu aqui até os 92 anos.
Desde criança gostava de misturar tintas e criar novas
cores e aos 15 anos começou a trabalhar como pintor
decorador de paredes. Ele fazia desenhos e pinturas
de faixas decorativas nas paredes das casas de famílias
ricas da cidade de São Paulo.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Estudou na Escola Profissional Masculina do Brás
e trabalhou como marceneiro, entalhador e encadernador. Aos 16 anos costumava pintar aquarelas e aos
18 anos pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos,
usando tinta a óleo.
Aos 29 anos de idade, um fato inédito aconteceu em sua vida: participou de
uma mostra de pintura no Palácio das Indústrias em São Paulo. Tornou-se membro,
nos anos 1940, do Grupo Santa Helena, no qual conheceu o pintor paulista Ernesto
de Fiori, que o influenciou de maneira decisiva.
O grupo era formado por artistas paulistas que se reuniam no Palacete Santa
Helena, desenvolvendo, durante as décadas de 1930 e 1940, pinturas que retratavam cenas da vida e da paisagem dos arredores de São Paulo. Volpi participou das
primeiras manifestações artísticas contra os modernistas de 1922, com outros pintores do Grupo Santa Helena, como Bonadei, Rebolo, Clóvis Graciano, Pennacchi.
Volpi expôs no Salão de Maio e na 1.ª Exposição da Família Artística Paulista, em
1938, ambos em São Paulo. No ano seguinte, depois de uma viagem a Itanhaém,
no litoral sul paulista, começou a pintar paisagens marinhas. Participou do 7.º Salão
Paulista de Belas-Artes em 1940.
Treze anos depois, ganhou o prêmio de melhor pintor brasileiro, na 2.ª Bienal de
São Paulo. A partir daí, tornou-se um pintor famoso. Várias retrospectivas (exposições com a obra do autor) em museus e galerias precederam a exposição Volpi 90
anos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no aniversário do artista, dois anos
antes de sua morte.
Suas obras seriam dominadas pelas cores e pelo estilo abstrato geométrico.
Exemplo marcante disso são suas bandeirinhas multicoloridas, que se tornaram sua
marca registrada. As formas geométricas e as trocas cromáticas começaram nos
anos 1970. Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, no que os
críticos definem como uma combinação inventiva.
A fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna,
expressa em seu trabalho Bandeiras e Mastros. Só pintava sob a luz do sol e se
envolvia totalmente com a criação da obra, o que incluía esticar o linho para as
telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca
mais usou tintas industriais – “elas criam mofo e perdem vida com o passar do
tempo”, dizia.
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Em um processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro)
e ressecados ao sol.
Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u615.jhtm>. Acesso em: 19 mar. 2014. (Adaptado).
Sugestão de leitura
ROSA, Nereide S. Santa. Alfredo Volpi. São Paulo: Moderna, 2000.
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Este livro é apropriado aos alunos para o conhecimento da vida e da obra de
Alfredo Volpi.
A CIDADE ILUMINADA
BANDEIRA, Antonio. A grande cidade iluminada. 1953. Óleo sobre tela, 72,4 x 91,4 cm.
Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Antonio Bandeira
• Relação entre os temas casa e cidade
• Reconhecimento da pintura gestual
• Exploração dos movimentos corporais na realização da pintura
• Técnica: pintura gestual com tinta guache diluída
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Sobre o artista
Antonio Bandeira (1922-1967) nasceu em Fortaleza,
no Ceará. Ganhou uma bolsa de estudos em 1945 para
estudar na França, quando participou de uma exposição
do Instituto dos Arquitetos do Rio de Janeiro. Em Paris,
conheceu os artistas Camille Bryen e Wolls e com eles
fundou um grupo chamado Banbryols, com o nome inspirado nas iniciais dos nomes dos três pintores. A característica da pintura desse grupo era a pintura gestual.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
No início da sua carreira foi figurativo, mas descobriu
a abstração informal na década de 1940. Suas pinturas
sugerem grandes paisagens urbanas por trás de uma
trama geométrica. De volta ao Brasil, em 1951, instalou-se no ateliê do amigo escultor José Pedrosa, onde também trabalhava Milton Dacosta. Voltou a Paris em 1965,
onde permaneceu até sua morte.
O crítico Frederico Morais escreveu a seu respeito: “(...) Acho definitiva, para a
compreensão de sua obra, esta afirmação: ‘Nunca pinto quadros. Tento fazer pintura.’ Quer dizer, o quadro não parece significar para ele uma realidade autônoma,
uma estrutura que possui suas próprias leis, algo que se constrói com elementos
específicos. A pintura é um estado de alma que ele extroverte aqui e ali, sem outro
objetivo que o de comunicar um sentimento, uma emoção, uma lembrança. Enfim,
é ‘uma transposição de seres, coisas, momentos, gostos, olfatos que vou vivendo no
presente, passado, no futuro’”.
Disponível em: http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=6&in=1
CASAS DO IMPÉRIO
DEBRET, Jean-Baptiste. Casario, 1816-1831. Aquarela sobre papel, 12,4 x 20,1 cm.
Museu Castro Maya- IPHAN/ MinC (Rio de Janeiro).
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Jean-Baptiste Debret
• Percepção de diferentes épocas na comparação de obras com a mesma
temática
• Percepção visual
• Características sociais da época imperial
• Técnica: aquarela, recorte e colagem
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Sobre o artista
Debret foi o mais importante artista da Missão
Artística Francesa. Em 1808, o rei Dom João VI e sua
corte fugiram para o Brasil, pois Napoleão invadiu
Portugal. Após a derrota de Napoleão, muitos artistas
queriam fugir da Europa e foram convidados por Dom
João VI a vir ao Rio de Janeiro. Assim, a Missão Artística
Francesa chegou ao Brasil e influenciou a arte brasileira
com seus métodos de ensino da arte. Debret deu aulas
na Academia Imperial de Belas-Artes e publicou três
volumes de desenhos e aquarelas chamados Viagem
pitoresca e histórica ao Brasil. Esses livros mostram como era a sociedade brasileira
da primeira metade do século XIX e o cotidiano das pessoas, dos nobres, dos escravos e dos índios. Debret era muito detalhista em seus desenhos e pinturas. Com o
olhar de um viajante, retratou as cenas, os lugares e as pessoas com muito realismo.
Indicação de leitura
MANGE, Marilyn Diggs. Arte brasileira para crianças. São Paulo, Martins Fontes, 1996.
Livro de história da arte para crianças, com textos curtos e informativos.
CASAS COLORIDAS
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IANELLI, Arcangelo. Casas, 1960. Óleo sobre tela, 46 x 61 cm.
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Arcangelo Ianelli
• Reconhecimento de formas geométricas na arte
• Reconhecimento de cores
• Expressão oral
• Percepção visual e tátil
• Registro de obra de arte
• Técnica: pintura e composição com blocos de madeira
Sobre o artista
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Arcangelo Ianelli (1922-2009) nasceu
em São Paulo e começou a estudar desenho e pintura com apenas 20 anos. No
início da carreira, pintava paisagens e naturezas-mortas sendo mais figurativo. Após
a Bienal de São Paulo de 1951, tendeu ao
abstracionismo.
Recebeu um prêmio em 1964 do Salão
Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro
e foi para a Europa. Nesse período, expôs
em várias capitais europeias e sua pintura
se caracterizou pelo lirismo das formas. Nos
anos 1970, retomou as formas mais geometrizadas, e a tinta que utilizava com as cores
ficou mais transparente. O artista pintava com várias camadas de tinta, assim a
pinturava ganhava luz e materialidade.
Participou de inúmeras exposições e ganhou muitos prêmios pelo conjunto
da sua obra. O Museu de Arte Moderna paulista organizou uma retrospectiva sua
em 1978, que se repetiu no MAM do Rio de Janeiro, em 1984. Em março de 1993,
o Museu de Arte de São Paulo (MASP) realizou a mostra Ianelli: 50 Anos de Pintura.
Professor, assista ao vídeo sobre o artista Arcangelo Ianelli, disponível no
link: <http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?
fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=561&cd_item=1&cd_
idioma=28555>. Nele o artista aparece pintando e explicando seu processo de
trabalho. Ao final, pergunte aos alunos se gostaram do vídeo e o que aprenderam
sobre o artista e sua obra.
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
CASAS NO MORRO
SILVA, Djanira da Mota e. Morro da Guia, Cabo Frio, RJ. 1970.
Óleo sobre tela, 65,5 x 105 cm.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Djanira da Mota e Silva
• Reconhecimento e diferenciação entre cores frias e cores quentes
• Percepção de elementos horizontais
• Expressão oral
• Técnica: recorte e colagem
Sobre a artista
Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e
gravadora, Djanira da Mota e Silva (1914-1979) nasceu em
Avaré (SP). Desde criança teve uma vida difícil, foi vendedora ambulante para sobreviver, ganhava pouco e se alimentava mal; em decorrência disso, contraiu tuberculose.
Djanira pintou seus primeiros quadros no sanatório de
São José dos Campos (SP), onde foi internada. Sua saúde
sempre foi precária, mesmo assim, sobreviveu à doença.
Em 1952, viajou pelo Brasil para registrar imagens do
cotidiano e festas religiosas – essa foi sua fase mais expressiva. Representou pescadores, trabalhadores do campo, da cidade, algumas tradições religiosas como o
catolicismo e os cultos afro-brasileiros.
As pinturas de Djanira revelam uma visão simples e direta das coisas, com sensibilidade popular e concepções modernistas. Ela desenvolveu, em suas pinturas,
temas como festas tradicionais, atividades populares, índios, negros e brancos,
retratando a realidade social brasileira.
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CHUVA DE PAPEL. MOSAICOS...
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Fragmentos de vidro encontrados em Alexandria – Egito.
Conteúdos
• Leitura e apreciação de mosaico
• Manipulação de papéis
• Coordenação motora fina
• Expressão oral
• Técnica: mosaico por meio de colagem de papéis rasgados
BOLHAS DE SABÃO COLORIDAS!
KANDINSKY, Wassily. Círculos, 1942.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Wassily Kandinsky
• Identificação das formas concêntricas das bolhas de sabão
• Percepção sensorial e visual por meio do lúdico
• Técnica: pintura por meio de bolhas de sabão coloridas com anilina
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Sobre o artista
Wassily Kandinsky (1866-1944) mudou a arte para
sempre, pois sua criação de obras de cor pura e formas
abstratas marcou uma revolução na arte. Foi o pioneiro do abstracionismo; círculos, ziguezagues, curvas
e linhas diagonais mostraram a beleza estética comparada à audição de um concerto de música clássica.
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
A princípio, Kandinsky pintou paisagens coloridas e temas inspirados pela arte popular russa, até se
afastar da arte descritiva e se concentrar na criação de
obras abstratas.
“A cor é uma força poderosa que influencia diretamente a alma... e nela provoca
vibrações”.
Wassily Kandinsky
NANÁ!
PHALLE, Niki de Saint. Califórnia Nana. 1970. Pintura de poliéster,
33,6 x 20,2 x 19 cm. J.G.M. Galerie. Paris.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Niki de Saint Phalle
• Apreciação da forma como elemento expressivo
• Expressão oral
• Percepção visual e sensorial
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• Estimulação da motricidade por meio da manipulação de massa
• Reconhecimento de formas arredondadas
• Técnica: modelagem com massa de sal e pintura com tinta guache
Sobre a artista
Niki de Saint Phalle (1930-2002) nasceu na França, foi
criada em Nova Iorque e foi uma das artistas internacionais que
se destacaram usando a técnica do papel machê. Suas esculturas eram feitas de lã, fibra de algodão, papel machê e tela de
arame.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Encontramos esculturas dela em diferentes lugares do
mundo, como as obras da Praça Igor Stravinsky, em frente ao
Centro Cultural Beaubourg, no centro de Paris, França.
A artista francesa se notabilizou por inventar um mundo de
cores puras e movimentos lúdicos. Niki realizou vários trabalhos entre esculturas,
serigrafias, litografias e fotos de seus grandes projetos públicos, como o monumental O jardim do Tarô ou Dolores, peça em poliéster pintado, de 5,5 metros de altura.
O universo da artista inclui ainda outros materiais do tipo fibra de vidro, gesso
ou tela de arame. São obras de impacto, com ironia e humor, pontuadas por um alegre colorido e marcadas por expressivas e apoteóticas figuras femininas, redondas
e generosas.
“Quanto a mim, eu me mostraria. Mostrando tudo. Meu coração, minhas
emoções. Verde-vermelho-amarelo-azul-violeta. Ódio, amor, riso, medo, ternura...”
Niki de Saint Phalle
Niki expressava suas paixões e suas apreensões de maneira lúdica; brincava
com a cor, com a luz, com o espaço, questões formais criadas para instigar o
espectador – uma aparente eficiência de comunicação imediata, mas há que se ler,
sobretudo nas entrelinhas de seu discurso-espaço, e seguir o mergulho psíquico do
âmago de sua obra.
É também contemporâneo o uso dos mais diversos materiais, entrecortados
por sua cor luminosa: suas esculturas são construídas com espelhos, vidro, plástico,
tecidos e bronze como embutidos arquitetônicos; mais ainda, o lúdico permeia sua
constante inquietação, transfigurada em pássaros, nanás, animais, serpentes, no dia
e na noite.
Pela presença constante da memória de sua infância, pela dificuldade que teve
em se impor como artista mulher, por sua luta sempre renovada contra todas as
formas de poder – político, religioso ou social –, Niki de Saint Phalle é hoje o símbolo de uma forma de expressão artística liberada, primitiva e cheia de humor, que
atinge prontamente a sensibilidade popular. Ela sabe revelar essas forças em sua
escultura, tocando o inconsciente por sua maneira de expressar com humor aquilo
que atinge as sensibilidades em seu âmago.
MITTERRAND, Jean Gabriel. Disponível em: <http://www.passeiweb.com/
estudos/sala_de_aula/biografias/niki_de_saint_phalle>.
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
FROTTAGE – A GRANDE FLORESTA
ERNST, Max. A Grande Floresta, 1926.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Max Ernst
• Percepção tátil
• Identificação de texturas
• Expressão oral
• Técnica: decalque de objetos de diferentes texturas com giz de cera
Sobre o artista
Max Ernst (1891-1976) foi o criador do termo francês
frottage, que significa “decalcar, riscar”. Ele friccionava o lápis
sobre papéis e telas com diferentes objetos embaixo.
Foi um importante pintor alemão, adepto do irracional,
do onírico e do inconsciente. Criou muitas técnicas de pintura e escultura e participou de vários movimentos artísticos.
O movimento dadaísta teve Max Ernst como seu precursor,
que inventou e divulgou técnicas usadas até hoje, como a
colagem, a fotomontagem, a assemblage (construção tridimensional a partir de
materiais recuperados), a grattage (raspagem), a frottage (fricção) e a decalcomania.
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Unidade II
Propostas para crianças de quatro anos
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
SIMETRIA
VALENTIM, RUBEM. “SEM TÍTULO”, serigrafia, 1980.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Rubem Valentim
• Percepção de simetria na obra analisada
• Realização de pinturas simétricas
• Percepção de formas espontâneas formadas com a técnica
• Técnica: pintura com tinta guache em papel dobrado ao meio posteriormente
Sobre o artista
Rubem Valentim (1922-1991) foi um artista autodidata. Suas influências vinham da tradição popular do
Nordeste, como a cerâmica do Recôncavo Baiano. Na
década de 1950 teve como referências o universo religioso, a umbanda e o candomblé, realizou símbolos e
emblemas geométricos nas suas representações. Utilizava
linhas horizontais e verticais, triângulos, círculos e quadrados, realizava também murais, relevos e esculturas
monumentais.
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
ESTALOS COLORIDOS
POLLOCK, Jackson. N.º 5, 1948. Óleo sobre painel, 2,4 m x 1,2 m. Coleção particlar.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Jackson Pollock
• Percepção visual
• Imitação da técnica de pintura dripping
• Técnica: pintura com estalos molhados em tinta guache
Sobre o artista
Jackson Pollock (1912-1956)
criou, em suas pinturas, um método
particular de se expressar. O dripping consiste em deixar escorrer a
tinta sobre a tela colocada no chão,
criando assim uma trama de linhas.
Estabeleceu as regras do action painting, que é uma pintura baseada na
espontaneidade. Suas primeiras pinturas eram realistas, mas, depois que
conheceu a vanguarda europeia,
mudou seus meios de expressão.
A partir de 1946, negou os elementos figurativos e iniciou seus trabalhos, que se
caracterizam por redes de linhas coloridas entrelaçadas.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A ARTE DAS LINHAS
DUFY, Raoul. Pôr do Sol.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Raoul Dufy
• Percepção visual
• Pintura livre utilizando linhas de diferentes formas
• Técnica I: desenho de linhas livres com lápis preto
• Técnica II: pintura de linhas livres com carimbos de espuma e garrafinhas
com tinta guache
Sobre o artista
Raoul Dufy (1877-1953) foi um artista francês, ceramista, gravador, desenhista, ilustrador e colorista. Iniciou
sua formação artística como impressionista, mas influenciado por Henri Matisse se destacou como um artista
fauvista. Ganhou uma bolsa para estudar na Escola
Nacional de Belas-Artes, em Paris (1900) e, no ano seguinte,
expôs a obra Fin de Journée au Havre no salão dos independentes. Seus temas preferidos eram paisagens urbanas,
regatas, marinhas e corridas de cavalo. Uma de suas obras
mais divulgadas foi o enorme mural Histoire de L’életricité
à Travers les Âges, exibido no pavilhão da eletricidade da
exposição internacional de Paris (1937).
Fauvista: artista
adepto do fauvismo,
escola que utiliza
cores vibrantes e livre
tratamento da forma
na representação do
mundo, iniciando a
redução da linguagem
da pintura a seus
meios de expressão
essenciais: cor, forma e
pincelada.
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
A SERPENTE
BORGES, J. A Serpente, 2003. Xilogravura.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de J. Borges
• Identificação da técnica da xilogravura
• Expressão oral
• Percepção visual
• Técnica: impressão com tinta guache sobre papel com matriz de papelão
Sobre o artista
José Francisco Borges (1935), mais
conhecido como J. Borges, é um dos mestres do cordel, um dos artistas folclóricos
mais celebrados da América Latina e o
xilogravurista brasileiro mais reconhecido
no mundo. Ele nasceu em 20 de dezembro
de 1935 em Bezerros, Pernambuco. Filho
de agricultores, começou a trabalhar na
roça aos 10 anos de idade, e negociava nas
feiras da região as colheres de pau que ele
mesmo fabricava.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Autodidata, o gosto pela poesia o fez encontrar nos folhetos de cordel um
substituto para os livros escolares. Em 1964, começou a escrever folhetos de cordel;
foi quando fez O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina, xilogravada por
Mestre Dila e que vendeu mais de 5 mil exemplares em dois meses. Animado com
o resultado, escreveu o segundo cordel, chamado O Verdadeiro Aviso de Frei Damião
Sobre os Castigos que Vêm, que o conduziu pela primeira vez à xilogravura. Como
não tinha dinheiro para pagar um ilustrador, J. Borges resolveu fazer ele mesmo:
começou a entalhar na madeira a fachada da igreja de Bezerros, que usou no seu
segundo folheto de cordel. Desde então, começou a fazer matrizes por encomenda e também para ilustrar os mais de 200 cordéis que lançou ao longo da vida.
Atualmente, essas xilogravuras são impressas em grande quantidade, em diversos
tamanhos, e vendidas a intelectuais, artistas e colecionadores de arte.
AUTORRETRATO OU RETRATO?
VAN GOGH, Vincent. Autorretrato. 1889. Óleo sobre tela, 65 x 54 cm.
Musée d’Orsay, Paris.
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
VAN GOGH, Vincent. O carteiro Roulin. 1888.
Óleo sobre tela, 81,2 cm x 65,3 cm. Museum of Fine Arts, Boston.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de van Gogh
• Diferenciação dos conceitos de retrato e autorretrato
• Identificação de características pessoais
• Expressão oral
• Técnica: elaboração de autorretrato e retrato de colegas, com lápis, lápis de
cor ou canetas, por meio da observação de fotos e reflexo no espelho
Referencial teórico
O conceito de retrato e autorretrato é muito popular nas Artes Visuais. Durante
séculos, artistas pintaram retratos, e nos dias atuais ainda o fazem. Os retratos são
muito valorizados, por razões variadas. Os retratados gostam de ter sua fisionomia
registrada para a posteridade, e algumas pessoas têm curiosidade de saber como
eram as pessoas no passado.
Atualmente, a fotografia substituiu em muito a pintura; é comum ter em casa
muitas fotografias de momentos significativos e importantes. Guardar e registrar
esses momentos sempre fez parte da necessidade humana de conservar a memória
das pessoas, dos lugares e dos fatos.
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Retrato é a representação da imagem de uma pessoa por meio de desenho,
pintura, gravura, fotografia etc. Retratar uma pessoa não é somente registrar como
fielmente como ela é, mas revelar sua expressão, seu modo de ser, seus sentimentos
e também a visão do artista sobre essa pessoa ou sobre si mesmo.
Procure apreciar, com os alunos, obras de arte que demonstrem os conceitos
de retrato e autorretrato, comparando as obras e destacando a maneira como o
artista representou a figura humana ou se autorretratou.
Sugestão de leitura
DORE, H. A arte dos retratos. Rio de janeiro: Ediouro, 1996.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Este livro é uma boa referência para os alunos, pois traz vários retratos e autorretratos comentados.
RUSSO, Martín Ernesto. Vincent van Gogh. Barueri: Editorial Sol 90, 2007. Coleção
Folha Grandes Mestres da Pintura, v.1.
Este livro apresenta várias obras de Vincent van Gogh, inclusive retratos e
autorretratos.
O BICHO
Clark, Lygia. Bicho (caranguejo duplo), 196. Alumínio, 53 x 59 x 53 cm.
Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo SP.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Lygia Clark
• Percepção visual
• Conceituação de objeto
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• Percepção da possibilidade de intervenção do espectador na obra por meio
de manipulação
• Expressão oral
• Técnica: composição com recortes de cartolina fixados com fita adesiva,
simulando uma escultura
Sobre a artista
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Lygia Clark (1920-1988) foi uma pintora e escultora brasileira que queria ver
seus trabalhos nas mãos de quem visitasse sua exposição, que as pessoas os manipulassem. Ela acreditava que seu trabalho não deveria ficar exposto apenas para ser
observado, por isso, na série Bichos incluiu dobradiças, assim, era possível mover e
dobrar os “bichos” em diferentes posições.
A artista, nascida em Belo Horizonte, abriu novas perspectivas para a arte contemporânea brasileira. Tentou superar os limites entre obra e vida e rejeitou a arte
convencional, viveu no limiar entre a psicanálise e a expressão artística e estudou
pintura sob a orientação de Burle Marx. Em 1950, foi a Paris, onde frequentou o
ateliê de Fernand Léger. De volta ao Rio de Janeiro, integrou o Grupo Frente, liderado por Ivan Serpa. Com o objetivo de estabelecer uma nova linguagem abstrata
na arte brasileira, fundou o neoconcretismo. Em suas primeiras pinturas, mudou a
natureza e o sentido do quadro, estendeu a cor até a moldura e criou obras como
superfícies modulares e os contra-relevos.
No período de 1960 a 1964, surgiram Bichos – esculturas articuladas manipuladas pelo público. Com eles, Lygia indicava sua busca: a participação do espectador
em seu trabalho, por meio de objetos sensoriais (sacos plásticos, pedras, conchas,
luvas etc.), para despertar sensações e fantasias. Elaborou, posteriormente, trabalhos como Nostalgia do Corpo: Diálogo (1968), que propõe ao espectador sentir coisas simples, como o sopro da respiração e o contato de uma pedra na palma da mão;
A Casa é o Corpo: Labirinto (1968), que simula um útero a ser penetrado pelo visitante, o qual é levado a experimentar sensações táteis ao passar por compartimentos; e Baba Antropofágica (1973), no qual várias pessoas derramam, sobre alguém
deitado, fios que saem da boca. Lygia desenvolveu experiências terapêuticas com
seus objetos sensoriais, principalmente entre seus alunos da Sorbonne, onde
lecionou (1970-1975). No Rio de Janeiro, dava consultas terapêuticas particulares
(1978-1985).
Fonte da pesquisa: UOL Educação. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/
biografias/klick/0,5387,272-biografia-9,00.jhtm>. Acesso em: 7. abr. 2014.
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Sugestão de leitura
SANT’ANNA, Renata et al. De dois em dois; um passeio pelas bienais. São Paulo,
Martins Fontes, 1996.
Nesse livro é possível visualizar as obras de Lygia Clark sendo manipuladas por
crianças que visitaram a Bienal de São Paulo.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
CAVALINHO AZUL
MARC, Franz. Cavalo Azul, 1911. Óleo sobre tela, 112,5 x 84,5 cm.
Stadtische Galerie im Lenbachhaus, Munique, Alemanha.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Franz Marc
• Uso não convencional da cor na arte
• Percepção de emoções provocadas pela cor
• Identificação de preferências
• Expressão oral
• Técnica: elaboração de máscaras de papelão previamente pintado com tinta
guache
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Sobre o artista
Franz Marc (1880-1916) estudou teologia, filosofia e artes e foi um dos mais
influentes pintores representantes do movimento expressionista na Alemanha. Por
volta de 1907, dedicou-se à representação de animais e da natureza, pois sentia-se
intimamente ligado aos animais e tentou representar o mundo tal como o animal
o vê, mediante a simplificação formal e cromática das coisas. Usava cada cor para
denotar um significado.
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
No site <http://abstracaocoletiva.com.br/2013/01/31/franz-marc-biografia/>
você encontra uma biografia desse artista relacionada a suas obras. Acesse e confira!
A GRANDE ONDA
HOKUSAI, Katsushika. A Grande Onda de Kanagawa, 1829-1833. Xilogravura.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de K. Hokusai
• Visualização dos elementos da linguagem visual
• Técnica: repetição de formas por meio de impressão com rolinhos de papelão
Sobre o artista
Katsushika Hokusai (1760-1849) é o mais famoso artista japonês. Suas obras
mostram a história e as lendas do país e também pessoas e cenas comuns.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ONDE ESTÁ O CACHORRO?
BONNARD, Pierre. A Torta de Cerejas.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Pierre Bonnard
• Reconhecimento de cores e formas
• Coordenação motora
• Expressão oral
• Percepção visual e atenção
• Técnica: dobradura
Sobre o artista
Pierre Bonnard (1867-1947) frequentou a Escola de Belas Artes e a Academia
Julien, em Paris, onde se ligou a vários artistas, ao lado dos quais participou do
grupo dos nabis, cuja arte foi marcada pelo simbolismo.
Produziu muitas litogravuras em cores e expôs pela primeira vez no Salão dos
Independentes, em 1891, revelando uma observação cheia de humor da vida parisiense. Os primeiros trabalhos de Bonnard eram também influenciados por Gauguin
e pela arte japonesa, que ele muito admirava. Sua paleta, no início com cores claras,
mais tarde assumiu os matizes cinzentos de Paris.
Gostava de retratar as pessoas simples e os animais, tema recorrente em sua
pintura. Seus primeiros quadros eram geralmente executados em telas pequenas
e com grande delicadeza. Contudo, a partir de 1900, o estilo de Bonnard sofreu
considerável modificação. Transferiu-se para o campo, pelo qual sempre se sentiu
atraído, alternando em sua obra paisagens e cenas íntimas.
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A partir de 1928, Bonnard criou obras cujo otimismo solar refletia o sereno equilíbrio de uma sociedade burguesa no seu apogeu. Seus últimos trabalhos – paisagens, interiores, nus e natureza-morta – tornaram-se cada vez mais ricos em cores.
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
CAMINHOS PARA PINTAR
KLEE, Paul. Caminhos Principais e Caminhos Secundários, 1929.
Óleo sobre tela, 83 x 67 cm. Colónia, Museum Ludwig.
Conteúdos
• Apreciação da obra de Paul Klee
• Reconhecimento de formas geométricas
• Percepção tátil
• Noção espacial
• Técnica: pintura com as partes do corpo utilizando tinta caseira
Sobre o artista
Paul Klee (1879-1940) nasceu na Suíça e foi violinista,
professor, pintor e escritor. Seu pai era professor de música
e sua mãe gostava de desenhar. Produziu cerca de 8,9 mil
obras de arte em toda a sua carreira. Gostava de pintar e
desenhar linhas, formas geométricas e planos coloridos em
suas obras. Deixou um diário com anotações e desenhos,
que é um importante documento para o entendimento da
sua obra. Em 1914, Klee visitou a Tunísia, o que proporcionou grande impacto em sua obra. Morreu com 60 anos.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
CASA DE DOLORES. MOSAICO
RIVERA, Diego. Quetzalcoatl, 1956. Parede da casa de Dolores Olmedo,
em Acapulco, México. (Detalhe).
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Diego Rivera
• Percepção visual e tátil
• Técnica: mosaico com EVA colorido
Sobre o artista
Diego Rivera (1886-1957) foi um dos maiores pintores mexicanos. Ao lado
de sua esposa, Frida Khalo, conquistou grande destaque internacional. Seu feito
mais notável foi a ligação que criou entre a arte pré-colombiana e os movimentos
de modernistas, como o cubismo e o realismo social. Pintou vários afrescos e foi
essencial para a criação do movimento muralista mexicano. Continua celebrado até
hoje no México pelo seu desejo de criar uma identidade mexicana por meio desses
trabalhos.
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Muralismo Mexicano
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Após a revolução de 1910, as artes plásticas tornaram-se a principal manifestação cultural das correntes ideológicas mexicanas. Muitos artistas demonstravam seu apoio à causa revolucionária criando vigorosos murais para edifícios
públicos. Um desses pintores foi David Siqueiros (1896-1974), que criou um
programa de ação muralista; em 1935-1936, ele dirigiu um atelier experimental em Nova York (frequentado por Pollock) para demonstrar seus novos materiais e técnicas. José Clemente Orozco (1883-1949) e, sobretudo, Diego Rivera
(1886-1957) eram muralistas ainda mais conhecidos, exercendo grande influência nos artistas americanos da época e sendo imitados, reverenciados ou atacados por seus contemporâneos.
BECKETT, Wendy. História da Pintura. São Paulo: Ática, 1997. p. 370.
PINTAR, REPINTAR E DESPINTAR
VAN GOGH, Vincent. A Noite Estrelada. 1889. Óleo sobre tela, 73 cm x 92 cm.
Metropolitan Museum of Modern Art, Nova Iorque.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Vincent van Gogh
• Percepção de luminosidade na obra estudada
• Percepção do movimento visual produzido pelas pinceladas
• Percepção tátil
• Expressão oral
• Reconhecimento do vidro como suporte para pintura
• Reconhecimento de transparência e opacidade
• Técnica: pintura sobre vidro com rolinho, pincel ou esponja e tinta guache
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Sobre o artista
Vincent van Gogh nasceu na Holanda, em 1853, e faleceu em 1890, com apenas
37 anos. No início de sua carreira queria ser pastor de uma igreja, mas não obteve
sucesso. Com a ajuda do seu irmão Theo, aproximou-se das artes e começou a desenhar cenas do cotidiano e da natureza. Por meio das cartas que escreveu ao irmão,
os críticos de arte conseguiram resgatar muitos aspectos da vida e da obra desse
artista.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Suas telas iniciais retratavam a vida dos camponeses e trabalhadores rurais.
Em 1886, foi morar com o irmão em Paris, onde conheceu pintores importantes da
época, como Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, grandes artistas do impressionismo. Sua pintura sofreu grande influência desse movimento artístico.
Paul Gauguin se tornou um grande amigo de van Gogh e os dois foram morar
juntos no sul da França para criar um centro artístico. No início, a relação entre os
dois era tranquila, porém, com o tempo, os desentendimentos foram aumentando
até que Gauguin retornou para Paris e Vincent entrou em depressão. Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo; foi
nesse período que chegou a cortar a própria orelha.
Sugestão de Leitura
VENEZIA, Mike. Mestres das artes: Vincent van Gogh. São Paulo: Moderna, 1996.
O livro apresenta a biografia e algumas obras do artista.
ESPELHOS DE PAPEL
MUNIZ, Vik. Pictures of Magazine 2: Vase of Flowers, after Claude Monet.
C-print digital, 240 x 180 cm, 2013.
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Vik Muniz
• Coordenação motora fina
• Técnica: recorte, com as mão, de revistas e papéis e colagem com cola de
farinha
Sobre o artista
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Vik Muniz (1961) vive e trabalha em Nova Iorque e no Rio de Janeiro. Sua obra,
como escultura e desenho, transitou por distintos meios antes de chegar à fotografia, objeto final das séries dos últimos anos. Descoberto pelo crítico de arte do
jornal The New York Times, Charles Haggan, nos anos 1990, quando estava radicado
nos Estados Unidos, o artista participou das mais importantes bienais mundiais,
entre elas a 24.ª Bienal de São Paulo (Brasil/1998), a 49.ª Bienal de Veneza (Itália/2001)
e a Bienal de Arte Contemporânea de Moscou (Rússia/2009).
Vik realizou individuais e panorâmicas em diferentes países, sendo as mais
recentes: Vik, no Centro de Arte Contemporânea de Málaga (Espanha/2012);
Relicário, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (Brasil/2011); e Vik Muniz, no
Nichido Contemporary Art, em Tóquio (Japão/2010). Foi o primeiro brasileiro convidado a participar como curador na nona versão do projeto Artist´s Choice (20082009), criado pelo MoMA de Nova Iorque. Entre as mostras coletivas que integrou,
destacam-se Swept away, no Museum of Arts and Design, em Nova Iorque (2012);
Pure paper, na galeria Rena Bransten, em São Francisco (2011); Fragments latino-américains, na Maison de l’Amérique Latine, em Paris (2010); e Surface tension, no
Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque (2009). O trabalho de Vik Muniz está
presente nos acervos dos principais museus do mundo e já foi tema de livros publicados no Brasil e no exterior.
Fonte: Galeria Nara Roesler. Disponível em: <http://www.nararoesler.com.br/exposicoes/espelhos-de-papel>.
Acesso em: 3 de abril de 2014.
Espelhos de Papel
Para conhecer mais sobre os últimos trabalhos de Vik Muniz, acesse o
site da Galeria Nara Roesler. Disponível em: <http://www.nararoesler.com.br/
exposicoes/espelhos-de-papel>. Acesso em: 3 abr. 2014.
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Unidade III
Propostas para crianças de cinco anos
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
MEU ROSTO, MEU CORPO, MEU JEITO
AMARAL, Tarsila do. Operários, 1933. Óleo sobre tela, 150 x 205 cm.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Tarsila do Amaral
• Reconhecimento da diversidade de expressões nas representações humanas criadas pela artista
• Respeito ao outro e às diferenças entre as pessoas
• Reconhecimento de suas características e identidade
• Expressão oral
• Técnica: complementação da própria silhueta com desenhos das partes do
rosto e do corpo
Sobre a artista
Tarsila do Amaral (1886-1973) é uma das artistas
mais importantes do Brasil. Nasceu em uma fazenda
de café, onde viveu uma infância muito rica, estudou fora do Brasil e conheceu muitos artistas que a
influenciaram. Seus trabalhos tinham cores vivas e
formas geométricas que representavam o povo e a
cultura brasileira.
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Modernismo no Brasil
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
A Semana de Arte Moderna aconteceu em 1922 com a participação de artistas
de São Paulo e do Rio de Janeiro. Foi considerada o marco inicial do Modernismo no
Brasil. Nessa semana aconteceram conferências, leituras de poemas, dança, música
e exposições de arte. Participaram a pintora Anita Malfatti e os escritores Mário
de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia. O movimento modernista
também contou com a participação de dezenas de outros artistas e intelectuais da
época. Durante a Semana de Arte Moderna, Tarsila estava estudando em Paris, mas
soube de tudo por meio das cartas que recebia da amiga Anita Malfatti, por quem
foi introduzida no grupo dos modernistas ao retornar ao Brasil.
Os modernistas queriam uma renovação na linguagem da arte tradicional e
marcaram uma ruptura dos modelos artísticos. Muitos artistas brasileiros viajaram
para a Europa, conheceram a arte produzida lá e trouxeram muitas ideias inovadoras. As obras apresentadas no Brasil foram inspiradas nas vanguardas europeias e
misturadas aos temas brasileiros, o que causou enorme polêmica.
VAMOS PINTAR...
MATISSE, Henri. Polinésia – o Mar, 1946. Guache recortado e colagem sobre papel, 200 x 314 cm.
Museu de Arte Moderna, Paris (França).
Conteúdos
• Leitura e apreciação estética da obra de Henri Matisse
• Reconhecimento de características do movimento fauvista
• Percepção visual e tátil
• Expressão oral
• Identificação de temas marinhos
• Técnica: pintura com os dedos e tinta guache
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Sobre o artista
Henri Matisse (1869-1954) foi um dos mais significativos pintores da França. Em suas pinturas, não se preocupava com o realismo, e sim com as formas das figuras, as
cores e a composição. A cor tinha valor em si mesma e suas
composições não tinham perspectiva ou profundidade.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
IMPRESSÕES GEOMÉTRICAS
MONDRIAN, Piet. Quadro I, 1921 tableau I. Óleo sobre tela, 96,5 x 60,5 cm.
Colônia, Museu Ludwig.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Piet Mondrian
• Reconhecimento de figuras geométricas
• Percepção visual
• Expressão oral
• Releitura da obra de Mondrian
• Técnica I: impressão com tinta guache de objetos do cotidiano no papel
• Técnica II: contorno de formas geométricas no papel e pintura com lápis de
cor
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Sobre o artista
Piet Mondrian (1872-1944) simplificou as suas figuras até chegar às formas
básicas e cores puras. Participou do movimento cubista e estudou matemática e
proporção. Seus trabalhos mais conhecidos são os que têm como base as três cores
primárias, além de preto e branco e das linhas verticais e horizontais. Ele buscou,
em sua obra, o equilíbrio perfeito da composição e acreditava que todas as coisas possuem uma essência e estas estão em harmonia com o universo; o papel do
artista seria, segundo ele, revelar essa essência oculta.
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
TARSILA DO AMARAL, AS LINHAS E FORMAS GEOMÉTRICAS
AMARAL, Tarsila do. Porto II, 1966. Óleo sobre tela, 14 x
21,5 cm. Coleção particular, Brasília, DF.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Tarsila do Amaral.
• Reconhecimento de linhas e formas geométricas.
• Percepção visual.
• Expressão oral.
• Técnica: composição por meio de colagem de formas geométricas recortadas em papel.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ARABESCOS DE KLIMT
KLIMT, Gustav. O Friso Stoclet (detalhe da parede direita), 1905-09. Técnica mista,
197 x 91 cm. Bruxelas, Österreischisches Museum für Angewandte Kunst.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Gustav Klimt
• Percepção de linha espiral como tratamento gráfico, dos arabescos e das
formas geométricas
• Reconhecimento dos tipos de linhas
• Identificação de padrões de repetição das linhas
• Técnica: criação coletiva a partir de intervenções em partes fotocopiadas da
obra original
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Sobre o artista
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Gustav Klimt (1862-1918) foi um artista austríaco
que pintou grandes frisos ornamentais com cenas alegóricas e retratos refinados ao gosto da época em que
viveu. Ele iniciou seus estudos aos 14 anos na escola de
Artes e Ofícios na Áustria. Em 1897, fundou um grupo
chamado Secessão. Esse artista criou uma maneira
muito própria de pintar, desenvolveu uma pintura linear
e ornamental.
“Seduzido pela personalidade extravagante de Gustave Klimt, o cineasta
Raoul Ruiz dirigiu o filme Klimt, com John Malkovitch no papel do artista e
Verônica Ferres no papel de sua modelo predileta, Emilie Flöge. O propósito do
filme foi retratar a vida do artista cuja pintura sexual e exuberante simboliza o
estilo art nouveau, que marca a virada do século XIX para o século XX.”
Fonte: UOL Educação. Biografias. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u347.jhtm>.
Acesso em: 5 abr. 2014.
Art Nouveau
Na década de 1890, as artes decorativas passaram por uma fase chamada art
nouveau, que era inspirada nas formas naturais e orgânicas. O movimento foi desenvolvido por escultores, joalheiros, ceramistas e criadores de cartazes. As raízes do
art nouveau estavam na Inglaterra, mas artistas franceses sofreram as influências
das formas curvas e cores brilhantes desse novo estilo ornamental.
O ferro, o vidro e o cimento foram materiais amplamente utilizados, considerados os materiais do mundo moderno. Esse estilo acompanhou o processo de
industrialização mundial e o fortalecimento da burguesia. Inspirados na natureza,
os artistas utilizaram em suas obras as linhas assimétricas e sinuosas e os arabescos
encontrados nas flores e nos animais.
Os trabalhos de Klimt são classificados com esse estilo pelo modo como a pintura se associa diretamente à decoração e à ilustração no art nouveau.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Exemplo do rótulo de uma loção no estilo art nouveau
Exemplo de vitral ao estilo art nouveau
Sugestão de leitura
NÉRET, Gilles. Gustav Klimt (1862-1918). Germany, Taschen, 1994.
Este livro traz um bom referencial sobre a vida e a obra do artista Gustav Klimt.
O PEIXE COLORIDO
MARTINS, Aldemir. Peixe. Acrílica sobre cartão, 29,5 x 42 cm.
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Aldemir Martins
• Conceituação de cores primárias e secundárias
• Exploração da mistura de cores
• Expressão oral
• Técnica: composição com colagem de formas em cores primárias sobre
desenho feito a lápis
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Sobre o artista
Aldemir Martins (1922-2006) nasceu no Ceará e aos oito anos de idade já fazia
desenhos, com pedaços de tijolo e carvão. Suas obras tinham temas regionais,
como cangaceiros, vaqueiros, frutas, animais e seus famosos gatos. Fez mais de 150
exposições coletivas e individuais. Em 1951, na Bienal de São Paulo, foi premiado
como melhor desenhista nacional.
Sugestão de leitura
MOULIN, N; MATUCK, R. Aldemir Martins: no lápis da vida não tem borracha. São
Paulo: Callis, 1996.
Este livro conta a história do artista e mostra algumas de suas obras.
CORES PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS
Conteúdos
• Identificação de cores primárias e secundárias
• Exploração de mistura de cores
• Técnica: criação de formas sobre papéis previamente pintados com tinta
guache de cores obtidas a partir de misturas
Sugestão de leitura
PEDROSA, Israel. Da cor à cor inexistente. Rio de janeiro: Léo Christiano, 1999.
O livro apresenta um estudo aprofundado sobre a cor e suas características.
NICHOLSON, Sue. Livro gigante de arte para crianças. São Paulo: Girassol, 2008.
O livro traz muitas ideias de como realizar trabalhos artísticos com técnicas
diversificadas, além de abordar a questão da cor e suas misturas.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ESTA É A MINHA FAMÍLIA
PICASSO, Pablo. Família de saltimbancos. 1905. Óleo sobre tela, 212,8 x 229,6 cm.
Coleção Chester Dale, National Gallery of Art, Washington, EUA.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Pablo Picasso
• Percepção da influência da luz sobre as cores e formas no espaço
• Percepção do movimento visual produzido pelo artista
• Expressão oral
• Identificação de características familiares
• Técnica: representação das pessoas da família a partir da observação de
uma foto
Sobre o artista
Pablo Picasso (1881-1973) nasceu na cidade
de Málaga, na Espanha. Era filho de um professor de arte e desde jovem seu talento era evidente. Com apenas 10 anos de idade foi viver em
Paris e se tornou um dos mais famosos pintores
do século XX. Ele pintou mais de 15 mil telas,
fez mais de 660 esculturas e diversos desenhos.
Faleceu aos 92 anos.
O artista não queria retratar as pessoas como
em uma fotografia, queria retratar a expressão
dos sentimentos das pessoas.
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
BRINCAR DE PIÃO
PORTINARI, Cândido. Menino com pião. Óleo sobre tela, 1947, 65 x 54 cm.
Coleção Museu Castro Maya, RJ.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Candido Portinari
• Percepção visual
• Expressão oral
• Contextualização do título da obra
• Técnica: dobradura de folhas de jornal para confecção de pião e chapéu
Sobre o artista
Cândido Portinari (1903-1962) nasceu em
uma fazenda de café, em Brodósqui, interior de
São Paulo. Era filho de imigrantes italianos e,
desde cedo, seus pais perceberam que gostava
muito de desenhar e pintar. Aos 15 anos foi para o
Rio de Janeiro estudar pintura na Escola Nacional
de Belas Artes.
Portinari é considerado um dos mais importantes artistas brasileiros e produziu mais de
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5 mil pinturas e desenhos, nos quais retratou a história e a cultura do povo brasileiro.
Suas obras têm um caráter moderno e inovador para a época. Podemos encontrar,
em suas pinturas e desenhos, diversos temas ligados à infância, como brinquedos e
brincadeiras infantis. Morreu vítima de intoxicação pelas tintas que usava.
Sugestão de leitura
Os livros indicados trazem informações sobre a vida e obra do artista Cândido
Portinari.
ACEDO, Rosane; ARANHA, Cecília. Encontro com Portinari. 5. ed. São Paulo: Minden,
1995. (Coleção Encontro com a arte brasileira).
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
TRZMIELINA, Nadine; BONITO, Angelo. Crianças famosas: Portinari. São Paulo, Callis,
1997.
SANTA ROSA, Nereide Schilaro. Mestres da Arte no Brasil: Candido Portinari. São
Paulo, Moderna, 1999.
PINTAR AO AR LIVRE
MONET, Claude. A Mulher com Sombrinha, 1875. Óleo sobre tela,
100 x 81 cm. National Gallery of Art, Washington D.C.
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Claude Monet
• Percepção da cor-luz nos objetos e na natureza
• Percepção das alterações da cor e da luz no ambiente
• Técnica: pintura do mesmo ambiente em diferentes horários do dia
Impressionismo
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Foi um movimento artístico que revolucionou a pintura com seus procedimentos técnicos, pois a pintura registra as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar em diferentes momentos do dia. As figuras não têm contornos nítidos
e as sombras são coloridas e luminosas.
Para saber mais sobre o impressionismo, seus principais representantes e
visualizar algumas das obras mais importantes, acesse o site História da Arte.
Disponível em: <http://www.historiadaarte.com.br/linha/impressionismo.html>.
Acesso em: 6 abr. 2014.
Sobre o artista
“Esqueça o que tem diante dos olhos – uma
árvore, uma casa, um campo – e pense simplesmente: aqui existe um quadradinho azul,
ali, um retângulo rosa, lá, uma faixa amarela,
e pinte como tudo isso lhe parece ser.”
Claude Monet
Claude Monet (1840-1926) foi um famoso
pintor e pesquisador dos efeitos da luz. Ele pintou em diferentes horas do dia para estudar as
modificações do ambiente e sua luminosidade,
com estilo que se caracterizava por uma paleta
clara e colorida; ele costumava aplicar as tintas
sem misturá-las, diretamente na tela.
Retrato de Claude Monet
A princípio, os críticos desprezaram suas
fotografado por Nadar em 1899.
obras e chamaram os artistas dessa época de
impressionistas, afirmando que suas obras pareciam borrões de tinta. Essa realidade mudou anos depois, e os quadros passaram a ser reconhecidos e valorizados.
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Sugestão de leitura
BJÕRK, Christina. Lineia no jardim de Monet. Salamandra:
São Paulo, 1992.
Os personagens deste livro viajam pela casa, pelos jardins e pela Paris do pintor impressionista Claude Monet.
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
CIRCO DE PONTINHOS
SEURAT, Georges. O Circo. 1890-91.
Óleo sobre tela. 1,85 x 1,52 m.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Georges Seurat
• Identificação da técnica do pontilhismo
• Percepção da mistura de cores
• Percepção de luz e sombra
• Expressão oral
• Coordenação motora fina
• Técnica: pintura com cotonetes e tinta guache, inspirada no pontilhismo
Pontilhismo
Seurat iniciou o movimento conhecido como pontilhismo, que consistia em
aplicar milhares de pontinhos de tinta sobre a tela para imitar a maneira como a
luz e a cor atingem os nossos olhos. Cada ponto representa um raio de luz de cor
diferente e, como são muito pequeninos e muito juntos, os pontos se misturam e
se fundem no nosso olhar. As cores resultantes parecem mais brilhantes e intensas
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do que as misturadas na paleta. Seurat queria dar a impressão de que a luz vem da
própria tela, por exemplo, pintava vários pontos vermelhos ao lado de vários amarelos para que quando a tela fosse vista de longe a cor que se visse fosse o laranja.
Curiosidade
“Convém que as pinceladas não se fundam. Elas se fundem naturalmente a
uma distância desejada. Assim, a cor ganha mais energia e frescor.”
LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
Georges Seurat
Sobre o artista
Geoges Seurat (1859-1891) nasceu em Paris e estudou arte na Escola de Belas
Artes de Paris. Fazia muitos desenhos em um livro de anotações e desenhava
tudo que gostava: a praia, o mar, as pessoas, os barcos, os passeios pelos parques.
Participou de exposições e salões e faleceu jovem, com apenas 31 anos.
Para saber mais sobre a biografia e as obras desse artista, acesse:
<http://abstracaocoletiva.com.br/2013/01/26/georges-seurat-biografia/>.
AULA DE BALÉ
DEGAS, Edgar. Balé, 1876. Pastel sobre papel, 58 x 42 cm.
Museu d’Orsay, Paris.
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Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de Edgar Degas
• Percepção visual
• Expressão corporal
• Expressão oral
• Identificação da dança como temática artística
• Técnica: pintura com tinta guache diluída sobre folha de papel branco previamente desenhada com giz de cera branco, para revelação dos movimentos do giz no papel
ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Sobre o artista
Edgar Degas (1834-1917) nasceu em Paris, era de uma rica família de banqueiros e estudou Direito, mas decidiu tornar-se artista e estudou nas mais famosas escolas italianas de arte. No final da década de 1860, começou a pintar temas
que foram considerados modernos na época: retratos, corridas de cavalos, teatro,
orquestra, senhoras na chapelaria, lavadeiras e balé. Fez várias pinturas com ângulos incomuns, influência da fotografia, que revolucionou o olhar dos impressionistas nessa época.
Embora as pinturas de Degas aparentem ser espontâneas, elas eram na verdade
produções de estúdio cuidadosamente planejadas, construídas a partir de muitos
croquis e estudos. Muitos dos seus trabalhos foram realizados com giz pastel, com
o qual conseguiu uma riqueza de cores e texturas. Degas fez muitas esculturas que
retratavam bailarinas de maneira delicada e expressiva.
Sugestão de leitura
GRIMSSHAW, C. Arte: conexões. São Paulo: Callis, 1998.
Muitos tópicos deste livro abordam os impressionistas, com explicações sobre
o movimento e as obras.
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO — ARTE
ABAETÉ
PANCETTI, José. Abaeté (Salvador, BA), 1957. Óleo sobre tela, 32 x 39 cm.
Acervo Artístico Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo.
Coleção Palácio Boa Vista, Campos do Jordão, SP.
Conteúdos
• Leitura e apreciação da obra de José Pancetti
• Identificação de cores primárias e secundárias
• Representação da figura humana de costas
• Técnica: desenho de características faciais com lápis, lápis de cor, giz de cera e canetas hidrográficas
Sobre o artista
“Tudo que pinto é com amor.
Só sei pintar com amor”.
José Pancetti
José Pancetti (1902-1958) viveu uma parte da infância na
Itália com os tios e avós e trabalhou como marceneiro e aprendiz de marinheiro. Em 1920 voltou ao Brasil e integrou o Núcleo
Bernardelli, no qual adquiriu técnica e amadurecimento artístico. Sua obra é composta por paisagens, retratos, autorretratos,
naturezas-mortas e marinhas. As marinhas são as obras mais
conhecidas, nas quais retratou a vida das pessoas que moravam
no litoral e as lavadeiras de roupas da Lagoa do Abaeté, na Bahia.
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ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
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LIVRO DE FUNDAMENTAÇÃO
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