LIGHT S.A.
 Relatório da Administração
 Demonstrações Financeiras
dezembro de 2014
referentes
ao
exercício
findo
em
31
de
 Relatório dos Auditores Independentes
 Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras de 31 de
dezembro de 2014 e o Relatório dos Auditores Independentes
 Parecer do Conselho Fiscal
 Relatório anual resumido do Comitê de Auditoria
 Proposta de Orçamento de Capital preparada pela Administração
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Mensagem da Administração
Em 2014, a economia global deu sinais de leve melhora, principalmente nos EUA com a redução do
desemprego e na Europa com a estabilização do Euro. No Brasil, os efeitos da crise internacional se
intensificaram com a ocorrência de choques domésticos diversos. O PIB praticamente não cresceu
em 2014. Ao crescimento nulo da economia somam-se as crescentes pressões inflacionárias, puxadas
pelos gargalos de infraestrutura, aumento do preço da energia e déficit nas contas do governo.
No cenário setorial, o ano de 2014 entrará para a história como sendo um dos mais difíceis para o
Setor Elétrico Brasileiro. A situação crítica da hidrologia, com falta de chuvas e reservatórios secos,
exigiu o acionamento intenso das usinas térmicas. O valor mais elevado da energia produzida por
estas usinas impactou diretamente a rentabilidade das empresas do setor.
A expressão restrição da oferta de energia passou a fazer parte dos cenários de planejamento das
empresas. As distribuidoras têm enormes compromissos de investimentos, de manutenção da rede
elétrica e com o atendimento ao seu mercado de energia. E a geração de caixa das distribuidoras só
tem uma fonte: a tarifa. A tarifa não é flexível, tendo seu valor fixado e revisto anualmente. Portanto,
toda variação de curto prazo gera custos não incorporados na tarifa.
Em virtude deste cenário, para amenizar o impacto destes custos adicionais e alheios à gestão das
distribuidoras, desde 2013, várias medidas vêm sendo tomadas pelo Governo Federal visando reduzir
o déficit tarifário. Os recursos recebidos do tesouro e de empréstimos bancários em 2013 e 2014
serão pagos pelos consumidores cativos a partir dos reajustes tarifários de 2015. Este cenário, em
relação às distribuidoras de energia, indica uma conta alta a ser repassada às tarifas ao longo dos
próximos anos.
Conhecer esta realidade é importante para se entender os desafios que a Light enfrentará em 2015 e
também para enaltecer os resultados e conquistas obtidos pela Companhia em 2014.
Apropriando-nos de uma expressão do jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de
Letras, Zuenir Ventura, poderíamos nos referir a 2014 como o ano que (ainda) não terminou. Os
desafios enfrentados pela Light ao longo do ano continuarão a impor em 2015: a expectativa de uma
situação hidrológica desfavorável, a redução do nível de endividamento da Companhia, o combate às
perdas comerciais, a melhoria dos indicadores de qualidade e da satisfação do cliente, os
investimentos para atender aos Jogos Olímpicos em 2016, a renovação do sistema de distribuição
(aéreo e subterrâneo) e o abastecimento de água para a cidade do Rio de Janeiro.
Para enfrentar esses desafios a Companhia ampliou a atuação do Escritório de Projetos Especiais. O
gerenciamento de projetos é uma metodologia consagrada e a Light aplica este modelo de gestão há
vários anos. A atual estrutura vem desde 2012 com a implantação do Projeto Sinergia, desenvolvido
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
entre Light e Cemig, e tendo como principal objetivo unir esforços para que ambas as empresas
obtenham melhores performances e se destaquem no setor elétrico brasileiro, trazendo benefícios
também para os seus clientes. Em 2014, o Escritório de Projetos Especiais trabalhou com projetos
estratégicos para a melhoria do tripé: qualidade do serviço prestado, engajamento da força de
trabalho e superação dos resultados.
Os bons resultados alcançados em 2014 corroboram a eficácia da metodologia no alcance das metas
estabelecidas e que podem ser comprovados com a melhora nos indicadores de desempenho, tais
como, DEC, FEC com melhora de até 33%, perdas não técnicas e arrecadação.
Os resultados operacionais obtidos possibilitam um serviço de melhor qualidade para os clientes de
todas as classes de consumo, reduzem custos e aumentam as receitas. O impacto financeiro positivo
gera benefícios diretos para todos os stakeholders e o maior controle dos processos possibilita,
também, um melhor acompanhamento dos projetos pela alta administração da Light. Sabemos que
ainda há muito trabalho a ser feito e continuamos engajados na melhoria contínua de nossos
indicadores.
São pilares do Planejamento Estratégico da Companhia para os próximos cinco anos o combate a
perdas e inadimplência, o aumento da eficiência operacional, os projetos estratégicos, a adequação
do programa de investimentos e a redução do patamar de endividamento.
A definição do direcionamento estratégico da Companhia levou em consideração as incertezas do
cenário externo e as restrições do cenário interno. Adequamos a previsão do CAPEX e mantivemos a
previsão do OPEX abaixo do limite regulatório e avançamos na revisão dos processos operacionais,
visando ganhos de eficiência.
O Programa de Perdas mantém o foco no atingimento das metas compromissadas com a ANEEL, que
é fruto da grande mobilização interna, de diversas áreas e das equipes de campo, na garantia do
esforço necessário para alcançarmos os resultados prometidos.
Estão assegurados os investimentos que atenderão as arenas de competição dos Jogos Olímpicos.
São diversos projetos que vão desde a construção de novas subestações até a instalação de novas
linhas de transmissão em 138 kV e abrangidos pelo repasse de recursos da CDE – Conta de
Desenvolvimento Energético. A Light presta contas, regularmente, do andamento dessas obras ao
Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. No caso do Parque Olímpico, o atendimento será em
138 kV a partir da Subestação Olímpica em construção por uma Sociedade de Propósito Específico SPE constituída por Light e Furnas, com recursos do governo federal.
Merece destaque a atuação da Light no fornecimento de energia para a Copa do Mundo em 2014. A
estrutura organizacional mobilizou um contingente de aproximadamente 1.000 profissionais.
Criamos a “Sala da Copa” e instituímos reuniões diárias “Bom dia Copa” antes e após os jogos do
Brasil e no Maracanã. A partir de um bom planejamento e esquema tático as equipes de campo
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
cuidaram das inspeções e manutenções preventivas e ficaram dispostas em posições estratégicas.
Para o Centro de Operação foi definido um plano de contingência e feito o monitoramento dos
circuitos que atenderam as principais instalações do evento. Limitamos as férias para o reforço da
equipe e mantivemos uma interação diária com a Imprensa.
Em 2014, o consumo total de energia aumentou 3,0%, atingindo 26.493 GWh, a Receita Líquida (sem
Receita de Construção) foi de R$ 8.289,9 milhões, 25,6% maior do que no ano anterior, o EBITDA
somou R$ 1.809,7 milhões, 6,7% superior e o Lucro Líquido resultou em crescimento de 12,7%,
montando a R$ 662 milhões. As perdas não técnicas ficaram 1,3 p.p. menores que em 2013 e a taxa
de arrecadação foi de 98,6%, 2,0 p.p. inferiores ao ano passado. Em função do maior volume de
investimentos, a dívida líquida da Companhia encerrou o ano em R$ 6.076,5 milhões, respeitando o
limite dos covenants. No mercado acionário, o ano foi ruim para as ações do setor elétrico. O
Ibovespa desvalorizou em 2,9%, o índice das companhias de energia elétrica (IEE) teve valorização de
3,5%, ao passo que as ações da Light se desvalorizaram em 15,3%.
Reafirmamos o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, com os nossos clientes e
com o Rio de Janeiro. A Light ao definir seu direcionamento estratégico se preocupa em equilibrar as
dimensões econômica, ambiental e social de sua atuação, tendo como requisitos fundamentais:
ética, transparência, comunicação efetiva com os públicos de interesse, boas práticas de governança
corporativa e prestação de contas.
Reafirmamos também nosso compromisso com o Pacto Global da ONU: aderimos formalmente ao
Call to Action: Anti-Corruption and the Global Development Agenda, assinamos a carta compromisso
e participamos das iniciativas relacionadas à definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
(ODS) das Nações Unidas.
Fomos reconhecidos em cinco importantes fóruns: pelo oitavo ano consecutivo a Light integra a
carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. Pela primeira vez
integramos o ranking das empresas mais sustentáveis do Brasil do Guia Exame de Sustentabilidade
2014. O CDP Latin America reconheceu a Light pelo resultado alcançado na Categoria Destaque no
questionário Mudanças Climáticas Edição 2014. A Companhia ficou em segundo lugar no ranking do
16º Prêmio Abrasca de Melhor Relatório Anual, com menção honrosa no quesito Aspectos
Socioambientais. A Light venceu também a premiação realizada pela revista Capital Aberto “As
Melhores Companhias para os seus Acionistas 2014”, ficando em primeiro lugar na categoria
empresas com valor de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 5 bilhões.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Perfil Corporativo
A Light está presente em 31 municípios do Estado do Rio de Janeiro, abrangendo uma região com
mais de 10 milhões de pessoas e encerrou 2014 com 4.221.622 clientes. Com sede na cidade do Rio
de Janeiro, o Grupo Light é constituído pelas empresas Light S.A. (holding); Light Serviços de
Eletricidade S.A. (Light SESA), de distribuição de energia; Light Energia S.A. (Light Energia), de
geração de energia, Lightger S.A. (Lightger), responsável pelo empreendimento PCH Paracambi;
Itaocara Energia Ltda. (Itaocara); Amazônia Energia Participações S.A. (Amazônia), para participação
no projeto da UHE Belo Monte; Light Esco Prestação de Serviços S.A. (Light Esco) e Lightcom
Comercializadora de Energia S.A. (Lightcom), ambas atuando em comercialização; Light Soluções em
Eletricidade Ltda. (Light Soluções); Energia Olimpica S.A. (Olímpica); Axxiom Soluções Tecnológicas
S.A. (Axxiom), de serviços; Instituto Light, institucional.
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Contexto Operacional
Desempenho Operacional
Tarifas
As tarifas da Light S.E.S.A. são determinadas de acordo com o Contrato de Concessão,
regulamentação e decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel, que possui
discricionariedade no exercício de suas atividades regulatórias. Os contratos de concessão das
Distribuidoras e a lei brasileira determinam um mecanismo de teto tarifário que permite três tipos de
ajustes tarifários: (1) reajuste periódico, que ocorre anualmente com vigência a partir 07 de
novembro; (2) revisão periódica, que ocorre a cada cinco anos; e (3) revisão extraordinária. O
reajuste anual periódico é realizado para repassar parte dos ganhos de produtividade, compensar
efeitos da inflação e repassar aos consumidores certas mudanças nos custos estruturais das
Distribuidoras que excedam seu controle, tais como o custo de compra e transmissão de energia e
encargos regulatórios. Adicionalmente, a Aneel realiza uma revisão tarifária periódica, que no caso
da Light S.E.S.A. ocorre a cada cinco anos, com o objetivo de analisar o equilíbrio econômicofinanceiro da concessão. Na revisão tarifária são determinadas a receita necessária para cobertura
dos custos operacionais eficientes e a remuneração adequada sobre os investimentos realizados,
com prudência. As Distribuidoras também podem requerer uma revisão extraordinária, quando
algum evento provocar significativo desequilíbrio econômico-financeiro. Também pode ser solicitada
em casos de criação, alteração ou extinção de tributos ou encargos legais, após a assinatura dos
contratos de concessão, e desde que o impacto sobre as atividades das empresas seja devidamente
comprovado.
A Aneel, aprovou no dia 04 de novembro de 2014, o índice de reajuste tarifário para a Light Serviços
de Eletricidade S.A., constituído de dois componentes: o estrutural, que passa a integrar a tarifa, de
14,54%; e o financeiro, aplicado exclusivamente aos próximos 12 meses, de 8,64%. Considerando a
retirada do componente financeiro presente atualmente nas tarifas da Light, de 3,95%, os
consumidores da Light SESA observaram um aumento médio em suas contas de luz de 19,23%. As
novas tarifas entraram em vigor a partir de 7 de novembro de 2014.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Reajuste Tarifário Light 2014
IRT Estrutural
14,54%
Adicionais Financeiros 2014
8,64%
Reajuste Total
23,18%
Adicionais Financeiros 2013
(3,95%)
Total
19,23%
O processo de reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores dos custos nãogerenciáveis da concessão, tais como compra de energia, encargos setoriais e encargos de
transmissão (Parcela A) e na atualização dos custos gerenciáveis (Parcela B) pela variação do IGP-M
subtraída do Fator X, que repassa aos consumidores os ganhos de eficiência anuais da concessionária.
O reajuste da Parcela A foi de 21,0%, explicado pela variação no custo com a compra de energia, de
20,0%. Tal aumento decorre principalmente da elevação do preço no mercado de curto prazo (Preço
de Liquidação das Diferenças - PLD), impactado pela deterioração da condição hidrológica do sistema,
que afeta o custo da energia dos Contratos por Disponibilidade de usinas térmicas, que estão sendo
amplamente despachadas.
O reajuste da Parcela B (que efetivamente fica com a Light para cobrir seus custos e remunerar seus
investimentos) reflete a variação acumulada do IGP-M no período de novembro de 2013 a outubro
de 2014, de 2,93%, deduzida do Fator X, de 1,22%, resultando em um percentual final de 1,71%.
Em consequência, do efeito médio para o consumidor de 19,23%, os custos da Parcela A foram
responsáveis por 18,7% e da Parcela B por apenas 0,58%.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Evolução do Mercado
Em 2014, o consumo total de energia na área de concessão da Light SESA (clientes cativos +
transporte de clientes livres) no acumulado do ano foi de 26.493 GWh, um aumento de 3,0% em
relação ao mesmo período do ano de 2013. As classes residencial e comercial foram os principais
responsáveis para este resultado.
O segmento residencial, com consumo de 8.950 GWh em 2014 e participação de 33,8% do mercado
total, apresentou um aumento de 7,7% comparado a 2013, influenciado pelo forte aumento da
temperatura durante o verão de 2014. O consumo médio mensal aumentou 5,5%, atingindo 195,4
kWh/mês em 2014.
Os clientes da classe comercial consumiram 8.328 GWh, apresentando um aumento de 4,9% em
relação a 2013. Assim como na classe residencial, o consumo comercial registrou crescimento em
todos os trimestres desse ano, sendo que os resultados do 1T14 (+8,3%) e do 4T14 (+6,0%) refletem
as altas temperaturas dos períodos.
Em 2014, o consumo total dos clientes industriais foi de 5.296 GWh, representando um decréscimo
de 6,6% em comparação com 2013, explicado pela retração do consumo dos setores de metalurgia e
químico. Descontando-se o efeito da queda desses setores, o consumo industrial teria uma expansão
de 1,0% em relação a 2013. Os clientes industriais cativos mantiveram um consumo em linha com
2013, enquanto os clientes industriais livres sofreram uma retração de 8,7%.
Em relação às demais classes, que representaram 14,8% do mercado total, no acumulado do ano
houve um aumento de 3,2% do consumo em relação a 2013. As classes rural, poder público e serviço
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
público apresentaram aumento de 26,8%, 1,5% e 2,8%, respectivamente, em relação a 2013. O
aumento na classe rural é explicado pela reclassificação de alguns clientes, decorrente da Resolução
Aneel 414, que antes eram tratados como industriais.
Panorama de Consumo
Residencial Comercial Industrial
Participação no mercado total da
Companhia (%)
Número de clientes faturados
(mercado cativo)
Número de clientes faturados
(mercado livre) (instalações)
33,8
3.864.608
0
31,4
322.852
148
20,0
7.807
41
Demais
classes
14,8
26.355
3
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Perdas de Energia Elétrica
As perdas totais da Light SESA somaram
8.847GWh, ou 23,3% sobre a carga fio,
nos 12 meses encerrados em dezembro de
2014, representando uma redução de
1,3 p.p. e 0,4 p.p. em relação aos índices
de dezembro de 2013 e setembro de
2014, respectivamente.
No mesmo período, as perdas não
técnicas,
totalizaram
5,927GWh,
representando 40,9% calculado sobre a
energia faturada no mercado de baixa
tensão (critério Aneel), (15,6% sobre a
carga fio) apresentando uma redução
de 1,3 p.p. em relação às perdas de
dezembro de 2013.
Para potencializar a redução das
perdas não-técnicas, a Light vem
investindo continuadamente em ações
que vão desde os processos
convencionais de inspeção de fraude,
passando pela modernização da rede e dos sistemas de medição até o projeto Área de Perda Zero
(“APZ”).
No âmbito do programa de novas tecnologias para redução das perdas, o ritmo de instalação
acelerou em 2014, alcançando um total de 622 mil medidores eletrônicos instalados.
Com relação aos processos convencionais de recuperação de energia, como o de negociação dos
débitos de clientes com fraude constatada, proporcionaram em 2014 um montante de 179,7 GWh de
energia recuperada, 16,6% acima do montante recuperado em 2013. As regularizações de fraude
totalizaram 60.377 normalizações no ano, quantidade 5,9%
acima comparado ao ano anterior.
Número de Normalizações
= Total
- Alta/Média tensão
- Baixa tensão
BT direto
BT indireto
2014
2013
Var. %
61.219
842
57.962
962
60.377
57.000
50.664
9.713
52.666
4.334
5,6%
-12,5%
5,9%
-3,8%
124,1%
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Em agosto de 2012, foi criado o Projeto APZ, baseado na conjugação de medidores eletrônicos e rede
blindada com equipes dedicadas de técnicos e agentes de relacionamento comercial que têm metas
e remuneração atreladas à melhoria dos indicadores de perdas e inadimplência da sua respectiva
área. Uma APZ tem em média 17 mil clientes. O projeto, que é conhecido comercialmente como
“Light Legal” e conta com o apoio do SEBRAE para capacitação dos microempresários parceiros,
encerrou o mês de dezembro de 2014 com 37 APZs em operação, abrangendo 624 mil clientes na
Baixada Fluminense, Zona Oeste e Zona Norte. As APZs com mais de 12 meses de operação vêm
apresentando uma redução média de perdas não-técnicas sobre carga fio de 29,0 p.p. e aumento
médio na arrecadação de 7,0 p.p.
Arrecadação
No ano 2014, a taxa de
arrecadação foi de 98,6%, 2,1
p.p. inferior a de 2013. Esse
resultado
é
justificado
principalmente
pelo
efeito
matemático
causado
pelo
deslocamento
temporal
da
arrecadação em relação ao
faturamento, do reajuste médio
de
19,23%
ocorrido
em
novembro de 2014 e pela queda
de 23,0 p.p. na arrecadação do Poder Público em relação ao 4T13 quando houve uma arrecadação
atípica de 121,0% em função da quitação da dívida de um grande cliente público.
Apesar da queda quando comparada ao ano de 2013, o bom desempenho das taxas de arrecadação é
consequência da continuidade das ações do programa de combate à inadimplência no ano.
A constituição de Provisões para Crédito de Liquidação Duvidosa
(PCLD) no ano de 2014 representou 1,3% da receita bruta de
fornecimento 1 de energia, totalizando R$ 36,3 milhões, 7,5 milhões
inferior ao valor de R$ 43,8 milhões provisionado em 2013.
1
Para o cálculo da PCLD, é considerada a receita bruta mercado cativo + TUSD + Energia não faturada.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Qualidade dos Serviços
Regulamentados pela ANEEL, dois indicadores específicos, o DEC (Duração Equivalente de
Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade
Consumidora) avaliam o desempenho das concessionárias quanto à continuidade do serviço prestado
de energia elétrica por unidade consumidora.
A média móvel dos últimos doze meses, referente ao DEC – Duração Equivalente de Interrupção, que
é expresso em horas, atingiu 12,25. A média móvel referente ao FEC – Frequência Equivalente de
Interrupção, expressa em vezes, relativa ao mesmo período, foi de 6,56. Nos indicadores referentes
ao 4º trimestre podemos constatar os efeitos decorrentes do plano de ação emergencial iniciado em
junho/13, que através do incremento de podas e serviços de manutenção na rede elétrica
apresentou impactos positivos nos resultados, permitindo que os indicadores DEC e FEC do quarto
trimestre de 2014 apresentem valores melhores que os do mesmo período em 2013. Na comparação
entre os indicadores sem expurgo, isto é, o que é de fato sentido pelos consumidores, os indicadores
foram 13,40 horas para o DEC e 7,12 vezes para o FEC.
Foram realizadas 1.666 inspeções/manutenções em circuitos de média tensão, substituídos 4.047
transformadores e podadas 144.587 árvores. Na rede de distribuição subterrânea foram realizadas
21.781
inspeções
em
câmaras
META
APURADO
INDICADOR
transformadoras e 57.654 em caixas de
Regulatória
Global
inspeção, além de manutenção em 218
DEC Global
9,00
12,25
transformadores, 162 chaves e em 1.771
FEC Global
6,96
6,56
protetores.
Resultados DEC e FEC em 2014:
DEC e FEC
FEC
DEC
Unidade
2012
2013
2014
Número de
interrupções
8,39
8,31
6,56
Unidade
2012
2013
2014
Horas
18,15
18,4
12,25
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Atendimento ao Cliente
Atender, com qualidade e agilidade, aos mais de quatro milhões de clientes distribuídos nos 31
municípios da área de concessão é sempre um grande desafio para a Light, e não foi diferente em
2014. Para cumprir essa missão, ao longo dos anos, a empresa vem investindo constantemente em
plataformas multicanais de comunicação. Dessa forma, a Light consegue dialogar melhor com os
clientes e acompanhar a mudança de perfil de seu público-alvo, oferecendo acessos cada vez mais
personalizados, a qualquer hora e de qualquer lugar.
A estratégia de atuar em multicanais tem como objetivo ampliar o acesso e a comodidade dos
clientes, incentivando a migração para canais virtuais, menos onerosos e com pluralidade de serviços
e funcionalidades automáticas. Há outros benefícios, como redução de reclamações sobre acesso ao
atendimento, diminuição do risco de multas regulatórias e ações judiciais, filas menores nos canais
de atendimento mais onerosos, mais qualidade no atendimento, sem degradação dos níveis de
serviço, e melhoria da imagem empresarial.
No Call Center, foram implantados os projetos: TRES, em abril de 2014; e a URA humanizada, em
novembro do mesmo ano. Juntos, esses dois projetos contribuíram para elevar a retenção dos
clientes de 26,42% para 58% e para promover uma redução média de 10% no atendimento
telefônico, reduzindo custos de telefonia e atendimento humano. Além disso, houve a ampliação da
capacidade de atendimento em mais de 80% com a instalação de mais mil portas de URA.
Em 2014, houve uma redução do tempo médio de atendimento e do tempo de permanência do
cliente nas agências comerciais. Além disso, os clientes foram estimulados a utilizar hot line, agência
virtual, terminal de autoatendimento e envelope caixa rápido, agilizando o atendimento e
melhorando os níveis de serviço. Em alguns serviços, os cartões de débito triplicaram a arrecadação
da Light.
Na Agência Virtual – chat e e-mail – houve um crescimento expressivo no volume total de
atendimentos. Foram recebidos 35% mais e-mails que no ano anterior, mas foi possível manter a
meta de atendimento de 100% dos e-mails respondidos em até 24 horas a partir de junho de 2014. Já
no chat, o volume de chamadas recebidas foi 17% maior que em 2013.
As redes sociais se consolidaram como veículos de destaque para a companhia. O número de
seguidores no Twitter cresceu 62% em relação a 2013. Já o Facebook Light Clientes chegou ao final de
2014 com um aumento de 96% na quantidade de fãs, em comparação a 2013. Além disso, é
importante citar o crescimento expressivo de 14% do volume de contatos nesses canais, com 79% de
clientes satisfeitos com o atendimento e mais de 14 mil pessoas impactadas positivamente com
elogios espontâneos.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Geração
Em 2014, foi vendido um total de 4.526,3 GWh, volume 7,4% inferior ao ano de 2013. Esse resultado
foi decorrente, principalmente, da pior condição hidrológica do sistema nacional, impactada pelo
baixo nível dos reservatórios.
LIGHT ENERGIA (GWh)
Ambiente de Contratação Regulada
Ambiente de Contratação Livre
Spot (CCEE)
Total
2014
2013
%
4.556,5
(30,1)
4.526,3
1.044,3
3.627,5
216,3
4.888,1
25,6%
-113,9%
-7,4%
Toda a energia da Light é produzida exclusivamente por fonte hidráulica e é proveniente da bacia
formada pelo Rio Paraíba do Sul e pelo Ribeirão das Lajes. A Light Energia conta com um parque
gerador formado por cinco usinas hidrelétricas, que somam 855 MW de capacidade instalada. Além
delas, também possui duas usinas elevatórias, dois reservatórios de regularização e seis reservatórios
de pequeno porte, nos Estados do Rio e de São Paulo.
Projetos em Geração
O crescimento no segmento de geração está alinhado ao Planejamento Estratégico. A Companhia
está constantemente analisando a participação em diversos projetos de geração visando assegurar o
crescimento de sua capacidade instalada, sejam eles greenfield ou brownfield.
Pequena Central Hidrelétrica Lajes - O projeto básico já foi aprovado pela Aneel. A Aneel alterou em
Junho de 2013 o regime de exploração de serviço público para produtor independente de energia,
com isto a PCH Lajes obteve 50% de redução da TUSD e da TUST. O contrato E.P.C. (Engineering,
Procurement, Construction) para construção da PCH foi assinado em Agosto de 2014, o que
possibilitou o início das atividades de campo. O início da geração está previsto para o primeiro
semestre de 2016, uma vez que a PCH já possui a licença de instalação emitida. A unidade com
potência de 17 MW será instalada na antiga casa de força da UHE Fontes Velha. Além de aumentar a
capacidade de geração, outros benefícios advindos do projeto serão: o aumento da flexibilidade
operacional, a modernização do suprimento da Adutora da Cedae, o controle de cheias no Rio Piraí e
a melhoria da qualidade da água do Reservatório de Lajes.
As obras de construção foram iniciadas em setembro de 2014 e a previsão para entrada em operação
é em maio de 2016.
Belo Monte - Em outubro de 2011, a Amazônia Energia, cujos sócios são Light (25,5%) e Cemig
(74,5%), adquiriu 9,77% da Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da UHE
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Belo Monte. Localizada no Rio Xingu, no estado do Pará, a UHE Belo Monte é a quarta maior usina
hidrelétrica do mundo e a maior 100% brasileira. Tem capacidade instalada de 11.233 MW e Garantia
Física de 4.571MWm, energia suficiente para abastecer, aproximadamente, 18 milhões de
residências. A energia gerada pelos Sítios de Pimental e Belo Monte será destinada ao Sistema
Interligado Nacional através de uma Linha de Transmissão de 2,1 mil quilômetros entre o Pará e
Minas Gerais, ainda a ser construída. A concessão para construção da Linha de Transmissão é do
consórcio IE Belo Monte, formado pelas empresas Furnas, State Grid Brazil Holding e Eletronorte.
Adicionalmente, com relação as notícias veiculadas pela imprensa no final de 2014 sinalizando
potencial atraso de entrada em operação da Usina, a Norte Energia se posicionou em duas Notas
oficiais informando que:
i.
A geração na Casa de Força Principal da UHE e Belo Monte, responsável por 97% de toda a
energia da Hidrelétrica, terá início em março de 2016, data prevista no contrato de concessão;
ii.
A Casa de Força Complementar (233MW), no sítio Pimental, responsável por 3% da geração
de energia da UHE Belo Monte, começa a operar em novembro de 2015;
iii.
A Empresa está tomando e tomará todas as medidas cabíveis para não ser onerada por atos
externos à sua governabilidade por se tratar de direito que a administração não pode prescindir;
iv.
Independentemente do pedido feito a ANEEL para considerar os fatos excludentes de
responsabilidade, a Norte Energia tem trabalhado incansavelmente para minimizar o impacto das
ações de terceiros sobre o cronograma de obras, de forma também a minimizar qualquer efeito
negativo para o país e para os seus acionistas.
Ganhães Energia – Em fevereiro de 2012, a Light Energia adquiriu 51% de participação na Guanhães
Energia S.A., sendo a Cemig detentora dos demais 49%. A Guanhães é responsável pela implantação
e exploração das PCHs Dores de Guanhães (14MW), Senhora do Porto (12MW), Fortuna II (9MW) e
Jacaré (9MW), totalizando 44MW de potência instalada. As PCHs estão localizadas nos rios Guanhães
e Corrente Grande, no Estado de Minas Gerais.
O projeto foi impactado por questões geológicas e ambientais, ocasionando postergação na data
originalmente prevista para entrada em operação das PCHs. A primeira unidade geradora tem
previsão de entrada em operação em 2015.
Renova Energia (“Renova”)
Em outubro 2014 ocorreu a conclusão da operação de entrada da Cemig GT na Renova, reduzindo a
participação da Light Energia na Renova de 21,9% para 15,9% do capital social total e de 32,2% para
21,2% das ações ordinárias (totais), sendo mantidas todas as suas ações vinculadas ao Bloco de
Controle.
Também em outubro de 2014, a Renova comercializou no Leilão de Energia de Reserva de 2014 (“LER
2014”) 150,4 MW de capacidade instalada, correspondente a 42,7 MW médios, de energia eólica e
solar. A vigência dos contratos será de 20 anos, tendo início o suprimento de energia em outubro de
2017. Foram comercializados 43,5 MW de capacidade instalada, sendo 20,9 MW médios, de energia
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
eólica, a serem gerados por 3 parques eólicos, localizados no estado da Bahia, pelo valor médio de R$
138,9/ MWh (data base de outubro de 2014).
Comercialização
Em 2014, a comercialização de energia somou o montante de
5.338,4 GWh, 28,5% acima dos 4.154,7 GWh comercializados no
ano anterior. Tal crescimento se deve principalmente à venda da
energia da Light Energia que ficou disponível após o vencimento
dos contratos firmados no leilão de 2004.
No ano de 2014, dos 12 (doze) projetos que estavam em
andamento, 6 (seis) foram finalizados e entregues aos clientes.
Dentre eles, destacam-se a Central de Cogeração da Light Esco,
para a fábrica da Rio de Janeiro Refrescos e a Usina fotovoltaica
do Maracanã.
Investimentos
CAPEX (R$MM)
Distribuição
Reforço da rede e expansão
Perdas
Outros
Administração
Comerc./ Eficiência Energética
Geração
Total
2014
Partic. %
2013
Partic. %
Var %
932,1
548,9
359,7
23,4
57,0
15,8
49,2
1.054,0
88,4%
58,9%
38,6%
2,5%
5,4%
1,5%
4,7%
100,0%
712,6
498,6
192,1
21,8
40,2
61,0
31,3
845,0
84,3%
70,0%
27,0%
3,1%
4,8%
7,2%
3,7%
100,0%
30,8%
10,1%
87,2%
7,3%
41,7%
-74,1%
57,4%
24,7%
No ano de 2014, o total investido pela Light somou R$ 1.054,0 milhões, 24,7% acima do investido no
ano de 2013.
O segmento de distribuição concentrou o maior volume, R$ 932,1 milhões (representando 88,4% do
investimento total), apresentando um crescimento de 30,8% frente ao valor investido em 2013.
Dentre os investimentos realizados, se destacam: (i) ao desenvolvimento de redes de distribuição e
expansão, num montante de R$ 548,9 milhões, com o intuito de atender ao crescimento de
mercado, aumentar a robustez da rede e melhorar a qualidade, incluindo R$ 71,9 milhões destinados
a investimentos específicos para a Copa e para as Olimpíadas nesse período, (ii) o avanço no projeto
de combate às perdas de energia (blindagem de rede, sistema de medição eletrônica e regularização
de fraudes) no qual foi investido o montante de R$ 359,7 milhões.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Nos investimentos em comercialização e eficiência energética, houve uma redução de 74,1% em
relação a 2013 para R$ 15,8 milhões em 2014, devido ao término da construção de um grande
projeto de cogeração em abril deste ano.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Comentário Financeiro
Desempenho Financeiro
Receita Líquida
Na comparação entre os períodos, a receita
líquida consolidada totalizou R$ 9.230,4 milhões,
24,4% acima da registrada em 2013. E,
desconsiderando a receita de construção,
totalizou R$ 8.289,9 milhões, representando um
crescimento de 25,6%, devido ao crescimento de
mercado e a contabilização da CVA2 na receita.
O resultado do segmento com maior destaque
foi o da comercialização e serviços, cuja receita
cresceu 49,5% em relação ao ano anterior. O
segmento de distribuição apresentou um
desempenho
de
24,1%
superior
desconsiderando a receita de construção e o da
geração 7,7%.
Custos e despesas
No ano de 2014, os custos e despesas
operacionais consolidados, já desconsiderando
os custos de construção, totalizaram R$ 7.029,6
milhões, 32,9% superior ao apurado em 2013. Tal
variação foi influenciada principalmente pelo
aumento de 34,6% dos custos e despesas não
gerenciáveis, tendo em vista o maior custo com
compra de energia.
2
Em 10 de dezembro de 2014, foi assinado o quarto termo aditivo ao contrato de concessão para distribuição pela controlada Light
SESA, que assegurou o direito e o dever de que os saldos remanescentes de eventual insuficiência ou ressarcimento pela tarifa ao
término de concessão serão acrescentados ou abatidos do valor da indenização, o que permitiu o reconhecimento dos saldos de tais
ativos e passivos regulatórios.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
EBITDA 3
No ano, o EBITDA foi de R$ 1.809,7 milhões,
6,7% superior ao de 2013, com margem EBITDA
de 19,6%, 3,3 p.p. abaixo do realizado no ano
passado, impactado pelo reconhecimento da
CVA na receita líquida da distribuidora e pelo
ganho de equivalência patrimonial no valor de
R$ 143,1 milhões na geradora, devido a diluição
da Light Energia na Renova Energia, reduzindo
a participação de 21,9% para 15,9% do capital
social total. A participação do EBITDA do
segmento de distribuição foi de 68,3% no
montante apurado em 2014. Os segmentos de geração e comercialização responderam por 26,8% e
4,9%, respectivamente.
Lucro Líquido
No ano, o lucro líquido foi de R$ 662,2 milhões,
12,7% acima do registrado no ano de 2013,
justificado
principalmente
pelo
reconhecimento da CVA na receita líquida por
parte da distribuidora.
3
O EBITDA não é uma medida reconhecida pelo BRGAAP ou pelos IFRS e é utilizado pela Companhia como medida adicional de
desempenho de suas operações, e não deve ser considerado isoladamente ou como uma alternativa ao Lucro Líquido ou Lucro
Operacional, como indicador de desempenho operacional ou como indicador de liquidez. Abaixo segue conciliação conforme Instrução
CVM 527/2012:
EBITDA R$ MM
2014
2013
Var.%
A
Lucro/Prejuízo Líquido
662,8
587,3
12,9%
B
C
IR/CS
IR/CS DIFERIDO
(120,3)
(152,0)
(122,0)
(142,8)
-1,4%
6,5%
EBIT
935,1
852,1
9,7%
D
Depreciação e Amortização
(414,8)
(390,9)
6,1%
E
Despesa Financeira Líquida
(459,7)
(453,8)
1,3%
EBITDA
1.809,7
1.696,8
6,7%
A - (B + C)
(A) + (B) + (C ) + (D) + (E)
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Situação Financeira
Endividamento
A dívida bruta da Companhia em 31 de dezembro
(Moeda Nacional x Estrangeira)
de 2014 era de R$ 6.582,3 milhões, apresentando
14,5%
16,0%
22,2% *
um aumento de 13,2%, ou R$ 767,6 milhões em
relação a dezembro de 2014, em função das
captações realizadas no período, quais sejam: (i)
85,5%
84,0%
77,8%
liberações de recursos por parte do BNDES, ao
longo dos últimos 12 meses, no montante de R$
418,0 milhões; (ii) captação em moeda estrangeira
dez/13
set/14
dez/14
de R$ 235,8 milhões, junto ao Citibank, para a Light
Moeda Nacional
Moeda Estrangeira
* 0,45% sem proteção cambial.
SESA, com proteção à exposição cambial através de
operação de swap para Real; (iii) liberações de recursos por parte da FINEP, num valor de R$ 136,0
milhões, com custo de 4% a.a; (iv)
Múltiplo para efeito
dez/14 set/14
2013
10ª emissão de debêntures da Light
de covenants R$ MM
SESA no montante total de R$ 750,0
Dívida Bruta
6.582,3 6.905,7 5.815,3
milhões junto ao Banco do Brasil,
+ Operações de Swap
(194,5)
(163,3) (135,1)
+ Fundo de Pensão
31,98
1.224,7
Itaú e Bradesco, a um custo de 115%
- Disponibilidades
505,8 1.362,1 1.790,4
do CDI; (v) captação em moeda
= Dívida Líquida para covenants (a)
5.913,9 5.380,3 5.114,4
estrangeira de R$ 156 milhões, junto
EBITDA (12 meses)
1.809,7 1.217,5 1.696,8
ao BNP Paribas, para a Light Energia,
+ Provisões
216,3
187,7
210,9
com proteção à exposição cambial
- Outras Receitas/Despesas Operacionais
(41,3)
74,7
81,3
através de operação de swap para
+ Ativos e Passivos Regulatórios (CVA)
(334,2)
256,4
(21,0)
- CVA Financeira
5,1
Real; (vi) captação em moeda
= EBITDA para covenants (b)
1.596,5 1.586,9 1.800,3
estrangeira de R$ 51 milhões, junto
3,70
3,39
2,84
ao Bank Tokyo-Mitsubishi, para a Dívida Líquida / EBITDA (a/b)
Light SESA, com proteção à
exposição cambial através de
operação de swap para Real ; (vii)
captação em moeda estrangeira de
R$ 200 milhões junto ao Banco Itaú,
sendo R$ 68 milhões, para a Light
SESA, e R$ 132 milhões para a Light
Energia, com proteção à exposição
cambial através de operação de
swap para Real ; Tais recursos
foram utilizados para investimentos e, principalmente, capital de giro. No último trimestre do ano
houve também a quitação da 1a Emissão de Debêntures da Light Energia e a 7a Emissão de
Debêntures da Light SESA, num total de R$ 832 milhões.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
A relação dívida líquida/EBITDA passou de 2,84x em dezembro de 2013 para 3,70x em dezembro de
2014. Para o indicador EBITDA/despesa de juros, o resultado obtido em dezembro foi de 2,69x. A
Companhia possui covenants para o indicador dívida líquida/EBITDA máximo de 3,75x e para o
indicador EBITDA/despesa de juros de no mínimo 2,5x, contudo o descumprimento do covenant só se
configura em caso de ultrapassagem dos limites estabelecidos para os indicadores por 2 trimestres
consecutivos ou 4 intercalados.
O prazo médio de vencimento da dívida é de 4,4 anos e o custo médio nominal da dívida ficou em
11,2% a.a. No fechamento do ano, 22,2% do endividamento total estava denominado em moeda
estrangeira, mas considerando o resultado das operações de proteção à exposição cambial, a
exposição ao risco de moeda estrangeira ficou em 0,45%. A política de proteção à exposição cambial
consiste em proteger o fluxo de caixa das dívidas em moeda estrangeira vincendo nos próximos 24
meses (principal e juros), através do instrumento swap sem caixa, com instituições financeiras de
primeira linha. As captações realizadas através da Resolução BACEN 4.131, junto ao Merrill Lynch,
BNP, Citibank, Bank Tokyo-Mitsubishi e Itaú, já foram contratadas com swap para todo o prazo da
dívida.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Governança Corporativa e Mercado de Capitais
Em 31 de dezembro de 2014, o capital social da Light S.A. era composto por 203.934.060 ações
ordinárias, sem valor nominal.
As ações da Light são listadas no Novo Mercado da Bovespa desde Julho de 2005, em consonância
com as melhores práticas de governança corporativa e com os princípios de transparência e
equidade, além de conceder direitos especiais aos acionistas minoritários. As ações da Light S.A.
compõem os índices Ibovespa, IGC, IEE, IBrX, ISE, ITAG, IDIV e MSCI. As ações da Light também são
negociadas no mercado de balcão americano (Over-the-counter - OTC), através de ADR Nível 1, sob o
ticker LGSXY.
O Conselho de Administração da Light é composto por 11 membros, sendo 2 deles eleitos de forma
independente. Para auxílio do Conselho de Administração existem 5 comitês: Finanças, Gestão,
Auditoria, Recursos Humanos e Governança e Sustentabilidade.
As ações da Light S.A. (LIGT3) estavam cotadas a R$ 17,02 ao final de dezembro de 2014. O valor de
mercado (n° de ações x valor da ação) da Companhia encerrou o ano em aproximadamente R$ 3.471
milhões.
O gráfico abaixo apresenta a evolução da ação da Light desde 30 de dezembro de 2013 até 05 de
março de 2015.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Composição acionária
A composição acionária da Light em 31 de dezembro de 2014 era: Grupo de Controle, com 52,13%
e free float, com 47,87%, sendo 9,39% do BNDESPar e 38,51% sob o controle de acionistas
minoritários. O Grupo de Controle é, por sua vez, constituído pelas empresas: Companhia
Energética de Minas Gerais (Cemig), com 26,06%, Luce Empreendimentos e Participações S.A
(LEPSA), com 13,03% e Rio Minas Energia S.A (RME), com 13,03%.
Composição acionária em 31 de dezembro de 2014
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
O quadro abaixo indica a quantidade de ações ordinárias detidas pelos acionistas da Light.
Acionistas
Quantidade Nacionalidade Particip. Capital Social (R$)
RME - RIO MINAS ENERGIA PARTICIPAÇÕES S.A
26.576.150
Brasileira
13,03
290.024.632
COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS S.A. CEMIG
53.152.298
Brasileira
26,06
580.049.265
LUCE EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A.
26.576.149
Brasileira
13,03
290.024.632
BNDES PARTICIPAÇÕES S.A – BNDESPAR
19.149.408
Brasileira
9,39
209.004.704
PÚBLICO
76.624.255
-
38,49
856.718.964
100
2.225.822.197,89
Total
203.934.060
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Distribuição de Dividendos e Juros sobre Capital Próprio
No dia 17 de dezembro de 2014 foram pagos os dividendos aprovados pela Assembleia Geral
Ordinária, realizada no dia 24 de abril de 2014, no montante de R$ 364.838.033,34 (trezentos e
sessenta e quatro milhões, oitocentos e trinta e oito mil, trinta e três reais e trinta e quatro
centavos), sendo R$ 32.018.793,53 (trinta e dois milhões, dezoito mil, setecentos e noventa e três
reais e cinquenta e três centavos), referentes ao dividendo mínimo obrigatório, e R$ 332.819.239,81
(trezentos e trinta e dois milhões, oitocentos e dezenove mil, duzentos e trinta e nove reais e oitenta
e um centavos), referentes aos resultados apurados no exercício de 2013, correspondendo a um
dividend yield de 11,3% e a um payout de 84,6% do lucro líquido de 2013 ajustado pela reserva legal.
O valor líquido por ação corresponde a R$ 1,789, sem retenção de imposto de renda na fonte
(conforme art. 10 da Lei nº 9.249/95). As transferências de ações a partir de 25 de abril de 2014
foram efetuadas ex dividendos.
De acordo com parágrafo 2° do artigo 24 do Estatuto Social da Companhia, o dividendo mínimo
obrigatório é de 25% do lucro líquido anual ajustado, calculado em conformidade com o artigo 189
da Lei das S.A.s..
Conforme critério do Conselho de Administração, neste ano, a Companhia propõe a destinação do
mínimo previsto no Estatuto Social, equivalente a 25% do lucro líquido anual ajustado. Tal
distribuição é compatível com a falta de previsibilidade da situação hidrológica e com a atual
condição do setor elétrico brasileiro.
Desta forma, foi aprovada em 06 de março de 2015, pelo Conselho de Administração, a proposta de
distribuição de R$ 157.422.432,59, R$ 0,7719 por ação, de dividendos, referentes ao resultado do
exercício findo em 31 de dezembro de 2014, que representam um dividend yield de 5,8%. A proposta
de distribuição será submetida à aprovação em AGO.
Aprovação da Distribuição
Evento
Data de
Aprovação
Proventos deliberados em 2014
AGOE
24/04/2014
Total
Proventos propostos em 2015
A ser aprovada em AGO
10/04/2015
Total
Data Ex.
Valor do
provento
por ação
25/04/2014 R$
R$
........
R$
R$
Montante
Data de Pagto
Tipo de Provento
1,79
1,79
R$ 364.838.033,34
R$ 364.838.033,34
17/12/2014
Dividendos
0,77
0,77
R$ 157.422.432,59
R$ 157.422.432,59
Até 31/12/2015
Dividendos
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Compromisso com o Futuro
Gestão de Gente
Em 2014, intensificamos nossa atuação para fomentar uma cultura de resultados sustentáveis e
internalizarmos o valor “valorização da vida”. Continuamos a impulsionar nossa força de trabalho
– 12 mil pessoas – por meio de iniciativas que reforçam a Missão, Visão, Valores e Princípios da
companhia. Acreditamos que um processo de transição cultural de uma empresa centenária como
a Light passa pela consolidação da educação, do desenvolvimento humano, da transparência, da
integridade e de uma cultura forte, com lideranças e força de trabalho engajadas.
Com o objetivo de valorizar e desenvolver profissionais identificados como potenciais sucessores,
para que possam assumir atividades de maior responsabilidade e complexidade dentro da
empresa, em 2014, elaboramos o Programa de Desenvolvimento de Sucessores.
Em ano de Copa do Mundo, tivemos o desafio de mobilizar a força de trabalho para garantir que
tudo corresse bem para o Rio de Janeiro e para a companhia. Além de mensagens, sorteios e
ações para engajamento de todos por meio do movimento #BrilhaBrasil e do projeto Orgulho de
Ser Light, foram pensadas algumas iniciativas específicas para os mais de 1,6 mil profissionais que
aturam nesse período.
O Programa Vida! é uma iniciativa da companhia para melhorar os indicadores de saúde e
segurança. Em 2014, o Vida! entrou na segunda fase de sensibilização da força de trabalho,
promovendo novas oficinas para reforçar a importância do comportamento seguro e a
continuidade do engajamento para a valorização da vida.
Segurança no Trabalho
De 2011 até 2014, conseguimos reduzir em 32% a taxa de frequência com que os empregados se
acidentam, com afastamento do trabalho. A taxa de gravidade dos eventos foi 58% menor,
considerando o mesmo período.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Em 2014, incrementamos em 300% a fiscalização de segurança, realizando oito auditorias de
Gestão de Segurança do Trabalho e fazendo 10.185 inspeções em campo. Esse conjunto de ações,
que integra o Plano de Fiscalização da área de Saúde e Segurança, gerou resultados significativos.
No programa de qualificação profissional, treinamos 181 eletricistas para atuação em todas as
atividades da Light; e 131 técnicos em operação de subestações.
Todos os terceirizados e subcontratados envolvidos em serviço de rede, direta ou indiretamente,
são treinados em questões de saúde e segurança. Os treinamentos mínimos para os trabalhadores
que atuam na rede são: NR10 - segurança nos serviços com eletricidade (80 horas), NR35 segurança para trabalhos em altura (16 horas), NR33 - segurança nos serviços em espaços
confinados (subterrâneo) (40 horas) e NR12 - operação de guindauto, cesta aérea e motosserras (8
horas).
Para continuar evoluindo na redução de acidentes com a população, estamos investindo em
campanhas de conscientização da população e parceira com instituições, como o Sindicato das
Empresas de Construção Civil (SECONCI), que promove capacitação de profissionais desse setor
quanto aos riscos da proximidade com a rede elétrica e as precauções para evitar acidentes.
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)
A Light tem trabalhado intensamente para fortalecer a gestão do seu Programa de P&D e dar mais
visibilidade corporativa ao tema. O Plano Estratégico de Investimento em P&D da Light para o
período 2014-2018 privilegia temas de pesquisa que estejam alinhados com as diretrizes definidas
no Planejamento Estratégico da empresa, corroborando as arrojadas metas e objetivos
estabelecidos pela Light para próximos anos.
Nesse sentido, o portfólio de projetos de P&D da Light tem contribuído para a reflexão e solução
de grandes desafios: a situação hidrológica, as perdas técnicas e não técnicas e a incessante busca
da eficiência operacional.
Em 2014, foram investidos cerca de R$ 10,1 milhões pela Light SESA e R$ 1,2 milhão pela Light
Energia para realizar os projetos e custear a gestão do Programa de P&D; e 12 projetos foram
concluídos.
Vale destacar também o envolvimento da Light em três projetos estratégicos da ANEEL:
implantação de uma usina solar fotovoltaica de 3 MWp e avaliação do desempenho técnico e
econômico da geração fotovoltaica em diferentes condições climáticas na matriz elétrica
brasileira; sistema de inteligência analítica do setor elétrico (SIASE); e arranjos técnicos e
comerciais para a inserção da geração solar fotovoltaica na matriz energética brasileira.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Meio Ambiente
Somos uma empresa comprometida com a sustentabilidade e com a utilização racional dos
recursos naturais. A água é nosso principal capital natural, por isso desenvolvemos projetos e
ações para preservar os reservatórios e seu entorno. Essa posição pode ser notada na gestão
ambiental da companhia e nos compromissos assumidos com o meio ambiente e o clima.
Em 2014, nosso maior desafio esteve relacionado à obtenção das licenças ambientais para o
perfeito andamento do plano de obras da empresa. O número de projetos para garantir a
qualidade do fornecimento de energia elétrica durante a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas
(2016), cresceu significativamente. Muitas subestações e linhas tiveram suas obras iniciadas em
2014, o que exigiu dedicação integral da equipe de licenciamento ambiental da companhia.
Outro desafio que merece destaque neste relatório é a gestão ambiental dos reservatórios
durante o período hidrológico crítico, que causou forte estiagem na bacia do Rio Paraíba do Sul em
2014. Chegamos a contar com suporte do Programa de P&D para gerenciar esse cenário, pois os
reservatórios da Light são fundamentais para o sistema de abastecimento das cidades do Vale do
Paraíba e da Região Metropolitana do RJ.
O Programa de Reflorestamento teve como meta o plantio de 88 hectares de mudas de mata
atlântica nos entorno dos Reservatórios do Complexo de Lajes e Santa Branca, valor acima da
média anual de 50 hectares. Nossa meta foi cumprida quase em sua totalidade, com 83 hectares
plantados.
Em 2014, foram certificadas na ISO 14001 18 novas unidades, entre subestações e linhas. No total,
são 95% de unidades certificadas. No âmbito do Sistema de Gestão Integrado (SGI), todas as
instalações do Parque Gerador obtiveram renovação dos certificados nas normas ISO 9001, ISO
14001 e OHSAS 18001 por mais três anos, agora com vencimento em 2017, quando haverá uma
nova certificação.
Em 2014, contratamos um diagnóstico para mapeamento de todos os pontos de geração e
descarte de resíduos da empresa, com previsão de conclusão em 2015. Esse estudo dará origem a
um novo Plano de Gerenciamento de Resíduos, atendendo à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
No setor elétrico, em parceria com a Fundação Brasileira pelo Desenvolvimento Sustentável,
somos pioneiros no desenvolvimento de um software que calcula, anualmente, a Pegada de
Carbono da companhia. O cálculo considera as emissões totais de um produto ou serviço, desde a
aquisição de matéria-prima, passando pela produção, distribuição e uso, até o seu descarte final.
Saber qual é a nossa Pegada de Carbono permite que conhecer o impacto da nossa cadeia
produtiva na emissão desses gases. Dessa forma, repensamos e adequamos as nossas atividades a
uma atuação sustentável.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Ação Social
Quanto à suas ações sociais, em 2014 a Light manteve sua parceria com o Governo do Estado,
atuando nas áreas em que foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) com ações de
reforma e extensão da rede de baixa e média tensão, instalação e substituição de
transformadores, instalação de postes, recadastramento e cadastramento de clientes, além de
ações do Comunidade Eficiente e do Light Recicla.
Em 2014, a Light deu continuidade a esses dois importantes projetos de relacionamento com as
comunidades pacificadas do Rio de Janeiro e, mais recentemente, com outros municípios do
Estado. No Comunidade Eficiente foram investidos R$ 22,3 milhões; enquanto o Light Recicla
recebeu aportes de R$ 2,3 milhões. O Comunidade Eficiente realiza a troca de geladeiras e
lâmpadas incandescentes por outras mais eficientes e realiza ações educativas para consumo
racional e seguro da energia elétrica. Já o Light Recicla promove a troca de materiais recicláveis
por crédito nas contas de energia.
O principal fator de contribuição para a evolução do Projeto Comunidade Eficiente, após a Lei
Federal nº 12.212/10, foram os convênios firmados com as prefeituras da área de concessão da
empresa, que permitiu o cadastramento em massa de clientes na Tarifa Social de Energia Elétrica
(TSEE).
Em 2014, a Light executou também o Projeto Residencial, durante a campanha de comunicação
“Por uma conta mais Light”. Em três meses, foram trocadas um milhão de lâmpadas
incandescentes por fluorescentes compactas, mais econômicas. O projeto recebeu R$ 8,9 milhões
em investimentos.
Já são 12 ecopontos do Light Recicla: Cabritos/Tabajaras, Metrô Botafogo, Humaitá, Vidigal,
Chapéu Mangueira/Babilônia, Rocinha, Chácara do Céu, Cruzada São Sebastião, Santa Marta (dois)
e Mesquita (dois), inaugurados em 2014.
A iniciativa recebeu o Premio Ação Ambiental 2014, da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), na
categoria “Relação com Público de Interesse”. O Projeto Light Recicla também é citado como um
dos exemplos de Programas e Ações para as Comunidades no Plano Municipal de Gestão
Integrada de Resíduos Sólidos da Cidade do Rio de Janeiro.
Em 31 de dezembro de 2014, o projeto possuía 3.465 clientes cadastrados. No ano, foram
trocados 2.717.267 kg de materiais recicláveis, como papel, plástico, metal e vidro, 11.515 litros
de óleo vegetal, produzindo uma energia economizada da ordem de 11 GWh.
Vale ressaltar que as ações do Comunidade Eficiente e do Light Recicla são desenvolvidas
prioritariamente com foco no Programa de Redução de Perdas da Light. Como resultado, a Light
estabelece uma nova forma de se relacionar com os clientes, estimula a eficiência energética,
dissemina a tarifa social e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos moradores destas
comunidades, proporcionando à adaptação do consumo às possibilidades de pagamento. Como
benefícios para a empresa há a redução do furto de energia elétrica e da inadimplência.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Ainda em 2014, a Light, contando com recursos de seu Programa de Eficiência Energética,
patrocinou o Programa Favela Criativa, da Secretaria de Cultura do Estado, que tem o objetivo de
oferecer formação artística e especialização em gestão cultural a jovens, promovendo o diálogo
com potenciais parceiros e patrocinadores. Outra ação relevante foi a participação no Projeto
Travessia, que consiste na construção e revitalização de importantes áreas de esporte e lazer em
comunidades pacificadas.
Outras Informações:
Auditores independentes
Em atendimento à instrução CVM nº 381/2003, informamos que a Deloitte Touche Tohmatsu
Auditores Independentes presta serviços de auditoria externa e revisão trimestral para o Grupo
Light e que não realizou nenhum outro serviço não relacionado à auditoria para a Companhia no
exercício findo em 31 de dezembro de 2014.
O relatório da administração inclui informações relacionadas a investimentos projetados e dados
não-financeiros os quais não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações financeiras e
não
foram
examinados
pelos
auditores
independentes.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – LIGHT S.A.- 2014
Balanço Social Anual / 2014
Empresa: CONSOLIDADO
1 - Base de Cálculo
Receita líquida (RL)
Resultado operacional (RO)
Folha de pagamento bruta (FPB)
2 - Indicadores Sociais Internos
Alimentação
Encargos sociais compulsórios
Previdência privada
Saúde
Segurança e saúde no trabalho
Educação
Cultura
Capacitação e desenvolvimento profissional
Creches ou auxílio-creche
Participação nos lucros ou resultados
Outros
Total - Indicadores sociais internos
3 - Indicadores Sociais Externos
Educação
Cultura
Saúde e saneamento
Esporte
Combate à fome e segurança alimentar
Outros
Total das contribuições para a sociedade
Tributos (excluídos encargos sociais)
Total - Indicadores sociais externos
4 - Indicadores Am bientais
Investimentos relacionados com a produção/ operação da empresa
Investimentos em programas e/ou projetos externos
Total dos investim entos em m eio am biente
Quanto ao estabelecimento de “metas anuais” para minimizar
resíduos, o consumo em geral na produção/ operação e aumentar
a eficácia na utilização de recursos naturais, a empresa
5 - Indicadores do Corpo Funcional
Nº de empregados(as) ao final do período
Nº de admissões durante o período
Nº de empregados(as) terceirizados(as)
Nº de estagiários(as)
Nº de empregados(as) acima de 45 anos
Nº de mulheres que trabalham na empresa
% de cargos de chefia ocupados por mulheres
Nº de negros(as) que trabalham na empresa
% de cargos de chefia ocupados por negros(as)
Nº de pessoas com deficiência ou necessidades especiais
6 - Inform ações relevantes quanto ao exercício da
cidadania em presarial
Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa
Número total de acidentes de trabalho
Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos pela empresa
foram definidos por:
Os pradrões de segurança e salubridade no ambiente de trabalho
foram definidos por:
Quanto à liberdade sindical, ao direito de negociação coletiva e à
representação interna dos(as) trabalhadores(as), a empresa:
2014 Valor (m il reais)
Valor (m il R$) % sobre FPB
26.411
9%
50.091
18%
8.196
3%
14.332
5%
851
0%
919
0%
0
0%
6.241
2%
986
0%
26.508
9%
4.354
2%
138.889
49%
Valor (m il R$) % sobre RO
7.487
1%
22.228
2%
0
0%
21.868
2%
0
0%
46.915
4%
98.498
8%
3.822.444
303%
3.920.942
311%
Valor (m il R$) % sobre RO
55.374
4%
0
0%
55.374
4%
( ) não po ssui metas ( ) cumpre de 51a 75%
( ) cumpre de 0 a 50% (X) cumpre de 76 a 100%
( ) direção
( ) direção e
gerências
Valor adicionado total a distribuir (em mil R$):
Distribuição do Valor Adicionado (DVA):
7 - Outras Inform ações
2014
4.282
409
9.301
132
1.174
1.034
23,70%
1.923
18,80%
203
2014
2013
4.293
457
8.191
139
1.210
1.021
23,40%
1.874
18,30%
195
Metas 2015
42,76
34
ND
0
( X ) direção e
gerências
( ) to do s(as)
empregado s(as)
( ) to do s(as) ( X ) to do s(as) +
empregado s(as)
Cipa
( ) direção
( ) direção e
gerências
( X ) direção e
gerências
( ) to do s(as)
empregado s(as)
( ) to do s(as) ( X ) to do s(as) +
empregado s(as)
Cipa
( X ) segue as
no rmas da OIT
( ) incentiva e
segue a OIT
( ) não se
envo lverá
( X ) seguirá as
no rmas da OIT
( ) incentivará e
seguirá a OIT
( ) direção
( X ) to do s(as)
empregado s(as)
( X ) to do s(as)
empregado s(as)
( X ) são
exigido s
( ) direção
( ) não são
co nsiderado s
( ) direção e
gerências
( ) direção e
gerências
( ) são
sugerido s
( ) não serão
co nsiderado s
( ) direção e
gerências
( ) direção e
gerências
( ) serão
sugerido s
( X ) to do s(as)
empregado s(as)
( X ) to do s(as)
empregado s(as)
( X ) serão
exigido s
( ) não se envo lve
( ) apó ia
( x ) o rganiza e
incentiva
( ) não se
envo lverá
( ) apo iará
( X ) o rganizará e
incentivará
na empresa
22.979
no P ro co n
2.216
na Justiça
33.980
na empresa
Reduzir 10%
no P ro co n
Reduzir 10%
na Justiça
Reduzir 10%
na empresa
85%
no P ro co n
85%
na Justiça
51%
na empresa
100%
no P ro co n
100%
na Justiça
65%
( ) direção
% de reclamações e críticas atendidas ou solucionadas:
( ) não po ssui metas ( ) cumpre de 51a 75%
( ) cumpre de 0 a 50% ( X ) cumpre de 76 a 100%
( ) não se envo lve
A previdência privada contempla:
A participação dos lucros ou resultados contempla:
Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões éticos e de
responsabilidade social e ambiental adotados pela empresa:
Quanto à participação de empregados(as) em programas de
trabalho voluntário, a empresa:
Número total de reclamações e críticas de consumidores(as):
2013Valor (m il reais)
9.230.370
7.422.256
1.260.259
1.311.347
284.975
298.918
% sobre RL Valor (m il R$) % sobre FPB % sobre RL
0%
25.756
9%
0%
1%
60.796
20%
1%
0%
7.380
2%
0%
0%
13.191
4%
0%
0%
1.192
0%
0%
0%
1.064
0%
0%
0%
0
0%
0%
0%
7.506
3%
0%
0%
971
0%
0%
0%
28.577
10%
0%
0%
5.264
2%
0%
2%
151.698
51%
2%
% sobre RL Valor (m il R$) % sobre RO % sobre RL
0%
6.683
1%
0%
0%
7.055
1%
0%
0%
264
0%
0%
0%
1.333
0%
0%
0%
0
0%
0%
1%
28.927
2%
0%
1%
44.262
3%
1%
41%
3.059.907
233%
41%
42%
3.104.169
237%
42%
% sobre RL Valor (m il R$) % sobre RO % sobre RL
1%
38.872
3%
1%
0%
0
0%
0%
1%
38.872
3%
1%
( ) direção
Em 2014: 6.294.856
Em 2013: 5.296.979
68,86% go verno 5,52% co labo rado res(as)
2,50% acio nistas 15,09% terceiro s 8,03% retido
65,60% go verno 6,47% co labo rado res(as)
8,92% acio nistas 16,84% terceiro s 2,17% retido
LIGHT S.A.
BALANÇOS PATRIMONIAIS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Em milhares de reais)
Controladora
ATIVO
Notas
31.12.2014
Consolidado
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
Caixa e equivalentes de caixa
4
14.412
26.802
401.138
546.429
Títulos e valores mobiliários
5
-
-
104.698
1.244.000
Consumidores, concessionárias, permissionárias e clientes
6
-
-
1.380.679
1.223.413
-
-
33.967
29.662
89.657
105.821
55.140
Estoques
Tributos e contribuições
7
11
-
Imposto de renda e contribuição social
Parcela A e outros itens financeiros
7
226
6.442
30.556
9
-
-
577.458
-
254
270
14.910
15.800
150.152
36.153
-
234
29.811
Despesas pagas antecipadamente
Dividendos e JCP a receber
12
Serviços prestados a receber
140
143
38.009
Rendas a receber swap
35
-
-
1.557
31.150
Outros créditos
11
4.248
6.146
282.623
214.296
169.443
75.956
2.955.252
3.495.756
209.414
TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE
Consumidores, concessionárias, permissionárias e clientes
6
-
-
211.547
Tributos e contribuições
7
-
-
89.233
88.777
Tributos diferidos
8
-
-
473.823
622.835
Parcela A e outros itens financeiros
9
Ativo financeiro de concessões
10
-
-
2.446.443
1.926.226
Depósitos vinculados a litígios
20
312
305
233.073
263.316
Rendas a receber swap
35
-
-
209.734
110.064
Outros créditos
11
-
-
2.786
2.786
Investimentos
12
3.621.983
3.449.076
826.647
642.203
Imobilizado
13
672
672
1.705.087
1.678.722
Intangível
14
-
-
3.943.857
3.962.108
TOTAL DO ATIVO NÃO CIRCULANTE
3.622.967
3.450.053
10.678.942
9.506.451
TOTAL DO ATIVO
3.792.410
3.526.009
13.634.194
13.002.207
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
536.712
-
LIGHT S.A.
BALANÇOS PATRIMONIAIS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Em milhares de reais)
Controladora
PASSIVO
Notas
31.12.2014
Consolidado
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
Fornecedores
15
1.351
295
1.560.390
907.262
Tributos e contribuições
16
77
11.048
253.571
115.102
Imposto de renda e contribuição social
Empréstimos e financiamentos
16
13
2
35.548
83.516
17
-
-
482.180
591.470
Debêntures
18
-
-
97.657
51.030
Rendas a pagar swap
35
-
-
14.490
-
Dividendos e JCP a pagar
26
157.422
32.019
157.422
32.019
66.576
Obrigações estimadas
1.288
1.543
53.812
Encargos regulatórios
19
-
-
58.978
62.884
Benefícios pós-emprego
22
4
3
123
1.224.736
Outros débitos
23
2.729
3.059
210.601
183.867
162.884
47.969
2.924.772
3.318.462
TOTAL DO PASSIVO CIRCULANTE
Empréstimos e financiamentos
17
-
-
2.729.317
1.823.497
Debêntures
18
-
-
3.273.147
3.349.314
Rendas a pagar swap
35
-
-
2.280
Tributos e contribuições
Tributos diferidos
16
-
-
232.525
187.640
8
-
-
222.668
226.410
Provisões
Benefícios pós-emprego
Outros débitos
20
22
23
901
901
512.786
31.976
76.098
543.655
76.090
901
901
7.080.797
6.206.606
TOTAL DO PASSIVO NÃO CIRCULANTE
-
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social
25
2.225.822
2.225.822
2.225.822
2.225.822
Reservas de lucros
25
1.090.697
565.614
1.090.697
565.614
Dividendos adicionais propostos
26
-
332.819
-
332.819
Ajustes de avaliação patrimonial
25
409.824
429.498
409.824
429.498
Outros resultados abrangentes
25
(97.718)
(76.614)
(97.718)
(76.614)
-
-
-
-
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
3.628.625
3.477.139
3.628.625
3.477.139
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
3.792.410
3.526.009
13.634.194
13.002.207
Lucros acumulados
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
LIGHT S.A.
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Em milhares de reais)
Controladora
2014
Consolidado
2013
2014
2013
Notas
RECEITA LÍQUIDA
29
-
-
9.230.370
7.422.256
CUSTO DA OPERAÇÃO
31
-
-
(7.231.061)
(5.484.856)
Energia comprada para revenda
32
-
-
(5.447.953)
(3.848.273)
Pessoal
-
-
(206.832)
(201.625)
Materiais
-
-
(24.155)
(15.466)
Serviços de terceiros
-
-
(198.203)
(206.090)
Depreciações e amortizações
-
-
(368.963)
(351.463)
Custo de construção
-
-
(940.503)
(820.284)
Outras
-
-
(44.452)
(41.655)
LUCRO BRUTO
-
-
1.999.309
1.937.400
DESPESAS OPERACIONAIS
31
Despesas com vendas
(11.538)
-
Despesas gerais e administrativas
(11.538)
(11.687)
(11.687)
(739.051)
(626.053)
(238.468)
(271.566)
(459.284)
(435.836)
Outras receitas
-
-
170
124.979
Outras despesas
-
-
(41.469)
(43.630)
673.420
608.949
134.619
(5.454)
661.882
597.262
1.394.877
RESULTADO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
12
LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E IMPOSTOS
RESULTADO FINANCEIRO
33
Receita
Despesa
LUCRO ANTES DO IR E CSLL
949
(9.927)
(459.750)
1.305.893
(453.790)
1.088
1.278
360.512
338.158
(139)
(11.205)
(820.262)
(791.948)
662.831
587.335
935.127
852.103
Imposto de renda e contribuição social correntes
34
-
-
(116.154)
(113.904)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
34
-
-
(156.142)
(150.864)
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
662.831
587.335
662.831
587.335
Atribuído aos acionistas controladores
662.831
587.335
662.831
587.335
3,250
2,880
3,250
2,880
LUCRO BÁSICO E DILUÍDO POR AÇÃO (R$ / Ação)
28
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
LIGHT S.A.
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Em milhares de reais)
Controladora
2014
Consolidado
2013
2014
2013
662.831
587.335
662.831
587.335
(21.104)
95.383
(21.104)
95.383
RESULTADO ABRANGENTE TOTAL
641.727
682.718
641.727
682.718
Atribuído aos acionistas controladores
641.727
682.718
641.727
682.718
Lucro líquido do exercício
Outros resultados abrangentes não reclassificados para o resultado em períodos subsequentes
Ganhos (perdas) sobre passivos atuariais, líquido dos efeitos fiscais
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
LIGHT S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - CONTROLADORA E CONSOLIDADO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Em milhares de reais)
RESERVAS DE LUCROS
CAPITAL
SOCIAL
SALDOS EM 01 DE JANEIRO DE 2013
RESERVA
LEGAL
RETENÇÃO DE
LUCROS
DIVIDENDOS
ADICIONAIS
PROPOSTOS
AJUSTE DE
AVALIAÇÃO
PATRIMONIAL
OUTROS
RESULTADOS
ABRANGENTES
2.225.822
197.007
59.528
91.770
451.556
-
-
-
-
-
-
LUCROS
(PREJUÍZOS)
ACUMULADOS
(171.997)
TOTAL
171.997
3.025.683
-
587.335
587.335
-
95.383
-
95.383
-
-
-
(91.770)
-
22.058
Resultado abrangente total:
Lucro líquido do exercício
Outros resultados abrangentes não reclassificados para o resultado em períodos subsequentes
-
-
-
Dividendos deliberados pela AGO e pagos (R$ 0,45 / ação)
Ganho de passivo atuarial, líquido dos efeitos fiscais
-
-
-
Realização de ajuste de avaliação patrimonial
-
-
-
-
Constituição da reserva legal
-
29.367
-
-
-
-
(29.367)
-
Complemento dividendos mínimos obrigatórios - 25% (R$ 0,16 / ação)
-
-
-
-
-
-
(32.019)
(32.019)
Juros sobre capital próprio declarados e pagos (R$ 0,53/ ação)
-
-
-
-
-
-
(107.473)
(107.473)
Dividendos adicionais propostos (R$ 1,63 / ação)
-
-
-
332.819
-
-
(332.819)
Constituição da reserva de retenção de lucros
-
-
279.712
-
-
-
(279.712)
2.225.822
226.374
339.240
332.819
429.498
-
-
-
-
-
-
-
-
(332.819)
Constituição da reserva legal
-
33.142
-
-
-
-
(33.142)
Dividendos mínimos obrigatórios - 25% (R$0,7719 / ação)
-
-
-
-
-
-
(157.422)
Constituição da reserva de retenção de lucros
-
-
491.941
-
-
-
(491.941)
2.225.822
259.516
831.181
(91.770)
(22.058)
-
Destinação do resultado do exercício:
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013
Resultado abrangente total:
Lucro líquido do exercício
Outros resultados abrangentes não reclassificados para o resultado em períodos subsequentes
Perda de passivo atuarial, líquido dos efeitos fiscais
Realização de ajuste de avaliação patrimonial
Dividendos deliberados pela AGO e pagos (R$ 1,63 / ação)
(19.674)
-
(76.614)
(21.104)
-
-
3.477.139
662.831
662.831
19.674
-
(21.104)
(332.819)
Destinação do resultado do exercício:
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014
-
409.824
(97.718)
-
(157.422)
3.628.625
LIGHT S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Em milhares de reais)
Controladora
2014
Caixa Líquido gerado das Atividades Operacionais
Consolidado
2013
404.955
2013
Reapresentado
2014
281.539
585.474
1.419.426
Caixa gerado (aplicado) nas operações
(10.589)
(21.614)
960.127
1.874.881
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social
662.831
587.335
935.127
852.103
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
-
-
127.517
157.884
Depreciação e amortização
-
-
414.835
390.940
Perda na venda ou baixa de intangível / imobilizado
-
-
11.607
23.281
Perdas cambiais e monetárias de atividades financeiras
-
-
157.086
138.622
Provisões para contingências, depósitos judiciais e atualizações
-
-
81.621
26.809
Ajuste a valor presente e antecipações de recebíveis
-
-
(944)
9.903
Despesa de juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures
-
-
568.531
397.637
Encargos e variação monetária de obrigações pós-emprego
-
-
3.539
122.035
Variação swap
-
-
(21.618)
(80.950)
Resultado de equivalência patrimonial
(673.420)
(608.949)
(134.619)
5.454
(168.837)
Remuneração do ativo financeiro de concessões
-
-
(68.385)
Parcela A e outros itens financeiros
-
-
(1.114.170)
Variações nos Ativos e Passivos
415.544
303.153
(374.653)
(455.455)
Títulos e valores mobiliários
-
-
(290)
(12.034)
Consumidores, concessionárias e permissionárias
-
-
(285.972)
130.403
Dividendos e JCP Recebidos
Tributos, contribuições e impostos
Estoques
417.918
309.847
1.168
-
6.205
(2.584)
44.034
15.285
-
-
(4.305)
686
-
(8.198)
12.360
Serviços prestados a receber
3
Despesas pagas antecipadamente
16
(79)
890
(13.846)
Depósitos vinculados a litígios
(7)
(16)
10.456
(40.161)
Outros ativos
1.898
148
(68.327)
(72.536)
Fornecedores
1.056
(163)
631.482
92.487
(255)
1.151
(12.764)
19.750
(10.960)
(4.712)
172.901
94.208
Encargos regulatórios
-
-
(3.906)
(48.832)
Provisões
-
-
(92.703)
(88.265)
Benefícios pós-emprego
-
-
(3.486)
(10.405)
Obrigações estimadas
Tributos, contribuições e impostos
Outros passivos
Juros pagos
Imposto de renda e contribuição social pagos
(330)
-
(439)
(4.506)
(43.571)
-
(593.716)
(389.825)
-
-
(157.411)
(52.507)
(40.291)
255.506
Aquisições de bens do ativo imobilizado
-
-
(114.332)
(124.746)
Aquisições de bens do ativo intangível
-
-
(718.551)
(705.423)
Aplicações/Aquisições no investimento
(52.507)
(40.291)
(51.203)
(90.581)
Caixa Líquido gerado das (aplicado nas) Atividades de Investimento
(101.159)
(2.137.450)
Resgate de aplicações financeiras
-
-
1.224.666
Aplicações financeiras
-
-
(85.074)
(1.216.700)
-
Caixa Líquido gerado pelas (aplicado nas) Atividades de Financiamento
(364.838)
(259.915)
(986.271)
1.034.097
Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos
Captação de empréstimos, financiamentos e debêntures
(364.838)
-
(259.915)
-
(364.838)
1.992.789
(259.915)
2.444.531
(1.389.556)
(1.224.666)
(1.037.407)
(113.112)
Amortização de empréstimos, financiamentos e debêntures
Amortização de dívida contratual com plano de pensão
-
-
(12.390)
(18.667)
(145.291)
316.073
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
26.802
45.469
546.429
230.356
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
14.412
26.802
401.138
546.429
Aumento (redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
LIGHT S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS VALORES ADICIONADOS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Em milhares de reais)
Controladora
2014
Receitas
Consolidado
2013
2014
2013
-
-
13.150.691
10.625.426
Venda de mercadorias, produtos e serviços
-
-
12.288.827
9.963.026
Receitas referentes à construção de ativos próprios
-
-
989.381
820.284
Provisão/reversão créditos de liquidação duvidosa
-
-
(127.517)
(157.884)
(6.936.131)
(5.270.211)
Insumos adquiridos de terceiros
Custo dos produtos, mercadorias e serviços vendidos
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
Valor adicionado bruto
Retenções
Depreciação e amortização
Valor adicionado líquido produzido
(5.987)
-
(6.199)
(5.447.953)
(4.094.368)
(5.987)
(6.199)
-
(1.488.178)
(1.175.843)
(5.987)
(6.199)
6.214.560
5.355.215
-
-
(414.835)
(390.940)
-
-
(414.835)
(390.940)
(5.987)
(6.199)
5.799.725
4.964.275
674.508
610.227
495.131
332.704
673.420
608.949
134.619
(5.454)
1.088
1.278
360.512
338.158
Valor adicionado total a distribuir
668.521
604.028
6.294.856
5.296.979
Distribuição do valor adicionado
668.521
604.028
6.294.856
5.296.979
5.075
5.102
347.671
342.752
Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial
Receitas financeiras
Pessoal
Remuneração direta
4.664
4.703
261.931
259.481
Benefícios
274
189
54.903
52.973
FGTS
137
210
24.596
22.754
-
-
6.241
7.544
505
417
4.334.528
3.474.763
Federais
505
417
1.893.649
1.226.874
Estaduais
-
-
2.430.626
2.235.097
Municipais
-
-
10.253
12.792
110
11.174
949.826
892.129
110
11.174
Outros
Impostos, taxas e contribuições
Remuneração de capitais de terceiros
Juros
851.654
812.994
Aluguéis
-
-
80.182
56.357
Outras
-
-
17.990
22.778
662.831
587.335
Remuneração de capitais próprios
662.831
587.335
Dividendos e juros sobre capital próprio
157.422
472.311
157.422
472.311
Lucros retidos
505.409
115.024
505.409
115.024
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
vs
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS,
INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS,
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
1
vs
1.
CONTEXTO OPERACIONAL............................................................................................................................................................... 3
2.
ENTIDADES DO GRUPO ................................................................................................................................................................... 3
3.
APROVAÇÃO E SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS ADOTADAS NA PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS ............................................................................................................................................................................................. 10
4.
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA ................................................................................................................................................. 33
5.
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS ................................................................................................................................................ 33
6.
CONSUMIDORES, CONCESSIONÁRIAS, PERMISSIONÁRIAS E CLIENTES .......................................................................................... 34
7.
TRIBUTOS A RECUPERAR ............................................................................................................................................................... 35
8.
TRIBUTOS DIFERIDOS .................................................................................................................................................................... 36
9.
PARCELA A E OUTROS ITENS FINANCEIROS ................................................................................................................................... 37
10.
ATIVO FINANCEIRO DE CONCESSÕES ............................................................................................................................................ 38
11.
OUTROS CRÉDITOS ........................................................................................................................................................................ 38
12.
INVESTIMENTOS............................................................................................................................................................................ 40
13.
IMOBILIZADO ................................................................................................................................................................................ 47
14.
INTANGÍVEL .................................................................................................................................................................................. 49
15.
FORNECEDORES ............................................................................................................................................................................ 51
16.
TRIBUTOS A PAGAR ....................................................................................................................................................................... 52
17.
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS ............................................................................................................................................. 53
18.
DEBÊNTURES................................................................................................................................................................................. 58
19.
ENCARGOS REGULATÓRIOS .......................................................................................................................................................... 61
20.
PROVISÕES .................................................................................................................................................................................... 61
21.
CONTINGÊNCIAS ........................................................................................................................................................................... 66
22.
BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO .......................................................................................................................................................... 72
23.
OUTROS DÉBITOS .......................................................................................................................................................................... 76
24.
TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS ................................................................................................................................. 76
25.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO .................................................................................................................................................................. 79
26.
DIVIDENDOS E JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO ........................................................................................................................... 80
27.
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS................................................................................................................................. 81
28.
RESULTADO POR AÇÃO ................................................................................................................................................................. 82
29.
RECEITA LÍQUIDA .......................................................................................................................................................................... 83
30.
FORNECIMENTO E SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA .............................................................................................................. 84
31.
CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS ............................................................................................................................................. 84
32.
ENERGIA ELÉTRICA COMPRADA PARA REVENDA .......................................................................................................................... 85
33.
RESULTADO FINANCEIRO .............................................................................................................................................................. 86
34.
CONCILIAÇÃO DOS TRIBUTOS NO RESULTADO.............................................................................................................................. 86
35.
INSTRUMENTOS FINANCEIROS E GERENCIAMENTO DE RISCOS .................................................................................................... 87
36.
SEGUROS..................................................................................................................................................................................... 101
37.
INFORMAÇÕES POR SEGMENTO ................................................................................................................................................. 101
38.
REAJUSTE TARIFÁRIO .................................................................................................................................................................. 103
39.
PLANO DE INCENTIVO DE LONGO PRAZO.................................................................................................................................... 104
40.
CONTRATOS DE LONGO PRAZO................................................................................................................................................... 104
41.
TRANSAÇÕES QUE NÃO ENVOLVEM CAIXA ................................................................................................................................. 105
42.
EVENTOS SUBSEQUENTES ........................................................................................................................................................... 106
2
vs
Em milhares de Reais – R$, exceto quando indicado de outra forma
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A Light S.A. (Companhia ou “Light”) é uma sociedade por ações de capital aberto com
sede na cidade do Rio de Janeiro/RJ – Brasil. A Companhia tem por objeto social a
participação em outras sociedades, como sócia-quotista ou acionista e a exploração,
direta ou indiretamente, conforme o caso, de serviços de energia elétrica,
compreendendo os sistemas de geração, transmissão, comercialização e distribuição
de energia elétrica, bem como de outros serviços correlatos.
A Companhia é listada no Novo Mercado da BM&FBOVESPA Bolsa de Valores,
Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA), sob a sigla LIGT3 e no mercado de balcão
americano (Over-the-Counter - OTC) sob a sigla LGSXY.
2. ENTIDADES DO GRUPO
a) Controladas Diretas
Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light SESA - 100%) - Sociedade por ações de capital
aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro - RJ, que tem como atividade principal a
distribuição de energia elétrica, com área de concessão abrangendo 31 municípios do
Estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital.
Light Energia S.A. (Light Energia - 100%) - Sociedade por ações de capital aberto, com
sede na cidade do Rio de Janeiro - RJ, que tem como atividades principais: (a) estudar,
planejar, construir, operar e explorar sistemas de geração e transmissão,
comercialização de energia elétrica e serviços correlatos que lhe tenham sido ou
venham a ser concedidos ou autorizados, por qualquer título de direito, ou a empresas
das quais mantenha ou venha a manter o controle acionário; (b) participar em outras
sociedades como sócia, acionista ou quotista. Compreende as usinas de Pereira Passos,
Nilo Peçanha, Ilha dos Pombos, Santa Branca e Fontes Nova, com potência instalada
total de 855 MW. A Light Energia possui participação societária nas seguintes
controladas e controladas em conjunto:

Central Eólica São Judas Tadeu Ltda. (São Judas Tadeu - 100%) - Empresa em
fase pré-operacional, que terá como atividade principal a produção e
comercialização de energia elétrica através de usina eólica, localizada no Estado
do Ceará com potência nominal de 18 MW.

Central Eólica Fontainha Ltda. (Fontainha - 100%) - Empresa em fase préoperacional, que terá como atividade principal a produção e comercialização de
energia elétrica através de usina eólica, localizada no Estado do Ceará com
potência nominal de 16 MW.
3
vs

Lajes Energia S.A (Lajes Energia – 100%) - Sociedade por ações de capital
fechado, com sede no município de Piraí, Estado do Rio de Janeiro, que tem por
objeto social a análise da viabilidade técnica e econômica, a elaboração do
projeto, a implantação, operação, manutenção e exploração comercial da PCH
Lajes, com potência nominal de 17 MW. Em 08 de julho de 2014, foi publicada a
Resolução Autorizativa nº 4.734/14 que transfere a concessão da PCH Lajes da
Light Energia para a Lajes Energia. As obras de construção da PCH Lajes foram
iniciadas em setembro de 2014.

Renova Energia S.A. (Renova Energia – 15,9%, posição em 31 de dezembro de
2014, após o aumento de capital e entrada da Cemig GT no bloco de controle da
Renova ocorrido em outubro de 2014 - controlada em conjunto) - Sociedade
por ações de capital aberto, que atua na geração de energia elétrica por meio
de fontes alternativas renováveis, como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs),
usinas eólicas e solar. A Renova Energia tem participação direta ou indireta que
totaliza 2.301 MW contratados, dos quais 883,8 MW estão em operação ou
aptos a operar. A Renova Energia é controlada em conjunto pela Light Energia
(15,9%), pela RR Participações S.A. (15,9% no bloco de controle) e pela Cemig
Geração e Transmissão S.A – Cemig GT (27,3% no bloco de controle). Abaixo
apresentamos as empresas nas quais a Renova Energia participa:
Participações - RENOVA ENERGIA
Enerbras Centrais Elétricas S.A. (Holding)
(d)
Centrais Eólicas Abil S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista VIII LTDA.)
(i)
Renovapar S.A.
(d)
Energética Serra da Prata S.A.
(i)
Centrais Eólicas Acácia S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XII LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Lençóis S.A.
(d)
Renova PCH LTDA
(d)
Centrais Eólicas Angico S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XIII LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Conquista S.A.
(d)
Chipley SP Participações S.A. (Holding)
(d)
Centrais Eólicas Folha da Serra S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XVI LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Coxilha Alta S.A.
(d)
Nova Renova Energia S.A. (Holding)
(d)
Centrais Eólicas Jabuticaba S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XVII LTDA.)
(i)
Alto Sertão Participações S.A. (Holding)
(d)
Bahia Eólica Participações S.A. (Holding)
(i)
Centrais Eólicas Jacarandá do Serrado S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XVIII LTDA.)
(i)
Diamantina Eólica Participações S.A. (Holding)
Centrais Eólicas Candiba S.A.
(i)
Centrais Eólicas Taboquinha S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XIX LTDA. )
(i)
Centrais Eólicas São Salvador S.A.
(i)
Centrais Eólicas Igaporã S.A.
(i)
Centrais Eólicas Tabua S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XX LTDA.)
(i)
Centrais Elétricas Botuquara S.A.
(d)
Centrais Eólicas Ilhéus S.A.
(i)
Centrais Eólicas Vaqueta S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã VIII LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Licínio de Almeida S.A.
(i)
Centrais Eólicas Unha d'Anta S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XVI LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Cedro S.A.
Centrais Elétricas Itaparica S.A.
(d)
Centrais Eólicas Pindaí S.A.
(i)
Centrais Eólicas Vellozia S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã III LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Bela Vista XIV LTDA.
(d)
Salvador Eólica Participações S.A. (Holding)
(i)
Centrais Eólicas Angelim S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista VI LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Bela Vista XV LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Alvorada S.A.
(i)
Centrais Eólicas Facheio S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XXI LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Itapuã IV LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Guanambi S.A.
(i)
Centrais Eólicas Sabiu S.A. (anterior Centrais Eólicas Riacho de Santana LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Itapuã V LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Guirapá S.A.
(i)
Centrais Eólicas Barbatimão S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista II LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Itapuã VII LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Nossa Senhora Conceição S.A.
(i)
Centrais Eólicas Juazeiro S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista V LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Itapuã XV LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Pajeú do Vento S.A.
(i)
Centrais Eólicas Jataí S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã IX LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Itapuã XX LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Planaltina S.A.
(i)
Centrais Eólicas Imburana Macho S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista III LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Umburanas 1 S.A.
(d)
Centrais Eólicas Porto Seguro S.A.
(i)
Centrais Eólicas Amescla S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista IV LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Umburanas 2 S.A.
(d)
Centrais Eólicas Rio Verde S.A.
(i)
Centrais Eólicas Umbuzeiro S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XVIII LTDA.)
(i)
Centrais Eólicas Umburanas 3 S.A.
(d)
Centrais Eólicas Serra do Salto S.A.
(i)
Centrais Eólicas Umburanas 4 S.A.
(d)
(i)
Centrais Eólicas Pau d'Água S.A. (anterior Centrais Eólicas Santana LTDA.)
Centrais Eólicas Manineiro S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XIV LTDA.)
(i)
Renova Eólica Participações S.A. (Holding)
(i)
Centrais Eólicas Umburanas 5 S.A.
(d)
Centrais Eólicas da Prata S.A.
(i)
Centrais Eólicas Anísio Teixeira S.A. (anterior Centrais Eólicas Arapuã LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 6 S.A.
(d)
Centrais Eólicas dos Araçás S.A.
(i)
Centrais Eólicas Cabeça de Frade S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista I LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 7 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Morrão S.A.
(i)
Centrais Eólicas Canjoão S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã II LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 8 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Seraíma S.A.
(i)
Centrais Eólicas Carrancudo S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XI LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 9 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Tanque S.A.
(i)
Centrais Eólicas Ipê Amarelo S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XIX LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 10 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Ventos do Nordeste S.A.
(i)
Centrais Eólicas Jequitiba S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã I LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 11 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Ametista S.A.
(i)
Centrais Eólicas Macambira S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista XI LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 12 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Borgo S.A.
(i)
Centrais Eólicas Tamboril S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XIII LTDA.)
(d)
(d)
Centrais Eólicas Caetité S.A.
(i)
(d)
Centrais Eólicas Dourados S.A.
(i)
Centrais Eólicas Tingui S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã VI LTDA.)
Centrais Eólicas Alcacuz S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã X LTDA.)
Centrais Eólicas Umburanas 13 LTDA.
Centrais Eólicas Umburanas 14 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 15 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Espigão S.A.
(i)
Centrais Eólicas Caliandra S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista VII LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 16 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Maron S.A.
(i)
Centrais Eólicas Cansanção S.A. (anteriro Centrais Eólicas Recôncavo I LTDA.)
(d)
Centrais Eólicas Umburanas 18 LTDA.
(d)
Centrais Eólicas Pelourinho S.A.
Centrais Eólicas Pilões S.A.
(i)
Centrais Eólicas Embiruçu S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XII LTDA.)
(d)
Renova Comercializadora de Energia S.A.
(d)
(i)
Centrais Eólicas Ico S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista IX LTDA.)
(d)
Brasil PCH S.A.
(i)
Centrais Eólicas Serra do Espinhaço S.A.
(i)
Centrais Eólicas Imburana de Cabão S.A. (anterior Centrais Eólicas Itapuã XVII LTDA.)
Centrais Eólicas Putumuju S.A. (anterior Centrais Eólicas Bela Vista X LTDA.)
(d)
(d)
(d)
(i)
(i)
(i)
(d)
Controlada direta da Renova
Controlada indireta da Renova
Em 31 de dezembro de 2014, o percentual de participação indireta da Light
Energia na Chipley é de 9,5%, na Brasil PCH é de 4,9%, na Renova PCH Ltda.,
4
vs
Nova Renova Energia S.A., Centrais Elétricas Botuquara Ltda. e Centrais Elétricas
Itaparica Ltda. é de 15,7% e nas demais é de 15,9%.

Guanhães Energia S.A. (Guanhães Energia - 51%, controlada em conjunto) Sociedade por ações de capital fechado, em fase pré-operacional, com sede na
cidade de Belo Horizonte – MG, criada com a finalidade de implantar e explorar
quatro Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), situadas no estado de Minas
Gerais, que totalizam 44,0 MW de Potência Instalada. O projeto foi impactado
por questões geológicas e ambientais, ocasionando postergação na data
prevista para entrada em operação das PCHs. Controlada em conjunto pela
Light Energia (51%) e pela Cemig GT (49%).
Light Esco Prestação de Serviços S.A. (Light Esco - 100%) - Sociedade por ações de
capital fechado, com sede na cidade do Rio de Janeiro - RJ, que tem como atividade
principal a compra, venda, importação, exportação de energia elétrica, térmica, gases
e utilidades industriais e prestação de serviços de consultoria no setor de energia.
Participa do consórcio Maracanã Solar de exploração de uma usina fotovoltaica,
instalada na cobertura do estádio do Maracanã (51%). A EDF Consultoria em Projetos
de Geração de Energia Ltda participa com 49%. A Light Esco obteve junto à Aneel
autorização para tornar-se produtor independente de energia elétrica. A Light Esco
possuía participação societária na EBL Companhia de Eficiência Energética S.A. (EBL –
33,3%, controlada em conjunto) - Sociedade que tinha por objeto específico a
prestação de serviços e soluções de eficiência energética e locação de equipamentos e
instalações em unidades de propriedade ou alugadas pela Telemar Norte Leste S.A. A
dissolução desta entidade foi concluída em dezembro de 2014, gerando uma perda de
equivalência patrimonial de R$106 no resultado. Nenhum passivo foi identificado para
os acionistas.
Lightcom Comercializadora de Energia S.A. (Lightcom - 100%) - Sociedade por ações de
capital fechado, com sede na cidade de São Paulo - SP, que tem como objetivo a
compra, venda, importação, exportação e a prestação de serviços de consultoria no
setor de energia.
Itaocara Energia Ltda. (Itaocara Energia - 100%) - Empresa em fase pré-operacional,
que terá como atividade principal a realização de projeto, construção, instalação,
operação e exploração de usinas de geração de energia elétrica. Participa do Consórcio
UHE Itaocara, constituído para a exploração da Usina Hidrelétrica de Itaocara (51%). A
Cemig GT participa com 49%. Em 26 de novembro de 2013, foi assinado o termo de
rescisão do Contrato de Concessão nº 12/2001-Aneel, que regula a implantação e
exploração da UHE Itaocara, conforme detalhado na nota explicativa 12.
Light Soluções em Eletricidade Ltda. (Light Soluções - 100%) - Sociedade limitada que
tem como atividade principal a prestação de serviços aos clientes de baixa tensão
contemplando montagem, reforma e manutenção de instalações em geral.
5
vs
Instituto Light para o Desenvolvimento Urbano e Social (Instituto Light - 100%) - Pessoa
Jurídica de direito privado, sem finalidade lucrativa, que tem como objetivo participar
em projetos sociais e culturais, com interesse no desenvolvimento econômico e social
das cidades, reafirmando a vocação da Companhia como empresa cidadã.
b) Controladas em conjunto
Lightger S.A. (Lightger) - Sociedade por ações de capital fechado, que tem como
objetivo a participação em leilões de concessões, autorizações e permissões em novas
usinas. A PCH Paracambi entrou em operação no terceiro trimestre de 2012.
Controlada em conjunto pela Light S.A. (51%) e pela Cemig GT (49%).
Axxiom Soluções Tecnológicas S.A. (Axxiom) – Sociedade por ações de capital fechado,
com sede na cidade de Belo Horizonte - MG, que tem por objetivo a oferta de soluções
de tecnologia e sistemas para gestão operacional de concessionárias de serviços
públicos, incluindo empresas de energia elétrica, gás, água, esgoto e demais empresas
de utilidades. Controlada em conjunto pela Light S.A. (51%) e pela Companhia
Energética de Minas Gerais - CEMIG (49%).
Energia Olímpica S.A. (Energia Olímpica) – Sociedade por ações de capital fechado,
com sede na cidade do Rio de Janeiro - RJ, que tem por objetivo a implantação da
subestação Vila Olímpica e de duas linhas subterrâneas de 138 kV que se conectarão à
subestação. Controlada em conjunto pela Light S.A. (50,1%) e por Furnas Centrais
Elétricas S.A. - Furnas (49,9%).
CR Zongshen E-Power Fabricadora de Veículos S.A. (E-Power) – Sociedade por ações de
capital fechado, em fase pré-operacional, que terá como objeto principal fabricar
veículos elétricos de duas rodas da marca “Kasinski”. A Light S.A. e CR Zongshen
Fabricadora de Veículos S.A. (CR Zongshen), denominada “Kasinski”, eram os únicos
acionistas da Companhia, cada uma detentora, respectivamente, de 20% e 80% das
ações ordinárias nominativas da E-Power. Em 24 de julho de 2014, a Companhia
alienou a totalidade de sua participação no capital social da E-Power para a CR
Zongshen, sem impacto no resultado.
Amazônia Energia Participações S.A. (Amazônia Energia) – Sociedade por ações de
capital fechado que tem como objetivo participar, como acionista, do capital social da
Norte Energia S.A. (NESA), sociedade esta titular da concessão de uso de bem público
para exploração da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, localizada no
Estado do Pará e administrar essa participação. Controlada em conjunto pela Light S.A.
(25,5%) e pela Cemig GT (74,5%). A participação da Amazônia Energia na NESA é de
9,8% do capital, com influência significativa na administração, mas sem controle em
conjunto. Em 26 de agosto de 2010, a NESA assinou Contrato de Concessão nº 001/10
com a União através do MME – Ministério de Minas e Energia, para exploração dos
serviços de geração de energia elétrica, cujo prazo é de 35 anos a partir da assinatura
do referido contrato. Ainda de acordo com o referido contrato, 70% da energia
assegurada da usina será destinada ao mercado regulado, 10% para os autoprodutores
e 20% destinada ao mercado livre (ACL). A NESA ainda dependerá de quantias
6
vs
significativas em custos de organização, desenvolvimento e pré-operação para
conclusão da usina, os quais, de acordo com as estimativas e projeções, deverão ser
absorvidos pelas receitas de operações futuras.
c) Consolidação do Grupo Light
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as participações societárias da
Companhia e suas controladas, que estão consolidadas nas seguintes bases abaixo
apresentadas:
31.12.2014
Percentual de
participação
(%) Direta
31.12.2013
Percentual de
participação
(%) Indireta
Percentual de
participação
(%) Direta
Light Serviços de Eletricidade S.A.
100,0
-
100,0
Light Energia S.A.
100,0
-
100,0
Percentual de
participação
(%) Indireta
-
Central Eólica Fontainha Ltda.
-
100,0
-
100,0
Central Eólica São Judas Tadeu Ltda.
-
100,0
-
100,0
Lajes Energia S.A
-
100,0
-
-
Light Esco Prestação de Serviços S.A.
100,0
-
100,0
-
Lightcom Comercializadora de Energia S.A.
100,0
-
100,0
-
Light Soluções em Eletricidade Ltda.
Instituto Light para o Desenvolvimento Urbano e Social
Itaocara Energia Ltda.
100,0
100,0
100,0
-
100,0
100,0
100,0
-
d) Concessões e autorizações do Grupo Light
Seguem os principais aspectos do contrato de concessão relativo à Light SESA:
Em 4 de junho de 1996 foi celebrado o Contrato de Concessão nº 001/96 entre a União
(poder concedente, por intermédio da Aneel) e a controlada Light SESA, regulando a
exploração do serviço público de energia elétrica no território do Estado do Rio de
Janeiro, compreendendo a geração e a distribuição de energia elétrica. O referido
contrato tem prazo de vigência de 30 anos, podendo ser prorrogado, mediante
requerimento da concessionária e a critério exclusivo do poder concedente.
Conforme determina o contrato de concessão, todos os bens e instalações que
estejam vinculados à prestação do serviço de distribuição de energia elétrica e que
tenham sido realizados pela concessionária são considerados reversíveis e integram o
acervo da respectiva concessão. Esses bens serão revertidos automaticamente ao
poder concedente ao término do contrato, procedendo-se às avaliações e
determinação do montante da indenização devida à concessionária, observados os
valores e as datas de incorporação ao sistema elétrico.
As principais obrigações da concessionária, previstas no contrato de concessão,
consistem em:
7
vs
i.
Fornecer energia elétrica a consumidores localizados em sua área de
concessão, pelas tarifas homologadas pelo poder concedente, nos níveis de
qualidade e continuidade estipulados na legislação.
ii.
Realizar as obras necessárias à prestação dos serviços concedidos, de modo
a assegurar a continuidade, a regularidade, a qualidade e a eficiência dos
serviços.
iii.
Manter registro e inventário dos bens vinculados à concessão e zelar pela
sua integridade. A venda, cessão ou doação em garantia hipotecária dos
bens imóveis ou de partes essenciais das instalações depende de prévia e
expressa autorização do poder concedente.
iv.
Cumprir e fazer cumprir as normas legais e regulamentares do serviço,
respondendo perante o poder concedente, os usuários e terceiros, pelas
eventuais consequências danosas da exploração dos serviços.
v.
Atender a todas as obrigações de natureza fiscal, trabalhista e
previdenciária, aos encargos oriundos de normas regulamentares
estabelecidos pelo poder concedente.
vi.
Permitir aos encarregados da fiscalização do poder concedente, livre acesso,
em qualquer época, às obras, equipamentos e instalações utilizados na
prestação dos serviços, bem como aos seus registros contábeis.
vii.
Prestar contas ao poder concedente e aos usuários, segundo as prescrições
legais e regulamentares específicas, da gestão dos serviços concedidos.
viii.
Manter as reservas de água e de energia elétrica necessárias ao
atendimento dos serviços de utilidade pública.
ix.
Observar a legislação de proteção ambiental, respondendo pelas eventuais
consequências de seu descumprimento.
x.
Realizar programas de treinamento, de modo a assegurar,
permanentemente, a melhoria da qualidade e maior eficiência na prestação
dos serviços concedidos.
xi.
Participar do planejamento setorial e da elaboração dos planos de expansão
do Sistema Elétrico Nacional, implementando e fazendo cumprir, em sua
área de concessão, as recomendações técnicas e administrativas deles
decorrentes.
xii.
Aderir ao Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica e assegurar
livre acesso aos seus sistemas de transmissão e distribuição.
8
vs
xiii.
Operar suas instalações de acordo com as regras vigentes, devendo a
concessionária acatar e aplicar quaisquer novas resoluções, recomendações
e instruções emitidas pela Aneel, Operador Nacional do Sistema (ONS) e
Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
xiv.
Respeitar, nos termos da legislação em vigor, os limites das vazões de
restrição, máxima e mínima, a jusante de seus aproveitamentos
hidrelétricos, devendo considerar, nas regras operativas, a alocação de
volume de espera nos reservatórios de suas usinas, de modo a minimizar os
efeitos adversos das cheias.
xv.
Efetuar, quando determinado pelo poder concedente, consoante o
planejamento para o atendimento do mercado, os suprimentos de energia
elétrica a outras concessionárias e às interligações que forem necessárias.
Pela execução dos serviços, a Light SESA tem o direito de cobrar dos consumidores as
tarifas determinadas e homologadas pelo poder concedente. Os valores das tarifas
serão reajustados em periodicidade anual e a receita da concessionária será dividida
em duas parcelas: Parcela A (composta pelos custos não gerenciáveis) e Parcela B
(custos operacionais eficientes e custos de capital). O reajuste tarifário anual tem o
objetivo de repassar os custos não gerenciáveis e atualizar monetariamente os custos
gerenciáveis.
A revisão tarifária periódica ocorre a cada cinco anos e tem por objetivo restabelecer o
equilíbrio econômico-financeiro da concessão. A próxima data-base de revisão tarifária
é novembro de 2018. Neste processo, a Aneel procede ao recálculo das tarifas,
considerando as alterações na estrutura de custos e mercado da concessionária,
estimulando a eficiência e a modicidade das tarifas. Os reajustes e as revisões são
mecanismos de atualização tarifária, ambos previstos no contrato de concessão. A
concessionária também pode solicitar uma revisão extraordinária sempre que algum
evento provoque significativo desequilíbrio econômico-financeiro da concessão.
A concessão poderá ser extinta pelo término do contrato, encampação do serviço,
caducidade, rescisão, irregularidades ou falência da concessionária. Não poderá
ocorrer transferência de controle acionário majoritário da concessionária sem
anuência prévia do poder concedente. Na hipótese de transferência de ações
representativas do controle acionário, o novo controlador deverá assinar termo de
anuência e submissão às cláusulas do contrato de concessão e às normas legais e
regulamentares da concessão.
9
vs
Segue abaixo um quadro resumo das concessões e autorizações do Grupo Light
vigentes em 31 de dezembro de 2014:
Concessões / autorizações
Data do ato
Data de Vencimento
Light SESA e Light Energia
jun/1996
jun/2026
PCH Paracambi - Lightger
fev/2001
fev/2031
PCH Lajes - Lajes Energia
jul/2014
jun/2026
Usinas Eólicas - Renova Energia
ago/2010
ago/2045
Usinas Eólicas - Renova Energia
mar/2011 até mai/2011
mar/2046 até mai/2046
Usinas Eólicas - Renova Energia
mar/2012 e abr/2012
mar/2047 e abril/2047
Centrais Eólicas São Salvador Ltda - Renova Energia
mai/2013
mai/2048
PCH Cachoeira da Lixa - Renova Energia
dez/2003
dez/2033
PCH Colino 2 - Renova Energia
dez/2003
dez/2033
PCH Colino 1 - Renova Energia
dez/2003
dez/2033
Brasil PCH S.A - Renova Energia
dez/1999 até nov/2003
dez/2029 até nov/2033
Centrais Eólicas Bela Vista - Renova Energia
mar/2014
mar/2048
Centrais Eólicas Itapuã - Renova Energia
mar/2014
mar/2048
Centrais Eólicas Umburanas - Renova Energia
ago/2014
ago/2048
PCH Dores de Guanhães - Guanhães Energia
nov/2002
nov/2032
PCH Senhora do Pôrto - Guanhães Energia
out/2002
out/2032
PCH Jacaré - Guanhães Energia
out/2002
out/2032
PCH Fortuna II - Guanhães Energia
dez/2001
dez/2031
3. APROVAÇÃO E SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS ADOTADAS NA
PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
A autorização para conclusão das demonstrações financeiras foi dada pelo Conselho de
Administração da Companhia em 06 de março de 2015.
As demonstrações financeiras da Companhia compreendem as demonstrações
financeiras individuais da controladora, identificadas como Controladora, e as
demonstrações financeiras consolidadas, identificadas como Consolidado, preparadas
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as Normas
Internacionais de Relatório Financeiro (“IFRSs”) emitidas pelo International Accounting
Standards Board – IASB. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem
aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, as
orientações e as interpretações técnicas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC e pela
Comissão de Valores Mobiliários - CVM.
Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado
consolidado atribuíveis aos acionistas da controladora, constantes nas demonstrações
financeiras consolidadas preparadas de acordo com as IFRSs e as práticas contábeis
adotadas no Brasil, e o patrimônio líquido e resultado da controladora, constantes nas
demonstrações financeiras individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações
financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado.
Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional
10
vs
da Companhia e de suas controladas, controladas em conjunto e coligadas. Todas as
informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para milhares,
exceto quando indicado de outra forma.
As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira
consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras.
a) Base de consolidação
i. Investimento em controladas e controladas em conjunto
Controladas são todas as entidades (incluindo as Sociedades de Propósito
Específico) nas quais a Companhia possui os seguintes atributos: (i) poder
sobre a investida; (ii) exposição a, ou direitos sobre, retornos variáveis
decorrentes de seu envolvimento com a investida; (iii) a capacidade de
utilizar seu poder sobre a investida para afetar o valor de seus retornos. Os
acordos de joint ventures, que envolvem a constituição de uma entidade
separada na qual cada empreendedor detenha uma participação, são
chamados de entidades controladas em conjunto. Nas demonstrações
financeiras consolidadas as participações em empreendimentos
controlados em conjunto (joint ventures) são reconhecidas como
investimento e contabilizadas por meio do método da equivalência
patrimonial. As demonstrações financeiras de controladas e controladas
em conjunto são incluídas nas demonstrações financeiras da Companhia a
partir da data em que o controle ou controle compartilhado se inicia até a
data em que o controle ou controle compartilhado deixa de existir. As
políticas contábeis adotadas pelas controladas e controladas em conjunto
estão alinhadas com as políticas adotadas pelo Grupo.
ii.Investimentos em coligadas
As coligadas são aquelas entidades nas quais a Companhia, direta ou
indiretamente, tenha influência significativa, mas não o controle sobre as
políticas financeiras e operacionais.
Os investimentos em coligadas são contabilizados por meio do método de
equivalência patrimonial, tanto nas demonstrações financeiras individuais
como nas demonstrações financeiras consolidadas, e são reconhecidos
inicialmente pelo custo. As demonstrações financeiras incluem variações
patrimoniais de companhias coligadas, após a realização de ajustes para
alinhar as suas políticas contábeis com aquelas do Grupo, a partir da data
em que uma influência significativa começa a existir até a data em que ela
cessa.
11
vs
iii.Operações controladas em conjunto
Uma operação controlada em conjunto é uma operação na qual cada
empreendedor utiliza seus próprios ativos com o objetivo das operações
em conjunto. As demonstrações financeiras consolidadas incluem os ativos
que o Grupo controla e os passivos nos quais ele incorre durante o curso
das atividades visando à operação conjunta, e as despesas nas quais o
Grupo tenha incorrido e sua participação nas receitas que aufere da
operação conjunta.
iv.Transações eliminadas na consolidação
Saldos e transações intragrupo, e quaisquer receitas ou despesas não
realizadas derivadas de transações intragrupo, são eliminados na
preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Ganhos não
realizados oriundos de transações com investidas registradas por
equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na
proporção da participação do Grupo na Investida.
b) Instrumentos financeiros
i. Ativos financeiros não derivativos
A Companhia reconhece os ativos financeiros inicialmente na data em que
foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos
designados ao valor justo por meio do resultado) são reconhecidos
inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das
partes das disposições contratuais do instrumento.
A Companhia deixa de reconhecer um ativo financeiro quando os direitos
contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia
transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre
um ativo financeiro em uma transação na qual, essencialmente, todos os
riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos.
Eventual participação que seja criada ou retida pela Companhia nos ativos
financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual.
A Companhia classifica os ativos financeiros não derivativos nas seguintes
categorias: ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do
resultado, empréstimos e recebíveis e ativos financeiros disponíveis para
venda.
Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado
Um ativo financeiro é classificado ao valor justo por meio do resultado
caso seja classificado como mantido para negociação, ou seja,
designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos
12
vs
financeiros são designados ao valor justo por meio do resultado se a
Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e
venda baseadas em seus valores justos, de acordo com a sua gestão de
riscos e sua estratégia de investimentos. Os custos da transação são
reconhecidos no resultado quando incorridos. Ativos financeiros
registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo
valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no
resultado do exercício.
Ativos financeiros designados como ao valor justo por meio do resultado
compreendem títulos e valores mobiliários.
Empréstimos e recebíveis
São ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são
cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente
pelo valor justo, acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis.
Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são
medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos,
decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável.
Os empréstimos e recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa,
contas a receber de clientes, serviços prestados a receber, Parcela A e
outros itens financeiros e outros créditos.
Ativos financeiros disponíveis para venda
São ativos financeiros não derivativos e que não são classificados como
empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento ou pelo valor
justo por meio do resultado. Após o reconhecimento inicial, os juros
calculados pelo método da taxa efetiva de juros e ajuste de expectativas
de fluxos de caixa são reconhecidos na demonstração de resultado,
enquanto as demais variações a valor justo são reconhecidas em outros
resultados abrangentes. O resultado acumulado em outros resultados
abrangentes é transferido para o resultado do exercício no momento da
realização do ativo.
Ativos financeiros disponíveis para venda compreendem o ativo
financeiro de concessões. A opção pela designação deste instrumento
como disponível para venda deve-se à sua não classificação nas demais
categorias descritas. Pelo fato de a Administração acreditar que a
indenização se dará conforme modelo atual de precificação de tarifas, o
registro deste instrumento como empréstimos e recebíveis não seria
possível, uma vez que a indenização não será fixa ou determinável e
pelo fato do valor de sua recuperação não ser conhecido nesta data,
dadas outras razões que não a deterioração do crédito. Isto se deve
principalmente ao risco de não reconhecimento de parte destes ativos
13
vs
pelo órgão regulador e de seus respectivos preços de reposição no
término da concessão, conforme critério do Valor Novo de Reposição
(VNR). Vide nota explicativa 10.
ii. Passivos financeiros não derivativos
A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados
inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos
financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a
Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento.
A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações
contratuais retiradas, canceladas ou extintas.
A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria
de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos
inicialmente pelo valor justo, acrescido de quaisquer custos de transação
atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são
medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos.
A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos:
empréstimos e financiamentos, debêntures, fornecedores, dividendos e JCP
a pagar e outros débitos.
iii. Instrumentos financeiros derivativos
A Companhia opera com instrumentos financeiros derivativos para protegerse de riscos relativos à variação de moeda estrangeira e taxa de juros.
Os derivativos são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo e custos de
transação atribuíveis são reconhecidos no resultado quando incorridos.
Posteriormente ao reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados
pelo valor justo e as variações no valor justo são contabilizadas
imediatamente no resultado.
Os derivativos compreendem as operações de swap.
iv. Capital Social
As ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Custos
adicionais diretamente atribuíveis à emissão de ações e opções de ações
são reconhecidos como dedução do patrimônio líquido, líquidos de
quaisquer efeitos tributários.
Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são
reconhecidos como passivo.
14
vs
c) Caixa e equivalentes de caixa
Incluem saldos de caixa, depósitos bancários à vista e as aplicações financeiras com
liquidez imediata, com vencimento original de até três meses a partir da data da
contratação ou sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor, e são
mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e
não para investimento ou outros propósitos.
d) Ativo financeiro de concessões
A Companhia reconhece um ativo financeiro decorrente de contratos de concessão
quando possui um direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro
do Poder Concedente ou da parte por ele indicada ao final da concessão, conforme
previsto em contrato, a título de indenização pelos serviços de construção
efetuados e não recebidos por meio da prestação de serviços relacionados à
concessão. Tais ativos financeiros são mensurados ao valor justo no
reconhecimento inicial (VNR) e classificados como disponíveis para venda. A
Companhia adotou o modelo bifurcado para reconhecimento do ativo financeiro
decorrente da indenização pelo Poder Concedente e o direito de exploração da
concessão, que é classificado no intangível.
e) Parcela A e outros itens financeiros
A partir da assinatura do aditivo ao contrato de concessão de distribuição ocorrida
em dezembro de 2014, que garantiu que os saldos da parcela A e outros itens
financeiros não recuperados ou ressarcidos pela tarifa serão incorporados no
cálculo da indenização ao término da concessão, a Companhia efetuou o
reconhecimento do montante desses saldos que deverão ser incluídos nos próximos
reajustes tarifários em contrapartida à receita. A Parcela A e outros itens financeiros
são mensurados ao valor justo no reconhecimento inicial e classificados como
empréstimos e recebíveis. Após o reconhecimento inicial, a atualização dos ativos
ou passivos relacionados a este item é reconhecida no resultado financeiro. Quando
o montante é faturado aos consumidores, a parcela correspondente é amortizada
do saldo de ativo ou passivo em contrapartida à receita.
f) Julgamentos e estimativas
A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas IFRS e as
normas BR GAAP exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e
premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de
ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas
estimativas.
Estimativas e premissas são revistas de forma contínua. Revisões com relação a
estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são
revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados.
15
vs
As informações sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de
resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão
incluídas nas seguintes notas explicativas:
Nota 06 - Consumidores, Concessionárias, permissionárias e clientes (provisão para
créditos de liquidação duvidosa e rendas a faturar)
Nota 08 - Tributos Diferidos
Nota 09 - Parcela A e outros itens financeiros
Nota 10 - Ativo Financeiro de Concessões
Nota 20 - Provisões
Nota 21 - Contingências
Nota 22 - Benefícios Pós-Emprego
Nota 29 – Receita Líquida (Receita não faturada)
g) Consumidores, concessionárias, permissionárias e clientes
Incluem o fornecimento e suprimento da energia elétrica, faturado e a faturar,
acréscimos moratórios, juros oriundos de atraso no pagamento e energia
comercializada a outras concessionárias pelo suprimento de energia elétrica
conforme montantes disponibilizados no âmbito da Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica (CCEE).
A provisão para créditos de liquidação duvidosa é registrada com base em
estimativas da Administração em valor suficiente para cobrir prováveis perdas. Os
principais critérios definidos pela Companhia para os consumidores são: (i)
consumidores com valores significativos, uma análise é feita do saldo a receber
levando em conta o histórico de recuperação da Companhia, as negociações em
andamento e as garantias reais; (ii) para os outros consumidores, os débitos
vencidos há mais de 90 dias para consumidores residenciais, mais de 180 dias para
os consumidores comerciais, ou mais de 360 dias para os demais consumidores,
100% do saldo é provisionado. Tais critérios estão de acordo com aqueles
estabelecidos pela Aneel.
h) Estoques
Os estoques estão registrados ao custo médio de aquisição, deduzido de provisões
para perdas, quando aplicável, e não excedem os seus custos de reposição ou
valores de realização. Os materiais em estoque são classificados no Ativo Circulante
(almoxarifado de manutenção e administrativo) e aqueles destinados a
investimentos, classificados no Ativo Não Circulante – Imobilizado ou Intangível
(depósito de obras).
16
vs
i) Investimentos
Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, as informações
financeiras de controladas, controladas em conjunto e coligadas são reconhecidas
através do método de equivalência patrimonial.
Nas demonstrações financeiras consolidadas, os investimentos em controladas em
conjunto e coligadas são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial.
Os investimentos da Companhia incluem a mais valia identificada na aquisição das
participações, líquida de quaisquer perdas acumuladas por redução ao valor
recuperável.
j) Imobilizado
i. Reconhecimento e mensuração
É mensurado ao custo de aquisição, formação ou construção, deduzido da
depreciação acumulada.
O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um
ativo. O custo de ativos construídos pela própria Companhia inclui:
 O custo de materiais e mão de obra direta;
 Quaisquer outros custos e condição necessária para colocar o ativo no
local e condição necessária para que este seja capaz de operar da
forma pretendida pela Administração;
 Custos de empréstimos sobre ativos qualificáveis.
Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas
são registradas como itens individuais (componentes principais) de
imobilizado.
Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado (apurados pela
diferença entre os recursos advindos da alienação e o valor contábil do
imobilizado), são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no
resultado.
ii. Custos subsequentes
Gastos subsequentes são capitalizados na medida em que seja provável que
benefícios futuros associados com estes serão auferidos pela Companhia.
Gastos de manutenção e reparos recorrentes são registrados no resultado.
17
vs
iii. Depreciação
Itens do ativo imobilizado são depreciados pelo método linear, em
contrapartida ao resultado do exercício, baseado na vida útil econômica
estimada de cada componente. Para a maior parte do imobilizado, a vida útil
econômica estimada dos ativos está alinhada com aquelas estabelecidas
pela Aneel, e os terrenos não são depreciados. Para os ativos imobilizados
que não possuem garantia de indenização, os itens são depreciados pelo
método linear até o limite da autorização ou concessão ou depreciados pela
vida útil do bem, dos dois, o menor.
Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são
instalados e estão disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos
internamente, do dia em que a construção é finalizada e o ativo está
disponível para utilização.
As vidas úteis estimadas para o exercício corrente e comparativo estão
demonstradas na nota explicativa 13. Eventuais ajustes nos métodos de
depreciação, nas vidas úteis ou nos valores residuais são reconhecidos como
mudança de estimativas contábeis.
k) Ativo intangível
i. Contratos de concessão e ativos de infraestrutura vinculados à concessão
A Companhia reconhece um ativo intangível decorrente de um contrato de
concessão quando ela tem direito de cobrar pelo uso da infraestrutura da
concessão ou explorá-la. Um ativo intangível, recebido como contraprestação
por serviços de construção fornecidos em um contrato de concessão, é
mensurado ao valor justo no reconhecimento inicial. Subsequente ao
reconhecimento inicial, o ativo intangível é mensurado ao custo, o qual inclui
custo de empréstimos capitalizados, menos amortização acumulada.
A estimativa de vida útil de um ativo intangível em um contrato de concessão
é o período contado a partir de quando a Companhia torna-se apta a cobrar
os usuários pelo uso da infraestrutura até o final do período de concessão.
ii. Pesquisa e Desenvolvimento
Gastos em atividades de pesquisa, realizados com a possibilidade de ganho
de conhecimento e entendimento científico ou tecnológico, são
reconhecidos no resultado conforme incorridos.
Atividades de desenvolvimento envolvem um plano ou projeto visando à
produção de produtos novos ou substancialmente aprimorados. Os gastos
de desenvolvimento são capitalizados somente se os custos de
desenvolvimento puderem ser mensurados de maneira confiável, se o
18
vs
produto ou processo forem técnica e comercialmente viáveis, se os
benefícios econômicos futuros forem prováveis, e se a Companhia tiver a
intenção e os recursos suficientes para concluir o desenvolvimento e usar ou
vender o ativo. Os gastos capitalizados incluem o custo de materiais, mão de
obra direta, custos de fabricação que são diretamente atribuíveis à
preparação do ativo para seu uso proposto e custos de empréstimo. Outros
gastos de desenvolvimento são reconhecidos no resultado conforme
incorridos.
Os gastos de desenvolvimento capitalizados são mensurados pelo custo,
deduzido da amortização acumulada e perdas por redução ao valor
recuperável, quando aplicável.
iii. Outros ativos intangíveis
Outros ativos intangíveis que têm vidas úteis finitas são mensurados pelo
custo, deduzido da amortização acumulada e das perdas por redução ao
valor recuperável, quando aplicável.
iv. Gastos subsequentes
Os gastos subsequentes são capitalizados somente quando aumentam os
futuros benefícios econômicos incorporados no ativo específico aos quais se
relacionam. Todos os outros gastos são reconhecidos no resultado
conforme incorridos.
v. Amortização
A amortização é reconhecida no resultado baseando-se no método linear
em função das vidas úteis estimadas de ativos intangíveis, a partir da data
em que estes estão disponíveis para uso ou para geração dos benefícios
econômicos associados. As vidas úteis estimadas para o exercício corrente
estão demonstradas na nota explicativa 14.
Métodos de amortização, vidas úteis e valores residuais são revistos a cada
encerramento de exercício financeiro e ajustados caso seja adequado como
mudança de estimativas contábeis.
l) Redução ao valor recuperável (Impairment)
i.
Ativos financeiros (incluindo recebíveis)
Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo é avaliado a cada data
de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha
ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor
recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda
ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de
19
vs
perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que
podem ser estimados de uma maneira confiável.
A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode
incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a
reestruturação do valor devido à Companhia sobre condições de que a
Companhia não consideraria em outras transações, indicações de que o
devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento
de um mercado ativo para um título. Além disso, para um instrumento
patrimonial, um declínio significativo ou prolongado em seu valor justo
abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por redução ao valor
recuperável.
Ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado
A Companhia considera evidência de perda de valor de ativos mensurados
pelo custo amortizado tanto no nível individualizado como no nível coletivo.
Ativos individualmente significativos são avaliados quanto à perda de valor
específico. Todos os recebíveis individualmente significativos identificados
como não tendo sofrido perda de valor individualmente são então avaliados
coletivamente quanto a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas
não tenha sido ainda identificada. Ativos que não são individualmente
importantes são avaliados coletivamente quanto à perda de valor por
agrupamento conjunto desses títulos com características de risco similar.
Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva, a Companhia
utiliza tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de
recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o
julgamento da Administração quanto às premissas, face às condições
econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente
serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas.
Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro
mensurado pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o
valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados
descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são
reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra
recebíveis. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo
reconhecidos. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de
valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado.
A Administração não identificou qualquer evidência que justificasse a
necessidade de redução dos ativos financeiros ao valor recuperável em 31
de dezembro de 2014 e 2013 além da provisão para créditos de liquidação
duvidosa e do ajuste a valor presente de recebíveis.
20
vs
ii.
Ativos não financeiros
Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia, que não os
estoques e imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a
cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor
recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é
estimado. No caso de ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor
recuperável é estimado todo ano.
Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor
contábil do ativo ou unidade geradora de caixa (UGC) exceder o seu valor
recuperável.
O valor recuperável de um ativo ou UGC é o maior entre o valor em uso e o
valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos
de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes
através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições
vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os
riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor
recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são
agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso
contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de
outros ativos ou grupos de ativos (UGC).
Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. As
perdas de valor recuperável são revertidas somente na condição em que o
valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado,
líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse
sido reconhecida.
m) Benefícios a empregados
i. Planos de contribuição definida
Um plano de contribuição definida é um plano de benefícios pós-emprego,
sob o qual uma entidade paga contribuições fixas para uma entidade
separada (Fundo de previdência) e não tem nenhuma obrigação legal ou
construtiva de pagar valores adicionais. As obrigações por contribuições aos
planos de pensão de contribuição definida são reconhecidas como despesas
de benefícios a empregados no resultado nos exercícios durante os quais
serviços são prestados pelos empregados. Contribuições pagas
antecipadamente são reconhecidas como um ativo mediante a condição de
que haja o ressarcimento de caixa ou a redução em futuros pagamentos
esteja disponível.
21
vs
ii. Planos de benefício definido
A obrigação líquida da Companhia quanto aos planos de pensão de
benefício definido é calculada individualmente, para cada plano, através da
estimativa do valor do benefício futuro que os empregados auferirão como
retorno pelos serviços prestados no exercício atual e em exercícios
anteriores; aquele benefício é descontado ao seu valor presente. Quaisquer
custos de serviços passados não reconhecidos e os valores justos de
quaisquer ativos do plano são deduzidos. A taxa de desconto é o
rendimento apresentado na data das demonstrações financeiras, para os
títulos de dívida de primeira linha e cujas datas de vencimento se
aproximem das condições das obrigações da Companhia e que sejam
denominadas na mesma moeda na qual os benefícios têm expectativa de
serem pagos.
O cálculo é realizado anualmente por um atuário qualificado, através do
método de crédito unitário projetado. Quando o cálculo resulta em um
benefício para a Companhia, o ativo a ser reconhecido é limitado ao total
de quaisquer custos de serviços passados não reconhecidos e o valor
presente dos benefícios econômicos disponíveis na forma de reembolsos
futuros do plano ou redução nas futuras contribuições ao plano. Para
calcular o valor presente dos benefícios econômicos, consideração é dada
para quaisquer exigências de custeio mínimas que se aplicam a qualquer
plano na Companhia. Um benefício econômico está disponível à Companhia
se for realizável durante a vida do plano, ou na liquidação dos passivos do
plano.
O passivo reconhecido no balanço patrimonial é o maior valor entre a dívida
pactuada com a Fundação de Seguridade Social Braslight para a
amortização das obrigações atuariais e o valor presente da obrigação
atuarial líquida, conforme detalhado na nota explicativa 22.
Os custos de patrocínio do plano de pensão e eventuais superávits ou
déficits do plano são reconhecidos imediatamente no patrimônio liquido,
em outros resultados abrangentes.
Os ganhos e perdas atuariais gerados por ajustes e alterações nas premissas
atuariais dos planos de benefícios de pensão e aposentadoria são
reconhecidos imediatamente no patrimônio liquido, em outros resultados
abrangentes e não são transferidos para lucros ou prejuízos acumulados.
iii. Benefícios de curto prazo a empregados
Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas
em uma base não descontada e são registradas em contrapartida a
despesas conforme o serviço relacionado seja prestado.
22
vs
O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de
bonificação em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a
Companhia tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em
função de serviço passado prestado pelo empregado e a obrigação possa
ser estimada de maneira confiável.
n) Provisões
Uma provisão é reconhecida quando a Companhia possui uma obrigação legal ou
presumida que possa ser estimada de maneira confiável como resultado de um
evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para
liquidar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores
estimativas do risco envolvido e dos fluxos de caixa futuros esperados. Uma
provisão para riscos é constituída mediante avaliação e quantificação das ações,
cuja probabilidade de perda é considerada provável na opinião da Administração e
de seus assessores legais.
o) Reconhecimento de receitas
A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber,
deduzida dos impostos e dos eventuais descontos incidentes sobre a receita.
i. Receita de venda de energia
É reconhecida quando existe evidência convincente de que os riscos e
benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens foram
transferidos para o comprador, for provável que os benefícios econômicos
associados às transações fluirão para a Companhia e o valor da receita puder
ser mensurado com confiabilidade. O faturamento de energia
comercializada é efetuado mensalmente pelo suprimento de energia
elétrica, conforme montantes disponibilizados no âmbito da Câmara de
Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
ii. Receita de serviços
A receita de serviços prestados é reconhecida no resultado com base no
estágio de conclusão do serviço na data de apresentação das
demonstrações financeiras. O estágio de conclusão é avaliado por
referência a pesquisas de trabalhos realizados.
iii. Receita de Construção
A receita do contrato compreende o valor inicial, acordado no contrato,
acrescido de variações decorrentes de solicitações adicionais, as
reclamações e os pagamentos de incentivos contratuais, na condição em
que seja provável que elas resultem em receita e possam ser mensuradas
23
vs
de forma confiável. Tão logo o resultado de um contrato de construção
possa ser estimado de maneira confiável, a receita do contrato é
reconhecida no resultado na medida do estágio de conclusão do contrato.
Despesas de contrato são reconhecidas quando incorridas, a menos que
elas criem um ativo relacionado à atividade do contrato futuro.
O estágio de conclusão é avaliado pela referência do levantamento dos
trabalhos realizados. Quando o resultado de um contrato de construção
não pode ser medido de maneira confiável, a receita do contrato é
reconhecida até o limite dos custos reconhecidos na condição de que os
custos incorridos possam ser recuperados. Perdas em um contrato são
reconhecidas imediatamente no resultado.
A receita relacionada a serviços de construção e melhoria de contratos de
concessão é reconhecida baseada no estágio de conclusão do trabalho
executado, consistente com as políticas contábeis da Companhia para o
reconhecimento de receitas de contratos de construção. Receita de
operação ou serviço é reconhecida no exercício em que os serviços são
prestados pela Companhia. Quando a Companhia presta mais do que um
serviço no contrato de concessão, a contraprestação recebida é alocada por
referência ao valor justo dos serviços entregues quando os valores são
identificáveis separadamente.
Para as receitas e custos relativos a serviços de construção ou melhoria da
infraestrutura utilizada na prestação dos serviços de distribuição de energia
elétrica, a margem de construção adotada foi estabelecida como sendo
igual a zero, considerando que: (i) a atividade fim é a distribuição de energia
elétrica; (ii) toda receita de construção está relacionada com a construção
de infraestrutura para o alcance da sua atividade fim; e (iii) a Companhia
terceiriza a construção da infraestrutura com partes não relacionadas.
Mensalmente, a totalidade das adições efetuadas ao ativo intangível em
curso é registrada no resultado, como custo de construção.
iv. Parcela A e outros itens financeiros – Receita não faturada
A receita de Parcela A e outros itens financeiros é reconhecida no resultado
quando os custos efetivamente incorridos forem diferentes daqueles
incorporados à tarifa de distribuição de energia. Para maiores detalhes,
vide nota explicativa 3.e.
p) Receitas e despesas financeiras
As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre as aplicações financeiras e
variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio
do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos
juros efetivos.
24
vs
As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos, ajustes
de desconto a valor presente e variações no valor justo de ativos financeiros
mensurados ao valor justo por meio do resultado. Custos de empréstimo que não
são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo
qualificável são reconhecidos no resultado através do método de juros efetivos.
Os ganhos e perdas cambiais são reportados em uma base líquida.
q) Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social do exercício, corrente e diferido, são
calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o
lucro tributável, excedente de R$240, para imposto de renda e 9% sobre o lucro
tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a
compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a
30% do lucro real.
A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos
de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são
reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente
reconhecidos no patrimônio líquido, em outros resultados abrangentes.
O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro ou a receber esperado no
caso de antecipações que excedam o lucro tributável do exercício, a taxas de
impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação
das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com
relação aos exercícios anteriores.
O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os
valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes
valores usados para fins de tributação, assim como em relação a saldos existentes
e recuperáveis de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social.
O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às
diferenças temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram
decretadas ou substantivamente decretadas até a data de apresentação das
demonstrações financeiras.
Na determinação do imposto de renda corrente e diferido a Companhia leva em
consideração o impacto de incertezas relativas a posições fiscais tomadas e se o
pagamento adicional de imposto de renda e juros tenha que ser realizado. A
Companhia acredita que a provisão para imposto de renda no passivo está
adequada com relação a todos os períodos fiscais em aberto, baseada em sua
avaliação de diversos fatores, incluindo interpretações das leis fiscais e experiência
passada. Essa avaliação é baseada em estimativas e premissas que podem
25
vs
envolver uma série de julgamentos sobre eventos futuros. Novas informações
podem ser disponibilizadas, o que levaria a Companhia a mudar o seu julgamento
quanto à adequação da provisão existente; tais alterações impactarão a despesa
com imposto de renda no ano em que forem realizadas.
Os ativos e passivos fiscais correntes e diferidos são compensados caso haja um
direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam
a impostos de renda lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma
entidade sujeita à tributação.
Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por
perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis, não utilizadas
quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estarão disponíveis e
contra os quais serão utilizados.
Ativos de imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada
data de fechamento e são reduzidos na medida em que sua realização não seja
mais provável.
Conforme previsto na Lei nº 11.941/09, a Companhia adota o Regime Tributário
de Transição (RTT) de apuração do lucro real, de modo que as modificações nos
critérios de reconhecimento de receitas, custos e despesas computados na
apuração do lucro líquido do exercício não têm efeitos para fins de apuração do
lucro real da pessoa jurídica sujeita ao RTT, devendo ser considerados, para fins
tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de
2007.
Em 11 de novembro de 2013, foi publicada a Medida Provisória nº 627/13 (MP),
que revoga o RTT e traz outras providências, dentre elas: (i) alterações no DecretoLei nº 1.598/77, que trata do imposto de renda das pessoas jurídicas, bem como
altera a legislação pertinente à contribuição social sobre o lucro líquido; (ii)
estabelece que a modificação ou a adoção de métodos e critérios contábeis, por
meio de atos administrativos emitidos com base em competência atribuída em lei
comercial, que sejam posteriores à publicação desta MP, não terá implicação na
apuração dos tributos federais até que lei tributária regule a matéria; (iii) inclui
tratamento específico sobre potencial tributação de lucros ou dividendos; (iv)
inclui disposições sobre o cálculo de juros sobre capital próprio; e (v) inclui
considerações sobre investimentos avaliados pelo método de equivalência
patrimonial.
Em 14 de maio de 2014, foi publicada no Diário Oficial da União a conversão da
MP na Lei nº 12.973. As disposições previstas na Lei têm vigência a partir de 2015,
mas a referida Lei permite que o contribuinte opte pela antecipação dos efeitos
para 2014.
A Companhia analisou os possíveis efeitos da aplicação das disposições da Lei nº
12.973 e concluiu que não resulta em ajustes relevantes nas demonstrações
26
vs
financeiras de 31 de dezembro de 2014, assim como nas demonstrações
financeiras findas em 31 de dezembro de 2013. A Companhia optou pela não
adoção antecipada da referida lei em 2014.
r) Resultado por ação
O resultado por ação básico é calculado por meio do resultado do exercício
atribuível aos acionistas controladores da Companhia e a média ponderada das
ações em circulação no respectivo exercício. O resultado por ação diluído é
calculado por meio da referida média das ações, ajustada pelos instrumentos
potencialmente conversíveis em ações, com efeito diluidor, nos exercícios
apresentados.
s) Informações por segmento
Um segmento operacional é um componente da Companhia que desenvolve
atividades de negócio das quais pode obter receitas e incorrer em despesas,
incluindo receitas e despesas relacionadas com transações com outros
componentes da Companhia. Todos os resultados dos segmentos operacionais são
revistos frequentemente pela Administração para decisões sobre os recursos a
serem alocados ao segmento e para avaliação de seu desempenho, e para o qual
informações financeiras individualizadas estão disponíveis.
Os resultados de segmentos que são reportados à Administração incluem itens
diretamente atribuíveis ao segmento, bem como aqueles que podem ser alocados
em bases razoáveis.
t) Moeda estrangeira
Transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional da
Companhia pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos
monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras são convertidos para
a moeda funcional pela taxa de câmbio da data de apresentação. Os ganhos e as
perdas resultantes da atualização desses ativos e passivos verificados entre a taxa
de câmbio vigente na data da transação ou início dos exercícios e os encerramentos
dos exercícios são reconhecidos como receitas ou despesas financeiras no
resultado.
u) Determinação do ajuste a valor presente
Os itens sujeitos ao desconto a valor presente são Consumidores, concessionárias,
permissionárias e clientes. A Companhia realizou cálculo do valor presente para os
saldos com prazos de pagamento superiores a 180 dias. A taxa de desconto utilizada
pela Administração para o desconto a valor presente para esses itens é de
aproximadamente 12,0% a.a., semelhante ao custo de captação da Companhia e ao
encargo financeiro cobrado de seus clientes. A taxa de juros imputada em uma
27
vs
transação de venda é determinada no momento do registro inicial da transação e
não é ajustada posteriormente.
v) Demonstração do valor adicionado
A Companhia elaborou demonstrações do valor adicionado (DVA), individuais e
consolidadas, as quais são apresentadas como parte integrante das demonstrações
financeiras conforme BR GAAP, aplicáveis às companhias abertas, enquanto para
IFRS representam informação financeira adicional.
w) Reclassificações nos saldos comparativos
A Administração reavaliou o critério de apresentação da amortização da dívida
contratual com o plano de pensão na demonstração dos fluxos de caixa, resultando
em apenas uma reclassificação relativa ao exercício de 2013 para fins de
comparabilidade.
i.
Demonstração dos fluxos de caixa consolidado, exercício findo em 31 de dezembro
de 2013.
31.12.2013
Apresentado
Caixa Líquido Atividades Operacionais
1.306.314
Caixa gerado nas operações
1.874.881
Reclassificações
113.112
-
31.12.2013
Reapresentado
1.419.426
1.874.881
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social
852.103
-
852.103
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
157.884
-
157.884
Depreciação e amortização
390.940
-
390.940
23.281
-
23.281
138.622
-
138.622
26.809
-
26.809
9.903
-
9.903
Despesa de juros sobre empréstimos e debêntures
397.637
-
397.637
Encargos e variação monetária de obrigações pós-emprego
122.035
-
122.035
Variação swap
(80.950)
-
(80.950)
5.454
-
5.454
Remuneração de ativo financeiro da concessão
(168.837)
-
(168.837)
Variações nos Ativos e Passivos
(568.567)
Perda na venda ou baixa de intangível/imobilizado
Perdas cambiais e monetárias de atividades financeiras
Provisões para contingências depósitos judiciais/atualizações
Ajuste a valor presente e antecipações de recebíveis
Resultado de equivalência patrimonial
113.112
(455.455)
Títulos e valores mobiliários
(12.034)
-
(12.034)
Consumidores, concessionárias e permissionárias
130.403
-
130.403
15.285
-
15.285
686
-
686
12.360
-
12.360
Despesas pagas antecipadamente
(13.846)
-
(13.846)
Depósitos vinculados a litígios
(40.161)
-
(40.161)
Tributos, contribuições e impostos
Estoques
Serviços prestados a receber
Subvenção CDE
-
-
Outros ativos
(72.536)
-
(72.536)
Fornecedores
92.487
-
92.487
Obrigações estimadas
19.750
-
19.750
Tributos, contribuições e impostos
94.208
-
94.208
(48.832)
-
(48.832)
-
(88.265)
Encargos regulatórios
Provisões
Benefícios pós-emprego
Outros passivos
Juros pagos
Imposto de renda e contribuição social pagos
Caixa Líquido aplicado nas Atividades de Investimento
(88.265)
(123.517)
113.112
(10.405)
(43.571)
-
(43.571)
(389.825)
-
(389.825)
(101.159)
-
(2.137.450)
(101.159)
-
(2.137.450)
Aquisições de bens do ativo imobilizado
(124.746)
-
Aquisições de bens do ativo intangível
(705.423)
-
(90.581)
-
(90.581)
(1.216.700)
-
(1.216.700)
Aplicações/Aquisições no Investimento
Aplicações financeiras
Caixa Líquido gerado pelas Atividades de Financiamento
Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos
Captação de empréstimos , financiamentos e debêntures
Amortização de empréstimos , financiamentos e debêntures
Amortização de dívida contratual com plano de pensão
1.147.209
(705.423)
(113.112)
(259.915)
-
2.444.531
-
(1.037.407)
-
(124.746)
1.034.097
(259.915)
2.444.531
(113.112)
-
(1.037.407)
(113.112)
Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa
316.073
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
230.356
-
316.073
230.356
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
546.429
-
546.429
28
vs
x) Normas e interpretações que entraram em vigor desde 1º de janeiro de 2014
Alterações às IFRS 10/CPC 36 (R3), IFRS 12/CPC 45 e IAS 27/CPC 35 (R2) - Entidades
de Investimento - As alterações da IFRS 10/CPC 36 (R3) definem uma entidade de
investimento e requer que uma entidade que atenda à definição de Entidade de
Investimento não consolide suas subsidiárias, mas sim avalie as suas subsidiárias
pelo seu valor justo com reflexo no resultado do exercício em suas Demonstrações
Financeiras consolidadas e separadas. Como consequência às alterações da IFRS
10/CPC 36 (R3), foram efetuadas alterações à IFRS 12/CPC 45 e IAS 27/CPC 35 (R2)
para introduzir novos requerimentos de divulgação para entidades de investimento.
Como a Companhia não é uma entidade de investimento, não ocorreu nenhum
impacto nessas demonstrações financeiras.
IFRIC 21/ICPC 19 - Tributos - Orienta sobre quando reconhecer um passivo para um
tributo determinado pelo governo, tanto para os tributos que são contabilizados de
acordo com o IAS 37/CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos
Contingentes e aqueles nos quais os valores e o período da tributação são claros.
Essa norma não trouxe nenhum impacto à Companhia.
IAS 36/CPC 01 - Impairment de ativos – adiciona orientações sobre a divulgação de
valores recuperáveis de ativos não financeiros. A aplicação dessas mudanças não
teve impactos relevantes, nessas demonstrações financeiras.
IAS 39/CPC 38 - Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração – adiciona
orientações esclarecendo que não há necessidade de descontinuar “hedge
accounting” se o instrumento derivativo for renovado, desde que certos critérios
sejam atingidos. Como a Companhia não adota a política de “hedge accounting”,
nenhum impacto foi gerado por esta norma nestas demonstrações financeiras.
IAS 32/CPC 39 - Instrumentos financeiros: apresentação – os ajustes esclareceram
os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos
financeiros. Essa norma não trouxe nenhum impacto relevante para essas
demonstrações financeiras.
IAS 27/CPC 35 - Alteração na norma para inclusão da opção de contabilização de
investimentos em subsidiárias, joint ventures e associadas pelo método da
equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras separadas. Alteração do
IAS 27 tem adoção obrigatória para períodos anuais iniciados em ou após 1° de
janeiro de 2016, com adoção antecipada permitida. Para refletir tais alterações
efetuadas pelo IASB, os pronunciamentos CPC 18, CPC 35 e CPC 37 foram revisados
pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis e esta revisão aprovada pela CVM em
dezembro de 2014. Cabe ressaltar que tais alterações nos referidos
pronunciamentos contábeis não produziram nenhum efeito nas demonstrações
financeiras individuais da Companhia referentes aos exercícios findos em 31 de
dezembro de 2014 e de 2013, considerando que no Brasil essa prática já era
utilizada, por determinação da legislação societária vigente.
29
vs
y) Novos pronunciamentos emitidos e alterações nas normas, mas que não estão em
vigor em 31 de dezembro de 2014, e ainda não adotados
IFRS 9 - Instrumentos financeiros (Financial Instruments) – Uma revisão da IFRS 9 foi
emitida em julho de 2014 e incluiu, principalmente, requerimentos de impairment
para ativos financeiros e alterações limitadas para os requerimentos de classificação e
mensuração ao introduzir um critério de avaliação a “valor justo reconhecido através
de outros resultados abrangentes” para alguns instrumentos de dívida simples.
Nenhum impacto significativo é esperado quando da vigência desta alteração à norma.
IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes - Em maio de 2014, a IFRS 15 foi emitida e
estabeleceu um modelo simples e claro para as empresas utilizarem na contabilização
de receitas provenientes de contratos com clientes. A IFRS 15 irá substituir o guia atual
de reconhecimento da receita presente no IAS 18/CPC 30 (R1) - Receitas, IAS 11/CPC
17 (R1) - Contratos de Construção e as interpretações relacionadas, quando se tornar
efetivo. A aplicação da IFRS 15 pode gerar impacto material para as demonstrações
financeiras. Entretanto, não é praticável fornecer uma estimativa razoável sem uma
análise detalhada.
Modificações à IFRS 10/CPC 36 (R3) e IAS 28/CPC 18 (R2) – Demonstrações
Consolidadas e Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento
Controlado em Conjunto – As alterações esclarecem o tratamento da venda ou a
entrada de ativos de um investidor para sua coligada ou joint venture, exigindo o pleno
reconhecimento nas demonstrações financeiras do investidor de ganhos e perdas
resultantes da venda ou a entrada de ativos que constituem um negócio. Nenhum
impacto significativo é esperado quando da vigência desta alteração à norma.
Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto - As alterações à IFRS
11/CPC 19 (R2) fornecem instruções de como contabilizar a aquisição de um negócio
em conjunto que constitua um “negócio”, conforme a definição dada pela IFRS 3/CPC
15 (R1) - Combinação de Negócios. Especificamente, as alterações estabelecem que os
princípios relevantes na contabilização de uma combinação de negócios sob a IFRS
3/CPC 15 (R1) e outras normas (como o IAS 36/CPC 01 (R1) Redução ao Valor
Recuperável de Ativos no que se refere ao teste de recuperabilidade de uma unidade
geradora de caixa para a qual o goodwill originado na aquisição de um negócio em
conjunto foi alocado) devem ser aplicados. Não são esperados impactos significativos
quando da aplicação dessa modificação à norma.
Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimentos dos métodos de
depreciação e amortização aceitáveis - As alterações à IAS 16/CPC 27 proíbem as
empresas a usarem o método de depreciação baseada na receita para itens do
imobilizado. As alterações da IAS 38/CPC 04 (R1) introduzem a premissa de que a
receita não é uma base apropriada para determinar a amortização de um ativo
intangível. Nenhum impacto significativo é esperado quando da vigência desta
alteração à norma.
30
vs
Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição ao
empregado - As alterações à IAS 19 /CPC 33 (R1) esclarecem como uma entidade deve
contabilizar as contribuições feitas por empregados ou terceiros para planos de
benefício definido, dependendo se essas contribuições dependem do número de anos
de serviços prestados pelo empregado. Não são esperados impactos significativos
quando da aplicação dessa modificação à norma.
Modificações à IAS 1/CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis – A
alteração na norma tem o objetivo de esclarecer potenciais impedimentos
identificados no exercício de julgamento na preparação das demonstrações
financeiras. Tal alteração esclarece que o conceito de materialidade deve ser
considerado tanto para fins das informações a serem divulgadas, sejam elas requeridas
ou não, quanto na ordenação das notas explicativas e no uso de critérios de agregação.
Nenhum impacto significativo é esperado quando da vigência desta alteração à norma.
Modificações à IFRS 10/CPC 36 (R3), IFRS 12/CPC 45 e IAS 28/CPC 18 (R2) Demonstrações Consolidadas e Investimento em Coligada, em Controlada e em
Empreendimento Controlado em Conjunto – As alterações nas normas tem o objetivo
de tratar de questões específicas surgidas no contexto da aplicação da exceção de
consolidação para entidades de investimento. Não são esperados impactos quando da
aplicação dessa modificação à norma.
Melhorias anuais às IFRSs - Ciclo 2010-2012

Alterações na IFRS 2/CPC 10: Alteram a definição de “condição de
aquisição” (vesting condition) e “condição de mercado” (market condition),
além de adicionar “condição de performance (performance condition) e
“condição de serviço” (service condition), que anteriormente estavam
inclusas na definição de vesting condition.

Alterações na IFRS 3/CPC 15: Esclarecem que as considerações de
contingências que são classificadas como um ativo ou passivo devem ser
mensuradas pelo valor justo a cada data de reporte.

Alterações na IFRS 8(1)/CPC 22: Requer que uma entidade divulgue os
julgamentos efetuados pela Administração ao aplicar o critério de
agregação de segmentos operacionais, além de esclarecer que a
reconciliação do total dos ativos dos segmentos reportados e o total dos
ativos da companhia deve ser feita apenas se os ativos por segmento são
regularmente utilizados pelo corpo executivo tomador de decisão.

As alterações na base para as conclusões da IFRS 13/CPC 46: Esclarecem
que a emissão desse IFRS não elimina a possibilidade de mensuração de
recebíveis e obrigações a curto prazo sem incidência de juros pelo
montante da nota fiscal, sem descontos, caso o efeito desse desconto seja
imaterial.
31
vs

Alterações das IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04: removem inconsistências
observadas na contabilização de depreciação e amortização acumulada
quando um item de ativo imobilizado ou ativo intangível é reavaliado. As
alterações da norma esclarecem que o valor contábil bruto é ajustado de
forma consistente com a reavaliação do valor do ativo e que a
depreciação/amortização acumulada é a diferença entre o valor bruto do
bem e o valor do bem após serem consideradas perdas de impairment
acumuladas.
Não são esperados impactos significativos quando das aplicações de nenhuma
modificação às normas descritas acima.
Melhorias anuais às IFRSs - Ciclo 2011-2013

As alterações na IFRS 3/CPC 15: Esclarecem que o IFRS 3 não se aplica na
contabilização da formação de todos os tipos de operações compartilhadas
na demonstração financeira da empresa de controle compartilhado.

As alterações na IFRS 13/CPC 46: Esclarecem que o escopo das alternativas
de exceções para a mensuração do valor justo de um grupo de ativos
financeiros e passivos financeiros em bases compensadas incluem todos os
contratos que estão dentro do escopo ou registrados de acordo com a IAS
39/CPC 38 ou IFRS 9, mesmo se os contratos não se enquadrarem na
definição de ativos financeiros ou passivos financeiros pela IAS 32/CPC 39.

As alterações da IAS 40/CPC 28: Esclarece que a IAS 40/CPC 28 e a IFRS
3/CPC 15 não são mutualmente excludentes e a aplicação de ambas as
normas pode ser requerida.
Nenhum impacto significativo é esperado quando da vigência das alterações às normas
citadas acima.
Melhorias anuais às IFRSs - Ciclo 2012-2014

Alterações na IFRS 5/CPC 31: Adiciona orientação específica para os casos
em que uma entidade reclassifique um ativo.

Alterações na IFRS 7/CPC 40 (R1): Orientações adicionais para esclarecer se
um contrato de serviço é continuado em um ativo transferido e
esclarecimentos sobre as divulgações nas demonstrações financeiras
intermediárias condensadas.

Alterações na IAS 9: Esclarecem que títulos corporativos de alta qualidade
usados na estimativa da taxa de desconto de benefícios pós-emprego
devem ser expressas na mesma moeda que os benefícios a serem pagos.
32
vs

As alterações na IFRS 34: Esclarecem o significado de "em outras partes do
relatório intermediário” e exigem uma referência cruzada.
Não são esperados impactos significativos quando das aplicações de nenhuma
modificação às normas descritas acima.
4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Controladora
Consolidado
31.12.2014
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
287
235
21.677
50.431
14.125
26.567
379.461
495.998
14.412
26.802
401.138
546.429
Numerário disponível
Aplicações Financeiras de liquidez imediata
Certificado de Depósito Bancário (CDB)
TOTAL
As aplicações financeiras de liquidez imediata são pós-fixadas e correspondem a
operações realizadas com instituições que atuam no mercado financeiro nacional,
tendo como característica alta liquidez, garantia de recompra diária pela instituição
financeira, a uma taxa previamente estabelecida pelas partes e remuneração, em sua
maioria, pela variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), com perda
insignificante de valor em caso de resgate antecipado.
A remuneração média das aplicações é de 100,2% do CDI em 31 de dezembro de 2014
(99,8% do CDI em 31 de dezembro de 2013).
A exposição da Companhia a riscos de taxa de juros e uma análise de sensibilidade de
ativos e passivos financeiros são divulgadas na nota explicativa 35.
5. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS
Estes papéis são representados por Certificado de Depósito Bancário (CDB) pós-fixado,
no montante de R$104.698 em 31 de dezembro de 2014 (R$1.244.000 em 31 de
dezembro de 2013), nas demonstrações financeiras consolidadas. São representados
por: (i) garantias oferecidas para participação em leilões de energia, (ii) valores
provenientes de venda de ativos que ficam retidos para reinvestimentos na rede
elétrica, (iii) recursos destinados ao pré-pagamento de dívidas, e (iv) aplicações que
têm seus vencimentos superiores a três meses, com perda de valor em caso de resgate
antecipado. A remuneração média dessas aplicações é de 91,5% do CDI em 31 de
dezembro de 2014 (99,8% do CDI em 31 de dezembro de 2013).
33
vs
6. CONSUMIDORES, CONCESSIONÁRIAS, PERMISSIONÁRIAS E CLIENTES
Consolidado
31.12.2014
Circulante
Fornecimento faturado
Fornecimento não faturado
Parcelamento de débitos
(-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa
Não
Circulante
Total
-
1.265.411
1.097.252
-
1.097.252
-
421.689
317.007
-
317.007
231.199
97.208
147.008
-
-
157.798
255.006
19.164
-
19.164
146.404
16.398
1.730
64.539
146.404
16.398
66.269
138.834
14.299
1.210
51.616
138.834
14.299
52.826
1.935.823
211.547
2.147.370
1.684.974
209.414
1.894.388
(555.144)
TOTAL
Circulante
421.689
-
Comercialização no ambiente livre
Suprimento e encargos de uso da rede elétrica
Outras contas a receber
Total
1.265.411
84.191
Energia de curto prazo
Não
Circulante
31.12.2013
1.380.679
211.547
(555.144)
(461.561)
1.592.226
1.223.413
-
(461.561)
209.414
1.432.827
A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída em bases consideradas
suficientes pela Administração para fazer face a eventuais perdas na realização dos
créditos.
No exercício de 2014, foram realizadas baixas de clientes incobráveis no montante de
R$33.934 (R$418.228 no exercício de 2013). As baixas foram realizadas contra a
provisão para créditos de liquidação duvidosa já constituída, não gerando, assim,
impacto no resultado do exercício.
Os saldos de parcelamentos de débitos encontram-se ajustados a valor presente,
quando aplicável. O cálculo do valor presente é efetuado para cada transação relevante
de renegociação de dívida dos consumidores (parcelamento de débitos), com base na
taxa de juros que reflete o prazo e o risco de cada transação, sendo em média 12% a.a.
Os saldos vencidos e a vencer relativos ao fornecimento faturado de energia elétrica e
ao parcelamento de débitos estão distribuídos da seguinte forma:
Saldos vencidos
FORNECIMENTO FATURADO E PARCELAMENTO
Residencial
Saldos a
vencer
Até 90 dias
TOTAL
Mais de 90 dias
31.12.2014
PCLD
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
233.345
131.760
163.209
528.314
434.624
(153.396)
Industrial
24.939
15.346
69.447
109.732
156.760
(71.594)
(68.146)
Comercial
190.868
43.597
293.039
527.504
489.569
(252.410)
(230.922)
Rural
(104.983)
1.385
492
410
2.287
1.888
(401)
(519)
Poder Público
87.481
45.835
113.579
246.895
208.579
(66.227)
(45.031)
Iluminação Pública
27.103
3.366
18.795
49.264
31.273
(6.204)
(7.057)
Serviço Público
18.164
1.901
12.549
32.614
29.565
(4.912)
(4.903)
583.285
242.297
671.028
1.496.610
1.352.258
(555.144)
(461.561)
TOTAL
34
vs
Seguem abaixo as movimentações da Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa PCLD consolidada nos exercícios:
SALDO EM 01.01.2013
(721.905)
(Adições) / Reversões
(157.884)
Baixas
418.228
SALDO EM 31.12.2013
(461.561)
(Adições) / Reversões
(127.517)
Baixas
33.934
SALDO EM 31.12.2014
(555.144)
A exposição da Companhia a riscos de crédito relacionados a consumidores,
concessionárias, permissionárias e clientes é divulgada na nota explicativa 35.
7. TRIBUTOS A RECUPERAR
Consolidado
31.12.2014
Circulante
Não
Circulante
31.12.2013
Total
Circulante
Não
Circulante
Total
TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES
89.657
89.233
178.890
105.821
88.777
194.598
ICMS a compensar
66.082
88.171
154.253
70.275
88.777
159.052
PIS e COFINS a compensar
4.259
-
4.259
15.782
-
15.782
Outros
19.316
1.062
19.764
-
19.764
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
30.556
-
20.378
30.556
55.140
-
55.140
Créditos fiscais
30.147
-
30.147
28.170
-
28.170
409
-
409
26.970
-
26.970
209.446
160.961
88.777
249.738
Antecipações
TOTAL
120.213
89.233
35
vs
8. TRIBUTOS DIFERIDOS
Consolidado
31.12.2014
Ativo
Diferido
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS
31.12.2013
Passivo
Diferido
751.461
Líquido
Diferido
Passivo
Diferido
251.155
856.258
-
182.743
151.745
-
151.745
8.650
-
8.650
12.357
-
12.357
Provisões para riscos trabalhistas
52.525
-
52.525
54.343
-
54.343
Provisões para riscos fiscais
60.439
-
60.439
72.548
-
72.548
Provisões para riscos cíveis
50.973
-
50.973
56.486
-
56.486
-
-
-
127.106
-
127.106
Complemento plano de pensão - CVM 695/12
10.872
-
10.872
39.109
-
39.109
Outros
69.083
-
69.083
17.760
-
17.760
230.257
-
230.257
236.601
-
236.601
Provisão para participação nos lucros e resultados
Ativos e passivos regulatórios não reconhecidos pelo IFRS
Prejuízos fiscais
Base negativa de contribuição social
85.919
-
85.919
88.203
-
(70.743)
(70.743)
-
(43.386)
(43.386)
(211.776)
(211.776)
-
(221.911)
(221.911)
(459.833)
396.425
-
(217.787)
Instrumentos financeiros derivativos
-
Custo atribuído Light Energia
-
(500.306)
251.155
751.461
Apresentação pelo líquido
ATIVO/ (PASSIVO) TRIBUTÁRIO DIFERIDO LÍQUIDO
(277.638)
277.638
473.823
(222.668)
251.155
856.258
-
396.425
(217.787)
Remuneração do ativo financeiro
ATIVO/ (PASSIVO) TRIBUTÁRIO DIFERIDO BRUTO
(459.833)
Líquido
Diferido
182.743
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
(500.306)
Ativo
Diferido
88.203
(194.536)
(233.423)
233.423
622.835
(226.410)
(194.536)
396.425
Segue abaixo a movimentação do imposto de renda diferido para os exercícios de 2013
e 2014:
Saldo em
01.01.2013
Reconhecido
no Resultado
Reconhecido
no Patrimonio
Líquido
Saldo em
31.12.2013
Reconhecido
no Resultado
Reconhecido
no
Patrimonio
Líquido
Saldo em
31.12.2014
IR E CSLL DIFERIDOS - ATIVO
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
238.440
(86.695)
-
151.745
30.998
-
6.205
6.152
-
12.357
(3.707)
-
8.650
Provisões para riscos trabalhistas
64.081
(9.738)
-
54.343
(1.818)
-
52.525
Provisões para riscos fiscais
69.728
2.820
-
72.548
(12.109)
-
60.439
Provisões para riscos cíveis
62.512
(6.026)
-
56.486
(5.513)
-
50.973
Ativos e passivos regulatórios não reconhecidos pelo IFRS
143.423
(16.317)
-
127.106
(127.106)
-
-
Complemento plano de pensão - CVM 695/12
107.021
(13.022)
(54.890)
39.109
(39.109)
10.872
10.872
25.429
(10.594)
2.925
17.760
51.323
-
69.083
201.394
37.992
(2.785)
236.601
(6.344)
-
230.257
Provisão para participação nos lucros e resultados
Outros
Prejuízo fiscal
(2.284)
182.743
Base negativa de contribuição social
75.528
13.677
(1.002)
88.203
-
85.919
TOTAL DO IR E CSLL DIFERIDOS - ATIVO
993.761
(81.751)
(55.752)
856.258
(115.669)
10.872
751.461
(138.773)
(55.763)
-
(194.536)
(23.251)
-
(19.585)
(23.801)
-
(43.386)
(27.357)
-
(70.743)
Custo atribuído Light Energia
(233.275)
10.451
913
(221.911)
10.135
-
(211.776)
TOTAL DO IR E CSLL DIFERIDOS - PASSIVO
(391.633)
(69.113)
913
(459.833)
(40.473)
-
(500.306)
IR E CSLL DIFERIDOS - PASSIVO
Remuneração do Ativo Financeiro
Instrumentos financeiros derivativos
(217.787)
Para fundamentar os créditos fiscais diferidos, a Companhia atualizou, já considerando
as realizações até dezembro de 2014, o estudo técnico de viabilidade, aprovado pelo
Conselho de Administração e examinado pelo Conselho Fiscal, o qual está baseado nas
projeções elaboradas em 2014, aprovadas pelo Conselho de Administração. O estudo
de viabilidade indica a recuperação do saldo em até seis anos. A seguir, são
apresentados os montantes estimados deste ativo fiscal diferido por ano de realização.
36
vs
2015
198.683
2016
224.204
2017
72.963
2018
100.542
2019
113.235
2020
41.834
TOTAL BRUTO - CONSOLIDADO
751.461
Em 31 de dezembro de 2014, a Light S.A possuía saldo de crédito sobre prejuízo fiscal e
base negativa de contribuição social acumulado, não reconhecido, no montante de
R$54.975 (R$44.422 em 31 de dezembro de 2013), tendo em vista as incertezas na sua
realização.
9. PARCELA A E OUTROS ITENS FINANCEIROS
A rubrica representa os saldos a receber e/ou a pagar relativos a parcela A e outros
itens financeiros incorridos e ainda não realizados pela tarifa da distribuidora de
energia (Light SESA).
Em 10 de dezembro de 2014, foi assinado o quarto termo aditivo ao contrato de
concessão para distribuição pela controlada Light SESA, que assegurou o direito e o
dever de que os saldos remanescentes de eventual insuficiência ou ressarcimento pela
tarifa ao término deste contrato de concessão serão acrescentados ou abatidos do
valor da indenização dos bens não depreciados ou amortizados, o que permitiu o
reconhecimento dos saldos de tais ativos e passivos regulatórios.
Segue abaixo a composição do saldo de itens da Parcela A e outros itens financeiros
reconhecidos em 31 de dezembro de 2014:
31.12.2014
Circulante
ATIVO
Itens da Parcela A
Conta de Desenvolvimento Energético - CDE
Custo de aquisição de energia
Encargo do Serviço do Sistema - ESS
PROINFA
Transporte de energia elétrica - Itaipu
Transporte de energia pela rede básica
Itens Financeiros
Não circulante
PASSIVO
549.409
(139.170)
32.055
488.852
-
330.632
-
819.484
-
(139.170)
-
(127.059)
-
(266.229)
(266.229)
7.729
-
147
-
7.876
-
681
-
766
-
1.447
-
29.114
-
21.018
-
50.132
-
302.186
-
(16.140)
Exposição involuntária
132.355
-
TOTAL LÍQUIDO
910.994
-
(30.660)
Apresentação pelo líquido
(127.059)
PASSIVO
9.022
16.632
Majoração de Alíquotas de PIS/COFINS (Nota 16)
361.585
ATIVO
-
197.879
ATIVO / (PASSIVO) REGULATÓRIO BRUTO
Total
PASSIVO
23.033
Outros itens financeiros
Neutralidade da Parcela A
ATIVO
48.892
(14.520)
-
256.743
45.443
500.065
(30.660)
-
16.632
(16.140)
-
389.098
-
747.288
(169.830)
663.771
(127.059)
(169.830)
169.830
(127.059)
127.059
577.458
-
536.712
-
94.335
1.411.059
(296.889)
1.114.170
(14.520)
(296.889)
296.889
-
37
vs
10. ATIVO FINANCEIRO DE CONCESSÕES
Representa os valores a serem recebidos ao final da concessão do poder concedente,
ou para quem este delegar, a título de indenizações pelos investimentos efetuados e
não recuperados por meio da prestação de serviços relacionados à concessão da
controlada Light SESA.
A movimentação dos saldos, líquidos de obrigações especiais, referentes ao ativo
indenizável ao final da concessão, nos exercícios está assim apresentada:
SALDO EM 01.01.2013
1.573.349
Adições (a)
Valor Novo de Reposição (VNR)
195.988
124.750
Atualização a Valor Novo de Reposição (VNR)
Baixas
(b)
44.087
(11.948)
SALDO EM 31.12.2013
Adições
1.926.226
(a)
453.599
Atualização a Valor Novo de Reposição (VNR)
Baixas
(b)
68.385
(1.767)
SALDO EM 31.12.2014
2.446.443
(a)
Transferência proveniente da bifurcação dos ativos quando da entrada em serviço, conforme IFRIC 12 / ICPC 01 (vide nota
explicativa 14).
(b)
IGPM sobre o Ativo Financeiro indenizável homologado no último processo de revisão tarifária.
11. OUTROS CRÉDITOS
Consolidado
31.12.2014
Circulante
Adiantamento a Fornecedores
Não
Circulante
31.12.2013
Total
Circulante
Não
Circulante
Total
91.166
-
91.166
39.016
-
39.016
-
-
-
12.046
-
12.046
Contribuição Iluminação Pública
35.768
-
35.768
58.424
-
58.424
Dispêndios a Reembolsar
27.140
-
27.140
34.249
-
34.249
Subvenção Baixa Renda
18.614
-
18.614
6.278
-
6.278
63.462
46.473
2.147
639
63.462
2.147
47.112
33.680
30.603
2.147
639
33.680
2.147
31.242
282.623
2.786
285.409
214.296
2.786
217.082
Contas a receber de alienação de imóveis
(a)
Subvenção CDE
Bens e Direitos Destinados a Alienação
Outros (b)
TOTAL
(a)
(b)
Inclui subvenção decorrente dos Decretos no 7.945/13 e 8.221/14, conforme descrito abaixo.
Referente a outros créditos de naturezas diversas.
Em função das condições hidroenergéticas desfavoráveis desde o final do ano de 2012,
entre elas os baixos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, o despacho das
usinas térmicas esteve direcionado para o patamar máximo e considerando a
38
vs
exposição das concessionárias no mercado de curto prazo, decorrente da alocação das
cotas de garantia física de energia e de potência, aliada à rescisão de contratos do 6º e
7º leilões de energia nova devido à revogação da autorização das usinas pela Aneel, o
custo de energia das distribuidoras teve um aumento expressivo no final do exercício
de 2012 e início de 2013. Em função deste cenário e pelo fato das concessionárias de
distribuição não terem influência sobre esses custos, o governo federal brasileiro
emitiu o Decreto nº 7.945/13, que determina o repasse de recursos da CDE - Conta de
Desenvolvimento Energético com a intenção de neutralizar parte destes efeitos para as
distribuidoras nesse período.
Em 2014, o problema se ampliou em função do aumento da exposição involuntária das
distribuidoras devido aos contratos que venceram em dezembro de 2013, o que fez
com que novas medidas fossem necessárias, adicionais à Lei nº 12.783/13.
Para a cobertura do déficit do mês de janeiro de 2014, o governo editou o Decreto nº
8.203/14, de 07 de março de 2014, ampliando a destinação de recursos da CDE para
neutralizar a exposição contratual involuntária das distribuidoras no mercado de curto
prazo, decorrente da compra frustrada no Leilão de Energia Existente A-1 de dezembro
de 2013.
Com o intuito de sanar o déficit tarifário das concessionárias de distribuição para os
demais meses do ano (de fevereiro a dezembro de 2014), o governo editou, no dia 02
de abril de 2014, o Decreto nº 8.221/14, que determina a criação da Conta no
Ambiente de Contratação Regulado CONTA-ACR, a ser administrada pela Câmara de
Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, para a qual foram destinados recursos a
serem captados pela CCEE junto a instituições financeiras para cobrir, total ou
parcialmente, o déficit tarifário incorrido pelas concessionárias de distribuição de
energia elétrica em decorrência de: (i) exposição involuntária no mercado de curto
prazo; e (ii) despacho de usinas termelétricas vinculadas aos Contratos por
Disponibilidade.
Para regulamentar o referido Decreto, a Aneel instaurou Audiência Pública (AP)
nº007/14, que divulgou, na data de 16 de abril de 2014, o resultado final da AP, por
meio da Nota Técnica 135/2014-SRE/Aneel e homologação da Resolução Normativa nº
612, de 16 de abril de 2014. De acordo com os documentos disponibilizados, os
recursos decorrentes do empréstimo da CCEE são repassados para as distribuidoras
nas suas respectivas contas vinculadas à liquidação no mercado de curto prazo. Em
momento futuro, os recursos aportados serão pagos pelos consumidores cativos a
partir dos reajustes tarifários de 2015, incorporados à CDE, cujo valor unitário será
uniforme para todos os consumidores cativos do país.
O montante total reconhecido como consequência destas regulamentações foi de
R$1.669.156 no exercício de 2014 (R$801.058 no exercício de 2013). Os efeitos destes
itens foram registrados como redução de custo com energia elétrica na rubrica Energia
elétrica comprada para revenda, em contrapartida a outros créditos, no resultado do
exercício, na rubrica Subvenção CDE, conforme detalhado na nota explicativa 32.
39
vs
12. INVESTIMENTOS
Controladora
31.12.2014
Consolidado
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
Avaliados por equivalência patrimonial: *
Light SESA
Light Energia
Renova Energia (b)
Guanhães Energia (a)(b)
Light Esco
EBL Energia
2.481.594
2.436.463
777.818
707.236
100.826
-
-
-
-
-
514.543
376.923
-
86.766
86.766
104.339
-
-
-
-
-
406
28.100
16.263
-
-
3.097
2.497
-
-
Lightger
40.488
41.712
40.488
41.712
Itaocara Energia (a)
Axxiom
24.797
23.945
-
-
24.598
8.207
24.598
8.207
138.631
106.380
138.631
106.380
3.619.949
3.447.042
805.026
620.394
2.034
2.034
2.034
2.034
-
-
19.587
19.775
2.034
2.034
21.621
21.809
3.621.983
3.449.076
826.647
642.203
Lightcom
Light Soluções
Amazônia Energia
(a)
SUBTOTAL
Ágio por rentabilidade futura
Outros Investimentos permanentes
SUBTOTAL
TOTAL DO INVESTIMENTO
(a)
Empresa em fase pré-operacional
Refere-se ao investimento apurado a partir do patrimônio líquido ajustado para fins de equivalência patrimonial
* E-Power, SPE Olímpica e Instituto Light não possuíam saldos nos exercícios apresentados.
(b)
 Aumento de capital e entrada da Cemig GT no bloco de controle da Renova Energia
No dia 27 de outubro de 2014, em reunião do Conselho de Administração da Renova
Energia, foi homologado o aumento de capital realizado pela Cemig GT que subscreveu
e integralizou 87.186.035 ações ordinárias da Renova, no valor total de R$1.550.071,
sendo R$810.129 mediante capitalização do adiantamento para futuro aumento de
capital (AFAC) feito na Renova e R$739.943 integralizado mediante cessão, à Renova,
do AFAC realizado pela Cemig GT na Chipley.
Além da Cemig GT, houve o exercício dos direitos de preferência de 10.866 (incluindo
as 655 sobras) ações ordinárias pelos demais acionistas da Renova Energia, totalizando
87.196.901 ações ordinárias subscritas e integralizadas. A controlada Light Energia não
exerceu seu direito de preferência.
Após a homologação deste novo aumento no capital social da Renova Energia, o
percentual de participação da controlada Light Energia na Renova Energia passou de
21,9% para 15,9%. Essa operação gerou, em outubro de 2014, um ganho líquido de
equivalência patrimonial na controlada Light Energia de R$143.161.
40
vs
Informações sobre as companhias controladas (consolidadas) e controladas em
conjunto (equivalência patrimonial e saldos proporcionais) apresentados abaixo:
Controladora
Controladas e controladas em
conjunto - Participações
Dividendos e Juros sobre Capital
Próprio a receber
Patrimônio Líquido
31.12.2014
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
Dividendos e Juros sobre Capital
Próprio recebidos
31.12.2014
31.12.2013
Lucro / (Prejuízo) do período
31.12.2014
31.12.2013
Light SESA
100,0%
2.481.594
2.436.463
(82.906)
-
(201.005)
(243.724)
349.076
386.391
Light Energia
100,0%
777.818
707.236
(66.917)
(34.652)
(163.752)
(44.069)
267.670
199.185
Light Esco
100,0%
100.826
104.339
-
(90)
(1.511)
(19.735)
(2.091)
17.723
Lightcom
100,0%
28.100
16.263
-
(1.035)
(50.482)
(319)
61.285
5.440
Light Soluções
100,0%
3.097
2.497
-
(270)
787
596
51,0%
40.488
41.712
-
-
(1.168)
(1.584)
(56)
953
100,0%
24.797
23.945
-
-
-
-
(452)
(621)
Lightger
Itaocara Energia
(329)
Axxiom
51,0%
24.598
8.207
-
Amazônia Energia
25,5%
138.631
106.380
-
3.619.949
3.447.042
(142)
(234)
-
(150.152)
(36.153)
(417.918)
(146)
(309.847)
(624)
987
(2.175)
(1.192)
673.420
609.462
Consolidado
Controladas em conjunto Participações
Dividendos e Juros sobre Capital
Próprio a receber
Patrimônio líquido
31.12.2014
31.12.2013
Recursos destinados a aumento
de capital
31.12.2014
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
Lucro / (Prejuízo) do período
31.12.2014
31.12.2013
Light Energia
Renova Energia
15,9%
402.137
220.123
-
-
-
-
Guanhães Energia
51,0%
70.180
73.753
-
-
-
47.233
137.621
-
1.362
-
Light Esco
33,3%
-
Lightger
EBL Energia
51,0%
40.488
406
-
-
-
-
(147)
22
41.712
-
-
-
-
(56)
953
Axxiom
51,0%
Amazônia Energia
25,5%
24.598
8.207
-
-
-
(624)
987
138.631
106.380
-
-
-
(2.175)
(1.192)
676.034
450.581
-
-
47.233
134.619
2.132
(234)
(234)
41
vs
Outras informações:
Controladora
Capital social integralizado
Controladas e
controladas em conjunto
Light SESA
31.12.2014
Total do Ativo
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
2.082.365
2.082.365
10.929.522
10.596.246
Light Energia
77.422
77.422
2.206.971
2.102.105
Light Esco
79.584
79.584
259.569
310.636
Lightcom
4.500
4.500
110.559
80.529
Light Soluções
1.350
1.350
4.331
3.629
Lightger
40.408
40.408
97.810
103.546
Itaocara Energia
30.865
29.562
27.832
27.137
8.772
6.987
42.697
21.273
138.631
-
109.055
777
139.323
-
106.379
459
Axxiom
Amazônia Energia
E-Power
Consolidado
Capital social integralizado
Total do Ativo
Controladas em conjunto
31.12.2014
31.12.2013
31.12.2014
31.12.2013
Light Energia
Renova Energia
Guanhães Energia
407.480
214.574
885.159
810.226
70.180
26.520
160.794
142.949
Light Esco
EBL Energia
Lightger
Axxiom
Amazônia Energia
E-Power
40.408
367
40.408
97.810
420
103.546
8.772
6.987
42.697
21.273
138.631
-
109.055
777
139.323
-
106.379
459
42
vs
Movimentação dos investimentos nas controladas (consolidadas) e controladas em
conjunto (equivalência patrimonial) nos exercícios de 2014 e 2013:
Controladora
31.12.2013
Light SESA
Aumento de
capital
Dividendos /
JCP
Resultados
Abrangentes
Equivalência
Patrimonial
Outros
2.436.463
-
(283.911)
(20.034)
Light Energia
707.236
-
(196.017)
(1.070)
Light Esco
104.339
-
(1.422)
-
Lightcom
16.263
-
(49.447)
-
2.497
-
(187)
-
-
787
3.097
Lightger
41.712
-
(1.168)
-
-
(56)
40.488
Itaocara Energia
23.945
1.304
-
-
-
(452)
24.797
8.207
16.779
236
-
-
(624)
24.598
106.380
34.424
-
-
(2.175)
138.631
3.447.042
52.507
673.420
3.619.949
Light Soluções
Axxiom
Amazônia Energia
TOTAL
(531.916)
-
31.12.2014
(1)
(1)
2
(21.104)
-
349.076
2.481.594
267.670
777.818
(2.091)
100.826
61.285
28.100
Controladora
01.01.2013
Light SESA
Aumento de
capital
Dividendos /
JCP
Resultados
Abrangentes
Equivalência
Patrimonial
Outros
31.12.2013
2.188.815
-
(230.847)
92.104
-
386.391
2.436.463
Light Energia
578.819
-
(73.693)
2.925
-
199.185
707.236
Light Esco
108.904
-
(18.853)
201
(3.636)
17.723
104.339
Lightcom
9.017
-
(1.291)
11
3.086
5.440
16.263
Light Soluções
2.042
-
(142)
-
1
596
2.497
Lightger
41.909
-
(1.188)
-
38
953
41.712
Itaocara Energia
24.567
-
-
-
(1)
(621)
23.945
5.160
2.295
-
(1)
987
8.207
69.576
37.996
-
-
(1.192)
106.380
-
-
-
(132)
95.241
(645)
Axxiom
Amazônia Energia
E-Power
TOTAL
132
3.028.941
40.291
(234)
(326.248)
-
-
-
609.462
3.447.042
Consolidado
31.12.2013
Aumento de
capital
Dividendos /
JCP
Ganho na
diluição de
participação
Equivalência
Patrimonial
Outros
31.12.2014
Light Energia
Renova Energia
Guanhães Energia
376.923
-
-
86.766
-
-
143.161
-
(3.807)
(1.734)
514.543
-
-
86.766
Light Esco
EBL Energia
Lightger
Axxiom
406
-
(259)
-
41.712
-
(1.168)
-
(147)
-
(56)
40.488
8.207
16.779
-
-
236
(624)
24.598
Amazônia Energia
106.380
34.424
-
-
2
(2.175)
138.631
TOTAL
620.394
51.203
(1.427)
(4.589)
805.026
143.161
(3.716)
Consolidado
01.01.2013
Aumento de
capital
Aquisição de
participação
Equivalência
Patrimonial
Outros
31.12.2013
Light Energia
Renova Energia
Guanhães Energia
381.383
-
-
(5.822)
1.362
376.923
36.476
50.290
-
-
-
86.766
Light Esco
EBL Energia
Lightger
Axxiom
Amazônia Energia
E-Power
TOTAL
712
-
(201)
(127)
22
406
41.909
-
(1.188)
38
953
41.712
5.160
2.295
69.576
37.996
132
535.348
(234)
-
-
-
90.581
(1.623)
(1)
(132)
(6.044)
987
8.207
(1.192)
106.380
2.132
620.394
43
vs
Os saldos integrais das principais controladas em conjunto que foram registrados por
meio do método de equivalência patrimonial nos exercícios, são como segue:
31.12.2014
AXXIOM
AMAZÔNIA
LIGHTGER
RENOVA
GUANHÃES
ATIVO
Circulante
72.434
593
20.575
692.655
1.159
8.976
581
16.441
86.599
1.142
63.458
12
4.134
606.056
17
Não Circulante
11.286
543.035
171.209
4.874.385
314.124
TOTAL DO ATIVO
83.720
543.628
191.784
5.567.040
315.283
Caixa e Equivalente Caixa
Outros
PASSIVO
Circulante
Empréstimos, financiamentos e debêntures
Outros
Não Circulante
29.285
-
10.082
517.274
171.831
6.103
-
7.148
356.326
170.716
23.182
-
2.934
160.948
1.115
5.844
6.205
-
102.314
2.515.436
Empréstimos, financiamentos e debêntures
5.006
-
102.314
2.489.366
Outros
1.199
-
Patrimônio líquido
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2014
-
-
26.070
5.844
48.230
543.628
79.388
2.534.330
137.608
83.720
543.628
191.784
5.567.040
315.283
AXXIOM
AMAZÔNIA
LIGHTGER
RENOVA
GUANHÃES
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
Receita líquida de vendas
Custos das vendas
LUCRO BRUTO
Despesas gerais e administrativas
Equivalência Patrimonial
Resultado financeiro líquido
-
9.384
327.665
-
-
-
(141.013)
-
9.253
-
9.384
186.652
-
(6.736)
(1.636)
(2.108)
(97.268)
-
-
(6.919)
-
(24.842)
-
(5.664)
(60.060)
-
(920)
LUCRO ANTES DO IR E CSLL
26
1.597
Imposto de renda e contribuição social
291
LUCRO (PREJUÍZO) DO EXERCÍCIO
31.12.2013
55.397
(46.144)
1.888
AXXIOM
(8.529)
1.612
4.482
-
(1.713)
(15.407)
(101)
(10.925)
(8.529)
AMAZÔNIA
LIGHTGER
RENOVA
GUANHÃES
-
EBL
ATIVO
Circulante
33.563
287
21.381
475.910
40.918
1.238
Caixa e Equivalente Caixa
10.045
275
17.703
374.047
39.283
918
Outros
23.518
12
3.678
101.863
1.635
320
Não Circulante
8.149
416.890
181.651
3.230.523
239.374
34
TOTAL DO ATIVO
41.712
417.177
203.032
3.706.433
280.292
1.272
PASSIVO
Circulante
Empréstimos, financiamentos e debêntures
Outros
Não Circulante
Empréstimos, financiamentos e debêntures
Outros
Patrimônio líquido
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
15.040
-
11.352
1.409.536
130.368
6.070
-
7.656
1.109.116
122.540
41
-
8.970
-
3.696
300.420
7.828
10.579
-
109.893
1.296.338
5.310
-
10.012
-
109.893
1.281.140
-
-
567
-
-
15.198
5.310
41
-
16.093
417.177
81.787
1.000.559
144.614
1.231
41.712
417.177
203.032
3.706.433
280.292
1.272
44
vs
2013
AXXIOM
AMAZÔNIA
LIGHTGER
RENOVA
GUANHÃES
EBL
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
Receita líquida de vendas
Custos das vendas
LUCRO BRUTO
Despesas gerais e administrativas
Equivalência Patrimonial
Resultado financeiro líquido
LUCRO ANTES DO IR E CSLL
Imposto de renda e contribuição social
LUCRO (PREJUÍZO) DO EXERCÍCIO
37.590
-
30.522
226.011
-
1.090
(27.752)
-
(18.810)
(101.209)
-
(836)
9.838
-
11.712
124.802
-
254
(2.437)
(36.341)
-
(202)
-
-
-
(7.123)
-
(635)
(4.078)
-
(2)
37
(6.371)
(72.261)
-
59
2.713
(4.676)
2.904
16.200
-
111
-
(1.035)
(9.970)
-
(45)
(4.676)
1.869
6.230
-
66
(778)
1.935
Em 31 de dezembro de 2014, o passivo circulante da controlada indireta em conjunto
Guanhães Energia estava superior ao ativo circulante. Isso ocorreu principalmente em
função de atrasos de parte das captações junto ao BNDES para a construção dos
empreendimentos. A Administração da Guanhães Energia vem conduzindo ações com
o objetivo de concluir as liberações dos financiamentos de longo prazo junto ao BNDES
e alongamento das demais dívidas.
a) Consórcios

Consórcio UHE Itaocara
A Companhia, por meio da controlada Itaocara Energia, participa do consórcio UHE
Itaocara, com participação de 51,0%, sendo a outra parte da Cemig Geração e
Transmissão S.A. – Cemig GT, 49,0%. O consórcio destina-se à exploração da Usina
Hidrelétrica de Itaocara. Os saldos ativos e passivos referentes à participação no
Consórcio são incorporados aos saldos da controlada. Em 28 de dezembro de 2011, foi
concedida a licença prévia pelo IBAMA e, em 29 de julho de 2013, a UHE Itaocara
obteve a licença de instalação, que permite o início das obras.
Em 9 de agosto de 2013, foi efetuado o requerimento, pela controlada Itaocara
Energia, de rescisão do Contrato de Concessão nº 12/2001 perante a Aneel, na forma
do art. 4º - A da Lei nº 9.074/2005, introduzido pela Lei nº 12.839/2013. A decisão foi
baseada no comprometimento do tempo de receita necessário para o retorno do
investimento em virtude da utilização de 12 anos do prazo da concessão para a
obtenção da Licença Ambiental de Instalação.
Ainda com base no referido artigo, a Companhia entende que não haverá perda nos
investimentos efetuados no empreendimento até então, uma vez que foram
assegurados os seguintes direitos: (i) liberação das garantias de cumprimento das
obrigações do Contrato de Concessão; (ii) não pagamento pelo Uso de Bem Público; e
(iii) ressarcimento dos custos incorridos na elaboração de estudos ou projetos. Os
investimentos registrados como ativo na Itaocara Energia são basicamente custos
necessários para a obtenção da Licença Ambiental Prévia, da Licença Ambiental de
Instalação e de viabilidade do projeto.
45
vs
Em 26 de novembro de 2013, foi assinado pelo Ministério das Minas e Energia – MME
e pela controlada Itaocara Energia o termo de rescisão do Contrato de Concessão nº
12/2001-Aneel, que regula a implantação e exploração da UHE Itaocara. Considerando
a referida devolução, o consórcio reverteu a obrigação pelo Uso do Bem Público, em
contrapartida ao ativo intangível que existia registrado.

Consórcio Maracanã Solar
A Companhia, por meio da controlada Light Esco, participa do Consórcio Maracanã
Solar, com participação de 51,0%, sendo a outra parte da EDF Consultoria, 49,0%. O
consórcio destina-se ao desenvolvimento, construção e operação de uma usina
fotovoltaica, com capacidade de 391 kWp, instalada na cobertura do estádio do
Maracanã. A construção foi finalizada no segundo trimestre de 2013.
O contrato original assinado com o Estado do Rio de Janeiro previa a recuperação do
valor investido através de comercialização de energia. Em Agosto de 2013, foi assinado
aditivo com o Estado do Rio de Janeiro, alterando a forma de recuperação do
investimento realizado para comercialização de cotas de patrocínio da usina
fotovoltaica, por meio do selo Maracanã Solar. No entanto, considerando que as cotas
ainda estão em negociação, a Administração decidiu por efetuar uma provisão para
perda sobre os ativos imobilizados referentes aos investimentos feitos pelo Consórcio
no montante de R$4.968 por não ter evidências suficientes sobre a recuperabilidade
destes ativos em 31 de dezembro de 2013.

Consórcio UHE Água Limpa
A Companhia, por meio da controlada Light Energia, participa do Consórcio UHE Água
Limpa, no Estado do Mato Grosso, com participação de 51,0%, sendo a outra parte da
Cemig GT, 49,0%. O consórcio tem por objeto o estudo na participação do projeto para
a implantação, operação, manutenção e exploração comercial do empreendimento.
Nenhum gasto significativo foi incorrido até 31 de dezembro de 2014.
46
vs
13. IMOBILIZADO
Consolidado
31.12.2014
Taxa Média
Anual
31.12.2013
Depreciação
Acumulada
Custo Histórico
Valor Líquido
Valor Líquido
Geração
3,32
2.757.673
(1.643.710)
1.113.963
1.107.641
Transmissão
3,91
57.984
(44.072)
13.912
14.588
Distribuição
10,27
28.650
(26.715)
1.935
3.773
Administração
7,96
360.206
(194.425)
165.781
137.180
Comercialização
7,43
93.688
(11.991)
81.697
5.885
3.298.201
(1.920.913)
1.377.288
1.269.067
EM SERVIÇO
Geração
206.505
-
206.505
261.517
Administração
121.294
-
121.294
148.138
327.799
-
327.799
409.655
1.705.087
1.678.722
EM CURSO
TOTAL DO IMOBILIZADO
3.626.000
(1.920.913)
Segue abaixo a mutação do imobilizado:
Consolidado
Saldos em
31.12.2013
Adições
Transferências
para Serviço
Baixas
Saldos em
31.12.2014
IMOBILIZAÇÕES EM SERVIÇO
Custo
Terrenos
Reservatório, barragens e adutoras
Edificações, obras civis e benfeitorias
Máquinas e equipamentos
Veículos
Móveis e utensílios
TOTAL DA IMOBILIZAÇÃO EM SERVIÇO - CUSTO
104.976
-
-
-
104.976
1.265.186
-
-
-
1.265.186
268.130
-
(4.288)
22.690
286.532
1.327.711
-
(1.680)
171.429
1.497.460
15.199
135.314
-
(1.752)
(7.108)
606
1.788
14.053
129.994
3.116.516
-
(14.828)
196.513
3.298.201
(-) Depreciação
Reservatório, barragens e adutoras
(819.640)
(21.103)
-
-
(840.743)
Edificações, obras civis e benfeitorias
(163.967)
(6.140)
-
-
(170.107)
Máquinas e equipamentos
(733.890)
(50.336)
1.281
-
(782.945)
(14.130)
(423)
1.223
-
(13.330)
(115.822)
(5.041)
7.075
-
(113.788)
(1.847.449)
(83.043)
9.579
-
(1.920.913)
Veículos
Móveis e utensílios
TOTAL DA IMOBILIZAÇÃO EM SERVIÇO - CUSTO/DEPRECIAÇÃO
IMOBILIZAÇÕES EM CURSO
Terreno
Reservatório, barragens e adutoras
Edificações, obras civis e benfeitorias
162
66
-
-
88.511
10.837
-
(56.119)
228
43.229
68.687
9.748
-
(24.484)
53.951
212.200
94.490
-
(115.011)
191.679
Veículos
183
443
-
(606)
20
Móveis e utensílios
946
741
-
(293)
1.394
Máquinas e equipamentos
Estudos e Projetos
TOTAL DA IMOBILIZAÇÃO EM CURSO
TOTAL DO IMOBILIZADO
38.966
1.295
(2.963)
409.655
117.620
(2.963)
1.678.722
34.577
(8.212)
(196.513)
-
37.298
327.799
1.705.087
47
vs
Consolidado
Saldos em
01.01.2013
Adições
Transferências
para Serviço
Baixas
Saldos em
31.12.2013
IMOBILIZAÇÕES EM SERVIÇO
Custo
Terrenos
Reservatório, barragens e adutoras
Edificações, obras civis e benfeitorias
Máquinas e equipamentos
Veículos
Móveis e utensílios
TOTAL DA IMOBILIZAÇÃO EM SERVIÇO - CUSTO
104.976
-
-
-
1.254.194
-
-
10.992
104.976
1.265.186
261.085
-
(3.627)
10.672
268.130
1.330.508
-
(41.287)
38.490
1.327.711
14.821
-
(247)
625
15.199
137.289
-
(2.520)
545
135.314
3.102.873
-
(47.681)
61.324
3.116.516
(-) Depreciação
Reservatório, barragens e adutoras
(798.588)
(21.052)
-
-
(819.640)
Edificações, obras civis e benfeitorias
(161.883)
(5.542)
3.458
-
(163.967)
Máquinas e equipamentos
(729.075)
(43.516)
38.701
-
(733.890)
(13.965)
(412)
247
-
(14.130)
(114.358)
(3.984)
2.520
-
(115.822)
(1.817.869)
(74.506)
44.926
-
(1.847.449)
Veículos
Móveis e utensílios
TOTAL DA IMOBILIZAÇÃO EM SERVIÇO - CUSTO/DEPRECIAÇÃO
IMOBILIZAÇÕES EM CURSO
Terreno
Reservatório, barragens e adutoras
Edificações, obras civis e benfeitorias
Máquinas e equipamentos
Veículos
98
64
-
-
85.330
13.401
-
(10.220)
162
88.511
71.161
10.095
-
(12.569)
68.687
153.080
99.480
(4.018)
(36.342)
212.200
183
777
163
-
(757)
Móveis e utensílios
2.018
364
-
(1.436)
Estudos e Projetos
37.787
1.179
-
-
38.966
350.251
124.746
(4.018)
(61.324)
409.655
1.635.255
50.240
(6.773)
-
TOTAL DA IMOBILIZAÇÃO EM CURSO
TOTAL DO IMOBILIZADO
946
1.678.722
No exercício de 2014, foi incorporado ao ativo imobilizado, a título de capitalização de
juros, o montante de R$3.686 (R$2.900 no exercício de 2013), cuja taxa média de
capitalização foi de 8,0% ao ano.
(i) Taxas anuais de depreciação:
As principais taxas de depreciação, com base na estimativa da vida útil dos bens e de
acordo com a Resolução Aneel nº 474 de 07 de fevereiro de 2012, são as seguintes:
GERAÇÃO
%
COMERCIALIZAÇÃO
%
ADMINISTRAÇÃO
%
TRANSMISSÃO
%
Barramento
2,50
Edificações
3,33
Edificações
3,33
Condutor do sistema
2,70
Disjuntor
3,03
Equipamento geral
6,25
Equipamento geral
6,25
Equipamento geral
6,25
Edificações
3,33
Veículos
Estrutura do sistema
2,70
Equipamentos da tomada d'água
3,70
Religadores
4,00
Estrutura da tomada d'água
2,86
Gerador
3,33
Reserv., barragens e adutoras
2,00
Sistema de comunicação local
6,67
Turbina hidráulica
2,50
14,29
Veículos
14,29
A Companhia não identificou indícios de perda do valor recuperável de seus ativos
imobilizados em 2014. Em 2013, a Companhia reconheceu provisão para perda dos
ativos da usina fotovoltaica do Consórcio Maracanã Solar. Os contratos de concessão
das usinas hidrelétricas da controlada Light Energia preveem que, ao final do prazo de
cada concessão, o Poder Concedente determinará o valor a ser indenizado às
controladas e controladas em conjunto, de forma que a Administração entende que o
48
vs
valor do imobilizado não depreciado ao final da concessão será reembolsado pelo
Poder Concedente.
Para os ativos imobilizados que não possuem garantia de indenização, os itens são
depreciados pelo método linear até o limite da autorização ou concessão ou
depreciados pela vida útil do bem, dos dois, o menor.
14. INTANGÍVEL
Consolidado
31.12.2014
Custo Histórico
Direito de uso da concessão
Outros
(a)
EM SERVIÇO
Direito de uso da concessão
Outros
(a)
EM CURSO
TOTAL INTANGÍVEL
(a)
31.12.2013
Amortização
Acumulada
Valor Líquido
Valor Líquido
7.028.350
(3.747.218)
3.281.132
3.021.862
633.806
(479.755)
154.051
109.731
7.662.156
(4.226.973)
3.435.183
3.131.593
291.008
-
291.008
663.393
217.666
-
217.666
167.122
508.674
-
508.674
830.515
3.943.857
3.962.108
8.170.830
(4.226.973)
Inclui basicamente softwares e servidão de passagem
O Intangível está líquido de obrigações especiais, que representam as contribuições da
União, dos Estados, dos Municípios e dos Consumidores, bem como as doações não
condicionadas a qualquer retorno em favor do doador e as subvenções destinadas a
investimentos na concessão do serviço público de energia elétrica na atividade de
distribuição. O saldo das obrigações especiais em 31 de dezembro de 2014 totalizava
R$468.202 (R$226.356 em 31 de dezembro de 2013).
Os investimentos na rede de distribuição são inicialmente registrados no intangível em
curso, durante o período de construção. Quando finalizados, os investimentos são
bifurcados e parte do valor é registrado no intangível em serviço, referente ao valor
que será amortizado durante o prazo de concessão, e a outra parte é transferida para o
ativo financeiro da concessão e será recebido como indenização ao final da concessão.
O intangível em curso inclui os estoques de materiais destinados a projetos, cujo
montante em 31 de dezembro de 2014 totalizava R$116.460 (R$128.157 em 31 de
dezembro de 2013) e provisão para desvalorização de estoque de R$5.131 (R$3.942 em
31 de dezembro de 2013). A Companhia não identificou indícios de perda do valor
recuperável de seus demais ativos intangíveis.
No exercício de 2014, foi incorporado ao ativo intangível, a título de capitalização de
juros, o montante de R$28.170 (R$21.368 no exercício de 2013), cuja taxa média de
capitalização foi de 8,4% ao ano.
49
vs
A infraestrutura, utilizada pela controlada Light SESA, é vinculada ao serviço de
distribuição, não podendo ser retirada, alienada, cedida ou dada em garantia
hipotecária sem a prévia e expressa autorização do órgão regulador, sendo que, se
ocorrer, deve atender à Resolução Aneel nº 20/99.
Segue abaixo a mutação do intangível:
Consolidado
Saldos em
31.12.2013
Adições
Transferências
entre contas (a)
Baixas
Saldos em
31.12.2014
EM SERVIÇO
Direito de uso da concessão
Outros
TOTAL DO INTANGÍVEL EM SERVIÇO
6.511.987
-
(39.867)
556.230
552.062
-
(402)
82.146
7.028.350
633.806
7.064.049
-
(40.269)
638.376
7.662.156
(-) Amortização
Direito de uso da concessão
Outros
TOTAL DO INTANGÍVEL EM SERVIÇO/AMORTIZAÇÃO
(3.490.125)
(293.569)
36.476
-
(442.331)
(37.822)
398
-
(3.747.218)
(479.755)
(3.932.456)
(331.391)
36.874
-
(4.226.973)
EM CURSO
Direito de uso da concessão
663.393
696.294
-
(1.068.679)
291.008
Outros
167.122
73.840
-
(23.296)
217.666
TOTAL DO INTANGÍVEL EM CURSO
830.515
770.134
-
(1.091.975)
508.674
3.962.108
438.743
(3.395)
(453.599)
3.943.857
TOTAL
(a)
Transferência para o Ativo Financeiro da Concessão proveniente da bifurcação dos ativos quando da entrada em serviço,
conforme IFRIC 12 / ICPC 01, vide nota explicativa 10.
Consolidado
Saldos em
01.01.2013
Adições
Transferências
entre contas (a)
Baixas
Saldos em
31.12.2013
EM SERVIÇO
Direito de uso da concessão
Outros
TOTAL DO INTANGÍVEL EM SERVIÇO
6.684.736
-
(507.518)
334.769
523.711
-
(20.629)
48.980
6.511.987
552.062
7.208.447
-
(528.147)
383.749
7.064.049
(-) Amortização
Direito de uso da concessão
Outros
TOTAL DO INTANGÍVEL EM SERVIÇO/AMORTIZAÇÃO
(3.699.954)
(281.374)
491.203
-
(3.490.125)
(428.162)
(34.605)
20.436
-
(442.331)
(4.128.116)
(315.979)
511.639
-
(3.932.456)
Em Curso
Direito de uso da concessão
Outros
465.991
202.316
733.705
8.240
-
(536.303)
(43.434)
663.393
167.122
TOTAL DO INTANGÍVEL EM CURSO
668.307
741.945
-
(579.737)
830.515
3.748.638
425.966
(16.508)
(195.988)
3.962.108
TOTAL
(a)
Transferência para o Ativo Financeiro da Concessão proveniente da bifurcação dos ativos quando da entrada em serviço,
conforme IFRIC 12 / ICPC 01, vide nota explicativa 10.
A Aneel é responsável por estabelecer a vida útil-econômica estimada de cada bem
integrante da infraestrutura de distribuição, para efeitos de determinação da tarifa,
50
vs
bem como para apuração do valor da indenização no vencimento da concessão. Essa
estimativa é revisada periodicamente, sendo utilizada para efeitos contábeis e
regulatórios, e que representa a melhor estimativa de vida útil dos bens.
A Administração entende que a amortização do direito de uso da concessão deve
respeitar o retorno esperado de cada bem da infraestrutura, via tarifa. Assim sendo, o
intangível é amortizado pelo prazo esperado desse retorno, limitado ao prazo de
vencimento da concessão.
As principais taxas de amortização, de acordo com a Resolução Aneel nº 474 de 07 de
fevereiro de 2012, são as seguintes:
DISTRIBUIÇÃO
%
Banco de capacitores
6,67
Chave de distribuição
6,67
Condutor do sistema
3,57
Disjuntor
3,03
Edificações
3,33
Estrutura do sistema
3,57
Medidor
6,77
Regulador de tensão
4,35
Religador
4,00
Transformador
4,00
15. FORNECEDORES
Consolidado
CIRCULANTE
Comercialização no mercado de curto prazo (1)
Encargos de uso da rede elétrica
Encargos do serviço do sistema
31.12.2013
629.166
221.388
40.050
24.857
2.215
2.215
69.360
62.541
Leilões de energia (1)
Itaipu binacional
207.290
146.613
151.097
114.837
UTE Norte Fluminense
104.304
95.473
Materiais e serviços
356.908
239.338
1.560.390
907.262
Energia livre – ressarcimento às geradoras
TOTAL
(1)
31.12.2014
Inclui exposição involuntária da distribuidora em função das condições hidroenergéticas desfavoráveis, vide nota explicativa 11.
A exposição da Companhia a riscos de crédito relacionados a fornecedores é divulgada
na nota explicativa 35.
51
vs
16. TRIBUTOS A PAGAR
Consolidado
31.12.2014
Circulante
TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES
253.571
ICMS a pagar
114.775
Não
Circulante
232.525
-
Total
Circulante
Não
Circulante
Total
486.096
115.102
187.640
114.775
26.261
207.014
22.708
54.106
-
54.106
4.566
-
26.261
19.932
PIS e COFINS a pagar
57.761
-
57.761
PIS e COFINS diferido (1)
48.892
45.443
94.335
INSS
2.955
-
2.955
4.566
-
Outros
9.256
-
9.256
-
7.461
-
7.461
35.548
-
35.548
83.516
-
83.516
574
-
574
543
-
543
34.974
-
34.974
82.973
-
82.973
521.644
198.618
IRRF a pagar
Provisão de IRPJ / CSLL
TOTAL
(1)
289.119
232.525
187.640
302.742
Parcelamento - Lei 11.941/09
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
187.082
31.12.2013
187.640
210.348
386.258
Refere-se a PIS e COFINS oriundos da receita não faturada da Parcela A e outros itens financeiros, vide nota explicativa 9.
52
vs
17. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
Consolidado
Circulante
Principal
Não Circulante
Encargos
Total
Principal
Total
31.12.2014
31.12.2013
TN - Par Bond
-
1.335
1.335
103.378
104.713
92.351
TN - Caução - Par Bond
-
-
-
(82.815)
(82.815)
(65.884)
TN - Discount Bond
-
214
214
TN - Caução - Discount Bond
-
-
-
TN - C. Bond
4131 Merril Lynch
-
-
51.132
297
72.134
72.348
63.823
(57.881)
(57.881)
(46.194)
-
-
-
51.429
47.812
99.241
117.468
3.941
-
114.593
4131 BNP
-
-
-
4131 Citibank 2012
-
531
531
265.620
266.151
4131 Citibank 2014
-
463
463
265.620
266.083
4131 Bank Tokyo 2013
-
189
189
159.372
159.561
53.124
53.260
-
68.560
4131 Bank Tokyo 2014
-
234.710
140.715
-
136
136
68.482
78
68.560
4131 Citibank - Light Energia
-
974
974
212.496
213.470
4131 BNP - Light Energia
-
613
613
163.335
163.948
4131 Itaú - Light Energia
-
167
167
132.936
133.103
4.997
124.611
1.335.131
1.459.742
843.797
379
586
637
4131 Itaú
MOEDA ESTRANGEIRA - TOTAL
ELETROBRAS - LUZ PARA TODOS
119.614
207
-
207
ELETROBRAS - PRONI
1
-
1
ELETROBRAS - RELUZ
CCB Bradesco
1.183
75.000
5.884
1.183
80.884
CCB Santander
CCB Banco do Brasil
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB A
28.193
6.477
214
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB B
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB C
28.193
11.938
242
111
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB D
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB E
25
25
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB N
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB O
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB P
52
52
180
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB Q
180
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 1
717
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 2
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 3
188.274
-
1
1
4.337
150.000
5.520
230.884
6.004
306.493
6.477
28.407
150.000
37.591
156.477
65.998
82.742
155.348
110.870
28.435
12.049
37.591
44.769
66.026
56.818
110.915
95.449
-
25
25
34
34
59
59
100
100
1
52
52
181
69
69
241
121
121
422
205
205
710
2
182
241
423
710
7
724
2.330
3.054
3.762
34.989
437
35.426
113.714
149.140
183.758
42.070
569
42.639
136.724
179.363
220.999
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 4
42.070
615
42.685
136.261
178.946
220.485
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 13
-
-
-
1
1
1
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 14
-
-
-
1
1
1
14
18
22
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 17
4
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 18
4
-
-
-
4
4
14
18
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB A
22.323
745
-
23.068
156.264
179.332
-
22
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB B
13.728
155
13.883
62.810
76.693
-
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB C
7.527
302
7.829
86.978
94.807
-
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB D
490
16
506
3.433
3.939
-
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB E
302
3
305
1.380
1.685
-
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB A
3.246
68
3.314
16.230
19.544
-
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB B
3.246
77
3.323
16.230
19.553
-
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB C
2.597
95
2.692
12.984
15.676
-
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB D
-
11
11
2.615
2.626
-
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB E
-
12
12
2.615
2.627
-
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB F
-
15
15
2.092
2.107
-
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB G
-
4
4
2.531
2.535
-
FINEP - Inovação e Pesquisa
-
246
246
141.088
141.334
-
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB A - Light Energia
1.201
9
1.210
1.601
2.811
3.880
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB B - Light Energia
1.201
10
1.211
1.601
2.812
3.882
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB C - Light Energia
742
7
749
2.782
3.531
4.874
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 1 - Light Energia
4.365
42
4.407
9.821
14.228
19.642
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 2 - Light Energia
2.600
25
2.625
5.851
8.476
11.702
11.572
153
11.725
50.866
62.591
26.586
RGR
-
246
246
-
246
246
Fianças bancárias diversas
-
546
546
-
546
819
BNDES PROESCO
MOEDA NACIONAL - TOTAL
340.223
17.346
357.569
1.394.186
1.751.755
1.571.170
TOTAL
459.837
22.343
482.180
2.729.317
3.211.497
2.414.967
53
vs
Segue quadro abaixo com condições contratuais dos empréstimos e financiamentos em
31 de dezembro de 2014:
Amortização do Principal
Data de
Assinatura
Moeda
TN - Par Bond
29.04.1996
TN - Caução - Par Bond
29.04.1996
TN - Discount Bond
Financiador
Taxa de Juros a.a
Taxa Efetiva
Início
Forma de pagamento
Término
US$
83,29% CDI
8,89%
2024
Única
2024
US$
U$ Treasury
0,00%
2024
Única
2024
29.04.1996
US$
82,65% CDI
8,82%
2024
Única
2024
TN - Caução - Discount Bond
29.04.1996
US$
U$ Treasury
0,00%
2024
Única
2024
TN - C. Bond
29.04.1996
US$
8,0%
8,0%
2004
Semestral
2014
4131 Merrill Lynch
07.11.2011
US$
CDI + 0,65%
11,49%
2014
Semestral
2016
4131 BNP
17.10.2011
EURO
CDI + 1,3%
12,21%
2014
Única
2014
4131 Citibank 2012
23.08.2012
US$
CDI + 1,0%
11,88%
2017
Semestral
2018
4131 Citibank 2014
21.02.2014
US$
CDI + 1,15%
12,04%
2018
Única
2018
4131 Bank Tokyo 2013
11.03.2013
US$
CDI + 0,90%
11,77%
2016
Única
2016
4131 Bank Tokyo 2014
19.11.2014
US$
CDI + 0,88%
11,74%
2017
Única
2017
4131 Itaú
11.12.2014
US$
CDI + 1,5%
12,43%
2015
Única
2015
4131 Citibank - Light Energia
02.10.2012
US$
CDI + 1,1%
11,99%
2017
Semestral
2018
4131 BNP - Light Energia
22.10.2014
EURO
CDI + 1,4%
12,32%
2016
Única
2016
4131 Itaú - Light Energia
11.12.2014
US$
CDI + 1,75%
12,71%
2016
Única
2016
ELETROBRAS - LUZ PARA TODOS
30.06.2008
R$
5,0%
5,00%
2008
Mensal
2017
ELETROBRAS - PRONI
15.05.2008
R$
8,0%
8,00%
2008
Trimestral
2015
ELETROBRAS - RELUZ
22.03.2010
R$
5,0%
5,00%
2014
Mensal
2019
CCB Bradesco
18.10.2007
R$
CDI + 0,85%
11,71%
2012
Anual
2017
CCB Santander
03.09.2010
R$
CDI + 1,4%
12,32%
2014
Única
2014
CCB Banco do Brasil
25.02.2013
R$
109,3% do CDI
11,83%
2017
Única
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB A
30.11.2009
R$
4,5%
4,5%
2011
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB B
05.11.2007
URTJLP
TJLP + 3,08%
8,08%
2009
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB C
30.11.2009
R$
4,5%
4,50%
2011
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB D
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 2,58%
7,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB E
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 3,58%
8,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB N
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 2,58%
7,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB O
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 3,58%
8,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB P
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 2,58%
7,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB Q
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 3,58%
8,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 1
06.12.2011
URTJLP
TJLP
5,00%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 2
06.12.2011
URTJLP
TJLP + 1,81%
6,81%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 3
06.12.2011
URTJLP
TJLP + 2,21%
7,21%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 4
06.12.2011
URTJLP
TJLP + 3,21%
8,21%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 13
06.12.2011
URTJLP
TJLP + 2,21%
7,21%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 14
06.12.2011
URTJLP
TJLP + 3,21%
8,21%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 17
06.12.2011
URTJLP
TJLP + 2,21%
7,21%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 18
06.12.2011
URTJLP
TJLP + 3,21%
8,21%
2013
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB A
28.11.2014
R$
SELIC + 2,78%
13,94%
2015
Mensal
2021
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB B
28.11.2014
R$
2,8%
2,78%
2015
Mensal
2021
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB C
28.11.2014
R$
6,0%
6,00%
2015
Mensal
2021
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB D
28.11.2014
URTJLP
TJLP + 2,78%
7,78%
2015
Mensal
2021
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB E
28.11.2014
R$
SELIC + 2,78%
13,94%
2015
Mensal
2021
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB A
16.12.2013
URTJLP
TJLP + 2,58%
7,58%
2015
Mensal
2020
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB B
16.12.2013
URTJLP
TJLP + 3,58%
8,58%
2015
Mensal
2020
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB C
16.12.2013
R$
SELIC + 2,58%
13,72%
2015
Mensal
2020
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB D
16.12.2013
URTJLP
TJLP + 2,58%
7,58%
2016
Mensal
2020
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB E
16.12.2013
URTJLP
TJLP + 3,58%
8,58%
2016
Mensal
2020
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB F
16.12.2013
R$
SELIC + 2,58%
13,72%
2016
Mensal
2020
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB G
16.12.2013
R$
3,5%
3,50%
2016
Mensal
2023
FINEP - Inovação e Pesquisa
16.04.2014
R$
4,0%
4,00%
2016
Mensal
2022
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB A - Light Energia
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 2,58%
7,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB B - Light Energia
30.11.2009
URTJLP
TJLP + 3,58%
8,58%
2011
Mensal
2017
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB C - Light Energia
30.11.2009
URTJLP
4,5%
4,50%
2011
Mensal
2019
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 1 - Light Energia
10.04.2012
URTJLP
TJLP + 1,81%
6,81%
2013
Mensal
2018
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 2 - Light Energia
10.04.2012
URTJLP
TJLP + 1,81%
6,81%
2013
Mensal
2018
BNDES PROESCO
16.09.2008
R$/URTJLP
TJLP + 0,70%
5,70%
2009
Mensal
2023
54
vs
As principais captações e amortizações no ano de 2014 foram:

A controlada Light SESA contratou dívida em dólar junto ao Citibank, já com
swap para CDI, no montante de R$235.750.

Captação de R$141.088 referentes à 1ª parcela do contrato de financiamento
entre a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP e a controlada Light SESA.

A controlada Light SESA quitou o empréstimo CCB Santander no montante de
R$89.361.

A controlada Light SESA quitou contrato de empréstimo junto ao Banco BNP
Paribas Brasil S/A, com pagamento de R$111.965.

A controlada Light Energia contratou dívida em euro junto ao Banco BNP
Paribas Brasil S/A, já com swap para CDI, no montante de R$156.935 visando
reforço do capital de giro.

A controlada Light SESA recebeu o montante de R$380.022, sendo R$24.786
referente a parte do contrato de Financiamento BNDES 2013/2016, e
R$355.236 do contrato de Financiamento BNDES 2013/2014.

A controlada Light SESA, captou em dólar, já com swap para reais, o montante
de R$67.999, através de operação com o Banco Itaú.

A controlada Light Energia, captou empréstimo, em dólar, já com swap para
reais, no montante de R$131.999, junto ao Banco Itaú.
Além das cauções destacadas no quadro acima, os empréstimos estão garantidos por
recebíveis, no montante de R$278.277 (R$100.070 em 31 de dezembro de 2013).
Em 31 de dezembro de 2014, a Light S.A tem avais, fianças ou garantias corporativas,
emitidas em favor de suas controladas, controladas em conjunto ou coligadas, no
montante de R$6.122.586 (R$5.058.793 em 31 de dezembro de 2013).
55
vs
As parcelas relativas ao principal dos empréstimos e financiamentos consolidados,
classificadas no passivo não circulante, têm os seguintes vencimentos (não inclui
encargos financeiros) em 31 de dezembro de 2014:
Consolidado
Moeda
Nacional
Moeda
Estrangeira
Total
2016
363.905
503.455
867.360
2017
481.460
371.868
853.328
2018
230.339
424.992
655.331
2019
133.705
-
133.705
2020
91.457
-
91.457
após 2020
93.320
34.816
128.136
1.394.186
1.335.131
2.729.317
TOTAL
A variação percentual das principais moedas estrangeiras e os percentuais dos
principais indicadores, base de atualização dos empréstimos, financiamentos e
debêntures, teve o seguinte comportamento para os exercícios:
31.12.2014
31.12.2013
USD - Dólar Americano
13,4%
14,6%
EUR
0,0%
19,7%
IGP-M
3,7%
5,5%
CDI
11,6%
8,4%
TJLP
5,0%
5,0%
IPCA
SELIC
6,4%
11,7%
5,9%
9,9%
56
vs
Seguem abaixo as movimentações dos empréstimos e financiamentos consolidados
nos exercícios:
Consolidado
Principal
SALDO EM 01.01.2013
Encargos
2.247.233
Total
16.198
2.263.431
Empréstimos e financiamentos obtidos
852.508
-
852.508
Variação cambial
125.655
-
125.655
Encargos financeiros provisionados
-
168.349
168.349
Encargos financeiros pagos
-
(173.187)
(173.187)
Amortização de financiamentos
(833.980)
-
(833.980)
Amortização custo captação
255
-
255
Encargos financeiros capitalizados ao principal
498
Encargos capitalizados ao intangível/ imobilizado
-
(498)
-
11.936
11.936
SALDO EM 31.12.2013
2.392.169
22.798
2.414.967
Empréstimos e financiamentos obtidos
1.248.619
-
1.248.619
116.923
-
116.923
Variação cambial
Encargos financeiros provisionados
-
166.516
166.516
Encargos financeiros pagos
-
(172.519)
(172.519)
Amortização de financiamentos
(569.530)
-
(569.530)
Amortização custo captação
253
-
253
Encargos financeiros capitalizados ao principal
720
Encargos capitalizados ao intangível/ imobilizado
-
SALDO EM 31.12.2014
(720)
3.189.154
-
6.268
6.268
22.343
3.211.497
O montante total do principal está apresentado líquido dos custos com a captação dos
empréstimos. Estes custos estão detalhados no quadro abaixo:
31.12.2014
EMISSÃO
Valor incorrido
31.12.2013
Valor a
apropriar
Custo Total
Custo Total
Bndes - Capex 2009/10 Sub A
290
135
425
425
Bndes - Capex 2009/10 Sub B
290
135
425
425
Bndes - Capex 2009/10 Sub C
116
110
226
226
Bndes - Capex 2011/12 Sub 4
131
179
310
310
Bndes - Capex 2011/12 Sub 3
131
179
310
310
Bndes - Capex 2011/12 Sub 2
77
105
182
182
BNDES - CAPEX 2009/10 - SUB A - Light Energia
7
4
11
11
BNDES - CAPEX 2009/10 - SUB B - Light Energia
7
4
11
11
BNDES - CAPEX 2009/10 - SUB C - Light Energia
11
11
22
22
1.060
862
1.922
1.922
TOTAL
A exposição da Companhia a riscos de taxa de juros, moeda estrangeira e liquidez
relacionados a empréstimos e financiamentos é divulgada na nota explicativa 35.
57
vs
Covenants
A Companhia possui cláusulas que podem gerar antecipação do vencimento de dívidas
em determinados contratos de empréstimos e financiamentos, inclusive vencimento
cruzado (cross default). O vencimento antecipado só ocorre quando do não
atendimento a um indicador em dois trimestres consecutivos ou quatro trimestres
intercalados. A cédula de crédito bancário do Bradesco, os empréstimos com o Merrill
Lynch, BNP, Citibank, Bank Tokyo, Itaú e com o BNDES, classificados no circulante e no
não circulante, preveem a manutenção de indicadores de endividamento e cobertura
de juros (covenants), sendo que os de endividamento foram renegociados em
setembro de 2014. Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia atendeu todos os
indicadores requeridos contratualmente, bem como não houve descumprimento dos
covenants, em nenhum dos trimestres anteriores, para os empréstimos e
financiamentos que estão em aberto.
18. DEBÊNTURES
Consolidado
Circulante
Principal
Debêntures 4ª Emissão (Light SESA)
Encargos
8
Debêntures 7ª Emissão (Light SESA)
-
Debêntures 8ª Emissão (Light SESA)
Não Circulante
Total
-
Principal
Encargos
-
-
-
-
-
-
8
-
-
Total
Total
31.12.2014
31.12.2013
8
-
27
659.916
39.133
4.091
43.224
430.515
-
430.515
473.739
473.157
Debêntures 9ª Emissão Série A (Light SESA)
-
14.765
14.765
995.975
-
995.975
1.010.740
1.007.750
Debêntures 9ª Emissão Série B (Light SESA)
-
4.500
4.500
610.436
40.163
650.599
655.099
614.223
Debêntures 10ª Emissão (Light SESA)
-
13.346
13.346
744.783
-
744.783
758.129
Debêntures 1ª Emissão (Light Energia)
-
-
-
Debêntures 2ª Emissão (Light Energia)
-
19.066
19.066
423.895
-
423.895
442.961
Debêntures 3ª Emissão (Light Energia)
2.487
261
2.748
27.380
-
27.380
30.128
30.082
41.628
56.029
97.657
3.232.984
3.273.147
3.370.804
3.400.344
TOTAL
-
-
40.163
-
-
175.514
439.675
Segue abaixo quadro com as condições contratuais das debêntures consolidado em 31
de dezembro de 2014:
Amortização do Principal
Financiador
Data de Assinatura
Moeda
Debêntures 4ª Emissão (Light SESA)
30.06.2005
URTJLP
Debêntures 7ª Emissão (Light SESA)
02.05.2011
R$
Debêntures 8ª Emissão (Light SESA)
24.08.2012
R$
Debêntures 9ª Emissão Série A (Light SESA)
15.06.2013
Debêntures 9ª Emissão Série B (Light SESA)
Taxa de Juros a.a
Taxa efetiva
Início
Forma de pagamento
Término
TJLP + 4%
9,00%
2009
Mensal
2015
CDI + 1,35%
12,27%
2015
Anual
2016
CDI + 1,18%
12,08%
2015
Anual
2026
R$
CDI + 1,15%
12,04%
2018
Semestral
2021
15.06.2013
R$
IPCA + 5,74%
12,68%
2020
Semestral
2023
Debêntures 10ª Emissão (Light SESA)
30.04.2014
R$
115% CDI
12,48%
2018
Anual
2020
Debêntures 1ª Emissão (Light Energia)
10.04.2011
R$
CDI + 1,45%
12,38%
2015
Anual
2016
Debêntures 2ª Emissão (Light Energia)
29.12.2011
R$
CDI + 1,18%
12,08%
2016
Anual
2019
Debêntures 3ª Emissão (Light Energia)
24.08.2012
R$
CDI + 1,18%
12,08%
2015
Anual
2026
As principais emissões e amortizações no ano de 2014 foram:

Foi encerrada a distribuição pública, nos termos da Instrução CVM nº 476, a 10ª
emissão de debêntures simples da controlada Light SESA, não conversíveis em
ações, da espécie quirografária, com garantia fidejussória, em uma única série,
no montante total de R$750.000.

A controlada Light SESA, quitou integralmente, a 7ª emissão de debêntures, no
montante de R$658.997.
58
vs

A controlada Light Energia, quitou a 1ª emissão de debêntures, no montante de
R$173.664.
O montante total do principal está apresentado líquido dos custos com a emissão das
debêntures. Estes custos estão detalhados no quadro abaixo:
31.12.2014
EMISSÃO
Valor
incorrido
Valor a
apropriar
31.12.2013
Custo Total
Debêntures 4ª Emissão (Light SESA)
7.466
Debêntures 7ª Emissão (Light SESA)
3.621
Debêntures 8ª Emissão (Light SESA)
71
352
423
423
Debêntures 9ª Emissão A (Light SESA)
961
4.025
4.986
4.986
Debêntures 9ª Emissão B (Light SESA)
461
2.530
2.991
2.991
Debêntures 10ª Emissão (Light SESA)
613
5.217
5.830
Debêntures 1ª Emissão (Light Energia)
849
-
Debêntures 2ª Emissão (Light Energia)
726
Debêntures 3ª Emissão (Light Energia)
27
14.795
TOTAL
2
Custo Total
-
7.468
7.468
3.621
3.621
-
849
849
1.105
1.831
1.831
132
159
159
13.363
28.158
22.328
As parcelas relativas ao principal das debêntures classificadas no passivo não circulante
têm os seguintes vencimentos (não inclui encargos financeiros) em 31 de dezembro de
2014:
31.12.2014
2016
147.367
2017
147.669
2018
641.215
2019
646.088
2020
702.213
após 2020
948.432
TOTAL
3.232.984
59
vs
Seguem abaixo as movimentações das debêntures consolidadas ocorridas nos
exercícios:
Consolidado
Principal
SALDO EM 01.01.2013
1.944.302
Debêntures emitidas
1.600.000
Encargos financeiros provisionados
Encargos financeiros pagos
Amortização de debêntures
Variação monetária
Custo de captação
Amortização custo de captação
Encargos capitalizados ao intangível/ imobilizado
SALDO EM 31.12.2013
Debêntures emitidas
Variação Monetária
Encargos financeiros provisionados
Encargos financeiros pagos
Amortização de debêntures
Encargos
Total
29.752
1.974.054
-
1.600.000
-
225.565
225.565
-
(216.638)
(216.638)
(203.427)
-
(203.427)
12.967
(7.977)
3.468
-
12.967
(7.977)
3.468
-
12.332
12.332
3.349.333
51.011
3.400.344
750.000
-
40.163
397.859
750.000
40.163
397.859
(421.197)
(421.197)
(820.026)
-
(820.026)
Transferência para Encargos
(2.768)
2.768
-
Custo de captação
(5.830)
-
(5.830)
3.903
-
3.903
-
25.588
25.588
96.192
3.370.804
Amortização custo de captação
Encargos capitalizados ao intangível/ imobilizado
SALDO EM 31.12.2014
3.274.612
A exposição da Companhia a riscos de taxa de juros e liquidez relacionados a
debêntures é divulgada na nota explicativa 35.
Covenants
A Companhia possui cláusulas que podem gerar antecipação do vencimento de dívidas
em determinados contratos de debêntures, inclusive vencimento cruzado (cross
default). O vencimento antecipado só ocorre quando do não atendimento a um
indicador em dois trimestres consecutivos ou quatro trimestres intercalados. As 8ª, 9ª
e 10ª emissões de debêntures da controlada Light SESA e as 2ª e 3ª emissões de
debêntures da controlada Light Energia preveem a manutenção de indicadores de
endividamento e cobertura de juros, sendo que os de endividamento foram
renegociados em setembro de 2014. Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia
atendeu todos os indicadores requeridos contratualmente, bem como não houve
descumprimento dos covenants, em nenhum dos trimestres anteriores, para as
debêntures que estão em aberto.
60
vs
19. ENCARGOS REGULATÓRIOS
Consolidado
31.12.2014
CIRCULANTE
Quota de recolhimento à conta de desenvolvimento energético – CDE
31.12.2013
10.168
5.909
798
1.428
Encargos de capacidade e aquisição emergencial
48.012
55.547
TOTAL
58.978
62.884
Quota de reserva global de reversão – RGR
20. PROVISÕES
A Companhia possui processos judiciais e administrativos de natureza tributária,
trabalhista e cível em diversas instâncias processuais. A Administração reavalia
periodicamente os riscos de contingências relacionados a esses processos e, baseada
na opinião de seus assessores legais, constitui provisão para os riscos cujas chances de
um desfecho desfavorável são consideradas prováveis e cujos valores são
quantificáveis.
Segue abaixo o saldo das provisões, que compreendem as provisões para riscos e as
provisões para honorários de êxito:
31.12.2014
TOTAL PROVISÕES
Provisão
Honorários
de êxito
31.12.2013
Total
Provisão
Honorários
de êxito
Total
Trabalhistas
127.921
-
127.921
133.383
-
133.383
Cíveis
153.317
22.341
175.658
145.189
20.946
166.135
Fiscais
174.709
26.180
200.889
201.774
22.006
223.780
Outras
8.318
8.318
20.357
-
20.357
TOTAL
464.265
512.786
500.703
42.952
543.655
48.521
61
vs
Provisões para riscos:
As provisões para riscos, bem como as movimentações para os exercícios, estão
compostas da seguinte forma:
PROVISÕES PARA PERDAS PROVÁVEIS
Trabalhistas
SALDO EM 01.01.2013
Adições
Cíveis
179.082
183.859
Fiscais
Outras
Total
197.032
23.179
583.152
64.255
11.301
50.153
1.704
1.097
(35.000)
20.621
15.421
4.235
5.277
(5.480)
(63.352)
(12.383)
(7.050)
(88.265)
Baixas por reversões
(16.520)
(46.092)
-
(1.104)
(63.716)
SALDO EM 31.12.2013
133.383
145.189
20.357
500.703
Atualizações
Baixas por pagamentos
Adições
201.774
12.707
78.879
-
5.330
96.916
Atualizações
-
14.222
3.590
2.475
20.287
Transferências
-
(7.589)
18.536
(10.947)
-
(4.408)
(71.101)
(8.297)
(8.897)
(92.703)
Baixas por reversões
(13.761)
(6.283)
(40.894)
-
(60.938)
SALDO EM 31.12.2014
127.921
153.317
174.709
8.318
464.265
12.587
3.129
17.354
-
33.070
Baixas por pagamentos
Depósitos Judiciais em 31.12.2014
a) Em 31 de dezembro de 2014, está registrado em Depósitos vinculados a litígios o
total de R$233.073 (R$263.316 em 31 de dezembro de 2013), dos quais R$33.070
(R$91.101 em 31 de dezembro de 2013) referem-se às causas com provisão
constituída. Os demais depósitos referem-se a processos cujas probabilidades de
perda são possíveis ou remotas. Segue abaixo o saldo dos depósitos judiciais:
Consolidado
31.12.2014
31.12.2013
Trabalhistas
65.353
73.717
Cíveis
88.104
86.549
Fiscais
79.616
103.050
Total
233.073
263.316
Provisões Trabalhistas:
Valor Provisionado (Perda Provável)
31.12.2014
31.12.2013
Funcionários próprios
96.974
102.342
Funcionários terceirizados
30.947
31.041
127.921
133.383
TOTAL
Os principais pedidos objeto das ações trabalhistas envolvem as seguintes matérias:
horas extras, adicional de periculosidade, equiparação salarial, dano moral, diferença
62
vs
da multa de 40% do FGTS decorrente da correção por expurgos inflacionários e
acidente de trabalho – responsabilidade civil.
Provisões Cíveis:
Valor Provisionado (Perda Provável)
31.12.2014
Ações Cíveis
(a)
Juizado Especial Cível
Plano Cruzado
TOTAL
(a)
(c)
(b)
31.12.2013
119.260
114.322
14.666
17.107
19.391
13.760
153.317
145.189
A provisão para as Ações Cíveis engloba processos quantificáveis, nos quais a
Companhia e suas controladas são rés, e que possuem prognóstico de perda
provável na avaliação dos respectivos advogados patronos. Grande parte das
causas é relacionada a pleitos de danos materiais e morais pela postura
ostensiva da empresa no combate às irregularidades na rede, além de
questionamentos de valores pagos por consumidores.
A controlada Light SESA efetuou, em dezembro de 2014, adição de provisão do
valor de R$25.076, em razão de decisão judicial proferida no processo movido
por um escritório de advocacia contra a Companhia, cujo objeto é a cobrança
de honorários de êxito pela prestação de serviços advocatícios, que o referido
escritório alega ter direito, em razão de acordo extrajudicial. Atualmente o
processo encontra-se aguardando julgamento de recurso.
(b)
As ações de Juizado Especial Cível referem-se, em grande parte, a discussões
quanto a relações de consumo, tais como cobrança indevida, corte indevido,
corte por inadimplência, problemas na rede, irregularidades diversas,
reclamação de conta, reclamação de medidor e problemas na transferência de
titularidade. Há um limite de 40 salários mínimos para as causas em trâmite
perante o Juizado Especial Cível. O provisionamento é feito a partir da
separação dos seis principais motivos ofensores para a Companhia e suas
controladas – que representam 72,4% das entradas de processos; um bloco
com todos os motivos relacionados a acidentes; bem como um bloco para os
demais motivos. Para os seis principais ofensores e o bloco de Demais Motivos
é utilizada uma média ajustada – considerando 95% da amostra, ou seja,
desconsiderando os 2,5% dos valores mais altos e mais baixos – do valor de
condenação nos últimos 12 meses. No caso do bloco de acidentes é
considerada a média do valor de condenação nos últimos 12 meses.
(c)
São ações movidas contra a controlada Light SESA relativas ao aumento da
tarifa de energia elétrica aprovado pelas Portarias n.º 38, de 27 de fevereiro de
1986 e n.º 45, de 04 de março de 1986, publicadas pelo extinto DNAEE Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica, que contrariavam o
63
vs
Decreto-lei n.º 2.283/86 (decreto do Plano Cruzado), o qual previa que todos os
preços ficariam congelados. Os autores dessas ações buscam a restituição dos
valores supostamente pagos a maior nas faturas de energia elétrica quando da
majoração das tarifas da Light SESA no período em que houve o congelamento
dos preços.
Provisões Fiscais:
Valor Provisionado (Perda Provável)
31.12.2014
INSS – auto de infração
INSS – trimestralidade
(b)
13.332
31.12.2013
45.761
539
9.367
ICMS
Outros
134.073
129.782
26.765
16.864
TOTAL
174.709
201.774
(a)
(a)
A provisão constituída refere-se, principalmente, à discussão judicial sobre a
aplicabilidade da Lei Estadual nº 3.188/99, que restringiu a apropriação dos
créditos de ICMS incidentes nas aquisições de bens destinados ao ativo
imobilizado, exigindo que o creditamento fosse diferido em parcelas, enquanto
que tal restrição não era prevista na Lei Complementar nº 87/96.
(b)
A controlada Light SESA efetuou, em junho de 2014, a reversão da provisão do
valor de R$32.993, em razão da reavaliação do prognóstico de perda do
processo por seus assessores jurídicos considerando a jurisprudência atual, que
passou de provável para possível. O processo refere-se a uma Execução Fiscal
em que se discute contribuição previdenciária supostamente incidente sobre o
pagamento de PLR de forma parcelada, e atualmente encontra-se aguardando
julgamento dos Embargos à Execução.
Outras Provisões:
Neste tópico a Companhia ressalta as contingências regulatórias decorrentes de
discussões administrativas com a Aneel:

Auto de Infração Aneel nº 071/2011 - SFE - O Auto de Infração foi lavrado em
30 de novembro de 2011, sob o argumento de eventuais falhas no
cumprimento do Módulo 8 dos Procedimentos de Distribuição de Energia
Elétrica no Sistema Elétrico Nacional - PRODIST, mais especificamente no que
se refere ao processo de coleta de dados e de apuração dos indicadores de
continuidade individuais e coletivos, bem como a realização das compensações
financeiras devidas aos consumidores cujos indicadores de continuidade
individuais restaram transgredidos. A Aneel aplicou a penalidade no valor
expressivo de R$17.719. A controlada Light SESA apresentou recurso em 06 de
fevereiro de 2012, tendo em vista a excessividade da penalidade aplicada,
64
vs
questionando entre os fatos, a ausência de razoabilidade e proporcionalidade
da dosimetria aplicada no cálculo da multa. Tendo em vista a penalidade
aplicada e a chance de êxito parcial do recurso interposto, a Light SESA
provisionou R$6.840 (R$6.339 em 31 de dezembro de 2013), mediante parecer
de seus assessores jurídicos, e aguarda decisão da Aneel. Em 07 de outubro de
2014 Aneel deu provimento parcial ao recurso da Light SESA, sendo a multa
reduzida para R$6.535. A Light SESA efetuou a quitação integral da multa em 17
de outubro de 2014.

Auto de Infração nº 0004/2014 - SFE. O Auto de Infração foi recebido pela
controlada Light SESA em 15 de janeiro de 2014, sob a alegação de não
conformidades detectadas no cumprimento de aspectos da prestação do
serviço e resultados do plano de manutenção do sistema subterrâneo de 2012,
além de aspectos do próprio sistema subterrâneo. A multa é de R$2.171. O
recurso foi encaminhado pela Light SESA em 24 de janeiro de 2014. A
Companhia provisionou R$2.388 e aguarda decisão da Aneel.
Provisões de honorários de êxito:
A Administração reavalia periodicamente os processos que possuem honorários de
êxito previstos para os assessores jurídicos e, baseada na opinião de seus assessores
legais, para o prognóstico de perda dos processos, constitui provisão para os
compromissos de honorários de êxito das causas com prognósticos de perdas possíveis
e remotas. Segue abaixo quadro com a posição e a movimentação nos exercícios:
PROVISÕES PARA HONORÁRIOS DE ÊXITO
Cíveis
Fiscais
Total
SALDO EM 01.01.2013
14.418
8.459
22.877
Causas de perdas possíveis
14.578
13.808
28.386
Causas de perdas remotas
(8.050)
(261)
(8.311)
SALDO EM 31.12.2013
20.946
22.006
42.952
Causas de perdas possíveis
7.763
12.372
20.135
Causas de perdas remotas
(6.368)
(8.198)
(14.566)
SALDO EM 31.12.2014
22.341
26.180
48.521
65
vs
21. CONTINGÊNCIAS
A Companhia possui processos judiciais, nos quais a Administração, baseada na opinião
de seus assessores legais, acredita que os riscos de perda são possíveis, e por este
motivo, nenhuma provisão foi constituída. As contingências com probabilidade de
perda possível estão compostas da seguinte forma:
Consolidado
31.12.2014
Saldo
31.12.2013
Quantidade de
Processos
Saldo
Quantidade de
Processos
Cíveis
231.982
14.483
336.113
14.035
Trabalhistas
273.790
956
281.071
1.033
Fiscais
4.314.300
494
3.609.700
439
TOTAL
4.820.072
15.933
4.226.884
15.507
Estão destacados a seguir os principais motivos das discussões judiciais:
a) Cíveis

Irregularidades – A controlada Light SESA possui diversas ações cíveis onde se
discutem irregularidades, decorrentes de perdas comerciais (não técnicas)
ocorridas em razão de alteração de medidores, furto de equipamentos,
ligações irregulares e ligações clandestinas, o que, cotidianamente, se conhece
como “gato”. As discussões, em sua grande maioria, pautam-se na
comprovação da irregularidade e nos valores cobrados pela concessionária em
razão da constatação da mesma. O montante, atualmente quantificável,
referente às ações é de R$33.301 (R$38.856 em 31 de dezembro de 2013).

Valores cobrados e faturas – Diversas discussões judiciais tramitam atualmente
onde se discutem os valores cobrados pela controlada Light SESA para a
prestação do serviço, como valores de demanda, valores de consumo, encargos
financeiros, taxas, seguros, entre outros. O montante atualmente quantificável
para estas ações é de R$47.394 (R$48.399 em 31 de dezembro de 2013).

Acidentes - A controlada Light SESA figura como ré em ações propostas por
vítimas e/ou por sucessores de vítimas de acidentes envolvendo a sua rede de
eletricidade e/ou a prestação do serviço, pelas mais diversas causas. O
montante atualmente quantificável referente às ações é de R$27.644
(R$30.391 em 31 de dezembro de 2013).

Interrupção e suspensão – Existem em trâmite diversas ações discutindo a
interrupção do serviço, quer seja motivada por caso fortuito ou de força maior,
quer seja para fins de intervenção no sistema elétrico, entre outros motivos e,
66
vs
também, suspensão do serviço, quer seja em razão de inadimplência,
impedimento de acesso ou substituição do medidor, entre outros fatos
ensejadores da suspensão. O montante atualmente quantificável referente às
ações é na ordem de R$27.416 (R$16.076 em 31 de dezembro de 2013).

Equipamentos e redes – A controlada Light SESA possui discussões judiciais em
razão dos medidores eletrônicos utilizados pela concessionária para aferir o
consumo de energia. As discussões versam sobre os mais diversos temas, como
funcionalidade dos medidores, aprovação pelo órgão metrológico, entre outros
e, também, discussões acerca de sua rede, em razão de extensão, remoção ou
ainda participação financeira do cliente para instalação da rede. O montante
atualmente quantificável referente às ações é de R$7.522 (R$7.210 em 31 de
dezembro de 2013).

Em relação às discussões cíveis, ressaltamos a ação proposta no primeiro
trimestre de 2012 pela Companhia Siderúrgica Nacional - CSN contra a
controlada Light SESA, onde a CSN pleiteia, aproximadamente, R$100.000 a
título de indenização em razão de interrupções ocorridas na sua Unidade
Consumidora de Volta Redonda. Destaca-se que, do valor total requerido,
R$88.700 são relativos somente à interrupção ocorrida em 10 de novembro de
2009, que atingiu 40% do território brasileiro e mais de 90% do território
paraguaio, o que, por si só, demonstra que suas causas fogem ao âmbito de
atuação da Light SESA, como distribuidora de energia elétrica. Ademais, o
relatório da ONS concluiu que a origem e causa da referida interrupção foi de
responsabilidade de Furnas. Assim, a exposição do risco para a Companhia é
de R$35.531 (R$35.531 em 31 de dezembro de 2013).

A controlada Light SESA celebrou acordo com um reclamante em determinado
processo relacionado a IPTU, em que o advogado da contraparte está
pleiteando o pagamento de honorários de sucumbência. A Companhia entende
que estes honorários não são devidos. O montante atualmente quantificável é
de R$11.100 (R$13.153 em 31 de dezembro de 2013).
b) Fiscais

ICMS Perdas Comerciais (Autos de Infração nº 03326780-8, 04011949-7,
03.326.784-0, 04.028.752-6, 03.380329-7 e 03.380330-5). Lavrados para cobrar
ICMS, Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECP) e multa (períodos de
jan/99 a dez/2003 e jan/06 a dez/13) supostamente incidentes sobre valores
relativos às perdas de energia elétrica em operações anteriores à sua
distribuição, realizadas entre as empresas geradoras e a controlada Light SESA.
A controlada Light SESA apresentou impugnações em face destas autuações.
Dois autos aguardam julgamento em 1a instância administrativa e em outros
quatro houve decisões desfavoráveis em 1a instância administrativa, razão pela
qual a Light SESA apresentou os respectivos recursos voluntários. O montante
67
vs
atualmente quantificável destes autos é de R$2.081.800 (R$1.392.200 em 31
de dezembro de 2013).

IRRF
sobre
Dividendos
(Processos
16682.721195/2011-02
e
16682.720657/2012-47) - Autos de Infração, lavrados contra a controlada Light
SESA, para a cobrança de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre
valores pagos pela controlada Light SESA, em 2007 e 2008, a título de
dividendos, ao argumento de que os mesmos decorreriam de lucro inexistente,
originado da regular contabilização do ativo fiscal diferido no resultado,
caracterizando-se, assim, como pagamentos sem causa sujeitos à incidência da
exação. Diante da regularidade dos procedimentos contábeis, societários e
fiscais adotados, foi dado parcial provimento ao Recurso da Light SESA
relacionado ao primeiro auto de infração, cancelando em definitivo a autuação
do que diz respeito à discussão do IRRF sobre dividendos, permanecendo a
discussão de IRPJ e CSLL referente à glosa de despesas consideradas
indedutíveis. No momento aguarda-se decurso de prazo para interposição de
Recurso em face desta decisão por parte da Fazenda. Com relação ao segundo
auto, Interposto Recurso Voluntário, ao qual foi dado provimento para cancelar
a autuação. Como não houve recurso por parte da Fazenda em face desta
decisão, o processo foi encerrado favoravelmente à Companhia, de forma a se
cancelar a autuação. O montante atualmente quantificável com relação ao
primeiro auto é de R$5.300 (R$375.300 em 31 de dezembro de 2013) e com
relação ao auto que foi cancelado, o risco atual é de R$0 (R$235.400 em 31 de
dezembro de 2013).

LIR/LOI - IRPJ/CSLL – (Processos 16682.720216/2010-83, 15374-001.757/200813, 16682.721091/2011-90 e 16682.720203/2014-38) - A controlada Light SESA
possuía Mandado de Segurança em que se discutia, especialmente, a forma de
tributação dos lucros das subsidiárias LIR e LOI no exterior, mais
especificamente defendia que o IRPJ e CSLL deveriam incidir apenas sobre os
lucros, e não sobre os resultados positivos de equivalência patrimonial
(conceito mais amplo que inclui variações cambiais e previsto na IN 213/02).
Para se valer dos benefícios do programa do REFIS, a Light SESA desistiu
integralmente do mandado de segurança que, em razão deste fato, transitou
em julgado com decisão desfavorável à Light SESA. Diante disto, alterou-se o
procedimento para passar a tributar os resultados pelo método de equivalência
patrimonial, em consonância com o que fora decidido no Mandado de
Segurança. O Fisco discordou de tal procedimento e autuou a Light SESA
quanto aos exercícios de 2004 a 2008 passando a exigir a tributação apenas
sobre os lucros. Para 2004, foi ajuizada Execução Fiscal a qual aguarda
julgamento dos Embargos à Execução. Para 2005 foi dado provimento ao
Recurso Voluntário da Light SESA para cancelar a autuação. Aguarda-se o
julgamento do Recurso Especial da União. Já para 2006 a 2008, aguarda-se
julgamento dos Recursos Voluntários pelo CARF. Em abril de 2014, a Light SESA
foi autuada com relação ao ano de 2009, tendo apresentado impugnação. O
prognóstico de perda é considerado possível pelos assessores jurídicos e o
68
vs
montante atualmente quantificável é de R$560.300 (R$443.100 em 31 de
dezembro de 2013).

IN 86 - 2003 a 2005 (Processo 10707000751/2007-15) - Auto de infração
lavrado para cobrança de multa pelo suposto descumprimento de obrigação
acessória, relacionada à entrega dos arquivos eletrônicos, no formato previsto
na IN nº 86/2001, referentes aos anos-calendário de 2003 a 2005. Julgado
improcedente o Recurso Voluntário da controlada Light SESA, tendo sido
interposto Recurso Especial, o qual também foi julgado improcedente. Opostos
embargos de declaração que aguardam julgamento. O montante atualmente
quantificável, é de R$329.100 (R$309.500 em 31 de dezembro de 2013).

Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência em Áreas, em Vias e em
Logradouros Públicos (TFOP) – A controlada Light SESA possui diversos
processos discutindo TFOP, lançada pela Prefeitura Municipal de Barra Mansa.
A Light SESA apresentou exceção de pré-executividade nesses processos e no
Supremo Tribunal Federal – STF obteve liminar determinando a suspensão das
cobranças até o julgamento do Recurso Extraordinário n° 640286. Foi proferida
decisão pelo STF dando provimento ao Recurso Extraordinário da LIGHT. O
Município interpôs recurso em face desta decisão, o qual aguarda julgamento.
O montante atualmente quantificado dos processos é de R$277.300
(R$256.497 em 31 de dezembro de 2013).

Cobrança de recuperação crédito de ICMS - Trata-se de disputa por cobrança
de ICMS, em razão da utilização pela controlada Light SESA de créditos
acumulados de ICMS para aquisição de insumos e matérias primas dentro do
Estado do Rio de Janeiro. Processo administrativo encerrado
desfavoravelmente à Companhia. Aguarda-se inscrição em dívida ativa para
adotarmos as medidas judiciais cabíveis. O montante atualmente quantificável
é de R$483.100 (R$145.900 em 31 de dezembro de 2013).

ICMS sobre subvenções do programa federal denominado “Baixa Renda”
(Processos E-34/059.150/2004, E-04/054.753/2011, E-04/036.121/2014 e E 04/036.122/2014) - Autos de Infração lavrados para cobrança de ICMS
incidente sobre os valores da subvenção econômica relativa aos consumidores
de energia da subclasse baixa-renda oriundos do Fundo de Reserva Global de
Reversão. No primeiro caso foi julgada improcedente a impugnação
apresentada pela controlada Light SESA. Interposto recurso ao Conselho de
Contribuintes, ao qual foi dado parcial provimento para afastar a tributação da
faixa de consumo até 50 kWh (isenta de imposto). Interposto Recurso ao pleno
pela Companhia que aguarda julgamento. No segundo caso, a Light SESA
apresentou impugnação, a qual foi julgada improcedente. Interposto recurso
ao Conselho de Contribuintes, foi proferida decisão dando provimento ao
recurso da Light SESA para cancelar a autuação. A Fazenda interpôs Recurso ao
Pleno em face desta decisão que aguarda julgamento. Em setembro de 2014 a
Companhia recebeu mais duas autuações sobre o assunto, tendo sido
apresentadas as respectivas impugnações, as quais foram julgadas
69
vs
improcedentes. Interpostos os Recursos Voluntários que aguardam julgamento.
O montante atualmente quantificável, no primeiro caso, é de R$97.300
(R$95.300 em 31 de dezembro de 2013), no segundo caso, é de R$37.500
(R$35.000 em 31 de dezembro de 2013) e no terceiro e quarto caso é de R$
17.800 (R$0 em 31 de dezembro de 2013).

Despachos Decisórios (71 processos) proferidos pela Receita Federal para negar
homologação a diversos pedidos de compensação realizados pela controlada
Light SESA, para a utilização de créditos de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL à alegação
de que tais créditos seriam indevidos ou insuficientes para abarcar os débitos
contra aos quais foram opostos. A controlada Light SESA apresentou
Manifestações de Inconformidade em face aos aludidos Despachos Decisórios.
Em alguns casos já houve transito em julgado favorável a Light SESA e em
outros casos houve decisões desfavoráveis, contra as quais recorremos. O
montante atualmente quantificável é de R$192.200 (R$143.900 em 31 de
dezembro de 2013).
c) Trabalhistas
Os principais pedidos objeto das ações trabalhistas envolvem as seguintes matérias:
equiparação salarial e reflexos, horas extras e reflexos, acidente de trabalho, diferença
de adicional de periculosidade e dano moral.
Destacamos abaixo cada um destes pedidos:

Equiparação salarial e reflexos – com este pedido os reclamantes pretendem
receber diferenças salariais alegando que exercem ou exerceram atividades
idênticas a outro empregado ou ex-empregado, com a mesma produtividade e
perfeição técnica, e que, no entanto, recebiam salários diferentes. O montante,
atualmente quantificável, referente a esses pedidos é de R$17.298 (R$18.845
em 31 de dezembro de 2013).

Horas extras e reflexos – pretendem os reclamantes o pagamento de horas
extras alegando que teriam realizado suas atividades em jornada
extraordinária, e que essas horas não teriam sido pagas e nem compensadas. O
montante, atualmente quantificável, referente a esses pedidos é de R$63.458
(R$61.192 em 31 de dezembro de 2013).

Acidente de trabalho - Acidentes de trabalho de empregados/ex-empregados
ou prestadores de serviço alegando responsabilidade da Light, pretendendo
indenizações e pensões vitalícias. O montante, atualmente quantificável,
referente a esses pedidos é de R$20.659 (R$16.492 em 31 de dezembro de
2013).

Diferença de adicional de periculosidade – a Companhia, no passado, praticou
o pagamento do referido adicional de 30% do salário base até abril de 2012,
70
vs
conforme disposto em Acordo Coletivo 2011/2012. O montante, atualmente
quantificável, referente a esses pedidos é de R$55.792 (R$57.001 em 31 de
dezembro de 2013).

Dano moral – pedido feito com diferentes fundamentações: perseguição,
assédio moral, falta de segurança (atuação em área de risco) e outros. O
montante, atualmente quantificável, referente a esses pedidos é de R$36.344
(R$38.225 em 31 de dezembro de 2013).
A seguir destacamos os processos em andamento, cujo prognóstico de perda é remoto,
com valores significativos em discussão, os quais, em caso de decisão desfavorável,
podem impactar a Companhia e suas controladas e controladas em conjunto:
a) Fiscais

PASEP/PIS (Processo 15374002130/2006-18) – Glosa de Compensação efetuada
pela controlada Light SESA de créditos de PASEP com débitos de PIS. Julgada
improcedente a impugnação da Companhia. Interposto Recurso Voluntário.
Proferida decisão pelo Conselho determinando a baixa do processo à 1ª
instância para apuração do crédito em discussão no processo. O montante
atualmente quantificável é de R$280.900 (R$272.400 em 31 de dezembro de
2013).

IRRF Glosa de Compensação LIR/LOI (Processo 10768.002.435/2004-11) - Não
homologação das compensações relativas a créditos de IRRF sobre aplicações
financeiras e IRRF sobre pagamentos de contas de energia feitos por órgãos
públicos, compensados em função de saldo negativo de Imposto de Renda da
Pessoa Jurídica no ano-base 2002. Julgada improcedente a manifestação de
inconformidade apresentada pela controlada Light SESA. Aguarda-se
julgamento do Recurso Voluntário interposto. Considerando a decisão
favorável obtida, em agosto de 2012, do processo 18471002113/2004-09, que
impacta diretamente neste caso, o prognóstico de perda é remoto. O montante
atualmente quantificável, é de R$220.700 (R$211.800 em 31 de dezembro de
2013).
A Companhia não considera os demais processos individualmente relevantes para
divulgação.
71
vs
22. BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO
As empresas do Grupo Light são patrocinadoras instituidoras da Fundação de
Seguridade Social Braslight (Braslight), entidade fechada de previdência complementar,
sem fins lucrativos, cuja finalidade é garantir renda de aposentadoria aos empregados
do Grupo Light vinculados à Fundação e de pensão aos seus dependentes.
A Braslight foi instituída em abril de 1974 e possui quatro planos – A, B, C e D –
implantados em 1975, 1984, 1998 e 2010, respectivamente, tendo o plano C recebido
migração de aproximadamente 96% dos participantes ativos dos planos A e B.
Atualmente estão em vigor os Planos A e B do tipo Benefício Definido, C do tipo
Benefício Misto e D do tipo Contribuição Definida.
Seguem abaixo as obrigações registradas no Balanço Patrimonial da Companhia com
benefícios de plano de pensão:
Consolidado
31.12.2014
Circulante
Não Circulante
Dívida contratual com fundo de pensão
-
31.976
Outros
123
-
TOTAL
123
31.976
31.12.2013
Total
Circulante
Não Circulante
Total
31.976
1.224.666
-
1.224.666
123
70
-
70
32.099
1.224.736
-
1.224.736
Em 13 de fevereiro de 2014, a Companhia concluiu a quitação dos Instrumentos
Particulares de Distrato dos Contratos para Equacionamento de Déficit Técnico,
Refinanciamento das Reservas a Amortizar com a Braslight, pelo valor total de
R$1.228.205, incluindo a atualização pelo CDI.
Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia assumiu uma dívida de R$31.976 em
decorrência do déficit técnico acumulado pelo plano C saldado, oriundo de alteração
da tábua de mortalidade mediante teste anual de aderência da tábua, conforme
estabelecido no contrato de Assunção de Obrigação sujeita à Condição e a Termo,
assinado em 31 de dezembro de 2013.
72
vs
As movimentações ocorridas no passivo contratual nos exercícios de 2013 e 2014 são
como segue:
Consolidado
Circulante
Não Circulante
SALDO EM 01.01.2013
114.835
Atualizações no resultado do exercício
122.035
-
122.035
(117.100)
-
(117.100)
Atualizações no resultado abrangente
165.033
-
165.033
Transferência para o circulante
939.863
Amortizações no exercício
SALDO EM 31.12.2013
Atualizações no resultado do exercício
Amortizações no exercício
939.863
Total
(939.863)
1.054.698
-
1.224.666
-
1.224.666
3.539
-
3.539
(1.228.205)
-
(1.228.205)
Atualizações no resultado abrangente
-
31.976
31.976
SALDO EM 31.12.2014
-
31.976
31.976
a) Descrição dos planos
Plano A/B - os benefícios são do tipo "benefício definido" e correspondem à diferença
entre um percentual, variável de 80% a 100%, do maior valor entre a média dos últimos
12 e dos últimos 36 salários, atualizados para a data de início do benefício, e o valor do
benefício concedido pelo INSS.
Plano C - os benefícios programáveis, durante a fase de capitalização, são do tipo
"contribuição definida", sem vinculação com o INSS, e os benefícios de risco (auxílio
doença, aposentadoria por invalidez e pensão por morte de participante ativo, inválido
e em auxílio doença), bem como os de renda continuada, estes uma vez concedidos,
são do tipo "benefício definido". As duas parcelas têm seus patrimônios apurados em
quotas.
Ao participante que migrou do Plano A/B para o Plano C foi concedido um benefício
saldado de renda vitalícia, com reversão em pensão, proporcional ao tempo de
contribuição à Braslight na ocasião de migração, contado de sua última inscrição na
Fundação, diferido para recebimento após o mesmo ter completado um conjunto de
condições de habilitação. Esta parcela é denominada Subplano de Benefício Definido
Saldado do Plano C.
Plano D - aprovado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar do
Ministério da Previdência Social - PREVIC/MPS, em 22 de março de 2010, e teve sua
primeira contribuição no mês de abril de 2010. Neste plano, os benefícios são do tipo
"contribuição definida" antes e após a sua concessão.
73
vs
As informações atuariais consolidadas são conforme abaixo:
31.12.2014
Valor Presente das obrigações atuariais
Valor justo dos ativos do plano
Efeito do limite máximo de reconhecimento de ativo
31.12.2013
(2.263.205)
(2.097.653)
2.563.457
1.227.819
(300.252)
-
Complemento referente a dívida com a Braslight
(31.976)
(354.832)
PASSIVO LÍQUIDO
(31.976)
(1.224.666)
Passivo líquido, CVM nº 695/12
-
Saldo do contrato ajustado com a Braslight
(31.976)
(869.834)
(1.224.666)
As mudanças no valor justo dos ativos do plano são as seguintes:
31.12.2014
Valor justo dos ativos no início do ano
Juros sobre o valor justo do ativo do plano
Ganho (perda) atuariais nos ativos do plano
31.12.2013
1.227.819
1.316.129
202.224
105.043
141.533
(86.088)
Contribuições da patrocinadora
1.229.511
118.398
Contribuições dos participantes
46
52
(237.676)
(225.715)
2.563.457
1.227.819
Benefícios pagos pelo plano/empresa
VALOR JUSTO DOS ATIVOS NO FINAL DO ANO
As mudanças no valor presente da obrigação de benefício definido são as seguintes:
31.12.2014
Valor das obrigações no inicio do ano
31.12.2013
2.097.653
Custo do serviço corrente
Juros sobre a obrigação atuarial
Contribuições de participantes
957
979
232.130
213.404
46
52
170.095
(576.662)
(237.676)
(225.715)
2.263.205
2.097.653
(Ganho)/perda atuariais reconhecidas
Benefícios pagos
VALOR JUSTO DAS OBRIGAÇÕES NO FINAL DO ANO
2.685.595
Os valores reconhecidos na demonstração do resultado, nos grupos de custos e
despesas operacionais e resultado financeiro, são como segue:
31.12.2014
Custo do serviço corrente
31.12.2013
957
979
232.130
213.404
Juros sobre o valor justo do ativo do plano
(202.224)
(105.043)
Ajuste de atualização de dívida Braslight
(27.324)
12.695
3.539
122.035
Juros sobre as obrigações atuariais
CUSTO ESPERADO ESTIMADO
74
vs
As movimentações ocorridas no passivo líquido são as seguintes:
31.12.2014
Passivo líquido no início do ano
1.224.666
Despesa reconhecida no resultado
1.369.466
3.539
122.035
-
(490.087)
Montantes reconhecidos no OCI
Contribuições pagas
31.12.2013
(1.228.205)
Entrada (saída) de transferências líquidas
(117.100)
-
(14.480)
Complemento referente a dívida com a Braslight, no OCI
31.976
354.832
PASSIVO LÍQUIDO NO FINAL DO ANO
31.976
1.224.666
A estimativa do atuário externo para a despesa a ser reconhecida para o exercício de
2015 é como segue:
2015
Custo do serviço corrente
957
Juros sobre as obrigações atuariais
232.130
Rendimento esperado dos ativos do plano
(293.968)
(60.881)
As principais categorias de ativos do plano, como porcentagem do total de ativos do
plano, são as seguintes:
31.12.2014
Renda Fixa
31.12.2013
91,27%
72,71%
Renda Variável
6,92%
16,85%
Imóveis
1,81%
8,44%
Outros
0,00%
2,00%
100,00%
100,00%
O retorno real sobre os ativos dos planos foi de R$141.533 em 2014 (R$18.952 em 31
de dezembro de 2013).
75
vs
Premissas Atuariais:
Taxa de juros nominal (desconto) a valor presente do passivo atuarial
Taxa de rendimento nominal esperada sobre os ativos do plano
Taxa anual de inflação
Taxa de crescimento salarial nominal
Índice de reajuste nominal de benefícios concedidos de prestação continuada
Fator de capacidade
Taxa rotativa
(1)
Tábua geral de mortalidade
Tábua de entrada em invalidez (planos A/B)
Tábua de entrada em invalidez (plano C saldado)
Tábua de mortalidade de inválidos
Participantes ativos
Participantes aposentados e pensionistas
(1)
31.12.2014
31.12.2013
11,97%(A/B) e 12,00%(C )
11,97%
5,50%
8,14%
5,50%
98,00%
Baseado na idade
AT - 83/ BR(A/B) e EMS 2010 (C )
LIGHT - Forte
LIGHT - Forte
1/2(IAPB55+AT83Masculina)*0,70
2.386
5.639
11,66%
11,66%
5,00%
7,63%
5,00%
98,00%
Baseado na idade
AT - 83
LIGHT - Forte
LIGHT - Forte
IAPB - 57
2.600
5.685
Tábua sem agravamento
23. OUTROS DÉBITOS
Consolidado
31.12.2014
Circulante
Não
Circulante
31.12.2013
Total
Circulante
Não
Circulante
Total
Adiantamento de Clientes
1.714
-
1.714
1.319
-
1.319
Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos
2.637
-
2.637
3.837
-
3.837
Empresa de Pesquisa Energética – EPE
1.810
-
1.810
1.789
-
1.789
Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT
2.558
-
2.558
2.515
-
2.515
Programa de Eficiência Energética – PEE
66.218
-
66.218
65.533
-
65.533
Programa de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D
30.986
-
30.986
25.001
-
25.001
Taxa de Iluminação Pública
55.495
-
55.495
47.391
-
47.391
-
70.320
70.320
-
70.320
70.320
49.183
5.778
54.961
36.482
5.770
42.252
210.601
76.098
286.699
183.867
76.090
259.957
Reserva para reversão
Outros
(a)
TOTAL
(a)
Referente a outros débitos de naturezas diversas
24. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
Em 31 de dezembro de 2014, a Light S.A. tinha como grupo controlador a Companhia
Energética de Minas Gerais – CEMIG, Luce Empreendimentos e Participações S.A. e Rio
Minas Energia Participações S.A. (RME) - Sociedade controlada pela Redentor Energia
S.A.
As participações em controladas e controladas em conjunto estão descritas na nota
explicativa 2.
76
vs
Segue resumo das transações com partes relacionadas ocorridas nos exercícios
apresentados:
a.1) Ativos e receitas
Ativo
Contratos com o mesmo grupo
(Grupo do balanço, características do contrato e
vínculo)
Valor original
Cliente - Cobrança referente a venda de energia
elétrica da Light Energia com a CEMIG - Participa do
grupo controlador
156.239
Saldo remanescente
-
Período de vigência
Condições contratuais
Condições de rescisão
ou término
jan/2005 a dez/2013
Preço praticado no
mercado regulado
N/A
31.12.2014
Receita
31.12.2013
-
2014
2013
772
-
6.541
Cliente - Cobrança do encargo de uso de sistema de
distribuição da Light SESA com a CEMIG - Participa
do grupo controlador
N/A
54
A partir de nov/2003.
Vencimento
indeterminado
Preço praticado no
mercado regulado
N/A
54
171
763
1.102
Cliente - Cobrança do encargo de uso da rede básica
da Light SESA com a Lightger - Está sob controle
comum
N/A
26
A partir de dez/2010.
Vencimento
indeterminado
Preço praticado no
mercado regulado
N/A
26
25
302
237
Cliente - Cobrança do encargo de uso da rede básica
da Light Energia com a CEMIG - Participa do grupo
controlador
N/A
13
A partir de dez/2002
Preço praticado no
mercado regulado
N/A
13
11
141
126
Cliente - Cobrança referente a prestação de serviços
da Light Energia com a Lightger - Está sob controle
comum
N/A
186
dez/2012 a jun/2014
Termos e condições
acordados entre as
partes
N/A
186
2.876
1.805
2.876
Saldo remanescente
Período de vigência
Condições contratuais
Condições de rescisão
ou término
b) Passivos e despesas
Passivo
Despesa
Contratos com o mesmo grupo
(Grupo do balanço, características do contrato e
vínculo)
Valor original
Fornecedor - Compromisso de compra de energia
elétrica da Light SESA com a CEMIG - Participa do
grupo controlador
614.049
300.672
jan/2006 a dez/2038
Preço praticado no
mercado regulado
30% do saldo
remanescente
758
5.337
(9.496)
(44.007)
Fornecedor - Compromisso de compra de energia
elétrica da Light SESA com a CEMIG - Participa do
grupo controlador
37.600
61.742
jan/2010 a dez/2039
Preço praticado no
mercado regulado
30% do saldo
remanescente
291
282
(2.291)
(2.162)
686
A partir de dez/2002.
Vencimento
indeterminado
Preço praticado no
mercado regulado
N/A
686
378
(4.918)
(3.258)
-
dez/2010 a jun/2028
Termos e condições
acordados entre as
partes
N/A
-
-
(16.681)
(15.157)
407
Ago/2011 a Jan/2016
Termos e condições
acordados entre as
partes
Não atendimento de
algum índice
contratual por 3 meses
consecutivos
407
637
(5.836)
-
21.650
A partir de dez/2010.
Vencimento
indeterminado
IGP-M
N/A
21.650
5.287
(4.580)
(9.205)
32.099
A partir de jun/2001.
Vencimento
indeterminado
IPCA+ 6% a.a
N/A
32.099
1.224.736
(3.539)
(122.035)
Fornecedor - Compromisso com encargos de uso da
Rede Básica da Light SESA com a CEMIG - Participa
do grupo controlador
N/A
Fornecedor - Compromisso de compra de energia
elétrica da da Light Energia com a Lightger - Está sob
controle comum
217.213
Fornecedor - Compromisso com prestação de
serviços da Ativa Data Center com a Light
16.393
Outros débitos - Compromisso com serviços de
consultoria da Light SESA com a Axxiom - Está sob
controle comum
Plano Previdenciário - Compromisso da Light S.A,
Light SESA, Light Energia, Light Esco e Lightcom com
a Fundação de Seguridade Social Braslight Patrocinadora da fundação
N/A
535.052
31.12.2014
31.12.2013
2014
2013
A controlada Lightcom possui contratos de compra e venda de energia incentivada de
66,8 MW médios com início do suprimento, de forma escalonada, de julho de 2014 a
agosto de 2035. A energia será proveniente de projetos do portfólio da controlada em
conjunto Renova Energia S.A.
Durante o exercício de 2014, a Companhia manteve aplicações em fundo exclusivo
(Fundo Pampulha) em conjunto com outras partes relacionadas. No entanto, em 31 de
dezembro de 2014, não existia nenhum saldo aplicado em fundo exclusivo, assim
como em 31 de dezembro de 2013. O rendimento obtido em 2014 em razão dessas
aplicações foi de R$21.582 (R$0 no exercício de 2013).
As transações com partes relacionadas foram efetuadas de acordo com os contratos
entres as partes.
77
vs
i. Remuneração dos administradores
Os montantes apresentados se referem à remuneração do Conselho de Administração,
Diretoria e Conselho Fiscal (consolidado), reconhecidos pelo regime de competência,
em cada um dos exercícios apresentados.
Proporção de cada elemento na remuneração total, referente aos exercícios de 2014 e
2013.
Consolidado
2014
Conselho de
Administração
Remuneração Fixa (%)
2013
Conselho Fiscal
100%
Diretoria
Estatutária
100%
Conselho de
Administração
61%
Conselho
Fiscal
100%
100%
Remuneração Variável (%)
-
-
39%
-
-
Outros (%)
-
-
-
-
-
TOTAL
100%
100%
100%
Diretoria
Estatutária
100%
38%
60%
2%
100%
100%
Remuneração do Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Diretoria relativa aos
exercícios de 2014 e 2013:
Consolidado
2014
NÚMERO DE MEMBROS (a)
Conselho de
Administração
21,92
2013
Conselho Fiscal
Diretoria
Estatutária
10,00
8,00
Total
Conselho de
Administração
Conselho
Fiscal
Diretoria
Estatutária
Total
39,92
21,42
10,00
8,00
39,42
REMUNERAÇÃO FIXA NO PERÍODO
1.685
679
8.540
10.904
1.655
654
8.922
11.231
Salário ou Pró-labore
1.404
566
5.974
7.944
1.379
545
5.645
7.569
868
868
-
-
1.548
1.548
1.729
2.114
Benefícios diretos e indiretos
-
-
281
113
1.698
2.092
276
109
REMUNERAÇÃO VARIÁVEL NO PERÍODO
-
-
5.519
5.519
-
-
13.907
13.907
Bônus
-
-
4.312
4.312
-
-
10.865
10.865
Outros
-
-
1.207
1.207
-
-
3.042
3.042
Outros
(b)
Benefícios motivados pela cessação do exercício do cargo
VALOR TOTAL DA REMUNERAÇÃO POR ÓRGÃO
-
-
1.685
679
-
-
-
14.059
16.423
1.655
654
531
531
23.360
25.669
Remuneração média do Conselho de Administração, da Diretoria e do Conselho Fiscal
relativa aos exercícios de 2014 e 2013:
Consolidado
2014
NÚMERO DE MEMBROS
(a)
Valor da maior remuneração individual
(b)
2013
Conselho de
Administração
Conselho Fiscal
Diretoria
Estatutária
Conselho de
Administração
Conselho
Fiscal
Diretoria
Estatutária
21,92
10,00
8,00
21,42
10,00
8,00
141
113
2.674
132
106
4.578
Valor da menor remuneração individual
(b)
71
56
1.516
66
53
2.176
Valor médio da remuneração individual
(b)
77
68
1.757
77
65
2.920
(a)
(b)
número de membros calculado através da média ponderada do exercício.
inclui encargos da Previdência Social e FGTS.
A remuneração total dos administradores na Light S.A., controladora, para o exercício
de 2014 é R$2.446 (R$3.049 no exercício de 2013).
78
vs
25. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a) Capital Social
Em 31 de dezembro de 2014, o capital social da Light S.A. está representado por
203.934.060 ações ordinárias escriturais sem valor nominal (203.934.060 em 31 de
dezembro de 2013), sendo o seu capital social de R$2.225.822 (R$2.225.822 em 31 de
dezembro de 2013), conforme a seguir:
31.12.2014
ACIONISTAS
GRUPO CONTROLADOR
Quantidade de
Ações
31.12.2013
% Participação
Quantidade de
Ações
% Participação
106.304.597
52,12
106.304.597
52,12
RME Rio Minas Energia Participações S.A.
26.576.150
13,03
26.576.150
13,03
Companhia Energética de Minas Gerais S.A.
53.152.298
26,06
53.152.298
26,06
Luce Empreendimentos e Participações S.A.
26.576.149
13,03
26.576.149
13,03
97.629.463
47,88
97.629.463
47,88
OUTROS
BNDES Participações S.A. - BNDESPAR
19.140.808
9,39
21.005.208
10,30
Público
78.488.655
38,49
76.624.255
37,58
203.934.060
100,00
203.934.060
100,00
TOTAL GERAL
A Light S.A. está autorizada a aumentar o seu capital, mediante deliberação do
Conselho de Administração e independentemente de reforma estatutária, até o limite
de 203.965.072 ações ordinárias.
b) Reserva de Lucros
A Light S.A. possui duas reservas de lucro, destacadas abaixo:
- Reserva Legal – Constituída à base de 5% do Lucro Líquido de cada exercício,
conforme legislação em vigor.
- Reserva de Retenção de Lucros – Constituída com o Lucro Líquido de exercícios
anteriores remanescente após as destinações com base em orçamento de capital
aprovado pelo Conselho de Administração e pelas Assembleias Gerais Ordinárias dos
anos anteriores.
c) Ajuste de Avaliação Patrimonial
São reconhecidos os efeitos do ajuste a valor justo do ativo imobilizado registrado na
data de transição da adoção do IFRS em 1º de janeiro de 2009, líquidos de efeitos de
impostos diretos. À medida que os itens forem realizados, os valores registrados nessa
conta serão transferidos para a conta de lucros ou prejuízos acumulados.
79
vs
d) Outros Resultados Abrangentes
São reconhecidos os ganhos ou perdas atuariais decorrentes de alterações de
premissas atuariais, como tábua de mortalidade, taxa de desconto das obrigações e
também pelas variações no rendimento dos investimentos dos planos de beneficio pósemprego de benefícios definidos. Os montantes apresentados estão líquidos de
Imposto de Renda e Contribuição Social, a uma alíquota de 34%. As variações em
outros resultados abrangentes não são reclassificadas para o resultado em períodos
subsequentes.
26. DIVIDENDOS E JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO
O Estatuto Social da Companhia determina a distribuição de um dividendo mínimo
obrigatório de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos do artigo nº 202
da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976.
O pagamento de juros sobre capital próprio está sendo considerado no cálculo do
dividendo mínimo obrigatório.
O artigo 9º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, permite a dedutibilidade, para
fins de imposto de renda e da contribuição social, dos juros sobre capital próprio pagos
aos acionistas, calculados com base na variação da Taxa de Juros de Longo Prazo –
TJLP, limitados a 50% do resultado do exercício.
Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 24 de abril de 2014, foram aprovados
dividendos referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013, no montante de
R$364.838 (composto por R$332.819 de dividendos adicionais propostos e R$32.019
de dividendos mínimos obrigatórios), pagos em 17 de dezembro de 2014.
Os dividendos propostos originalmente no encerramento de cada um dos exercícios
foram calculados como se segue:
CÁLCULO DOS DIVIDENDOS MÍNIMOS OBRIGATÓRIOS
2014
2013
Lucro líquido do exercício
662.831
587.335
Constituição de reserva legal
(33.142)
(29.367)
629.689
557.968
157.422
139.492
BASE DE CÁLCULO DOS DIVIDENDOS MÍNIMOS OBRIGATÓRIOS
Dividendos mínimos obrigatórios (25%)
JCP declarados
Constituição de reserva legal sobre o lucro do exercício
Dividendos mínimos obrigatórios (25%)
Complemento dividendos mínimos obrigatórios (25%)
Dividendos adicionais propostos
Realização de ajuste avaliação patrimonial
Realização de outros resultados abrangentes
LUCROS RETIDOS
-
(107.473)
(33.142)
(29.367)
(157.422)
-
-
(32.019)
-
(332.819)
19.674
22.058
-
171.997
491.941
279.712
80
vs
A formação dos saldos de dividendos e juros sobre capital próprio a pagar, é como
segue:
SALDO EM 01.01.2013
74.792
R$/ AÇÃO
Dividendos e juros sobre capital próprio
Deliberados na AGO de 26.04.2013
91.770
0,4500
Complemento dividendos mínimos obrigatórios - 25%
32.019
0,1570
107.473
0,5270
JCP declarados 13.12.2013
Imposto de renda retido na fonte - IRRF
(14.120)
Pagos no exercício
(259.915)
SALDO EM 31.12.2013
32.019
Dividendos e juros sobre capital próprio
Deliberados na AGO de 24.04.2014
332.819
1,6320
Dividendos mínimos obrigatórios - 25%
157.422
0,7719
Pagos no exercício
(364.838)
SALDO EM 31.12.2014
157.422
27. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS
O Programa de Participação nos Lucros e Resultados, implantado em 1997, é
corporativo e está atrelado principalmente ao resultado de Lucro Líquido e EBITDA
consolidado da Companhia. O pagamento é composto por duas partes, sendo uma fixa
e outra variável. O Programa vem evoluindo ao longo dos anos de forma a propiciar um
maior engajamento dos empregados na melhoria dos resultados operacionais da
Companhia e suas controladas.
Em 31 de dezembro de 2014, o saldo provisionado de participação nos lucros ou
resultados da Companhia, na rubrica de obrigações estimadas, era de R$26.508
(R$37.619 em 31 de dezembro de 2013), com pagamento previsto para abril de 2015.
81
vs
28. RESULTADO POR AÇÃO
Conforme requerido pelo CPC 41 e IAS 33 (Earnings per Share), a tabela a seguir
concilia o lucro líquido do exercício com os montantes usados para calcular o lucro por
ação básico e diluído.
2014
2013
NUMERADOR
Lucro líquido do exercício
662.831
587.335
203.934.060
203.934.060
3,250
2,880
DENOMINADOR
Média ponderada do número de ações ordinárias
LUCRO BÁSICO E DILUÍDO POR AÇÕES ORDINÁRIAS EM REAIS
Nos exercícios de 2014 e 2013 não existiam diferenças entre o lucro por ação básico e
diluído.
82
vs
29. RECEITA LÍQUIDA
Consolidado
2014
Fornecimento/Suprimento (nota 30)
2013
10.398.758
9.069.361
59.163
56.778
Receita de Uso da Rede
542.330
661.762
Receita de Construção
940.503
820.284
Renda de Prestação de Serviço
75.096
94.193
Subvenção CDE
95.318
76.901
Serviço taxado
3.993
4.031
1.114.170
-
13.229.331
10.783.310
ICMS
(2.430.534)
(2.234.816)
PIS / COFINS
(1.113.897)
(915.580)
(5.716)
(5.471)
(3.550.147)
(3.155.867)
Arrendamentos, aluguéis e outras
Parcela A e outros itens financeiros - Receita não faturada (Nota 9)
RECEITA BRUTA
Outros
IMPOSTOS SOBRE RECEITA
Conta de Consumo de Combustível - CCC
Conta de Desenvolvimento Energético - CDE
Reserva Global de Reversão - RGR
Empresa de Pesquisa Energética -EPE
-
(890)
(113.497)
(70.908)
(7.369)
(13.481)
(7.263)
(6.881)
Fundo Nacional de Desenvolvimento - FNDCT
(14.534)
(13.762)
Eficiência Energética - PEE
(30.479)
(28.530)
Pesquisa e Desenvolvimento - P&D
Obrigações Especiais
Outros encargos - Proinfa
ENCARGOS DO CONSUMIDOR
TOTAL DAS DEDUÇÕES
RECEITA LÍQUIDA
(14.534)
(13.762)
(236.697)
(34.707)
(24.441)
(22.266)
(448.814)
(205.187)
(3.998.961)
(3.361.054)
9.230.370
7.422.256
A receita da Companhia possui certo grau de sazonalidade em função da variação da
temperatura na sua área de concessão. O faturamento aumenta nos períodos que
apresentam maiores temperaturas.
As obrigações especiais referem-se a receitas auferidas com ultrapassagem de
demanda e excedente de reativos cobrada dos consumidores, no montante de
R$50.169, e ao diferencial tarifário relativo ao tratamento especial das perdas não
técnicas da área de concessão da Light SESA, no montante de R$186.528, que, embora
sejam faturados, não compõem a receita líquida da Companhia desde a última revisão
tarifária da controlada Light SESA, ocorrida em novembro de 2013.
83
vs
30. FORNECIMENTO E SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
Consolidado
N º de Contas faturadas
(a) (b)
GWh
(a)
2014
2013
3.864.608
3.768.989
8.950
7.807
8.093
1.396
322.852
315.460
7.449
Rural
11.740
11.508
72
57
3.867
3.040
Poder público
11.870
11.397
1.619
1.595
513.185
506.568
Residencial
Industrial
Comércio, serviços e outras
Iluminação pública
Serviço público
Consumo próprio
FORNECIMENTO FATURADO
2014
R$
2013
2014
2013
8.312
3.190.209
2.872.042
1.395
332.805
294.177
7.086
2.346.167
2.109.780
782
753
731
688
123.751
106.895
1.516
1.455
1.174
1.151
239.052
228.813
447
465
109
107
4.221.622
4.118.120
21.500
20.391
6.749.036
6.121.315
-
-
ICMS
-
-
-
-
2.373.263
2.194.864
Fornecimento não faturado (líquido de ICMS)
-
-
-
-
104.679
(83.227)
21.500
20.391
9.226.978
8.232.952
TOTAL FORNECIMENTO
(c)
4.221.622
4.118.120
Comercialização de energia
-
-
4.556
4.672
1.007.804
746.882
Energia de curto prazo
-
-
454
477
163.976
89.527
TOTAL SUPRIMENTO
-
-
5.010
5.149
1.171.780
836.409
26.510
25.540
10.398.758
9.069.361
TOTAL GERAL
4.221.622
4.118.120
(a)
Não examinados pelos auditores independentes
Número de contas faturadas em dezembro de 2014, com e sem consumo
(c)
Light SESA
(b)
31. CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS
Consolidado
CUSTOS
DESPESAS
Custos com energia
Custos de operação
2014
2014
2013
(206.832)
(201.625)
2013
Despesas com vendas
2014
2013
2014
-
-
Material
-
-
(24.155)
(15.466)
(1.042)
(1.011)
(1.847)
(1.809)
Serviço de Terceiros
-
-
(198.203)
(206.090)
(90.332)
(91.127)
(163.296)
(158.962)
(5.447.953)
(3.848.273)
-
-
(103.161)
-
-
-
-
(1.177)
(1.106)
(44.695)
(38.371)
(127.517)
(157.884)
-
-
Provisão p/Crédito de Liq. Duvidosa
-
-
-
-
Provisão para riscos trabalhistas, cíveis e fiscais / êxito/ depósitos judiciais
-
-
-
-
Custo de construção
-
-
(940.503)
(820.284)
-
-
-
Outras
-
-
(44.452)
(41.655)
(995)
(1.448)
(82.890)
(80.965)
(1.783.108)
(1.636.583)
(238.468)
(271.566)
(459.284)
(435.836)
(5.447.953)
(3.848.273)
(351.463)
(77.817)
Depreciação e amortização
TOTAL
(368.963)
(18.990)
2013
Pessoal e Administradores
Energia Elétrica Comprada para Revenda (nota 32)
(17.405)
Despesas gerais e
administrativas
-
-
-
-
(88.739)
(52.568)
Consolidado
OUTRAS RECEITAS / (DESPESAS)
2014
2013
Outras receitas operacionais
Outras despesas operacionais
170
(41.469)
124.979
(43.630)
TOTAL
(41.299)
81.349
84
vs
32. ENERGIA ELÉTRICA COMPRADA PARA REVENDA
Consolidado
GWh
2014
Encargos de conexão
Energia de Curto Prazo (Spot)
(a)
R$
2013
2014
-
-
3.281
1.237
2013
(8.697)
(12.033)
(2.519.189)
(447.439)
Encargos Uso da Rede
-
-
(294.949)
(197.890)
UTE Norte Fluminense
6.351
6.351
(1.139.856)
(1.088.983)
Itaipu - Binacional
5.239
5.310
(711.613)
(654.712)
Transporte de Energia - Itaipu
-
-
(19.020)
(17.247)
O.N.S.
-
-
(19.706)
(19.526)
PROINFA
521
523
(132.720)
(124.317)
ESS
-
-
Outros contratos e Leilão de Energia
16.181
15.989
Crédito de PIS/COFINS sobre compra
-
-
(95.135)
(320.491)
(2.676.234)
(2.091.564)
513.290
342.629
(b)
Aporte CDE
Risco Hidrológico
-
-
82.801
159.171
Exposição involuntária
-
-
1.335.922
160.424
Disponibilidade (Térmicas)
-
-
312.214
-
CONER (Energia de Reserva)
-
-
(83.446)
-
ESS
-
-
13.433
178.047
Custos com compra de energia (à vista)
-
-
-
303.416
-
-
(5.048)
(17.758)
31.573
29.410
(5.447.953)
(3.848.273)
Energia de Reserva
TOTAL
(a)
(b)
Não examinado pelos auditores independentes
Vide nota explicativa 11
85
vs
33. RESULTADO FINANCEIRO
Consolidado
2014
2013
RECEITA
Acréscimo moratório s/ contas de energia e parcelamento de débitos
Rendimento sobre aplicações financeiras
Operações de swap
Atualização de Depósitos Judiciais
Atualização a VNR
Outras receitas financeiras
(a)
TOTAL DAS RECEITAS FINANCEIRAS
76.593
78.345
110.922
21.618
9.464
95.113
80.950
15.501
68.385
44.087
73.530
24.162
360.512
338.158
(20.287)
(1.090)
DESPESA
Atualização de provisão para contingências
Despesas com passivos tributários
(11.179)
(14.490)
Encargos de dívida
(572.070)
(519.672)
Variação cambial e monetária
(157.086)
(138.622)
(33.928)
(48.555)
(25.712)
(69.519)
TOTAL DAS DESPESAS FINANCEIRAS
(820.262)
(791.948)
RESULTADO FINANCEIRO
(459.750)
(453.790)
Multas por descontinuidade de energia
Outras despesas financeiras
(a)
(a)
Referente a outras receitas e despesas de naturezas diversas.
34. CONCILIAÇÃO DOS TRIBUTOS NO RESULTADO
Conciliação das taxas efetivas e nominais da provisão para imposto de renda e
contribuição social:
Controladora
2014
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social (LAIR)
Alíquota nominal de imposto de renda e contribuição social
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ÀS ALIQUOTAS PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE
Equivalência patrimonial
Créditos fiscais diferidos não reconhecidos CVM nº 371/02 - Light S.A.
Despesas Juros sobre Capital Próprio
Incentivos Fiscais
662.831
Consolidado
2013
587.335
2014
935.127
2013
852.103
34%
34%
34%
34%
(225.363)
(199.694)
(317.943)
(289.715)
228.963
207.043
45.770
(1.855)
(3.687)
-
(3.138)
(3.782)
-
(3.687)
5.313
(3.138)
36.541
3.094
87
(429)
Outros efeitos de imposto de renda e contribuição social s/ as adições e exclusões permanentes
(1.749)
(9.695)
-
-
(272.296)
(264.768)
IRPJ e CSLL corrente no resultado
-
-
(116.154)
(113.904)
IRPJ e CSLL diferido no resultado
-
-
(156.142)
(150.864)
N/A
N/A
29,1%
31,1%
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL NO RESULTADO
Alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social
86
vs
35. INSTRUMENTOS FINANCEIROS E GERENCIAMENTO DE RISCOS
Abaixo, são comparados os valores contábeis e valores justos dos ativos e passivos de
instrumentos financeiros:
Controladora
31.12.2014
ATIVO
Caixa e equivalentes de caixa (nota 4)
Serviços prestados a receber
Dividendos e JCP a receber
Outros créditos
TOTAL
Contabilizado
31.12.2013
Valor Justo
Contabilizado
Valor Justo
14.412
14.412
26.802
140
140
143
26.802
143
150.152
150.152
36.153
36.153
4.248
4.248
6.146
6.146
168.952
168.952
69.244
69.244
PASSIVO
Fornecedores
Dividendos e JCP a pagar (nota 26)
Outros débitos
TOTAL
1.351
1.351
295
295
157.422
157.422
32.019
32.019
3.630
3.630
3.960
3.960
162.403
162.403
36.274
36.274
Consolidado
31.12.2014
ATIVO
Contabilizado
31.12.2013
Valor Justo
Contabilizado
Valor Justo
Caixa e equivalentes de caixa (nota 4)
401.138
401.138
546.429
546.429
Títulos e valores mobiliários (nota 5)
104.698
104.698
1.244.000
1.244.000
1.592.226
1.592.226
1.432.827
1.432.827
38.009
38.009
29.811
29.811
-
-
Consumidores, Concessionárias, Permissionárias e Clientes (nota 6)
Serviços prestados a receber
Dividendos e JCP a receber
Swaps
234
234
141.214
141.214
211.291
211.291
Parcela A e outros itens financeiros (nota 9)
1.114.170
1.114.170
Ativo financeiro de concessões (nota 10)
2.446.443
2.446.443
1.926.226
1.926.226
285.409
285.409
217.082
217.082
6.193.384
6.193.384
5.537.823
5.537.823
Fornecedores (nota 15)
1.560.390
1.560.390
907.262
907.262
Empréstimos e Financiamentos (nota 17)
3.211.497
2.934.240
2.414.967
2.416.091
Debêntures (nota 18)
3.370.804
3.364.127
3.400.344
3.373.235
157.422
157.422
32.019
32.019
16.770
16.770
-
286.699
286.699
259.957
259.957
8.603.582
8.319.648
7.014.549
6.988.564
Outros créditos (nota 11)
TOTAL
-
-
PASSIVO
Dividendos e JCP a pagar (nota 26)
Swaps
Outros débitos (nota 23)
TOTAL
-
Em atendimento à Instrução CVM nº 475/2008 e à Deliberação nº 604/2009 que
revogou a Deliberação nº 566/2008, a descrição dos saldos contábeis e do valor justo
dos instrumentos financeiros inclusos no balanço patrimonial em 31 de dezembro de
2014, estão identificadas a seguir:

Equivalentes de caixa
As aplicações financeiras em Certificados de Depósitos Bancários são classificadas
como “empréstimos e recebíveis”.
87
vs

Títulos e valores mobiliários
As aplicações financeiras em Certificados de Depósitos Bancários são classificadas
como “mantidas para negociação”, mensuradas a valor justo por meio de
resultado.

Consumidores, concessionárias e permissionárias (clientes)
São classificados como “empréstimos e recebíveis”, mensurados ao custo
amortizado, e estão registrados pelos seus valores originais, sujeitos a provisão
para perdas e ajuste a valor presente quando aplicável.

Parcela A e outros itens financeiros
São classificados como “empréstimos e recebíveis”, mensurados ao custo
amortizado, e estão registrados pelos seus valores originais, acrescidos dos
correspondentes encargos, atualizações monetárias e sujeitos a provisão para
perdas, quando aplicável.

Ativo financeiro de concessões
São classificados como “disponíveis para venda”, mensurados pelo seu valor justo
no reconhecimento inicial. Após o reconhecimento inicial, os juros são calculados
pelo método da taxa efetiva de juros e reconhecidos na demonstração de
resultado como parte do resultado financeiro, enquanto que as variações para
registro ao valor justo são reconhecidas em outros resultados abrangentes.

Fornecedores
Contas a pagar a fornecedores de bens e serviços necessários às operações da
Companhia, cujos valores são conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando
aplicável, dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais
incorridos até a data do balanço.
Estes saldos estão classificados como outros passivos financeiros e se encontram
reconhecidos pelo seu custo amortizado, que não diverge significativamente do
valor justo.

Empréstimos, financiamentos e debêntures
São mensurados pelo “método do custo amortizado”. O valor justo foi calculado
utilizando-se taxas de juros aplicáveis a instrumentos de natureza, prazos e riscos
similares, ou com base nas cotações de mercado desses títulos. O valor justo para o
financiamento do BNDES é idêntico ao saldo contábil, uma vez que não existem
instrumentos similares, com vencimentos e taxas de juros comparáveis. Esses
instrumentos financeiros estão classificados como “outros passivos financeiros”.
88
vs

Outros ativos e outros passivos
Outros créditos e outros débitos, classificados como “empréstimos e recebíveis” e
“outros passivos”, são mensurados a custo amortizado, e estão registrados pelos
seus valores originais, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos,
variações monetárias e/ou cambiais incorridos até a data do balanço ou sujeitos a
provisão para perdas, quando aplicável.

Swaps
São mensurados pelo valor justo. A determinação do valor justo foi realizada
utilizando as informações de mercado disponíveis e a metodologia usual de
precificação: para a ponta ativa (em dólares norte-americanos) a avaliação do valor
nominal (nocional) até a data de vencimento e descontado a valor presente às
taxas de cupom limpo, publicadas nos boletins da Bolsa de Mercadorias e Futuros BM&FBOVESPA.
É importante ressaltar que o valor justo estimado de ativos e passivos financeiros foi
determinado por meio de informações disponíveis no mercado e por metodologias
apropriadas de avaliações. Entretanto, considerável julgamento foi requerido na
interpretação dos dados de mercado para produzir a estimativa do valor justo mais
adequada.
a) Instrumentos Financeiros por categoria:
Controladora
ATIVO
Caixa e equivalentes de caixa (nota 4)
Serviços prestados a receber
Dividendos a receber
Outros créditos
TOTAL
31.12.2014
31.12.2013
Empréstimos e
recebíveis
Empréstimos e
recebíveis
14.412
26.802
140
143
150.152
36.153
4.248
6.146
168.952
69.244
Controladora
PASSIVO
Fornecedores
Dividendos e JCP a pagar (nota 26)
Outros débitos
TOTAL
31.12.2014
31.12.2013
Outros
passivos
Outros
passivos
1.351
295
157.422
32.019
3.630
3.960
162.403
36.274
89
vs
Consolidado
ATIVO
Empréstimos e
recebíveis
Caixa e equivalentes de caixa (nota 4)
31.12.2013
Valor justo
através do
resultado
Valor justo
através do
resultado
401.138
Títulos e valores mobiliários (nota 5)
Consumidores, Concessionárias, Permissionárias e Clientes (nota 6)
31.12.2014
Disponível
para venda
-
-
Empréstimos e
recebíveis
-
104.698
546.429
-
-
1.244.000
Disponível
para venda
-
1.592.226
-
-
1.432.827
-
-
38.009
-
-
29.811
-
-
Dividendos e JCP a receber
-
-
-
234
-
-
Swaps
-
-
-
-
-
-
-
-
Serviços prestados a receber
Parcela A e outros itens financeiros (nota 9)
1.114.170
Ativo financeiro de concessões (nota 10)
-
-
Outros créditos (nota 11)
TOTAL
211.291
-
285.409
2.446.443
-
3.430.952
-
315.989
217.082
2.446.443
2.226.383
141.214
1.385.214
1.926.226
1.926.226
Consolidado
31.12.2014
PASSIVO
Outros
passivos
31.12.2013
Valor justo
através do
resultado
Outros
passivos
Valor justo
através do
resultado
Fornecedores (nota 15)
1.560.390
-
907.262
-
Empréstimos e Financiamentos (nota 17)
3.211.497
-
2.414.967
-
Debêntures (nota 18)
3.370.804
-
3.400.344
-
157.422
-
32.019
-
16.770
-
-
Dividendos e JCP a pagar (nota 26)
Swaps
-
Outros débitos (nota 23)
TOTAL
286.699
8.586.812
16.770
259.957
-
7.014.549
-
b) Política para utilização de derivativos
A Companhia possui uma política para utilização de instrumentos derivativos aprovada
pelo Conselho de Administração que determina a proteção do serviço da dívida
(principal mais juros e comissões) denominado em moeda estrangeira a vencer em até
24 meses, vedando qualquer utilização de caráter especulativo, seja em derivativos ou
quaisquer outros ativos de risco.
Em linha com o disposto na política, a Companhia não possui opções swaptions, swaps
com opção de arrependimento, opções flexíveis, derivativos embutidos em outros
produtos, operações estruturadas com derivativos e “derivativos exóticos”. Ademais,
fica evidenciado através do quadro anterior que a Companhia utiliza o swap cambial
sem caixa (US$ versus CDI), cujo Valor Nocional Contratado equivale ao montante de
serviço da dívida denominada em moeda estrangeira a vencer em até 24 meses.
c) Gerenciamento de riscos e objetivos alcançados
A administração dos instrumentos derivativos é efetuada por meio de estratégias
operacionais, visando à liquidez, rentabilidade e segurança. A política de controle
consiste em fiscalização permanente do cumprimento da política para utilização de
derivativos, bem como acompanhamento das taxas contratadas versus as vigentes no
mercado.
90
vs
d) Risco de Mercado
No curso normal de seus negócios, a Companhia e suas controladas estão expostas a
riscos de mercado relacionados a variações cambiais e taxas de juros, conforme pode
ser evidenciado no quadro abaixo:
Composição da dívida (não inclui encargos financeiros):
Consolidado
31.12.2014
R$
31.12.2013
%
R$
%
USD
1.291.410
20,0
725.941
12,6
EUR
163.335
2,5
113.701
2,0
TOTAL - MOEDA ESTRANGEIRA
1.454.745
22,5
839.642
14,6
CDI
3.039.168
47,1
3.269.168
57,0
IPCA
610.436
9,4
610.137
10,6
TJLP
937.048
14,5
903.027
15,7
Outros
422.369
6,5
119.528
2,1
TOTAL - MOEDA NACIONAL
5.009.021
77,5
4.901.860
85,4
TOTAL
6.463.766
100,0
5.741.502
100,0
Em 31 de dezembro de 2014, de acordo com o quadro acima, o montante de dívida
denominada em moeda estrangeira é de R$1.454.745, ou 22,5% do principal da dívida
(R$839.642, equivalente a 14,6% em 31 de dezembro de 2013).
Para o montante de serviço da dívida em moeda estrangeira a vencer em até 24
meses, foram contratados instrumentos de derivativos financeiros, na modalidade de
swap, cujo valor nocional em 31 de dezembro de 2014 era de US$491.407
(US$296.913 em 31 de dezembro de 2013) e de €50.000 (€34.969 em 31 de dezembro
de 2013), de acordo com a política para utilização de instrumentos derivativos
aprovada pelo Conselho de Administração. Dessa forma, considerando os swaps, a
exposição cambial passa a 0,45% do total da dívida (1,40% em 31 de dezembro de
2013).
A seguir, destacam-se algumas considerações e análises acerca dos fatores de riscos
que impactam o negócio das empresas do Grupo Light:
 Risco de taxa de câmbio
Considerando que parte dos empréstimos e financiamentos é denominada em moeda
estrangeira, a Companhia se utiliza de instrumentos financeiros derivativos (operações
de “swap”) para proteção do serviço associado a tais dívidas (principal mais juros e
comissões) a vencer em até 24 meses além do swap de taxas anteriormente
mencionado. As captações realizadas através da Resolução BACEN 4.131, junto ao
Merrill Lynch, BNP, Citibank, Itaú e Bank Tokyo, já foram contratadas com swap para
todo o prazo da dívida, devidamente pré-aprovadas pelo Conselho de Administração.
91
vs
As operações de derivativos, compreendendo os swaps de moedas e juros, este último
demonstrado mais abaixo no relatório, apresentaram um ganho de R$21.618 no
exercício de 2014 (ganho de R$80.950 no exercício de 2013). O valor líquido das
operações de swap vigentes em 31 de dezembro de 2014, considerando o valor justo, é
positivo em R$194.521 (positivo em R$141.214 em 31 de dezembro de 2013),
conforme demonstrado nos quadros a seguir de swap de moeda e taxas:
Instituição
Bank Tokyo
Moeda
Light Recebe
Light Paga
Data de
Início
Data de
Vencimento
Valor
Nocional
Contratado
(US$/EURO)
Valor Justo
Dez.2014
(R$) Ativa
Valor Justo
Dez.2014
(R$) Passiva
Valor Justo
Dez.2014
(R$) Saldo
(508)
40.315
US$
US$+2,33%
100% CDI + 0,90%
11.03.2013
11.03.2016
60.000
40.823
Itaú
US$
US$+2,42%
100% CDI
11.04.2012
11.04.2014
2.715
-
HSBC
US$
US$
83,29% CDI
20.09.2013
10.04.2015
1.431
611
(354)
-
257
HSBC
US$
US$
82,65% CDI
20.09.2013
09.10.2015
1.433
601
(348)
253
Citibank
US$
US$+Libor+1,66%
100% CDI + 1,00%
23.08.2012
23.02.2017
33.333
20.105
(638)
19.467
Citibank
US$
US$+Libor+1,66%
100% CDI + 1,00%
23.08.2012
23.08.2017
33.333
20.254
(640)
19.614
Citibank
US$
US$+Libor+1,66%
100% CDI + 1,00%
23.08.2012
23.02.2018
33.333
20.546
(642)
19.904
Citibank
R$
US$+Libor+1,51%
100% CDI +1,15%
25.02.2014
26.02.2018
100.000
24.777
(2.353)
22.424
Citibank
US$
US$+Libor+1,5988%
100% CDI + 1,10%
02.10.2012
03.04.2017
26.666
15.669
(1.253)
14.416
Citibank
US$
US$+Libor+1,5988%
100% CDI + 1,10%
02.10.2012
02.10.2017
26.667
15.760
(1.257)
14.503
Citibank
US$
US$+Libor+1,5988%
100% CDI + 1,10%
02.10.2012
03.04.2018
26.667
15.976
(1.261)
14.715
BNP
EUR
Eur + 2,2706%
CDI+1,40%
22.10.2014
24.10.2016
50.000
908
(3.089)
(2.181)
Itaú
US$
US$ + 3,54000%
CDI+1,75%
16.12.2014
12.12.2016
50.047
-
(2.772)
(2.772)
Merrill Lynch
US$
Libor+2,5294%
100%CDI + 0,65%
10.11.2011
10.11.2016
50.000
33.835
(587)
33.248
Bank Tokyo
US$
US$+2,85%
100% CDI+0,88%
24.11.2014
21.11.2017
20.000
1.080
(475)
605
US$
US$+3,03%
100% CDI+1,50%
15.12.2014
12.12.2016
25.782
-
(593)
(593)
TOTAL
541.407
210.945
(16.770)
194.175
Valor Justo
Dez.2013
(R$) Passiva
Valor Justo
Dez.2013
(R$) Saldo
Itaú
Instituição
Bank Tokyo
Moeda
Light Recebe
Light Paga
Data de
Início
Data de
Vencimento
Valor
Nocional
Contratado
(US$/EURO)
Valor Justo
Dez.2013
(R$) Ativa
US$
US$+2,33%
100% CDI + 0,90%
11.03.2013
11.03.2016
60.000
22.917
-
22.917
Itaú
US$
US$+2,42%
100% CDI
11.04.2012
11.04.2014
2.715
978
-
978
HSBC
US$
US$+1,67%
100% CDI
09.10.2012
10.10.2014
1.338
214
-
214
HSBC
US$
US$
83,29% CDI
20.09.2013
10.04.2015
1.431
120
-
120
HSBC
US$
US$
82,65% CDI
20.09.2013
09.10.2015
1.432
105
-
105
Citibank
US$
US$+Libor+1,66%
100% CDI + 1,00%
23.08.2012
23.02.2017
33.333
10.339
-
10.339
Citibank
US$
US$+Libor+1,66%
100% CDI + 1,00%
23.08.2012
23.08.2017
33.333
10.504
-
10.504
Citibank
US$
US$+Libor+1,66%
100% CDI + 1,00%
23.08.2012
23.02.2018
33.333
10.708
-
10.708
Citibank
US$
US$+Libor+1,5988%
100% CDI + 1,10%
02.10.2012
03.04.2017
26.666
7.145
-
7.145
Citibank
US$
US$+Libor+1,5988%
100% CDI + 1,10%
02.10.2012
02.10.2017
26.666
7.260
-
7.260
Citibank
US$
US$+Libor+1,5988%
100% CDI + 1,10%
02.10.2012
03.04.2018
26.666
7.408
-
7.408
Merrill Lynch
US$
Libor+2,5294%
100%CDI + 0,65%
10.11.2011
10.11.2016
50.000
31.209
-
31.209
BNP
EURO
Euro+4,6823%
100%CDI+1,30%
21.10.2011
21.10.2014
34.969
29.958
-
29.958
TOTAL
331.882
138.865
-
138.865
O valor contabilizado encontra-se mensurado pelo seu valor justo em 31 de dezembro
de 2014. Todas as operações com instrumentos financeiros derivativos encontram-se
registradas em câmaras de liquidação e custódia e não existe nenhuma margem
depositada em garantia. As operações não possuem custo inicial.
A seguir é apresentada a análise de sensibilidade para oscilações das taxas de câmbio,
demonstrando os possíveis impactos no resultado financeiro. Essas análises de
sensibilidade foram preparadas assumindo que o valor dos saldos patrimoniais
estivesse em aberto durante todo o exercício.
A metodologia utilizada para o “Cenário Provável” considerou a melhor estimativa da
taxa de câmbio em 31 de dezembro de 2015. Vale lembrar que por se tratar de uma
análise de sensibilidade do impacto no resultado financeiro nos próximos doze meses,
92
vs
consideraram-se os saldos da dívida em 31 de dezembro de 2014. É importante
salientar que o comportamento dos saldos de dívida e derivativos respeitará seus
respectivos contratos, bem como o saldo das aplicações financeiras oscilará de acordo
com a necessidade ou disponibilidade de caixa da Companhia.
Análise de sensibilidade da Taxa de Câmbio, com apresentação dos efeitos no
resultado antes dos impostos, utilizando as taxas e as projeções das seguintes fontes:
BM&FBOVESPA (em 27 de janeiro de 2015), BNDES (em 01 de janeiro de 2015), FOCUS
(em 16 de janeiro de 2015) e Bloomberg (em 28 de janeiro de 2015).
R$
OPERAÇÃO
Risco
Dívida (USD e
EUR) Mil
PASSIVOS FINANCEIROS
Provável
Cenário (I)
(41.849)
Cenário (II) +
25%
Cenário (III) +
50%
333.550
708.946
PAR BOND TESOURO NACIONAL - DÍVIDA 1996
USD
39.422
(2.515)
24.292
51.099
PAR BOND TESOURO NACIONAL - CAUÇÃO 1996
USD
(31.178)
1.989
(19.212)
(40.413)
DISCOUNT BOND TESOURO NACIONAL - DÍVIDA 1996
USD
27.237
(1.738)
16.784
35.305
DISCOUNT BOND TESOURO NACIONAL - CAUÇÃO 1996
USD
(21.791)
1.390
(13.428)
(28.245)
OPERAÇÃO 4131 BOFA - 2011
USD
37.362
(2.384)
23.022
48.428
OPERAÇÃO 4131 CITI - 2012
USD
100.200
(6.393)
61.743
129.879
OPERAÇÃO 4131 TOKYO - 2013
USD
60.071
(3.833)
37.016
77.864
OPERAÇÃO 4131 CITI - 2014
USD
100.174
(6.391)
61.728
129.846
OPERAÇÃO 4131 ITAÚ - 2014
USD
25.812
(1.647)
15.905
33.457
OPERAÇÃO 4131 TOKYO - 2014
USD
20.051
(1.279)
12.356
25.990
OPERAÇÃO 4131 CITI - 2012 - ENERGIA
USD
80.367
(5.127)
49.522
104.171
EURO
50.805
(10.724)
32.944
76.612
USD
50.110
(3.197)
30.878
64.953
45.228
(366.190)
(777.604)
OPERAÇÃO 4131 BNP - 2014
OPERAÇÃO 4131 ITAÚ - 2014 - ENERGIA
DERIVATIVOS
Swaps (ponta ativa)
USD
540.807
34.504
(333.246)
(700.992)
Swaps (ponta ativa)
EURO
50.805
10.724
(32.944)
(76.612)
3.379
(32.640)
(68.658)
-25%
-50%
TOTAL DE GANHO (PERDA)
Referência para Ativos e Passivos Financeiros
Cotação R$/US$ (Fim do exercício)
2,7200
2,0400
1,3600
Cotação R$/EURO (Fim do exercício)
3,4381
2,5786
1,7190
Diante do quadro acima, é possível identificar proteção parcial para a dívida em moeda
estrangeira (apenas limita-se ao serviço da dívida a vencer em até 24 meses), uma vez
que à medida que a cotação do R$/US$ cresce, a despesa financeira dos passivos
aumenta, mas o ganho dos derivativos também compensa parcialmente esse impacto
negativo e vice-versa.
 Risco de taxa de juros
Este risco deriva do impacto das oscilações nas taxas de juros não só sobre a despesa
financeira associada aos empréstimos, financiamentos e debêntures da Companhia,
como também sobre as receitas financeiras oriundas de suas aplicações financeiras. A
política para utilização de derivativos aprovada pelo Conselho de Administração não
93
vs
compreende a contratação de instrumentos contra esse risco. No entanto, a
Companhia monitora continuamente as taxas de juros de forma a avaliar a eventual
necessidade de contratar derivativos para se proteger contra o risco de volatilidade
dessas taxas, sendo que, para estes casos, é solicitada aprovação prévia ao Conselho de
Administração.
Em 31 de dezembro de 2014, a operação de swap de taxa de juros associada ao
vencimento de CCB Bradesco com o valor nocional de R$150.000 (R$150.000 em 31 de
dezembro de 2013), devidamente autorizada pela Administração, apresentou,
considerando o valor justo o montante de R$346 (R$2.349 em 31 de dezembro de
2013), conforme quadro abaixo:
Instituição
Light Recebe
Light Paga
Data de
Início
HSBC
CDI+0,85%
101,9%CDI+(TJLP-6%)
18.10.2011
Data de
Vencimento
Valor
Nocional
Contratado
(R$)
Valor Justo
Dez.2014
(R$) Ativa
18.10.2017
150.000
346
-
346
TOTAL
150.000
346
-
346
Valor Justo
Dez.2014
(R$) Passiva
Valor Justo
Dez.2014
(R$) Saldo
Instituição
Light Recebe
Light Paga
Data de
Início
Data de
Vencimento
Valor
Nocional
Contratado
(R$)
Valor Justo
Dez.2013
(R$) Ativa
HSBC
CDI+0,85%
101,9%CDI+(TJLP-6%)
18.10.2011
18.10.2017
150.000
2.349
-
2.349
TOTAL
150.000
2.349
-
2.349
Valor Justo
Dez.2013
(R$) Passiva
Valor Justo
Dez.2013
(R$) Saldo
A seguir é apresentada a análise de sensibilidade para oscilações das taxas de juros,
demonstrando os possíveis impactos no resultado antes dos impostos. Essas análises
de sensibilidade foram preparadas assumindo que o valor dos saldos patrimoniais
estivesse em aberto durante todo o exercício.
A metodologia utilizada para o “Cenário Provável” considerou a melhor estimativa da
taxa de juros em 31 de dezembro de 2015. Vale lembrar que por se tratar de uma
análise de sensibilidade do impacto no resultado financeiro nos próximos doze meses,
consideraram-se os saldos da dívida e das aplicações financeiras em 31 de dezembro
de 2014. É importante salientar que o comportamento dos saldos de dívida e
derivativos respeitará seus respectivos contratos, bem como o saldo das aplicações
financeiras oscilará de acordo com a necessidade ou disponibilidade de caixa da
Companhia.
94
vs
Análise de sensibilidade das taxas de juros, com apresentação dos efeitos no resultado
antes dos impostos, utilizando as taxas e as projeções das seguintes fontes: BM&F
BOVESPA (em 27 de janeiro de 2015), BNDES (em 01 de janeiro de 2015), FOCUS (em
16 de janeiro de 2015) e Bloomberg (em 28 de janeiro de 2015).
R$
OPERAÇÃO
Risco
ATIVOS FINANCEIROS
Provável
Cenário (I)
Cenário (II) +
25%
Cenário (III) +
50%
5.089
19.505
33.921
5.089
19.505
33.921
(44.633)
(178.725)
(311.816)
(33)
(108)
(182)
CDI
(2.608)
(9.995)
(17.382)
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB A
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB B
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB D
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB E
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB N
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB O
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB P
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB Q
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 1
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 2
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 3
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 4
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 17
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 18
OPERAÇÃO 4131 BOFA - 2011
DEBÊNTURES - 8ª EM 2012
OPERAÇÃO 4131 CITI - 2012
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB A
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB B
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB D
BNDES - CAPEX 2013/14 SUB E
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB A
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB B
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB C
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB D
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB E
BNDES - OLIMPÍADAS 2013/16 SUB F
CCB BANCO DO BRASIL - 2013
DEBÊNTURES-9ª EM 2013 1ªS
DEBÊNTURES-9ª EM 2013 2ªS
DEBÊNTURES - 10ª EM 2014
OPERAÇÃO 4131 CITI - 2014
OPERAÇÃO 4131 ITAÚ - 2014
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB A - ENERGIA
BNDES - CAPEX 2009/10 SUB B - ENERGIA
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 1 - ENERGIA
BNDES - CAPEX 2011/12 SUB 2 - ENERGIA
DEBÊNTURES - 2ª EM 2011
DEBÊNTURES - 3ª EM 2012
OPERAÇÃO 4131 CITI - 2012 - ENERGIA
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
Libor3M
CDI
Libor3M
TJLP
FIXO
TJLP
FIXO
TJLP
TJLP
SELIC
TJLP
TJLP
SELIC
CDI
CDI
IPCA
CDI
Libor3M
Libor3M
TJLP
TJLP
TJLP
TJLP
CDI
CDI
Libor 3M
(330)
(330)
(1)
(1)
(2)
(2)
(15)
(746)
(897)
(895)
(155)
(5.368)
(414)
(897)
(670)
(20)
(15)
(98)
(98)
(137)
(13)
(13)
(18)
(1.936)
(11.450)
(762)
(9.933)
(413)
(108)
(14)
(14)
(71)
(42)
(5.020)
(341)
(332)
(1.355)
(1.400)
(1)
(1)
(3)
(3)
(9)
(9)
(57)
(2.982)
(3.363)
(3.750)
(259)
(20.575)
(690)
(3.705)
(3.133)
(81)
(69)
(401)
(415)
(639)
(54)
(56)
(86)
(7.429)
(43.885)
(12.313)
(38.149)
(689)
(180)
(58)
(60)
(284)
(169)
(19.238)
(1.309)
(553)
(2.285)
(2.341)
(2)
(2)
(4)
(4)
(15)
(15)
(99)
(5.070)
(5.829)
(6.290)
(1)
(1)
(362)
(35.782)
(966)
(6.240)
(5.597)
(137)
(123)
(677)
(693)
(1.142)
(91)
(93)
(153)
(12.937)
(76.319)
(23.864)
(66.481)
(965)
(252)
(97)
(100)
(484)
(288)
(33.457)
(2.276)
(775)
OPERAÇÃO 4131 ITAÚ - 2014 - ENERGIA
Libor 3M
(211)
(352)
(492)
(9)
(37)
(61)
(2)
(3)
(2)
(8)
(13)
Aplicações Financeiras
CDI
PASSIVOS FINANCEIROS
DISCOUNT BOND TESOURO NACIONAL - DÍVIDA 1996
CCB BRADESCO - 2007
Libor6M
MÚTUO PASSIVO - DBT 4ª EM
TJLP
BNDES - ABL 2010
TJLP
-
BNDES - QUARTIER 2010 SUB A
TJLP
-
BNDES - IGUATEMI 2010 SUB A
TJLP
BNDES - IGUATEMI 2010 SUB C
TJLP
(1)
(2)
BNDES - CASTELO BRANCO 2010 SUB A
TJLP
(5)
(20)
(34)
BNDES - CASTELO BRANCO 2010 SUB C
TJLP
(1)
(4)
(7)
BNDES - SÃO BENTO 2011
TJLP
(1)
(5)
(8)
BNDES - CENTRO MEDICO BOTAFOGO 2011 SUB A
TJLP
-
(2)
BNDES - CENTRO MEDICO BOTAFOGO 2011 SUB B
TJLP
-
(2)
(3)
BNDES - SP MARKET 2012
TJLP
(19)
(76)
(129)
BNDES - COCA-COLA 2013 SUB A
TJLP
(94)
(381)
(645)
BNDES - COCA-COLA 2013 SUB C
TJLP
(27)
(109)
(184)
BNDES - NOVA AMÉRICA 2013 SUB A
TJLP
(41)
(168)
(285)
BNDES - NOVA AMÉRICA 2013 SUB C
TJLP
(11)
(43)
(73)
(16.090)
(65.251)
(114.394)
(17.739)
(67.972)
(118.184)
DERIVATIVOS
Swaps de moedas (ponta passiva)
CDI
-
-
(1)
(3)
Swaps de taxas (ponta ativa)
LIBOR 6M
33
108
182
Swap de taxas (ponta ativa)
LIBOR 3M
1.648
2.742
3.836
Swap de taxas (ponta ativa)
Swap de taxas (ponta passiva)
TOTAL DE PERDA
CDI
2.609
9.995
17.382
TJLP/CDI
(2.641)
(10.124)
(17.610)
(55.634)
(224.471)
(392.289)
Referência para ATIVOS FINANCEIROS
CDI (% fim do exercício)
12,69%
+25%
15,86%
+50%
19,04%
Referência para PASSIVOS FINANCEIROS
CDI (% fim do exercício)
12,69%
+25%
15,86%
+50%
19,04%
TJLP (% fim do exercício)
5,50%
6,88%
8,25%
IPCA (% fim do exercício)
6,67%
8,34%
10,01%
Selic (% média do exercício)
12,50%
15,63%
18,75%
Libor 3M (% fim do exercício)
0,41%
0,51%
0,61%
Libor 6M (% fim do exercício)
0,41%
0,51%
0,61%
95
vs
 Risco de crédito
Decorre da possibilidade da Companhia sofrer perdas decorrentes de inadimplência de
suas contrapartes ou de instituições financeiras depositárias de recursos ou de
investimentos financeiros. Para mitigar esses riscos, a Companhia utiliza de todas as
ferramentas de cobrança permitidas pelo órgão regulador, tais como corte por
inadimplência, negativação de débitos e acompanhamento e negociação permanente
das posições em aberto. O risco de crédito do contas a receber encontra-se
pulverizado considerando a base de clientes da Companhia.
Apresentamos no item “a” desta nota, um quadro resumo dos instrumentos
financeiros por categoria, cuja informação contempla o risco de crédito máximo da
Companhia.
No que tange às instituições financeiras, a Companhia somente realiza operações de
baixo risco, avaliadas por agências de rating. A Companhia possui uma política de não
manter a carteira concentrada em uma determinada instituição financeira. Desta
forma, a política tem como princípio controlar a concentração da carteira através de
limites impostos aos Grupos, conforme definidos abaixo, e acompanhar as instituições
financeiras através do seu patrimônio líquido e de seus ratings.
Por meio de sua política a Companhia poderá aplicar os recursos em produtos de
renda fixa, pós-fixados indexados ao CDI e Títulos públicos pós-fixados.
A definição dos grupos para alocação dos recursos está descrita conforme abaixo, bem
como o percentual de participação atual na carteira da Companhia:

Grupo 1 – Bancos Federais; Patrimônio Líquido: Não se aplica; Rating Mínimo:
Não se aplica. Percentual na carteira: 24,4%.
 Grupo 2 – Instituições Financeiras com Patrimônio Líquido maior ou igual a R$7
bilhões; Rating Mínimo: AA (S&P e Fitch) ou Aaa (Moody’s). Percentual na
carteira: 57,5%.

Grupo 3– Instituições Financeiras com Patrimônio Líquido entre R$1 bilhão e
R$7 bilhões; Rating Mínimo: AA (S&P e Fitch) ou Aaa (Moody’s). Percentual na
carteira: 17,9%.

Grupo 4– Instituições Financeiras com Patrimônio Líquido entre R$500 milhões
e R$1 bilhão; Rating Mínimo: A (S&P e Fitch) ou A2 (Moody’s). Percentual na
carteira: 0,2%.
96
vs
 Risco de liquidez
O risco de liquidez evidencia a capacidade da Companhia em liquidar as obrigações
assumidas. Para determinar a capacidade financeira em cumprir adequadamente os
compromissos assumidos, os fluxos de vencimentos dos recursos captados e de outras
obrigações fazem parte das divulgações. Informações com maior detalhamento sobre
os recursos captados são apresentadas nas notas explicativas 16 e 17.
A Companhia tem obtido recursos a partir da sua atividade comercial, do mercado
financeiro e de empresas ligadas, destinando-os principalmente ao seu programa de
investimentos e à administração de seu caixa para capital de giro e compromissos
financeiros.
A Companhia gerencia o risco de liquidez por meio do acompanhamento contínuo dos
fluxos de caixa previstos e reais, bem como pela combinação dos perfis de vencimento
dos seus passivos financeiros.
A energia vendida pela Companhia é majoritariamente produzida por usinas
hidrelétricas. Um período prolongado de escassez de chuva pode resultar na redução
do volume de água dos reservatórios das usinas, podendo acarretar em perdas em
função do aumento de custos na aquisição de energia ou redução de receitas com a
implementação de programas abrangentes de conservação de energia elétrica. O
prolongamento da geração de energia por meio de termelétricas pode pressionar o
aumento dos custos para as distribuidoras de energia, o que ocasiona uma maior
necessidade de caixa no curto prazo, que são recuperáveis dentro do arcabouço
regulatório vigente, e pode impactar em aumentos tarifários futuros.
Dentro do processo normal de compra de energia e contratos de uso do sistema de
transmissão, foram dados como garantia, principalmente em leilões de energia, no
ambiente de comercialização regulado (ACR), conforme previstos nos contratos,
recebíveis da controlada Light SESA, no montante de R$3.485.735, no ano de 2014.
O fluxo de realização para as obrigações assumidas em suas condições contratuais, as
quais incluem juros futuros até a data dos vencimentos contratuais, são apresentadas
conforme quadro abaixo:
Consolidado
Instrumentos a taxas de juros:
De 1 a 3 meses
De 3 meses a
1 ano
Empréstimos, Financiamentos e debêntures
(202.622)
(876.438)
(5.148.464)
(2.258.196)
(8.485.720)
(9.932)
(30.300)
(438.673)
(110.259)
(589.164)
De 1 a 5 anos
Mais de 5 anos
Total
Pós Fixadas
Pré-Fixadas
Empréstimos, Financiamentos e debêntures
Fornecedores
Swap
(1.560.390)
(23.936)
(89.935)
67.290
(1.992)
(1.560.390)
(48.573)
97
vs
 Riscos socioambientais
As boas práticas na Gestão Ambiental permeiam as atividades de diferentes áreas da
Companhia. O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da Companhia, baseado na norma
internacional ISO 14001 foi implantado em 2001, com o objetivo de estabelecer
padrões de qualidade ambiental em suas atividades de distribuição e geração de
energia elétrica. Atendendo aos requisitos de gestão ambiental, o sistema permite
evitar multas, embargos de empreendimentos, acidentes, ações judiciais e danos à
imagem da Companhia. Além da certificação na ISO 14001, as usinas hidrelétricas da
Companhia possuem certificação nas normas de segurança e saúde ocupacional da
OHSAS 18001 e na ISO 9001 de qualidade, formando um Sistema de Gestão Integrado
(SGI).
As atividades relacionadas à operação e manutenção de redes de distribuição de
energia e de unidades de geração envolvem riscos de acidentes com sua força de
trabalho. Nesse sentido, em 2014 a Companhia intensificou sua atuação para fomentar
uma cultura de resultados sustentáveis e internalizar o valor “valorização da vida”, por
meio do engajamento da liderança e da força de trabalho, da educação, do constante
desenvolvimento humano, da transparência e da integridade. Foi realizada a
qualificação das equipes de campo, desenvolvimento de lideranças e sucessores e
ações de autodesenvolvimento, além de ações voltadas para a gestão do
conhecimento. O “Programa Vida!” entrou em sua 2ª fase de sensibilização da força de
trabalho, promovendo novas oficinas para reforçar a importância do comportamento
seguro e a continuidade do engajamento para a valorização da vida. Foi feita a
reciclagem dos multiplicadores antigos e formação de novos. Ações de comunicação,
campanhas específicas e datas comemorativas, permearam a frente de sensibilização
durante todo o ano.
No que se refere aos benefícios oferecidos pela empresa a seus empregados, além dos
planos de previdência privada, administrados pela Braslight, o pacote de benefícios
sociais da Companhia engloba, principalmente, auxílio alimentação, auxílio
alimentação natalino, auxílio-creche, auxílio doença, assistência social e psicológica,
exame periódico de saúde e bolsa de estudo do Colégio 1º de Maio.
Quanto à suas ações sociais, em 2014 a Companhia manteve sua parceria com o
Governo do Estado, atuando nas áreas em que foram instaladas Unidades de Polícia
Pacificadoras (UPPs) com ações de reforma e extensão da rede de baixa e média
tensão, instalação e substituição de transformadores, instalação de postes,
recadastramento e cadastramento de clientes, além de ações do Comunidade Eficiente
e do Light Recicla. O Projeto Comunidade Eficiente promove a substituição de
equipamentos elétricos por modelos mais eficientes, com o Selo Procel, e
conscientização sobre o uso eficiente da energia. O Light Recicla consiste na troca de
material reciclável por descontos na conta de energia, reduzindo os impactos
ambientais com o reaproveitamento de resíduos sólidos e oferecendo uma alternativa
para garantir o pagamento da conta de energia.
98
vs
Como resultado, a Companhia estabelece uma nova forma de se relacionar com os
clientes, estimula a eficiência energética, dissemina a tarifa social e contribui para a
melhoria da qualidade de vida dos moradores destas comunidades, proporcionando à
adaptação do consumo às possibilidades de pagamento. Como benefícios para a
empresa há a redução do furto de energia elétrica e da inadimplência. Ainda em 2014,
a Companhia, contando com recursos de seu Programa de Eficiência Energética,
patrocinou o Programa Favela Criativa, da Secretaria de Cultura do Estado, que tem o
objetivo de oferecer formação artística e especialização em gestão cultural a jovens,
promovendo o diálogo com potenciais parceiros e patrocinadores. Outra ação
relevante foi a participação no Projeto Travessia, que consiste na construção e
revitalização de importantes áreas de esporte e lazer em comunidades pacificadas.
e) Gestão do Capital
Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar sua
capacidade de continuidade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às
outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para
reduzir esse custo.
Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a política de
pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas
ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento.
Consolidado
31.12.2014
Dívida de financiamentos, empréstimos e debêntures
31.12.2013
6.582.301
5.815.311
401.138
546.429
DÍVIDA LÍQUIDA (A)
6.181.163
5.268.882
Patrimônio líquido (B)
3.628.625
3.477.139
63%
60%
(-) Caixa e equivalentes de caixa (Nota 4)
ÍNDICE DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA - % (A÷ (B+A))
f) Valor Justo Hierárquico
Existem três tipos de níveis para classificação do valor justo referente a
instrumentos financeiros. A hierarquia fornece prioridade para preços cotados não
ajustados em mercado ativo referente a ativo ou passivo financeiro. A classificação
dos níveis hierárquicos pode ser apresentada conforme exposto abaixo:

Nível 1 - Dados provenientes de mercado ativo (preço cotado não ajustado) de
forma que seja possível acessar diariamente, inclusive na data da mensuração
do valor justo.

Nível 2 - Dados diferentes dos provenientes de mercado ativo (preço cotado
99
vs
não ajustado) incluídos no Nível 1, extraído de modelo de precificação baseado
em dados observáveis de mercado.

Nível 3 - Dados extraídos de modelo de precificação baseado em dados não
observáveis de mercado.
Consolidado
Mensuração do Valor Justo
31.12.2014
Mercados
idênticos Nível 1
Mercados
similares Nível 2
Sem mercado
ativo Nível 3
ATIVO
Títulos e valores mobiliários (nota 5)
104.698
-
2.446.443
-
Swaps
211.291
-
211.291
TOTAL
2.762.432
-
315.989
Swaps
16.770
-
16.770
-
TOTAL
16.770
-
16.770
-
Ativo financeiro de concessões (nota 10)
104.698
-
2.446.443
2.446.443
PASSIVO
Consolidado
Mensuração do Valor Justo
31.12.2013
Mercados
idênticos Nível 1
Mercados
similares Nível 2
Sem mercado
ativo Nível 3
1.926.226
ATIVO
Títulos e valores mobiliários (nota 5)
Ativo financeiro de concessões (nota 10)
1.244.000
1.926.226
-
1.244.000
-
Swaps
141.214
-
141.214
TOTAL
3.311.440
-
1.385.214
1.926.226
O valor de mercado de um título corresponde ao seu valor de vencimento trazido a
valor presente pelo fator de desconto obtido da curva de juros de mercado em reais.
Em relação ao ativo financeiro da concessão, classificado como disponível para venda,
a inclusão no nível 3 se deve ao fato dos fatores relevantes para avaliação a valor justo
não serem publicamente observáveis. A movimentação entre os exercícios e os
respectivos ganhos ou perdas no resultado do exercício estão evidenciados na nota
explicativa 10, sendo que não houve nenhum efeito no patrimônio líquido.
100
vs
36. SEGUROS
Em 31 de dezembro de 2014, o grupo Light possuía seguros com cobertura
abrangendo seus principais ativos, dentre os quais podemos citar:
Seguro de Riscos Operacionais - cobre os danos causados às Usinas Hidroelétricas e
Termoelétricas, incluindo, mas não limitada a todo seu maquinário, turbinas a vapor,
turbinas a gás, geradores, caldeiras, transformadores, canais, túneis, barragens,
vertedouros, obras civis, escritórios e depósitos. Todos os ativos estão segurados na
modalidade de Riscos Operacionais, com cobertura “All Risks”, incluindo-se linhas de
transmissão e distribuição até 1.000 pés do local de geração.
Seguro de Responsabilidade Civil de Administradores e Diretores (D&O) - Tem por
objetivo proteger os Executivos por perdas e danos resultantes do exercício das suas
funções inerentes ao cargo ou posição como Conselheiros, Diretores e
Administradores da Sociedade.
Seguro de Responsabilidade Civil e Geral - objetiva o pagamento de indenização caso a
Companhia venha a ser responsabilizada civilmente por meio de sentença transitada
em julgado ou acordo autorizado pela seguradora, relativas a reparações por danos
materiais e corporais involuntários, causados a terceiros e também aqueles
relacionados à poluição, contaminação, vazamentos súbitos e ou acidentais.
Seguro Garantia Financeira – Comercialização de Energia e Judicial, Seguro Patrimonial
– Compreensivo Empresarial (Imóveis Alugados), Seguro de Transporte Internacional –
Importação, Seguro Viagem Corporativo e Seguro de Pessoas.
As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de
uma auditoria e consequentemente não foram examinadas pelos auditores
independentes.
A composição dos principais seguros considerada pela Administração é resumida
conforme a seguir:
Data de Vigência
RISCOS
Importância
Segurada
Prêmio Bruto
(considerando Custo de
apólice + IOF)
De
Até
Directors & Officers (D&O)
10.08.2014
10.08.2015
40.350
Responsabilidade Civil e Geral
31.10.2014
31.10.2015
20.000
770
08.11.2014
31.10.2015
5.426.824
2.399
Riscos Operacionais
(1)
(1)
Limite Máximo de Responsabilidade (LMR) de R$300.000 - Indenização
(1)
Valor Total em Risco de R$5.426.824
150
37. INFORMAÇÕES POR SEGMENTO
As informações por segmento foram preparadas de acordo com o CPC 22 (Informações
por Segmento), equivalente ao IFRS 8 e estão sendo apresentadas em relação aos
101
vs
negócios da Companhia, identificados com base na sua estrutura de gerenciamento e
nas informações gerenciais internas.
A Administração da Companhia considera que os segmentos são: distribuição de
energia, geração de energia, comercialização de energia e outros (inclusive a holding).
As eliminações compreendem os saldos, transações e participações acionárias entre os
segmentos. A Companhia está segmentada de acordo com sua operação, que tem
riscos e remunerações diferentes. A Companhia não possui nenhum cliente que
corresponda a mais que 10% da receita ou contas a receber.
As informações por segmento para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e
2013 estão apresentadas a seguir:
Distribuição
Geração
Comercialização
Outros
Eliminações
Consolidado
31.12.2014
Ativos :
Ativo circulante
2.628.993
238.221
186.749
173.510
Outros ativos não circulantes
4.074.284
49.602
79.153
312
19.424
601.473
-
266.263
1.343.259
94.774
791
-
1.705.087
3.940.558
2.248
906
145
-
3.943.857
10.929.522
2.234.803
361.582
3.796.741
(3.688.454)
13.634.194
(272.221)
2.924.772
Investimento
Imobilizado
Intangível
TOTAL DOS ATIVOS
3.621.983
(272.221)
(3.416.233)
2.955.252
4.203.351
826.647
Passivos e Patrimônio Líquido:
Passivo circulante
2.640.571
210.518
181.502
164.402
Passivo não circulante
5.807.357
1.221.670
50.869
901
Patrimônio líquido
2.481.594
802.615
129.211
3.631.438
(3.416.233)
3.628.625
10.929.522
2.234.803
361.582
3.796.741
(3.688.454)
13.634.194
TOTAL DOS PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Distribuição
Geração
Comercialização
Outros
-
Eliminações
7.080.797
Consolidado
31.12.2013
Ativos :
Ativo circulante
3.177.397
293.818
206.726
79.228
(261.413)
3.495.756
Outros ativos não circulantes
3.199.383
23.473
59.787
305
(59.530)
3.223.418
19.584
463.838
406
3.449.075
(3.290.700)
240.205
1.347.169
90.535
813
-
1.678.722
3.959.677
1.385
825
221
-
3.962.108
10.596.246
2.129.683
358.279
3.529.642
(3.611.643)
13.002.207
Investimento
Imobilizado
Intangível
TOTAL DOS ATIVOS
642.203
Passivos e Patrimônio Líquido:
Passivo circulante
3.058.995
255.490
216.244
49.146
(261.413)
3.318.462
Passivo não circulante
5.100.790
1.143.012
21.434
900
(59.530)
6.206.606
Patrimônio líquido
2.436.461
731.181
120.601
3.479.596
(3.290.700)
3.477.139
10.596.246
2.129.683
358.279
3.529.642
(3.611.643)
13.002.207
TOTAL DOS PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
102
vs
Resultados por segmento:
2014
RECEITA LÍQUIDA
Distribuição
Geração
Comercialização
Outros
Eliminações
Consolidado
2014
8.258.314
601.557
899.199
5.320
(534.020)
9.230.370
(7.364.684)
(302.529)
(820.965)
(15.954)
534.020
(7.970.112)
Equivalência Patrimonial
-
137.565
(147)
670.621
(673.420)
134.619
RESULTADO FINANCEIRO
(367.406)
(105.349)
11.964
1.041
-
(459.750)
DESPESAS E CUSTOS OPERACIONAIS
Receita Financeira
332.694
20.872
15.803
1.181
(10.038)
360.512
(700.100)
(126.221)
(3.839)
(140)
10.038
(820.262)
526.224
331.244
90.051
661.028
(673.420)
935.127
Contribuição Social
(48.303)
(17.762)
(8.495)
(130)
-
(74.690)
Imposto de Renda
(128.845)
(46.319)
(22.363)
(79)
-
(197.606)
349.076
267.163
59.193
660.819
Despesa Financeira
RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS
RESULTADO LÍQUIDO
2013
RECEITA LÍQUIDA
Distribuição
Geração
Comercialização
Outros
(673.420)
662.831
Eliminações
Consolidado
2013
Reapresentado
6.716.762
558.660
601.652
8.790
(463.608)
7.422.256
(5.814.336)
(165.104)
(575.418)
(19.658)
463.607
(6.110.909)
Equivalência Patrimonial
-
(4.592)
(105)
608.742
(609.499)
(5.454)
RESULTADO FINANCEIRO
(361.469)
(88.851)
6.380
(9.850)
-
(453.790)
DESPESAS E CUSTOS OPERACIONAIS
Receita Financeira
321.627
18.961
8.346
1.353
(12.129)
338.158
(683.096)
(107.812)
(1.966)
(11.203)
12.129
(791.948)
540.957
300.113
32.508
588.024
(609.499)
852.103
Contribuição Social
(40.882)
(27.374)
(2.555)
(147)
-
(70.958)
Imposto de Renda
(113.684)
(73.183)
(6.790)
(153)
-
(193.810)
386.391
199.556
23.163
587.724
Despesa Financeira
RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS
RESULTADO LÍQUIDO
(609.499)
587.335
38. REAJUSTE TARIFÁRIO
Em 04 de novembro de 2014, foi aprovado pela Aneel o processo de reajuste das
tarifas da controlada Light SESA. O resultado homologado representa um reajuste
tarifário médio de 19,23%, para o período iniciado em 07 de novembro de 2014,
englobando todas as classes de consumo (residencial, industrial, comercial, rural e
outras). O índice de reajuste é constituído de dois componentes: (i) Estrutural de
14,54%, compreendido pelos custos não gerenciáveis (Parcela A) e gerenciáveis
(Parcela B); e (ii) Financeiro, que vigorará nos próximos doze meses, de 8,64%,
considerando a retirada do componente financeiro presente nas tarifas da Light
vigentes até esta data, de 3,95%.
103
vs
39. PLANO DE INCENTIVO DE LONGO PRAZO
Plano de Incentivo em “Opções Fantasmas”
A Modalidade de “Opções Fantasmas” foi oferecida aos executivos elegíveis indicados
pelo Conselho de Administração e está diretamente atrelada à criação de valor da
Light, medida por meio da variação da Unidade de Valor da Light (UVL). O cálculo da
UVL é resultante da ponderação dos seguintes fatores:
1. Valor de mercado das ações da Light S.A.;
2. Valor econômico (múltiplo do EBITDA);
3. Valor de dividendos distribuídos.
A diferença entre a UVL prevista no Programa para o ano de outorga e a UVL verificada
no ano de exercício multiplicado pela quantidade de opções exercidas pelo
participante montará o total do bônus de longo prazo a ser pago a cada participante.
A Companhia efetuou os cálculos referentes à UVL para 31 de dezembro de 2014 e,
visto que o valor ficou inferior à UVL no ano de outorga, não existe nenhuma
obrigação constituída em 31 de dezembro de 2014.
40. CONTRATOS DE LONGO PRAZO
a) Contratos de venda de energia elétrica
Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia possuía compromissos de venda de
energia com posição em MW médio, conforme demonstrado no quadro abaixo:
Ano
Energia
convencional
contratada Total
(MW médio)
Energia
incentivada
contratada Total
(MW médio)
2015
479,90
9,95
2016
492,90
9,95
2017
505,90
-
2018
509,90
-
2019
494,90
-
2020
449,64
-
2021
449,64
-
2022
449,64
-
2023
449,64
-
2024
449,64
-
2025
449,64
-
2026
449,64
-
104
vs
b) Contratos de compra de energia elétrica
Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia possuía compromissos de compra de
energia, conforme demonstrado no quadro abaixo:
Ano
Mw médio
Contrato
bilateral
Mw médio Itaipu
Mw médio
PROINFA
Mw médio Leilões
Mw médio
de Energia
Total Contratos
2015
725
585
60
1.914
3.284
2016
725
593
60
2.127
3.505
2017
725
590
60
2.275
3.650
2018
725
586
60
2.375
3.746
2019
725
582
60
2.401
3.768
2020
725
582
60
2.401
3.768
2021
725
582
60
2.401
3.768
2022
725
582
60
2.401
3.768
2023
725
582
60
2.401
3.768
2024
725
582
60
2.401
3.768
2025
-
582
60
2.401
3.043
2026
-
-
2.401
2.401
-
c) Compromissos significativos assumidos
Em setembro de 2014, a controlada Light SESA assinou um contrato com a
Landis+Gyr Equipamentos de Medição Ltda (“Landis+Gyr”) para o fornecimento de
equipamentos e prestação de serviços para automação de redes áreas e
subterrâneas por um Sistema Integrado, utilizando Redes e Dispositivos
Inteligentes na Distribuição (“Projeto Smart Grid”). O contrato prevê o
fornecimento de aproximadamente um milhão de medidores pelos próximos cinco
anos, pelo valor total aproximado de R$750.000.
41. TRANSAÇÕES QUE NÃO ENVOLVEM CAIXA
Durante os exercícios de 2014 e 2013, a Companhia realizou as seguintes atividades de
investimento e financiamento não envolvendo caixa, portanto, essas transações não
estão refletidas nas demonstrações dos fluxos de caixa:
Consolidado
2014
2013
Encargos financeiros capitalizados (imobilizado e intangível)
31.856
24.268
Aquisição de ativo intangível em contrapartida a fornecedor
83.717
62.071
989.381
820.284
Receita de construção (DVA)
105
vs
42. EVENTOS SUBSEQUENTES
a) Revisão tarifária extraordinária
Em reunião pública realizada em 27 de fevereiro de 2015, a Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) aprovou um índice médio de reajuste tarifário extraordinário
de 22,48%, da controlada Light SESA, com vigência a partir de 02 de março de 2015,
sendo que os consumidores residenciais perceberão um aumento inferior à média, de
21,06%. A Revisão Tarifária Extraordinária (“RTE”) está prevista nos contratos de
concessão das distribuidoras sendo permitido que a Aneel revise suas tarifas quando
houver um desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos resultante de alterações
nos custos não gerenciáveis das concessionárias, tais como custos de compra de
energia e encargos. Os itens que impactaram o reajuste tarifário extraordinário da
Light SESA de 22,48% foram (i) as Novas Quotas CDE (impacto de 18,19%) e (ii) a Tarifa
de Itaipu e demais contratos de energia (impacto de 4,29%).
106
vs
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
EFETIVOS
SUPLENTES
Nelson José Hubner Moreira
Samy Kopit Moscovitch
Oscar Rodríguez Herrero
Marcelo Pedreira de Oliveira
Giles Carriconde Azevedo
César Vaz de Melo Fernandes
Fernando Henrique Schüffner Neto
Fabiano Maia Pereira
Marcello Lignani Siqueira
Eduardo Lima Andrade Ferreira
Marco Antônio de Rezende Teixeira
Rogério Sobreira Bezerra
Ana Marta Horta Veloso
José Augusto Gomes Campos
Fabiano Macanhan Fontes
Carlos Antonio Decezaro
Guilherme N. de Lacerda
Jalisson Lage Maciel
Silvio Artur Meira Starling
Eduardo Maculan Vicentini
Carlos Alberto da Cruz
Magno dos Santos Filho
CONSELHO FISCAL
EFETIVOS
SUPLENTES
Aristóteles Luiz Menezes Vasconcellos Drummond
Ari Barcelos da Silva
Francisco Luiz Moreira Penna
Aliomar Silva Lima
Raphael Manhães Martins
Ronald Gastão Andrade Reis
Rogério Fernando Lot
Francisco Vicente Santana Silva Telles
Ernesto Costa Pierobon
Alexsandro Pinheiro Cardoso
107
vs
DIRETORIA EXECUTIVA
Paulo Roberto Ribeiro Pinto
Diretor Presidente
João Batista Zolini Carneiro
Diretor de Finanças e Relações com Investidores
Andreia Ribeiro Junqueira e Souza
Diretora de Gente
Ailton Fernandes Dias
Diretor de Gestão Empresarial
Ricardo Cesar Costa Rocha
Diretor de Distribuição
Fernando Antônio Fagundes Reis
Diretor Jurídico
Luis Fernando de Almeida Guimarães
Diretor de Energia
SUPERINTENDÊNCIA DE CONTROLADORIA
Roberto Caixeta Barroso
Simone da Silva Cerutti de Azevedo
Superintendente de Controladoria
Contadora - Gerente de Contabilidade
CPF 013.011.556-83
CPF 094.894.347-52
CRC-MG 078086/O-8
CRC-RJ 103826/O-9
108
Deloitte Touche Tohmatsu
Av. Presidente Wilson, 231 – 22º
25º e 26º andares
Rio de Janeiro – RJ – 20030-905
Brasil
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES
SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Tel: + 55 (21) 3981-0500
Fax:+ 55 (21) 3981-0600
www.deloitte.com.br
Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores da
Light S.A.
Rio de Janeiro - RJ
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Light S.A. (“Companhia”),
identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço
patrimonial em 31 de dezembro de 2014 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado
abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela
data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no
Brasil e de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo
International Accounting Standards Board (IASB), assim como pelos controles internos que ela
determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base
em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas
normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e
executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres
de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos
selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção
relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa
avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada
apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria
que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia
desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das
práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem
como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa
opinião.
“Deloitte” refere-se à sociedade limitada estabelecida no Reino Unido “Deloitte Touche Tohmatsu Limited” e sua rede de firmas-membro, cada qual
constituindo uma pessoa jurídica independente e legalmente separada. Acesse www.deloitte.com/about para uma descrição detalhada da estrutura jurídica
da Deloitte Touche Tohmatsu Limited e de suas firmas-membro.
© 2015 Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados.
Deloitte Touche Tohmatsu
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira,
individual e consolidada da Light S.A. em 31 de dezembro de 2014, o desempenho individual e
consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa para o exercício findo naquela
data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de
relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).
Ênfases
Reapresentação dos valores correspondentes referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013
Conforme mencionado na nota explicativa nº 3, em decorrência das reclassificações descritas na
referida nota explicativa, os valores correspondentes referentes à demonstração do fluxo de caixa
consolidado para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013, apresentados para fins de
comparação, foram ajustados e estão sendo reapresentados como previsto no CPC 23 - Políticas
Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erro e a IAS 8 - Accounting Policies, Changes in
Accounting Estimates and Errors e CPC 26(R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis e a IAS
1 - Presentation of Financial Statements. Nossa opinião não contém modificação relacionada a esse
assunto.
Repasses de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético - CDE
Sem modificar nossa opinião sobre as demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, referentes
ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, chamamos atenção para o assunto descrito na nota
explicativa nº 11, referente ao registro feito pela controlada Light Serviços de Eletricidade S.A., na
forma de redução do custo de energia comprada para revenda, de repasses de recursos da Conta de
Desenvolvimento Energético - CDE, já homologados pela Agência Nacional de Energia Elétrica Aneel, estabelecidos por meio do Decreto nº 7.945/13.
Outros assuntos
Demonstrações do valor adicionado
Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA),
referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, elaboradas sob a responsabilidade da
administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para
companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS, que não requerem a apresentação
da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos
anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos
relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Rio de Janeiro, 6 de março de 2015
DELOITTE TOUCHE TOHMATSU
Auditores Independentes
CRC 2SP 011.609/O-8-“F” RJ
© 2015 Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados.
Marcelo Salvador
Contador
CRC 1MG 089.422/O-0
2
Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras de 31 de
dezembro de 2014 e o Relatório dos Auditores Independentes
Os diretores da Companhia declaram que examinaram, discutiram e revisaram todas
as informações contidas nas Demonstrações Financeiras da Companhia, bem como
concordam com a opinião dos auditores independentes da Companhia, Deloitte
Touche Tohmatsu Auditores Independentes, referenciadas no Relatório dos Auditores
Independentes.
Paulo Roberto Ribeiro Pinto
Diretor Presidente
João Batista Zolini Carneiro
Diretor de Finanças e Relações com Investidores
Andreia Ribeiro Junqueira e Souza
Diretora de Gente
Ailton Fernandes Dias
Diretor de Gestão Empresarial
Ricardo Cesar Costa Rocha
Diretor de Distribuição
Fernando Antônio Fagundes Reis
Diretor Jurídico
Luis Fernando de Almeida Guimarães
Diretor de Energia
PARECER DO CONSELHO FISCAL
O Conselho Fiscal da LIGHT S.A., no uso de suas atribuições legais e estatutárias, de
acordo com o disposto no artigo 163, da Lei nº 6.404/76, examinou o Relatório Anual
da Administração, as Demonstrações Financeiras e a proposta da Destinação dos
Resultados, todos os documentos relativos ao exercício social findo em 31 de
dezembro de 2014, da Controladora e Consolidado, bem como o Orçamento de
Capital de 2015.
Nossos exames das demonstrações citadas no parágrafo anterior foram
complementados, ainda, por análise de documentos e, substancialmente, por
informações e esclarecimentos prestados aos membros do Conselho Fiscal pelos
Auditores Independentes e pela Administração da Companhia.
Desta forma, tendo em conta, ainda, o parecer da Deloitte Touche Tohmatsu, emitido
em 06 de março de 2015, sem ressalvas, o CONSELHO FISCAL, pela unanimidade
de seus membros, opina que os referidos documentos estão em condições de serem
apresentados à Assembléia Geral Ordinária de Acionistas para deliberação.
Em relação ao Relatório Anual da Administração os Conselheiros Fiscais na forma do
art. 163, II da Lei das Sociedades Anônimas esclarecem no item “Distribuição de
Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio” que, conforme informações prestadas
pela Administração da Companhia, a proposta de distribuição de dividendos levou em
conta além da disponibilidade de caixa da Companhia, a natureza do resultado
apurado em 31 de dezembro de 2014, com reconhecimento da CVA.
Rio de Janeiro, 06 de março de 2015.
Aristóteles Luiz Menezes Vasconcellos Drummond
Francisco Luiz Moreira Penna
Rogério Fernando Lot
Ernesto Costa Pierobon
Raphael Manhães Martins
Parecer do Comitê de Auditoria do Conselho de Administração da Light S.A.
O Comitê de Auditoria da Light S.A., de acordo com calendário anual de reuniões,
previamente discutido e aprovado por seus membros, realizou reuniões ordinárias
trimestrais para análise de assuntos de sua competência.
A atuação do Comitê no ano de 2014 foi focada na avaliação dos sistemas controles
internos e administração de riscos; na análise dos trabalhos da Auditoria Externa –
Deloitte Touche Tohmatsu, quanto aos seus resultados e quanto às demonstrações
contábeis e relatórios financeiros; na análise dos aspectos que envolvem o processo
de preparação dos balancetes e balanços, das notas explicativas e dos relatórios
financeiros publicados em conjunto com as demonstrações contábeis consolidadas; no
exame das práticas relevantes utilizadas pela Light S.A. na elaboração das
demonstrações contábeis; e na análise e acompanhamento dos trabalhos da Auditoria
Interna, com a finalidade de aperfeiçoamento de seu desempenho.
No exercício de suas atividades regulamentares, dentre outras, destacaram-se:
1. Análise dos termos das ITR – Informações Trimestrais de Resultados e das DFP –
Demonstrações Financeiras Padronizadas relativas aos exercícios sociais anteriores,
previamente à sua publicação;
2. Monitoramento da qualidade e integridade das informações financeiras da
Companhia;
3. Análise da adequação, efetividade e riscos dos processos de controle interno;
4. Análise do Plano Anual de Auditoria Externa e o Plano Anual de Auditoria Interna;
5. Monitoramento das recomendações e avaliações dos auditores independentes e o
desempenho dos auditores internos;
6. Verificação das irregularidades identificadas nos relatórios das auditorias, bem
como a aplicação de medidas para sua correção;
7. Suporte, no âmbito do escopo do Comitê, à administração da Companhia;
8. Monitoramento dos processos de controle internos e orientação na implementação
de mecanismos corretivos em caso de erros, fraudes ou crimes;
9. Acompanhamento do trabalho de auditores internos e externos e verificação dos
procedimentos para correção das falhas apontadas;
10. Estabelecimento dos processos (periodicidade e extensão) de revisão de
informações financeiras;
11. Reuniões periódicas com auditores internos para entender os controles realizados
e aprofundar questões relevantes;
15. Revisão e avaliação da efetividade dos processos de controle, em especial em
áreas com alto potencial de riscos;
16. Auxílio ao Conselho de Administraçãao na definição dos padrões de qualidade dos
relatórios financeiros e dos controles internos;
17. Análise dos assuntos que eram objetos de deliberação no Conselho de
Administração pertinentes ao Comitê e recomendações que auxiliem os conselheiros
na tomada de decisão.
Na apreciação do Comitê, a forma e as ações adotadas para monitorar os sistemas de
controles internos e administração de riscos, em seus aspectos relevantes, estão bem
estabelecidos e adequadamente direcionados, não tendo sido detectadas exceções
relevantes que possam impactar sua efetividade. Foram detectadas apenas exceções
de menor relevância, sendo que as mesmas estão sendo trabalhadas, buscando
melhoria da qualidade das informações contábeis, eliminação de riscos e
fortalecimento do sistema de controle interno como um todo.
Com base nos exames e nas informações fornecidas pela Deloitte Touche Tohmatsu,
o Comitê atesta a objetividade e a independência dos Auditores Externos, vez que não
identificou situações que pudessem afetá-las e avalia como adequadas as estruturas
da Auditoria Interna da Companhia, assim como a qualidade de seu corpo técnico e
gerencial e os resultados apresentados por seus trabalhos.
Não houve o registro de qualquer denúncia de descumprimento de normas, ausência
de controles, ato ou omissão por parte da Administração da Empresa que apontasse a
existência ou evidência de fraudes, falhas ou erros que colocassem em risco a
continuidade da Light S.A. ou a credibilidade de suas demonstrações contábeis e
financeiras.
Considerando os sistemas de controles internos existentes, a abrangência e a eficácia
dos trabalhos realizados pelos auditores independentes, assim como seu respectivo
parecer, este Comitê de Auditoria entendeu que as demonstrações financeiras em 31
de dezembro de 2014 apresentam adequadamente a posição financeira e patrimonial
da Light em relação às práticas contábeis adotadas no Brasil, a legislação societária
brasileira, as normas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM e as normas
editadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel e recomenda ao Conselho
de Administração sua aprovação.
Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2015.
César Vaz de Melo Fernandes (coordenador)
José Augusto Gomes Campos
Marcelo Pedreira de Oliveira
Orçamento de Capital para o exercício de 2015 da Light S.A.
Com relação aos investimentos constantes no Orçamento de Capital para o exercício findo em 2014,
foram realizados 5,8% abaixo dos valores previstos, conforme demonstrado na tabela abaixo:
Aplicações Light S.A. - 2014 - R$ MIL
Investimentos em Ativos Elétricos
Previsto
Realizado
A Realizar
853.588
915.157
(61.569)
290.285
345.312
(55.027)
89.812
97.139
(7.327)
Novas Tecnologias de Combate à Perdas
265.931
262.605
3.326
Transmissão
207.561
210.102
(2.541)
76.911
73.902
3.009
Distribuição
17.395
16.912
483
TI
49.665
44.277
5.388
Logística
2.461
2.259
202
Patrimônio
4.100
4.773
(673)
393
1.585
(1.192)
2.896
4.096
(1.200)
124.309
63.540
60.769
ESCO
29.382
14.093
15.289
Energia Geração
66.365
37.453
28.912
PCH Lajes
27.853
11.563
16.290
Eólicas
590
205
384
Comercialização
120
226
(106)
1.054.808
1.052.599
2.210
118.241
52.806
65.435
BELO MONTE
43.254
34.425
8.830
ITAOCARA
71.863
1.589
70.274
3.124
16.792
(13.668)
1.173.050
1.105.405
Distribuição
Ações Convencionais de Combate à Perdas
Investimentos em Ativos Não Elétricos
Comunicação
Finanças
Outras Empresas
Sub-Total
Aportes
Outros investimentos
Total
67.645
Atendendo ao previsto no parágrafo 2º, do artigo 196, da Lei nº 6.404/76, submete-se a seguinte
proposta de Orçamento de Capital consolidado do Grupo Light à Assembleia Geral Ordinária para o
exercício de 2015, no valor de R$805.373 mil, conforme fontes de financiamento abaixo:
Fontes de Recursos - R$ MIL
2015
Retenção de Lucros do Exercício de 2014
Recursos Próprios ou de Terceiros
491.941
313.432
Total das Fontes de Recursos
805.373
A seguir é apresentado o resumo das aplicações do Orçamento de Capital para o exercício de 2015:
Aplicações Light S.A. - R$ MIL
Investimentos em Ativos Elétricos
Distribuição
Ações Convencionais de Combate à Perdas
2015
642.974
201.810
79.938
Novas Tecnologias de Combate à Perdas
220.663
Transmissão
140.563
Investimentos em Ativos Não Elétricos
Distribuição
TI
46.015
9.747
27.100
Logística
1.000
Patrimônio
2.518
Comunicação
2.450
Finanças
3.200
Outras Empresas
80.480
Energia Geração
44.000
PCH Lajes
36.052
Eólicas
Sub-Total
Aportes
BELO MONTE
428
769.468
35.905
32.748
ITAOCARA
1.818
Outros investimentos
1.339
Total
805.373
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Demonstrações Financeiras Anuais Completas de 2014