VARIABILIDADE CLIMÁTICA CARACTERIZADA PELO
XII Congresso de Meteorologia:
A Meteorologia e a Gestão de
Energia. Foz do Iguaçu-PR,
4 a 9 de agosto de 2002.
DESVIO PADRÃO DO ALBEDO PLANETÁRIO
Nelson Veissid
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - LAS/INPE,12245-970 São José dos Campos/SP
[email protected] ; http://www.las.inpe.br/~veissid/
O satélite SCD2 do INPE, lançado em outubro de
1998, leva a bordo um experimento de células
solares (ECS). Além do objetivo principal, o ECS
atua como sensor de radiação visível e, isto,
permite monitorar o albedo planetário.
Os dados do ECS são transmitidos em tempo
real pela telemetria do satélite e recuperados
dentro da visada da antena de recepção
localizada na cidade de Cuiabá-MT. A figura
mostra parte das órbitas do SCD2 durante o
mês de novembro de 1998.
A figura abaixo (esquerda) apresenta uma amostra de como os dados são
recebidos. A figura abaixo (direita) mostra o mesmo conjunto de dados
após uma transformada de variável de tempo para ângulo de fase de spin do
satélite. O pico maior corresponde a radiação solar incidente diretamente
sobre o ECS e o menor está associado a radiação solar refletida pela Terra.
O albedo planetário é calculado pela razão entre a altura dos dois picos
após correções geométricas.
t  θ
Os dados de albedo podem ser mostrados na
forma gráfica em função do tempo, para um
local definido pela latitude e longitude. A
figura mostra o albedo planetário medido
pelo ECS durante as passagens do SCD2
dentro de um retângulo com 4° de lados,
centrado sobre a cidade de São Paulo.
Os dados de albedo também podem ser apresentados na forma de
imagens sobre a América do Sul. As imagens podem ser geradas para
períodos mensais, sazonais e anuais. Elas podem mostrar os valores
de albedo mínimo, máximo, médio e do desvio padrão. As imagens ao
lado correspondem a períodos mensais para os anos de 2000 (colunas
1 e 2) e 2001 (colunas 3 e 4). As colunas 1 e 3 mostram os valores
médios e as colunas 2 e 4 mostram os desvios padrão, que
correspondem as variabilidades ou instabilidades meteorológicas.
CONCLUSÕES
UM EXPERIMENTO DE TECNOLOGIA SIMPLES E DE BAIXO CUSTO EM
CONJUNTO COM UM ALGORITMO ADEQUADO DE TRATAMENTO DE DADOS
PERMITE INFERIR O ALBEDO PLANETÁRIO.
A METODOLOGIA EMPREGADA ELIMINA O EFEITO DA DEGRADAÇÃO DOS
SENSORES. DESTA FORMA, O ECS É AUTO-CALIBRÁVEL.
A OBTENÇÃO DO ALBEDO A PARTIR DE UM SENSOR NÃO COLIMADO PERMITE
O ESTUDO DE SUA VARIABILIDADE NUMA FORMA GLOBAL
A AUSÊNCIA DE COLIMADORES ÓPTICOS É COMPENSADA PELA FORMA
ESFÉRICA DA TERRA E PELA FUNÇÃO PESO NO FLUXO INTEGRADO INCIDENTE,
QUE FAVORECE O SINAL PARA O PONTO NADIR DO SATÉLITE.
OS DADOS DO ALBEDO OBTIDOS PELO ECS PODEM SER MOSTRADOS NA FORMA
GRÁFICA PARA DIFERENTES LOCAIS OU NA FORMA DE IMAGENS.
AS IMAGENS PODEM SER ÚTEIS AOS CLIMATOLOGISTAS E METEOROLOGISTAS
PARA O ENTENDIMENTO DOS PROCESSOS ATMOSFÉRICOS. PRINCIPALMENTE
NO ESTUDO DOS PROCESSOS SAZONAIS, PROCESSOS NATURAIS (EL-NIÑO) E
HUMANOS (POLUIÇÃO).
PARA FUTUROS EXPERIMENTOS EMBARCADOS EM SATÉLITES, A
METODOLOGIA PROPOSTA PODE SER ADAPTADA PARA OPERAR EM JANELAS
ESPECTRAIS DIFERENTES E POSSIBILITAR UM ESTUDO MAIS DETALHADO PELA
ANÁLISE DO ALBEDO ESPECTRAL.
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posterfoz - LAS - Laboratório Associado de Sensores e Materiais