Câmara Municipal
“Um poder independente”
Rogério Rodrigues da Silva
Presidente Nacional da ABRACAM
ART. 2º CF/CF 88 :
São Poderes da União, independentes e harmônicos entre
si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Orçamento do Poder Legislativo
Municipal
Autonomia para elaboração de seu próprio orçamento
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo
Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e
excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar
os seguintes percentuais, relativos ao somatório da
receita tributária e das transferências previstas no § 5o
do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado
no exercício anterior: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
REGRA:
Aprova-se uma Resolução ou Decreto Legislativo
Encaminha ao prefeito para a inclusão no projeto de
orçamento municipal.
PRAZO LIMITE: 30 DE AGOSTO DE CADA EXERCÍCIO
Base de cálculo para elaboração
do orçamento
Base de Cálculo:
•A receita tributária é constituída pelos impostos (IPTU, ISS e ITBI), pelas taxas (de poder de
polícia a e de prestação de serviços) e pela Contribuição de Melhoria.
•O § 5º do artigo 153 da Constituição Federal corresponde ao IOF-ouro.
•O art. 158 contempla o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) dos Municípios ; a participação
no Imposto Territorial Rural ,a participação no Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores e a participação no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias
•O art. 159 contempla o Fundo de Participação dos Municípios – FPM; o IPI-Exportação; e a
Contribuição sobre a Intervenção no Domínio Econômico sobre o petróleo – CIDE.
Base de cálculo para elaboração
do orçamento
As novas receitas potenciais
•Aos juristas o complemento das análises aqui expostas e sua defesa nos termos da legislação,
para reforçar os argumentos.
•As receitas de serviços e análogas
•Se fazem parte das receitas das Câmaras o ISS o Imposto sobre Serviços e as Taxas pela
prestação de serviços, porque não incluir também as Receitas de Serviços e por analogia as
receitas patrimoniais, agropecuárias e industriais ?
•As receitas de serviços somam R$ 6,125 bilhões, enquanto que as receitas patrimoniais somam
R$ 5,678 bilhões, as receitas agropecuárias R$ 0,009 bilhão e as receitas industriais R$ 0,300
bilhão. 2009
A LC 87/96
A Lei Complementar 87/1996, também conhecida como a Lei Kandir, ela é uma compensação
financeira pela desoneração do ICMS sobre a exportação de produtos primários e semielaborados.
Base de cálculo para elaboração
do orçamento
Ora, se o ICMS faz parte das receitas das Câmaras, por que motivo a compensação pela
desoneração do ICMS também não faz parte?
A LC 87/96 representa um montante de R$ 0,558 bilhão.
A Receita da Dívida Ativa e análogas
A receita da Dívida Ativa é obtida a partir da cobrança de itens da receita tributária devidos,
portanto deveria fazer parte do conjunto de receitas das Câmaras, assim como a receita
tributária. Ela representa um montante de R$ 3,993 bilhões.
Análogas à dívida ativa são as contas de “Indenizações e Restituições” (R$ 1,465 bilhão) e
“Multas e Juros de Mora” (R$ 3,124 bilhões).
O somatório destas receitas é de R$ 8,582 bilhões.
Base de cálculo para elaboração
do orçamento
A COSIP
•A Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (COSIP) é uma Contribuição Econômica. Se
a CIDE, que é uma Contribuição Econômica faz parte dos recursos das Câmaras, por que motivo a
COSIP não faz parte.
Subsídio dos agentes políticos
REGRA:
PREFEITO, VICE E SECRETÁRIO: Lei de iniciativa da Câmara
VEREADOR: Resolução ou Decreto Legislativo
Prazo: 30 dias antes das eleições da iniciativa da
mesa diretora
Parâmetros a serem observados
SUBSÍDIO DO DEPUTADO ESTADUAL:
Art. 29 VI alínea “a” até “ f CF/88
SUBSÍDIO DO PREFEITO:
Art. 37,XI CF/88
5% DA RECEITA ARRECADADA:
Art. 29 VII CF/88
Fundamentação legal:
Constituição Federal – art. 29
V- subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários
Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal,
observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e
153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda constitucional nº 19, de
1998)
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras
Municipais em cada legislatura para a subseqüente, observado o que
dispõe esta Constituição, observados os critérios estabelecidos na
respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
Fundamentação legal:
Constituição Federal – art. 29 (cont.)
a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a vinte por cento do subsídio dos
Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de
2000)
b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habitantes, o
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a trinta por cento do
subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes, o
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a quarenta por cento
do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
Fundamentação legal:
Constituição Federal – art. 29 (cont.)
d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a cinqüenta por
cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes,
o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a sessenta por
cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio
máximo dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento
do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
Fundamentação legal:
Constituição Federal – art. 29 (cont.)
VII - o total da despesa com a remuneração dos
Vereadores não poderá ultrapassar o montante de cinco
por cento da receita do Município; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 1, de 1992)
Fundamentação legal:
Constituição Federal – art. 37
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos,
funções e empregos públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos
demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou
não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,
aplicando-se como limite,
Fundamentação legal:
Constituição Federal – art. 37 (cont.)
nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no
Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no
âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados
Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o
subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por
cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do
Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário,
aplicável este limite aos membros do Ministério Público,
aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
Verba Indenizatória
OBJETIVO: ressarcimento de despesas relativo a
atividade parlamentar (Correio, combustível, celular,
assessoria técnica, publicações, aluguel de veiculo, etc)
FUNDAMENTO LEGAL: Lei Orgânica Municipal
FORMA: Regulamentação por Resolução ou Decreto
Legislativo
Observação: Importante que conste na norma fixadora
da legislatura anterior
Rogério Rodrigues – Presidente
Fone: 61 3322 0499
Celular: 61 8111 0460
E-mail: rogerio.abracambrasil@gmail.com
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