Saneamento e
Desenvolvimento Sustentável
A vida em perfeito equilíbrio.
Saneamento e
Desenvolvimento Sustentável
A vida em perfeito equilíbrio.
01
Capítulo 1 – Apresentação Geral
Mensagem do Presidente........................................................................................................................................................................................ 05
Dimensão Social.......................................................................................................................................................................................................... 06
O Saneamento como Questão Mundial.................................................................................................................................................... 06
O Saneamento no Contexto Brasileiro....................................................................................................................................................... 07
O Rio Grande do Sul na Conquista do Desafio do Saneamento....................................................................................................... 08
Destaques da Gestão 2008...................................................................................................................................................................................... 10
Saneamento, Cultura e Meio Ambiente: a CORSAN Impulsiona a Vida dos Gaúchos.............................................................. 10
Gestão Focada na Excelência........................................................................................................................................................................ 10
Reestruturação Sociogerencial..................................................................................................................................................................... 12
A Revolução no Saneamento Básico no RS.............................................................................................................................................. 13
Tarifa Solidária e Inclusão Social................................................................................................................................................................. 14
Contratos de Programa................................................................................................................................................................................... 14
O Forte Apoio à Produção Cultural no Estado........................................................................................................................................ 15
Educação Comunitária Socioambiental.................................................................................................................................................... 15
Capítulo 2 – A Empresa
Histórico ................................................................................................................................................................................................................... 17
Diretrizes Corporativas............................................................................................................................................................................................. 18
Missão.................................................................................................................................................................................................................... 18
Visão .................................................................................................................................................................................................................... 18
Valores................................................................................................................................................................................................................... 18
Foco Estratégico................................................................................................................................................................................................. 18
Governança................................................................................................................................................................................................................... 19
Estrutura .............................................................................................................................................................................................................. 20
Gestão Voltada a Resultados......................................................................................................................................................................... 21
Relacionamento com as Partes Interessadas........................................................................................................................................... 22
Audiências Públicas.............................................................................................................................................................................. 22
Representação em Comitês de Bacias........................................................................................................................................... 23
Acionistas e Sociedade........................................................................................................................................................................ 23
Clientes..................................................................................................................................................................................................... 24
Entidades Governamentais............................................................................................................................................................... 24
Fornecedores.......................................................................................................................................................................................... 25
Comunidade Interna............................................................................................................................................................................ 25
02
Atuação................................................................................................................................................................................................................. 26
Compromisso com a Responsabilidade Socioambiental.................................................................................................................... 26
A CORSAN e a Comunidade em Números................................................................................................................................................ 27
Capítulo 3 – Sustentabilidade Econômico-Financeira
Captação de Recursos...................................................................................................................................................................................... 29
Recursos Federais para Inclusão Social...................................................................................................................................................... 30
Resultados de uma Boa Gestão: Ingressos em Alta, Gastos em Baixa............................................................................................ 30
Rentabilidade do Patrimônio Líquido........................................................................................................................................................ 31
Capítulo 4 – Responsabilidade Social
Indicadores Sociais Internos................................................................................................................................................................................... 33
O Comprometimento da CORSAN com suas Riquezas Humanas.................................................................................................... 33
Perfil .................................................................................................................................................................................................................... 34
Benefícios Sociais............................................................................................................................................................................................... 35
Desenvolvimento e Capacitação................................................................................................................................................................. 36
Indicadores Sociais Externos................................................................................................................................................................................... 37
Cultura, Inclusão Social e Voluntariado na Atuação Responsável................................................................................................... 37
Educação Ambiental e Cultura para o Desenvolvimento Social...................................................................................................... 38
Atuação Solidária e de Cidadania................................................................................................................................................................ 38
Cooperação para Maximizar o Resultado Social ................................................................................................................................... 39
Capítulo 5 – Sustentabilidade Ambiental
Comprometimento com a Vida do Planeta....................................................................................................................................................... 41
Trabalho Socioambiental......................................................................................................................................................................................... 42
Sumário
Educação .................................................................................................................................................................................................................... 42
Parceria pela Sustentabilidade............................................................................................................................................................................... 43
Tratamento de Resíduos Industriais..................................................................................................................................................................... 43
Programa de Ecoeficiência Energética................................................................................................................................................................ 44
Licenciamentos e Plantios Compensatórios..................................................................................................................................................... 44
Capítulo 6 – Anexos
Indicadores de Produtividade................................................................................................................................................................................ 47
Balanço Social 2008 e 2007..................................................................................................................................................................................... 48
Indicadores de Desempenho de Produtividade.............................................................................................................................................. 50
03
1
Apresentação
ç Geral
1
MENSAGEM DO PRESIDENTE
Um ano para ficar
na história da CORSAN e
na vida dos gaúchos
A
o apresentarmos à sociedade
o Balanço Social da CORSAN
relativo ao ano de 2008, senti­
mos orgulho em levar ao pú­
blico números grandiosos,
em todos os sentidos: no re­
sultado da gestão, voltada a
promover qualidade e produtividade nos serviços; em
reinvestimentos em obras de ampliação no atendimento à
população; no forte apoio às atividades socioculturais e na
expansão de ações focadas na preservação ambiental.
Foram R$ 108.299 mil em investimentos para as comuni­
dades, com benefícios a curto e longo prazos.
E são esses resultados sociais, na forma de produtos e ser­
viços com qualidade; na ampliação de mais gaúchos com
acesso à água e esgoto; no incentivo à cultura e na educa­
ção ambiental, voltadas às comunidades, que a Compa­
nhia documenta nesta publicação, além daqueles transfor­
mados em ações destinadas à promoção e valorização de
nossa equipe de trabalho.
Proporcionais aos resultados que alcançamos, foram os de­­
sa­­­fios propostos à Companhia pelo Governo do Estado, por
meio do Programa Estruturante Saneamento em Ação, e pe­
­­la Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento
Urbano. Conscientes da nossa responsabilidade e dos pro­­
fun­­­dos vínculos com a comunidade gaúcha, na promoção
da melhoria da sua qualidade de vida, adotamos uma ges­
tão mo­­­derna, na qual o planejamento está relacionado a
diag­­nós­­­ticos objetivos e precisos, a planos de ações exequí­
veis, a indicadores compatíveis e, por fim, a resultados.
Exatamente em 2008, Ano Internacional do Saneamento,
em que se buscou incentivar ações em todo o mundo, para
a universalização do acesso à água segura e esgotamento
sanitário, a CORSAN eleva seus resultados ao nível mais
alto em sua história. E reafirma seu compromisso com o Go­
­­­verno do Estado e com a população gaúcha de continuar
sua atuação pública pautada pela busca da excelência em
seus serviços e redução de custos, focada no desenvolvi­
mento autossustentável e promovendo a conscientização
ambiental pela cultura e educação.
Ao lado das ações estruturantes, a confiança na mudança e
a atuação comprometida de todos os colaboradores com o
novo modelo de gestão foram fundamentais para consoli­
dar os objetivos de crescimento e a qualidade dos serviços
traçados pela governadora do Estado.
MÁRIO RACHE FREITAS | DIRETOR-PRESIDENTE DA CORSAN
05
DIMENSÃO SOCIAL
O Saneamento
como Questão
Mundial
06
Palco de impactantes acontecimentos políticos, econômicos e,
principalmente, tecnológicos, o encerramento dos anos 90
coincidiu com o surgimento da telefonia móvel, a internet e a
popularização dos computadores pessoais impulsionando os
negócios e revolucionando as relações sociais. Por outro lado,
também houve a continuidade da má distribuição de renda e o
grande abismo social entre as populações de países desenvolvi­
dos e outras, vivendo em pobreza extrema e condições subhu­
manas e a clarividente deterioração do nosso meio ambiente.
O saneamento básico, reconhecido pela Organização
das Nações Unidas (ONU), como fundamental para o
desenvolvimento sustentável, o resgate da dignidade
humana e a inclusão social de milhões de pessoas no
mundo, foi tema recorrente nas discussões sociais
mundiais, na década de 1990.
As doenças transmitidas pelo meio hídrico fazem 1,8
milhão de vítimas todos os anos, sendo as crianças
menores de cinco anos o maior número de vítimas,
95% de todas as mortes. O aumento da disponibiliza­
ção de água potável pode reduzir em um terço as
mortes por diarreia em crianças no mundo.
O novo milênio viu nascer um pacto assinado por 191
nações, no qual foram estabelecidos oito focos de
atuação, denominados Objetivos de Desenvolvimen­
to do Milênio (ODM), com o propósito de concretizar
relevantes ações e políticas públicas globais, compro­
missadas, entre outros, com: a saúde das gestantes; a
redução da mortalidade infantil; o combate ao HIV/
AIDS, à malária e a outras doenças; a promoção da
igualdade de gênero; a universalização da educação
básica; a sustentabilidade do planeta e uma parceria
mundial para o desenvolvimento.
Para acelerar o cumprimento da meta de saneamen­
to, a ONU elegeu 2008 como o Ano Internacional do
Saneamento, no sentido de intensificar os esforços
dos governos e mobilizar a sociedade em torno da
questão.
Um dos objetivos dos oito ODMs é reduzir pela meta­
de a proporção de pessoas sem saneamento básico
até o ano de 2015. Segundo a Organização Mundial
de Saúde (OMS), os números apontam, quase ao final
da primeira década do milênio, cerca de 2,6 bilhões
de pessoas sem acesso à água tratada e ao esgoto
sanitário.
Um estudo recente da OMS aponta que cada dólar
gasto em melhoria das condições sanitárias no mun­
do gera um benefício econômico de sete dólares. Para
universalizar o acesso a esgoto em escala mundial, se­
ria necessária a aplicação de US$ 10 bilhões por ano,
ou seja, um investimento com alto retorno financeiro.
Universalizar o saneamento gera resultados benéficos
em todos os Objetivos do Milênio, em particular os
que envolvem o meio ambiente, a redução da pobre­
za e da mortalidade infantil, a educação e a igualdade
de gênero.
O Saneamento no Contexto Brasileiro
No Brasil, também compromissado com os Objetivos
do Milênio, enquanto a rede de água já se encontra na
maioria dos municípios brasileiros, a rede de esgota­
mento sanitário está concentrada na região Sudeste e
nas áreas mais urbanizadas das demais regiões do país.
Ainda temos um longo caminho a percorrer para a
universalização, qualidade e equidade desses servi­
ços, principalmente nas zonas rurais. Prioritárias de­
vem ser as medidas com relação ao esgoto sem trata­
mento, ora lançado em cursos de água Brasil afora,
comprometendo seriamente o meio ambiente e a
saúde da população.
A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB)
2002, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), registra que 47,8% dos municípios
brasileiros não têm coleta de esgoto, 32% só coletam
e apenas 20,2% coletam e tratam seus dejetos.
Os brasileiros produzem 32 milhões de metros cúbicos
de esgoto por dia. Desse volume, apenas 14 mi­lhões são
coletados. Ainda assim, somente 4,8 mi­lhões de metros
cúbicos de esgoto são tratados, volume que correspon­
de a apenas 15% do total produzido.
Com relação ao abastecimento de água, os indicado­
res do censo demográfico, no período entre 1991 e
2001, demonstram que a cobertura de abastecimen­
to de água já atingiu um significativo contingente
populacional. O percentual de pessoas sem acesso à
água tratada caiu de 32% para 24,2%, o que corres­
ponde, em valores absolutos, a mais 5,8 milhões be­
neficiadas.
Nas localidades atendidas por empresas prestadoras
de serviço de abastecimento, o volume de água ofer­
tado cresceu de 5,6 bilhões para 8,6 bilhões de metros
cúbicos, com ênfase nas áreas urbanas. Mantendo-se
os índices de crescimento na mesma proporção, o
Brasil tem 71% de chances de atingir a meta ODM
para 2015, a qual é reduzir pela metade o índice da
população sem acesso à água.
A Lei Federal nº 11.445, de 5.1.2007, que estabelece
uma disciplina geral para o setor de saneamento bási­
co no Brasil, prevê a aplicação de subsídios também
para a generalização do acesso ao saneamento, espe­
cialmente para as populações de baixa renda.
Segundo a OMS, em 2004 o Brasil registrou um quarto
de população sem acesso ao saneamento, porém com
um aumento de 71%, em 1990, para 75%, em 2004, na
proporção de pessoas que desfrutam do recurso.
07
O Rio Grande do Sul na Conquista do Desafio do Saneamento
Como problema social que atinge um grande número
da população do planeta, a universalização do acesso
à água de qualidade e do esgoto está na pauta da mo­
bilização mundial, sim. Fundamentalmente, porém, é
na ação pontual de cada governo, em cada país, onde
são obtidos os resultados que se somam para a modi­
ficação favorável do quadro mundial, pela execução
efetiva de políticas públicas, com a aplicação de recur­
sos e criação de programas específicos.
Na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico – 2002, o
Estado aparecia entre os cinco com as menores taxas
de volume de esgoto tratado, com 88,86% dos muni­
cípios do Rio Grande do Sul, que não tratam seus es­
gotos domésticos.
Em 2007, o Governo Estadual assumiu papel decisivo
para a generalização do serviço, ao defini-lo como: um
direito de todos os cidadãos; indispensável para o cres­
cimento econômico e social do Estado; fundamental
para a sustentabilidade ambiental.
Foi dado início a uma verdadeira revolução na área de
saneamento básico para o Rio Grande do Sul, por
meio da atuação da Companhia Riograndense de Sa­
neamento (CORSAN). Ao implantar o Programa
Estruturante Saneamento em Ação, priori­
zando os serviços de esgoto, o Governo
gaúcho determinou importantes me­
tas a serem atingidas até 2010:
Ü aumentar de 13% para 30%
dos domicílios com coleta e
tratamento de esgoto;
Ü ampliar de 760.000 para aproxima­
damente 1 milhão as pessoas
beneficiadas com serviços de esgoto;
Ü alcançar 99% de atendimento
em áreas urbanas, no abastecimen­
to de água;
Ü abranger 1.600.000 habitantes
com suprimento de água de qualidade.
08
Um estudo da ONU preconiza que cada real investido em saneamento poupa quatro reais
que teriam que ser aplicados em saúde pública. Em 2008, a CORSAN reali­zou investimentos
para a população na ordem de R$ 108.299 mil, com benefícios a curto e longo prazos.
O cenário para alcançar esses objetivos apresenta
desafiadoras situações sociais, que variam de exclu­
são e carência total de infraestrutura – particular­
mente nos bolsões de pobreza nas áreas urbanas e
nas remotas regiões rurais – a situações que exigem
soluções de alta tecnologia, como no tratamento de
efluentes industriais.
Com os resultados de sua gestão, a CORSAN demons­tra
que está gerindo, com competência, os contrastes do
saneamento no Estado, respeitando as características
ambientais e sociais de cada localidade, vencendo o
desafio de posicionar o Rio Grande do Sul entre os esta­
dos brasileiros com melhores índices nas questões de
esgotos e água tratada.
Em 2008, a Companhia ampliou seus serviços junto
aos gaúchos, estando presente em 317 municípios, de
um total de 496, levando a mais pessoas os benefícios
de saúde e qualidade de vida:
Ü R$ 108.299 mil em investimentos para as co­
munidades, com benefícios a curto e longo prazos
Ü 81,4% dos investimentos executados com recur­
sos gerados pelas comunidades
Ü Incremento de 211 mil m³ no volume de água
disponibilizada ao consumo, em relação a 2007
Ü Mais 38.039 residências e estabelecimentos atendi­
dos com abastecimento de água, o que representa a
inclusão de 125.000 gaúchos beneficiados
Ü Acréscimo de 5.106 metros na extensão das re­
des coletoras de esgoto, preservando a saúde e o
meio ambiente.
Ao comemorar com os gaúchos estes importantes in­
dicadores da sua gestão, a CORSAN também está con­
tribuindo para melhorar o contexto sanitário brasilei­
ro, alinhada com os esforços de promoção humana,
superação da pobreza e na sustentabilidade ambien­
tal do planeta, estabelecidos pelos Objetivos de De­
senvolvimento do Milênio.
09
DESTAQUES DA GESTÃO 2008
Saneamento, Cultura
e Meio Ambiente:
a CORSAN
Impulsiona a Vida
dos Gaúchos
A CORSAN registrou o excelente resultado de R$ 211.966
mil, em 2008, dando continuidade à trajetória de seis anos
consecutivos de positivo desempenho financeiro, em
consonância com o compromisso de sustentabilidade
econômico-financeira da Compa­nhia.
Estabelecidas as bases para um crescimento sustentável,
tratou de evoluir não somente a prestação de seus serviços,
mas também de ampliar o leque de seus benefícios sociais,
adotando como foco principal o incentivo à cultura e à
educação ambiental.
Gestão Focada na Excelência
A CORSAN adotou uma gestão voltada à agregação
de valor, executada a partir do Programa de Melhoria
de Gestão (PMG), marco inicial de uma série de ações
que trouxeram competitividade à sua atuação, com
impactos positivos em seus processos, qualidade e
resultados.
Dando prosseguimento ao PMG, a CORSAN ampliou
suas ações, concentradas em três grandes áreas: Cor­
porativa, Unidades de Saneamento e Tecnologia de
Informação e Comunicação.
Na área Corporativa, foram elaborados os Mapas Estraté­
gicos das Diretorias e das Superintendências Funcionais,
com o propósito de alcançar resultados econômico-fi­
nanceiros, melhorias na operacionalidade, maior qualifi­
cação dos produtos e serviços oferecidos e o bem-estar
de seus colaboradores e clientes.
Em relação às Unidades de Saneamento, a Compa­
nhia adotou as diretrizes do Programa Gaúcho de
Qualidade e Produtividade (PGQP) e do Prêmio Na­
cional da Qualidade em Saneamento (PNQS), mas
10
por meio de adesão. O resultado foi significativo: 62
unidades e o Sistema Integrado de Tratamento de
Efluentes (SITEL) incorporaram os processos voltados
para a melhoria de gestão e, consequentemente,
para os resultados.
Entre estes, destaca-se o aumento da população aten­
dida por Unidades de Saneamento reconhecidas por
sistemas de avaliação externa do Modelo de Excelên­
cia da Gestão (MEG), da Fundação Nacional da Quali­
dade (FNQ), passando de 32%, em 2007, para 36,9%,
em 2008.
A Companhia recebeu seis distinções do Prêmio Na­
cional da Qualidade em Saneamento (PNQS) em 2008,
promovido pelo Comitê Nacional de Qualidade da As­
sociação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambien­
tal (ABES), e outras 29 do Prêmio Gaúcho de Qualida­
de 2008, realizado pelo PGQP.
Foram mantidas as certificações de qualidade do ser­
viço e ambientais, pelas normas ISO 9001:2000, ISO
17.025 e IS0 14.001.
Reestruturação Sociogerencial
Para fazer frente ao desafio proposto pelos padrões de
excelência de gestão pública, a CORSAN passou por uma
grande revitalização e modernização. A adoção das me­
didas estruturantes pela atual gestão da Companhia foi
fundamental para a reestruturação, com reflexos impac­
tantes no resultado obtido em 2008.
Ü Centralização de procedimentos de licitação e con­
tratação de produtos e serviços, resultando em
economia de escala
Ü Opção pela modalidade de Pregão Eletrônico, uma
das mais eficientes ferramentas de modernização
da gestão pública
Ü Implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), em
parceria com a Secretaria Estadual da Fazenda,
com a finalidade de atingir maior agilidade e con­
fiabilidade ao cadastro e à movimentação dos
equipamentos. A empresa foi pioneira entre as
empresas públicas no Rio Grande do Sul a adotar
esse procedimento
Ü Renegociação de passivos comerciais com consu­
midores
Ü Melhoria dos serviços prestados pela Superinten­
dência de Tecnologia (SUTEC)
Ü Ampliação do serviço de apoio às demandas de TI,
para todas as Unidades da CORSAN
Ü Desenvolvimento de Tecnologia e Gestão Opera­
cional, com ações e projetos focalizando os proces­
sos críticos da Companhia, essencialmente repre­
sentados pelos macroprocessos Serviços de
Abastecimento de Água (SAA) e Serviço de Esgota­
mento Sanitário (SES), além da comercialização de
produtos gerados e
Ü Autorização para a criação de 618 vagas de empre­
gos para atender às demandas e possibilitar me­
lhor produto e prestação de serviços.
12
A Revolução no Saneamento Básico
no Rio Grande do Sul
A empresa ampliou seu comprometimento com a cul­
tura e o meio ambiente, mas é na eficiência de sua
Ü As redes de distribuição de água tratada foram subs­
tituídas em 23.532 metros e ampliadas em 118.081
ges­­­tão, sob as diretrizes do Governo do Estado e da
metros, o que permite atender a mais 387.000
Se­­­­­­­cretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvi­­­
pessoas
men­­­to Urbano, que a CORSAN cumpre seu papel so­
cial fundamental: a excelência nos serviços de abaste­
cimento de água e tratamento de esgoto.
A Companhia totalizou R$ 108.299 mil em investimentos
em 2008, sendo que 81,4% deste montante foram reali­
zados com recursos próprios, beneficiando 17 localida­
des com a ampliação do Sistema de Abastecimento de
Água e duas com o Sistema de Esgotamento Sanitário.
Entre os programas beneficiados, destacam-se a
conclusão da nova Estação de Tratamento de Água
em Canoas, a ampliação do sistema adutor de água
bruta em Santa Maria e a implantação da adutora de
água tratada de interligação de dois reservatórios
em Sapucaia do Sul.
A população pode acompanhar de perto o retorno so­
cializado dos recursos gerados em importantes obras,
nos vários municípios:
Ü Foi agregado o volume de reservação de água trata­
da em 2.010.000 litros e a capacidade de bombea­
mento foi ampliada em 115 litros por segundo
Ü O Programa de Açudes e Poços (PAP), vinculado à
Secretaria de Habitação, Saneamento e Desen­
volvimento Urbano (SEHADUR), perfurou 127
poços tubulares profundos, em diversas localida­
des do Estado
Ü A Companhia também desenvolveu e aplicou normas
de controle e padronização dos procedimentos no tra­
tamento e gerenciamento dos resíduos líquidos e sóli­
dos em diversos complexos industriais.
Esses números assumem maior dimensão quando re­
lacionados não somente às pessoas beneficiadas dire­
tamente pela ampliação dos serviços da CORSAN,
mas como indicadores dos consistentes esforços, no
Estado, no combate à injustiça social e pobreza.
Ü Acréscimo de 5.106 metros na extensão das redes
coletoras de esgoto, o que significa mais 16.750
pessoas com acesso ao esgotamento
Ü Ampliação da capacidade das Estações de Tratamen­
to de Esgoto para 110 litros por segundo, maximi­
zando a disponibilização para atendimento
13
Tarifa Solidária e
Inclusão Social
O investimento social da CORSAN nas comunidades a que serve
é estendido, também, à cobrança de seus serviços. Tendo redu­
zido seus custos e maximizado seus recursos, a gestão da Com­
panhia possibilitou a prática de uma política tarifária mais justa.
De acordo com a variação do Índice Geral de Preços pelo Mer­
cado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas, o reajuste da tarifa
ficaria em torno de 9,8%; no entanto, em razão do desempe­
nho alcançado com os novos processos de gestão em 2008,
houve a redução do índice de reajuste tarifário para 8,25%.
Já o investimento da Companhia no Programa de Tarifa Social
contempla com 60% de desconto sobre o valor de consumo
232.803 economias sociais de água e 14.132 economias sociais
de esgoto, equivalente a 763.500 cidadãos usufruindo do be­­­
ne­­­fício de água e 46.300 do serviço de esgotamento sanitário.
Contratos de Programa
Prioritários para a sustentabilidade econômico-financeira da
CORSAN, os Contratos de Programa mereceram toda a atenção
dos gestores da Companhia, durante o ano de 2008.
Os 74 Contratos de Programa já assinados, expressando a con­
fiança dos gaúchos nos serviços da CORSAN, têm vigência por
25 anos e já foram renovados com base nas novas exigências
legais determinadas pela Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro
de 2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o sanea­
mento básico.
14
O Forte Apoio à
Produção Cultural
no Estado
Em 2008, a CORSAN fortaleceu o trabalho de entidades,
comunidades e pessoas que atuam em prol da cultura do
Estado, quando definiu um grande aporte de recursos no
desenvolvimento desse segmento, um dos eixos de respon­
sabilidade social da empresa, ao lado do meio ambiente e
da gestão eficiente.
A verba destinada à cultura quase triplicou, passando de R$ 1.001 mil, em 2007,
para R$ 2.721 mil, em 2008.
Educação Comunitária Socioambiental
Existe a consciência de que, ao implantar empreendi­
mentos que irão beneficiar com saúde e qualidade de
vida as comunidades atendidas, a CORSAN está interfe­
rindo no ambiente natural e social das regiões. Por isso,
trabalha de forma socialmente responsável, no diálogo
com os poderes públicos e com as comunidades e em
ações de educação socioambiental que buscam garantir
a sustentabilidade dos empreendimentos.
Além dos programas próprios de cunho socioambien­
tal, a Companhia participou, com o Instituto Nestor de
Paula e com a Secretaria da Justiça e do Desenvolvi­
mento Social, da Rede Parceria Social, focando seu
apoio em projetos voltados à sustentabilidade, os
quais beneficiaram 11 municípios gaúchos.
A presença da Companhia em ações de sensibilização e
educação ambiental junto às escolas e comunidades
em geral foi intensificada com a criação do Departa­
mento de Responsabilidade Socioambiental, em 2008.
R$ 821 mil
Total de investimento
em meio ambiente em 2008:
Os números de ações externas voltadas à educação
ambiental, no ano que passou, apontam:
Ü 214 Unidades de Saneamento participando
de di­fe­rentes ações
Ü Na rede escolar, 139.836 alunos envolvidos
em 3.618 horas, em 1.223 atividades.
15
2
HISTÓRICO
1864 Porto Alegre foi a primeira cidade a implantar servi­
ços na área de saneamento básico no Estado, segui­
da de Rio Grande e Pelotas.
1917 O papel do Estado na solução dos problemas de sa­
neamento tem início com a criação da Comissão de
Saneamento, vinculada à Secretaria das Obras. São
realizados os estudos dos sistemas de Dom Pedrito,
Santa Maria, Uruguaiana e São Leopoldo.
A Empresa
2
A
o ampliar os serviços de abastecimento de água e tratamento
de esgoto abrangendo po­­­pulações que vivem em diferentes
realidades sociais, a CORSAN está promovendo um maior e
mais justo desenvolvimento humano, social e ambiental do
seu Estado.
1936 A Comissão é transformada em Diretoria de Sanea­
mento e Urbanismo da Secretaria de Obras Públicas,
sendo que, na mesma época, as prefeituras passam a
conceder ao órgão estadual o direito de implantar os
serviços ou ampliar os sistemas existentes.
1971 O Plano Nacional de Saneamento (PLANASA) é insti­
tuído para regulamentar o uso dos recursos desti­
nados aos investimentos dos Estados em sanea­
mento. A criação do Fundo de Financiamento para
Águas e Esgotos (FAE) e de uma Companhia de Sa­
neamento passa a ser responsabilidade dos gover­
nos estaduais.
2007 A Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, es­
tabelece as diretrizes nacionais para o saneamento
básico, devolvendo aos municípios as competên­
cias dos serviços de água e esgoto.
2008 A CORSAN atende a sete milhões de pessoas, contabi­
lizando 2.204.958 economias totais de água e 231.263
economias totais de esgotamento sanitário.
1965 A CORSAN é criada pela Lei Estadual nº 5.167, de 21
de dezembro, quando o Rio Grande do Sul possuía
232 municípios, sendo que apenas 103 apresenta­
vam serviços de saneamento.
1966 Em 28 de março, a CORSAN inicia sua prestação de
serviços às comunidades gaúchas, regulamentada
pelo Decreto Estadual nº 17.788, de 4 de fevereiro
do mesmo ano.
17
DIRETRIZES CORPORATIVAS
Missão
Valores
“Promover o saneamento ambiental, com preço
justo e excelência nos serviços, cumprindo o
papel social da companhia.”
Ü Valorização das pessoas
Visão
Ü Transparência como valor permanente integrado à
cultura da empresa em todas as suas relações
“Ser referência na qualidade da prestação dos serviços
de abastecimento de água e de esgotamento sanitá­
rio no Brasil.”
Ü Ética e competência profissional
Ü Respeito aos direitos e às necessidades de todas as
partes interessadas
Ü Comprometimento e trabalho em equipe.
Foco Estratégico
18
“Adequação dos processos da CORSAN à nova Lei de
Saneamento / Contrato de Programa, maximizando a
capacidade de investimento, a redução de perdas, a priori­
zação do esgotamento sanitário e a qualidade dos serviços
prestados.”
Governança
A sede central da CORSAN está localizada em Porto
Alegre, onde estão a presidência da Companhia, as
diretorias, as superintendências funcionais e seus
departamentos, além das áreas de programas e
projetos especiais.
DIRETORIA DA
PRESIDÊNCIA
GABINETE DA
PRESIDÊNCIA
ASSESSORIA DE
GESTÃO DE RISCO
ASSESSORIA DE
COMUNICAÇÃO
ASSESSORIA
SECRETARIA
DIRETORIAS
ADM. E
FINANCEIRA E RI
OPERAÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA
JURÍDICA
DEPARTAMENTO DE
DIREITO PÚBLICO
DEPARTAMENTO DE
DIREITO PRIVADO
DEPARTAMENTO DE
DIREITO TRABALHISTA
E AMBIENTAL
DEPARTAMENTO DE
DIREITO TRIBUTÁRIO E
RECUPERAÇÃO DE CRÉDITOS
EXPANSÃO
COMERCIAL
TÉCNICA
SUPERINTENDÊNCIA
DE PLANEJAMENTO
E GESTÃO
DEPARTAMENTO DE
ORÇAMENTO
DEPARTAMENTO DE
CAPTAÇÃO DE RECURSOS
DEPARTAMENTO DE
PLANEJAMENTO E ESTUDOS
ECONÔMICOS
DEPARTAMENTO DE
DESENVOLVIMENTO
ORGANIZACIONAL
DEPARTAMENTO DE
NOVOS NEGÓCIOS
19
Estrutura
A CORSAN é uma empresa de economia mista, cujo
acionista majoritário é o Estado do Rio Grande do Sul,
sendo o Conselho de Administração da Companhia
presidido pelo Secretário Estadual de Obras Públicas e
Saneamento.
Sua diretoria é composta por um presidente e cinco
diretores indicados pelo acionista majoritário, a cada
período de quatro anos. As diretorias dividem a gestão
em quatro grandes áreas: Administrativa e Financeira e
de Relações com Investidores, Operação, Expansão,
Comercial e Técnica.
Subordinadas a cada diretoria, existem as Superinten­
dências Funcionais, que são, por sua vez, compostas
por uma estrutura de departamentos.
Para administrar as demandas das localidades com
concessão ou contrato de programa, a CORSAN estru­
tura-se em 6 regiões: Metropolitana, Planalto Norte,
Missões, Sul-Campanha, Centro-Fronteira e Serra. Os
departamentos das seis regiões estão subordinados às
superintendências funcionais
e vinculados às Diretorias, cujas sedes se localizam, res­
pectivamente, nas cidades de Canoas, Passo Fundo, San­
to Ângelo, Rio Grande, Santa Maria e Bento Gonçalves.
As necessidades locais são atendidas pelas Unidades
de Saneamento que atuam nas 317 localidades de
concessão ou contrato de programa da Companhia.
Em dezembro de 2008, a empresa contava com 4397
funcionários.
No papel de empresa pública encarregada de univer­
salizar o abastecimento de água, esgotamento sanitá­
rio e saneamento ambiental, a CORSAN rege seus ser­
viços por rigorosos princípios de transparência, ética e
qualidade, em uma atividade de contínuo e perma­
nente melhoramento, segundo as diretrizes de sua go­
vernança corporativa.
A governança dos ativos da Companhia dá-se pelas
práticas gerenciais e de relacionamento entre os acio­
nistas, os Conselhos de Administração e Fiscal, a Dire­
toria, os Auditores e os órgãos Reguladores do setor.
Os macro-objetivos estratégicos da Companhia são
pactuados com o acionista majoritário, o Go­
verno do Estado, em um contrato de
gestão que contém metas e
cronograma de execução. A
operação dos serviços e ges­
tão dos recursos hídricos junto
aos municípios se dá por meio
de contratos de programas.
Regionais da CORSAN
Divisão Municipal
Região Central
Região Metropolitana
Região Sul
Região da Serra
Região das Missões
Região do Planalto
Serviços Autônomos
20
Gestão Voltada
a Resultados
Alinhada com as diretrizes dos planos de desenvolvimento
social e econômico do Governo Estadual, e na busca pela
excelência na sua atuação como empresa pública, a CORSAN
adotou uma gestão voltada à geração de resultados e agrega­
ção de valor.
Em conformidade com os Projetos Estruturantes do
Governo do Estado, foram elaborados programas vol­
tados ao uso racional e à otimização de seus recursos e
insumos para ampliar sua capacidade de atendimento
e melhorar a prestação de seus serviços; ao aperfeiço­
amento de seus recursos humanos, e ao desenvolvi­
mento de tecnologia e gestão operacional.
A empresa adotou ações administrativas de reestrutu­
ração organizacional, economia de escala em com­
pras, procedimentos de licitação centralizados para
contratação de produtos e serviços, implementação
do Pregão Eletrônico, entre outras, fatores que leva­
ram a Companhia a alcançar o excelente resultado de
R$ 211,9 milhões, ao final de 2008.
O Programa de Melhoria de Gestão (PMG) promoveu
uma série de ações estruturais, baseadas em três pon­
tos principais – pessoas, metodologias e tecnologias –
que trouxeram modernização e melhorias à Compa­
nhia, com impactos positivos em seus processos,
qualidade e resultados. Foram conquistados 38 prê­
mios e manutenções de certificações com base nos
critérios e nas práticas do Programa Gaúcho de Quali­
dade e Produtividade (PGQP) e do Prêmio Nacional da
Qualidade em Saneamento (PNQS).
Hoje, a CORSAN apresenta índices recordes em sua
história e alcança resultados notáveis nos aspectos de
crescimento econômico sustentável, finanças e gestão
pública, e sustentabilidade ambiental.
No seu papel social, como extensão de seu sócio
majoritário, o Governo do Estado, a CORSAN conso­
lida sua imagem positiva junto a uma parcela cada
vez maior da população gaúcha, como sinônimo de
prestação de serviços com qualidade, atuando a fa­
vor do desenvolvimento socioeconômico e da pre­
servação ambiental.
21
Relacionamento com as Partes Interessadas
A CORSAN observa rígidos princípios de transparên­
cia, equidade, prestação de contas e sustentabilidade
do negócio, no relacionamento com as partes interes­
sadas: Governo, Sociedade, Clientes, Acionistas, Fun­
cionários e Fornecedores.
A Companhia mantém estreita aproximação de seus
representantes junto aos Conselhos Municipais, bem
como às lideranças administrativas e comunitárias
Audiências Públicas
22
onde atua, estimulando a aproximação e apresen­
tação das demandas de cada região.
A partir das prioridades estabelecidas pela
sociedade, a CORSAN tem o desafio de colo­
car em prática ações gerenciais e operacio­
nais objetivas e ágeis, comprometendo
toda a Companhia com o foco de interesse
dos stakeholders.
A Lei Federal nº 11.445 dispõe sobre a necessidade de realiza­
ção prévia de audiências e consultas públicas. As audiências
públicas criam oportunidades para a CORSAN discutir direta­
mente com todas as partes interessadas os rumos e as deci­
sões que podem resultar na melhor aplicação dos recursos
públicos e, por consequência, no atendimento mais qualifica­
do à população.
Representação em Comitês de Bacias
Em 1987, quando integrou o Comitê de Preservação,
Gerenciamento e Pesquisa da Bacia do Rio dos Sinos,
a CORSAN foi pioneira na participação na instância
dos Comitês de Gerenciamento de Bacias, para de­
bater sobre direitos de uso, preservação e sustenta­
bilidade dos mananciais.
Acionistas e Sociedade
Atualmente, 21 das 25 bacias hidrográficas do Rio
Grande do Sul contam com Comitês de Gerencia­
mento de Bacias estruturados, e a CORSAN partici­
pa ativamente de todos eles, por meio de seus 62
representantes.
Por meio da publicação periódica de prestações de contas à
sociedade, a empresa exerce o compromisso com a visibilida­
de dos fatos e dados de sua gestão. Entre estas, estão a
publicação auditada externamente de suas Demonstrações
Financeiras, Balanços Sociais anuais – aprovados nas assem­
bleias –, informações relevantes prestadas através da impren­
sa, de publicações periódicas e relatórios aos municípios
concedentes.
23
Clientes
A empresa investe em diferentes formas para aproximar a
Companhia de seus clientes, facilitando o acesso a informa­
ções sobre os serviços. Pelo website www.corsan.com.br, o
usuário tem uma visão geral da atuação da CORSAN: a trajetó­
ria da empresa, a expansão dos serviços, os sistemas de
tratamento de água e esgotos utilizados, informações úteis e
atendimento on-line. As contas de água emitidas mensalmen­
te levam mensagens educativas a sete milhões de usuários,
além dos dados sobre o consumo e sobre a qualidade da
água. Na participação institucional em eventos comunitários
e ao apoiar iniciativas culturais, a Companhia também estreita
seu relacionamento com seus clientes.
Entidades Governamentais
Na abrangência política e de cooperação setorial, a
CORSAN mantém amplo diálogo e ativa participação
em iniciativas conjuntas e na discussão de temas rela­
cionados ao meio ambiente e aos recursos hídricos,
junto aos governos Estadual e Federal e às agências
reguladoras dos serviços do setor de saneamento;
também atua em programas voltados ao fortaleci­
mento da ação de preservação e educação ambiental.
Em âmbito federal, podem-se citar, entre outros: os
Ministérios das Cidades e do Meio Ambiente; a Secre­
taria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA); o
Programa Nacional de Educação Ambiental e Mobili­
24
zação Social em Saneamento (PEAMSS); o Grupo de
Trabalho Interinstitucional de Educação Ambiental
e Mobilização Social em Saneamento, no escopo do
PEAMSS.
No Estado, a Companhia se relaciona diretamente
com as Secretarias de Obras Públicas e Saneamento,
da Educação e do Meio Ambiente; participa da Comis­
são Interinstitucional de Educação Ambiental, no Pro­
grama de Educação Ambiental Compartilhado (PEAC),
além de outras parcerias com Organizações Não-Go­
vernamentais (ONGs), ou Organizações da Sociedade
Civil de Interesse Público (OSCIPs).
Fornecedores
A relação com os fornecedores é praticada com ética, respeito e
transparência, contratada por editais públicos e regida por
contratos e licitações administrativas. A Companhia exige dos
mesmos o atendimento às questões de segurança, de saúde e
meio ambiente, o cumprimento das obrigações tributárias, assim
como a restrição de trabalho infantil; também adota iniciativas no
sentido de promover a melhoria de seus produtos e serviços.
Comunidade Interna
A comunicação interna é fundamental para a disse­
minação da cultura da Companhia entre seu corpo
funcional, sendo utilizados diferentes recursos para
ampliar a circulação de informação em todos os ní­
veis, tais como murais em todos os setores, o infor­
mativo interno e a intranet.
Os programas de capacitação técnica, desenvolvi­­­
men­­­to e treinamentos nas áreas de saúde e seguran­
ça, assim como o Programa de Participação nos Re­
sultados também são importantes canais para
de­­­­senvolver o estreitamento das relações entre os
colaboradores e a CORSAN.
25
ATUAÇÃO
Compromisso com a Responsabilidade Socioambiental
Tendo adotado a prática de empresa-cidadã,
apoiando sua ação social no comprometimento
com três diretrizes de sustentabilidade, a gestão
pública eficiente; o incentivo à cultura e a preser­
vação do meio ambiente, a CORSAN vive, hoje,
um momento extremamente marcante em sua
história, visto que atinge, aproximadamente, um
milhão de gaúchos atendidos com a promoção e
o estímulo de ações socioambientais.
O Ano Internacional do Saneamento, declarado pela
ONU para 2008, desenvolveu cinco mensagens-cha­
ve, para estimular as iniciativas para o alcance das Me­
tas do Milênio:
Ü O Saneamento é vital para a saúde humana
Ü O Saneamento gera benefícios econômicos
Ü O Saneamento contribui para a dignidade e o de­
senvolvimento social
Ü O Saneamento favorece o meio ambiente
Ü Melhorar o Saneamento é meta possível!
26
Esses princípios regem o desempenho da CORSAN
desde sua fundação, e transcorridos 43 anos, perma­
necem como norteadores da sua atuação como bra­
ço estratégico do Governo do Estado do Rio Grande
Sul, ao lado da Secretaria de Habitação, Saneamento
e Desenvolvimento Urbano, para execução de políti­
cas públicas de esgoto sanitário e água tratada.
A Companhia presta serviços em 317 municípios, de
um universo de 496, proporcionando água tratada e
esgotamento sanitário a sete milhões de pessoas, ou
seja, dois terços da população gaúcha, contabilizan­
do 2.204.958 economias totais supridas com água e
231.263 economias totais com coleta de esgoto; atua
também no esgotamento industrial junto ao Polo
Petroquímico, em Triunfo, e ao Complexo Automoti­
vo da General Motors, em Gravataí.
A empresa também atua de acordo com as diretri­
zes ambientais vigentes, desenvolve atividades de
conscientização ecológica e mantém um amplo
programa de iniciativas voltadas à sensibilização
sobre a necessidade de preservação e conserva­
ção dos recursos hídricos, junto a escolas e comu­
nidades em geral.
A CORSAN e a Comunidade em Números
Os números de 2008 contextualizam o exemplo de
uma gestão pública eficiente, ao promover a inclu­
são de um número cada vez maior de cidadãos aos
serviços de água tratada e esgotamento sanitário.
Municípios atendidos:
317 (aproximadamente 64% dos municípios gaúchos)
Habitantes beneficiados:
7 milhões (cerca de dois terços da população gaúcha)
Os Principais Indicadores Físicos
VARIÁVEIS
2007
2008
VARIAÇÃO%
2.166.919
2.204.958
1,8
Economias com Esgoto
232.683
231.263
-0,6
Volume Disponibilizado (1.000m³)
515.450
516.895
0,3
4.166
4.397
5,5
Economias com Água
Empregados em Atividade
OBS.: A pequena redução de 1.420 economias de esgoto se deve à revisão cadastral realizada durante 2008.
27
3
Sustentabilidade Econômico-Financeira
3
A
s comunidades a­­ten­­didas pela CORSAN com água tratada e es­
gotamento sanitário têm ampliadas suas possibilidades de atrair
investimentos econômicos, bem como um grande incentivo ao
desenvolvimento das vocações locais, como o turismo, a produ­
ção de alimentos, entre outros, que geram renda e empregos,
fixando a população nas suas cidades de origem.
Captação de Recursos
Sob as diretrizes do Governo do Estado e da Secretaria de
Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano e a
execução dos Planos de Governo, a CORSAN adotou uma
gestão pública voltada a resultados, levando a Companhia,
de deficitária, a patamares de eficiência, qualidade e lu­
cratividade, em 2008.
Evolução do Resultado do
Exercício 2006 a 2008
R$ 211.966 mil
R$ 53.351 mil
R$ 31.427 mil
2006
2007
2008
Para garantir a sustentabilidade econômico-financeira que
alavancou os investimentos em serviços, na promoção da
cultura e em ações de preservação ambiental, a Compa­
nhia se mobiliza na renovação dos Contratos de Programa
junto aos municípios, intensifica a liberação de recursos
por meio dos agentes de investimentos do Governo Fede­
ral e mantém a política de gestão com responsabilidade
socioambiental.
Na captação de recursos, a renovação dos Contratos de Pro­
grama estabelece uma base socializada de receita e consolida
uma nova forma de gestão associada de serviços públicos, a
ser adotada em outros municípios, além dos 74 contratos já
celebrados em 2008, com vigência por 25 anos.
Por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do
Governo Federal, foram firmados contratos de financiamento
com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e So­
cial (BNDES) no valor de R$ 184,1 milhões, excluída a contrapar­
tida da Companhia na ordem de R$ 24,8 milhões. Os recursos
foram destinados à ampliação do Sistema de Abastecimento
de Água, contemplando 15 localidades. Com o Sistema de Es­
gotamento Sanitário (SES), foram beneficiadas as localidades
de Guaíba e Passo Fundo.
29
Recursos Federais para Inclusão Social
Os recursos do Programa de Saneamento para Todos
2008, do Ministério das Cidades, somaram R$ 49,5 mi­
lhões, além dos R$ 4,9 milhões da CORSAN. Esses recur­
sos foram destinados à ampliação do Sistema de Abaste­
cimento de Água e de Esgotamento Sanitário em
diferentes municípios. Outras solicitações de financia­
mento foram encaminhadas ao Governo Federal, totali­
zando R$ 25,4 milhões.
Valores destinados a obras e outros investimentos:
81,4% de recursos próprios = R$ 88,2 milhões
FONTE DE FINANCIAMENTO
INVESTIMENTO
PERCENTUAL
(R$ MILHÕES)
(%)
Recursos Próprios
88,2
81,4
Caixa Econômica Federal – CEF
19,4
17,9
0,7
0,7
108,3
100,00
Outros
Total
O investimento na renovação do parque de hidrôme­
tros, com a substituição de equipamentos fora de uso,
também foi uma estratégia para o controle das perdas
e tratamento mais uniforme quanto ao consumo. A
meta da Companhia é atingir 100% das residências
com medição de consumo, até 2010.
Resultados de
uma Boa Gestão:
Ingressos em Alta,
Gastos em Baixa
30
Hidrômetros Instalados
2007 – 74% das residências atendidas
2008 – 85% das residências atendidas
As medidas administrativas que reduziram os custos e otimiza­
ram os recursos da Companhia apresentaram resultados impor­
tantes nos números do desempenho econômico e financeiro,
registrados em 2008.
A Receita Operacional Bruta cresceu 9,9% no período, na
comparação com 2007, e 17,2% em relação a 2006. É impor­
tante ressaltar que o Custo dos Serviços mostra tendência
de redução, pois, em 2008, representou 48% da Receita
Operacional, e, em 2007, 52%. E, nos últimos cinco anos, a
média ficou no patamar dos 54%.
Rentabilidade
do Patrimônio
Líquido
Os principais indicadores do Balanço Patrimonial mostram que
a Companhia está comprometida com a excelência em gestão.
A Rentabilidade do Patrimônio Líquido, por exemplo, teve
crescimento histórico de 37,7% em 2008, em relação ao ano
anterior.
Principais números do Balanço
(em R$ milhões)
ITEM
Patrimônio Líquido
Receita Operacional
Lucro Bruto
Resultado do Exercício
2007
2008
562,2
738,2
1.080,5
1.187,9
418,9
504,0
53,4
211,9
Destaca-se também o Índice de Liquidez Corrente,
que mostra a capacidade da empresa em saldar os
seus compromissos. Este índice passou de 0,85, em
2007, para 1,11, em 2008, o que significa um aumento
de 30,5%.
31
4
Responsabilidade Social
4
N
a sua equipe de colaboradores, a CORSAN encontra aliados e
multiplicadores comprometidos com as questões ambientais,
conscientes da responsabilidade de suas ações no exercício
de suas funções e como cidadãos, em relação à sustentabili­
dade da vida no planeta.
Indicadores
Sociais Internos
O Comprometimento
da CORSAN com suas
Riquezas Humanas
A Companhia tem a convicção de que a eficiência da ges­
tão pública passa também pela atuação de colaborado­
res motivados e bem preparados para o desempenho de
suas funções e, por isso, dedica especial atenção aos seus
colaboradores.
A empresa se relaciona com seus funcionários com ética e
responsabilidade, assegurando o respeito aos direitos tra­
balhistas previstos pela legislação nacional, bem como aos
padrões da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
nas áreas de segurança e saúde; também fortalece o diálo­
go com as diversas associações de classe que representam
os interesses de cada categoria funcional de seu quadro.
33
Perfil
34
Em dezembro de 2008, a empresa contava em seu quadro
funcional com 4.397 empregados diretos, sendo 2.147 deles
na faixa etária acima dos 45 anos; 148 estagiários; 763
mulheres, representando 20,23% em cargos de chefia. Ao
longo do ano, foram admitidos 326 novos colaboradores,
aprovados em concurso autorizado pelo Governo do Estado.
Benefícios Sociais
Os excelentes resultados obtidos pela CORSAN e a
melhoria da qualidade de seus serviços demonstram
o comprometimento do seu quadro funcional, com as
diretrizes do Governo do Estado e da administração
da Companhia.
Em 2008, o Programa de Participação nos Resultados
(PPR) refletiu os esforços de toda a equipe, tendo al­
cançado uma variação de 160% em relação à partici­
pação obtida no ano anterior.
Participação nos Resultados
R$ 17.990 mil
Além dos benefícios garantidos pela legislação traba­
lhista, como auxílio-alimentação, vale-rancho, assis­
tência médica complementar, auxílio-educação e au­
xílio-creche, entre outros, a CORSAN proporciona a
seus funcionários auxílio à educação – em 2008, fo­
ram 28 bolsas de MBA e pós-graduação. A área de
Educação somou investimentos de R$ 575 mil; Auxí­
lio-Creche, de R$ 1.821 mil, e Saúde e Segurança, de
R$ 13.619 mil, destinados aos funcionários.
Os colaboradores também contam com assistência
médica complementar do Instituto de Previdência do
Estado (IPE), extensiva aos dependentes, com custos
integralmente cobertos pela Companhia, e com Previ­
dência Privada, pela Fundação CORSAN – FUNCORSAN.
A FUNCORSAN é uma entidade fechada de previdên­
cia privada, criada em 1974 pela Companhia, com o
objetivo de oferecer aos seus funcionários um plano
de benefícios complementar pós-carreira.
R$ 6.916 mil
2007
2008
Fonte: Balanço Modelo Ibase
35
Desenvolvimento e Capacitação
Na área de capacitação, que mantém programas de
cursos e treinamentos regulares de aperfeiçoamento,
os destaques são para duas iniciativas. O PROGRAMA
INTEGRAR, destinado aos recém-admitidos por con­
curso, possibilita a experimentação do exercício do
emprego no qual estão ingressando, por meio de curso
específico e estágio. E a ESCOLA DE GESTÃO CORSAN,
que desenvolve competências profissionais habilita­
das à sucessão gerencial e profissional. Os investimen­
tos destinados ao desenvolvimento profissional so­
maram R$ 2.109 mil no período de 2008.
Investimentos Totais em
Indicadores Sociais Internos
R$ 156.811 mil
R$ 136.638 mil
(14,55% sobre a
receita líquida)
(13,93% sobre a
receita líquida)
A evolução dos valores nos Investimentos Sociais In­
ternos, em 2008, evidencia a atuação de responsabili­
dade social da Companhia junto ao seu quadro de
colaboradores.
2007
Fonte: Balanço Modelo Ibase
36
2008
Indicadores
Sociais Externos
Cultura, Inclusão
Social e Voluntariado
na Atuação Responsável
Os serviços da CORSAN produzem resultados benéficos
também para a educação, pela prevenção de doenças nas
crianças em idade escolar, notadamente nas populações mais
carentes. A frequência escolar, principalmente a feminina, é
estimulada pela ocorrência de instalações sanitárias adequa­
das nas escolas, o que contribui para a erradicação do analfa­
betismo.
Os resultados aferidos pela CORSAN no Ano Internacional do
Saneamento atestam a atuação decidida e engajada na pro­
posta mundial de universalização do acesso à água e esgoto,
com ganhos efetivos da população em higiene sanitária e, por
consequência, em saúde; mas também consolidam uma
CORSAN envolvida em uma gama ainda maior em investimen­
tos sociais externos.
O ano de 2008 foi encerrado com o valor de R$ 2.721 mil em
contribuições para a sociedade, contra os R$ 1.001 mil, aplica­
dos em 2007, ocorrendo um representativo aumento de mais
de 170%, além da amplitude das áreas que receberam investi­
mentos sociais. Cabe destacar que a CORSAN solicita aos
projetos apoiados uma contrapartida em ações que visem a
educação e preservação socioambiental.
37
Educação Ambiental e Cultura para o Desenvolvimento Social
A CORSAN concentrou seus recursos em investimen­
tos sociais, estrategicamente em dois aspectos de
forte importância para a sustentabilidade e promo­
ção humana: a educação ambiental e o incentivo à
cultura.
O primeiro foco deu continuidade ao Programa de
Educação Ambiental da Companhia, com o fortaleci­
mento das ações de sensibilização e conscientização
junto às escolas e comunidades. O resultado foi a am­
pliação das modalidades e o número de pessoas con­
templadas pelas atividades.
Em 2008, foram aplicados R$ 821.000, em ações volta­
das à sustentabilidade ambiental, estando incluídos
neste valor tanto os investimentos relacionados com
a produção e operação da CORSAN, quanto os dirigi­
dos a programas e projetos externos.
O segundo ponto consolidou a posição da CORSAN
ao lado das empresas públicas que mais contribuem
para o desenvolvimento da produção cultural no Es­
tado. A Companhia praticamente triplicou a verba
destinada ao desenvolvimento cultural, com incenti­
vos na ordem de R$ 1.555 mil para cultura, esporte e
lazer, beneficiando tanto o meio artístico cultural
quanto a população.
A contribuição da Companhia para a cultura e a edu­
cação também beneficiou diretamente 30 bibliotecas
escolares, as quais receberam, cada uma, um módulo
contendo 200 livros, de vários autores, totalizando a
distribuição de 6 mil exemplares.
Atuação Solidária e de Cidadania
Na área de saúde e saneamento, o resultado positivo
do desempenho financeiro da empresa permitiu a re­
tomada da Tarifa Social, que beneficiou com 60% de
desconto 232.803 economias sociais de água e 14.132
economias sociais de esgoto. Este programa de investi­
mento social da Companhia atende a 763.500 cidadãos
usufruindo do benefício de água e 46.300 do serviço de
esgotamento sanitário.
Ainda que as ações com foco na educação ambiental
sejam em maior número, em função do caráter de sua
atuação, a CORSAN também se faz presente em even­
tos de cidadania e voluntariado, prestigiando as co­
munidades e atuando com as entidades municipais
nos serviços solidários. Entre estes, podem-se citar a
38
presença da Companhia em: Feira do Livro, feiras (di­
versas), Dia da Saúde, Dia da Cidadania, Dia da Solida­
riedade, Dia do Trabalhador, Aniversário do Municí­
pio, Rua da Cidadania, Semana Solidária, Semana do
Meio Ambiente, Dia Mundial da Água, Semana Intera­
mericana e Semana Estadual da Água, e Prefeitura no
seu Bairro.
A prática do voluntariado também é estimulada na
equipe de colaboradores e se traduz, por exemplo, na
adesão às ações como a Campanha do Agasalho do
Governo do Estado, ou no suporte às ações desenvol­
vidas pelo Departamento de Responsabilidade Socio­
ambiental (DERS).
Cooperação para Maximizar o Resultado Social
A CORSAN fortaleceu sua participação construtiva na
sociedade gaúcha ao se aliar a entidades que também
atuam por resultados focados no desenvolvimento
social e na sustentabilidade ambiental.
Uma das mais importantes ações ocorreu junto à
Rede Parceria Social, Carteira Juventude e Meio Am­
biente Sustentável, em parceria com a Secretaria da
Justiça e do Desenvolvimento Social do Estado do
Rio Grande do Sul e o Instituto Nestor de Paula. Os
projetos beneficiados foram dirigidos a Organizações
Não-Governamentais (ONGs) ou Organizações da So­
­­ciedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) que tra­­­
ba­­­lham com jovens, buscando o estímulo à partici­­­
pa­­­ção deles como agentes de transformação para a
sustentabilidade do planeta.
Outra importante ação de inclusão social favoreceu
60 jovens aprendizes com a oportunidade de in­­­
gres­­­so no mercado de trabalho. Em parceria com o
Sistema FIERGS/SENAI e com a Delegacia Regional
do Trabalho, foi implantado o curso de Instalador
Hidráulico, em Passo Fundo e em Santo Ângelo, e
iniciada uma segunda turma do programa em San­
ta Maria. As ações externas de educação receberam
investimentos de R$ 434 mil da CORSAN, em 2008.
Total – Indicadores Sociais Externos
R$ 167.133 mil
2007
R$ 177.661 mil
2008
Fonte: Balanço Modelo Ibase
39
5
Sustentabilidade Ambiental
5
A
linhada com as questões mundiais de preservação do meio am­
biente e dos recursos naturais, a CORSAN atua com responsabi­
lidade, ao utilizar o recurso água de forma sustentável; ao pre­
servá-lo de contaminação por dejetos não tratados oriundos de
fossas residenciais, indústrias e polos petroquímicos; ao levar a
educação ambiental às escolas e comunidades.
Comprometimento com a Vida do Planeta
Em 2008, a CORSAN reafirmou seu compromisso com as
questões de sustentabilidade ambiental, um dos seus três
eixos da responsabilidade social, diretamente ligado ao
exercício de seu negócio.
O Departamento de Responsabilidade Socioambiental atua
ativamente junto às entidades e aos órgãos oficiais envol­
vidos na aplicação dos conteúdos do Programa Nacional
de Educação Ambiental e Mobilização Social em Sanea­
mento (PEAMSS), o qual propõe o fortalecimento da edu­
cação ambiental e da mobilização social como caminhos
para uma mudança efetiva de atitudes e valores, no que se
refere ao saneamento básico.
Entre eles, podem-se citar o Grupo de Trabalho Interinsti­
tucional de Educação Ambiental e Mobilização Social em
Saneamento; o Programa Coletivo Educador, do Ministério
do Meio Ambiente, integrando o Coletivo Educador Planal­
­­to Médio Gaúcho (CEPMG); a participação na Comissão In­
terinstitucional de Educação Ambiental e no Programa de
Educação Ambiental Compartilhado (PEAC).
A CORSAN também atua pontualmente com o objetivo de
reduzir o impacto ambiental junto a seus empreendimen­
tos. Foram plantadas 80 mil mudas de árvores na área ad­
jacente à barragem de captação de água em Santa Cruz do
Sul e outras 40 mil na área da barragem de Passo Fundo.
Além dos programas próprios de educação ambiental, a
Companhia trabalha em conjunto com entidades voltadas a
promover a sustentabilidade como integrante da Rede Par­
ceria Social, Carteira Juventude e Meio Ambiente.
41
Trabalho
Socioambiental
Fundamental para a sustentabilidade dos projetos de implan­
tação dos serviços de saneamento, o trabalho socioambiental
é realizado em várias etapas e tem como objetivos principais
estabelecer parcerias com o poder público e a sociedade civil
na área de abrangência do projeto; divulgar aos usuários a
importância do tratamento de esgoto coletado nos domicí­
lios, estimular o envolvimento da população beneficiada e
disseminar conceitos referentes à educação ambiental.
Educação
As ações socioambientais de educação priorizam como
público-alvo os alunos do ensino fundamental médio e
superior, como multiplicadores compromissados com as
questões do futuro ambiental, junto a suas famílias e co­
munidades.
Os números de ações externas voltadas à educação
ambiental, em 2008, apontam:
Ü
214 Unidades de Saneamento participando de
diferentes ações
Ü Na rede escolar, 139.836 alunos envolvidos
em 3.618 horas, em 1.223 atividades.
Atividades de educação socioambiental desenvol­
vidas:
Ü Circuito das Águas – Visita orientada à Captação,
Estação de Tratamento de Água (ETA) e Estação de
Tratamento de Esgoto (ETE); Conhecendo as Águas
do Meu Município – Visita orientada às nascentes,
mata ciliar e recursos hídricos
Ü Estação das Águas – Brincadeiras e palestras sobre
educação ambiental
42
Ü Participação em eventos municipais como Feira
do Livro, feiras (diversas), Dia da Saúde, Dia da Ci­
dadania, Dia da Solidariedade, Dia do Trabalha­
dor, Aniversário do Município, Rua da Cidadania,
Semana Solidária, Semana do Meio Ambiente, Dia
Mundial da Água, Semana Interamericana e Se­
mana Estadual da Água
Ü Seminários e Palestras – Realizados em escolas, as­
sociações, prefeituras e secretarias
Ü Projeto Navegação Ecológica – Desenvolvido em
parceria com o Instituto Martim Pescador
Ü Projeto Pedalando pela Vida – Passeio Ciclístico
Ü Cavalgada ecológica e
Ü Caminhada ecológica.
Comunidade Interna e Educação Ambiental
O público interno também é envolvido na educação
ambiental, pela prática do uso racional de água e ener­
gia elétrica e pela coleta seletiva de materiais descarta­
dos para serem transformados em matéria-prima reu­
tilizável não só no local de trabalho, mas também em
suas casas e comunidades.
Parceria pela Sustentabilidade
Atuando em conjunto com o Instituto Nestor de Paula
e a Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social
do Estado, a CORSAN se fez presente em importantes
projetos que envolveram jovens atuando diretamen­
te em suas comunidades, na prática da sustentabilida­
de socioambiental.
Foram beneficiados 11 projetos voltados ao meio
ambiente, desenvolvidos nos municípios de Seberi,
Santa Maria, Campo Novo, Bento Gonçalves, Antônio
Prado, Santo Antônio da Patrulha, Liberato Salzano,
Três de Maio, Panambi e Parobé, este último com dois
projetos.
Temas como a preservação da mata ciliar, flora e fau­
na, reflorestamento e recuperação de áreas degrada­
das, preservação dos recursos hídricos, coleta do lixo
produzido e reciclagem, novos hábitos de alimenta­
ção, culturais e socioambientais, entre outros, foram
alvo do trabalho junto aos jovens e, por intermédio
deles, junto às suas famílias e comunidades.
Tratamento
de Resíduos
Industriais
A atuação da CORSAN na promoção do desenvolvimento
socioeconômico do Estado está ligada, de forma inexorável,
ao compromisso de proteger o meio ambiente.
E a Companhia exerce esta responsabilidade não somente
junto aos municípios e suas populações, mas também ao
tratar os resíduos e gerenciar os efluentes gerados pela
produção industrial.
A execução desses serviços abrange a atividade de quatro
unidades, todas certificadas com a ISO 14001: o Sistema
Integrado de Tratamento de Efluentes Líquidos (SITEL), a
Estação de Tratamento de Água e o Sistema Centralizado
de Controles de Resíduos Sólidos – localizados no Polo
Petroquímico, em Triunfo; a Central de Tratamento de
Efluentes Líquidos (CETEL), no Complexo Automotivo da
GM, em Gravataí.
43
Programa de Ecoeficiência Energética
O uso racional da energia elétrica e a redução do con­
sumo desta riqueza, com impactos positivos tanto no
aspecto do meio ambiente quanto no financeiro, tam­
bém se constituem tema da gestão socioambiental da
CORSAN.
A Companhia mantém um Programa Especial de Ges­
tão de Energia Elétrica, destinado a promover a redu­
ção dos custos e maior eficiência energética de seus
sistemas. Como parte do programa, investiu na aqui­
sição de motores elétricos de alto rendimento, mais
econômicos, através do Programa de Conservação e
Racionalização de Energia Elétrica, em convênio com
a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).
Licenciamentos e Plantios Compensatórios
Como patrimônio público, o meio ambiente deve ser
assegurado e protegido para uso da coletividade, e o
Licenciamento Ambiental é um dos instrumentos da
Política Nacional do Meio Ambiente.
Ao ser outorgada pelo Poder Público com o direito de
uso da água, recurso natural limitado, dotado de valor
econômico, a CORSAN cumpre rigorosamente as vá­
rias etapas do licenciamento ambiental em todos os
seus projetos, interagindo com vários agentes públi­
cos, até a concessão ambiental.
Ü Em 2008, a Companhia não recebeu auto de infra­
ção nem multa.
Ü Todos os projetos de sistemas de esgotos sanitários
em elaboração possuem Estação de Tratamento de
Esgotos, sendo legislados segundo os padrões for­
necidos pela Fundação Estadual de Proteção Am­
biental (FEPAM ).
44
Ü Todos os novos projetos de sistema de abasteci­
mento de água e barragens possuem licenças am­
bientais.
As atividades de reflorestamento e adensamento são
desenvolvidas como política de compensação ao im­
pacto do uso e funcionamento das barragens, de
acordo com as normas da Fundação Estadual de Pro­
teção Ambiental (FEPAM), do Departamento de Flo­
restas e Áreas Protegidas (DEFAP) e do Instituto Brasi­
leiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA).
Investimentos em programas e/ou projetos externos
Investimentos relacionados com a produção/operação da empresa
Total dos investimentos em meio ambiente
R$ 336 mil
R$ 485 mil
R$ 821 mil
Indicadores Ambientais 2008
R$ 821 mil
R$ 485 mil
R$ 336 mil
Investimentos em
programas e/ou
projetos externos
Investimentos relacionados
com a produção/operação
da empresa
Total dos
investimentos em
meio ambiente
45
6
INDICADORES DE PRODUTIVIDADE
FÓRMULA DE CÁLCULO
UNID.
EXERCÍCIOS
2008 2007 2006
1. INDICADORES DE LIQUIDEZ
1.1. Liquidez Corrente
Ativo Circulante / Passivo Circulante
índice
1,11
0,85 0,78
1.2. Liquidez Seca
Ativo Circulante - Estoques / Passivo Circulante índice
0,99
0,78 0,67
1.3. Liquidez Geral
Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo /
Passivo Circulante + Passivo Não Circulante
índice
0,45
0,30 0,26
Passivo Circulante + Passivo
Não Circulante / Patrimônio Líquido
índice
1,48
1,94 2,09
Passivo Circulante + Passivo Não Circulante / Ativo Total
índice
0,60
0,66 0,68
2.3. Participação das Dívidas de Curto Prazo
Sobre o Endividamento Total
Passivo Circulante / Passivo Circulante + Passivo Não Circulante
índice
0,33
0,28 0,26
2.4. Participação das Dívidas de Curto Prazo
Sobre o Patrimônio Líquido
Passivo Circulante / Patrimônio Líquido
índice
0,49
0,54 0,54
2.5. Garantia do Capital Próprio
Patrimônio Líquido / Passivo Circulante índice
0,67
0,51 0,48
2. INDICADORES DE ESTRUTURA DE CAPITAL
( ÍNDICES DE ALAVANCAGEM )
2.1. Participação de Capitais de
Terceiros Sobre Capitais Próprios
2.2. Participação de Capitais de
Terceiros Sobre Recursos Totais
+ Passivo Não Circulante
3. INDICADORES DE ATIVIDADE
3.1. Prazo Médio de Recebimento
3.2. Prazo Médio de Pagamento
3.3. Giro do Ativo
Contas a receber x 360 dias /
Receita Operacional Bruta
dias 57,32 57,49 54,85
Fornecedores x 360 dias / Compras Brutas
dias 53,99 50,77 44,29
de Materiais e Serviços
Receita Operacional Líquida /
Ativo Total
índice
0,59
0,59 0,57
% 11,57
3,22 1,93
4. INDICADORES DE RENTABILIDADE
4.1. Rentabilidade do Ativo Total
4.2. Rentabilidade do Patrimônio Líquido
Anexos
6
INDICADORES DE PRODUTIVIDADE
Lucro Líquido após Imposto
Renda x 100 / Ativo Total
Lucro Líquido após Imposto Renda x 100 / Patrimônio Líquido Inicial
% 37,70 10,16 8,75
4.3. Margem Bruta Lucro Bruto x 100 /
Receita Operacional Líquida
% 46,75 42,72 38,59
4.4. Margem Líquida
Lucro Líquido x 100 / Receita Operacional Líquida
% 19,66
5,44 3,42
4.5. Margem da Atividade
Resultado da Atividade x 100 / Receita Operacional Líquida
% 31,93 15,24 17,63
4.6. Margem Operacional
Resultado Operacional x 100 / Receita Operacional Líquida
% 24,78 10,59 5,34
EBITDA x 100 / Receita Operacional Líquida
% 40,59 24,79 27,66
4.7. LAJIDA (EBITDA) Margem
5. OUTROS QUOCIENTES
5.1. Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido
Imobilizado Técnico / Patrimônio Líquido
índice
1,59
2,10 2,33
47
BALANÇO SOCIAL ANUAL DE 2008 E 2007
1. BASE DE CÁLCULO
2007
VALORES EM R$
1.078.042.204,69
980.632.632,57
Receita líquida (RL)
Resultado operacional (RO)
267.128.629,33
103.839.789,96
Folha de pagamento bruta (FPB)
256.690.802,59
240.120.569,01
2. INDICADORES SOCIAIS INTERNOS
VALORES
EM R$
% SOBRE
FPB
% SOBRE
RL
VALORES EM R$
% SOBRE
FPB
% SOBRE
RL
Alimentação
24.547.445,11
9,56
2,28
22.481.012,23
9,36
2,29
Encargos sociais compulsórios
61.611.662,57
24,00
5,72
58.378.869,33
24,31
5,95
Previdência privada
33.405.520,15
13,01
3,10
28.950.950,28
12,06
2,95
Saúde
12.953.104,66
5,05
1,20
13.427.592,20
5,59
1,37
Segurança e saúde no trabalho
665.953,79
0,26
0,06
88.218,48
0,04
0,01
Educação
575.332,31
0,22
0,05
597.854,43
0,25
0,06
Cultura
20.000,00
0,01
0,00
0,00
0,00
0,00
Capacitação e desenvolvimento profissional
2.109.207,56
0,82
0,20
2.727.449,09
1,14
0,28
Creches ou auxílio-creche
1.821.484,82
0,71
0,17
1.866.678,83
0,78
0,19
Participação nos lucros ou resultados
17.990.443,25
7,01
1,67
6.915.826,98
2,88
0,71
Outros
1.111.200,24
0,43
0,10
1.203.782,70
0,50
0,12
Total - Indicadores sociais internos
156.811.354,46
61,09
14,55
136.638.234,55
56,90
13,93
VALORES
EM R$
% SOBRE
RO
% SOBRE
RL
VALORES
EM R$
% SOBRE
RO
% SOBRE
RL
433.810,29
0,16
0,04
262.000,00
0,25
0,03
1.232.450,00
0,46
0,11
646.000,00
0,62
0,07
3. INDICADORES SOCIAIS EXTERNOS
Educação
Cultura
Saúde e saneamento
590.330,00
0,22
0,05
79.000,00
0,08
0,01
Esporte
322.394,06
0,12
0,03
0,00
0,00
0,00
Combate à fome e segurança alimentar
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Outros
142.000,00
0,05
0,01
13.500,00
0,01
0,00
Total das contribuições para a sociedade
2.720.984,35
1,02
0,25
1.000.500,00
0,96
0,10
Tributos (excluídos encargos sociais)
174.940.126,22
65,49
16,23
166.132.124,05
159,99
16,94
Total - Indicadores sociais externos
177.661.110,57
66,51
16,48
167.132.624,05
160,95
17,04
VALORES
EM R$
% SOBRE
RO
% SOBRE
RL
VALORES
EM R$
% SOBRE
RO
% SOBRE
RL
485.043,42
0,18
0,04
587.454,65
0,57
0,06
336.167,75
0,13
0,03
4. INDICADORES AMBIENTAIS
Investimentos relacionados com a
produção/operação da empresa
Investimentos em programas
e/ou projetos externos
575.342,34
0,55
0,06
Total dos investimentos
em meio ambiente
821.211,17
0,31
0,08
1.162.796,99
1,12
0,12
Quanto ao estabelecimento
de “metas anuais” para minimizar resíduos, o consumo em geral na produção/operação
e aumentar a eficácia na utilização
de recursos naturais, a empresa
48
2008
VALORES EM R$
( ) não possui
metas
( x ) cumpre de
0 a 50%
( ) cumpre de 51 a 75%
( ) cumpre de
76 a 100%
( ) não possui
metas
( x ) cumpre de
0 a 50%
( ) cumpre de
51 a 75%
( ) cumpre de
76 a 100%
5. INDICADORES DO CORPO FUNCIONAL
2008
2007
N.º de empregados(as) ao final do período
4.397
4.166
N.º de admissões durante o período
326
0
N.º de empregados(as) terceirizados(as)
não apurado
não apurado
N.º de estagiários(as)
148
162
N.º de empregados(as) acima de 45 anos
2.147
2.310
N.º de mulheres que trabalham na empresa
763
677
% de cargos de chefia ocupados por mulheres
20,23%
22,71%
N.º de negros(as) que trabalham na empresa
não apurado
não apurado
% de cargos de chefia ocupados por negros(as)
não apurado
não apurado
N.º de pessoas com deficiência ou necessidades
especiais
16
6. INFORMAÇÕES RELEVANTES QUANTO AO EXERCÍCIO
DA CIDADANIA EMPRESARIAL
Relação entre a maior e a menor
remuneração na empresa
Número total de acidentes de trabalho
Os projetos sociais e ambientais desen-
( ) direção
volvidos pela empresa foram definidos por:
Os padrões de segurança e salubridade no
ambiente de trabalho foram definidos por:
Quanto à liberdade sindical, ao direito de
negociação coletiva e à representação interna
dos(as) trabalhadores(as), a empresa:
2008
METAS 2009
6,5 vezes
6,5 vezes
99
92
( x ) direção
( ) todos(as) ( ) direção
e gerências empregados(as
( x ) direção
( ) todos(as)
e gerências empregados(as)
( ) não se
envolve
A previdência privada contempla:
( ) direção 4
( ) segue as
normas da OIT
( x ) todos(as)
+ Cipa
( x ) incentiva e
segue a OIT
( x ) direção
( ) todos(as)
e gerências empregados(as)
( x ) direção
( ) todos(as)
e gerências empregados(as)
( x ) todos(as)
+ Cipa
( ) não se ( ) seguirá as ( x ) incentivará e
envolverá normas da OIT
seguirá a OIT
( ) direção e
( x ) todos(as)
gerências empregados(as) ( ) direção ( ) direção e
( x ) todos(as)
gerências empregados(as)
( ) direção
( x ) todos(as) ( ) direção
e gerências empregados(as)
( ) direção
( x ) todos(as)
e gerências empregados(as)
A participação nos lucros ou
( ) direção resultados contempla:
Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões
( ) não são
éticos e de responsabilidade social e ambiental
considerados
adotados pela empresa: Quanto à participação de empregados(as)
em programas de trabalho voluntário, a empresa:
Número total de reclamações e críticas
de consumidores(as):
na empresa
não apurado
no Procon
6
na Justiça na empresa
828 não apurado
no Procon
17
na Justiça
410
% de reclamações e críticas atendidas ou
solucionadas:
na empresa
não apurado
no Procon
83,33%
na Justiça na empresa
30,91% não apurado
no Procon
100%
na Justiça
100%
Valor adicionado total a distribuir (em mil R$)
Distribuição do Valor Adicionado (DVA):
( x ) são
sugeridos
( ) não se
( ) apoia
envolve
( ) são ( ) não serão
exigidos considerados
( x ) organiza
e incentiva
( x ) serão
sugeridos
( ) serão
exigidos
( ) não se
( ) apoiará
envolverá
( x ) organizará
e incentivará
Em 2008: R$ 877.788.119,34
Em 2007: R$ 637.693.405,94
25,39% governo; 35,79% colaboradores(as);
33,15% governo; 43,16% colaboradores(as);
4,57% acionistas; 14,67% terceiros; 19,58% retido 3,94% acionistas; 15,32% terceiros; 4,43% retido
7. OUTRAS INFORMAÇÕES
As Demonstrações do Balanço Social relativas a 31 de dezembro de 2007 foram reclassificadas para fins de comparabilidade em algumas rubricas e dados ca­
dastrais.
49
Indicadores de Desempenho de Produtividade
Geração e Distribuição de Riqueza
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Valores expressos em Reais
50
2008
%
R$
2007
R$
%
1. Receitas.......................................................................................................... 1.187.661.984,73 1.080.495.016,23
Vendas dos Serviços...................................................................................
1.187.855.069,97 1.080.515.587,46
Provisão para Devedores Duvidosos - Reversão/Constituição...
(98.301,12)
146.251,21
Outras Receitas.............................................................................................
(94.784,12)
(166.822,44)
2. Insumos Adquiridos de Terceiros......................................................
288.219.532,12 312.460.115,45
Custo dos Serviços......................................................................................
221.067.304,38 232.927.961,54
Materiais, Energia, Serviços de Terceiros e Outros........................... 67.152.227,74 79.532.153,91
3. Valor Adicionado Bruto (1-2)...............................................................
899.442.452,61 768.034.900,78
4. Retenções......................................................................................................
67.251.177,42 176.295.005,86
Depreciações e Provisões.........................................................................
67.251.177,42 176.295.005,86
5. Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (3-4).....
832.191.275,19 591.739.894,92
6. Valor Adicionado Recebido em Transferência............................. 45.596.844,15 45.953.511,02
Receitas Financeiras...................................................................................
45.244.924,81 45.700.906,59
Equivalência Patrimonial..........................................................................
149.664,00 252.604,43
Doações e Subvenções..............................................................................
202.255,34 7. Valor Adicionado Total a Distribuir (5+6)......................................
877.788.119,34 637.693.405,94
8. Distribuição do Valor Adicionado
Pessoal e Encargos (exceto Previdência Social)....................................
314.145.449,84 35,79 275.235.918,55 43,16
Salários . ....................................................................................................
177.497.170,30 162.097.469,91
FGTS............................................................................................................
13.493.944,02 12.353.601,15
Vale-Transporte.......................................................................................
1.402.554,43 1.463.367,35
Fundação CORSAN.................................................................................
27.553.408,08 21.939.577,55
PAT...............................................................................................................
24.482.521,51 22.302.632,83
IPE................................................................................................................
12.922.313,63 13.325.107,17
Honorários da Diretoria e Conselhos..............................................
401.121,85 383.071,22
Participação nos Resultados...............................................................
25.400.266,05 1.382.306,65
Outros.........................................................................................................
30.992.149,97 39.988.784,72
Impostos, Taxas e Contribuições...............................................................
222.849.492,07 25,39 211.408.775,53 33,15
Federal........................................................................................................
217.271.501,83 209.161.860,95
Estadual.....................................................................................................
5.126.560,19 1.525.053,67
Municipal...................................................................................................
451.430,05 721.860,91
Remuneração de Capitais de Terceiros...................................................
128.827.122,01 14,67 97.697.220,01 15,32
Despesas Financeiras............................................................................
122.342.835,70 91.295.192,07
Aluguéis.....................................................................................................
6.484.286,31 6.402.027,94
Remuneração de Capitais Próprios........................................................ 211.966.055,42 24,15 53.351.491,85 8,37
Juros sobre o Capital Próprio.............................................................
27.835.316,34 3,17 25.102.386,98 3,94
Dividendos Propostos..........................................................................
12.284.964,82 1,40 0,00 Lucros Retidos.........................................................................................
171.845.774,26 19,58 28.249.104,87 4,43
Total do Valor Adicionado Distribuído................................................
877.788.119,34 100,00 637.693.405,94 100,00
COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO – CORSAN
GESTÃO 2008
Conselho de Administração
Marco Aurélio Soares Alba – Presidente
Luiz Ariano Zaffalon – Suplente
Conselheiros
Adair José Trott
Joel de Mello e Araújo
Jaime Cerbaro
Mário Rache Freitas
Conselho Fiscal
Demétrio Carlos Lazzaretti
José João Appel Mattos
Lério José Machado
Diretoria
Mário Rache Freitas – Diretor-Presidente
Carlos Julio Garcia Martinez – Diretor Administrativo, Financeiro e de Relações com Investidores
Eduardo Barbosa Carvalho – Diretor Técnico
Alfredo Arthur Dorn – Diretor de Operações
Sergio Luiz Klein – Diretor de Expansão
Paulo Ricardo Rodrigues de Medeiros – Diretor Comercial
Contadora Responsável
Marra Rúbia Parmeggiani
Superintendente de Contabilidade
Contadora CRC/RS nº 045604/0-9
Coordenação
Lisiani Cipolatt Lopes - Assessoria de Comunicação
Projetos Gráfico e Editorial,
Redação, Revisão e Produção
Coletiva Editora
Realização
Martins + Andrade
Rua Caldas Júnior, 120 – 18º andar – CEP 90010-260
Porto Alegre – RS – Fone: (51) 3215.5600
www.corsan.com.br
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