Por meio da análise pôde-se concluir que há uma relativa disparidade entre os piores e melhores municípios com relação aos indicadores utilizados. Também pôde-se notar que a região possui vários municípios que apresentaram desempenho abaixo da média nacional em quase todos os
quesitos estudados.
Pode-se inferir que a região em média tem uma renda per capita ruim, sete dos onze municípios demonstraram uma renda menor que a renda per capta do Brasil, que em 2000 era de R$
297,23. As cidades de Nova Serrana e Divinópolis apresentaram as maiores rendas per capitas
da região e as cidades de São Sebastião do Oeste e Conceição do Pará apresentam as menores
rendas.
Mesmo com uma das maiores rendas per capita da região, Divinópolis detém o título de
maior incidência de indigentes, tal fato pode ser explicado pelo motivo da cidade ser o município pólo da região e com isso atrai pessoas de várias regiões, que não conseguem obter uma
ocupação, gerando uma queda da renda e da qualidade de vida.
Com relação ao nível de analfabetismo a região tem um bom comportamento, apenas duas
cidades ficaram abaixo da média nacional. A localidade com o maior percentual de pessoas com
quinze anos ou mais analfabetas foi São Sebastião do Oeste. A cidade possui um percentual acima
da média nacional, em 2000 havia no Brasil, 12,9% de pessoas analfabetas neste estrato de idade
e São Sebastião do Oeste apresentou 15,4%.
Entre todos os indicadores escolhidos, o acesso à água encanada é único quesito em que
todas as cidades apresentaram desempenho acima da média nacional. Em 2000 o percentual de
domicílios com água encanada no Brasil era de 80,75% e na região o pior desempenho foi novamente a cidade de São Sebastião do Oeste.
Com relação ao IDH pôde-se verificar que a metade dos municípios pesquisados encontrase abaixo da média nacional, o IDH do Brasil é de 0,76. A cidade com o maior IDH é Divinópolis.
O fato de Divinópolis encontrar-se na primeira posição pode ser explicado pelo crescimento da
esperança de vida que encontra-se em 75 anos e alto grau de escolaridade da população, 94,2 %
da população é alfabetizada.
De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, em 2000, o Índice de Gini
do Brasil era 0,65. A região apresentou cidades com uma alta concentração de renda. Pôde-se
notar também, que há uma grande disparidade entre o maior e o menor índice de concentração de
renda. Mesmo sendo a cidade com a menor concentração de renda a cidade de Carmo do Cajuru,
ainda possui uma elevada concentração se comparada a regiões com alta distribuição de renda.
Diante de todos os dados analisados, sugere-se que haja maior estimulo às políticas públicas e que tais políticas sirvam de instrumento para amenizar os desequilíbrios sociais e econômicos observados na região e que também haja outros estudos que possam utilizar uma gama ainda
maior de indicadores, possibilitando retratar outros pontos de desenvolvimento socioeconômico
paralelamente aos pontos de vulnerabilidade de cada cidade da região.
Como recomendação final, é de fundamental importância para amenizar as discrepâncias
econômicas e sociais da região a criação, por parte da sociedade, de um pacto solidário que envolva todos os agentes sociais com propostas e ações. Além disso, torna-se fundamental o desenvolvimento de ações comunitárias organizadas entre os municípios de forma que se tornem mais
fortes na questão da cobrança e execução das políticas publicas.
5. BIBLIOGRAFIA
ABRANCHES.S.Os Despossuidos: crescimento e pobreza no país do milagre.Rio de Janeiro:Zahar,1985.
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO.DISPONÍVEL em:<http. www.fjp.gov.br> Acessado
2004.
em: 10 Ago
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. Disponível em http://www.gov.br.
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Por meio da análise pôde-se concluir que há uma relativa