Folha B ancaria
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Sindicato dos Bancários e financiários de São Paulo, osasco e região | outubro 2015 | número 45
Resposta é a greve
O
s bancários aprovaram
em assembleias por todo
o Brasil, no dia 1 de outubro,
greve por tempo indetermina-
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do a partir de 6 de outubro
contra a proposta da federação dos bancos, a Fenaban, de
5,5 por cento de reajuste para salários e verbas e abono de
2,5 mil reais. Em São Paulo, a
assembleia aprovou a paralisação por unanimidade e contou
com mil e quinhentos trabalhadores, que lotaram a Quadra dos Bancários.
O reajuste proposto pelos bancos não chega nem a cobrir a
inflação do período, que foi de
9,88 por cento, e impõe perdas de quatro por cento, não só
para os salários, mas também
para a Participação nos Lucros
e Resultados, para o piso, os
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vales, auxílios.
A proposta trouxe de volta,
ainda, a lógica do abono. E o
Comando Nacional dos Bancários foi bem claro com a Fenaban: abono não substitui
reajuste! Os 2,5 mil reais propostos são pagos apenas um
vez e não se incorporam aos
salários, nem incidem sobre
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Fundo de Garantia, férias, décimo terceiro salário. É a pior
proposta dos últimos anos.
“Os bancos querem impor
perdas à nossa categoria, acabar com os aumentos reais conquistados desde 2004 com a
desculpa da crise. Mas não vão
conseguir. Estão sendo oportunistas. Nada justifica esse desrespeito com os trabalhadores
num setor que viu seu lucro
crescer mais de 27 por cento somente nos primeiros seis
meses do ano”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia
Moreira, acrescentado que os
bancos ignoraram, ainda, reivindicações fundamentais para
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a categoria como a garantia de
emprego e melhores condições
de trabalho. “Só com o que
arrecadam com as tarifas cobradas dos clientes conseguem
pagar todos os trabalhadores,
com sobras. Mas mesmo assim
demitem.”
Calendário – Na segunda 5, a
partir das 19h na Quadra (Rua
Tabatinguera, 192), ocorre assembleia para organizar a greve, que inicia no dia seguinte.
Sindicato se
reúne com Itaú
Em reunião com Sindicato em
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23 de setembro, diretores do
Itaú negaram as informações
veiculadas pela imprensa no
fim de agosto de que a estratégia do banco seria fechar quinze por cento das suas agências
físicas nos próximos três anos
e cinquenta por cento em dez
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anos, o que poderia acarretar
em trinta mil cortes de empregos. “Eles disseram que as declarações do diretor da área de
Varejo, Marco Bonomi, foram
mal interpretadas pela imprensa, e que não há cronograma
para substituição das unidades físicas por digitais”, conta
a secretária-geral do Sindicato,
Ivone Maria da Silva.
Diante da negativa do Itaú,
os trabalhadores reivindicaram
acompanhar qualquer processo de migração de bancários
para agências digitais e também saber onde se localizam
essas unidades. O banco não
deu respostas sobre as reivin-
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dicações.
Os dirigentes entregaram pauta para melhorias no Programa
Complementar de Remuneração, o PCR, e nas bolsas de estudo. O Itaú ficou de analisar.
Bradesco e HSBC
A direção do Bradesco afirmou que o processo de incorporação do HSBC não causará
fechamento de agências. Também anunciou que haverá programa de realocação dos funcionários das áreas administrativas que serão encerradas.
As garantias foram dadas em
negociação com sindicalistas
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em 18 de setembro.
O representante do HSBC,
presente ao encontro, afirmou
não haver interesse em promover demissão em massa. “O
movimento sindical acompanhará todo o processo para ter
a certeza de que essas garantias serão cumpridas”, afirma
Liliane Fiuza, diretora do Sindicato.
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Publicação do Sindicato dos Bancários de
São Paulo, Osasco e Região. Telefone 31885200. Presidenta: Juvandia Moreira; Secretária de Imprensa: Marta Soares. Produção:
Secretaria de Imprensa e Comunicação.
Edição: Jair Rosa. Design: Linton Publio.
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Edição 45 outubro 2015