O MUNDO COM MAIS SABOR
RELATÓRIO ANUAL E DE
SUSTENTABILIDADE 2011
Principais indicadores |GRI 2.8|
Valores em R$ milhões
2006
2007
2008
2009 (1)
2010
2011
Receita líquida
5.210
6.633
11.393
20.937
22.681
25.706
Mercado interno
2.793
3.482
6.424
12.148
13.515
15.419
Mercado externo
2.417
3.151
4.969
8.789
9.166
10.287
1.344
1.873
2.759
4.220
5.730
6.659
Margem bruta (%)
25,8
28,2
24,2
20,2
25,3
25,9
Lucro operacional
191
504
709
392
1.874
2.395
3,7
7,6
6,2
1,9
8,3
9,3
456
803
1.159
1.166
2.635
3.244
8,7
12,1
10,2
5,6
11,6
12,6
117
321
54
225
804
1.367
2,3
4,8
0,5
1,1
3,5
5,3
117
321
155
357 (2)
804
1.582 (3)
2,3
4,8
1,4
1,7
3,5
6,2
Valor de mercado
4.975
8.230
6.155
19.792
23.853
31.776
Ativo total
4.829
6.543
11.219
28.384
27.752
29.983
Patrimônio líquido
2.105
3.226
4.111
12.996
13.637
14.110
633
429
3.390
4.193
3.634
5.408
1.39
0,53
2,92
3,60
1,38
1,67
0,71
1,73
0,26
0,28
0,92
1,82
165.957.152
185.957.152
206.958.103
436.236.623
872.473.246
872.473.246
430.485
430.485
430.485
1.226.090
781.172
3.019.442
Lucro bruto
Margem operacional (%)
EBITDA
Margem EBITDA (%)
Lucro líquido
Margem líquida (%)
Lucro líquido ajustado
Margem líquida ajustada (%)
Dívida líquida
Dívida líquida/EBITDA
Lucro por ação ajustado-R$
(3 e 4)
Nº de ações
Nº de ações em tesouraria
(1) Dados de 2009 pro forma, como se a incorporação da associação com a Sadia tivesse ocorrido em 1/1/2009
(2) Resultado líquido ajustado, desconsiderando a absorção do prejuízo fiscal relativo à incorporação da Perdigão Agroindustrial S.A. ocorrida no 1T09, no montante de R$ 132 milhões.
(3) Resultado líquido ajustado, desconsiderando a absorção da provisão para perda de R$ 215 milhões de imposto de renda relativa à incorporação societária de Sadia S.A. prevista para 2012.
(4) Consolidado excluindo as ações em tesouraria.
Faturamento líquido
25.706
R$ milhões
CAGR=26,6%
20.937
59%
22.681
60%
Vendas*
Mil toneladas
CAGR=21,7%
60%
3.163
11.393
2.917
59%
41%
2002
3.825
53%
47%
2003
4.883
44%
56%
2004
5.145
45%
55%
5.210
54%
46%
6.633
52%
48%
44%
2005
2006
2007
2008
Mercado interno
Mercado externo
56%
41%
2009
40%
2010
40%
2011
905
56%
44%
2002
993
50%
50%
2003
1.141
47%
53%
2004
1.269
45%
55%
1.513
54%
46%
2005
2006
1.813
5.295
5.667
5.711
59%
59%
60%
41%
41%
40%
2009
2010
2011
65%
54%
46%
35%
2007
2008
Mercado interno
Mercado externo
* Inclui carnes, lácteos e outros processados
Patrimônio líquido
Resultado líquido
14.110
12.996 13.637
R$ milhões
CAGR=35,6%
1.582
R$ milhões
CAGR=25,1%
804
676
763
970
1.223
2002
2003
2004
2005
2.105
3.226
4.111
296
8
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2002
EBITDA
361
124
2003
321
225
117
2004
2005
2006
54
2007
2008
2009
2010
2011
Remuneração aos acionistas
R$ milhões
CAGR=23,0%
R$ milhões
CAGR=28,6%
3.244
12,2
10,1
14,5
12,1
10,1
10,2
1.159
8,7
294
2002
2.635
11,6
385
595
2003
2004
745
2005
803
2007
12,6
30%
29%
2008
30%
30%
41%
31%
40%
2009
40%
33%
1.166
263
5,6
456
2006
632
63%
2010
2011
5
36
2002
2003
EBITDA
Margem EBITDA (%)
89
108
2004
2005
35
2006
100
76
100
2007
2008
2009
2010
2011
Remuneração aos acionistas
Lucro líquido (%)
Número de empregados
Produção de carnes
CAGR=18,3%
113.912 113.614
118.859
Mil toneladas
CAGR=17,9%
3.767
24.163
27.951
31.406
35.556
39.048
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Investimentos sociais*
2010
* Inclui investimentos sociais internos
2010
2011
936
984
2002
2003
1.116
1.259
1.331
2004
2005
2006
2010
2011
1.483
2007
2008
2009
Investimentos ambientais
R$ milhões
CAGR=7,3%
2011
4.250
2.039
59.008
44.752
3.992
R$ milhões
CAGR=14%
1.209
1.221
2011
146
2010
144
Visão
Valores
Sermos uma das maiores
empresas de alimentos
do mundo, admirada por
suas marcas, inovação e
resultados, contribuindo
para um mundo melhor e
sustentável.
Nossos valores representam a base do
desenvolvimento de nossos negócios.
··Integridade como base de qualquer relação
··Foco no consumidor é ingrediente fundamental
do nosso sucesso
··Respeito pelas pessoas nos faz ainda mais fortes
··Desenvolvimento de pessoas é fundamental
para sustentar o crescimento
··Alta performance é nossa busca permanente
··Qualidade em produtos e excelência em
processos
··Espírito de inovação constante
··Desenvolvimento sustentável
··Visão Global, agilidade local
··Compromisso com a diversidade e aceitação
das diferenças
Missão
Participar da vida das
pessoas, oferecendo
alimentos saborosos, com
qualidade, inovação e a
preços acessíveis, em escala
mundial.
|GRI 4.8|
Índice
1
2
A brf
Mensagem da administração
4
Compromisso total com a
sustentabilidade
Gestão estratégica
Vantagens competitivas
Investimentos
Governança corporativa
Comportamento ético
Compromissos externos
Premiações
Gestão de riscos
Desempenho operacional
Desempenho econômico-financeiro
Ações como investimento
5
6
7
9
13
14
15
15
17
25
30
32 Alavancar a sustentabilidade na
cadeia de valor
33 Política de compras
35 Bem-estar animal
36 Promover o consumo
sustentável
38 Produtos e serviços
40 Engajamento com públicos de
relacionamento
42 Investimento social
44
45
47
47
Valorização do capital humano
Emprego
Saúde e segurança no trabalho
Treinamento e educação
48 Adaptação a mudanças
climáticas
49 Riscos e oportunidades
51 Consumo de recursos
54
55
56
59
Sobre o relatório
Práticas alinhadas ao Pacto Global
Sumário GRI
Informações corporativas
A BRF
Líder na produção de alimentos
resfriados e congelados, a
Companhia tem mais de 3 mil
itens em seu portfólio.
Criada a partir da união de Perdigão e Sadia, a BRF é uma das
maiores empresas de alimentos do mundo. Atua nos segmentos
de carnes de aves, suínos e bovinos, industrializados de carnes,
margarinas, massas, pizzas e vegetais congelados, além de ser
uma das principais captadoras de leite e processadoras de lácteos
do País. Opera 61 unidades no Brasil, cinco na Argentina, duas
na Europa (Plusfood) e, até o final de 2012, deverá inaugurar
uma unidade de processados no Oriente Médio. Sua estrutura
operacional é reforçada por 42 centros de distribuição de produtos
refrigerados e congelados, que atingem 98% do território nacional
e consumidores em 140 países. Mantém, ainda, 19 escritórios
comerciais no mercado externo e abrange uma carteira de clientes
nos cinco continentes. |GRI 2.1, 2.3, 2.7, 2.5|
É líder na produção de alimentos resfriados e congelados
e tem mais de 3 mil itens em seu portfólio. Suas principais
matérias-primas são os grãos, os animais e o leite. A partir delas
são elaborados produtos de proteínas como: carnes in-natura,
elaborados e processados, pratos prontos, processados lácteos,
massas, pizzas e outros produtos processados, incluindo margarinas
e vegetais congelados que levam marcas consagradas como Sadia,
Perdigão, Batavo, Elegê e Chester, entre outras. |GRI 2.2|
Terceira maior exportadora do País, líder mundial na exportação
de aves, a Companhia confirma sua vocação de grande geradora
de divisas para o Brasil. As vendas totais somaram 6,2 milhões
de toneladas de produtos e a receita líquida, de R$ 25,7 bilhões,
foi 60% originada por negócios no mercado interno e 40%
por exportações. Também se destaca como uma das maiores
empregadoras brasileiras, encerrando o ano com 120 mil
funcionários diretos. |GRI 2.8|
Em 2011, paralelamente ao processo de fusão entre Sadia e
Perdigão, a BRF avançou em suas operações internacionais. Na
Argentina, adquiriu o controle societário da empresa Avex, com
operações de avicultura, e do Grupo Dánica, que mantém duas
fábricas e atua nos mercados de margarinas, maioneses, molhos
e leveduras, além de aditivos e cremes de panificação, e óleos
vegetais hidrogenados específicos para a indústria alimentícia. |GRI 2.9|
Companhia de capital aberto desde 1980, suas ações passaram a
ser negociadas em 2006 no Novo Mercado da BM&FBovespa (BRFS3),
segmento que lista empresas com elevados padrões de governança
corporativa, mecanismos de proteção aos acionistas e absoluta
observância às melhores práticas de divulgação de informações.
Seus papéis também são negociados na Bolsa de Nova York (NYSE
– BRFS, ADRs nível III). O comprometimento com a sustentabilidade
dos negócios coloca a BRF, desde 2005, na carteira do Índice de
Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. |GRI 2.6|
Associação BRF e Sadia |GRI 2.9|
A BRF recebeu a aprovação do Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade) em 13 de julho de 2011. O negócio ficou
condicionado ao cumprimento de um Termo de Compromisso de
Desempenho (TCD) para a venda de um conjunto de ativos composto
por dez fábricas de alimentos processados e quatro de rações, dois
abatedouros de suínos e dois de aves, 12 granjas de matrizes de
frangos, dois incubatórios de aves e oito centros de distribuição.
O termo estabelece ainda a alienação das marcas Rezende,
Wilson, Texas, Tekitos, Patitas, Escolha Saudável, Light Elegant,
Fiesta, Freski, Confiança, Doriana e Delicata. Adicionalmente, a BRF
comprometeu-se a suspender temporariamente as marcas Perdigão
e Batavo em algumas categorias de produtos. Baseada em uma
análise sobre os resultados divulgados de 2010, a alienação de
ativos e marcas acordada com o Cade resulta em receitas de R$ 1,7
bilhão, com volumes relativos a 456 mil toneladas de produtos in
natura, elaborados e processados, comemorativos e margarinas. Já
as suspensões de categoria das marcas Perdigão e Sadia equivalem a
receitas de R$ 1,2 bilhão.
Em dezembro de 2011, esses ativos foram negociados com a
empresa Marfrig, sendo o contrato de permuta de ativos firmado
em 20 de março de 2012. Em troca, a BRF receberá a totalidade
da participação acionária detida na Quickfood S.A. (que será
reestruturada para adequar ao acordo firmado), sediada na Argentina,
equivalente a 90,05% do capital social, e o pagamento adicional da
importância de R$ 350 milhões.
Relatório anual 2011 / 1
Mensagem da
administração
|GRI 1.1|
Com a aprovação da fusão entre
BRF e Sadia pelo Cade, avançamos
na construção de uma sólida
multinacional brasileira.
O ano de 2011 tem muito a ser comemorado, como o resultado
de esforços realizados. Agregamos muitas e importantes conquistas,
que fazem parte do processo de construção de uma grande
empresa, nascida da fusão de duas companhias com mais de 70
anos de história.
Com a aprovação da fusão entre BRF e Sadia pelo Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ocorrida em julho,
avançamos na construção de uma sólida multinacional brasileira do
setor de alimentos, motivo de satisfação e orgulho para toda a nossa
equipe.
Enfrentamos em 2011 um cenário econômico hostil no mercado
externo com a desaceleração de várias economias e uma constante
valorização do real. Além disso, a alta das commodities e elevação
dos salários acima da inflação pressionaram nossos custos. E foi
justamente nesse ambiente que conseguimos encerrar o ano com
excelentes resultados, dada a conjuntura, o que prova nosso grande
potencial de atuação, mesmo tendo passado boa parte do ano à
espera do parecer do órgão antitruste.
As receitas líquidas somaram R$ 25,7 bilhões, 13,3% superior a
2010, encerrando 2011 em 6,2 milhões de toneladas de produtos. A
geração de caixa, expressa pelo EBITDA, evoluiu 23,1%, para R$ 3,2
bilhões, com margem EBITDA de 12,6%. O lucro líquido registrou
incremento de 97% em relação ao exercício anterior, atingindo
R$ 1,6 bilhão, ajustado à provisão da incorporação societária da Sadia
S.A. prevista para ocorrer em 2012. Esses resultados foram possíveis
graças à captura das sinergias da fusão, célere reação diante dos
aumentos de custo, força de nossas marcas e pulverizada distribuição
no mercado nacional.
Continuamos a investir forte no Brasil e progredimos na nossa
internacionalização através de aquisições seletivas e construção
2 / BRF
de uma fábrica no exterior. Do R$ 1,9 bilhão investido no ano,
destinamos R$ 260,2 milhões aos novos negócios, incluindo
aquisições.
Acreditando no grande potencial do mercado argentino e na sua
vocação ao agronegócio, ampliamos nossa operação na Argentina,
por meio da unidade BRF daquele país, que agregará os negócios
já existentes de BRF aos de duas empresas adquiridas durante
o ano, a Avex e o Grupo Dánica. Unificará também a divisão de
processados da Quickfoods e, com ela, a marca Paty (líder absoluta
em sua categoria) a ser recebida da Marfrig na troca de ativos que
concluiremos no decorrer do ano de 2012, como parte do termo de
compromisso que firmamos com o Cade.
Decidimos também construir uma fábrica de processados nos
Emirados Árabes Unidos, região estratégica no nosso processo
de internacionalização. Prevista para ser inaugurada no início de
2013, essa unidade será importante para consolidar a liderança da
Companhia em produtos que seguem os preceitos religiosos Halal.
A produção local de processados permitirá oferecer flexibilidade
e adaptação dos produtos às demandas regionais e culturais,
assim como a ampliação do portfólio de food services e varejo, nos
aproximando dos consumidores dessa região.
Também estamos expandindo na Ásia. Além do escritório de
vendas na China, constituímos uma joint venture com a Dah Chong
Hong Limited. Essa operação nos permitirá fazer a distribuição
de produtos no mercado chinês, o processamento de carnes em
unidades locais, o desenvolvimento da marca Sadia no país e a
entrada nos canais de varejo e food services. Estamos planejando,
ainda, para 2013, a construção de uma fábrica local.
Do ponto de vista de organização das operações, destacam-se
no ano a unificação e a modernização dos sistemas de tecnologia
Números BRF 2011
• Receita líquida – R$ 25,7 bilhões
• Valor de mercado – R$ 31,8 bilhões
• Abate de 7,1 milhões de cabeça de aves/dia
• Abate de 43,6 mil cabeças de suínos e
bovinos/dia
• Responsável por 20% do comércio mundial
de aves
• 120 mil funcionários
• 3a maior exportadora brasileira
da informação (SAP), padronização de processos e implantação de
uma estrutura de acompanhamento de projetos/sinergias (PMO).
A construção de uma nova cultura nos permitiu evoluir no nosso
processo de fusão e a operar efetivamente como uma só companhia,
com tudo o que isso representa nas áreas administrativa, comercial,
fabril, humana e comportamental.
Avançamos na captura de sinergias decorrentes da fusão e
obtivemos ganhos brutos de R$ 702 milhões em 2011 (R$ 562
milhões de sinergias líquidas antes de impostos e participações),
período em que operamos ainda com as empresas parcialmente
unificadas.
Temos pela frente novos desafios inerentes ao atual momento do
nosso negócio e advindos de um cenário macroeconômico ainda
volátil, principalmente no mercado externo. No mercado interno,
por outro lado, vemos um cenário positivo de consumo tanto no
varejo tradicional como no food services. Não obstante, teremos um
primeiro semestre de adaptações devido à execução do Termo de
Compromisso de Desempenho (TCD) acordado com o Cade.
Paralelamente daremos continuidade à implantação de
projetos que buscam captura de sinergias e ganhos de eficiência
e investiremos fortemente no aprimoramento das áreas comercial,
logística e de inovação. Faremos tudo isso em meio a um processo
de formação da cultura interna da Companhia, que envolve,
inclusive, a integração dos costumes, dos valores e das crenças dos
países em que estamos desenvolvendo novos negócios.
Aprofundamos também nosso compromisso com a construção
de uma sociedade melhor. Colocamos em todas as etapas da cadeia
produtiva a missão de promover a sustentabilidade, melhorando a
qualidade de vida dos públicos com os quais nos relacionamos. É
com esse espírito que desenvolvemos as ações de responsabilidade
• Líder na produção global de proteínas, com
participação de 9% da comercialização
mundial
• 135 mil pessoas atendidas pelos programas
sociais da Empresa
• 61 unidades de produção no Brasil e 7 no
exterior
• 42 centros de distribuição no Brasil e
19 escritórios no exterior
socioambiental, destacando-se controle de emissões atmosféricas,
redução de consumo de água e fortalecimento do relacionamento
com as comunidades do entorno de nossas operações. Nosso
compromisso é com o desenvolvimento local a partir de ações
identificadas e conduzidas em conjunto com representantes
dos cidadãos. São iniciativas que se alinham aos princípios do
Pacto Global subscritos pela Companhia em torno de aspectos
relacionados a direitos humanos, direitos do trabalho, meio ambiente
e anticorrupção.
Em linha com nossa política de governança, que visa à
transparência dos negócios e à prestação de contas das informações
da Companhia, aprimoramos a abertura dos segmentos de atuação,
segregando o mercado interno, o mercado externo, o food services e
os lácteos.
Os resultados obtidos até momento nos mostram que estamos
na direção certa e preparados para transpor os desafios que
seguramente iremos enfrentar para alcançar nossas ambições. Para
impulsionar essas conquistas, contamos com uma equipe movida
pelo comprometimento com a Companhia e guiada por convicções
éticas arraigadas na cultura organizacional. São esses atributos que
fazem a diferença na conquista de posições ainda mais relevantes no
mercado global de alimentos.
Nildemar Secches
Presidente do Conselho de Administração
José Antonio do Prado Fay
Diretor-Presidente
Relatório anual 2011 / 3
4 / BRF
COMPROMISSO
TOTAL COM A
SUSTENTABILIDADE
Gestão estratégica
A internacionalização está no
foco do planejamento estratégico
da Companhia, com uma
combinação de crescimento
orgânico e aquisições.
O direcionamento estratégico da Companhia é norteado pelo
Plano BRF 15, que define os objetivos e as metas a serem atingidos
até 2015. O objetivo central é, no final do período, ser uma das
maiores empresas de alimentos do mundo, de classe mundial,
admirada por suas marcas, inovação e resultados.
Portanto, será necessário construir uma cultura global e um
amplo portfólio de produtos capaz de atender às necessidades dos
consumidores de todos os países em que atua. A Companhia quer
participar da vida das pessoas, oferecendo alimentos saborosos,
com qualidade, inovação e a preços acessíveis, em escala mundial.
Concomitantemente, espera dobrar seu faturamento em relação a
2010, o que significa alcançar receitas em torno de R$ 50 bilhões.
Os alicerces do BRF 15 contemplam marcas e produtos desejados,
diversificação de portfólio, avanço contínuo na cadeia de valor,
cultura de alto desempenho, amplo acesso a consumidores,
eficiência operacional, aumento da escala e do escopo do negócio,
disciplina financeira, total vínculo às normas de governança
corporativa, modelo integrado de negócio, gestores experientes e
liderança incontestável em custos.
Crescimento
O progresso da Companhia se dará por meio de uma combinação
de crescimento orgânico e aquisições, com foco principalmente
no mercado externo, onde foram identificadas oportunidades de
expansão das operações. Estão em curso ampliações de negócios
em países estratégicos do Oriente Médio, da América Latina, da
Europa, da Ásia e da África. Há planos específicos para cada região
e para diminuir a volatilidade de margens de exportação.
No mercado interno, a BRF aspira reforçar sua posição de
liderança por meio da consolidação dos negócios atuais e,
especialmente, de investimentos em inovação. Será feita a
revisão do modelo de negócios de algumas áreas, a redefinição
do portfólio da equipe de vendas, assim como aproveitada
a flexibilidade das marcas para expandir o mix de produtos,
respeitando o Termo de Compromisso de Desempenho (TCD)
acordado com o Cade.
Um exemplo é a expansão da marca Sadia para lácteos, com
o lançamento de queijos da marca. Outro é a identificação de
oportunidades de otimização de operações, de forma a retomar em
curto espaço de tempo a capacidade de produção alienada a partir
do acordo com o Cade, o equivalente a cerca de 12% do total do
volume de processados produzido no mercado interno.
Em 2012, será finalizada a integração de todas as áreas,
resultante da fusão entre a BRF e a Sadia, o que possibilitará a
captura de sinergias decorrentes da associação. A expectativa é
atingir, por ano, entre os exercícios de 2012 e 2013, R$ 1 bilhão em
sinergias líquidas. Em 2011, período em que a Empresa operou
parcialmente integrada, o valor bruto obtido foi de R$ 702 milhões
(R$ 562 milhões de sinergias líquidas). Destacaram-se projetos de
integração das áreas de suprimentos de BRF e Sadia, iniciativas
comerciais e projetos técnicos.
A Empresa prepara, para 2012, um robusto trabalho de
identidade e consolidação da marca corporativa BRF. Além
disso, será ampliado o projeto de reposicionamento de marcas
de produtos de consumo que estão sob o guarda-chuva da
Companhia visando à atuação em longo prazo e destacando
atributos como saudabilidade e sustentabilidade. Essas ações
contribuirão, também, para diminuir o impacto da determinação
do Cade que obrigou a alienação de algumas marcas.
Relatório anual 2011 / 5
Sustentabilidade integrada à estratégia |GRI 1.2|
Para a BRF, sustentabilidade é parte de sua estratégia, inserida
em sua missão, sua visão e seus valores. Por esse entendimento,
mais do que preservar o meio ambiente ou gerar empregos, a
Companhia deve atuar de forma diferenciada no mercado e trabalhar
diariamente com base em um conjunto de diretrizes, práticas e
ações que visem a resultados positivos simultâneos nos aspectos
econômico-financeiros, ambientais e sociais.
Como consequência dessa visão, foram estabelecidos seis pilares
prioritários, que permeiam as estratégias do negócio, contribuindo
para a construção de uma empresa global de alimentos. Eles foram
definidos levando em consideração os principais impactos da BRF
sobre a sociedade, assim como suas ambições, de forma alinhada ao
plano estratégico BRF 15.
Em 2011, uma amostra de stakeholders-chave foi convidada a
avaliar a evolução da BRF nos seis pilares. Suas opiniões contribuíram
para importantes definições de ações, como ampliar a disseminação
das práticas de sustentabilidade em sua cadeia de fornecedores.
Outra iniciativa foi a reformulação do Comitê de Sustentabilidade,
com participação dos vice-presidentes, para discutir assuntos críticos
do tema.
Também foram consolidadas práticas, como: definição de
indicadores específicos de sustentabilidade para as vice-presidências
e consolidação do processo de engajamento com públicos de
relacionamento, com a validação dos pilares de sustentabilidade,
entre outras. Em 2012, terão continuidade projetos como
aumentar o escopo de critérios de sustentabilidade nas decisões
de investimentos e identificar e reduzir os principais riscos sociais
e ambientais na cadeia de valor por meio de autoavaliações e
auditorias de fornecedores.
Compromisso
total com a
sustentabilidade
Alavancar a
sustentabilidade
na cadeia
de valor
Adaptação
a mudanças
climáticas
Pilares de
sustentabilidade
BRF
Valorização
do capital
humano
Engajamento
com públicos de
relacionamento
Promoção
do consumo
sustentável
Vantagens competitivas |GRI 2.2, 2.3|
Diferenciais asseguram posição de
destaque no mercado de atuação e
agregam melhores condições para
a expansão dos negócios.
A estrutura física, a capacidade operacional, a força das marcas
e o capital humano são os grandes responsáveis pelo conjunto de
vantagens competitivas da BRF. Esses fatores, aliados à capacidade
de análise e definição estratégica, fazem com que ela ocupe posição
de destaque entre seus competidores e tenha mais condições de
aproveitar oportunidades para a expansão dos negócios.
Marcas – A arquitetura de marcas do portfólio permite que a
Empresa atue em mercados premium e entre todas as faixas etárias
de público, sendo referência de qualidade com as marcas Sadia,
Perdigão, Chester, Batavo e Elegê, entre outras. Com a Sadia, conhecida
mundialmente e uma das mais valiosas do País, e as recém-adquiridas
Dánica e Avex, a BRF ganha força no mercado externo. Em 2011,
6 / BRF
aprofundaram-se estudos para reposicionamento de marcas. O
primeiro projeto, que envolveu a Batavo, começou a se materializar por
meio de ações de conscientização sobre desperdício e a reciclagem
reunidas na campanha Mundo Batavo.
Inovação e tecnologia – Com mais de 3 mil produtos, a BRF tem
no seu planejamento estratégico o objetivo de ser cada vez mais uma
empresa com amplo portfólio de alimentos processados. Um Centro
de Inovação está sendo construído em Jundiaí (SP), para unificar as
estruturas de pesquisa e desenvolvimento, e deve entrar em operação
em 2012. A capacidade de inovação permite avançar na oferta de itens
para atender a diversas necessidades e demandas de consumidores
e clientes e introduzir mudanças e aperfeiçoamentos de práticas e
processos. Em tecnologia da informação, a Companhia passa a operar
com uma nova plataforma de gestão, preparada para unificar as
operações de Perdigão e Sadia.
Logística – A área de supply chain faz o atendimento direto a
mais de 140 mil clientes no território nacional, com cerca de 500
mil entregas/mês. Além disso, movimenta aproximadamente 6
milhões de toneladas de produtos por ano e embarca, em média,
8 mil contêineres por mês. Também cuida da exportação para 140
países, administra 10 mil contratos ativos e trabalha com mais de 15
mil fornecedores e 200 mil itens de compra. A Companhia faz uso
de diferentes modais logísticos e tem ampliado o transporte por
cabotagem.
Estrutura de produção – Com 68 fábricas no Brasil e no exterior,
no final de 2011, a Companhia se diferencia pela estrutura operacional
e pelo posicionamento geográfico de suas unidades de produção. Essas
características, aliadas a um modelo de gestão focado na otimização de
fábricas, recursos e processos, permitem operar com ganhos frequentes
de eficiência, produtividade e qualidade.
Rede de distribuição – A BRF é uma das únicas empresas com
rede de distribuição própria capaz de colocar produtos refrigerados
e congelados em praticamente todo o Brasil. Além disso, está
ampliando seu alcance no exterior por meio do desenvolvimento
de rede própria na Europa e na América Latina (Argentina, Paraguai,
Uruguai e parte do Chile). A concretização da joint venture com a
chinesa Dah Chong Hong Limited possibilitará a entrega de produtos
em Hong Kong, Macau e China continental. Outro fator que fortalece
o sistema logístico é a sinergia na distribuição de produtos Perdigão
e Sadia. Estão em desenvolvimento opções para integrar produtos
refrigerados lácteos na mesma cadeia.
Investimentos
A BRF destinou R$ 1,9 bilhão
a projetos de modernização
e ampliação de capacidade,
reformulação de portfólio e
aquisição de ativos no exterior.
Comprometida com o crescimento sustentado delineado no Plano
Estratégico de 2015, a empresa destinou R$ 1,9 bilhão, 84,1% superior,
a projetos de modernização e ampliação de unidades de produção,
reformulação de portfólio, atualização de sistemas de tecnologia e
inovação, além da aquisição de ativos no exterior e nas operações
nacionais de lácteos, incluídos ainda R$ 279 milhões aplicados em
melhorias de manufatura para a obtenção das sinergias esperadas.
Investimentos em Capex – Os investimentos totalizaram
R$ 1,4 bilhão, 105% superior, e foram direcionados especialmente
para os projetos de produtividade, melhoria, aumento de capacidade
e automação nas unidades produtivas das regionais Sul e CentroOeste, bem como para as novas unidades industriais em Lucas do Rio
Verde (MT) e Vitória de Santo Antão (PE). Para a reposição de matrizes
de aves e suínos, foram investidos R$ 492 milhões, 41% acima.
Novos Negócios – Somaram R$ 260,2 milhões, sendo R$ 188
milhões para a aquisição de participação acionária na Avex e do
Capital humano – Ativo mais importante da Companhia, os
funcionários da BRF são parte fundamental no processo de criação
da nova Empresa e no crescimento de seus negócios. Imbuída pelo
espírito de fazer diferente e comprometida com o BRF 15, a equipe
prepara-se para atuar sob uma nova cultura, que une o que há de
melhor de Sadia e Perdigão. O grupo de executivos é altamente
experiente e profissionalizado, sendo que alguns deles estão na
organização há mais de 10 anos.
Gestão – Alinhada às melhores práticas de mercado, a gestão da
BRF se destaca por sua capacidade de atuar em ambientes complexos.
Prova disso é a maneira como a operação foi conduzida em 2011,
ano marcado por desafios relacionados ao processo de fusão e a
fatores econômicos. Aumento do custo da matéria-prima, volatilidade
cambial, integração de sistemas e outras adversidades não impediram
a Companhia de alcançar resultados positivos. Para amparar a gestão
integrada, conta com avançadas plataformas tecnológicas, com base
no sistema SAP, e sistemas regidos por normas internacionais de meio
ambiente, saúde, segurança e qualidade.
Investimentos*
4.716
R$ milhões
CAGR=30,9%
2.404
1.936
101
69
110
2002
2003
2004
280
2005
637
2006
1.052
857
2007
2008
2009
2010
2011
* Considera as incorporações de Sadia (2009) e Eleva (2008)
(1) proforma
controle do Grupo Dánica, ambas empresas sediadas na Argentina.
A fábrica da Plusfood na Holanda recebeu aportes para ampliação da
capacidade produtiva e melhoria de produtividade.
Além do anúncio da construção da fábrica no Oriente Médio e
da constituição de uma joint venture no mercado chinês, no Brasil
foi adquirida a empresa Heloísa, com foco em produtos lácteos, e
exercida a opção de aquisição da Copercampos, cujos investimentos
já haviam sido adiantados em razão da parceria para abate e
processamento de suínos.
Logística – Foi criada uma estrutura internacional de supply
chain, com escritórios no Oriente Médio, na América Latina e na
China. No Brasil, os centros de distribuição receberam investimentos
de R$ 82 milhões visando a melhorias de desempenho, com
destaque para automação e racionalização de processos. A área
também destinou recursos para o treinamento e a capacitação de
profissionais.
Relatório anual 2011 / 7
Bom Conselho - PE
Tecnologia da Informação – Investimentos em processos
permitiram unificar as plataformas de gestão de BRF e Sadia, aspecto
fundamental para a captura de sinergias identificadas com a união
das duas empresas. Cerca de R$ 98,9 milhões foram aportados em
2011 na implantação de projetos de melhoria e integração, com
envolvimento de cerca de 300 pessoas em tempo integral, no
período de 18 meses.
Meio ambiente – Os investimentos somaram R$ 146,2 milhões,
especialmente para destinação, tratamento e mitigação de resíduos
(51% do total) e prevenção e gestão (24%), que reúne investimentos
em projetos, novas tecnologias, ganhos de eficiência energética e
redução de emissões atmosféricas.
Investimentos ambientais |GRI EN30|
R$ milhões
2009
2010
2011
21.1
24.3
37.8
Destinação, tratamento e mitigação
66.5
74.0
80.2
Investimentos em florestas
24.2
45.8
28.2
111.8
144.1
146.2
Prevenção e gestão
Vitória de Santo Antão - PE
Investimentos em 2011
Melhorias
Total
(1) Até 2010, eram considerados os valores totais de projetos e florestas. Em 2011, o critério é o
valor efetivamente gasto no ano. Não há alteração na métrica para gastos com tratamento de
efluentes e destinação de resíduos.
R$ 1,4 bilhões
Matrizes totalizaram R$ 492,2 milhões
19,3%
(1)
Perspectivas
4,1%
Intangível
Em 2012, a Companhia acelerará os investimentos, principalmente
nos projetos cuja execução dependia da aprovação da fusão. Nesse
sentido, planeja aumentar o número de novos produtos no mercado,
em comparação ao ano anterior.
Entre os objetivos para o mercado internacional estão ampliar
e melhorar o portfólio, crescer o volume de processados, elevar a
participação no varejo e em food services e aumentar a rede de
distribuição própria. O processo para a futura abertura de fábrica na
China deve replicar o modelo empregado no Oriente Médio. Na área
de logística, serão buscados novos fornecedores no Leste europeu e
no Sudeste asiático.
43,4%
Novos projetos
33,2%
Produtividade
Novos
Negócios
Aquisições
R$ 260,2 milhões
Avex-Argentina
150 mil cab/dia
Copercampos
- Brasil
Dánica-Argentina
7mil cab/dia
Aves
Suínos
Margarinas, Molhos,
Maioneses e Pastas
Greenfield
(em construção)
US$ 120 milhões
8 / BRF
10.350 t/mês
Oriente
Médio
Heloisa - Brasil
80 mil t/ano
600 mil litros/leite/dia
Processamento de carnes
Queijos/lácteos
Sadia - Chile
aquisição participação
minoritária
Governança corporativa
Ética, transparência e equidade
são pilares do modelo de
governança corporativa, que tem
por base as melhores práticas do
mercado.
Composição acionária
Controle difuso – direitos igualitários
Capital Social: R$ 12,6 bilhões
Número de ações: 872.473.246
Base: 31-12-11
13,08%
Primeira empresa do setor de alimentos e bebidas a se enquadrar
nas regras do Novo Mercado da BM&FBovespa, a BRF tem a ética,
a transparência e a equidade como pilares de seu modelo de
governança corporativa. Com base nas melhores práticas, mantém
exclusivamente ações ordinárias; direitos igualitários, prêmio nas
ofertas públicas e mecanismos de proteção aos investidores;
proibição de acionistas e executivos auferirem vantagens pelo
acesso a informações privilegiadas; política de negociação de
valores mobiliários e de divulgação de fatos relevantes; e arbitragem
como forma mais ágil e especializada de solução de conflitos de
interesses. |GRI 4.6|
A BRF aderiu ao Novo Mercado da BM&FBovespa em 12 de abril
de 2006, estando vinculada à Câmara de Arbitragem do Mercado,
conforme cláusula compromissória constante no seu Estatuto Social.
Empresa de controle difuso, seus papéis são negociados na Bolsa
de Valores de São Paulo (BM&FBovespa – BRFS3) e na Bolsa de
Nova York (ADRs nível III-BRFS). Com presença nos dois mercados,
a Companhia obedece, em suas demonstrações financeiras, os
princípios internacionais de contabilidade (IFRS) e as determinações
do Sistema de Controle Interno do Reporte Financeiro (SCIRF),
baseado na Lei Sarbanes-Oxley (SOX).
Trimestralmente, o Conselho de Administração aprova os
resultados da Empresa, que são apresentados publicamente
segundo os princípios gerais de contabilidade (IFRS). A Diretoria
reúne-se mensalmente para acompanhar o desempenho geral,
utilizando indicadores propostos por instituições brasileiras e
internacionais, a exemplo das diretrizes Global Reporting Initiative
(GRI). A BRF mantém um Comitê de Governança, Sustentabilidade
e Estratégia, de apoio ao Conselho de Administração; e um Comitê
Executivo de Sustentabilidade, formado por vice-presidentes, com
o objetivo de avaliar e monitorar o desempenho, além de riscos e
oportunidades em sustentabilidade. |GRI 4.9|
Para assegurar a transparência no relacionamento com o
mercado, oferece um atualizado site de relações com investidores
(www.brasilfoods.com/ri), divulga informações relevantes, promove
reuniões em associações, como a Apimec, e realiza conference
calls a cada três meses e roadshows nacionais e internacionais.
ADRs (NYSE)
23,31%
12,76%
Previ
Nacionais
10,30%
Petros
8,02%
27,72%
Estrangeiros
Tarpon
0,35% Tesouraria
2,71% Valia
0,40% Sabiá
1,34% Sistel
Também faz reuniões individualizadas (one-on-one), atendimento às
demandas das principais instituições financeiras para a realização de
reuniões com investidores e mantém uma equipe especializada no
atendimento dos investidores individuais.
As instâncias de governança incluem Assembleia Geral de
Acionistas, Conselho de Administração, Conselho Fiscal que
desempenha funções de Comitê de Auditoria, Comitês de
assessoramento ao Conselho de Administração e DiretoriaExecutiva. |GRI 4.1|
Assembleia de acionistas
As assembleias são realizadas com presença superior a 70% de
acionistas, que têm sua participação estimulada por abordagem
direta aos investidores e encaminhamento do manual de
referência, no qual são detalhados os motivos da assembleia, a
importância da presença dos acionistas, além de orientações gerais
sobre o processo. As assembleias aprovam as demonstrações
financeiras, incorporações e outros assuntos, elegem o Conselho
de Administração e o Conselho Fiscal e fixam a remuneração dos
administradores, entre outros assuntos. |GRI 4.4|
Relatório anual 2011 / 9
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Conselho de Administração
Eleito em abril de 2011 e com mandato de dois anos, o Conselho
de Administração é composto por dez membros. Em linha com as
melhores práticas, o presidente do Conselho de Administração não
exerce funções executivas. Sete conselheiros são independentes,
proporção que supera os 20% recomendados pelas regras do
Novo Mercado da BM&FBovespa. O conceito de conselheiro
independente é o definido pela regulamentação do Novo Mercado
da BM&FBovespa. |GRI 4.2, 4.3|
As qualificações para integrar o Conselho de Administração estão
definidas no Estatuto Social e incluem aspectos como: ter reputação
ilibada, não ocupar cargos em concorrentes ou representar interesses
conflitantes. O Conselho de Administração é avaliado por processo
desenvolvido especialmente por uma consultoria especializada e
independente. Tanto os membros do Conselho como dos comitês e
o presidente da Companhia possuem uma ferramenta de avaliação
formal do desempenho individual. A Diretoria-Executiva é avaliada
por processo interno validado pela administração. |GRI 4.7, 4.10|
10 / BRF
Membro
Cargo
1. Nildemar Secches
Presidente (Membro
independente)
2. Paulo Assunção de Sousa
Vice-Presidente
3. Allan Simões Toledo
Membro
4. Décio da Silva
Membro independente
5. José Carlos Reis de
Magalhães Neto
Membro independente
6. Luis Carlos Fernandes Afonso
Membro
7. Luiz Fernando Furlan
Membro independente
8. Manoel Cordeiro Silva Filho
Membro independente
9. Pedro de Andrade Faria
Membro independente
10. Walter Fontana Filho
Membro independente
Comitês |GRI 4.1|
Desde 2006, a BRF mantém comitês de assessoramento do
Conselho de Administração, que são constituídos por integrantes do
Conselho e da Diretoria. Em 2011, atuavam os seguintes comitês:
Comitê de Governança, Sustentabilidade e Estratégias
– Tem papel consultivo em relação a: práticas de governança
corporativa; estratégias; diretrizes e planejamento estratégico;
orçamentos de investimentos anuais e plurianuais; oportunidades
de investimentos e/ou desinvestimentos aos novos negócios; fusões,
cisões e aquisições; sistema de gestão; políticas e atividades de
responsabilidade institucional e socioambiental; acompanhamento
dos trabalhos desenvolvidos pelo Comitê de Auditoria e pelo
Comitê de Divulgação e Controles Internos Sarbanes-Oxley, em
cumprimento à legislação estabelecida pela Securities Exchange
Commission (SEC).
Comitê de Finanças e Política de Riscos – Responde pelo
assessoramento a: políticas de riscos corporativos e financeiros;
políticas de captações de recursos; processos dos sistemas internos
de controles financeiros e contábeis; remuneração dos investidores; e
adequada estrutura de capital.
Comitê de Pessoas – Desempenha função consultiva de
acompanhamento a: execução da política de recursos humanos;
critérios de remuneração da Diretoria-Executiva, incluindo planos de
incentivo de curto e longo prazos; metas e critérios de avaliação de
desempenho da Diretoria-Executiva; acompanhamento do plano de
sucessão da Diretoria-Executiva.
Comitê de Melhores Práticas – É responsável pelo
acompanhamento dos processos de obtenção de sinergias
resultantes da fusão e pela avaliação dos retornos dos novos projetos
da Companhia.
Comitê
Integrantes
Governança,
Sustentabilidade e
Estratégia
Allan Simões Toledo
Décio da Silva
José Carlos Reis de Magalhães Neto*
Nildemar Secches
Finanças e Política de
Riscos
Leopoldo Viriato Saboya
Luís Carlos Fernandes Afonso
Luiz Fernando Furlan
Manoel Cordeiro Silva Filho*
Pessoas
Paulo Assunção de Souza
Pedro de Andrade Faria
Walter Fontana Filho*
Melhores Práticas
Luiz Fernando Furlan
Nildemar Secches
Walter Fontana Filho*
Conselho Consultivo
Sênior
Wang Wei Chang
*Coordenadores
Agência
Fitch
Standard & Poors
Moody’s
Rating
BBBBBBBaa3
Outlook
Estável
Estável
Estável
1
Conselho Fiscal/Comitê de Auditoria
Constituído por três membros, sendo um deles especialista
financeiro, reúne-se mensalmente e, quando necessário, participa de
reuniões em conjunto com o Conselho de Administração. Em linha
com os termos da legislação americana, o Conselho Fiscal também
exerce as funções de Comitê de Auditoria.
Nome
Cargo
1. Attilio Guaspari*
Membro independente
2. Decio Magno Andrade
Stochiero
Membro
3. Manuela Cristina Lemos
Marçal
Membro
2
3
*Especialista financeiro
Relatório anual 2011 / 11
Diretoria-Executiva
Nome
Cargo
A Diretoria-Executiva é composta por 11 membros, que
respondem diretamente ao Conselho de Administração.
O grupo é responsável pela gestão dos negócios em
total acordo com as diretrizes estratégicas definidas pelos
executivos e aprovadas pelo Conselho de Administração. Em
julho de 2011, após a aprovação da fusão, passaram a integrar
a equipe Ely David Mizrahi e José Eduardo Cabral Mauro, nos
cargos de vice-presidente de Food Services e vice-presidente
de Mercado Interno, respectivamente.
1. José Antonio do Prado Fay
Diretor-Presidente
2. Antonio Augusto de Toni
Vice-Presidente de Mercado Externo
3. Ely David Mizrahi
Vice-Presidente de Food Services
2
11
7
8
1
6
5
3
9
4
10
4. Fabio Medeiros Martins da Silva Vice-Presidente de Operações
Lácteos
5. Gilberto Antonio Orsato
Vice-Presidente de Recursos
Humanos
6. José Eduardo Cabral Mauro
Vice-Presidente de Mercado Interno
7. Leopoldo Viriato Saboya
Vice-Presidente de Finanças,
Administração e Relações com
Investidores
8. Luiz Henrique Lissoni
Vice-Presidente de Supply Chain
9. Nelson Vas Hacklauer
Vice-Presidente de Estratégias e M&A
10. Nilvo Mittanck
Vice-Presidente de Operações e
Tecnologia
11. Wilson Newton de Mello Neto Vice-Presidente de Assuntos
Corporativos
Remuneração
Os integrantes do Conselho de Administração têm remuneração
fixa, condicionada à sua participação nas reuniões. Os membros do
Conselho Fiscal/Comitê de Auditoria recebem remuneração fixa, de
acordo com a participação em reuniões, em valor que atingiu R$ 0,41
milhão em 2011.
A remuneração total da diretoria estatutária somou R$ 21,8
milhões, composta por parcelas fixa e variável, que é atrelada a
metas e indicadores de desempenho a serem atingidos no exercício.
A determinação dos valores da remuneração variável considera o
12 / BRF
desempenho do executivo mediante metas individuais e coletivas
extraídas do planejamento estratégico e orçamentário e vinculadas
aos indicadores gerais de produtividade da Companhia e/ou da
respectiva área de atuação, além de indicadores de otimização
de recursos e de gestão de pessoas. O acompanhamento desses
indicadores é realizado ao longo de todo o exercício pelas
áreas de Controladoria e de Recursos Humanos, sendo validado
formalmente, após apuração dos resultados anuais, pelo Conselho de
Administração. |GRI 4.5|
Comportamento ético
|GRI 4.8|
O Código de Ética e Conduta
foi revisado e lançado no
início de 2012, encorajando
comportamentos e atitudes
guiados pelos valores básicos.
Questões como integridade, ética e combate a qualquer tipo de
corrupção representam preocupação da BRF. Nesse sentido, suas
operações são orientadas por um Código de Ética e Conduta que, em
decorrência da fusão entre Perdigão e Sadia, foi revisado e lançado
no início de 2012. Nele, a Companhia deixa claro o que espera da
conduta de cada profissional, encorajando seus administradores e
funcionários a adotarem comportamentos e atitudes guiados pelos
valores básicos e pelas diretrizes éticas. Essas orientações abrangem
questões de conflitos de interesse, utilização de informação
proprietária, relacionamento com parceiros de trabalho, fornecedores
e clientes, entre outros temas.
As violações aos princípios éticos e às diretrizes do Código
podem ser comunicadas por meio do Canal de Denúncias – e-mail:
[email protected] e telefones: 0800.702.7014 (nacional) e
55.11.3466.8510 (internacional) – de forma anônima, abrangendo
qualquer tipo de denúncia, independentemente de sua natureza:
corrupção, mau comportamento, abuso de drogas ou álcool ou
qualquer outro problema que possa ameaçar a integridade da BRF e
seus públicos de relacionamento.
As denúncias relativas a matérias previstas na Lei SarbanesOxley, relacionadas a possíveis irregularidades ou impropriedades
nos registros contábeis, controles internos de natureza contábil e
assuntos de auditoria, devem ser encaminhadas diretamente ao
Comitê de Auditoria da Empresa, pelo e-mail comitedeauditoria@
brasilfoods.com, ou por meio de correspondência.
A conduta esperada também é apresentada e explicada no
Programa de Integração de Novos Funcionários, quando há
um momento para a abordagem do Código de Ética. Todos os
contratados assinam o termo de compromisso, assumindo a
responsabilidade de cumprir e zelar pela observância integral e
permanente das diretrizes e princípios éticos que orientam os
relacionamentos internos e externos. |GRI S03|
A Auditoria Interna avalia a adequação dos controles internos e
apura denúncias e/ou indícios de procedimentos em desacordo às
práticas normais e ao Código de Ética e Conduta eventualmente
ocorridos nas unidades de negócio (143 no final de 2011, entre
frigoríficos, filiais de distribuição, indústria de lácteos e fábricas de
ração). Em 2011 foram realizados trabalhos em aproximadamente
100 unidades. As demais entram em uma escala que pode levar
mais de um ano; contudo, devem passar todo o ano por avaliação a
distância. |GRI SO2|
Em 2011, foi lançado um Código de Conduta específico para
fornecedores. Ele consolida as diretrizes de Perdigão e Sadia em um
único documento e esclarece como deve ser o comportamento de
uma empresa que almeja ser parceira da BRF. A meta é encerrar 2012
com 40% dos fornecedores críticos de suprimentos cientes das novas
normas e, até 2015, ter 80% do grupo nessas condições.
Conformidade
Em 2011, foram registradas 39 ocorrências relacionadas a questões
ambientais, das quais cinco tramitam na esfera judicial. Ao longo do
ano, a BRF foi condenada ao pagamento de multas que somaram
R$ 714 mil decorrentes de 16 sanções administrativas, e recebeu
duas advertências (sanções não pecuniárias). Firmou ainda quatro
Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), dos quais dois resultaram
em multas no valor total de R$ 768 mil. |GRI EN28|
A Companhia iniciou em dezembro de 2011 um Projeto de
Regularização das Obrigações, com o objetivo de levantar e
regularizar todas as licenças das unidades, incluindo as ambientais
e consequentes condicionantes. Dessa forma, eventuais não
conformidades serão apuradas e tratadas, estabelecendo-se critérios
e prazos para resolução dos problemas.
Em decorrência de questões trabalhistas, a Companhia recebeu
multas que somam R$ 4,2 milhões, sendo R$ 2,7 milhões pagos
durante 2011. Não foi registrada qualquer sanção não monetária
proveniente de ações dessa natureza. |GRI SO8|
Relatório anual 2011 / 13
Compromissos externos
|GRI 4.12|
Para reforçar seu compromisso com a sustentabilidade, a Companhia participa de iniciativas promovidas por organizações,
institutos e entidades que vão ao encontro de seus seis pilares da sustentabilidade. Entre elas destacam-se:
Iniciativas
Premissas
Pacto Global (ONU)
Seguir os dez princípios relacionados a direitos humanos, direitos do trabalho,
proteção ambiental e anticorrupção.
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ONU)
Colaborar com os objetivos globais de erradicação da fome e da miséria; educação
de qualidade e para todos; não discriminação; redução da mortalidade infantil; saúde
das gestantes; combate às doenças; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; e
universalização do trabalho.
Pacto Empresarial pela Integridade e contra a
Corrupção
Adotar padrões éticos para o relacionamento com o poder público.
Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
Combater o trabalho escravo (ou análogo ao escravo) nas operações da BRF e em seus
fornecedores.
Choices International Foundation
Desenvolver produtos mais saudáveis que levam o Selo Minha Escolha, de acordo com
critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Programa Brasileiro GHG Protocol
Relatar inventário de emissões atmosféricas causadoras do efeito estufa.
Carbon Disclosure Project (CDP)
Incluir inventário de emissões atmosféricas causadoras do efeito estufa em banco
global do CDP.
Conexões sustentáveis/Pacto da Pecuária
Colaborar para a conservação da Amazônia por meio da não associação com
fornecedores que promovam o desmatamento ilegal.
Programa Na Mão Certa
Combater a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras,
principalmente por meio do engajamento das transportadoras contratadas.
Associações
Adicionalmente, a BRF participa dos seguintes organismos e
associações: |GRI 4.13|
Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento
Sustentável (CEBDS) – Coalizão dos mais expressivos grupos
empresariais do Brasil, é representante do World Business Council
for Sustainable Development (WBCSD). Conta com a participação
de 185 grupos multinacionais, integrando uma rede global de
mais de 50 conselhos nacionais que atuam para disseminar uma
nova maneira de fazer negócios ao redor do mundo. A Companhia
associou-se em janeiro de 2012.
Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) – Rede
de organizações de origem empresarial, familiar, independente e
comunitária que investe em projetos com finalidade pública. Sua
atuação contribui para a promoção do desenvolvimento sustentável
do Brasil, por meio do fortalecimento político-institucional e do
apoio à atuação estratégica dos investidores sociais privados. A BRF,
por intermédio do Instituto Sadia, é associada desde 2007.
14 / BRF
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social –
Organização sem fins lucrativos que fomenta a gestão de negócios
de forma socialmente responsável visando à construção de uma
sociedade justa e sustentável. O Instituto Ethos propicia a troca de
conhecimento e experiências e o desenvolvimento de ferramentas
para auxiliar as empresas a analisarem suas práticas de gestão e
aprofundar seu compromisso com a responsabilidade social e o
desenvolvimento sustentável.
Comunitas – Em 2011, o Instituto BRF se associou à organização
que tem por objetivo promover o desenvolvimento social do País
por meio do engajamento dos diversos setores da sociedade,
estimulando e fomentando atuações coletivas para o enfrentamento
das desigualdades sociais e a promoção de um Brasil mais
sustentável. A iniciativa está alinhada aos objetivos de colaborar com
o desenvolvimento comunitário.
Premiações
|GRI 2.10|
Premiações e destaques
Motivo
Instituição
Best Investor Relations by a Latin American
Company in the US Market
A BRF ficou entre as finalistas como Melhor Relações
com Investidores das companhias da America Latina
no mercado norte-americano.
IR Magazine US Awards
Melhores Companhias para os Acionistas na
categoria valor de mercado superior a R$ 15
bilhões
Governança corporativa (nota máxima atribuída – 10);
liquidez; criação de valor; retorno de ação e dividendos
e sustentabilidade.
Revista Capital Aberto em
parceria com Stern Stewart do
Brasil e Centro de Estudos de
Governança da Fipecafi.
Melhores CEO, CFO, Executivo de RI
Melhores Executivos do Setor de Alimentos da AL, de
acordo com a opinião de investidores e analistas.
Institutional Investor
Equipe de RI e Programa de RI
Melhores do Setor de Alimentos da AL de acordo com
a opinião de investidores e analistas.
Institutional Investor
Prêmio SESI
Premiada nas categorias Inovação e Ambiente de
Trabalho Seguro e Saudável.
Sesi/Fiesc
Produto do Ano
Meu Menu, 1° lugar na categoria Prato Pronto.
Produto do Ano – pesquisa
Ibope
Top of Mind 2011
Pelo sétimo ano consecutivo, Elegê é a marca de leite
mais lembrada entre os consumidores do RS.
Revista Amanhã
Empresa do Ano (Alimentos)
Eleita a empresa do ano na categoria alimentos
IstoÉ Dinheiro
Fórum de Gestão Sustentável
Certificado de Destaque Máximo em Público Interno.
Anuário Expressão
Top of mind – margarina Qualy
Ao completar 20 anos de lançamento, a Qualy é pela
sexta vez Top of Mind em sua categoria.
Folha de S. Paulo
Gestão de riscos
Práticas e políticas de
gerenciamento e minimização
dos fatores de riscos sobre os
resultados.
O processo de gestão de riscos da BRF é robusto, moderno
e contempla ações de proteção que beneficiam também seus
acionistas, fornecedores, consumidores e o meio ambiente. Ele
regula o comportamento que é esperado da Organização em todas
as etapas da cadeia de produção – desde a previsão de demanda até
o pós-venda.
A política de gerenciamento de riscos é desenvolvida de
maneira participativa, com envolvimento de todas as áreas e é
constantemente atualizada – necessidade advinda de um mercado
em contínua transformação. O material é reportado regularmente ao
Conselho de Administração, que avalia e aprova o seu conteúdo e
define as diretrizes estratégicas.
Relatório anual 2011 / 15
Financeiro – Um Comitê de Gestão de Risco Financeiro assessora
a Diretoria-Executiva e o Conselho de Administração na execução da
política de proteção e gestão de riscos. Esse instrumento se destaca
por sua avançada formatação e sistematização de controles para
gerenciar criticidades que podem afetar o negócio, como flutuação
das taxas de juros, variações cambiais e preço das commodities.
Define os procedimentos que podem, ou não, ser adotados na
proteção da Organização. Não é permitida, por exemplo, a realização
de operações alavancadas em mercados derivativos, enquanto as
operações individuais de hedge (notional) devem ser limitadas a
2,5% do patrimônio líquido da Companhia. O escopo de trabalho do
comitê engloba, também, o estudo e a atuação em casos de riscos
ao patrimônio e à área de transportes.
Cadeia de suprimentos – Diferentes componentes da cadeia
de suprimentos fazem parte da política de gestão de risco e
possuem mecanismos de prevenção e reparo de danos. No caso
de infraestrutura logística, por exemplo, é empregada uma matriz
multimodal para identificar e mitigar os fatores que podem afetar
o desempenho das operações. A política de gestão de riscos de
fornecedores está sendo revisada. Em 2012, será implantado um
novo modelo, mais sistematizado, atualizado e completo.
Ambiental – As unidades fabris operam de acordo com a
legislação brasileira no que se refere ao lançamento de dejetos,
resíduos sólidos e efluentes líquidos. São mantidas equipes técnicas
capacitadas para atualizar constantemente os procedimentos e agir
de forma correta e eficaz em situações de emergência na Empresa.
Operacional – A gestão dos riscos operacionais é atribuição de
uma área dedicada a identificar e monitorar aspectos que possam
colocar em xeque a produtividade e a continuidade das operações,
que segue uma política em constante atualização. Esses riscos foram
mapeados e definidos de acordo com o impacto e a probabilidade
de ocorrência, o que permitiu identificar processos que precisam
ser adaptados ou ajustados em todas as unidades. Envolvem,
16 / BRF
por exemplo, escassez e custo de mão de obra, infraestrutura da
malha logística, operações industriais, entre outros aspectos. São
contratados seguros contra danos materiais e lucros cessantes
envolvendo fábricas, equipamentos, transporte dos produtos e
responsabilidade civil sobre produtos e operações. A área de logística
mantém um plano de contingência de forma a garantir a operação
contínua da cadeia de suprimentos e distribuição de produtos
aos clientes. Em sua atuação, a Empresa considera o Princípio da
Precaução, segundo o qual a ausência de certeza científica não deve
ser utilizada como justificativa para prevenir a ameaça de danos
sérios ou irreversíveis ao meio ambiente ou à saúde humana. Esse
princípio é observado nas fases de desenvolvimento, concepção,
fabricação e distribuição do produto. |GRI 4.11|
Controle sanitário – O acompanhamento permanente
das práticas adotadas pelos produtores integrados e um rígido
sistema de operação industrial integram o conjunto de medidas
para eliminar ou minimizar riscos dessa natureza. A existência de
unidades de abate em diferentes regiões do País e no exterior reduz
impactos decorrentes de questões sanitárias ou eventuais embargos
internacionais a uma região específica.
Segurança do alimento – O histórico de todos os itens
produzidos pela Companhia, em qualquer unidade, pode ser
rastreado, identificando desde as matrizes entregues aos aviários/
plantéis até o produto distribuído ao consumidor final. Esse processo
inclui controle de ração e medicamentos fornecidos aos animais.
Todos os fornecedores assinam contratos com cláusulas de garantia
da segurança dos itens comercializados.
Commodities – Os mercados são permanentemente
monitorados para antecipar movimentos que possam ter impacto
positivo ou negativo nos custos das operações, que seguem
políticas de estoques e de hedge para garantir a oferta de insumos
e amenizar o risco de grandes volatilidades de preços de grãos. A
aquisição de insumos é feita por meio de concorrência, sistema
que auxilia a manter os custos sob maior controle. Entre os fatores
que determinam a localização geográfica de suas unidades estão
a oferta de grãos e a infraestrutura de escoamento da produção.
Discutida mensalmente em reunião de diretoria, a política de risco
de commodities tem, entre seus pilares, o monitoramento de toda
a cadeia produtiva, buscando sempre a melhor relação custo x
benefício.
Imagem e reputação – A Companhia tem uma política de risco
de imagem e reputação clara e abrangente para todos os negócios
e segmentos de atuação. As normas para a área de produtos, por
exemplo, alcançam inclusive as relações com parceiros como
Unilever e Kraft. Um comitê de crise, liderado pelo vice-presidente
de Assuntos Corporativos, atua em todas as ocorrências que possam
expor a imagem da BRF.
Jurídico – Padrões éticos buscam resguardar a Companhia de
riscos de não conformidades com legislações e regulamentos nas
esferas federal, estaduais ou municipais. Nesse sentido, atua ainda
uma área jurídica que mantém permanente acompanhamento de
eventuais aspectos questionados por órgãos governamentais, com o
objetivo de reduzir demandas administrativas e judiciais.
Desempenho operacional
Foram lançados 228 produtos no
ano nos diferentes segmentos de
atuação, um reflexo da ênfase em
desenvolvimento e inovação.
Cenário setorial
Economia global - As economias dos principais países
emergentes continuam em expansão e sustentando o crescimento
mundial, apesar das incertezas na Zona do Euro e do ritmo de
crescimento mais lento das economias maduras. As últimas revisões
do Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam PIB mundial em
3,8% para 2011, 1,6% de crescimento para as economias maduras e
6,4% para o grupo dos países emergentes.
O Fundo vê a economia global em 2012 mais desaquecida,
mas longe de atingir uma recessão. É esperado que os países
desenvolvidos mantenham investimentos nos mercados emergentes
e que a Zona do Euro intensifique seus esforços para resolver a crise.
O PIB da Zona do Euro encolheu 0,3% no 4T11 em comparação ao
3T11 e cresceu 0,7% ante igual período do ano anterior, conforme
a Eurostat, agência de estatísticas da região. O FMI prevê ainda uma
leve recessão na Zona do Euro em 2012, ainda que as economias de
Alemanha e França continuem a crescer.
Já a economia chinesa deve expandir-se 9,2% em 2011 (dados
FMI). O país tem sofrido com a ameaça de desaceleração das
exportações diante de um cenário global incerto, mas apesar do
menor ritmo esperado para esse ano, o FMI prevê que “a China tem
espaço para uma resposta fiscal anticíclica e deve usar esse espaço”
para estimular a economia doméstica e espera uma retomada do
crescimento chinês em torno de 9,0% para 2012.
Economia doméstica – A desaceleração da economia brasileira
no 2S11 foi maior do que esperada, reflexo principalmente do aperto
monetário e fiscal promovido na virada do ano e da deterioração
do ambiente internacional. O PIB brasileiro a preços de mercado
apresentou variação de 1,3% no 4T11 versus 2,1% no 3T11. Em
dezembro/11, o volume de vendas do comércio varejista restrito
(que não inclui veículos, peças e material de construção) superou em
6,7% ao do mesmo mês de 2010. No ano, os segmentos de hiper e
supermercados tiveram alta de 4,0%, abaixo dos 9,0% de 2010 versus
2009. Esse desempenho mais ajustado pode ser atribuído a fatores
como aumento do custo dos alimentos, bem como a uma resposta
defasada da forte desaceleração dos rendimentos reais nos últimos
meses. Em 2012, a perspectiva é de retomada do consumo no varejo,
impulsionado pelo reajuste expressivo do salário mínimo, que deverá
impactar positivamente as famílias de renda mais baixa.
Para 2012, a expectativa é que os cortes de juros, o aumento
nominal de 14% no salário mínimo e a esperada diluição da tensão
internacional possam influenciar positivamente a economia
brasileira. As baixas taxas de desemprego no País e o consumo
ascendente também são impulsionadores do crescimento brasileiro.
Além disso, o consumo de itens básicos e de alimentação no varejo
também tende a aquecer-se em 2012 por conta do aumento
de massa salarial das famílias mais carentes. Perspectivas do FMI
mostram uma evolução do PIB Brasil de 3,0% em 2012, chegando a
4,9% em 2013.
Exportações brasileiras – No 4T11, o volume de frango
exportado pelo Brasil foi 7,7% maior que o 3T11. Comparando com
o mesmo trimestre de 2010, esse aumento foi de 7,9%. A receita
com exportações de frango em dólar foi 8,9% maior no 4T11 ante
o 3T11 e mais de 20% em relação ao 4T10. Segundo dados da
Ubabef/Secex, os volumes exportados de frango em 2011 foram
3,2% superiores ao ano anterior (com aumento de receita de 21,2%).
A progressiva abertura do mercado chinês iniciada em 2011 será
fundamental para propiciar uma continuidade no crescimento das
exportações brasileiras para os próximos anos.
Já o desempenho para carne suína foi menos aquecido no 4T11 e
também no ano todo. Os volumes exportados no 4T11 versus 3T11
aumentaram somente 2,2%, enquanto a receita cresceu mais de
12,0% nessa comparação. Porém, em relação ao 4T10, os volumes
exportados no último trimestre de 2011 foram 1,6% menores, apesar
de a receita ter aumentado 11,5%. Os volumes exportados fecharam
Relatório anual 2011 / 17
o ano de 2011 com queda de 4,4% comparados a 2010 e aumento
de receita de 7,0%. Com o embargo da Rússia às carnes brasileiras
em 2011, que causou um grande impacto negativo, a expectativa
da indústria processadora de suínos é de diversificação dos destinos
em 2012. A Ásia é a maior aposta para sustentar as exportações
brasileiras em 2012, com expectativas em mercados como Hong
Kong, China e Coreia do Sul. A recente aprovação dos embarques
de suínos pelos EUA pode acelerar a abertura do Japão e da Coreia
do Sul. Para a Abipecs, esses mercados asiáticos são importantes
pela quantidade de carne que consomem e por sua demanda
por produtos de melhor qualidade e com maior valor agregado. A
medida poderá abrir também as exportações para a Europa, outro
mercado com regras sanitárias bastante exigentes.
Elaborados/processados vendidos*
Mil toneladas
CAGR=20%
2011
2.513
2010
2.472
2009
2.341
2008
1.196
2007
948
2006
2005
2004
765
636
563
2003
517
2002
502
* Inclui produtos de carnes, outros processados e lácteos
(1) Proforma
18 / BRF
Em relação à carne bovina (in natura e industrializados), os
volumes totais exportados no 4T11 cresceram 2,6% ante o 3T11
(com aumento de receita de 1,8% no mesmo período). Já em
comparação ao 4T10, houve aumento de volume exportado de
10,9% e de receita de 26,1%. Os volumes exportados de carne
bovina caíram 10,8% em 2011 ante 2010. Em contrapartida, a receita
se sustentou 11,7% acima de 2010, impulsionada pela alta do preço
da carne exportada e do dólar.
De modo geral, 2012 tende a ser um ano positivo para as
exportações brasileiras de carnes. As expectativas de abertura de
novos mercados, retomada dos mercados tradicionais e crescimento
na demanda vinda dos países emergentes deverão elevar o volume
das exportações brasileiras de carnes durante 2012, em especial de
carne de frango, que se beneficiará dos altos preços praticados pela
carne bovina.
Matéria-prima – O preço médio da saca do milho no mercado
interno teve redução de 4,4% no 4T11 versus 3T11 em decorrência
da diminuição de 12,3% do volume de exportação em relação
ao ano anterior. Comparando 4T11 e 4T10, os preços de milho
no mercado interno ficaram 4,9% mais altos em razão da forte
alta dos preços internacionais (+10,5% acima do 4T10) em parte
compensada por estoques finais 2,2% mais elevados no Brasil
quando comparados ao ano anterior. O preço da soja no mercado
brasileiro sofreu queda de 3,7% no 4T11 versus 3T11, com a
perspectiva de plantio de área recorde no Brasil e na Argentina
e a maior disponibilidade de soja nos EUA a partir de setembro/
outubro. Comparando 4T11 e 4T10, os preços no mercado interno
caíram 6,0% em razão de estoques mais elevados que no ano
anterior. Preços de soja no mercado internacional subiram 5,5% na
comparação do 4T11 e 4T10 devido à redução na produção dos EUA
de 90,6 em 2010 para 83,2 milhões de toneladas em 2011 (-8,2%).
No ano de 2011, no mercado brasileiro, o milho subiu 37,5% e a soja,
14,7%, enquanto no mercado internacional o incremento foi de 59%
para o milho e de 25,9% para a soja, segundo safra e mercados.
Panorama mundial de aves*
Mil toneladas – “ready to cook” equivalente
*Frangos, aves especiais e perus
Produtores
Exportadores
11.540
Brasil
China
2012 crescimento
Projeções
2
México
Índia
Outros
2012 queda
Brasil
2011
1
Dados preliminares
Fonte: USDA/Out 11
EUA
UE - 27
2012
2
Projeções
200
225
Tailândia China Argentina Outros
2011
1
1
828
445
743
500
460
2.700
UE - 27
1
1
2.750
410
2.932
1.250
1.270
2.902
EUA
3.320
3.261
13.806
13.206
13.459
14.133
3.607
3.440
5,0%
11.440
19.170
19.350
23.258
4,8%
24.077
2
2
Dados preliminares
Fonte: USDA/Out 11
Panorama mundial de suínos
Mil toneladas – equivalente carcaça
Exportadores
Produtores
2.309
2.000
1.900
1.160
China
EUA
Projeções
2
Rússia
Vietnã
20121 queda
Dados preliminares
280
EUA
20112
UE - 27
Canadá
Brasil
20121 crescimento
1
Projeções
2
China
145
Chile
181
570
Outros
Fonte: USDA/Out 11
582
260
1.960
11.667
2.020
Brasil
20121 crescimento
1
11.932
1.960
3.227
10.278
UE - 27
3.295
2,1%
1.160
2,1%
10.466
1.965
22.480
22.530
140
49.500
2.246
51.280
Outros
20121 queda
Dados preliminares
186
20112
Fonte: USDA/Out 11
Panorama mundial de bovinos
Mil toneladas – equivalente carcaça
Produtores
Exportadores
16.720
Brasil
UE - 27
China
Projeções
2
Dados preliminares
1.878
1.241
1.250
504
Índia Argentina Outros
20121 queda
Austrália
Índia
EUA
20121 crescimento
20112
Fonte: USDA/Out 11
Brasil
1
Projeções
2
Dados preliminares
475
465
2.600
501
2.500
3.285
3.060
1.275
1.100
5.550
20121 crescimento
1
1.375
1.325
1.350
8.050
8.000
9.030
1.380
5.520
11.463
9.210
EUA
16.610
2,0%
12.048
1.982
3,8%
Nova
Zelândia
UE - 27 Outros
20121 queda
20112
Fonte: USDA/Out 11
Relatório anual 2011 / 19
Preço médio de exportação, suínos
Preço médio de exportação, aves
US$/Kg
3,3
3,1
2,9
2,7
2,5
2,3
2,1
1,9
1,7
1,5
US$/Kg
3,3
3,1
11,98%
2,81
2,7
2,59
2,5
17,4%
2,3
2,1
1,7
1,5
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11
2011
2010
2011
2010
Fonte: ABIPECS
Fonte: UBABEF
Preço dos grãos – milho
Preço dos grãos – soja
R$/saca de 60 kg
R$/saca de 60 kg
55
30
25
23,65
44,9%
20
23,26
50
49,09
45
45,50
14,9%
40
15
35
30
10
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11
2011
2010
2011
2010
Fonte: FNP
Fonte: FNP
Preço do leite
Dólar
R$/litro
R$ x US$
0,95
17,41%
0,80
0,846
0,721
0,65
0,50
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11
2011
2010
Fonte: CEPEA
20 / BRF
2,12
1,97
2,0
1,9
1,8
1,7
1,6
1,5
1,4
1,3
1,2
1,1
1,0
1,81
1,71
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11
2011
2010
Fonte: Bloomberg
Produção
Mercado interno
Em 2011, a BRF produziu 5,8 milhões de toneladas de alimentos,
volume 4,1% superior ao registrado em 2010. A maior parte desse
crescimento ocorreu em carnes. Em todos os segmentos, foi
dada prioridade à evolução de margens de comercialização em
detrimento de acréscimo de volume e participação de mercado.
Foram encerradas as atividades de São Lourenço do Sul (RS) e
Itatiba (SP) e transferida a produção para Carambeí (PR) – bebida
láctea – e Teutônia (RS) – leites pasteurizados. A decisão de realocar a
fabricação deveu-se especialmente a questões logísticas.
O processo produtivo teve foco no redirecionamento da produção
destinada à Rússia para outros mercados sem afetar volume de
produção, em razão do embargo ocorrido no final do 2T11. Em linha
com o plano estabelecido, teve início a produção da Copercampos
de acordo com a curva prevista; ocorreu o avanço de capacidade
gradativa da unidade de Lucas do Rio Verde (MT); e foram capturadas
sinergias de acordo com o planejado na estruturação organizacional
pós-aprovação do Cade.
Foi também estruturada a área de Inteligência em Compras,
com o objetivo de monitorar riscos e oportunidades nas cadeias
mais relevantes, e implementado o Global Sourcing. Uma parcela
importante das sinergias capturadas foi obtida com a execução de
projetos de otimização, a partir do esforço conjunto de suprimentos
e áreas técnicas.
Em termos de inovação, foram lançados 288 novos SKUs, sendo:
Food Services – 14; mercado doméstico – 43; exportações – 121;
bovinos – 82; e segmento de lácteos – 28. Foi iniciada a construção
do novo centro de tecnologias em Jundiaí (SP) para suportar os
processos de inovação, com previsão de início das operações
durante 2012.
As vendas no mercado interno evoluíram 14,3%, para R$ 11,6
bilhões, em um momento marcado por taxas mais tímidas de
evolução de consumo se comparadas aos percentuais de 2010.
Além disso, o aumento no preço das commodities pressionou os
custos de produção. Por outro lado, contribuíram positivamente
para o resultado a política de gestão de preço e custo, os esforços de
produtividade da equipe de vendas e os investimentos em inovação.
Carnes – Mesmo com aumento de custos, sobretudo dos grãos, o
segmento de carnes evoluiu 18% em receitas. Foi comercializado 1,8
milhão de toneladas no ano. A receita ficou em R$ 9 bilhões.
Outros produtos processados – A linha de congelados foi um
dos focos de inovação em 2011. Os produtos da Sadia que levam o
nome Escondidinho tiveram sua distribuição ampliada para todo o
Brasil e alcançaram excelente desempenho de vendas. Foi também
ampliada a linha Meu Menu, da Perdigão, que encontrou alta
receptividade pelos consumidores. A receita total do segmento foi
de R$ 2,0 bilhões, com crescimento de 2,3%.
Produção
2011
2010
Var. %
Abate de aves (milhões
de cab.)
1.756
1.623
8
10.979
10.563
4
Carnes
4.250
3.992
6
Lácteos
1.102
1.110
(1)
445
469
(5)
11.239
10.723
5
Abate de suínos/
bovinos (mil cab.)
Market share (%)
71,3
77,2
69,7
55,1
60,3
11,1
Industrializados Congelados
de carnes
de carnes
Massas
Pizzas
congeladas
Margarinas Processados
lácteos
Produção (mil t)
Outros produtos
processados
Rações e concentrados
(mil t)
|GRI FP9|
Relatório anual 2011 / 21
Cadeia produtiva de carnes
Grãos
Amarzenamento
de milho e soja
Ração
Granja de aves
e suínos: ovos,
matrizes e leitões
Industrialização
Abate de aves,
suínos e bovinos
Produtores
integrados
Incubatório
Rede de
supermercados
Transporte
Centro de
distribuição
Exportação
Varejo
Consumidor
Cadeia produtiva de lácteos
22 / BRF
Propriedade
rural
Frutas (polpa)
e soja
Varejo
Coleta do
leite
Industrialização
Centro de
distribuição
Transporte
Armazenamento
de leite
Rede de
distribuição
Consumidor
Unidades industriais no Brasil
RR
AP
AM
PA
MA
2
CE
1
RN
2
PI
PB
2 3
PE
AC
TO
RO
SE
AL
BA
MT
5
1
3
1 1
1
GO
5
1
MG
MS
3
1
ES
3
RJ
SP
7
1
2 3
4 7
6
PR
SC
12 2
RS
18 5
Unidades industriais
Centros de distribuição
41
Unidades industriais carnes,
soja e industralizados
44
Unidades industriais lácteos
15
BRF Brasil Foods
Centros de distribuição
BRF Brasil Foods
Unidades margarinas
2
Relatório anual 2011 / 23
Mercado externo
As operações no mercado internacional evoluíram satisfatoriamente
em 2011. Apesar do cenário conturbado por oscilação cambial, crise
econômica europeia, banimento da carne brasileira pela Rússia e elevação
dos custos das commodities, a receita líquida aumentou 12,3%, para R$
10 bilhões, com volume de 2,2 milhões de toneladas, 1,2% abaixo do ano
anterior devido à estratégia de priorização de melhoria de margens.
Alguns mercados, como Europa, Japão, China e Cingapura, ajudaram
a impulsionar o desempenho positivo, enquanto Oriente Médio e Egito,
afetados por conflitos populares (Primavera Árabe), assim como o
Iraque, registraram menores performances. A divisão europeia Plusfood
alcançou resultado acima do esperado. O desempenho reflete mudanças
estratégicas nos portfólio de clientes e produtos e modernização da
unidade industrial da Holanda.
Comportamento dos mercados
Extremo Oriente – Os volumes cresceram 4% e as receitas, 20,1%,
mesmo considerando a pressão de redução de preços no último trimestre
no mercado japonês, que havia performado bem até o final do 1S11. Devese ter ainda uma compressão de margens nesse mercado até o ajuste dos
estoques locais.
Eurásia – As receitas caíram 26,6%, com volumes 31,5% menores,
devido ao embargo russo em relação à grande parte das plantas brasileiras
exportadoras para aquele país. Apesar disso, a Ucrânia absorveu grande
parte dos volumes ora destinados à Rússia, diminuindo o impacto negativo
da medida.
Europa – Nessa região, as dificuldades encontradas por alguns países,
especialmente Grécia, Itália e Portugal, não impactaram os negócios.
As receitas nesse mercado cresceram 8,1%, mesmo com a redução de
volumes de 9,2%, em razão do foco estratégico de maior agregação de
valor, especialmente com produtos da Plusfood, que ampliam o portfólio a
partir do aumento de capacidade produtiva local.
Oriente Médio – As receitas cresceram 5,7%, enquanto os volumes
ficaram estáveis. Esse mercado esteve com margens pressionadas em
produtos como o griller – uma das maiores demandas para essa região,
especialmente no 2S11. A campanha de marketing focada no período
religioso Ramadã, com o objetivo de fidelizar ainda mais os clientes em
relação à marca Sadia, que é Top of Mind na região, ajudou a amenizar a
pressão de margens dos produtos in natura. Visando à agregação de valor
nesse mercado, será construída uma nova unidade fabril nos Emirados
Árabes, com foco na produção de produtos processados (empanados,
hambúrgueres, etc.).
América do Sul – As receitas cresceram 55,2% e os volumes, 14,8%.
Além da demanda crescente desses mercados, houve a incorporação dos
negócios adquiridos da Avex e da Dánica a partir do 4T11, na Argentina.
África e outros países – Na África, a Companhia continuou
com o principal objetivo de estreitar o relacionamento com alguns
distribuidores em regiões consideradas estratégicas, tendo crescido
32,7% as receitas, enquanto nos outros países o incremento foi de 51,7%.
Lácteos
O aprimoramento do mix de produtos conduziu a área de lácteos
para um incremento de 9,8% na receita, que totalizou R$ 2,5 bilhões. A
alta atípica do açúcar e a elevação constante do preço do leite pago ao
produtor pressionaram os custos de produção do segmento de lácteos.
Foram dados passos importantes com a remodelação do parque fabril
e a divulgação da linha Naturis, dos queijos prato e mussarela Sadia e da
embalagem com conceito de desperdício zero do leite Batavo.
Food Services
O desempenho do segmento em 2011 foi maior do que a média de
evolução registrada pelo mercado. Isso comprova a importância do Food
Services na estratégia de expansão da Companhia, em um processo que
agrega prestação de serviços aos clientes como um diferencial competitivo.
A receita do ano teve incremento de 19,7%, ficando em R$ 1,4 bilhão.
O resultado deve-se especialmente ao fortalecimento do consumo de
refeições fora do lar, ao aumento do poder de compra do brasileiro,
em particular da classe C, e ao crescimento das redes de alimentação,
impulsionado principalmente pelo avanço da indústria de shopping
centers, inclusive no interior do País.
O modelo de gestão da área contribuiu para o resultado, refletindo a
reformulação de processos a partir da união das melhores práticas das
marcas Sadia e Perdigão. Exemplos são a agregação de valor na entrega
da carne bovina e o aprimoramento da visão de área fornecedora
de serviço, com portfólio e comercialização dedicados. Além disso, a
agregação de valor no posicionamento das contas globais contribui para
a performance do segmento de Food Services.
Exportações por região (% receita líquida)
2011
21,9%
Outros países
2010
30,0%
7,4%
Europa
24 / BRF
Outros países
31,9%
Oriente Médio
11,3%
Eurásia
18,3%
16,9%
Oriente Médio
Eurásia
22,4%
Extremo Oriente
19,0%
Europa
20,9%
Extremo Oriente
Desempenho econômico-financeiro
A geração de caixa, expressa pelo
EBITDA, atingiu R$ 3,2 bilhões, alta
de 23,1%, mensurando a melhoria
de resultados e os ganhos de
sinergias.
Composição da receita operacional
líquida (%)
Por produto
2,3%
Outros
6,7%
Leites*
3,2%
5,6%
Food service
29,9%
Aves
Lácteos
8,6%
Receita operacional líquida – A receita operacional líquida
atingiu R$ 25,7 bilhões no ano, 13,3% superior a 2010, especialmente
respaldada pelo bom desempenho registrado no mercado interno e
no segmento de food services. No 4T11, a receita operacional líquida
foi beneficiada pela comercialização dos produtos comemorativos
(natalinos).
Custos das vendas – Os custos das vendas cresceram 12,4%,
atingindo R$ 19 bilhões. Embora o custo do milho e do farelo de soja
tenha evoluído 38% no ano, além de pressão de outros custos como
materiais diretos e mão de obra, o CPV ficou em 74,1% da ROL, 60
basis points menor do que no ano anterior, devido principalmente às
sinergias absorvidas.
Lucro bruto e margem bruta – O lucro bruto totalizou R$ 6,7
bilhões, um ganho de 16,2%, refletindo na melhoria de 60 basis
points, ou 0,6 ponto percentual, na margem bruta, que saiu de 25,3%
e atingiu 25,9% da ROL, respaldado pelo desempenho de receitas e
os ganhos de sinergias.
Despesas operacionais – As despesas operacionais
ficaram 10,6% maiores em decorrência dos investimentos em
implementação de sistemas de TI e do pagamento de consultorias
para o processo de fusão. Apesar disso, houve um ganho de 60 basis
points.
Outras despesas operacionais – O montante de R$ 402,7
milhões de outros resultados operacionais é 2,2% superior ao ano
anterior e contempla receitas de reversões de provisões, recuperação
de despesas, plano de benefícios e indenizações de seguros. Já nas
despesas abrange: custos com a fase pré-operacional das novas
unidades industriais, sinistros, provisão para riscos tributários e cíveis.
Além disso, de acordo com a regulamentação IFRS, as participações
nos lucros são contabilizadas também nessa rubrica.
Resultado e margem operacional – Com uma margem
operacional 130 basis points superior – de 6,5% para 7,8% –,
o resultado operacional demonstra o impulso registrado no
desempenho dos negócios. O lucro operacional antes das
despesas financeiras (EBIT) atingiu de R$ 2 bilhões, registrando um
ganho de 34,8%.
Outros
processados
9,1%
34,6%
Suínos/bovinos
Processados
carne
Por mercado
40%
Mercado
externo
60%
Mercado
interno
Financeiras – As despesas financeiras líquidas somaram R$ 479,5
milhões (0,7% abaixo) e mantiveram-se praticamente estáveis em
relação ao ano anterior. Embora a volatilidade cambial registrada no
ano tenha trazido reflexos para o aumento da dívida e das despesas
financeiras, a gestão de risco eficiente e a adoção das melhores práticas
de hedge accounting mitigaram os efeitos adversos no resultado
financeiro.
Além do câmbio, o direcionamento de caixa para suporte aos
investimentos em Capex e aquisições no ano elevou a dívida líquida
em 48,7%, para R$ 5,4 bilhões, resultando em uma dívida líquida sobre
EBITDA de 1,7 vez, com exposição cambial contábil de US$ 470,7 milhões.
Diante do elevado nível de exportações, a Companhia realiza
operações com objetivo específico de proteção (hedge) cambial. De
Relatório anual 2011 / 25
acordo com os padrões contábeis de hedge accounting (CPC 38 e IAS
39), a Companhia se utiliza de instrumentos financeiros derivativos
(ex: NDF) e não derivativos (ex: dívida em moeda estrangeira) para
realizar operações de hedge e concomitantemente eliminar as
respectivas variações cambiais não realizadas no demonstrativo de
resultado (sob a rubrica de Despesas Financeiras).
A utilização de instrumentos financeiros não derivativos para
cobertura cambial continua possibilitando reduções significativas
na exposição líquida de balanço em moeda estrangeira, gerando
substanciais benefícios com a sincronia entre os fluxos das
obrigações em moeda estrangeira e os embarques de exportação,
contribuindo para a redução na volatilidade do resultado financeiro.
Em 31.12.11, os instrumentos financeiros não derivativos
designados como hedge accounting para cobertura cambial
somaram USD 645,2 milhões e proporcionaram redução de
exposição patrimonial cambial de mesmo valor. Em adição, os
instrumentos financeiros derivativos designados como hedge
accounting no conceito cash flow hedge para cobertura das
exportações altamente prováveis somaram USD 1.360 milhões
+ EUR 316 milhões + GBP 69,3 milhões e também contribuíram
diretamente para a redução da exposição cambial. Em ambos os
casos, o resultado não realizado de variação cambial foi contabilizado
em conta do patrimônio líquido, evitando assim o impacto nas
despesas financeiras.
Perfil do endividamento
Em 31/12/11
Em 31/12/10
Circulante
Não Circulante
Total
Total
Var. %
Moeda Nacional
1.814
1.515
3.330
3.216
4
Moeda Estrangeira
1.909
3.086
4.995
4.069
23
3.723
4.601
8.324
7.285
14
Moeda Nacional
1.133
70
1.203
1.059
14
Moeda Estrangeira
1.630
83
1.713
2.592
(34)
2.763
153
2.916
3.651
(20)
960
4.448
5.408
3.634
49
471
(85)
-
R$ milhões
Endividamento bruto
Aplicações
Total aplicações
Endividamento líquido
Exposição cambial - US$ milhões
Distribuição valor adicionado |GRI EC1|
R$ milhões
2011
2010
Var.%
Recursos humanos
3.766
3.164
19
Impostos
3.743
3.530
6
Juros
1.645
1.642
0
Juros sobre o capital próprio
632
263
141
Retenção
735
542
36
(2)
1
-
10.519
9.142
15
R$ milhões
2011
2010
VAR. %
Resultado Líquido
1.367
804
70
(2)
1
-
Participação dos acionistas não controladores
Total
EBITDA
Participação de Acionistas não Controladores
Imposto de Renda e Contribuição Social
157
196
(20)
Financeiras Líquidas
480
483
(1)
Outros Resultados/Resultado da equiv. Patrimonial
357
370
(4)
Depreciação, Exaustão e Amortização
886
780
14
3.244
2.635
23
= EBITDA
26 / BRF
Imposto de Renda e Contribuição Social – O Imposto de
Renda e a Contribuição Social totalizaram R$ 156,5 milhões no ano,
20,3% inferior, em consequência das diferenças de alíquotas sobre
resultados das subsidiárias no exterior e da variação cambial sobre os
investimentos no exterior. Entretanto, no 4T11, foram contabilizados
nessa rubrica R$ 215 milhões relativos à constituição de provisão para
perda do Imposto de Renda e da Contribuição Social diferidos sobre
prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social sobre o lucro
líquido, que não serão aproveitados após a incorporação da Sadia na
BRF de acordo com o previsto para 2012, em observância ao CPC 24
(Eventos Subsequentes – IAS 10), e ao CPC 32 (Tributos sobre Lucro –
IAS 12). O valor acima reflete a melhor estimativa da Administração no
momento. O valor final do impacto da incorporação da Sadia na BRF
será apurado em 31 de dezembro de 2012. A provisão mencionada
não afetará o valor dos dividendos propostos/distribuídos relativos
ao exercício de 2011 e objeto de distribuição por intermédio do
pagamento de juros sobre o capital próprio.
Resultado líquido e margem líquida – O lucro líquido foi de
R$ 1,4 bilhão no ano, com margem líquida de 5,3%, um aumento de
70,1% em relação ao ano anterior, derivado do bom desempenho
registrado e das sinergias capturadas, apesar dos desafios das
exportações e da volatilidade cambial. No 4T11, o lucro líquido atingiu
R$ 121 milhões, 66,4% abaixo, devido aos fatores explanados acima.
Conforme informado no item anterior, no 4T11 foi constituída
provisão para a futura incorporação da Sadia. Excluindo esse efeito, o
lucro líquido ajustado no ano foi de R$ 1,6 bilhão, 96,8% acima, com
margem líquida de 6,2%, e de R$ 336 milhões no 4T11, 6,7% abaixo,
com margem líquida de 4,7%.
EBITDA – O EBITDA atingiu R$ 3,2 bilhões, 23,1% superior,
registrando um ganho de 100 basis points em relação ao ano anterior
e mensurando a melhoria de resultados e os ganhos de sinergias
de custos e despesas comerciais variáveis. Quando comparado
o 4T11, registra-se uma redução de 4,1%. Apesar de a margem
EBITDA ter sido reduzida pelos fatores anteriormente abordados
(como pressão de preços em alguns mercados de exportação,
pressão de grãos – refletindo-se em maiores custos de produção
das principais matérias-primas e atrasos nos embarques de volumes
de exportações por redirecionamento de portos devido a greves
ocorridas em Itajaí), o resultado operacional do 4T11 apresenta uma
importante geração operacional de caixa.
Situação patrimonial – Em 31/12/11 o Patrimônio Líquido era de
R$ 14,1 bilhões, ante R$ 13,6 bilhões em 31/12/10, 3,5% de aumento,
refletindo-se em 11,6% de retorno sobre o investimento anualizado.
Combinação dos negócios – Os tratamentos contábil e
fiscal referentes ao acordo de associação foram mensurados em
consonância com as práticas atualmente vigentes e alocados
no ativo imobilizado ou no ativo não circulante, sob a rubrica
“Intangível”, o qual será objeto de avaliação anual pelo teste de
impairment (não recuperabilidade).
IFRS – A BRF adaptou integralmente seus procedimentos para
avaliação dos itens patrimoniais, mudanças nas exigências de
divulgação de informações e análises das essências econômicas das
transações às regras do IFRS, de acordo com os pronunciamentos de
orientação – CPCs.
Fluxo de caixa
R$ milhões
2011
2010
Resultado do exercício
1.367,4
804,1
Ajustes para reconciliar o lucro líquido
ao caixa gerado
1.897,9
3.057,3
3.265,4
3.861,4
Contas a receber de clientes
(640,2)
(401,5)
Estoques
(538,6)
163,5
566,7
154,8
Pagamento de contigências
(203,2)
(91,3)
Pagamento de juros
(466,2)
(545,6)
5,6
4,0
(846,8)
86,3
(2.122,8)
(629,8)
1.142,6
3.231,6
29,3
-
(230,2)
-
Aquisição de investimento
(4,7)
-
Aquisições de imobilizado
(1.125,2)
(697,8)
(492,2)
(376,1)
6,0
38,1
(58,8)
(64,7)
Atividades operacionais
Variações nos ativos e passivos
Fornecedores
Juros sobre o capital próprio recebidos
Salários, obrigações sociais e outros
Caixa originado pelas atividades
operacionais
Atividades de investimentos
Aplicações financeiras
Aquisições de empresas
Aquisições de ativo biológico
Alienações do imobilizado
Aplicações no intangível
(1.875,9) (1.100,6)
Atividades de financiamentos
Empréstimos e financiamentos
Juros sobre o capital próprio
Outras atividades de financiamentos
259,5
(1.428,7)
(501,6)
(153,2)
(84,2)
(1,3)
(326,3) (1.583,2)
Variação cambial sobre caixa e
equivalentes
Aumento (decréscimo) líquido no
saldo de caixa
115,8
(135,3)
(943,8)
412,4
Relatório anual 2011 / 27
Presença Global
7
unidades
industriais
no exterior
Escritórios no exterior
Fábricas no exterior
Exportações
x5
28 / BRF
140
19
países
importadores
escritórios
no exterior
Relatório anual 2011 / 29
Vendas totais
Mercado Interno
Carnes
In Natura
Aves
Suínos/Bovinos
Elaborados/Processados (Carnes)
Outros Processados
Outras vendas
Total
Processados
% Vendas Totais
Mercado Externo
Carnes
In Natura
Aves
Suínos/Bovinos
Elaborados/Processados (Carnes)
Outros Processados
Outras vendas
Total
Processados
% Vendas Totais
Lácteos
Lácteos
Leites
Processados lácteos
Food Service
Total
Vendas Totais
Total
2011
1.760
379
251
128
1.381
429
440
2.629
1.810
69.
2011
2.153
1.840
1.582
258
313
24
40
2.217
337
15.
2011
1.071
861
209
2011
275
2011
6.191
2010
1.664
350
232
118
1.314
446
389
2.499
1.760
70.
2010
2.220
1.875
1.594
281
345
18
6
2.244
363
16.
2010
1.078
873
205
2010
240
2010
6.062
Mil toneladas
Var. %
6
8
8
8
5
-4
13
5
3
Var. %
-3
-2
-1
-8
-9
28
-1
(7)
Var. %
-1
-1
2
Var. %
14,7
Var. %
2,1
2011
9.032
1.887
1.112
774
7.145
2.043
555
11.630
9.188
79.
2011
9.876
8.126
6.572
1.554
1.750
175
42
10.093
1.925
19.
2011
2.539
1.720
818
2011
1.444
2011
25.706
2010
7.652
1.632
933
699
6.020
1.996
529
10.177
8.017
79.
2010
8.890
7.238
5.724
1.513
1.652
91
4
8.985
1.743
19.
2010
2.312
1.586
726
2010
1.207
2010
22.681
R$ milhões
Var. %
18
16
19
11
19
2
5
14
15
Var. %
11
12
15
3
6
93
12
10
Var. %
10
9
13
Var. %
19,7
Var. %
13 ,3
Ações como investimento
Volume financeiro negociado na
BM&FBovespa e na NYSE cresceu
74,1% e impulsionou valorização de
33,2% nas ações da Companhia.
As ações da BRF encerraram 2011 com valorização de 33,2%, ante
retração de 18,1% do Ibovespa, principal índice do mercado acionário
brasileiro, figurando entre os dez papéis com melhor valorização no
período na BM&FBovespa. Os ADRs, negociados na Bolsa de Valores de
Nova York (NYSE), também tiveram desempenho positivo, com alta de
15,8%, em comparação a 5,5% do índice Dow Jones.
O volume financeiro médio diário negociado na BM&FBovespa
e na NYSE ficou em US$ 79,6 milhões, 74,1% acima do registrado
no ano anterior. As ações da Companhia integram os principais
índices do mercado brasileiro, destacando-se o Ibovespa, que
30 / BRF
reúne os 69 papéis mais negociados do pregão, e o Índice de
Sustentabilidade Empresarial (ISE), integrado por ações de 36
empresas comprometidas com a responsabilidade social e a
sustentabilidade empresarial. Na NYSE, os ADRs da BRF participam de
57 índices do mercado americano, sendo um dos papéis brasileiros
mais negociados.
Remuneração aos acionistas – O Conselho de Administração
aprovou a remuneração aos acionistas no montante total de
R$ 632,1 milhões, correspondentes a R$ 0,726723260 por ação, com
pagamentos ocorridos em 29/08/2011 (R$ 0,33591469 por ação) e
em 15/02/2012 (R$ 0,39080857 por ação), sob a forma de juros sobre
o capital próprio, com a devida retenção de Imposto de Renda na
Fonte, conforme legislação em vigor. O montante distribuído aos
acionistas, relativo ao exercício de 2011, representou 40% do lucro
líquido ajustado apurado no período.
Recompra de ações – O Conselho de Administração da
Companhia autorizou em 30/05/11, o programa de recompra
de ações da Companhia para a aquisição de até 4.068.336 ações
ordinárias, todas escriturais e sem valor nominal, correspondentes
a 0,466% do seu capital social, excluindo-se as ações em tesouraria,
que vigorou pelo prazo de 90 dias. O objetivo do Programa é a
manutenção das ações em tesouraria para eventual atendimento
ao disposto no “Plano de Opção de Compra de Ações” e no “Plano
de Opção de Compra de Ações Adicional”, ambos aprovados na
Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Companhia realizada
em 31/03/2010. O montante total de recompra no período foi
2.630.100 ações.
Em 2011, a BRF realizou o BRF Day (apresentação pública) em SP, RJ, Londres e NY.
Volume negociado mensal
2011: US$ 79,6 milhões/dia
74,1% superior a 2010
3.000
25
2.500
20
2.000
15
1.500
10
1.000
5
500
0
Dez
06
Mar
07
Jun
07
Set
07
Dez
07
Mar
08
Jun
08
Set
08
Dez
08
Mar
09
Jun
09
Set
09
Dez
09
Mar
10
Jun
10
Set
10
Dez
10
Mar
11
Jun
11
Set
11
Volume (US$ milhões)
BRFS
Dez
11
Preço (US$)
Preço BRFS3 (US$)
BRFS3
Desempenho na NYSE
Desempenho na BM&FBovespa
BRFS
2011
2010
BRFS3
2011
2010
Cotações - US$
19,55
16,88
Cotações - R$
36,42
27,34
Volume de ADRs negociado (milhões)
488,8
286,9
Volume de ações negociado (milhões)
593,7
558,7
Performance
15,8%
28,9%
Performance
33,2%
20,5%
5,5%
11,0%
Índice Bovespa
(18,1%)
1,0%
IGC
(12,5%)
12,5%
ISE
(3,3%)
5,8%
Índice Dow Jones
*fechamento
*fechamento
Desempenho dos ADRs X Dow Jones
(Base 100 – Dez 06 – série 5 anos)
Desempenho das ações X Ibovespa
(Base 100 – Dez 06)
BRFS 284
300
300
BRFS3 243
150
150
IBOV 128
Dow Jones 98
0
0
Dez
06
Dez
07
BRFS
Dow Jones
Dez
08
Dez
09
Dez
10
Dez
11
Dez
06
Dez
07
Dez
08
Dez
09
Dez
10
Dez
11
BRFS3
IBOV
Relatório anual 2011 / 31
32 / BRF
ALAVANCAR A
SUSTENTABILIDADE
NA CADEIA DE VALOR
Política de compras |GRI FP1, HR2, HR6, HR7|
Programa de Monitoramento
criado em 2011 busca assegurar
práticas sustentáveis nos
fornecedores.
A BRF realiza verificações para garantir que esses critérios estão
sendo cumpridos (autoavaliações; auditorias de documentações e de
serviços nos locais de produção; visita de extensionistas às propriedades
dos integrados). Em 2011, não foi registrada nenhuma ocorrência de
não conformidade. O descumprimento dos termos acordados dá à
Organização o direito de rescindir os contratos com os fornecedores.
Monitoramento |GRI HR2, HR6, HR7|
A BRF compromete-se com a disseminação de práticas
sustentáveis também em sua cadeia de fornecimento. Todos
os fornecedores (suprimentos; grãos, farelos e óleos; bovinos;
lácteos; agropecuária; logística) estão em conformidade com
a Política de Compras da Empresa. Para a contratação de bens
e serviços, são considerados os seguintes aspectos: viabilidade
comercial, competitividade em custos, capacidade técnica, situação
econômico-financeira e alinhamento a políticas e diretrizes sociais e
ambientais.
A Companhia exige, assim, padrões mínimos ambientais e de
direitos humanos de seus fornecedores. Há verificação constante
de algumas informações públicas, como a Lista do Trabalho Escravo
e a Lista de Áreas Embargadas do Ibama. Além desses padrões, há
a obrigatoriedade de atendimento a outros critérios, dependendo
da particularidade do setor. No caso de compra de grãos, não
adquire insumos de fornecedores que promovam o desmatamento
ilegal da Amazônia. Já as propriedades de produtores integrados
passam por avaliação constante e, caso ocorra descumprimento de
compromissos ambientais e sociais estabelecidos, é elaborado um
plano de ação para reverter o quadro.
Para a compra de bovinos, acrescenta-se checagem do site da
Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema) e a
apresentação de Guia de Transporte Animal e Certificado de Cadastro
de Imóvel Rural emitido pelo Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra). Do total de abate de bovinos, 20% do
volume provém de produção própria, em sistemas viabilizados por
contratos de parceira ou prestação de serviço (engorda ou recria).
Para promover uma cadeia de suprimentos sustentável e competitiva,
a Companhia busca a excelência operacional por meio de programas
como Supply Chain de Classe Mundial, Monitoramento da Cadeia de
Fornecedores, Gestão Integrada de Fornecedores (GIF) e Programa de
Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA).
O Supply Chain de Classe Mundial, programa que visa à excelência
em gestão de custos e em serviços aos clientes, obteve importantes
avanços em 2011. Entre eles, destacam-se a capacitação de 65
funcionários em melhores práticas de compras; a consolidação de
processos internos de análise de categoria; e a maior preparação do
corpo técnico para a execução de projetos de redução de custos.
Adicionalmente, como parte do processo de Global Sourcing, houve a
abertura de escritório de compras na China.
O Programa de Monitoramento da Cadeia de Fornecedores, criado
em 2011, busca identificar os principais riscos sociais e ambientais na
cadeia, reduzindo os impactos na sociedade e desenvolvendo novas
oportunidades de atuação. Esse programa atua por meio de seis grupos
de trabalho (Bovinos; Grãos/farelos/óleos; Logística; Agropecuária;
Suprimentos; Lácteos), que objetivam disseminar a sustentabilidade e
aprimorar o relacionamento da BRF com seus fornecedores.
Suprimentos – No ano, 140 fornecedores de suprimentos (compra
de embalagens; investimentos e energia; insumos; parcerias, carnes
e vendas; fretes e serviços logísticos) foram convidados a fazer uma
autoavaliação sobre práticas de sustentabilidade e de gestão (direitos
humanos, meio ambiente, qualidade dos produtos). Além disso,
foram realizadas nove auditorias presenciais. Para 2012, o objetivo é
consultar 14% dos fornecedores críticos por meio de questionário de
autoavaliação e fazer auditoria presencial em 30 empresas.
Relatório anual 2011 / 33
Grãos, farelos e óleos – Foram também realizadas autoavaliações
em fornecedores de farelo e soja do Estado do Mato Grosso,
considerados críticos por atuarem próximos ao bioma amazônico. Em
2012, as avaliações serão estendidas para as demais regiões onde há
compra de grãos.
Agropecuária - De importância fundamental para a Companhia,
os produtores integrados atuam em um sistema de parceria com a BRF,
garantindo assim que os padrões de qualidade e de sustentabilidade
incluam a base da cadeia produtiva. Em 2011, foram desenvolvidas
diversas atividades visando ao reforço da sustentabilidade nos
integrados: 1) treinamento de todos os extensionistas sobre o Índice
de Conformidade BRF; 2) capacitação dos integrados em relação à
logística reversa dos resíduos de serviço de saúde; 3) curso sobre
os impactos ambientais relacionados ao Sistema de Suinocultura
Sustentável; 4) desenvolvimento de um sistema modelo de avaliação
do nível de sustentabilidade econômica das propriedades rurais.
Bovinos – Na cadeia de bovinos, foram visitados os 300 maiores
fornecedores, que responderam a questões de direitos humanos, meio
ambiente, instalações rurais, armazenagem e descarte de insumos,
manejo e bem-estar animal, rastreabilidade e manejos alimentar,
sanitário e reprodutivo. A meta é que todos os fornecedores estejam
auditados até o final de 2014.
Logística – Uma das principais iniciativas do programa foi o
treinamento de 251 motoristas e ajudantes terceirizados no combate
à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias. Em
logística, foi lançado ainda o projeto Gestão Integrada de Fornecedores
(GIF), que prevê premiação e ranking dos parceiros com base em
critérios de qualidade, competitividade em custo, sustentabilidade do
negócio e cuidado com as pessoas e ao meio ambiente, incluindo o
modelo de gestão da frota e consumo de combustíveis.
Lácteos – A BRF tem três grandes programas direcionados a
ampliar a competitividade na cadeia de lácteos. Baseados na forte
relação com os produtores integrados de suínos e aves, eles buscam
alavancar a produção de leite e as opções de renda no meio rural.
Lançado no último trimestre de 2011, o Programa de Pagamento
por Qualidade (Pró-Quali) incentiva os produtores a melhorarem
o produto in natura, com recompensa financeira à oferta de leite de
qualidade superior (como teor de gordura e sólidos totais). |GRI FP1|
Na mesma linha, foi adotado o Boas Práticas na Fazenda, que visa
fomentar a melhoria da qualidade da matéria-prima, com suporte aos
produtores em melhoramento genético, sanidade animal e manejo
de rebanho. Há ainda o Agrega Leite, que será colocado em prática
em 2012, para ajudar os criadores de gado a produzirem melhor e
a gerenciar custos de forma mais sustentável. Além disso, pretende
estimular aqueles que ainda não estão na área leiteira a expandirem
seus negócios.
Código de Conduta para Fornecedores – Um dos resultados do
Programa de Monitoramento foi o redesenho do Código de Conduta
para Fornecedores, no final de 2011. O maior objetivo é reafirmar o
compromisso com a gestão responsável e a sustentabilidade, incluindo
comportamento ético, temas socioambientais relevantes (como
combate ao uso de mão de obra infantil ou escrava, liberdade sindical
dos trabalhadores e correta gestão ambiental), assim como padrões
mínimos a serem seguidos por fornecedores. A meta é que 40% dos
fornecedores críticos de suprimentos estejam cientes das normas até o
final de 2012. |GRI HR2, HR6, HR7|
Ciclo de vida do sistema
Para ampliar a avaliação dos impactos, a BRF iniciou em 2011
a Análise do Ciclo de Vida de produtos, desenvolvida em parceria
com a Universidade de Santa Catarina. O projeto-piloto abrangeu
o sistema produtivo de aves, em Concórdia (SC), e a produção de
empanados (nuggets), em Chapecó (SC). São avaliadas as qualidades
da alimentação, do transporte e de outras etapas que compõem a
cadeia produtiva. No caso dos produtos empanados, a checagem inclui
componentes como farinha e embalagem.
Em 2012, serão apresentados os primeiros resultados da ação na
cadeia de frangos, e o estudo do ACV será expandido para a produção
de suínos. Nessa etapa, serão identificados os pontos fortes e fracos
dos processos, bem como os riscos e as oportunidades, reunindo
conhecimento para amparar decisões que assegurem a qualidade dos
produtos com menor impacto ambiental. |GRI EN26|
Fornecedores submetidos a avaliação de direitos humanos |GRI HR2|
Segmento
Agropecuária (produtores integrados aves e suínos)
Suprimentos(1)
Grãos, farelos e óleos
(2)
Produtores bovinos
(2)
Contratos com
Cláusulas de
Direitos Humanos
Resposta a
questionários de
autoavaliação
Auditoria/visita
técnica nas
dependências de
fornecedores
Fornecedores
que assinaram o
Código de Conduta
100%
100%
100%
Não aplicável
20%
6%
2%
19%
100%
22%
9%
70%
-
60%
-
Não aplicável
(3)
(1) Considera valor de compras
(2) Considera volume de compras
(3) Considera somente as compras pontuais (spot). Mesmo não tendo contrato, esses fornecedores passam por consultas em relação ao tema. Em caso de ocorrência, a compra é vetada
34 / BRF
Gestão de resíduos sólidos
A BRF segue orientações da Política Nacional de Resíduos Sólidos
e participa de iniciativas conjuntas do setor alimentício, como o
compromisso setorial assumido pela União Brasileira de Avicultura
(Ubabef ) para adotar ações de incentivo à cadeia de reciclagem.
Assim, está iniciando um trabalho de recuperação e reciclagem de
embalagens de seus produtos. Destacam-se duas parcerias nessa
direção: com a TetraPak, envolvendo embalagens de leite UHT, e
com a TeraCycle, para embalagens de produtos congelados (papelão
cartonado) e potes plásticos de margarina.
Em 2012, a Companhia pretende estender sua atuação na
gestão dos resíduos sólidos com o apoio de uma série de medidas:
estruturação de coleta seletiva na sede administrativa, início
de projetos de logística reversa de alguns resíduos gerados na
Empresa, substituição das sacolas plásticas das lojas corporativas
por opções reutilizáveis, e acompanhamento do acordo setorial para
atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos. |GRI EN27|
Fornecedores locais |GRI EC6|
Não existe uma política quanto à preferência por fornecedores
locais, instalados nos estados das unidades de produção, mas a
Companhia possui em cada regional uma equipe de negociação
responsável por atendimento local e compras regionalizadas.
Em 2011, 24% do milho e sorgo e 10% da soja consumidos
pela Empresa foram comprados de produtores locais. Já 100% dos
bovinos foram adquiridos no Estado do Mato Grosso, onde estão
localizados os dois frigoríficos de boi da Companhia. Cerca de
70% das compras de leite provêm da Região Sul do País, devido
principalmente à localização das unidades fabris e bacias leiteiras.
Considerando o sistema de integração agropecuária, 60%
dos produtores também estão localizados na Região Sul (SC, RS,
PR), reflexo da necessidade de manter a produção próxima do
processamento dos alimentos.
Participação de fornecedores locais de
suprimentos (% do valor gasto com
fornecedores do estado) |GRI EC6|
Estado (1)
2010
2011
Mato Grosso
41,7
60,8
Minas Gerais
38,8
48,8
Santa Catarina
48,1
47,5
Rio Grande do Sul
50,8
46,6
Bahia
-
42,3
Paraná
34,0
40,2
São Paulo
60,5
37,0
-
33,7
Goiás
25,0
30,6
Rio de Janeiro
24,3
ND
Distrito Federal
(1) Selecionadas somente as unidades que representam 80% do volume total de produção. Por esse
motivo, em 2010 não apareceram na lista as unidades da Bahia e do Distrito Federal e, em 2011, o Rio
de Janeiro não foi contemplado.
Bem-estar animal
Os sistemas de criação da BRF adotam técnicas de produção e
equipamentos adaptados aos conceitos de bem-estar animal, em uma
política que respeita as cinco liberdades animais: livre de fome e sede;
livre de desconforto; livre de dor, lesões e doenças; livre para expressar
seu comportamento normal; e livre de medo e estresse.
Em 2011, foi criada a Diretoria de Inovação Agropecuária,
responsável por desenvolver e gerenciar projetos direcionados ao
conforto animal (como climatização de aviários e manejo de rebanho),
à genética suína e à menor geração de dejetos.
Aves – Para aumentar o conforto térmico das aves, são utilizados
aquecedores, ventiladores e nebulizadores. Há controles diários de
temperatura e consumo de água.
As unidades produtoras atendem aos critérios de densidade,
eliminação, ambiência e transporte, de acordo com o Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Aquelas que produzem para
exportação obedecem também às diretrizes de bem-estar da União
Europeia e as exigências de alguns clientes.
Suínos – Na suinocultura, as instalações são projetadas para
manter o ambiente adequado para os animais. É adotada a técnica
de imunocastração em 100% dos machos (por meio de vacina
registrada e aprovada pelo Ministério da Agricultura e em mais de
60 países, principalmente na União Europeia). A prática de aparar
os dentes (feita em leitões recém-nascidos visando diminuir as
lesões em outros leitões ou ferimentos no aparelho mamário) está
sendo gradativamente abolida, assim como a redução do uso de
medicamentos injetáveis.
Bovinos – As fazendas e os confinamentos de gado atendem
às normas de bem-estar animal, respeitando as boas práticas de
produção, com instalações apropriadas, garantindo que o gado
expresse seu comportamento natural (há treinamento específico sobre
essas normas para os vaqueiros que tratam dos animais). Todas as
propriedades para confinamento têm licença ambiental para funcionar
e seus animais estão registrados no sistema Sisbov (possibilitando
a rastreabilidade) e são auditadas a cada dois meses pelo órgão
fiscalizador. No caso de bovinos leiteiros, a Companhia realiza a compra
de leite spot, não existindo um sistema de integração/fidelidade com
produtores. |GRI FP10, FP11, FP12|
Relatório anual 2011 / 35
36 / BRF
PROMOVER
O CONSUMO
SUSTENTÁVEL
Compromisso com a
saudabilidade é expresso por
produtos com teores reduzidos de
sódio e gorduras e enriquecidos
com nutrientes.
A BRF compreende sua responsabilidade e seu papel social em
oferecer alimentos seguros e saudáveis para consumidores e clientes.
São cerca de 3 mil itens, em um portfólio completo de produtos
desenvolvidos para diferentes perfis de consumidores e alinhados ao
compromisso com a saudabilidade.
Os impactos sobre a saúde e a segurança dos consumidores são
avaliados em 100% dos produtos, desde a elaboração do conceito,
prosseguindo pelas etapas de pesquisa e desenvolvimento do
produto e das embalagens, fabricação, produção, armazenamento,
distribuição e fornecimento. |GRI PR1|
Uma das metas é adequar, do ponto de vista nutricional, produtos
considerados críticos em sódio, gorduras trans e saturada e açúcar,
e atender às demandas de clientes do mercado interno, de food
services e do mercado externo para a redução de teores desses
ingredientes.
O decréscimo de sódio está sendo introduzido de forma alinhada
às metas negociadas entre a Associação Brasileira das Indústrias da
Alimentação (Abia) e o Ministério da Saúde para algumas categorias
de alimentos. Em 2011, foram implantados projetos de pesquisa
iniciados no ano anterior para a redução de sódio em produtos da
marca Perdigão – linha Turma da Mônica, incluindo empanados e
salsichas. Para 2012, estão em desenvolvimento vários projetos com
esse mesmo escopo em outras marcas, assim como estudos para a
substituição de aditivos por ingredientes naturais.
Já a diminuição de gorduras trans é estudada desde 1999 e,
em 2005, de forma pioneira no Brasil, foram lançadas as primeiras
margarinas com zero trans. Esse trabalho estendeu-se e incluiu todos
os itens da marca Qualy e aqueles dirigidos ao mercado externo.
Também em 2005, a Companhia deu início à diminuição do uso
dessa gordura em industrializados de carnes e massas e em 2011,
essa redução foi introduzida em sobremesas congeladas. |GRI FP6|
Essa preocupação também se manifesta no desenvolvimento de
produtos destinados à merenda escolar, específicos para atender
às necessidades do público infantil. Em 2011, a Companhia adotou
algumas premissas para esses produtos como: limite máximo de
teor de sódio abaixo de 500 mg/100g, ausência de alergênicos,
enriquecimento com vitaminas e/ou minerais e presença de fibras.
São ainda observados outros critérios de perfil nutricional
estabelecidos em licitações como: teores mínimos de proteína e
máximos de gordura e sódio, tipos de ingredientes, ausência de
pimenta e corantes. A BRF atende ao Governo do Estado de São
Paulo, em 2 mil escolas, e a mais de 100 prefeituras paulistas, e
iniciou atuação no Estado do Paraná. |GRI FP4|
Relatório anual 2011 / 37
A Empresa também desenvolve produtos com maior teor de
fibras e enriquecidos com vitaminas e minerais, tanto nas linhas
de varejo como de food services. Farinha integral, farelo de trigo
e grãos integrais são utilizados no enriquecimento com fibras
em produtos de panificação e massas. Na adição de vitaminas
e minerais de produtos em geral, são empregados ingredientes
purificados, adquiridos de fornecedores certificados. A dosagem
mínima incorporada aos produtos respeita os limites estabelecidos
pela legislação vigente e considera as condições de processo e
estocagem de produtos, de forma a garantir o teor declarado no
rótulo dos produtos. |GRI FP7|
A área de lácteos adotou como premissas o redesenho de
portfólio, contemplando teores de açúcar, sódio, gordura e
ingredientes sintéticos (como aromatizantes e corantes), e o
desenvolvimento de produtos com ingredientes naturais, de
forma a atender a necessidades nutricionais mais atuais dos
consumidores. Seus rótulos trazem informações claras sobre
composição do produto e comparativos com outros itens, para
ajudar o consumidor a decidir qual linha representa melhor o seu
estilo de vida. Um avanço nesse sentido se deu com o reforço, em
2011, da divulgação da linha Batavo Naturis Soja – 100% vegetal e
sem lactose, colesterol, gordura trans e sódio.
Produtos e serviços
Os consumidores têm participação especial no processo de
desenvolvimento de produtos, contribuindo nos testes promovidos
pela área de Análise Sensorial e Instrumental (ASI), criada em
1996 com o objetivo de entender e traduzir os desejos dos
consumidores. Atualmente, conta com cerca de 10 mil pessoas
38 / BRF
cadastradas. A área de P&D também avalia formas de diminuir
os impactos sobre o meio ambiente, com foco em redução
de embalagens e de itens de consumo na produção. Entre os
principais projetos de 2011, destacam-se redução de área e
aumento e padronização na estrutura de caixas de papelão, o
que possibilitou diminuir em cerca de 4% o consumo de papelão
ondulado, o equivalente a aproximadamente 500 toneladas no
ano. |GRI EN26|
O monitoramento em todas as unidades e de 100% do volume
de produção é amparado por análises laboratoriais e planilhas de
controle periódicas, sendo o processo realizado de acordo com as
normas do Ministério da Agricultura ou da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), em conformidade com normas de
segurança alimentar internacionalmente reconhecidas.
Rotulagem
Os rótulos de 100% dos produtos da BRF trazem informações
padronizadas sobre conteúdo, serviços e embalagens. Incluem
informações sobre ingredientes utilizados na composição do
alimento, tabela nutricional, condições de conservação, data
de fabricação, prazo de validade e modo de preparo/ consumo,
em conformidade com a legislação dos países em que são
comercializados. |GRI PR3|
No caso de produtos com apelos nutricionais (como linhas
Batavo Pense Light, Naturis Soja e frios Sadia Light), os rótulos
fazem referência a esses atributos. Além de menção expressa à
presença ou não de glúten como ingrediente, seguindo a exigência
legal brasileira, há também alertas sobre outros alergênicos, a
exemplo de pimenta, gergelim, soja, amendoim, leite e derivados.
Para lácteos, com o objetivo de promover a melhoria contínua,
há projetos, em 2012, para classificação nutricional de todos os
produtos de acordo com tendências mundiais e comparativamente
à concorrência. |GRI FP8|
Satisfação dos consumidores |GRI PR5|
Pesquisas realizadas ao longo do ano apontaram um nível de
satisfação de 99,79% entre os 24.720 consumidores das marcas
Perdigão, Batavo, Sadia e Elegê consultados por telefone. No
ano, foram recebidas 309.996 manifestações de consumidores.
Como resultado dessa participação, destacou-se a sugestão de
novos produtos, que foram estudados e lançados ao mercado. As
reclamações de produtos e críticas representaram apenas 6% do
total.
Importante componente da carteira de clientes, os empresários
do mercado de alimentação fora de casa também receberam
atenção especial. Para entender melhor suas necessidades, foram
realizadas pesquisas que motivarão lançamentos específicos para
esse público em 2012.
Razões para procura ao SAC
|GRI PR5|
6%
15%
Temas
diversos
Reclamações de
produtos e críticas
42%
Busca de informações
4%
Elogios e
sugestões
33%
Solicitações de receitas
Relatório anual 2011 / 39
40 / BRF
ENGAJAMENTO
COM PÚBLICOS DE
RELACIONAMENTO
A Companhia tem aprofundado
o relacionamento com públicoschave para identificar temas
relevantes e aperfeiçoar a gestão
da sustentabilidade.
A BRF vem aprimorando o processo de engajamento com
seus públicos-chave, ampliando a qualidade e quantidade de
consultas para antever a relevância (materialidade) dos aspectos
de sustentabilidade na visão de seus públicos e aperfeiçoar
sua gestão. Em 2011, aprofundou o debate em torno dos seis
pilares de sustentabilidade estabelecidos para seu negócio,
envolvendo funcionários, principais lideranças, fornecedores,
clientes, consumidores, comunidade do entorno das fábricas,
representantes de governo e de organizações da sociedade civil.
|GRI 4.14, 4.15|
Foram realizados três painéis presenciais para aprofundar
e validar os assuntos considerados relevantes para cada pilar
de sustentabilidade, com participação média de 20 pessoas.
Em São Paulo, um dos encontros foi focado na participação do
público interno, reunindo gestores, e o outro realizado com
representantes de todos os grupos considerados essenciais
no engajamento da Empresa. O processo de consulta foi
ampliado, em relação ao de 2010, com a realização de um painel
multistakeholder em Chapecó (SC).
Durante as atividades dos painéis, os participantes apresentaram
suas percepções sobre a evolução da Companhia no trato do tema
sustentabilidade aplicado ao negócio e à qualidade de relato.
Também sinalizaram os desafios atuais e futuros relacionados aos
pilares de atuação, assim como as oportunidades de melhoria
no modo de informar sobre esses aspectos. Foram consultados
ainda dez líderes da Empresa, com a finalidade de identificar os
temas mais relevantes para dar destaque no Relatório Anual e de
Sustentabilidade 2011. |GRI 4.16, 3.5|
Ao longo do ano, ocorreram workshops com negociadores e
gestores abordando a corresponsabilidade da BRF em relação às
práticas de sua cadeia de fornecedores. O objetivo foi ainda fornecer
subsídios para aprimorar o monitoramento e engajamento com
fornecedores. Participaram representantes das seis frentes de
trabalho (Bovinos; Grãos, farelos e óleos; Logística; Agropecuária;
Suprimentos; Lácteos) e profissionais das áreas de Qualidade e de
Sustentabilidade. Outra iniciativa foi a realização do encontro Dia
de Campo com produtores de bovinos para alinhar os critérios de
sustentabilidade exigidos pela BRF de seus fornecedores.
Relatório anual 2011 / 41
Investimento social
|GRI SO1|
O investimento social da BRF
é historicamente destinado às
localidades que contribuem
para torná-la uma das maiores
companhias de alimentos do
mundo.
Com base em sua visão de colaborar para um mundo melhor
e mais sustentável, a BRF definiu como estratégia estabelecer um
ambiente de diálogo e atuação conjunta com as comunidades
visando ao desenvolvimento local. O investimento social da
Companhia é cogerido pela equipe do Instituto BRF, resultante
da unificação do Instituto Sadia com o Instituto Perdigão, e pelos
Comitês Locais de Investimento Social e Relacionamento com
Comunidade (CISRC), integrados por funcionários da Empresa. Em
2011, 290 funcionários envolveram-se em 27 comitês.
Premissas adotadas na promoção do desenvolvimento local via
investimento social:
1. Ampliar a visão sobre o que é desenvolvimento em cada um dos
contextos a partir dos ativos e das necessidades locais;
2. Fortalecer redes interssetoriais em prol do desenvolvimento local;
3. Contribuir para o fortalecimento da sociedade civil organizada
local e para políticas públicas de qualidade e para todos;
4. Incentivar os funcionários a doarem seu tempo e seu
conhecimento para a promoção do desenvolvimento.
“S” (ex: Sesi, Senai, Senac), etc. Esse programa é elaborado em parceria
com o Instituto Paulo Montenegro (Ibope) e desenvolvido em três
etapas: identificação, pelo CDC, de temas prioritários para esses bairros,
bem como de necessidades e potencialidades; consulta participativa
à população; e elaboração e execução de um planejamento conjunto,
com envolvimento de novos parceiros, se necessário.
O programa contou com uma etapa-piloto iniciada em 2010 em
Chapecó (SC) e Concórdia (SC). Os resultados alcançados levaram a
Companhia, por meio de seu Instituto e dos CIRCs, a dar continuidade
e fortalecer o trabalho nesses dois municípios, bem como disseminar
o programa para Toledo (PR), Dois Vizinhos (PR), Francisco Beltrão (PR),
Uberlândia (MG) e Lucas do Rio Verde (MT). Os projetos gerados e
executados até final de 2011 pelos CDCs beneficiaram cerca de 8 mil
pessoas.
Terceiro setor
Em 2011, com investimento pontual, foram apoiados quatro
projetos sociais nos municípios de Concórdia (SC), Francisco Beltrão
(PR) e Jacarepaguá (RJ), beneficiando cerca de 8 mil pessoas. As
ações promoveram melhorias no acesso à informação de crianças e
adolescentes sobre temas relevantes para sua saúde e bem-estar, assim
como conscientização e preservação ambiental, e impulsionaram o
desenvolvimento dos jovens por meio do esporte.
Em 2012, será criado um programa específico de fortalecimento da
sociedade civil organizada (terceiro setor) nos municípios nos quais a
Companhia está presente.
Fortalecimento de redes
O Programa Comunidade Ativa parte do pressuposto de que é
necessária uma atuação interssetorial e sistemática para amadurecer
o que é desenvolvimento em cada um dos municípios, bem como
para encontrar soluções viáveis e transformadoras para os desafios
socioambientais existentes. Além disso, a BRF acredita ser necessário
que a comunidade desempenhe um papel protagonista no processo
para atingir uma efetiva transformação social.
A iniciativa atua na facilitação e no fortalecimento de Conselhos
de Desenvolvimento Comunitário (CDCs), que são compostos
por funcionários da BRF e representantes de organizações que
representam ou prestam serviço para a população dos bairros onde
as unidades BRF estão inseridas. São organizações da sociedade civil
organizada, associações de moradores e ONGs, além de escolas,
poder público municipal, universidades, organizações do sistema
Voluntários BRF de Serafina Corrêa - RS.
42 / BRF
Voluntários BRF
Lançado no segundo semestre de 2011, o Voluntários BRF tem o
objetivo de viabilizar a participação voluntária dos funcionários em
ações que visem à transformação positiva das comunidades onde
estão inseridos, de forma alinhada aos valores da Companhia e à
sua diretriz de investimento social. Em cerca de quatro meses foram
realizadas mais de 80 ações, com a participação de 700 voluntários e
81 parceiros locais, com 225 horas de atividades, beneficiando 27 mil
pessoas.
Dentre as ações realizadas, as de infraestrutura possibilitaram
recuperar instalações de sete organizações sociais que prestam
atendimento aos habitantes de Bom Conselho (PE), Capinzal (SC),
Herval D’Oeste (SC), Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO), Salto
Veloso (SC) e Uberlândia (MG) e revitalizaram cinco espaços públicos
(como parques e praças) nos municípios de Francisco Beltrão (PR),
Mineiros (GO), Uberlândia (MG), Lajeado (RS) e Videira (SC), o que teve
impacto diretamente na qualidade de vida dessas populações. |GRI EC8|
Divulgação CBJ
Dois pilares direcionam os investimentos da marca Sadia em
esporte: alto rendimento e participação. Com o primeiro, que
contempla patrocínios a confederações, atletas e outros eventos
de alto rendimento, a Companhia pretende manter a sua relação
marcante com o esporte, ajudando no desenvolvimento de diferentes
modalidades no País. O segundo foco, em participação, reflete a
crença de que o alimento e a vida têm de ser gostosos. Portanto,
incentiva a prática esportiva por meio de eventos de participação
e orientações a novas atitudes. Na visão da Empresa, o esporte é a
maneira mais divertida de levar uma vida saudável e equilibrada.
A Plataforma Sadia conta com os seguintes programas: patrocínio
à Confederação Brasileira de Judô; apoio à Confederação Brasileira
de Desportos Aquáticos; projeto de base e alto rendimento de
ginástica rítmica em Toledo (PR); e Família Sadia (grupo de atletas
patrocinados). Os principais objetivos são o engajamento do público
com as modalidades e o incentivo a hábitos de vida mais saudáveis
e equilibrados para praticantes e a população de maneira geral,
considerando também a proximidade das Olimpíadas de 2016, que
serão realizadas no Brasil.
Divulgação CBJ
Esporte
Relatório anual 2011 / 43
44 / BRF
VALORIZAÇÃO
DO CAPITAL
HUMANO
Desenvolvimento da nova Cultura
BRF foi tema central no processo de
consolidação de valores, princípios
e crenças.
O ano de 2011 foi marcado pelo desenvolvimento e alinhamento
da nova Cultura BRF. Com a aprovação da união entre Perdigão
e Sadia, uma das prioridades em gestão de pessoas foi unificar
as melhores práticas das duas empresas para consolidar valores,
princípios e crenças que orientam a nova Organização.
Uma primeira etapa do Projeto Cultura ocorreu no Encontro de
Líderes, em setembro de 2011, quando 600 executivos de todas as
localidades foram estimulados a refletir sobre o tema. Participaram
todos os gerentes, os diretores, os vice-presidentes e o presidente,
dando início a um processo que procura tornar a Companhia
referência em gestão de pessoas.
A expansão internacional e o planejamento estratégico BRF 15
representam desafios adicionais na construção da nova cultura. Além
de preparar o público interno brasileiro para essa mudança, a Empresa
terá de entender os costumes externos e integrar funcionários
de diferentes origens. Mesmo antes da aprovação da fusão, foi
desenvolvido um robusto plano de comunicação para manter os
funcionários a par dos desdobramentos desse processo, de maneira
rápida e transparente, durante e após a aprovação pelo Cade.
Emprego
Atuavam na BRF, no final de 2011, 132.696 trabalhadores, dos quais
118.859 funcionários por tempo indeterminado, 1.237 por tempo
determinado, 12.301 contratados de terceiros e 299 estagiários.
Durante 2011, a Companhia procurou manter sua equipe
motivada. Com esse foco, atuou para melhorar pontos de atenção
identificados, como atração e retenção de pessoas. Dirigido a
funcionários de unidades produtivas, padronizou cargos, de acordo
com referências de mercado, tornou as faixas salariais mais atrativas
e adequadas à realidade local e introduziu um plano de assiduidade
para reduzir o absenteísmo. Os reflexos da iniciativa se traduzem
na queda da taxa consolidada de turnover (média mensal), que
passou de 2,33%, em 2010, para 2,07%, e na redução da taxa de
absenteísmo de 3,38% para 3,25%, fatores que permitiram um
melhor atendimento aos planos de produção.
É estimulado o desenvolvimento profissional de mulheres,
sendo registrado aumento do contingente feminino em cargos de
liderança: de 15% para 19%, entre 2010 e 2011.
A Empresa também trabalha para avançar em relação à
contratação e retenção de pessoas com deficiência. No ano, firmou
acordo com o Ministério Público do Trabalho para atendimento da
cota legal em um prazo de cinco anos, prorrogável por mais cinco
anos, desde que atingidos 50% da parcela exigida.
Relatório anual 2011 / 45
Composição do quadro de pessoal(1)
|GRI LA13|
Total
Feminino
Masculino
Até 30 anos
De 30 a 50
anos
Mais de 50
anos
Diretores
56
8
48
0
41
15
Gerentes
516
104
412
11
449
56
2.274
421
1.853
262
1.864
148
20.483
7.571
12.912
7.964
11.740
779
93.880
37.939
55.941
41.727
46.778
5.375
117.209
46.043
71.166
49.964
60.872
6.373
100%
39%
61%
43%
52%
5%
Categorias
Supervisores/Coordenadores
Administrativos
(2)
Operacionais
Total
%
(1) Dados somente de funcionários atuantes no Brasil, com exceção do número de diretores que inclui também os que atuam no exterior
(2) Inclui dados de assessores (relatado em separado no Relatório Anual 2010)
Funcionários por região(1)
Média de rotatividade 2010 vs. 2011(1)
|GRI LA1|
54,1%
Sul
|GRI LA2|
1,6%
Exterior
1,45% 1,27%
16,9%
1,54%
1,30%
Sudeste
0,88% 0,80%
4,2%
0,75% 0,74%
Nordeste
0,04% 0,03%
Feminino
0,3%
Masculino
Norte
Gênero
22,9%
Menos de
30 anos
De 30 a
50 anos
Mais de
50 anos
Faixa etária
2010
2011
Centro-Oeste
(1) Considera funcionários no Brasil, na Plusfood/Dánica/Avex
e expatriados BRF-Sadia
(1) Dados somente da operação no Brasil
Total de trabalhadores(1) |GRI LA1|
Rotatividade (média mensal)(1) |GRI LA2|
Tipo de contrato
Tempo indeterminado
Tempo determinado
Terceirizados (2)
Estagiários
Total
2009
2010
2011
113.912
113.614
118.859
447
647
1.237
15.147
13.267
12.301
298
454
299
129.804
127.982
132.696
(1) Considera funcionários no Brasil, da Plusfood/Dánica/Avex e expatriados BRF-Sadia
(2) A BRF pretende aprimorar sua gestão de terceiros em 2012 por meio de uma ferramenta que
garanta informações padronizadas e integradas.
46 / BRF
2010
2011
Número de desligados
33.996
31.035
Rotatividade
2,33%
2,07%
(1) Dados somente da operação no Brasil
Saúde e segurança no trabalho
O programa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) obteve
avanços significativos em 2011. O objetivo central é educar e garantir
o comprometimento dos funcionários com a redução de acidentes
ou doenças de trabalho. Iniciado em 2006, o programa é estratégico
e representa um processo fundamental para a Companhia firmar-se
em um novo patamar em sua cultura de prevenção de acidentes.
Como resultado desse trabalho, em 2011 houve redução média de
38,9% na Taxa de Frequência de Acidentes com afastamento, incluindo
acidentes de trajeto: 3,06 em comparação a 5,01, em 2010. A meta é
alcançar uma redução anual de 10%.
São ainda mantidos vários programas para assegurar melhores
condições de saúde e segurança, a exemplo de prevenção e educação
sobre dependência química, reabilitação profissional, ergonomia
participativa e diálogos de saúde e segurança, além de requisitos
legais, como controle médico e saúde ocupacional. |GRI LA8|
Indicadores de segurança |GRI LA7|
Indicadores
2010
2011
Taxa de Frequência de Acidentes
- com afastamento (1)
5,01
3,06
Taxa de Frequência - doenças
ocupacionais (1)
0,96
0,20
Taxa de Gravidade
473
216
3,38%
3,25%
4
5(3)
Acidentes com afastamento
1.078
690
Acidentes sem afastamento
2.693
2.266
(1)
Percentual de absenteísmo
(2)
Óbitos (número absoluto)
(1) As taxas de frequência e gravidade referem-se a cada 1 milhão de horas/homem trabalhadas,
de acordo com a NBR 14.280.
(2) A taxa de absenteísmo refere-se às ausências dos trabalhadores no processo do trabalho (por
falta ou atraso, devido a algum motivo interveniente).
(3) Dois acidentes típicos e três acidentes de trajeto
Treinamento e educação
O Plano Anual de Treinamento engloba ações para níveis não
gerenciais e executivos. O primeiro tem foco educacional, tanto
de aprimoramento técnico como comportamental. Já o segundo
envolve a preparação para práticas e conceitos inovadores em gestão,
investindo na construção do Plano de Desenvolvimento Individual
(PDI), de Planos de Desenvolvimento Coletivo (PDC) e do Programa
de Desenvolvimento de Líderes (PDL). Para a liderança intermediária
há o Programa Nosso Jeito de Liderar (NJL). Para estudantes e recémformados, são mantidos programas de estágio e trainees.
Como parte de seu programa de desenvolvimento de carreira,
a Companhia promove periodicamente avaliações e análises de
desempenho e de desenvolvimento de seus executivos. Dessa
forma, é possível atribuir método e transparência ao processo de
sucessão. As análises são realizadas com base em ferramentas e dados
estruturados que permitem visualizar a curva de carreira e identificar
potencialidades. Em 2011, 2.878 líderes passaram por esse processo,
representando 2,46% do total de funcionários. |GRI LA11, LA12|
Direitos humanos
O tema direitos humanos, relacionado a comportamento ético, é
abordado durante cerca de 20 minutos no Programa de integração
Institucional destinado a todos os contratados. Em 2011, significou a
participação de 26.679 pessoas e carga horária de 9.893 horas. Além
disso, 862 pessoas participaram de treinamento de liderança com foco
em direitos humanos realizado em 23 unidades e que totalizou 3.348
horas de curso. Foram abordados temas como aplicação de medidas
disciplinares; legislação trabalhista; responsabilidade civil, criminal e
trabalhista dos gestores; assédio moral e assédio sexual. No setor de
agropecuária, foi realizado um treinamento de oito horas, em Várzea
Grande (MT), para todos os negociadores de bovinos. |GRI HR3|
Média de horas de treinamento |GRI LA10|
6,5
Diretores /
Gerentes
5,6
4,9
3,1
2,9
Supervisão / Administrativo Operacional
Coordenação
Média total
Relatório anual 2011 / 47
48 / BRF
ADAPTAÇÃO
a MUDANÇAS
CLIMÁTICAS
Riscos e oportunidades|GRI EC2|
Nova Política de Meio Ambiente
inclui a Gestão de Mudanças
Climáticas como tema prioritário
da Companhia
Atenta a questões ambientais, a BRF mantém diversas iniciativas
para utilizar de forma eficiente os recursos naturais e mitigar o
impacto de suas operações sobre o meio ambiente. Desde 1996,
possui metas de racionalização do consumo de energia e de
redução de uso e reaproveitamento de água, avançando ano a ano
na melhoria desses indicadores. Em 2011, desenvolveu uma nova
Política de Meio Ambiente, com o aperfeiçoamento de diretrizes
que eram aplicadas por Perdigão e Sadia e a identificação dos temas
ambientais mais aderentes ao negócio e a seus principais públicos.
A prioridade foi dar início a um plano para estruturar a
Gestão das Mudanças Climáticas, tema considerado prioritário
no gerenciamento de riscos da Companhia. O monitoramento
padronizado de índices de emissões de gases de efeito estufa (GEE)
e de tratamento e destinação correta dos resíduos integra metas
de desempenho que serão estabelecidas a partir de 2012, visando
à melhoria contínua da qualidade ambiental e à minimização dos
impactos ambientais associados.
Riscos e oportunidades devido a mudanças climáticas
|GRI EC2|
Riscos
Impactos na operação BRF
Oportunidades
Alterações nas safras de
grãos (milho e soja)
Quebras de safra, resultantes tanto de estiagens
quanto de excesso de chuvas, podem impactar os
custos.
Mecanismos de prevenção:
·· Compras em épocas vantajosas;
·· Hedge por meio de derivativos agrícolas;
·· Manutenção de estoques estratégicos.
Alterações nas criações
de bovinos e na compra
de leite
Mudanças climáticas, como o La Niña, podem
danificar as pastagens, resultando em necessidade de
aumento do confinamento e/ou a suplementação do
gado, o que aumenta os custos do produtor rural.
·· Verticalizar paulatinamente a cadeia, por meio de
projetos de produção integrada de bovinos.
Alterações na
disponibilidade de água
As estiagens cada vez mais frequentes, podem
aumentar custos da Empresa e dificultar o acesso ao
recurso, tendo um grande impacto na operação.
·· Redução do uso de água nas operações;
·· Diversificar o parque fabril, construindo novas
unidades nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste do País;
·· Internacionalização das operações.
Relatório anual 2011 / 49
O dia a dia dos negócios da BRF é impactado pelas mudanças
climáticas. A aceleração de eventos como falta ou excesso de chuva,
ocorrência de temperaturas anormais, granizo, etc. interfere na oferta
de grãos e nas condições das pastagens para a alimentação de aves,
suínos e bovinos. Isso determina a necessidade de manter equipes
dedicadas a monitorar cotações de grãos e condições climáticas nas
principais regiões produtoras do mundo.
Inventário de emissões |GRI EN16, EN17, EN19|
O ponto de partida na Gestão em Mudanças Climáticas foi a
elaboração do primeiro inventário de gases de efeito estufa (GEE)
consolidado (dados Perdigão e Sadia), ano-base 2010, abrangendo
os escopos 1 e 2. As emissões do escopo 1 também contemplam os
gases refrigerantes HFCs, os quais representaram 13.035 toneladas
de CO2eq, sendo que o total de emissões do escopo 1 foi de 300.668
toneladas de CO2eq. O dado não contempla a quantificação dos
gases CFCs, que não é obrigatória na metodologia do GHG Brasileiro.
O escopo 2 abrange emissões provenientes de energia elétrica,
totalizando 112.760 toneladas de CO2 eq.
Os dados são relativos ao ano de 2010 e foram verificados por
terceira parte (pela empresa Way Carbon). Por essa iniciativa, a BRF
recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro de Gases de Efeito Estufa
(GHG Protocol Brasil). Pelo segundo ano consecutivo, a Companhia
está na carteira do Índice de Carbono Eficiente (ICO2), iniciativa
conjunta da BM&FBovespa e do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
As principais iniciativas de redução das emissões dos escopos 1 e 2
contemplam: |GRI EN18|
·· Projetos e ações operacionais para decréscimo do consumo de
energia elétrica;
·· Aquisição de caldeiras para geração de vapor movidas à
biomassa nas unidades de Ijuí e Teutônia (RS) e Ravena (MG), para
substituição de combustíveis fósseis (três caldeiras a óleo e uma a
gás natural).
·· Melhorias nas estações de tratamento de efluentes e resíduos;
·· Melhoria no manejo dos dejetos de animais.
Para a frota logística, que em sua totalidade é terceirizada, as ações
tiveram como objetivo a redução dos quilômetros rodados e, como
consequência, menores emissões para o escopo 3. Elas incluíram
integração das operações no Centro de Distribuição de Recife (PE)
e de 13 pontos de transbordo, reduzindo a quantidade de veículos
necessários para realização das entregas.
50 / BRF
Sistema Suinocultura Sustentável (3S)
O 3S (Sistema de Suinocultura Sustentável) consiste no apoio a
produtores integrados para a construção de biodigestores e sistemas
de queima dos gases gerados a partir do tratamento dos dejetos dos
animais. Desenvolvido em 22% da cadeia de fornecimento de suínos,
o programa é estruturado na redução das emissões de gases de
efeito estufa (GEE). Foi reformulado em 2011 visando ao aumento da
eficiência e excelência na gestão.
A iniciativa integra a meta de reduzir as emissões de carbono em
toda a cadeia de produção. Considerando os projetos já implantados,
o potencial de redução é de 591.418 toneladas anuais de CO2eq, de
acordo com a metodologia da ONU. Em 2011, a redução chegou a
163.669,30 toneladas de CO2eq. O primeiro processo de verificação
das emissões ocorreu em 2011 e está em etapa de validação dos
créditos de carbono. Após a finalização da verificação, será solicitada
a emissão de Redução Certificada de Emissões (RCE), pela UNFCCC
(United Nations Framework Convention on Climate Change). Será o
primeiro projeto do mundo a solicitar os créditos para a UNFCCC na
metodologia de PoA.
Iniciativa Carbono Zero
A unidade de Vitória de Santo Antão (PE), inaugurada em 2009,
é a primeira fábrica de carnes do Brasil que irá neutralizar 100% das
emissões de carbono referentes ao período de construção e durante
dez anos de atividade, a partir do início das operações.
A compensação se dará por meio de reflorestamento de mudas
nativas de Mata Atlântica, em uma área de 265 hectares, para
neutralizar uma estimativa de 137.620 toneladas de CO2eq. O plantio
foi iniciado em 2011, atingindo 10,23 hectares de terras próprias da
unidade, prevendo-se concluí-lo em 2015. A iniciativa contemplará
também a educação ambiental das comunidades do entorno, por
meio de palestras, cursos e oficinas.
Emissões de gases de efeito estufa
|GRI EN16, EN17|
Emissões (toneladas de
CO2equivalentes)
2009 (1)
2010 (2)
Escopo 1 (diretas)
410.507
300.668
53.858
112.760
Escopo 2 (indiretas)
(1) Emissões estimadas pelo ICO2 da BM&FBovespa/BNDES
(2) Dados das emissões de 2010 foram recalculados, com o aperfeiçoamento de ferramenta
Consumo de recursos
Materiais
Energia
Em 2011, foram utilizados 10,5 milhões de toneladas de grãos
e derivados, 100% recebidos a granel. Como todos os produtos
comprados sofrem transformação (farelos e milho em proteína
animal; óleos em proteína animal e margarina; e soja em grãos em
farelo e óleo de soja) não há cálculo de material direto no produto
final. |GRI EN1|
Pela natureza dos produtos e por questões de segurança
alimentar, não há uso de matéria-prima reciclada no processo
produtivo. Essa alternativa só é possível em embalagens secundárias,
que não entram em contato com os alimentos. Considerando-se
apenas as caixas de papelão, que somaram 164.514.18 toneladas
em 2011, cerca de 40% foram provenientes de material reciclado, o
equivalente a 67.813 toneladas. |GRI EN2|
O uso eficiente da energia é um compromisso assumido
na Política de Meio Ambiente (reformulada em 2011), por ser
considerado estratégico para combater as mudanças climáticas,
reduzir custos e minimizar impactos ambientais. Conectado a outras
iniciativas para amparar a busca de melhoria contínua nos processos,
foi criado em 2011 o Programa de Excelência Energética – baseado
em melhores práticas de Sadia e Perdigão, que já trabalhavam com o
tema desde os anos 1990.
Em 2011, foi registrada redução de 1,9% no consumo de energia
direta em comparação ao ano anterior, um indicador de eficiência
de processos, uma vez que a produção cresceu 4,1% no ano. O
consumo de 19.736.482,61 GJ significou economia de 374.913,77 GJ
em relação a 2010. São considerados dados de 100% das unidades
Consumo de energia direta (GJ)
|GRI EN3|
2009
2010
2011
Variação (%)
1.358,93
735,24
2,39
-99,7%
Bagaço de cana
-
-
1.566,73
Briquete casca de arroz
-
9.635,33
-
Briquete madeira
-
-
94.807,97
Cavaco
5.374.267,59
11.441.207,14
7.351.144,37
-35,7%
Lenha
9.952.549,27
4.978.860,14
10.880.429,93
118,5%
Óleo vegetal ou animal
260.727,81
404.915,22
32.092,96
-92,1%
Ripa
460.016,81
-
518.749,26
Serragem
2.202.912,66
2.247.976,38
25.339,35
-98,9%
Subtotal
18.251.833,07
19.083.329,47
18.904.132,96
-0,9%
BPF
476.228,56
478.347,06
395.329,99
-17,4%
Diesel
110.671,97
77.472,64
79.355,45
2,4%
Gás natural
147.244,79
101.287,13
120.303,41
18,8%
1.943,96
2.571,67
232,66
-91,0%
271.794,62
266.035,74
198.940,44
-25,2%
212,97
334,28
66,63
-80,1%
117.002,54
102.018,39
38.121,07
-62,6%
1.125.099,42
1.028.066,91
832.349,65
-19,0%
19.376.932,48
20.111.396,38
19.736.482,61
-1,9%
94,19%
94,89%
95,78%
Fontes renováveis
Álcool de cana
Fontes não renováveis
Gasolina
GLP
Querosene
Xisto
Subtotal
Total
Percentual de renováveis
Relatório anual 2011 / 51
Consumo de energia indireta (GJ)
|GRI EN4|
2009
2010
2011
Variação (%)
6.182.550,41
6.287.132,78
6.839.404,02
8,8%
331.941,30
107.271,12
105.507,45
-1,6%
-
21.623,09
25.140,89
16,3%
2,08
1,97
7,78
394,7%
6.514.493,79
6.416.028,96
6.970.060,14
8,6%
Gás
262.467,94
374.717,01
163.415,78
-56,4%
Petróleo
119.654,50
137.861,90
-
Nuclear
108.075,03
213.204,85
201.127,11
62.620,69
-
119.419,22
Fontes renováveis
Hidrelétrica
Biomassa
Eólica
Fotovoltaica
Subtotal
Fontes não renováveis
Carvão mineral
Subtotal
-5,7%
552.818,16
725.783,76
483.962,11
-33,3%
7.067.311,95
7.141.812,72
7.454.022,25
4,4%
Percentual de renováveis BRF
92,18%
89,84%
93,51%
Sistema Interligado Nacional
85,70%
89,60%
92,40%
Total
(1)
(1)Fonte: Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro referem-se a dados consolidados até o dia 30 de novembro de 2011
fabris (frigoríficos, fábricas de industrializados de carnes e lácteos,
fábricas de rações e postos de recebimento de leite), que têm o
consumo monitorado para identificar oportunidades de melhoria no
uso do insumo.
Do total consumido no ano, 95,78% tiveram origem em fontes
renováveis, atingindo a meta de 95% estabelecida para 2011. A
melhoria de resultado decorre principalmente dos investimentos
para migrar os equipamentos que consumiam energia de fonte não
renovável para a matriz mais limpa, o que reduz também as emissões
de gases de efeito estuda. |GRI EN18|
Além disso, a Companhia mantém o Programa de Florestas
Renováveis destinado a ampliar a autossuficiência em florestas
utilizadas para a geração de energia direta. Em 2011, houve elevação
de 25% na produtividade das florestas plantadas, com colheita
prevista a partir de 2016.
O consumo total de energia indireta teve aumento de 4,4%
comparativamente a 2010, devido principalmente ao maior número
de unidades monitoradas (100% das operações fabris).
A meta da Companhia, para 2011, era usar 2% mais energia
renovável do que a média nacional. Mesmo com a execução de
projetos de mudança da matriz energética de algumas unidades, o
resultado final, de 1,11%, ficou abaixo da meta, principalmente por
causa de mudanças no Sistema Interligado Nacional. Para 2012, será
mantida a meta de superar a proporção da média nacional. Será
formada, entretanto, uma nova base de cálculo para esse indicador,
uma vez que o parque industrial será modificado como efeito do
termo de compromisso assinado com o Cade.
52 / BRF
Economia – A economia obtida em 2011 foi de 242.116 GJ,
70,9% superior ao resultado registrado em 2010 e alinhada à meta
de economizar 250 mil GJ mais do que no ano anterior. Dessa forma,
considerando o ano-base de 2009, houve economia de 583.612 GJ, o
equivalente à energia necessária para abastecer uma cidade de 1,25
milhão de habitantes durante um mês. Essa economia foi possível
devido à melhoria operacional decorrente da maior conscientização
dos envolvidos sobre o uso eficiente de energia em seu local
de trabalho e dos investimentos em melhorias tecnológicas de
equipamentos e sistemas, principalmente em refrigeração. A meta
para 2012 é economizar 50 mil GJ em comparação a 2011. A base do
indicador ainda será formada, levando em conta a nova configuração
industrial após a transferência de ativos determinada pelo Cade na
aprovação da fusão entre Perdigão e Sadia. |GRI EN5|
Economia de energia |GRI EN5|
Energia economizada
Meta de economia
% atingimento
2010
2011
Variação
(%)
341.496
583.612
70,9%
-
591.496
99%
Consumo de água (m3/ano) |GRI EN8, EN10|
2009
2010
2011
Variação (%)
61.226.432
61.202.360
62.299.437
1,8%
Superficial
41.693.856
41.139.557
42.251.876
2,7%
Subterrânea
17.350.531
17.486.230
18.143.816
3,8%
2.136.939
1.554.365
1.903.745
22,5%
45.105
32.154
-
-100,0%
15.506.752
15.701.346
15.486.705
-1,4%
20,20%
20,40%
19,91%
Total
Abastecimento público
Chuvas
Total de reúso
% de reúso
Água
Insumo estratégico na produção de alimentos, o consumo de água
é acompanhado para identificar melhorias de eficiência. No ano, o
sistema de monitoramento foi estendido para 100% das operações de
lácteos. Dessa forma, foi identificado acréscimo de 1,8% no consumo,
que totalizou 62,3 milhões de metros cúbicos, volume também
impactado pelo aumento de 4,1% na produção. A maior fonte de
retirada é de águas superficiais, seguidas de poços artesianos, ambas
enquadradas nos requisitos legais, sejam outorgas de uso de água
ou licenças de operações dessas atividades. O abastecimento público
corresponde a apenas 3,1% da retirada de água.
Todas as unidades fabris mantêm Estações de Tratamento de
Efluentes (ETE), para que a água possa ser devolvida ao meio
ambiente sem alterar a classe do corpo receptor. O monitoramento
de desempenho das ETEs e a avaliação do atendimento aos padrões
legais foram padronizados por meio do Projeto Gestão. Com essa
medida, a BRF assume o compromisso de divulgar em 2012 a
qualidade do efluente final.
Resíduos
Mais de 80% do volume de resíduos é proveniente das estações
de tratamento de efluentes (ETEs) e dos incubatórios (casca de ovos).
O restante inclui restos de madeira (principalmente paletes), cinzas
de caldeira, sucatas de metais, cascas e varrições de cereais, e sucatas
de materiais plásticos.
Aspectos logísticos são potenciais causadores de impactos
ambientais em caso de acidentes em estradas, a exemplo de
contaminação do solo ou água por derramamento de combustíveis
ou cargas, como óleo vegetal e grãos. Para tratar esses impactos,
a BRF está aprimorando um fluxo interno de procedimentos. Ele
compreende desde a orientação ao transportador para que informe
sobre a ocorrência até o destino ambientalmente correto do material
derramado e a elaboração de um relatório do sinistro.
Em 2011, foram registrados oito derramamentos envolvendo
os seguintes materiais: gordura animal, leite in natura, óleo de
soja, ovos e óleo diesel do tanque de veículo transportador. Em
todas as situações, foi possível mobilizar rapidamente as equipes e
tomar as corretas ações para reparar, quando necessário, eventuais
danos ambientais, assim como o devido procedimento nos órgãos
ambientais competentes. |GRI EN23|
Destinação de efluentes (m3) |GRI EN21|
Destinação
Fonte superficial
2009
2010
2011
52.758.568
52.233.375
54.843.866
1.050.429
862.317
846.238
53.808.997
53.095.692
55.690.104
Solo
Total
Resíduos por tipo e método de disposição |GRI EN22|
2010
2011
Incorporação solo
1,55%
1,67%
Aterro
3,86%
2,28%
Reciclagem
8,80%
12,84%
Incineração
0,01%
0,03%
85,78%
83,18%
0,20%
0,10%
99,80%
99,90%
Disposição
Compostagem
Tipo
Classe I (perigosos)
Classe II (não perigosos)
Obs: A Companhia está melhorando a gestão dos relatórios de resíduos, visando padronizar o
procedimento para todas as unidades e divulgar também o peso dos resíduos.
Biodiversidade
A Companhia iniciou o processo de reconhecimento da totalidade de
suas áreas (foco no mapeamento das áreas protegidas, ou adjacentes
a elas, e de alto índice de biodiversidade fora das áreas protegidas),
buscando identificar qualquer impacto ambiental não mapeado. Devido
ao elevado número de unidades fabris e à extensão das áreas, esse
mapeamento deve estar completo até 2015. Nesse diagnóstico, também
serão propostas ações para mitigação, além de iniciativas já adotadas
como decorrência de processos de licenciamentos ambientais.
Os potenciais impactos das operações da Empresa sobre a
biodiversidade incluem: contaminação de água e lençol freático;
contaminação do solo; e contaminação do ar. A empresa adota rígidos
procedimentos ambientais para monitorar e minimizar esses impactos.
|GRI EN12|
Relatório anual 2011 / 53
SOBRE O RELATÓRIO
3.1, 3.3|
Essas mudanças representam um processo de aprendizado para a
Organização, aumentando o escopo de trabalho de sustentabilidade na BRF.
Durante a produção do relatório, buscou-se identificar os principais avanços
relacionados aos compromissos assumidos no documento anterior, referente
ao exercício de 2010 e publicado em abril de 2011, e mostrar os principais
avanços e desafios nas frentes de trabalho estabelecidas pelos seis Pilares da
Sustentabilidade.
A empresa não desenvolveu nova matriz de materialidade, entendendo
que a consulta aos públicos de interesse e os estudos setoriais realizados
nos anos anteriores ainda influenciam o desenvolvimento das estratégias de
sustentabilidade. Além da manutenção dos canais tradicionais, a escuta e o
atendimento às demandas dos stakeholders foram feitas em 2011 por meio
de consultas formais a público interno e externo. (Mais informações na seção
Engajamento com públicos de relacionamento, na página 40). |GRI 3.2, 3.5|
As demonstrações financeiras são apresentadas de acordo com
os padrões brasileiros e as normas internacionais de contabilidade
(International Financial Reporting Standards – IFRS), conforme determinam
as instruções CVM 457/07 e CVM 485/10, sendo auditadas pela KPMG
Auditores Independentes. Os indicadores financeiros englobam todas as
unidades operacionais e subsidiárias no Brasil, na Argentina, na Inglaterra e
na Holanda.
As informações de caráter socioambiental foram baseadas em padrões
corporativos e verificadas internamente e restringem-se às operações no
Brasil, consolidando indicadores de BRF e Sadia. O indicador de emissões
de CO2 contempla somente os escopos 1 e 2 (emissões diretas e indiretas
da empresa), com base 2010; o relatório completo referente a 2011, com
o escopo 3, será divulgado ao longo de 2012, conforme compromisso
assumido com o GHG Protocol. Quando necessário, as reformulações
de informações fornecidas em relatórios anteriores são apresentadas e
justificadas ao longo do conteúdo. Não ocorreram mudanças significativas
na comparação com anos anteriores no que se refere a escopo, limite ou
métodos de medição aplicados no Relatório. |GRI 3.6, 3.7, 3.8, 3.9, 3.10, 3.11, 3.13|
O documento é destinado a todos os públicos interessados, com destaque
àqueles que participam do processo de engajamento (funcionários e
lideranças da empresa, fornecedores, clientes, consumidores, comunidade
do entorno das fábricas, representantes de órgãos governamentais e
organizações civis, sociais e ambientais). Visando à redução de materiais
impressos e à objetividade do relatório, a versão completa está disponível
online (em www.brasilfooods.com).
Dúvidas sobre este documento podem ser esclarecidas pelos telefones (55
11) 2322-5052 / 5061 / 5048 ou pelo e-mail [email protected]. |GRI 3.4|
54 / BRF
Principais temas analisados |GRI 4.17|
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.
Segurança alimentar, qualidade dos produtos e embalagens
Condições de trabalho adequadas e direitos humanos
Cumprimento da legislação ambiental
Cumprimento das legislações sociais e ambientais dos
integrados e fornecedores
Relações de longo prazo, respeito mútuo, transparente e ético
Ética e mecanismos de combate à corrupção
Gestão de efluentes, emissões e resíduos
Produção mais limpa, prevenção à poluição, redução de
impactos negativos, eficiência operacional
Saúde e segurança no trabalho
Desempenho da empresa e geração de valor
Política de sustentabilidade
Proteção ambiental do entorno
Rastreabilidade na cadeia de fornecedores
Políticas e critérios de seleção e avaliação de fornecedores
Relacionamento com fornecedores integrados
Valorização do capital humano
Saúde, nutrição e alimentação saudável
Uso racional e eficiente de água, materiais e energia
Comunicação responsável, rotulagem e informações sobre os
produtos
Matriz de materialidade
Nível de importância para as partes interessadas
Este Relatório Anual e de Sustentabilidade da BRF reúne informações
econômicas, financeiras, sociais e ambientais da empresa no período de
1º de janeiro a 31 de dezembro de 2011 e segue as diretrizes da Global
Reporting Initiative. Pela primeira vez, o documento responde aos indicadores
setoriais de alimentos, com evolução significativa no volume e na qualidade
das informações relatadas. A BSD Consulting conferiu o nível de aplicação
das diretrizes GRI (versão 3), confirmando a plena aderência ao Nível A. |GRI
43
44
48
49
45
46
12 11
13
23
16
2114 15
1718
26 22
24 25 27
30 29 28 20 19
37
31 32 34
35
36 33
42 38
41 39
40
05
08 06
09 07
10
01
02
03
04
47
Nível de importância para empresa
Práticas alinhadas ao Pacto Global
Princípios do Pacto Global
Direitos humanos
Objetivos do Milênio Ações
·· Código de Ética e Conduta
·· Código de Conduta para Fornecedores
·· Missão, Visão e Valores
·· Programa de Monitoramento de Fornecedores
·· Investimento de R$ 7 milhões em projetos sociais
·· Investimento social com foco no desenvolvimento local
·· Projetos de apoio ao esporte: Lançar-se para o Futuro; Confederação Brasileira de Judô;
Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos; Associação Toledana de Ginástica Rítmica;
Família Sadia de Atletas.
·· Projetos desenvolvidos nas comunidades locais: Concórdia Digital; Educar é Cuidar;
Empreendedorismo e Empregabilidade Estação Digital; Tempo de Empreender; Laços de
Proteção.
·· Ação Social: 92 mil atendimentos em 2011.
·· Treinamento de 251 motoristas e ajudantes terceirizados no combate à exploração sexual de
crianças e adolescentes, seguindo as diretrizes do Programa na Mão Certa.
·· Incremento do número de mulheres em posições de liderança, de 15% para 19%.
·· Programa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA): redução média de 39% na taxa de
frequência de acidentes com afastamento.
·· Utilização de diretrizes de compras responsáveis do Pacto da Pecuária / Conexões sustentáveis
Direitos do trabalho
·· Código de Ética e Conduta
·· Missão, Visão e Valores
·· Programas de treinamento e desenvolvimento profissional
·· Canais confidenciais de denúncia de irregularidades
·· Programa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA)
·· Certificação OHSAS 18000
·· Relacionamento com sindicatos
·· Programa de preparação à aposentadoria
Meio ambiente
·· Código de Ética e Conduta
·· Código de Conduta para Fornecedores
·· Missão, Visão e Valores
·· Certificação ISO 14001
·· Cláusulas referentes a meio ambiente nos contratos de fornecedores de materiais e serviços
·· Programa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA)
·· Análise do Ciclo de Vida (ACV) no sistema de aves
·· Inventário de gases efeito estufa consolidado BRF, nos escopos 1 e 2.
·· Revisão e publicação da nova Política de Meio Ambiente BRF
·· Desenvolvimento de projetos ambientais para redução da utilização de recursos nos processos
operacionais: emissões atmosféricas; energia; água
·· Participação no Carbon Disclosure Project
Anticorrupção
·· Código de Ética e Conduta
·· Código de Conduta para Fornecedores
·· Missão, Visão e Valores
·· Governança corporativa
·· Comitê de Governança, Sustentabilidade e Estratégia
·· Auditoria externa para validação dos dados econômico-financeiros
·· Auditoria interna
·· Participação no Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção
Relatório anual 2011 / 55
Sumário GRI
Princípio do Página /
Pacto Global Comentário
1.1
1.2
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
2.7
2.8
2.9
2.10
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
3.7
3.8
3.9
3.10
3.11
3.12
3.13
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5
4.6
4.7
4.8
4.9
4.10
4.11
4.12
4.13
4.14
4.15
4.16
4.17
ESTRATÉGIA E ANÁLISE
Declaração sobre a relevância da sustentabilidade
Descrição dos principais impactos, riscos e oportunidades
PERFIL ORGANIZACIONAL
Nome da organização
Principais marcas, produtos e/ou serviços
Estrutura operacional
Localização da sede
Número de países em que a organização opera
Tipo e natureza jurídica da propriedade
Mercados atendidos
Porte da organização
Principais mudanças durante o período coberto pelo relatório
Prêmios recebidos
PERFIL DO RELATÓRIO
Período coberto pelo relatório
Data do relatório anterior mais recente
Ciclo de emissão de relatórios
Dados para contato
Escopo e limite do relatório
Processo para definição do conteúdo
Limite do relatório
Declaração sobre quaisquer limitações quanto a escopo ou limite
Base para a elaboração do relatório no que se refere a joint ventures, subsidiárias, etc.
Técnicas de medição de dados e as bases de cálculos
Consequências de reformulações de informações anteriores
Mudanças significativas em comparação a anos anteriores
Tabela que identifica a localização das informações no relatório
Verificação
Política e prática relativa à busca de verificação externa
GOVERNANÇA, COMPROMISSOS E ENGAJAMENTO
Governança
Estrutura de governança
Presidência do mais alto grau de governança
Membros independentes ou não executivos
Mecanismos para que acionistas e empregados façam recomendações
Relação entre remuneração e o desempenho
Processos em vigor para assegurar que conflitos de interesse sejam evitados
Processo para determinação das qualificações dos conselheiros
Declarações de missão e valores, códigos de conduta e princípios internos
Procedimentos do mais alto órgão de governança para supervisionar o desempenho
Processos para a autoavaliação do mais alto órgão de governança
Compromissos com iniciativas externas
Princípio da precaução
Cartas, princípios ou outras iniciativas externas subscritas ou endossadas
Participação em associações e/ou organismos
Engajamento dos stakeholders
Relação de grupos de stakeholders engajados pela organização.
Base para a identificação e seleção de stakeholders com os quais se engajar
Abordagens para o engajamento dos stakeholders
Principais temas e preocupações levantados por meio do engajamento dos stakeholders
2e3
6
1
1, 6, 28 e 29
1, 7
59
1, 28 e 29
1
1, 28 e 29
Contra-capa, 1
1
15
54
54
54
54, 59
41, 54
54
54
54
54
54
1
56 - 58
54
1 a 10
1 a 10
1 a 10
1 a 10
1 a 10
1 a 10
1 a 10
1 a 10
1 a 10
1 a 10
9, 11
10
10
9
12
9
10
Contra-capa
9
10
7
16
14
14
41
41
41
54
Confirmação do Nível de Aplicação das Diretrizes GRI G3
Relatório de Sustentabilidade 2011 da BRF – Brasil Foods
A BSD Consulting realizou a conferência do nível de aplicação das
Diretrizes para Relatórios de Sustentabilidade da Global Reporting
Initiative GRI (versão G3) nesta edição do Relatório Anual e de
Sustentabilidade 2011 da BRF. A organização declarou conformidade
com o nível de aplicação A no seu relatório.
Com base na conferência do conteúdo providenciado, podemos
confirmar que o nível de aplicação A do GRI-G3 foi atingido pela
organização relatora, incluindo os indicadores do suplemento setorial
de processamento de alimentos (food processing). No entanto, ainda
existem oportunidades de melhoria no relato dos itens de perfil
em estratégia e análise (1.2), abordar os riscos e oportunidades da
sustentabilidade atreladas ao negócio. Tratando-se de indicadores
56 / BRF
de desempenho, essenciais e relevantes, há abertura para aprimorar o
relato de temas como o uso de materiais, gestão de resíduos e efluentes,
impactos de produtos, transporte e na biodiversidade, monitoramento da
cadeia de valor, e implicações financeiras devido às mudanças climáticas.
Não foi tarefa da BSD verificar o teor e veracidade das informações e
respostas dadas aos indicadores neste relatório.
São Paulo, 13 de abril de 2012
BSD Consulting
Marcelo Aversa, sócio BSD Consulting
Joyce Fernandes, Gerente de Projetos BSD Consulting
FP1
FP2
EC1
EC2
EC3
EC4
EC5
EC6
EC7
EC8
EC9
EN1
EN2
EN3
EN4
EN5
EN6
EN7
EN8
EN9
EN10
EN11
EN12
EN13
EN14
EN15
EN16
EN17
EN18
EN19
EN20
EN21
EN22
EN23
EN24
EN25
EN26
EN27
EN28
EN29
EN30
LA1
LA2
LA3
LA4
LA5
FP3
LA6
LA7
Indicadores de desempenho
ASPECTOS DA TERCEIRIZAÇÃO E COMPRAS
Compras de fornecedores em conformidade com política de compras
Compras em conformidade com normas e certificações internacionais
DESEMPENHO ECONÔMICO
Desempenho econômico
Valor econômico direto gerado e distribuído (DVA)
Implicações, riscos e oportunidades de mudanças climáticas
Cobertura das obrigações do plano de pensão
Ajuda financeira significativa recebida do governo
Presença no mercado
Salário mais baixo comparado ao salário mínimo local
Políticas, práticas e gastos com fornecedores locais
Procedimentos para contratação local
Impactos econômicos indiretos
Investimentos em infraestrutura e serviços na comunidade
Impactos econômicos indiretos significativos
DESEMPENHO AMBIENTAL
Materiais
Materiais usados por peso ou volume
Percentual dos materiais usados provenientes de reciclagem
Energia
Consumo de energia direta
Consumo de energia indireta
Energia economizada
Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo de energia
Iniciativas para reduzir o consumo de energia indireta
Água
Total de retirada de água por fonte
Fontes hídricas significativamente afetadas
Percentual e volume total de água reciclada e reutilizada
Biodiversidade
Área da empresa em áreas protegidas ou alta biodiversidade
Descrição de impactos significativos sobre a biodiversidade
Habitats protegidos ou restaurados
Gestão de impactos na biodiversidade
Número de espécies ameaçadas
Emissões, efluentes e resíduos
Emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa (GEE)
Outras emissões indiretas relevantes de GEE
Iniciativas para reduzir as emissões de GEE
Emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio
NOx, SOx e outras emissões atmosféricas significativas
Descarte de água
Peso total de resíduos
Número e volume total de derramamentos significativos
Peso de resíduos perigosos
Biodiversidade de corpos d’água e habitats afetados por descartes de água e drenagem
Produtos e serviços
Iniciativas para mitigar os impactos ambientais de produtos e serviços
Produtos e suas embalagens recuperados
Conformidade
Não conformidade com leis e regulamentos ambientais
Transporte
Impactos ambientais do transporte
Geral
Investimentos e gastos em proteção ambiental
PRÁTICAS TRABALHISTAS E TRABALHO DECENTE
Emprego
Total de trabalhadores
Rotatividade
Benefícios
Relações entre os trabalhadores e a governança
Empregados abrangidos por acordos de negociação coletiva
Prazo para notificação de mudanças operacionais
Trabalho perdido devido a conflitos laborais e/ou greves
Saúde e segurança no trabalho
Empregados representados em comitês formais de segurança
Taxas de lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos, absenteísmo e óbitos
Princípio do Página /
Pacto Global Comentário
33
33
Online
7
1
6
26
49
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35
N/D
35
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N/D
8
8, 9
8
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8
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7, 8, 9
8, 9
8
8
7, 8, 9
6
1, 3
3
1
1
51
51
51
51 e 52
51
52
52
N/D
N/D
53
53
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53
53 e Online
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53
N/D
N/D
N/D
50, 53 e online
50
50
50
50, índice online
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53
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Online
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34, 35, 38 e online
34, 38
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13
Online
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8
8
46 e online
46
46
N/D
Online
Índice online
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47 e online
Online
47
Relatório anual 2011 / 57
LA8
LA9
LA10
LA11
LA12
LA13
LA14
HR1
HR2
HR3
HR4
HR5
HR6
HR7
HR8
HR9
SO1
FP4
SO2
SO3
SO4
SO5
SO6
SO7
SO8
PR1
PR2
FP5
FP6
FP7
PR3
FP8
PR4
PR5
PR6
PR7
PR8
PR9
FP9
FP10
FP11
FP12
FP13
58 / BRF
Indicadores de desempenho
Programas de educação, treinamento, aconselhamento, prevenção e controle de risco
Temas de segurança cobertos por acordos sindicais
Treinamento e educação
Horas de treinamento
Programas para gestão de competências e aprendizagem contínua e fim da carreira
Empregados que recebem análises de desempenho
Diversidade e igualdade de oportunidades
Responsáveis pela governança e empregados por gênero, faixa etária, minorias
Proporção de salário entre homens e mulheres
DIREITOS HUMANOS
Práticas de investimento e de processes de compra
Contratos de investimentos com cláusulas de direitos humanos
Fornecedores submetidos a avaliações direitos humanos
Treinamento para empregados em direitos humanos
Não discriminação
Casos de discriminação e as medidas tomadas
Liberdade de associação e negociação coletiva
Risco de liberdade de associação
Trabalho infantil
Risco de trabalho infantil
Trabalho forçado ou análogo ao escravo
Risco de trabalho forçado
Práticas de segurança
Pessoal de segurança treinado em direitos humanos
Direitos indígenas
Casos de violação de direitos dos povos indígenas
SOCIEDADE
Comunidade
Impactos das operações nas comunidades
Acesso à alimentação saudável
Programas e práticas que promovam: acesso a estilos de vida saudáveis; a prevenção de doenças crônicas; etc.
Corrupção
Avaliações de riscos relacionados à corrupção
Empregados treinados em anticorrupção
Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção
Políticas públicas
Políticas públicas e lobbies
Contribuições para partidos políticos
Concorrência desleal
Ações judiciais por concorrência desleal
Não conformidade com leis e regulamentos
RESPONSABILIDADE SOBRE O PRODUTO
Saúde e segurança do cliente
Avaliação de impactos de saúde e segurança
Conformidade com regulamentos relativos à saúde e segurança
Produção em locais certificados por terceiros
Produtos que possuem redução de gordura saturada, gorduras trans, sódio e adição de açúcares.
Produtos que contenham aumento de ingredientes nutritivos e aditivos alimentares
Rotulagem de produtos e serviços
Exigências de rotulagem
Comunicação aos consumidores sobre ingredientes e informações nutricionais
Não conformidade com informações e rotulagem
Satisfação do cliente
Comunicações de marketing
Comunicações de marketing
Casos de não conformidade com comunicações de marketing
Conformidade
Violação de privacidade e perda de dados de clientes
Não conformidade no fornecimento e uso de produtos e serviços
Bem estar animal
Reprodução e genética
Animais criados e/ou transformados
Criação de animais
Alterações físicas e uso de anestésico.
Animais criados por tipo de habitação.
Uso de antibióticos, antiinflamatórios, hormônios e/ou tratamentos para crescimento
Manuseio, transporte e abate
Não conformidade em transporte, manuseio e abate de animais
Princípio do
Pacto Global
1
1
6
1, 6
1, 6
1a6
1a6
1a6
1, 2, 6
1, 2, 3
1, 2, 5
1, 2, 4
1, 2
1, 2
10
10
10
1 a 10
10
1
1
8
8
1
Página /
Comentário
48
Online
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46 e online
46
Índice online
33, 34, 47 e online
Online
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47
N/D
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N/D
Índice online
Online, 42, 43
42 e 43
N/D
37
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13
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INFORMAÇÕES
CORPORATIVAS
Sede |GRI 2.4|
Rua Jorge Tzachel, 475
88301-600 Itajaí – SC – Brasil
Escritório corporativo
Rua Hungria, 1.400 – 5º andar
01455-000 São Paulo – SP – Brasil
Tel.: (55 11) 2322-5000
Fax: (55 11) 2322-5747
www.brasilfoods.com
Nos Estados Unidos
The Bank of New York Mellon
Investor Services
P.O. Box 11258
Church Street Station
New York NY 10286-1258 USA
Tel.: 1-888-269-2377
E-mail: [email protected]
www.bankofny.com
Relações com Investidores |GRI 3.4|
Código de Negociação nas Bolsas
Leopoldo Viriato Saboya – Vice-Presidente de Finanças,
Administração e Relações com Investidores
Elcio Ito – Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Edina Biava – Gerente de RI
Rua Hungria, 1.400 – 5º andar
01455-000 São Paulo – SP – Brasil
Tel.: (55 11) 2322-5052 / 5061 / 5048
Fax: (55 11) 2322-5747
E-mail: [email protected]
www.brasilfoods.com/ri
BM&FBovespa
BRFS3 – ordinárias – Novo Mercado
New York Stock Exchange – NYSE
BRFS – ADR nível III
Bancos Depositários
KPMG Auditores Independentes
No Brasil
Banco Itaú S/A
Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira,
707 – 9º andar
04344-902 São Paulo – SP – Brasil
Tel.: (55 11) 5029-1908
Fax: (55 11) 5029-1917
Jornais Oficiais
Diário Oficial do Estado de Santa Catarina
Diário Catarinense
Valor Econômico
Auditores Independentes
O relatório completo e o índice remissivo GRI estão
disponíveis na versão completa deste documento,
que pode ser acessada pela internet
(www.brasilfoods.com/ri)
Relatório anual 2011 / 59
Créditos
Coordenação geral
Vice-Presidência de Finanças, Administração e
Relações com Investidores
Colaboração
Vice-Presidências de Mercado Interno, Mercado
Externo, Food Services, Lácteos, Operações,
Assuntos Corporativos, Supply Chain, Estratégia e
Novos Negócios e Recursos Humanos.
Conteúdo e redação
Editora Contadino
Equipe BRF de Relações com Investidores e
Sustentabilidade
Consultoria em GRI
BSD Consulting
Design e Diagramação
A10
Imagens
Acervo BRF
BRFS3
60 / BRF
Os resultados de 2011 consolidam as Empresas BRF – Brasil
Foods S.A. e Sadia S.A. (subsidiária integral). Os resultados da
Sadia passaram a ser consolidados integralmente a partir de
Julho de 2009, conforme Acordo de Associação e Assembleias de
incorporações de ações realizadas em julho e agosto de 2009.
As declarações contidas nesse relatório relativas à perspectiva
dos negócios da Empresa, às projeções e resultado e ao
potencial de crescimento dela constituem-se em meras
previsões e foram baseadas nas expectativas da administração
em relação ao futuro da Empresa. Essas expectativas são
altamente dependentes de mudanças no mercado e do
desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados
internacionais, estando, portanto, sujeitas a mudanças.
Em 13.07.11 o plenário do Conselho Administração de Defesa
Econômica – CADE aprovou a Associação entre a BRF e a Sadia
S.A., subordinada ao cumprimento das disposições contidas no
Termo de Compromisso de Desempenho – TCD firmado entre
as partes. Estes documentos encontram-se disponíveis no site:
www.brasilfoods.com/ri
www.brasilfoods.com/ri
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