uma publicação coordenada pelos alunos do Colégio Viver
logotipo e ilustração: Ricardo
Cotia, outubro de 2008
8: Adolescência
9: Weezer
10: Caça-palavras
11: Ubatuba
3: E se... 12: Peças que eles nos pregam
4: A terra tem dono?
14: Na natureza selvagem
5: Revolução dos copos
15: Retrospectiva olímpica
6: Diário do estudo do meio
16: Tirinhas
1- Em nossa primeira “super profissional” reunião, começamos pelo
básico: Colocamos TODO o papo em dia, para depois, com calma, em tom
de sátira, com direito a gargalhadas, discutirmos os frutos, desencontros e
“porcarias” da edição passada... Se não rir o que vamos fazer? Chorar?!
2 - O segundo passo é o começar a pensar e discutir os possíveis temas para próxima edição... Até este ponto é só “bem e bom” e moleza...
O corre começa no próximo passo:
3 - Após concluirmos quais matérias que serão publicadas, corremos, corremos, corremos e corremos atrás de pessoas de fora do corpo
editorial para escreverem coisas novas (Pelo Amor de Deus, contribuam
no jornal!).
4
- A partir desta parte, sempre surgem algumas páginas vazias. Assim, continuamos correndo e correndo atrás de novos textos e notícias...
E “infernizando” aqueles que nos prometeram matérias para que não
ousem se esquecer de nós! (Achamos que eles querem nos matar!)
5
- Escolhemos, então, os nossos talentosos desenhistas da escola, e
lhes apresentamos as matérias que devem ilustrar. Por mais que fujam das
rédeas, sempre cumprem os trabalhos com muita criatividade!
6
- E vem, enfim, a parte mais difícil: a diagramação: Temos que coletar todos os textos, corrigi-los, escolher as fontes, organizar as matérias e
ilustrações e mais toda essa tonelada de coisas...
7
- É aquela pressa louca de finalizar o “Página Aberta”, que nesta
altura já deve estar atrasado, e por isso, nós nos estressamos por qualquer coisinha! Mas você vê: o jornal está fresquinho ai, na sua mão, e é isso
que mais nos dá maior prazer: Ver um trabalho bem feito. Agora, com calma,
respiramos... Até semana que vem, quando começaremos tudo de novo...
8
- Anotação de última hora! Dêem uma olhada no nosso novo site
www.paginaaberta.colegioviver.com.br
*O Página Aberta é fruto do trabalho cooperativo entre alunos, funcionários e pais do Viver. Para participar com textos ou ilustrações, envie-nos um e-mail: [email protected] até 12/11/2008.
2
outubro de 2008
Você já pensou na possibilidade do
mundo acabar?
Não?
Nós já, e é uma ótima pergunta!Todas
as pessoas devem ter certa curiosidade
para saber como vai ser ,e nós, como
qualquer outra pessoa gostaríamos de
uma resposta.
Tivemos algumas idéias sobre o
que irá acontecer:
Pode ser um estrondo, para nos
deixar boquiaberto, e assim não
saberemos quando vai ser ou por
onde irá começar. Para isso, não
tem hora, dia ou lugar marcado!
Imagine: você na sua casa,
lendo um bom livro, quando ouve
barulhos estranhos... Então, sai na
janela para olhar e tem “ets” com a
cara meio amarelada segurando o seu
vizinho. Apavorante, não?
Imagina se te pegam? E te levam para a nave com
outros “ets” com a cara amarelada!
Ou se no dia mundial do pulo, todo mundo resolve pular,
o mundo se racha e caímos dentro dele! Ui, só de pensar
arrepia!
E se as lagartixas se desenvolverem de tal jeito a virar
dinossauros que comem todo mundo?
Já pensou que um dia, você pode estar tomando uma bela
ducha, quando ouve no jornal que todos os chuveiros se
rebelaram, pois o usamos de maneira errada e eles estão
matando todos os seus donos?
E se o mundo não estiver mais no domínio dos homens e
sim dos macacos, como em “Planeta dos Macacos” e nós
viramos escravos deles pelos maus - tratos com eles no
passado.
E se a 3ª guerra mundial acontecer? E todas as pessoas
forem exterminadas e nós como somos lindas, charmosas
e espertas (hahaha) nos escondêssemos em baixo de uma
pedra para sobrevivermos e darmos continuidade à humanidade. Como gratidão, as pessoas construirão estátuas
gigantescas em nossa homenagem.
E a última, e não menos importante das hipóteses é:
Se nós, seres humanos, que sujamos tanto o planeta, fossemos todos intoxicados e morrêssemos?!
PENSEM NISSO!
texto: Larissa e Ana Julia
ilustração: Dalva Kohl
Colégio Viver | Jornal Página Aberta
3
REVOLUÇÃO DOS COPOS
A terra tem dono?
Agora não há mais uso
de copos descartáveis
no Viver. Depois de duas
assembléias com alunos do
F1 e outra com alunos do
F2, foi decidido que os alunos,
professores e funcionários são responsáveis por seus próprios copos
e canecas. Esperamos com isso
diminuir a quantidade de lixo não
reciclável no Colégio.
Mesmo acreditando que charges não devam ser explicadas, atendi com imenso prazer o
convite de escrever um breve texto para o jornal do Colégio.
Judeus e muçulmanos acreditam que Abraão não apenas tenha sido enterrado na região do conflito, como também teria realizado uma aliança com
Deus, onde este prometera aos seus descendentes o direito a posse deste
território. Mesmo este argumento servindo para justificar o direito a posse
das terras para ambos os lados, acredito que as motivações do conflito sejam
puramente econômicas e não religiosas.
A História deixa claro que ambos os povos identificam-se com o território
em questão, porém, houve a hipótese de um Estado Único, levantada antes
da formação do Estado de Israel, mas esta hipótese acabou sendo boicotada
pela Inglaterra e hoje infelizmente parece estar longe dos planos das lideranças de ambos os interessados.
Seria melhor pensar como Jean Renoir:
“a fronteira é uma invenção humana que o homem desconhece”.
Na esperança de um futuro melhor,
:: Todos devem trazer suas
próprias garrafinhas ou
canecas não descartáveis
à escola, inclusive para o
consumo de suco durante
o almoço
:: Os professores e funcionários também não
devem mais se servir de
café, água ou suco em recipientes descartáveis.
texto e ilustração: Dani
Denis Plapler
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outubro de 2008
Colégio Viver | Jornal Página Aberta
5
diário do estudo do meio
Relato de Larissa Bohrer durante a viagem a Ubatuba
Saímos daqui as 07h15min da manhã, eu estava muito
ansiosa! Foram mais ou menos 5 horas de viagem, e nesse
tempo deu para colocar a fofoca em dia, brincar, dormir,
cantar e ouvir música.
Quando chegamos ao Ipema (instituto de permacultura ),
estava muito calor lá fora e dava vontade de voltar para o
ônibus. Mas estava curiosa pra saber como era a vida lá dentro,
o que iríamos fazer, e também, que horas iríamos almoçar.
Como estava muito calor, eu e as meninas fomos até uma
casinha que ainda não morava ninguém para nos trocarmos.
Depois de lá, fomos até o banheiro SEM ÁGUA dos moradores. Quando você entra e olha é uma graçinha, mas quando
se abre a tampa da ‘latrina’ você NÃO quer fazer xixi ali!
Mas é tudo tão limpinho, que é só você NÃO olhar! (E foi o
que eu fiz).
Depois de trocada, fui almoçar. A primeira impressão não foi
muito boa. Mas se quando come é gostoso!
Quando acabamos de comer, fomos conhecer um pouco
mais da cultura deles, assistindo a uma palestra. Ao terminar,
fomos ver os meios de “sobrevivência” dos moradores. O jeito
que faziam para ter água limpa, as plantas que eles protegiam.
Já tínhamos visto tudo! Estávamos ansiosos para ir até a
cachoeira. Quando chegamos, não entrei. A água estava
muito gelada! Mas a maioria entrou e adorou! Depois do
mergulho, fomos embora ao hotel.
O hotel era bem legal e grande. Além de nós, tinha apenas
um casal. Cada um foi para o seu quarto, desfazer as malas,
tomar banho e ir jantar.
Depois de jantarmos, fomos fazer uma brincadeira com
o Profº Júnior. A brincadeira era a seguinte: Nós, alunos,
tínhamos que montar uma frase e cada papelzinho para
montar essa frase estava com um professor diferente, que se
escondia e mudavam de lugar!
Estava na cara que o 6º ano iria ganhar! Só faltava um
papelzinho para eles completarem a frase, mas o 7º ano
conseguiu virar o jogo e ganharam. A frase era: Depois do
jogo vão dormir! E foi isso que nos não fizemos.
O 9º ano foi pra praia com a Maria Amélia e o resto dos
6
outubro de 2008
alunos ficou no salão de jogos, conversando e relaxando em seus quartos.
A nossa saída à praia com a Maria
Amélia, foi bem tranqüila,todo mundo
estava descalço andando na areia
molhada pelo mar, conversando, olhando as estrelas, tirando fotos, chorando,
porque afinal, este é o nosso último ano
e conseqüentemente nosso último estudo
do meio.
Estava já um pouco tarde, na verdade
nem tanto, mas a Maria Amélia estava
rouca e não era bom para ela ficar lá.
Então voltamos. Ficamos um pouco lá
fora conversando sobre o Ipema com
os professores, mas logo fomos dormir,
porque havíamos acordado muito cedo
naquele dia.
Na quinta feira teve um pessoal que
acordou as 6 da manha pra ir até a
praia. Mas o combinado foi as 7. Então,
às 7 estávamos acordados para as 7:30
estarmos tomando o café da manhã,
que era muito bom, tinha uma variedade de pães, bolos e frutas.
Às 8 saímos para fazer uma trilha que
chegava em uma praia, foi um tanto
exaustivo, mas valeu muito a pena. Foram 2 horas de trilha só para ir. A praia
era linda, a água azulzinha. Comemos
na casa de uma família e tinha peixe,
arroz, feijão, salada de alface e tomate
e suco de tangerina. O almoço estava
muito bom, comida caseira geralmente é mais gostosa. Depois da comida
fomos descansar, olhar a paisagem,
sentir a brisa, enfim fazer qualquer
coisa que não fosse ir ao mar.
Fomos depois ouvir um dos pescadores mais velho da aldeia.
Contava suas experiências e a diferença da quantidade de
peixes de 20 anos atrás para cá... Fizemos perguntas, e conhecemos onde ele guarda seus barcos, que ele mesmo fabrica.
Quando terminamos, o grupo de trabalho de campo da
profª. Ligia foi fazer suas pesquisas. Um dos monitores que
nos havia trazido até a praia nos levou até um lugar que só
tinha pedras, porém muito bom para se estudar. Para chegar
lá é meio ruim, ainda mais porque a maré tinha subido um
pouco. Mas conseguimos fazer toda a nossa pesquisa.
Já estava ficando tarde e a maré já havia subido bastante.
Então fomos embora. Caminhamos á pé 3,5 km. Foi bem
legal. Os monitores foram na frente seguindo o caminho e
os alunos iam atrás. Cada um foi no seu passo, então muita
gente foi na frente, só que eu e mais algumas pessoas fomos
ficando para trás, mas havia ainda pessoas mais atrás ainda
de nós. Cansativo, mas divertido.
Quando chegamos onde o ônibus havia parado, nos deparamos com uma lojinha e fomos comprar algo pra beber! A
moça da lojinha deve ter lucrado bastante porque além de
vender as coisas caro, todo mundo comprou algo.Entramos
no ônibus e fomos para o hotel.
Foi longo o percurso até o hotel, deu até pra dormir. Mas
quando chegamos, já fomos tomar banho, porque estávamos cheios de areia. Tomamos banho e fomos jantar. Nesta
noite havia macarrão com molho branco e (pelo que eu vi)
todo mundo adorou.
Depois fomos até a praia perto do hotel, (a mesma que o
9º ano havia ido ao dia interior). Fizemos uma fogueira e
assamos marshmellows. Depois como não tinha nada pra
fazer, começamos a cantar!
E foi ótimo! Musicas velhas, novas, em inglês, em português, calmas, funk ,rápida, e até sertanejo! Olha, acho que
apenas um pagode não teve. E o melhor, é que todo mundo
começou a cantar com a gente! Todo mundo um de ombro
a ombro cantando em alto e bom som para todos ouvirem.
Começou a garoar um pouco forte e tivemos que ir embora,
pois muitos estavam cansados; mas contra a nossa vontade!
Já tarde na noite, todos se recolheram menos a Andressa a
Ana Clara e eu. Ficamos até uma da
manhã conversando com os professores.
Como tínhamos que acordar cedo na
manha seguinte, fomos dormir. Ficou
combinado que iríamos caminhar na
praia no dia seguinte às seis da manhã.
Sexta feira, acordei as 6 para caminhar,
mas estava chovendo! E com aquele
barulhinho gostoso de chuva... Dormi
de novo! Então, às 8 acordamos para
irmos tomar café e irmos ao Aquário
de Ubatuba. Mas nos antecedemos
demais, e ficamos esperando no hotel,
até a hora do Aquário abrir.
Como ainda havia 2 horas para sairmos eu a Andressa e a Ana Clara fomos
dormir. Às 10 horas, todos nós saímos
para ir até o aquário de Ubatuba. Vimos e entendemos um pouco mais da
vida marinha. Depois, fomos até a unidade Projeto Tamar,vimos tartarugas,
e como mudou a forma de tratamento
com as bichinhas; e que uma tartaruga
pode crescer muito.
Depois disso compramos algumas lembrancinhas na lojinha (que era cara!)
dentro da unidade Projeto Tamar.
Fomos para o hotel, arrumamos nossas
malas e limpamos o quarto do hotel
para não ficar nenhum lixo. Fomos
almoçar. Esperamos até a hora de
irmos embora. E pegamos mais 5 horas
de estrada...
Embora, este tenha sido o meu último
estudo do meio e dos meus amigos
também, vai ser eterno, e eu nunca
esquecerei desses dias de alegria,
cansaço, brincadeiras e emoções
Colégio Viver | Jornal Página Aberta
7
DÚVIDAS
adolescentes
Se você tem perguntas, bobas
ou existenciais, não se acanhe!
Mande-nos um e-mail para
[email protected] ou
deposite sua questão em nossa
urna na sala de informática .
Mantemos sigilo absoluto e não é
necessário se identificar.
avançadas, como o planejamento) não está totalmente desenvolvido,
as emoções são processadas na amídala, que é a sede de sentimentos
primários como a raiva e o medo, o que resulta em impulsividade e
alterações bruscas de humor.
Além disso, há inúmeras razões existenciais: a frustração de não
serem levados a sério pelos adultos, o difícil caminho de conquistar
maior liberdade, a sensação de que tudo importa muito, é muito
decisivo. E aí, sentiu-se justificado nos seus acessos de cólera?
-Se eu ficar com 3 meninos, amigos e que estudam juntos, eu
serei taxada de galinha? (MischieF.)
No começo, fiquei tentando entender se essa pergunta vinha de alguém que realmente sentiu vontade de ficar com mais de um colega
de escola, ou de alguém interessado em criticar alguém que o tenha
feito. Não importa. Vou dizer algumas coisas para pensar, indepen-Quando vocês vão parar de me perguntar dente da intenção inicial. Em primeiro lugar, há uma incoerência
se eu tenho dúvidas ?
entre a idéia de ficar, moderna, menos carregada de peso que o
Não vamos parar nunca, até porque dúvidas namoro, e a noção machista e moralista contida no termo “galinha”.
nós esperamos que você nunca pare de ter... Socialmente, o fato de um garoto conquistar várias meninas era mo(certeza total é dogmatismo). Aliás, essa
tivo de prestígio, ao passo que as garotas eram tachadas de galinha
não é uma coluna que tenha temas específi- e outros termos semelhantes. Não que eu defenda em princípio a
cos, e nem respostas fechadas. A idéia é de
inconstância, o ficar a qualquer preço, mas porque essa discriminapoder trocar impressões, opiniões, idéias e
ção com as meninas?
informações. Se você acha isso chato, não
Acho que a decisão de ficar ou não com alguém envolve vários aspecprecisa perguntar, nem ler. Mas, da nossa
tos, inclusive esse da imagem social. Mas o que realmente deveria
parte, estaremos aqui firmes à disposição de importar são os sentimentos e o respeito de ambos envolvidos.
quem queira.
Sempre me espanto quando vejo alguém que de alguma forma se
interessou por outro (ou outra) e em seguida sai criticando o seu
-Por que nós somos mais mal-humorados? par como se fosse o fim. No fundo, em geral se trata mais de resgatar
Imagino que “nós” se refira aos adolescentes, uma imagem de superioridade através da crítica, do que realmente
não é? Se assim for, em primeiro lugar, não
contar sobre uma experiência da qual se arrepende, que tenha sido
sei se é verdade que vocês, adolescentes,
realmente tão ruim.
sejam mais mal-humorados, mas sim que
Pessoalmente, sempre acho estranho julgar uma pessoa de fora.
tenham alterações de humor com mais
Afinal, mesmo o ritmo para se envolver com alguém e se desinteresfreqüência e intensidade. Essa sim é uma
sar varia de pessoa para pessoa, de momento para momento. Para
característica da idade, seja por questões de muitos, meninos e meninos, trata-se de um longo processo de conordem física, como de fase de vida.
struir uma intimidade, de se aproximar lentamente. Por outro lado,
Do ponto de vista físico, temos a famosa
vamos ser sinceros: nesta fase nem se sabe direito o que é gostar,
mudança hormonal que provoca sérios curto- falta experiência, e esse é o lado bom do ficar: poder sentir, analisar
circuitos. Também há uma questão ligada ao as sensações e depois decidir sobre manter ou não um relacionacérebro: como o lóbulo frontal (responsável mento mais longo.
pelas funções cognitivas e emocionais mais
respostas por Princesa Fiona
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outubro de 2008
Sabe o “emo”, aquele rock de
melodias emocionadas que metade
dos adolescentes adora e metade
detesta? Pois é, muitos dos meus
alunos já ouviram que o emo
nasceu do punk, mas essa não é a
única verdade, sua matriz sonora é
o Weezer.
Mas não espere olhos pintados,
franjas com chapinha e letras do
tipo “minha gata me deixou”. O
Weezer é uma banda de Nerds que,
quando não estavam estudando
ou assistindo televisão, estavam na
garagem fazendo barulho com seus
amplificadores no volume máximo.
Suas músicas falam da liberdade
encontrada nesta garagem, onde
ninguém te enche por usar óculos,
ter espinhas e escrever músicas
bobas sobre isso.
Quando saiu o disco azul, em
1994, eles ainda estavam na faculdade e foi por causa do mestrado
do vocalista que passaram cinco
anos sem lançar nada. Para o Weezer, sempre foi mais importante
a escola e a família do que ser um
rock-star e é daí que vem a naturalidade de suas músicas.
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Acaba de sair o disco vermelho, que, como o disco azul, não
tem um nome, mas uma cor forte
na capa. É um dos melhores que
gravaram e vem acompanhado de
um clipe muito bom, disponível
no youtube, da música “Pork and
Beans”. Mas não é só que está na
internet, ele é sobre a internet, e
nele você reconhecerá vários dos
vídeos de maior sucesso da história
do youtube, às vezes com seus
protagonistas, às vezes com os
integrantes do Weezer.
Veja os vídeos, ouça os discos.
É uma das poucas bandas que
ainda existe que me faz balançar a
cabeça quando ouço.
Link de “pork and beans”:
http://www.youtube.com/
watch?v=muP9eH2p2PI
Colégio Viver | Jornal Página Aberta
texto: Cassiano
ilustração: Patricia
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Mitos e Lendas de Ubatuba
Nosso último estudo do meio, como já vimos na matéria principal, foi em Ubatuba.
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Palavras a serem procuras:
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Camburi
A Praia
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R IPraiaNda Picinguaba
S E G Praia
U dasNBicas
D Praia
A da F A
FazendaPraia do EngenhoPraia AlmadaPraia do
UbatumirimPraia da JustaPraia do PurubaPraia do Meio
Palavras a serem procuras:
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Vitor Sório 8ºano
CamburiPraia da PicinguabaPraia das BicasPraia da
FazendaPraia do EngenhoPraia AlmadaPraia do
outubro
de 2008
UbatumirimPraia da Justa
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do PurubaPraia do Meio
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E do primeiro dia, nós, do 9º
Na noite
A ano,
L fomos
E à praia. Já eram mais de 22:00,
A quando
S Beu, Ana Clara e Andressa resolvemos
A V pular
I ondinhas! Nisso, a Ana Clara
apontou para o mar, lá longe, e disse N D C
“Olha só aquele barquinho!”. Ao invés de
S euM
A
ter olhado para onde ela apontou, olhei
M emEoutra
S direção e vi uma coisa de branco,
S queSestava
O olhando para nós! Apontei para
E “ela”,
L eIquando fiz isso, tive a impressão
que estava
se aproximando... AssustaM deA
R
dor!
Com
medo,
continuamos caminhando
E O E
(Antes de pularmos as ondas, estávamos
O P S
caminhando).
E IJá noRsegundo dia, fizemos uma trilha.
S Desde
T que
I chegamos tive certeza de que
S alguém
T R
estava me olhando de dentro da
mata!
Como
I D A não estava sozinha, não dei
E importância
U M e entrei.
A trilha era estreita, então tínhamos que
Q C
S
andar um atrás do outro e eu fiquei por
R T D
último. Ao olhar para trás vi um vulto e um
G barulho
E Cna mata. Fiquei assustada e troquei
C deD
lugarEduas vezes.
U T
Ralgumas idéias do que pode ter
Tenho
acontecido...
A S N
Yurapiri
N D
A - Yurapiri é próximo do diabo
na língua dos Tupinambás. Pelas lendas, ele
é uma espécie de duende túpico, ogre ou
divindade que aparece de acordo com cada
tribo, mas em nenhum caso tem a ver com
a alma dos mortos. Ele anda pelas aldeias
abandonadas...
Agnan ou Anhangá-O Yurupari pode
ser comparado com o Agnan, e seu hobby
era atacar as pessoas vivas, causando o
maior terror entre os Tupinambás. Agnan
provocava grandes violências repentinas em
público, mas sob uma forma invisível. Os índios que sofreram com o ataque do Agnan
disseram que ele aparece na forma de um
animal, na maioria das vezes como aves.
Curupira-É outro demônio das matas,
protetor da caça e não gosta dos homens.
Os humanos o conhecem mais pela forma
de um garoto com os pés virados para trás.
Macachera-Espírito das estradas que vai
à frente do viajante, os Tupinambás viam
nesse demônio um inimigo da saúde.
Os espíritos, nas crenças Tupinambás
andavam por toda parte, principalmente na
mata e em lugares escuros, manifestando-se
de forma sinistra. Os espíritos dos mortos
freqüentavam a proximidade das tumbas
e seu comportamento era agressivo em
relação aos homens. Causavam doenças,
dificultavam o devir das chuvas e possibilitavam a derrota na guerra. Estes espíritos
agrediam fisicamente e atormentavam os
índios de diversas maneiras.
Larissa
Praia do
Colégio Viver | Jornal Página Aberta
11
Vou contar uma história.
Minha filha de 5 anos estava
aprendendo a andar de bicicleta. Ainda com as rodinhas, viu o
primo aprendendo, andando e
começou a ficar realmente com
muita vontade de andar sem as
benditas rodinhas. Eu e seu pai
estávamos receosos de tirar as
rodinhas tão rápido, com medo
de uma frustração, quedas etc.
Um belo dia, ao pegá-la na
Escola, ela relata “Mamãe, já
sei andar de bicicleta sem rodinhas!”. Felicíssima!
Assustada, perguntei como,
e ela me contou que nossa
ajudante em casa tinha tirado
as rodinhas pela manhã e que
após algumas tentativas, ela
havia conseguido. Fiquei com
um misto de alegria por ela e
frustração por não ter partici-
As peças
que
eles nos
pregam
pado do momento e por tudo ter saído diferente
do que EU havia imaginado.
Chegamos em casa, ela pulou na bicicleta e
bambeando pra lá e pra cá, andou! Foi emocionante e tem sido bastante, toda vez que a vejo
andando, agora muito mais firme do que naquele dia.
Essa história me fez pensar muito sobre o que
nos imaginamos para nossos filhos e sobre o que
ELES decidem e escolhem fazer. Isso porque eu já
havia imaginado todo o processo de “aprender a
andar de bicicleta”: andar bastante de rodinhas,
aprender a se equilibrar, colocar as rodinhas
mais pra cima para facilitar a busca do equilíbrio e finalmente tirar as rodinhas. Minha filha
me mostrou que ela tinha outros planos e que
poderia aprender muito bem de outra maneira tirando, bambeando, colocando os pés no chão e
finalmente se equilibrando.
Mais uma vez aprendo com minhas filhas e
fico muito feliz por isso!
texto: Helena Mendonça, mãe de Julia, educação infantil
ilustração: Julia
12
outubro de 2008
Na disciplina de Português nós, alunos do 8º ano, fizemos questionários com alunos do 8º e 9º anos
pensando sobre “O que os adolescentes de hoje em dia consomem?”. A partir daí, montamos nossas
perguntas em várias versões, resultando em gráficos de pizza, exibidos logo abaixo. Saborei-os!
Gráfico 1:
itens mais consumidos
Gráfico 2:
tempo de acesso diário à internet
Gráfico 3:
preferências musicais
Para mais informações sobre o consumo
adolescente, acesse a página do jornal:
http://www.paginaaberta.colegioviver.com.br/consumoadolescente.html
Colégio Viver | Jornal Página Aberta
13
Crítica ... !
texto: Maria Amelia
ilustração: Vitor Sorio
Antes de lerem esta crítica, saibam: sou cinéfila, de tela grande (DVD só em último caso
ou para rever), sem pipoca e com muito silêncio. Mas, cada vez mais, tenho tido problemas
em encontrar algo que eu realmente queira ver. Mais difícil ainda é sair do cinema com
a sensação de que o filme trouxe algo de novo, me impactou ou me fez pensar. Esse é o
problema de ser mais velha, a gente fica cada vez mais exigente.
Dos que estão em cartaz, escolho “Na Natureza Selvagem”. Uma história
real, que virou livro, e depois filme. A história de um jovem disposto a mudar
radicalmente: deixa seu lugar, sua família, até seus documentos e bens e
começa uma jornada cada vez mais “into the wild”. Mesmo para aqueles
que, como eu, em princípio não têm delírios de largar tudo e viver solitário na
natureza, o filme provoca uma inquietação. As paisagens imensas e geladas
do Alaska, misturadas à indagação moral e filosófica sobre esta sociedade
que vivemos, nos faz entender melhor a escolha de Chris McCandless, com
tudo que ela tem de coragem ou loucura. Determinado a levar essa escolha
até o fim, Chris é testado no caminho por novos laços que estabelece: uma
mãe substituta hippie aqui, uma linda moça ali, um solitário velho que o
quer adotar. Assim, o filme mostra um rapaz que tem dilemas entre a experiência libertadora da solidão e da
natureza e a humanidade dos afetos. Tocada,
mexida, me sentindo uma acomodada,
sai do cinema e fiquei horas conversando com Edu (meu marido), que mais do que
eu se sentiu desafiado.
Ele, que sempre diz
que aos 70 vai sumir por um ano
numa viagem
sem destino...
Para ver mais:
- Mais Forte que a Vingança ...................... (Jeremiah Johnson) de Sydney Pollack, 1972
14
outubro de 2008
Retrospectiva ...
Sonhos de olimpíadas: Acontece o tempo todo, mas depois
nos decepcionamos, pelo menos um pouquinho, por aquele
ou aquela atleta maravilhosa ter terminado em 10º lugar.
Acho que o povo brasileiro sempre espera muito dos atletas,
mas nessas olimpíadas, eu, particularmente fiquei, digamos
assim... Atônita. Nada estava me afetando até o quarto ou
quinto dia de olimpíada...
Minha esperança: a ginástica olímpica, meu esporte
preferido de se assistir. As atletas, pequenas, graciosas, tão
jovens: um primor! Quando as provas nos aparelhos (Trave
olímpica , solo , salto sobre a mesa e paralelas assimétricas)
começam, as ginastas chegam à perfeição; para os técnicos e juízes, havia mínimos erros. Foi quando a trave veio:
O último e mais assustador de todos os aparelhos. Vê-las
fazendo todas as acrobacias naquele pequeno espaço
que não cabem nem os dois pés, é de dar agonia. Então, a
primeira caiu, a segunda caiu, e a terceira também. Senti dó,
mas em menos de cinco minutos, descobri que ainda estavam classificadas. Não deu em muita coisa, Jade Barbosa e
Daiane dos Santos passaram para as fases individuais. Jade
ficou em décimo no salto e Daiane em quinto (de novo!) no
solo. Gosto muito da Shawn Johnson, ela é muito talentosa,
americana, mas muito talentosa, e ao contrário das brasileiras foi para o pódio em praticamente tudo que concorreu.
Outro exemplo de ‘torço’ é o ‘tubarão’ Michael Phelps.
Demais César Cielo ter ganhado a medalha de ouro, mas ele
não causou tanto “rebu” quanto Phelps. Eu torço pra ele, é
de dar prazer ver Phelps nadando; o cara nasceu pra isso.
Não é questão de falta de patriotismo, e sim de aparecer um
cara tão bom, de que o mundo torce pra ele.
Sem contar toda a minha expectativa em Diego Hipólito,
campeão do mundo, número 1, com séries lindíssimas, mas
que na final caiu. Não pude assistir, esse horário é da China
mesmo. Mas quando soube o que houve, uma pequena
lágrima se juntou no cantinho do olho... Desespero... Fico
imaginando o que deve ter se passado pela cabeça dele
quando tombou.
Num resultado realista, os chineses
realmente SE MATARAM pelo ouro...
Desconfio até que foram eles que sumiram com a vara da atleta brasileira
do salto! Eles dominaram até no “não
pode”. Em Pequim, os atletas não
podiam: atravessar a rua sem ser na
faixa de pedestres, dormir fora da vila
olímpica, não podiam fumar, beber,
andar sem camisa, muito menos dar
entrevista pró - Tibete; daqui a pouco
não poderiam nem participar!
Além do que, a tecnologia chinesa
está tão aprimorada, que os fogos
da abertura eram ‘de mentirinha’
(eles não foram ao vivo). A garotinha
que cantava, não cantava, dublava,
porque a real cantora não era bonita
o bastante, (e nem percebemos essa
gafe!). Soube em alguns boatos de
que não havia tantas pessoas no
estádio (os ingressos deviam ser muito
caros) e por isso os chineses colocaram efeitos gráficos que faziam com
que a torcida simplesmente ‘aparecesse’!
Essas olimpíadas foram realmente
diferentes... Digamos assim peculiares.
Espero que em Londres (sede das
próximas olimpíadas), as coisas sejam
mais... Reais...
Colégio Viver | Jornal Página Aberta
Ana Clara
15
Tirinhas
Pedro Brotero:
Dalva Kohl :
Ceguinha Cecília: a TV
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Cotia, outubro de 2008 uma publicação coordenada