FACULDADE MERIDIONAL – IMED
CENTRO DE ESTUDOS ODONTOLÓGICOS MERIDIONAL CEOM
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DENTÍSTICA
ELIZA TRES GUINDANI
FINALIZAÇÃO ESTÉTICA E FUNCIONAL DE TRATAMENTO
ORTODÔNTICO COM RESTAURAÇÕES CERÂMICAS: RELATO
DE CASO CLÍNICO.
PASSO FUNDO
2012
ELIZA TRES GUINDANI
FINALIZAÇÃO ESTÉTICA E FUNCIONAL DE TRATAMENTO
ORTODÔNTICO COM RESTAURAÇÕES CERÂMICAS: RELATO
DE CASO CLÍNICO.
Monografia apresentada à Faculdade
Meridional – IMED como requisito parcial
para obtenção do título de Especialista em
Dentística.
Orientadora:Profª. Drª. Simone B. Alberton
da Silva
PASSO FUNDO
2012
ELIZA TRES GUINDANI
FINALIZAÇÃO ESTÉTICA E FUNCIONAL DE TRATAMENTO
ORTODÔNTICO COM RESTAURAÇÕES CERÂMICAS: RELATO
DE CASO CLÍNICO.
Monografia apresentada à comissão
julgadora da Faculdade Meridional – IMED
como requisito parcial para obtenção do
título de Especialista em Dentística.
Aprovada em ___/___/______.
BANCA EXAMINADORA:
________________________________________________
Profª. Dra. Simone B. Alberton da Silva - Orientadora
________________________________________________
Prof.
________________________________________________
Prof.
AGRADECIMENTOS
A professora e orientadora Dra. Simone, quem admiro muito pela dedicação a
odontologia, sendo assim uma inspiração a todos. Sua amizade e apoio foram
fundamentais para a conclusão deste trabalho.
A todos os professores do curso de especialização de dentística.
Aos colegas, pelo companheirismo e ajuda.
A meus pais Julio e Sânia, por sempre me incentivarem a crescer como pessoa
e profissional.
A meu irmão Juliano, por ser um mestre para mim dentro e fora do consultório,
admiro muito você meu irmão.
A meus avôs, pelo carinho.
A Deus, por me conceder saúde para trabalhar e buscar meus objetivos.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES E TABELAS
Figura 1. Repouso ............................................................................................ 17
Figura 2. Sorriso ............................................................................................... 17
Figura 3. Oclusão inicial ................................................................................... 18
Figura 4. Oclusão lado direito........................................................................... 18
Figura 5. Oclusão lado esquerdo ..................................................................... 18
Figura 6. Enceramento diagnóstico .................................................................. 19
Figura 7. Preparos............................................................................................ 19
Figura 8. Preparos finalizados .......................................................................... 20
Figura 9. Imagem oclusal ................................................................................. 20
Figura 10. Moldagem ....................................................................................... 20
Figura 11. Seleção de cores............................................................................. 21
Figura 12. Provisórios ...................................................................................... 21
Figura 13. Prova copings ................................................................................. 22
Figura 14. Laminados cerâmicos ..................................................................... 22
Figura 15. Laminados cerâmicos ..................................................................... 23
Figura 16. Laminados cerâmicos ..................................................................... 23
Figura 17. Facetas cimentadas ........................................................................ 24
Figura 18. Ajuste oclusal .................................................................................. 24
Figura 19. Caso finalizado ................................................................................ 25
Figura 20. Caso finalizado ................................................................................ 25
Figura 21. Caso finalizado ................................................................................ 26
RESUMO
As possibilidades que os materiais cerâmicos trazem para a odontologia são
indiscutíveis no estágio atual da dentística restauradora. Nesse sentido a interrelação entre paciente e professor da área da dentística, ocorre com finalidade
de planejar, executar e finalizar os casos ortodônticos. O presente estudo
pretende apresentar através de revisões, as bibliografias, propriedades e
possibilidades que através de um relato de caso clínico, os materiais cerâmicos
oferecem na finalização estética/funcional de um relato de caso ortodôntico.
Palavras – chave: Facetas dentárias. Estética. Ortodontia.Cerâmica.
ABSTRACT
The possibilities that bring the ceramic materials for dntisty are indisputable at
this stage in restorative dentistry. In this sense, the orthodontics professionals
and patients have searched for the professional in the field of dentistry to
operate from planning to completion of orthodontics treatment. The present
study aims to present trough literature reviews the benefits, properties and
ceramics offer possibilities to finalize aestethetic-funcional orthodontic a case
report.
Keywords: dental veneers. Aesthetics.Orthodontics.Ceramics.
Sumário
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 9
2 REVISÃO DE LITERATURA ......................................................................... 10
3 METODOLOGIA............................................................................................ 16
3.1) Relato de caso ....................................................................................... 16
3.2) Analise estética: ..................................................................................... 17
4 DISCUSSÃO ................................................................................................. 27
5 CONCLUSÃO................................................................................................ 28
REFRERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 29
APÊNDICE ....................................................................................................... 31
Apêndice A .................................................................................................... 31
9
1 INTRODUÇÃO
A beleza física é um dos fatores importantes na determinação das
relações entre os indivíduos. Qualquer alteração estética pode provocar
implicações psicológicas que variam desde a simples forma de disfarçar o
problema até a introversão do indivíduo (SCHENKEL et al., 2004) . Obter
sorrisos proporcionais e agradáveis são valores estéticos fundamentais para a
satisfação do paciente e do profissional.
Para isso, precisa-se de materiais que se aproximem fisicamente e
estruturalmente do esmalte e dentina. Os fenômenos ópticos de translucidez,
opalescência e fluorescência encontrados nos dentes naturais podem ser
atualmente reproduzidos de uma maneira similar utilizando cerâmicas
modernas, através do emprego de facetas ou coroas (SCHENKEL et al., 2004).
O uso das cerâmicas, no entanto, pode falhar nos casos de hábitos
parafuncionais, espaço inadequado para a espessura mínima do material, o
desgaste do material antagonista, o ajuste da cor e o controle das propriedades
ópticas. Além disso, as propriedades físicas como a expansão térmica,
porosidade, impurezas do material e a tecnologia empregada pelo laboratório
protético podem dificultar a obtenção dos resultados (SCHENKEL et al., 2004).
Um tratamento integrado exige a estabilização dos arcos dentários como
um todo. Em todos os pacientes adultos, a história odontológica, assim como
as futuras restaurações, desempenha um papel importante na oclusão final
(KOKICH, 2006).
O restabelecimento do sorriso do paciente deve seguir as características
do paciente, realçar suas qualidades e adaptar-se ao estilo de vida, ao seu
trabalho e posição social (D`ALTOÉ, 2007).
Este trabalho tem por objetivo realizar um relato de caso clínico de
reabilitação estética com uso de restaurações cerâmicas, pós um tratamento
ortodôntico
10
2 REVISÃO DE LITERATURA
A estética do sorriso é a combinação de vários fatores, como a forma
facial, dentária e gengival (LAZARESCU; CHIRILA, 2005). E para desenvolver
um sorriso harmonioso, com proporções equilibradas, os pesquisadores
procuram combinar vários aspectos que podem ser obtidos pela aplicação de
leis ou medidas numéricas, como a “Proporção Áurea”. Para alcançar
excelência estético-funcional é preciso integração entre as especialidades
odontológicas, entre elas, a ortodontia, que se antecipa fazendo alinhamentos
dentários prévios, permitindo a Dentística o ajuste estético final, quando
necessário, pois nem sempre o correto posicionamento dental obtido pelas
correções ortodônticas desenvolve totalmente e tão esperada harmonia do
sorriso. As causas mais comuns são as variações anatômicas dos dentes
anteriores, principalmente em pacientes adultos que apresentam alterações
adquiridas (BARATIERI, 2002).
Stanganelli, Pellegrin, e Vieira (2000) revisaram as técnicas, métodos e
opções para finalização estética após tratamento ortodôntico, destacando o
restabelecimento da forma, função dos arcos dentários levando em conta toda
saúde do sistema estomatognático. Alterações genéticas como agenesias,
podem ser corrigidas pelas adaptações com resina composta ou facetas de
cerâmica. Alguns diastemas são corrigidos pelo tratamento ortodôntico, mas
podem ser finalizados com acréscimo de resina composta. Os autores dizem
que a escolha do material depende da forma, conservação da estrutura do
dente, tempo disponível para o tratamento e custos.
Carvalho et al. (2004) relatam que os pacientes adultos que procuram
um ortodontista por iniciativa própria, desejam melhorar não só sua aparência
mas também aspectos psicológicos e de auto estima. A ortodontia consegue
realinhar o sorriso, as vezes dependendo de outras especialidades como
Prótese, Implantodontia, Periodontia e Dentística. Os tratamentos integrados
melhoram o resultado final do tratamento. Autores relacionam os princípios de
uma oclusão normal e ideal: relação molar, angulações da coroa (torque),
curva de Spee, rotações e espaços. Enfatizam que se isso for obtido, então
11
tem-se uma harmonia oclusal equilibrada estética e função. Em alguns casos
de pacientes adultos, casos de prognatismo necessitarão de cirurgia
ortognática, visando a correção óssea maxilo-mandibular, e o envolvimento das
demais especialidades odontológicas vão depender da complexidade de cada
caso.
Kokich
(2006)
enfatizou
a
necessidade
da
multidisciplinaridade
associada aos avanços tecnológicos dos materiais no planejamento e na
realização dos tratamentos ortodônticos em crianças, jovens, adultos. Estes,
muitas vezes, considerados tratamentos inviáveis devido aos problemas
associados como: severidade da maloclusão, quantidade de restaurações, de
trauma prévio e abrasão dos dentes, ausências dentárias, suporte ósseo
insuficiente,
das
temporomandibulares.
doenças
Esclareceu
periodontais,
que
deve
além
de
distúrbios
existir
integração
das
especialidades para o tratamento do paciente adulto, sendo a ortodontia uma
parte do plano determinado pela equipe e que este não precisa ter uma
oclusão perfeita em Classe I de Angle, ao término do tratamento, pois
permaneceu muitos anos com má oclusão. Estes precisam receber o
alinhamento dos dentes, terem os arcos nivelados para melhorar problemas de
sobremordidas, dentes irrompidos para controlar problemas periodontais e
dentes verticalizados para restaurações futuras. São situações solucionadas
por uma equipe multidisciplinar que, através de um modelo em cera simulam a
futura oclusão sendo extremamente útil para das metas e eventuais resultados
do tratamento como um todo.
Spear, Kokich, Mathews (2006) descrevem uma abordagem única entre
as disciplinas, partindo de uma perspectiva estética na abordagem e
diagnóstico dos problemas dentários, sem comprometer os aspectos
estruturais, funcionais e biológicos da dentição do paciente. Tiveram como
propósito fornecer ao leitor um método sistemático de avaliação estética dento
- facial de forma lógica e multidisciplinar. Inicia-se com o planejamento estético,
após a função, estrutura e finalmente a biológica.
Morais et al. (2006) abordaram sobre o tratamento ortodôntico dividindoo em cinco fases: diagnóstico e planejamento, alinhamento e nivelamento,
correção da relação molar e fechamento de espaços, finalização e contenção.
Tiveram
como
objetivo
destacar aspectos importantes da finalização
12
ortodôntica, sugerindo anotações dos dados para traçar a estratégia necessária
para alcançar oclusão excelente, alcançando estética, saúde e estabilidade.
A porcelana na literatura odontológica é um dos assuntos de mais
rápida evolução, dentro da ciência e da tecnologia dos materiais dentários
restauradores. A primeira aplicação em odontologia foi realizada por Duchateau
e de Chemant, na década de 1770, documentada pela primeira vez por Dr.
Charles Henry Land. Mais tarde, o Dr. Charles Leland Pincus usou facetas
provisórias em acrílico e cerâmica, que eram adaptadas com adesivos para
prótese total para melhorar o sorriso dos artistas de Hollywood (BARATIERI,
2002).
As facetas estéticas, como restaurações “permanentes”, surgiram
inicialmente com a aplicação de resinas acrílicas ativadas quimicamente
diretamente sobre o esmalte, passaram pela aplicação direta de resinas
compostas e pelas facetas de acrílico pré-fabricadas, até chegarem ás
restaurações indiretas em cerâmica com Rochette, em 1975. Contudo foi na
década de 1980 que a técnica das facetas estéticas em cerâmica tornou-se
popular (DELLA BONA et. al., 2004).
Para a realização de facetas, há necessidade da presença de uma
superfície de esmalte. Uma maneira de executarmos um desgaste homogênio,
respeitando a anatomia externa do dente, é através da confecção de sulcos de
orientação. É importante conhecer inicialmente a espessura de esmalte nas
diversas regiões (cervical, media, incisal e proximal). As medidas médias desta
espessura são: incisal 1 a 1,3mm, cervical 0,4 a 0,6mm e terço médio 0,8mm
(MONDELLI, 1995).
A ponta diamantada 1012 apresenta um diâmetro máximo de 1,2mm.
Desta maneira quando trabalhamos com ela até a metade de sua ponta ativa,
realiza-se a delimitação cervical, contornando a curva parabólica na gengiva
inserida, envolvendo toda a periferia da superfície vestibular, além de
controlarmos a quantidade de desgaste em profundidade, sem danificar os
contatos proximais, já estabelecendo o término do preparo de uma maneira
chanfrada. Este tipo de terminação facilita a adaptação, bem como ajuda sob o
ponto de vista estético, quando comparamos com as terminações em forma de
ombro (BUSATO, 2002).
13
O segundo passo seria a confecção de sulcos de orientação
longitudinais, acompanhando o contorno externo da superfície vestibular. Com
a ponta diamantada 2135, trabalhamos também com aproximadamente metade
da ponta ativa na superfície média, que é de aproximadamente 1.2mm,
realizamos inicialmente uma canaleta gengivo-mediana, e depois uma
mediana-incisal. Com a mesma ponta diamantada empregamos nas canaletas
de orientação, fazemos o desgaste da estrutura remanescente entre elas,
sempre observamos as inclinações corretas. Neste momento, que ainda
existem estruturas a ser eliminadas temos uma noção exata da quantidade de
desgaste a ser realizado (BUSATO, 2002).
No término incisal com a broca 4138, realiza-se o desgaste dessa
superfície, 1mm em ângulo reto com a palatina ou lingual, permite um plano de
inserção positivo com um posicionamento correto da faceta sem provocar a
mistura de pigmentos no momento da cimentação (BUSATO, 2002).
O preparo da margem incisal em envelope, ou seja, com o término na
palatina ou lingual, distribui a carga oclusal sobre uma área superficial mais
extensa (BUSATO, 2002).
O acabamento do preparo é realizado com uma broca tronco-cônica com
ponta arredondada de diâmetro mais refinado, 2135F. Atenção especial deve
ser dispensada ao ângulo inciso-vestibular, que deve ser arredondado e obtuso
(90°- 100°) (BUSATO, 2002).
Com uma fina tira de lixa de polimento ou um disco flexível sof-flex deve
ser usado nas faces proximais e incisais para eliminar qualquer irregularidade
deixada no preparo.
Essa metodologia de preparo é aplicada em dentes nos quais o
problema não se encontra no mau posicionamento, na forma do dente ou nos
diastemas (BUSATO, 2002).
A cerâmica odontológica, tradicionalmente conhecida por porcelana tem
merecido destaque e atenção. A estética apresentada por estes matérias esta
relacionada á estabilidade de cor, translucidez, luminosidade e metamerismo
(MORAIS, 2006).
Na fase de seleção é sempre fundamental determinar a matiz, croma e
valor dos dentes remanescentes. A escolha de cor deve sempre ser feita sob
iluminação natural, de preferência nos períodos matutinos. A experiência
14
clínica tem mostrado que a superfície do dente deve estar umedecida, pois
quando esta se desidrata apresenta-se mais clara e opaca do que
naturalmente é. Inicialmente, é interessante também fazer uma avaliação sem
escala de cores, na tentativa de identificar a matiz predominante (MONDELLI,
1995).
Deve-se levar em consideração que aproximadamente 70% dos dentes
naturais apresentam matiz marrom (A da escala Vita) e que, ao trabalhar com
próteses extensas, deve-se evitar matiz cinza (C da mesma escala), dado a
dificuldade de lhe conferir vitalidade ou naturalidade. Quando a cor dos dentes
e da escala não harmoniza, criando dificuldades de comunicação, de
conhecimento das dimensões de cor, característica peculiar como manchas
brancas ou marrons, esmalte translúcido, efeito halo, fazer a seleção
juntamente com o técnico de prótese dentária (BONFANTE, 2004).
A forma é uma das características de mais fácil transmissão ou
comunicação entre o cirurgião dentista e o técnico em prótese dentária que
normalmente se inicia, por meio do enceramento de diagnóstico. É através dos
modelos de estudo adequadamente montados em articuladores semiajustáveis, juntamente com os dados obtidos nos exames físicos, radiográficos
e anamnese. Além da analise dos modelos no que se refere á oclusão, guia
anterior e dimensão vertical de oclusão, restabelecimento dos diferentes planos
ou curvaturas da oclusão, esses modelos com os antagonistas (BONFANTE,
2004).
Textura é definida como a superfície de um material, principalmente
quando sentida ao tato. Em odontologia a combinação de sulcos, saliências,
concavidades e depressões presentes na superfície vestibular. Assim como a
forma se modifica com a idade, também a textura sofre o mesmo tipo de
influência e vai se reproduzindo gradativamente da dentição jovem para a
adulta, até apresentar as características de perda da estrutura dentária por
abrasão, erosão, gerando superfícies com amplos desgastes na face
vestibular, praticamente sem textura alguma. Por não ser reproduzida nos
modelos, a texturização da superfície vestibular é uma tarefa diretamente
relacionada com o cirurgião dentista e com a harmonia estética, capaz de
individualizar uma faceta d cerâmica e compatibilizá-la com a idade e
15
características físicas do paciente. Lembre-se sempre: diferentes idades
diferentes texturas (BONFANTE, 2004).
As restaurações de porcelana são especialmente indicadas para dentes
anteriores que apresentam alterações de forma ou cor, embora também possa
ser indicada em outras situações como: realinhar dentes mal posicionados,
dentes anteriores com lesões de cárie em vestibular, dentes mal formados,
lesões amplas de erosão, dentes anteriores com múltiplas restaurações que
necessitam ser substituídas e para reduzir ou fechar diastemas, entre outras
indicações (SOARES, 2011).
Por apresentar tantas vantagens, não é difícil citar algumas possíveis
indicações dessa técnica, tais como: alterações na forma, na posição, na cor
ou no tratamento dos dentes, por motivos estéticos ou funcionais devido á
presença de: amelogênese imperfeita, hipoplasia, lesões cervicais, perda da
estrutura
dentária
por
trauma
ou
desgaste,
diastemas,
giroversões,
microdontia, alterações cromáticas por fluorose, tetraciclina, problemas
endodônticos e restaurações antigas (FRANCCI, 2011).
As vantagens das porcelanas são, preparos mais conservadores do que
coroas totais, preservando assim mais estrutura sadia; melhor aceitação por
parte do paciente; são extremamente duráveis e resistentes a fraturas,
aumentando
a
longevidade
desta
restauração;
o
preparo
em
nível
supragengival, acarreta melhor resposta do tecido periodontal; em microdontias
não requer reparos; mantém-se inalterada, sem alteração de cor e textura
indefinidamente; a estética proporcionada após a cimentação é mais natural;
uma menor retenção de placa bacteriana; (FRANCCI, 2011).
Como desvantagens, a dependência de um técnico laboratorial de
qualidade; custo maior; fragilidade no manuseio; requer mais preparo do que o
laminado de resina; uma vez cimentada, é praticamente impossível ser
reparada sem fratura; alterações de cor não podem ser realizadas após a
aplicação de cerâmica e glaze no revestimento refratário (BARATIERI et. al.,
2002).
16
3 METODOLOGIA
O estudo foi realizado na Clínica Odontológica do CEOM, especialização
de dentística. Juntamente foi realizado uma revisão de literatura, buscando
informações em artigos e livros.
O projeto de pesquisa foi encaminhado para aprovação do Comitê de
Ética e Pesquisa da Faculdade Meridional/IMED, localizado na Rua Senador
Rodrigues, 304, Vila Rodrigues, Passo Fundo, CEP 99.070-220.
3.1) Relato de caso
Paciente N.K. , sexo feminino, 47 anos de idade, moradora da cidade de
Passo Fundo.
A paciente chegou até o curso de especialização em dentística
procurando melhora em seus dentes anteriores, mencionando facetas de
porcelana. A mesma já havia sido submetido a três cirurgias ortognáticas
devido acidente de transito grave, onde fraturou mandíbula e maxila. A
paciente estava, desde então, em tratamento ortodôntico, havia três anos. Na
atual etapa de finalização ortodôntica a paciente estava procurando a melhora
estética de seu sorriso. Após análise clínica da mesma, foram feitos modelos
de estudo e enceramento diagnóstico do caso. Esclarecemos dúvidas e então
optamos pela confecção de facetas de porcelanas em seis elementos dentais,
sendo um deles uma coroa total sobre implante. Foram realizados os preparos
de cinco elementos dentais, e cimentadas facetas de cerâmica pura (Emax).
17
3.2) Analise estética:
Figura 1. Repouso
Figura 2. Sorriso
18
Figura 3. Oclusão inicial
Figura 4. Oclusão lado direito
Figura 5. Oclusão lado esquerdo
19
Figura 6. Enceramento diagnóstico
Figura 7. Preparos
20
Figura 8. Preparos finalizados
Figura 9. Imagem oclusal
Figura 10. Moldagem
21
Figura 11. Seleção de cores
Figura 12. Provisórios
22
Figura 13. Prova copings
Figura 14. Laminados cerâmicos
23
Figura 15. Laminados cerâmicos
Figura 16. Laminados cerâmicos
24
Figura 17. Facetas cimentadas
Figura 18. Ajuste oclusal
25
Figura 19. Caso finalizado
Figura 20. Caso finalizado
26
Figura 21. Caso finalizado
27
4 DISCUSSÃO
Para Lazarescu e Chirila (2005) a estética do sorriso é a combinação de
vários fatores, como a forma facial, dentária e gengival. Stanganeli, Pellegrin e
Vieira (2000) revisaram as técnicas, métodos e opções para a finalização
estética após o tratamento ortodôntico, destacando o restabelecimento da
forma e função dos arcos dentários. Alguns diastemas são corrigidos pelo
tratamento ortodôntico, mas podem ser finalizados com acréscimo de resina
composta ou restaurações cerâmicas.
Carvalho et al., (2004) falam que os pacientes adultos procuram um
ortodontista por conta própria, desejando não apenas melhorar sua aparência,
mas também aspectos de auto estima. A ortodontia consegue realinhar o
sorriso, às vezes dependendo de outras especialidades como prótese,
implantodontia,
periodontia
e
dentística.
O
envolvimento
das
outras
especialidades vai depender da complexidade de cada caso.
Para Baratieri et al., (2001) as restaurações de porcelana são
especialmente indicadas para dentes anteriores com alterações de forma e cor,
alem de realinhar dentes mal posicionados, reduzir ou fechar diastemas. Para
Bonfante (2004) uma faceta de cerâmica é capaz de melhorar a estética e
compatibilizá-la com a idade e características físicas do paciente.
Como desvantagem Baratieri et (2001) cita o custo maior, dependência
de um técnico laboratorial, fragilidade do manuseio, preparo maior, e
impossibilidade de remoção sem fratura.
A escolha pelo tratamento restaurador indireto nesta paciente enfatizou
a necessidade da multidisciplinaridade associada aos avanços tecnológicos
dos materiais no planejamento e na realização dos tratamentos ortodônticos
(Kokich 2006). Rendeu resultados positivos, quando avaliados pelo ponto de
vista estético e funcional. A cor, harmonia e aspectos anatômicos foram
recuperados. A participação da dentística foi fundamental na finalização do
caso. A paciente apresentou grande satisfação com sua nova aparência dental.
A harmonia do sorriso foi recuperada.
Através deste estudo adquiriu-se experiência para futuros tratamentos
multidisciplinares integrando ortodontia e dentistica.
28
5 CONCLUSÃO
De acordo com o presente estudo de caso clínico, conclui-se que:
- A inter-relação entre as especialidades, Dentística e Ortodontia,
organizadas de forma sistemática, permite a excelência nos resultados
reabilitadores.
- A escolha do material reabilitador depende de vários fatores, tais como:
condições financeiras do paciente, análise estética, psicológica e morfológica.
- Vantagens e desvantagens devem ser explicadas ao paciente.
- Devemos seguir as etapas corretamente desde o momento de
confecção das facetas indiretas, ao término das mesmas, dessa forma
minimizamos os riscos e obtemos sucesso no tratamento.
29
REFRERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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2. Ed. São Paulo: Santos, 2002.
BONFANTE, G.; MRNDES, W.B.; PEGORARO, L.F.; BONFANTE, E.A. Clínica
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BUSATO, A.L.S.; HERNANDEZ, P.A.G; MACEDO,
Restaurações Estéticas. São Paulo: Artes Médicas, 2002.
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Dentística
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D`ALTOÉ, L.F. Reanatomização de Dentes Antero-superiores com Resina
Composta Direta- Relato de Caso Clínico. Clínica Internacional
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LAZARESCU, F.; CHIARILA, L. Reabilitação Estética do sorriso: Uma
abordagem interdisciplinar. Cosmetic Dentisty,Buscarest, v.1, p.12-14, 2005.
MORAIS, L.S. et al. Finalização Ortodôntica: uma Análise Contemporânia.
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MONDELLI, J. Estética e Cosmética em Dentística Restauradora. Revista
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SCHENKEL, L.B.; PIMENTA, M.A.C; FILHO, R.C.C; MEZZOMO, E.
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STANGANELLI, C.; PELLEGRIN, M.C.J.; VIEIRA, O. Recursos estéticos
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Paulo, n.3, p.9-14, maio-jun. 2000.
30
SPEAR, F.M.; KOKICH. V.G.; MATHEWS, D.P. A abordagem multidisciplinar
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SOARES, L. M; SOARES, C. Resultados previsíveis no uso de laminados e
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jan.mar. 2011.
31
APÊNDICE
Apêndice A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Você está sendo convidado(a) como voluntário(a) a participar da pesquisa, relato de caso
clínico: Finalização estética e funcional de tratamento ortodôntico com cerâmica: relato de caso
clínico.
A JUSTIFICATIVA, OS OBJETIVOS E OS PROCEDIMENTOS: O motivo que nos leva a
estudar o problema facetas de cerâmica é a melhor forma e indicação do uso da mesma. A
pesquisa se justifica para ter em mãos um trabalho que descreva passo a passo as etapas
desde a escolha do material ate a confecção e finalização da mesma. O objetivo desse projeto
é obter um trabalho de fácil leitura para os cirurgiões dentistas se basearem no momento de
confecção de facetas laminadas em porcelana.
DESCONFORTOS E RISCOS E BENEFÍCIOS: Existe um desconforto e risco mínimo para a
você que se submeter à coleta do material para a confecção dos preparos e cimentação das
facetas, sendo que se justifica para a melhora da estética do sorriso da paciente.
FORMA DE ACOMPANHAMENTO E ASSINTÊNCIA: Os pesquisadores e orientadores darão
toda assistência necessária para o participante da pesquisa.
GARANTIA DE ESCLARECIMENTO, LIBERDADE DE RECUSA E GARANTIA DE SIGILO:
Você será esclarecido(a) sobre a pesquisa em qualquer aspecto que desejar. Você é livre para
recusar-se a participar, retirar seu consentimento ou interromper a participação a qualquer
momento. A sua participação é voluntária e a recusa em participar não irá acarretar qualquer
penalidade ou perda de benefícios.
O(s) pesquisador(es) irá(ão) tratar a sua identidade com padrões profissionais de sigilo. Os
resultados do relato de caso clínico serão enviados para você e permanecerão confidenciais.
Seu nome ou o material que indique a sua participação não será liberado sem a sua
permissão. Você não será identificado(a) em nenhuma publicação que possa resultar deste
estudo. Uma cópia deste consentimento informado será arquivada no Centro de estudos
odontológicos meridional (CEOM) e outra será fornecida a você.
CUSTOS DA PARTICIPAÇÃO, RESSARCIMENTO E INDENIZAÇÃO POR EVENTUAIS
DANOS: A participação no estudo não acarretará custos para você e não será disponível
nenhuma compensação financeira adicional. No caso você sofrer algum dano decorrente dessa
pesquisa os pesquisadores e orientadores darão a você todo apoio necessário.
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DECLARAÇÃO
DA
PARTICIPANTE
OU
DO
RESPONSÁVEL
PELA
PARTICIPANTE: Eu, _______________________________________ fui informada
(o) dos objetivos da pesquisa acima de maneira clara e detalhada e esclareci minhas
dúvidas. Sei que em qualquer momento poderei solicitar novas informações e motivar
minha
decisão
se
assim
o
_____________________________
desejar.
e
O(a)
o(a)
professor(a)
professor(a)
orientador(a)
co-orientador(a)
______________________________________certificaram-me de que todos os dados
desta pesquisa serão confidenciais.
Também sei que caso existam gastos adicionais, estes serão absorvidos pelo orçamento
da
pesquisa.
Em
caso
de
dúvidas
______________________________________
_________________________________________
poderei
o(a)
ou
chamar
professor(a)
o(a)
a
estudante
orientador(a)
professor(a)
co-
orientador(a) ____________________________no telefone (__) ____ ____. Declaro
que concordo em participar desse estudo. Recebi uma cópia deste termo de
consentimento livre e esclarecido e me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as
minhas dúvidas.
Nome
Assinatura do Participante
Data
Nome
Assinatura do Pesquisador
Data
Nome
Assinatura da Testemunha
Data
Download

Finalização Estética e Funcional de Tratamento Ortodôntico