Reserva Natural Marinha Local das Avencas
3.ª Sessão de Participação Pública | 12 de outubro de 2012
3ª Sessão de Participação Pública para a criação da Reserva Natural
Marinha Local das Avencas – 12 de outubro de 2012
3ª Sessão de Participação Pública para a criação da
Reserva Natural Marinha Local das Avencas
Público-alvo: pescadores, veraneantes, moradores,
desportistas e representantes de atividades comerciais
EQUIPA TÉCNICA:
Ana Margarida Ferreira, Sara Faria, Paula Cabral, Vânia Fialho
CONTACTO:
[email protected]
ENTIDADES PRESENTES:
_ Agência Portuguesa de Ambiente (Eng.ª Margarida Nunes e Dr. Celso Pinto)
_ Capitania do Porto de Cascais (Comandante Dario Moreira)
_ Cascais Próxima (Eng.º Fernando Pais)
_ Departamento de Ambiente da Câmara Municipal de Cascais (Dr. Nunes
Carvalho)
_ Junta de Freguesia da Parede (Dra. Odete Abrantes)
_ Polícia Marítima (Chefe P.M. Olímpio Ferreira)
_ Proteção Civil (Eng.º Carlos Estribeira)
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3ª Sessão de Participação Pública para a criação da Reserva Natural
Marinha Local das Avencas – 12 de outubro de 2012
Conteúdo
1.
Introdução ................................................................................................................ 4
2.
Programa .................................................................................................................. 5
3.
Apresentação do projeto de criação da Reserva ................................................... 6
4.
Sessão de perguntas ao painel .............................................................................. 11
5.
Intervenção das entidades convidadas ................................................................ 13
6.
Considerações finais............................................................................................... 15
7.
Anexos .................................................................................................................... 17
7.1.
Panfleto de divulgação das sessões de participação.................................... 17
7.2.
Lista de participantes ..................................................................................... 18
7.3.
Propostas apresentadas por José Carlos Martins ........................................ 19
7.4.
Propostas apresentadas por Miguel Lacerda ............................................... 20
7.5.
Propostas da Peskayak e da Comissão de Pesca Lúdica e Desportiva do
Concelho de Cascais ................................................................................................... 24
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1. Introdução
A Plataforma Intertidal das Avencas tem sido um local privilegiado ao longo dos anos para
estudos científicos, académicos e até mesmo por curiosos pela sua elevada biodiversidade,
tanto a nível terrestre como a nível marinho. Desde 1998 que devido a essa mesma
biodiversidade esta zona foi classificada pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira Cidadela
– São Julião da Barra (POOC Cidadela - S. Julião) como Zona de Interesse Biofísico das Avencas
(ZIBA).
Apesar do seu estatuto de proteção, as plataformas rochosas intertidais das Avencas têm
vindo a ser ameaçadas por vários fatores como a poluição, flutuações nos fatores bióticos e
abióticos, o constante pisoteio e a pesca ilegal.
Neste sentido, a Câmara Municipal de Cascais, através da Cascais Ambiente, propõe a elevação
desta zona a “Reserva Natural Marinha Local das Avencas” (RNMLA), ao abrigo do decreto-lei
n.º 142/2008, abrindo um período de Consulta Pública de 270 dias, publicado a 20 de
Fevereiro de 2012 e com término a 21 de Janeiro de 2013.
A terceira sessão de Participação Pública para a criação da RNMLA realizou-se no dia 12 de
outubro de 2012, pelas 18h00, no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal e contou
com a presença de 31 participantes, entre eles representantes da Comissão de Pesca Lúdica do
Concelho de Cascais, Núcleo de Surf e Mar da Parede, da Quercus, da Faculdade de Ciências e
Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Esta sessão pretendeu reunir todos os interessados na criação da reserva, desde pescadores, a
veraneantes, moradores, desportistas e representantes que exercem as suas atividades
comerciais na zona de criação da RNMLA. O objetivo desta sessão de participação foi o de
recolher contributos e propostas destes agentes para inclusão na proposta de criação da
RNMLA, bem como apresentar alguns dos resultados de propostas das anteriores sessões e
dos estudos que têm vindo a ser feitos nesta zona.
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2. Programa
18h00 – Acreditação
Registo dos participantes
Consulta do estudo-base para a criação da RNMLA
18h15 – Início da Sessão de Participação Pública
Moderação: Agenda Cascais 21
Cascais Ambiente – Apresentação do Projeto de criação da Reserva Natural
Marinha Local das Avencas
19h00 - Sessão de perguntas ao painel
19h25 – Coffee break
Os participantes que pretendam entregar alguma proposta poderão preencher
as fichas de participação disponíveis para o efeito
19h45 – Sessão de Encerramento
Moderação pela Agenda Cascais 21
Intervenção dos representantes das entidades convidadas
Fecho da sessão
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3. Apresentação do projeto de criação da Reserva
O projeto de criação da Reserva Natural Marinha Local das Avencas (RNMLA) esteve disponível
para consulta durante toda a sessão de participação, desde a chegada dos participantes. O
projeto foi depois apresentado aos participantes pela equipa técnica da Cascais Ambiente.
Segue-se um resumo dos principais pontos do projeto e das propostas de ação para a área da
RNMLA:

Classificação, em 1998, da Zona de Interesse Biofísico das Avencas, pelo Plano de
Ordenamento da Orla Costeira Cidadela - São Julião da Barra;

Publicação do Decreto-Lei nº 142/2008, que possibilitou às autarquias a criação de Áreas
Protegidas de Âmbito Local;

Existência de uma elevada biodiversidade e património natural na zona, que leva à sua
necessidade de conservação;

Causas da diminuição de biodiversidade ao longo dos anos (apanha de bivalves e pesca,
apanha lúdica, pisoteio, perturbações durante a época de reprodução);

Proposta de limites da RNMLA e justificação destes limites (integração das áreas de
interesse especial na zona da Reserva).
FIGURA 1 – PROPOSTA DE LIMITES DA RESERVA NATURAL MARINHA LOCAL DAS AVENCAS
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PROPOSTAS DE AÇÃO:

Sinalização em terra e em mar dos limites da Reserva

Reforço de fiscalização

Monitorização da fauna e flora

Certificação Ambiental pela ISO 14001

Delimitação de trilhos de visitação e colocação de sinalética

Controlo e erradicação de espécies invasoras

Promoção do desenvolvimento da vegetação natural característica

Percursos e painéis interpretativos

Ações de conservação e recuperação das casamatas

Visitas guiadas à plataforma intertidal

Touch tank e Miradouro Virtual

Infografia no túnel das Avencas

Painéis informativos nos acessos à RNMLA
FIGURA 2 – APRESENTAÇÃO DO PROJETO
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Após a apresentação das propostas de ação, foram apresentados alguns resultados
preliminares, fruto de estudos que têm vindo a ser desenvolvidos pela Câmara Municipal de
Cascais e pelos seus parceiros como resposta às propostas apresentadas nas sessões
anteriores.
A monitorização da plataforma rochosa da área compreendida entre a praia da Bafureira e da
Parede tem vindo a ser desenvolvida por técnicos da Cascais Ambiente desde Novembro de
2011. Uma primeira análise permite-nos concluir que existe uma maior riqueza específica e
número de organismos no mediolitoral do que no supralitoral. Verificou-se um aumento do
número de espécies desde novembro de 2011 a agosto de 2012, devido à época de
recrutamento da maioria das espécies se situar na época primavera/verão. É expectável que
este número volte a diminuir no próximo inverno, verificando-se um ciclo anual. Verificou-se
ainda uma dependência do tipo de substrato por parte dos organismos sésseis, ao contrário
dos organismos móveis. A presença de água tem também um efeito positivo no
desenvolvimento da biodiversidade local. Não se verificaram diferenças a nível biológico nas
amostras dentro e fora da ZIBA, o que corrobora a proposta de alargamento dos atuais limites
para os da futura reserva.
Foi feita uma compilação das espécies mais capturadas pela comunidade piscatória. Estes
dados foram recolhidos em várias reuniões com grupos e associações de pescadores lúdicos,
comerciais, submarinos e apanhadores de espécies marinhas.
TABELA 1 – LISTA DE ESPÉCIES MAIS CAPTURADAS NA ZONA DAS AVENCAS
Nome comum
Salema
Sargo vulgar
Sargo legítimo
Sargo do senegal
Robalo
Dourada
Polvo
Choco
Lula
Peixe porco
Carapau
Cavala
Boga
Corvina
Safio
Santola
Navalheira
Nome científico
Sarpa salpa
Diplodus vulgaris
Diplodus sargus
Diplodus bellottii
Dicentrarchus labrax
Sparus aurata
Octopus vulgaris
Sepia officinalis
Loligo vulgaris
Balistes capriscus
Trachurus trachurus
Scomber colias
Boops boops
Argyrosomus regius
Conger conger
Maja squinado
Necora puber
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Em parceria com o Programa Maré Viva, foram efetuados durante a época balnear 227
inquéritos aos veraneantes da praia das Avencas. Da análise estatística efetuada, verificou-se
que os principais motivos de escolha desta praia são a proximidade do local de residência, as
características terapêuticas da praia e o facto de ser uma praia abrigada. Apesar da
proximidade, 71% dos inquiridos desloca-se para a praia de carro, o que congestiona as ruas da
Parede, questão já anteriormente levantada na segunda sessão de participação pública. Os
principais motivos que levam as pessoas a deslocarem-se na plataforma rochosa são a
observação de espécies marinhas e motivos de lazer.
Relativamente à colocação de sinalética e implementação de trilhos de visitação durante a
época balnear, 77% dos inquiridos encontrou placas de informação no seu percurso e 82%
afirma respeitar os trilhos existentes. De uma forma geral, a maioria dos inquiridos concorda
com a colocação da sinalética e trilhos e concorda com a informação escrita nas placas. No
entanto 33% dos inquiridos considera que deveria haver mais informação nestas placas, facto
que poderá advir da falta de informação acerca da Zona de Interesse Biofísico das Avencas ao
longo dos anos.
Também em parceria com o Programa Maré Viva, foram efetuados censos visuais para
contagem do número de utilizadores da área entre a Parede e São Pedro. Estes censos foram
efetuados duas vezes por dia, em diferentes horas entre as 9:00 e as 19:00, durante a época
balnear e não tendo em conta a altura da maré. Comparativamente com os dados recolhidos
em 2010, os pescadores continuam a preferir a área de rocha e os veraneantes as zonas com
areia, devido às atividades específicas de cada grupo. Em 2012, verificou-se uma maior
densidade de pescadores e veraneantes nas zonas fora da ZIBA. Já em 2010 os veraneantes
preferiam as zonas fora da ZIBA, enquanto que os pescadores se encontravam distribuídos por
toda a área. Esta alteração poderá estar relacionada com o aumento de informação e
sinalização.
Relativamente ao período do dia, os pescadores utilizam a área durante a manhã e tarde, facto
que se verificava já em 2010. Para o grupo dos veraneantes verificou-se uma alteração
relativamente a estes dados. Em 2010 os veraneantes distribuíam-se entre manhã e tarde,
enquanto que em 2012 a afluência de veraneantes foi superior no período da tarde. Estes
dados são ainda muito preliminares, uma vez que não se avaliou ainda o período da noite,
censos que continuam a ser realizados.
FIGURA 3 – CENSOS VISUAIS FEITOS PELOS
PARTICIPANTES DO PROGRAMA MARÉ VIVA
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Em relação à qualidade das águas balneares, não se verificaram análises negativas em 2012
nem nos anos anteriores, o que conferiu às praias das Avencas, Parede e São Pedro o galardão
de Bandeira Azul. Foram ainda apresentados os locais de saídas de águas pluviais identificadas
pela Câmara Municipal de Cascais. O trabalho que está a ser desenvolvido nesta área é feito ao
longo do ano e é um trabalho contínuo de melhoramento na zona costeira do município.
Em relação à higienização das areias, questão levantada na primeira sessão de participação a 4
de Maio de 2012, esta realiza-se semanalmente com um produto à base de Iodo na diluição de
1:100 em cada litro por m2 de areia. Após a aplicação é efetuada a monitorização
microbiológica das areias, bem como a determinação do iodo residual nos areais após o
tratamento. Finalmente, e de acordo com os valores de iodo residual, é feita a adequação da
concentração de produto aplicada.
FIGURA 4 – PROCESSO DE HIGIENIZAÇÃO DE AREIAS BALNEARES
O Eng.º Fernando Pais, da empresa municipal Cascais Próxima, apresentou resumidamente o
estudo que está a ser efetuado pelo município em relação à iluminação na orla costeira.
Referiu que os holofotes colocados na zona entre a Parede e São Pedro do Estoril irão ser
reajustados para que os seus focos não incidam diretamente na linha de costa, tentando
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compatibilizar a segurança das populações com a preservação da biodiversidade existente no
local, não havendo no entanto uma data prevista para esta alteração.
4. Sessão de perguntas ao painel
À apresentação por parte da Cascais Ambiente seguiu-se uma sessão de perguntas dirigidas ao
painel, constituído por:

Agência Portuguesa de Ambiente (Eng.ª Margarida Nunes e Dr. Celso Pinto)

Capitania do Porto de Cascais (Comandante Dario Moreira)

Cascais Ambiente (Dra. Ana Margarida Ferreira)

Cascais Próxima (Eng.º Fernando Pais)

Departamento de Ambiente da Câmara Municipal de Cascais (Dr. Nunes Carvalho)

Junta de Freguesia da Parede (Dra. Odete Abrantes)

Polícia Marítima (Chefe Olímpio Ferreira)

Proteção Civil (Eng.º Carlos Estribeira)
Seguem-se as questões/comentários dos participantes:

Há alguma intervenção prevista a nível das arribas para o muralha que se encontra a
ruir a oeste da praia das Avencas?

É essencial reconstruir o pontão que existia na Bafureira. A falta deste pontão fez com
que o areal diminuísse, contribuindo para a degradação da arriba devido à ação do
mar.

A Zona de Interesse Biofísico das Avencas já existe há 14 anos e não produziu efeitos
positivos a nível da biodiversidade. Então porquê alargar a área de proteção?

Será dada alguma resposta às propostas apresentadas nas sessões de participação
pública?

Dentro da nova reserva será permitida a pesca, mesmo com condicionantes? Ou será
totalmente proibida?

Os pescadores concordam com os condicionalismos à pesca, nomeadamente a criação
de épocas de defeso, mas não com a sua interdição total.

Cada vez são atribuídas menos licenças de pesca lúdica. Onde é que os pescadores vão
pescar se lhes retirarem mais esta área?

A Polícia Marítima poderia atuar como um agente de sensibilização e não apenas
como agente fiscalizador.
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
Batimétrica dos 15m é excessiva e põe em perigo os pescadores, que não conseguem
regressar a terra em caso de emergência.

Se as áreas de interesse se encontram no intertidal, qual a justificação para a
batimétrica dos 15m como limite da reserva?

Na revisão do Plano de Ordenamento da Orla Costeira Cidadela – São Julião da Barra
vão prever alguma coisa em relação às recargas de areias nas praias?

A pesca à rede (pesca comercial) destrói tudo, a submarina é amiga do ambiente.

Propomos mais sensibilização e fiscalização.

Qual o orçamento previsto para a criação da Reserva? Quanto deste orçamento é para
divulgação e quanto para obras estruturais?

Proposta: reduzir a iluminação do litoral para 1/3 do que existe atualmente para
reduzir custos e utilizar o montante poupado na criação da Reserva.

Os trilhos colocados nesta época balnear estão concluídos? Os trilhos não dão acesso à
água.
Após esta sessão de perguntas, alguns participantes deixaram propostas por escrito, que são
apresentadas em anexo neste relatório.
FIGURA 5 – SESSÃO DE PERGUNTAS AO PAINEL
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5. Intervenção das entidades convidadas
Após a intervenção dos participantes, foi a vez das entidades presentes se pronunciarem sobre
as questões levantadas durante a sessão.
O Comandante da Capitania do Porto de Cascais, Dario Moreira, realçou a necessidade de
entendimento entre as comunidades envolvidas neste processo, nomeadamente no sentido de
compatibilizar todos os usos identificados na zona. Relativamente à questão dos agentes da
Polícia Marítima agirem como agentes de sensibilização, o comandante alerta que a função
destes agentes é a de fazer cumprir a lei e de responsabilizar quem não a cumpre.
Relativamente às questões levantadas durante a sessão no que diz respeito às arribas, o Eng.º
Carlos Estribeira, representante da Proteção Civil, pediu a colaboração de todos para que
alertem as autoridades competentes sempre que detetem alguma anomalia, nomeadamente
partes da arriba que pareçam estar em perigo de ruir ou destruição da sinalética colocada
durante esta época balnear. Realçou ainda que a função da Proteção Civil é a de garantir a
segurança das pessoas e que estão a ser feitos estudos ao nível das arribas para garantir essa
mesma segurança.
Da parte da Agência Portuguesa do Ambiente (ex-ARH Tejo), a Eng.ª Margarida Nunes referiu a
complexidade de gestão da orla costeira, dado ser uma zona de conflito de usos. Realçou ainda
que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e todas as outras entidades envolvidas neste
processo terão em conta as propostas apresentadas durante este processo de participação
pública, nomeadamente no que diz respeito à reconstrução de pontões e reposição de areias.
Serão efetuados estudos para cada um dos casos propostos e avaliar-se-á a viabilidade e
impactos de cada uma das propostas.
O Dr. Celso Pinto, também da APA, elucidou os participantes acerca das obras de
requalificação da praia da Bafureira, interdita durante esta época balnear por questões de
segurança. Referiu que as obras de requalificação, que consistirão no reforço do muro oeste
da praia da Bafureira através da colocação de microestacas, estão previstas para breve e
deverão estar concluídas até ao final do presente ano. Relativamente à reconstrução dos
pontões, e caso se considere necessária, a APA irá tentar candidatar-se a financiamento
externo, dado serem obras de alguma dimensão e que não estavam previstas. Relativamente à
reposição de areias nas praias, o técnico da APA refere que esse tipo de processos são sempre
altamente estudados e monitorizados ao longo do tempo para evitar catástrofes ambientais.
Em resposta às questões levantadas pelos participantes, a Dr. Ana Margarida Ferreira,
representante da Cascais Ambiente, referiu que os condicionalismos que irão ser
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implementados a nível da pesca ainda não estão definidos e que estas sessões de participação
servem precisamente para auscultar a comunidade piscatória, no sentido de encontrar
soluções benéficas para todos, esclarecendo que a criação da RNMLA não está em causa.
Relativamente à batimétrica dos 15m, explicou a importância do interface entre rocha e areia
para abrigo das espécies e zona de nursery. Relativamente à utilização dos trilhos
estabelecidos, esclareceu que esta não é obrigatória, apenas recomendada e que estes trilhos
irão servir de teste para um eventual aumento dos mesmos.
A finalizar a sessão, o Dr. Nunes Carvalho, Diretor Municipal do pelouro do Ambiente da
Câmara Municipal de Cascais felicitou todos os presentes pelas suas propostas, referindo a sua
importância para a CMC. Realçou a preocupação da autarquia em ouvir os seus munícipes para
tentar encontrar soluções que melhor sirvam a população e que vão de encontro às
expectativas de todos os interessados.
FIGURA 6 – INTERVENÇÃO DAS ENTIDADES CONVIDADAS
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6. Considerações finais
A terceira e última sessão de participação pública no âmbito da criação da Reserva Natural
Marinha Local das Avencas decorreu com um intenso e ativo envolvimento dos intervenientes,
quer por parte da comunidade piscatória, quer pelos moradores e outros utilizadores da área.
Por ser a terceira sessão de participação pública, e alguns dos participantes terem já
apresentado as suas propostas em sessões anteriores, verificou-se alguma incompreensão
acerca dos seus objetivos. De facto, o objetivo desta sessão não era o de apresentação do
regulamento da Reserva, que apenas será elaborado findo o período de consulta pública, mas
pretendeu confrontar opiniões de diferentes grupos de utilizadores, na tentativa de
compatibilizar usos.
De notar novamente a ausência de representantes da pesca comercial, empresas de turismo
da natureza, associações de desportos náuticos e da maioria dos concessionários de praia
(apenas o concessionário do Bar das Avencas esteve presente na sessão).
Após esta última sessão de participação, todas as propostas apresentadas serão avaliadas por
técnicos da Câmara Municipal de Cascais e Cascais Ambiente, das áreas respetivas e pelas
entidades presentes na sessão, de forma a dar seguimento a cada uma das questões
apresentadas.
O presente relatório será enviado às entidades presentes na sessão, que colaborarão com a
Câmara Municipal de Cascais e com a Cascais Ambiente na concretização dos objetivos da
Reserva.
O relatório ficará ainda disponível para consulta e/ou download nos seguintes locais:

site da Câmara Municipal de Cascais

Junta de Freguesia da Parede
Todos os participantes serão contactados para que tomem conhecimento dos locais de
consulta do presente relatório.
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O processo de consulta pública continuará até ao dia 21 de Janeiro de 2013, cumprindo o
período de 270 dias definido em reunião de Câmara no dia 20 de Fevereiro de 2012. Durante
este período os interessados, nomeadamente pessoas que não tiveram oportunidade de
participar nas sessões ou que participaram e não tiveram oportunidade de dar todos os seus
contributos, poderão continuar a entregar as suas propostas e sugestões, através do endereço
de e-mail: [email protected]
Findo o prazo de participação pública será elaborada uma proposta de regulamento, em
conjunto com as entidades intervenientes na área (stakeholders), que incluirá os contributos
da população e pescadores, que têm vindo a ser recolhidos, que tenham cabimento técnico e
jurídico. Esta proposta de regulamento terá um período de discussão pública (a definir), que
será publicitado em Diário da República. Todos os participantes nas três sessões que tenham
deixado o seu contato serão informados aquando da apresentação do regulamento para que
se possam pronunciar sobre o mesmo.
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7. Anexos
7.1.
Panfleto de divulgação das sessões de participação
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7.2.
Lista de participantes
NOME
ACTIVIDADE
Ana Paula Araújo
Quintino Aguiar
Miguel Correia
Vítor Gomes
Paula Simões
António Ramos
Filipe Correia
Diogo Tojo
Orlando Luís
Manuel Roman Aponte
Mário Lisboa
Cláudia Rosado
José Carlos Martins
Ana Pego
Miguel Lacerda
Frederico Silva
Francisco Paulo
Miguel Abreu
Ana Sofia Miranda
Inês Tojeira
Frederico Almada
Pedro Bragança
Vitor Carranquinha
Álvaro Correia
Pedro Aranda
Carlos Lisboa
José Carlos Ferreira
André Mascarenhas
Ana Braga
Duarte Braga
Vítor Pinheiro
Aluna de mestrado
Pescador lúdico
Pescador lúdico
Pescador lúdico
Veraneante
concessionário Bar das Avencas
pescador
surfista
Veraneante
GUSU (paddle surf)
morador
Quercus
morador
NMSP
morador
Pescador submarino
Pescador
Pescador
morador
morador
morador/ISPA
morador/mergulhador
morador/pescador
comerciante/veraneante
morador/NSMP
veraneante
FCT
FCT
morador
morador
Pescador lúdico (Pescayak)
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7.3.
Propostas apresentadas por José Carlos Martins
QUESTÃO
PROPOSTA
ELEMENTOS POSITIVOS DA
− Todas as ideias são positivas, no entanto algumas deveriam
CONSTITUIÇÃO DA RESERVA
ELEMENTOS NEGATIVOS DA
CONSTITUIÇÃO DA RESERVA
IDEIAS PARA AJUDAR A
CONCRETIZAR OS OBJETIVOS DA
RESERVA
ser restruturadas
−
Para a segurança das pequenas embarcações, propõe-se que
se diminua para metade a batimétrica dos 15m
− Para ajudar a orçamentar algumas obras, propõe-se que se
reduza a brutal iluminação para 1/3 e durante as 12h por
noite vão-se poupar com certeza milhares de euros que
poderiam ser reencaminhados para projetos de retenção de
areias nas praias.
DE QUE FORMA PODE A
POPULAÇÃO COLABORAR NA
PRESERVAÇÃO DA
BIODIVERSIDADE DA RESERVA?
____________________
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7.4.
Propostas apresentadas por Miguel Lacerda
26 Outubro 2012
Opinião de Miguel Lacerda sobre a escolha do local RESERVA MARINHA DAS AVENCAS
Exmos. Senhores,
Tendo eu algum conhecimento sobre o Mar de Cascais e estando consciente e atualizado
sobre a situação dos seus recursos marinhos, leva-me a felicitar o empenho e a preocupação
da Câmara Municipal em Cascais em criar uma zona de reserva marinha na costa Cascalense.
Uma forma de salvaguardar e garantir a proliferação e desenvolvimento da sua biodiversidade,
criando assim condições de expansão e enriquecimento dos seus recursos a outras zonas.
Não é por acaso que há muitos anos a esta parte, venho a manifestar um alerta nesse sentido
e reforçar a ideia de se tomarem medidas eficazes de minimizar e controlar os excessos e
impactes negativos que o homem tem vindo a cometer ao longo dos anos, não só diretamente
como indiretamente.
Recordo, que em 2009 apresentei uma ideia à agência municipal Cascais Atlântico, no sentido
de se estudar a hipótese para a criação de uma reserva marinha no mar de Cascais, que
intitulei na altura “Reserva Marinha D. Carlos I”, compreendia entre o farol de Santa Marta e o
farol da Guia. Resultou em duas reuniões e nada mais, mas demonstrou a minha total
concordância em criar-se uma reserva no mar de Cascais.
Já na altura falou-se também que as Avencas seria um potencial local para se criar uma
reserva marinha ou uma zona de interesse biofísico.
Discordei de imediato apresentando os mesmos argumentos que mantive até ao dia de hoje,
pois continuando a analisar este local com alguma assiduidade, mais motivos tenho para estar
convicto do que afirmei na altura.
O assunto avançou, ignoraram por completo os argumentos que proferi na altura e segundo fui
informado foi aprovado pelo município a criação da reserva marinha no Mar de Cascais na
zona das Avencas.
Reconheço que não sou formado, sou um simples autodidata, mas a experiência que tenho de
mar, das coisas da natureza e de lidar com este meio durante mais de quatro décadas levamme a ter algum “know how” e de me sentir à vontade e no direito de (no mínimo) fazer mostrar
o meu descontentamento e desacordo por escrito por forma mais tarde o poder utilizar como
prova da asneira cometida.
Curiosamente tenho sido abordado para comentar (verbalmente e por escrito) o que acho
sobre a reserva marinha das Avencas (estranho perguntarem a mim, um autodidata), mas
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3ª Sessão de Participação Pública para a criação da Reserva Natural
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também tenho falado com algumas pessoas idóneas (em biologia e assuntos do mar) que
partilham da minha opinião.
Não avancei com um artigo sobre o que pensava da reserva, por respeito a quem me tem
apoiado e colaborado noutro projectos.
Porque sou de Cascais, porque amo o mar de Cascais, porque me preocupo com o mar de
Cascais (à mais de 40 anos, não é de ontem) não posso ficar indiferente a uma questão que
pode ser tão importante e determinante para o futuro deste meio e para a nossa subsistência.
Antes de descrever ponto por ponto as razões porque descordo da reserva no local das
Avencas, faço uma pequeno análise ou enquadramento do mar de Cascais e das Avencas de
maneira a ajudar a entender as minhas afirmações.
- O mar de Cascais abrange uma extensa área que vai de S. Julião da Barra (Carcavelos) até á
praia do Abano (Guincho) cerca de 20 km de litoral.
Trata-se de um extenso litoral com características muito destintas, variando entre as zonas
mais acidentadas e recortadas de maciços rochosos, lagões de pedra a zonas de grandes
extensões de areia. No que se refere a toda a área submersa a grande predominância são os
fundos móveis (de areia), tendo no entanto algumas zonas bem identificadas de fundos
rochosos.
As particularidades que definem bem a costa de Cascais é o facto de estar inserida numa
espécie de baía entre o Cabo da Roca e o Cabo Espichel onde a plataforma continental tem
muito pouco desnível (pouca profundidade) e por estar na embocadura do maior rio da
Península Ibérica, o Tejo.
Desta forma podemos dividir o litoral de Cascais em duas zonas distintas e com características
muito peculiares. Toda a costa que sofre diretamente os efeitos do caudal do rio Tejo e a
restante costa mais exposta ao mar aberto.
Localizando as Avencas, está exatamente no início da costa que mais “sofre diretamente os
efeitos do caudal do rio Tejo”, situação que tem vindo a ser responsável pela sua degradação.
Os milhões de litros de água que correm para jusante do rio, trazem consigo, sedimentos,
organismos vegetais, inúmeros elementos poluentes, fertilizantes, pesticidas etc. provenientes
da agricultura que com as águas pluviais se misturam com as águas do rio. Também os metais
pesados das decapagens, das pinturas, restauros e manutenção de navios e embarcações
provenientes dos vários estaleiros fixos nas margens do rio, ocorrem com muita frequência e
demonstram por vezes índices elevados de poluição. Basta observar o estado das margens do
rio, o cheiro e a imundice que ali ocorre. Para não falar de descargas pontuais de fábricas e
mesmo de esgotos que conseguem passar despercebidas às autoridades.
Quando os ventos predominam dos quadrantes leste e sul, as Avencas são o primeiro
“piadeiro” de toda esta porcaria.
Razões pela qual não concordo com a zona escolhida “Avencas”
1º. Não existe nenhum estudo científico que garanta a zona das Avencas como sendo
o local ideal para a criação de uma reserva marinha no mar de Cascais.
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3ª Sessão de Participação Pública para a criação da Reserva Natural
Marinha Local das Avencas – 12 de outubro de 2012
Existe sim um estudo pontual e local das Avencas onde foi determinada uma zona rica
de interesse biofísico. Informo que as espécies ali existentes e citadas podem ser
encontradas em qualquer local com características semelhantes (mesmo em zona mais
poluídas).
Se a comunidade científica tiver o cuidado de estudar com o mesmo rigor outros locais
no mar de Cascais os resultados serão idênticos ou melhores. O Mar de Cascais é rico
em biodiversidade, tem cerca de 20 km de costa mas nunca foi alvo de um estudo sério
e intenso com o intuito de se fazer uma Reserva marinha. Um estudo assíduo,
persistente e empenhado (não pontual ou esporádico) e que analise os prós e contras,
as características específicas de cada zona, a fauna, a flora e a viabilidade de sucesso
para uma reserva, um defeso, uma zona de proteção, um santuário…etc.
2º. A localização das Avencas, tendo em conta a vasta área do mar de Cascais é a
menos apropriada.
As Avencas devido a sua proximidade da embocadura do tejo, é das zonas que mais
sofre com os dejetos provenientes do rio quando os ventos predominam dos
quadrantes leste e sul. Também a proximidade do fundeadouro dos grandes navios
que aguardam cais para carga ou descarga em Lisboa, ou simplesmente melhor tempo
para rumarem a norte, continuam ilegalmente a proceder a lavagens dos seus tanques,
dejetando resíduos poluentes e detergentes altamente corrosivos que se arrastam até
à costa.
3º. As características das Avencas, fundos muito baixos e rochas pouco acidentadas
não garantem condições de defeso e resguardo para a regeneração e proliferação de
muitas espécies de organismos marinhos.
Mergulhando ou analisando uma carta hidrográfica, não é difícil perceber a estrutura
rochosa e o tipo de fundo de toda esta área. Falamos de fundos muito baixos de fácil
assoreamento com maciços rochosos formando lajes rasgadas com fendas pouco
definidas. Uma zona que quando exposta a ventos provenientes do mar, toda ela fica
sob o efeito de rebentação das ondas, delimitando muito o tipo de organismos que ali
conseguem permanecer (muito poucos).
A falta de rocha na zona infralitoral (onde predominam os fundos móveis) não cria
hábitos sedentários às várias espécies que ali possam ocorrer.
4º. As Avencas têm sofrido grandes alterações de empobrecimento dos anos 70 a esta
parte, não mostrando qualquer evolução positiva.
Outrora uma zona muito rica em flora e fauna marinha e famosa pelos tratamentos
devido à abundancia de iodo nas águas, onde a espécies como a Gelidium
sesquipedale predominavam e revestiam todo o fundo, hoje, e sem sofrer os flagelos
que ocorreram por toda a costa portuguesa (com a apanha profissional das algas), as
rochas nas Avencas são pobres e nuas. O facto de não existirem algumas espécies de
algas (como a citada) em detrimento de outras só por si determina a salubridade desse
local.
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3ª Sessão de Participação Pública para a criação da Reserva Natural
Marinha Local das Avencas – 12 de outubro de 2012
Determinadas espécies de algas como a Gelidium são pontos de eleição para as
posturas de ovos de muitas espécies de organismos marinhos. As Avencas é um mar
de rocha despida!
5º. A área que compreende as Avencas e a Bafureira sendo uma área extremamente
densa em rocha só abrange as zonas supralitoral (zona de influência marítima) e
mediolitoral (zona das marés), é sempre uma área de risco.
Sendo que mais de 90% de todo o maciço rochoso desta área fica exposta a quando a
baixa-mar, trata-se de uma zona permanentemente em risco, não só por uma eventual
maré negra, como por todos os dejetos que com as várias marés ali se vão
depositando e degradando com exposição solar, com o rebentar das ondas etc… Criar
uma reserva num local sem uma zona infralitoral significativa é um erro crasso, o que é
o caso!
6º. Criar uma reserva num local errado, com grandes probabilidades de insucesso em
detrimento de se criar uma reserva num local apropriado e com garante de sucesso
não faz qualquer sentido.
Conhecendo minimamente o fundo do mar de Cascais, com um simples processo de
exclusão de partes, utilizando parâmetros básicos e sustentáveis para o bom
funcionamento de uma reserva não é difícil chegar a uma conclusão de quais os locais
com potencialidade.
A conjuntura económica do país não permite fazer experiências nem brincar às
reservas. É urgente fazer-se uma reserva em Cascais, isto é claro!
Criar-se uma reserva num local errado, vai servir futuramente como argumento que o
facto de se ter feito uma reserva não contribuiu para nada.
Concentrar todos os esforços, meios, atenções, verbas etc. numa reserva errada vai
dificultar ou tirar capacidade de manobra de poder agir em outros locais, prejudicando
assim o mar de Cascais.
Os pescadores são pessoas que dependem diretamente do mar e à partida se virem
resultados a curto prazo entendem o valor e o contexto de uma reserva, se isso não
acontecer, muito dificilmente os conseguimos convencer do contrário, falhar num
processo destes e dar-lhes argumentos contra nós e contra o nosso mar.
Ocorre frequentemente em catástrofes, guerras, epidemias, naufrágios, acidentes etc. ocasiões
difíceis, onde se têm que tomar medidas e decisões drásticas e seletivas quando o objetivo é a
sobrevivência.
Quando se fala em salvar ou proteger espécies ou locais é exatamente a mesma coisa.
Devemos começar pelos locais onde seja indiscutível o garante da sobrevivência, da
proliferação, do desenvolvimento e da expansão dos organismos (e não o contrário).
Não sou o dono da razão e assumo poder errar em alguns pontos de vista sobre esta matéria,
no entanto, não podia deixar de mostrar o que penso sobre a escolha das Avencas como
reserva marinha no mar de Cascais e afirmar uma vez mais que existem locais no mar de
Cascais com muitas mais potencialidades para se criar uma reserva do que as Avencas.
Miguel Lacerda
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3ª Sessão de Participação Pública para a criação da Reserva Natural
Marinha Local das Avencas – 12 de outubro de 2012
7.5.
Propostas da Peskayak e da Comissão de Pesca Lúdica e
Desportiva do Concelho de Cascais
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