Introdução à cirurgia plástica e
reparadora
Brasília, 2011.
Elaboração
Juliana Silva Vidal Pereira
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Todos os direitos reservados.
W Educacional Editora e Cursos Ltda.
Av. L2 Sul Quadra 603 Conjunto C
CEP 70200-630
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO...................................................................................................................................... 5
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA.................................................................................. 6
Introdução.......................................................................................................................................... 8
Unidade I
Considerações sobre Cirurgias Plásticas.............................................................................................. 9
Capítulo 1
Cirurgias plásticas............................................................................................................... 11
Capítulo 2
Outras considerações acerca da cirurgia plástica................................................................. 20
Unidade II
Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica............................................................................ 25
Capítulo 3
O sistema linfático................................................................................................................ 26
Capítulo 4
O pré-cirúrgico..................................................................................................................... 32
Capítulo 5
O pós-cirúrgico..................................................................................................................... 35
PARA (NÃO) FINALIZAR.......................................................................................................................... 40
referências ...................................................................................................................................... 41
APRESENTAÇÃO
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se entendem necessários
para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica
e pertinência de seu conteúdo, bem como pela interatividade e modernidade de sua estrutura formal,
adequadas à metodologia da Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos conhecimentos a
serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da área e atuar de forma competente
e conscienciosa, como convém ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios
que a evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo a facilitar sua
caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na profissional. Utilize-a como
instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
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ORGANIZAÇÃO DO CADERNO
DE ESTUDOS E PESQUISA
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de forma
didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão,
entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas,
também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa.
Provocação
Pensamentos inseridos no Caderno, para provocar a reflexão sobre a prática
da disciplina.
Para refletir
Questões inseridas para estimulá-lo a pensar a respeito do assunto proposto. Registre
sua visão sem se preocupar com o conteúdo do texto. O importante é verificar
seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. É fundamental que você
reflita sobre as questões propostas. Elas são o ponto de partida de nosso trabalho.
Textos para leitura complementar
Novos textos, trechos de textos referenciais, conceitos de dicionários, exemplos e
sugestões, para lhe apresentar novas visões sobre o tema abordado no texto básico.
Sintetizando e enriquecendo nossas informações
abc
6
Espaço para você fazer uma síntese dos textos e enriquecê-los com sua
contribuição pessoal.
Sugestão de leituras, filmes, sites e pesquisas
Aprofundamento das discussões.
Praticando
Atividades sugeridas, no decorrer das leituras, com o objetivo pedagógico de
fortalecer o processo de aprendizagem.
Para (não) finalizar
Texto, ao final do Caderno, com a intenção de instigá-lo a prosseguir com a reflexão.
Referências
Bibliografia consultada na elaboração do Caderno.
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Introdução
O presente caderno foi desenvolvido com o objetivo de enriquecer seus conhecimentos relativos aos
princípios fundamentais a respeito das principais cirurgias plásticas realizadas atualmente, bem como os
cuidados relativos à Fisioterapia Dermato-Funcional direcionados às pessoas que se submetem a esses
procedimentos.
Cada unidade e capítulo apresentam e discutem tópicos referentes a essa atuação, entretanto, é essencial
que a busca pelo conhecimento e pelo aprendizado não se restrinja ao final da leitura destas páginas. Pelo
contrário, saber e desenvolvimento de novas habilidades exige-nos uma busca constante e incessante pelo
que há de mais novo no mundo científico. Nosso objetivo é orientá-lo (a) de uma forma abrangente e,
desta forma, despertar seu lado crítico e interesse em aprofundar seus conhecimentos nas informações
aqui discutidas.
Lembre-se de que o diferencial para destacar-se no mercado de trabalho é justamente a busca incessante
pelo conhecimento e pelo saber científico, associado a constante atualização, dedicação e trabalho.
A área da estética encontra-se em constante expansão e conta atualmente com um vasto mercado e a ser
explorado. A cada dia, mais e mais recursos e possibilidades de trabalho são desenvolvidos, visando a
inovação, melhoria e/ou aperfeiçoamento das técnicas existentes.
Bons estudos!
Objetivos
»» Apresentar a diferença entre cirurgia plástica estética e reparadora.
»» Apresentar as principais cirurgias plásticas realizadas atualmente.
»» Compreender o sistema linfático e o seu funcionamento.
»» Estudar a importância da drenagem linfática manual no pré e pós-cirúrgico.
»» Fornecer dados relacionados à fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica.
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Unidade
Considerações sobre
Cirurgias Plásticas
I
Capítulo 1
Cirurgias plásticas
Qual a importância da cirurgia plástica no Brasil?
Sabemos que o Brasil encontra-se entre os principais realizadores de cirurgia
plástica no mundo. Tal fato deve-se à grande exposição dos corpos nas praias
brasileiras e até mesmo a fatores culturais. Além disso, conta com parte dos
melhores cirurgiões plásticos do mundo, sendo o turismo focado em cirurgias
plásticas uma nova tendência. Isso nada mais é do que pacotes turísticos destinados
ao Brasil com destino não aos belos lugares, mas sim a centros de estética, onde
estrangeiros podem consultar, hospedar-se, realizar a cirurgia e ter os primeiros
cuidados pós-operatórios antes de retornarem aos países de origem.
A cirurgia plástica no Brasil
Nos últimos anos, temos observado uma crescente busca pelo corpo perfeito, seja inspirado nos padrões
de beleza vigentes, seja inspirado nos desejos próprios ou em alguma celebridade ou personalidade.
O conceito de belo muda conforme o tempo e o período histórico, uma vez que este conceito do que é
belo é dinâmico, transitório, maleável e subjetivo.
A sociedade moderna defronta-se, cada vez mais, com a exposição e com o desfile de corpos perfeitos,
que vêm, pouco a pouco, invadindo as diversas áreas da vida cotidiana. Contudo, nem todas as pessoas
têm o privilégio de circular com corpos que naturalmente as satisfazem, isto é, sem cirurgias, ela se
classifica como satisfeita com o corpo que tem.
A insatisfação com a própria imagem parece ser comum na população geral, embora o nível de
preocupação causado pela insatisfação com a imagem pode variar entre os indivíduos e atingir um
grau em que estas preocupações causem interferência no seu dia a dia. Essa insatisfação com a imagem
corporal apresenta importante papel em um grande número de transtornos psiquiátricos, incluindo os
transtornos alimentares, a fobia social, o transtorno de identidade de gênero e uma condição psiquiátrica
relevante para os dermatologistas: o transtorno dismórfico corporal.
Uma variedade de fenômenos são frequentemente confrontados a esse assunto, como a maior incidência
de bulimia e anorexia, especialmente em adolescentes; a malhação e a prática de atividade física e as
cirurgias plásticas estéticas.
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UNIDADE I | Considerações sobre Cirurgias Plásticas
A busca pelo “ser belo” pode, portanto, ultrapassar os limites da estética conservadora e adentrar o
território dos métodos invasivos.
Para Goldenberg (2005, p. 70), no Brasil, conforme a ótica analisada, além de o corpo ser muito mais
importante do que a roupa, ele é a verdadeira roupa: é o corpo que deve ser exibido, moldado, manipulado,
trabalhado, costurado, enfeitado, escolhido, construído, produzido, imitado. É o corpo que entra e sai da
moda. A roupa, neste caso, é apenas um acessório para a valorização e exposição deste corpo da moda.
Diante deste cenário atual, sabemos que a cirurgia plástica vem como possibilidade para alcançar o corpo
perfeito ou o corpo desejado, não conseguido por meios não cirúrgicos.
A busca pela melhoria da imagem corporal é a principal motivação dos pacientes que procuram um
cirurgião plástico e a forma ideal pós-cirurgia é aquela que nasce do consenso estético: habilidade e
experiência do cirurgião, desejo do paciente e padrões de beleza vigentes.
Um estudo científico, realizado por Auricchio e Massarollo (2007), verificou a percepção do cliente
quanto ao esclarecimento e à liberdade para tomada de decisão na realização de procedimentos estéticos.
Utilizando um questionário teve sua construção baseada na Escala de Likert, utilizada para medir opiniões
e atitudes. O estudo demonstrou que quanto às escalas referentes à percepção dos clientes, ele em geral,
perceberam-se esclarecidos e livres para a tomada de decisão.
A cirurgia plástica, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)1 é a especialidade
cirúrgica encarregada de reconstruir o tecido corporal e facial, que devido a doenças, defeitos ou
transtornos, requeiram remodelação ou remodelado, seja proporcionando ao paciente uma aparência o
mais aproximada possível do normal, seja reparando sua capacidade de funcionamento.
O Brasil desponta como um dos países campeões de realização deste tipo de procedimento. Quando
destacamos as cirurgias plásticas estéticas, verificamos que as mulheres são as principais interessadas
e as que mais realizam tal procedimento. Por outro lado, as cirurgias reconstrutivas são realizadas em
praticamente igual proporção entre ambos os gêneros (masculino e feminino).
O Brasil encontra-se como uma grande potência na realização de cirurgias plásticas, seja por apresentar
competentes cirurgiões, considerados os melhores do mundo nesta especialidade, seja pela excelente
qualidade dos serviços, associado ao baixo custo quando comparado a outros países. Além disso, são
utilizadas técnicas e equipamentos cada vez mais modernos e, consequentemente, seguras. Diante disso,
os resultados demonstrados têm, sido cada vez mais bem-sucedidos e as cirurgias cada vez mais seguras.
Neste cenário, não apenas as mulheres, mas também os homens têm demonstrado interesse cada vez
maior pela área estética e pelo cuidado com o corpo. Eles são uma parcela do mercado que se encontram
cada vez mais interessados em cirurgias plásticas, sejam elas estéticas ou reparadoras.
Um cliente bem-informado é essencial condição para o sucesso da cirurgia e os resultados são gratificantes,
pois podem aumentar a autoestima e fornecer ao indivíduo um bem-estar físico, mental e espiritual.
<http://www.cirurgiaplastica.org.br/dic/dicionario.html>.
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Considerações sobre cirurgias plásticas
| UNIDADE I
Cirurgia plástica estética ou reparadora?
Conforme definido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), temos que: “Cirurgia
plástica estética é um tipo de cirurgia plástica utilizada para remodelar as estruturas normais do corpo,
principalmente para melhorar a aparência e a autoestima do paciente.”
Já a cirurgia plástica reparadora ou reconstrutiva é definida, conforme essa mesma fonte, como um tipo de
cirurgia realizada nas estruturas anormais do corpo, cujas anomalias podem ser devidas a traumatismo,
infecção, defeitos congênitos, doenças, tumores ou ainda no desenvolvimento. Normalmente realiza-se
este tipo de cirurgia com o objetivo de melhorar a função, podendo no entanto, ser igualmente realizada
para proporcionar ao paciente uma aparência que se aproxime o mais próximo possível do normal.
Ante o exposto, seja qual for o tipo de cirurgia plástica a ser executada, é importante que o cirurgião
plástico tenha total domínio da técnica, bem como total apoio de uma equipe multidisciplinar (ANDRE,
2010).
Dentro dessa equipe, inclui-se, além da equipe médica (cirurgião plástico, anestesista), os demais profissionais
da área da saúde, tais como fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, educador físico, entre outros.
Cirurgias estéticas faciais e corporais
Discutiremos a seguir as principais cirurgias plásticas realizadas na cabeça e no corpo.
Cabeça e face
Como consequência do processo de envelhecimento, a pele vai perdendo o turgor e a elasticidade, levando
a um excesso de pele na face. Associado aos efeitos do tempo, à força da gravidade, a exposição solar e
ao stress do cotidiano, acabam por propiciar o surgimento de rugas e marcas de expressão. Neste caso, a
cirurgia plástica facial busca conseguir uma face mais jovem, harmônica e com aparência natural.
»» Lifting
facial – O lifting, que em inglês significa “levantamento”, é a expressão
utilizada para designar a operação de levantamento ou estiramento da face.
Podendo ser tradicional ou cutâneo, subaponeurótico, submuscular, endoscópico
etc; dependendo do tipo, pode-se estirar apenas a pele ou a pele e o músculo. É o
tratamento realizado no rosto para alisá-lo.
Para a realização desta cirurgia, pode-se utilizar anestesia geral ou local com sedação
e a duração média é de 3 a 6 horas. O tempo de internação varia de 12 a 36 horas. São
realizadas pequenas incisões para retirada de gordura e evidência do contorno ósseo e
ângulos faciais, proporcionando uma aparência naturalmente mais jovem, saudável e
descansada. O corte cirúrgico é realizado em áreas estratégicas, de forma que fiquem o
mais discretas possíveis. A retirada dos pontos acontece após 7 a 10 dias.
Tal procedimento pode ser associado a procedimentos complementares como
aplicação de toxina botulínica (botox), laser, peeling, ou outros procedimentos
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UNIDADE I | Considerações sobre Cirurgias Plásticas
cirúrgicos, os quais encontram-se descritos a seguir. Essa associação pode melhorar
a satisfação com o resultado facial final.
»» Minilifting – É uma versão simplificada do lifting, que consiste no levantamento da
pele. É realizado mediante um descolamento mínimo na zona pré-auricular do rosto
e pescoço. Indicado para os casos de rugas e flacidez pouco acentuadas (SBCP).
»» Blefaroplastia
– Também conhecida como levantamento de pálpebras, é o
procedimento por meio do qual o cirurgião plástico elimina, cirurgicamente, o
excesso de gordura, de músculo ou de pele da pálpebra superior ou inferior, a fim
de redefinir a forma do olho. Pode ainda ser definida como a cirurgia plástica que
elimina rugas profundas nas pálpebras ou bolsas na pele.
Ela remove bolsas abaixo dos olhos e a flacidez de pálpebras superiores, possibilitando
um rejuvenescimento da face. A cirurgia dura em média 90 minutos e possibilita,
portanto, a retirada do excesso de pele, gordura e flacidez muscular da área,
melhorando o aspecto estético e funcional. Geralmente as incisões são realizadas
acompanhando as linhas palpebrais superiores naturais e logo abaixo dos cílios nas
pálpebras inferiores. Neste local é extraído o excesso de gordura e retirada de pele
flácida. As incisões são suturadas com fios finos e delicados, ficando, posteriormente,
cicatrizes praticamente imperceptíveis.
O tempo de internação varia de 6 a 12 horas, sendo a anestesia local com sedação. A
retirada dos pontos acontece de 3 a 5 dias após a cirurgia.
»» Otoplastia – É a intervenção cirúrgica destinada a corrigir orelhas de abano, ou seja,
destinada a corrigir os defeitos congênitos ou adquiridos do pavilhão auricular. Pode
ser realizada por homens e mulheres em diferentes faixas etárias, visando a corrigir
defeitos congênitos ou outros tipos de deformidades.
O procedimento é realizado com anestesia geral, local ou local com sedação e dura
de 60 a 120 minutos, dependendo se ele for uni ou bilateral. O tempo intra-hospitalar
pode variar de 12 a 24 horas e os pontos são retirados após 7 a 10 dias.
É realizada mediante uma incisão localizada estrategicamente atrás da orelha para
remoção de excesso de pele e deslocamento da cartilagem, remodelando uma nova
dobra superior.
Apesar de o procedimento poder ser realizado em crianças, existe uma preocupação
do cirurgião em realizar a cirurgia apenas quando o procedimento é desejo dos
pais juntamente com a criança. Naqueles casos em que o desejo parte apenas dos
responsáveis não são recomendados procedimentos cirúrgicos e recomenda-se
aguardar mais algum tempo para realização dela.
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Considerações sobre cirurgias plásticas
| UNIDADE I
»» Mentoplastia – É a cirurgia destinada à correção de deformidades no mento ou
queixo, realizada por homens e mulheres. Podem ser de redução ou de aumento,
mediante implante artificial no queixo (prótese) ou reposicionamento do mento.
Reposicionando, avançando, encurtando ou alongando o queixo, pode-se corrigir
desvios e alterar a forma e o contorno do queixo. O procedimento proporciona
naturalidade e equilíbrio ao contorno facial.
A cirurgia dura em média 1 hora e pode ser realizada com anestesia local, local com
sedação ou geral (em casos especiais). As incisões são realizadas na região perigengival
(parte interna da boca) ou na parte inferior do queixo, externamente. No primeiro
caso, as cicatrizes ficam escondidas, não visíveis. O tempo de internação varia de 12 a
48 horas, conforme o procedimento, a técnica e as condições clínicas do paciente. Já a
retirada dos pontos ocorre dentro de uma semana a dez dias após a cirurgia.
Para quem deseja aumentar o queixo, é colocado um implante de silicone,
politetrafluoroetileno ou de um segmento ósseo retirado da própria mandíbula.
»» Rinoplastia – É a reparação cirúrgica de um defeito no nariz, incluindo remodelação
ou mudanças no tamanho e na forma: estreita fossas nasais, muda o ângulo entre
o nariz e os lábios, ou seja, esculpindo o osso e a cartilagem o cirurgião cria um
novo nariz (SBCP). Assim, busca resultados naturais e harmônicos, personalizados
ao formato de cada rosto. Pode também ser definida como a intervenção destinada
a corrigir deformidades nasais congênitas ou secundárias a traumatismos, podendo
ser realizada por homens, mulheres e crianças. Em determinados casos, pode ser
realizada também para corrigir disfunções respiratórias.
Essa cirurgia, que dura em média 2 a 3 horas, geralmente deixa cicatrizes pouco
perceptíveis e a técnica utilizada dependerá de cada caso e de cada cirurgião. Pode
ser realizada sob anestesia geral ou local com sedação. O tempo de internação varia
de 12 a 24h e a retirada dos pontos ocorre dentro de 7 a 10 dias.
O resultado pode ser verificado após 30 dias, embora o resultado final seja geralmente
observado após 6 meses. Tiras de gesso para imobilização são colocadas ao final
da cirurgia. Neste momento, é possível conferir a presença de edema na face e de
hematomas ao redor dos olhos.
Corporal
»» Mamoplastia de aumento – É o aumento de volume mamário mediante implante
artificial salino ou de silicone. Também conhecida como mastoplastia de aumento.
É a cirurgia campeã entre as cirurgias estéticas femininas e tem se tornado muito
popular no Brasil e em todo o mundo. A cirurgia possibilita aumentar o tamanho
dos seios e melhorar a harmonia corporal e o aspecto das mamas em mulheres
que têm mamas pequenas, caídas ou que apresentaram mamas assimétricas após a
amamentação.
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UNIDADE I | Considerações sobre Cirurgias Plásticas
A prótese pode ser colocada por três vias de acesso principais: pequena incisão no sulco
abaixo das mamas; na junção entre aureola e pele da mama; via axila. Existem ainda
outras possibilidades de colocação, dentre as quais a colocação via cicatriz umbilical
também pode ser utilizada. A escolha do tipo de incisão e do local para colocação
da prótese dependerá da preferência, do formato das mamas e da recomendação de
cada cirurgião, embora, independentemente da técnica que será utilizada, a escolha
acerca do posicionamento das incisões é realizada de forma a tornar as cicatrizes bem
discretas e pouco perceptíveis.
Pode-se optar por anestesia geral, peridural ou local com sedação, sendo a duração
do procedimento variável entre 2 e 3 horas, conforme o caso. O tempo de internação
pode variar de 12 a 24h e a retirada dos pontos ocorrerá em até 10 dias.
»» Mamoplastia de redução – Consiste na redução do volume da mama e correção
de sua queda, mediante redução de excesso de gordura e pele (SBCP). Também
conhecida como mastoplastia de redução.
Também denominada mastoplastia ou mamoplastia redutora, é o tipo de cirurgia
plástica recomendada para aperfeiçoar a forma da mama e auxiliar na prevenção
de problemas de coluna e/ou postura, sendo realizada em geral por mulheres
com mamas muito grandes, pesadas, volumosas e desproporcionais ao corpo, que
causam muitas vezes problemas de postura e de coluna. Possibilita a harmonização
da aparência e elevação da autoestima.
A cirurgia dura em média de 2 a 6 horas, podendo ser utilizada anestesia geral ou
peridural. O tempo de permanência intra-hospitalar (tempo de internação) pode
variar de 24 a 48 horas e a retirada dos pontos acontece em até 10 dias pós-cirurgia.
A incisão é realizada em local que possibilite uma cicatriz pouco visível, sendo
possível que seja feita na região periareolar (ao redor da aréola), em forma de “i”
(periareolar + incisão vertical), “L” (periareolar + vertical + unilateral no sulco
inframamário” ou “t invertido” (periareolar + vertical + bilateralmente no sulco
inframamário.
Na escolha do corte cirúrgico, serão avaliados para um novo formato da mama: a
remoção do tecido mamário, o excesso de pele e gordura e o reposicionamento da
aréola. Tal escolha ficará a critério do cirurgião plástico.
A mamoplastia ou mastoplastia é a cirurgia estética das mamas. O procedimento visa
colocá-las em forma e volume adequados, com o mínimo de cicatrizes aparentes
e sem alterar sua função de amamentação e também a sensibilidade erógena da
aréola e do mamilo. Ela pode ser de aumento (com colocação da prótese de
silicone) ou de redução, conforme já descritos anteriormente.
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Considerações sobre cirurgias plásticas
| UNIDADE I
»» Mastopexia – Consiste no levantamento de mamas caídas ou flácidas, que pode
ocorrer devido ao excesso de pele e à perda de volume após a gravidez e amamentação.
É realizada mediante retirada do excesso de pele e reposição de mamilo; podendo
ocorrer a fixação cirúrgica dos seios caídos à aponeurose dos músculos peitoral maior.
O tempo de internação, o tempo médio de cirurgia e tempo de retirada dos pontos
são semelhantes aos da mamoplastia redutora.
»» Abdominoplastia
– Também denominada dermolipectomia abdominal ou
dermolipectomia de abdômen, compreende um conjunto de técnicas cirúrgicas
que visa a corrigir as alterações da região abdominal. Indicada para remodelar o
abdômen, corrigindo a flacidez causada pela gravidez ou por alterações de peso, ou
seja, é o procedimento de redução de zona abdominal que pode ser realizado tanto
por mulheres quanto por homens.
Na abdominoplastia, o cirurgião realiza uma grande incisão de um ao outro lado
do osso do quadril e por meio de uma incisão transversal logo acima dos pelos
pubianos corrige-se a musculatura (quando necessário) e removem-se os excessos
de pele da parte inferior da barriga. Retira-se, portanto, cirurgicamente, o excesso
de gordura e de pele da parte média e baixa do abdômen, estirando os músculos da
parede abdominal.
Alterações estéticas no abdômen estão entre as queixas mais frequentes no sexo
feminino. Evidencia-se o acúmulo de gordura localizada, que pode estar presente
desde a puberdade, aumentando com a idade, e alterações pós-gravídicas, com
excesso de pele e diástase da musculatura reto-abdominal, bem como fatores
genéticos, alterações frequentes de peso e sedentarismo, que também podem alterar
o aspecto estético abdominal durante as fases da vida.
O cirurgião procura deixar a incisão em local tal que a cicatriz possa ser escondida
em trajes de banho. Isso é possível, embora em alguns casos o corte cirúrgico precisa
ser maior que a área naturalmente escondida em sunga, biquíni ou peças íntimas.
A cirurgia pode durar em média de 1h e meia a 3 horas, podendo ter anestesia geral
ou peridural. O tempo de internação varia de 24 a 48 horas, conforme a condição
clínica do paciente e os pontos são retirados em até 10 dias.
»» Abdominoplastia parcial – É a minicirurgia para reduzir o tamanho do abdômen,
sendo ideal para pessoas que têm depósitos de gordura limitados à região
infraumbilical. Essa cirurgia se assemelha à abdominoplastia total, apesar de não
apresentar reposicionamento e sutura da musculatura reto-abdominal e demais
procedimentos na região acima do umbigo.
»» Gluteoplastia – É a cirurgia plástica que possibilita o aumento do volume e a redução
da flacidez do bumbum, remodelando ou aumentando a região das nádegas. O
formato adquirido após a cirurgia dependerá do modelo de prótese implantado.
17
UNIDADE I | Considerações sobre Cirurgias Plásticas
A colocação dos implantes pode ser realizada por meio de uma incisão embaixo
de cada glúteo ou por uma única incisão logo abaixo do osso cóccix, por onde é
feito o implante da prótese. Outra opção é a colocação via sulco entre as nádegas,
possibilitando uma cicatriz imperceptível, mesmo quando a pessoa encontra-se
despida ou utilizando roupas mínimas.
O tempo médio da cirurgia é de 1h e meia a 2 horas, com anestesia geral ou peridural.
O tempo de internação varia de 24 a 48 horas e a retirada dos pontos ocorre em até
duas semanas.
»» Ninfoplastia – É a cirurgia plástica na região genital feminina.
»» Liposucção (ou lipoaspiração) – É o procedimento que elimina o excesso de gordura
mediante sucção. Não é um substituto para a perda ponderal (perda de peso), mas
pode moldar e definir o contorno corporal, sendo realizado por homens e mulheres
em diferentes faixas etárias. As regiões mais aspiradas são abdômen, flancos, culote,
quadril, coxas, joelhos, costas, braços, entre outros.
Neste método se aspira, por meio de uma cânula, o tecido adiposo em uma parte do
corpo em que ele esteja em quantidade excessiva, aprimorando a silhueta.
Esta é uma das cirurgias plásticas mais procuradas por todo o mundo, com mais de
90 mil intervenções ao ano só no território brasileiro.
Por meio de pequenas incisões, em locais estrategicamente escolhidos, são
introduzidas cânulas de diferentes espessuras, que possibilitarão que a gordura seja
aspirada.
As cicatrizes ficam pouco perceptíveis, dado o cuidado na escolha do local da incisão,
que encontram-se localizadas nas dobras da pele ou em locais cuidadosamente
escolhidos. O tempo médio de cirurgia é de 2 a 4 horas, podendo ser sob anestesia
local com sedação ou geral. O tempo de permanência intra- -hospitalar é de até 24
horas, sendo que a retirada dos pontos acontece em até 10 dias.
»» Lipoenxertia (ou lipoescultura) – É o processo de modelação do contorno corporal.
O uso de seringas acopladas às cânulas possibilitou o uso de tecido gorduroso na
forma de enxerto. A gordura retirada por sucção é reintroduzida ao corpo, em local
diferente de onde foi retirado, preenchendo, remodelando e possibilitando um
novo delineamento da silhueta. O tempo médio de cirurgia, de permanência intrahospitalar e de retirada dos pontos é semelhante ao da lipoaspiração.
»» Ginecomastia – É a cirurgia plástica de redução de mamas em homens que as
possuem de forma volumosa e projetada.
É interessante para diminuir o tamanho das mamas masculinas, melhorando a
harmonia corporal e o aspecto das mamas. Para isso, uma pequena incisão é realizada
para retirada do excesso de pele, podendo ou não se associar ao procedimento uma
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Considerações sobre cirurgias plásticas
| UNIDADE I
lipoaspiração para retirada de tecido adiposo (gordura). As incisões são realizadas
de forma a ficarem pouco perceptíveis e, quando possível, camuflada em dobras
naturais do corpo.
O tempo médio de cirurgia é de 1h e meia a 3 horas, sendo o tempo de internação
de 12 a 24 horas. A anestesia deverá ser local com sedação ou geral e a retirada dos
pontos de 7 a 10 dias.
Temos observado na mídia uma constante exploração do tema cirurgia plástica e,
consequentemente, cada vez mais e mais pessoas têm “sonhado” e vem tendo acesso
a este procedimento, muitas das vezes sacrificando a saúde. Será que vale a pena
qualquer sacrifício para ficar (ou sentir-se) bonita? Qual a idade ideal para fazer uma
cirurgia plástica? Quando saber se o desejo é viável ou não? Vale a pena o sacrifício do
pós-operatório, as dores e desconfortos em prol de um corpo mais bonito?
Toda cirurgia plástica deve ser realizada por um cirurgião plástico membro titular da
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Um cirurgião experiente e competente
é fundamental para o sucesso da cirurgia! Lembre-se, ainda, que a cirurgia plástica
retarda, mas não interrompe o processo de envelhecimento do organismo.
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Capítulo 2
Outras considerações acerca da cirurgia plástica
A pessoa que decide pela realização de uma cirurgia plástica deve, antes de tudo,
estar ciente de que ela trará uma série de incômodos pós-operatórios e estes
durarão alguns dias ou semanas.
Descolamento tegumentar na cirurgia estética
Muitas das cirurgias plásticas exigem um descolamento da pele para que ela seja retirada posteriormente (o
excesso dela, nos casos de flacidez, nas cirurgias de lifting facial, abdominoplastia, mamoplastia redutora,
entre outras) ou mesmo para facilitar e permitir a retirada de tecido adiposo por meio de cânulas e uso de
pressão negativa, como ocorre na lipoaspiração.
Nestes casos, o preparo pré-cirúrgico torna-se importante no intuito de favorecer este descolamento,
preparando o tecido para tal procedimento. Com um preparo tecidual adequado, os riscos e cuidados
trans e pós-operatórios tornam-se mais tranquilos e menos susceptíveis a complicações.
Pontos cirúrgicos e tempo de cicatrização
O tempo de cicatrização sofre interferência de uma série de fatores, tais como:
a. Fatores locais: são aqueles ligados à ferida e que podem interferir no processo de
cicatrização, tais como: dimensão, profundidade da lesão, presença de contaminação
ou infecção, hematomas e necrose tecidual (se houver).
b. Fatores sistêmicos: são aqueles relacionados diretamente ao paciente, como: faixa
etária (pessoas de idade avançada têm a resposta inflamatória diminuída); estado
nutricional (que interfere em todas as fases da cicatrização. A hipoproteinemia,
por exemplo, diminui a resposta imunológica, a síntese de colágeno e a função de
fagocitose); presença de doenças crônicas, tais como enfermidades metabólicas
sistêmicas (diabetes, por exemplo) podem interferir no processo cicatricial; terapia
medicamentosa associada, já que a associação de medicamentos pode interferir no
processo cicatricial, como, por exemplo, antiinflamatórios, antibióticos, esteroides e
agentes quimioterápicos.
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Considerações sobre cirurgias plásticas
| UNIDADE I
c. Tratamento tópico inadequado, tais como o uso de sabão tensoativo (que na lesão
aberta pode afetar a permeabilidade da membrana) e soluções antissépticas, que
também podem ter ação citolítica.
Tipos de cicatrizes
As cicatrizes são o resultado inevitável de um comprometimento intencional ou acidental da pele. A
cicatriz final consequente à essa lesão é secundária a um processo de reparação, variável e nunca
completamente previsível.
A cicatriz também pode ser definida como o resultado da cura de uma ferida operatória. Todos os tecidos
do corpo humano (gorduroso, conjuntivo, epitelial) apresentam um processo de regeneração eficaz e
eficiente. A pele, por ter origem ectodérmica e conjuntiva, é um órgão mais complexo e cura-se mediante
formação de um tecido fibroso, que é a cicatriz. Por se tratar de um tecido fibroso, essa cicatrização nem
sempre acontece da maneira desejadas.
As cicatrizes podem ser de diversos tipos.
a. Normotrófica: esta classificação é dada quando a pele adquire o aspecto de textura e
consistência anterior ao trauma.
b. Atrófica: ela é assim designada quando sua maturação cicatricial não atinge o trofismo
fisiológico esperado, surgindo, normalmente, por diminuição de substância tecidual
ou sutura cutânea inadequada.
c. Hipertrófica: nome dado quando o colágeno é produzido em quantidade normal,
contudo a sua organização na deposição é inadequada, oferecendo aspectos não
harmônicos, embora a cicatriz respeite o limite anatômico da pele.
d. Brida cicatricial: são cicatrizes indesejadas localizadas nas regiões articulares, logo,
podem provocar limitações funcionais e diminuição na amplitude de movimento do
segmento.
e. Queloide: decorrente da contínua produção de colágeno jovem devido à ausência de
fatores inibitórios. Ela pode estar ligada a fatores raciais, sendo a prevenção a melhor
forma de tratamento da cicatriz queloidiana, com uso de meios de contenção (malha
elástica, placa de silicone etc.) ou pomada ou gel adequado.
Cuidados com o sistema venoso na cirurgia
Como complicações decorrentes do sistema venoso durante o procedimento cirúrgico, temos a trombose
venosa profunda (TVP) e o seu desfecho imediato mais grave, o tromboembolismo pulmonar (TEP),
que são complicações de incidência elevada em pacientes hospitalizados e principalmente naqueles
submetidos à cirurgias.
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UNIDADE I | Considerações sobre Cirurgias Plásticas
Quando falamos sobre cirurgia plástica, alguns cuidados se fazem necessários para que sejam evitadas
complicações ocasionadas pela TVP e embolia pulmonar. Encontra-se abaixo partes do estudo publicado por
Anger, Baruzzi e Knobel (s.d), em que apresentam suas considerações e os estudos realizados nesta temática.
A incidência de TVP em cirurgia plástica vem sendo foco de estudo e pesquisa dos cirurgiões.
Paradoxalmente a essa preocupação, raros são estudos sobre os índices de TVP em cirurgias plásticas.
Entretanto, quando observadas outras especialidades médicas, são cada vez mais comuns estudos
científicos que buscam a normatização dos procedimentos de profilaxia da TVP, já tendo sido divulgados
e testados diversos protocolos.
A American Society of Plastic Surgery (Sociedade Americana de Cirurgia Plástica) organizou um Grupo
de Estudo (“Task Force”), que discutiu em seus estudos os fatores de risco e algumas medidas preventivas,
embora não tenha sido formulado um protocolo-modelo, que pudesse ser reproduzido nos demais
centros de pesquisa e, desta forma, possibilitaria a comparação de pesquisas clínicas e o fornecimento de
dados reais sobre a incidência e morbidade na TVP neste tipo de cirurgia.
Estudo de 1999 do Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo, cujo objetivo principal foi formular
um protocolo simples, objetivo e fácil de ser consultado, no qual o médico Cirurgião Plástico pudesse
identificar e quantificar os fatores de risco no período pré-operatório e que pudesse ajudá-lo a indicar
a melhor conduta para evitar a TVP e suas complicações. O protocolo deveria poder ser integralmente
repetido por outros centros médicos permitindo a comparação dos dados obtidos.
Observou-se então que os fatores de risco de formação da TVP são comuns para qualquer paciente,
entretanto, ao analisar somente as cirurgias plásticas eletivas, muitas das condições clínicas que aumentam
o risco de TVP contraindicam a realização do procedimento, ou seja, dificilmente encontraremos o risco
de TVP numa cirurgia plástica, embora existam exceções como nos casos de urgências ou reconstruções
e que, seguramente, requer um cuidado maior, já pré-estabelecido em literatura médica.
Contrariamente, determinadas cirurgias ou condutas são específicas da cirurgia plástica e aumentam
o risco da TVP, seja pelo tipo de decúbito e prazo de permanência do paciente durante o ato cirúrgico,
pelo tempo de cirurgia, pela consequência fisiopatológica do trauma cirúrgico ou por limitações no pósoperatório.
Outras situações de risco são muito frequentes em nossa especialidade, como, por exemplo, o fato de que a
maioria das cirurgias estéticas são realizadas em mulheres em faixas etárias em que é mais evidente o uso
de anticoncepcionais ou reposição hormonal, situações que reconhecidamente aumentam o risco de TVP.
As medidas não farmacológicas não apresentam efeitos colaterais de importância clínica, entretanto
aumentam o custo do procedimento. A finalidade fundamental é a de ativar o fluxo de retorno sanguíneo
dos membros inferiores. Sabe-se que mais de 95% dos trombos é formada na perna em consequência da
falta de movimentação dos músculos da panturrilha, importante para o retorno de sangue. Em cirurgias
mais longas com completa inatividade dos membros inferiores, a probabilidade de estase e trombose
aumenta gradativamente com o tempo. Uma vez ocorrida a TVP, a possibilidade de liberação de parte
proximal de um trombo e sua embolização, principalmente pulmonar, é grande, muitas vezes ocorrendo
horas após o fim da cirurgia, quando o membro inferior finalmente é mobilizado.
22
Considerações sobre cirurgias plásticas
| UNIDADE I
Em procedimentos prolongados, a manipulação dos membros inferiores e a deambulação precoce são
muito importantes. Quando o grau de risco é maior é importante o uso de compressão pneumática
intermitente, desde o início da anestesia até a recuperação e o início da deambulação, seguindo o aparelho
com o paciente para o leito de internação. O uso de meias elásticas com pressão graduada é recomendado
nos pacientes com história prévia de insuficiência venosa ou de fenômenos tromboembólicos. Estas meias
são largamente usadas em Cirurgia geral, Neurocirurgia e em pacientes internados em Terapia Intensiva.
O seu uso deve ser prolongado por alguns dias, principalmente quando a cirurgia envolve membros
inferiores, como no caso das lipoaspirações e dos implantes de próteses.
As medidas farmacológicas incluem as medicações mais frequentemente indicadas na profilaxia da
TVP. Entretanto é controverso o seu uso pela falta de dados objetivos sobre alterações de sangramento
durante e após o ato operatório e é importante citar que não há nenhum relato científico sobre as possíveis
consequências na cirurgia plástica.
Torna-se importante utilizar todos os meios não farmacológicos de prevenção que forem acessíveis, em
especial nos casos de risco moderado, na tentativa de evitar o uso de anticoagulantes, isto até que esteja
metodizado o seu uso.
A decisão do uso de anticoagulantes deve considerar também o tipo de anestesia a ser empregada. A
punção raquidiana é evitada quando do emprego profilático de anticoagulantes. Outros consideram a
anestesia geral em cirurgias prolongadas com os membros inferiores inativos como um fator de risco, mas
que poderia ser evitado tomando os cuidados de rotina.
É importante que mais estudos sejam realizados para que se tenha uma real avaliação do índice de TVP
na cirurgia plástica e, desta forma, minimizar a cada dia a frequência e a incidência de complicações.
Uma série de fatores podem influenciar na cicatrização e na cirurgia plástica.
Lembrando que pré, trans e pós-operatório dependem destes e também da equipe
de profissionais envolvidos.
O bom resultado da cirurgia plástica dependerá de um bom trabalho e de uma
boa interação de uma equipe multiprofissional, em conjunto com a disciplina e
a dedicação do paciente, respeitando e seguindo as recomendações dadas pela
equipe que o acompanha. Ao somar habilidades e conhecimentos, a equipe poderá
alcançar um resultado final superior ao que atingiriam separadamente.
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Unidade
Fisioterapia dermato-funcional pré
e pós-cirúrgica
II
Capítulo 3
O sistema linfático
Quais sistemas do corpo encontram-se diretamente envolvidos com o processo de
pré e pós-cirurgia? Dentre todos os envolvidos, destaca-se o Sistema Linfático, que
justamente devido a suas funções e objetivos, é essencial no pré e pós-operatório
de qualquer cirurgia, especialmente nas cirurgias plásticas.
O papel do sistema linfático é o de retornar o excesso de líquido extracelular e proteínas plasmáticas para
a corrente circulatória e, desta forma, prevenir e/ou minimizar a formação de edemas.
São componentes deste sistema: a linfa, as vias linfáticas e os tecidos linfáticos.
A linfa
A linfa é constituída por plasma sanguíneo, plaquetas, linfócitos, macrófagos, granulócitos, nutrientes,
gases O2 e CO2 dissolvidos, leucócitos, cloreto de sódio, ácido graxos, bactérias e fragmentos celulares,
que precisam ser retirados do meio intersticial para garantir a homeostase (manutenção das condições
normais do meio interno).
Quando encontra-se no interior do vaso, é denominada linfa circulante. Já a linfa que se encontra no
espaço extracelular é denominada linfa intersticial. Ela é o segundo fluido circulatório do organismo e
distribui os nutrientes, transporta os gases para o sangue e deste para as células.
A corrente linfática é constituída pelos líquidos intra e extracelulares, que, juntas, correspondem de 1 a
2% do fluido corporal total.
As vias linfáticas
As vias linfáticas começam no meio intersticial por uma rede de capilares que se localizam sempre
próximo aos capilares sanguíneos. Estes, por sua vez, unem-se formando vasos que percorrem um ou
mais linfonodos, antes de reunirem-se em troncos linfáticos.
O ponto final das vias linfáticas é o ângulo venoso, localizado na região torácica, onde os troncos linfáticos
despejam a linfa para dentro da circulação venosa.
26
Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
| UNIDADE II
»» Capilares linfáticos: por sua estrutura delicada, formam verdadeiras redes. Apresentam
extremidades aparentemente fechadas, assemelhando-se aos “dedos de uma luva”. Em
seu interior, são encontradas válvulas que impedem o refluxo da linfa. Podem ser
destruídos facilmente, mas ao mesmo tempo apresentam uma grande capacidade de
regeneração, podendo aumentar em número, rapidamente, em casos de obstrução.
»» Vasos
linfáticos: são formados pela confluência de capilares linfáticos (“vários
capilares linfáticos formam um vaso linfático, ou seja, um vaso linfático é formado
por vários capilares linfáticos”). Também apresentam válvulas que impedem o
refluxo da linfa e encontram-se dispostos em dois planos, um superficial e outro
profundo, que podem ou não estar interligados. Cada vaso linfático atravessa pelo
menos um linfonodo. Os vasos reúnem-se formando vasos cada vez maiores, até
constituírem os troncos linfáticos. Os vasos linfáticos maiores são denominados de
vasos coletores, os quais correm ao lado das artérias e veias e desembocam no ducto
torácico ou no ducto linfático direito.
»» Os troncos linfáticos compreendem o ducto torácico, o ducto esquerdo e o ducto
direito.
O ducto esquerdo forma-se pela junção do ducto jugular esquerdo, que traz a linfa do lado esquerdo da
cabeça, com o ducto subclávia esquerdo, que traz a linfa do ducto esquerdo. Os dois ductos reúnem-se
originando assim o ducto braquiocefálico, pouco antes de penetrarem no ducto torácico.
O ducto torácico é o maior tronco linfático. Inicia-se na cisterna do quilo, na altura da cicatriz umbilical,
e recebe a linfa dos membros inferiores e dos órgãos abdominais, seguindo em direção ao pescoço, onde
desembocará no ângulo venoso esquerdo, que é a junção das veias jugular interna esquerda com a subclávia
esquerda, onde as duas formam o tronco braquiocefálico e recebe a linfa do ducto linfático esquerdo.
O ducto direito consiste na junção direita, que traz a linfa do lado direito da cabeça, com o ducto subclávio
direito, que traz a linfa do braço direito, e com o ducto broncomediastinal ascendente, que traz a linfa da
parte superior do tórax direito.
A junção desses três ductos ocorre próximo à clavícula e seu escoamento dá-se no ângulo venoso direito.
Os tecidos linfáticos
»» Linfonodos: são também conhecidos como gânglios ou nodos linfáticos, dispostos
em cadeias e se encontram interpostos no trajeto da corrente linfática. A terminologia
anatômica estabelece que o termo gânglio seja restrito ao sistema nervoso, muito
embora também seja vastamente encontrado na literatura denominando também esta
estrutura do sistema linfático. São estruturas efetuadoras de reações imunológicas,
por serem estruturas imunologicamente ativas, superficiais ou profundas, presentes
por todo o corpo, apesar de algumas regiões apresentarem maior concentração que
outras. Seu interior consiste de seios (espaços) e tecido linfoide, por onde a linfa
percorre quando atravessa o nodo linfático. Ela chega ao linfonodo pelos vasos
aferentes e depois deixa-o pelos vasos eferentes.
27
UNIDADE II | Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
»» Timo: é uma massa de tecido linfoide localizada posteriormente do esterno, na região
do mediastino anterior. Apresenta seu tamanho máximo após o nascimento e após
a puberdade sofre involução fisiológica, quando quase desaparece, mas continua
funcionando. Em pessoas de maior idade, ainda encontra-se presente, com pequena
capacidade de reagir quando estimulado, incrementando a produção de linfócitos
T. Também pode sofrer involução por radiação, infecção e doenças prolongadas, o
que tornaria incapaz de reagir adequadamente. Ele ainda confere a determinados
linfócitos a capacidade de se diferenciarem e maturarem em células que podem
efetuar o processo de imunidade mediada por células. Há evidências de que o timo
também produz um hormônio que pode continuar a influenciar os linfócitos após
eles terem deixado seu local de origem.
»» Baço: é o maior órgão linfoide de nosso corpo e encontra-se localizado entre o fundo do
estômago e o diafragma. Apresenta tamanho e peso variados, com cerca de 10 a 12cm e
50 a 250g. Encontra-se interposto no trajeto da corrente sanguínea e tem como funções
principais a produção de linfócitos B, remoção das hemácias em vias de degeneração,
importante órgão de defesa contra agentes nocivos transportados pelo sangue (pois
serve também como “filtro”), possui macrófagos (que realizam fagocitose) e também
funciona como pequeno reservatório de sangue (cerca de 200 a 250ml).
»» Nódulos linfáticos: são estruturas esféricas, situadas na mucosa de diversos órgãos como
tubo digestivo, vias respiratórias superiores e o trato urinário, sendo estruturas linfoides
temporárias que podem aparecer e desaparecer de um local, dependendo de estímulos
antigênicos. Encontram-se abundantemente em processos infecciosos localizados.
»» Tonsilas:
também chamadas de amígdalas, são aglomerados de tecido linfoide,
embora não fiquem dispostos no trajeto de vasos linfáticos. Estão situadas na mucosa
do tecido digestivo, distinguindo-se dos nódulos, por serem permanentes. Podem
ser de três tipos: palatinas, faríngeas e linguais. Tal classificação ocorre conforme o
posicionamento e a localização de cada uma. As tonsilas palatinas estão localizadas
na parede póstero-lateral da cavidade oral. As linguais localizam-se na base da língua.
As faríngeas localizam-se na parede posterior da parte nasal da faringe. Como na
maioria dos tecidos linfoides, estas formações são mais desenvolvidas na infância
e também produzem linfócitos. Elas atuam também como uma defesa adicional
contra invasão bacteriana.
Funções do sistema linfático
Estas são as funções do sistema linfático.
»» Favorecer o retorno do líquido extracelular para a corrente sanguínea. As proteínas
que são deixadas pelos capilares sanguíneos no líquido extracelular são devolvidas
ao sangue por meio do sistema linfático. Caso elas permanecessem nos espaços
extracelulares, elevar-se-ia muito a pressão osmótica.
28
Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
| UNIDADE II
»» Destruir
as bactérias e remover as partículas estranhas através dos fagócitos
principalmente os macrófagos, presentes nos linfonodos.
»» Participar de respostas imunes específicas, por produzir anticorpos que destroem as
substâncias invasoras (antígenos).
Drenagem linfática manual
A drenagem linfática manual (DLM) é uma técnica de tratamento com grandes resultados, que busca
drenar e direcionar os líquidos excedentes, oferecendo equilíbrio hídrico, eliminando toxinas e favorecendo
a nutrição tecidual. É um método de massagem específica destinada à melhoria das funções essenciais do
sistema circulatório linfático por meio de manobras suaves, precisas, leves e rítmicas, que atuam ativando e
melhorando a circulação linfática e favorecendo a eliminação da linfa e dos líquidos intersticiais.
Foi criada pelo dinamarquês Emil Vodder e sua esposa Estrid Vodder no início do século XX e,
posteriormente, divulgaram-na por meio de cursos e congressos de estética por todo o mundo.
Seus objetivos são descritos como:
»» drenar o excesso de líquido acumulado nos espaços intersticiais;
»» melhorar a função do retorno venoso e reduzir as estases capilares e venosas, atuando
em dois níveis: aumentando o retorno venoso e a pressão venosa;
»» aumentar a velocidade circulatória venosa e linfática, iniciando este processo pela
microcirculação;
»» aumentar a permeabilidade capilar linfática e diminuir a hipotonia vascular;
»» reduzir e tratar a sensação de peso em membros inferiores (MMII,) além das dores,
dos edemas, das varicosidades e das extremidades frias;
»» prevenir ulcerações cutâneas, infecções e feridas;
»» diminuir a pressão hidrostática venosa e a pressão capilar, evitando o refluxo de
fluidos e proteínas para os tecidos.
A DLM é indicada nos casos de tratamentos para fibroedemageloide (“celulite”); edemas faciais e
corporais; varicosidades e varizes; pós-cirúrgico em cirurgia plástica, visando, primeiramente, a absorção
do edema pós-cirúrgico; tecidos cicatriciais; revitalização tecidual.
Por outro lado, é contraindicada nos casos de: distúrbios cardíacos recentes ou não (infarto, angina pectoris);
tumores; infecções agudas; pacientes hipertensos; edema por insuficiência cardíaca descompensada;
distúrbios tireoideanos; zonas corporais purulentas ou supurantes; presença de enfermidades da pele;
edema nefrítico; flebite, trombose e tromboflebite.
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UNIDADE II | Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
A DLM utiliza pressões graduadas e constantemente alteradas, imitando as contrações próprias da
musculatura lisa dos vasos linfáticos e acompanhando o seu ritmo. As manobras seguirão a direção do
fluxo linfático. Isso exige o conhecimento do percurso das principais vias linfáticas e de seus afluentes, por
quem deseja trabalhar e /ou utilizar esta técnica.
O objetivo direto da manobra é o aumento do volume de linfa admitido pelos capilares linfáticos e o
aumento da velocidade de seu transporte através dos vasos e ductos linfáticos, exercendo uma influência
sobre outras funções biológicas.
Para cada região que será drenada, deve-se observar uma sequência de distal para proximal, em direção
às áreas de aglomerados de linfonodos.
O líquido intersticial extracelular, será impulsionado com a compressão do tecido exercido pelas
manobras, por ser ele o mais vulnerável a pressões externas, pois suas funções consistem justamente
em amortecer estímulos mecânicos. Estes líquidos, ao serem impulsionados, abrirão as válvulas dos
terminais linfáticos. Com a abertura destas válvulas, parte do líquido penetrará nos capilares linfáticos
até exercer uma pressão hidrostática interna suficiente para fechá-las. Então, o líquido que ainda não
penetrou nos capilares linfáticos faz um refluxo em direção à região comprimida. Já o líquido que já
penetrou nos capilares linfáticos não consegue mais sair e, consequentemente, refluirá uma quantidade
menor de líquido do que tinha sido deslocado no início da compressão. A repetição da manobra no
mesmo local resultará numa redução significativa do líquido local.
Para realização da DLM, é muito importante que o terapeuta e o paciente estejam bem-posicionados e
algumas considerações são importantes, a saber.
»» O ambiente: o local de aplicação da drenagem linfática manual deve ser limpo,
higienizado, calmo e silencioso, com luz indireta sobre o paciente e a temperatura
da sala agradável.
»» O paciente: deverá estar posicionado confortavelmente em uma maca que possibilite
a inclinação para a postura de drenagem, utilizando vestimentas adequadas e com a
pele completamente limpa, sem óleos ou cremes que dificultem o tato.
»» O terapeuta: deverá estar de unhas cortadas, punhos e mãos livres de adornos, higiene
máxima. Sugere-se a realização de um alongamento prévio, no intuito de minimizar
lesões a longo prazo. A vestimenta e o posicionamento adequados também devem
ser levados em consideração. As pressões realizadas devem ser provenientes de
movimentos rítmicos e suaves, mas enérgicos do corpo do terapeuta, que atuará
sincronica e conjuntamente os membros superiores e as mãos.
Durante a realização das manobras, a pressão exercida manualmente deverá tanto aumentar quanto
diminuir gradativamente. Com o objetivo de garantir o livre escoamento da linfa, deve-se passar para a
região subsequente (distal) somente depois de terminada a região anterior (proximal).
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Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
| UNIDADE II
A drenagem linfática e suas funções pós-cirúrgico
No pós-cirúrgico, o emprego e o uso da DLM é de grande valia, haja vista a sua importância. Ela é,
normalmente, o único procedimento realizado a partir das 48 horas de um pós-operatório. Deve ser
feita de forma adequada, respeitando o sentido de drenagem, com manobras precisas, leves, rítmicas e de
pressão graduada.
Muitas das vezes, nesta fase inicial, o uso de cosméticos é restrito, assim como poderá ser também restrito
o seu uso em áreas próximas à área operada (por exemplo: uso de shampoos, desodorantes, entre outros).
Os movimentos devem ser suaves, de forma que em hipótese alguma haja deslocamento ou estiramento
do tecido operado, especialmente da região de sutura. Segundo o próprio Dr. Vodder, deve-se redobrar
o cuidado tátil, haja vista que os linfonodos estarão muito ativos com a filtragem da linfa neste período e
qualquer pressão ou toque efetuado de forma errônea poderá bloquear a circulação linfática, agravando
o quadro, ao invés de incrementar seu funcionamento.
Muitas pessoas, por desconhecimento ou desinformação, acabam por ter um
conceito errado a respeito da drenagem linfática manual. Frequentemente, durante
sua aplicação clínica, as pacientes perguntam se ficarão hematomas ou será um
procedimento dolorido. Vale lembrar que, por se tratarem de manobras suaves,
precisas e rítmicas, não deixa marcas e não tende a ser dolorido (apenas em pósoperatórios podem surgir incômodos maiores).
Quando realizado de forma correta, a DLM traz inúmeros benefícios ao organismo.
Podem beneficiar-se da técnica pessoas de diferentes faixas etárias e de ambos os
sexos.
31
Capítulo 4
O pré-cirúrgico
Preparo pré-cirúrgico existe?
Sim, existe e é muito importante para quem deseja uma resultado pós-cirúrgico
harmonioso e um pós-operatório mais tranquilo. A seguir, veremos alguns cuidados
importantes, dentro daquelas cirurgias plásticas mais realizadas e que exigem uma
maior preparação do corpo antes de ser submetido ao procedimento cirúrgico.
O preparo do paciente pré-cirurgia
Alguns cuidados são importantes antes de todo e qualquer procedimento cirúrgico, a saber:
»» realizar exames de rotina e apresentá-los ao cirurgião plástico;
»» não ingerir medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (Aspirina, Doril, AAS);
»» não fumar por pelo menos 15 dias antes, já que existem relatos de sua interferência
no processo de cicatrização;
»» evitar bebidas alcoólicas;
»» evitar exposição ao sol;
»» outros cuidados específicos indicados pelo cirurgião;
»» colaboração plena do paciente;
»» acompanhamento multiprofissional com nutricionista, educador físico, psicólogo,
além do fisioterapeuta dermato-funcional e do cirurgião plástico.
Lembrando que nos dias que antecedem a cirurgia e na sua data, qualquer alteração de saúde e/ou no
estado geral do corpo devem ser comunicados ao médico.
No pré-operatório, os cuidados estéticos possibilitam melhorar as condições da pele e dos tecidos da
região que será operada. Esses cuidados devem ser realizados de maneira regular, uma ou duas vezes por
semana, por um período de no mínimo 30 dias antes da cirurgia , visando estimular a elasticidade cutânea
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Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
| UNIDADE II
dos tecidos nos planos superficiais e profundos, usando produtos com maior concentração de princípios
ativos e observando alguns procedimentos, conforme descritos por Tariki e Pereira (in MAUAD, 2001):
»» preparação prévia da pele para realização da cirurgia;
»» hidratações locais (neste caso a cosmetologia será uma boa aliada);
»» afinamentos (esfoliações suaves);
»» manipulações do tecido por meio de massagens manuais;
»» exercícios isométricos, buscando fortalecer a musculatura envolvida;
»» estimulações eletroeletrônicas e microcorrentes;
»» drenagem linfática manual, técnica clássica e consagrada, presente no pré e no
pós-operatório de qualquer cirurgia plástica;
»» ionizações ou iontoforeses, como recurso potencializador de ativos cosméticos.
Esses mesmos autores descrevem que, nos dez dias que antecedem a cirurgia, os cuidados deverão ser a
higienização e limpeza da pele, tonificação com ativos calmantes e extratos vegetais, drenagem linfática
manual (focando descongestionar vias linfáticas e reduzir a espessura do tecido), uso de máscara de ação
descongestionante sem oclusão.
Com relação ao preparo do corpo para o procedimento cirúrgico, alguns cuidados são importantes.
Seguem abaixo as orientações acerca dos principais procedimentos:
a. Abdominoplastia: o pré-operatório objetiva diminuir a espessura do tecido
abdominal pelo uso da drenagem linfática manual, que visa a minimizar o excesso
de líquido intersticial. Desta forma, por aumentar a elasticidade tecidual, facilitará
a sua remoção pelo cirurgião posteriormente. Outros cuidados sugeridos são o
uso de microcorrentes, especialmente na região suprapúbica e próximo à cicatriz
umbilical, com o objetivo de incrementar a circulação sanguínea local, haja vista a
dificuldade circulatória no pós-operatório. São contraindicadas técnicas que possam
desencadear a formação de edemas locais que irão aumentar ainda mais o edema
pós-operatório. O uso de peelings químicos também não são indicados, por serem
candidatos a provocarem pequenas lesões na pele.
b. Lipoaspiração: o pré-operatório é bem semelhante ao da abdominoplastia, envolvendo
cuidados de preparo do tecido, visando a diminuir sua espessura, a estimular trocas
metabólicas e a favorecer a microcirculação. A hidratação corporal também é
recomendada, embora deva ser concluída aproximadamente uma semana antes da
cirurgia, no intuito de diminuir o risco de formação de edema. Procedimentos e
massagens que favorecem o aparecimento de edemas, também devem ser evitados.
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UNIDADE II | Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
c. Mamoplastia ou mastoplastia: as cirurgias estéticas das mamas têm um preparo
muito comum, sejam elas de aumento (silicone), de redução ou para correção de
flacidez. Alguns cuidados variarão conforme a idade da paciente. Aquelas acima
de 35 anos, por exemplo, serão recomendadas fazer uma mamografia e exame de
ultrassonografia, visando a investigar possíveis comprometimentos mamários que
possam contraindicar a plástica.
O preparo adequado no pré-cirúrgico é condição fundamental para um resultado
mais harmônico, simétrico e mais tranquilo para o paciente posteriormente,
quando ele se deparar com os incômodos pós-cirúrgicos.
Ele também é importante na diminuição da ansiedade que antecede a cirurgia,
contudo, os profissionais envolvidos devem ter sensibilidade suficiente para saber
diferenciar a ansiedade fisiológica, natural, daquela ansiedade patológica, que pode
ser prejudicial ao processo.
34
Capítulo 5
O pós-cirúrgico
A cirurgia já passou... e agora, como ficará o corpo? Os resultados esperados serão
compatíveis aos resultados reais? O que fazer para favorecer este processo?
No pós-cirúrgico, o fisioterapeuta dermato-funcional terá como um de seus objetivos a estimulação do
local, favorecer a redução do edema, minimizar o quadro doloroso e promover um melhor resultado no
processo de cicatrização.
É importante, sempre que possível, o diálogo entre todos os profissionais envolvidos no tratamento deste
paciente, a fim de, juntos, conseguirem um melhor resultado final.
Os cuidados gerais para todo e qualquer pós-operatório são os seguintes.
»» Evitar esforços físicos.
»» Evitar exposição ao sol, principalmente exposição da cicatriz.
»» Evitar transpiração excessiva.
»» Cuidados específicos indicados pelo cirurgião.
Os objetivos do acompanhamento fisioterapêutico no pós-operatório incluem: diminuição de edema; apoio
ao paciente e diminuição da dor, realização de drenagem linfática manual; melhora da microcirculação; e
trabalho com a cicatriz, favorecendo a cicatrização.
Alguns cuidados específicos de determinadas regiões podem ser descritas, a saber.
a. Abdominoplastia: o pós-operatório visa a diminuir os inchaços e a favorecer o
processo cicatricial, melhorando a tonificação muscular e a microcirculação. Os
cuidados com o cliente incluem ainda um auxílio em seu estado psicológico, que
mesmo sabendo do que poderá apresentar no pós-cirúrgico, acaba encontrando-se
assustado quando se depara com os sinais em seu próprio corpo.
A drenagem linfática manual tem uma grande importância, pois favorece a
diminuição do edema, auxilia na desintoxicação dos tecidos, melhora a nutrição
e oxigenação celular, além de promover estímulo aos receptores, que ao serem
35
UNIDADE II | Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
interpretados diminuirão a sensação de dor. Lembrando que é muito importante o
direcionamento do fluxo linfático de maneira suave, com manobras lentas e rítmicas.
a. Lipoaspiração: a drenagem linfática manual também é a técnica mais indicada neste
pós-cirúrgico, haja vista a sua importância na diminuição de edemas, hematomas e
desintoxicação do tecido. Entretanto, sua realização de forma adequada é fundamental
para o bom andamento do pós-operatório. A realização de manobras lentas, rítmicas e
delicadas, irão reproduzir o bombeamento fisiológico e, além de diminuir o acúmulo
de líquido intersticial excedente, evitarão o rompimento de vasos.
b. Mamoplastia ou mastoplastia: evitar decúbitos lateral ou ventral são importantes
ao deitar. O uso de sutiã que cubra e comprima suavemente a mama também são
importantes, haja vista que a leve compressão promoverá a sua sustentação.
Ocorrências inevitáveis
Independentemente de qual cirurgia foi realizada, algumas ocorrências são inevitáveis no pós-cirúrgico.
Elas já são esperadas e geralmente são temporárias, a saber:
»» presença de dores;
»» desconforto para dormir;
»» insensibilidade temporária (sensação de parestesia), já que, devido aos descolamentos,
as terminações nervosas ficam temporariamente prejudicadas;
»» hematomas e equimoses, devido ao rompimento dos vasos sanguíneos;
»» edemas, devido ao comprometimento tecidual;
»» retração cicatricial;
»» prurido (coceira), devido à formação de novas fibras colágenas e ao incremento da
circulação sanguínea local.
Possíveis complicações
São complicações possíveis decorrentes de uma cirurgia plástica:
»» trombose venosa profunda (TVP), já descrita anteriormente;
»» deiscência de sutura (abertura dos pontos);
»» infecções;
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Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
| UNIDADE II
»» lesão de nervos;
»» necrose tecidual;
»» seroma.
O início da fisioterapia após a cirurgia: cuidado com
pontos e auxílio na cicatrização
Logo após a cirurgia, o fisioterapeuta dermato-funcional trabalha a reabilitação do paciente com o retorno
precoce e sua reinserção nas atividades cotidianas.
Sabe-se que o ato cirúrgico constitui uma forte agressão tecidual e a atuação deste profissional torna-se de
suma importância para minimizar estes danos.
Ao optar pela realização de uma cirurgia plástica, o paciente deve procurar um bom cirurgião, que
seja membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Então, chega a ele repleto de desejos
e anseios, visando a obtenção de uma melhora de seu corpo. Entretanto, apesar disso, deve estar ciente
de que nem tudo será fácil. Até alcançar o corpo desejado, ele passará por um pós-operatório dolorido e
desconfortante.
Neste ponto que se encontra o fisioterapeuta dermato-funcional, que trabalhará com os mais diversos recursos,
visando a um breve restabelecimento do cliente física e psicologicamente. Vale lembrar que a satisfação dele
talvez seja o critério mais importante na avaliação dos resultados dos procedimentos cirúrgicos.
Na avaliação inicial, ainda na fase pré-operatória, o fisioterapeuta terá a possibilidade de avaliar fatores
que estejam relacionados à disfunção estética, tais como retrações musculares, deformidade articular,
mobilidade muscular e articular, desvios posturais que podem desencadear alterações estéticas e/ou
funcionais; avaliar cicatriz de cirurgias plásticas prévias; avaliar sistema circulatório e linfático: presença
de edemas, linfedemas, celulites.
Já no pós-operatório, é importante salientar que a fisioterapia dermato-funcional cuida do cliente usando
de seus mais diversos recursos, dentre os quais destacam-se drenagem linfática manual, massoterapia,
liberação tecidual, crioterapia, ultrassom, eletroterapia (microcorrentes, corrente galvânica, alta
frequência), agentes fototerapêutico (laser) e mecanoterapêuticos (vacuoterapia).
A cinesioterapia é outra técnica de domínio fisioterapêutico e deve ser utilizada nesses casos, haja vista
que exercícios para correção da postura antálgica, para prevenção de encurtamentos e contraturas
musculares, análise da cicatriz, do edema, da dor e da sensibilidade, além de ganho de amplitude articular
e comparação com os dados documentados em avaliação prévia são essenciais nesta fase do tratamento.
Os cuidados com os pontos e o auxílio na cicatrização iniciam-se desde o período pré-operatório, com
o preparo do tecido que será operado. Infelizmente, em boa parcela dos procedimentos cirúrgicos,
a fisioterapia dermato-funcional é recomendada ao paciente apenas no pós-operatório, seja por
desconhecimento ou outro fator. Perde-se, portanto, um período valioso de preparo do paciente e da
região a ser cirurgicamente mobilizada.
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UNIDADE II | Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
Os cuidados com os pontos são importantes para evitar complicações como infecções, deiscência de
sutura (abertura dos pontos) ou saída destes.
Como prevenir/tratar cicatriz hipertrófica
Tacon, Santos e Castro (2008) avaliaram as principais modalidades de prevenção e tratamento para
o queloide e a cicatriz hipertrófica, considerando as melhores evidências científicas disponíveis
correntemente. Parte do estudo realizado e dos resultados encontrados encontram-se descritos a seguir.
A etiologia da cicatriz hipertrófica e do queloide (Khele = garra, pinça e oiedes = semelhante a) ainda
estão insuficientemente esclarecidas. Parte dessa dificuldade encontra-se no fato do queloide ser descrito
apenas em seres humanos. Apesar de ser algo ainda não totalmente conhecido, não é algo novo para
a Medicina. Papiro cirúrgico de Edwin Smith, em 1700 a.C., já fazia menção à formação anormal de
cicatrizes. O queloide foi primeiramente descrito em 1806 por Alibert.
Acredita-se que a falta de um modelo experimental em animais proporciona uma difícil definição dos
métodos mais adequados para se tratar cada uma delas.
Cicatrizes hipertróficas são derivadas de mudanças no processo normal de cicatrização de feridas cutâneas.
Elas são caracterizadas por proliferação de tecido dérmico com deposição excessiva de fibroblastos
derivados de proteínas da matriz extracelular, principalmente colágeno, durante longos períodos, e por
inflamação persistente e fibrose. A frequência de cicatriz hipertrófica é provavelmente maior que a do
queloide, mas ainda não existem estudos estatísticos específicos acerca deste assunto.
Um ponto importante na prevenção e no tratamento de cicatriz hipertrófica e de queloide é justamente
identificar sua diferenciação, sendo assim mais efetivo o tratamento. Queloides assumem uma crescente
além dos limites da ferida original e estão frequentemente associadas com prurido e dor. Cicatrizes
hipertróficas têm a aparência clínica de um nódulo vermelho levantadas sobre a pele, não se estendem
além da área original da pele trauma e, muitas vezes, regridem com o tempo, até certo ponto. Além de sua
aparência, características clínicas e histológicas também distinguem cicatrizes hipertróficas e queloides.
Entre as técnicas para tratamento, podemos citar: remoção cirúrgica, radioterapia, crioterapia, gel de
silicone, injeção intralesional de agentes diversos ou injeção de corticoides e laserterapia.
Dentre as técnicas estudas para prevenção, o controle do fator de crescimento transformador beta – I, o silicone
gel e o laser parecem ser a melhor opção, porém, entre eles existem fortes evidências científicas de que o laser é
um grande promissor tanto na prevenção quanto no tratamento de cicatrizes hipertróficas e queloides.
Hematomas e edemas: recursos utilizados para tratá-los
Seromas, edemas, hematomas e alterações cicatriciais são complicações potenciais no pós-operatório.
A drenagem linfática manual encontra-se ainda como a principal aliada no tratamento de edemas,
especialmente aqueles decorridos do processo cirúrgico, quando o tecido sofreu agressões e tem o inchaço
como consequência deste ato.
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Fisioterapia dermato-funcional pré e pós-cirúrgica
| UNIDADE II
Existem alternativas para quem deseja alcançar o corpo desejado, sem recorrer
à via cirúrgica? Sim! Dependendo dos anseios e desejos, aquele (a) paciente que
deseja modificar a silhueta conseguirá isso de forma segura e não invasiva usando
técnicas não cirúrgicas e muito saudáveis, como uma alimentação adequada, prática
de atividade física, ingestão hídrica adequada (aproximadamente 2 litros de água ao
dia). Ressaltando que tais medidas deverão ser acompanhadas por um profissional
habilitado para tal: nutricionista, educador físico, fisioterapeuta, ou outro que esteja
envolvido na equipe multiprofissional.
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PARA (NÃO) FINALIZAR
Tivemos, ao longo de dezenas de páginas, a possibilidade de estudar sobre as cirurgias plásticas, discutir
alguns tópicos e cuidados pertinentes a essa temática.
Diversos conceitos foram abordados e outros proeminentes conceitos também foram descritos.
De alguma forma, belo e beleza encontram-se dispersos e influenciam o cotidiano das pessoas, tal como
a vontade de alcançar o elixir da juventude.
Para alguns, o que é facilmente dado de forma natural, pode significar sacrifício sem medida para outros,
chegando a ser o gatilho de doenças ou distúrbios dos mais diversos.
Será que vale tudo pela beleza? Qual a importância que a beleza tem em seu dia a dia? Vale a pena
tamanho sacrifício do pós-operatório, levando em conta os resultados que serão alcançados? Com qual
idade seria viável uma pessoa começar a realizar cirurgias plásticas?
Tivemos, ao longos de dezenas de páginas, a possibilidade de estudar sobre as cirurgias plásticas, discutir
alguns tópicos e cuidados pertinentes a essa temática. Mas nosso estudo não termina aqui. A cada dia
que passa, novas técnicas e novos recursos estéticos vão surgindo, o que favorece (e muito) o tratamento
estético. Associados à eles, temos ainda o desenvolvimento de novos equipamentos e cosméticos, que
sempre são lançados no mercado e possibilitam um preparo e uma recuperação mais adequada e eficaz,
durante o pré e pós-cirúrgico.
Portanto, consideramos importante que você aprofunde seus conhecimentos e sempre procure se atualizar,
a fim de parimorar a sua atividade profissioal e ter em mãos o melhor tratamento estético para seu cliente.
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