MATEMÁTICA
Um estudante é obrigado a perder parte da sua juventude
estudando Matemática, sem saber para que serve o seu
aprendizado. Na busca das razões desse despropósito,
poderíamos supor que a Matemática tenha sido
desenvolvida pelos cientistas para ser cobrada nas provas,
nos concursos e nos vestibulares.
Mas vamos tentar outro raciocínio imaginando o seguinte :
Você atribui a algumas pessoas a tarefa de construir
(cercar) um viveiro retangular com 80 metros de tela e
uma parede de tijolos.
Aparentemente elas não precisarão de nenhum conhecimento
para executar esta empreita, pois é simples.
Realmente os viveiros foram feitos independentemente da
existência de técnicas matemáticas. Não foi necessário, para
cumprir a tarefa, resolver nenhuma equação do segundo grau,
derivar uma função, calcular o determinante de uma matriz ou
extrair o "bendito" mínimo múltiplo comum.
Se, porém, levarmos em conta que um BOM PROJETO deve
proporcionar o MÁXIMO, com o MÍNIMO de recursos,
teremos uma surpresa:
As áreas cercadas variaram de pessoa para pessoa.
Configuração A : Paulo Chutão : 600 m²
Configuração B : Sônia Desperdício : 672 m²
Configuração C : José Otimizado : 800 m²
Configuração D : Antônio Boaventura : 512 m²
Supondo poder confinar uma ave em cada metro quadrado
de cercado, obtemos:
Configuração A : Capacidade para 600 aves
Configuração B : Capacidade para 672 aves
Configuração C : Capacidade para 800 aves
Configuração D : Capacidade para 512 aves
Se considerarmos a configuração C, realizada por José
Otimizado, como ideal - a mais econômica -, pois foi o que
melhor aproveitou o pedaço de tela, teremos uma
comparação muito interessante:
Paulo Chutão, autor da Configuração A, cometeu um erro de
25%; enquanto a arquiteta do viveiro B errou 16%. Quanto a
Antônio Boaventura, só mesmo estudando Matemática,
pois cometeu um desperdício de 36%.
Mas tudo bem!
Até que eles tiveram sorte! Poderia ter sido muito pior,
como foi o caso do Zé Azarado, que fez o seguinte projeto:
Coitado! Perdeu muito!
É exatamente neste ponto que entenderemos o porquê da
Matemática.
Imaginem, por exemplo Paulo Chutão dono de uma
confecção que produz dez mil camisas por mês.
Caso Paulo também "chutasse"
a geometria da grade de corte
das suas camisas e cometesse o
mesmo erro de aproveitamento,
como aconteceu no seu projeto
do viveiro, o resultado seria
desastroso: perderia 25% de
tecido, isto é, perderia 2.500
camisas (todo santo mês).
PARECE, ENTÃO, QUE O PAULO CHUTÃO PRECISA CONHECER A
MATEMÁTICA, ASSIM COMO SÔNIA, ANTÔNIO E ZÉ.
E VOCÊ, PRECISA DE MATEMÁTICA?
Estudar MATEMÁTICA permite:
-entender e aplicar com inteligência os princípios da natureza
quando uma curva, um movimento, uma forma, justificam
matematicamente ser o que é. Assim, cabe aos estudiosos das
exatas buscar na espiral do náutilus, nos hexágonos do tatu, no
pentágono do mamão, no quadrado do abacaxi, no remoinho da
água, no risco do meteoro, no desenho do ovo aquilo que a
natureza mais protege: sua
intimidade.
Ah, Matemática... A rainha das ciências e a dama
do universo! ... Como toda rainha, ela é
exigente, cheia de caprichos, mas sabe
recompensar bem seus leais súditos... além do
mais, ela está presente em tudo o quanto
imaginarem.
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