UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
ANAIS
II SIMPÓSIO MOSSOROENSE DE
ANATOMIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
Mossoró-RN
07 e 08 de dezembro de 2012
II Simpósio Mossoroense de Anatomia Clínico-Cirúrgica - SMACC
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN
07 e 08 de Dezembro de 2012
PROMOÇÃO
Professores e Alunos do Módulo Morfofuncional do
Departamento de Ciências Biomédicas da
Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte
Coordenação
Profo. Dr Fausto Pierdoná Gúzen
Profº. Msc José Rodolfo Lopes de Paiva Cavalcanti
e-mail: smacc.2011@hotmail.com
Comissão Organizadora
Discentes:
Alex Carvalho Monteiro
Aline Naiara Azevêdo da Silva
Allana Clarice Figueroa Cortez
Ana Carolina Alves Lucena
Ana Patrícia Magalhoes Silva
Antonio Alves Lira Neto
Aurélio Júlio Silva Dantas
Caio da Fonseca Silva
Dayane Elias Soares
Emídio Germano da Silva Neto
Ingrid Iana Fernandes Medeiros
Jesrryel da Silva Lima
Júlio Inácio Parente Neto
Karina Kelly Mendes Negromonte
Mabson Delâno Alves Barbosa
Marcos Antônio de Souza
Maria Gabriela Augusto de Medeiros Jácome
Mariana Alves Granjas Dantas
Marília Costa Coelho
Monalisa Fontes Silva
Mytalle Vieira Cavalcante
Rebeca Canuto de Souza
Renan Flávio de França Nunes
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Ronaldo César Aguiar Lima
Simone Cristina da Silva
Talitha de Araújo Soares Mendonça
Thaísa Gracielle Martins Camboim
Docentes/colaboradores:
Dayane Pessoa de Araújo
Diogo Manuel Lopes de Paiva Cavalcanti
Eudes Euler de Souza Lucena
José Gildivan Carneiro
José Hélio de Araújo Filho
Lucídio Clebeson de Oliveira
Luiz Carlos de Aquino
Maria Jocileide de Medeiros Marinho
Maria Marília Leite Carlos
Paula Vivianne Souza de Queiroz Moreira
Richardeson Fagner de Oliveira
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AGRADECIMENTOS
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07 e 08 de Dezembro de 2012
PROGRAMAÇÃO OFICIAL
DATA: 07 DE DEZEMBRO DE 2012 (Sexta-feira)
14:00 às 15:00 Hs
Atividade: Credenciamento (Local – área de convivência da FACS)
15:00 às 17:30 Hs
Atividade 1: Apresentação de trabalhos científicos – Pôster
Atividade 2: Apresentação de trabalhos científicos – Oral (Auditório da FACS)
19:00 às 19:30 Hs - Abertura Oficial
19:30 às 20:15 Hs – Conferência: Bases Anatomoclínicas do AVE
Palestrante: Dr. André Lima Batista
20:30 às 21:15 Hs – Conferência: As neurociências e as evidências que fundamentam
o cuidado de enfermagem – um “novo” espaço para atuação de enfermeiros(as).
Palestrante: Msc. José Rodolfo Lopes de Paiva Cavalcanti
21:30 às 22:15 Hs – Coquetel de abertura
DATA: 08 DE DEZEMBRO DE 2012 (Sábado)
08:00 às 12:00 Hs (Workshop – 4 horas/aula)
Tema: Regeneração em Sistema Nervoso – Avanços, limites e perspectivas.
Tema 1: Regeneração em Sistema Nervoso Periférico
Palestrante: Dr. Hougelle Simplício
Tema 2: Regeneração em Sistema Nervoso Central
Palestrante: Dr. Fausto Pierdoná Guzen
Tema 3: Terapia celular e o tratamento de lesões neurológicas
Palestrante: Msc. Eudes Euler de Souza Lucena
14:00 às 14:45 Hs – Conferência: Drogas de efeito em Sistema Nervoso Central
envolvidas em comportamento alimentar.
Palestrante: Msc. Dayane Pessoa de Araújo
15:00 às 15:45 Hs – Conferência: Bases Morfofuncionais da Visão.
Palestrante: Drª Tatiana Oliveira Souza
15:50 às 16:40 Hs – Conferência: Bases Anatomoclínicas do TCE
Palestrante: Dr. Starlynn Freire dos Santos
16:45 às 17:30 Hs – Cerimônia de encerramento e premiações dos trabalhos
científicos. Entrega dos certificados.
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A comissão organizadora do II
Simpósio Mossoroense de Anatomia
Clínico-Cirúrgica – SMACC informa
que o conteúdo dos resumos dos
trabalhos apresentados é de inteira
responsabilidade dos autores.
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A IMPORTÂNCIA CLÍNICA DA PÊNTADE DE REYNOLDS NA
COLANGITE TÓXICA OU SUPURATIVA
Ewerton Mariz da Costa Rozendo (1); Társila da Costa Viana (2); Antonia
Oliveira Bezerra (2); Arthur Robson da Costa Freire (2); Ronaldo César Aguiar
Lima (2); Ana Maria de Lima Dantas (3).
(1) Graduado no Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rodrigues de Freitas 36, Aeroporto I, CEP: 59607290; fone: (84)9942-5840; Email: vertinhojp@hotmail.com (2) Acadêmicos do 5º Período do
Curso de Medicina da UERN. (3) Docente da disciplina de Semiologia Médica do Curso de
Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde (FACS), Universidade do Estado do Rio Grande do
Norte – UERN.
RESUMO
Introdução: A Colangite Aguda (CA) é uma inflamação aguda dos ductos
cístico e colédoco que conduzem a bile. Inicialmente é descrita como uma
doença manifestada pela tríade de Charcot (febre com calafrios, icterícia e
dor no quadrante superior direito do abdome). O acréscimo de um quadro de
confusão mental e choque à tríade de Charcot constitui a pêntade de
Reynolds, que caracteriza uma forma séptica de CA, conhecida como
Colangite Supurativa ou Tóxica, quadro de maior gravidade. Embora rara,
quando manifestada, essa síndrome é progressiva e fatal, exigindo uma
intervenção imediata. Objetivo: Assim, o presente artigo teve por objetivo
discutir a importância do reconhecimento da pêntade de Reynolds para o
diagnóstico clínico da Colangite Supurativa ou tóxica. Metodologia: Trata-se
de uma revisão de literatura elaborada por meio de pesquisas aos principais
bancos de dados como Scielo, PUBMED, LILACS, bem como literatura médica
especializada para melhor compreensão do tema. Resultados/Discussão: A
Colangite supurativa ou tóxica é uma infecção grave, que progredi para
infecção generalizada, levando ao óbito se não tratada emergencialmente. O
tratamento imediato exige a confirmação do diagnóstico o mais precoce
possível. Dessa forma, o reconhecimento da pêntade de Reynolds é essencial
para confirmação de Colangite supurativa ou tóxica, pois além de indicar uma
inflamação dos canais biliares, ainda sugere septicemia grave, obstrução
completa de um sistema biliar supurado, demonstrando a elevada gravidade
desta afecção. Nesse sentido, fica evidente a importância clínica da pêntade
de Reynolds para a tomada de decisão rápida que poderá, por muitas vezes,
salvar a vida do paciente. Conclusões: A pêntade de Reynolds mesmo pouco
frequente tem seu relevante papel clínico, evidenciado pela sua importância
na construção diagnóstica de uma patologia que embora rara, é
potencialmente fatal.
Descritores: Colangite, Reynolds, Diagnóstico.
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A QUEILOSCOPIA E A PALATOSCOPIA COMO MÉTODOS DE
IDENTIFICAÇÃO HUMANA: TRAÇANDO O PERFIL DE UM GRUPO DE
ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE BRASILEIRA
Bruno Dicson Bezerra da Costa (1); Simone Dantas Barreto (2); Marcelo Victor
de Freitas Nunes Lima (3); Eudes Euler de Souza Lucena (4).
(1)Acadêmico do 3º Período Curso de Odontologia da Universidade do Estado do Rio Grande
do Norte – UERN. Email: bdicson@hotmail.com (2) Acadêmica do 3º Período do Curso de
Odontologia da UERN. (3) Graduado em Odontologia, UERN. (4) Professor Assistente II,
Departamento de Odontologia, Anatomia de Cabeça e do Pescoço, UERN.
RESUMO
Introdução: A ausência de banco de dados que considerem outros métodos de
identificação na população brasileira bem como a inserção de cirurgiões
dentistas nesse processo são de grande importância na medicina
forense.Objetivo:O objetivo da presente pesquisa foi traçar um perfil das
rugas palatinas e sulcos labiais dos estudantes do curso de Odontologia da
UERNMetodologia:Para obtenção das impressões das rugas palatinas, foram
feitas moldagens no palato com o auxilio de moldeiras de estoques e alginato,
e confecção do modelo de estudo com o auxilio do gesso tipo III. Para a
obtenção das impressões labiais, foram utilizados um batom de cor vermelha,
uma folha de papel de cor branca e uma placa de vidro. Para classificar as
impressões labiais obtidas, foi utilizado o sistema de classificação de Suzuki e
Tsuchihashi. Para a classificação das rugas palatinas foi o utilizado o sistema
de Martin dos Santos. ResultadosAo todo foram coletadas 60 amostras, sendo
30 impressões labiais e 30 modelos com impressões das rugas palatinas. As
rugas palatinas do tipo sinuosa foram encontradas com maior ocorrência. Já
para os sulcos labiais, a maior ocorrência ficou a cargo dos tipos
bifurcados.Conclusão:A queiloscopia e a palatoscopia são técnicas de
identificação humana de fácil acesso para todos, porém é necessário que mais
estudos sejam realizados para que as mesmas sejam utilizadas com mais
frequência entre os órgãos de investigações competentes.
Palavras-chave: Identificação humana, odontologia legal.
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A SUBSTÂNCIA NEGRA pars COMPACTA E A SUA DISPOSIÇÃO EM
SUBUNIDADES: estudo fundamentado em princípios
morfológicos.
Mabson Delâno Alves Barbosa (1); Caio da Fonseca Silva (2); Dayane Elias
Soares (2); Eudes Euler de Souza Lucena (3); Dayane Pessoa de Araújo (4);
Fausto PierdonáGuzen (5); José Rodolfo Lopes de Paiva Cavalcanti (6).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua Atirador Miguel da
Silva Neto, s/n, Bairro Aeroporto, fone: (84)9637-4339, CEP: 59.633-680, Email:
mabson_Mab@hotmail.com (2) Acadêmico do 3º Período do Curso de Medicina da UERN. (3)
Mestre em Odontologia, Professor da curso de Odontologia da UERN. (4) Mestre em
Farmacologia (Neurofarmacologia), Professora do curso de medicina da UERN. (5) Doutor em
Psicobiologia (Neuranatomia), Professor Adjunto IV do Curso de Medicina da UERN. (6) Mestre
em Psicobiologia, Professor Assistente IV do Curso de Medicina da UERN.
RESUMO
INTRODUÇÃO: A substância negra pars compacta (SNc/A9) é um dos três
grupamentos dopaminérgicos mesencefálicos e, de acordo com estudos atuais, seus
neurônios, estão relacionados com três complexas circuitarias que são a mesostriatal,
mesolímbica e mesocortical. Estas estão relacionadas diretamente com diversos
mecanismos comportamentais, tais como controle da motricidade, sinalização de
recompensa na aprendizagem comportamental, motivação e nas manifestações
patológicas da doença de Parkinson e esquizofrenia. Hoje, muito se discute sobre a
possibilidade de subdividir essa estrutura, com base em diversos critérios de caráter
morfológico. OBJETIVO: Apresentar as subdivisões da SNc/A9 a partir de estudos de
caráter morfológico (áreas de agrupamento neuronal e citoarquitetura).
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de revisão não-sistemática construído a partir
da análise de artigos oriundos da base eletrônica MEDLINE. Foram incluídos artigos
que descreviam subdivisões da SNc, mediante análise morfológica, fazendo parte da
amostra publicações de1999 à 2012 .RESULTADOS/DISCUSSÃO: Mediante distribuição
de calbindina(CB) e calretinina (CR),as porções mais rostrais daSNcforam
inicialmente divididas em dois compartimentos: camada ventral da SNcrostral e
camada dorsal da SNcrostral. Utilizando-se a técnica de tripla-marcação, formada
por imunohistoquímica contra a tirosina-hidroxilase (TH) e algumas proteínas ligantes
de cálcio (CR e CB), revelou-se a existência de outros três compartimentos:
asporções medial e lateral da substância negra intermediária e a SNc caudal
(Nemotoet al., 1999). Em estudo da expressão de neurônios catecolaminérgicos em
cérebros de ratos pigmeus, foi possível dividir a substância negra em parscompacta
(A9pc), parslateralis (A9l), ventral ou parsreticulada (A9v) e substância negra pars
medial (A9m)(Mangeret al.,2012). Embora divergentes, parece fato a existência de
uma divisão morfológica na SNc. CONCLUSÃO: Para se vislumbrar a possibilidade de
que essas subdivisões desempenham funções específicas, é de fundamental
importância o aprofundamento dos estudos de diversos marcadores (p.e. das
proteínas ligantes de cálcio), atrelado à expressão de TH nos neurônios
dopaminérgicos da SNc.Todavia, torna-se necessário também o uso de técnicas
associadas à neurofisiologia.
DESCRITORES: Dopamina, substância negra pars compacta, proteínas ligantes de
cálcio.
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ALIMENTAÇÃO E EXCESSO DE PESO NAS CRIANÇAS DE 5 A 10
ANOS DE MOSSORÓ
Marina Targino Bezerra Alves (1); Francisco Robson da Silva Costa (2); Janine
Fernandes Rocha (2); Valdina Maria de Jesus Moreira (3); Gabriela de Oliveira
Rafael (3); Jandira Arlete Cunegundes de Freitas (4).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rocha de Freitas, nº34, apartamento 10, Bairro
Aeroporto
I,
Mossoró-RN,
fone:
(84)
8885-6113,
CEP:
59.607-290,
Email:
marinatarbeal@hotmail.com; (2) Acadêmicos do Curso de Medicina da UERN; (3) Residentes
em Medicina da Família e Comunidade da UERN ; (4) Especialista em Medicina Geral
Comunitária, Preceptora da Residência em Medicina da Família e Comunidade da UERN.
RESUMO
Introdução: Alimentação é imprescindível à vida, sendo uma necessidade
básica e direito de todos. No Brasil, consonante com as transições
epidemiológica e demográfica estão ocorrendo mudanças alimentares e
nutricionais. Identifica-se aumento do sobrepeso em ritmo acelerado nas
crianças brasileiras, atingindo 14% desta população. Objetivo: Identificar os
hábitos alimentares e verificar o diagnóstico ponderal das crianças de 5-10
anos, usuários da UBS Mª Neide da S. Souza, Mossoró-RN, educar as famílias
sobre alimentação saudável, correlacionar distrofia com fatores
socioeconômicos,
aleitamento
materno,
hábitos
alimentares
e
comportamentais e avaliar em consulta médica os casos distróficos.
Metodologia: A coleta de dados ocorreu em julho e agosto de 2012, em visitas
domiciliares. O formulário continha: identificação, dados socioeconômicos,
hábitos alimentares e comportamentais e dados antropométricos. O
diagnóstico ponderal foi dado de acordo com a curva IMC/idade da OMS. As
famílias foram orientadas sobre a importância de mudar hábitos de vida,
recebendo um informativo sobre alimentação saudável. Os pacientes com
distrofia passaram por consulta médica. Resultados/discussão: Analisou-se 69
crianças, 36 meninos e 33 meninas. A população era predominantemente de
baixa renda, a maioria das crianças estudava em escola pública e a
escolaridade materna era baixa. Na maioria das casas, verificou-se
alimentação pobre em frutas, verduras e legumes, e rica em doces, frituras e
refrigerantes. 20 crianças (29%) tiveram diagnóstico ponderal de excesso de
peso, sendo hábitos comportamentais e alimentares determinantes. Na
consulta, a maioria relatou melhora na alimentação. Conclusão: A prevalência
de excesso de peso foi elevada e corrobora com o fato de que este atinge
todas as camadas, sendo mais frequente em classes desfavorecidas e tendo
má alimentação como responsável. Assim, torna-se essencial orientar as
famílias sobre alimentação saudável e exigir um sistema de vigilância
nutricional na atenção básica, como também educação alimentar nas escolas
e áreas de lazer comunitárias.
Descritores: Alimentação; Criança; Obesidade.
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ALTERAÇÃO DO VOLUME EM ÁREAS CEREBRAIS DE RATOS TRATADOS COM
DIMESILATO DE LISDEXANFETAMINA
Ana Isabelle de Gois Queiroz (1); Greicy Coelho de Souza (2); Júlia Ariana de
Souza Gomes (2); Lígia Menezes Cavalcante (3); Maíra Morais de Araújo (3);
Danielle Silveira Macêdo (4).
(1)Mestranda em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Endereço para
contato: Rua Coronel Nunes de Melo, 1127 – Cep: 60431-270 – Fortaleza, CE
Telefone: (85) 3366-8337 – Fax: (85) 3366-8333, Email: isabellegois11@yahoo.com.br. (2)
Mestrandas em Farmacologia pela UFC. (3) Acadêmicas do Curso de Medicina da UFC. (4)
Professora do Programa de Pós Graduação em Farmacologia e Pesquisadora do Laboratório de
Neurofarmacologia UFC.
RESUMO
Introdução: Pesquisas a respeito de Transtorno de Humor Bipolar(TB) indicam
que uma de suas possíveis características fisiopatológicas sejam alterações
nas áreas cerebrais. Tal fato ainda está sendo investigado em humanos com
estudos de neuroimagem. Dentre os modelos animais de mania as
anfetaminas atuam como agentes nesses estudos. O Dimesilato de
Lisdexanfetamina (LDX) é um fármaco desta classe e atualmente utilizado na
clínica para TDAH. Objetivo: O presente estudo objetivou avaliar alterações
de volume em áreas cerebrais de animais tratados com salina e Dimesilado de
Lisdexanfetamina. Metodologia: Ratos Wistar (180-200g, n=6) foram
submetidos a administração sub-crônica por via oral de 2 doses diferentes (10
e 30mg/kg) de LDX 1x ao dia e o grupo controle foi tratado com salina 1x ao
dia. Após 14 dias de tratamento, os animais foram eutanasiados, dissecados e
as áreas cerebrais – hipocampo (HC), corpo estriado (CE) e córtex pré-frontal
(PF) – foram retiradas para avaliação e comparação do volume da área. As
análises estatísticas foram realizadas utilizando one-way ANOVA considerando
significativo quando p <0,05. Resultados\Discussão: O volume da área PF dos
animais tratados com LDX 10 e 30mg\kg aumentou quando comparado ao
grupo controle (PF – LDX 10: 16,93 ± 3,96; LDX 30: 15,59 ± 4,73) enquanto HC
diminuiu (HC- LDX 10: 14,03 ± 3,92; LDX 30: 13,44 ± 3,76) e no CE somente
alterou com aumento na dose de 30mg\kg (CE – LDX 30: 30,32 ± 4,76). Tais
dados corroboram para confirmar e estimular novas pesquisas de acordo com
a indicação de alterações de volume como fator presente no TB. Conclusão:
Algumas alterações de volume das áreas cerebrais de animais tratados de
forma sub-crônica com o fármaco LDX foram observadas quando comparadas
aos animais controle (administração de salina). Os dados sugerem que LDX,
um psicoestimulante e possível indutor de mania, induz esta provável
característica da fisiopatologia do TB.
Palavras-chave: Volume Áreas Cerebrais, Transtorno Bipolar, Mania, LDX.
Fonte de Financiamento: CAPES e CNPq
Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
(Conselho
Nacional
de
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BRAQUITERAPIA DE BAIXA DOSE: efeitos secundários, cuidados
do paciente e da equipe de Enfermagem.
Maria José de Lima (1); Joyce Hayanny Silva Moura (2); Geani Silva de
Medeiros (2); Kelle do Vale Vidigal (2); Tatiana Oliveira Souza (3).
(1) Acadêmica de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró –
FACENE/RN. Endereço para contato: Rua Delfim Moreira, nº 881, Bairro: Bom Jardim. Fone:
(84) 9188-5331, CEP: 59.618-200, E-mail: maria_lima23@hotmail.com (2) Acadêmicas do 4º
Período do Curso de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró –
FACENE/RN. (3) Mestre em Biomateriais - UFRN, Docente de Anatomia da Faculdade Nova
Esperança de Mossoró – FACENE/RN.
RESUMO
Introdução. A Radioterapia consiste na utilização de fontes radioativas para a
destruição de células cancerosas, subdividindo-se em: Teleterapia e
Braquiterapia. A Teleterapia consiste na utilização de fonte radioativa
externa, enquanto a Braquiterapia consiste na utilização de fontes radioativas
internas. Estas são colocadas dentro do tumor ou nas suas adjacências,
possibilitando menor agressão às células hígidas próximas. A Braquiterapia
subdivide-se em duas modalidades: Baixa Taxa de Dose e Alta Taxa de Dose.
No Brasil a Braquiterapia tem sido utilizada principalmente no combate aos
tumores de próstata. Objetivos. Descrever os efeitos secundários após
procedimento de Braquiterapia de Baixa Taxa de Dose em próstata, os
cuidados a serem adotados pelos pacientes e pela equipe de Enfermagem em
contato com os mesmos. Metodologia. A pesquisa foi realizada através da
revisão bibliográfica de artigos científicos obtidos nas bases de dados: Bireme,
SciELO e Google Acadêmico, classificando-se quanto aos seus objetivos, como
descritiva e exploratória. Os artigos obtidos foram analisados através de
leitura
exploratória,
seletiva,
analítica
e
interpretativa.
Resultados/Discussão. A implantação de sementes radioativas na próstata
ocasiona efeitos secundários urinários e intestinais. Dentre os efeitos urinários
destacam-se: necessidade de urinar uma ou mais vezes por hora, ardor
durante a micção; enquanto dentre os intestinais destacam-se: movimentos
intestinais mais frequentes, fezes moles, agravamento dos sintomas de
hemorroidas pré-existentes, defecções de muco. Adicionalmente, o paciente
deve adotar cuidados durante a micção e práticas sexuais quanto a
possibilidade de expelir alguma fonte radioativa. A equipe de Enfermagem
deve adotar medidas de radioproteção, como permanecer apenas 30 minutos
em contato com o paciente e utilizar protetores de chumbo. Conclusão. A
Braquiterapia provoca menores danos para células sadias próximas a tumores,
mas produz efeitos secundários que necessitam de cuidados especiais dos
pacientes e dos profissionais que venham a entrar em contato com os mesmos
no período pós-operatório.
Descritores: Braquiterapia, Próstata, Radioterapia.
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CÂNCER DE MAMA: cinzas ou jóias
Tatiane Aparecida Queiroz (1); Ana Géssica Costa Martins (2); Jéssica Rabelo
Holanda (2); Maria Júlia Sabino Costa (2); Jarileide Cipriano da Silva (3).
(1) Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua: Dionísio Filgueira, nº 383, Centro, fone: (84) 33152151,CEP: 59.610-090, Email: tati.queiroz@hotmail.com (2) Acadêmicas do 4º Período do
Curso de Enfermagem da UERN. (3) Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do
Rio Grande do Norte - UFRN, Docente em Ciências Sociais na UERN.
RESUMO
Introdução: o câncer de mama é uma das patologias que mais acometem a
população feminina e em decorrência das formas dolorosas de tratamento,
que na maioria dos casos requer a realização da mastectomia, este tipo de
câncer vem se configurando como uma das doenças que mais afetam
emocionalmente a mulher e a torna mais fragilizada. Objetivo: entender
como a portadora de câncer de mama se sente após o processo de
adoecimento e se há ou não uma mudança na concepção de si mesma antes e
depois desse processo. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo com
abordagem qualitativa, realizado na Associação de Apoio aos Portadores de
Câncer de Mossoró e Região, sendo a população composta por quatro mulheres
portadoras de câncer de mama compreendidas na faixa etária de 40 a 80
anos, duas delas submetidas à quadrandectomia e duas a mastectomia. Para
coleta de dados foi utilizado um questionário semi-estruturado. Resultados:
as seções de quimioterapia para duas delas não foram muito agressivas, já
para outras trouxe muitos efeitos colaterais e a queda de cabelo veio
desencadear uma diminuição da auto-estima bem como uma desconstrução de
sua aparência. Essa desconstrução também pode ser desencadeada pelo
processo cirúrgico, pois conforme relatado por uma das entrevistadas, com a
retirada do seio, ela passou a sentir vergonha do seu corpo e teve muita
dificuldade em se aceitar após essa mudança. Todas as entrevistadas
relataram que a confiança em Deus foi fundamental para superar doença e
que esta contribuiu para que elas passassem a valorizar mais a si mesmas e a
viver de forma mais plena. Conclusão: o adoecimento trouxe muito
sofrimento às mulheres, mas de alguma forma contribuiu para que elas
passassem a ver a vida de outra forma, ou seja, apesar das cinzas ocasionadas
pela doença elas conseguiram perceber as verdadeiras jóias da vida.
Descritores: Câncer de mama, Mastectomia, Saúde da mulher.
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CONSOLIDAÇÃO OSSEA DIRETA:RELATO DE CASO
Jota Jaime Mesquita Oliveira (1); Allan Claudio Assunção(2); Antônio Vicente
Dias de Andrade (3).
1- Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy R de Freitas, 300, Bairro Aeroporto I, fone:
(84)9912-6685 CEP: 59.607-360 E-mail: jjommed@gmail.com 2- Medico/Ortopedista professor
convidado da disciplina de ortopedia do Curso de Medicina da UERN. 3- Médico/Ortopedista;
professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte RN/Mossoró.
RESUMO
Introdução: As fraturas tratadas cirurgicamente podem apresentar diferentes
tipos de consolidação, dependendo da técnica utilizada. Objetivo: Apresentar
um caso no qual o tratamento cirúrgico tem como objetivo a consolidação
óssea primaria ou direta (sem formação de calo ósseo) dependendo
basicamente da reabsorção osteoclástica do osso, seguida pela formação
osteoblástica. Relato do caso:Paciente sexo feminino, 35 anos, sofreu um
trauma após acidente de motocicleta, procurou a emergência do Hospital
Maia (HRTM) em Mossoró/RN. Em exame físico apresentava fratura no
antebraço esquerdo (E) porção distal, realizou-se radiografia do antebraço E
nas incidências Antero posterior e perfil constatando-se assim a suspeita de
fratura, uma fraturatraumática fechada simples. No e entanto foi indicado e
realizado tratamento cirúrgico.Resultados: Constatou-se que a escolha do
tratamento cirúrgicoimplica diretamente no tipo de consolidação das fraturas
no qual foi comprovado com aspecto radiológico característico de
consolidação primaria evidenciado nas radiografias realizadas ao longo do
tratamento. Conclusão:Observou-se a consolidação direta da fratura, com
restauração anatômica e funcional completa. A ausência do calo ósseo e a
recuperação funcional do membro acometido comprovado este tipo de
processo a cura óssea
Palavras-chave: Fraturas de radio/cirurgia, Placas ósseas, Fixação interna de
fraturas, Proteínas morfogênicas ósseas.
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DISNFUNÇÕES MOTORAS E COGNITIVAS DE VÍTIMAS DE AVE
José Rogécio de Sousa Almeida (1); João Carlos Lopes Bezerra (2); Jean Michel
Regis Mendes (3); José Robério de Sousa Almeida (4).
(1) Acadêmico do 6°. Período do Curso de Fisioterapia da Universidade do Potiguar – UnP.
Endereço para contato: Rua Dedé Chatim, 59 – apê, Bairro Nova Betânia, fone: (88) 94474362, CEP: 59.607-040, Email: rotlei@hotmail.com. (2) Fisioterapeuta e Docente de
Fisioterapia Neurológica na UnP. (3) Acadêmico do 6°. Período do curso de Fisioterapia da
UnP. (4) Mestre em Políticas e Gestão da Educação, Centro Latino Americano de Economia
Humana, Docente do Ensino de Química da UECE.
RESUMO
Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) caracteriza-se pela
insuficiência de irrigação sanguínea numa determinada área do encéfalo
causando déficit neurológico. É decorrente, principalmente, da obstrução de
uma das artérias cerebrais. Podem ser isquêmicos ou hemorrágicos e os
principais fatores de riscos são a hipertensão arterial elevada e o tabagismo.
O AVE deixa sequelas físicas, sensoriais, espasticidade, alterações
psicoafetivas e cognitivas. Objetivo: Investigar a incidência de sequelas
motoras e cognitivas decorrentes do acometimento de AVE, bem como o perfil
social dos pacientes atendidos pela Fisioterapia na Clínica Integrada da
Universidade Potiguar – Campus Mossoró – RN. Metodologia: O estudo foi
desenvolvido entre agosto e novembro de 2012 por meio da coleta de dados
referentes a 39 pacientes nas fichas de atendimento da Fisioterapia
Neurológica, entre janeiro de 2011 a junho de 2012. Observou-se informações
a respeito da identificação, diagnóstico cinético-funcional e cognitivo,
realizado através da Medida de Independência Funcional (MIF).
Resultados/discussão: Houve ligeiro predomínio de sequelas associadas em 22
pacientes. A hemiparesia foi prevalente em 67%) dos casos. Em relação ao
comprometimento cognitivo, o domínio comunicativo (MIFc) variou de 2 a 14
com média de 12,3 (± 4,19), enquanto o domínio cognitivo social (MIFcs)
oscilou entre 2 e 14, com média de 13,0 (± 5,83). Os dados coletados nessa
pesquisa corroboram com os achados da literatura em relação ao sexo
masculino (70%) e situação civil, casados (64%), mas divergem na faixa etária,
pois predominou em 53% abaixo dos 60 anos. Conclusões: O conhecimento do
perfil e da incidência de sequelas dos pacientes vítimas do AVE pode ser
relevante para a implementação e complementação de ações que busquem
prevenir os fatores de risco e a minimização dos danos que prejudicam a
realização das atividades da vida diária e do viver em sociedade.
Descritores: AVE, Perfil social, Sequelas motoras e cognitivas.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
Disfunções motoras e sensoriais da Síndrome de Brown-Séquard
Gislainy Luciana Gomes Câmara (1); Társila da Costa Viana (2); Antonia
Oliveira Bezerra (2); Pablo de Castro Santos (3).
(1) Acadêmica do 8º período do curso de Fisioterapia da UnP. Endereço para contato: Rua Seu
Tavares, N° 37, Bairro Abolição II, fone: (84) 8819-6875, CEP: 59.619-560, Email:
lainycamara@hotmail.com. (2) Acadêmicas do 5º Período do curso de Medicina da UERN. (3)
Mestre em Bioquímica e Biologia Molecular – UFRN, Docente da disciplina de Bioquímica da
UnP e UERN.
RESUMO
Introdução: A Síndrome de Brown-Séquard é definida como uma lesão
medular e gera um quadro de hemiplegia espinhal, resultante de alguma
doença ou lesão direta na medula. É uma síndrome isolada e rara, porém,
apresenta grande importância clínica, pois afeta ambos os lados do corpo,
visto que muitas das fibras nervosas ascendentes (sensitivas) e descendentes
(motoras) se cruzam em algum ponto da medula e conferem distúrbios
motores e sensitivos para a toda região inferior a lesão. O seu diagnóstico é
baseado na história clinica do paciente e exame físico, o prognóstico é pobre
e depende da causa da sindrome. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo
abordar os principais sintomas da síndrome de Brown-Séquard, auxiliando os
profissionais de saúde na identificação dessa patologia. Metodologia: Foi
realizado uma revisão de literatura e análise de 20 artigos dos bancos de
dados on-line (Scielo, Sciencedirect, PUBMED, LILACS), entre 15 de outubro e
15 de novembro de 2012. Resultados/Discussão: A Síndrome de BrownSéquard é caracterizada pela perda ipsolateral da sensibilidade do dermátomo
correspondente a lesão, bem como perda contra-lateral da sensibilidade a dor
e temperatura em vários dermátomos situados abaixo do nível da lesão,
ocorrem perdas ipsolaterais da função motora, propriocepção, cinestesia e da
sensibilidade vibratória. Seu diagnóstico é diretamente interferido pelo fator
causal da lesão, apresenta sinal da Babinski positivo no exame físico, paralisia
espástica, perda da percepção tátil e vibratória do lado da lesão. No lado
oposto a lesão, tem-se perda da sensação dolorosa e térmica, que
normalmente ocorre 2 ou 3 segmentos abaixo do nível da lesão. Conclusões:
Esta síndrome traz danos fisico-funcionais e muitas vezes é confundida com
outos tipos de lesões, é necessário que os profissionais da área da saúde
tomem conhecimento sobre seus sinais e sintomas para a identificação e
melhor tratamento.
Descritores: Lesão Medular, Hemiplegia, Sinais e Sintomas.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
ESTIMATIVA DA ESTATURA HUMANA POR MEIO DE MEDIDAS DE
ELEMENTOS DENTÁRIOS: REVISÃO DA LITERATURA DE ESTUDOS
COM O ÍNDICE DE CARREA
Alan Max Torquato de Souza (1); Eudes Euler de Souza Lucena (2).
(1) Acadêmico do 5º Período Curso de Odontologia da Universidade do Estado do Rio Grande
do Norte – UERN. Email: alanmax@ymail.com. (2) Professor Assistente II, Departamento de
Odontologia, Anatomia de Cabeça e do Pescoço, UERN.
RESUMO
Introdução: A estatura é um fator de individualização genérica importante
para caracterização do perfil biológico do indivíduo. Na ausência de outras
partes do esqueleto humano, os elementos dentários são apontados, na
literatura brasileira, como estruturas para estimar a estatura do indivíduo. O
índice de Carrea é o método utilizado para estimar a estatura máxima e a
mínima do indivíduo por meio de medidas “arco” e “corda” dos elementos
dentários (incisivos medial, incisivo lateral e canino) do hemiarco inferior. O
objetivo da presente pesquisa é analisar a validade de estudos envolvendo o
índice de Carrea, original ou modificado, em perícias de Odontologia e
Antropologia Forense. Metodologia: Trata-se de uma revisão da literatura
acerca de trabalhos publicados no Brasil entre os anos de 1990 e 2011.
Resultados: Em um estudo realizado por Silva (1990), 70% dos resultados
estavam compreendidos entre as estimativas máxima e mínima da estatura.
Sampaio (1995) realizou uma pesquisa com 200 indivíduos, sendo o percentual
de acerto de 26%. Em 2007, Cavalcanti et. al. relatam um estudo com 50
indivíduos, sendo o percentual de acerto de 36% para lado direito do corpo e
48% para o esquerdo. Neste mesmo estudo, também foi utilizado o índice de
Carrea modificado, o que resultou em 96% de acerto. No trabalho de Lima
(2011) com 378 modelos de gesso (189 superiores e 189 inferiores) houve
diferença estatisticamente significativa para o índice original, sendo 61,5% e
67,6% de acertos no lado direito e esquerdo, respectivamente. Contudo, não
houve diferença estatisticamente significativa para o índice modificado.
Conclusão: A despeito dos resultados observados, conclui-se que os
percentuais de acertos são díspares, sendo necessários mais estudos com
amostras maiores, definição clara dos critérios de inclusão e exclusão, bem
como a utilização de testes estatísticos que permitam definir a precisão e a
validade do método.
Palavras-chave: Odontologia Legal, Identificação, Estatura Humana.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
ESTUDO DOS EFEITOS OXIDATIVOS GERADOS NO TRATAMENTO
CRÔNICO COM HALOPERIDOL EM PACIENTES COM ESQUIZOFRENIA
Thaisa Gracielle Martins Camboim (1); Ana Patrícia Magalhoes Silva (2); Caio
da Fonseca Silva (2); Fausto Pierdoná Gúzen (3); José Rodolfo Lopes de Paiva
Cavalcanti (4); Dayane Pessoa de Araújo (5).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Avenida Mota Neto,
s/n,
Bairro
Aeroporto,
fone:
(83)9624
9291,
CEP:
59.607-000,Email:
thaisacamboim@hotmail.com. (2) Acadêmicos do 3º Período do Curso de Medicina da UERN.
(3) Mestre em Ciências Morfofuncionais pela Universidade de São Paulo – USP, Doutor em
Psicobiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte– UFRN, Docente de Anatomia
da UERN. (4) Mestre em Psicobiologia pela UFRN, Docente de Anatomia da UERN. (5) Mestre
em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará - UFC, pesquisadora do laboratório de
neurologia experimental, professora da Faculdade Ciências da Saúde - FACS/UERN.
RESUMO
Introdução: O haloperidol (HAL) é um antipsicótico típico usado no
tratamento da esquizofrenia. Ele é uma droga neuroléptica bastante utilizada
atualmente por ser um medicamento acessível devido ao seu baixo custo e
também por ser fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Entretanto, o
tratamento prolongado com HAL pode trazer alguns efeitos colaterais no
organismo, como o estresse oxidativo, que possibilitam o surgimento de
distorções dos movimentos. Objetivos: Relatar a respeito da atividade do
Haloperidol em potencializar o estresse oxidativo, bem como destacar a
importância da busca por opções que melhorem a qualidade de vida dos
pacientes. Metodologia: Pesquisa bibliográfica baseada na análise de artigos
oriundos da base eletrônica PubMed. Discussão: A ação do HAL se dá pelo
bloqueio de receptores dopaminérgico D2 nas vias mesocorticale o
mesolímbico no sistema nervoso central,o que resulta no controle dos
sintomas positivos da esquizofrenia. Todavia, também, são bloqueados
receptores dopaminérgicos da via nigroestriatral, relacionados com a
coordenação de movimentos voluntários que dessa forma podem ser gerados
distúrbios motores como a acatisia, distonia, tremores, rigidez,
acinesia/bradicinesiaemais tardiamente, a discinesia tardia. OHAL ao ser
metabolizado produz espécies reativas de oxigênio, conhecidas como radicais
livres. O aumento delas ocasiona uma alteração entre a quantidade de
radicais oxidantes e agentes antioxidantes no organismo, proporcionando,
assim, o aumento da lipoperoxidação das membranas celulares e apoptose
celular. Esse efeito oxidativo,por sua vez, facilita o surgimento de alterações
no movimento dos pacientes em uso crônico com HAL. Conclusão: O HAL tem
efetividade comprovada na intervenção de doenças psicóticas e a forma de
adquiri-lo é facilitado por fatores já citados. Por isso, é importante buscar
uma alternativa que permita o tratamento dos pacientes, mas que diminua as
chances deles sofrerem com os efeitos colaterais.
Palavras chaves: Haloperidol, Esquizofrenia, Estresse oxidativo.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
FUNCIONALIDADE DAS PROTEÍNAS LIGANTES DE CÁLCIO NO
SISTEMA NERVOSO.
Caio da Fonseca Silva (1); Mabson Delâno Alves Barbosa(2); Antonio Alves Lira
Neto (2); Eudes Euler de Souza Lucena (3); Dayane Pessoa de Araújo (4);
Fausto PierdonáGuzen (5); José Rodolfo Lopes de Paiva Cavalcanti (6).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua Atirador Miguel da
Silva Neto, s/n, Bairro Aeroporto, fone: (84)9637-4339, CEP: 59.633-680, Email:
caio.silva_med_facs@hotmail.com (2) Acadêmico do 3º Período do Curso de Medicina da
UERN. (3) Mestre em Odontologia, Professor da curso de Odontologia da UERN. (4) Mestre em
Farmacologia (Neurofarmacologia), Professora do curso de medicina da UERN. (5) Doutor em
Psicobiologia (Neuranatomia), Professor Adjunto IV do Curso de Medicina da UERN. (6) Mestre
em Psicobiologia, Professor Assistente IV do Curso de Medicina da UERN.
RESUMO
INTRODUÇÃO: As proteínas ligantes de cálcio possuem uma variedade de
sítios de ligação ao Ca2+, dentre os quais o mais comum é a subunidade EFhand (uma cadeia com formato hélice-volta-hélice), dos grupos que possuem
esta subunidade pode-se evidenciar a calretinina (CR), a calbidina (CB) e a
parvalbumina (PV), além das proteínas calmodulina e proteína S100. Estudos
recentes demostram a ampla distribuição das proteínas ligantes de cálcio em
áreas encefálicas, com variações significativas no que se refere às áreas onde
são expressas, o que comprova a importância de se discutir a funcionalidade
dessas em nível de sistema nervoso. OBJETIVO: Discutir as repercussões
funcionais das proteínas ligantes de cálcio na porção central do sistema
nervoso. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de revisão não-sistemática
construído a partir da análise de artigos oriundos da base eletrônica MEDLINE.
Foram incluídos artigos que discutiam as funções das proteínas ligantes de
cálcio, relacionadas ao sistema nervoso, fazendo parte da amostra
publicações de 1996 à 2012. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Segundo (Ikura, 1996),
as proteínas ligantes de cálcio estão relacionadas diretamente com as funções
de sensor e tamponador do cálcio na porção central do sistema nervoso. Além
disso, as proteínas ligantes de cálcio podem exercer várias funções no
organismo dentre as quais pode-se destacar: plasticidade sináptica (Caillardet
al., 2000), regulação do processos enzimáticos intraneurais (Ikuraet al.,
2002), influência na vulnerabilidade da esclerose amiotrófica (Hoet al., 1995),
efeitos neuroprotetor e neuroregenerativo (Klettneret al., 2001). Com relação
à expressão no sistema nervoso, um estudo com tripla-marcação contra
tirosina-hidroxilase, CR e CB, relata uma distribuição heterogênea relacionada
aos neurônios dopaminérgicos dos centros mesencefálicos A8, A9 e A10 o que,
inclusive, corrobora para as atuais propostas de subdivisões desses núcleos e
reforça a concepção de papéis diferentes(Nemotoet al., 1999). CONCLUSÃO:
Torna-se imprescindível o aprimoramento dos estudos sobre as proteínas
ligantes de cálcio, para que haja melhor entendimento das suas referidas
funções atreladas ao sistema nervoso.
DESCRITORES: Funcionalidade, Proteínas de ligantes de cálcio, Sistema
nervoso.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
INTERVENÇÃO EDUCATIVA SOBRE ALEITAMENTO MATERNO
DIRIGIDA A AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
Janine Fernandes Rocha (1); Marina Targino Bezerra Alves (2); Francisco
Robson da Silva Costa (3); Rafael Fernandes de Queiroz Neto (4); Patrícia
Fernandes de Paiva (5); Andrea Taborda Ribas da Cunha (6).
(1) Acadêmica do 10º período do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua
Atirador Miguel da Silva Neto, s/n, Bairro Aeroporto, fone: (84) 3315-2248, CEP: 59.607-360,
Email: janinerochabr@yahoo.com.br. (2) Acadêmica do 11º Período do Curso de Medicina da
UERN. (3) Acadêmico do 11º Período do Curso de Medicina da UERN. (4) Residente em
Medicina da família e comunidade da UERN. (5) Residente em Medicina da família e
comunidade da UERN. (6) Graduação em medicina pela Pontifícia Universidade Católica do
Paraná - PUC/PR. Residência médica em medicina geral e comunitária pela Pontifícia
Universidade Católica do Paraná - PUC/PR.
RESUMO:
Introdução: O leite materno é o alimento adequado para o desenvolvimento
do bebê e estreita sua relação afetiva com a mãe. Por isso, essa prática é
preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo o leite materno
indicado como única fonte alimentar nos primeiros quatro a seis meses de
vida, e como complemento alimentar até os dois anos ou mais. Entendendo
que Agentes comunitários de Saúde (ACS) devidamente preparados possam
contribuir para avanços nos índices de amamentação, o presente estudo
objetivou intervir com uma ação educativa sobre promoção ao aleitamento
materno dirigida aos ACS da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vereador Durval
Costa. Objetivos: Educar os ACS da referida UBS para promoverem o
aleitamento materno; diminuir a incidência de desmame precoce nessa
população; garantir que todas as mães da referida unidade saibam sobre o
aleitamento materno e seus benefícios; envolver mais os ACS dessa unidade
na educação da população; diminuir a incidência de doenças durante os
primeiros anos de vida nessa região; garantir melhores resultados de
crescimento e desenvolvimento para as crianças abrangidas pela UBS e
intensificar as orientações sobre aleitamento às puérperas que acompanharam
seu pré-natal nessa unidade. Método: Esse estudo é uma ação educativa
direcionada aos ACS da referida UBS. Foi aplicado um questionário para
avaliar o conhecimento dos mesmos sobre aleitamento. Com base nos
resultados, elaborou-se uma aula sobre para capacitar esses profissionais para
que eles também possam educar e conscientizar a população. Resultados: Os
resultados revelaram que os ACS têm algum conhecimento sobre o
aleitamento materno, mas não possuíam informações suficientes para uma
promoção eficiente. Conclusão: A intervenção educativa constitui-se em um
planejamento que auxilia na promoção ao aleitamento materno. Porém, seria
de grande valor uma continuidade de treinamentos para aperfeiçoamento e
reciclagem sobre o tema para garantir uma ação mais eficaz.
Descritores: Aleitamento materno, Atenção primária a Saúde, Agentes
Comunitários de Saúde.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
Microarray: uma nova ferramenta de análise da Doença de
Parkinson.
Mabson Delâno Alves Barbosa (1); Eliane de Freitas Oliveira (2); Diogo Manuel
Lopes de Paiva Cavalcanti (3).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua:São Vicente , s/n, Bairro Boa Vista, fone: (84)9649-7925,
CEP: 59.920-000, Email: mabson_mab@hotmail.com. ;(2) Acadêmica do Curso de Enfermagem
da Universidade Potiguar – UNP. (3) Laboratório de Comunicação Celular, Departamento de
Biologia Celular e do Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas – ICB-I, Universidade
de São Paulo – USP.
RESUMO
INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP) se caracteriza por uma desordem
crônica e progressiva do sistema motor, causando tanto danos sociais como
econômicos em todo o mundo. Atualmente não existe diagnóstico para
identificar essa doença. Nesse contexto, o microarray, entra como uma
poderosa ferramenta de diagnóstico para a DP. O microarray nos permite
investigar, de forma comparativa e simultânea, a expressãode centenas ou
milhares de transcritos em uma dada amostrausando uma reação de
hibridização.Embora a base química do microarray não seja recente,o estudo
em larga escala da expressão gênica em diferentes condições patológicaspor
meio dessa técnica, vem tornando cada vez mais comum para identificação de
biomarcadores para diagnóstico. OBJETIVO:Demonstrar uma nova visão de
estudos
da
Doença
de
Parkinson
utilizando
a
tecnologia
Microarray.METODOLOGIA:Esse estudo reporta-se a uma revisão bibliográfica
de artigos científicos. DISCUSSÃO: Há um consenso científico de que a Doença
de Parkinson evolui de uma cascata comum de reações, que causam a
degeneração dos neurônios dopaminérgicos na substância negrapars
compacta(SNc)no mesencéfalo e consequente afecção do estriatum pela via
mesoestriatalpelas diminutas quantidades de dopamina (DA). Pode ser de
origem multifatorial: ambiental, genética ou idiopática. Usando o microarray
é possível a demonstração de expressão genética diferencial para cada
modelo, podendo ainda dar uma nova visão pré-diagnóstica, de alta
sensibilidade e precisão, por meio da análise de marcadores nos anticorpos
sanguíneos. CONCLUSÃO:Embora muito se tenha avançado na ciência nos
últimos anos, existe uma profunda necessidade de identificação de
biomarcadores precisos para o diagnostico primário da DP. O microarray tem
mostrado ser uma ferramentacapaz deelucidar pontos críticos dessa cascata
da DP, possuindo como diversas vantagens ampla disponibilidade, baixo custo
e grande versatilidade. Assim essa técnica pode seradaptada e incorporada à
rotina médica de diagnóstico.
Descritores: Doença de Parkinson, Microarray, Expressão Gênica.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
NEURALGIA TRIGEMINAL: UMA REVISÃO DA LITERATURA
Girliane Maia Costa (1); Israel Alexandre de Araujo Sena (2); Eudes Euler de
Souza Lucena (3).
(1)Acadêmica do 7º Período Curso de Odontologia da Universidade do Estado do Rio Grande
do Norte – UERN. Endereço para contato: Travessa Visconde Jaguaribe, 1447, Bairro Várzea
da Matriz, fone: (84) 9635-7630, CEP: 62800-000, Email: girliane18@hotmail.com. (2)
Acadêmico do 5º Período do Curso de Odontologia da UERN. (3) Professor Assistente II,
Departamento de Odontologia, Anatomia de Cabeça e do Pescoço, UERN.
RESUMO
Introdução: A odontologia apresenta o desafio crucial de propor programas de
intervenção culturalmente sensíveis e adaptados ao contexto das populações
às quais esse é destinado, visando uma atuação profissional multidisciplinar e
uma recuperação íntegra do paciente. Nesse contexto, a neuralgia do nervo
trigêmeo apresenta-se como a mais conhecida e debilitante forma de
neuralgia facial, sendo de extrema importância o seu conhecimento.
Objetivo: Levar o conhecimento sobre o assunto, evidenciando a forma
concisa de agir frente a um paciente que se encontre em um quadro clínico de
neuralgia, a fim de se evitar diagnósticos precipitados e tratamentos
errôneos. Metodologia: Para elaboração do trabalho foi realizada uma revisão
da literatura subsidiada em bases científicas de relevância. Discussão: O
nervo trigêmeo, V par de nervo craniano, é considerado um nervo misto, o
qual contém fibras sensitivas e motoras sendo responsáveis pela sensibilidade
propioceptiva e exteroceptiva da face e parte do crânio, além de inervar os
músculos responsáveis pela mastigação. A neuralgia do nervo trigêmeo leva o
paciente a um quadro clínico critico, podendo esta ser causada por diversos
fatores como: esclerose múltipla, tumores, cistos ou, até mesmo, pela
compressão do nervo por uma artéria. Diante da evolução clínica, muitas
vezes dramática, os achados literários corroboram de forma unânime,
destacando a aplicação do tratamento conservador inicialmente e somente
após totalmente esgotadas suas possibilidades, questionar a indicação
cirúrgica para o caso. Conclusão: É imperativo, em vista dessas
considerações, que o clínico se mantenha bem informado e atualizado com os
estudos desenvolvidos nessa área, possibilitando um correto diagnóstico e um
estabelecimento adequado do procedimento terapêutico.
Palavras-chave: Neuralgia trigeminal, Diagnóstico, Tratamento.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
NEUROBIOLOGIA DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR
Girliane Maia Costa (1); Israel Alexandre de Araujo Sena (2); Eudes Euler de
Souza Lucena (3).
(1)Acadêmico do 7º Período do Curso de Odontologia da Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte – UERN. Endereço para contato: Travessa Visconde Jaguaribe, 1447, Bairro
Várzea da Matriz, fone: (84) 9635-7630, CEP: 62800-000, Email: girliane18@hotmail.com. (2)
Acadêmico do 5º Período do Curso de Odontologia da UERN. (3) Professor Assistente II,
Departamento de Odontologia, Anatomia de Cabeça e do Pescoço, UERN.
RESUMO
Introdução: O controle da homeostase energética é de responsabilidade de
variados centros neuronais presentes no hipotálamo, que interagem uns com
os outros funcionando como um complexo regulador do apetite. Objetivo:
Esclarecer os mecanismos neurobiológicos do comportamento alimentar,
enfatizando a ação dos centros neuronais do hipotálamo na coordenação dos
processos de controle do comportamento alimentar e sensação de saciedade.
Metodologia: Foi realizada uma revisão da literatura subsidiada em bases
científicas de relevância. Discussão: Os núcleos paraventricular, dorsomedial
e arqueado do hipotálamo desempenham importante papel na ingestão de
alimentos, havendo uma intensa comunicação entre estes. Além disso,
influenciam na secreção de diversos hormônios importantes na regulação do
metabolismo e equilíbrio energético. Outro aspecto é a presença sinais
neurais levados ao hipotálamo que fornecem informação sensorial acerca do
enchimento gástrico, presença de nutrientes no sangue que indicam saciedade
e de diversos hormônios que influenciam o comportamento alimentar. A
elevada densidade de receptores para hormônios e neurotransmissores
presentes no hipotálamo influenciam o comportamento alimentar, acrescido a
existência de substâncias capazes de alterar o comportamento alimentar,
sendo estas categorizadas em orexígenas, que estimulam a alimentação, e
anorexígenas, que inibem a alimentação. Conclusão: Desse modo, a
neurobiologia do comportamento alimentar aparece como uma temática de
grande relevância, uma vez que alterações neste pode desencadear diversas
doenças, sendo a de maior destaque a obesidade.
Palavras-chave: Neurobiologia do comportamento alimentar, Hipotálamo,
Homeostase energética.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
Aspectos Clínicos e Neuropsicológicos da Neurocisticercose
Humana: Uma revisão
Flávia Sonária da Silva (1); Michelline do Vale Maciel (2); Eguimara de Souza
Borges Fernandes (3); Liz Christianne de Paula Maia; (3) Leyla Barbosa
Andrade (3); Marcilene Barbosa de Oliveira dos Santos.
(1)Acadêmica do Curso de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem Nova Esperança FACENE. Endereço para contato: Avenida Presidente Dutra, 701, Alto de São Manoel –
Mossoró RN, fone: (84)3312-0143, CEP: 59.628-000, Email: flaviasonnarya@hotmail.com (2)
Doutora em Ciências veterinárias pela Universidade Estadual do Ceará – UECE, Docente de
Parasitologia da FACENE. (3) Acadêmicas do 6º Período do Curso de Enfermagem da FACENE.
RESUMO
Introdução: A Neurocisticercose é uma infecção que acomete o Sistema Nervoso
Central (SNC), a contaminação ocorre orofecal, principalmente através da ingestão
de água, verduras e/ou frutas contaminadas com os ovos da Taenia solium. Segundo
a Organização Mundial de Saúde a incidência torna-se maior em países em
desenvolvimento, onde a estimativa de óbitos atinge 50.000 por ano, além de graves
danos neurológicos irreversíveis. Objetivos: Identificar as conseqüências do
cisticerco no sistema nervoso do ser humano. Metodologia: Foi realizada uma revisão
bibliográfica em bases de dados como Scielo, B.V.S. e o DECS. Resultados/discussão:
As manifestações clínicas da Neurocisticercose dependem de vários fatores, dentre
eles, podemos citar-se o tipo morfológico, localização e fase de desenvolvimento do
parasita, além das reações imunológicas inerentes ao hospedeiro. É a mais grave das
infecções parasitárias ocorridas no sistema nervoso humano, fazendo parte de sua
sintomatologia às manifestações psiquiátricas podendo apresentar desordens
afetivas, psicose crônica, hipertensão intracraniana (HIC), crises epilépticas,
convulsões, hemiparesia, cefaléia, vertigens e vômito em jato. A Neurocisticercose
em alguns casos tem cura, quando o diagnostico é realizado a tempo, o tratamento
pode ser clínico ou cirúrgico. A cirurgia pode ser realizada em ultimo caso
dependendo da localização dos cisticercos. Conclusão: O cisticerco assim como
Taenia sp. pode ser extinto através medidas de prevenção como o saneamento básico
dentre outras medidas sócio-educativas. As seqüelas podem ser vista pelo resto da
vida do paciente independente do tratamento que o paciente esteja realizando.
Descritores: Sistema nervoso, Taenia solium, Cisticerco.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
PREVENÇÃO DA OBESIDADE GESTACIONAL DURANTE O PRÉNATAL: Um desafio para o enfermeiro
Maria Júlia Sabino da Costa (1); (2); Tereza Fernanda Gurgel Dantas (3);
Francielly karoliny Barbosa Dantas (4); Tatiane Aparecida Queiroz (5); Maria
Kalídia Gomes Pinto (6); Johny Carlos de Queiroz.
(1) Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua: Dionício Filgueira, nº 383, Centro, fone: (84) 3315-2151,
CEP: 59.610-090, Email: juliasabinocosta@hotmail.com, (2;3;4) Acadêmicas do 4º Período do
Curso de Enfermagem da UERN; (5) acadêmica do sexto Período do Curso de Enfermagem da
UERN (6) Mestre em Educação e Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte –
UFRN, Docente do curso de Enfermagem da UERN.
RESUMO
INTRODUÇÃO: A obesidade é denominada por Olga (2006), como uma
patologia crônica, não transmissível, progressiva e recorrente. Esta associada
a fatores genéticos, culturais, físicos etc. Sendo fator de risco para varias
outras patologias como doenças cardiovasculares, entre varias outras. Tanto
no cenário mundial quanto nacional, a obesidade vem sendo tratada como um
importante problema de saúde pública tornando-se cada dia mais onerosa aos
cofres públicos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2012), a
obesidade é responsável pela mortalidade de 2,8 milhões de pessoas
anualmente no mundo todo e, atualmente, 12% da população mundial é
considerada obesa. Ela acomete principalmente as mulheres, tornando-se
mais complicada quando se desenvolve no decorrer do período gestacional,
denominando-se de obesidade gestacional. OBJETIVO: Identificar se o prénatal, realizado pelos enfermeiros, se configura em uma ferramenta de
prevenção da obesidade gestacional e suas complicações. METODOLOGIA:
Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa com abordagem
exploratória/descritiva, para realização da mesma utilizamos varias fontes
como, artigos publicados em revistas cientifica, caderno de atenção básica do
Ministério da Saúde, entre várias outras. RESULTADO/DISCUSSÃO: A presente
patologia vem aumentando em todo o mundo de forma alarmante,
necessitando assim, de estudos que busquem conhecer/compreender como se
desenvolve tal patologia, afim de evitar que a mesma evolua para
complicação principalmente quando ocorre na gravidez. CONCLUSÃO:
concluímos com este estudo, que a patologia em questão vem aumentando
exponencialmente em todo o mundo e tornando-se mais complicado quando
ocorre no período gestacional, sendo fator de risco para varias doenças como,
diabetes gestacional, entre varias outras que pode levar tanto mãe quanto
filho a óbito se não houver uma intervenção, concluímos também que o prénatal assume um relevante papel nesse período, tendo como um dos objetivos
desenvolver estratégias para evitar a obesidade gestacional e suas
complicações.
DESCRITORES: Enfermagem, Obesidade, Complicações.
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PRINCIPAIS DESENCADEADORES DA SÍNDROME DE NICOLAU:
REVISÃO DE LITERUATURA
Ricardo Augusto de Medeiros Souza (1); Ronaldo César Aguiar Lima (2); Jota
Jaime Oliveira Mesquista (2); Hallyson Lazaro Batista (2); Heitor Augusto Viana
Brito (2); Hipoliana Danielly Constância de Mesquita (3).
(1) Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Maria Leopoldina, 7, Bairro Aeroporto I, fone: (84)99360767, CEP: 59.607-280, Email: ricardodarlon@hotmail.com (2) Acadêmicos do 5º Período do
Curso de Medicina da UERN. (3) Especialista em urgências e emergências pela CENPX ligada a
Faculdade União Americana.
RESUMO
Introdução: A Síndrome de Nicolau (SN) é definida como uma rara reação
adversa à injeção de medicamentos. A manifestação mais comum é a dor em
queimação de forte intensidade ao redor do local da injeção imediatamente
após administração do fármaco. Também pode ser observada palidez e/ou
cianose abruptas sucedidas por discromia cutânea; resultando em necrose
cutânea, subcutânea e, algumas vezes, muscular com eventual formação de
escaras. Mesmo conhecida há quase um século, a patogênese da SN ainda não
é conhecida. Objetivo: Assim sendo, o presente artigo teve por objetivo
identificar os principais desencadeadores da SN. Metodologia: Para realização
da presente pesquisa, utilizamos artigos obtidos nas bases de dados SCIELO e
PUBMED, além de livros de semiologia médica, considerados fundamentais
para compreensão do tema. Resultados/discussão: A SN, também conhecida
como Dermatite Livedóide ou Embolia Cutis Medicamentosa, foi primeiro
descrita na década de 20, quando se observou necrose de nádega após injeção
oleosa intramuscular de sais de bismuto (bismogenol) para tratamento de
sífilis. Complicações neurológicas, de caráter normalmente transitório
(hipoestesia e a paraplegia) podem aparecer. Quanto às drogas
desencadeadoras da SN, o leque de medicamentos é abrangente e envolve
antibióticos, antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), anestésicos locais,
anti-histamínicos, corticosteróides. Quanto aos locais de administração,
embora a nádega seja o local mais frequentemente acometido, existem
relatos na coxa, no joelho, no tornozelo e no ombro, sendo o último quando
de ulceração do deltóide fator desencadeante de mumificação dos dedos.
Além disso, as vias de administração incluem não só a intramuscular, a mais
comum, mas também a intravenosa, a intra-articular e a subcutânea.
Conclusões: A SN ainda não tem tratamento padronizado. A profilaxia é a
única forma de controle da SN. Sabendo-se os principais desencadeantes
facilita a escolha da via e do local de administração, e dessa forma pode-se
reduzir o risco da SN na administração. Vale ressalvar ainda a importância de
se conhecer os principais desencadeadores dessa Síndrome que embora rara
pode trazer conseqüências graves.
Palavras-chave: Síndrome de Nicolau; Via de administração; Medicamento.
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PSOÍTE: UM RELATO DE CASO
Jota Jaime Mesquita Oliveira (1); Ronaldo César Aguiar Lima (2); Ricardo
Augusto de Medeiros Souza (2); Hallyson Lazaro Batista (2); Raimundo Rosendo
de Oliveira (3).
(1)- Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy R de Freitas, 300, Bairro Aeroporto I, fone:
(84)9912-6685 CEP: 59.607-360 E-mail: jjommed@gmail.com(2)- Acadêmicos do 5º Período do
Curso de Medicina da UERN. (3)- Médico/Cirurgião e Angiologista; professor da Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte RN/Mossoró.
RESUMO
Introdução: O abcesso de íliopsoas (psoíte) é uma coleção de pus no músculo
íliopsoas. Trata-se de uma condição clínica subdiagnosticada e que pode
apresentar-se com características clínicas vagas, dificultando o diagnostico.
Objetivo: discutir um caso de psoíte de difícil diagnóstico, assim como de
elementos clínico e laboratorial e exames de imagem que possibilitaram o
diagnóstico e, portanto comparar os achados desses com a literatura. Relato
do caso: uma mulher, 29 anos, casada, procurou a emergência do Hospital
Maternidade Severina Carlos de Andrade (HMSCA) no Município de Frutuoso
Gomes/RN, que na admissão apresentava sintomas inespecíficos, tais como:
dores abdominal e lombar, febre e emagrecimento. Internada com hipótese
diagnostica de doença de Pott e infecção inespecífica do trato urinário. Evolui
com vômitos e dor abdominal com irradiação para o tórax e enfisema
subcutâneo no mesmo. Com a piora do quadro, encaminhada ao Hospital
Regional Tarcísio Maia (HRTM) em Mossoró/RN, admitida com dor abdominal
com irradiação torácica, vômitos, dor ao deambular e limitação dos
movimentos do quadril, foi diagnosticada com síndrome de Boerhaave por
meio dos achados clínicos e esofagograma, realizado tratamento conservador,
obteve alta, apos quinze dias voltou ao HRTM com piora do quadro clínico.
Resultado: O diagnostico da psoíte foi realizado utilizando-se dos achados
clínicos associados à tomografia computadorizada (TC) e ultrassonografia
(USG) de abdome total que evidenciou a presença de um processo infeccioso
no músculo psoas com continuidade para o canal vertebral. Conclusão: Tratase de um caso de psoíte secundaria no qual os exames de imagens foram
decisivos na determinação da etiologia. Concluído o diagnóstico de psoíte,
iniciou-se antibióticoterapia de amplo espectro associado à drenagem do
abscesso do músculo psoas. Após o procedimento cirúrgico, paciente continua
em antibioticoterapia, e sob acompanhamento clínico.
Palavras-chave: Psoíte; Diagnóstico; Abscesso; Infecção.
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REALIZAÇÃO DO TESTE DO OLHINHO NA FACULDADE DE MEDICINA
E SUA IMPORTÂNCIA PARA MOSSORÓ-RN
Marina Targino Bezerra Alves (1); Anna Caroline Rodrigues de Sousa (2);
Flaviane Alcântara da Cunha (2); Janine Fernandes Rocha (2); Jerônimo DixSept Rosado Maia Sobrinho (3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rocha de Freitas, nº34, apartamento 10, Bairro
Aeroporto
I,
Mossoró-RN,
fone:
(84)
8885-6113,
CEP:
59.607-290,
Email:
marinatarbeal@hotmail.com; (2) Acadêmicas do Curso de Medicina da UERN; (3) Especialista
em Pediatria e Puericultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Docente e
Coordenador da disciplina de Pediatria e Puericultura da UERN.
RESUMO
Introdução: Uma boa acuidade visual é importante no desenvolvimento físico
e cognitivo normal da criança. No mundo, segundo a Organização Mundial de
Saúde, existem mais de 20 milhões de cegos. Desses, 2/3 são por causas
preveníveis de cegueira. Assim, é fundamental a criação de programas
voltados para a promoção e prevenção da saúde ocular. O teste do reflexo
vermelho ou “teste do olhinho” é usado como triagem para detectar
anormalidades do fundo do olho e opacidades no eixo visual dos infantes.
Todavia, como na maior parte do Brasil, a cidade de Mossoró não dispõe de
um serviço público no âmbito da saúde ocular pediátrica. Objetivo: Realizar
atendimento ambulatorial na UERN de crianças de até 01 ano de idade com
ênfase na realização do teste do reflexo vermelho.
Metodologia: O
ambulatório funciona uma vez por semana, sendo realizada anamnese
específica, como também o teste do olhinho. Este é executado em ambiente
escuro e com o uso de oftalmoscópio direto pelas estudantes de medicina da
UERN, supervisionadas pelo médico pediatra. Ao final da consulta, as mães
recebem o resultado do teste e nos casos necessários há encaminhamento
para atendimento oftalmológico especializado. Resultados/discussão: O teste
do reflexo vermelho é um exame rápido, simples e que não requer demasiada
estrutura, necessitando apenas de um operador bem treinado e de
equipamento adequado. Por meio dele, é possível realizar um diagnóstico
precoce, reduzindo a morbidade de diversas afecções oculares. Até julho de
2012, a população de Mossoró e região não tinha acesso de maneira gratuita a
este teste. Atualmente, com a criação do ambulatório, mais de 80 crianças já
foram examinadas. Conclusão: O serviço criado na UERN representa avanço
para a medicina local e esperança de que prática semelhante torne-se rotina
no sistema público de saúde de todo o Brasil.
Descritores: Oftalmologia, Pediatria, Saúde Ocular.
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REGENERAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO MEDIANTE
TERAPIA COM ADMINISTRAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO
Dayane Elias Soares (1); Caio da Fonseca Silva (2); Mytalle Viera Cavalcante
(2); Dayane Pessoa de Araújo (3); Fausto PierdonáGuzen (4); José Rodolfo
Lopes de Paiva Cavalcanti (5); Eudes Euler de Souza Lucena (6).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua Atirador Miguel da
Silva Neto, s/n, Bairro Aeroporto, fone: (84)9637-4339, CEP: 59.633-680, Email:
caio.silva_med_facs@hotmail.com (2) Acadêmico do 3º Período do Curso de Medicina da
UERN. (3)Mestre em Farmacologia (Neurofarmacologia), Professora do curso de medicina da
UERN. (4)Doutor em Psicobiologia (Neuranatomia), Professor Adjunto IV do Curso de Medicina
da UERN. (5)Mestre em Psicobiologia, Professor Assistente IV do Curso de Medicina da UERN.
(6) Mestre em Odontologia, Professor da curso de Odontologia da UERN
RESUMO
INTRODUÇÃO: Células-tronco formam a categoria de células indiferenciadas
que apresentam a capacidade de gerar outros tipos de linhagem celulares.
Assim,podem ser relacionadas aos processos de reparação de injúrias que
ocorrem no organismo. Estudos sobre lesões de nervos periféricos demostram
a eficácia dos processos regenerativos dessas células no reparo das lesões
supracitadas. OBEJTIVO: Demostrar a importância da terapia com célulastronco na regeneração de lesões de nervos periféricos. METODOLOGIA: Tratase de um estudo bibliográfico construído com base na análise de artigos
oriundos de bases eletrônicas tais com: Scielo (livraria eletrônica científica
online) PubMed, Sciencedirect, SpringerLink. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Os
nervos possuem um aparato para a correção de injúrias, no entanto, não
suficiente para o adequado reparo da lesão, daí a importância da terapia com
células-tronco que, embora não as corrija totalmente, fornecem um bom
prognóstico no reparo da lesão. O transplante com células-tronco é uma
técnica amplamente utilizada em diversos procedimentos que vão deste a
terapia celular, bem como a engenharia de tecidos que tem como objetivo
criar um microambiente favorável para regeneração de lesões teciduais, como
ocorre nas lesões de nervos do sistema periféricos mediante a técnica da
tubulização. Os tipos mais comumente utilizados na restauração dos nervos
que sofreram dano são: células-tronco mesenquimais da medula óssea e do
tecido adiposo. CONCLUSÃO: Embora sua eficiência seja comprovada em
estudos atuais, o uso de células-tronco ainda é pouco disseminado devido a
inacessibilidade das mesmas, assim como nuances éticas e religiosas, o que
ressalta a relevância de estudos mais elaborados, que suscitem o
entendimento acerca da aplicação funcional desta técnica.
DESCRITORES: Regeneração; células-tronco; sistema nervoso periférico.
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ANATOMIA DO SISTEMA DIGESTIVO PARA A REALIZAÇÃO DA
SONDAGEM NASOGÁSTRICA
Geordânia Freires Barros (1); Antonio William do Nascimento Fernandes (2);
Crístenes Emanuel da Costa (2).
(1)Acadêmica da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do
Norte – UERN. Endereço para contato: Rua Marechal Hermes, Nº 46, Bairro Bom Jardim, fone:
(84)91567615, CEP: 59618-160, E-mail: geofreires@gmail.com. (2) Acadêmicos da Faculdade
de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.
RESUMO
Introdução:O sistema digestivo humano é formado por um longo tubo
musculoso, ao qual estão associados órgãos e glândulas que participam da
digestão de alimentos. Pacientes incapacitados para a alimentação via oral
recebemterapia nutricional, a qual constituium importante fator na
recuperação de doentes. A terapia nutricional é realizada através das sondas
nasogástricas que possibilitam a oferta de nutrientes e a melhora do estado
nutricional de pacientes. A realização da passagem da sonda nasogástrica
requer cuidados especializados, pois o procedimento não é isento de
complicações. Desse modo, é necessário que o profissional de saúde conheça
a anatomia do sistema digestivo para evitar complicações resultantes da
realização do procedimento.Objetivo:Investigar a importância da anatomia
digestivacomo elemento chave para evitar complicações com a passagem da
sonda nasogástrica.Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de
literatura, com busca de artigos científicos realizada nas bases Scielo e
Medline. Resultados/Discussão:Observa-se a partir da revisão da literatura
que as principais complicações da terapia nutricional enteral por via
nasogástricase relacionam com o mau posicionamento da sonda,
contaminação, administração inadequada da dieta ou intolerância a algum
componente da fórmula.O posicionamento da sonda nasogástrica no pulmão e
consequente infusão de alimento nesse órgão constitui uma complicação grave
para o paciente. O mau posicionamento da sonda pode ser evitado com
obstrução das vias aéreas superiores através da flexão da cabeça do doente e
medição correta da sonda. Conclusão: A equipe de saúdeque proporciona a
terapia nutricional através de sondas deve ter conhecimentos sobre a
instalação das mesmas bem como da administração das dietas e treinamento
para prevenir, reconhecer e tratar as complicações. Sendo desse modo
importante os conhecimentos anatômicos como elementos bases para a
realização correta do procedimento de sondagem nasogástrica.
Descritores: Enfermagem, nutrição enteral e anatomia.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
FOCOS DA AUSCULTA CARDÍACA NA AVALIAÇÃO
CARDIOVASCULAR
Geordânia Freires Barros (1); Antonio William do Nascimento Fernandes (2);
Crístenes Emanuel da Costa (2).
(1)Acadêmica da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do
Norte – UERN. Endereço para contato: Rua Marechal Hermes, Nº 46, Bairro Bom Jardim, fone:
(84)91567615, CEP: 59618-160, E-mail: geofreires@gmail.com. (2) Acadêmicos da Faculdade
de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.
RESUMO
Introdução: A ausculta cardíaca é uma das atividades frequentemente
executada pelos profissionais de saúde para avaliação da função cardíaca do
paciente. Através da ausculta cardíaca é possível analisar os sons produzidos
pelo sistema cardiovascular. A técnica de ausculta cardíaca deve envolver
uma sequência lógica e sistematizada de procedimentos direcionados no
sentido de se obter um conjunto de informações fisiológicas. É importante
conhecer a localização de cada foco da ausculta para que não haja erro ou
confusão durante a avaliação cardíaca. Objetivo: Analisar os conhecimentos
anatômicos dos profissionais de enfermagem do Pronto-Socorro do Hospital
Regional Tarcísio Vasconcelos Maia (HRTM) referentes à técnica da ausculta
cardíaca. Metodologia: Estudo desenvolvido no decorrer do estágio
supervisionado de Enfermagem FAEN-UERN. Trata-se de uma pesquisa
qualitativa, onde os dados aqui expostos foram coletados com base em uma
pesquisa bibliográfica correlacionada com observações das práticas dos
profissionais de Enfermagem em um hospital localizado na cidade de MossoróRN. Resultados/Discussão: Diante da realidade vivenciada nos estágios no
HRTM, percebe-se que os profissionais ainda apresentam um conhecimento
limitado referente à anatomia cardíaca. Os sujeitos demonstram insegurança
em relação à localização dos pontos auscultatórios e consequente realização
da ausculta cardíaca. Isso por sua vez dificulta a correta avaliação cardíaca.
Conclusão: Com esse trabalho pode-se compreender que o déficit de
conhecimentos anatômicos dos profissionais é um importante fator que
dificulta o processo de trabalho de enfermagem nas técnicas de realização de
ausculta cardíaca, dessa forma enfermeiros executam esse procedimento de
forma análoga aos conhecimentos científicos o que contribui para o não êxito
da prática e mecanização do trabalho de enfermagem. Esse fator pode ainda
resultar em erros na avaliação cardiovascular do paciente.
Descritores: Enfermagem, anatomia e cardiovascular.
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RISCO CARDIOVASCULAR GLOBAL EM PACIENTES HIPERTENSOS
ATENDIDOS NUMA UBS: PROJETO DE INTERVENÇÃO
Francisco Robson da Silva Costa (1); Marina Targino Bezerra Alves (2); Janine
Fernandes Rocha (2); Rafael Fernandes de Queiroz Neto (3); Patrícia
Fernandes de Paiva (3); Andrea Taborda Ribas da Cunha (4).
(1) Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Felipe Camarão, nº2749, apartamento 201, Bairro
Aeroporto
I,
Mossoró-RN,
fone:
(84)
9647-7494,
CEP:
59.607-290,
Email:
drobson.costa@hotmail.com; (2) Acadêmicos do Curso de Medicina da UERN; (3) Residentes
em Medicina da Família e Comunidade da UERN; (4) Especialista em Medicina Geral
Comunitária, Coordenadora da Residência em Medicina da Família e Comunidade da UERN.
RESUMO
Introdução: A hipertensão é o principal fator de risco de mortalidade por
doenças cardiovasculares e tem baixas taxas de controle. A Sociedade
Brasileira de Cardiologia, na VI diretriz de hipertensão aborda um método de
classificação completo do risco cardiovascular que considera a presença de
outros fatores de risco para doença cardiovascular além da presença de lesão
em órgão-alvo e doença cardiovascular estabelecida. Objetivo: Objetiva-se
com essa pesquisa-ação implementar uma ferramenta para monitorar a
evolução clinica desses pacientes guiando a terapêutica com vista na mudança
do risco cardiovascular. Metodologia: Utilizou-se de uma amostra de 50
prontuários de pacientes hipertensos cadastrados no programa Hiperdia
adstritos à Unidade Básica de Saúde (UBS) Vereador Durval Costa, Mossoró. Os
aspectos analisados foram os mesmos do Escore abordado na VI diretriz de
hipertensão. Buscou-se ainda avaliar a evolução do risco por três visitas
consecutivas. Todas as informações foram colhidas com o auxilio de um
esquema que utiliza um sistema de cores a fim de otimizar o processo de
estratificação do risco cardiovascular. Resultados/discussão: Foi notória a
precariedade no preenchimento dos prontuários com dados indispensáveis ao
estabelecimento do risco cardiovascular o que compromete de forma
irreparável a condução clínica dos pacientes hipertensos que são tratados com
vistas a reduzir somente a pressão arterial. Conclusão: O Escore Preditivo de
Risco Cardiovascular Global, materializado no esquema de cores usado no
estudo, poderá ser usado como parâmetro inicial e a intervalos frequentes
para avaliação da eficácia da terapêutica. O mesmo simplificará o
levantamento epidemiológico e a racionalização do acompanhamento de
indivíduos adstritos à UBS, viabilizando o estabelecimento de metas em nível
individual e populacional no intuito de reduzir o impacto dos índices elevados
de mortalidade por causas cardiovasculares em nível mundial, nacional e
acredita-se ser realidade também local.
Descritores: Centros de Saúde; Registros Médicos; Doenças Cardiovasculares.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
Saúde Mental: Um novo olhar sobre pacientes com distúrbios
psíquicos
Kênnia Stephanie Morais Oliveira (1); Cindy Damaris Gomes Lira (2); Jéssica
Micaele Rebouças Justino (2); Maria Dayanne Soares de Oliveira (2); Jarileide
Cipriano da Silva (3).
(1) Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua: Dionísio Filgueira, nº 383, Centro, fone: (84) 33152151,CEP: 59.610-090, Email: kennia_stephanie@hotmail.com. (2) Acadêmicas do 4º período
Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. (3) Mestre
em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, Docente em
Ciências Sociais na UERN.
RESUMO
Introdução: O número de casos de distúrbios psíquicos vem aumentando ao
longo do tempo, surgindo a necessidade de promover estudos para ter uma
melhor compreensão de como se desenvolve, os fatores que influenciam,
como se dá o tratamento e a relação dos indivíduos com o meio social.
Objetivo: observar o comportamento dos pacientes com distúrbios mentais no
Centro de Atenção Psicossocial Enfª Mariana Neuman Vidal - CAPS II, bem
como captar a realidade dos pacientes que sofrem com problemas psíquicos,
enfatizando as formas de tratamento e como se dá as relações desses
pacientes com os profissionais e o meio social, fazendo com que estes
desenvolvam uma visão reflexiva sobre si. Metodologia: trata-se de um estudo
de natureza qualitativa de caráter exploratório, realizado mediante coleta de
dados obtidos a partir de visitas técnicas, entrevistas semiestruturadas
coletivas e individuais, realizado no Centro de Atenção Psicossocial Enfª
Mariana Neuman Vidal - CAPS II em Mossoró/RN, com amostra constituída por
dois portadores de distúrbios psíquicos, com faixa etária acima de 18 anos, e
duas enfermeiras. Resultados: a partir dos métodos aplicados foi possível
observar o comportamento dos usuários bem como promover a reflexão dos
mesmos sobre si. Essa observação também nos permitiu captar a realidade dos
usuários e sua reinserção no convívio social, se dando por meio do tratamento
adequado no cenário em questão. Conclusão: apesar dos transtornos, os
usuários com distúrbios psíquicos são capazes de ressocializar-se a partir de
terapias, como a psicoterapia, arte-terapia, terapia-coletiva, terapias
ocupacionais, participação em eventos de outras unidades de saúde mental,
elementos estes que proporcionam o desenvolvimento no tratamento desses
usuários, demonstrando que não há barreiras e nem limites sociais.
Palavras-Chaves: Saúde Mental, Transtornos Mentais, Serviço de Saúde
Mental.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
SÍNDROME DE BOERHAAVE: UM RELATO DE CASO
Hallyson Lazaro Batista(1); Ronaldo César Aguiar Lima(2); Ricardo Augusto de
Medeiros Souza (2); Jota Jaime Oliveira Mesquita (2); Hipoliana Danielly
Constância de Mesquita (3); Flávio Antonio Limeira(4).
(1) Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy R de Freitas, 300, Bairro Aeroporto I, fone:
(84)9912-6685, CEP: 59.607-360, Email: hallysonlb@yahoo.com.br (2) Acadêmicos do 5º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3)Enfermeira especialista em urgências e
emergências pela CENPX da faculdade União Americana. (4) Médico do Trabalho pela Estácio
de Sá.
RESUMO
Introdução: A Síndrome de Boerhaave (SB) é uma ruptura pós-emética do
esôfago, conhecida por ruptura espontânea do esôfago. Sua etiologia esta
ligada ao súbito aumento na pressão interna no esôfago precipitada durante o
ato de vomitar. É considerada a ruptura mais letal do trato gastrointestinal,
com elevada mortalidade. A SB tem manifestações clínicas variáveis, o que
dificulta o diagnóstico clínico. Hematêmese não é um sinal fidedigno, sendo
os achados mais característicos o enfisema cérvico-mediastinal e a tríade de
Mackler (vômito, dor torácica, enfisema subcutâneo). Relato De Caso: TDS,
feminino, 29 anos, natural de Juazeiro (BA) e residente em Frutuoso Gomes
(RN), procurou a emergência do Hospital Maternidade Severina Carlos de
Andrade (HMSCA), apresentando vários episódios de vômitos. Ao exame:
estado geral regular, enfisema de pescoço, RC em 2T sem sopros, FC: 88bpm
e PA:140x90mmHg. MV presente bilateralmente. Abdome doloroso a palpação.
Internada para tratamento clínico, dor no tórax superior, precordialgia
intensa, sudorese, hipotensão e dispnéia. Com a piora do quadro,
encaminhada ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), admitida com
vômitos intensos e dolorosos, sudorese, enfisema subcutâneo no pescoço e no
tórax superior, com muita dor à palpação. Realizada a endoscopia com
esofagoscopia, que demonstrou ruptura da parede esofágica em fase de
iniciação. Conclusão: Trata-se de um caso de SB, que teve seu diagnóstico
dificultado por ser uma doença rara e por ser frequentemente confundida com
outras de maior ocorrência (infarto agudo do miocárdio, a úlcera péptica
perfurada e a pancreatite aguda). Nesse caso, por tratar-se de uma paciente
jovem e em fase inicial de ruptura da parede esofágica, uma vez fechado o
diagnóstico de SB e um correto manejo clínico, optou-se pelo tratamento
conservador, visto ser o tratamento cirúrgico não necessário nesse estágio da
doença.
Descritores: Síndrome de Boerhaave, Esôfago, Ruptura.
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TUMOR ESTROMAL GASTROINTESTINAL – GIST: RELATO DE UM
CASO
Ricardo Cezar Cardozo de Medeiros Junior (1); Marina Targino Bezerra Alves
(2); Priscila Michelle Santos Costa (2); Henrique Lobo Saraiva Barros (2); Ivan
Brasil de Araújo Junior (3); André Camurça de Almeida (4).
(1) Acadêmico do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua Miguel Antônio da
Silva Neto, nº26, casa 01, Bairro Aeroporto I, Mossoró-RN, fone: (84) 9921-2382, CEP: 59.607360, Email: rjoskaras@hotmail.com; (2) Acadêmicos do Curso de Medicina da UERN; (3)
Especialista em Cancerologia Cirúrgica pelo Hospital Dr. Luiz Antônio-RN, Docente de
Oncologia e Técnica Cirúrgica da UERN. (4) Especialista em Gastroenterologia pelo Hospital
de Base do Distrito Federal, Docente de Gastroenterologia da UERN.
RESUMO
Introdução: Os tumores estromais gastrointestinais, GISTs, são neoplasias
originadas das células mesenquimais intersticiais de Cajal. Os tumores
mesenquimais compreendem 1% dos tumores do trato gastrintestinal, sendo os
GISTs encontrados em 80% desses casos. No mundo, apresentam incidência
1,5/100.000/ano. No Brasil, estima-se que existam 1800 casos/ano, sendo
principalmente encontrados no estômago (55%), intestino delgado (25%) e
grosso (10%). São imprevisíveis no comportamento, mais prevalentes da 5ª-7ª
década, sendo maioria assintomático e descoberto acidentalmente. O
diagnóstico é baseado na clínica, nos métodos de imagem, endoscopia,
histologia e imunoistoquímica. O tratamento pode ser cirúrgico,
medicamentoso e endoscópico. A ressecção cirúrgica completa é a única que
proporciona cura. Relato: MCL, 57 anos, feminina, branca, divorciada,
aposentada, natural de Almino Afonso-RN e procedente de Mossoró-RN. Relata
perda de peso de aproximadamente 10Kg, em dois meses, associada a
plenitude gástrica. Procurou atendimento médico, solicitando-se EDA que
evidenciou pangastrite edematosa leve e erosiva moderada e blastoma do
corpo gástrico de 2cm, sendo realizada biópsia da lesão que não sugeriu
malignidade, porém pela suspeição do cirurgião prosseguiu-se a investigação.
Para avaliação de focos metastáticos submeteu-se à TC e RNM de abdome,
que se mostraram negativas para este fim. Assim, a remoção cirúrgica foi
definida como tratamento de escolha. No estudo anatomopatológico e
imunoistoquímico diagnosticou-se GIST fusocelular, com positividade para os
marcadores CD34, CD117 e proteína DOG1. Atualmente a paciente encontrase em acompanhamento ambulatorial. Conclusão: O principal tratamento é o
cirúrgico e após ressecção isolada a taxa de sobrevida em cinco anos é de 53%
e taxa de recorrência de 58%, sendo a recidiva mais comum no local de
origem do tumor, peritônio e fígado. Todavia, com o melhor conhecimento da
doença e avanços da medicina, existe o imatinibe, que representa tratamento
de escolha na doença localmente avançada inoperável ou metastática.
Descritores: Neoplasias Gastrointestinais, Cirurgia Geral, Imunoistoquímica.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
VARIAÇÃO DOS NÍVEIS DE SOD EM ÁREAS CEREBRAIS DE RATOS TRATADOS
COM DIMESILADO DE LISDEXANFETAMINA
Ana Isabelle de Gois Queiroz (1); Greicy Coelho de Souza (2); Júlia Ariana de
Souza Gomes (2); Lígia Menezes Cavalcante (3); Maíra Morais de Araújo (3);
Danielle Silveira Macêdo (4).
(1)Mestranda em Farmacologia pela UFC. Endereço para contato: Rua Coronel Nunes de Melo,
1127 – Cep: 60431-270 – Fortaleza, CE. Telefone: (85) 3366-8337 – Fax: (85) 3366-8333, Email:
isabellegois11@yahoo.com.br. (2) Mestrandas em Farmacologia pela UFC. (3) Acadêmicas do
Curso de Medicina da UFC. (4) Professora do Programa de Pós Graduação em Farmacologia e
Pesquisadora do Laboratório de Neurofarmacologia UFC.
RESUMO
Introdução: Dentre os indicadores da fisiopatologia do Transtorno de Humor
Bipolar (TB) estão as alterações no balanço oxidativo. Uma das enzimas que
serve como parâmetro é a Superóxido Dismutase (SOD). Ela age como
antioxidante e, portanto, alteração no nível da mesma indica presença de
estresse oxidativo. Animais foram tratados com psicoestimulante da classe das
anfetaminas, grupo farmacológico evidenciado nas pesquisas como agente do
modelo animal de mania, fase do TB. O fármaco utilizado Dimesilato de
Lisdexanfetamina (LDX) é desta classe e atualmente utilizado na clínica para
TDAH. Objetivo: O presente estudo objetivou avaliar variações dos níveis de
SOD em áreas cerebrais de animais tratados com salina e Dimesilado de
Lisdexanfetamina. Metodologia: Ratos Wistar (180-200g, n=6) foram
submetidos à administração sub-crônica por via oral de 2 doses diferentes (10
e 30mg/kg) de LDX 1x ao dia e o grupo controle foi tratado com salina 1x ao
dia. Após 14 dias de tratamento, os animais foram eutanasiados, dissecados e
as áreas cerebrais – hipocampo (HC), corpo estriado (CE) e córtex pré-frontal
(PF) – foram retiradas para dosagem dos níveis de SOD. As análises estatísticas
foram realizadas utilizando one-way ANOVA considerando significativo quando
p <0,05. Resultados\Discussão: A dosagem dos níveis de SOD na área PF dos
animais tratados com LDX aumentou na dose de 10mg\kg quando comparado
ao grupo controle (PF – LDX 10: 0,07742 ± 4.317) enquanto no HC a dosagem
de SOD na concentração de 10mg\kg diminuiu (HC- LDX 10: 0,08870 ± 3,496) e
no CE houve aumento na dose de 10mg\kg (CE – LDX 10: 0,1688 ± 3,067).
Conclusão: Foram observadas variações nos níveis de SOD nas áreas cerebrais
de animais tratados de forma sub-crônica com o fármaco LDX quando
comparados aos níveis em áreas de animais controle. Os dados sugerem que
LDX interfere na homeostase oxidativa cerebral ao induzir alterações na
enzima SOD.
Palavras-chave: Superóxido Dismutase, Transtorno Bipolar, Mania, LDX,
Estresse Oxidativo.
Fonte de Financiamento: CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico).
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07 e 08 de Dezembro de 2012
ZOONOSES EMERGENTES COMO IMPORTANTES PROBLEMAS DE
SAÚDE: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Ricardo Augusto de Medeiros Souza(1); Ronaldo César Aguiar Lima(2); Antonia
Oliveira Bezerra(2); Arthur Robson da Costa Freire(2); Társila da Costa
Viana(2); Paula Viviane Souza de Queiroz Moreira(3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Maria Leopoldina, 7, Bairro Aeroporto I, fone: (84)99360767, CEP: 59.607-280, Email: ricardodarlon@hotmail.com (2) Acadêmicos do 5º Período do
Curso de Medicina da UERN. (3) Docente do Curso de Medicina da Universidade do Estado do
Rio Grande do Norte.
RESUMO
Introdução: Denomina-se Zoonose o conjunto de doenças infecciosas de
origem animal. Zoonoses emergentes são aquelas que aparecem pela primeira
vez ou que, já tendo sido descritas anteriormente, apresentam novos padrões
de incidência ou alcance geográfico. Essas enfermidades são consideradas um
grande problema de saúde pública, pois representam 75% das doenças
infecciosas emergentes no mundo. Objetivo: Essa pesquisa teve por objetivo
enfatizar a problemática das Zoonoses emergentes e a importância do
conhecimento dessas zoonoses para controle desse grande problema.
Metodologia: Para realização da presente pesquisa, utilizamos artigos obtidos
nas bases de dados SCIELO e PUBMED, além de livros-textos considerados
sobre o tema. Resultados/discussão: Muitos autores definem zoonoses como
sendo aquelas doenças em que os agentes infecciosos são transmitidos
naturalmente entre animais vertebrados e o homem. Dados levantados
indicam que fatores sociais, econômicos e políticos promoveram uma
mudança da população que propiciaram os meios para emergência de
zoonoses. Tal evento caótico está estreitamente associado aos piores
indicadores de saúde e elevado aumento de zoonoses. O que a torna um
problema de saúde pública, pois reflete na saúde dos indivíduos e,
dependendo da zoonose, custos que podem ser incalculáveis. Quando
apontadas as principais zoonoses emergentes, a Equinococose/hidatidose, a
Cisticercose, a Triquinelose e a Criptosporidiose, são as mais frequentemente
apontadas. Conclusões: O conhecimento sobre zoonoses emergentes bem
como de sua transmissão e os meios de prevenção, constituem-se numa
poderosa medida para controle dessas enfermidades que ameaçam a saúde
humana.
Palavras-chave: Zoonoses Emergentes; Diagnóstico; Saúde Pública.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
A SÍNDROME DE LÖEFFLER COMO FATOR DIAGNÓSTICO DE
HELMINTOSES: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Ronaldo César Aguiar Lima(1); Hallyson Lazaro Batista(2); Jota Jaime Mesquita
Oliveira(2); Ricardo Augusto de Souza Medeiros(2); Heitor Augusto Viana
Brito(2); Paula Viviane Souza de Queiroz Moreira(3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olicacy R de Freitas, 300, Bairro Aeroporto I, fone:
(84)9622-9040, CEP: 59.607-360, Email: ronaldocesarmed@gmaill.com (2) Acadêmicos do 5º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3) Docente do Curso de Medicina da Universidade do
Estado do Rio Grande do Norte.
RESUMO
Introdução: As helmintoses mais freqüentes em humanos manifestam-se por
uma sintomatologia muito inespecífica, o que dificulta a definição diagnóstica
clínica e acaba por protelar um tratamento adequado. Por assim ser, um
diagnóstico clinico definitivo é raramente uma condição com margem
satisfatória de segurança. Por outro lado, a eosinofilia, manifestada na clínica
pela Síndrome de Löeffler, é uma condição que pode ser importantíssima para
orientação diagnóstica e terapêutica. Objetivo: A presente pesquisa teve por
finalidade analisar a importância da Síndrome de Löeffler, como fator
definidor de Helmintoses. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura
na qual utilizamos artigos científicos dos principais bancos de dados on-line
(PUBMED, SCIELO, LILACS), bem como livros-textos considerados bases para
compreensão do tema. Em nossas pesquisas, analisamos artigos que
relacionassem a ocorrência da Síndrome de Löeffler com uma entidade
clínica. Resultados/discussão: Pelas análises dos dados obtidos, podemos
perceber que doenças associadas à eosinofilia constituem um grupo
heterogêneo de patologias. E embora tenha sido descrita como uma
enfermidade de acúmulo de eosinófilos, provocado por uma infecção
helmíntica (Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercoralis, Ancylostoma
duodenale y Necator americanus), a Síndrome de Löeffler não se constitui em
sinal específico da ocorrência de Helmintoses; ocorrendo mesmo em doenças
sem qualquer relação helmíntica, como a Síndrome hipereosinofílica
idiopática, Síndrome de Churg-Strauss, Granuloma. Além disso, eosinofilia e
infiltrados pulmonares têm sido relatados em pacientes com AIDS, o linfoma,
uma variedade de doenças pulmonares inflamatórias e doenças vasculares do
colágeno. Conclusões: Assim, podemos concluir que a Síndrome de Löeffler
pode somente indicar a instalação de uma Helmintose, mas não deve ser
utilizada como fator definidor de diagnóstico clínico.
Palavras-chave: Helmintoses, Diagnóstico, Síndrome de Löeffler.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
AVALIAÇÃO GLOBAL DO IDOSO NA ATENÇÃO
BÁSICA À SAÚDE: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Anna Caroline Rodrigues de Sousa(1); Luiz Maia de Freitas Junior (2); Tallys
Ranier Dantas Rocha (2); Alana Maria Parente Vasconcelos (2); Leandro Magno
da Costa Freire(2); Tammy Rodrigues(3).
(1)Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Doutor Almeida Castro, nº278, 1 º Andar, Bairro Centro,
Mossoró-RN, fone: (84) 9931-4414, CEP: 59.600-040, Email: anninhacarolr@yahoo.com.br; (2)
Acadêmicos do Curso de Medicina da UERN; (3) Docente da disciplina de Saúde Coletiva e
Preceptora do internato em Saúde Coletiva da UERN;
INTRODUÇÃO: O aumento da proporção de pessoas idosas (60 anos ou mais) é
um fenômeno mundial e nacional. O censo de 2010 (IBGE) indica que os idosos
respondem por 11% da população brasileira e em Mossoró-RN representam
9,5%. A Política Nacional de Saúde do Idoso (Ministério da Saúde) visa
promover o envelhecimento saudável, manutenção e melhoria da capacidade
funcional dos idosos, prevenção de doenças, recuperação da saúde e
reabilitação. Dentro desse contexto inclui-se a necessidade de criação de
práticas intervencionistas que auxiliem a abordagem global do idoso na
Atenção Básica à Saúde, dentro da Estratégia de Saúde da Família (ESF).
OBJETIVOS: Realizar uma avaliação global do idoso na ESF como proposta de
intervenção, traçando um plano terapêutico individual. METODOLOGIA: Aos
idosos adscritos à Unidade Básica de Saúde Duclécio Antônio de Medeiros,
Mossoró-RN aplicou-se um questionário e testes diagnósticos abordando a
funcionalidade global, mobilidade, comunicação, continência urinária,
suporte social, hábitos de vida e imunizações. RESULTADOS/DISCUSSÃO:
Foram avaliados 21 idosos de ambos os sexos e todos apresentavam suporte
social adequado; 4 eram semidependentes para atividades de vida diária e 3
eram dependentes para atividades instrumentais de vida diária; 3 referiam
queixas auditivas e 16, queixas visuais; 3 apresentaram história de queda e 10
necessitavam de auxílio para locomoção; 2 eram incontinentes; 2 eram
tabagistas e 3 praticavam atividade física; 18 foram imunizados para
influenza, enquanto apenas 1 conhecia seu status vacinal para o tétano.
Diante do exposto, foi possível identificar os principais aspectos de saúde que
permitem intervir de forma significativa e individual na qualidade de vida e
no envelhecimento saudável. CONCLUSÃO: A proposta de intervenção pode
gerar um grande impacto na saúde do idoso se aplicada de forma contínua,
intervindo como instrumento de prevenção, promoção e reabilitação da saúde
desses pacientes.
DESCRITORES: Saúde do Idoso, Atenção Básica, Envelhecimento saudável.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
DISCUSSÃO DA DIABETES MELLITUS COMO FATOR DE RISCO AO
DESENVOLVIMENTO DA TUBERCULOSE.
Ewerton Mariz da Costa Rozendo (1); Antonia Oliveira Bezerra (2); Társila da
Costa Viana (2); Arthur Robson da Costa Freire (2); Henrique Lobo Saraiva
Barros (2); Alfredo Passalacqua (3).
(1) Graduado no Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rodrigues de Freitas 36, Aeroporto I, CEP: 59607290; fone: (84)9942-5840; Email: vertinhojp@hotmail.com (2) Acadêmicos do Curso de
Medicina da UERN. (3) Docente da disciplina de Infectologia do Curso de Medicina da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN.
RESUMO
Introdução: Tuberculose (TB) é uma infecção causada pela bactéria
Mycobacterium tuberculosis, conhecida por bacilo de Koch. A doença costuma
afetar os pulmões, podendo afetar outros órgãos. É transmitida através de
gotículas de saliva de pessoas infectadas e aparece com maior frequência em
regiões com precárias condições de higiene e saúde. Associado a esse
contexto, a incidência de Diabetes Mellitus (DM), devido à disfunção
imunológica, tem sido associada a aumento da taxa de infecção por TB.
Objetivo: O presente trabalho busca expor a DM como fator de risco ao
desenvolvimento da TB. Metodologia: Pesquisa bibliográfica nas principais
bases de dados, como Scielo, PUBMED, LILACS. Foram selecionados somente
artigos que abordassem a relação entre DM e TB. Resultados/Discussão: De
acordo com os dados, a interferência na resposta imunológica causada pela
hiperglicemia e diminuição da atividade da insulina é uma explicação para a
predisposição dos diabéticos à TB. Viu-se que há alteração na função celular
dos macrófagos e dos linfócitos, bem como na apresentação de antígenos,
função
quimiotáxica
e
consequentemente
na
fagocitose.
Esse
comprometimento do sistema imunológico causado pela DM é o motivo de
predisposição à TB. Estudos mostram que o risco de paciente diabético
desenvolver tuberculose varia de 2,44 a 8,33 vezes, comparado com não
diabético. Foi observado ainda, embora não se conheça a explicação, que
diabéticos desenvolvem mais frequentemente resistência a drogas no
tratamento da tuberculose. Conclusão: Na literatura, a relação entre HIV e
TB é bastante frequente, mas pouco relevante quanto à predisposição a TB
causada pela DM. Assim, é notória a importância da abordagem, já que a DM
destaca-se, atualmente, como um problema de saúde pública, atuando com
grande influência nos casos de TB. Nesse sentido, campanhas de atenção aos
diabéticos, com o objetivo de preveni-los de uma possível infecção pela TB,
poderia atuar como uma estratégia eficiente.
Descritores: Tuberculose, Diabetes Mellitus, Predisposição.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
IMPORTÂNCIA DOS SINAIS PATOGNOMÔNICOS NA DEFINIÇÃO
CLÍNICA DIAGNÓSTICA
Társila da Costa Viana (1); Antonia Oliveira Bezerra (2); Arthur Robson da
Costa Freire (2); Ronaldo César Aguiar Lima (2); Paulo Diogo de Oliveira
Ferreira (2); Ana Maria de Lima Dantas (3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Rita Silvana de Moura, 701, Bairro Nova Betânia, CEP:
59.612–065; fone: (84)9613-0122; Email: tarsilaviana@hotmail.com (2) Acadêmicos do Curso
de Medicina da UERN. (3) Docente da disciplina de Semiologia Médica do Curso de Medicina
da Faculdade de Ciências da Saúde (FACS), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN.
RESUMO
Introdução: Sinal Patognomônico (SP) é aquele característico e quase
exclusivo de uma determinada enfermidade. Assim, a percepção da
ocorrência de um SP durante a exploração semiológica do paciente é um
achado importante na prática clínica, sendo um indicador de diagnóstico
correto. Desta forma, é notória a importância do conhecimento sobre sinais
patognomônicos das doenças. Objetivo: O presente artigo teve por objetivo
enfatizar a importância de sinais patognomônicos no auxílio diagnóstico
clínico. Metodologia: Para realização da pesquisa, utilizamos artigos obtidos
nas bases de dados SCIELO e PUBMED, além de livros de semiologia médica,
considerados fundamentais para compreensão do tema. Foram selecionados
somente artigos que enfatizassem o uso clínico do SP. Resultados/discussão:
Pelos dados colhidos, percebeu-se que a literatura científica é escassa quanto
à importância de sinais patognomônicos. Por outro lado, todos os artigos
analisados apontam o SP como um fator confirmador de determinada doença.
Dentre os sinais abordados, o sinal Romaña definido por edema geralmente
indolor de uma ou ambas as pálpebras acompanhada de inchaço dos gânglios
linfáticos e, em alguns casos, conjuntivite é sinal definidor de Doença de
Chagas. A ocorrência do sinal de Gottron (eritema violáceo sobre uma placa
atrófica em articulações inter-falangeanas ou metacarpo-falangeanas,
cotovelos ou joelhos) é considerado o fator qualificador de Dermatomiosite.
Outros achados característicos também são abordados como SP de uma
doença, a exemplo do paciente que vem perdendo a visão periférica, o que se
convencionou chamar de Visão em Túnel, bem característico dos casos de
Glaucoma. Conclusões: O conhecimento da semiologia é de suma importância
para os profissionais de saúde, visto que sua aplicação de modo eficiente pode
definir diagnósticos, possibilitando assim, um tratamento precoce e
adequado. Assim, o conhecimento de sinais patognomônicos deve ser uma das
ferramentas clínicas do médico, pois se constitui em um poderoso auxílio
diagnóstico clínico.
Palavras-chave: Sinal, Semiologia, Diagnóstico.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
MIASTENIA GRAVIS E SUAS FORMAS DE TRATAMENTO: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
Maria Gabriela Augusto de Medeiros Jácome (1); Ronaldo César Aguiar Lima
(2); Antonia Oliveira Bezerra (2); Társila da Costa Viana (2); Ewerton Mariz da
Costa Rozendo (3); Giorgiana Raquel de Oliveira (4).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Seis de Janeiro, 04, Edifício Rafael Negreiros,
Apartamento 902, Bairro Santo Antônio; CEP: 59600-000; fone: (84)9661-4742; Email:
gabii_medeiros@hotmail.com (2) Acadêmicos do 5º Período do Curso de Medicina da UERN.
(3) Graduado no curso de Medicina pela UERN. (4) Graduada no curso de Medicina da
Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba.
RESUMO
Introdução: Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune, causada por
anticorpos antirreceptores de acetilcolina (Ach) da junção neuromuscular.
Caracterizada por fraqueza muscular flutuante, intensificada por exercício,
infecções, menstruação, ansiedade, estresse emocional e gravidez. A MG
ocorre em 1-9 por milhão, com prevalência, de 25-142 por milhão de
habitantes. Embora necessite de uma intervenção rápida, o tratamento da MG
ainda é bem diversificado, não se conhecendo um tratamento padrão na
comunidade médica. Objetivo: Assim sendo, o presente artigo teve por
objetivo realizar uma revisão sobre as principais formas de tratamento
empregadas na MG. Metodologia: Para realização da presente pesquisa,
utilizamos artigos obtidos nas bases de dados SCIELO, PUBMED e LILACS, além
de protocolos terapêuticos e consensos de MG. Resultados/discussão: Na
literatura científica, a MG é um distúrbio neuromuscular, mas não se conhece
ainda quando nem como se inicia essa autoimunidade. Porém muitos autores
relatam que o timo parece desempenhar um papel importante nesse processo.
Por tratar-se de uma doença autoimune, o uso de imunossupressores e
esteroides é amplamente utilizado; porém muitos autores reforçam que
devem ser evitados durante a gravidez, por seus efeitos teratogênicos. Os
anticolinesterásicos melhoram os sintomas na maioria dos casos. Por outro
lado, a ressecção de todo tecido tímico bem como em seus sítios ectópicos é o
tratamento de escolha com melhores resultados em relação à remissão dos
sintomas e menor dependência de drogas imunossupressoras. Conclusões: A
MG é uma doença de difícil diagnóstico e tratamento. Não há consenso na
literatura médica sobre tratamento, uma vez que faltam estudos
randomizados, comparativos para responder a esta questão. O tratamento
mais empregado nos casos de MG é um tratamento sintomático.
Palavras-chave: Miastenia Gravis, Tratamento, Diagnóstico.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
OS EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO ALIMETAR DE GESTANTES COM
ÓLEO DE PEIXE: REVISÃO DE LITERATURA
Ronaldo César Aguiar Lima(1); Antonia Oliveira Bezerra(2); Jota Jaime Oliveira
Mesquita(2); Társila da Costa Viana(2); Maria Valdecir Marinho(3); Priscila
Silvana Betervello(4).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy R. de Freitas, 300, Bairro Aeroporto I, fone:
(84)96229040, CEP: 59.607-360, Email: ronaldocesarmed@gmail.com. (2)Acadêmicos do 5º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3)Acadêmica do curso de enfermagem da INTA,
Sobral – CE. (4)Mestre Ciências pela Universidade de São Paulo - USP, docente do Módulo
Morfofuncional da Faculdade de Medicina da UERN.
RESUMO
(Introdução) O óleo de peixe é uma gordura poliinsaturada, cujos principais
constituintes são os ácidos eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico
(DHA). Estes ácidos são necessários para a produção de prostaglandinas, as
quais controlam a coagulação sanguínea e outras funções arteriais
importantes na etiopatogenia da Pré-eclâmpsia (PE). A PE ainda é um
importante problema de saúde em gestantes, e sem um tratamento
específico. É nesse panorama que o óleo de peixe surge como uma possível
esperança no combate a PE. (Objetivo) Assim sendo, o presente artigo tem
por objetivo verificar na literatura os efeitos da suplementação alimentar com
óleo de peixe durante a gestação. (Metodologia) Trata-se de uma reflexão
teórica realizada com base em dados obtidos em periódicos on-line (SciELO,
MEDLINE, CAPES), nas pesquisas utilizamos os termos “óleo”, “Óleo de peixe”,
“gestação” e “ácidos graxos”. (Resultados/Discussão) Muitos estudos
apontam resultados favoráveis a suplementação alimentar com óleo de peixe
devido as suas propriedades antioxidantes. Outros estudos apontam benefícios
na memória, sistema visual e controle de triglicerídeos. No caso do período
gestacional, o óleo de peixe reduz os níveis de Tromboxanos A2, sem efeito
sobre Prostaglandinas, o que promove menor agregação plaquetária e
vasodilatação, favorecendo a circulação materno-fetal. Em relação ao ômega3, presente no óleo de peixe, tem sido considerado seu efeito benéfico no
desenvolvimento do feto, bem como seu potencial de evitar a Doença
Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG). (Conclusões) Os benefícios da
suplementação alimentar com óleo de peixe são bem discutidos na literatura
científica, mas ainda não estão totalmente esclarecidos quanto a utilização na
PE, o que se sabe é que seus efeitos são benéficos tanto para a mãe quanto
para o feto.
Descritores: Óleo de peixe, Pré-eclâmpsia, Dieta; Gestação.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
PACIENTES HIPERTENSOS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE E
DIETA HIPOSSÓDICA
(1)Tallys Ranier Dantas Rocha; (2)Luiz Maia de Freitas Junior; (2)Anna Caroline
Rodrigues de Sousa; (2) Paulo Diogo de Oliveira Ferreira; (3)Francisco
Cavalcante Junior;(4)Tammy Rodrigues.
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Epitácio Pessoa, nº344, 2º Andar, Bairro Bom Jardim,
Mossoró-RN, fone: (84) 87570391, CEP: 59.600-000, Email: tallysranier@hotmail.com; (2)
Acadêmicos do Curso de Medicina da UERN;(3)Médico Generalista graduado pela UERN e
preceptor do Internato em Clínica Médica B do curso de Medicina da UERN; (4) Docente da
disciplina de Saúde Coletiva do Curso de Medicina da UERN e preceptora do Internato em
Saúde Coletiva do Curso de Medicina da UERN.
Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica
multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão
arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou
estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos), com
consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais.
O consumo excessivo de sal está ligado ao aumento da incidência de doenças
crônicas, como a hipertensão e problemas cardíacos e segundo dados da
organização mundial de saúde (OMS), a população brasileira consome quase
duas vezes mais sal do que o recomendado. Objetivo: avaliar o conhecimento
dos pacientes hipertensos sobre a quantidade ideal de sal de cozinha ingerido
na alimentação. No estudo foram selecionados 40 pacientes hipertensos
usuários da unidade básica de saúde (UBS) Duclécio Antônio de Medeiros,
Mossoró-RN, no período de março e abril de 2012, sendo aplicado um
questionário durante as visitas domiciliares e consultas médicas.
Resultados/discussão: Após a aplicação do questionário, realizamos a análise
através do percentil simples, das respostas dos pacientes e constatamos que
100% dos pacientes desconheciam a quantidade de sal e de sódio adequados
na dieta para os hipertensos. Observamos que apesar do total
desconhecimento dos pacientes hipertensos, muitos pacientes afirmam
adotarem a alimentação caseira com pequena quantidade de sal, e a grande
maioria desconhece totalmente os riscos da hipertensão, já que a mesma é
uma patologia silenciosa, e não provoca sintomatologia na maioria dos casos.
Conclusões: As medidas de redução do consumo de sódio inclui
principalmente evitar o uso de alimentos industrializados e enlatados, pois
esses produtos apresentam níveis bem altos de sódio. A orientação e o
esclarecimento sobre os riscos da hipertensão arterial sistêmica não
controlada é uma das formas de conscientizar os pacientes a adotarem
mudanças, para uma melhor qualidade de vida e diminuição da
morbimortalidade.
Descritores: Hipertensão arterial sistêmica, sal e pacientes.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
PREVALÊNCIA DO TIPO DE PARTO NO HOSPITAL DA MULHER DE
MOSSORÓ-RN
TallysRanier Dantas Rocha(1); Wilton Dias (2)Luiz Maia de Freitas Junior (3);
Anna Caroline Rodrigues de Sousa (3); Teófilo Vanomark Chaves Bezerra
(3);(3)Francisco de Assis Cavalcante Júnior (4).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN.Endereço para contato: Rua Epitácio Pessoa, nº344, 2º Andar, Bairro Bom Jardim,
Mossoró-RN, fone: (84) 87570391, CEP: 59.600-000, Email: tallysranier@hotmail.com; (2)
Preceptor do internato em Tocoginecologia da UERN;(3)Acadêmicos do Curso de Medicina da
UERN; (4)Médico Generalista graduado pela UERN.
Introdução: A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o parto
cesáreo seja realizado a uma taxa máxima de 15%, Embora a OMS afirme que
uma taxa de cesárea maior que 15% é medicamente injustificável, observa-se
além de taxas muito acima dessa cifra, uma tendência mundial de aumento
deste tipo de parto. O Brasil recentemente deixou de ser líder mundial da
prática de cesáreas, dado a medida tomada pelo Ministério da Saúde de fixar
o limite de 40% desta via de parto realizada pelo SUS, deixando de pagar os
custos com esse procedimento quando o limite é excedido. Metodologia:
Utilizamos a análise de prontuários de pacientes que realizaram partos no
Hospital da mulherParteira Maria Correiano período de Março a outubro de
2012. Resultados/discussão: Foi realizado um total de 964 partos, sendo 593
(61,51%) partos cesáreos e 371 (38,49%) normais. São necessárias orientações
dos profissionais da assistência básica pré-natal as gestantes dos benefícios e
risco dos possíveis complicações dos procedimentos cirúrgicos. A alta
prevalência de parto cesáreo não indica necessariamente uma boa assistência
do serviço de saúde. Uma avaliação detalhada e rigorosa dos fatores
obstétricos relacionado ao parto deveria ser instituída como forma de
diminuir os riscos e evitar altas taxas de procedimentos desnecessários.
Conclusões:Uma boa qualidade na assistência pré-natal será de fundamental
importância como forma de reduzir essa alta incidência de partos cesáreos em
nosso meio.
Descritores: parto, pacientes, pré-natal.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
RELEVÂNCIA DO IMPACTO EMOCIONAL EM PACIENTES COM
DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA.
Társila da Costa Viana(1); Antonia Oliveira Bezerra(2); Ronaldo César Aguiar
Lima (2); Arthur Robson da Costa Freire (2);Ewerton Mariz da Costa Rozendo
(3); Thiago Carlos Gonçalves Rego(4).
(1)Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Rita Silvana de Moura, 701, Bairro Nova Betânia,
CEP:59.612–065; fone: (84)9613-0122; Email: tarsilaviana@hotmail.com (2) Acadêmicos do
Curso de Medicina da UERN. (3) Graduado no Curso de Medicina pela UERN. (4)Médico
Oncologista e Membro do corpo clínico do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró
(COHM).
RESUMO
Introdução:O câncer de mama (CM), segundo tipo de câncer mais frequente
no mundo e o mais prevalente entre as mulheres, ainda apresenta uma alta
taxa de mortalidade. Essa realidade influencia significativamente na
dificuldade das mulheres em buscar o diagnóstico e tratamento precoces para
o CM. Isso se deve, principalmente, as alterações psicológicas causadas pela
doença e o temor à morte que o CM provoca nas mulheres.Objetivo:O
presente trabalho teve como objetivo analisar as alterações sócio-emocionais
das mulheres com CM e sugerir possíveis estratégiaspara melhoria do
prognóstico de CM. Metodologia:Trata-se de um estudo de reflexão teórica a
partir de dados obtidos por artigos publicados nas bases de dadosSCIELO,
PUBMED, CAPES. Foram selecionados para analise, os artigos que abordavam
CM enfatizando o fator psíquico e emocional. Resultados/discussão: Além do
medo da morte, o diagnóstico e tratamento, muitas vezes, mutilador do CM
pode provocar na mulher alterações na sua auto-imagem, causando
sentimentos de inferioridade. Sabe-se que o CM é considerado atualmente
uma doença sistêmica e seu tratamento deve ser multiprofissional para
obtenção de melhores prognósticos. Estudos comprovam que apoio emocional
e acompanhamento psiquiátrico e/ou psicológico durante e pós-tratamento do
CM é fundamental na evolução do quadro. Diante do exposto, é notória a
importância da discussão acerca do impacto sofrido pelas mulheres com
câncer de mama, desde a obtenção do diagnóstico até a fase de reabilitação.
Conclusões: Arepercussão psicológica provocada pelo CM nas mulheres é
indiscutível. Entretanto, ainda não existem, em todo Brasil, centros de
apoiocom profissionais especializados (psicólogos, psiquiatras, assistentes
sociais) para acompanhamento e tratamento dessas pacientes.Assim, é
prudente a ampliação de investimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos
centros já existentes, bem como a criação de novos setores de atendimento
para melhorar, possivelmente, os índices de sobrevida dessas pacientes.
Palavras-chave: Câncer de mama, Apoio, Emocional.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
SÍNDROME BARTTER E DESEQUILÍBRIO ELETROLÍTICO: UMA
REVISÃO DE LITERATURA
Monalisa Fontes Silva (1); Ronaldo César Aguiar Lima (2); Antonia Oliveira
Bezerra (2); Társila da Costa Viana (2); Ewerton Mariz da Costa Rozendo (3);
Giorgiana Raquel de Oliveira (4).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rodrigues de Freitas 36, Aeroporto I, CEP: 59607290; fone: (84)9942-5885; Email: mona_fonte@hotmail.com (2) Acadêmicos do 5º Período do
Curso de Medicina da UERN. (3) Graduado no curso de Medicina pela UERN. (4) Graduada no
curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba.
RESUMO
Introdução: A Síndrome de Bartter (SB) tem etiologia autossômica recessiva,
exceto a tipo V, causada por mutações homozigóticas ou heterozigóticas que
envolvem, direta ou indiretamente, proteínas responsáveis pela reabsorção de
cloro na parte ascendente espessa da alça de Henle. A SB pertence a um
grupo pequeno de tubulopatias, manifestadas por desnutrição e dificuldade de
crescimento,
alcalose
metabólica
hipocalêmica,
hipoclorêmica,
hiperreninêmica, com pressão arterial normal. Além disso, há poliúria,
polidpsia e desidratação. Estudos apontam que as principais complicações
decorrentes da SB são devidas ao distúrbio eletrolítico causada pela perda de
eletrólitos. Objetivo: Assim sendo, o presente artigo teve por objetivo fazer
uma revisão sobre o desequilíbrio eletrolítico causado pela SB. Metodologia:
Para realização da presente pesquisa, utilizamos artigos obtidos nas bases de
dados SCIELO, PUBMED e LILACS, além de protocolos terapêuticos e consensos
de SB. Resultados/discussão: A SB pode manifestar-se desde o nascimento,
sendo uma das principais causas de doenças congênitas perdedoras de cloro.
Caracterizada por uma redução no transporte de NaCl no néfron distal, a SB
apresenta características típicas, que incluem perda de sal, alcalose
metabólica hipocalêmica, hiperaldosteronismo, hiperreninêmico com pressão
normal e pH urinário alcalino. Segundo alguns autores, são essas as principais
manifestações que geram o quadro de desequilíbrio hidro-eletrolítico, tão
comum nos portadores de SB. Além disso, quando não tratadas
adequadamente, esse desequilíbrio pode evoluir para uma falência renal,
agravando o quadro. Conclusões: A SB é uma condição rara, portanto de
difícil diagnóstico. Por outro lado, reposições hidro-eletrolíticas têm
melhorado a vida dos seus portadores. Assim, é necessário o reconhecimento
das manifestações de desequilíbrio eletrolítico pelo médico, para que sejam
tomadas condutas adequadas.
Palavras-chave: Eletrólitos, Síndrome de Bartter, Nefrologia.
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SÍNDROME DE PRUNE-BELLY: UM RELATO DE CASO
Anna Caroline Rodrigues de Sousa (1); Luiz Maia de Freitas Junior (1); Tallys
Ranier Dantas Rocha (1); Leandro Magno Costa Freire (1); Francisco de Assis
Cavalcante Junior(2); Maxwell de Oliveira Souza (3);
(1)Acadêmicos do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Doutor Almeida Castro, nº278, 1º Andar, Bairro Centro,
Mossoró-RN, fone: (84) 9931-4414, CEP: 59.600-040, Email: anninhacarolr@yahoo.com.br; (2)
Médico generalista graduado pela UERN e preceptor do Internato em Clínica Médica
B.(3)Neonatologista do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.
INTRODUÇÃO: a síndrome de Prune-Belly (SPB) constitui rara síndrome
congênita, de etiologia incerta, cuja incidência varia 1:35.000 a 1:50.000
nascidos vivos. Ocorre principalmente no sexo masculino, sendo caracterizada
pela tríade: anormalidade do trato urinário, ausência parcial ou completa dos
músculos da parede abdominal e criptorquidia bilateral, podendo associar-se a
oligoâmnio, hipoplasia pulmonar e fácies de Potter. O diagnóstico é clínico,
com espectro de apresentação anatômica em diferentes níveis de severidade.
RELATO DO CASO: RN, masculino, prematuro de 26 semanas, P=852g,
C=34cm, PC=24cm, necessitou de reanimação com alta pressão
inspiratória(30cmH2O) na ventilação, sem sucesso, APGAR 3/3. Exame físico
imediato revelou abdome excessivamente flácido com vísceras palpáveis na
pelve(rins e fígado), criptorquidia bilateral e fácies de Potter. Mãe, 28 anos,
G4P2A1, pré-natal com 4 consultas, O+, sorologias negativas, ultrassonografia
de 25 semanas revelou oligoâmnio severo e doença renal policística bilateral.
Permaneceu internada 48h, administrado corticoterapia e indicada resolução
cirúrgica da gestação. Após nascimento o RN manteve-se grave e considerando
a prematuridade extrema e mau prognóstico relacionado à SPB optou-se por
cuidados paliativos, evoluindo para óbito com 3h de vida. DISCUSSÃO: A SPB,
de rara incidência, apresenta diversas teorias etiológicas descritas, tais como
defeito no desenvolvimento do mesoderma abdominal, malformação e
obstrução uretral e herança genética. Seu prognóstico é amplamente variável
a depender do grau de hipoplasia pulmonar, malformação urogenital e
comprometimento renal, além de complicações relacionadas a infecções de
repetição, dependência de ventilação mecânica e institucionalização. 60%
deles podem vir a óbito na primeira semana de vida decorrente do
acometimento pulmonar. Sua abordagem é multidisciplinar e seu diagnóstico
pode ser inferido durante o pré-natal. CONCLUSÃO: A rara SPB permanece
desconhecida por diversos autores e apresenta prognóstico reservado na
maioria dos casos, espectros clínico e anatômico variáveis, sendo importante
o seu relato e discussão.
DESCRITORES: Síndrome de Prune-Belly, oligoâmnio, doença renal policística.
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HEPATOTOXICIDADE SECUNDÁRIA A ANTIBIÓTICOS: REVISÃO DE
LITERATURA
Heitor Augusto Viana Brito(1); Ronaldo César Aguiar Lima(2); Ricardo Augusto
de Medeiros Souza(2); Hallyson Lazaro Batista(2); Ewerton Mariz da Costa
Rozendo (3); Hipoliana Danielly Constância de Mesquita(4).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Pedro Álvares Cabral, 16, Bairro Nova Betânia, fone:
(84)9957-9297, CEP: 59.607-360, Email: heitorvbrito@gmail.com (2) Acadêmicos do 5º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3) Graduado em Medicina pela UERN. (4) Especialista
em urgências e emergências pela CENPX ligada a Faculdade União Americana.
RESUMO
Introdução: Os Antibióticos estão entre os fármacos mais prescritos no
mundo. Em doses terapêuticas, os antibióticos são atóxicos, mas quando
utilizados de forma indiscriminada podem gerar sérios danos a diversos
órgãos, inclusive o fígado. Nesse caso, a hepatoxicidade secundária ao uso de
antibióticos, agrava o estado de saúde do indivíduo além de causar um
problema potencialmente fatal. Objetivo: Assim sendo, o presente artigo teve
por objetivo realizar uma revisão de literatura sobre os principais antibióticos
relacionados a hepatotoxicidade. Metodologia: Para realização da presente
pesquisa, utilizamos artigos obtidos nas bases de dados SCIELO e PUBMED e
LILACS. Resultados/discussão: Os dados colhidos, mostram que a maioria dos
antibióticos são atóxicos quando utilizados em doses terapêuticas. Os Blactâmicos (penicilinas) apresentam hepatotoxicidade mínima, mas as
penicilinas semi-sintéticas e as associações com inibidores de B-lactamases
potencializam a toxicidade hepática desses antibióticos. As Cefalosporinas, os
Carbapenêmicos e os Monolactâmicos podem apresentar hepatotoxicidade
quando associados. Outras classes de antibióticos como os aminoglicosídeos, a
clindamicina e a linesulida também apresentam algum grau de
hepatotoxicidade. Conclusões: O conhecimento sobre a ação dos antibióticos
e de suas ações tóxicas constituem-se em bases para prescrição de
antibióticos, sendo fundamentais para os profissionais médicos.
Palavras-chave: Hepatotoxicidade, Antibióticos, Prescrição.
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SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Heitor Augusto Viana Brito(1); Ronaldo César Aguiar Lima(2); Ricardo Augusto
de Medeiros Souza(2); Hallyson Lazaro Batista(2); Ewerton Mariz da Costa
Rozendo(3); Hipoliana Danielly Constância de Mesquita(4).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Pedro Álvares Cabral, 16, Bairro Nova Betânia, fone:
(84)9957-9297, CEP: 59.607-360, Email: heitorvbrito@gmail.com (2) Acadêmicos do 5º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3) Graduado em Medicina pela UERN. (4) Especialista
em urgências e emergências pela CENPX ligada a Faculdade União Americana.
RESUMO
Introdução: A Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) é uma reação cutânea grave
mais comumente associada a pós-administração de fármacos. Apresenta
elevado potencial para morbidade e mortalidade, e acomete a pele e as
membranas mucosas. Manifestada por exantema eritematoso disseminado,
com acometimento centrífugo, lesões em alvo, acometimento de mucosa oral,
ocular e genital, essa síndrome, embora rara, causa conseqüências graves.
Objetivo: Assim sendo, o presente artigo teve por objetivo fazer uma revisão
sobre a SSJ e enfatizar a importância de reconhecer os sinais de
Hipersensibilidade tardia para manejo adequado da SSJ. Metodologia: Para
realização da presente pesquisa, utilizamos artigos obtidos nas bases de dados
SCIELO, PUBMED e LILACS, além de livros considerados fundamentais para
compreensão do tema. Resultados/discussão: A SSJ pode ocorrer em
pacientes de todas as idades, raças e sexo, e está relacionada principalmente
ao uso de fármacos. No Brasil os dados sobre SSJ são escassos, mas estudos
apontam uma ocorrência de 1,2 a 6 por milhões/ano. A patogênese básica
envolve uma reação de hipersensibilidade tardia a fármacos. E a etiologia é
de difícil compreensão sendo que em metade dos casos nenhum fator se
encontra associado. Porém muitos estudos apontam as reações de
hipersensibilidade a imunocomplexos, desencadeados por fármacos
(sulfonamidas e penicilinas); infecções virais (herpes simples vírus) e
neoplasias, como os principais fatores associados a ocorrência da SSJ. O
reconhecimento nos estágios precoces é fundamental ao sucesso do
tratamento, podendo definir o prognóstico do paciente. Conclusões: A SSJ é
potencialmente fatal, pois compromete de forma grave pacientes muitas
vezes já debilitado. Assim, o conhecimento dessa síndrome bem como dos
sinais de hipersensibilidade tardia, possivelmente relacionada com a SSJ, é de
suma importância para os profissionais que trabalham com administração de
fármacos, ou que convivam diretamente com pacientes susceptíveis a SSJ.
Palavras-chave: Síndrome, Fármacos, Cutânea.
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“NOVOS” PAPÉIS ATRIBUÍDOS AOS ASTRÓCITOS
Rebeca Canuto de Sousa (1); Aline Naiara Azevedo da Silva (2); Ana Patrícia
Magalhoes Silva (2); André Luiz Bezerra de Pontes (3); Fausto Pierdoná Guzen
(4); Dayane Pessoa de Araújo (5); José Rodolfo Lopes de Paiva Cavalcanti (6).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua Atirador Antonio
Miguel, nº 10, Ap. 4, Bairro Aeroporto, fone: (84) 9637-4339, CEP: 59.607-360, Email:
rebecacanuto@hotmail.com. (2) Acadêmicas do 3º Período do Curso de Medicina da UERN. (3)
Mestre em Psicobiologia (Neuranatomia/Neurofisiologia). (4) Doutor em Psicobiologia
(Neuranatomia), Professor Adjunto IV do Curso de Medicina da UERN. (5) Mestre em
Farmacologia (Neurofarmacologia), Professora do curso de medicina da UERN. (6) Mestre em
Psicobiologia (Neuranatomia/Neurofisiologia), Professor Assistente IV do Curso de Medicina
da UERN.
RESUMO
INTRODUÇÃO: Os astrócitos são as maiores e mais numerosas células gliais
presentes no Sistema Nervoso Central (SNC) dos mamíferos. Definidos por
muitos anos como células-satélite, visto que dão suporte aos neurônios,
disponibilizando
nutrientes,
retirando
metabólitos
e
mantendo
neurotransmissores na fenda sináptica, os astrócitos tem despertado mais
interesse devido aos papéis recém-descobertos. OBJETIVO: Discutir aspectos
acerca da funcionalidade astrocitária. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo
de revisão não-sistemática realizada por meio de consulta aos bancos de
dados PubMed e Sciencedirect. Foram incluídos na amostra artigos disponíveis
na íntegra que tratavam especificamente da fisiologia astrocitária, assim
como
atendessem
ao
intervalo
temporal
de
1999
a
2012.
RESULTADOS/DISCUSSÃO: Os astrócitos não configuram uma população
homogênea de células, mas uma classe heterogênea com funções importantes
e diversificadas. Estão distribuídos de forma altamente organizada no SNC
adulto. Além das funções clássicas, estudos demonstraram outras atuações
astrocitárias que são: a) transmissão de sinais para neurônios que modulam
diretamente a força sináptica; b) regulação da sinaptogênese e do
aparecimento de novos neurônios; c) liberação do neurotransmissor
glutamato; d) orientação e suporte para migração neuronal durante o
desenvolvimento; e) manifestações fisiopatológicas de sinalização.
CONCLUSÃO: As funções astrocitárias recém-descobertas evidenciam uma
maior complexidade na organização, distribuição e interação dessas células, o
que estimula a realização de estudos mais aprofundados que contribuam para
a compreensão de fisiopatologias, considerando, a partir dos novos
conhecimentos produzidos, a relevância dos astrócitos para o pleno
funcionamento do SNC.
DESCRITORES: Astrócitos, Neuroglia, Transmissão Sináptica.
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Doença de Ollier: relato de caso
Luiz Maia de Freitas Junior (1); Leandro Magno Costa Freire (2); Anna Caroline
Rodrigues de Sousa (2); Tallys Ranier Dantas Rocha (2); Mário Marcos Antônio
da Silva (3); Antônio Vicente Dias de Andrade (4).
(1) Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: R. Olivaci Rocha de Freitas, 34 – Apto 09 – Aeroporto 1 –
Mossoró – RN, fone: (84)9927-3124, email: juniormaia07@hotmail.com. (2) Acadêmicos do 11º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3) Médico Generalista graduado pela UERN. (4)
Médico ortopedista / urgência e enfermarias do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e
Professor auxiliar da disciplina de Ortopedia e Traumatologia do curso de Medicina da UERN.
RESUMO
Introdução: A Doença de Ollier(DO) é uma condição rara e não hereditária
que faz parte grupo das Encondromatoses, caracterizada pela persistência de
massas/tumores benignos de cartilagem nas metáfises e diáfises e assimetria
dos membros, envolvendo um dos lados do corpo exclusiva ou
predominantemente. Relato de caso: Sexo masculino, 11 anos, genitora
relata deformidade e assimetria de membro superior direito(MSD) e inferior
direito(MID) há 10 anos, percebidas a partir do segundo ano de vida,
principalmente durante o desenvolvimento da deambulação. O paciente não
se queixa de dor osteoarticular no decorrer do seu crescimento e não
apresenta história prévia de trauma e/ou fraturas. Ao exame: encurtamento
de MSD associado à deformidade e limitação em movimentos; encurtamento
de MID; deformidade no 4º quirodáctilo D com limitação de flexão; hemicorpo
esquerdo nos padrões de normalidade caracterizando assimetria. Exame
Radiológico: Radiografia de perna, braço e antebraço direitos mostrando
exostose do terço proximal da tíbia, espessamento da cortical, alargamento
do fêmur, deformidades em úmero proximal, radio e ulna. Escanometria: MIE
é 5,6cm maior que o direito. Biópsia e exame histopatológico de encondroma
presente em 4º dedo D: tecidos ósseo e cartilaginoso simples. Discussão: A
prevalência da DO se situa em torno de 1/100.000. As manifestações
geralmente surgem na primeira década de vida com o aparecimento de
massas ósseas palpáveis em dedos, deformidades do crescimento, tanto
angulares como de comprimento, associadas ou não a fraturas patológicas. Os
encondromas múltiplos quando associados à hemangiomas constituem a
síndrome de Maffucci. Com o passar do tempo, aumenta o risco de ocorrência
de Condrossarcoma. Não há tratamento para DO. Cirurgia pode ser indicada
no caso de complicações e transformação maligna. Conclusão: O
acompanhamento do paciente deve ser feito no intuito de intervir sobre as
complicações, estar alerta aos sinais de malignização e melhorar qualidade de
vida.
Descritores: Encondromatose, Condrossarcoma, Cartilagem.
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RELATO DE CASO: ADENOCARCINOMA DO SACO ENDOLINFÁTICO.
Lívia Marinho de Farias (1); Amanda Andrade Aguiar (1); Henrique Lobo
Saraiva Barros (1); Antonia Oliveira Bezerra (1); Társila da Costa Viana (1)
André Lima Batista (2).
(1) Acadêmicos do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. (2) Docente da disciplina de Doenças Neurológicas da Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte – UERN.
RESUMO
Introdução: Adenocarcinoma do Saco Endolinfático (ASE) é uma neoplasia
rara, localmente invasiva, localizada entre canal auditivo interno e seio
sigmoide. Predomina em adultos do sexo feminino (terceira e quarta
décadas). Raros casos pediátricos foram descritos. Aproximadamente, 15% dos
ASE associam-se à doença de Von Hippel-Lindau (VHL). Surdez
neurossensorial, tinido e vertigem são sintomas comuns. Raramente, cursa
com paralisia de nervos cranianos. Como não possui características
radiológicas específicas, torna-se difícil o diagnóstico por imagens. À TC,
geralmente verifica-se uma lesão vascular destrutiva na porção posterior do
osso petroso temporal. Citologicamente, são homogêneas, com epitélio
disposto em grupamentos papilares em algumas áreas e focos de vacuolização
citoplasmática. Há duvidas quanto a necessidade de radioterapia pósoperatória. Esse trabalho relata dois casos de ASE. Relato de Caso: Primeira
paciente: feminino, 10 anos, apresenta massa na base esquerda do crânio há
03 anos, envolvendo a parte petrosa do osso temporal. Apresentou-se com
otite média, diminuição da audição esquerda e paralisia parcial periférica do
sétimo par à esquerda. História negativa de VHL. O diagnóstico pré-operatório
era colesteatoma congênito. Segunda paciente: feminino, 44 anos, relatava
progressiva cefaléia à direita e perda da audição há 09 anos. Apresentava
paralisia do nervo facial direito e diminuição da acuidade visual direito. A TC
e RNM demonstraram tumor vascular do osso temporal envolvendo a fossa
média e posterior. Suspeitou-se de paraganglioma, embora, radiologicamente,
ASE foi incluído no diagnóstico diferencial. As pacientes foram submetidas à
ressecção do osso temporal. O exame anatomopatológico do tumor
demonstrou um ASE. Ambos os tumores possuíam componentes císticopapilares, com projeções papilares bem-vascularizadas, sem pleomorfismo ou
mitoses. Nenhuma paciente recebeu radioterapia ou quimioterapia, e ambas
estão vivas e sem doença após 18 meses da cirurgia. Conclusões: Por ser raro
e com características de imagem inespecíficas, a excisão cirúrgica precoce
com análise anatomopatológica pode evitar a progressão tumoral.
Descritores: Adenocarcinoma, Diagnóstico, Cirurgia.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
CARCINOMA VERRUCOSO: UM RELATO DE CASO
Luiz Maia de Freitas Junior (1); Anna Caroline Rodrigues de Sousa (2); Tallys
Ranier Dantas Rocha (2); Leandro Magno Costa Freire (2); Mário Marcos
Antônio da Silva (3); Marinaldo Horácio de Oliveira Medeiros (4).
(1)Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivaci Rcha de Freitas; nº 34 - Apto 9, bairro Aeroporto I,
Mossoró-RN, fone: (84)9927-3124, Email: juniormaia07@hotmail.com; (2) Acadêmicos do
Curso de Medicina da UERN; (3) Médico Generalista Graduado pela UERN e Preceptor do
Internato em Clínica Médica B do Curso de Medicina da UERN. (4) Docente das disciplinas de
Oncologia e Semiolgia do Curso de Medicina da UERN e Preceptor do internato em Cirurgia do
Curso de Medicina da UERN.
Introdução: O carcinoma verrucoso (CV), rara lesão exofítica, representa uma
variante de baixo grau do carcinoma de células escamosas (CCE) bem
diferenciado. Embora incomum, 75% doscasos ocorrem na cavidade bucal. A
região mandibular é o local mais afetado. O diagnóstico se confirma por
estudo histopatológico e a cirurgiaé o tratamento de escolha. Relato de Caso:
Sexo feminino, 82 anos, com queixas de edema de face há 30 dias e perda
ponderal de aproximadamente 4 kg nos últimos 02 meses. Negava etilismo ou
tabagismo. Ao exame: lesão de aspecto vegetante ocupando o recesso
gengivo-lingual direito, com aproximadamente 06 cm em seu maior diâmetro,
de aspecto polipóide, indolor e friável à palpação, associada a edema e
eritema labial. Estudo tomográfico: lesão fixa e infiltrando a mandíbula e pele
da face por contigüidade. Histopatológico da lesão endoral: hiperplasia
escamosa, confirmada como papiloma invertido em segunda amostra. A
paciente submeteu-se a uma hemimandibulectomia para retirada da lesão
com margens de segurança, havendo perda mucosa e cutânea importantes,
sendo reconstruído com retalhos lingual e cutâneo. Histologia do segmento
mandibular: CV no interior da lesão. A paciente foi encaminhada para
avaliação e tratamento radioterápico. Discussão:O CV tipicamente envolve
homens mais idosos.Sua etiopatogenia está relacionada com carcinógenos
biológicos (HPV), químicos (tabagismo) e físicos (trauma constante). Trata-se
de uma neoplasia rara e com bom prognóstico. No entanto, um quinto desses
tumores contém CCE coexistente, o qual poderá ser identificado sem cortes
histológicos numerosos. Tais tumores híbridos apresentam mais tendência à
recidiva local, e discreta tendência para emitir metástases ao pescoço
ipsilateal. Conclusão: Embora não seja freqüente e com excelente
prognóstico, o CV apresenta um potencial de recidiva local que deve ser
considerado durante o planejamento cirúrgico dessa neoplasia, sendo
importante o seu relato e discussão.
Descritores: Carcinoma Verrucoso, hemimandibulectomia, carcinoma de
células escamosas.
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Índices de morbimortalidade por Diabetes Mellitus em Mossoró –
RN.
Jose Airton Filho (1); Douglas Pacheco Pinto (1); Pablo de Castro Santos (2).
(1)Acadêmicos do 8º período do Curso de Enfermagem da Universidade Potiguar - UnP.
Endereço para contato: Rua Rodrigues Alves, 55, Bairro Paredões, fone: (84) 9138-0685,
Email:joseairton15@hotmail.com. (2) Mestre em Bioquímica e Biologia Molecular e Docente
da UnP – Campus Mossoró/RN.
RESUMO
Introdução. O diabetes mellitus é um problema de saúde pública que atinge
mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo. É caracterizado como um
distúrbio do sistema endócrino e tem como disfunção principal a deficiência
da produção ou resistência a insulina, isto leva a inúmeras complicações
agudas e crônicas que atinge órgãos importantes, ocasionando neuropatias,
complicações vasculares periféricas, amputações entre outras que podem
comprometer a autonomia do indivíduo. No mundo os gastos com diabetes
representam entre 2,5 a 15% de todos os gastos nacionais com saúde
Objetivo. O objetivo da pesquisa foi identificar a relevância do diabetes
frente ao número de internamentos no sistema Hospitalar e os óbitos em
Mossoró, referente a janeiro de 2011 a setembro de 2012. Metodologia. O
estudo foi de caráter quantitativo com método de análise de dados
exploratório e descritivo. Os dados foram coletados do SIH/SUS e o SIM da
Vigilância Epidemiológica de Mossoró e analisados através de frequência
simples em números absolutos e percentuais. Resultados e Discussões. Foram
identificados 209 casos de internações hospitalares, com 53,6% para o sexo
feminino e 46,4% para o masculino. A maior incidência de internamentos foi
registrada na população com faixa etária acima de 40 anos, as faixas etárias
60 a 69 anos apresentaram destaque com 22,5% dos casos. Observou-se que a
média de permanência destes pacientes internados foi 7,7 dias já a população
feminina permaneceu em média 8,2 dias e a masculina 7,3 dias e os gastos
com todos estes pacientes foram iguais a R$ 157.798,20. Em 2011 a cidade de
Mossoró apresentou 93 óbitos por diabetes. Conclusões. A diabetes se
configura também em Mossoró como um problema de saúde publica e estes
dados apresentados contribuir para embasamento e planejamento de
estratégias e ações de enfretamento ao problema.
Descritores: Diabetes, Morbidade Hospitalar, Mortalidade.
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RELATO DE CASO: TRAUMA DUODENAL – DIFICULDADES NO
DIAGNÓSTICO IMEDIATO
Ingrid Iana Fernandes Medeiros (1); Jesrryel da Silva Lima (2); Maria Gabriela
Augusto de Medeiros Jácome (2); Monalisa Fontes Silva (2); Ewerton Mariz da
Costa Rozendo (3); Gustavo Henrique Dantas da Cunha (4).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua José Bonifácio, 132, Bairro Alto da Conceição, fone:
(84)8809-3075, CEP: 59.600-360, Email: ingrid_iana@hotmail.com. (2) Acadêmicos do 3º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3) Graduado em Medicina pela UERN. (4) Graduado
em Medicina pela UERN
RESUMO
Introdução: Os traumas duodenais são lesões pouco frequentes ocorrendo em
3 a 5% dos traumatismos abdominais e caracterizados por elevados índices de
morbidade e mortalidade. O presente trabalho tem por objetivo apresentar
um caso de um paciente vitimado com trauma duodenal do tipo penetrante e
discutir sobre as dificuldades de diagnóstico relacionadas aos traumas de
duodeno. Relato de Caso: Paciente F.M.S., sexo masculino, 26 anos de idade
deu entrada no Hospital Regional Tarcísio Maia, na cidade de Mossoró, vítima
de trauma abdominal por colisão moto-animal. Referia dor abdominal difusa,
de forte intensidade em toda região abdominal que piorava com o movimento
e melhorava com o repouso. O abdome encontrava-se doloroso e distendido,
com sinal de dor difusa a descompressão abdominal. Apresentava defesa
abdominal involuntária e equimose de aproximadamente 4 cm em região de
hipocôndrio direito (HD) com lesão corto-contusa de aproximadamente 2 cm.
Ruídos hidroaéreos encontravam-se diminuídos. Como conduta realizou-se
laparotomia exploratória em que se constatou uma lesão duodenal em 2ª
porção com aproximadamente 50% da circunferência lesada. Procedeu-se ráfia
com prolene 3,0, exclusão pilórica com sutura pilórica e gastroanastomose. O
pós-operatório caracterizou-se com complicações decorrentes da formação de
uma fístula e consequente desnutrição levando o paciente a óbito. Discussão:
Os traumas duodenais do tipo penetrante possuem um diagnóstico precoce
obtido pelo quadro clínico característico oriundo da irritação do peritônio. No
entanto, o diagnóstico das lesões duodenais do tipo fechada ainda instiga
muitos cirurgiões da urgência e trauma. Isso se deve a existência de um
quadro clínico inespecífico e a localização retroperitoneal do órgão que atua
como método protetor. Dores recorrentes e aumento na dosagem da amilase
em relação ao momento da admissão são sinais importantes que devem ser
avaliados pelo médico a fim de se obter um diagnóstico precoce e conclusivo.
Descritores: Trauma duodenal, Peritônio, Exclusão pilórica.
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DISCUSSÃO ACERCA DAS PRINCIPAIS MEDIDAS DE CONTROLE DA
LEISHMANIOSE VISCERAL
Antonia Oliveira Bezerra (1); Társila da Costa Viana (2); Arthur Robson da
Costa Freire (2); Ronaldo César Aguiar Lima (2); Lívia Marinho de Farias (2);
Paula Vivianne Souza de Queiroz Moreira (3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Pedro Alvares Cabral, 16, Bairro Aeroporto, CEP: 59.607140; fone: (84) 8751-5128; Email: antoniaobezerra@hotmail.com (2) Acadêmicos do Curso de
Medicina da UERN. (3) Docente do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte - UERN.
RESUMO
Introdução: A Leishmaniose Visceral (LV) ou Calazar é uma zoonose que afeta
seres humanos e outros animais. No Brasil é causada por um protozoário da
família tripanosomatidae, gênero Leishmania, espécie Leishmania chagasi.
Apresenta-se sob a forma de doença crônica, sistêmica, caracterizada por
febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia, entre outras
manifestações. É uma doença de notificação compulsória, transmitida pela
picada da fêmea do hematófago flebótomo Lutzomia longipalpis. Apesar de
acometer primariamente animais silvestres, a LV é um crescente problema de
saúde pública no Brasil. Objetivo: O estudo contempla a discussão das
medidas de controle da LV, tendo em vista a importância do tema na redução
da transmissão da doença. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literária
elaborada através de pesquisas aos principais bancos de dados on-line (Scielo,
PUBMED, LILACS), além de livros de referência de Parasitologia Médica.
Resultados/Discussão: O processo de expansão geográfica e urbanização da
LV conduzem à necessidade de se estabelecer medidas mais eficazes de
controle. De acordo com os dados, viu-se que a investigação epidemiológica
constitui uma medida de controle importante, a qual procura definir áreas
endêmicas e verificar a eficácia das ações de combate à LV. Além disso, a
eliminação de cães errantes e domésticos infectados (principais reservatórios
do parasita); o combate vetorial por meio do uso de inseticidas e detecção
dos cães infectados; vacinação dos cães; bem como o tratamento e detecção
precoce da patologia constituem medidas eficientes no controle da LV.
Ressalta-se, ainda, que ações educativas devem ser desenvolvidas com
objetivo de alertar a população sobre a importância da sua participação nesse
contexto. Conclusões: A LV ainda é uma zoonose de ampla distribuição
geográfica. Nesse sentido, a interrupção da cadeia de transmissão
possibilitada pelas medidas abordadas constitui o principal método de
controle da doença, o que justifica a relevância do tema.
Descritores: Leishmaniose Visceral, Controle, Transmissão.
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IMPORTÂNCIA DAS MEDIDAS PROFILÁTICAS NO CONTROLE DA
NEUROCISTICERCOSE.
Antonia Oliveira Bezerra (1); Társila da Costa Viana (2); Arthur Robson da
Costa Freire (2); Ronaldo César Aguiar Lima (2); Amanda Andrade Aguiar (2);
Paula Vivianne Souza de Queiroz Moreira (3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Pedro Alvares Cabral, 16, Bairro Aeroporto, CEP: 59.607140; fone: (84) 8751-5128; Email: antoniaobezerra@hotmail.com (2) Acadêmicos do Curso de
Medicina da UERN. (3) Docente do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte – UERN.
RESUMO
Introdução: Neurocisticercose (NC) é uma doença provocada pela infecção do
sistema nervoso (SN) pelo Cysticercus cellulosae, a forma larvária da Taenia
solium. Nesses tecidos os cisticercos podem alojar-se em diversas regiões
desde o parênquima cerebral, sistema ventricular, espaço subaracnóideo,
meninges, até a medula. Constitui-se como a causa mais comum de epilepsia
de início tardio e de hidrocefalia em adultos no Brasil, além de ser a patologia
mais frequente no SN. Objetivo: O presente trabalho presta-se à revisão da
NC, priorizando a discussão dos aspectos profiláticos da infecção.
Metodologia: Realizou-se uma revisão de literatura elaborada por meio de
pesquisas eletrônicas nas bases de dados SCIELO, PUBMED, LILACS, além de
consultas em livros-textos de Parasitologia. Resultados/Discussão: Com base
nos dados analisados, entre as principais medidas profiláticas devem ser
destacadas: higiene pessoal e dos alimentos; tratamento da água para
consumo; saneamento básico com destino adequado das fezes; criação de
bovinos e suínos de forma intensiva e tecnificada; não ingestão de carne crua
o mal cozida; fiscalização, avaliação e inspeção das carnes para consumo
humano; não utilização de fezes humanas como adubo e não irrigação de
hortas com água de rio. Além disso, o diagnóstico e tratamento dos
portadores de teníase é a principal forma de evitar o contágio de outras
pessoas. Deve-se lembrar, também, que faz parte da profilaxia e controle da
neurocisticercose os aspectos de educação em saúde para a população por
parte dos profissionais de saúde. Conclusões: A profilaxia é considerada a
melhor estratégia contra a NC, sendo possível minimizar a contaminação do
solo e a infecção de animais e de novos indivíduos.
Palavras-chave: Neurocisticercose, Profilaxia, Controle.
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FATORES DE RISCO À INFECÇÃO HOSPITALAR EM
HOSPITAIS BRASILEIROS: BREVE REVISÃO SISTEMÁTICA
Sperandio C.R.1; Zanatta, A. P.2; Santos B.N.H.3; Gurgel A.C.M.4; Negri M5.
1 Acadêmica do Curso de Medicina da Faculdade Ingá, Rodovia Colombo S/N Maringá, Fone
(44) 3033 5009, Email: cathiasperandio@yahoo.com, PARANÁ; 2 Acadêmica do terceiro ano do
Curso de Medicina da Uningá. 3 Hospital Memorial, Faculdade Ingá, Enfermeira, Maringá,
PARANÁ; 4 Hospital Memorial, Faculdade Ingá, Medica infectologista, Maringá, PARANÁ; 5
Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina, Universidade Estadual de Maringá, Docente
de microbiologia.
RESUMO
A ANVISA classificou a infecção hospitalar (IH) como aquela que se manifesta
durante a internação ou após a alta, esta pode ser relacionada com a
internação ou procedimentos. Os fatores predisponentes a IH estão ligados a
própria situação de saúde e doença, ou a métodos invasivos e ambientais aos
quais o paciente está exposto. São vários fatores que elevam os números de
casos de IH. O objetivo deste trabalho foi realizar uma breve revisão afim de
evidenciar os principais fatores envolvidos na IH em hospitais brasileiros. A
metodologia utilizada para a investigação do objeto de estudo foi a coleta de
dados por meio de um levantamento bibliográfico por pesquisa online de
artigos, sendo a principal fonte de dados utilizada a SciELO. Nas bibliografias
consultadas coletou-se as informações: Região do país, período, projeto de
estudo, instituições participantes, total de pacientes, setor que o paciente
estava internado, condições predisponentes, procedimento invasivo utilizado,
tipo de infecção nosocomial. Resultados. Na Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) os índices de infecções hospitalares tendem a serem maiores, segundo
um estudo realizado em hospitais brasileiros. Neste setor, as patologias dos
pacientes de maior gravidade foram: pneumonia devido a ventilação
mecânica; infecções do trato urinário relacionadas a sondagem vesical;
infecções da corrente sanguínea relacionadas a cateter venoso central; e
infecções no sítio cirúrgico, devido aos procedimentos invasivos. Conclusão.
Os pacientes que apresentam elevados dias de internação, tem maior risco de
adquirir infecção hospitalar. Sendo assim, os principais fatores de risco estão
diretamente relacionado com o tempo de internação, procedimentos invasivos
e também a própria patologia de base do paciente.
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USO DE MISOPROSTOL DURANTE A GESTAÇÃO COMO CAUSA DA
SÍNDROME DE MOEBIUS
Aurélio Júlio Silva Dantas (1); Daniel Gustavo Sabino Ferreira Bandeira (2);
Jesrryel da Silva Lima (3); Ana Caroline Alves de Lucena (3); Ewerton Mariz da
Costa Rozendo (4); Dayane Pessoa de Araújo(5)
(1) Acadêmico do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua Rui Barbosa, nº
475, AP 04, Bairro Alto da Conceição, fone: (84) 9667-1131, CEP: 59.600-280, Email:
aurélio_dantas@hotmail.com (2) Acadêmico do 7º Período do Curso de Medicina da UFCGCajazeiras. (3) Acadêmicos do 3º Período do Curso de Medicina da UERN; (4) Graduado em
Medicina pela UERN. (5) Mestre em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC),
docente do curso de medicina da Faculdade de Ciências da Saúde – FACS/UERN.
RESUMO
Introdução: A Síndrome de Moebius consiste em um distúrbio neurológico raro
e complexo, que decorre de uma paralisia congênita de pares de nervos
cranianos (sobretudo o facial), na maioria das vezes de modo bilateral, tendo
como principais manifestações baixa expressividade facial e estrabismo
convergente; Objetivo: Fazer uma relação entre o uso de Misoprostol
(Cytotec®) e a gênese da Síndrome de Moebius durante o período gestacional;
Metodologia: Pesquisa bibliográfica baseada na análise de artigos oriundos das
bases eletrônicas: PubMed, Scielo, Medline; Resultados/Discussão: A
Síndrome de Moebius, por ser uma desordem extremamente rara, não possui
uma incidência bem determinada. Para o diagnóstico, temos como critério
principal a paralisia parcial ou completa do nervo facial, mas também pode
haver acometimento uni ou bilateral do nervo abducente e, em menor escala,
dos nervos troclear, glossofaríngeo, vago e hipoglosso. Dentre as
manifestações mais encontradas, temos: fácies “de máscara”, inabilidade
para sorrir, estrabismo convergente, disfonia, alterações da arcada dentária,
sialorréia, dificuldade na movimentação ocular e no piscar. O Misoprostol
(Cytotec®) é a versão sintética da prostaglandina E1 (PGE1) usado no
tratamento e prevenção de úlcera gástrica. As contrações uterinas produzidas
pelo misoprostol até o segundo mês de gestação (Fluxo amniótico pequeno)
causariam flexão do feto ao nível do 6º e 7º nervos cranianos. A área
flexionada estaria sujeita a uma redução de fluxo sanguíneo, que poderia
levar a morte do núcleo craniano. Há também a regressão prematura das
artérias trigêmeas, obstrução da artéria basilar e/ou vertebral e interrupção
da artéria subclávia; Conclusão: Não há uma cura definitiva. O tratamento é
basicamente paliativo, através de procedimentos cirúrgicos (correção do
estrabismo e defeitos ortopédicos), fisioterapia, fonoterapia e terapia
ocupacional. Há maior susceptibilidade ao desenvolvimento de cáries e
doenças periodontais. Recomenda-se o uso de lágrimas artificiais,
instrumentos para alimentação e selo ocular noturno.
Descritores: Síndrome, Moebius, Misoprostol, Cytotec.
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Lesão do nervo ciático associada à administração
medicamentosa e o papel do enfermeiro
Jéssika Barbosa de Souza (1); Luadja Kelly de Almeida Oliveira (2); Francisco
Rafael Ribeiro Soares (3).
(1)Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Boanerges Perdigão, 178, Bairro Dom Jaime Câmara, fone:
(84)8869-6352, CEP: 59.628.430, Email: jessikaabarbosa@hotmail.com. (2) Acadêmica do 6º
Período do Curso de Enfermagem da UERN. (3) Mestrando no Programa de Pós-Graduação em
Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - PGENF/UFRN.
RESUMO
INTRODUÇÃO: O nervo ciático é formado pelos ramos ventrais do plexo sacral
(L4 a S3). Sai da pelve, passa pela região glútea, desce pelo fêmur até o
terço inferior da coxa, dividindo-se nos nervos tibial e fibular. Ressalta-se a
importância do seguimento de adequada técnica de administração
medicamentosa por via intramuscular em região dorsoglútea, pela
enfermagem, já que é possível a associação de iatrogenias neste
procedimento com graves complicações como a lesão do nervo ciático.
OBJETIVOS: Discutir o papel da enfermagem frente à administração de
medicamentos em região dorsoglútea. METODOLOGIA: Estudo de revisão não
sistemática da literatura, enfatizando a necessidade de conhecimentos
anatômicos, pela enfermagem, referentes à administração de medicamentos
por via intramuscular e o possível trauma em nervo ciático.
RESULTADOS/DISCUSSÕES: A prática medicamentosa por via intramuscular na
região dorsoglútea é bastante frequente no cotidiano dos serviços de saúde.
Conhecimentos em relação à delimitação do local em que se aplica a injeção;
variações anatômicas nas pessoas; e possíveis consequências advindas de
iatrogenias devem ser objeto de estudo e atualização constantes dos
profissionais de enfermagem, pois são os principais responsáveis pelos
procedimentos relacionados ao preparo e administração de medicamentos. O
paciente atingido poderá apresentar diversas sequelas, sendo a paralisia
permanente ou parcial da perna a mais grave. Para evitar falhas na técnica,
além dos conhecimentos anatômicos é primordial que equipe de enfermagem
identifique a presença da lesão do nervo ciático, a partir de sintomas como
dor, dormência ou formigamento. Diante dos riscos, essa região tem sido
proscrita em detrimento da utilização da via ventroglútea, também chamada
de local de Hochstetter. CONCLUSÃO: A deficiência de conhecimentos
teóricos e práticos sobre anatomia, pela enfermagem, pode levar a falhas
técnicas que levem a consequências graves ao paciente que podem ser
minimizadas pela habilidade e conhecimento de quem administra.
DESCRITORES: nervo isquiático, injeções intramusculares, enfermagem.
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Importância da monitorização da PIC em vítimas de TCE no olhar
da Enfermagem: revisão integrativa
Jéssika Barbosa de Souza (1); Luadja Kelly de Almeida Oliveira (2); Francisco
Rafael Ribeiro Soares (3).
(1)Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Boanerges Perdigão, 178, Bairro Dom Jaime Câmara, fone:
(84)8869-6352, CEP: 59.628.430, Email: jessikaabarbosa@hotmail.com. (2) Acadêmica do 6º
Período do Curso de Enfermagem da UERN. (3) Mestrando no Programa de Pós-Graduação em
Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - PGENF/UFRN.
RESUMO
INTRODUÇÃO: O traumatismo cranioencefálico é uma agressão ao encéfalo
provocado por um trauma externo. Seus mecanismos provocam disrupturas na
barreira hematoencefálica permitindo a passagem dos componentes
plasmáticos para o tecido neural, provocando edema vasogênico que,
adicionado de áreas hemorrágicas com efeito de massa, são os principais
responsáveis pelo surgimento da hipertensão intracraniana, resultando em
diminuição da perfusão cerebral, isquemia e morte neuronal. Cabe ao
enfermeiro a adequada monitorização da pressão intracraniana, pois cuidados
inadequados podem piorar o quadro clínico do paciente, agravando seu estado
neurológico. OBJETIVOS: Realizar revisão integrativa de literatura sobre a
importância da monitorização da PIC em vítimas de traumatismo
cranioencefálico. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa de
literatura feita a partir de artigos dos últimos dez anos publicados nas bases
SCiELO e LILACS, tendo como descritores: Pressão intracraniana e
Traumatismos craniocerebrais. Critérios de inclusão: artigos disponíveis na
íntegra; estudos que abordem a relação da monitorização da PIC pela
enfermagem nos casos de TCE e que tenham sido publicados nos idiomas
português, inglês e espanhol. Critérios de exclusão: artigos duplicados e
publicações do tipo: dissertações, teses, editoriais e notas ao editor. Foram
selecionados 9 artigos no LILACS e 1 no SCIELO. RESULTADOS/DISCUSSÕES:
Complicações do TCE podem ser prevenidas quando este quadro é tratado
adequadamente, destarte, prevenção e reabilitação tornam-se essenciais. A
monitorização da PIC é fundamental, assim como a identificação dos fatores
relacionados à sua origem. Cabe ao enfermeiro ter habilidades para manipular
o sistema de monitorização tendo conhecimento sobre os princípios
anatomofisiológicos do sistema nervoso central, assim como da fisiopatologia
do TCE. CONCLUSÃO: Os cuidados com pacientes vítimas de TCE aumenta a
exigência de conhecimentos por parte dos profissionais. A monitorização
desses pacientes é um grande desafio, pois através dela se tem dados
necessários e confiáveis para as intervenções necessárias.
DESCRITORES:
Enfermagem.
Pressão
intracraciana,
Traumatismos
craniocerebrais,
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RELATO DE CASO: DERRAME PERICÁRDICO MACIÇO EM CIRROSE
HEPÁTICA.
Maria Gabriela Augusto de Medeiros Jácome (1); Aurélio Júlio Silva Dantas (2);
Ingrid Iana Fernandes Medeiros (2); Monalisa Fontes Silva (2); Thaisa Gracielle
Martins Camboim (2); Gustavo Henrique Dantas da Cunha (3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua seis de janeiro 04, Santo Antônio, fone: (84)9661-4742
CEP: 59611-070 Email: gabii_medeiros@hotmail.com. (2) Acadêmicos do 3º Período do Curso
de Medicina da UERN. (3) Graduado em Medicina pela UERN.
RESUMO
Introdução: Diagnosticado pelo acúmulo anormal de líquido na cavidade
pericárdica, o derrame pericárdico tem como consequência o aumento da
pressão intrapericárdica podendo levar ao tamponamento cardíaco e óbito.
Hipertensão portal, queda da proteína plasmática e extravasamento desta
para o terceiro espaço são os fatores que inter-relacionam o derrame à
hepatopatia característica da cirrose causada pelo etilismo. Relato do caso:
Paciente J.R.S, sexo masculino, 52 anos deu entrada no HRTM (Hospital
Regional Tarcísio Maia) queixando-se de piora na dispneia, dor abdominal
difusa de grande intensidade e continua. Foi avaliado pela cirurgia e
descartado abdome agudo cirúrgico. Inicialmente com cirrose hepática,
hipertensão portal, ascite de repetições (submetido, há dois anos, a duas
paracenteses de alívio), com história prolongada de libação alcoólica, dispneia
e dor abdominal. Realizada USG abdominal confirmou-se o quadro de ascite
loculada ao qual foi submetido à drenagem, retirando-se em média 1500 mL
de líquido amarelo citrino. Foi submetido a um ecocardiografia, resultando
em Derrame Pericárdico Volumoso, com sinais clínicos de tamponamento
cardíaco. Realizou-se uma pericardiocentese com drenagem de 600 ml de
líquido serosanguinolento. O paciente evoluiu com desidratação,
hipoalbuminemia, ascite e edemas em MMII e quadros de enterorragia. Vinte e
dois dias passados apresentou-se inconsciente, com ingurgitamento jugular,
pele fria e hipotenso indicando a realização de uma nova pericardiocentese,
sendo o líquido purulento (600 ml). Paciente grave evoluiu para óbito 4 horas
após o procedimento. Discussão: O paciente em estudo apresentou derrame
pericárdico maciço levando ao tamponamento cardíaco e óbito, causado pela
cirrose alcoólica, o que não é comum na grande maioria dos pacientes.
Portanto, é fundamental o acompanhamento e a realização de exames físicos
e clínicos mais minuciosos a fim de possibilitar o diagnóstico precoce do
derrame pericárdico.
Descritores: Derrame pericárdico, Cirrose hepática, Pericardiocentese.
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07 e 08 de Dezembro de 2012
CARDIOPATIA CONGÊNITA: ANÁLISE ANATOMO-FISIOLÓGICA DA
TETRALOGIA DE FALLOT EM NEONATOS.
Monalisa Fontes Silva (1); Maria Gabriela Augusto de Medeiros Jácome (2);
Ingrid Iana Fernandes Medeiros (2); Aurélio Júlio Silva Dantas (2); Ewerton
Mariz da Costa Rozendo (3); Epaminondas de Medeiros Jácome (4).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rodrigues de Freitas 36, Aeroporto I, fone:
(84)9942-5885 CEP: 59607-290 Email: mona_fonte@hotmail.com. (2) Acadêmicos do 3º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3) Graduado em Medicina pela UERN. (4)
Mastologista mestre em saúde coletiva.
RESUMO
Introdução: A cardiopatia congênita é uma malformação cardíaca cianótica
mais comum ao nascimento acometendo 1 a 1,5 em cada 10.000 nascidos
vivos. Dentre as cardiopatias congênitas, encontramos a Tetralogia de Fallot
como a mais frequente em neonatos. Este epônimo se deu em função de
estudos realizados por Étienne-Louis Arthur Fallot médico francês que a partir
da descrição do coração de três pacientes cianóticos, necropciados, publicou
em 1888, trabalhos relacionados á patologia. Objetivo: Discutir os aspectos
Anatomofisiológicos acerca da tetralogia de Fallot, associando-os ao
desenvolvimento cardíaco. Método: O estudo consiste em uma revisão nãosistemática da literatura. Para tal, foi feita uma análise de livros de
embriologia, fisiologia, anatomia, e artigos científicos obtidos a partir de
dados SCIELO entre 2006 a 2010. Resultado/Discussão: O coração surge a
partir da influência indutora do endoderma embrionário que estimula a
formação de cordões angioblásticos (canais endoteliais) durante a terceira
semana. Estes cordões se canalizam originando os tubos endocárdicos, que se
fundem formando o coração tubular. Embriologicamente, a Tretralogia de
Fallot é consequência de uma única anormalidade do desenvolvimento fetal.
Quando do alinhamento com o septo muscular, o septo infundibular é
deslocado anteriormente, resultando no defeito septal, deslocamento anterior
da válvula aórtica e obstrução da via de saída do ventrículo direito.
Conclusão: A elaboração deste estudo nos faz refletir a importância
necessária de conhecer as malformações embriológicas do sistema cardíaco,
em foco a Tetralogia de Fallot, para que se possa diagnosticar precocemente,
bem como relacioná-la a correções operatórias ou medidas paliativas
dependendo da sua gravidade. Além disso, analisar desde a expressão gênica e
realizar o aprofundamento de estudos que tratem do desenvolvimento do
sistema cardiovascular, na perspectiva de novas pesquisas que possam evitar a
patologia a partir do desenvolvimento embrionário.
Descritores: Cardiopatia Congênita; Tetralogia de Fallot; Neonatos.
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Trabalhos agraciados com o prêmio de menção honrosa no II
Simpósio Mossoroense de Anatomia Clínico-Cirúrgica – SMACC
Modalidade Banner:
SÍNDROME DE BOERHAAVE: UM RELATO DE CASO
Hallyson Lazaro Batista(1); Ronaldo César Aguiar Lima(2); Ricardo Augusto de
Medeiros Souza (2); Jota Jaime Oliveira Mesquita (2); Hipoliana Danielly
Constância de Mesquita (3); Flávio Antonio Limeira(4).
(1) Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy R de Freitas, 300, Bairro Aeroporto I, fone:
(84)9912-6685, CEP: 59.607-360, Email: hallysonlb@yahoo.com.br (2) Acadêmicos do 5º
Período do Curso de Medicina da UERN. (3)Enfermeira especialista em urgências e
emergências pela CENPX da faculdade União Americana. (4) Médico do Trabalho pela Estácio
de Sá.
ZOONOSES EMERGENTES COMO IMPORTANTES PROBLEMAS DE
SAÚDE: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Ricardo Augusto de Medeiros Souza(1); Ronaldo César Aguiar Lima(2); Antonia
Oliveira Bezerra(2); Arthur Robson da Costa Freire(2); Társila da Costa
Viana(2); Paula Viviane Souza de Queiroz Moreira(3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Maria Leopoldina, 7, Bairro Aeroporto I, fone: (84)99360767, CEP: 59.607-280, Email: ricardodarlon@hotmail.com (2) Acadêmicos do 5º Período do
Curso de Medicina da UERN. (3) Docente do Curso de Medicina da Universidade do Estado do
Rio Grande do Norte.
DISCUSSÃO DA DIABETES MELLITUS COMO FATOR DE RISCO AO
DESENVOLVIMENTO DA TUBERCULOSE.
Ewerton Mariz da Costa Rozendo (1); Antonia Oliveira Bezerra (2); Társila da
Costa Viana (2); Arthur Robson da Costa Freire (2); Henrique Lobo Saraiva
Barros (2); Alfredo Passalacqua (3).
(1) Graduado no Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rodrigues de Freitas 36, Aeroporto I, CEP: 59607290; fone: (84)9942-5840; Email: vertinhojp@hotmail.com (2) Acadêmicos do Curso de
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Medicina da UERN. (3) Docente da disciplina de Infectologia do Curso de Medicina da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN.
SÍNDROME DE PRUNE-BELLY: UM RELATO DE CASO
Anna Caroline Rodrigues de Sousa (1); Luiz Maia de Freitas Junior (1); Tallys
Ranier Dantas Rocha (1); Leandro Magno Costa Freire (1); Francisco de Assis
Cavalcante Junior(2); Maxwell de Oliveira Souza (3);
(1)Acadêmicos do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Doutor Almeida Castro, nº278, 1º Andar, Bairro Centro,
Mossoró-RN, fone: (84) 9931-4414, CEP: 59.600-040, Email: anninhacarolr@yahoo.com.br; (2)
Médico generalista graduado pela UERN e preceptor do Internato em Clínica Médica
B.(3)Neonatologista do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.
Aspectos Clínicos e Neuropsicológicos da Neurocisticercose
Humana: Uma revisão
Flávia Sonária da Silva (1); Michelline do Vale Maciel (2); Eguimara de Souza
Borges Fernandes (3); Liz Christianne de Paula Maia; (3) Leyla Barbosa
Andrade (3); Marcilene Barbosa de Oliveira dos Santos.
(1)Acadêmica do Curso de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem Nova Esperança FACENE. Endereço para contato: Avenida Presidente Dutra, 701, Alto de São Manoel –
Mossoró RN, fone: (84)3312-0143, CEP: 59.628-000, Email: flaviasonnarya@hotmail.com (2)
Doutora em Ciências veterinárias pela Universidade Estadual do Ceará – UECE, Docente de
Parasitologia da FACENE. (3) Acadêmicas do 6º Período do Curso de Enfermagem da FACENE.
Modalidade Oral:
ALTERAÇÃO DO VOLUME EM ÁREAS CEREBRAIS DE RATOS TRATADOS COM
DIMESILATO DE LISDEXANFETAMINA
Ana Isabelle de Gois Queiroz (1); Greicy Coelho de Souza (2); Júlia Ariana de
Souza Gomes (2); Lígia Menezes Cavalcante (3); Maíra Morais de Araújo (3);
Danielle Silveira Macêdo (4).
(1)Mestranda em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Endereço para
contato: Rua Coronel Nunes de Melo, 1127 – Cep: 60431-270 – Fortaleza, CE
Telefone: (85) 3366-8337 – Fax: (85) 3366-8333, Email: isabellegois11@yahoo.com.br. (2)
Mestrandas em Farmacologia pela UFC. (3) Acadêmicas do Curso de Medicina da UFC. (4)
Professora do Programa de Pós Graduação em Farmacologia e Pesquisadora do Laboratório de
Neurofarmacologia UFC.
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Disfunções motoras e sensoriais da Síndrome de Brown-Séquard
Gislainy Luciana Gomes Câmara (1); Társila da Costa Viana (2); Antonia
Oliveira Bezerra (2); Pablo de Castro Santos (3).
(1) Acadêmica do 8º período do curso de Fisioterapia da UnP. Endereço para contato: Rua Seu
Tavares, N° 37, Bairro Abolição II, fone: (84) 8819-6875, CEP: 59.619-560, Email:
lainycamara@hotmail.com. (2) Acadêmicas do 5º Período do curso de Medicina da UERN. (3)
Mestre em Bioquímica e Biologia Molecular – UFRN, Docente da disciplina de Bioquímica da
UnP e UERN.
FUNCIONALIDADE DAS PROTEÍNAS LIGANTES DE CÁLCIO NO
SISTEMA NERVOSO.
Caio da Fonseca Silva (1); Mabson Delâno Alves Barbosa(2); Antonio Alves Lira
Neto (2); Eudes Euler de Souza Lucena (3); Dayane Pessoa de Araújo (4);
Fausto PierdonáGuzen (5); José Rodolfo Lopes de Paiva Cavalcanti (6).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da UERN. Endereço para contato: Rua Atirador Miguel da
Silva Neto, s/n, Bairro Aeroporto, fone: (84)9637-4339, CEP: 59.633-680, Email:
caio.silva_med_facs@hotmail.com (2) Acadêmico do 3º Período do Curso de Medicina da
UERN. (3) Mestre em Odontologia, Professor da curso de Odontologia da UERN. (4) Mestre em
Farmacologia (Neurofarmacologia), Professora do curso de medicina da UERN. (5) Doutor em
Psicobiologia (Neuranatomia), Professor Adjunto IV do Curso de Medicina da UERN. (6) Mestre
em Psicobiologia, Professor Assistente IV do Curso de Medicina da UERN.
Microarray: uma nova ferramenta de análise da Doença de
Parkinson.
Mabson Delâno Alves Barbosa (1); Eliane de Freitas Oliveira (2); Diogo Manuel
Lopes de Paiva Cavalcanti (3).
(1)Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua:São Vicente , s/n, Bairro Boa Vista, fone: (84)9649-7925,
CEP: 59.920-000, Email: mabson_mab@hotmail.com. ;(2) Acadêmica do Curso de Enfermagem
da Universidade Potiguar – UNP. (3) Laboratório de Comunicação Celular, Departamento de
Biologia Celular e do Desenvolvimento, Instituto de Ciências Biomédicas – ICB-I, Universidade
de São Paulo – USP.
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REALIZAÇÃO DO TESTE DO OLHINHO NA FACULDADE DE MEDICINA
E SUA IMPORTÂNCIA PARA MOSSORÓ-RN
Marina Targino Bezerra Alves (1); Anna Caroline Rodrigues de Sousa (2);
Flaviane Alcântara da Cunha (2); Janine Fernandes Rocha (2); Jerônimo DixSept Rosado Maia Sobrinho (3).
(1) Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN. Endereço para contato: Rua Olivacy Rocha de Freitas, nº34, apartamento 10, Bairro
Aeroporto
I,
Mossoró-RN,
fone:
(84)
8885-6113,
CEP:
59.607-290,
Email:
marinatarbeal@hotmail.com; (2) Acadêmicas do Curso de Medicina da UERN; (3) Especialista
em Pediatria e Puericultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Docente e
Coordenador da disciplina de Pediatria e Puericultura da UERN.
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