Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
I Jornada de Iniciação Científica
1
Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
Organização
Durval Antunes Filho
Diretor geral do Grupo Dom Bosco
Augusto César Tosin
Diretor geral da Faculdade Dom Bosco
Luiz Fernando Bianchini
Diretor adjunto da Faculdade Dom Bosco
Evilásio Gentil de Souza Neto
Diretor acadêmico da Faculdade Dom Bosco
Sueli Aparecida Zimermann
Coordenadora acadêmica da
Faculdade Dom Bosco
Ana Carolina R. M. Bustamante
Coordenadora de extensão e pós-graduação
da Faculdade Dom Bosco
Sandra Mara Meireles Adolph
Coordenadora de pesquisa e iniciação
científica da Faculdade Dom Bosco
Produção
Comunicação Grupo Dom Bosco
Marketing Grupo Dom Bosco
2
I Jornada de Iniciação Científica
Apresentação
A Faculdade Dom Bosco realizou, de 14 a 18 de fevereiro
de 2011, a I Jornada de Iniciação Científica.
Além das palestras, que contaram com presenças ilustres
como a do Prof. Waldomiro Gremski, trinta e quatro
pesquisas realizadas pelos alunos foram expostas em
formato de painéis nas sedes Mercês e Marumby.
Esta publicação eletrônica apresenta o conteúdo dos painéis
elaborados pelos alunos. Eles refletem parte das atividades de
pesquisa realizada e em desenvolvimento na instituição.
A jornada oportunizou a divulgação das pesquisas elaboradas
pelos alunos, proporcionou troca de informações e experiências,
incentivou a investigação científica entre os discentes, consolidando
o aprendizado, gerou publicações discentes e docentes.
A iniciação científica não é o primeiro passo do graduando
no desenvolvimento científico, mas a oportunidade para
a revelação de novos talentos.
Agradecemos a todos que contribuíram para a realização da
I Jornada de Iniciação Científica e destacamos a participação
de alunos e professores no processo.
I Jornada de Iniciação Científica
3
índice
Faculdade Dom Bosco – Campus Marumby
Curso de Administração de Empresas
CAUSADORES DA INFLAÇÃO BRASILEIRA: SEUS IMPACTOS SOBRE AS
CONDIÇÕES SOCIAIS NAS DÉCADAS DE 1980 E 1990................................. pág. 10
Autores: Amanda Martelotti, Andressa X. Coutinho, Tiago Fernandes
Orientador: Ciro Burgos Fernandez
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA: ANÁLISE DA GESTÃO TRABALHISTA EM
UMA EMPRESA DO RAMO ALIMENTÍCIO EM CURITIBA – PR............... pág. 13
Autores: Cristiane O. G. Silva, Cristiani B. J. Brito, Giovane R. Machado, Leila de
Almeida e Maiara Scroccaro
Orientadora: Kelly Pauline Baran
FROTA PRÓPRIA x FROTA TERCEIRIZADA: ANÁLISE DOS CUSTOS EM UMA
EMPRESA DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO EM CURITIBA.................... pág. 16
Autoras: Fernanda Biss, Francine Dimare, Leila de Almeida, Maiara Scroccaro
Orientador: Antonio Menezes
RELATÓRIO ADMINISTRATIVO: ANÁLISE TRABALHISTA JUNTO A UMA
EMPRESA DE HOT DOG........................................................................................ pág. 19
Autores: Aline Oliveira Branco, Luana Rodrigues Marques, Marcos Navarro
e Thais Perpétuo
Orientadora: Kelly Pauline Baran
POLÍTICA ECONÔMICA, ESTABILIDADE E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO
BRASIL NAS DÉCADAS DE 1980 E 1990............................................................. pág. 21
Autores: Ana Paula Popadiuk Mückenberger, Ana Rosa Delfino e Felipe Augusto
Mafazolli
Orientador: Ciro Burgos Fernandez
Curso de Direito
O ESTADO E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL................................ pág. 24
Autora: Silvana Ferreira
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
4
I Jornada de Iniciação Científica
índice
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: TI VERDE........................................ pág. 27
Autora: Viviane Comarella
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
CRÉDITO DE CARBONO: SUA IMPORTÂNCIA PARA O
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.............................................................. pág. 29
Autora: Nadia Vivian Rodrigues
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
ASFALTO ECOLÓGICO – DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM PROL
DO BEM-ESTAR E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA........................ pág. 31
Autor: Edivan Sharles Fragoso
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
Curso de Psicologia
A RELAÇÃO ENTRE CONFLITOS E O PROCESSO DE MEDIAÇÃO.......... pág. 34
Autora: Mélani Lívia Naves de Lima Rodrigues
Orientadora: Noemia Hepp Panke
A DEMAGOGIA POLÍTICA................................................................................... pág. 36
Autor: Marcelino de Paula
Orientadora: Noemia Hepp Panke
COMO O LÍDER DEMONSTRA PERANTE A EQUIPE QUE É REALMENTE
UM LÍDER? ............................................................................................................... pág. 37
Autora: Flavia Isabel de Moura
Orientadora: Vera Fontura Egg S. Cruz
DOENÇA DE ALZHEIMER: CUIDANDO DO CUIDADOR........................... pág. 39
Autores: Julio C. de Moraes; Regina Yoko N. Lima, Silvia C. Castro, Tamires
T. Guedes, Vanda M. Ferrari
Orientadora: Flavia M. P. Soares
O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES NA PRODUÇÃO DA VIOLÊNCIA.............. pág. 41
Autora: Tatiane Ferreira Tedesco
Orientadora: Noemia Hepp Panke
I Jornada de Iniciação Científica
5
índice
Faculdade Dom Bosco – Campus Mercês
Curso de Educação Física
PLIOMETRIA COMO UMA ALTERNATIVA PARA O TREINAMENTO DE
FORÇA DE EXPLOSIVA......................................................................................... pág. 43
Autores: Neiry Ellen Gasperin, Frederico B. Moraes Jr.
Orientador: Keith Sato Urbinati
POTÊNCIA AERÓBIA E CAPACIDADE ANAERÓBIA
EM ATLETAS DE JUDÔ.......................................................................................... pág. 44
Autoras: Elizélia de Campos Felipe, Luci de Cassia Ribeiro
Orientador: Keith Sato Urbinati
CORRELAÇÃO ENTRE COMPOSIÇÃO CORPORAL E METABOLISMO
ENERGÉTICO NO JUDÔ........................................................................................ pág. 45
Autoras: Alessandra Chime Lopes, Ana Paula Batista, Danielle de Campos Pereira
Landal
Orientador: Keith Sato Urbinati
RADICAIS LIVRES DURANTE EXERCÍCIO AERÓBIO E A INFLUÊNCIA DA
ALIMENTAÇÃO ANTIOXIDANTE..................................................................... pág. 46
Autores: Eurico Heisler Belloto, Kamila Kely Iatzaki, Michelle Ferreira Lima de
Paula, Tatiane Aparecida de Andrade Corrêa
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
USO DA NANOCIÊNCIA E NANOTECNOLOGIA NA SUPLEMENTAÇÃO
ALIMENTAR COMO AUXÍLIO ERGOGÊNICO............................................... pág. 48
Autores: Felipe Ohya Araujo, Francisco Xavier, Leandro Junior do Nascimento,
Marcos Antônio Goes Junior
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
MANUTENÇÃO DO PESO CORPORAL ATRAVÉS DE UMA ALIMENTAÇÃO
SAUDÁVEL E A PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIOS FÍSICOS............... pág. 50
Autores: André Lucas Ferreira, Emily Juliane Faria, Isabella Mazurik, Katia Stefani
Ukan
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
6
I Jornada de Iniciação Científica
índice
ATIVIDADE FÍSICA ALIADA A UMA BOA ALIMENTAÇÃO NO PERÍODO
GESTACIONAL......................................................................................................... pág. 52
Autoras: Deise Cally Mattana dos Santos, Giselle de Souza, Tatiane Baroni
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
FATORES QUE INFLUENCIAM NA HIDRATAÇÃO EM ESPORTES DE
ENDURANCE............................................................................................................ pág. 54
Autores: César Artur de Castro Junior, Cleiton Vaz França, Dilvano Leder
de França
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
Curso de Fisioterapia
PRESCRIBED EXERCISE IN PEOPLE WITH FIBROMYALGIA: PARALLEL
GROUP RANDOMISED CONTROLLED TRIAL (Selwyn C.M. Richards; David L.
Scott)............................................................................................................................ pág. 59
Autoras: Daniele Merchiori; Dayane Cavalcante; Elaine Raizer
Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
PUNHO....................................................................................................................... pág. 61
Autoras: Camila G. Ribas, Jennifer M. S. Paz, Juliele D. Machado
Orientador: Cassio Preis
FADIGA NO LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO: UM ESTUDO
RANDOMIZADO CONTROLADO DE EXERCÍCIOS...................................... pág. 63
Autores: Anderson Tiago dos Santos, Luiz Gustavo Hack Bornancin, Ronny
Skaraboto, Wellington de Souza
Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
UMA COMPARAÇÃO DA TÉCNICA KNEIPP DE HIDROTERAPIA COM
FISIOTERAPIA CONVENCIONAL NO TRATAMENTO DA OSTEOARTRITE
DO QUADRIL OU JOELHO: PROTOCOLO DE UM ESTUDO PROSPECTIVO
RANDOMIZADO CLÍNICO CONTROLADO.................................................... pág. 65
Autoras: Juliana Bertolino Silva, Priscila Fonseca Bento, Raquel de Gois Batista,
Thaísa Wolski Kokufu
Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
I Jornada de Iniciação Científica
7
índice
EXERCÍCIOS PARA PREVENIR E TRATAR A OSTEOPOROSE EM MULHERES
PÓS-MENOPÁUSICAS............................................................................................ pág. 67
Autores: Daniel Alberton Batista, Mayara Lopes, Mônica Basuc, Pamela Pedroso,
Ana Claudia Minguetti
Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
REPRESENTAÇÃO DE IDOSOS SEGUNDO CRIANÇAS E
PRÉ-ADOLESCENTES............................................................................................. pág. 69
Autora: Veronica Nascimento Costa
Orientador: Francisco Zanardini
ASSISTÊNCIA AO IDOSO...................................................................................... pág. 71
Autora: Veronica Nascimento Costa
Orientador: Francisco Zanardini
ALTERAÇÕES POSTURAIS E O USO DA MOCHILA ESCOLAR NO ENSINO
FUNDAMENTAL – 5ª A 8ª SÉRIES....................................................................... pág. 73
Autoras: Claucia Faria, Danielly Silvério, Luzia Oliveira, Tatiane da Silva,
Verônica Costa
Orientadoras: Salete do Rocio C. Brandalize e Beatriz Koppe
INFLUÊNCIA DA CARGA DO MATERIAL ESCOLAR................................... pág. 75
Autores: Vieira, A. M., Carolina Garcia, Menezes, J. A., Santos, R. P. L.
Orientadoras: Salete do Rocio Cavassin Brandalize e Beatriz Koppe
CONSEQUÊNCIAS PARA A COLUNA NA FASE INFANTIL ENFATIZANDO O
USO DA MOCHILA................................................................................................. pág. 77
Autoras: Cristiane M. Cemim, Glaci K. Dodone, Hellen Youngblood, Rosemeri
Zimerman, Shelry Zimerman
Orientadora: Salete do Rocio Cavassin Brandalize
8
I Jornada de Iniciação Científica
Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
ADMINISTRAÇÃO
DE EMPRESAS
Campus Marumby
I Jornada de Iniciação Científica
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Causadores da inflação brasileira: seus impactos sobre as
condições sociais nas décadas de 1980 e 1990
Autores: Amanda Martelotti, Andressa Xavier Coutinho, Tiago Fernandes
Orientador: Ciro Burgos Fernandes
RESUMO
Com a economia brasileira
em crise nos anos 1980 e
início dos anos de 1990, o
desenvolvimento do país foi
interrompido. Gerado por
planos econômicos fracassados
que tinham o objetivo de
combater a inflação, pela
diminuição de capacidade
de investimentos, pelo nível
elevado de consumo da
população e de entre outros.
Com isso a renda da população
ficou ameaçada no sentido
de que seus salários estavam
sendo distribuídos de forma
desproporcional, à medida que
a inflação crescia, ocasionando
um empobrecimento.
A única saída que permitia
a recuperação do país era a
política neoliberal defendendo
que o mercado voltasse a ser
governado por suas próprias
leis, juntamente com o Plano
Real, que por sua vez tinha o
objetivo de valorizar a moeda,
aumentar a receita pública e
a confiabilidade da nação.
INTRODUÇÃO
Neste artigo serão discutidas
algumas das dificuldades
enfrentadas pelo Brasil na crise
de instabilidade econômica
em que toda a nação sofreu
no processo da desigualdade
de distribuição da renda.
Com a real contribuição para
elaboração do trabalho, serão
utilizados autores de diferentes
décadas para a fundamentação.
Por meio deles serão resumidos
10
I Jornada de Iniciação Científica
estudos em forma de um
artigo científico, com intuito
de discutir, analisar e mostrar
os resultados de planos que
se adequaram aos fatores da
inflação no Brasil e redução
da desigualdade de renda.
Nível da demanda
Conforme NAJIB (1991),
o alto nível de demanda
foi o principal causador da
inflação no Brasil. Em função
do consumo compulsivo da
sociedade, colocou-se em
risco a capacidade produtiva
dos setores industriais. Diante
de tal situação, o governo
precisou intervir com medidas
políticas, visando à redução
na capacidade aquisitiva da
sociedade através de aumento
de impostos, diminuição de
números de parcelas em planos
de consórcios, majoração das
taxas de juros e até mesmo na
diminuição dos salários dos
empregados. Consequentemente
com esse processo, o mercado
foi prejudicado na questão
da inflação de custos, pois
precisava estar prevenido de
qualquer contingência em
relação à escassez e por isso
tende a aumentar seus preços
de venda a fim até de evitar
a inflação da demanda.
Déficit público
O déficit público segundo
NAJIB (1991) é a saída de
recursos da área pública maior
do que as entradas arrecadadas
por meio de impostos.
Dívida externa
Nesse período dos anos
de 1980, o Brasil foi um
grande devedor no exterior.
Conforme CASSINO PAIS
(2000), na década de 1970,
o país tinha abundância de
recursos em poder dos bancos
internacionais, mas devido
ao choque do petróleo, que
triplicou seus preços, ocorreu
um crescente endividamento
do país. Diante dessa dívida,
os bancos credores ficaram
desconfiados e pressionaram
o devedor a recusar a fazer
novos empréstimos. O Brasil
foi obrigado a se adaptar às
políticas ortodoxas com objetivo
de aumentar as exportações,
reduzir as importações e
combater a inflação já que
as taxas de juros estavam
acentuadas devido ao grande
volume de financiamentos
externos, captados durante a
década anterior. Segundo o
autor, com essa pressão, os
bancos credores fizeram um
ajustamento drástico junto ao
FMI, o PIB per capita do Brasil
caiu em 8,9%, penalizando
os salários e favorecendo os
lucros dos exportadores.
ATUAÇÃO DOS GOVERNOS NA
DÉCADA DE 1980: PROGRAMAS
DE ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA
Segundo BRUM (1999), numa
abordagem criteriosa da década
de 80, nota-se que foi a fase
mais inflacionária da história.
O governo em face desse
descontrole promoveu a adoção
de indexadores econômicos
e remarcação de preços.
Surgiu o Plano Cruzado a
fim de estabilizar a crise com
o congelamento de preços,
criação de nova moeda, extinção
da indexação, bem como a
fixação da taxa de câmbio.
De 1986 a 1994, o Plano
Cruzado gerou expectativas
inflacionárias, pois a mesma
recuou para níveis próximos
a zero. Esse período também
foi marcado pela grande
monetização e pressão
sobre os sistemas reais de
economia gerando grande
procura de bens e serviços,
de consumo e de produção.
DÉCADA DE 90: NOVO CENÁRIO
POLÍTICO-ECONÔMICO
O início da década de 1990
foi marcado pelo conturbado
governo do presidente
Alagoano Fernando Collor
de Mello, como é ressaltado
por PETTA, OJEDA (1999).
O Plano Collor foi a primeira
ação do novo governo, que
assim como os governos
anteriores, tinha como
objetivo primário, o combate
à inflação. Junto a esse plano,
foi criada nova moeda e
todos os depósitos foram
congelados por 18 meses.
Nesse cenário, a euforia
da sociedade assumiu o
descontentamento frente ao
governo Collor, pois, como
destaca o autor referenciado, o
congelamento dos depósitos
não era basicamente um
confisco. Cerca de 80% do
valor dos salários foram
confiscados, num momento
em que o governante ignorou a
inflação do período, congelando
pelo valor do mês anterior,
sendo que estes deveriam ter
sido reajustados. A época foi
marcada pelos caras-pintadas,
que foram às ruas contra a
postura de Collor, que alegava
sua garantia de poder, pelos
milhões de votos alcançados
nas eleições. O congresso
aprovou o impeachment, mas
o presidente renunciou antes.
A política neoliberal: solução
ou agravamento social?
Em uma análise geral realizada
por BRUM (1999), as medidas
adotadas pelo Collor, tinham
objetivos pertinentes frente à
reestruturação da economia
brasileira, em pontos como
processo de abertura da
economia, incentivando
a modernização do país,
tornando o Brasil atraente
aos investimentos externos,
reduzindo a presença do
estado, privatizando empresas
estatais, entre outras medidas.
Com a saída do presidente, o
governo de Itamar Franco e
FHC, também utilizou as ideias
neoliberais para fortalecimento
de seus planos econômicos,
com intuito principal de
eliminar a desconfiança da
população com os governos
anteriores e retomar o
crescimento da economia
brasileira em território
nacional e internacional.
Plano Real
No ano de 1993 o presidente
da república, Itamar Franco,
nomeava Fernando Henrique
Cardoso como ministro
da Fazenda, o qual reuniu
uma equipe de renomados
economistas para elaborar
um plano, na tentativa de
controlar a inflação. Nascia
então o Plano Real, anunciado
em 7 de setembro desse ano.
Concentração de renda
O Brasil, segundo
CACCIAMALI (2002),
apresenta um perfil distributivo
de renda extremamente
desigual e ressalta que um dos
motivos, além das precárias
atuações governamentais ao
longo da história política do
Brasil, seria de que o país
caracteriza-se por grandes
diversidades regionais e até
mesmo entre estados da
mesma região.
Uma das medidas mais
utilizadas para identificar o grau
de concentração de renda de
uma região é o Índice de Gini,
em que são utilizados os dados
de determinada porcentagem de
acumulação da população com
mesmo nível de renda, num eixo
do gráfico, e no eixo cartesiano,
menciona-se a porcentagem
acumulada de renda agregada,
calculada por meio dos níveis
de renda da população expostos
no eixo citado anteriormente.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse cenário, as décadas
de 1980 e 1990 foram
marcadas pelas tentativas de
reestruturação financeira de
todos os setores econômicos do
país. Os governos desse período
implementavam medidas
políticas a fim de conter a
alta inflação que assolava o
Brasil, mas na maioria das
vezes elas apenas mascaravam
o problema inflacionário.
Diante do cenário econômico
vivenciado desde as crises
do petróleo, incluindo os
problemas ocasionados na
trajetória da história do Brasil,
com destaque para as décadas
de 1980 e 1990, percebe-se
que a nação brasileira sofre
com as consequências do
desenvolvimento forçado
até hoje. O crescimento
precisava acontecer, mas o
Brasil não estava preparado
financeira e estrategicamente
para essa mudança, e uma
I Jornada de Iniciação Científica
11
das consequências disto foi a
total instabilidade econômica
vivenciada na época.
Concordando com a ideia
do autor NAJIB em seu
entendimento sobre o assunto,
é fato que a sociedade brasileira
precisa ser conscientizada
do principal fator da
inflação: a demanda.
Onde só conseguiremos
resolver esses problemas por
meio de contínua educação
do consumidor, do ponto de
vista da educação financeira
e no sentido de planejar seu
orçamento de forma a gastar
seu dinheiro de forma coerente.
Ainda no mesmo cenário,
pode-se utilizar a exposição
dos autores PETTA, OJEDA
(1999), para refletir a respeito
da condição social do Brasil
na época, em que surgiram
principalmente com as ideias
neoliberais, um pensamento de
primeiro mundo. Porém, nessa
escolha, que sem sombra de
dúvidas alavancou boa parte do
desenvolvimento nacional, o
rei da história foi o capital, pois
a população brasileira, em sua
maioria de baixa renda, precisou
pagar a conta, pela guinada
histórica que o país passava a
viver, e os economistas da vez
foram os trabalhadores, que
com um salário baixo, devido
à desvalorização do trabalho,
precisavam, além de sofrer com
as desigualdades sociais e de
renda, fatores permanentes em
nosso país, ser ainda menos
consumistas, ou seja, privar-se
do pouco direito que tinham de
“gastar com o que quisessem”.
Portanto nota-se no decorrer
deste estudo, sobre as décadas
de 1980 e 1990, que muito se
fez pelo controle inflacionário
e muito pouco pela melhor
estruturação do Brasil,
12
I Jornada de Iniciação Científica
principalmente no que diz
respeito à distribuição de renda,
como foi trabalhado no presente
artigo. Assim, a população
brasileira, desprovida de grande
capacidade de intervenção,
acompanhou as inúmeras
tentativas dos governos em
estruturar a economia brasileira
e, sem sucesso, teve de se
entregar às ideias neoliberais,
deixando que o mercado fizesse
a vez da história, durante a
implementação do Plano Real.
Escolha correta ou não, ao
menos a nação pode respirar
mais confiante diante da
estabilidade econômica na
década de 1990, contribuindo
para um progresso rasteiro
que segue até os dias de hoje.
REFERÊNCIAS
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brasileira. Nobel, 1995.
BRUM, Argemiro Jacob.
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Petrópolis, 1999.
BURGOS, Ciro Francisco.
Neoliberalismo e os cursos
superiores de tecnologia
no Brasil. (Mestrado) –
PUC, Paraná, 2006.
CASSIANO PAIS, António
Jorge Fernandes. Economia na
década de 80: consequências
da crise da divida externa,
inflação e crise do estado. 2000.
CACCIAMALI, Maria Cristina.
Distribuição de renda no Brasil:
persistência do elevado grau
de desigualdade. Pinho, D.
& Vasconcellos, M.A.
S., Manual de Economia,
São Paulo: Saraiva, 2002.
MATTAR, Fauze Najib.
Inflação – Um fenômeno de
causas múltiplas: os problemas
da economia brasileira sob a
ótica de um administrador.
Revista de administração,
São Paulo, v. 26 n. 3 p. 8894, julho/setembro 1991.
PETTA, Nicolina Luiza
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uma abordagem integrada.
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RAMOS, Lauro Roberto
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Rio de Janeiro: IPEA, 1993.
REZENDE, Fernando. O plano
real e outras experiências
internacionais de estabilização.
Brasília: IPEA, 1997.
ROSSETTI, José Paschoal.
Introdução à economia.
Atlas, 2005.
SMITH, Roberto; OLIVEIRA,
Aécio Alves de. Integração
social ou novas relações
entre estado e sociedade no
Brasil. Estudos Avançados.
Scielo, São Paulo, Brasil,
v. 9 n. 24, maio/ago. 1995.
SOUZA, Nali de. Economia
básica. Causas e efeitos
da inflação, capítulo 9,
p. 180 a 199.
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA: ANÁLISE DA GESTÃO TRABALHISTA EM
UMA EMPRESA DO RAMO ALIMENTÍCIO EM CURITIBA – PR
Autores: Cristiane O. G. Silva, Cristiani B. J. Brito, Giovane R. Machado,
Leila de Almeida e Maiara Scroccaro. Orientadora: Kelly Pauline Baran
INTRODUÇÃO
A empresa, foco deste trabalho,
pertence ao setor alimentício
através da venda de cachorroquente e outros lanches.
Está localizada na cidade de
Curitiba/PR, e atualmente é
composta por 3 (três) sócios e
32 (trinta e dois) funcionários.
A empresa teve início em
1983 quando sua fundadora
identificou a oportunidade
de abrir um negócio com
carrinho de cachorro-quente
no bairro Boqueirão. A gestora
iniciou o empreendimento ao
ver alguns familiares atuarem
nesse ramo, prevendo que
seria rentável para garantir o
sustento de sua família. Além
disso, trabalhando como
autônoma, ela conquistaria a
independência tão almejada.
Em 1995, a empreendedora
resolveu adquirir uma
lanchonete no mesmo bairro.
Por falta de planejamento e
mão de obra especializada,
o negócio não deu certo e a
lanchonete precisou ser fechada.
Contudo, com a experiência
adquirida ela resolveu
trabalhar novamente com o
carrinho de cachorro-quente
em novo endereço, o que lhe
trouxe sucesso. No começo
manipulava aproximadamente
cinquenta lanches/noite e
logo aumentou a produção
para 600 seiscentos cachorrosquentes tradicionais/noite.
Com o aumento da demanda,
houve a necessidade
de ampliar o negócio,
com isso a proprietária
adquiriu um imóvel para a
instalação, o qual suportava
a demanda e proporcionava
conforto aos clientes.
Devido ao crescimento,
houve a necessidade de
contratação de funcionários,
aquisição de equipamentos
e adequação às mudanças.
Novos lanches foram
produzidos, como cachorroquente prensado, cheese
salada, egg, pernil, picanha,
mignon, bacon, calabresa,
frango, tudo e lombinho,
totalizando aproximadamente
1500 lanches/noite.
Pelo fato de a empresa não ter
realizado um planejamento
e desejar satisfazer suas
necessidades, ela vem passando
por modificações. O presente
estudo visa a identificar as
falhas no processo de gestão
da empresa no que tange à
aplicação das leis trabalhistas,
apontando as devidas violações
legais e propondo soluções
administrativas e jurídicas mais
cabíveis em termos de custo/
benefício para a organização.
DESENVOLVIMENTO
Salário por fora
Ao analisar a empresa,
observa-se que todos os
colaboradores recebem uma
quantia em espécie “por fora”
da sua folha de pagamento.
Isso se deve ao fato de que
a gestora acredita que seus
colaboradores mereçam
ganhar um pouco mais,
porém, regularizar a situação
representa altos custos para a
organização. Para solucionar
o problema apontado, sugerese o estabelecimento de uma
remuneração por cargos e
salários e por tempo de serviço.
A aplicação desse processo
acarretará altos custos, mas há
grandes chances de minimizar
futuras ações trabalhistas.
Jornada de trabalho /
contraturno e pagamento
de horas extras
No Brasil, a norma geral prevê
uma jornada de 8 horas para
um módulo ou carga semanal
de 44 horas. Desse modo, os
colaboradores não devem
exceder uma jornada diária
de 7 horas e 30 minutos. O
que ultrapassar a isso é tido
como trabalho extraordinário.
A hora extra é conceituada
como trabalho realizado
após à jornada normal do
empregado, seja ela legal ou
convencional, não podendo
exceder a 2 horas diárias. De
acordo com a Convenção
Coletiva de Trabalho, as horas
extras serão pagas com o
adicional de 60% (sessenta por
cento) sobre o valor da hora
normal. No caso em questão,
a empresa efetua o pagamento
das horas extraordinárias
para os colaboradores que
I Jornada de Iniciação Científica
13
excedem sua jornada. Porém
o percentual utilizado para o
pagamento dessas horas é de
50% (cinquenta por cento).
Destaca-se ainda que
na empresa analisada os
funcionários trabalham além
das 2 horas previstas na
legislação. Para isso recebem
pelas duas horas extras e as
demais são pagas “por fora”
da folha de pagamento.
Trabalho estrangeiro
A empresa atualmente conta
com duas funcionárias
peruanas, sem visto permanente
e consequentemente não
registradas. Dessa maneira,
verifica-se que a empresa
atua ilegalmente ao oferecer
trabalho para as estrangeiras,
pois elas não conseguiram
ainda o visto permanente.
Motoboy
As entregas dos lanches
solicitados pelos clientes
são feitas por meio de
motoboy. A empresa dispõe
de 5 (cinco) empregados
contratados para isso.
O sistema de pagamento
adotado pela empresa se dá
através de comissões, ou seja, os
clientes ao solicitarem lanches
terão que dispor de um valor
fixo para entrega que ao final
é repassado ao empregado.
Telefonista
A empresa atualmente conta
com uma funcionária que
trabalha como telefonista,
perfazendo uma jornada
de trabalho de 6 horas
diárias e 6 dias semanais.
Empregados sem vínculo
A empresa analisada apresenta
14
I Jornada de Iniciação Científica
quatro funcionárias que devem
cumprir o horário de trabalho e
as ordens da organização, mas
não apresentam anotação em
CTPS. Esse problema resulta
do fato dessas colaboradoras
receberem parcelas do
seguro desemprego.
Setor cheese
Atualmente a organização
possui um espaço especifico
destinado à produção dos
lanches cheeses, cedido para
uma colaboradora cuja
remuneração é de 12% do lucro
sobre a venda. O problema nesse
caso é que a funcionária é paga
por comissão, porém, assina
holerite como se recebesse
um salário fixo normal.
Altos empregados
Altos empregados ou
empregados que exercem cargos
de confiança são aqueles que
por definição, dada a natureza
da função desempenhada, os
elementos contratuais não
possuem a mesma amplitude.
Grupo econômico
De acordo com o art. 2º
parágrafo da CLT:
"Sempre que uma ou mais
empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade
jurídica própria, estiverem
sob direção, controle ou
administração de outra,
constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer
outra atividade econômica,
serão, para os efeitos
da relação de emprego,
solidariamente responsáveis
e empresa principal e cada
uma das subordinadas."
Isso referencia diretamente
o que ocorre com a empresa
estudada cujo o nome
fantasia é utilizado por outra
empresa pertencente a um
dos sócios. Esse problema
é visto sob a ótica de que se
houver qualquer pendência
com os funcionários da outra
empresa, a primeira também
possui responsabilidade.
Como a visão da empresa em
estudo é a longo prazo criar
franquias, a melhor opção é
que a outra torne-se filial e
siga as normas e regras desta.
Vale-transporte
Atualmente os colaboradores
que necessitam do transporte
coletivo recebem o valor diário
do vale-transporte e assinam no
final do mês o recibo integral.
Conforme a Convenção
Coletiva de Trabalho
2009/2010 (Trabalhadores no
Comércio Hoteleiro, meios de
Hospedagem e Gastronomia de
Curitiba e Região): "o desconto
dos percentuais permitidos,
a título de fornecimento de
vale-transporte, incidirá apenas
sobre o salário dos dias que
efetivamente há fornecimento
do mesmo, no valor máximo
de 5% e se houver a concessão
do vale-transporte em espécie,
não terá caráter remuneratório."
Observa-se que esse percentual
não está sendo cumprido, pois,
a empresa está seguindo a CLT
que determina o desconto de 6%
do salário-base. Esse fator foi
inserido por parte do escritório
terceirizado de contabilidade
que não repassou as devidas
informações e também por falta
de busca destas pelos gestores.
E precisa ser corrigido.
Verifica-se que o fato de a
empresa trabalhar com o
dinheiro em espécie diariamente
gera riscos tanto para ela
quanto para os empregados,
dentre eles roubos e perdas.
Uma sugestão para esse
fator é solicitar a todos os
colaboradores que usufruem do
transporte coletivo a aquisição
do cartão-transporte, fornecido
gratuitamente pela Urbanização
de Curitiba S/A. Sugere-se
também que para o devido
controle da distribuição dos
vales-transportes seja elaborada
uma planilha com a relação
dos todos os funcionários.
A falta de informação por
parte do contador e também
dos gestores provavelmente
poderá acarretar uma ação
trabalhista por incorreção
do desconto de percentual
na folha de pagamento. Por
isso a empresa, em acordo
com todos os colaboradores
ativos, deve reparar a cobrança
indevida dos últimos cinco anos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A organização teve um
crescimento significativo nos
últimos anos o que acarretou,
por parte da gestora, a
prioriedade no atendimento
da demanda e a manter a
qualidade dos seus produtos.
Esse crescimento revelou a
falta de um planejamento que
envolvesse todos os processos
da organização. Além disso,
a empresa não teve uma
orientação competente no que
tange a processos de gestão
contábeis. Visualiza-se por
meio deste estudo a capacidade
gerencial e financeira para
regularizar as falhas apontadas
no presente relatório.
Os gestores da organização
podem utilizar os conceitos
apresentados para gerar
vantagem competitiva perante
seus concorrentes, além de
maximizar o uso de todos
os recursos, sejam materiais,
humanos e/ou financeiros.
A organização, ao estar
em conformidade com as
leis trabalhistas, tem maior
possibilidade de proteger-se
de possíveis ações judiciais,
além de equilibrar o quadro
de colaboradores a fim de
manter a motivação e a
satisfação destes no que
tange à remuneração salarial
e ao clima organizacional.
em: <web-aluno>.
Acesso em: 8 de junho de 2010.
MANUS, P. P. T.; ROMAR,
C. T. M. CLT e legislação
complementar em vigor. 7.
ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MARTINS, S. P. Direito
do trabalho. 22. ed. São
Paulo: Atlas, 2006.
SÜSSEKIND, A.; et al.
Instituições de direito
do trabalho. v. 1, 22. ed.
São Paulo: Atual, 2005.
REFERÊNCIAS
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São Paulo: LTr, 2010.
CONVENÇÃO Coletiva de
Trabalho das Telefonistas –
2010. Disponível em: <http://
www.sinttelce.org.br/index.
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&view=article&id=227:telef
onistas-convencao-coletiva
2010&catid=52:telefonistas
&Itemid=305 >Acesso em:
15 de junho de 2010.
CONVENÇÃO Coletiva de
Trabalho dos Trabalhadores no
Comércio Hoteleiro, Meios de
Hospedagem e Gastronomia de
Curitiba e Região 2009/2010.
Disponível em: <web-aluno>.
Acesso em: 8 de junho de 2010.
CONVENÇÃO Coletiva
de Trabalho – 2009/2010.
Sindicato dos Trabalhadores
Condutores de Veículos
Motonetas, Motocicletas e
Similares de Curitiba e Região
Metropolitana. Disponível
I Jornada de Iniciação Científica
15
FROTA PRÓPRIA x FROTA TERCEIRIZADA: ANÁLISE DOS CUSTOS EM UMA
EMPRESA DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO EM CURITIBA
Autoras: Fernanda Biss, Francine Dimare, Leila de Almeida,
Maiara Scroccaro. Orientador: Antonio Menezes
INTRODUÇÃO
No Brasil, o ambiente
altamente competitivo exige
cada vez mais das empresas
um esforço desafiador em
atender às expectativas de seus
clientes. Uma maneira das
organizações se estabelecerem
com sucesso nesse novo
cenário é analisar seu processo
logístico como estratégia
competitiva. O custo logístico
é composto pela somatória
entre custo de armazenagem,
custo de estocagem e custo
de transporte, sendo que este
último representa cerca de
60% das despesas logísticas.
Assim, o presente artigo visa a
analisar os custos de transporte
em uma empresa de material
de construção da cidade de
Curitiba/PR, através do modal
rodoviário. A organização
atua nesse segmento há 25
anos, possui 30 funcionários,
e para realizar a entrega das
mercadorias conta com uma
frota própria de 10 caminhões/
caminhonetes. No entanto
para fins de análise serão
utilizadas informações apenas
de um veículo. O estudo
será um comparativo entre
frotas própria e terceirizada
(informações advindas de
pesquisa em transportadoras e
autônomos), a fim de identificar
qual é mais viável em termos
de custos de transporte.
LOGÍSTICA
Logística tem como função
atender às necessidades
16
I Jornada de Iniciação Científica
dos consumidores, pois as
relações interpessoais não
acontecem de qualquer forma,
e dependem de um conjunto
de forças que estão presentes
no cotidiano das empresas e
dos consumidores finais do
produto (NOVAES, 2007).
“A logística é uma das
atividades econômicas mais
antigas da humanidade” (MIRA,
2005, p. 18). O desenvolvimento
da logística deu-se através
das atividades produtivas
organizadas, quando o homem
passou da economia extrativista
para a produção especializada.
Sendo assim, surgiram as
três principais funções da
logística: estoque, transporte e
armazenagem (MIRA, 2005).
“A logística é justamente uma
ferramenta gerencial, um
instrumento de marketing,
para agregar valor com
a prestação de serviço ao
cliente” (mira, 2005).
Mira (2005) afirma que a
logística da atualidade é muito
mais do que um instrumento
gerencial ou uma ferramenta
de marketing. Na verdade ela é
um diferencial em que todos os
segmentos podem desfrutar de
seus mercados, a fim de agregar
maior valor a seus produtos e
serviços excedendo assim às
expectativas de seus clientes.
Modal rodoviário
O transporte rodoviário
de cargas representa 62%
no Brasil, sendo que esse
modal é o maior executado
no país (MIRA, 2005).
O transporte rodoviário é
o mais independente dessa
categoria, uma vez que
possibilita movimentar uma
grande variedade de materiais
para qualquer destino, devido à
sua flexibilidade, sendo utilizado
para pequenas encomendas,
e curtas, médias ou longas
distâncias, por meio de coletas
e encarecimento dos custos
de transportes (BERTAGLIA,
2003). Entregas ponto a ponto
(BERTAGLIA, 2003, p. 283).
Grande parte da frota brasileira
é de propriedade autônoma
(pessoa física) que trabalha
para embarcadores diversos
e transportadoras. As duas
formas mais utilizadas do
transporte de carga são a
lotação completa e carga
funcional. A primeira advém
do carregamento completo, ou
seja, o veículo é carregado com
todos os materiais contido no
lote de despacho; na segunda
é feito o compartilhamento
da carga de dois ou mais
embarcadores (NOVAES, 2007).
A vantagem do transporte
rodoviário é o seu alcance
praticamente de todo o
território nacional, com
exceção de lugares remotos
onde pela própria natureza não
há possibilidade econômica
de demandar esse tipo de
serviço (NOVAES, 2007).
A maior desvantagem para
esse modal está nas rodovias
nacionais que se encontram
em um estado precário,
gerando encarecimento
dos custos de transportes
(BERTAGLIA, 2003).
Terceirização
O termo está relacionado ao
fornecimento de produtos,
bens ou serviços, antes
produzidos ou executados
pela própria empresa, a
uma outra, ou entidade
(BERTAGLIA, 2003 p. 129).
A terceirização é a contratação
externa de atividades
consideradas secundárias
(FARMER, 2000, p. 361).
Ela faz parte da estratégia
das empresas, pois permite
focar seu empenho em
suas atividades principais,
como redução de custos,
obtendo maior velocidade e
buscando reduzir ou aumentar
a distância que as separa
das empresas concorrentes
(BERTAGLIA, 2003).
Portanto, terceirização não
é sinônimo de aquisição, ela
está envolvida na provisão
externa de atividade funcional;
desse modo as decisões
são de natureza estratégica
(FARMER, 2000).
SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL
De acordo com dados do
Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Paraná
(Sinduscon-PR), o setor da
construção tem respondido
ao chamamento como um
dos principais indutores do
novo ciclo de crescimento
nacional. Estima-se que a cadeia
produtiva da construção, em
nível nacional, representa 9,2%
do PIB e é responsável pela
ocupação de mais de 10 milhões
de pessoas, apresentando a
dimensão da força do setor.
Ainda segundo o SindusconPR, no que se refere aos
investimentos, o setor contribui
com cerca de 40% do que é
realizado atualmente. Eles
são de grande importância
para garantir o crescimento
sustentável ao longo do
tempo e ajudam a resolver
gargalos importantes na
infraestrutura nacional (social,
urbana, logística, energética
etc.), pois possui um papel
duplo no funcionamento dos
sistemas econômicos, além
de, num primeiro momento,
aumentar o consumo de
fatores de produção e o nível
de utilização da capacidade
de produção já instalada.
Num momento seguinte com
a maturação desses gastos,
expande-se a capacidade
de oferta da economia,
permitindo que ela cresça sem o
aparecimento de desequilíbrios
ou pressões sobre preços.
O Sinduscon/PR informa que
em 2008 o desemprego foi um
dos mais tristes custos da crise
mundial. No entanto, foi pelo
emprego que a crise econômica
demonstrou um dos seus piores
aspectos. Por outro lado, é
pelo trabalho que se evidencia
o processo de recuperação e
fortalecimento das atividades
do setor. No ano de 2009, a
construção contabilizou a
geração de 177 185 novas vagas
no país. Comparado a 1999
em diante, verifica-se que esse
é um dos melhores resultados
observados para o período,
ficando atrás somente de 2008,
ano em que foi registrado o
melhor desempenho. A partir
de janeiro, as empresas voltaram
a contratar e em julho de 2009
a construção civil conseguiu
recuperar as vagas perdidas no
país no final do ano passado,
ou seja, o setor precisou de
sete meses para recompor os
postos de trabalho perdidos
no pior momento da crise. Os
programas que impulsionaram
as atividades do setor e geraram
a contratação de mão de obra
foram as obras do Programa
de Aceleração do Crescimento
(PAC), além de obras dos
lançamentos imobiliários e
do Programa Minha Casa,
Minha Vida (Sinduscon/PR).
O ano de 2010 iniciou
aquecido. Com base nos dados
obtidos por meio do Sinduscon/
PR, a quantidade de empregos
formais gerados em janeiro pelo
setor representa novo recorde
para este mês, um resultado
de 54 330 novos postos de
trabalhos representando mais
de 42% do total de empregos
gerados no período.
Assim, o setor da construção
é estratégico para o Brasil por
assegurar um crescimento
sustentável em longo prazo.
Os investimentos na cadeia
produtiva da construção têm
impacto na geração de emprego
e renda e na solução dos
problemas socioeconômicos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O modal rodoviário, com
base no relatório de 2006 da
ANTT (Agência Nacional
de Transportes Terrestres)
possui participação de 61,1%
em relação aos demais.
Em contrapartida, num total de
89 552 km de malha rodoviária
apenas 12 053 km (13,5%) estão
em ótimo estado (CNT, 2009).
Esse cenário representa a falta
de iniciativa governamental
e pouco investimento em
infraestrutura no Brasil.
A deficiência na manutenção e
conservação do pavimento das
rodovias influencia diretamente
nos custos de transporte, pois
em muitos casos geram avarias
nas cargas transportadas,
além de aumentar os
I Jornada de Iniciação Científica
17
custos de manutenção dos
veículos (CNT, 2009).
Ao pesquisar o transporte
próprio na organização,
observou-se os seguintes
aspectos: custo da empresa,
dados do veículo, dados de
mercado, itens de custo fixo
e itens de custo variável. O
caminhão é de médio porte,
modelo Wolks 6-90, ano 1990.
Os custos da empresa são
calculados com base em um
motorista e um ajudante. Com
essa análise verificou-se que
o custo fixo (R$/hora) é de
R$ 23,96 e o custo variável
(R$/km) é de R$ 0,56.
O estudo está baseado em
quatro principais rotas que
o caminhão realiza. Elas são
divididas por bairros da região
de Curitiba, que totalizam um
faturamento de R$ 100 000,00
(cem mil reais): Capão Raso/
Novo Mundo (rota 1), CIC/
Fazendinha (rota 2), Portão/
Água Verde (rota 3) e a rota
do Pinheirinho (rota 4),
transportando em média
5 000 kg/viagem sendo que
os percursos 1 e 2 fazem em
média 8 viagens/mês cada e 3
e 4 fazem em média 2 viagens/
mês cada. Além disso, as rotas
foram analisadas com base
em quilômetros rodados por
viagem, respectivamente:
8 km, 12 km, 14 km e 10 km.
Para estabelecer a comparação
com a frota terceirizada,
buscou-se informações com
transportadoras locais e
verificou-se a dificuldade
em encontrar alguma que
transportasse esse tipo de
material (em sua maioria
materiais brutos). Diante dessa
pesquisa partiu-se para uma
segunda análise, que foi a busca
por “freteiros autônomos”.
Com isso, obteve-se o custo de
18
I Jornada de Iniciação Científica
frete por rota: rota 1 R$ 25,00/
viagem, rota 2 R$ 30,00/viagem,
rota 3 R$ 30,00/viagem e rota 4
R$ 25,00/viagem. Tendo como
base os quilos transportados,
o número de viagens e os
quilômetros rodados, fez-se
um comparativo para obter o
índice de quanto esses custos
representam em relação ao
faturamento indicado.
O resultado foi um percentual
de < 1%, enquanto o transporte
próprio representa 5,87%.
Com esses resultados,
conseguiu-se visualizar
que os custos de uma frota
terceirizada é bem mais
viável em relação aos de uma
frota própria. Porém, a esta
apresenta algumas vantagens
perante o serviço terceirizado,
que são: pessoalidade na
entrega; disponibilidade em
tempo integral do caminhão;
controle da qualidade quanto
ao manuseio dos materiais;
divulgação da marca. Além
disso, freteiros autônomos
não oferecem o seguro da
carga transportada; não
emitem notas fiscais quanto
ao serviço prestado; não
oferecem garantia de entrega
imediata, ou seja, carregam a
mercadoria e esperam lotar
o caminhão para ser viável
para eles a entrega da rota.
Assim, concluiu-se que a frota
terceirizada apresenta custos
mais vantajosos, porém, para
que esse serviço seja viável na
empresa analisada é preciso uma
melhoria significativa quanto
ao serviço de fretes prestados.
REFERÊNCIAS
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na cadeia de abastecimento.
São Paulo: Saraiva, 2003. FARMER, David; JESSOP,
David; JONES, David.
Compras: princípios
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Paulo: Atlas, 2000. MIRA, Carlos Alberto.
Logística: o último rincão
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Paulo: Lettera.doc, 2005. NOVAES, Antonio Galvão.
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Acesso em: 26 maio 2010.
RELATÓRIO ADMINISTRATIVO: ANÁLISE TRABALHISTA JUNTO
A UMA EMPRESA DE HOT DOG
Autores: Aline Oliveira Branco, Luana Rodrigues Marques, Marcos Navarro
e Thais Perpétuo. Orientadora: Kelly Pauline Baran
INTRODUÇÃO
Trata-se de uma análise
trabalhista realizada junto
à empresa hot dog, com o
objetivo de diagnosticar os
problemas sob a ótica da
legislação trabalhista e apontar
possíveis soluções com enfoque
estratégico administrativo.
OBJETIVOS
Diagnosticar os problemas
da empresa em estudo
sob a ótica da legislação
trabalhista e apontar possíveis
soluções com o enfoque
estratégico administrativo.
METODOLOGIA
Trata-se de uma análise
trabalhista realizada junto
à empresa de hot dog,
que permitiu identificar
problemas como empregados
sem vínculo, altos empregados,
setor “X”, jornada de trabalho,
pagamento de horas extras,
contraturno, motoboy,
salários “por fora”, peruanas
e grupo econômico.
Possíveis soluções para
alguns dos problemas
Empregados sem vínculo
Falha da empresa
A empresa de hot dog cometeu
uma falha administrativa ao
demitir todos os funcionários
para admiti-los com outra
razão social, uma vez que, para
fins trabalhistas o novo titular
se obriga para com a outra
(tomador) a fornecer-lhe a
prestação de uma atividade,
mediante remuneração.
Prestação de serviços é toda
espécie de atividade ou trabalho
lícito, material ou imaterial,
contratada mediante retribuição
passa a responder por todos
os débitos, gerando apenas o
direito regresso do novo titular
contra o antigo. Além disso,
ela violou a legislação visto que
manteve alguns funcionários
que apresentavam vínculo
de trabalho sem registro
em carteira de trabalho.
(CC, art. 594), excluídos
as relações de emprego e
outros serviços regulados
por legislação específica.
Dessa forma, a empresa
de hot dog poderia manter
seus funcionários ativos,
recebendo o auxílio
desemprego, sem violar a
legislação, pois não haveria
uma relação de emprego.
Solução
A solução jurídica mais aplicável
para essa questão seria efetuar o
registro em carteira de trabalho
de todos os funcionários
logo após a demissão. No
entanto, tendo em vista que
o empregador fez um acordo
informal com seus empregados,
permitindo que usufruíssem
do seguro de desemprego, a
melhor ação administrativa
a ser tomada seria contratar
essa “mão de obra” como
prestadora de serviços.
A locação ou prestação de
serviços é o contrato em que
uma das partes (prestador)
Jornada de trabalho e
pagamento de horas extras
Falha da empresa
Às sextas-feiras e aos sábados,
os funcionários trabalham
além de seu horário habitual.
Após o expediente, batem
cartão e continuam a jornada
até as cinco horas da manhã
do dia seguinte, que não
são contabilizadas como
extras, pagas irregularmente,
somente recebendo trinta
reais a mais por elas.
O pagamento de horas extras
seria outro problema existente
I Jornada de Iniciação Científica
19
na empresa, de acordo com
a convenção coletiva de
trabalho. O acordado é o
percentual de pagamento de
60% e a empresa de hot dog vem
pagando percentual de apenas
50% para seus funcionários.
De acordo com o art. 59, o
excesso de horas de trabalho
de um dia não pode ultrapassar
2 horas, totalizando 10 horas
diárias de trabalho, 8 horas
habituais mais 2 horas extras.
Solução
O que poderia ser ajustado
junto à empresa é a abertura
de um novo turno ou a criação
de banco de horas, assim as
horas extras poderiam ser
reduzidas, ajustar os horários
de início dos turnos para uma
hora mais tarde, reduzindo
o pagamento dessas horas
e excedentes por dia. Dessa
forma, o problema com a
jornada de trabalho excessiva e
o pagamento de muitas horas
extras seriam solucionados.
CONCLUSÃO
Visto que a situação atual da
empresa de hot dog apresenta
diversas irregularidades
jurídicas e administrativas,
foram propostas possíveis
soluções de ajustes e melhorias
em seus processos, a fim de
enquadrá-la juridicamente,
evitando possíveis
20
I Jornada de Iniciação Científica
processos trabalhistas de
seus atuais empregados.
As soluções propostas visam ao
ajuste da empresa juridicamente
e à melhoria no ambiente
de trabalho, favorecendo os
funcionários da empresa.
REFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro.
Curso de direito do trabalho.
São Paulo: Ltr. 2010.
BRASIL. Consolidação
das leis do trabalho. 29 ed.
São Paulo: Saraiva 2002.
MARTINS, Sergio Pinto.
Direito do trabalho. 22 ed.
São Paulo: Atlas 2006
NASCIMENTO, Amauri
Mascaro. Curso de direito
do trabalho. 20 ed. São
Paulo: Saraiva 2005
POLÍTICA ECONÔMICA, ESTABILIDADE E DISTRIBUIÇÃO DE
RENDA NO BRASIL NAS DÉCADAS DE 1980 E 1990
Autores: Ana Paula Popadiuk Mückenberger, Ana Rosa Delfino e
Felipe Augusto Mafazolli. Orientador: Ciro Burgos Fernandez
Palavras-chave: inflação,
distribuição de renda,
estabilização, Plano Real.
Este artigo visa a compreender
como se deu a evolução
da economia brasileira no
período recente e os principais
impactos no crescimento
e na distribuição de renda
resultantes das políticas de
estabilização dos anos 1990.
Foi realizada uma pesquisa
bibliográfica através de dados
históricos e análises das causas
que provocaram a profunda
crise brasileira vivenciada na
década de 80, bem como as
consequências das sucessivas
medidas econômicas e planos
de estabilização incitados pelos
governos das décadas de 80
e 90, na tentativa de retomar
níveis de controle inflacionário
Fonte: IBGE, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, jan./1991 a jul./1999
e de crescimento satisfatórios.
Observa-se claramente, na
década de 80, o colapso
econômico e político vivido
no país, assim como as várias
e mais diferentes formas
de o Estado intervir para
tentar saná-lo. A inflação e
a desvalorização da moeda
foram problemas frequentes
na época, prejudicando não
só o desenvolvimento do país
como um todo, mas também
colaborando para a distorção
na distribuição de renda.
As causas da inflação brasileira
Fonte: BCB,Variação real do PIB e média inflacionária, 1980 a 2003
I Jornada de Iniciação Científica
21
Fonte: BCB, Índice médio de inflação, jan/1980 a jan/00
até início dos anos 90 foram:
déficits do orçamento público;
emissão de moeda para
financiar o problema anterior;
conflito de distribuição de
renda entre trabalhadores e
empresários, com o aumento
gradativo de salários, junto
ao aumento de preços e
mecanismos de indexação
de preços, salários, aluguéis
e contratos financeiros.
Vários planos econômicos
e outras alternativas foram
sugeridas e aplicadas na época.
Congelamento de preços e
taxações de contratos, criação
de novas moedas, como o
Cruzado e o Cruzado Novo,
trouxeram alívio alguns meses
após o seu estabelecimento, mas
não evitaram a continuidade ou
até a evolução dos problemas.
No início da década de
90, os níveis inflacionários
chegaram aos três dígitos.
CONCLUSÃO
Apesar das críticas, o
estabelecimento do Plano Real,
em 1994, foi a melhor dentre
todas as possibilidades ofertadas
e obteve os melhores resultados.
22
I Jornada de Iniciação Científica
Em acréscimo à abertura
da economia, que induziu a
competição entre empresas
e preços e a privatização de
empresas, que reduziu custos de
produtos e serviços e aumentou
a agilidade dos mesmos,
reduziu-se a inflação a níveis
consideravelmente baixos e
dentro das expectativas dos
agentes econômicos. Porém,
ainda que tenha sido um
sucesso, o país não apresentou
níveis de desenvolvimento
do PIB satisfatórios, como
em países que sofreram dos
mesmos problemas – Argentina
e outros da América Latina.
REFERÊNCIAS
KUSTER, Edison,
Administração e
financiamento do capital de
giro. Paraná: Juruá, 2005.
MENDES, Judas Tadeu G.
Economia: fundamentos
e aplicações. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2004.
REZENDE Filho, Cyro de
Barros. Economia brasileira
contemporânea. 1 ed. São
Paulo: Contexto, 1999.
ROSSETTI, José Paschoal.
Introdução à economia. 17.
ed. São Paulo: Atlas, 1997.
SOUZA, Nali de Jesus de.
Economia básica. São
Paulo: Atlas, 2007.
TROSTER, Roberto Luís.
Introdução à economia.
São Paulo: Pearson
Makron Books, 2002.
Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
DIREITO
Campus Marumby
I Jornada de Iniciação Científica
23
O ESTADO E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Autora: Silvana Ferreira
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
RESUMO
Palavras-chave: desenvolvimento
sustentável; papel do Estado.
O desenvolvimento sustentável
na atualidade não deve ser
mais um fator facultativo,
ou corretamente moral,
mas sim um processo que
deve ser considerado como
primordial para todos os seres
humanos. Portanto o presente
estudo tem por finalidade
apreciar o conceito jurídico de
desenvolvimento sustentável,
bem como o arcabouço legal que
impõe alguns instrumentos para
se alcançar a sustentabilidade.
Mas acima de tudo, o papel do
Estado exercendo uma função
de motivador nesse processo
para toda a sociedade.
INTRODUÇÃO
O ser humano tem
necessidades básicas que
precisam ser atendidas para
sua sobrevivência. Entretanto
com o passar dos séculos a
população mundial cresceu
de forma descontrolada e suas
necessidades cresceram nas
mesmas proporções, embora
muitas dessas necessidades não
sejam para sua sobrevivência,
mas somente objetos de
desejo. Em virtude de essas
necessidades tornarem-se
ilimitadas, ocorreram dois
grandes problemas. Um deles é
como atender essas necessidades
com os recursos naturais que
são limitados. O que se tornou
24
I Jornada de Iniciação Científica
a questão central do estudo da
economia, ou seja, problemas
econômicos fundamentais: O
que, quando, como e para quem
produzir? Outro problema é
como atendê-las sem gerar
consequências catastróficas
para o planeta Terra. Sem
a pretensão de responder
amplamente a essas questões,
tem-se como preponderante
demonstrar o papel do
Estado frente ao processo de
implementação desse novo ideal
de desenvolvimento sustentável.
O DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL E AS
BASES LEGAIS
A partir da segunda metade do
século XIX surgiram estudos,
fórmulas e métodos para
diminuição dos danos causados
ao meio ambiente, como por
exemplo, os estudos do Clube
de Roma, liderado por Dennis
L. Meadows, culminando com
a publicação do livro “Limites
de Crescimento” (The limits to
growth). Nesses estudos existe
um diagnóstico dos recursos
terrestres com a conclusão de
que se não houver estabilidade
populacional, econômica e
ecológica, em razão de sua
limitação, eles serão extintos e
com eles a população humana.
Com base nesses estudos,
passou-se a disseminar a
ideia de desenvolvimento
mediante preservação.
Em 1983, a ONU criou a
Comissão Mundial sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento,
também conhecida como
Comissão Brundtland, que
tinha os seguintes objetivos:
reexaminar questões críticas
relativas ao meio ambiente,
reformular propostas realísticas
para abordá-las; propor
novas formas de cooperação
internacional nesse campo de
modo a orientar políticas e
ações no sentido das mudanças
necessárias e dar a indivíduos,
organizações voluntárias,
empresas, institutos e governos
uma compreensão maior desses
problemas, incentivando-os
a uma atuação mais firme
(NOSSO FUTURO comum.
Comissão Mundial sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento. 2.
ed. Rio de Janeiro: Ed. Fundação
Getúlio Vargas, 1991.). Após
a conclusão dessa comissão,
surgiu o termo desenvolvimento
sustentável, aquele que
atende às necessidades dos
presentes sem comprometer
a possibilidade das gerações
futuras satisfazerem suas
próprias necessidades.
Em 1988 a Constituição
Federal, em seus artigos 170
e 225, abraçou o conceito de
desenvolvimento sustentável. O
primeiro artigo está inserido no
capítulo que trata da "Ordem
Econômica e Financeira" e
o segundo, no capítulo do
"Meio Ambiente", ambos se
referem ao desenvolvimento
econômico e social desde que
observada preservação e defesa
do meio ambiente para as
presentes e futuras gerações.
Com a temática sobre
desenvolvimento sustentável
inserida no arcabouço jurídico
brasileiro, foi realizado
um evento marcante em
1992, no Rio de Janeiro, a
Conferência sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento,
Rio-92, na qual esta nova
forma de desenvolvimento foi
amplamente aceita e difundida,
passando a ser o objetivo
da "Agenda 21 Brasileira",
editada na oportunidade, bem
como um modelo perseguido
pela grande maioria dos
países do globo. As principais
diretrizes para alcançar o
desenvolvimento sustentável
estão em uma lista de medidas
editada pela Comissão Mundial
sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento, na qual os
Estados deveriam atender:
limitação do crescimento
populacional; garantia de
alimentação em longo prazo;
preservação da biodiversidade
e dos ecossistemas; diminuição
do consumo de energia e
desenvolvimento de tecnologias
que admitem o uso de fontes
energéticas renováveis; aumento
da produção industrial nos
países não industrializados
à base de tecnologias
ecologicamente adaptadas;
controle da urbanização
selvagem e integração entre
campo e cidades menores;
necessidades básicas satisfeitas.
Portanto todo desenvolvimento
econômico deve dar-se de
forma sustentável, ou seja,
aquele que é ecologicamente
correto, economicamente
viável, socialmente justo
e culturalmente aceito.
Todos esses fatores são
especificamente construídos
com base na dignidade da
pessoa humana, livre iniciativa,
direito de propriedade, direito
ao trabalho, à saúde, ao
lazer, à educação, enfim aos
direitos individuais, coletivos
e sociais elencados nos arts.
5º e 6º da Carta Magna.
Dessa forma, o princípio do
desenvolvimento sustentável
tem por conteúdo a manutenção
das bases vitais da produção e
reprodução do homem e de
suas atividades, garantindo
igualmente uma relação
satisfatória entre os homens e
destes com o ambiente, para
que futuras gerações tenham
oportunidade de desfrutar pelo
menos dos mesmos recursos
que se tem hoje à disposição.
CONTRATAÇÕES PÚBLICAS
SUSTENTÁVEIS
Embora nenhum país
desenvolvido da modernidade
tenha sacrificado seu
desenvolvimento econômico
original em função da
consciência da finitude
dos recursos naturais, os
países em desenvolvimento
precisam inovar mudando esse
paradigma e mostrando que é
possível um desenvolvimento
econômico sem acabar com
os recursos naturais.
Essa mudança deverá se realiza
não somente no indivíduo, mas
no Estado, que não pode ser só
mais um ator nos esforços da
sociedade para criar um modelo
justo de desenvolvimento
sustentável, promovendo uma
cultura institucional que sirva
de exemplo para a sociedade.
Essa cultura institucional
iniciada em seus setores de
compras, exigirá de seus
fornecedores produtos
ecologicamente corretos,
produzidos de forma sustentável
e apresentação de projeto
para descarte após utilização
ou final de vida útil. Portanto
os fundamentos para incluir
critérios ambientais nas
contratações públicas são, em
primeiro lugar, desenvolver uma
política de contratações públicas
que leve em consideração
critérios de sustentabilidade,
sendo que esta possui grande
relevância por se tratar de um
instrumento indutor que pode
influenciar o mercado e os
padrões de consumo. O setor
público está entre os grandes
consumidores do mercado.
A licitação pública não é
somente um procedimento
administrativo que visa a suprir
a administração com bens,
serviços e obras necessárias
ao seu funcionamento, mas
deve ser orientada para
implementação de políticas
públicas que induzam um
padrão de produção e consumo
e atendam ao interesse público
de uma sociedade mais justa e
igualitária, sem comprometer
o bem-estar das gerações
futuras. Contratações públicas
precisam incentivar o mercado
nacional a ajustar-se à nova
realidade da sustentabilidade
que está se tornando o fator
diferencial na competição
internacional do século XXI.
Segundo fundamento de
inclusão de critérios, é a
aquisição de produtos de
menor impacto ambiental o que
representa obter a contratação
mais vantajosa, ainda que
eventualmente não seja o menor
preço disponível no mercado
I Jornada de Iniciação Científica
25
quando comparado com o
de produtos convencionais
que, embora possam ser
considerados similares, carecem
de atributos fundamentais para
atender ao interesse público da
preservação do meio ambiente
e do bem-estar social. Esses são
os objetivos maiores da atuação
do Estado, conforme estabelece
o art. 225 da Constituição
Federal. Produtos, serviços
e obras de menor impacto
ambiental, ainda que tenham
um maior custo aparente no
momento da contratação, são
mais baratos a longo prazo.
Isso porque reduzem gastos
do Estado com políticas de
reparação de danos ambientais,
têm maior durabilidade,
menor consumo de energia
e materiais, incentivam
o surgimento de novos
mercados e empregos verdes,
gerando renda e aumento
de arrecadação tributária.
Por último, a exigência de
critérios ambientais, sociais e
econômicos nas contratações
públicas confere coerência
à atuação do comprador
público relativamente ao
dever do Estado de proteger o
meio ambiente e fomentar o
desenvolvimento econômico
e social, integrando a atuação
das áreas com as políticas
implementadas pelas áreas fim.
O Estado, como grande
consumidor de bens, serviços
e obras, deve dar o exemplo,
sensibilizando os demais
consumidores sobre as
complicações ambientais e
sociais associadas aos diferentes
tipos de compras, reafirmando
o comprometimento com
empresas que possuam
ética e boas práticas em
26
I Jornada de Iniciação Científica
relação ao meio ambiente
e ao desenvolvimento
econômico e social.
Essas são algumas das
providências sugeridas na
tentativa de se desenvolver
uma sociedade mais saudável
e garantida em seu futuro,
cabendo a cada ser humano
dar sua contribuição para
que isso ocorra, já que a
continuidade da humanidade
depende da criação de uma
nova sociedade e filosofia
de vida, sem a qual estará
seriamente comprometida.
CONCLUSÃO
Dessa forma, pode-se concluir
que para conseguir um
desenvolvimento sustentável
é necessário conjugar esforços
de toda a sociedade, sem a
exclusão de qualquer de seus
segmentos, discutindo-se temas
importantes como: explosão
demográfica, controle da
natalidade, desenvolvimento
industrial e depredação, nova
política educacional etc.
O desenvolvimento sustentável
deve constituir-se como um
objetivo global, de toda a
humanidade, para que possa
ser alcançado. Os povos
devem se unir no combate
dos problemas ambientais
com soluções imaginativas e
eficientes, por sua vez, o Poder
Público brasileiro em todas as
suas esferas de competência
deve tomar as rédeas e gerenciar
programas e projetos oficiais
realmente condizentes com
as determinações mundiais
ambientais, levando as diretrizes
à sociedade, conclamando
ainda a cooperação e parceria
das entidades sociais e do
setor privado em geral, com
destaque para as indústrias.
Só assim todos poderão
ter a oportunidade de
participar nesse processo
e fortalecer as esperanças
de que o desenvolvimento
sustentável é possível.
REFERÊNCIAS
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governo. Gazeta Mercantil.
Caderno A, p. 3, 17 jan. 2005.
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uma sociedade sustentável.
São Paulo: Cortez, 1995.
FIORILLO, Celso Antônio
Pacheco; DIAFÉRIA, Adriana.
Biodiversidade e patrimônio
genético no Direito Ambiental
Brasileiro. São Paulo:
Max Limonad, 1999.
MACHADO FILHO, Cláudio
Pinheiro. Responsabilidade
social e governança: o
debate e as implicações.
São Paulo: Pioneira
Thomson Learning, 2006.
MEADOWS, Dennis L.;
MEADOWS, Donella H.;
RANDERS, J.; BEHRENS,
William W. Limites do
crescimento - um relatório
para o projeto do Clube de
Roma sobre o dilema da
humanidade. São Paulo:
Perspectiva, 1972.
PEIXOTO, Ariosto Mila.
Desenvolvimento sustentável.
Disponível em: <http://
www.rhs.com.br>. Acesso
em: 20 maio 2010.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: TI VERDE
Autora: Viviane Comarella
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
RESUMO
O QUE É TI VERDE
A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
A utilização da sustentabilidade
em diversas áreas da economia
gera, inevitavelmente, melhoria
nas condições de vida humana
e de extração dos meios de
produção de bens e serviços.
A TI Verde, como estratégia
de crescimento, apresenta-se
como mais uma ferramenta
para o alcance da manutenção
da biodiversidade e da alta
rentabilidade. Apesar de
os conceitos parecerem
antagônicos, é possível
desenvolver e crescer sem
destruir, basta que, para
isso, exista vontade política,
econômica e social.
De acordo com especialistas,
entende-se como TI VERDE o
conjunto de práticas que busca
reduzir desperdícios e impactos
ambientais e aumentar a
eficiência de todos os processos
e fenômenos ligados ao uso da
computação. Como exemplos,
podem-se citar a eficiência
energética, a virtualização,
a redução e a eliminação
de materiais perigosos.
Tramita no Senado um projeto
de lei que impõe normas de
conduta em relação ao manejo e
ao descarte de lixo. A proposta,
uma alteração do Projeto de
Lei 203/91, cria o regime de
responsabilidade compartilhada
pelo ciclo de vida dos produtos,
incluindo os eletrônicos. A
partir da aprovação, todos
serão responsáveis pelo destino
final dos produtos e pelos
cuidados com a preservação do
meio ambiente. Cabe ressaltar
que o Brasil possui algumas
leis que possibilitam ações
diretivas nesse sentido, mas
que não são específicas. São
elas: Lei 6.938/1981 (Política
Nacional do Meio Ambiente);
9.605/1968 (Lei de Crimes
Ambientais); Lei de Ação Civil
Pública 7.347/1985, Lei de
Ação Popular 4.717/1965, que,
mesmo antigas, continuam a
produzir efeitos. Mas, foram as
leis 11.638/2007 e a IN 787/2007
que recentemente trouxeram
maiores contribuições, gerando
uma minimização dos custos
fiscais e contábeis empresariais,
bem como a dos custos de
manutenção. Trata-se da
regulamentação da Nota Fiscal
eletrônica (NF-e) que, ao longo
do processo de implantação
vem demonstrando inúmeros
benefícios tanto para manter
empresas, quanto para o
Estado e a sociedade. Estimase que elas poderão ter ganhos
INTRODUÇÃO
O desenvolvimento que
apenas aumenta a quantidade
e a qualidade dos bens e
serviços produzidos, está
obsoleto e insuficiente. O
conceito moderno levanta
a noção de sustentabilidade
ou de desenvolvimento
sustentável: crescer com olhos
voltados para o futuro, com a
consciência de que os recursos
naturais podem escassear
comprometendo a qualidade
de vida das futuras gerações. A
área de TI, se for utilizada como
ferramenta para a minimização
da degradação ambiental,
tornar-se um instrumento
de impacto relevante para a
melhoria da lucratividade.
MEIOS PARA A TI VERDE
Estudos sugerem que um
dos principais impactos
ambientais da utilização
da tecnologia é o consumo
elevado de energia devido à
necessidade de manutenção
da refrigeração. Esse é um dos
motivos de a virtualização
estar ganhando espaço no
mercado. O desenvolvimento
da tecnologia de processadores
multinucleares, a programação
dos softwares para a realização
de operações de maneira
inteligente, e ainda, a
substituição do uso de metais
pesados e preciosos por
recicláveis e naturais são alguns
exemplos de como é possível
desenvolver gerando benefícios
tecnológicos e ecológicos,
além do consumo de energia
diminuir consideravelmente
o consumo de água.
I Jornada de Iniciação Científica
27
financeiros à margem de 2 a 5%
com a redução das despesas a
profissionais, papel e espaço de
armazenamento de documentos.
PESQUISA
Em agosto de 2006, o
Greenpeace criou o Guide to
Greener Electronics — método
de avaliação que tem por
objetivo medir o nível de
comprometimento ambiental
dos maiores fabricantes de
hardware do mundo. De acordo
com a última avaliação, a Nokia
é líder com nota 7,3 seguida
por Sony Ericsson, Toshiba,
Philips, Apple, LG, Sony,
Motorola, Samsung, HP, Acer,
Sharp, Dell, Fujitsu e Lenovo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio dessas observações, é
possível compreender o alcance
que uma área específica e
estratégica pode ter em relação
aos resultados empresariais
e aos impactos ambientais.
A TI Verde é, sem dúvida
alguma, uma dessas áreas
impactantes e pode contribuir
significativamente para melhor
aproveitamento dos recursos
naturais, econômicos e sociais.
Ações concretas devem ser
tomadas em conformidade com
esse objetivo visando sempre
ao aumento da lucratividade e à
longevidade da corporação, não
deixando para segundo plano a
extração e o desenvolvimento
sustentáveis dos recursos
naturais. Uma política verde
deve contar com a colaboração
de agentes que atuam na
28
I Jornada de Iniciação Científica
conscientização e educação
para a sustentabilidade.
REFERÊNCIAS
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Paganin Reis do. O que
é virtualização?
Disponível em: <http://www.
baixaki.com.br/info/1624-oque-e-virtualizacao-.htm>.
Acesso em: 12 jun. 2010.
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Disponível em:
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Acesso em: 12 jun. 2010.
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Prêmio Mário Covas 2006 (224).
Nota fiscal eletrônica – a
modernização do fisco à
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Acesso em: 13 jun. 2010.
PADUAN, Roberta.
Quero ser verde.
Disponível em: <http://info.
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Acesso em: 12 jun. 2010.
Lei sobre descarte de lixo
promete mudar perfil do setor.
Disponível em: <http://www.
factor.com.br/portal/conteudo.
asp?midia=N&id=2830>.
Acesso em: 12 jun. 2010.
CRÉDITO DE CARBONO: SUA IMPORTÂNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Autora: Nadia Vivian Rodrigues
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
INTRODUÇÃO
Os impactos e as consequências
do rápido aumento do dióxido
de carbono na atmosfera pelo
uso de combustíveis fósseis
são graves. A consciência da
finitude dos recursos naturais
tem levado muitos países a
se voltar para o problema da
emissão dos gases de efeito
estufa (GEE), responsáveis
diretos do aquecimento global.
Por meio do Protocolo de
Kyoto, definiu-se metas e
regras para essa redução entre
os anos de 2008 a 2012.
CICLO DO CARBONO
Essencial à vida, o carbono
quando ligado ao hidrogênio
ou a outros átomos forma
compostos como açúcar,
gordura, petróleo, carvão e gás
natural. Também transformase em gás carbônico e metano
que sequestram calor do
sol e aquecem a Terra.
O planeta e sua atmosfera
constituem um sistema fechado
onde o carbono não é criado
nem destruído, i.e, a quantidade
total desse elemento não
muda, é apenas transferido
da atmosfera para o oceano,
do solo para o sedimento.
Na atmosfera absorve calor
impedindo que este se irradie
para o espaço, tornando o
planeta habitável. Mas o excesso
de calor, muda o clima e altera
a química da água do mar.
O equilíbrio climático depende
da quantidade irradiada e a
quantidade de raios solares
que penetram na atmosfera
do planeta. Equilíbrio este
quebrado pela emissão de
gases de efeito estufa.
São vários os GEE:
o dióxido de carbono – CO2;
metano – CH4;
o hidrofluorcarbono – HFC;
óxido nitroso – N2O, dentre
outros.
Como consequência à emissão
do GEE, a temperatura da Terra
aumentou 0,74ºC de 1906 até
2005 e desde o século XVIII
convive-se com o derretimento
de geleiras e calotas polares,
elevação dos oceanos,
enchentes, desertificações
dos solos, secas e incêndios.
PROTOCOLO DE KYOTO
Organizada pela ONU,
em 1972, a Conferência de
Estocolmo, Suécia, com 113
países, inclusive o Brasil, é um
marco do movimento ecológico.
Como consequência, o Tratado
da ONU sobre Mudanças
Climáticas de 1992 serviu
de base para o Protocolo de
Kyoto, finalizado em 1997. Em
2001, o Acordo de Marrakesh
– Marrocos – regulamentou o
Protocolo de Kyoto, que passou
a vigorar em fevereiro de 2005,
assinado por 141 países, com
metas para os industrializados
de redução de emissão de
dióxido de carbono a níveis 5%
menores que 1990, até 2012.
O documento propõe três
mecanismos de controle:
a) Implementação conjunta –
entre dois países;
b) Comércio de emissões –
países podem negociar metas e;
c) Mecanismo de
Desenvolvimento Limpo
(MDL) – projeto de remoção
ou redução de GEE, gerando
créditos de carbono.
Nos projetos de redução
de GEE, as atividades mais
indicadas são: substituição do
I Jornada de Iniciação Científica
29
óleo diesel ou carvão mineral
em caldeiras por biomassa ou
biodiesel, reflorestamento,
captação do gás metano de
aterros sanitários e substituição
do óleo diesel pelo biodiesel em
frotas terrestres e embarcações.
do que geram e não usam.
Atualmente, eles também
podem ganhar créditos por
atividades que aumentem
sua capacidade de absorver
carbono, como o plantio de
árvores e a conservação do solo.
CRÉDITO DE CARBONO
ou Redução certificada
de emissão
CONSIDERAÇÕES FINAIS
São instrumentos juridicamente
criados e definidos como
certificados que autorizam o
“direito de poluir”. Agências
ambientais reguladoras
emitem-no autorizando a
emissão dos GEE com base
em projetos que demonstrem
a quantidade de gases que
deixará de ser lançada ou que
será retirada da atmosfera.
Cada crédito equivale a uma
tonelada de CO2 equivalente.
No Brasil, a emissão de CO2 é
de 10 toneladas/ano (Inpe, nov.
2009). Para que a temperatura
do planeta não suba 2ºC
estima-se que a média
mundial de emissão de CO2
deveria ser de 1,2 ton/ano
até 2050.
MERCADO DE CARBONO
Os certificados (RCE) são
negociados em bolsas ou
em contratos privados. A
quantidade de gás economizada
ou sequestrada da atmosfera,
em toneladas, é calculada
por empresas especializadas
sob especificação técnica da
ONU. No Brasil, a tonelada
de carbono é vendida a US$
5 (Ecosecurities, maio 2010).
Nesse comércio, países que
poluem muito podem comprar
“créditos” daqueles que ”têm
direito” a mais emissões
30
I Jornada de Iniciação Científica
No Brasil, a estratégia de
redução de GEE baseia-se
em matriz energética limpa
e redução do desmatamento,
principal fonte de CO2.
A Lei de Política Nacional
do Meio Ambiente, de 1981
acolheu o Princípio do
Poluidor-Pagador (impondo ao
causador do dano ambiental ou
poluição reparar ou indenizar
o estrago). A Constituição
Federal de 1988, art. 225, §3º
estabelece sanções de cunho
penal e administrativo aos
agentes de conduta lesiva
ao meio ambiente. Mas a
natureza jurídica dos créditos
de carbono ainda é motivo de
intensa divergência, porque o
pensamento majoritário entende
que as RCEs se enquadram na
categoria de bem intangível
puro e representam direitos
passíveis de ser usufruídos
por seus respectivos titulares.
Assim, o protocolo já tem a
seu favor o fato de permitir
uma discussão aberta sobre as
consequências para o planeta
das práticas lesivas ao meio
ambiente. E os créditos de
carbono surgem como fator
fundamental nesse processo.
REFERÊNCIAS
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do carbono: entenda como
funciona. Disponível em:
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GAUDARD, Denise de Mattos.
Mercado de créditos de
carbono. Brasil/Wiki, 19 maio
2007. Caderno de economia.
TAGORE, Victor. O que
são créditos de carbono?
Disponível em: <www.
revistameioambiente.
com.br/2006/08/16/
oquesaocreditosdecarbono>.
SANTOS, Patrícia Maria R.
dos. Créditos de Carbono –
Aspectos Jurídicos e
Ambientais. 2009. Disponível
em: <www.ambito-juridico.
com.br/site/index.php?n...id...>.
ASFALTO ECOLÓGICO – DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM
PROL DO BEM-ESTAR E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA
Autor: Edivan Sharles Fragoso
Orientador: José Maurino de Oliveira Martins
RESUMO
O presente artigo traz à luz uma
solução bastante eficaz contra a
poluição no planeta, dentro de
uma ótica de desenvolvimento
sustentável. O asfalto borracha
além de contribuir para o
meio ambiente, apresenta uma
solução para a conservação
da malha asfáltica por maior
período de tempo, reduzindo
custos de reposição e
recapeamento, baixando níveis
de ruídos e contribuindo para o
escoamento da água, oferecendo
mais segurança a motoristas e
consequentemente, melhoria
da qualidade de vida de todos.
INTRODUÇÃO
O asfalto ecológico, asfalto
borracha, é aquele que possui
na sua composição pneus
inservíveis triturados. Ele
é mais durável, tem maior
elasticidade e resistência a
trincas e deformações. Também
se provou que sua utilização
reduz o nível de ruído causado
pelo tráfego. Outra vantagem
do asfalto ecológico é a redução
de um problema sério: o lixo,
dando utilidade a resíduos
sólidos que poluem o ambiente.
A PROBLEMÁTICA
Grandes problemas que afetam
o planeta são o acúmulo de
lixo e a emissão de poluentes,
provocados pelo mau
armazenamento e tratamento
de detritos e baixo incentivo
aos processos de reciclagem.
Os chamados aterros sanitários,
postos de detritos não utilizados,
não se mostram uma solução
palpável ao processo de
sustentabilidade mundial.
As políticas de tratamento do
lixo não chegam a fazer frente
ao crescimento populacional,
ao aumento da longevidade
humana e ao êxodo rural.
As tecnologias transferem
pequena parte para a
preservação ambiental e
consequentemente fomentam
a destruição do planeta e
queda da qualidade de vida.
É um processo de destruição
silencioso, que afeta toda
humanidade, podendo se nada
for feito colocar em risco o
futuro da existência humana.
O ASFALTO BORRACHA
A finalidade de uma rodovia
é prover um meio seguro,
confortável e econômico
para o transporte de
pessoas e mercadorias. A
construção de uma estrada
abre novos horizontes para o
desenvolvimento de uma região
e permite a consolidação da
economia regional. De forma
geral, pode-se verificar que em
muitos pavimentos, após um
curto período de tempo, os
defeitos começam a aparecer
na superfície de rolamento,
causando desconforto,
reduzindo a segurança e
aumentando os custos para os
usuários. Os principais tipos
de defeitos que ocorrem nos
pavimentos são as trincas
por fadiga e o acúmulo de
deformação permanente nas
trilhas de rodas. Uma das
causas da ocorrência acentuada
de deformação permanente
nas trilhas de roda é a baixa
resistência das misturas
asfálticas, que depende da
suscetibilidade térmica do
ligante asfáltico e do esqueleto
dos agregados minerais.
Devido a tal problema,
viu-se a possibilidade de
melhorar os revestimentos
asfálticos com a adição de
borracha ao ligante. A ideia
surgiu em 1960 no Arizona,
Estados Unidos, quando seu
inventor, Charles McDonald,
percebeu que pneus triturados
poderiam proporcionar
maior flexibilidade ao asfalto.
Com isso, vários estudos e
testes foram realizados até
obter o asfalto borracha.
A borracha proporciona um
aumento da flexibilidade,
tornando a mistura
asfáltica mais resistente
ao envelhecimento e ao
aparecimento de deformações
nas vias. Quando comparado
ao pavimento convencional, o
de asfalto borracha apresenta
maior durabilidade. Além disso,
reduz o nível de ruído causado
pelo fluxo de veículos e auxilia
na drenagem em dias de chuva.
Pode-se dizer que uma
pista com asfalto borracha
proporciona maior conforto,
economia e segurança aos
usuários, além de desempenho
e durabilidade superiores aos
I Jornada de Iniciação Científica
31
de uma pista construída com
o produto convencional.
Cerca de 32 milhões de
toneladas de asfalto são
produzidas anualmente nos
Estados Unidos, sendo que
84% são empregados como
materiais para pavimentação,
12,5% como impermeabilizantes
e o restante em outros diversos
tipos de aplicações. No Brasil,
a Petrobras gera cerca de 1,6
milhões de toneladas de cimento
asfáltico de petróleo por ano,
utilizados principalmente
em pavimentação asfáltica.
Em comparação com os
pavimentos de concreto de
cimento Portland (pavimentos
rígidos), os flexíveis, construídos
com ligante asfáltico e
agregado pétreo, apresentam
menor custo de produção e
proporcionam um conforto
muito maior aos usuários,
pois não requerem construção
de juntas de dilatação. Essas
têm sido as principais razões
do grande emprego de
ligantes asfálticos em obras de
pavimentação, principalmente
em misturas asfálticas usadas
na camada de revestimento.
Aplicado há pelo menos oito
anos nas estradas brasileiras,
estima-se que esse composto já
faça parte de aproximadamente
três mil quilômetros de
rodovias, boa parte delas em
território paulista. Uma das
primeiras experiências com o
produto ocorreu em 2002, nos
quilômetros 18 e 19 da Rodovia
do Açúcar (SP-075) e no trecho
que vai do quilômetro 101 ao
quilômetro 105 da Rodovia
Antonio Romano Schincariol
(SP-127), no estado de São
Paulo. Em Curitiba, a Avenida
Victor Ferreira do Amaral foi
revitalizada e sua malha asfaltica
toda recomposta utilizando
essa mesma tecnologia.
Para ampliar a pavimentação
com borracha nas rodovias
brasileiras, entretanto, faltam
investimentos em pesquisas
32
I Jornada de Iniciação Científica
voltadas, principalmente, ao
barateamento da tecnologia, que
ainda custa quase 50% acima do
asfalto comum. Seria preciso,
também, maior conscientização
sobre a importância da
reciclagem de pneus usados,
levando-se em conta que
existem aproximadamente 100
milhões de pneus abandonados
no país e que reciclados
podem ser utilizados na
pavimentação das estradas.
Principais benefícios
comprovados do asfalto
borracha na pavimentação:
• aumento da vida útil
do pavimento;
• maior resistência à formação
de trilhas de roda, à reflexão de
trincas e ao envelhecimento;
• proporcionalização de
pavimentos mais seguros,
confortáveis e silenciosos.
• contribuição para a
preservação ambiental;
• incentivo com ações
inovadoras do desenvolvimento
sustentável do país.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A principal importância da
implementação do asfalto
ecológico, além da maior
segurança nas estradas, ruas
e demais vias que recebem tal
benefício, é a contribuição para
o desenvolvimento sustentável
do país, em que na aplicação de
novas tecnologias como essas,
novos empregos são criados e
novos estudos são necessários.
Tem-se ainda a contribuição
para a preservação do planeta
ao evitar que a borracha e
demais componentes dos
pneus permaneçam por anos
poluindo o meio ambiente
e causando males para a
saúde de todos, mesmo sendo
incinerados, pois contribuem
para o aquecimento global.
Ao pensar nas próximas
gerações, deve-se ter em
mente ações que preservem
sua existência e que no futuro
possam ter um planeta limpo
e autossustentável cujo
crescimento e desenvolvimento
tecnológico sejam plenos
em prol do bem-estar e da
preservação de todas as espécies.
REFERÊNCIAS
LEITE, L. F. M. Estudos de
preparo e caracterização de
asfaltos modificados por
polímero. Tese (Doutorado).
UFRJ. Rio de Janeiro, 1999.
NEVES FILHO, C. L. D.
Avaliação laboratorial
de misturas asfálticas
SMA produzidas com
ligante asfalto borracha.
Dissertação (Mestrado) –
Escola de Engenharia de
São Carlos, Universidade
de São Paulo, 2004.
Manual de serviços
de pavimentação. Rio
de Janeiro: Petrobras
Distribuidora S.A., 1996.
Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
PSICOLOGIA
Campus Marumby
I Jornada de Iniciação Científica
33
A RELAÇÃO ENTRE CONFLITOS E O PROCESSO DE MEDIAÇÃO
Autora: Mélani Lívia Naves de Lima Rodrigues
Orientadora: Noemia Hepp Panke
Síntese do Trabalho
A resenha crítica baseia-se no
artigo “Pensar a violência ou os
limites do político”, de autoria
de André Lévy, publicado em
Psicologia em Revista, em 2004.
Nesse trabalho constata-se
inicialmente o enfoque da
mídia em relação à violência
atual, em detrimento de
questões sociais e econômicas.
Lévy entende a violência como
uma forma de despertar a
humanização. Afirma que ela
faz parte da noção de vida,
sem necessariamente expressar
agressão contra outrem. Tornase, no entanto, inadmissível
para a sociedade ao perturbar
a ordem e normalidade
estabelecidas. Ainda
argumenta que a realidade
da particularidade humana
é ocultada pela abordagem
globalizante dos limites da
democracia onde toda natureza
de violência é inexplicável
através da racionalidade.
Compreender as singularidades
da disputa entre palestinos e
israelenses, por exemplo, é a
investigação do pesquisador
israelita Dan Bar On. Segundo
ele, a identidade de proporções
“vitimizadoras” de ambas as
comunidades torna improvável
o diálogo entre elas. Esse
embate é analisado como o
resultado de uma reativação
dos conflitos antecedentes, na
qual se desconsidera a atuação
de terceiros no passado. Dessa
forma, cada comunidade vê a
outra como a agressora, a fim de
34
I Jornada de Iniciação Científica
resguardar a identidade própria.
Logo, somente é possível uma
coexistência pacífica se houver
a desconstrução da história
de ambas as identidades.
A análise do conflito descrito
anteriormente faz menção
às ações concretas que têm
por intuito promover a
compreensão recíproca com
base na discriminação do que
é bom ou mau nas sociedades
ocidentais, conforme a
cultura judaico-cristã.
Conforme Lévy, cabe em
âmbito individual desfazer
a constituição das bases
simbólicas que guiam o
homem pela sociedade.
Para comunidades indica-se
uma análise de abordagem
macrossociológica a uma
abordagem psicossocial,
proposta possível, já que
a disposição de pessoas
no engajamento de tal
processo é comprovada por
distintas organizações.
Lévy constata ainda que
nenhum tipo de análise, seja
clínica ou política, é capaz
de compreender as pulsões
agressivas do homem em sua
totalidade. Aponta também que
o pensamento ético é essencial
no amparo ao desenvolvimento
de ambas. Contudo, deve-se
buscar a união desses dois
processos, sem subestimar
ou superestimar o papel
deles juntos à sociedade.
Um aspecto que se destaca no
artigo de Lévy, a mediação,
também é abordado em
“Perspectivas de psicologia
cognitiva no processo de
mediação”, publicado no
livro Estudos de Arbitragem,
Mediação e Negociação, de
Otávio Augusto Buzar Perroni.
A mediação é caracterizada
pelo diálogo ou negociação
em que haja uma terceira
parte envolvida. Processo
que se presta a resolver
conflitos, na maioria, em
torno de interesses trazidos
pelas partes conflitantes.
Segundo Perroni, a psicologia
cognitiva é uma área na qual
se desenvolve a mediação.
Para esse tema, ela trata
especificamente de uma base
do conhecimento humano,
a linguagem. Ela é um meio
possuidor de diversas formas
de se expressar as formulações
da mente, ao se levar em
conta sensações, imagens
e afetos, elementos básicos
da consciência humana.
No Brasil, esse trabalho está
em desenvolvimento, nas
audiências de conciliação,
instrução e julgamento.
O objetivo é solucionar
questões trazidas pelas partes
conflitantes, a fim de evitar a
necessidade de um veredicto
judicial. Essa é a função de
um mediador. Seja qual for
a fase da mediação, deve-se
analisar o que há de relevante
nas relações entre conflitantes,
além dos advogados, sempre
com enfoque exaustivo da
psicologia da cognição.
Ainda que seja indispensável
o trabalho judicial, ele é
insuficiente, devido às
formulações da mente do
ser humano necessitarem de
uma área que trabalhe com
os elementos da consciência,
referidos por Perroni.
Portanto, a área mais adequada
e adiantada nesse tipo de
processo é a psicologia, mais
especificadamente a cognitiva.
Logo, se faz imprescindível
que a mediação de longa
escala seja desenvolvida e
difundida mundialmente,
em detrimento de disputas
geradoras de violência.
Referências
LÉVY, André. Pensar a
violência ou os limites do
político. In: Psicologia em
Revista. Belo Horizonte, v. 10,
n. 16, p.191-209, dez. 2004.
PERRONI, Otávio Augusto
Buzar. Perspectivas de
psicologia cognitiva no processo
de mediação. In: Estudos
de arbitragem, mediação e
negociação, v. 2. Disponível
em: <http://www.arcos.org.br/
livros/estudos-de-arbitragemmediacao-e-negociacao-vol2/
terceira-parte-artigo-dospesquisadores/perspectivasde-psicologia-cognitiva-noprocesso-de-mediacao>.
Acesso em: 19 maio 2010.
I Jornada de Iniciação Científica
35
A DEMAGOGIA POLÍTICA
Autor: Marcelino de Paula
Orientadora: Noemia Hepp Panke
O artigo do autor francês
André Lévy (2004), “Pensar
a violência e os limites do
político”, aborda diversas
estruturas sociais de peso na
consolidação de violências.
Lévy é psicossociólogo
e professor emérito da
Universidade Paris XIII, além de
estar ligado a várias instituições
relacionadas à psicossociologia.
Utiliza-se da ampla literatura
acerca do tema, além de
acontecimentos reais, para
reforçar suas ideias.
O autor especifica minúcias
ligadas à violência, como a
supervalorização da mídia ao
tema e a relação indivíduoinstituição nas suas práticas.
Ao analisar o antagonismo
da ligação indivíduoinstituição X convivência
igualitária, o autor destaca
dois conceitos que considera
fundamentais para se chegar
a um equilíbrio: mudanças
políticas e psicológicas no
âmbito social. Para isso, resgata
o nascimento da democracia,
na antiga Grécia, sua
trajetória de desenvolvimento
e ambiguidades dentro do
paradoxo da hierarquização
de classes sociais.
Ao abordar o aspecto
psicológico, Lévy analisa
fatores ligados à violência –
valendo-se para isso da
psicanálise –, tratamentos
utilizados com resultados
eficientes e a psicologia
presente no confronto entre
israelenses e palestinos.
Afirma que para uma efetiva
36
I Jornada de Iniciação Científica
harmonia social deve-se investir
no equilíbrio entre a política
e bem-estar psicológico.
Para direcionar o debate a um
dos aspectos colocados por
Lévy, compara-se o artigo: “O
estado penal e a criminalização
dos movimentos sociais”, de
Fernanda Maria da Costa Vieira,
que enfatiza a banalização de
classes sociais. Vieira é mestre
em direito e sociologia pela
UFF (Universidade Federal
Fluminense) e doutoranda na
área de desenvolvimento social
(pela UFRJ), tendo escrito
vários artigos desse gênero. A
autora apresenta argumentos da
literatura a respeito da questão
de desigualdade social, além
de acontecimentos recentes
divulgados na mídia. Com base
nessas fontes, discorre sobre
as grandes deficiências sociais,
tais como: criminalização de
moradores de rua, surgimento
de movimentos reivindicatórios,
responsabilidade do poder
judiciário e criminalização
de movimentos sociais, papel
da mídia na difamação dos
movimentos, capitalismo e
globalização como agentes
de hierarquia de classes.
Também critica a passividade
dos partidos da esquerda e
defende o capitalismo como
uma base sólida para a resolução
dos problemas sociais.
Os dois artigos abordam
a questão da violência
institucional e as falhas na
democracia que corroboram a
ideia de necessidade de novas
políticas públicas eficazes.
Lévy assinala de forma ampla
as falhas sociais, enquanto
Vieira enfoca o paradoxo da
democracia o qual, por sua vez,
tem grande participação na
gênese da violência presente
no corriqueiro progresso
das sociedades modernas.
Para os autores, a democracia –
com sua simbiótica
ambiguidade – converge para
a hierarquização das classes
através do capitalismo e,
com base nisso, apresentam
seus defeitos e propõem
possíveis intervenções.
Os dois pontos de vista
diferenciados, devidamente
contextualizados, apresentam
peculiaridades e generalidades
antagônicas ou sinônimas,
que possibilitam a busca por
uma solução para o equilíbrio
daquela que é a principal
responsável pela evolução
humana: a sociedade.
REFERÊNCIAS
LÉVY, André. Pensar a
violência ou os limites da
política. In: Psicologia em
revista. Traduzido por: Nina de
Melo Franco. Belo Horizonte, v.
10, n. 16, p. 191 – 209, dez. 2004.
VIEIRA, Fernanda M. da
Costa. O estado penal
e a criminalização dos
movimentos sociais.
Disponível em: <http://
www.uff.br/caev/index.
php?option=com_content&ta
sk=view&id=25&Itemid=62>.
Acesso em: 30 jun. 2010.
COMO O LÍDER DEMONSTRA PERANTE A EQUIPE QUE É REALMENTE UM LÍDER?
Autora: Flavia Isabel de Moura
Orientadora: Vera Fontura Egg S. Cruz
Liderança corresponde à
capacidade de influenciar
pessoas em direção
ao alcance das metas
organizacionais
Sabe-se que a liderança bemsucedida proporciona e
agrega valores relevantes de
desempenho, autoconfiança,
motivação, alcance de resultados
dentre outros benefícios,
para toda uma equipe. No
entanto é necessário saber
utilizar a liderança de maneira
assertiva e satisfatória.
Para Golemam (2002),
conceituado psicólogo
norte-americano, liderança
corresponde à capacidade de
guiar e inspirar indivíduos
ou grupos em direção a uma
visão. Além disso, pessoas com
essa competência articulam
e despertam o entusiasmo
por uma visão ou missão
compartilhada, são dotadas de
iniciativa, guiam o desempenho
dos outros, mantendo-os
responsáveis pelo que executam
e lideram dando o exemplo.
Existem diversas maneiras de
um líder comportar-se e agir
perante a equipe, tendo em vista
que as diferenças individuais, de
personalidade e de necessidade
da organização, refletem
diretamente no modo de ação
de cada líder. Entretanto,
estudos revelam características
pessoais presentes na maior
parte deles, como por
exemplo, características
físicas que ressaltam energia,
capacidade de resistência,
personalidade autoconfiante,
honestidade, integridade,
entusiasmo, independência,
inteligência, conhecimento,
julgamento, determinação,
dentre outras características.
Sem dúvida, as positivas
contribuem significativamente
na condução da liderança,
porém, é necessário aplicar,
expor esses traços no cotidiano
das relações de forma
constante e equilibrada.
De acordo com a pesquisa
teórica Golemam (2002) aponta
seis estilos de liderança:
• líderes coercitivos: exigem
imediata
submissão.
• líderes
autoritários:
mobilizam a
pessoas em
direção a
uma visão.
• líderes
agregativos: criam
laços emocionais
e harmonia.
• líderes
democráticos:
criam
consenso por
meio da participação.
• líderes de transformação:
contam com excelência
e a autodireção.
• líderes treinadores:
desenvolvem as pessoas
para o futuro.
Segundo Golemam et al. (2002)
dados da pesquisa indicam
que os melhores resultados
na liderança são obtidos
através daqueles que utilizam
a maioria dos estilos em
medidas diferentes e de forma
harmoniosa em determinados
momentos, ou seja, quanto
mais estilos um líder exibe e
quanto maior a flexibilidade
nas diversas situações que
demandam liderança, mais
eficaz e promissora será.
A partir do autoconhecimento é
possível desempenhar diversos
estilos de liderança e utilizar
a maior parte dos citados
nos estudos desenvolvidos,
para assim, diante das
adversidades situacionais
do cotidiano, tornar-se
I Jornada de Iniciação Científica
37
cada vez mais assertivo,
dinâmico e flexível perante
as diversas possibilidades de
condutas a seguir. Por meio
do mecanismo de manejar e
complementar os estilos de
liderança ele pode atingir com
maior êxito toda a equipe.
Daft (2010) aponta
comportamentos de líderes,
considerando que sejam
responsáveis por motivar e
esclarecer o caminho para
atingir metas pessoais e
profissionais. Sendo assim, pode
adotar comportamentos que
incluem os estilos apoiador,
diretivo, orientado para as
realizações e participativo.
• Liderança diretiva – o
líder foca atividades,
desempenho e transmite aos
subordinados literalmente,
o que eles devem fazer.
• Liderança participativa –
existe comunicação direta entre
líder e subordinados, em que
ele sempre consulta os demais
sobre as decisões, solicita
opiniões e sugestões e reúne a
equipe para tomadas de decisão.
• Liderança orientada –
ocorre quando o líder pontua
metas claras e desafiadoras,
enfatiza o desempenho de
alta qualidade e estimula
melhorias, demonstra confiança
e contribui na aprendizagem
referente ao alcance das metas.
Muitos estudos ainda surgirão
com o intuito de esclarecer os
segredos e futuras necessidades
da liderança, pois, o líder de
fato, segue e deverá sempre
seguir a demanda do contexto
ao qual está inserido. Por
essa razão esse será um
assunto de constante estudo e
desenvolvimento, seguindo a
necessidade e as mudanças na
sociedade. Pois é importante
ressaltar que quando se reporta
38
I Jornada de Iniciação Científica
a indivíduos, refere-se a algo
em constante transformação.
REFERÊNCIAS
BENNIS, Warren. Evitando
equívocos. Líderes estratégia
para assumir a verdadeira
liderança. São Paulo:
Harbra, 1988. p. 1-15.
DAFT, Richard L. Dinâmica
dos comportamentos
nas organizações. In:
Administração. São Paulo:
Cengage Learning, 2010.
cap. 17. p. 637-665.
DAFT, Richard L. Liderança.
In: Administração. São
Paulo: Cengage Learning,
2010. cap. 18. p. 682-711.
GOLEMAM. Daniel;
BOYATZIZ. Richard,
MCKEE. Annie. O poder
da inteligência emocional a
experiência de liderar com
sensibilidade e eficiência. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2002.
DOENÇA DE ALZHEIMER: CUIDANDO DO CUIDADOR
Autores: Julio C. de Moraes, Regina Yoko N. Lima, Silvia
C. Castro, Tamires T. Guedes e Vanda M. Ferrari
Orientadora: Flavia M. P. Soares
OBJETIVOS
Levantar e avaliar os principais
aspectos psicológicos
determinantes do impacto no
cuidador de pacientes com DA.
MÉTODO
SAUDÁVEL
INTRODUÇÃO
O crescimento da população
idosa é um fenômeno mundial.
Em 2025 o Brasil será o 6º
país do mundo quanto ao
contingente de idosos. Como a
expectativa de vida aumentou
nas últimas décadas, também
trouxe como consequência
o aumento de doenças
crônico-degenerativas.
Dentre elas, a mais comum é
a doença de Alzheimer (DA),
descrita pelo médico Alois
Alzheimer em 1907, e que se
caracteriza como sendo um
processo neurodegenerativo
relacionado à idade.
Apresenta sintomas como
alterações comportamentais
e cognitivas, além de
comprometimento da memória,
pensamento e raciocínio,
de causa e tratamento ainda
desconhecidos. Estima-se
que nos EUA existam cerca
de 4 milhões de pacientes
e no Brasil pelo menos um
milhão e duzentos mil.
A Abraz (Associação Brasileira
de Alzheimer) é formada por
profissionais da área de saúde
e familiares de pessoas com a
ALZHEIMER
doença de Alzheimer e busca
transmitir informações sobre
o diagnóstico e tratamento
da DA e também orientar
sobre os aspectos cotidianos
do acompanhamento da
pessoa com a DA.
Entretanto pesquisas têm
evidenciado que o declínio
do paciente e suas demandas
específicas também afetam
o cuidador, que apresenta
grau elevado de sintomas
psiquiátricos, prejuízos
no sistema imunológico,
assim como aumento de
conflitos familiares.
Outros estudos sugerem que
altos índices de sobrecarga e
impacto no cuidador estão
associados à vida do portador e
de como a doença se desenvolve.
Portanto, o foco desta pesquisa
é o cuidador, sua sobrecarga,
qualidade de vida, estratégias
de elaboração e cuidados que
devem ser feitos por ele, e,
principalmente, enfatizar a
lacuna e a falta que o trabalho
de um psicólogo faz, sobretudo
aos cuidadores de pessoas
com a doença de Alzheimer.
O método utilizado
ocorreu desta forma:
• Pesquisa bibliográfica
sobre o tema
• Entrevista semiestruturada
com a presidente da Abraz,
regional Curitiba
• Participação em uma reunião
mensal do grupo Abraz
• Entrevista com uma cuidadora
(76 anos) de um portador (77
anos), diagnosticado com DA
há 3 anos, e que se encontra
atualmente no estágio severo
• Articulação direta das
entrevistas com a teoria
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da análise e articulação
das entrevistas com a
teoria, nota-se que a DA é
considerada uma situação
de crise para o indivíduo e
para a família do portador.
Observa-se que por vezes o
cuidador, em conflito quanto ao
diagnóstico e tratamento, não
está emocionalmente bem para
dar suporte à pessoa com DA.
Sem orientação e apresentado
a uma dinâmica emocional
negativa, dificulta-se o processo
de tratamento do portador.
É possível perceber essa
necessidade no discurso
I Jornada de Iniciação Científica
39
sobre a doença.
No entanto não abrange
seu sofrimento emocional
e sua saúde mental.
RESULTADOS
da coordenadora da Abraz
regional: “Quem mais precisa
de suporte psicológico é o
familiar, o cuidador, formal
ou informal. Há situações
de conflito, de estresse. Nas
reuniões, é o momento que eles
conseguem desabafar, mesmo
que falem pouco e escutem
mais, por que a proposta
nossa é de trabalhar com
temas, então por 40 minutos
escutam e no final, meia hora,
é o momento de discussão”.
De acordo com Zimerman
(2000), deveria haver sempre
um espaço para que o
cuidador fale de si, de suas
ansiedades, medos, dúvidas,
dificuldades com o paciente,
a família e os profissionais
O processo de desenvolvimento
da DA envolve sofrimento
emocional, por isso a ajuda ao
cuidador torna-se importante.
Com base nos resultados,
evidencia-se uma lacuna na
qual o psicólogo proporcionaria
um espaço de escuta voltado
totalmente ao cuidador,
promovendo o seu bem-estar
físico e mental. Nesse espaço, o
cuidador tem a oportunidade de
desabafar, expressar angústias,
queixas, medos e dificuldades
que enfrenta no dia a dia
com a pessoa com DA.
Conclui-se, portanto, que
o tratamento do portador
é essencial, porém o
acompanhamento
psicológico ao cuidador é
de suma importância.
REFERÊNCIAS
ABRAZ. Associação Brasileira
de Alzheimer. Disponível em:
<http://www.abraz.com.br>.
Acesso em: 1º jun. 2010.
envolvidos. Quando perguntado
à entrevistada: “De que
forma a senhora acha que
a psicologia poderia ajudar
no seu caso?”, ela responde:
“Assim como nós estamos
fazendo, conversando, parece
que sai um peso das costas”.
Dentro dessa perspectiva, a
Abraz regional que trabalha
com voluntários, propicia
uma parcela dos cuidados
relacionados ao cuidador,
oferecendo informações
40
I Jornada de Iniciação Científica
BERLINCK, Manoel Tosta.
A envelhescência. Boletim
de novidades da Livraria
Pulsional. São Paulo: Escuta,
ano IX, n. 91, nov./1996.
BIANCHI, Henri. O eu e o
tempo: psicanálise do tempo e
do envelhecimento. São Paulo:
Casa do Psicólogo, 1993.
LEIBING, Annette. Velhice,
doença de Alzheimer e cultura:
reflexões sobre a interação entre
os campos da antropologia
e psiquiatria. In: DEBERT,
Guita Grin; GOLDSTEIN,
Donna M. (Orgs.) Políticas
do corpo e o curso da vida.
São Paulo: Sumaré, 2000.
MESSY, Jack. A pessoa
idosa não existe. São
Paulo: Aleph, 1999.
NERI, A. L.; CARVALHO,
V. A. M. L. O bem-estar
do cuidador: aspectos
psicossociais. In: FREITAS, E.
V. et al. Tratado de geriatria e
gerontologia. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2002.
ZIMERMAN, Guite I. Velhice:
aspectos biopsicossociais. Porto
Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES NA PRODUÇÃO DA VIOLÊNCIA
Autora: Tatiane Ferreira Tedesco
Orientadora: Noemia Hepp Panke
Esta resenha aborda o papel que
desempenham as instituições
na produção da violência.
Baseia-se no artigo “Pensar
a violência ou os limites do
político”, do original Penser
la violence ou les limites du
politique, de Nina de Melo
Franco, escrito por André
Lévy (2004), psicossociólogo e
professor emérito de psicologia.
O artigo aborda o tema da
violência e do papel das
instituições e da política na
produção desta. Ressalta que
a mídia valoriza a violência,
em detrimento das questões
econômicas e sociais e que o
foco nas violências individuais
desconsidera as institucionais.
Desperta a atenção neste artigo,
os efeitos no comportamento
das pessoas pertencentes a
instituições que praticam
a violência institucional,
entendida como práticas de
violência toleradas ou, até
mesmo, incentivadas por
instituições e grupos sociais.
Tais instituições estimulam
a aceitação de suas práticas
violentas, baseadas na
justificativa de contribuir
para o bem comum.
Alba Zaluar em seu artigo
“Violência: pobreza ou
fraqueza institucional?” (1994)
também aborda o papel das
instituições na produção da
violência. Ela questiona se
a violência é um reflexo da
pobreza ou da fraqueza das
instituições. Conclui que não
existe associação entre as taxas
de mortalidade por homicídios
e pobreza ou migração,
baseando-se em dados oficiais.
Esclarecedor nesse artigo de
Zaluar é a desvinculação da
violência com a pobreza e a
implicação de que políticas e
instituições, que não tratam
adequadamente o tema,
exercem maior influência sobre
o aumento da violência do
que a pobreza. As violências
praticadas por instituições ou
por indivíduos que agem em
nome dela se fazem presente
a todo momento na mídia e
no cotidiano de milhares de
pessoas. Todas essas práticas
podem ser consideradas
violência institucional e estão
presentes no cotidiano de
forma tão rotineira e sutil
que até passam despercebidas
pela maioria das pessoas. Sem
dúvida, a violência praticada
pelas instituições sociais
afetam a população em geral e
contribuem para seu aumento.
Diante de tantas formas de
violência que estão presentes
na vida em sociedade,
é compreensível que os
indivíduos por ela afetados
reajam também com violência e
que muitos, incentivados pelas
instituições que representam,
pratiquem-na contra seus
semelhantes, em seu nome,
sob as mais variadas formas.
Assim, qualquer debate sobre
a violência deve considerar
as violências praticadas e
incentivadas pelas instituições. E
qualquer tentativa de reduzi-la
precisa considerar, também, em
seu âmbito institucional, não se
limitando às práticas individuais
de pessoas marginalizadas.
Por tudo o que foi exposto,
percebe-se que a violência está
presente na vida em sociedade
mais do que se pensa e do que
se nota. No entanto é preciso
compreendê-la, não só como
um ato individual, mas como
um reflexo dos atos coletivos
de violência praticados por
instituições que representam
a sociedade. Tais instituições
não só a toleram, mas a
incentivam e a praticam por
meio de seus integrantes,
de maneiras evidentes ou
de forma mais sutis, porém,
não menos prejudiciais.
REFERÊNCIA BÁSICA
LÉVI, André. Pensar a
violência ou os limites do
político. In: Psicologia em
Revista. Belo Horizonte, v. 10,
n. 16, p.191-209, dez. 2004.
REFERÊNCIA COMPLEMENTAR
ZALUAR, Alba; NORONHA,
José C; ALBUQUERQUE,
Ceres. Violência: pobreza ou
fraqueza institucional?. In:
Caderno de saúde pública.
Rio de Janeiro, n.10, suplemento
1, p. 213-217, 1994.
I Jornada de Iniciação Científica
41
Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
EDUCAÇÃO FÍSICA
Campus Mercês
42
I Jornada de Iniciação Científica
PLIOMETRIA COMO UMA ALTERNATIVA PARA O
TREINAMENTO DE FORÇA EXPLOSIVA
Autores: Neiry Ellen Gasperin, Frederico B. Moraes Jr.
Orientador: Keith Sato Urbinati
ao sistema, ajudando a
melhorar a capacidade do
sistema nervoso em reagir
com velocidade máxima ao
alongamento do músculo
(Verkhoshansky, 2000).
INTRODUÇÃO
Força explosiva é uma
característica a ser considerada
em diversas modalidades,
pois pode ser definida como
a capacidade de se aplicar
uma força máxima no
menor tempo possível.
OBJETIVO
O presente estudo tem como
objetivo avaliar se o treinamento
pliométrico ou o treinamento
coordenativo possui alguma
influência no desempenho do
teste de impulsão horizontal.
PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS
O grupo estudado contou com
uma amostra de 12 indivíduos
de ambos os sexos, com idade
média de 22,5±1,73 anos. Para
a realização deste estudo, os
sujeitos foram divididos em três
grupos, com quatro integrantes,
assim caracterizados:
Grupo Pliometria (GP),
Grupo Coordenativo (GCO)
e Grupo Controle (GC). Foi
realizada uma única sessão de
treinamento com as seguintes
características: pliometria
(caracterizado por 12 saltos a
uma altura de 0,75 m) e treino
coordenativo (caracterizado
por 12 saltitos sobre 2 linhas
desenhadas no chão). O Grupo
Controle realizou repouso
passivo. Foi utilizado o teste
de impulsão horizontal antes
(pré-teste) e após (pós-teste)
a sessão de treinamento. Para
verificar se existe diferença entre
os treinamentos foi realizado
anova two way e teste pós hoc
de Bonferroni (p< 0,05).
RESULTADOS
Houve aumento de 0,7 m nos
valores de impulsão horizontal
para GP, enquanto para o GCO
e GC não ocorreu aumentos
importantes 0,0 a 0,1 m.
Observou-se diferença nos
valores de pós-teste para GP
(p = 0,02) e nos outros
valores de pré e pós teste
dos GCO e GC.
Os exercícios pliométricos
propiciam uma transição
do treinamento de força
tradicional para movimentos
explosivos de vários esportes.
O sistema neuromuscular é
ensinado a aceitar e aplicar
melhor as cargas aumentadas
CONCLUSÃO
O treino de pliometria pode ser
considerado como um método
eficaz, quanto ao resultado
específico de treinamento,
nesse caso, para o teste de
impulsão horizontal.
REFERÊNCIA
VERKHOSHANSKY, Y. Todo
sobre el método pliometrico:
medios y metodos para el
entrenamiento y la mejora
de la fuerza explosiva.
Editorial Paidotribo, 2000.
Contatos:
[email protected]
[email protected]
[email protected]
Trabalho desenvolvido na disciplina
de Metodologia do Treinamento
Desportivo. Turma 6º – Bacharelado
(2º Semestre 2010)
I Jornada de Iniciação Científica
43
POTÊNCIA AERÓBIA E CAPACIDADE ANAERÓBIA EM ATLETAS DE JUDÔ
Autoras: Elizélia de Campos Felipe, Luci de Cassia Ribeiro
Orientador: Keith Sato Urbinati
Introdução
Processos avaliativos no esporte
são importantes intrumentos
para a preparação do atleta
e ganhos no rendimento.
Deve-se considerar a
especificidade da modalidade,
como no caso do judô, um
esporte com características
de intermitência e com
esforços supramáximos.
Objetivo
O objetivo do presente
estudo foi avaliar o índice de
potência aeróbia e capacidade
anaeróbia em atletas de judô.
Procedimentos
Metodológicos
Foram avaliados 12 atletas de
uma equipe estadual de judô,
com idade média de 26,5 ±
2,88 anos. Foi realizado o
Special Judo Fitness Test - SJFT
(Sterkowicz et al, 1998) para
mensurar a potência aeróbia
e capacidade anaeróbia.
Dois judocas (ukes) de
estatura e massa corporal
semelhante (mesma categoria
de peso) às do executante
(tori) são posicionados
a seis metros de distância, um
do outro, enquanto o executante
do teste (tori) fica a três metros
de distância dos judocas que
serão arremessados. O teste é
composto de quatro sequências,
sendo cada uma dividida em
três períodos: quinze segundos
(A), trinta segundos (B) e trinta
44
I Jornada de Iniciação Científica
segundos (C), com intervalos
de dez segundos entre os
períodos de esforço e de um
minuto entre as sequências.
Durante cada um dos períodos,
o executante arremessa os
parceiros utilizando a técnica
de braço ipon-seoi-nague
de direita o maior número
de vezes possível, sendo
verificada a frequência cardíaca
do atleta imediatamente
após e um minuto após o
final do teste, determinada
por monitor de frequência
cardíaca polar. Os arremessos
são somados e é calculado
um índice para verificar a
potência anaeróbia do atleta.
Mesurou-se o número de
arremessos manualmente, bem
como a frequência cardíaca
(FC) pelo frequencímetro da
marca Polar, modelo A3. Para
análise estatística utilizou-se
média, desvio padrão e teste Z.
Resultados
Observou-se que a média dos
arremessos foi de 17 ± 2. A
FC final de 174 ± 12 bpm; FC
após 1 minuto de recuperação
de 147±11 bpm. O índice
final do SJFT foi de 19 ± 2. Ao
realizar o teste Z, verificou-se
que sete (58,4%) dos sujeitos
apresentaram valores superiores
para a média do próprio grupo;
quanto menor o índice do atleta,
melhor o desempenho no teste.
Conclusão
Concluiu-se que os atletas do
presente estudo apresentaram
insuficientes valores de potência
aeróbia e capacidade anaeróbia
para a especificidade do judô.
Referências
FRANCHINI, Emerson
(Org.) Judô: desempenho
competitivo. 2. ed. Barueri:
Manole, 2010. v. 1. 480 p.
STERKOWICZ, S.;
ZUCHOWICZ, A.; KUBICA,
R. Levels of anaerobic and
aerobic capacity indices
and results for the
special fitness test in judo
competitors. Cracow Academy
of Physical Education, 1998.
Contato: [email protected]
Trabalho desenvolvido na disciplina
de Metodologia das Atividades de
Lutas. Turma 7º – Bacharelado
(1º Semestre 2010) e apresentado no
Seminário Internacional de Educação Física,
Lazer e Saúde. Curitiba, nov. 2010.
CORRELAÇÃO ENTRE COMPOSIÇÃO CORPORAL E METABOLISMO ENERGÉTICO NO JUDÔ
Autoras: Alessandra Chime Lopes, Ana Paula Batista, Danielle de Campos
Pereira Landal. Orientador: Keith Sato Urbinati
INTRODUÇÃO
Nas últimas décadas, as
modalidades esportivas têm se
aprimorado em suas regras, nos
aspectos técnicos, táticos, dentre
outros. Assim, a tecnologia
tem a sua participação nesse
processo. No âmbito da
prática competitiva do judô,
a morfologia de composição
corporal parece influenciar no
rendimento esportivo. No judô
o metabolismo energético parece
ser fortemente influenciado pela
capacidade anaeróbia e potência
aeróbia (Franchini, 2010).
OBJETIVO
O objetivo do estudo foi verificar
a correlação dos componentes
anaeróbio e aeróbio com
as variáveis de composição
corporal de atletas de judô.
PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS
Ocorreram avaliações em 13
atletas de judô da categoria
adulta nível estadual. Para
avaliar capacidade anaeróbia e
potência aeróbia foi realizado
o teste de Sterkowicks com o
seguinte protocolo: dois judocas
com estatura e massa corporal
semelhante a do executante são
posicionados a seis metros de
distância um do outro, enquanto
o executante do teste fica no meio
(3 metros de distância de cada
um). O teste é divido em três
etapas, sendo respectivamente
de 15 segundos, 30 segundos
e 30 segundos com intervalos
de 10 segundos entre eles.
Em cada fase, o executante
arremessa os parceiros com
uso da técnica ippon-seoi-naguê
pelo maior número possível.
Imediatamente após e um
minuto após o final do teste,
a frequência cardíaca (FC) do
atleta é mensurada. O total de
arremessos realizados é somado
e aplicado na seguinte equação:
FC (final) + FC (após um
minuto) / número total
de arremessos. A frequência
cardíaca foi monitorada com
um frequencímetro A3 da marca
Polar. Para a mensuração da
gordura corporal foi utilizado
um plicômetro da marca
Longe e dados aplicados no
protocolo de Jackson e Pollock
(1985). Além do %G também
calculou-se o valor de massa
magra (kg). O tratamento dos
dados baseou-se na correlação
de Pearson (p≤0,05).
RESULTADOS
O índice de Sterkowicks avalia
o metabolismo energético
(capacidade anaeróbia e potência
aeróbia) no judô. Quanto menor
o índice, melhor o resultado.
Os índices do presente estudo
indicam adequados valores
comparados aos da Seleção
Brasileira (13,92) (Franchini,
2010). Observou-se elevadas
correlações entre o Índice de
Sterkowicks e % de gordura
(%G) e massa magra (MM).
Quanto maior massa magra e
menor %G, melhor o índice.
CONCLUSÃO
A composição corporal parece
influenciar no desempenho
do metabolismo energético
(capacidade anaeróbia e potência
aeróbia) do judô. Foram
encontrados adequados valores
de índice para os sujeitos do
presente estudo. Menores níveis
de gordura e maiores valores de
massa magra auxiliam de forma
positiva no rendimento do judô.
REFERÊNCIA
FRANCHINI, E. Judô:
desempenho competitivo, 2
ed. São Paulo: Manole, 2010.
Contatos:
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
Trabalho desenvolvido na disciplina
de Metodologia das Atividades de
Lutas. Turma 7º – Bacharelado
(2º Semestre 2010)
I Jornada de Iniciação Científica
45
RADICAIS LIVRES DURANTE EXERCÍCIO AERÓBIO E A
INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO ANTIOXIDANTE
Autores: Eurico Heisler Belloto, Kamila Kely Iatzaki, Michelle Ferreira Lima de Paula,
Tatiane Aparecida de Andrade Corrêa. Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
INTRODUÇÃO
O presente artigo visa aos
estudos sobre radicais livres
no exercício aeróbio com
alimentação antioxidante.
Radicais livres constituem
um grupo de substâncias
químicas que se caracterizam
por possuírem um ou mais
elétrons desemparelhados num
dos seus orbitais externos. Por
esse motivo, eles possuem a
reatividade e a instabilidade
química que os caracterizam,
tendendo a interagir com
outras moléculas na sua
proximidade, por meio da
captação (comportandose como oxidantes) ou da
cedência (atuando como
redutores) de elétrons e/ou
de átomos de hidrogênio.
Pode-se definir antioxidante
como "qualquer substância
que, presente em baixas
concentrações quando
comparada a do substrato
oxidável, atrasa ou inibe a
oxidação deste de maneira
eficaz" (Sies e Stahl, 1995 apud
Bianchi e Antunes, 1999. p.
124). Uma alimentação rica em
antioxidante ajuda a inibir a
produção dos radicais livres.
No exercício físico há uma
liberação de radicais livres,
quanto maior a intensidade,
maior será a liberação.
Entretanto o antioxidante
tem a função de impedir que
os radicais livres possam
prejudicar os tecidos, como
os músculos esqueléticos.
Sendo assim, este artigo tem
46
I Jornada de Iniciação Científica
como objetivo verificar a
influência dos antioxidantes
no exercício aeróbio contra
a produção de radicais
livres no organismo.
REFERENCIAL TEÓRICO
Radicais livres são compostos
altamente reativos por
possuírem um elétron não
pareado na órbita mais externa,
que pode conduzir a uma série
de danos celulares ao organismo
(Vancini et. al., 2005. p. 47).
De acordo com Bianchi e
Antunes (2003, apud Weber
e Ramos, 2009), são liberados
durante a transferência de
elétrons no metabolismo e
por causas externas e podem
originar-se no citoplasma,
nas mitocôndrias ou na
membrana das células.
Existem espécies reativas de
oxigênio muito prejudiciais,
como o radical hidroxila e o
superóxido, o oxigênio isolado
e o peróxido de hidrogênio,
que causam efeitos prejudiciais
no organismo quando
acumulados, sendo formados
normal e permanentemente
de várias formas no organismo
humano: através da
poluição do ar, luz ultravioleta,
cigarro, pesticida, conservante.
(Olszewer e Naveira, 1997
apud Weber e Ramos, 2009).
Segundo Schneider (2002,
apud Weber e Ramos, 2009),
radicais livres também são úteis,
pois ajudam a ativar o sistema
imunológico e na desintoxicação
de drogas. O que não pode
haver é um acúmulo desses
elementos. Quando isso ocorre
o próprio organismo arranja
uma forma de estabilização
(Bianchi e Antunes, 2003,
apud Weber e Ramos, 2009).
“As moléculas orgânicas
e inorgânicas e os átomos
que contêm um ou mais
elétrons não pareados, com
existência independente,
podem ser classificados como
radicais livres” (Halliwell,
1994, apud Bianchi e
Antunes, 1999. p. 123).
Segundo Brouns (2005), os
radicais livres no desempenho
altamente intensivo se
caracterizam por inúmeros
eventos, que tornam
extremamente provável
a maior produção deles e
dano celular correlato.
Podem resultar da depleção de
energia no músculo esquelético,
durante a qual a ATP é
fracionada para ADP–AMPhipoxantina, que finalmente
acarreta a formação de xantina
e ácido úrico nas hemácias e nas
células endoteliais, resultando
em sua liberação (Brouns, 2005).
Quanto à classificação,
antioxidantes podem ser: de
prevenção, que não deixam os
radicais livres se formarem;
varredores, que não deixa os
radicais atacarem células; de
reparo, ajudam na reconstrução
das membranas danificadas
(Weber e Ramos, 2009).
O desequilíbrio entre os
sistemas pró-oxidante
(liberação) e antioxidantes
(remoção) promove o estresse
oxidativo. Além de queda no
rendimento físico (Gandra et
al., 2004 apud Weber e Ramos,
2009). O estresse oxidativo
faz parte do mecanismo
gerador de várias doenças
como isquemia, inflamação,
câncer, trauma, doença
degenerativa, morte celular
(Koury e Dorangelo, 2003
apud Weber e Ramos, 2009).
Conforme Anderson (1996,
apud Bianchi e Antunes),
quando se tem um aumento
do estresse oxidativo,
as defesas antioxidantes
também aumentam, mas
se a quantia de radicais for
em demasia poderá ocorrer
danos e até morte celular.
De acordo com Wilmore e
Costill (2001, apud Weber
e Ramos, 2009), quando os
radicais livres se acumulam
ocorrem danos ao DNA, tanto
na mitocôndria como no núcleo.
Segundo Schneider e Oliveira
(2003, apud Weber e Ramos,
2009) uma boa qualidade
de vida se dá quando há
um balanceamento entre
os radicais livres que são
produzidos e removidos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Observa-se que os radicais
livres têm maior produção no
exercício de alta intensidade,
provocando alterações
das membranas celulares,
trazendo malefícios para
o indivíduo, por exemplo,
doenças cardiovasculares,
câncer e envelhecimento
precoce já demonstrado em
alguns trabalhos. Antioxidantes
têm a função de prevenir a
formação dos radicais livres não
deixando que ataquem a célula
e além disso têm a função de
reconstrução de membranas.
Radicais podem ser encontrados
em suas principais fontes nas
vitaminas C, E e o β-caroteno.
Enzimas antioxidantes precisam
também de zinco, cobre, selênio
e proteínas para que sua função
seja cumprida com eficiência.
O exercício físico agudo
aumenta o metabolismo
celular ocorrendo a sobrecarga
oxidativa, ocasionado o estresse
oxidativo, lesionando a célula
e o músculo esquelético. O
indivíduo que faz exercício
aeróbio em alta intensidade tem
que compensar com uma dieta
rica em antioxidante para que
haja menor alteração celular
e menos danos a sua saúde.
O interessante é que a
alimentação e o exercício
sejam utilizados de maneira
correta e eficiente no dia
a dia do indivíduo.
VANCINI, Rodrigo Luiz et
al. Influência do exercício
sobre a produção de radicais
livres. Revista Brasileira de
Atividade Física e Saúde,
v. 10, n. 2, p. 47-58, maio-ago.
2005. Acesso em: 30 out. 2010.
WEBER, Adriana Luciane;
RAMOS, Andrews Barcellos.
Efeito de diferentes intensidades
de exercícios na produção
de radicais livres e
alterações respiratórias.
Uma proposta pedagógica
para o ensino de bioquímica
no curso de medicina.
Revista Digital, Buenos
Aires, ano 14, n. 131, abr. 009.
Acesso em: 30 out. 2010.
REFERÊNCIAS
BIANCHI, Maria de Lourdes
Pires; ANTUNES, Lusânia
Maria Greggi. Radicais livres
e os principais antioxidantes
da dieta. Rev. Nutr. [online].
1999, v. 12, n. 2, p. 123-130.
ISSN 1415-5273.
Acesso em: 2 nov. 2010.
BROUNS, Fred. Fundamentos
de nutrição para os desportos.
2. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2005.
SCHNEIDER, Cláudia
Dornelles; OLIVEIRA, Alvaro
Reischak de. Radicais livres
de oxigênio e exercício:
mecanismos de formação e
adaptação ao treinamento
físico. Rev. Bras. Med. Esporte
[online]. 2004, v. 10, n. 4,
p. 308-313. ISSN 1517-8692.
Acesso em: 2 nov. 2010.
I Jornada de Iniciação Científica
47
USO DA NANOCIÊNCIA E NANOTECNOLOGIA NA SUPLEMENTAÇÃO
ALIMENTAR COMO AUXÍLIO ERGOGÊNICO
Autores: Felipe Ohya Araujo, Francisco Xavier, Leandro Junior do Nascimento,
Marcos Antônio Goes Junior. Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
procurando satisfazer clientes,
praticantes de atividades físicas
que sempre buscam maior
desempenho esportivo.
INTRODUÇÃO
RESUMO
Palavras-chave: nanotecnologia,
nanociência, suplementação
alimentar.
Com o avanço da tecnologia,
novas ciências vêm surgindo,
como é o caso da nanociência
e nanotecnologia, esta última
tão surpreendente que
pesquisadores e especialistas
ainda não têm certeza sobre
o que é real e ficção.
É certeza que a nanotecnologia
está associada à manipulação
de átomos em propriedades
muito pequenas, procurando
por meio da manipulação
destes, criar novas estruturas,
elementos ou apenas alterar as
já existentes, potencializando
sua ação. Dentro desse
contexto, empresas do ramo
de suplementação alimentar
têm investido na nanociência e
nanotecnologia visando a criar
suplementos mais potentes,
eficientes e rápido resultado,
48
I Jornada de Iniciação Científica
Melhorando índices e
performances de atletas de
todo mundo, o segmento
nutricional mundial vem
avançando em ritmo acelerado.
Pensando em melhoras de
performances, não são só
atletas que ganharam com essa
evolução. Os praticantes de
atividade física também são
beneficiados com o avanço
tecnológico da suplementação
alimentar, tendo nela
importante aliada para atingir
o equilíbrio nutricional ideal.
Dentro desse contexto, este
artigo aborda a nanociência
e a nanotecnologia aliada
à suplementação alimentar
como auxílio ergogênico.
REFERENCIAL TEÓRICO
Recursos ergogênicos
A busca constante pela
quebra de recordes sejam
eles esportivos ou pessoais,
tem levado atletas a procurar
auxílio externo para atingir
suas metas. Muitos buscam
auxílios ergogênicos para
beneficiar seu desempenho,
que podem ser substâncias
ou fatores psicológicos.
Willmore e Costill (2001)
definem recursos ergogênicos
como sendo substâncias ou
fenômenos que visam à melhora
do desempenho de um atleta
que busca a quebra de um
recorde esportivo ou pessoal
ou mesmo de um praticante de
atividade física que visa a ter um
melhor desempenho na prática
de dada modalidade esportiva.
Uso da nanociência e
nanotecnologia na elaboração
de suplementos alimentares
Dentro de um programa
de treinamento esportivo,
independente da modalidade,
muitos são os fatores que
influenciam na conquista
dos resultados desejados
pelo praticante da atividade
física. Willmore e Costill
(2001) citam em sua obra
vários fatores que influenciam
no desempenho esportivo.
Segundo eles três fatores são
de maior influência: próprio
treino (método utilizado),
bom descanso (o que inclui,
o sono) e boa alimentação.
Sem dúvida trabalhados em
conjunto são cruciais para
um bom desempenho esportivo.
No que se refere à alimentação,
sabe-se que por mais que uma
pessoa tenha uma boa dieta, terá
dificuldades em suprir toda sua
necessidade calórica, ainda mais
se for muito ativa e tiver um
grande gasto energético. É nesse
momento que ela recorrerá
aos suplementos alimentares
por não conseguir ingerir
na sua dieta a quantidade
ideal de vitaminas e minerais
necessários para manter um
bom desempenho esportivo.
Nesse contexto entra a
nanociência e a nanotecnologia.
Empresas do ramo de
suplementação alimentar
têm investido nessa nova
tecnologia visando à produção
de suplementos alimentares
que apresentam resultados
muito mais satisfatórios
do que os comuns.
Nanociência e nanotecnologia
A nanotecnologia é uma área
multidisciplinar, em que as
dimensões estudadas se dão
na escala nanométrica, sendo
um nanômetro a bilionésima
parte de um metro, uma
medida muito pequena.
Uma comparação possível é
a de um grão de areia numa
praia que se estenda de Salvador
(BA) até Natal (RN). (Silva,
2006, p. 6.), “Partículas desse
tamanho ou nanopartículas,
apresentam grande área
superficial e, frequentemente,
exibem propriedades mecânicas,
ópticas, magnéticas ou químicas
distintas de partículas e
superfícies macroscópicas”
(Quina, 2004, p. 1).
O aproveitamento dessas
propriedades distintas em
aplicações tecnológicas forma
a base da nanociência e
nanotecnologia de materiais.
Nanovapor
Nanovapor é derivado da
nanotecnologia utilizada na
fabricação. Isso quer dizer que
seus compostos foram reduzidos
a níveis ultramicroscópicos.
“No que diz respeito à
estimulação psíquica, uma
matriz neuroamplificadora,
composta de mais de 10
ingredientes aumenta o foco,
a concentração e a velocidade
com que impulsos nervosos
são transmitidos ao músculo.
Agentes que estimulam
a resposta anabólica de
hormônios como HGH e
testosterona elevam a síntese
de proteína e reduzem os
níveis de cortisol presentes no
nanovapor. Aminos BCAA,
creatina, arginina e mais uma
dezena de compostos anabólicos
naturais tiveram sua cadeia
molecular modificada para
aumentar ainda mais os ganhos
em cada sessão de treino.
No que diz respeito à
volumização celular e
vasodilatação, basicamente
mais água entra na célula
muscular juntamente com a
irrigação sanguínea aumentada.
Os músculos são 70% água;
com mais sangue, água e
nutrientes dentro da célula
haverá um estado anabólico
otimizado durante todo o
treino e também nas duas horas
seguintes (Muscletech, 2009).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se que a contínua busca
pela performance esportiva
tem levado os fabricantes de
suplementos alimentares a
buscar maneiras de expandir
seu mercado, utilizando novas
tecnologias para levar atletas
ou praticantes de atividade
física o mais próximo dos
seus objetivos pessoais, seja
ele emagrecimento, ganho
de massa magra, força,
velocidade, dentre outros.
Sendo assim, é de suma
importância que profissionais
da área de educação física
estejam sempre atualizados
quanto aos produtos ofertados
pelo mercado e orientar os
alunos quanto aos possíveis
efeitos daqueles pouco
estudados cientificamente ou
não autorizados no Brasil
pela Anvisa.
REFERÊNCIAS
DULLEY, Richard Domingues.
Mercado de produtos
nanotecnológicos – realidade ou
ficção. III Simpósio Nacional
de tecnologia e Sociedade.
Curitiba, 2009. Disponível em:
<http://www.nanosociedade.
com.br/arquivos/File/III%20
TECSOC/Trabalhocompleto_
Dulley_GT2.pdf.>.
Acesso em: 12 nov. 2010.
FRODEMAN, R.
Nanotechnology: the
visible and the invisible
department of philosophy
and religious studies.
University of North Texas.
Disponível em: <http://www.
ndsciencehumanitiespolicy.
org/docs/frodeman_nano.
pdf>. Acesso em: 12 nov. 2010.
GRUPO centro técnológico.
Revista Novas Tecnologias:
a nanotecnologia. v. 1, 2009.
SILVA, Cylon Gonçalves.
Brasil aposta na nanociência
e nanotecnologia. Inovação
Uniemp, v. 2, n. 1, Campinas
jan./mar. 2006.
Entrevista concedida a Simone
Pallone e Wanda Jorge.
QUINA, Frank. Nanotecnologia
e o ambiente, perspectivas e
riscos. Revista Quim. Nova,
v. 27, n. 6, 1028-1029, 2004.
WILMORE, Jack H.; COSTILL,
David L. Fisiologia do
esporte e do exercício. 2. ed.
São Paulo: Manole, 2001.
I Jornada de Iniciação Científica
49
MANUTENÇÃO DO PESO CORPORAL ATRAVÉS DE UMA ALIMENTAÇÃO
SAUDÁVEL E A PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIOS FÍSICOS
Autores: André Lucas Ferreira, Emily Juliane Faria, Isabella Mazurik, Katia Stefani Ukan
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
INTRODUÇÃO
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
Sabe-se que a obesidade é
uma doença ativa e presente
na sociedade e pouco se faz
para mudar esse quadro. Em
épocas passadas, não havia
preocupações referentes
ao peso corporal, pois não
existia tanta variedade de
alimentos, principalmente
industrializados, e também
era ausente a tecnologia que
afasta as crianças das ruas e
dos parques, impedindo assim
que elas gastem energia. Desse
modo, tem-se a preocupação
do desenvolvimento precoce
da obesidade, que acarreta
múltiplas doenças e a
dificuldade de manter o peso
corporal sem a prática de
qualquer atividade física.
Não há exemplo na história
de uma época em que muitos
tiveram acesso tão fácil a
alimentos de alto teor calórico,
com tão pouco esforço físico.
Com isso, grande parte das
pessoas em todo o mundo
passou a comer mais e se
movimentar cada vez menos.
Controlar o apetite é uma
tarefa difícil, ainda mais
quando se trata de um mundo
comercial onde restaurantes
e lanchonetes estão cheios
de novidades, com alimentos
altamente calóricos. Ainda
que se diga de passagem que a
alimentação é o principal fator
do controle de peso, é relevante
afirmar que a atividade física
é outro fator adjuvante nessa
batalha contra a obesidade.
Existem recomendações para a
manutenção de peso saudável
e a prevenção da obesidade,
evitando assim consequentes
50
I Jornada de Iniciação Científica
doenças cardiovasculares e
outras relacionadas ao excesso
de peso. Conforme Ribeiro et
al. (2004), essa estabilidade da
composição corporal durante
os anos resulta de um balanço
preciso entre a ingestão e o
gasto energético. Entretanto no
nosso organismo existe uma
predisposição através do cérebro
para defender o acúmulo de
energia na forma de gordura.
Conforme relembra Jardim e
Varella (2009), o corpo vem
sendo moldado desde a
pré-história, formando
estoques de energia para
manter a sobrevivência
em épocas de miséria.
Contudo o mundo tornou-se
mais moderno e tecnológico,
trazendo uma vida sedentária,
além do aumento da oferta de
alimentos, fazendo com que
os seres humanos não utilizem
a energia que estocam.
Com isso estamos
acompanhando uma nova
época: a de mais pessoas se
tornando obesas e tendo
complicações na saúde
em relação a isso.
A questão do excesso de peso
é tratada como um problema
de ordem pública, visto a
associação existente entre o
exagero de gordura corporal
e o aumento de mortalidade.
Manter um peso corporal
considerado adequado durante
o crescimento e na vida
adulta parece associar-se a
menor mortalidade e maior
bem-estar. (Willet citado
por Sichieri et al. 2000).
Por isso é interessante
como coloca Silva (citado
por Lopez et al. 2000), que
desde pequena a criança seja
incentivada a ter uma vida
mais ativa, já que o exercício
realizado precocemente
previne a formação de
novas células adiposas.
Os hábitos alimentares são
adquiridos lentamente, a
partir dos primeiros contatos
com os alimentos. O sabor
do leite materno não é o
mesmo em todas as mamadas.
Ocorrem modificações no
decorrer do dia em função da
alimentação da mãe. Estudos
mostram que a diversidade
dessas sensações gustativas,
associadas à amamentação,
facilita a aquisição de paladares
mais variados no futuro.
(JARDIM e VARELLA, 2009).
Para Jardim e Varella (2009)
a alimentação saudável
baseia-se num princípio
simples: nenhum tipo de
alimento, seja carboidrato,
proteína ou gordura é capaz de
proporcionar sozinho todos os
nutrientes necessários para o
organismo. A dieta ideal deve
ser variada.
A redução da ingestão de
alimentos preparados em casa,
substituídos pelos
industrializados (fast foods,
salgadinhos e doces), o aumento
do consumo de refrigerantes
e de grande quantidade de
calorias derivadas de gordura
e a redução de atividade
física são fatores etiológicos
responsáveis pelo crescimento
da prevalência da obesidade nas
populações urbanas (RIBEIRO,
SANTOS E SABIA, 2004).
Segundo o Ministério da Saúde,
ser ativo é estar em movimento.
Evitar ficar parado é possível em
qualquer lugar. Subir escadas
no lugar de usar o elevador,
descer do ônibus um ponto
antes e ir andando e aumentar
a distância gradativamente,
caminhar sempre que
possível e não passar longos
períodos sentado assistindo
TV, acumular pelo menos
trinta minutos de atividade
física todos os dias.
Para Fernandez et al. (2004),
a utilização do exercício físico
tem sido um dos procedimentos
mais empregados para o
tratamento da obesidade.
Pouca atividade física aumenta
o risco de incidência da
obesidade. Segundo Grilo
(1994) citado em Fernandez
et al. (2004) o exercício físico
aumenta a queima de gordura e
a diminuição da massa corporal.
A atividade física diminui o
risco de ataques cardíacos,
diabetes, derrames cerebrais,
além de reduzir os níveis do
mau colesterol, tornar os ossos
mais fortes e os músculos mais
desenvolvidos, evitar problemas
nas articulações e melhorar a
função intestinal, a resposta
imunológica, o equilíbrio e a
qualidade do sono.
Também diminui o risco de
consumir drogas (entre elas
o álcool e o fumo) retarda o
envelhecimento e colabora para
o equilíbrio emocional
(JARDIM e VARELLA, 2009).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É inevitável a ligação existente
entre o controle de peso, a
alimentação e o exercício físico.
Todo controle de peso deve-se
a ingesta diária de calorias
e ao seu gasto.
A alimentação saudável e
balanceada é imprescindível
no controle de peso, o excesso
de consumo de alimentos
calóricos é carta branca para
o sobrepeso e as doenças que
a acompanham.
Torna-se indispensável a
prática regular de exercícios
físicos, visto os benefícios que
estes proporcionam ao que
os praticam.
O exercício físico tem como
foco a saúde e qualidade de vida,
mesmo que uma pessoa obesa
não se torne magra através do
mesmo, ela terá melhoras que
a vida ativa oferece, retardando
assim muitos problemas e
complicações de uma vida
sedentária.
REFERÊNCIAS
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Fernando; CORA, Post;
OLINTO, Maria. Prevalência
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fatores de risco. Disponível em:
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corporal. Disponível em:
<http://www.revistasusp.sibi.
usp.br>. Acesso em: 8 nov. 2010.
I Jornada de Iniciação Científica
51
ATIVIDADE FÍSICA ALIADA A UMA BOA ALIMENTAÇÃO NO PERÍODO GESTACIONAL
Autoras: Deise Cally Mattana dos Santos, Giselle de Souza, Tatiane Baroni
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
INTRODUÇÃO
A gravidez constitui-se de um
período de muitas mudanças
na vida da mulher, sejam elas
físicas e fisiológicas no corpo da
gestante e também psicológicas.
A alteração no peso da mãe
e do feto são influenciados
pela atividade física e por uma
alimentação adequada, sendo
demonstrada a importância
da atividade física no período
gestacional para melhorar a
qualidade de vida, evitando
a hipertensão, melhorando o
desempenho cardiovascular,
auxiliando em uma melhor
respiração, além de ajuda na
prevenção de hiperlordose.
O exercício físico também
é de grande importância
para auxiliar a gestante na
aprendizagem do conhecimento
corpóreo, que ajuda nas
funções gastrointestinais e no
parto. A orientação para uma
alimentação adequada também
influencia no desenvolvimento
ao longo da gestação, tendo
interferência tanto no
metabolismo materno quanto
no ganho de peso do feto.
A gravidez traz aumento de
peso nas gestantes, porém
muitas delas no lugar de
procurar orientação para
uma alimentação correta,
que não afete a mãe e o feto,
acabam controlando o peso
de forma errada, o que causa
transtornos alimentares e
consequentemente baixo peso
no feto ou até mesmo aborto.
A ciência do comportamento
humano descobriu novos rumos
e com isso verifica a importância
do estágio intrauterino e da
necessidade de um maior
amparo durante a gestação.
Uma gestante bem protegida
pelo meio ambiente e ciente
do desenrolar normal do parto
transmite suas sensações de
segurança e tranquilidade ao
bebê. (NOVAES; VIANNA,
1998, p. 79 apud REINEHR;
SIQUEIRA, 2009).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A atividade física aliada à
nutrição no período gestacional
ganha destaque por sua
importância na melhora e
manutenção da qualidade de
vida, controle e prevenção de
doença. Ela proporciona, não
somente à mãe, mas também ao
bebê uma vida mais saudável,
com melhor condicionamento
físico e diminuição dos
sintomas desagradáveis durante
52
I Jornada de Iniciação Científica
a gestação, resultando no
controle de peso corporal,
o que influencia na autoestima
e na imagem.
O exercício físico evita
lesões e complicações para
o feto, pois influencia na
flexibilidade e resistência
da mãe, evita lombalgias,
melhora as condições de
irrigação da placenta, facilita
o trabalho de parto. Nesse
aspecto, valida-se a necessidade
de um nutricionista para
acompanhamento no pré-natal
e pós-parto, a fim de
evitar a deficiência de
nutrientes que garantem o
desenvolvimento do feto.
Com uma alimentação
adequada é possível evitar
diversas patologias como a
hipertensão, diabetes, doenças
cardiovasculares, além das
possíveis complicações
durante o parto.
Vale ainda ressaltar que todas as
atividades que forem praticadas
pela gestante devem ter a
orientação de um profissional
de educação física, pois nem
todas podem praticá-las.
REFERÊNCIAS
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a. 13, n. 124, set. 2008.
MALTA, M. B. et al. Utilização
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Digital, EFDeportes.com,
Revista Digital; Bueno Aires,
a. 13, n. 128, jan. 2009. I Jornada de Iniciação Científica
53
FATORES QUE INFLUENCIAM NA HIDRATAÇÃO EM ESPORTES DE ENDURANCE
Autores: César Artur de Castro Junior, Cleiton Vaz França, Dilvano Leder de França
Orientadora: Renata Teixeira Mamus Gomes
INTRODUÇÃO
Na área esportiva, existem
diversos estudos com o
propósito de melhorar a
performance, porém deve
haver sempre uma ligação
com a segurança dos atletas.
Segue-se aqui descobertas
e pesquisas recentes sobre
hidratação no âmbito
esportivo e nos esportes de
longa duração, com pouca
ou elevada hidratação, que
propõem diversos sintomas e
abrem uma diversa abrangência
em pesquisas, estudos e
descobertas relacionados
à hidratação com água.
REFERENCIAL TEÓRICO
O esporte de alto rendimento
impõe a necessidade de um
estudo minucioso sobre a
influência do exercício nas
respostas fisiológicas, diz
Marins, Dantas e Navarro
(2003), que garantem, quando
treinadas, a melhora do
desempenho esportivo: por isso
a adequação de treinamento
é cobrada, garantindo a
diferença entre o primeiro e
os demais competidores.
Segundo Drumond, Carvalho
e Guimarães (2007), a
hidratação, nos diversos
momentos do treinamento ou
da competição, é dependente
das necessidades individuais
de macro e micronutrientes,
da duração do exercício, do
clima, e do desgaste orgânico
causado em cada modalidade
54
I Jornada de Iniciação Científica
esportiva, influenciando
diretamente na performance,
no equilíbrio hidroeletrolítico
e na manutenção da
temperatura corporal.
A água é a principal constituinte
do corpo humano em peso
e volume. Um homem de
75 kg contém cerca de 45 L
de água, correspondendo a
60% do seu peso corporal total
(GREENLEAF, 1992; SAWKA,
1988 apud MARQUEZI e
LANCHA JUNIOR, 1998).
O volume hídrico corporal é
dependente da composição
corporal do indivíduo, do
sexo, da idade, estado de
treinamento e do conteúdo
muscular de glicogênio, dentre
outros fatores. (MARQUEZI
e LANCHA JUNIOR, 1998).
A água, por não fornecer
energia, não contribui
diretamente para as
necessidades energéticas do
organismo. No entanto esse
elemento é imprescindível para
um perfeito funcionamento
biológico (MCARDLE et al.,
1998 apud MARINS, 1998).
Dentre as propriedades
específicas da água
encontram-se ainda: (a) auxílio
na termorregulação através
da evaporação do suor;
(b) em condições de uma
volemia adequada interfere
diretamente com a regulação
da temperatura corporal e
o débito cardíaco durante
o exercício; (c) absorção de
choques; (d) atua ainda como
elemento lubrificante das
articulações; (e) participa
como meio excretor através
da urina e fezes (Chaves, 1978;
Neto, 1994; Katch & McArdle,
1996 apud Marins, 1998).
Haves (1978) apud Marins
(1998) cita que a água oriunda
do meio externo pode
ter duas origens: (a) água
ingerida e (b) dos alimentos.
Uma segunda via do meio
externo de extração de água
corresponde à metabolização
dela em diversos alimentos
no processo de digestão,
onde muitos deles (frutas)
são constituídos basicamente
por água (MARINS, 1998).
Independentemente dos vários
fatores externos que influenciam
as necessidades hídricas,
sobretudo as características
do exercício e do ambiente, as
mais recentes recomendações
(RODRIGUEZ et al., 2009
apud MACIEIRA, 2009)
vêm reafirmar a importância
da individualização na
determinação de rotinas de
hidratação, dada a grande
variabilidade de adaptação
existente (CASA et al.,
2000; SAWKA et al., 2007
apud MACIEIRA, 2009).
Segundo Macieira (2009), a
variabilidade resulta da massa
corporal, de fatores genéticos,
da eficiência metabólica, do
nível de treino e aclimatação,
influenciando a taxa de
sudorese do atleta, apesar da
sua associação à modalidade.
Magallón & Mateo (1994) apud
Marins (1998) explica que o
exercício com a mobilização
do glicogênio muscular como
fonte energética, proporciona
liberação de três gramas de
água para cada grama de
glicogênio mobilizado. Essa
ação pode ser considerada
como uma autohidratação,
refazendo assim em parte a
quantidade de água perdida
através da produção do suor.
Em treinamentos e provas de
longa duração, a hidratação
deve ser constantemente
realizada, visando à
manutenção da homeostase
hídrica, uma vez que um
procedimento inadequado,
ou mesmo sua ausência,
promoverá o aparecimento
de quadros de desidratação.
(FERREIRA et al., 2010)
Os líquidos ingeridos durante
o exercício são numa escala,
menor do que a perda originada
pelo suor, resultando num
leve nível de desidratação,
mesmo quando os líquidos
são oferecidos livremente,
(MEYER e PERRONE, 2004),
como ocorrem geralmente
em corridas de rua.
Registros de perdas elevadas
de líquido são encontrados
em dife­rentes modalidades
desportivas; a perda de maior
destaque, descrita na literatura,
ocorreu com o maratonista
Alberto Salazar, que perdeu
3,7 litros de líquido por
hora de atividade durante a
maratona de Los Angeles,
em 1984. A importância do
estabelecimento de reposição
hídrica individualizada foi
corroborada por outros estudos
que demonstraram grande
variação na taxa de sudorese
e, consequentemente, na
perda hídrica diferenciada.
(FERREIRA et al., 2010)
A desidratação é considerada
a emergência mais comum
que ocorre em atletas em
competições de endurance
e ultraendurance. Por isso,
é comum tratar todos os
que atravessam a linha de
chegada, em um estado de
exaustão, como desidratados.
Entretanto, vale a pena
ressaltar que eles podem estar
hiponatrêmicos, descrito mais
adiante (KRATZ et al., 2005;
NOAKES et al., 1991 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007)
A eliminação da água em um
metabolismo normal ocorre por
meiode cinco vias: urina, fezes,
ar expirado, suor e perspiração
invisível (WHITTMIRE,
1998 apud MARINS, 1998).
Guyton (1992) apud Marins
(1998) cita que a quantidade
de líquido perdido nessas
vias pode variar ao modificar
a temperatura ambiente
ou com o exercício.
O suor apresenta uma ação
orgânica na tentativa de
reduzir a temperatura corporal,
principalmente quando o
meio ambiente a apresenta
em grau superior ao corporal.
Nesse caso a produção de
suor será estimulada para que
ocorra a evaporação e como
consequência liberação de
energia calorífica, controlando
dessa forma a temperatura
interna (MARINS, 1998).
O suor excessivo sem uma
reposição adequada pode
originar uma desidratação,
que segundo Romeiro (1978)
apud Marins (1998), é uma
situação clínica proveniente
de uma redução considerável
de água no organismo ou por
depletação hídrica excessiva não
compensada. Fox et al. (1991)
apud Marins (2008) considera
a hidratação como a perda
excessiva de água corporal.
Katch & McArdle (1996)
apud Marins (1998) cita que
desidratação é a diminuição
de fluido extracelular a ponto
de gerar um desequilíbrio dos
teores de água do organismo.
Para Rotellar (1986) apud
Marins (1998), um quadro
de desidratação durante o
exercício está relacionado com
a produção de suor e a ingestão
inadequada de líquidos.
Segundo Marins (1998),
a evaporação implica
necessariamente na produção
de suor, quanto maior a
produção de suor mais será a
perda de água corporal, o que
proporciona o aparecimento
de um quadro de desidratação,
principalmente se o processo
de hidratação não compensa
a perda.
Outra situação que afeta a
hidratação é a temperatura
seja ela corpórea ou ambiente.
A manutenção da corpórea,
diante de alterações da
outra, é fundamental para o
funcionamento do organismo e
sua sobrevivência. (FOLADOR
e FERNANDES, 2005 apud
CHARALLO e JABUR, 2008)
No homem, a temperatura
em circunstâncias normais,
é de 37ºC, tolerando apenas
variações relativamente
pequenas internamente.
Quando se verifica um
aumento no exterior, o corpo
humano atua por meio de
mecanismos homeostáticos de
termorregulação, diminuindo
a temperatura corporal por
processos como a vasodilatação
e a produção de suor
(MCARDLE et al., 2003 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007).
Segundo Borsatto e Spinelli
(2007), a regulação da
temperatura corporal está sob o
controle de centros nervosos no
hipotálamo. Termorreceptores
sensitivos estão localizados
I Jornada de Iniciação Científica
55
perifericamente na pele,
próximos a esse centro
regulador.
O “termostato” hipotalâmico
compara os sinais de entrada
com o ponto de temperatura
desejada, coordenando uma
resposta fisiológica apropriada
para aumentar ou diminuir
a temperatura central.
A perda de calor é provida
pela dilatação dos vasos
sanguíneos na pele e pela
transpiração (suor).
A vestimenta, utilizada
na atividade física,
torna-se fundamental para a
termorregulação, já que esta
pode facilitar ou dificultar a
perda do calor corporal. A baixa
preocupação com a cor do
tecido pode impor um estresse
físico a mais para o atleta,
uma vez que as cores mais
escuras absorvem mais calor
(MARINS et al., 2004 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007).
Outro aspecto que deve ser
relevado nessa área, segundo
estudiosos no campo da
medicina desportiva, é a
hiponatremia, um desequilíbrio
hidroeletrolítico descoberto
inicialmente em 1985, que
resulta na queda anormal da
concentração plasmática de
sódio para valores abaixo de
135 mEq/L (GLACE MURPHY
e MCHUGH, 2002; KRATZ
et al., 2005; NOAKES et
al., 2005; TOY, 1992 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007).
A desidratação e a hiponatremia
são as causas mais comuns
de colapso em atividades de
endurance. Toy (1992) apud
Borsatto e Spinelli (2007)
observou que a hiponatremia
pode ocorrer juntamente
com a desidratação em
atletas de ultraendurance.
Aproximadamente 70% dos
56
I Jornada de Iniciação Científica
tratados por hiponatremia,
por meio de diagnósticos
laboratoriais no Hawaiian
Ironman Triatlon, de 1989,
estavam também desidratados
(TOY, 1992 apud BORSATTO
e SPINELLI, 2007).
Observa-se então que em
competições de grande porte
de atletismo e triatlon deve-se
dar uma atenção especial à
hidratação dos atletas.
Estruturar os postos, pois cada
pessoa tem um nível de
hidratação e seu balanceamento
não pode ser comparado a
outros. Assim a distribuição
de água deveria ser feita
quilômetro a quilômetro,
deixando à escolha dos atletas
a hora correta da reposição.
Uma divisão com menos postos
acaba ocasionando a obrigação
do atleta hidratar-se, causando
problemas relacionados à
hidratação. Porém a ingestão de
líquidos acima das necessidades
pode levar ao estado de
hipervolemia, aumento de
volume plasmático, ocasionando
o funcionamento deficiente
do aparelho excretor, o que
impossibilita o organismo de
eliminar quantidades suficientes
de água, resultando em
hemodiluição ou aumento do
plasma sanguíneo, consequente
da diluição do conteúdo
plasmático (WILMORE
e COSTILL, 2001 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007).
Durante exercício pesado, o
fluxo sanguíneo é desviado
do trato gastrintestinal para
o músculo esquelético, o que
diminui a absorção de água pelo
intestino. A perda de sódio e de
água, juntos, pelo suor, conduz
a uma concentração de volume
sanguíneo, consequentemente,
ocorre uma estimulação da
secreção dos hormônios ADH
(ARMSTRONG et al., 1993;
SPEEDY et al., 1999 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007)
e aldosterona (WILMORE
e COSTILL, 2001 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007),
que atuam na retenção hídrica.
Por outro lado, com o cessar do
exercício, o fluxo sanguíneo é
progressivamente restabelecido
para o trato gastrointestinal e
ocorre a uma intensa absorção
desse líquido, podendo
ocasionar hiponatremia
(NOAKES et al., 1990 apud
BORSATTO e SPINELLI, 2007).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que a hidratação
em atletas de endurance
deve ser realizada de forma
individualizada em relação
ao seu sistema biológico,
tendo em vista que há vários
fatores que interferem como
transpiração, umidade do ar
e temperatura do ambiente.
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I Jornada de Iniciação Científica
57
Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
FISIOTERAPIA
Campus Mercês
58
I Jornada de Iniciação Científica
PRESCRIBED EXERCISE IN PEOPLE WITH FIBROMYALGIA: PARALLEL GROUP
RANDOMISED CONTROLLED TRIAL (Selwyn C.M. Richards; David L. Scott)
Autoras: Daniele Merchiori, Dayane Cavalcante, Elaine Raizer
Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
INTRODUÇÃO
A dor é o motivo mais
comum para os pacientes
consultarem a clínica geral.
Por esse motivo, indivíduos
acometidos por fibromialgia
buscam tratamento nas
clínicas de reumatologia.
A doença inclui dor
músculo-esquelética
crônica, em associação
com múltiplos pontos
dolorosos. O tratamento
médico com analgésicos,
anti-inflamatórios não só
esteroides e antidepressivos é
ineficaz, sendo os exercícios
uma terapia alternativa.
Vários estudos randomizados
e controlados de exercícios
terapêuticos na fibromialgia
têm apresentado resultados
positivos.
segundo os critérios do
American College of
Rheumatology.
Como critérios de
exclusão, teve-se: patologia
pulmonar grave, doença
cardiovascular, renal,
neurológica ou indivíduos
que não cooperavam com
os exercícios propostos.
O observador do grupo
paralelo cego randomizado
controlado avaliou por 12
semanas os exercício
exercício aeróbio ou
relaxamento.
Utilizou-se a escala Chalder
para avaliar a fadiga física
e mental, o questionário
McGill para dor e SF-36
para qualidade de vida.
RESULTADOS
Em ambos os grupos a
contagem de pontos
dolorosos cairam
significativamente em três
OBJETIVOS
Avaliar a eficiência do
tratamento com exercícios
aeróbios e técnicas de
relaxamento em portadores
de fibromialgia. Promover
saúde e bem-estar.
METODOLOGIA
Foram incluídos no estudo
homens e mulheres com
idade entre 18-70 anos
acometidos de fibromialgia
Disponível em: <http://www.scielo.br/img/revistas/reeusp/v30n3/3a09q1.gif>.
em 136 participantes.
Estes responderam a
questionários e foram
submetidos à exame antes
do tratamento.
Esse procedimento foi
repetido após 3, 6 e 12 meses.
Os participantes foram
aleatoriamente distribuídos
em proporção iguais para
meses. Essa redução persistiu
por 12 meses (P <0,001, teste
de Wilcoxon Rank assinado),
embora a diferença entre
os dois grupos tenha sido
maior e favoreceu o grupo
de exercício aeróbios
(P = 0,02 no teste de
Mann-Whitney U).
A queda na contagem
I Jornada de Iniciação Científica
59
de pontos dolorosos
significou que em 12 meses
apenas 75 participantes
ainda preencheram os
critérios diagnósticos
para a fibromialgia.
Afirma-se que um programa
de três meses com exercícios
aeróbios representa uma
significante melhora,
que foi demonstrada
por meio do método de
autoavaliação global da
fibromialgia, contagem
de pontos dolorosos e
escores de impacto.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A fibromialgia é uma
patologia que apresenta
crescimento no número
de diagnósticos.
Há ainda muitas pesquisas
a serem realizadas para
promover a qualidade de vida
nos indivíduos acometidos.
Futuras estratégias estão
sendo pensadas para
aumentar a eficácia do
exercício físico, como uma
intervenção, oferecendo aos
pacientes informações sobre
objetivos e fundamentos das
técnicas que apresentam
benefícios, diminuindo as
queixas de dor.
Pelo presente artigo,
atesta-se que atividades
aeróbias quando realizadas
periodicamente apresentam
uma maior eficácia em
relação às técnicas de
relaxamento.
60
I Jornada de Iniciação Científica
CRÍTICA
Número da amostra:
136 participantes
Critérios de inclusão
e exclusão
Inclusão: homens e mulheres
com idade entre 18-70 anos
portadores de fibromialgia
segundo os critérios do
American College of
Rheumatology.
Exclusão: patologia pulmonar
grave, doença cardiovascular,
renal, neurológica ou
indivíduos que não
cooperavam com os
exercícios propostos.
Avaliação validade: escala de
Chalder para avaliar a fadiga
física e mental, questionário
McGill para dor e SF-36 para
qualidade de vida.
Grupo controle,
randomização, cegos.
Descrição da técnica
fisioterapeutica
Programa de exercícios
individualizados aeróbios,
baseados principalmente
em esteiras e bicicletas
ergométricas.
Métodos de relaxamento
e flexibilidade tanto em
MMII e MMSS.
Alongamentos e técnicas de
relaxamento com base no
regime publicado por Ost.
PUNHO
Autoras: Camila G. Ribas, Jennifer M. S. Paz, Juliele D. Machado
Orientador: Cassio Preis
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como
objetivo conhecer e entender
o funcionamento do punho
ou carpo e sua função na
anatomia humana.
O punho é constituído por oito
pequenos ossos, distribuídos
em duas fileiras transversas.
São eles: escafoide, semilunar,
piramidal, pisiforme, na
fileira proximal; trapézio,
trapezoide, capitato e
hamato, na fileira distal.
Há várias patologias que
acometem o punho, dentre
elas está a síndrome do túnel
do carpo, que contém o nervo
mediano. Na síndrome há
o estreitamento do túnel do
carpo que provoca maior
resistência ao livre trânsito
dos flexores dos dedos e
compressão do nervo mediano.
O diagnóstico se dá por alguns
testes fisioterapêuticos, dentre
os quais está o teste de Phalen
e o teste do Sinal de Tinel.
O punho é a articulação-chave
para toda função da mão.
Além disso, a integridade
dele é responsável pela
boa função dos dedos.
O interesse em realizar o
trabalho e a peça anatômica
foi motivado por literatura
especializada, com o objetivo
de aprofundar o conhecimento
da anatomia humana.
OBJETIVOS
Objetivo geral
Conhecer e entender o
punho e seu funcionamento
na anatomia humana.
Objetivos específicos
Confeccionar peça anatômica;
analisar diferentes fontes
relacionadas ao punho;
conhecer as causas, os
sintomas e os principais
tratamentos fisioterapêuticos.
Figura 1 – Ossos do punho.
METODOLOGIA
A revisão bibliográfica
tem como base a literatura
especializada e o fichamento
de cada obra consultada.
A partir desse processo,
ressaltou-se os principais pontos
abordados pelos autores.
Para entender a anatomia,
confeccionou-se duas peças,
com o rádio, a ulna, o punho
e a mão, moldadas em biscuit,
na visão palmar e na visão
dorsal. Optou-se por fazer o
lado direito nas duas visões,
para melhor compreensão do
conhecimento anatômico.
Figura 2 – Punho, metacarpo e falanges.
RESULTADOS
O estudo realizado
permitiu compreender o
funcionamento da anatomia
da mão, subdividida em
punho, metacarpo e dedos.
O punho se constitui de duas
articulações: a radiocárpica e
a mediocárpica. A estrutura
dessas articulações é delicada,
complexa e fundamental. Afinal,
são elas que movimentam o
punho, e este integra a quase
totalidade das atividades
da vida cotidiana.
Figura 3 – Punho, metacarpo, falanges, rádio e ulna.
O movimento do punho e
dos dedos é executado pelo
fluxo de tendões longos e
fortes, que junto às principais
estruturas neurovasculares
da mão passam por túneis ou
compartimentos bem definidos.
O punho é a articulação-chave
para toda função da mão, e os
seus movimentos permitem que
a mão seja colocada em uma
grande variedade de posições.
O carpo é constituído por oito
I Jornada de Iniciação Científica
61
pequenos ossos considerados
curtos, que apresentam
uma forma irregular e
cúbica e, por isso, cada um
deles oferece seis faces.
Na face palmar, o carpo é
côncavo e por ele estende-se
o retináculo dos flexores.
Com isso forma-­se um canal
osteofibroso, canal do carpo.
A face anterior relaciona-se com
a palma, e a posterior, com a
região dorsal da mão. As outras
faces geralmente se articulam
para os ossos vizinhos.
Os ossos do punho
distribuem-se em duas fileiras
de quatro ossos cada uma.
DISCUSSÕES
O interesse em realizar este
trabalho foi conhecer e entender
o punho e seu funcionamento
na anatomia humana.
Os testes de Phalen e Sinal de
Tínel verificam se há alguma
patologia relacionada ao punho,
e auxiliam o fisioterapeuta na
determinação do diagnóstico.
O punho é de extrema
importância para os
movimentos realizados no
dia a dia, segundo Lech as
atividades dependem da
habilidade manual, que vai
desde movimentos grosseiros
até tocar algum instrumento.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo em vista o trabalho
realizado, ressalta-se ainda que
a peça anatômica poderia ser
moldada com outros materiais
como gesso, argila, isopor.
A escolha em utilizar o
biscuit foi a facilidade em
sua moldagem, secagem
rápida e resistência.
Outros como, isopor ou
62
I Jornada de Iniciação Científica
gesso, poderiam ocasionar
alterações na estrutura.
Após as leituras e o fichamento
das obras, concluiu-se que os
objetivos foram alcançados,
pois é fundamental conhecer e
entender o funcionamento do
punho e sua anatomia.
REFERÊNCIAS
CASTRO, Sebastião Vicente de.
Anatomia fundamental, 2. ed.
São Paulo: Makron Books, 1985.
DANGELO, José Geraldo.
Anatomia humana sistemática
e segmentar, 2. ed. São
Paulo: Atheneu, 2006.
FIELD, Derek.
Anatomia palpatória,
São Paulo: Manole, 2001.
GARDNER, Ernest.
Anatomia, 4. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara, 1988.
GRAY, Henry. Anatomia,
29. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1988.
KAHLE, Werner. Atlas
de anatomia humana.
São Paulo: Atheneu, 2000.
NETTER, Frank H. Atlas de
anatomia humana. Porto
Alegre: Artes Médicas Sul, 1998.
SOBOTTA, Johannes.
Atlas de anatomia humana.
Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2005.
FADIGA NO LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO:
UM ESTUDO RANDOMIZADO CONTROLADO DE EXERCÍCIOS
Autores: Anderson Tiago dos Santos, Luiz Gustavo Hack Bornancin, Ronny Skaraboto,
Wellington de Souza. Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
INTRODUÇÃO
Pacientes com lupus
eritematoso sistêmico
apresentam maior fadiga do
que indivíduos saudáveis,
relacionada a uma falta de
condicionamento físico,
depressão, má qualidade do
sono, atividade da doença
associada à fibromialgia.
OBJETIVOS
O objetivo deste estudo
é comparar as mudanças
fisiológicas sintomáticas
e funcionais, associadas
a 12 semanas de um
programa de terapia com
exercício aeróbico ou com
terapia de relaxamento
ou sem intervenção.
METODOLOGIA
Foram utilizadas para medir
a fadiga as escalas de Chalder,
Fadiga Security Score, Visual
Analógica (VAS); a qualidade
do sono foi observada por
meio do Índice de Qualidade
de Sono Pittsburg; o status
funcional foi o Medical
Outcomes Study Short-Form
Health Survey; a ansiedade e
a depressão foram avaliadas
pela escala Hospital
Ansiedade e Depressão;
a atividade da doença foi
avaliada pelo Sistemic
Lupus Activity Measure;
os danos da doença, pelo
Systemic Lupus International
Collaborating Clinics.
Realizaram-se estudos de
consumo de O2 máx (Vo2
pico), ventilação máx, FC
máx, FC de recuperação,
medidos durante um teste
de caminhada em uma
esteira motordriven.
O estudo foi realizado
com 93 mulheres, que
cumpriram com os critérios
de classificação de lupus
eritematoso sistêmico do
Colégio Americano de
Reumatologia. Os critérios de
exclusão foram: apresentação
de miosite grave, nefrite,
comprometimento
neurológico ou cardíaco,
doença pulmonar; gestação
e menores de 16 anos
ou mais de 55 anos.
Os indivíduos foram
alocados aleatoriamente em
3 grupos por meio de um
protocolo de minização.
O primeiro grupo, com 33
indivíduos, realizou exercícios
em casa pelo menos 3
vezes por semana, entre 30
a 50 minutos, durante 12
semanas, a uma frequência
cardíaca de 60% do VO2
máx; o principal exercício
foi a caminhada, mas foram
incentivados a fazer outros,
e a cada duas semanas
praticaram atividades
supervisionadas.
O segundo, com 29
indivíduos, ouviram 30
minutos de uma fita de
relaxamento, 3 vezes por
semana, em um quarto
escuro, quente e silencioso.
RESULTADOS
A tabela 3 mostra os
principais resultados do
tratamento, em relação à
fadiga. Dezesseis dos 33
(49%) pacientes no grupo
do exercício avaliaram-se
como "muito bom" ou "muito
melhor", em comparação
a oito dos 29 (28%) no
grupo de relaxamento e
cinco dos 32 (16%) no
grupo controle, ao fim de
12 semanas de tratamento.
Não foi significativa a
melhora na fadiga utilizando
a escala de Chalder e também
não houveram diferenças
significativas entre os grupos
para nenhuma das outras
medidas sintomáticas
(Tabela 1) ou fisiológicas
(Tabela 2).
No entanto, houve um
aumento significativo na
duração do exercício. No
primeiro grupo o aumento
foi de 1,7 minutos, no de
relaxamento de 0,2 minutos
e no controle, -0,3 minutos.
Após três meses do
tratamento supervisionado
I Jornada de Iniciação Científica
63
de exercícios devidamente
prescrito para indivíduos com
lupus eritematoso sistêmico
e pode ser prescrito, sem
agravar a doença, levando
a uma melhoria global
quando comparado com
as terapias de relaxamento
ou nenhuma intervenção.
CRÍTICA
foram realizadas novas
avaliações e apenas oito dos
33 pacientes do grupo de
exercício continuaram se
exercitando e apresentaram
uma diferença significativa
na escala Visual Analógica
(VAS) e na escala de Chalder,
em relação àqueles que não
continuaram com a prática.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Presupõe-se que o exercício
leva a uma significativa
melhora global em relação
à terapia de relaxamento ou
à não intervenção. Porém
ela foi demonstrada apenas
em uma das três escalas de
fadiga realizadas. Isso pode
64
I Jornada de Iniciação Científica
refletir a insensibilidade das
escalas de fadiga ou a falta
de poder estatístico para
detectar uma mudança.
As melhorias em relação à
fadiga não foram mantidas
durante os três meses
seguintes pelo fato de apenas
oito pacientes continuarem
a realizar exercícios.
Os escores de fadiga dos
indivíduos que continuaram
o exercício após o período
de intervenção foram
significativamente menores
em comparação àqueles que
pararam com a atividade.
Isso sugere que a continuação
do exercício leva a uma
melhora sustentada.
Os resultados suportam o uso
O artigo apresenta um
bom número de amostras,
usando critérios de
inclusão e exclusão e
foram randomizados e
divididos em 3 grupos,
com um grupo controle.
Foi realizada uma boa análise
estatística. Porém os autores
poderiam ter prescrito um
programa detalhado de
exercícios para os indivíduos,
pois no artigo ressaltou-se
somente a caminhada a
60% do VO2 máx, deixando
muito vago se os pacientes
praticaram outras
atividades físicas e alguns
podem ter realizado
mais e outros menos.
UMA COMPARAÇÃO DA TÉCNICA KNEIPP DE HIDROTERAPIA COM FISIOTERAPIA
CONVENCIONAL NO TRATAMENTO DA OSTEOARTRITE DO QUADRIL OU JOELHO:
PROTOCOLO DE UM ESTUDO PROSPECTIVO RANDOMIZADO CLÍNICO CONTROLADO
Autoras: Juliana Bertolino Silva, Priscila Fonseca Bento, Raquel de Gois Batista,
Thaísa Wolski Kokufu. Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
INTRODUÇÃO
Este artigo consiste em
um projeto para posterior
comparação da aplicação dos
métodos de hidroterapia e
fisioterapia convencional, para
o tratamento da osteoartrite.
Tem sido demonstrado
que a hidroterapia para
artrose do quadril ou do
joelho, por meio de séries
de estimulação com água
quente e fria, não só melhora
a amplitude de movimento,
mas também reduz a dor e
aumenta significativamente
a qualidade de vida num
período de até três meses.
A fisioterapia convencional
e terapia de exercícios têm
mostrado, em um alto nível
de evidência, que para ser
eficaz e ter benefícios a longo
prazo para o alívio da dor e
melhora na qualidade de vida
é necessário o movimento
da articulação afetada.
OBJETIVOS
O principal objetivo deste
estudo clínico com três
grupos de pacientes será
determinar os efeitos da
hidroterapia com suplente
aplicação de água quente e fria
sobre a coxa, no tratamento
concomitante de osteoartrite
do quadril ou joelho.
Os principais desfechos são a
redução da dor, melhoria da
qualidade de vida e aumento
de movimento articular.
METODOLOGIA
Um estudo-piloto foi realizado
entre junho de 2008 e janeiro de
2009 para verificar a viabilidade,
os protocolos de tratamento e o
procedimento de randomização.
Trinta pacientes, recrutados
em uma clínica especializada
na Alemanha com osteoartrite
sintomática do quadril ou
joelho, foram randomizados
em um grupo de hidroterapia,
grupo de fisioterapia e um
grupo controle de fisioterapia e
hidroterapia. Como resultado,
obteve-se a viabilidade de todos
os procedimentos utilizados
para aplicação do estudo.
O estudo atual foi concebido
como um prospectivo,
randomizado, que será
realizado em uma clínica alemã
especializada em medicina
integrativa, para investigar os
efeitos clínicos da hidroterapia
na osteoartrose do joelho ou
quadril, em comparação com
a fisioterapia convencional.
Cento e oitenta pacientes
diagnosticados com osteoartrite
do quadril ou joelho serão
distribuídos aleatoriamente
em três grupos de intervenção.
No primeiro, os indivíduos
receberão a técnica Kneipp de
hidroterapia diariamente, com
água, sob a forma de suplentes
aplicações, fria e quente,
alternadas (ver figura 1).
O segundo contingente receberá
fisioterapia no quadril ou
joelho, três vezes por semana.
Os pacientes no grupo
da combinação de
hidroterapia-fisioterapia
receberão dois conjuntos
específicos de fisioterapia, três
vezes por semana, alternados
com aplicações de Kneipp,
quente e fria, todos os dias.
Para diagnóstico e posterior
avaliação serão utilizados a
escala Visual Analógica de
dez pontos para dor; avaliação
diagnóstica da articulação
afetada com o método neutro
zero; o Timed up and go; índice
de massa corporal; questionário
Lequesne; instrumento SF-36;
teste EQ-5D e diário de
autorrelato preenchido pelo
paciente, além de dados
analisados no software
SPSS 15.0.
Disponível em <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/
pmc/articles/PMC2736923/figure/F1/>.
RESULTADOS
Como o trabalho ainda não
foi aplicado, não há relatos de
resultados concretos, e sim
uma dedução dos possíveis
resultados, que consistem em
tratar a patologia, reduzir a dor
e melhorar a qualidade de vida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente artigo não
apresenta uma conclusão
definida, pois é uma pesquisa
para futura aplicação.
I Jornada de Iniciação Científica
65
CRÍTICA
Apesar de não apresentar
a aplicação do método em
comparação no estudo, o artigo
mostra-se muito interessante
e completo, apresentando
todos os critérios necessários
para ser considerado válido.
O estudo precursor consistiu em
uma amostra de 30 pacientes
e para a futura aplicação será
utilizada uma amostra de
180 pessoas. A quantidade de
amostra foi calculada utilizando
o software G-Power 3.0.10.
O artigo relata também os
critérios de inclusão e exclusão
para pacientes com idade
maior ou igual a 18 anos, com
osteoartrite sintomática de
quadril e joelho e disposição
para participar do estudo.
Foram excluídos pacientes
com artropatia inflamatória
de quadril ou de joelho,
doenças do SNC, gravidez,
câncer em estágio avançado,
doenças infecciosas febris
graves, dentre outras.
Foram utilizados testes
validados pela lilteratura, como
escala Visual Analógica de dez
pontos para dor; método neutro
zero; Timed up and go; índice
de massa corporal; questionário
Lequesne; teste EQ-5D e
um diário de autorrelato
preenchido pelo paciente.
Não foi especificado quais
seriam os grupos controle,
randomização e cegos.
Eles apenas como seriam
divididos – hidroterapia,
fisioterapia convencional
e hidroterapia combinada
com fisioterapia.
A técnica fisioterapêutica
empregada será a hidroterapia,
com o método Kneipp, bem
descrita no artigo e a fisioterapia
convencional. Serão aplicados
66
I Jornada de Iniciação Científica
exercícios específicos para
o quadril e joelho, podendo
também incluir a região dorsal.
O estudo ainda não apresenta
uma avaliação estatística, pois
não foi aplicado até o momento.
REFERÊNCIAS
SCHENCKING, Martin;
OTTO, Adriane; DEUTSCH,
Tobias; SANDHOLZER Hagen.
A comparison of Kneipp
hydrotherapy with conventional
physiotherapy in the treatment
of osteoarthritis of the hip or
knee: protocol of a prospective
randomised controlled
clinical trial. Received July
17, 2009; Accepted August
19, 2009. PubMed.
Disponível em: <http://
www.ncbi.nlm.nih.gov/
pmc/articles/PMC2736923/
pdf/1471-2474-10-104.pdf>.
Acesso em: 9 jun. 2010.
EXERCÍCIOS PARA PREVENIR E TRATAR A OSTEOPOROSE EM MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS
Autores: Daniel Alberton Batista, Mayara Lopes, Mônica Basuc, Pamela Pedroso,
Ana Claudia Minguetti. Orientadora: Sandra Mara Meireles Adolph
INTRODUÇÃO
METODOLOGIA
A osteoporose é uma doença
caracterizada pela redução na
densidade óssea provocando
risco elevado de fraturas
(Consenso de 1994).
As manifestações clínicas
mais frequentes são a do
quadril, a da coluna e a do
punho. Conforme a OMS,
cerca de 30% das mulheres
pós-menopáusicas tem
osteoporose (Kanis 1994,
WHO, 1994).
Estima-se que o risco de
fratura em uma mulher de
50 anos de idade pode chegar
a 60% (Cummings, 1989).
Sua alta prevalência nesse
grupo indica a importância
do trabalho preventivo.
Existem controvérsias quanto à
importância do exercício para
sua prevenção (Kanis 1994).
Em 1988, o custo total estimado
gasto em fraturas de quadril
e internação para todos os
tipos por osteoporose foi de
sete a dez bilhões de dólares.
Portanto o principal objetivo
da intervenção é a prevenção.
Trata-se de uma revisão
sistemática, em que foram
realizadas buscas por ensaios
clínicos controlados aleatórios
(ECA) em sites de base de dados.
Os participantes foram
inseridos nos critérios de
inclusão e exclusão, sendo estes
ensaios clínicos controlados
e aleatórios, que avaliaram
exercícios para mulheres
pós-menopausa saudáveis.
Nos ECA deveriam ser inclusos
programas de exercícios –
caminhada, calistenia (força),
fortalecimento com resistência.
Os participantes foram
mulheres pós-menopáusicas
entre 45 e 70 anos de idade.
Entre as pesquisas realizadas,
foram selecionadas 90
referências, destas, apenas 29
ensaios foram relevantes. 11
não cumpriam os critérios
de inclusão e exclusão,
restando 18 estudos. Todas
as revisões consultadas foram
publicadas em inglês.
Coleta e análise de dados:
Para avaliar a eficácia, foram
obtidos dados brutos para
os resultados de interesse
(médias e desvios-padrão
para oscontínuos e o
número de eventos para os
resultados dicotômicos),
OBJETIVOS
Avaliar a efetividade de
exercícios na prevenção da
osteoporose e determinar se
o exercício retarda a perda
da massa óssea e tem efeito
benéfico sobre a densidade
mineral óssea axial e pendicular
em mulheres após a menopausa.
RESULTADOS
Exercício aeróbio
Nove estudos analisaram os
programas de exercício aeróbio.
De 561 pacientes, 266 foram
randomizados para exercício
em grupo e 295, grupo controle.
Desses, apenas dois eram de
qualidade metodológica alta.
Em todos, com exceção desses
dois, os pacientes continuaram
suas atividades habituais.
O efeito do exercício foi
avaliado em diversos locais
(coluna, quadril e punho) e
com diferentes ferramentas
para medição da densidade
mineral óssea (por exemplo,
DPA, TCC). Portanto, não é
possível combinar os resultados
de diferentes estudos. Sete
mediram os efeitos do exercício
aeróbio em coluna, cinco no
quadril e dois no punho.
Abaixo é mostrada uma
tabela com a diferença média
ponderada dos grupos.
EXERCÍCIOS AERÓBICOS
Nº artigos DMP
Punho
Quadril
Coluna
2
0,83
7
1,22
5
Signi�icativo
0,7
SIM
NÃO
SIM
EXERCÍCIOS
DE RESISTÊNCIA
Exercícios
de resistência
Nº
artigos
DMP Signi�icativo
EXERCÍCIOS
AERÓBICOS
Foi levada
em consideração
0,28 Signi�icativo
1de exercícios
NÃO
Nº artigos
DMP
a Punho
utilização
Quadril
0,41
3
Punho
0,83 e NÃO
SIM
2
isotônicos,
excêntricos
Coluna
2
2,50
SIM
Quadril
5 para 0,7
NÃO
concêntricos
membros
Coluna
7
1,22 e tronco.
SIM
superiores,
inferiores
EXERCÍCIOS DE RESISTÊNCIA
Nº artigos DMP Signi�icativo
Punho
Quadril
Coluna
1
0,28
NÃO
2
2,50
SIM
3
0,41
NÃO
Caminhadas
Foram feitos exercícios em
esteira no limite aeróbico de
cada paciente. A conclusão cita
que os resultados demonstram
I Jornada de Iniciação Científica
67
melhora significativa para
quadril (DPM 0,92) e coluna
lombar (DPM 1,64).
Resultados combinados
Os exercícios aeróbicos, com
carga e resistência, foram todos
efetivos para a densidade de
massa óssea da coluna. A DMP
para os programas combinados
de exercícios aeróbicos e com
carga para a coluna foi 1,79.
Resultados analisados
mostraram que a caminhada
é efetiva para a DMO de
coluna e quadril.
Em todos os estudos, os
únicos exercícios úteis para
aumentar a DMO do punho
foram os aeróbicos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados mostraram que
há evidência de que o exercício
é eficaz na redução da perda
óssea após um ano ou mais.
Foi demonstrado que a atividade
aeróbica, de resistência e de
caminhada, foram mais eficazes
comparadas com programa
de exercícios não prescritos.
Com esses resultados, uma
vez que todos os programas
foram eficazes, pôde-se
estabelecer a conclusão de que
o programa mais semelhante
a uma atividade de vida diária
(AVD), como caminhar
rápido, é o tratamento
recomendado no momento.
Nenhuma conclusão pode ser
delineada quanto ao efeito
do exercício nos diferentes
momentos pós-menopausa. Essa
informação seria muito útil, pois
sabe-se que o período em que
há a maior taxa de perda óssea
é o pós-menopausa imediato.
Os exercícios aeróbicos, com
carga e resistidos são eficazes
68
I Jornada de Iniciação Científica
na DMO da coluna em
mulheres pós-menopausa.
A caminhada também é
eficaz para o quadril.
Os resultados indicam que
este pode ser o programa mais
recomendado para a população,
mais fácil e simples para ser
implementado a longo prazo.
CRÍTICA
O número da amostra é
adequado, uma vez que
se trata de uma revisão
sistemática com 29 artigos,
e inclusão de uma grande
quantidade de indivíduos
avaliados, proporcionando
uma amostra satisfatória.
Foram apresentados critérios
de exclusão no que se refere
à seleção dos artigos
(randomizado, controlado com
análise estatística) bem como
dos indivíduos contemplados
na pesquisa (pós-menopáusicas,
saudáveis, entre 45 e 70
anos). Entretanto os autores
citaram que apenas um estudo
usou o método adequado
de randomização e apenas
dois cegaram os pacientes.
Na análise estatística só foram
levados em consideração
artigos que a apresentavam.
Tanto a descrição da
técnica como os métodos
válidos são citados nas
tabelas finais dos artigos.
REPRESENTAÇÃO DE IDOSOS SEGUNDO CRIANÇAS E PRÉ-ADOLESCENTES
Autora: Veronica Nascimento Costa
Orientador: Francisco Zanardini
INTRODUÇÃO
Segundo Rebellato & Morelli
(2004), o crescimento da
população idosa nos países em
desenvolvimento é evidente, e
está cada vez mais acelerado.
Como consequência dessa
situação, os serviços de
assistência social e saúde da
população geriátrica terão
grande impacto, resultando
na adoção de novas políticas
públicas que atendam às
necessidades desses indivíduos.
O custo de assistência será
elevado, cerca de três a sete
vezes maior que o custo médio
da população em geral. Isso
pode ser uma das maiores
dificuldades encontradas para
a qualidade de vida do idoso.
Muitos veem a terceira idade
como sinônimo de doenças.
Mas o que ocorre é que o
organismo sofre transformações
e não possui a mesma rapidez
nas reações metabólicas e
regenerativas. O risco de surgir
doenças crônico-degenerativas
ou progressivas é maior. Uma
das principais mudanças é a
perda de força muscular e do
equilíbrio, deixando o idoso
com risco de sofrer quedas. Elas
são perigosas devido à estrutura
óssea estar mais fraca e da lenta
recomposição dos tecidos.
A fisioterapia pode ajudar muito
no processo de envelhecimento.
Ações preventivas podem
possibilitar maior força na
musculatura, corrigir a postura
para evitar quedas, prevenir
complicações que a idade
pode proporcionar, fortaler o
aparelho respiratório, dentre
outras. Naqueles que já
possuem alguma incapacidade
funcional, pode evitar a total
invalidez, melhorar a qualidade
de vida, prevenir que o estado
de saúde entre em declínio e
trazer o idoso novamente a sua
condição normal ocupando uma
posição (papel) na sociedade.
DISCUSSÕES
METODOLOGIA
Realizou-se uma atividade na
qual foi solicitado às crianças
na fase de alfabetização e
estudantes da sétima série
que elaborassem um desenho
representando um idoso.
RESULTADOS
Ao analisar as representações,
nota-se a percepção da
velhice de formas distintas.
As crianças em fase de
alfabetização representaram
idosos utilizando acessórios
para locomoção, como
bengalas, cadeiras de rodas e
limitações e/ou incapacidades.
Os pré-adolescentes
representaram idosos ativos,
com qualidade de vida e
saudáveis, apesar de algumas
limitações caracterizadas
nas ilustrações com o uso
de bengalas para auxílio
da marcha (caminhar),
equilíbrio e situações de
especificidade, ou seja, idosos
frequentando locais onde
somente eles possuem acesso.
Entende-se que a visão
instituída socialmente seja
velhice com limitações.
Porém, pode-se rever essa
concepção no sentido de criar
mecanismos para atingir o
envelhecimento bem-sucedido,
positivo, saudável e ativo.
A população está vivendo
mais e é necessário acrescentar
qualidade nesses anos a serem
vividos. Como fazer então?
A primeira situação é identificar
características comuns em
idosos que vivem mais e com
qualidade. Pesquisas apontam
alguns fatores indicativos de
saúde na velhice, apresentados
por grupos de idosos:
capacidade de perdoar; gratidão;
reinvenção da velhice; peso
próximo do ideal; casamento
I Jornada de Iniciação Científica
69
estável (capacidade de amar
e ser amado); anos de
educação; prática de exercícios
físicos; autocuidado e
perseverança; hábitos salutares
como a não utilização ou
abstenção do cigarro e abuso
de bebidas alcoólicas.
Outro fator importante é
lembrar que algumas alterações
são comuns na velhice, como
alteração de memória em que
a recente poderá estar obscura
e a remota mais clara, além
da redução de reflexos, força
muscular e capacidade
de marcha.
Em busca do envelhecimento
saudável deve-se também estar
atento a medidas preventivas
que mesmo sendo simples são
mais eficazes, pois mesmo para
idosos portadores de doenças
crônicas pode-se alterar o curso
natural dessas enfermidaes
que antecipam situações de
desadaptação e riscos.
Deliberato (2002) afirma que
se deve ter atenção voltada
para o ambiente onde o idoso
está inserido, o qual deve ser
adequado ou adaptado, evitando
pisos escorregadios e obstáculos
como tapetes malfixados.
A iluminação deve ser
adequada, o acesso facilitado,
sem barreiras arquitetônicas.
O ideal é dar preferência a
rampas com corrimão no lugar
de escadarias. Nos banheiros
deve-se fixar nas paredes barras
de segurança, piso com proteção
antiderrapante, dentre outros.
Pode-se combater a gordura
abdominal (visceral), mantendo
atividades laborais e o indivíduo
ativo profissionalmente o maior
tempo possível, inserido e
exercendo a cidadania.
Com essa nova abordagem
e visão, possivelmente as
próximas gerações podem
mudar sua percepção em
relação ao idoso.
70
I Jornada de Iniciação Científica
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o crescimento da
população idosa, estão
ocorrendo e tendem a
suceder mais mudanças com
relação à saúde e à assistência
dessa faixa etária. Todos os
profissionais devem estar
atentos. Os locais devem ficar
cada vez mais acessíveis.
O aperfeiçoamento nas
políticas de saúde, na visão
dos profissionais e de todas
as pessoas com relação à
qualidade de vida e assistência
ao idoso é fundamental,
assim como o respeito.
Toda mudança gera uma
adaptação, e nesse caso, todos
devem estar preparados para
dividir cada vez mais o espaço
com as pessoas da terceira idade,
respeitando suas limitações.
Cada fase possui seus aspectos e
com eles limitações que devem
ser trabalhadas dentro da
funcionalidade do indivíduo.
REFERÊNCIAS
REBELATTO, José Rubens;
MORELLI, José Geraldo da
Silva. Fisioterapia geriátrica: a
prática da assistência ao idoso.
São Paulo: Manole, 2004.
DELIBERATO, Paulo César
Porto. Fisioterapia preventiva:
fundamentos e aplicações.
São Paulo: Manole, 2002.
ASSISTÊNCIA AO IDOSO
Autora: Veronica Nascimento Costa
Orientador: Francisco Zanardini
Palavras-chave: idoso,
gerontologia, assistência
Disponível em: <blogdodesportista.blogspot
com/2009_05_01_archive.html>.
INTRODUÇÃO
O crescimento da população
idosa nos países em
desenvolvimento é evidente, e
está cada vez mais acelerado.
Como consequência dessa
situação, os serviços de
assistência social e saúde
para a população geriátrica
terão grande impacto,
resultando na adoção de
novas políticas públicas que
atendam às necessidades
básicas dessas pessoas.
O custo de assistência ao idoso
será elevado, cerca de três a
sete vezes maior que o custo
médio da população em geral
(REBELATTO, MORELLI,
2004). Isso pode ser uma
das maiores dificuldades
encontradas para a qualidade
de vida desses indivíduos.
As atitudes da sociedade
demosntram muito preconceito
com relação ao envelhecimento
e à pessoa idosa, podendo gerar
conflitos pela falta de paciência
e pelo próprio preconceito.
Muitos veem a terceira
idade como sinônimo de
doenças. Mas o que ocorre
é que o organismo sofre
transformações e não possui
a mesma rapidez nas reações
metabólicas e regenerativas.
O risco de surgir doenças
crônico-degenerativas ou
progressivas é maior.
Uma das principais mudanças
é a perda de força muscular
e do equilíbrio, deixando o
idoso com risco de sofrer
quedas, perigosas devido à
estrutura óssea estar mais fraca
e os tecidos mais lentos para
se recompor. Então, muitas
vezes são necessárias mudanças
nas habitações, para tentar
limitar a extensão do risco.
Há casos em que a família,
quando não possui condições
de oferecer assistência às
necessidades básicas do idoso,
o coloca em instituições de
longa permanência. Muitas são
estruturadas e oferecem toda a
assistência necessária, porém,
não ofertam a relação familiar
estável e importante para o
bem-estar na terceira idade.
OBJETIVOS
Estabelecer conceitos de
qualidade de vida, atitudes
diante da velhice, alternativa
de moradia e atuação da
fisioterapia na terceira idade.
Visita técnica ao Asilo São Vicente de Paulo
Alunos do 1º período da Faculdade Dom Bosco
Disponível em: <www.dombosco.com.br/
faculdade/noticias_view.php?id=6475>.
em todos aspectos da vida
humana: físico, social, psíquico
e espiritual (OMS, 1991).
Segundo pesquisas do Centro
de Excelência à Atenção
Geriátrica e Gerontológica/
Centro Integrado de Atenção e
Prevenção à Violência contra a
Pessoa Idosa (CEGEN, 2008 a
2009), os principais agressores
dos idosos são filhos e parentes.
Nesses, e em casos em que o
idoso não possui familiares
ou não têm condições de
assistência necessária diária,
uma alternativa de moradia
é a instituição de longa
permanência, com condições
de saúde, alimentação,
acessibilidade, e hotelaria
adequados, que possa adequar
interações sociais e colocação
do indivíduo em alguma
função (papel social) dentro
das suas limitações, para evitar
o sentimento de inutilidade
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A qualidade de vida na Terceira
Idade pode ser definida como
a manutenção da saúde, em
seu maior nível possível,
Disponível em: <www.serasaexperian.com.
br/guiaidoso/imagens/ilustra14.gif>.
I Jornada de Iniciação Científica
71
que aparece com a idade.
A fisioterapia pode ajudar muito
no processo de envelhecimento.
Ações preventivas podem
possibilitar maior força na
musculatura, corrigir a postura
para evitar quedas, prevenir
complicações que a idade
pode proporcionar, fortalecer
o aparelho respiratório etc.
Nos indivíduos que possuem
alguma incapacidade funcional,
pode-se evitar a total invalidez,
melhorar a qualidade de vida,
prevenir que o estado de saúde
entre em declínio, tentar
trazê-los novamente a sua
condição normal, ocupando
uma posição (papel) social etc.
Uma das coisas mais difíceis
para o idoso é aceitar mudanças
em seu habito de vida.
Deve-se respeitar suas decisões,
caso contrário a relação do
profissional e do paciente fica
comprometida, bem como
o resultado do tratamento.
O fisioterapeuta deve atuar
dentro das limitações do
paciente e muitas vezes a
mudança de hábito é um
bloqueio que ele apresenta.
METODOLOGIA
Este estudo foi fundamentado
numa visita técnica
supervisionada a uma
instituição de longa
permanência.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O aperfeiçoamento nas
políticas de saúde, na visão
dos profissionais e de todas
as pessoas, com relação à
qualidade de vida e assistência
ao idoso é fundamental,
assim como o respeito.
Não se deve esquecer que cada
ser é único e cada fase possui
72
I Jornada de Iniciação Científica
Disponível em: <www.tudoglobal.com/melhoridade>.
características e limitações que
devem ser trabalhadas dentro da
funcionalidade do indíviduo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEGEN. Centro de Excelência
à Atenção Geriátrica e
Gerontológica / Centro
Integrado de Atenção e
Prevenção à Violência contra
a Pessoa Idosa. Cornélio
Procópio; 2008 a 2009. LIMA
FILHO, João Batista; BLANCO,
Marília Bazan; LANDGRAF,
Luciana Bluono; MONTEIRO,
Diones Lupércio; MARCON,
Monique Manichi.
DELIBERATO, Paulo César
Porto. Fisioterapia preventiva:
fundamentos e aplicações.
São Paulo: Manole, 2002. 362 p.
PICKLES, Barrie (Org.).
Fisioterapia na terceira idade.
2. ed. São Paulo: Santos,
2000. 498 p.
REBELATTO, José Rubens;
MORELLI, José Geraldo da
Silva. Fisioterapia geriátrica:
a prática da assistência ao idoso.
São Paulo: Manole, 2004. 455 p.
ALTERAÇÕES POSTURAIS E O USO DA MOCHILA ESCOLAR
NO ENSINO FUNDAMENTAL – 5ª A 8ª SÉRIES
Autoras: Claucia Faria, Danielly Silvério, Luzia Oliveira, Tatiane da Silva, Verônica Costa
Orientadoras: Salete do Rocio C. Brandalize e Beatriz Koppe
INTRODUÇÃO
Adolescentes e crianças
que ainda estão em fase
de crescimento carregam
diariamente suas ferramentas
de estudo e por esse motivo
podem apresentar alterações
no equilíbrio corporal, que se
refletem na postura e na marcha.
É direito do adolescente
e dever dos responsáveis
que seja respeitado os
limites de sobrecarga desses
equipamentos, destacando neste
estudo o uso da mochila escolar.
METODOLOGIA
Leitura de artigos referentes
ao tema, com levantamento de
dados que foram apresentados
em formato de síntese,
descrevendo possíveis danos
à coluna vertebral e produção
de cartilha de educação
em saúde, que poderá ser
utilizada por professores,
pais, educadores, estudantes
e outros, conscientizando
sobre os riscos da sobrecarga
excessiva de materiais
escolares, livros e outros que
são transportados diariamente
nas mochilas de escolares.
RESULTADOS
Para os estudantes, as
dificuldades não estão
relacionadas somente ao
ambiente escolar. O transporte
do material escolar denota carga
excessiva a ser transportada
e o modo de carregá-la é
ineficiente e prejudicial.
No transporte de cargas, os
músculos se veem obrigados
a uma série de ajustes
posturais, exigindo contrações
isométricas que se repetem
ou se mantêm no tempo,
ocasionando distúrbios
circulatórios e químicos
em nível intramuscular e as
chamadas contraturas.
MORAL, SÁNCHEZ & MARÍN
(2004) afirmam que outro
aspecto a ser observado é a
modificação da postura que
meninos e meninas realizam
para compensar a carga da
mochila. Ao efetuar essa
manobra o corpo se desloca
mais adiante, aumentando
a lordose fisiológica e
acrescenta por sua vez o
ângulo sacral alterado, que
ocasiona um aumento de
estresse no deslizamento
das vértebras L5-S1.
LIMA et al. (2007) examinando
padrões de marcha, pressão
arterial e frequência cardíaca
encontraram mudanças do
padrão de marcha com carga
de 20% da massa corporal,
comparado com os sem carga,
e concluíram que esta não deve
exceder 10% da massa corpórea.
MOFFAT e VICKERY (2002)
utilizaram em seu estudo uma
carga de 15% do peso corporal,
chegando à conclusão que era
elevado para a manutenção
da postura. Por meio de uma
análise biomecânica, em
três dimensões da marcha,
com a utilização da mochila,
foi detectado que a fadiga
Imagens disponíveis em:
<www.fleury.com.br/Clientes/SaudeDia/
Artigos/pages/Voltaasaulas.aspx>
<fisioterapiahumberto.blogspot.com/2010/02/
cuidado-com-as-mochilas-escolares.html>
provocada pela carga modifica a
locomoção humana, sendo que
as regiões mais envolvidas são
o tronco e membros inferiores.
Os tipos de mochila mais
comuns são: pasta sem alça,
pasta com alça longa de ombro,
pasta com alça de mão, com
alça para dois ombros, com alça
para um ombro e de rodinhas.
I Jornada de Iniciação Científica
73
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LIMA, A. C.L et al. Prevalência
de aspectos relacionados ao uso
da mochila e índice de massa
corporal (IMC) em escolares
da rede pública e privada de
João Pessoa-PB, Brasil. Livro
de Memórias do III Congresso
Científico Norte-Nordeste –
Conaff, 2007. Disponível em:
<www.sanny.com.br/pdf_
eventos_conaff/Artigo16.pdf>.
Acesso em: 19 maio 2010.
Imagens disponíveis em:
<www.fleury.com.br/Clientes/SaudeDia/
Artigos/pages/Voltaasaulas.aspx>
<fisioterapiahumberto.blogspot.com/2010/02/
cuidado-com-as-mochilas-escolares.html>
As forças externas, como
carregar peso com mochilas,
podem influenciar o
crescimento, o desenvolvimento
e a manutenção do alinhamento
do corpo humano.
Os desvios posturais, cada vez
mais frequentes em adolescentes
e jovens, estão provocando
sinais de alertas e levando aos
pais, educadores e profissionais
da saúde, preocupações com
relação à postura corporal
desses indivíduos.
A jornada de tarefa escolar
reflete-se na utilização
de equipamentos sem os
cuidados ergonômicos
necessários e satisfatórios
para o conforto pessoal.
Muitas situações e atitudes
adotadas pelas crianças e
jovens no que se refere ao
transporte do material escolar
podem comprometer os
níveis de postura e marcha,
ocasionando desconforto na
jornada diária. Isso pode se
prolongar ao longo da vida em
razão de alterações decorrentes
e permanentes de cargas que
são deslocadas nessa etapa.
74
I Jornada de Iniciação Científica
MORAL, R. C.; SÁNCHEZ,
M. L. Z; MARÍN, I. R. Estúdio
descriptivo sobre el uso de la
mochila escolar: propuesta
de contextualización de un
programa de compensación
desde el área de educación.
Disponível em: <www.
fisio-tb.unisul.br/Tccs/
BarbaraNascimento/tcc.pdf>.
Acesso em: 19 maio 2010.
MOFFAT, Marilyn; VICKERY,
Steve. Manual de manutenção
e reeducação postural da
American Physical Therapy
Association. Porto Alegre:
Artmed, 2002.
INFLUÊNCIA DA CARGA DO MATERIAL ESCOLAR
Autores: Vieira, A. M., Carolina Garcia, Menezes, J. A., Santos, R. P. L.
Orientadoras: Salete do Rocio Cavassin Brandalize e Beatriz Koppe
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
O uso de mochilas pesadas,
por si só, não pode desenvolver
desvios de coluna, como a
maioria das pessoas imagina.
O que o peso pode acarretar
são transtornos de dor,
desconfortos e queixas pelo
esforço físico exagerado.
O grande problema quanto
à carga da mochila é que
quando superior à capacidade
de sustentação dos grupos
musculares, ocorre sobrecarga
para a coluna vertebral,
podendo determinar alterações
posturais, dor ou disfunção, o
que altera também a marcha
que é um padrão de movimento
sob controle muscular.
A importância relativa dos
eventos que ocorrem durante
cada passada é resumida pela
sequência de ação muscular.
As fases dentro da passada
mostram as necessidades de
controle geral. A duração do
pico de atividade muscular
acentua sua responsabilidade
única para a função do membro.
Tal informação agrupa os
músculos de acordo com
três funções básicas: apoio,
balanço e controle do pé e
pode determinar alterações
posturais, dor ou disfunção.
Na postura em pé, o correto
é estar alinhado na vertical
do corpo, e para evitar
dores lombares, usar um
calçado adequado e utilizar
bolsa com peso menor.
O objetivo deste trabalho é
mostrar as causas da má postura
e deformidades causadas
em crianças na fase escolar
por uso diário e incorreto da
mochila e passar algumas dicas
para evitar essas alterações.
METODOLOGIA
Foram feitas análises em
crianças e adolescentes na
faixa etária dos 10 aos 14 anos, cursando o ensino fundamental.
Foi avaliada a marcha com e
sem o uso da mochila e seu
peso, verificando se estava ou
não de acordo com a carga
que a criança deve suportar.
Nos casos em que os
estudantes apresentaram
peso da mochila superior
a 10% de sua massa, foram
detectados maior índice de
desvios posturais e disfunções
na marcha, seguidos de dor.
Após a avaliação foram feitas
orientações aos alunos, citando
informações importantes
como não carregar mochila
com apenas uma das tiras
passada pelos ombros, usar
preferencialmente as com
de rodinhas e que a alça seja
proporcional ao tamanho do
indivíduo, com variabilidade
das mãos.
RESULTADOS
Após a pesquisa
encontraram-se, como
resultado, hábitos posturais
Figura 1 – Criança utilizando
erroneamente a mochila escolar.
Figura 2 – Demonstração do modo correto
e incorreto no uso da mochila.
Figura 3 – Dano da mochila na
postura e pontos dolorosos.
incorretos adotados desde o
ensino fundamental, gerando
alterações irreversíveis nas
crianças, considerando que
as estruturas que compõem a
unidade vertebral (ligamentos e
discos) sofrem um processo de
degeneração ao longo da vida
I Jornada de Iniciação Científica
75
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Figura 4 – Sobrecarga de materiais escolares.
e não apresentam mecanismos
de regeneração.
Confeccionou-se uma cartilha
contendo informações de fácil
entendimento para crianças e
adultos, sobre as formas corretas
e incorretas do uso de mochilas,
de prevenção a possíveis lesões
pelo excesso de peso e sugestões
para aliviar a sobrecarga.
DISCUSSÕES
Considerando a pesquisa
realizada com alunos do ensino
fundamental de 10 a 14 anos,
as alterações posturais e dores
na coluna vertebral são
apontadas como multicausais.
A permanência na postura
sentada por longo período,
a carga transportada nas
mochilas escolares, bem como
o modo de transporte e o
modelo do produto utilizado
podem ser as causas de
tantos problemas físicos.
Concluiu-se então que hábitos
posturais incorretos podem
ocasionar dor muscular,
ferimentos abrasivos, alterações
posturais, fadiga e irritabilidade.
O excesso de peso diário pode
ser desastroso para a coluna,
tendo como consequências a
diminuição dos espaços entre
as vértebras e desvios posturais
como cifose e escoliose.
76
I Jornada de Iniciação Científica
Durante a elaboração do
trabalho apresentado, obteve-se
informações de pessoas que não
imaginam as consequências que
o peso inadequado em uma
mochila pode trazer a uma
criança e até mesmo ao adulto.
A família também pode ajudar,
orientando os estudantes a levar
somente o que for necessário
para a escola.
Antigamente as pessoas eram
um pouco mais preocupadas
com a questão postural.
Hoje isso está sendo deixado
de lado. As crianças andam
descuidadamente, sentam do
jeito que bem entendem,
pensam num modelo de
mochila bonito e esquecem
do conforto. Isso é preocupante
pois apresenta vários problemas
posturais.
REFERÊNCIAS
Revista Brasileira de
Fisioterapia. v. 12
PERRY, Jaquelin. Análise
de marcha. Manole, v. 1
FERNANDES, Casarotto João.
Revista Brasileira de
Fisioterapia. v. 8
http://www.sissaude.com.br/sis/
inicial.php?case=2&idnot=4843
http://www.into.saude.gov.
br/noticias.aspx?id=93
CONSEQUÊNCIAS PARA A COLUNA NA FASE INFANTIL ENFATIZANDO O USO DA MOCHILA
Autoras: Cristiane M. Cemim, Glaci K. Dodone,
Hellen Youngblood, Rosemeri Zimerman, Shelry Zimerman
Orientadora: Salete do Rocio Cavassin Brandalize
INTRODUÇÃO
A coluna vertebral é constituída
pela superposição de uma série
de ossos isolados denominados
vértebras. Na parte superior,
articula-se com o osso occipital
(crânio) e inferior, com o osso
do quadril (ilíaco).
Ela é dividida em quatro
regiões: cervical, torácica,
lombar e sacro-coccígea.
São 7 vértebras cervicais, 12
torácicas, 5 lombares, 5 sacrais
e cerca de 4 coccígeas.
Mochila acima do peso é
prejudiciail à saúde.
“Ao carregá-la por horas, há
uma sobrecarga na coluna.
Entre os riscos estão problemas
de postura, como escoliose
postural, desvio da coluna
vertebral; lordose, aumento
da curvatura lombar; cifose,
conhecida popularmente como
corcunda, quando a pessoa
joga os ombros para a frente”.
Esses problemas, considerados
graves em adultos, são mais
perigosos ainda em crianças,
que estão em plena fase de
formação do corpo.
Uma pequena imperfeição da
coluna vertebral pode ser
agravada pelo peso diário
do acessório.
O número de disciplinas em
um mesmo dia é um dos
causadores desse problema. OBJETIVOS
Apresentar de maneira clara
e objetiva as consequências
do uso contínuo da mochila,
com excesso de carga por
adolescentes e crianças.
Mostrar anatomicamente as
deformidades geradas por esse
vício escolar que afeta crianças
em todo o país.
METODOLOGIA
Para melhor compreensão do
estudo, foram utilizados livros
da Biblioteca Pública do Paraná
e da Biblioteca Dom Bosco.
Orientações de docentes da
faculdade facilitaram a iniciação
científica, indicando melhores
caminhos para o grupo seguir.
BIOMECÂNICA
Gold III (1993) explica que
a mecânica da coluna é
específica, pois tem 24 vértebras
conectadas por discos que
servem como eixos semielásticos
para os movimentos da coluna,
bem como transmissores e
absorvedores de forças.
As pressões intradiscais da
coluna lombar são maiores na
posição sentada e menores
na supina.
Quando o tronco está fletido
e vai para uma inclinação
lateral, a vértebra apresenta um
componente de movimento de
rotação. Na posição fletida, a
vértebra irá rodar para o mesmo
lado da inclinação lateral.
Inerente à rotação de uma
vértebra sobre a outra está a
tensão de uma metade das
fibras anulares.
Quando o indivíduo levanta
uma carga na posição flexão
lateral e a mantém enquanto
assume a posição ereta, a
mecânica que atua sobre
as vértebras é alterada de
modo que a rotação das
vértebras gira para o lado
oposto da inclinação lateral.
Quando existe fraqueza na
parede anular, os conteúdos
do núcleo podem sofrer
protusão, causando herniação
ou extrusão nuclear.
Conforme Barros (2002), no
ciclo normal existe marcha
em fase de apoio (quando o
pé está em contato com o solo
e membro inferior está quase
ou todo o peso do corpo);
fase de oscilação (pé não toca
o solo e o peso do corpo é
colocado no membro oposto).
Ela ainda é dividida em cinco
componentes menores: apoio
do calcanhar, aplanamento
do pé, acomodação
intermediária, desprendimento
do calcanhar e do hálux.
Em razão do crescimento do
tronco ser desproporcional,
quanto mais jovem é a criança,
menos estabilidade.
O deslizamento é medido pelo
laboratório de marcha,
utilizando uma placa de força.
O indivíduo funciona de
maneira que permita a máxima
conservação de energia.
Com características próprias, a
marcha tende a manter o centro
de gravidade trajetória de baixa
amplitude, fazendo com que o
corpo conserve mais energia.
Na marcha, o músculo atua em
curtos períodos contraindo-se
concentricamente para
proporcionar força motora
e excentricamente para
desaceleramento do segmento
I Jornada de Iniciação Científica
77
com resistência de força.
No desenvolvimento normal
de locomoção, a criança senta
aos 6 meses, engatinha aos 9
meses, deambula com auxílio
aos 12 meses, sem auxílio aos
15 meses e corre aos 18 meses.
O padrão adulto do
crescimento da marcha se
mostra entre os 3 e os 5 anos
de idade, estabelecendo
mais precocemente em
meninos do que meninas.
A anormalidade da marcha pode
ser produzida por debilidades
musculares, deformidades
ósseas ou articulares e
distúrbios neurológicos.
O conhecimento de
componente da marcha mais
afetada pelas anormalidades,
facilita o diagnóstico, por
meio de uma observação
rigorosa das alterações
ocorridas em cada fase.
ÍNDICE DE CRESCIMENTO
E MATURAÇÃO
A idade esquelética de uma
criança é um dos índices
usados para avaliar seu
desenvolvimento e maturidade
fisiológica. Ela é avaliada pela
quantidade de ossificação e
quantidade de fusão epifisiária.
As estruturas anatômicas têm
concentração maior de osso que
matura em taxas diferentes.
Qualquer criança pode ser
normal, adiantada ou retardada
em idade esquelética, em
comparação à idade cronológica.
Isso pode ocorrer mesmo
coincidindo a idade esquelética
e cronológica.
Segundo Seil (1951 apud
ECKERT, 1993), em grande
parte de amplitude de idade,
incluindo sexo e nível de
maturidade geral dos
indivíduos, o coeficiente varia
entre 0,42 a 0,56, dentre as sete
78
I Jornada de Iniciação Científica
medidas de escola primária.
Darick e Oyster (1964, apud
ECKERT, 1993), ao estudarem
crianças da escola primária
observaram que estas obtiveram
resultados diferentes referentes
às medidas de idade
cronológica, altura, peso e
idade esquelética quando
submetidos a corridas, a saltos
com os pés juntos e a teste de
força ponderal.
Foi verificado que nem a
idade esquelética e qualquer
das outras três medidas da
maturidade foram responsáveis
pela maior parte da variância
em qualquer das medidas de
desempenho físico ou de força.
Percebe-se que a idade
cronológica produziu
mais alto valor das ordens,
sendo responsável por 15%
de variância em força.
Conclui-se então, que a idade
esquelética não é tão importante
se comparada à força e à idade
cronológica. O indicador de
maturidade foi importante
para explicar a variação em
força e a idade esquelética é
importante no desempenho
atlético superior das crianças
na fase final da infância.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Uma das sugestões da Sociedade
Brasileira de Ortopedia
Pediátrica é de que os alunos
tenham um armário onde
possam guardar livros e
cadernos que não vão usar no
dia seguinte. Mas são raras
as instituições que contam
com esses compartimentos.
Outra solução seria colocar
a mochila em carrinhos
específicos para isso.
A substituição de cadernos
por fichários também pode
ser um alívio.
Além disso, as escolas poderiam
estabelecer horários fixos,
considerando a distribuição
do peso na mochila do aluno
a cada dia de aula.
Dados da Organização
Mundial de Saúde (OMS)
indicam que 85% das
pessoas têm, tiveram ou terão,
algum dia, dores nas costas
provocadas por problemas de
coluna. Segundo especialistas,
esse quadro está diretamente
ligado ao peso que muitas
carregaram quando criança.
Portanto, é necessário sempre
o auxilio dos pais, em relação
aos cuidados do peso das
mochilas, pois nem sempre há
uma complicação do caso se
for observado no início.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GROSS, Jeffrey; FETTO, Joseph;
ROSEN, Elaine. Exame
musculoesqueletico,
Porto Alegre: Artmed, 2000.
BARROS FILHO, Tarcísio
E. P. L. Exame físico em
ortopedia. Sarvier; BRICOT,
Bernard. Posturologia.
2. ed. São Paulo, 2001.
GOULD, James. Fisioterapia
na ortopedia e na medicina
do esporte. São Paulo:
Manole, 1993.
ECKERT, H. M.
Desenvolvimento motor,
3. ed. São Paulo: Manole, 1993.
HAMILL, T.; KNUTZEN,
K. M. Bases biomecânicas
do movimento humano,
São Paulo: Manole, 1999.
http://www.jmonline com.br
/novo/?noticias,7,SA%DADE,
22384
http://www.sogabcom.br/
anatomia/colunavertebraljonas.
htm
Jornada de
Iniciação
Científica
da Faculdade
Dom Bosco
14 a 18 de fevereiro de 2011
FACULDADE DOM BOSCO
CAMPUS MERCÊS
RUA PAULO MARTINS, 2181 — (41) 3218-5550
CAMPUS MARUMBY
AV. PRES. WENCESLAU BRAZ, 1172 — (41) 3213-5200
80
I Jornada de Iniciação Científica
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FRANÇA, Dilvano Leder