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Desconhecido
Diagnóstico
Olhar disciplinar
Público ou privado?
Jogo de soma zero
Diagnóstico
razão fragmentada e indolente
O “problema lixo” revela uma dificuldade estrutural da
racionalidade ocidental em pensar os efeitos indiretos
de suas ações e em dar valor ao maior número de
experiências e saberes possíveis.
A racionalidade ocidental gerou monoculturas que
delimitaram amplas áreas de lixo, de experiências e
saberes que não contam, e que por isso foram
sistematicamente "jogados fora". Na monocultura o
diferente é afastado, colocado em um espaço
separado ou reduzido a externalidade negativa.
Diagnóstico
ética do bando de ladrões
As éticas elaboradas pela modernidade se caracterizam por
privilegiar a análise do circuito meio-fim das ações diretas
fragmentárias, o que permite o cálculo
utilitarista/conseqüencialista a partir do bem/interesse do
sujeito ético (seja ele individual ou coletivo, como no caso das
éticas comunitárias). Sua universalidade é um exercício
lógico sem critérios de verificabilidade. Mesmo a perspectiva
deontológica não foge a esta crítica, porque por confiar sua
universalidade à formalidade procedimental torna mais ainda
irrelevante a materialidade do problema, a questão de vida ou
morte. Estas éticas não estão erradas ou superadas. Apenas
seus critérios de univesalidade devem ser revistos.
Diagnóstico
Prognóstico
o lixo começa a contar
O lixo como problema científico, ético e político é uma
grande novidade. Nas últimas décadas o lixo começa a
contar. Seu acúmulo se tornou tão evidentemente
insustentável ao ponto de tornar visível a possibilidade da
morte global. Não a morte de um grupo, de uma região, de
uma espécie ou de um continente, mas sim a morte do
planeta, do nosso ecossistema planetário.
Se tornou evidente também que esta possibilidade foi
gerada pelos efeitos indiretos - as externalidades
negativas, diriam os economistas - de ações diretas
éticas.
Prognóstico
bem comum global
A questão do lixo é o inédito ponto de partida para uma ética
do bem comum global.
A ética agora haverá de ser universal materialmente e não
formalmente, uma ética do bem comum calculado em termos
de sobrevivência global material. A vida no e do planeta é o
universal material que exige de forma inédita que se passe do
desejável para o efetivamente possível. Surge do lixo a
possibilidade de pensarmos um universal material, a vida,
como bem comum global e o reconhecimento do ser humano
como sujeito vivo concreto em constante relação com outros
sujeito vivos concretos, humanos e não humanos, para
sobreviver.
Prognóstico
lixo e inclusão
O peso do impacto, medido ou previsto, das
externalidades negativas é a pressão do excluído que,
de alguma forma, começa a ser incluído, pelo menos
como problema.
Custo anual Estabilidade Comércio
(em USD) Financeira
Multilateral
Inação
50 bi
260 bi
Intervenção
0,4 bi
20 bi
Epidemias
1.138 bi
93 bi
Estabilidade
Climática
780 bi
125 bi
Paz e
Segurança
358 bi
71 bi
Prescrição
racionalidade cosmopolita
Substituição da racionalidade fragmentada por uma
capaz de incluir todas as culturas, os saberes e as
tradições (ou melhor: capaz de superar o dilema
exclusão/inclusão); isto é, uma razão sem barreiras,
que valorize todas as experiências que favoreçam a
manutenção do bem comum global.
Substituição das monoculturas por ecologias.
Prescrição
ética do bem comum global
Substituição das éticas coloniais e fragmentadas por
éticas e políticas do bem comum global, que serão
éticas e políticas da sobrevivência como universal
material; precisamos contrair o futuro, pensá-lo como
limitado e potencialmente inviável e não como
inevitável/inelutável, a fatalidade invencível do progresso
ou do mercado; precisamos concebê-lo como nossa
responsabilidade.
Em outras palavras, precisamos assumir a
responsabilidade pela sobrevivência tanto do humano
como do não-humano.
Prescrição
transdisciplinaridade e tradução
substituição das linguagens exclusivas e coloniais
por uma linguagem inclusiva. Para a construção
desta linguagem temos que exercer a habilidade da
tradução como procedimento que respeita a
alteridade dos diversos protagonistas e permite a
substituição das monoculturas pelas ecologias.
bem comum global
1. Dignidade humana básica para todos
(acesso universal à educação básica e aos
cuidados com saúde)
2. Respeito pela soberania nacional
3. Saúde pública global, especialmente no
controle das doenças transmissíveis
4. Segurança global (domínio público global
livre de crimes e violência)
5. Paz global
bem comum global
6. Sistema integrado de comunicação e transporte
7. Infraestrutura institucional para promover a
eficiência do mercado, os direitos humanos,
administração/governança transparente e connfiável
e harmonização dos standards técnicos
8. Administração negociada do conhecimento
9. Administração negociada dos recursos naturais
globais
10. Espaços internacionais para negociações
multilaterais (entre estados e também entre estados
e outros atores sociais)
Razão indolente
Lógicas da produção da não-existência
a) monocultura do saber  ignorante
b) monocultura do tempo linear  residual/atrasado
c) monocultura da naturalização das diferenças
 inferior
d) monocultura do universal/global como escala
dominante  particular/local
e) monocultura da produtividade capitalista
 improdutivo/preguiçoso
Razão cosmopolita
Lógicas da inclusão
a) ecologia dos saberes  científico/tradicional
b) ecologia das temporalidades
 moderno/atrasado
c) ecologia dos reconhecimentos
 centro/periferia
d) ecologia das trans-escalas  global/local
e) ecologia de produtividade  imposição do
modelo capitalista ocidental
Bibliografia
BERLINGUER, G. Bioética cotidiana. Brasília: UnB, 2004
HINKELAMMERT, F. Una nueva ética del bien común para
evitar la debacle. Disponível em
KAUL, I. (et alii) Providing Global Public Goods: Managing
Globalization. New York: Oxford University Press, 2003
KAUL, I. (et alii) M.A. Global Public Goods: International
Cooperation in the 21st Century. New York: Oxford University
Press, 1999
POCHMANN, M. (org.) Atlas da exclusão social (vol. 4): a
exclusão no mundo. São Paulo: Cortez, 2004
SANTOS, B. de S. Para uma sociologia das ausências e uma
sociologia das emergências. In: SANTOS, B. de S. (org)
Conhecimento prudente para uma vida decente. São Paulo:
Cortez, 2004
Um pouco de história ...
Proto-bioética (1960-1972)
 linguagem dos valores humanos
 destaque para a teologia e a filosofia
 reação à desumanização da medicina
Um pouco de história ...
Bioética médica (1972-1985)
 novos dilemas das pesquisas biológicas
 análise rigorosa da prática médica
 discussão do fundamento teórico da
bioética: principialismo, deontologia,
utilitarismo etc.
Em síntese ...
 Problema central:
defesa do indivíduo diante da pesquisa
e da intervenção médica
 Bioética de Interpretação:
busca princípios para interpretar os
problemas éticos em medicina e pesquisa
Em síntese ...
 Bioética de situações emergentes:
 novas técnicas de reprodução
 clonagem reprodutiva e terapêutica
 Projeto Genoma Humano
 engenharia genética
 transplantes de órgãos e tecidos
humanos
Um pouco de história ...
Bioética global (1985 ... )
 ampliação dos problemas e das
áreas envolvidas: antropologia,
economia, religião etc.
 contribuição das ciências sociais
 bioética como movimento por
justiça, eqüidade e inclusão
Em síntese ...
 Diferenças Centro/Periferia:
Expectativa de vida
Serra Leoa, ou Burkina Fasso (África)
Japão, Estados Unidos e Europa
Investimento anual per capita em saúde
Uganda
América Latina
Europa Ocidental
Estados Unidos da América
40 anos
80 anos
< 10 USD
300 USD
2.000 USD
3.000 USD
Em síntese ...
 Bioética de Intervenção
Ex.: quebra das patentes dos remédios
contra HIV
 Bioética das situações persistentes
exclusão social
 discriminação das mulheres
 racismo
 injusta alocação e distribuição de recursos
Um pouco de história ...
Bioética profunda (1998 ...)
 ligada à ‘ecologia profunda’
 ética do bem comum global
 visão sistêmica global
A bioética deve ser vista como o
conhecimento de como usar o
conhecimento para a
sobrevivência humana e para o
aperfeiçoamento da condição
humana.
Pensem em bioética como uma nova ciência
ética que combina humildade, responsabilidade e
uma competência interdisciplinar, intercultural, e
que potencializa o senso de humanidade.
VII Congresso Mundial de Bioética
Sidney, de 9 a 12 de novembro de 2004
Deep Listening:
bridging divides
in local and global ethics.
Bioética, Meio
Ambiente e Vida
Humana
30 de Agosto a 03 de Setembro 2005
Local: Foz do Iguaçu
Nossa compreensão
inicial da bioética
Bioética não é apenas a solução de
dilemas morais levantados pelas novas
possibilidades da tecnologia.
A bioética é um espaço de encontro
entre diferentes competências
disciplinares que se constitui ao redor
de uma inquietação:
o que fazer com a vida?
É o carbono absorvido
através de ações que
viabilizem e melhorem
as condições de vida
das comunidades
envolvidas nos projetos
de redução de
emissões, visando
assegurar o bem-estar e
a cidadania, sem
degradar a base de
recursos.
AS FERRAMENTAS
www.ecologica.com.br
www.socialcarbon.com
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