ADOLESCÊNCIA O RISCO DAS DESCOBERTAS
ADOLESCENT RISK OF DISCOVERIES
Maria Tatiane Damasceno Souza1
Cassia Andreia Lima 2
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RESUMO: A adolescência é o período da vida que marca o fim da infância, caracterizado
por modificações corporais, sociais e psicológicas, sendo uma fase de descobertas e
transformações. Este trabalho discute aspectos peculiares sobre as informações
transmitidas aos adolescentes, ponderando sua particular vulnerabilidade no meio social
em que vivem e tendo em mente que, por meio de sua progressiva maturidade, tendem a
exercitar sua autonomia numa sucessão de ações próprias que inclui o aflorar da
sexualidade. Percebe-se, que, ano após ano, aumenta a incidência de gravidez não
planejada e doenças sexualmente transmissíveis entre alunos adolescentes. Para tentar
melhorar esse quadro, produziu-se uma oficina sobre contraceptivos, gravidez na
adolescência e as DSTs. O objetivo principal do projeto é educar e informar sobre esses
temas na adolescência um processo que requer cuidados e orientações por parte de
professores e promotores de um tipo de conhecimento cujo principal foco é orientar os
adolescentes e despertar o interesse e a responsabilidade para que ocorram modificações
nos comportamentos e atitudes, levando a prática de um sexo seguro desmitificando
expectativas pouco realistas e imaturas sobre o amor e a sexualidade. A atividade foi
desenvolvida com alunos de 8º ano da Escola Estadual Ensino Fundamental Comandante
Braz de Aguiar, da cidade de Cruzeiro do Sul – Acre. As atividades realizadas levam ao
desenvolvimento da autoestima esclarecendo dúvidas e curiosidades sobre sexualidade e
favorecendo o acesso a informações sobre gravidez e contracepção levando-os a refletir
sobre o início da vida sexual que é cada vez mais precoce.
Palavras chaves: Adolescência, contraceptivos gravidez e informação
ABSTRACT: Adolescence is the period of life that marks the end of childhood,
characterized by physical, social and psychological changes, being a phase of discovery
and transformation. This work discusses specific aspects on the information provided to
adolescents , pondering their particular vulnerability in the social environment in which
they live and bearing in mind that , through their progressive maturity, tend to exercise
their autonomy in a succession of own shares including the flourishing of sexuality. It is
noticed that, year after year, increases the incidence of unintended pregnancy and sexually
transmitted diseases among adolescent students. To try to improve this situation, there has
been a workshop on contraception, teenage pregnancy and STDs. The main objective of
the project is to educate and inform on these issues in adolescence a process that requires
care and guidance by teachers and promoters of a kind of knowledge whose primary focus
is to guide teens and arouse interest and responsibility for changes which occur behaviors
and attitudes , leading to practice safe sex demystifying unrealistic and immature about
love and sexuality expectations . The activity was developed with students from 8 years of
Primary Education State School Commander Braz de Aguiar , the city of Cruzeiro do Sul Acre . The activities lead to the development of self-esteem clarifying questions and
curiosities about sexuality and encouraging access to information about pregnancy and
contraception causing them to reflect on the onset of sexual activity that is increasingly
early .
Key words : Adolescence , pregnancy and contraception information
INTRODUÇÃO
A adolescência é o período da vida que marca o fim da infância, caracterizado por
modificações corporais, sociais e psicológicas, sendo uma fase de descobertas e
transformações. Este trabalho discute aspectos peculiares sobre as informações
transmitidas aos adolescentes, ponderando sua particular vulnerabilidade no meio social
em que vivem e tendo em mente que, por meio de sua progressiva maturidade, tendem a
exercitar sua autonomia numa sucessão de ações próprias que inclui o aflorar da
sexualidade. Percebe-se, que, ano após ano, aumenta a incidência de gravidez não
planejada e doenças sexualmente transmissíveis entre alunos adolescentes. Para tentar
melhorar esse quadro, produziu-se uma oficina sobre contraceptivos, gravidez na
adolescência e as DSTs, com a finalidade de levar informações de qualidade e tirar alguns
tabus entre os adolescentes de falar sobre a fase da adolescência seus riscos descobertas.
Estima-se que 10 milhões de brasileiras estejam expostas à gestação indesejada, em
decorrência do uso inadequado ou do não uso de métodos anticoncepcionais (CURITIBA,
2002), tendo em vista que a falta de informação e orientação quanto aos meios de
prevenção de gravidez precoce e as Dsts, são passadas de maneiras erras, e por medo de
receber críticas os adolescentes não procuram adquirir informações para melhorar sua vida
sexual e prevenir os perigos que uma vida sexual precoce pode causar durante a
adolescência, fase de grandes descobertas e muitos riscos. Na atualidade, de acordo com
VITALLE e AMANCIO (2001), acredita-se que em torno de 20% a 25% do número de
gestantes sejam adolescentes: praticamente uma gestante adolescente em cada cinco
mulheres.
É durante a adolescência que os riscos vinculados ao exercício da sexualidade,
trazem consequências graves, tais como gravidez precoce e indesejada, doenças
sexualmente transmissíveis e AIDS, que são doenças transmitidas de uma pessoa para
outra durante as relações sexuais realizadas sem o uso correto de preservativos. Existem
vários fatores que contribuem para a propagação dessas DSTs entre os jovens, muitos
estão relacionados com a falta e informação entre os que inicialmente precocemente uma
vida sexual ativa, sem maturidade para exercer escolhas e ter um dialogo.
A adolescência é um termo que explica um fenômeno cultural sociopolítico e
histórico que ocorre entre os 10 e aos 20 anos de idade época em que acontecem inúmeras
transformações no corpo, na mente e nas relações com amigos familiares, (1) . É nesta fase
que muitas características do adulto são definidas, mas também é durante essas transição
que os jovens tornam-se vulneráveis ao mundo pois ainda falta a eles o conhecimento desta
nova fase que faz parte de sua vida, é importante que o adolescente saiba que essa é uma
fase de descobertas, cheia de inquietações e surpresas, que durante esse percurso muitas
vezes vão encontrar desafios e terão que saber lidar, nessa fase sentimos a necessidade de
provar que somos capazes de fazer o que quisermos de descobrir e realizar todos os nossos
desejos, mas junto a isso vem vários outros fatores, com ao independência financeira e
emocional, toda mudança gerar confusão insegurança, angustia que muitas vezes não
conseguimos resolver sozinhos precisamos de ajuda, e nessas horas que os jovens ficam
vulneráveis, ao pedir ajuda a amigos que são tão inexperientes. Ao trabalharmos com esses
adolescentes desde o 6º ano do ensino fundamental, percebemos e acompanhamos algumas
dessas transformações as mais críticas delas talvez, como a busca da descoberta do eu
interior, ou como algumas perguntas porque estou passando por transformações? Porque
meu corpo está mudando? E a não aceitação do seu próprio corpo, para toda essa
transformação necessita de diálogo, mas poucas famílias tem essa conversa com os filhos,
e por isso que temos muitos jovens, no mundo das drogas e dentre outras consequências
que vem acarretando a evasão escolar, doenças e gravidez precoce assim como abortos
clandestinos.
Porem nem sempre é fácil lidar com tantas mudanças, essas mudanças vem com
tabus duvidas, e muitas vezes, os adolescentes sentem –se intimidado com assuntos que
fala sobre as transformações do seu corpo, sobre sexo, falta de informações faz com que
nossos jovens tenha atitudes inconsequentes que podem levar à interrupção do projeto de
vida e interferir seriamente na formação da personalidade. Em nosso país, tanto na família
como na escola, os diálogos e debates sobre o tema ainda são pobres e tímidos. Ressalta-se
que esse assunto é de extrema importância não só para os adolescentes, pois somente com
informação e conhecimento dos métodos contraceptivos, por isso faz –se necessário o
esclarecimento dos métodos contraceptivos para a prevenção e promoção da saúde em
relação à sexualidade do jovem, para que eles conheçam os métodos, de forma a permitirlhes ter uma vida sexual tranquila na prevenção de uma gravidez indesejada.
A educação sexual é imperativa nos dias atuais, deve ser tratada com prioridade
pela comunidade pois sem ela temos graves problemas sociais entre os adolescentes e
jovens pois a falta de informação ou informações que são repassadas sem uma veracidade
dos fatos, pode ocasionar uma
gravidez precoce, aborto e doenças sexualmente
transmissíveis, e esses problemas ocorre pelo aflorar da sexualidade dos adolescentes que
cada vez estão iniciando uma vida sexual mais recente, através das oficinas realizadas na
escola com os alunos podemos diminuir essas práticas e mostrar aos jovens, para ter uma
vida sexual precisa-se ter responsabilidades, pois seus atos impensados podem gerar
problemas que iram bloquear sua vida e interromper seus sonhos.
Este período da vida humana deve ser encarado como uma etapa importante do processo
de crescimento e desenvolvimento, o qual é marcado por transformações relacionadas
não somente aos aspectos físicos e fisiológicos, mas principalmente ao aspecto
emocional do ser humano, inserido nas mais diferentes cultura. Esta etapa da vida,
geralmente está associada à vulnerabilidade, o que torna fundamental o enfoque da
prevenção e informação dentro do cotidiano escolar.
Durante as pesquisas quantitativa e qualitativa realizadas, na Escola de Ensino
Fundamental de Cruzeiro do Sul, no estado do Acre, demonstra como os adolescentes
estão vulneráveis a gestações não planejadas e a doenças sexualmente transmissíveis
(DST), sendo que pelas respostas dos adolescentes demonstrou-se a má utilização do
preservativo e tudo isso pela falta de informação, sobre anticoncepcional oral, o manejo
inadequado. Além disso, notou-se que os jovens iniciam sua vida sexual sem orientação, e
assim rapidamente são contaminados por alguma das DST.
Os adolescentes deixam de tomar os devidos cuidados preventivos por ter medo dos pais
descobrirem que eles já iniciaram uma vida sexual, e assim decidem imaturamente a não
usar um contraceptivos(2). Ainda, há muitas lacunas sobre orientações dos adolescentes na
abordagem da sexualidade, Assim, as oficinas sobre esse tema “Adolescência riscos e
descobertas” torna-se importante, pois a orientação está inserida na realidade e exercida de
forma aberta, falando a língua dos jovens, pois a maioria são imaturos o que deixa-os
vulneráveis, quando o assunto é sexualidade.
Na atualidade cada vez mais, os adolescentes buscam aventuras querendo viver sem
pensar nas consequências e ignoram a possibilidade de se contaminarem com alguma das
DST, de uma gravidez precoce ou jugam por aparências que realizam relações sexuais
com pessoas seguras, isentas de alguma doença transmissível, sendo que na verdade, todos
estão susceptíveis de contaminação, por isso a importância de uma boa informação.
MEDODOLOGIA
A oficina realizada na escola Comandante Braz de Aguiar, buscou levar
informação, pra adolescentes e que
pudessem chegar até esses alunos de forma clara e
sem tabu. Os vários tabus que cercam a anticoncepção e a sexualidade na adolescência
geram sentimento de culpa e vergonha nas adolescentes sexualmente ativas ou aqueles que
estão pensando em iniciar uma vida sexual, fazendo com que faz muitas não busquem
informações e métodos para prevenir gravidez e DST/aids. Sexualidade e comportamento
sexual estão cercados por valores, tabus e preconceitos fomentados por um meio que
espera das mulheres uma conduta sexual mais contida, enquanto do rapaz espera um
desempenho sexual ativo e exacerbado. A comunidade escolar a qual o presente projeto
foi
realizado tem uma clientela de adolescentes carentes sem acesso a uma orientação
sexual adequada, pois os pais também não receberam essa orientação e muitas vezes n
sabe proceder diante de situações que envolve a vida sexual sendo que na escola, há um
índice de gravidez precoce entre as adolescentes considerado alto.
Durante as realizações das oficinas, os alunos foram submetidos a questionários
sobre sexualidade e contraceptivos
na adolescência. Foi utilizado um questionário para
obter informações, sócio demográficas (idade, sexo, cor da pele, religião, atividade
remunerada, renda familiar, presença de companheiro, com quem mora), características da
vida sexual (idade de início da atividade sexual, uso de métodos contraceptivos
na
primeira relação sexual, idade de início de uso dos métodos , se utilizavam algum método
de e número adolescentes de gravidas ou que que já tinha filhos, incluindo homens e
mulheres). Os adolescentes foram abordados em suas respectivas salas de aula, após
autorização do professor, e responderam o questionário sob supervisão da pesquisadora, no
período compreendido entre junho e setembro de 2014. Foram distribuídos o questionário e
o termo de consentimento livre e esclarecido para aqueles que manifestaram desejo em
participar do estudo. O tempo médio para responder o questionário foi de 20 minutos. Com
a ajuda das respostas dos adolescentes da escola Comandante Braz de Aguiar pode
desmitificar os tabus sobre o uso dos contraceptivos, sendo que o objetivo principal do
projeto é levar a boa informação aos jovens, para que assim possam ter uma vida sexual
saudável. As oficinas foram realizadas durantes os sábados com os alunos do 8 ano,
visando que estes alunos estão na fase de maturidade cada vez mais precoce. Foram
realizadas oficinas sobre os contraceptivos a importância, do uso para evitar uma gravidez
indesejada e as DSTs, explicando os mitos e verdades sobre os temas abordados, confecção
de painel com os contraceptivos e suas características, sempre com socialização da turma
sempre buscando envolver e deixar eles se sentir a vontade para perguntar sem receber
críticas, as dinâmicas realizadas com passa e repassa com perguntas e respostas entre duas
equipes que foram formadas dentro da oficina e essas disputas incentivavam os alunos a
participar e aprender tirando suas dúvidas e recebendo uma informação de boa qualidade
sem mitos, sempre com a verdade. Elaboramos dinâmica para mostrar a vulnerabilidade
dos adolescentes quanto as Dsts quando se tem uma vida sexual, dando ênfase em
características das Dsts, falando
e respondendo perguntas no momento
“Epa de
Conhecimentos”, momento de tirar dúvidas contas suas experiências. Foram realizados
também encenações, onde mostrava algumas passagens e momentos que os adolescentes
iriam viver, essas apresentações foi montada e apresentada pelos alunos, em 1 º instante as
apresentações foram feitas para a turma , depois compartilhado para a comunidade escolar.
Ao final das discussões, a enfermeira Juliana Costa da Secretaria Municipal da Saúde do
Município, ministrou uma mini palestra reforçando os conceitos repassados durante as
oficinas, e mostrando o quanto a fase da adolescência era importante, e por isso deveriam
lidar essa transformação de forma passiva. Observou-se que, em múltiplas situações, deixase de conferir condições para que os adolescentes se façam autores do seu cuidado. As
informações são oferecidas, mas o jovem com sua imaturidade e linguagem diferente, não
entende ou as interpreta equivocadamente. Falta de informações de qualidade faz com que
atitudes erradas se perpetuem, expondo os adolescentes a situações indesejadas e a
comportamentos de risco desde muito cedo, interferindo para sempre no seu
desenvolvimento biológico, social e cultural(3)
Foram cumpridos os termos da Resolução n° 196 do Conselho Nacional de Saúde (1996).
RESULTADOS
Entre os 85 alunos do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual
Comandante Braz de Aguiar que participaram da pesquisa e da realização das oficinas,
sendo homens e mulheres adolescentes entre os 14 e 16 anos entrevistadas 20% relataram
manter vida sexual ativa. Dos 85 alunos, 30% não usava métodos contraceptivos durante as
relações sexuais, 5% estavam grávidas no momento da entrevista, e alguns meninos
relataram já ter engravidado, porem optaram por induzir a parceira a realizar o aborto
clandestino, e 25% usam contraceptivos sem orientação e 9% já tem filhos ou realizaram
aborto e apenas 1 % dos adolescentes não tinha uma vida sexual ativa.
Observa-se dentro do contexto escolar que a maioria da clientela da escola são
adolescentes provenientes de famílias carentes, muitos sobrevivem com auxílios fornecidos
por programas do Governo. Ao realizar os questionários sobre as DSTs, dos 85 alunos que
responderam o questionário apenas 5% souberam caracterizar as doenças sexualmente
transmissíveis, 70% iniciaram a vida sexual sem proteção e já apresentaram sintomas
característicos das DSTs, 15% confirmaram ter sido contaminado com algum tipo de
DSTs, 10% procuraram orientação médica para iniciar uma vida sexual ativa, 4% utiliza
todos os cuidados necessários para manter uma vida saudável, e apenas 1% dos
adolescentes entrevistados que participaram das oficinas não tem a pratica de uma vida
sexual ativa. Observa-se durante os questionários que 20% da amostra não possuíam
companheiro, e 1 % relatou não ter iniciado atividade sexual. Separando-se por gênero, a
diferença foi pequena, 50% do sexo masculino e 29% do feminino haviam iniciado
atividade sexual. Quanto ao uso dos métodos contraceptivos na primeira relação sexual,
que 51% afirmaram que não utilizaram nenhum tipo de método seguro, utilizando apenas
o coito interrompido, ficando vulneráveis as DSTs,
e a gravidez indesejada, 48%
afirmaram que fizeram sexo para satisfazer o parceiro e para fazer novas amizades, e
apenas 1% responderam que não tinha iniciado uma vida sexual. Na Tabela1, observa-se,
quais os métodos mais utilizados pelos adolescentes.
DISCUSSOES
No presente estudo, observou-se que os adolescentes não buscaram informações para
começar uma vida sexual, ou para a escolha do método contraceptivo, as informações
adquiridas sempre vinham de fontes não confiáveis, como amigos, ou até mesmo parceiros.
Evidências em saúde revelam que dentre os motivos mencionados pelos adolescentes sobre
a falta de uso da anticoncepção, encontrasse a dificuldade de diálogo com o parceiro, a
qualidade e/ou inadequação da informação a respeito da contracepção e reprodução, assim
como sobre o uso correto de métodos anticoncepcionais (4). Corroborando com este
pensamento, não obstante o conhecimento adequado seja um importante fator para a
adoção de atitudes corretas, não é raro às vezes em que o conhecimento não apresenta essa
relação de linearidade com a atitude, pois as circunstâncias em que o sujeito está inserido
poderão influenciá-lo a tomar uma conduta dissonante (5). A boa informação faz falta, a
sociedade, precisa desmistificar esses conceitos e deixar tabus e crenças, e falar discutir
sobre esta fase tão delicada, mostrar aos jovens que essa é só uma etapa da vida, que virão
muita, e cada uma traz ensinamento, a adolescência, é um período de transição difícil,
todos têm que passar por ela. Ainda hoje, há dificuldades para o diálogo entre pais e filhos
no que diz respeito a sexualidade. Por isso a importância da escolaridade, a educação
sexual concentrada na transmissão de informação dentro das escolas ocorre, porém,
muitos adolescentes relataram que por vergonhas não tiram suas dúvidas com relação ao
tema abordado, sendo assim, não tem muito resultado, e é dessa forma, que outras fontes
de informação devem ser utilizadas com um objetivo que norteie a vida dos adolescentes,
para postergar o início da atividade sexual até um momento mais adequado. Temos que
desmistificar tão conceito que está se formando na mente dos jovens, que se sentem
inibidos ao falar, perguntar sobre a sua sexualidade e nesse medo tiram dúvidas com
colegas, o que prejudica ambas as partes, informações erradas são repassadas e poderá
gera transtornos no futuro porém, uma família estruturada, que manter um diálogo
saudável com seus filhos, pouco sofrera com consequências de uma gravidez indesejada ou
o uso de drogas que pode acarretar na contaminação de uma DSTs. Muitos adolescentes
informam ainda que, apesar de terem recebido orientação sexual da família, é com os
amigos que eles mais conversam sobre sexo, e que a maioria possui conhecimentos sobre
os métodos contraceptivos, porém muitos não o praticam. A confiança no parceiro foi o
principal motivo alegado para não realizar a prevenção. Sob este enfoque o conhecimento
acerca dos métodos contraceptivos não garante o seu uso e as atitudes não são barreiras
que impeçam práticas efetivas de proteção (6).
Dentre os adolescentes que participaram das oficinas poucos relataram, que
procuraram um profissional de saúde, por medo, e porque tem uma vida sexualmente ativa,
todavia escondido dos pais, o que os impede de utilizar um contraceptivo ,e isso acarreta
em um grande problema de saúde, a não prevenção entre os adolescentes está causando
transtornos na vida profissional e pessoal deles. Cerca de 20% dos alunos da escola tem
filhos, desses apenas 15 % retornaram a escola após a gestação, o restante abandonou o no
letivo. No presente estudo, 1%
dos adolescentes ainda não tinham iniciado atividade
sexual, esses adolescentes tinham uma conversa aberta com seus pais, que lhe explicavam
e tiravam seus tabus, então eles não tinha tanta curiosidade, pois eles já conheciam pois era
assunto transformações e sexualidade já era do cotidiano familiar. A idade média na
primeira relação foi por volta dos 14 anos, tanto para o grupo masculino quanto para o
feminino. Percebeu-se que o período da realização das atividades os adolescentes focaram
nas oficinas
sobre anticoncepção, todos queriam compreender melhor esses métodos,
modo correto de utilizar, e retirante sempre suas curiosidades sobre os tabus da fase da
adolescência. Fato preocupante, contudo é que, mesmo com o conhecimento acerca do
preservativo, muitas vezes, não há uma prática eficiente e seu uso correto em as
orientações foram voltadas para essa temática, muitos os adolescentes sabiam sobre o
método mas não conheciam a maneira correta de utilizar, as perguntas e apresentações
durante a realização das oficinas sempre deram ênfase ao modo de lidar com essa nova
fase da vida que é a ADOLESCENCIA, e de maneira dinâmica levar as informações e
tentar fazer com que esses adolescentes sejam mas conscientes quanto a seus atos, que
mesmo que seja uma fase de muitas dúvidas e poucas respostas, todo ato gera
consequências.
Em correspondência com pesquisas envolvendo adolescentes, no presente estudo,
método contraceptivo, mas utilizado foi o coito interrompido, que é um método duvidoso,
ele não previne gravidez e corre riscos de transmitir uma. Esse fato leva-nos a considerar
que os adolescentes sabem que correm riscos, mas mesmo assim não tomam os cuidados
necessários para ter uma vida saudáveis. Ressaltando, sempre aos adolescentes que o único
contraceptivo que evita a gravidez e as DSTs é a camisinha. A educação sexual não é papel
somente do profissional de saúde, mas de toda comunidade em geral. Dentro da
comunidade escolar os professores são dissipadores do conhecimento e devem conversar
sobre esse tema com seus alunos, as vezes muitos adultos sentem-se desconfortáveis
quando discutem
sobre sexualidade., vem a ideia que ao falar de sexo eles estarão
induzindo seus filhos a pratica de sexo, tentamos durante as oficinas ir desmistificando as
crenças negativas, e associa o uso dos métodos anticoncepcionais ao prazer resultante da
segurança que eles proporcionam. Os adolescentes precisam ser sensibilizadas e alertados
quanto aos riscos reais que elas correm, para que ocorram mudanças de comportamentos e
atitudes, para um exercício sexual seguro entre essa nova geração de brasileiros que cada
dia inicia precocemente uma vida sexual.
REFERENCIAS
1. Berlofi LM, Alkmim ELC, Barbieri M, Guazzelli CAF, Araújo FF. Prevenção da reincidência de
gravidez em adolescentes: efeitos de um Programa de Planejamento Familiar. Acta Paul Enferm
2006; 19 (2): 196-200s
2. Martins L. Conhecimento sobre métodos anticoncepcionais por estudantes adolescentes.
Rev.
Saúde Pública 2006; 40(1): 57-64./3
3. Análise de artigos científicos sobre a Anticoncepção na adolescência para o cuidado de
enfermagem. Oliveira, edmara teixeira1; gomes, gabriele dias2; beserra, eveline pinheiro3; alves,
maria dalva santos4.
4. Romero MI, Maddaleno M, Silber TJ, Munist M. Salud reproductiva. In: Silber TJ, Munist MM,
Maddaleno M, Ojeda ENS, organizadores. Manual de medicina de la adolescencia. Washington:
Organización Panamericana de Salud; 1991. p. 473-82.
5..Romero KT. Características do desenvolvimento físico e dos conhecimentos sobre sexualidade,
métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis de adolescentes do sexo feminino
[dissertação]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2003.
6.Araújo TME. Vacinação Infantil: conhecimentos, atitudes e práticas da população da Área
Norte/Centro de Teresina/PI [ tese]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2005.
Enfermeira. Doutora. Professora. Universidade do Contestado – UnC em Concórdia. Líder
do Grupo de Estudos e Pesquisas em Promoção da Saúde – GEPEPS. Autora
correspondente: Rua Liberal Brezolla, 30. Bairro Belo Vista.
ANEXOS
Tabela 1
Uso de métodos contraceptivos entre os adolescentes de vida sexual ativa de 14 a
16 anos. Escola Estadual Comandante Braz de Aguiar, Cruzeiro do Sul, Acre,
Brasil, 2014.
Método contraceptivo
Números de adolescentes
Anticoncepcional oral
10
Coito interrompido
48
Preservativo
20
Tabelinha
4
Anticoncepcional
2
oral
e
preservativo
Injetável
–
Muco cervical
–
Preservativo e injetável
–
Preservativo e tabela
1
Gotas
Total
85
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